Ceilândia ganha nova UTI de alta complexidade e reforça atendimento a pacientes críticos

Foto Paulo Marcial

Hospital Anchieta Ceilândia inaugura 32 novos leitos de terapia intensiva e amplia a capacidade assistencial da região

A Durante muito tempo, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foi vista apenas como o setor destinado aos casos mais graves. Hoje, a medicina intensiva vai além: conforto, privacidade, tecnologia e atuação integrada das equipes passaram a ser reconhecidos como fatores que também contribuem para a recuperação dos pacientes.

Essa transformação chega ao Hospital Anchieta Ceilândia, que amplia em 32 leitos sua capacidade de atendimento e aproxima de uma das regiões mais populosas do Distrito Federal uma estrutura de alta complexidade que, durante muitos anos, esteve concentrada principalmente na área central de Brasília.

Projetada para atender às necessidades da medicina intensiva contemporânea, a nova unidade reúne acomodações individuais, banheiros privativos, iluminação natural, controle de ruídos e monitorização contínua. O ambiente foi concebido para oferecer mais segurança, privacidade e conforto aos pacientes, além de melhores condições de trabalho às equipes assistenciais.

Entre os diferenciais está um leito equipado com sistema de isolamento respiratório por pressão negativa, tecnologia inédita em Brasília. O recurso impede que o ar potencialmente contaminado circule para outras áreas da unidade, aumentando a segurança no atendimento de pacientes com doenças infectocontagiosas.

Outro avanço é a integração da nova UTI com uma ressonância magnética equipada com recursos de Inteligência Artificial. A tecnologia melhora a qualidade das imagens, reduz o tempo dos exames e contribui para decisões clínicas mais rápidas, especialmente em casos de maior complexidade.

Estrutura pensada para favorecer a recuperação

Para o coordenador das UTIs do Hospital Anchieta Ceilândia, Belchior Santana, a evolução da medicina intensiva passa por uma assistência que integra tecnologia, estrutura e equipes especializadas.

“Hoje entendemos que a recuperação do paciente depende de um conjunto de fatores. A tecnologia é fundamental, mas também fazem diferença um ambiente mais silencioso, acomodações individuais, iluminação natural e a atuação integrada de diferentes profissionais. Tudo isso contribui para uma assistência mais segura e eficiente.”, destaca.

Além da infraestrutura, os novos leitos serão assistidos por uma equipe multiprofissional formada por médicos intensivistas, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais que acompanham cada paciente de forma integrada ao longo de toda a internação.

Na avaliação do coordenador regional das UTIs dos Hospitais Anchieta, Marcelo Maia, a medicina intensiva também passou por uma mudança importante na forma de indicar esse tipo de cuidado.

“A UTI deixou de ser vista apenas como o último recurso. Em muitos casos, a internação no momento adequado permite monitoramento contínuo, intervenções mais rápidas e redução de complicações, aumentando as chances de recuperação”, pontua.

Mais acesso à alta complexidade

A ampliação também representa um avanço para a assistência de alta complexidade em Ceilândia. Segundo o diretor-geral e diretor técnico do Hospital Anchieta Ceilândia, Clodoaldo Abreu da Silveira Junior, o investimento amplia a capacidade de resposta da unidade e aproxima serviços especializados da população.

“Estamos oferecendo à comunidade uma estrutura preparada para atender pacientes críticos com tecnologia, equipes qualificadas e um modelo assistencial alinhado às necessidades da medicina intensiva atual. É um investimento que amplia o acesso e fortalece a assistência na região”, comemora.

O Distrito Federal possui a maior oferta de leitos de UTI por habitante do país, com 76,68 leitos para cada 100 mil habitantes, segundo levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib). 

Expansão acompanha demanda crescente

Para o diretor-geral dos Hospitais Anchieta, Marcello Caio de Souza Reis, ampliar a capacidade instalada significa acompanhar uma demanda crescente por atendimento especializado sem abrir mão da qualidade.

“A expansão vai muito além do aumento do número de leitos. Ela representa um investimento em inovação, qualificação das equipes e infraestrutura para oferecer uma assistência cada vez mais segura, eficiente e centrada nas necessidades dos pacientes.”, afirma.

Com a ampliação, o Hospital Anchieta Ceilândia reforça sua capacidade de atendimento a pacientes de alta complexidade e aproxima da população uma estrutura que reúne tecnologia, equipes especializadas e um novo conceito de cuidado intensivo.

 

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