Categoria: Arquitetura, Decoração, Urbanismo, Paisagismo

“Infinito Azul” chega à Referência Galeria de Arte neste sábado

Divulgação

A Referência Galeria abre para o público no dia 24 de outubro, sábado, às 17h, a exposição “Infinito Azul – Celebrando Iolovitch“, com curadoria de Rogério Quintão.

Paulo Iolovitch (1936–2024), carinhosamente conhecido como “Azul”, foi um dos pioneiros mais singulares das artes plásticas em Brasília. Paulista de nascimento, radicou-se na capital em 1962, onde construiu uma obra de profunda liberdade estética, marcada por traços inconfundíveis e pelo uso vibrante das cores. Em uma cidade famosa por sua arquitetura monumental e falta de esquinas, Iolovitch subverteu o circuito tradicional de exposições ao levar sua arte diretamente ao público. Durante décadas, sua marca registrada foi caminhar pelo Plano Piloto com as telas debaixo do braço, apresentando e comercializando suas pinturas de mesa em mesa nos bares mais tradicionais da cidade, como o Beirute, tornando sua obra parte do acervo afetivo e físico de inúmeros brasilienses.

Com o passar do tempo, limitações físicas o impediram de continuar suas peregrinações diárias, mas não frearam sua vontade de compartilhar a pintura. Iolovitch inovou mais uma vez ao transformar o jardim de sua quadra, a 304 Norte, em uma galeria permanente a céu aberto, estendendo cordas entre as árvores para pendurar e expor suas telas ao ar livre. Para além das ruas, sua produção alcançou importantes coleções particulares e institucionais, consolidando seu nome na história cultural do Distrito Federal. Ao falecer aos 88 anos, o artista deixou um legado inestimável, eternizado como o mestre que libertou a arte dos espaços restritos para fazê-la pulsar no convívio diário da cidade.

Serviço | Referência Galeria de Arte, Sala Principal
Endereço | CLN 202 Bloco B Loja 11, Subsolo, Brasília/DF
Entrada | Gratuita
Classificação indicativa | Livre para todos os públicos
Telefone | +55 (61) 3963 3501
WhatsApp | +55 (61) 981 623 111

JK Espaço Arte recebe exposição que revela os universos criativos da colagem digital de Elder Galvão

Telmo Ximenes Fotografia

Mostra gratuita reúne ilustrações para jornais, livros didáticos e literatura infantil, além de oferecer um canto de leitura para aproximar crianças e famílias do universo dos livros

O JK Espaço Arte, no JK Shopping, recebe a exposição Mundos Sobrepostos: a arte da colagem digital de Elder Galvão, uma experiência que convida o público a descobrir diferentes formas de enxergar o mundo por meio da arte. Até 12 de novembro de 2026, a mostra apresenta ao público a trajetória e a versatilidade do ilustrador, publicitário, escritor, artista radicado em Brasília que construiu uma carreira de destaque no mercado editorial brasileiro e na imprensa nacional. A entrada é gratuita, e a classificação indicativa é livre.

Reunindo trabalhos que atravessam o universo das notícias, da educação e da literatura infantil, a exposição transforma o JK Espaço Arte em um lugar de encontro entre arte, imaginação e conhecimento. A proposta é proporcionar aos visitantes uma experiência que vai além da contemplação, valorizando o contato com a produção artística e incentivando a descoberta de novas narrativas por crianças, jovens e adultos.

Três mundos, muitas histórias para descobrir

A exposição se organiza em três universos que revelam diferentes facetas da produção de Elder Galvão. Em O mundo da notícia, o público conhece ilustrações editoriais criadas para acompanhar artigos de opinião e análise em veículos como o Grupo Folha, O Estado de S. Paulo e a Editora Abril. Já O mundo da escola apresenta trabalhos desenvolvidos para livros e materiais didáticos, destacando o papel da imagem na construção do conhecimento.

Em O mundo da imaginação, a literatura infantil ganha protagonismo. O espaço reúne ilustrações que convidam o visitante a mergulhar em histórias, personagens e universos fantásticos, incluindo os cinco livros em que assina tanto o texto quanto as imagens. Entre os destaques está O dia que a árvore do meu quintal falou comigo (HarperKids, 2022), livro de estreia do ator e apresentador Paulo Vieira, ilustrado pelo artista e que integrou a lista de mais vendidos do PublishNews.

Com cerca de cem livros ilustrados no currículo, Elder demonstra como a colagem digital pode assumir diferentes formas e sentidos, transitando entre a informação, a educação e a fantasia sem perder sua identidade visual.

Uma identidade visual que desperta o olhar

Composições geométricas, contrastes de luz e sombra, contornos precisos e expressões construídas com poucas linhas são algumas das marcas do trabalho de Elder Galvão. Seu estilo combina rigor gráfico e sensibilidade, criando personagens e imagens capazes de provocar identificação, curiosidade e emoção.

A produção do artista também percorre diferentes intensidades. Em Zacarias e o Pé de Porcarias, a colagem explora escolhas visuais mais ásperas e impactantes. Em Tem um Menino na Lua, as linhas delicadas conduzem o olhar por uma atmosfera sensível e poética. Entre esses extremos, o artista imprime personalidade tanto às narrativas infantis quanto às ilustrações editoriais que traduzem temas complexos em imagens.

Para Elder, o reconhecimento de sua linguagem artística pelo público infantil é uma das experiências mais especiais de seu trabalho. “Nada me emociona mais do que uma criança apontar para um desenho e dizer ‘esse é do Elder’. Quando ela reconhece um ilustrador, descobre que existe alguém por trás de cada imagem, e começa a escolher do que gosta”, afirma o artista.

Um convite para ler, imaginar e compartilhar

A experiência de Mundos Sobrepostos se estende para além das obras expostas. A mostra conta com o Canto da Leitura, um espaço interativo pensado para que crianças e famílias possam se acomodar, folhear livros ilustrados e descobrir novas histórias juntos.

A iniciativa reforça a importância do contato com os livros desde a infância e transforma a visita em uma oportunidade de convivência, descoberta e troca entre diferentes gerações. Ao aproximar arte e literatura em um ambiente acolhedor, a exposição convida o público a olhar com mais atenção para as imagens, reconhecer a criatividade por trás de cada ilustração e experimentar o prazer da leitura compartilhada.

Ao receber Mundos Sobrepostos, o JK Espaço Arte amplia sua proposta como espaço multicultural do JK Shopping, reunindo iniciativas que aproximam a comunidade da arte e da cultura. A exposição oferece uma oportunidade de conhecer de perto a obra de um artista com trajetória consolidada e, ao mesmo tempo, despertar novos olhares para o universo da ilustração brasileira.

Sobre Elder Galvão

Natural de Campo Formoso (BA), Elder vive em Brasília. É formado em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Marketing pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Antes de se dedicar à ilustração, atuou nas áreas de design, publicidade e comunicação pública.

Ao longo de sua trajetória, ilustrou cerca de cem livros para editoras como FTD, Moderna, HarperCollins, Leiturinha, Ciranda Cultural, Positivo e Pera Book, além de desenvolver cinco obras autorais. Entre seus trabalhos está O dia que a árvore do meu quintal falou comigo, livro de estreia de Paulo Vieira que figurou na lista de mais vendidos do PublishNews. Elder é integrante da Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais (ABIPRO) e do Instituto Casa de Autores.

SERVIÇO: Exposição “Mundos Sobrepostos: a arte da colagem digital de Elder Galvão”
Período: até 12 de novembro de 2026.

Local: JK Espaço Arte – Teatro e Galeria | Piso SS | JK Shopping — Taguatinga (DF). Entrada: gratuita.
Classificação indicativa: livre.

Mais tempo para descobrir Athos Bulcão no Casapark

Foto divulgação

Prorrogada até 27 de outubro, exposição Entre Tempos reúne mais de 40 obras do artista, algumas nunca exibidas ao público, e revela uma produção que vai além dos azulejos

Quem ainda não visitou Entre Tempos, exposição dedicada a aspectos pouco conhecidos da obra de Athos Bulcão, ganhou mais tempo para conferir a mostra. Em cartaz no Mezanino da Livraria Travessa, no Casapark, a exposição foi prorrogada até 27 de outubro.

Com curadoria de Valéria Cabral, presidente da Fundação Athos Bulcão, Entre Tempos reúne mais de 40 obras, algumas inéditas para o público, pertencentes a coleções particulares. A mostra percorre quase seis décadas da produção do artista, de 1943 aos anos 2000, e convida o visitante a descobrir um Athos que vai além dos famosos painéis de azulejos que ajudaram a construir a identidade visual de Brasília. A seleção reúne desenhos, pinturas a óleo e acrílica e trabalhos que revelam diferentes linguagens, interesses e experimentações ao longo de sua trajetória.

Entre os destaques estão uma série dedicada ao Carnaval, relacionada às memórias de infância e juventude do artista no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, e obras que dialogam com o período em que estudou medicina. O interesse pelo desenho e pelas aulas de anatomia deixou marcas em sua produção, na qual formas orgânicas, células e estruturas reaparecem em diferentes composições.

O acesso a acervos particulares foi fundamental para revelar essa diversidade. “Quando fui ver a coleção, encontrei obras de 1943 e coisas que nunca tinha visto na vida”, conta Valéria Cabral. “Antes de mais nada, Athos era um desenhista. Era o que ele gostava de fazer.”

Além do valor artístico, as obras carregam histórias pessoais e vínculos construídos entre o artista e os colecionadores que reuniram esses trabalhos ao longo dos anos. Entre Tempos também conta com pesquisa historiográfica de Caetano Xavier de Albuquerque e texto de Marília Panitz, que contribuem para contextualizar a trajetória do artista e as transformações de sua produção.

A prorrogação amplia a oportunidade de o público entrar em contato com diferentes facetas de um dos nomes fundamentais da arte brasileira e de reconhecer a amplitude de uma obra que ultrapassa sua presença marcante na arquitetura da capital.

Serviço:

Exposição: Entre Tempos – Athos Bulcão

Visitação: até 27 de outubro de 2026
Horários: segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 20h
Local: Mezanino da Livraria Travessa – Casapark
Entrada: gratuita
Realização: Casapark, em parceria com a Fundação Athos Bulcão
Instagram: @casapark | @fundathos

Vik Muniz chega ao CCBB Brasília com cerca de 188 obras na maior retrospectiva de sua carreira

Foto divulgação

“Vik Muniz – A Olho Nu”, vista por mais de 600 mil visitantes, percorre quase quatro décadas da trajetória de um dos artistas brasileiros de maior projeção internacional

A maior e mais abrangente retrospectiva já dedicada à produção de Vik Muniz chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Brasília reunindo cerca de 188 obras, entre fotografias, esculturas e objetos, em um percurso por quase quatro décadas de criação de um dos artistas brasileiros de maior reconhecimento internacional. Com curadoria de Daniel Rangel, “Vik Muniz – A Olho Nu”ocupa as galerias I e II do CCBB Brasília de 27 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027, com entrada gratuita.

Apresentada pelo Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, com patrocínio do Banco do Brasil, a exposição chega à capital federal depois de passar pelo Instituto Ricardo Brennand, no Recife, pelo Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, em uma realização do CCBB Salvador, e pelo CCBB Rio de Janeiro. Juntas, as três etapas receberam mais de 600 mil visitantes, demonstrando a receptividade do público à proposta.

Ao reunir diferentes fases da trajetória de Vik Muniz, “A Olho Nu” oferece ao visitante a oportunidade de conhecer em profundidade seu processo de criação, desde as primeiras experiências com esculturas até as séries fotográficas que o tornaram mundialmente conhecido e suas pesquisas mais recentes. Ao longo do percurso, é possível descobrir como os materiais são escolhidos, como as imagens são elaboradas e de que maneira uma mesma obra se transforma conforme a distância e a atenção de quem a observa.

O ineditismo do projeto está também na amplitude desse encontro entre trabalhos que nem sempre são apresentados juntos. Além das fotografias mais conhecidas, a retrospectiva evidencia a importância dos objetos e das esculturas na origem da pesquisa do artista. Assim, permite compreender como seu interesse pela fotografia surgiu da documentação de suas próprias peças e se tornou parte central de sua prática artística.

Como explica Daniel Rangel, a exposição “propõe um passeio pela produção do artista, desde suas obras tridimensionais, criadas antes do uso da câmera fotográfica, até suas séries mais conhecidas e as mais recentes”. Mais do que acompanhar uma sequência de obras, o público é convidado a perceber as relações entre elas e a reconhecer como memória, cultura popular e história da arte atravessam sua produção.

Nas galerias, esculturas são apresentadas ao lado das obras fotográficas, em um percurso que combina alguns eixos cronológicos com aproximações entre os trabalhos. “As obras se relacionam por similaridades poéticas, visuais, formais ou contextuais”, explica Rangel. Assim, embora permita acompanhar o desenvolvimento da produção de Vik Muniz, a montagem não segue uma ordem estritamente cronológica: o diálogo entre objetos e imagens orienta o visitante ao longo de toda a exposição.

Nascido em São Paulo, em 1961, Vik Muniz construiu uma das trajetórias mais reconhecidas da arte contemporânea brasileira ao transformar materiais cotidianos em imagens que surpreendem o olhar. Sua carreira internacional começou a ganhar forma nos anos 1980, quando se mudou para os Estados Unidos, e alcançou projeção com trabalhos realizados a partir de materiais tão diversos quanto açúcar, chocolate, brinquedos, recortes de revistas e resíduos.

Sua produção integra importantes acervos, como os do Centre Georges Pompidou, em Paris; do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri; do Solomon R. Guggenheim Museum, em Nova York; e da Tate, em Londres. No Brasil, está presente em coleções como as do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, entre outras.

Além desse reconhecimento, sua trajetória é marcada por ações que aproximam arte, educação e transformação social. O trabalho realizado com catadores do aterro de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, deu origem ao documentário “Lixo Extraordinário”, indicado ao Oscar.

É esse artista, cuja obra circula pelo mundo sem perder a ligação com suas origens, que o público de Brasília poderá reencontrar em uma exposição construída não apenas como retrospectiva, mas como oportunidade de compreender as conexões e transformações que atravessam sua produção.

Entre Medusa, Verso, ciência e imagem

Entre os destaques da exposição, “Medusa Marinara” aproxima a pesquisa do artista de imagens célebres da história da arte ao recriar a figura mitológica com alimentos e molho de tomate. O trabalho convida o visitante a alternar entre o reconhecimento da imagem e a descoberta dos elementos que a compõem, experiência recorrente na produção de Vik Muniz.

Por sua vez, a série “Verso” desloca a atenção para a parte de trás de pinturas conhecidas, como “Abaporu”, de Tarsila do Amaral; “Gioconda”, de Leonardo da Vinci; e “Noite Estrelada”, de Vincent van Gogh. Reproduzidos com precisão, molduras, etiquetas, manchas e marcas de uso revelam aspectos que costumam permanecer fora do campo de visão do público. Ao mostrar essas faces pouco vistas, o artista apresenta também os vestígios da circulação e da história material de cada pintura.

Enquanto esses trabalhos exploram reconhecimento e memória, outras séries questionam a confiança que depositamos nas imagens. Em “Principia”, um visor estereoscópico faz composições de objetos comuns parecerem fenômenos científicos complexos. Já em “Colônias”, desenvolvida em colaboração com o biólogo Tal Danino durante uma residência no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, células vivas são organizadas e registradas por microscopia, dando origem a imagens que aproximam arte e ciência.

Nesse percurso, a série “Relicário” ocupa um lugar central. Suas esculturas combinam formas familiares e materiais inesperados, alterando as expectativas sobre objetos reconhecíveis. Foi a partir da documentação dessas peças que Vik Muniz passou a investigar mais diretamente a linguagem fotográfica e a assumir o registro de suas criações. A presença desses trabalhos permite acompanhar essa passagem e perceber como o diálogo entre objeto e imagem permanece vivo em sua obra.

“Vik Muniz é um ilusionista — um mágico na construção de imagens que não existem, mas que se tornam reais”, afirma Daniel Rangel. Esse jogo visual se aproxima de referências presentes nas ruas, nas feiras, nas festas populares e nos objetos do dia a dia. Por isso, mesmo quando parte de obras consagradas da história da arte, sua produção abre caminhos de identificação com diferentes públicos.

Ao reunir 188 obras, “A Olho Nu” oferece ao público de Brasília a possibilidade de acompanhar essa pesquisa em profundidade. Entre a surpresa inicial e a observação dos detalhes, a exposição convida a descobrir materiais, revisitar imagens e compreender os processos de um artista que fez da transformação do cotidiano uma linguagem reconhecida internacionalmente.

Sobre Vik Muniz

Vik Muniz nasceu em 1961, em São Paulo, de pais imigrantes do Ceará e de Minas. Ele tem ateliês no Rio de Janeiro, Nova York e Salvador, e sua obra questiona e tensiona os limites da representação.

Apropriando-se de matérias-primas como açúcar, feijão, chocolate e até lixo, o artista meticulosamente compõe paisagens, retratos e imagens icônicas retiradas da história da arte e do imaginário da cultura visual, propondo outros significados para esses materiais e para as representações criadas.

Ele é regularmente convidado como palestrante, professor visitante e artista residente em instituições de ensino de prestígio, como a Universidade Harvard, o MIT, a Universidade de Princeton, Yale, a Sorbonne, Oxford, o Bard College, a Conferência TED e o Fórum Econômico Mundial. “Waste Land”, documentário sobre seu trabalho colaborativo no aterro sanitário do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, foi indicado ao Oscar em 2010.

“Vik Muniz: Fotografia, Mente e Matéria”, publicado pela Aperture em 2025, é sua publicação mais recente. Vik Muniz também se destaca pelos projetos sociais que coordena, partindo da arte e da criatividade como fator de transformação em comunidades brasileiras e criando, ainda, trabalhos que buscam dar visibilidade a grupos marginalizados na nossa sociedade.

Em reconhecimento a essas contribuições, foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da UNESCO. Ele fundou a Escola Vidigal, que oferece atividades extracurriculares em arte, design e tecnologia para crianças da favela Vidigal, no Rio de Janeiro, e abriu o Lugar Comum, uma galeria de arte contemporânea instalada no Mercado São Joaquim, um mercado tradicional de alimentos em Salvador, Bahia.

Sobre Daniel Rangel

Daniel Rangel é mestre em Artes Visuais pela USP, onde cursa o doutorado em poéticas visuais, e bacharel em Comunicação pela UCSal. Curador, pesquisador e gestor cultural com mais de duas décadas de atuação, dirige o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC-BAHIA)e é sócio da N+1 Arte Cultura. Foi curador-chefe do Museu de Arte Moderna da Bahia (2021–2023), diretor artístico do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e diretor da Diretoria de Museus da Secult-BA.

Assina a curadoria de “Vik Muniz – A Olho Nu”, maior retrospectiva do artista; “REVER”_Augusto de Campos, no Sesc Pompeia, eleita melhor exposição individual de artista brasileiro pela revista Select/Celeste; “Palavra em Movimento”, sobre Arnaldo Antunes, vencedora do APCA 2015; e “Mynameis Ivald Granato”, premiada no Arcanjo de Cultura. Participou de bienais e festivais no Brasil e no exterior, como a 8ª Bienal de Curitiba, as Bienais de Cerveira (Portugal), o Festival Art.br, em Nova York, e o World BiennialForum.

É autor e organizador de publicações como “Klaxon em Revista”, “Making Biennials in Contemporary Times”, “Luzescrita”, “ReadyMade in Brasil” e “Afonso Tostes: entre a cidade e a natureza”. Também realizou curadorias individuais de nomes como Tunga, Waltercio Caldas, José Resende, Carlito Carvalhosa, Ayrson Heráclito e Rodrigo Braga, além de mostras coletivas como “O Museu de Dona Lina”, “Encruzilhada, Utopias e Distopias” e “Poesis in Praxis”.

Acessibilidade CCBB

A ação Vem pro CCBB conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes.

A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van.

Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.

Horários da van, de quinta a domingo:

Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h;

CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

O CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

 

Serviço:

Exposição: “Vik Muniz – A Olho Nu”
Curadoria: Daniel Rangel
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília – galerias I e II
Endereço: SCES Trecho 2 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves
Temporada: de 27 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027
Dias e horários de visitação: de terça a domingo, das 9h às 21h
Entrada gratuita, mediante retirada de ingressos no site do CCBB Brasília
Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Informações: (61) 3108-7600 | ccbbdf@bb.com.br | site CCBB Brasília | Instagram: @ccbbbrasilia | TikTok: @ccbbcultura | YouTube: Bancodobrasil

Apresentação: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Patrocínio: Banco do Brasil

“Entre Terras e Memórias”: Simone Oliveira apresenta sua primeira exposição individual em Brasília

Foto divulgação

Artista mineira, criada entre as paisagens de uma fazenda de café em Patrocíni( MG), reúne cerca de 25 pinturas figurativas e abstratas na Mercato Antiguidades + Arte + Design

A relação de Simone Oliveira com a pintura nasceu em meio às paisagens de uma fazenda de café em Patrocínio, na região do Alto Paranaíba, no interior de Minas Gerais. Cercada desde a infância pela natureza e por uma história familiar ligada à terra, a artista encontrou nas telas, ao longo dos anos, uma maneira de transformar
lembranças, sentimentos e experiências em cores e formas. Essa trajetória chega agora a Brasília com a exposição “Simone Oliveira. Entre Terras e Memórias”, sua primeira individual na capital, que será inaugurada no dia 29 de outubro, na Mercato Antiguidades + Arte + Design.

A mostra reúne cerca de 25 pinturas, entre trabalhos figurativos e abstratos, revelando diferentes momentos da produção da artista. A exposição também marca uma nova etapa em sua trajetória, iniciada de maneira intuitiva ainda na adolescência, quando aos 16 anos deu suas primeiras pinceladas, e desenvolvida paralelamente às atividades profissionais que exerceu durante anos na administração da fazenda de café da família. “Quando eu começo a pintar, algo em mim silencia. Eu me conecto com a tela de um jeito que nem sempre consigo explicar. É como se, por algumas horas, o mundo lá fora deixasse de existir e ficassem apenas eu, as cores e tudo aquilo que estou sentindo”,conta Simone.

Aos 26, Simone começou a levar a pintura mais a sério e passou a experimentar uma linguagem mais abstrata, encontrando na pintura um espaço de liberdade e expressão.Durante muito tempo, a atividade artística permaneceu como uma forma de relaxamento, dividindo espaço com o trabalho administrativo na propriedade rural da família. A profissionalização veio gradualmente, acompanhando o amadurecimento de sua linguagem.

A escolha do título “Entre Terras e Memórias” estabelece uma relação direta com essa trajetória. Simone nasceu em uma região marcada pela produção de café e pertence a uma família com raízes portuguesas e italianas que se estabeleceram no Alto Paranaíba ao longo de gerações. Seus antepassados chegaram à região de Serra do Salitre, então pertencente a Patrocínio, em busca de terras e oportunidades de prosperidade. A história familiar se entrelaça, assim, à própria formação do território mineiro, às fazendas e às paisagens que fizeram parte da experiência da artista.Mais do que uma referência biográfica, essa memória da terra aparece em sua produção
como matéria sensível. A paisagem, as lembranças e as emoções se misturam em obras que transitam entre a figuração e a abstração, sem uma fronteira rígida entre as duas linguagens.

“Nem sempre eu sei exatamente aonde a obra vai me levar. Eu começo e permito que ela aconteça. Cada pincelada carrega um pouco de mim: às vezes é força, outras vezes, saudade, alegria, ansiedade e memórias… muitas memórias. E, aos poucos, aquilo que estava apenas dentro de mim ganha cor e forma”, afirma a artista.

Embora tenha realizado sua primeira exposição ainda em 1998, em um evento promovido pelas Embaixadas do Canadá e dos Estados Unidos, em Brasília, Simone manteve durante anos uma relação mais reservada com a produção artística. Em 2024, participou de uma exposição no Sesc, em Belo Horizonte. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual, em Uberlândia, e aprofundou sua formação em curso com a artista plástica Lari Lamaste, na Arte Academy.

A chegada de Simone à cena artística brasiliense representa, portanto, não apenas uma nova exposição, mas a apresentação de uma trajetória construída lentamente, entre o cotidiano da vida rural, a memória familiar e a necessidade pessoal de pintar.“Pintar, para mim, é mais do que criar uma obra. É me encontrar. É me ouvir sem
precisar dizer uma palavra”, resume Simone.

“Simone Oliveira. Entre Terras e Memórias” será inaugurada em 29 de outubro, na Mercato Antiguidades + Arte + Design, em Brasília. A exposição reúne aproximadamente 25 obras e apresenta ao público uma produção marcada pelo diálogo entre paisagem, memória, afetos e diferentes possibilidades da pintura contemporânea.

Sala imersiva de Yoshitaka Amano atrai milhares de visitantes ao CCBB Brasília

Foto divulgação

Instalação no Pavilhão de Vidro utiliza 9 projetores laser sincronizados para transportar o público ao universo de Deva Loka

Luzes, imagens em movimento, criaturas fantásticas e constelações douradas tomam conta do Pavilhão de Vidro do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília). É nesse espaço que acontece a sala imersiva de Yoshitaka Amano – Além da Fantasia, que encerra o percurso da exposição e vem despertando o interesse de milhares de visitantes desde a abertura da mostra na capital.

Com 11 minutos e 40 segundos de duração e nove projetores laser sincronizados, a instalação articula vídeo, luz, som, automação e projeção em uma sequência audiovisual construída a partir das obras do artista japonês. Desenvolvida especialmente para a mostra em parceria com a AYA Studio, a sala encerra o percurso expositivo e propõe uma passagem para dentro das imagens de Amano. Com patrocínio da BB Asset, a exposição fica em cartaz no CCBB Brasília até 1º de novembro.

A instalação toma como ponto de partida Deva Loka, termo sânscrito que significa “mundo dos deuses” e designa, nas cosmologias hindu e budista, o plano onde habitam os devas. Desenvolvida desde o fim dos anos 2000, a série reúne referências orientais e ocidentais em uma mitologia pessoal, povoada por figuras aladas, divindades, demônios, criaturas psicodélicas e elementos de ficção científica. Treze obras foram selecionadas por sua potência visual, e seis pinturas ganham movimento ao longo da sequência audiovisual.

A criação partiu de uma pergunta: como levar Amano para além das molduras sem apenas transformar as pinturas em animações? O trabalho buscou identificar e revelar movimentos, ritmos e atmosferas já latentes nas imagens, preservando a autoria e a força visual das obras originais.

Para isso, cada imagem foi digitalizada, recortada e separada em camadas. Ondas se expandem, serpentes circulam e personagens respiram, sempre preservando a delicadeza e a fluidez do traço de Amano. O mapeamento de projeção em paredes e piso, sincronizado ao design sonoro e à luz, transforma a sala em um ambiente que o público não apenas observa, mas habita.

A direção geral da exposição é de Felipe Sztutman. O desenvolvimento da obra imersiva é assinado por  AYA Studio. Ihon Yadoya responde pela produção técnica; Raphael Minhoso, João Alencar e Thiago Daudt; pela produção de conteúdo em motion graphics. Juvi Chagas assina a trilha sonora original. Antonio Curti assina a concepção e curadoria da exposição.“Desde o início, a pergunta era como levar Amano para além das molduras sem substituir a força das obras originais. Em vez de simplesmente animar as pinturas, buscamos revelar movimentos que já estavam latentes nelas. A tecnologia funciona como uma passagem: permite que o público deixe de apenas observar e, por alguns minutos, habite o universo de Amano”, afirma Felipe Sztutman, diretor geral da exposição.

Além da experiência imersiva

Em cartaz até 1º de novembro, Yoshitaka Amano – Além da Fantasia reúne 218 obras originais vindas diretamente do Japão e percorre mais de cinco décadas da trajetória do artista. A mostra apresenta pinturas, ilustrações, objetos e trabalhos que revelam diferentes momentos de uma produção que atravessa animação, videogames, literatura, quadrinhos, moda e artes visuais. Nascido em 1952, na província japonesa de Shizuoka, Amano iniciou a carreira ainda adolescente na Tatsunoko Production. Ao longo das décadas, desenvolveu uma linguagem própria, marcada por linhas fluidas, figuras etéreas e pelo encontro entre referências da tradição japonesa e diferentes influências da arte e da cultura contemporânea.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão sua contribuição para a identidade visual de Final Fantasy, os projetos Vampire Hunter D e Angel’s Egg e colaborações com Neil Gaiman, DC Comics, Magic: The Gathering e Vogue Itália. Com curadoria de Antonio Curti, a exposição está organizada em sete núcleos temáticos: Tatsunoko, Final Fantasy, Candy Girl, Deva Loka, Vampire Hunter D, Angel’s Egg e Colaborações. 

Sobre a BB Asset

A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,79 trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 17,4% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento. A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural.

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Localizado no Edifício Tancredo Neves, o prédio é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico de autoria de Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizadas exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, o CCBB Brasília oferece o Programa Educativo, projeto contínuo de arte-educação que desenvolve ações educativas e culturais. O programa aproxima os visitantes da programação em cartaz, acolhe o público espontâneo e atende especialmente estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições por meio de visitas mediadas e agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.

O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília

Horário da van – De quinta-feira a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h. | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

Serviço

Yoshitaka Amano – Além da Fantasia Até 1º de novembro de 2026

Horários: De terça-feira a domingo, das 9h às 21h

Ingressos gratuitos, mediante retirada no site www.bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília.

Local: Galerias 3, 5 e Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul

Classificação indicativa: Livre

Venâncio Shopping recebe encontro de miniaturas e cultura automotiva

Foto divulgação

Evento teve centenas de miniaturas de carros, dioramas, peças em 3D e action figures, além de roda de conversa sobre colecionismo e automobilismo. Entrada franca

Os apaixonados por carros e colecionismo têm encontro marcado no Venâncio Shopping no dia 17 (sábado). O empreendimento recebe uma edição em formato Mini do Encontro Brasília Diecast (EBD), considerado o maior evento de miniaturas de carros e cultura automotiva do Centro-Oeste. A programação é gratuita e acontece das 10h às 17h, na praça de alimentação, no térreo, com atrações para toda a família.

Durante o encontro, o público poderá conferir milhares de miniaturas de carros, participar de atividades de compra, venda e troca, além de conhecer dioramas, peças em 3D e action figures. A programação inclui ainda uma roda de conversa sobre cultura automotiva e miniaturas, criando oportunidades para colecionadores e entusiastas compartilharem conhecimentos e experiências.

Há cinco anos, o Encontro Brasília Diecast reúne apaixonados por miniaturas e cultura automotiva no Distrito Federal, consolidando-se como ponto de encontro para colecionadores, expositores e entusiastas de diferentes gerações. Ao longo de sua trajetória, o evento vem ampliando o espaço dedicado ao colecionismo, com miniaturas de diferentes modelos e escalas, peças especiais e atividades que celebram o universo automobilístico. A iniciativa também contribui para aproximar pessoas que compartilham esse interesse, transformando a paixão por carros em uma experiência de convivência e troca.

Para Rosângela Castro, gerente de Marketing do Venâncio Shopping, a realização do evento amplia as opções de lazer e convivência oferecidas pelo empreendimento. “O Encontro Brasília Diecast traz uma programação que reúne diferentes gerações em torno de uma paixão em comum. É uma oportunidade para conhecer o universo das miniaturas, trocar experiências e aproveitar uma atividade gratuita em família”, afirma.

Estacionamento promocional

Para oferecer comodidade aos visitantes, o Venâncio Shopping disponibiliza estacionamento coberto por valor fixo de R$ 8, de segunda a sexta-feira, das 17h às 23h. Aos fins de semana e feriados, clientes que realizarem compras a partir de R$ 50 têm direito à gratuidade no estacionamento, mediante validação do tíquete no Balcão de Informações, localizado no piso G1. O benefício é válido das 8h às 23h59, conforme regulamento disponível no site do empreendimento.

Sobre o Venâncio Shopping

No centro da capital do país desde 1976, o Venâncio Shopping reúne comércio, serviços, gastronomia e negócios. O empreendimento abriga uma torre empresarial e funciona como um hub de serviços, com opções como Procon, Na Hora Empresarial, Polícia Federal, cartório de registro de imóveis, clínicas e faculdades. Na área gastronômica, estão restaurantes como Jamie Oliver Kitchen, Cantón Peruvian & Chinese Food, Confraria do Camarão, Outback Steakhouse, Starbucks e Távola.

Serviço
Encontro Brasília Diecast (EBD) | Edição Mini
Data: 17 de outubro (sábado)
Horário: das 10h às 17h
Local: praça de alimentação, térreo, Venâncio Shopping
Entrada: gratuita
Classificação: livre

Pet friendly

Informações e programação: @https://www.instagram.com/encontrobrasiliadiecast_/


Venâncio Shopping
SCS Q. 8 – Asa Sul
Informações: (61) 3208-2000
Site: www.venancioshopping.com.br
Instagram: @venancioshopping

ANIMAIS DO CERRADO: ÚLTIMOS DIAS

Foto divulgação

Exposição traz a fauna do bioma para uma experiência imersiva e fica em cartaz até 18 de outubro

Últimos dias para visitar a exposição Animais do Cerrado. A flora, a fauna e a cultura presentes nessa savana tão familiar aos brasilienses é um tesouro natural que deve ser compreendido e protegido. A observação e a contemplação dos animais que a habitam, como o jacaré do papo amarelo, a onça-pintada, o tamanduá-bandeira, a cascavel, a arara e tantos outros vertebrados pode ser o início de uma jornada de conscientização e preservação.

A exposição gratuita transforma a Praça Central do ParkShopping em um cenário de descobertas, brincadeiras e de conexão com o bioma. Animais do Cerrado fica em cartaz somente até 18 de outubro. O acesso é livre e para todas as idades.

O Cerrado é repleto de riquezas. Você sabia que os primeiros registros de presença humana em nossa savana são, provavelmente, de 12 mil anos atrás? Hoje, segundo a WWF, vivem nos limites do bioma algo em torno de 30 milhões de brasileiros.  Nesse ecossistema, encontramos mais de 12 mil espécies de plantas e pelo menos 2.373 espécies de vertebrados, cerca de um quinto dos quais são endêmicos, ou seja, exclusivos do Cerrado.

Um passeio pela nossa savana

Em Animais do Cerrado pode-se apreciar mais de 50 animais em escala real. Alguns são mecatrônicos, com movimentos realistas, outros esculturas estáticas, filhotes e animais interativos. A experiência é ambientada por vegetação cenográfica, painéis temáticos e elementos que recriam a atmosfera do Cerrado, uma verdadeira jornada visual e sensorial que aproxima o espectador da biodiversidade que está tão perto de nós.

Entre os protagonistas da exposição estão alguns dos animais mais emblemáticos do bioma, como o lobo-guará, símbolo do Cerrado e maior canídeo da América do Sul; a onça-pintada, maior felino das Américas; o tatu-canastra, maior tatu do mundo; o tamanduá-bandeira, a capivara, a arara-azul-grande, o tucano-toco e a seriema. Animais do Cerrado também apresenta répteis, como o jabuti e espécies de serpentes, entre elas jiboias, cascavéis, jararacas e corais.

Um dos momentos de maior encanto para as crianças é o encontro com os “bebês” do Cerrado, já que a mostra traz exemplares em “escala infantil” como o porco-caititu, a queixada, a paca, a capivara, o veado-mateiro, o gato-do-mato, o macaco-prego, a lontra e muito mais.

Um encontro especial

E se no passeio à exposição você encontrasse com uma grande e fofa capivara disposta a compartilhar um momento único, com direito a um abraço e, quem sabe até, foto para as redes sociais? O público ainda pode fazer isso no Meet & Greet do dia 17 de outubro, das 12h às 20h, na Praça Central do ParkShopping. Basta realizar o check in pelo App Multi.

Oficinas

A programação de Animais do Cerrado vai além da contemplação. As crianças também podem brincar e aprender nas Oficinas Infantis, que estimulam criatividade e consciência ambiental por meio de atividades manuais.

Para crianças de 4 a 12 anos, são dois workshops disponíveis: um de Confecção de Quadros utilizando folhas, flores e pigmentos inspirados no Cerrado e outro de Dobraduras de Papel para dar forma a animais do bioma. Cada oficina atende até 20 crianças por sessão, que tem duração de 30 minutos.

A partir dos 12 anos, a ideia é que os participantes soltem a imaginação trabalhando com Arranjos Florais inspirados na flora do Cerrado. Esse workshop tem capacidade para até cinco participantes por sessão e duração de 30 minutos.

Todas as oficinas ocorrem na Praça Central, sempre às sextas e domingos, das 12h às 20h; aos sábados, das 10h às 22h. Na entrada das oficinas haverá um QR Code com o promotor. Para participar da atividade proposta é necessário fazer a leitura do código e liberar a participação mediante resgate de benefício no App Multi: Clientes Green, 30 pontos; Clientes Silver, 20 pontos; Clientes Gold, 10 pontos; Clientes Platinum resgatam sem troca de pontos.  Após o resgate, é hora de criar e se divertir!

O participante deverá comparecer ao local com 30 minutos de antecedência em relação ao horário da sessão da qual deseja participar. As vagas serão disponibilizadas presencialmente, por ordem de chegada e conforme a capacidade de cada sessão. Cada resgate dá direito à participação de uma pessoa. O regulamento completo, com todos os detalhes, está no site do ParkShopping.

DIAHORÁRIO OFICINAOBSERVAÇÃO
SEXTA, DOMINGO E FERIADO12H ÀS 20HQUADRINHOS E DOBRADURAS
19H às 20HARRANJOS FLORAISCADA OFICINA TEM DURAÇÃO DE 30 MINUTOS
SÁBADOS10H ÀS 22HQUADRINHOS E DOBRADURAS
19H às 20HARRANJOS FLORAIS

Um presente para as crianças e para o Cerrado

Para completar a aventura, o Trenzinho do Cerrado circula pela Praça Central, levando a diversão para um passeio temático a crianças de 4 a 12 anos. O ingresso é R$ 20 e a bilheteria fica no local. O Trenzinho do Cerrado funciona de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; aos domingos e feriados, das 12h às 22h. Pessoas com deficiência (PcD) têm 50% de desconto no ingresso. O brinquedo comporta até seis crianças.

Mais do que uma atração especial para outubro, Animais do Cerrado é um convite a reconhecer, valorizar e cuidar da natureza que faz parte da identidade de Brasília e de 11 estados brasileiros. “Ao transformar informação em uma experiência lúdica e afetiva, o ParkShopping presenteia a garotada com uma jornada que surpreende pela beleza dos animais, instiga a descobrir curiosidades sobre o bioma e a desenvolver, desde cedo, uma relação mais próxima com a preservação ambiental”, destaca Anna Aimée Codeço, gerente de marketing do ParkShopping.

PROGRAME-SE

EXPOSIÇÃO ANIMAIS DO CERRADO

Quando: até 18 de outubro de 2026, no horário de funcionamento do ParkShopping

Onde: Praça Central do ParkShopping

Entrada: gratuita

Indicação etária: livre

Trenzinho do Cerrado

Local: Praça Central

Período: 25 de setembro a 18 de outubro

Ingresso: R$20

Bilheteria: no local

Horário de funcionamento:
• Segunda a sábado, das 10h às 22h.
• Domingos e feriados, das 12h às 22h.
Desconto: 50% para pessoas com deficiência (PcD).

Faixa etária: de 4 a 12 anos.

Capacidade: até 6 crianças.

OFICINAS

Local: Praça Central

Período: 25 de setembro a 18 de outubro

Sextas e domingos: das 12h às 20h

Sábados: das 10h às 22h

Crianças de 4 a 12 anos

Confecção de quadros com elementos inspirados no Cerrado

Dobraduras de animais do Cerrado

Cada oficina atende até 20 crianças por sessão, que tem duração de 30 minutos

A partir de 12 anos

Arranjos Florais

Capacidade para até cinco participantes por sessão e duração de 30 minutos.

Regulamento completo em: www.parkshopping.com.br.

Conecte-se em @parkshoppingbsb para acompanhar as novidades do shopping mais completo da cidade!

Brasal Incorporações apresenta novo decorado da unidade Garden Duplex do seu empreendimento Nexus 710

Foto divulgação

Com projeto assinado pela Traama Arquitetura, espaço aposta na integração dos ambientes, no design brasileiro e na combinação de materiais naturais com elementos contemporâneos

A Brasal Incorporações apresenta o novo decorado da unidade Garden Duplex do Nexus 710, instalado na própria obra do empreendimento, no Noroeste, em Brasília. Pensado para quem busca uma nova forma de morar, viver e investir, o projeto traduz a proposta de unir sofisticação, funcionalidade e a qualidade que marca os empreendimentos da incorporadora. O espaço revela uma proposta contemporânea de morar, na qual arquitetura, arte e design se encontram para criar ambientes que valorizam o conforto, a personalidade e a integração.

Com assinatura da Traama Arquitetura, o decorado aposta na integração dos ambientes e em uma composição que equilibra aconchego e contemporaneidade. Madeira, texturas e materiais naturais dividem espaço com o inox, enquanto o quartzito Platinus, rocha natural brasileira originária do Espírito Santo, ganha protagonismo e imprime personalidade ao projeto. O resultado é uma atmosfera acolhedora, marcada pelo contraste entre diferentes materiais e acabamentos.

A arte também ocupa lugar de destaque. Uma curadoria especial de obras foi pensada para dialogar diretamente com a arquitetura, não apenas como elemento decorativo, mas como parte da identidade da unidade. No mobiliário, a valorização do design aparece em uma seleção de peças que inclui criações da Fólio, além de mobiliário assinado por Charles Pollock.

Com opções de apartamentos de um e dois quartos, o Nexus 710 (SHCNW CRNW 710, Lote C a G, Setor Noroeste) tem entre seus destaques os Gardens Duplex de duas suítes, com áreas de 89m² a 108m². Para marcar a apresentação do novo decorado, a Brasal Incorporações recebe convidados no próximo sábado, 17 de outubro, a partir das 9h, na própria obra do Nexus 710.

A programação inclui visitação ao espaço, buffet assinado pelo Mangê Buffet, oficina de sais de banho e espaço kids. Um dia pensado para proporcionar aos convidados uma experiência que vai além da arquitetura, reunindo gastronomia, bem-estar e momentos de convivência. Quem optar pela aquisição de uma das unidades poderá contar com uma condição comercial especial oferecida pela incorporadora.

Comissão Julgadora do prêmio MD`Azevedo seleciona 35 obras entre centenas de inscrições no concurso nacional de artes visuais

Foto divulgação

Com a participação de 675 trabalhos de diferentes estados brasileiros, a comissão analisou as propostas inscritas no projeto

O 3º Prêmio MD’Azevedo de Artes Visuais – Diálogos Decoloniais encerrou o período de inscrições e entrou em uma etapa decisiva de sua programação: a seleção das 35 obras que irão integrar a exposição coletiva desta edição. Foram recebidas 274 inscrições de artistas de diferentes estados do Brasil, ampliando o alcance nacional de uma iniciativa que tem como propósito reconhecer a diversidade da produção artística contemporânea e estimular a arte como espaço de reflexão, expressão e transformação social.

O desafio foi selecionar, entre essa pluralidade, as 35 obras que irão representar a terceira edição e construir, por meio delas, um conjunto capaz de expressar a diversidade da produção.

Com o tema “Diálogos Decoloniais”, o prêmio propõe ampliar as possibilidades de leitura sobre arte, identidade, memória, território, pertencimento e diversidade. A iniciativa parte da compreensão de que as artes visuais podem abrir espaço para diferentes narrativas e perspectivas, colocando em diálogo experiências, territórios e formas distintas de produzir e compreender a cultura brasileira.

Sete linguagens e espaço para novas tecnologias

Uma das características desta edição é a diversidade de linguagens contempladas. O edital recebeu trabalhos em pintura, desenho, gravura, escultura, arte digital, fotografia e mosaico, com técnicas livres. Cada artista pôde inscrever até três trabalhos, ampliando as possibilidades de participação e representação das diferentes vertentes da produção visual contemporânea.

O prêmio também acompanha as transformações dos processos de criação artística e aceita obras concebidas com o apoio de Inteligência Artificial. Nesses casos, a utilização da tecnologia deveria ser declarada como parte do processo criativo no momento da inscrição.

A presença da IA amplia o espaço para experimentações dentro das artes visuais.

Gildred Nascimento: arte negra, memória e protagonismo feminino

Entre os principais destaques da terceira edição está o Prêmio Destaque Artista Mulher Negra – Gildred Nascimento, criado especialmente para reconhecer, valorizar e incentivar a produção de mulheres negras nas artes visuais.

A premiação destina R$ 1.500 à artista vencedora, além de um Troféu Exclusivo Gildred, estabelecendo um reconhecimento específico para uma mulher negra artista dentro da programação do prêmio e Menção Honrosa para mais duas mulheres negras. A iniciativa integra uma perspectiva de valorização da diversidade e de ampliação da presença de mulheres negras nos espaços de reconhecimento, circulação e legitimação da produção artística.

A homenagem carrega a memória de Gildred Nascimento, mulher negra, artista plástica e arte-educadora que construiu sua trajetória a partir da arte, da educação e da formação de pessoas. Fundadora do Centro de Artes, Gildred fez da cultura uma ferramenta de educação, inclusão, autonomia e valorização das identidades culturais.

Por isso, o reconhecimento dedicado a uma mulher negra artista estabelece uma conexão direta entre memória, representatividade e protagonismo feminino. Em um campo historicamente marcado por desigualdades de acesso e visibilidade, destacar a produção de mulheres negras significa também reconhecer a contribuição dessas artistas para a construção da cultura e da história da arte brasileira.

O próprio troféu destinado à vencedora carrega essa dimensão simbólica: a peça é uma escultura original de autoria de Gildred Nascimento, fazendo com que sua produção artística permaneça presente na premiação e dialogue com a trajetória da artista que dá nome à homenagem.

A proposta se aproxima ainda do próprio conceito de “Diálogos Decoloniais”, ao abrir espaço para narrativas, experiências e perspectivas que historicamente nem sempre ocuparam os centros de reconhecimento da produção artística.

Premiação e menções honrosas

Além do Prêmio Destaque Artista Mulher Negra – Gildred Nascimento, o 3º Prêmio MD’Azevedo contempla três primeiras colocações. O primeiro lugar recebe R$ 2 mil e o Troféu MD’Azevedo; o segundo, R$ 1,3 mil e o Troféu MD’Azevedo; e o terceiro, R$ 900 e o Troféu MD’Azevedo.

Os artistas classificados em quarto e quinto lugares recebem Menção Honrosa, enquanto os 30 selecionados para a exposição coletiva recebem certificado de participação. As obras selecionadas também integrarão um catálogo impresso com recursos de acessibilidade.

A cerimônia de premiação está prevista para 3 de novembro de 2026, durante a abertura da exposição, que será realizada no Centro de Artes, na Vila Telebrasília, em Brasília. A mostra permanecerá aberta ao público de 3 de novembro a 3 de dezembro de 2026.

Da inscrição à exposição

Com o encerramento das inscrições, centenas de trabalhos vindos de diferentes partes do país passaram diante de uma comissão formada por profissionais com experiências diversas na produção, pesquisa, educação e gestão das artes visuais.

As cidades foram Florianópolis-SC , Vila Gustavo-SP, Tijuca, RJ, Belford Roxo-RJ, Pelotas-RS, São Paulo, Teresina-PI, Brasília – DF, Botafogo-RJ, Cuiabá-MT, Engenho Novo – RJ, João Pessoa – PB, Itacorubi, Florianópolis – SC, Campo – SP, Goiânia -GO, Caiçara – MG, Porto Velho – RO, Canabrava – Salvador – BA, Campinas – SP, Austin Nova Iguaçu – RJ e Cabo Frio – RJ.

A iniciativa é realizada pelo Centro de Artes, localizado na Vila Telebrasília, em Brasília, Distrito Federal, e conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), em iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF).

Mais do que um concurso, o Prêmio MD’Azevedo se apresenta como um espaço de encontro entre artistas, linguagens, territórios e diferentes formas de criação. Ao lado da seleção das obras, a homenagem a Gildred Nascimento acrescenta à edição uma dimensão de memória e representatividade, colocando em evidência a produção de mulheres negras artistas e seu protagonismo na construção da cultura brasileira.

Serviço:

O que: 3º Prêmio MD’Azevedo – Diálogos Decoloniais

Exposição: 03/11 a 03/12/26

Classificação: 18 anos

Foto: divulgação

Informações: @centrodeartes

Contato: centrodeartes2013@gmail.com

SESI Lab tem entrada gratuita de 15 a 18 de outubro com oficinas, exposições e programação cultural

Foto divulgação

Em parceria com a IBM, museu oferece atividades sobre inteligência artificial, ativações científicas, desfile de moda e batalha de poesia; ingressos devem ser retirados on-line ou na bilheteria

O SESI Lab estará com entrada gratuita de 15 a 18 de outubro, iniciativa realizada em parceria com a IBM, patrocinadora do museu de arte, ciência e tecnologia. A programação traz ativações científicas, oficinas mão na massa, desfile de moda, exposições e até uma batalha de rimas. Os quatro dias têm entrada gratuita, mas é necessário emitir ingresso pela plataforma digital ou na bilheteria do SESI Lab.

Garanta seu ingresso gratuito para o SESI Lab

No sábado (17) e no domingo (18), às 16h, o público poderá aproveitar a oficina Caramelo no Mundo da IA, desenvolvida pelo SESI Lab em parceria com a IBM. A atividade convida os participantes a criar um prompt para escolher um animal de estimação, aproximando conceitos de IA do cotidiano e aprofundando a compreensão sobre como uma inteligência artificial processa linguagem natural.

“A parceria com a IBM nos permite aprofundar o diálogo sobre inteligência artificial com responsabilidade e criatividade. Queremos que nossos visitantes compreendam como essas ferramentas funcionam e, principalmente, desenvolvam autonomia e senso crítico para usá-las”, afirma Cândida Oliveira, gerente de Desenvolvimento Institucional do SESI Lab.

De quinta-feira a domingo também serão oferecidas outras oficinas e ativações científicas, como Pegada de Carbono: Mensurando o Invisível, Céu de Brasília e Criando Colônias Artísticas. As ativações têm fluxo livre. As oficinas têm número limitado de vagas e, para participar, é necessário emitir um segundo voucher, além do ingresso do museu. Os lugares são liberados apenas no dia e os vouchers podem ser retirados pela plataforma digital de ingressos do SESI Lab ou presencialmente na bilheteria.

Desfile e batalha de rimas

Também no sábado (17), a partir de 16h30, será realizado um desfile com criações desenvolvidas por crianças e adolescentes. A iniciativa é realizada pelo Fashion Teen, espaço de contraturno escolar que estimula crianças e adolescentes a desenvolverem habilidades como criatividade e inovação. As atividades serão realizadas na área externa do SESI Lab.

No domingo (18), às 16h, o SESI Lab recebe mais uma edição do SLAM Central, uma batalha de poesia que transforma palavras em arte e troca de ideias. Poetas e artistas sobem ao palco da Praça da Árvore para apresentar textos autorais com temática livre e muita criatividade.

O SESI Lab reúne três exposições que convidam o público a explorar diferentes perspectivas sobre arte, história e sociedade. Em SESI 80: Construindo Futuros, os visitantes são convidados a conhecer a trajetória do Serviço Social da Indústria e a refletir sobre seu legado e os caminhos para o futuro. Já Flieg. Tudo que é sólidoapresenta um recorte da obra do fotógrafo Hans Gunter Flieg, com imagens que registram transformações da indústria, da arquitetura e da sociedade brasileira. Na fachada do museu, a intervenção artística deRegina Silveira transforma o edifício em uma grande obra visual.

Confira a programação do SESI Lab:

Quinta-feira (15)

10h às 12h e 14h30 às 16h30

Pegada de Carbono: Mensurando o Invisível

Nesta atividade, os visitantes exploram de forma interativa sua pegada de carbono e refletem sobre como escolhas individuais impactam o meio ambiente, a sociedade e o futuro coletivo. Estação Descoberta, fluxo livre.

Sexta-feira (16)

10h às 12h e 14h30 às 16h30

Pegada de Carbono: Mensurando o Invisível

Nesta atividade, os visitantes exploram de forma interativa sua pegada de carbono e refletem sobre como escolhas individuais impactam o meio ambiente, a sociedade e o futuro coletivo. Estação Descoberta, fluxo livre.

10h às 12h e 14h30 às 16h30

Céu de Brasília

Nesta atividade, os participantes observam o céu de Brasília a partir da varanda do SESI Lab, explorando nuvens, aves e aviões com filtros coloridos e caça-nuvens. Em seguida, utilizam espelhos para desenhar sobre o céu e perceber suas transformações. Varanda, fluxo livre.

Sábado (17)

10h às 12h e 14h às 17h

Pegada de Carbono: Mensurando o Invisível

Nesta atividade, os visitantes exploram de forma interativa sua pegada de carbono e refletem sobre como escolhas individuais impactam o meio ambiente, a sociedade e o futuro coletivo. Estação Descoberta, fluxo livre.

14h às 15h30

Criando Colônias Artísticas

Nesta oficina, os participantes exploram a diversidade das formas de vida microscópicas e suas conexões com o cotidiano, criando composições artísticas em placas de Petri. Espaço Biomaker, 20 vagas.

16h às 17h30

Caramelo no Mundo da IA

Nesta oficina, os participantes exploram o processamento de linguagem natural, compreendendo as etapas de funcionamento da inteligência artificial e refletindo sobre usos. Espaço Maker, 40 vagas.

16h30

Fashion Teen

Desfile com criações de crianças e adolescentes do Fashion Teen, espaço de contraturno escolar que estimula a criatividade e a inovação. Área externa, fluxo livre.

Domingo (18)

10h às 12h e 14h às 17h

Pegada de Carbono: Mensurando o Invisível

Nesta atividade, os visitantes exploram de forma interativa sua pegada de carbono e refletem sobre como escolhas individuais impactam o meio ambiente, a sociedade e o futuro coletivo. Estação Descoberta, fluxo livre.

14h às 15h30

Sala de Enigmas: Acerte se For Capaz

Nesta atividade, que estimula o raciocínio lógico e a colaboração, os participantes são desafiados a resolver enigmas, quebra-cabeças e desafios de lógica em grupo para desvendar pistas e escapar do laboratório. Espaço Biomaker, 10 vagas, turmas a cada meia hora.

16h às 17h30

Caramelo no Mundo da IA

Nesta oficina, os participantes exploram o processamento de linguagem natural, compreendendo as etapas de funcionamento da inteligência artificial e refletindo sobre usos. Espaço Maker, 40 vagas.

16h às 19h

SLAM Central

Poetas e artistas sobem ao palco para apresentar textos autorais de até três minutos, com temática livre e muita criatividade. Praça da Árvore, fluxo livre.

SESI Lab

Setor Cultural Sul, ao lado da Rodoviária do Plano Piloto 

15 a 18 de outubro de 2026 

Ingressos gratuitos: https://www.ingressosa.com/sesi

Terça a sexta-feira, das 9h às 18h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 19h

Classificação indicativa: Livre

Mais informações: @sesi.lab

Arte, inclusão e música marcam encontro especial de Sob os Pés do Mundo no Teatro de Sobradinho, em 14 de outubro

A experiência tátil integra a proposta de acessibilidade da exposição Sob os Pés do Mundo – Arte e Inclusão

Programação destaca a exposição com 15 obras táteis, exibição de minidocumentário sobre o processo de criação e apresentação musical

Na próxima quarta-feira, 14 de outubro, o Teatro de Sobradinho recebe uma programação especial que reúne artes visuais, inclusão, memória e música, como parte da segunda edição do projeto Sob os Pés do Mundo: Arte e Inclusão. Estarão presentes o artista visual, sociólogo e pesquisador italiano Flavio Marzadro, os coautores Iasmyn de Souza Queiroz, Lúcia de Fátima Azevedo da Silva, Mitsuo Sato e Cícero Lopes, além de estudantes que participaram das oficinas sensoriais, integrantes da equipe e demais convidados do projeto. Ao longo do dia, o público poderá conhecer a exposição, assistir ao minidocumentário que registra o processo de criação e participar de momentos de encontro com os envolvidos. A programação será enriquecida por apresentações de violão clássico conduzidas pelo professor Maurizio Martinas e seus alunos. O evento é aberto a todos.

A proposta é convidar a comunidade a conhecer, de perto, outras maneiras de perceber e experimentar a cidade. Durante a programação, o público poderá interagir com as 15 obras táteis que integram a exposição, produzidas a partir de texturas, relevos, memórias e percursos urbanos. Diferentemente das exposições convencionais, em que tocar as obras costuma ser proibido, em Sob os Pés do Mundo o contato com as mãos faz parte da experiência artística.

As obras contam com títulos em Braille, letras ampliadas, audiodescrição acessível por QR Code e paisagens sonoras que reproduzem sons dos espaços onde foram realizadas as experiências. A exposição inclui ainda um minidocumentário que registra as vivências, os encontros e o processo de criação, permitindo ao público conhecer as histórias que deram origem aos trabalhos.

Música e formação de talentos no Teatro de Sobradinho

O encontro entre Flavio Marzadro e o professor de música Maurizio Martinas, durante a montagem da exposição, enriquece a programação do dia 14 com mais uma manifestação artística: a música. Há quase três décadas, Maurizio desenvolve, no Teatro de Sobradinho, um trabalho dedicado ao ensino da música erudita e do violão clássico, vinculado à Secretaria de Educação do Distrito Federal. No evento, ele se apresenta ao lado de seus alunos, em dois momentos musicais abertos ao público.

A aproximação com Sob os Pés do Mundo aconteceu durante a montagem da exposição no próprio Teatro de Sobradinho, quando Flavio Marzadro passou a acompanhar de perto o trabalho do professor e Maurizio, por sua vez, se interessou pelas obras táteis, pela audiodescrição e pela proposta de inclusão do projeto.

“Foi um encontro muito bonito. Durante a montagem, fui conhecendo o trabalho do Maurizio, a forma carinhosa como ele se relaciona com os alunos, e ele também foi se aproximando da exposição, das obras táteis e da proposta de inclusão. A participação dele surgiu dessa troca, quase naturalmente. Acho que ele se sentiu tocado pelo projeto, e eu também pela trajetória dele”, conta Flavio Marzadro.

No dia 14, Maurizio dividirá o espaço com seus atuais alunos, que estudam e praticam música no próprio Teatro de Sobradinho. As apresentações acontecem das 9h às 10h e das 14h30 às 15h30.

A presença dos estudantes reforça o diálogo entre as duas iniciativas, unidas pela arte como espaço de expressão, formação, convivência e criação de novas possibilidades.

Histórias, oficinas e memórias transformadas em arte

A segunda edição de Sob os Pés do Mundo nasceu também de oficinas sensoriais realizadas com cerca de 80 estudantes do Centro de Ensino Especial de Sobradinho (CEE 01) e do Centro de Ensino Médio de Sobradinho (CEM 02), conduzidas por Flavio Marzadro em colaboração com a ceramista Geusa Joseph e outros integrantes da equipe.

Durante as atividades, os estudantes exploraram diferentes texturas com os pés, as mãos e a pele, descobrindo novas possibilidades de percepção dos espaços cotidianos. Pisos, calçadas e superfícies aparentemente banais passaram a ser observados de outra maneira e transformados em matéria para a criação artística.

Em outra etapa, Flavio Marzadro realizou vivências com quatro pessoas com deficiência, que se tornaram coautoras do processo criativo: Iasmyn de Souza Queiroz, cadeirante; Lúcia de Fátima Azevedo da Silva, com síndrome de Down; Mitsuo Sato, que perdeu a visão na vida adulta; e Cícero Lopes, jornalista, ilustrador, designer gráfico e professor de desenho, autista com diagnóstico tardio.

Suas experiências de mobilidade, pertencimento, memória e relação com os espaços urbanos inspiraram obras que transformam superfícies aparentemente banais — como calçadas, pisos e caminhos — em registros artísticos carregados de significado.

Mais do que uma exposição acessível, o projeto propõe uma reflexão sobre quem pode produzir arte e quantas maneiras diferentes existem de perceber, ocupar e narrar a cidade. O encontro do dia 14 amplia esse caráter coletivo ao reunir coautores, estudantes das oficinas, equipe, artistas e comunidade em torno das experiências que deram origem à mostra.

Idealizado por Flavio Marzadro, com gestão do Instituto Lente Cultural, Sob os Pés do Mundo: Arte e Inclusão foi realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). A exposição permanece aberta gratuitamente até 2 de novembro.

SERVIÇO

Sob os Pés do Mundo: Arte e Inclusão — programação especial

Data: 14 de outubro de 2026, quarta-feira

Local: Teatro de Sobradinho — Quadra 12, Sobradinho, DF

Destaques: exposição com 15 obras táteis, exibição de minidocumentário, encontro com participantes do projeto e apresentações musicais

Programação musical: professor Maurizio Martinas e alunos de violão clássico

Horários: das 9h às 18h

Período da exposição: 3 de outubro a 2 de novembro de 2026

Classificação: Livre

Entrada: Gratuita 

Cerrado Cultural aproxima diferentes olhares em exposições de Alfredo Volpi e Kuenan Mayu

Foto divulgação

As exposições colocam em diálogo a construção da linguagem pictórica de um dos grandes nomes da arte brasileira e a cosmovisão indígena de uma artista Magüta(Tikuna) e Tariana

Há muitos modos de olhar para um lugar. Pode ser pela paisagem que se apresenta diante dos olhos, pela memória que transforma aquilo que foi vivido ou ainda por uma compreensão de mundo em que humanos, animais, plantas e espíritos não estão separados. A partir dessas diferentes possibilidades de perceber e construir imagens, a Cerrado Cultural reúne duas exposições que, embora partam de universos muito distintos, têm no olhar e na transformação seus pontos de encontro: Alfredo Volpi – Os lugares do olhar, com curadoria de Cinara Barbosa, e Tawemücü Pu’tchi, da artista indígena Kuenan Mayu, com curadoria de Mandú. 

 

De um lado, cerca de 25 telas (muitas delas inéditas para o público) revisitam o mundo próximo de Volpi, as paisagens, os casarios e as cenas populares e, ao longo de décadas, transforma aquilo que observa em cor, forma, ritmo e superfície. De outro, 16 obras de Kuenan Mayu evocam parte dos saberes ancestrais Magüta e Tariana e desenvolve uma produção em que desejo, espiritualidade, memória e corporalidade se entrelaçam, aproximando seres humanos, animais, plantas e seres encantados.As mostras abrem simultaneamente ao público no dia 17 de outubro, sábado, das 11h às 14h. Visitação até 13 de novembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 13h.   A Cerrado Cultural fica na SHIS QI 05 Chácara 10, Lago Sul, Brasília. Mais informações: @cerrado.galeria e www.cerradogaleria.art.  

 

Alfredo Volpi e os lugares construídos pelo olhar

Em Alfredo Volpi – Os lugares do olhar, a curadora CinaraBarbosa acompanha as transformações do modo como o artista construiu suas imagens ao longo de uma trajetória que atravessa praticamente todo o século XX. O conjunto reúne obras realizadas entre as décadas de 1920 e 1980 e permite perceber um percurso que começa na observação direta e, gradualmente, passa pela memória, pela imaginação e pela própria investigação dos elementos da pintura. Nascido em Lucca, na Itália, em 1896, Volpi chegou ao Brasil ainda criança e viveu praticamente toda a vida em São Paulo. Antes de se consolidar como artista, trabalhou como marceneiro, entalhador, encadernador e pintor-decorador, ofícios que ajudaram a estabelecer sua relação particular com a matéria e com o fazer.

 

Autodidata, iniciou sua trajetória artística por volta de 1920, experimentando paisagens, marinhas e cenas do cotidiano a partir da observação direta. Um momento decisivo viria em Itanhaém, no litoral paulista, onde encontrou um novo campo de observação. A paisagem e, sobretudo, a relação com a luz daquele território marcaram as transformações em sua pintura. É nesse trânsito entre observar e reelaborar que a exposição concentra seu interesse: casarios, figuras em contraluz, relevos enviesados e frontões triangulares deixam de ser apenas elementos reconhecíveis e passam a se converter em problemas de luz, cor, linha, forma, ritmo e superfície.

 

A matéria se torna um aspecto fundamental nesse processo. Volpi explorou diferentes técnicas, entre elas a pintura a óleo, na qual investigava brilho, transparência e fusão entre os tons, e a têmpera, de superfície mais seca e opaca, cuja preparação artesanal desenvolvia pessoalmente. O vestígio do trabalho manual permanece visível na pincelada, nos contornos irregulares e nos campos de cor. 

 

É nesse percurso que surgem alguns dos elementos mais conhecidos de sua produção. As bandeirinhas revelam as festas populares; as fachadas, a experiência das cidades e dos povoados do interior brasileiro. Mas, em Volpi, esses elementos deixam de funcionar apenas como representação e são reorganizados em relações de cor, forma e ritmo. A mostra se propõe a acompanhar essa transformação, em que a experiência vivida passa a ser incorporada à memória e depois reimaginada pela pintura, sem estabelecer uma passagem linear da figuração à abstração. É o que está por trás da ideia de “complexidade do simples”, uma elaboração sofisticada construída a partir de elementos singelos.

 

Em Brasília, a trajetória de Volpi remonta aos primeiros anos da capital. O artista realizou o mural da Capela Nossa Senhora de Fátima, na 307/308 Sul, apagado em 1962, em um contexto de incompreensão sobre sua importância. Mais de quatro décadas depois de sua última exposição individual na capital, realizada em 1980, na Galeria Oswald Goeldi, da Funarte, Oslugares do olhar propõe uma nova aproximação com sua produção e com os diferentes caminhos que construíram seu olhar.

 

Uma lua que se transforma

Artista Magüta (Tikuna) e Tariana, Kuenan desenvolve uma produção atravessada pelos saberes ancestrais, pela espiritualidade e por uma compreensão da existência como ciclo contínuo de nascimento, transformação e encantamento. Em seus trabalhos, seres vegetais, humanos, não humanos e espirituais coexistem em um universo marcado pela transformação e por estados de passagem.

 

O título da exposição faz referência à ideia de passagem. Ao se tornar lua, deixa-se de ser gente. Esse movimento é apresentado como algo natural para um povo que, em sua origem, foi pescado. Tawemücü Pu’tchi reúne 16 obras, apresentadas pela primeira vez em Brasília, e nasce do diálogo entre duas séries da artista, Eware e Pu’tchi, com curadoria de Mandú.

 

Eware fundamenta a visão de mundo Magüta e é o lugar para onde se retorna depois do encantamento, território em que seres vegetais, humanos, não humanos e espirituais coexistem. A série remete à história de Ngutapa e Mapana e à origem de um povo, quando os joelhos de Ngutapa explodem e deles nascem dois filhos. Depois, Yo’í pesca um povo inteiro das águas sagradas do rio. Em Pu’tchi, o percurso se desloca para as subjetividades e corporalidades nomeadas como “dois espíritos”, expressão que não encontra tradução direta para o português e que pode ser aproximada, com ressalvas, da palavra “bicha”.

 

É nesse espaço de transição que Kuenan constrói as obras da exposição. Desejo, espírito e ancestralidade aparecem conectados a corpos, árvores, peixes e encantados, em um universo organizado não pela separabilidade, mas pela transformação infinita e interespecífica. A materialidade das obras parte da entrecasca sagrada do Ngõ’e, o tururi, que funciona como um receptáculo espiritual. A artista utiliza pigmentos como urucum, jenipapo e pacová, em uma técnica aprendida através da observação de suas anciãs. Suas cores se modificam com o tempo, em um processo similar ao corpo em permanente mutação.

 

A lua ocupa lugar central na série e também orienta a extração do tururi, que deve ser retirado apenas em sua fase cheia. Nas obras, aparece inicialmente separada do sol e depois se une a ele, culminando em uma espécie de eclipse. “Uma lua bicha”, Tawemücü Pu’tchi na língua materna. A junção dos elementos articula o divino e o sexual em imagens de transição, naturais e espirituais, em um estado de passagem que se move entre tempos e mundos.

 

Os artistas

 

Alfredo Volpi nasceu em 14 de abril de 1896, em Lucca, Itália, e chegou ao Brasil ainda criança, fixando-se em São Paulo. De formação essencialmente autodidata, trabalhou como marceneiro, entalhador, encadernador e pintor-decorador, aproximou-se do Grupo Santa Helena e integrou a Família Artística Paulista. Participou de cinco edições da Bienal de Veneza e seis da Bienal de São Paulo, recebeu, ao lado de Di Cavalcanti, o prêmio de Melhor Pintor Nacional na II Bienal de São Paulo, em 1953, e realizou importantes individuais no MAM-RJ e MAM-SP. Em Brasília, sua última exposição individual ocorreu em 1980, na Galeria Oswald Goeldi, da Funarte. Em 2024, o Centro per l’ArteContemporanea Luigi Pecci, na Itália, realizou a retrospectiva Alfredo Volpi: Lucca–São Paulo (1896–1988), reunindo mais de 70 obras.

 

Kuenan Mayu é artista indígena Magüta (Tikuna) e Tariana, nascida no território indígena Tikuna Feijoal, no Amazonas. Sua produção transita entre pintura, instalação, performance e oralidade, investigando modos de existência e espiritualidade a partir de saberes tradicionais e de materialidades vivas da floresta, como o tururi. Entre suas exposições recentes estão o 39º Panorama da Arte Brasileira, no MAM-SP; a 1ª Trienal ARTCUT, no MAVI, em Santiago; e Riverlines, na David Nolan Gallery, em Nova York. Sua obra integra coleções do Museu das Culturas Indígenas, em São Paulo; do MAVI UC, em Santiago; e da Pinacoteca do Estado do Ceará.

 

Curadorias

Cinara Barbosa é curadora, pesquisadora de arte contemporânea brasileira e professora adjunta do Departamento de Artes Visuais da UnB. Idealizadora e coordenadora do Plano das Artes, pesquisa revisitações críticas à história da arte, poéticas arquivísticas, coleção e memória. Entre suas curadorias recentes estão Planteio, de Emilliano Freitas; Dípticos – Arte e Curadoria, com Léo Tavares; Geografias Brasilienses; O Brasil das Florestas – 20 anos do Serviço Florestal Brasileiro; Tessituras sobre o Chãoe Você é luz, é raio, estrela e luar. Ganhou o Prêmio Bolsa Funarte de Estímulo à Produção Crítica em Artes Visuais, em 2010.

 

Mandú, artista com atuação nos campos da pesquisa, educação e curadoria. É formado em Artes Visuais, com ênfase em Escultura, pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, atualmente, é mestrando bolsista CAPES no Programa de Pós-Graduação em Arte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), na linha de pesquisa Arte, Imagem e Escrita. Em sua prática curatorial, fundamentada no princípio da construção colaborativa, busca materializar, por meio de palavras e ambiências, espaços perecíveis de fabulação e experimentação, tendo o encontro e a afetação como atos fundamentais. Colaborou com instituições e galerias como ABC-Arte Genova, Galeria Arrecife, Museu do Pontal, Solar dos Abacaxis, Sesc Quitandinha, Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), Parque Lage e Escola de Belas Artes, entre outras.

 

Divino Sobral, curador adjunto, completam a equipe da mostra. Artista visual, pesquisador, crítico e curador independente, Sobral nasceu em Goiânia, em 1966, e é uma das figuras de destaque na pesquisa e difusão da arte contemporânea no Centro-Oeste. Diretor artístico da Cerrado Galeria, desenvolve produção crítica e artística que transita por desenho, pintura, objetos, instalações e performance, além de manter atuação contínua na formação de novos circuitos para as artes visuais na região.

 

Sobre a Cerrado Galeria

Com sedes em Brasília e Goiânia, a Cerrado Galeria atua na descentralização do mercado de arte e na valorização da produção do Centro-Oeste. Inaugurada em 2023, desenvolve um programa voltado à diversidade de linguagens, gerações e territórios, reunindo artistas consagrados e novos nomes da produção contemporânea em diálogo com diferentes contextos da arte brasileira. Seus espaços, instalados em edifícios singulares nas duas cidades, abrigam exposições, intervenções site-specific e ações educativas.

 

Serviço:

Exposições: “Alfredo Volpi – Os lugares do olhar” (Alfredo Volpi) e “Tawemücü Pu’tchi” (Kuenan Mayu)
Curadorias: Cinara Barbosa e Mandú com Divino Sobral (Adjunto)

Abertura: 17 de outubro de 2026, às 11h

Período expositivo: 17 de outubro a 13 de novembro de 2026

Local: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília – DF

Visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h

Entrada: gratuita

Siga: @cerrado.galeria

 

A cura através da lente: Câmara Legislativa do DF recebe a exposição “Marias: Um Novo Olhar” e ciclo de ações educativas

Foto divulgação

Com solenidade de abertura em 6 de outubro, mostra concebida pela jornalista e fotógrafa Ísis Dantas resgata a dignidade de sobreviventes de violência, propõe experiência imersiva com espelhos e leva cartilha a 5 mil estudantes da rede pública.

O rompimento de uma relação violenta é um ato de extrema coragem, mas marca apenas o primeiro passo de uma caminhada desafiadora: a de reencontrar a si mesma. É a partir desse lugar de escuta, afeto e reconstrução que a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) acolhe, entre os dias 1º e 30 de outubro, a exposição “Marias: Um Novo Olhar”, em cartaz no Espaço Athos Bulcão. O lançamento oficial, com solenidade marcada para o dia 6 de outubro, às 15h, ocorre no Foyer do Plenário. A visitação é aberta ao público e gratuita.

Idealizado e conduzido pela jornalista, fotógrafa e mãe atípica Ísis Dantas, o projeto nasceu em 2019 a partir de sua própria vivência como sobrevivente de violências doméstica e sexual. Longe de enxergar a câmera como um mero equipamento técnico, Ísis transformou as lentes em um instrumento de fotografia terapêutica. A abordagem é guiada pelo arquétipo do “Curador Ferido”, da psicologia analítica de Carl G. Jung: a vivência e as cicatrizes da própria artista servem como ponte genuína de empatia para que outras mulheres sintam-se seguras, acolhidas e compreendidas.

“A reconstrução de uma mulher que rompe o ciclo da violência passa, necessariamente, pelo resgate de sua autoimagem. Nesse contexto, a fotografia atua como um instrumento capaz de promover a cura, devolver a dignidade, a autoestima e a autonomia sobre a própria história”, reflete Ísis Dantas.

Nos retratos que ocupam os corredores da Casa do Povo, a dor cede espaço à potência de vida. Cada olhar registrado conta a história de quem conseguiu quebrar o silêncio, reescrever seu próprio destino e reencontrar sua beleza e valor para além do trauma. Para tornar esse diálogo ainda mais intimista e reflexivo, a cenografia da mostra conta com espelhos espalhados pelo espaço, convidando o público a uma experiência imersiva: a de pausar, olhar nos próprios olhos e vivenciar, em primeira pessoa, esse mesmo exercício de acolhimento e reconhecimento de si.

Da arte às salas de aula:prevenção e debate com as novas gerações
Entendendo que a arte também é uma ferramenta política urgente de combate ao feminicídio e ao silenciamento, a nova fase do projeto extrapola as paredes da galeria e dialoga diretamente com a comunidade por meio de quatro frentes complementares:

Exposição Fotográfica “Marias: Um Novo Olhar”: Painéis fotográficos e espelhos interativos no Espaço Athos Bulcão que devolvem o protagonismo e a humanidade a mulheres que superaram ciclos abusivos, convidando quem visita a também se enxergar com empatia.

Cartilha “Não é MiMiMi, é Violência!”: Publicação pedagógica ilustrada por Renata Rangel, direcionada a adolescentes e jovens. Ao todo, 5 mil exemplares serão distribuídos gratuitamente em escolas públicas do DF, ensinando a reconhecer precocemente sinais de relações tóxicas, chantagens emocionais e abusos.

Contação de Histórias & Trilha Sonora: Circuito com 10 apresentações orais conduzidas pelo Grupo Paepalanthus, integradas à discotecagem e intervenção musical do DJ Zapatta, unindo sensibilidade lírica, ritmo e acolhimento para abrir canais saudáveis de diálogo com diferentes públicos.

Série Audiovisual (10 Reels): Conteúdo digital dinâmico e direto para redes sociais, descomplicando informações sobre canais de ajuda, direitos da mulher e autocuidado.

A iniciativa é realizada pela Artise, pelo Ministério da Cultura e pelo Governo Federal, e conta com o apoio institucional da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), do Conselho Curador de Cultura e do Projeto Marias da Penha.

Ficha Técnica
Concepção, Fotografia e Curadoria: Ísis Dantas
Atividades Literárias e Oralidade: Grupo Paepalanthus
Música / DJ Convidado: DJ Zapatta
Ilustrações e Projeto Gráfico: Renata Rangel
Realização: Artise / Ministério da Cultura / Governo Federal
Apoio Institucional: Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Conselho Curador de Cultura e Projeto Marias da Penha

SERVIÇO
Exposição Fotográfica “Marias: Um Novo Olhar” & Ações Educativas
Período de Visitação: De 1º a 30 de outubro de 2026
Horário: De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
Local da Exposição: Espaço Athos Bulcão – Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF)
Solenidade de Lançamento Oficial: 6 de outubro (terça-feira), às 15h
Local da Solenidade: Foyer do Plenário da CLDF
Endereço: Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, Setor de Áreas Públicas Sul (SAPS) – Brasília, DF
Entrada: Franca
Classificação: Livre
Redes Sociais: Instagram @mariasdapenha

Canais de Apoio, Orientação e Denúncia:Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 (Anônimo, gratuito e 24 horas) Polícia Militar(Emergência imediata): Ligue 190

Brasal Incorporações encerra temporada do Talks Brasal Décor na CASACOR Brasília 2026

Foto divulgação

Último encontro acontece no dia 7 de outubro e reúne arquitetos e especialistas para discutir como criar casas que vão além das tendências e fazem sentido para quem realmente irá vivê-las

A Brasal Incorporações encerra, no dia 7 de outubro, a partir das 19h, a temporada 2026 do Talks Brasal Décor, realizado durante a CASACOR Brasília. Para fechar a programação, convidados se reúnem no Construtopia, ambiente da incorporadora na mostra, para um bate-papo que propõe uma reflexão sobre um dos principais desafios da arquitetura contemporânea: criar uma casa que, além de bonita e atual, faça sentido para quem realmente irá vivê-la.

Com o tema “A casa que você sonha. E a casa que faz sentido”, o encontro parte de uma provocação cada vez mais presente em um universo marcado por tendências, referências e imagens de ambientes perfeitos: até que ponto a casa dos sonhos corresponde à casa de que realmente precisamos?

A proposta é discutir uma arquitetura que vá além da estética e considere a vida que acontece dentro dos espaços. Hábitos, desejos e necessidades dos moradores entram nessa equação ao lado de questões como conforto, clima, orientação solar, funcionalidade e elementos capazes de criar pertencimento e conexão emocional com o lar.

Participam do bate-papo os arquitetos Bruno Pessoa, do Studio Ark; Henrique Coutinho, do Bloco Arquitetos; e Pedro Grillo, da Coda Arquitetura, além de Alessandra Nogueira (coordenadora de implantação) e Fernanda Amaral (gerente de projetos), da Brasal Incorporações. A mediação será de Valter Lourenço, do  Estilozzo.

O encontro fecha a programação do Talks Brasal Décor, iniciativa que, ao longo da temporada da CASACOR, promoveu conversas sobre arquitetura, mercado imobiliário, experiências e novas formas de pensar os espaços. Após o último bate-papo, será servido um coquetel para que os convidados possam continuar a conversa de maneira descontraída e aproveitar o ambiente Construtopia.

O encerramento acontece nos últimos dias da CASACOR Brasília 2026, que permanece aberta ao público até 12 de outubro, na Casa do Candango, na 603 Sul. A 34ª edição da mostra teve início em 12 de agosto e reúne arquitetura, design de interiores e paisagismo sob o tema “Mente e Coração”.

Sob os Pés do Mundo transforma texturas, memórias e diferentes formas de viver a cidade em arte

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A cidade que vemos todos os dias também pode ser percebida pelos pés, pelas mãos, pelos sons, pelas lembranças e pelas diferentes maneiras como cada corpo consegue ocupá-la. É dessa perspectiva que partiu a segunda edição Sob os Pés do Mundo: Arte e Inclusão, projeto do artista visual, sociólogo e pesquisador italiano Flavio Marzadro. Desta vez, realizado em Sobradinho, o projeto celebrará sua conclusão com exposição inclusiva montada no Teatro de Sobradinho, que poderá ser visitada, gratuitameente, de 3 de outubro a 2 de novembro. Em 14 de outubro, o artista, ao lado dos coautores — os participantes das oficinas e vivências — receberão a comunidade para uma visita guiada.

A exposição reúne 15 quadros táteis, em diferentes formatos e dimensões, sendo a menor de 40×60 cm e, a maior, de 90×130 cm. Produzidas a partir dos lugares, percursos e experiências que atravessaram o projeto, as obras contam com títulos em Braille, letras ampliadas, audiodescrição acessível por QR Code, e paisagens sonoras, que incorporam sons registrados nos espaços que deram origem aos trabalhos. O toque é essencial da experiência. Ao reunir textura, memória, som e imagem, abre-se espaço para abordar acessibilidade, pertencimento, direito à cidade e direito à expressão artística.

Para chegar às telas apresentadas ao público, Sob os Pés do Mundo se desenvolveu em duas frentes. De um lado, foram realizadas oficinas sensoriais com cerca de 80 alunos estudantes do Centro de Ensino Especial de Sobradinho (CEE 01) e do Centro de Ensino Médio de Sobradinho (CEM 02), conduzidas por Flavio Marzadro em colaboração com a ceramista Geusa Joseph e demais monitores. Nelas, os jovens exploraram com os pés, as mãos e a pele, diferentes texturas apresentadas pela equipe, e foram estimulados a descobrir outras nos próprios espaços da escola.

Pisos, calçadas e elementos aparentemente banais do cotidiano passaram a ser percebidos de outra maneira, transformando-se em matéria para a criação artística, a partir da técnica “flotagem”, que captura relevos das superfícies. Com base nessas experiências, foram desenvolvidos moldes e composições, transformando sensações e descobertas em linguagem artística. Para ampliar a participação e a imersão nas atividades, as oficinas contaram com recursos de acessibilidade, como audiodescrição e mediação sensível.

Após as oficinas, Marzadro construiu vivências com quatro pessoas com deficiência, partindo de suas histórias, memórias, deslocamentos e relações particulares com a cidade. Participaram a palestrante Iasmyn de Souza Queiroz, 24 anos, cadeirante; a estudante Lúcia de Fátima Azevedo da Silva, de 53 anos, com síndrome de Down; o aposentado Mitsuo Sato, de 73 anos, que perdeu a visão na vida adulta; e Cícero Lopes, 59 anos, jornalista, ilustrador, designer gráfico e professor de desenho, autista com diagnóstico tardio. Estes encontros acrescentaram uma nova camada ao projeto com a produção de um comovente minidocumentário que compõem a exposição.

Mais do que produzir uma exposição acessível, Sob os Pés do Mundo questiona quem pode produzir arte, quais experiências encontram espaço no circuito artístico e quantas formas de perceber uma mesma cidade permanecem pouco conhecidas. Flavio trabalha a partir da escuta e da convivência, reconhecendo pessoas com deficiência como sujeitos do processo criativo e suas experiências urbanas como produtoras de conhecimento, memória e expressão artística. O próprio projeto nasceu de sua pesquisa sobre as relações entre corpo, cidade e arte e de técnicas capazes de transformar as superfícies urbanas em obras táteis.

Idealizado por Flavio Marzadro, com gestão do Instituto Lente Cultural, o projeto Sob os Pés do Mundo: Arte e Inclusão foi realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC -DF).

As oficinas

As quatro oficinas resultaram em trabalhos criados em colaboração com os estudantes e foram apresentados em exposições realizadas nos ambientes escolares. A experiência dialogou com uma metodologia que, desde a primeira edição, trata as oficinas como espaços de escuta, toque e criação coletiva, e não simplesmente como ensino de uma técnica. O projeto trabalha com a ideia de uma percepção feita com o corpo inteiro, na qual a experiência artística pode surgir do contato com materiais tão cotidianos quanto uma calçada ou um piso tátil.

As vivências

A segunda frente mergulhou mais profundamente na relação entre trajetória pessoal e território. Para isso, o artista compartilhou tempo, conversas, caminhadas e deslocamentos com quatro moradores, estabelecendo uma relação de confiança que permite que lembranças, afetos, dificuldades, escolhas e projetos de futuro conduzam a experiência artística.

Os quatro revelam uma diversidade que vai muito além das próprias deficiências. Iasmyn de Souza Queiroz, cadeirante, atravessou um período difícil após a pandemia e hoje vive um momento de retomada: voltou aos estudos, estuda inglês, encontrou na comunidade religiosa um importante espaço de pertencimento e começa a construir novos projetos para o futuro. Sua relação com a cidade é atravessada também pelas barreiras de mobilidade enfrentadas por quem utiliza cadeira de rodas.

Lúcia de Fátima Azevedo da Silva, que tem síndrome de Down, encontra no desenho uma forma cotidiana de expressão. Em casa, cercada pelo afeto da família, mantém seu próprio espaço para desenhar e transforma em imagens sobretudo as pessoas que fazem parte de sua vida: familiares, amigos e figuras de seu cotidiano. A arte, portanto, não chega até Lúcia com o projeto: ela já fazia parte de seus dias.

Já Mitsuo Sato, filho de japoneses, carrega outra experiência de percepção da cidade. Ele perdeu a visão aos 30 anos, aprendeu braile no CEEDV e desenvolveu uma vida marcada pela autonomia. Chegou a aprender a interpretar as plantas da própria casa para acompanhar sua construção. Em uma das vivências com Marzadro, revisitou lugares do Plano Piloto onde havia morado com os pais na juventude. Sem precisar enxergá-los novamente, reconheceu na cidade lembranças capazes de reconstruir afetivamente aqueles espaços.

Completa o grupo Cícero Lopes, 59 anos, jornalista, ilustrador, designer gráfico e professor de desenho, que recebeu aos 55 anos o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte, além de outras condições associadas. Em Sobradinho, ele encontrou também espaços importantes para sua autorregulação: as caminhadas pela Avenida Contorno em direção ao Parque dos Jequitibás fazem parte de sua relação com a cidade. O desenho, habilidade que o acompanha desde a infância e marcou toda a sua trajetória profissional, hoje também está presente no projeto Jornada do Desenho, no qual atua como professor.

É justamente nessa diversidade que Sob os Pés do Mundo encontra sua matéria. Uma cadeira de rodas altera a experiência de uma calçada; a cegueira reorganiza as referências de um percurso; a neurodivergência pode estabelecer outras relações com estímulos e ambientes; memórias e afetos fazem determinados pontos da cidade adquirirem sentidos que não aparecem em nenhum mapa. Ao percorrer esses lugares junto aos participantes, o idealizador do projeto buscou transformar essas experiências em linguagem artística.

Nos pontos escolhidos durante as vivências, entraram em cena os decalques táteis em base siliconada, técnica desenvolvida pelo artista e professor para registrar relevos e texturas de calçadas e outras superfícies. O chão deixa de ser somente lugar de passagem: torna-se suporte de memória e matéria para obras que podem ser experimentadas visualmente e pelo toque.

É também por isso que o processo exige tempo. Antes da obra existe a conversa; antes do decalque, existe a escolha daquele lugar; antes da exposição, existe uma história que precisa ser compartilhada. Na edição de Sobradinho, o minidocumentário permitirá que parte dessa dimensão normalmente invisível da criação chegue também ao público.

Um projeto que começou pelos chãos de Brasília

Realizada em 2025, a primeira edição de Sob os Pés do Mundo teve como protagonistas Gilfrank Pimentel Nunes, Manoel de Jesus Vieira de Matos, Aparecida Moreira Machado e Sheila Maria Guimarães de Sá, pessoas cegas ou com baixa visão que compartilharam percursos, memórias e percepções sobre diferentes regiões do Distrito Federal. As ações incluíram oficinas no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV) e na Biblioteca Braille Dorina Nowill, além das vivências urbanas.

O processo culminou em uma exposição no Museu Nacional da República, com 15 quadros táteis produzidos a partir das experiências dos participantes. A mostra contou com títulos em braile, letras ampliadas, audiodescrição e paisagens sonoras dos locais onde os moldes foram realizados.

Ao chegar à segunda edição e ampliar o encontro para pessoas com diferentes deficiências, Sob os Pés do Mundo mantém a pergunta que atravessa todo o trabalho de Marzadro: quem tem direito de criar, ocupar e narrar a cidade? A resposta do projeto está no próprio processo — tocar o chão, percorrê-lo, reconhecê-lo e transformá-lo em arte.

FICHA TÉCNICA

Concepção
Flavio Marzadro

Curadoria
Flavio Marzadro
Barbara Lele

Oficineiros
Flavio Marzadro
Geusa Joseph

Textos
Barbara Lele

Cleber Cardoso Xavier

Edu Rocha

Flavio Marzadro

Taís Beltrame

Gestão administrativa

Carol Peres

Produção

Cleber Lopes

Paula Jacobson

Assistente de produção
Kacus Martins

Design gráfico
Studio Jana Ferreira

Assessoria de comunicação
Charlotte Vilela

Fotos vivências e oficinas

Cristiano Costa
Sérgio de Almeida

Barbarah Queiroz

Fotos vernissagem e exposição
Cristiano Costa
Sérgio de Almeida

Fotos obras
Flavio Marzadro

Vídeo

Cléber Araújo Fernandes

Redes sociais
Mariana Lazzari

Serviço

Mostra Sob os pés do mundo

De 3/10 a 2/11

Das 8h às 12h (Das 14h às 18h, de segunda a sexta, e nos finais de semana em que o Teatro abrir)

Teatro de Sobradinho (Q 12 – Sobradinho)

Classificação: Livre

Entrada: franca

Brasília Trends Fashion Week encerra 7ª edição celebrando moda, diversidade e conexões

Luiza Brunet, foto Cláudio Andrade

De 24 a 27 de setembro, evento movimentou o Dúnia City Hall com desfiles, debates, cultura, ações sociais e sustentabilidade, reunindo grandes nomes da moda nacional, saberes indígenas e expoentes do design local.

A sétima edição do Brasília Trends Fashion Week (BTFW) chegou ao fim consolidando quatro dias de moda, cultura, diversidade e reflexão na capital federal. Realizado de 24 a 27 de setembro, no Dúnia City Hall, o evento reuniu estilistas, modelos, empresários, autoridades, representantes de instituições e público em uma programação que mostrou que a moda pode ir muito além das passarelas.

A abertura aconteceu na noite do dia 24, com um coquetel comandado pela idealizadora do BTFW, Bernardeth Martins, que recebeu autoridades, profissionais da moda e convidados. Com o apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal, realizado pelo Instituto Expressão Cultural de Brasília e organizado pelo Grupo Cirandinha, o evento reforçou a proposta de fortalecer Brasília como cidade criativa do design, ampliar a visibilidade da produção local e projetar a capital federal como destino para negócios, eventos, moda e turismo.

Entre os convidados de honra da abertura estiveram a modelo, empresária, ativista e madrinha do BTFW, Luiza Brunet, e a atriz Fernanda Botelho, que tiveram participação ativa na programação social do evento. Para Luiza, encontros como o BTFW ampliam o papel da moda ao incorporar questões fundamentais para a sociedade.

“A moda tem uma capacidade enorme de comunicar e provocar reflexões. Um evento que abre espaço não apenas para os desfiles, mas também para conversas sobre violência contra a mulher, inclusão, tráfico de pessoas e outras questões sociais importantes mostra que esse universo pode contribuir para transformações que vão muito além da roupa. É importante usar essa visibilidade também para informar e dar voz a temas que precisam ser discutidos”, destacou Luiza Brunet durante sua fala na abertura do evento.

A noite de abertura contou ainda com homenagens a personalidades e representantes de instituições que contribuíram para a trajetória do evento e para o fortalecimento da moda e da economia criativa no Distrito Federal. O troféu entregue aos homenageados foi concebido pela artista plástica Wós Rodrigues e por Murilo Frade. Para fechar a programação de estreia, o produtor Gabriel Guimarães apresentou um desfile autoral concebido como um manifesto visual sobre conexão, pertencimento e futuro.

Força da moda brasiliense e presença nacional

Demonstrando que Brasília abriga e projeta grandes nomes da moda, a passarela do BTFW foi palco de apresentações inesquecíveis. Exemplo disso foi o aclamado desfile dos jovens estilistas Filipe Reis e Joatan Saint, que deslumbraram o público com criações impactantes e transformaram a passarela em um verdadeiro show de sofisticação e conceito. A história da moda local também ganhou espaço com a apresentação do Grupo Brasília de Moda (GBM), comandado pela empresária e estilista Nágela Maria.

Além da potência autoral da capital, o evento reafirmou sua projeção nacional ao receber marcas e estilistas de fora do DF. Entre os destaques estiveram as criações de George Azevedo, o trabalho artesanal minucioso da Crocheteria Fios e Acessórios, e o glamour do renomado estilista de moda festa Arthur Caliman.

Protagonismo indígena e parceria social

Um dos momentos mais marcantes da edição foi a valiosa parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), que proporcionou visibilidade e geração de renda ao trazer mulheres indígenas para o evento. A iniciativa viabilizou um espaço dedicado para que as artesãs comercializassem seus produtos diretamente com o público, além de um desfile diferenciado e emocionante na passarela, exaltando a riqueza cultural, a identidade e a arte de suas peças autorais.

A união entre grandes marcas do circuito nacional, o design autoral brasiliense e o empreendedorismo indígena reforçaram a vocação do Brasília Trends de criar pontes inclusivas e integradoras.

Moda que provoca discussões

Sob o tema “Fluxos Invisíveis”, a edição de 2026 foi inspirada nos rios voadores e no Cerrado como berço das águas do Brasil. O conceito estabeleceu uma conexão simbólica entre Cerrado, Amazônia e Distrito Federal e atravessou a programação com reflexões sobre os vínculos entre natureza, identidade, território, cultura e sustentabilidade.

“A moda nunca esteve isolada. Ela sempre carregou histórias, identidades e culturas, além de ter o poder de provocar discussões importantes sobre a sociedade em que vivemos. Nesta edição, buscamos mostrar justamente essas conexões que nem sempre são percebidas, mas que estão presentes na forma como criamos, produzimos, consumimos e nos relacionamos. O BTFW cresceu com esse propósito de ser uma plataforma para a moda autoral, para a inclusão, a sustentabilidade, a cultura e a geração de oportunidades”, destacou Bernardeth Martins.

Durante os quatro dias, desfiles, palestras, oficinas, exposições, debates e experiências de moda integraram uma agenda gratuita, com acesso mediante a entrega de 1 kg de alimento não perecível destinado ao Programa Mesa Brasil do Sesc-DF. A programação contou com nomes consagrados do setor, como Pedro “Peu” Andrade, fundador e diretor criativo da Bold Strap, ladeado de Bruno Bentzen, que trouxeram reflexões valiosas sobre o mercado autoral e os bastidores de construção de uma marca de destaque na cena contemporânea; e Paulo Borges, idealizador, fundador e diretor criativo da São Paulo Fashion Week (SPFW), que compartilhou sua vasta trajetória e visão sobre a moda nacional e internacional.

Com a participação de Luiza Brunet e Fernanda Botelho, a emoção também bateu forte na programação social durante o painel sobre combate à violência contra a mulher, momento em que o coral formado pelas alunas da Escola Vila das Crianças, localizada na Região Administrativa de Santa Maria, fez uma apresentação linda e comovente, sensibilizando todos os presentes. O evento debateu ainda pautas cruciais como tráfico de pessoas, trabalho escravo, trabalho infantil e inclusão, discussões que podem ser conferidas no canal do YouTube do Brasília Trends.

Outro destaque foi a participação internacional. Representantes de sete embaixadas, em ação organizada pela Embaixada dos Camarões sob a liderança do Embaixador Martin Mbeng e da Embaixatriz Laura Mbeng, apresentaram trajes típicos de seus países, promovendo um encontro intercultural na passarela.

Ações urbanas, encerramento e legado

Pela primeira vez, o BTFW ultrapassou os limites de sua sede principal e chegou ao Conic, polo tradicional da cultura urbana brasiliense. A marca paulistana Bold Strap, integrante do line-up da SPFW, realizou uma apresentação na Festa Garoto, no Birosca, aproximando a moda das cenas culturais da cidade. Paulo Borges acompanhou a ação de perto e anunciou que, a partir de agora, junta-se a Luiza Brunet como padrinho oficial do BTFW.

No encerramento, no domingo (27), diversidade, sustentabilidade e inclusão ocuparam o centro da passarela com um desfile inclusivo do Grupo Cirandinha, a apresentação do projeto 60+, produzido por Thiago Malva e realizado pelas Câmara Técnica da Felicidade e do Vestuário e Moda da CODESE-DF, em parceria com a Ambrasilia e criações desenvolvidas com lacres e técnicas de upcycling. O evento também apresentou a coleção Refrão, parceria do Brasília Trends com a Outside Box, unindo sustentabilidade, arte, consciência, música e criatividade.

Dando um verdadeiro show de inclusão e representatividade, a celebração final culminou na entrada contagiante da Escola de Samba GRUVIPI (Grêmio Recreativo Unidos de Vicente Pires), cuja porta-bandeira PCD emocionou e deu um espetáculo na passarela ao lado da banda de Luciano Ibiapina, encerrando o evento em clima de alegria e brasilidade.

Para Bernardeth Martins, o resultado da sétima edição reafirma o compromisso do evento com a moda autoral e o desenvolvimento regional:

“Queremos que quem passe pelo BTFW enxergue a potência criativa que existe no Distrito Federal. Temos talentos, histórias e uma identidade própria. Nosso papel é criar pontes para que essas pessoas sejam vistas, façam conexões e encontrem novas oportunidades. É isso que queremos deixar como legado a cada edição”, concluiu.

A sétima edição do Brasília Trends Fashion Week contou com o apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal, SEBRAE-DF, SINDIPEL-DF, Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fecomércio-DF, SENAC-DF, e Sindivarejista-DF, CODESE-DF, ASBAC, Amalfitan, Traje Sport, Gabriel Guimarães Direção Criativa, Site Finíssimo, Cláudio Andrade Fotografia, Guilherme Queiroz, Escola De Moda Fashion Campus, Oliffer Associados, Wos Rodrigues, Fabíola Orlando Advogadas Associadas, Brito Assessoria E Cerimonial, Hub + 55, Destak Comunicação.

Ficha Técnica/Créditos do Evento:

Produtor dos Desfiles: Gabriel Guimarães

Marketing: Thiago Malva

Fotógrafo Oficial: Cláudio Andrade

Vídeo: Bruno Zakarewicz

Beleza: Guilherme Queiroz

Espaço do Conhecimento: Mábel De Bonis

Organização de Espaço: Pollyanna Oliffer

Artista: Wos Rodrigues

Assessoria Jurídica: Fabíola Orlando

Assessoria do Cerimonial: José Brito

Assessoria de Imprensa: Jalili Elias e Flávia Macedo

 

 

Últimos dias para visitar o II Festival Galeria Aberta no Jardim Botânico

Foto divulgação

Em cartaz até 30 de setembro, mostra reúne seis instalações integradas à paisagem do Cerrado e celebra o envolvimento do público com uma experiência de arte em meio à natureza

O público tem até 30 de setembro para visitar o II Festival Galeria Aberta: Arte da Terra, no Jardim Botânico de Brasília e como última ação, Patrícia Bagniewski, que assina também assina a curadoria e tem obra exposta, conduz uma visita orientada pela mostra, domingo (27), a partir das 11h. A mostra reúne instalações inéditas de Adriane Kariú, Coletivo Vaga-mundo – poéticas nômades, Daisy Barros, Nina Coimbra, Patricia Bagniewski e Valéria Pena-Costa, concebidas especialmente para o local. Ao longo do percurso, as obras se relacionam com árvores, luz, vento, sons e outros elementos do Cerrado, convidando cada visitante a perceber a paisagem como parte da criação artística.

Com curadoria de Renata Azambuja e Patricia Bagniewski, o Festival retomou, nesta segunda edição, a proposta iniciada em 2012: deslocar a experiência da arte contemporânea dos espaços expositivos tradicionais e aproximá-la do ambiente natural. A visitação transforma a caminhada pelo Jardim Botânico em um exercício de observação, escuta e descoberta, no qual as mudanças da paisagem também modificam a maneira de ver e sentir cada obra.

Nesta reta final, as curadoras destacam a satisfação com a resposta dos visitantes e com a capacidade do projeto de envolver diferentes públicos em uma forma menos habitual de fruição artística. “É muito gratificante perceber que o público aceitou o convite para desacelerar, caminhar e se deixar atravessar por obras que não estão apenas instaladas na natureza, mas que se transformam com ela. Esse envolvimento confirma a potência de criar encontros entre arte, Cerrado e vida cotidiana”, afirma Patricia Bagniewski.

Para Renata Azambuja, a adesão do público também revela o interesse por experiências culturais que estimulam novas relações com o espaço. “A maior conquista desta edição foi engajar o público em uma experiência de fruição construída no contato direto com as obras e com o meio ambiente. Vimos pessoas de diferentes idades percorrendo o circuito com curiosidade, permanecendo diante das instalações e descobrindo outras maneiras de olhar para o Jardim Botânico”, celebra a curadora.

As seis instalações aproximam arte contemporânea, ancestralidade, memória, ciência e sustentabilidade. O circuito reúne desde painéis inspirados na cosmologia Kariú Kariri e uma composição têxtil feita com materiais reaproveitados até esculturas que convidam à pausa, a escuta das frequências internas de uma árvore, uma criação inspirada na árvore lunar de Brasília e pequenas casas construídas com elementos naturais. Em comum, os trabalhos propõem uma relação sensível com o território e fazem do Cerrado uma presença ativa na experiência artística.

Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o II Festival Galeria Aberta pode ser visitado de terça a domingo, das 7h às 16h30. A classificação é livre para todos os públicos.

Serviço

II Festival Galeria Aberta: Arte da Terra

Curadoria: Renata Azambuja e Patricia Bagniewski

Local: Jardim Botânico de Brasília

Visita orientada: domingo, 27, a partir das 11h (de graça e sem inscrição prévia)

Visitação: até 30 de setembro, de terça a domingo, das 9h às 16h30

Ingressos: https://www.jardimbotanico.df.gov.br/visitacao/horarios-e-ingressos

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Informações: https://www.instagram.com/galeriaaberta_festival/

Segunda edição do festival criativo DW! Brasília homenageia Athos Bulcão e conecta arte, design e arquitetura

Divulgação

De 22 a 25 de setembro, evento terá exposição com mais de 40 obras em homenagem ao artista, Feira do Fuga com mais de 50 artistas e coletivos, além de talks, lançamentos, exposições e experiências em diferentes espaços da capital

Brasília entra mais uma vez no calendário nacional de “Semanas de Design”, com a realização da segunda edição da DW! Brasília, que acontece de 22 a 25 de setembro de 2026. As atividades serão realizadas em dois “distritos de design”: o Casapark e o Lago Sul.

O festival insere a capital no circuito organizado pela plataforma DW! Semana de Design, que há 15 anos organiza “Design Weeks” pelo Brasil, com destaque para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Balneário Camboriú.

A edição paulistana, realizada anual e ininterruptamente desde 2012, é um dos maiores eventos mundiais do gênero e única representante brasileira na associação mundial do segmento, a WDW – World Design Weeks.

Ao longo de quatro dias, a DW! Brasília reúne exposições, talks, lançamentos de produtos e coleções, encontros com profissionais e outras ações promovidas pelas marcas participantes. A programação também amplia o diálogo com a arte e a produção autoral, reunindo diferentes áreas da economia criativa.

Lauro Andrade, idealizador e CEO da DW!, afirma que “voltar a Brasília para a segunda edição da DW! tem um significado muito especial, especialmente por poder homenagear Athos Bulcão, um artista que traduz como poucos a relação entre arte, arquitetura e a própria identidade da cidade. A proposta da DW! é justamente criar essas conexões e mostrar como o design está presente em diferentes territórios, linguagens e negócios. Nesta edição, ampliamos o circuito pela capital e reunimos marcas, profissionais, artistas, colecionadores e criativos em uma programação que convida o público a olhar para Brasília a partir dessas diferentes perspectivas”.

DW! Brasília homenageia Athos Bulcão

Um dos eixos desta edição é a relação de Brasília com a obra de Athos Bulcão, artista cuja produção se tornou parte da identidade visual e arquitetônica da capital. A homenagem aparece tanto no conceito que orienta o festival quanto na programação, que inclui a exposição Entre Tempos, realizada pelo Casapark em parceria com a Fundação Athos Bulcão.

Exposição apresenta um Athos pouco conhecido

A DW! Brasília tem como um de seus principais destaques a exposição Entre Tempos, realizada pelo Casapark em parceria com a Fundação Athos Bulcão

Com mais de 40 obras, algumas delas nunca exibidas publicamente, a mostra inaugura em 22 de setembro e poderá ser visitada até 13 de outubro. Com curadoria de Valéria Cabral, presidente da Fundação Athos Bulcão, a exposição percorre quase seis décadas da produção do artista, de 1943 aos anos 2000, a partir de obras pertencentes a colecionadores particulares.

A seleção permite observar diferentes momentos da trajetória de Athos, incluindo desenhos, pinturas e trabalhos relacionados a temas como Carnaval e medicina. A exposição conta ainda com pesquisa historiográfica de Caetano Xavier de Albuquerque e texto de Marília Panitz.

“Nós escolhemos apresentar essas obras pertencentes a colecionadores a partir da relação afetiva e significativa que eles construíram com Athos. Essa conexão pessoal revela não apenas o valor artístico, mas também as histórias, as memórias e os vínculos que existem por trás de cada escolha. Tenho certeza de que será uma exposição muito especial e importante para Brasília”, afirma Ivana Valença, diretora de Marketing do Casapark.

Para Valéria Cabral, a seleção também revela aspectos menos conhecidos da produção do artista. “Quando fui ver a coleção, encontrei obras de 1943 e coisas que nunca tinha visto na vida. Antes de mais nada, Athos era um desenhista. Era o que ele gostava de fazer”, conta.

Feira do Fuga reúne mais de 50 artistas e coletivos

Em sua 13ª edição, a Feira do Fuga participa pela primeira vez da programação da DW! Brasília no Casapark. Com curadoria de Valéria Pena-Costa, a feira reúne mais de 50 artistas e coletivos, com mais de 100 obras em diferentes linguagens, entre pinturas, gravuras e objetos.

A feira tem trajetória ligada à cena independente e contemporânea de Brasília e mantém como uma de suas propostas aproximar artistas, público e agentes do mercadode arte. A edição especial na DW! Brasília também terá uma premiação no encerramento, como forma de reconhecimento e incentivo a um dos artistas participantes.

“A Feira do Fuga conta com o apoio e a frequência dos principais agentes do mercadoda arte em Brasília, entre galeristas, curadores e colecionadores, com um olhar atento

à cena artística e à produção local. Nosso principal objetivo é ampliar o público da arte e aprimorar o relacionamento entre os artistas, como um lugar de encontro e de aprendizado. Uma escola de referências, técnicas e mercado que envolve diversas gerações de artistas, em várias fases da carreira. Fazemos uma ou duas edições anuais no ateliê, e a participação na DW! abre novos caminhos para a feira e para a circulação dos trabalhos autorais”, afirma Valéria.

ADEPRO assina identidade visual e tema “Do Chão nasce o Horizonte”

O tema desta edição da DW!, “Do Chão nasce o Horizonte”, e a identidade visual do festival foram desenvolvidos pela Associação dos Designers de Produto do Distrito Federal (ADEPRO/DF). O trabalho parte de referências ligadas ao território, à arquitetura e ao design da capital, além de estabelecer um diálogo visual com a produção de Athos Bulcão.

Segundo Victor Grimaldi, vice-presidente da Associação, a criação dá continuidade à relação da associação com o festival e às pesquisas desenvolvidas sobre a identidade de Brasília. “Já realizamos eventos e criações inspirados na planta da cidade, no conceito das superquadras e até no bioma local. Na DW! Brasília de 2025, por exemplo, fizemos a exposição Materialidade em Território Cerratense, reunindo no Casapark a produção de 27 criativos das mais diversas vertentes do design independente, em uma cenografia que mergulhava no imaginário do cerrado. Agora damos sequência ao nosso trabalho junto com a DW! Brasília e chegamos à frase Do Chão nasce o Horizonte, que traz um ponto de vista sobre o território”, afirma Grimaldi.

A identidade visual desenvolvida pela designer gráfica Taís Pires utiliza mosaicos, linhas orgânicas e referências às formas presentes na arquitetura e na paisagem de Brasília.

Taís explica que “o mosaico tem muita conexão visual com Brasília e também simboliza a formação da cidade, com pessoas e histórias vindas de toda parte. Ao mesmo tempo, as linhas orgânicas de Athos Bulcão têm tudo a ver com as formas predominantes na capital, representando a arquitetura, a natureza, o vento. Captamos algumas das principais características em quatro cores principais e fragmentos de suas obras,dialogamos com a Fundação Athos Bulcão e chegamos à expressão visual de mosaicos e variações, que respeitam o legado e a memória de Athos e dos pioneiros do design”.

A proposta também ganha uma exposição na Casa Brasília, projeto da ADEPRO/DF instalado no Casapark. A mostra Do Chão nasce o horizonte reúne mobiliário, objetos, instalações e outras produções contemporâneas de designers e escritórios a partir de uma reflexão sobre o território e a relação do design brasiliense com a cidade. A inauguração acontece em 23 de setembro, às 18h, com visitação das 10h às 20h.

Programação reúne talks, lançamentos e experiências

Além das exposições e dos encontros promovidos pelo festival, as marcas participantes apresentam lançamentos, instalações, mostras, oficinas e conversas ao longo da DW! Brasília.

A Breton Brasília abre a programação em 22 de setembro com o talk “Novos olhares do design brasileiro: os processos criativos e as inspirações por trás de uma nova geração de talentos”, com Gabriel Rosa, Karol Suguikawa e Nicholas Oher. A programação acontece das 10h às 15h e acompanha a apresentação do novo showroom e dos lançamentos 2026 da marca.

Na Lumini, a programação de 22 de setembro inclui o DW! Talk “Entre Escalas”, comMartin Corullon, diretor e sócio-fundador do METRO Arquitetos, em conversa com a curadora Clarissa Schneider. A loja também apresenta os principais lançamentos da marca em 2026 e a reedição da arandela PMR, criada originalmente por Paulo Mendes da Rocha em parceria com o METRO Arquitetos, agora com tecnologia LED e atualização técnica.

A Franccino recebe, em 22 de setembro, o pré-lançamento do livro “Concretus”, de Celso Júnior. A programação da marca segue ao longo da DW! Brasília com palestra de Eliene Lucindo, oficina de aquarela com Mirian Lindgren e outras atividades.

O estudiobola promove, no dia 22, um talk com Maurício Lamosa, um dos fundadores da marca, Carlos Alberto, da Hill House, e Lauro Andrade, da DW!. O encontro aborda pesquisa, proporções, acabamentos e caminhos do design contemporâneo, além da atuação da marca no Brasil e no mercado internacional.

Na Tidelli Brasília, a programação inclui a instalação Laboratório de Cores e o lançamento da coleção Jasmine, assinada pelos designers italianos Valerio Sommella e Simone Bonanni, em 22 de setembro. Nos dias seguintes, a marca também promove palestra com Vanessa Testoni e Alessandra Araújo, oficina de customização de velas e oficina de macramê.

A Hill House apresenta exposições e vitrines com obras de artistas e recebe, em 24 de setembro, um talk com Vivian Coser, da Sette7. A programação inclui ainda a apresentação de peças da Sette7 e outras exposições e instalações artísticas.

A Jader Almeida participa da programação em 23 de setembro, com recepção com Jader Almeida e apresentação de lançamentos 2026.

A Smeg promove, em 24 de setembro, uma celebração que reúne legado, inovação e excelência estética. A marca também participa da programação em parceria com a Porsche, aproximando design, estilo de vida e o universo automotivo.

No Lago Sul, a Ornare recebe, em 24 de setembro, uma edição dos DW! Talks com Denise Zuba e Tarik Faraj, sobre o projeto Vila Raiô, e José Ricardo Basiches, que aborda processos criativos.

A programação de DW! Talks no Casapark continua em 25 de setembro com o artista Nuno Ramos, que apresenta o projeto Athos, inspirado na obra O Sol Faz a Festa, deAthos Bulcão, em conversa mediada por Lúcio Albuquerque, da Cerrado Cultural. No mesmo dia, Sávio Jobim, do Architects Office, participa do talk “Arquitetura e Ecossistemas Urbanos”, com apresentação do Casapark.

A programação completa reúne mais de 35 eventos entre 22 e 25 de setembro, com atividades gratuitas e algumas atrações mediante inscrição prévia.Circuito Gastronômico integra programação

A experiência da DW! Brasília também se estende à gastronomia. Durante o período do evento, o Casapark recebe o Circuito Gastronômico DW!, com cardápios e promoções especiais nos restaurantes e cafés Casa Baco, Marietta & Marvin, Saborella, Tête à Tête Restaurante e Scada Café.Serviço

DW! Brasília 2026

Data: 22 a 25 de setembro de 2026

Locais: Casapark e Lago Sul, Brasília/DF

Programação: DW! Brasília: monte sua agenda diária com exposições, palestras e eventos com inscrições abertas – DW!

Instagram: @dwsemanadedesign

Entrada: gratuita. Algumas atividades exigem inscrição prévia

Foto Central abre chamada pública para mapear produção fotográfica do DF e entorno

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Projeto da CAL/UnB recebe inscrições até 2 de outubro para reunir fotografias, fotolivros, zines e publicações impressas.

A Casa da Cultura da América Latina da Universidade de Brasília (CAL/UnB) está com inscrições abertas para a Chamada Pública Unificada do projeto Foto Central, iniciativa que busca mapear, reunir e dar visibilidade à produção fotográfica contemporânea e à memória visual do Distrito Federal e seu entorno.

As inscrições podem ser realizadas até 2 de outubro de 2026. A chamada é aberta e não competitiva, sem processo de seleção. Qualquer pessoa pode participar, desde que tenha um trabalho que se enquadre em uma das modalidades propostas. A iniciativa busca reunir a diversidade de produções e trajetórias relacionadas à fotografia e ao território.

A chamada contempla duas modalidades:

Modalidade I — Ocupação Digital de Fotografias: destinada à inscrição de fotografias autorais que serão apresentadas em projeções digitais.

Modalidade II — Fotolivros, Zines e Publicações Impressas: destinada a trabalhos e publicações físicas finalizadas que tenham a fotografia como principal eixo narrativo.

As pessoas interessadas podem se inscrever em uma ou nas duas modalidades. Para participar das duas, é necessário preencher o formulário novamente.

A iniciativa também dará início à estruturação da Coleção Foto Central, que fará parte do acervo da CAL/UnB, contribuindo para o registro e a preservação da produção visual do Distrito Federal e do entorno.

Como encerramento da ação, no dia 19 de novembro de 2026, os trabalhos reunidos pelo projeto serão projetados na Casa da Cultura da América Latina (CAL/UnB), criando um momento de encontro e visibilidade para essa produção.

Serviço

Chamada Pública Unificada — Foto Central

Realização: Casa da Cultura da América Latina da Universidade de Brasília (CAL/UnB)

Inscrições: até 2 de outubro de 2026

Participação: aberta a qualquer pessoa que tenha trabalho relacionado às modalidades da chamada

Modalidades: Ocupação Digital de Fotografias; Fotolivros, Zines e Publicações Impressas

Projeção dos trabalhos: 19 de novembro de 2026, na CAL/UnB

Formulário de inscrição: disponível no link da bio do Instagram da Casa da Cultura da América Latina: @cal_unb

Dúvidas: Entrar em contato pelo e-mail estefdaliah@gmail.com.

Ação apoiada via Edital Rede CUC 2026 — Casas Universitárias de Cultura, Diretoria de Difusão Cultural e Decanato de Extensão da Universidade de Brasilia

Investimento imobiliário em debate no segundo Talks Brasal Decor na CASACOR Brasília 2026

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Investimento imobiliário em debate no segundo Talks Brasal Decor na CASACOR Brasília 2026

O encontro reúne executivos e convidada do mercado para discutir as transformações no setor

Os novos critérios que influenciam as decisões de investimento imobiliário estão no centro do próximo Talks Brasal Decor, realizado na próxima quinta-feira (24/09), a partir das 19h, exclusivamente para convidados, no ambiente da incorporadora, chamado Construtopia,  na CASACOR Brasília 2026. 

Com o tema “Investimento Consciente: O Futuro do Mercado Imobiliário”, o encontro discute como infraestrutura social, espaços de convivência e ambientes que estimulam conexões podem impactar a valorização dos empreendimentos. A conversa também passa por sustentabilidade, qualidade dos espaços, novas formas de morar e rentabilidade, além do papel dos aspectos humanos e criativos nas escolhas de quem investe. 

Participam Carolina Caribé, convidada do mercado imobiliário; Cesar Durão, diretor regional Brasília da Brasal Incorporações; Andreas Yamagata, diretor regional Goiânia da Brasal Incorporações; e Valter Lourenço, jornalista e mediador do portal ‘Estilozzo’. 

O encontro integra a 5ª edição do Talks Brasal Decor e propõe uma troca de ideias que vai além do bate-papo. Ao longo da noite, os convidados poderão discutir e aprofundar os temas abordados em um ambiente descontraído, enquanto desfrutam de um coquetel oferecido pela Brasal Incorporações.

Casapark promove exposição inédita que revela um Athos pouco conhecido

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A abertura de Entre Tempos, em 22 de setembro, marca oficialmente o início da segunda edição da DW! Brasília, que homenageia Athos Bulcão

Mais de 40 obras de Athos Bulcão, algumas nunca exibidas ao público, estarão reunidas na exposição Entre Tempos, que abre no dia 22 de setembro, no Mezanino da Livraria Travessa, no Casapark. Com curadoria de Valéria Cabral, presidente da Fundação Athos Bulcão, a mostra percorre quase seis décadas da produção do artista, de 1943 aos anos 2000, a partir de trabalhos pertencentes a colecionadores particulares.

A abertura de Entre Tempos marca oficialmente o início da DW! Semana de Design de Brasília, realizada de 22 a 25 de setembro. Athos Bulcão será o artista homenageado desta edição, aproximando ainda mais a programação dos universos da arte, da arquitetura e do design que ajudaram a construir a identidade da capital. A exposição, no entanto, extrapola o período da DW! e segue em cartaz no Casapark até 13 de outubro.

Reunidas a partir de acervos particulares de vários colecionadores, as obras carregam também histórias que ultrapassam seu valor artístico. A proposta da mostra considera a relação construída entre os colecionadores e Athos e os vínculos afetivos que acompanharam a formação dessas coleções.

“Nós escolhemos apresentar essas obras pertencentes a colecionadores a partir da relação afetiva e significativa que eles construíram com Athos. Essa conexão pessoal revela não apenas o valor artístico, mas também as histórias, as memórias e os vínculos que existem por trás de cada escolha. Tenho certeza de que será uma exposição muito especial e importante para Brasília”, afirma Ivana Valença, diretora de Marketing do Casapark.

Entre Tempos percorre um arco que começa em 1943 e chega aos anos 2000, permitindo acompanhar mudanças de linguagem, suportes e interesses ao longo de quase seis décadas. A seleção reúne desenhos, pinturas a óleo e acrílica e trabalhos que se afastam da imagem mais difundida de Athos como mestre da azulejaria geométrica.

Entre as surpresas está uma série dedicada ao Carnaval, ligada às memórias de infância e juventude do artista no Catete, no Rio de Janeiro. Também estarão presentes obras que remetem aos três anos em que Athos estudou medicina. Ele dizia gostar especialmente das aulas de anatomia porque podia desenhar e, décadas depois, células, peles e estruturas orgânicas reapareceram em suas composições.

Para Valéria Cabral, o contato com os acervos particulares permitiu revelar aspectos pouco conhecidos da produção do artista. “Quando fui ver a coleção, encontrei obras de 1943 e coisas que nunca tinha visto na vida”, conta. “Antes de mais nada, Athos era um desenhista. Era o que ele gostava de fazer.”

“Queremos também ampliar o acesso do público a esse importante acervo, proporcionando conhecimento e aproximando os visitantes da trajetória e da produção de um artista de grande relevância para Brasília. A nossa iniciativa é contribuir para a valorização, a preservação e a difusão do seu legado artístico e cultural”, acrescenta Ivana Valença.

A exposição conta ainda com pesquisa historiográfica de Caetano Xavier de Albuquerque e texto de Marília Panitz, que ajudam a organizar as obras dentro de uma cronologia capaz de revelar continuidades e rupturas na produção de Athos.

Durante os quatro dias da DW!, o Casapark será um dos distritos de design da programação brasiliense, que reúne exposições, talks, lançamentos de produtos e coleções, encontros com profissionais e experiências ligadas à arte, à arquitetura, ao design e à economia criativa.

Para Lauro Andrade, idealizador e CEO da DW!, o retorno a Brasília ganha significado especial pela homenagem a Athos Bulcão e pela ampliação do circuito na cidade. Nesta edição, a proposta é aproximar diferentes territórios, linguagens e negócios e convidar o público a olhar para Brasília a partir das conexões entre arte, arquitetura e design. 

O tema desta edição, “Do Chão nasce o Horizonte”, e a identidade visual da DW! Brasília foram desenvolvidos pela Associação dos Designers de Produto do Distrito Federal (ADEPRO/DF). A criação parte de referências ao território, à arquitetura e à paisagem da capital e estabelece também um diálogo visual com a produção de Athos Bulcão.

DW! Talks reúne arte, design e mercado internacional

Os DW! Talks promovem em todo o Brasil o encontro de grandes profissionais e formadores de opinião do universo da arquitetura, do design, da cultura e dos negócios, em torno de temas relevantes da atualidade. Nesta edição da DW! Brasília, 6 palestras acontecem de 22 a 25 de setembro em dois Distritos de Design, com conversas imperdíveis e convidados renomados.

​​​​​O primeiro talk, no dia 22 de setembro, às 14h, aborda o tema “Entre Escalas”.Na intersecção entre a escala urbana e o olhar para o detalhe do objeto, o método e a prática do escritório paulistano METRO Arquitetos se revelam em trabalhos emblemáticos, que serão revisitados em uma palestra com o arquiteto Martin Corullon. Esta reflexão sobre trajetória e futuro em diversas escalas de projeto conta com a condução da curadora Clarissa Schneider.

No dia 23 de setembro, 16h, Marina Bertoldi, da Christie’s, participa de uma conversa sobre o mobiliário brasileiro no mercado internacional e os caminhos que vêm aproximando essas peças do universo do colecionismo. O encontro coloca em discussão a projeção do design brasileiro para além do país e sua presença no mercado global.

Fechando a programação, no dia 25 de setembro, às 10h30, o Casapark recebe Nuno Ramos, um dos nomes de destaque da arte contemporânea brasileira. O artista participa do encontro a partir de seu trabalho inspirado na obra O Sol faz a festa, criação icônica que Athos Bulcão realizou originalmente para o Teatro Nacional de Brasília. O diálogo cria uma conexão direta com o eixo conceitual desta edição da DW! e ampliando o diálogo em torno da permanência e das reverberações da obra de Athos na produção artística contemporânea.

Ao longo da semana

No dia 22 de setembro, 10h,  o arquiteto e designer Gabriel Rosa, a designer e pesquisadora de tendências Karol Suguikawa e o arquiteto e designer Nicholas Oher participam do talk Novos olhares do design brasileiro: os processos criativos e as inspirações por trás de uma nova geração de talentos. O encontro começa no cinema do Casapark e segue para a Breton Brasília. Além dos talks com datas já definidas, a programação reúne outros encontros promovidos pelas marcas participantes do Casapark.

Na Lumini, os arquitetos Martin Corullon e Gustavo Cedroni, diretores do METRO Arquitetos, participam de atividades relacionadas à reedição da arandela PMR, criada por Paulo Mendes da Rocha e pelo escritório. A peça ganha nova escala de produção e atualização técnica, com tecnologia LED e sistema que permite controlar a incidência da luz.Na Franccino, a psicanalista Jamila Gontijo conduz uma conversa sobre percepção, presença e inteligência relacional, estabelecendo conexões entre arquitetura, bem-estar, cultura e desenvolvimento humano.

O estudiobola recebe Mauricio Lamosa, um dos fundadores da marca, para falar sobre pesquisa, proporções, acabamentos e os caminhos do design contemporâneo, além das estratégias de atuação da marca no Brasil e no mercado internacional.A Tidelli Brasília promove ainda uma conversa sobre fitoenergia e a relação entre plantas, comportamento e bem-estar, dentro da programação inspirada na coleção Pentagramma, assinada por Francesco Maccapani Missoni.

Arte, lançamentos e experiências completam a programação

A arte ganha outro espaço de destaque com a chegada da Feira do Fuga ao Casapark. Em sua 13ª edição, a feira participa pela primeira vez da DW! Brasília e reúne mais de 30 artistas e cerca de 100 obras, entre pinturas, gravuras e objetos. Com curadoria de Valéria Pena-Costa, a iniciativa tem trajetória ligada à cena independente e contemporânea de Brasília e propõe aproximar artistas, público e agentes do mercado de arte.

Na JADERALMEIDA, uma expografia inédita assinada pelo próprio Jader Almeida apresenta cerca de 20 lançamentos entre mobiliário, iluminação e objetos. O designer e diretor criativo participa também do vernissage.

A Hill House apresenta a Sette7, fundada pelas irmãs Vivian e Erika Coser, com peças em pedras naturais e ornamentais e criações em vime de origem nacional. A loja recebe ainda exposições da Cerrado Galeria e da M’ART e inaugura uma nova vitrine com instalação do artista plástico Glenio Lima.

A Breton Brasília apresenta também lançamentos de mobiliário e objetos para áreas externas e um showroom renovado. Já Porsche e Smeg participam da programação com uma ação que aproxima referências do design automotivo e do lifestyle contemporâneo.

Fora do Casapark, a Ornare, no Lago Sul, completa o circuito como segundo distrito de design da edição brasiliense. A programação completa da DW! Brasília, com horários, locais e demais atividades, pode ser consultada no site dwsemanadedesign.com.br.

Serviço

Entre Tempos – Athos Bulcão
Abertura: 22 de setembro
Visitação: 23 de setembro a 13 de outubro/ segunda à sábado, das 10h às 22h/ domingos e feriados, das 12h às 20h
Local: Mezanino da Livraria Travessa – Casapark
Realização: Casapark, em parceria com a Fundação Athos Bulcão
Instagram: @casapark

DW! Brasília 2026
Data: 22 a 25 de setembro de 2026
Distritos de design: Casapark e Lago Sul – Ornare
Programação completa: dwsemanadedesign.com.br
Instagram: @dwsemanadedesign

Escreva-se: https://dwsemanadedesign.com.br/dw-tour/brasilia-2026/

ExpoFlores Brasília 2026 reúne flores, gastronomia e atrações para toda a família

Divulgação

Evento será realizado em dois finais de semana de setembro, no Complexo Kireibara, em Taguatinga, com oficinas, música ao vivo, Corrida das Flores e espaço sensorial TEA

Brasília ganhará um cenário repleto de cores, aromas e experiências com a chegada da ExpoFlores Brasília 2026. O evento será realizado nos dias 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de setembro, no Complexo Kireibara, localizado na Transplantas Garden Center, na região da Chácara do Avião, em Taguatinga.

Durante os dois finais de semana, o público poderá conhecer e comprar flores, plantas ornamentais e produtos de jardinagem. A programação também terá ambientes de paisagismo e decoração, expositores especializados, palestras e oficinas práticas sobre cultivo, cuidados com as plantas e montagem de embalagens.

Além das atividades ligadas à natureza, a ExpoFlores Brasília contará com gastronomia, música ao vivo, parque de diversões, drift kart e espaços instagramáveis. Uma das atrações mais aguardadas será a chuva de pétalas, preparada para criar um momento especial entre o público e o universo das flores.

“A ExpoFlores foi criada para proporcionar uma experiência completa. Queremos reunir famílias, apaixonados por plantas, profissionais, estudantes e pessoas que buscam um programa diferente em Brasília. Será uma oportunidade para aprender, se divertir e descobrir como a natureza pode fazer parte do nosso cotidiano”, afirma Mario Kodama, produtor do evento.

A programação também terá um espaço sensorial TEA, pensado para oferecer mais acolhimento e conforto às pessoas neurodivergentes. A proposta é tornar o evento mais inclusivo e garantir que diferentes públicos possam aproveitar as atividades.

Outro destaque será a Corrida das Flores, que unirá atividade física, bem-estar e contato com a natureza. Os participantes receberão kit com camiseta, número de identificação, medalha e brindes exclusivos.

“A ExpoFlores vai muito além de uma feira de plantas. Preparamos atrações para diferentes idades e interesses, sempre com o objetivo de criar boas memórias. Queremos que cada visitante encontre uma maneira especial de viver essa experiência”, destaca o organizador.

A ExpoFlores Brasília 2026 é realizada em parceria com a Transplantas Garden Center, principal patrocinadora e sede do evento, e conta com o patrocínio da Tramontina. Os ingressos custam R$ 10, na modalidade meia-entrada, e R$ 20, a inteira, com vendas pela plataforma Meeple.

Serviço

ExpoFlores Brasília 2026

Datas: 18, 19 e 20 de setembro e 25, 26 e 27 de setembro de 2026

Local: Complexo Kireibara – Transplantas Garden Center, Chácara do Avião, Taguatinga (DF)

Ingressos: R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira)

Vendas: https://meaple.com.br/expoflores/expoflores-2026

Lumini apresenta edição de DW! Talks com Martin Corullon e lançamentos do ano na loja em Brasília

Na DW! Brasília, a Lumini apresenta em sua loja no Casapark os principais lançamentos da marca em 2026, de 22 a 25 de setembro. Exibidos em conjunto no festival de design, são uma síntese do trabalho de curadoria e linguagem arquitetônica que vem sendo desenvolvido nos últimos anos, junto a profissionais e escritórios como METRO Arquitetos, Fernando Prado e Maneco Quinderé.

Outro grande destaque da temporada é a reedição histórica da arandela PMR, criada originalmente por Paulo Mendes da Rocha, desenvolvida em parceria com a METRO Arquitetos. A peça ganha nova escala de produção e atualização técnica, com tecnologia LED e sistema que permite controlar a incidência da luz.

A marca também apresenta uma edição especial de DW! Talks, com o diretor e sócio-fundador do METRO, Martin Corullon. Na palestra Entre Escalas, no dia 22 de setembro, ele compartilha reflexões sobre diversas dimensões dos projetos de arquitetura e design.

A conversa conduzida pela curadora Clarissa Schneider percorre diversos projetos do escritório, como a expansão e o restauro do MASP, da remontagem dos cavaletes de cristal de Lina Bo Bardi até o novo edifício Pietro Maria Bardi; e o Cais das Artes em Vitória (ES), museu e teatro à beira-mar desenvolvidos em parceria com Paulo Mendes da Rocha, arquiteto paulista e vencedor do Prêmio Pritzker, que teve uma longa colaboração com o METRO; entre outros.

Lumini na DW! Brasília
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Lançamentos de 22 a 25 de setembro de 2026

DW! Talks com Martin Corullon no dia 22

Casapark | SGCV Sul, Lote 22, bairro Park Sul, Guará, Brasília – DF

Brasília Shopping recebe projeto Brasília Cidade Design- 10 anos de Cidade Criativa UNESCO

Foto divulgação

Exposição “Territórios Criativos do Brasil para o Mundo” é um dos destaques da programação da 3ª edição do Estilo Brasília, que também terá bate-papo e Arena Design

O Brasília Shopping será palco, nos dias 24 e 25 de setembro, da programação que marca o início do projeto Brasília Cidade Design – 10 anos de Cidade Criativa UNESCO, inserido na programação da terceira edição do Estilo Brasília, evento-movimento que reúne moda, design, arquitetura, gastronomia e criação autoral. Um dos destaques da programação é a exposição “Territórios Criativos do Brasil para o Mundo”, que será aberta no dia 24, às 20h, reunindo informações, imagens e vídeos sobre as 15 cidades brasileiras que integram a Rede de Cidades Criativas da UNESCO.

A mostra apresenta um panorama da economia criativa brasileira a partir das cidades reconhecidas pela UNESCO: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campina Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Paraty, Penedo, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos e São Paulo. Por meio de painéis e vídeos, as cidades apresentam seus projetos, políticas e histórias, revelando diferentes formas de atuação nos campos da música, literatura, design, gastronomia, cinema, artesanato, arte popular e artes midiáticas.

A proposta é evidenciar a força da atuação em rede, com cidades que compartilham experiências, projetos e estratégias para fortalecer a economia criativa e gerar novas conexões empreendedoras. A exposição também coloca Brasília dentro desse mapa nacional de territórios que utilizam a criatividade como instrumento de desenvolvimento e valorização de suas identidades.

“A exposição mostra que a criatividade brasileira se manifesta de diferentes maneiras e que as cidades criativas podem atuar em rede, compartilhando experiências e construindo novas possibilidades. Brasília faz parte desse movimento e tem no design uma ferramenta importante para pensar seu presente e seu futuro”, afirma Marcos Moreira, presidente do Conselho de Design da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF).

Reconhecida pela UNESCO como Cidade Criativa do Design desde 2017, Brasília inicia, com o projeto, uma agenda que se estenderá até junho de 2027. A proposta é aproveitar os dez anos de reconhecimento internacional como ponto de partida para fortalecer o design como ferramenta de desenvolvimento econômico, social, cultural e turístico do Distrito Federal.

Para Renata Monnerat, gerente de marketing do Brasília Shopping, “O talk reforça a proposta do Estilo Brasília de colocar a criatividade da capital em perspectiva, ampliando a conversa para além do potencial artístico da cidade. Queremos valorizar também a autoralidade, a técnica e a precisão que dão consistência ao trabalho de quem cria. Ao menos tempo, reconhecer o design como um campo de conhecimento e de transformação”, afirma Renata.

A reflexão que conduz o projeto parte de uma questão: como o design pode transformar uma cidade, fortalecer sua identidade e conectar pessoas, instituições e oportunidades? A ideia é transformar a chancela internacional da UNESCO em um ativo permanente para Brasília, aproximando profissionais, instituições, poder público, empreendedores e sociedade.

O lançamento oficial do Brasília Cidade Design – 10 anos de Cidade Criativa UNESCO acontece no dia 24, às 11h, com um bate-papo que reúne Lucélia Roriz, subsecretária da Subsecretaria de Programas e Ações Integradas às Regiões Administrativas do DF; Marcos Moreira, presidente do Conselho de Design da ACDF; e Wagner Alves, diretor de Relações Públicas da Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal (Adegraf). A conversa abordará o papel do design na construção da identidade de Brasília e as possibilidades de utilizar a chancela internacional como instrumento de desenvolvimento.

No dia 25, a programação continua com o Arena Design, espaço criado para dar voz às diferentes visões que moldam a prática do design. Com o tema “Regulamentação x livre exercício da profissão de designer”, o encontro terá a participação de Alessandra Pinheiro, presidente da Associação dos Designers Gráficos do DF, e Wagner Alves, designer gráfico, com mediação de Marcos Moreira. A proposta é colocar diferentes posicionamentos em debate e buscar convergências que contribuam para o fortalecimento da profissão e da economia criativa.

A terceira edição do Estilo Brasília, que recebe a programação do Brasília Cidade Design, acontece nos dias 24 e 25 de setembro com o tema “O que permanece”. Idealizado pelo Brasília Shopping, o evento-movimento propõe um olhar sobre aquilo que atravessa o tempo e ajuda a construir a identidade da capital, reunindo diferentes expressões da cena criativa de Brasília.

Mais do que celebrar uma década de reconhecimento da UNESCO, o projeto Brasília Cidade Design pretende construir uma agenda de reflexão, articulação e valorização do design na capital. A iniciativa busca fortalecer a posição de Brasília como centro estratégico de inovação, turismo e economia criativa, ampliando as conexões entre criatividade, identidade e desenvolvimento.

Serviço:

Lançamento projeto “Brasília Cidade Design – 10 anos de Cidade Criativa UNESCO”

Dia 24, às 11 h com bate papo

Abertura Exposição “Territórios Criativos do Brasil para o Mundo”

Dia 24, às 20h

Arena Design

Dia 25, às 11h