Com cerca de 400 convidados, presença de designers brasileiros e estrangeiros e obras que dialogam com tradição, inovação e identidade, abertura da exposição Design que Conecta Territórios marcou uma das noites mais emblemáticas da história da BDW
O Memorial dos Povos Indígenas recebeu, na noite desta terça-feira (9), a abertura oficial da exposição Design que Conecta Territórios, principal mostra da Brasília Design Week 2026. Em uma noite marcada pelo encontro entre diferentes culturas, linguagens criativas e visões de mundo, cerca de 400 convidados participaram da inauguração, entre eles aproximadamente 80 designers brasileiros e estrangeiros, representantes da economia criativa, empresários, arquitetos, artistas, autoridades e formadores de opinião.
Mais do que a abertura de uma exposição, o evento simbolizou o início de uma ampla ocupação criativa da cidade. Com o tema Design que Conecta Territórios, a edição deste ano reafirma a vocação da Brasília Design Week para promover encontros entre tradição e inovação, artesanato e tecnologia, patrimônio cultural e produção contemporânea.
Instalada no Memorial dos Povos Indígenas, a mostra reúne peças de mobiliário, moda, artesanato, fotografia, escultura e experiências interativas que evidenciam o papel do design como ferramenta de desenvolvimento econômico, inovação, preservação cultural e transformação social. A escolha do espaço também reforça a proposta curatorial da edição, que busca valorizar diferentes formas de conhecimento e aproximar criadores, territórios e culturas.
A abertura evidenciou a dimensão nacional e internacional da exposição. Obras produzidas por designers do Distrito Federal dividiram espaço com criações vindas de Fortaleza, Curitiba e da Argentina, além de peças recentemente apresentadas em eventos de relevância internacional, como a Semana de Design de Milão. O resultado é uma mostra plural, capaz de traduzir a riqueza de diferentes territórios criativos e demonstrar como o design pode atuar como linguagem de conexão entre realidades distintas.
Entre os destaques da exposição estão obras do designer indígena Rodrigo Tremembé, que apresentou seu trabalho no Grand Palais, em Paris, em 2025; a cadeira Avuar, do alagoano Fábio Melo; peças dos designers cearenses Erico Gondim e Silvania de Deus; obras do pernambucano Jaildo Lima; além do estandarte de Gabriela Waihrich, da poltrona Brut, assinada por Dimitri Lociks, das luminárias Oca e Copaíba, criadas por Israel Hora e Camila Monturil, respectivamente, do banco Hiléia, da Natecca em parceria com Ismael Ricardo, da cadeira Arnaux, desenvolvida por Fernando e Nara Neves com tecnologia de impressão 3D, da espreguiçadeira Tapiri, de Eduardo Daniel, e da cadeira Decote, da Azo Collab, recém-chegada de Milão.
A presença internacional também se faz notar na participação das designers argentinas Silvia San Román e Inés Bonadeo, além da estilista Marina Bitu, um dos principais nomes da moda autoral brasileira, que recentemente lançou uma colaboração com a Westwing Brasil.
A programação da Brasília Design Week conta ainda com a parceria de seis embaixadas, República Tcheca, Eslováquia, México, Portugal, Índia e Argentina, que integram a agenda da semana por meio de visitas guiadas e ações culturais voltadas ao intercâmbio de experiências e à valorização da diversidade.
Idealizadora da Brasília Design Week, Caetana Franarin destacou a importância simbólica da chegada da exposição ao Memorial dos Povos Indígenas. “A gente sempre quis trazer a Brasília Design Week para o Memorial dos Povos Indígenas, mas sabíamos que seria um desafio porque é um espaço que precisa de um olhar diferenciado. Então esperamos o momento ideal para isso.”
Segundo ela, o tema da edição nasce da própria identidade da capital federal. “Esse tema é extremamente conectado com a cidade. Brasília nasce desse encontro de territórios, de pessoas do Brasil inteiro e do mundo inteiro – por meio das embaixadas. Então, dentro desse olhar, de conectar artesãos com designers e pessoas de culturas diferentes, optamos por essa temática. É aproveitar esse grande potencial que a cidade tem de conectar pessoas.”
A idealizadora também ressaltou o alcance geográfico e cultural da exposição. “Outro ponto interessante foi que conseguimos nos conectar com outras regiões criativas, pois temos as exposições “Fortaleza”, “Curitiba” e “Argentina”.”
Para o diretor executivo da Brasília Design Week, Kadmo Côrtes, a exposição contribui para ampliar a compreensão sobre a presença do design no cotidiano. “O design é fundamental na nossa vida. Quando olhamos para o lado do desperdício ou da obsolescência dos materiais que usamos no nosso conforto, por exemplo, o design é fundamental porque quando construímos algo para benefício da população temos que pensar como isso será utilizado. Então, é preciso pensar na escolha do material, da coloração, sua utilização e o tempo que ele vai durar. Portanto, é muito importante que a gente pense sobre o assunto e trabalhe em prol disso, mostrando à população como o design está em tudo.”
O diretor do Memorial dos Povos Indígenas, David Terena, destacou a importância da parceria entre a instituição e a BDW. “Esse memorial foi construído para a demonstração da cultura indígena e vemos que, com essa parceria, nós conseguimos mostrar isso hoje aqui. Tenho certeza que vamos ter um impacto muito positivo com essa exposição.”
Entre os convidados presentes estava a idealizadora da CasaCor Brasília, Moema Leão, que ressaltou a qualidade da mostra e a relevância do espaço para a cidade. “Uma exposição sensacional, com móveis e designers excelentes, em um ambiente encantador. É muito importante que as pessoas conheçam esse espaço do Memorial. Além disso, temos aqui designers muito bons que estão progredindo e aparecendo mais. É muito bom ver essas pessoas se desenvolvendo e saber que nós temos isso na nossa cidade.”
Também presente na exposição, o designer Dimitri Lociks apresentou ao público a Poltrona Brut, uma das peças em destaque na mostra. “Temos uma pegada industrial, elementos do móvel moderno brasileiro e uma estrutura que traz elementos do brutalismo, onde a gente expõe sua estrutura sem esconder nada. Então o metal está como metal e o couro como couro, entregando algo confortável, bonito e verdadeiro.”
Parceiro da Brasília Design Week, o Brasília Shopping também participou da abertura. Para a gerente de marketing do empreendimento, Renata Monnerat, o tema da edição dialoga diretamente com a identidade da cidade. “O Brasília Shopping se destaca na capital e a gente tem muito orgulho de fazer parte desse território. A campanha do Brasília de 2026 já era sobre o território Cerrado, então, quando a BDW trouxe o tema deste ano, achamos incrível por essa valorização da cidade. Além disso, temos aqui esse espaço maravilhoso que também reconhece os expoentes, a cadeia produtiva e a cultura local.”
A noite contou ainda com a presença de autoridades, representantes do setor produtivo e lideranças da economia criativa, entre elas o ex-governador Rodrigo Rollemberg, reforçando a relevância institucional e cultural da iniciativa para Brasília e para o fortalecimento do design como vetor de desenvolvimento.
A exposição Design que Conecta Territórios permanece aberta ao público até 12 de julho, consolidando o Memorial dos Povos Indígenas como um dos principais polos da programação da BDW 2026 e ampliando o acesso da população a uma produção criativa que conecta regiões, culturas, memórias e futuros possíveis.
A Brasília Design Week 2026 é uma realização do Instituto Desponta Brasil e correalização do Instituto Brasil de Economia Criativa (IBRAEC), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL) e a ApexBrasil. A iniciativa reúne instituições, empresas, profissionais, empreendedores e agentes da economia criativa comprometidos com a valorização do design, da cultura, da inovação e do desenvolvimento sustentável como vetores de transformação social e econômica.
Serviço
Brasília Design Week 2026
Tema Design que Conecta Territórios
Programação oficial Até 14 de junho de 2026
Exposição Design que Conecta Territórios Até 12 de julho de 2026
Local da exposição principal Memorial dos Povos Indígenas
Instalação assinada pelo artista plástico Elmiro Art e sessão exclusiva de Sound Healing convidam o público a refletir sobre a importância do descanso e do bem-estar.
A Simmons Park Sul participa da Brasília Design Week (BDW) 2026 com uma proposta que combina arte, relaxamento e experiências sensoriais. Em parceria com a Primavera Casa, a marca apresenta a instalação “A Arte de Dormir Bem”, que convida o público a uma pausa na rotina para refletir sobre autocuidado, bem-estar e a importância do sono de qualidade.
A ação integra a programação da BDW, circuito criativo realizado entre os dias 8 e 14 de junho, que reúne marcas, restaurantes, embaixadas, museus, exposições e ocupações urbanas em diferentes pontos de Brasília.
Como parte da programação, a Simmons receberá, na quarta-feira (10), às 13h30, um grupo de 20 convidados para uma experiência exclusiva de Sound Healing, conduzida pela Fluir Experience. A atividade será realizada em meio à instalação artística ambientada pela coleção Elementos e composta por obras assinadas pelo artista plástico brasiliense Elmiro Art.
A proposta transforma o espaço em um ambiente de contemplação e desaceleração, estimulando a percepção sobre a necessidade de reservar tempo para o descanso físico e mental. A instalação explora o conceito do sono como uma experiência sensível e essencial para o equilíbrio da vida cotidiana.
Segundo o texto curatorial da mostra, as obras ocupam simbolicamente o espaço entre o repouso e o despertar, apresentando formas abstratas que remetem a memórias, sonhos e percepções. Um dos destaques é a representação do colchão como elemento central da experiência, deslocado de sua função tradicional para simbolizar um estado de entrega, leveza e suspensão do tempo.
A exposição propõe uma reflexão sobre o descanso como parte fundamental da vida, indo além da recuperação física. A ideia é destacar o sono como um momento capaz de reorganizar pensamentos, estimular a imaginação e promover o bem-estar integral.
A Brasília Design Week reúne uma agenda itinerante de atividades voltadas à criatividade, incluindo lançamentos de coleções, exposições, palestras, oficinas e encontros que conectam design, arte, arquitetura, cultura e inovação.
O artista
Natural de Brasília, Elmiro Art é reconhecido por sua produção contemporânea marcada pela abstração, pela experimentação de formas e pela construção de narrativas visuais que dialogam com emoções, memórias e percepções humanas. Em suas obras, o artista busca provocar reflexões sobre o cotidiano e os estados subjetivos da experiência humana, característica que se conecta diretamente à proposta da mostra “A Arte de Dormir Bem”, concebida especialmente para a Brasília Design Week.
Com programação gratuita entre 8 e 14 de junho e exposição aberta até julho, evento reúne grandes nomes do design, da arquitetura, da economia criativa e dos saberes tradicionais em uma ampla ocupação cultural da cidade
Brasília está prestes a se transformar em um grande território de criação, cultura e inovação. De 8 a 14 de junho, a capital federal recebe a Brasília Design Week 2026, iniciativa que se consolidou como uma das principais plataformas de promoção do design, da cultura e da economia criativa do país. Com o tema ‘Design que Conecta Territórios’, a edição deste ano amplia seu alcance e convida o público a percorrer diferentes espaços da cidade por meio de uma programação gratuita que seguirá reverberando além da semana oficial do evento.
Territórios físicos, culturais, ancestrais, afetivos, urbanos e criativos se encontram em uma agenda que reúne exposições, palestras, oficinas, visitas guiadas, experiências gastronômicas, circuitos culturais e encontros com profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente.
Ao longo de sete dias, Brasília será atravessada por percursos que conectam pessoas, saberes e diferentes formas de criação. A programação da semana reunirá atividades capazes de ampliar a compreensão sobre o design para além dos objetos e produtos, apresentando-o como ferramenta de desenvolvimento econômico, preservação cultural, inovação e transformação social.
A experiência, porém, não se encerra em 14 de junho. Um dos principais destaques da edição, a exposição Design que Conecta Territórios, permanecerá aberta ao público até 12 de julho, ampliando o alcance da Brasília Design Week e permitindo que moradores e visitantes continuem vivenciando seu conteúdo por mais de um mês.
O Memorial dos Povos Indígenas será o coração da BDW 2026. Entre 10 de junho e 12 de julho, o espaço receberá a exposição principal do evento, reunindo obras, instalações, experiências imersivas e atividades que dialogam com a produção contemporânea, os saberes tradicionais e a diversidade cultural brasileira. O local também sediará oficinas, encontros e ações voltadas à valorização do artesanato, da sustentabilidade, da inovação e das múltiplas expressões criativas que compõem a identidade nacional.
A exposição principal da BDW 2026 reunirá ainda nomes de destaque do design contemporâneo brasileiro e latino-americano. Entre eles está o designer indígena Rodrigo Tremembé, que em 2025 apresentou seu trabalho no Grand Palais, em Paris, um dos espaços culturais mais emblemáticos da Europa. O público poderá conhecer também a cadeira Avuar, do designer alagoano Fábio Melo, uma peça que transforma o saber ancestral dos mestres gaioleiros do sertão em uma reflexão sobre liberdade, território e ressignificação. A mostra contará ainda com obras do pernambucano Jaildo Lima, criador de peças que dialogam com conforto, permanência e identidade, além dos designers cearenses Erico Gondim e Silvania de Deus, reconhecidos pela valorização dos saberes artesanais e pela capacidade de aproximar tradição e contemporaneidade. Entre os destaques da exposição estão ainda o estandarte de Gabriela Waihrich, as luminárias Oca e Copaíba, assinadas respectivamente por Israel Hora e Camila Monturil, a poltrona Brut, de Dimitri Locikis, o banco Hiléia, desenvolvido pela Natecca em parceria com Ismael Ricardo, a cadeira Arnaux, de Fernando e Nara Neves, produzida integralmente em impressão 3D, a espreguiçadeira Tapiri, de Eduardo Daniel, e a cadeira Decote, da Azo Collab, recém-apresentada na Semana de Design de Milão.
A presença internacional será representada pelas designers argentinas Silvia San Román e Inés Bonadeo. Silvia traz à Brasília a mochila Fontana, peça escolhida para integrar o figurino principal da série El Eternauta, da Netflix, tornando-se um dos objetos mais reconhecidos da cultura visual argentina contemporânea. Já Inés apresenta a coleção Tenaz, composta por joias escultóricas inspiradas na força da natureza para resistir, florescer e ocupar espaços inesperados. A exposição contará ainda com a participação da estilista Marina Bitu, um dos nomes mais relevantes da moda autoral brasileira, que acaba de lançar uma colaboração com a Westwing Brasil. Juntos, esses criadores ampliam o alcance internacional da mostra e reforçam a vocação da Brasília Design Week como espaço de encontro entre diferentes territórios criativos, culturais e afetivos.
A programação se espalha ainda por diferentes pontos da cidade. O Circuito Brasília Design + Nexper mobiliza lojas, ateliês e espaços criativos. O Circuito de Embaixadas promove visitas guiadas que aproximam o público de referências internacionais de arquitetura, arte e cultura. A experiência inclui ainda o Design Gastronômico Casa Baco, exposições, lançamentos, rodas de conversa e atividades que aproximam profissionais, estudantes, empreendedores e visitantes.
Entre os convidados e expositores desta edição estão nomes de projeção nacional e internacional, como Ailton Krenak, André Carvalhal, Gigi Barreto, Zé Vagner, Elma Sousa, Rodrigo Tremembé, Marina Bitu, Silvia San Román e Inés Bonadeo, além de arquitetos, designers, artesãos, pesquisadores e criadores que ajudam a construir uma visão contemporânea sobre os desafios e as oportunidades da economia criativa.
O crescimento da Brasília Design Week acompanha a expansão da própria economia criativa no Distrito Federal. Em sua edição anterior, o evento reuniu cerca de 46 mil visitantes, promoveu mais de 50 ações distribuídas pela cidade, gerou mais de 300 inserções na imprensa e ultrapassou 150 mil visualizações em conteúdos digitais. Os números reforçam o papel da BDW como uma das principais plataformas de difusão do design brasileiro e de valorização dos profissionais criativos que atuam no Distrito Federal e em diversas regiões do país.
Idealizadora da Brasília Design Week, Caetana Franarin destaca que a edição de 2026 busca fortalecer o papel do design como linguagem capaz de aproximar diferentes realidades e promover conexões duradouras.
“Vivemos um momento em que o design é chamado a construir pontes. Pontes entre tradição e inovação, entre cultura e desenvolvimento econômico, entre memória e futuro. A BDW nasce desse encontro de territórios e da convicção de que a criatividade é uma das grandes forças transformadoras do nosso tempo”, ressalta Franarin. Segundo ela, a BDW 2026 vai além de apresentar projetos e produtos e promove experiências capazes de aproximar pessoas, valorizar identidades e ampliar a percepção sobre o potencial criativo que existe em Brasília e em todo o Brasil.
Realizada por uma ampla rede de parceiros, instituições e agentes da economia criativa, a Brasília Design Week reafirma seu papel como plataforma permanente de valorização do design brasileiro e de fortalecimento do Distrito Federal como referência nacional em criatividade, inovação e produção cultural.
Com entrada gratuita e atividades distribuídas em diferentes regiões da cidade, a expectativa é receber milhares de visitantes ao longo da programação, consolidando Brasília como um dos mais importantes territórios de experimentação, produção e difusão do design no país.
A Brasília Design Week 2026 é uma realização do Instituto Desponta Brasil e correalização do Instituto Brasil de Economia Criativa (IBRAEC), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL) e a ApexBrasil. A iniciativa reúne instituições, empresas, profissionais, empreendedores e agentes da economia criativa comprometidos com a valorização do design, da cultura, da inovação e do desenvolvimento sustentável como vetores de transformação social e econômica.
Serviço
Brasília Design Week 2026
Tema: Design que Conecta Territórios
Programação oficial: De 8 a 14 de junho de 2026
Exposição Design que Conecta Territórios: De 10 de junho a 12 de julho de 2026
Local da exposição principal: Memorial dos Povos Indígenas
Mostra inédita no ParkShopping convida o público a mergulhar no universo da relojoaria suíça com experiências interativas, design e tradição centenária
Em junho, Brasília recebe uma exposição que celebra o tempo marcado por icônicas nuances de legado histórico, técnica artesanal e sofisticação. Inédita no Brasil, Watch.Swiss é uma imersão no universo fascinante da relojoaria suíça — uma experiência na qual engenharia e arte caminham no mesmo compasso, aproximando o público de um dos maiores símbolos mundiais de excelência, expressão identitária e inovação.
Realizada pela Federação da Indústria Relojoeira Suíça, com apoio da Embaixada da Suíça no Brasil, a mostra tem acesso gratuito e está em cartaz na Praça Central do ParkShopping, entre os dias 3 e 14 de junho. Os visitantes podem se preparar para uma viagem pela obstinação suíça em transformar, com precisão e perfeição, o passar das horas em arte. “Símbolos de um incrível legado e de um life styleúnico, os relógios suíços atravessam gerações e oceanos, levando ao mundo a delicadeza de mecanismos quase sempre invisíveis aos olhos. Watch.Swiss traduz o luxo silencioso da precisão. Brasília está convidada a prestigiar”, aponta Anna Aimée Codeço, gerente de marketing do ParkShopping.
Despertar
Watch.Swiss foi concebida como uma experiência dinâmica e sensorial, reunindo instalações interativas, conteúdos educativos e espaços instagramáveis que aproximam o visitante dos bastidores da alta relojoaria. O percurso é dividido em sete grandes temas — Suíça, Swiss Made, História, Design, Precisão, Manufatura e Complicações — revelando os detalhes que transformaram os relógios suíços em expoentes globais de prestígio e engenharia. “Tenho grande alegria que o público brasiliense poderá conhecer a experiência única da relojoaria suíça. A exposição Watch.Swiss convida cada visitante a descobrir de perto a paixão, o savoir-faire e a dedicação que fazem da relojoaria um verdadeiro símbolo da identidade suíça, de forma acessível, interativa e inspiradora”, detalha Hanspeter Mock, embaixador da Suíça no Brasil.
Entre os destaques da experiência estão um cenário inspirado nas paisagens suíças, ambientes que simulam a bancada de um relojoeiro e ativações que apresentam, de maneira acessível e envolvente, técnicas tradicionais, inovação tecnológica e curiosidades sobre o funcionamento das peças.
Com o apoio da Joalheria Pedrart, a mostra também explora a relação contemporânea entre tempo, design e comportamento. Em uma era marcada pela vida instantânea e consumo acelerado, a relojoaria suíça é símbolo de permanência, herança e sofisticação atemporal. Watch.Swiss contempla ainda detalhes sobre o processo de produção de relógios. Os visitantes poderão aprender como se faz, além de também apreciar modelos expostos das marcas Tudor, Tag Heuer, Mido, TISSOT e Longines.
PROGRAME-SE
WATCH.SWISS — EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE RELOJOARIA SUÍÇA
Onde: Praça Central do ParkShopping
Quando: 3 a 14 de junho de 2026, no horário de funcionamento do ParkShopping
Entrada Gratuita
Classificação etária: Livre (Não serão permitidos menores desacompanhados dos pais ou responsáveis legais)
ParkShopping – Inaugurado em 1983, o ParkShopping é referência na capital do País e conta com um mix diverso e qualificado de marcas, ampla oferta de serviços e excelentes opções de lazer e entretenimento para os brasilienses. Os empreendedores do ParkShopping são Multiplan e Previ, com administração da Multiplan. O PKS foi certificado por dois anos consecutivos no Experience Awards (2023 e 2024), no segmento Shoppings, que recebeu milhares de votos de consumidores. A premiação indica o ranking NPS (Net Promoter Score), uma métrica de lealdade do cliente, e visa reconhecer as empresas com os melhores índices do Brasil em diversos segmentos.
O ParkShopping atende a região que lidera o ranking de PIB per capita nacional. Maior e mais completo shopping de Brasília, o PKS vem contando uma história de sucesso, crescimento e inovação. O shopping representa hoje 3,4% da ABL do Centro-Oeste, segundo a Abrasce, enquanto suas vendas anuais totalizaram 10,4% das vendas totais dos shoppings na mesma região, alcançando R$1,6 bilhão em 2023 e ocupando o quinto lugar no portfólio Multiplan.
Sobre a Multiplan – Fundada em 1974 como empresa full service, a Multiplan é responsável pelo planejamento, desenvolvimento, propriedade e administração de um dos melhores portfólios de empreendimentos do país. Atua estrategicamente no desenvolvimento de shopping centers e imóveis comerciais e residenciais, por meio de projetos multiuso que oferecem conveniência e comodidade aos usuários e geram valor a seus ativos. Desde 2007 na Bolsa de Valores Brasileira, é a maior empresa imobiliária da B3, em valor de mercado.
A Companhia também representa uma das maiores empresas do setor de shopping centers do Brasil. Tem, atualmente, 20 shoppings centers em operação, em 7 estados brasileiros, e gera cerca de 80 mil empregos no país. Hoje, os empreendimentos da Companhia já somam mais de 6 mil lojas, com um variado mix, e recebem aproximadamente 200 milhões de visitas por ano. A Multiplan prioriza em suas propostas o desenvolvimento econômico e social das regiões onde atua e mantém diversos projetos com foco nas comunidades vizinhas às suas construções.
A mostra é coletiva e reúne 18 artistas do acervo da galeria
O título anuncia um gesto: abrir os trainéis é revelar o que está guardado, é convidar o olhar para dentro. A mostra apresenta obras inéditas e celebra a pluralidade de linguagens que define a identidade da Referência, reunindo pinturas e objetos que transitam por diferentes formatos, suportes e matérias.
A riqueza tátil das obras e a multiplicidade de propostas artísticas compõem um percurso generoso, no qual cada trabalho dialoga com o conjunto e, ao mesmo tempo, sustenta a sua singularidade.
A mostra é composta por obras de Alessandra França, Clarice Gonçalves, Courinos, Desirée Feldmann, Diô Viana, Evandro Soares, Fernando Leite, Karina Dias, Léo Tavares, Luciano Macedo, Luiz Aquila, Osvaldo Gaia, Patricia Bagniewski, Patricia Furlong, R.Godá, Reynaldo Candia, Samantha Canovas e Veridiana Leite.
A visitação é de segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábados, das 10h às 14h.
Nova exposição, aberta a partir de 10 de junho, reunirá mais de 80 obras de artistas de diversas regiões do país e convida o público a percorrer as cores, ritmos e símbolos das festas populares brasileiras
A partir de 10 de junho, o Centro CulturalTCU abre ao público a exposição “Festa de Luz: as festas populares e a arte brasileira”, mostra inédita concebida especialmente para o espaço cultural do Tribunal de Contas da União (TCU). Com curadoria de Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto, a exposição reúne mais de 80 obras de artistas modernos, contemporâneos e populares e propõe um mergulho nas tradições juninas e sua influência sobre a produção artística nacional.
Em cartaz até 12 de setembro de 2026, a mostra reúne pinturas, esculturas, cerâmicas, xilogravuras e fotografias que dialogam com o imaginário das festas populares brasileiras. Partindo da festa de São João, a exposição explora seus símbolos, como fogueiras, balões, bandeirinhas, quadrilhas, comidas típicas e a música nordestina.
A mostra Festa de Luz parte do entendimento de que as festas juninas ultrapassam a dimensão popular e constituem um vasto repertório de memórias, símbolos e práticas culturais que atravessam a produção artística brasileira.
“A expressão artística é muito maior do que rótulos ou classificações. Nesta exposição, vamos poder ver artistas de diferentes origens e tempos e perceber como esse universo das festas juninas atravessa a criação brasileira com seus símbolos e afetos”, detalha Marcus de Lontra Costa, curador da exposição Festa de Luz.
Entre os destaques estão trabalhos de Alfredo Volpi, Alberto da Veiga Guignard, Américo Poteiro, Beatriz Milhazes, Delson Uchoa, Deneir Martins, Galeno, José Patrício, Mestre Noza e Roxinha Lisboa.
As emblemáticas bandeirinhas de Alfredo Volpi, os balões poéticos de Alberto da Veiga Guignard e as composições vibrantes de Beatriz Milhazes exemplificam como o imaginário junino se transforma em linguagem artística. Ao longo do percurso, o público também encontrará referências ao cangaço, à quadrilha, à figura do caipira e à rica musicalidade do norte e nordeste, marcada por ritmos, tradições e sonoridades que ecoam nas festas populares em todo o país, tendo em Luiz Gonzaga como um de seus maiores símbolos.
Sala interativa
A exposição contará ainda com uma sala interativa que vai reconstruir um cenário de terreiro de festa junina. A ideia é criar um ambiente imersivo nas cores, luzes, aromas e sons que fazem parte das festas juninas.
O título da exposição remete tanto à luminosidade das fogueiras, balões e rojões quanto ao poder simbólico da celebração como forma de resistência, pertencimento e afirmação identitária. Em um país marcado pela diversidade cultural, a festa surge como espaço de encontro, comunhão e reinvenção da memória coletiva.
Com entrada gratuita e visitação de terça a domingo, Festa de Luz convida o público a percorrer as cores, os ritmos e os imaginários que fazem das festas populares brasileiras uma expressão viva da criatividade nacional.
Veja a lista de artistas que farão parte da exposição:
Projeto transforma acervo do Museu Nacional da República em patrimônio digital acessível
Com patrocínio da Petrobras, projeto reúne plataforma digital gratuita, exposição presencial, catálogo e ações educativas e de acessibilidade
Obras de nomes importantes da arte brasileira, que hoje estão concentradas no acervo do Museu Nacional da República, passam a ganhar acesso ampliado com o projeto #ConectaMuN. A iniciativa aposta na digitalização e na difusão desse conjunto artístico, criando uma plataforma digital gratuita que conecta o público ao acervo de forma inédita.
Realizado em Brasília com patrocínio da Petrobras, o projeto foi selecionado pelo Programa Petrobras Cultural – Novos Eixos, entre mais de 8 mil propostas de todo o país. A proposta é ampliar o acesso ao patrimônio artístico, aproximando diferentes públicos do acervo do Museu por meio de ferramentas digitais e ações presenciais.
Entre as ações do #ConectaMuN está a realização de exposição com obras do acervo, prevista para acontecer entre os dias 20 de junho e 19 de julho de 2026 no Museu Nacional da República, com entrada gratuita. A programação inclui ainda a criação de um portal que reunirá, pela primeira vez, a totalidade do acervo em formato digital, além de um catálogo digital e impresso, roda de conversa com os profissionais envolvidos no projeto e jogo educativo em formato de RPG, voltado a estudantes da rede pública do Distrito Federal.
O projeto realiza o processo de digitalização das peças, além do redimensionamento de obras em formato de vídeo, visando o amplo acesso e o alcance de novos públicos.
O #ConectaMuN também vai dedicar-se à acessibilidade, garantindo que o acervo digital esteja disponível a públicos diversos. Todas as obras disponibilizadas na plataforma contarão com recursos como audiodescrição, tradução em Libras (com janela) e legendagem no caso dos conteúdos em vídeo, ampliando o acesso de pessoas com deficiência ao patrimônio artístico do Museu.
De acordo com a coordenadora geral do projeto, Taís Castro, a digitalização das obras constitui um patrimônio digital público. “O Museu Nacional tem um acervo potente, com produções de artistas importantes para a arte brasileira. Sua disponibilização em ambiente digital permite que esse acervo seja acessado independente do lugar, do tempo e por qualquer pessoa, possibilitando o acesso democrático às obras”, afirma.
Taís destaca ainda que o projeto dialoga com um público amplo e diverso. “Com a difusão do acervo, a ideia é alcançar pesquisadores, professores, estudantes, curadores, artistas, turistas, entre outros públicos, além de pessoas que não costumam frequentar o museu, contribuindo para a formação de novos públicos”, ressalta.
A expectativa é que o contato com as obras em formato digital desperte o interesse e a curiosidade do público, ampliando o conhecimento, a inclusão cultural, a diversidade e o sentimento de pertencimento, já que o acervo reúne majoritariamente obras de artistas brasileiros, com presença representativa de artistas brasilienses.
Entre os artistas presentes no acervo destacam-se Anita Malfatti, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Volpi, Amilcar de Castro, Cícero Dias, Iracema Barbosa, Antônio Oba, Lúcia Laguna, Adriana Vignoli, Marcelo Solá, Raquel Nava, Cildo Meireles e Karin Lambrecht.
O #ConectaMuN vem sendo executado ao longo de de 2026 e inclui exposição presencial, projeção mapeada na cúpula externa do Museu, catálogo com as obras do acervo, jogo educativo e roda de conversa, consolidando o Museu como espaço ativo de preservação digital, difusão cultural e produção de conhecimento.
Obras do fotógrafo ocuparão a sede do Superior Tribunal de Justiça, onde haverá também lançamento editorial comemorativo
No próximo dia 01 de junho, o fotógrafo Araquém Alcântara abre exposição e faz noite de autógrafos na sede do Superior Tribunal de Justiça(STJ), em Brasília. A exposição reunirá imagens em grandes formatos (2,20 m x 1,50 m), selecionadas para celebrar 50 anos de carreira do artista. Há registros da Amazônia, da Mata Atlântica e de outros biomas, bem como cenas do cotidiano do povo brasileiro.
Dedicado à sensibilização do público em relação a questões ambientais, Araquém Alcântara foi o primeiro fotógrafo a registrar todos os parques nacionais brasileiros, tendo sido também pioneiro na documentação visual dos ecossistemas e unidades de conservação do país.
Araquém Alcântara lança obra-manifesto
Livro de 50 anos de carreira é uma “crônica visual da beleza e do horror”
O fotógrafo Araquém Alcântara comemora, aos 75 anos, cinco décadas de trajetória, com o lançamento de um livro seminal que, segundo o curador Eder Chiodetto, pontua imagens de flagrante beleza do povo brasileiro, o desmatamento das florestas e os efeitos das mudanças climáticas nos biomas nacionais.
Reunindo 220 imagens em mais de 500 páginas, o volume sintetiza um percurso que começou em Santos, no litoral paulista, nos anos 1970, e atravessa florestas, rios e serras, em um projeto de vida dedicado à documentação e à defesa da natureza brasileira.
Araquém construiu um acervo com cerca de 500 mil imagens, que forma hoje um dos mais importantes patrimônios visuais da biodiversidade do país, desvendando a Mata Atlântica, o Cerrado, a Caatinga, o Pantanal, os Pampas, a Amazônia e seus povos.
Com 62 livros autorais, 75 exposições individuais, mais de 40 prêmios nacionais e internacionais, obras nos acervos do Masp, Pinacoteca de São Paulo, MAM-SP, Centro Georges Pompidou e Museu Britânico, o inquieto artista consolidou a dimensão ética e estética rara de seu trabalho — um manifesto pela vida, que se mantém pulsante e necessário.
“O verdadeiro fotógrafo deve escolher o caminho com o coração e nele viajar incansavelmente”, escreveu Araquém em um de seus textos. “Só na Amazônia, estive mais de 100 vezes, desde 1971.” Todo esse movimento se tornou o eixo espiritual de sua produção, marcada pela devoção à luz, à paisagem e à consciência.
Da epifania à insurgência: as origens de um olhar
O livro revisita as primeiras imagens feitas no cais de Santos, onde prostitutas, marinheiros e estivadores inauguraram o universo do fotógrafo, e avança até as fotos mais recentes das queimadas na Amazônia e no Pantanal. Entre esses extremos, destaca-se a fotografia que se tornaria um ícone — a foto de capa feita em 1980, retratando seu pai, Manoel Alcântara, em protesto contra a instalação de usinas nucleares na Juréia.
A imagem — hoje símbolo da crítica à política energética e à destruição ambiental — marca o início da fase autoral de Araquém, que revela sua vocação para a fotografia como ato de combate e gesto poético.
A cena, descrita por Chiodetto como “um instante de epifania e insurgência”, foi o ponto de inflexão que transformou o repórter em um “andarilho da luz”. “Ali se consolidou o caminho a ser seguido — investir toda sua energia de artista em nome de uma causa que, mesmo quando parece fadada ao fracasso, segue ecoando nas elipses do tempo”, escreve o curador.
A obra-manifesto
“Entre epifanias e apocalipses”, como resume um dos textos críticos, o livro revela a grande travessia de Araquém — 50 anos de fotografia para iluminar os 500 anos da terra chamada Brasil. São imagens que registram a beleza da flora e fauna e também a miséria, o terror causado pela poluição em Cubatão, a devastação das matas e dos biomas.
Fotografias que impõem a reflexão: “Sou um artista de combate, cúmplice dos injustiçados. Minhas fotos são um canto de amor à natureza e ao povo brasileiro”, escreve Araquém.
Adolescente nos final dos anos 1960, quando leu Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, Araquém gravou na memória um dos trechos, que norteou seu foco: “Como é que posso com este mundo? A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo no meio do fel do desespero.” O escritor forjou o percurso do fotógrafo, que transformou sua câmera em instrumento de resistência.
SERVIÇO:
Inauguração da exposição “O Brasil de Araquém Alcântara” e lançamento do livro “50 anos de fotografia”
Data: 1º/06/2026
Horário: 19h
Local: Mezanino do Edifício dos Plenários – Superior Tribunal de Justiça
Mostra no Espaço Oscar Niemeyer apresenta projetos históricos e inéditos, incluindo propostas em desenvolvimento para a cidade de Maricá (RJ)
A cidade que consagrou a obra de Oscar Niemeyer como símbolo da arquitetura moderna brasileira recebe uma exposição que propõe um novo olhar sobre seu legado.
A mostra “Niemeyer por Niemeyer”, em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer, reúne desenhos, fotografias, maquetes e estudos que revelam não apenas as obras consagradas do arquiteto, mas também um vasto conjunto de projetos concebidos ao longo de décadas e nunca construídos.
A exposição é conduzida por Carlos Eduardo Niemeyer, neto do arquiteto, inventariante de seu espólio e responsável pela continuidade do escritório fundado em 1951 e Kleyton Rigon, pós-graduado em Design do Entretenimento e possui trajetória consolidada no audiovisual, atuando no desenvolvimento de narrativas visuais, direção criativa e projetos culturais.
Atualmente graduando em Arquitetura e Urbanismo, integra o escritório Oscar Niemeyer, onde atua na pesquisa, organização e preservação do acervo arquitetônico do mestre, colaborando diretamente em processos de catalogação, memória e difusão da obra de Oscar Niemeyer.
Como curador da exposição “Niemeyer por Niemeyer”, desenvolve uma abordagem que aproxima arquitetura, imagem e experiência, propondo ao público um olhar contemporâneo sobre o legado de Oscar Niemeyer a partir do registro fotográfico de Kadu Niemeyer e da força poética dos croquis e projetos do arquiteto.
“A ideia não é olhar para o passado como algo encerrado, mas entender que essa arquitetura continua viva e pode ser realizada hoje”, afirma Kadu Niemeyer.
A exposição está organizada em núcleos que conduzem o visitante desde o traço original de Niemeyer até sua reinterpretação contemporânea. Croquis, registros históricos e maquetes revelam o processo criativo do arquiteto, marcado pela liberdade formal e pelo uso expressivo da curva.
Um dos destaques da mostra é o núcleo dedicado aos projetos desenvolvidos para a cidade de Maricá, no estado do Rio de Janeiro. As propostas, baseadas em estudos originais de Niemeyer, vêm sendo atualizadas tecnicamente para atender às condições atuais de implantação.
Entre os projetos apresentados estão o Memorial João Goulart, o Centro Administrativo, o Teatro Municipal, o Museu de Arte, o Centro de Convenções e o Estádio João Saldanha. As obras são exibidas por meio de maquetes físicas, imagens e estudos que indicam a possibilidade concreta de sua execução.
Se Brasília representa a materialização de um projeto moderno de nação, Maricá surge, na exposição, como território contemporâneo onde parte desse legado pode finalmente ganhar forma construída.
Mais do que uma retrospectiva, a mostra propõe uma reflexão sobre a continuidade da arquitetura e o papel do acervo como instrumento de futuro.
“A arquitetura do meu avô nunca foi sobre repetição. Sempre foi sobre invenção. E é essa invenção que buscamos preservar e dar continuidade”.
A realização da exposição em Brasília reforça o vínculo entre a obra de Niemeyer e a cidade que ele ajudou a projetar, criando um diálogo entre o passado, o presente e as possibilidades futuras da arquitetura brasileira.
Quem é Kadu Niemeyer
Fotógrafo, guardião de um legado inestimável e testemunha ocular da história da arquitetura moderna, Kadu Niemeyer (Carlos Eduardo Niemeyer Attademo) consolida-se como a principallente dedicada a traduzir o concreto em poesia visual. Neto e fotógrafo oficial de Oscar Niemeyer por mais de cinco décadas, Kadu não apenas registrou obras prontas, mas capturou a gênese dotraço que definiu a identidade visual do Brasil.
Diferente de uma fotografia documental estática, o trabalho do Kadu é uma extensão do diálogo que mantinha com seu avô. “Ele me ensinou a ver o que os outros não viam: a sombra, o ângulo inusitado, a leveza do que é pesado”, afirma o fotógrafo. Esse aprendizado resultou em um acervo que percorre desde os canteiros de obras da Argélia e da França até a consolidação de Brasília e das curvas da Pampulha.
Trajetória e Exposições
A parceria entre o avô e o neto teve início em 1968, no laboratório de fotografia que o arquiteto criou em sua casa na capital federal. Aos 18 anos, Kadu Niemeyer realizou sua primeira exposição na Bulgária em 1972 onde apresentou fotografias das obras de Oscar Niemeyer. Assim, o fotógrafo, guardião de um legado inestimável e testemunha ocular da história da arquitetura moderna, Kadu Niemeyer consolida-se como a principal lente dedicada a traduzir o concreto em poesia visual. Suas exposições já passaram por prestigiadas Instituições no Brasil e no mundo como o Museu da República de Brasília (inauguração do museu), o Museu Oscar Niemeyer (PR) e centros culturais no Chile, Espanha, Estados Unidos, Portugal, Itália, Japão, Rússia, Venezuela entre outros. A maior e mais famosa exposição sobre o trabalho de Oscar Niemeyer no país ocorreu na Galeria de Arte da empresa TOTO (Tóquio). Intitulada “Oscar Niemeyer – O Homem Que Construiu Brasília”, a mostra apresentou plantas, maquetes e fotografias das obras icônicas do arquiteto. Em 2007 Kadu apresenta um novo projeto em suas mostras intitulada “Niemeyer por Niemeyer” em homenagem aos 100 anos de seu avô, expondo uma perspectiva íntima da história de um grande arquiteto e acima de tudo seu avô. Suas imagens revelam a escala humana diante dos monumentos e a obsessão pela curva perfeita.
No conteúdo, foram reunidas 14 fotografias de icônicos projetos, selecionadas pelo próprio Oscar Niemeyer e que, por isso, registram seus ângulos de observação preferidos. Para Kadu, a fotografia é uma forma de manter vivo o “espírito do traço”.
Onde suas exposições são mais do que exibições de arquitetura; são convites para enxergar o mundo com a sensibilidade de quem cresceu entre pranchetas e horizontes infinitos.Exposição – Espaço Oscar Niemeyer, Brasília
O Espaço Oscar Niemeyer, localizada na Praça dos Três Poderes, apresenta a imperdível exposição “Niemeyer por Niemeyer”, de 18 de maio a 8 de agosto de 2026. Curada por Kadu Niemeyer, fotógrafo e neto do icônico arquiteto, a mostra reunirá fotografias autorais, croquís e maquetes originais que revelam a genialidade de Oscar Niemeyer.
Esta exposição é um tributo ao meu avô e à sua visão inovadora que moldou a arquitetura brasileira. Os visitantes terão a oportunidade única de explorar o legado imortal de Niemeyer e a profundidade de sua obra através de uma narrativa visual rica.
A exposição será aberta diariamente, das 10:00 às 18:00 horas, com entrada gratuita. Uma experiência única para todos que desejam se conectar com a arte e a história.
Serviço
Data: 2 de junho a 2 de setembro
Hora: 9h às 17h
Local: Espaço Oscar Niemeyer – Praça dos Três Poderes Lote J
Com patrocínio da Neoenergia e do Instituto Neoenergia, 11ª edição recebe inscrições gratuitas até 30 de maio em quatro categorias
O Festival Mês da Fotografia está com inscrições abertas para a convocatória pública que irá selecionar trabalhos para sua Exposição Coletiva. Em sua 11ª edição, o evento — que acontece em agosto — reforça seu compromisso com a valorização da fotografia contemporânea e amplia seu alcance ao receber inscrições de fotógrafos e artistas visuais do Brasil e do exterior. A participação é gratuita e o prazo segue até o dia 30 de maio de 2026.
Com o tema “Retratos de um Brasil Plural: Origem, Território e Diversidade”, o festival propõe uma reflexão sobre as múltiplas identidades que compõem o país, incentivando trabalhos que revelem narrativas ainda pouco discutidas, que questionem desigualdades e apresentem novos olhares sobre o território brasileiro. A curadoria é assinada por Denise Camargo, artista visual e pesquisadora, que busca propostas com consistência estética e conceitual, além de abordagens inovadoras e críticas.
A convocatória contempla quatro categorias: Ensaio, voltada a séries fotográficas com narrativa estruturada; Fotografia Individual, para imagens únicas; Jovens Fotógrafos, destinada a participantes entre 16 e 25 anos; e Fotografia Inclusiva, exclusiva para pessoas com deficiência. Ao todo, serão selecionadas 60 obras para compor a exposição coletiva, uma das principais ações do festival desde 2012.
Aberta a profissionais e amadores, a seleção aceita diferentes linguagens e estéticas dentro da fotografia documental, excetuando trabalhos produzidos com inteligência artificial. O processo seletivo será realizado em etapas, com avaliação baseada na coerência com o tema, qualidade técnica e estética, originalidade e diversidade de narrativas e territórios, garantindo também anonimato dos participantes nas fases iniciais.
O Festival Mês da Fotografia incentiva especialmente aparticipação de artistas de grupos historicamente sub-representados, como pessoas negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, mulheres, jovens e pessoas com deficiência, reforçando seu compromisso com a inclusão e a democratização do acesso à cultura.
Os artistas selecionados terão suas obras exibidas durante o festival, ampliando sua visibilidade no cenário nacional e internacional. O resultado será divulgado até o dia 30 de junho de 2026, no site e nas redes sociais do evento.
O Festival Mês da Fotografia 2026 conta com patrocínio da Neoenergia e do Instituto Neoenergia, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, e é realizado pela Lente Cultural, com produção da Photo Agência e IDEIA Prática.
Mais informações e inscrições estão disponíveis no site oficial https://www.festivalmesdafotografia ou no instagram @festivalmesdafotografia.
Formação de projeto de promoção, acessibilidade e protagonismo de pessoas por meio meio da cultura, artistas que sou artistas como ou monitores culturais. Interessados devem se no formulário online
Estãoscrições em para as oficinas do 4o Festival de Cultura Inclusiva do Distrito Federal, iniciativa pelo Instituto Entrelativa, Nós em parceria como Associação Mãe em Movimento – AMEM/DF. O projeto no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Calops Sul, em Brasília, em Brasília, o reuniu está disponível gratuitamente como instalações de moda envolventes para as formações às voltas, arteística e acessibilidades cultural. O festival abre in para pessoas com (no super) experiência que que querem compor o elenco do e para monitores paracultura pessoas para atender com pessoas nos deficiências culturais.
Idealizado em 2013 pela artista e diretora cultural, Lurdinha Danezy, o Festival de Cultura Inclusiva nasceu como uma iniciativa no DF em umaventura em acessibilidade que a cultural era ainda debatida. Projeto com suído com objetivo de deprovação a, representatividade etexoteca de pessoas de participação de pessoas com deslocamentos para pessoas para grupos de interesse nos culturais, tanto como artistas público. “O I Festival de Cultura Inclusiva do DF nascitura de um sonho, de uma realidade e de uma necessidade: o sonho de realizar um evento que envolvesses, com realidades e necessidades”, relembra diferente Lurdinha.
Em 2026, o festival à sua chega quarta, edição orderendo o commetry com ademocratização do acesso à cultura e com o do protagonismo artístico de pessoas coms no Distrito deficiência Federal. A partir deicinasão entre os dias 1o de junho e 28 de de 2026, com vagas limitadas.
Tatiana Corrêa Leite, representante do Instituto Entre Nós, o coletivo impacto da iniciativa. “O Festival de Cultura InclusivaGueradora o à rito e visibilidade e amplia a datularidades das pessoas artísticas na capital. Ono é uso urbano cada vez mais acessível, a partir de lugares próprios, etivos para todas as pessoas-chose como pessoas-chose”, finaliza.
Saiba mais sobre as oficinas Oficina de teatro com expression de com Bruno Coeoli – os vãos técnicas de aprendizagem de interpretação corporal e trabalho em equipe por meio de e ensaios. Ao final, os participantes e emplemosos um teat espetáculoral, ao favor, ao ambiente criativo, à comunicação e confiança. Onde: Sala Túllio Guimarães no Espaço Cultural Renato Russo No: Segundas-feiras dias 01,08,15,22 de junhun e 06 de das julho 14h às 18h
Oficina de Cenografia com Luh Danezy – os técnicas de cenários de criação e montagem de para teatro e teatros cultural. Os alunos sobre composição de materiais visuais, materiais, e ambiente, iluminação, trabalho em equipe e material de aprendizagem. Onde: Galpão das artes no Espaço Cultural Renato Russo Quando: Terças-feiras 02, 09, 16, 23 e 30 de junho, 07, 14, 21 e 28 de julho das 14h às 17h
Oficina de Figurino com Luh Danezy – a atividade de figurino aborda a criação e produção de roupas e elementos visuais para personagens de espetáculos culturais e teatrais. Os participantes aprendem sobre composição estética, tecidos, caracterização e identidade visual, estimulando criatividade, expressão artística e trabalho em equipe. Onde: Galpão das artes no Espaço Cultural Renato Russo Quando: Quartas-feiras dias 03, 10, 17, 24 de junho, 01, 08, 15, 22 de julho das 14h às 17h
Oficina de Acessibilidade com Emilly Amorim – a ensinação sobre recursos sobre professores e práticas que que inclusão e participação de pessoas com atividades em culturacultura estrates. Os participações sobre comunicação, adaptações de atendimento e armazenamento em fornecimento, respeitondo empatia, cidadania e diversidade. Onde: Teatro de bolso no Espaço Cultural Renato Russo Quando: Terças-feiras, 02,09,16, 23 de junho das 16h às 18h
Ainda nesta edição, será desenvolvido um espetáculo teatral escrito por Lurdinha Danezy, em parceria com Anna Moura e Nathália Calvet, inspirado em situações vividas por pessoas com deficiência em diferentes contextos sociais. A montagem será construída coletivamente durante as oficinas e dirigida por Bruno Coeli.
O projeto investe principalmente na preparação de monitores culturais, por satélites de origem nasicinas ofertas que contarão com alunos com deficiência, para capacitá-los a com pessoas nos deficiênciaculturacultura, espaçosdo mais práticas e acessíveis como com diversidade a.
SERVIÇO:
4º Festival de Cultura Inclusiva do Distrito FederalLocal: Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul)Período das oficinas: 1º de junho a 28 de julho de 2026In: Pessoas com e descidarização Vagas limitadasOficinas gratuitas voltadas à acessibilidade e formação artística e pertencimento de pessoas com e sem deficiência.
Sobre o 4o Festival de Cultura Inclusiva – O 4o Festival de Cultura Inclusiva do Distrito Federal é um projetor voltado à da, acessibilidade e protagonismo de pessoas por meios desconferência por meio de estudo da arte e cultura. Realizado pelo Instituto Entre Nós, em parceria com a AMEM/DF, o festival entretos ocorridos em junho de 2026, no Espaço Cultural Renato Russo, reunindo oficinas de graças de teatro, teatro de atores, preparação figurino, cenografia e acessibilidade, além do monteunge de um teatral. A programação de tambistas de taremáticas de contará com e apresentações culturais ao público em aberto.
O Senac-DF e o Escritório Oscar Niemeyer assinaram, na quarta-feira (20), no Rio de Janeiro, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para a criação do Ateliê Niemeyer Brasília. O espaço será inaugurado no segundo semestre, no Centro de Educação Profissional de Economia Criativa, Ennius Muniz, no Setor Comercial Sul, com a exposição de peças do maior nome da arquitetura brasileira.
O encontro contou com a presença de Kadu Niemeyer, neto e atual administrador do escritório, do presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, do diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, além dos conselheiros do Senac-DF, Antônio Rabello, Ennius Muniz e José Fernando da Silva. O acordo prevê a disponibilização inicial de itens históricos utilizados por Niemeyer ao longo de sua trajetória, reforçando ações de preservação da memória arquitetônica e cultural do país.
Segundo o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, trata-se de um acordo de extrema relevância para a preservação da história nacional. “Oscar Niemeyer ajudou a desenhar a identidade de Brasília e do Brasil para o mundo, e receber parte desse acervo representa um compromisso do Sistema Fecomércio e do Senac-DF com a educação, a cultura e a valorização da nossa memória arquitetônica”, afirma.
Já o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, ressalta o potencial educativo da iniciativa. “Esse acordo aproxima os estudantes, pesquisadores e toda a sociedade de um legado único da arquitetura mundial e, mais do que objetos históricos, estamos falando de peças que ajudam a contar a trajetória criativa de Oscar Niemeyer e sua contribuição para a construção de Brasília”, destaca.
Entre as peças que farão parte do acervo estão diversos croquis originais, fotografias, cartas, cerca de 20 livros relacionados à arquitetura e à trajetória de Niemeyer, além de objetos pessoais.
Para Kadu Niemeyer, a iniciativa vai aproximar as novas gerações do legado do seu avô. “Este acordo permitirá que estudantes e todas as pessoas interessadas conheçam um pouco mais sobre a trajetória e o pensamento do meu avô”, destaca. “Oscar Niemeyer sempre teve uma relação muito próxima com os estudantes, gostava de conversar, trocar ideias e incentivar novos olhares sobre a arquitetura e a sociedade e, com essa iniciativa, mantemos viva a sua obra, suas ideias e sua contribuição para a cultura brasileira.”
O Ateliê Niemeyer Brasília fará parte do Circuito Criativo de Arte & Educação do Senac-DF que possui obras de artistas renomados e estão presentes em unidades e polos do Senac em todo o Distrito Federal. A assinatura do ACT marca um importante passo para fortalecer iniciativas de educação, cultura e valorização da arquitetura brasileira no Distrito Federal.
A arte, a memória e a identidade de Brasília se encontraram em uma noite especial, na quinta-feira (21), que marcou a inauguração do monumental painel “Brasília em Linhas do Tempo”, do artista Jailson Belfort, na fachada do Arquivo Público do Distrito Federal.
O evento reuniu autoridades locais e nacionais, representantes do setor cultural, designers, artistas e convidados apaixonados pelas artes em uma celebração à história e ao patrimônio da capital federal.
A iniciativa, realizada pela Adegraf, celebra os 40 anos do Arquivo Público do DF e os 66 anos de Brasília com uma obra de grandes proporções — 72 metros de largura por 8 metros de altura — que transformou a obra original do artista feita com canetas esferográficas, em um painel monumental.
O painel apresenta uma linha do tempo visual com alguns dos principais monumentos da cidade, entre eles o Congresso Nacional, a Catedral Metropolitana, a Ponte JK e a Torre Digital, transformando a fachada do Arquivo Público em um verdadeiro marco artístico urbano.
Além da inauguração do painel, os convidados também puderam conhecer a exposição “Brasília em Linhas do Tempo”, aberta ao público até o dia 21 de junho. A mostra reúne cerca de 30 obras de Jailson Belfort, além de croquis, fotografias, vídeos e materiais históricos que revelam os bastidores do processo criativo e reforçam a conexão entre arte e memória.
A noite foi marcada pelo encontro entre cultura, design e patrimônio, reafirmando o papel de Brasília como Cidade Criativa do Design reconhecida pela UNESCO e fortalecendo o compromisso das instituições envolvidas com a valorização da arte e da história da capital.
Por Silvana Sousa, Beatriz Bonfim, Marina Ferreira, Claudia Meireles – Metropoles vida & estilo
Foto divulgação
Iniciativa do Metrópoles Artes, a exposição Constelações Contemporâneas evidencia a diversidade da cena artística em Brasília
Em uma noite marcada pela valorização da arte produzida no Distrito Federal, a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília foi oficialmente aberta nessa terça-feira (19/5), no Foyer da Sala Villa-Lobos, um dos espaços culturais mais emblemáticos da capital. Realizada pelo Metrópoles Arte, a iniciativa reuniu artistas, autoridades e convidados em uma grande celebração da produção cultural brasiliense.
Com curadoria de Monica Tachotte, a mostra gratuita apresenta cerca de 200 obras assinadas por 40 artistas de diferentes gerações, evidenciando a diversidade, a força e a pluralidade da cena artística local. O projeto também reforça a ocupação de espaços icônicos de Brasília por manifestações culturais, aproximando o público da produção desenvolvida no DF.
Entre os presentes na abertura, esteve a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), que destacou a relevância da iniciativa para ampliar a visibilidade dos artistas da capital e fortalecer e posicionar a capital como uma referência na produção de artes visuais.
“Muitos desses artistas já são reconhecidos internacionalmente e pouco conhecidos aqui no Distrito Federal. Essa iniciativa dá vida ao Teatro Nacional, ao trazer pessoas para cá e chamar o meio cultural. Tenho certeza de que isso é muito importante para que Brasília tenha a vocação de ser a capital da República. Esse espaço foi pensado para isso. Uma exposição como essa mostra a força que é a nossa cultura”, frisou Celina Leão.
Constelações Contemporâneas exalta artistas brasilienses em celebração da potência local
A coluna acompanhou a abertura da exposição e conversou com os artistas participantes sobre a importância do projeto para a valorização da arte brasiliense.
André Santangelo trouxe para Constelações Contemporâneas uma série de fotografias sobrepostas feita a partir de uma técnica própria desenvolvida há 20 anos
“Eu fiz uma exposição aqui no mezanino em 1999 e, em 2000, levei essa mesma exposição para Londres. Esse é um espaço que estava fechado há muitos anos e, para mim, voltar aqui e expor é superlegal. Quanto mais eventos acontecem na cidade, mais a gente aumenta o público e, consequentemente, o segmento. É melhor para todo mundo.”
Reconhecido por seu trabalho de reconfiguração do imaginário, Antonio Obá apresenta obras da série Sonambúlicas — feitas no limiar entre sono e vigília durante a preparação de uma exposição
“É uma honra estar nesse lugar com esse grupo de artistas — uma boa parte conheço, são amigos de caminhada, pessoas muito queridas — e que, com o passar dos anos e decorrido do trabalho, a gente acaba perdendo o contato. Ter essa possibilidade tão bonita de celebrar isso conjuntamente é, para mim, muito honroso.”
Bruna Zanatta apresenta quatro obras têxteis, feitas a partir da técnica tufting, na qual explora a relação entre textura, cor e movimento como forma de expressão emocional e espacial
“Depois de passar muito tempo me reconhecendo só como uma fazedora, eu entendi que existia um pouco além, que era a inevitabilidade de criar. Eu acho que todo artista tem isso, independente do como, do onde ou do porquê. Existe uma força que te faz querer criar e se descobrir por meio desse processo de criação. Eu acho que ser artista é um pouco disso e aqui tem muitos artistas já são superreconhecidos. Quando eu descobri que a gente ia participar com eles, foi uma honra muito grande.”
Carlos Lin destaca o uso dos materiais in natura nas obras como um resgate do seu “eu criança”, que cresceu em meio à zona rural e contato com a natureza
“O convite da Monica, curadora, para participar da exposição, para mim, foi um presente da vida. Ela foi minha estudante na universidade. Tive o privilégio e a honra de ser professor dela. Depois, a gente trabalhou junto. E, quando ela me fez o convite, meu coração ficou quentinho.”
Em Constelações Contemporâneas, Camila Soato traz quatro Óleos sobre tela, nos quais explora a arte contemporânea a partir do conceito de fuleragem, que propõe a precariedade, o humor e a gambiarra como métodos legítimos de produção poética
“Antes mesmo de entrar na faculdade era um espaço que eu vinha, que eu permeia. Retomar esse lugar com as minhas obras e de vários colegas celebra o Distrito Federal […]. Aqui, você tem referência do Athos Bulcão, de Brasília, das brincadeiras debaixo do bloco. Ao mesmo tempo, Brasília, o Plano Piloto, em volta, tem todas as RAs — as cidades satélites, como se dizia. E o cotidiano também, essa mistura da roça com o urbano, das brincadeiras que vêm de lá e vêm para cá”, disse.
A artista e pesquisadora Capra Maia compõe a exposição com a instalação Arkhé e a obra Pele do Tempo: descamações. Ela utiliza a técnica de cianotipia para imprimir de forma artesanal as fotografias antigas da família
“É um evento grande, a gente fica feliz de estar participando. Movimenta mesmo a cena da cidade, sem dúvida. E de ter um público tão grande, não é? Porque muitas vezes a gente monta exposições e acaba sendo sempre um mesmo público que frequenta. Acho que é interessante a gente ter uma circulação e uma relevância maior, de fato ser visto.
Celso Junior é fotojornalista e tem uma linguagem sensível e direta, focada na atenção ao cotidiano e ao registro documental
“Para o circuito de artes de Brasília, Constelações Contemporâneas representa um deslocamento importante de eixo. A mostra articula produções que dialogam diretamente com a matriz modernista da cidade, ampliando o debate estético da capital ao inserir novas gramáticas visuais em um território historicamente vinculado ao patrimônio arquitetônico. Para a cena local, significa atualização do nosso repertório de arte.”
Artista e professor da Universidade de Brasília, Christus Nóbrega expõe a série a Roupa Nova do Rei, inspirada no conto de Hans Christian, feita a partir da técnica milenar chinesa Jianzhi
“Esse é um espaço que nasce com um DNA do Teatro, das danças, das artes cênicas, mas que agora se expande, se conecta. Uma cenografia muito bonita, muito bem executada, uma cenografia do Gerivaldo Tavares que se conecta com o prédio — parece que sempre existiu aqui. E parabenizar também o Metrópoles por trazer, produzir, como mais um agente da cultura de Brasília”, disse.
A obra apresentada por Daniel Jacaré na mostra Constelações Contemporâneas integra a Série Luzes, pesquisa em que o artista retrata a cidade por meio de pontos luminosos, cores e movimentos, sem representar diretamente suas formas
“Desde o momento em que fui convidado para participar da exposição até agora, a ansiedade permaneceu a mesma. A reabertura do Teatro Nacional, voltada para uma iniciativa tão importante de valorização do cenário artístico de Brasília, torna tudo ainda mais simbólico. Sinto-me muito lisonjeado. Mais do que sobre as minhas obras, esta exposição fala sobre a força coletiva dos mais de 40 artistas reunidos aqui para impulsionar a arte produzida na cidade.”
Brasiliense, Daniel Toys é um dos nomes mais reconhecidos da arte urbana e pintura contemporânea da capital federal
O trabalho exposto estabelece um diálogo entre o Cerrado e o Sertão nordestino, reunindo referências de origem, memória e pertencimento. A proposta parte da ideia de “pintar um sonho”, transformando desejos, lembranças, poesia e símbolos cotidianos em composições marcadas por ícones que representam a trajetória humana e os diferentes caminhos da vida.
“É uma troca muito rica e uma experiência especial ver uma exposição que aborda a caminhada e a trajetória de cada artista a partir de diferentes visões. Iniciativas como essa são muito importantes para a cultura, para a cena artística e para o público, além de ampliarem a visibilidade dos talentos que Brasília apresenta.”
As obras de Desirée Feldmann incorporam técnicas de manufatura, como costura, modelagem e encadernação, reinterpretadas em uma linguagem contemporânea que valoriza saberes manuais transmitidos entre gerações
“Se você observar com atenção, o trabalho carrega diversos detalhes ligados a técnicas tradicionais de manufatura, como costura, modelagem e encadernação. São processos manuais que atravessam gerações e que eu gosto de chamar de ‘tecnologias atemporais’, porque permanecem vivos através das pessoas e das memórias. É muito legal estar nesse espaço ao lado de tantos artistas importantes para a cena de Brasília. Me sinto muito honrada.”
O projeto colaborativo DUPLAplus surge da parceria de Luisa Günther e Ary Coelho — falecido em 2017. Juntos, exploram fotodanças como objeto de memória, afeto e permanência. Hoje o projeto segue com a ajuda das filhas, Emilia Gunther, Betina Gunther e Flora Gunther
“Num primeiro momento, eu tirava a foto dele, uma foto nossa. E aí quando ele desencarnou, eu falei: ‘Gente, como é que eu vou continuar sendo DUPLAPlus se eu não tenho mais o meu par?’. Foi quando entendi que a minha dupla era qualquer outro fotógrafo — uma pessoa do outro lado da câmera. Então, aqui o espectador, ou uma pessoa tirando foto, já era minha dupla. Todo mundo que passou aqui pela frente virou minha dupla nesse momento. Virou um trabalho mais de abraço, em coletivo.”
Nascido em Ceilândia e criado em Minas, Gabriel Matos explora a trajetória de exílio rural por meio de obras que passeiam entre a fotografia, o bordado, a colagem e a escultura
“Acredito que boa parte do que a Monica quis trazer com meu trabalho foi mostrar esse perpasso através do exílio do rural, que é muito o que minha poética fala. Nasci em Ceilândia, mas não me considero ceilandense naturalmente, porque eu só nasci lá. Me considero fruto do exílio do rural — que eu preciso sair para nascer, porque na minha cidade não tem infraestrutura. As pessoas não nascem lá, lá não entra na taxa de natalidade. A gente acaba vindo para a capital, que é a cidade maior e mais próxima.”
Orgulhosamente “cria de Ceilândia”, Gu carrega na arte e no nome o orgulho da região em que nasceu. Para Constelações Contemporâneas, explora fotografia, intervenção urbana e audiovisual para refletir a cidade e o pertencimento
“Ceilândia é minha inspiração diária. As ruas de Ceilândia, o movimento de Ceilândia, a cultura que ela proporciona para a gente — que é também a cultura do Distrito Federal. Eu gosto de pensar essa ideia do Distrito Federal como um todo, porque a gente sabe que são diferentes territórios, cada um carregando a sua verdade, que contribui para ser tudo isso, para pulsar. E essa ideia também de entender e valorizar esse território como um território”, destaca.
A série Do Chão para o Chão, aposta de Helena Lopes em Constelações Contemporâneas, é resultado de uma experiência física e existencial, na qual explora memória, ausências e permanência por meio do observar e fotografar o chão
“Quando chego a 2019, eu visito a Polônia e visitamos um campo de concentração. Então, esse chão que está nas fotografias é o chão do campo de concentração da Polônia. São muitas fotografias. Eu demorei quatro anos para resolver essa série. A fotografia é feita de forma digital — no celular.”
Formada em artes visuais pela Universidade Federal da Paraíba, Íris Helena investiga criticamente a paisagem urbana de Brasília. Na obra Primeira Pedra, exposta na mostra, ela utiliza impressão sob Pedras Portuguesas coletadas na Praça dos Três poderes
“Eu sou uma artista que tem muito interesse sobre ruínas, sobre aquilo que se transforma. Inclusive, os próprios materiais que eu uso. Eu sempre utilizo materiais que são não usuais para fotografia, como, por exemplo, um lembrete, um papel higiênico. Então, são coisas muito frágeis. Ou então uma pedra, né? Em tudo isso eu fico tentando trabalhar: a memória, a imagem fotográfica e essas histórias que eu conheço da cidade, de uma forma em que vai agregar um significado diferente.”
Natural do Rio Grande do Sul, Léo Tavares revela que acolheu Brasília como lar e que grande parte de seu repertório criativo nasceu no Planalto Central
“Eu fiz faculdade de artes plásticas na UnB, atualmente chamada de artes visuais. Foi no campus que desenvolvi interesse pela ligação entre a escrita e a imagem. Eu transitava entre dois mundos: o da palavra e o da visualidade. Aqui, estão expostos trabalhos de assemblagem que fazem parte de uma produção mais recente. Embora não integrem uma série e sejam independentes entre si, ainda existe uma ligação pela técnica e pelos elementos da literatura e da poesia.”
Em Brasília desde os 11 anos, a paraíbana Luíza Gunter é professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB) e traz para a exposição a obra Sobre o acúmulo das intenções insistentes diante o incerto, que traz camadas temporais e afetivas
As obras expostas de Luisa Günther dizem muito sobre suas paixões. “Temos duas entradas de produção: pinturas e fotoperformance. As pinturas que trago, na verdade, são ‘desenhuras’. É justamente essa mistura entre o desenho e a pintura. Espero que as pessoas se divertem e mergulhem nos trabalhos”, disse.
Maria Porto é brasiliense e vê na cidade um potencial de referência nas artes visuais. Para Constelações Contemporâneas, traz as obras Primeiro Pedaço, Uma Festa de Adeus e Surpresa, em que explora metáforas e texturas
“Brasília ainda é uma cidade muito jovem e, por isso, muitas vezes existe esse movimento de olhar para fora. Ter exposições e iniciativas como essa fortalece a cena local e faz a gente criar mais laços e raízes aqui. É muito bonito ver artistas de diferentes gerações coexistindo nesse espaço — nomes mais antigos, artistas da minha idade e até mais jovens. Ver tudo isso acontecendo em Brasília mostra que a produção contemporânea daqui também tem força, sem precisar sair para São Paulo ou Rio. Vivenciar a cidade é bem importante.”
Radicada em Brasília, Marina Fontana usa a paisagem de Brasília como campo de pesquisa para criação de seus acrílicos, bem como fotografias e colagens. Para Constelações Contemporâneas, exibe a série Pau-ferro e a obra Rizomas da Alma
“O meu campo de pesquisa é a paisagem de Brasília. Me aprofundo muito nos detalhes, fotografo muitos detalhes. E o pau-ferro é um campo de investigação. Eu fotografo os troncos e me inspiro neles. A série Pau-ferro é isso: é a inspiração desses troncos, das texturas, nas cores, nas formas.”
Artista plástico e professor aposentado de desenho, pintura e história da arte da Universidade de Brasília, Nelson Maravalhas expõe três pinturas hipnagógicas na mostra
“A abertura da exposição é um sucesso de público e promove um encontro entre diferentes gerações de artistas da cidade. Acredito que eu seja um dos mais experientes da mostra, ao lado de muitos artistas jovens, o que deixa interessante a cena cultural de Brasília.”
Patrícia Monteiro usa as paisagens do Cerrado para construir imagens como território de memória
“Fiquei muito feliz com o convite do Metrópoles e por ver meu trabalho como artista plástica sendo valorizado. O Cerrado está muito presente nas minhas obras, nesse resgate das paisagens e das memórias afetivas que carrego, principalmente da minha relação com a Chapada dos Veadeiros. Trago tudo isso de forma abstrata, deixando o espectador livre para interpretar. Muitas vezes, o que eu vejo não é o que o outro vê e é justamente essa troca de percepções e memórias que eu me interesso em provocar.”
De Sobradinho, Pamella Anderson investiga a cultura digital brasileira como campo simbólico e político. Para as exposição Constelações Contemporâneas, provoca o observador com as obras Alguém tem que chorar pros mlk sorrir e Deu a louca no gerente
“É importante ter um novo espaço dando visibilidade tanto para jovens artistas quanto para artistas mais experientes. As minhas pinturas nascem da influência dos rage comics, dos memojis e da linguagem dos emojis e smiles da internet. Elas misturam humor, exagero e excesso visual, quase como um ‘vômito ultraprocessado’ de referências digitais e emoções contemporâneas.”
Formada pela Universidade de Brasília, PatríciaBagniewski investiga o vidro como matéria orgânica e simbólica, explorando luz, transparência e transformação
“É especial estar cercada de colegas com quem estudei ou com quem divido outras mostras. Acho que existe uma felicidade coletiva de estarmos juntos neste momento histórico de reabertura de um espaço que amamos e que simboliza tanto para Brasília. As pessoas vinham muito aqui ver orquestra e agora ele é dedicado também às artes visuais. É superemocionante.”
Paula Calderón, artista visual brasiliense desenvolve a pintura como investigação da paisagem do Cerrado e construção de Brasília — uma forma de explorar a memória da cidade e as camadas que moldam o território
“Eu vim com cinco trabalhos. São pinturas sobre tela, todas telas relativamente grandes, e nelas eu retrato cenas da construção de Brasília. Nessa série, eu queria trabalhar muito essa questão das pessoas que vieram para a construção, sabe? Pessoas que vieram de vários lugares diferentes e largaram a vida para tentar um negócio novo em uma cidade que nem existia ainda.”
O ciclo da matéria orgânica e inorgânica e o papel dos processos de contaminação e transformação são o ponto central do trabalho da artista, Raquel Nava, que tensiona a natureza e os resíduos nas obras que compõem a exposição
“Brasília tem muitos artistas, mas ainda poucos espaços dedicados à arte. Existem instituições importantes, como o CCBB Brasília e a Caixa Cultural Brasília, mas as galerias independentes ficam abertas e, depois de um tempo, fecham. Quando estão funcionando, são espaços bastante frequentados e vivos. Existe uma rede artística muito unida em Brasília. Os artistas se acompanham, se frequentam e se fortalecem.”
Sobre a obra apresentada em Constelações Contemporâneas, Raylton Praga explicou que sua pesquisa é baseada em formas geométricas e na liberdade de interpretação do público
“Está tudo muito bonito, e fazer parte de uma exposição com tanta gente bacana é uma alegria imensa. Quando cheguei e fui procurar meu trabalho, fiquei muito contente com o resultado. Quando recebi o convite, apresentei vários trabalhos para a curadoria, e fico muito feliz com a escolha feita e com a forma como a obra dialoga com a exposição.”
Rogério Roseo desenvolve a pintura centrada na experiência humana e na introspecção
“Eu sou um jovem artista e, quando recebi o convite da Mônica, fiquei realmente muito honrado. De fato, a exposição reúne artistas de altíssimo nível. Você vê a qualidade dos trabalhos apresentados. Para qualquer artista, estar nesse ambiente, nesse espaço, é muito especial.”
Mestre em Poéticas Visuais pela Universidade Paulista, Samantha Canovas investiga o têxtil como linguagem e a relação com o vestuário, propondo reflexões sobre as fronteiras entre arte e artesanato
“É uma seleção de artistas muito ampla e que representa o que a arte do Centro-Oeste vem se tornando. Poder acompanhar a repercussão, ver as fotos da exposição e perceber como as minhas obras estão inseridas nesse contexto me deixa muito feliz. Uma delas é um trabalho muito significativo para mim: o Projeto 366, uma performance realizada ao longo de um ano. Na verdade, foram 367 dias em que usei apenas uma única roupa: o macacão que agora está exposto na mostra.”
Mestre em artes visuais pela Universidade de Brasília, Taigo Meireles dialoga com a tradição de pintura histórica, cenografia clássica e cinema
“Eu acho que é uma iniciativa excelente. Contempla gerações diferentes, produções diferentes, faz com que as pessoas se encontrem, ponham as obras lado a lado, cria contato, diálogo estético e coloca isso à disposição de um público que também reivindica a cidade.”
Artistas visual, fotógrafa e designer de moda, Thamires Moreira investiga memória, afeto e paisagem como territórios simbólicos. Para Constelações Contemporâneas, trouxe a série Serra Dentro
“Comecei a pintar profissionalmente, digamos assim, em 2021, quando vendi meu primeiro quadro. As obras expostas hoje têm tudo a ver com as minhas origens: o Cerrado, a natureza e um pé de pequi em que eu subia quando era criança. Os quadros Ingá, Ingá 1 e Ingá 2 estão entre os meus preferidos. Eles foram feitos em homenagem à minha avó, que morreu na pandemia de Covid.”
Valéria Pena-Costa desenvolve uma pesquisa centrada o tempo com força ativa sobre a matéria. Quando eu ainda era estudante da UnB, fez exposições no Teatro Nacional e destaca o desejo de contribuir positivamente o público brasiliense
“São quatro obras aqui, porque uma delas é um díptico. Meus trabalhos falam de fabulações, de memórias infantis. Eu espero, realmente, que as minhas obras emocionem as pessoas e que as pessoas busquem um pouco além daquilo que veem. Porque o meu trabalho sempre propõe algo por trás daquilo que é visível. Essa é a minha intenção.”
Natural de Brasília, Victoria Serednicki é um prodígio da cena artística brasiliense, com produções que transitam entre o figurativo e o abstrato
“As minhas obras presentes na mostra propõem uma reflexão sobre a paisagem como construção simbólica da vida. Minha prática artística se constrói a partir da experiência direta com o mundo, das vivências, dos deslocamentos e do tempo dedicado à observação. A filosofia está profundamente presente nesse processo, orientando reflexões sobre o tempo, a impermanência, o silêncio e a forma como nos relacionamos com aquilo que nos cerca”, compartilha.
Virgílio Neto trabalha com arte há 15 anos e se destaca pelo olhar autêntico e uso de diversos materiais e narrativas
“Os trabalhos que foram escolhidos têm muito a ver com o momento em que eu estou. Eu tenho reunido várias temáticas, mas elas têm se afunilado em paisagem, partindo da ideia do Cerrado, da terra, que se mistura também a questões de memória, questões oníricas. Eu tento fazer nas minhas pinturas um retrato, mas que não é óbvio, não é cartesiano. Inclusive, esses trabalhos que eu faço sobre Brasília são tudo, menos cartesianos”, detalha.
Com uma leitura transversal de mais de 60 anos da produção de Claudio Tozzi e a coletiva “Abismal… Abissal“, a galeria abre temporada com curadorias que investigam a imagem, o tempo e a interioridade.
A Cerrado Cultural inaugura, no dia 23 de maio, às 11h, em Brasília, as exposições Uma continuidade como respiro, de Claudio Tozzi, com curadoria de Cristiano Raimondi, e Abismal…Abissal, coletiva com curadoria de Tálisson Melo. As mostras ocupam espaços distintos da galeria e apresentam investigações em torno da imagem, do tempo e da interioridade na produção contemporânea. As exposições permanecem em cartaz até 25 de julho. A entrada é gratuita e a visitação acontece de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 13h.
Claudio Tozzi – Uma continuidade como respiro
Em Uma continuidade como respiro, Claudio Tozzi reúne mais de vinte obras realizadas entre 1963 e os dias atuais, entre pinturas e esculturas, configurando um recorte que abrange mais de seis décadas de produção. Em vez de uma leitura cronológica, a exposição evidencia a permanência de um mesmo campo de investigação, no qual determinadas questões formais e conceituais se reorganizam ao longo de sua trajetória.
O título da mostra propõe a continuidade a partir de uma analogia com a respiração: um fluxo constante, natural e inevitável, que atravessa o tempo de maneira quase inconsciente, mas permanece aberto a pequenas variações e intensificações. Atuando como um prólogo, a histórica tela Paz II (1963–1964) já apresenta elementos que atravessam toda a sua produção: a fragmentação da imagem, a relação entre figura e estrutura e a presença de uma dimensão política inscrita na própria construção visual.
Claudio Tozzi (São Paulo, 1944) é um nome central da arte brasileira contemporânea. Sua trajetória se desenvolve em estreita relação com processos industriais de imagem, como as retículas derivadas da impressão gráfica em quadricromia, articulando relações entre arquitetura, urbanismo e percepção. Ao longo de sua carreira, participou de exposições em instituições como a Tate Modern, o MALBA e a Pinacoteca de São Paulo.
Com curadoria de Cristiano Raimondi, a mostra foi desenvolvida a partir de um longo diálogo com o artista e propõe uma leitura transversal de sua produção.
Abismal…Abissal (coletiva)
Já Abismal…Abissal, coletiva com curadoria de Tálisson Melo, parte das múltiplas camadas de sentido presentes nos termos que dão título à exposição. Derivadas da mesma raiz grega, ábyssos (“sem fundo”), “abismal” e “abissal” evocam ideias de profundidade, vertigem e interioridade.
Reunindo obras de 12 artistas de diferentes origens e trajetórias, a mostra articula figurações híbridas, paisagens, arquiteturas e estruturas geométricas atravessadas por memória, espiritualidade e imaginação.
As obras elaboram o interior não como espaço fixo, mas como condição instável e movediça, que desestabiliza qualquer noção rígida de origem.
Participam da mostra:
– Manuela Costa e Silva e Raquel Nava, com trabalhos que exploram figurações animais e híbridas;
– Abraão Veloso, Estevão Parreiras e Rebeca Miguel, em investigações sobre introspecções afetivas, escrevivência e questões metafísicas;
– Ana Hortides, Isabela Seifarth e Talles Lopes, em pesquisas sobre arquitetura e urbanismo vernacular em relação com a vida comum;
– Walter Pimentel, com obras voltadas a aparições e à espiritualização da matéria;
– Genor Sales e Tor Teixeira, com trabalhos que abordam paisagens do trabalho e relações entre terra, água e corpo;
– Raylton Parga, com investigações em abstração geométrica e linguagem das formas.
Curadoria
Cristiano Raimondi (Bolonha, Itália, 1978) é curador e historiador da arte, com formação em arquitetura pelo IUAV de Veneza. Atua internacionalmente com uma abordagem interdisciplinar que cruza arte contemporânea, design e ciências sociais, tendo desenvolvido projetos no Nouveau Musée National de Monaco, na Artissima (Turim) e na Fondation Prince Pierre. Sua pesquisa dedica atenção à produção brasileira, com publicações e projetos curatoriais voltados à obra de Alfredo Volpi, incluindo o livro Alfredo Volpi: A Poética da Cor, além de estudos sobre Rubem Valentim e Eleonore Koch.
Tálisson Melo (Juiz de Fora – MG, 1991) é curador, pesquisador e crítico de arte. Atua no desenvolvimento de projetos curatoriais e textos críticos voltados às práticas contemporâneas, articulando relações entre arte, imagem e pensamento. É curador-pesquisador no Memorial da Resistência de São Paulo e no Programa MASP Pesquisa. Doutor em Antropologia e Sociologia pela UFRJ, com estágio na Yale University, e pós-doutor pelo IEB-USP, onde pesquisou a noção de “cronopolítica” nas artes visuais. Assinou as mostras Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil (CCBB, Prêmio APCA) e Atualização do sistema(Museu Nacional da República, Prêmio ABCA).
Sobre a Cerrado Galeria
Com sedes em Brasília e Goiânia, a Cerrado Galeria atua na descentralização do mercado de arte e na valorização da produção do Centro-Oeste. Inaugurada em 2023, desenvolve um programa voltado à diversidade de linguagens, gerações e territórios, reunindo artistas consagrados e novos nomes da produção contemporânea em diálogo com diferentes contextos da arte brasileira. Seus espaços, instalados em edifícios singulares nas duas cidades, abrigam exposições, intervenções site-specific e ações educativas.
Serviço
Exposições: Uma continuidade como respiro, de Claudio Tozzi, e Abismal…Abissal, coletiva Curadoria: Cristiano Raimondi e Tálisson Melo
Abertura: 23 de maio de 2026, às 11h
Período expositivo: 23 de maio a 25 de julho de 2026
Local: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília – DF
Visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h
Maior festival de fotografia da América Latina ampliou número de premiados e oferece até cinco inscrições gratuitas para fotógrafos profissionais e amadores
Os fotógrafos profissionais e amadores que desejam participar da 11ª edição do Brasília Photo Show (BPS) têm até esta quarta-feira (20) para garantir participação no maior festival de fotografia da América Latina. A organização prorrogou o prazo final das inscrições e ampliou o número de imagens premiadas nesta edição, que passou de 400 para 600 fotografias reconhecidas entre medalhas e menções honrosas. O concurso é aberto para participantes de todas as idades, brasileiros e estrangeiros, com inscrições em 20 categorias temáticas.
Além das duas fotos gratuitas previstas no regulamento, os participantes podem utilizar o cupom promocional BSBSYSTEMS11BPS para obter mais três inscrições sem custo, totalizando cinco fotos gratuitas. As imagens vencedoras serão selecionadas por um corpo técnico especializado e concorrerão a premiações como celulares, drones, câmeras digitais, cursos de fotografia, vouchers de compras e publicação no livro oficial do festival.
“Queremos que cada vez mais pessoas tenham a oportunidade de mostrar seu olhar para o mundo. O Brasília Photo Show nasceu com esse propósito de democratizar a fotografia e valorizar talentos, independentemente do equipamento ou da experiência profissional”, destaca Rodrigo Nimer, diretor executivo do BPS Group.
SERVIÇO: Brasília Photo Show (BPS) – 11ª edição Inscrições até: 20 de maio Site oficial: Brasília Photo Show Quem pode participar: fotógrafos profissionais e amadores, brasileiros e estrangeiros, de todas as idades
Valor: 2 fotos gratuitas por regulamento +3 fotos grátis com o cupom: BSBSYSTEMS11BPS A partir da 6ª foto: R$ 25 por imagem Limite de 30 fotos por participante
Premiação: Medalhas, estatuetas, celulares, drones, câmeras digitais, cursos de fotografia, vouchers de compras, publicação no livro oficial do festival, entre outros prêmios.
Sobre o Brasília Photo Show — Desde sua criação, em 2015, o Brasília Photo Show se tornou referência em fotografia na América Latina. Com mais de 120 mil inscrições ao longo de suas edições, o festival tem como missão ser um concurso inclusivo e democrático e, assim, permitir a participação de fotógrafos profissionais e amadores, com fotos capturadas por câmeras digitais e analógicas, drones e celulares. Ao longo de seus 11 anos de história, o BPS já premiou mais de 4.000 fotógrafos, realizou mais de 100 exposições fotográficas pelo Brasil e produziu dez livros com imagens vencedoras.
Com exposição inédita de Daniel Toys e gastronomia assinada pela chef Raquel Pacheco, projeto inicia oitava edição em espaço histórico da capital
Depois de ocupar diferentes espaços da cidade ao longo dos últimos anos, o Hidden Brasília abre sua oitava temporada em um endereço que há tempos fazia parte do imaginário do projeto: o antigo galpão do Jornal de Brasília. A abertura acontece no dia 28 de maio, marcando o início de mais uma edição que une arte, música, gastronomia e ocupação urbana.
O espaço escolhido para a edição 2026 já havia sido visitado e desejado em temporadas anteriores. A escolha reforça uma das marcas mais fortes do projeto ao longo dos anos: ressignificar espaços da cidade e revelar ao público novas formas de ocupar e enxergar Brasília.
Mais do que apresentar um novo cenário, a temporada nasce diretamente do encontro com o espaço. A direção criativa segue sob o comando de Mariana Braga, idealizadora do projeto e responsável pela identidade estética e pela ambientação. “Nesta edição, a proposta é uma leitura mais sensorial e intuitiva, dialogando diretamente com a arquitetura e a atmosfera do galpão”, explica a empresária.
Na gastronomia, a temporada começa sob o comando da chef Raquel Pacheco, do restaurante Casa de Vó, primeira convidada da série de chefs que irão assinar experiências gastronômicas ao longo da edição 2026. Entre as opções preparadas especialmente para a abertura da temporada estão o arroz parisiense com camarão, o arroz caldoso de mix de cogumelos e belisquetes como o sanduíche de peito bovino desfiado com queijo prato e abacaxi grelhado.
A edição 2026 também amplia a experiência de bebidas da casa. A já tradicional carta de vinhos divide espaço com cervejas, refrigerantes e drinks como Jack and Coke e Negroni, reforçando a proposta do projeto de criar experiências completas de convivência e permanência.
Abrindo a programação artística da temporada, o Hidden recebe a exposição inédita Onde Mora o Sonho, de Daniel Toys. Presença constante na trajetória do projeto desde 2017, o artista apresenta obras que transitam entre o urbano e o imaginário, construindo uma narrativa visual marcada por cores vibrantes, geometrias e símbolos recorrentes em sua pesquisa, como casas, escadas e corações. Além da exposição, Toys também assina uma intervenção inédita no espaço, conectando arte, cidade e experiência.
Outra novidade desta edição está na experiência sonora desenvolvida em parceria com a AV Gama de São Paulo. O projeto contará com equipamentos pensados especialmente para o espaço, criando uma sonorização mais imersiva e integrada à atmosfera do novo endereço.
Chegando à sua oitava edição, o Hidden Brasília reafirma sua vocação para transformar espaços improváveis em experiências temporárias de convivência, arte e memória afetiva, revelando, a cada temporada, novas camadas da cidade.
Serviço: Hidden Brasília 2026 Local: Antigo Galpão do Jornal de Brasília – SIG
Constelações Contemporâneas da cena artística de Brasília reúne nomes de destaque e reafirma a potência criativa da capital
Brasília volta o olhar para a potência de sua própria produção artística. O Metrópoles Arte apresenta Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília, exposição que ocupa o foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, entre os dias 19 de maio e 17 de julho, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e trajetórias em uma grande cartografia visual da arte produzida na capital.
Mais do que uma mostra coletiva, a exposição propõe um movimento de reconhecimento e afirmação da cidade como território vivo de criação contemporânea. Brasília aparece não apenas como símbolo do projeto modernista, mas como espaço em permanente transformação, atravessado por experiências, afetos, memórias e novas formas de expressão artística.
Reunindo nomes como Antonio Obá, Camila Soato, Daniel Jacaré, Carlos Lin, Nelson Maravalhas, Patricia Bagniewski e Virgílio Neto, entre outros, a exposição transforma o espaço expositivo em um campo de encontros visuais, conceituais e sensíveis, criando diálogos entre artistas que refletem diferentes perspectivas sobre o território, o corpo, a paisagem e a experiência urbana.
Inspirada na definição contemporânea da astronomia — que compreende constelações como regiões do céu onde estrelas coexistem e novas formações continuam surgindo — a mostra assume a constelação como método curatorial. Cada artista aparece como uma presença singular, com trajetória própria, enquanto o conjunto forma um panorama em expansão da vitalidade artística brasiliense.
Com curadoria de Mônica Tachotte, a exposição propõe uma leitura da cidade que ultrapassa a imagem cristalizada da arquitetura monumental. O percurso convida o público a perceber Brasília também como território simbólico, afetivo e pulsante, marcado pela diversidade de vozes e pela produção contemporânea que emerge de seus diferentes espaços e vivências.
A mostra se organiza em quatro eixos interligados. Entre o Projeto e o Vivido tensiona as relações entre urbanismo e experiência cotidiana, reunindo obras de André Santangelo, Celso Junior, Daniel Jacaré, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Julio Lapagesse, Patricia Bagniewski, Samantha Canovas e Virgílio Neto.
Já Memórias em Trânsito reflete sobre deslocamentos, identidade e construção de narrativas a partir dos trabalhos de Bruna Zanatta, Capra Maia, DuplaPlus, Helena Lopes, Iris Helena, Maria Porto, Tamires Moreira e Victória Serednicki.
Em Território, Paisagem e Ancestralidade, artistas como Carlos Lin, Courinos, Daniel Toys, David Almeida, Karina Dias, Léo Tavares, Marina Fontana, Marcos Anthony, Paula Calderón e Renato Rios ampliam o olhar sobre pertencimento, natureza e camadas simbólicas.
Por fim, Corpo, Gesto e Experiência reúne artistas como Antonio Obá, Camila Soato, Christus Nóbrega, Desireé Feldmann, Luisa Günther, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Taigo Meireles e Valéria Pena-Costa, em trabalhos que colocam o corpo e a ação como linguagem central.
Ao ocupar um dos espaços culturais mais emblemáticos da capital, Constelações contemporâneas da cena artística de Brasíliareafirma o compromisso do Metrópoles Arte com o fortalecimento da produção local e com a ampliação da visibilidade dos artistas do Distrito Federal. A mensagem é clara: Brasília continua produzindo, se reinventando e expandindo suas próprias constelações criativas.
Serviço:
Exposição – Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília
Local: Foyer da Sala Villa-Lobos – Teatro Nacional
Dia: 19 de maio a 17 de julho
Horários: de segunda a segunda, das 12h às 20h Entrada: Gratuita
Apresentado recentemente ao público, o novo livro de Girafa entrega 100 imagens que ressignificam a geometria e a estética do Planalto Central.
O que é uma abstração? A pergunta – que poderia ser respondida tanto pela filosofia quanto pela psicologia, pelas artes visuais ou por tantas outras áreas do saber humano, mas quase sempre distante do concreto – encontra uma de suas possíveis e mais lúdicas definições em A Cidade Abstrata. O novo livro reúne 100 fotografias do artista multilinguagem Luis Jungmann Girafa. Com edição da Matéria Plástica Arte Atemporânea, a obra é fruto de seus mais de 70 anos de vida, dos quais mais de quatro décadas foram dedicadas às artes no Distrito Federal.
“A Cidade Abstrata é uma série de fotos que dizem respeito a Brasília e que tem esse conteúdo que não é descritivo, é uma coisa mais provocativa, que são detalhes do urbanismo que nos centra. É um livro que eu busco capturar cenas que não necessariamente correspondam à realidade do que está sendo fotografado, mas que você tenha uma representação”, explica Luis Jungmann Girafa.
O lançamento da obra ocorreu no último dia 09 de maio, na livraria Platô (405 Sul). O público pôde adquirir a obra no local (R$ 80) e participar da sessão de autógrafos com o autor, que contou ainda com brindes, apresentação musical do Duo Teclados e Cordas – com Renato Vasconcelos e Paulo AndrettaVares – e uma exposição de diversos quadros de autoria de Girafa, que seguem disponíveis para venda.
A Cidade Abstrata
A publicação reúne uma seleção intuitiva do trabalho de Girafa, evidenciando o refinamento do olhar deste premiado fotógrafo, que atua também como arquiteto, cineasta e artista plástico. A obra sugere uma provocação sobre o espaço de viver e a arte, revelando não somente a geometria de Brasília e suas infinitas possibilidades, mas o interessante paradoxo de uma paisagem urbana que nasceu planejada, feita de materiais que remetem a tudo o que é sólido e perene.
De fato, as imagens captadas por Girafa proporcionam novos ângulos e leituras acerca da capital: a institucionalidade brutalista contrasta com certa precariedade; frestas por onde pessoalidades vazam outros matizes. Transeuntes anônimos, trabalhadores e usuários do equipamento urbano completam e vivificam as cenas. Fruto de financiamento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto prevê ainda a distribuição gratuita de 30% da tiragem.
Nas páginas de A Cidade Abstrata, fica evidente que “a luz torna-se forma geométrica, a linha se transforma em traço de cor, a textura ganha proporção, e o volume se define como espaço dentro do enquadramento. Luiz Jungmann evidencia, em suas imagens, os variados da linguagem visual, deixando, ao mesmo tempo, uma brecha para o simbólico e o lírico, marcando o desejo de busca pela expressão sensível, em que os elementos visíveis não se limitam a formas composicionais, mas transmitem intensidades subjetivas”, afirma a curadora Cinara Barbosa.
“Nesse ritmo, o livro apresenta imagens que quebram padrões, ora de um modo, ora de outro, trazendo movimento por meio de vestígios de plástico bolha, telas de sombreamento utilizadas na construção civil, sugerindo o passado da cidade planejada. Ao mesmo tempo, revela a Brasília que se transforma em uma escala cotidiana de presença viva, tecida pelas marcas de sua ocupação humana”, complementa a curadora.
Responsável pela pergunta inicial deste texto, a poeta brasiliense Maria Lúcia Verdi – que assina o texto de abertura do livro – acredita que a intenção de Luis Jungmann Girafa é 100% provocativa na obra ao estampar “imagens que documentam a interminável possibilidade de abstração, contida na geometria de Brasília. Recortes exatos, detalhistas, olhar preciso sobre construções e desconstruções presentes na cidade – neles, a presença do cimento, da pedra, do ferro, do vidro, da madeira, do plástico, da argila. Os corpos do concreto em todas as gradações do cinza e em todas as cores. Mas existem reflexos, traços, riscos, fraturas encontráveis em distintas superfícies, que remetem literalmente à arte abstrata – o olhar vagando do chão ao teto, recolhendo-as”.
Já o autor modestamente afirma ser um “fotógrafo sem estilo” que acredita que “a fotografia tem que ir para o papel. Seja no jornal, na revista, no porta-retratos, na parede ou nas páginas de um livro”. Como é o caso de A Cidade Abstrata, um trabalho que nasceu e se desenvolveu de forma muito intuitiva. “Eu não pretendo guiar o olhar de ninguém, prefiro que as pessoas gostem, de alguma forma, que se sintam atraídas pelas imagens e assim façam a sua própria viagem”, sentencia.
Sobre o autor
Luis Jungmann Girafa é uma figura múltipla e transdisciplinar, um autêntico “homem renascentista” do Planalto Central, cuja atuação transita de forma fluida por diversas linguagens. Arquiteto, artista plástico, fotógrafo, cineasta, poeta, cenografista, ilustrador e professor, Girafa tem sua trajetória profundamente entrelaçada com Brasília – cidade onde absorveu, desdobrou e reinventou a herança modernista. Graduado e mestre pela Universidade de Brasília (UnB), onde se consolidou como professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), ele utiliza a visão espacial e o rigor construtivo como alicerces de sua produção.
Nas artes plásticas, destaca-se pela abstração geométrica e pela criação de “maquetes poéticas”. Na fotografia, premiada e reconhecida nacionalmente, foge do mero registro para investigar texturas e composições geométricas, fazendo a ponte entre a tradição dos pioneiros construtivistas e a arte visual contemporânea. Essa mesma percepção do espaço e da luz é transportada para o audiovisual, área em que atua com direção de arte e direção-geral (como no projeto Eu Não Sei), tendo sido consagrado no 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2021) com dois troféus Candango de Melhor Filme e Melhor Montagem pelo longa-metragem Acaso. Em essência, Girafa une a precisão do arquiteto à subversão do artista: domina as regras do espaço e da gravidade para, por meio da arte, subvertê-las e criar novos mundos.
Serviço:
Lançamento do livro “A Cidade Abstrata”, de Luis Jungmann Girafa
Quando: 9 de maio de 2026, a partir das 17h
Onde: Livraria Platô – CLS 405, Bloco A, Loja 12, Asa Sul – Brasília/DF
Entrada: Gratuita / Indicação livre para todos os públicos.
Valor do livro: R$ 80 (à venda no local ou diretamente com o autor – Whatsapp: 61 98127-5728)
Obras do artista plástico Jailson Belfort “Brasília em linhas do Tempo”, pintadas com canetas esferográficas,contam histórias de lugares icônicos da capital federal
Em um encontro entre memória, arte e identidade, o Arquivo Público do Distrito Federal e a Adegraf – Associação dos Designers Gráficos do DF presenteiam Brasília com um painel artístico ao ar livre que promete se tornar um novo marco visual da capital. A iniciativa celebra os 40 anos do Arquivo Público e os 66 anos de Brasília, reafirmando o compromisso com a preservação da história e a valorização do patrimônio cultural do Distrito Federal. O evento de abertura para convidados acontece na quinta-feira (21), na sede do Arquivo Público.
Com impressionantes 72 metros de largura por 8 metros de altura, a obra ocupará a fachada da sede do Arquivo Público e foi concebida e executada pelo artista plástico Jailson Belfort, utilizando exclusivamente a técnica de canetas esferográficas. O painel propõe uma linha do tempo visual que retrata, em ordem cronológica de fundação, quatorze dos principais ícones e monumentos da capital federal.
Entre os monumentos representados estão o Congresso Nacional, a Catedral Metropolitana, o monumento Dois Candangos, a Ponte JK e a Torre Digital, compondo uma narrativa visual contínua que traduz a história da cidade por meio de linhas e traços precisos. Mais do que uma obra monumental, o painel valoriza a identidade, a memória e o patrimônio histórico de Brasília, reforçando o papel do Arquivo Público como guardião da memória institucional e cultural do Distrito Federal.
Exposição “Brasília em linhas do Tempo”
A inauguração do painel será realizada no dia 7 de maio, em um evento exclusivo para convidados. Na mesma ocasião, será aberta ao público a exposição “Brasília em Linhas do Tempo”, que reúne cerca de 30 obras de Jailson Belfort, incluindo as 14 pinturas que compõem o painel externo e que ganharão uma breve contextualizaçãodo processo de construção das mesmas, com fotos, vídeos, croquis, desenhos e outros materiais históricos preservados pelo Arquivo Público.
A proposta é convidar o visitante a mergulhar na história de monumentos icônicos da capital federal, ao mesmo tempo em que revela a interpretação sensível e singular do artista sobre esses marcos brasilienses. “Minha ideia é provocar o olhar do espectador, para que ele reconheça os monumentos e identifique cada um deles, mesmo quando apresento apenas os céus e seus contornos”, afirma Jailson Belfort.
Para o superintendente do Arquivo Público do Distrito Federal, Adalberto Scigliano, a celebração reforça o compromisso da instituição com a cidade: “O Arquivo Público é o guardião da memória da capital. No marco dos 40 anos da instituição e dos 66 anos de Brasília, presenteamos a cidade com esse grande painel ao ar livre, que poderá ser visto diariamente por quem passa pelo local, além da exposição do artista Jailson Belfort, que retrata nossos monumentos de forma magistral, com traços finos e coloridos feitos com canetas esferográfica”.
A exposição também tem um significado especial para a Adegraf. “A instituição comemora também 25 anos e esse projeto reforça nosso papel de promoção do Design e seu compromisso de transformação com o território, cultura, economia criativa e turismo – reforçando a chancela de Cidade Criativa pela Unesco. É uma exposição em espaço urbano, que enaltece o trabalho de um de nossos associados, e referencia nossa história”, afirma Alessandra Pinheiro, presidente da Adegraf.
Sobre o artista – Jailson Belfort
Formado em Design pela Universidade do Maranhão, Jailson Belfort iniciou sua trajetória profissional na publicidade, atuando como designer e ilustrador. Desde cedo, optou pelo desenho manual como principal ferramenta criativa.
Mesmo quando trabalhava em agências, produzia suas artes à mão, colorindo-as posteriormente no computador. Com o tempo, decidiu romper definitivamente com os processos digitais e dedicar-se integralmente às artes plásticas. Hoje, desenvolve seus trabalhos artesanalmente, utilizando canetas esferográficas no lugar de pincéis — técnica que se tornou sua assinatura e confere identidade única às suas obras.
Sobre o Arquivo Público do Distrito Federal
Criado oficialmente em 14 de março de 1985 pelo Decreto nº 8.530, o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) é a instituição responsável por preservar a memória da capital federal e por gerir a política de documentos do Governo do Distrito Federal. Vinculado à Secretaria de Estado da Casa Civil, sua missão fundamental é recolher, preservar e dar acesso aos documentos arquivísticos de valor permanente produzidos pelos órgãos públicos e por entes privados de interesse público, garantindo a proteção especial a esse patrimônio. O ArPDF está instalado em sede própria no Setor de Garagens Oficiais (SGO), na Asa Norte, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, oferecendo atendimento presencial e à distância para pesquisadores e cidadãos. O seu vasto acervo, composto por milhões de itens, guarda verdadeiros tesouros históricos, como as cadernetas de campo da Missão Cruls(1892), plantas e croquis originais de Oscar Niemeyer (incluindo o projeto do Cine Brasília e das colunas do Palácio da Alvorada) e a partitura original da “Sinfonia da Alvorada” de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Um dos seus fundos mais importantes, o da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), foi reconhecido em 2007 pela UNESCO como Patrimônio Documental da Humanidade, atestando a relevância global da documentação sobre o planejamento e a construção de Brasília.
Sobre a Adegraf
Criada em 2001, a Adegraf – Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal – é uma entidade sem fins lucrativos dedicada ao fortalecimento e à valorização do design no DF. Atua na regulação da profissão, oferece tabelas referenciais de valores, promove networking, eventos e fomenta parcerias estratégicas para profissionais e estudantes da área.
Brasília possui a chancela da UNESCO como Cidade Criativa do Design, ao lado de Curitiba e Fortaleza, e realiza pelo segundo ano consecutivo o Fórum das Cidades Criativas do Design, consolidando-se como referência nacional e internacional no setor.
Serviço
Exposição “Brasília em linhas do Tempo”, do artista Jailson Belfort
Quando: De 21 de maio a 21 de junho Horário: De segunda-feira a sexta-feira, das 09h00 às 17h00 e sábado de 09h00 às 13h00 Local: Sede do Arquivo Público do Distrito Federal
Ação “Laços Infinitos de Mãe” propõe um olhar sensível sobre os vínculos afetivos e presenteia clientes com estadia em hotel de campo cercado pela natureza
Em meio à correria da rotina, o Dia das Mães surge como um convite para desacelerar e valorizar aquilo que realmente permanece: os laços construídos em família. Com esse olhar voltado às conexões afetivas e às experiências compartilhadas, o Alameda Shopping lançou a campanha “Laços Infinitos de Mãe”, que une acolhimento, convivência e momentos de descanso em meio à natureza.
Até o dia 15 de maio, a cada R$ 200 em compras nas lojas participantes, os clientes recebem um cupom para concorrer a uma experiência especial no Vila Velluti Hotel de Campo. A proposta vai além do presente material e busca transformar a celebração da data em uma oportunidade de criar novas memórias entre mães, filhos e familiares. (Certificado de Autorização SPA/ME nº 06.049037/2026).
O prêmio contempla duas diárias no Chalé do Bosque, com café da manhã e jantar inclusos, para dois adultos e até duas crianças de até 12 anos, além de R$ 300 em consumação durante a estadia. Cercado por paisagens naturais e atmosfera tranquila, o destino reforça a proposta da campanha de incentivar encontros, descanso e reconexão afetiva.
Os cupons devem ser validados no balcão de atendimento localizado no Piso Avenida do shopping. O sorteio acontece no dia 29 de maio, com transmissão ao vivo pelo Instagram oficial do Alameda Shopping, aproximando o público da ação e ampliando o clima de celebração da campanha.
SERVIÇO
Campanha de Dia das Mães – Alameda Shopping Período da promoção: até 15 de maio de 2026 Mecânica: a cada R$ 200 em compras nas lojas participantes, o cliente recebe um cupom para participar Validação dos cupons: Balcão de atendimento – Piso Avenida Sorteio: 29 de maio de 2026 Transmissão: Instagram oficial do Alameda Shopping
O Instituto Oficina do Esporte com patrocínio do Ministério da Cultura apresenta mais uma etapa do projeto ‘Encontros’, evento da cultura hip hop voltado para o grafitti, com pintura coletiva de 30 artistas no Sol Nascente, nos dias 23 e 24 de maio.
“A valorização da arte urbana em revitalizações de espaços públicos proporciona à populacao uma oportunidade de apreciar o trabalho e as mensagens dos artistas. Através dos personagens e pinturas conseguimos mostrar nossa visão de um mundo melhor”, declara Rivas (grafiteiro e produtor do evento)
Serão dois dias de confraternização, troca de ideias e um trabalho conjunto de 30 artistas em diferentes estilos.
Elom . AndGraff. Atax. Bulasha. Cupido. Dhos. Didi Colado. Drop. DU Santos. Gake. Guga Baygon. Jedi. La Pixa. Gabs. Neco. Pena. Retok. Scorpia. Makina de Rabisko. Spek. Tainha. Tampa. Mendy. Turko. WeslleySandu.Síria. Pamonha. Presy. Sowtto. Byako. Leão
O local escolhido no Sol Nascente possui muros frontais que funcionam como verdadeiras galerias a céu aberto. Telas urbanas vivas, integrando a arte à paisagem cotidiana da comunidade em uma área periférica.
As casas são habitadas por moradores que já participam de ações culturais locais e demonstraram receptividade à pintura artística dos muros, o que potencializa a relação entre arte e território.
Os três espaços são acessíveis de livre circulação pública e já utilizados em projetos anteriores da instituição e de objeto semelhantes, com boa articulação local e capacidade comprovada de mobilização.
Serviço:
Projeto Encontros etapa grafitti
Dias 23 e 24/05 (sábado e domingo) , das 9h às 18h
Sol Nascente Trecho 2 Chácara 61
Grafitti ao vivo, DJs, Oficina Infantil e recreação
Arquiteta compartilha repertório e experiências do Salone del Mobile em encontro voltado a profissionais do design e da arquitetura
Após mais uma imersão no principal palco do design mundial, a arquiteta Kika Mattosdesembarca em Brasília para conduzir o talk “Milão além da tendência: repertório, sensibilidade e o futuro do morar”, no dia 13 de maio, às 19h, no Espaço Casa do Casapark. As inscrições são gratuitas.
A iniciativa integra a programação do Casapark Prime, em parceria com a Nexper (empresa especializada na criação, gestão e produção de experiências estratégicas e autorais), e propõe uma leitura ampliada das experiências vividas na mais recente edição do célebre Salone del Mobile, em Milão, a maior e mais influente feira de design, mobiliário e iluminação do mundo, cuja 64ª edição foi realizada no final de abril.
Em sua 13ª participação consecutiva no evento italiano, Kika Mattos apresenta um olhar que vai além do tradicional mapeamento de tendências. A partir de uma curadoria sensível, o encontro conecta design, arte e comportamento, explorando como os espaços contemporâneos refletem emoções, narrativas e novas formas de habitar. “A ideia é construir uma palestra memorável, com alto valor percebido, capaz de engajar o público, fortalecer relações e posicionar o encontro como uma referência em conteúdo e curadoria”, destaca a arquiteta.
À frente da KM Arquitetura, a arquiteta construiu uma trajetória marcada pela criação de projetos autorais que equilibram técnica e afeto. Idealizadora da plataforma Loveprodu, dedicada à produção e curadoria de ambientes, Kika reforça, em sua prática, a importância do olhar atento aos detalhes e às histórias que os espaços podem contar. Essa abordagem, que atravessa sua atuação profissional, se traduz em um talk que privilegia narrativa, sensibilidade e conexão.
Voltado a arquitetos, designers, especificadores e profissionais do alto padrão, o encontro reforça o Casapark Prime como um polo de pensamento e troca no campo da arquitetura e do design. “Acreditamos na força dos encontros que ampliam o olhar e estimulam novas formas de pensar o morar, conectando repertório, sensibilidade e experiência”, afirma Ivana Valença, diretora de marketing do Casapark. O evento convida o público a compreender os movimentos que desenham o futuro do morar — com Milão como ponto de partida e inspiração.
Kika Mattos é arquiteta formada pela UFBA, com especialização em Madrid. Iniciou sua carreira em Salvador e há mais de 12 anos atua em São Paulo, desenvolvendo projetos residenciais que unem estética, técnica e sensibilidade. À frente da KM Arquitetura, cria projetos personalizados que valorizam a essência de cada cliente e o potencial afetivo dos espaços. Acredita que a produção é o que dá alma à arquitetura — e foi a partir dessa visão que nasceu o Loveprodu. Workshop criado em 2017 e que hoje funciona como uma plataforma de conteúdos, cursos e vivências voltada à produção e curadoria de ambientes.
De 18 a 24 de maio, programação dialoga com o tema “Museus unindo um mundo dividido”, proposto pelo Ibram, a partir de atividades como o Rolê na Exposição, o Rolê com LIBRAS e o Rolê Territórios e Afetos.
Entre 18 e 24 de maio, acontece a 24ª Semana Nacional de Museus, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), com o tema “Museus unindo um mundo dividido”. A proposta de refletir sobre o papel das instituições museológicas como espaços de escuta e aproximação se conecta diretamente ao trabalho do Rolê Cultural Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília), que aproveita a data para evidenciar atividades da sua programação regular alinhadas ao tema. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados pelo site bb.com.br/cultura ou presencialmente na bilheteria do CCBB Brasília.
O Rolê na Exposição, por exemplo, propõe visitas mediadas em que o grupo não apenas observa as obras, mas se coloca em roda para interpretá-las coletivamente, transformando diferenças de olhar em matéria de troca. Os agendamentos para grupos escolares, universitários e instituições são realizados pela plataforma Mediato Conecta conecta.mediato.art.br. A atividade acontece de terça a sexta, às 9h, 10h, 14h, 15h e 19h, e aos sábados às 9h, com capacidade para 44 pessoas por horário (ou 88, nos horários duplos de 9h e 15h). Há, também, a possibilidade de transporte gratuito para instituições públicas.
Para quem chega sem agendamento prévio, o Rolê Espontâneo oferece uma porta de entrada aberta: sai de hora em hora, das 10h às 19h, de terça a domingo, e conduz o público por conversas e atividades interativas adaptadas a cada faixa etária. É uma forma de fazer do museu um território de encontro a partir das exposições em cartaz.
Para quem gosta de jogar, o Rolê no Jogo Coleção de Arte BB é uma boa pedida. Desenvolvido pelo programa educativo Rolê Cultural a partir da Coleção de Arte Banco do Brasil (acervo exposto no primeiro andar do CCBB Brasília), o jogo convida os participantes a montarem sua própria coleção reunindo cartas com obras de nomes como Oscar Niemeyer, Athos Bulcão e Roberto Burle Marx. Cada pessoa assume, por alguns momentos, o papel de curadora, mostrando que há sempre mais de uma forma de olhar para as mesmas imagens. O Rolê no Jogo acontece às sextas e sábados, às 18h, com capacidade para 30 pessoas.
Já o Rolê com LIBRAS, que acontece toda sexta-feira, promove uma vivência entre pessoas surdas e ouvintes por meio da arte e da cultura. A cada edição, uma atividade diferente: visitas, jogos, histórias ou jogos de mesa com intérprete de LIBRAS, nos dias 1 e 15/05 às 11h e nos dias 8, 22 e 29/05 às 16h. Já o Rolê Territórios e Afetos, às sextas-feiras, às 10h, convida os grupos a construírem, ao final da visita, um “mapa afetivo e poético” do Plano Piloto, demarcando lugares de memória e pertencimento. Uma atividade que transforma o museu em ponto de escuta da cidade.
Com uma proposta mais interativa, a Visita Espetáculo acontece ao ar livre eé conduzida por personagens. O público percorre o CCBB em uma caça às obras que transforma o espaço em cenário de descobertas. Aos sábados, domingos e feriados, às 16h e capacidade para20 pessoas.
O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Sobre o CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.
Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.
Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.
Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.
Horários da van – De quinta a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.
Programação:
Rolê na Exposição Voltada para escolas e grupos, a visita é um convite ao olhar coletivo com escuta, troca e reflexão sobre as obras, os artistas e os conceitos presentes nas exposições. Escolas públicas podem ter transporte gratuito para as visitas. Data: Terça a sexta-feira: às 9h, 10h, 14h, 15h e 19h. Sábados, às 9h. Os horários de 9h e 15h são duplos, permitindo agendamento de 88 pessoas. Duração: 1h30 Capacidade: 44 pessoas Classificação: Livre Ponto de encontro: Sala do Educativo Agendamento: conecta.mediato.art.br
Rolê Territórios e Afetos Visita mediada agendada que conecta arte e arquitetura, explorando obras no CCBB e o patrimônio cultural de Brasília e entorno. Ao final, o público participa de um “mapa afetivo e poético” do Plano Piloto e arredores. Data: Toda sexta-feira, às 10h Duração: 1h30 Capacidade: 44 pessoas Classificação: Livre Ponto de encontro: Sala do Educativo Agendamento: conecta.mediato.art.br
Rolê Espontâneo Aberta ao público e sem necessidade de agendamento, essa atividade acontece de hora em hora e propõe mediações interativas adaptadas às diferentes faixas etárias, promovendo diálogos sensíveis com as exposições em cartaz. Data: Terça-feira a domingo, das 10h às 19h (de hora em hora) Duração: 1h Capacidade: 30 pessoas Classificação: Livre Ponto de encontro: Sala do Educativo
Rolê no Jogo Coleção de Arte BB A atividade convida participantes a montar sua própria coleção a partir de obras da Coleção de Arte do Banco do Brasil com pinturas, esculturas e gravuras de nomes como Niemeyer, Athos Bulcão e Burle Marx. Pelo jogo, estimula-se o olhar estético e a conexão ativa com a arte brasileira. Data: Sextas e sábados, 18h Duração: 1h Capacidade: 30 pessoas Classificação: Livre Ponto de encontro: Sala do Educativo
Visita Espetáculo Conduzidos por personagens, os participantes percorrem o CCBB em uma caça às obras que transforma o espaço em cenário de descobertas. Arte, arquitetura e patrimônio se revelam por meio de uma experiência sensível que desperta memórias e afetos. Data: Sábados, domingos e feriados, às 16h Duração: 40 minutos Capacidade: 20 pessoas Classificação: A partir de 8 anos Ponto de encontro: Sala do Educativo
Rolê com LIBRAS Encontros semanais acessíveis que aproximam pessoas surdas e ouvintes por meio da arte e da cultura. A cada edição, uma atividade diferente: visitas, jogos, histórias ou jogos de mesa com intérprete de LIBRAS. 01/05 – Vivência em LIBRAS: na exposição Joaquín Torres Garcia – 150 anos; 08/05 – Vivência em LIBRAS: sinais e jogabilidade de um jogo em LIBRAS; 15/05 – Jogo com LIBRAS: sinais e jogabilidade de um jogo em LIBRAS; 22/05 – Vivência em LIBRAS: na exposição Joaquín Torres Garcia – 150 anos; 29/05 – Vivência em LIBRAS: Sinais para Contação de Histórias. Data: Toda sexta-feira. Dias 01 e 15, às 11h e 22 e 29, às 16h Duração: 1h Capacidade: 25 pessoas Classificação: Livre Ponto de encontro: Sala do Educativo
Exposição da artista nipo-brasileira Akimi Watanabe segue em cartaz até 12 de maio e propõe reflexão sobre padrões sociais, corpo e pertencimento
A exposição Verdade Moldada, da artista nipo-brasileira Akimi Watanabe, entra em seus últimos dias em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer. Em exibição até 12 de maio, a mostra convida o público a uma reflexão sensível e provocadora sobre os padrões sociais que atravessam o corpo, o feminino e as dinâmicas de pertencimento: uma oportunidade final para vivenciar a experiência.
Radicada em Brasília e filha de pioneiros japoneses na capital, Watanabe parte da história dos “pés de lótus”, prática milenar chinesa que mutilava mulheres em nome de um ideal de beleza, para lançar uma pergunta urgente: até que ponto seguimos permitindo que estruturas sociais moldem nossos corpos e nossas escolhas?
A partir desse recorte histórico, a artista evidencia como, na China imperial, um complexo sistema de valores culturais, filosóficos e econômicos, associado a status e elegância, submetia meninas a dores extremas e a uma vida limitada, transformando-as, literalmente, em objetos decorativos. A reflexão, no entanto, ultrapassa o passado e se projeta diretamente sobre o presente.
Com cerca de 100 desenhos em nanquim, além de colagens digitais, instalações, objetos e esculturas, a artista constrói uma narrativa que instiga o público a refletir: até quando a validação social seguirá sendo parâmetro para transformações do corpo? Em que medida ainda nos moldamos para caber, pertencer ou sermos vistos?
Com curadoria de Rogério Carvalho, a exposição propõe um deslocamento do olhar, convidando o visitante a identificar mecanismos contemporâneos que reproduzem, sob novas formas, antigas violências simbólicas. Redes sociais, padrões estéticos e discursos normativos surgem como possíveis equivalentes dos “pés de lótus” na pós-modernidade.
“Watanabe não denuncia apenas um passado oriental, ela desmonta a ideia confortável de distância. Ao trazer para o contemporâneo equivalências simbólicas do foot binding, a artista desloca o eixo da discussão. Não se trata de outras culturas, mas de um sistema global de moldagem do feminino, que persiste sob novas linguagens, mais sutis, porém igualmente coercitivas”, observa o curador.
Ao tensionar essas camadas, a artista aponta para uma distopia silenciosa: a crença na autonomia individual dentro de sistemas sutis de controle. Nesse contexto, reforçando que o corpo da mulher segue sendo território de disputa histórica, social e simbólica, ecoa a afirmação da ministra do STF, Cármen Lúcia: “não fomos silenciosas, fomos silenciadas”.
DEPOIMENTO DE AKIMI WATANABE destacando a experiência da exposição, a recepção do público e o impacto das reflexões propostas
Mais do que revisitar um episódio do passado, Verdade Moldada se apresenta como um convite à consciência crítica: um exercício de percepção sobre as forças que ainda hoje influenciam, limitam e redefinem quem somos.
SERVIÇO Exposição: Verdade Moldada Artista: Akimi Watanabe Local: Espaço Oscar Niemeyer Data: de 9 de abril a 12 de maio Horário: De terça a sexta — das 9h às 18h/ Sábado domingo — das 9h às 17h