Categoria: Arquitetura, Decoração, Urbanismo, Paisagismo

Festival Favela Sounds comemora 10 anos com 25 mil pessoas ocupando Praça do Museu Nacional de Brasília

Foto Gabriele Ribeiro


Edição histórica levou 20 espetáculos ao Palco Petrobras, promoveu mais de 300 reuniões nas rodadas de negócios, gerou 500 postos de trabalho e possibilitou o acesso de 700 jovens ao Baile com ônibus gratuitos saindo de diferentes regiões periféricas do DF

Ao longo de duas noites a cena se repetia: artistas descendo do palco emocionados, enquanto, do outro lado, uma plateia jovem, diversa, em êxtase, cantava, dançava e seguia até os últimos minutos de festa. Foi nessa troca, mais difícil de medir do que qualquer planilha, que o Favela Sounds encontrou a melhor tradução para sua edição histórica de 10 anos que, nas noites de 31 de julho e 1º de agosto, levou mais uma vez a periferia para o centro político do país, ocupando a Praça do Museu Nacional da República, na Esplanada dos Ministérios.

Os números, no entanto, ajudam a dimensionar um pouco do que aconteceu. O festival reuniu 25 mil pessoas presencialmente, sendo 22 mil pessoas no Baile e outras 3 mil nas atividades do Favela Talks. Gerando 500 postos de trabalho, o festival alcançou mais 2,6 mil espectadores por meio da transmissão ao vivo no YouTube e mais de 2800 publicações espontâneas nas redes sociais como resposta do público. A própria estrutura do evento também virou parte do espetáculo. Construída em LED, a cenografia do Palco Petrobras se tornou um dos símbolos visuais da edição, amplamente repostada em conteúdos virais. 

Outro destaque da experiência do público foram os espaços Petrobras, que recebera, cerca de 7 mil pessoas ao longo das duas noites. Celebrando as culturas urbanas, o estande montado pela empresa reuniu grafite e pintura ao vivo, customização de peças de streetwear, criação de lambe-lambes digitais e acesso à playlist da Petrobras durante todo o evento. O festival contou, ainda, com uma área de descanso e photopoint assinados pela marca e instalados no centro da arena, ampliando os pontos de convivência e permanência do público durante o Baile.

A pesquisa realizada com o público da edição também reforçou a conexão do festival com as juventudes e com a diversidade das periferias: 52,7% do público foi composto por mulheres, cis ou trans, 61,8% se declararam pretas ou pardas e 78,2% integram o público LGBTQIA+, considerando orientação sexual e identidade de gênero. A idade média foi de 25 anos, com 83,6% da amostra formada por pessoas de até 29 anos. 

E essa não foi apenas uma comemoração de trajetória. A edição mostrou um festival que cresceu sem abandonar a vocação de misturar gerações, ampliar acessos e colocar artistas ainda em ascensão diante de públicos que normalmente estariam reservados aos grandes nomes do mercado.

Ao longo das duas noites, 20 espetáculos passaram pelo Palco Petrobras. Entre os artistas já consagrados, Gaby Amarantos é um dos nomes que marcou essa edição. A paraense transformou a área externa do Museu Nacional em uma grande festa de aparelhagem e recebeu a chegada de seu aniversário, no dia 1º, com direito a bolo e parabéns no palco. Outro destaque foi a carioca Valesca Popozuda, que mostrou a força de uma carreira que segue arrebatando fãs e conquistando as novas gerações, enquanto o paulista Kyan provocou uma das respostas mais intensas da plateia, ao invadir a arena e cantar em meio à multidão.

A surpresa também veio de quem ainda está construindo os primeiros capítulos da própria trajetória. Bia Soull, que lançou seu álbum de debut “Pornografia Auditiva” em abril, e Ciça, um dos principais nomes em ascensão no rap nacional, fizeram suas estreias em festivais diante de uma plateia desse porte e terminaram a edição entre os nomes mais comentados. Stefanie também chamou atenção em uma programação que colocou lado a lado artistas consolidados e apostas da nova música periférica brasileira.

“A gente considera que a edição foi um grande sucesso de público e, mais ainda, em seus objetivos de democratização, acessibilidade e diversidade, além de comprovar para a cidade e para o país que visões não-dominantes também podem ganhar vazões ampliadas. Como de praxe, o Favela Sounds marcou a carreira de novos artistas. Bia Soull e Ciça foram arrebatadoras em suas apresentações e chamaram muita atenção, principalmente por estarem fazendo essa estreia para grandes públicos”, afirma Guilherme Tavares, idealizador, diretor artístico e curador do Favela Sounds.

Para Amanda Bittar, idealizadora e diretora-geral do Favela Sounds, o resultado ganha ainda mais significado por marcar o reencontro do festival com o Museu Nacional, depois da edição anterior realizada no CCBB Brasília, em fevereiro de 2025.

“Celebrar dez anos é um marco muito importante para qualquer festival. Foi emocionante voltar ao Museu Nacional e encontrar aquele espaço cheio, com um público atento, participativo e disposto a cantar e dançar até o fim. Os artistas saíram muito tocados pela interação que tiveram. É uma edição que certamente ficará no coração de toda a equipe e, tenho certeza, também no do público”, afirma.

O acesso também entrou na conta

A dimensão do festival não esteve apenas no volume de público. Durante os dois dias de Baile, dez ônibus por noite saíram de nove regiões administrativas periféricas do Distrito Federal para levar seus moradores gratuitamente ao Museu Nacional e, depois, de volta para casa. Ao todo, cerca de 700 pessoas utilizaram o serviço, em 20 viagens de ida e retorno do Baile. A iniciativa, que já integra as práticas de acessibilidade consolidadas do Favela Sounds, funcionou, mais  uma vez, para ampliar o alcance da programação já inteiramente gratuita.

E a diversidade da plateia também se refletiu nos bastidores, com 500 postos de trabalho gerados, sendo 100 empregos diretos de produção e operação e 400 indiretos. A equipe da edição foi composta majoritariamente por mulheres e pessoas negras, com forte presença de profissionais periféricos e LGBTQIA+. A produção também manteve uma estrutura dedicada à acessibilidade e ao atendimento de pessoas com deficiência, como em edições anteriores.

“É muito importante para a gente ter um time que represente o que o festival também representa para o público: esse ambiente seguro, de pertencimento, onde as pessoas podem realmente ser quem elas são, sem julgamento e sem preconceito”, destaca Amanda Bittar.

Mais de 300 reuniões de negócios e novos caminhos abertos

Antes de o Baile do Sounds ocupar o Museu, o Favela Talks abriu a programação da edição comemorativa entre os dias 29 e 31 de julho.  As noites de showcases, realizadas nos dias 29 e 30, registraram forte adesão do público. A programação com MU540, na Birosca do Conic, reuniu mais de 2 mil pessoas no dia 30, enquanto, na noite anterior, a apresentação de Nelson Rufino teve lotação esgotada, com parte do público permanecendo do lado de fora do Ordinário Bar na tentativa de acompanhar o show.

No dia 31, as Rodadas de Negócios também trouxeram um novo recorde para o festival com mais de 300 reuniões entre 38 artistas periféricos selecionados e 28 players do mercado musical convidados, de Brasília e de diferentes regiões do Brasil, no maior encontro de negócios já realizado pelo festival. 

A programação do dia também contou com as gravações da primeira temporada do podcast Favela Talks, acompanhadas por cerca de 400 pessoas em fluxo rotativo, acompanhando as quatro conversas com MU540, Valesca Popozuda, Puterrier e Priscila Melo. O formato, mais descontraído e inspirado em uma entrevista, deve se consolidar como uma das frentes do festival para as próximas edições. Os episódios serão lançados entre agosto e setembro, ampliando para todo o país o alcance dos debates realizados em Brasília.

“A ideia de trazer referências do mercado musical é de provocar inspiração para quem está começando, que é o grande objetivo do Favela Talks: abrir visão para jovens artistas e jovens negócios criativos das periferias da cidade”, explica Guilherme Tavares.

Apresentada pelo Ministério da Cultura e a Petrobras, por meio da Lei Rouanet, a edição de dez anos também marcou um novo momento para o Favela Sounds. A parceria inédita com a marca garantiu as condições necessárias para ampliar a estrutura do festival, fortalecer suas diferentes frentes de atuação e oferecer ao público uma experiência compatível com a dimensão alcançada pelo projeto.

Para Guilherme Tavares, “a entrada da Petrobras no Favela Sounds o habilita para um novo momento, já que pudemos contar com a estabilidade e estrutura de uma empresa que há décadas fomenta a cultura brasileira. Ao estarmos atrelados à Petrobras, vamos além de simplesmente acessar o fomento: temos a segurança de estarmos ligados a processos sólidos, dignos de gestores que entendem a importância do financiamento cultural de ponta a ponta, da seleção no edital de patrocínios aos desdobramentos e à sustentabilidade do projeto”.

O Favela Sounds 10 anos foi apresentado pelo Ministério da Cultura e a Petrobras. Com apoio do Museu Nacional da República e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, é uma realização da Um Nome – Agência Criativa e da Fundação Nacional de Artes – Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

SERVIÇO –  Balanço Favela Sounds 10 anos
Mais informações: favelasounds.com.br
Instagram: instagram.com/favelasounds
Facebook: facebook.com/favelasounds
X: x.com/favelasounds
YouTube: youtube.com/favelasounds 

“Terraço em Flor” celebra a chegada da primavera com música, gastronomia e cenografia inspirada nos ipês de Brasília

Foto divulgação

Praça Central do Terraço Shopping ganha árvores cenográficas, totens com registros dos ipês do Cerrado, programação musical e experiências gastronômicas exclusivas durante setembro

Setembro chega ao Terraço Shopping com novas cores, sabores e experiências. Para celebrar a chegada da primavera e valorizar um dos maiores símbolos da paisagem de Brasília, o empreendimento realiza o Terraço em Flor, programação que transforma a Praça Central em um cenário inspirado nos ipês do Cerrado e reúne cenografia, música e gastronomia ao longo do mês.

A Praça Central recebe duas árvores cenográficas de ipê, além de totens que levam para o espaço registros fotográficos dos ipês que colorem Brasília. As imagens, feitas pelo perfil @arvoresdocerrado, mostram diferentes espécies e momentos dessa paisagem tão característica da cidade. A proposta é criar um ambiente acolhedor e aconchegante, que convide o público a contemplar a beleza dos ipês, fazer fotos e aproveitar momentos de convivência ao ar livre.

A cenografia foi pensada para valorizar os ipês não apenas como elemento decorativo, mas como parte da identidade e da paisagem do Cerrado. Os espaços também foram planejados para que o público possa fotografar, compartilhar e vivenciar a estação sob uma nova perspectiva.

Música para celebrar a primavera

A programação musical completa a experiência. Todas as quartas-feiras de setembro, das 18h às 19h30, a Praça Central recebe apresentações gratuitas de artistas com diferentes estilos e formações.

A programação começa em 2 de setembro, com Anderson Estima, em uma apresentação acústica de bossa nova, com guitarra e baixo. No dia 9 de setembro, Ana Bello leva o choro para a Praça Central, acompanhada de flauta e violão. Em 16 de setembro, é a vez de Paulo Veríssimo, com voz e violão e repertório de pop rock nacional. No dia 23, Paula Tortorettiapresenta um repertório de MPB, em voz e guitarra. Encerrando a programação das quartas-feiras, em 30 de setembro, Tico de Moraes apresenta jazz em formato de voz, guitarra e piano.

Além da programação regular, o Terraço em Flor terá uma apresentação especial no feriado de 7 de setembro, também com Tico de Moraes, que leva seu repertório de jazz à Praça Central para uma edição especial da programação.

Gastronomia

A experiência também chega à mesa. Restaurantes do Gourmet Center prepararam opções exclusivas para o Terraço em Flor, criando combinações exclusivas para quem quiser aproveitar a visita ao shopping e estender a experiência com novos sabores.

No El Paso, a combinação reúne dois Tacos El Paso de camarão, duas Quesadillas de champignon e cebola, Chili con Totopos e duas Rositas, pelo valor de R$ 190. A opção estará disponível todos os dias de setembro, a partir das 19h.

O NAU participa com o Camarão Nau duplo, acompanhado de duas sobremesas: Nau Petit e torta de limão. O menu custa R$ 149,90 e estará disponível de segunda a sexta-feira, no almoço e no jantar.

No Grande Muralha, a experiência gastronômica reúne opções para almoço e jantar. No almoço, serão cinco opções de entradas pelo valor de R$ 22,90. No jantar, o público poderá escolher entre Yakisoba Misto, Poke de Frango, Combinado de 18 peças ou Poke de Salmão, pelo valor de R$ 46,90.

O Marietta preparou uma experiência completa pelo valor de R$ 89,90, com Salada Marietta como entrada, Frango Crisp ao molho teriyaki, acompanhado de arroz oriental e chips de raízes, como prato principal, e Banoffe como sobremesa.

Já o Café e um Chêro aposta em combinações que unem gastronomia e vinho. O restaurante oferece Moela acompanhada de uma taça de vinho por R$ 69,00 e Rabada acompanhada de uma taça de vinho por R$ 79,00. As opções estarão disponíveis todos os dias de setembro, a partir das 19h.

Com diferentes propostas gastronômicas, a ação amplia o Terraço em Flor para além da Praça Central e convida o público a aproveitar o shopping em diferentes momentos do dia — seja para um almoço, um jantar, um encontro entre amigos ou para acompanhar a programação musical das quartas-feiras.

Ao unir os ipês, a música e a gastronomia, o Terraço em Flor celebra setembro valorizando uma paisagem que faz parte da identidade de Brasília e convidando o público a olhar para a cidade sob novas perspectivas.

Serviço – Terraço em Flor

Data: setembro de 2026

Local: Praça Central e Gourmet Center do Terraço Shopping

Programação musical: quartas-feiras, das 18h às 19h30

Local dos shows: Praça Central

02/09 – Anderson Estima

Bossa nova | guitarra e baixo

09/09 – Ana Bello

Choro | flauta e violão

16/09 – Paulo Veríssimo

Pop rock nacional | voz e violão

23/09 – Paula Tortoretti

MPB | voz e guitarra

30/09 – Tico de Moraes

Jazz | voz, guitarra e piano

07/09 – Tico de Moraes

Apresentação especial de feriado | jazz

Experiências gastronômicas: restaurantes selecionados do Gourmet Center, com opções e condições específicas de cada estabelecimento.

Encontros Culturais | Centro Cultural TCU

Divulgação

Neste fim de semana, 12 e 13 de setembro , o Centro Cultural TCU promove uma programação especial inspirada na exposição Festa de Luz.

Sábado (12)

  • 15h30 – Bate-papo com o artista pernambucano Carlos Mélo, idealizador da Bienal do Barro do Brasil.

Domingo (13)
• 16h – Aulão de forró com Amanda Souza, do projeto Forr’ol
• 17h – Apresentação do Forró do Dengo

Nos dois dias, também haverá visitas mediadas e oficinas gratuitas do Programa Educativo.

📍 Centro Cultural TCU – Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 3
🎟️ Entrada gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível.

A exposição Festa de Luz foi prorrogada até 12 de outubro.

Conexões do Cerrado é opção de passeio em família no feriado de 7 de Setembro em Brasília

Foto divulgação

Exposição imersiva no Zoológico de Brasília reúne tecnologia, jogos, sons e experiências sensoriais para apresentar a biodiversidade do bioma a crianças e adultos

Para quem vai passar o feriado de 7 de setembro em Brasília, uma opção de passeio em família combina lazer, natureza e conhecimento no Zoológico de Brasília. Com funcionamento também na segunda-feira (7), a exposição Conexões do Cerrado propõe uma viagem imersiva por um dos biomas mais importantes do país, com experiências sensoriais e interativas que aproximam crianças e adultos da fauna, da flora, dos recursos hídricos e da cultura do Cerrado.

Instalada em um espaço climatizado dentro do zoológico, a mostra reúne cenografia, tecnologia, jogos educativos, painéis sensoriais e atividades interativas. Ao longo do percurso, o visitante pode descobrir curiosidades sobre espécies emblemáticas, compreender por que o Cerrado é conhecido como a “caixa d’água do Brasil” e conhecer aspectos da cultura das Comunidades Kalungas.

Sons de animais, texturas, projeções, desafios e estações multimídia ajudam a apresentar o Cerrado para além do imaginário associado à vegetação seca. A proposta é revelar a riqueza e a diversidade do bioma e, ao mesmo tempo, chamar a atenção para sua importância ecológica e para os desafios relacionados à preservação ambiental.

“Queremos que cada visitante saia daqui percebendo que o Cerrado faz parte da nossa vida muito mais do que imaginamos. Quando a informação vem acompanhada de uma experiência, ela permanece e gera conexão com a conservação”, destaca Bruno Macedo, idealizador do projeto.

Pensada para todas as idades, Conexões do Cerrado complementa a própria visita ao Zoológico de Brasília e transforma o passeio em uma oportunidade de conhecer mais sobre a biodiversidade brasileira. A experiência reúne recursos táteis, auditivos e visuais, além de espaços destinados a enigmas, jogos educativos e outras atividades lúdicas. Entre os destaques estão ainda conteúdos sobre as nascentes e veredas do Cerrado e espécies como a arara-azul e o lobo-guará.

Com classificação livre, Conexões do Cerrado segue em cartaz até novembro, oferecendo uma opção de passeio que reúne lazer, educação ambiental e contato com a natureza em um único lugar.

SERVIÇO

Exposição Conexões do Cerrado
Local: Zoológico de Brasília
Período: em cartaz até novembro
Horário: de terça a domingo, das 10h às 16h
Feriado de 7 de Setembro: funcionamento das 10h às 16h
Entrada: gratuita mediante ingresso regular do Zoológico
Classificação: livre
Instagram: @conexoesdocerradobsb


“Cavidade Escura” estreia na Unipaz com ancestralidade e imersão no corpo feminino

Foto divulgação

Espetáculo de dança contemporânea terá duas sessões gratuitas e integra projeto que reúne circulação, rodas de conversa, ações formativas

O corpo feminino como território de origem, memória, ancestralidade e transformação está no centro de Cavidade Escura, espetáculo que estreia no dia 13 de setembro, na Unipaz, no Park Way, com duas sessões, às 14h e às 16h. Com direção, coreografia e atuação de Ju Maluf, a obra propõe uma experiência instalativa de dança contemporânea que aproxima movimento, luz, som, água e matéria para investigar os ciclos da vida e aquilo que o corpo carrega antes mesmo da construção da identidade.

As duas apresentações serão gratuitas e contarão com audiodescrição e interpretação em Libras. Entre as sessões, às 15h, o público será convidado para um piquenique, ampliando o tempo de convivência e troca em torno da experiência artística.

Em Cavidade Escura, o útero é tomado como uma primeira arquitetura do corpo, espaço simbólico a partir do qual a obra percorre a formação da vida, da divisão celular à morte. Nesse percurso, o sangue aparece como elemento de passagem e conexão entre gerações, atravessando dimensões como nascimento, menstruação, violência, ancestralidade e sagrado.

Inspirada pelo conceito de Fluxo de Rudolf Laban e também pelos ciclos menstruais, a criação investiga um corpo em permanente transformação. Memória, trauma, afeto e herança surgem não apenas como ideias, mas como forças que atravessam e constituem esse corpo.

A proposta é aproximar processos biológicos e dimensões simbólicas por meio da dança. Mais do que assistir a uma narrativa, o público é convidado a atravessar uma experiência sensorial sobre origem, matéria e memória.

Projeto amplia experiência para além do palco

A estreia na Unipaz abre uma circulação que prevê seis apresentações em diferentes territórios do Distrito Federal. Depois do Park Way, Cavidade Escura segue para o Gama, onde será apresentado no Espaço Semente Cia de Teatro nos dias 30 e 31 de outubro. O projeto também prevê duas apresentações fechadas em escolas públicas de Santa Maria. 

A circulação é acompanhada por ações que procuram prolongar o diálogo despertado pelo espetáculo. Após três apresentações será realizada uma roda de conversa de 20 a 30 minutos sobre o processo criativo, criando um espaço de escuta e aproximação entre artista e público.

Também estão previstos três aulões de dança contemporânea e expressão corporal em escolas, além da produção de um minidocumentário e de uma videodança. O projeto contempla ainda dez atendimentos psicológicos, ampliando sua abordagem para além da criação e circulação artística e estabelecendo conexões entre corpo, expressão, reflexão e cuidado. A agenda dessas atividades está em construção e será divulgada em breve pelo instagram do grupo @corpoavess0. 

Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto articula criação artística, circulação, acessibilidade, formação e diálogo com diferentes públicos.

Serviço

Cavidade Escura — estreia na Unipaz

Data: 13 de setembro
Local: Unipaz – Park Way
1ª sessão: 14h
Piquenique: 15h
2ª sessão: 16h
Acessibilidade: audiodescrição e interpretação em Libras nas duas sessões
Classificação indicativa: 18 anos
Ingressos: gratuitos pelo Sympla, link na bio do Instagram
Mais informações: @corpoavess0

Cavidade Escura — Gama

Local: Espaço Semente Cia de Teatro – Gama
30 de outubro: 15h – sessão com interpretação em Libras. Classificação indicativa: Livre.
31 de outubro: 19h30 – sessão com audiodescrição e interpretação em Libras. Classificação indicativa: 18 anos

Direção, coreografia e elenco: Ju Maluf
Realização: projeto realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – FAC-DF

Mais informações: @corpoavess0

Cria Café comanda Cafeteria da CASACOR Minas 2026

Foto divulgação

Em sua segunda participação na CASACOR Minas, Cria Café amplia a experiência em torno dos cafés especiais com novos sabores, coquetéis autorais, harmonizações e ações sensoriais criadas especialmente para a mostra

A parceria de sucesso da CASACOR Minas com o Cria Café se repete em 2026. Pelo segundo ano consecutivo, a marca é a responsável pela operação de cafeteria da 31ª edição da maior plataforma cultural de arquitetura, paisagismo, arte e design de interiores das Américas, que retorna ao prédio da PUC Minas Lourdes, no Circuito Liberdade. Mantendo a proposta de ser um lugar para criar momentos e memórias, o espaço, projetado pela ESC Arquitetura, conta com cardápio renovado, com foco nos cafés especiais da marca, e nas experiências sensoriais em torno das possibilidades da bebida.

“O nosso principal objetivo é tirar o café do lugar comum do café com bolo ou café com pão e mostrar o quanto ele é versátil como bebida e o quanto ele é ponto de contato, gerador de memórias e criador de experiências”, explicam os fundadores da Cria Café, Alessandro e Jéssica Almeida.

Para isso, o casal aposta em um cardápio criativo, que desperta curiosidade ao servir o café de formas diferentes e utilizar os grãos como ingrediente de receitas variadas.

O público terá a oportunidade de conhecer e degustar seis perfis de cafés no espaço da Cria Café na CASACOR Minas 2026. São eles: Start, Inspira, Impulso, Feeling, Insight e Essência, este último inclusive é o mais vendido da marca. Com notas de chocolate e caramelo, o Essência é um café equilibrado, confortável e envolvente, fácil de beber no dia a dia. Todos os grãos podem ser preparados através dos métodos espresso, V60 e prensa francesa.

Da xícara à taça

Nesta edição da CASACOR Minas, a Cria Café também conta com uma carta de drinks, desenvolvida pelo mixologista e sommelier de cachaças Leo Gomes, incluindo nove coquetéis que carregam o café na lista de ingredientes – sete com álcool e dois não alcoólicos. Entre eles, uma nova mistura, que traduz o DNA criativo e inovador da marca, com uísque, pipoca e café, e uma criação que se destacou bastante no ano passado, o drink CQC, formado por espuma de queijo, aguardente de café e xarope de café.

Quando o assunto é comida, uma das novidades será a presença dos toasts, que já conquistaram o paladar dos clientes na loja física da Cria Café, localizada no bairro de Lourdes. Outra opção é o Raízes Toast, que une pão de fermentação natural, pasta de limão, alho-poró, tomate assado e castanhas para entregar muita crocância. A seção de doces oferece pudim de café, bolo de milho cremoso, bolo de tangerina e um tiramisú, servido dentro de uma cafeteira italiana.

As experiências sensoriais são um dos grandes atrativos da programação da Cria Café na CASACOR Minas 2026. O Cria Class Experience oferecen degustação e harmonização guiada dos principais cafés da marca com itens selecionados do cardápio autoral. “É uma forma educativa, dinâmica e saborosa de mostrar o café de uma outra forma”, apontam Alessandro e Jéssica, que reafirmam o propósito da marca de criar momentos. Os sócios também anunciam a estreia de uma experiência exclusiva que vai conectar café com vinho e queijos.

O ambiente

Quem assina o projeto do ambiente da Cria Café na CASACOR Minas 2026 é o escritório ESC Arquitetura, da dupla Mariana Queiróz e Patrícia Naves. Alessandro e Jéssica conheceram as arquitetas na edição de 2025 da CASACOR Minas e, desse encontro, surgiu o desejo de desenvolver um projeto juntos. “O diálogo tem sido de construir juntos, com muito respeito aos trabalhos e necessidades de cada um, mas com o mesmo objetivo, que é oferecer algo inovador e criativo, visando trabalhar forma e função com o máximo de eficiência para o cliente ter a melhor experiência possível”, adiantam os fundadores da Cria Café.

A segunda participação da Cria Café na CASACOR Minas reforça a intenção da marca de participar de eventos que valorizam criatividade, estilo de vida e gastronomia. “A CASACOR Minas é o evento mais importante em nosso calendário de ações do ano. Temos o pazer e a possibilidade de estar em contato com um público altamente interessado nos nossos produtos e nos encontros que eles proporcionam”, atestam Alessandro e Jéssica.

Sobre a Cria Café – www.criacafe.com.br

Alessandro Almeida é designer e publicitário e Jéssica Almeida, enfermeira. A ideia da marca surgiu quando ele desenvolveu uma embalagem para um café. Durante o trabalho, o casal visitou uma fazenda e conheceu todo o processo de produção de grãos especiais. Ainda sem nenhum plano, eles compraram uma saca de 60 quilos de café verde. Dois meses depois, surgiu a oportunidade de participar da Semana Internacional do Café (SIC), o maior evento da indústria do café no Brasil, realizado anualmente em Belo Horizonte, e eles rapidamente idealizaram a Cria Café, lançada em fevereiro de 2024.

A marca começou sua história como um e-commerce, mas hoje participa de toda a cadeia produtiva do café. Além das lojas (física e virtual), Alessandro e Jéssica produzem grãos com selo de Denominação de Origem (D.O.) na Serra da Mantiqueira de Minas, em São Gonçalo do Sapucaí, Região Sul do estado, a 1.100 metros de altitude, e trabalham com torrefação própria. Outra etapa da expansão, acelerada pela participação na CASACOR Minas 2025, está por vir. Até novembro deste ano, eles devem anunciar a primeira franquia da Cria Café.

Enquanto Alessandro leva para a marca toda a sua bagagem de criatividade e inovação, Jéssica, com sua sensibilidade de enfermeira, imprime sua visão de que, mais que uma bebida, o café pode entregar cuidado e conforto.

Cria Café

Na CASACOR Minas e na Rua Gonçalves Dias, 1633LourdesBH

CASACOR Minas Gerais

Quando: de 15 de agosto a 06 de outubro de 2026

Onde: Rua da Bahia, 2020 – Lourdes – Belo Horizonte – MG

Local: PUC Minas Lourdes – Rua da Bahia, 2020 – Lourdes

Informações: www.casacor.com.br  

Do aço que ajudou a construir Brasília à arte: Pinheiro Ferragens agora faz parte de monumento no coração da capital 

Natália Brito, Anderson Schneider, Janine, Janete e Jane Brito – Créditos: Gilberto Evangelista.

Após a inauguração de “A Queda de Atlas”, Janine Brito fala sobre trajetória da empresa ligada à história da cidade e amplia atuação no incentivo à cultura e à arte brasiliense

Brasília ganhou um novo elemento em sua paisagem cultural com a inauguração de “A Queda de Atlas”, monumento do artista Anderson Schneider, instalado em frente ao SESI Lab, no coração da capital. A obra foi apresentada ao público durante a Noite do SESI Lab, evento que reuniu programação cultural e de entretenimento, com DJs, food trucks, projeções e outras atrações, transformando o espaço em um ponto de encontro entre arte, tecnologia e cultura.

Com quase sete toneladas, o monumento é produzido em aço corten, concreto e cabos de aço galvanizado. Após a inauguração, a obra já está disponível para visitação e passa a integrar a paisagem urbana de Brasília, aproximando o público de uma criação que reúne elementos de arte, arquitetura e engenharia.

A Pinheiro Ferragens é patrocinadora do projeto e esteve presente na inauguração, prestigiando o artista. O aço, material tradicionalmente associado à construção civil e à indústria, esteve presente na formação da capital e agora ganha uma nova dimensão ao ocupar um espaço de destaque na produção artística da cidade.

Para Janine Brito, presidente do LIDE Mulher Brasília e CEO da Pinheiro Ferragens e do Grupo Pinheiro de Brito, o patrocínio representa uma continuidade da relação da empresa com Brasília e uma oportunidade de contribuir para a cena cultural da capital. “A Pinheiro tem uma relação muito especial com Brasília. O aço fez parte da construção dessa cidade e da história da nossa empresa. Hoje, poder contribuir para que esse mesmo material esteja presente em uma obra de arte, no coração da capital, mostra como o aço pode continuar ajudando a construir Brasília, agora também por meio da cultura e da criatividade.”

A empresária ressalta ainda que o apoio à obra amplia a atuação da empresa e reforça o papel da iniciativa privada no incentivo à produção cultural. “Patrocinar arte é também investir na cidade. Uma obra como ‘A Queda de Atlas’ transforma o espaço urbano, provoca reflexões e cria uma nova experiência para quem passa por ali. Para nós, é muito significativo participar desse movimento e contribuir para que Brasília continue sendo um espaço de encontro entre arquitetura, arte, inovação e história.”

A escolha do aço como um dos principais elementos da escultura reforça a versatilidade do material, que assume na obra não apenas uma função estrutural, mas também estética e simbólica. Com suas grandes dimensões, o monumento estabelece um diálogo direto com a arquitetura monumental de Brasília e com a identidade visual da capital.

A obra parte ainda da figura mitológica de Atlas, tradicionalmente associada ao peso e à responsabilidade de sustentar o mundo. Na interpretação contemporânea proposta por Anderson Schneider, a referência é utilizada para abordar questões relacionadas à sobrecarga e à pressão por desempenho presentes na sociedade atual.

Com a inauguração, “A Queda de Atlas” passa a fazer parte do cotidiano da cidade e do circuito cultural de Brasília. Para a Pinheiro Ferragens, a presença do monumento representa também uma continuidade simbólica de sua trajetória na capital: se antes a empresa esteve ligada ao fornecimento de materiais que ajudaram a erguer Brasília, agora contribui para que o aço também ajude a contar novas histórias sobre a cidade por meio da arte.

SERVIÇO:

“A Queda de Atlas”, de Anderson SchneiderLocal: Em frente ao SESI Lab, BrasíliaVisitação: Monumento disponível para visitação públicaPatrocínio: Pinheiro Ferragens

Sobre a Pinheiro Ferragens – Fundada em 1960, a empresa nasceu com o objetivo de comercializar aço para a construção civil. De base familiar e pioneira na capital, foi responsável por oferecer grande parte dos materiais para a construção de Brasília. Atualmente, a empresa trabalha com um mix de mais de dois mil produtos comercializados e industrializados. Localizada no Setor de Indústrias de Brasília e Taguatinga, a loja possui moderna estrutura e serviços diferenciados. 

Assista os vídeos institucionais da Pinheiro Ferragens: 

SERVIÇO:

Pinheiro SIA

Telefone: (61) 3012-8181

SIA Trecho 2/3 em frente ao SEBRAE

Pinheiro Taguatinga

Telefone: (61) 3354-8181

QI 11 Lotes 2/26 Taguatinga/DF

Câmara recebe exposição do artista plástico Gabriel Duran

A Câmara dos Deputados recebe na próxima semana a mostra “Como Dançam as Sombras”, na Galeria Décimo, no Anexo IV da instituição. É a primeira exposição individual do artista plástico Gabriel Duran e estará aberta de 3 de setembro a 15 de outubro. A entrada é gratuita.

“Como Dançam as Sombras” reúne um conjunto de obras recentes do artista. São desenhos, pinturas, esculturas e colagens, que compõem um percurso em torno de questões que atravessam sua produção: o tempo, a matéria, o corpo e o que permanece como vestígio.

Entre carvão, madeira, cimento, tinta e papéis, a exposição aproxima gestos humanos, arqueologia, processos geológicos e visões do cosmos. As obras procuram colocar esses elementos em relação, fazendo coexistir o instante de um movimento vivo e o tempo profundo da matéria.

A exposição também traz as fotografias produzidas pelo artista em 2025 sobre o patrimônio rupestre da Serra da Capivara, no sul do Piauí.

O autor

Gabriel Duran nasceu em São Paulo, em 1985. É pós-graduado em Artes Visuais pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP-SP) e participou da mostra coletiva do Museu de Arte Brasileira. Sua produção recente aproxima arte contemporânea e patrimônio arqueológico brasileiro, identificando a persistência dos gestos humanos através do tempo.

Serviço

Exposição “Como Dançam as Sombras”, de Gabriel Duran
Local: Galeria Décimo, Anexo IV da Câmara dos Deputados
Data: de 3 de setembro a 15 de outubro
Dias e horários: de segunda a sexta, das 9h às 17h30
Entrada gratuita

Amplitude e integração marcam novo da unidade Garden do Auster Brasal

Foto divulgação

Brasal Incorporações apresenta o ambiente em um brunch no dia 29 de agosto, com finger foods assinados pelo Thai Buffet e condição especial para aquisição de unidades

Mais espaço para a convivência, ambientes integrados e uma área externa que amplia as possibilidades de uso de onde morar. É com essa proposta que a Brasal Incorporações apresenta, no dia 29 de agosto, o novo decorado da unidade Garden do Auster Brasal, empreendimento de alto padrão localizado no Guará II. O evento será realizado a partir das 10h, com um brunch composto por finger foodsassinados pelo Thai Buffet.

Pronto para morar, o Auster Brasal reúne apartamentos de 3 e 4 quartos, com metragens de 97m² a 349m². São três torres, além de mais de 5 mil m² de áreas destinadas ao lazer e à convivência ao ar livre. A localização facilita o acesso ao Plano Piloto e coloca o residencial próximo ao metrô, à Feira do Guará e à rede de comércio e serviços da região.

Para a apresentação do dia 29, a unidade Garden ganhou uma nova ambientação, pensada para mostrar como os espaços podem ser aproveitados no cotidiano. O decorado conta com mobiliário e projeto de paisagismo, explorando principalmente a integração entre as áreas internas e externas.

A configuração busca aproximar o visitante da experiência de morar em uma unidade com dimensões amplas, privacidade e espaços que podem assumir diferentes funções ao longo do dia, do descanso aos encontros com amigos e familiares. A proposta também evidencia uma característica das unidades Garden: reunir atributos associados a uma casa, como uma área externa privativa, com as facilidades e a estrutura de um condomínio.

A arquitetura contemporânea e as plantas generosas integram o conceito do Auster Brasal, concebido para atender famílias que procuram mais espaço e conforto sem abrir mão da vida urbana. O empreendimento está inserido em uma região consolidada do Guará, com acesso facilitado a diferentes pontos de Brasília.

Durante o brunch, o público poderá visitar o novo decorado e conhecer mais detalhes do empreendimento. No dia do evento, a Brasal Incorporações também oferecerá condições especiais para aquisição de unidades.

Serviço

Apresentação do novo decorado Garden do Auster Brasal
Data:
 29 de agosto de 2026
Horário: a partir das 10h
Local: Auster Brasal – AE 4, Lotes C e D, Guará II – Brasília/DF

SESI Lab e Instituto Moreira Salles apresentam exposição de Hans Gunter Flieg

Foto divulgação

O SESI Lab e o Instituto Moreira Salles (IMS), com apoio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e do Ministério da Cultura, apresentam a exposição Flieg. Tudo que é sólido, dedicada à obra de Hans Gunter Flieg (1923-2024), um dos principais nomes da fotografia do país. O artista dedicou a carreira ao registro da industrialização do Brasil, especialmente de São Paulo, a partir dos anos 1940, destacando-se também na publicidade e na arquitetura. A mostra, em cartaz a partir de 2 de setembro, inaugura a nova galeria de exposições temporárias do SESI Lab e fica em cartaz até 28 de fevereiro de 2027, reunindo cerca de 180 imagens.

“O trabalho de Flieg foi profundamente influenciado pela modernidade europeia, aliando o domínio na elaboração formal da imagem fotográfica ao absoluto controle da iluminação, da exposição e do processamento da película”, diz Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS. “Com alto rigor formal, sua fotografia de indústria permite igualmente que estruturas, equipamentos e objetos industriais registrados de maneira objetiva e direta conduzam, em muitos casos, a imagens de forte viés abstrato, ampliando e atualizando a relevância da produção do fotógrafo no âmbito da fotografia moderna e contemporânea no Brasil”.

A curadoria de Flieg. Tudo que é sólido é de Sergio Burgi, com assistência de Mariana Newlands. O acervo de Flieg está sob a guarda do IMS desde 2006. Esta é a primeira vez que a exposição viaja para outra cidade e marca o início da parceria entre SESI Lab e IMS.

“O trabalho de Hans Gunter Flieg é um importante registro das transformações da indústria brasileira e de seu impacto na sociedade. Para o SESI Lab, receber esta exposição significa conectar arte, memória e indústria, valorizando esse patrimônio e, ao mesmo tempo, provocando novos olhares sobre o futuro. A parceria com o Instituto Moreira Salles torna esse encontro ainda mais potente”, afirma Claudia Ramalho, superintendente de Cultura do Serviço Social da Indústria (SESI).

“A exposição traduz, por meio do olhar de Flieg, um capítulo importante da transformação da indústria brasileira. Para o IEL, apoiar essa iniciativa é também valorizar a memória, a criatividade e o conhecimento que impulsionam a inovação e ajudam a formar os profissionais que constroem o futuro da indústria”, completa Sarah Saldanha, superintendente nacional do IEL.

A exposição do SESI Lab apresenta um aparato inédito: o público poderá entrar em uma câmera escura e entender como é feita a captação de imagens pela fotografia. Trata-se de um dispositivo vedado à luz externa, no qual a luz penetra de forma controlada através de uma pequena abertura, projetando uma imagem luminosa e invertida do mundo exterior na superfície interna da câmera.

Se dissolve no ar…

A obra e a vida de Flieg se misturam à própria história do século 20. Nascido em uma família judia de classe média, na Alemanha, estudou fotografia em 1939, aos 16 anos, antes de migrar juntamente com a família para o Brasil, fugindo da perseguição do regime nazista. A partir de 1945, estabelece-se como fotógrafo em São Paulo, trabalhando para empresas como Willys-Overland e Mercedes-Benz, pioneiras da indústria automobilística no Brasil, além de registrar momentos marcantes do período, como a 1ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, em 1951, e a construção da sede do Masp, na década de 1960.

A exposição Flieg. Tudo que é sólido é dividida em três núcleos. O primeiro traz imagens de arquitetura industrial, como a construção do Ginásio do Ibirapuera (1955) e das hidrelétricas de Ilha Solteira e Jupiá, no Rio Paraná, e a Fábrica Duchen, em Guarulhos (SP), projeto de Oscar Niemeyer. No segundo núcleo, o olhar de Flieg se volta para o interior das fábricas, com foco nos maquinários. As fotografias tinham fim comercial, mas captam os detalhes escultóricos destes equipamentos.

Por fim, no terceiro núcleo, o visitante poderá apreciar o trabalho realizado pelo fotógrafo para o mercado publicitário, com imagens marcantes de objetos cotidianos, como pneus, máquina de escrever, ferramentas, calculadora e mobiliário. São imagens feitas de forma meticulosa, com contrastes de luz e sombra, com o objetivo de evidenciar as qualidades de cada objeto.

Em entrevista concedida em 2014 ao IMS, o fotógrafo enfatiza: “A importância é mostrar o produto da melhor forma possível. O que você tem que fazer tem que ser bem-feito.”

“O olhar que nos oferece Flieg sobre uma sociedade industrial que se quis e se fez moderna na São Paulo do pós-guerra, sem romper, entretanto, com os mecanismos de reificação, alienação e poder de seu tempo, nos leva a refletir agora, décadas depois, sobre uma sociedade pós-industrial igualmente imersa em profundas e radicais transformações e contradições, onde mais uma vez tudo que é sólido desmancha no ar”, afirma Burgi, curador da mostra.

Sobre o IMS – O Instituto Moreira Salles (IMS) é uma instituição cultural, fundada em 1987, dedicada à preservação, pesquisa e difusão do patrimônio cultural brasileiro. Ao longo de sua atuação, constituiu um amplo acervo, distribuído nas áreas de fotografia, literatura, iconografia, música e arte contemporânea. O IMS mantém centros culturais nas cidades de São Paulo, Poços de Caldas e Rio de Janeiro. Além disso, conta com site institucional, que reúne diversos materiais de acervo, informações sobre programação e outros conteúdos. Também realiza extensa programação cultural, que inclui exposições, sessões de cinema, shows, debates e atividades educativas, e lança publicações, entre revistas e livros.

Flieg. Tudo que é sólido

SESI Lab – ao lado da Rodoviária do Plano Piloto

2 de setembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027

De terça a sexta, das 9h às 18h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 19h

Classificação: livre

Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia)

Press kit

@sesi.lab

Programa educativo Rolê Cultural amplia experiência com a obra de Yoshitaka Amano no CCBB Brasília

Foto: Tatiana Reis

Oficinas de mangá, cartas colecionáveis e Suminagashi, vivências em LIBRAS e visitas mediadas aproximam diferentes públicos do universo do artista japonês

Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília até 1º de novembro, Yoshitaka Amano – Além da Fantasia reúne 218 obras originais vindas diretamente do Japão e uma experiência imersiva que percorre mais de cinco décadas da trajetória de um dos nomes mais influentes da cultura visual contemporânea. Conhecido por trabalhos que atravessam animação, videogames, quadrinhos, moda e artes visuais, Amano construiu uma linguagem marcada pelo encontro entre tradição japonesa, fantasia e diferentes referências da cultura contemporânea.

A experiência com a exposição, no entanto, não termina nas galerias. A partir do universo visual de Amano e das referências presentes em sua obra, o Rolê Cultural – CCBB Educativo desenvolve uma programação gratuita que convida crianças, adolescentes, adultos, estudantes e educadores não apenas a observar, mas também a experimentar, criar e estabelecer novas relações com o que encontram na mostra.

Entre as atividades estão oficinas de práticas artísticas que dialogam diretamente com a exposição e com a cultura japonesa. Na Oficina de Suminagashi, realizada aos sábados, domingos e feriados, às 14h, crianças a partir de 6 anos conhecem uma técnica de marmorização em água criada no Japão há mais de mil anos. O nome significa “tinta flutuante” e descreve o processo em que as tintas permanecem sobre a superfície da água antes de serem transferidas para o papel, produzindo uma impressão única a cada experiência.

O universo dos jogos e personagens ganha espaço na Oficina Cartas Colecionáveis, de quinta a domingo, às 17h. Inspirada na estética de Yoshitaka Amano e nos primeiros jogos da série Final Fantasy presentes na exposição, a atividade propõe que crianças a partir de 8 anos criem seu próprio grupo de aventureiros. Cada participante desenvolve três personagens originais, pensando características, habilidades e figurinos, que depois são transformados em cartas utilizadas em torneios que combinam imaginação, estratégia e narrativa.

Já a Oficina Introdução ao Desenho de Mangá, de terça a domingo, às 19h, é voltada a participantes a partir de 14 anos. Inspirada na obra de Amano, a atividade apresenta princípios de construção do desenho, trabalhando corpo, proporções, poses e expressões características da estética do mangá.

A programação também inclui ações de acessibilidade. Às sextas-feiras, o Rolê com LIBRAS promove encontros entre pessoas surdas e ouvintes por meio de visitas, jogos e outras experiências culturais conduzidas com intérprete de LIBRAS. Em agosto, nos dias 14 e 28, às 16h, a atividade propõe vivências diretamente relacionadas a Yoshitaka Amano – Além da Fantasia. Nos dias 7 e 21, às 11h, a programação é dedicada a jogos com LIBRAS, aproximando sinais e jogabilidade.

A realização da mostra conta com o patrocínio da BB Asset, reafirmando o compromisso da empresa e do Banco do Brasil com iniciativas que ampliam o acesso da população à cultura. Ao viabilizar gratuitamente a realização da exposição, a empresa fortalece seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e contribui para aproximar públicos cada vez mais diversos da produção artística.

Escolas e grupos

Com a volta às aulas, outro eixo do Rolê Cultural se destaca: são as visitas mediadas destinadas a escolas, universidades e instituições. Realizadas mediante agendamento, de terça a sábado, elas propõem uma aproximação coletiva com as exposições a partir da escuta, do diálogo e da troca de saberes.

No Rolê na Exposição, os grupos são recebidos por educadores para uma mediação cujo percurso pode ser adaptado à faixa etária e às demandas pedagógicas apresentadas pelos professores. Dependendo da turma, a visita pode se concentrar em uma galeria ou em aspectos específicos da exposição.

Após a mediação, os estudantes recebem material educativo desenvolvido a partir da mostra. O conteúdo pode ser utilizado no próprio CCBB ou posteriormente em sala de aula, prolongando a experiência e oferecendo novas possibilidades de abordagem pedagógica.

Para as escolas públicas, há ainda disponibilidade de transporte gratuito, e os professores recebem previamente material educativo para apoiar a preparação da visita. O agendamento é gratuito e realizado pela plataforma Mediato Conecta.

As visitas acontecem de terça a sexta-feira, às 9h, 10h, 14h, 15h e 19h, e aos sábados, às 9h. Cada grupo pode reunir até 44 pessoas, sendo que os horários das 9h e das 15h permitem agendamentos duplos, com atendimento de até 88 participantes.

Com oficinas, mediações, ações de acessibilidade e atividades destinadas a grupos escolares, o Programa Educativo amplia as possibilidades de encontro com Yoshitaka Amano – Além da Fantasia. A proposta é fazer da visita um ponto de partida para outras experiências, permitindo que diferentes públicos criem, experimentem e construam suas próprias relações com o universo apresentado na exposição.

Sobre a BB Asset

A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,79 trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 17,4% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento. A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural.

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Localizado no Edifício Tancredo Neves, o prédio é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico de autoria de Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, é oferecido o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais, aproximando o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade

A ação Vem pro CCBB conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.

O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. O ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code exibido no interior do veículo. Mais informações em Serviços Oferecidos | CCBB Brasília.

Horários da van – de quinta-feira a domingo

Biblioteca Nacional → CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h.

CCBB → Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

Serviço

Yoshitaka Amano – Além da Fantasia

Período: Até 1º de novembro de 2026

Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h

Ingressos: gratuitos, mediante retirada no site www.bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

Local: Galerias 3, 5 e Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília

Endereço: SCES Trecho 02, Lote 22 – Edifício Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Esportivos Sul

Classificação indicativa: Livre

Hidden Brasília expõe obras de Augusto Corrêa até 6 de setembro 

Foto divulgação

Mostra integra a programação artística da oitava temporada do projeto, que combina ponto de encontro com arte, música, gastronomia e ocupação urbana

Hidden Brasília ampliou sua programação artística com a chegada da exposição do artista Augusto Corrêa, que apresenta parte de suas obras até o dia 6 de setembro, dentro da programação da oitava temporada do projeto. Conhecido por transformar espaços pouco convencionais de Brasília em experiências temporárias, o Hidden mantém, em 2026, uma de suas principais características, ressignificar lugares da cidade e convidar o público a enxergá-los sob uma nova perspectiva. 

O endereço desta temporada é um exemplo dessa proposta. O antigo galpão do Jornal de Brasília, marcado pela arquitetura industrial e pela memória da cidade, ganhou nova vida para receber encontros, manifestações artísticas e experiências culturais. É nesse cenário que chega a produção de Augusto Corrêa. Com mais de 500 obras realizadas, o artista apresenta uma linguagem visual autoral, marcada pelas bolinhas multicoloridas e por combinações inesperadas de cores e formas. 

A trajetória de Augusto também dialoga diretamente com a diversidade na arte. Portador da Síndrome de Down, a história de sua vida atravessa a experiência criativa, contribuindo para um olhar singular sobre o mundo e para uma produção que vem despertando a atenção de curadores e colecionadores.

Autodidata, ele desenvolveu um estilo característico por suas combinações inesperadas de bolinhas multicoloridas que, associadas a elementos e texturas especiais, compõem multiversos únicos, multidivertidos e multidiversos de se apreciar.

“A mostra de Augusto Corrêa integra a proposta do Hidden de transformar a cidade em um espaço vivo, criativo e aberto à novas experiências”, explica Mariana Braga, idealizadora e diretora criativa do Hidden Brasília, sobre a chegada da exposição de Augusto e a conexão entre o trabalho do artista e a proposta do Hidden. “A exposição também acrescenta à temporada uma discussão sobre representatividade e inclusão no mercado de arte, ao apresentar a trajetória de um artista que construiu uma identidade própria e vem ampliando sua presença no circuito artístico”, finaliza Mariana.

O Hidden como experiência

Criado a partir da ideia de descobrir e ocupar lugares que muitas vezes passam despercebidos, o Hidden Brasília se tornou conhecido por levar o público a endereços inusitados e transformá-los temporariamente em ambientes de convivência e experiências culturais.

Em sua oitava temporada, o projeto mantém essa essência no antigo galpão do Jornal de Brasília. A escolha do endereço reforça a intenção de recuperar espaços com história e criar novas relações entre arquitetura, cidade e público.

A chegada da exposição de Augusto Corrêa segue essa narrativa. Ao lado da programação musical e gastronômica, a arte visual passa a ocupar mais uma vez um papel central na experiência do Hidden, criando um percurso em que o visitante pode descobrir novas obras, artistas e perspectivas enquanto vivencia o espaço.

A exposição de Augusto Corrêa poderá ser visitada a partir desta quinta-feira (20), durante o funcionamento do Hidden Brasília.

Serviço

Hidden Brasília — 8ª temporada
Exposição: Augusto Corrêa
Período da exposição: 20 de agosto a 6 de setembro
Local: antigo galpão do Jornal de Brasília
Endereço: Setor de Indústrias Gráficas, Lote 765 – Sudoeste/Octogonal – Brasília/DF
Funcionamento: quinta a sábado, das 19h às 2h
Informações: Hidden Brasília
Instagram: @hiddenbrasilia

Trilha da Inclusão realiza chamamento para exposição de artes visuais na 3ª edição do festival

Foto divulgação

Seleção contempla artista ou coletivo com deficiência para mostra no CCBB Brasília, de 9 a 29 de outubro. Inscrições gratuitas, até 31 de agosto

A produção artística de pessoas com deficiência ganha espaço na programação cultural de Brasília. Está aberto o chamamento para a exposição de artes visuais da 3ª edição do Festival Trilha da Inclusão, que será realizada no CCBB Brasília, de 9 a 29 de outubro de 2026. Promovido pela Guia Acessibilidade Inclusiva, o festival tem entrada gratuita e, desde 2024, busca ampliar o protagonismo de pessoas com deficiência nos espaços culturais.

A seleção contempla um artista ou um coletivo de pessoas com deficiência, que deverá apresentar pelo menos dez obras originais para ocupar a Galeria G4 do Centro Cultural. O selecionado receberá cachê de R$ 15 mil, conforme as condições previstas no edital. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas, até 31 de agosto, no link da bio @trilha.dainclusao.  O resultado será divulgado em 10 de setembro, no mesmo perfil.

A curadoria busca trabalhos que tenham a deficiência como eixo central da pesquisa estética, explorando-a não como limitação, mas como elemento de criação e linguagem. A proposta também contempla obras que dialoguem com a acessibilidade como recurso artístico. Entre as exigências do chamamento está a apresentação de ao menos uma obra mediadora, em réplica ou reprodução, destinada às atividades educativas, além da adequação do conteúdo para todos os públicos, incluindo crianças e adolescentes.

Para Cássia Lemes, idealizadora do Trilha da Inclusão, a iniciativa contribui para ampliar a presença de artistas com deficiência no circuito cultural e estimular novas perspectivas sobre arte e acessibilidade. “Mais do que abrir espaço para a exposição de obras, queremos fortalecer o protagonismo de artistas com deficiência e reconhecer a acessibilidade como parte do processo de criação. A mostra é uma oportunidade para que diferentes experiências e perspectivas ocupem o espaço cultural e provoquem novos olhares sobre a arte e sobre a própria deficiência”, afirma Cássia Lemes, idealizadora do Trilha da Inclusão.

Podem participar artistas com deficiência maiores de 18 anos; coletivos, formais ou informais, compostos majoritariamente por pessoas com deficiência; e pessoas jurídicas de direito privado, incluindo Microempreendedores Individuais (MEIs), desde que tenham histórico comprovado de atuação em artes visuais.

SERVIÇO
Chamamento — Exposição de Artes Visuais | Festival Trilha da Inclusão 2026
Inscrições: gratuitas, no link da bio @trilha.dainclusao

Período de inscrição: Até 31 de agosto de 2026
Resultado chamamento: até 10 de setembro de 2026

Exposição: 9 a 29 de outubro de 2026 (vernissage em 9/10)

Local: Galeria G4, CCBB Brasília

Cachê: R$ 15.000,00 (quinze mil reais) . Confira condições no edital disponibilizado nos canais digitais do projeto.

Casapark promove talk sobre sensibilidade e criação em diálogo com exposição do MAC-PR

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Arquiteta e diretora criativa Juliana Medeiros participa de encontro mediado por Daniel Mangabeira no Espaço Casa

O que acontece antes de uma ideia se transformar em projeto? É a partir dessa pergunta que a arquiteta e diretora criativa Juliana Medeiros conduz o talk “É preciso sentir – Uma poética do viver”, no dia 1º de setembro, às 19h, no Espaço Casa, do Casapark. O encontro, mediado pelo arquiteto Daniel Mangabeira, integra a programação realizada em parceria com a exposição “Poéticas Paranaenses – Mulheres no Acervo do MAC-PR”, em cartaz no Museu de Arte de Brasília (MAB). As inscrições são gratuitas.

Com 16 anos de atuação no universo do morar, Juliana propõe uma conversa sobre sensibilidade, percepção e criação, a partir de sua experiência no desenvolvimento de conceitos, espaços e experiências para marcas e produtos. Para ela, o processo criativo começa antes da forma: nasce da observação, da escuta e da capacidade de perceber pessoas, lugares, matérias, memórias e atmosferas. “Talvez estejamos vivendo um tempo em que precisamos reaprender a sentir. Antes da resposta, existe a percepção; antes da forma, existe a experiência. É esse espaço poético entre sentir e criar que me interessa habitar”, afirma.

A conversa estabelece uma relação direta com “Poéticas Paranaenses”, exposição com curadoria de Monica Spezia Justen que reúne, no MAB, um recorte inédito de obras produzidas por mulheres integrantes do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR). Ao aproximar arte, arquitetura e design, o encontro propõe ampliar a reflexão sobre como o repertório sensível pode influenciar aquilo que criamos e também a maneira como habitamos e percebemos o mundo. “É preciso sentir para fazer sentir”, resume Juliana.

A parceria entre o Casapark e a exposição surgiu a partir de uma proposta de Monica Spezia Justen e Daniel Mangabeira e reforça a vocação do Espaço Casa como lugar de encontro entre diferentes campos da criação. A programação começa com uma apresentação da curadora, seguida da mediação de Daniel e da conversa com Juliana.

Sobre os convidados

Juliana Medeiros é arquiteta e diretora criativa, com atuação dedicada ao universo do morar. Com formação em arquitetura e extensão acadêmica na Itália, desenvolve projetos de direção criativa, espaços comerciais e exposições para marcas nacionais e internacionais. Seu trabalho reúne arquitetura, branding, pesquisa e criação de experiências. Foi três vezes reconhecida pelo iF Design Award, uma das principais premiações internacionais de design.

Daniel Mangabeira é arquiteto pela UnB e sócio-fundador do BLOCO Arquitetos. É curador da Bienal Iberoamericana em Brasília e integra o grupo responsável pela curadoria do Pavilhão do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza. Foi presidente do CAU/DF, conselheiro da Fundação Athos Bulcão e diretor cultural do Instituto de Arquitetos do Brasil – Seção DF. É mestre em Art in Architecture pela Westminster University, em Londres, e recebeu, com o BLOCO Arquitetos, diversos prêmios nacionais e internacionais.

Monica Spezia Justen é advogada e mestre em Direito Público pela UFPR. Atua na intersecção entre o direito e o setor criativo como Diretora da Projus Cultural e membro da Comissão Especial de Cultura e Arte do Conselho Federal da OAB. Pesquisadora em História da Arte e Curadoria, assina a curadoria de mostras de destaque, como a exposição Poéticas Paranaenses: Mulheres do MAC no MAB, realizada em Brasília.

Serviço

Talk “É preciso sentir – Uma poética do viver”
Com Juliana Medeiros
Mediação: Daniel Mangabeira
Data: 1º de setembro (terça-feira)
Horário: 19h
Local: Espaço Casa – Casapark
Participação gratuita

Exposição “Poéticas Paranaenses – Mulheres no Acervo do MAC-PR”
Curadoria: Monica Spezia Justen
Visitação: até 10 de setembro
Local: Museu de Arte de Brasília – MAB
Entrada gratuita: https://www.sympla.com.br/evento/e-preciso-sentir-uma-poetica-do-viver-juliana-medeiros-e-daniel-mangabeira-casapark-prime-talks/3551606

Embaixada da Espanha e Instituto Cervantes Brasíliapromovem ciclo de documentários musicais “Músicas para Tos Ojos”

Divulgação

Programação, realizada em parceria com o Festival In-Edit, reúne quatro produções espanholas que abordam música, memória, identidade, inclusão e cultura

A Embaixada da Espanha e o Instituto Cervantes Brasília, em parceria com o Festival In-Edit, apresentam, em setembro, o ciclo de documentários musicais “Músicas para Tus Ojos”. A programação reúne quatro produções audiovisuais espanholas que têm a música como ponto de partida para contar histórias de vida, revisitar patrimônios culturais e refletir sobre temas como identidade, memória, inclusão e transformação social.


As sessões serão realizadas sempre às 19h, no Instituto Cervantes Brasília, com entrada gratuita e filmes com legendas em português. A programação começa no dia 9 de setembro, com La guitarra flamenca de Yerai Cortés, e segue até o dia 30, com uma sessão semanal.


Mais do que documentários sobre música, os filmes selecionados apresentam diferentes maneiras de compreender a arte como instrumento de expressão, resistência e transformação. Ao longo da programação, o público será convidado a percorrer diferentes territórios e universos musicais, em uma viagem que aproxima experiências individuais e coletivas por meio da música.


Os filmes


9 de setembro – La guitarra flamenca de Yerai Cortés


Primeiro longa-metragem dirigido por Antón Álvarez, conhecido artisticamente como C. Tangana, o documentário acompanha o guitarrista flamenco Yerai Cortés e mergulha em um doloroso segredo familiar que marcou sua trajetória. A produção transforma a música em caminho para a reconciliação com as próprias origens e com uma história familiar marcada por silêncios e feridas.


16 de setembro – El canto de las manos


Dirigido por María Valverde, o filme acompanha o desafio do Coro de las Manos Blancas, da Venezuela, formado por pessoas surdas, na preparação de uma apresentação da ópera Fidelio, de Beethoven. Sob a regência do maestro Gustavo Dudamel, os integrantes do coro levam a música aos palcos por meio da língua de
sinais. A produção aborda o poder inclusivo e transformador da arte, questionando os limites tradicionalmente impostos à experiência musical.


23 de setembro – Omega Wants To Dance


De Ramon Tort, o documentário investiga a dança em suas múltiplas dimensões, percorrendo diferentes lugares e culturas. A dança aparece como celebração, ritual, sedução e catarse coletiva, revelando uma linguagem universal capaz de conectar corpos, comunidades e tradições.


30 de setembro – La Marsellesa de los Borrachos


Dirigido por Pablo Gil Rituerto, o documentário resgata uma história pouco conhecida da Espanha durante a ditadura franquista. Em uma jornada clandestina, um grupo de etnomusicólogos italianos percorreu diferentes regiões do país para registrar canções populares de resistência. As gravações preservaram as vozes de operários, intelectuais e camponeses e transformaram a música em documento histórico e instrumento de memória.


Com propostas e linguagens distintas, os quatro filmes revelam a extraordinária capacidade da música de atravessar fronteiras, preservar memórias e criar novas formas de encontro. O ciclo também reforça o diálogo cultural entre Brasil e Espanha, aproximando o público brasiliense da produção documental espanhola contemporânea.


O Instituto Cervantes Brasília é referência na promoção da língua espanhola e na difusão das culturas dos países hispânicos, oferecendo ao público uma programação cultural diversificada que aproxima Brasília da produção artística e cultural do mundo hispânico.


Serviço


Ciclo de documentários musicais “Músicas para Tus Ojos”
Realização: Embaixada da Espanha e Instituto Cervantes Brasília, em parceria com o
Festival In-Edit
Local: Instituto Cervantes Brasília – SEPS 707/907 Sul, Conjunto D
Horário: 19h
Entrada: gratuita
Legendas: português
Programação:

  • 09/09 – La guitarra flamenca de Yerai Cortés
  • 16/09 – El canto de las manos
  • 23/09 – Omega Wants To Dance
  • 30/09 – La Marsellesa de los Borrachos

Pinheiro Ferragens patrocina projeto “A Queda de Atlas” no Sesi Lab

Foto divulgação

Escultura de sete toneladas, que tem o aço como um dos principais elementos, será inaugurada durante a Noite no SESI Lab, em Brasília

A Pinheiro Ferragens participa, no dia 25 de agosto, da inauguração de “A Queda de Atlas”, escultura do artista Anderson Schneider que será instalada em frente ao SESI Lab, em Brasília. A obra, que reúne arte, arquitetura e engenharia, tem quase sete toneladas e utiliza aço corten, concreto e cabos de aço galvanizado em sua estrutura.

A inauguração acontece durante a noite no SESI Lab, evento que reúne cultura, arte, ciência e tecnologia em uma programação aberta ao público. A Pinheiro Ferragens é patrocinadora da obra, iniciativa que reforça a aproximação da empresa com projetos culturais e com a valorização da arte no Distrito Federal.

A escultura parte da figura mitológica de Atlas, condenado a sustentar os céus, para propor uma reflexão sobre a sobrecarga e a pressão por desempenho na sociedade contemporânea. A escolha do aço também é parte importante da concepção da obra, explorando a resistência e a versatilidade do material em uma estrutura de grandes proporções.

Para Janine Brito, presidente do LIDE Mulher Brasília e CEO da Pinheiro Ferragens e do Grupo Pinheiro de Brito, apoiar a iniciativa é uma forma de contribuir para a valorização da produção artística e para a ocupação cultural dos espaços de Brasília. “É uma grande satisfação para a Pinheiro participar de um projeto que une arte, engenharia e inovação. O aço está muito presente no nosso cotidiano, mas vê-lo transformado em uma obra dessa dimensão nos permite enxergar o material por outra perspectiva. Apoiar a cultura também é uma maneira de contribuir para o desenvolvimento e para a identidade da nossa cidade”, afirma. 

Segundo Janine, a relação entre empresas e cultura pode gerar impactos que ultrapassam o próprio projeto artístico. “A arte movimenta uma cadeia importante da economia e ajuda a transformar os espaços que ocupamos. Quando uma empresa investe em cultura, ela também está ajudando a criar novas experiências para a população e fortalecendo iniciativas que tornam Brasília uma cidade cada vez mais conectada à criatividade e à inovação”, conclui. 

A instalação de “A Queda de Atlas” amplia o conjunto de obras e experiências culturais disponíveis no entorno do SESI Lab e reforça a presença da arte no espaço urbano de Brasília. Para a Pinheiro Ferragens, a iniciativa também representa uma oportunidade de mostrar como o aço, tradicionalmente associado à indústria e à construção, pode assumir novas funções e significados quando incorporado à produção artística.

SERVIÇO:

Evento: Noite no SESI Lab – inauguração da escultura “A Queda de Atlas”Data: 25 de agosto de 2026Local: SESI Lab, BrasíliaObra: “A Queda de Atlas”, de Anderson Schneider

Sobre a Pinheiro Ferragens – Fundada em 1960, a empresa nasceu com o objetivo de comercializar aço para a construção civil. De base familiar e pioneira na capital, foi responsável por oferecer grande parte dos materiais para a construção de Brasília. Atualmente, a empresa trabalha com um mix de mais de dois mil produtos comercializados e industrializados. Localizada no Setor de Indústrias de Brasília e Taguatinga, a loja possui moderna estrutura e serviços diferenciados. 

Assista os vídeos institucionais da Pinheiro Ferragens: 

SERVIÇO:

Pinheiro SIA

Telefone: (61) 3012-8181

SIA Trecho 2/3 em frente ao SEBRAE

Pinheiro Taguatinga

Telefone: (61) 3354-8181

QI 11 Lotes 2/26 Taguatinga/DF

Biblioteca Demonstrativa recebe performance e exposição “Amuleto em Travessia”, de Lorena Ribeiro

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A Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles recebe, no dia 29 de agosto, às 18h, a performance e exposição “Amuleto em Travessia”, da artista visual e escritora baiana Lorena Ribeiro. A programação reúne literatura, artes visuais e poesia em uma proposta que aborda identidade feminina, ancestralidade e pertencimento. A visitação é gratuita.

A abertura será realizada no dia 29 de agosto, às 18h, com uma performance de Lorena Ribeiro que combina declamação poética e dança. Após a apresentação, a artista participa de um bate-papo com o público, criando um espaço de diálogo sobre os processos criativos e os temas que atravessam a obra.

O projeto parte do livro artesanal Amuleto e da série visual Confluência Insular, aproximando diferentes linguagens artísticas para construir uma experiência de reflexão e encontro. A proposta também valoriza a relação entre memória, identidade e território, tendo a ancestralidade como um dos elementos centrais da narrativa.

Com recursos de acessibilidade, a exposição contará com as poesias em versão ampliada para pessoas com baixa visão, contribuindo para uma experiência cultural mais inclusiva.

Para participar e ficar por dentro da programação cultural da Biblioteca Demonstrativa, acompanhe as redes sociais da @bdbcultural no Instagram, Facebook e YouTube

Sobre a programação cultural da BDB

A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração nº 950548/2023 com o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil.  

Serviço:

Performance e exposição “Amuleto em Travessia”

Data: 29 de agosto (sábado)

Horário: 18h

Local: Biblioteca Demonstrativa – EQS 506/507, W3 Sul, em Brasília-DF. 

Entrada gratuita

Sete toneladas em equilíbrio: SESI Lab recebe obra de Anderson Schneider 

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Um origami de sete toneladas acaba de pousar no SESI Lab. O museu de arte, ciência e tecnologia recebe em sua área externa a instalação A Queda de Atlas, desenvolvida pelo artista plástico e arquiteto Anderson Schneider. A obra de arte parece desafiar a gravidade ao unir o peso das placas de aço com a leveza dos cabos que a sustentam. 

A inauguração da escultura está marcada para 25 de agosto, a partir de 19h até 22h, durante a abertura noturna mensal do SESI Lab. O evento é gratuito e aberto ao público. O videoartista Alexandre Rangel comandará o som, além de realizar projeções especiais na obra. Também haverá food trucks durante toda a noite.

“É uma peça de geometria estrutural que funciona com esforços puros”, explica Schneider sobre A Queda de Atlas. “Tem uma beleza nessa submissão da geometria às forças da gravidade. A raiz dessa obra está mais na ciência do que na expressão individual”, completa. O conceito físico por trás da leveza de uma obra que pesa, literalmente, toneladas é a tensegridade,  princípio estrutural que mantém a estabilidade de um sistema por meio do equilíbrio entre forças de compressão (as placas de aço) e de tração (os cabos), dando a impressão de flutuação.

O ateliê onde a obra criou vida também surpreende: sai um local tomado por telas e tintas e entra uma fábrica de chapas, tomada por faíscas de solda e por trabalhadores acostumados à construção civil. A Queda de Atlas, inclusive, conta com patrocínio da Pinheiro Ferragens, que forneceu o material para a obra, e recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF). 

O SESI Lab recebe a obra em sua área externa, construindo, assim, uma relação diferente com o público, que pode admirá-la ao circular pela região. “A experiência tem tudo a ver com o que propõe o SESI Lab: valorizar Brasília e estimular a dinamização do Setor Cultural Sul”, afirma Carolina Vilas Boas, coordenadora de Exposições e Ações Culturais. “É uma experiência que amplia os modos de visitar o museu e cria uma nova possibilidade de encontro entre público, arte e cidade.”

Para além da física, A Queda de Atlas pretende despertar no público uma reflexão sobre a contemporaneidade, sob o prisma da produtividade, da meritocracia e da hiperconexão. Segundo Schneider, o mito de Atlas, condenado a carregar os céus pela eternidade, pode ser conectado à sociedade do cansaço, conceito desenvolvido pelo filósofo sul-coreano Byung-Chul Han.

“Eu comecei a fazer analogias com essa responsabilidade esmagadora que a gente tem. É uma pressão gigantesca da sociedade por performance. E se a gente fizesse amizade com os monstros que nos assustam?”, provoca Schneider, que iniciou sua trajetória como fotojornalista e, atualmente, trabalha na área de arquitetura do Supremo Tribunal Federal (STF) e comanda o Estúdio Monada.

A Queda de Atlas, de Anderson Schneider

SESI Lab – área externa (ao lado da Rodoviária do Plano Piloto)

Inauguração no dia 25 de agosto, às 19h

Classificação: livre

@sesi.lab

Liquidecora Casapark entra na reta final com Saldo e descontos de até 50%

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Campanha é prorrogada até 1º de setembro e reúne oportunidades para renovar os ambientes da casa com curadoria, design e condições especiais

Depois de apresentar ao público uma nova forma de vivenciar o universo da decoração com a Casa Decorada, o Casapark prolonga o Liquidecora 2026 e entra agora em sua reta final com o Saldo Liquidecora, de 20 de agosto a 1º de setembro. A campanha reúne móveis, objetos, luminárias, tapetes, obras de arte e peças de decoração com descontos de até 50% e condições especiais nas lojas participantes, reafirmando o shopping como referência em arquitetura, design e decoração em Brasília.

Ao longo desta edição, o Liquidecora ganhou um novo conceito com a Casa Decorada, residência cenográfica instalada na Praça Central que apresentou diferentes interpretações do morar contemporâneo, assinadas por alguns dos principais escritórios de arquitetura da cidade.

Na etapa final da campanha, a Casa Decorada dá espaço a um garimpo de peças em promoção, reunindo na Praça Central do Casapark produtos das lojas participantes. A curadoria é assinada pela arquiteta Angela Borsoi, que selecionou móveis, objetos, iluminação, obras de arte, revestimentos e acessórios em condições especiais. A proposta é oferecer ao público novas possibilidades para renovar a casa, unindo boas escolhas, design e oportunidades de compra.

Segundo Ivana Valença, diretora de marketing do Casapark, o Liquidecora reafirma o compromisso do shopping em aproximar o público do design de qualidade. “O Saldo encerra essa edição oferecendo excelentes oportunidades para quem deseja transformar a casa com escolhas que unem beleza, funcionalidade e personalidade”, destaca.

Serviço

Saldo Liquidecora Casapark
De 20 de agosto a 1º de setembro de 2026
Descontos de até 50% e condições especiais nas lojas participantes

casapark.com.br
@casapark

Quando a obra vira poesia: Brasal leva a força da construção para a CASACOR Brasília 2026 sendo a única incorporadora presente na mostra

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Única incorporadora presente na mostra este ano, empresa apresenta a Construtopia, ambiente de 135m² assinado pelo arquiteto Bruno Pessoa, do Studio ARK, que une experiência imersiva, arte, design e uma unidade decorada do Nexus 710

O som de uma obra pode virar trilha sonora. O concreto pode ganhar novos significados. Materiais que normalmente pertencem aos bastidores de uma construção podem dividir espaço com arte, design e tecnologia. É a partir dessa provocação que a Brasal Incorporações chega à CASACOR Brasília 2026 com a Construtopia, ambiente que convida o visitante a enxergar a construção para além do resultado pronto.

Única incorporadora presente na mostra nesta edição, a Brasal ocupa 135m² com uma proposta que foge da tradicional apresentação de um imóvel decorado. Localizada no terceiro andar da Casa do Candango, a Construtopia também se beneficia de uma posição privilegiada, que proporciona aos visitantes uma vista espetacular de Brasília, incorporando a paisagem à experiência do espaço. Assinado pelo arquiteto Bruno Pessoa, do Studio ARK, o ambiente foi concebido como uma narrativa: primeiro, o público é convidado a mergulhar no universo da construção; depois, encontra a materialização desse processo em uma unidade decorada do Nexus 710, empreendimento da incorporadora no Noroeste.

A experiência começa justamente onde, normalmente, ninguém olha: no processo. Sons, texturas, imagens e materiais associados ao canteiro de obras são ressignificados. Com projeções e uma trilha sonora inspirada nos próprios ruídos da construção criam uma atmosfera imersiva, levando o processo construtivo para a experiência sensorial do visitante.

“É dessa transformação que surge o nome Construtopia. A palavra reúne construção e utopia para traduzir a ideia de que erguer um empreendimento envolve muito mais do que técnica e engenharia. Existe uma etapa anterior às paredes prontas, formada por ideias, escolhas, criatividade, sensibilidade e pelo desejo de transformar espaços em lugares capazes de fazer parte da vida das pessoas”, explica Paula Lavor, gerente de marketing da Brasal Incorporações.

A arquitetura e o design não devem apenas cumprir suas funções de habitar e proporcionar experiências no espaço, mas ir além, despertando sentimentos e incorporando cultura, arte e identidade

Do processo ao morar

“A narrativa conduz o visitante até o decorado do Nexus 710, criando uma passagem simbólica entre a ideia e aquilo que ela pode se tornar. O empreendimento está sendo construído no Noroeste, um dos bairros mais valorizados de Brasília, e reúne arquitetura contemporânea, lazer de resort, localização privilegiada e soluções inteligentes, explica Cesar Durão, diretor regional da Brasal Incorporações.

Ao levar uma unidade do Nexus para dentro da CASACOR, a Brasal não pretende apenas apresentar um produto imobiliário. O decorado funciona como a conclusão da história contada pela Construtopia: aquilo que começou como matéria, projeto, escolhas e processo ganha forma e se transforma em espaço de viver.

O ambiente é composto por três momentos: uma sala imersiva, o decorado de um quarto do Nexus 710 e um lounge. Ao longo do percurso, elementos brutos da construção dialogam com mobiliário, iluminação, obras de arte e design.

Mais do que concentrar a atenção em uma única peça ou solução arquitetônica, a proposta é surpreender pela mudança de percepção. O visitante é estimulado a descobrir beleza em elementos que, fora dali, poderiam passar despercebidos e a pensar sobre tudo o que existe antes da entrega de um empreendimento.

Um novo momento da Brasal

A participação também traduz um movimento de posicionamento da Brasal Incorporações. Com trajetória já consolidada na CASACOR Brasília, a empresa chega à sua sexta participação na mostra e, em 2026, assume o posto de única incorporadora presente no evento.

A escolha da Construtopia para marcar a sua participação está ligada a um momento em que a empresa busca ampliar a maneira de comunicar o que faz. Sem deixar de lado a excelência técnica, a Brasal passa a evidenciar também os aspectos criativos, humanos e sensíveis envolvidos no ato de construir. Mais do que mostrar o que entrega, a proposta é revelar como pensa.

Durante a CASACOR Brasília 2026, o espaço também funcionará como ponto de encontro. A programação prevê uma agenda especial de Talks sobre arquitetura, decoração, designlifestyle e tendências do morar contemporâneo, além do relacionamento com clientes, parceiros e convidados.

Ao final do percurso pela Construtopia, a provocação deixada pela Brasal é simples: antes de existir um empreendimento, existe uma ideia. Antes da arquitetura pronta, existe criação. E, entre uma coisa e outra, há um processo que também pode ser arte.

Sobre a CASACOR 2026

CASACOR Brasília 2026 chega à sua 34ª edição com 40 ambientes, assinados por 52 profissionais e inspirados no tema “Mente e Coração”, propondo uma reflexão sobre a casa como espaço de acolhimento, equilíbrio emocional e reconexão em meio a uma rotina cada vez mais acelerada e hiperconectada. Pelo segundo ano consecutivo, a mostra ocupa a histórica Casa do Candango, na 603 Sul, reunindo arquitetura, design, arte e paisagismo em projetos e experiências que exploram novas formas de pensar e viver os espaços. A edição 2026 abre as portas ao público em 12 de agosto e segue até 12 de outubro.

García Lorca, incontornável 90 anos depois: Embaixada da Espanha e Instituto Cervantes Brasília promovem conferência sobre a atualidade de sua obra

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Encontro reúne pesquisadores da UnB e da UFSM para discutir a poesia, o desejo, o amor, a violência, e a relação do poeta espanhol com Granada

Noventa anos após sua morte, a obra de Federico García Lorca (1898–1936) continua provocando novas leituras e diálogos com o presente. Para marcar os 90 anos da morte de um dos mais importantes nomes da cultura espanhola, oInstituto Cervantes e a Embaixada da Espanha promovem, no dia 20 de agosto, às 19h, a conferência “García Lorca, incontornável, 90 anos depois”. O encontro será realizado no Instituto Cervantes, com entrada gratuita.

Poeta, dramaturgo e artista múltiplo, García Lorca construiu uma obra que transita entre inovação e tradição e dialoga com a poesia, o teatro, a música, o folclore e as artes. Sua produção é marcada por uma linguagem de forte dimensão simbólica e por questões que permanecem atuais, atravessando diferentes gerações e culturas.

A conferência propõe justamente revisitar esse legado a partir de perspectivas contemporâneas. A programação reúne pesquisadores de universidades brasileiras em três apresentações que abordam diferentes aspectos da trajetória e da criação do poeta espanhol.

A professora doutora Elga Pérez-Laborde (UnB-DF)apresenta “O femicídio na poética de Federico García Lorca: tragédias numa perspectiva contemporânea”, estabelecendo relações entre a obra de Lorca e questões que permanecem presentes no debate social e cultural.

Na sequência, a professora doutora Luciana Ferrari Montemezzo (UFSM-RS) aborda “Traduzindo a Granada de Federico García Lorca”, propondo uma reflexão sobre a cidade que marcou profundamente a vida e a obra do poeta e sobre os desafios de transpor seus universos culturais e poéticos.

O professor doutor Roberto Medina (UnB-DF) encerra a programação com “García Lorca, o desejo encarnado e o amor oscuro”, uma leitura sobre desejo e amor na produção do escritor espanhol.

A iniciativa integra as comemorações dos 90 anos da morte de Federico García Lorca e reafirma a permanência de seu legado artístico e cultural. Ao revisitar sua obra a partir de diferentes perspectivas, o encontro evidencia a capacidade de sua produção de continuar inspirando o pensamento, a criação e o diálogo entre culturas.

Serviço

Conferência “García Lorca, incontornável, 90 anos depois”
Data: 20 de agosto de 2026
Horário: 19h
Local: Instituto Cervantes Brasília – SEPS 707/907 Sul, Conjunto D
Entrada: gratuita

Multiplan é a primeira empresa de shopping centers do Brasil a oferecer em seu programa de relacionamento acessos a salas VIP

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Iniciativa inédita no setor, permite que clientes Gold e Platinum do ParkShopping resgatem acessos diretamente pelo aplicativo Multi, além de outros benefícios para viagens dentro e fora do Brasil

Multiplan amplia os benefícios de seu programa de relacionamento Multi, e passa a oferecer aos clientes acesso às salas VIP da LoungeKey, programa digital de experiências de viagem operado pela Collinson International. A iniciativa faz da Companhia a primeira empresa do setor de shopping centers no Brasil a incorporar esse benefício a um programa próprio de fidelidade, sem qualquer associação com cartões de crédito, reforçando sua estratégia de oferecer conveniência e experiências exclusivas também fora dos seus empreendimentos.

Com a novidade, o Multi expande sua atuação para acompanhar o consumidor do ParkShopping em diferentes momentos de sua jornada. Além de concentrar serviços e benefícios utilizados nos shoppings do Grupo, como pagamento automático de estacionamento, campanhas promocionais, experiências exclusivas e resgate de vantagens, o aplicativo passa a oferecer também soluções voltadas às viagens.

“O Multi evoluiu para se tornar muito mais do que um programa de relacionamento dos nossos shoppings. Queremos acompanhar o cliente em diferentes momentos do seu dia a dia, oferecendo benefícios que façam sentido para seu estilo de vida. Essa parceria leva a experiência da Multiplan também para os aeroportos”, comenta Marcelo Martins, Vice-presidente de Operações da Multiplan.

Esta parceria reflete o compromisso compartilhado de ambas as marcas com seus clientes. Enquanto o programa Multi, da Multiplan, expande seu alcance para acompanhar os consumidores em seu dia a dia — oferecendo experiências inovadoras —, nós, da Collinson, continuamos dedicados a ajudar os viajantes a aproveitarem ao máximo cada etapa de sua jornada de viagem, transformando uma simples passagem pelo terminal em uma experiência verdadeiramente especial e memorável”, afirma Carlos Piovesan, Diretor Novos Negócios da Collinson International, que opera a LoungeKey globalmente.

O LoungeKey é um programa digital de experiências de viagem que oferece acesso rápido e seguro a mais de 1.800 salas VIPpresentes em mais de 856 aeroportos ao redor do mundo. Por meio do app Multi, clientes da categoria Platinum terão direito a dois acessos gratuitos às salas VIP a cada ciclo de manutenção da categoria, equivalente a seis meses. Além disso, poderão utilizar pontos para emitir acessos adicionais. Já os clientes Goldpoderão realizar resgates utilizando os pontos acumulados no programa.

 

Todo o processo de resgate será realizado diretamente pelo Multi. Após a emissão, o cliente receberá um QR Code para acesso à sala VIP, sem necessidade de baixar qualquer outro aplicativo. Também será possível gerar acessos para terceiros, proporcionando ainda mais flexibilidade e conveniência.

 

Outros benefícios em viagens

Na categoria “Experiências Fora do Shopping”, usuários do programa de relacionamento encontram uma série de benefícios voltados a viagens, entretenimento e conveniência, dentro e fora do Brasil. As categorias Green, SilverGold e Platinum do aplicativo Multi oferecem descontos em algumas das atrações mais desejadas do mundo. Entre os destaques estão parques temáticos em Orlando e na Califórniaatrações turísticas e shows musicais em Nova York, além de vantagens exclusivas em destinos nacionaismuito procurados, como a Serra Gaúcha (RS) e a Chapada dos Veadeiros (GO). 

O processo é simples e totalmente digital. Os benefícios podem ser resgatados diretamente pelo cliente, com aplicação automática do desconto durante o checkout da plataforma parceira. Todas as regras, condições e informações de utilização ficam disponíveis no próprio aplicativo Multi, garantindo praticidade e autonomia.

Todas essas frentes reforçam a evolução do superapp como uma das principais plataformas de relacionamento do varejo brasileiro. Utilizado por consumidores dos 20 shopping centers administrados pela Multiplan, o Multi conta com mais de 10,5 milhões de downloads acumulados e 2,3 milhões de clientes engajados com o aplicativo no primeiro semestre de 2026. Mais do que oferecer vantagens, ele vem construindo um ecossistema que aproxima clientes, marcas e shopping centers por meio de soluções cada vez mais relevantes para o dia a dia.

Para saber mais sobre esses benefícios, baixe o aplicativo Multi na sua loja de aplicativos oficial ou acesse o site meumulti.com.br.

Sobre a Multiplan

Fundada em 1974 como empresa full service, a Multiplan é responsável pelo planejamento, desenvolvimento, propriedade e administração de um dos melhores portfólios de empreendimentos do país. Atua estrategicamente no desenvolvimento de shopping centers e imóveis comerciais e residenciais, por meio de projetos multiuso que oferecem conveniência e comodidade aos usuários e geram valor a seus ativos. Desde 2007 na Bolsa de Valores Brasileira, é atualmente a maior empresa imobiliária da B3, em valor de mercado.

A Companhia também representa uma das maiores empresas do setor de shopping centers do Brasil. Possui atualmente 20 shoppings centers em operação, em 7 estados brasileiros, e gera cerca de 80 mil empregos no país. Hoje, os empreendimentos da Companhia já somam mais de 6.000 lojas, com um variado mix, e recebem aproximadamente 200 milhões de visitas por ano. A Multiplan prioriza em suas propostas o desenvolvimento econômico e social das regiões onde atua e mantém diversos projetos com foco nas comunidades vizinhas às suas construções.

Sobre o LoungeKey

LoungeKey é um programa digital de experiências de viagem que oferece aos portadores de cartões de emissores participantes acesso rápido e seguro a salas VIP de aeroportos, opções de gastronomia, ofertas de varejo, serviços de spa e muito mais – utilizando seu próprio cartão de pagamento ou smartphone.

O programa oferece acesso a mais de 1.800 salas VIP e experiências de viagem em mais de 856 aeroportos em 143 países. Os clientes usam apenas um cartão de pagamento ou um código QR no aplicativo LoungeKey em seus smartphones para obter entrada rápida nas salas VIP, resgatar ofertas e muito mais.

O LoungeKey é de propriedade e operado pela Collinson International, parte do The Collinson Group, uma empresa familiar. Criado há mais de 35 anos, o grupo conta atualmente com cinco empresas operacionais distintas que geram uma receita anual combinada de £ 2,1 bilhões, empregando mais de 2.500 pessoas em 14 países.

STJ reinaugurou o Painel de Vallandro Keating após restauração


O STJ reinaugurou, nessa terça-feira (18/8), às 18h, o icônico painel O Homem é a Medida de Todas as Coisas, localizado no Salão de Recepções do tribunal. A obra passou por restauração após serem identificadas, em 2017, rachaduras na sua estrutura. Um projeto minucioso aliou inovação científica e responsabilidade cultural, alinhando-se à política de conservação preventiva da corte. 


A obra, que possui 30 metros de largura e 5,5 metros de altura, foi pintada à mão pelo artista Vallandro Keating, em 1995, na época da inauguração da corte. A criação nasceu de uma ideia do próprio Oscar Niemeyer, que projetou o conjunto arquitetônico do tribunal ao lado de Hermano Montenegro. Vallandro Keating concebeu o mural como uma ampliação informal de um desenho a lápis. 


“O grafismo informal do mural contrasta com a arquitetura do salão para, em oposição, valorizá-la”, destacou o artista que faleceu em 2023. O painel foi executado com bastão de tinta a óleo sobre gesso e traz uma forte carga conceitual. 
 

Preservação do patrimônio  


Para viabilizar a recuperação física e estética da obra, o STJ contou com o apoio técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e com uma proposta de pesquisa aplicada desenvolvida por especialistas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). 


Os trabalhos foram acompanhados de perto por duas comissões instituídas no tribunal: uma liderada pelas ministras Nancy Andrighi e Maria Thereza de Assis Moura e pelo ministro Sebastião Reis Júnior, e outra, de ordem técnica, envolvendo as principais secretarias e coordenadorias do órgão.

Sobre o artista


Nascido no Rio de Janeiro (1940) e formado em arquitetura pela Universidade de São Paulo (USP), Vallandro Keating construiu uma carreira multifacetada que transitou entre o planejamento urbano, o desenho e a pintura. Aluno de grandes mestres da gravura como Marcelo Grassmann e Darel, o artista consolidou seu nome no cenário cultural brasileiro a partir da década de 1960.  


Ao longo de sua trajetória, participou da prestigiada 7ª Bienal de São Paulo, realizou diversas mostras individuais e foi agraciado com prêmios de relevância nacional, como o Prêmio Aquisição na 1ª Bienal da Bahia e o Prêmio Abril de Jornalismo. 

Além das telas, Keating deixou sua marca na história do cinema nacional e no design gráfico. Ele colaborou com os diretores Hector Babenco, assinando efeitos especiais no consagrado longa “O Beijo da Mulher Aranha”, e Nelson Pereira dos Santos – experiência que incluiu um estágio nos estúdios da Universal Films, em Los Angeles. Em Brasília, foi o criador da identidade visual do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), em 1981, e, no mercado editorial, assinou projetos gráficos de livros em parceria com grandes ícones da literatura e da música brasileira, como Chico Buarque e Ignácio de Loyola Brandão.


Serviço

Reinauguração do Painel, O Homem é a Medida de Todas as Coisas, de Vallandro Keating

Onde:  Salão de Recepções da sede do STJ, situada na SAFS – Quadra 06 – Lote 01 – CEP: 70095-900 – Brasília – DF.

Quando: 18/8), às 18h.

Do canteiro à arte: como o aço ganha novas formas e ocupa os espaços de Brasília 

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Patrocínio da Pinheiro Ferragens à escultura “A queda de Atlas”, de Anderson Schneider, aproxima indústria, arquitetura e cultura e evidencia o potencial do aço para além da construção civil 

O aço costuma ser associado a obras, estruturas, máquinas e grandes projetos de infraestrutura. Em Brasília, no entanto, o material também ganha uma dimensão artística. Presente em esculturas, monumentos e intervenções urbanas, o aço permite que artistas e arquitetos explorem formas, volumes, resistência e movimento, transformando um elemento industrial em linguagem artística.

Um exemplo dessa combinação entre arte e engenharia é “A queda de Atlas”, obra do arquiteto, fotógrafo e artista visual Anderson Schneider que será instalada em frente ao SESI Lab. Com quase sete toneladas, a escultura é produzida em aço corten e concreto e utiliza cabos de aço galvanizado para criar a impressão de que a estrutura está suspensa e desafiando a gravidade. A obra também possui caráter interativo e propõe uma reflexão sobre a exaustão e a cobrança por desempenho na vida contemporânea.

A instalação, cuja inauguração está prevista para a Noite no SESI Lab, em 25 de agosto, ganha ainda outro significado ao aproximar a iniciativa privada da produção cultural. A Pinheiro Ferragens participa como patrocinadora do projeto, contribuindo para a presença de uma obra de grandes dimensões no espaço urbano de Brasília.

Para Janine Brito, presidente do LIDE Mulher Brasília e CEO da Pinheiro Ferragens e do Grupo Pinheiro de Brito, o patrocínio cultural também representa uma forma de reconhecer a relação entre indústria, criatividade e desenvolvimento econômico. “O aço faz parte da nossa história e está presente em praticamente tudo o que construímos, mas ele também pode ser matéria-prima para a expressão artística. Quando vemos uma obra como ‘A queda de Atlas’, percebemos que indústria, engenharia, arquitetura e arte não são universos separados. Eles podem se encontrar e produzir algo que transforma a relação das pessoas com a cidade”, afirma.

A escolha do aço para a obra também evidencia a versatilidade do material. Tradicionalmente utilizado em estruturas e construções pela resistência e durabilidade, ele pode assumir diferentes formas e acabamentos quando incorporado à produção artística. No caso de A queda de Atlas, a materialidade do aço é parte fundamental da experiência visual e da própria narrativa da obra.

Arte também movimenta a economia

A iniciativa ocorre em um momento em que a economia criativa ganha relevância no Distrito Federal. Dados do Panorama da Economia Criativa do DF, desenvolvido pela Universidade Católica de Brasília com apoio da FAP-DF, apontam mais de 130 mil agentes criativos formais, geração de mais de R$ 9 bilhões em riqueza e participação de 3,5% no PIB local.

O número evidencia que cultura e criatividade não são apenas campos de expressão, mas também integram uma cadeia econômica formada por profissionais, empresas, fornecedores, produtores, espaços culturais e patrocinadores. Reportagem do Correio Braziliense também destaca que a economia criativa representa cerca de R$ 10 bilhões por ano no DF.

Nesse contexto, o patrocínio privado pode desempenhar um papel importante na viabilização de projetos culturais e na ocupação qualificada dos espaços urbanos. Para Janine, apoiar uma obra de arte também significa investir na cidade e ampliar o acesso da população à produção cultural. “Quando uma empresa apoia a cultura, ela não está simplesmente colocando sua marca ao lado de uma obra. Está ajudando a criar experiências, preservar a identidade da cidade e tornar a arte mais acessível. Existe uma cadeia econômica por trás de cada projeto cultural, e o setor privado pode contribuir para que essa cadeia continue crescendo”, afirma. 

A empresária também destaca que a aproximação entre empresas e artistas pode gerar novas possibilidades de colaboração, especialmente em uma cidade como Brasília, cuja arquitetura e paisagem urbana já possuem forte relação com a arte e com o concreto, o aço e as grandes estruturas. “Brasília nasceu de uma combinação muito particular entre arquitetura, engenharia e arte. Trazer o aço para esse universo é, de certa maneira, continuar essa conversa com a própria identidade da cidade. É interessante perceber que um material tão associado à indústria pode também provocar reflexão, emoção e novas formas de enxergar o espaço urbano”, conclui.

A instalação de A queda de Atlas amplia essa relação ao transformar um material industrial em uma obra que convida o público a parar, observar e questionar. A escultura faz referência ao mito de Atlas, condenado a sustentar os céus, e utiliza essa imagem para abordar a sobrecarga e a pressão por desempenho na vida contemporânea. Assim, o projeto cria uma ponte entre indústria, arte e economia criativa, mostrando que o aço pode ultrapassar sua função estrutural e se transformar também em instrumento de criação, identidade e ocupação cultural da cidade.

Sobre a Pinheiro Ferragens – Fundada em 1960, a empresa nasceu com o objetivo de comercializar aço para a construção civil. De base familiar e pioneira na capital, foi responsável por oferecer grande parte dos materiais para a construção de Brasília. Atualmente, a empresa trabalha com um mix de mais de dois mil produtos comercializados e industrializados. Localizada no Setor de Indústrias de Brasília e Taguatinga, a loja possui moderna estrutura e serviços diferenciados. 

Assista os vídeos institucionais da Pinheiro Ferragens: 

SERVIÇO:

Pinheiro SIA

Telefone: (61) 3012-8181

SIA Trecho 2/3 em frente ao SEBRAE

Pinheiro Taguatinga

Telefone: (61) 3354-8181

QI 11 Lotes 2/26 Taguatinga/DF

“Dentro do Quadrado” inaugura exposição e oficinas de formação para artistas visuais de Brasília no Espaço Cultural Renato Russo

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Projeto com curadoria de Alva Pinheiro une exposição “Identidades em Movimento” com oficinas de marketing e inclusão nas artes

O projeto “Dentro do Quadrado“, idealizado pela curadora cultural Alva Pinheiro, inaugura sua nova fase a partir de 18 de agosto com a abertura da exposição “Identidades em Movimento”, seguida de oficinas temáticas que acontecem em setembro. A iniciativa, financiada pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), reúne dez artistas do DF em uma trajetória de formação, exposição e reflexão sobre o lugar da arte visual e periférica no circuito brasiliense.

Uma exposição que dialoga com trajetórias reais

“Identidades em Movimento” reúne pesquisas visuais e narrativas de dez artistas selecionados através de acompanhamento curatorial de Elsa Paranaguá Elvas, apresentando diferentes abordagens da arte contemporânea. Mais que uma mostra convencional, a exposição representa a etapa inicial de um percurso de formação e acompanhamento curatorial voltado ao fortalecimento de artistas visuais do Distrito Federal.

Abertura: 18 de agosto

Local: Espaço Cultural Renato Russo – Sala Aquário (2º piso)

Horário: 19h às 22h

Visitação: 18 de agosto a 18 de setembro 

Oficinas: formação prática para inserção no mercado

Paralelo à exposição, o “Dentro do Quadrado” oferece oficinas temáticas gratuitas, conduzidas por Alva Pinheiro, voltadas para artistas iniciantes, profissionais da cultura e pessoas com deficiência.

Oficina I: Marketing para Artistas Plásticos e Visuais

8 e 9 de setembro de 14h às 18h

Aborda estratégias de autopromoção, presença em redes sociais, construção de portfólio digital, precificação e conexões com colecionadores e galeristas. O conteúdo inclui estudos de caso, exercícios práticos e ferramentas digitais acessíveis.

Oficina II: Inclusão nas Artes Visuais

10 e 11 de setembro de 14h às 18h

Discute acessibilidade, visibilidade e políticas de inclusão no campo das artes visuais, com foco em ferramentas práticas para que artistas com deficiência ocupem espaços de circulação e comercialização da arte. Combina teoria, diálogo aberto e exemplos reais de trajetórias.

12 de setembro de 9h às 13h: Encerramento, debates e trocas de experiências

Dia dedicado ao diálogo entre artistas, públicos e agentes do circuito para refletir sobre os aprendizados e os próximos passos.

Arte como ferramenta de emancipação

Para Alva Pinheiro, o “Dentro do Quadrado” surge da necessidade de criar pontes reais entre artistas periféricos e o circuito de arte e design. “Queremos que artistas saiam de um lugar de invisibilidade ou marginalidade para ocupar espaços de legitimação e circulação. Isso só acontece com ferramentas práticas, mentorias sinceras e conexões que funcionam de verdade”, explica.

O projeto rejeita soluções superficiais. Busca educar não apenas sobre “como vender”, mas sobre por que a arte importa, como se posicionar no mercado com dignidade, e como a produção visual pode dialogar com a arquitetura, design e vida real das pessoas.

Serviço

Projeto: “Dentro do Quadrado – Inserção no Mercado de Arte”

Idealização: Alva Pinheiro

Financiamento: FAC-DF (Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal)

Local: Espaço Cultural Renato Russo

Endereço: Sala Aquário – 2º piso (SCES – Trecho 2 – Lote 22 – Brasília/DF)

Instagram: @dentrodoquadrado