Categoria: Arquitetura, Decoração, Urbanismo, Paisagismo

“A gente existe, a gente está num espaço que também é nosso”: exposição “Faces” dá voz e rosto a quem à margem em Brasília

Mostra da fotógrafa Ana Lima ocupa o Museu dos Correios de 25 de abril a 14 de junho, com retratos e depoimentos de pessoas que usam o único banheiro público do Setor Comercial Sul

No coração do Setor Comercial Sul, entre os fluxos do comércio, de escritórios e o concreto planejado de Brasília, há um banheiro que se tornou muito mais do que um equipamento público. Reformado durante a pandemia, o espaço é o único do tipo na região e atende diariamente centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade, trabalhadores ambulantes, transeuntes moradores e pessoas em situação de rua. É lá que a fotógrafa Ana Lima encontrou os onze protagonistas da exposição “Faces”, que entra em cartaz no Museu dos Correios de 25 de abril a 14 de junho, com entrada gratuita.

A mostra reúne retratos em grandes formatos, acompanhados de depoimentos em áudio acessíveis por QR Code — uma experiência imersiva que devolve protagonismo a quem a cidade muitas vezes insiste em não enxergar.

“O que me dói muito ainda hoje em dia, diariamente, é o preconceito da sociedade”, diz Laila, mulher trans travesti que viveu mais de uma década em situação de rua e hoje trabalha no Instituto No Setor, organização que mantém o banheiro comunitário. O relato dela é um dos que ecoam na exposição: “As pessoas que vivem em situação de rua respeitam mais a gente, travesti, do que a sociedade em si.

Rostos, marcas e vozes

Diferente de um ensaio documental tradicional, “Faces” aposta no close. Sem paisagens, sem cenários — apenas os rostos, a pele, os olhos, os traços que o tempo e a vida inscrevam em cada um. Ao lado, os áudios trazem o que a imagem não pode mostrar sozinha: a palavra em primeira pessoa, sem mediações. A exposição tem produção da Santa Luz, apoio do Museu Correios, realização do MNI – Instituto de

Desenvolvimento Social, PNAB – Política Nacional Aldir Blanco, SECEC DF e Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro. “O maior medo é de você deitar e não acordar, sabe por quê? Pela violência. Por alguém que tem revolta”, conta um dos participantes, professor aposentado que vive nas ruas desde 2017. Ele fala sobre a intranquilidade de dormir de cabeça embrulhada, o medo de ser confundido com outra pessoa, a dificuldade de acessar direitos básicos. Outro depoente, Paulo, pernambucano que passou três anos em situação de rua, relembra: “Já vi pessoas passarem e jogar copo de cerveja no rosto de pessoas que estavam deitadas. ”Para Paulo, a exposição é também um lembrete de que o caminho fora da rua é possível — mas exige acolhimento.“Se hoje eu tô trabalhando, se hoje eu tô no meu aluguel, é porque teve pessoas que acreditaram em mim e me deram oportunidade. É isso que a rua precisa: gente que acredite nelas, que dê oportunidade e abra a porta.”

Um banheiro, uma cidade, um projeto

Idealizada por Ana Lima — fotógrafa com mais de 30 anos de carreira, colaboradora da Editora Abril e produtora do longa Indianara, documentário de 2019 exibido em Cannes que acompanha Indianara Alves Siqueira, militante que luta pela sobrevivência das pessoas transgênero no Brasil – a exposição nasce de uma inquietação: como tornar visível o que a cidade planejou para ser ignorado? “Brasília tem uma relação particular com o que não pode ser visto”, escreve o diretor criativo Pedro Matallo no texto que acompanha a mostra.

“No Setor Comercial Sul, existe um único banheiro público. Parece pouco, mas é muito. Por vinte anos, o espaço ficou fechado. Foi reaberto durante a pandemia, quando a crise sanitária tornou impossível ignorar que havia centenas de pessoas sem acesso a água, a um espelho, a condições mínimas de higiene. ”O banheiro, que funciona com doações da comunidade, atende cerca de mil pessoas por semana. Sua continuidade, porém, nunca é garantida.

“Faces” se propõe, além de dar voz a essas pessoas, a mobilizar a sociedade para a manutenção desseserviço essencial.

O olhar do curador

Para o fotógrafo e professor da FAC/UnB, Marcelo Feijó, curador da exposição, as imagens de Ana Lima vão além do registro documental: “O foco está nos olhos que brilham! E nos devolvem a luz em múltiplas perguntas: quem somos nós? Quem são vocês? Nós existimos?” Feijó destaca a escolha estética da mostra, que se opõe ao excesso contemporâneo: “Não há retórica nas imagens, não há ornamentos, não há efeitos especiais. Há apenas o essencial, o ato fotográfico em diálogo com os depoimentos, na sua pureza primordial. O desejo de revelar o outro!”

Sobre o impacto da montagem em grandes formatos sobre acrílico, o curador acrescenta com ironia e sensibilidade uma referência ao carnavalesco Joãozinho Trinta: “É luminosa sofisticação… como que a sussurrar o recado do mestre: ‘Quem gosta de miséria é intelectual. Pobre gosta mesmo é de luxo’. Luxo para todos. Um pouquinho que seja. Amém.

Da galeria para a rua

Além da ocupação no Museu dos Correios, o projeto ganha as ruas de Brasília: cerca de 200 cartazes com os retratos serão espalhados do centro às regiões periféricas, numa intervenção urbana que tensiona a relação entre visibilidade e indiferença.

Os depoimentos em áudio, disponíveis por QR Code, trazem ainda relatos como o de João, que perdeu o emprego na pandemia e passou a viver no Setor

Comercial Sul. Ele fala sobre os laços que se formam no território: “Ontem mesmo eu ajudei uma menina ali, ela tava sem comida. Aí eu falei: senta numa mesa que eu vou pagar pra você, mas eu quero ver você almoçando. Porque eu sei pra quê que você quer o dinheiro.”

Para Ana Lima, “Faces” é, acima de tudo, um convite à conexão humana. “Não se trata apenas de ver, mas de descobrir que, independente de nossas circunstâncias, compartilhamos as mesmas necessidades de dignidade, afeto e pertencimento” afirma.

Serviço:

“Faces”— Exposição de Ana Lima

Período: 25 de abril a 14 de junho de 2026

Local: Museu dos Correios — SCS, Quadra 4, Edifício Apollo, Brasília (DF)

Horário: 9h às 17h

Entrada gratuita

Classificação indicativa: 14 anos

A exposição conta com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição.

Produção da Santa Luz, apoio do Museu Correios, realização do MNI – Instituto de Desenvolvimento Social, PNAB – Política Nacional Aldir Blanco, SECEC DF e Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro.

Mais informações: https://www.projetofaces.com/

Sobre a fotógrafa

Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB).

Com mais de três décadas de trajetória, atuou nas áreas de moda, beleza e gastronomia, colaborando com a Editora Abril por mais de dez anos. No audiovisual, produziu e dirigiu filmes autorais e institucionais, sendo produtora do longa Indianara (2019), selecionado para o Festival de Cannes. É autora das imagens do livro Telma da Babilônia, premiado no Best Cookbook Awards 2025. Atualmente, dirige o curta documental Prata 70, filmado em Pirenópolis (GO). fotógrafa Ana Lima. O foco está nos olhos que brilham! E nos devolvem a luz em múltiplas perguntas: quem somos nós? Quem são vocês? Nós existimos? Qual é o nosso lugar nesta cidade? Neste mundo? Perguntas e respostas se misturam num jogo de espelhos.

O cenário é o Centro da cidade, um de seus paradoxos: a anti-Brasília fica na área mais nobre da capital. Pessoas transitam e buscam sobreviver às dificuldades num ambiente que não poupa esforços para excluí-los. Mas, de repente, alguns recalcitrantes buscam restituir a utopia do projeto original e compartilhar possibilidades de resistir ao simplesmente oferecer o básico, tantas vezes negado pelos poderes constituidos, o direito ao mínimo, um banheiro em condições de uso.

Em tempo de excessos – excessos de imagens, de sons, de informações – Ana Lima busca outro caminho. É um mergulho sem desperdício, direto e objetivo. Não há retórica nas imagens, não há ornamentos, não há efeitos especiais. Há apenas o essencial, o ato fotógrafico em diálogo com os depoimentos, na sua pureza primordial. O desejo de revelar o outro! Tudo na melhor tradição da fotografia documental.

A forma de apresentar o resultado expande todos limites para ressaltar o singelo. É luminosa sofisticação, nas belas impressões montadas em acrílico como que a sussurar o recado do mestre Joãozinho Trinta: “Quem gosta de miséria é intelectual. Pobre gosta mesmo é de luxo”. Luxo para todos. Um pouquinho que seja. Amém. Marcelo Feijó – fotógrafo e professor na FAC/UnB

Verdade Moldada: a tradição dos pés de lótus às amarras contemporâneas

Foto divulgação

Espaço Oscar Niemeyer recebe exposição da artista nipo-brasileira Akimi Watanabe até 12 de maio e propõe reflexão sobre padrões sociais, corpo e pertencimento

A artista nipo-brasileira Akimi Watanabe, radicada em Brasília e filha de pioneiros japoneses na capital, apresenta a exposição Verdade Moldada, na qual utiliza a história dos “pés de lótus” — prática milenar chinesa que mutilava mulheres em nome de um ideal de beleza — como ponto de partida para um questionamento urgente: até que ponto seguimos permitindo que estruturas sociais moldem nossos corpos e nossas escolhas? O olhar sensível e provocador da artista sobre essas questões está em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer. até 12 de maio.

A partir desse recorte histórico, a artista evidencia como, na China imperial, um complexo sistema de valores culturais, filosóficos e econômicos, associado a status e elegância, submetia meninas a dores extremas e a uma vida limitada. Um processo que as transformava, literalmente, em objetos decorativos. A reflexão proposta, no entanto, ultrapassa o passado e se projeta sobre o presente.

Por meio de aproximadamente 100 desenhos sobre nanquim, 5 colagens digitais , 3 instalações, 60 desenhos em nanquim sobre papel e objetos e esculturas, Watanabe constrói uma narrativa sensível e provocativa que convida o público a refletir: “até quando a validação social seguirá sendo parâmetro para transformações do corpo? Em que medida ainda nos moldamos para caber, para pertencer, para sermos vistos?

A exposição, que conta com a curadoria de Rogério Carvalho, propõe um deslocamento do olhar, instigando o público a identificar os mecanismos contemporâneos que reproduzem, sob novas formas, antigas violências simbólicas. Redes sociais, padrões estéticos, discursos normativos e dinâmicas de pertencimento passam a ser observados como possíveis equivalentes dos “pés de lótus” da pós-modernidade.

”Watanabe não denuncia apenas um passado oriental, ela desmonta a ideia confortável de distância. Ao trazer para o contemporâneo equivalências simbólicas do foot binding, a artista desloca o eixo da discussão. Não se trata de outras culturas, mas de um sistema global de moldagem do feminino, que persiste sob novas linguagens, mais sutis, porém igualmente coercitivas. Hoje, a imposição muitas vezes se disfarça de escolha, de desejo individual, de liberdade aparente. Mas continua operando como estrutura”, observa o curador.

Ao tensionar essas camadas, a artista aponta para uma distopia silenciosa: a crença na autonomia individual dentro de sistemas sutis de controle. Nesse contexto, ecoa a afirmação da ministra do STF, Cármen Lúcia — “não fomos silenciosas, fomos silenciadas” — reforçando que o corpo da mulher segue sendo território de disputa histórica, social e simbólica.

Mais do que revisitar um episódio do passado, Verdade Moldada se apresenta como um convite à consciência crítica, um exercício de percepção sobre as forças que, ainda hoje, influenciam, limitam e redefinem quem somos.

 SERVIÇO
Exposição: Verdade Moldada
Artista: Akimi Watanabe
Local: Espaço Oscar Niemeyer
Data: de 9 de abril a 12 de maio
Horário: De terça a sexta — das 9h às 18h/ Sábado domingo — das 9h às 17h

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Italian Design Day 2026 reúniu especialistas na Embaixada da Itália em Brasília para debater patrimônio arquitetônico, inovação e sustentabilidade

Fotos de divulgação

Na tarde da última terça-feira (31), a Embaixada da Itália no Brasil, recebeu, em Brasília, mais uma edição do Italian Design Day, iniciativa anual promovida pelo Ministério da Relações Exteriores e Cooperação Internacional e a rede diplomática italiana com o objetivo de valorizar a excelência do design e da arquitetura do país no cenário internacional.
O encontro, realizado na Sala Nervi da Embaixada da Itália em Brasília, reuniu convidados dos setores de arquitetura, design, arte e cultura, para um debate em torno do tema “RE-DESIGN: Materiais, inovação e sustentabilidade do patrimônio arquitetônico italiano”.
Organizado em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), o evento integrou a programação global da iniciativa, que, em sua décima edição, propõe uma reflexão sobre a regeneração de espaços, objetos e relações a partir da contribuição da arquitetura e do design para a sustentabilidade e a qualidade dos ambientes contemporâneos.

Participaram do encontro a professora Luciana Saboia (FAU-UnB), pesquisadora nas áreas de paisagem urbana e teoria do projeto e curadora do pavilhão do Brasil na Binela de Veneza 2025, e o arquiteto Carlo Nozza (Università della Svizzera Italiana), especialista em preservação do patrimônio moderno e inovação em arquitetura sustentável. O debate abordou desafios e perspectivas relacionados à valorização do patrimônio arquitetônico, à requalificação urbana e à integração entre tradição e novas tecnologias.

A edição deste ano teve um significado especial ao dialogar com o momento vivido pela própria sede diplomática italiana em Brasília, que recentemente concluiu obras de renovação e restauração de seu patrimônio arquitetônico e artístico.

Por ocasião do evento, o Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, destacou a importância da preservação arquitetônica como instrumento de continuidade histórica e cultural.
Esta iniciativa é uma oportunidade importante para comunicar o valor da arquitetura, do design e da restauração arquitetônica italiana no mundo, que se baseia em uma longa tradição. As nossas cidades, os nossos edifícios e os nossos espaços são o resultado de uma história construída ao longo do tempo, através de mudanças, adaptações e novas ideias” afirmou o Embaixador Cortese. “Acredito que o significado mais simples, mas também o mais importante do tema deste ano é não necessariamente construir algo novo, mas saber olhar para o que já temos com novos olhos, melhorá-lo e torná-lo mais adequado ao presente, mantendo um olhar atento ao futuro .”

Italian Design Day 2026 reúne especialistas na Embaixada da Itália em Brasília para debater patrimônio arquitetônico, inovação e sustentabilidade

Foto divulgação

Na tarde da última terça-feira (31), a Embaixada da Itália no Brasil, recebeu, em Brasília, mais uma edição do Italian Design Day, iniciativa anual promovida pelo Ministério da Relações Exteriores e Cooperação Internacional e a rede diplomática italiana com o objetivo de valorizar a excelência do design e da arquitetura do país no cenário internacional.

O encontro, realizado na Sala Nervi da Embaixada da Itália em Brasília, reuniu convidados dos setores de arquitetura, design, arte e cultura, para um debate em torno do tema “RE-DESIGN: Materiais, inovação e sustentabilidade do patrimônio arquitetônico italiano”.

Organizado em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), o evento integrou a programação global da iniciativa, que, em sua décima edição, propõe uma reflexão sobre a regeneração de espaços, objetos e relações a partir da contribuição da arquitetura e do design para a sustentabilidade e a qualidade dos ambientes contemporâneos.

Participaram do encontro a professora Luciana Saboia (FAU-UnB), pesquisadora nas áreas de paisagem urbana e teoria do projeto e curadora do pavilhão do Brasil na Binela de Veneza 2025, e o arquiteto Carlo Nozza (Università della Svizzera Italiana), especialista em preservação do patrimônio moderno e inovação em arquitetura sustentável. O debate abordou desafios e perspectivas relacionados à valorização do patrimônio arquitetônico, à requalificação urbana e à integração entre tradição e novas tecnologias.

A edição deste ano teve um significado especial ao dialogar com o momento vivido pela própria sede diplomática italiana em Brasília, que recentemente concluiu obras de renovação e restauração de seu patrimônio arquitetônico e artístico.

Por ocasião do evento, o Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, destacou a importância da preservação arquitetônica como instrumento de continuidade histórica e cultural.
Esta iniciativa é uma oportunidade importante para comunicar o valor da arquitetura, do design e da restauração arquitetônica italiana no mundo, que se baseia em uma longa tradição. As nossas cidades, os nossos edifícios e os nossos espaços são o resultado de uma história construída ao longo do tempo, através de mudanças, adaptações e novas ideias” afirmou o Embaixador Cortese. “Acredito que o significado mais simples, mas também o mais importante do tema deste ano é não necessariamente construir algo novo, mas saber olhar para o que já temos com novos olhos, melhorá-lo e torná-lo mais adequado ao presente, mantendo um olhar atento ao futuro .”

Fórum Cidades Criativas do Design mantém programação ativa com encontro “Conexões Criativas”

Divulgação

Mesmo após sua realização em março, o II Fórum Cidades Criativas do Design segue promovendo atividades que ampliam o debate sobre economia criativa, inovação e desenvolvimento urbano. Dando continuidade à sua programação, o evento realiza no próximo dia 25 de abril, das 8h30 às 12h, o encontro “Conexões Criativas”, no auditório do Instituto Federal de Brasília (IFB), em Samambaia.

A iniciativa reúne especialistas, estudantes e público interessado para discutir o papel do design como ferramenta estratégica de transformação social, cultural e econômica. A programação tem início com a mesa redonda “Brasília Cidade Criativa do Design pela UNESCO”, das 9h às 9h45, que propõe reflexões sobre os impactos e oportunidades do reconhecimento internacional da capital federal. Participam do painel Caetana Franarin, idealizadora e diretora da Brasília Design Week (BDW); Franklin Martins, subsecretário de Turismo do Distrito Federal e ponto focal da UNESCO; e Wagner Alves, vice-presidente do Conselho do Design e Economia Criativa da ACDF. A mediação será conduzida por Alessandra Pinheiro, presidente da ADEGRAF/DF.

Na sequência, das 10h às 10h30, o público acompanha a palestra “O poder transformador do Design”, com Marcos Moreira, presidente do Conselho do Design e Economia Criativa da ACDF, que abordará o papel do design como agente de mudança em diferentes contextos.

Encerrando a programação, das 10h40 às 11h40, será apresentado o painel “Conexões Criativas – Restauro IFB Samambaia”, com a professora Fernanda Torres, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB), que compartilhará experiências e casos de sucesso desenvolvidos no campus, evidenciando a integração entre ensino, pesquisa e prática profissional.

Ao manter sua agenda ativa, o Fórum reafirma o compromisso de estimular conexões, fortalecer redes colaborativas e consolidar o design como elemento estratégico para o desenvolvimento de cidades mais inovadoras, inclusivas e sustentáveis. A ação também contribui para aproximar a comunidade acadêmica, o setor produtivo e a sociedade civil em torno de pautas essenciais para o futuro das cidades.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pela plataforma Sympla:
https://www.sympla.com.br/evento/encontro-conexoes-criativas-ii-forum-cidades-criativas-design/3376153?share_id=copiarlink

Três marcas brasilienses celebram a capital com sorteio de obra Fine Art

Foto Fred Danin

Parceria entre Eixo Produtora, ISO61 e Brasília ETC homenageia Brasília com quadro dos ipês amarelos fotografados por Fred Danin. As inscrições seguem até 18 de abril, com sorteio no dia 19

Brasília ganha homenagem em forma de arte. Em comemoração aos 66 anos da capital federal, celebrados em 21 de abril, a Eixo Produtora, a ISO61 e o portal de notícias Brasília ETC promovem o sorteio de um quadro Fine Art produzido a partir de uma fotografia autoral do fotógrafo Fred Danin, com imagem dos ipês amarelos de Brasília.

A ação propõe uma celebração afetiva da cidade por meio da fotografia, linguagem que traduz com força a paisagem e a identidade brasiliense. O ipê amarelo, um dos símbolos mais marcantes de Brasília, foi escolhido como tema da obra a ser sorteada, transformando a beleza natural da capital em peça de arte.

O prêmio é um quadro em canvas 110g com verniz, no tamanho 90 x 60 cm, com moldura chassi fosso, produzido pela Carambola Birô Fine Art. A proposta é valorizar não apenas a imagem em si, mas também o acabamento e a qualidade de uma obra pensada para durar e ocupar lugar de destaque em casa ou no ambiente de trabalho do ganhador.

A iniciativa une três projetos com forte conexão com Brasília e com a produção autoral local. A Eixo Produtora entra com o olhar criativo e fotográfico de Fred Danin. A ISO61, marca de roupas autorais que aposta na identidade e no pertencimento como linguagem, reforça o elo entre arte, cidade e expressão. Já o Brasília ETC amplia o alcance da ação junto ao público da capital, aproximando a campanha de leitores interessados em cultura, comportamento e iniciativas locais.

Mais do que um sorteio, a promoção funciona como um gesto simbólico de valorização deBrasília. Ao escolher os ipês amarelos como imagem central da campanha, os organizadores destacam um elemento que faz parte da memória afetiva da cidade e que ajuda a contar, visualmente, a história de quem vive por aqui.

Para participar, é preciso se inscrever e seguir o regulamento da campanha, pelo link https://eixoprodutora.com.br/sorteio-aniversario-de-brasilia-2026/ até o dia 18 de abril, às 23h59. O sorteio acontece ao vivo no perfil @freddanin, às 20h do dia 19 de abril.

Serviço: Sorteio de quadro Fine Art em homenagem aos 66 anos de Brasília

Promoção: Eixo Produtora + ISO61 + BrasíliaETC
Produção: Carambola Birô Fine Art
Inscrições: até 18 de abril, às 23h59
Sorteio: 19 de abril, às 20h, ao vivo no perfil @freddanin
Participação: seguir @eixoprodutora, @isomeiaum e @brasilia.etc e preencher o formulário da campanha em https://eixoprodutora.com.br/sorteio-aniversario-de-brasilia-2026/

 

Parceria entre Brasal Incorporações e Attos Incorporações impulsiona o mercado imobiliário no DF

Iniciativa marca o desenvolvimento de empreendimento de alto padrão na Asa Norte, com foco em qualidade urbana e experiência do usuário

O mercado imobiliário do Distrito Federal inicia 2026 com perspectiva de crescimento, após um 2025 de bom desempenho. A expectativa de redução da taxa básica de juros, a Selic, contribui para um cenário mais favorável a novos investimentos e lançamentos. “Com a possível queda da Selic, o mercado ganha dinamismo e as empresas passam a se posicionar de forma mais estratégica e seletiva”, afirma César Durão, diretor regional da Brasal Incorporações Brasília.

Segundo ele, esse movimento também reflete a busca por modelos mais eficientes de atuação, como parcerias que ampliam a capacidade de entrega e aumentam a assertividade no desenvolvimento dos produtos, acompanhando um consumidor mais exigente especialmente no segmento de alto padrão.

Nesse contexto, Attos Incorporações e Brasal Incorporações firmam sua primeira parceria estratégica no Distrito Federal. A iniciativa reflete o alinhamento entre duas empresas com atuação consolidada na capital, competências complementares e uma visão convergente sobre a evolução do mercado imobiliário local.

A proposta é integrar capacidades ao longo de todo o ciclo do negócio, onde ambas possuem expertises consolidadas e atuam de forma completa em todas as etapas da incorporação, desde a identificação de oportunidades e desenvolvimento do produto até a comercialização e entrega.

A parceria potencializa a união de experiências de duas empresas com forte atuação no segmento de alto padrão, que, a partir de trajetórias distintas e complementares, somam repertório para desenvolver um empreendimento singular no mercado do Distrito Federal.

“Mais do que um projeto específico, essa união representa um movimento estratégico que eleva o nível de qualidade, governança e sofisticação dos empreendimentos no Distrito Federal. Trata-se da convergência de dois dos principais grupos da região em torno de um projeto verdadeiramente diferenciado para a cidade, com um padrão ainda pouco explorado na Asa Norte. Para nós, é motivo de orgulho desenvolver um empreendimento que traduz a nossa essência, ao lado de uma parceira que compartilha da mesma visão, em uma localização tão privilegiada. Será, sem dúvida, um novo ícone para o bairro”, afirma Dener Claudino, Diretor de Novos Negócios da Attos Incorporações.

A iniciativa acompanha mudanças no perfil do consumidor. Hoje, o comprador de alto padrão valoriza não apenas localização e metragem, mas também aspectos como a arquitetura, funcionalidade e qualidade da experiência no dia a dia. Cresce a busca por empreendimentos que entreguem uso qualificado dos ambientes e não apenas produto.

Lançamento na Asa Norte

O primeiro projeto da parceria será desenvolvido na Asa Norte, uma das regiões mais tradicionais e com oferta restrita de novos empreendimentos em Brasília. Trata-se de um condomínio fechado com proposta voltada à valorização de áreas abertas, paisagismo e qualidade ambiental, atributos cada vez mais determinantes no segmento de alto padrão.

Com atuação consolidada no Distrito Federal, a Attos Incorporações reúne uma visão ampla do desenvolvimento imobiliário, que começa na seleção estratégica de áreas em localizações privilegiadas e se traduz em projetos que combinam design, funcionalidade e uma leitura mais contemporânea do morar, voltada a um público que valoriza conforto, exclusividade e qualidade urbana. Seus empreendimentos têm contribuído para reposicionar o padrão de alto nível na cidade, com propostas que vão além do produto e incorporam experiência, arquitetura e estilo de vida.

Já a Brasal Incorporações, com mais de 60 anos de atuação na capital, vive um momento de evolução em seu portfólio, com foco crescente em projetos mais autorais, seletivos e orientados à experiência do usuário. A parceria com a Attos Incorporações se insere nesse contexto como um movimento alinhado à estratégia da companhia, ao viabilizar um empreendimento que traduz essa nova fase mais atento à qualidade do morar, ao uso dos espaços e à relação com o entorno urbano.

Concebido com foco em menor densidade construtiva e valorização dos espaços livres, o projeto incorpora soluções contemporâneas de urbanismo e arquitetura, como o conceito de fachada ativa, que contribui para a vitalidade do entorno e a qualificação da experiência urbana.

A proposta equilibra privacidade, sofisticação e integração com o bairro, criando um ambiente que valoriza o convívio, amplia a percepção de exclusividade e reforça o potencial de valorização do empreendimento, contribuindo para o desenvolvimento sócio econômico da região.

A localização estratégica, aliada ao conceito arquitetônico, reforça o posicionamento do empreendimento como um produto diferenciado no mercado imobiliário de Brasília, alinhado a um momento em que cresce a demanda por projetos mais exclusivos, bem planejados e orientados à experiência do morador.

Artista plástico brasiliense João Angelini apresenta exposição “Passageiro” no Japão após residência artística em Yokohama

Foto divulgação

O artista brasiliense João Angelini inaugurou no sábado (11) a exposição “Passageiro”, no centro cultural@koganecho, em Yokohama, no Japão. Em cartaz até 6 de maio, a mostra reúne 23 obras inéditas desenvolvidas ao longo de seis meses de residência no Koganecho Artist in Residence Program, realizada a convite da Embaixada do Brasil em Tóquio, com apoio institucional do Instituto Guimarães Rosa e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, por meio do Programa Conexão Cultura DF.

A exposição parte da figura do “passageiro” como operador conceitual — aquele que atravessa territórios, culturas e sistemas de sentido. A partir dessa condição, Angelini desenvolve uma investigação que articula deslocamento, memória e impermanência, tratando imagens e formas como eventos transitórios, constantemente reconfigurados. “A residência exigiu uma outra relação com o tempo, com o território e com a produção. É uma mudança de escala que reorganiza todo o processo de trabalho”, afirma o artista.

Com trabalhos em pintura, escultura, vídeo, animação, instalação e performance — incluindo uma ação realizada na abertura —, a mostra organiza um conjunto que evidencia tensões e aproximações entre Brasil e Japão. A produção articula experiência direta e imaginação, ritual e circulação global, operando com materiais instáveis, gestos repetitivos e imagens em dissolução.

O processo criativo foi atravessado por conceitos fundamentais da cultura japonesa, como a impermanência e a ideia de experiência única, ao mesmo tempo em que reativa investigações anteriores do artista relacionadas àeconomia, lastros e dinâmicas de circulação de commodities. Elementos da cultura pop japonesa — como mangás, animês e videogames — também emergem como camadas formativas, atravessando memórias visuais e repertórios acumulados ao longo de sua trajetória.

“Os trabalhos partem de tensões e aproximações entre Brasil e Japão — econômicas, históricas, culturais e estéticas —, mas também da escuta e da imersão no cotidiano. Tudo se constrói a partir dessa experiência direta”, diz Angelini.

Entre os trabalhos, destaca-se A Linha do Desejo, em que o artista combina fragmentos de entulho retirados de uma casa colonial de cerca de 1830, em Planaltina (DF), com padrões inspirados em um templo budista em Kyoto. A obra estabelece uma ponte entre sistemas culturais distintos, articulando, de um lado, vestígios da história de violência e expansão territorial no Brasil e, de outro, geometrias associadas a uma dimensão espiritual e contemplativa.

O resultado é uma estrutura híbrida em que destruição e reconstrução coexistem, sugerindo que as formas culturais são também passageiras, continuamente remodeladas por deslocamentos, fricções e encontros.

“Passageiro” marca ainda um ponto de inflexão na trajetória de Angelini: sua primeira exposição individual internacional e sua primeira residência solo no exterior, consolidando um movimento de inserção no circuito global.

Sobre o artista

Radicado em Planaltina, na periferia rural de Brasília, João Angelini desenvolve uma prática orientada por processos e pela experimentação entre linguagens como gravura, pintura, teatro, fotografia, vídeo, música, animação e performance. Representado no Brasil pela Referência Galeria, sua produção investiga modos de fazer e as convergências entre técnicas, suportes e contextos.

Arquivo Público do DF e Adegraf presenteiam Brasília com painel artístico monumental em celebração aos 40 anos da instituição e aos 66 anos da capital

Foto divulgação

Obras do artista plástico Jailson Belfort “Brasília em linhas do Tempo”, pintadas com canetas esferográficas,contam histórias de lugares icônicos da capital federal

Em um encontro entre memória, arte e identidade, o Arquivo Público do Distrito Federal e a Adegraf – Associação dos Designers Gráficos do DF presenteiam Brasília com um painel artístico ao ar livre que promete se tornar um novo marco visual da capital. A iniciativa celebra os 40 anos do Arquivo Público e os 66 anos de Brasília, reafirmando o compromisso com a preservação da história e a valorização do patrimônio cultural do Distrito Federal.

Com impressionantes 72 metros de largura por 8 metros de altura, a obra ocupará a fachada da sede do Arquivo Público e foi concebida e executada pelo artista plástico Jailson Belfort, utilizando exclusivamente a técnica de canetas esferográficas. O painel propõe uma linha do tempo visual que retrata, em ordem cronológica de fundação, quatorze dos principais ícones e monumentos da capital federal.

Entre os monumentos representados estão o Congresso Nacional, a Catedral Metropolitana, o monumento Dois Candangos, a Ponte JK e a Torre Digital, compondo uma narrativa visual contínua que traduz a história da cidade por meio de linhas e traços precisos. Mais do que uma obra monumental, o painel valoriza a identidade, a memória e o patrimônio histórico de Brasília, reforçando o papel do Arquivo Público como guardião da memória institucional e cultural do Distrito Federal.

Exposição “Brasília em linhas do Tempo”

A inauguração do painel será realizada no dia 7 de maio, em um evento exclusivo para convidados. Na mesma ocasião, será aberta ao público a exposição “Brasília em Linhas do Tempo”, que reúne cerca de 30 obras de Jailson Belfort, incluindo as 14 pinturas que compõem o painel externo e que ganharão uma breve contextualizaçãodo processo de construção das mesmas, com fotos, vídeos, croquis, desenhos e outros materiais históricos preservados pelo Arquivo Público. 

A proposta é convidar o visitante a mergulhar na história de monumentos icônicos da capital federal, ao mesmo tempo em que revela a interpretação sensível e singular do artista sobre esses marcos brasilienses. “Minha ideia é provocar o olhar do espectador, para que ele reconheça os monumentos e identifique cada um deles, mesmo quando apresento apenas os céus e seus contornos”, afirma Jailson Belfort.

Para o superintendente do Arquivo Público do Distrito Federal, Adalberto Scigliano, a celebração reforça o compromisso da instituição com a cidade: “O Arquivo Público é o guardião da memória da capital. No marco dos 40 anos da instituição e dos 66 anos de Brasília, presenteamos a cidade com esse grande painel ao ar livre, que poderá ser visto diariamente por quem passa pelo local, além da exposição do artista Jailson Belfort, que retrata nossos monumentos de forma magistral, com traços finos e coloridos feitos com canetas esferográfica”.

A exposição também tem um significado especial para a Adegraf. “A instituição comemora também 25 anos e esse projeto reforça nosso papel de promoção do Design e seu compromisso de transformação com o território, cultura, economia criativa e turismo – reforçando a chancela de Cidade Criativa pela Unesco. É uma exposição em espaço urbano, que enaltece o trabalho de um de nossos associados, e referencia nossa história”, afirma Alessandra Pinheiro, presidente da Adegraf. 

Sobre o artista – Jailson Belfort

Formado em Design pela Universidade do Maranhão, Jailson Belfort iniciou sua trajetória profissional na publicidade, atuando como designer e ilustrador. Desde cedo, optou pelo desenho manual como principal ferramenta criativa.

Mesmo quando trabalhava em agências, produzia suas artes à mão, colorindo-as posteriormente no computador. Com o tempo, decidiu romper definitivamente com os processos digitais e dedicar-se integralmente às artes plásticas. Hoje, desenvolve seus trabalhos artesanalmente, utilizando canetas esferográficas no lugar de pincéis — técnica que se tornou sua assinatura e confere identidade única às suas obras.

Sobre o Arquivo Público do Distrito Federal

Criado oficialmente em 14 de março de 1985 pelo Decreto nº 8.530, o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) é a instituição responsável por preservar a memória da capital federal e por gerir a política de documentos do Governo do Distrito Federal. Vinculado à Secretaria de Estado da Casa Civil, sua missão fundamental é recolher, preservar e dar acesso aos documentos arquivísticos de valor permanente produzidos pelos órgãos públicos e por entes privados de interesse público, garantindo a proteção especial a esse patrimônio. O ArPDF está instalado em sede própria no Setor de Garagens Oficiais (SGO), na Asa Norte, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, oferecendo atendimento presencial e à distância para pesquisadores e cidadãos. O seu vasto acervo, composto por milhões de itens, guarda verdadeiros tesouros históricos, como as cadernetas de campo da Missão Cruls(1892), plantas e croquis originais de Oscar Niemeyer (incluindo o projeto do Cine Brasília e das colunas do Palácio da Alvorada) e a partitura original da “Sinfonia da Alvorada” de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Um dos seus fundos mais importantes, o da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), foi reconhecido em 2007 pela UNESCO como Patrimônio Documental da Humanidade, atestando a relevância global da documentação sobre o planejamento e a construção de Brasília.

Sobre a Adegraf

Criada em 2001, a Adegraf – Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal – é uma entidade sem fins lucrativos dedicada ao fortalecimento e à valorização do design no DF. Atua na regulação da profissão, oferece tabelas referenciais de valores, promove networking, eventos e fomenta parcerias estratégicas para profissionais e estudantes da área.

Brasília possui a chancela da UNESCO como Cidade Criativa do Design, ao lado de Curitiba e Fortaleza, e realiza pelo segundo ano consecutivo o Fórum das Cidades Criativas do Design, consolidando-se como referência nacional e internacional no setor.

Serviço

Exposição “Brasília em linhas do Tempo”, do artista Jailson Belfort

Quando: De 7 a 30 de maio
Horário: De segunda-feira a sexta-feira, das 09h00 às 17h00 e sábado de 09h00 às 13h00
Local: Sede do Arquivo Público do Distrito Federal

Entrada franca

10ª Expansão do ParkShopping redefine o cenário de compras e gastronomia em Brasília. Inauguração já tem data marcada.

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Obras dentro do cronograma, novo boulevard ganhando contornos definitivos e gerando grande expectativa. A 10ªExpansão do ParkShopping já tem data para inauguração: 18 de novembro. Com o trabalho no canteiro em ritmo acelerado, as chaves das novas lojas serão entregues em julho aos lojistas, abrindo um inédito e promissor capítulo da história do centro de compras e experiências. O arrojado boulevard reunirá cerca de 60 operações em mais 9mil m² de Área Bruta Locável no PKS, incluindo marcas que desembarcam pela primeira vez na cidade, entrelaçando mix de moda, gastronomia e bem-estar. Assinado pela FEU Arquitetura, ele tem como principal inspiração a flora do Cerrado, valorizando a relação do shopping com a cidade, seus habitantes e a natureza ao redor. 

10ª Expansão PKS conecta o ParkShopping Corporate e o Deck Parking ao mall existente, fazendo com que a experiência do cliente seja mais agradável e aprazível. “Será, sem dúvida, uma entrega que ressignifica a experiência de consumo e convivência na capital. Mais do que uma ampliação física, o projeto posiciona o PKS como um pólo ainda mais relevante de lifestyle, gastronomia, vivências e entretenimento do Planalto Central, acompanhando o crescimento e a sofisticação do público de Brasília e região”, observa Natália Vaz, superintendente do ParkShopping.

Crescimento

Com a expansão, o shopping alcança o marco de cerca de 340 operações/marcas, sendo responsável pela geração de pelo menos 5 mil empregos, diretos e indiretos. Referência no desenvolvimento da região Sul de Brasília, o centro de compras completa 43 anos em 2026, consolidando-se como o shopping mais completo da cidade. 

O ParkShopping integra, hoje, um ecossistema privilegiado: cercado por infraestrutura de mobilidade, um novo polo hoteleiro e o efervescente Park Sul, bairro com previsão de novos empreendimentos imobiliários, incluindo o terreno vizinho ao PKS, que contará com 2.300 habitações de alto padrão. As grandes obras urbanísticas em curso na região projetam um crescimento vigoroso, com expectativa de atingir 30 mil habitantes nos próximos 15 anos.

CCBB Brasília inaugura exposição que atravessa o tempo e conecta Torres García à arte contemporânea

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Em cartaz até 21 de junho, com entrada gratuita, a mostra propõe novas leituras da produção do artista uruguaio

A exposição “Joaquín Torres García150 anos” foi aberta ao público na terça-feira, 31 de março, no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília). O evento de abertura reuniu 208 convidados e contou com a performance “Fricções”, da marionetista Juliana Notari, com participação do dançarino Ivo Grieco e do músico Heri Brandino, em diálogo com o Construtivismo Universal.

Entre os presentes no evento, esteve o poeta Luiz Carlos Vinholes, referência da poesia de vanguarda brasileira, cuja obra “Five Geometric Forms” integra a exposição, em sintonia com as investigações formais de Torres García. 

Os embaixadores da União Europeia, Marian Schuegraf; da Espanha, María del Mar Fernández-Palacios Carmona; do Equador, Carlos Alberto Velástegui Calero; da Argentina, Guillermo Daniel Raimondi; de El Savador, Luis Alberto Aparicio Bermúdez; e do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, além do embaixador Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto, secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Itamaraty, compareceram ao evento que reforça o caráter internacional da mostra.

Para Camila Val, gerente-geral (E.E.) do CCBB Brasília, a mostra se insere no debate contemporâneo latino-americano. “Ao dialogar com o acervo do CCBB de forma singular em Brasília e propor um olhar para o presente, a exposição convida o público a conhecer essa vertente e a valorizar nossos artistas a partir da obra de Torres García”, afirma.

O idealizador e curador da mostra, Saulo di Tarso, destaca o significado do projeto. “Essa mostra também ressalta a importância da criação de um Museu de Arte Moderna do Mercosul, com missão interoceânica, baseando-se na potência de Torres García. É uma alegria imensa, talvez a primeira vez na minha carreira em que celebro algo com essa amplitude”, diz. Ele relaciona a exposição a valores que atravessam sua trajetória, como ancestralidade e afeto. “Apresentar esse percurso no CCBB é um marco e reafirma a potência transformadora da arte”, conclui.

Segundo a museóloga e historiadora da arte Cynthia Taboada, diretora do CY Museum e responsável pela organização da mostra no Brasil, a proposta é evidenciar a permanência do pensamento de Torres García. “Buscamos revelar a atualidade de sua produção plástica e teórica, em diálogo com artistas contemporâneos. Apresentamos também ‘América Invertida’, obra que raramente deixa o Museu Torres García”, afirma. A exposição reúne, ainda, peças de instituições como o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, o Instituto de Arte Moderna de Valência e o MASP.

Diretor do Museu Joaquín Torres García, Alejandro Díaz destaca o alcance coletivo da obra do artista. “Torres García nos representa em muitos aspectos. Sua produção não se restringe ao indivíduo, mas se projeta para a comunidade, com um caráter expansivo que dialoga com diferentes públicos”, diz.

Selecionada no Edital CCBB 2023-2025, a mostra é viabilizada através da Lei Rouanet, a exposição é patrocinada pela BB Asset.

BB Asset

A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,87* trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 18% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento. A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural. 

*Ranking Ambima Fevereiro/26

CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.

O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília

Horário da van – De quinta-feira a domingo:

Biblioteca Nacional – CCBB:  13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h.

CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

CY Museum 

Empresa Organizadora da exposição no Brasil. Especializada em projetos expositivos nacionais e internacionais. Prêmio APCA 2023 pela mostra de Marc Chagall: sonho de amor. Dirigida pela museóloga e historiadora da arte Cynthia Taboada, PhD em Museologia. 

Saulo di Tarso

Saulo di Tarso é curador, pesquisador e produtor cultural, reconhecido por articular exposições que conectam tradição e inovação na arte latino-americana. Idealizador e curador da mostra Joaquín Torres García – 150 anos, em colaboração com o Museu Torres García, ele também foi responsável pela museografia e produção multimídia da premiada exposição Marc Chagall: sonho de amor (APCA 2023) e traduziu a obra poética completa de Chagall para o português. Sua trajetória inclui curadorias em instituições como Casa do Olhar Luis Sacilotto, Casa das Rosas, Paço das Artes, Paço Imperial, Museu Afro Brasil, Galeria da Unicamp e Galeria Olido, além da criação da Trienal Internacional de Grafias pelo Memorial da América Latina. Com experiência em arte-educação, produção digital e pesquisa em arte contemporânea, atuou em projetos ao lado de nomes como Emanoel Araújo, Alexandre Wollner e Hans-Joachim Koellreutter, e participou de iniciativas culturais e políticas, incluindo a coordenação de cultura na campanha presidencial de Eduardo Campos e Marina Silva. Fundador da Tangram Museologia e filiado ao ICOM-CIMAM, vive entre Brasil e Itália.

Serviço – Joaquín Torres García – 150 anos

Local: CCBB Brasília

Endereço: SCES Trecho 02, Lote 22, Edifício Tancredo Neves – Setor de Clubes Sul – Galeria 5 e Pavilhão de Vidro

Data: de 31 de março a 21 de junho

Horário: Terça a domingo, das 9h às 21h (entrada até 20h40)

Classificação: livre

Ingressos em www.bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBBBrasília

Transporte gratuito de quinta a domingo, saindo da Biblioteca Nacional

Gratuito

Itinerância 

CCBB Brasília (31 de março a 21 de junho de 2026) 

CCBB BH (15 de julho a 12 de outubro de 2026)

Ficha técnica 

Realização: Ministério da Cultura

Patrocínio: BB Asset

Organização e Produção: Cy Museum

Curadoria: Saulo di Tarso com a colaboração do Museo Torres García

Apoio Institucional: Museo Torres García

Coordenação Geral: Cynthia Taboada

Coordenação Editorial e Pesquisa: Helena Eilers, Andrea Sousa e Xênia Bergman.

Projeto expográfico: Stella Tennenbaum

bb.com.br/cultura

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A Alquimia do Olhar: Paulo Melo edifica mundos inéditos sobre 40 anos de fotografia

Foto divulgação

Através da técnica Fine Art Painting, o artista brasiliense celebra 40 anos de trajetória; confira

Por Portal Política

A imagem, na sua essência, raramente é um ponto de chegada; para o artista plástico e curador Paulo Melo, ela é o alicerce de uma construção muito mais profunda. No dia 2 de abril, a galeria do Iate Clube de Brasília abre as portas para a exposição “Around The World” (Ao Redor do Mundo), uma mostra que não apenas exibe fotografias, mas manifesta a metamorfose da memória visual em arte híbrida.

​O que o público encontrará não é o convencional muralismo de viagens ou o documentalismo geográfico. Melo mergulhou em quatro décadas de seu acervo pessoal — um inventário de negativos analógicos e registros globais — para submetê-los a uma técnica própria batizada de Fine Art Painting.

Neste processo, a fotografia deixa de ser um “flagrante” da realidade para se tornar pigmento digital. O fluxo criativo do artista é rigoroso. A produção de Paulo Melo situa-se em um “entre-lugar” fascinante. De um lado, há o rigor técnico da composição digital; de outro, a imprecisão poética da pintura. Ao fundir essas linguagens, o artista questiona a própria natureza da imagem na contemporaneidade: ela é prova do real ou um fragmento da imaginação?

Em Around The World, paisagens e figuras humanas são resgatadas de seus contextos originais e inseridas em narrativas simbólicas. O espectador é convidado a transitar por cenários que, embora guardem vestígios de familiaridade, pertencem agora a uma geografia puramente artística.

​A Maturidade do Olhar

​Esta mostra não deve ser lida como uma retrospectiva nostálgica, mas como uma afirmação da maturidade estética. Paulo Melo demonstra que o tempo não apenas acumula imagens, mas as refina. Ao transformar o clique do passado em uma obra plástica do presente, o artista reafirma a premissa de que a realidade é apenas a matéria-prima; a arte é a sua forma final e mais elevada.

Serviço

​Exposição: Around The World – Paulo Melo

​Abertura: 2 de abril, às 19h

Local: Galeria do Iate Clube de Brasília

Descubra a arte de PAM na mostra Constelações Contemporâneas

Arte de PAM, divulgação

Com raízes goianas e olhar intuitivo, a artista PAM apresenta pinturas que unem memória e natureza na cena artística de Brasília

Por Camila Santos – Metropoles Vida & Estilo

A força do Cerrado e a herança de uma linhagem de poetas e aquarelistas ganham vida nas telas de Patrícia Monteiro, a PAM. Integrante da exposição Constelações Contemporâneas, a artista visual traz para a cena artística de Brasília uma produção que transita entre o real e o imaginário. Autodidata, PAM iniciou sua trajetória na pintura em 2017 e, desde então, utiliza a arte como um espaço de escuta e enraizamento, transformando elementos como terra, mato e água em paisagens etéreas que convidam o espectador ao silêncio e à introspecção.

Entenda

  • Identidade e mitologia: a assinatura “PAM” une suas iniciais à sonoridade de Pã, o deus grego dos bosques, simbolizando liberdade, instinto e conexão com as florestas.
  • Processo Intuitivo: sem roteiros ou rascunhos rígidos, sua pintura nasce do instante, explorando camadas e texturas por meio de um gesto livre que ela define como “perder a consciência”.
  • Raízes no Cerrado: de família goiana, a artista carrega a paisagem do Planalto Central como um território de memória, transformando o cenário regional em visões poéticas.
  • Espaço para o espectador: suas obras não buscam ser decifradas; o objetivo é que quem observa tenha liberdade para criar sua própria interpretação e descobrir detalhes inéditos na tela.

O despertar do olhar

Para Patrícia Monteiro, a pintura não é apenas uma técnica, mas um retorno. Embora tenha começado oficialmente sua jornada nas artes visuais há sete anos, a sensibilidade artística está no DNA: ela é bisneta de poeta e neta de uma aquarelista. Esse histórico familiar reflete-se em uma obra que não se prende a formas geográficas exatas, mas sim a “fragmentos de tempo que habitam o corpo e a alma”.

“Eu pinto como eu sinto”, afirma a artista.

Em seu ateliê, o Cerrado — com sua luz característica e vegetação resiliente — serve como matéria-prima para um diálogo sensível. As imagens resultantes são “paisagens suspensas”, onde o espectador muitas vezes não sabe se está diante de um horizonte terrestre ou de um devaneio etéreo.

A força do nome e do instinto

A escolha por assinar como PAM vai além da abreviação de Patrícia Araújo Monteiro. Há um reconhecimento no território simbólico do instinto e da espontaneidade. Ao evocar a figura mitológica de Pã, a artista reforça seu compromisso com a plenitude que emana da natureza. Para ela, a arte é o que conduz para dentro, para os territórios da imaginação e do sonho.

Esse estado de “liberdade total” permite que PAM transite entre o abstrato e o intuitivo com fluidez. “Pintar é perder a consciência e encontrá-la entre cores e movimentos”, descreve, ressaltando que cada quadro é, antes de tudo, um convite para o sentir.

Diálogo com o público

Na mostra Constelações Contemporâneas, as obras de PAM funcionam como brechas de deslocamento no cotidiano urbano de Brasília. A pesquisa da artista foca na pausa diante da beleza simples que brota da terra e da água.

Diferente de artes que buscam entregar mensagens fechadas, a produção de PAM é aberta. Ela enfatiza que gosta de abrir espaço para que o público veja coisas que talvez nem ela mesma tenha notado durante o processo criativo. Assim, a pintura se torna um território compartilhado de memórias, onde o real e o imaginário se entrelaçam de forma indissociável.

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista. O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo até o meio de março.

Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, David Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto.

A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De maio a julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita

Vitrines assinadas destacam experiências sensoriais e conceito de pertencimento em loja no Park Sul

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Evento intimista reúne arquitetas, empresários e clientes em ambientes que exploram identidade, conforto e bem-estar.


A loja Simmons Colchões Park Sul foi palco de um evento intimista que reuniu empresários, arquitetos e clientes para a apresentação de vitrines assinadas com foco em experiência sensorial e identidade pessoal.


Os ambientes foram desenvolvidos pelas arquitetas Alessandra Moussa e Ana Paula Onzi, que apostaram em composições que traduzem a pessoalidade como elemento central. A proposta parte da percepção individual como guia criativo, refletida em cada detalhe dos espaços.


Cores, aromas e texturas foram explorados para estimular sensações de acolhimento e pertencimento. A ideia é criar um refúgio particular, onde descanso, espiritualidade e intimidade se integram de forma gradual e respeitosa.


As vitrines também reforçam a trajetória de uma marca centenária, ao transformar em experiências concretas os valores associados ao conforto e ao bem-estar. Com propostas exclusivas, as arquitetas buscaram traduzir o conceito da Simmons em ambientes que convidam à contemplação e à conexão com o próprio espaço.

MAB tem programação educativa em março e destaca artistas, fazeres manuais e acessibilidade

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MAB Educativo promove atividades para bebês, crianças e famílias, além de mediações no acervo com foco em artistas mulheres, oficinas de bordado e vitrais “fake”

Neste mês de março, o Museu de Arte de Brasília (MAB) dedica sua programação educativa ao Mês das Mulheres, ampliando a escuta sobre presença, produção e lutas das mulheres na arte e na cultura. A agenda reúne encontros de mediação e criação, com destaque para técnicas e linguagens que atravessam gerações, como o bordado e experiências que aproximam o público do acervo do museu por diferentes caminhos. 

Entre os destaques, estão as mediações especiais no acervo com foco em artistas mulheres presentes na coleção, convidando o público a observar trajetórias e obras a partir de outros enquadramentos e perguntas. A programação também abre espaço para a experiência coletiva: brincar, escutar histórias, experimentar materiais e construir leituras compartilhadas do museu e de seus contextos. O projeto é viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Oficinas: fazer manual, cor e invenção

No eixo de práticas artísticas, a Oficina de Bordado em Talagarça propõe explorar pontos, cores e texturas em composições livres e expressivas, valorizando o bordado como linguagem também presente na arte contemporânea, um convite ao fazer manual, à escuta e à criação coletiva. 

Já a Oficina de Vitrais Fake convida o público a brincar com luz e cor por meio de uma técnica acessível: com arame e esmalte, participantes criam “vitrais de mentirinha”, explorando transparências, formas e combinações cromáticas inspiradas nos vitrais tradicionais. 

Encontro com professoras e professores: acessibilidade em pauta

No dia 27/3, o MAB promove um encontro com professoras e professores com convidado especial, voltado à conversa e reflexão sobre práticas educativas em acessibilidade, reforçando o compromisso do museu com ações mais inclusivas. 

Oficinas para escolas no mês de março

Durante a semana, educadores podem levar suas turmas para visitas mediadas ao acervo do MAB e às novas exposições. O programa também inclui oficinas de práticas artísticas relacionadas às linguagens das exposições temporárias. Escolas têm acesso ao programa por meio de agendamento online gratuito, na plataforma Conecta https://conecta.mediato.art.br/. Vale lembrar que a experiência conta com visitas mediadas com interpretação em libras mediante agendamento e exemplares do material educativo impressos em braile. O local onde acontece o educativo está preparado para receber pessoas com mobilidade reduzida.

 Oficinas para Escolas

1º ao 5º ano — Oficina de Frotagem            
6º ao 9º ano e Ensino Médio — Oficina de Desenho: Criaturas do MAB 

Programação 

Sábados

10h30 — Contação de Histórias para bebês (18 meses a 3 anos) — 10 vagas

15h — Visita Mediada ao Acervo

16h30 — Oficina de Vitrais Fake (a partir de 6 anos) — 15 vagas 

Domingos

10h30 — Teatro de Sombras (a partir de 4 anos) — 10 vagas

15h — Visita Patrimonial com Jogos

16h30 — Oficina de Bordado em Talagarça (a partir de 8 anos) — 15 vagas 

Encontro com professoras e professores

27/3 — Conversa e reflexão sobre práticas educativas em acessibilidade (com convidado especial). 

Sobre o MAB 

O Museu de Arte de Brasília é um espaço destinado a exposições, atividades culturais e programas educativos, e tem como objetivo promover a valorização e difusão da arte brasileira. O museu conta com um acervo composto por obras de artistas nacionais e internacionais e tem como principal objetivo valorizar e difundir a arte brasileira. 

Sobre a Mediato 

Mediato é uma empresa comprometida em colaborar com a difusão da produção artística, com a valorização dos bens culturais e a formação de novos públicos para a arte.  Desde 2010 tem desenvolvido programas educativos para Artes Visuais, Artes Cênicas e Educação Patrimonial, alcançando mais de 80 mil estudantes no Distrito Federal. Além do inovador trabalho de mediação desenvolvido para o teatro, a Mediato também contribui com a economia criativa local, por meio do Curso de Mediação Cultural que desde 2019 insere novos mediadores no mercado de trabalho. A Mediato quer cultivar uma comunidade crítica e sensível, com senso de pertencimento, valorização e também apreciação da cultura local.

Programa Educativo do Museu de Arte de Brasília (MAB) 

(Setor de Hotéis e Turismo Norte, trecho 1, Projeto Orla) 

Agendamento para escolas: https://conecta.mediato.art.br/

Oficinas: não é necessária inscrição

Funcionamento: Todos os dias, exceto terça-feira, de 10h às 19h 

Informações: @mediato.art 

Acesso: gratuito 

 

Dormir bem em dias quentes vai além do ventilador ou ar-condicionado

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Especialista aponta que a ventilação do ambiente, escolha do colchão e roupa de cama adequada podem melhorar a qualidade do sono mesmo em noites de calor intenso.

Dormir bem durante os dias mais quentes pode ser um desafio para muitas pessoas. Estudos apontam que a temperatura ideal para uma noite de sono confortável fica entre 20 °C e 25 °C. No entanto, em diversas regiões do país, os termômetros frequentemente se aproximam dos 30 °C durante a noite, o que aumenta o desconforto e dificulta o descanso.

Manter a qualidade do sono em noites de calor exige atenção a fatores que muitas vezes passam despercebidos, como a ventilação do quarto, o tipo de colchão e até a roupa de cama utilizada. De acordo com o especialista Antônio Vicente Jr., à frente da Simmons Colchões, a tecnologia aplicada aos colchões tem papel importante na regulação térmica durante o sono.

“O tipo de colchão tem impacto direto na temperatura corporal durante a noite. Modelos de espuma tradicionais costumam reter mais calor, enquanto tecnologias mais recentes ajudam a dissipar o calor do corpo, proporcionando maior conforto térmico”, explica.

Um exemplo é o tecido com tecnologia Polar Sense, presente no colchão Simmons Breeze, desenvolvido para auxiliar na dissipação do calor corporal. Segundo o especialista, a proposta é proporcionar uma sensação de frescor constante durante o descanso, contribuindo para noites de sono mais confortáveis mesmo em períodos de altas temperaturas.

Roupa de cama também influencia

Além do colchão, a escolha da roupa de cama pode fazer diferença. Mesmo durante o sono, o corpo continua produzindo calor, resultado do metabolismo que permanece ativo.

Por isso, especialistas recomendam o uso de lençóis de algodão ou de fibras naturais, que permitem maior respirabilidade da pele e facilitam a dissipação do calor. Outro ponto importante é observar o tempo de uso do colchão, já que modelos antigos ou desgastados tendem a reter mais calor.

Estratégias simples ajudam a reduzir o calor no quarto

Pequenas mudanças no ambiente também podem ajudar a manter o quarto mais fresco. Entre as recomendações estão manter cortinas ou persianas fechadas durante o dia, especialmente as do tipo blackout, para bloquear a entrada direta de calor pelas janelas.

Outra alternativa é posicionar tecidos claros do lado externo da janela, como um lençol branco, que ajuda a refletir a luz solar e reduzir o aquecimento do ambiente.

Ventilador pode ser usado de forma mais eficiente

Embora não resfrie o ar, o ventilador pode ajudar a melhorar a sensação térmica ao favorecer a evaporação do suor da pele, principal mecanismo natural de resfriamento do corpo.

Para aumentar a eficiência, uma dica é direcionar o ventilador para os pés — região com grande circulação sanguínea — ou posicioná-lo próximo à janela para ajudar a expulsar o ar quente do ambiente.

Com algumas adaptações simples e escolhas adequadas no ambiente e no colchão, é possível reduzir o impacto do calor e melhorar a qualidade do sono mesmo nas noites mais quentes.

Sobre a Kasa dos Colchões
Fundada em Brasília, a Kasa dos Colchões é referência no segmento de descanso e bem-estar no Distrito Federal. Liderada pelo empresário Antônio Júnior, a empresa construiu sua trajetória ao longo de mais de duas décadas, unindo resiliência, conhecimento técnico e atendimento consultivo. Com um portfólio que reúne marcas premium como Simmons, Epeda e Flex, a Kasa oferece soluções completas em colchões, camas, travesseiros e acessórios, sempre com foco na qualidade do sono e na saúde. Atualmente, conta com mais de 70 colaboradores e unidades estrategicamente localizadas na capital.

Sobre a Simmons Park Sul
Com mais de 150 anos de história, a Simmons é uma das marcas mais respeitadas do mercado global de colchões premium, reconhecida por ser pioneira na tecnologia de molas ensacadas individuais. Presente em mais de 100 países, a marca combina tradição e inovação para oferecer produtos de alto desempenho. Em 2025, inaugurou em Brasília, no Park Sul, a primeira loja conceito da Simmons no Brasil, em parceria com o especialista Antônio Júnior, proporcionando uma experiência de compra personalizada e focada em conforto, saúde e bem-estar.

CCBB Brasília apresenta mostra Joaquín Torres García – 150 anos e amplia o mapa da arte latino-americana 

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Em cartaz de 31 de março a 21 de junho, exposição gratuita é a mais abrangente já dedicada ao artista uruguaio e reúne mais de 70 artistas

A mostra Joaquín Torres García  150 anos chega ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília em 31 de março, com entrada gratuita, e fica em cartaz até 21 de junho. A exposição reúne um amplo conjunto de obras do artista uruguaio em diálogo com trabalhos de mais de 70 nomes da arte moderna e contemporânea, propondo um novo olhar sobre sua trajetória e sua contribuição para a consolidação de uma linguagem artística latino-americana com projeção internacional ao longo do século XX. A classificação indicativa é livre, e os ingressos podem ser retirados na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura.

O projeto conta ainda com a colaboração institucional de Alejandro Díaz, diretor do Museo Torres García, cuja parceria foi determinante para viabilizar a vinda dos manuscritos e desenhos inéditos. Com curadoria de Saulo di Tarso, a mostra estabelece conexões entre a produção de Torres García e diferentes vertentes da arte moderna e contemporânea, aproximando sua obra de referências brasileiras, das vanguardas europeias, da arte africana e das culturas indo-americanas. O percurso propõe uma releitura do chamado Universalismo Construtivo, conceito formulado pelo artista para articular formas universais a uma identidade própria da América Latina, ampliando suas interpretações para além das leituras mais difundidas.

Reconhecido por integrar importantes coleções internacionais, Torres García tem sua obra apresentada sob uma perspectiva que ultrapassa sua iconografia mais conhecida. A exposição revisita sua trajetória, destacando o papel que desempenhou ao colocar em relação experiências da vanguarda europeia e sua atuação na América Latina, especialmente a partir de seu retorno ao Uruguai, em 1934.

A presença de obras como “América invertida”, raramente exibida fora do Museu Torres García, em Montevidéu, reforça esse eixo curatorial, convidando o público a revisitar seu significado para além de leituras consolidadas. Para Saulo Di Tarso, celebrar 150 anos de um artista da dimensão de Torres García exige ampliar o olhar histórico. “Estamos apresentando a exposição mais abrangente já dedicada a ele e dessa forma queremos nos aproximar do nosso legado espanhol”. Nesse sentido, a mostra conta com peças fundamentais provenientes de coleções e museus ao redor do mundo: MACBA, IVAM, Colección Telefónica, MSSA, Galerie Gmurzynska e também obras do MASP, Pinacoteca de São Paulo e de importantes coleções privadas brasileiras.  

A dimensão pedagógica também atravessa a mostra. Para Torres García, a infância ocupava um lugar fundamental em sua reflexão estética. “Ele defendia uma educação artística baseada na experiência e na invenção, em que o principal estímulo estava na criação de símbolos e na organização das percepções. Nesse contexto, chegou a desenvolver brinquedos de madeira com caráter formativo e incorporou à sua pintura uma linguagem sintética, próxima ao traço infantil, valorizando a habilidade das crianças de compreender e estruturar o mundo por meio de signos simples e universais”, completa o curador.

Diálogo com a arte brasileira

A presença de 40 artistas brasileiros se organiza a partir de dois eixos principais. De um lado, a memória do incêndio ocorrido em 1978 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), episódio que marcou profundamente a história das instituições culturais no país e teve repercussão internacional. De outro, a proposta de tensionar, no campo simbólico, as divisões históricas herdadas do Tratado de Tordesilhas e suas reverberações nas relações culturais sul-americanas.

A presença de obras e artistas brasileiros e estrangeiros refletem tanto a intenção de diálogo e celebração, encerrando a efeméride dos 150 anos do artista no país quanto a intenção de fortalecer vínculos culturais na América do Sul. “Desde o Modernismo, assim como a antropologia dos trópicos, a arte brasileira influenciou profundamente a cultura europeia e norte-americana, embora ainda insistimos em ler essa história apenas no sentido inverso. Por isso, foi lógico adensar a presença da arte brasileira ao redor de um artista que afirmou que ‘o nosso norte é o Sul”, afirma o curador.

Entre os nomes presentes estão Cecília Meireles, Antonio Cabral, Paulo Nenflídio, Alfredo Jaar, Ernesto Neto, Willys de Castro, Bispo do Rosário, Estela Sokol, Rubens Gerchman, Marcone Moreira, Carlos Zilio, Ronaldo Azeredo, Luiz Sacilotto, Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Emanoel Araújo, Arnaldo Ferrari, Montez Magno, Leonilson, Flávio de Carvalho, Tuneu, Jac Leirner, Anna Bella Geiger, Sérgio Camargo, Rivane Neuenschwander, Sofia Borges e Rosana Paulino. Apesar de não terem nascido no Brasil, Volpi, Mira Schendel e Lina Bo Bardi são incluídos por sua importância na história da arte brasileira.

A exposição também evidencia conexões diretas entre Torres García e artistas como Ronaldo Azeredo, Arden Quin, Sacilotto e Volpi, além de relações conceituais com nomes como Tuneu, Ernesto Neto, Bispo do Rosário, Emanoel Araújo e Willys de Castro. Um diálogo expressivo também se estabelece com Rosana Paulino em uma das salas da mostra. 

Todas estas conexões revelam a atualidade da obra de Torres García e sua potência como uma obra viva que convoca à autonomia da América Latina, uma obra pioneira das premissas decoloniais, tão caras à contemporaneidade, e que têm sido invocada como ícone de pertencimento na música, no cinema e no mundo da cultura de modo geral. A América invertida (1943) está agora em exposição no CCBB Brasília. 

Programação de abertura

A abertura da mostra, no dia 31 de março, inclui uma visita mediada exclusiva para a imprensa, conduzida pelo curador Saulo di Tarso, a partir das 16h. A atividade antecipa as principais chaves de leitura da exposição e apresenta o recorte curatorial proposto. 

Cada cidade que recebe a mostra ganha um recorte próprio: em Brasília, as relações entre arte, cidade e espaço público são colocadas à luz, e de forma inédita, a curadoria propõe também traçar diálogos com obras e artistas da Coleção Banco do Brasil, entre eles Rubens Valentim, Maria Bonomi e Athos Bulcão, em torno desta grande celebração. 

A exposição reafirma a ideia de que o sul não é uma posição geográfica, mas uma postura ética e poética diante do mundo. Em São Paulo, o diálogo entre geometria e simbolismo marcou a temporada.

A mostra abre em 31 de março no CCBB Brasília. Selecionada no Edital CCBB 2023-2025, viabilizada através da Lei Rouanet, a exposição é patrocinada pela BB Asset, organizada e produzida pela Cy Museum.

BB Asset

A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,87* trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 18% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento. A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural. 

*Ranking Ambima Fevereiro/26

CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.

O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília

Horário da van – De quinta-feira a domingo:

Biblioteca Nacional – CCBB:  13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h.

CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

CY Museum 

Empresa Organizadora da exposição no Brasil. Especializada em projetos expositivos nacionais e internacionais. Prêmio APCA 2023 pela mostra de Marc Chagall: sonho de amor. Dirigida pela museóloga e historiadora da arte Cynthia Taboada, PhD em Museologia. 

Saulo di Tarso

Saulo di Tarso é curador, pesquisador e produtor cultural, reconhecido por articular exposições que conectam tradição e inovação na arte latino-americana. Idealizador e curador da mostra Joaquín Torres García – 150 anos, em colaboração com o Museu Torres García, ele também foi responsável pela museografia e produção multimídia da premiada exposição Marc Chagall: sonho de amor (APCA 2023) e traduziu a obra poética completa de Chagall para o português. Sua trajetória inclui curadorias em instituições como Casa do Olhar Luis Sacilotto, Casa das Rosas, Paço das Artes, Paço Imperial, Museu Afro Brasil, Galeria da Unicamp e Galeria Olido, além da criação da Trienal Internacional de Grafias pelo Memorial da América Latina. Com experiência em arte-educação, produção digital e pesquisa em arte contemporânea, atuou em projetos ao lado de nomes como Emanoel Araújo, Alexandre Wollner e Hans-Joachim Koellreutter, e participou de iniciativas culturais e políticas, incluindo a coordenação de cultura na campanha presidencial de Eduardo Campos e Marina Silva. Fundador da Tangram Museologia e filiado ao ICOM-CIMAM, vive entre Brasil e Itália.

Serviço – Joaquín Torres García – 150 anos

Local: CCBB Brasília

Endereço: SCES Trecho 02, Lote 22, Edifício Tancredo Neves – Setor de Clubes Sul – Galeria 5 e Pavilhão de Vidro

Data: de 31 de março a 21 de junho

Horário: Terça a domingo, das 9h às 21h (entrada até 20h40)

Classificação: livre

Ingressos em www.bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB Brasília

Transporte gratuito de quinta a domingo, saindo da Biblioteca Nacional

Gratuito

Programação de abertura 

Local: CCBB Brasília

Endereço: SCES Trecho 02, Lote 22, Edifício Tancredo Neves – Setor de Clubes Sul – Galeria 5 e Pavilhão de Vidro

Data: de 31 de março

– Visita mediada exclusiva para a imprensa, conduzida pelo curador Saulo di Tarso, a partir das 16h

Itinerância 

CCBB Brasília (31 de março a 21 de junho de 2026) 

CCBB BH (15 de julho a 12 de outubro de 2026)

Ficha técnica 

Realização: Ministério da Cultura

Patrocínio: BB Asset

Organização e Produção: Cy Museum

Curadoria: Saulo di Tarso com a colaboração do Museo Torres García

Apoio Institucional: Museo Torres García

Coordenação Geral: Cynthia Taboada

Coordenação Editorial e Pesquisa: Helena Eilers, Andrea Sousa e Xênia Bergman.

Projeto expográfico: Stella Tennenbaum

bb.com.br/cultura

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Empresário Antônio Vicente Jr. é eleito destaque empresarial pelo 2º ano consecutivo no DF

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CEO da Kasa dos Colchões recebe honraria do Prêmio Lidere e celebra reconhecimento ao trabalho da equipe

Uma noite marcada por homenagens e reconhecimento reuniu empresários de diferentes setores do Distrito Federal para a entrega do Prêmio Lidere, que destaca trajetórias de sucesso, superação e contribuição ao desenvolvimento econômico da região. Entre os agraciados, o empresário Antônio Vicente Jr., CEO da Kasa dos Colchões, foi novamente reconhecido como destaque empresarial — repetindo o feito pelo segundo ano consecutivo.

O evento valorizou nomes que se destacam pela gestão, inovação e impacto nos negócios locais. Representando o segmento colchoeiro, a Kasa dos Colchões, considerada uma das marcas líderes no Distrito Federal, também foi premiada pelo desempenho e pela qualidade no atendimento ao cliente.

Ao receber a homenagem, Antônio Vicente Jr. ressaltou o papel coletivo por trás da conquista. “É uma satisfação imensa, isso é reflexo de muito trabalho e dedicação. Esse prêmio não é só meu, é de todos os colaboradores que atuam com engajamento, dedicação para oferecer o melhor atendimento e experiência aos clientes. Por isso eu sempre digo: Foco, determinação é a grande máxima da minha vida”, salientou Antônio Vicente.

A cerimônia também foi marcada pela presença de parceiros, amigos, arquitetos e colaboradores, que acompanharam a premiação e celebraram o reconhecimento ao lado do empresário.

Fundada em Brasília, a Kasa dos Colchões consolidou-se como referência no segmento de descanso e bem-estar no Distrito Federal. Sob a liderança de Antônio Vicente Jr., a empresa construiu uma trajetória de mais de duas décadas, baseada em conhecimento técnico, atendimento consultivo e foco na experiência do cliente. Com um portfólio que reúne marcas premium como Simmons, Epeda e Flex, a rede oferece soluções completas em colchões, camas, travesseiros e acessórios, com foco na qualidade do sono e na saúde.

Atualmente, a empresa conta com mais de 70 colaboradores e unidades estrategicamente distribuídas na capital federal, reforçando sua presença no mercado e o compromisso com a excelência no atendimento.

Conheça mais sobre a Kasa dos Colchões https://kasadoscolchoes.com/

Fricções e memórias: Cerrado Cultural inaugura mostras simultâneas de Laís Myrrha e Helô Sanvoy

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Com curadorias de Ana Avelar e Divino Sobral, as exposições “Arquiteturas do Poder” e “Eiro” propõem um olhar crítico sobre as bases estruturais e históricas do país

A partir do dia 1º de abril, a galeria Cerrado Cultural, em Brasília, transforma seus dois pavimentos em um espaço de potente reflexão visual e histórica. Localizado na QI 05, Chácara 10 do Lago Sul, a @cerrado.galeria inaugura, simultaneamente, as exposições Arquiteturas do Poder, de Lais Myrrha, e Eiro, de Helô Sanvoy. Embora independentes, as mostras tecem um diálogo profundo sobre os apagamentos, as memórias e as relações de trabalho e de poder que alicerçam o Brasil.

Desse modo, é estabelecido uma conversa entre os artistas. É o zeitgeist, o espírito do tempo, que se manifesta, valendo-se de materiais e linguagens tão distintas. Suas obras convergem, quase por acaso, para as mesmas temáticas. Essa troca ganha ainda mais força com a presença de dois curadores de excelência, que conduzem o público por essas narrativas com clareza e sensibilidade: a historiadora e crítica de arte Ana Avelar e o pesquisador, artista e diretor artístico da Cerrado Divino Sobral. A temporada segue de portas abertas, com visitação gratuita, até o dia 9 de maio.

O peso oculto da forma geométrica

No térreo, sob a curadoria de Ana Avelar, Lais Myrrha apresenta Arquiteturas do Poder. A artista faz de Brasília o centro de sua investigação, colocando-a como alegoria de um Estado que se projeta racional, branco e perpétuo, mas que não considera a desigualdade social sobre a qual foi constituído. Sem buscar a invalidação do modernismo, mas recusando a reverência cega, Myrrha expõe o que as superfícies lisas e os ângulos retos de nossas construções icônicas tentam esconder o trabalho dos que construíram a cidade e a herança colonial que a capital tentou apagar.

A curadora Ana Avelar destaca essa ambivalência constitutiva do modernismo nas obras da artista, onde a beleza arquitetônica seduz, mas também silencia. Séries como Estudo de Caso: Kama Sutra, Dupla Exposição, em que edifícios modernistas se sobrepõem a pinturas históricas de Debret e Portinari, e Vertebral Case, com imponentes fragmentos de colunas de concreto caídas como ruínas ósseas, convidam o visitante a medir, com o próprio corpo, o tamanho dessa utopia fraturada.

A matéria, o corpo e o trabalhador brasileiro

Já no piso superior, o público é recebido por Helô Sanvoy em Eiro, sua primeira mostra individual na galeria Cerrado, com curadoria de Divino Sobral. Aqui, a investigação afasta-se do concreto armado e debruça-se sobre a carga histórica e econômica dos materiais cotidianos. O artista cria atritos poéticos utilizando carvão, pó de pau-brasil, vidro estilhaçado, couro e copos americanos para falar sobre a precarização do trabalho e o corpo marginalizado pelo capital.

Divino Sobral conduz o olhar do espectador para a sutileza com que Sanvoy transforma materiais em signos. O próprio título da mostra faz referência ao sufixo latino “-eiro”, que constitui o nosso gentílico, originado da extração exploratória do pau-brasil, e nomeia tantas profissões populares, como pedreiro, boiadeiro, coveiro, lixeiro. Destacam-se obras que vão desde a utilização do vidro temperado estilhaçado em Lucidez difusa, até a instável e transparente instalação Continente, erguida com centenas de copos americanos empilhados, equilibrando a fragilidade do material e a força da memória coletiva.

Dois olhares curatoriais

Vale destacar que as mostras marcam também um encontro de visões curatoriais refinadas. Ana Avelar, com sua vasta experiência acadêmica e atuação focada na arte moderna e contemporânea brasileira, traz uma leitura afiada e histórica para as provocações de Lais Myrrha.

Já Divino Sobral, que também é artista visual, empresta sua sensibilidade estética e poética para desdobrar as materialidades de Helô Sanvoy, construindo, juntos, uma experiência imperdível na capital federal.

Quem é quem?

Lais Myrrha: Sua prática artística evidencia a relação entre o lugar físico e o lugar simbólico, abordando os discursos de poder denotados por convenções espaciais e arquitetônicas. Possui obras no acervo de instituições como Pinacoteca de São Paulo, Blanton Museum of Art (EUA) e Fundação de Serralves (Portugal). Já expôs em bienais de destaque, como a 32ª Bienal de São Paulo e a 13ª Bienal de La Habana.

Helô Sanvoy: Artista goiano, mestre em Artes Visuais e membro do Grupo EmpreZa. Sua pesquisa transita por desenho, vídeo, performance, objeto e instalação, explorando as qualidades plásticas e políticas de diferentes materiais. Vencedor do Prêmio Pipa (2023), possui obras em coleções de peso, como as do MAC-USP, Museu de Arte do Rio (MAR) e MARGS.

Ana Avelar (Curadora): Historiadora da arte, curadora e professora universitária com foco em arte moderna, contemporânea e crítica curatorial. Realiza exposições em museus e galerias pelo Brasil e é conselheira do Prêmio Pipa.

Divino Sobral (Curador): Pesquisador, artista visual, curador independente e diretor artístico da Cerrado Galeria. Com vasta produção crítica no Brasil e exterior, sua prática cruza memória, história e materialidade de maneira sensível e poética, tanto em seus textos quanto em suas próprias obras.

Sobre a Cerrado

Com sedes em Brasília e Goiânia, a Cerrado consolidou-se como um dos principais espaços de difusão da arte contemporânea no Centro-Oeste. A galeria promove a circulação de artistas jovens e consagrados, investe na formação de público e fomenta novas coleções. Sua programação reúne exposições, debates e ações educativas.

Serviço:

Exposições: Arquiteturas do Poder (Lais Myrrha) e Eiro (Helô Sanvoy)

Curadorias: Ana Avelar e Divino Sobral

Quando: 1º de abril a 9 de maio de 2026

Onde: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília/DF

Horários: Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h

Entrada gratuita / Indicação livre

Siga: @cerrado.galeria

Design sensorial ganha espaço na arquitetura e transforma a experiência de morar no DF

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Conceito que prioriza luz natural, conforto acústico, texturas e integração com a natureza orienta novos projetos e valoriza o bem-estar no cotidiano

Mais do que estética ou funcionalidade, a forma como um espaço é percebido pelos sentidos tem ganhado protagonismo na arquitetura contemporânea. O chamado design sensorial, que propõe ambientes capazes de estimular visão, tato, audição e até o olfato, vem se consolidando como uma diretriz importante em projetos que priorizam bem-estar e experiência.

A proposta vai além do “como o espaço parece” e passa a considerar como ele é vivido no dia a dia. “O design sensorial busca projetar ambientes que sejam percebidos de forma completa, estimulando os sentidos e criando experiências. Não se trata apenas de estética, mas de como o espaço é sentido pelo usuário”, explica a gerente de projetos da Brasal Incorporações, Fernanda Souza.

Na prática, essa abordagem aparece em diferentes escalas do projeto, mas ganha destaque especialmente nas áreas comuns, que vêm sendo pensadas como extensões do morar. Espaços antes considerados complementares passam a concentrar soluções que estimulam os sentidos e promovem a permanência. Iluminação indireta e mais quente, escolha de materiais naturais, controle acústico e integração com o paisagismo ajudam a criar ambientes mais acolhedores e menos impessoais.

Piscinas, lounges, academias e áreas gourmet deixam de cumprir apenas funções específicas e passam a oferecer experiências. A presença de água, por exemplo, contribui não só visualmente, mas também pelo som, criando uma atmosfera mais relaxante. Já o paisagismo atua na qualidade do ar, no conforto térmico e na percepção de bem-estar, enquanto texturas e mobiliário com escala mais doméstica reforçam a sensação de pertencimento. “Esses espaços são pensados para favorecer acolhimento, relaxamento e convivência, estimulando diferentes sentidos de forma equilibrada”, destaca Fernanda Souza.

Em Brasília, características marcantes como o céu aberto, a luminosidade intensa e a relação com áreas naturais ampliam as possibilidades do design sensorial. Pensando nisso, a Brasal Incorporações tem investido em projetos que dialogam com esse contexto e tendem a criar uma integração mais fluida entre arquitetura e paisagem. “A valorização da luz natural e o cuidado com o paisagismo reforçam o padrão urbanístico da cidade e contribuem para experiências mais acolhedoras”, afirma.

Essa relação entre espaço construído e ambiente natural se traduz de diferentes formas na arquitetura contemporânea. Em projetos implantados pela incorporadora próximos ao Lago Paranoá, como o Reserva Orla, o desenho arquitetônico privilegia a paisagem como elemento ativo da experiência. A forma orgânica do edifício, associada a áreas comuns voltadas para o horizonte, contribui para uma percepção contínua entre interior e exterior, reforçando estímulos visuais e sensações de amplitude. “A ideia é que o projeto não apenas funcione, mas também emocione, promovendo uma experiência sensorial no cotidiano”, diz a gerente.

Já em regiões mais adensadas, como o Guará II, propostas como o Auster exploram o design sensorial a partir da ventilação, da presença de áreas abertas e da integração entre espaços. “A configuração dos ambientes favorece a circulação de ar e o uso de áreas externas, criando uma sensação de leveza e frescor que se contrapõe à densidade urbana”, explica Alessandra Nogueira, coordenadora de implantação de interiores da Brasal Incorporações..

No Noroeste, o Nexus 710 traduz essa abordagem em uma lógica voltada à convivência. “As áreas comuns são organizadas de forma integrada, com atenção à iluminação, ao conforto acústico e à disposição dos espaços, criando ambientes que incentivam o uso coletivo e tornam a permanência mais agradável no dia a dia”, conta Alessandra..

Áreas abertas e a experiência sensorial

As áreas abertas assumem papel central na construção dessa experiência, especialmente em uma cidade como Brasília, onde a relação com o exterior é parte da identidade urbana. Jardins, praças internas, decks e espaços ao ar livre são projetados para estimular diferentes sentidos de forma integrada.

A presença da vegetação contribui não apenas visualmente, mas também na melhoria do microclima e na qualidade do ar, enquanto a circulação de vento reforça o conforto térmico e a sensação de frescor. Elementos como espelhos d’água e fontes acrescentam estímulos sonoros que favorecem o relaxamento, criando ambientes mais tranquilos mesmo em áreas urbanas.

Além disso, a configuração desses espaços privilegia a convivência e o uso coletivo, com layouts mais abertos e flexíveis. Caminhos, áreas de estar e zonas de permanência são organizados para incentivar encontros espontâneos e ampliar a sensação de pertencimento. “As áreas abertas são fundamentais para conectar o morador com o ambiente e promover uma experiência mais completa, equilibrando estímulos e sensações no dia a dia”, reforça Fernanda Souza.

O conceito também se conecta diretamente à forma como os espaços são percebidos no cotidiano. Conforto térmico, controle acústico e escolha de materiais influenciam a experiência física, enquanto elementos como água, vegetação e iluminação contribuem para sensações de relaxamento. A integração com a natureza e a presença de luz natural ajudam a reduzir o estresse e promover equilíbrio.

Mais do que uma tendência, o design sensorial aponta para uma mudança na forma de projetar: uma arquitetura que considera não apenas a forma, mas a experiência. Em uma cidade marcada pela escala monumental e pela forte presença da paisagem, como Brasília, essa abordagem reforça a importância de criar espaços que dialoguem com os sentidos e com a vida cotidiana.

Projeto resgata o mobiliário moderno do Palácio Itamaraty e prepara lançamento de livro sobre Bernardo Figueiredo

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Pesquisa reúne exposições, palestras e ações acadêmicas para revelar a contribuição do designer para a identidade moderna de Brasília

O mobiliário que ajuda a contar a história da diplomacia brasileira e da construção da identidade moderna do país está no centro do projeto “Bernardo Figueiredo e o mobiliário moderno do Palácio Itamaraty de Brasília”, iniciativa que reúne pesquisa acadêmica, exposições e atividades formativas e que terá como culminância o lançamento de um livro dedicado ao tema.

Idealizado pelo arquiteto e pesquisador José Airton Costa Junior, o projeto investiga a obra de Bernardo Figueiredo (1934–2012), arquiteto e designer responsável por peças criadas especialmente para o interior do Palácio Itamaraty. Inaugurado em 1970 e projetado por Oscar Niemeyer, o edifício é um dos marcos da arquitetura moderna brasileira e abriga um acervo de móveis que expressa o projeto simbólico de um país que buscava afirmar sua modernidade por meio da cultura, da arte e do design. 

A pesquisa resultará na publicação do livro “Mobiliário moderno do Palácio Itamaraty: a contribuição de Bernardo Figueiredo”, que apresenta um levantamento inédito das peças, acompanhado de registros fotográficos e desenhos técnicos elaborados durante o estudo. O trabalho busca compreender como os móveis desenhados nas décadas de 1950 e 1960 contribuíram para consolidar a identidade estética do edifício e para projetar internacionalmente a imagem de um Brasil moderno e industrializado. 

Ao longo do projeto, diversas ações já foram realizadas para compartilhar o conteúdo da pesquisa com o público. Entre elas, a apresentação do projeto durante a Casa Cor Brasília, em setembro de 2025, em uma conversa dedicada à trajetória de Bernardo Figueiredo e ao impacto de seu trabalho no design brasileiro. 

Mais recentemente, em fevereiro de 2026, o tema foi levado aos estudantes dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário de Brasília (CEUB), em uma palestra que abordou o processo de investigação, a criação da identidade visual do projeto e os caminhos que levaram à produção do livro. 

Para José Airton Costa Junior, o projeto busca ampliar o reconhecimento de um legado fundamental do design brasileiro. “O Palácio Itamaraty é um ícone da arquitetura moderna brasileira, mas seu mobiliário também conta uma história importante sobre o país que se projetava naquele momento. As criações de Bernardo Figueiredo traduzem um ideal de modernidade que articula técnica, arte e identidade nacional”, afirma.

Segundo o pesquisador, revisitar esse acervo também significa refletir sobre preservação e memória cultural.“Estudar essas peças foi uma forma de escutar o tempo e compreender como o design participa da construção simbólica do Brasil. O livro nasce desse desejo de registrar e compartilhar um patrimônio que ainda está presente nos espaços do Itamaraty e que precisa ser conhecido pelas novas gerações.”

O projeto integra o grupo de pesquisa Cidades Possíveis (CIPO/FAU-UnB) e foi viabilizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), com apoio de instituições acadêmicas, pesquisadores e do Acervo Bernardo Figueiredo.

O lançamento do livro marcará o encerramento das atividades do projeto e reunirá pesquisadores, profissionais do design, da arquitetura e interessados na história cultural de Brasília.

Brasília é cenário para campanha publicitária internacional

Por Chico Sant’Anna

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Segundo analistas, usar a arquitetura brasiliense como cenário para sonhos grandiosos é uma forma de conectar o lançamento global do veículo ao Brasil, que será o país de produção, é uma forma de se valer do marketing para celebrar ambições locais e nacionais para alcançar níveis internacionais.

Mais uma vez, Brasília vira cenário para gravação de campanha publicitária cinematográfica de uma empresa internacional. Depois da Nokia (2007) e da perfumaria Kenzo (2015), agora é a vez da montadora Renault escolher o Brasil para revelar globalmente seu novo SUV médio Boreal e para tanto um vídeo futurista que mistura arquitetura, sonhos e proporções surreais, em Brasília. A campanha traz a temática Para sonhar grande (“no one dreams small”), mostrando o carro em ambientes urbanos modernos, como a Ponte JK, o Estádio Mané Garrincha e o Túnel Rei Pelé.

O filme da Publicis Conseil, uma produtora internacional com sede em Paris, também se vale do complexo de viadutos que interliga as vias W.3 Norte e Sul. Ele mostra um arquiteto dirigindo o veículo por um mundo onde prédios ganham dimensões impossíveis, até ele acordar e perceber que só o carro permanece real. Na verdade, a criatividade sem limites de Oscar Niemeyer já demonstrou há décadas a falta de limites e que inexiste limites para o traço arquitetônico.

Confira aqui o comercial da Renault

https://youtu.be/RX2IIQm2L7M?si=Lmxy2e8E50yCnalU

No vídeo, com recursos de computação gráfica, do miolo das tesourinhas da interligação da W.3, surgem edificações futuristas. A proposta pode trazer o traço da arquitetura High-Tech, mas briga com o conceito urbanístico de Lúcio Costa, que projetou grandes espaços verdes na cidade.

Confira a matéria completa: https://wp.me/pWXF5-8sP

PARIS RECEBE A EXPOSIÇÃO “BRASÍLIA — DA UTOPIA À CAPITAL”

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De 16 a 21 de março de 2026, o Palais d’Iéna, sede do Conselho Econômico, Social e Ambiental da França (CESE), recebe a exposição Brasília — Da Utopia à Capital, sob curadoria de Danielle Athayde. Uma das mais relevantes e completas mostras internacionais dedicadas à história, à arquitetura e à dimensão simbólica da capital do Brasil será exibida em curta temporada no icônico Palais d’Iéna.

A exposição, que conta com apoio institucional da Embratur, apresenta as ideias, os personagens e os percursos históricos que levaram à criação de Brasília, inaugurada em 1960, e que a transformaram numa síntese emblemática do pensamento modernista brasileiro. Concebida como uma obra de arte completa, a nova capital representou uma etapa decisiva do processo deinteriorização do poder público no país, até então concentrado no litoral atlântico, e tornou-se um dos mais importantes experimentos urbanos do século XX.

O projeto, que conta com o apoio institucional da Embratur, é composto por um acervo de cerca de 300 obras de arte e documentos históricos, a mostra reúne maquetes de edifícios icônicos projetados por Oscar Niemeyer; desenhos e a maquete fotográfica do plano piloto de Lucio Costa; esculturas de Maria Martins, Bruno Giorgi e Alfredo Ceschiatti; além de fotografias históricas de Marcel Gautherot, Peter Scheier, Jean Manzon, Mário Fontenelle e Orlando Brito, entre outros nomes centrais do modernismo brasileiro.

O conjunto estabelece um diálogo com o pensamento moderno internacional, especialmente com os princípios de Le Corbusier, fundamentais para a concepção urbanística de Brasília; e com a obra de Auguste Perret, referência no uso estrutural e expressivo do concreto armado. Entre os destaques, uma curiosidade rara: o perfume Brasília nº 1, idealizado por Madame Tommaso, fundadora da Carven, Paris, em homenagem à nova capital do Brasil.

As obras provêm de importantes coleções públicas e privadas, como o Instituto Moreira Salles, o Arquivo Público do Distrito Federal e a Coleção Brasília — Acervo Izolete e Domício Pereira.

Uma epopeia modernista

A transferência da capital do Brasil para o Planalto Central, no início da década de 1960, desencadeou um amplo movimento social e simbólico. Milhares de trabalhadores, sobretudo vindos do Nordeste brasileiro, deslocaram-se para o centro do país movidos pelo desejo de participar da construção de uma nova cidade, sede do governo federal.

O cerrado brasileiro, bioma de horizonte infinito e terra vermelha, transformou-se num gigantesco canteiro de obras. Núcleos provisórios como a Cidade Livre chegaram a abrigar mais de 30 mil trabalhadores, os chamados candangos, responsáveis por erguer Brasília em apenas 3 anos e 10 meses.

Esses trabalhadores, em grande parte oriundos das camadas populares, dominaram in loco as técnicas do concreto aparente, material-símbolo do modernismo brasileiro, cuja execução não admite erros nem retoques. Ao contemplar hoje as curvas perfeitas do Plano Piloto, os pilares do Palácio da Alvorada e os arcos monumentais do Palácio do Itamaraty, observa-se também a excelência artesanal dos candangos, protagonistas anônimos dessa epopeia urbana.

O Plano Piloto

Um dos destaques da exposição é a grande maquete de Brasília de autoria do arquiteto Antônio José de Oliveira, concebida especialmente para esta exposição a partir de imagens de satélite em alta resolução. Com 6 m x 4,80 m na escala 1:3500, a maquete apresenta a área delimitada pelo Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, a Torre de TV Digital, a Barragem do Lago Paranoá e a Rodoviária do Plano Piloto, permitindo ao público uma leitura clara e didática da concepção urbanística de Lucio Costa.

Arte, arquitetura e comissionamentos

Brasília foi pensada como um verdadeiro museu a céu aberto. Durante sua construção, um grupo de artistas foi especialmente comissionado para integrar arte e arquitetura, entre os quais:

Athos Bulcão, com painéis de azulejos e fachadas emblemáticas;

Marianne Peretti, autora dos vitrais da Catedral Metropolitana;

Alfredo Ceschiatti, escultor dos anjos da Catedral;

Roberto Burle Marx, responsável pelos principais projetos paisagísticos da cidade.

Algumas dessas obras e estudos são exibidas em Paris pela primeira vez, incluindo peças raras da Coleção Brasília — Acervo Izolete e Domício Pereira, como, por exemplo, o estudo para a escultura O Rito do Ritmo, de Maria Martins, primeira escultura pública da capital, instalada no Palácio da Alvorada; e obras emblemáticas de Bruno Giorgi, como Catavento, precursora da escultura Meteoro, localizada no espelho d’água do Palácio Itamaraty, e Os Guerreiros, símbolo de identidade dos candangos.

Coleção Brasília — Acervo Izolete e Domício Pereira

Formado por dois pioneiros que residiram em Brasília desde 1959, o Acervo Izolete e Domício Pereira, cuja marca é assinada pelo urbanista Lucio Costa, autor do Plano Piloto de Brasília, constitui um conjunto único de obras, documentos e objetos ligados à fundação da capital e ao Brasil, desde seu descobrimento. O acervo é gerido pelo historiador Cláudio Pereira. 

O casal atuou diretamente no Governo Federal e na Novacap, empresa responsável pela construção da cidade, reunindo um patrimônio artístico e histórico singular da estética modernista brasileira dos anos 1950 e 1960.

Curadoria e produção contemporânea

Além do núcleo histórico, a curadoria de Danielle Athayde propõe um diálogo com a produção contemporânea, com obras comissionadas de artistas como Alex Flemming, Naura Timm, Carlos Bracher, Darlan Rosa, Sanagê, Tarciso Viriato, Júlia dos Santos Baptista, Lui Rodrigues, José Maciel, Pedro Alvim e Paris Bogéa, que refletem sobre a permanência simbólica, social e política de Brasília no imaginário brasileiro.

A exposição — resultado de extensa pesquisa internacional realizada pela curadora na Fundação Ortega y Gasset, em Madri — já circulou por 15 capitais internacionais, incluindo Buenos Aires, Nova Delhi, Lisboa, Berlim, Londres, Moscou e Roma, tendo sidovista por mais de 400 mil pessoas.

Mostra de Cinema Brasília Viva

19 a 20 de março de 2026 | Maison du Brésil – Paris | Entrada gratuita

A programação inclui uma mostra de documentários de média e longa-metragem com a temática Brasília, hoje o terceiro maior polo audiovisual do Brasil e sede do tradicional Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Os filmes abordam temas como a fundação da cidade, a trajetória de Juscelino Kubitschek e acontecimentos políticos recentes que marcaram a história contemporânea do país 

VIK MUNIZ — ARTE NO CAOS 

19/03/2026 – 19h

Direção: Jimi Figueiredo 

Duração: 40 minutos

2023 

Sinopse: 

Vik Muniz, artista plástico brasileiro consagrado internacionalmente, enfrenta um desafio: construir uma obra a partir dos destroços dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Vidros quebrados, bombas de gás lacrimogêneo e muita paciência e criatividade nos levam a refletir sobre a importância da construção e reconstrução de uma democracia.

JK, O FUTURO CHAMADO AO PRESENTE 

20/03/2026 – 19h

Direção: Fábio Chateaubriand 

Duração: 90 minutos 

2024 

Sinopse: 

Documentário pop em ritmo de podcast que narra a história de Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil e fundador de Brasília, desde seu nascimento até sua morte trágica — e jamais esclarecida. É um pedaço da história do Brasil, cujos ecos ainda reverberam pelo país.

Conferências no Palais d’Iéna

Arquiteturas Utópicas de Auguste Perret e Oscar Niemeyer

18/03/2026 – 10h às 12h

Conferência dedicada à análise comparada de dois grandes mestres da arquitetura moderna, refletindo sobre suas contribuições estéticas, técnicas e simbólicas para a construção das cidades do século XX.

Catálogo Digital

A exposição conta com um catálogo digital bilíngue (francês-português) que reúne textos, imagens e extenso memorial documental, disponível para download em

www.artetude.com.br

Informações Gerais

Exposição: Brasília – Da Utopia à Capital

Local: Palais d’Iéna 9 Place d’Iéna 75775– Paris, França

Período: 16 a 21 de março de 2026

Curadoria: Danielle Athayde

Entrada gratuita – 09:00 às 19:00h

Mostra de Cinema “Brasília Viva”

Local: Fondation Maison du Brésil – Cité Internationale Universitaire de Paris – 7L bd Jourdan 75014 Paris

Período: 19 e 20 de março de 2026

Entrada gratuita 19:00h

Conferência Arquiteturas Utópicas de Auguste Perret e de Oscar Niemeyer

Local: Palais d’Iéna 9 Place d’Iéna 75775– Paris, França – Sala 301

Data: 18 de março de 2026 

Horário: 10:00 às 12:00h

Entrada gratuita mediante inscrição

HABITAR O INTERLÚDIO

Óbitos foto Fred Lamego

A Referência Galeria apresenta, a partir de 21 de março de 2026, a exposição “Habitar o Interlúdio”, nova mostra do fotógrafo Fred Lamego, com curadoria de Léo Tavares.

Com 37 fotografias inéditas, a exposição convida o público a vivenciar uma experiência de contemplação e introspecção, explorando o diálogo entre tempo, espaço e paisagem. Produzidas nos últimos três anos — com algumas imagens desde 2016 —, as fotografias foram realizadas em cidades e paisagens do Brasil e do mundo, incluindo Macapá, Tóquio, Jerusalém, Abu Dhabi, Montreal, Nova Déli, Três Marias, Fátima e Aparecida. 

Mais do que registros documentais, as imagens revelam atmosferas poéticas e sensoriais, nas quais a presença humana é sugerida, mas não aparece, permitindo ao espectador mergulhar em cada composição. “Em tempos estranhos e incertos no mundo, ‘Habitar o Interlúdio’ é uma investigação visual e multicultural sobre a capacidade humana de encontrar abrigo no silêncio”, afirma Fred Lamego. 

A curadoria de Léo Tavares destaca a força do trabalho na criação de uma experiência cronotópica, em que tempo e espaço se entrelaçam: “De Macapá a Tóquio, atravessamos territórios de introspecção, onde cada composição insinua uma fresta no tempo que nos permite respirar”, explica Tavares. 

Em um contexto de aceleração cotidiana, a exposição propõe ao visitante desacelerar, perceber a pausa e experimentar a observação da fotografia como um exercício meditativo. “Habitar um interlúdio” é escolher a pausa. É treinar o olhar para o que é perene, em vez do que é efêmero”, complementa Fred Lamego.

Serviço 

Exposição: Habitar o Interlúdio

Artista: Fred Lamego Curadoria: Léo Tavares Abertura: 21 de março de 2026 Período de visitação: 21 de março a 9 de maio 

Local: Referência Galeria – CLN 202 bloco B loja 11 (subsolo), Asa Norte Horário:Segunda a sexta 10h às 19h | Sábados 10h às 14h Entrada: Gratuita Informações:@referenciagaleria

Casapark Prime realiza o talk “Saúde, arquitetura e qualidade de vida”

Cristiane Coelho foto divulgação

Em março, o Casapark Prime, programa de relacionamento do Casapark, retoma os encontros com especialistas de diferentes áreas do conhecimento voltados para arquitetos e designers de interiores. No dia 18 de março, às 18h30, no Espaço Casa, acontece o Casapark Prime Talk “Quando a casa ajuda a dormir”. Realizado em parceria com o a Atlas Colchões, o evento reúne profissionais da saúde, arquitetura e bem-estar para discutir como o ambiente doméstico pode influenciar a qualidade do sono e contribuir para uma vida mais saudável. Participam do encontro Aliciane Mota, Carolina Colaço, Cristiane Coelho, Danuska Tokarski, Giovanna Leal, Ruan Braga e Sérgio Leite

Voltado principalmente para arquitetos e designers de interiores, o evento também é aberto ao público interessado no tema, mediante inscrição prévia e sujeito à disponibilidade de vagas. A entrada é gratuita e o espaço tem capacidade para 200 pessoas. As inscrições são feitas pelo Sympla https://www.sympla.com.br/evento/casapark-prime-talks-quando-a-casa-ajuda-a-dormir/3340940. Para acompanhar a programação completa, acesse @casaparkprime@casapark.

A conversa reúne profissionais de diferentes áreas que pesquisam e atuam diretamente com o tema. Participam a otorrinolaringologista Dra. Aliciane Mota, especialista em medicina do sono; a neurologista e médica do sono Carolina Colaço, professora de Neurologia da Universidade Católica de Brasília; a psicóloga Danuska Tokarski, certificada em Psicologia do Sono pela Academia Brasileira do Sono; e o fisioterapeuta Sérgio Leite, doutor em Ciências Médicas pela UnB. Também participam da conversa a empresária Cristiane Coelho, CEO da Atlas Colchões, com mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de soluções voltadas ao descanso e ao bem-estar, e os arquitetos Giovanna Leal, do escritório GL Arquitetos, e Ruan Braga, à frente do Studio Ruan Braga, que trarão a perspectiva da arquitetura e do design de interiores na construção de ambientes que favoreçam o descanso.

A arquitetura e a ciência do sono têm se mostrado aliadas fundamentais na promoção do bem-estar e da qualidade de vida. O modo como os ambientes domésticos são concebidos — considerando aspectos como iluminação, ventilação, escolha de materiais e organização dos espaços — pode influenciar diretamente a qualidade do descanso e a recuperação do corpo e da mente. Ao integrar princípios da arquitetura com o conhecimento científico sobre o sono, é possível projetar casas que favoreçam rotinas mais saudáveis e contribuam para noites verdadeiramente reparadoras

O talk “Quando a casa ajuda a dormir”acontece durante a Semana do Sono, promovida pela Associação Brasileira do Sono (ABS). O evento tem como objetivo levar à população informações qualificadas, novidades e as pesquisas mais recentes sobre a saúde do sono. Com o lema “Durma bem: viva melhor”, a Semana do Sono é realizada em diversos estados do Brasil.

Sobre os participantes

Aliciane Mota – Médica formada pela UFC, com especialização em Otorrinolaringologia pela USP–Bauru. Possui título de especialista em Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial pela ABORL e formação em Medicina do Sono pela ABORL e pelo Instituto do Sono para adultos, crianças e adolescentes. É membra titular da ABORL, da IAPO (Interamerican Association of Pediatric Otorhinolaryngology) e da Sociedade Brasileira do Sono.

Carolina Colaço – Neurologista formada pela UFPR, médica do sono pela USP de São Paulo, membra titular da Academia Brasileira do Sono e professora de Neurologia da Universidade Católica de Brasília.

Cristiane Coelho – Empresária e CEO da Atlas Colchões, com mais de 30 anos de experiência no segmento. Lidera a pesquisa e o desenvolvimento de colchões e acessórios da marca, unindo tecnologia, inovação e princípios da medicina do sono para promover mais saúde e bem-estar.

Danuska Tokarski – Psicóloga pela Universidade de Brasília (UnB), certificada em Psicologia do Sono pela Academia Brasileira do Sono (ABS) e pela Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP). É membro da Sociedade Brasileira do Sono, secretária da ABS-DF nos biênios 2022/23 e 2024/25, e possui formação em EMDR pelo IABAPT.

Giovanna Leal – Arquiteta à frente do escritório GL Arquitetos, onde desenvolve projetos residenciais de alto padrão com abordagem autoral, unindo sofisticação, funcionalidade e a experiência do morar. Atua também como mentora de arquitetos, compartilhando processos e estratégias de gestão para escritórios de arquitetura.

Ruan Braga – Arquiteto com mais de 20 anos de trajetória dedicada à arquitetura de alto padrão e fundador do Studio Ruan Braga. O escritório reúne um portfólio de projetos residenciais e comerciais marcados pelo equilíbrio entre estética e funcionalidade, com foco na escuta dos hábitos e da dinâmica de quem vive os espaços.

Sergio Leite é fisioterapeuta formado pela UFRN, especialista em Fisioterapia Respiratória pela UnB, mestre em Ciências da Saúde pela UnB e doutor em Ciências Médicas pela mesma instituição. É também diretor da empresa Complemento SleepCare.

Serviço:

Casapark Prime Talks | “Quando a casa ajuda a dormir”

Com | Aliciane Mota, Carolina Colaço, Cristiane Coelho, Danuska Tokarski, Giovanna Leal, Ruan Braga Sérgio Leite

Quando | 18/03, às 18h30

Onde | Espaço Casa, no mezanino da Livraria da Travessa

              Piso Superior, Casapark

Sympla | https://www.sympla.com.br/evento/casapark-prime-talks-quando-a-casa-ajuda-a-dormir/3340940

Inscrição | Gratuita

Instagram | @casaparkprime e @casapark