Categoria: Arquitetura, Decoração, Urbanismo, Paisagismo

TARSILA DO AMARAL SERÁ TEMA DE RODA DE CONVERSA DO“PRÊMIO ENGENHO MULHER” SOBRE PROTAGONISMO FEMININO

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Encontro Será no Sábado, dia 9/5, no Centro Cultural do TCU

O 4º Prêmio Engenho Mulher – Reconhecimento a Quem nos Transforma irá reunir lideranças femininas para uma Roda de Conversa sobre protagonismo feminino.

O encontro se dará no Centro Cultural do TCU, no próximo sábado, às 10h, durante visita mediada à exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”. Tem se tornado uma tradição do Prêmio Engenho Mulher reunir lideranças para debater sobre temas que impulsionam a equidade de gênero. 


“Tarsila nasceu ainda no século 19 e há mais de cem anos se projetou como uma mulher de destaque. É uma trajetória inspiradora, que nos conta sobre protagonismo feminino, talento e arte”, conta a realizadora do Prêmio Engenho Mulher, Kátia Cubel. A visita mediada é uma homenagem à artista, às lideranças femininas brasileiras, em especial às mulheres que realizaram juntas a maior mostra individual de Tarsila do Amaral. 


Nesta edição, o Prêmio Engenho Mulher é patrocinado pela Fibra, pelo programa de economia circular Glass is Good, por Alves Corrêa e Veríssimo Advogados Associados. Tem o apoio do Sebrae-DF, do Boulevard Shopping, da Secretaria de Economia Criativa e do MAB (Museu de Arte de Brasília). A cerimônia de entrega da premiação, a três mulheres do DF, irá acontecer no dia 25 de maio, com um menu assinado pelo bufê Chocolat.  

Centro Cultural do TCU – ISC-TCU:
St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 3 – Plano Piloto

Taguatinga Shopping valoriza a cultura brasiliense e o afeto em campanha de Dia das Mães com louça exclusiva de Athos Bulcão

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Ação reúne gift colecionável, vouchers do Madero e sorteio de um Citroën Basalt 0km

Elas são referência, cuidado e presença constante. O TGS, que acompanha diariamente histórias de mães e famílias, apresenta sua campanha de Dia das Mães 2026 com uma proposta que integra cultura, benefício imediato e premiação. Entre os dias 30 de abril e 11 de maio, clientes que acumularem R$600 em compras poderão trocar suas notas fiscais por um brinde exclusivo: uma boleira colecionável com estampa de Athos Bulcão.

Além disso, a cada R$400 em compras, os clientes recebem cupons eletrônicos para concorrer a vouchers do Madero e a um carro 0km. Os brindes deste ano seguem a tradição dos gifts colecionáveis do TGS com as obras de Athos Bulcão. As peças trazem os elementos gráficos da Igrejinha, a sua obra mais reconhecida. Produzida em edição limitada, a boleira foi pensada para integrar momentos em família e compor a mesa com funcionalidade e valor simbólico. “A proposta deste ano foi trazer um item que tivesse reconhecimento imediato e conexão com a cidade. A escolha do Athos Bulcão fortalece esse vínculo e amplia o valor percebido do presente”, afirma a gerente de marketing do Taguatinga shopping, Mayce Tranquillini.

Sobre o artista
Reconhecido como um dos principais nomes da arte moderna brasileira, Athos Bulcão marcou a arquitetura de Brasília com seus painéis e azulejos. Sua obra está presente em diversos monumentos da capital e é caracterizada pela repetição modular, cores e integração com o espaço urbano. Com seu vigor e rigor construiu uma linguagem poética de extrema universalidade, realizando de forma única a união da arte à arquitetura com painéis em azulejos, relevos em madeira ou mármore. Em Brasília, Athos imprimiu a marca de sua elegância, sensibilidade, imaginação e vibração em mais de 260 obras.

Benefícios e sorteios
Além do brinde, a campanha inclui o sorteio de 50 vouchers no valor de R$500 para consumo no Madero, operação recém-integrada ao mix gastronômico do shopping e que amplia as opções de experiência para o público. A cada R$400 em compras, o cliente recebe um cupom eletrônico, sendo que notas fiscais do restaurante têm valor em dobro para participação. Os sorteios acontecem nos dias 9 e 13 de maio. Além disso, os participantes também concorrem a um Citroën Basalt 0km. Para isso, basta acumular R$400 em compras durante o período da campanha. O sorteio será realizado no dia 17 de junho, pela Loteria Federal.

Clientes que doarem 1kg de alimento não perecível recebem cupons em dobro para concorrer aos prêmios. As doações serão destinadas às instituições apoiadaspelo TGS Solidário, reforçando o compromisso social do empreendimento.

A participação na campanha é realizada de forma 100% digital, por meio do aplicativo do TGS. Para suporte ao público, o shopping disponibiliza um lounge de atendimento presencial no Piso 3. A troca do brinde é limitada a uma unidade por CPF e válida enquanto durarem os estoques.

O público encontra no TGS um mix completo de lojas para presentear, além do serviço de Personal Shopper, que auxilia gratuitamente na escolha de produtos. O atendimento está disponível diariamente, das 14h às 20h, mediante contato via WhatsApp.

SERVIÇO: Dia das Mães TGS 2026
De 30 de abril a 11 de maio de 2026

R$600 em compras = 1 boleira exclusiva Athos Bulcão
R$400 em compras = 1 cupom para sorteios

Prêmios:
50 vouchers de R$ 500 cada para o Madero (sorteios em 09/05 e 13/05)
01 Citroën Basalt 0km (sorteio em 17/06/2026)

Benefícios adicionais:
Notas fiscais do Madero valem em dobro para os sorteios
Doação de 1kg de alimento garante cupons em dobro

Aplicativo: Taguatinga Shopping
Lounge de atendimento: Piso 3 (Loja TGS Solidário)
Limite: 1 brinde por CPF

Serviço do Taguatinga Shopping:
Site: www.taguatingashopping.com.br
Redes Sociais: Instagram – Facebook – Youtube
Informações: (61) 3451-6000

Sobre Taguatinga Shopping: Inaugurado em novembro de 2000, oTaguatinga Shopping é um empreendimento das Organizações PaulOOctavioe da JC Gontijo Engenharia. É um dos maiores centros de compras do Distrito Federal, tendo como principal reflexo a geração de 2,5 mil empregos diretos. A área total construída do empreendimento – que engloba shopping center, duas torres com 330 salas comerciais e seis pisos de estacionamentos com 2,5 mil vagas cobertas – totaliza a marca de 160 mil m² de área construída, que abrigam 250 operações comerciais, com qualificado mix de produtos, serviços e entretenimento, distribuídas em quatro pisos. O empreendimento é importante referência de consumo para toda a família, e recebe público de 1 milhão de pessoas por mês, em média. É o shopping center mais lembrado pela população do DF, segundo pesquisas realizadas pelo prêmio Top of Mind, no qual foi agraciado em 16 edições. Atualmente, desenvolve o projeto TGS Solidário, com diversas ações que promovem a cultura de voluntariado, consciência de cidadania e mobilizam pessoas e recursos para o bem coletivo.

Hidden marca retorno em 28 de maio com exposição inédita de Daniel Toys

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Projeto retorna em novo endereço secreto com intervenção do artista, que acompanha a trajetória do Hidden desde a primeira edição

Depois de anunciar seu retorno em 2026 em um novo espaço, o Hidden confirma a abertura da temporada para o dia 28 de maio e apresenta o primeiro nome da programação artística: o artista visual Daniel Toys, presença constante na história do projeto desde sua estreia, em 2017.

Ao longo dos anos, Toys acompanhou de perto as transformações do Hidden, crescendo junto com a iniciativa e contribuindo para a construção de sua identidade estética. Nesta edição, sua participação ganha ainda mais destaque: além de inaugurar a galeria como o primeiro artista a expor no espaço, ele também assina uma intervenção inédita no ambiente, em diálogo com elementos urbanos e referências de grandes cidades.

A exposição Onde Mora o Sonho reúne obras que transitam entre o urbano e o imaginário, construindo uma narrativa visual marcada por cores vibrantes, geometrias e símbolos recorrentes na pesquisa do artista, como casas, escadas e corações. A mostra propõe um olhar sobre o sonho como espaço de movimento, afeto e transformação.

“Essa exposição fala muito sobre os caminhos que a gente escolhe seguir e sobre como os sonhos se constroem no percurso. Estar no Hidden, que também é um projeto em constante transformação, torna tudo ainda mais simbólico”, destaca Toys.

A temporada 2026 conta com direção criativa de Mariana Braga, sócia do projeto, que assina a concepção do espaço e reforça o diálogo entre arte, arquitetura e experiência sensorial, marca registrada do Hidden ao longo de suas edições.

Em sua oitava edição, o Hidden reafirma seu lugar como um dos projetos mais originais da cena cultural de Brasília, apostando em uma curadoria que conecta artistas, narrativas e territórios, e convidando o público a redescobrir a cidade a partir de novos olhares.

Casa Vintage promove edição especial para o  Dia das Mães no Casapark

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O Casapark recebe, nos dias 2 e 3 de maio, a Casa Vintage — edição especial dedicada ao Dia das Mães — transformando a Praça Central em um ponto de encontro para quem busca presentes com significado, originalidade e memória. Em Brasília, a proposta convida o público a trocar o óbvio por peças únicas, carregadas de história e personalidade.

A tradicional feira reúne uma seleção diversa de expositores com antiguidades, obras de arte, mobiliário de época, joias e relógios antigos, além de memorabilia e itens colecionáveis da cultura pop.

Diversos colecionadores especializados, que reforçam o caráter plural da curadoria, participam desta edição: Andrea Joias, Yasmin Amigurumis, Grasi Joias, John – GiftPress colecionismo, Farias e Belinha Antiguidades, Romulo colecionismo, Gel jóias joalheria, Pedro Joana Antiguidades, Franswilliam numismática moedas antigas, Clebio Antiguidades, Iany Joias antigas, Tatiane colecionismo, .Carlinhos,Valdeson Asiel Relógios e joias Antigas, Ulysses e Diógenes colecionismo, Marcus – 3D colecionismo, Marcia Souza Joias, Veronica Colecionismo, Zenilda Colecionismo, BeloniWise Arte, Eduardo Artes. 

Mais do que uma experiência de compra, a Casa Vintage propõe um garimpo afetivo — ideal para quem deseja presentear com autenticidade nesta data tão simbólica.

Serviço:
Casa Vintage – Edição Dia das Mães
Data: 2 e 3 de maio (sábado e domingo)
Horário: das 12h às 20h
Local: Praça Central do Casapark
Entrada gratuita
casapark.com.br
@casapark 

Hidden retorna em 2026 em local inédito e direção criativa assinada por Mariana Braga

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Projeto ocupa novo espaço em Brasília e aposta em uma experiência construída a partir do próprio lugar

Depois de temporadas que transformaram espaços esquecidos da cidade em cenários de encontro entre arte, música e gastronomia, o Hidden está de volta. Em 2026, o projeto itinerante retorna ocupando um local inédito em Brasília, novamente com direção criativa assinada por Mariana Braga, também sócia do projeto.

Em sua oitava edição, o Hidden mantém sua essência de criar experiências a partir do próprio espaço que ocupa. Nesta temporada, o conceito nasce diretamente do encontro com o novo endereço, um lugar que, por suas características, redefiniu completamente o caminho criativo do projeto “surpreendente está de volta”, é assim que Mariana Braga resume o espírito da edição 2026. A proposta é explorar o potencial do espaço por meio de intervenções cenográficas, peças únicas e uma ambientação construída de forma orgânica, respeitando a identidade do local e revelando novas camadas ao público.

O endereço, mantido em sigilo como já é tradição do projeto, será divulgado oficialmente na semana da inauguração. Com forte presença estética e sensorial, o espaço conduz toda a experiência e convida o público a descobrir na nova perspectiva a história do local. 

Ao longo de suas edições, o Hidden se consolidou como um dos projetos mais originais da cena cultural de Brasília, evoluindo continuamente em suas propostas e ampliando o cuidado com cada detalhe da experiência. Em 2026, essa trajetória ganha novos contornos, combinando maturidade e inquietação criativa.

Chegar à oitava edição traz maturidade, mas também inquietude. É um momento de revisitar o que nos trouxe até aqui e, ao mesmo tempo, questionar tudo para seguir relevante. O Hidden 2026 representa essa virada: um projeto mais consciente da sua identidade, mas ainda movido pela curiosidade e pelo desejo de surpreender”, destaca Mariana Braga.

A direção criativa reforça esse momento do projeto, com uma leitura que valoriza a simplicidade com intenção, apostando em uma elegância sem excessos e em uma construção visual que dialoga diretamente com o espaço.

Reconhecida também pelo trabalho da ambientação à frente das edições anteriores do Hidden Brasília Salvador, e também do Camarote Viva Bahia, no carnaval deSalvador, premiado internacionalmente no Prêmio Lusófonos de Criatividade na categoria Inovação, Mariana amplia a conexão do Hidden com experiências contemporâneas de hospitalidade e design.

Mais do que um evento, o Hidden segue como um convite à descoberta, um projeto que transforma espaços, provoca novas leituras da cidade e reforça que, por trás do que parece esquecido, sempre existe algo a ser revelado.

Brasília 66 anos: arquiteta revela os segredos da capital que desafiou o tempo

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Especialista em Urbanismo do Centro Universitário de Brasília revela detalhes surpreendentes da construção da capital federal em tempo recorde

Os 66 anos de Brasília, a capital futurista do país, celebram um audacioso projeto de nação.

Construída em tempo recorde no coração do Planalto Central, a cidade é um testemunho da engenhosidade humana e da visão de seus criadores. Idealizada por Juscelino Kubitschek, projetada por Lúcio Costa e com as obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer, a capital federal é um laboratório vivo de conceitos urbanísticos que, por vezes, desafiam a compreensão de seus habitantes e visitantes.

Para desvendar os mistérios por trás de sua concepção, a professora de Arquitetura do Centro Universitário de Brasília (CEUB) e especialista em urbanismo, Ana Carolina Drumond, explica a lógica por trás do Plano Piloto. “Brasília não é apenas uma cidade; é um manifesto urbanístico, uma materialização de ideias que moldaram o século XX e continuam a influenciar o planejamento urbano global”, afirma a professora.

A influência da Carta de Atenas e as quatro funções
O Plano Piloto é um exemplo da aplicação dos princípios da Carta de Atenas, documento fundamental do urbanismo moderno. Lúcio Costa estruturou a cidade em torno de quatro funções essenciais: habitar, trabalhar, recriar e circular. Essa segregação funcional visava otimizar o fluxo e a qualidade de vida. Segundo Ana Carolina Drumond, “a Carta de Atenas foi a base teórica que permitiu a Lúcio Costa conceber uma cidade onde cada área tinha um propósito claro, buscando a eficiência e a ordem no espaço urbano”.

A forma de avião de Brasília, com seus eixos Norte-Sul (Eixo Rodoviário) e Leste-Oeste (Eixo Monumental), é icônica. Essa cruz não foi arbitrária, ela se adaptou à topografia do terreno. O Eixo Monumental, por exemplo, segue um cume, enquanto o Eixo Rodoviário se inclina em direção ao Lago Paranoá. “A genialidade de Lúcio Costa foi integrar o desenho urbano à paisagem natural, utilizando a topografia para guiar os eixos e setores, harmonizando a construção e o ambiente”, explica a especialista do CEUB.

As superquadras: unidades de vizinhança autossuficientes
As superquadras das Asas Norte e Sul foram projetadas como “unidade de vizinhança”, com pilotis no térreo para uso comum, um cinturão verde circundante e um gabarito de, no máximo, seis pavimentos. A ideia era criar comunidades auto suficientes com escolas, comércio local e áreas de lazer. Para Ana Carolina Drumond, “as superquadras são a essência da vida comunitária brasiliense, um experimento social e urbanístico que buscava promover a convivência e a qualidade de vida em um ambiente planejado”.

As ruas paralelas ao eixo rodoviário, que se organizam também paralelas ao oeste, iniciam sua denominação com W, como o Eixo W e W3. Se esta rua acontece depois da rodoviária em direção norte, por exemplo, sabemos que estamos na Asa Norte. Por outro lado, as ruas paralelas ao Eixo Rodoviário, também paralelas à direção leste, têm seu nome iniciado com L, a exemplo da L2 e do Eixo L.

A lógica da numeração e orientação das ruas
A numeração das quadras e ruas de Brasília segue um sistema peculiar que, à primeira vista, pode parecer confuso. As quadras ímpares (100, 300, etc.) estão a oeste do Eixo Rodoviário, enquanto as pares (200, 400, etc.) estão a leste. As ruas são designadas como W (oeste) e L (leste). “Essa organização numérica e alfabética é uma forma de orientação racional, pensada para facilitar a localização em uma cidade com um traçado tão singular, embora exija um certo tempo de adaptação para quem não está acostumado”, pontua a professora do CEUB.

Setores especializados e a escala gregária
Além das áreas residenciais, o Plano Piloto previu setores específicos para cada função: comerciais, autarquias, bancários, hoteleiros e de lazer. Essa segregação funcional é uma característica marcante. A “escala gregária”, por exemplo, refere-se aos espaços de convivência e encontro, como a Rodoviária do Plano Piloto, que funciona como um ponto central de convergência. “A divisão em setores especializados reflete a visão modernista de otimização do espaço, enquanto a escala gregária busca promover a interação social em pontos estratégicos da cidade”, explica Ana Carolina Drumond.

A interseção rodoviária: o coração pulsante
A Rodoviária do Plano Piloto não é apenas um terminal de ônibus; é o ponto de interseção dos dois eixos principais da cidade e um centro de circulação. Projetada para ser um hub de transporte e um espaço de encontro, ela simboliza a centralidade do automóvel na concepção original de Brasília. “A Rodoviária é o coração pulsante de Brasília, o ponto onde todas as escalas se encontram e onde a dinâmica da cidade se manifesta de forma mais intensa, refletindo a importância da circulação no projeto de Lúcio Costa”, conclui a especialista do CEUB.

Sobre o CEUB | Seu futuro tem história
Fundado há mais de 50 anos, o Centro Universitário de Brasília (CEUB) é referência em ensino superior no Distrito Federal, unindo tradição, excelência acadêmica e inovação. Oferece cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas, com infraestrutura moderna, programas de iniciação científica, extensão e empreendedorismo. Com mais de 100 mil profissionais formados e presença marcante em projetos sociais e de pesquisa aplicada, o CEUB reafirma sua missão de educar para transformar, construindo histórias que impulsionam o futuro do país.

“AFINS” é a nova exposição coletiva na Galeria Karla Osorio

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A Galeria Karla Osorio apresenta a exposição coletiva “AFINS”, com obras de 34 artistas brasileiros de diversas gerações e de todas as regiões do país, que tem em comum afinidades em torno de um deles o também curador Bené Fonteles. São eles Ailton Krenak, Amelia Toledo, Bené Fonteles, Ciça Fitippaldi, Carolina Bonfanti, Daiara Tukano, Emanoel Saravá, Ernesto Bonato, Ernesto Neto, Fernando Coelho, Fernando França, Hamilton Leitão, João Paulo Marques de Lima, Josafá Neves, José Ivacy, Kboco, Lia do Rio, Luiz Gallina Neto, Luiz Hermano, Marcelo Conrado, Marcelo Reis, Maxim Malhado, Mô Toledo, Orlando Maneschy, Rachel Mascarenhas, Regina Vater, Rodrigo Bueno, Rômulo Andrade, Selma Parreira, Seo Constante, Siron Franco, Ton Bezerra, Xico Chaves e Zuarte.

A curadoria de Bené Fonteles e Karla Osorio, reúne artistas que dialogam com a vida e obra de Fonteles, artista pioneiro e essencial na cena da arte contemporânea brasileira. A variedade de artistas, com suas diferentes origens e percursos, proporciona diálogo único sobre temas recorrentes na carreira de Fonteles – a relação entre arte e ecologia, o poder do sensível e do espiritual -, oferecendo perspectivas poéticas distintas e, ao mesmo tempo, complementares e muito atuais.

Sobre a exposição

AFINS reúne artistas afinados com Bené Fonteles, curador da mostra juntamente com Karla Osorio. As afinidades que unem os artistas selecionados não são apenas artísticas, mas também poéticas e filosóficas, ecológicas e espirituais ao manifestar pelas matérias, formas e sentidos o ser e o estar no mundo sem ser o mundo.

Fonteles passou a ser, desde os anos 1970, inspiração e referência para muitos artistas da arte contemporânea no país, pelo seu pioneirismo nas relações de arte e ecologia, por suas atitudes poéticas e políticas ligadas à espiritualidade brasileira e universal. Nesta mostra, Bené se encontra com seus pares que são bem mais e muitos para celebrar uma vida dedicada à Vida.

Gravitando em torno de Bené artistas, poeta, compositor, curador e escritor, convidamos seus pares artistas e poetas com os quais tem grandes afinidades afetivas e artísticas, para uma conversa nos espaços da galeria. Neste encontro poético firmam-se diálogos entre o visível e invisível por meio do poder amoroso e do que é sensível e sensorial, entre o que é profano e sagrado: ambos, vão dissolvendo a tênue fronteira entre o que se diz erudito e o que se faz popular, chegando ao que Bené chama de “o corpo do transcendente”.

A inauguração se dá em Brasília, na semana de aniversário de 66 anos da cidade, capital que Bené escolheu para ser sua própria por muitos anos de sua vida e onde tem grande parte de sua família. Os artistas da exposição, em sua maioria, estarão presentes no evento. No local, a mostra ocupará as 7 (sete) galerias, espalhadas em 5 pavilhões e o grande jardim, onde ARTE estará em toda PARTE. Depois de Brasília, a mostra seguirá para São Paulo, num formato mais intimista, entre agosto e outubro próximo.

Sobre os artistas

Ailton Krenak (Itabirinha, MG, 1953) – Escritor e ambientalista, Krenak é uma das principais vozes indígenas do país e o primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras. Autor de obras como Ideias para adiar o fim do mundo e Futuro ancestral, articula pensamento indígena, filosofia e ecologia para questionar os modos de vida atuais e apontar caminhos possíveis de relação com a natureza e o coletivo.

Amelia Toledo (São Paulo, 1926 – Cotia, 2017) – Amélia Toledo foi uma influente escultora, pintora, desenhista e gravadora brasileira. Desenvolveu uma prática multifacetada — entre escultura, pintura e gravura — forjada no convívio com figuras centrais da arte moderna brasileira como Anita Malfatti, Hélio Oiticica e Lygia Pape. A partir dos anos 1970, sua produção ultrapassa a gramática construtiva e volta-se para as formas da natureza, com a paisagem e a pesquisa cromática tornando-se eixos fundamentais de sua obra. Participou de mostras individuais em instituições como MuBE, Estação Pinacoteca, Instituto Tomie Ohtake e Centro Cultural Banco do Brasil, e de coletivas como a 29ª Bienal de São Paulo e Radical Women: Latin American Art, 1960–1985, no Hammer Museum e no Brooklyn Museum. Suas obras integram coleções da Fundação Calouste Gulbenkian, MASP, MAM-SP e Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras.

Bené Fonteles (Bragança, PA, 1953) – Vive e trabalha entre Brasília, Caldas (MG) e Salvador (BA) É artista plástico, jornalista, editor, escritor, poeta e compositor. Iniciou sua carreira em 1971, participando do 3º Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará. Desde então, transita entre a arte e o artesanato, baseando seu trabalho na transformação de materiais simples e muitas vezes frágeis, naturais ou pouco trabalhados pelo o homem, como pedras, pedaços de troncos, cordas, tecidos rústicos, arames, entre outros. Por cinco vezes participou da Bienal de São Paulo, com destaque para a 32ª edição, com o projeto Ágora: Oca Tapera Terreiro, sob convite de Julia Rebouças, assim como do Panorama de Arte Atual Brasileira no MAM de SP e mostras experimentais no Museu de Arte Contemporânea da USP.

De suas exposições individuais, podem ser destacadas as mostras, “Sudários” no Espaço Cultural Contemporâneo – ECCO em Brasília, “Audiovisuais” e “Terra”realizadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo, “Bené Fonteles” no Parque Lage no Rio de Janeiro e diversas outras. Também está presente em coleções privadas e em diversos acervos públicos e institucionais em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Belém, Cuiabá, Paris e Nova Iorque. Além do trabalho autoral como artista visual, já organizou e publicou diversos livros e catálogos sobre artistas como Rubem Valentim, Mario Cravo Neto, Athos Bulcão etc. Faz curadorias e projetos de expografia em artes visuais. Foi diretor do Museu de Arte da UFMT e Museu de Arte de Brasília e recebeu do Ministério da Cultura e da Presidência da República a Ordem do Mérito Cultural.

Ciça Fitippaldi (São Paulo, SP, 1952) – Ciça Fittipaldi é paulistana e vive em Goiás. Artista visual, ilustradora e autora de livros para crianças, seu trabalho é fortemente marcado pela pesquisa das culturas, vivências e colaborações com etnias indígenas no Brasil e países latino-americanos, especialmente da Amazônia. Sua produção também é afetada pelo interesse nas literaturas africanas e afro brasileiras. Ativista das questões indígenas desde os anos 1970 e mestra em Arte e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás, foi vencedora do Prêmio APCA e, mais recentemente, ganhou o Selo White Ravens da Biblioteca da Juventude de Munique pela obra “KAALIAWIR”.

Carolina Bonfanti (Rio de Janeiro, RJ, 1987) – Carolina “Loló” Bonfanti inicia sua trajetória expositiva em 2013 e desde então apresenta trabalhos fotográficos e video instalações em instituições como o Centro Cultural Kirchner, Centro Cultural Haroldo Conti, Museu Lucy Mattos e Museu MACsur, além de participar do OFF da Bienal de Dakar, Dak’Art, no Senegal, e de residências como a Floresta Viva na Kaaysá Art Residency, com curadoria de Bené Fonteles. Sua obra investiga o cruzamento entre corpo, natureza e arte, costurando narrativas simbólicas, imaginários míticos e processos de transformação. Atualmente, vive e trabalha em Itacaré, Bahia.

Daiara Tukano (São Paulo, SP, 1982) – Duhigô, do povo indígena Tukano – Yé’pá Mahsã, pertence ao clã Eremiri Hãusiro Parameri do Alto Rio Negro na Amazônia brasileira, nascida em São Paulo e residente em Brasília, DF. É artista, curadora, professora e ativista do povo Tukano. Graduada em Artes Visuais e Mestre em direitos humanos pela Universidade de Brasília – UnB, pesquisa o direito à memória e à verdade dos povos indígenas. sua obra vem ganhando destaque no Brasil e no exterior. Atua na discussão sobre o direito à memória e verdade dos povos indígenas, na promoção das políticas culturais para os povos indígenas e a defesa de seu patrimônio cultural como a repatriação de artefatos ancestrais. Em seu percurso, arte, pesquisa e mobilização caminham juntas — como formas de resistência e afirmação de identidade. Participou da 34a Bienal de São Paulo e foi ganhadora do Prêmio PIPA Online 2021, além de ter sido premiada com o Prince Claus Seed Awards em 2022. Conta com obras nos acervos da Pinacoteca de São Paulo, MASP, Memorial dos Povos Indígenas – DF, Museo delle Civilità (Itália), Mauritshuis Museum (Holanda).

Emanoel Saravá (Salvador, BA) – Emanoel Saravá é artista visual multidisciplinar, nascido em Salvador, Bahia, Brasil, e graduando no Bacharelado Interdisciplinar em Artes pela Universidade Federal da Bahia (IHAC/UFBA). Sua prática investiga o corpo-natureza como campo de inscrição e irradiação subjetiva e transgressiva, em diálogo com a cosmovisão afro-indígena, articulando memórias, territorialidades e vivências como matéria de criação. A partir desses cruzamentos, seu trabalho tensiona e reconfigura a leitura histórica das paisagens urbanas da cidade, especialmente nas zonas de fricção entre natureza, infraestrutura e marginalidade social. Entre vestígios históricos e atravessamentos do contemporâneo, desenvolve fabulações poéticas e políticas por meio da fotografia, da imagem, da instalação e do objeto.

Ernesto Bonato (São Paulo, SP, 1968) – Gravador, fotógrafo, curador e professor. Gradua-se em artes plásticas em 1992 e conclui mestrado em poéticas visuais, sob orientação de Evandro Carlos Jardim (1935), em 2000, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Em 1991, participa do Projeto Nascente da USP. Freqüenta o Atelier Experimental de Gravura Francesc Domingo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) e do Museu Lasar Segall, entre 1991 e 1994. Neste último ano, freqüenta o curso Estratégias de Abordagem da Arte Contemporânea, ministrado por Amélia Arenas. Atua no Serviço Educativo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) desde 1997. Em 1998 e 1999, é professor de xilogravura no Atelier de Gravura do Museu Lasar Segall. Desde 1993 integra o Atelier Piratininga. Concebe e orienta cursos de desenho e gravura em instituições e atua como curador.

Ernesto Neto (Rio de Janeiro, RJ, 1964) – O artista produz esculturas e grandes instalações imersivas, utilizando técnicas artesanais como o crochê para compor estruturas flexíveis e interativas que ativam os nossos cinco sentidos, com a incorporação de elementos botânicos, ervas e especiarias. O artista tece membranas e peles, redes e invólucros que usam a gravidade e o equilíbrio como recursos de composição. Seus trabalhos mantêm sempre uma relação com a natureza, seja por meio de suas fisionomias biomórficas, seja no caráter interligado dos elementos que compõem seus espaços. Os ambientes plurissensoriais de Neto são percorridos e habitados, formando locais de encontro,troca e reflexão. O público não é pressuposto como um grupo de observadores, mas acolhido como um coletivo de presenças e corpos ativos nas instalações.

Fernando Coelho (Salvador, BA, 1939) – Fernando Coelho nasceu em Salvador em 1939. Na década de 50, desenvolveu seu trabalho como publicitário e realizou desenhos técnicos. Foi vencedor de um concurso de cartazes do Estado da Bahia em 1961. Em 1964, ano de sua primeira exposição individual, Fernando se revelou como pintor. Em suas pinturas toma forma um misticismo que se expressa frequentemente em jardins e flores, construindo imagens a partir de um olhar que traz à tona o aspecto fantástico dos elementos que figuram em seus quadros. Em 1997, Coelho é um dos artistas que ilustraram o livro Castro Alves: Edição Comemorativa dos 150 anos de Antônio de Castro Alves, editado pela Fundação Banco do Brasil e pela Odebrecht.

Fernando França (Rio Branco, AC, 1962) – Fernando França é desenhista, pintor e mestre em literatura brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Já participou de várias exposições e mostras coletivas, inclusive, na França e em Portugal. Entre os prêmios conquistados está o 6º Prêmio CDL de Artes Plásticas (Fortaleza-CE) e o 1º Prêmio em Pintura no III e no II Festival Universitário da Cultura, do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (MAUC). Nos tempos de estudante de Letras da UFC, Fernando iniciou-se nas artes visuais, através de participação em mostras de festivais universitários no MAUC, como desenhista de histórias em quadrinhos. Ao tecer comentários sobre a obra pictórica de Fernando França, o renomado artista plástico Descartes Gadelha salienta sua “potencialidade vocacionada para o muralismo”. Fernando França vem construindo sua obra não só na absorção das lições dos grandes mestres, como Rafael, Van Gogh e os cubistas, como, especialmente, no exercício persistente da busca de uma marca própria de expressão.

João Paulo Marques de Lima – O artista combina e concentra as suas obras em diferentes técnicas e práticas artísticas, como a pintura, o desenho, a fotografia e o violão clássico. Participou da residência artística Projeto Maré.01 de Ernesto Bonato com exposições coletivas de gravura. Em 2013 foi contemplado com uma bolsa através da Unicamp-SP para estudar artes em Portugal. Mudou-se para o Porto (Portugal), se formando pela Universidade de Belas Artes do Porto. Desde 2014 realizou vivências artísticas em conjunto com a associação PELE, com a Belas Artes do Porto e trabalhos de pinturas para Polônia e Suécia. Em 2021, realizou uma exposição na Catedral da Sé do Porto com uma série de 14 peças/pinturas em madeira, sobre o caminho de Santiago. Desde 2021 desenvolve um projeto de pintura, fotografia e música sobre as paisagens nordestinas próximas à Serra da Ibiapaba, região do Ceará que faz fronteira com o Piauí. Josafá Neves (Gama, DF, 1971) – Autodidata, sua prática dialoga com estéticas afro-brasileiras, diáspora africana e ancestralidade. Suas obras transitam entre figuração e abstração simbólica. Parte de uma base negra, com telas pintadas de preto antes das cores, criando densidade única. Natureza, mitos afro-atlânticos, espiritualidade e orixás permeiam sua poética. Com mais de 25 anos de trajetória, une tradição e contemporaneidade, articulando o popular e o erudito, o local e o internacional. Já expôs no Brasil, América Latina, Europa, EUA e Angola, recebendo o título de Doutor Honoris Causa. José Ivacy (Morada Nova, MG, 1962) – Desde os anos 80 trabalha intensamente com obras que tem como característica a artesania e a manipulação de diversos materiais, principalmente a madeira e metais. Visível em suas pinturas e objetos, um complexo conjunto de formas geométricas e orgânicas, percorrendo um caminho próprio no campo da inventividade. Participou de diversas mostras coletivas de artistas em Brasília e atualmente dedica-se ao trabalho de atelier em Sobradinho, onde vive e administra a galeria ManOObra. Ivacy cria projeto construtivo ímpar com obras, para fora e para dentro de qualquer espaço proposto, inéditas e trans- cendentes contribuições raras como as de Celso Renato, Emanuel Nassar e Marcone Moreira. Artistas que não sabem o que é medo do ter e do “tempo rei” transformador e transmutador. Tiram partido de sua desconstrução e reinventam-se, reinventam a pintura escapando da armadilha formalista. Ivacy liberta a pinturacomo objeto com extraordinária coragem e ou- sadia fazendo de matéria e tempo uma Unidade na Poesia. Tem obras em várias coleções públicas e privadas, inclusive nos Museus de Arte da República, Museu de Arte de Brasília, Museu de Arte do Rio – MAR. Também participoude feiras nacionais e internacionais.Kboco (Goiânia, Goiás, 1978) constrói uma poética visual centrada na busca por uma identidade brasileira que se expande para além do eixoocidental tradicional. É a partir de sua origem no Cerrado, com sua crueza e biodiversidade, que o artista se conecta ao mundo, estabelecendo

um diálogo entre o local e o universal. Seu trabalho é fruto de um olhar atento a repertórios culturais muitas vezes à margem da história daarte convencional, incorporando elementos de povos nômades e estéticas orientais ao seu vocabulário plástico.

Através de pinturas translúcidas e esculturas totêmicas de madeira, o artista funde arquitetura e abstração, priorizando a sinuosidade e o caráter anímico da matéria. Ao reaproveitar materiais e símbolos de origens diversas, Kboco propõe uma visualidade miscigenada e potente, que valoriza ritos, mitificações e um legado cultural que desafia as certezas da herança eurocêntrica.

Lia do Rio (São Paulo, 1938) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua prática transita entre instalação, apropriação e intervenção, investigando a construção de memória e a natureza do tempo por meio de materiais não convencionais. Expôs no Brasil e em países como EUA, Japão, França, Alemanha, Inglaterra, Áustria, Suécia, Portugal e China. Possui obras em acervos como o Hangzhou Qianjiang International Art Museum, Centro de Arte Hélio Oiticica, FUNARTE, Jardim Botânico e Floresta da Tijuca (obra tombada), entre outros. É autora dos livros Dialeto e Dialeto volume II, além de Lia do Rio: Sobre a Natureza do Tempo (Fase10, 2015), e seu trabalho consta empublicações como revista Art in America e livro The Environmental Imaginary in Brazilian Poetry and Art, de Malcolm McNee. Lia do Rio utiliza materiais não convencionais, usando linguagem limite entre instalação, apropriação e intervenção, em indagação da maneira pela qual construímos no presente atemporal e eterno, as memórias do passado e do futuro.

Luiz Gallina Neto (São Paulo, SP, 1953) vive em Brasília desde 1968. Formado em Comunicação Social (1975), é mestre em Poéticas Contemporâneas pela UnB (2004), onde leciona desde 1994, tendo recebido o título de Notório Saber. Artista visual premiado, participou de salões e coletivas nacionais como o MAM-SP, MAC-GO e Museu Nacional da República. Realizou exposições individuais em espaços como Galeria Karla Osorio, Alfinete Galeria. Referência Galeria, Espaco Piloto UnB e Galeria Pé Palito. Sua obra transita entre a exatidão poética e a imanência da natureza, revelando uma pintura que transcende o visual e celebra a vida com profundidade estética e sensível.

Luiz Hermano (Preaoca, CE, 1954) estudou Filosofia em Fortaleza. Começou, de maneira autodidata, a trabalhar e experimentar com gravura em metal e desenho, depois incorporando a pintura e a escultura à sua produção. O universo popular é uma referência para o artista, que dialoga com o imaginário das gravuras populares e da literatura de cordel. Além disso, em certos trabalhos explora as possibilidades formais relacionadas à produção artesanal de utensílios de seu estado natal, o Ceará, como o trançado.

Marcelo Conrado (Prudentópolis, PR, 1976) é artista visual e professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná. Doutor em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Coordenador da Clínica de Direito e Arte da UFPR, Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e do Instituto dos Advogados Brasileiros. Foi Presidente da Sociedade dos Amigos do Museu de Arte Contemporânea do Paraná e Membro Consultor da Comissão de Arte e Cultura do Conselho Federal da OAB. Autor do livro Arte, originalidade e direitos autorais (Edusp) que em 2023 foi premiado pela Associação Brasileira das Editoras Universitárias. Possui obras no acervo do Museu da República, Museu de Arte de Brasília, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Fundação Cultural de Curitiba e Museu Oscar Niemeyer.

Marcelo Reis (Salvador, BA, 1972) – Artista visual com ênfase em fotografia, curador e gestor cultural, é diretor do Festival Nacional de Fotografia A Gosto da Fotografia e do Instituto Casa da Photographia — uma das principais instituições privadas de fomento à cultura fotográfica na Bahia, que fundou em 1997. Atuou na coordenação de Artes Visuais da FUNCEB, onde foi curador da 64ª edição dos Salões de Artes Visuais da Bahia, idealizou o Memorial dos Salões e coordenou a etapa adjunta do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger. Desenvolve desde os anos 1990 pesquisa fotográfica sobre ritos da cultura popular brasileira, especialmente do Norte e Nordeste. Em 2024 apresentou, com curadoria de Bené Fonteles, a instalação Negreiros, um pensamento Afro-atlântico na Casa de Castro Alves, em Salvador. Expôs nas principais galerias da Bahia, do Brasil e do exterior.

Maxim Malhado (Ibicaraí, BA, 1967) – Artista visual, formado em Educação Física, professor, escritor, tem como lugar de observação no mundo o universo da casa, os objetos, as estruturas, paredes, ferragens, telhados, sustentação e acolhimento, o nível do chão, alturas e alinhamentos dos espaços através do prumo… Além desse lugar, a “casa” outras instâncias fazem rodar, a questão religiosa, afeto, história, amor, memória e a sexualidade, acreditando que não existe nada disso visto separadamente, tudo junto, dejunto, todos… O artista já participou de várias exposições coletivas, Rumos Itaú Cultural edição 2001-2003, em 2004 foi convidado para 26° Bienal Internacional de São Paulo, Trienal de Luanda, Bienal do Mercosul(Porto Alegre-2018) Bienal de Montevideu Uruguai, algumas premiações, incluindo 8° Salão MAM Bahia-2001. Em 2024 teve individual na Paulo Darzé Galeria “…até onde a vista alcança…” e individual na Belizário Galeria de Arte em São Paulo “…lá do lugar onde moramos…” Mô Toledo (São Paulo, SP, 1953) – Pintor, gravador, roteirista e diretor de cinema. É filho da artista plástica Amelia Toledo. Ainda na infância, reside por certo tempo em Londres (Inglaterra), onde inicia sua alfabetização. A partir de 1976, passa a residir no Rio de Janeiro, onde escreve roteiros para cinema e vídeo. Dirige, em 1980, o desenho animado Afundação do Brasil, filme convidado para festivais como os de Leipzig (Alemanha) e Lille (França) e premiado em mostras/competições como o Prêmio Coral de Havana, em Cuba (1981). Em 1992, funda junto com a mãe a empresa Tria, que assina projetos para obras públicas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre as atividades da Tria está o embelezamento da Estação Brás do Metrô de São Paulo e o projeto completo da Estação Cardeal Arcoverde do Metrô do Rio de Janeiro. Em 1999 é, ao lado da mãe e da produtora Ana Lúcia Guimarães, curador da exposição individual retrospectiva que a Galeria de Arte do Sesi, no Centro Cultural Fiesp, realiza em homenagem a Amelia Toledo. Ainda em 1999, é um dos artistas que constam do livro do projeto BRAZILIANartBOOK, publicado pela G&A Editorial, em São Paulo.

Orlando Maneschy (Belém, PA, 1968) é artista, curador e professor pesquisador. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Realizou estágio pós-doutoral na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. É professor na Universidade Federal do Pará. É coordenador do grupo de pesquisa Bordas Diluídas: Questões da Espacialidade e da Visualidade na Arte Contemporânea (UFPA/CNPq). É curador da Coleção Amazoniana de Arte da UFPA. Tem participado de diversos projetos, exposições, e foi contemplado com prêmios e bolsas de instituições como Funarte, CNPq e Capes. Seus projetos curatoriais lançam olhar para a produção brasileira contemporânea, recebendo o prêmio de Melhor Exposição Coletiva pela CELESTE 2024, com Delírio Tropical, apresentada na Pinacoteca do Ceará e foi premiado na mesma categoria em 2025, com Terra Incógnita, notas amazonianas, em exibição na Galeria de Arte da UFPA. Como artista, destacamos, dentre outros projetos: É Uma Festa, Pá! – Bienal de Cerveira, 2024; A 2 Graus do Equador, Chão, São Luiz, 2025; Adiar o Fimdo Mundo, FGV Artes, RJ, 2025/2026.

Rachel Mascarenhas (Salvador, BA) reside e trabalha em Salvador explorando diversas linguagens. Com formação em arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal da Bahia, a artista visual utiliza também a pintura, a gravura, o vídeo, performance, fotografia e intervenções urbanas em trabalhos individuais ou em parcerias.

Regina Vater (Rio de Janeiro, RJ, 1943) é artista intermídia, pintora, fotógrafa e ilustradora cuja trajetória atravessa pintura, instalação, vídeo e arte experimental. Formada no convívio com Iberê Camargo e em colaboração com Hélio Oiticica em Nova York, desenvolveu ao longo das décadas de 1970 e 1980 uma prática pioneira na interseção entre arte conceitual e poesia visual. Em 1979 organizou a primeira exposição de arte experimental brasileira em Nova York, e em 1980 retornou à cidade como bolsista da Fundação Guggenheim para desenvolver pesquisas em instalação. Foi curadora de mostras no Mexic-Arte Museum (Austin) e no Blanton Museum (Austin), e participou de residências na ArtPace Foundation (San Antonio). Vive e trabalha nos Estados Unidos desde 1986.

Rodrigo Bueno (Campinas, SP, 1967) Rodrigo Bueno vive em trabalha em São Paulo. É graduado em Comunicação Social, ingressou em programas de pós-graduação em Artes Plásticas na School of Visual Arts – NY (EUA), e em Arte e Consciência pela Universidade John F.

Kennedy – CA (EUA). É idealizador do ateliê Mata Adentro, nome de uma casa/espaço de trabalho, localizado na Lapa em São Paulo. Mata Adentro é um convite à sensibilização das dinâmicas do espaço natural, um laboratório de produção de suportes de experimentação de linguagens ocultas no subconsciente, nas multidimensões do entorno e na diversidade de vida contida no legado do mundo natural, fonte de cultivo e resiliência. Trata-se de um lugar onde materiais recuperados, principalmente madeira, ferro, terra e plantas coletadas do lixo urbano, são transformados em instalações, esculturas, pinturas e ambientes que fomentam as tecnologias do encontro, espécies de jardins que falam da continuidade da vida, do eixo que sustenta o todo, da cultura em constante movimento. Mata Adentro é um nome escolhido para expandir a autoria de um único artista em ações de processos coletivos, pois somos indivíduos inseridos em ambientes colaborativos. O estúdio tem mostrado seu trabalho no país e no exterior há mais de vinte anos, com obras em sua maioria tridimensionais, vivas e imersivas que se relacionam com o vínculo da natureza e humanos, sobrepondo narrativas ancestrais e energias fluídas, voltadas a cura vibracional e a experimentação educativa. Possui obras em coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Rômulo Andrade (Niterói, RJ) Rômulo nasceu em Niterói e cresceu no bairro da Taquara, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Vem de uma família carioca muito musical. Ainda na infância interessa-se pelo desenho, aquarelas e linguagens expressivas. Depois de alguns anos morando em São Paulo, muda-se pra Brasília em 1975 aos vinte anos. Na capital, ao longo dos anos trabalha como designer gráfico e como professor encara o desafio da Educação popular, convivendo com alunos jovens e adultos de todas as regiões do Brasil. Tem currículo extenso de mostras e publicações desde 1978. Artista visual: desenhista, gravurista, pintor e alquimista, inventor de objetos, muito cedo se engaja ao movimento ambientalista. ‘Cerrado, berço das Águas’ é uma expressão cunhada por ele que se tornou recorrente.

Selma Parreira (Goiânia, GO) – Artista visual, arte educadora e pesquisadora na Faculdade de Artes Visuais / UFG. Trabalha com linguagens contemporâneas e investigações que perpassam pelo homem, seus objetos, espaços e memórias Com formação em Licenciatura em Artes Plásticas, 1980 e Mestra em Artes e Cultura Visual, 2010, Fav/ UFG.

Seo Constante (Santa Maria do Saçui, MG, 1938) Desde a infância começou a vida trabalhando com gado leiteiro. Depois no Espirito Santo, trabalhou em lavouras de cafè até se estabelecer em Campinas onde vive e atuou mais com jardinagem. Autodidata, se descobre artista aos 78 anos produzindo para arte postal, não parou mais. Em 2018 teve sua primeira exposição individual, em suas obras relata seu cotidiano na cidade e sua vivência no campo e tudo que está em torno deste ambiente, como quem conta uma história, e conta! Desde 2016 participa de diversas exposiçôes coletivas, mostras e feiras, no Brasil e no exterior. Siron Franco (Goiás Velho, GO, 1947) é pintor, desenhista e escultor cuja obra se distingue pelo domínio técnico rigoroso — marcado pelo uso de tons escuros e atmosfera dramática — e por um engajamento profundo com as questões sociais e políticas de seu tempo. Após ganhar o prêmio Viagem ao Exterior no Salão de Arte Moderna em 1975, percorreu a Europa e consolidou uma linguagem própria que atravessa pintura, escultura e instalação, com mais de 3.000 obras produzidas. Entre seus projetos mais emblemáticos está a série Césio, criada em resposta ao acidente radioativo de Goiânia em 1987. Participou de mais de uma centena de coletivas ao redor do mundo, incluindo os principais salões e bienais.

Ton Bezerra (Cedral, MA, 1977) é um artista visual maranhense, natural de Cedral e radicado em São Luís, cuja prática se desdobra na intersecção entre territorialidade, corpo e memória. Sua produção investiga as tensões e convivências entre o espaço e o sujeito, utilizando a arte como um dispositivo crítico para denunciar as estruturas coloniais e os processos de apagamento ainda vigentes no Brasil. Iniciando sua trajetória na pintura, Ton expandiu seu repertório para uma investigação multimídia, onde a materialidade serve ao conceito. Seu trabalho transita por instalações, performances e intervenções que buscam não apenas ocupar o espaço, mas transformá-lo em um território propositivo. Através desse engajamento, o artista convoca o espectador a uma postura ativa, instigando o questionamento de paradigmas e o despertar de uma consciência crítica diante da realidade social.

Xico Chaves (Tiros, MG, 1948) – Formado em Artes e Ciência da Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) e Centro Universitário de Brasília (Ceub), Notório Saber em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), Mestre em Curadoria Integrada/ Brasil Arte Origem MNBA pela Faperj, ex-diretor do Centro de Artes Visuais da Funarte/MinC, Idealizador de programas artísticos nacionais e internacionais (dentre eles a Rede Nacional Artes Visuais e Conexão Artes Visuais Minc-Funarte-Petrobrás, Microprojetos + Cultura, Letrista de Música e autor criações sonoras experimentais e trilhas de Vídeo. Artista Visual e poeta contemporâneo com diversas publicações e exposições realizadas no Brasil e exterior, mediador cultural e professor de Artes Visuais. Na UnB cursou paralelamente à formação básica em Artes Visuais: Direção e Arquitetura Teatral, Música Eletroacústica e Experimental, Cinema, Criação de Instrumentos Musicais e Mineralogia. Participou de diversos movimentos poéticos e artísticos contemporâneos com mostras individuais e coletivas.

Zuarte (Morro do Chapéu, Ba, 1961) Graduado em artes plásticas pela Universidade Federal da Bahia e mestre em artes cênicas com ênfase em cenografia, pela mesma universidade. Tem participado de exposições individuais e coletivas, pelo Brasil, como: Bienal Internacional de gravura; Salões de arte do MAM, Ba; O Imaginário do Rei – Em homenagem a Luís Gonzaga, com curadoria de Bené Fonteles, dentre outras.

Integra o projeto RUA – Roteiro Urbano de Arte, da prefeitura de Salvador, com 5 esculturas na Praça da Inglaterra. Atua como cenógrafo e figurinista, tendo atuado junto ao Núcleo de Teatro do Teatro Castro Alves e ao balé BTCA, do mesmo teatro; também com o Bando de Teatro Olodum, dentre vários outros, com prêmios nessa área. Realiza trabalhos de direção de arte para cinema. Tem trabalhos editados em poesia e música.

Serviço: “AFINS”, exposição coletiva

Abertura sexta-feira, dia 24 abril, 17h às 21h

Galeria Karla Osorio (SMDB Conjunto 31 Lote 1B – Lago Sul / Brasília – DF) – todos os pavilhões

Em cartaz até 28 junho 2026, domingo

Visitação: segunda a sexta, 9h – 18h, sábados 9h – 14h

A entrada é gratuita. Recomenda-se agendar por telefone, e-mail, DM no Instagram ou WhatsApp.

“A gente existe, a gente está num espaço que também é nosso”: exposição “Faces” dá voz e rosto a quem à margem em Brasília

Mostra da fotógrafa Ana Lima ocupa o Museu dos Correios de 25 de abril a 14 de junho, com retratos e depoimentos de pessoas que usam o único banheiro público do Setor Comercial Sul

No coração do Setor Comercial Sul, entre os fluxos do comércio, de escritórios e o concreto planejado de Brasília, há um banheiro que se tornou muito mais do que um equipamento público. Reformado durante a pandemia, o espaço é o único do tipo na região e atende diariamente centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade, trabalhadores ambulantes, transeuntes moradores e pessoas em situação de rua. É lá que a fotógrafa Ana Lima encontrou os onze protagonistas da exposição “Faces”, que entra em cartaz no Museu dos Correios de 25 de abril a 14 de junho, com entrada gratuita.

A mostra reúne retratos em grandes formatos, acompanhados de depoimentos em áudio acessíveis por QR Code — uma experiência imersiva que devolve protagonismo a quem a cidade muitas vezes insiste em não enxergar.

“O que me dói muito ainda hoje em dia, diariamente, é o preconceito da sociedade”, diz Laila, mulher trans travesti que viveu mais de uma década em situação de rua e hoje trabalha no Instituto No Setor, organização que mantém o banheiro comunitário. O relato dela é um dos que ecoam na exposição: “As pessoas que vivem em situação de rua respeitam mais a gente, travesti, do que a sociedade em si.

Rostos, marcas e vozes

Diferente de um ensaio documental tradicional, “Faces” aposta no close. Sem paisagens, sem cenários — apenas os rostos, a pele, os olhos, os traços que o tempo e a vida inscrevam em cada um. Ao lado, os áudios trazem o que a imagem não pode mostrar sozinha: a palavra em primeira pessoa, sem mediações. A exposição tem produção da Santa Luz, apoio do Museu Correios, realização do MNI – Instituto de

Desenvolvimento Social, PNAB – Política Nacional Aldir Blanco, SECEC DF e Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro. “O maior medo é de você deitar e não acordar, sabe por quê? Pela violência. Por alguém que tem revolta”, conta um dos participantes, professor aposentado que vive nas ruas desde 2017. Ele fala sobre a intranquilidade de dormir de cabeça embrulhada, o medo de ser confundido com outra pessoa, a dificuldade de acessar direitos básicos. Outro depoente, Paulo, pernambucano que passou três anos em situação de rua, relembra: “Já vi pessoas passarem e jogar copo de cerveja no rosto de pessoas que estavam deitadas. ”Para Paulo, a exposição é também um lembrete de que o caminho fora da rua é possível — mas exige acolhimento.“Se hoje eu tô trabalhando, se hoje eu tô no meu aluguel, é porque teve pessoas que acreditaram em mim e me deram oportunidade. É isso que a rua precisa: gente que acredite nelas, que dê oportunidade e abra a porta.”

Um banheiro, uma cidade, um projeto

Idealizada por Ana Lima — fotógrafa com mais de 30 anos de carreira, colaboradora da Editora Abril e produtora do longa Indianara, documentário de 2019 exibido em Cannes que acompanha Indianara Alves Siqueira, militante que luta pela sobrevivência das pessoas transgênero no Brasil – a exposição nasce de uma inquietação: como tornar visível o que a cidade planejou para ser ignorado? “Brasília tem uma relação particular com o que não pode ser visto”, escreve o diretor criativo Pedro Matallo no texto que acompanha a mostra.

“No Setor Comercial Sul, existe um único banheiro público. Parece pouco, mas é muito. Por vinte anos, o espaço ficou fechado. Foi reaberto durante a pandemia, quando a crise sanitária tornou impossível ignorar que havia centenas de pessoas sem acesso a água, a um espelho, a condições mínimas de higiene. ”O banheiro, que funciona com doações da comunidade, atende cerca de mil pessoas por semana. Sua continuidade, porém, nunca é garantida.

“Faces” se propõe, além de dar voz a essas pessoas, a mobilizar a sociedade para a manutenção desseserviço essencial.

O olhar do curador

Para o fotógrafo e professor da FAC/UnB, Marcelo Feijó, curador da exposição, as imagens de Ana Lima vão além do registro documental: “O foco está nos olhos que brilham! E nos devolvem a luz em múltiplas perguntas: quem somos nós? Quem são vocês? Nós existimos?” Feijó destaca a escolha estética da mostra, que se opõe ao excesso contemporâneo: “Não há retórica nas imagens, não há ornamentos, não há efeitos especiais. Há apenas o essencial, o ato fotográfico em diálogo com os depoimentos, na sua pureza primordial. O desejo de revelar o outro!”

Sobre o impacto da montagem em grandes formatos sobre acrílico, o curador acrescenta com ironia e sensibilidade uma referência ao carnavalesco Joãozinho Trinta: “É luminosa sofisticação… como que a sussurrar o recado do mestre: ‘Quem gosta de miséria é intelectual. Pobre gosta mesmo é de luxo’. Luxo para todos. Um pouquinho que seja. Amém.

Da galeria para a rua

Além da ocupação no Museu dos Correios, o projeto ganha as ruas de Brasília: cerca de 200 cartazes com os retratos serão espalhados do centro às regiões periféricas, numa intervenção urbana que tensiona a relação entre visibilidade e indiferença.

Os depoimentos em áudio, disponíveis por QR Code, trazem ainda relatos como o de João, que perdeu o emprego na pandemia e passou a viver no Setor

Comercial Sul. Ele fala sobre os laços que se formam no território: “Ontem mesmo eu ajudei uma menina ali, ela tava sem comida. Aí eu falei: senta numa mesa que eu vou pagar pra você, mas eu quero ver você almoçando. Porque eu sei pra quê que você quer o dinheiro.”

Para Ana Lima, “Faces” é, acima de tudo, um convite à conexão humana. “Não se trata apenas de ver, mas de descobrir que, independente de nossas circunstâncias, compartilhamos as mesmas necessidades de dignidade, afeto e pertencimento” afirma.

Serviço:

“Faces”— Exposição de Ana Lima

Período: 25 de abril a 14 de junho de 2026

Local: Museu dos Correios — SCS, Quadra 4, Edifício Apollo, Brasília (DF)

Horário: 9h às 17h

Entrada gratuita

Classificação indicativa: 14 anos

A exposição conta com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição.

Produção da Santa Luz, apoio do Museu Correios, realização do MNI – Instituto de Desenvolvimento Social, PNAB – Política Nacional Aldir Blanco, SECEC DF e Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro.

Mais informações: https://www.projetofaces.com/

Sobre a fotógrafa

Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB).

Com mais de três décadas de trajetória, atuou nas áreas de moda, beleza e gastronomia, colaborando com a Editora Abril por mais de dez anos. No audiovisual, produziu e dirigiu filmes autorais e institucionais, sendo produtora do longa Indianara (2019), selecionado para o Festival de Cannes. É autora das imagens do livro Telma da Babilônia, premiado no Best Cookbook Awards 2025. Atualmente, dirige o curta documental Prata 70, filmado em Pirenópolis (GO). fotógrafa Ana Lima. O foco está nos olhos que brilham! E nos devolvem a luz em múltiplas perguntas: quem somos nós? Quem são vocês? Nós existimos? Qual é o nosso lugar nesta cidade? Neste mundo? Perguntas e respostas se misturam num jogo de espelhos.

O cenário é o Centro da cidade, um de seus paradoxos: a anti-Brasília fica na área mais nobre da capital. Pessoas transitam e buscam sobreviver às dificuldades num ambiente que não poupa esforços para excluí-los. Mas, de repente, alguns recalcitrantes buscam restituir a utopia do projeto original e compartilhar possibilidades de resistir ao simplesmente oferecer o básico, tantas vezes negado pelos poderes constituidos, o direito ao mínimo, um banheiro em condições de uso.

Em tempo de excessos – excessos de imagens, de sons, de informações – Ana Lima busca outro caminho. É um mergulho sem desperdício, direto e objetivo. Não há retórica nas imagens, não há ornamentos, não há efeitos especiais. Há apenas o essencial, o ato fotógrafico em diálogo com os depoimentos, na sua pureza primordial. O desejo de revelar o outro! Tudo na melhor tradição da fotografia documental.

A forma de apresentar o resultado expande todos limites para ressaltar o singelo. É luminosa sofisticação, nas belas impressões montadas em acrílico como que a sussurar o recado do mestre Joãozinho Trinta: “Quem gosta de miséria é intelectual. Pobre gosta mesmo é de luxo”. Luxo para todos. Um pouquinho que seja. Amém. Marcelo Feijó – fotógrafo e professor na FAC/UnB

Verdade Moldada: a tradição dos pés de lótus às amarras contemporâneas

Foto divulgação

Espaço Oscar Niemeyer recebe exposição da artista nipo-brasileira Akimi Watanabe até 12 de maio e propõe reflexão sobre padrões sociais, corpo e pertencimento

A artista nipo-brasileira Akimi Watanabe, radicada em Brasília e filha de pioneiros japoneses na capital, apresenta a exposição Verdade Moldada, na qual utiliza a história dos “pés de lótus” — prática milenar chinesa que mutilava mulheres em nome de um ideal de beleza — como ponto de partida para um questionamento urgente: até que ponto seguimos permitindo que estruturas sociais moldem nossos corpos e nossas escolhas? O olhar sensível e provocador da artista sobre essas questões está em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer. até 12 de maio.

A partir desse recorte histórico, a artista evidencia como, na China imperial, um complexo sistema de valores culturais, filosóficos e econômicos, associado a status e elegância, submetia meninas a dores extremas e a uma vida limitada. Um processo que as transformava, literalmente, em objetos decorativos. A reflexão proposta, no entanto, ultrapassa o passado e se projeta sobre o presente.

Por meio de aproximadamente 100 desenhos sobre nanquim, 5 colagens digitais , 3 instalações, 60 desenhos em nanquim sobre papel e objetos e esculturas, Watanabe constrói uma narrativa sensível e provocativa que convida o público a refletir: “até quando a validação social seguirá sendo parâmetro para transformações do corpo? Em que medida ainda nos moldamos para caber, para pertencer, para sermos vistos?

A exposição, que conta com a curadoria de Rogério Carvalho, propõe um deslocamento do olhar, instigando o público a identificar os mecanismos contemporâneos que reproduzem, sob novas formas, antigas violências simbólicas. Redes sociais, padrões estéticos, discursos normativos e dinâmicas de pertencimento passam a ser observados como possíveis equivalentes dos “pés de lótus” da pós-modernidade.

”Watanabe não denuncia apenas um passado oriental, ela desmonta a ideia confortável de distância. Ao trazer para o contemporâneo equivalências simbólicas do foot binding, a artista desloca o eixo da discussão. Não se trata de outras culturas, mas de um sistema global de moldagem do feminino, que persiste sob novas linguagens, mais sutis, porém igualmente coercitivas. Hoje, a imposição muitas vezes se disfarça de escolha, de desejo individual, de liberdade aparente. Mas continua operando como estrutura”, observa o curador.

Ao tensionar essas camadas, a artista aponta para uma distopia silenciosa: a crença na autonomia individual dentro de sistemas sutis de controle. Nesse contexto, ecoa a afirmação da ministra do STF, Cármen Lúcia — “não fomos silenciosas, fomos silenciadas” — reforçando que o corpo da mulher segue sendo território de disputa histórica, social e simbólica.

Mais do que revisitar um episódio do passado, Verdade Moldada se apresenta como um convite à consciência crítica, um exercício de percepção sobre as forças que, ainda hoje, influenciam, limitam e redefinem quem somos.

 SERVIÇO
Exposição: Verdade Moldada
Artista: Akimi Watanabe
Local: Espaço Oscar Niemeyer
Data: de 9 de abril a 12 de maio
Horário: De terça a sexta — das 9h às 18h/ Sábado domingo — das 9h às 17h

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Italian Design Day 2026 reúniu especialistas na Embaixada da Itália em Brasília para debater patrimônio arquitetônico, inovação e sustentabilidade

Fotos de divulgação

Na tarde da última terça-feira (31), a Embaixada da Itália no Brasil, recebeu, em Brasília, mais uma edição do Italian Design Day, iniciativa anual promovida pelo Ministério da Relações Exteriores e Cooperação Internacional e a rede diplomática italiana com o objetivo de valorizar a excelência do design e da arquitetura do país no cenário internacional.
O encontro, realizado na Sala Nervi da Embaixada da Itália em Brasília, reuniu convidados dos setores de arquitetura, design, arte e cultura, para um debate em torno do tema “RE-DESIGN: Materiais, inovação e sustentabilidade do patrimônio arquitetônico italiano”.
Organizado em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), o evento integrou a programação global da iniciativa, que, em sua décima edição, propõe uma reflexão sobre a regeneração de espaços, objetos e relações a partir da contribuição da arquitetura e do design para a sustentabilidade e a qualidade dos ambientes contemporâneos.

Participaram do encontro a professora Luciana Saboia (FAU-UnB), pesquisadora nas áreas de paisagem urbana e teoria do projeto e curadora do pavilhão do Brasil na Binela de Veneza 2025, e o arquiteto Carlo Nozza (Università della Svizzera Italiana), especialista em preservação do patrimônio moderno e inovação em arquitetura sustentável. O debate abordou desafios e perspectivas relacionados à valorização do patrimônio arquitetônico, à requalificação urbana e à integração entre tradição e novas tecnologias.

A edição deste ano teve um significado especial ao dialogar com o momento vivido pela própria sede diplomática italiana em Brasília, que recentemente concluiu obras de renovação e restauração de seu patrimônio arquitetônico e artístico.

Por ocasião do evento, o Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, destacou a importância da preservação arquitetônica como instrumento de continuidade histórica e cultural.
Esta iniciativa é uma oportunidade importante para comunicar o valor da arquitetura, do design e da restauração arquitetônica italiana no mundo, que se baseia em uma longa tradição. As nossas cidades, os nossos edifícios e os nossos espaços são o resultado de uma história construída ao longo do tempo, através de mudanças, adaptações e novas ideias” afirmou o Embaixador Cortese. “Acredito que o significado mais simples, mas também o mais importante do tema deste ano é não necessariamente construir algo novo, mas saber olhar para o que já temos com novos olhos, melhorá-lo e torná-lo mais adequado ao presente, mantendo um olhar atento ao futuro .”

Italian Design Day 2026 reúne especialistas na Embaixada da Itália em Brasília para debater patrimônio arquitetônico, inovação e sustentabilidade

Foto divulgação

Na tarde da última terça-feira (31), a Embaixada da Itália no Brasil, recebeu, em Brasília, mais uma edição do Italian Design Day, iniciativa anual promovida pelo Ministério da Relações Exteriores e Cooperação Internacional e a rede diplomática italiana com o objetivo de valorizar a excelência do design e da arquitetura do país no cenário internacional.

O encontro, realizado na Sala Nervi da Embaixada da Itália em Brasília, reuniu convidados dos setores de arquitetura, design, arte e cultura, para um debate em torno do tema “RE-DESIGN: Materiais, inovação e sustentabilidade do patrimônio arquitetônico italiano”.

Organizado em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), o evento integrou a programação global da iniciativa, que, em sua décima edição, propõe uma reflexão sobre a regeneração de espaços, objetos e relações a partir da contribuição da arquitetura e do design para a sustentabilidade e a qualidade dos ambientes contemporâneos.

Participaram do encontro a professora Luciana Saboia (FAU-UnB), pesquisadora nas áreas de paisagem urbana e teoria do projeto e curadora do pavilhão do Brasil na Binela de Veneza 2025, e o arquiteto Carlo Nozza (Università della Svizzera Italiana), especialista em preservação do patrimônio moderno e inovação em arquitetura sustentável. O debate abordou desafios e perspectivas relacionados à valorização do patrimônio arquitetônico, à requalificação urbana e à integração entre tradição e novas tecnologias.

A edição deste ano teve um significado especial ao dialogar com o momento vivido pela própria sede diplomática italiana em Brasília, que recentemente concluiu obras de renovação e restauração de seu patrimônio arquitetônico e artístico.

Por ocasião do evento, o Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, destacou a importância da preservação arquitetônica como instrumento de continuidade histórica e cultural.
Esta iniciativa é uma oportunidade importante para comunicar o valor da arquitetura, do design e da restauração arquitetônica italiana no mundo, que se baseia em uma longa tradição. As nossas cidades, os nossos edifícios e os nossos espaços são o resultado de uma história construída ao longo do tempo, através de mudanças, adaptações e novas ideias” afirmou o Embaixador Cortese. “Acredito que o significado mais simples, mas também o mais importante do tema deste ano é não necessariamente construir algo novo, mas saber olhar para o que já temos com novos olhos, melhorá-lo e torná-lo mais adequado ao presente, mantendo um olhar atento ao futuro .”

Fórum Cidades Criativas do Design mantém programação ativa com encontro “Conexões Criativas”

Divulgação

Mesmo após sua realização em março, o II Fórum Cidades Criativas do Design segue promovendo atividades que ampliam o debate sobre economia criativa, inovação e desenvolvimento urbano. Dando continuidade à sua programação, o evento realiza no próximo dia 25 de abril, das 8h30 às 12h, o encontro “Conexões Criativas”, no auditório do Instituto Federal de Brasília (IFB), em Samambaia.

A iniciativa reúne especialistas, estudantes e público interessado para discutir o papel do design como ferramenta estratégica de transformação social, cultural e econômica. A programação tem início com a mesa redonda “Brasília Cidade Criativa do Design pela UNESCO”, das 9h às 9h45, que propõe reflexões sobre os impactos e oportunidades do reconhecimento internacional da capital federal. Participam do painel Caetana Franarin, idealizadora e diretora da Brasília Design Week (BDW); Franklin Martins, subsecretário de Turismo do Distrito Federal e ponto focal da UNESCO; e Wagner Alves, vice-presidente do Conselho do Design e Economia Criativa da ACDF. A mediação será conduzida por Alessandra Pinheiro, presidente da ADEGRAF/DF.

Na sequência, das 10h às 10h30, o público acompanha a palestra “O poder transformador do Design”, com Marcos Moreira, presidente do Conselho do Design e Economia Criativa da ACDF, que abordará o papel do design como agente de mudança em diferentes contextos.

Encerrando a programação, das 10h40 às 11h40, será apresentado o painel “Conexões Criativas – Restauro IFB Samambaia”, com a professora Fernanda Torres, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB), que compartilhará experiências e casos de sucesso desenvolvidos no campus, evidenciando a integração entre ensino, pesquisa e prática profissional.

Ao manter sua agenda ativa, o Fórum reafirma o compromisso de estimular conexões, fortalecer redes colaborativas e consolidar o design como elemento estratégico para o desenvolvimento de cidades mais inovadoras, inclusivas e sustentáveis. A ação também contribui para aproximar a comunidade acadêmica, o setor produtivo e a sociedade civil em torno de pautas essenciais para o futuro das cidades.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pela plataforma Sympla:
https://www.sympla.com.br/evento/encontro-conexoes-criativas-ii-forum-cidades-criativas-design/3376153?share_id=copiarlink

Três marcas brasilienses celebram a capital com sorteio de obra Fine Art

Foto Fred Danin

Parceria entre Eixo Produtora, ISO61 e Brasília ETC homenageia Brasília com quadro dos ipês amarelos fotografados por Fred Danin. As inscrições seguem até 18 de abril, com sorteio no dia 19

Brasília ganha homenagem em forma de arte. Em comemoração aos 66 anos da capital federal, celebrados em 21 de abril, a Eixo Produtora, a ISO61 e o portal de notícias Brasília ETC promovem o sorteio de um quadro Fine Art produzido a partir de uma fotografia autoral do fotógrafo Fred Danin, com imagem dos ipês amarelos de Brasília.

A ação propõe uma celebração afetiva da cidade por meio da fotografia, linguagem que traduz com força a paisagem e a identidade brasiliense. O ipê amarelo, um dos símbolos mais marcantes de Brasília, foi escolhido como tema da obra a ser sorteada, transformando a beleza natural da capital em peça de arte.

O prêmio é um quadro em canvas 110g com verniz, no tamanho 90 x 60 cm, com moldura chassi fosso, produzido pela Carambola Birô Fine Art. A proposta é valorizar não apenas a imagem em si, mas também o acabamento e a qualidade de uma obra pensada para durar e ocupar lugar de destaque em casa ou no ambiente de trabalho do ganhador.

A iniciativa une três projetos com forte conexão com Brasília e com a produção autoral local. A Eixo Produtora entra com o olhar criativo e fotográfico de Fred Danin. A ISO61, marca de roupas autorais que aposta na identidade e no pertencimento como linguagem, reforça o elo entre arte, cidade e expressão. Já o Brasília ETC amplia o alcance da ação junto ao público da capital, aproximando a campanha de leitores interessados em cultura, comportamento e iniciativas locais.

Mais do que um sorteio, a promoção funciona como um gesto simbólico de valorização deBrasília. Ao escolher os ipês amarelos como imagem central da campanha, os organizadores destacam um elemento que faz parte da memória afetiva da cidade e que ajuda a contar, visualmente, a história de quem vive por aqui.

Para participar, é preciso se inscrever e seguir o regulamento da campanha, pelo link https://eixoprodutora.com.br/sorteio-aniversario-de-brasilia-2026/ até o dia 18 de abril, às 23h59. O sorteio acontece ao vivo no perfil @freddanin, às 20h do dia 19 de abril.

Serviço: Sorteio de quadro Fine Art em homenagem aos 66 anos de Brasília

Promoção: Eixo Produtora + ISO61 + BrasíliaETC
Produção: Carambola Birô Fine Art
Inscrições: até 18 de abril, às 23h59
Sorteio: 19 de abril, às 20h, ao vivo no perfil @freddanin
Participação: seguir @eixoprodutora, @isomeiaum e @brasilia.etc e preencher o formulário da campanha em https://eixoprodutora.com.br/sorteio-aniversario-de-brasilia-2026/

 

Parceria entre Brasal Incorporações e Attos Incorporações impulsiona o mercado imobiliário no DF

Iniciativa marca o desenvolvimento de empreendimento de alto padrão na Asa Norte, com foco em qualidade urbana e experiência do usuário

O mercado imobiliário do Distrito Federal inicia 2026 com perspectiva de crescimento, após um 2025 de bom desempenho. A expectativa de redução da taxa básica de juros, a Selic, contribui para um cenário mais favorável a novos investimentos e lançamentos. “Com a possível queda da Selic, o mercado ganha dinamismo e as empresas passam a se posicionar de forma mais estratégica e seletiva”, afirma César Durão, diretor regional da Brasal Incorporações Brasília.

Segundo ele, esse movimento também reflete a busca por modelos mais eficientes de atuação, como parcerias que ampliam a capacidade de entrega e aumentam a assertividade no desenvolvimento dos produtos, acompanhando um consumidor mais exigente especialmente no segmento de alto padrão.

Nesse contexto, Attos Incorporações e Brasal Incorporações firmam sua primeira parceria estratégica no Distrito Federal. A iniciativa reflete o alinhamento entre duas empresas com atuação consolidada na capital, competências complementares e uma visão convergente sobre a evolução do mercado imobiliário local.

A proposta é integrar capacidades ao longo de todo o ciclo do negócio, onde ambas possuem expertises consolidadas e atuam de forma completa em todas as etapas da incorporação, desde a identificação de oportunidades e desenvolvimento do produto até a comercialização e entrega.

A parceria potencializa a união de experiências de duas empresas com forte atuação no segmento de alto padrão, que, a partir de trajetórias distintas e complementares, somam repertório para desenvolver um empreendimento singular no mercado do Distrito Federal.

“Mais do que um projeto específico, essa união representa um movimento estratégico que eleva o nível de qualidade, governança e sofisticação dos empreendimentos no Distrito Federal. Trata-se da convergência de dois dos principais grupos da região em torno de um projeto verdadeiramente diferenciado para a cidade, com um padrão ainda pouco explorado na Asa Norte. Para nós, é motivo de orgulho desenvolver um empreendimento que traduz a nossa essência, ao lado de uma parceira que compartilha da mesma visão, em uma localização tão privilegiada. Será, sem dúvida, um novo ícone para o bairro”, afirma Dener Claudino, Diretor de Novos Negócios da Attos Incorporações.

A iniciativa acompanha mudanças no perfil do consumidor. Hoje, o comprador de alto padrão valoriza não apenas localização e metragem, mas também aspectos como a arquitetura, funcionalidade e qualidade da experiência no dia a dia. Cresce a busca por empreendimentos que entreguem uso qualificado dos ambientes e não apenas produto.

Lançamento na Asa Norte

O primeiro projeto da parceria será desenvolvido na Asa Norte, uma das regiões mais tradicionais e com oferta restrita de novos empreendimentos em Brasília. Trata-se de um condomínio fechado com proposta voltada à valorização de áreas abertas, paisagismo e qualidade ambiental, atributos cada vez mais determinantes no segmento de alto padrão.

Com atuação consolidada no Distrito Federal, a Attos Incorporações reúne uma visão ampla do desenvolvimento imobiliário, que começa na seleção estratégica de áreas em localizações privilegiadas e se traduz em projetos que combinam design, funcionalidade e uma leitura mais contemporânea do morar, voltada a um público que valoriza conforto, exclusividade e qualidade urbana. Seus empreendimentos têm contribuído para reposicionar o padrão de alto nível na cidade, com propostas que vão além do produto e incorporam experiência, arquitetura e estilo de vida.

Já a Brasal Incorporações, com mais de 60 anos de atuação na capital, vive um momento de evolução em seu portfólio, com foco crescente em projetos mais autorais, seletivos e orientados à experiência do usuário. A parceria com a Attos Incorporações se insere nesse contexto como um movimento alinhado à estratégia da companhia, ao viabilizar um empreendimento que traduz essa nova fase mais atento à qualidade do morar, ao uso dos espaços e à relação com o entorno urbano.

Concebido com foco em menor densidade construtiva e valorização dos espaços livres, o projeto incorpora soluções contemporâneas de urbanismo e arquitetura, como o conceito de fachada ativa, que contribui para a vitalidade do entorno e a qualificação da experiência urbana.

A proposta equilibra privacidade, sofisticação e integração com o bairro, criando um ambiente que valoriza o convívio, amplia a percepção de exclusividade e reforça o potencial de valorização do empreendimento, contribuindo para o desenvolvimento sócio econômico da região.

A localização estratégica, aliada ao conceito arquitetônico, reforça o posicionamento do empreendimento como um produto diferenciado no mercado imobiliário de Brasília, alinhado a um momento em que cresce a demanda por projetos mais exclusivos, bem planejados e orientados à experiência do morador.

Artista plástico brasiliense João Angelini apresenta exposição “Passageiro” no Japão após residência artística em Yokohama

Foto divulgação

O artista brasiliense João Angelini inaugurou no sábado (11) a exposição “Passageiro”, no centro cultural@koganecho, em Yokohama, no Japão. Em cartaz até 6 de maio, a mostra reúne 23 obras inéditas desenvolvidas ao longo de seis meses de residência no Koganecho Artist in Residence Program, realizada a convite da Embaixada do Brasil em Tóquio, com apoio institucional do Instituto Guimarães Rosa e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, por meio do Programa Conexão Cultura DF.

A exposição parte da figura do “passageiro” como operador conceitual — aquele que atravessa territórios, culturas e sistemas de sentido. A partir dessa condição, Angelini desenvolve uma investigação que articula deslocamento, memória e impermanência, tratando imagens e formas como eventos transitórios, constantemente reconfigurados. “A residência exigiu uma outra relação com o tempo, com o território e com a produção. É uma mudança de escala que reorganiza todo o processo de trabalho”, afirma o artista.

Com trabalhos em pintura, escultura, vídeo, animação, instalação e performance — incluindo uma ação realizada na abertura —, a mostra organiza um conjunto que evidencia tensões e aproximações entre Brasil e Japão. A produção articula experiência direta e imaginação, ritual e circulação global, operando com materiais instáveis, gestos repetitivos e imagens em dissolução.

O processo criativo foi atravessado por conceitos fundamentais da cultura japonesa, como a impermanência e a ideia de experiência única, ao mesmo tempo em que reativa investigações anteriores do artista relacionadas àeconomia, lastros e dinâmicas de circulação de commodities. Elementos da cultura pop japonesa — como mangás, animês e videogames — também emergem como camadas formativas, atravessando memórias visuais e repertórios acumulados ao longo de sua trajetória.

“Os trabalhos partem de tensões e aproximações entre Brasil e Japão — econômicas, históricas, culturais e estéticas —, mas também da escuta e da imersão no cotidiano. Tudo se constrói a partir dessa experiência direta”, diz Angelini.

Entre os trabalhos, destaca-se A Linha do Desejo, em que o artista combina fragmentos de entulho retirados de uma casa colonial de cerca de 1830, em Planaltina (DF), com padrões inspirados em um templo budista em Kyoto. A obra estabelece uma ponte entre sistemas culturais distintos, articulando, de um lado, vestígios da história de violência e expansão territorial no Brasil e, de outro, geometrias associadas a uma dimensão espiritual e contemplativa.

O resultado é uma estrutura híbrida em que destruição e reconstrução coexistem, sugerindo que as formas culturais são também passageiras, continuamente remodeladas por deslocamentos, fricções e encontros.

“Passageiro” marca ainda um ponto de inflexão na trajetória de Angelini: sua primeira exposição individual internacional e sua primeira residência solo no exterior, consolidando um movimento de inserção no circuito global.

Sobre o artista

Radicado em Planaltina, na periferia rural de Brasília, João Angelini desenvolve uma prática orientada por processos e pela experimentação entre linguagens como gravura, pintura, teatro, fotografia, vídeo, música, animação e performance. Representado no Brasil pela Referência Galeria, sua produção investiga modos de fazer e as convergências entre técnicas, suportes e contextos.

10ª Expansão do ParkShopping redefine o cenário de compras e gastronomia em Brasília. Inauguração já tem data marcada.

Foto divulgação

Obras dentro do cronograma, novo boulevard ganhando contornos definitivos e gerando grande expectativa. A 10ªExpansão do ParkShopping já tem data para inauguração: 18 de novembro. Com o trabalho no canteiro em ritmo acelerado, as chaves das novas lojas serão entregues em julho aos lojistas, abrindo um inédito e promissor capítulo da história do centro de compras e experiências. O arrojado boulevard reunirá cerca de 60 operações em mais 9mil m² de Área Bruta Locável no PKS, incluindo marcas que desembarcam pela primeira vez na cidade, entrelaçando mix de moda, gastronomia e bem-estar. Assinado pela FEU Arquitetura, ele tem como principal inspiração a flora do Cerrado, valorizando a relação do shopping com a cidade, seus habitantes e a natureza ao redor. 

10ª Expansão PKS conecta o ParkShopping Corporate e o Deck Parking ao mall existente, fazendo com que a experiência do cliente seja mais agradável e aprazível. “Será, sem dúvida, uma entrega que ressignifica a experiência de consumo e convivência na capital. Mais do que uma ampliação física, o projeto posiciona o PKS como um pólo ainda mais relevante de lifestyle, gastronomia, vivências e entretenimento do Planalto Central, acompanhando o crescimento e a sofisticação do público de Brasília e região”, observa Natália Vaz, superintendente do ParkShopping.

Crescimento

Com a expansão, o shopping alcança o marco de cerca de 340 operações/marcas, sendo responsável pela geração de pelo menos 5 mil empregos, diretos e indiretos. Referência no desenvolvimento da região Sul de Brasília, o centro de compras completa 43 anos em 2026, consolidando-se como o shopping mais completo da cidade. 

O ParkShopping integra, hoje, um ecossistema privilegiado: cercado por infraestrutura de mobilidade, um novo polo hoteleiro e o efervescente Park Sul, bairro com previsão de novos empreendimentos imobiliários, incluindo o terreno vizinho ao PKS, que contará com 2.300 habitações de alto padrão. As grandes obras urbanísticas em curso na região projetam um crescimento vigoroso, com expectativa de atingir 30 mil habitantes nos próximos 15 anos.

CCBB Brasília inaugura exposição que atravessa o tempo e conecta Torres García à arte contemporânea

Foto divulgação

Em cartaz até 21 de junho, com entrada gratuita, a mostra propõe novas leituras da produção do artista uruguaio

A exposição “Joaquín Torres García150 anos” foi aberta ao público na terça-feira, 31 de março, no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília). O evento de abertura reuniu 208 convidados e contou com a performance “Fricções”, da marionetista Juliana Notari, com participação do dançarino Ivo Grieco e do músico Heri Brandino, em diálogo com o Construtivismo Universal.

Entre os presentes no evento, esteve o poeta Luiz Carlos Vinholes, referência da poesia de vanguarda brasileira, cuja obra “Five Geometric Forms” integra a exposição, em sintonia com as investigações formais de Torres García. 

Os embaixadores da União Europeia, Marian Schuegraf; da Espanha, María del Mar Fernández-Palacios Carmona; do Equador, Carlos Alberto Velástegui Calero; da Argentina, Guillermo Daniel Raimondi; de El Savador, Luis Alberto Aparicio Bermúdez; e do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, além do embaixador Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto, secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Itamaraty, compareceram ao evento que reforça o caráter internacional da mostra.

Para Camila Val, gerente-geral (E.E.) do CCBB Brasília, a mostra se insere no debate contemporâneo latino-americano. “Ao dialogar com o acervo do CCBB de forma singular em Brasília e propor um olhar para o presente, a exposição convida o público a conhecer essa vertente e a valorizar nossos artistas a partir da obra de Torres García”, afirma.

O idealizador e curador da mostra, Saulo di Tarso, destaca o significado do projeto. “Essa mostra também ressalta a importância da criação de um Museu de Arte Moderna do Mercosul, com missão interoceânica, baseando-se na potência de Torres García. É uma alegria imensa, talvez a primeira vez na minha carreira em que celebro algo com essa amplitude”, diz. Ele relaciona a exposição a valores que atravessam sua trajetória, como ancestralidade e afeto. “Apresentar esse percurso no CCBB é um marco e reafirma a potência transformadora da arte”, conclui.

Segundo a museóloga e historiadora da arte Cynthia Taboada, diretora do CY Museum e responsável pela organização da mostra no Brasil, a proposta é evidenciar a permanência do pensamento de Torres García. “Buscamos revelar a atualidade de sua produção plástica e teórica, em diálogo com artistas contemporâneos. Apresentamos também ‘América Invertida’, obra que raramente deixa o Museu Torres García”, afirma. A exposição reúne, ainda, peças de instituições como o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, o Instituto de Arte Moderna de Valência e o MASP.

Diretor do Museu Joaquín Torres García, Alejandro Díaz destaca o alcance coletivo da obra do artista. “Torres García nos representa em muitos aspectos. Sua produção não se restringe ao indivíduo, mas se projeta para a comunidade, com um caráter expansivo que dialoga com diferentes públicos”, diz.

Selecionada no Edital CCBB 2023-2025, a mostra é viabilizada através da Lei Rouanet, a exposição é patrocinada pela BB Asset.

BB Asset

A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,87* trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 18% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento. A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural. 

*Ranking Ambima Fevereiro/26

CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.

O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília

Horário da van – De quinta-feira a domingo:

Biblioteca Nacional – CCBB:  13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h.

CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

CY Museum 

Empresa Organizadora da exposição no Brasil. Especializada em projetos expositivos nacionais e internacionais. Prêmio APCA 2023 pela mostra de Marc Chagall: sonho de amor. Dirigida pela museóloga e historiadora da arte Cynthia Taboada, PhD em Museologia. 

Saulo di Tarso

Saulo di Tarso é curador, pesquisador e produtor cultural, reconhecido por articular exposições que conectam tradição e inovação na arte latino-americana. Idealizador e curador da mostra Joaquín Torres García – 150 anos, em colaboração com o Museu Torres García, ele também foi responsável pela museografia e produção multimídia da premiada exposição Marc Chagall: sonho de amor (APCA 2023) e traduziu a obra poética completa de Chagall para o português. Sua trajetória inclui curadorias em instituições como Casa do Olhar Luis Sacilotto, Casa das Rosas, Paço das Artes, Paço Imperial, Museu Afro Brasil, Galeria da Unicamp e Galeria Olido, além da criação da Trienal Internacional de Grafias pelo Memorial da América Latina. Com experiência em arte-educação, produção digital e pesquisa em arte contemporânea, atuou em projetos ao lado de nomes como Emanoel Araújo, Alexandre Wollner e Hans-Joachim Koellreutter, e participou de iniciativas culturais e políticas, incluindo a coordenação de cultura na campanha presidencial de Eduardo Campos e Marina Silva. Fundador da Tangram Museologia e filiado ao ICOM-CIMAM, vive entre Brasil e Itália.

Serviço – Joaquín Torres García – 150 anos

Local: CCBB Brasília

Endereço: SCES Trecho 02, Lote 22, Edifício Tancredo Neves – Setor de Clubes Sul – Galeria 5 e Pavilhão de Vidro

Data: de 31 de março a 21 de junho

Horário: Terça a domingo, das 9h às 21h (entrada até 20h40)

Classificação: livre

Ingressos em www.bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBBBrasília

Transporte gratuito de quinta a domingo, saindo da Biblioteca Nacional

Gratuito

Itinerância 

CCBB Brasília (31 de março a 21 de junho de 2026) 

CCBB BH (15 de julho a 12 de outubro de 2026)

Ficha técnica 

Realização: Ministério da Cultura

Patrocínio: BB Asset

Organização e Produção: Cy Museum

Curadoria: Saulo di Tarso com a colaboração do Museo Torres García

Apoio Institucional: Museo Torres García

Coordenação Geral: Cynthia Taboada

Coordenação Editorial e Pesquisa: Helena Eilers, Andrea Sousa e Xênia Bergman.

Projeto expográfico: Stella Tennenbaum

bb.com.br/cultura

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A Alquimia do Olhar: Paulo Melo edifica mundos inéditos sobre 40 anos de fotografia

Foto divulgação

Através da técnica Fine Art Painting, o artista brasiliense celebra 40 anos de trajetória; confira

Por Portal Política

A imagem, na sua essência, raramente é um ponto de chegada; para o artista plástico e curador Paulo Melo, ela é o alicerce de uma construção muito mais profunda. No dia 2 de abril, a galeria do Iate Clube de Brasília abre as portas para a exposição “Around The World” (Ao Redor do Mundo), uma mostra que não apenas exibe fotografias, mas manifesta a metamorfose da memória visual em arte híbrida.

​O que o público encontrará não é o convencional muralismo de viagens ou o documentalismo geográfico. Melo mergulhou em quatro décadas de seu acervo pessoal — um inventário de negativos analógicos e registros globais — para submetê-los a uma técnica própria batizada de Fine Art Painting.

Neste processo, a fotografia deixa de ser um “flagrante” da realidade para se tornar pigmento digital. O fluxo criativo do artista é rigoroso. A produção de Paulo Melo situa-se em um “entre-lugar” fascinante. De um lado, há o rigor técnico da composição digital; de outro, a imprecisão poética da pintura. Ao fundir essas linguagens, o artista questiona a própria natureza da imagem na contemporaneidade: ela é prova do real ou um fragmento da imaginação?

Em Around The World, paisagens e figuras humanas são resgatadas de seus contextos originais e inseridas em narrativas simbólicas. O espectador é convidado a transitar por cenários que, embora guardem vestígios de familiaridade, pertencem agora a uma geografia puramente artística.

​A Maturidade do Olhar

​Esta mostra não deve ser lida como uma retrospectiva nostálgica, mas como uma afirmação da maturidade estética. Paulo Melo demonstra que o tempo não apenas acumula imagens, mas as refina. Ao transformar o clique do passado em uma obra plástica do presente, o artista reafirma a premissa de que a realidade é apenas a matéria-prima; a arte é a sua forma final e mais elevada.

Serviço

​Exposição: Around The World – Paulo Melo

​Abertura: 2 de abril, às 19h

Local: Galeria do Iate Clube de Brasília

Descubra a arte de PAM na mostra Constelações Contemporâneas

Arte de PAM, divulgação

Com raízes goianas e olhar intuitivo, a artista PAM apresenta pinturas que unem memória e natureza na cena artística de Brasília

Por Camila Santos – Metropoles Vida & Estilo

A força do Cerrado e a herança de uma linhagem de poetas e aquarelistas ganham vida nas telas de Patrícia Monteiro, a PAM. Integrante da exposição Constelações Contemporâneas, a artista visual traz para a cena artística de Brasília uma produção que transita entre o real e o imaginário. Autodidata, PAM iniciou sua trajetória na pintura em 2017 e, desde então, utiliza a arte como um espaço de escuta e enraizamento, transformando elementos como terra, mato e água em paisagens etéreas que convidam o espectador ao silêncio e à introspecção.

Entenda

  • Identidade e mitologia: a assinatura “PAM” une suas iniciais à sonoridade de Pã, o deus grego dos bosques, simbolizando liberdade, instinto e conexão com as florestas.
  • Processo Intuitivo: sem roteiros ou rascunhos rígidos, sua pintura nasce do instante, explorando camadas e texturas por meio de um gesto livre que ela define como “perder a consciência”.
  • Raízes no Cerrado: de família goiana, a artista carrega a paisagem do Planalto Central como um território de memória, transformando o cenário regional em visões poéticas.
  • Espaço para o espectador: suas obras não buscam ser decifradas; o objetivo é que quem observa tenha liberdade para criar sua própria interpretação e descobrir detalhes inéditos na tela.

O despertar do olhar

Para Patrícia Monteiro, a pintura não é apenas uma técnica, mas um retorno. Embora tenha começado oficialmente sua jornada nas artes visuais há sete anos, a sensibilidade artística está no DNA: ela é bisneta de poeta e neta de uma aquarelista. Esse histórico familiar reflete-se em uma obra que não se prende a formas geográficas exatas, mas sim a “fragmentos de tempo que habitam o corpo e a alma”.

“Eu pinto como eu sinto”, afirma a artista.

Em seu ateliê, o Cerrado — com sua luz característica e vegetação resiliente — serve como matéria-prima para um diálogo sensível. As imagens resultantes são “paisagens suspensas”, onde o espectador muitas vezes não sabe se está diante de um horizonte terrestre ou de um devaneio etéreo.

A força do nome e do instinto

A escolha por assinar como PAM vai além da abreviação de Patrícia Araújo Monteiro. Há um reconhecimento no território simbólico do instinto e da espontaneidade. Ao evocar a figura mitológica de Pã, a artista reforça seu compromisso com a plenitude que emana da natureza. Para ela, a arte é o que conduz para dentro, para os territórios da imaginação e do sonho.

Esse estado de “liberdade total” permite que PAM transite entre o abstrato e o intuitivo com fluidez. “Pintar é perder a consciência e encontrá-la entre cores e movimentos”, descreve, ressaltando que cada quadro é, antes de tudo, um convite para o sentir.

Diálogo com o público

Na mostra Constelações Contemporâneas, as obras de PAM funcionam como brechas de deslocamento no cotidiano urbano de Brasília. A pesquisa da artista foca na pausa diante da beleza simples que brota da terra e da água.

Diferente de artes que buscam entregar mensagens fechadas, a produção de PAM é aberta. Ela enfatiza que gosta de abrir espaço para que o público veja coisas que talvez nem ela mesma tenha notado durante o processo criativo. Assim, a pintura se torna um território compartilhado de memórias, onde o real e o imaginário se entrelaçam de forma indissociável.

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista. O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo até o meio de março.

Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, David Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto.

A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De maio a julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita

Vitrines assinadas destacam experiências sensoriais e conceito de pertencimento em loja no Park Sul

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Evento intimista reúne arquitetas, empresários e clientes em ambientes que exploram identidade, conforto e bem-estar.


A loja Simmons Colchões Park Sul foi palco de um evento intimista que reuniu empresários, arquitetos e clientes para a apresentação de vitrines assinadas com foco em experiência sensorial e identidade pessoal.


Os ambientes foram desenvolvidos pelas arquitetas Alessandra Moussa e Ana Paula Onzi, que apostaram em composições que traduzem a pessoalidade como elemento central. A proposta parte da percepção individual como guia criativo, refletida em cada detalhe dos espaços.


Cores, aromas e texturas foram explorados para estimular sensações de acolhimento e pertencimento. A ideia é criar um refúgio particular, onde descanso, espiritualidade e intimidade se integram de forma gradual e respeitosa.


As vitrines também reforçam a trajetória de uma marca centenária, ao transformar em experiências concretas os valores associados ao conforto e ao bem-estar. Com propostas exclusivas, as arquitetas buscaram traduzir o conceito da Simmons em ambientes que convidam à contemplação e à conexão com o próprio espaço.

MAB tem programação educativa em março e destaca artistas, fazeres manuais e acessibilidade

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MAB Educativo promove atividades para bebês, crianças e famílias, além de mediações no acervo com foco em artistas mulheres, oficinas de bordado e vitrais “fake”

Neste mês de março, o Museu de Arte de Brasília (MAB) dedica sua programação educativa ao Mês das Mulheres, ampliando a escuta sobre presença, produção e lutas das mulheres na arte e na cultura. A agenda reúne encontros de mediação e criação, com destaque para técnicas e linguagens que atravessam gerações, como o bordado e experiências que aproximam o público do acervo do museu por diferentes caminhos. 

Entre os destaques, estão as mediações especiais no acervo com foco em artistas mulheres presentes na coleção, convidando o público a observar trajetórias e obras a partir de outros enquadramentos e perguntas. A programação também abre espaço para a experiência coletiva: brincar, escutar histórias, experimentar materiais e construir leituras compartilhadas do museu e de seus contextos. O projeto é viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Oficinas: fazer manual, cor e invenção

No eixo de práticas artísticas, a Oficina de Bordado em Talagarça propõe explorar pontos, cores e texturas em composições livres e expressivas, valorizando o bordado como linguagem também presente na arte contemporânea, um convite ao fazer manual, à escuta e à criação coletiva. 

Já a Oficina de Vitrais Fake convida o público a brincar com luz e cor por meio de uma técnica acessível: com arame e esmalte, participantes criam “vitrais de mentirinha”, explorando transparências, formas e combinações cromáticas inspiradas nos vitrais tradicionais. 

Encontro com professoras e professores: acessibilidade em pauta

No dia 27/3, o MAB promove um encontro com professoras e professores com convidado especial, voltado à conversa e reflexão sobre práticas educativas em acessibilidade, reforçando o compromisso do museu com ações mais inclusivas. 

Oficinas para escolas no mês de março

Durante a semana, educadores podem levar suas turmas para visitas mediadas ao acervo do MAB e às novas exposições. O programa também inclui oficinas de práticas artísticas relacionadas às linguagens das exposições temporárias. Escolas têm acesso ao programa por meio de agendamento online gratuito, na plataforma Conecta https://conecta.mediato.art.br/. Vale lembrar que a experiência conta com visitas mediadas com interpretação em libras mediante agendamento e exemplares do material educativo impressos em braile. O local onde acontece o educativo está preparado para receber pessoas com mobilidade reduzida.

 Oficinas para Escolas

1º ao 5º ano — Oficina de Frotagem            
6º ao 9º ano e Ensino Médio — Oficina de Desenho: Criaturas do MAB 

Programação 

Sábados

10h30 — Contação de Histórias para bebês (18 meses a 3 anos) — 10 vagas

15h — Visita Mediada ao Acervo

16h30 — Oficina de Vitrais Fake (a partir de 6 anos) — 15 vagas 

Domingos

10h30 — Teatro de Sombras (a partir de 4 anos) — 10 vagas

15h — Visita Patrimonial com Jogos

16h30 — Oficina de Bordado em Talagarça (a partir de 8 anos) — 15 vagas 

Encontro com professoras e professores

27/3 — Conversa e reflexão sobre práticas educativas em acessibilidade (com convidado especial). 

Sobre o MAB 

O Museu de Arte de Brasília é um espaço destinado a exposições, atividades culturais e programas educativos, e tem como objetivo promover a valorização e difusão da arte brasileira. O museu conta com um acervo composto por obras de artistas nacionais e internacionais e tem como principal objetivo valorizar e difundir a arte brasileira. 

Sobre a Mediato 

Mediato é uma empresa comprometida em colaborar com a difusão da produção artística, com a valorização dos bens culturais e a formação de novos públicos para a arte.  Desde 2010 tem desenvolvido programas educativos para Artes Visuais, Artes Cênicas e Educação Patrimonial, alcançando mais de 80 mil estudantes no Distrito Federal. Além do inovador trabalho de mediação desenvolvido para o teatro, a Mediato também contribui com a economia criativa local, por meio do Curso de Mediação Cultural que desde 2019 insere novos mediadores no mercado de trabalho. A Mediato quer cultivar uma comunidade crítica e sensível, com senso de pertencimento, valorização e também apreciação da cultura local.

Programa Educativo do Museu de Arte de Brasília (MAB) 

(Setor de Hotéis e Turismo Norte, trecho 1, Projeto Orla) 

Agendamento para escolas: https://conecta.mediato.art.br/

Oficinas: não é necessária inscrição

Funcionamento: Todos os dias, exceto terça-feira, de 10h às 19h 

Informações: @mediato.art 

Acesso: gratuito 

 

Dormir bem em dias quentes vai além do ventilador ou ar-condicionado

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Especialista aponta que a ventilação do ambiente, escolha do colchão e roupa de cama adequada podem melhorar a qualidade do sono mesmo em noites de calor intenso.

Dormir bem durante os dias mais quentes pode ser um desafio para muitas pessoas. Estudos apontam que a temperatura ideal para uma noite de sono confortável fica entre 20 °C e 25 °C. No entanto, em diversas regiões do país, os termômetros frequentemente se aproximam dos 30 °C durante a noite, o que aumenta o desconforto e dificulta o descanso.

Manter a qualidade do sono em noites de calor exige atenção a fatores que muitas vezes passam despercebidos, como a ventilação do quarto, o tipo de colchão e até a roupa de cama utilizada. De acordo com o especialista Antônio Vicente Jr., à frente da Simmons Colchões, a tecnologia aplicada aos colchões tem papel importante na regulação térmica durante o sono.

“O tipo de colchão tem impacto direto na temperatura corporal durante a noite. Modelos de espuma tradicionais costumam reter mais calor, enquanto tecnologias mais recentes ajudam a dissipar o calor do corpo, proporcionando maior conforto térmico”, explica.

Um exemplo é o tecido com tecnologia Polar Sense, presente no colchão Simmons Breeze, desenvolvido para auxiliar na dissipação do calor corporal. Segundo o especialista, a proposta é proporcionar uma sensação de frescor constante durante o descanso, contribuindo para noites de sono mais confortáveis mesmo em períodos de altas temperaturas.

Roupa de cama também influencia

Além do colchão, a escolha da roupa de cama pode fazer diferença. Mesmo durante o sono, o corpo continua produzindo calor, resultado do metabolismo que permanece ativo.

Por isso, especialistas recomendam o uso de lençóis de algodão ou de fibras naturais, que permitem maior respirabilidade da pele e facilitam a dissipação do calor. Outro ponto importante é observar o tempo de uso do colchão, já que modelos antigos ou desgastados tendem a reter mais calor.

Estratégias simples ajudam a reduzir o calor no quarto

Pequenas mudanças no ambiente também podem ajudar a manter o quarto mais fresco. Entre as recomendações estão manter cortinas ou persianas fechadas durante o dia, especialmente as do tipo blackout, para bloquear a entrada direta de calor pelas janelas.

Outra alternativa é posicionar tecidos claros do lado externo da janela, como um lençol branco, que ajuda a refletir a luz solar e reduzir o aquecimento do ambiente.

Ventilador pode ser usado de forma mais eficiente

Embora não resfrie o ar, o ventilador pode ajudar a melhorar a sensação térmica ao favorecer a evaporação do suor da pele, principal mecanismo natural de resfriamento do corpo.

Para aumentar a eficiência, uma dica é direcionar o ventilador para os pés — região com grande circulação sanguínea — ou posicioná-lo próximo à janela para ajudar a expulsar o ar quente do ambiente.

Com algumas adaptações simples e escolhas adequadas no ambiente e no colchão, é possível reduzir o impacto do calor e melhorar a qualidade do sono mesmo nas noites mais quentes.

Sobre a Kasa dos Colchões
Fundada em Brasília, a Kasa dos Colchões é referência no segmento de descanso e bem-estar no Distrito Federal. Liderada pelo empresário Antônio Júnior, a empresa construiu sua trajetória ao longo de mais de duas décadas, unindo resiliência, conhecimento técnico e atendimento consultivo. Com um portfólio que reúne marcas premium como Simmons, Epeda e Flex, a Kasa oferece soluções completas em colchões, camas, travesseiros e acessórios, sempre com foco na qualidade do sono e na saúde. Atualmente, conta com mais de 70 colaboradores e unidades estrategicamente localizadas na capital.

Sobre a Simmons Park Sul
Com mais de 150 anos de história, a Simmons é uma das marcas mais respeitadas do mercado global de colchões premium, reconhecida por ser pioneira na tecnologia de molas ensacadas individuais. Presente em mais de 100 países, a marca combina tradição e inovação para oferecer produtos de alto desempenho. Em 2025, inaugurou em Brasília, no Park Sul, a primeira loja conceito da Simmons no Brasil, em parceria com o especialista Antônio Júnior, proporcionando uma experiência de compra personalizada e focada em conforto, saúde e bem-estar.

CCBB Brasília apresenta mostra Joaquín Torres García – 150 anos e amplia o mapa da arte latino-americana 

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Em cartaz de 31 de março a 21 de junho, exposição gratuita é a mais abrangente já dedicada ao artista uruguaio e reúne mais de 70 artistas

A mostra Joaquín Torres García  150 anos chega ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília em 31 de março, com entrada gratuita, e fica em cartaz até 21 de junho. A exposição reúne um amplo conjunto de obras do artista uruguaio em diálogo com trabalhos de mais de 70 nomes da arte moderna e contemporânea, propondo um novo olhar sobre sua trajetória e sua contribuição para a consolidação de uma linguagem artística latino-americana com projeção internacional ao longo do século XX. A classificação indicativa é livre, e os ingressos podem ser retirados na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura.

O projeto conta ainda com a colaboração institucional de Alejandro Díaz, diretor do Museo Torres García, cuja parceria foi determinante para viabilizar a vinda dos manuscritos e desenhos inéditos. Com curadoria de Saulo di Tarso, a mostra estabelece conexões entre a produção de Torres García e diferentes vertentes da arte moderna e contemporânea, aproximando sua obra de referências brasileiras, das vanguardas europeias, da arte africana e das culturas indo-americanas. O percurso propõe uma releitura do chamado Universalismo Construtivo, conceito formulado pelo artista para articular formas universais a uma identidade própria da América Latina, ampliando suas interpretações para além das leituras mais difundidas.

Reconhecido por integrar importantes coleções internacionais, Torres García tem sua obra apresentada sob uma perspectiva que ultrapassa sua iconografia mais conhecida. A exposição revisita sua trajetória, destacando o papel que desempenhou ao colocar em relação experiências da vanguarda europeia e sua atuação na América Latina, especialmente a partir de seu retorno ao Uruguai, em 1934.

A presença de obras como “América invertida”, raramente exibida fora do Museu Torres García, em Montevidéu, reforça esse eixo curatorial, convidando o público a revisitar seu significado para além de leituras consolidadas. Para Saulo Di Tarso, celebrar 150 anos de um artista da dimensão de Torres García exige ampliar o olhar histórico. “Estamos apresentando a exposição mais abrangente já dedicada a ele e dessa forma queremos nos aproximar do nosso legado espanhol”. Nesse sentido, a mostra conta com peças fundamentais provenientes de coleções e museus ao redor do mundo: MACBA, IVAM, Colección Telefónica, MSSA, Galerie Gmurzynska e também obras do MASP, Pinacoteca de São Paulo e de importantes coleções privadas brasileiras.  

A dimensão pedagógica também atravessa a mostra. Para Torres García, a infância ocupava um lugar fundamental em sua reflexão estética. “Ele defendia uma educação artística baseada na experiência e na invenção, em que o principal estímulo estava na criação de símbolos e na organização das percepções. Nesse contexto, chegou a desenvolver brinquedos de madeira com caráter formativo e incorporou à sua pintura uma linguagem sintética, próxima ao traço infantil, valorizando a habilidade das crianças de compreender e estruturar o mundo por meio de signos simples e universais”, completa o curador.

Diálogo com a arte brasileira

A presença de 40 artistas brasileiros se organiza a partir de dois eixos principais. De um lado, a memória do incêndio ocorrido em 1978 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), episódio que marcou profundamente a história das instituições culturais no país e teve repercussão internacional. De outro, a proposta de tensionar, no campo simbólico, as divisões históricas herdadas do Tratado de Tordesilhas e suas reverberações nas relações culturais sul-americanas.

A presença de obras e artistas brasileiros e estrangeiros refletem tanto a intenção de diálogo e celebração, encerrando a efeméride dos 150 anos do artista no país quanto a intenção de fortalecer vínculos culturais na América do Sul. “Desde o Modernismo, assim como a antropologia dos trópicos, a arte brasileira influenciou profundamente a cultura europeia e norte-americana, embora ainda insistimos em ler essa história apenas no sentido inverso. Por isso, foi lógico adensar a presença da arte brasileira ao redor de um artista que afirmou que ‘o nosso norte é o Sul”, afirma o curador.

Entre os nomes presentes estão Cecília Meireles, Antonio Cabral, Paulo Nenflídio, Alfredo Jaar, Ernesto Neto, Willys de Castro, Bispo do Rosário, Estela Sokol, Rubens Gerchman, Marcone Moreira, Carlos Zilio, Ronaldo Azeredo, Luiz Sacilotto, Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Emanoel Araújo, Arnaldo Ferrari, Montez Magno, Leonilson, Flávio de Carvalho, Tuneu, Jac Leirner, Anna Bella Geiger, Sérgio Camargo, Rivane Neuenschwander, Sofia Borges e Rosana Paulino. Apesar de não terem nascido no Brasil, Volpi, Mira Schendel e Lina Bo Bardi são incluídos por sua importância na história da arte brasileira.

A exposição também evidencia conexões diretas entre Torres García e artistas como Ronaldo Azeredo, Arden Quin, Sacilotto e Volpi, além de relações conceituais com nomes como Tuneu, Ernesto Neto, Bispo do Rosário, Emanoel Araújo e Willys de Castro. Um diálogo expressivo também se estabelece com Rosana Paulino em uma das salas da mostra. 

Todas estas conexões revelam a atualidade da obra de Torres García e sua potência como uma obra viva que convoca à autonomia da América Latina, uma obra pioneira das premissas decoloniais, tão caras à contemporaneidade, e que têm sido invocada como ícone de pertencimento na música, no cinema e no mundo da cultura de modo geral. A América invertida (1943) está agora em exposição no CCBB Brasília. 

Programação de abertura

A abertura da mostra, no dia 31 de março, inclui uma visita mediada exclusiva para a imprensa, conduzida pelo curador Saulo di Tarso, a partir das 16h. A atividade antecipa as principais chaves de leitura da exposição e apresenta o recorte curatorial proposto. 

Cada cidade que recebe a mostra ganha um recorte próprio: em Brasília, as relações entre arte, cidade e espaço público são colocadas à luz, e de forma inédita, a curadoria propõe também traçar diálogos com obras e artistas da Coleção Banco do Brasil, entre eles Rubens Valentim, Maria Bonomi e Athos Bulcão, em torno desta grande celebração. 

A exposição reafirma a ideia de que o sul não é uma posição geográfica, mas uma postura ética e poética diante do mundo. Em São Paulo, o diálogo entre geometria e simbolismo marcou a temporada.

A mostra abre em 31 de março no CCBB Brasília. Selecionada no Edital CCBB 2023-2025, viabilizada através da Lei Rouanet, a exposição é patrocinada pela BB Asset, organizada e produzida pela Cy Museum.

BB Asset

A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,87* trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 18% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento. A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural. 

*Ranking Ambima Fevereiro/26

CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.

O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília

Horário da van – De quinta-feira a domingo:

Biblioteca Nacional – CCBB:  13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h.

CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

CY Museum 

Empresa Organizadora da exposição no Brasil. Especializada em projetos expositivos nacionais e internacionais. Prêmio APCA 2023 pela mostra de Marc Chagall: sonho de amor. Dirigida pela museóloga e historiadora da arte Cynthia Taboada, PhD em Museologia. 

Saulo di Tarso

Saulo di Tarso é curador, pesquisador e produtor cultural, reconhecido por articular exposições que conectam tradição e inovação na arte latino-americana. Idealizador e curador da mostra Joaquín Torres García – 150 anos, em colaboração com o Museu Torres García, ele também foi responsável pela museografia e produção multimídia da premiada exposição Marc Chagall: sonho de amor (APCA 2023) e traduziu a obra poética completa de Chagall para o português. Sua trajetória inclui curadorias em instituições como Casa do Olhar Luis Sacilotto, Casa das Rosas, Paço das Artes, Paço Imperial, Museu Afro Brasil, Galeria da Unicamp e Galeria Olido, além da criação da Trienal Internacional de Grafias pelo Memorial da América Latina. Com experiência em arte-educação, produção digital e pesquisa em arte contemporânea, atuou em projetos ao lado de nomes como Emanoel Araújo, Alexandre Wollner e Hans-Joachim Koellreutter, e participou de iniciativas culturais e políticas, incluindo a coordenação de cultura na campanha presidencial de Eduardo Campos e Marina Silva. Fundador da Tangram Museologia e filiado ao ICOM-CIMAM, vive entre Brasil e Itália.

Serviço – Joaquín Torres García – 150 anos

Local: CCBB Brasília

Endereço: SCES Trecho 02, Lote 22, Edifício Tancredo Neves – Setor de Clubes Sul – Galeria 5 e Pavilhão de Vidro

Data: de 31 de março a 21 de junho

Horário: Terça a domingo, das 9h às 21h (entrada até 20h40)

Classificação: livre

Ingressos em www.bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB Brasília

Transporte gratuito de quinta a domingo, saindo da Biblioteca Nacional

Gratuito

Programação de abertura 

Local: CCBB Brasília

Endereço: SCES Trecho 02, Lote 22, Edifício Tancredo Neves – Setor de Clubes Sul – Galeria 5 e Pavilhão de Vidro

Data: de 31 de março

– Visita mediada exclusiva para a imprensa, conduzida pelo curador Saulo di Tarso, a partir das 16h

Itinerância 

CCBB Brasília (31 de março a 21 de junho de 2026) 

CCBB BH (15 de julho a 12 de outubro de 2026)

Ficha técnica 

Realização: Ministério da Cultura

Patrocínio: BB Asset

Organização e Produção: Cy Museum

Curadoria: Saulo di Tarso com a colaboração do Museo Torres García

Apoio Institucional: Museo Torres García

Coordenação Geral: Cynthia Taboada

Coordenação Editorial e Pesquisa: Helena Eilers, Andrea Sousa e Xênia Bergman.

Projeto expográfico: Stella Tennenbaum

bb.com.br/cultura

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Empresário Antônio Vicente Jr. é eleito destaque empresarial pelo 2º ano consecutivo no DF

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CEO da Kasa dos Colchões recebe honraria do Prêmio Lidere e celebra reconhecimento ao trabalho da equipe

Uma noite marcada por homenagens e reconhecimento reuniu empresários de diferentes setores do Distrito Federal para a entrega do Prêmio Lidere, que destaca trajetórias de sucesso, superação e contribuição ao desenvolvimento econômico da região. Entre os agraciados, o empresário Antônio Vicente Jr., CEO da Kasa dos Colchões, foi novamente reconhecido como destaque empresarial — repetindo o feito pelo segundo ano consecutivo.

O evento valorizou nomes que se destacam pela gestão, inovação e impacto nos negócios locais. Representando o segmento colchoeiro, a Kasa dos Colchões, considerada uma das marcas líderes no Distrito Federal, também foi premiada pelo desempenho e pela qualidade no atendimento ao cliente.

Ao receber a homenagem, Antônio Vicente Jr. ressaltou o papel coletivo por trás da conquista. “É uma satisfação imensa, isso é reflexo de muito trabalho e dedicação. Esse prêmio não é só meu, é de todos os colaboradores que atuam com engajamento, dedicação para oferecer o melhor atendimento e experiência aos clientes. Por isso eu sempre digo: Foco, determinação é a grande máxima da minha vida”, salientou Antônio Vicente.

A cerimônia também foi marcada pela presença de parceiros, amigos, arquitetos e colaboradores, que acompanharam a premiação e celebraram o reconhecimento ao lado do empresário.

Fundada em Brasília, a Kasa dos Colchões consolidou-se como referência no segmento de descanso e bem-estar no Distrito Federal. Sob a liderança de Antônio Vicente Jr., a empresa construiu uma trajetória de mais de duas décadas, baseada em conhecimento técnico, atendimento consultivo e foco na experiência do cliente. Com um portfólio que reúne marcas premium como Simmons, Epeda e Flex, a rede oferece soluções completas em colchões, camas, travesseiros e acessórios, com foco na qualidade do sono e na saúde.

Atualmente, a empresa conta com mais de 70 colaboradores e unidades estrategicamente distribuídas na capital federal, reforçando sua presença no mercado e o compromisso com a excelência no atendimento.

Conheça mais sobre a Kasa dos Colchões https://kasadoscolchoes.com/

Fricções e memórias: Cerrado Cultural inaugura mostras simultâneas de Laís Myrrha e Helô Sanvoy

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Com curadorias de Ana Avelar e Divino Sobral, as exposições “Arquiteturas do Poder” e “Eiro” propõem um olhar crítico sobre as bases estruturais e históricas do país

A partir do dia 1º de abril, a galeria Cerrado Cultural, em Brasília, transforma seus dois pavimentos em um espaço de potente reflexão visual e histórica. Localizado na QI 05, Chácara 10 do Lago Sul, a @cerrado.galeria inaugura, simultaneamente, as exposições Arquiteturas do Poder, de Lais Myrrha, e Eiro, de Helô Sanvoy. Embora independentes, as mostras tecem um diálogo profundo sobre os apagamentos, as memórias e as relações de trabalho e de poder que alicerçam o Brasil.

Desse modo, é estabelecido uma conversa entre os artistas. É o zeitgeist, o espírito do tempo, que se manifesta, valendo-se de materiais e linguagens tão distintas. Suas obras convergem, quase por acaso, para as mesmas temáticas. Essa troca ganha ainda mais força com a presença de dois curadores de excelência, que conduzem o público por essas narrativas com clareza e sensibilidade: a historiadora e crítica de arte Ana Avelar e o pesquisador, artista e diretor artístico da Cerrado Divino Sobral. A temporada segue de portas abertas, com visitação gratuita, até o dia 9 de maio.

O peso oculto da forma geométrica

No térreo, sob a curadoria de Ana Avelar, Lais Myrrha apresenta Arquiteturas do Poder. A artista faz de Brasília o centro de sua investigação, colocando-a como alegoria de um Estado que se projeta racional, branco e perpétuo, mas que não considera a desigualdade social sobre a qual foi constituído. Sem buscar a invalidação do modernismo, mas recusando a reverência cega, Myrrha expõe o que as superfícies lisas e os ângulos retos de nossas construções icônicas tentam esconder o trabalho dos que construíram a cidade e a herança colonial que a capital tentou apagar.

A curadora Ana Avelar destaca essa ambivalência constitutiva do modernismo nas obras da artista, onde a beleza arquitetônica seduz, mas também silencia. Séries como Estudo de Caso: Kama Sutra, Dupla Exposição, em que edifícios modernistas se sobrepõem a pinturas históricas de Debret e Portinari, e Vertebral Case, com imponentes fragmentos de colunas de concreto caídas como ruínas ósseas, convidam o visitante a medir, com o próprio corpo, o tamanho dessa utopia fraturada.

A matéria, o corpo e o trabalhador brasileiro

Já no piso superior, o público é recebido por Helô Sanvoy em Eiro, sua primeira mostra individual na galeria Cerrado, com curadoria de Divino Sobral. Aqui, a investigação afasta-se do concreto armado e debruça-se sobre a carga histórica e econômica dos materiais cotidianos. O artista cria atritos poéticos utilizando carvão, pó de pau-brasil, vidro estilhaçado, couro e copos americanos para falar sobre a precarização do trabalho e o corpo marginalizado pelo capital.

Divino Sobral conduz o olhar do espectador para a sutileza com que Sanvoy transforma materiais em signos. O próprio título da mostra faz referência ao sufixo latino “-eiro”, que constitui o nosso gentílico, originado da extração exploratória do pau-brasil, e nomeia tantas profissões populares, como pedreiro, boiadeiro, coveiro, lixeiro. Destacam-se obras que vão desde a utilização do vidro temperado estilhaçado em Lucidez difusa, até a instável e transparente instalação Continente, erguida com centenas de copos americanos empilhados, equilibrando a fragilidade do material e a força da memória coletiva.

Dois olhares curatoriais

Vale destacar que as mostras marcam também um encontro de visões curatoriais refinadas. Ana Avelar, com sua vasta experiência acadêmica e atuação focada na arte moderna e contemporânea brasileira, traz uma leitura afiada e histórica para as provocações de Lais Myrrha.

Já Divino Sobral, que também é artista visual, empresta sua sensibilidade estética e poética para desdobrar as materialidades de Helô Sanvoy, construindo, juntos, uma experiência imperdível na capital federal.

Quem é quem?

Lais Myrrha: Sua prática artística evidencia a relação entre o lugar físico e o lugar simbólico, abordando os discursos de poder denotados por convenções espaciais e arquitetônicas. Possui obras no acervo de instituições como Pinacoteca de São Paulo, Blanton Museum of Art (EUA) e Fundação de Serralves (Portugal). Já expôs em bienais de destaque, como a 32ª Bienal de São Paulo e a 13ª Bienal de La Habana.

Helô Sanvoy: Artista goiano, mestre em Artes Visuais e membro do Grupo EmpreZa. Sua pesquisa transita por desenho, vídeo, performance, objeto e instalação, explorando as qualidades plásticas e políticas de diferentes materiais. Vencedor do Prêmio Pipa (2023), possui obras em coleções de peso, como as do MAC-USP, Museu de Arte do Rio (MAR) e MARGS.

Ana Avelar (Curadora): Historiadora da arte, curadora e professora universitária com foco em arte moderna, contemporânea e crítica curatorial. Realiza exposições em museus e galerias pelo Brasil e é conselheira do Prêmio Pipa.

Divino Sobral (Curador): Pesquisador, artista visual, curador independente e diretor artístico da Cerrado Galeria. Com vasta produção crítica no Brasil e exterior, sua prática cruza memória, história e materialidade de maneira sensível e poética, tanto em seus textos quanto em suas próprias obras.

Sobre a Cerrado

Com sedes em Brasília e Goiânia, a Cerrado consolidou-se como um dos principais espaços de difusão da arte contemporânea no Centro-Oeste. A galeria promove a circulação de artistas jovens e consagrados, investe na formação de público e fomenta novas coleções. Sua programação reúne exposições, debates e ações educativas.

Serviço:

Exposições: Arquiteturas do Poder (Lais Myrrha) e Eiro (Helô Sanvoy)

Curadorias: Ana Avelar e Divino Sobral

Quando: 1º de abril a 9 de maio de 2026

Onde: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília/DF

Horários: Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h

Entrada gratuita / Indicação livre

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