Arte, moda circular, design, música, gastronomia e criatividade marcaram o primeiro dia da feira, que reúne cerca de 30 marcas participantes dentro da programação da Brasília Design Week
O Memorial dos Povos Indígenas ganhou novos sons, novas cores e novos encontros neste sábado (20). Integrando a programação da Brasília Design Week 2026, a Varanda BDW abriu suas portas reunindo moda circular, design autoral, arte, gastronomia, música e empreendedorismo criativo em uma celebração que transformou o espaço em um dos pontos mais vibrantes da cidade.
Ao longo do dia, visitantes circularam entre araras, peças exclusivas, acessórios, trabalhos artesanais, criações independentes e histórias de empreendedores que fazem da criatividade uma ferramenta de geração de renda, identidade e sustentabilidade. A atmosfera foi embalada pelo set da DJ Sarah Magalhães, conhecida como Sarah Canela, que trouxe personalidade e leveza à experiência. Designer de joias e participante do Circuito de Ateliês da BDW26, Sarah representa a diversidade criativa que marca esta edição do evento, transitando entre música, design e produção autoral.
Com cerca de 30 marcas participantes, a Varanda BDW reúne brechós, artistas, designers, artesãos e criadores independentes em uma programação que dialoga diretamente com o tema da Brasília Design Week deste ano, Design que Conecta Territórios. Mais do que uma feira, a iniciativa promove o encontro entre diferentes formas de criar, produzir e consumir, aproximando o público de peças únicas e de processos criativos que dificilmente são encontrados nos circuitos convencionais do varejo.
Para a idealizadora da Brasília Design Week, Caetana Franarin, a receptividade do público confirma a força da economia criativa e da produção independente brasileira. “A Varanda tem uma energia muito especial porque aproxima as pessoas dos criadores. Quem visita encontra produtos, mas encontra também histórias, processos, referências culturais e muito talento. É um espaço que valoriza a criatividade em sua forma mais humana e acessível. Ver o Memorial ocupado por tanta diversidade criativa é algo que reforça exatamente o propósito da BDW”, comemora Franarin.
Entre os visitantes, a servidora pública Pâmela, de 23 anos, saiu da feira com novas aquisições e uma impressão bastante positiva da experiência. “Eu estou adorando. Não imaginava que teriam tantas peças diferentes. Todo mundo trouxe uma curadoria muito fina e muito fora do padrão. Já levei um blazer rosa de uma cor que você não encontra em qualquer loja de departamento e várias bijuterias feitas em aço. Tem uma variedade incrível e coisas realmente diferentes.”
A expositora Cristiane Meireles, do brechó Impression by Cris Meireles, destacou a oportunidade de reunir diferentes expressões criativas em um mesmo ambiente. “A experiência está sendo incrível porque conseguimos reunir arte, cultura, design, moda e moda circular. É o casamento perfeito. Eu trouxe uma curadoria com bastante artesanato, trabalhos manuais, bordados e crochês justamente para dialogar com esse espaço. É uma oportunidade única para o público prestigiar todas essas manifestações ao mesmo tempo, em uma única visita”, faz questão de ressaltar.
Quem não conseguiu visitar a feira neste sábado terá uma nova oportunidade neste domingo (21), último dia da Varanda BDW 2026. A programação continua das 10h às 18h no Memorial dos Povos Indígenas, com entrada gratuita, reunindo moda circular, design, arte, gastronomia e música em um ambiente que celebra a criatividade brasileira em suas múltiplas formas.
A programação reforça que a experiência da Brasília Design Week continua além da semana principal do evento. A exposição Design que Conecta Territórios permanece aberta ao público até 12 de julho no Memorial dos Povos Indígenas, reunindo obras, instalações e criações de designers brasileiros e latino-americanos que ajudam a consolidar Brasília como um importante centro de produção e difusão do design contemporâneo.
Mostra reúne ambientes que exploram biomateriais, economia circular, sistemas construtivos de baixo impacto e integração com a natureza, enquanto reforça práticas ambientais em toda a sua operação
Em meio ao verde do Parque da Água Branca, uma pequena cabana vermelha chama a atenção dos visitantes da CASACOR São Paulo 2026. Batizada de Casa Ecomorada, a proposta assinada pelas designers de interiores Erica Gonçalves e Cinthia Gontijo, da Volar Interiores, reúne conceitos que vêm ganhando espaço na arquitetura contemporânea, como construção modular, aproveitamento da luz natural e acessibilidade. Entre os destaques estão os revestimentos produzidos artesanalmente a partir de uma argila desenvolvida com pastilhas de porcelana descartadas, transformando resíduos em matéria-prima para novos usos.
A sustentabilidade presente na Casa Ecomorada se repete em diferentes leituras ao longo da mostra. Mais do que uma tendência, o tema aparece incorporado às escolhas projetuais dos profissionais, seja por meio do uso de biomateriais, da adoção de sistemas construtivos mais eficientes ou da valorização da relação entre arquitetura e meio ambiente.
Na Biobilheteria, assinada por Viviane Telles, a pesquisa em materiais inovadores ganha protagonismo. O espaço abriga uma luminária de 2,50 metros produzida com bambu e micélio, material proveniente dos fungos, desenvolvida especialmente pelo estúdio Ola Luminárias Acústicas. A madeira também aparece como elemento central nas esculturas do artista Luiz Martins, reforçando a valorização de recursos naturais e renováveis.
Já o Cubikoo Pavilion, criado pelo designer holandês Edward van Vliet, propõe uma reflexão sobre arquitetura reversível e regenerativa. O pavilhão modular desmontável combina estrutura pré-fabricada com materiais como madeira, cerâmica, vidro e latão, demonstrando como construções temporárias podem ser concebidas para reduzir impactos e ampliar possibilidades de reaproveitamento.
A integração entre arquitetura e paisagem é o ponto de partida da Casa Limiar R., de Felipe Rossi Arquitetura. O projeto utiliza grandes planos de vidro para aproximar os ambientes internos da paisagem tombada do Parque da Água Branca, enquanto uma claraboia direciona o olhar para a copa das árvores, criando uma experiência que valoriza a presença da natureza como parte essencial da arquitetura.
Na Samádi House | Powered by Denza, Carol Barreto combina bem-estar, espiritualidade e responsabilidade ambiental. Inspirado nos princípios do design biofílico, o ambiente utiliza materiais naturais como madeira, fibras, pedras e cerâmica, além de adotar o sistema construtivo light steel frame, que reduz a geração de resíduos e aumenta a eficiência da obra.
Sustentabilidade além dos ambientes
A preocupação ambiental da CASACOR São Paulo 2026 não se restringe aos projetos expostos. A mostra é atualmente a única exposição cultural do Brasil a operar sob o conceito de Lixo Zero. Todo o resíduo gerado durante o evento é desviado de aterros sanitários e destinado prioritariamente ao reaproveitamento e a iniciativas de impacto social, preservando sua função original sempre que possível. Os materiais que não podem ser reutilizados seguem para processos de transformação, retornando à cadeia produtiva na forma de novos insumos e subprodutos.
No Parque da Água Branca, as diretrizes de preservação ambiental foram ampliadas para garantir a proteção dos jardins e da fauna local. Não houve qualquer interferência nas árvores do parque, que integram o patrimônio ambiental tombado do espaço e têm seu manejo realizado exclusivamente pela concessionária responsável.
Seguindo os protocolos adotados na edição anterior, toda a vegetação utilizada na mostra foi mantida em vasos apoiados sobre o solo, sem plantio direto nos canteiros, permitindo sua remoção ao final do evento. As espécies escolhidas também obedeceram a critérios específicos, excluindo plantas tóxicas para animais ou com espinhos.
Outra medida voltada à preservação ambiental está na iluminação das áreas externas, desenvolvida pelo Estúdio Carlos Fortes. Os espaços utilizam luz com temperatura de cor de 1.800 K, em tonalidade amarelo-avermelhada, e Índice de Reprodução de Cor (IRC) superior a 90. Diferentemente da luz branca, que pode interferir no comportamento da fauna por ser interpretada como luz solar, a solução adotada busca minimizar impactos sobre os ciclos naturais dos animais que habitam o parque.
Ao reunir iniciativas de gestão ambiental, preservação do patrimônio natural e soluções inovadoras aplicadas aos ambientes, a CASACOR São Paulo 2026 demonstra como sustentabilidade, arquitetura, design e paisagismo podem caminhar juntos na construção de experiências mais responsáveis e conectadas com o futuro.
Serviço
A 39ª edição da CASACOR São Paulo será realizada até 09 de agosto, com funcionamento de terça a domingo, incluindo feriados, sempre das 11h às 22h. A entrada no Parque da Água Branca (Rua Dona Ana Pimentel, 37) é permitida até as 20h, enquanto a bilheteria presencial e o acesso à mostra funcionam até as 20h15. Em dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, os horários poderão sofrer alterações.
O acesso mais próximo para quem optar pelo transporte público é pela estação Barra Funda, da Linha 3-Vermelha do metrô. A portaria 4 do Parque da Água Branca está localizada a cerca de 10 minutos de caminhada da estação.
Os ingressos poderão ser adquiridos pela bilheteria online, pelo aplicativo oficial da CASACOR, disponível para Android e iOS, ou presencialmente na mostra. Crianças de até 10 anos não pagam mediante apresentação de documento comprobatório. Menores de 14 anos devem estar acompanhados por um responsável. Estudantes, idosos, professores e pessoas com deficiência têm direito à meia-entrada mediante comprovação.
De banheiros com cabines acessíveis a rampas e circulação livre para cadeiras de rodas, a acessibilidade segue como uma das palavras-chave da CASACOR São Paulo. Em 2025, o evento recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o Selo de Acessibilidade da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), reforçando o compromisso da mostra com uma experiência mais inclusiva e confortável para diferentes públicos.
O evento não é pet-friendly. Devido à natureza contemplativa da mostra e ao alto fluxo de visitantes, não é permitida a entrada de animais, exceto cães-guia e cães de apoio emocional.
A CASACOR São Paulo 2026 tem apoio da Lei Rouanet e Vale+ Cultura, com Patrocínio Master Deca; Patrocínio Coral; Patrocínio Local Duratex, Brastemp e Mercado Livre; Banco Oficial Itaú; Carro Oficial Denza; Patrocinio Local TIM, Apoio Local Portinari; Escola Oficial Senac; Parceira de Reparos e Manutenção Porto Serviço; Café Oficial Orfeu; Fornecedor Oficial SABESP; Cerveja Oficial Stella Artois; Media Partner Eletromidia; e Hospedagem Oficial Noon. Realização Editora Globo e Ministério da Cultura.
Sobre a CASACOR
A CASACOR São Paulo é a mais completa plataforma cultural de arquitetura, paisagismo e design de interiores das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas, e em 2026 chega à sua 39ª edição em São Paulo, no Parque da Água Branca.
A noite da última terça-feira (16) foi marcada por emoção, afeto e celebração na abertura da exposição Galeno, o mistério do simples, na Caixa Cultural Brasília. Familiares, amigos, artistas, colecionadores, representantes da cena cultural e admiradores da obra de Francisco Galeno se reuniram para homenagear um dos maiores nomes da arte contemporânea brasileira, pouco mais de um ano após sua partida.
A mostra, idealizada pela Referência Galeria de Arte, nasceu ainda com a participação ativa do artista, que acompanhou o desenvolvimento do projeto e escolheu pessoalmente o amigo e renomado curador Paulo Herkenhoff para assinar a curadoria. O resultado é uma exposição que transcende o caráter retrospectivo e se transforma em uma grande celebração de sua trajetória, de sua sensibilidade e da profunda conexão que construiu com o Brasil, suas memórias e sua cultura popular.
Com mais de 120 obras e objetos, a exposição apresenta um amplo panorama da produção de Galeno, reunindo pinturas, esculturas, gravuras, documentos, fotografias, objetos pessoais e obras emblemáticas que atravessam diferentes momentos de sua carreira. O público também pode conhecer aspectos íntimos da vida do artista, suas referências afetivas, sua relação com Brazlândia, com o Piauí e com o Botafogo, time que acompanhou apaixonadamente ao longo da vida.
Durante a abertura, a presença da família deu um tom ainda mais especial ao encontro, que começou com uma apresentação do filho Diego Galeno ao violão. Entre abraços, lembranças e reencontros, amigos e admiradores celebraram o legado de um artista que transformou a simplicidade em poesia visual e construiu uma obra reconhecida pela autenticidade, pela alegria das cores e pela capacidade de dialogar com diferentes gerações.
A exposição permanece aberta ao público até o dia 4 de outubro e ocupa todos os espaços expositivos da Caixa Cultural Brasília. Considerada a maior mostra já realizada sobre Francisco Galeno, a iniciativa reafirma a relevância de sua produção para a arte brasileira contemporânea e mantém viva a memória de um criador que fez da imaginação, da cultura popular e das experiências cotidianas matéria-prima para uma obra singular.
Após a temporada na capital federal, Galeno, o mistério do simples seguirá em itinerância para a Caixa Cultural São Paulo e, posteriormente, para a Caixa Cultural Rio de Janeiro, ampliando o alcance de uma homenagem à altura da importância de Francisco Galeno para a arte brasileira.
Promovido pela Mirante Incorporadora, talk reunirá os arquitetos Alan Chu e Eduardo Sainz no próximo sábado (20/6) para discutir os impactos das transformações sociais nas formas de morar
Brasília recebe, no próximo sábado (20/6), o talk “A Arte de Habitar”, iniciativa da incorporadora Mirante que reúne os arquitetos Alan Chu e Eduardo Sainz para discutir como as mudanças de comportamento da sociedade estão transformando a forma de projetar, construir e viver os espaços urbanos. O evento será realizado na Casa Mirante, em Águas Claras, a partir das 9h.
Segundo avalia Jamil Lessa, sócio-fundador da Mirante, a busca por mais conforto, integração com a natureza e melhor aproveitamento dos espaços tem provocado mudanças significativas na maneira como as pessoas escolhem morar. “Essas transformações vêm influenciando não apenas projetos arquitetônicos, mas também o planejamento urbano e o desenvolvimento de novos empreendimentos imobiliários, ampliando o debate sobre o futuro das cidades e das moradias”.
É nesse contexto que o encontro propõe reunir profissionais e interessados para uma conversa sobre os desafios e as oportunidades que surgem a partir das novas formas de viver. A ideia é discutir como arquitetura e mercado imobiliário podem responder às expectativas de uma sociedade em constante transformação.
“Ter Eduard Sainz e Alan Chu como parceiros do projeto A Arte do Habitar é mais do que uma colaboração, mas um reencontro de visões. Ambos compartilham algo que está no centro do que a Mirante acredita, que a arquitetura tem o poder de reinventar a forma como nos relacionamos com as cidades e com nós mesmos. Conduzir esse tipo de reflexão com nossos clientes e parceiros é gratificante e faz parte da nossa missão”, reforça Amanda Kagami, gerente de marketing da incorporadora.
Convidados
Convidado do evento, Alan Chu é arquiteto e urbanista formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie. Entre 2010 e 2022, integrou a equipe do renomado arquiteto Isay Weinfeld, período em que participou de projetos de relevância internacional no Brasil, Estados Unidos e Europa. Atualmente, comanda seu próprio estúdio de arquitetura em Brasília e é reconhecido por uma produção marcada pela diversidade estética, pela precisão técnica e pela atenção às características de cada projeto e de seus usuários.
A mediação da conversa será conduzida por Eduardo Sainz, arquiteto, investidor imobiliário e sócio fundador da Sainz Arquitetura. Mestre em Tecnologia, Administração e Gerência da Construção, Sainz reúne experiência em arquitetura, construção e desenvolvimento imobiliário, atuando em projetos reconhecidos nacional e internacionalmente e contribuindo para discussões sobre inovação e qualidade na arquitetura contemporânea.
Mais do que uma discussão sobre edifícios e empreendimentos, o talk “A Arte de Habitar” busca ampliar o olhar sobre o papel da arquitetura na promoção de qualidade de vida e sobre a necessidade de criar cidades e espaços capazes de acompanhar as transformações do modo de viver contemporâneo.
A Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles, em Brasília, está com inscrições abertas para a seleção de estandartes que irão compor uma exposição dedicada à história e à memória do Carnaval brasiliense. A mostra ficará em cartaz entre os meses de julho e setembro de 2026, na sede da instituição, localizada na EQS 506/507, W3 Sul, em Brasília-DF.
A iniciativa tem como objetivo reunir símbolos que ajudaram a construir a identidade dos blocos de rua e Escolas de Samba da capital federal, valorizando a trajetória do Carnaval de Brasília e o trabalho desenvolvido por carnavalescos e carnavalescas ao longo dos anos.
Os estandartes selecionados serão apresentados ao público acompanhados de QR Codes que darão acesso a playlists com clássicos, marchinhas e hinos dos respectivos blocos. A proposta busca proporcionar uma experiência interativa, conectando elementos visuais, sonoros e históricos da folia brasiliense.
De acordo com a organização, a exposição pretende fortalecer a preservação da memória cultural da cidade por meio da participação ativa dos blocos e de seus representantes. A ação também reforça o reconhecimento do Carnaval como manifestação cultural fundamental para a identidade e a diversidade de Brasília.
Para participar da seleção, os interessados devem enviar uma fotografia do estandarte e o link da playlist do bloco para o e-mail bdb@institutoincluir.com.braté o dia 30 de junho de 2026. No campo assunto da mensagem, deve constar a identificação “EXPOSIÇÃO DE ESTANDARTES”.
A participação é gratuita. A organização informa que não haverá cobrança de taxa de inscrição nem pagamento de cachê pela participação dos estandartes selecionados. O resultado da seleção será divulgado em 7 de julho de 2026, pelo perfil oficial da @bdbcultural no Instagram.
“É uma oportunidade para a comunidade carnavalesca ocupar o espaço cultural com as cores, histórias e sons que fazem parte da tradição do Carnaval de Brasília, contribuindo para a valorização e a difusão desse importante patrimônio cultural da cidade”, ressalta a coordenadora cultural da Biblioteca Demonstrativa, Marina Mara.
Para participar e ficar por dentro da programação cultural da Biblioteca Demonstrativa, acompanhe as redes sociais da @bdbcultural no Instagram, Facebook e YouTube.
Sobre a programação cultural da BDB
A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970 e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal. Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, buscando sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
O Ministério de Assuntos Exteriores, União Europeia e Cooperação da Espanha, por meio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), das Embaixadas da Espanha no Brasil e no México, organizam com o Museu Nacional Thyssen-Bornemisza da Espanha a exposição “O Thyssen está de visita”.
Por meio da reprodução e exibição de cinquenta obras do acervo do Museu Nacional Thyssen-Bornemisza em espaços públicos do Brasil (etapas em Brasília e São Paulo) e do México, esta iniciativa aproxima a arte do cotidiano das pessoas e reafirma o valor da cultura como ferramenta de coesão social, educação e participação.
A realização simultânea desta exposição no Brasil e no México durante 2026, ano em que a Espanha sediará a 30ª Cúpula Ibero-Americana em Madri, ressalta uma dimensão particularmente relevante do projeto ibero-americano, bem como o compromisso compartilhado neste espaço comum com uma cultura acessível e inclusiva que dialogue com os cidadãos. A escolha de dois países com a relevância e a diversidade do Brasil e do México simboliza a riqueza plural da Ibero-américa e reforça o papel da cooperação cultural como motor de entendimento, intercâmbio e projeção comum entre os dois lados do Atlântico.
Primeira etapa no Brasil: Brasília
“O Thyssen Está de Visita” inaugurará em sua primeira cidade, no Brasil, em Brasília, no Conjunto Cultural da República, no dia 17 de junho, às 11h, em uma cerimônia oficial com a participação de representantes das instituições parceiras locais e autoridades culturais. A exposição estará localizada na Praça do Museu Nacional da República, entre o próprio Museu e a Biblioteca Nacional, integrando-se plenamente ao coração de Brasília. A entrada será gratuita e o público poderá visitar a exposição até 26 de julho, convidando todos a descobrir a riqueza das cinquenta obras reproduzidas em um espaço aberto e acessível que celebra os laços entre a arte e a paisagem urbana modernista da capital brasileira.
Em Brasília, esta iniciativa, organizada pela AECID, pela Embaixada da Espanha no Brasil e pelo Instituto Cervantes, conta com a parceria das Secretarias de Estado de Cultura e Economia Criativa (SECEC) e de Relações Internacionais (SERINTER) do Governo do Distrito Federal, e do Museu Nacional da República, cujo apoio tem sido fundamental para o desenvolvimento deste projeto.
A proposta destaca a capacidade da cultura de construir pontes entre sociedades diversas, unidas por profundos laços históricos, linguísticos e humanos, construindo nossa comunidade como só a cultura pode fazer e projetando-a para outras partes do mundo e para o futuro.
Exposição com curadoria de Paulo Herkenhoff reúne obras produzidas ao longo de sua carreira e celebra o legado do artista um ano depois de sua morte
A CAIXA Cultural Brasília apresenta a exposição “Galeno, o mistério do simples”, do dia 16 de junho a 4 de outubro de 2026, uma grande celebração a um dos mais importantes artistas visuais brasileiros contemporâneos, a ser realizada um ano após sua partida precoce, em 2 de junho de 2025. A curadoria de Paulo Herkenhoff foi uma escolha do artista, ainda durante o processo de criação da exposição, e a coordenação geral está a cargo da Referência Galeria de Arte.
A mostra apresenta um amplo panorama da trajetória de Galeno, por meio de pinturas, esculturas em madeira, gravuras, objetos de diferentes dimensões, obras produzidas no início da carreira do artista até as mais recentes, entre elas três do acervo do MAB- Museu de Arte de Brasília e o documentário “Galeno, Curumim Arteiro”, do cineasta Marcelo Diaz.
A exposição propõe uma imersão no universo poético do artista, com fotos, matérias de jornais, objetos pessoais e sua forte relação com o futebol, em especial o Botafogo- time do coração do artista-, como forma de valorizar a memória, da infância, da cultura popular brasileira e das experiências afetivas que atravessaram a produção de Galeno. Entre as obras, destacam-se o mural da Igrejinha da 308 sul e o calçadão de Brazlândia, espaços já incorporados ao cotidiano e à paisagem urbana de quem vive no Distrito Federal.
Em um trecho da apresentação, o curador Paulo Herkenhoff pontua: “Francisco Galeno se escreve com S de Simples, como no título de sua exposição ‘O Mistério do Simples’”, estabelecendo conexões entre a modernidade, a artesania e os códigos da arte popular brasileira, revelando a potência estética presente nos gestos cotidianos e nos materiais simples transformados pela imaginação do artista. “Galeno se comunicava diariamente com um grupo de pessoas amigas, do qual tive o prazer de fazer parte, com textos e fotos do seu entorno. Tinha orgulho de vir de uma família simples do Piauí”, afirma Herkenfoff, que acrescenta que o grande orgulho do artista era a família e as conquistas de seus filhos e netos. “Ele foi um menino candanguinho, que escolheu viver em Brazlândia”, finaliza Paulo.
Segundo Onice Moraes de Oliveira, da Referência Galeria de Arte, responsável pela coordenação geral da mostra, o título escolhido pelo curador traduz a essência da obra do artista. “A obra dele é simples, colorida, alegre, transmitindo autenticidade e verdade. O projeto, que era para ser uma retrospectiva da vida dele, depois de sua morte, passou a ser uma celebração”, afirma ela, que faz questão de ressaltar o fascínio que as obras de Galeno despertam nas pessoas. “A simplicidade da obra do Galeno é tão querida e tão desejada que passa a ser um mistério”.
Para João Francisco de Andrade Galeno, filho do artista, a exposição tem um significado profundamente emocional e simbólico. “A exposição individual do meu pai na Caixa Cultural é algo que nós vínhamos conversando e tentando realizar há alguns anos. Infelizmente, ele não estará aqui para viver esse momento da forma como gostaríamos, mas sabemos que continuará presente através das suas obras, da sua história e das memórias que deixou em cada pessoa que teve a oportunidade de conhecê-lo e admirar sua arte”, afirma.
João destaca ainda o caráter de legado da mostra. “Para nossa família, é um momento muito especial e emocionante, principalmente por ver seu trabalho ocupando um espaço tão importante para a cultura brasileira. Tenho certeza de que essa exposição será também uma forma de manter vivo todo o legado que ele construiu ao longo da vida. Mais do que uma exposição, esse momento representa o reconhecimento de toda uma trajetória dedicada à arte.”
Sobre Galeno
Nascido no dia 13 de maio de 1956 na Parnaíba (PI)- ondemanteve um ateliê ao longo da vida-, e criado em Brazlândia, Galeno construiu uma obra profundamente atravessada por suas origens e pelas experiências vividas entre o Nordeste e o Cerrado brasileiro. Seu olhar curioso e afetuoso para as manifestações culturais, os brinquedos populares, os objetos cotidianos e a história da arte consolidou uma produção singular, reconhecida nacional e internacionalmente.
Considerado um dos principais nomes das artes visuais no Brasil, Galeno participou recentemente da 14ª Bienal do Mercosul, da exposição “Brasília, Arte da Democracia” e realizou a individual “O Piauí é aqui – o Piauí não é aqui”, na Galeria Galatea. Em 2025, sua obra “As Quatro Estações” passou a integrar o acervo do Palácio do Planalto.
Sobre Paulo Herkenhoff
Um dos mais importantes curadores e críticos de arte da América Latina, responsável por projetos fundamentais para a compreensão histórica da arte brasileira contemporânea, como o Pavilhão Brasileiro da 47ª Bienal de Veneza e a histórica 24ª Bienal de São Paulo, conhecida como “Bienal Antropofágica”. Herkenhoff destaca ainda que “pensá-lo como um artista ingênuo ou apenas ‘popular’ é um equívoco”, ressaltando a sofisticação formal e conceitual presente na obra do artista. “Galeno produziu uma geometria sensível, construída entre a cultura popular brasileira, a memória afetiva e a experiência contemporânea”, afirma ele.
Referência Galeria de Arte
Ao longo de trinta anos de atividades como uma das principais galerias de arte em Brasília, a Referência atua destacadamente no cenário cultural de Brasília, promovendo e divulgando a produção de artistas locais, nacionais e internacionais, contribuindo para a integração da capital federal no circuito artístico brasileiro.
A Referência Galeria de Arte sempre manteve uma importante relação institucional com Galeno, levando suas obras para espaços como Caixa Cultural, Museu dos Correios e relevantes feiras do segmento como SP Arte e ArtRio. Além disso, realizou exposições marcantes na galeria, como “Arte por Engano” e “Meu Galeno”- esta última, uma homenagem ao artista que traduz o desejo dos amantes das artes de possuir uma obra de Galeno.
“Galeno, o mistério do simples” reafirma a força de uma obra que transformou memória, matéria e imaginação em linguagem artística, celebrando o legado de um criador que soube revelar, na simplicidade, uma profunda dimensão poética do Brasil. Depois de Brasília, a mostra segue para Caixa Cultural São Paulo (6/11/26 a 7/02/2027) e Rio de Janeiro (26/10/27 a 13/02/28).
SERVIÇO
Exposição: Galeno, o mistério do simples Período: 16 de junho a 4 de outubro
Horário: De terça a domingo, das 9h às 21h Local: CAIXA Cultural Brasília Curadoria: Paulo Herkenhoff Coordenação geral: Referência Galeria de Arte
Evento gratuito reúne a curadora Elma Sousa, a influenciadora Gigi Barreto e o escritor André Carvalhal em encontros que exploram os impactos do design na vida cotidiana
Brasília respira design o ano inteiro. Mas, no mês de junho, a cidade vira palco oficial da criatividade. De 8 a 14 de junho, o Brasília Design Week 26 ocupa o Memorial dos Povos Indígenas com uma programação que conecta arquitetura, arte, inovação e economia criativa por meio de experiências espalhadas por diferentes pontos da capital — e o Brasília Shopping não poderia ficar de fora desse circuito.
Patrocinador da edição deste ano, o shopping recebe dois dias de talks gratuitos no Teatro Brasília Shopping, reunindo nomes que transformam memória, comportamento e afeto em linguagem criativa. No dia 10 de junho, às 19h, a curadora Elma Sousa, do Galpão Design, conduz o encontro Entre Tempos: cidade, design e memória, ao lado das artistas responsáveis pelo mobiliário autoral criado para os espaços de convivência do Brasília Shopping.
Idealizado pelo shopping em parceria com a Galpão — A Casa do Design Brasileiro, o projeto convidou cinco designers mulheres de Brasília a desenvolver peças inéditas inspiradas na arquitetura modernista da capital, na obra de Ruy Ohtake e nos símbolos urbanos que moldam a identidade da cidade. Indo além do processo criativo do mobiliário, o talk propõe uma reflexão sobre o design como ferramenta de memória, pertencimento e conexão entre tempos, pessoas e espaços. A programação inclui ainda a apresentação do videocast Entretempos, que mostra os bastidores da criação das peças.
Já no dia 11, a conversa começa às 17h com Gigi Barreto, do perfil @casavidacenário, em um bate-papo sobre arquitetura afetiva, aquela que transforma espaços em extensão das histórias que vivemos neles. Mais tarde, às 19h, André Carvalhal sobe ao palco para falar sobre macrotendências, comportamento e futuros possíveis, além de lançar o livro A Alegria em Ficar de Fora.
Todas as atividades são gratuitas, com inscrições pelo app do Brasília Shopping. Um convite para enxergar o design por novos ângulos: mais criativos, mais inovadores e, acima de tudo, mais humanos.
SERVIÇO
Brasília Design Week no Brasília Shopping
Talk | Entre Tempos: cidade, design e memória Data: 10 de junho (quarta-feira) Horário: 19h Local: Teatro Brasília Shopping
Talk | Arquitetura Afetiva, com Gigi Barreto (@casavidacenario) Data: 11 de junho (quinta-feira) Horário: 17h Local: Teatro Brasília Shopping
Talk e lançamento do livro “A Alegria em Ficar de Fora”, com André Carvalhal Data: 11 de junho (quinta-feira) Horário: 19h Local: Teatro Brasília Shopping
Entrada gratuita Inscrições: aplicativo do Brasília Shopping
Evento no Espaço Brasal Noroeste, no dia 30 de maio, uniu sofisticação, gastronomia portuguesa e condições especiais de negociação em torno do empreendimento Reserva Douro
A Brasal Incorporações recebeu clientes e convidados no último dia 30 de maio, para uma experiência exclusiva no Espaço Brasal Noroeste (CLNW 2/3 Lote E, Noroeste). O encontro foi realizado em torno do Reserva Douro, projeto que traduz elegância, inovação e sofisticação inspiradas na essência do Vale do Rio Douro.
A ideia foi proporcionar aos presentes uma verdadeira imersão no conceito que norteia o empreendimento. Para isso, foi oferecida uma experiência gastronômica temática inspirada em Portugal, com buffet de delícias da culinária portuguesa e degustação de doces típicos assinados pela “Com Certeza uma Casa Portuguesa”, referência na gastronomia lusitana na capital federal.
Durante o evento, os visitantes também puderam conhecer mais de perto os diferenciais do Reserva Douro, projeto que reúne 87 apartamentos (três ou quatro suítes) com metragens entre 128m² e 171m², além de coberturas duplex de 338m². Ele foi pensado para atender diferentes estilos de vida contemporâneos, valorizando conforto, convivência e bem-estar em uma proposta arquitetônica sofisticada e funcional.
O Reserva Douro chegou ao mercado reforçando o novo momento vivido pela incorporadora, que tem buscado imprimir em seus empreendimentos uma arquitetura pautada pela sofisticação, pela experiência e pelo conceito de bem viver. Além da ambientação especial e da experiência gastronômica, os convidados também tiveram acesso a condições exclusivas e diferenciadas de negociação exclusivamente no evento.
A busca por qualidade de vida, bem-estar, integração com a natureza e espaços mais flexíveis vem transformando a forma como as pessoas escolhem morar. As mudanças de comportamento observadas nos últimos anos têm provocado reflexões importantes sobre arquitetura, urbanismo e mercado imobiliário, levando profissionais e empresas a repensarem o conceito de habitar nas cidades contemporâneas.
Com o objetivo de promover esse debate, a Mirante Incorporadora realiza, no próximo dia 20 de junho, em Brasília, o encontro “A Arte de Habitar”, que reunirá dois nomes de destaque da arquitetura contemporânea brasileira, Alan Chu e Eduardo Sainz.
A proposta é discutir temas como habitação contemporânea, comportamento, arquitetura, mercado imobiliário e as novas formas de viver e ocupar os espaços urbanos. O encontro pretende ampliar a reflexão sobre como as transformações sociais têm influenciado projetos, empreendimentos e a própria relação das pessoas com suas casas e com a cidade.
Convidado do evento, Alan Chu é arquiteto e urbanista formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie. Entre 2010 e 2022, integrou a equipe do renomado arquiteto Isay Weinfeld, período em que participou de projetos de relevância internacional no Brasil, Estados Unidos e Europa. Atualmente, comanda seu próprio estúdio de arquitetura em Brasília e é reconhecido por uma produção marcada pela diversidade estética, pela precisão técnica e pela atenção às características de cada projeto e de seus usuários.
A mediação da conversa será conduzida por Eduardo Sainz, arquiteto, investidor imobiliário e sócio fundador da Sainz Arquitetura. Mestre em Tecnologia, Administração e Gerência da Construção, Sainz reúne experiência em arquitetura, construção e desenvolvimento imobiliário, atuando em projetos reconhecidos nacional e internacionalmente e contribuindo para discussões sobre inovação e qualidade na arquitetura contemporânea.
Mais do que uma conversa sobre edifícios e projetos, o encontro propõe uma reflexão sobre os desafios de projetar cidades e moradias capazes de responder às demandas de uma sociedade em constante transformação.
A Arte de Habitar
SERVIÇO
Data: 20 de junho de 2026
9h – Café da manhã 10h – Conversa com Alan Chu e Eduardo Sainz
A programação será realizada no Memorial dos Povos Indígenas e reunirá 27 expositores dedicados à moda circular, criação autoral, acessórios, arte e economia criativa
A Brasília Design Week 2026 anunciou a transferência da Varanda BDW26 para os dias 20 e 21 de junho. A decisão foi tomada em razão das chuvas registradas nos últimos dias no Distrito Federal e da previsão de instabilidade climática para o fim de semana, preservando a experiência do público, dos expositores e de todos os envolvidos na realização da feira.
Realizada em área aberta do Memorial dos Povos Indígenas, a Varanda BDW26 mantém o mesmo local e horário previstos originalmente, das 10h às 18h, reforçando a proposta de oferecer ao público um ambiente acolhedor, criativo e voltado à valorização do consumo consciente, da moda circular e da produção autoral.
Longe de diminuir a expectativa, a mudança de data amplia a oportunidade para que visitantes e expositores vivenciem a experiência em condições ainda mais favoráveis. A iniciativa integra a programação da Brasília Design Week e se consolidou como um dos espaços de encontro entre criatividade, sustentabilidade, empreendedorismo e novas formas de consumo.
A edição deste ano reunirá 27 expositores, apresentando produtos, roupas, acessórios, joias, peças exclusivas e curadorias que dialogam com os princípios da reutilização, da circularidade e da valorização de pequenos negócios criativos. Entre as marcas confirmadas estão Urbanoise Jewelry, Ateliê Adriana Borges, Armazén Purple, Deby & Dani Brechó, Maria Adélia Brechó, Caranova Brechó, Amélia Brechó Vintage, Ouse Brechó e Vinovi Brechó, além de diversos outros empreendedores que vêm fortalecendo o cenário da moda circular no Distrito Federal.
Mais do que uma feira, a Varanda BDW26 propõe uma reflexão sobre novos modelos de produção e consumo, aproximando o público de iniciativas que unem criatividade, responsabilidade ambiental e geração de renda. A programação também contribui para ampliar o diálogo entre design, moda, cultura e economia criativa, temas centrais da Brasília Design Week 2026.
A transferência da data foi construída em diálogo com os expositores participantes e reforça o compromisso da organização em realizar uma edição à altura da relevância que a Varanda conquistou dentro da programação da BDW. A expectativa é que o encontro reúna um público ainda maior nos dias 20 e 21 de junho, fortalecendo o Memorial dos Povos Indígenas como um dos principais espaços de celebração da criatividade durante o evento.
Serviço
Varanda BDW26
Nova data 20 e 21 de junho de 2026
Horário Das 10h às 18h
Local Memorial dos Povos Indígenas
Entrada gratuita
Produzido por Qu4tro Comunicação e Assessoria Estratégica
Com cerca de 400 convidados, presença de designers brasileiros e estrangeiros e obras que dialogam com tradição, inovação e identidade, abertura da exposição Design que Conecta Territórios marcou uma das noites mais emblemáticas da história da BDW
O Memorial dos Povos Indígenas recebeu, na noite desta terça-feira (9), a abertura oficial da exposição Design que Conecta Territórios, principal mostra da Brasília Design Week 2026. Em uma noite marcada pelo encontro entre diferentes culturas, linguagens criativas e visões de mundo, cerca de 400 convidados participaram da inauguração, entre eles aproximadamente 80 designers brasileiros e estrangeiros, representantes da economia criativa, empresários, arquitetos, artistas, autoridades e formadores de opinião.
Mais do que a abertura de uma exposição, o evento simbolizou o início de uma ampla ocupação criativa da cidade. Com o tema Design que Conecta Territórios, a edição deste ano reafirma a vocação da Brasília Design Week para promover encontros entre tradição e inovação, artesanato e tecnologia, patrimônio cultural e produção contemporânea.
Instalada no Memorial dos Povos Indígenas, a mostra reúne peças de mobiliário, moda, artesanato, fotografia, escultura e experiências interativas que evidenciam o papel do design como ferramenta de desenvolvimento econômico, inovação, preservação cultural e transformação social. A escolha do espaço também reforça a proposta curatorial da edição, que busca valorizar diferentes formas de conhecimento e aproximar criadores, territórios e culturas.
A abertura evidenciou a dimensão nacional e internacional da exposição. Obras produzidas por designers do Distrito Federal dividiram espaço com criações vindas de Fortaleza, Curitiba e da Argentina, além de peças recentemente apresentadas em eventos de relevância internacional, como a Semana de Design de Milão. O resultado é uma mostra plural, capaz de traduzir a riqueza de diferentes territórios criativos e demonstrar como o design pode atuar como linguagem de conexão entre realidades distintas.
Entre os destaques da exposição estão obras do designer indígena Rodrigo Tremembé, que apresentou seu trabalho no Grand Palais, em Paris, em 2025; a cadeira Avuar, do alagoano Fábio Melo; peças dos designers cearenses Erico Gondim e Silvania de Deus; obras do pernambucano Jaildo Lima; além do estandarte de Gabriela Waihrich, da poltrona Brut, assinada por Dimitri Lociks, das luminárias Oca e Copaíba, criadas por Israel Hora e Camila Monturil, respectivamente, do banco Hiléia, da Natecca em parceria com Ismael Ricardo, da cadeira Arnaux, desenvolvida por Fernando e Nara Neves com tecnologia de impressão 3D, da espreguiçadeira Tapiri, de Eduardo Daniel, e da cadeira Decote, da Azo Collab, recém-chegada de Milão.
A presença internacional também se faz notar na participação das designers argentinas Silvia San Román e Inés Bonadeo, além da estilista Marina Bitu, um dos principais nomes da moda autoral brasileira, que recentemente lançou uma colaboração com a Westwing Brasil.
A programação da Brasília Design Week conta ainda com a parceria de seis embaixadas, República Tcheca, Eslováquia, México, Portugal, Índia e Argentina, que integram a agenda da semana por meio de visitas guiadas e ações culturais voltadas ao intercâmbio de experiências e à valorização da diversidade.
Idealizadora da Brasília Design Week, Caetana Franarin destacou a importância simbólica da chegada da exposição ao Memorial dos Povos Indígenas. “A gente sempre quis trazer a Brasília Design Week para o Memorial dos Povos Indígenas, mas sabíamos que seria um desafio porque é um espaço que precisa de um olhar diferenciado. Então esperamos o momento ideal para isso.”
Segundo ela, o tema da edição nasce da própria identidade da capital federal. “Esse tema é extremamente conectado com a cidade. Brasília nasce desse encontro de territórios, de pessoas do Brasil inteiro e do mundo inteiro – por meio das embaixadas. Então, dentro desse olhar, de conectar artesãos com designers e pessoas de culturas diferentes, optamos por essa temática. É aproveitar esse grande potencial que a cidade tem de conectar pessoas.”
A idealizadora também ressaltou o alcance geográfico e cultural da exposição. “Outro ponto interessante foi que conseguimos nos conectar com outras regiões criativas, pois temos as exposições “Fortaleza”, “Curitiba” e “Argentina”.”
Para o diretor executivo da Brasília Design Week, Kadmo Côrtes, a exposição contribui para ampliar a compreensão sobre a presença do design no cotidiano. “O design é fundamental na nossa vida. Quando olhamos para o lado do desperdício ou da obsolescência dos materiais que usamos no nosso conforto, por exemplo, o design é fundamental porque quando construímos algo para benefício da população temos que pensar como isso será utilizado. Então, é preciso pensar na escolha do material, da coloração, sua utilização e o tempo que ele vai durar. Portanto, é muito importante que a gente pense sobre o assunto e trabalhe em prol disso, mostrando à população como o design está em tudo.”
O diretor do Memorial dos Povos Indígenas, David Terena, destacou a importância da parceria entre a instituição e a BDW. “Esse memorial foi construído para a demonstração da cultura indígena e vemos que, com essa parceria, nós conseguimos mostrar isso hoje aqui. Tenho certeza que vamos ter um impacto muito positivo com essa exposição.”
Entre os convidados presentes estava a idealizadora da CasaCor Brasília, Moema Leão, que ressaltou a qualidade da mostra e a relevância do espaço para a cidade. “Uma exposição sensacional, com móveis e designers excelentes, em um ambiente encantador. É muito importante que as pessoas conheçam esse espaço do Memorial. Além disso, temos aqui designers muito bons que estão progredindo e aparecendo mais. É muito bom ver essas pessoas se desenvolvendo e saber que nós temos isso na nossa cidade.”
Também presente na exposição, o designer Dimitri Lociks apresentou ao público a Poltrona Brut, uma das peças em destaque na mostra. “Temos uma pegada industrial, elementos do móvel moderno brasileiro e uma estrutura que traz elementos do brutalismo, onde a gente expõe sua estrutura sem esconder nada. Então o metal está como metal e o couro como couro, entregando algo confortável, bonito e verdadeiro.”
Parceiro da Brasília Design Week, o Brasília Shopping também participou da abertura. Para a gerente de marketing do empreendimento, Renata Monnerat, o tema da edição dialoga diretamente com a identidade da cidade. “O Brasília Shopping se destaca na capital e a gente tem muito orgulho de fazer parte desse território. A campanha do Brasília de 2026 já era sobre o território Cerrado, então, quando a BDW trouxe o tema deste ano, achamos incrível por essa valorização da cidade. Além disso, temos aqui esse espaço maravilhoso que também reconhece os expoentes, a cadeia produtiva e a cultura local.”
A noite contou ainda com a presença de autoridades, representantes do setor produtivo e lideranças da economia criativa, entre elas o ex-governador Rodrigo Rollemberg, reforçando a relevância institucional e cultural da iniciativa para Brasília e para o fortalecimento do design como vetor de desenvolvimento.
A exposição Design que Conecta Territórios permanece aberta ao público até 12 de julho, consolidando o Memorial dos Povos Indígenas como um dos principais polos da programação da BDW 2026 e ampliando o acesso da população a uma produção criativa que conecta regiões, culturas, memórias e futuros possíveis.
A Brasília Design Week 2026 é uma realização do Instituto Desponta Brasil e correalização do Instituto Brasil de Economia Criativa (IBRAEC), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL) e a ApexBrasil. A iniciativa reúne instituições, empresas, profissionais, empreendedores e agentes da economia criativa comprometidos com a valorização do design, da cultura, da inovação e do desenvolvimento sustentável como vetores de transformação social e econômica.
Serviço
Brasília Design Week 2026
Tema Design que Conecta Territórios
Programação oficial Até 14 de junho de 2026
Exposição Design que Conecta Territórios Até 12 de julho de 2026
Local da exposição principal Memorial dos Povos Indígenas
Instalação assinada pelo artista plástico Elmiro Art e sessão exclusiva de Sound Healing convidam o público a refletir sobre a importância do descanso e do bem-estar.
A Simmons Park Sul participa da Brasília Design Week (BDW) 2026 com uma proposta que combina arte, relaxamento e experiências sensoriais. Em parceria com a Primavera Casa, a marca apresenta a instalação “A Arte de Dormir Bem”, que convida o público a uma pausa na rotina para refletir sobre autocuidado, bem-estar e a importância do sono de qualidade.
A ação integra a programação da BDW, circuito criativo realizado entre os dias 8 e 14 de junho, que reúne marcas, restaurantes, embaixadas, museus, exposições e ocupações urbanas em diferentes pontos de Brasília.
Como parte da programação, a Simmons receberá, na quarta-feira (10), às 13h30, um grupo de 20 convidados para uma experiência exclusiva de Sound Healing, conduzida pela Fluir Experience. A atividade será realizada em meio à instalação artística ambientada pela coleção Elementos e composta por obras assinadas pelo artista plástico brasiliense Elmiro Art.
A proposta transforma o espaço em um ambiente de contemplação e desaceleração, estimulando a percepção sobre a necessidade de reservar tempo para o descanso físico e mental. A instalação explora o conceito do sono como uma experiência sensível e essencial para o equilíbrio da vida cotidiana.
Segundo o texto curatorial da mostra, as obras ocupam simbolicamente o espaço entre o repouso e o despertar, apresentando formas abstratas que remetem a memórias, sonhos e percepções. Um dos destaques é a representação do colchão como elemento central da experiência, deslocado de sua função tradicional para simbolizar um estado de entrega, leveza e suspensão do tempo.
A exposição propõe uma reflexão sobre o descanso como parte fundamental da vida, indo além da recuperação física. A ideia é destacar o sono como um momento capaz de reorganizar pensamentos, estimular a imaginação e promover o bem-estar integral.
A Brasília Design Week reúne uma agenda itinerante de atividades voltadas à criatividade, incluindo lançamentos de coleções, exposições, palestras, oficinas e encontros que conectam design, arte, arquitetura, cultura e inovação.
O artista
Natural de Brasília, Elmiro Art é reconhecido por sua produção contemporânea marcada pela abstração, pela experimentação de formas e pela construção de narrativas visuais que dialogam com emoções, memórias e percepções humanas. Em suas obras, o artista busca provocar reflexões sobre o cotidiano e os estados subjetivos da experiência humana, característica que se conecta diretamente à proposta da mostra “A Arte de Dormir Bem”, concebida especialmente para a Brasília Design Week.
Com programação gratuita entre 8 e 14 de junho e exposição aberta até julho, evento reúne grandes nomes do design, da arquitetura, da economia criativa e dos saberes tradicionais em uma ampla ocupação cultural da cidade
Brasília está prestes a se transformar em um grande território de criação, cultura e inovação. De 8 a 14 de junho, a capital federal recebe a Brasília Design Week 2026, iniciativa que se consolidou como uma das principais plataformas de promoção do design, da cultura e da economia criativa do país. Com o tema ‘Design que Conecta Territórios’, a edição deste ano amplia seu alcance e convida o público a percorrer diferentes espaços da cidade por meio de uma programação gratuita que seguirá reverberando além da semana oficial do evento.
Territórios físicos, culturais, ancestrais, afetivos, urbanos e criativos se encontram em uma agenda que reúne exposições, palestras, oficinas, visitas guiadas, experiências gastronômicas, circuitos culturais e encontros com profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente.
Ao longo de sete dias, Brasília será atravessada por percursos que conectam pessoas, saberes e diferentes formas de criação. A programação da semana reunirá atividades capazes de ampliar a compreensão sobre o design para além dos objetos e produtos, apresentando-o como ferramenta de desenvolvimento econômico, preservação cultural, inovação e transformação social.
A experiência, porém, não se encerra em 14 de junho. Um dos principais destaques da edição, a exposição Design que Conecta Territórios, permanecerá aberta ao público até 12 de julho, ampliando o alcance da Brasília Design Week e permitindo que moradores e visitantes continuem vivenciando seu conteúdo por mais de um mês.
O Memorial dos Povos Indígenas será o coração da BDW 2026. Entre 10 de junho e 12 de julho, o espaço receberá a exposição principal do evento, reunindo obras, instalações, experiências imersivas e atividades que dialogam com a produção contemporânea, os saberes tradicionais e a diversidade cultural brasileira. O local também sediará oficinas, encontros e ações voltadas à valorização do artesanato, da sustentabilidade, da inovação e das múltiplas expressões criativas que compõem a identidade nacional.
A exposição principal da BDW 2026 reunirá ainda nomes de destaque do design contemporâneo brasileiro e latino-americano. Entre eles está o designer indígena Rodrigo Tremembé, que em 2025 apresentou seu trabalho no Grand Palais, em Paris, um dos espaços culturais mais emblemáticos da Europa. O público poderá conhecer também a cadeira Avuar, do designer alagoano Fábio Melo, uma peça que transforma o saber ancestral dos mestres gaioleiros do sertão em uma reflexão sobre liberdade, território e ressignificação. A mostra contará ainda com obras do pernambucano Jaildo Lima, criador de peças que dialogam com conforto, permanência e identidade, além dos designers cearenses Erico Gondim e Silvania de Deus, reconhecidos pela valorização dos saberes artesanais e pela capacidade de aproximar tradição e contemporaneidade. Entre os destaques da exposição estão ainda o estandarte de Gabriela Waihrich, as luminárias Oca e Copaíba, assinadas respectivamente por Israel Hora e Camila Monturil, a poltrona Brut, de Dimitri Locikis, o banco Hiléia, desenvolvido pela Natecca em parceria com Ismael Ricardo, a cadeira Arnaux, de Fernando e Nara Neves, produzida integralmente em impressão 3D, a espreguiçadeira Tapiri, de Eduardo Daniel, e a cadeira Decote, da Azo Collab, recém-apresentada na Semana de Design de Milão.
A presença internacional será representada pelas designers argentinas Silvia San Román e Inés Bonadeo. Silvia traz à Brasília a mochila Fontana, peça escolhida para integrar o figurino principal da série El Eternauta, da Netflix, tornando-se um dos objetos mais reconhecidos da cultura visual argentina contemporânea. Já Inés apresenta a coleção Tenaz, composta por joias escultóricas inspiradas na força da natureza para resistir, florescer e ocupar espaços inesperados. A exposição contará ainda com a participação da estilista Marina Bitu, um dos nomes mais relevantes da moda autoral brasileira, que acaba de lançar uma colaboração com a Westwing Brasil. Juntos, esses criadores ampliam o alcance internacional da mostra e reforçam a vocação da Brasília Design Week como espaço de encontro entre diferentes territórios criativos, culturais e afetivos.
A programação se espalha ainda por diferentes pontos da cidade. O Circuito Brasília Design + Nexper mobiliza lojas, ateliês e espaços criativos. O Circuito de Embaixadas promove visitas guiadas que aproximam o público de referências internacionais de arquitetura, arte e cultura. A experiência inclui ainda o Design Gastronômico Casa Baco, exposições, lançamentos, rodas de conversa e atividades que aproximam profissionais, estudantes, empreendedores e visitantes.
Entre os convidados e expositores desta edição estão nomes de projeção nacional e internacional, como Ailton Krenak, André Carvalhal, Gigi Barreto, Zé Vagner, Elma Sousa, Rodrigo Tremembé, Marina Bitu, Silvia San Román e Inés Bonadeo, além de arquitetos, designers, artesãos, pesquisadores e criadores que ajudam a construir uma visão contemporânea sobre os desafios e as oportunidades da economia criativa.
O crescimento da Brasília Design Week acompanha a expansão da própria economia criativa no Distrito Federal. Em sua edição anterior, o evento reuniu cerca de 46 mil visitantes, promoveu mais de 50 ações distribuídas pela cidade, gerou mais de 300 inserções na imprensa e ultrapassou 150 mil visualizações em conteúdos digitais. Os números reforçam o papel da BDW como uma das principais plataformas de difusão do design brasileiro e de valorização dos profissionais criativos que atuam no Distrito Federal e em diversas regiões do país.
Idealizadora da Brasília Design Week, Caetana Franarin destaca que a edição de 2026 busca fortalecer o papel do design como linguagem capaz de aproximar diferentes realidades e promover conexões duradouras.
“Vivemos um momento em que o design é chamado a construir pontes. Pontes entre tradição e inovação, entre cultura e desenvolvimento econômico, entre memória e futuro. A BDW nasce desse encontro de territórios e da convicção de que a criatividade é uma das grandes forças transformadoras do nosso tempo”, ressalta Franarin. Segundo ela, a BDW 2026 vai além de apresentar projetos e produtos e promove experiências capazes de aproximar pessoas, valorizar identidades e ampliar a percepção sobre o potencial criativo que existe em Brasília e em todo o Brasil.
Realizada por uma ampla rede de parceiros, instituições e agentes da economia criativa, a Brasília Design Week reafirma seu papel como plataforma permanente de valorização do design brasileiro e de fortalecimento do Distrito Federal como referência nacional em criatividade, inovação e produção cultural.
Com entrada gratuita e atividades distribuídas em diferentes regiões da cidade, a expectativa é receber milhares de visitantes ao longo da programação, consolidando Brasília como um dos mais importantes territórios de experimentação, produção e difusão do design no país.
A Brasília Design Week 2026 é uma realização do Instituto Desponta Brasil e correalização do Instituto Brasil de Economia Criativa (IBRAEC), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL) e a ApexBrasil. A iniciativa reúne instituições, empresas, profissionais, empreendedores e agentes da economia criativa comprometidos com a valorização do design, da cultura, da inovação e do desenvolvimento sustentável como vetores de transformação social e econômica.
Serviço
Brasília Design Week 2026
Tema: Design que Conecta Territórios
Programação oficial: De 8 a 14 de junho de 2026
Exposição Design que Conecta Territórios: De 10 de junho a 12 de julho de 2026
Local da exposição principal: Memorial dos Povos Indígenas
Mostra inédita no ParkShopping convida o público a mergulhar no universo da relojoaria suíça com experiências interativas, design e tradição centenária
Em junho, Brasília recebe uma exposição que celebra o tempo marcado por icônicas nuances de legado histórico, técnica artesanal e sofisticação. Inédita no Brasil, Watch.Swiss é uma imersão no universo fascinante da relojoaria suíça — uma experiência na qual engenharia e arte caminham no mesmo compasso, aproximando o público de um dos maiores símbolos mundiais de excelência, expressão identitária e inovação.
Realizada pela Federação da Indústria Relojoeira Suíça, com apoio da Embaixada da Suíça no Brasil, a mostra tem acesso gratuito e está em cartaz na Praça Central do ParkShopping, entre os dias 3 e 14 de junho. Os visitantes podem se preparar para uma viagem pela obstinação suíça em transformar, com precisão e perfeição, o passar das horas em arte. “Símbolos de um incrível legado e de um life styleúnico, os relógios suíços atravessam gerações e oceanos, levando ao mundo a delicadeza de mecanismos quase sempre invisíveis aos olhos. Watch.Swiss traduz o luxo silencioso da precisão. Brasília está convidada a prestigiar”, aponta Anna Aimée Codeço, gerente de marketing do ParkShopping.
Despertar
Watch.Swiss foi concebida como uma experiência dinâmica e sensorial, reunindo instalações interativas, conteúdos educativos e espaços instagramáveis que aproximam o visitante dos bastidores da alta relojoaria. O percurso é dividido em sete grandes temas — Suíça, Swiss Made, História, Design, Precisão, Manufatura e Complicações — revelando os detalhes que transformaram os relógios suíços em expoentes globais de prestígio e engenharia. “Tenho grande alegria que o público brasiliense poderá conhecer a experiência única da relojoaria suíça. A exposição Watch.Swiss convida cada visitante a descobrir de perto a paixão, o savoir-faire e a dedicação que fazem da relojoaria um verdadeiro símbolo da identidade suíça, de forma acessível, interativa e inspiradora”, detalha Hanspeter Mock, embaixador da Suíça no Brasil.
Entre os destaques da experiência estão um cenário inspirado nas paisagens suíças, ambientes que simulam a bancada de um relojoeiro e ativações que apresentam, de maneira acessível e envolvente, técnicas tradicionais, inovação tecnológica e curiosidades sobre o funcionamento das peças.
Com o apoio da Joalheria Pedrart, a mostra também explora a relação contemporânea entre tempo, design e comportamento. Em uma era marcada pela vida instantânea e consumo acelerado, a relojoaria suíça é símbolo de permanência, herança e sofisticação atemporal. Watch.Swiss contempla ainda detalhes sobre o processo de produção de relógios. Os visitantes poderão aprender como se faz, além de também apreciar modelos expostos das marcas Tudor, Tag Heuer, Mido, TISSOT e Longines.
PROGRAME-SE
WATCH.SWISS — EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE RELOJOARIA SUÍÇA
Onde: Praça Central do ParkShopping
Quando: 3 a 14 de junho de 2026, no horário de funcionamento do ParkShopping
Entrada Gratuita
Classificação etária: Livre (Não serão permitidos menores desacompanhados dos pais ou responsáveis legais)
ParkShopping – Inaugurado em 1983, o ParkShopping é referência na capital do País e conta com um mix diverso e qualificado de marcas, ampla oferta de serviços e excelentes opções de lazer e entretenimento para os brasilienses. Os empreendedores do ParkShopping são Multiplan e Previ, com administração da Multiplan. O PKS foi certificado por dois anos consecutivos no Experience Awards (2023 e 2024), no segmento Shoppings, que recebeu milhares de votos de consumidores. A premiação indica o ranking NPS (Net Promoter Score), uma métrica de lealdade do cliente, e visa reconhecer as empresas com os melhores índices do Brasil em diversos segmentos.
O ParkShopping atende a região que lidera o ranking de PIB per capita nacional. Maior e mais completo shopping de Brasília, o PKS vem contando uma história de sucesso, crescimento e inovação. O shopping representa hoje 3,4% da ABL do Centro-Oeste, segundo a Abrasce, enquanto suas vendas anuais totalizaram 10,4% das vendas totais dos shoppings na mesma região, alcançando R$1,6 bilhão em 2023 e ocupando o quinto lugar no portfólio Multiplan.
Sobre a Multiplan – Fundada em 1974 como empresa full service, a Multiplan é responsável pelo planejamento, desenvolvimento, propriedade e administração de um dos melhores portfólios de empreendimentos do país. Atua estrategicamente no desenvolvimento de shopping centers e imóveis comerciais e residenciais, por meio de projetos multiuso que oferecem conveniência e comodidade aos usuários e geram valor a seus ativos. Desde 2007 na Bolsa de Valores Brasileira, é a maior empresa imobiliária da B3, em valor de mercado.
A Companhia também representa uma das maiores empresas do setor de shopping centers do Brasil. Tem, atualmente, 20 shoppings centers em operação, em 7 estados brasileiros, e gera cerca de 80 mil empregos no país. Hoje, os empreendimentos da Companhia já somam mais de 6 mil lojas, com um variado mix, e recebem aproximadamente 200 milhões de visitas por ano. A Multiplan prioriza em suas propostas o desenvolvimento econômico e social das regiões onde atua e mantém diversos projetos com foco nas comunidades vizinhas às suas construções.
A mostra é coletiva e reúne 18 artistas do acervo da galeria
O título anuncia um gesto: abrir os trainéis é revelar o que está guardado, é convidar o olhar para dentro. A mostra apresenta obras inéditas e celebra a pluralidade de linguagens que define a identidade da Referência, reunindo pinturas e objetos que transitam por diferentes formatos, suportes e matérias.
A riqueza tátil das obras e a multiplicidade de propostas artísticas compõem um percurso generoso, no qual cada trabalho dialoga com o conjunto e, ao mesmo tempo, sustenta a sua singularidade.
A mostra é composta por obras de Alessandra França, Clarice Gonçalves, Courinos, Desirée Feldmann, Diô Viana, Evandro Soares, Fernando Leite, Karina Dias, Léo Tavares, Luciano Macedo, Luiz Aquila, Osvaldo Gaia, Patricia Bagniewski, Patricia Furlong, R.Godá, Reynaldo Candia, Samantha Canovas e Veridiana Leite.
A visitação é de segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábados, das 10h às 14h.
Nova exposição, aberta a partir de 10 de junho, reunirá mais de 80 obras de artistas de diversas regiões do país e convida o público a percorrer as cores, ritmos e símbolos das festas populares brasileiras
A partir de 10 de junho, o Centro CulturalTCU abre ao público a exposição “Festa de Luz: as festas populares e a arte brasileira”, mostra inédita concebida especialmente para o espaço cultural do Tribunal de Contas da União (TCU). Com curadoria de Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto, a exposição reúne mais de 80 obras de artistas modernos, contemporâneos e populares e propõe um mergulho nas tradições juninas e sua influência sobre a produção artística nacional.
Em cartaz até 12 de setembro de 2026, a mostra reúne pinturas, esculturas, cerâmicas, xilogravuras e fotografias que dialogam com o imaginário das festas populares brasileiras. Partindo da festa de São João, a exposição explora seus símbolos, como fogueiras, balões, bandeirinhas, quadrilhas, comidas típicas e a música nordestina.
A mostra Festa de Luz parte do entendimento de que as festas juninas ultrapassam a dimensão popular e constituem um vasto repertório de memórias, símbolos e práticas culturais que atravessam a produção artística brasileira.
“A expressão artística é muito maior do que rótulos ou classificações. Nesta exposição, vamos poder ver artistas de diferentes origens e tempos e perceber como esse universo das festas juninas atravessa a criação brasileira com seus símbolos e afetos”, detalha Marcus de Lontra Costa, curador da exposição Festa de Luz.
Entre os destaques estão trabalhos de Alfredo Volpi, Alberto da Veiga Guignard, Américo Poteiro, Beatriz Milhazes, Delson Uchoa, Deneir Martins, Galeno, José Patrício, Mestre Noza e Roxinha Lisboa.
As emblemáticas bandeirinhas de Alfredo Volpi, os balões poéticos de Alberto da Veiga Guignard e as composições vibrantes de Beatriz Milhazes exemplificam como o imaginário junino se transforma em linguagem artística. Ao longo do percurso, o público também encontrará referências ao cangaço, à quadrilha, à figura do caipira e à rica musicalidade do norte e nordeste, marcada por ritmos, tradições e sonoridades que ecoam nas festas populares em todo o país, tendo em Luiz Gonzaga como um de seus maiores símbolos.
Sala interativa
A exposição contará ainda com uma sala interativa que vai reconstruir um cenário de terreiro de festa junina. A ideia é criar um ambiente imersivo nas cores, luzes, aromas e sons que fazem parte das festas juninas.
O título da exposição remete tanto à luminosidade das fogueiras, balões e rojões quanto ao poder simbólico da celebração como forma de resistência, pertencimento e afirmação identitária. Em um país marcado pela diversidade cultural, a festa surge como espaço de encontro, comunhão e reinvenção da memória coletiva.
Com entrada gratuita e visitação de terça a domingo, Festa de Luz convida o público a percorrer as cores, os ritmos e os imaginários que fazem das festas populares brasileiras uma expressão viva da criatividade nacional.
Veja a lista de artistas que farão parte da exposição:
Projeto transforma acervo do Museu Nacional da República em patrimônio digital acessível
Com patrocínio da Petrobras, projeto reúne plataforma digital gratuita, exposição presencial, catálogo e ações educativas e de acessibilidade
Obras de nomes importantes da arte brasileira, que hoje estão concentradas no acervo do Museu Nacional da República, passam a ganhar acesso ampliado com o projeto #ConectaMuN. A iniciativa aposta na digitalização e na difusão desse conjunto artístico, criando uma plataforma digital gratuita que conecta o público ao acervo de forma inédita.
Realizado em Brasília com patrocínio da Petrobras, o projeto foi selecionado pelo Programa Petrobras Cultural – Novos Eixos, entre mais de 8 mil propostas de todo o país. A proposta é ampliar o acesso ao patrimônio artístico, aproximando diferentes públicos do acervo do Museu por meio de ferramentas digitais e ações presenciais.
Entre as ações do #ConectaMuN está a realização de exposição com obras do acervo, prevista para acontecer entre os dias 20 de junho e 19 de julho de 2026 no Museu Nacional da República, com entrada gratuita. A programação inclui ainda a criação de um portal que reunirá, pela primeira vez, a totalidade do acervo em formato digital, além de um catálogo digital e impresso, roda de conversa com os profissionais envolvidos no projeto e jogo educativo em formato de RPG, voltado a estudantes da rede pública do Distrito Federal.
O projeto realiza o processo de digitalização das peças, além do redimensionamento de obras em formato de vídeo, visando o amplo acesso e o alcance de novos públicos.
O #ConectaMuN também vai dedicar-se à acessibilidade, garantindo que o acervo digital esteja disponível a públicos diversos. Todas as obras disponibilizadas na plataforma contarão com recursos como audiodescrição, tradução em Libras (com janela) e legendagem no caso dos conteúdos em vídeo, ampliando o acesso de pessoas com deficiência ao patrimônio artístico do Museu.
De acordo com a coordenadora geral do projeto, Taís Castro, a digitalização das obras constitui um patrimônio digital público. “O Museu Nacional tem um acervo potente, com produções de artistas importantes para a arte brasileira. Sua disponibilização em ambiente digital permite que esse acervo seja acessado independente do lugar, do tempo e por qualquer pessoa, possibilitando o acesso democrático às obras”, afirma.
Taís destaca ainda que o projeto dialoga com um público amplo e diverso. “Com a difusão do acervo, a ideia é alcançar pesquisadores, professores, estudantes, curadores, artistas, turistas, entre outros públicos, além de pessoas que não costumam frequentar o museu, contribuindo para a formação de novos públicos”, ressalta.
A expectativa é que o contato com as obras em formato digital desperte o interesse e a curiosidade do público, ampliando o conhecimento, a inclusão cultural, a diversidade e o sentimento de pertencimento, já que o acervo reúne majoritariamente obras de artistas brasileiros, com presença representativa de artistas brasilienses.
Entre os artistas presentes no acervo destacam-se Anita Malfatti, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Volpi, Amilcar de Castro, Cícero Dias, Iracema Barbosa, Antônio Oba, Lúcia Laguna, Adriana Vignoli, Marcelo Solá, Raquel Nava, Cildo Meireles e Karin Lambrecht.
O #ConectaMuN vem sendo executado ao longo de de 2026 e inclui exposição presencial, projeção mapeada na cúpula externa do Museu, catálogo com as obras do acervo, jogo educativo e roda de conversa, consolidando o Museu como espaço ativo de preservação digital, difusão cultural e produção de conhecimento.
Obras do fotógrafo ocuparão a sede do Superior Tribunal de Justiça, onde haverá também lançamento editorial comemorativo
No próximo dia 01 de junho, o fotógrafo Araquém Alcântara abre exposição e faz noite de autógrafos na sede do Superior Tribunal de Justiça(STJ), em Brasília. A exposição reunirá imagens em grandes formatos (2,20 m x 1,50 m), selecionadas para celebrar 50 anos de carreira do artista. Há registros da Amazônia, da Mata Atlântica e de outros biomas, bem como cenas do cotidiano do povo brasileiro.
Dedicado à sensibilização do público em relação a questões ambientais, Araquém Alcântara foi o primeiro fotógrafo a registrar todos os parques nacionais brasileiros, tendo sido também pioneiro na documentação visual dos ecossistemas e unidades de conservação do país.
Araquém Alcântara lança obra-manifesto
Livro de 50 anos de carreira é uma “crônica visual da beleza e do horror”
O fotógrafo Araquém Alcântara comemora, aos 75 anos, cinco décadas de trajetória, com o lançamento de um livro seminal que, segundo o curador Eder Chiodetto, pontua imagens de flagrante beleza do povo brasileiro, o desmatamento das florestas e os efeitos das mudanças climáticas nos biomas nacionais.
Reunindo 220 imagens em mais de 500 páginas, o volume sintetiza um percurso que começou em Santos, no litoral paulista, nos anos 1970, e atravessa florestas, rios e serras, em um projeto de vida dedicado à documentação e à defesa da natureza brasileira.
Araquém construiu um acervo com cerca de 500 mil imagens, que forma hoje um dos mais importantes patrimônios visuais da biodiversidade do país, desvendando a Mata Atlântica, o Cerrado, a Caatinga, o Pantanal, os Pampas, a Amazônia e seus povos.
Com 62 livros autorais, 75 exposições individuais, mais de 40 prêmios nacionais e internacionais, obras nos acervos do Masp, Pinacoteca de São Paulo, MAM-SP, Centro Georges Pompidou e Museu Britânico, o inquieto artista consolidou a dimensão ética e estética rara de seu trabalho — um manifesto pela vida, que se mantém pulsante e necessário.
“O verdadeiro fotógrafo deve escolher o caminho com o coração e nele viajar incansavelmente”, escreveu Araquém em um de seus textos. “Só na Amazônia, estive mais de 100 vezes, desde 1971.” Todo esse movimento se tornou o eixo espiritual de sua produção, marcada pela devoção à luz, à paisagem e à consciência.
Da epifania à insurgência: as origens de um olhar
O livro revisita as primeiras imagens feitas no cais de Santos, onde prostitutas, marinheiros e estivadores inauguraram o universo do fotógrafo, e avança até as fotos mais recentes das queimadas na Amazônia e no Pantanal. Entre esses extremos, destaca-se a fotografia que se tornaria um ícone — a foto de capa feita em 1980, retratando seu pai, Manoel Alcântara, em protesto contra a instalação de usinas nucleares na Juréia.
A imagem — hoje símbolo da crítica à política energética e à destruição ambiental — marca o início da fase autoral de Araquém, que revela sua vocação para a fotografia como ato de combate e gesto poético.
A cena, descrita por Chiodetto como “um instante de epifania e insurgência”, foi o ponto de inflexão que transformou o repórter em um “andarilho da luz”. “Ali se consolidou o caminho a ser seguido — investir toda sua energia de artista em nome de uma causa que, mesmo quando parece fadada ao fracasso, segue ecoando nas elipses do tempo”, escreve o curador.
A obra-manifesto
“Entre epifanias e apocalipses”, como resume um dos textos críticos, o livro revela a grande travessia de Araquém — 50 anos de fotografia para iluminar os 500 anos da terra chamada Brasil. São imagens que registram a beleza da flora e fauna e também a miséria, o terror causado pela poluição em Cubatão, a devastação das matas e dos biomas.
Fotografias que impõem a reflexão: “Sou um artista de combate, cúmplice dos injustiçados. Minhas fotos são um canto de amor à natureza e ao povo brasileiro”, escreve Araquém.
Adolescente nos final dos anos 1960, quando leu Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, Araquém gravou na memória um dos trechos, que norteou seu foco: “Como é que posso com este mundo? A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo no meio do fel do desespero.” O escritor forjou o percurso do fotógrafo, que transformou sua câmera em instrumento de resistência.
SERVIÇO:
Inauguração da exposição “O Brasil de Araquém Alcântara” e lançamento do livro “50 anos de fotografia”
Data: 1º/06/2026
Horário: 19h
Local: Mezanino do Edifício dos Plenários – Superior Tribunal de Justiça
Mostra no Espaço Oscar Niemeyer apresenta projetos históricos e inéditos, incluindo propostas em desenvolvimento para a cidade de Maricá (RJ)
A cidade que consagrou a obra de Oscar Niemeyer como símbolo da arquitetura moderna brasileira recebe uma exposição que propõe um novo olhar sobre seu legado.
A mostra “Niemeyer por Niemeyer”, em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer, reúne desenhos, fotografias, maquetes e estudos que revelam não apenas as obras consagradas do arquiteto, mas também um vasto conjunto de projetos concebidos ao longo de décadas e nunca construídos.
A exposição é conduzida por Carlos Eduardo Niemeyer, neto do arquiteto, inventariante de seu espólio e responsável pela continuidade do escritório fundado em 1951 e Kleyton Rigon, pós-graduado em Design do Entretenimento e possui trajetória consolidada no audiovisual, atuando no desenvolvimento de narrativas visuais, direção criativa e projetos culturais.
Atualmente graduando em Arquitetura e Urbanismo, integra o escritório Oscar Niemeyer, onde atua na pesquisa, organização e preservação do acervo arquitetônico do mestre, colaborando diretamente em processos de catalogação, memória e difusão da obra de Oscar Niemeyer.
Como curador da exposição “Niemeyer por Niemeyer”, desenvolve uma abordagem que aproxima arquitetura, imagem e experiência, propondo ao público um olhar contemporâneo sobre o legado de Oscar Niemeyer a partir do registro fotográfico de Kadu Niemeyer e da força poética dos croquis e projetos do arquiteto.
“A ideia não é olhar para o passado como algo encerrado, mas entender que essa arquitetura continua viva e pode ser realizada hoje”, afirma Kadu Niemeyer.
A exposição está organizada em núcleos que conduzem o visitante desde o traço original de Niemeyer até sua reinterpretação contemporânea. Croquis, registros históricos e maquetes revelam o processo criativo do arquiteto, marcado pela liberdade formal e pelo uso expressivo da curva.
Um dos destaques da mostra é o núcleo dedicado aos projetos desenvolvidos para a cidade de Maricá, no estado do Rio de Janeiro. As propostas, baseadas em estudos originais de Niemeyer, vêm sendo atualizadas tecnicamente para atender às condições atuais de implantação.
Entre os projetos apresentados estão o Memorial João Goulart, o Centro Administrativo, o Teatro Municipal, o Museu de Arte, o Centro de Convenções e o Estádio João Saldanha. As obras são exibidas por meio de maquetes físicas, imagens e estudos que indicam a possibilidade concreta de sua execução.
Se Brasília representa a materialização de um projeto moderno de nação, Maricá surge, na exposição, como território contemporâneo onde parte desse legado pode finalmente ganhar forma construída.
Mais do que uma retrospectiva, a mostra propõe uma reflexão sobre a continuidade da arquitetura e o papel do acervo como instrumento de futuro.
“A arquitetura do meu avô nunca foi sobre repetição. Sempre foi sobre invenção. E é essa invenção que buscamos preservar e dar continuidade”.
A realização da exposição em Brasília reforça o vínculo entre a obra de Niemeyer e a cidade que ele ajudou a projetar, criando um diálogo entre o passado, o presente e as possibilidades futuras da arquitetura brasileira.
Quem é Kadu Niemeyer
Fotógrafo, guardião de um legado inestimável e testemunha ocular da história da arquitetura moderna, Kadu Niemeyer (Carlos Eduardo Niemeyer Attademo) consolida-se como a principallente dedicada a traduzir o concreto em poesia visual. Neto e fotógrafo oficial de Oscar Niemeyer por mais de cinco décadas, Kadu não apenas registrou obras prontas, mas capturou a gênese dotraço que definiu a identidade visual do Brasil.
Diferente de uma fotografia documental estática, o trabalho do Kadu é uma extensão do diálogo que mantinha com seu avô. “Ele me ensinou a ver o que os outros não viam: a sombra, o ângulo inusitado, a leveza do que é pesado”, afirma o fotógrafo. Esse aprendizado resultou em um acervo que percorre desde os canteiros de obras da Argélia e da França até a consolidação de Brasília e das curvas da Pampulha.
Trajetória e Exposições
A parceria entre o avô e o neto teve início em 1968, no laboratório de fotografia que o arquiteto criou em sua casa na capital federal. Aos 18 anos, Kadu Niemeyer realizou sua primeira exposição na Bulgária em 1972 onde apresentou fotografias das obras de Oscar Niemeyer. Assim, o fotógrafo, guardião de um legado inestimável e testemunha ocular da história da arquitetura moderna, Kadu Niemeyer consolida-se como a principal lente dedicada a traduzir o concreto em poesia visual. Suas exposições já passaram por prestigiadas Instituições no Brasil e no mundo como o Museu da República de Brasília (inauguração do museu), o Museu Oscar Niemeyer (PR) e centros culturais no Chile, Espanha, Estados Unidos, Portugal, Itália, Japão, Rússia, Venezuela entre outros. A maior e mais famosa exposição sobre o trabalho de Oscar Niemeyer no país ocorreu na Galeria de Arte da empresa TOTO (Tóquio). Intitulada “Oscar Niemeyer – O Homem Que Construiu Brasília”, a mostra apresentou plantas, maquetes e fotografias das obras icônicas do arquiteto. Em 2007 Kadu apresenta um novo projeto em suas mostras intitulada “Niemeyer por Niemeyer” em homenagem aos 100 anos de seu avô, expondo uma perspectiva íntima da história de um grande arquiteto e acima de tudo seu avô. Suas imagens revelam a escala humana diante dos monumentos e a obsessão pela curva perfeita.
No conteúdo, foram reunidas 14 fotografias de icônicos projetos, selecionadas pelo próprio Oscar Niemeyer e que, por isso, registram seus ângulos de observação preferidos. Para Kadu, a fotografia é uma forma de manter vivo o “espírito do traço”.
Onde suas exposições são mais do que exibições de arquitetura; são convites para enxergar o mundo com a sensibilidade de quem cresceu entre pranchetas e horizontes infinitos.Exposição – Espaço Oscar Niemeyer, Brasília
O Espaço Oscar Niemeyer, localizada na Praça dos Três Poderes, apresenta a imperdível exposição “Niemeyer por Niemeyer”, de 18 de maio a 8 de agosto de 2026. Curada por Kadu Niemeyer, fotógrafo e neto do icônico arquiteto, a mostra reunirá fotografias autorais, croquís e maquetes originais que revelam a genialidade de Oscar Niemeyer.
Esta exposição é um tributo ao meu avô e à sua visão inovadora que moldou a arquitetura brasileira. Os visitantes terão a oportunidade única de explorar o legado imortal de Niemeyer e a profundidade de sua obra através de uma narrativa visual rica.
A exposição será aberta diariamente, das 10:00 às 18:00 horas, com entrada gratuita. Uma experiência única para todos que desejam se conectar com a arte e a história.
Serviço
Data: 2 de junho a 2 de setembro
Hora: 9h às 17h
Local: Espaço Oscar Niemeyer – Praça dos Três Poderes Lote J
Com patrocínio da Neoenergia e do Instituto Neoenergia, 11ª edição recebe inscrições gratuitas até 30 de maio em quatro categorias
O Festival Mês da Fotografia está com inscrições abertas para a convocatória pública que irá selecionar trabalhos para sua Exposição Coletiva. Em sua 11ª edição, o evento — que acontece em agosto — reforça seu compromisso com a valorização da fotografia contemporânea e amplia seu alcance ao receber inscrições de fotógrafos e artistas visuais do Brasil e do exterior. A participação é gratuita e o prazo segue até o dia 30 de maio de 2026.
Com o tema “Retratos de um Brasil Plural: Origem, Território e Diversidade”, o festival propõe uma reflexão sobre as múltiplas identidades que compõem o país, incentivando trabalhos que revelem narrativas ainda pouco discutidas, que questionem desigualdades e apresentem novos olhares sobre o território brasileiro. A curadoria é assinada por Denise Camargo, artista visual e pesquisadora, que busca propostas com consistência estética e conceitual, além de abordagens inovadoras e críticas.
A convocatória contempla quatro categorias: Ensaio, voltada a séries fotográficas com narrativa estruturada; Fotografia Individual, para imagens únicas; Jovens Fotógrafos, destinada a participantes entre 16 e 25 anos; e Fotografia Inclusiva, exclusiva para pessoas com deficiência. Ao todo, serão selecionadas 60 obras para compor a exposição coletiva, uma das principais ações do festival desde 2012.
Aberta a profissionais e amadores, a seleção aceita diferentes linguagens e estéticas dentro da fotografia documental, excetuando trabalhos produzidos com inteligência artificial. O processo seletivo será realizado em etapas, com avaliação baseada na coerência com o tema, qualidade técnica e estética, originalidade e diversidade de narrativas e territórios, garantindo também anonimato dos participantes nas fases iniciais.
O Festival Mês da Fotografia incentiva especialmente aparticipação de artistas de grupos historicamente sub-representados, como pessoas negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, mulheres, jovens e pessoas com deficiência, reforçando seu compromisso com a inclusão e a democratização do acesso à cultura.
Os artistas selecionados terão suas obras exibidas durante o festival, ampliando sua visibilidade no cenário nacional e internacional. O resultado será divulgado até o dia 30 de junho de 2026, no site e nas redes sociais do evento.
O Festival Mês da Fotografia 2026 conta com patrocínio da Neoenergia e do Instituto Neoenergia, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, e é realizado pela Lente Cultural, com produção da Photo Agência e IDEIA Prática.
Mais informações e inscrições estão disponíveis no site oficial https://www.festivalmesdafotografia ou no instagram @festivalmesdafotografia.
Formação de projeto de promoção, acessibilidade e protagonismo de pessoas por meio meio da cultura, artistas que sou artistas como ou monitores culturais. Interessados devem se no formulário online
Estãoscrições em para as oficinas do 4o Festival de Cultura Inclusiva do Distrito Federal, iniciativa pelo Instituto Entrelativa, Nós em parceria como Associação Mãe em Movimento – AMEM/DF. O projeto no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Calops Sul, em Brasília, em Brasília, o reuniu está disponível gratuitamente como instalações de moda envolventes para as formações às voltas, arteística e acessibilidades cultural. O festival abre in para pessoas com (no super) experiência que que querem compor o elenco do e para monitores paracultura pessoas para atender com pessoas nos deficiências culturais.
Idealizado em 2013 pela artista e diretora cultural, Lurdinha Danezy, o Festival de Cultura Inclusiva nasceu como uma iniciativa no DF em umaventura em acessibilidade que a cultural era ainda debatida. Projeto com suído com objetivo de deprovação a, representatividade etexoteca de pessoas de participação de pessoas com deslocamentos para pessoas para grupos de interesse nos culturais, tanto como artistas público. “O I Festival de Cultura Inclusiva do DF nascitura de um sonho, de uma realidade e de uma necessidade: o sonho de realizar um evento que envolvesses, com realidades e necessidades”, relembra diferente Lurdinha.
Em 2026, o festival à sua chega quarta, edição orderendo o commetry com ademocratização do acesso à cultura e com o do protagonismo artístico de pessoas coms no Distrito deficiência Federal. A partir deicinasão entre os dias 1o de junho e 28 de de 2026, com vagas limitadas.
Tatiana Corrêa Leite, representante do Instituto Entre Nós, o coletivo impacto da iniciativa. “O Festival de Cultura InclusivaGueradora o à rito e visibilidade e amplia a datularidades das pessoas artísticas na capital. Ono é uso urbano cada vez mais acessível, a partir de lugares próprios, etivos para todas as pessoas-chose como pessoas-chose”, finaliza.
Saiba mais sobre as oficinas Oficina de teatro com expression de com Bruno Coeoli – os vãos técnicas de aprendizagem de interpretação corporal e trabalho em equipe por meio de e ensaios. Ao final, os participantes e emplemosos um teat espetáculoral, ao favor, ao ambiente criativo, à comunicação e confiança. Onde: Sala Túllio Guimarães no Espaço Cultural Renato Russo No: Segundas-feiras dias 01,08,15,22 de junhun e 06 de das julho 14h às 18h
Oficina de Cenografia com Luh Danezy – os técnicas de cenários de criação e montagem de para teatro e teatros cultural. Os alunos sobre composição de materiais visuais, materiais, e ambiente, iluminação, trabalho em equipe e material de aprendizagem. Onde: Galpão das artes no Espaço Cultural Renato Russo Quando: Terças-feiras 02, 09, 16, 23 e 30 de junho, 07, 14, 21 e 28 de julho das 14h às 17h
Oficina de Figurino com Luh Danezy – a atividade de figurino aborda a criação e produção de roupas e elementos visuais para personagens de espetáculos culturais e teatrais. Os participantes aprendem sobre composição estética, tecidos, caracterização e identidade visual, estimulando criatividade, expressão artística e trabalho em equipe. Onde: Galpão das artes no Espaço Cultural Renato Russo Quando: Quartas-feiras dias 03, 10, 17, 24 de junho, 01, 08, 15, 22 de julho das 14h às 17h
Oficina de Acessibilidade com Emilly Amorim – a ensinação sobre recursos sobre professores e práticas que que inclusão e participação de pessoas com atividades em culturacultura estrates. Os participações sobre comunicação, adaptações de atendimento e armazenamento em fornecimento, respeitondo empatia, cidadania e diversidade. Onde: Teatro de bolso no Espaço Cultural Renato Russo Quando: Terças-feiras, 02,09,16, 23 de junho das 16h às 18h
Ainda nesta edição, será desenvolvido um espetáculo teatral escrito por Lurdinha Danezy, em parceria com Anna Moura e Nathália Calvet, inspirado em situações vividas por pessoas com deficiência em diferentes contextos sociais. A montagem será construída coletivamente durante as oficinas e dirigida por Bruno Coeli.
O projeto investe principalmente na preparação de monitores culturais, por satélites de origem nasicinas ofertas que contarão com alunos com deficiência, para capacitá-los a com pessoas nos deficiênciaculturacultura, espaçosdo mais práticas e acessíveis como com diversidade a.
SERVIÇO:
4º Festival de Cultura Inclusiva do Distrito FederalLocal: Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul)Período das oficinas: 1º de junho a 28 de julho de 2026In: Pessoas com e descidarização Vagas limitadasOficinas gratuitas voltadas à acessibilidade e formação artística e pertencimento de pessoas com e sem deficiência.
Sobre o 4o Festival de Cultura Inclusiva – O 4o Festival de Cultura Inclusiva do Distrito Federal é um projetor voltado à da, acessibilidade e protagonismo de pessoas por meios desconferência por meio de estudo da arte e cultura. Realizado pelo Instituto Entre Nós, em parceria com a AMEM/DF, o festival entretos ocorridos em junho de 2026, no Espaço Cultural Renato Russo, reunindo oficinas de graças de teatro, teatro de atores, preparação figurino, cenografia e acessibilidade, além do monteunge de um teatral. A programação de tambistas de taremáticas de contará com e apresentações culturais ao público em aberto.
O Senac-DF e o Escritório Oscar Niemeyer assinaram, na quarta-feira (20), no Rio de Janeiro, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para a criação do Ateliê Niemeyer Brasília. O espaço será inaugurado no segundo semestre, no Centro de Educação Profissional de Economia Criativa, Ennius Muniz, no Setor Comercial Sul, com a exposição de peças do maior nome da arquitetura brasileira.
O encontro contou com a presença de Kadu Niemeyer, neto e atual administrador do escritório, do presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, do diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, além dos conselheiros do Senac-DF, Antônio Rabello, Ennius Muniz e José Fernando da Silva. O acordo prevê a disponibilização inicial de itens históricos utilizados por Niemeyer ao longo de sua trajetória, reforçando ações de preservação da memória arquitetônica e cultural do país.
Segundo o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, trata-se de um acordo de extrema relevância para a preservação da história nacional. “Oscar Niemeyer ajudou a desenhar a identidade de Brasília e do Brasil para o mundo, e receber parte desse acervo representa um compromisso do Sistema Fecomércio e do Senac-DF com a educação, a cultura e a valorização da nossa memória arquitetônica”, afirma.
Já o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, ressalta o potencial educativo da iniciativa. “Esse acordo aproxima os estudantes, pesquisadores e toda a sociedade de um legado único da arquitetura mundial e, mais do que objetos históricos, estamos falando de peças que ajudam a contar a trajetória criativa de Oscar Niemeyer e sua contribuição para a construção de Brasília”, destaca.
Entre as peças que farão parte do acervo estão diversos croquis originais, fotografias, cartas, cerca de 20 livros relacionados à arquitetura e à trajetória de Niemeyer, além de objetos pessoais.
Para Kadu Niemeyer, a iniciativa vai aproximar as novas gerações do legado do seu avô. “Este acordo permitirá que estudantes e todas as pessoas interessadas conheçam um pouco mais sobre a trajetória e o pensamento do meu avô”, destaca. “Oscar Niemeyer sempre teve uma relação muito próxima com os estudantes, gostava de conversar, trocar ideias e incentivar novos olhares sobre a arquitetura e a sociedade e, com essa iniciativa, mantemos viva a sua obra, suas ideias e sua contribuição para a cultura brasileira.”
O Ateliê Niemeyer Brasília fará parte do Circuito Criativo de Arte & Educação do Senac-DF que possui obras de artistas renomados e estão presentes em unidades e polos do Senac em todo o Distrito Federal. A assinatura do ACT marca um importante passo para fortalecer iniciativas de educação, cultura e valorização da arquitetura brasileira no Distrito Federal.
A arte, a memória e a identidade de Brasília se encontraram em uma noite especial, na quinta-feira (21), que marcou a inauguração do monumental painel “Brasília em Linhas do Tempo”, do artista Jailson Belfort, na fachada do Arquivo Público do Distrito Federal.
O evento reuniu autoridades locais e nacionais, representantes do setor cultural, designers, artistas e convidados apaixonados pelas artes em uma celebração à história e ao patrimônio da capital federal.
A iniciativa, realizada pela Adegraf, celebra os 40 anos do Arquivo Público do DF e os 66 anos de Brasília com uma obra de grandes proporções — 72 metros de largura por 8 metros de altura — que transformou a obra original do artista feita com canetas esferográficas, em um painel monumental.
O painel apresenta uma linha do tempo visual com alguns dos principais monumentos da cidade, entre eles o Congresso Nacional, a Catedral Metropolitana, a Ponte JK e a Torre Digital, transformando a fachada do Arquivo Público em um verdadeiro marco artístico urbano.
Além da inauguração do painel, os convidados também puderam conhecer a exposição “Brasília em Linhas do Tempo”, aberta ao público até o dia 21 de junho. A mostra reúne cerca de 30 obras de Jailson Belfort, além de croquis, fotografias, vídeos e materiais históricos que revelam os bastidores do processo criativo e reforçam a conexão entre arte e memória.
A noite foi marcada pelo encontro entre cultura, design e patrimônio, reafirmando o papel de Brasília como Cidade Criativa do Design reconhecida pela UNESCO e fortalecendo o compromisso das instituições envolvidas com a valorização da arte e da história da capital.
Por Silvana Sousa, Beatriz Bonfim, Marina Ferreira, Claudia Meireles – Metropoles vida & estilo
Foto divulgação
Iniciativa do Metrópoles Artes, a exposição Constelações Contemporâneas evidencia a diversidade da cena artística em Brasília
Em uma noite marcada pela valorização da arte produzida no Distrito Federal, a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília foi oficialmente aberta nessa terça-feira (19/5), no Foyer da Sala Villa-Lobos, um dos espaços culturais mais emblemáticos da capital. Realizada pelo Metrópoles Arte, a iniciativa reuniu artistas, autoridades e convidados em uma grande celebração da produção cultural brasiliense.
Com curadoria de Monica Tachotte, a mostra gratuita apresenta cerca de 200 obras assinadas por 40 artistas de diferentes gerações, evidenciando a diversidade, a força e a pluralidade da cena artística local. O projeto também reforça a ocupação de espaços icônicos de Brasília por manifestações culturais, aproximando o público da produção desenvolvida no DF.
Entre os presentes na abertura, esteve a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), que destacou a relevância da iniciativa para ampliar a visibilidade dos artistas da capital e fortalecer e posicionar a capital como uma referência na produção de artes visuais.
“Muitos desses artistas já são reconhecidos internacionalmente e pouco conhecidos aqui no Distrito Federal. Essa iniciativa dá vida ao Teatro Nacional, ao trazer pessoas para cá e chamar o meio cultural. Tenho certeza de que isso é muito importante para que Brasília tenha a vocação de ser a capital da República. Esse espaço foi pensado para isso. Uma exposição como essa mostra a força que é a nossa cultura”, frisou Celina Leão.
Constelações Contemporâneas exalta artistas brasilienses em celebração da potência local
A coluna acompanhou a abertura da exposição e conversou com os artistas participantes sobre a importância do projeto para a valorização da arte brasiliense.
André Santangelo trouxe para Constelações Contemporâneas uma série de fotografias sobrepostas feita a partir de uma técnica própria desenvolvida há 20 anos
“Eu fiz uma exposição aqui no mezanino em 1999 e, em 2000, levei essa mesma exposição para Londres. Esse é um espaço que estava fechado há muitos anos e, para mim, voltar aqui e expor é superlegal. Quanto mais eventos acontecem na cidade, mais a gente aumenta o público e, consequentemente, o segmento. É melhor para todo mundo.”
Reconhecido por seu trabalho de reconfiguração do imaginário, Antonio Obá apresenta obras da série Sonambúlicas — feitas no limiar entre sono e vigília durante a preparação de uma exposição
“É uma honra estar nesse lugar com esse grupo de artistas — uma boa parte conheço, são amigos de caminhada, pessoas muito queridas — e que, com o passar dos anos e decorrido do trabalho, a gente acaba perdendo o contato. Ter essa possibilidade tão bonita de celebrar isso conjuntamente é, para mim, muito honroso.”
Bruna Zanatta apresenta quatro obras têxteis, feitas a partir da técnica tufting, na qual explora a relação entre textura, cor e movimento como forma de expressão emocional e espacial
“Depois de passar muito tempo me reconhecendo só como uma fazedora, eu entendi que existia um pouco além, que era a inevitabilidade de criar. Eu acho que todo artista tem isso, independente do como, do onde ou do porquê. Existe uma força que te faz querer criar e se descobrir por meio desse processo de criação. Eu acho que ser artista é um pouco disso e aqui tem muitos artistas já são superreconhecidos. Quando eu descobri que a gente ia participar com eles, foi uma honra muito grande.”
Carlos Lin destaca o uso dos materiais in natura nas obras como um resgate do seu “eu criança”, que cresceu em meio à zona rural e contato com a natureza
“O convite da Monica, curadora, para participar da exposição, para mim, foi um presente da vida. Ela foi minha estudante na universidade. Tive o privilégio e a honra de ser professor dela. Depois, a gente trabalhou junto. E, quando ela me fez o convite, meu coração ficou quentinho.”
Em Constelações Contemporâneas, Camila Soato traz quatro Óleos sobre tela, nos quais explora a arte contemporânea a partir do conceito de fuleragem, que propõe a precariedade, o humor e a gambiarra como métodos legítimos de produção poética
“Antes mesmo de entrar na faculdade era um espaço que eu vinha, que eu permeia. Retomar esse lugar com as minhas obras e de vários colegas celebra o Distrito Federal […]. Aqui, você tem referência do Athos Bulcão, de Brasília, das brincadeiras debaixo do bloco. Ao mesmo tempo, Brasília, o Plano Piloto, em volta, tem todas as RAs — as cidades satélites, como se dizia. E o cotidiano também, essa mistura da roça com o urbano, das brincadeiras que vêm de lá e vêm para cá”, disse.
A artista e pesquisadora Capra Maia compõe a exposição com a instalação Arkhé e a obra Pele do Tempo: descamações. Ela utiliza a técnica de cianotipia para imprimir de forma artesanal as fotografias antigas da família
“É um evento grande, a gente fica feliz de estar participando. Movimenta mesmo a cena da cidade, sem dúvida. E de ter um público tão grande, não é? Porque muitas vezes a gente monta exposições e acaba sendo sempre um mesmo público que frequenta. Acho que é interessante a gente ter uma circulação e uma relevância maior, de fato ser visto.
Celso Junior é fotojornalista e tem uma linguagem sensível e direta, focada na atenção ao cotidiano e ao registro documental
“Para o circuito de artes de Brasília, Constelações Contemporâneas representa um deslocamento importante de eixo. A mostra articula produções que dialogam diretamente com a matriz modernista da cidade, ampliando o debate estético da capital ao inserir novas gramáticas visuais em um território historicamente vinculado ao patrimônio arquitetônico. Para a cena local, significa atualização do nosso repertório de arte.”
Artista e professor da Universidade de Brasília, Christus Nóbrega expõe a série a Roupa Nova do Rei, inspirada no conto de Hans Christian, feita a partir da técnica milenar chinesa Jianzhi
“Esse é um espaço que nasce com um DNA do Teatro, das danças, das artes cênicas, mas que agora se expande, se conecta. Uma cenografia muito bonita, muito bem executada, uma cenografia do Gerivaldo Tavares que se conecta com o prédio — parece que sempre existiu aqui. E parabenizar também o Metrópoles por trazer, produzir, como mais um agente da cultura de Brasília”, disse.
A obra apresentada por Daniel Jacaré na mostra Constelações Contemporâneas integra a Série Luzes, pesquisa em que o artista retrata a cidade por meio de pontos luminosos, cores e movimentos, sem representar diretamente suas formas
“Desde o momento em que fui convidado para participar da exposição até agora, a ansiedade permaneceu a mesma. A reabertura do Teatro Nacional, voltada para uma iniciativa tão importante de valorização do cenário artístico de Brasília, torna tudo ainda mais simbólico. Sinto-me muito lisonjeado. Mais do que sobre as minhas obras, esta exposição fala sobre a força coletiva dos mais de 40 artistas reunidos aqui para impulsionar a arte produzida na cidade.”
Brasiliense, Daniel Toys é um dos nomes mais reconhecidos da arte urbana e pintura contemporânea da capital federal
O trabalho exposto estabelece um diálogo entre o Cerrado e o Sertão nordestino, reunindo referências de origem, memória e pertencimento. A proposta parte da ideia de “pintar um sonho”, transformando desejos, lembranças, poesia e símbolos cotidianos em composições marcadas por ícones que representam a trajetória humana e os diferentes caminhos da vida.
“É uma troca muito rica e uma experiência especial ver uma exposição que aborda a caminhada e a trajetória de cada artista a partir de diferentes visões. Iniciativas como essa são muito importantes para a cultura, para a cena artística e para o público, além de ampliarem a visibilidade dos talentos que Brasília apresenta.”
As obras de Desirée Feldmann incorporam técnicas de manufatura, como costura, modelagem e encadernação, reinterpretadas em uma linguagem contemporânea que valoriza saberes manuais transmitidos entre gerações
“Se você observar com atenção, o trabalho carrega diversos detalhes ligados a técnicas tradicionais de manufatura, como costura, modelagem e encadernação. São processos manuais que atravessam gerações e que eu gosto de chamar de ‘tecnologias atemporais’, porque permanecem vivos através das pessoas e das memórias. É muito legal estar nesse espaço ao lado de tantos artistas importantes para a cena de Brasília. Me sinto muito honrada.”
O projeto colaborativo DUPLAplus surge da parceria de Luisa Günther e Ary Coelho — falecido em 2017. Juntos, exploram fotodanças como objeto de memória, afeto e permanência. Hoje o projeto segue com a ajuda das filhas, Emilia Gunther, Betina Gunther e Flora Gunther
“Num primeiro momento, eu tirava a foto dele, uma foto nossa. E aí quando ele desencarnou, eu falei: ‘Gente, como é que eu vou continuar sendo DUPLAPlus se eu não tenho mais o meu par?’. Foi quando entendi que a minha dupla era qualquer outro fotógrafo — uma pessoa do outro lado da câmera. Então, aqui o espectador, ou uma pessoa tirando foto, já era minha dupla. Todo mundo que passou aqui pela frente virou minha dupla nesse momento. Virou um trabalho mais de abraço, em coletivo.”
Nascido em Ceilândia e criado em Minas, Gabriel Matos explora a trajetória de exílio rural por meio de obras que passeiam entre a fotografia, o bordado, a colagem e a escultura
“Acredito que boa parte do que a Monica quis trazer com meu trabalho foi mostrar esse perpasso através do exílio do rural, que é muito o que minha poética fala. Nasci em Ceilândia, mas não me considero ceilandense naturalmente, porque eu só nasci lá. Me considero fruto do exílio do rural — que eu preciso sair para nascer, porque na minha cidade não tem infraestrutura. As pessoas não nascem lá, lá não entra na taxa de natalidade. A gente acaba vindo para a capital, que é a cidade maior e mais próxima.”
Orgulhosamente “cria de Ceilândia”, Gu carrega na arte e no nome o orgulho da região em que nasceu. Para Constelações Contemporâneas, explora fotografia, intervenção urbana e audiovisual para refletir a cidade e o pertencimento
“Ceilândia é minha inspiração diária. As ruas de Ceilândia, o movimento de Ceilândia, a cultura que ela proporciona para a gente — que é também a cultura do Distrito Federal. Eu gosto de pensar essa ideia do Distrito Federal como um todo, porque a gente sabe que são diferentes territórios, cada um carregando a sua verdade, que contribui para ser tudo isso, para pulsar. E essa ideia também de entender e valorizar esse território como um território”, destaca.
A série Do Chão para o Chão, aposta de Helena Lopes em Constelações Contemporâneas, é resultado de uma experiência física e existencial, na qual explora memória, ausências e permanência por meio do observar e fotografar o chão
“Quando chego a 2019, eu visito a Polônia e visitamos um campo de concentração. Então, esse chão que está nas fotografias é o chão do campo de concentração da Polônia. São muitas fotografias. Eu demorei quatro anos para resolver essa série. A fotografia é feita de forma digital — no celular.”
Formada em artes visuais pela Universidade Federal da Paraíba, Íris Helena investiga criticamente a paisagem urbana de Brasília. Na obra Primeira Pedra, exposta na mostra, ela utiliza impressão sob Pedras Portuguesas coletadas na Praça dos Três poderes
“Eu sou uma artista que tem muito interesse sobre ruínas, sobre aquilo que se transforma. Inclusive, os próprios materiais que eu uso. Eu sempre utilizo materiais que são não usuais para fotografia, como, por exemplo, um lembrete, um papel higiênico. Então, são coisas muito frágeis. Ou então uma pedra, né? Em tudo isso eu fico tentando trabalhar: a memória, a imagem fotográfica e essas histórias que eu conheço da cidade, de uma forma em que vai agregar um significado diferente.”
Natural do Rio Grande do Sul, Léo Tavares revela que acolheu Brasília como lar e que grande parte de seu repertório criativo nasceu no Planalto Central
“Eu fiz faculdade de artes plásticas na UnB, atualmente chamada de artes visuais. Foi no campus que desenvolvi interesse pela ligação entre a escrita e a imagem. Eu transitava entre dois mundos: o da palavra e o da visualidade. Aqui, estão expostos trabalhos de assemblagem que fazem parte de uma produção mais recente. Embora não integrem uma série e sejam independentes entre si, ainda existe uma ligação pela técnica e pelos elementos da literatura e da poesia.”
Em Brasília desde os 11 anos, a paraíbana Luíza Gunter é professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB) e traz para a exposição a obra Sobre o acúmulo das intenções insistentes diante o incerto, que traz camadas temporais e afetivas
As obras expostas de Luisa Günther dizem muito sobre suas paixões. “Temos duas entradas de produção: pinturas e fotoperformance. As pinturas que trago, na verdade, são ‘desenhuras’. É justamente essa mistura entre o desenho e a pintura. Espero que as pessoas se divertem e mergulhem nos trabalhos”, disse.
Maria Porto é brasiliense e vê na cidade um potencial de referência nas artes visuais. Para Constelações Contemporâneas, traz as obras Primeiro Pedaço, Uma Festa de Adeus e Surpresa, em que explora metáforas e texturas
“Brasília ainda é uma cidade muito jovem e, por isso, muitas vezes existe esse movimento de olhar para fora. Ter exposições e iniciativas como essa fortalece a cena local e faz a gente criar mais laços e raízes aqui. É muito bonito ver artistas de diferentes gerações coexistindo nesse espaço — nomes mais antigos, artistas da minha idade e até mais jovens. Ver tudo isso acontecendo em Brasília mostra que a produção contemporânea daqui também tem força, sem precisar sair para São Paulo ou Rio. Vivenciar a cidade é bem importante.”
Radicada em Brasília, Marina Fontana usa a paisagem de Brasília como campo de pesquisa para criação de seus acrílicos, bem como fotografias e colagens. Para Constelações Contemporâneas, exibe a série Pau-ferro e a obra Rizomas da Alma
“O meu campo de pesquisa é a paisagem de Brasília. Me aprofundo muito nos detalhes, fotografo muitos detalhes. E o pau-ferro é um campo de investigação. Eu fotografo os troncos e me inspiro neles. A série Pau-ferro é isso: é a inspiração desses troncos, das texturas, nas cores, nas formas.”
Artista plástico e professor aposentado de desenho, pintura e história da arte da Universidade de Brasília, Nelson Maravalhas expõe três pinturas hipnagógicas na mostra
“A abertura da exposição é um sucesso de público e promove um encontro entre diferentes gerações de artistas da cidade. Acredito que eu seja um dos mais experientes da mostra, ao lado de muitos artistas jovens, o que deixa interessante a cena cultural de Brasília.”
Patrícia Monteiro usa as paisagens do Cerrado para construir imagens como território de memória
“Fiquei muito feliz com o convite do Metrópoles e por ver meu trabalho como artista plástica sendo valorizado. O Cerrado está muito presente nas minhas obras, nesse resgate das paisagens e das memórias afetivas que carrego, principalmente da minha relação com a Chapada dos Veadeiros. Trago tudo isso de forma abstrata, deixando o espectador livre para interpretar. Muitas vezes, o que eu vejo não é o que o outro vê e é justamente essa troca de percepções e memórias que eu me interesso em provocar.”
De Sobradinho, Pamella Anderson investiga a cultura digital brasileira como campo simbólico e político. Para as exposição Constelações Contemporâneas, provoca o observador com as obras Alguém tem que chorar pros mlk sorrir e Deu a louca no gerente
“É importante ter um novo espaço dando visibilidade tanto para jovens artistas quanto para artistas mais experientes. As minhas pinturas nascem da influência dos rage comics, dos memojis e da linguagem dos emojis e smiles da internet. Elas misturam humor, exagero e excesso visual, quase como um ‘vômito ultraprocessado’ de referências digitais e emoções contemporâneas.”
Formada pela Universidade de Brasília, PatríciaBagniewski investiga o vidro como matéria orgânica e simbólica, explorando luz, transparência e transformação
“É especial estar cercada de colegas com quem estudei ou com quem divido outras mostras. Acho que existe uma felicidade coletiva de estarmos juntos neste momento histórico de reabertura de um espaço que amamos e que simboliza tanto para Brasília. As pessoas vinham muito aqui ver orquestra e agora ele é dedicado também às artes visuais. É superemocionante.”
Paula Calderón, artista visual brasiliense desenvolve a pintura como investigação da paisagem do Cerrado e construção de Brasília — uma forma de explorar a memória da cidade e as camadas que moldam o território
“Eu vim com cinco trabalhos. São pinturas sobre tela, todas telas relativamente grandes, e nelas eu retrato cenas da construção de Brasília. Nessa série, eu queria trabalhar muito essa questão das pessoas que vieram para a construção, sabe? Pessoas que vieram de vários lugares diferentes e largaram a vida para tentar um negócio novo em uma cidade que nem existia ainda.”
O ciclo da matéria orgânica e inorgânica e o papel dos processos de contaminação e transformação são o ponto central do trabalho da artista, Raquel Nava, que tensiona a natureza e os resíduos nas obras que compõem a exposição
“Brasília tem muitos artistas, mas ainda poucos espaços dedicados à arte. Existem instituições importantes, como o CCBB Brasília e a Caixa Cultural Brasília, mas as galerias independentes ficam abertas e, depois de um tempo, fecham. Quando estão funcionando, são espaços bastante frequentados e vivos. Existe uma rede artística muito unida em Brasília. Os artistas se acompanham, se frequentam e se fortalecem.”
Sobre a obra apresentada em Constelações Contemporâneas, Raylton Praga explicou que sua pesquisa é baseada em formas geométricas e na liberdade de interpretação do público
“Está tudo muito bonito, e fazer parte de uma exposição com tanta gente bacana é uma alegria imensa. Quando cheguei e fui procurar meu trabalho, fiquei muito contente com o resultado. Quando recebi o convite, apresentei vários trabalhos para a curadoria, e fico muito feliz com a escolha feita e com a forma como a obra dialoga com a exposição.”
Rogério Roseo desenvolve a pintura centrada na experiência humana e na introspecção
“Eu sou um jovem artista e, quando recebi o convite da Mônica, fiquei realmente muito honrado. De fato, a exposição reúne artistas de altíssimo nível. Você vê a qualidade dos trabalhos apresentados. Para qualquer artista, estar nesse ambiente, nesse espaço, é muito especial.”
Mestre em Poéticas Visuais pela Universidade Paulista, Samantha Canovas investiga o têxtil como linguagem e a relação com o vestuário, propondo reflexões sobre as fronteiras entre arte e artesanato
“É uma seleção de artistas muito ampla e que representa o que a arte do Centro-Oeste vem se tornando. Poder acompanhar a repercussão, ver as fotos da exposição e perceber como as minhas obras estão inseridas nesse contexto me deixa muito feliz. Uma delas é um trabalho muito significativo para mim: o Projeto 366, uma performance realizada ao longo de um ano. Na verdade, foram 367 dias em que usei apenas uma única roupa: o macacão que agora está exposto na mostra.”
Mestre em artes visuais pela Universidade de Brasília, Taigo Meireles dialoga com a tradição de pintura histórica, cenografia clássica e cinema
“Eu acho que é uma iniciativa excelente. Contempla gerações diferentes, produções diferentes, faz com que as pessoas se encontrem, ponham as obras lado a lado, cria contato, diálogo estético e coloca isso à disposição de um público que também reivindica a cidade.”
Artistas visual, fotógrafa e designer de moda, Thamires Moreira investiga memória, afeto e paisagem como territórios simbólicos. Para Constelações Contemporâneas, trouxe a série Serra Dentro
“Comecei a pintar profissionalmente, digamos assim, em 2021, quando vendi meu primeiro quadro. As obras expostas hoje têm tudo a ver com as minhas origens: o Cerrado, a natureza e um pé de pequi em que eu subia quando era criança. Os quadros Ingá, Ingá 1 e Ingá 2 estão entre os meus preferidos. Eles foram feitos em homenagem à minha avó, que morreu na pandemia de Covid.”
Valéria Pena-Costa desenvolve uma pesquisa centrada o tempo com força ativa sobre a matéria. Quando eu ainda era estudante da UnB, fez exposições no Teatro Nacional e destaca o desejo de contribuir positivamente o público brasiliense
“São quatro obras aqui, porque uma delas é um díptico. Meus trabalhos falam de fabulações, de memórias infantis. Eu espero, realmente, que as minhas obras emocionem as pessoas e que as pessoas busquem um pouco além daquilo que veem. Porque o meu trabalho sempre propõe algo por trás daquilo que é visível. Essa é a minha intenção.”
Natural de Brasília, Victoria Serednicki é um prodígio da cena artística brasiliense, com produções que transitam entre o figurativo e o abstrato
“As minhas obras presentes na mostra propõem uma reflexão sobre a paisagem como construção simbólica da vida. Minha prática artística se constrói a partir da experiência direta com o mundo, das vivências, dos deslocamentos e do tempo dedicado à observação. A filosofia está profundamente presente nesse processo, orientando reflexões sobre o tempo, a impermanência, o silêncio e a forma como nos relacionamos com aquilo que nos cerca”, compartilha.
Virgílio Neto trabalha com arte há 15 anos e se destaca pelo olhar autêntico e uso de diversos materiais e narrativas
“Os trabalhos que foram escolhidos têm muito a ver com o momento em que eu estou. Eu tenho reunido várias temáticas, mas elas têm se afunilado em paisagem, partindo da ideia do Cerrado, da terra, que se mistura também a questões de memória, questões oníricas. Eu tento fazer nas minhas pinturas um retrato, mas que não é óbvio, não é cartesiano. Inclusive, esses trabalhos que eu faço sobre Brasília são tudo, menos cartesianos”, detalha.