Exposição reúne artistas de diferentes gerações da capital e segue aberta ao público até 17 de julho, no Teatro Nacional
Após receber mais de 20 mil visitantes desde a abertura, a exposição Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília entra na reta final e poderá ser visitada até o dia 17 de julho, no foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional. A mostra apresenta um amplo panorama da produção artística contemporânea do Distrito Federal, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e trajetórias
Com curadoria de Mônica Tachotte, a exposição propõe um olhar sobre Brasília que vai além de sua arquitetura monumental, revelando a cidade como um território vivo de criação, marcado por diferentes experiências, memórias e formas de expressão artística. A mostra reúne obras de nomes como Antonio Obá, Camila Soato, Daniel Jacaré, Carlos Lin, Nelson Maravalhas, Patricia Bagniewski e Virgílio Neto, entre outros artistas que ajudam a compor um retrato da potência criativa da capital.
Inspirada na ideia contemporânea de constelação, entendida como um conjunto de estrelas que coexistem e seguem formando novas conexões, a exposição organiza os artistas em quatro eixos curatoriais que dialogam entre si e convidam o público a refletir sobre território, identidade, paisagem, memória e experiência urbana.
Ao ocupar um dos espaços culturais mais emblemáticos de Brasília, Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília reafirma o compromisso do Metrópoles Arte com a valorização da produção artística local e oferece ao público uma última oportunidade de conhecer uma das mais abrangentes mostras dedicadas à arte contemporânea produzida na capital.
Serviço:
Exposição:Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília Local: Foyer da Sala Villa-Lobos – Teatro Nacional Período: até 17 de julho Horário: diariamente, das 12h às 20h Entrada: gratuita
Com casa cheia e a presença de artistas, empresários, produtores culturais, parceiros e representantes da sociedade civil, o Instituto Artetude Cultural inaugurou oficialmente sua nova sede, em Brasília, marcando uma nova etapa de sua atuação na promoção da arte, da cultura e da memória brasileira. Com uma trajetória construída ao longo de décadas de atuação em produção cultural, curadoria e difusão da cultura brasileira, o Instituto já levou projetos sobre Brasília e a produção artística nacional a mais de 15 países, entre eles França, Portugal, Inglaterra, Rússia e Índia. A nova sede fortalece sua presença na capital federal e amplia sua capacidade de desenvolver novos projetos.
Para a presidente do Instituto, Danielle Athayde, o novo espaço representa a concretização de um sonho coletivo. “A sede é a casa que faltava para tudo aquilo que já construímos ao longo dos anos. É daqui que vamos continuar transformando cultura em experiência, memória em pertencimento e arte em diálogo entre Brasília, o Brasil e o mundo”, afirmou. Durante a inauguração, artistas e agentes culturais destacaram a importância do Instituto na valorização da produção artística brasiliense e na divulgação da história de Brasília no exterior. O artista visual José Maciel ressaltou que a capital brasileira é, por si só, uma obra de arte e destacou o papel do Instituto na promoção da cidade e de seus artistas em diferentes países. Mini documentário marca a inauguração Um dos momentos mais marcantes da noite foi a exibição do mini documentário Brasília – Da Utopia à Capital em Paris, que mostra os bastidores da exposição realizada em março de 2026 no histórico Palais d’Iéna, em Paris. A produção apresenta a montagem de uma das maiores exposições já dedicadas à história de Brasília no exterior, reunindo cerca de 300 obras, fotografias, documentos históricos, maquetes e objetos em um espaço de mil metros quadrados.
A exposição integra o mais longevo projeto de divulgação de Brasília como Patrimônio Mundial e destino turístico no exterior. Presente em 15 países, a iniciativa já foi visitada por mais de 400 mil pessoas. Um espaço para novos projetos A nova sede será o ponto de partida para exposições, cursos, encontros, eventos e iniciativas que unem arte, patrimônio, memória e tecnologia, reafirmando o compromisso do Instituto Artetude Cultural com a democratização do acesso à cultura, o fortalecimento dos artistas e a promoção de Brasília como referência cultural no Brasil e no exterior.
Programação reúne oficinas de máscaras e aquarela para crianças e suas famílias
A Cerrado Cultural realiza sua primeira programação de férias com duas oficinas gratuitas voltadas para crianças e suas famílias. Ao longo do mês de julho, o público é convidado a vivenciar atividades que estimulam a imaginação, a experimentação e a criação compartilhada.
No dia 14 de julho, das 14h30 às 16h, o artista Raylton Parga conduz uma Oficina de Máscaras, um encontro dedicado à construção livre e lúdica de máscaras. A atividade convida crianças e seus responsáveis a explorar formas e personagens, transformando materiais simples em elementos de expressão e brincadeira. No dia 21 de julho, das 14h30 às 16h, a artista e arte-educadora Débora Passos ministra uma Oficina de Aquarela Botânica. Utilizando tinta produzida a partir da buganvília, arbusto presente no jardim da Cerrado Cultural, a atividade propõe uma experiência de criação em família a partir da observação da natureza e da experimentação com a aquarela. Antes da oficina, o público conhecerá as obras em aquarela dos artistas Dalton Paula e Genor Sales, que servem como ponto de partida para a atividade, aproximando a experiência da visita do processo criativo desenvolvido em seguida. Também como parte da programação, no dia 25 de julho, a Cerrado realiza uma Visita Guiada à exposição “Uma continuidade como respiro”, de Cláudio Tozzi, e à coletiva “Abissal Abismal”, com curadoria de Tálisson Melo
A atividade conduz o público por um percurso comentado pelas duas mostras, apresentando as obras e seus processos curatoriais. A visita marca o encerramento do ciclo expositivo e convida o público a uma última aproximação com o conjunto em exibição. Vale ressaltar que as oficinas têm vagas limitadas e as inscrições devem ser feitas por meio do formulário disponível na bio do Instagram da Cerrado Cultural (@cerrado.galeria). Já a visita guiada, não tem limitação de participantes e não exige inscrição prévia.
Saiba mais
Cerrado Cultural: Com sedes em Brasília e Goiânia, a Cerrado Galeria atua na descentralização do mercado de arte e na valorização da produção do Centro-Oeste. Inaugurada em 2023, desenvolve um programa voltado à diversidade de linguagens, gerações e territórios, reunindo artistas consagrados e novos nomes da produção contemporânea em diálogo com diferentes contextos da arte brasileira. Seus espaços, instalados em edifícios singulares nas duas cidades, abrigam exposições, intervenções site-specific e ações educativas.
Raylton Parga, 1995, Taguatinga (DF), onde vive e trabalha. Formado em licenciatura e bacharelado em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), desenvolve uma produção vinculada à abstração geométrica, investigando rigidez, precariedade e irregularidade do traço a partir do desenho e da linha como estruturas centrais. Em sua trajetória, conta com 6 exposições individuais e 15 exposições coletivas, incluindo OBRAXEROX, no Museu de Arte de Brasília (2023), e o 44º Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional, Contemporâneo (SARP). Seus trabalhos integram coleções públicas e privadas do Distrito Federal, Goiás e São Paulo.
Débora Passos, 1988, nascida em Teresina (PI), vive e trabalha em Brasília (DF). É bacharel em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília (UnB), onde se formou em 2012. Pesquisa desenho e fotografia e atua como eeducadora em exposições desde 2009. Em sua pesquisa poética atual, investiga o corpo, a memória, a ancestralidade e os diálogos entre corpos femininos e vegetais, desenvolvidos nas séries Seio e Ginófitas, por meio do bordado livre, desenho e aquarela. Participou de exposições coletivas em Brasília (Museu Nacional, Caixa Cultural, Pé Vermelho, DeCurators etc.), além do MAC Niterói (RJ) e do CCSP (SP).
Programação de Férias – Educativo Cerrado Cultural Oficina de Máscaras Data: 14 de julho de 2026 (terça-feira) Horário: 14h30 às 16h Com: Raylton Parga Público e vagas: 15 crianças a partir de 5 anos, acompanhadas por um adulto responsável (até 30 pessoas por oficina) Inscrições: via formulário disponível na bio do Instagram da Cerrado Cultural (@cerrado.galeria)
Oficina de Aquarela Botânica Data: 21 de julho de 2026 (terça-feira)
Horário: 14h30 às 16h Com: Débora Passos Público e vagas: 15 crianças a partir de 5 anos, acompanhadas por um adulto responsável (até 30 pessoas por oficina) Inscrições: via formulário disponível na bio do Instagram da Cerrado Cultural (@cerrado.galeria)
Visita Guiada Data: 25 de julho de 2026 (terça-feira) Horário: 10h30 Sem restrição de Público Inscrições: via formulário disponível na bio do Instagram da Cerrado Cultural (@cerrado.galeria) Local: Cerrado Cultural Endereço: SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília – DF Participação: Gratuita Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1aMdrRoVoirZw6EJC1U4BpOrV23USf5j4?usp=sharing
Arte de Naomi Cary, selecionada para a exposição Do Guará, divulgação
Iniciativa integra a 2ª edição do Festival doGuará e promove um dos maiores registros da produção cultural da cidade
143 escritores, 15 artistas visuais e uma infinidade de histórias para contar. Reunindo essa força criativa, a 2ª edição do Festival do Guará já tem data para começar: 21 de julho.
O Teatro da Administração Regional será o palco do lançamento simultâneo da Coletânea Artística e da Exposição de Artes do Guará, em uma programação que costura a memória, a inventividade e a alma de uma das regiões mais queridas dos brasilienses.
Muito além de uma celebração, o projeto se propõe a traduzir em palavras, cores e formas o verdadeiro mosaico cultural da RA X, a partir da voz de quem vive e respira a cidade. Realizado pelo Instituto Latinoamerica e pelo Festival do Guará, em parceria com a Funarte (Fundação Nacional de Artes), com apoio da Administração Regional, o projeto busca registrar a essência local.
“Reunimos escritores e obras visuais na tentativa de construir um retrato possível da alma do Guará. No processo seletivo realizado em abril, buscamos identidade a partir de um critério claro: cada colaborador precisava ter um vínculo de afeto com este território e seu povo. Cada pessoa que assina este livro reconhece, à sua maneira, que faz parte da comunidade”, destaca.
Narrativas visuais Com poemas, contos, crônicas e relatos, a publicação “Do Guará: Coletânea Artística” reúne o trabalho de 143 escritores, entre vozes experientes e novos talentos. Os textos dialogam com obras da Exposição de Artes. Reproduzidas em serigrafias, as peças são inspiradas na história, na paisagem, na vida cotidiana da cidade e vão resultar em uma coleção permanente, que pretende ampliar o acesso do público e fortalecer a preservação da memória local. A noite de lançamento contará ainda com um sarau literário aberto ao público, proporcionando um espaço de encontro entre autores e leitores.
Calçadão Cultura Com 57 anos de fundação, o Guará tem muita história para contar e cantar. A cidade, hoje, abriga um cenário de efervescência musical. Dando continuidade à proposta de transformar a arte guaraense em memória, encontro e pertencimento, o 2º Festival do Guará realiza, em agosto, o Calçadão Cultural.
O evento vai promover um circuito de convivência e expressão artística ao pôr do sol, reunindo música, literatura, artes visuais, atividades esportivas, oficinas e manifestações da cultura popular. Ao todo, serão nove pontos distribuídos ao longo do calçadão do Guará II, das 16h às 21h, com atrações formadas majoritariamente por artistas e coletivos da cidade.
SERVIÇO 2º Festival do Guará – lançamento da Coletânea Artística do Guará, Sarau Literário e abertura da Exposição de Artes do Guará Data: 21 de julho de 2026 Horário: 19h Local: Teatro da Administração Regional do Guará Entrada gratuita
Calçadão Cultural Data: 1º de agosto de 2026 Horário: 16h às 21h Local: Calçadão do Guará II Entrada gratuita
A Mostra de Imagem em Movimento – MAPA chega ao Distrito Federal, ocupando os dois andares da Casa de Cultura da América Latina (CAL). Com entrada franca, a mostra permanece em cartaz de segunda à sábado, aberta para visitação entre 10h e 19h.
A última estação da ‘Mostra de Imagem em Movimento – MAPA’ se desloca do eixo Norte–Nordeste e chega até a cidade de Brasília (DF), entre os dias 9 e 31 de julho, para uma programação especial de arte, cultura, poéticas e expressões audiovisuais na Casa de Cultura da América Latina (CAL).
Celebrando a chegada do MAPA em solo brasiliense, a vernissage abre o circuito de videoartes no dia 9 de julho, quinta-feira, reunindo convidados, DJs e o grande público em torno de visitas guiadas, conexões, experiências e diálogos curatoriais.
Exibidas em primeira mão no Distrito Federal, a memória ferroviária será palco de dez obras artísticas, transformando a galeria em um espaço de pensamento coletivo sobre a Estrada de Ferro Carajás (EFC). Com entrada franca, a mostra permanece em cartaz de segunda à sábado, aberta para visitação entre às 10h e 19h.
“Nós oferecemos à infraestrutura da Estrada de Ferro Carajás uma coleção de arte contemporânea que aponta para os principais representantes de sua memória e potência. Formada por artistas entre o Maranhão (MA) e o Pará (PA), cada qual com sua equipe e comunidade; a coleção aponta para questões do presente, passado e futuro por meio de uma linguagem acessível: a videoarte”, diz o coordenador-geral e curador do projeto, João Pacca.
Ocupando simultaneamente osdois andares da CAL, as videoartes são exibidas na Galeria Urucum,em formato original; Galeria de Bolso, reservado às entrevistas, comentários e relação dos artistas com a memória ferroviária; e na Galeria CAL, que contempla as videoinstalações e os desdobramentos das videoartes originais sob paredes e fachadas históricas de São Luís (MA) e Belém (PA).
Por dentro da Galeria Urucum, o público pode acompanhar a exibição de dez curtas: Tudo é correnteza, de Rafa Cardozo; Um Horizonte em Movimento, de Bárbara Savannah; Travessia, de Ícaro Matos; Todo trajeto, também é um rio, de Juruna;Alvorada e Fuga, de Leonardo Venturieri; Uma Casinha no Trilho, de Acaique; História da Terra, de Dinho Araújo, Frágil Dureza, de Inke; Temp(l)o do Rosa Fixado, de Ramusyo Brasil e Sol de Meio Dia, por Silvana Mendes.
Nos demais espaços da mostra (Bolso e CAL), o público mergulha no experimento poético a partir das perspectivas artísticas, que auxiliam a enxergar a ferrovia como uma plataforma de cultura única. Além disso, as galerias aprofundam na experiência das passagens do MAPA por Maranhão e Pará, ao longo de quatro noites, 8 horas de programação e mais de 3,2 mil metros quadrados de arteexibidas através do videomapping – técnica de projeção usada em fachadas históricas.
“O mapping acaba aproximando esse olhar mais genuíno e puro, sem uma crítica muito olhada para a plasticidade do trabalho, mas uma forma de se contemplar ou de absorver o trabalho com sua própria vivência. É meio chocante aquela escala. Assim como o mapping ele abraça o prédio, a pessoa se sente abraçada por aquela imagem grandiosa. Sai de uma coisa muito fechada para algo democrático”, afirma a pintora e artista visual Bárbara Savannah.
Após levar centenas de pessoas às ruas, em uma ocupação inédita naspraças Frei Brandão (Onze Janelas), Nauro Machado e Valdelino Cécio, o MAPA percorre a sua última estação na Casa de Cultura da América Latina (2026), escrevendo um legado ferroviário traduzido em colagens, fotografias, pinturas digitais e videoartes. Além do impacto social e cultural, o MAPA também contribuiu para impulsionar a economia criativa local por meio da contratação de 40 empresas e da participação direta de 230 profissionais, artistas, técnicos, produtores e prestadores de serviço.
“É como se fosse um sonho. Como se estivesse sonhando acordada. Ouvir ecoando pela praça, as pessoas prestando atenção, olhando a catedral, o museu e a casa das onze janelas. Vê aquilo interagindo diretamente com a cidade, com as pessoas. Eu via o ônibus passando e eu ficava, nossa, como será que essa imagem tava ali dentro?”, brinca Rafa Cardozo, artista visual e produtora cultural em Marabá.
Completando um ano desde a sua concepção, o MAPA fortaleceu a rede cultural local, ampliou oportunidades de geração de renda e promoveu a circulação de recursos nos territórios, consolidando a cultura como um vetor de desenvolvimento social, econômico e humano. A comunidade artística do MAPA também se mobilizou em torno de pesquisas, mapeamentos, oficinas de criação e acompanhamento técnico das obras, onde reuniu cerca de 184 inscritos em seu Ano I.
Prestes a sediar uma nova temporada em Brasília, o coordenador-geral do MAPA, João Pacca, explica que o futuro do projeto continua, com novas incorporações à procura de novas produções em contextos próximos e acessíveis a todos. “Eu tenho, para mim, que esta edição do MAPA foi extremamente brilhante. Entender a memória ferroviária não é uma tarefa para a literalidade. A Estrada de Ferro Carajás é gigante, tanto em importância quanto em complexidade. E os artistas que convidamos ao projeto nos trouxeram retóricas absolutamente distintas que nos permite criar uma observação muito rica dessa relíquia cultural que é a ferrovia. Este instrumento de transporte permite a viagem e a comunicação de regiões continentais. São tantos mundos que surgem da nossa experiência que apenas as figuras de linguagem e a poesia conseguem enaltecer ou representar este panorama”, conclui João.
A 1ª edição do MAPA – Mostra de Imagem em Movimento é realizada pela OPACCA Produção de Imagem, com articulação e parceria da Vale, por meio de Recursos para Preservação da Memória Ferroviária (RPMF), e é uma iniciativa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O MAPA tem João Pacca como curador e coordenador geral do projeto, Sylvia Morgado e Eduardo Berardinelli como curadores assistentes. A mostra também recebe a expertise de Koba, Coordenador de Comunicação; Adriele Martins com redação; Studio Cara Brava e Studio Lumen no design. Preto Filho como coordenador de projeto e de produção; Breno Lenhard, produtor técnico; Rodrigo Mazzaro, arquitetura e expografia; o time de Fernanda Junqueira, relacionamento institucional; Edmar Bernardes, gestão financeira; Flávia Junqueira, Jasmine Giovannini, Lygia Peçanha, Breno Andrade e Luana Klautau na produtora executiva e produção local.
SERVIÇO
[Mostra de Imagem em Movimento – MAPA em Brasília] Quando: de 9 a 31 de julho; Dias e horários: de segunda à sábado, entre 10h e 19h; Onde: Casa de Cultura da América Latina (CAL) – SCS Q. 4 SCS BL A Lote 170 – Asa Sul, Brasília – DF; Gratuito
Com foco em saúde física, mental e bem-estar, empreendimentos como o Reserva Orla, da Brasal Incorporações, refletem nova demanda por qualidade de vida, iluminação natural, áreas verdes e conexão real com o entorno
A forma de morar está passando por uma transformação profunda. Além de metragem, localização e status, consumidores também têm priorizado imóveis que promovam saúde, equilíbrio emocional e qualidade de vida. Essa mudança acompanha o avanço da chamada tendência wellness no mercado imobiliário, conceito que une arquitetura, urbanismo e design de interiores para favorecer o bem-estar físico e mental por meio de iluminação natural, ventilação cruzada, paisagismo, áreas de convivência, espaços de relaxamento e maior proximidade com a natureza.
O movimento acompanha mudanças globais de comportamento. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias – ABRAINC em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, 57% dos brasileiros demonstram preferência por imóveis com ambientes arejados e integrados à natureza, enquanto 80% consideram que a compra de um imóvel está diretamente ligada à melhoria da qualidade de vida. A busca por bem-estar deixou de ser um diferencial para se consolidar como critério estratégico na decisão de compra.
No cenário de Brasília, onde qualidade de vida e contato com áreas abertas sempre estiveram entre os grandes atrativos urbanos, empreendimentos que unem sofisticação e natureza ganham protagonismo. É nesse contexto que o Reserva Orla, da Brasal Incorporações, se destaca como um dos principais representantes dessa nova lógica de morar.
Localizado no Setor de Clubes Sul, às margens do Lago Paranoá, o empreendimento traduz a tendência wellness ao incorporar elementos que favorecem uma rotina mais leve, saudável e conectada ao ambiente natural. Com mais de 130 metros de frente para o lago, o projeto reúne paisagismo assinado pelo Escritório Burle Marx, arquitetura que privilegia integração visual com o entorno, áreas comuns voltadas ao lazer e ao relaxamento, além de infraestrutura pensada para mobilidade e bem-estar, como bicicletário, espaços verdes, academia com vista privilegiada e ambientes que valorizam contemplação e convivência.
“As unidades de 2 e 3 quartos ganham destaque dentro desse conceito por atenderem famílias, casais e moradores que buscam equilíbrio entre funcionalidade, conforto e experiência residencial ampliada. Com plantas planejadas para favorecer amplitude, iluminação e conexão entre espaços internos e externos, eles representam uma resposta direta à demanda contemporânea por moradias que proporcionem não apenas abrigo, mas também qualidade de vida”, explica Cesar Durão, Diretor Regional da Brasal Incorporações.
Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, a valorização desse estilo de vida também acompanha tendências internacionais. Estudos em saúde urbana apontam que viver próximo a áreas verdes e ambientes naturais contribui para redução de estresse, melhora da saúde mental, aumento da prática de atividades físicas e maior sensação de bem-estar geral, fatores que passaram a influenciar diretamente o urbanismo contemporâneo.
No mercado de alto padrão, wellness já não é apenas tendência estética, mas uma estratégia de valorização imobiliária e posicionamento. Empreendimentos que oferecem integração entre natureza, conveniência e saúde tendem a se destacar em um público cada vez mais atento à longevidade, rotina equilibrada e experiências mais significativas dentro do próprio lar.
No Reserva Orla, esse conceito se materializa em uma proposta onde viver próximo à natureza não significa abrir mão da urbanidade, mas sim elevar o padrão de moradia para um modelo em que bem-estar, sofisticação e qualidade de vida caminham juntos.
Em um cenário em que morar bem passou a significar viver melhor, a tendência consolida um novo capítulo para o setor imobiliário, e empreendimentos como o Reserva Orla mostram como o futuro da habitação está, cada vez mais, ligado à harmonia entre cidade, natureza e saúde.
Feira reúne antiguidades, joias, arte e colecionáveis em mais uma edição dedicada ao garimpo e à descoberta
Entre objetos carregados de memória, peças de design atemporal e raridades que resistem às tendências passageiras, a Casa Vintage retorna ao Casapark nos dias 4 e 5 de julho. Realizada na Praça Central do shopping, a feira reúne expositores especializados em antiguidades, joias, arte, relojoaria, numismática e colecionismo, transformando o espaço em um convite ao garimpo e à descoberta.
Os visitantes poderão encontrar desde mobiliário e objetos decorativos até moedas, relógios, joias vintage, obras de arte e itens colecionáveis de diferentes épocas. Mais do que uma oportunidade de compra, a Casa Vintage propõe um passeio por histórias, estilos e referências que seguem despertando interesse em um momento de valorização crescente da autenticidade e da originalidade.
Com uma curadoria que atravessa diferentes universos do colecionismo, da arte e das antiguidades, a feira reúne Andrea Joias, Yasmin Amigurumis, Grasi Joias, John – GiftPress Colecionismo, Farias e Belinha Antiguidades, Romulo Colecionismo, Gel Joias Joalheria, Pedro Joana Antiguidades, Franswilliam Numismática Moedas Antigas, Clebio Antiguidades, Iany Joias Antigas, Tatiane Colecionismo, Carlinhos, Valdeson e Asiel Relógios e Joias Antigas, Ulysses e Diógenes Colecionismo, Marcus – 3D Colecionismo, Marcia Souza Joias, Veronica Colecionismo, Zenilda Colecionismo, BeloniWise Arte e Eduardo Artes.
A Casa Vintage integra a programação de experiências do Casapark voltadas à arte, ao design e ao estilo de vida. “Existe um interesse crescente por objetos que carregam identidade, memória e singularidade. A Casa Vintage traduz muito bem esse movimento ao reunir peças únicas e estimular um olhar mais atento para o valor das histórias que os objetos carregam”, afirma Ivana Valença, diretora de marketing do Casapark.
Com entrada gratuita, a feira é uma opção para colecionadores, profissionais da decoração, apreciadores de antiguidades e para todos aqueles que gostam de descobrir peças capazes de atravessar gerações sem perder o encanto.
Serviço
Casa Vintage
Data: 4 e 5 de julho
Horários: Sábado, das 10h às 20h Domingo, das 12h às 20h
Em cartaz até 30 de julho, a mostra homenageia Diego Ceano e Antônia Dumont e ressalta ligações históricas e sociais entre a arte campesina da Espanha e Brasil
A Embaixada da Espanha e o Instituto Cervantes, em parceria com o Espaço Cultural Barthô Naïf e o Instituto Alvorada Brasil apresentam a exposição coletiva Poéticas Campesinas – Um mundo de valores, recordações e aspirações, que reúne obras do artista plástico espanhol Diego Ceano e da mestra em bordados Antônia Dumont, grandes homenageados da mostra, e dos brasileiros Jocelino Soares, Codo, Jair Lemos, Shirlene Pérola Negra, além dos coletivos de bordadeiras Linhas da Resistência e Matizes Dumont.
Poéticas Campesinas tem curadoria do Espaço Cultural Barthô Naïf e do Instituto Alvorada Brasil. Inaugura no dia 8 de junho no próprio Instituto Cervantes, às 19h. Aberta e gratuita à comunidade de Brasília, estará até dia 30 de julho.
Entre pinturas e bordados, a exibição estreita laços entre o Brasil e a Espanha e reforça elos de ligação estéticos, históricos, sociais e afetivos entre os dois países, por meio da expressividade da arte, dos artistas e do povo do campo. Os trabalhos retratam a fé, as festas religiosas, as colheitas, a gastronomia, os costumes, os folclores e os valores solidários e comunitários do povo campesino.
Literatura espanhola, canções de trabalho, trovas e hábitos alimentares integram um universo pleno de sotaques e vocabulários locais que reafirmam a importância do trabalho e da cultura no campo, onde as manifestações plásticas se tornam um denso e lírico gesto de mergulho no meio rural. A poética campesina se manifesta como resistência, memória e ancestralidade na luta pela terra e preservação de tradições, rompendo estereótipos de dor e propondo o campo como local de vida pulsante.
“Pensar a Poética Campesina como uma ponte entre Brasil e Espanha significa discutir o direito a habitar a terra e a permanecer nela não só como um ato econômico, mas, também, cultural. As artes visuais, nesse sentido, valorizam a realidade do camponês no passado, a sua existência presente e a construção de seu futuro”, afirma Oscar D’Ambrósio, membro do conselho curatorial ao lado de Odécio Rossafa, Shirlene Pérola Negra, Juliana Cândido, Sávia Dumont e Beatriz Dignart.
A mostra contará também com uma oficina interativa com as bordadeiras na quarta-feira (10), das 14h30 às 17h, no Instituto Cervantes.
Os artistas e as obras, por Oscar D’Ambrósio
A identidade Andaluza de Diego Ceano
ANatural de Málaga, Diego Ceano celebra, em suas telas, a memória do mundo rural andaluz. Atua como escritor, historiador e pintor. Ex-funcionário da DiputaciónProvincial de Málaga, órgão que apoia a preservação da cultura rural na região, desenvolve um trabalho literário e visual focado no resgate de crônicas, personagens e paisagens que compõem a alma da cidade e de seus arredores. Captura, assim, com tonalidades vívidas, a essência do cotidiano camponês espanhol, retratando, entre outros temas, vilarejos, campos e a arquitetura das residências, mostrando ainda tradições populares, evocando uma atmosfera de nostalgia e pureza em relação ao passado rural.
Antônia Zulma Diniz Dumont, mestra dos Bordados
Antônia Zulma Diniz Dumont – Ioiô, como a chamava o pai Floriano Diniz, nasceu pessoa alegre, encantadora, espirituosa, irônica em seus comentários. Muito querida pelos pais, pelos irmãos, irmãs, cunhadas e pelo marido Demóstenes Dumont Vargas – esse amor principado aos 16 anos. As flores da bordadeira chegam com as estações. Surgem na poeira a cada curva da estrada de chão ou da estrada de ferro – Tudo quanto era estação salpicada de florescência a mostrar uma certa expansão dos lilases, dos amarelos e dos tons e das águas do cerrado. Assim foi ampliada para sempre a arte de bordar, feita de curiosidade entre banhos de córrego, laçadas azuis em volta de um buquê em floração.
A chegada do amado, a meninada crescendo, a florir em volta das caixas de linhas e dos riscos. A vida seguindo. Nas caixas e nos guardados, os buquês de papoulas vindos do outro lado do mar fazendo par com lírios do brejo e amor-perfeito na vida da jovem mulher, em seu fazer de bordar flores.
Antônia sempre olhou para formas, cores, flores, com interesse de quem quer ver além da pétala, entre os fios d’água do rio azul cheio de céu que é o São Francisco. Em cada floração, desde as miudinhas de beira de calçada até as de monturo, as flores de romã, as rosas “La Família”, os cravos do quintal de vó Bilu. Em cada uma ela soube descobrir brincadeiras para seus bordados.
Uma Certa Estrada Boiadeira, de Jair Lemos
A Série Uma certa estrada boiadeira, de Jair Lemos, apresenta dez pinturas que enfocam a antiga rota comercial que conectava o Mato Groso ao Noroeste Paulista entre os séculos XIX e XX. Esse percurso era utilizado pelas comitivas que conduziam o gado até os frigoríficos de Barretos. As imagens constituem um convite a uma reflexão sobre o desenvolvimento regional e a identidade cultural moldada pelas estradas de pó vermelho ao ritmo lento dos bois. As telas valorizam o dia a dia dos boiadeiros e das comitivas, remetendo à natureza e aos vilarejos que surgiram ao longo do caminho, sendo um documento poético visual que preserva as tradições rurais.
Codo e a Revolução Campesina
Os trabalhos de Codo lidam plasticamente com episódios e personagens da Guerra Civil Espanhola (1936–1939) na perspectiva de como existem elos entre esse momento histórico e a luta campesina espanhola. A luta dividiu a Espanha entre o governo republicano democraticamente eleito e os rebeldes nacionalistas liderados pelo general Francisco Franco, terminando com a vitória destes últimos e a instauração de uma ditadura fascista que durou quase 40 anos. O confronto é amplamente considerado pelos historiadores como um prelúdio para a Segunda Guerra Mundial. Enquanto os republicanos (legalistas) eram defensores da Segunda República Espanhola – incluindo a esquerda política, liberais, comunistas, anarquistas e sindicatos, recebendo apoio militar direto da União Soviética e a ajuda voluntária de milhares de civis estrangeiros integrados nas chamadas Brigadas Internacionais –, os nacionalistas (sublevados) reuniam a ala conservadora do exército, grandes proprietários de terras, a Igreja Católica e o partido fascista Falange, recebendo apoio bélico da Alemanha Nazista de Adolf Hitler e da Itália fascista de Benito Mussolini. As obras de Codo citam justamente episódios nesse contexto de polarização e violência que encontra muitos reflexos nos conflitos na zona rural da Espanha.
O ser caipira de Jocelino Soares
Natural de Neves Paulista, região de São José do Rio Preto (SP), o artista visual Jocelino Soares pesquisa visualmente a zona rural, profundamente vinculada com as suas memórias de infância. Retrata colheitas na perspectiva da vida cotidiana de quem está na lida do campo, com um intenso trabalho nos jogos de luzes e de claros e escuros, além de folias de reis, manifestações sagradas presentes no cotidiano rural, criando conjuntos em que as cores celebram a força da terra, o lirismo, a resiliência e a resistência do ser e do viver caipira.
Sementes de história de Shirlene Pérola Negra
Natural de Cajuri (MG), a artista visual, curadora e gestora cultural Shirlene Pérola Negra atua em ações relacionadas no segmento da arte popular, valorizando a cultura de matriz africana como maneira de expressar uma relação visceral com as manualidades e artesanias como maneira de construir uma interpretação do mundo.
Seus trabalhos valorizam o fazer artístico enquanto uma criação que instaura pontes entre pessoas e regiões de maneira horizontal e democrática, trazendo para o centro do cenário ancestralidades e memórias pessoais que se universalizam por serem retratos do ato de existir no mundo.
Grupo Matizes Dumont
Uma das maiores referências brasileiras na intersecção entre arte têxtil, poética campesina e preservação cultural, o grupo Matizes Dumont é composto por membros da família Dumont, de Pirapora (MG). O grupo transformou o bordado tradicional em uma linguagem artística contemporânea conectada com a bacia do Rio São Francisco e com pássaros, flores e o curso das águas que aludem ao cerrado, representados com multiplicidade de cores e texturas. Os bordados também trazem como temática o misticismo, as lendas e a religiosidade dos povos ribeirinhos e sertanejos. O uso de diferentes pontos cria relevos que dão vida ao dia a dia do campo, transformando o tecido em uma topografia de afetos, já que o trabalho é feito a muitas mãos, reforçando a ideia de que a arte feita no campo é, por essência, um ato comunitário e familiar. Ao manter vivo o bordado manual em um mundo industrializado, o grupo preserva o saber das bordadeiras do interior e promove a sustentabilidade cultural da região.
Coletivo Linhas da Resistência
Grupo de artistas, ativistas e educadores, o Coletivo Linhas da Resistência utiliza as artes têxteis como ferramentas de denúncia política, preservação da memória e resistência social. Um dos objetivos é resgatar saberes manuais tradicionalmente domésticos e levá-los para o espaço público como forma de protesto. O bordado não é visto, portanto, como adorno, mas como uma forma de escrita visual que enfoca a luta pela terra, a violência contra a mulher, o racismo e a defesa da democracia. Os trabalhos remetem a tradições rurais e às mãos de mulheres que, historicamente, usaram a agulha para sustentar suas famílias e culturas. O grupo, nesse sentido, organiza encontros em praças e ocupações, onde o ato de bordar convida ao diálogo e à conscientização política e grandes panos bordados são carregados em marchas pelas cidades com mensagens que nasceram no campo ou nas periferias.
SERVIÇO:
Exposição Poética Campesina – Um mundo de valores, recordações e aspirações. Quando: De 8 de junho a 30 de Julho
Onde: Instituto Cervantes (SEPS 707/ 907 Lote D).
Horários: De segunda a sexta, das 9h às 21h, e sábados, das 9h às 12h.
Entrada franca, livre para todos os públicos.
Informações pelo e-mail barthonaif@gmail.com ou pelo número 61 99661 1935 (Odécio Rossafa, co-curador da mostra).
A capital do país ganha um novo espaço dedicado à cultura, à memória e às artes. No próximo dia 2 de julho de 2026, às 19h30, será inaugurada a nova sede do Instituto Artetude Cultural, localizada no Edifício Seguradoras, no Setor Bancário Sul.
A cerimônia reunirá convidados, artistas, pesquisadores, representantes do setor cultural e da sociedade civil e marcará também a estreia do minidocumentário “Brasília – Da Utopia à Capital em Paris”, produção que registra a trajetória internacional da exposição “Brasília – Da Utopia à Capital” e apresenta a capital brasileira por um olhar que atravessou fronteiras e chegou à capital francesa. Mais do que registrar uma exposição internacional, o documentário destaca a força simbólica de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade, revelando sua arquitetura, sua história, sua identidade e o legado de uma cidade concebida para representar um projeto de futuro.
A obra convida o público a refletir sobre a importância da preservação da memória brasiliense e sobre a projeção internacional da capital. A inauguração da nova sede representa uma nova etapa na atuação do Instituto Artetude Cultural, que passa a contar com um espaço permanente para o desenvolvimento de projetos culturais, exposições, ações educativas, pesquisas e iniciativas voltadas à valorização da memória de Brasília. Segundo a presidente do Instituto Artetude Cultural, Danielle Athayde, a nova sede nasce com o propósito de ser um espaço vivo de encontro entre arte, cultura, educação e memória. “A inauguração da nossa sede representa um novo capítulo para o Instituto Artetude Cultural. Queremos que este seja um espaço de encontro, pesquisa, produção artística e valorização da memória de Brasília. Preservar nossa história é também construir o futuro da cidade”,afirma Danielle Athayde.
Desde sua criação, o Instituto Artetude Cultural desenvolve projetos voltados à preservação do patrimônio histórico e cultural, à difusão das artes e ao fortalecimento da identidade brasiliense, promovendo iniciativas que aproximam a população de sua própria história.
SERVIÇO
Sede do Instituto Artetude Cultural Exibição do minidocumentário “Brasília – Da Utopia à Capital em Paris”
Data: 2 de julho de 2026 (quinta-feira) Horário: 19h30 Local: Edifício Seguradoras – Sala 609 SBS – Setor Bancário Sul, Quadra 1, Bloco K Asa Sul –
Em cartaz a partir de 4 de julho no SESI Lab, mostra inédita apresenta atuação da instituição em educação, saúde, cultura e inovação
Em julho de 1946, enquanto o mundo se reerguia da destruição da Segunda Guerra Mundial, nascia o Serviço Social da Indústria (SESI) – e com ele uma visão de país na qual desenvolvimento econômico, educação, cultura, saúde, inovação e qualidade de vida deveriam caminhar juntos. Para celebrar oito décadas de atuação da instituição no Brasil, o SESI Lab inaugura a exposição “SESI 80: Construindo Futuros”, que relembra essa história, sem perder o olhar para as próximas décadas.
A abertura para o público será em uma grande festa no dia 4 de julho com show gratuito do cantor Zeca Baleiro. Se os ingressos digitais esgotarem, um novo lote será disponibilizado no dia para retirada presencial.
A exposição é uma realização do Conselho Nacional do SESI e do Departamento Nacional do SESI e ocupa três espaços expositivos do SESI Lab. Mais do que uma retrospectiva histórica, a mostra convida o público a refletir sobre os caminhos que devem orientar a atuação do SESI nas próximas décadas, apresentando instalações interativas, documentos históricos, depoimentos e experiências digitais.
“Nesta mostra imersiva, o público poderá ver de perto a dimensão e o impacto das ações do SESI na vida dos trabalhadores da indústria, de suas famílias e da sociedade brasileira, especialmente nas áreas de educação, cultura, saúde, inovação e promoção da qualidade de vida. Queremos compartilhar o que foi construído ao longo dos últimos 80 anos e, ao mesmo tempo, apontar caminhos para os próximos anos, com foco no desenvolvimento humano, na sustentabilidade e na presença do SESI em todos os territórios”, afirma o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior.
“O SESI foi criado há 80 anos para dar suporte aos trabalhadores e permitir que a indústria brasileira cresça”, afirma Paulo Mól Jr., diretor superintendente do SESI. “Neste período, a realidade do mundo mudou. As necessidades dos trabalhadores na década de 1940 são diferentes das necessidades dos trabalhadores no século 21, mas as perguntas continuam as mesmas: como mantê-los saudáveis, empregáveis, preparados para o mercado de trabalho e acolhidos em suas necessidades? Foi isso que buscamos fazer nesses 80 anos e é isso que pretendemos fazer nos próximos 80. Obviamente, as respostas são diferentes; a pergunta continua a mesma.”
No átrio do 1º pavimento, os visitantes conhecem a Carta da Paz Social, documento fundador do SESI. Elaborado na época da reconstrução democrática no pós-guerra, o texto defende a cooperação entre trabalhadores, empregadores e poder público como caminho para o desenvolvimento nacional. Nesse contexto, o SESI foi criado com a missão de promover qualidade de vida para os trabalhadores da indústria e suas famílias.
Também têm destaque os três pilares de atuação do SESI: democracia, cidadania e inovação. Em um grande painel, estão reunidas 400 fotografias de empresários, trabalhadores da indústria e do SESI, e usuários de serviços oferecidos pela instituição, com espaço para os visitantes realizarem seus próprios registros.
Linha do tempo revisita a história do SESI
Ao entrar na sala principal da exposição, “SESI em Diálogo: História em Movimento”, um corredor conduz os visitantes por uma linha do tempo de 1946 até os dias de hoje. Por meio de uma perspectiva temporal, a narrativa busca demonstrar como o desenvolvimento industrial e a consolidação de seu serviço social estão diretamente ligados à promoção de direitos, à qualificação da força de trabalho e à capacidade de inovação. Uma linha do tempo apresenta a trajetória do SESI ao lado de acontecimentos que marcaram o Brasil e o mundo.
Ao longo do percurso, os visitantes acompanham como a ideia de bem-estar social se materializou em ações de alimentação, cultura, esporte, educação, saúde, segurança do trabalho e inovação tecnológica. O público também conhecerá a trajetória do Sesinho, personagem criado nos anos 1940 e que ganha uma nova versão em 2026.
O último espaço expositivo, “SESI 80: Presença que Transforma”, mostra a atuação do SESI e do Conselho Nacional do SESI em todo o país. A capilaridade da instituição está refletida em seus números: 468 centros de educação, 296 espaços culturais e 9 centros de inovação. Um painel especial mostra destaques da atuação dos 27 Departamentos Regionais do SESI, por meio de números de infraestrutura e de atendimentos. Essas informações estarão no futuro Centro de Referência do Conselho Nacional do SESI, a ser instalado no SESI Lab.
Encerrando a exposição, uma parede de telas apresenta trechos de entrevistas de personalidades marcantes da história da instituição. A história do SESI é contada por quem a construiu: fotografias, relatos e depoimentos de trabalhadores, empresários, educadores e colaboradores ajudam a revelar o impacto humano da instituição ao longo de oito décadas.
Um espaço interativo convida os visitantes a imaginarem os próximos 80 anos: você quer um SESI com mais saúde, educação, cultura, inovação ou cidadania? É hora de postar uma foto e ter a certeza de que todas essas áreas estão garantidas.
Grande festa celebra 80 anos de história
No dia 4 de julho, o SESI Lab abre as portas da exposição “SESI 80: Construindo Futuros” com uma grande programação gratuita para toda a família. Em clima de festa julina, o público poderá acompanhar apresentações de quadrilhas tradicionais do Distrito Federal (11h), o espetáculo infantil “Arraiá Pequenininho” (15h), da Orquestra Modesta, e, encerrando as comemorações, o show “O Samba Não É de Ninguém”, com Zeca Baleiro, a partir de 18h na Praça da Árvore.
SESI 80: Construindo Futuros
📍 SESI Lab – ao lado da Rodoviária do Plano Piloto
📅 4 de julho a 20 de dezembro de 2026
🕖 De terça a sexta-feira, das 9h às 18h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 19h
🎟️ Classificação: livre
🎫 Ingressos: gratuito até 5 de agosto; após, R$ 20 e R$ 10 (meia)
Em exposição individual, artista trans do Distrito Federal questiona o horror à morte e convida o público a renascer pela aceitação do fim, em mostra que ocupa a galeria A Pilastra a partir de 30 de junho.
A galeria A Pilastra (Guará II) abre suas portas no dia 30 de junho para receber a exposição “Do Pó ao Pó”, de Romulo Barros (Medeiros – MG, 1995). Com curadoria coletiva de Belo e Bizarro, Júlia Teodoro, Madá Granja, Ness e Tahak Meneguzzo, a mostra reúne um conjunto de obras que explora os ciclos de morte e renascimento, a memória de narrativas marginais e a morte não como um fim, mas como um processo de transformação. A visitação segue até 15 de agosto, com entrada gratuita e programação educativa paralela.
Natural do interior de Minas Gerais, em uma região marcada pelo artesanato, pela agricultura e pela cultura da invenção, Romulo Barros carrega em sua prática a memória de fazeres manuais. Sua produção nasce do afeto e do vínculo com o mundo, desprendendo-se do corpo para existir como transmídia. Escultura, instalação, pintura, fotografia, gravura e outras materialidades são utilizadas como dispositivos simbólicos que materializam uma atmosfera ritualística, articulando o que já existe no mundo em expressão poético-alquímica.
Em “Do Pó ao Pó”, Romulo Barros reinventa simbolismos e constrói uma poética visual que atravessa o abjeto e o divino, o erótico e o fúnebre, o visceral e o delicado. Em um país que há mais de 17 anos lidera o assassinato de pessoas trans, a fala de artista trans sobre a morte — não como negação, mas como aceitação e aprendizado — torna-se um ato político e existencial, um convite para desaprender o medo do fim.
“Não nos traz respostas fáceis. Sua obra é polissêmica: ao mesmo tempo que toca em temas como corpo de um ponto de vista escatológico, suas obras evocam um erotismo; ao mesmo tempo em que são sombrias e fúnebres, produzem um deslumbramento divinal; falam simultaneamente sobre afeto e violência. Ela quebra todas as dualidades, despedaçando as barreiras frágeis que dividem e domesticam o mundo. É um trabalho ao mesmo tempo visceral e delicado, melancólico e celebrativo, simples e complexo, erótico e abjeto. Está além da linguagem, é inexplicável, e por isso comporta intermináveis significados.”, destaca o coletivo curatorial.
Matéria, signo e corpo: a tridimensionalidade como linguagem
A pesquisa de Romulo se materializa em uma mistura de linguagens que transita entre a pintura, a escultura, a fotografia, a gravura e a instalação. Longe de se fixar em um único suporte, costura seus temas com uma pluralidade de materiais e técnicas que dão carne ao conceito.
Entre os trabalhos tridimensionais, destaca-se a instalação “Fissura”, na qual o tecido adquire propriedades escultóricas ao dar forma a um monte de feijões. Já em “Pedrada”, o processo de escultura e assemblagem evidencia a materialidade bruta do fazer artístico. Em diversas obras de parede, como “SOM SOM SOM”, “A Gota d’Água”, “Seta” e “Elos Entrelaçados”, Romulo Barros incorpora elementos tridimensionais em alto ou baixo relevo, borrando a fronteira entre o plano e o volume.
A pintura, por sua vez, ganha densidade com o uso de materiais específicos como cimento, sangue e veludo, enquanto a presença de elementos gráficos — setas, cruzes e círculos — confere à obra uma dimensão simbólica e ritualística. A série fotográfica, composta por “Intervenção” e “Olhos que a terra há de comer”, completa esse universo visual com um olhar que documenta e também performa a memória.
O horror à morte em questão
A exposição parte de uma reflexão central: o horror à morte é um dos pilares do pensamento eurocristão-monoteísta, como aponta o pensador Nego Bispo em “A terra dá, a terra quer”. Ideias como pureza, higiene, segurança, isolamento, hierarquia e controle estão fundamentadas numa negação radical da morte e numa afirmação da vida que, segundo o Romulo, aprisiona o corpo e o pensamento.
Ao contrário desse dualismo, Barros propõe uma aproximação íntima com a morte. Não para temê-la, mas para aprender com ela. Sua obra convida a renascer, justamente por permitir encarar o fim como parte indissociável da existência. Essa abordagem torna “Do Pó ao Pó” uma experiência estética e filosófica rara no circuito cultural brasileiro, especialmente por vir de uma pessoa trans.
Local: A Pilastra – QE 40 Rua 09 Lote 8 – Guará II
Abertura: 30 de junho (terça-feira), às 19h – evento aberto ao público
Visitação: 1º de julho a 15 de agosto de 2026
Entrada: Gratuita
Atividades paralelas: A exposição contará com visitas mediadas, roda de conversa e ações do educativo do Quintal d’A Pilastra para público aberto. As vagas são limitadas e as inscrições serão divulgadas pelo Instagram da galeria, com formulário próprio. A programação também prevê atendimento a escolas mediante agendamento.
Sobre os curadores, grupo formado a partir do grupo de pesquisa em curadoria de 2024 da galeria-escola A Pilastra.
Belo e Bizarro é artista transmídia, cuja prática tensiona os limites entre linguagem e matéria, corpo e território. Indicada ao Prêmio PIPA 2026, integra o grupo de pesquisa da galera-escola A Pilastra.
Júlia Teodoro (Brasília, 1998) é bacharel em Antropologia (UnB), multiartista, atriz, arte-educadora e mediadora cultural. Participou das exposições coletivas Sumidouro, Investigações Poéticas e Delírio Voluntário. Esta é sua estreia como curadora.
Madá Granja é artista visual, curadora independente, mestranda em História da Arte pela UnB e produtora cultural. Desenvolve projetos curatoriais em espaços como Museu Nacional da República, DeCurators e Espaço Cultural Renato Russo.
Ness (Vanessa Aragão) é multiartista, estudante de Ciências Sociais com foco em Museologia (UnB) e mediadora no CCBB. Participou da pesquisa e montagem da exposição Falo (de) Erotismo e estreia como curadora em “Do Pó ao Pó”.
Tahak Meneguzzo (Curitiba, 1998) é artista visual e designer formado pela UnB, transmasculino e autista. Atua como designer editorial no Iphan e em projetos culturais. Integra a curadoria a partir de sua investigação em escultura cerâmica, pintura, desenho e gravura
Instalação assinada pelo artista plástico Elmiro Art e sessão exclusiva de Sound Healing convidam o público a refletir sobre a importância do descanso e do bem-estar.
A Simmons Park Sul participa da Brasília Design Week (BDW) 2026 com uma proposta que combina arte, relaxamento e experiências sensoriais. Em parceria com a Primavera Casa, a marca apresenta a instalação “A Arte de Dormir Bem”, que convida o público a uma pausa na rotina para refletir sobre autocuidado, bem-estar e a importância do sono de qualidade.
A ação integra a programação da BDW, circuito criativo realizado entre os dias 8 e 14 de junho, que reúne marcas, restaurantes, embaixadas, museus, exposições e ocupações urbanas em diferentes pontos de Brasília.
Como parte da programação, a Simmons receberá, na quarta-feira (10), às 13h30, um grupo de 20 convidados para uma experiência exclusiva de Sound Healing, conduzida pela Fluir Experience. A atividade será realizada em meio à instalação artística ambientada pela coleção Elementos e composta por obras assinadas pelo artista plástico brasiliense Elmiro Art.
A proposta transforma o espaço em um ambiente de contemplação e desaceleração, estimulando a percepção sobre a necessidade de reservar tempo para o descanso físico e mental. A instalação explora o conceito do sono como uma experiência sensível e essencial para o equilíbrio da vida cotidiana.
Segundo o texto curatorial da mostra, as obras ocupam simbolicamente o espaço entre o repouso e o despertar, apresentando formas abstratas que remetem a memórias, sonhos e percepções. Um dos destaques é a representação do colchão como elemento central da experiência, deslocado de sua função tradicional para simbolizar um estado de entrega, leveza e suspensão do tempo.
A exposição propõe uma reflexão sobre o descanso como parte fundamental da vida, indo além da recuperação física. A ideia é destacar o sono como um momento capaz de reorganizar pensamentos, estimular a imaginação e promover o bem-estar integral.
A Brasília Design Week reúne uma agenda itinerante de atividades voltadas à criatividade, incluindo lançamentos de coleções, exposições, palestras, oficinas e encontros que conectam design, arte, arquitetura, cultura e inovação.
O artista
Natural de Brasília, Elmiro Art é reconhecido por sua produção contemporânea marcada pela abstração, pela experimentação de formas e pela construção de narrativas visuais que dialogam com emoções, memórias e percepções humanas. Em suas obras, o artista busca provocar reflexões sobre o cotidiano e os estados subjetivos da experiência humana, característica que se conecta diretamente à proposta da mostra “A Arte de Dormir Bem”, concebida especialmente para a Brasília Design Week.
Sobre a Simmons Park Sul Com mais de 150 anos de história, a Simmons é uma das marcas mais respeitadas do mercado global de colchões premium, reconhecida por ser pioneira na tecnologia de molas ensacadas individuais. Presente em mais de 100 países, a marca combina tradição e inovação para oferecer produtos de alto desempenho. Em 2025, inaugurou em Brasília, no Park Sul, a primeira loja conceito da Simmons no Brasil, em parceria com o especialista Antônio Júnior, proporcionando uma experiência de compra personalizada e focada em conforto, saúde e bem-estar.
Ministradas por artistas visuais presentes na Exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, a agenda inclui uma visita guiada com a curadora da mostra, Sissa Aneleh
Promovendo a arte e a ancestralidade atreladas ao Norte brasileiro, o CCBB Brasília irá sediar nesta semana uma série de atividades que fazem parte da Exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”. Contando com pintura ao vivo, visita guiada pela mostra e uma palestra que tange o universo da arte contemporânea, todos os encontros são gratuitos e estão previstos para acontecerem ao longo do final do mês de junho.
As atividades já se iniciam nesta quinta-feira, dia 25, e seguem até o sábado, 27 de junho, sendo elas:
Palestra “Pintura Amazônica na Arte Contemporânea Brasileira” com Sissa Aneleh e Wɨra Tini (25/06)
Ressaltando a poética da construção na arte amazônica contemporânea com a mediação de Sissa Aneleh, curadora da Exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, a artista Wɨra Tini irá reforçar a ancestralidade indígena por meio da arte urbana e do protagonismo feminino, que se entrelaça na experiência moderna com a imagem dos saberes tradicionais.
Ressaltando novas narrativas historicamente silenciadas ao mesmo tempo que explora temáticas atreladas à corporeidade, identidade e resistência, a palestra está prevista para iniciar às 15h, é aberta ao público e os ingressos podem ser retirados diretamente na bilheteria do CCBB Brasília.
Pintura ao Vivo com Wɨra Tini (26/06)
Com o intuito de aproximar o público da experiência artística contemporânea na narrativa amazônica, a artista visual Wɨra Tini irá liderar a atividade que transforma a pintura em um espaço de diálogo e reflexão coletiva. Colocando sempre a presença feminina em evidência, a artista, que é descendente do povo Kokama, mescla em sua pesquisa os temas da ancestralidade indígena, território e identidade.
Ao convidar o público para refletir sobre a pluralidade das experiências femininas, uma obra irá ser desenvolvida aos olhos dos participantes, revelando assim as referências culturais, artísticas e afetivas que a artista carrega.
Alinhada ao conceito curatorial da Exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, a atividade é aberta ao público e está prevista para iniciar às 14h da tarde.
Visita Guiada com Curadora Sissa Aneleh (27/06)
Fechando a programação da semana, a curadora Sissa Aneleh irá liderar uma visita guiada pela Exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas” a partir das 15h da tarde deste sábado, dia 27. Explorando uma pluralidade de temáticas que englobam afeto, regionalismo, diversidade e ancestralidade feminina, a mostra contém obras físicas e digitais de 21 artistas plásticas e visuais do Norte do Brasil que expressam sua individualidade através de esculturas, pinturas, gravuras, fotografias, objetos e performances.
A Exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas” ficará disponível para visitação no Centro Cultural Banco do Brasil até 16 de agosto. Patrocínio da Petrobras e do Ministério da Cultura via Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais. Apoio do CCBB, coordenação e produção do Museu das Mulheres.
Espaço Petrobras Amazônicas
A proposta do espaço é viver a realidade expandida, oferecendo visita de parte das obras da exposição no ambiente espacial do Metaverso das Mulheres. O visitante usa óculos 3D para acessar a sala expositiva em 360 graus, conhecer o lounge, viajar entre portais, interagir com avatares em realidade aumentada e visualizar as obras de forma totalmente imersiva e inovadora.
Programa Petrobras Cultural
A Petrobras possui uma história de mais de 40 anos acreditando de forma contínua na cultura como elemento transformador e fonte de energia para a sociedade. Apoiando projetos únicos e parcerias de longo prazo, construímos uma relação de respeito e colaboração com realizadores e iniciativas de todo o país.
O Programa Petrobras Cultural tem a Brasilidade como elemento norteador, que se materializa nas temáticas, origens, curadoria, história e características de cada projeto que selecionamos. O Programa Petrobras Cultural apoia a cultura brasileira como força transformadora e impulsionadora deste desenvolvimento.
O CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.
Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.
Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.
Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade CCBB
A ação Vem pro CCBB conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes.
A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.
Horários da van, de quinta a domingo:
Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h
O Museu das Mulheres (Museu DAS), sediado em Brasília, é o primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres. Com execução de projetos diversos em espaços físicos no Brasil e no mundo, lança experiências em ambientes espaciais e interativos – com Realidade Expandida (XR), Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV) – e, por extensão, tem salas expositivas no Metaverso. Possui programação em artes plásticas e visuais, cinema, eventos, além de programa educativo, área de pesquisa, acervo e editora própria.
Diretora Artística e Curadora Sissa Aneleh
Fundadora e Diretora do Museu das Mulheres, Mestra e Doutora em Artes, Historiadora de Arte, Diretora Artística, Curadora e Produtora Executiva. Trabalha há mais de 15 anos na área artística e dirigiu projetos aprovados pela Petrobras, CCBB, Caixa Cultural, Fundo de Apoio à Cultura do DF e Goethe Institut. Faz a direção executiva e artística da programação expositiva, audiovisual e educativa do museu, além da coordenação editorial do Museu das Mulheres. Realizou a curadoria de mais de 17 exposições, incluindo 2 circulações internacionais de exposição do museu com artistas brasileiras na Alemanha, passando pelo Museu de Arte de Bochum, Centro de Cultura de Manheim, Bienal de Arte de Bochum e Festival de Berlim. Diretora Artística e Curadora da exposição Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará no CCBB São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro – 2025 a 2026. Possui pesquisas de arte voltadas para história da arte, mulheres artistas, arte brasileira, arte decolonial, cinema autoral feminino e poéticas curatoriais.
Serviço
Pintura Amazônica na Arte Contemporânea Brasileira
Palestrantes: Wɨra Tini; mediação por Sissa Aneleh
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – SCES Trecho 02, Plano Piloto, Brasília / DF. Cinema.
Data: 25 de Junho, quinta-feira
Horário: 15h às 16h
Classificação indicativa: Livre
Entrada: Gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria. Vagas sujeitas à lotação do espaço.
Serviço
Pintura ao Vivo com Wɨra Tini
Artista: Wɨra Tini
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – SCES Trecho 02, Plano Piloto, Brasília / DF
Data: 26 de Junho, sexta-feira
Horário: 14h às 16h30
Classificação indicativa: Livre
Entrada: Gratuita
Serviço
Visita Guiada com Curadora Sissa Aneleh
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – SCES Trecho 02, Plano Piloto, Brasília / DF
Data: 27 de Junho, sábado
Horário: 15h
Classificação indicativa: Livre
Entrada: Gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria do CCBB.
Serviço
Exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”
Curadoria: Sissa Aneleh
Visitação: 09 de junho a 16 de agosto
Local: CCBB Brasília – Galeria 1 (Setor de Clubes Especial Sul Trecho 2 – Plano Piloto)
Horário: CCBB Brasília: aberto de terça a domingo, das 9h às 21h. Ingressos: Entrada gratuita. Ingressos retirados no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB
Nos Dias 27 e 28 de junho, próximos sábado e domingo acontece no Clube dos Previdenciários, a Feira PAV 4 – Feira de Design Sustentável, voltada ao empreendedorismo na economia criativa, com foco em design sustentável e fortalecimento de pequenos empreendimentos, especialmente aqueles liderados por mulheres.
A iniciativa reúne empreendedores locais de diferentes áreas, como moda autoral, brechós, fotografia, arte, joalheria artesanal, cerâmica e cosméticos independentes. Serão dois dias promovendo a circulação de produtos criativos e o fortalecimento de pequenos negócios.
Além de 33 expositores a Feira PAV 4 terá ainda oito atividades formativas, 4 oficinas práticas, 2 rodas de conversa e 2 palestras.
O evento integra em um mesmo ambiente comercialização, formação e troca de experiências entre empreendedores, artistas e iniciativas comprometidas com a produção de baixo impacto ambiental. Fortalecendo a transição de negócios informais e artesanais para uma gestão mais profissional e sustentável.
A PAV 4 contará com atividades formativas abertas ao público: oficinas práticas de reciclagem de roupas, produção de acessórios com materiais reutilizados e colagem com ressignificação de imagens descartadas —além da feira de expositores.
Para os expositores do DF será uma oportunidade de ampliar sua rede de contatos e se capacitação em gestão sustentável. Para o público será um ponto de convergência para diversão e consumo de produtos diversos.
PARTICIPANTES
Andreia Alfaia. Aline Leão. Angela Sufiati . Cristiane Bastos. Daniela Pires Ferreira. Daniel Taco Taco Dum Fernão Capelo. Flávia Teixeira . Gia Dachi . Heloiza Egas. Isabel Weber. Joana Vasconcelos. Juliana Caribé. João Ferreira . Júlio Lopes . Juliana Nonaka. Ira Malheiros. Leila Raquel . Leopoldo Silva. Lucas Gehre. Lúcia Fernandes. Maria Fogaça. Márcia Alecrim. Marcus Amorim . Maria Cecil. Miriam Negramê. Nádia Bacin . Paula Pratini. Rafinha Lacerda. Raquel Souza Rafael Reis. Romilda Moreira. Soulivier. Zuleika de Souza
ATIVIDADES FORMATIVAS GRATUITAS
OFICINA 1
Dia 27/06 às 14h às 16h
Tema: Monotipia em Placa de Gel
Facilitadora: Rafinha Lacerda
Designer e professora, graduada em Produtos da Moda, Pós-graduada em Fashion Design e Doutoranda em Design. É apaixonada por tecidos, texturas, manualidades, tecnologias ancestrais, história e tecnologias digitais. É mentora do Sense Moda criativa e da startup Texturas Ecolab de biomateriais aplicáveis para acessórios, design de moda e interiores.
Introduzir os participantes à técnica de monotipia utilizando placa de gel artesanal, explorando composição, textura, repetição e impressão manual em papel.
Público:
Jovens e adultos interessados em arte, design, estamparia e processos criativos.
OFICINA 2
Dia 27/06 de 16h às 19h
Tema: Retalhos do Cotidiano – Colagem e Ressignificação
Facilitadora: Alessandra França
Alessandra França é uma artista amazonense radicada em Brasília, que investiga memórias e história oral através de fotografia, colagem, costura e materiais reutilizáveis.
@alessandrafranca.art
Ementa:
Oficina prática de arte e sustentabilidade voltada para a criação de colagens a partir de materiais que seriam descartados. É um espaço para desacelerar, exercitar a mente, exercitar o trabalho manual e aprender a olhar para os “materiais reutilizáveis”, com os olhos de um artista.
Público:
Crianças, Jovens e adultos interessados em arte e reciclagem. Não exige experiência.
OFICINA 3
Dia 28/06 de 13h às 16h
Tema: Oficina Prática de Upcycling – Modelagem intuitiva.
Facilitadora: Gia Dachi
Formada em design de Moda, qualificada em modelagem industrial, artesã, trabalha com upcycling desde 2016, criadora do projeto “era outra roupa” co-fundadora e designer de moda da “use parangolés”. É uma das fundadoras do Texturas Ateliê Criativo.
O objetivo é desmistificar a costura manual e a modelagem intuitiva, capacitando os participantes a transformarem peças paradas no armário em roupas novas, únicas e usáveis, sem o uso de máquinas.
Público-Alvo:
iniciantes e curiosos (não é necessário conhecimento prévio em costura ou modelagem).
*Materiais para oficina*
OBS.: Cada participante deve trazer até 4 peças de roupas paradas no armário (camisetas, camisas, calças, shorts e etc). De preferência, tecidos de algodão, linho ou jeans.
OFICINA 4
Dia 28/06 15h às 17h
Tema:
Pingentes de Bioresina de Gelatina
Facilitador: Rafaela Lacerda
É uma designer e educadora apaixonada pela interseção entre moda, tecnologia e narrativas históricas. Atua na moda de Brasília desde 2006. É mentora do Sense Moda criativa desde 2023. Pesquisadora sobre sustentabilidade, moda, tecnologias sociais, biomateriais regenerativos.
A proposta é apresentar os fundamentos dos biomateriais à base de gelatina e desenvolver pequenos adornos utilizando bioresina pigmentada com mica e resíduos têxteis.
Público: Jovens e adultos interessados em sustentabilidade, biomateriais, moda e design.
PALESTRA 1
DIA 27 às 15h
Tema: Sustentabilidade com Inclusão Social
Ministrante: Rafael Reis
Diretor responsável pelo projeto Instituto No Setor. O Instituto Cultural e Social No Setor promove inclusão social e transformação urbana por meio da arte, da cultura e da mobilização comunitária. Atua em diferentes regiões do Brasil, desenvolvendo projetos que fortalecem territórios, ampliam o direito à cidade e incentivam a economia criativa.
Sobre:
Territórios criativos sustentáveis. Como a cultura, a economia criativa e a participação comunitária podem promover sustentabilidade com inclusão social? A partir das experiências do Instituto No Setor, serão apresentadas iniciativas que fortalecem territórios, geram oportunidades para populações vulnerabilizadas e valorizam a arte, o artesanato e a ocupação criativa dos espaços urbanos.
PALESTRA 2
DIA 28 às 15h
Tema: Cadeia produtiva da reciclagem
Ministrante: Lúcia Fernandes
Presidente do Complexo Integrado de Reciclagem do DF
Figura de destaque na gestão de resíduos sólidos e na inclusão socioprodutiva de catadores no DF. Ex-catadorano antigo Lixão da Estrutural, hoje preside a Centcoop (Central de Cooperativas de Trabalho de Materiais Recicláveis do DF), desempenha papel central nas operações do Complexo Integrado de Reciclagem do DF.
Sobre:
A palestra apresentará a estrutura da cadeia produtiva da reciclagem, os impactos sociais, econômicos e ambientais da atividade e os desafios para fortalecer cooperativas e ampliar a inclusão produtiva. Um relato prático sobre inovação, organização coletiva e sustentabilidade no Distrito Federal.
RODA DE CONVERSA 1
DIA 27 às 16h
Tema: Empreendedorismo Feminino
Mediadora: Romilda Gomes
Criadora do Pence Atelie, Romilda G. Moreira é designer de moda e professora. Nascida em Brasília, sempre acreditou na moda da cidade como expressão de mundo possíveis. É a sétima integrante do Texturas Ateliê Criativo, coletivo têxtil de mulheres criativas e que adoram o fazer manual.
Diálogo sobre criatividade e protagonismo na construção de negócios autorais e economia criativa. A partir de sua trajetória na moda e no artesanato, Romilda G. Moreira compartilha experiências sobre inovação, colaboração, autonomia econômica e valorização do fazer manual.
RODA DE CONVERSA 2
DIA 28 às 16h
Tema: Empreendedores criativos e Sustentabilidade
Mediadora: Paula Pratini
Jornalista, produtora e amante das artes plásticas, cinema, música e gastronomia. Assessora de imprensa do Festival Universo Paralello e Festival de Cinema de Trancoso, também da equipe de comunicação do BIFF-Brasilia International Film Festival. Participa ativamente da cena cultural em Brasilia com ênfase em eventos da Cultura Hip Hop.
@desfrutecultural
Participantes:
Aline Leão – @alineleaobr
Soulivier- @telaambulante
Sobre:
Diálogo sobre como artistas e artesãs podem unir criatividade, sustentabilidade e geração de renda. Serão abordados temas como comunicação na economia criativa, consumo consciente, valorização da cultura local e os desafios de desenvolver negócios criativos com impacto social e ambiental positivo.
Serviço:
Feira PAV 4-Feira de Design Sustentável
Dias 27 e 28/06 (sábado e domingo), das 11h às 20h
Endereço: Clube dos Previdenciários-SEPS 712/912, Asa Sul, Brasília/DF
Arte, moda circular, design, música, gastronomia e criatividade marcaram o primeiro dia da feira, que reúne cerca de 30 marcas participantes dentro da programação da Brasília Design Week
O Memorial dos Povos Indígenas ganhou novos sons, novas cores e novos encontros neste sábado (20). Integrando a programação da Brasília Design Week 2026, a Varanda BDW abriu suas portas reunindo moda circular, design autoral, arte, gastronomia, música e empreendedorismo criativo em uma celebração que transformou o espaço em um dos pontos mais vibrantes da cidade.
Ao longo do dia, visitantes circularam entre araras, peças exclusivas, acessórios, trabalhos artesanais, criações independentes e histórias de empreendedores que fazem da criatividade uma ferramenta de geração de renda, identidade e sustentabilidade. A atmosfera foi embalada pelo set da DJ Sarah Magalhães, conhecida como Sarah Canela, que trouxe personalidade e leveza à experiência. Designer de joias e participante do Circuito de Ateliês da BDW26, Sarah representa a diversidade criativa que marca esta edição do evento, transitando entre música, design e produção autoral.
Com cerca de 30 marcas participantes, a Varanda BDW reúne brechós, artistas, designers, artesãos e criadores independentes em uma programação que dialoga diretamente com o tema da Brasília Design Week deste ano, Design que Conecta Territórios. Mais do que uma feira, a iniciativa promove o encontro entre diferentes formas de criar, produzir e consumir, aproximando o público de peças únicas e de processos criativos que dificilmente são encontrados nos circuitos convencionais do varejo.
Para a idealizadora da Brasília Design Week, Caetana Franarin, a receptividade do público confirma a força da economia criativa e da produção independente brasileira. “A Varanda tem uma energia muito especial porque aproxima as pessoas dos criadores. Quem visita encontra produtos, mas encontra também histórias, processos, referências culturais e muito talento. É um espaço que valoriza a criatividade em sua forma mais humana e acessível. Ver o Memorial ocupado por tanta diversidade criativa é algo que reforça exatamente o propósito da BDW”, comemora Franarin.
Entre os visitantes, a servidora pública Pâmela, de 23 anos, saiu da feira com novas aquisições e uma impressão bastante positiva da experiência. “Eu estou adorando. Não imaginava que teriam tantas peças diferentes. Todo mundo trouxe uma curadoria muito fina e muito fora do padrão. Já levei um blazer rosa de uma cor que você não encontra em qualquer loja de departamento e várias bijuterias feitas em aço. Tem uma variedade incrível e coisas realmente diferentes.”
A expositora Cristiane Meireles, do brechó Impression by Cris Meireles, destacou a oportunidade de reunir diferentes expressões criativas em um mesmo ambiente. “A experiência está sendo incrível porque conseguimos reunir arte, cultura, design, moda e moda circular. É o casamento perfeito. Eu trouxe uma curadoria com bastante artesanato, trabalhos manuais, bordados e crochês justamente para dialogar com esse espaço. É uma oportunidade única para o público prestigiar todas essas manifestações ao mesmo tempo, em uma única visita”, faz questão de ressaltar.
Quem não conseguiu visitar a feira neste sábado terá uma nova oportunidade neste domingo (21), último dia da Varanda BDW 2026. A programação continua das 10h às 18h no Memorial dos Povos Indígenas, com entrada gratuita, reunindo moda circular, design, arte, gastronomia e música em um ambiente que celebra a criatividade brasileira em suas múltiplas formas.
A programação reforça que a experiência da Brasília Design Week continua além da semana principal do evento. A exposição Design que Conecta Territórios permanece aberta ao público até 12 de julho no Memorial dos Povos Indígenas, reunindo obras, instalações e criações de designers brasileiros e latino-americanos que ajudam a consolidar Brasília como um importante centro de produção e difusão do design contemporâneo.
Mostra reúne ambientes que exploram biomateriais, economia circular, sistemas construtivos de baixo impacto e integração com a natureza, enquanto reforça práticas ambientais em toda a sua operação
Em meio ao verde do Parque da Água Branca, uma pequena cabana vermelha chama a atenção dos visitantes da CASACOR São Paulo 2026. Batizada de Casa Ecomorada, a proposta assinada pelas designers de interiores Erica Gonçalves e Cinthia Gontijo, da Volar Interiores, reúne conceitos que vêm ganhando espaço na arquitetura contemporânea, como construção modular, aproveitamento da luz natural e acessibilidade. Entre os destaques estão os revestimentos produzidos artesanalmente a partir de uma argila desenvolvida com pastilhas de porcelana descartadas, transformando resíduos em matéria-prima para novos usos.
A sustentabilidade presente na Casa Ecomorada se repete em diferentes leituras ao longo da mostra. Mais do que uma tendência, o tema aparece incorporado às escolhas projetuais dos profissionais, seja por meio do uso de biomateriais, da adoção de sistemas construtivos mais eficientes ou da valorização da relação entre arquitetura e meio ambiente.
Na Biobilheteria, assinada por Viviane Telles, a pesquisa em materiais inovadores ganha protagonismo. O espaço abriga uma luminária de 2,50 metros produzida com bambu e micélio, material proveniente dos fungos, desenvolvida especialmente pelo estúdio Ola Luminárias Acústicas. A madeira também aparece como elemento central nas esculturas do artista Luiz Martins, reforçando a valorização de recursos naturais e renováveis.
Já o Cubikoo Pavilion, criado pelo designer holandês Edward van Vliet, propõe uma reflexão sobre arquitetura reversível e regenerativa. O pavilhão modular desmontável combina estrutura pré-fabricada com materiais como madeira, cerâmica, vidro e latão, demonstrando como construções temporárias podem ser concebidas para reduzir impactos e ampliar possibilidades de reaproveitamento.
A integração entre arquitetura e paisagem é o ponto de partida da Casa Limiar R., de Felipe Rossi Arquitetura. O projeto utiliza grandes planos de vidro para aproximar os ambientes internos da paisagem tombada do Parque da Água Branca, enquanto uma claraboia direciona o olhar para a copa das árvores, criando uma experiência que valoriza a presença da natureza como parte essencial da arquitetura.
Na Samádi House | Powered by Denza, Carol Barreto combina bem-estar, espiritualidade e responsabilidade ambiental. Inspirado nos princípios do design biofílico, o ambiente utiliza materiais naturais como madeira, fibras, pedras e cerâmica, além de adotar o sistema construtivo light steel frame, que reduz a geração de resíduos e aumenta a eficiência da obra.
Sustentabilidade além dos ambientes
A preocupação ambiental da CASACOR São Paulo 2026 não se restringe aos projetos expostos. A mostra é atualmente a única exposição cultural do Brasil a operar sob o conceito de Lixo Zero. Todo o resíduo gerado durante o evento é desviado de aterros sanitários e destinado prioritariamente ao reaproveitamento e a iniciativas de impacto social, preservando sua função original sempre que possível. Os materiais que não podem ser reutilizados seguem para processos de transformação, retornando à cadeia produtiva na forma de novos insumos e subprodutos.
No Parque da Água Branca, as diretrizes de preservação ambiental foram ampliadas para garantir a proteção dos jardins e da fauna local. Não houve qualquer interferência nas árvores do parque, que integram o patrimônio ambiental tombado do espaço e têm seu manejo realizado exclusivamente pela concessionária responsável.
Seguindo os protocolos adotados na edição anterior, toda a vegetação utilizada na mostra foi mantida em vasos apoiados sobre o solo, sem plantio direto nos canteiros, permitindo sua remoção ao final do evento. As espécies escolhidas também obedeceram a critérios específicos, excluindo plantas tóxicas para animais ou com espinhos.
Outra medida voltada à preservação ambiental está na iluminação das áreas externas, desenvolvida pelo Estúdio Carlos Fortes. Os espaços utilizam luz com temperatura de cor de 1.800 K, em tonalidade amarelo-avermelhada, e Índice de Reprodução de Cor (IRC) superior a 90. Diferentemente da luz branca, que pode interferir no comportamento da fauna por ser interpretada como luz solar, a solução adotada busca minimizar impactos sobre os ciclos naturais dos animais que habitam o parque.
Ao reunir iniciativas de gestão ambiental, preservação do patrimônio natural e soluções inovadoras aplicadas aos ambientes, a CASACOR São Paulo 2026 demonstra como sustentabilidade, arquitetura, design e paisagismo podem caminhar juntos na construção de experiências mais responsáveis e conectadas com o futuro.
Serviço
A 39ª edição da CASACOR São Paulo será realizada até 09 de agosto, com funcionamento de terça a domingo, incluindo feriados, sempre das 11h às 22h. A entrada no Parque da Água Branca (Rua Dona Ana Pimentel, 37) é permitida até as 20h, enquanto a bilheteria presencial e o acesso à mostra funcionam até as 20h15. Em dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, os horários poderão sofrer alterações.
O acesso mais próximo para quem optar pelo transporte público é pela estação Barra Funda, da Linha 3-Vermelha do metrô. A portaria 4 do Parque da Água Branca está localizada a cerca de 10 minutos de caminhada da estação.
Os ingressos poderão ser adquiridos pela bilheteria online, pelo aplicativo oficial da CASACOR, disponível para Android e iOS, ou presencialmente na mostra. Crianças de até 10 anos não pagam mediante apresentação de documento comprobatório. Menores de 14 anos devem estar acompanhados por um responsável. Estudantes, idosos, professores e pessoas com deficiência têm direito à meia-entrada mediante comprovação.
De banheiros com cabines acessíveis a rampas e circulação livre para cadeiras de rodas, a acessibilidade segue como uma das palavras-chave da CASACOR São Paulo. Em 2025, o evento recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o Selo de Acessibilidade da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), reforçando o compromisso da mostra com uma experiência mais inclusiva e confortável para diferentes públicos.
O evento não é pet-friendly. Devido à natureza contemplativa da mostra e ao alto fluxo de visitantes, não é permitida a entrada de animais, exceto cães-guia e cães de apoio emocional.
A CASACOR São Paulo 2026 tem apoio da Lei Rouanet e Vale+ Cultura, com Patrocínio Master Deca; Patrocínio Coral; Patrocínio Local Duratex, Brastemp e Mercado Livre; Banco Oficial Itaú; Carro Oficial Denza; Patrocinio Local TIM, Apoio Local Portinari; Escola Oficial Senac; Parceira de Reparos e Manutenção Porto Serviço; Café Oficial Orfeu; Fornecedor Oficial SABESP; Cerveja Oficial Stella Artois; Media Partner Eletromidia; e Hospedagem Oficial Noon. Realização Editora Globo e Ministério da Cultura.
Sobre a CASACOR
A CASACOR São Paulo é a mais completa plataforma cultural de arquitetura, paisagismo e design de interiores das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas, e em 2026 chega à sua 39ª edição em São Paulo, no Parque da Água Branca.
A noite da última terça-feira (16) foi marcada por emoção, afeto e celebração na abertura da exposição Galeno, o mistério do simples, na Caixa Cultural Brasília. Familiares, amigos, artistas, colecionadores, representantes da cena cultural e admiradores da obra de Francisco Galeno se reuniram para homenagear um dos maiores nomes da arte contemporânea brasileira, pouco mais de um ano após sua partida.
A mostra, idealizada pela Referência Galeria de Arte, nasceu ainda com a participação ativa do artista, que acompanhou o desenvolvimento do projeto e escolheu pessoalmente o amigo e renomado curador Paulo Herkenhoff para assinar a curadoria. O resultado é uma exposição que transcende o caráter retrospectivo e se transforma em uma grande celebração de sua trajetória, de sua sensibilidade e da profunda conexão que construiu com o Brasil, suas memórias e sua cultura popular.
Com mais de 120 obras e objetos, a exposição apresenta um amplo panorama da produção de Galeno, reunindo pinturas, esculturas, gravuras, documentos, fotografias, objetos pessoais e obras emblemáticas que atravessam diferentes momentos de sua carreira. O público também pode conhecer aspectos íntimos da vida do artista, suas referências afetivas, sua relação com Brazlândia, com o Piauí e com o Botafogo, time que acompanhou apaixonadamente ao longo da vida.
Durante a abertura, a presença da família deu um tom ainda mais especial ao encontro, que começou com uma apresentação do filho Diego Galeno ao violão. Entre abraços, lembranças e reencontros, amigos e admiradores celebraram o legado de um artista que transformou a simplicidade em poesia visual e construiu uma obra reconhecida pela autenticidade, pela alegria das cores e pela capacidade de dialogar com diferentes gerações.
A exposição permanece aberta ao público até o dia 4 de outubro e ocupa todos os espaços expositivos da Caixa Cultural Brasília. Considerada a maior mostra já realizada sobre Francisco Galeno, a iniciativa reafirma a relevância de sua produção para a arte brasileira contemporânea e mantém viva a memória de um criador que fez da imaginação, da cultura popular e das experiências cotidianas matéria-prima para uma obra singular.
Após a temporada na capital federal, Galeno, o mistério do simples seguirá em itinerância para a Caixa Cultural São Paulo e, posteriormente, para a Caixa Cultural Rio de Janeiro, ampliando o alcance de uma homenagem à altura da importância de Francisco Galeno para a arte brasileira.
Promovido pela Mirante Incorporadora, talk reunirá os arquitetos Alan Chu e Eduardo Sainz no próximo sábado (20/6) para discutir os impactos das transformações sociais nas formas de morar
Brasília recebe, no próximo sábado (20/6), o talk “A Arte de Habitar”, iniciativa da incorporadora Mirante que reúne os arquitetos Alan Chu e Eduardo Sainz para discutir como as mudanças de comportamento da sociedade estão transformando a forma de projetar, construir e viver os espaços urbanos. O evento será realizado na Casa Mirante, em Águas Claras, a partir das 9h.
Segundo avalia Jamil Lessa, sócio-fundador da Mirante, a busca por mais conforto, integração com a natureza e melhor aproveitamento dos espaços tem provocado mudanças significativas na maneira como as pessoas escolhem morar. “Essas transformações vêm influenciando não apenas projetos arquitetônicos, mas também o planejamento urbano e o desenvolvimento de novos empreendimentos imobiliários, ampliando o debate sobre o futuro das cidades e das moradias”.
É nesse contexto que o encontro propõe reunir profissionais e interessados para uma conversa sobre os desafios e as oportunidades que surgem a partir das novas formas de viver. A ideia é discutir como arquitetura e mercado imobiliário podem responder às expectativas de uma sociedade em constante transformação.
“Ter Eduard Sainz e Alan Chu como parceiros do projeto A Arte do Habitar é mais do que uma colaboração, mas um reencontro de visões. Ambos compartilham algo que está no centro do que a Mirante acredita, que a arquitetura tem o poder de reinventar a forma como nos relacionamos com as cidades e com nós mesmos. Conduzir esse tipo de reflexão com nossos clientes e parceiros é gratificante e faz parte da nossa missão”, reforça Amanda Kagami, gerente de marketing da incorporadora.
Convidados
Convidado do evento, Alan Chu é arquiteto e urbanista formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie. Entre 2010 e 2022, integrou a equipe do renomado arquiteto Isay Weinfeld, período em que participou de projetos de relevância internacional no Brasil, Estados Unidos e Europa. Atualmente, comanda seu próprio estúdio de arquitetura em Brasília e é reconhecido por uma produção marcada pela diversidade estética, pela precisão técnica e pela atenção às características de cada projeto e de seus usuários.
A mediação da conversa será conduzida por Eduardo Sainz, arquiteto, investidor imobiliário e sócio fundador da Sainz Arquitetura. Mestre em Tecnologia, Administração e Gerência da Construção, Sainz reúne experiência em arquitetura, construção e desenvolvimento imobiliário, atuando em projetos reconhecidos nacional e internacionalmente e contribuindo para discussões sobre inovação e qualidade na arquitetura contemporânea.
Mais do que uma discussão sobre edifícios e empreendimentos, o talk “A Arte de Habitar” busca ampliar o olhar sobre o papel da arquitetura na promoção de qualidade de vida e sobre a necessidade de criar cidades e espaços capazes de acompanhar as transformações do modo de viver contemporâneo.
A Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles, em Brasília, está com inscrições abertas para a seleção de estandartes que irão compor uma exposição dedicada à história e à memória do Carnaval brasiliense. A mostra ficará em cartaz entre os meses de julho e setembro de 2026, na sede da instituição, localizada na EQS 506/507, W3 Sul, em Brasília-DF.
A iniciativa tem como objetivo reunir símbolos que ajudaram a construir a identidade dos blocos de rua e Escolas de Samba da capital federal, valorizando a trajetória do Carnaval de Brasília e o trabalho desenvolvido por carnavalescos e carnavalescas ao longo dos anos.
Os estandartes selecionados serão apresentados ao público acompanhados de QR Codes que darão acesso a playlists com clássicos, marchinhas e hinos dos respectivos blocos. A proposta busca proporcionar uma experiência interativa, conectando elementos visuais, sonoros e históricos da folia brasiliense.
De acordo com a organização, a exposição pretende fortalecer a preservação da memória cultural da cidade por meio da participação ativa dos blocos e de seus representantes. A ação também reforça o reconhecimento do Carnaval como manifestação cultural fundamental para a identidade e a diversidade de Brasília.
Para participar da seleção, os interessados devem enviar uma fotografia do estandarte e o link da playlist do bloco para o e-mail bdb@institutoincluir.com.braté o dia 30 de junho de 2026. No campo assunto da mensagem, deve constar a identificação “EXPOSIÇÃO DE ESTANDARTES”.
A participação é gratuita. A organização informa que não haverá cobrança de taxa de inscrição nem pagamento de cachê pela participação dos estandartes selecionados. O resultado da seleção será divulgado em 7 de julho de 2026, pelo perfil oficial da @bdbcultural no Instagram.
“É uma oportunidade para a comunidade carnavalesca ocupar o espaço cultural com as cores, histórias e sons que fazem parte da tradição do Carnaval de Brasília, contribuindo para a valorização e a difusão desse importante patrimônio cultural da cidade”, ressalta a coordenadora cultural da Biblioteca Demonstrativa, Marina Mara.
Para participar e ficar por dentro da programação cultural da Biblioteca Demonstrativa, acompanhe as redes sociais da @bdbcultural no Instagram, Facebook e YouTube.
Sobre a programação cultural da BDB
A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970 e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal. Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, buscando sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
O Ministério de Assuntos Exteriores, União Europeia e Cooperação da Espanha, por meio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), das Embaixadas da Espanha no Brasil e no México, organizam com o Museu Nacional Thyssen-Bornemisza da Espanha a exposição “O Thyssen está de visita”.
Por meio da reprodução e exibição de cinquenta obras do acervo do Museu Nacional Thyssen-Bornemisza em espaços públicos do Brasil (etapas em Brasília e São Paulo) e do México, esta iniciativa aproxima a arte do cotidiano das pessoas e reafirma o valor da cultura como ferramenta de coesão social, educação e participação.
A realização simultânea desta exposição no Brasil e no México durante 2026, ano em que a Espanha sediará a 30ª Cúpula Ibero-Americana em Madri, ressalta uma dimensão particularmente relevante do projeto ibero-americano, bem como o compromisso compartilhado neste espaço comum com uma cultura acessível e inclusiva que dialogue com os cidadãos. A escolha de dois países com a relevância e a diversidade do Brasil e do México simboliza a riqueza plural da Ibero-américa e reforça o papel da cooperação cultural como motor de entendimento, intercâmbio e projeção comum entre os dois lados do Atlântico.
Primeira etapa no Brasil: Brasília
“O Thyssen Está de Visita” inaugurará em sua primeira cidade, no Brasil, em Brasília, no Conjunto Cultural da República, no dia 17 de junho, às 11h, em uma cerimônia oficial com a participação de representantes das instituições parceiras locais e autoridades culturais. A exposição estará localizada na Praça do Museu Nacional da República, entre o próprio Museu e a Biblioteca Nacional, integrando-se plenamente ao coração de Brasília. A entrada será gratuita e o público poderá visitar a exposição até 26 de julho, convidando todos a descobrir a riqueza das cinquenta obras reproduzidas em um espaço aberto e acessível que celebra os laços entre a arte e a paisagem urbana modernista da capital brasileira.
Em Brasília, esta iniciativa, organizada pela AECID, pela Embaixada da Espanha no Brasil e pelo Instituto Cervantes, conta com a parceria das Secretarias de Estado de Cultura e Economia Criativa (SECEC) e de Relações Internacionais (SERINTER) do Governo do Distrito Federal, e do Museu Nacional da República, cujo apoio tem sido fundamental para o desenvolvimento deste projeto.
A proposta destaca a capacidade da cultura de construir pontes entre sociedades diversas, unidas por profundos laços históricos, linguísticos e humanos, construindo nossa comunidade como só a cultura pode fazer e projetando-a para outras partes do mundo e para o futuro.
Exposição com curadoria de Paulo Herkenhoff reúne obras produzidas ao longo de sua carreira e celebra o legado do artista um ano depois de sua morte
A CAIXA Cultural Brasília apresenta a exposição “Galeno, o mistério do simples”, do dia 16 de junho a 4 de outubro de 2026, uma grande celebração a um dos mais importantes artistas visuais brasileiros contemporâneos, a ser realizada um ano após sua partida precoce, em 2 de junho de 2025. A curadoria de Paulo Herkenhoff foi uma escolha do artista, ainda durante o processo de criação da exposição, e a coordenação geral está a cargo da Referência Galeria de Arte.
A mostra apresenta um amplo panorama da trajetória de Galeno, por meio de pinturas, esculturas em madeira, gravuras, objetos de diferentes dimensões, obras produzidas no início da carreira do artista até as mais recentes, entre elas três do acervo do MAB- Museu de Arte de Brasília e o documentário “Galeno, Curumim Arteiro”, do cineasta Marcelo Diaz.
A exposição propõe uma imersão no universo poético do artista, com fotos, matérias de jornais, objetos pessoais e sua forte relação com o futebol, em especial o Botafogo- time do coração do artista-, como forma de valorizar a memória, da infância, da cultura popular brasileira e das experiências afetivas que atravessaram a produção de Galeno. Entre as obras, destacam-se o mural da Igrejinha da 308 sul e o calçadão de Brazlândia, espaços já incorporados ao cotidiano e à paisagem urbana de quem vive no Distrito Federal.
Em um trecho da apresentação, o curador Paulo Herkenhoff pontua: “Francisco Galeno se escreve com S de Simples, como no título de sua exposição ‘O Mistério do Simples’”, estabelecendo conexões entre a modernidade, a artesania e os códigos da arte popular brasileira, revelando a potência estética presente nos gestos cotidianos e nos materiais simples transformados pela imaginação do artista. “Galeno se comunicava diariamente com um grupo de pessoas amigas, do qual tive o prazer de fazer parte, com textos e fotos do seu entorno. Tinha orgulho de vir de uma família simples do Piauí”, afirma Herkenfoff, que acrescenta que o grande orgulho do artista era a família e as conquistas de seus filhos e netos. “Ele foi um menino candanguinho, que escolheu viver em Brazlândia”, finaliza Paulo.
Segundo Onice Moraes de Oliveira, da Referência Galeria de Arte, responsável pela coordenação geral da mostra, o título escolhido pelo curador traduz a essência da obra do artista. “A obra dele é simples, colorida, alegre, transmitindo autenticidade e verdade. O projeto, que era para ser uma retrospectiva da vida dele, depois de sua morte, passou a ser uma celebração”, afirma ela, que faz questão de ressaltar o fascínio que as obras de Galeno despertam nas pessoas. “A simplicidade da obra do Galeno é tão querida e tão desejada que passa a ser um mistério”.
Para João Francisco de Andrade Galeno, filho do artista, a exposição tem um significado profundamente emocional e simbólico. “A exposição individual do meu pai na Caixa Cultural é algo que nós vínhamos conversando e tentando realizar há alguns anos. Infelizmente, ele não estará aqui para viver esse momento da forma como gostaríamos, mas sabemos que continuará presente através das suas obras, da sua história e das memórias que deixou em cada pessoa que teve a oportunidade de conhecê-lo e admirar sua arte”, afirma.
João destaca ainda o caráter de legado da mostra. “Para nossa família, é um momento muito especial e emocionante, principalmente por ver seu trabalho ocupando um espaço tão importante para a cultura brasileira. Tenho certeza de que essa exposição será também uma forma de manter vivo todo o legado que ele construiu ao longo da vida. Mais do que uma exposição, esse momento representa o reconhecimento de toda uma trajetória dedicada à arte.”
Sobre Galeno
Nascido no dia 13 de maio de 1956 na Parnaíba (PI)- ondemanteve um ateliê ao longo da vida-, e criado em Brazlândia, Galeno construiu uma obra profundamente atravessada por suas origens e pelas experiências vividas entre o Nordeste e o Cerrado brasileiro. Seu olhar curioso e afetuoso para as manifestações culturais, os brinquedos populares, os objetos cotidianos e a história da arte consolidou uma produção singular, reconhecida nacional e internacionalmente.
Considerado um dos principais nomes das artes visuais no Brasil, Galeno participou recentemente da 14ª Bienal do Mercosul, da exposição “Brasília, Arte da Democracia” e realizou a individual “O Piauí é aqui – o Piauí não é aqui”, na Galeria Galatea. Em 2025, sua obra “As Quatro Estações” passou a integrar o acervo do Palácio do Planalto.
Sobre Paulo Herkenhoff
Um dos mais importantes curadores e críticos de arte da América Latina, responsável por projetos fundamentais para a compreensão histórica da arte brasileira contemporânea, como o Pavilhão Brasileiro da 47ª Bienal de Veneza e a histórica 24ª Bienal de São Paulo, conhecida como “Bienal Antropofágica”. Herkenhoff destaca ainda que “pensá-lo como um artista ingênuo ou apenas ‘popular’ é um equívoco”, ressaltando a sofisticação formal e conceitual presente na obra do artista. “Galeno produziu uma geometria sensível, construída entre a cultura popular brasileira, a memória afetiva e a experiência contemporânea”, afirma ele.
Referência Galeria de Arte
Ao longo de trinta anos de atividades como uma das principais galerias de arte em Brasília, a Referência atua destacadamente no cenário cultural de Brasília, promovendo e divulgando a produção de artistas locais, nacionais e internacionais, contribuindo para a integração da capital federal no circuito artístico brasileiro.
A Referência Galeria de Arte sempre manteve uma importante relação institucional com Galeno, levando suas obras para espaços como Caixa Cultural, Museu dos Correios e relevantes feiras do segmento como SP Arte e ArtRio. Além disso, realizou exposições marcantes na galeria, como “Arte por Engano” e “Meu Galeno”- esta última, uma homenagem ao artista que traduz o desejo dos amantes das artes de possuir uma obra de Galeno.
“Galeno, o mistério do simples” reafirma a força de uma obra que transformou memória, matéria e imaginação em linguagem artística, celebrando o legado de um criador que soube revelar, na simplicidade, uma profunda dimensão poética do Brasil. Depois de Brasília, a mostra segue para Caixa Cultural São Paulo (6/11/26 a 7/02/2027) e Rio de Janeiro (26/10/27 a 13/02/28).
SERVIÇO
Exposição: Galeno, o mistério do simples Período: 16 de junho a 4 de outubro
Horário: De terça a domingo, das 9h às 21h Local: CAIXA Cultural Brasília Curadoria: Paulo Herkenhoff Coordenação geral: Referência Galeria de Arte
Evento gratuito reúne a curadora Elma Sousa, a influenciadora Gigi Barreto e o escritor André Carvalhal em encontros que exploram os impactos do design na vida cotidiana
Brasília respira design o ano inteiro. Mas, no mês de junho, a cidade vira palco oficial da criatividade. De 8 a 14 de junho, o Brasília Design Week 26 ocupa o Memorial dos Povos Indígenas com uma programação que conecta arquitetura, arte, inovação e economia criativa por meio de experiências espalhadas por diferentes pontos da capital — e o Brasília Shopping não poderia ficar de fora desse circuito.
Patrocinador da edição deste ano, o shopping recebe dois dias de talks gratuitos no Teatro Brasília Shopping, reunindo nomes que transformam memória, comportamento e afeto em linguagem criativa. No dia 10 de junho, às 19h, a curadora Elma Sousa, do Galpão Design, conduz o encontro Entre Tempos: cidade, design e memória, ao lado das artistas responsáveis pelo mobiliário autoral criado para os espaços de convivência do Brasília Shopping.
Idealizado pelo shopping em parceria com a Galpão — A Casa do Design Brasileiro, o projeto convidou cinco designers mulheres de Brasília a desenvolver peças inéditas inspiradas na arquitetura modernista da capital, na obra de Ruy Ohtake e nos símbolos urbanos que moldam a identidade da cidade. Indo além do processo criativo do mobiliário, o talk propõe uma reflexão sobre o design como ferramenta de memória, pertencimento e conexão entre tempos, pessoas e espaços. A programação inclui ainda a apresentação do videocast Entretempos, que mostra os bastidores da criação das peças.
Já no dia 11, a conversa começa às 17h com Gigi Barreto, do perfil @casavidacenário, em um bate-papo sobre arquitetura afetiva, aquela que transforma espaços em extensão das histórias que vivemos neles. Mais tarde, às 19h, André Carvalhal sobe ao palco para falar sobre macrotendências, comportamento e futuros possíveis, além de lançar o livro A Alegria em Ficar de Fora.
Todas as atividades são gratuitas, com inscrições pelo app do Brasília Shopping. Um convite para enxergar o design por novos ângulos: mais criativos, mais inovadores e, acima de tudo, mais humanos.
SERVIÇO
Brasília Design Week no Brasília Shopping
Talk | Entre Tempos: cidade, design e memória Data: 10 de junho (quarta-feira) Horário: 19h Local: Teatro Brasília Shopping
Talk | Arquitetura Afetiva, com Gigi Barreto (@casavidacenario) Data: 11 de junho (quinta-feira) Horário: 17h Local: Teatro Brasília Shopping
Talk e lançamento do livro “A Alegria em Ficar de Fora”, com André Carvalhal Data: 11 de junho (quinta-feira) Horário: 19h Local: Teatro Brasília Shopping
Entrada gratuita Inscrições: aplicativo do Brasília Shopping
Evento no Espaço Brasal Noroeste, no dia 30 de maio, uniu sofisticação, gastronomia portuguesa e condições especiais de negociação em torno do empreendimento Reserva Douro
A Brasal Incorporações recebeu clientes e convidados no último dia 30 de maio, para uma experiência exclusiva no Espaço Brasal Noroeste (CLNW 2/3 Lote E, Noroeste). O encontro foi realizado em torno do Reserva Douro, projeto que traduz elegância, inovação e sofisticação inspiradas na essência do Vale do Rio Douro.
A ideia foi proporcionar aos presentes uma verdadeira imersão no conceito que norteia o empreendimento. Para isso, foi oferecida uma experiência gastronômica temática inspirada em Portugal, com buffet de delícias da culinária portuguesa e degustação de doces típicos assinados pela “Com Certeza uma Casa Portuguesa”, referência na gastronomia lusitana na capital federal.
Durante o evento, os visitantes também puderam conhecer mais de perto os diferenciais do Reserva Douro, projeto que reúne 87 apartamentos (três ou quatro suítes) com metragens entre 128m² e 171m², além de coberturas duplex de 338m². Ele foi pensado para atender diferentes estilos de vida contemporâneos, valorizando conforto, convivência e bem-estar em uma proposta arquitetônica sofisticada e funcional.
O Reserva Douro chegou ao mercado reforçando o novo momento vivido pela incorporadora, que tem buscado imprimir em seus empreendimentos uma arquitetura pautada pela sofisticação, pela experiência e pelo conceito de bem viver. Além da ambientação especial e da experiência gastronômica, os convidados também tiveram acesso a condições exclusivas e diferenciadas de negociação exclusivamente no evento.
A busca por qualidade de vida, bem-estar, integração com a natureza e espaços mais flexíveis vem transformando a forma como as pessoas escolhem morar. As mudanças de comportamento observadas nos últimos anos têm provocado reflexões importantes sobre arquitetura, urbanismo e mercado imobiliário, levando profissionais e empresas a repensarem o conceito de habitar nas cidades contemporâneas.
Com o objetivo de promover esse debate, a Mirante Incorporadora realiza, no próximo dia 20 de junho, em Brasília, o encontro “A Arte de Habitar”, que reunirá dois nomes de destaque da arquitetura contemporânea brasileira, Alan Chu e Eduardo Sainz.
A proposta é discutir temas como habitação contemporânea, comportamento, arquitetura, mercado imobiliário e as novas formas de viver e ocupar os espaços urbanos. O encontro pretende ampliar a reflexão sobre como as transformações sociais têm influenciado projetos, empreendimentos e a própria relação das pessoas com suas casas e com a cidade.
Convidado do evento, Alan Chu é arquiteto e urbanista formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie. Entre 2010 e 2022, integrou a equipe do renomado arquiteto Isay Weinfeld, período em que participou de projetos de relevância internacional no Brasil, Estados Unidos e Europa. Atualmente, comanda seu próprio estúdio de arquitetura em Brasília e é reconhecido por uma produção marcada pela diversidade estética, pela precisão técnica e pela atenção às características de cada projeto e de seus usuários.
A mediação da conversa será conduzida por Eduardo Sainz, arquiteto, investidor imobiliário e sócio fundador da Sainz Arquitetura. Mestre em Tecnologia, Administração e Gerência da Construção, Sainz reúne experiência em arquitetura, construção e desenvolvimento imobiliário, atuando em projetos reconhecidos nacional e internacionalmente e contribuindo para discussões sobre inovação e qualidade na arquitetura contemporânea.
Mais do que uma conversa sobre edifícios e projetos, o encontro propõe uma reflexão sobre os desafios de projetar cidades e moradias capazes de responder às demandas de uma sociedade em constante transformação.
A Arte de Habitar
SERVIÇO
Data: 20 de junho de 2026
9h – Café da manhã 10h – Conversa com Alan Chu e Eduardo Sainz
A programação será realizada no Memorial dos Povos Indígenas e reunirá 27 expositores dedicados à moda circular, criação autoral, acessórios, arte e economia criativa
A Brasília Design Week 2026 anunciou a transferência da Varanda BDW26 para os dias 20 e 21 de junho. A decisão foi tomada em razão das chuvas registradas nos últimos dias no Distrito Federal e da previsão de instabilidade climática para o fim de semana, preservando a experiência do público, dos expositores e de todos os envolvidos na realização da feira.
Realizada em área aberta do Memorial dos Povos Indígenas, a Varanda BDW26 mantém o mesmo local e horário previstos originalmente, das 10h às 18h, reforçando a proposta de oferecer ao público um ambiente acolhedor, criativo e voltado à valorização do consumo consciente, da moda circular e da produção autoral.
Longe de diminuir a expectativa, a mudança de data amplia a oportunidade para que visitantes e expositores vivenciem a experiência em condições ainda mais favoráveis. A iniciativa integra a programação da Brasília Design Week e se consolidou como um dos espaços de encontro entre criatividade, sustentabilidade, empreendedorismo e novas formas de consumo.
A edição deste ano reunirá 27 expositores, apresentando produtos, roupas, acessórios, joias, peças exclusivas e curadorias que dialogam com os princípios da reutilização, da circularidade e da valorização de pequenos negócios criativos. Entre as marcas confirmadas estão Urbanoise Jewelry, Ateliê Adriana Borges, Armazén Purple, Deby & Dani Brechó, Maria Adélia Brechó, Caranova Brechó, Amélia Brechó Vintage, Ouse Brechó e Vinovi Brechó, além de diversos outros empreendedores que vêm fortalecendo o cenário da moda circular no Distrito Federal.
Mais do que uma feira, a Varanda BDW26 propõe uma reflexão sobre novos modelos de produção e consumo, aproximando o público de iniciativas que unem criatividade, responsabilidade ambiental e geração de renda. A programação também contribui para ampliar o diálogo entre design, moda, cultura e economia criativa, temas centrais da Brasília Design Week 2026.
A transferência da data foi construída em diálogo com os expositores participantes e reforça o compromisso da organização em realizar uma edição à altura da relevância que a Varanda conquistou dentro da programação da BDW. A expectativa é que o encontro reúna um público ainda maior nos dias 20 e 21 de junho, fortalecendo o Memorial dos Povos Indígenas como um dos principais espaços de celebração da criatividade durante o evento.
Serviço
Varanda BDW26
Nova data 20 e 21 de junho de 2026
Horário Das 10h às 18h
Local Memorial dos Povos Indígenas
Entrada gratuita
Produzido por Qu4tro Comunicação e Assessoria Estratégica