Conceito que prioriza luz natural, conforto acústico, texturas e integração com a natureza orienta novos projetos e valoriza o bem-estar no cotidiano
Mais do que estética ou funcionalidade, a forma como um espaço é percebido pelos sentidos tem ganhado protagonismo na arquitetura contemporânea. O chamado designsensorial, que propõe ambientes capazes de estimular visão, tato, audição e até o olfato, vem se consolidando como uma diretriz importante em projetos que priorizam bem-estar e experiência.
A proposta vai além do “como o espaço parece” e passa a considerar como ele é vivido no dia a dia. “O design sensorial busca projetar ambientes que sejam percebidos de forma completa, estimulando os sentidos e criando experiências. Não se trata apenas de estética, mas de como o espaço é sentido pelo usuário”, explica a gerente de projetos da Brasal Incorporações, Fernanda Souza.
Na prática, essa abordagem aparece em diferentes escalas do projeto, mas ganha destaque especialmente nas áreas comuns, que vêm sendo pensadas como extensões do morar. Espaços antes considerados complementares passam a concentrar soluções que estimulam os sentidos e promovem a permanência. Iluminação indireta e mais quente, escolha de materiais naturais, controle acústico e integração com o paisagismo ajudam a criar ambientes mais acolhedores e menos impessoais.
Piscinas, lounges, academias e áreas gourmet deixam de cumprir apenas funções específicas e passam a oferecer experiências. A presença de água, por exemplo, contribui não só visualmente, mas também pelo som, criando uma atmosfera mais relaxante. Já o paisagismo atua na qualidade do ar, no conforto térmico e na percepção de bem-estar, enquanto texturas e mobiliário com escala mais doméstica reforçam a sensação de pertencimento. “Esses espaços são pensados para favorecer acolhimento, relaxamento e convivência, estimulando diferentes sentidos de forma equilibrada”, destaca Fernanda Souza.
Em Brasília, características marcantes como o céu aberto, a luminosidade intensa e a relação com áreas naturais ampliam as possibilidades do design sensorial. Pensando nisso, a Brasal Incorporações tem investido em projetos que dialogam com esse contexto e tendem a criar uma integração mais fluida entre arquitetura e paisagem. “A valorização da luz natural e o cuidado com o paisagismo reforçam o padrão urbanístico da cidade e contribuem para experiências mais acolhedoras”, afirma.
Essa relação entre espaço construído e ambiente natural se traduz de diferentes formas na arquitetura contemporânea. Em projetos implantados pela incorporadora próximos ao Lago Paranoá, como o Reserva Orla, o desenho arquitetônico privilegia a paisagem como elemento ativo da experiência. A forma orgânica do edifício, associada a áreas comuns voltadas para o horizonte, contribui para uma percepção contínua entre interior e exterior, reforçando estímulos visuais e sensações de amplitude. “A ideia é que o projeto não apenas funcione, mas também emocione, promovendo uma experiência sensorial no cotidiano”, diz a gerente.
Já em regiões mais adensadas, como o Guará II, propostas como o Auster exploram o design sensorial a partir da ventilação, da presença de áreas abertas e da integração entre espaços. “A configuração dos ambientes favorece a circulação de ar e o uso de áreas externas, criando uma sensação de leveza e frescor que se contrapõe à densidade urbana”, explica Alessandra Nogueira, coordenadora de implantação de interiores da Brasal Incorporações..
No Noroeste, o Nexus 710 traduz essa abordagem em uma lógica voltada à convivência. “As áreas comuns são organizadas de forma integrada, com atenção à iluminação, ao conforto acústico e à disposição dos espaços, criando ambientes que incentivam o uso coletivo e tornam a permanência mais agradável no dia a dia”, conta Alessandra..
Áreas abertas e a experiência sensorial
As áreas abertas assumem papel central na construção dessa experiência, especialmente em uma cidade como Brasília, onde a relação com o exterior é parte da identidade urbana. Jardins, praças internas, decks e espaços ao ar livre são projetados para estimular diferentes sentidos de forma integrada.
A presença da vegetação contribui não apenas visualmente, mas também na melhoria do microclima e na qualidade do ar, enquanto a circulação de vento reforça o conforto térmico e a sensação de frescor. Elementos como espelhos d’água e fontes acrescentam estímulos sonoros que favorecem o relaxamento, criando ambientes mais tranquilos mesmo em áreas urbanas.
Além disso, a configuração desses espaços privilegia a convivência e o uso coletivo, com layouts mais abertos e flexíveis. Caminhos, áreas de estar e zonas de permanência são organizados para incentivar encontros espontâneos e ampliar a sensação de pertencimento. “As áreas abertas são fundamentais para conectar o morador com o ambiente e promover uma experiência mais completa, equilibrando estímulos e sensações no dia a dia”, reforça Fernanda Souza.
O conceito também se conecta diretamente à forma como os espaços são percebidos no cotidiano. Conforto térmico, controle acústico e escolha de materiais influenciam a experiência física, enquanto elementos como água, vegetação e iluminação contribuem para sensações de relaxamento. A integração com a natureza e a presença de luz natural ajudam a reduzir o estresse e promover equilíbrio.
Mais do que uma tendência, o design sensorial aponta para uma mudança na forma de projetar: uma arquitetura que considera não apenas a forma, mas a experiência. Em uma cidade marcada pela escala monumental e pela forte presença da paisagem, como Brasília, essa abordagem reforça a importância de criar espaços que dialoguem com os sentidos e com a vida cotidiana.
Pesquisa reúne exposições, palestras e ações acadêmicas para revelar a contribuição do designer para a identidade moderna de Brasília
O mobiliário que ajuda a contar a história da diplomacia brasileira e da construção da identidade moderna do país está no centro do projeto “Bernardo Figueiredo e o mobiliário moderno do Palácio Itamaraty de Brasília”, iniciativa que reúne pesquisa acadêmica, exposições e atividades formativas e que terá como culminância o lançamento de um livro dedicado ao tema.
Idealizado pelo arquiteto e pesquisador José Airton Costa Junior, o projeto investiga a obra de Bernardo Figueiredo (1934–2012), arquiteto e designer responsável por peças criadas especialmente para o interior do Palácio Itamaraty. Inaugurado em 1970 e projetado por Oscar Niemeyer, o edifício é um dos marcos da arquitetura moderna brasileira e abriga um acervo de móveis que expressa o projeto simbólico de um país que buscava afirmar sua modernidade por meio da cultura, da arte e do design.
A pesquisa resultará na publicação do livro “Mobiliário moderno do Palácio Itamaraty: a contribuição de Bernardo Figueiredo”, que apresenta um levantamento inédito das peças, acompanhado de registros fotográficos e desenhos técnicos elaborados durante o estudo. O trabalho busca compreender como os móveis desenhados nas décadas de 1950 e 1960 contribuíram para consolidar a identidade estética do edifício e para projetar internacionalmente a imagem de um Brasil moderno e industrializado.
Ao longo do projeto, diversas ações já foram realizadas para compartilhar o conteúdo da pesquisa com o público. Entre elas, a apresentação do projeto durante a Casa Cor Brasília, em setembro de 2025, em uma conversa dedicada à trajetória de Bernardo Figueiredo e ao impacto de seu trabalho no design brasileiro.
Mais recentemente, em fevereiro de 2026, o tema foi levado aos estudantes dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário de Brasília (CEUB), em uma palestra que abordou o processo de investigação, a criação da identidade visual do projeto e os caminhos que levaram à produção do livro.
Para José Airton Costa Junior, o projeto busca ampliar o reconhecimento de um legado fundamental do design brasileiro. “O Palácio Itamaraty é um ícone da arquitetura moderna brasileira, mas seu mobiliário também conta uma história importante sobre o país que se projetava naquele momento. As criações de Bernardo Figueiredo traduzem um ideal de modernidade que articula técnica, arte e identidade nacional”, afirma.
Segundo o pesquisador, revisitar esse acervo também significa refletir sobre preservação e memória cultural.“Estudar essas peças foi uma forma de escutar o tempo e compreender como o design participa da construção simbólica do Brasil. O livro nasce desse desejo de registrar e compartilhar um patrimônio que ainda está presente nos espaços do Itamaraty e que precisa ser conhecido pelas novas gerações.”
O projeto integra o grupo de pesquisa Cidades Possíveis (CIPO/FAU-UnB) e foi viabilizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), com apoio de instituições acadêmicas, pesquisadores e do Acervo Bernardo Figueiredo.
O lançamento do livro marcará o encerramento das atividades do projeto e reunirá pesquisadores, profissionais do design, da arquitetura e interessados na história cultural de Brasília.
Segundo analistas, usar a arquitetura brasiliense como cenário para sonhos grandiosos é uma forma de conectar o lançamento global do veículo ao Brasil, que será o país de produção, é uma forma de se valer do marketing para celebrar ambições locais e nacionais para alcançar níveis internacionais.
Mais uma vez, Brasília vira cenário para gravação de campanha publicitária cinematográfica de uma empresa internacional. Depois da Nokia (2007) e da perfumaria Kenzo (2015), agora é a vez da montadora Renault escolher o Brasil para revelar globalmente seu novo SUV médio Boreal e para tanto um vídeo futurista que mistura arquitetura, sonhos e proporções surreais, em Brasília. A campanha traz a temática Para sonhar grande (“no one dreams small”), mostrando o carro em ambientes urbanos modernos, como a Ponte JK, o Estádio Mané Garrincha e o Túnel Rei Pelé.
Sobre grandes comerciais tendo Brasília como cenário, leia:
O filme da Publicis Conseil, uma produtora internacional com sede em Paris, também se vale do complexo de viadutos que interliga as vias W.3 Norte e Sul. Ele mostra um arquiteto dirigindo o veículo por um mundo onde prédios ganham dimensões impossíveis, até ele acordar e perceber que só o carro permanece real. Na verdade, a criatividade sem limites de Oscar Niemeyer já demonstrou há décadas a falta de limites e que inexiste limites para o traço arquitetônico.
No vídeo, com recursos de computação gráfica, do miolo das tesourinhas da interligação da W.3, surgem edificações futuristas. A proposta pode trazer o traço da arquitetura High-Tech, mas briga com o conceito urbanístico de Lúcio Costa, que projetou grandes espaços verdes na cidade.
De 16 a 21 de março de 2026, o Palais d’Iéna, sede do Conselho Econômico, Social e Ambiental da França (CESE), recebe a exposição Brasília — Da Utopia à Capital, sob curadoria de Danielle Athayde. Uma das mais relevantes e completas mostras internacionais dedicadas à história, à arquitetura e à dimensão simbólica da capital do Brasil será exibida em curta temporada no icônico Palais d’Iéna.
A exposição, que conta com apoio institucional da Embratur, apresenta as ideias, os personagens e os percursos históricos que levaram à criação de Brasília, inaugurada em 1960, e que a transformaram numa síntese emblemática do pensamento modernista brasileiro. Concebida como uma obra de arte completa, a nova capital representou uma etapa decisiva do processo deinteriorização do poder público no país, até então concentrado no litoral atlântico, e tornou-se um dos mais importantes experimentos urbanos do século XX.
O projeto, que conta com o apoio institucional da Embratur, é composto por um acervo de cerca de 300 obras de arte e documentos históricos, a mostra reúne maquetes de edifícios icônicos projetados por Oscar Niemeyer; desenhos e a maquete fotográfica do plano piloto de Lucio Costa; esculturas de Maria Martins, Bruno Giorgi e Alfredo Ceschiatti; além de fotografias históricas de Marcel Gautherot, Peter Scheier, Jean Manzon, Mário Fontenelle e Orlando Brito, entre outros nomes centrais do modernismo brasileiro.
O conjunto estabelece um diálogo com o pensamento moderno internacional, especialmente com os princípios de Le Corbusier, fundamentais para a concepção urbanística de Brasília; e com a obra de Auguste Perret, referência no uso estrutural e expressivo do concreto armado. Entre os destaques, uma curiosidade rara: o perfume Brasília nº 1, idealizado por Madame Tommaso, fundadora da Carven, Paris, em homenagem à nova capital do Brasil.
As obras provêm de importantes coleções públicas e privadas, como o Instituto Moreira Salles, o Arquivo Público do Distrito Federal e a Coleção Brasília — Acervo Izolete e Domício Pereira.
Uma epopeia modernista
A transferência da capital do Brasil para o Planalto Central, no início da década de 1960, desencadeou um amplo movimento social e simbólico. Milhares de trabalhadores, sobretudo vindos do Nordeste brasileiro, deslocaram-se para o centro do país movidos pelo desejo de participar da construção de uma nova cidade, sede do governo federal.
O cerrado brasileiro, bioma de horizonte infinito e terra vermelha, transformou-se num gigantesco canteiro de obras. Núcleos provisórios como a Cidade Livre chegaram a abrigar mais de 30 mil trabalhadores, os chamados candangos, responsáveis por erguer Brasília em apenas 3 anos e 10 meses.
Esses trabalhadores, em grande parte oriundos das camadas populares, dominaram in loco as técnicas do concreto aparente, material-símbolo do modernismo brasileiro, cuja execução não admite erros nem retoques. Ao contemplar hoje as curvas perfeitas do Plano Piloto, os pilares do Palácio da Alvorada e os arcos monumentais do Palácio do Itamaraty, observa-se também a excelência artesanal dos candangos, protagonistas anônimos dessa epopeia urbana.
O Plano Piloto
Um dos destaques da exposição é a grande maquete de Brasília de autoria do arquiteto Antônio José de Oliveira, concebida especialmente para esta exposição a partir de imagens de satélite em alta resolução. Com 6 m x 4,80 m na escala 1:3500, a maquete apresenta a área delimitada pelo Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, a Torre de TV Digital, a Barragem do Lago Paranoá e a Rodoviária do Plano Piloto, permitindo ao público uma leitura clara e didática da concepção urbanística de Lucio Costa.
Arte, arquitetura e comissionamentos
Brasília foi pensada como um verdadeiro museu a céu aberto. Durante sua construção, um grupo de artistas foi especialmente comissionado para integrar arte e arquitetura, entre os quais:
Athos Bulcão, com painéis de azulejos e fachadas emblemáticas;
Marianne Peretti, autora dos vitrais da Catedral Metropolitana;
Alfredo Ceschiatti, escultor dos anjos da Catedral;
Roberto Burle Marx, responsável pelos principais projetos paisagísticos da cidade.
Algumas dessas obras e estudos são exibidas em Paris pela primeira vez, incluindo peças raras da Coleção Brasília — Acervo Izolete e Domício Pereira, como, por exemplo, o estudo para a escultura O Rito do Ritmo, de Maria Martins, primeira escultura pública da capital, instalada no Palácio da Alvorada; e obras emblemáticas de Bruno Giorgi, como Catavento, precursora da escultura Meteoro, localizada no espelho d’água do Palácio Itamaraty, e Os Guerreiros, símbolo de identidade dos candangos.
Coleção Brasília — Acervo Izolete e Domício Pereira
Formado por dois pioneiros que residiram em Brasília desde 1959, o Acervo Izolete e Domício Pereira, cuja marca é assinada pelo urbanista Lucio Costa, autor do Plano Piloto de Brasília, constitui um conjunto único de obras, documentos e objetos ligados à fundação da capital e ao Brasil, desde seu descobrimento. O acervo é gerido pelo historiador Cláudio Pereira.
O casal atuou diretamente no Governo Federal e na Novacap, empresa responsável pela construção da cidade, reunindo um patrimônio artístico e histórico singular da estética modernista brasileira dos anos 1950 e 1960.
Curadoria e produção contemporânea
Além do núcleo histórico, a curadoria de Danielle Athayde propõe um diálogo com a produção contemporânea, com obras comissionadas de artistas como Alex Flemming, Naura Timm, Carlos Bracher, Darlan Rosa, Sanagê, Tarciso Viriato, Júlia dos Santos Baptista, Lui Rodrigues, José Maciel, Pedro Alvim e Paris Bogéa, que refletem sobre a permanência simbólica, social e política de Brasília no imaginário brasileiro.
A exposição — resultado de extensa pesquisa internacional realizada pela curadora na Fundação Ortega y Gasset, em Madri — já circulou por 15 capitais internacionais, incluindo Buenos Aires, Nova Delhi, Lisboa, Berlim, Londres, Moscou e Roma, tendo sidovista por mais de 400 mil pessoas.
Mostra de Cinema Brasília Viva
19 a 20 de março de 2026 | Maison du Brésil – Paris | Entrada gratuita
A programação inclui uma mostra de documentários de média e longa-metragem com a temática Brasília, hoje o terceiro maior polo audiovisual do Brasil e sede do tradicional Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Os filmes abordam temas como a fundação da cidade, a trajetória de Juscelino Kubitschek e acontecimentos políticos recentes que marcaram a história contemporânea do país
VIK MUNIZ — ARTE NO CAOS
19/03/2026 – 19h
Direção: Jimi Figueiredo
Duração: 40 minutos
2023
Sinopse:
Vik Muniz, artista plástico brasileiro consagrado internacionalmente, enfrenta um desafio: construir uma obra a partir dos destroços dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Vidros quebrados, bombas de gás lacrimogêneo e muita paciência e criatividade nos levam a refletir sobre a importância da construção e reconstrução de uma democracia.
JK, O FUTURO CHAMADO AO PRESENTE
20/03/2026 – 19h
Direção: Fábio Chateaubriand
Duração: 90 minutos
2024
Sinopse:
Documentário pop em ritmo de podcast que narra a história de Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil e fundador de Brasília, desde seu nascimento até sua morte trágica — e jamais esclarecida. É um pedaço da história do Brasil, cujos ecos ainda reverberam pelo país.
Conferências no Palais d’Iéna
Arquiteturas Utópicas de Auguste Perret e Oscar Niemeyer
18/03/2026 – 10h às 12h
Conferência dedicada à análise comparada de dois grandes mestres da arquitetura moderna, refletindo sobre suas contribuições estéticas, técnicas e simbólicas para a construção das cidades do século XX.
Catálogo Digital
A exposição conta com um catálogo digital bilíngue (francês-português) que reúne textos, imagens e extenso memorial documental, disponível para download em
A Referência Galeria apresenta, a partir de 21 de março de 2026, a exposição “Habitar o Interlúdio”, nova mostra do fotógrafo Fred Lamego, com curadoria de Léo Tavares.
Com 37 fotografias inéditas, a exposição convida o público a vivenciar uma experiência de contemplação e introspecção, explorando o diálogo entre tempo, espaço e paisagem. Produzidas nos últimos três anos — com algumas imagens desde 2016 —, as fotografias foram realizadas em cidades e paisagens do Brasil e do mundo, incluindo Macapá, Tóquio, Jerusalém, Abu Dhabi, Montreal, Nova Déli, Três Marias, Fátima e Aparecida.
Mais do que registros documentais, as imagens revelam atmosferas poéticas e sensoriais, nas quais a presença humana é sugerida, mas não aparece, permitindo ao espectador mergulhar em cada composição. “Em tempos estranhos e incertos no mundo, ‘Habitar o Interlúdio’ é uma investigação visual e multicultural sobre a capacidade humana de encontrar abrigo no silêncio”, afirma Fred Lamego.
A curadoria de Léo Tavares destaca a força do trabalho na criação de uma experiência cronotópica, em que tempo e espaço se entrelaçam: “De Macapá a Tóquio, atravessamos territórios de introspecção, onde cada composição insinua uma fresta no tempo que nos permite respirar”, explica Tavares.
Em um contexto de aceleração cotidiana, a exposição propõe ao visitante desacelerar, perceber a pausa e experimentar a observação da fotografia como um exercício meditativo. “Habitar um interlúdio” é escolher a pausa. É treinar o olhar para o que é perene, em vez do que é efêmero”, complementa Fred Lamego.
Serviço
Exposição: Habitar o Interlúdio
Artista: Fred Lamego Curadoria: Léo Tavares Abertura: 21 de março de 2026 Período de visitação: 21 de março a 9 de maio
Local: Referência Galeria – CLN 202 bloco B loja 11 (subsolo), Asa Norte Horário:Segunda a sexta 10h às 19h | Sábados 10h às 14h Entrada: Gratuita Informações:@referenciagaleria
Em março, o Casapark Prime, programa de relacionamento do Casapark, retoma os encontros com especialistas de diferentes áreas do conhecimento voltados para arquitetos e designers de interiores. No dia 18 de março, às 18h30, no Espaço Casa, acontece o Casapark Prime Talk“Quando a casa ajuda a dormir”. Realizado em parceria com o a Atlas Colchões, o evento reúne profissionais da saúde, arquitetura e bem-estar para discutir como o ambiente doméstico pode influenciar a qualidade do sono e contribuir para uma vida mais saudável. Participam do encontro Aliciane Mota, Carolina Colaço, Cristiane Coelho, Danuska Tokarski, Giovanna Leal, Ruan Braga e Sérgio Leite.
Voltado principalmente para arquitetos e designers de interiores, o evento também é aberto ao público interessado no tema, mediante inscrição prévia e sujeito à disponibilidade de vagas. A entrada é gratuita e o espaço tem capacidade para 200 pessoas. As inscrições são feitas pelo Sympla https://www.sympla.com.br/evento/casapark-prime-talks-quando-a-casa-ajuda-a-dormir/3340940. Para acompanhar a programação completa, acesse @casaparkprime e @casapark.
A conversa reúne profissionais de diferentes áreas que pesquisam e atuam diretamente com o tema. Participam a otorrinolaringologista Dra. Aliciane Mota, especialista em medicina do sono; a neurologista e médica do sono Carolina Colaço, professora de Neurologia da Universidade Católica de Brasília; a psicóloga Danuska Tokarski, certificada em Psicologia do Sono pela Academia Brasileira do Sono; e o fisioterapeuta Sérgio Leite, doutor em Ciências Médicas pela UnB. Também participam da conversa a empresária Cristiane Coelho, CEO da Atlas Colchões, com mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de soluções voltadas ao descanso e ao bem-estar, e os arquitetos Giovanna Leal, do escritório GL Arquitetos, e Ruan Braga, à frente do Studio Ruan Braga, que trarão a perspectiva da arquitetura e do design de interiores na construção de ambientes que favoreçam o descanso.
A arquitetura e a ciência do sono têm se mostrado aliadas fundamentais na promoção do bem-estar e da qualidade de vida. O modo como os ambientes domésticos são concebidos — considerando aspectos como iluminação, ventilação, escolha de materiais e organização dos espaços — pode influenciar diretamente a qualidade do descanso e a recuperação do corpo e da mente. Ao integrar princípios da arquitetura com o conhecimento científico sobre o sono, é possível projetar casas que favoreçam rotinas mais saudáveis e contribuam para noites verdadeiramente reparadoras
O talk “Quando a casa ajuda a dormir”acontece durante a Semana do Sono, promovida pela Associação Brasileira do Sono (ABS). O evento tem como objetivo levar à população informações qualificadas, novidades e as pesquisas mais recentes sobre a saúde do sono. Com o lema “Durma bem: viva melhor”, a Semana do Sono é realizada em diversos estados do Brasil.
Sobre os participantes
Aliciane Mota – Médica formada pela UFC, com especialização em Otorrinolaringologia pela USP–Bauru. Possui título de especialista em Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial pela ABORL e formação em Medicina do Sono pela ABORL e pelo Instituto do Sono para adultos, crianças e adolescentes. É membra titular da ABORL, da IAPO (Interamerican Association of Pediatric Otorhinolaryngology) e da Sociedade Brasileira do Sono.
Carolina Colaço – Neurologista formada pela UFPR, médica do sono pela USP de São Paulo, membra titular da Academia Brasileira do Sono e professora de Neurologia da Universidade Católica de Brasília.
Cristiane Coelho – Empresária e CEO da Atlas Colchões, com mais de 30 anos de experiência no segmento. Lidera a pesquisa e o desenvolvimento de colchões e acessórios da marca, unindo tecnologia, inovação e princípios da medicina do sono para promover mais saúde e bem-estar.
Danuska Tokarski – Psicóloga pela Universidade de Brasília (UnB), certificada em Psicologia do Sono pela Academia Brasileira do Sono (ABS) e pela Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP). É membro da Sociedade Brasileira do Sono, secretária da ABS-DF nos biênios 2022/23 e 2024/25, e possui formação em EMDR pelo IABAPT.
Giovanna Leal – Arquiteta à frente do escritório GL Arquitetos, onde desenvolve projetos residenciais de alto padrão com abordagem autoral, unindo sofisticação, funcionalidade e a experiência do morar. Atua também como mentora de arquitetos, compartilhando processos e estratégias de gestão para escritórios de arquitetura.
Ruan Braga – Arquiteto com mais de 20 anos de trajetória dedicada à arquitetura de alto padrão e fundador do Studio Ruan Braga. O escritório reúne um portfólio de projetos residenciais e comerciais marcados pelo equilíbrio entre estética e funcionalidade, com foco na escuta dos hábitos e da dinâmica de quem vive os espaços.
Sergio Leite é fisioterapeuta formado pela UFRN, especialista em Fisioterapia Respiratória pela UnB, mestre em Ciências da Saúde pela UnB e doutor em Ciências Médicas pela mesma instituição. É também diretor da empresa Complemento SleepCare.
Serviço:
Casapark Prime Talks | “Quando a casa ajuda a dormir”
Projeto do Club House do Fazenda da Matta, assinado pelo escritório Denise Zuba Arquitetos, traduz uma arquitetura que privilegia integração com o Cerrado, grandes planos de vidro, materiais naturais e linhas horizontais. A composição valoriza luz natural, ventilação cruzada e continuidade entre interior e paisagem, marcas recorrentes da linguagem do escritório, foto divulgação
Mãe e filha conduzem, a partir de Brasília, um escritório que se tornou referência em arquitetura autoral aplicada ao mercado imobiliário de alto padrão.
No Dia Internacional da Mulher, o mercado imobiliário de alto padrão volta os olhos para a trajetória das arquitetas DeniseZuba e Juliana Zuba. À frente do escritório Denise Zuba Arquitetos, mãe e filha consolidaram uma atuação que combina arquitetura autoral, gestão empresarial e leitura estratégica do setor. O caso evidencia uma mudança gradual no perfil de liderança em projetos imobiliários complexos, historicamente dominados por homens.
Nos últimos anos, o mercado imobiliário brasileiro de alto padrão passou por uma transformação relevante. O foco deixou de estar apenas na metragem ou no padrão construtivo e passou a incorporar atributos como bem-estar, integração com a natureza e experiências de moradia. Esse movimento acompanha tendências globais de segunda residência, longevidade ativa e busca por ambientes de menor densidade urbana.
Nesse cenário, o papel da arquitetura ganhou peso estratégico. Escritórios passaram a atuar não apenas como projetistas, mas como agentes de curadoria estética e funcional dos empreendimentos. A valorização de projetos autorais e de profissionais com linguagem arquitetônica reconhecida tornou-se um diferencial competitivo para incorporadoras e investidores.
A história profissional de Denise Zuba se desenvolveu em paralelo à expansão do mercado imobiliário no Centro-Oeste nas últimas décadas. Ao estruturar o escritório, a arquiteta construiu uma reputação baseada em projetos residenciais e institucionais voltados ao alto padrão.
A entrada de Juliana Zuba representou uma continuidade geracional e também uma ampliação estratégica da atuação do escritório. A nova fase passou a incorporar leituras contemporâneas sobre estilo de vida, sustentabilidade e desenho urbano.
Segundo Denise Zuba, a evolução da arquitetura acompanha mudanças sociais mais amplas. “Nossa trajetória acompanhou a transformação do modo de morar. Hoje as pessoas buscam mais qualidade de vida, integração com a natureza e espaços que representem seus valores”, afirma.
Nos projetos recentes assinados pelo escritório, elementos como paisagismo integrado, ventilação natural, iluminação e convivência comunitária passaram a ocupar papel central. A arquitetura deixa de ser apenas uma solução estética para se tornar parte da experiência cotidiana do morador.
Essa abordagem se conecta à valorização de empreendimentos voltados à segunda residência e ao turismo residencial, especialmente em cidades históricas e destinos próximos a grandes centros urbanos. Nesses contextos, o projeto arquitetônico também atua como mediador entre natureza, patrimônio cultural e uso contemporâneo do espaço.
A atuação do escritório em projetos imobiliários de grande escala também reflete uma mudança no comportamento do consumidor de alto padrão. A busca por moradias que integrem bem-estar, privacidade e contato com o ambiente natural tem influenciado a concepção de novos condomínios residenciais.
Esse movimento é particularmente visível em regiões próximas a capitais, onde empreendimentos de baixa densidade surgem como alternativa ao ambiente urbano mais intenso. A arquitetura, nesse contexto, assume papel estratégico na criação de identidade e valor simbólico para os projetos.
A valorização da assinatura arquitetônica não é exclusiva do Centro-Oeste. Em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e destinos turísticos consolidados, incorporadoras passaram a associar projetos a arquitetos ou escritórios com linguagem reconhecida.
Esse modelo aproxima o setor imobiliário de outras áreas do mercado de luxo, onde a autoria e a curadoria criativa funcionam como diferenciais de valor. A tendência também tem ampliado o espaço para lideranças femininas na arquitetura, tanto na criação quanto na gestão de projetos complexos.
Arquitetura em diálogo com o Cerrado: a visão de Denise Zuba no projeto Fazenda da Matta
A participação de Denise Zuba no projeto do Fazenda da Matta parte de uma premissa central de sua arquitetura: a construção deve dialogar com o território antes de se impor a ele. No empreendimento localizado próximo ao centro histórico de Pirenópolis, a arquiteta desenvolveu um conceito que privilegia a integração entre paisagem, volumetria e uso cotidiano, valorizando a topografia natural e a presença do Cerrado como elemento estruturante do projeto.
À frente do escritório Denise Zuba Arquitetos, Zuba concebeu diretrizes arquitetônicas que orientam a ocupação do condomínio com baixa densidade e linguagem contemporânea, sem romper com a identidade regional. O desenho privilegia materiais naturais, amplas aberturas e uma relação contínua entre áreas internas e externas, criando ambientes que favorecem iluminação natural, ventilação cruzada e uma experiência de moradia conectada ao entorno.
No Fazenda da Matta, sua atuação também se insere em uma curadoria mais ampla de especialistas responsáveis por diferentes dimensões do empreendimento. A arquitetura dialoga com o paisagismo do escritório Depieri Paisagismo e com outros elementos do projeto, como o haras assinado por Doda Miranda, compondo um conjunto que articula natureza, arte e estilo de vida. O resultado é um planejamento que busca equilibrar estética, funcionalidade e preservação ambiental dentro de uma proposta contemporânea de segunda moradia.
A trajetória de Denise e Juliana Zuba ilustra um movimento mais amplo de transformação no mercado imobiliário de alto padrão. A presença crescente de mulheres em posições de liderança técnica e estratégica sinaliza mudanças estruturais no setor.
No contexto do Dia Internacional da Mulher, o caso reforça como arquitetura, gestão e visão de mercado podem se combinar para redefinir padrões de atuação em um segmento que continua em expansão no país.
Sobre o Fazenda da Matta O Fazenda da Matta é um condomínio de alto padrão localizado a 10 minutos do centro de Pirenópolis (GO), com projeto que valoriza o contato com a natureza, a sofisticação estética e a convivência entre vizinhos. O empreendimento conta com haras assinado por Doda Miranda, arquitetura de Denise Zuba Arquitetos, paisagismo do escritório Depieri e uma parceria com a Vinícola Assunção para a produção de vinho com rótulo próprio.Contará com um museu a céu aberto, integrado às trilhas e jardins do condomínio com obras exclusivas assinadas por nomes da arte contemporânea. O empreendimento carrega comprometimento ambiental, possui todas as licenças ambientais, municipais e estaduais, possuirá itens internos que garantirão selo verde de compromisso com o meio ambiente.
Informações sobre disponibilidade de lotes e experiências estão disponíveis discretamente em: www.fazendadamatta.com.br . @fazendadamatta_ Visitas mediante agendamento com atendimento curado.
Durante muitos anos, o design de interiores foi guiado pela ideia de contenção. Linhas simples, paletas neutras e ambientes visualmente silenciosos dominaram projetos e referências estéticas. O minimalismo teve um papel importante nesse processo: organizou excessos, trouxe equilíbrio visual e estabeleceu uma nova forma de pensar os espaços. Com o tempo, porém, essa lógica também transformou muitas casas em ambientes extremamente editados, onde tudo parecia calculado e, por vezes, impessoal.
Agora o movimento começa a mudar. O maximalismo reaparece, não como uma repetição nostálgica do passado, mas como uma nova forma de expressão estética e cultural. Em vez de negar o excesso, ele valoriza a abundância de referências, a mistura de texturas, cores e estilos que ajudam a construir ambientes com personalidade. É um design que diz sim à presença, à identidade e à liberdade criativa.
Essa ideia de excesso, na verdade, acompanha a história do design há séculos. Estilos como o Barroco e o Rococó já utilizavam ornamentação, sobreposições e riqueza de detalhes como forma de comunicar poder, sofisticação e repertório cultural. Nos interiores vitorianos, por exemplo, a casa se transformava em um palco onde móveis, objetos e obras revelavam status social e visão de mundo. Décadas depois, nos anos 1980, essa estética ressurgiu com intensidade através do brilho, da teatralidade e da opulência. Em seguida, o pêndulo estético voltou novamente para o minimalismo, que dominou grande parte das últimas décadas.
Hoje, no entanto, o contexto é diferente. O comportamento das pessoas mudou e a relação com a casa também. O espaço doméstico voltou a ser entendido como um território de expressão pessoal, onde o design deixa de ser apenas funcional para se tornar parte da narrativa de quem vive ali.
O maximalismo contemporâneo, porém, não significa acumular objetos ou criar ambientes visualmente caóticos. O que define essa nova fase é a curadoria. Cada peça tem intenção, história e significado dentro da composição. Mais do que quantidade, o que importa é a escolha consciente.
É justamente nesse cenário que o mobiliário clássico ganha novo protagonismo. Com mais de quatro décadas de tradição, a Corazzo Home Decor construiu sua trajetória valorizando o detalhe, o trabalho artesanal e a presença marcante do design clássico. Madeira entalhada com precisão, capitonê estruturado, proporções elegantes e acabamento rigoroso fazem parte de uma linguagem estética que atravessa o tempo.
Enquanto parte do mercado caminhou para uma neutralidade extrema, o clássico manteve viva a força do detalhe e da ornamentação. Hoje, essa herança dialoga diretamente com o retorno do maximalismo, não como uma repetição do passado, mas como uma releitura contemporânea que valoriza tradição, técnica e identidade.
Além da presença no mercado de alto padrão, a Corazzo também participa da ambientação de grandes produções televisivas, fornecendo mobiliário para cenários de novelas e programas de grande audiência, incluindo o Big Brother Brasil. Essa presença vai além da exposição da marca: ela ajuda a formar referências estéticas e influencia a percepção do público sobre estilo e design.
Quando o mobiliário aparece em cenários de grande alcance, ele contribui para consolidar tendências e ampliar a valorização do clássico dentro do imaginário coletivo.
Nesse novo momento do mercado, o próprio conceito de luxo também passa por transformação. O consumidor brasileiro está mais informado, mais exigente e mais atento à experiência completa que uma marca oferece. O valor percebido passou a ter mais relevância do que a simples ostentação. Hoje, luxo está relacionado à qualidade, à história das peças, à coerência estética e à consistência da entrega.
O retorno do maximalismo revela, acima de tudo, uma busca crescente por autenticidade. As pessoas querem viver em espaços que contem suas histórias, que misturem referências, memórias e estilos de forma natural. Em vez de casas que pareçam páginas de catálogo, cresce o desejo por ambientes com personalidade e identidade própria.
Mais do que um estilo, o maximalismo contemporâneo representa uma mudança de comportamento. Ele mostra que o design pode ser mais do que estética: pode ser expressão, narrativa e presença. E nesse novo capítulo do design brasileiro, o clássico deixa de ser apenas herança do passado para assumir novamente um papel de protagonista.
A galeria também participou do diálogo curatorial e articulou a presença de artistas de destaque local e nacional
A exposição “Elas no Itamaraty”, em cartaz no mezanino do Palácio do Itamaraty até 5 de abril, reúne trabalhos de 24 artistas mulheres e amplia a presença feminina no Acervo Histórico, Artístico e de Representação (AHAR) do Ministério das Relações Exteriores. A mostra foi realizada em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
A Referência Galeria, de Brasília, teve participação ativa no desenvolvimento do projeto, atuando em diálogo com a curadoria da exposição e contribuindo diretamente para a articulação de parte significativa das obras apresentadas. Em parceria com as artistas que representa, a galeria participou da doação de 16 obras e também desempenhou um papel de mediação e articulação para a incorporação de trabalhos de artistas de relevância local e nacional a integrar a mostra.
Entre as artistas cujas obras foram viabilizadas por meio dessa mediação estão, no âmbito local, Gisel CarricondeAzevedo, Suyan de Mattos, Courinos e Helena Lopes, e, no cenário nacional, Iole de Freitas, Shirley Paes Leme e Selma Pereira. A participação da galeria contribuiu, assim, para ampliar o conjunto de artistas presentes na exposição e fortalecer o caráter representativo da mostra. Entre as obras doadas estão trabalhos das artistas visuais Adriana Rocha, Alessandra França, Camila Soato, Josiane Dias, Karina Dias, Léa Juliana, Lêda Watson, Luciana Paiva, Patricia Bagniewski, Patricia Furlong, Raquel Nava, Samantha Canovas, Usha Velasco e Veridiana Leite.
As artistas participantes desenvolvem pesquisas em diferentes linguagens da arte contemporânea, abordando temas como memória, paisagem, território, corpo e questões relacionadas à experiência feminina.
Um dos destaques da mostra é o retrato de Maria José de Castro Rebello Mendes, primeira mulher diplomata do Brasil, pintado pela artista brasiliense Camila Soato. A obra foi doada ao acervo do Itamaraty por iniciativa da Associação das Mulheres Diplomatas Brasileiras (AMDB), com apoio da Associação e Sindicato dos Diplomatas Brasileiros (ADB), do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty) e de 78 doadores individuais.
Após o período expositivo, as obras passarão a integrar permanentemente o acervo do Palácio do Itamaraty, reforçando a presença da produção contemporânea feminina em uma das mais importantes coleções institucionais do país.
A Referência Galeria possui atuação consolidada na promoção da arte contemporânea brasileira e na valorização de artistas em diferentes estágios de carreira. A doação das obras e a articulação institucional realizada para a exposição integram um conjunto de iniciativas da galeria voltadas à difusão da arte contemporânea em acervos públicos e ao fortalecimento do circuito artístico em Brasília.
Durante o período da mostra, as visitas à exposição serão incluídas nos roteiros regulares de visitação mediada ao Palácio do Itamaraty, além de horários específicos dedicados exclusivamente à visitação da exposição.
ARTISTAS PARTICIPANTES
Adriana Rocha (São Paulo, SP, 1959)
Artista multimídia e pintora formada em Artes Plásticas pela FAAP, com aperfeiçoamento no Brasil e na França. Sua produção aborda questões relacionadas ao tempo e à memória. Participou de diversas exposições no Brasil e no exterior e possui obras em acervos institucionais como o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, o Instituto Itaú Cultural e o Museum of Latin American Art (EUA).
Alessandra França (Itacoatiara, AM, 1968)
Artista visual e fotógrafa cuja pesquisa investiga a relação entre imagem e contexto por meio de colagens e fotografias. Suas obras abordam memória, cultura popular e literatura. Expôs no Brasil e no exterior, incluindo o Museu Nacional da República e o Medphoto Festival na Itália, e recebeu premiação no Festival FOTODOC em 2024.
Camila Soato (Brasília, DF, 1985)
Artista visual que desenvolve pesquisas em pintura, desenho e performance. Doutora em Poéticas Contemporâneas pela USP e mestre pela UnB. Recebeu o Prêmio PIPA Voto Popular em 2013 e participou da 11ª Bienal do Mercosul. Sua produção aborda questões de gênero, feminismo e crítica social por meio da sátira e da pintura.
Josiane Dias (Curitiba, PR, 1966)
Fotógrafa que vive entre Moscou, São Paulo e Brasília. Sua obra investiga paisagem e deslocamento, aproximando fotografia e pintura. Formada pelo International Center of Photography e pela NationalAcademy of Design, em Nova York, possui trabalhos em acervos como o Museu Nacional de Belas Artes e o Palácio Itamaraty.
Karina Dias (Brasília, DF, 1970)
Artista visual e professora da Universidade de Brasília. Doutora em Artes pela Université Paris I – PanthéonSorbonne e pós-doutora pela UnB. Sua pesquisa aborda paisagem, viagem e geopoética. Participou de exposições no Brasil e no exterior e recebeu prêmios da Funarte e do programa Transborda.
Léa Juliana (Salvador, BA, 1979)
Artista visual radicada em Brasília e mestranda em Artes Visuais pela UnB. Sua pesquisa parte da relação sensível com o território e da coleta de fragmentos minerais durante caminhadas. Desenvolveu técnica autoral de extração de “peles de pedras”. Recebeu o Prêmio Aquisição no 49º Salão de Arte de Ribeirão Preto.
Lêda Watson (Niterói, RJ, 1933)
Artista e gravadora formada em Artes Plásticas no Rio de Janeiro, com especialização em gravura em Paris e na UnB. Foi uma das responsáveis pela criação do Museu de Arte de Brasília e fundou o Núcleo de Gravadores de Brasília. Expôs em instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e a Fundação Joaquim Nabuco.
Luciana Paiva (Brasília, DF, 1982)
Artista visual, curadora e doutora em Arte pela Universidade de Brasília. Sua pesquisa investiga relações entre texto, arquitetura, cidade e abstração geométrica. Participou do programa Rumos Itaú Cultural e possui obras em acervos como o Museu Nacional de Belas Artes e o Centro Cultural São Paulo.
Patricia Bagniewski (Brasília, DF, 1977)
Escultora e mestre em Artes em Vidro pela Joshibi Art andDesign University, no Japão. Suas obras integram coleções públicas no Brasil e no exterior, incluindo o Palácio do Planalto e instituições na Bulgária, Costa Rica e México. Participou da Bienal Internacional do Vidro da Bulgária e de exposições em Veneza.
Patricia Furlong (Porto Alegre, RS, 1955)
Pintora e educadora formada pela FAAP. Participou de importantes exposições no Brasil e no exterior, incluindo o Panorama da Arte Brasileira no MAM-SP e a Bienal de Havana. Possui obras em coleções públicas como a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Museu Nacional de Belas Artes.
Raquel Nava (Brasília, DF, 1981)
Artista visual e pesquisadora com mestrado em Poéticas Contemporâneas pela UnB. Sua produção investiga relações entre corpo, natureza e taxidermia contemporânea. Foi finalista do Prêmio Marcantônio Vilaça e indicada ao Prêmio PIPA, além de participar de exposições no Brasil e no exterior.
Samantha Canovas (Brasília, DF, 1990)
Artista, curadora e escritora com mestrado em Poéticas Visuais pela USP. Sua pesquisa explora o têxtil como campo escultórico e as relações entre arte, artesanato e o universo doméstico. Vencedora do Prêmio PIPA Online em 2022, participou de exposições em instituições como o MAC Niterói e a Funarte.
Usha Velasco (Juiz de Fora, MG, 1967)
Artista visual cuja produção inclui fotografia, intervenção urbana e publicações. Realizou exposições em instituições como o Museu Nacional da República e o Museu de Arte de Brasília. Recebeu o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia e o Prêmio Aldir Blanc pelo conjunto de sua contribuição cultural.
Veridiana Leite (Ribeirão Preto, SP, 1979)
Artista visual e performer radicada em Lisboa. Graduada em Artes Visuais pela Escola Massana de Barcelona e pós-graduada em Teatro dos Sentidos pela Universidade de Girona. Sua produção transita entre pintura, instalação e performance, explorando temas como memória, natureza e deslocamento.
SERVIÇO
Exposição Elas no Itamaraty
Período Até dia 5 de abril
Local Mezanino do Palácio do Itamaraty Brasília – DF
Com convidados de peso no cenário nacional o encontro vai movimentar a capital federal entre 10 e 13 de março
Nomes de expressão nacional do design e da economia criativa brasileira desembarcam em Brasília entre os dias 10 e 13 de março, para o II Fórum Cidades Criativas Design. A abertura, na manhã do primeiro na Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF) será um convite para uma imersão no mundo do design durante os quatro dias do evento.
A ideia do encontro é promover a colaboração, o intercâmbio, debates, parcerias, trocas e contribuições mediados pelo design, visando o desenvolvimento urbano sustentável das cidades, com palestras, painéis e workshops. É importante ressaltar que o conteúdo apresentado pela II Fórum Cidades Criativas Design vai além da teoria, incentivando a participação da comunidade no processo prático de vivências na cidade e nos modelos de uso sustentável dos recursos renováveis de forma circular e regenerativa.
A programação do Fórum vai abordar diferentes temas e posicionamentos como “Cidades do Design”. No primeiro dia com painéis de representantes das três Cidades Criativas do Design chanceladas pela UNESCO: Brasília, Curitiba e Fortaleza.
Ainda no dia da abertura, os convidados participam de um soft opening da Rota do Design de Brasília, com um passeio que percorrerá pontos icônicos de Brasília, como a Praça dos Cristais, Memorial JK, Parque da Cidade, superquadras e sistema de sinalização, Fundação Athos Bulcão, infraestrutura urbana, as famosas tesourinhas, Catedral e a Praça dos Três Poderes. Essa rota permitirá aos participantes vivenciar a cidade sob a perspectiva do design, conectando arquitetura, arte e urbanismo de forma única.
No segundo e terceiro dia o tema será “O Design Brasileiro” e “Design Sem Fronteiras” com palestrantes como o designer, professor e consultor Bruno Porto, que atualmente mora no Canadá e vem à Brasília, especialmente, para participar do Fórum. Quem também está presente no lineup do evento é a ex-ministra Dorothea Werneck que tem no currículo os ministérios do Trabalho e Indústria, Comércio e Turismo, entre outros palestrantes como Ricardo Sastre, mestre em design, doutor em engenharia de produção e pós doutor em Design sustentável, com 30 anos de experiência no mercado de embalagens.
O II Fórum Cidades Criativas Design é realizado pelo Instituto ACDF – Associação Comercial do Distrito Federal, com apoio do GDF através de uma parceria da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) e o, conforme termo de colaboração nº 3/2025. “Brasília tem no design uma de suas maiores expressões de identidade, desde a arquitetura, que nos projetou para o mundo, até a criatividade que movimenta nossa economia todos os dias. Sediar o II Fórum das Cidades Criativas do Design reforça nosso compromisso com a inovação, com a valorização dos talentos locais e com o fortalecimento da economia criativa como vetor de desenvolvimento e geração de oportunidades. O poder transformador do design está, justamente, na capacidade de conectar pessoas impulsionar negócios e promover o crescimento sustentável para nossa cidade”, destaca o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.
Para Marcos Moreira, Presidente do Conselho do Design do Instituto da Associação Comercial do Distrito Federal, o Fórum é uma oportunidade de geração de negócios entre os participantes. “A capital de todos os brasileiros tem muita coisa ainda a ser mostrada tanto para a população local quanto para turistas nacionais e internacionais, principalmente no campo do design, com experiências extraordinárias. Será um momento importante para a cidade”, comemora Marcos.
Entre os palestrantes confirmados também estão nomes Alice Voga, diretora de Programa da Presidência da COP30, Maria Eugênia Brasil, consultora, palestrante e gestora de projetos em sustentabilidade, ESC e Agenda 2030, Pedro Marcante, mestre em Políticas Sociais pela Universidade de Lisboa e graduado em Gestão Pública pela UnB, Gisele Raulik, designer, doutora em políticas públicas de design pela Universidade do País de Gales e mestra em estratégias de design e inovação pela Brunel University (Inglaterra), Dedê Oliveira, designer, produtora audiovisual e sócia da Cardume Estúdio Criativo (CE), Pamela Marques, Doutora em design na ESDI/UERJ com intercâmbio na Universidad de Chile e Mestra em design pela UnB/DF, Aldine Lima, designer e arquiteta, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFC (Universidade Federal do Ceará) com formação em design pelo Centro de Design do Ceará do Instituto Dragão do Mar, Welligton Mello, mestre em desenvolvimento , cultura e território pelo PPGDSCI CEAM – Unb, Eneida Figueiredo, designer e pesquisada, graduada em Artes Visuais pela UnB e Design de Interiores pelo IESB, Rodrigo Costa, designer, arquiteto e urbanista e gestor cultural baseado em Fortaleza (CE), Daniela Garrossini, Doutora em Comunicação, mestre em Engenharia Elétrica e graduada em Desenho Industrial pela UnB, Beatriz Ramos, mestra em Inovação em Comunicação e Economia Criativa pela Universidade Católica de Brasília e graduada em Comunicação Social com habilitação em cinema e mídias Digitais pelo IESB, Cindy Renate, designer, doutora em Engenharia de Produção e professora nos cursos de bacharelado em Design e Tecnologia em Design Gráfico da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Leandro Bessa, Doutor e Mestre em Comunicação e Sociedade pela UnB com estágio Doutoral na Université Lettres Sorbonne (FRA), Bia Simon, Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP com pós-doutorado no PPGDI-UEFS, Eduardo Barroso, formado em Design Industrial pela UEMG com mestrado em Design Urbano em Lausanne, na Suíça e especialização em Gestão de Design em Milão, na Itália, Ruth Klotzel, com graduação e mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela USP, atua em design visual pelos setores público, privado e terceiro setor, Rosangela Araújo, estrategista de Design para Sustentabilidade e ESG com 21 anos de experiência internacional na América Latina e Europa, Marcelo Barros, músico, engenheiro, arquiteto, artesão e poeta com 35 anos de experiência em gestão de projetos de P&D&I e de extenção, Renata Gamelo. Designer, produtora cultural e articuladora de setores criativos é fundadora da La Ursa Tours e da RECRIA – Rede Nacional de Experiências e Turismo Criativo. Claudia Ferrari, bacharela em Composição de Interior pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV, trabalha com design social na Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária da Prefeitura de Niterói-RJ.
O Fórum, que é uma realização do Instituto da ACDF- Associação Comercial do Distrito Federal por meio de seu Conselho do Design e Economia Criativa, reúne profissionais de peso em sua equipe: a designer e educadora Andrea Castello Branco, o designer estratégico Marcelo Júdice, a jornalista Liana Alagemovits, a consultora em projetos sociais Jardelene Nogueira, a artista visual e designerEneida Figueiredo, o presidente da ACDF Fernando Brites, a designer e empresária Alessandra Pinheiro e o designer gráfico e curador do fórum Wagner Alves.
As Cidades Criativas
Três capitais brasileiras são reconhecidas pela Unesco como Cidades Criativas do Design: Brasília(DF), Fortaleza (CE) e Curitiba (PR). O termo define locais que cultivam o ambiente criativo, áreas verdes, o usufruto cultural e o respeito às diferenças. Tudo isso é feito de maneira sustentável e com foco no estabelecimento de conexões múltiplas e em políticas de turismo, meio ambiente, planejamento urbano sustentável, patrimônio cultural, educação criativa e fomento cultural. Nesse contexto, Curitiba, Brasília e Fortaleza tem condições de atingir os ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável- através do design e sua transversalidade, pensando políticas culturais e projetos para economia criativa, onde a inovação e inclusão social, mobilidade e desenvolvimento urbano sustentável, cultura e turismo são a essência desse processo de transformação.
As cidades funcionam como um grande laboratório de ideias inovadoras que contribuem para o cumprimento dos objetivos do desenvolvimento sustentável da Agenda 2030, estabelecidos na Assembleia Geral da ONU. No II Fórum Cidades Criativas Design, o design será visto como ferramenta de transformação social e inovação.
Brasília entra nesse contexto especialmente por refletir a diversidade expressa na identidade, na cultura e na criatividade. A partir da combinação entre a racionalidade arquitetônica e a monumentalidade da escala, a capital federal promove o design colaborativo e a criatividade como fatores de desenvolvimento urbano e cultural de forma inclusiva. Brasília é reconhecida como um território criativo que proporciona experiências sensoriais e culturais, revitaliza espaços públicos e recria memórias afetivas.
A Unesco reconheceu Brasília em 2017 como uma cidade capaz de inspirar a criatividade e a inovação em segmentos, como cultura, moda, artesanato e design gráfico. A escolha de Brasília como Cidade Criativa do Design contribuiu para o fomento de oportunidades para empreendedores criativos, resultando numa cena cultural vibrante e atrativa.
Criada em 2004, a Rede de Cidades Criativas da Unesco promove a cooperação ativa entre as cidades-membro e leva a criatividade para os planos de desenvolvimento local. Cada cidade-membro integra uma das sete categorias: artesanato e artes folclóricas; artes midiáticas; cinema; design; gastronomia; literatura; e música.
8h00 – Recepção e credenciamento 9h00 – Abertura II Fórum Cidades Criativas Design 9h30 – Painel Brasília: Ponto Focal e Projeto “Brasília HUB Criativo” 10h30 – Design Acontece | Ações de design em Brasília 10h45 – Design Acontece: Mesa Redonda com Associações Profissionais 11h15 – Painel Curitiba 12h00 – Painel Fortaleza 14h30 – City Tour Brasília Cidade Criativa & Lançamento da Rota do Design do Distrito Federal 20h00 – Coquetel de abertura no Manhattan Shopping – Águas Claras/DF
• Lançamento da 2ª Edição da Exposição COD POSTER – BRASIL
• Apresentação da marca Brasília Cidade Criativa do Design
• Entrega da Rota do Design
• Premiação do Concurso Transforme seu Quadrado
DIA 11/03/2026 – O DESIGN BRASILEIRO
8h00 – Recepção e credenciamento 8h45 – Palestra: O Poder Transformador do Design 10h00 – Palestra: Territórios Criativos 11h00 – Palestra com Bruno Porto: “Ecossistemas Criativos: Conexões Possíveis – Toronto/Brasília” 14h00 – Momento Articulação Nacional – Design Brasileiro 17h00 – Fechamento e Manifesto do Design Brasileiro
DIA 12/03/2026 – DESIGN TRANSFORMADOR
8h00 – Recepção e credenciamento 8h45 – Palestra com Dorothea Werneck 9h45 – Agenda paralela:
• Agenda A: Painel Pesquisas em Design para Inovação Social
• Agenda B: Workshop – Convergências Criativas: Design Empreendedor (trabalho colaborativo entre equipes de Brasília, Curitiba e Fortaleza) 12h30 – Almoço | Experiência gastronômica 14h30 – Continuação do Workshop – Convergências Criativas: Design Empreendedor
DIA 13/03/2026 – DESIGN SEM FRONTEIRAS
8h00 – Recepção e credenciamento 9h00 – Palestra: “A Criatividade como um Ativo para as Cidades” 10h00 – Painel on-line com Cidades Criativas do Design Internacionais 15h00 – Painel on-line com Cidades Criativas do Design Internacionais – continuação 16h00 – Mesa Redonda: “Estratégias para o Design Brasileiro” 17h00 – Encerramento do Fórum
A Galeria Karla Osorio tem o orgulho de apresentar a exposição individual de Ricardo Homem, intitulada Da cor, fez-se o silêncio, com curadoria de Carollina Lauriano.
A mostra reúne seleção de obras inéditas criadas nos 2 últimos anos, que evidenciam a força e a coerência de sua trajetória artística. O trabalho de Ricardo Luiz Homen dialoga com vertentes da arte contemporânea brasileira, combinando referências figurativas e abstratas.
Em muitas obras, percebe-se uma busca por transmitir sensações e reflexões mais do que representar fielmente a realidade. Esse diálogo entre o figurativo e o abstrato cria uma tensão: as imagens sugerem formas reconhecíveis — corpos, paisagens, símbolos — mas elas não se fecham em uma narrativa literal. Ao contrário, parecem se dissolver em camadas de cor, gestos e texturas, convidando o observador a completar os sentidos.
Sobre a exposição – Texto curatorial abreviado
As obras de Ricardo Homen são reconhecidas por sistematizar um pensamento que traz a materialidade da pintura como centro da sua pesquisa. No entanto, as cores têm um papel fundamental em sua criação artística. Uma característica significativa da obra de Ricardo Homem é a maneira como ele combina duas ou três pinturas e objetos e os apresenta como uma única obra coesa. Com planos de cores que variam entre os tons mais vivos e expressivos e uma cartela de tons pastel. O artista cria pinturas e objetos instalativos de maneira minimalista, porém ricamente expressivos, reunindo uma série de trabalhos de diversos períodos de sua carreira.
Nessa exposição, todas as obras escolhidas são apresentadas de forma que ressoem umas com as outras, mantendo uma certa conexão por meio do requintado senso de diálogo entre elas.
Em Da cor, fez-se o silêncio, as obras estão orquestradas de modo a estabelecer um senso de harmonia, permitindo assim que os espectadores experimentem o mundo da obra de Ricardo Homem como um espaço contemplativo. Aqui, o conjunto de trabalhos escolhidos para a exposição podem ser comparados a constelações, partituras musicais ou movimentos de dança. E essa sensação não é à toa.
Embora cada trabalho tenha sua própria presença única, eles parecem diferentes dependendo da posição em que estão instalados, bem como, do ângulo no qual são vistos. Nesse aspecto, há um elemento de alegria em descobrir características distintas e diferenças de cor, forma e tamanho entre as respectivas obras.
É exatamente esse movimento que torna a obra de Ricardo Homem um lugar extremamente interessante, como se o artista deslocasse nosso olhar para um ponto completamente distante daquilo que a primeira captura nos oferece. Onde achamos que a vibração da cor vai nos causar uma dissonância, porém há um acolhimento completamente meditativo. Tudo porque, na obra de Ricardo, as cores podem ser percebidas de forma muito diferente quando justapostas. As cores surgem de maneira livre e animada, juntamente com o lugar, o movimento e o tempo.
De uma pequena distância, de perto ou olhando de lado – os visitantes são convidados a explorar novas maneiras de ver suas obras enquanto fazem descobertas emocionantes, envolvendo-se com elas de uma variedade de ângulos e perspectivas.
E aqui, o silêncio se configura como um poderoso aliado. É nesse gesto que os trabalhos de Ricardo Homem parecem não só acontecer, mas tomar uma proporção subjetiva muito grande. Enquanto o mundo externo nos oferece uma polifonia de vozes e ideias, o espaço expositivo nos proporciona um lugar de respiro, de presença, de observação. Um lugar onde a vibração da cor dá espaço para o sentir. E não há momento mais valioso do que esse no contemporâneo.
Dessa forma, essa exposição vem como um convite para dedicarmos um pouco de tempo para observar o silêncio que Ricardo Homem imprime em suas obras.
Sobre o artista
Ricardo Luiz Homen (Belo Horizonte, 1961) Pintor, desenhista e artista plástico contemporâneo, com formação em artes plásticas (1984).
Homen desenvolve uma obra marcada pela expressividade, pelo gesto e pela intensidade cromática. Sua produção transita entre o figurativo e o abstrato, articulando formas, cores e texturas de maneira a criar atmosferas carregadas de emoção e reflexão. Em suas pinturas e desenhos, a matéria ganha protagonismo: camadas de tinta, sobreposições e transparências que revelam o processo criativo e conferem profundidade e ritmo às composições.
Mais do que representar a realidade, suas obras convidam o espectador a vivenciar sensações, explorar significados e completar os sentidos sugeridos pelas formas.
Serviço: “Da cor, fez-se o silêncio” exposição individual de Ricardo Homen
Abertura sábado, dia 07 de março, 11h-15h Galeria Karla Osorio – Pav. I e II, galerias 1 a 5
Visitação: segunda a sexta, 9h – 18h, sábados 9h – 14h
Em cartaz até: 18 de abril de 2026
A entrada é gratuita. Recomenda-se agendar por telefone, email, DM no Instagram ou WhatsApp.
Projeto ganha a cidade a partir de 8 de março e transforma muros e redes em território de escuta, diversidade e afirmação
Depois de quase um ano de escuta, encontros, afetos e criação coletiva, Uma Mulher é Uma Mulher inaugura oficialmente sua exposição em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, tendo a cidade como galeria.
Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e coproduzido pela Pitanga e Rovit Filmes, o projeto transformará muros, esquinas e trajetos cotidianos em território de afirmação, diversidade e reflexão sobre o feminino. Quem passar a caminho do trabalho, quem esperar o ônibus, quem atravessar a rua distraído poderá ser impactado por figuras femininas diversas. É uma exposição que não pede silêncio, mas presença. Não exige ingresso, mas disponibilidade para olhar.
A construção do projeto começou em maio de 2025, quando foi lançada uma chamada pública que mobilizou 41 mulheres do Distrito Federal. Após etapas de análise de perfis, escutas individuais e entrevistas aprofundadas, foram escolhidas oito protagonistas que representam diferentes gerações, identidades e experiências de vida.
“Mais do que um processo técnico de produção de fotos, vídeos e murais, a trajetória desses meses foi marcada por encontros. Cada ensaio foi precedido por conversas longas, partilhas de memória, trocas sinceras e construção de confiança entre equipe e participantes. Houve tempo para ouvir, acolher e compreender as camadas de cada história antes de traduzi-las em imagens”, relata Waléria Gregório, idealizadora, diretora criativa e responsável pela fotografia do projeto.
Ao lado de Thaís Holanda, cineasta que assina o audiovisual; e Didi Colado, artista urbana responsável pelos lambe-lambes e grafites espalhados pelo Distrito Federal, ela consolidou com as participantes uma relação de afeto e entrega mútua. E o que se verá nas ruas e nas plataformas digitais não será apenas resultado estético, mas o desdobramento de vínculos construídos com respeito, sensibilidade e profundidade.
As oito protagonistas são:
Amanda Nery, que transformou experiências de violência e maternidade precoce em e construção afetiva e autonomia.
Caju, cabeleireira que fez do salão um espaço de escuta, identidade e emancipação, rompendo padrões estéticos e sociais.
Fernanda Torres, mãe atípica e sobrevivente do câncer, que ressignificou o cuidado e hoje floresce como símbolo de recomeço.
Flor Furacão, mulher trans, artista e mãe, que ocupa espaços historicamente negados e afirma a existência como ato político.
Issa Meguer, atriz e modelo de 69 anos, que enfrenta o etarismo e reafirma que potência feminina não tem prazo de validade.
Joyce, artista que vive com anemia falciforme e construiu na arte um caminho de autonomia e presença.
Malinha, jovem fotógrafa periférica que transforma vivência em linguagem visual e abre caminhos para outras meninas.
Jesus Feitosa, costureira que atravessou gerações sustentando família e futuro com linha, agulha e resistência.
A cidade como galeria
Ao longo do mês de março, serão instalados 16 painéis de lambe-lambe e 2 grafites nas regiões administrativas Guará, Águas Claras, Taguatinga e Vicente Pires. Cada obra conta com um QR Code que direciona para o Instagram e para o site oficial do projeto, com recursos de acessibilidade, ampliando a experiência da rua para o ambiente digital.
A proposta é simples e potente: provocar o encontro. Quem é essa mulher? O que ela está fazendo aqui? O que a história dela revela sobre nós? A cidade vira galeria. O Instagram torna-se extensão da rua. A imagem se transforma em pergunta.
Paralelamente, a exposição virtual apresentará vídeos, ensaios fotográficos e conteúdos criativos sobre a trajetória de cada mulher, publicados semanalmente. A cada semana, uma protagonista ocupará as redes, convidando o público a aprofundar o olhar.
Ao final desse processo, as mulheres participantes deixarão de ser apenas personagens, tornando-se referências simbólicas de um movimento que reafirma que as mulheres são múltiplas, legítimas, plurais e estão em permanente construção.
Compartilhamento de saberes
Como parte do compromisso com formação e democratização do acesso à arte, o projeto oferecerá três oficinas gratuitas voltadas exclusivamente para mulheres, conduzidas pelas próprias artistas do projeto: Waléria Gregório, Didi Colado e Thaís Holanda.
As atividades acontecerão em 28 e 29 de março, com inscrições abertas entre 16 e 21 de março, por meio do site oficial. As oficinas ampliam o diálogo do projeto para além da exposição, fortalecendo a presença feminina nos campos da fotografia, do vídeo e da arte urbana.
Ficha técnica
ARTISTAS
Waléria Gregório – Idealizadora, Diretora Criativa e Fotografia Thaís Holanda – Cineasta (Audiovisual) Didi Colado – Artista Urbana (lambe-lambe e grafite)
EQUIPE
Vittor Pinheiro – Produtor Executivo Joyce Carvalho – Diretora de Produção Pedro Pinheiro – Produtor de Set Thiago Ramos – Produtor de Frente Flávia Costa – Design e Gestão de Mídias Sociais Isaac Joshua – Acessibilidade Maura – Assessoria de Comunicação Nelma Fernanda – Produção de Arte Urbana (lambe-lambe e grafite) Renata Rangel – Designer Gráfica e Assistente de Produção de Arte Urbana (lambe-lambe)
Foi aberta oficialmente nesta terça-feira (4/3), no Edifício-Sede do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), em Brasília, a exposiçãofotográfica “Marias“, da jornalista e fotógrafa Ísis Dantas. A mostra, que integra as ações institucionais do Mês da Mulher, permanece aberta até 19 de março, no Saguão do Pleno, com visitação pública de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h.
Realizada em sua versão integral, a exposição reúne 43 quadros que retratam mulheres que conseguiram romper o ciclo da violência doméstica. As histórias apresentadas transformam experiências de dor em narrativas de resistência, reconstrução e esperança, destacando a importância das redes de apoio no processo de superação e fortalecimento das vítimas.
A exposição tem como objetivo sensibilizar o público para a violência contra a mulher, reconhecida como um grave problema de direitos humanos e de proteção social no Brasil. Por meio de imagens e relatos marcantes, a mostra propõe um diálogo que ultrapassa o campo jurídico e alcança a dimensão cultural e educativa, estimulando a reflexão e o engajamento coletivo no enfrentamento à violência de gênero.
Violência contra a mulher
De acordo com o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, o maior número desde a tipificação do crime, em 2015. A maioria das vítimas foi morta em contexto doméstico, por parceiros ou ex-parceiros, evidenciando a persistência e a gravidade da violência no cotidiano das mulheres brasileiras e reforçando a urgência de iniciativas de conscientização e prevenção.
A mostra “Marias” conta com o apoio do Sindicato dos Bancários e da Associação dos Servidores do TRT-10, sob curadoria do artista plástico e fotógrafo Rinaldo Morelli, e dialoga diretamente com outras ações promovidas pelo Tribunal no Mês da Mulher, como o evento “Ampliando a compreensão sobre a violência doméstica e seus impactos”, que busca dar voz a histórias femininas e aprofundar o debate sobre o enfrentamento à violência de gênero.
As imagens e depoimentos que compõem a exposição também deram origem ao livro “Marias”, que estará disponível para consulta na Biblioteca do TRT-10, localizada no Foro Trabalhista de Brasília.
Mostra reúne nomes como Abdias Nascimento, Simone Leigh, Kara Walker, Bispo do Rosário, Julie Mehretu e Sonia Gomes, entre outros.
De 3 de março a 3 de maio, no Centro Cultural Banco do Brasil – Brasília (CCBB Brasília), o público poderá visitar, gratuitamente, a exposição “Ancestral: Afro-Américas”, quecelebra as raízes africanas que conectam Brasil e Estados Unidos por meio da arte. A mostra reúne cerca de 130 obras de artistas negros dos dois países e propõe um mergulho na força estética, política e simbólica da ancestralidade afro-diaspórica nas Américas. O patrocínio do projeto é da BB Asset, por meio da Lei Rouanet.
Os CCBBs Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador já sediaram a exposição que chega à capital federal reafirmando a potência de um diálogo transatlântico que atravessa séculos. Entre os artistas participantes estão Abdias Nascimento, Simone Leigh, Sonia Gomes, Leonard Drew, Mestre Didi, Melvin Edwards, Lorna Simpson, Kara Walker, Bispo do Rosário, Carrie Mae Weems, Mônica Ventura e Julie Mehretu, nomes de destaque da arte contemporânea e moderna.
Com direção artística de Marcello Dantas, curadoria de Ana Beatriz Almeida e Renato Araújo da Silva, “Ancestral: Afro-Américas” está organizada em três núcleos temáticos — Corpo, Sonho e Espaço — que conduzem o público por reflexões sobre identidade, pertencimento, memória e reconstrução histórica.
No núcleo “Corpo”, as obras exploram os limites da representação e evidenciam os desafios históricos e simbólicos de retratar pessoas negras na arte, reafirmando o corpo como território de resistência e afirmação.
Em “Sonho”, marcado por questões de identidade e herança, os trabalhos expandem os limites da abstração e convidam à contemplação, promovendo um espaço de reflexão sobre memória, espiritualidade e continuidade.
Já em “Espaço”, as obras examinam propostas de construção de mundo e criação de lugares, mesclando o natural e o urbano ao tratar de temas como imigração, história e comunidade, desafiando percepções convencionais de território e pertencimento.
“Ao apoiar a exposição ‘Ancestral: Afro-Américas’, reforçamos o compromisso da BB Asset com a cultura e o seu papel fundamental na sociedade. Acreditamos que projetos como esse são uma oportunidade de conectar histórias e promover diálogos que enriquecem nossa compreensão do mundo. Para nós, investir em cultura é investir no que nos transforma e inspira,” afirma Gustavo Pacheco, Presidente da BB Asset.
Evento de Abertura
No dia 3 de março, para comemorar a abertura, os visitantes estão convidados para o pocket show com os artistas Alberto Salgado e Virgínia Rodrigues, que acontece às 19h, no teatro do CCBB Brasília.
A apresentação musical dialoga diretamente com o conceito da mostra ao celebrar, por meio da música, a força das matrizes afro-brasileiras e afro-diaspóricas, ampliando a experiência sensorial e simbólica proposta pela exposição. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingresso, e sujeita à lotação do espaço.
Minibio dos artistas
Alberto Salgado é cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro e construiu uma trajetória marcada pela fusão entre ritmos afro-brasileiros, a percussão da capoeira e o violão clássico. Sua música dialoga com a MPB, o samba, a bossa nova e experimentações sonoras, resultando em uma identidade autoral reconhecida pela crítica. Vencedor de prêmios e com parcerias importantes na música brasileira, destaca-se por obras que unem lirismo, consciência social e forte ligação com a cultura popular.
Virgínia Rodrigues é uma das vozes mais expressivas da música brasileira contemporânea. Cantora baiana, foi descoberta por Caetano Veloso nos anos 1990 e consolidou carreira com interpretações que transitam entre o erudito e o popular, incorporando influências do samba, do jazz e das matrizes africanas. Dona de grande extensão vocal e intensidade interpretativa, teve reconhecimento internacional desde o álbum de estreia, Sol Negro, sendo celebrada pela crítica estrangeira e por importantes veículos culturais.
Ancestralidade, metáfora e intercâmbio artístico
Para a curadora Ana Beatriz Almeida, a exposição reafirma a reconstrução de uma ancestralidade profundamente impactada pelos processos de colonização. “Nós nos deixamos guiar pelos grupos e comunidades da diáspora africana que reimaginaram o conceito de servidão nessas nações coloniais para as quais foram trazidas, contribuindo de maneira significativa para a construção da identidade nacional desses lugares. No processo de criação da humanidade em meio à brutalidade racional que forjou a modernidade, artistas afrodiaspóricos redefiniram a ética e a estética, frequentemente convergindo – apesar de estarem em territórios diferentes. Isso nos leva de volta ao conceito de ‘pessoa’ encontrado na África Ocidental: o sujeito enquanto resultado de sua genealogia ancestral”, afirma.
A narrativa curatorial também parte de uma potente metáfora proposta pelo diretor artístico Marcello Dantas: a história de dois primos exilados da mesma comunidade na costa oeste africana, no século XVIII, separados entre Salvador, no Brasil, e Charleston, nos Estados Unidos.
“Apenas porque um barco rumou ao norte e outro ao sul e 200 anos se passaram, não foi possível apagar a força de uma chama ancestral que corre no sangue daqueles que vivenciaram a riqueza matricial da África das Américas”, destaca Dantas. “A palavra “ancestral” é comum tanto em inglês quanto em português. É essa origem compartilhada que buscamos evidenciar na arte contemporânea, algo que ultrapassa as barreiras geográficas, linguísticas e culturais”, complementa Dantas.
Neste contexto, serão apresentados trabalhos inéditos das brasileiras Gabriella Marinho e Gê Viana e da norte-americana Simone Leigh, primeira mulher afro-americana a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza. O também norte-americano Nari Ward traz para a mostra um trabalho criado em solo brasileiro exclusivamente para a exposição, no qual incorpora objetos do cotidiano, enriquecendo o intercâmbio artístico entre as nações. O artista Abdias Nascimento, ícone do ativismo cultural no Brasil, com reconhecimento por suas contribuições à valorização da cultura afro-brasileira e detentor do Prêmio Zumbi dos Palmares também faz parte da mostra, que conta ainda a participação da artista norte-americano Kara Walker com sua arte provocativa, que lhe rendeu o prestigiado Prêmio MacArthur.
Outra presença significativa, reconhecida por suas complexas pinturas é Julie Mehretu, artista norte-americana, que acumula uma série de prêmios com suas pinturas que estabelecem um diálogo com a geopolítica atual. Complementando esse panorama, a artista brasileira Rosana Paulino traz um olhar crítico sobre raça e identidade.
Núcleo de Arte Africana
A exposição conta ainda com uma seção especial dedicada à Arte Africana Tradicional, com curadoria de Renato Araújo da Silva, que apresenta a ancestralidade como ponto de partida da criatividade artística. A proposta é aproximar a herança africana das manifestações contemporâneas desenvolvidas a partir dessa matriz cultural no Brasil e nos Estados Unidos.
“Essas obras representam continuidades e transformações ao longo do tempo, revelando tanto a força de tradições transmitidas por gerações quanto às inovações decorrentes do contato com novas culturas e contextos”, afirma o curador.
Sobre os Curadores
Ana Beatriz Almeida
Ana Beatriz Almeida é artista visual, curadora e historiadora da arte, com foco em manifestações africanas e na diáspora africana. Nascida em Niterói (Rio de Janeiro), em 1987, é mestre em História da Arte e Estética pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (USP) e doutoranda em Estudos de Museus na University of Leicester, no Reino Unido. Almeida é também cofundadora e curadora da plataforma de arte 01.01, consultora curatorial do MAC-Niterói e foi curadora convidada do Glasgow International 2020/2021. Participou de residências curatoriais em Gana, Togo, Benim e Nigéria, durante as quais pôde se reconectar com parte de sua família que retornou ao Benim durante o período da escravidão. Como artista, desenvolveu ritos em homenagem àqueles que não conseguiram sobreviver à travessia do Atlântico durante o tráfico de escravizados. Sua técnica N’Gomku foi desenvolvida ao longo de cinco anos de pesquisa para a Unesco sobre as tradições das comunidades afro-brasileiras do Baba Egum e da Irmandade da Boa Morte. Apresentou performances no Centro Cultural São Paulo, Itaú Cultural, SESC Ipiranga e Casa de Cultura da Brasilândia, em São Paulo; e na Bienal do Recôncavo, na Bahia. Ministrou um curso de verão sobre sua técnica de performance na Goldsmiths University, em Londres (Inglaterra), e participou da residência artística Serrat, em Barcelona, Espanha. O trabalho de Almeida integra a coleção permanente do Instituto Inhotim, em Brumadinho.
Renato Araújo da Silva
Renato Araújo da Silva graduou-se em Filosofia em 2002 pela Universidade de São Paulo (USP). Pesquisador e curador, atua como consultor em arte africana das Coleções Ivani e Jorge Yunes desde 2018, Cerqueira Leite e Tomás Alvim, desde 2021. Assina exposições como curador de arte africana e asiática. Foi curador da exposição trilogia África, Mãe de Todos Nos (MON-Curitiba 2019) e da exposição “A Outra África trabalho e religiosidade” (Museu de Arte Sacra de São Paulo 2020), Crenças da Ásia – Museu de Arte Sacra e Diversidade Religiosa de Olímpia (2024). Além de ser autor de dezenas de catálogos de exposições, foi coautor do livro África em Artes (Museu Afro Brasil, 2015), é autor dos livros Arte Africana Máscaras e Esculturas 2 vols. (Beï 2024-225), Legados Arte Africana da Col. Cerqueira Leite (Unicamp-PUC-Campinas 2023), 5 mil anos de Arte Chinesa. (Instituto Confúcio 2024) e coautor de Sol Nascente a Col. de arte Japonesa Cerqueira Leite (PUC-Campinas 2024) e dos e-books Arte Afro-Brasileira altos e baixos de um conceito (Ferreavox 2016), “Temas de Arte Africana” (Ferreavox 2018), entre outros.
Marcello Dantas
Marcello Dantas é um premiado curador interdisciplinar com ampla atividade no Brasil e no exterior. Trabalha na fronteira entre a arte e a tecnologia, produzindo exposições, museus e múltiplos projetos que buscam proporcionar experiências de imersão por meio dos sentidos e da percepção. Nos últimos anos esteve por trás da concepção de diversos museus, como o Museu da Língua Portuguesa e a Japan House, em São Paulo; Museu da Natureza, na Serra da Capivara, Piauí; Museu da Cidade de Manaus; Museu da Gente Sergipana, em Aracaju; Museu do Caribe e o Museu do Carnaval, em Barranquilla, Colômbia. Realizou exposições individuais de alguns dos mais importantes e influentes nomes da arte contemporânea como Ai Weiwei, Anish Kapoor, Bill Viola, Christian Boltanski, Jenny Holzer, Laurie Anderson, Michelangelo Pistoletto, Studio Drift, Rebecca Horn e Tunga. Foi também diretor artístico do Pavilhão do Brasil na Expo Shanghai 2010, do Pavilhão do Brasil na Rio+20, da Estação Pelé, em Berlim, na Copa do Mundo de 2006. Foi curador da Bienal do Mercosul, realizada em 2022, em Porto Alegre, e é atualmente curador do SFER IK Museo em Tulum, no México. Formado pela New York University, Marcello Dantas é membro do conselho de várias instituições internacionais e mentor de artes visuais do Art Institute of Chicago.
Sobre a BB Asset
A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,8* trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 17,15% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento.
A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural.
*Dados do ranking da ANBIMA de janeiro de 2026
Sobre o CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.
Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.
Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas. Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade CCBB
A ação Vem pro CCBB conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes.
A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.
Horários da van, de quinta a domingo:
Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30
SERVIÇO
Centro Cultural Banco do Brasil Brasília Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul – Brasília – DF
Exposição: “Ancestral: Afro-Américas” Período: de 3 de março a 3 de maio, das 09h às 21h (entrada na galeria até às 20h40) Galerias: 1 e 2 Classificação indicativa: Livre Ingressos em: www.bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB Brasília Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso
Contagem regressiva para abertura da exposição “Elas & Elas na Arte”
As artistas integrantes do grupo ELAS & ELAS NA ARTE, e a CASA THOMAS JEFFERSON, têm o prazer de convidá-los para a abertura da TEMPORADA 2026 DO CTJ HALL.
Dez mulheres homenageando o DIA INTERNACIONAL DA MULHER. Além de celebrar a criação feminina, a exposição integra as comemorações do ANIVERSÁRIO DE BRASÍLIA. Os presentes serão brindados com um belo concerto de música clássica no auditório da Casa Thomas Jefferson.
Coquetel de abertura: dia 06 de março, das 18 às 21h. Visitação: de 07 de março a 09 de maio. De 2ª a 6ª feira, das 08 às 19h. Sábados, das 08 às 12h. A galeria não abre aos domingos e feriados. Local: Galeria de Arte da Casa Thomas Jefferson. SEPS 706/906, Asa Sul, Brasília -DF.
Artistas: . Ana Lucia Laudares . Ana Pimentel . Eunice Dias . Eusanete Sant Anna . Fernanda Curado . Malu Perlingeiro . Perpe Brasil . Roselena Campos . Salma Siade Manzano . Socorro Mota
No dia 28 de fevereiro, arquitetura, design e experiência se unem em um encontro pensado para encantar. A Brasal Incorporações promove um brunch especial e degustação da Momma Doces e Gelatos, a partir das 10h, no Espaço Brasal Noroeste (CLNW 2/3, Lote E – Noroeste), marcando a abertura da nova unidade decorada do Reserva Celebrare.
O encontro apresenta ao público o conceito do empreendimento em um ambiente acolhedor, permitindo conhecer de perto os espaços, as soluções arquitetônicas e o estilo de vida proposto pelo projeto. A ocasião marca a inauguração do novo apartamento decorado no empreendimento, que traduz a sua proposta contemporânea e sofisticada.
Além de condições especiais de negociação, o evento conta com transfer exclusivo até o empreendimento para visita ao novo decorado. A unidade decorada, de 110,29 m² propõe uma reflexão sobre a forma contemporânea de habitar. Com três dormitórios, sendo uma suíte e lavabo, o projeto parte da integração entre estar e cozinha. O espaço concebido para valorizar amplitude e fluidez, se torna convidativo e pensado para receber, sendo organizado em torno do convívio, onde cozinhar, receber e permanecer deixam de ser funções isoladas para se tornar experiência contínua.
Assinado por Yasodhara Chaibub e Ricardo Secunho, do escritório Rysc Arquitetura, o projeto equilibra integração e privacidade. A área social se estrutura em planos fluidos, com continuidade visual e funcional, enquanto a área íntima é discretamente protegida por soluções de marcenaria que desenham limites sem impor barreiras.
A marcenaria assume papel arquitetônico. Painéis ripados, nichos iluminados e soluções sob medida organizam os ambientes e reforçam a unidade estética. A materialidade natural, madeira, pedra, tecidos texturizados e pontos de vegetação, afasta excessos e aposta no acolhimento. A iluminação indireta reforça essa leitura, revelando profundidade e enfatizando o desenho dos planos. A paleta aposta em tons neutros e pastéis, como bege, areia, off-white e nuances suaves de cinza, ampliando a sensação de continuidade. As cores suaves e texturas naturais reforçam a proposta de refúgio urbano.
O mobiliário de desenho orgânico, da Líder Interiores, suaviza a arquitetura e tensiona as linhas retas predominantes. Sofá e mesa de contornos suaves e generosos, assim como cadeiras de traços limpos, estabelecem diálogo entre gesto e função. Os espelhos ampliam perspectivas, enquanto a adega climatizada integrada à marcenaria e o painel curvo na suíte evidenciam escolhas autorais
Em sintonia com discussões atuais da arquitetura e do design para 2026, o projeto reafirma a integração como experiência sensorial, valoriza a materialidade natural e utiliza a iluminação como ferramenta de construção espacial. As amplas esquadrias, ao favorecer luz natural e ventilação cruzada, reforçam um entendimento de conforto que vai além da estética.
Sobre o Reserva Celebrare
Com arquitetura e interiores assinados pela Dávilla, o Reserva Celebrare foi concebido a partir de uma leitura contemporânea do morar, unindo sofisticação, funcionalidade e soluções sustentáveis. As plantas vazadas privilegiam iluminação natural e ventilação generosa, enquanto a integração entre sala de estar, jantar, varanda e cozinha reforça a área social como núcleo da vida familiar. A área de serviço permanece separada na maioria das unidades, garantindo organização.
O empreendimento conta com 60 unidades privativas, com apartamentos de três quartos, de uma a três suítes, entre 98 m² e 128 m², além de coberturas duplex. As plantas oferecem opções flexíveis que permitem personalizações em fases específicas da obra, possibilitando integração ou ampliação de ambientes conforme o estilo de vida do morador.
A fachada atemporal combina grandes planos de vidro com granito branco e cinza, marcando a horizontalidade da edificação. Nos espaços de lazer, distribuídos no pilotis e nas coberturas sociais, o projeto reúne academia, piscinas adulto e infantil, sauna, espaço gourmet, churrasqueira, salão de festas, brinquedoteca, área pet e vagas para carregamento de veículos elétricos.
O paisagismo, assinado por Mariana Pimentel, valoriza a presença do verde como elemento de acolhimento e contemplação. Inspirado no paisagismo tropical, o projeto combina espécies perenes, curvas suaves e variações de texturas, integrando natureza e arquitetura de forma harmoniosa.
Sobre a Brasal Incorporações Com mais de 60 anos de história, a Brasal é um grupo multissegmentado que atua nos mercados de incorporação e construção imobiliária; produção e distribuição de bebidas; concessionária de veículos, comercialização de combustíveis e geração de energia limpa e renovável. Em 2003, a Brasal Incorporações iniciou sua operação no mercado de Brasília. Carregando atributos que valorizam o lazer, a segurança, a tecnologia e a boa localização, com projetos que proporcionam tempo de qualidade para quem compra, vivencia ou investe em um Brasa, chegou ao mercado de Goiânia em 2011. Em 2015, também lançou seu primeiro empreendimento em Uberlândia.
Nos seus 22 anos de operação com foco em empreendimentos residenciais, comerciais e loteamentos, conta com mais de 10.000 unidades entregues, em obra e lançadas, cerca de 1,6 milhão de m² construídos e aproximadamente R$8 bilhões em VGV (volume geral de vendas) lançados.
Atualmente, totaliza mais de 1.600 colaboradores diretos e é reconhecida como uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Centro-Oeste (Great Place to Work). Além disso, seu Sistema de Gestão foi aprovado em uma das mais importantes e respeitadas certificações de excelência: Bureau Veritas, para norma PBQP-H/SIAC nível A e ISO 9001, com auditorias anuais de conformidade.
Cada lançamento de produto traz consigo a característica de oferecer projetos inspiradores, com tecnologia, atemporalidade e o cliente no centro do negócio. Todos eles feitos sob os mais exigentes critérios de inteligência e excelência construtiva, que visam processos sustentáveis no âmbito social e ambiental.
A Brasal Incorporações trabalha para que a satisfação seja o elo entre sua marca e seus clientes, internos e externos. Pois confiança gera resultado.
Serviço – inauguração novo decorado Reserva Celebrare
Iniciativa vai distribuir R$ 17,5 mil e destacar a biodiversidade dos parques do DF por meio da fotografia
Estão abertas as inscrições para a primeira edição do Prêmio de Fotografia Onça Pintada, que vai distribuir R$ 17.500,00 em premiações com fomento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC). O projeto convida fotógrafos, amadores e profissionais, a retratarem a biodiversidade dos parques ecológicos do DF, por meio de obras no formato quadríptico – isto é, composições formadas por quatro imagens que se unem em uma narrativa visual única.
Dentre as obras recebidas, serão selecionadas 20, as quais integrarão uma exposição coletiva – presencial e virtual – e um catálogo impresso e digital. Entre essas, três serão premiadas por votação popular nas redes sociais, recebendo R$ 3.500,00 (1º lugar), R$ 2.500,00 (2º) e R$ 1.500,00 (3º). Já todos os demais selecionados receberão um prêmio de participação de R$ 500,00, garantindo reconhecimento a cada artista incluído na mostra.
Para participar, é preciso ser maior de 18 anos e residir no DF ou na RIDE-DF, podendo cada autor inscrever até duas obras. As inscrições, gratuitas, seguem abertas até 10 de março de 2026 e exclusivamente por meio do formulário online disponível na bio do perfil oficial do Prêmio no Instagram. A seleção das 20 obras, por sua vez, será feita por uma comissão avaliadora com base em critérios como adequação ao tema, qualidade técnica, criatividade e potencial de reflexão sobre a preservação ambiental.
Após a seleção, as obras concorrerão aos três primeiros lugares por meio de uma votação pública, entre 1º e 30 de abril diretamente nas redes sociais do projeto. Por fim, a exposição com todas as obras selecionadas seguirá em cartaz até 14 de maio, no hall do Edifício Ana Maria Primavesi no Campus da Faculdade UnB Planaltina (FUP), data em que também serão anunciados os vencedores e lançado o catálogo digital.
Para acessar o edital completo, obter o link de inscrição e acompanhar todas as atualizações, os interessados podem visitar o perfil oficial: @premio_onca_pintada.
Serviço:
Prêmio de Fotografia Onça Pintada
Inscrições: até 10 de março de 2025
Votação pública: entre 1º e 30 de abril
Exposição: de 1º de abril a 14 de maio no hall do Edifício Ana Maria Primavesi no Campus da Faculdade UnB Planaltina (FUP)
A expografia como método curatorial para coleções | Conversa com Emerson Dionísio de Oliveira
No dia 25 de fevereiro, das 17h às 19h, a Referência Galeria de Arte realiza a conversa “A expografia como método curatorial para coleções”, com o curador Emerson Dionísio de Oliveira. Durante o encontro, serão abordadas questões sobre projetos expográficos que costumam ser negligenciadas na curadoria de coleções e acervos. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos.
Em Sussurros, a curadoria propõe uma mostra em que as obras constroem alianças provisórias por afinidade, adaptando-se a outras obras e aos espaços para além das intenções de seus criadores. A proposta parte da ideia de que as obras se conhecem, partilham segredos e sussurram pelas bordas, frestas e ruídos. Trata-se de um jogo poético que busca instigar o público a “sussurrar” para as obras.
A exposição foi construída por meio de um processo dialógico, que prioriza a força do conjunto em vez da interpretação isolada de cada obra. “Neste encontro, detalharemos como o desenho da exposição Sussurros construiu o processo de seleção das obras de forma colaborativa e ativa. Buscamos explicitar os jogos e as decisões espaciais e sua relação com novas compreensões sobre as obras expostas”, informa o curador.
Em exibição até 14 de março, a mostra convida o público a uma experiência de escuta sensível e imaginativa, na qual as obras dialogam de forma sutil e não monumental. O sentido emerge da atenção às relações e percepções entre elas, mais do que de significados explícitos ou revelações objetivas. A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 14h, com entrada gratuita. A Referência Galeria de Arte está localizada na CLN 202, Bloco B, Loja 11, Subsolo, Asa Norte, Brasília (DF). Telefone: +55 (61) 3963-3501; WhatsApp: +55 (61) 98162-3111. Instagram: @referenciagaleria.
Sobre o curador
Emerson Dionísio de Oliveira é historiador da arte, doutor em História pela Universidade de Brasília (UnB) e professor do Departamento de Artes Visuais da mesma instituição. Foi diretor do Museu de Arte Contemporânea de Campinas (SP) e editor das revistas Em Tempo de Histórias, Museologia e Interdisciplinaridade e VIS. Atualmente, é editor da revista MODOS. História da Arte.
É autor de Museus de Fora (2010) e organizador de publicações como Instituições da Arte (2012), Histórias da Arte em Exposições (2015), Histórias da Arte em Coleções (2016), Histórias da Arte em Museus (2020), Musealização da Arte (2023) e Políticas da Diferença: colaborações, cooperações e alteridades na arte (2024).
Sobre a Referência Galeria de Arte
Fundada em 25 de novembro de 1995 por Onice Moraes e José Rosildete de Oliveira, a Referência Galeria de Arte iniciou sua trajetória com uma exposição inédita de Amilcar de Castro em Brasília. Ao longo de seus 30 anos de atuação, realizou mostras de artistas consagrados, como Athos Bulcão, Carlos Vergara e Claudio Tozzi, além de apresentar jovens artistas que hoje ocupam lugar de destaque na cena contemporânea.
Desde 2004, Paulo Moraes de Oliveira integra a sociedade, participando da administração e das decisões estratégicas da galeria. A Referência atua na promoção de artistas em diferentes estágios de carreira, com especial atenção à produção de Brasília e do Centro-Oeste, reafirmando seu compromisso com a diversidade, a representatividade e o fortalecimento do sistema da arte fora dos eixos hegemônicos.
Em 2026, a galeria dá continuidade aos projetos iniciados em 2025, como os cursos livres e as mostras de acervo, e aprofunda o diálogo com instituições de arte para a realização de exposições de artistas representados. A programação expositiva do ano já está definida, com exposições de maior duração, visando ampliar e qualificar a experiência de visitação. Além das atividades em sua sede, a Referência desenvolve projetos externos em importantes instituições culturais do país, reafirmando sua atuação para além do espaço físico e seu compromisso com a circulação da arte contemporânea.
Serviço:
A expografia como método curatorial para coleções
Conversa com o curador Emerson Dionísio de Oliveira
Quando | 25/02, das 17h às 19h
Onde | Referência Galeria de Arte
Entrada | Gratuita
“Sussurros”
Mais de 100 obras de 30 artistas visuais em pequenos formatos
Curadoria | Emerson Dionísio de Oliveira
Montagem com assistência dos alunos do curso livre da Referência “Montagem: a condição expositiva”
Sala Principal e Sala Acervo
Visitação | Até 14/03/2026
De segunda a sexta, das 10h às 19h
Sábado, das 10h às 14h
Entradas | GratuitaClassificação indicativa | Livre para todos os públicos
Estão abertas até 5 de março de 2026 as inscrições para o concurso “Transforme Seu Quadrado”, iniciativa do Instituto da Associação Comercial do Distrito Federal (Instituto ACDF), que vai selecionar propostas inovadoras de requalificação urbana no Setor Comercial Sul (SCS), região estratégica e simbólica do centro de Brasília.
O concurso integra as ações do projeto Brasília Hub Criativo e tem como foco a promoção de impacto social positivo, sustentabilidade, acessibilidade e valorização da identidade cultural local. A iniciativa também contribui para o fortalecimento da chancela UNESCO Cidade Criativa do Design, título concedido a Brasília em 2017.
Projeto de impacto social
O Transforme Seu Quadrado é um projeto de impacto social que aplica, na prática, o papel do design como ferramenta de transformação urbana e fortalecimento comunitário. Em sua primeira edição no SCS, a proposta é transformar espaços subutilizados em locais agradáveis, habitáveis e funcionais, a partir da escuta ativa, da cocriação e do uso real do território pela comunidade local.
O projeto conecta mentores, estudantes universitários, organizações da sociedade civil e moradores em processos colaborativos de diagnóstico, ideação e prototipagem de soluções urbanas. O conhecimento técnico do design se soma ao saber local para gerar intervenções contextualizadas, acessíveis e sustentáveis.
Mais do que qualificar espaços físicos, a iniciativa promove pertencimento, protagonismo comunitário e educação prática, estimulando o cuidado coletivo, a valorização cultural e a construção de cidades mais humanas e inclusivas.
Quem pode participar
O edital é voltado a Organizações da Sociedade Civil (OSCs) sediadas no Distrito Federal. Cada equipe deverá ser composta obrigatoriamente por:
A proposta deve apresentar soluções criativas e viáveis para a regeneração de espaços públicos, considerando o espaço urbano como lugar de encontro, convivência e pertencimento.
Processo de seleção
Serão pré-selecionados até cinco projetos finalistas por uma equipe de curadores formada por representantes da academia, mercado, associações profissionais e SETUR/DF.
Os finalistas passarão por etapas de:
• Diagnóstico participativo
• Cocriação e prototipagem
• Implementação
• Ativação cultural
Entre os cinco projetos, um será escolhido como vencedor e receberá R$ 20 mil para implementação inicial ou total da proposta, mediante comprovação financeira e acompanhamento dos curadores do Instituto ACDF.
Além da premiação, os participantes terão acesso a mentorias técnicas com especialistas em design, urbanismo e sustentabilidade, certificação e divulgação dos resultados em catálogo digital e mostra pública.
Conexão com os ODS
O concurso está alinhado à Agenda 2030 da ONU e contempla os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável:
• ODS 4 – Educação de Qualidade
• ODS 10 – Redução das Desigualdades
• ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis
• ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes
• ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação
Brasília Cidade Criativa do Design
A chancela “Brasília Cidade Criativa do Design” reconhece internacionalmente cidades que utilizam o design como ferramenta estruturante de desenvolvimento urbano, social, cultural e econômico. Brasília integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO, que reúne mais de 350 cidades no mundo, sendo 53 no campo do Design.
O reconhecimento posiciona a capital como hub de design, inovação e políticas criativas, reforçando o uso do design como instrumento estratégico de transformação social.
Mostra pública e fórum internacional
O resultado do concurso será divulgado no dia 10 de março, durante o coquetel de abertura do II Fórum Cidades Criativas Design – Internacional, que ocorrerá presencialmente com participação de Brasília, Curitiba e Fortaleza, e online com cidades como Buenos Aires (Argentina), Querétaro (México), Torino (Itália), Asahikawa (Japão) e Covilhã (Portugal).
Como se inscrever
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 5 de março por meio do link disponível na bio do Instagram @brasiliacidadecriativa ou pelo formulário eletrônico:
Mostra reúne obras de dezoito artistas ligados à formação do pensamento artístico brasiliense
Dando início ao programa expositivo da Cerrado Galeria em 2026, a exposição Modernismos: uma e muitas Brasílias, com curadoria de Carlos Lin, é inaugurada no dia 25 de fevereiro 2026, propondo um recorte da produção artística vinculada à formação de Brasília, com foco nas obras realizadas na cidade entre as décadas de 1960 e 1970. A mostra tem visitação gratuita, nos horários de funcionamento do espaço, e reúne trabalhos de dezoito artistas que contribuíram para a constituição do pensamento artístico modernista brasiliense e para a diversidade de linguagens e procedimentos do período: Ailema Bianchetti, Alfredo Volpi, Athos Bulcão, Betty Bettiol, Bruno Giorgi, Douglas Marques de Sá, Félix Barrenechea, Glênio Bianchetti, Lêda Watson, Maciej Babinski, Marília Rodrigues, Milton Ribeiro, Minnie Sardinha, Paulo Iolovich, Roberto Burle Marx, Rubem Valentim, Solange Escosteguy e Stella Maris.
Com obras em desenho, gravura, pintura, objeto, escultura e tecelagem, a exposição evidencia o alto grau de experimentalismo do período e a coexistência de múltiplos modernismos no Distrito Federal. Mais do que um panorama fechado, a mostra propõe um recorte possível dentro de um campo artístico amplo e complexo.
Modernismos: uma e muitas Brasílias integra o ciclo “Raízes modernistas”, realizado simultaneamente em Brasília e Goiânia. Em Goiânia, o diretor artístico da galeria, Divino Sobral, assina a curadoria da exposição intitulada Um modernismo no Oeste, a ser inaugurada no dia 14 de março. O projeto parte dos processos de formação dos circuitos artísticos locais, vinculados à modernização do interior do país.
“Brasília é herdeira do princípio da ruptura que, de certo modo, define o Moderno”, destaca o curador Carlos Lin. Muito antes de sua inauguração oficial, Brasília já existia como projeto político, urbano e simbólico, afirmando-se como um dos principais experimentos do modernismo no Brasil. O Plano Piloto de Lúcio Costa, os edifícios de Oscar Niemeyer, os cálculos de Joaquim Cardozo, o paisagismo de Roberto Burle Marx e os painéis de Athos Bulcão integraram arte, arquitetura e cidade.
O Modernismo no Planalto Central resultou do trabalho coletivo de agentes de diversas regiões do país e do mundo, que contribuíram para a transformação contínua do território. Por outro lado, a formação artística local teve papel central nesse processo com a Universidade de Brasília consolidando-se, ao longo dos anos, como polo de ensino e difusão cultural, enquanto ateliês e espaços independentes, como os de Félix Alejandro Barrenechea e o Centro de Criatividade da 508 Sul, ampliaram os circuitos de produção e debate estético e político.
Dessa forma, a Cerrado Galeria assume a imagem das raízes do cerrado para reafirmar seu compromisso com a valorização da história da arte no Centro-Oeste e com a construção da memória cultural da região.
Sobre o curador Carlos Lin
Carlos Lin (1963) vive e trabalha em Brasília. Graduado em História pela UnB, com especialização em Educação e Linguagens Artísticas e mestrado em Artes, é artista visual, curador independente, teórico e crítico de arte.Atuou como professor no Departamento de Artes Visuais da UnB, dirigiu a Galeria A Capitu e a Galeria Casa e integrou o Conselho de Cultura do Distrito Federal. Participa do circuito das artes visuais no Distrito Federal e no país, desenvolvendo pesquisa e curadorias no cruzamento entre arte e educação.
Sobre a Cerrado
Com sedes em Brasília e Goiânia, a Cerrado Galeria consolidou-se como um dos principais espaços de difusão da arte contemporânea no Centro-Oeste. A galeria promove a circulação de artistas jovens e consagrados, investe na formação de público e fomenta novas coleções. Sua programação reúne exposições, debates e ações educativas.
Serviço:
Modernismos: uma e muitas Brasílias –Curadoria de Carlos Lin
Onde: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília/DF
Quando: 25 de fevereiro a 18 de março – segunda a sexta:10h às 19h; sábado: 10h às 13h
Projeto transmídia consolida-se como ferramenta essencial de formação, networking e registro da cadeia produtiva do design brasiliense, com participação de em torno de 50 profissionais em todas as suas temporadas.
O Design em Rede, iniciativa que transforma diálogos entre criadores em conteúdo multiplataforma, disponibiliza os produtos de sua quarta edição. O projeto, que desde 2021 pesquisa a economia criativa local, encerra mais um ciclo com a publicação de uma nova temporada da websérie, uma série de episódios do podcast e mais um volume do livro digital. Todo o material está disponível gratuitamente nas plataformas do projeto.
Com o objetivo de conhecer, conectar e difundir a cadeia produtiva do design no Distrito Federal, o Design em Rede promove encontros entre designers, artífices, técnicos e empreendedores. A iniciativa, realizada pela Etcetera Produções e Raruti Comunicação e Design com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, já realizou, ao longo de suas quatro edições, 28 bate-papos e 4 Design Talks, reunindo nomes expressivos da cena local.
Conteúdo Multinicho: Conheça os Produtos da 4ª Edição
A força do projeto está na sua capacidade de destrinchar um mesmo encontro em diferentes formatos, atendendo a públicos variados e valorizando a profundidade dos debates.
Websérie Design em Rede – 4ª Temporada: Uma imersão visual nos ateliês e processos criativos. Com seis episódios, a série captura a materialidade e a poética por trás do ofício. Os episódios são: “Conexões de Fibra” (com Juão de Fibra e Lucas Caramés); “Viver de Barro” (Felipe Laraia e Débora Amorim); “A Poética do Vidro” (Patrícia Bagniewski); “Design e Associativismo” (Alessandra Pinheiro e Marcos Moreira da Adegraf); “Ecossistema Criativo” (Arielle Martins e Bárbara Gomes da Alô Artista); e “Do Microscópio ao Produto” (Carolina Nogueira e Cândida Oliveira do SESI Lab).
Podcast Design em Rede: Os diálogos aprofundados ganham forma sonora, ideal para quem busca reflexões sobre mercado, processos criativos e os desafios da profissão. Os episódios trazem debates sobre antropologia do consumo, sustentabilidade, upcycling, cenografia, design gráfico, mobiliário, joia, vidro, cerâmica, arte, cidade e patrimônio cultural, etc.
Livro Digital: A publicação reúne e amplia o conhecimento trocado nos encontros, servindo como um registro textual e visual durável do ecossistema criativo do DF. É uma ferramenta de consulta e inspiração que documenta cases, pesquisas, técnicas, processos e trajetórias.
Artífices e Designers: A Riqueza da Cocriação
O Design em Rede vem destacando a importância da colaboração horizontal entre criadores. Em edições anteriores, ao lado de designers consagrados como Dimitri Lociks (Choque Design), Danilo Vale, Gabriela Tenorio (urb), Carol Nemoto (Miwa), Aníbal Diniz (Matriz Visuais), Liz Sandoval (Cinema Urbana), Jana Ferreira, Ana Catharina Marques (Espaço D), Nina Coimbra, Simone Souza (Dedim), Claudia El-moor (Eye Design), Letícia Brasileiro, Alessandra Mourão (Moou), Flávia Amadeu, Raquel Chaves, Edson Coutinho (Tok&Stok), Fred Hudson, Hugo Gripa, Eduardo Borém, e os professores/pesquisadores Evandro Perotto, Marco Aurélio Lobo Junior e Fernanda Torres, participaram artífices fundamentais que contribuíram na reflexão sobre o fazer design. Dentre eles, a cenógrafa e marceneira Poli Salomé (Galpão Salomé), a empreendedora Daniela Queiroz (Natteca), além de ourives, costureiras, marceneiros, serralheiros e restauradores que trouxeram para o debate o domínio de técnicas, o manuseio de maquinário e a pesquisa material, evidenciando a extensão e a interdependência da cadeia.
Design no DF: A Importância de Tecer Redes
O setor do design no Distrito Federal vive um momento de efervescência e reconhecimento. Iniciativas como o Design em Rede são importantes para estruturar esse mercado, pois atuam na formação de redes e na promoção da colaboração entre os diversos agentes, dos criadores aos executores. Ao documentar e disseminar esses saberes, o projeto fortalece os profissionais individualmente e consolida a identidade do design brasiliense, fomentando reflexões, parcerias e novas oportunidades de negócio na economia criativa.
Além disso, parcerias estratégicas se firmam ao longo dos anos com instituições de ensino e fomento e associações, como o Instituto Federal de Brasília (IFB) – Campus Samambaia, a Universidade de Brasília (UnB), o IESB, a Adegraf e a Adepro, além de iniciativas e eventos como Mapa Design Brasília, Brasília Design Week e Fórum Cidades Criativas – Design.
Sobre o Design em Rede: Projeto transmídia que utiliza o design como eixo para conectar profissionais, estimular trocas e produzir conteúdo educativo e de difusão gratuita (websérie, podcast e livro digital). Realizado pela Etcetera Produções e Raruti Comunicação e Design, é viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.
“Transbordar o mundo” reúne mais de 60 obras e ambiente imersivo, convidando público a revisitar a trajetória de uma das principais artistas da arte brasileira
Pela primeira vez em Brasília, o Centro Cultural TCU apresenta a exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”, mostra inédita que convida o público a revisitar a trajetória deuma das figuras centrais do modernismo brasileiro. A exposição será aberta para visitação em 11 de fevereiro e permanecerá em cartaz até 10 de maio de 2026, com entrada gratuita.
A mostra reúne mais de 60 obras e apresenta um panorama amplo e crítico da produção artística e intelectual de Tarsila do Amaral. Entre os destaques está Operários, uma das obras mais emblemáticas da artista e da história da arte brasileira, referência incontornável da chamada fase social, em que Tarsila aborda de forma direta o mundo do trabalho e o processo de industrialização no país.
Além das obras originais, a exposição conta com uma sala imersiva concebida como um núcleo de experimentação sensorial e diálogo contemporâneo com a obra de Tarsila. Com projeções de pinturas icônicas como Abaporu, A Cuca e Antropofagia, o ambiente — inspirado nos chamados “jardins tarsilianos”, paisagens exuberantes e imaginárias recorrentes em seu universo visual — amplia as formas de fruição dopúblico.
Detalhes da exposição
Organizada em quatro núcleos curatoriais, a mostra acompanha os deslocamentos do olhar de Tarsila ao longo de sua trajetória: dos primeiros anos da produção como pintora até chegar à fase social, marcada por uma abordagem mais direta das desigualdades e transformações estruturais do país.
Além disso, outros dois núcleos abordam a fase de descoberta do espaço ao seu redor, conciliando a velocidade das metrópoles ao tempo dilatado da vida nointerior, e do mundo da imaginação, com cores e formas fantásticas.
O público também poderá conferir obras como São Paulo, Estrada de ferro Central do Brasil, Autorretrato I, Palmeiras, Floresta e o retrato de Mário de Andrade, entre outras.
Curadoria da exposição e da sala imersiva
Com curadoria de Karina Santiago, Rachel Vallego e Renata Rocco, a exposição apresenta Tarsila como um “corpo-em-obra”, cuja produção artística e intelectual se constrói em permanente elaboração, atravessando as principais inquietações estéticas, sociais e políticas do século XX.
Licenciado pela Tarsila do Amaral licenciamento e Empreendimentos S.A. e desenvolvido pela empresa Live Idea, o espaço imersivo tem curadoria de Paola Montenegro, sobrinha-bisneta de Tarsila do Amaral e diretora da Tarsila S.A., em parceria com Juliana Miraldi. A atuação das profissionais articula novas linguagens artísticas, pesquisa, tecnologia e mediação contemporânea da obra da artista.
A exposição conta com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) — onde tem patrocínio BNDES, tem Governo do Brasil — e do Banco de Brasília (BRB), e apoio do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis).
Arte-educação
Além da mostra, o Centro Cultura lTCU oferecerá programação educativa complementar, com visitas mediadas e ações voltadas a estudantes, professores e público em geral. Também serão realizadas oficinas de arte-educação aos finais de semana, em diálogo com a temática da exposição.
Serviço
Transbordar o mundo: os olhares de Tarsilado Amaral Data: 11 de fevereiro a 10 de maio de 2026. Entrada gratuita
Local: Centro Cultural TCU – Brasília/DF Setor de Clubes Sul, Trecho 3
A mostra, com curadoria de Gisele Lima e Camila Netto, reúne obras dos artistas Isabel Se Oh e Rodrigo Machado na galeria A Pilastra, questionando fronteiras entre corpo, objeto, natureza e cultura.
Em um cenário onde a cerâmica contemporânea ainda é rara no circuito artístico de Brasília, a exposição “Corpo-coisa-planta-bicho” se apresenta como um marco reflexivo e sensível. Com obras de Isabel Se Oh e Rodrigo Machado, a mostra utiliza o barro não como fim, mas como ponto de partida para um debate sobre as delimitações porosas entre o humano, o animal, o vegetal e o objeto. A curadoria propõe um exercício de escuta e percepção, convidando o público a reconhecer as várias naturezas que coexistem dentro e fora de si.
Corpo-coisa-planta-bicho será aberta à visitação dia 29 de janeiro, às 19h, com a presença das curadoras e dos artistas para um brinde. A mostra fica em cartaz até 28 de fevereiro, sempre de quarta a sábado das 14h às 19h, com entrada franca e livre para todos os públicos. Nesses dias e horários, visitantes contam com a presença de monitoras para apresentar a exposição.
A escolha dos artistas não é casual. Isabel Se Oh, nascida em Uruguaiana (RS) e filha de imigrantes coreanos, hoje radicada em Brasília, desenvolve uma pesquisa artística que explora narrativas de tempo e espaço internos, trabalhando sobretudo com a porcelana e a cerâmica. Seu trabalho orbita temas como espera, convalescença, resiliência e luto, resgatando memórias pessoais e coletivas de forma sensível e autobiográfica.
Rodrigo Machado, natural de Sobradinho (DF), traz para a cerâmica uma trajetória singular que conjuga sua atuação de quase 25 anos como assessor de imprensa cultural com uma prática artística intuitiva e investigativa. Suas formas orgânicas e exuberantes emergem de um diálogo sensível com o barro, recusando-se a limites técnicos e convidando a múltiplas interpretações a partir de uma poética do estranhamento. Juntos, eles elevam o barro à condição de pensamento e transformam a exposição em uma experiência que vai além da contemplação, propondo um campo de reflexão sobre existência e sensibilidade.
Descentralização como gesto político
Realizada na galeria A Pilastra, localizada em área periférica da cidade, a exposição assume claramente uma postura política de descentralização do acesso à arte. A curadoria defende que a produção contemporânea de qualidade deve ocupar diversos territórios, rompendo com a lógica de que a “arte de elite” pertence apenas a espaços tradicionais. A iniciativa reforça o compromisso de democratizar a fruição artística, entendendo-a como ferramenta de educação, crítica e ampliação do repertório simbólico para todos.
A cerâmica como linguagem conceitual
Questionando historicamente a separação entre artesanato e arte, “Corpo-coisa-planta-bicho” apresenta a cerâmica como suporte de discurso crítico e investigação poética. As obras expostas são esculturas que flertam com a instalação, nas quais o barro deixa de ser utilitário para se tornar linguagem. A materialidade – e seu processo lento, manual e imprevisível – é aqui entendida como um contraponto ao ritmo acelerado e digital da contemporaneidade, reconectando o espectador a noções de tempo, ancestralidade e presença.
Cenário futuro e impacto cultural
A exposição surge em um momento de crescente interesse pela cerâmica artística em Brasília, refletindo um movimento global de retomada de práticas manuais e processos reflexivos. Para a curadoria, a mostra não apenas legitima o barro como meio expressivo relevante no circuito contemporâneo, mas também fortalece a ideia de uma cena cultural mais plural e descentralizada. Espera-se que o visitante saia atravessado por perguntas sobre as animalidades e naturezas internas muitas vezes silenciadas no cotidiano.
O título “Corpo-coisa-planta-bicho” funciona como uma sequência aberta e não hierarquizada, espelhando a própria proposta das obras: borrar categorias e convidar a uma leitura sensorial e afetiva. A exposição permanece em cartaz na A Pilastra, reafirmando o poder da arte como espaço de encontro, questionamento e transformação do olhar.
Sobre a curadoria:
Gisele Lima é curadora, pesquisadora e diretora da galeria-escola A Pilastra. Formada em Teoria, Crítica e História da Arte pela Universidade de Brasília, investiga desde 2015 processos de criação e curadoria a partir de perspectivas dissidentes, com atenção às narrativas plurais, pedagogias experimentais e à arte como prática crítica e coletiva. À frente da Pilastra desde 2019, coordena programas de formação e residências artísticas, articulando exposições e experiências educativas em diálogo com territórios periféricos e saberes decoloniais. Foi idealizadora do projeto Sinestesia (2021–2024) e co-curadora de mostras como “Triangular – Arte deste Século” na Casa Niemeyer – UnB, eleita a melhor exposição coletiva institucional pela revista Select em 2019.
Camila Netto é curadora cuja prática se dedica a investigar as camadas sensíveis que emergem entre a intimidade, a morada e os territórios de pertencimento e êxodo. Sua atuação parte da compreensão da exposição como linguagem que revela tensões profundas entre rigidez e sutileza, brutalidade e delicadeza, força e fragilidade. Interessa-lhe a exposição enquanto gesto de acolhimento capaz de revelar silêncios, gestos íntimos e as marcas de quem transita entre lugares. Sua prática curatorial opera na intersecção entre o político e o sensível, pensando a poética do habitar e as formas pelas quais a arte pode tensionar, reconfigurar e ampliar percepções.
Sobre os artistas:
Isabel Se Oh nasceu em Uruguaiana (RS) e é filha de imigrantes coreanos, residindo atualmente em Brasília. Sua investigação artística dedica-se às narrativas de um tempo e espaço internos, operando sobretudo na materialidade da porcelana e da cerâmica. Seu trabalho circunda as temáticas da espera, da convalescença e da resiliência em processos de luto e ressignificação, tangenciando também tensões reprimidas e desejos não realizados. Como descendente de imigrantes sul-coreanos, seus tópicos de interesse perpassam a herança cultural multifacetada, a memória, a transferência e questões acerca do afeto, da sobrevivência, do cuidado e da tradição.
Rodrigo Machado, natural de Sobradinho (DF), constrói uma trajetória singular que entrelaça profissionalismo e expressão artística. Com quase 25 anos de atuação como assessor de imprensa especializado em cultura, desenvolveu um olhar aguçado e uma profunda conexão com o universo das artes. Foi na cerâmica, no entanto, que descobriu sua própria voz criativa. Sua produção emerge de maneira intuitiva, a partir do diálogo sensível com o material, recusando a limitação a uma única técnica e apresentando-se como um campo de experimentação plural. Sua inspiração alinha-se a uma poética do estranhamento, onde se encontram fascínio, desejo e um certo incômodo.
Serviço:
Corpo-coisa-planta-bicho
Local: A Pilastra
Endereço: Guará II – QE 40 Rua 09 Lote 8
Abertura: 29 de janeiro, quinta-feira, às 19h
Visitação: até 28 de fevereiro, sempre de quarta a sábado, das 14h às 19h
Diante da raridade de mostras de cerâmica contemporânea em Brasília, qual a tese central ou o questionamento que esta exposição propõe ao público e ao circuito de arte da cidade?
A materialidade é o ponto de partida da exposição, mas não seu destino. Corpo-coisa-planta-bicho propõe uma reflexão sensível sobre as fronteiras — porosas e instáveis — entre corpo e objeto, entre o reino animal e o vegetal, entre aquilo que é natureza e aquilo que se torna cultura pelas mãos humanas.
A partir do barro, matéria ancestral e carregada de memória, a exposição convida o público a pensar as naturezas em que existimos: as que habitamos, as que criamos e aquelas que habitam dentro de nós. Em um circuito pouco habituado à cerâmica como linguagem da arte contemporânea, a mostra afirma o barro como pensamento, gesto e discurso crítico.
Por que escolher Isabel Se Oh e RodrigoMachado? O que no trabalho de cada um cria um diálogo potente para esta exposição coletiva?
A escolha de Isabel Se Oh e Rodrigo Machado parte de uma aproximação estética e conceitual que se revela de maneira sutil, porém consistente para além da afinidade formal. O diálogo entre os dois artistas se estabelece no modo como cada um se relaciona com a matéria. Em suas pesquisas, o barro deixa de ser apenas suporte e se torna pensamento. Isabel opera a partir de uma poética do gesto, acessando camadas sensíveis ligadas ao corpo, à memória e ao inconsciente. Rodrigo, por sua vez, constrói formas orgânicas e exuberantes que tensionam a ideia de corpo e de natureza, sugerindo estados de transformação contínua.
O encontro desses dois percursos permite que a exposição seja pensada não apenas como um conjunto de obras, mas como uma experiência para o visitante — onde a materialidade da cerâmica sustenta um campo de reflexão sobre criação, existência e sensibilidade contemporânea.
Realizar uma exposição de arte contemporânea em um espaço periférico é também um ato político. De que forma a curadoria pretende descentralizar o acesso e desafiar a ideia de onde a “arte de elite” deve acontecer?
Democratizar o acesso à arte é um valor central da A Pilastra e, consequentemente, da curadoria assinada por mim e por Camila. Levar uma exposição de arte contemporânea para um espaço periférico é um posicionamento político claro: afirmar que a arte não pertence a um território exclusivo, nem a um público restrito.
Acreditamos que a arte é educação, provocação ao pensamento crítico, lazer e fruição sensível. Proporcionar exposições de qualidade fora dos espaços tradicionalmente elitizados contribui para a construção de repertório cultural, amplia horizontes simbólicos e reafirma o direito de todas as pessoas ao acesso à produção artística contemporânea.
A cerâmica tradicionalmente carrega heranças do artesanato e do utilitário. Como Isabel Se Oh e Rodrigo Machado subvertem essas tradições em suas obras, afirmando-a como uma linguagem da arte contemporânea?
Existe uma discussão histórica — e ainda muito presente — sobre a separação entre artesanato e arte com “A” maiúsculo, assim como entre arte popular, naïf e arte contemporânea. Partindo desse debate, é importante afirmar que, nesta exposição, não estamos diante de objetos utilitários e sim de esculturas, e que também se aproximam das ideias de instalação e do pensamento espacial.
No entanto, mais do que superar uma classificação formal, o que legitima essas obras como arte contemporânea é o pensamento poético e conceitual depositado no fazer. Isabel Se Oh e Rodrigo Machado materializam reflexão, pesquisa e discurso crítico por meio da cerâmica. Aqui, o barro não é suporte funcional, mas linguagem — pensamento que se torna forma.
Poderia detalhar um aspecto técnico ou conceitual específico no trabalho de cada artista que você, como curadora, considera fundamental para que o público compreenda a profundidade da proposta?
A escolha cromática de ambos os artistas é um elemento central da exposição. Os tons esbranquiçados, desaturados e por vezes opacos criam uma atmosfera comum, quase suspensa, que desloca a cerâmica de uma leitura tradicional e imediata.
No trabalho de Rodrigo Machado, destaco a técnica e a construção formal marcada por uma organicidade exuberante, que intriga o olhar e sugere corpos em transformação, volumes que parecem pulsar ou crescer. Já em Isabel Se Oh, a poética do gesto é fundamental: suas peças acessam camadas profundas do inconsciente, do identitário e do âmago da existência, evocando afetos, memórias e estados sensíveis difíceis de nomear, mas fáceis de sentir.
Esta exposição é um marco por seu recorte. Que caminhos ou possibilidades você vislumbra para o cenário da cerâmica artística em Brasília tendo esta mostra como reflexo?
A cerâmica artística tem ganhado espaço na cena contemporânea mundial e, localmente, já é possível perceber o surgimento de ateliês, coletivos e iniciativas dedicadas a essa linguagem. Entendo esse movimento como uma resposta direta aos tempos acelerados em que vivemos, marcados pela tecnologia, pela inteligência artificial e pela lógica da produtividade imediata.
A cerâmica exige tempo, escuta e presença. Ela não responde a comandos rápidos: depende da manualidade, do acaso, do fogo, da matéria e de uma complexa equação de fatores até se concluir. Nesse sentido, a cerâmica artística opera como um gesto contracorrente, um respiro diante de um modelo social que nos adoece. Ela reconecta o presente à terra, à natureza, ao passado e à ancestralidade que esse fazer carrega.
Qual é a principal impressão ou reflexão que você espera que o visitante leve para casa após percorrer esta exposição?
Espero que o visitante saia da exposição atravessado por uma pergunta: quais animalidades, naturezas e universos internos temos deixado de acessar dentro de nós mesmos?
Mais do que respostas, a exposição propõe um estado de escuta e de reconhecimento dessas camadas sensíveis que muitas vezes silenciamos no cotidiano.
Qual você acredita que seja o significado ou a importância desta mostra para a cena cultural brasiliense?
Corpo-coisa-planta-bicho afirma a cerâmica como linguagem legítima da arte contemporânea em Brasília, ampliando o repertório do circuito local e tensionando hierarquias ainda presentes na cena cultural.
Além disso, a exposição fortalece a ideia de que produções conceituais, experimentais e potentes podem — e devem — ocupar espaços diversos da cidade, contribuindo para uma cena mais plural, descentralizada e conectada com as urgências do nosso tempo.
Que diálogo se estabelece entre o título da exposição e as obras, e como ele convida o público a construir suas reflexões ao longo desse percurso?
O título Corpo-coisa-planta-bicho funciona como uma sequência aberta, sem hierarquia, que sugere estados de existência em constante trânsito. Ele reflete diretamente o universo das obras, que borram fronteiras entre o humano, o objeto, o vegetal e o animal.
Ao percorrer a exposição, o público é convidado a construir suas próprias conexões entre essas categorias, percebendo como elas se atravessam, se contaminam e coexistem. O título não oferece uma chave de leitura fechada, mas um convite à experiência — sensorial, afetiva e reflexiva.
Nova loja terá projeto sensorial assinado pelo arquiteto Glauter Suassuna e promete transformar a experiência de compra em uma imersão no “sono perfeito”.
A Simmons Colchões vai ampliar sua presença no Distrito Federal com a inauguração de um novo e moderno showroom na Asa Norte, em Brasília. Localizada na Quadra 708 Norte, a loja terá cerca de 200 metros quadrados e aposta em um conceito inovador que vai além da exposição tradicional de colchões.
O projeto de design é assinado por Glauter Suassuna, profissional com atuação em diversas regiões do Brasil, conhecido por criar ambientes que estimulam sensações e experiências. A proposta da nova unidade é transportar para dentro da loja o conforto e o acolhimento que os clientes buscam em casa.
A ideia é que o espaço funcione como uma imersão no universo do sono e do bem-estar. O showroom contará com ambientes temáticos inspirados em cenários como praia, casa de campo, regiões frias e quartos infantis, recriando situações do cotidiano e momentos de lazer. Tudo para ajudar o consumidor a se imaginar usando os produtos no dia a dia.
Um dos destaques do projeto é o espaço dedicado ao colchão Black, principal produto da marca. No subsolo, será criada uma “sala do sono perfeito”, pensada para simular a fase REM do sono. A experiência será personalizada: ao chegar à loja, o cliente poderá informar suas preferências musicais, que serão automaticamente reproduzidas no ambiente durante a visita, junto a cenários controlados por tecnologia e automação.
Mesmo com um pavimento térreo mais compacto, o colchão Black também ficará exposto na parte superior da loja, em um ambiente cenográfico que remete a um quarto de realeza. A proposta é reforçar a mensagem de conforto, exclusividade e valorização do cliente.
Segundo Antônio Vicente, à frente da marca Simmons, o objetivo é criar um espaço acolhedor e sensorial, capaz de transformar a compra em uma experiência marcante. A expectativa é que o novo showroom fortaleça a conexão emocional com o público e impulsione as vendas no mercado brasiliense.
Sobre a Kasa dos Colchões Fundada em Brasília, a Kasa dos Colchões é referência no segmento de descanso e bem-estar no Distrito Federal. Liderada pelo empresário Antônio Júnior, a empresa construiu sua trajetória ao longo de mais de duas décadas, unindo resiliência, conhecimento técnico e atendimento consultivo. Com um portfólio que reúne marcas premium como Simmons, Epeda e Flex, a Kasa oferece soluções completas em colchões, camas, travesseiros e acessórios, sempre com foco na qualidade do sono e na saúde. Atualmente, conta com mais de 70 colaboradores e unidades estrategicamente localizadas na capital.
Sobre a Simmons Park Sul Com mais de 150 anos de história, a Simmons é uma das marcas mais respeitadas do mercado global de colchões premium, reconhecida por ser pioneira na tecnologia de molas ensacadas individuais. Presente em mais de 100 países, a marca combina tradição e inovação para oferecer produtos de alto desempenho. Em 2025, inaugurou em Brasília, no Park Sul, a primeira loja conceito da Simmons no Brasil, em parceria com o especialista Antônio Júnior, proporcionando uma experiência de compra personalizada e focada em conforto, saúde e bem-estar.
Na última terça-feira, 28, o Museu de Arte de Brasília (MAB) realizou uma visita guiada exclusiva para convidados à exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, com mediação do curador Cláudio Pereira. A atividade proporcionou um percurso aprofundado pela mostra, que reúne obras do acervo do MAB e da Coleção Brasília – Acervo Izolete e Domício Pereira, articulando arte, memória e história na construção do imaginário da capital federal.
Durante a visita, os convidados puderam conhecer os principais eixos curatoriais da exposição, que propõe uma reflexão sensível e crítica sobre a noção de liberdade em suas dimensões estética, política, poética e histórica. O percurso parte do álbum “Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de Mário Fontenelle, e estabelece diálogos com obras de artistas fundamentais para a consolidação visual da Nova Capital, como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Athos Bulcão, Marianne Peretti, entre outros, além de produções contemporâneas.
Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Cláudio Abrantes, a visita guiada reforça o papel do museu como espaço de preservação e difusão da memória da cidade. “O MAB é um espaço de celebração da arte contemporânea que conta a história da capital federal. Uma visita como essa, guiada pelo curador Cláudio Pereira, é um privilégio. Com conhecimento e sabedoria, ele nos apresenta a trajetória dessa cidade modernista, tombada como patrimônio histórico mundial”, afirmou.
Já o subsecretário de Patrimônio Cultural, Felipe Ramón, destacou o momento de renovação institucional vivido pelo museu. “Essa visita marca a renovação pela qual o Museu de Arte de Brasília está passando, por meio de obras que representam a relação de Brasília com as artes visuais e o design”, ressaltou.
Para o curador Cláudio Pereira, a visita representa um marco em sua trajetória no museu. “Esse momento é muito importante para o MAB, especialmente com as duas exposições que tive o privilégio de curar: ‘Diálogos da Modernidade’ e agora ‘Diálogos da Liberdade’. Contamos ainda com a doação da obra ‘Museu Imaginado’, do artista Carlos Bracher, que retrata a fachada do Museu de Arte de Brasília”, destacou.
A exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” permanece em cartaz até o dia 26 de fevereiro, reafirmando o compromisso do MAB com a preservação da memória artística, o estímulo ao pensamento crítico e a promoção de diálogos entre diferentes gerações e linguagens artísticas