Categoria: Arquitetura, Decoração, Urbanismo, Paisagismo

Em maio, a Cerrado Cultural apresenta duas exposições inéditas

Foto Diego Bressani

Com uma leitura transversal de mais de 60 anos da produção de Claudio Tozzi e a coletiva “Abismal… Abissal“, a galeria abre temporada com curadorias que investigam a imagem, o tempo e a interioridade.

Cerrado Cultural inaugura, no dia 23 de maio, às 11h, em Brasília, as exposições Uma continuidade como respiro, de Claudio Tozzi, com curadoria de Cristiano Raimondi, e Abismal…Abissal, coletiva com curadoria de Tálisson Melo. As mostras ocupam espaços distintos da galeria e apresentam investigações em torno da imagem, do tempo e da interioridade na produção contemporânea. As exposições permanecem em cartaz até 25 de julho. A entrada é gratuita e a visitação acontece de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 13h.

Claudio Tozzi – Uma continuidade como respiro

Em Uma continuidade como respiro, Claudio Tozzi reúne mais de vinte obras realizadas entre 1963 e os dias atuais, entre pinturas e esculturas, configurando um recorte que abrange mais de seis décadas de produção. Em vez de uma leitura cronológica, a exposição evidencia a permanência de um mesmo campo de investigação, no qual determinadas questões formais e conceituais se reorganizam ao longo de sua trajetória.

O título da mostra propõe a continuidade a partir de uma analogia com a respiração: um fluxo constante, natural e inevitável, que atravessa o tempo de maneira quase inconsciente, mas permanece aberto a pequenas variações e intensificações. Atuando como um prólogo, a histórica tela Paz II (1963–1964) já apresenta elementos que atravessam toda a sua produção: a fragmentação da imagem, a relação entre figura e estrutura e a presença de uma dimensão política inscrita na própria construção visual.

Claudio Tozzi (São Paulo, 1944) é um nome central da arte brasileira contemporânea. Sua trajetória se desenvolve em estreita relação com processos industriais de imagem, como as retículas derivadas da impressão gráfica em quadricromia, articulando relações entre arquitetura, urbanismo e percepção. Ao longo de sua carreira, participou de exposições em instituições como a Tate Modern, o MALBA e a Pinacoteca de São Paulo.

Com curadoria de Cristiano Raimondi, a mostra foi desenvolvida a partir de um longo diálogo com o artista e propõe uma leitura transversal de sua produção.

Abismal…Abissal (coletiva)

Já Abismal…Abissal, coletiva com curadoria de Tálisson Melo, parte das múltiplas camadas de sentido presentes nos termos que dão título à exposição. Derivadas da mesma raiz grega, ábyssos (“sem fundo”), “abismal” e “abissal” evocam ideias de profundidade, vertigem e interioridade.

Reunindo obras de 12 artistas de diferentes origens e trajetórias, a mostra articula figurações híbridas, paisagens, arquiteturas e estruturas geométricas atravessadas por memória, espiritualidade e imaginação.

As obras elaboram o interior não como espaço fixo, mas como condição instável e movediça, que desestabiliza qualquer noção rígida de origem.

Participam da mostra:

– Manuela Costa e Silva e Raquel Nava, com trabalhos que exploram figurações animais e híbridas;

– Abraão Veloso, Estevão Parreiras e Rebeca Miguel, em investigações sobre introspecções afetivas, escrevivência e questões metafísicas;

– Ana Hortides, Isabela Seifarth e Talles Lopes, em pesquisas sobre arquitetura e urbanismo vernacular em relação com a vida comum;

– Walter Pimentel, com obras voltadas a aparições e à espiritualização da matéria;

– Genor Sales e Tor Teixeira, com trabalhos que abordam paisagens do trabalho e relações entre terra, água e corpo;

– Raylton Parga, com investigações em abstração geométrica e linguagem das formas.

Curadoria

Cristiano Raimondi (Bolonha, Itália, 1978) é curador e historiador da arte, com formação em arquitetura pelo IUAV de Veneza. Atua internacionalmente com uma abordagem interdisciplinar que cruza arte contemporânea, design e ciências sociais, tendo desenvolvido projetos no Nouveau Musée National de Monaco, na Artissima (Turim) e na Fondation Prince Pierre. Sua pesquisa dedica atenção à produção brasileira, com publicações e projetos curatoriais voltados à obra de Alfredo Volpi, incluindo o livro Alfredo Volpi: A Poética da Cor, além de estudos sobre Rubem Valentim e Eleonore Koch.

Tálisson Melo (Juiz de Fora – MG, 1991) é curador, pesquisador e crítico de arte. Atua no desenvolvimento de projetos curatoriais e textos críticos voltados às práticas contemporâneas, articulando relações entre arte, imagem e pensamento. É curador-pesquisador no Memorial da Resistência de São Paulo e no Programa MASP Pesquisa. Doutor em Antropologia e Sociologia pela UFRJ, com estágio na Yale University, e pós-doutor pelo IEB-USP, onde pesquisou a noção de “cronopolítica” nas artes visuais. Assinou as mostras Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil (CCBB, Prêmio APCA) e Atualização do sistema(Museu Nacional da República, Prêmio ABCA).

Sobre a Cerrado Galeria

Com sedes em Brasília e Goiânia, a Cerrado Galeria atua na descentralização do mercado de arte e na valorização da produção do Centro-Oeste. Inaugurada em 2023, desenvolve um programa voltado à diversidade de linguagens, gerações e territórios, reunindo artistas consagrados e novos nomes da produção contemporânea em diálogo com diferentes contextos da arte brasileira. Seus espaços, instalados em edifícios singulares nas duas cidades, abrigam exposições, intervenções site-specific e ações educativas.

Serviço

Exposições: Uma continuidade como respiro, de Claudio Tozzi, e Abismal…Abissal, coletiva
Curadoria: Cristiano Raimondi e Tálisson Melo

Abertura: 23 de maio de 2026, às 11h

Período expositivo: 23 de maio a 25 de julho de 2026

Local: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília – DF

Visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h

Entrada: gratuita

Siga: @cerrado.galeria

Último dia: inscrições para o Brasília Photo Show 2026 terminam nesta quarta-feira (20)

Foto divulgação

Maior festival de fotografia da América Latina ampliou número de premiados e oferece até cinco inscrições gratuitas para fotógrafos profissionais e amadores

Os fotógrafos profissionais e amadores que desejam participar da 11ª edição do Brasília Photo Show (BPS) têm até esta quarta-feira (20) para garantir participação no maior festival de fotografia da América Latina. A organização prorrogou o prazo final das inscrições e ampliou o número de imagens premiadas nesta edição, que passou de 400 para 600 fotografias reconhecidas entre medalhas e menções honrosas. O concurso é aberto para participantes de todas as idades, brasileiros e estrangeiros, com inscrições em 20 categorias temáticas.

Além das duas fotos gratuitas previstas no regulamento, os participantes podem utilizar o cupom promocional BSBSYSTEMS11BPS para obter mais três inscrições sem custo, totalizando cinco fotos gratuitas. As imagens vencedoras serão selecionadas por um corpo técnico especializado e concorrerão a premiações como celulares, drones, câmeras digitais, cursos de fotografia, vouchers de compras e publicação no livro oficial do festival.

“Queremos que cada vez mais pessoas tenham a oportunidade de mostrar seu olhar para o mundo. O Brasília Photo Show nasceu com esse propósito de democratizar a fotografia e valorizar talentos, independentemente do equipamento ou da experiência profissional”, destaca Rodrigo Nimer, diretor executivo do BPS Group.

SERVIÇO:
Brasília Photo Show (BPS) – 11ª edição
Inscrições até: 20 de maio
Site oficial: Brasília Photo Show
Quem pode participar: fotógrafos profissionais e amadores, brasileiros e estrangeiros, de todas as idades

Valor:
2 fotos gratuitas por regulamento
+3 fotos grátis com o cupom: BSBSYSTEMS11BPS
A partir da 6ª foto: R$ 25 por imagem
Limite de 30 fotos por participante

Premiação: Medalhas, estatuetas, celulares, drones, câmeras digitais, cursos de fotografia, vouchers de compras, publicação no livro oficial do festival, entre outros prêmios.

Sobre o Brasília Photo Show — Desde sua criação, em 2015, o Brasília Photo Show se tornou referência em fotografia na América Latina. Com mais de 120 mil inscrições ao longo de suas edições, o festival tem como missão ser um concurso inclusivo e democrático e, assim, permitir a participação de fotógrafos profissionais e amadores, com fotos capturadas por câmeras digitais e analógicas, drones e celulares. Ao longo de seus 11 anos de história, o BPS já premiou mais de 4.000 fotógrafos, realizou mais de 100 exposições fotográficas pelo Brasil e produziu dez livros com imagens vencedoras.

Hidden Brasília ocupa o antigo galpão do Jornal de Brasília e abre temporada 2026 em 28 de maio

Foto divulgação

Com exposição inédita de Daniel Toys e gastronomia assinada pela chef Raquel Pacheco, projeto inicia oitava edição em espaço histórico da capital

Depois de ocupar diferentes espaços da cidade ao longo dos últimos anos, o Hidden Brasília abre sua oitava temporada em um endereço que há tempos fazia parte do imaginário do projeto: o antigo galpão do Jornal de Brasília. A abertura acontece no dia 28 de maio, marcando o início de mais uma edição que une arte, música, gastronomia e ocupação urbana.

O espaço escolhido para a edição 2026 já havia sido visitado e desejado em temporadas anteriores. A escolha reforça uma das marcas mais fortes do projeto ao longo dos anos: ressignificar espaços da cidade e revelar ao público novas formas de ocupar e enxergar Brasília.

Mais do que apresentar um novo cenário, a temporada nasce diretamente do encontro com o espaço. A direção criativa segue sob o comando de Mariana Braga, idealizadora do projeto e responsável pela identidade estética e pela ambientação. “Nesta edição, a proposta é uma leitura mais sensorial e intuitiva, dialogando diretamente com a arquitetura e a atmosfera do galpão”, explica a empresária.

Na gastronomia, a temporada começa sob o comando da chef Raquel Pacheco, do restaurante Casa de Vó, primeira convidada da série de chefs que irão assinar experiências gastronômicas ao longo da edição 2026. Entre as opções preparadas especialmente para a abertura da temporada estão o arroz parisiense com camarão, o arroz caldoso de mix de cogumelos e belisquetes como o sanduíche de peito bovino desfiado com queijo prato e abacaxi grelhado. 

A edição 2026 também amplia a experiência de bebidas da casa. A já tradicional carta de vinhos divide espaço com cervejas, refrigerantes e drinks como Jack and Coke e Negroni, reforçando a proposta do projeto de criar experiências completas de convivência e permanência.

Abrindo a programação artística da temporada, o Hidden recebe a exposição inédita Onde Mora o Sonho, de Daniel Toys. Presença constante na trajetória do projeto desde 2017, o artista apresenta obras que transitam entre o urbano e o imaginário, construindo uma narrativa visual marcada por cores vibrantes, geometrias e símbolos recorrentes em sua pesquisa, como casas, escadas e corações. Além da exposição, Toys também assina uma intervenção inédita no espaço, conectando arte, cidade e experiência. 

Outra novidade desta edição está na experiência sonora desenvolvida em parceria com a AV Gama de São Paulo. O projeto contará com equipamentos pensados especialmente para o espaço, criando uma sonorização mais imersiva e integrada à atmosfera do novo endereço.

Chegando à sua oitava edição, o Hidden Brasília reafirma sua vocação para transformar espaços improváveis em experiências temporárias de convivência, arte e memória afetiva, revelando, a cada temporada, novas camadas da cidade.

Serviço:
Hidden Brasília 2026
Local: Antigo Galpão do Jornal de Brasília – SIG

Dias: de quinta a sábado 
Horário:  das 19h às 2h

Couvert artístico: R$ 60,00
Instagram: @hiddenbrasilia

Metrópoles Arte ocupa o Teatro Nacional com grande mostra da arte contemporânea de Brasília

Foto divulgação

Constelações Contemporâneas da cena artística de Brasília reúne nomes de destaque e reafirma a potência criativa da capital

Brasília volta o olhar para a potência de sua própria produção artística. O Metrópoles Arte apresenta Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília, exposição que ocupa o foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, entre os dias 19 de maio e 17 de julho, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e trajetórias em uma grande cartografia visual da arte produzida na capital.

Mais do que uma mostra coletiva, a exposição propõe um movimento de reconhecimento e afirmação da cidade como território vivo de criação contemporânea. Brasília aparece não apenas como símbolo do projeto modernista, mas como espaço em permanente transformação, atravessado por experiências, afetos, memórias e novas formas de expressão artística.

Reunindo nomes como Antonio Obá, Camila Soato, Daniel Jacaré, Carlos Lin, Nelson Maravalhas, Patricia Bagniewski e Virgílio Neto, entre outros, a exposição transforma o espaço expositivo em um campo de encontros visuais, conceituais e sensíveis, criando diálogos entre artistas que refletem diferentes perspectivas sobre o território, o corpo, a paisagem e a experiência urbana.

Inspirada na definição contemporânea da astronomia — que compreende constelações como regiões do céu onde estrelas coexistem e novas formações continuam surgindo — a mostra assume a constelação como método curatorial. Cada artista aparece como uma presença singular, com trajetória própria, enquanto o conjunto forma um panorama em expansão da vitalidade artística brasiliense.

Com curadoria de Mônica Tachotte, a exposição propõe uma leitura da cidade que ultrapassa a imagem cristalizada da arquitetura monumental. O percurso convida o público a perceber Brasília também como território simbólico, afetivo e pulsante, marcado pela diversidade de vozes e pela produção contemporânea que emerge de seus diferentes espaços e vivências.

A mostra se organiza em quatro eixos interligados. Entre o Projeto e o Vivido tensiona as relações entre urbanismo e experiência cotidiana, reunindo obras de André Santangelo, Celso Junior, Daniel Jacaré, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Julio Lapagesse, Patricia Bagniewski, Samantha Canovas e Virgílio Neto.

Já Memórias em Trânsito reflete sobre deslocamentos, identidade e construção de narrativas a partir dos trabalhos de Bruna Zanatta, Capra Maia, DuplaPlus, Helena Lopes, Iris Helena, Maria Porto, Tamires Moreira e Victória Serednicki.

Em Território, Paisagem e Ancestralidade, artistas como Carlos Lin, Courinos, Daniel Toys, David Almeida, Karina Dias, Léo Tavares, Marina Fontana, Marcos Anthony, Paula Calderón e Renato Rios ampliam o olhar sobre pertencimento, natureza e camadas simbólicas.

Por fim, Corpo, Gesto e Experiência reúne artistas como Antonio Obá, Camila Soato, Christus Nóbrega, Desireé Feldmann, Luisa Günther, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Taigo Meireles e Valéria Pena-Costa, em trabalhos que colocam o corpo e a ação como linguagem central.

Ao ocupar um dos espaços culturais mais emblemáticos da capital, Constelações contemporâneas da cena artística de Brasíliareafirma o compromisso do Metrópoles Arte com o fortalecimento da produção local e com a ampliação da visibilidade dos artistas do Distrito Federal. A mensagem é clara: Brasília continua produzindo, se reinventando e expandindo suas próprias constelações criativas.

Serviço:

Exposição – Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília

Local: Foyer da Sala Villa-Lobos – Teatro Nacional 

Dia: 19 de maio a 17 de julho

Horários: de segunda a segunda, das 12h às 20h
Entrada: Gratuita

A arquitetura provocativa do olhar de Luis Jungmann Girafa em “A Cidade Abstrata”

Foto divulgação

Apresentado recentemente ao público, o novo livro de Girafa entrega 100 imagens que ressignificam a geometria e a estética do Planalto Central.

 O que é uma abstração? A pergunta – que poderia ser respondida tanto pela filosofia quanto pela psicologia, pelas artes visuais ou por tantas outras áreas do saber humano, mas quase sempre distante do concreto – encontra uma de suas possíveis e mais lúdicas definições em A Cidade Abstrata. O novo livro reúne 100 fotografias do artista multilinguagem Luis Jungmann Girafa. Com edição da Matéria Plástica Arte Atemporânea, a obra é fruto de seus mais de 70 anos de vida, dos quais mais de quatro décadas foram dedicadas às artes no Distrito Federal.

“A Cidade Abstrata é uma série de fotos que dizem respeito a Brasília e que tem esse conteúdo que não é descritivo, é uma coisa mais provocativa, que são detalhes do urbanismo que nos centra. É um livro que eu busco capturar cenas que não necessariamente correspondam à realidade do que está sendo fotografado, mas que você tenha uma representação”, explica Luis Jungmann Girafa.

O lançamento da obra ocorreu no último dia 09 de maio, na livraria Platô (405 Sul). O público pôde adquirir a obra no local (R$ 80) e participar da sessão de autógrafos com o autor, que contou ainda com brindes, apresentação musical do Duo Teclados e Cordas – com Renato Vasconcelos e Paulo AndrettaVares – e uma exposição de diversos quadros de autoria de Girafa, que seguem disponíveis para venda.

A Cidade Abstrata

A publicação reúne uma seleção intuitiva do trabalho de Girafa, evidenciando o refinamento do olhar deste premiado fotógrafo, que atua também como arquiteto, cineasta e artista plástico. A obra sugere uma provocação sobre o espaço de viver e a arte, revelando não somente a geometria de Brasília e suas infinitas possibilidades, mas o interessante paradoxo de uma paisagem urbana que nasceu planejada, feita de materiais que remetem a tudo o que é sólido e perene.

De fato, as imagens captadas por Girafa proporcionam novos ângulos e leituras acerca da capital: a institucionalidade brutalista contrasta com certa precariedade; frestas por onde pessoalidades vazam outros matizes. Transeuntes anônimos, trabalhadores e usuários do equipamento urbano completam e vivificam as cenas. Fruto de financiamento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto prevê ainda a distribuição gratuita de 30% da tiragem.

Nas páginas de A Cidade Abstrata, fica evidente que “a luz torna-se forma geométrica, a linha se transforma em traço de cor, a textura ganha proporção, e o volume se define como espaço dentro do enquadramento. Luiz Jungmann evidencia, em suas imagens, os variados da linguagem visual, deixando, ao mesmo tempo, uma brecha para o simbólico e o lírico, marcando o desejo de busca pela expressão sensível, em que os elementos visíveis não se limitam a formas composicionais, mas transmitem intensidades subjetivas”, afirma a curadora Cinara Barbosa.

“Nesse ritmo, o livro apresenta imagens que quebram padrões, ora de um modo, ora de outro, trazendo movimento por meio de vestígios de plástico bolha, telas de sombreamento utilizadas na construção civil, sugerindo o passado da cidade planejada. Ao mesmo tempo, revela a Brasília que se transforma em uma escala cotidiana de presença viva, tecida pelas marcas de sua ocupação humana”, complementa a curadora.

Responsável pela pergunta inicial deste texto, a poeta brasiliense Maria Lúcia Verdi – que assina o texto de abertura do livro – acredita que a intenção de Luis Jungmann Girafa é 100% provocativa na obra ao estampar “imagens que documentam a interminável possibilidade de abstração, contida na geometria de Brasília. Recortes exatos, detalhistas, olhar preciso sobre construções e desconstruções presentes na cidade – neles, a presença do cimento, da pedra, do ferro, do vidro, da madeira, do plástico, da argila. Os corpos do concreto em todas as gradações do cinza e em todas as cores. Mas existem reflexos, traços, riscos, fraturas encontráveis em distintas superfícies, que remetem literalmente à arte abstrata – o olhar vagando do chão ao teto, recolhendo-as”.

Já o autor modestamente afirma ser um “fotógrafo sem estilo” que acredita que “a fotografia tem que ir para o papel. Seja no jornal, na revista, no porta-retratos, na parede ou nas páginas de um livro”. Como é o caso de A Cidade Abstrata, um trabalho que nasceu e se desenvolveu de forma muito intuitiva. “Eu não pretendo guiar o olhar de ninguém, prefiro que as pessoas gostem, de alguma forma, que se sintam atraídas pelas imagens e assim façam a sua própria viagem”, sentencia.

Sobre o autor

Luis Jungmann Girafa é uma figura múltipla e transdisciplinar, um autêntico “homem renascentista” do Planalto Central, cuja atuação transita de forma fluida por diversas linguagens. Arquiteto, artista plástico, fotógrafo, cineasta, poeta, cenografista, ilustrador e professor, Girafa tem sua trajetória profundamente entrelaçada com Brasília – cidade onde absorveu, desdobrou e reinventou a herança modernista. Graduado e mestre pela Universidade de Brasília (UnB), onde se consolidou como professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), ele utiliza a visão espacial e o rigor construtivo como alicerces de sua produção. 

Nas artes plásticas, destaca-se pela abstração geométrica e pela criação de “maquetes poéticas”. Na fotografia, premiada e reconhecida nacionalmente, foge do mero registro para investigar texturas e composições geométricas, fazendo a ponte entre a tradição dos pioneiros construtivistas e a arte visual contemporânea. Essa mesma percepção do espaço e da luz é transportada para o audiovisual, área em que atua com direção de arte e direção-geral (como no projeto Eu Não Sei), tendo sido consagrado no 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2021) com dois troféus Candango de Melhor Filme e Melhor Montagem pelo longa-metragem Acaso. Em essência, Girafa une a precisão do arquiteto à subversão do artista: domina as regras do espaço e da gravidade para, por meio da arte, subvertê-las e criar novos mundos.

Serviço:

Lançamento do livro “A Cidade Abstrata”, de Luis Jungmann Girafa

Quando: 9 de maio de 2026, a partir das 17h

Onde: Livraria Platô – CLS 405, Bloco A, Loja 12, Asa Sul – Brasília/DF

Entrada: Gratuita / Indicação livre para todos os públicos.

Valor do livro: R$ 80 (à venda no local ou diretamente com o autor – Whatsapp: 61 98127-5728)

Siga: @platolivraria | @luis_jungmann_girafa

Arquivo Público do DF e Adegraf presenteiam Brasília com painel artístico monumental em celebração aos 40 anos da instituição e aos 66 anos da capital

Foto divulgação

Obras do artista plástico Jailson BelfortBrasília em linhas do Tempo”, pintadas com canetas esferográficas,contam histórias de lugares icônicos da capital federal

Em um encontro entre memória, arte e identidade, o Arquivo Público do Distrito Federal e a Adegraf – Associação dos Designers Gráficos do DF presenteiam Brasília com um painel artístico ao ar livre que promete se tornar um novo marco visual da capital. A iniciativa celebra os 40 anos do Arquivo Público e os 66 anos de Brasília, reafirmando o compromisso com a preservação da história e a valorização do patrimônio cultural do Distrito Federal. O evento de abertura para convidados acontece na quinta-feira (21), na sede do Arquivo Público.

Com impressionantes 72 metros de largura por 8 metros de altura, a obra ocupará a fachada da sede do Arquivo Público e foi concebida e executada pelo artista plástico Jailson Belfort, utilizando exclusivamente a técnica de canetas esferográficas. O painel propõe uma linha do tempo visual que retrata, em ordem cronológica de fundação, quatorze dos principais ícones e monumentos da capital federal.

Entre os monumentos representados estão o Congresso Nacional, a Catedral Metropolitana, o monumento Dois Candangos, a Ponte JK e a Torre Digital, compondo uma narrativa visual contínua que traduz a história da cidade por meio de linhas e traços precisos. Mais do que uma obra monumental, o painel valoriza a identidade, a memória e o patrimônio histórico de Brasília, reforçando o papel do Arquivo Público como guardião da memória institucional e cultural do Distrito Federal.

Exposição “Brasília em linhas do Tempo”

A inauguração do painel será realizada no dia 7 de maio, em um evento exclusivo para convidados. Na mesma ocasião, será aberta ao público a exposição “Brasília em Linhas do Tempo”, que reúne cerca de 30 obras de Jailson Belfort, incluindo as 14 pinturas que compõem o painel externo e que ganharão uma breve contextualizaçãodo processo de construção das mesmas, com fotos, vídeos, croquis, desenhos e outros materiais históricos preservados pelo Arquivo Público. 

A proposta é convidar o visitante a mergulhar na história de monumentos icônicos da capital federal, ao mesmo tempo em que revela a interpretação sensível e singular do artista sobre esses marcos brasilienses. “Minha ideia é provocar o olhar do espectador, para que ele reconheça os monumentos e identifique cada um deles, mesmo quando apresento apenas os céus e seus contornos”, afirma Jailson Belfort.

Para o superintendente do Arquivo Público do Distrito Federal, Adalberto Scigliano, a celebração reforça o compromisso da instituição com a cidade: “O Arquivo Público é o guardião da memória da capital. No marco dos 40 anos da instituição e dos 66 anos de Brasília, presenteamos a cidade com esse grande painel ao ar livre, que poderá ser visto diariamente por quem passa pelo local, além da exposição do artista Jailson Belfort, que retrata nossos monumentos de forma magistral, com traços finos e coloridos feitos com canetas esferográfica”.

A exposição também tem um significado especial para a Adegraf. “A instituição comemora também 25 anos e esse projeto reforça nosso papel de promoção do Design e seu compromisso de transformação com o território, cultura, economia criativa e turismo – reforçando a chancela de Cidade Criativa pela Unesco. É uma exposição em espaço urbano, que enaltece o trabalho de um de nossos associados, e referencia nossa história”, afirma Alessandra Pinheiro, presidente da Adegraf. 

Sobre o artista – Jailson Belfort

Formado em Design pela Universidade do Maranhão, Jailson Belfort iniciou sua trajetória profissional na publicidade, atuando como designer e ilustrador. Desde cedo, optou pelo desenho manual como principal ferramenta criativa.

Mesmo quando trabalhava em agências, produzia suas artes à mão, colorindo-as posteriormente no computador. Com o tempo, decidiu romper definitivamente com os processos digitais e dedicar-se integralmente às artes plásticas. Hoje, desenvolve seus trabalhos artesanalmente, utilizando canetas esferográficas no lugar de pincéis — técnica que se tornou sua assinatura e confere identidade única às suas obras.

Sobre o Arquivo Público do Distrito Federal

Criado oficialmente em 14 de março de 1985 pelo Decreto nº 8.530, o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) é a instituição responsável por preservar a memória da capital federal e por gerir a política de documentos do Governo do Distrito Federal. Vinculado à Secretaria de Estado da Casa Civil, sua missão fundamental é recolher, preservar e dar acesso aos documentos arquivísticos de valor permanente produzidos pelos órgãos públicos e por entes privados de interesse público, garantindo a proteção especial a esse patrimônio. O ArPDF está instalado em sede própria no Setor de Garagens Oficiais (SGO), na Asa Norte, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, oferecendo atendimento presencial e à distância para pesquisadores e cidadãos. O seu vasto acervo, composto por milhões de itens, guarda verdadeiros tesouros históricos, como as cadernetas de campo da Missão Cruls(1892), plantas e croquis originais de Oscar Niemeyer (incluindo o projeto do Cine Brasília e das colunas do Palácio da Alvorada) e a partitura original da “Sinfonia da Alvorada” de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Um dos seus fundos mais importantes, o da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), foi reconhecido em 2007 pela UNESCO como Patrimônio Documental da Humanidade, atestando a relevância global da documentação sobre o planejamento e a construção de Brasília.

Sobre a Adegraf

Criada em 2001, a Adegraf – Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal – é uma entidade sem fins lucrativos dedicada ao fortalecimento e à valorização do design no DF. Atua na regulação da profissão, oferece tabelas referenciais de valores, promove networking, eventos e fomenta parcerias estratégicas para profissionais e estudantes da área.

Brasília possui a chancela da UNESCO como Cidade Criativa do Design, ao lado de Curitiba e Fortaleza, e realiza pelo segundo ano consecutivo o Fórum das Cidades Criativas do Design, consolidando-se como referência nacional e internacional no setor.

Serviço

Exposição “Brasília em linhas do Tempo”, do artista Jailson Belfort

Quando: De 21 de maio a 21 de junho
Horário: De segunda-feira a sexta-feira, das 09h00 às 17h00 e sábado de 09h00 às 13h00
Local: Sede do Arquivo Público do Distrito Federal

Entrada franca

Dia das Mães inspira campanha que celebra afeto, memória e experiências em família no Alameda Shopping

Foto divulgação

Ação “Laços Infinitos de Mãe” propõe um olhar sensível sobre os vínculos afetivos e presenteia clientes com estadia em hotel de campo cercado pela natureza

Em meio à correria da rotina, o Dia das Mães surge como um convite para desacelerar e valorizar aquilo que realmente permanece: os laços construídos em família. Com esse olhar voltado às conexões afetivas e às experiências compartilhadas, o Alameda Shopping lançou a campanha “Laços Infinitos de Mãe”, que une acolhimento, convivência e momentos de descanso em meio à natureza.

Até o dia 15 de maio, a cada R$ 200 em compras nas lojas participantes, os clientes recebem um cupom para concorrer a uma experiência especial no Vila Velluti Hotel de Campo. A proposta vai além do presente material e busca transformar a celebração da data em uma oportunidade de criar novas memórias entre mães, filhos e familiares. (Certificado de Autorização SPA/ME nº 06.049037/2026).

O prêmio contempla duas diárias no Chalé do Bosque, com café da manhã e jantar inclusos, para dois adultos e até duas crianças de até 12 anos, além de R$ 300 em consumação durante a estadia. Cercado por paisagens naturais e atmosfera tranquila, o destino reforça a proposta da campanha de incentivar encontros, descanso e reconexão afetiva.

Os cupons devem ser validados no balcão de atendimento localizado no Piso Avenida do shopping. O sorteio acontece no dia 29 de maio, com transmissão ao vivo pelo Instagram oficial do Alameda Shopping, aproximando o público da ação e ampliando o clima de celebração da campanha.

SERVIÇO

Campanha de Dia das Mães – Alameda Shopping
Período da promoção: até 15 de maio de 2026
Mecânica: a cada R$ 200 em compras nas lojas participantes, o cliente recebe um cupom para participar
Validação dos cupons: Balcão de atendimento – Piso Avenida
Sorteio: 29 de maio de 2026
Transmissão: Instagram oficial do Alameda Shopping

Projeto ‘Encontros Grafitti na Quebrada’ acontece nos dias 23 e 24 de maio no Sol Nascente 

Divulgação

O Instituto Oficina do Esporte com patrocínio do Ministério da Cultura apresenta mais uma etapa do projeto ‘Encontros’, evento da cultura hip hop voltado para o grafitti, com pintura coletiva de 30 artistas no Sol Nascente, nos dias 23 e 24 de maio.

“A valorização da arte urbana em revitalizações de espaços públicos proporciona à populacao uma oportunidade de apreciar o trabalho e as mensagens dos artistas. Através dos personagens e pinturas conseguimos mostrar nossa visão de um mundo melhor”, declara Rivas (grafiteiro e produtor do evento)

Serão dois dias de confraternização, troca de ideias e um trabalho conjunto de 30 artistas em diferentes estilos. 

Elom . AndGraff. Atax. Bulasha. Cupido. Dhos. Didi Colado. Drop. DU Santos. Gake. Guga Baygon. Jedi. La Pixa. Gabs. Neco. Pena. Retok. Scorpia. Makina de Rabisko. Spek. Tainha. Tampa. Mendy. Turko. WeslleySandu.Síria. Pamonha. Presy. Sowtto. Byako. Leão

O local escolhido no Sol Nascente possui muros frontais que funcionam como verdadeiras galerias a céu aberto. Telas urbanas vivas, integrando a arte à paisagem cotidiana da comunidade em uma área periférica. 

As casas são habitadas por moradores que já participam de ações culturais locais e demonstraram receptividade à pintura artística dos muros, o que potencializa a relação entre arte e território. 

Os três espaços são acessíveis de livre circulação pública e já utilizados em projetos anteriores da instituição e de objeto semelhantes, com boa articulação local e capacidade comprovada de mobilização.

Serviço:

Projeto Encontros etapa grafitti

Dias 23 e 24/05 (sábado e domingo) , das 9h às 18h

Sol Nascente Trecho 2 Chácara 61

Grafitti ao vivo, DJs, Oficina Infantil e recreação

Entrada Franca

Classificação Livre

Milão além da tendência: Casapark recebe talk com Kika Mattos sobre o futuro do morar

Foto divulgação

Arquiteta compartilha repertório e experiências do Salone del Mobile em encontro voltado a profissionais do design e da arquitetura

Após mais uma imersão no principal palco do design mundial, a arquiteta Kika Mattosdesembarca em Brasília para conduzir o talk “Milão além da tendência: repertório, sensibilidade e o futuro do morar”, no dia 13 de maio, às 19h, no Espaço Casa do Casapark. As inscrições são gratuitas. 

A iniciativa integra a programação do Casapark Prime, em parceria com a Nexper (empresa especializada na criação, gestão e produção de experiências estratégicas e autorais), e propõe uma leitura ampliada das experiências vividas na mais recente edição do célebre Salone del Mobile, em Milão, a maior e mais influente feira de design, mobiliário e iluminação do mundo, cuja 64ª edição foi realizada no final de abril. 

Em sua 13ª participação consecutiva no evento italiano, Kika Mattos apresenta um olhar que vai além do tradicional mapeamento de tendências. A partir de uma curadoria sensível, o encontro conecta design, arte e comportamento, explorando como os espaços contemporâneos refletem emoções, narrativas e novas formas de habitar. “A ideia é construir uma palestra memorável, com alto valor percebido, capaz de engajar o público, fortalecer relações e posicionar o encontro como uma referência em conteúdo e curadoria”, destaca a arquiteta.

À frente da KM Arquitetura, a arquiteta construiu uma trajetória marcada pela criação de projetos autorais que equilibram técnica e afeto. Idealizadora da plataforma Loveprodu, dedicada à produção e curadoria de ambientes, Kika reforça, em sua prática, a importância do olhar atento aos detalhes e às histórias que os espaços podem contar. Essa abordagem, que atravessa sua atuação profissional, se traduz em um talk que privilegia narrativa, sensibilidade e conexão.

Voltado a arquitetos, designers, especificadores e profissionais do alto padrão, o encontro reforça o Casapark Prime como um polo de pensamento e troca no campo da arquitetura e do design“Acreditamos na força dos encontros que ampliam o olhar e estimulam novas formas de pensar o morar, conectando repertório, sensibilidade e experiência”, afirma Ivana Valença, diretora de marketing do Casapark. O evento convida o público a compreender os movimentos que desenham o futuro do morar — com Milão como ponto de partida e inspiração.

Kika Mattos é arquiteta formada pela UFBA, com especialização em Madrid. Iniciou sua carreira em Salvador e há mais de 12 anos atua em São Paulo, desenvolvendo projetos residenciais que unem estética, técnica e sensibilidade. À frente da KM Arquitetura, cria projetos personalizados que valorizam a essência de cada cliente e o potencial afetivo dos espaços. Acredita que a produção é o que dá alma à arquitetura — e foi a partir dessa visão que nasceu o Loveprodu. Workshop criado em 2017 e que hoje funciona como uma plataforma de conteúdos, cursos e vivências voltada à produção e curadoria de ambientes.

Serviço:
Casapark Prime Talks — Milão além da tendência: repertório, sensibilidade e o futuro do morar
Com Kika Mattos
Data: 13 de maio
Horário: 19h
Local: Espaço Casa – Casapark
Inscrições gratuitas: https://www.sympla.com.br/evento/caspark-prime-talks-milao-alem-da-tendencia-kika-mattos/3411469

Rolê Cultural Educativo do CCBB Brasília celebra a 24ª Semana Nacional de Museus com visitas mediadas, acessibilidade e cartografias afetivas

Rolê no Jogo Coleção de Arte BB | Foto: Tati Reis

De 18 a 24 de maio, programação dialoga com o tema “Museus unindo um mundo dividido”, proposto pelo Ibram, a partir de atividades como o Rolê na Exposição, o Rolê com LIBRAS e o Rolê Territórios e Afetos.

Entre 18 e 24 de maio, acontece a 24ª Semana Nacional de Museus, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), com o tema “Museus unindo um mundo dividido”. A proposta de refletir sobre o papel das instituições museológicas como espaços de escuta e aproximação se conecta diretamente ao trabalho do Rolê Cultural Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília), que aproveita a data para evidenciar atividades da sua programação regular alinhadas ao tema. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados pelo site bb.com.br/cultura ou presencialmente na bilheteria do CCBB Brasília.

Rolê na Exposição, por exemplo, propõe visitas mediadas em que o grupo não apenas observa as obras, mas se coloca em roda para interpretá-las coletivamente, transformando diferenças de olhar em matéria de troca. Os agendamentos para grupos escolares, universitários e instituições são realizados pela plataforma Mediato Conecta conecta.mediato.art.br. A atividade acontece de terça a sexta, às 9h, 10h, 14h, 15h e 19h, e aos sábados às 9h, com capacidade para 44 pessoas por horário (ou 88, nos horários duplos de 9h e 15h). Há, também, a possibilidade de transporte gratuito para instituições públicas.

Para quem chega sem agendamento prévio, o Rolê Espontâneo oferece uma porta de entrada aberta: sai de hora em hora, das 10h às 19h, de terça a domingo, e conduz o público por conversas e atividades interativas adaptadas a cada faixa etária. É uma forma de fazer do museu um território de encontro a partir das exposições em cartaz.

Para quem gosta de jogar, o Rolê no Jogo Coleção de Arte BB é uma boa pedida. Desenvolvido pelo programa educativo Rolê Cultural a partir da Coleção de Arte Banco do Brasil (acervo exposto no primeiro andar do CCBB Brasília), o jogo convida os participantes a montarem sua própria coleção reunindo cartas com obras de nomes como Oscar Niemeyer, Athos Bulcão e Roberto Burle Marx. Cada pessoa assume, por alguns momentos, o papel de curadora, mostrando que há sempre mais de uma forma de olhar para as mesmas imagens. O Rolê no Jogo acontece às sextas e sábados, às 18h, com capacidade para 30 pessoas.

Já o Rolê com LIBRAS, que acontece toda sexta-feira, promove uma vivência entre pessoas surdas e ouvintes por meio da arte e da cultura. A cada edição, uma atividade diferente: visitas, jogos, histórias ou jogos de mesa com intérprete de LIBRAS, nos dias 1 e 15/05 às 11h e nos dias 8, 22 e 29/05 às 16h. Já o Rolê Territórios e Afetos, às sextas-feiras, às 10h, convida os grupos a construírem, ao final da visita, um “mapa afetivo e poético” do Plano Piloto, demarcando lugares de memória e pertencimento. Uma atividade que transforma o museu em ponto de escuta da cidade.

Com uma proposta mais interativa, a Visita Espetáculo acontece ao ar livre e é conduzida por personagens. O público percorre o CCBB em uma caça às obras que transforma o espaço em cenário de descobertas. Aos sábados, domingos e feriados, às 16h e capacidade para 20 pessoas.          

O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade
A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. 

Horários da van – De quinta a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30. 

Programação:

Rolê na Exposição     
Voltada para escolas e grupos, a visita é um convite ao olhar coletivo com escuta, troca e reflexão sobre as obras, os artistas e os conceitos presentes nas exposições. Escolas públicas podem ter transporte gratuito para as visitas.      
Data: Terça a sexta-feira: às 9h, 10h, 14h, 15h e 19h. Sábados, às 9h. Os horários de 9h e 15h são duplos, permitindo agendamento de 88 pessoas.     
Duração: 1h30           
Capacidade: 44 pessoas        
Classificação: Livre                
Ponto de encontro: Sala do Educativo         
Agendamento: conecta.mediato.art.br

Rolê Territórios e Afetos       
Visita mediada agendada que conecta arte e arquitetura, explorando obras no CCBB e o patrimônio cultural de Brasília e entorno. Ao final, o público participa de um “mapa afetivo e poético” do Plano Piloto e arredores.       
Data: Toda sexta-feira, às 10h          
Duração: 1h30           
Capacidade: 44 pessoas        
Classificação: Livre     
Ponto de encontro: Sala do Educativo         
Agendamento: conecta.mediato.art.br

Rolê Espontâneo       
Aberta ao público e sem necessidade de agendamento, essa atividade acontece de hora em hora e propõe mediações interativas adaptadas às diferentes faixas etárias, promovendo diálogos sensíveis com as exposições em cartaz.      
Data: Terça-feira a domingo, das 10h às 19h (de hora em hora)    
Duração: 1h    
Capacidade: 30 pessoas        
Classificação: Livre                
Ponto de encontro: Sala do Educativo

Rolê no Jogo Coleção de Arte BB      
A atividade convida participantes a montar sua própria coleção a partir de obras da Coleção de Arte do Banco do Brasil com pinturas, esculturas e gravuras de nomes como Niemeyer, Athos Bulcão e Burle Marx. Pelo jogo, estimula-se o olhar estético e a conexão ativa com a arte brasileira.          
Data:
 Sextas e sábados, 18h 
Duração: 1h    
Capacidade: 30 pessoas        
Classificação: Livre                
Ponto de encontro: Sala do Educativo

Visita Espetáculo       
Conduzidos por personagens, os participantes percorrem o CCBB em uma caça às obras que transforma o espaço em cenário de descobertas. Arte, arquitetura e patrimônio se revelam por meio de uma experiência sensível que desperta memórias e afetos.
Data: Sábados, domingos e feriados, às 16h            
Duração: 40 minutos 
Capacidade: 20 pessoas        
Classificação: A partir de 8 anos       
Ponto de encontro: Sala do Educativo         

Rolê com LIBRAS        
Encontros semanais acessíveis que aproximam pessoas surdas e ouvintes por meio da arte e da cultura. A cada edição, uma atividade diferente: visitas, jogos, histórias ou jogos de mesa com intérprete de LIBRAS.         
01/05 – 
Vivência em LIBRAS: na exposição Joaquín Torres Garcia – 150 anos;      
08/05 – 
Vivência em LIBRAS: sinais e jogabilidade de um jogo em LIBRAS;           
15/05 – 
Jogo com LIBRAS: sinais e jogabilidade de um jogo em LIBRAS;    
22/05 – 
Vivência em LIBRAS: na exposição Joaquín Torres Garcia – 150 anos;      
29/05 – 
Vivência em LIBRAS: Sinais para Contação de Histórias.   
Data: Toda sexta-feira. Dias 01 e 15, às 11h e 22 e 29, às 16h        
Duração: 1h    
Capacidade: 25 pessoas        
Classificação: Livre                
Ponto de encontro: Sala do Educativo         

 

Serviço:

Rolê Cultural – Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil
Centro Cultural Banco do Brasil – Distrito Federal Endereço: SCES Trecho 2 – Brasília/DF  Tel.: 61 3108-7600Programação completa em ccbb.com.br/brasilia/programacao/role-cultural-educativo-ccbb/
Ingressos: ingressos.ccbb.com.br     
Agendamento para grupos e escolas: conecta.mediato.art.br
Acesso: gratuitoClassificação Indicativa: livre

Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/17C_XJZlLSFjIRhrChAYQCSseHdTtVkIq?usp=sharing

CCBB Brasília
Aberto de terça a domingo, das 9h às 21h.
SCES Trecho 2 – Brasília/DF
Tel: (61) 3108-7600
E-mail: ccbbdf@bb.com.br
Site/ bb.com.br/cultura 
Instagram/ccbbbrasilia
TikTok/@ccbbcultura 
Youtube/ Bancodobrasil

Verdade Moldada entra em seus últimos dias no Espaço Oscar Niemeyer

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Exposição da artista nipo-brasileira Akimi Watanabe segue em cartaz até 12 de maio e propõe reflexão sobre padrões sociais, corpo e pertencimento

A exposição Verdade Moldada, da artista nipo-brasileira Akimi Watanabe, entra em seus últimos dias em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer. Em exibição até 12 de maio, a mostra convida o público a uma reflexão sensível e provocadora sobre os padrões sociais que atravessam o corpo, o feminino e as dinâmicas de pertencimento: uma oportunidade final para vivenciar a experiência.

Radicada em Brasília e filha de pioneiros japoneses na capital, Watanabe parte da história dos “pés de lótus”, prática milenar chinesa que mutilava mulheres em nome de um ideal de beleza, para lançar uma pergunta urgente: até que ponto seguimos permitindo que estruturas sociais moldem nossos corpos e nossas escolhas?

A partir desse recorte histórico, a artista evidencia como, na China imperial, um complexo sistema de valores culturais, filosóficos e econômicos, associado a status e elegância, submetia meninas a dores extremas e a uma vida limitada, transformando-as, literalmente, em objetos decorativos. A reflexão, no entanto, ultrapassa o passado e se projeta diretamente sobre o presente.

Com cerca de 100 desenhos em nanquim, além de colagens digitais, instalações, objetos e esculturas, a artista constrói uma narrativa que instiga o público a refletir: até quando a validação social seguirá sendo parâmetro para transformações do corpo? Em que medida ainda nos moldamos para caber, pertencer ou sermos vistos?

Com curadoria de Rogério Carvalho, a exposição propõe um deslocamento do olhar, convidando o visitante a identificar mecanismos contemporâneos que reproduzem, sob novas formas, antigas violências simbólicas. Redes sociais, padrões estéticos e discursos normativos surgem como possíveis equivalentes dos “pés de lótus” na pós-modernidade.

Watanabe não denuncia apenas um passado oriental, ela desmonta a ideia confortável de distância. Ao trazer para o contemporâneo equivalências simbólicas do foot binding, a artista desloca o eixo da discussão. Não se trata de outras culturas, mas de um sistema global de moldagem do feminino, que persiste sob novas linguagens, mais sutis, porém igualmente coercitivas”, observa o curador.

Ao tensionar essas camadas, a artista aponta para uma distopia silenciosa: a crença na autonomia individual dentro de sistemas sutis de controle. Nesse contexto, reforçando que o corpo da mulher segue sendo território de disputa histórica, social e simbólica, ecoa a afirmação da ministra do STF, Cármen Lúcia: “não fomos silenciosas, fomos silenciadas”. 

DEPOIMENTO DE AKIMI WATANABE destacando a experiência da exposição, a recepção do público e o impacto das reflexões propostas

Mais do que revisitar um episódio do passado, Verdade Moldada se apresenta como um convite à consciência crítica: um exercício de percepção sobre as forças que ainda hoje influenciam, limitam e redefinem quem somos.

SERVIÇO
Exposição: Verdade Moldada
Artista: Akimi Watanabe
Local: Espaço Oscar Niemeyer
Data: de 9 de abril a 12 de maio
Horário: De terça a sexta — das 9h às 18h/ Sábado domingo — das 9h às 17h

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TARSILA DO AMARAL SERÁ TEMA DE RODA DE CONVERSA DO“PRÊMIO ENGENHO MULHER” SOBRE PROTAGONISMO FEMININO

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Encontro Será no Sábado, dia 9/5, no Centro Cultural do TCU

O 4º Prêmio Engenho Mulher – Reconhecimento a Quem nos Transforma irá reunir lideranças femininas para uma Roda de Conversa sobre protagonismo feminino.

O encontro se dará no Centro Cultural do TCU, no próximo sábado, às 10h, durante visita mediada à exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”. Tem se tornado uma tradição do Prêmio Engenho Mulher reunir lideranças para debater sobre temas que impulsionam a equidade de gênero. 


“Tarsila nasceu ainda no século 19 e há mais de cem anos se projetou como uma mulher de destaque. É uma trajetória inspiradora, que nos conta sobre protagonismo feminino, talento e arte”, conta a realizadora do Prêmio Engenho Mulher, Kátia Cubel. A visita mediada é uma homenagem à artista, às lideranças femininas brasileiras, em especial às mulheres que realizaram juntas a maior mostra individual de Tarsila do Amaral. 


Nesta edição, o Prêmio Engenho Mulher é patrocinado pela Fibra, pelo programa de economia circular Glass is Good, por Alves Corrêa e Veríssimo Advogados Associados. Tem o apoio do Sebrae-DF, do Boulevard Shopping, da Secretaria de Economia Criativa e do MAB (Museu de Arte de Brasília). A cerimônia de entrega da premiação, a três mulheres do DF, irá acontecer no dia 25 de maio, com um menu assinado pelo bufê Chocolat.  

Centro Cultural do TCU – ISC-TCU:
St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 3 – Plano Piloto

Taguatinga Shopping valoriza a cultura brasiliense e o afeto em campanha de Dia das Mães com louça exclusiva de Athos Bulcão

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Ação reúne gift colecionável, vouchers do Madero e sorteio de um Citroën Basalt 0km

Elas são referência, cuidado e presença constante. O TGS, que acompanha diariamente histórias de mães e famílias, apresenta sua campanha de Dia das Mães 2026 com uma proposta que integra cultura, benefício imediato e premiação. Entre os dias 30 de abril e 11 de maio, clientes que acumularem R$600 em compras poderão trocar suas notas fiscais por um brinde exclusivo: uma boleira colecionável com estampa de Athos Bulcão.

Além disso, a cada R$400 em compras, os clientes recebem cupons eletrônicos para concorrer a vouchers do Madero e a um carro 0km. Os brindes deste ano seguem a tradição dos gifts colecionáveis do TGS com as obras de Athos Bulcão. As peças trazem os elementos gráficos da Igrejinha, a sua obra mais reconhecida. Produzida em edição limitada, a boleira foi pensada para integrar momentos em família e compor a mesa com funcionalidade e valor simbólico. “A proposta deste ano foi trazer um item que tivesse reconhecimento imediato e conexão com a cidade. A escolha do Athos Bulcão fortalece esse vínculo e amplia o valor percebido do presente”, afirma a gerente de marketing do Taguatinga shopping, Mayce Tranquillini.

Sobre o artista
Reconhecido como um dos principais nomes da arte moderna brasileira, Athos Bulcão marcou a arquitetura de Brasília com seus painéis e azulejos. Sua obra está presente em diversos monumentos da capital e é caracterizada pela repetição modular, cores e integração com o espaço urbano. Com seu vigor e rigor construiu uma linguagem poética de extrema universalidade, realizando de forma única a união da arte à arquitetura com painéis em azulejos, relevos em madeira ou mármore. Em Brasília, Athos imprimiu a marca de sua elegância, sensibilidade, imaginação e vibração em mais de 260 obras.

Benefícios e sorteios
Além do brinde, a campanha inclui o sorteio de 50 vouchers no valor de R$500 para consumo no Madero, operação recém-integrada ao mix gastronômico do shopping e que amplia as opções de experiência para o público. A cada R$400 em compras, o cliente recebe um cupom eletrônico, sendo que notas fiscais do restaurante têm valor em dobro para participação. Os sorteios acontecem nos dias 9 e 13 de maio. Além disso, os participantes também concorrem a um Citroën Basalt 0km. Para isso, basta acumular R$400 em compras durante o período da campanha. O sorteio será realizado no dia 17 de junho, pela Loteria Federal.

Clientes que doarem 1kg de alimento não perecível recebem cupons em dobro para concorrer aos prêmios. As doações serão destinadas às instituições apoiadaspelo TGS Solidário, reforçando o compromisso social do empreendimento.

A participação na campanha é realizada de forma 100% digital, por meio do aplicativo do TGS. Para suporte ao público, o shopping disponibiliza um lounge de atendimento presencial no Piso 3. A troca do brinde é limitada a uma unidade por CPF e válida enquanto durarem os estoques.

O público encontra no TGS um mix completo de lojas para presentear, além do serviço de Personal Shopper, que auxilia gratuitamente na escolha de produtos. O atendimento está disponível diariamente, das 14h às 20h, mediante contato via WhatsApp.

SERVIÇO: Dia das Mães TGS 2026
De 30 de abril a 11 de maio de 2026

R$600 em compras = 1 boleira exclusiva Athos Bulcão
R$400 em compras = 1 cupom para sorteios

Prêmios:
50 vouchers de R$ 500 cada para o Madero (sorteios em 09/05 e 13/05)
01 Citroën Basalt 0km (sorteio em 17/06/2026)

Benefícios adicionais:
Notas fiscais do Madero valem em dobro para os sorteios
Doação de 1kg de alimento garante cupons em dobro

Aplicativo: Taguatinga Shopping
Lounge de atendimento: Piso 3 (Loja TGS Solidário)
Limite: 1 brinde por CPF

Serviço do Taguatinga Shopping:
Site: www.taguatingashopping.com.br
Redes Sociais: Instagram – Facebook – Youtube
Informações: (61) 3451-6000

Sobre Taguatinga Shopping: Inaugurado em novembro de 2000, oTaguatinga Shopping é um empreendimento das Organizações PaulOOctavioe da JC Gontijo Engenharia. É um dos maiores centros de compras do Distrito Federal, tendo como principal reflexo a geração de 2,5 mil empregos diretos. A área total construída do empreendimento – que engloba shopping center, duas torres com 330 salas comerciais e seis pisos de estacionamentos com 2,5 mil vagas cobertas – totaliza a marca de 160 mil m² de área construída, que abrigam 250 operações comerciais, com qualificado mix de produtos, serviços e entretenimento, distribuídas em quatro pisos. O empreendimento é importante referência de consumo para toda a família, e recebe público de 1 milhão de pessoas por mês, em média. É o shopping center mais lembrado pela população do DF, segundo pesquisas realizadas pelo prêmio Top of Mind, no qual foi agraciado em 16 edições. Atualmente, desenvolve o projeto TGS Solidário, com diversas ações que promovem a cultura de voluntariado, consciência de cidadania e mobilizam pessoas e recursos para o bem coletivo.

Hidden marca retorno em 28 de maio com exposição inédita de Daniel Toys

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Projeto retorna em novo endereço secreto com intervenção do artista, que acompanha a trajetória do Hidden desde a primeira edição

Depois de anunciar seu retorno em 2026 em um novo espaço, o Hidden confirma a abertura da temporada para o dia 28 de maio e apresenta o primeiro nome da programação artística: o artista visual Daniel Toys, presença constante na história do projeto desde sua estreia, em 2017.

Ao longo dos anos, Toys acompanhou de perto as transformações do Hidden, crescendo junto com a iniciativa e contribuindo para a construção de sua identidade estética. Nesta edição, sua participação ganha ainda mais destaque: além de inaugurar a galeria como o primeiro artista a expor no espaço, ele também assina uma intervenção inédita no ambiente, em diálogo com elementos urbanos e referências de grandes cidades.

A exposição Onde Mora o Sonho reúne obras que transitam entre o urbano e o imaginário, construindo uma narrativa visual marcada por cores vibrantes, geometrias e símbolos recorrentes na pesquisa do artista, como casas, escadas e corações. A mostra propõe um olhar sobre o sonho como espaço de movimento, afeto e transformação.

“Essa exposição fala muito sobre os caminhos que a gente escolhe seguir e sobre como os sonhos se constroem no percurso. Estar no Hidden, que também é um projeto em constante transformação, torna tudo ainda mais simbólico”, destaca Toys.

A temporada 2026 conta com direção criativa de Mariana Braga, sócia do projeto, que assina a concepção do espaço e reforça o diálogo entre arte, arquitetura e experiência sensorial, marca registrada do Hidden ao longo de suas edições.

Em sua oitava edição, o Hidden reafirma seu lugar como um dos projetos mais originais da cena cultural de Brasília, apostando em uma curadoria que conecta artistas, narrativas e territórios, e convidando o público a redescobrir a cidade a partir de novos olhares.

Casa Vintage promove edição especial para o  Dia das Mães no Casapark

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O Casapark recebe, nos dias 2 e 3 de maio, a Casa Vintage — edição especial dedicada ao Dia das Mães — transformando a Praça Central em um ponto de encontro para quem busca presentes com significado, originalidade e memória. Em Brasília, a proposta convida o público a trocar o óbvio por peças únicas, carregadas de história e personalidade.

A tradicional feira reúne uma seleção diversa de expositores com antiguidades, obras de arte, mobiliário de época, joias e relógios antigos, além de memorabilia e itens colecionáveis da cultura pop.

Diversos colecionadores especializados, que reforçam o caráter plural da curadoria, participam desta edição: Andrea Joias, Yasmin Amigurumis, Grasi Joias, John – GiftPress colecionismo, Farias e Belinha Antiguidades, Romulo colecionismo, Gel jóias joalheria, Pedro Joana Antiguidades, Franswilliam numismática moedas antigas, Clebio Antiguidades, Iany Joias antigas, Tatiane colecionismo, .Carlinhos,Valdeson Asiel Relógios e joias Antigas, Ulysses e Diógenes colecionismo, Marcus – 3D colecionismo, Marcia Souza Joias, Veronica Colecionismo, Zenilda Colecionismo, BeloniWise Arte, Eduardo Artes. 

Mais do que uma experiência de compra, a Casa Vintage propõe um garimpo afetivo — ideal para quem deseja presentear com autenticidade nesta data tão simbólica.

Serviço:
Casa Vintage – Edição Dia das Mães
Data: 2 e 3 de maio (sábado e domingo)
Horário: das 12h às 20h
Local: Praça Central do Casapark
Entrada gratuita
casapark.com.br
@casapark 

Hidden retorna em 2026 em local inédito e direção criativa assinada por Mariana Braga

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Projeto ocupa novo espaço em Brasília e aposta em uma experiência construída a partir do próprio lugar

Depois de temporadas que transformaram espaços esquecidos da cidade em cenários de encontro entre arte, música e gastronomia, o Hidden está de volta. Em 2026, o projeto itinerante retorna ocupando um local inédito em Brasília, novamente com direção criativa assinada por Mariana Braga, também sócia do projeto.

Em sua oitava edição, o Hidden mantém sua essência de criar experiências a partir do próprio espaço que ocupa. Nesta temporada, o conceito nasce diretamente do encontro com o novo endereço, um lugar que, por suas características, redefiniu completamente o caminho criativo do projeto “surpreendente está de volta”, é assim que Mariana Braga resume o espírito da edição 2026. A proposta é explorar o potencial do espaço por meio de intervenções cenográficas, peças únicas e uma ambientação construída de forma orgânica, respeitando a identidade do local e revelando novas camadas ao público.

O endereço, mantido em sigilo como já é tradição do projeto, será divulgado oficialmente na semana da inauguração. Com forte presença estética e sensorial, o espaço conduz toda a experiência e convida o público a descobrir na nova perspectiva a história do local. 

Ao longo de suas edições, o Hidden se consolidou como um dos projetos mais originais da cena cultural de Brasília, evoluindo continuamente em suas propostas e ampliando o cuidado com cada detalhe da experiência. Em 2026, essa trajetória ganha novos contornos, combinando maturidade e inquietação criativa.

Chegar à oitava edição traz maturidade, mas também inquietude. É um momento de revisitar o que nos trouxe até aqui e, ao mesmo tempo, questionar tudo para seguir relevante. O Hidden 2026 representa essa virada: um projeto mais consciente da sua identidade, mas ainda movido pela curiosidade e pelo desejo de surpreender”, destaca Mariana Braga.

A direção criativa reforça esse momento do projeto, com uma leitura que valoriza a simplicidade com intenção, apostando em uma elegância sem excessos e em uma construção visual que dialoga diretamente com o espaço.

Reconhecida também pelo trabalho da ambientação à frente das edições anteriores do Hidden Brasília Salvador, e também do Camarote Viva Bahia, no carnaval deSalvador, premiado internacionalmente no Prêmio Lusófonos de Criatividade na categoria Inovação, Mariana amplia a conexão do Hidden com experiências contemporâneas de hospitalidade e design.

Mais do que um evento, o Hidden segue como um convite à descoberta, um projeto que transforma espaços, provoca novas leituras da cidade e reforça que, por trás do que parece esquecido, sempre existe algo a ser revelado.

Brasília 66 anos: arquiteta revela os segredos da capital que desafiou o tempo

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Especialista em Urbanismo do Centro Universitário de Brasília revela detalhes surpreendentes da construção da capital federal em tempo recorde

Os 66 anos de Brasília, a capital futurista do país, celebram um audacioso projeto de nação.

Construída em tempo recorde no coração do Planalto Central, a cidade é um testemunho da engenhosidade humana e da visão de seus criadores. Idealizada por Juscelino Kubitschek, projetada por Lúcio Costa e com as obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer, a capital federal é um laboratório vivo de conceitos urbanísticos que, por vezes, desafiam a compreensão de seus habitantes e visitantes.

Para desvendar os mistérios por trás de sua concepção, a professora de Arquitetura do Centro Universitário de Brasília (CEUB) e especialista em urbanismo, Ana Carolina Drumond, explica a lógica por trás do Plano Piloto. “Brasília não é apenas uma cidade; é um manifesto urbanístico, uma materialização de ideias que moldaram o século XX e continuam a influenciar o planejamento urbano global”, afirma a professora.

A influência da Carta de Atenas e as quatro funções
O Plano Piloto é um exemplo da aplicação dos princípios da Carta de Atenas, documento fundamental do urbanismo moderno. Lúcio Costa estruturou a cidade em torno de quatro funções essenciais: habitar, trabalhar, recriar e circular. Essa segregação funcional visava otimizar o fluxo e a qualidade de vida. Segundo Ana Carolina Drumond, “a Carta de Atenas foi a base teórica que permitiu a Lúcio Costa conceber uma cidade onde cada área tinha um propósito claro, buscando a eficiência e a ordem no espaço urbano”.

A forma de avião de Brasília, com seus eixos Norte-Sul (Eixo Rodoviário) e Leste-Oeste (Eixo Monumental), é icônica. Essa cruz não foi arbitrária, ela se adaptou à topografia do terreno. O Eixo Monumental, por exemplo, segue um cume, enquanto o Eixo Rodoviário se inclina em direção ao Lago Paranoá. “A genialidade de Lúcio Costa foi integrar o desenho urbano à paisagem natural, utilizando a topografia para guiar os eixos e setores, harmonizando a construção e o ambiente”, explica a especialista do CEUB.

As superquadras: unidades de vizinhança autossuficientes
As superquadras das Asas Norte e Sul foram projetadas como “unidade de vizinhança”, com pilotis no térreo para uso comum, um cinturão verde circundante e um gabarito de, no máximo, seis pavimentos. A ideia era criar comunidades auto suficientes com escolas, comércio local e áreas de lazer. Para Ana Carolina Drumond, “as superquadras são a essência da vida comunitária brasiliense, um experimento social e urbanístico que buscava promover a convivência e a qualidade de vida em um ambiente planejado”.

As ruas paralelas ao eixo rodoviário, que se organizam também paralelas ao oeste, iniciam sua denominação com W, como o Eixo W e W3. Se esta rua acontece depois da rodoviária em direção norte, por exemplo, sabemos que estamos na Asa Norte. Por outro lado, as ruas paralelas ao Eixo Rodoviário, também paralelas à direção leste, têm seu nome iniciado com L, a exemplo da L2 e do Eixo L.

A lógica da numeração e orientação das ruas
A numeração das quadras e ruas de Brasília segue um sistema peculiar que, à primeira vista, pode parecer confuso. As quadras ímpares (100, 300, etc.) estão a oeste do Eixo Rodoviário, enquanto as pares (200, 400, etc.) estão a leste. As ruas são designadas como W (oeste) e L (leste). “Essa organização numérica e alfabética é uma forma de orientação racional, pensada para facilitar a localização em uma cidade com um traçado tão singular, embora exija um certo tempo de adaptação para quem não está acostumado”, pontua a professora do CEUB.

Setores especializados e a escala gregária
Além das áreas residenciais, o Plano Piloto previu setores específicos para cada função: comerciais, autarquias, bancários, hoteleiros e de lazer. Essa segregação funcional é uma característica marcante. A “escala gregária”, por exemplo, refere-se aos espaços de convivência e encontro, como a Rodoviária do Plano Piloto, que funciona como um ponto central de convergência. “A divisão em setores especializados reflete a visão modernista de otimização do espaço, enquanto a escala gregária busca promover a interação social em pontos estratégicos da cidade”, explica Ana Carolina Drumond.

A interseção rodoviária: o coração pulsante
A Rodoviária do Plano Piloto não é apenas um terminal de ônibus; é o ponto de interseção dos dois eixos principais da cidade e um centro de circulação. Projetada para ser um hub de transporte e um espaço de encontro, ela simboliza a centralidade do automóvel na concepção original de Brasília. “A Rodoviária é o coração pulsante de Brasília, o ponto onde todas as escalas se encontram e onde a dinâmica da cidade se manifesta de forma mais intensa, refletindo a importância da circulação no projeto de Lúcio Costa”, conclui a especialista do CEUB.

Sobre o CEUB | Seu futuro tem história
Fundado há mais de 50 anos, o Centro Universitário de Brasília (CEUB) é referência em ensino superior no Distrito Federal, unindo tradição, excelência acadêmica e inovação. Oferece cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas, com infraestrutura moderna, programas de iniciação científica, extensão e empreendedorismo. Com mais de 100 mil profissionais formados e presença marcante em projetos sociais e de pesquisa aplicada, o CEUB reafirma sua missão de educar para transformar, construindo histórias que impulsionam o futuro do país.

“AFINS” é a nova exposição coletiva na Galeria Karla Osorio

Foto divulgação

A Galeria Karla Osorio apresenta a exposição coletiva “AFINS”, com obras de 34 artistas brasileiros de diversas gerações e de todas as regiões do país, que tem em comum afinidades em torno de um deles o também curador Bené Fonteles. São eles Ailton Krenak, Amelia Toledo, Bené Fonteles, Ciça Fitippaldi, Carolina Bonfanti, Daiara Tukano, Emanoel Saravá, Ernesto Bonato, Ernesto Neto, Fernando Coelho, Fernando França, Hamilton Leitão, João Paulo Marques de Lima, Josafá Neves, José Ivacy, Kboco, Lia do Rio, Luiz Gallina Neto, Luiz Hermano, Marcelo Conrado, Marcelo Reis, Maxim Malhado, Mô Toledo, Orlando Maneschy, Rachel Mascarenhas, Regina Vater, Rodrigo Bueno, Rômulo Andrade, Selma Parreira, Seo Constante, Siron Franco, Ton Bezerra, Xico Chaves e Zuarte.

A curadoria de Bené Fonteles e Karla Osorio, reúne artistas que dialogam com a vida e obra de Fonteles, artista pioneiro e essencial na cena da arte contemporânea brasileira. A variedade de artistas, com suas diferentes origens e percursos, proporciona diálogo único sobre temas recorrentes na carreira de Fonteles – a relação entre arte e ecologia, o poder do sensível e do espiritual -, oferecendo perspectivas poéticas distintas e, ao mesmo tempo, complementares e muito atuais.

Sobre a exposição

AFINS reúne artistas afinados com Bené Fonteles, curador da mostra juntamente com Karla Osorio. As afinidades que unem os artistas selecionados não são apenas artísticas, mas também poéticas e filosóficas, ecológicas e espirituais ao manifestar pelas matérias, formas e sentidos o ser e o estar no mundo sem ser o mundo.

Fonteles passou a ser, desde os anos 1970, inspiração e referência para muitos artistas da arte contemporânea no país, pelo seu pioneirismo nas relações de arte e ecologia, por suas atitudes poéticas e políticas ligadas à espiritualidade brasileira e universal. Nesta mostra, Bené se encontra com seus pares que são bem mais e muitos para celebrar uma vida dedicada à Vida.

Gravitando em torno de Bené artistas, poeta, compositor, curador e escritor, convidamos seus pares artistas e poetas com os quais tem grandes afinidades afetivas e artísticas, para uma conversa nos espaços da galeria. Neste encontro poético firmam-se diálogos entre o visível e invisível por meio do poder amoroso e do que é sensível e sensorial, entre o que é profano e sagrado: ambos, vão dissolvendo a tênue fronteira entre o que se diz erudito e o que se faz popular, chegando ao que Bené chama de “o corpo do transcendente”.

A inauguração se dá em Brasília, na semana de aniversário de 66 anos da cidade, capital que Bené escolheu para ser sua própria por muitos anos de sua vida e onde tem grande parte de sua família. Os artistas da exposição, em sua maioria, estarão presentes no evento. No local, a mostra ocupará as 7 (sete) galerias, espalhadas em 5 pavilhões e o grande jardim, onde ARTE estará em toda PARTE. Depois de Brasília, a mostra seguirá para São Paulo, num formato mais intimista, entre agosto e outubro próximo.

Sobre os artistas

Ailton Krenak (Itabirinha, MG, 1953) – Escritor e ambientalista, Krenak é uma das principais vozes indígenas do país e o primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras. Autor de obras como Ideias para adiar o fim do mundo e Futuro ancestral, articula pensamento indígena, filosofia e ecologia para questionar os modos de vida atuais e apontar caminhos possíveis de relação com a natureza e o coletivo.

Amelia Toledo (São Paulo, 1926 – Cotia, 2017) – Amélia Toledo foi uma influente escultora, pintora, desenhista e gravadora brasileira. Desenvolveu uma prática multifacetada — entre escultura, pintura e gravura — forjada no convívio com figuras centrais da arte moderna brasileira como Anita Malfatti, Hélio Oiticica e Lygia Pape. A partir dos anos 1970, sua produção ultrapassa a gramática construtiva e volta-se para as formas da natureza, com a paisagem e a pesquisa cromática tornando-se eixos fundamentais de sua obra. Participou de mostras individuais em instituições como MuBE, Estação Pinacoteca, Instituto Tomie Ohtake e Centro Cultural Banco do Brasil, e de coletivas como a 29ª Bienal de São Paulo e Radical Women: Latin American Art, 1960–1985, no Hammer Museum e no Brooklyn Museum. Suas obras integram coleções da Fundação Calouste Gulbenkian, MASP, MAM-SP e Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras.

Bené Fonteles (Bragança, PA, 1953) – Vive e trabalha entre Brasília, Caldas (MG) e Salvador (BA) É artista plástico, jornalista, editor, escritor, poeta e compositor. Iniciou sua carreira em 1971, participando do 3º Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará. Desde então, transita entre a arte e o artesanato, baseando seu trabalho na transformação de materiais simples e muitas vezes frágeis, naturais ou pouco trabalhados pelo o homem, como pedras, pedaços de troncos, cordas, tecidos rústicos, arames, entre outros. Por cinco vezes participou da Bienal de São Paulo, com destaque para a 32ª edição, com o projeto Ágora: Oca Tapera Terreiro, sob convite de Julia Rebouças, assim como do Panorama de Arte Atual Brasileira no MAM de SP e mostras experimentais no Museu de Arte Contemporânea da USP.

De suas exposições individuais, podem ser destacadas as mostras, “Sudários” no Espaço Cultural Contemporâneo – ECCO em Brasília, “Audiovisuais” e “Terra”realizadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo, “Bené Fonteles” no Parque Lage no Rio de Janeiro e diversas outras. Também está presente em coleções privadas e em diversos acervos públicos e institucionais em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Belém, Cuiabá, Paris e Nova Iorque. Além do trabalho autoral como artista visual, já organizou e publicou diversos livros e catálogos sobre artistas como Rubem Valentim, Mario Cravo Neto, Athos Bulcão etc. Faz curadorias e projetos de expografia em artes visuais. Foi diretor do Museu de Arte da UFMT e Museu de Arte de Brasília e recebeu do Ministério da Cultura e da Presidência da República a Ordem do Mérito Cultural.

Ciça Fitippaldi (São Paulo, SP, 1952) – Ciça Fittipaldi é paulistana e vive em Goiás. Artista visual, ilustradora e autora de livros para crianças, seu trabalho é fortemente marcado pela pesquisa das culturas, vivências e colaborações com etnias indígenas no Brasil e países latino-americanos, especialmente da Amazônia. Sua produção também é afetada pelo interesse nas literaturas africanas e afro brasileiras. Ativista das questões indígenas desde os anos 1970 e mestra em Arte e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás, foi vencedora do Prêmio APCA e, mais recentemente, ganhou o Selo White Ravens da Biblioteca da Juventude de Munique pela obra “KAALIAWIR”.

Carolina Bonfanti (Rio de Janeiro, RJ, 1987) – Carolina “Loló” Bonfanti inicia sua trajetória expositiva em 2013 e desde então apresenta trabalhos fotográficos e video instalações em instituições como o Centro Cultural Kirchner, Centro Cultural Haroldo Conti, Museu Lucy Mattos e Museu MACsur, além de participar do OFF da Bienal de Dakar, Dak’Art, no Senegal, e de residências como a Floresta Viva na Kaaysá Art Residency, com curadoria de Bené Fonteles. Sua obra investiga o cruzamento entre corpo, natureza e arte, costurando narrativas simbólicas, imaginários míticos e processos de transformação. Atualmente, vive e trabalha em Itacaré, Bahia.

Daiara Tukano (São Paulo, SP, 1982) – Duhigô, do povo indígena Tukano – Yé’pá Mahsã, pertence ao clã Eremiri Hãusiro Parameri do Alto Rio Negro na Amazônia brasileira, nascida em São Paulo e residente em Brasília, DF. É artista, curadora, professora e ativista do povo Tukano. Graduada em Artes Visuais e Mestre em direitos humanos pela Universidade de Brasília – UnB, pesquisa o direito à memória e à verdade dos povos indígenas. sua obra vem ganhando destaque no Brasil e no exterior. Atua na discussão sobre o direito à memória e verdade dos povos indígenas, na promoção das políticas culturais para os povos indígenas e a defesa de seu patrimônio cultural como a repatriação de artefatos ancestrais. Em seu percurso, arte, pesquisa e mobilização caminham juntas — como formas de resistência e afirmação de identidade. Participou da 34a Bienal de São Paulo e foi ganhadora do Prêmio PIPA Online 2021, além de ter sido premiada com o Prince Claus Seed Awards em 2022. Conta com obras nos acervos da Pinacoteca de São Paulo, MASP, Memorial dos Povos Indígenas – DF, Museo delle Civilità (Itália), Mauritshuis Museum (Holanda).

Emanoel Saravá (Salvador, BA) – Emanoel Saravá é artista visual multidisciplinar, nascido em Salvador, Bahia, Brasil, e graduando no Bacharelado Interdisciplinar em Artes pela Universidade Federal da Bahia (IHAC/UFBA). Sua prática investiga o corpo-natureza como campo de inscrição e irradiação subjetiva e transgressiva, em diálogo com a cosmovisão afro-indígena, articulando memórias, territorialidades e vivências como matéria de criação. A partir desses cruzamentos, seu trabalho tensiona e reconfigura a leitura histórica das paisagens urbanas da cidade, especialmente nas zonas de fricção entre natureza, infraestrutura e marginalidade social. Entre vestígios históricos e atravessamentos do contemporâneo, desenvolve fabulações poéticas e políticas por meio da fotografia, da imagem, da instalação e do objeto.

Ernesto Bonato (São Paulo, SP, 1968) – Gravador, fotógrafo, curador e professor. Gradua-se em artes plásticas em 1992 e conclui mestrado em poéticas visuais, sob orientação de Evandro Carlos Jardim (1935), em 2000, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Em 1991, participa do Projeto Nascente da USP. Freqüenta o Atelier Experimental de Gravura Francesc Domingo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) e do Museu Lasar Segall, entre 1991 e 1994. Neste último ano, freqüenta o curso Estratégias de Abordagem da Arte Contemporânea, ministrado por Amélia Arenas. Atua no Serviço Educativo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) desde 1997. Em 1998 e 1999, é professor de xilogravura no Atelier de Gravura do Museu Lasar Segall. Desde 1993 integra o Atelier Piratininga. Concebe e orienta cursos de desenho e gravura em instituições e atua como curador.

Ernesto Neto (Rio de Janeiro, RJ, 1964) – O artista produz esculturas e grandes instalações imersivas, utilizando técnicas artesanais como o crochê para compor estruturas flexíveis e interativas que ativam os nossos cinco sentidos, com a incorporação de elementos botânicos, ervas e especiarias. O artista tece membranas e peles, redes e invólucros que usam a gravidade e o equilíbrio como recursos de composição. Seus trabalhos mantêm sempre uma relação com a natureza, seja por meio de suas fisionomias biomórficas, seja no caráter interligado dos elementos que compõem seus espaços. Os ambientes plurissensoriais de Neto são percorridos e habitados, formando locais de encontro,troca e reflexão. O público não é pressuposto como um grupo de observadores, mas acolhido como um coletivo de presenças e corpos ativos nas instalações.

Fernando Coelho (Salvador, BA, 1939) – Fernando Coelho nasceu em Salvador em 1939. Na década de 50, desenvolveu seu trabalho como publicitário e realizou desenhos técnicos. Foi vencedor de um concurso de cartazes do Estado da Bahia em 1961. Em 1964, ano de sua primeira exposição individual, Fernando se revelou como pintor. Em suas pinturas toma forma um misticismo que se expressa frequentemente em jardins e flores, construindo imagens a partir de um olhar que traz à tona o aspecto fantástico dos elementos que figuram em seus quadros. Em 1997, Coelho é um dos artistas que ilustraram o livro Castro Alves: Edição Comemorativa dos 150 anos de Antônio de Castro Alves, editado pela Fundação Banco do Brasil e pela Odebrecht.

Fernando França (Rio Branco, AC, 1962) – Fernando França é desenhista, pintor e mestre em literatura brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Já participou de várias exposições e mostras coletivas, inclusive, na França e em Portugal. Entre os prêmios conquistados está o 6º Prêmio CDL de Artes Plásticas (Fortaleza-CE) e o 1º Prêmio em Pintura no III e no II Festival Universitário da Cultura, do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (MAUC). Nos tempos de estudante de Letras da UFC, Fernando iniciou-se nas artes visuais, através de participação em mostras de festivais universitários no MAUC, como desenhista de histórias em quadrinhos. Ao tecer comentários sobre a obra pictórica de Fernando França, o renomado artista plástico Descartes Gadelha salienta sua “potencialidade vocacionada para o muralismo”. Fernando França vem construindo sua obra não só na absorção das lições dos grandes mestres, como Rafael, Van Gogh e os cubistas, como, especialmente, no exercício persistente da busca de uma marca própria de expressão.

João Paulo Marques de Lima – O artista combina e concentra as suas obras em diferentes técnicas e práticas artísticas, como a pintura, o desenho, a fotografia e o violão clássico. Participou da residência artística Projeto Maré.01 de Ernesto Bonato com exposições coletivas de gravura. Em 2013 foi contemplado com uma bolsa através da Unicamp-SP para estudar artes em Portugal. Mudou-se para o Porto (Portugal), se formando pela Universidade de Belas Artes do Porto. Desde 2014 realizou vivências artísticas em conjunto com a associação PELE, com a Belas Artes do Porto e trabalhos de pinturas para Polônia e Suécia. Em 2021, realizou uma exposição na Catedral da Sé do Porto com uma série de 14 peças/pinturas em madeira, sobre o caminho de Santiago. Desde 2021 desenvolve um projeto de pintura, fotografia e música sobre as paisagens nordestinas próximas à Serra da Ibiapaba, região do Ceará que faz fronteira com o Piauí. Josafá Neves (Gama, DF, 1971) – Autodidata, sua prática dialoga com estéticas afro-brasileiras, diáspora africana e ancestralidade. Suas obras transitam entre figuração e abstração simbólica. Parte de uma base negra, com telas pintadas de preto antes das cores, criando densidade única. Natureza, mitos afro-atlânticos, espiritualidade e orixás permeiam sua poética. Com mais de 25 anos de trajetória, une tradição e contemporaneidade, articulando o popular e o erudito, o local e o internacional. Já expôs no Brasil, América Latina, Europa, EUA e Angola, recebendo o título de Doutor Honoris Causa. José Ivacy (Morada Nova, MG, 1962) – Desde os anos 80 trabalha intensamente com obras que tem como característica a artesania e a manipulação de diversos materiais, principalmente a madeira e metais. Visível em suas pinturas e objetos, um complexo conjunto de formas geométricas e orgânicas, percorrendo um caminho próprio no campo da inventividade. Participou de diversas mostras coletivas de artistas em Brasília e atualmente dedica-se ao trabalho de atelier em Sobradinho, onde vive e administra a galeria ManOObra. Ivacy cria projeto construtivo ímpar com obras, para fora e para dentro de qualquer espaço proposto, inéditas e trans- cendentes contribuições raras como as de Celso Renato, Emanuel Nassar e Marcone Moreira. Artistas que não sabem o que é medo do ter e do “tempo rei” transformador e transmutador. Tiram partido de sua desconstrução e reinventam-se, reinventam a pintura escapando da armadilha formalista. Ivacy liberta a pinturacomo objeto com extraordinária coragem e ou- sadia fazendo de matéria e tempo uma Unidade na Poesia. Tem obras em várias coleções públicas e privadas, inclusive nos Museus de Arte da República, Museu de Arte de Brasília, Museu de Arte do Rio – MAR. Também participoude feiras nacionais e internacionais.Kboco (Goiânia, Goiás, 1978) constrói uma poética visual centrada na busca por uma identidade brasileira que se expande para além do eixoocidental tradicional. É a partir de sua origem no Cerrado, com sua crueza e biodiversidade, que o artista se conecta ao mundo, estabelecendo

um diálogo entre o local e o universal. Seu trabalho é fruto de um olhar atento a repertórios culturais muitas vezes à margem da história daarte convencional, incorporando elementos de povos nômades e estéticas orientais ao seu vocabulário plástico.

Através de pinturas translúcidas e esculturas totêmicas de madeira, o artista funde arquitetura e abstração, priorizando a sinuosidade e o caráter anímico da matéria. Ao reaproveitar materiais e símbolos de origens diversas, Kboco propõe uma visualidade miscigenada e potente, que valoriza ritos, mitificações e um legado cultural que desafia as certezas da herança eurocêntrica.

Lia do Rio (São Paulo, 1938) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua prática transita entre instalação, apropriação e intervenção, investigando a construção de memória e a natureza do tempo por meio de materiais não convencionais. Expôs no Brasil e em países como EUA, Japão, França, Alemanha, Inglaterra, Áustria, Suécia, Portugal e China. Possui obras em acervos como o Hangzhou Qianjiang International Art Museum, Centro de Arte Hélio Oiticica, FUNARTE, Jardim Botânico e Floresta da Tijuca (obra tombada), entre outros. É autora dos livros Dialeto e Dialeto volume II, além de Lia do Rio: Sobre a Natureza do Tempo (Fase10, 2015), e seu trabalho consta empublicações como revista Art in America e livro The Environmental Imaginary in Brazilian Poetry and Art, de Malcolm McNee. Lia do Rio utiliza materiais não convencionais, usando linguagem limite entre instalação, apropriação e intervenção, em indagação da maneira pela qual construímos no presente atemporal e eterno, as memórias do passado e do futuro.

Luiz Gallina Neto (São Paulo, SP, 1953) vive em Brasília desde 1968. Formado em Comunicação Social (1975), é mestre em Poéticas Contemporâneas pela UnB (2004), onde leciona desde 1994, tendo recebido o título de Notório Saber. Artista visual premiado, participou de salões e coletivas nacionais como o MAM-SP, MAC-GO e Museu Nacional da República. Realizou exposições individuais em espaços como Galeria Karla Osorio, Alfinete Galeria. Referência Galeria, Espaco Piloto UnB e Galeria Pé Palito. Sua obra transita entre a exatidão poética e a imanência da natureza, revelando uma pintura que transcende o visual e celebra a vida com profundidade estética e sensível.

Luiz Hermano (Preaoca, CE, 1954) estudou Filosofia em Fortaleza. Começou, de maneira autodidata, a trabalhar e experimentar com gravura em metal e desenho, depois incorporando a pintura e a escultura à sua produção. O universo popular é uma referência para o artista, que dialoga com o imaginário das gravuras populares e da literatura de cordel. Além disso, em certos trabalhos explora as possibilidades formais relacionadas à produção artesanal de utensílios de seu estado natal, o Ceará, como o trançado.

Marcelo Conrado (Prudentópolis, PR, 1976) é artista visual e professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná. Doutor em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Coordenador da Clínica de Direito e Arte da UFPR, Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e do Instituto dos Advogados Brasileiros. Foi Presidente da Sociedade dos Amigos do Museu de Arte Contemporânea do Paraná e Membro Consultor da Comissão de Arte e Cultura do Conselho Federal da OAB. Autor do livro Arte, originalidade e direitos autorais (Edusp) que em 2023 foi premiado pela Associação Brasileira das Editoras Universitárias. Possui obras no acervo do Museu da República, Museu de Arte de Brasília, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Fundação Cultural de Curitiba e Museu Oscar Niemeyer.

Marcelo Reis (Salvador, BA, 1972) – Artista visual com ênfase em fotografia, curador e gestor cultural, é diretor do Festival Nacional de Fotografia A Gosto da Fotografia e do Instituto Casa da Photographia — uma das principais instituições privadas de fomento à cultura fotográfica na Bahia, que fundou em 1997. Atuou na coordenação de Artes Visuais da FUNCEB, onde foi curador da 64ª edição dos Salões de Artes Visuais da Bahia, idealizou o Memorial dos Salões e coordenou a etapa adjunta do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger. Desenvolve desde os anos 1990 pesquisa fotográfica sobre ritos da cultura popular brasileira, especialmente do Norte e Nordeste. Em 2024 apresentou, com curadoria de Bené Fonteles, a instalação Negreiros, um pensamento Afro-atlântico na Casa de Castro Alves, em Salvador. Expôs nas principais galerias da Bahia, do Brasil e do exterior.

Maxim Malhado (Ibicaraí, BA, 1967) – Artista visual, formado em Educação Física, professor, escritor, tem como lugar de observação no mundo o universo da casa, os objetos, as estruturas, paredes, ferragens, telhados, sustentação e acolhimento, o nível do chão, alturas e alinhamentos dos espaços através do prumo… Além desse lugar, a “casa” outras instâncias fazem rodar, a questão religiosa, afeto, história, amor, memória e a sexualidade, acreditando que não existe nada disso visto separadamente, tudo junto, dejunto, todos… O artista já participou de várias exposições coletivas, Rumos Itaú Cultural edição 2001-2003, em 2004 foi convidado para 26° Bienal Internacional de São Paulo, Trienal de Luanda, Bienal do Mercosul(Porto Alegre-2018) Bienal de Montevideu Uruguai, algumas premiações, incluindo 8° Salão MAM Bahia-2001. Em 2024 teve individual na Paulo Darzé Galeria “…até onde a vista alcança…” e individual na Belizário Galeria de Arte em São Paulo “…lá do lugar onde moramos…” Mô Toledo (São Paulo, SP, 1953) – Pintor, gravador, roteirista e diretor de cinema. É filho da artista plástica Amelia Toledo. Ainda na infância, reside por certo tempo em Londres (Inglaterra), onde inicia sua alfabetização. A partir de 1976, passa a residir no Rio de Janeiro, onde escreve roteiros para cinema e vídeo. Dirige, em 1980, o desenho animado Afundação do Brasil, filme convidado para festivais como os de Leipzig (Alemanha) e Lille (França) e premiado em mostras/competições como o Prêmio Coral de Havana, em Cuba (1981). Em 1992, funda junto com a mãe a empresa Tria, que assina projetos para obras públicas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre as atividades da Tria está o embelezamento da Estação Brás do Metrô de São Paulo e o projeto completo da Estação Cardeal Arcoverde do Metrô do Rio de Janeiro. Em 1999 é, ao lado da mãe e da produtora Ana Lúcia Guimarães, curador da exposição individual retrospectiva que a Galeria de Arte do Sesi, no Centro Cultural Fiesp, realiza em homenagem a Amelia Toledo. Ainda em 1999, é um dos artistas que constam do livro do projeto BRAZILIANartBOOK, publicado pela G&A Editorial, em São Paulo.

Orlando Maneschy (Belém, PA, 1968) é artista, curador e professor pesquisador. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Realizou estágio pós-doutoral na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. É professor na Universidade Federal do Pará. É coordenador do grupo de pesquisa Bordas Diluídas: Questões da Espacialidade e da Visualidade na Arte Contemporânea (UFPA/CNPq). É curador da Coleção Amazoniana de Arte da UFPA. Tem participado de diversos projetos, exposições, e foi contemplado com prêmios e bolsas de instituições como Funarte, CNPq e Capes. Seus projetos curatoriais lançam olhar para a produção brasileira contemporânea, recebendo o prêmio de Melhor Exposição Coletiva pela CELESTE 2024, com Delírio Tropical, apresentada na Pinacoteca do Ceará e foi premiado na mesma categoria em 2025, com Terra Incógnita, notas amazonianas, em exibição na Galeria de Arte da UFPA. Como artista, destacamos, dentre outros projetos: É Uma Festa, Pá! – Bienal de Cerveira, 2024; A 2 Graus do Equador, Chão, São Luiz, 2025; Adiar o Fimdo Mundo, FGV Artes, RJ, 2025/2026.

Rachel Mascarenhas (Salvador, BA) reside e trabalha em Salvador explorando diversas linguagens. Com formação em arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal da Bahia, a artista visual utiliza também a pintura, a gravura, o vídeo, performance, fotografia e intervenções urbanas em trabalhos individuais ou em parcerias.

Regina Vater (Rio de Janeiro, RJ, 1943) é artista intermídia, pintora, fotógrafa e ilustradora cuja trajetória atravessa pintura, instalação, vídeo e arte experimental. Formada no convívio com Iberê Camargo e em colaboração com Hélio Oiticica em Nova York, desenvolveu ao longo das décadas de 1970 e 1980 uma prática pioneira na interseção entre arte conceitual e poesia visual. Em 1979 organizou a primeira exposição de arte experimental brasileira em Nova York, e em 1980 retornou à cidade como bolsista da Fundação Guggenheim para desenvolver pesquisas em instalação. Foi curadora de mostras no Mexic-Arte Museum (Austin) e no Blanton Museum (Austin), e participou de residências na ArtPace Foundation (San Antonio). Vive e trabalha nos Estados Unidos desde 1986.

Rodrigo Bueno (Campinas, SP, 1967) Rodrigo Bueno vive em trabalha em São Paulo. É graduado em Comunicação Social, ingressou em programas de pós-graduação em Artes Plásticas na School of Visual Arts – NY (EUA), e em Arte e Consciência pela Universidade John F.

Kennedy – CA (EUA). É idealizador do ateliê Mata Adentro, nome de uma casa/espaço de trabalho, localizado na Lapa em São Paulo. Mata Adentro é um convite à sensibilização das dinâmicas do espaço natural, um laboratório de produção de suportes de experimentação de linguagens ocultas no subconsciente, nas multidimensões do entorno e na diversidade de vida contida no legado do mundo natural, fonte de cultivo e resiliência. Trata-se de um lugar onde materiais recuperados, principalmente madeira, ferro, terra e plantas coletadas do lixo urbano, são transformados em instalações, esculturas, pinturas e ambientes que fomentam as tecnologias do encontro, espécies de jardins que falam da continuidade da vida, do eixo que sustenta o todo, da cultura em constante movimento. Mata Adentro é um nome escolhido para expandir a autoria de um único artista em ações de processos coletivos, pois somos indivíduos inseridos em ambientes colaborativos. O estúdio tem mostrado seu trabalho no país e no exterior há mais de vinte anos, com obras em sua maioria tridimensionais, vivas e imersivas que se relacionam com o vínculo da natureza e humanos, sobrepondo narrativas ancestrais e energias fluídas, voltadas a cura vibracional e a experimentação educativa. Possui obras em coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Rômulo Andrade (Niterói, RJ) Rômulo nasceu em Niterói e cresceu no bairro da Taquara, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Vem de uma família carioca muito musical. Ainda na infância interessa-se pelo desenho, aquarelas e linguagens expressivas. Depois de alguns anos morando em São Paulo, muda-se pra Brasília em 1975 aos vinte anos. Na capital, ao longo dos anos trabalha como designer gráfico e como professor encara o desafio da Educação popular, convivendo com alunos jovens e adultos de todas as regiões do Brasil. Tem currículo extenso de mostras e publicações desde 1978. Artista visual: desenhista, gravurista, pintor e alquimista, inventor de objetos, muito cedo se engaja ao movimento ambientalista. ‘Cerrado, berço das Águas’ é uma expressão cunhada por ele que se tornou recorrente.

Selma Parreira (Goiânia, GO) – Artista visual, arte educadora e pesquisadora na Faculdade de Artes Visuais / UFG. Trabalha com linguagens contemporâneas e investigações que perpassam pelo homem, seus objetos, espaços e memórias Com formação em Licenciatura em Artes Plásticas, 1980 e Mestra em Artes e Cultura Visual, 2010, Fav/ UFG.

Seo Constante (Santa Maria do Saçui, MG, 1938) Desde a infância começou a vida trabalhando com gado leiteiro. Depois no Espirito Santo, trabalhou em lavouras de cafè até se estabelecer em Campinas onde vive e atuou mais com jardinagem. Autodidata, se descobre artista aos 78 anos produzindo para arte postal, não parou mais. Em 2018 teve sua primeira exposição individual, em suas obras relata seu cotidiano na cidade e sua vivência no campo e tudo que está em torno deste ambiente, como quem conta uma história, e conta! Desde 2016 participa de diversas exposiçôes coletivas, mostras e feiras, no Brasil e no exterior. Siron Franco (Goiás Velho, GO, 1947) é pintor, desenhista e escultor cuja obra se distingue pelo domínio técnico rigoroso — marcado pelo uso de tons escuros e atmosfera dramática — e por um engajamento profundo com as questões sociais e políticas de seu tempo. Após ganhar o prêmio Viagem ao Exterior no Salão de Arte Moderna em 1975, percorreu a Europa e consolidou uma linguagem própria que atravessa pintura, escultura e instalação, com mais de 3.000 obras produzidas. Entre seus projetos mais emblemáticos está a série Césio, criada em resposta ao acidente radioativo de Goiânia em 1987. Participou de mais de uma centena de coletivas ao redor do mundo, incluindo os principais salões e bienais.

Ton Bezerra (Cedral, MA, 1977) é um artista visual maranhense, natural de Cedral e radicado em São Luís, cuja prática se desdobra na intersecção entre territorialidade, corpo e memória. Sua produção investiga as tensões e convivências entre o espaço e o sujeito, utilizando a arte como um dispositivo crítico para denunciar as estruturas coloniais e os processos de apagamento ainda vigentes no Brasil. Iniciando sua trajetória na pintura, Ton expandiu seu repertório para uma investigação multimídia, onde a materialidade serve ao conceito. Seu trabalho transita por instalações, performances e intervenções que buscam não apenas ocupar o espaço, mas transformá-lo em um território propositivo. Através desse engajamento, o artista convoca o espectador a uma postura ativa, instigando o questionamento de paradigmas e o despertar de uma consciência crítica diante da realidade social.

Xico Chaves (Tiros, MG, 1948) – Formado em Artes e Ciência da Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) e Centro Universitário de Brasília (Ceub), Notório Saber em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), Mestre em Curadoria Integrada/ Brasil Arte Origem MNBA pela Faperj, ex-diretor do Centro de Artes Visuais da Funarte/MinC, Idealizador de programas artísticos nacionais e internacionais (dentre eles a Rede Nacional Artes Visuais e Conexão Artes Visuais Minc-Funarte-Petrobrás, Microprojetos + Cultura, Letrista de Música e autor criações sonoras experimentais e trilhas de Vídeo. Artista Visual e poeta contemporâneo com diversas publicações e exposições realizadas no Brasil e exterior, mediador cultural e professor de Artes Visuais. Na UnB cursou paralelamente à formação básica em Artes Visuais: Direção e Arquitetura Teatral, Música Eletroacústica e Experimental, Cinema, Criação de Instrumentos Musicais e Mineralogia. Participou de diversos movimentos poéticos e artísticos contemporâneos com mostras individuais e coletivas.

Zuarte (Morro do Chapéu, Ba, 1961) Graduado em artes plásticas pela Universidade Federal da Bahia e mestre em artes cênicas com ênfase em cenografia, pela mesma universidade. Tem participado de exposições individuais e coletivas, pelo Brasil, como: Bienal Internacional de gravura; Salões de arte do MAM, Ba; O Imaginário do Rei – Em homenagem a Luís Gonzaga, com curadoria de Bené Fonteles, dentre outras.

Integra o projeto RUA – Roteiro Urbano de Arte, da prefeitura de Salvador, com 5 esculturas na Praça da Inglaterra. Atua como cenógrafo e figurinista, tendo atuado junto ao Núcleo de Teatro do Teatro Castro Alves e ao balé BTCA, do mesmo teatro; também com o Bando de Teatro Olodum, dentre vários outros, com prêmios nessa área. Realiza trabalhos de direção de arte para cinema. Tem trabalhos editados em poesia e música.

Serviço: “AFINS”, exposição coletiva

Abertura sexta-feira, dia 24 abril, 17h às 21h

Galeria Karla Osorio (SMDB Conjunto 31 Lote 1B – Lago Sul / Brasília – DF) – todos os pavilhões

Em cartaz até 28 junho 2026, domingo

Visitação: segunda a sexta, 9h – 18h, sábados 9h – 14h

A entrada é gratuita. Recomenda-se agendar por telefone, e-mail, DM no Instagram ou WhatsApp.

“A gente existe, a gente está num espaço que também é nosso”: exposição “Faces” dá voz e rosto a quem à margem em Brasília

Mostra da fotógrafa Ana Lima ocupa o Museu dos Correios de 25 de abril a 14 de junho, com retratos e depoimentos de pessoas que usam o único banheiro público do Setor Comercial Sul

No coração do Setor Comercial Sul, entre os fluxos do comércio, de escritórios e o concreto planejado de Brasília, há um banheiro que se tornou muito mais do que um equipamento público. Reformado durante a pandemia, o espaço é o único do tipo na região e atende diariamente centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade, trabalhadores ambulantes, transeuntes moradores e pessoas em situação de rua. É lá que a fotógrafa Ana Lima encontrou os onze protagonistas da exposição “Faces”, que entra em cartaz no Museu dos Correios de 25 de abril a 14 de junho, com entrada gratuita.

A mostra reúne retratos em grandes formatos, acompanhados de depoimentos em áudio acessíveis por QR Code — uma experiência imersiva que devolve protagonismo a quem a cidade muitas vezes insiste em não enxergar.

“O que me dói muito ainda hoje em dia, diariamente, é o preconceito da sociedade”, diz Laila, mulher trans travesti que viveu mais de uma década em situação de rua e hoje trabalha no Instituto No Setor, organização que mantém o banheiro comunitário. O relato dela é um dos que ecoam na exposição: “As pessoas que vivem em situação de rua respeitam mais a gente, travesti, do que a sociedade em si.

Rostos, marcas e vozes

Diferente de um ensaio documental tradicional, “Faces” aposta no close. Sem paisagens, sem cenários — apenas os rostos, a pele, os olhos, os traços que o tempo e a vida inscrevam em cada um. Ao lado, os áudios trazem o que a imagem não pode mostrar sozinha: a palavra em primeira pessoa, sem mediações. A exposição tem produção da Santa Luz, apoio do Museu Correios, realização do MNI – Instituto de

Desenvolvimento Social, PNAB – Política Nacional Aldir Blanco, SECEC DF e Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro. “O maior medo é de você deitar e não acordar, sabe por quê? Pela violência. Por alguém que tem revolta”, conta um dos participantes, professor aposentado que vive nas ruas desde 2017. Ele fala sobre a intranquilidade de dormir de cabeça embrulhada, o medo de ser confundido com outra pessoa, a dificuldade de acessar direitos básicos. Outro depoente, Paulo, pernambucano que passou três anos em situação de rua, relembra: “Já vi pessoas passarem e jogar copo de cerveja no rosto de pessoas que estavam deitadas. ”Para Paulo, a exposição é também um lembrete de que o caminho fora da rua é possível — mas exige acolhimento.“Se hoje eu tô trabalhando, se hoje eu tô no meu aluguel, é porque teve pessoas que acreditaram em mim e me deram oportunidade. É isso que a rua precisa: gente que acredite nelas, que dê oportunidade e abra a porta.”

Um banheiro, uma cidade, um projeto

Idealizada por Ana Lima — fotógrafa com mais de 30 anos de carreira, colaboradora da Editora Abril e produtora do longa Indianara, documentário de 2019 exibido em Cannes que acompanha Indianara Alves Siqueira, militante que luta pela sobrevivência das pessoas transgênero no Brasil – a exposição nasce de uma inquietação: como tornar visível o que a cidade planejou para ser ignorado? “Brasília tem uma relação particular com o que não pode ser visto”, escreve o diretor criativo Pedro Matallo no texto que acompanha a mostra.

“No Setor Comercial Sul, existe um único banheiro público. Parece pouco, mas é muito. Por vinte anos, o espaço ficou fechado. Foi reaberto durante a pandemia, quando a crise sanitária tornou impossível ignorar que havia centenas de pessoas sem acesso a água, a um espelho, a condições mínimas de higiene. ”O banheiro, que funciona com doações da comunidade, atende cerca de mil pessoas por semana. Sua continuidade, porém, nunca é garantida.

“Faces” se propõe, além de dar voz a essas pessoas, a mobilizar a sociedade para a manutenção desseserviço essencial.

O olhar do curador

Para o fotógrafo e professor da FAC/UnB, Marcelo Feijó, curador da exposição, as imagens de Ana Lima vão além do registro documental: “O foco está nos olhos que brilham! E nos devolvem a luz em múltiplas perguntas: quem somos nós? Quem são vocês? Nós existimos?” Feijó destaca a escolha estética da mostra, que se opõe ao excesso contemporâneo: “Não há retórica nas imagens, não há ornamentos, não há efeitos especiais. Há apenas o essencial, o ato fotográfico em diálogo com os depoimentos, na sua pureza primordial. O desejo de revelar o outro!”

Sobre o impacto da montagem em grandes formatos sobre acrílico, o curador acrescenta com ironia e sensibilidade uma referência ao carnavalesco Joãozinho Trinta: “É luminosa sofisticação… como que a sussurrar o recado do mestre: ‘Quem gosta de miséria é intelectual. Pobre gosta mesmo é de luxo’. Luxo para todos. Um pouquinho que seja. Amém.

Da galeria para a rua

Além da ocupação no Museu dos Correios, o projeto ganha as ruas de Brasília: cerca de 200 cartazes com os retratos serão espalhados do centro às regiões periféricas, numa intervenção urbana que tensiona a relação entre visibilidade e indiferença.

Os depoimentos em áudio, disponíveis por QR Code, trazem ainda relatos como o de João, que perdeu o emprego na pandemia e passou a viver no Setor

Comercial Sul. Ele fala sobre os laços que se formam no território: “Ontem mesmo eu ajudei uma menina ali, ela tava sem comida. Aí eu falei: senta numa mesa que eu vou pagar pra você, mas eu quero ver você almoçando. Porque eu sei pra quê que você quer o dinheiro.”

Para Ana Lima, “Faces” é, acima de tudo, um convite à conexão humana. “Não se trata apenas de ver, mas de descobrir que, independente de nossas circunstâncias, compartilhamos as mesmas necessidades de dignidade, afeto e pertencimento” afirma.

Serviço:

“Faces”— Exposição de Ana Lima

Período: 25 de abril a 14 de junho de 2026

Local: Museu dos Correios — SCS, Quadra 4, Edifício Apollo, Brasília (DF)

Horário: 9h às 17h

Entrada gratuita

Classificação indicativa: 14 anos

A exposição conta com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição.

Produção da Santa Luz, apoio do Museu Correios, realização do MNI – Instituto de Desenvolvimento Social, PNAB – Política Nacional Aldir Blanco, SECEC DF e Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro.

Mais informações: https://www.projetofaces.com/

Sobre a fotógrafa

Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB).

Com mais de três décadas de trajetória, atuou nas áreas de moda, beleza e gastronomia, colaborando com a Editora Abril por mais de dez anos. No audiovisual, produziu e dirigiu filmes autorais e institucionais, sendo produtora do longa Indianara (2019), selecionado para o Festival de Cannes. É autora das imagens do livro Telma da Babilônia, premiado no Best Cookbook Awards 2025. Atualmente, dirige o curta documental Prata 70, filmado em Pirenópolis (GO). fotógrafa Ana Lima. O foco está nos olhos que brilham! E nos devolvem a luz em múltiplas perguntas: quem somos nós? Quem são vocês? Nós existimos? Qual é o nosso lugar nesta cidade? Neste mundo? Perguntas e respostas se misturam num jogo de espelhos.

O cenário é o Centro da cidade, um de seus paradoxos: a anti-Brasília fica na área mais nobre da capital. Pessoas transitam e buscam sobreviver às dificuldades num ambiente que não poupa esforços para excluí-los. Mas, de repente, alguns recalcitrantes buscam restituir a utopia do projeto original e compartilhar possibilidades de resistir ao simplesmente oferecer o básico, tantas vezes negado pelos poderes constituidos, o direito ao mínimo, um banheiro em condições de uso.

Em tempo de excessos – excessos de imagens, de sons, de informações – Ana Lima busca outro caminho. É um mergulho sem desperdício, direto e objetivo. Não há retórica nas imagens, não há ornamentos, não há efeitos especiais. Há apenas o essencial, o ato fotógrafico em diálogo com os depoimentos, na sua pureza primordial. O desejo de revelar o outro! Tudo na melhor tradição da fotografia documental.

A forma de apresentar o resultado expande todos limites para ressaltar o singelo. É luminosa sofisticação, nas belas impressões montadas em acrílico como que a sussurar o recado do mestre Joãozinho Trinta: “Quem gosta de miséria é intelectual. Pobre gosta mesmo é de luxo”. Luxo para todos. Um pouquinho que seja. Amém. Marcelo Feijó – fotógrafo e professor na FAC/UnB

Verdade Moldada: a tradição dos pés de lótus às amarras contemporâneas

Foto divulgação

Espaço Oscar Niemeyer recebe exposição da artista nipo-brasileira Akimi Watanabe até 12 de maio e propõe reflexão sobre padrões sociais, corpo e pertencimento

A artista nipo-brasileira Akimi Watanabe, radicada em Brasília e filha de pioneiros japoneses na capital, apresenta a exposição Verdade Moldada, na qual utiliza a história dos “pés de lótus” — prática milenar chinesa que mutilava mulheres em nome de um ideal de beleza — como ponto de partida para um questionamento urgente: até que ponto seguimos permitindo que estruturas sociais moldem nossos corpos e nossas escolhas? O olhar sensível e provocador da artista sobre essas questões está em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer. até 12 de maio.

A partir desse recorte histórico, a artista evidencia como, na China imperial, um complexo sistema de valores culturais, filosóficos e econômicos, associado a status e elegância, submetia meninas a dores extremas e a uma vida limitada. Um processo que as transformava, literalmente, em objetos decorativos. A reflexão proposta, no entanto, ultrapassa o passado e se projeta sobre o presente.

Por meio de aproximadamente 100 desenhos sobre nanquim, 5 colagens digitais , 3 instalações, 60 desenhos em nanquim sobre papel e objetos e esculturas, Watanabe constrói uma narrativa sensível e provocativa que convida o público a refletir: “até quando a validação social seguirá sendo parâmetro para transformações do corpo? Em que medida ainda nos moldamos para caber, para pertencer, para sermos vistos?

A exposição, que conta com a curadoria de Rogério Carvalho, propõe um deslocamento do olhar, instigando o público a identificar os mecanismos contemporâneos que reproduzem, sob novas formas, antigas violências simbólicas. Redes sociais, padrões estéticos, discursos normativos e dinâmicas de pertencimento passam a ser observados como possíveis equivalentes dos “pés de lótus” da pós-modernidade.

”Watanabe não denuncia apenas um passado oriental, ela desmonta a ideia confortável de distância. Ao trazer para o contemporâneo equivalências simbólicas do foot binding, a artista desloca o eixo da discussão. Não se trata de outras culturas, mas de um sistema global de moldagem do feminino, que persiste sob novas linguagens, mais sutis, porém igualmente coercitivas. Hoje, a imposição muitas vezes se disfarça de escolha, de desejo individual, de liberdade aparente. Mas continua operando como estrutura”, observa o curador.

Ao tensionar essas camadas, a artista aponta para uma distopia silenciosa: a crença na autonomia individual dentro de sistemas sutis de controle. Nesse contexto, ecoa a afirmação da ministra do STF, Cármen Lúcia — “não fomos silenciosas, fomos silenciadas” — reforçando que o corpo da mulher segue sendo território de disputa histórica, social e simbólica.

Mais do que revisitar um episódio do passado, Verdade Moldada se apresenta como um convite à consciência crítica, um exercício de percepção sobre as forças que, ainda hoje, influenciam, limitam e redefinem quem somos.

 SERVIÇO
Exposição: Verdade Moldada
Artista: Akimi Watanabe
Local: Espaço Oscar Niemeyer
Data: de 9 de abril a 12 de maio
Horário: De terça a sexta — das 9h às 18h/ Sábado domingo — das 9h às 17h

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Italian Design Day 2026 reúniu especialistas na Embaixada da Itália em Brasília para debater patrimônio arquitetônico, inovação e sustentabilidade

Fotos de divulgação

Na tarde da última terça-feira (31), a Embaixada da Itália no Brasil, recebeu, em Brasília, mais uma edição do Italian Design Day, iniciativa anual promovida pelo Ministério da Relações Exteriores e Cooperação Internacional e a rede diplomática italiana com o objetivo de valorizar a excelência do design e da arquitetura do país no cenário internacional.
O encontro, realizado na Sala Nervi da Embaixada da Itália em Brasília, reuniu convidados dos setores de arquitetura, design, arte e cultura, para um debate em torno do tema “RE-DESIGN: Materiais, inovação e sustentabilidade do patrimônio arquitetônico italiano”.
Organizado em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), o evento integrou a programação global da iniciativa, que, em sua décima edição, propõe uma reflexão sobre a regeneração de espaços, objetos e relações a partir da contribuição da arquitetura e do design para a sustentabilidade e a qualidade dos ambientes contemporâneos.

Participaram do encontro a professora Luciana Saboia (FAU-UnB), pesquisadora nas áreas de paisagem urbana e teoria do projeto e curadora do pavilhão do Brasil na Binela de Veneza 2025, e o arquiteto Carlo Nozza (Università della Svizzera Italiana), especialista em preservação do patrimônio moderno e inovação em arquitetura sustentável. O debate abordou desafios e perspectivas relacionados à valorização do patrimônio arquitetônico, à requalificação urbana e à integração entre tradição e novas tecnologias.

A edição deste ano teve um significado especial ao dialogar com o momento vivido pela própria sede diplomática italiana em Brasília, que recentemente concluiu obras de renovação e restauração de seu patrimônio arquitetônico e artístico.

Por ocasião do evento, o Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, destacou a importância da preservação arquitetônica como instrumento de continuidade histórica e cultural.
Esta iniciativa é uma oportunidade importante para comunicar o valor da arquitetura, do design e da restauração arquitetônica italiana no mundo, que se baseia em uma longa tradição. As nossas cidades, os nossos edifícios e os nossos espaços são o resultado de uma história construída ao longo do tempo, através de mudanças, adaptações e novas ideias” afirmou o Embaixador Cortese. “Acredito que o significado mais simples, mas também o mais importante do tema deste ano é não necessariamente construir algo novo, mas saber olhar para o que já temos com novos olhos, melhorá-lo e torná-lo mais adequado ao presente, mantendo um olhar atento ao futuro .”

Italian Design Day 2026 reúne especialistas na Embaixada da Itália em Brasília para debater patrimônio arquitetônico, inovação e sustentabilidade

Foto divulgação

Na tarde da última terça-feira (31), a Embaixada da Itália no Brasil, recebeu, em Brasília, mais uma edição do Italian Design Day, iniciativa anual promovida pelo Ministério da Relações Exteriores e Cooperação Internacional e a rede diplomática italiana com o objetivo de valorizar a excelência do design e da arquitetura do país no cenário internacional.

O encontro, realizado na Sala Nervi da Embaixada da Itália em Brasília, reuniu convidados dos setores de arquitetura, design, arte e cultura, para um debate em torno do tema “RE-DESIGN: Materiais, inovação e sustentabilidade do patrimônio arquitetônico italiano”.

Organizado em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), o evento integrou a programação global da iniciativa, que, em sua décima edição, propõe uma reflexão sobre a regeneração de espaços, objetos e relações a partir da contribuição da arquitetura e do design para a sustentabilidade e a qualidade dos ambientes contemporâneos.

Participaram do encontro a professora Luciana Saboia (FAU-UnB), pesquisadora nas áreas de paisagem urbana e teoria do projeto e curadora do pavilhão do Brasil na Binela de Veneza 2025, e o arquiteto Carlo Nozza (Università della Svizzera Italiana), especialista em preservação do patrimônio moderno e inovação em arquitetura sustentável. O debate abordou desafios e perspectivas relacionados à valorização do patrimônio arquitetônico, à requalificação urbana e à integração entre tradição e novas tecnologias.

A edição deste ano teve um significado especial ao dialogar com o momento vivido pela própria sede diplomática italiana em Brasília, que recentemente concluiu obras de renovação e restauração de seu patrimônio arquitetônico e artístico.

Por ocasião do evento, o Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, destacou a importância da preservação arquitetônica como instrumento de continuidade histórica e cultural.
Esta iniciativa é uma oportunidade importante para comunicar o valor da arquitetura, do design e da restauração arquitetônica italiana no mundo, que se baseia em uma longa tradição. As nossas cidades, os nossos edifícios e os nossos espaços são o resultado de uma história construída ao longo do tempo, através de mudanças, adaptações e novas ideias” afirmou o Embaixador Cortese. “Acredito que o significado mais simples, mas também o mais importante do tema deste ano é não necessariamente construir algo novo, mas saber olhar para o que já temos com novos olhos, melhorá-lo e torná-lo mais adequado ao presente, mantendo um olhar atento ao futuro .”

Fórum Cidades Criativas do Design mantém programação ativa com encontro “Conexões Criativas”

Divulgação

Mesmo após sua realização em março, o II Fórum Cidades Criativas do Design segue promovendo atividades que ampliam o debate sobre economia criativa, inovação e desenvolvimento urbano. Dando continuidade à sua programação, o evento realiza no próximo dia 25 de abril, das 8h30 às 12h, o encontro “Conexões Criativas”, no auditório do Instituto Federal de Brasília (IFB), em Samambaia.

A iniciativa reúne especialistas, estudantes e público interessado para discutir o papel do design como ferramenta estratégica de transformação social, cultural e econômica. A programação tem início com a mesa redonda “Brasília Cidade Criativa do Design pela UNESCO”, das 9h às 9h45, que propõe reflexões sobre os impactos e oportunidades do reconhecimento internacional da capital federal. Participam do painel Caetana Franarin, idealizadora e diretora da Brasília Design Week (BDW); Franklin Martins, subsecretário de Turismo do Distrito Federal e ponto focal da UNESCO; e Wagner Alves, vice-presidente do Conselho do Design e Economia Criativa da ACDF. A mediação será conduzida por Alessandra Pinheiro, presidente da ADEGRAF/DF.

Na sequência, das 10h às 10h30, o público acompanha a palestra “O poder transformador do Design”, com Marcos Moreira, presidente do Conselho do Design e Economia Criativa da ACDF, que abordará o papel do design como agente de mudança em diferentes contextos.

Encerrando a programação, das 10h40 às 11h40, será apresentado o painel “Conexões Criativas – Restauro IFB Samambaia”, com a professora Fernanda Torres, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB), que compartilhará experiências e casos de sucesso desenvolvidos no campus, evidenciando a integração entre ensino, pesquisa e prática profissional.

Ao manter sua agenda ativa, o Fórum reafirma o compromisso de estimular conexões, fortalecer redes colaborativas e consolidar o design como elemento estratégico para o desenvolvimento de cidades mais inovadoras, inclusivas e sustentáveis. A ação também contribui para aproximar a comunidade acadêmica, o setor produtivo e a sociedade civil em torno de pautas essenciais para o futuro das cidades.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pela plataforma Sympla:
https://www.sympla.com.br/evento/encontro-conexoes-criativas-ii-forum-cidades-criativas-design/3376153?share_id=copiarlink

Três marcas brasilienses celebram a capital com sorteio de obra Fine Art

Foto Fred Danin

Parceria entre Eixo Produtora, ISO61 e Brasília ETC homenageia Brasília com quadro dos ipês amarelos fotografados por Fred Danin. As inscrições seguem até 18 de abril, com sorteio no dia 19

Brasília ganha homenagem em forma de arte. Em comemoração aos 66 anos da capital federal, celebrados em 21 de abril, a Eixo Produtora, a ISO61 e o portal de notícias Brasília ETC promovem o sorteio de um quadro Fine Art produzido a partir de uma fotografia autoral do fotógrafo Fred Danin, com imagem dos ipês amarelos de Brasília.

A ação propõe uma celebração afetiva da cidade por meio da fotografia, linguagem que traduz com força a paisagem e a identidade brasiliense. O ipê amarelo, um dos símbolos mais marcantes de Brasília, foi escolhido como tema da obra a ser sorteada, transformando a beleza natural da capital em peça de arte.

O prêmio é um quadro em canvas 110g com verniz, no tamanho 90 x 60 cm, com moldura chassi fosso, produzido pela Carambola Birô Fine Art. A proposta é valorizar não apenas a imagem em si, mas também o acabamento e a qualidade de uma obra pensada para durar e ocupar lugar de destaque em casa ou no ambiente de trabalho do ganhador.

A iniciativa une três projetos com forte conexão com Brasília e com a produção autoral local. A Eixo Produtora entra com o olhar criativo e fotográfico de Fred Danin. A ISO61, marca de roupas autorais que aposta na identidade e no pertencimento como linguagem, reforça o elo entre arte, cidade e expressão. Já o Brasília ETC amplia o alcance da ação junto ao público da capital, aproximando a campanha de leitores interessados em cultura, comportamento e iniciativas locais.

Mais do que um sorteio, a promoção funciona como um gesto simbólico de valorização deBrasília. Ao escolher os ipês amarelos como imagem central da campanha, os organizadores destacam um elemento que faz parte da memória afetiva da cidade e que ajuda a contar, visualmente, a história de quem vive por aqui.

Para participar, é preciso se inscrever e seguir o regulamento da campanha, pelo link https://eixoprodutora.com.br/sorteio-aniversario-de-brasilia-2026/ até o dia 18 de abril, às 23h59. O sorteio acontece ao vivo no perfil @freddanin, às 20h do dia 19 de abril.

Serviço: Sorteio de quadro Fine Art em homenagem aos 66 anos de Brasília

Promoção: Eixo Produtora + ISO61 + BrasíliaETC
Produção: Carambola Birô Fine Art
Inscrições: até 18 de abril, às 23h59
Sorteio: 19 de abril, às 20h, ao vivo no perfil @freddanin
Participação: seguir @eixoprodutora, @isomeiaum e @brasilia.etc e preencher o formulário da campanha em https://eixoprodutora.com.br/sorteio-aniversario-de-brasilia-2026/

 

Parceria entre Brasal Incorporações e Attos Incorporações impulsiona o mercado imobiliário no DF

Iniciativa marca o desenvolvimento de empreendimento de alto padrão na Asa Norte, com foco em qualidade urbana e experiência do usuário

O mercado imobiliário do Distrito Federal inicia 2026 com perspectiva de crescimento, após um 2025 de bom desempenho. A expectativa de redução da taxa básica de juros, a Selic, contribui para um cenário mais favorável a novos investimentos e lançamentos. “Com a possível queda da Selic, o mercado ganha dinamismo e as empresas passam a se posicionar de forma mais estratégica e seletiva”, afirma César Durão, diretor regional da Brasal Incorporações Brasília.

Segundo ele, esse movimento também reflete a busca por modelos mais eficientes de atuação, como parcerias que ampliam a capacidade de entrega e aumentam a assertividade no desenvolvimento dos produtos, acompanhando um consumidor mais exigente especialmente no segmento de alto padrão.

Nesse contexto, Attos Incorporações e Brasal Incorporações firmam sua primeira parceria estratégica no Distrito Federal. A iniciativa reflete o alinhamento entre duas empresas com atuação consolidada na capital, competências complementares e uma visão convergente sobre a evolução do mercado imobiliário local.

A proposta é integrar capacidades ao longo de todo o ciclo do negócio, onde ambas possuem expertises consolidadas e atuam de forma completa em todas as etapas da incorporação, desde a identificação de oportunidades e desenvolvimento do produto até a comercialização e entrega.

A parceria potencializa a união de experiências de duas empresas com forte atuação no segmento de alto padrão, que, a partir de trajetórias distintas e complementares, somam repertório para desenvolver um empreendimento singular no mercado do Distrito Federal.

“Mais do que um projeto específico, essa união representa um movimento estratégico que eleva o nível de qualidade, governança e sofisticação dos empreendimentos no Distrito Federal. Trata-se da convergência de dois dos principais grupos da região em torno de um projeto verdadeiramente diferenciado para a cidade, com um padrão ainda pouco explorado na Asa Norte. Para nós, é motivo de orgulho desenvolver um empreendimento que traduz a nossa essência, ao lado de uma parceira que compartilha da mesma visão, em uma localização tão privilegiada. Será, sem dúvida, um novo ícone para o bairro”, afirma Dener Claudino, Diretor de Novos Negócios da Attos Incorporações.

A iniciativa acompanha mudanças no perfil do consumidor. Hoje, o comprador de alto padrão valoriza não apenas localização e metragem, mas também aspectos como a arquitetura, funcionalidade e qualidade da experiência no dia a dia. Cresce a busca por empreendimentos que entreguem uso qualificado dos ambientes e não apenas produto.

Lançamento na Asa Norte

O primeiro projeto da parceria será desenvolvido na Asa Norte, uma das regiões mais tradicionais e com oferta restrita de novos empreendimentos em Brasília. Trata-se de um condomínio fechado com proposta voltada à valorização de áreas abertas, paisagismo e qualidade ambiental, atributos cada vez mais determinantes no segmento de alto padrão.

Com atuação consolidada no Distrito Federal, a Attos Incorporações reúne uma visão ampla do desenvolvimento imobiliário, que começa na seleção estratégica de áreas em localizações privilegiadas e se traduz em projetos que combinam design, funcionalidade e uma leitura mais contemporânea do morar, voltada a um público que valoriza conforto, exclusividade e qualidade urbana. Seus empreendimentos têm contribuído para reposicionar o padrão de alto nível na cidade, com propostas que vão além do produto e incorporam experiência, arquitetura e estilo de vida.

Já a Brasal Incorporações, com mais de 60 anos de atuação na capital, vive um momento de evolução em seu portfólio, com foco crescente em projetos mais autorais, seletivos e orientados à experiência do usuário. A parceria com a Attos Incorporações se insere nesse contexto como um movimento alinhado à estratégia da companhia, ao viabilizar um empreendimento que traduz essa nova fase mais atento à qualidade do morar, ao uso dos espaços e à relação com o entorno urbano.

Concebido com foco em menor densidade construtiva e valorização dos espaços livres, o projeto incorpora soluções contemporâneas de urbanismo e arquitetura, como o conceito de fachada ativa, que contribui para a vitalidade do entorno e a qualificação da experiência urbana.

A proposta equilibra privacidade, sofisticação e integração com o bairro, criando um ambiente que valoriza o convívio, amplia a percepção de exclusividade e reforça o potencial de valorização do empreendimento, contribuindo para o desenvolvimento sócio econômico da região.

A localização estratégica, aliada ao conceito arquitetônico, reforça o posicionamento do empreendimento como um produto diferenciado no mercado imobiliário de Brasília, alinhado a um momento em que cresce a demanda por projetos mais exclusivos, bem planejados e orientados à experiência do morador.