Autor: glaunacapital

Nova edição do Drama Club apresenta três espetáculos estudantis abertos ao público em Brasília

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Alunos da Heavenly International School levam ao palco montagens de Romeu e Julieta, Frozen e Grease, em apresentações que acontecem entre os dias 5 e 10 de novembro, no Teatro do High School. Ingressos custam a partir de R$ 20

O teatro será protagonista de uma programação especial em Brasília no mês de novembro. A Heavenly International School promove mais uma edição do Drama Club, projeto que reúne estudantes em produções teatrais inspiradas em grandes clássicos da literatura, do cinema e dos musicais. Com três espetáculos abertos ao público, a iniciativa transforma o palco em um espaço de expressão artística, criatividade e aprendizagem.


As apresentações acontecem nos dias 5, 9 e 10 de novembro, sempre às 19h30, no Teatro do High School, e prometem emocionar o público com histórias que atravessam gerações. Nesta edição, os estudantes apresentam adaptações de Romeu e Julieta, Frozen e Grease, reunindo diferentes estilos e linguagens artísticas. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) ou R$ 20 (meia-social), mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.


A programação começa no dia 5 de novembro, com Romeu e Julieta, encenado pelos alunos do Ensino Médio. Inspirada na célebre obra de William Shakespeare, a montagem apresenta uma das histórias de amor mais conhecidas da literatura mundial, marcada por conflitos familiares, escolhas difíceis e sentimentos intensos.


No dia 9 de novembro, será a vez dos estudantes do 9º ano da unidade Lago Sul apresentarem Frozen. Inspirado no sucesso da Disney, o espetáculo transporta o público para um universo de fantasia, com uma narrativa sobre amor, coragem, amizade e a força dos laços familiares.


Encerrando a programação, no dia 10 de novembro, os alunos do 8º ano da unidade Lago Sul sobem ao palco com Grease. Ambientado na juventude dos anos 1950, o musical combina romance, humor, dança e canções que marcaram gerações, em uma história sobre amizade, descobertas e os desafios da adolescência.


Muito além dos palcos


Mais do que proporcionar entretenimento, o Drama Club integra a proposta pedagógica da Heavenly International School de estimular o desenvolvimento integral dos estudantes por meio de experiências que ultrapassam os limites da sala de aula.

Durante os ensaios e a preparação dos espetáculos, os alunos são incentivados a explorar seus talentos, desenvolver a comunicação, fortalecer a autoconfiança e exercitar habilidades como disciplina, criatividade, cooperação e trabalho em equipe.


Cada apresentação representa o resultado de um processo coletivo de aprendizagem. Desde a construção dos personagens até os momentos finais no palco, os estudantes enfrentam desafios, descobrem novas capacidades e aprendem a importância do comprometimento individual para o sucesso do grupo.


O projeto também proporciona uma oportunidade de aproximação entre a escola, as famílias e a comunidade. Ao abrir as apresentações ao público, a instituição compartilha não apenas o resultado artístico das produções, mas também o percurso de descobertas e conquistas vivenciado pelos alunos.


Com histórias que transitam entre o romance, a fantasia e a comédia musical, a nova edição do Drama Club reforça o papel da arte na educação e mostra que o teatro é, acima de tudo, um espaço para desenvolver talentos, construir vínculos e formar protagonistas dentro e fora dos palcos.


Serviço:

Drama Club – Heavenly International School


Local: Teatro do High School – SHIS QI 17/19 S/N – Lote Seminário, Lago Sul

Programação:

  • 5 de novembro, às 19h30: Romeu e Julieta – Ensino Médio
  • 9 de novembro, às 19h30: Frozen – 9º ano | Lago Sul
  • 10 de novembro, às 19h30: Grease – 8º ano | Lago Sul

Valores dos ingressos:

  • Inteira: R$ 40
  • Meia-social: R$ 20 + 1 kg de alimento não perecível

Ingressos disponíveis pela plataforma Sympla:

Café Som Viola celebra aniversário da Candangolândia com música e cultura popular no DF

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7ª edição do evento reúne artistas, famílias e comunidade em uma manhã de confraternização, valorização da memória dos pioneiros e celebração da história do Distrito Federal

A história da Candangolândia, uma das localidades fundamentais para a construção de Brasília, será celebrada ao som da viola caipira. Em homenagem aos 70 anos da cidade, o projeto Café Som Viola realiza sua 7ª edição no sábado, 7 de novembro, das 9h às 12h, no Museu Vivo da Memória Candanga, no Núcleo Bandeirante (DF).
Com entrada gratuita e classificação livre, o evento reunirá música, cultura popular e convivência comunitária em uma programação dedicada à memória dos pioneiros e às tradições que ajudam a construir a identidade do Distrito Federal.


A iniciativa convida famílias, artistas e moradores da região para uma manhã de confraternização, com café da manhã colaborativo, apresentações musicais e atividades que fortalecem os vínculos comunitários. A celebração dos 70 anos da Candangolândia também representa uma oportunidade de reconhecer a contribuição de gerações que participaram da construção de Brasília e ajudaram a formar a identidade cultural da região.
A programação contará com apresentações das duplas Dyego e Gustavo e Edy Myranda e Lucas Telles, que levam ao público a tradição da música caipira de raiz, com destaque para a viola caipira e o violão. Além das
apresentações musicais, o público poderá participar de uma roda de prosa, conhecer trabalhos de artesanato e aproveitar o palco aberto para artistas e integrantes da comunidade.


Mais do que uma celebração musical, o Café Som Viola propõe um encontro entre passado e presente, aproximando diferentes gerações por meio da arte, das histórias compartilhadas e das tradições populares. Em uma data simbólica para a Candangolândia, o projeto reforça a importância de preservar a memória
dos pioneiros e valorizar as manifestações culturais que fazem parte da história do Distrito Federal.


Com o propósito de levar arte às comunidades, a iniciativa nasceu do desejo de dar voz e visibilidade a talentos locais, tendo a viola caipira como uma das principais expressões da cultura brasileira. O projeto também acolhe
manifestações como dança, artesanato, poesia, literatura e pintura, promovendo um espaço diverso, acessível e aberto à participação da população.


Artistas convidados


Defensores da autêntica música caipira de raiz, os músicos, intérpretes e compositores Dyego e Gustavo valorizam as tradições do interior brasileiro por meio de interpretações marcadas pela viola caipira, pela afinação vocal e pela força da música de raiz. Formada no cenário musical do Distrito Federal e Entorno, a dupla se destaca pela interpretação de clássicos caipiras e pela execução de ritmos tradicionais, como o pagode de viola.


A trajetória dos artistas inclui apresentações em programas de televisão dedicados à cultura caipira, como o tradicional Brasil Caipira, exibido pela TV Câmara e apresentado por Luiz Rocha. Nessas participações, a dupla
apresentou seu repertório e contribuiu para divulgar a música caipira a diferentes públicos.


A identidade musical do duo também é marcada pela experiência de Dyego Violeiro, nome artístico de Onicio Rosa da Silva, natural da zona rural de Minas Gerais. Instrumentista e professor, ele também atua como luthier, dedicando-se à construção de violas caipiras. A relação próxima com o instrumento contribui para a sonoridade e a identidade musical da dupla.


Com músicas disponíveis nas plataformas de streaming, Dyego e Gustavo apresentam um repertório que valoriza a tradição e a autenticidade da música caipira. Entre seus trabalhos está o álbum Viola de Pau Brasil.
A dupla Edy Myranda e Lucas Telles é formada por dois artistas com deficiência visual que, desde 2018, compartilham a missão de preservar e divulgar a música caipira tradicional brasileira. Com arranjos que valorizam a viola caipira e o violão, os músicos apresentam um repertório que combina emoção, cultura e respeito às raízes do sertão.

A parceria busca manter viva a tradição caipira e aproximar diferentes gerações desse patrimônio cultural brasileiro. Para 2026, os artistas planejam reunir repertório para a gravação de um álbum, ampliando seu trabalho de valorização e divulgação da música de raiz.


Um encontro de memória, afeto e tradição


O Café Som Viola é uma iniciativa do produtor cultural e presidente emérito do Clube do Violeiro Caipira, Volmi Batista. O projeto surgiu da necessidade de fortalecer os laços entre as comunidades do chamado Núcleo Pioneiro, que engloba Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Park Way.


A proposta é promover encontros marcados pelo afeto, pela memória e pela amizade, tendo a música como elo principal. Realizado em formato de café da manhã colaborativo, o evento convida o público a participar ativamente, compartilhando iguarias, artesanato, prosa e música em um espaço simbólico para a história do Distrito Federal: o Museu Vivo da Memória Candanga.


A celebração dos 70 anos da Candangolândia reforça a conexão entre o projeto e a trajetória das comunidades pioneiras que contribuíram para a formação da capital federal. Ao reunir moradores, artistas e famílias, o Café
Som Viola transforma a cultura em instrumento de preservação da memória, valorização das raízes e fortalecimento do sentimento de pertencimento. Ao longo do ano, o projeto prevê a realização de oito edições, sempre no mesmo local, contemplando datas comemorativas como o aniversário deBrasília, o Dia das Mães, os festejos juninos, o Dia Nacional da Música e da Viola Caipira, além dos aniversários da Candangolândia e do Núcleo Bandeirante.

Serviço
7ª edição do Café Som Viola
Data: Sábado, 7 de novembro
Horário: Das 9h às 12h
Local: Museu Vivo da Memória Candanga – Núcleo Bandeirante (DF)
Entrada gratuita | Classificação livre

Informações

VBS Produções: (61) 99931-7019 | (61) 99964-7945
Transmissão ao vivo: YouTube – Clube do Violeiro Caipira
Redes sociais:

  • Facebook: facebook.com/clubedovioleirocaipira
  • Instagram: @clubedovioleirocaipira

Médica de Brasília realiza cirurgia para tratamento de câncer de mama por meio de cirurgia robótica

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Dra. Karimi Amaral realizou, no Hospital DF Star, mastectomia com reconstrução mamária imediata utilizando o sistema Da Vinci Xi, uma das tecnologias mais avançadas em cirurgia robótica do mundo

Brasília entrou no mapa da inovação em cirurgia mamária. No dia 8 de outubro de 2026, a mastologista Dra. Karimi Amaral realizou, no Hospital DF Star, uma cirurgia robótica para tratamento do câncer de mama utilizando a plataforma Da Vinci Xi, desenvolvida pela Intuitive Surgical, referência mundial em tecnologia para cirurgia robótica.

A paciente, diagnosticada com câncer de mama, foi submetida a uma mastectomia com reconstrução mamária imediata com prótese. Segundo a equipe médica, a evolução foi positiva: a paciente apresentou-se muito satisfeita, sem dor e recebeu alta cerca de 24 horas após a cirurgia, com cicatriz mínima.

O procedimento é resultado de uma preparação que começou em 2022, quando a médica conheceu a tecnologia nos Estados Unidos. Posteriormente, concluiu treinamento sob orientação do Dr. José Linhares, em Curitiba, acumulando mais de 120 horas de formação teórica e prática, incluindo simuladores e treinamento em modelos específicos para capacitação médica.

“Foi um grande desafio e uma preparação que começou há alguns anos. Conheci a tecnologia nos Estados Unidos e busquei uma formação específica para poder trazer essa experiência para Brasília. Hoje, a capital tem estrutura e profissionais capacitados para realizar procedimentos dessa complexidade, e fazer essa cirurgia aqui tem um significado muito especial para mim”, afirmou Dra. Karimi.

*Escolha de Brasília*- A escolha da capital federal para a realização do procedimento não foi por acaso. Embora São Paulo também fosse uma alternativa para a realização da cirurgia, a Dra. Karimi optou por Brasília, cidade onde atua profissionalmente e que, segundo ela, reúne atualmente estrutura hospitalar, tecnologia e profissionais capacitados para procedimentos dessa complexidade.

Mais do que uma escolha pessoal, a realização da cirurgia em Brasília representa uma mudança de perspectiva na medicina de alta complexidade no país. O acesso a tecnologias avançadas não precisa estar concentrado apenas nos grandes centros tradicionais. A capital federal vem ampliando sua capacidade de oferecer tratamentos especializados e procedimentos de alta tecnologia, permitindo que pacientes tenham acesso à inovação sem necessariamente precisar se deslocar para outras regiões.

“Eu trabalho em Brasília e a cidade hoje tem toda a estrutura disponível para tratamento do câncer de mama com o que existe de melhor no mundo. Para mim, é muito importante poder trazer uma técnica como essa para a cidade onde atuo e mostrar que a capital federal também está preparada para oferecer medicina de alta complexidade”, explicou a médica.

*Tecnologia de ponta* -O Da Vinci Xi é uma das plataformas mais avançadas de cirurgia robótica do mundo. O sistema oferece visão tridimensional ampliada, instrumentos articulados que reproduzem os movimentos das mãos com precisão e braços finos e longos, permitindo maior alcance e precisão durante os procedimentos.

O robô não realiza a cirurgia de forma autônoma. Todos os movimentos são comandados pelo cirurgião, que controla os instrumentos por meio de um console.

Para a Dra. Karimi, entre os principais diferenciais da abordagem robótica está a possibilidade de realizar um procedimento minimamente invasivo, com menor agressão aos tecidos e potencial para proporcionar uma recuperação mais confortável à paciente.

“Quando falamos em cirurgia robótica, estamos falando de uma abordagem minimamente invasiva, que pode proporcionar benefícios importantes para a paciente. A possibilidade de realizar incisões menores contribui para uma cicatriz muito discreta, muitas vezes quase imperceptível. Também podemos ter menos hematomas e edema, além de uma recuperação mais rápida e confortável”, explicou a médica.

Segundo a especialista, a tecnologia também pode contribuir para reduzir o impacto do procedimento na rotina da paciente.

“Tudo isso pode representar menos desconforto no pós-operatório, menor tempo de recuperação e um retorno mais rápido às atividades, contribuindo diretamente para a qualidade de vida. Além disso, a precisão dos movimentos e a visualização ampliada proporcionadas pelo sistema são recursos importantes para o cirurgião durante a realização do procedimento”, acrescentou Dra. Karimi.

A cirurgia aconteceu com a participação da equipe de cirurgia robótica do Hospital DF Star e dos médicos Dr. José Linhares, Dr. Leonardo Santos, Dr. Alberto Benedik e Dra. Yasmin Ornellas.

Para a Dra. Karimi, a inovação tecnológica só faz sentido quando está associada ao cuidado individualizado e à qualidade de vida da paciente. No tratamento do câncer de mama, o objetivo não se resume ao combate à doença, mas também envolve acolhimento, segurança, recuperação e atenção aos aspectos físicos e emocionais que acompanham o diagnóstico e o tratamento.

“A tecnologia é uma ferramenta muito importante, mas ela precisa estar a serviço da paciente. Nosso objetivo é oferecer um tratamento eficaz e seguro, sem deixar de olhar para a mulher como um todo. Cuidar do câncer de mama também significa cuidar da autoestima, da recuperação, da qualidade de vida e de todo o processo emocional que envolve esse momento”, destaca a médica.

*Outubro Rosa* -A realização do procedimento ganha ainda mais relevância durante o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama e à importância da prevenção, da detecção precoce e do tratamento adequado.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil no triênio 2026–2028. O câncer de mama feminina é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.

Mais do que um período de conscientização, o Outubro Rosa reforça a importância de ampliar o acesso à informação, ao diagnóstico e a tratamentos cada vez mais seguros e individualizados. Nesse contexto, a realização de uma cirurgia de alta complexidade com tecnologia robótica em Brasília representa também a ampliação das possibilidades de tratamento para mulheres atendidas na capital e na região.

Para a Dra. Karimi, levar uma tecnologia de ponta para Brasília representa também ampliar as possibilidades de tratamento na própria capital.

“Meu desejo é que cada vez mais mulheres possam ter acesso a tratamentos modernos, seguros e individualizados sem precisar necessariamente deixar Brasília para buscar tecnologia e conhecimento. A medicina de alta complexidade também pode e deve estar presente na capital federal”, afirmou .

*Formação e atuação*-Mastologista com residência em Cirurgia Geral e Mastologia, Dra. Karimi é membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), além de possuir aperfeiçoamento em cirurgia oncológica e cirurgia mamária oncoplástica na França.

Dra. Karimi atua no tratamento do câncer de mama e integra o corpo clínico do Hospital DF Star e da Oncologia D’Or, além de ser sócia-proprietária do Espaço Lis.

O procedimento realizado em Brasília reúne formação internacional, tecnologia de ponta, experiência médica e humanização, reforçando o potencial da capital federal como polo de medicina especializada e inovação no tratamento do câncer de mama.

Com patrocínio master da Shell, Festival Clube do Choro encerra quarta edição do Complexo Cultural do Choro

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Nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, programação reúne Jaques Morelenbaum e Moreno Veloso, Lucy Alves, Paula Lima, Wagner Tiso, Ian Coury, Assucena e João Camarero, entre outros nomes da música brasileira. Primeira sessão de sábado já está esgotada

Depois de meses de programação dedicada ao choro e à música brasileira, a quarta edição do Complexo Cultural do Choro chega ao encerramento com dois dias intensos de Festival. Nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, o Espaço Cultural do Choro recebe artistas de diferentes gerações e vertentes, entre eles Jaques Morelenbaum e Moreno Veloso, Lucy Alves, Teresa Lopes, Trio Madeira Brasil, Paula Lima, Silvério Pontes e Marcelo Caldi, Wagner Tiso e Marcio Malard, Ian Coury, Michael Pipoquinha e Joabe Reis, Assucena e João Camarero. A primeira sessão de sábado (31), às 16h, já está esgotada. O projeto tem apresentação e patrocínio master da Shell.

“Na Shell, temos orgulho de construir parcerias que ajudam a manter viva a cultura brasileira e ampliam seu alcance para diferentes públicos e gerações. Ao lado do Complexo Cultural do Choro, contribuímos para preservar e fortalecer um dos gêneros mais importantes da nossa música, por meio de uma programação que conecta tradição, contemporaneidade e diversidade cultural. O patrocínio também ressalta a importância de Brasília para a estratégia da Shell”, comenta Monique Gonçalves, diretora de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da Shell Brasil.

Para marcar o encerramento, o Festival apresenta uma programação que percorre o choro, a música instrumental, a canção brasileira, o samba, o soul e o jazz, refletindo a diversidade de encontros que marcou a quarta edição.

“Chegar ao encerramento da quarta edição é motivo de muita alegria para todos nós. Ao longo desses meses, tivemos o choro como ponto de partida para encontros com diferentes gerações, linguagens e expressões da música brasileira, dentro e fora do Clube. O Festival traduz muito bem esse espírito ao reunir artistas com trajetórias tão diversas em dois dias de programação. É uma forma de celebrar tudo o que construímos nesta edição junto com os músicos e, principalmente, com o público”, afirma Henrique Neto, diretor da Escola Brasileira de Choro.

No dia 31 de outubro, a programação começa às 16h com o encontro de Jaques Morelenbaum e Moreno Veloso, seguido pela multi-instrumentista Lucy Alves. Os ingressos para essa primeira sessão estão esgotados. Juntos no palco, Jaques e Moreno apresentam um espetáculo acústico que aproxima suas trajetórias na música brasileira. O violoncelo de Morelenbaum encontra a voz e o violão de Moreno em uma apresentação intimista, construída também a partir da amizade entre os dois músicos, com espaço para improvisos e histórias compartilhadas com o público.

Arranjador, produtor e violoncelista, Jaques Morelenbaum tem em sua trajetória trabalhos com nomes como Tom Jobim, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Moreno Veloso, cantor, compositor e multi-instrumentista, transita entre diferentes referências da música brasileira, do samba de roda a experiências contemporâneas da canção.

Cantora, compositora e multi-instrumentista, Lucy Alves transita por diferentes expressões da música brasileira. Em seu trabalho, alterna instrumentos como sanfona e violino e percorre ritmos como baião, xote, coco, frevo, choro e ciranda.

A partir das 19h50, apresentam-se Teresa Lopes, Trio Madeira Brasil e Paula Lima. Brasiliense, Teresa chega ao Festival com uma trajetória de 20 anos marcada pelo samba e por influências afro-brasileiras e internacionais. Ao longo da carreira, dividiu trabalhos e palcos com nomes como Almir Guineto, Fundo de Quintal, Arlindo Cruz, Fabiana Cozza e Ana Cañas, além de se apresentar em países como Portugal, Holanda, Noruega e Cuba. Em 2019, lançou o primeiro álbum, Clara Essência, com repertório dedicado a compositores de Brasília.

Criado em 1996, o Trio Madeira Brasil construiu uma trajetória dedicada à música instrumental brasileira e atualmente reúne Ronaldo do Bandolim, Zé Paulo Becker e Rafael Malmith. O grupo acumula apresentações no Brasil e no exterior e uma discografia dedicada a diferentes caminhos da música instrumental brasileira.

Paula Lima apresenta “Eu, Paula Lima – O Baile”, espetáculo idealizado e dirigido pela própria cantora que reúne diferentes referências de sua identidade musical e revisita momentos de sua trajetória. Em clima de baile, o repertório passa por sucessos como “Guarda-Chuva”, “Clareou”, “O Universo Que Habita em Mim” e “Deguste”, além de canções que dialogam com nomes como Hyldon, Tim Maia, Jorge Ben Jor, Rita Lee, Sandra de Sá e Marcos Valle. Entre o soul, o samba-rock, o samba e os grooves brasileiros, Paula propõe um encontro marcado pela música, pela dança e pela celebração.

No dia 1º de novembro, a programação recomeça às 16h com Silvério Pontes e Marcelo Caldi e o Duo Partilhas, de Wagner Tiso e Marcio Malard. Trompetista dedicado à música brasileira e ao choro, Silvério construiu uma trajetória que inclui trabalhos com Tim Maia, Luiz Melodia, Paulinho da Viola, Elza Soares, Francis Hime, Beth Carvalho e Yamandu Costa.

Parceiros musicais há mais de cinco décadas, Wagner Tiso e Marcio Malard apresentam o Duo Partilhas, encontro de piano e violoncelo com repertório que passa por Villa-Lobos e clássicos do choro e da música brasileira. A parceria dos dois músicos remonta ao fim dos anos 1960 e atravessou diferentes projetos e formações ao longo das décadas.

A partir das 19h50, a programação reúne Ian Coury, Michael Pipoquinha e Joabe Reis, além de Assucena e João Camarero. Natural de Brasília, Ian Coury é bandolinista, compositor, arranjador, educador e produtor musical, graduado pela Berklee College of Music e mestre pelo Berklee Global Jazz Institute, com trajetória que inclui apresentações no Brasil e no exterior.

Michael Pipoquinha e Joabe Reis dividem o palco em uma apresentação conjunta que aproxima duas trajetórias da música instrumental contemporânea. Cearense, Pipoquinha é contrabaixista, compositor e produtor e atua profissionalmente desde os 11 anos. Ao longo da carreira, tocou com artistas como Hamilton de Holanda, Yamandu Costa, Djavan, Gilberto Gil, Ivan Lins e Toninho Horta e levou seu trabalho a diferentes países. Em 2026, prepara o lançamento de Minha Pele, álbum no qual também se apresenta como cantor de composições próprias. Trombonista, compositor e produtor, Joabe Reis desenvolve um trabalho ligado ao jazz brasileiro contemporâneo, com influências do hip-hop, neo soul, funk e pop. Já passou por festivais como Rock in Rio e The Town e dividiu o palco com artistas como Jacob Collier, Kamasi Washington e Snarky Puppy. Em 2026, lançou seu terceiro álbum autoral, Drive Slow: A Última das Fantasias.

Assucena e João Camarero apresentam um encontro de voz e violão que reúne clássicos da música brasileira e composições autorais. A parceria dos dois começou em 2025, no projeto Contornos da Canção, do Sesc Pompeia, quando revisitaram o álbum À Flor da Pele, de Ney Matogrosso e Raphael Rabello. O repertório do novo encontro passa por referências como Tom Jobim, Dolores Duran, Elis Regina, Gal Costa e Elza Soares, além de canções autorais.

O Festival encerra uma edição construída a partir de diferentes formas de aproximação com a música brasileira, dos encontros no palco às atividades realizadas no Parque da Cidade e às ações de formação. A diversidade da programação dos dois últimos dias traduz uma proposta presente ao longo do projeto: aproximar diferentes linguagens, trajetórias e públicos.

Sobre a Shell

Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

Fique por dentro das notícias da Shell Brasil: inscreva-se no Shell Brasil News Alert (https://www.shell.com.br/imprensa/noticias-por-email.html).

Serviço

Festival Clube do Choro – encerramento da 4ª edição do Complexo Cultural do Choro

Datas: 31 de outubro e 1º de novembro de 2026
Local: Espaço Cultural do Choro – Setor de Divulgação Cultural, Eixo Monumental, Brasília (DF)

31 de outubro (sábado)

1ª sessão – 16h – ESGOTADA: Jaques Morelenbaum e Moreno Veloso | Lucy Alves
2ª sessão – 19h50: Teresa Lopes | Trio Madeira Brasil | Paula Lima

1º de novembro (domingo)

1ª sessão – 16h: Silvério Pontes e Marcelo Caldi | Duo Partilhas – Wagner Tiso e Marcio Malard
2ª sessão – 19h50: Ian Coury | Michael Pipoquinha e Joabe Reis | Assucena e João Camarero

Ingressos: Bilheteria Digital, com venda individual para as três sessões restantes. A primeira sessão de sábado está esgotada.
Classificação indicativa: Livre
Informações: (61) 3226-3969 / (61) 99868-2012
Instagram: @complexodochoro / @clubedochoro

Sabin conquista 1º lugar no Prêmio FIA Estadão Lugares Incríveis para Trabalhar

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Grupo atinge a marca de 20 anos de destaque na premiação na categoria Saúde

O Grupo Sabin, terceiro maior player de medicina diagnóstica do Brasil, consolidou sua posição de liderança em gestão de pessoas ao conquistar o primeiro lugar entre as empresas de Saúde além de se classificar entre as cinco melhores no ranking brasil do Prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar. Conduzida pela Fundação Instituto de Administração (FIA) e pelo jornal O Estado de S. Paulo, a premiação chancela a eficiência de uma governança corporativa que alia rigor operacional à valorização contínua de seus profissionais. Com este resultado, a companhia celebra a marca de 20 anos de destaque contínuo nesse ranking.

A avaliação é baseada na metodologia FIA Employee Experience (FEEx), que mensura o clima organizacional, a cultura e a atuação das lideranças. Para a presidente-executiva do Grupo Sabin, Lídia Abdalla, a liderança no ranking reflete um pragmatismo humanizado.

“Uma empresa sólida é formada por pessoas engajadas. Temos a responsabilidade de garantir o bem-estar das nossas equipes para que elas possam cuidar dos mais de sete milhões de clientes que atendemos anualmente com excelência”, afirma a executiva.

Cultura viva e evolução na gestão de pessoas

A primeira colocação da empresa nesse ranking reflete estratégias sólidas de gestão de pessoas. Um dos marcos do último ano foi o lançamento do “Manifesto da Cultura Sabin”, instrumento que formaliza os princípios da organização. Esse movimento estratégico assegura a consistência da experiência dos mais de 7.500 colaboradores em todo o país.

A saúde mental e o cuidado integral também ganharam novos contornos tecnológicos e assistenciais. O programa corporativo “Saúde em Dia” oferece cuidados personalizados, com foco nos pilares mente, corpo, coração, prevenção e gestação. Ao longo do ano, promove, por meio de lives e rodas de conversa, diversas campanhas de saúde e qualidade de vida sobre temas essenciais, como alimentação saudável, valorização da vida e inteligência emocional e financeira.

A iniciativa também foi aprimorada com a adoção, há dois anos, do aplicativo Flowing, um assistente virtual voltado ao bem-estar físico e emocional, potencializado pela Amparo Saúde, marca de atenção primária do Grupo que atende os colaboradores.

Tais iniciativas reforçam o foco da empresa na retenção de talentos e no equilíbrio de sua força de trabalho, somando-se a robustos programas de valorização e desenvolvimento profissional.

Diversidade e inclusão

A pluralidade estrutural é outro fator determinante para a alta pontuação na pesquisa da FIA. Os dados demográficos consolidados da empresa demonstram que as mulheres representam 77% do quadro geral e ocupam 74% dos cargos de liderança.

A companhia também avança de forma expressiva na representatividade racial, com 55,6% dos cargos de liderança ocupados por profissionais negros, superando a meta corporativa relacionada à inclusão racial. Além disso, a empresa já alcançou a meta de 9% de profissionais pretos em cargos de liderança.

O Grupo também é signatário dos Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU e integra movimentos do Pacto Global, como Elas Lideram 2030 e Mente em Foco. Essa governança inclusiva também resultou na conquista do primeiro lugar na Pesquisa Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), do Instituto Ethos, no setor de saúde.

ALAN RITCHSON LUTA CONTRA O TEMPO E CRIMINOSOS PERIGOSOS PARA SALVAR UMA VIDA EM TRÊS HORAS PARA VIVER

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Ator terá que proteger Owen Wilson de Rodrigo Santoro e sua gangue em longa que estreou nos cinemas em 29 de outubro

Alan Ritchson, conhecido por seus papéis em grandes produções de ação, como a série “Reacher”, é a estrela de TRÊS HORAS PARA VIVER (“Runner”). No longa, ele interpreta Hank Malone, um transportador de elite que recebe a missão de escoltar um órgão vital até uma paciente em estado crítico. Durante o percurso, no entanto, Malone terá que colocar suas habilidades à prova para lidar com criminosos dispostos a roubar a encomenda a qualquer custo. Com distribuição da Diamond Films, o longa tem estreia marcada para 29 de outubro.

Apesar de ser conhecido por sua presença física, Ritchson considera Hank Malone de TRÊS HORAS PARA VIVER um de seus papéis mais sentimentais. “Hank é um veterano militar, o que costuma ser o tipo de papel que faço, então já conheço esse universo. Mas há uma carga emocional nesse personagem”, revelou o ator. “Você acaba buscando em suas próprias experiências se já viveu uma vida intensa e complicada, como é o meu caso. Então, eu estava pronto para o Hank, e acho que o encontramos”, completou Ritchson.

Além de ter levado sua expertise como ator de ação para o filme, Ritchson assina como produtor do longa. Ele, inclusive, levou a equipe de dublês de “Reacher” para trabalhar na produção ao lado do diretor (e ex-dublê) Scott Waugh (“Os Mercenários 4”). A colaboração profunda entre eles foi a base para a criação de um filme repleto de sequências de ação ambiciosas, um enredo envolvente e reviravoltas surpreendentes.

“Nós trabalhamos muito próximos dos roteiristas”, revelou Ritchson. “O resultado final foi um filme extremamente lapidado, refinado e tecnicamente perfeito. Tenho muito orgulho do trabalho que fizemos ali.”

Quem interpreta o vilão do filme é o brasileiro Rodrigo Santoro (“O Filho de Mil Homens”), que tentará frustrar a missão de Hank Malone de todos os modos possíveis. O elenco ainda conta com nomes como Owen Wilson (“Marley & Eu”), Leila George D’Onofrio (“Máquinas Mortais”), Sullivan Stapleton (“300: A Ascensão do Império”) e Peta Sergeant (“Patrick: O Despertar do Mal”).

Com distribuição da Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, TRÊS HORAS PARA VIVER estreou no Brasil em 29 de outubro.

Trailer https://youtu.be/B_-YW_bv2Gc?si=aVcc5u2NFxvCDMnE

Sobre a Diamond Films
A Diamond Films é a maior distribuidora independente da América Latina. Fundada em 2010, se destaca por distribuir os melhores filmes independentes da indústria cinematográfica. Atualmente, a empresa atua em sete países da América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México. No ano de 2016 começou a atuar no mercado europeu, por meio da sua filial na Espanha. No Brasil desde 2013, a Diamond Films distribuiu títulos como “Os Oito Odiados”, “Moonlight – Sob a Luz do Luar”, “Green Book – O Guia”, “Moonfall – Ameaça Lunar”, “No Ritmo do Coração”, “Spencer”, “A Pior Pessoa do Mundo”, “Órfã 2: A Origem”, “One Piece Film Red”, “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, “Fale Comigo”, “Zona de Interesse”, “Anatomia de Uma Queda”, “Guerra Civil”, “Babygirl”, “Conclave”, “Longlegs – O Vínculo Mortal”, “Terrifier 3”, “Marty Supreme” e “O Drama”.

Pregador e evangelista conta sua mudança de vida no livro de estreia “Do outro lado da janela do meu quarto”

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Testemunho cristão narra a saída das bebidas, das drogas e das farras e a experiência de fé que deu nome à obra e será lançado em 2027

Com previsão de lançamento para o início de 2027, a obra, apresentada pelo pregador, escritor, jornalista e evangelista Ricardo Fernandes retrata um testemunho cristão de conteúdo autobiográfico sobre escolhas, esperança e recomeço. “Da janela do meu quarto, enxerguei a possibilidade de uma nova vida”, é a partir dessa imagem que surge o livro.

Na obra que ainda será lançada, Ricardo reconstrói a trajetória de quem viveu entre bebidas, drogas e farras até a conversão ao cristianismo, marco central de sua história. O ponto de partida da narrativa é uma experiência que ele reconhece, pela fé, como um encontro com Deus: ao olhar pela janela do próprio quarto, relata ter visto Deus do outro lado.

O título ganha um sentido mais amplo ao longo do livro, para o autor, a janela representa o limite entre a vida que ele levava e a possibilidade de um novo caminho. De um lado, o passado. Do outro, a esperança de uma transformação pela fé. “A janela se torna um símbolo de abertura para o recomeço”, resume o autor.

Um convite à reflexão

Ricardo explica que não apresenta sua história como uma fórmula para outras pessoas. A proposta é contar o que viveu e o significado que a fé em Jesus Cristo passou a ter em suas decisões, mostrando que o passado não precisa determinar todas as escolhas do futuro.

O livro é voltado a quem procura um novo caminho, a leitores de testemunhos cristãos e a quem busca fortalecer a própria fé, mas também quer dialogar com quem não é cristão e se interessa por histórias de transformação. A pergunta que o autor deixa ao final da leitura é: que escolhas posso fazer hoje para construir um novo caminho?

“Este primeiro livro representa a oportunidade de compartilhar meu testemunho. Minha história inclui bebidas, drogas e farras, mas também inclui a conversão ao cristianismo e uma mudança de vida. A experiência que vivi na janela do meu quarto está no centro dessa narrativa. Quero que o leitor conheça o significado desse encontro na minha fé e encontre, nas páginas, um convite à reflexão e à esperança.”, declara Ricardo Fernandes.

Para quem atravessa um momento difícil, o autor deixa um recado: ninguém precisa enfrentar as dificuldades sozinho. “Converse com pessoas de confiança, procure apoio e não tenha vergonha de pedir ajuda”, orienta, sempre com respeito à história e ao tempo de cada pessoa.

Design Barra Funda chega à 6ª edição e celebra vocação criativa de um dos bairros mais efervescentes de São Paulo

Divulgação

Nos dias 27, 28 e 29 de novembro, circuito reúne 31 participantes e convida o público a percorrer a Barra Funda para conhecer estúdios, ateliês, galerias e outros espaços ligados ao design e à produção autora

Entre galpões, casas, oficinas, ateliês, galerias e novos endereços criativos, a Barra Funda vem consolidando uma identidade singular no mapa cultural de São Paulo. É nesse cenário que acontece, nos dias 27, 28 e 29 de novembro, a 6ª edição do Design Barra Funda, circuito que abre as portas de espaços ligados ao design e à produção autoral e convida o público a descobrir o bairro a pé.

Criado em 2022, o Design Barra Funda nasceu da movimentação dos próprios profissionais instalados na região. A primeira edição reuniu dez participantes, entre estúdios, marceneiros e antiquários, com a proposta de aproximar o público de quem cria e produz no bairro. Desde então, o circuito cresceu, incorporou novos endereços e ampliou sua programação, sem abandonar o caráter colaborativo que está em sua origem.

Em 2026, 31 participantes integram o roteiro, reunindo diferentes linguagens, técnicas e formas de pensar e produzir design. Ao longo dos três dias, o público poderá entrar nos espaços onde as ideias ganham forma e ter contato não apenas com peças e produtos, mas também com os processos, materiais e profissionais por trás de cada criação.

O formato transforma as próprias ruas em parte da experiência. Sem um percurso único ou uma ordem determinada, cada visitante pode construir seu roteiro e circular entre os participantes no próprio ritmo. Nesse movimento, o Design Barra Funda aproxima público e criadores e, ao mesmo tempo, estimula um olhar mais atento para o território que conecta esses diferentes endereços.

Um bairro historicamente ligado à cultura

A efervescência criativa que hoje chama a atenção para a Barra Funda encontra raízes na própria história do bairro. A região esteve ligada a diferentes manifestações culturais e sociais da cidade ao longo do século XX, do antigo Largo da Banana à presença de Mário de Andrade, que viveu no bairro e cuja antiga residência hoje abriga a Casa Mário de Andrade.

Essa vocação ganhou novas expressões ao longo do tempo. Atualmente, o bairro reúne espaços culturais emblemáticos, como o Memorial da América Latina, além de museus, galerias, ateliês, oficinas, restaurantes, bares e iniciativas independentes que convivem com endereços tradicionais e com a memória industrial da região.

Nos últimos anos, essa combinação passou a despertar também atenção internacional. A Barra Funda chegou a ser apontada como o terceiro bairro mais “cool” do mundo, reconhecimento associado à mistura entre história, vida cultural, criatividade e novos negócios que caracteriza a região.

É nesse contexto que o Design Barra Funda se insere. Ao abrir espaços de criação e incentivar moradores e visitantes a caminharem pelo bairro, o circuito ajuda a dar visibilidade a uma rede criativa que já existe no território e mostra como o design também pode ser uma maneira de conhecer e experimentar a cidade.

Participantes da 6ª edição

A edição de 2026 reúne 31 participantes:

  • Fiel Design
  • Estúdio Rain
  • Humberto da Mata
  • Diletante
  • Absolutamente Necessaire e Instituto Renato Imbroisi
  • Prototype
  • Studio Reyes
  • Verniz
  • Rodrigo Silveira Atelie
  • Marcenaria Caravelas
  • Palma
  • Quina Mobilia
  • Oficina Umauma
  • Anwander
  • Alexandre Kissajikian
  • Luiz Solano
  • Soul Oficina
  • Leilão Design
  • Henrique Nini
  • Maximiliano
  • Bellouchi
  • Lucas Bonomo
  • Luiza Six
  • Estudio Florentino
  • Futura Estudio
  • Nox Kitchen
  • Rubra
  • Forge Etrange
  • Gi Matos
  • Clube
  • Manoel Vitorr

A diversidade de nomes e propostas reforça o caráter do circuito como um retrato da produção criativa que ocupa a Barra Funda, reunindo profissionais e espaços que trabalham com diferentes vertentes do design e da produção autoral.

Serviço – 6º Design Barra Funda

Data: 27, 28 e 29 de novembro de 2026

Circuito: a proposta é que cada visitante crie sua própria experiência pelo bairro, escolhendo livremente quais espaços conhecer e em que sequência. Para facilitar a circulação, a localização de todos os participantes poderá ser consultada previamente no perfil oficial do Design Barra Funda e, nos dias do evento, também em um mapa físico distribuído ao público.
Horário: das 12h às 18h
Entrada: gratuita, sem necessidade de inscrição

Sobre

O Design Barra Funda é um circuito a pé que reúne ateliês, estúdios, galerias, oficinas e antiquários do bairro da Barra Funda, em São Paulo. De caráter colaborativo, a iniciativa aproxima o público da produção autoral e conecta design, criatividade e cultura local. Em 2026, o Design Barra Funda realiza sua 6ª edição, reunindo 31 marcas de design que atuam na região em 26 endereços. São ateliês, estúdios, antiquários e espaços de design que abrem suas portas, propondo um circuito a pé, durante 3 dias (27, 28 e 29 de novembro), mostrando lançamentos e oportunidades para conhecer pesquisas, processos criativos e modos de fazer. A ideia central desse grande evento coletivo é aproximar criadores, visitantes e comércio local, ampliando as relações com o território e fortalecendo o design. A seguir, você encontra detalhes sobre o que cada expositor apresenta este ano, organizados pela ordem em que aparecem no circuito oficial.

  1. Studio Reyes

STUDIO REYES é um ateliê experimental, liderado pelas irmãs Manu e Moira Reyes, que reúne marcenaria, estúdio criativo e espaço expositivo. A produção parte de técnicas construtivas tradicionais, como encaixes, cavilhas e espigas, reinterpretadas por meio de uma pesquisa contemporânea que busca expandir as possibilidades do design. Em sua quarta participação no Design Barra Funda, o ateliê apresenta “sinto muito”, uma investigação sensorial dentro do universo da madeira, explorando as inúmeras qualidades do material através dos cinco sentidos. Convidados poderão observar, sentir, cheirar, escutar e até degustar elementos da madeira. O Studio oferece uma visita guiada, mediante agendamento pelo @studioreyesdesign.

  1. Futura Estudio

A FUTURA ESTUDIO propõe, nesta edição, um encontro expositivo entre três designers: F. Studio | IRO Studio | Carol Gay, que têm em comum a matéria-prima em seus trabalhos: o vidro. Em um mesmo espaço, suas diferentes linguagens, processos e formas de pensar o design se aproximam, criando uma conversa a partir do que têm em comum. Futura assina a curadoria dos designers e escolhas das peças para compor esse diálogo no espaço que coabita o escritório. Carol Gay assina a coleção: CAMINHOS; F. Studio assina a coleção: RESPIRO; IRO Studio assina a coleção: PALITOS.

  1. Diletante

Em parceria com a OCO, núcleo de arte e design, a DILETANTE apresenta a exposição “Ode ao Inominado”, que valoriza criações de autoria desconhecida e explora novas possibilidades para o design brasileiro. A mostra reúne peças sem autoria atribuída, selecionadas ao longo dos 22 anos de pesquisa da galeria, incluindo poltronas, sofá e objetos das décadas de 1960 e 1970. A exposição também marca o lançamento da coleção Carranca, primeira criação da OCO, fundada por Rafael Mendes e Victor Vazquez. Inspirada nas figuras de proa das embarcações do Rio São Francisco, a coleção apresenta quatro peças autorais em madeira, latão e pedra, estabelecendo um diálogo entre tradição, arte e design contemporâneo.

4. OFICINA UMAUMA FERNANDA BARRETTO

Este ano, a OFICINA UMAUMA apresenta uma exposição interativa, chamada de Experiência do Sentar, dedicada ao corpo, ao movimento e às diferentes formas de ocupar um assento. A exposição reúne peças únicas e autorais de Fernanda Barretto, desenvolvidas especialmente para investigar o sentar como experiência, relação e encontro, experimentando o móvel não apenas como objeto, mas como algo que acontece entre o corpo, a matéria e as relações. Além disso, haverá lançamentos inéditos, criações de 2026 já apresentadas na SP-Arte e peças do nosso catálogo.

5. Estúdio Henrique Nini

O ESTÚDIO HENRIQUE NINI apresenta aos visitantes do Design Barra Funda 2026 todo o ecossistema de criação da marca, abrindo as portas não somente do
showroom, mas também do ateliê-oficina. Os ambientes estão situados lado a lado e ambos têm portas de comércio voltadas para a rua. Essas portas estarão abertas para permitir a livre circulação dos visitantes e o designer estará presente para apresentar as peças, os conceitos e os processos criativos e produtivos. A premissa é criar um ambiente simples e acolhedor para que os visitantes criem vínculos não apenas com as criações, mas também com o território.

6. Luíza Six

LUÍZA SIX é marceneira e dedica sua prática à criação e à produção de móveis e objetos em madeira maciça, explorando técnicas de encaixe da marcenaria tradicional. Em sua oficina, concentra seu trabalho em projetos autorais e sob demanda, com uma produção artesanal em pequena escala. Neste evento, além de apresentar seu portfólio, explora o ato de guardar como expressão de cuidado e da relação que estabelecemos com os objetos que nos cercam. Com a produção de dois gabinetes e um rack, investiga diferentes possibilidades de armazenamento e exposição, alternando entre aquilo que se deseja manter à vista e o que se prefere guardar.

7. Prototype – Technocraft

A PROTOTYPE apresenta um diálogo entre mobiliário autoral, materiais e experiências sonoras, batizado de Technocraft: o encontro entre a precisão industrial e a expressão do trabalho artesanal. Com referências no modernismo e na cultura industrial, a proposta explora o encontro entre processos de fabricação e gestos manuais, valorizando estruturas, texturas e acabamentos. Nesta edição, a música amplia essa experiência. A integração entre mobiliário e sistemas de áudio de alta fidelidade convida o público a desacelerar, ouvir e experimentar o espaço, resgatando o prazer de dedicar tempo à música. A marca promoverá experiências sonoras com os sound systems da linha Prototype & Quark.audio.

8. Gi Matos

GI MATOS, designer e marceneira, chega ao Design Barra Funda com um novo capítulo do seu trabalho: ao lado das peças autorais que já assinam sua trajetória, ela lança um olhar renovado sobre o mobiliário de marcenaria tradicional. Sua incursão pelo universo da cerâmica trouxe a argila para dentro de seu processo criativo e abriu uma nova camada de trabalho, unindo dois materiais que, à primeira vista, parecem opostos, mas nascem do mesmo gesto. Na madeira, o trabalho de encaixe, cortes precisos, ferramentas manuais, mãos impressas em cada junção. Na cerâmica, a modelagem manual, cada peça única, moldada sem repetição possível. Dois ofícios que respiram no mesmo ritmo e que guardam no corpo a marca de quem os moldou.

9. Alexandre Kissajikian

ALEXANDRE KISSAJIKIAN apresenta novas criações que dão continuidade à sua pesquisa sobre materiais, técnicas construtivas e processos artesanais, reunindo lançamentos e reedições de peças de seu catálogo. Entre as novidades estão uma cadeira em freijó e imbuia, que dialoga com o banco 3×3 e a estante Módulo, e o Baúm, desenvolvido em parceria com Manuela Raitelli. A exposição também reúne o banco 3×3 e novas versões do banco Pam, em cumaru e corda de ramí, com diferentes padrões e intervenções em tear manual. Além disso, será reapresentada a instalação Dobra Tempo, criada em colaboração com o Estúdio Anwander e o Atelier Atlas para a SP-Arte 2026, explorando a interação do público com o design.

10. Anwander

O ESTÚDIO ANWANDER propõe uma reflexão sobre o tempo e o papel do design como convite à desaceleração, explorando a relação entre materiais, objetos e experiências. O destaque da exposição é a instalação Dobra Tempo, criada por Andreas Anwander em colaboração com Alexandre Kissajikian e Thiago Mendes para a SP-Arte 2026. Produzida em metal tubular e sucupira, a obra convida o público a interagir livremente, explorando o brincar e o ócio como formas de experiência. Além disso, o estúdio apresenta peças inéditas de Andreas Anwander, desenvolvidas em madeira maciça, pedra, vidro e metal, valorizando as características naturais dos materiais e convidando os visitantes a uma experiência de contemplação e descoberta.

11. Manoel Victor

Em sua primeira participação no Design Barra Funda, MANOEL VICTORR apresenta um conjunto de obras que, a partir do diálogo entre madeira maciça e metais fundidos, investigam as possibilidades escultóricas do mobiliário. A exposição também traz o ateliê ao centro da apresentação, revelando o caráter experimental que permeia a criação das peças. A montagem evidencia como cada obra se desenvolve a partir do diálogo entre a intenção do artista, o gesto artesanal e as possibilidades oferecidas pela matéria.

12. Estúdio Florentino

Nesta edição do Design Barra Funda, o ESTÚDIO FLORENTINO apresenta sua segunda coleção: TEMPORÃO. São peças em madeira maciça que transitam entre a robustez e a leveza dos materiais.

13. Verniz

A VERNIZ, desde seu início, em 2014, sempre teve, além de uma curadoria muito especial de itens modernistas, um trabalho autoral muito presente. Partindo quase sempre dos materiais encontrados e que seriam descartados, o desenho surge após a análise desses materiais. Para esta edição do Design Barra Funda, a Verniz firmou uma parceria com a Bellouchi Tapetes e traz, para suas criações, descartes dessa indústria, transformando pedaços de tapetes em revestimentos para seus móveis, além de um olhar mais artístico, criando tapeçarias surpreendentes. Diferentemente de outras exposições, em que os itens eram sempre peças únicas de design colecionável, nesta edição, grande parte das peças entrará para produção em série, sob encomenda.

14. Fiel Design

Com foco na sofisticação, no minimalismo e na funcionalidade, a FIEL DESIGN desenvolve móveis que combinam elegância, qualidade e durabilidade. Inspirada nos princípios do Slow Design, a marca valoriza a criação de peças atemporais, com linhas elegantes e materiais de alta qualidade, unindo tradição e contemporaneidade para compor diferentes ambientes residenciais.

15. Leilão Design

Com foco na valorização do design brasileiro, o LEILÃO DESIGN, primeira casa de leilões especializada no segmento no país, reúne peças de grandes nomes do modernismo nacional em uma exposição dedicada ao Mobiliário Moderno Brasileiro. A programação também contempla o Leilão ARCA, iniciativa beneficente cuja renda será destinada à Associação Rochelle Costi. Além disso, o espaço recebe Gerson de Oliveira, da Vírgula Ovo, e a artista multimídia Lucia Koch para um bate-papo sobre o projeto, ampliando o diálogo entre arte, design e iniciativas sociais.

16. Palma

A PALMA apresenta um panorama do seu processo criativo ao longo dos últimos cinco anos. A instalação reúne estudos de materialidade, testes de formas, protótipos, amostras, processos construtivos e a pesquisa histórica contínua que acompanha o desenvolvimento de cada coleção e projeto. Mais do que exibir peças finalizadas, a proposta é revelar o percurso criativo: as referências, os acidentes, as descobertas e as técnicas que moldaram a linguagem da Palma ao longo desses anos. Concebida como um grande panorama, a instalação organiza fragmentos de pesquisa, objetos encontrados, materiais e experimentos em um mesmo espaço, traduzindo a forma como arquitetura, arte, design e produção artesanal se entrelaçam dentro do ateliê. É um convite para entrar no universo da Palma e acompanhar o processo por trás das peças.

17. Rubra

RUBRA é um espaço coletivo criado por Camila Refinetti, Carol Weg e Danilo Reis, dedicado à pesquisa e experimentação da madeira. A oficina une marcenaria, design e construção, onde diferentes práticas se encontram em torno do fazer. Entre produção, prototipagem e desenvolvimento de objetos, o ateliê também se abre para cursos, vivências, exposições e encontros. Um lugar para investigar materiais, testar ideias e construir novas possibilidades a partir da madeira. Para esta edição, a Rubra quer fortalecer a cena das mulheres na marcenaria. Serão apresentadas peças autorais das fundadoras do espaço, Carol Weg e Camila Refinetti, e da convidada Julia Krantz. Haverá também uma feira de produtos e cursos com as integrantes do coletivo Fusão Lignina.

18. Maximiliano

O Estúdio MAXIMILIANO volta a abrir suas portas na Barra Funda para apresentar de perto seu universo. Comandado pelo artista e designer Maximiliano Crovato, o estúdio cria mobiliário e objetos esculturais que transcendem o design de interiores tradicional. Como destaque desta edição, o público poderá conferir lado a lado o protótipo e, em primeira mão, o molde da luminária de piso DROP BALL – uma oportunidade de ver a peça final e seu processo criativo. Com volume brutalista, desenho geométrico de linhas simples e construção robusta em alumínio fundido polido e fresado, a DROP BALL é inspirada nas bolas de demolição das décadas de 1950 e 1960.

19. Clube

Em comemoração aos sete anos de atividade, o CLUBE apresenta uma nova coleção de caixas organizadoras metálicas, acompanhada de um impresso sobre a produção do escritório. A instalação “Unboxing” conta ainda com trabalhos e cenografia feita em colaboração com o artista Marcelo Cipis, além de móveis e objetos de coleções anteriores.

20. Luiz Solano

LUIZ SOLANO vai reunir grande parte de seu catálogo de mobiliário, junto com peças novas de algumas das séries mais recentes, como a A2 e a L1. O conceito por trás da exposição é tornar visível uma linguagem comum a todos os objetos e mostrar que existe uma consistência no desenho apesar de explorarem diversos materiais e métodos construtivos. Durante o evento, em parceria com a NOX, vai apresentar o showroom com uma cozinha funcional. O espaço estará aberto à visitação durante os horários de funcionamento da mostra. No sábado, a programação contará ainda com um coquetel especial, com comidas, bebidas e DJ, proporcionando um momento de encontro e confraternização entre os visitantes.

21. Nox Kitchen

Em sua primeira participação no Design Barra Funda, a NOX KITCHEN apresenta seu sistema de cozinhas modulares, desenvolvido para atender às necessidades do estilo de vida contemporâneo. Produzidas integralmente em aço inoxidável, as cozinhas valorizam a durabilidade, a reciclabilidade e a versatilidade do material. Durante o evento, a marca apresenta uma cozinha funcional, demonstrando as possibilidades de configuração do sistema modular. Além disso, o espaço contará com uma surpresa especial, convidando os visitantes a conhecer e vivenciar o universo da NOX de forma interativa.

22. Lucas Bonomo

LUCAS BONOMO desenvolve mobiliário e objetos em madeiras brasileiras, unindo técnicas tradicionais de marcenaria a uma linguagem contemporânea. Sua produção valoriza o fazer manual, as características naturais dos materiais e o cuidado em cada etapa do processo. Em sua primeira participação no Design Barra Funda, apresenta peças criadas em parceria com Maiga Yokemura, como a Mesa Mui, com estrutura em madeira maciça e tampo de vidro; a Escrivaninha Malu, construída com encaixes tradicionais; e a Mesa de Cabeceira Trio, que explora formas geométricas e diferentes perspectivas.

23. Soul Oficina

Inspirada pelo encontro entre natureza, arte e design contemporâneo, a SOUL OFICINA cria mobiliário autoral em madeira maciça, no qual o trabalho manual e o rigor construtivo assumem papel central. Sob a direção do arquiteto e designer Danilo Di Polito, cada peça é concebida e executada artesanalmente, em um processo minucioso que valoriza a precisão dos encaixes, o cuidado com as proporções e a delicadeza dos acabamentos. A madeira, proveniente de manejo responsável, é trabalhada quase como uma escultura, revelando suas texturas, nuances e particularidades naturais. Fundada em 2017, a marca une tradição artesanal, sustentabilidade e linguagem contemporânea em criações de produção limitada, em que cada detalhe expressa o respeito à matéria, a excelência do fazer manual e a busca pela beleza duradoura.

24. Bellouchi Tapetes

A BELLOUCHI participa pela primeira vez do Design Barra Funda, apresentando um universo em que a tradição milenar dos tapetes persas encontra a expressão contemporânea do design brasileiro. Entre arte, arquitetura, matéria e memória, a marca desenvolve criações autorais que reinterpretam referências ancestrais por meio de texturas, composições e técnicas de produção concebidas para os espaços contemporâneos. Durante o circuito, a Bellouchi recebe o público para uma programação especial que conecta design, hospitalidade e música. Das 15h às 20h, o DJ Farhad, músico iraniano radicado em São Paulo, apresenta uma seleção musical que explora o encontro entre sonoridades persas e a música contemporânea.

25. Estúdio Rain

Compartilhando o mesmo espaço de criação desde o início de suas trajetórias, ESTÚDIO RAIN e HUMBERTO DA MATA inauguram uma nova fase de sua parceria, transformando o ateliê em um espaço expositivo mais permanente. A exposição reúne peças inéditas e do acervo dos dois estúdios, explorando diferentes práticas artesanais, materiais e métodos construtivos. As criações revelam abordagens distintas e complementares, valorizando os processos de produção e a relação dos objetos com a arquitetura. Para marcar esse novo momento, o espaço recebe um vernissage no dia 27 de novembro, às 19h.

26. Humberto da Mata

HUMBERTO DA MATA apresenta desdobramentos de suas pesquisas em processos manuais explorando diferentes materiais, técnicas e possibilidades de criação no design autoral. A exposição reúne peças da coleção Orgus, produzidas em papel-machê, e da coleção Trama, composta por estofados tramados manualmente. As criações destacam o trabalho artesanal e a experimentação como elementos centrais da produção do estúdio.

27. Absolutamente Necessaire + Instituto Renato Imbroisi

Em meio ao cinza da cidade, um mundo colorido e têxtil se revela. Nessa fusão entre São Paulo e Minas Gerais, o urbano e o rural, o industrial e o artesanal se encontram em peças que em si carregam leveza e autenticidade. A dupla de designers Cris Pereira Barretto e Renato Imbroisi atua há pelo menos duas décadas em projetos de desenvolvimento de coleções e capacitação de artesãos. Em sua segunda participação no Design Barra Funda, a parceria ABSOLUTA + IRI traz a beleza de peças bordadas à mão no Muquém (MG) acompanhadas dos acessórios produzidos no coração da Barra Funda (SP) pela Absolutamente Necessaire.

28. Rodrigo Silveira

Durante o circuito do Design Barra Funda, o ateliê de RODRIGO SILVEIRA receberá a galeria Almeida & Dale para uma apresentação que aproxima design e arte. A ação reunirá peças únicas do ateliê e obras do acervo da galeria, selecionadas para dialogar com as peças apresentadas no evento.

29. Marcenaria Caravelas

A MARCENARIA CARAVELAS apresenta durante o Design Barra Funda geometria e textura, com peças como a Banqueta Solta, a Banqueta Ballet, a Mesa Templo, a Cadeira Tijuca, o Espelho Arcos e o Buffet Riso. Durante o evento, a marca lança duas novas peças, o Banco Bom e a Mesa Quatro, que reforçam a linguagem de sua produção autoral, mesclando-as com os produtos já disponíveis em catálogo.

30. Forge EtranGe

A FORGE ETRANGE abre seu ateliê para os visitantes e apresenta seu trabalho de serralheria artística de alto padrão, por meio da exposição de peças e coleções de seu showroom. Todos os dias, durante o evento, acontecem duas demonstrações do processo de forja, fundição e cinzelagem – técnica manual de ourivesaria e escultura que cria relevos, volumes e texturas em chapas de metal – para mostrar o trabalho tradicional com metais realizado pela marca.

  1. Quina Mobília

Com uma curadoria dedicada ao mobiliário de diferentes épocas, a QUINA MOBÍLIA participa do Design Barra Funda com uma mostra de peças vintage, valorizando a história e a atemporalidade do design. Fundado por Pedro Carolo, o galpão-loja reúne uma seleção de móveis, luminárias e objetos de decoração, com peças assinadas e de autoria anônima que destacam diferentes estilos e referências do mobiliário nacional e internacional.

Mais informações: https://www.instagram.com/designbarrafunda/

Instituto Cervantes de Brasília inaugura Altar dos Mortos com música mariachi e celebração da cultura mexicana

Divulgação

O Instituto Cervantes de Brasília, em colaboração com a Embaixada do México no Brasil e o restaurante El Paso, realiza, no dia 3 de novembro, às 18h30, a inauguração do tradicional Altar dos Mortos, uma das manifestações culturais mais emblemáticas do México.

A abertura contará com uma apresentação especial do grupo Mariachi Brasitlán, além de atividades que aproximam o público da riqueza das tradições mexicanas, como a pintura temática de rostos. A montagem do altar é assinada pela artista Mirna Gaytán, que recriará elementos característicos dessa celebração reconhecida por homenagear a memória dos entes queridos de forma festiva e colorida.

Após a inauguração, o altar permanecerá aberto para visitação gratuita de 4 a 11 de novembro, oferecendo ao público uma oportunidade de conhecer de perto os símbolos, as flores, as cores e os significados que fazem do Dia dos Mortos uma das expressões culturais mais representativas do México.

A iniciativa busca promover o intercâmbio cultural entre Brasil e México e proporcionar aos visitantes uma experiência imersiva que convida o público a descobrir a riqueza da cultura mexicana por meio da música, da arte e da preservação da memória.

Serviço

Inauguração do Altar dos Mortos
3 de novembro de 2026
18h30
Instituto Cervantes de Brasília

Programação especial:

• Apresentação do Mariachi Brasitlán

• Pintura temática de rostos

• Inauguração do Altar dos Mortos

Visitação ao altar: de 4 a 11 de novembro de 2026

Realização: Instituto Cervantes de Brasília
Colaboração: Embaixada do México no Brasil e Restaurante El Paso
Montagem do altar: Mirna Gaytán

Senhora P chega ao Plano Piloto na programação da Ocupação Cena

Foto divulgação

Com entrada gratuita, apresentações do monólogo de Adriana Lodi acontecem nos dias 3 e 4 de novembro, na Sala Martins Pena, e marcam o encerramento da circulação de 2026 do espetáculo no Distrito Federal

O monólogo Senhora P, criado e protagonizado por Adriana Lodi, integra a programação da Ocupação Cena nos dias 3 e 4 de novembro, às 20h, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Com entrada gratuita, as apresentações marcam o encerramento da circulação de 2026 do espetáculo no Distrito Federal. A programação inclui ainda a oficina Autobiograficções – nossas histórias que não estão contadas, conduzida pela artista nos mesmos dias, das 9h às 11h, no Espaço Trupe Trabalhe Essa Ideia.

Em Senhora P, Adriana Lodi, atriz, diretora e pesquisadora, dá vida a uma professora que transita entre memórias, ficção, questionamentos e situações de violência. O monólogo aborda as múltiplas formas de violência contra as mulheres e convida o público a refletir sobre as relações de gênero, as maneiras como os homens constroem e vivenciam suas masculinidades e a importância de reconhecer e respeitar as diversidades.

Em cena, a professora conduz uma aula sobre violência de gênero enquanto responde a um interrogatório relacionado a um crime cuja acusação desconhece. Entre depoimentos, lembranças e situações ficcionais, diferentes planos narrativos se sobrepõem e constroem um thriller psicológico que coloca em questão as múltiplas manifestações da violência contra as mulheres.

Estreado em 2022, Senhora P já circulou por mais de 15 cidades brasileiras. Em 2026, a montagem percorre o Centro-Oeste, com apresentações em Goiás e no Distrito Federal. A participação na Ocupação Cena encerra o percurso do espetáculo no Distrito Federal nesta circulação, realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

Construído coletivamente, Senhora P transforma memórias e experiências em matéria cênica por meio das autobiograficções, procedimento que também orienta a pesquisa de doutorado de Adriana Lodi sobre práticas artísticas e pedagógicas nas artes da cena e pedagogias críticas feministas.

Para Adriana, transformar experiências em linguagem artística permite que histórias individuais encontrem ressonância em outras vivências. “Ao criar o espetáculo, partimos do pressuposto de que o pessoal é político e de que essas experiências, quando ganham forma artística, deixam de ser apenas individuais e estabelecem uma relação de empatia com o público. O teatro cria esse espaço de encontro, em que a experiência de uma pessoa pode reverberar na vida de muitas outras”, afirma.

Oficina investiga histórias pessoais como matéria artística

A pesquisa que atravessa o espetáculo também se desdobra na oficina Autobiograficções – nossas histórias que não estão contadas, concebida e ministrada por Adriana Lodi. Destinada a artistas, estudantes de teatro e pessoas interessadas em processos de criação, a atividade propõe um espaço de experimentação e troca a partir das histórias, memórias e vivências dos participantes.

Por meio de exercícios de escrita, práticas teatrais e performativas e experimentações sensoriais, a oficina investiga possibilidades de transformar relatos pessoais em materiais cênico-performativos. A proposta também aborda a violência contra as mulheres e estimula um olhar sensível e ativo para as experiências pessoais e para as formas como elas podem ganhar expressão artística.

Sobre a Ocupação Cena

O Cena Contemporânea realiza mais uma edição da Ocupação Cena. A programação reúne espetáculos, oficinas e residência artística em diferentes espaços da cidade, promovendo encontros entre artistas, público e possibilidades de criação teatral. Entre os espetáculos previstos estão Senhora P, Frankenstein de Mary Shelley, Sonho de uma noite de verão e A Errante: Uma Mãe Coragem. A programação também inclui oficinas dedicadas à atuação, à criação cênica, ao corpo, à autobiografia e à elaboração de projetos para teatro.

Serviço

Espetáculo Senhora P

Quando: 3 e 4 de novembro, às 20h

Onde: Sala Martins Pena – Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília

Entrada: gratuita

Classificação indicativa: 16 anos

Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/senhora-p-df-ocupacao-cena/3636590

Oficina: Autobiograficções – nossas histórias que não estão contadas

Quando: 3 e 4 de novembro, das 9h às 11h

Onde: Espaço Trupe Trabalhe Essa Ideia

Endereço: SHCGN 708/709, Bloco B, entrada 30, subsolo.

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdoyTDpGpFN36VFgT-9gmZF0MDTIg-UH4w-dLvuC2PbUb3G_Q/viewform

Mais Informações:

https://www.instagram.com/cenacontemporanea_brasilia

Brasília recebe a XIV Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo debatendo o futuro das cidades

Foto divulgação

De 3 a 6 de novembro, a BIAU reúne arquitetos e pensadores de diferentes países em uma programação com debates, exposições, premiações, mostra de filmes e atividades culturais

Brasília recebe, de 3 a 6 de novembro, a XIV Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU). Com o lema Cuidar da Vida, o encontro propõe quatro dias de reflexão sobre os desafios contemporâneos das cidades e dos territórios. A abertura acontece no dia 3, às 15h, no auditório do SESI Lab. Também haverá atividades no Teatro Nacional, na Universidade de Brasília, no Cine Brasília, na Galeria Index e na Embaixada de Portugal. As inscrições são gratuitas e os espaços estão sujeitos a lotação.

Esta edição da BIAU organiza sua reflexão em torno de quatro grandes eixos (água, vegetação, habitação e comunidades) para explorar a relação da arquitetura com as condições ambientais, sociais e culturais que sustentam a vida. A programação incluirá conversas sobre novos territórios e sobre as profundas transformações que redefinem as formas de habitar.

Matheus Seco, um dos curadores da exposição oficial, reflete ser muito interessante pensar nessa Bienal como oportunidade de troca de experiências. “Acreditamos que Brasília é um palco muito especial para a realização dos debates e das demais atividades, pois é uma cidade que foi planejada com todas as potencialidades e contradições de várias outras cidades brasileiras. Podemos aprender muito com Brasília, com a implantação da cidade na topografia, a relação dela com a natureza, com as potencialidades que ela tem”.

Reunindo profissionais da arquitetura, do urbanismo, do pensamento e da cultura em diferentes espaços da capital, a Bienal promove debates, mostras de filmes, conferências temáticas, lançamentos de livros e visitas guiadas pela cidade. Entre os nomes confirmados estão Angelo Bucci, Fernando Pérez Oyarzún, David Barragán, Marta Maccaglia, Inês Lobo, Solano Benítez, Loreta Castro e Marcelo Rosenbaum, além de representantes do escritório Al Borde, do Equador.

Programação

A abertura oficial da XIV Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo acontecerá no dia 03/11, às 15h, no SESI Lab, onde também ocorre a entrega do Prêmio Trajetória à arquiteta brasileira Erminia Maricato e aos arquitetos Gonçalo Byrne, de Portugal, e Frederick Cooper Llosa, do Peru. Na sequência, às 16h30, será aberta a exposição da XIV BIAU no próprio SESI Lab e, às 18h30, serão inauguradas as exposições Lucio Costa e Zanine Caldas, na Galeria Index, na quadra 01 do Setor Comercial Sul.

Na quarta-feira, 04/11, a manhã é reservada à abertura da exposição de publicações selecionadas e finalistas da XIV BIAU, na Universidade de Brasília, às 9h, e ao lançamento de livros no auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, às 10h. À tarde, serão realizados debates sobre os temas desta edição: água, vegetação, habitação e comunidades. No SESI Lab, o debate sobre Água, às 14h30, discute um dos recursos essenciais à construção e à transformação dos territórios contemporâneos. Já o debate sobre Habitação e seus desafios contemporâneos começa às 16h30.

Paralelamente, na Universidade de Brasília, ocorrem as mesas sobre Vegetação, às 14h30, abordando as relações entre natureza, paisagem, território e formas de vida, e sobre Comunidades, às 16h30, com experiências e práticas coletivas de diferentes contextos ibero-americanos.

À noite, às 18h30, a Embaixada de Portugal recebe os participantes do evento para uma conferência com Gonçalo Byrne, seguida da exposição ‘Portugal em Arquitetura’ e do Porto de Honra.

Na quinta-feira, 05/11, o SESI Lab recebe o lançamento de publicações a partir das 10h. À tarde, o Cine Brasília exibe documentários sobre os novos territórios e as transformações ambientais, sociais e culturais que estão redefinindo a relação entre arquitetura, paisagem e sociedade. A atividade começa às 15h30, com a exibição dos filmes ‘Brasília, segundo roteiro de Alberto Cavalcanti’ e ‘Crônicas de uma Cidade Inventada’. Às 16h30, um debate coordenado pelo arquiteto paraguaio Solano Benítez, com a presença de André Corrêa do Lago, Hervé Chandès e Alejandro Aravena, aprofunda os temas dos filmes. Às 18h30, a programação se encerra com a exibição de ‘Hacer Mucho con Poco’.

À noite, às 19h30, o SESI Lab será palco de uma festa aberta ao público, com discotecagem do DJ Chicco Aquino.

O encerramento, na sexta-feira, 06/11, será no Teatro Nacional Cláudio Santoro, com uma apresentação da equipe de curadores, às 10h30. Em seguida, ocorrem conferências temáticas com Inês Lobo e Solano Benítez, às 11h, e com Loreta Castro, profissionais do escritório Al Borde e Marcelo Rosenbaum, às 14h30.

Às 16h, haverá a entrega do Prêmio para Obras e Publicações da XIV BIAU, que reconhece contribuições relevantes e singulares para a arquitetura, o urbanismo e a produção editorial ibero-americana. Às 16h45, acontece o encerramento da Bienal, com falas de autoridades e apresentação da Orquestra Sinfônica de Brasília.

A XIV BIAU é promovida pelo Ministério da Habitação e Agenda Urbana (MIVAU) do Governo da Espanha, em colaboração com o Conselho Superior dos Colégios de Arquitetos da Espanha (CSCAE) e a Fundação Arquia. A produção e a coordenação-geral são da Sunflower Consultoria em Negócios, e a equipe de curadoria é formada por Nuno Sampaio, Carlos Quintáns Eiras, Fernando Serapião, Matheus Seco, Daniel Mangabeira e Luciana Saboia.

Rotas de Arquitetura

O evento promoverá três visitas guiadas a locais de referência da arquitetura e do urbanismo de Brasília. Todas sairão do Edifício Morro Vermelho, no Setor Comercial Sul. Terão prioridade os participantes que se inscreverem gratuitamente pelo link de inscrição geral da Bienal.

Rota de Arquitetura: Eixo Monumental e Arquitetura Cívica
Visita guiada com paradas na Praça dos Cristais e no Quartel-General do Exército (visitação externa), na Catedral Metropolitana e no Museu Nacional da República (visitação interna e externa), no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e no Itamaraty (visitações externas). Dia 03/11, das 9h às 12h.

Rota de Arquitetura: Unidade de Vizinhança Modelo – Brasília na Escala Cotidiana Percurso a pé pela Asa Sul, incluindo o Cine Brasília, as quadras 107 e 308 Sul, a Igrejinha, a Escola Parque, a Escola Classe, o Jardim de Infância e os espaços públicos e paisagísticos da unidade de vizinhança. Dia 04/11, das 9h às 12h.

Rota de Arquitetura: Universidade de Brasília como Laboratório de Arquitetura
Percurso a pé pelo Campus Darcy Ribeiro, incluindo o Memorial Darcy Ribeiro, a Reitoria, o Instituto Central de Ciências (ICC), o Restaurante Universitário, o CEPLAN, o Instituto de Artes e o Edifício de Artes Cênicas. Dia 05/11, das 9h às 12h.

Mostra Cinema Urbana

A Mostra Cinema Urbana acontece no dia 05/11 e integra a programação da XIV BIAU com sessões dedicadas às relações entre cinema, arquitetura, cidades e modos de vida. Realizada em Brasília desde 2018, a mostra tem curadoria da arquiteta, urbanista e pesquisadora Liz Sandoval e será realizada no Cine Brasília, espaço histórico da capital federal.

No contexto da BIAU, as sessões foram concebidas como uma extensão dos debates, permitindo que questões ligadas à arquitetura, ao urbanismo, ao patrimônio, à participação social e à transformação dos territórios sejam abordadas a partir de narrativas audiovisuais. 

Sessão 1: Brasília em Duas Perspectivas, das 15h30 às 16h30

Brasília, segundo roteiro de Alberto Cavalcanti
Direção: Antonio Carlos da Fontoura
Ano: 1982
País: Brasil
Duração: 30 minutos
Descrição: realizado a partir de um roteiro deixado pelo cineasta Alberto Cavalcanti após visitas à capital federal no final da década de 1970. Em homenagem póstuma a um dos grandes nomes do cinema brasileiro e mundial, o filme propõe um ensaio visual e poético sobre Brasília, percorrendo desde as habitações indígenas e a arquitetura colonial brasileira até a monumentalidade da cidade planejada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.

Crônicas de uma Cidade Inventada
Direção: Luísa Caetano
Ano: 2014
País: Brasil
Duração: 25 minutos
Classificação: 16 anos
Descrição: vencedor dos prêmios de Melhor Filme pelo Júri Popular e de Melhor Curta-Metragem pelo Troféu Câmara Legislativa do DF no 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o filme acompanha um dia na capital, da agitação cotidiana à noite, passando pelo silêncio da madrugada até o amanhecer. A partir das histórias e vivências de seus habitantes, combina ficção e documentário para revelar diferentes perspectivas sobre Brasília e as formas de habitar o espaço urbano.

Sessão 2: Ibero-América como Coletivo, das 18h30 às 19h30

Hacer Mucho con Poco (Do More With Less)
Direção: Katerina Kliwadenko e Mario Novas
Ano: 2017
Países: Equador, Chile e Espanha
Duração: 86 minutos
Descrição: produzido entre Equador, Chile e Espanha, o documentário acompanha uma geração de jovens arquitetos latino-americanos que aproxima a arquitetura das necessidades sociais. A obra aborda uma mudança na arquitetura contemporânea, em que o trabalho do arquiteto vai além da construção de edifícios e contribui para a transformação social e o fortalecimento dos vínculos comunitários.

SERVIÇO
XIV Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU)
Data: 3 a 6 de novembro de 2026
Locais: SESI Lab, Universidade de Brasília (UnB), Cine Brasília, Galeria Index, Teatro Nacional Cláudio Santoro e Embaixada de Portugal
Programação: https://drive.google.com/file/d/1PN5rWbZI_OOyEuP6bfkOljRtnqgYwQ1P/view?usp=sharing
Inscrições: https://www.eventbrite.es/e/pre-inscricao-xiv-biau-brasilia-2026-tickets-2000409399363

Cozinha-show Catedral vai apresentar técnicas e exaltar os sabores do Cerrado no Alimenta 2026

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Espaço terá apresentações com chefs e confeiteiros do DF e de outros estados durante o evento promovido pelo Sebrae

Por José Maciel | Clip Clap Comunicação

Pizzas, bolos, macarons, tartes e até panetones. Essas são algumas das receitas apresentadas ao público que for conferir a programação da Cozinha-show Catedral durante o Alimenta 2026. Entre os dias 5 e 7 de novembro, o espaço levará ao Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, chefs e confeiteiros com atuação no Distrito Federal e em todo o Brasil para apresentar ao público as etapas de preparo, bem como a aplicação de técnicas clássicas de culinária que ajudam a exaltar os sabores do Cerrado

A abertura da programação, no dia 5 de novembro, fica por conta de Gil Guimarães, chef pioneiro na produção da autêntica pizza napolitana em Brasília e à frente da premiada Casa Baco, primeira pizzaria do Centro-Oeste certificada pela Associazione Verace Pizza Napoletana. A partir das 17h30, ele apresenta a pizza cerratense 2.0, que mistura a massa napolitana à riqueza do bioma. Os participantes vão descobrir os segredos da fermentação perfeita e como dar identidade regional a uma pizza. A sessão deve atrair quem gosta de unir tradição italiana e ingredientes brasileiros.

No dia 6, a programação começa às 15h com Carole Crema, confeiteira com mais de 25 anos de carreira e referência na gastronomia e no empreendedorismo nacional. Ela vai ensinar a transformar o bolo de fubá em sobremesa de restaurante, mostrando como sobrepor texturas para dar sofisticação a um clássico da cozinha brasileira.

Às 17h30, o palco recebe Ricardo Arriel, confeiteiro, chocolatier e consultor de negócios, reconhecido por transformar a visão técnica da panificação em um modelo de negócio altamente lucrativo. Ele conduz a apresentação sobre macaron de baru e baunilha do Cerrado. A proposta une a delicadeza da confeitaria francesa à força do Centro-Oeste, com a técnica milimétrica que garante um macaron perfeito.

No último dia, a Cozinha-show Catedral reúne a maior variedade de atividades. Às 10h, Julia Postigo, conhecida como a química confeiteira, mostra como preparar um bolo de cenoura com brownie sem lactose e sem glúten. Às 12h, Alexandre Ferreira, fundador da Aguimar Ferreira Chocolateria, apresenta o preparo de tartes, pratos assados com base de massa e recheio aberto, doce ou salgado. Ele vai detalhar a tarte do Cerrado, feita com ingredientes locais, que agrega alto valor estético e financeiro ao produto final.

Das 14h30 às 16h, Tabata Romero, jornalista e confeiteira, ensina a montar uma fatia suprema de panetone. Ela também mostra como o empresário pode padronizar a entrega e evitar desperdícios para multiplicar as vendas no Natal.

Encerrando a programação, a partir das 16h30, Giulia de Brito, confeiteira especializada em bolos decorados com buttercream e em doces e brigadeiros sob encomenda para festas e casamentos, apresenta a técnica de buttercream de merengue suíço aliada às tendências de decoração, com a promessa de transformar bolos em peças exclusivas.

Sobre o Alimenta 2026

O Sebrae no Distrito Federal promove a edição deste ano do Alimenta com a proposta de ser o maior evento de gastronomia de Brasília.

Ao todo, a realização contará com mais de 100 palestrantes, 14 espaços de conhecimento e centenas de expositores, além de rodadas de negócios, cozinhas-show e outras experiências interativas voltadas à geração de conhecimento, conexões e oportunidades.

Os interessados em participar devem acessar a programação e o site oficial do Alimenta 2026 para consultar as atividades, horários e orientações de inscrição.

Oliver Beauty Center esclarece informações falsas e repudia ataques e ameaças

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Salão de Brasília nega demissões, defende seus profissionais e alerta para a disseminação de notícias sem apuração.

O Oliver Beauty Center, salão de beleza com atuação consolidada em Brasília e em operação há mais de uma década, vem a público esclarecer informações falsas que passaram a circular nas redes sociais após a publicação de um conteúdo relacionado à opinião pessoal da CEO da empresa. A interpretação equivocada de uma publicação, posteriormente difundida por um blogueiro, desencadeou uma onda de ataques, acusações e ameaças direcionadas à empresa e às pessoas que fazem parte de sua história.

Em toda a história da empresa, nenhum colaborador foi demitido por posicionamento político ou partidário. A informação que motivou a repercussão não corresponde aos fatos. A empresa esclarece que eventuais decisões relacionadas ao vínculo profissional dizem respeito à conduta e a critérios internos, e não à preferência política de qualquer pessoa.

Com uma trajetória de anos no mercado de beleza de Brasília, o Oliver Beauty Center conta com uma equipe formada por profissionais com diferentes histórias, opiniões e posicionamentos. Há colaboradores que acompanham a empresa há mais de uma década, construindo relações profissionais baseadas no respeito, na confiança e no compromisso com o trabalho. Ao longo de sua história, a empresa não registra problemas relacionados à discriminação de colaboradores por posicionamento político e nunca sofreu processo trabalhista.

O Oliver é também um salão-escola, com atuação voltada à formação, ao desenvolvimento e à valorização de profissionais da beleza. Sua história não pode ser resumida a uma interpretação isolada, tampouco a acusações disseminadas sem a devida verificação dos fatos.

Liberdade de opinião não justifica desinformação nem ameaças

A empresa respeita a liberdade de expressão e entende que opiniões distintas fazem parte de uma sociedade democrática. O que não pode ser aceito é a transformação de uma interpretação equivocada em uma acusação apresentada como verdade, sem a necessária apuração junto aos envolvidos.

A repercussão do episódio ultrapassou o campo da divergência de opiniões. Os dirigentes do Oliver Beauty Center relatam estar recebendo mensagens de ódio e ameaças de morte, uma situação grave que afeta não apenas a empresa, mas também as pessoas que trabalham nela.

A disseminação de informações sem checagem pode provocar danos reais à reputação de uma organização, à segurança de seus profissionais e à vida de pessoas que sequer participaram da discussão original. Por isso, é fundamental que jornalistas, blogueiros e administradores de páginas verifiquem os fatos e procurem os envolvidos antes de divulgar acusações.

Uma história construída por profissionais

Por trás do Oliver Beauty Center existe uma equipe que trabalha diariamente, atende clientes, compartilha conhecimento e contribui para o desenvolvimento do setor da beleza em Brasília. São profissionais que construíram suas trajetórias com dedicação e que não devem ser transformados em alvo de hostilidade, por causa de uma narrativa que não corresponde aos fatos.

A empresa lamenta que uma publicação tenha sido interpretada e difundida de maneira a gerar uma onda de desinformação e hostilidade. Divergências políticas não podem servir de justificativa para perseguição, intimidação ou ataques pessoais.

O Oliver Beauty Center reafirma seu compromisso com o respeito às pessoas, a valorização de seus profissionais e a responsabilidade na comunicação. A empresa também informa que está tratando os episódios de ameaças com a seriedade necessária e adotará as medidas cabíveis para proteger seus colaboradores e sua reputação.

Outubro é o Mês das Pessoas Idosas: especialista do HUB destaca a importância de se preparar para envelhecer

Quando a velhice é retratada como doença, dependência e despesa, reforçam-se preconceitos que podem influenciar políticas públicas e relações familiares

A campanha “Outubro Prata” é um esforço nacional dedicado à valorização da pessoa idosa e à promoção de políticas públicas que permitam um envelhecimento saudável e ativo, além do combate ao etarismo.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 13% da população brasileira têm mais de 60 anos e que, a partir de 2031, haverá mais idosos do que crianças e adolescentes. Já em 2042, essa população alcançará o número de 57 milhões de pessoas. Os números acendem um alerta e levantam questionamentos que não podem ser adiados: o Brasil está estruturalmente preparado para o envelhecimento acelerado de sua população? O brasileiro está se preparando da forma correta para envelhecer?

Para falar sobre isso, conversamos com o médico geriatra Marco Polo Dias Freitas, chefe do Serviço de Geriatria do Hospital Universitário de Brasília, da Universidade de Brasília (HUB-UnB), integrante da HU Brasil.  Confira a entrevista:

Qual é o perfil atual dos idosos brasileiros?

Segundo o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), cerca de 70% das pessoas idosas são completamente independentes e autônomas, ou seja, não apresentam dificuldades e são totalmente independentes para realizar suas atividades cotidianas. Um em cada três idosos (aproximadamente 30%) apresenta algum grau de limitação funcional ou dependência de cuidados. A limitação funcional é mais prevalente em mulheres idosas que em homens idosos. E o grau de dependência é fortemente influenciado pela idade: enquanto na faixa de 60 a 69 anos aproximadamente 14% registram limitações, o índice salta para 44% entre idoso com 80 anos ou mais.

O estudo também destaca um ponto crítico no país: embora a maioria das pessoas idosas seja autônoma, entre a minoria que tem limitações e depende de suporte apenas 38% recebem ajuda de fato, evidenciando uma forte sobrecarga nas redes de apoio familiares e a carência de políticas formais de cuidado.

Outro aspecto importante é que a pessoa idosa brasileira não é apenas destinatária de cuidados: ela também contribui para a economia, para a organização das famílias e para a comunidade. Aposentadorias e pensões sustentam muitos domicílios, e pessoas idosas frequentemente ajudam a cuidar de netos, companheiros e outros familiares. Cerca de 70% dos municípios brasileiros dependem da renda de aposentadorias e pensões para movimentar suas economias.

Logo, não existe um perfil único de pessoa idosa no Brasil. Estamos falando de uma população muito heterogênea, que reúne pessoas de 60 a 90 anos ou mais, com diferentes condições de saúde, escolaridade, renda, histórias de vida e níveis de autonomia. Precisamos deixar de enxergar a velhice como uma condição uniforme.

Quais mudanças nas políticas públicas são necessárias para acolher as pessoas idosas e melhorar sua qualidade de vida?

A primeira mudança é compreender que o envelhecimento populacional exige uma política de Estado integrada, contínua e planejada. Não basta ampliar serviços de saúde quando as pessoas adoecem. Precisamos organizar cidades, sistemas de proteção social, moradias, transportes e serviços de cuidado para uma sociedade em que viver até idades avançadas será cada vez mais comum.

A geriatria ensina que o objetivo não deve ser apenas tratar doenças isoladamente. É necessário preservar a mobilidade, a cognição, a saúde mental, a segurança no uso dos medicamentos e a capacidade de realizar as atividades cotidianas. Isso requer avaliação multidimensional e planos de cuidado individualizados.

Outra prioridade é tornar as cidades mais acessíveis: calçadas regulares, travessias seguras, transporte público acessível, iluminação, bancos para descanso, banheiros públicos e moradias adaptadas.

Por fim, precisamos considerar a diversidade da população idosa. Políticas eficazes devem enfrentar desigualdades de renda, gênero, raça, território e deficiência, garantindo acesso real aos direitos, e não apenas sua previsão na legislação.

Quais são os impactos do etarismo estrutural no bem-estar das pessoas idosas? Como enfrentá-lo?

O etarismo, ou a discriminação por idade, ocorre quando uma pessoa é julgada, desvalorizada ou tratada de forma injusta por causa de sua idade. Pode aparecer em atitudes individuais, em práticas institucionais e em normas sociais que pressupõem que todas as pessoas idosas são frágeis, improdutivas, incapazes de aprender ou dependentes. Um exemplo disso é o símbolo da pessoa idosa que foi utilizado até pouco tempo: uma pessoa encurvada, com uma bengala na mão, sendo que a maioria dos idosos não é assim.

O etarismo estrutural é especialmente preocupante porque está incorporado às regras, aos processos e à cultura das organizações. Pode se manifestar, por exemplo, quando trabalhadores mais velhos são preteridos sem avaliação de suas competências

As consequências vão além do constrangimento. A discriminação pode reduzir a autoestima, limitar oportunidades de trabalho e participação social, desencorajar a procura por atendimento, favorecer o isolamento e contribuir para o sofrimento psicológico.

Na saúde, estereótipos podem levar tanto ao excesso de intervenções quanto à omissão de tratamentos potencialmente benéficos, dependendo da suposição feita sobre a idade e o prognóstico. Combater o etarismo não significa negar as mudanças associadas ao envelhecimento. Significa reconhecer essas mudanças sem transformar a idade em justificativa para discriminação ou exclusão.

A discriminação por idade também prejudica a sociedade brasileira como um todo?

Sim, pois limita o potencial de toda a sociedade. Quando a velhice é retratada exclusivamente como doença, dependência e despesa, reforçam-se preconceitos que podem influenciar políticas públicas e relações familiares.

Existe ainda um aspecto econômico. Uma sociedade que exclui pessoas experientes do trabalho e da participação social desperdiça competências que poderiam contribuir para a produtividade, a inovação, o voluntariado e a transmissão de conhecimentos. Ao mesmo tempo, não devemos transformar a valorização da pessoa idosa em uma obrigação de continuar produzindo: o direito ao descanso e à aposentadoria também precisa ser respeitado.

Outro ponto importante é a solidariedade intergeracional. Crianças, jovens, adultos e idosos compartilham famílias, comunidades e sistemas públicos. A proteção social deve ser organizada de forma sustentável e justa, sem colocar gerações umas contra as outras.

Enfrentar o etarismo é uma estratégia para construir uma sociedade mais inclusiva, produtiva e preparada para o futuro. Todos nós estamos envelhecendo, e a forma como tratamos as pessoas idosas hoje ajuda a definir a sociedade em que viveremos amanhã.

Existe uma idade específica para começar a se preparar para o envelhecimento?

Essa preparação deve ocorrer ao longo de toda a vida porque a saúde e a funcionalidade na velhice são influenciadas por hábitos, condições sociais, oportunidades e exposições acumuladas desde a infância e, até mesmo, antes do nascimento.

Nunca é cedo demais para construir hábitos saudáveis, e nunca é tarde demais para obter benefícios de mudanças possíveis. A atividade física, a alimentação adequada, a prevenção do tabagismo, a moderação no consumo de álcool e o controle de fatores de risco cardiovasculares podem contribuir para a saúde em diferentes fases da vida.

Também é importante cultivar relações sociais, desenvolver interesses e projetos pessoais, manter-se aberto ao aprendizado e pensar no planejamento financeiro e habitacional.

Do ponto de vista médico, a preparação deve incluir acompanhamento preventivo individualizado, atualização vacinal, cuidados com a saúde bucal, visual e auditiva, atenção à saúde mental e avaliação dos fatores de risco para perda funcional.

É igualmente importante pensar no futuro sem medo. Planejar o envelhecimento não significa esperar passivamente pela doença, mas ampliar as chances de preservar autonomia, vínculos, participação social e capacidade de tomar decisões. Eu diria que a melhor preparação para a velhice começa quando entendemos que envelhecer faz parte da vida.

O envelhecimento deve ser visto como um peso para a sociedade ou como uma conquista social?

Acredito que o aumento da longevidade é uma das grandes conquistas da humanidade. Viver mais reflete, entre outros fatores, avanços na medicina, na vacinação, no saneamento, na alimentação e nas condições de vida. O desafio é garantir que os anos adicionais sejam acompanhados, tanto quanto possível, de saúde, participação social, autonomia e dignidade.

A visão que trata as pessoas idosas como um peso para a sociedade é injusta e simplificadora. Ela desconsidera as contribuições econômicas, familiares, culturais e comunitárias dessa população.

Por outro lado, reconhecer a longevidade como conquista não significa ignorar os desafios. O envelhecimento populacional aumenta a necessidade de reorganizar sistemas previdenciários, serviços de saúde, cuidados de longa duração e redes de proteção social. A questão não é negar essas demandas, mas planejar respostas sustentáveis, com financiamento adequado e distribuição justa de responsabilidades.

Envelhecer com dignidade é um direito, e preparar a sociedade para a longevidade é uma responsabilidade coletiva. A qualidade do envelhecimento não se mede apenas pelo número de anos vividos, mas pelas possibilidades de viver esses anos com saúde, autonomia, vínculos, propósito e respeito.

Sobre a HU Brasil

O HUB-UnB faz parte da HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

TEDxBrasília terá degustação de vinhos, cafés especiais e experiências inspiradas na história capital

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Ativações no foyer do Teatro Nacional incluem sabores locais, oficina de bordado, exposição de artes visuais e produtos exclusivos, valorizando a identidade criativa brasiliense

Com o tema “A Construção do Futuro”, o TEDxBrasília 2026 será realizado no dia 31 de outubro, às 18h, na Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Além das clássicas palestras do TEDx, o evento contará com uma programação de experiências no foyer, reunindo degustações, exposições e produtos exclusivos. As ativações valorizam a produção cultural e criativa local e convidam o público a explorar diferentes sabores e expressões artísticas em um ambiente de convivência e descoberta.

Entre as experiências gastronômicas, o público poderá conhecer os vinhos produzidos na região por meio da participação da Vinícola Oma Sena, integrante da Vinícola Brasília. A iniciativa destaca o Primeira Chuva, vinho cujo nome remete à memória afetiva da primeira precipitação após os meses de seca no Distrito Federal, marcada pelo cheiro da terra molhada e pela sensação de renovação. Durante o TEDxBrasília, será possível degustar os rótulos e adquirir garrafas do Primeira Chuva em edição comemorativa do evento.

Para os amantes de café, o Mokado Café, torrefação brasiliense sediada no Guará, preparou uma experiência de degustação de cafés especiais, convidando os participantes a explorar os aromas e sabores. Para a ocasião, a marca desenvolveu uma torra exclusiva para o TEDxBrasília, que estará disponível para compra no local.

A arte da capital também estará presente, convidando o público a conhecer a cultura local. As Bordadeiras do Guará promoverão uma oficina e roda de bordado inspirada nos ipês de Brasília, símbolos da paisagem afetiva da seca no cerrado. A atividade permitirá que os participantes aprendam pontos simples e bordem flores de ipê, mesmo sem experiência anterior, em um momento de troca de conhecimentos e valorização do trabalho manual.

A literatura brasiliense ganhará um espaço dedicado a livros de autores da capital, disponíveis para conhecimento e compra. A proposta é aproximar o público de diferentes vozes da produção literária local, reunindo obras que apresentam histórias, memórias e múltiplos olhares sobre o DF.

Já a exposição “2D — Do Daltonismo à Dislexia”, dos artistas visuais Wós Rodrigues e Murilo Frade, do Porta Aberta Ateliê-Galeria, convida à reflexão sobre a diversidade da percepção humana. Disléxica, Wós é piauiense criada em Brasília, enquanto Murilo, arquiteto e daltônico, é carioca radicado na capital. A partir de suas diferentes experiências e linguagens artísticas, o casal explora maneiras distintas de perceber e representar o mundo.

O trabalho dos dois artistas também inspirou a identidade visual e a logomarca desta edição do TEDxBrasília, estabelecendo uma conexão entre a exposição e a concepção visual do evento.

A programação contará ainda com a lojinha oficial do TEDxBrasília, que reunirá produtos personalizados e lembranças desta edição, disponíveis para compra durante o encontro. A iniciativa oferece ao público a oportunidade de levar para casa uma recordação da experiência no Teatro Nacional.

As ativações integram a programação paralela do TEDxBrasília 2026, que reúne diferentes expressões culturais e criativas em um ambiente de convivência e descoberta. A proposta é ampliar a experiência do público para além do palco, valorizando talentos, iniciativas e histórias que fazem parte da identidade da capital federal.

O evento é organizado de forma independente, sob licença oficial do TED, com curadoria do jornalista Rafael Souza, e realizado pelo Instituto Latinoamerica em parceria com o Ministério da Cultura.

SERVIÇO:

TEDxBrasília – A Construção do Futuro

Quando: 31 de outubro de 2026, às 18h

Onde: Teatro Nacional Cláudio Santoro – Sala Martins Pena

Mais informações: tedxbrasilia.com

Instagram: @tedx.brasilia

Sobre o TED e o TEDx – O TED é uma organização sem fins lucrativos dedicada a espalhar ideias que merecem ser espalhadas. O TEDx é o programa de eventos independentes, organizados localmente sob licença do TED, que compartilham a mesma missão com curadoria própria e foco em ideias. O TEDxBrasília é organizado de forma independente, seguindo as diretrizes oficiais do programa.

O TEDxBrasília é um evento independente realizado sob licença oficial do TED, com curadoria do jornalista Rafael Souza. Todas as palestras serão publicadas posteriormente no canal TEDx no YouTube. O TEDxBrasília é realizado pelo Instituto Latinoamerica em parceria com o Ministério da Cultura.

Estudantes de todo o país disputam final da ONEE 2026 em Brasília

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Classificados após uma edição recorde, com mais de 758 mil inscritos, participam de desafios presenciais entre 3 e 6 de novembro

Cerimônia nacional de premiação será realizada no dia 5

Brasília recebe, entre os dias 3 e 6 de novembro, a Semana Olímpica da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE) 2026. A programação reúne estudantes e professores de diferentes estados para os desafios finais da competição, atividades educativas e a cerimônia nacional de premiação, marcada para o dia 5 de novembro, às 10h, na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE), e coordenada pelo Instituto Abradee, ligado à Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), a ONEE conta com a participação de 48 distribuidoras de energia elétrica. Em 2026, o Grupo Equatorial, representado pela Equatorial Piauí, é a empresa proponente da iniciativa.

A edição deste ano bateu recorde de participação, com mais de 758 mil estudantes inscritos, mais de 16 mil educadores cadastrados, mais de 8 mil escolas e presença em 2.243 municípios brasileiros. A olimpíada é voltada a alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e, pela primeira vez, também aos estudantes do 1º e 2º anos do Ensino Médio, das redes pública e privada.

Na primeira fase, os participantes realizaram desafios gamificados e provas objetivas sobre eficiência energética, sustentabilidade, consumo consciente e segurança no uso da eletricidade. Agora, os estudantes classificados seguem para Brasília para disputar a etapa final, que definirá os vencedores nacionais.

Desafios finais na sede da ANEEL

No dia 4 de novembro, os estudantes participarão dos desafios presenciais na sede da ANEEL. As atividades incluem provas de conhecimento e desafios com jogos em realidade virtual (VR), com programações específicas para alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

Enquanto os estudantes participam das provas, professores e familiares terão atividades próprias. A agenda prevê visitas à ANEEL e ao Museu de Eficiência Energética, além de palestras voltadas aos educadores e aos familiares dos participantes.

A correção das provas e a validação dos resultados pela banca avaliadora também estão previstas para o dia 4, após a conclusão dos desafios. Os resultados definirão os estudantes que receberão as principais premiações da edição.

Cerimônia nacional de premiação acontece no dia 5

A Cerimônia Nacional de Premiação da ONEE 2026 será realizada no dia 5 de novembro, às 10h, na CNI, em Brasília. O evento prevê discursos de autoridades, entrega de medalhas, troféus e certificados, além do anúncio e da entrega de premiações especiais.

Os estudantes de destaque em seus estados receberão notebooks e terão as despesas de viagem e participação custeadas pela organização. Na etapa final, os participantes disputarão os desafios que definirão os seis vencedores nacionais (três do ensino fundamental e três do ensino médio) da ONEE 2026.

A cerimônia também integra o reconhecimento aos educadores. Neste ano, a olimpíada destina mais de R$ 250 mil em premiações para professores, distribuídas em quatro modalidades. Entre os benefícios estão viagens para Brasília, vouchers de até R$ 15 mil, reconhecimento de destaques regionais e participação na BETT Brasil 2027 para seis professores vinculados aos estudantes campeões nacionais.

Após a cerimônia, está previsto um passeio por Brasília para os contemplados na programação. O retorno dos participantes aos seus estados está programado para o dia 6 de novembro.

Educação para o uso consciente da energia

A ONEE busca aproximar os estudantes de temas relacionados à eficiência energética e ao uso seguro e consciente da eletricidade. Por meio de desafios, jogos e provas, a competição leva conteúdos de ciência e sustentabilidade ao ambiente escolar e estimula a reflexão sobre os hábitos de consumo e seus impactos.

A Semana Olímpica marca a etapa final de uma edição que envolveu milhares de escolas e educadores em todo o país, reunindo estudantes para celebrar o aprendizado e reconhecer o desempenho alcançado ao longo da competição.

Mais informações estão disponíveis em onee.org.br.

Corrida do Idoso acontece neste domingo em Ceilândia, com largada às 7h

Foto divulvação

Segunda etapa do evento será realizada na Praça do Cidadão e reúne participantes com 60 anos ou mais. Retirada dos kits ocorre das 9h às 19h.

Ceilândia recebe, neste domingo (1º de novembro), a segunda etapa da Corrida do Idoso 2026. A largada está marcada para as 7h, na Praça do Cidadão, com participação voltada a pessoas com 60 anos ou mais. A iniciativa busca incentivar a prática de atividades físicas, promover a convivência social e valorizar o envelhecimento ativo.

A expectativa é dar continuidade ao sucesso da primeira etapa, realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, que reuniu mais de 1.800 idosos. Agora, o evento chega a Ceilândia para reforçar a importância de hábitos saudáveis e ampliar as oportunidades de participação da população idosa em atividades esportivas e coletivas.

Os participantes inscritos poderão retirar os kits nesta sexta-feira (30) e no sábado (31), das 9h às 19h, na Praça do Cidadão, em Ceilândia.

Realizada pelo Instituto Brasília World, com fomento do Ministério do Esporte, a Corrida do Idoso 2026 é uma iniciativa pioneira no país e conta com três etapas no Distrito Federal. Mais do que uma competição, o projeto pretende estimular a autonomia, a mobilidade e a qualidade de vida dos idosos, além de fortalecer os laços de convivência e inclusão social.

As inscrições para a etapa de Ceilândia podem ser realizadas pelo site corridadoidoso.com.br.

Taguatinga receberá a última etapa

Após a passagem por Ceilândia, a Corrida do Idoso 2026 será encerrada em Taguatinga, no dia 29 de novembro, no Taguaparque, também com largada às 7h. A última etapa será destinada a pessoas com 60 anos ou mais, e as inscrições podem ser feitas pelo site oficial do evento.

A programação busca valorizar a população idosa do Distrito Federal e reforçar a importância de iniciativas que promovam saúde, inclusão, autonomia e participação social.

Serviço

Corrida do Idoso 2026 — Segunda etapa

  • Data: domingo, 1º de novembro de 2026
  • Horário da largada: 7h
  • Local: Praça do Cidadão, Ceilândia (DF)
  • Retirada dos kits: sexta-feira (30) e sábado (31), das 9h às 19h
  • Público: pessoas com 60 anos ou mais
  • Inscrições: corridadoidoso.com.br
  • Realização: Instituto Brasília World
  • Fomento: Ministério do Esporte
  • Instagram: @corridadoidoso

TEDxBrasília anuncia Wós Rodrigues e Murilo Frade para exposição no Teatro Nacional

Wós Rodrigues e Murilo Frade – Créditos: Divulgação

Mostra “2D – do Daltonismo à Dislexia” integra a programação de 31 de outubro e inspira a identidade visual da edição 2026

O TEDxBrasília 2026 será realizado no dia 31 de outubro, no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília. Com o tema “A Construção do Futuro”, o evento reunirá ideias de diferentes áreas do conhecimento, intervenções culturais e experiências que ocuparão também os espaços de convivência do teatro.

Uma das novidades desta edição será a exposição “2D – do Daltonismo à Dislexia”, dos artistas visuais Wós Rodrigues e Murilo Frade, proprietários do Porta Aberta Ateliê-Galeria, no Lago Sul. A mostra será instalada no foyer da Sala Martins Penna e fará parte da experiência oferecida ao público durante o TEDxBrasília.

Mais do que integrar a programação artística, o trabalho do casal tem relação direta com a própria imagem do evento. As obras, cores, formas e diferentes maneiras de perceber o mundo presentes na produção de Wós e Murilo serviram de inspiração para a identidade visual e a logomarca desta edição do TEDxBrasília.

A proposta dialoga diretamente com o tema “A Construção do Futuro”. Ao colocar em evidência diferentes formas de percepção, a exposição parte de características que poderiam ser vistas como limitações — a dislexia, no caso de Wós, e o daltonismo, no caso de Murilo — e mostra como elas também podem produzir novos caminhos de criação e novas maneiras de interpretar a realidade.

Piauiense, Wós Rodrigues foi criada e construiu sua trajetória artística em Brasília. Aos 51 anos, desenvolve uma produção multifacetada que passa pela pintura, escultura, moda e tatuagem. Em suas telas, destaca-se principalmente a figura humana, explorada por diferentes linguagens, cores e formas.

Murilo Frade, carioca radicado em Brasília, é arquiteto e artista visual. Aos 66 anos, dedica-se atualmente à pintura como principal forma de expressão. Daltônico, costuma tratar sua relação particular com as cores como uma liberdade em relação aos padrões convencionais. A paisagem urbana é presença frequente em suas obras.

A produção dos dois transita pelo expressionismo, realismo, cubismo e abstracionismo, cada um com características próprias. Brasília também ocupa lugar importante nesse universo artístico: sua arquitetura, suas paisagens e o Cerrado aparecem em diferentes trabalhos, reinterpretados a partir dos olhares particulares dos dois artistas.

O TED é uma organização global dedicada a disseminar “ideias que merecem ser compartilhadas”. Criado em 1984 na interseção entre Tecnologia, Entretenimento e Design, o projeto consolidou-se como uma das principais plataformas internacionais de conhecimento. Para descentralizar essa proposta, o formato TEDx leva eventos independentes a comunidades locais, transformando palestras curtas e impactantes em conteúdos de alcance global.

Em 2026, o TEDxBrasília tem organização e curadoria do jornalista Rafael Souza, organizador licenciado da marca. O encontro propõe refletir sobre a construção do futuro a partir do equilíbrio entre avanço tecnológico e dimensão humana, conectando inovação e memória, inteligência artificial e criatividade, velocidade e cuidado, progresso e pertencimento.

“Brasília nasceu de uma visão de futuro, e agora queremos discutir o que estamos erguendo no presente. A arte de Wós e Murilo traduz perfeitamente esse espírito: são dois olhares distintos que transformam suas diferenças em potência criativa”, destaca o jornalista.

SERVIÇO:

TEDxBrasília – A Construção do Futuro

Quando: 31 de outubro de 2026

Onde: Teatro Nacional Cláudio Santoro

Mais informações: tedxbrasilia.com

Instagram: @tedx.brasilia

Sobre o TED e o TEDx – O TED é uma organização sem fins lucrativos dedicada a espalhar ideias que merecem ser espalhadas. O TEDx é o programa de eventos independentes, organizados localmente sob licença do TED, que compartilham a mesma missão com curadoria própria e foco em ideias. O TEDxBrasília é organizado de forma independente, seguindo as diretrizes oficiais do programa.

O TEDxBrasília é um evento independente realizado sob licença oficial do TED, com curadoria do jornalista Rafael Souza. Todas as palestras serão publicadas posteriormente no canal TEDx no YouTube.

Clube de Leitura CCBB Brasília recebe Ruy Castro e Heloisa Seixas para conversar sobre livros escolhidos pelo público

Ruy Castro e Heloisa Seixas

Entre as obras selecionadas está Trincheira Tropical, de Ruy Castro, eleito Livro do Ano no Prêmio Jabuti 2026. Encontro acontece em 4 de novembro, com entrada gratuita

Premiado como Livro do Ano no Jabuti 2026, Trincheira Tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio, de Ruy Castro, foi uma das obras escolhidas pelo público para o próximo encontro do Clube de Leitura CCBB Brasília. O título, que também venceu a categoria Biografia e Reportagem na premiação anunciada em 27 de outubro, dividirá a pauta com O livro dos pequenos nãos, de Heloisa Seixas, igualmente selecionado pelos leitores. Os dois escritores participam de uma conversa sobre biografia e memória no dia 4 de novembro, às 18h30, no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. A mediação será da curadora Suzana Vargas e do escritor, jornalista e crítico literário Mauricio Melo Junior. A entrada é gratuita.

As obras foram escolhidas em votação realizada nas redes sociais do CCBB Brasília entre 14 e 19 de outubro. Os leitores puderam optar entre dois títulos de cada escritor. Trincheira Tropical concorreu com O ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim, enquanto O livro dos pequenos nãos disputou a preferência do público com O oitavo selo: quase romance.

A escolha dos livros pelos leitores é uma das características do Clube de Leitura. A proposta é que as obras sejam conhecidas previamente e sirvam de ponto de partida para conversas com os autores, que incluem experiências de escrita, processos criativos e perguntas da plateia.

Da Segunda Guerra Mundial às escolhas que mudam destinos

Em Trincheira Tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio, Ruy Castro reconstitui o cotidiano do Rio de Janeiro entre 1935 e 1945, mostrando como o conflito mundial afetou a vida dos brasileiros antes mesmo da entrada oficial do país na guerra. Espiões, refugiados, disputas políticas, racionamento de produtos e blecautes aparecem em uma narrativa que também acompanha as transformações nos costumes e na produção cultural da época. O livro aborda ainda a mobilização popular pela participação brasileira no conflito e a atuação da Força Expedicionária Brasileira na Itália.

Já O livro dos pequenos nãos, de Heloisa Seixas, explora as relações entre acaso, destino e livre-arbítrio, mostrando como decisões aparentemente pequenas podem alterar o rumo de uma vida. O romance entrelaça três histórias ambientadas em diferentes momentos do Brasil: a de Lia, que muda seu caminho de volta para casa no Rio de Janeiro, em 2018, a de João Alexandre, médico do Exército durante a campanha de Canudos, em 1897, e a de Angélica, uma menina que passa férias no litoral da Bahia em 1935, quando a presença do bando de Lampião ameaça a tranquilidade de sua família. Ao conectar personagens e acontecimentos separados pelo tempo, a autora propõe uma reflexão sobre as consequências das escolhas individuais.

Embora sigam caminhos narrativos distintos, as duas obras oferecem pontos de partida para uma conversa sobre memória, acontecimentos históricos e as maneiras como experiências individuais e coletivas se transformam em literatura

Encontro entre autores e leitores

Escritor, jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras, Ruy Castro é conhecido por biografias de Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, além de livros dedicados à história cultural brasileira. Sua trajetória inclui o Prêmio Machado de Assis, recebido em 2021, e obras sobre a bossa nova, o samba-canção e o Rio de Janeiro.

Heloisa Seixas construiu uma carreira que transita entre o jornalismo, a ficção e a dramaturgia. Estreou na literatura em 1995, com Pente de Vênus: histórias do amor assombrado, e desde então publicou romances, contos e novelas, além de escrever para o teatro.

Criado em 2021 no CCBB Rio de Janeiro, o Clube de Leitura reuniu cerca de quatro mil pessoas presencialmente ao longo de cinco anos. Os encontros são mensais, presenciais e têm duração de 1h30, com os 30 minutos finais destinados às perguntas da plateia. A programação prevê ainda distribuição de livros e sessões de autógrafos para os 20 primeiros que chegarem ao teatro.

A temporada do Clube de Leitura CCBB Brasília teve início em 7 de outubro, com a participação de Ana Miranda e Andressa Marques. Após o encontro de novembro, com Ruy Castro e Heloisa Seixas, o projeto recebe Itamar Vieira Junior, em 2 de dezembro. A programação continua em 3 de fevereiro, 3 de março e 7 de abril de 2027, com convidados e obras que serão anunciados posteriormente.

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, diferentes formas de arte e criatividade.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de arte, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizadas exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances. Também oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação que desenvolve atividades para aproximar o público da programação cultural.

Acessibilidade

A ação Vem pro CCBB oferece transporte gratuito para o público, com uma van que parte das proximidades da Biblioteca Nacional em direção ao CCBB Brasília, de quinta a domingo.

Horários da van — de quinta a domingo

Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h.

CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

Serviço

Clube de Leitura CCBB Brasília — Ruy Castro e Heloisa Seixas

Livros escolhidos: Trincheira Tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio, de Ruy Castro, e O livro dos pequenos nãos, de Heloisa Seixas
Convidados: Ruy Castro e Heloisa Seixas
Mediação: Suzana Vargas e Mauricio Melo Junior
Data: 4 de novembro de 2026 (quarta-feira)
Horário: 18h30
Local: Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Endereço: SCES Trecho 02, Lote 22 — Edifício Presidente Tancredo Neves — Setor de Clubes Esportivos Sul
Ingressos: Gratuitos, mediante retirada a partir das 12h do dia anterior
Classificação indicativa: 14 anos

CCBB Brasília
Aberto de terça a domingo, das 9h às 21h
Site: ccbb.com.br/brasilia
Informações: (61) 3108-7600
Instagram: @ccbbbrasilia


Sabores e Saberes destaca palestra-performance da Chefe de Cozinha e Makota Solange Borges na Fundação Cultural Palmares

Encerramento da segunda edição acontece em 4 de novembro, em Brasília, com debates, apresentações culturais, lançamento de livro e degustação de pratos da culinária de terreiro e encontro dos participantes dos polos de Planaltina e Novo Gama

A segunda edição de Sabores e Saberes – O Tabuleiro da Baiana chega ao seu encerramento no dia 4 de novembro, no Espaço Mário Gusmão na sede da Fundação Cultural Palmares, em Brasília, com uma programação que celebra a culinária afro-brasileira, a ancestralidade e os conhecimentos preservados pelas comunidades tradicionais de matriz africana. Das 14h às 18h, o evento gratuito reunirá debates, apresentações culturais, lançamento de livro, degustação e uma aula-performance especial da chef e Makota Solange Borges, da Bahia. A culminância também marcará o reencontro dos participantes dos dois polos formativos realizados em Planaltina (DF) e Novo Gama (GO), que compartilharão os resultados das vivências desenvolvidas ao longo do projeto.

Um dos principais destaques será a participação de Makota Solange Borges, idealizadora do projeto Culinária de Terreiro e do Festival do Dendê. Reconhecida por seu trabalho de valorização da gastronomia afro-brasileira, ela conduzirá uma palestra-performance que aproxima práticas culinárias, memória e ancestralidade. A convidada também autografará o livro Festival do Dendê, que nasceu de sua ideia de reunir receitas para viabilizar a compra de uma terra onde a Cooperativa Mulheres Solares possa desenvolver suas atividades. A iniciativa ganhou a adesão de chefs, que cederam receitas preparadas em edições anteriores do festival. Os presentes poderão adquirir a obra e colaborar com essa meta.

Ampliando o debate sobre a alimentação como patrimônio cultural, expressão de identidade e campo de produção e transmissão de conhecimentos, Makota Solange ressalta uma trajetória que começou ainda na infância. “Eu tinha uns cinco, seis anos de idade. Naquela época, acompanhada de mainha, nós tínhamos que fazer candomblé às escondidas, à noite”, recorda. Essa memória dá dimensão ao significado de ocupar hoje espaços públicos para compartilhar conhecimentos antes mantidos sob a imposição do silêncio. “Tudo que a gente vem pautando e conquistando, para mim, é extremamente importante.”

Ao defender o orgulho desses saberes, ela questiona sua apropriação sem o devido reconhecimento: muitas vezes, observa, a academia sistematiza conhecimentos tradicionais sem mencionar as comunidades onde foram aprendidos. Levar essa discussão a Brasília, “no centro do poder”, torna o encontro especialmente relevante.

O encerramento também dará visibilidade aos resultados das oficinas realizadas nos dois territórios. Os participantes apresentarão seus tabuleiros e compartilharão experiências, receitas e conhecimentos construídos durante as atividades formativas. O público poderá degustar pratos preparados a partir das vivências, em um momento de partilha que evidencia a riqueza da culinária tradicional e sua importância para a preservação da memória e o fortalecimento das comunidades.

Realizado pela Fundação Cultural Palmares, por meio dos institutos Lente Cultural e Kitanda Cultura de Terreiro, o projeto chega à culminância depois de percorrer dois territórios tradicionais de matriz africana. O encontro foi concebido não apenas como uma celebração dos resultados, mas também como espaço de diálogo entre comunidades, agentes culturais e representantes do poder público sobre patrimônio, soberania e segurança alimentar, sustentabilidade e políticas de valorização dos saberes tradicionais.

Patrimônio, políticas públicas e manifestações culturais

A programação terá início com uma mesa de abertura mediada por Tata Luazi Luango, coordenador artístico do projeto, reunindo representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Fundação Cultural Palmares, Ministério da Cultura e Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Entre os temas previstos estão o Tabuleiro da Baiana como patrimônio histórico-cultural, a experiência do edital Sabores e Saberes 2025, a Política Nacional Cultura Viva e as políticas públicas relacionadas às cozinhas solidárias e tradicionais. A proposta é aproximar as experiências desenvolvidas nos territórios das iniciativas institucionais voltadas à preservação cultural, à segurança alimentar e ao fortalecimento das comunidades.

Na sequência, uma mesa de diálogo reunirá Mãe Maria do Cerrado, do Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga (Planaltina), e Yá Jussara de Oyá, da Casa de Oyá (Novo Gama). Também mediado por Tata Luazi Luango, o encontro permitirá compartilhar as experiências dos dois polos e refletir sobre a importância dos territórios tradicionais como espaços de formação, convivência, resistência cultural e transmissão de conhecimentos entre gerações.

As manifestações artísticas também terão lugar de destaque na celebração. Ao longo da tarde, o público acompanhará apresentações de Tambores de Angola – Tumba Kumba Junsara, Sambadeiras de Roda – Manzu Kalla Muísu e Makudiá de Terreiro – Inzo Ngunzu Tubiá Diulo. As atrações ampliam o diálogo entre gastronomia, música, dança e expressões culturais de matriz africana, reforçando a diversidade de linguagens que integram o universo do projeto.

A programação será acompanhada pela apresentação dos tabuleiros e pela degustação dos pratos preparados pelos participantes, reunindo os sabores e conhecimentos compartilhados ao longo das oficinas. Mais do que uma mostra gastronômica, a atividade pretende evidenciar a alimentação como expressão de pertencimento, memória coletiva e continuidade das tradições afro-brasileiras.

“Acompanhar este percurso desde o edital de premiação e a Mostra Gastronômica em 2025 reafirma que a culinária de terreiro transcende o que está no prato. Ela opera como um verdadeiro banquete, um arcabouço de saberes e um sistema complexo de tecnologias sociais negras”, afirma Tata Luazi Luango, diretor artístico do projeto e diretor do Instituto Kitanda Cultura de Terreiro. “Nossas cozinhas comunitárias são espaços de inovação, onde a preservação da ancestralidade se converte em soberania alimentar, resistência e desenvolvimento sustentável para os nossos territórios e para a comunidade como um todo. Ao salvaguardar esses modos de fazer, estamos materializando os princípios das Política Culturais e fortalecendo a base para o desenvolvimento sustentável dos povos de matriz africana”, finaliza Luango.

Para Carol Peres, produtora cultural e presidente do Instituto Lente Cultural, “o Tabuleiro da Baiana nos lembra que cultura, alimento e trabalho caminham juntos. Nesta segunda edição, vimos mulheres e mestras de terreiro transformarem a memória em formação, renda e partilha. A culminância na Palmares é o momento de dar visibilidade a esse protagonismo e reafirmar que valorizar os saberes tradicionais é investir no futuro dos nossos territórios”.

Um percurso de formação, ancestralidade e sustentabilidade

A segunda edição de Sabores e Saberes – O Tabuleiro da Baiana teve início em agosto, com uma proposta de formação voltada à valorização da culinária afro-brasileira e dos conhecimentos tradicionais preservados em comunidades de matriz africana. Organizado em dois polos, o projeto reuniu detentoras de saberes ancestrais, educadoras, produtoras culturais e participantes interessados nas relações entre alimentação, patrimônio, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário.

A primeira etapa aconteceu nos dias 22 e 23 de agosto, no Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga, em Planaltina (DF). As vivências Terreiro Cerratense, Cozinhas Comunitárias, Senzala Gastronômica e Comida Contracolonial abordaram práticas culinárias tradicionais, segurança alimentar, organização comunitária e preservação da memória gastronômica afro-brasileira.

Nos dias 5 e 6 de setembro, a programação seguiu para a Casa de Oyá, no Novo Gama (GO), com mais quatro vivências. Tabuleiro da Baiana explorou a gastronomia tradicional como instrumento de desenvolvimento econômico e sustentável, enquanto Cozinhas Comunitárias aprofundou questões relacionadas à segurança alimentar, ao aproveitamento integral dos alimentos e às experiências de organização comunitária.

A vivência Terreiro Sustentável abordou a preservação ambiental, o preparo do solo para agroflorestas, a compostagem e o tratamento de resíduos orgânicos. Já a vivência Comida Contracolonial, conduzida pela nutricionista e curadora alimentar Bruna Crioula, propôs uma reflexão profunda sobre sistemas alimentares numa afroperspectiva, destacando o uso de plantas alimentícias não colonizadas e o combate ao racismo alimentar, valorizando a nutrição como uma ferramenta de resgate cultural e resistência antirracista.

Ao longo das duas etapas, o projeto articulou conhecimentos transmitidos entre gerações e práticas voltadas aos desafios contemporâneos das comunidades. As atividades reforçaram o papel da alimentação como expressão de identidade e memória, fonte de conhecimento, possibilidade de geração de renda e instrumento de fortalecimento dos territórios tradicionais.

O projeto também estabelece conexões com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à fome zero e à agricultura sustentável, igualdade de gênero, trabalho decente, redução das desigualdades, preservação das comunidades e consumo e produção responsáveis.

Ao reunir os dois polos na Fundação Cultural Palmares, Sabores e Saberes encerra a segunda edição reafirmando a importância de reconhecer, preservar e compartilhar conhecimentos que atravessam gerações. O encontro transforma o percurso formativo em uma celebração pública da culinária afro-brasileira e do protagonismo das comunidades que mantêm vivas essas tradições.

SERVIÇO

Sabores e Saberes – O Tabuleiro da Baiana | Culminância da 2ª edição

Data: 4 de novembro de 2026, quarta-feira
Horário: das 14h às 18h
Local: Espaço Mário Gusmão na sede da Fundação Cultural Palmares – Brasília (DF)
Entrada: gratuita – não é necessário retirada de ingressos.

Documentário resgata histórias de mulheres pioneiras que ajudaram a construir Brasília

Foto diculgação

Em fase de finalização, “Brasília Mulher, Olhar Operária” será lançado em dezembro, revelando memórias e trajetórias femininas que marcaram a formação da capital

As histórias de mulheres que participaram da construção de Brasília ganham destaque no docudrama “Brasília Mulher, Olhar Operária”, que está em fase de finalização e tem lançamento confirmado para dezembro de 2026. Com duração de 30 minutos, a produção resgata as experiências de pioneiras que, entre o trabalho, a criação dos filhos e os desafios da vida nos antigos acampamentos das construtoras, contribuíram para a formação da capital federal.

Dirigido pela líder comunitária, produtora e gestora cultural Maria do Socorro Carneiro Sousa Madeira, conhecida como Maria Bonita do Cerrado, o filme dá continuidade ao trabalho iniciado com “Delfini Brasília, Olhar Operário”, desta vez colocando as mulheres no centro da narrativa. A Vila Planalto, um dos territórios mais representativos da história dos trabalhadores de Brasília, ocupa lugar especial na produção.

Com roteiro de Louise Sofia Madeira, produção executiva de Marcos Antonio Sousa Madeira e direção de fotografia de Sergio Paiva, o documentário é resultado de três anos de trabalho. Além do lançamento digital, está prevista uma sessão educativa no Centro de Ensino Fundamental 01 do Planalto.

Um dos diferenciais do documentário é a combinação de depoimentos com cenas dramatizadas. Algumas protagonistas faleceram durante o desenvolvimento do projeto e tiveram suas histórias recriadas por filhas e neta, em uma homenagem que aproxima gerações e mantém vivas as lembranças dessas mulheres.

“Realizar Brasília Mulher, Olhar Operária é reconhecer que a história da nossa capital também foi construída pelas mãos, pela coragem e pela resistência de mulheres que, durante muito tempo, tiveram suas trajetórias pouco visibilizadas”, destaca a diretora.

A obra é realizada com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), por meio do edital Brasília Multicultural I.

16ª Flipiri celebra raízes e memórias de Pirenópolis com homenagem à escritora goiana Maria José Silveira

Divulgação

Em 6 e 7 de novembro, Festa Literária de Pirenópolis ocupa o Centro Histórico com literatura, arte, encontros e atividades para diferentes gerações, no caminho para os 300 anos da cidade

Pirenópolis se prepara para viver, em 6 e 7 de novembro, a 16ª edição da Festa Literária de Pirenópolis (Flipiri). Com o tema “Raízes e Memórias – Vem 300!”, um dos eventos literários mais charmosos do país volta a ocupar o Centro Histórico da cidade com palestras, rodas de conversa, lançamentos de livros, contações de histórias, apresentações artísticas e atividades voltadas a diferentes gerações de leitores. A Flipiri é realizada pela Prefeitura de Pirenópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com organização do Instituto Cultural Casa de Autores (ICA).

Em sintonia com a campanha de celebração do tricentenário de Pirenópolis, em 2027, a Flipiri mantém uma característica que atravessa suas 16 edições: aproximar os livros das pessoas e investir na formação de novas gerações de leitores e escritores. Nesse caminho, a inspiração ocupa lugar central: a cada edição, a Festa homenageia uma personalidade de destaque da literatura, promovendo o encontro do público com a obra do convidado especial. Em 2026, a escolhida é a escritora goiana Maria José Silveira, que participará de conferência mediada pelo jornalista e escritor Maurício Melo.

Há uma conexão especial entre a homenageada, Pirenópolis e o tema escolhido para esta edição. Em Farejador de Águas, romance publicado em 2023, Pirenópolis faz parte da geografia da narrativa, em uma história que retorna a Goiás e percorre questões ligadas ao território, à natureza, à água e à memória. Ao homenagear uma autora que também transformou a cidade e o universo goiano em matéria literária, a Flipiri reforça o convite para olhar as próprias raízes no caminho para os 300 anos de Pirenópolis.

Nascida em Jaraguá, Maria José Silveira é graduada em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), antropóloga pela Universidade Nacional Mayor de San Marcos, no Peru, e mestre em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo (USP). Sua trajetória transita pela literatura, pesquisa e edição. Em 1980, fundou a Editora Marco Zero, que dirigiu até 1998, e, em 2002, estreou como romancista com A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas. A obra atravessa cerca de cinco séculos da história brasileira a partir das mulheres de uma mesma família e recebeu o Prêmio Revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

“Ser reconhecida na própria terra parece ser bem difícil, mas cá estou eu, muito honrada e feliz”, agradece Maria José

Literatura para diferentes gerações

A etapa cultural da Flipiri transforma cartões postais de Pirenópolis em palcos de encontro com a palavra, e complementa a Flipiri Itinerante, que aconteceu em agosto e percorreu escolas das redes públicas municipal e estadual, na área urbana, nos povoados e na zona rural. Ao longo de três dias, a iniciativa reuniu 31 escritores, alcançou cerca de cinco mil estudantes e 360 professores e promoveu a doação de aproximadamente dois mil livros para os acervos escolares.

Para o prefeito de Pirenópolis, Nivaldo Melo, a Festa integra a história da cidade e desempenha, ao longo dos anos, um papel importante de incentivo à leitura, à educação e à cultura. Ele destaca especialmente a oportunidade de aproximar os estudantes dos livros, de obras premiadas e de escritores de reconhecimento nacional e internacional. Ao longo de sua trajetória, a Flipiri recebeu nomes consagrados como Ziraldo (1932–2024), criador de O Menino Maluquinho, que deixou um importante legado para a literatura brasileira, além de muitos outros autores de destaque. “A Flipiri ajuda a despertar nas nossas crianças e jovens o gosto pela leitura, amplia o conhecimento e contribui para a formação das novas gerações”, afirma. Para o prefeito, receber e apoiar uma iniciativa que há tantos anos valoriza a literatura e a educação é motivo de orgulho para a cidade.

Nesta fase, a programação envolve crianças em seus primeiros contatos com os livros até jovens, educadores, escritores, leitores e pessoas interessadas no universo literário. Entre os espaços, o Theatro Pompeu de Pina abrigará rodas de conversa que colocam em pauta temas convergentes à literatura e à sociedade contemporânea. Os temas abordados também abrangem memória e ilustração; representatividade e inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA); criação literária; mercado editorial; Cerrado, fantasia, terror e ficção científica; além das relações históricas e culturais entre Goiás e Brasília.

No Cine Pireneus, apresentações artísticas, filmes, atividades de leitura e contação de histórias reforçam uma das marcas da Flipiri: fazer com que o contato com o livro comece cedo e esteja associado à imaginação, à descoberta e ao prazer de ler. A programação amplia esse caráter participativo com atividades que transformam literatura em experiência coletiva. A Maratona de Contação de Histórias se soma a iniciativas como o Circuito da Palavra – Desafio Literário, jogo de perguntas e respostas que une literatura e curiosidades sobre Pirenópolis, além de encontros em torno de clubes de leitura, biblioterapia e coletivos literários.

Os estudantes voltam a ter lugar de destaque com os Aulões literários a céu aberto – leitura e escrita que aprovam, que aproximam literatura e formação escolar ao mostrar como raízes e memórias podem contribuir com a preparação para o Enem e o PAS. Já a Caminhada Literária, conduzida pela escritora e idealizadora da Flipiri Iris Borges, em parceria com a Secretaria de Turismo, leva a experiência para as ruas, fazendo da própria cidade cenário para o encontro entre literatura, patrimônio e memória.

Iris, também presidente do ICA, destaca a renovação da alegria do reencontro dos autores do instituto com o público e o compromisso de valorização da história de Pirenópolis. “Há 16 anos vivemos esse momento de deleite ao encontrar os nossos leitores. É sempre maravilhoso voltar à Flipiri. Nesta edição, mergulhamos no tema ‘Raízes e Memórias – Vem 300!’ para refletir sobre o que constitui a identidade desta cidade, o que representam seus 299 anos de história e quantas pessoas passaram por aqui, deixando suas marcas e memórias. É muita história para contar”, reflete a escritora.

Lançamentos de livros, encontros com autores e outras atividades completam uma programação construída para que o público não seja apenas espectador, mas participe da Festa e da circulação de histórias. “As atividades foram organizadas com todo o cuidado para aproximar tradição e contemporaneidade, fazendo com que a palavra viva de hoje, respeite o que foi trilhado no passado, construindo, assim, pontes para um futuro melhor, tendo a literatura e os livros como propulsores desse movimento”, pontua Marcia Lages, curadoria executiva e cultural da Flipiri

Uma história construída com livros, autores e leitores

Para a escritora e produtora cultural Iris Borges, idealizadora da Festa e presidente do Instituto Cultural Casa de Autores (ICA), “Há 16 anos vivemos esse momento de deleite ao encontrar os nossos leitores. É sempre maravilhoso voltar à Flipiri, e nesta edição mergulhamos no tema “Raízes e Memórias – Vem 300!” para pensar sobre o que faz esta cidade, o que representam seus 299 anos, quantas pessoas passaram por ali e deixaram suas marcas… É muita história”, reflete a escritora.

A Festa Literária de Pirenópolis foi criada em 2009, e segue firme no propósito de formar leitores e integrar a literatura à vida comunitária. Desde então, o evento já reuniu centenas de autores e milhares de visitantes e doou mais de 30 mil livros à rede pública de ensino.

A coordenação geral do evento, a cargo de Iris Borges, conta com a curadoria executiva e cultural de Márcia Lages e a curadoria literária de Mauricio Melo. Na coordenação pedagógica está Débora Bianca, na diretoria de arte Rose Costa, e na assessoria de produção temos a Adriana Araújo e a Jacqueline de Mattos.

Ao longo de sua trajetória o evento homenageou relevantes nomes da literatura goiana e nacional, contemporâneos ou do passado. Entre eles estão Inácio de Loyola Brandão, Roseana Murray, Goiandira Ortiz, Guido Heleno, Elder Rocha Lima, Eli Brasiliense e Adriano César Curado. Em vida, Ziraldo e Luís Fernando Veríssimo movimentam a cidade com participações emblemáticas. Já pilares da literatura goiana como Cora Coralina, Bernardo Élis, Carmo Bernardes e José J. Veiga Guido foram celebrados in memoriam.

A 16ª Festa Literária de Pirenópolis é realizada pela Prefeitura de Pirenópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com organização do Instituto Cultural Casa de Autores (ICA), apoio institucional da Secretaria do Estado da Educação de Goiás, governamental do Theatro Sebastião Pompeu de Pina, do Serviço do Comércio – Sesc Goiás, da Secretaria de Estado da Retomada e do Governo do Estado de Goiás e patrocínio do Siccob e Viajar pra Onde.

Sobre o Instituto Cultural Casa de Autores

Criado em 2006 por escritores de Brasília e transformado em Instituto Cultural em 2009, o Instituto Cultural Casa de Autores atua na promoção da leitura, da literatura e da formação cultural, em parceria com escolas e por meio de palestras, oficinas, cursos, feiras e eventos literários.

Entre suas principais realizações estão as 15 edições da Festa Literária de Pirenópolis (FLIPIRI), além de eventos em outras cidades de Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal. O Instituto também organizou, em 2022 e 2025, as duas edições do Prêmio Candango de Literatura, voltado à valorização da produção em língua portuguesa e ao incentivo à leitura.

PROGRAMAÇÃO – 16ª FLIPIRI 2026

Raízes e Memórias – Vem 300!

QUINTA-FEIRA | 5 DE NOVEMBRO

Teatro Pompeu e Pina

19h – Cerimônia de abertura institucional.

SEXTA-FEIRA | 6 DE NOVEMBRO

TEATRO POMPEU E PINA

9h – Espetáculo Sonho, Alegria e Magia em Parlendas e Cantos, com Ângela e Sérgio Duboc. Atividade para escolas da rede municipal.

10h30 – Exibição do filme infantojuvenil Profeta, da Embaixada da Rússia. Atividade para escolas da rede estadual.

11h30 – Roda de conversa Quem Conta Nossa História? Letramento racial e memória, com Adelina Benedita.

14h – Espetáculo Sonho, Alegria e Magia em Parlendas e Cantos, com Ângela e Sérgio Duboc. Atividade para escolas da rede municipal.

15h, 16h, 17h e 18h – Lançamentos de livros autorais.

18h – Serenata Literária Raízes e Memórias na Janela.

18h30 – Premiação do Inverso – Primeiro Festival de Poesia Infantojuvenil, com lançamento da coletânea de poesias.

19h30 – Conferência com a escritora homenageada Maria José Silveira. Mediação: Maurício Melo.

20h30 – Show musical/teatral e lançamento da Antologia Flipiri.

CINE PIRENEU

Torneio Literário Flipiri.

15h, 16h, 17h e 18h – Lançamentos de livros autorais.

Circuito da Palavra – Desafio Literário. Jogo de perguntas e respostas sobre literatura e curiosidades de Pirenópolis.

COLÉGIO MILITAR

9h – Aulões a Céu Aberto – Leitura e Escrita que Aprovam: Como raízes e memórias literárias ajudam na preparação para o Enem e o PAS.

SÁBADO | 7 DE NOVEMBRO

CENTRO HISTÓRICO

8h30 – Caminhada Literária, com Iris Borges, em parceria com a Secretaria de Turismo.

TEATRO POMPEU E PINA

Ao longo do dia – Lançamentos de livros autorais

10h30 – Roda de conversa Ilustrar a Memória: Quando o texto cria raízes, com André Cerino, Élder Galvão e duas ilustradoras convidadas. Mediação: Maria Amélia Elóisa.

11h30 – Roda de conversa Raízes e Memórias: Corpos em luta e criação do ativismo coletivo em Goiás, com Rômulo Vaz, Luiz Galvão e Paulo Reis.

12h15 – Roda de conversa TEA (Transtorno do Espectro Autista) na Literatura: Vozes, Representatividade e Memória, com Vanísia Rocha e Ana Clara Carvalho. Mediação: Alcione Luz.

14h – Roda de conversa Entre o Elogio e a Crítica: Como cuidar da mente de quem escreve, com Cláudia Moraes e Marcelo Pio. Mediação: Márcia Lages.

15h – Roda de conversa Quando o Cerrado Sonha (e Assombra): Fantasia, Terror e Ficção Científica em Goiás e no DF, com Patrícia Baikal, Paulo Souza, Giovana Lobato e Ramir Curado.

16h – Palestra Raízes e Memórias no Mercado: Como tornar seu texto publicável?, com Corina Campos e Leila Bortolazzi.

17h – Roda de conversa Brasília Nasceu em Goiás? Raízes e memórias do alicerce goiano, com Lenora, Herbert Moraes e Vanessa Resende.

19h30 – Encerramento Raízes e Memórias – Autores locais e goianos, com participação da APLAM.

CINE PIRENEU

9h às 14h – Maratona de Contação de Histórias com escritores de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Minas Gerais.

Ao longo do dia – Lançamentos de livros autorais.

14h – Roda de conversa Biblioterapia e Clubes de Leitura: Resgatando raízes e tecendo memórias, com Irani, Cristina e integrantes do Calangos Leitores. Mediação: Adriana Araújo.

15h – Roda de conversa Literatura e Mediação de Conflitos: Diálogos a partir de Raízes e Memórias, com Samira Yasbeck e Débora Bianca. Mediação: Iris Borges.

16h – Roda de conversa Coletivos Literários – Quando escrever é ato coletivo: Raízes e Memórias em rede, com representantes da AIAB, RSF, APLAM e ALC. Mediação: Rosangela Vieira Rocha.

SERVIÇO

16ª Festa Literária de Pirenópolis – FLIPIRI 2026
Tema: “Raízes e Memórias – Vem 300!”
Etapa Cultural: 6 e 7 de novembro
Local: Centro Histórico de Pirenópolis (GO)
Realização: Prefeitura de Pirenópolis / Secretaria Municipal de Educação e Cultura
Organização: Instituto Cultural Casa de Autores (ICA)
Instagram: @flipiri.oficial

Entrada franca

Outubro Rosa: no mesmo barco, mulheres encontram no esporte um caminho para a vida depois do câncer de mama

Em Brasília, Canomama mostra como uma experiência de esperança durante o tratamento se transformou em uma rede de acolhimento, esporte e retomada da vida para sobreviventes da doença

Quando recebeu o diagnóstico de câncer de mama, Larissa Lima não imaginava que, em meio ao tratamento, surgiria também o projeto que mudaria sua relação com a doença e ajudaria a transformar a vida de outras mulheres. Anos depois, ela se tornaria presidente da Associação Canomama, de Brasília, organização que reúne sobreviventes do câncer de mama por meio da canoagem coletiva e que prepara uma programação especial para o Outubro Rosa. A trajetória de Larissa ajuda a traduzir uma das mensagens que a entidade pretende reforçar neste mês: existe vida depois do câncer — e ela pode ser reconstruída coletivamente.

A Associação Canomama atua desde 2015 no acolhimento de mulheres sobreviventes do câncer de mama por meio da canoagem coletiva. O projeto começou com 12 participantes e, em 8 de março de 2016, Dia Internacional da Mulher, foi lançada a equipe que a entidade apresenta como o primeiro time de “remadoras rosa” formado no Brasil. Hoje, segundo a associação, são 72 sobreviventes do câncer de mama.

A estrutura vai além dos treinos. A associação conta com a participação voluntária de profissionais de áreas como educação física, canoagem, fisioterapia, psicologia, nutrição e medicina. Na água, a própria dinâmica do Dragon Boat traduz a ideia de coletividade: a embarcação utilizada pela Canomama comporta 22 mulheres — 20 remadoras, uma tamborista e uma responsável pelo leme. Para avançar, todas precisam remar de forma sincronizada.

Em outubro, mês dedicado mundialmente à conscientização sobre o câncer de mama, a Canomama dá continuidade a uma programação de formação em Dragon Boat iniciada no final de setembro com atividades sobre a embarcação, a composição da tripulação e os comandos utilizados na modalidade. Para outubro estão previstas capacitações sobre procedimentos e diretrizes de segurança na canoagem, primeiros socorros, salvamento e segurança em ambiente aquático, além de conteúdos sobre organização esportiva, incentivo ao esporte, terceiro setor e proteção das mulheres. Em novembro, a formação prossegue com planejamento de atividades e treinamentos, técnicas básicas de remada e preparação prática de timoneiras, tamboristas e remadoras.

Uma notícia no meio da quimioterapia

A história de Larissa se encontra com a da própria Canomama. Ela estava entre uma sessão de quimioterapia e outra quando recebeu a visita do amigo e treinador Marcelo Bosi. Ele levava informações sobre um movimento internacional que utilizava o Dragon Boat com mulheres sobreviventes do câncer de mama e sobre a possibilidade de desenvolver uma iniciativa semelhante no Brasil.

“Eu estava semimorta, não sabia ao certo o que o futuro me esperava, mas aquela notícia foi uma bomba de esperança em meu coração e eu entendi que, se sobrevivesse, iria implementar esse projeto tão lindo”, recorda Larissa.

Depois de concluir o tratamento, ela retomou o contato com Marcelo e, ao lado da fisioterapeuta oncológica Nádia Gomes e do educador físico Tissiano, iniciou um trabalho de pesquisa para estruturar um projeto-piloto. Foram cerca de seis meses de estudos, visitas, conversas e levantamento de referências até que a proposta estivesse pronta até o início das atividades da Associação Canomama, em 2016. Para Larissa, aquele movimento representava algo maior do que a retomada da atividade física. O esporte tornou-se também uma forma de reconstruir perspectivas depois do tratamento e transformar uma experiência individual de adoecimento em um projeto coletivo de acolhimento.

A trajetória ajuda a ampliar também o olhar sobre o próprio Outubro Rosa. Além da prevenção e do diagnóstico precoce, surge outra questão: como reconstruir a vida depois do câncer de mama? No caso de Larissa, uma informação recebida ainda durante a quimioterapia se transformou em um projeto que hoje reúne dezenas de sobreviventes.

Das águas do Paranoá para outros países

O crescimento da Canomama levou a experiência iniciada em Brasília para além do Lago Paranoá. Em 2022, a associação realizou o 1º Festival de Dragon Boat de Mulheres Sobreviventes do Câncer de Mama e o 1º Encontro Nacional de Remadoras Rosa, reunindo delegações de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Panamá, Estados Unidos e Canadá.

Durante quatro dias, mulheres sobreviventes compartilharam experiências, participaram de atividades de formação e entraram na água para práticas e regatas de Dragon Boat. A programação reuniu ainda ações de promoção da saúde, atividades culturais, palestras e a Cerimônia das Flores, realizada em homenagem às mulheres que não sobreviveram à doença.

A realização do festival marcou também um passo importante na consolidação do movimento das remadoras rosa no país. O que começou com um pequeno grupo em Brasília passou a se conectar com equipes de diferentes regiões brasileiras e de outros países.

As conquistas esportivas também vieram. Em 2025, a Associação chegou ao lugar mais alto do pódio em competições no Canadá e no Chile, levando para fora do país uma trajetória construída a partir da combinação entre esporte, acolhimento e promoção da qualidade de vida.

Da experiência de Larissa durante a quimioterapia e das dezenas de mulheres que hoje remam lado a lado, a história da Canomama mostra que sobreviver é apenas uma parte do percurso. Depois do tratamento, há vínculos a reconstruir, projetos a retomar, novos caminhos a percorrer. E, às vezes, um barco inteiro de mulheres dispostas a remar juntas.

Um novo ciclo dentro e fora da água

A história da Canomama acaba de ganhar um novo capítulo. A associação iniciou o Elas Navegam – Dragon Boat, projeto destinado a 60 mulheres sobreviventes do câncer de mama em situação de vulnerabilidade social, prioritariamente moradoras do Distrito Federal. A proposta combina formação prática em canoagem com promoção da autonomia, inclusão social, trabalho em equipe e bem-estar físico e emocional.

A iniciativa amplia uma atuação que começou com 12 mulheres e hoje alcança dezenas de sobreviventes. Ao mesmo tempo, traz um desafio comum a muitas organizações sociais: como transformar um trabalho já reconhecido e com impacto comprovado em uma estrutura capaz de crescer de maneira sustentável?

É nesse ponto que a trajetória da Canomama se encontra com a Rede CT – Capacitação e Transformação. Representada por Juliana Martins Alves e Fernanda Jordão Formiga, a associação alcançou 100% de aproveitamento na primeira etapa da formação e avançou para a assessoria especializada em elaboração de projetos e submissão ao Ministério do Esporte.

“A Canomama já desenvolvia um trabalho consistente e de forte impacto social. O papel da Rede CT foi contribuir para que essa experiência também se traduzisse em maior capacidade de estruturar projetos, acessar mecanismos de financiamento e buscar sustentabilidade para ampliar sua atuação. O aproveitamento de 100% na formação mostra o comprometimento da organização com esse processo de fortalecimento”, afirma João Vitor Storino, coordenador Regional de Mobilização do CT.

Ao longo da jornada, a organização teve acesso a conteúdos sobre elaboração e execução de projetos, captação de recursos, gestão financeira, comunicação, equidade e prestação de contas. Depois da assessoria, submeteu seu projeto ao Ministério do Esporte e agora aguarda a análise da proposta.

Realizada pelo Instituto Futebol de Rua e pela Rede Igapó, com patrocínio de Itaú e B3, a Rede CT fortalece organizações sociais esportivas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, preparando-as para estruturar projetos e ampliar o acesso a mecanismos de financiamento.

No caso da Canomama, esse fortalecimento pode ajudar a colocar mais mulheres dentro dos barcos, alcançar novas sobreviventes e dar continuidade a uma rede que permanece mesmo quando o treino termina.


Lei de Incentivo ao Esporte: mais recursos, mas para onde eles vão?

Fptp divulgação

Conhecendo um cenário em movimento, Por Fernando Salum, diretor da Rede Igapó

A Lei de Incentivo ao Esporte é, hoje, uma das ferramentas mais relevantes para financiar o esporte brasileiro. Por meio dela, empresas e pessoas físicas podem direcionar parte do Imposto de Renda devido para projetos esportivos e paradesportivos aprovados pelo Ministério do Esporte. Mas, apesar da força desse mecanismo, ainda existe uma pergunta que precisamos enfrentar com mais profundidade: quem, de fato, consegue acessar esses recursos? Que os recursos incentivados estão concentrados em territórios específicos todo mundo do ecossistema no mínimo intui. O pulo do gato é saber o quanto está concentrado e identificar estratégias para mitigar essa desigualdade.

Desde seu nascimento, a Lei de Incentivo ao Esporte já mobilizou mais de 6.5 bilhões de reais (dados de 2007 a 2024). Deste montante, 74% ficou com proponentes da região sudeste, com o Sul logo atrás representando 15% do recurso recebido. Isso significou que 11% se dividiu entre Nordeste (6%), Centro-Oeste (3%) e Norte (2%).

Existe ainda um papel fundamental a ser desempenhado, não só na manutenção da política pública de fomento indireto, mas na qualificação da política de forma que ela possa criar mecanismos de descentralização dentro de suas regras. Principalmente em um horizonte no qual o volume de recursos vai crescer nos próximos anos a partir do aumento do Esporte para 3% e do fortalecimento do debate do uso dos 4% do esporte para projetos sociais.

O Brasil tem organizações sociais potentes, enraizadas nos territórios e capazes de transformar vidas por meio do esporte, mas muitas delas ainda estão fora da rota de financiamento via LIE. E não foi por falta de impacto, de legitimidade, de trabalho. Muitas vezes, o que faltava era acesso: acesso à informação, à formação técnica, à elaboração de projetos, à leitura dos mecanismos de incentivo e à estratégia de captação.

Foi a partir desse contexto que programas como o CT – Capacitação e Transformação nasce. Ele veio do olhar sobre um contexto desigual, que exigia respostas por parte do ecossistema também, afinal toda mudança precisa começar de algum lugar. A Rede Igapó, nascida para mobilizar recursos para a Amazônia Legal, encontrou no Instituto Futebol de Rua o parceiro para criar o programa e incidir diretamente sobre a grande concentração de recursos na Lei Federal de Incentivo ao Esporte (LIE).

O que acontece quando uma organização social aprende a captar?

Fizemos o CT para transformar conhecimento em capacidade institucional. E transformar capacidade institucional em recurso chegando na ponta nos territórios onde ele ainda é extremamente escasso.

Olhando para os resultados que estamos gerando, vejo que estamos falando de algo maior do que um programa de capacitação. Estamos falando de uma mudança concreta na distribuição de oportunidades no investimento social incentivado.

Nossos cursistas captaram mais de 40 milhões de Reais via LIE nos últimos 3 anos. E, embora nos últimos anos, tenhamos visto um aceno à descentralização no cenário do investimento social da LIE, é um movimento ainda muito tímido e instável. Entre 2022 e 2025 as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste cresceram na captação de recursos e o Sudeste passa a concentrar 71% no lugar dos 74% da série histórica. Mas vale ressaltar que 2025 foi marcado por um recuo na descentralização, com os proponentes do Sudeste retornando ao marco de quase 75% dos recursos captados.

Mesmo com um longo caminho pela frente, organizações que antes estavam distantes dos grandes centros de decisão e das estruturas tradicionais de captação passaram a ocupar um espaço relevante no volume de recursos movimentados, mostrando que descentralizar recursos exige mais do que intenção: exige método, acompanhamento, investimento em pessoas e confiança no potencial dos territórios.

Estamos falando de organizações que, antes, talvez não se imaginassem protocolando um projeto na Lei de Incentivo ao Esporte. Organizações que tinham atuação, público, metodologia e impacto, mas não necessariamente tinham acesso à linguagem, aos processos e às ferramentas exigidas para entrar nesse ecossistema.

Somente nos últimos três anos colaboramos na aprovação de 270 projetos que hoje representam 16,3% de todos os projetos aprovados no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A captação realizada é um resultado fundamental, mas a carteira de projetos aprovados revela também um futuro em movimento. São quase R$ 190 milhões em possibilidades concretas de investimento social, criadas a partir do fortalecimento de organizações que atuam nos territórios.

Projetos aprovados significam organizações mais preparadas. Significam ideias mais bem estruturadas. Significam comunidades mais próximas de receber investimento. Significam empresas com mais possibilidades de apoiar iniciativas alinhadas aos seus compromissos sociais, territoriais e ESG.

Aprovar projetos é só o primeiro passo

A jornada de uma organização social até a captação não termina quando ela entende a lei. É preciso transformar conhecimento em prática. É preciso revisar projeto, ajustar narrativa, organizar orçamento, preparar documentação, construir materiais, identificar patrocinadores, conduzir conversas e sustentar uma estratégia comercial. Esse cotidiano institucional é um desafio para organizações que ainda captam pouco e seus colaboradores ainda se dividem em múltiplas funções, muitas vezes em regime voluntário.

52,3% dos proponentes da Rede CT captaram recursos financeiros pela primeira vez na sua história. Sendo que 77,8% são proponentes de primeira viagem. A estratégia não pode se basear apenas na noção de disponibilizar conhecimento. É necessário fortalecer lideranças, equipes técnicas para que organizações sociais consigam ocupar esse espaço com mais autonomia. Quando uma organização entende o mecanismo, domina sua própria narrativa, organiza seus processos e se sente preparada para dialogar com investidores sociais, ela deixa de depender apenas de oportunidades pontuais e passa a construir uma trajetória. Mas o fortalecimento individual, sozinho, não resolve um problema que é sistêmico.

A desigualdade não tem sua origem exclusivamente na capacidade institucional de uma organização. Ela também é originada na concentração de informação, na distância dos centros de decisão, na ausência de redes de relacionamento, na baixa visibilidade de determinados territórios e na dificuldade de aproximação entre quem executa impacto social e quem tem potencial de investir. É por isso que a ação coletiva e a construção de rede são tão importantes.

Uma organização fortalecida avança. Mas redes fortalecidas mudam o cenário. Elas ajudam a transformar experiências individuais em aprendizado coletivo – permitem troca de conhecimento, circulação de oportunidades, apoio entre pares, construção de repertório comum e maior capacidade de incidência sobre os outros atores chave do campo: poder público e investidores sociais.

É necessário ampliarmos o alcance do olhar do investidor para além dos players que já conhecem, demonstrando que há projetos potentes em regiões historicamente menos acessadas, prontos para gerar impacto quando encontram oportunidade, confiança e parceria. E, talvez, a questão que precise orientar os próximos anos da Lei de Incentivo ao Esporte não seja apenas quanto o mecanismo será capaz de mobilizar, mas para onde esse recurso vai chegar.

Se o volume disponível cresce, cresce também a nossa responsabilidade de impedir que as mesmas desigualdades cresçam junto com ele. O desafio está colocado e coletivamente precisamos enfrentá-lo: vamos aproveitar este novo ciclo para apenas financiar mais projetos ou para mudar, de fato, o mapa do investimento social incentivado no Brasil?

Sobre a Rede CT – Capacitação e Transformação

A Rede CT – Capacitação e Transformação nasce da união de mais de 20 anos de experiência do Instituto Futebol de Rua em desenvolvimento e captação de recursos com a Rede Igapó em projetos incentivados. A iniciativa conta com o Itaú como patrocinador master, além do patrocínio da B3 e do Instituto Aegea, e tem como objetivo capacitar empreendedores sociais esportivos para o uso da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, apoiando programas que utilizam a prática esportiva como ferramenta de transformação social.

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