
Com mais de 30 milhões de gatos nos lares brasileiros, especialista alerta para cuidados essenciais que garantem saúde, segurança e bem-estar dos felinos
Com presença cada vez maior nos lares brasileiros, os gatos vêm se consolidando como um dos animais de estimação mais populares do país. Dados recentes do Instituto Pet Brasil indicam que a população de felinos domésticos cresceu 5,4% entre 2022 e 2024, ultrapassando a marca de 30 milhões de gatos vivendo em residências. O avanço reforça a importância da guarda responsável e da adoção de cuidados adequados com alimentação, higiene e segurança, fundamentais para garantir saúde e bem-estar aos animais.
No Dia Internacional do Gato, celebrado em 17 de fevereiro, a professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB) e doutora em Clínica Médica, Fabiana Volkweis, reúne orientações práticas para tutores que desejam proporcionar mais qualidade de vida aos felinos.
Hidratação: Os gatos costumam ingerir pouca água naturalmente, o que exige atenção dos tutores. O ideal é distribuir potes de água pela casa e, sempre que possível, oferecer fontes de água circulante, que costumam atrair mais o interesse dos felinos. “O tutor deve estimular a ingestão de líquidos, inclusive adicionando água ao alimento úmido”, orienta a especialista.
Alimentação: para gatos saudáveis, recomenda-se manter ração seca disponível, priorizando opções super premium. Outra dica importante é utilizar comedouros rasos, evitando que as vibrissas (bigodes), órgãos sensoriais extremamente sensíveis, sejam pressionadas.
Banho: embora alguns especialistas não recomendam banho frequente em gatos, o professor destaca que o procedimento pode ser realizado com intervalos maiores e produtos adequados, sem fragrâncias. Para gatos de pêlo curto, não tem indicação de banho,o ato da lambedura do gato é sua higiene diária, exceto nos casos que se sujam muito, enquanto os de pêlo longo, banho a cada seis meses. O aspecto importante para preservar a saúde cutânea e qualidade de pelagem do gato de pêlo longo é a escovação periódica. Os felinos da raça Sphynx apresentam oleosidade na pele e necessitam de banhos frequentes para auxiliar no controle da qualidade da pele.
Higiene sanitária: extremamente exigentes com higiene, os gatos precisam de uma caixa de areia em quantidade superior ao número de animais na casa, ou seja, uma caixa extra. O tamanho também deve ser adequado, com cerca de uma vez e meia o comprimento do felino. Importante sempre higienizar as caixas de areia, não deixar fezes e urina acumuladas, pois os felinos podem evitar o uso de caixas de areias sujas.
Produtos: tipos perfumados devem ser evitados, pois podem gerar rejeição ao uso da caixa. A limpeza deve ser diária, com retirada dos dejetos e troca completa da areia semanalmente. “Polvilhar bicarbonato de sódio no fundo da caixa pode ajudar a reduzir odores. Caso haja alterações nas fezes, é importante coletar material para exames e procurar um veterinário”, explica Fabiana.
Higiene bucal: o ideal é escovar os dentes diariamente com produtos veterinários, desde que o hábito seja introduzido ainda na fase filhote. “Alterações bruscas na rotina de gatos adultos podem gerar estresse e comportamentos defensivos”, alerta.
Escovação dos pelos: deve ser realizada sempre que possível. Além de prevenir doenças dermatológicas e problemas gastrointestinais causados por bolas de pelo, a prática reduz a queda de pelos no ambiente. Já o corte das unhas pode ser feito a cada 15 dias ou mensalmente, ajudando a prevenir acidentes.
Segurança: permitir que gatos tenham acesso livre à rua representa riscos à saúde e à integridade dos animais, como brigas, contaminação por doenças e atropelamentos. Para quem mora em apartamentos, a instalação de telas de proteção em janelas e sacadas é fundamental para evitar fugas e quedas.
Transporte seguro: o uso de caixas de transporte exclusivas é indispensável para deslocamentos. Compartilhar o acessório com outros animais ou utilizar modelos transparentes não é recomendado. “Os gatos se orientam muito pelo olfato. Entrar em uma caixa com cheiro de outro felino pode ser extremamente estressante”, explica a docente do CEUB. Existem feromônios que podem ajudar no bem estar, diminuir o estresse e auxiliar no transporte e adaptações.
Uso de Medicamentos: para a especialista, a automedicação deve ser totalmente evitada. “Felinos possuem metabolismo diferente dos cães e dos humanos. Qualquer medicação só deve ser administrada com orientação veterinária”, conclui Fabiana Volkweis.
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