’A MEMÓRIA DO CHEIRO DAS COISAS’ É O REPRESENTANTE DE PORTUGAL NO OSCAR DE 2027

Divulgação

O filme de António Ferreira foi escolhido pelos membros da Academia Portuguesa de Cinema para representar Portugal na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional

O longa-metragem A MEMÓRIA DO CHEIRO DAS COISAS, dirigido por António Ferreira e protagonizado por José Martins e Mina Andala, foi selecionado como candidato de Portugal na categoria de Melhor Filme Internacional na 99ª edição do Oscar, em 2027. A escolha foi feita por meio de votação dos membros da Academia Portuguesa de Cinema.

A seleção representa uma importante conquista para o filme e abre uma nova etapa em sua trajetória internacional. Produzido pela Persona Non Grata Pictures e pela Muiraquitã Filmes, A MEMÓRIA DO CHEIRO DAS COISAS é um drama íntimo que atravessa temas como memória, envelhecimento e possibilidade de reconciliação, a partir de um olhar marcado pela profundidade emocional, pela contenção das interpretações e pela sutileza visual.

Filmado integralmente em Coimbra, com a participação majoritária de profissionais e atores da cidade, o filme mantém uma forte ligação com a comunidade artística local, que contribuiu para sua realização. A escolha para representar Portugal também é motivo de orgulho para essa comunidade, levando o trabalho desenvolvido em Coimbra a uma nova dimensão de reconhecimento.

A trajetória do filme já conta com outras distinções, entre elas o Prêmio de Melhor Ator concedido a José Martins no Festival Internacional de Cinema de Xangai e o Prêmio Sophia de Melhor Ator Protagonista, concedido pela Academia Portuguesa de Cinema.

Com a candidatura portuguesa ao Oscar 2027, A MEMÓRIA DO CHEIRO DAS COISAS dá continuidade a uma trajetória de reconhecimento em Portugal e no exterior, agora com a responsabilidade e o orgulho de representar o cinema português.

SOBRE O FILME

O tempo tirou de Arménio a fortaleza do corpo e seu novo lar é uma casa de repouso para idosos. Oisolamento e a amargura o afastaram da família e suas relações mais próximas são com os profissionais que cuidam dele. A chegada de Hermínia, sua nova enfermeira, tira as coisas de lugar. Mulher negra, ela destrava traumas e preconceitos do veterano de guerra que aprendeu a reconhecer inimigos pela cor da pele.

Construído como eco do colonialismo na África, A Memória do Cheiro das Coisas, novo filme doportuguês António Ferreira, intercala temas complexos e necessários: envelhecimento, solidão, racismo, redescoberta.

Para o diretor, o personagem lhe permite abordar muitos temas: “Sua relação com o passado écomplexa, especificamente com os negros, outrora ‘os inimigos’. Um homem que superou a violência da guerra, acostumado a ser independente, com toda a sua rudeza, se vê agora debilitado e em posição de vulnerabilidade nas mãos de uma mulher negra, tendo que lidar com seus preconceitos, tentando manter um equilíbrio entre sua autonomia e a necessidade de ser cuidado”, explicou Ferreira.

O diretor afirma também que seu filme é uma homenagem aos trabalhadores que dedicam suas vidas a cuidar de outras vidas: “Por esse motivo, imagens ‘documentais’ de asilos reais intercalam a narrativa de ficção”, diz o cineasta. O filme é estrelado por Mina Andala e José Martins, que venceu o prêmio de melhor ator no Festival Internacional de Cinema de Shanghai, na China, onde A Memória do Cheiro das Coisasestreou mundialmente. 

“Meu objetivo é que possamos observar os mecanismos por trás de tantos ‘Arménios’ na sociedade portuguesa: toda uma geração de homens atirada para a guerra, vítima de uma lavagem cerebral que desumanizou o negro. Ao ser forçado a esse contato, o outro se humaniza, se torna mais próximo e, em última análise, igual a nós”, conclui.

SINOPSE:

Diante da vulnerabilidade da velhice, Arménio éobrigado a encarar os fantasmas do passado, enquanto uma amizade inesperada floresce entre ele e Hermínia. Este filme é um retrato poético e intimista de um idoso em um asilo, explorando a fragilidade da condição humana, a inevitabilidade da morte e a busca por redenção. Aborda questões urgentes da nossa sociedade, como o envelhecimento da populaçãoe o racismo estrutural.

O DIRETOR

António Ferreira (Coimbra, 1970) é realizador e produtor luso-brasileiro. Formado na ESTC (Lisboa) e na dffb (Berlim), chamou atenção com o curta Respirar (debaixo d’água) (2000, Cannes). Assinou longas como Esquece tudo o que te disse (2002), Embargo (2010, de José Saramago), Pedro e Inês (2018, filme português mais visto do ano), A Bela América (2023) e A Memória do Cheiro das Coisas(2025). Dirigiu ainda a peça As lágrimas amargas de Petra von Kant (TNDM II, 2012) e o filme Posfácio nas Confecções Canhão. Fundador da APCA e membro da Academia Portuguesa de Cinema e da APACI, énaturalizado brasileiro e co-dirige, com Tathiani Sacilotto, a Persona Non Grata Pictures (Brasil/Portugal). Ao todo, soma oito filmes realizados, 30+ produzidos e 40 prêmios em 100+ festivais.

FICHA TÉCNICA
Direção:
 António Ferreira
Roteiro: Tiago Cravidão, António Ferreira
Produção: Persona Non Grata Pictures (Tathiani Sacilotto), coprodução Muiraquitã Filmes (Eliane Ferreira), António Ferreira, Laurence Lascary
Fotografia: Leandro Valente (Lee Fuzeta)

Montagem: António Ferreira
Direção de arte: Luísa Bebiano
Figurino: Inês Damasceno
Maquiagem: Raquel Ralha
Música original: Luís Pedro Madeira
Som: Bernardo Theriaga, Ricardo Cutz, Matheus Miguens, Ian Fernandes, Felipe Magalhaes
Produtoras: Persona Non Grata Pictures; Muiraquitã Filmes
País/ano: Portugal/Brasil, 2025
Duração: Drama, 96 min

Distribuição: Bretz Filmes

ELENCO
José Martins
 …………… Arménio
Mina Andala …………… Hermínia
Pedro Lamas …………… João
Robson Lemos …………… Jefferson
Maria Manuel Almeida …………… Amélia
Maria José Almeida (Mizé) …………… Joana
Sofia Coelho …………… Psicóloga
Paula Barata …………… Laura
José Castela …………… Tozé
Cláudia Carvalho …………… Administradora
Ricardo Vaz Trindade …………… Homem da Funerária
Francisco Paz …………… Telles
Luís Ferreira …………… Morais
Teosson Chau …………… Soldado
Zeca Carvalho …………… Fisioterapeuta
João Damasceno …………… Médico
Isabel Craveiro …………… Isabel

SOBRE A MUIRAQUITÃ FILMES
A Muiraquitã Filmes é uma produtora brasileira com um portfólio diverso de longas-metragens desenvolvidos em cooperação com parceiros criativos e inovadores de todo o mundo. A produtora ganhou destaque com documentários premiados, como “Cine Marrocos” de Ricardo Calil (Golden Dove na Next Masters Competition, Dok Leipzig 2018), “Fico te devendo uma carta sobre o Brasil” de Carol Benjamin (Menção Especial na First Appearance Competition, IDFA 2019) e “Os Arrependidos” (Melhor filme no ÉTudo Verdade 2021). 

Entre as ficções que produziu, estão “Vermelho Russo” de Charlie Braun (melhor roteiro no Festival do Rio 2016), “Querência” de Helvécio Marins Jr. (estreia na seção Fórum do Berlinale 2019 e Melhor Filme na Competição Internacional do Jeonju IFF) e “Retrato de um Certo Oriente” de Marcelo Gomes (Rotterdam Competição Big Screen 2024). 

Atualmente, entre outros projetos, trabalha na produção de “Sobre Memória e Esquecimento” de Ricardo Martensen (apoiado pelo IBF e pelo Sundance Institute) e na pós-produção de “Jardim dos Silêncios” de Henrique Dantas, uma coprodução com a Itália. Estreou recentemente “Pasárgada” de Dira Paes (melhor edição de som em Gramado 2024), “Cyclone” de Flavia Castro (Shanghai IFF e Munique IFF 2025) e a coprodução com Portugal “A Memória do Cheiro dasCoisas” de António Ferreira (melhor ator em Shangai IFF 2025).

SOBRE A PERSONA NON GRATA PICTURES
Fundada em 1999, a PERSONA NON GRATA PICTURES já produziu mais de 30 filmes de ficção e documentário, em coprodução com Brasil, Argentina, Equador, Portugal, Espanha, França, Alemanha e Moçambique. Com vocação internacional, seus filmes circulam por festivais e chegam aos circuitos comerciais de cinema e TV, sempre com assinatura autoral e diálogo com opúblico. A produtora prioriza coproduções com apoio de programas como Ibermedia, MEDIA, ICA (PT), FSA (BR) e CNC (FR). É dirigida por Tathiani Sacilotto e António Ferreira. Entre os títulos: A Memória doCheiro das Coisas (2025), A Bela América (2023), Pedro e Inês (2018), Embargo (2010) e outros.

SOBRE A BRETZ FILMES
Criada em 1990, a Bretz Filmes atua na distribuiçãopara cinema, vídeo, TV e streaming. Desde 2011, especializou-se em documentários e filmes de autor e, a partir de 2015, passou a priorizar o cinema brasileiro. Lançou títulos como O Cavalo de Turim, Nostalgia da Luz, Another Year, Cézanne e Eu, Honeyland, For Sama, Gabriel e a Montanha, On Yogae Fico Te Devendo Uma Carta Sobre o Brasil. Com 500+ títulos no catálogo, também desenvolve e coproduz projetos com parceiros como TV Globo, Globoplay, Canal Brasil, Netflix, Prime Video, Curta!, Arte 1 e outros.

Exposição de Yoshitaka Amano se despede com personagens de Final Fantasy e sessão especial de Angel’s Egg

Foto Sato Company

Encerramento no CCBB Brasília reúne encontros com cosplayers, exibição gratuita do clássico da animação japonesa e última oportunidade de visitar a mostra com 218 obras originais e experiência imersiva

A exposição Yoshitaka Amano – Além da Fantasia entra em seus últimos dias no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) com uma programação especial que leva para além das obras dois universos marcantes da trajetória do artista japonês. Nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, o público poderá encontrar personagens da franquia Final Fantasy nas galerias da exposição. Já no feriado de 2 de novembro, o cinema do CCBB recebe uma sessão gratuita de Angel’s Egg (1985), clássico da animação japonesa dirigido por Mamoru Oshii, com concepção artística de Amano.

No sábado e domingo, das 14h às 19h, as cosplayers Rach Asakawa e Rayara Eckhardt estarão caracterizadas como Fang e Lightning, personagens de Final Fantasy. Durante os dois dias, os visitantes poderão interagir e fazer fotos com as personagens ao longo do percurso expositivo. A ação aproxima o público de uma das criações mais conhecidas de Amano, cuja contribuição para a identidade visual da franquia ajudou a construir um imaginário que marcou gerações de jogadores e ultrapassou as fronteiras dos videogames.

A programação continua na segunda-feira, 2 de novembro, quando o CCBB Brasília abrirá excepcionalmente durante o feriado e haverá exibição de Angel’s Egg, às 16h. A sessão gratuita oferece uma oportunidade de conhecer na tela do cinema uma das obras mais singulares da carreira de Amano. Os ingressos devem ser retirados pelo site www.bb.com.br/cultura ou na bilheteria física do centro cultural.

Com atmosfera gótica e surrealista, Angel’s Egg acompanha uma menina solitária que percorre uma cidade desolada enquanto protege um grande ovo. A narrativa, construída a partir de imagens simbólicas e poucos diálogos, convida o espectador a uma experiência visual contemplativa e enigmática. Lançado em 1985, o longa se tornou uma obra cultuada da animação japonesa, destacando a força da linguagem artística de Amano na criação de personagens, cenários e atmosferas fantásticas.

Última oportunidade de visitar a exposição

Além das atividades especiais, o público tem até 1º de novembro para conhecer Yoshitaka Amano – Além da Fantasia, que reúne 218 obras originais trazidas diretamente do Japão e uma instalação imersiva concebida especialmente para a mostra. Com curadoria de Antonio Curti e patrocínio da BB Asset, a exposição apresenta mais de cinco décadas de produção artística e revela a diversidade de linguagens exploradas por um dos nomes mais influentes da cultura visual contemporânea.

Entre pinturas, ilustrações, objetos e trabalhos pouco conhecidos do público brasileiro, a mostra revela uma produção que atravessa animação, quadrinhos, videogames, literatura, moda e artes visuais. As composições de linhas delicadas, figuras etéreas e referências que aproximam a tradição japonesa da arte ocidental evidenciam uma identidade artística que se mantém reconhecível em diferentes suportes e linguagens.

A passagem da exposição por Brasília dá continuidade ao encontro de Amano com o público brasileiro, iniciado com uma mostra realizada em São Paulo, em 2024, e ampliado pelas temporadas do CCBB em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Sobre a oportunidade de apresentar seus trabalhos originais no país, o artista destaca: “Os visitantes poderão conhecer obras nunca exibidas, incluindo grandes peças em alumínio – algo que só pode ser plenamente apreciado ao ver o trabalho original, pessoalmente”.

Da animação às artes visuais

Nascido em 1952, na província japonesa de Shizuoka, Yoshitaka Amano começou a carreira ainda adolescente na Tatsunoko Production, um dos estúdios mais importantes da história da animação japonesa. Ao longo de mais de cinco décadas, desenvolveu uma linguagem própria, marcada pelo traço fluido, pela elegância das figuras e pela combinação de referências culturais de diferentes origens.

Sua contribuição para Final Fantasy foi decisiva para a identidade visual da franquia, enquanto trabalhos como Vampire Hunter D e Angel’s Egg consolidaram sua presença no universo da fantasia. Colaborações com autores, editoras e marcas internacionais ampliaram ainda mais o alcance de sua produção.

Organizada em sete núcleos temáticos — Tatsunoko, Final Fantasy, Candy Girl, Devaloka, Vampire Hunter D, Angel’s Egg e Colaborações —, a exposição permite acompanhar diferentes momentos dessa trajetória. O percurso termina no Pavilhão de Vidro, com uma instalação imersiva desenvolvida em parceria com a AYA Studio. Inspirada na série Devaloka, a experiência utiliza 15 projetores laser sincronizados, animações e desenho sonoro para envolver os visitantes em cenários povoados por divindades, criaturas fantásticas e paisagens que transitam entre o material e o espiritual.

Sobre a BB Asset

A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,79 trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 17,4% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento. A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural.

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Localizado no Edifício Tancredo Neves, o prédio é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico de autoria de Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizadas exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, o CCBB Brasília oferece o Programa Educativo, projeto contínuo de arte-educação que desenvolve ações educativas e culturais. O programa aproxima os visitantes da programação em cartaz, acolhe o público espontâneo e atende especialmente estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições por meio de visitas mediadas e agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.

O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília

Horário da van – De quinta-feira a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h. | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

Serviço:

Yoshitaka Amano – Além da Fantasia 

Até 2 de novembro de 2026

Horários: De terça-feira a domingo, das 9h às 21h

Programação especial de encerramento

Cosplayers Rach Asakawa e Rayara Eckhardt 

Dias 31 de outubro e 1º de novembro, sábado e domingo, das 14h às 19h

Exibição de Angel’s Egg
Dia 2 de novembro (segunda-feira), às 16h, no Cinema do CCBB

Ingressos gratuitos, mediante retirada no site www.bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília.

Local: Galerias 3, 5 e Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul

Classificação indicativa: Livre

Técnico da seleção juvenil francesa de vôlei de praia compartilha experiências com jovens atletasdo Sesc-DF 

Brasiliense Elmer Calvis volta à cidade para conversar com cerca de 20 alunos do projeto Sesc Olímpico, nesta terça-feira (20), em Ceilândia. Ele também integra a comissão técnica da seleção adulta francesa e esteve na Olimpíada de Paris.

Uma trajetória marcada por conquistas internacionais, Olimpíada de Paris, medalhas e experiências no esporte de alto rendimento será fonte de inspiração para jovens atletas do Distrito Federal. Nesta terça-feira (20), às 16h, o técnico brasiliense de vôlei de praia Elmer Calvis, que acumula passagens pelas seleções brasileira e há 8 anos está à frente da equipe francesa juvenil, estará no Sesc Ceilândia para um encontro especial com 20 alunos do projeto Sesc Olímpico, com idades entre 11 e 21 anos.

Durante a visita, o treinador vai compartilharexperiências da carreira internacional, participaçãonos Jogos Olímpicos de Paris, os desafiosenfrentados no esporte de alto rendimento e osaprendizados adquiridos ao longo de 25 anos de atuação profissional. A proposta é aproximar osjovens da realidade das grandes competições e mostrar como dedicação, disciplina e preparaçãofísica e emocional são fundamentais para a formaçãode um atleta.

De Brasília para o Mundo

Natural de Brasília, Elmer Calvis construiu uma carreira de destaque no vôlei de praia. Entre 2010 e 2016, integrou a comissão técnica da seleção brasileira da modalidade, período em que conquistou títulos internacionais. Em seu currículo, estão medalhas de bronze em Copas do Mundo, uma medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos, oito títulos sul-americanos e um título mundial sub-21.

Com experiência também no cenário esportivo europeu, o profissional atua desde 2018 no vôlei de praia francês, como técnico da seleção juvenil e preparador físico da seleção adulta. Além da carreira como treinador, é especialista em Psicologia Esportiva, analista de perfil comportamental, coach esportivo, pesquisador e autor do livro O Vôlei de Praia e seus Sistemas Complexos.

A visita representa uma oportunidade para que os alunos conheçam de perto a trajetória de um profissional que saiu de Brasília e alcançou reconhecimento internacional. O encontro também pretende incentivar os jovens a enxergarem o esporte como um caminho de desenvolvimento pessoal, superação e realização de sonhos.

Formação de novos talentos

Criado em 2009, o Sesc Olímpico é o projeto de esporte de alto rendimento do Sesc-DF, voltado à descoberta, formação e desenvolvimento de crianças e adolescentes com potencial competitivo.

A iniciativa oferece gratuitamente treinamentos especializados, acesso à infraestrutura esportiva e acompanhamento multidisciplinar, com serviços de psicologia, nutrição e odontologia. Os atletas selecionados também participam de competições sem custos, ampliando as oportunidades de desenvolvimento e crescimento no esporte.

Além da preparação técnica, o projeto busca contribuir para a formação integral dos participantes, estimulando valores como disciplina, responsabilidade, trabalho em equipe e perseverança.

O encontro com Elmer Calvis reforça essa proposta ao proporcionar aos jovens atletas o contato direto com profissionais experientes e trajetórias de sucesso no esporte internacional.

Serviço

Encontro com o técnico internacional de vôlei de praia Elmer Calvis

Data: Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Horário: 16h

Local: Sesc Ceilândia

Participantes: 20 atletas do projeto Sesc Olímpico de Vôlei de Praia, com idades entre 11 e 16 anos.

Atividade: Conversa sobre experiências internacionais, esporte de alto rendimento, desafios da carreira e formação de atletas.

15º PRÊMIO SINFOR DE TI 2026 — INSCRIÇÕES ABERTAS!

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Sua iniciativa pode ser um dos grandes destaques da tecnologia no DF!

Estão abertas as inscrições para a 15ª edição do Prêmio SINFOR de TI , que reconhece empresas, profissionais e iniciativas que impulsionam a inovação e fortalecem o setor de Tecnologia da Informação no Distrito Federal.

A premiação contempla categorias como inovação, tecnologias emergentes, gestão, impacto social e categorias honoríficas, valorizando quem contribui para o desenvolvimento tecnológico da região.

Dê visibilidade ao seu trabalho e faça parte dessa edição!

Acesse e inscreva-se: https://premiosinfor.org.br/

Neste Halloween Avon provoca consumidor a fazer mágica com seus produtos de maquiagem

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Inspirada na persona da bruxa, marca líder em maquiagem transforma data sazonal em uma trend digital com a campanha #FazSuaMágica

Semanas antes do Halloween a busca por referências, os vídeos salvos e os testes em frente ao espelho fazem parte do ritual de quem já começa a imaginar o look. Neste ano, a Avon, marca número 1 em maquiagem nos lares brasileiros*, transforma esse momento em um convite para experimentar, misturar e criar. Com o conceito “Avon, faz sua mágica”, a marca coloca a maquiagem no centro da celebração e propõe que cada pessoa crie seu próprio look para a data.

A inspiração vem de uma das figuras mais tradicionais da data, a bruxa. Entre caldeirões, poções, velas e livros de feitiços, ela representa a possibilidade de combinar ingredientes, testar caminhos e chegar a uma criação própria. Para acompanhar esse processo, a linha Avon Power Stay combina alta performance, tecnologia e longa duração. As possibilidades de experimentação são infinitas, com alta durabilidade e a diversidade de acabamentos, como matte, glitter e vinil. 

As criações ganham mais destaque com a intensidade das paletas Avon Ultra Color Silver e Purple, e das combinações vibrantes de Avon Color Trend, linha especialista em cores e tendências de maquiagem. O portfólio de produtos inclui delineadores, lápis, batons, sombras, corretivo, pó, base líquida e compacta Power Stay, itens essenciais para criar uma make impecável e à prova de qualquer susto.

Com o objetivo de incentivar a transformação de referências em interpretações próprias, Avon apresenta sua campanha de Halloween 2026, conectando beleza, cultura pop e criatividade. Criado pela agência VML, o conceito chega às redes sociais impulsionado por um áudio original com o “feitiço”, usado como guia, especialmente para acompanhar vídeos de transformação da make mais simples à mais elaborada, no TikTok e no Instagram. Com a hashtag #FazSuaMágica, criadores de conteúdo e o público geral são convidados a reproduzir a dinâmica, usando o mesmo ponto de partida para criar resultados únicos.

Os produtos estão disponíveis por meio das Consultoras de Beleza Avon, nas principais perfumarias, na Shopee, no Tiktok Shop e no e-commerce oficial da marca: www.avon.com.br


Powerstay Delineador Líquido Preto
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A fórmula macia e cremosa desse delineador permite deslizar suavemente sobre os olhos, depositando cor intensa e uniforme com apenas uma passada

Delineador Labial Power Stay – R$ 34,99

Tecnologia Power Stay que forma uma película resistente para manter a cor e o desenho intactos. O formato retrátil garante o controle ideal para um contorno de boca com acabamento profissional

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Até 16 horas de duração com acabamento matte aveludado e diversas cores. Nova fórmula mais confortável, não transfere, não borra e não desbota. Confira também os batons da linha nas versões matte glitter e creamy vinyl.

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*Fonte: Worldpanel By Numerator | Painel de Consumidores | Participação do Mercado em Valor, Volume e Penetração | Total Brasil | Categoria: Maquiagem contemplando os subsegmentos de Rosto, Lábios, Olhos e estojo l Ano Móvel Março 2025

Sobre Avon

Fundada em 1886 com o propósito pioneiro de promover a autoestima e a emancipação feminina, a Avon consolidou-se como uma das maiores referências globais em beleza. Parte do grupo Natura desde 2020, a marca opera sob o modelo de Femtech desde 2026— uma ‘startup do feminino’ que funde seu legado de mais de mil patentes a uma estrutura ágil e cultura digital-first. Com gestão majoritariamente feminina e estratégia unificada do México à Argentina, a Avon foca na geração de valor e na democratização de tecnologias de alta performance, como o exclusivo Protinol e o Retinol. Sua operação omnicanal integra o social selling de 1,5 milhão de Consultoras de Beleza a uma rede de e-commerce e mais de 1.200 pontos de venda em varejistas multimarcas.

Barraca de Memórias leva histórias de mulheres pioneiras do DF para escolas e espaços comunitários do Guará

Foto divulgação

Projeto da Todo Público e do Coletivo ENTREVAZIOS faz exibições mediadas de minidocumentário, abre escuta poética com mulheres idosas e amplia acervo online de objetos afetivos que contam uma Brasília fora dos livros

Uma panela, uma fotografia, um caderno, um retalho de tecido. É a partir de objetos assim, guardados por mulheres que ajudaram a erguer o Distrito Federal, que o projeto Barraca de Memórias – Difusão do Acervo Poético chega ao Guará, uma das regiões mais antigas do DF. Realizada pela Todo Público em parceria com o Coletivo ENTREVAZIOS, a iniciativa circula entre outubro e novembro por escolas públicas e espaços comunitários com exibições de minidocumentário, rodas de conversa entre gerações e a ampliação do Acervo Poético de Objetos(acervo.entrevazios.com.br).

A programação começa com a Barraca de Memórias, no dia 27 de outubro no Centro de Convivência do Idoso no Guará. Um momento de escuta que funciona como o nome diz: um espaço onde mulheres idosas moradoras do Guará compartilham relatos e objetos que guardam a memória da região. Tudo o que for registrado passa a integrar o acervo online, que ganha novas narrativas. De 3 a 19 de novembro, o projeto faz 10 exibições mediadas do minidocumentário Barraca de Memórias, cada uma seguida de bate-papo e lanche. Duas sessões contam com intérprete de Libras e duas com audiodescrição. As exibições acontecerão em espaços como a Casa de Cultura do Guará, o Centro de Referência em Assistência Social do Guará, Unidades Básicas de Saúde, Escolas Públicas, entre outras. Nos dias 10 e 11, as sessões também serão abertas ao público e acontecerão no Auditório da Administração do Guará. 

Memória contra o apagamento

A proposta é reconhecer as mulheres idosas como guardiãs da memória e protagonistas da construção de Brasília, uma história que costuma ficar fora dos registros oficiais. Ao levar o projeto para jovens e, também, para pessoas idosas, o projeto aposta no encontro entre gerações que vivem no mesmo território: quem chegou primeiro e construiu a cidade, e quem herdou essas paisagens.

“Realizar a Barraca de Memórias no Guará é uma escolha que dialoga profundamente com a própria proposta do projeto. O Guará é um território importante para a construção da memória do Distrito Federal e, ao longo da pesquisa e da pré-produção, percebemos também a presença muito significativa da população idosa na região e a força das iniciativas comunitárias voltadas para esse público. Por isso, estar no Guará é também uma forma de reconhecer esse território, criar espaços de escuta e valorizar as histórias de vida de quem ajudou a construir a cidade. Acreditamos que preservar a memória é, sobretudo, reconhecer as pessoas e os territórios que fazem parte dela.” Afirma Luênia Guedes, coordenadora do projeto.

O Acervo Poético de Objetos reúne anos de pesquisa do Coletivo ENTREVAZIOS. A Barraca de Memórias já passou por Planaltina, Vila Planalto, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Brazlândia, Candangolândia, Vila Telebrasília, Fercal e Taguatinga. No site, as histórias estão organizadas por região e podem ser acessadas de qualquer lugar.

“Levar este acervo para um site é dar permanência às vozes que a história tradicional frequentemente silencia. São mulheres que não apenas testemunharam a construção de Brasília, mas foram seus verdadeiros alicerces — com suas mãos, seus afazeres, seus sonhos e sua coragem de resistir e ficar. Elas não só ficaram: fizeram quintal, criaram laços, tornaram este chão habitável e cheio de afeto. Agora, suas memórias não se perdem no tempo. Cada panela, cada fotografia, cada história costurada no afeto vira patrimônio vivo, acessível a todos”, explica a artista e pesquisadora Maysa Carvalho.

Sobre o Coletivo Entrevazios 
Criado em 2014, o grupo vem propondo reflexões e diálogos contínuos sobre Brasília e suas poéticas, investigando as intersecções da cidade, arte, memória e os corpos que a atravessam.  Os desdobramentos artísticos do Coletivo incluem trabalhos como: o Livro de Artista ENTREVAZIOS (2014); a intervenção urbana O Estrangeiro (2015); a exposição instalativa De Ver Cidade – Brasília numa caixa de brincar (2019 e 2025); a intervenção poética de teatro de animação Lourença (2021); o minidocumentário Barraca de Memórias (2023); a exposição Percursos Inventados (2023); o espetáculo Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá (2024 a 2026); as visitas teatralizadas com Cidade Espetáculo – Aventura nos Três Poderes (2024 e 2025), a exposição Memória Migrante – Mostra Acervo Poético (2025) e o projeto Barraca de Memórias (2026).

Sobre a Todo Público
 
A Todo Público é uma iniciativa especializada na sensibilização de públicos e na democratização do acesso à arte, à cultura e ao patrimônio. Desenvolve ações educativas e interativas que transformam espaços culturais em ambientes acessíveis, pautadas pela educação patrimonial, pela mediação artística e pela acessibilidade cultural social. Atua com mediação cultural, programas educativos, acessibilidade, mobilização de público e coordenação pedagógica. Entre suas realizações estão trabalhos como: a consultoria de programação do MAB Educativo (2019 a 2023); a curadoria e acessibilidade da mostra Percursos Inventados – Entrevazios (2023); a coordenação pedagógica de Cidade Espetáculo: Aventura nos Três Poderes (2024); a coordenação de metodologias do projeto Só Taguá Têm, com Instituto Soma e IPHAN (2025); a mobilização de público e a coordenação de acessibilidade do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e do DF Instrumental (2025); e, em 2026, a coordenação pedagógica do programa educativo da Praça dos Três Poderes.

SERVIÇO
Projeto Barraca de Memórias – Difusão do Acervo Poético
Escuta poética (Barraca de Memórias): 
27 de outubro
Exibições mediadas do mini documentário e bate-papo: 
de 3 a 19 de novembro
Acervo Poético de Objetos:acervo.entrevazios.com.br
Informações e programação completa em: 
@entrevazios

Espetáculo “Sobre Pedras” une guerra e recomeços no palco e oferece sessões gratuitas a estudantes do Ensino Médio da Estrutural

Foto divulgação

Escrita e interpretada por Iury Persan, a peça reúne teatro de sombras e vídeo mapping e terá oito sessões, de 27 a 29 de outubro, com mediação, debate e material didático para os alunos

Ensino Médio do Centro Educacional 01 da Estrutural vão assistir gratuitamente a “Sobre Pedras”, espetáculo escrito e interpretado por Iury Persan que parte do cenário de uma guerra para falar de perdas e recomeços. São oito sessões, de 27 a 29 de outubro de 2026, no auditório do Espaço Cultural CREAS: seis exclusivas para alunos do Centro Educacional 01 da Estrutural e duas abertas à comunidade.

Um homem diante dos escombros

Depois de um ataque, um homem retorna às ruínas da própria casa e procura a esposa, a filha e a mãe. Entre objetos quebrados, tenta reconstruir não só um espaço físico, mas aquilo que dava sentido à sua vida: imagina pratos sobre uma mesa que já não existe, serve uma refeição, espera pela família. Com restos de brinquedos, monta uma pequena casa. Uma flor vira lembrança do amor; uma antiga canção de ninar traz de volta o acolhimento materno.

Iury Persan, autor do texto e ator em cena, explica o ponto de partida. “A trajetória do personagem nos coloca diante de uma pergunta fundamental: o que resta de nós quando perdemos o lugar, as pessoas e as certezas que davam sentido à nossa existência?”, questiona Iury Persan. Embora o cenário seja o da guerra, a peça dialoga com batalhas do cotidiano, como a perda, a separação, a falta de trabalho, a solidão e a violência.

Teatro de corpo, sombra e silêncio

A dramaturgia é conduzida pelo corpo, silêncio, sonoridade e objetos, com recursos visuais como teatro de sombras. A linguagem nasce da pesquisa de Iury sobre a relação entre corpo e espaço, desenvolvida no laboratório cênico da Cia. Carcaça. “A casa destruída não é apenas o lugar onde a história acontece: ela age sobre o personagem, impõe limites, desperta lembranças e modifica seus movimentos”, conta o ator. Para ele, não se trata “simplesmente de retirar o texto falado, mas de construir uma dramaturgia em que a imagem, o movimento, a luz e a matéria tenham a mesma importância da palavra”.

Por que levar a peça aos estudantes

Moradia, família, memória, perdas, desigualdades e o direito de construir um futuro estão entre os temas que o espetáculo abre para conversa com os jovens. “É, sobretudo, uma oportunidade de olhar para o mundo a partir de uma perspectiva que nem sempre ocupa o centro das discussões em sala de aula: a visão de quem precisa lutar para preservar aquilo que lhe é mais essencial: a vida”.

A história da própria Cidade Estrutural, marcada pela luta por moradia e pela construção de uma comunidade, entra nessa conversa. “Conhecer essa trajetória permite que os jovens compreendam que o lugar onde vivem não surgiu por acaso: ele é resultado de processos históricos, de decisões políticas, de condições econômicas e, principalmente, das ações de pessoas que construíram suas vidas naquele território”, afirma. Iury ressalta que a experiência do personagem não equivale à realidade dos estudantes: a proposta não é transformar dificuldades sociais em imagens de guerra, e sim despertar perguntas sobre dignidade humana, direito à moradia e vínculos afetivos. “O teatro não precisa explicar aos jovens o que devem pensar; pode oferecer imagens, experiências e perguntas que os ajudem a elaborar suas próprias interpretações”, conta.

Mediação e debate 

Em todas as apresentações, uma mediação antecede o espetáculo e, ao final, estudantes, docentes, ator e equipe técnica participam de um debate. Alunos e professores recebem ainda um programa educativo com material didático impresso. As sessões de 28 de outubro, às 10h e às 16h, têm acessibilidade em Libras.

“Espero que o público leve consigo mais perguntas do que respostas prontas”, diz Iury, que quer ver a conversa passar por “memória, pertencimento, perda e reconstrução” sem igualar histórias diferentes nem simplificar suas complexidades.

Ao final, uma pequena casa feita de peças de brinquedo permanece em cena. Para o autor, a imagem ajuda a perceber “que uma casa é muito mais do que suas paredes e que uma ruína não representa apenas aquilo que foi destruído, mas também aquilo que permanece”.

O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Sobre o autor

Iury Persan é ator, dançarino, palhaço e dramaturgo, formado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. Estreou no teatro em 2007 e já foi premiado como melhor ator em festivais como o LUPA (2010), o FESTTO, em Teófilo Otoni (2014), e o de Guaçuí (2017). Integrou grupos como Cutucart, Coletiva Teatro e Teatro dos Ventos e levou trabalhos a Chicago (2016), Atenas (2019) e Lisboa (2024). Em 2023, estreou O Homem Raio, que escreve, dirige e interpreta no laboratório cênico Carcaça. Em 2025, integrou o elenco de Um Lapso de Ouro e Vinho, em temporadas nos SESC Presidente Dutra e Paulo Autran e no Espaço H2O, pelo Festival Nacional de Teatro de Bolso, com sucesso de crítica e público.

SERVIÇO
Sobre Pedras, de Iury Persan

Local: Auditório do Espaço Cultural CREAS, Administração Regional da Cidade Estrutural
Classificação indicativa: 14 anos
Programação:
27 de outubro: sessões às 10h e às 16h (estudantes); às 20h, sessão aberta ao público espontâneo
28 de outubro: sessões às 10h e às 16h, com acessibilidade em Libras (estudantes); às 20h, sessão aberta ao público espontâneo
29 de outubro: sessões às 10h e às 16h (estudantes)
Informações: @c1produtora

Vik Muniz chega ao CCBB Brasília com cerca de 188 obras na maior retrospectiva de sua carreira

Foto divulgação

“Vik Muniz – A Olho Nu”, vista por mais de 600 mil visitantes, percorre quase quatro décadas da trajetória de um dos artistas brasileiros de maior projeção internacional

A maior e mais abrangente retrospectiva já dedicada à produção de Vik Muniz chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Brasília reunindo cerca de 188 obras, entre fotografias, esculturas e objetos, em um percurso por quase quatro décadas de criação de um dos artistas brasileiros de maior reconhecimento internacional. Com curadoria de Daniel Rangel, “Vik Muniz – A Olho Nu”ocupa as galerias I e II do CCBB Brasília de 27 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027, com entrada gratuita.

Apresentada pelo Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, com patrocínio do Banco do Brasil, a exposição chega à capital federal depois de passar pelo Instituto Ricardo Brennand, no Recife, pelo Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, em uma realização do CCBB Salvador, e pelo CCBB Rio de Janeiro. Juntas, as três etapas receberam mais de 600 mil visitantes, demonstrando a receptividade do público à proposta.

Ao reunir diferentes fases da trajetória de Vik Muniz, “A Olho Nu” oferece ao visitante a oportunidade de conhecer em profundidade seu processo de criação, desde as primeiras experiências com esculturas até as séries fotográficas que o tornaram mundialmente conhecido e suas pesquisas mais recentes. Ao longo do percurso, é possível descobrir como os materiais são escolhidos, como as imagens são elaboradas e de que maneira uma mesma obra se transforma conforme a distância e a atenção de quem a observa.

O ineditismo do projeto está também na amplitude desse encontro entre trabalhos que nem sempre são apresentados juntos. Além das fotografias mais conhecidas, a retrospectiva evidencia a importância dos objetos e das esculturas na origem da pesquisa do artista. Assim, permite compreender como seu interesse pela fotografia surgiu da documentação de suas próprias peças e se tornou parte central de sua prática artística.

Como explica Daniel Rangel, a exposição “propõe um passeio pela produção do artista, desde suas obras tridimensionais, criadas antes do uso da câmera fotográfica, até suas séries mais conhecidas e as mais recentes”. Mais do que acompanhar uma sequência de obras, o público é convidado a perceber as relações entre elas e a reconhecer como memória, cultura popular e história da arte atravessam sua produção.

Nas galerias, esculturas são apresentadas ao lado das obras fotográficas, em um percurso que combina alguns eixos cronológicos com aproximações entre os trabalhos. “As obras se relacionam por similaridades poéticas, visuais, formais ou contextuais”, explica Rangel. Assim, embora permita acompanhar o desenvolvimento da produção de Vik Muniz, a montagem não segue uma ordem estritamente cronológica: o diálogo entre objetos e imagens orienta o visitante ao longo de toda a exposição.

Nascido em São Paulo, em 1961, Vik Muniz construiu uma das trajetórias mais reconhecidas da arte contemporânea brasileira ao transformar materiais cotidianos em imagens que surpreendem o olhar. Sua carreira internacional começou a ganhar forma nos anos 1980, quando se mudou para os Estados Unidos, e alcançou projeção com trabalhos realizados a partir de materiais tão diversos quanto açúcar, chocolate, brinquedos, recortes de revistas e resíduos.

Sua produção integra importantes acervos, como os do Centre Georges Pompidou, em Paris; do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri; do Solomon R. Guggenheim Museum, em Nova York; e da Tate, em Londres. No Brasil, está presente em coleções como as do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, entre outras.

Além desse reconhecimento, sua trajetória é marcada por ações que aproximam arte, educação e transformação social. O trabalho realizado com catadores do aterro de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, deu origem ao documentário “Lixo Extraordinário”, indicado ao Oscar.

É esse artista, cuja obra circula pelo mundo sem perder a ligação com suas origens, que o público de Brasília poderá reencontrar em uma exposição construída não apenas como retrospectiva, mas como oportunidade de compreender as conexões e transformações que atravessam sua produção.

Entre Medusa, Verso, ciência e imagem

Entre os destaques da exposição, “Medusa Marinara” aproxima a pesquisa do artista de imagens célebres da história da arte ao recriar a figura mitológica com alimentos e molho de tomate. O trabalho convida o visitante a alternar entre o reconhecimento da imagem e a descoberta dos elementos que a compõem, experiência recorrente na produção de Vik Muniz.

Por sua vez, a série “Verso” desloca a atenção para a parte de trás de pinturas conhecidas, como “Abaporu”, de Tarsila do Amaral; “Gioconda”, de Leonardo da Vinci; e “Noite Estrelada”, de Vincent van Gogh. Reproduzidos com precisão, molduras, etiquetas, manchas e marcas de uso revelam aspectos que costumam permanecer fora do campo de visão do público. Ao mostrar essas faces pouco vistas, o artista apresenta também os vestígios da circulação e da história material de cada pintura.

Enquanto esses trabalhos exploram reconhecimento e memória, outras séries questionam a confiança que depositamos nas imagens. Em “Principia”, um visor estereoscópico faz composições de objetos comuns parecerem fenômenos científicos complexos. Já em “Colônias”, desenvolvida em colaboração com o biólogo Tal Danino durante uma residência no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, células vivas são organizadas e registradas por microscopia, dando origem a imagens que aproximam arte e ciência.

Nesse percurso, a série “Relicário” ocupa um lugar central. Suas esculturas combinam formas familiares e materiais inesperados, alterando as expectativas sobre objetos reconhecíveis. Foi a partir da documentação dessas peças que Vik Muniz passou a investigar mais diretamente a linguagem fotográfica e a assumir o registro de suas criações. A presença desses trabalhos permite acompanhar essa passagem e perceber como o diálogo entre objeto e imagem permanece vivo em sua obra.

“Vik Muniz é um ilusionista — um mágico na construção de imagens que não existem, mas que se tornam reais”, afirma Daniel Rangel. Esse jogo visual se aproxima de referências presentes nas ruas, nas feiras, nas festas populares e nos objetos do dia a dia. Por isso, mesmo quando parte de obras consagradas da história da arte, sua produção abre caminhos de identificação com diferentes públicos.

Ao reunir 188 obras, “A Olho Nu” oferece ao público de Brasília a possibilidade de acompanhar essa pesquisa em profundidade. Entre a surpresa inicial e a observação dos detalhes, a exposição convida a descobrir materiais, revisitar imagens e compreender os processos de um artista que fez da transformação do cotidiano uma linguagem reconhecida internacionalmente.

Sobre Vik Muniz

Vik Muniz nasceu em 1961, em São Paulo, de pais imigrantes do Ceará e de Minas. Ele tem ateliês no Rio de Janeiro, Nova York e Salvador, e sua obra questiona e tensiona os limites da representação.

Apropriando-se de matérias-primas como açúcar, feijão, chocolate e até lixo, o artista meticulosamente compõe paisagens, retratos e imagens icônicas retiradas da história da arte e do imaginário da cultura visual, propondo outros significados para esses materiais e para as representações criadas.

Ele é regularmente convidado como palestrante, professor visitante e artista residente em instituições de ensino de prestígio, como a Universidade Harvard, o MIT, a Universidade de Princeton, Yale, a Sorbonne, Oxford, o Bard College, a Conferência TED e o Fórum Econômico Mundial. “Waste Land”, documentário sobre seu trabalho colaborativo no aterro sanitário do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, foi indicado ao Oscar em 2010.

“Vik Muniz: Fotografia, Mente e Matéria”, publicado pela Aperture em 2025, é sua publicação mais recente. Vik Muniz também se destaca pelos projetos sociais que coordena, partindo da arte e da criatividade como fator de transformação em comunidades brasileiras e criando, ainda, trabalhos que buscam dar visibilidade a grupos marginalizados na nossa sociedade.

Em reconhecimento a essas contribuições, foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da UNESCO. Ele fundou a Escola Vidigal, que oferece atividades extracurriculares em arte, design e tecnologia para crianças da favela Vidigal, no Rio de Janeiro, e abriu o Lugar Comum, uma galeria de arte contemporânea instalada no Mercado São Joaquim, um mercado tradicional de alimentos em Salvador, Bahia.

Sobre Daniel Rangel

Daniel Rangel é mestre em Artes Visuais pela USP, onde cursa o doutorado em poéticas visuais, e bacharel em Comunicação pela UCSal. Curador, pesquisador e gestor cultural com mais de duas décadas de atuação, dirige o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC-BAHIA)e é sócio da N+1 Arte Cultura. Foi curador-chefe do Museu de Arte Moderna da Bahia (2021–2023), diretor artístico do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e diretor da Diretoria de Museus da Secult-BA.

Assina a curadoria de “Vik Muniz – A Olho Nu”, maior retrospectiva do artista; “REVER”_Augusto de Campos, no Sesc Pompeia, eleita melhor exposição individual de artista brasileiro pela revista Select/Celeste; “Palavra em Movimento”, sobre Arnaldo Antunes, vencedora do APCA 2015; e “Mynameis Ivald Granato”, premiada no Arcanjo de Cultura. Participou de bienais e festivais no Brasil e no exterior, como a 8ª Bienal de Curitiba, as Bienais de Cerveira (Portugal), o Festival Art.br, em Nova York, e o World BiennialForum.

É autor e organizador de publicações como “Klaxon em Revista”, “Making Biennials in Contemporary Times”, “Luzescrita”, “ReadyMade in Brasil” e “Afonso Tostes: entre a cidade e a natureza”. Também realizou curadorias individuais de nomes como Tunga, Waltercio Caldas, José Resende, Carlito Carvalhosa, Ayrson Heráclito e Rodrigo Braga, além de mostras coletivas como “O Museu de Dona Lina”, “Encruzilhada, Utopias e Distopias” e “Poesis in Praxis”.

Acessibilidade CCBB

A ação Vem pro CCBB conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes.

A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van.

Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.

Horários da van, de quinta a domingo:

Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h;

CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

O CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

 

Serviço:

Exposição: “Vik Muniz – A Olho Nu”
Curadoria: Daniel Rangel
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília – galerias I e II
Endereço: SCES Trecho 2 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves
Temporada: de 27 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027
Dias e horários de visitação: de terça a domingo, das 9h às 21h
Entrada gratuita, mediante retirada de ingressos no site do CCBB Brasília
Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Informações: (61) 3108-7600 | ccbbdf@bb.com.br | site CCBB Brasília | Instagram: @ccbbbrasilia | TikTok: @ccbbcultura | YouTube: Bancodobrasil

Apresentação: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Patrocínio: Banco do Brasil

Outubro Rosa: Especialista do HUB esclarece mitos e verdades sobre câncer de mama

Foto Canva

A doença, quando identificada na fase inicial, tem até 95% de chances de cura

Outubro Rosa chegou e, com ele, a importância de levantar a bandeira do diagnóstico precoce como fundamental para a cura do câncer de mama. A doença é a mais incidente entre as mulheres brasileiras, excluindo os tumores de pele não melanoma. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 78 mil novos casos da patologia acontecerão por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Ao mesmo tempo, se identificado na fase inicial, o câncer de mama tem até 95% de chances de cura.

Quando um diagnóstico se torna mais comum, o medo e a busca por promessas milagrosas ou explicações simplistas entram em cena, impulsionando a quantidade de boatos e desinformações que circulam tanto na internet quanto nas redes sociais.

Para auxiliar na prevenção do câncer de mama e na divulgação de práticas corretas para o diagnóstico precoce, a oncologista clínica do Hospital Universitário de Brasília, da Universidade de Brasília (HUB-UnB), integrante da HU Brasil, Patricia Espino, esclarece alguns mitos e verdades sobre a doença. Confira: 

Sedentarismo, obesidade e consumo excessivo de álcool podem elevar o risco de câncer de mama?

Verdade. A evidência científica aponta que o consumo de álcool e a obesidade têm associação com diferentes tipos de câncer, não apenas o de mama. Na pós-menopausa, o risco de câncer de mama também é aumentado por conta da transformação periférica na gordura do estrogênio pelo tecido adiposo. É necessário estimular acompanhamento médico, a conscientização através dos meios de comunicação e a adoção de hábitos saudáveis.

Quem faz autoexame não precisa fazer mamografia?

Mito. O autoexame é incentivado como forma de a mulher conhecer seu próprio corpo e compreender o que está dentro do padrão ou que está diferente. Inclusive, um dado importante é o de que o autoexame não traz impactos na redução da mortalidade de pacientes com câncer de mama. Por isso, ele não substitui a mamografia.

Amamentar pode proteger contra o câncer de mama?

Verdade. A amamentação é um fator de proteção natural contra o câncer de mama apesar de não eliminar totalmente o risco de desenvolver a doença. Um dos benefícios é que o aleitamento reduz o número de ciclos menstruais ao longo da vida e, com isso, diminui a exposição prolongada a hormônios como o estrógeno, que pode estimular o crescimento de células tumorais.

Antitranspirantes podem causar câncer de mama?

Mito. Essa informação está relacionada a um estudo de 2015 que, na época, trouxe algumas evidências de ensaios in vitro, e que não foi realizado com pessoas. Até o momento não existe qualquer evidência científica de correlação entre antitranspirantes e câncer de mama.

Menstruação precoce representa um risco aumentado para o câncer de mama?

Verdade. A primeira menstruação, chamada de “menarca”, quando ocorre de forma precoce aumenta, sim, o risco de desenvolver câncer de mama, assim como a menopausa tardia. Se você menstruar mais cedo (antes dos 12 anos) e tiver a última menstruação mais tarde (após os 55 anos), você passa mais tempo sendo exposta aos hormônios ovarianos estrogênio e progesterona, o que representa um risco aumentado para câncer de mama.

Sutiãs com aro podem causar câncer de mama?

Mito. Não há qualquer evidência científica dessa correlação, nem mecanismo biológico que justifique. Sutiãs com aro, sem aro ou apertados não causam câncer de mama. Ao usar sutiãs inadequados ou apertados, o que pode acontecer é dor local (mastalgia) ou desconforto por compressão.

Homens também podem desenvolver câncer de mama?

Verdade. O tecido mamário do homem, mesmo que não seja tão desenvolvido, possui ductos que podem sofrer transformações neoplásicas. Embora seja raro, já que, inclusive, a quantidade de tecido é menor e não há exposição a hormônios ovarianos, fatores de risco como obesidade e ingestão de bebida alcoólica, além de exposição hormonal e o uso de hormônios exógenos, que também vão aumentando o risco de alterações genéticas.

Todo caroço no seio é sintoma de câncer de mama?

Mito. Na verdade, o que a maioria das pessoas tem é um nódulo mamário benigno, que pode ser identificado no ultrassom de mama e na mamografia. Atualmente, contamos com excelentes métodos diagnósticos, que podem evitar biópsias desnecessárias, diferenciando o que é uma lesão benigna de uma possivelmente maligna.

Mulheres mais velhas têm mais chance de desenvolver o câncer de mama?

Verdade. Justamente por conta do maior tempo de exposição ao estrogênio e à progesterona. A idade, sim, é um dos principais fatores de risco que não são modificáveis no câncer de mama. O que se sabe é que a incidência do câncer de mama aumenta na quinta década de vida, por isso a importância dos programas de rastreamento mamográfico direcionados para pacientes de 40 a 50 anos.

Sobre a HU Brasil

O HUB-UnB faz parte da HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

Henrique & Ruan grava DVD em Brasília com participações especiais

Foto divulgação

Captação será feita em 20 de outubro, no Mané Mercado, em Águas Claras, e reúne músicas inéditas, regravações e sucessos da dupla sertaneja

A dupla sertaneja Henrique & Ruan grava seu novo projeto audiovisual nesta terça-feira, 20 de outubro, às 21h, no Mané Mercado, em Águas Claras. Com direção musical de Ivan Miyazato, o DVD reúne canções inéditas, regravações de sucessos da música brasileira e hits que marcaram a trajetória dos artistas em Brasília. A gravação terá participações especiais de Ju Marques e Pedro Paulo & Matheus.

O projeto marca uma nova etapa da carreira da dupla, que retornou aos palcos em 2026 após quase três anos de afastamento. Com 20 anos de trajetória, Henrique & Ruan prepara um repertório que combina novidades e referências musicais que acompanham sua história. Entre as inéditas estão “A Casa Que a Gente Sonhou” e “Quando Digo Que Deixei de Te Lembrar”. O setlist também inclui “Precipitado” e “Disk Me”, além de regravações como “Como Eu Quero”, “Aquele Amor Que Faz Gostoso”, “Prazer Por Prazer / Por Aí Sem Você” e “Lágrimas e Chuva”.

A gravação também resgata sucessos associados à trajetória da dupla no cenário sertanejo do Distrito Federal, como “Vamos Pra Lá Beber”, “Chora Carolina”, “Então Dance”, “Por Isso” e “Por Você Eu Choro”. A proposta é reunir diferentes momentos da carreira em um mesmo projeto, aproximando o repertório autoral das canções que construíram a relação dos artistas com o público brasiliense.

Entre os convidados, Ju Marques participa da interpretação de “Sem Limites Pra Sonhar”, canção que integra o repertório do DVD. Natural de Ceilândia, no Distrito Federal, ficou conhecida ao interpretar grandes sucessos do rock e do pop internacional em ritmo de seresta e modão. A noite contará ainda com Pedro Paulo & Matheus, dupla reconhecida no cenário sertanejo regional. A direção musical é de Ivan Miyazato, profissional com trabalhos ligados a artistas como João Paulo & Daniel e Luan Santana.

Formada no fim dos anos 1990, em Minas Gerais, e radicada em Brasília desde meados dos anos 2000, Henrique & Ruan construiu sua trajetória no cenário musical do Distrito Federal. A dupla lançou sete CDs e dois DVDs: “Quando Eu Bebo, Eu Choro”, de 2017, com participação do Trio Parada Dura, e “Playlist Henrique & Ruan”, de 2019, gravado às margens do Lago Paranoá. A nova gravação audiovisual sucede o reencontro com o público em 2026 e reúne repertório novo e canções que fazem parte da história dos artistas.

SERVIÇO
Gravação do DVD Henrique & Ruan
Data: terça-feira, 20 de outubro de 2026
Horário: 21h
Local: Mané Mercado — Águas Claras, Brasília (DF)
Direção musical: Ivan Miyazato
Participações especiais: Ju Marques e Pedro Paulo & Matheus
Entrada: gratuita, com couvert artístico de R$ 25 se a pessoa consumir no local

Buraco do Jazz encerra temporada de 10 anos com três dias de shows

Foto divulgação

Com atração surpresa no sábado e clima de “até breve”, o festival se despede do público de Brasília e promete retornar na estiagem de 2027

Dez anos de música, encontros e ocupação cultural dos espaços públicos de Brasília merecem ser comemorados juntos, com uma despedida à altura. Por isso, de 22 a 24 de outubro, o Buraco do Jazz promove três dias de programação especial, a partir das 18h, no Centro Cultural Três Poderes (CC3P). A maratona de encerramento da temporada 2026 reúne Bivalves, Maíra Guedes, Encontro Racional e uma atração surpresa para o sábado.

Com mais de 350 edições ao longo de sua trajetória, sendo 25 realizadas apenas neste ano, o fim desta temporada marca um até breve. A chegada do período chuvoso anuncia a pausa anual do Buraco do Jazz para recarregar as energias. Para o idealizador do evento, Gustavo Frade, a parada vem acompanhada da certeza de dever cumprido em mais um ano de ocupação cultural. 

“Crescemos sem perder nossa identidade e o brasiliense adotou o Buraco do Jazz como o quintal da sua própria casa. Entendi que o nosso maior legado no gramado da Praça dos Três Poderes não são apenas os acordes, são os encontros. Agora é hora de pausar com a chegada das chuvas para reencontrar nosso público na estiagem de 2027”, pontua Frade.

Atrações
A programação começa na quinta-feira (22), com a banda Bivalves no já icônico palco-bolha, estrutura que se tornou uma das marcas visuais do evento. Na sexta-feira (23), Maíra Guedes assume o palco para mais uma noite de música ao ar livre. O gran finale fica para sábado (24), quando uma banda surpresa abre a programação às 17h, preparando o terreno para o Encontro Racional, às 20h, no último show desta temporada comemorativa.

Mas o Buraco do Jazz oferece uma experiência completa. Além de shows, o público pode conferir os produtos da Feira de Artesanato e aproveitar as opções gastronômicas da praça de food trucks. E, como uma despedida boa é divertida, o tradicional Concurso de Cangas promete engajar o público – as estampas e montagens mais criativas (ou mais feias, afinal não há perdedores) sobre o gramado serão premiadas.

SERVIÇO:
Buraco do Jazz – programação de encerramento
Quando: 22 a 24/10. Quinta a sábado, a partir das 18. Shows a partir das 20h
Onde: Centro Cultural Três Poderes
Quanto: entrada franca | contribuição voluntária – o festival é independente, sustentado principalmente por recursos próprios e pela contribuição espontânea do público.

Mais informações: @buracodojazz

PROGRAMAÇÃO
22/10 – Quinta – BIVALVES
23/10 – Sexta – MAÍRA GUEDES
24/10 – Sábado – banda surpresa, às 17h | Encontro Racional, às 20h

LONDON INTEGRA A SELEÇÃO DA MOSTRA DE CINEMA EM SÃO PAULO APÓS VENCER TRÊS PRÊMIOS NO FESTIVAL DO RIO

Victor Di Marco em LONDON (Crédito: Ma Villa Real)

O filme levou o Troféu Redentor nas categorias de Melhor Ator e Melhor Figurino, além do Prêmio FIPRESCI de Melhor Filme Brasileiro.

LONDON, longa queer nacional escrito e dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, saiu vitorioso do Festival do Rio com três prêmios nesta edição. Levando o Troféu Redentor nas categorias de Melhor Ator para Victor Di Marco e Melhor Figurino para Samy Still, além do Prêmio FIPRESCI de Melhor Filme Brasileiro, o filme integra a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontece entre os dias 15 e 29 de outubro de 2026.


“Eu sou um ator com deficiência e falo isso com muito orgulho. Eu tenho uma frase de um filme meu que diz que ‘para pessoas como eu, só é permitido sonhar dormindo…E é muito bom sonhar acordado’. Eu queria dedicar esse prêmio a minha avó que via novelas comigo todos os dias e me incentivava no dia seguinte a refazer todas cenas que eu via no dia anterior”, comemorou o ator após receber o Troféu Redentor de Melhor Ator no Encerramento do Festival do Rio.

Filmado em Porto Alegre pela Proa & Popa Produções e pela Balde de Tinta, o filme teve uma passagem emocionante no Festival de Veneza com a conquista do troféu Queer Lion.

A vitória vem através de um trabalho duro e sincero. Com uma realização atravessada por inúmeros desafios, como uma enchente catastrófica às vésperas das filmagens e materiais danificados, os diretores destacam que ter chegado a tantos festivais é, sobretudo, uma conquista coletiva de quem acreditou no potencial da produção.

LONDON terá duas sessões na 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Confira as datas, horários e locais:

CINESESC – 21/10 – 21:15 (quarta-feira)
ESPAÇO PETROBRAS DE CINEMA SALA 1 – 29/10 – 19:45 (quinta-feira)

Na trama, o diretor e roteirista Victor Di Marco interpreta London, um jovem com deficiência que trabalha fazendo performances eróticas em uma casa de fetiches. No entanto, tudo muda quando descobre a origem e o destino de sua deficiência através de um exame médico.

Com a decisão de guiar sua vida pelo diagnóstico ou pelos seus sonhos, o protagonista se vê diante de um mundo míope e distorcido enquanto reinventa forças para se libertar e descobrir quem realmente é. 

LONDON terá distribuição no Brasil da Retrato Filmes.

SINOPSE

London, um jovem com deficiência que trabalha em uma casa de fetiches, se vê diante de um dilema inesperado ao receber a oportunidade de compreender seu corpo por meio de um exame médico.

FICHA TÉCNICA
Elenco: 
Victor Di Marco, Carla Cassapo, Jéssica Teixeira, Pedro Bertoldi, Priscilla Colombi, Emilio Farias e Manu Thedy
Direção e Roteiro: Victor Di Marco e Márcio Picoli
Produção: Laura Moglia, Márcio Picoli, Victor Di Marco, Aline Gutierres
Coprodução: Sofia Wickerhauser, White Wolfy, Visom
Direção de Produção: Helena Poetini
Direção de Arte: Valeria Verba
Direção de Foto: Bruno Polidoro, ABC.
Montagem: Will Domingos, edt.
Produção executivo: Laura Moglia e Márcio Picoli
Trilha Sonora Original: Vito O. Azevedo
Som Direto: Cleverton Borges

SOBRE VICTOR DI MARCO

Victor Di Marco é ator, diretor e roteirista. Dirigiu e protagonizou  “LONDON”, seu longa de estreia que fará sua estreia na Semana da Crítica do Festival de Veneza, os curtas “ZAGÊRO”, “O que Pode um Corpo?” e “Possa Poder” em que foi indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Despontou em sua carreira ganhando importantes prêmios de Melhor Ator, em que, se destacam as duas vezes no Festival de Cinema de Gramado (2022, 2024) em que Victor foi o primeiro ator com deficiência a receber este prêmio. Atuou também, na série Sob Pressão da Globoplay e lançou o livro “Capacitismo: o mito da capacidade” pela Editora Letramento, vendendo mais de 30 mil cópias.

SOBRE MÁRCIO PICOLI
Márcio Picoli é diretor, roteirista e produtor. London, seu primeiro longa-metragem, foi selecionado para a Settimana Internazionale della Critica do Festival de Veneza e tem distribuição da Retrato Filmes. Antes disso, dirigiu os curtas O Que Pode um Corpo?, Possa Poder, Rasgão e Zagêro, premiados no Festival de Gramado, Kinoforum, Curta Cinema, CinePE, Mix Brasil. Duas vezes indicado ao Prêmio Grande Otelo e duas vezes vencedor do prêmio Canal Brasil de curtas.

SOBRE A PRODUTORA
Proa & Popa Produções, produtora brasileira de cinema independente, fundada em 2019 por Laura Moglia. A empresa dedica seu trabalho ao desenvolvimento de obras autorais que unem sensibilidade artística e relevância contemporânea.

Em 2026, alcança um marco com a estreia mundial de seu primeiro longa-metragem, London, dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, na Settimana Internazionale della Critica do Festival Internacional de Cinema de Veneza.

Sua trajetória começou com o curta O que Pode um Corpo?, seguido por Possa Poder, Rasgão e Zagêro. Juntos, esses filmes somam mais de 80 prêmios em festivais nacionais e internacionais, além de indicações de O que Pode um Corpo? e Zagêro ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (Grande Otelo).

A Proa & Popa segue dedicada a contar histórias que encontram no cinema um espaço de liberdade, afeto e transformação.

SOBRE A DISTRIBUIDORA
A Retrato Filmes é uma distribuidora focada na ampliação dos públicos do cinema independente em todas as telas. Reconhecida no mercado brasileiro por sua curadoria de prestígio, carrega assinou a distribuição de grandes títulos, como “Valor Sentimental”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional. O próximo lançamento nos cinemas será “Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte”, terror slasher vencedor do Queer Palm. O longa estrelado por Gillian Anderson e Hannah Einbinder chega ao circuito nacional no dia 13 de agosto.

Em 2025, a Retrato Filmes firmou uma parceria inédita de investimento privado com a MUV Capital, ampliando seus serviços de distribuição com filmes internacionais de destaque nos principais festivais do mundo. Entre os títulos estrangeiros, lançou os espanhóis “Sirât”, de Oliver Laxe, indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional e de Melhor Som, e o drama “Surda”, de Eva Libertad, vencedor de três prêmios Goya, que se tornou objeto de estudo do Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES). Também foi responsável pelo relançamento em 4K dos clássicos “Cidade dos Sonhos”, de David Lynch, e “Amores Brutos”, de Alejandro Iñárritu.

No catálogo de produções e coproduções brasileiras, a distribuidora lançou os premiados “Ruas da Glória” (Melhor Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante para Alejandro Claveaux e Diva Menner, no Festival do Rio), “Salão de Baile: This is Ballroom” (Prêmio Félix no Festival do Rio; Melhor Longa-Metragem no MixBrasil), que este ano integrou a programação do Falas do Orgulho, da TV Globo, e “Alma do Deserto” (Queer Lion no Festival de Veneza).

“Entre Terras e Memórias”: Simone Oliveira apresenta sua primeira exposição individual em Brasília

Foto divulgação

Artista mineira, criada entre as paisagens de uma fazenda de café em Patrocíni( MG), reúne cerca de 25 pinturas figurativas e abstratas na Mercato Antiguidades + Arte + Design

A relação de Simone Oliveira com a pintura nasceu em meio às paisagens de uma fazenda de café em Patrocínio, na região do Alto Paranaíba, no interior de Minas Gerais. Cercada desde a infância pela natureza e por uma história familiar ligada à terra, a artista encontrou nas telas, ao longo dos anos, uma maneira de transformar
lembranças, sentimentos e experiências em cores e formas. Essa trajetória chega agora a Brasília com a exposição “Simone Oliveira. Entre Terras e Memórias”, sua primeira individual na capital, que será inaugurada no dia 29 de outubro, na Mercato Antiguidades + Arte + Design.

A mostra reúne cerca de 25 pinturas, entre trabalhos figurativos e abstratos, revelando diferentes momentos da produção da artista. A exposição também marca uma nova etapa em sua trajetória, iniciada de maneira intuitiva ainda na adolescência, quando aos 16 anos deu suas primeiras pinceladas, e desenvolvida paralelamente às atividades profissionais que exerceu durante anos na administração da fazenda de café da família. “Quando eu começo a pintar, algo em mim silencia. Eu me conecto com a tela de um jeito que nem sempre consigo explicar. É como se, por algumas horas, o mundo lá fora deixasse de existir e ficassem apenas eu, as cores e tudo aquilo que estou sentindo”,conta Simone.

Aos 26, Simone começou a levar a pintura mais a sério e passou a experimentar uma linguagem mais abstrata, encontrando na pintura um espaço de liberdade e expressão.Durante muito tempo, a atividade artística permaneceu como uma forma de relaxamento, dividindo espaço com o trabalho administrativo na propriedade rural da família. A profissionalização veio gradualmente, acompanhando o amadurecimento de sua linguagem.

A escolha do título “Entre Terras e Memórias” estabelece uma relação direta com essa trajetória. Simone nasceu em uma região marcada pela produção de café e pertence a uma família com raízes portuguesas e italianas que se estabeleceram no Alto Paranaíba ao longo de gerações. Seus antepassados chegaram à região de Serra do Salitre, então pertencente a Patrocínio, em busca de terras e oportunidades de prosperidade. A história familiar se entrelaça, assim, à própria formação do território mineiro, às fazendas e às paisagens que fizeram parte da experiência da artista.Mais do que uma referência biográfica, essa memória da terra aparece em sua produção
como matéria sensível. A paisagem, as lembranças e as emoções se misturam em obras que transitam entre a figuração e a abstração, sem uma fronteira rígida entre as duas linguagens.

“Nem sempre eu sei exatamente aonde a obra vai me levar. Eu começo e permito que ela aconteça. Cada pincelada carrega um pouco de mim: às vezes é força, outras vezes, saudade, alegria, ansiedade e memórias… muitas memórias. E, aos poucos, aquilo que estava apenas dentro de mim ganha cor e forma”, afirma a artista.

Embora tenha realizado sua primeira exposição ainda em 1998, em um evento promovido pelas Embaixadas do Canadá e dos Estados Unidos, em Brasília, Simone manteve durante anos uma relação mais reservada com a produção artística. Em 2024, participou de uma exposição no Sesc, em Belo Horizonte. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual, em Uberlândia, e aprofundou sua formação em curso com a artista plástica Lari Lamaste, na Arte Academy.

A chegada de Simone à cena artística brasiliense representa, portanto, não apenas uma nova exposição, mas a apresentação de uma trajetória construída lentamente, entre o cotidiano da vida rural, a memória familiar e a necessidade pessoal de pintar.“Pintar, para mim, é mais do que criar uma obra. É me encontrar. É me ouvir sem
precisar dizer uma palavra”, resume Simone.

“Simone Oliveira. Entre Terras e Memórias” será inaugurada em 29 de outubro, na Mercato Antiguidades + Arte + Design, em Brasília. A exposição reúne aproximadamente 25 obras e apresenta ao público uma produção marcada pelo diálogo entre paisagem, memória, afetos e diferentes possibilidades da pintura contemporânea.

DF Plaza Shopping inaugura nova loja da Riachuelo e reforça expansão de marcas nacionais

Foto divulgação

Com mais de 1.400 m², unidade chega ao empreendimento com o conceito “Incrivelmente Brasil” e aposta em uma experiência de compra diferenciada

O DF Plaza Shopping, em Águas Claras, inaugura, na sexta-feira, 16 de outubro, uma nova unidade da Riachuelo. Com mais de 1.400m², a loja chega ao empreendimento com o conceito “Incrivelmente Brasil”, que valoriza a identidade brasileira e propõe uma experiência de compra que vai além da exposição de produtos. A abertura representa mais um passo na expansão do shopping e na chegada de grandes marcas ao empreendimento.

A nova unidade foi planejada para oferecer ao público uma experiência de compra diferenciada, reunindo moda e ambientação em um espaço pensado para aproximar os consumidores da marca. O novo conceito visa valorizar a identidade, as cores e a cultura do país, com foco em peças sustentáveis e de produção nacional.

Para marcar a inauguração, as duas primeiras compras com valor mínimo de R$ 500 terão direito a vouchers de R$ 500 cada, conforme as condições da ação promocional.

“A chegada dessas grandes marcas confirma a maturidade do DF Plaza e a força do mercado de Águas Claras. Nosso objetivo é manter o shopping dinâmico, atraindo parceiros fortes e oferecendo o mix ideal para o nosso público”, destaca André Bernardes, superintendente do DF Plaza Shopping.

A inauguração também integra um movimento de fortalecimento do segmento de moda no empreendimento, que reúne operações de diferentes categorias e com novas experiências. A expectativa é que esse mix continue crescendo com a chegada de novas operações, entre elas a C&A, cuja inauguração está prevista ainda para esse ano.

SERVIÇO:

Inauguração Riachuelo – DF Plaza Shopping
Data:
16 de outubro
Horário:
10h às 22h – Horário de funcionamento do empreendimento
Ação de inauguração:
Vouchers de R$ 500 para as duas primeiras compras com valor mínimo de R$ 500, conforme as condições da promoção.

Sobre o DF Plaza Shopping – Prestes a completar 10 anos, o DF Plaza Shopping, localizado em Águas Claras, integra o complexo multiuso DF Century Plaza e reúne, em um só lugar, opções de compras, serviços, lazer e gastronomia. Inaugurado em setembro de 2017, o empreendimento conta com 133 lojas e 1.500 vagas de estacionamento, oferecendo praticidade e uma experiência completa aos visitantes.

Com conceito de open mall, o shopping se destaca pelos ambientes integrados, áreas ao ar livre e espaços pensados para convivência, promovendo um ambiente acolhedor para encontros e momentos de lazer. A gastronomia é um dos seus principais atrativos, com opções como Buteco do Simprão, L’Entrecôte De Paris, Jerônimo, Madero, Pueblito e Taverna Viking, além de cafeterias e docerias como Kopenhagen, Havanna, Cacau Show, American Cookies e Bacio di Latte. Pioneiro em Brasília como shopping pet friendly, o DF Plaza valoriza a convivência familiar e promove programações para todas as idades, consolidando-se como um espaço de conveniência, lazer e experiência na cidade.

SERVIÇO:

DF Plaza Shopping

Rua Copaíba, lote 1 – Águas Claras

Informações: 61 99663-6939 / 61 3451-5750

Canais digitais: http://www.dfplaza.com.br/

Instagram: @dfplazashopping

Dia do Espumante Brasileiro: Vinícola Rio Manso e Vinícola Geisse lançam rótulo exclusivo em colaboração

Foto divulgação

Edição limitada Extra Brut combina a vocação do terroir de Altos de Pinto Bandeira com a filosofia de excelência da vinícola da Serra da Mantiqueira

No dia 22 de outubro é comemorado oDia do Espumante. Para marcar a data, a Vinícola Rio Manso sugere espumante de edição limitada e exclusiva desenvolvida em colaboração com a Vinícola Geisse, referência nacional e internacional na elaboração de espumantes.

O projeto nasceu de um princípio fundamental da Rio Manso: o respeito absoluto ao terroir. Embora cultive as variedades Chardonnay e Pinot Noir em sua propriedade na Serra da Mantiqueira, a vinícola compreende que, no momento atual, sua região está vocacionada para outros estilos de vinho. Assim, em vez de elaborar um espumante local apenas para ampliar o portfólio, optou por buscar a máxima qualidade ao lado de uma produtora consagrada na D.O. Altos de Pinto Bandeira.

A parceria também traz um reencontro profissional significativo. Aline Mabel, CEO da Vinícola Rio Manso, atuou durante anos como gerente de Viticultura da Vinícola Geisse antes de liderar o projeto na Mantiqueira. 

Elaborado sob o método tradicional, o Espumante Extra Brut Collab Rio Manso + Geisse é composto por 80% Chardonnay e 20% Pinot Noir. O rótulo passa por 24 meses de autólise em contato com as leveduras, processo que confere cremosidade, textura refinada e complexidade aromática, revelando notas de pão tostado, brioche e frutos secos.

A novidade está disponível para compra aos visitantes e clientes da Rio Manso somente na vinícola.

Sobre a Vinícola Rio Manso

Localizada em Jacutinga, na Serra da Mantiqueira (MG), a Vinícola Rio Manso desenvolve um projeto autoral que integra produção de vinhos, preservação ambiental, hospitalidade e experiências. Com 82 hectares de propriedade, sendo 11 hectares de vinhedos, cultiva variedades como Chardonnay, Pinot Noir, Viognier, Cabernet Franc e Syrah. Seu portfólio é inspirado na fauna, na flora e nos elementos naturais presentes na fazenda e expressa uma visão contemporânea do vinho brasileiro, baseada no respeito ao território, na sustentabilidade e na valorização das experiências.

Serviço

Vinícola Rio Manso

Serra da Mantiqueira – Jacutinga (MG)

Visitas mediante agendamento

E-mail: aline@vinicolariomanso.com.br

Instagram: @vinicolariomanso

OTTO VINHOS

Otto Vinhos celebra o Dia do EspumanteBrasileiro com rótulos de longa maturação

Nature Sur Lie 2022, com 51 meses de autólise, e Brut Blanc de Blancs, elaborado com um cuvée de cinco safras, destacam o trabalho da vinícola com o tempo e a complexidade dos espumantes.

Celebrado em 22 de outubro, o Dia do EspumanteBrasileiro é uma oportunidade para conhecer a diversidade e a qualidade da produção nacional. Para marcar a data, a Otto Vinhos destaca dois rótulos de seu portfólio: o Otto Sur Lie Nature, safra 2022, com 51 meses de autólise, e o Otto Brut Blanc de Blancs, que reúne 5 safras em um cuvée: 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022.

Fundada pelos sócios André Valduga, Fabiano Valduga e Gisele Antoniazzi Valduga, a vinícola boutique da Serra Gaúcha valoriza o tempo de elaboração e a seleção de seus vinhos-base para construir espumantes com identidade própria.

Otto Sur Lie Nature 2022: o tempo como parte da elaboração

O Otto Sur Lie Nature 2022 chega à data com 51 meses de autólise, período de contato com as leveduras que participa da evolução e da construção de complexidade do espumante.

Comercializado com as leveduras na garrafa, sem a realização do dégorgement — processo de retirada desses sedimentos —, o rótulo mantém esse contato ao longo de sua evolução. A proposta permite acompanhar a transformação do espumantecom o passar do tempo e evidencia a importância da maturação em sua elaboração.

Otto Brut Blanc de Blancs: cinco safras em um cuvée

No Otto Brut Blanc de Blancs, a complexidade também nasce da combinação de diferentes colheitas. O rótulo reúne vinhos-base das safras 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022 em um cuvée que expressa a busca da vinícola por um padrão de qualidade consistente e em evolução.

A presença de bases mais antigas contribui para a complexidade do conjunto e permite trabalhar o equilíbrio entre as características de cada safra. A seleção e a combinação desses vinhos fazem parte do cuidado da Otto para manter a identidade do espumantea cada elaboração.

Reconhecido com 92 pontos no Guia Descorchados e destacado no Guia Adega Brasil, o Brut Blanc de Blancs combina Chardonnay, Viognier, Trebbiano e Riesling, cultivadas nas microrregiões de Faria Lemos e Nova Prata, no Rio Grande do Sul.

Com perlage fina e abundante, apresenta aromas de flores brancas, frutas secas, amêndoas, pêssego e maçã. No paladar, reúne leveza, elegância e acidez firme, com final fresco e persistente.

“O espumante brasileiro atingiu um nível de qualidade bem competitivo no cenário global. Na Otto Vinhos, buscamos expressar a essência do nosso terroir respeitando o tempo de evolução de cada garrafa. Celebrar o Dia do Espumante Brasileiro com rótulos que traduzem a nossa paixão por vinhos e nossa inovação nos produtos é motivo de orgulho”, destaca André Valduga.

Onde comprar ; https://ottovinhos.com.br/loja-virtual , entrega para todo Brasil. 

Sobre a Otto Vinhos

Fundada em dezembro de 2019, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, a Otto é uma vinícola boutique de produção limitada, comandada pelos sócios André

 Valduga, Fabiano Valduga e Gisele Antoniazzi Valduga. Filhos de viticultores, os fundadores trazem para o projeto sua relação com a uva e o vinho.

Com uma proposta contemporânea, a vinícola elabora vinhos e espumantes de alta gama, sem passagem por madeira, valorizando o frescor, a expressão da fruta e a acidez equilibrada. Sob a responsabilidade do enólogo Alejandro Cardozo, a marca reúne um portfólio de sete rótulos, entre brancos, tintos, rosé e espumantes, com produções limitadas que refletem sua identidade e compromisso com a qualidade.

Serviço

Otto Vinhos e Espumantes – onde encontrar; https://ottovinhos.com.br/

R. José Martelli, 58 – Maria Goretti, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul 95700-000

https://www.instagram.com/ottovinhoseespumantes/

Telefone: 54 9 9699.0219

GRUPO BATALHA 

Batalha Brut é a sugestão do Grupo Batalha para o Dia do Espumante

Elaborado na Campanha Gaúcha com uvas 100% Chardonnay pelo método tradicional, rótulo tem 91 pontos no Guia Descorchados

Para celebrar o Dia do Espumante Brasileiro, em 22 de outubro, o Grupo Batalha sugere um brinde com seu Brut, elaborado na Campanha Gaúcha, no Rio Grande do Sul. Com 91 pontos no Guia Descorchados, o rótulo traduz o potencial da região para a produção de espumantes e valoriza uma das categorias de maior reconhecimento da vitivinicultura nacional.

Produzido exclusivamente com Chardonnay pelo método tradicional, também conhecido como champenoise, tem a segunda fermentação realizada na própria garrafa e permanece por dois anos em contato com as leveduras. Esse período de amadurecimento, chamado sur lie, contribui para a complexidade aromática, a textura e a cremosidade.

De coloração amarelo-palha e perlage fino e persistente, apresenta notas cítricas e de abacaxi, acompanhadas por nuances de amêndoas e chocolate branco trufado. Em boca, combina frescor, estrutura e acidez equilibrada.

À mesa, acompanha aperitivos, canapés quentes, entradas e queijos de textura macia, como brie e camembert. Sua versatilidade também permite apreciá-lo sozinho, como boas-vindas ou em um brinde à data.

Sobre o Grupo Batalha

Com mais de cinco décadas de atuação no agronegócio, o empresário Luiz Eduardo Batalha construiu uma trajetória ligada à pecuária e ao desenvolvimento de projetos agropecuários. Na Campanha Gaúcha, próximo ao Paralelo 31, encontrou condições para ampliar essa atuação com investimentos em olivicultura e vitivinicultura.

Desse trabalho nasceu o Azeite Batalha, reconhecido como o maior produtor de azeite de oliva do Brasil, com mais de 60 premiações internacionais e três participações no guia italiano Flos Olei, que reúne 500 dos melhores azeites do mundo.

Os vinhos passaram a integrar o projeto por meio da antiga Vinícola Batalha, que iniciou uma nova etapa com a criação da Terroir 31 Wines. A identidade acompanha a ampliação dos investimentos do grupo na região, conectando sua experiência no campo à produção de vinhos e azeites com origem brasileira.

Mais informações: www.grandterroir31.com.br

4ª Semana Brasileira de Educação Midiática promove debates e formações sobre integridade da informação e proteção de crianças e adolescentes

De 4 a 10 de novembro, a programação reúne atividades presenciais e on-line em Brasília e no Rio de Janeiro, com debates, formações para educadores e apresentação de novos materiais educativos

Com o tema “Educação Midiática: integridade da informação para a formação cidadã”, a 4ª Semana Brasileira de Educação Midiática (SBEM) reunirá instituições públicas, universidades e profissionais da educação para compartilhar experiências e discutir caminhos para fortalecer o pensamento crítico, o uso responsável das tecnologias e a participação cidadã. 
 

A programação reúne atividades voltadas à educação básica, ao ensino superior e à formação de profissionais da educação, com debates, encontros, formações e apresentação de novos materiais educativos. As ações ocorrerão presencialmente, em Brasília e no Rio de Janeiro, e on-line, ampliando as possibilidades de participação em todo o país. 
 

A abertura oficial do encontro será realizada na quarta-feira, 4 de novembro, das 9h às 18h, no Auditório do Ministério das Comunicações, em Brasília (DF), com transmissão ao vivo pelo canal do Ministério da Educação no YouTube. A programação inclui uma mesa institucional e o painel “Educação Midiática: ECA Digital e a proteção de crianças e adolescentes”. À tarde, duas mesas temáticas abordarão as experiências de educação midiática e os caminhos para a formação docente, além dos direitos de meninas e mulheres no ambiente digital e do papel da educação midiática na promoção desses direitos. 
 

O dia também contará com a apresentação de novos materiais e iniciativas: o Guia Orientativo para o Desenvolvimento de Competências Digitais e Midiáticas da Pessoa Idosa do Brasil, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania; o Guia de Diretrizes Curriculares da Educação Midiática para o Ensino Superior, da Palavra Aberta; o Código de Ética para Criadores de Conteúdo, da Redes Cordiais; e os materiais educativos de cibersegurança para crianças e adolescentes da campanha Boas Conexões, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 
 

EDUCAÇÃO MIDIÁTICA NO ENSINO SUPERIOR – Na quinta-feira, 5 de novembro, a programação terá como destaque o papel das universidades na promoção da integridade da informação e na formação cidadã. As atividades serão realizadas na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC-UnB). 
 

Pela manhã, haverá a palestra “Educação Midiática: construindo integridade da informação para o fortalecimento da democracia”, seguida do 2º Encontro Brasileiro da Rede PET Integridade da Informação. O encontro reunirá projetos de dez instituições de ensino superior das cinco regiões do país para compartilhar experiências relacionadas à educação midiática, ao jornalismo, à saúde, ao clima e ao enfrentamento à desinformação. 
 

ENFRENTAMENTO À DESINFORMAÇÃO – Na sexta-feira, 6 de novembro, das 9h às 16h, a Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE), da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), receberá uma formação sobre desinformação promovida pelo CLEMI, centro francês especializado em educação midiática e informação. 
 

A atividade apresentará referências e metodologias para trabalhar o enfrentamento à desinformação por meio da educação midiática, com foco na leitura crítica, na checagem de informações e na produção responsável de conteúdos. A formação também promoverá o intercâmbio internacional e a qualificação de profissionais da educação. A formação também promoverá o intercâmbio internacional e a qualificação de profissionais da educação, aproximando os participantes de abordagens desenvolvidas pelo CLEMI. 
 

ENCERRAMENTO – Na terça-feira, 10 de novembro, a programação contará com a mesa “Educação Midiática: histórias, memórias e perspectivas”, no Rio de Janeiro. A atividade revisitará a trajetória da educação midiática no Brasil, considerando sua importância para as políticas públicas, a pesquisa e as práticas educativas. 
 

A programação de encerramento também será marcada pelo lançamento das Diretrizes de Educação Midiática da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-Rio),e pelo lançamento do Ginásio Educacional Tecnológico Audiovisual (GET Audiovisual), no Jardim Botânico, acompanhado da apresentação de trabalhos de educação midiática desenvolvidos por escolas e profissionais da rede, valorizando experiências e projetos que promovem o pensamento crítico, a participação cidadã e o uso responsável das mídias e tecnologias no contexto educacional. 
 

Mapa de Iniciativas
 

Além da programação nacional da 4ª Semana Brasileira de Educação Midiática, o Mapa de Iniciativas reúne ações promovidas por escolas, universidades, organizações da sociedade civil, secretarias de educação, bibliotecas, coletivos, centros de pesquisa e demais instituições interessadas em fortalecer a educação midiática em seus contextos locais. 
 

A expectativa é que cerca de 200 atividades sejam realizadas em todo o país ao longo da Semana. As iniciativas acontecerão nos próprios territórios dos participantes, ampliando o alcance da mobilização e promovendo o diálogo sobre integridade da informação, cidadania digital e uso responsável das tecnologias em diferentes realidades brasileiras. 
 

Ao longo da Semana, também serão realizadas diversas lives e outras atividades on-line, com temas e formatos variados. 

Serviço 

Evento: 4ª Semana Brasileira de Educação Midiática

Data: 4 a 10 de novembro de 2026 

Abertura oficial: 4 de novembro, das 9h às 18h 

Local da abertura: Auditório do Ministério das Comunicações, em Brasília (DF) Transmissão: canal do Ministério da Educação no YouTube 

Atividades em Brasília (5/11): Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC-UnB)

Formação do CLEMI (6/11): das 9h às 16h, na Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE), da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) 

Encerramento (10/11): Ginásio Educacional Tecnológico Audiovisual (GET Audiovisual) – Jardim Botânico, Rio de Janeiro

Programação completa: Link 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

Comissão Julgadora do prêmio MD`Azevedo seleciona 35 obras entre centenas de inscrições no concurso nacional de artesvisuais

Foto divulgação

Com a participação de 675 trabalhos de diferentes estados brasileiros, a comissão analisou as propostas inscritas no projeto

O 3º Prêmio MD’Azevedo de ArtesVisuais – Diálogos Decoloniais encerrou o período de inscrições e entrou em uma etapa decisiva de sua programação: a seleção das 35 obras que irão integrar a exposição coletivadesta edição. Foram recebidas 274 inscrições de artistas de diferentes estados do Brasil, ampliando o alcance nacional de uma iniciativa que tem como propósito reconhecer a diversidade da produção artística contemporânea e estimular a arte como espaço de reflexão, expressão e transformação social.

O desafio foi selecionar, entre essa pluralidade, as 35 obras que irão representar a terceira edição e construir, por meio delas, um conjunto capaz de expressar a diversidade da produção.

Com o tema “Diálogos Decoloniais”, o prêmio propõe ampliar as possibilidades de leitura sobre arte, identidade, memória, território, pertencimento e diversidade. A iniciativa parte da compreensão de que as artesvisuais podem abrir espaço para diferentes narrativas e perspectivas, colocando em diálogo experiências, territórios e formas distintas de produzir e compreender a cultura brasileira.

Sete linguagens e espaço para novas tecnologias

Uma das características desta edição é a diversidade de linguagens contempladas. O edital recebeu trabalhos em pintura, desenho, gravura, escultura, arte digital, fotografia e mosaico, com técnicas livres. Cada artista pôde inscrever até três trabalhos, ampliando as possibilidades de participação e representação das diferentes vertentes da produção visual contemporânea.

O prêmio também acompanha as transformações dos processos de criação artística e aceita obras concebidas com o apoio de Inteligência Artificial. Nesses casos, a utilização da tecnologia deveria ser declarada como parte do processo criativo no momento da inscrição.

A presença da IA amplia o espaço para experimentações dentro das artes visuais.

Gildred Nascimento: arte negra, memória e protagonismo feminino

Entre os principais destaques da terceira edição está o Prêmio Destaque Artista Mulher Negra – Gildred Nascimento, criado especialmente para reconhecer, valorizar e incentivar a produção de mulheres negras nas artes visuais.

A premiação destina R$ 1.500 à artista vencedora, além de um Troféu Exclusivo Gildred, estabelecendo um reconhecimento específico para uma mulher negra artista dentro da programação do prêmio e Menção Honrosa para mais duas mulheres negras. A iniciativa integra uma perspectiva de valorização da diversidade e de ampliação da presença de mulheres negras nos espaços de reconhecimento, circulação e legitimação da produção artística.

A homenagem carrega a memória de Gildred Nascimento, mulher negra, artista plástica e arte-educadora que construiu sua trajetória a partir da arte, da educação e da formação de pessoas. Fundadora do Centro de Artes, Gildred fez da cultura uma ferramenta de educação, inclusão, autonomia e valorização das identidades culturais.

Por isso, o reconhecimento dedicado a uma mulher negra artista estabelece uma conexão direta entre memória, representatividade e protagonismo feminino. Em um campo historicamente marcado por desigualdades de acesso e visibilidade, destacar a produção de mulheres negras significa também reconhecer a contribuição dessas artistas para a construção da cultura e da história da arte brasileira.

O próprio troféu destinado à vencedora carrega essa dimensão simbólica: a peça é uma escultura original de autoria de Gildred Nascimento, fazendo com que sua produção artística permaneça presente na premiação e dialogue com a trajetória da artista que dá nome à homenagem.

A proposta se aproxima ainda do próprio conceito de “Diálogos Decoloniais”, ao abrir espaço para narrativas, experiências e perspectivas que historicamente nem sempre ocuparam os centros de reconhecimento da produção artística.

Premiação e menções honrosas

Além do Prêmio Destaque Artista Mulher Negra – Gildred Nascimento, o 3º Prêmio MD’Azevedo contempla três primeiras colocações. O primeiro lugar recebe R$ 2 mil e o Troféu MD’Azevedo; o segundo, R$ 1,3 mil e o Troféu MD’Azevedo; e o terceiro, R$ 900 e o Troféu MD’Azevedo.

Os artistas classificados em quarto e quinto lugares recebem Menção Honrosa, enquanto os 30 selecionados para a exposição coletiva recebem certificado de participação. As obras selecionadas também integrarão um catálogo impresso com recursos de acessibilidade.

A cerimônia de premiação está prevista para 3 de novembro de 2026, durante a abertura da exposição, que será realizada no Centro de Artes, na Vila Telebrasília, em Brasília. A mostra permanecerá aberta ao público de 3 de novembro a 3 de dezembro de 2026.

Da inscrição à exposição

Com o encerramento das inscrições, centenas de trabalhos vindos de diferentes partes do país passaram diante de uma comissão formada por profissionais com experiências diversas na produção, pesquisa, educação e gestão das artes visuais.

As cidades foram Florianópolis-SC , Vila Gustavo-SP, Tijuca, RJ, Belford Roxo-RJ, Pelotas-RS, São Paulo, Teresina-PI, Brasília – DF, Botafogo-RJ, Cuiabá-MT, Engenho Novo – RJ, João Pessoa – PB, Itacorubi, Florianópolis – SC, Campo – SP, Goiânia -GO, Caiçara – MG, Porto Velho – RO, Canabrava – Salvador – BA, Campinas – SP, Austin Nova Iguaçu – RJ e Cabo Frio – RJ.

A iniciativa é realizada pelo Centro de Artes, localizado na Vila Telebrasília, em Brasília, Distrito Federal, e conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), em iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF).

Mais do que um concurso, o Prêmio MD’Azevedo se apresenta como um espaço de encontro entre artistas, linguagens, territórios e diferentes formas de criação. Ao lado da seleção das obras, a homenagem a Gildred Nascimento acrescenta à edição uma dimensão de memória e representatividade, colocando em evidência a produção de mulheres negras artistas e seu protagonismo na construção da cultura brasileira.

Serviço:

O que: 3º Prêmio MD’Azevedo – Diálogos Decoloniais

Exposição: 03/11 a 03/12/26

Classificação: 18 anos

Foto: divulgação

Informações: @centrodeartes

Contato: centrodeartes2013@gmail.com

Café, frutas vermelhas e churrasco pautam a programação do Palco Territórios no Alimenta 2026

Foto divulgação

Espaço reúne, de 5 a 7 de novembro, vozes do campo, da cozinha e do empreendedorismo para mostrar como a origem de um produto pode gerar valor

Por José Maciel | Clip Clap Comunicação

Produtores rurais, chefs e empresários do setor de alimentação fora do lar vão encontrar no Alimenta 2026 um espaço dedicado a mostrar como a origem de um produto gera valor no mercado.

Nos dias 5, 6 e 7 de novembro, o evento vai abrigar o Palco Territórios e reunir, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, vozes de destaque do campo, da cozinha e do empreendedorismo em atividades que abordarão temas como o cultivo de frutas no Distrito Federal e Entorno, a trajetória de empreendedores e as razões que levam o consumidor a pagar mais por produtos com procedência e história.

Cultivo das berries no DF e Entorno

As atividades do palco começam às 8hh do dia 5 de novembro, com o Seminário Berry Day, evento voltado para a produção de frutas vermelhas da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride/DF). A iniciativa será promovida pela Rota da Fruticultura e tem como proposta debater e expandir o cultivo de mirtilos, morangos e outras berries.

O Berry Day tem apoio do Sebrae no DF, do Sistema Fape/Senar/Sindicatos, da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri/DF), da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater/DF).

Às 17h, Francisco Ansiliero, nome à frente do restaurante Dom Francisco e um dos chefs mais influentes da capital federal, discutirá por que os consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos que carregam origem e história.

Inspiração e trajetórias de sucesso

No segundo dia, 6 de novembro, a programação do Palco Territórios abre às 15h com Giordano Bomfim, diretor de marca do Ernesto Cafés Especiais, cafeteria e torrefação de Brasília. Ele apresentará a palestra “A Receita do Ernesto: Moendo desafios e extraindo resultados”.

Às 17h, o palco recebe a cantora Sula Miranda, conhecida como Rainha dos Caminhoneiros, que contará a sua trajetória empreendedora na palestra “A Estrada do Sucesso: lições de quem nunca parou”.

Diversidade, inovação e sustentabilidade

O último dia de programação no Palco Territórios, 7 de novembro, começa às 11h, com uma apresentação de João Gabriel Amaral e sua mãe, Alba Amaral, proprietários do Café e um Chêro, rede de cafeterias de Brasília que ganhou destaque por combinar cafés especiais com uma culinária afetiva e de raízes nordestinas. Eles compartilharão as lições de quem construiu uma história de sucesso.

Às 14h, o gastrólogo Davi Laranjeira conduzirá uma conversa sobre os fatores que influenciam as escolhas de consumo. A partir do universo da alimentação e da gastronomia, ele tratará de criatividade, experiência, produtos, comunicação e geração de valor, com reflexões práticas para empreendedores que querem entender melhor os clientes e fazer seus negócios se destacarem.

Às 15h30, Richard Rasmussen, conhecido por sua relação com a natureza e a biodiversidade brasileira, vai conduzir a palestra “Entre Florestas, Fazendas e Negócios”. Na ocasião, ele refletirá sobre a conexão entre conservação, campo e empreendedorismo e mostrará como o uso responsável dos recursos naturais, a valorização dos territórios e a inovação podem gerar oportunidades e negócios mais sustentáveis.

A força do churrasco brasileiro

A programação do palco se encerra às 17h, com o chef Vinícius Rossignoli, ex-participante do MasterChef Brasil e integrante da Seleção Brasileira de Churrasco. Na palestra “O melhor churrasco do mundo é do Brasil”, ele detalhará o percurso que levou o país ao título inédito do Mundial de Churrasco de 2025.

Durante a apresentação, o chef também vai abordar a união entre técnica, criatividade e identidade brasileira, além dos sabores do país, da valorização dos ingredientes do Cerrado e dos caminhos para transformar gastronomia, cultura e produtos locais em experiências e oportunidades de negócio.

Sobre o Alimenta 2026

O Sebrae no Distrito Federal promove a edição deste ano do Alimenta com a proposta de ser o maior evento de gastronomia de Brasília.

Ao todo, a realização contará com mais de 100 palestrantes, 14 espaços de conhecimento e centenas de expositores, além de rodadas de negócios, cozinhas-show e outras experiências interativas voltadas à geração de conhecimento, conexões e oportunidades.

Os interessados em participar devem acessar a programação e o site oficial do Alimenta Sebrae 2026 para consultar as atividades, horários e orientações de inscrição.

Café Filosófico CPFL retorna a Brasília em edição especial com Monja Coen e Gustavo Arns

Crédito: Thomaz Marostegan

Evento no Museu Nacional da República terá ingressos gratuitos e transmissão ao vivo pelo YouTube; encontro propõe diálogo entre ciência e espiritualidade sobre a busca pela felicidade

O Café Filosófico CPFL, em parceria com a Papirus Editora, retorna a Brasília para uma edição especial com a Monja Coen e o especialista em estudos sobre felicidade Gustavo Arns. O encontro acontece no dia 21 de outubro, às 19h, no Museu Nacional da República, e marca o lançamento do livro “Ser feliz é possível? Um diálogo entre ciência e espiritualidade”, com ingressos gratuitos (ver serviço abaixo) e transmissão ao vivo pelo canal do programa no YouTube.

O que significa, afinal, ser feliz? A felicidade é apenas reflexo das circunstâncias, uma habilidade que pode ser desenvolvida ou uma maneira singular de interpretar a própria existência? A partir dessas questões, os convidados irão aproximar os ensinamentos da tradição budista e os estudos da psicologia positiva para refletir sobre bem-estar, satisfação pessoal e a construção de uma vida com mais sentido.

A conversa será realizada das 19h às 20h30. Quem acompanhar a transmissão online também poderá participar, enviando perguntas pelo chat do YouTube.

Diferentes caminhos para uma vida mais plena

Uma das principais referências do zen-budismo no Brasil, Monja Coen levará ao encontro reflexões construídas ao longo de uma trajetória dedicada à meditação, ao autoconhecimento e ao desenvolvimento de uma relação mais consciente com a vida.

Gustavo Arns apresentará a perspectiva da psicologia positiva, área que investiga os fatores e mecanismos relacionados ao bem-estar, à satisfação pessoal e ao desenvolvimento das potencialidades humanas.

Ao reunir essas duas visões, o Café Filosófico CPFL propõe uma conversa entre saberes que, embora partam de tradições e métodos distintos, encontram pontos de convergência ao abordar questões essenciais da experiência humana.

Ciência e espiritualidade em diálogo

O encontro irá explorar como práticas contemplativas, relações humanas, escolhas cotidianas e descobertas da psicologia podem contribuir para uma existência mais equilibrada e significativa.

Mais do que oferecer respostas definitivas sobre a felicidade, a proposta é convidar o público a refletir sobre suas diferentes dimensões: o quanto ela depende das condições externas e em que medida também pode estar relacionada a atitudes, percepções e habilidades cultivadas ao longo da vida.

O diálogo entre Monja Coen e Gustavo Arns permitirá observar como ensinamentos de tradições milenares e estudos científicos contemporâneos podem se aproximar na busca por caminhos que favoreçam o autoconhecimento, o bem-estar e uma relação mais saudável consigo mesmo, com as outras pessoas e com o mundo.

Uma experiência de reflexão e troca de ideias

Criado para aproximar o pensamento contemporâneo da vida cotidiana, o Café Filosófico CPFL promove encontros com pesquisadores, filósofos, escritores, artistas e pensadores de diferentes áreas.

Nesta edição especial em Brasília, o público poderá vivenciar a experiência do programa em um dos principais espaços culturais da capital federal. A iniciativa amplia a circulação nacional do Café Filosófico CPFL e reforça seu compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento.

Após a transmissão ao vivo, o encontro será editado para exibição pela TV Cultura e permanecerá disponível no canal oficial do Café Filosófico CPFL no YouTube.

SERVIÇO

Café Filosófico CPFL – edição especial em Brasília

Tema: “Ser feliz é possível? Um diálogo entre ciência e espiritualidade”
Convidados: Monja Coen e Gustavo Arns
Data: 21 de outubro de 2026 (quarta-feira)
Horário: das 19h às 20h30
Local: Museu Nacional da República – Setor Cultural Sul, Lote 2 – Brasília (DF)
Ingressos: gratuito (retirada de dois ingressos por cpf pelo site icones.com.br no dia 20/10, a partir do meio-dia) 
Transmissão: ao vivo pelo canal do Café Filosófico CPFL no YouTube
Classificação etária: 14 anos

Sobre o Café Filosófico CPFL

Criado em 2003, o Café Filosófico CPFL é o broadcast de reflexões do Instituto CPFL, com encontros abertos ao público, transmissões ao vivo pelo YouTube e programas exibidos pela TV Cultura aos domingos, às 20h, com reprises às quartas-feiras, à 1h. Os conteúdos também permanecem disponíveis no canal oficial do programa.

Sobre o Instituto CPFL

Desde 2003, o Instituto CPFL é a plataforma de investimento social privado do Grupo CPFL Energia, desenvolvendo projetos nas áreas de esporte e cultura como instrumentos estratégicos de transformação social nas comunidades onde o grupo atua. Alinhado à estratégia ESG do Grupo CPFL, o Instituto apoia e incentiva programas que utilizam a cultura, o conhecimento e o esporte para gerar impactos positivos e duradouros na sociedade. Entre suas principais iniciativas estão o CPFL Jovem Geração, o CPFL Intercâmbio Brasil-China, o Circuito CPFL, o CPFL nos Hospitais e o Café Filosófico CPFL.

Lindt Choco Wafer se destaca pela qualidade do chocolate em sua composição

Foto divulgação

Produzido pelos Maîtres Chocolatiers Lindt, o Choco Wafer combina camadas crocantes de wafer de chocolate com um cremoso chocolate ao leite aerado. O produto integra o portfólio de snacks da marca, ao lado de opções como Nuxor e Nocciolate, e leva a tradição do chocolate Lindt para um formato prático. A combinação de texturas é um dos destaques, unindo a crocância do wafer à cremosidade do chocolate em diferentes opções de consumo.

Disponível nas lojas Lindt de todo o Brasil, o Choco Wafer pode ser encontrado nos sabores chocolate ao leite e chocolate ao leite com avelã, nos formatos unitário, Duo e Bag, além da Bag Sortida, que reúne os dois sabores e a versão chocolate Dark. A versão unitária está disponível no espaço Pick&Mix das lojas Lindt. As diferentes opções de embalagem tornam o produto uma alternativa para diferentes momentos do dia, seja em uma pausa, como lanche ou para levar na bolsa, ampliando as possibilidades de consumo da marca na categoria de snacks.

Serviço – Lindt Choco Wafer 

Choco Wafer Duo – Chocolate ao Leite e Avelã e Chocolate ao Leite (30g) – R$ 14,99

Choco Wafer Bag – Chocolate ao Leite e Avelã, Chocolate ao Leite e Sortido (135g) – R$ 64,99

Sobre a Lindt & Sprüngli

Fundada há 181 anos, em Zurique, a Lindt & Sprüngli é líder mundial no setor de chocolates premium e, atualmente, possui doze unidades de produção na Europa e nos EUA e mais de 14 mil funcionários. Os produtos da marca são distribuídos por 36 subsidiárias e filiais pelo mundo, além de uma rede global de cerca de 100 distribuidores independentes. No Brasil, a Lindt & Sprüngli é distribuída desde 1969 nos melhores supermercados e empórios e, desde 2014, possui operação própria no país. Atualmente a filial brasileira emprega mais de 700 funcionários e opera 100 lojas próprias. 

Mercado brasileiro de vinhos cresce e amplia debate sobre qualificação profissional

Foto Pexel

Em meio às transformações do consumo e à expansão do setor no país, especialistas destacam a importância de uma formação que integre produção, territórios e negócios

O mercado brasileiro de vinhos registrou crescimento de 41,9% no consumo em 2025, na contramão da tendência mundial. Segundo dados atribuídos à Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o país consumiu 440 milhões de litros no período, enquanto o consumo global apresentou retração de 2,7%. O cenário amplia a discussão sobre os desafios de profissionalização de um setor que reúne produção agrícola, indústria, comércio e serviços.
 

Para Rafael Sá, sommelier internacional, as transformações do mercado reforçam a importância da formação especializada.
 

“O mercado do vinho está cada vez mais complexo e exige profissionais que compreendam toda a cadeia, desde a produção até o consumidor final. Hoje, conhecer os rótulos não é suficiente. É preciso entender os territórios, as transformações do consumo e as oportunidades de negócios.”
 

O movimento brasileiro ocorre em um contexto internacional marcado por mudanças nos hábitos de consumo, pressões econômicas e desafios climáticos. Segundo os dados de mercado levantados para esta pauta, as importações brasileiras de vinhos alcançaram aproximadamente US$ 558,7 milhões em 2025, ante US$ 523,4 milhões no ano anterior. Em volume, as compras teriam passado de 159,6 milhões para 165,1 milhões de litros.
 

A diversidade de rótulos disponíveis no país e as transformações no comportamento do consumidor colocam em discussão a necessidade de profissionais capazes de compreender não apenas as características sensoriais da bebida, mas também os territórios produtores, as estratégias de comercialização e a dinâmica dos negócios.
 

É nesse contexto que o professor e consultor Marcelo Vargas, com mais de 15 anos de experiência no setor de alimentos e bebidas, desenvolveu o MBA em Vinho: Territórios, Estilos e Mercado. A pós-graduação, realizada pela Sensory Business em parceria com a Universidade Anhanguera, do grupo Cogna Educação, terá início em outubro de 2026.
 

“Conhecer vinho é o ponto de partida. O desafio está em conectar território, produção, análise sensorial, estilos e mercado”, afirma Vargas.
 

A proposta é reunir conhecimentos tradicionalmente abordados em diferentes áreas da cadeia vitivinícola, conectando fundamentos científicos, características dos territórios produtores, análise sensorial e estratégias comerciais.
 

Da produção ao consumidor: os desafios de um mercado em transformação
 

A cadeia vitivinícola envolve fatores que ultrapassam a produção da bebida. Clima, solo, variedades de uvas e técnicas de vinificação influenciam as características dos vinhos, enquanto aspectos culturais, econômicos e comerciais interferem em seu posicionamento no mercado.
 

No cenário internacional, o setor enfrenta mudanças nos padrões de consumo, incertezas econômicas e os efeitos de eventos climáticos sobre a produção.
 

No Brasil, a diversidade de regiões produtoras e a presença de vinhos importados ampliam o universo de conhecimentos envolvidos nas atividades de produção, distribuição, comercialização e serviço.
 

Essa complexidade também está relacionada ao perfil dos profissionais que atuam no setor. Além do domínio técnico, atividades ligadas à gestão, ao marketing e à experiência do consumidor exigem conhecimentos de diferentes áreas.
 

O MBA desenvolvido por Vargas busca integrar esses conteúdos em uma formação acadêmica de 400 horas, distribuídas ao longo de 12 meses, em formato integralmente online.
 

A grade curricular está organizada em dez disciplinas, que abrangem fundamentos de viticultura e enologia, análise sensorial, variedades de uvas, estilos de vinhos e características dos territórios produtores do Velho e do Novo Mundo, incluindo o Brasil.
 

O programa também contempla marketing, comércio eletrônico, comportamento de consumo, serviço, elaboração de cartas de vinhos e identificação de oportunidades de negócios.
 

Além das disciplinas regulares, estão previstos seminários com especialistas brasileiros e internacionais e workshops online de degustação realizados trimestralmente.
 

Formação reúne especialistas brasileiros e internacionais
 

O corpo docente reúne pesquisadores, doutores, mestres, sommeliers e profissionais com experiência em diferentes segmentos do mercado vitivinícola.
 

Entre os professores anunciados estão Fernanda Spinelli, Bruno Cisilotto, Caroline Dani, Jessica Marinzeck, Fernanda Cattani e Vinícius Caliari. O programa também contará com a participação de docentes internacionais, como Karine de Souza, professora de Wine Business da Università di Salerno, na Itália.
 

Responsável pela criação do curso, Marcelo Vargas é mestre em Wine Management pela Università di Camerino, na Itália, e possui MBA em Marketing e Negócios do Vinho pela ESPM e CIAS Innovation, além de especialização em vinhos com ênfase em análise sensorial.
 

Foi coordenador técnico e professor do MBA em Negócios e Marketing do Vinho da ESPM e atualmente leciona em programas de pós-graduação da Università di Camerino, ESPM e PUCRS.
 

Em 2023, recebeu da revista Prazeres da Mesa o reconhecimento de Melhor Sommelier Consultor do Brasil.
 

Com a criação da pós-graduação, a Sensory Business amplia sua atuação na área educacional e leva para o ambiente acadêmico sua experiência em pesquisa, formação profissional e desenvolvimento de projetos relacionados a vinhos, bebidas e alimentos.
 

O programa é direcionado a profissionais que já atuam no setor e àqueles que desejam ingressar no mercado, reunindo conhecimentos técnicos e comerciais em uma mesma formação.
 

A aula magna está prevista para 3 de outubro de 2026, enquanto o início das atividades acadêmicas da primeira turma está marcado para o dia 15 do mesmo mês.
 

O investimento é de R$ 19.990, e as inscrições estão disponíveis no site oficial da Sensory Business.

SERVIÇO

MBA em Vinho: Territórios, Estilos e Mercado

Realização: Sensory Business em parceria com a Universidade Anhanguera

Modalidade: ensino a distância, 100% online

Carga horária: 400 horas

Duração: 12 meses

Aula magna: 3 de outubro de 2026

Início das aulas: 15 de outubro de 2026

Investimento: R$ 19.990

Certificação: pós-graduação lato sensu

Inscrições: sensorybusiness.com/mba

Dia das Crianças teve participação de mascotes e brindes grátis no Nicolândia

Foto divulgação

Programação especial reuniu brincadeiras, registros em cabine de fotos e atividades para a criançada no dia 12 de outubro

O Dia das Crianças foi de muita diversão no Nicolândia. Na segunda-feira do dia 12, o parque preparou uma programação especial para receber as famílias e transformar a data em um dia cheio de brincadeiras, encontros e momentos para guardar na memória.

Durante todo o funcionamento do parque, das 10h15 às 20h, a criançada poderá encontrar alguns dos mascotes do Nicolândia circulando pelo espaço e interagindo com o público. A programação também terá distribuição de brindes, como balões, broches e tatuagens, para deixar o passeio ainda mais divertido.

Entre as ativações preparadas especialmente para a data estão uma cabine de fotos, que promete render registros divertidos em família, e um painel interativo, onde as crianças poderão desenhar e deixar sua criatividade tomar conta do espaço.

Para completar a experiência, alguns produtos também estarão disponíveis para venda de forma itinerante dentro do parque, incluindo bonés e máquinas de bolinha de sabão — uma opção para quem quiser levar uma lembrança ou continuar a brincadeira durante o passeio.
 

A programação especial ocorre ao longo de todo o dia, acompanhando o horário de funcionamento do parque. A proposta é oferecer uma experiência que combine as atrações do Nicolândia com atividades pensadas especialmente para celebrar a infância.
 

Serviço – Dia das Crianças no Nicolândia
 

Data: segunda-feira, 12 de outubro
Horário: das 10h15 às 20h
Local: Nicolândia — Brasília (DF)

Passaportes: a partir de R$125,96 AQUI
Programação: interação com mascotes, distribuição de brindes, cabine de fotos e painel interativo para desenhos, além de produtos à venda de forma itinerante.

 

ÓPERA PARA COMEMORAR O MÊS DAS CRIANÇAS

Foto divulgação

Obra de Benjamin Britten com elenco formado por artistas da cidade será apresentada nos dias 17 e 18 de outubro.

No mês das crianças, Brasília recebe “Vamos fazer uma Ópera!”, espetáculo cênico-musical com a ópera “O Menino da Chaminé” de Benjamin Britten especialmente pensado para o público infantil e que também promete conquistar espectadores de todas as idades. A montagem marca os 50 anos da morte do compositor britânico e integra as homenagens realizadas em torno de sua obra.

Com direção artística, cênica e cenografia de Hyandra Ello e direção musical e regência do maestro Ricardo Sousa-Castro, o espetáculo reúne cantores adultos de destaque na cena operística de Brasília e seis crianças selecionadas por audição. Os jovens integrantes do elenco participaram de um processo de preparação que incluiu 40 horas de oficinas de canto e teatro, além dos ensaios para a montagem.

Para o maestro Ricardo Sousa-Castro, a obra foi concebida para ser acessível ao público infantil, sem abrir mão do estilo e da complexidade harmônica característicos de Britten. “A Orquestra Metropolitana de Brasília seguirá a formação original do compositor: um piano a quatro mãos, quarteto de cordas e percussão. Essa combinação resulta em uma sonoridade muito particular, com uma especial importância da percussão como elemento dramático. Além da participação de solistas adultos e crianças, a ópera também tem a participação do público, que é convidado a cantar em alguns momentos específicos. O Coro de Câmara de Brasília será o ponto de ligação entre os solistas e o público, ajudando a interpretar as canções da plateia”, explica.

O maestro também destaca o tratamento musical dado ao personagem João, protagonista da história. “O compositor dá um tratamento especial ao personagem João, que tem maior incidência de semitons e cromatismos, que contrastam com as melodias mais diatônicas e alegres das outras crianças. O tratamento melódico evidencia a diferença entre a sofrida vida de João e a das crianças que tiveram uma infância melhor. A ópera também apresenta momentos de maior complexidade harmônica, como na ária da Rita, com maior densidade musical e psicológica. No final, o compositor retoma, de maneira mais sutil, a dissonância de semitom do início, como se quisesse mostrar que há uma ferida em João que ainda não foi curada, deixando claro que o final feliz ainda não garante o futuro do personagem”, complementa Ricardo.

A história começa em Planaltina, nos anos 1990, quando um grupo de crianças brinca de queimada na rua. Por acidente, a bola cai na casa de Dona Meire, uma senhora misteriosa. Ao entrarem discretamente para recuperá-la, as crianças encontram um baú repleto de objetos antigos e uma partitura de ópera. Fascinada pela descoberta, Joana leva a partitura para casa e adormece.

É a partir desse sonho que a narrativa ganha novos contornos. Joana se transforma no pequeno João, um menino abandonado e obrigado a trabalhar limpando chaminés. Ao ficar preso dentro de uma delas, João pede socorro e acaba encontrando outras crianças, que ouvem sua história e decidem ajudá-lo. A partir daí, começa uma aventura que mistura música, imaginação e situações surpreendentes.

A montagem é dividida em três momentos — prólogo, interlúdio e ópera — e utiliza o sonho como elemento central da encenação. Para a diretora artística, cênica e cenógrafa Hyandra Ello, a proposta é criar um espaço em que tempo, lugar e realidade possam se transformar livremente. “Mais do que contar uma história sobre uma menina que sonha, a montagem propõe ao público sonhar junto com ela. Recuperar, por alguns instantes, a liberdade da infância, quando imaginar era uma forma natural de compreender o mundo e quando uma porta podia ser um portal, uma janela podia revelar outro universo e um imprevisto podia simplesmente abrir caminho para uma nova possibilidade”, explica Hyandra.

Visualmente, a encenação dialoga com o universo surrealista do artista René Magritte, especialmente por meio de portas e janelas que funcionam como portais entre diferentes espaços e estados de imaginação. Esses elementos se movimentam no palco e ajudam a criar, diante do público, um cenário em constante transformação.

A montagem também retoma uma história pessoal do produtor e cantor Hugo Lemos, que participou da primeira montagem da obra em Brasília, realizada em 2013. Na época, um edital da Secretaria de Cultura voltado para o público infantil possibilitou a realização do projeto, apresentado por sugestão do professor de canto e diretor de ópera Francisco Frias. 

Treze anos depois, Lemos decidiu retomar a proposta e convidou novamente o maestro Ricardo Sousa-Castro, único outro integrante da equipe original que permanece nesta nova montagem. “Sempre foi uma vontade repetir esse mesmo projeto, fazendo uma seleção de seis novas crianças e oferecendo 40 horas de oficinas de canto e de teatro. Nesses dois meses de preparação para a ópera, nas oficinas e nos primeiros ensaios, percebemos que, a cada dia, elas evoluem e se entregam ao processo com muita dedicação”, conta Hugo Lemos, que admite que essa é uma das óperas favoritas dele.

A seleção das seis crianças foi realizada em julho, por meio de audição, entre 12 candidatos, todos estudantes de música. Para Hugo, a escolha foi uma das etapas mais desafiadoras da produção, mas o resultado tem confirmado a aposta no novo elenco. “Garanto que o público ficará satisfeito e pode esperar um espetáculo divertido, encantador e profissional”, afirma.

Além de apresentar a ópera ao público infantil, a montagem aposta no contato das novas gerações com o canto lírico, o teatro e a música de concerto, aproximando crianças e famílias de uma linguagem artística muitas vezes associada apenas ao público adulto.

“Vamos fazer uma Ópera!” é um projeto realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e será apresentado no Teatro Madre Carmen Salles nos dias 17 e 18 de outubro. A classificação é livre e a duração aproximada é de 1h10. A sessão do dia 17 às 16h contará com audiodescrição, libras e programa em braile.

Elenco

Adultos
Dona Meire – Janette Dornellas
Rita – Gabriela Ramos
Julia – Isabel Quintela
Beto/Tonho – Hugo Lemos
Cláudio/Aldo – Roger Vieira

Crianças
João/Joana – Maísa Mourão
Caio – Joaquim Frazão
Sara – Maia Castro
Dani – Raphaela Paixão
Iuri – Murilo Mourão
Nina – Maria Leal

Ficha técnica

Direção Artística, Cênica e Cenografia: Hyandra Ello
Direção Musical e Regência: Maestro Ricardo Sousa-Castro
Direção de Produção: Hugo Lemos
Figurinos: Janette Dornellas
Iluminação: Lidianne Carvalho
Maquiagem: Ju Welasco
Orquestra Metropolitana de Brasília

Coro de Câmara de Brasília

Serviço:

Vamos fazer uma Ópera!

17 e 18 de outubro de 2026 às 16h e 19h
Teatro Madre Carmen Salles, 604 norte

Ingressos: R$ 20 (inteira) | R$ 10 (meia)
Antecipados: hl.art.br/vfo
Bilheteria local: uma hora antes de cada sessão (dinheiro ou pix)

Informações importantes:

• Ingressos gratuitos para crianças e jovens até 14 anos, maiores de 60 anos e PCD.
• Meia-entrada para estudantes, professores e profissionais da saúde
• Meia solidária mediante doação de alimentos
• Lugares por ordem de chegada (com fila preferencial prevista em lei)

A sessão do dia 17 às 16h contará com audiodescrição, libras e programa em braile.

Classificação: Livre
Duração: 1h10

Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal

Radiola amplia atuação internacional com missão empresarial a Macau

Foto divulgação

Agência brasiliense participa da 2026PLPEX, na China, e aposta no conhecimento da cultura brasileira para aproximar marcas e mercados

Peter Sola e André Vasquez, sócios-proprietários da Radiola Propaganda e Publicidade, sediada em Brasília, dão mais um passo rumo ao processo de internacionalização, em outubro. A agência brasiliense participa, de 21 a 24 de outubro, da 2026PLPEX — Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (Macau) 2026, realizada no Cotai Expo, no The Venetian Macao, na China. Representando a empresa, Peter integra uma missão empresarial voltada à criação de conexões comerciais e institucionais entre Brasil, Macau, China e países de língua portuguesa.

A 2026PLPEX reúne empresas, instituições e representantes de diferentes mercados sob o tema “Macau: Hub Global de Negócios”. A programação contempla setores como comércio eletrônico transfronteiriço, serviços profissionais, novas energias, economia azul, agronegócio, alimentos e bebidas, em um ambiente voltado à conexão entre a China e os países de língua portuguesa.

Em Macau, a Radiola terá espaço próprio para apresentar sua atuação em estratégia, criação, posicionamento de marcas, campanhas, conteúdo e comunicação integrada. O objetivo é estabelecer relações com empresas e instituições interessadas no mercado brasileiro, identificar demandas e abrir caminho para futuros projetos e parcerias.

A estratégia parte de uma percepção que vem orientando o movimento de expansão da agência: para uma empresa estrangeira entrar no Brasil, traduzir a comunicação para o português não é suficiente. É necessário compreender a cultura, os códigos, o comportamento e a linguagem de quem está do outro lado.

“Falar português não significa necessariamente falar brasileiro. Uma marca pode ter um excelente produto e uma estratégia que funciona muito bem em seu país de origem, mas isso não garante que ela vá conseguir conversar com o público daqui. Existe uma camada cultural que precisa ser compreendida, e é justamente nessa aproximação que acreditamos que a Radiola pode contribuir”, afirma Peter Sola, sócio-diretor geral da Radiola.

Para a Radiola, a participação também permite testar, em ambiente internacional, uma frente de atuação voltada a empresas chinesas, macaenses e de outros países interessados em ingressar ou ampliar sua presença no Brasil. A proposta inclui desde posicionamento e adaptação de marcas até campanhas, conteúdo, comunicação B2B, apresentações institucionais e materiais comerciais adequados ao mercado brasileiro.

Internacionalização já em marcha

A viagem a Macau acontece poucas semanas depois de outra experiência internacional da Radiola. Em setembro, a agência participou de uma missão empresarial a Lima, no Peru, promovida pelo Sebrae-DF em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra).

A programação incluiu a Expoalimentaria, principal feira internacional de alimentos e bebidas da América Latina, além de agendas técnicas e institucionais. Para a Radiola, a participação serviu como primeiro teste desse movimento de aproximação com outros mercados e permitiu apresentar a empresas estrangeiras sua experiência em branding, estratégia, naming, embalagem e comunicação voltada ao consumidor brasileiro.

A experiência também ajudou a aprimorar a preparação para Macau. “Internacionalização é um processo. A cada contato você entende melhor como apresentar a empresa, quais materiais funcionam, como adaptar o discurso e onde estão as oportunidades. O Peru foi um primeiro passo e agora chegamos a Macau com novos aprendizados e uma proposta estruturada”, explica André.

O movimento internacional acompanha uma fase de expansão da Radiola no próprio mercado brasileiro, com participação em concorrências, conquista de novas contas e presença em ambientes de inovação e negócios. Agora, a agência começa a testar as oportunidades de levar seu conhecimento do mercado e da comunicação brasileira para além das fronteiras do país.

“Estamos construindo relações, conhecendo demandas e entendendo onde a nossa experiência pode gerar valor. Macau é uma oportunidade muito interessante porque funciona justamente como uma ponte entre a China e os países de língua portuguesa”, conclui Peter.

Sobre a Radiola

Fundada há 24 anos, a Radiola Propaganda e Publicidade é uma agência brasileira com atuação em estratégia, planejamento, criação, branding, campanhas, conteúdo e comunicação integrada. Com sede em Brasília, desenvolve projetos para clientes públicos e privados e vem ampliando sua atuação em diferentes mercados e segmentos.

Sala imersiva de Yoshitaka Amano atrai milhares de visitantes ao CCBB Brasília

Foto divulgação

Instalação no Pavilhão de Vidro utiliza 9 projetores laser sincronizados para transportar o público ao universo de Deva Loka

Luzes, imagens em movimento, criaturas fantásticas e constelações douradas tomam conta do Pavilhão de Vidro do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília). É nesse espaço que acontece a sala imersiva de Yoshitaka Amano – Além da Fantasia, que encerra o percurso da exposição e vem despertando o interesse de milhares de visitantes desde a abertura da mostra na capital.

Com 11 minutos e 40 segundos de duração e nove projetores laser sincronizados, a instalação articula vídeo, luz, som, automação e projeção em uma sequência audiovisual construída a partir das obras do artista japonês. Desenvolvida especialmente para a mostra em parceria com a AYA Studio, a sala encerra o percurso expositivo e propõe uma passagem para dentro das imagens de Amano. Com patrocínio da BB Asset, a exposição fica em cartaz no CCBB Brasília até 1º de novembro.

A instalação toma como ponto de partida Deva Loka, termo sânscrito que significa “mundo dos deuses” e designa, nas cosmologias hindu e budista, o plano onde habitam os devas. Desenvolvida desde o fim dos anos 2000, a série reúne referências orientais e ocidentais em uma mitologia pessoal, povoada por figuras aladas, divindades, demônios, criaturas psicodélicas e elementos de ficção científica. Treze obras foram selecionadas por sua potência visual, e seis pinturas ganham movimento ao longo da sequência audiovisual.

A criação partiu de uma pergunta: como levar Amano para além das molduras sem apenas transformar as pinturas em animações? O trabalho buscou identificar e revelar movimentos, ritmos e atmosferas já latentes nas imagens, preservando a autoria e a força visual das obras originais.

Para isso, cada imagem foi digitalizada, recortada e separada em camadas. Ondas se expandem, serpentes circulam e personagens respiram, sempre preservando a delicadeza e a fluidez do traço de Amano. O mapeamento de projeção em paredes e piso, sincronizado ao design sonoro e à luz, transforma a sala em um ambiente que o público não apenas observa, mas habita.

A direção geral da exposição é de Felipe Sztutman. O desenvolvimento da obra imersiva é assinado por  AYA Studio. Ihon Yadoya responde pela produção técnica; Raphael Minhoso, João Alencar e Thiago Daudt; pela produção de conteúdo em motion graphics. Juvi Chagas assina a trilha sonora original. Antonio Curti assina a concepção e curadoria da exposição.“Desde o início, a pergunta era como levar Amano para além das molduras sem substituir a força das obras originais. Em vez de simplesmente animar as pinturas, buscamos revelar movimentos que já estavam latentes nelas. A tecnologia funciona como uma passagem: permite que o público deixe de apenas observar e, por alguns minutos, habite o universo de Amano”, afirma Felipe Sztutman, diretor geral da exposição.

Além da experiência imersiva

Em cartaz até 1º de novembro, Yoshitaka Amano – Além da Fantasia reúne 218 obras originais vindas diretamente do Japão e percorre mais de cinco décadas da trajetória do artista. A mostra apresenta pinturas, ilustrações, objetos e trabalhos que revelam diferentes momentos de uma produção que atravessa animação, videogames, literatura, quadrinhos, moda e artes visuais. Nascido em 1952, na província japonesa de Shizuoka, Amano iniciou a carreira ainda adolescente na Tatsunoko Production. Ao longo das décadas, desenvolveu uma linguagem própria, marcada por linhas fluidas, figuras etéreas e pelo encontro entre referências da tradição japonesa e diferentes influências da arte e da cultura contemporânea.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão sua contribuição para a identidade visual de Final Fantasy, os projetos Vampire Hunter D e Angel’s Egg e colaborações com Neil Gaiman, DC Comics, Magic: The Gathering e Vogue Itália. Com curadoria de Antonio Curti, a exposição está organizada em sete núcleos temáticos: Tatsunoko, Final Fantasy, Candy Girl, Deva Loka, Vampire Hunter D, Angel’s Egg e Colaborações. 

Sobre a BB Asset

A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,79 trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 17,4% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento. A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural.

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Localizado no Edifício Tancredo Neves, o prédio é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico de autoria de Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizadas exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, o CCBB Brasília oferece o Programa Educativo, projeto contínuo de arte-educação que desenvolve ações educativas e culturais. O programa aproxima os visitantes da programação em cartaz, acolhe o público espontâneo e atende especialmente estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições por meio de visitas mediadas e agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.

O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília

Horário da van – De quinta-feira a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h. | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

Serviço

Yoshitaka Amano – Além da Fantasia Até 1º de novembro de 2026

Horários: De terça-feira a domingo, das 9h às 21h

Ingressos gratuitos, mediante retirada no site www.bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília.

Local: Galerias 3, 5 e Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul

Classificação indicativa: Livre