A Galeria Karla Osorio apresenta a exposição coletiva “AFINS”, com obras de 34 artistas brasileiros de diversas gerações e de todas as regiões do país, que tem em comum afinidades em torno de um deles o também curador Bené Fonteles. São eles Ailton Krenak, Amelia Toledo, Bené Fonteles, Ciça Fitippaldi, Carolina Bonfanti, Daiara Tukano, Emanoel Saravá, Ernesto Bonato, Ernesto Neto, Fernando Coelho, Fernando França, Hamilton Leitão, João Paulo Marques de Lima, Josafá Neves, José Ivacy, Kboco, Lia do Rio, Luiz Gallina Neto, Luiz Hermano, Marcelo Conrado, Marcelo Reis, Maxim Malhado, Mô Toledo, Orlando Maneschy, Rachel Mascarenhas, Regina Vater, Rodrigo Bueno, Rômulo Andrade, Selma Parreira, Seo Constante, Siron Franco, Ton Bezerra, Xico Chaves e Zuarte.
A curadoria de Bené Fonteles e Karla Osorio, reúne artistas que dialogam com a vida e obra de Fonteles, artista pioneiro e essencial na cena da arte contemporânea brasileira. A variedade de artistas, com suas diferentes origens e percursos, proporciona diálogo único sobre temas recorrentes na carreira de Fonteles – a relação entre arte e ecologia, o poder do sensível e do espiritual -, oferecendo perspectivas poéticas distintas e, ao mesmo tempo, complementares e muito atuais.
Sobre a exposição
AFINS reúne artistas afinados com Bené Fonteles, curador da mostra juntamente com Karla Osorio. As afinidades que unem os artistas selecionados não são apenas artísticas, mas também poéticas e filosóficas, ecológicas e espirituais ao manifestar pelas matérias, formas e sentidos o ser e o estar no mundo sem ser o mundo.
Fonteles passou a ser, desde os anos 1970, inspiração e referência para muitos artistas da arte contemporânea no país, pelo seu pioneirismo nas relações de arte e ecologia, por suas atitudes poéticas e políticas ligadas à espiritualidade brasileira e universal. Nesta mostra, Bené se encontra com seus pares que são bem mais e muitos para celebrar uma vida dedicada à Vida.
Gravitando em torno de Bené artistas, poeta, compositor, curador e escritor, convidamos seus pares artistas e poetas com os quais tem grandes afinidades afetivas e artísticas, para uma conversa nos espaços da galeria. Neste encontro poético firmam-se diálogos entre o visível e invisível por meio do poder amoroso e do que é sensível e sensorial, entre o que é profano e sagrado: ambos, vão dissolvendo a tênue fronteira entre o que se diz erudito e o que se faz popular, chegando ao que Bené chama de “o corpo do transcendente”.
A inauguração se dá em Brasília, na semana de aniversário de 66 anos da cidade, capital que Bené escolheu para ser sua própria por muitos anos de sua vida e onde tem grande parte de sua família. Os artistas da exposição, em sua maioria, estarão presentes no evento. No local, a mostra ocupará as 7 (sete) galerias, espalhadas em 5 pavilhões e o grande jardim, onde ARTE estará em toda PARTE. Depois de Brasília, a mostra seguirá para São Paulo, num formato mais intimista, entre agosto e outubro próximo.
Sobre os artistas
Ailton Krenak (Itabirinha, MG, 1953) – Escritor e ambientalista, Krenak é uma das principais vozes indígenas do país e o primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras. Autor de obras como Ideias para adiar o fim do mundo e Futuro ancestral, articula pensamentoindígena, filosofia e ecologia para questionar os modos de vida atuais e apontar caminhos possíveis de relação com a natureza e o coletivo.
Amelia Toledo (São Paulo, 1926 – Cotia, 2017) – Amélia Toledo foi uma influente escultora, pintora, desenhista e gravadora brasileira. Desenvolveu uma prática multifacetada — entre escultura, pintura e gravura — forjada no convívio com figuras centrais da arte moderna brasileira como Anita Malfatti, Hélio Oiticica e Lygia Pape. A partir dos anos 1970, sua produção ultrapassa a gramática construtiva e volta-se para as formas da natureza, com a paisagem e a pesquisa cromática tornando-se eixos fundamentais de sua obra. Participou de mostras individuais em instituições como MuBE, Estação Pinacoteca, Instituto Tomie Ohtake e Centro Cultural Banco do Brasil, e de coletivas como a 29ª Bienal de São Paulo e Radical Women: Latin American Art, 1960–1985, no Hammer Museum e no Brooklyn Museum. Suas obras integram coleções da Fundação Calouste Gulbenkian, MASP, MAM-SP e Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras.
Bené Fonteles (Bragança, PA, 1953) – Vive e trabalha entre Brasília, Caldas (MG) e Salvador (BA) É artista plástico, jornalista, editor, escritor, poeta e com- positor. Iniciou sua carreira em 1971, participando do 3º Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará. Desde então, transita entre a arte e o artesanato, baseando seu trabalho na transformação de materiais simples e muitas vezes frágeis, naturais ou pouco trabalhados pelo o homem, como pedras, pedaços de troncos, cordas, tecidos rústicos, ara- mes, entre outros. Por cinco vezes participou da Bienal de São Paulo, com destaque para a 32ª edição, com o projeto Ágora: OcaTaperaTerreiro, sob convite de Julia Rebouças, assim como do Panorama de Arte Atual Brasileira no MAM de SP e mostras experimentais no Museu de Arte Contem- porânea da USP.
De suas exposições individuais, podem ser destacadas as mostras, “Sudários” no Espaço Cultu- ral Contemporâneo – ECCO em Brasília, “Audiovisuais” e “Terra”realizadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo, “Bené Fonteles” no Parque Lage no Rio de Janeiro e diver- sas outras. Também está presente em coleções privadas e em diversos acervos públicos e institucionais em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Belém, Cuiabá, Paris e Nova Iorque. Além do trabalho autoral como artista visual, já organizou e publicou diversos livros ecatálogos sobre artistas como Rubem Valentim, Mario Cravo Neto, Athos Bulcão etc. Faz curadorias e projetos de expografia em artes visuais. Foi diretor do Museu de Arte da UFMT e Museu de Arte de Brasília e recebeu do Minis- tério da Cultura e da Presidência da República a Ordem do Mérito Cultural.
Ciça Fitippaldi (São Paulo, SP, 1952) – Ciça Fittipaldi é paulistana e vive em Goiás. Artista visual, ilustradora e autora de livros para crianças, seu trabalho é fortemente marcado pela pesquisa das culturas, vivências e colaborações com etnias indígenas no Brasil e países latino-americanos, especialmente da Amazônia. Sua produção também é afetada pelo interesse nas literaturas africanas e afro brasileiras. Ativista das questões indígenas desde os anos 1970 e mestra em Arte e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás, foi vencedora do Prêmio APCA e, mais recentemente, ganhou o Selo White Ravens da Biblioteca da Juventude de Munique pela obra “KAALIAWIR”.
Carolina Bonfanti (Rio de Janeiro, RJ, 1987) – Carolina “Loló” Bonfanti inicia sua trajetória expositiva em 2013 e desde então apresenta trabalhos fotográficos e videoinstalações em instituições como o Centro Cultural Kirchner, Centro Cultural Haroldo Conti, Museu Lucy Mattos e Museu MACsur, além de participar do OFF da Bienal de Dakar, Dak’Art, no Senegal, e de residências como a Floresta Viva na Kaaysá Art Residency, com curadoria de Bené Fonteles. Sua obra investiga o cruzamento entre corpo, natureza e arte, costurando narrativas simbólicas, imaginários míticos e processos de transformação. Atualmente, vive e trabalha em Itacaré, Bahia.
Daiara Tukano (São Paulo, SP, 1982) – Duhigô, do povo indígena Tukano – Yé’pá Mahsã, pertence ao clã Eremiri Hãusiro Parameri do Alto Rio Negro na Amazônia brasileira, nascida em São Paulo e residente em Brasília, DF. É artista, curadora, professora e ativista do povo Tukano. Graduada em Artes Visuais e Mestre em direitos humanos pela Universidade de Brasília – UnB, pesquisa o direito à memória e à verdade dos povos indígenas. sua obra vem ganhando destaque no Brasil e no exterior. Atua na discussão sobre o direito à memória e verdade dos povos indígenas, na promoção das políticas culturais para os povos indígenas e a defesa de seu patrimônio cultural como a repatriação de artefatos ancestrais. Em seu percurso, arte, pesquisa e mobilização caminham juntas — como formas de resistência e afirmação de identidade.
Participou da 34a Bienal de São Paulo e foi ganhadora do Prêmio PIPA Online 2021, além de ter sido premiada com o Prince Claus Seed Awards em 2022. Conta com obras nos acervos da Pinacoteca de São Paulo, MASP, Memorial dos Povos Indígenas – DF, Museo delle Civilità (Itália), Mauritshuis Museum (Holanda).
Emanoel Saravá (Salvador, BA) – Emanoel Saravá é artista visual multidisciplinar, nascido em Salvador, Bahia, Brasil, e graduando no Bacharelado Interdisciplinar em Artes pela Universidade Federal da Bahia (IHAC/UFBA). Sua prática investiga o corpo-natureza como campo de inscrição e irradiação subjetiva e transgressiva, em diálogo com a cosmovisão afro-indígena, articulando memórias, territorialidades e vivências como matéria de criação. A partir desses cruzamentos, seu trabalho tensiona e reconfigura a leitura histórica das paisagens urbanas da cidade, especialmente nas zonas de fricção entre natureza, infraestrutura e marginalidade social. Entre vestígios históricos e atravessamentos do contemporâneo, desenvolve fabulações poéticas e políticas por meio da fotografia, da imagem, da instalação e do objeto.
Ernesto Bonato (São Paulo, SP, 1968) – Gravador, fotógrafo, curador e professor. Gradua-se em artes plásticas em 1992 e conclui mestrado em poéticas visuais, sob orientação de Evandro Carlos Jardim (1935), em 2000, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Em 1991, participa do Projeto Nascente da USP. Freqüenta o Atelier Experimental de Gravura Francesc Domingo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) e do Museu Lasar Segall, entre 1991 e 1994. Neste último ano, freqüenta o curso Estratégias de Abordagem da Arte Contemporânea, ministrado por Amélia Arenas. Atua no Serviço Educativo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) desde 1997. Em 1998 e 1999, é professor de xilogravura no Atelier de Gravura do Museu Lasar Segall. Desde 1993 integra o Atelier Piratininga. Concebe e orienta cursos de desenho e gravura em instituições e atua como curador.
Ernesto Neto (Rio de Janeiro, RJ, 1964) – O artista produz esculturas e grandes instalações imersivas, utilizando técnicas artesanais como o crochê para compor estruturas flexíveis e interativas que ativam os nossos cinco sentidos, com a incorporação de elementos botânicos, ervas e especiarias. O artista tece membranas e peles, redes e invólucros que usam a gravidade e o equilíbrio como recursos de composição.
Seus trabalhos mantêm sempre uma relação com a natureza, seja por meio de suas fisionomias biomórficas, seja no caráter interligado dos elementos que compõem seus espaços. Os ambientes plurissensoriais de Neto são percorridos e habitados, formando locais de encontro,troca e reflexão. O público não é pressuposto como um grupo de observadores, mas acolhido como um coletivo de presenças e corpos ativos nas instalações.
Fernando Coelho (Salvador, BA, 1939) – Fernando Coelho nasceu em Salvador em 1939. Na década de 50, desenvolveu seu trabalho comopublicitário e realizou desenhos técnicos. Foi vencedor de um concurso de cartazes do Estado da Bahia em 1961. Em 1964, ano de sua
primeira exposição individual, Fernando se revelou como pintor. Em suas pinturas toma forma um misticismo que se expressa frequentemente
em jardins e flores, construindo imagens a partir de um olhar que traz à tona o aspecto fantástico dos elementos que figuram em seus quadros.
Em 1997, Coelho é um dos artistas que ilustraram o livro Castro Alves: Edição Comemorativa dos 150 anos de Antônio de Castro Alves,
editado pela Fundação Banco do Brasil e pela Odebrecht.
Fernando França (Rio Branco, AC, 1962) – Fernando França é desenhista, pintor e mestre em literatura brasileira pela Universidade Federal
do Ceará (UFC). Já participou de várias exposições e mostras coletivas, inclusive, na França e em Portugal. Entre os prêmios conquistados
está o 6º Prêmio CDL de Artes Plásticas (Fortaleza-CE) e o 1º Prêmio em Pintura no III e no II Festival Universitário da Cultura, do Museu de
Arte da Universidade Federal do Ceará (MAUC). Nos tempos de estudante de Letras da UFC, Fernando iniciou-se nas artes visuais, através
de participação em mostras de festivais universitários no MAUC, como desenhista de histórias em quadrinhos. Ao tecer comentários sobre a
obra pictórica de Fernando França, o renomado artista plástico Descartes Gadelha salienta sua “potencialidade vocacionada para o
muralismo”. Fernando França vem construindo sua obra não só na absorção das lições dos grandes mestres, como Rafael, Van Gogh e os
cubistas, como, especialmente, no exercício persistente da busca de uma marca própria de expressão.
João Paulo Marques de Lima – O artista combina e concentra as suas obras em diferentes técnicas e práticas artísticas, como a pintura, o
desenho, a fotografia e o violão clássico. Participou da residência artística Projeto Maré.01 de Ernesto Bonato com exposições coletivas de
gravura. Em 2013 foi contemplado com uma bolsa através da Unicamp-SP para estudar artes em Portugal. Mudou-se para o Porto (Portugal),
se formando pela Universidade de Belas Artes do Porto. Desde 2014 realizou vivências artísticas em conjunto com a associação PELE, com
a Belas Artes do Porto e trabalhos de pinturas para Polônia e Suécia. Em 2021, realizou uma exposição na Catedral da Sé do Porto com uma
série de 14 peças/pinturas em madeira, sobre o caminho de Santiago. Desde 2021 desenvolve um projeto de pintura, fotografia e música
sobre as paisagens nordestinas próximas à Serra da Ibiapaba, região do Ceará que faz fronteira com o Piauí.
Josafá Neves (Gama, DF, 1971) – Autodidata, sua prática dialoga com estéticas afro-brasileiras, diáspora africana e ancestralidade. Suas
obras transitam entre figuração e abstração simbólica. Parte de uma base negra, com telas pintadas de preto antes das cores, criando
densidade única. Natureza, mitos afro-atlânticos, espiritualidade e orixás permeiam sua poética. Com mais de 25 anos de trajetória, une
tradição e contemporaneidade, articulando o popular e o erudito, o local e o internacional. Já expôs no Brasil, América Latina, Europa, EUA e
Angola, recebendo o título de Doutor Honoris Causa.
José Ivacy (Morada Nova, MG, 1962) – Desde os anos 80 trabalha intensamente com obras que tem como característica a artesania e a
manipulação de diversos materiais, principalmente a madeira e metais. Visível em suas pinturas e objetos, um complexo conjunto de formas
geométri- cas e orgânicas, percorrendo um caminho próprio no campo da inventividade. Participou de diversas mostras coletivas de artistas
em Brasília e atualmente dedica-se ao trabalho de atelier em Sobradinho, onde vive e administra a galeria ManOObra. Ivacy cria projeto
construtivo ímpar com obras, para fora e para dentro de qualquer espaço proposto, inéditas e trans- cendentes contribuições raras como as
de Celso Renato, Emanuel Nassar e Marcone Moreira. Artistas que não sabem o que é medo do ter e do “tempo rei” transformador e transmutador. Tiram partido de sua desconstrução e reinventam-se, reinventam a pintura escapando da armadilha formalista. Ivacy liberta a pintura
como objeto com extraordinária coragem e ou- sadia fazendo de matéria e tempo uma Unidade na Poesia. Tem obras em várias coleções
públicas e privadas, inclusive nos Museus de Arte da República, Museu de Arte de Brasília, Museu de Arte do Rio – MAR. Também participou
de feiras nacionais e internacionais.
Kboco (Goiânia, Goiás, 1978) constrói uma poética visual centrada na busca por uma identidade brasileira que se expande para além do eixo
ocidental tradicional. É a partir de sua origem no Cerrado, com sua crueza e biodiversidade, que o artista se conecta ao mundo, estabelecendo
um diálogo entre o local e o universal. Seu trabalho é fruto de um olhar atento a repertórios culturais muitas vezes à margem da história da
arte convencional, incorporando elementos de povos nômades e estéticas orientais ao seu vocabulário plástico.
Através de pinturas translúcidas e esculturas totêmicas de madeira, o artista funde arquitetura e abstração, priorizando a sinuosidade e o
caráter anímico da matéria. Ao reaproveitar materiais e símbolos de origens diversas, Kboco propõe uma visualidade miscigenada e potente,
que valoriza ritos, mitificações e um legado cultural que desafia as certezas da herança eurocêntrica.
Lia do Rio (São Paulo, 1938) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua prática transita entre instalação, apropriação e intervenção, investigando
a construção de memória e a natureza do tempo por meio de materiais não convencionais. Expôs no Brasil e em países como EUA, Japão,
França, Alemanha, Inglaterra, Áustria, Suécia, Portugal e China. Possui obras em acervos como o Hangzhou Qianjiang International Art
Museum, Centro de Arte Hélio Oiticica, FUNARTE, Jardim Botânico e Floresta da Tijuca (obra tombada), entre outros. É autora dos livros
Dialeto e Dialeto volume II, além de Lia do Rio: Sobre a Natureza do Tempo (Fase10, 2015), e seu trabalho consta empublicações como
revista Art in America e livro The Environmental Imaginary in Brazilian Poetry and Art, de Malcolm McNee. Lia do Rio utiliza materiais não
convencionais, usando linguagem limite entre instalação, apropriação e intervenção, em indagação da maneira pela qual construímos no
presente atemporal e eterno, as memórias do passado e do futuro.
Luiz Gallina Neto (São Paulo, SP, 1953) vive em Brasília desde 1968. Formado em Comunicação Social (1975), é mestre em Poéticas
Contemporâneas pela UnB (2004), onde leciona desde 1994, tendo recebido o título de Notório Saber. Artista visual premiado, participou de
salões e coletivas nacionais como o MAM-SP, MAC-GO e Museu Nacional da República. Realizou exposições individuais em espaços como
Galeria Karla Osorio, Alfinete Galeria. Referência Galeria, Espaco Piloto UnB e Galeria Pé Palito. Sua obra transita entre a exatidão poética
e a imanência da natureza, revelando uma pintura que transcende o visual e celebra a vida com profundidade estética e sensível.
Luiz Hermano (Preaoca, CE, 1954) estudou Filosofia em Fortaleza. Começou, de maneira autodidata, a trabalhar e experimentar com gravura
em metal e desenho, depois incorporando a pintura e a escultura à sua produção. O universo popular é uma referência para o artista, que
dialoga com o imaginário das gravuras populares e da literatura de cordel. Além disso, em certos trabalhos explora as possibilidades formais
relacionadas à produção artesanal de utensílios de seu estado natal, o Ceará, como o trançado.
Marcelo Conrado (Prudentópolis, PR, 1976) é artista visual e professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná. Doutor
em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Coordenador da Clínica de Direito e Arte da UFPR, Membro da Associação Brasileira de Críticos
de Arte e do Instituto dos Advogados Brasileiros. Foi Presidente da Sociedade dos Amigos do Museu de Arte Contemporânea do Paraná e
Membro Consultor da Comissão de Arte e Cultura do Conselho Federal da OAB. Autor do livro Arte, originalidade e direitos autorais (Edusp)
que em 2023 foi premiado pela Associação Brasileira das Editoras Universitárias. Possui obras no acervo do Museu da República, Museu de
Arte de Brasília, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Fundação Cultural de Curitiba e Museu Oscar Niemeyer.
Marcelo Reis (Salvador, BA, 1972) – Artista visual com ênfase em fotografia, curador e gestor cultural, é diretor do Festival Nacional de
Fotografia A Gosto da Fotografia e do Instituto Casa da Photographia — uma das principais instituições privadas de fomento à cultura
fotográfica na Bahia, que fundou em 1997. Atuou na coordenação de Artes Visuais da FUNCEB, onde foi curador da 64ª edição dos Salões
de Artes Visuais da Bahia, idealizou o Memorial dos Salões e coordenou a etapa adjunta do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger.
Desenvolve desde os anos 1990 pesquisa fotográfica sobre ritos da cultura popular brasileira, especialmente do Norte e Nordeste. Em 2024
apresentou, com curadoria de Bené Fonteles, a instalação Negreiros, um pensamento Afro-atlântico na Casa de Castro Alves, em Salvador.
Expôs nas principais galerias da Bahia, do Brasil e do exterior.
Maxim Malhado (Ibicaraí, BA, 1967) – Artista visual, formado em Educação Física, professor, escritor, tem como lugar de observação no
mundo o universo da casa, os objetos, as estruturas, paredes, ferragens, telhados, sustentação e acolhimento, o nível do chão, alturas e
alinhamentos dos espaços através do prumo… Além desse lugar, a “casa” outras instâncias fazem rodar, a questão religiosa, afeto, história,
amor, memória e a sexualidade, acreditando que não existe nada disso visto separadamente, tudo junto, dejunto, todos… O artista já participou
de várias exposições coletivas, Rumos Itaú Cultural edição 2001-2003, em 2004 foi convidado para 26° Bienal Internacional de São Paulo,
Trienal de Luanda, Bienal do Mercosul(Porto Alegre-2018) Bienal de Montevideu Uruguai, algumas premiações, incluindo 8° Salão MAM
Bahia-2001. Em 2024 teve individual na Paulo Darzé Galeria “…até onde a vista alcança…” e individual na Belizário Galeria de Arte em São
Paulo “…lá do lugar onde moramos…”
Mô Toledo (São Paulo, SP, 1953) – Pintor, gravador, roteirista e diretor de cinema. É filho da artista plástica Amelia Toledo. Ainda na infância,
reside por certo tempo em Londres (Inglaterra), onde inicia sua alfabetização. A partir de 1976, passa a residir no Rio de Janeiro, onde escreve
roteiros para cinema e vídeo. Dirige, em 1980, o desenho animado Afundação do Brasil, filme convidado para festivais como os de Leipzig
(Alemanha) e Lille (França) e premiado em mostras/competições como o Prêmio Coral de Havana, em Cuba (1981). Em 1992, funda junto
com a mãe a empresa Tria, que assina projetos para obras públicas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre as atividades da Tria está o
embelezamento da Estação Brás do Metrô de São Paulo e o projeto completo da Estação Cardeal Arcoverde do Metrô do Rio de Janeiro. Em
1999 é, ao lado da mãe e da produtora Ana Lúcia Guimarães, curador da exposição individual retrospectiva que a Galeria de Arte do Sesi, no
Centro Cultural Fiesp, realiza em homenagem a Amelia Toledo. Ainda em 1999, é um dos artistas que constam do livro do projeto
BRAZILIANartBOOK, publicado pela G&A Editorial, em São Paulo.
Orlando Maneschy (Belém, PA, 1968) é artista, curador e professor-pesquisador. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP.
Realizou estágio pós-doutoral na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. É professor na Universidade Federal do Pará. É
coordenador do grupo de pesquisa Bordas Diluídas: Questões da Espacialidade e da Visualidade na Arte Contemporânea (UFPA/CNPq). É
curador da Coleção Amazoniana de Arte da UFPA. Tem participado de diversos projetos, exposições, e foi contemplado com prêmios e bolsas
de instituições como Funarte, CNPq e Capes. Seus projetos curatoriais lançam olhar para a produção brasileira contemporânea, recebendo
o prêmio de Melhor Exposição Coletiva pela CELESTE 2024, com Delírio Tropical, apresentada na Pinacoteca do Ceará e foi premiado na
mesma categoria em 2025, com Terra Incógnita, notas amazonianas, em exibição na Galeria de Arte da UFPA. Como artista,
destacamos, dentre outros projetos: É Uma Festa, Pá! – Bienal de Cerveira, 2024; A 2 Graus do Equador, Chão, São Luiz, 2025; Adiar o Fimdo Mundo, FGV Artes, RJ, 2025/2026.
Rachel Mascarenhas (Salvador, BA) reside e trabalha em Salvador explorando diversas linguagens. Com formação em arquitetura e
urbanismo pela Universidade Federal da Bahia, a artista visual utiliza também a pintura, a gravura, o vídeo, performance, fotografia e
intervenções urbanas em trabalhos individuais ou em parcerias.
Regina Vater (Rio de Janeiro, RJ, 1943) é artista intermídia, pintora, fotógrafa e ilustradora cuja trajetória atravessa pintura, instalação, vídeo
e arte experimental. Formada no convívio com Iberê Camargo e em colaboração com Hélio Oiticica em Nova York, desenvolveu ao longo das
décadas de 1970 e 1980 uma prática pioneira na interseção entre arte conceitual e poesia visual. Em 1979 organizou a primeira exposição de
arte experimental brasileira em Nova York, e em 1980 retornou à cidade como bolsista da Fundação Guggenheim para desenvolver pesquisas
em instalação. Foi curadora de mostras no Mexic-Arte Museum (Austin) e no Blanton Museum (Austin), e participou de residências na ArtPace
Foundation (San Antonio). Vive e trabalha nos Estados Unidos desde 1986.
Rodrigo Bueno (Campinas, SP, 1967) Rodrigo Bueno vive em trabalha em São Paulo. É graduado em Comunicação Social, ingressou em
programas de pós-graduação em Artes Plásticas na School of Visual Arts – NY (EUA), e em Arte e Consciência pela Universidade John F.
Kennedy – CA (EUA). É idealizador do ateliê Mata Adentro, nome de uma casa/espaço de trabalho, localizado na Lapa em São Paulo. Mata
Adentro é um convite à sensibilização das dinâmicas do espaço natural, um laboratório de produção de suportes de experimentação de
linguagens ocultas no subconsciente, nas multidimensões do entorno e na diversidade de vida contida no legado do mundo natural, fonte de
cultivo e resiliência. Trata-se de um lugar onde materiais recuperados, principalmente madeira, ferro, terra e plantas coletadas do lixo urbano,
são transformados em instalações, esculturas, pinturas e ambientes que fomentam as tecnologias do encontro, espécies de jardins que falam
da continuidade da vida, do eixo que sustenta o todo, da cultura em constante movimento. Mata Adentro é um nome escolhido para expandir
a autoria de um único artista em ações de processos coletivos, pois somos indivíduos inseridos em ambientes colaborativos. O estúdio tem
mostrado seu trabalho no país e no exterior há mais de vinte anos, com obras em sua maioria tridimensionais, vivas e imersivas que se
relacionam com o vínculo da natureza e humanos, sobrepondo narrativas ancestrais e energias fluídas, voltadas a cura vibracional e a
experimentação educativa. Possui obras em coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Rômulo Andrade (Niterói, RJ) Rômulo nasceu em Niterói e cresceu no bairro da Taquara, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Vem de uma
família carioca muito musical. Ainda na infância interessa-se pelo desenho, aquarelas e linguagens expressivas. Depois de alguns anos
morando em São Paulo, muda-se pra Brasília em 1975 aos vinte anos. Na capital, ao longo dos anos trabalha como designer gráfico e como
professor encara o desafio da Educação popular, convivendo com alunos jovens e adultos de todas as regiões do Brasil. Tem currículo extenso
de mostras e publicações desde 1978. Artista visual: desenhista, gravurista, pintor e alquimista, inventor de objetos, muito cedo se engaja ao
movimento ambientalista. ‘Cerrado, berço das Águas’ é uma expressão cunhada por ele que se tornou recorrente.
Selma Parreira (Goiânia, GO) – Artista visual, arte educadora e pesquisadora na Faculdade de Artes Visuais / UFG. Trabalha com linguagens
contemporâneas e investigações que perpassam pelo homem, seus objetos, espaços e memórias Com formação em Licenciatura em Artes
Plásticas, 1980 e Mestra em Artes e Cultura Visual, 2010, Fav/ UFG.
Seo Constante (Santa Maria do Saçui, MG, 1938) Desde a infância começou a vida trabalhando com gado leiteiro. Depois no Espirito Santo,
trabalhou em lavouras de cafè até se estabelecer em Campinas onde vive e atuou mais com jardinagem. Autodidata, se descobre artista aos
78 anos produzindo para arte postal, não parou mais. Em 2018 teve sua primeira exposição individual, em suas obras relata seu cotidiano na
cidade e sua vivência no campo e tudo que está em torno deste ambiente, como quem conta uma história, e conta! Desde 2016 participa de
diversas exposiçôes coletivas, mostras e feiras, no Brasil e no exterior.
Siron Franco (Goiás Velho, GO, 1947) é pintor, desenhista e escultor cuja obra se distingue pelo domínio técnico rigoroso — marcado pelo
uso de tons escuros e atmosfera dramática — e por um engajamento profundo com as questões sociais e políticas de seu tempo. Após ganhar
o prêmio Viagem ao Exterior no Salão de Arte Moderna em 1975, percorreu a Europa e consolidou uma linguagem própria que atravessa
pintura, escultura e instalação, com mais de 3.000 obras produzidas. Entre seus projetos mais emblemáticos está a série Césio, criada em
resposta ao acidente radioativo de Goiânia em 1987. Participou de mais de uma centena de coletivas ao redor do mundo, incluindo os principais
salões e bienais.
Ton Bezerra (Cedral, MA, 1977) é um artista visual maranhense, natural de Cedral e radicado em São Luís, cuja prática se desdobra na
intersecção entre territorialidade, corpo e memória. Sua produção investiga as tensões e convivências entre o espaço e o sujeito, utilizando a
arte como um dispositivo crítico para denunciar as estruturas coloniais e os processos de apagamento ainda vigentes no Brasil. Iniciando sua
trajetória na pintura, Ton expandiu seu repertório para uma investigação multimídia, onde a materialidade serve ao conceito. Seu trabalho
transita por instalações, performances e intervenções que buscam não apenas ocupar o espaço, mas transformá-lo em um território
propositivo. Através desse engajamento, o artista convoca o espectador a uma postura ativa, instigando o questionamento de paradigmas e
o despertar de uma consciência crítica diante da realidade social.
Xico Chaves (Tiros, MG, 1948) – Formado em Artes e Ciência da Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) e Centro Universitário de
Brasília (Ceub), Notório Saber em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), Mestre em Curadoria Integrada/ Brasil Arte Origem
MNBA pela Faperj, ex-diretor do Centro de Artes Visuais da Funarte/MinC, Idealizador de programas artísticos nacionais e internacionais
(dentre eles a Rede Nacional Artes Visuais e Conexão Artes Visuais Minc-Funarte-Petrobrás, Microprojetos + Cultura, Letrista de Música e
autor criações sonoras experimentais e trilhas de Vídeo. Artista Visual e poeta contemporâneo com diversas publicações e exposições
realizadas no Brasil e exterior, mediador cultural e professor de Artes Visuais. Na UnB cursou paralelamente à formação básica em Artes
Visuais: Direção e Arquitetura Teatral, Música Eletroacústica e Experimental, Cinema, Criação de Instrumentos Musicais e Mineralogia.
Participou de diversos movimentos poéticos e artísticos contemporâneos com mostras individuais e coletivas.
Zuarte (Morro do Chapéu, Ba, 1961) Graduado em artes plásticas pela Universidade Federal da Bahia e mestre em artes cênicas com ênfase
em cenografia, pela mesma universidade. Tem participado de exposições individuais e coletivas, pelo Brasil, como: Bienal Internacional de
gravura; Salões de arte do MAM, Ba; O Imaginário do Rei – Em homenagem a Luís Gonzaga, com curadoria de Bené Fonteles, dentre outras.
Integra o projeto RUA – Roteiro Urbano de Arte, da prefeitura de Salvador, com 5 esculturas na Praça da Inglaterra. Atua como cenógrafo e
figurinista, tendo atuado junto ao Núcleo de Teatro do Teatro Castro Alves e ao balé BTCA, do mesmo teatro; também com o Bando de Teatro
Olodum, dentre vários outros, com prêmios nessa área. Realiza trabalhos de direção de arte para cinema. Tem trabalhos editados em poesia e música.
Serviço: “AFINS”, exposição coletiva
Abertura sexta-feira, dia 24 abril, 17h às 21h
Galeria Karla Osorio (SMDB Conjunto 31 Lote 1B – Lago Sul / Brasília – DF) – todos os pavilhões
Em cartaz até 28 junho 2026, domingo
Visitação: segunda a sexta, 9h – 18h, sábados 9h – 14h
A entrada é gratuita. Recomenda-se agendar por telefone, e-mail, DM no Instagram ou WhatsApp.