Escultura Big Piercing passa a integrar o acervo permanente do museu em cerimônia no dia 4 de agosto, consolidando um legado cultural da diplomacia entre os dois países
No dia 4 de agosto, o pôr do sol de Brasília ganha um tom especial. Em celebração aos 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e o Reino dos Países Baixos, o embaixador Aldrik Gierveld convida o público para apreciar um presente dos Países Baixos para a cidade de Brasília. A partir das 16h30, no Museu Nacional da República, a artista e arquiteta neerlandesa Janet Vollebregt oficializa a doação da escultura Big Piercing, feita especialmente para o Museu, que passa a integrar o acervo permanente da instituição. O evento no final da tarde contará com iluminação cênica da escultura, coquetel, música ambiente e DJ, em um encontro aberto ao público para celebrar arte, arquitetura, diplomacia e um legado que permanecerá como parte do patrimônio artístico da capital federal.
A escultura, que permanecerá na área externa do Museu até o dia 4 de dezembro, fez parte da exposição Esférica / Nurturing Spheres, realizada em 2022 no Museu Nacional da República. O projeto foi contemplado pelo edital Open Call – Cultural Connections, Liveable Cities 2022, promovido pela Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil, com apoio do Dutch Creative Industries Fund.
Na ocasião, Janet Vollebregt apresentou instalações imersivas que propunham reflexões sobre arquitetura, sustentabilidade, bem-estar e a relação entre as pessoas e os espaços construídos. A exposição aproximou o público brasileiro da produção contemporânea neerlandesa e consolidou o Museu Nacional da República como uma importante plataforma de intercâmbio cultural entre os dois países.
Artista e arquiteta, Janet Vollebregt desenvolve uma pesquisa que conecta arquitetura, arte e bem-estar espacial. Seu trabalho investiga como o ambiente construído influencia a saúde, a percepção e a relação das pessoas com a natureza, propondo novas formas de compreender os edifícios como organismos vivos e sensíveis. Ao longo dos últimos anos, a artista estreitou sua relação com o Brasil por meio de projetos realizados em parceria com instituições culturais e profissionais brasileiros.
Uma das obras mais reconhecidas da exposição de 2022, Big Piercing materializa o conceito desenvolvido por Janet de “perfurar a arquitetura” (piercing architecture). Inspirada no uso ancestral de joias e talismãs como elementos de proteção, identidade e beleza, a artista cria intervenções que adornam simbolicamente os edifícios, estimulando novas formas de interação entre arquitetura, espaço urbano e sociedade. “Compreender os edifícios como entidades vivas pode contribuir para cidades mais sustentáveis, acolhedoras e voltadas ao bem-estar das pessoas”, afirma Janet.
Além de ampliar o acervo do Museu Nacional da República, a doação reforça o compromisso da Embaixada do Reino dos Países Baixos com a diplomacia cultural e a cooperação de longo prazo entre os dois países. A presença permanente de Big Piercing em um dos principais equipamentos culturais de Brasília reafirma o papel da arte como instrumento de aproximação entre culturas e como legado duradouro das comemorações dos 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Reino dos Países Baixos.
Serviço
Cerimônia de doação da obra Big Piercing Data: 4 de agosto de 2026 (terça-feira) Horário: 16h30 às 18h30 Local: Museu Nacional da República – Brasília
Sra Mai Taha Khalil, Embaixadora da República Árabe do Egito no Brasil
A Embaixada da República Árabe do Egito no Brasil comemorou, em Brasília, o Dia Nacional do país, que marca o 74º aniversário da Revolução de 1952. A cerimônia reuniu autoridades, integrantes do corpo diplomático e convidados para celebrar a data e evidenciar os avanços da relação bilateral entre Egito e Brasil.
Durante o evento, a Embaixadora Mai Taha Khalil anunciou que encerrará sua missão diplomática no Brasil no fim de agosto e fez um balanço dos principais resultados alcançados ao longo de sua gestão. Em seu discurso, ressaltou que Brasil e Egito mantêm mais de um século de relações diplomáticas, sustentadas pelo diálogo político, pela cooperação econômica e pela atuação conjunta em temas de interesse comum no cenário internacional.
Entre os marcos recentes da parceria, a diplomata destacou a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Egito, realizada em fevereiro de 2024. Na ocasião, os dois países elevaram suas relações ao nível de Parceria Estratégica e firmaram novos acordos destinados a ampliar a cooperação em diferentes áreas.
A embaixadora também lembrou a participação do presidente egípcio Abdel Fattah el-Sissi na Cúpula do G20, realizada no Rio de Janeiro em novembro de 2024, ocasião em que manteve encontros com o presidente brasileiro para discutir novas oportunidades de cooperação bilateral.
Outro destaque foi a atuação do Egito na Cúpula do BRICS de 2025, no Rio de Janeiro, representado pelo primeiro-ministro Mostafa Madbouly. Segundo Mai Taha Khalil, a participação reforçou o compromisso egípcio com a ampliação da cooperação econômica, financeira e do diálogo entre os países do Sul Global.
Na área ambiental, a diplomata recordou a presença da delegação egípcia na COP30, realizada em Belém em 2025, quando Brasil e Egito defenderam maior apoio financeiro internacional aos países em desenvolvimento para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Ao abordar as relações econômicas, a embaixadora destacou que o Egito permanece como o principal parceiro comercial do Brasil no continente africano e o segundo entre os países árabes. A expectativa é que o intercâmbio comercial alcance cerca de US$ 5,1 bilhões, impulsionado pelo Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Egito, além da expansão dos investimentos, da transferência de tecnologia e da diversificação das parcerias empresariais.
A cooperação na área de defesa também foi lembrada durante a cerimônia. Nos últimos anos, Brasil e Egito ampliaram o intercâmbio de conhecimentos, treinamentos militares e a participação conjunta em eventos do setor, incluindo a presença de representantes brasileiros e da indústria nacional de defesa na EDEX 2025, realizada no Cairo.
No campo cultural, Mai Taha Khalil ressaltou iniciativas voltadas ao fortalecimento dos laços entre as duas sociedades, como a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, na inauguração do Grande Museu Egípcio e a realização de uma celebração simultânea entre Brasil e Egito, com atividades promovidas aos pés do Cristo Redentor.
Ao tratar dos temas internacionais, a embaixadora afirmou que os dois países compartilham posições favoráveis ao fortalecimento do multilateralismo, da solução pacífica de controvérsias, do respeito ao direito internacional e da defesa da soberania dos Estados. Em relação ao Oriente Médio, reiterou a preocupação do Egito com os conflitos na região e destacou a importância do diálogo diplomático e da ampliação da assistência humanitária às populações afetadas.
Encerrando sua participação, Mai Taha Khalil reafirmou o compromisso do Egito em continuar aprofundando a cooperação com o Brasil, ampliando as parcerias em áreas estratégicas e fortalecendo a atuação conjunta em fóruns internacionais voltados ao desenvolvimento sustentável, à paz e à cooperação entre as nações.
O Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, organizou, no dia 27 de maio, na Sala Nervi da Embaixada da Itália em Brasília, um bate-papo com o renomado escritor italiano Sandro Veronesi, por ocasião do lançamento da edição em língua portuguesa do livro Caos calmo, publicado pela Editora Autêntica Contemporânea.
No centro do diálogo, estiveram a literatura contemporânea, os caminhos da produção literária italiana e o processo de construção de Caos calmo, obra considerada uma das mais emblemáticas de sua trajetória. Após a conversa, Veronesi respondeu às muitas perguntas do público e participou de uma sessão de autógrafos com os convidados presentes.
“Sandro Veronesi, com os seus dois ‘Premio Strega’, é provavelmente o maior escritor das últimas décadas na Itália, e a sua presença em Brasília, hoje na Embaixada e, na quinta-feira, 28 de maio, na Livraria Circulares, para uma sessão de autógrafos, representa uma oportunidade única de aproximar ainda mais o público brasileiro da literatura italiana contemporânea e de um autor que já é muito conhecido e amado, como testemunha a presença incrível de apaixonados, com a Sala Nervi lotada”, afirmou o Embaixador Cortese.
O debate entre Veronesi e o Embaixador foi realizado em italiano, com tradução simultânea para o português, permitindo ampla participação do público brasileiro. A iniciativa integrou a programação cultural promovida pela Embaixada da Itália no Brasil, voltada ao fortalecimento do intercâmbio cultural e à difusão da literatura italiana contemporânea no país.
Turnê de lançamento no Brasil
A passagem de Sandro Veronesi pelo Brasil faz parte da turnê de lançamento da edição brasileira de Caos calmo. No dia 28 de maio, o escritor participa de uma sessão de autógrafos aberta ao público, às 18h30, na Livraria Circulares, em Brasília, em encontro organizado em colaboração com a Embaixada da Itália em Brasília.
Na sequência, o autor segue para São Paulo, onde integra a programação d’A Feira do Livro. No dia 30 de maio, às 16h15, Veronesi participa de uma conversa mediada pelo jornalista Ruan de Sousa Gabriel, no Palco Principal do evento. Já no dia 31 de maio, às 15h, o escritor realiza uma nova sessão de autógrafos na Livraria da Vila Paulista.
A turnê brasileira do autor conta com o apoio da Embaixada da Itália no Brasil e do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo.
Biografia do escritor Sandro Veronesi
Nascido em Florença, em 1959, Sandro Veronesi formou-se em Arquitetura nos anos 1980 e posteriormente transferiu-se para Roma, onde iniciou sua trajetória literária com Per dove parte questo treno allegro (1988), obra que lhe garantiu reconhecimento da crítica e do público.
Ao longo de sua carreira, colaborou com importantes veículos italianos, como il manifesto, Epoca, l’Unità e Corriere della Sera. Consolidou-se como uma das principais vozes da literatura italiana contemporânea com La forza del passato (2000), livro vencedor dos prêmios Viareggio e Campiello.
Sr Embaixador Lawrence Manzi durante seu discurso na cerimônia do Kwibohora32, foto JP Rodrigues
Em sua terceira celebração oficial da data nacional no Brasil, a Embaixada da República de Ruanda reúne autoridades, corpo diplomático e convidados para celebrar os 32 anos da Libertação do país, destacando sua trajetória de reconstrução, unidade e desenvolvimento.
A Embaixada da República de Ruanda no Brasil celebrou, nesta terça-feira (7), o Kwibohora32, Dia da Libertação de Ruanda, reunindo autoridades brasileiras, membros do corpo diplomático, representantes de organismos internacionais, parlamentares, acadêmicos, empresários e parceiros institucionais em Brasília.
A cerimônia marca os 32 anos da Libertação de Ruanda, celebrada em 4 de julho, data que simboliza o fim do Genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda e o início de m amplo processo de reconstrução nacional, fundamentado na unidade nacional, na reconciliação e no desenvolvimento.
Realizada pelo terceiro ano consecutivo, a celebração reafirmou o fortalecimento da presença diplomática ruandesa no país e o aprofundamento das relações entre nações. Mais do que uma celebração nacional, o evento apresentou ao público brasileiro aspectos da história recente de Ruanda e da jornada de transformação que fez do país uma referência internacional em governança, inovação, sustentabilidade e segurança.
O Kwibohora, que em kinyarwanda significa “Libertação”, representa um dos momentos mais importantes da história contemporânea de Ruanda. A data marca o início de um novo projeto nacional voltado à reconstrução das instituições, à promoção da unidade entre os ruandeses e à construção de um país orientado pelo desenvolvimento sustentável, pela inovação e pela boa governança.
Ao longo dos últimos 32 anos, Ruanda consolidou avanços reconhecidos internacionalmente em áreas como igualdade de gênero, segurança pública, saúde, educação, transformação digital e crescimento econômico, tornando-se uma referência no continente africano.
Durante a cerimônia, o Embaixador da República de Ruanda no Brasil, Lawrence Manzi, ressaltou que a Libertação permanece como um compromisso permanente com a construção de um futuro baseado na responsabilidade coletiva, na confiança entre os cidadãos, e uma visão compartilhada de futuro, construída a partir da dignidade e prosperidade.
Representando o Governo brasileiro, o Embaixador Antonio Augusto Cesar, Diretor do Departamento de África do Ministério das Relações Exteriores, ressaltou a importância do fortalecimento das relações entre Brasil e Ruanda e da ampliação da cooperação entre os dois países em áreas estratégicas.
A seguir, trecho do discurso do Embaixador Antonio Augusto Cesar
“I am honored to welcome you tonight as we gather to celebrate two defining moments in Rwanda’s history: the 64th anniversary of our Independence, observed on July 1st, and Kwibohora, our Liberation Day, which celebrated on July 4th and this year marks 32 years since the Rwanda Patriotic Front stopped the genocide.
Kwibohora marks the beginning of Rwanda’s journey of rebirth following the 1994 Genocide against the Tutsi. It is with that somber beginning, Rwandans embarked on a path of healing, rebuilding, unity, and reconciliation.
Through this journey, our nation reclaimed its dignity, restored hope to its people, and regained the ability to determine its own destiny. This new chapter was defined by the shared responsibility of rebuilding a united, resilient, and forward-looking nation after decades of statelessness, divisionism and bad governance. We honor the young brave men and women of the Rwanda Patriotic Army, who made the ultimate sacrifice to give their lives so that they could liberate Rwanda and give us a chance for a new beginning. In honoring them, we also recognize the responsibility entrusted to every Rwandan to build and protect the nation they liberated (…)”
Ao longo da noite, convidados puderam conhecer diferentes expressões da cultura ruandesa. Um grupo de artistas apresentou danças tradicionais que fazem parte do patrimônio cultural do país, enquanto o buffet trouxe sabores característicos da gastronomia de Ruanda, proporcionando uma experiência de imersão cultural que complementou a programação diplomática da cerimônia.
A celebração em Brasília também refletiu o momento positivo das relações entre Ruanda e Brasil. Nos últimos anos, os dois países vêm ampliando o diálogo político e a cooperação em setores como agricultura, inovação, educação, comércio, investimentos e intercâmbio técnico, criando oportunidades de aproximação entre governos, universidades e setor privado.
Pesquisa de Marcel Augusto Calassa Alcântara, membro da Associação Mensa Brasil, entidade que reúne pessoas de alto QI, nasceu após observação de um padrão entre os números 13 e 16 e foi selecionada pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) para integrar o evento
Julho de 2026 – Uma observação aparentemente simples durante uma aula de matemática levou o estudante Marcel Augusto Calassa Alcântara, de 10 anos, a desenvolver uma pesquisa que será apresentada na XII Bienal de Matemática da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A investigação começou quando ele identificou um comportamento incomum entre os números 13 e 16 e decidiu descobrir se o mesmo padrão ocorria com outros números. O estudo resultou em uma pesquisa sobre ciclos formados pela soma dos algarismos de potências numéricas, posteriormente aprovada para apresentação em um dos mais importantes eventos de matemática do Brasil.
A descoberta começou quando Marcel, que é membro da Associação Mensa Brasil, principal entidade no País que reúne pessoas com altas capacidades intelectuais no País e representante oficial da Mensa Internacional, maior organização de alto QI do mundo, percebeu um comportamento curioso envolvendo os números 13 e 16. Ao elevar 13 ao quadrado, obteve 169, cuja soma dos algarismos é 16. Em seguida, observou que 16 ao quadrado resulta em 256, e a soma dos algarismos de 256 é novamente 13. Assim, os dois números formavam um ciclo matemático: 13 → 16 → 13.
Intrigado com esse padrão, o garoto superdotado decidiu investigar se o mesmo fenômeno poderia ocorrer com outros números. O que inicialmente era apenas uma curiosidade transformou-se em uma pesquisa que envolveu cálculos, testes, formulação de hipóteses, análise de padrões e aprofundamento teórico.
O trabalho foi posteriormente estruturado em formato de artigo e aprovado para apresentação na XII Bienal de Matemática, evento que reúne pesquisadores, professores, estudantes e divulgadores científicos de diversas regiões do Brasil.
A pesquisa demonstrou que esse tipo de sequência matemática sempre acaba entrando em ciclos e que todos eles podem ser identificados dentro de um conjunto finito de números. A descoberta permitiu classificar diferentes ciclos e comportamentos da função estudada, contribuindo para a compreensão de padrões relacionados à soma dos algarismos de potências numéricas.
Como funciona a descoberta
A pesquisa analisa uma operação simples: elevar um número a uma potência e, em seguida, somar os algarismos do resultado. Por exemplo, 13² = 169 e 1 + 6 + 9 = 16. Repetindo o processo, 16² = 256 e 2 + 5 + 6 = 13. Marcel descobriu que alguns números entram em ciclos como esse e investigou quais ciclos existem e por que eles acontecem.
Para Marcel, a aprovação representa a oportunidade de compartilhar sua descoberta e conhecer pessoas que também gostam de aprender. “Fiquei muito feliz e animado. Eu gosto de matemática e de pesquisar coisas novas, então saber que outras pessoas acharam meu trabalho interessante foi muito legal. Também fiquei curioso para conhecer outros estudantes e aprender com eles”, afirma.
A pesquisa nasceu de uma característica que a família observa desde a infância: a vontade de compreender como as coisas funcionam. “O que mais me impressiona em Marcel é a combinação entre curiosidade, autonomia e persistência. Quando encontra um tema que desperta seu interesse, ele não se contenta com respostas prontas. Faz perguntas, pesquisa, lê livros, conversa com pessoas, cria hipóteses e procura verificar se elas fazem sentido”, afirma a mãe, Glacy Calassa.
Segundo ela, a aprovação na Bienal representa o reconhecimento de um processo construído a partir da curiosidade infantil e da liberdade para explorar perguntas. “A aprovação na Bienal mostra que as crianças não são apenas capazes de aprender conhecimento. Elas também podem produzir conhecimento quando encontram espaço para explorar suas próprias perguntas”, acrescenta.
Aprender e compartilhar
A matemática é apenas uma das áreas que despertam o interesse de Marcel. Ao longo dos últimos anos, ele participou de olimpíadas acadêmicas nacionais e internacionais, eventos de ciência e robótica, conquistou o título de Mestre Nacional de Xadrez e tornou-se integrante vitalício da International Junior Honor Society (IJHS), organização internacional que reconhece estudantes com desempenho acadêmico de destaque.
A conquista da condição de membro vitalício da instituição é resultado de participações consecutivas e desempenho acadêmico consistente ao longo dos anos, reconhecimento alcançado por poucos estudantes em sua faixa etária.
A trajetória do garoto também inclui a publicação de um livro inspirado em uma experiência vivida durante um hackathon ligado à NASA, além da apresentação de um pôster científico em evento promovido pela Mensa Brasil.
Além das atividades acadêmicas e científicas, Marcel participa de iniciativas voltadas ao desenvolvimento de crianças com altas habilidades. Entre elas estão os encontros promovidos pela Mensa Brasil, que reúnem famílias, estudantes e profissionais em atividades de integração, aprendizagem e troca de experiências.
Ao longo dos anos, esses espaços permitiram que Marcel ampliasse seu círculo de amizades, participasse de projetos educacionais e convivesse com outras crianças que compartilham interesses em áreas como matemática, ciência, leitura e xadrez.
“Ao longo dos últimos anos, a Mensa Brasil proporcionou ao Marcel, por meio do Agzinho e dos encontros regionais, oportunidades de conviver com outras crianças curiosas, fazer amizades, participar de eventos inspiradores e perceber que gostar de aprender é algo positivo e que pode ser compartilhado”, afirma Glacy Calassa.
O desejo de aprender e compartilhar conhecimento também ganhou forma em projetos criados pelo estudante. Quando tinha apenas 4 anos, Marcel criou o projeto Xadrez na Praça com o objetivo de reunir outras crianças para jogar, aprender e fazer amizades. O que começou como encontros informais cresceu ao longo dos anos e deu origem ao Clubinho STEAM do Marcel, iniciativa que promove atividades ligadas à leitura, matemática, ciência e xadrez.
Atualmente, o projeto reúne crianças e famílias em encontros, clubes de leitura, desafios matemáticos, atividades científicas e passeios educativos. Entre as ações realizadas estão encontros no Parque da Cidade, em Brasília (DF), para compartilhar conhecimentos, trocar experiências e incentivar a convivência entre crianças com interesses em comum.
“O que eu mais gosto é encontrar meus amigos e outras crianças que gostam das mesmas coisas que eu. Conversamos sobre matemática, jogos, livros e xadrez. É divertido porque cada pessoa sabe algo diferente e sempre aprendo alguma coisa nova”, conta Marcel.
A família acredita que iniciativas como essa ajudam a mostrar que aprender pode ser uma experiência coletiva e prazerosa. “Nossa principal estratégia é valorizar as perguntas. Mais do que oferecer respostas, procuramos mostrar que a curiosidade tem valor. Apesar de ele gostar muito de olimpíadas e ter excelentes resultados, nosso objetivo nunca foi formar um campeão de olimpíadas, mas uma criança feliz, curiosa e apaixonada por aprender”, afirma Glacy.
A escola também acompanha de perto esse processo de desenvolvimento. “Recebemos a aprovação de Marcel na Bienal de Matemática com grande alegria. Sua trajetória demonstra como a curiosidade, o esforço e o apoio adequado do colégio e da família podem transformar o potencial de uma criança em realizações concretas. Para o colégio, é uma honra acompanhar esse desenvolvimento e incentivar o pensamento científico desde os anos iniciais”, afirma Waldemar Nehgme, diretor do Doman School.
Além da participação na Bienal, Marcel foi convidado para integrar um projeto social voltado ao ensino de matemática para crianças, iniciativa que deverá começar no segundo semestre. Para a família, a história não é sobre precocidade ou recordes. É sobre o que pode acontecer quando uma criança encontra espaço para fazer perguntas, investigar suas ideias e compartilhar aquilo que aprende com outras pessoas.
Sobre a Associação Mensa Brasil
Fundada em 2002, a Associação Mensa Brasil é a afiliada brasileira oficial da Mensa Internacional, a maior, mais antiga e mais prestigiada organização de alto quociente de inteligência (QI) do mundo. Ela congrega pessoas com altas capacidades intelectuais, tendo como único requisito de ingresso possuir QI igual ou acima de 98% da população em geral, comprovado por teste padronizado de inteligência. A entidade representa e mobiliza seus associados, com foco em três objetivos principais: (i) identificar e promover a inteligência humana em benefício da humanidade; (ii) estimular pesquisas sobre a natureza, características e usos da inteligência; e (iii) prover um ambiente intelectual e socialmente estimulante para seus associados.
Sobre a Mensa Internacional
Fundada em 1946, no Reino Unido, a Mensa Internacional é a maior, mais antiga e mais prestigiada organização de pessoas com alta inteligência do mundo. Foi criada com o objetivo de promover a inteligência como ferramenta estratégica para o desenvolvimento e a evolução da humanidade. A palavra Mensa significa “mesa”, em Latim, em referência à natureza de mesa-redonda da organização, representando a união de iguais, independentemente de características como etnia, cor, credo, nacionalidade, idade, visão política, histórico educacional ou socioeconômico.
Produção liderada pela premiada bailarina Oksana Bondareva percorrerá 22 cidades brasileiras com um programa inédito inspirado nos grandes clássicos mundiais
Em Brasília, a apresentação será no dia 25 de julho, às 20h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Após conquistar o público brasileiro e receber ampla aprovação da crítica em sua passagem pelo país em 2025, o espetáculo Gala Concert, com Oksana Bondareva – da companhia The Moscow Ballet, retorna ao Brasil para uma nova e aguardada turnê, reunindo alguns dos mais talentosos artistas da dança clássica internacional. As apresentações ocorrerão de 20 de julho a 25 de agosto, em 22 cidades, incluindo grandes capitais.
A produção apresenta um programa inédito, preparado especialmente para o Brasil, que celebra a excelência técnica, a expressividade artística e a riqueza histórica da dança. Em uma noite marcada pela elegância e pela emoção, o público terá a oportunidade de apreciar interpretações de trechos e variações inspirados nos grandes clássicos que atravessaram gerações e consolidaram o balé como uma das mais refinadas formas de arte do mundo.
No centro desta experiência está a consagrada bailarina Oksana Bondareva, vencedora do Prêmio Capri 2025, um dos mais importantes reconhecimentos da dança clássica europeia. Ao seu lado, estarão em cena oito solistas internacionais, incluindo primeiros bailarinos de renomadas companhias europeias, formados nas mais tradicionais escolas de balé do continente.
O repertório da edição 2026 reúne alguns dos momentos mais emblemáticos da história do balé, conduzindo o público por diferentes épocas, estilos e tradições da dança. Entre os destaques estão trechos consagrados de obras-primas como A Bela Adormecida, O Lago dos Cisnes, Raymonda, Corsário, Arlequinada e La Sylphide, além de números de grande virtuosismo técnico e forte carga emocional que marcaram gerações de bailarinos e espectadores. A programação inclui ainda uma criação contemporânea ao som da música de Johann Sebastian Bach, estabelecendo um diálogo entre tradição e modernidade e evidenciando a versatilidade artística dos intérpretes. “Os espectadores poderão mergulhar na era de ouro do balé, nos tempos de Marius Petipa, e ao mesmo tempo entrar em contato com obras-primas contemporâneas da coreografia. Será uma viagem no tempo através do balé, sem limites para a imaginação”, conta Oksana Bondareva, que também é responsável pela direção artística do espetáculo, junto a Andrey Lyapin.
Os célebres e complexos pas de deux — os tradicionais duetos do balé clássico — estão entre os pontos altos do espetáculo. Neles, os bailarinos desafiam os limites do corpo com saltos espetaculares, giros de extrema precisão e movimentos que exigem absoluto domínio da técnica clássica. Alguns duetos surpreendem ainda pela incorporação de elementos acrobáticos, resultando em performances de rara beleza e forte impacto cênico, capazes de arrancar aplausos e prender a atenção do público do início ao fim.
Embora estruturado em números independentes, o espetáculo apresenta uma unidade artística construída pela excelência dos intérpretes e pela celebração da beleza da dança. Cada apresentação conduz o espectador por diferentes atmosferas e emoções, alternando momentos de delicadeza, virtuosismo, dramaticidade e encantamento.
A decisão de retornar ao Brasil reflete o forte vínculo construído com o público brasileiro durante a temporada anterior. O entusiasmo dos espectadores e a receptividade encontrada nas cidades visitadas consolidaram o país como um importante destino para a companhia, que volta com o propósito de oferecer uma experiência ainda mais especial e memorável.
“O Brasil é um dos poucos países onde a emoção é demonstrada de forma tão intensa. As pessoas fazem questão de agradecer, e isso nos toca profundamente. Esse carinho é um grande incentivo para nós”, destaca Oksana. Com produção de alto nível e uma proposta artística sofisticada, porém acessível a espectadores de todas as idades, o Gala Concert com Oksana Bondareva – The Moscow Ballet reafirma seu compromisso de aproximar o grande público da excelência da dança internacional.
Serviço: Gala Concert – The Moscow Ballet Data: 25/07/2026 Horário: 20h Local: Centro de Convenções Ulysses – SDC, Ulysses Guimarães – Brasília, DF – 70655-775 Classificação Etária: Livre (menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsáveis) Ingressos: a partir de R$150,00 Vendas na Bilheteria Digital: https://checkout2.bilheteriadigital.com/gala-concert-com-oksana-bondareva-the-moscow- ballet-25-de-julho
* A programação completa será exibida no Cine Cultura Liberty Mall
** Já tradicional no calendário brasileiro, o maior evento de cinema italiano nos países lusófonos retorna ao Brasil em 2026 e comemora a realização de 13 edições no país. O Festival já conta com 16 cidades confirmadas em sua edição brasileira: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Niterói, Búzios, Aracaju, Recife, Maceió, Fortaleza, Salvador, Belém, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis e Caxias do Sul. Em breve novas cidades serão anunciadas.
Em 2026, o convidado especial do Festival é o diretor Federico Ferrone, que dirige ao lado de Michele Manzolini um dos destaques dessa edição: Os Irmãos Segreto. O documentário ítalo-brasileiro acompanha a trajetória de Pasquale, Gaetano e Alfonso Segreto, três irmãos imigrantes italianos que se tornaram os pioneiros do cinema no Brasil. A versão brasileira do filme, que será exibida no festival, tem narração do ator Paulo Betti. Já Fuori, de Mario Martone, é uma biografia inspirada na escritora italiana Goliarda Sapienza, que concorreu à Palma em Cannes 2025.
A programação reúne 10 filmes, com destaque também para Modi – Três dias nas asas da loucura, de Johnny Depp, longa que marca o retorno de Depp à direção depois de 29 anos, e para Caro Diário, de Nanni Moretti, um dos diretores mais importantes do cinema italiano contemporâneo. O longa recebeu o David di Donatello de Melhor Filme e Melhor com Nicola Piovani, em 1994. Também foi indicado à Palma de Ouro e premiado com Melhor Direção em Cannes, no mesmo ano.
Em 2026, a parceria entre o Festival e a Generali Seguros ampliou: o evento passa a se chamar “8 ½ Festa do Cinema Italiano por Generali”, reforçando o compromisso da empresa com o incentivo e a valorização da cultura italiana no Brasil.
Desde 2024 o evento tem o apoio da Lei de Incentivo à Cultura. É uma realização do Ministério da Cultura, da Associação Il Sorpasso e da Risi Film Brasil, com o apoio e a colaboração da Embaixada da Itália, dos Institutos Italianos de Cultura de Rio de Janeiro e de São Paulo e do Consulado Geral do Rio de Janeiro e com o apoio institucional do Consulado Geral de São Paulo e dos consulados de Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife.
Já tradicional no calendário brasileiro, “8 ½ Festa do Cinema Italiano por Generali” retorna a todo Brasil em 2026
Em 2026, o 8 ½ Festa do Cinema Italiano por Generali completa sua 13ª edição no Brasil e chega a Brasília de 25 de junho a 1º de julho. A programação completa será exibida no Cine Cultura Liberty Mall.
Ao todo, o Festival já conta com 16 cidades confirmadas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Niterói, Búzios, Aracaju, Recife, Maceió, Fortaleza, Salvador, Belém, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis e Caxias do Sul.
Em 2026, o convidado especial do Festival é o diretor Federico Ferrone, que dirige ao lado de Michele Manzolini um dos destaques dessa edição: Os Irmãos Segreto. O documentário ítalo-brasileiro acompanha a trajetória de Pasquale, Gaetano e Alfonso Segreto, três irmãos imigrantes italianos que se tornaram os pioneiros do cinema no Brasil. A versão brasileira do filme, que será exibida no festival, tem narração do ator Paulo Betti.
A programação reúne 10 filmes, com destaque também para o clássico Caro Diário, de Nanni Moretti, um dos diretores mais importantes do cinema italiano contemporâneo. O longa, que tem Moretti também como protagonista, será exibido em cópia restaurada. A produção recebeu o David di Donatello de Melhor Filme e Melhor Música (Nicola Piovani), em 1994, e foi indicado à Palma de Ouro e premiado com Melhor Direção em Cannes, no mesmo ano.
Outro destaque é o drama de época, Modi – Três dias nas asas da loucura, de Johnny Depp, que marca o retorno de Depp à direção depois de 29 anos e conta com Al Pacino e Riccardo Scamarcio no elenco. O roteiro é assinado pelos veteranos Jerzy e Mary Olson-Kromolowski, e é uma adaptação da peça teatral de 1980, Modigliani, de Dennis McIntyre, que conta, com humor e liberdade, a história do escultor e pintor italiano Amedeo Modigliani, conhecido como Modi.
O longa Fuori, de Mario Martone, é uma biografia dramática inspirada na escritora italiana Goliarda Sapienza; foi indicado à Palma de Ouro, no Festival de Cannes 2025, na competição principal. A produção explora o universo feminino na sua complexidade, entre um aparente caos e uma profunda intensidade emocional, com uma interpretação magistral de Valeria Golino. Roma, 1980. A escritora Goliarda Sapienza é presa por roubo de joias, mas o encontro com algumas jovens presidiárias torna-se, para ela, uma experiência de renascimento.
A Última Rodada (Le città di pianura), de Francesco Sossai, também integra a programação do Festa e é um dos filmes mais premiados desta edição. Considerado um dos filmes italianos mais destacados do último Festival de Cannes 2025, foi exibido na mostra Un Certain Regard e venceu oito prêmios no David di Donatello Awards, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção. O longa é um road movie cômico e ao mesmo tempo poético, que acompanha a viagem etílica de dois cinquentões e de um estudante de arquitetura. A viagem improvisada entre bares e estradas vazias acaba transformando a visão de mundo do rapaz.
Primavera, de Damiano Michieletto, marca a estreia de Michieletto, aclamado diretor de ópera, em longas-metragens. Com roteiro de Ludovica Rampoldi e Michieletto. Na história, Cecilia, uma violinista de 20 anos, vive confinada em um orfanato para meninas e passa a questionar sua realidade quando conhece o brilhante compositor Antonio Vivaldi. A produção é baseada no romance Stabat Mater, de Tiziano Scarpa, de 2008.
O Negociador (Il Nibbio), de Alessandro Tonda, é um thriller dramático de 2025, ano em que se completou 20 anos da da morte de Nicola Calipari, alto dirigente do SISMI (Serviço de Informações e Segurança Militar), apelidado de Il Nibbio, que perdeu a vida durante uma operação de inteligência destinada à libertação da jornalista Giuliana Sgrena, raptada no Iraque por uma célula terrorista. O longa narra os vinte e oito dias que antecederam sua morte durante a operação.
O Menino da Calça Rosa (Il ragazzo dai pantaloni rosa), de Margherita Ferri, é um dos filmes italianos mais vistos de 2025, com mais de um milhão e meio de espectadores. O longa é baseado na história real de Andrea Spezzacatena, um jovem de 15 anos, que tirou a própria vida, tornando-se o primeiro caso conhecido em Itália de suicídio de um menor provocado por homofobia, bullying e cyberbullying. O caso teve início após suas calças vermelhas ficarem cor-de-rosa após uma lavagem errada e ele começar a ser perseguido na escola. A produção se baseia no livro da mãe de Andrea, “Andrea Além das Calças Cor-de-Rosa”.
Baseado no livro homônimo de Michela Murgia, o drama Três Vezes Adeus, de Isabel Coixet, também integra a programação e conta com Alba Rohrwacher e Elio Germano no elenco. Depois de uma discussão que parece banal, Marta e Antonio separam-se. Ela fecha-se em si própria, marcada por uma súbita falta de apetite; ele, chef em ascensão, refugia-se no trabalho sem conseguir esquecê-la.
O documentário Agnus Dei, de Massimiliano Camaiti, exibido no Festival de Veneza, que acompanha a rotina do Mosteiro de Santa Cecília em Trastevere, no coração de Roma, onde uma tradição secular se renova todos os anos: em janeiro, dois cordeiros recém-nascidos, após serem adornados e abençoados, são confiados aos cuidados de uma das freiras de clausura. Ela cuida deles com a ternura de uma mãe, amamentando-os e alimentando-os. A presença dos animais tem um propósito específico: com a lã deles, as freiras tecem o pálio que o Papa usa no dia 29 de junho, na Solenidade de São Pedro e São Paulo. No Ano Santo de 2025, enquanto o rito ocorria, o Papa adoece subitamente.
A nova imagem oficial da 8 ½ Festa do Cinema Italiano por Generali nasce de um convite à artista e bióloga marinha Ana Pêgo. Fundadora do projeto Plasticus Maritimus, Ana cria composições visuais a partir de plástico e objetos que encontra nas praias, procurando com o seu trabalho educar e sensibilizar a população para a contaminação dos oceanos e consequente impacto na fauna e flora marinhas. A imagem recria o retrato de uma mulher siciliana numa alusão à Claudia Cardinale e ao imaginário simbólico da Sicília, numa intersecção entre a memória cinematográfica e a consciência ambiental.
Realização e apoios
O festival “8 ½ Festa do Cinema Italiano por Generali” é uma realização do Ministério da Cultura, da Associação Il Sorpasso e da Risi Film Brasil, com o apoio e promoção da Embaixada da Itália,dos Institutos Italianos de Cultura do Rio de Janeiro e de São Paulo e do Consulado Geral do Rio de Janeiro,e com apoio institucional do Consulado Geral de São Paulo e dos Consulados de Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife.
Em 2026, a parceria entre o festival e a Generali Seguros se fortalece, e o evento passa a se chamar “8 ½ Festa do Cinema Italiano por Generali”, destacando o apoio da empresa à difusão da cultura italiana no Brasil ao longo dos anos.
Além dos parceiros institucionais, desde 2020 o evento conta com o patrocínio principal da Generali Seguros, primeira seguradora estrangeira a atuar no Brasil, onde está presente há mais de 100 anos. A empresa integra o Grupo Generali, maior seguradora da Itália e uma das maiores da Europa, com presença em cerca de 50 países.
As raízes italianas integram a identidade da Generali, que, ao assumir os naming rights do Festival, reforça seu compromisso com a valorização da cultura, o fortalecimento dos laços entre Itália e Brasil e a ampliação do acesso do público brasileiro a filmes que refletem a pluralidade e a criatividade do cinema italiano.
8 ½ FESTA DO CINEMA ITALIANO POR GENERALI – BRASÍLIA (DF) – 2026
Modì – Tre giorni sulle ali della follia, de Johnny Depp
Título BR: Modi – Três Dias nas Asas da Loucura
Reino Unido, Itália, Hungria, 2024, 114′, Drama, Legendas PT e ENG
Com: Riccardo Scamarcio, Stephen Graham, Al Pacino, Antonia Desplat
Sinopse
Johnny Depp assina um filme surpreendente e audacioso sobre 72 horas decisivas na vida do artista boêmio italiano Amedeo Modigliani. Paris, 1916. Em fuga da polícia e tentado a abandonar tudo, Modi oscila entre os conselhos dos amigos, a presença da sua musa e a esperança de reconhecimento. Após uma noite de alucinações e excessos, o encontro com um colecionador americano capaz de mudar o seu destino obriga-o a confrontar-se com os limites entre génio e autodestruição. Entre visões perturbadoras e uma linguagem visual ousada, Depp constrói um filme intenso, imprevisível e profundamente cinematográfico.
Direção: Johnny Depp
Roteiro: Jerzy Kromolowski, Mary Olson-Kromolowski, adaptado da peça Modigliani: A Play in Three Acts de Dennis McIntyre
Produção: Barry Navidi Productions, IN.2 Film, ILBE
Classificação Indicativa: A14
Distribuição Brasileira: Pop Art Music
Inédito e Pré-estreia
Primavera, de Damiano Michieletto
Título BR: Primavera
Itália, França, 2025, 111’, Drama, Biografia, Legendas PT
Com: Tecla Insolia, Michele Riondino, Andrea Pennacchi, Fabrizia Sacchi
Sinopse
Veneza, século XVIII. Cecília cresceu entre as paredes do Ospedale della Pietà, o orfanato que também é lar da orquestra mais respeitada do mundo. Violinista extraordinária, ela se apresenta atrás de uma grade para os ricos padroeiros da instituição. Nunca além disso. Até que um novo professor de violino chega e muda tudo. Seu nome é Antonio Vivaldi.
Com: Alba Rohrwacher, Elio Germano, Silvia D’Amico, Galatea Bellugi
Sinopse:
Após uma discussão aparentemente boba, Marta e Antonio terminaram o relacionamento. Marta reage ao término se isolando. O único sintoma que ela não consegue ignorar é a repentina falta de apetite. Antonio, um chef em ascensão, se dedica ao trabalho. Mesmo tendo sido ele quem terminou com Marta, parece não conseguir esquecê-la. Quando Marta descobre que sua perda de apetite tem mais a ver com sua saúde do que com a dor da separação, tudo muda: o sabor da comida, a música, o desejo, a certeza das escolhas feitas.
Direção: Isabel Coixet
Roteiro: Enrico Audenino, Isabel Coixet, adaptado do romance de Michela Murgia
Com: Valeria Golino, Matilda De Angelis, Elodie, Corrado Fortuna
Apresentado em competição no Festival de Cannes, Fuori explora o universo feminino na sua complexidade, entre um aparente caos e uma profunda intensidade emocional, com uma interpretação magistral de Valeria Golino. Roma, 1980. A escritora Goliarda Sapienza é presa por roubo de joias, mas o encontro com algumas jovens presidiárias se transforma em uma experiência de renascimento. Fora da prisão, num quente verão romano, mantém os laços com essas mulheres e cria uma relação profunda com Roberta, delinquente e ativista política, que a ajuda a redescobrir a alegria de viver e a vontade de escrever. Inspirado, em parte, nos romances de Sapienza, o filme retrata o choque de quem regressa à “normalidade” após a vivência dentro da prisão.
Considerado um dos melhores filmes italianos do último Festival de Cannes, Le Città di Pianura é uma comédia poética e desregrada que acompanha a viagem etílica de Carlobianchi e Doriano, dois cinquentões desempregados obcecados com o último copo. Entre bares, estações de serviço e tabernas da planície veneziana, arrastam consigo Giulio, jovem estudante de arquitetura, transformando uma noite numa aventura cômica e surreal, regada a álcool. O significado de “só mais uma” surge como símbolo de amizade, resistência e pequenos rituais que defendem laços verdadeiros. Francesco Sossai retrata uma província plana e anônima, marcada pela industrialização, mas ainda guardiã de maravilhas secretas, transformando o cotidiano veneziano numa história universal de vida, desejos e resistência à rotina.
I fratelli segreto, de Federico Ferrone e Michele Manzolini
Título BR: Os Irmãos Segreto
Itália, Brasil, 2025, 90’, Documentário, Legendas PT
Com: Paulo Betti (narração versão brasileira), Nello Mascia (narração versão italiana)
Sinopse
Três irmãos que começaram do nada, um nome que parece um presságio: Segreto. Da pobreza da Itália do final do século XIX às noites febris do Rio de Janeiro, a história dos irmãos Pasquale, Gaetano e Alfonso Segreto: emigrantes, pequenos criminosos, reis da noite carioca e primeiros cineastas da história do Brasil. Pelo menos é o que dizem. Uma história suspensa entre realidade e lenda, memória e invenção, onde as sombras contam a história do passado, transformando-o. Um filme que lembra um conto de fadas. Ou talvez uma mentira bem contada.
Direção e roteiro: Federico Ferrone e Michele Manzolini
Argumento e pesquisa: Kiti Soares Pesquisa de imagem: Patrícia Pamplona Coordenação de pesquisa: Hernani Heffner Fotografia: Luís Abramo Produção Executiva: Jon Coplon, Juliana de Carvalho e Piero Mancini
Coprodução: Bang Filmes (Brasil) & Stayblack (Itália)
Com: Claudio Santamaria, Sonia Bergamasco, Anna Ferzetti
Sinopse
Il Nibbio narra os vinte e oito dias que antecederam os trágicos acontecimentos de 4 de março de 2005, quando Nicola Calipari, alto dirigente do SISMI (Serviço de Informações e Segurança Militar), sacrificou a própria vida para salvar a jornalista do jornal Il Manifesto, Giuliana Sgrena, sequestrada no Iraque por uma célula terrorista. O filme entrelaça ação e humanidade, lembrando um homem que colocou tudo em jogo pelo valor da vida. Seu assassinato ainda permanece sem culpados.
Direção: Alessandro Tonda
Roteiro: Davide Cosco, Sandro Petraglia, Lorenzo Bagnatori
Produção: Notorious Pictures, Rai Cinema, Tarantula
Il ragazzo dai pantaloni rosa, de Margherita Ferri
Título BR: O Menino da Calça Rosa
Itália, 2024, 114′, Drama, Legendas PT
Com: Claudia Pandolfi, Samuele Carrino, Corrado Fortuna, Andrea Arru
Sinopse
No dia 20 de novembro de 2012, Andrea Spezzacatena, um jovem de 15 anos, tirou a própria vida, tornando-se o primeiro caso conhecido em Itália de suicídio de um menor provocado por bullying e cyberbullying. A tragédia teve início com um episódio simples: uma calça vermelha, presente da mãe, ficou cor-de-rosa após uma lavagem errada. Inspirado na história real de Andrea e no livro da sua mãe, “Andrea Além das Calças Cor-de-Rosa”. Um dos filmes italianos mais vistos do ano, com mais de um milhão e meio de espectadores.
Com: Freiras Beneditinas do Mosteiro de Santa Cecilia em Trastevere
Sinopse
No coração de Roma, dentro das paredes de um antigo mosteiro beneditino, um grupo de freiras enclausuradas preserva uma tradição centenária: a tecelagem de lã de cordeiro para criar o Pálio, a preciosa vestimenta litúrgica dada ao Papa e aos arcebispos metropolitanos. Um gesto de fé e devoção, meticulosamente repetido todos os anos, onde espiritualidade e artesanato estão perfeitamente interligados. Antes que a lã possa ser tecida, há duas pequenas vidas para cuidar. Dois cordeiros recém-nascidos são colocados sob os cuidados da irmã Vincenza, que os alimenta carinhosamente com mamadeira com a mesma ternura de uma mãe. No silêncio do mosteiro, seus balidos se misturam com cantos e orações. Com um olhar íntimo, o documentário revela um lugar escondido, suspenso no tempo, feito de oração e trabalho, silêncio e canções, onde o cuidado com pequenas coisas, um bordado, um cordeiro a ser alimentado, se torna o maior ato de amor.
Direção e roteiro: Massimiliano Camaiti
Produção: Cinemaundici, Biennale College – Cinema, Rai Cinema
Com: Nanni Moretti, Renato Carpentieri, Giulio Base, Antonio Neiwiller
Sinopse
Nanni Moretti é diretor e também personagem principal destas crônicas cheias de ironia. Apresentado em três capítulos, o filme começa com Moretti pilotando sua moto pelas ruas de Roma. No segundo capítulo, o diretor viaja com um amigo pela Sicília em busca de um lugar tranquilo para terminar seu novo filme. No terceiro, ele consulta médico após médico em busca da cura para uma irritação de pele.
Um olhar cômico sobre a vida e a Itália dos anos 1990, Caro Diário é possivelmente o filme mais popular de Moretti e lhe rendeu o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes de 1994.
Direção e roteiro: Nanni Moretti
Produção: Nella Banfi, Angelo Barbagallo, Nanni Moretti
O Ministério de Assuntos Exteriores, União Europeia e Cooperação da Espanha, por meio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), das Embaixadas da Espanha no Brasil e no México, organizam com o Museu Nacional Thyssen-Bornemisza da Espanha a exposição “O Thyssen está de visita”.
Por meio da reprodução e exibição de cinquenta obras do acervo do Museu Nacional Thyssen-Bornemisza em espaços públicos do Brasil (etapas em Brasília e São Paulo) e do México, esta iniciativa aproxima a arte do cotidiano das pessoas e reafirma o valor da cultura como ferramenta de coesão social, educação e participação.
A realização simultânea desta exposição no Brasil e no México durante 2026, ano em que a Espanha sediará a 30ª Cúpula Ibero-Americana em Madri, ressalta uma dimensão particularmente relevante do projeto ibero-americano, bem como o compromisso compartilhado neste espaço comum com uma cultura acessível e inclusiva que dialogue com os cidadãos. A escolha de dois países com a relevância e a diversidade do Brasil e do México simboliza a riqueza plural da Ibero-américa e reforça o papel da cooperação cultural como motor de entendimento, intercâmbio e projeção comum entre os dois lados do Atlântico.
Primeira etapa no Brasil: Brasília
“O Thyssen Está de Visita” inaugurará em sua primeira cidade, no Brasil, em Brasília, no Conjunto Cultural da República, no dia 17 de junho, às 11h, em uma cerimônia oficial com a participação de representantes das instituições parceiras locais e autoridades culturais. A exposição estará localizada na Praça do Museu Nacional da República, entre o próprio Museu e a Biblioteca Nacional, integrando-se plenamente ao coração de Brasília. A entrada será gratuita e o público poderá visitar a exposição até 26 de julho, convidando todos a descobrir a riqueza das cinquenta obras reproduzidas em um espaço aberto e acessível que celebra os laços entre a arte e a paisagem urbana modernista da capital brasileira.
Em Brasília, esta iniciativa, organizada pela AECID, pela Embaixada da Espanha no Brasil e pelo Instituto Cervantes, conta com a parceria das Secretarias de Estado de Cultura e Economia Criativa (SECEC) e de Relações Internacionais (SERINTER) do Governo do Distrito Federal, e do Museu Nacional da República, cujo apoio tem sido fundamental para o desenvolvimento deste projeto.
A proposta destaca a capacidade da cultura de construir pontes entre sociedades diversas, unidas por profundos laços históricos, linguísticos e humanos, construindo nossa comunidade como só a cultura pode fazer e projetando-a para outras partes do mundo e para o futuro.
Embaixada do Reino Hachemita da Jordânia realiza Recepção do Dia Nacional em Brasília
A Embaixada do Reino Hachemita da Jordânia em Brasília realizou uma Recepção do Dia Nacional na segunda-feira, 8 de junho de 2026, para celebrar o 80º Aniversário da Independência do Reino Hachemita da Jordânia, comemorando a proclamação da independência do Reino em 25 de maio de 1946, bem como a ascensão de Sua Majestade o Rei Abdullah II ao Trono e o Dia das Forças Armadas do Reino.
A recepção reuniu representantes do Governo Brasileiro, membros do Congresso Nacional, chefes de missões diplomáticas acreditadas no Brasil, representantes religiosos, altas autoridades, líderes empresariais, profissionais e operadores de turismo, membros da comunidade jordaniana em Brasília, membros da comunidade árabe e amigos da Jordânia — refletindo a amplitude e o calor da amizade entre as duas nações.
A CERIMÔNIA
O programa oficial teve início com a execução dos hinos nacionais do Reino Hachemita da Jordânia e da República Federativa do Brasil, seguida pela exibição de um filme promocional destacando a história, o patrimônio, as paisagens, os atrativos turísticos e o espírito de hospitalidade da Jordânia.
O evento serviu como plataforma para promover a Jordânia como destino turístico e de investimentos. Por meio de apresentações visuais, performances culturais e gastronomia jordaniana, a Embaixada apresentou a identidade única da Jordânia como um país de história, fé, hospitalidade e oportunidades. Os convidados foram apresentados às ricas ofertas turísticas do Reino — incluindo Petra, o Sítio do Batismo de Jesus Cristo, o Mar Morto, Wadi Rum e outros marcos que refletem o profundo patrimônio civilizacional e espiritual da Jordânia — além do atrativo ambiente de investimentos do Reino e seu potencial como porta de entrada para a cooperação em comércio, tecnologia, energias renováveis, educação e cultura.
O programa cultural contou com uma apresentação ao vivo do Dabkeh — a vibrante dança folclórica tradicional da Jordânia, transmitida de geração em geração — que foi recebida com entusiasmo pelo público. A recepção também ofereceu culinária jordaniana autêntica, incluindo o Mansaf, prato nacional da Jordânia inscrito na Lista do Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO, como expressão central da identidade e hospitalidade jordanianas.
DISCURSO DE SUA EXCELÊNCIA O EMBAIXADOR DR. MAEN MASADEH
Sua Excelência o Embaixador Dr. Maen Masadeh, Embaixador do Reino Hachemita da Jordânia no Brasil, proferiu o discurso principal da noite, descrevendo o 80º aniversário como um momento para refletir com orgulho sobre oito décadas de resiliência, construção institucional e o inabalável compromisso da Jordânia com a paz, a moderação e o diálogo.
O Embaixador Masadeh prestou tributo à liderança de Sua Majestade o Rei Abdullah II e ao papel ativo e inspirador de Sua Alteza Real o Príncipe Herdeiro Al Hussein bin Abdullah II na promoção do empoderamento da juventude, da inovação e das aspirações da próxima geração. Citando Sua Majestade, o Embaixador recordou: “O céu é o único limite para os homens e mulheres jordanianos, pois a Jordânia sempre foi destinada a um futuro maior.”
O Embaixador destacou o progresso contínuo do Reino na modernização política, econômica e administrativa, ressaltando os crescentes setores jordanianos de energias renováveis, tecnologia, educação, logística, turismo e cultura. Ele convidou calorosamente investidores, visitantes e parceiros brasileiros a explorar as oportunidades que a Jordânia oferece, com base em mais de seis décadas de confiança e amizade. O Embaixador Masadeh também estendeu um caloroso convite aos amigos brasileiros para visitar a Jordânia e vivenciar suas atrações únicas e seu rico patrimônio cultural.
O Embaixador Masadeh reafirmou o compromisso firme e consistente da Jordânia com uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, baseada na solução de dois Estados e na legitimidade internacional. Sublinhou ainda a importância da Custódia Hachemita sobre os locais sagrados islâmicos e cristãos em Jerusalém — uma confiança sagrada exercida por Sua Majestade o Rei Abdullah II com profunda reverência.
O Embaixador celebrou um marco histórico de orgulho nacional: a classificação da seleção jordaniana de futebol, a Nashama, para a Copa do Mundo FIFA 2026 — a primeira vez na história do Reino —, destacando o significado especial de celebrar essa conquista no Brasil, a terra do futebol.
DISCURSO DO MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO BRASIL
Um alto representante do Ministério das Relações Exteriores do Brasil — o Diretor do Departamento do Oriente Médio, Sua Excelência o Embaixador Carlos Duarte, Secretário de África e de Oriente Médio — proferiu um discurso em nome do Governo Brasileiro, transmitindo calorosas felicitações ao Governo e ao povo da Jordânia por este marco histórico.
O representante recordou que as relações diplomáticas entre o Brasil e a Jordânia foram estabelecidas em 1959, com a abertura das embaixadas nas duas capitais em 1984 representando um aprofundamento dos laços bilaterais. Elogiou a Jordânia como um país pautado pelo equilíbrio, pela moderação e pelo diálogo, e reconheceu seu papel na promoção da estabilidade regional, da assistência humanitária e da convivência entre povos e religiões.
O Brasil reafirmou seu apreço pela Custódia Hachemita sobre os locais sagrados islâmicos e cristãos em Jerusalém, descrevendo-a como uma responsabilidade de profundo significado espiritual, político e cultural — especialmente vital em uma era de intolerância crescente.
RELAÇÕES BILATERAIS: PRINCIPAIS DESTAQUES
O comércio bilateral entre a Jordânia e o Brasil atingiu aproximadamente US$ 628 milhões em 2025 — um dos níveis mais elevados já registrados —, refletindo a complementaridade das duas economias: o Brasil exporta produtos agrícolas enquanto a Jordânia fornece fertilizantes estratégicos essenciais à agricultura brasileira. Um acordo de cooperação em defesafoi assinado e vários projetos conjuntos estão sendo analisados pela Agência Brasileira de Cooperação. Ambos os governos estão comprometidos com a expansão da cooperação em energia limpa, tecnologia, turismo, agricultura, educação e cultura.
A Embaixada do Reino Hachemita da Jordânia expressou seu sincero agradecimento ao Governo Brasileiro, ao corpo diplomático, aos ilustres convidados, aos parceiros do setor de turismo e empresarial, aos membros das comunidades jordaniana e árabe e a todos os amigos da Jordânia pela presença. A recepção serviu não apenas como uma comemoração da independência da Jordânia, mas como uma reafirmação da duradoura amizade entre a Jordânia e o Brasil e do compromisso compartilhado de aprofundar a cooperação bilateral nos próximos anos.
Mostra inédita no ParkShopping convida o público a mergulhar no universo da relojoaria suíça com experiências interativas, design e tradição centenária
Em junho, Brasília recebe uma exposição que celebra o tempo marcado por icônicas nuances de legado histórico, técnica artesanal e sofisticação. Inédita no Brasil, Watch.Swiss é uma imersão no universo fascinante da relojoaria suíça — uma experiência na qual engenharia e arte caminham no mesmo compasso, aproximando o público de um dos maiores símbolos mundiais de excelência, expressão identitária e inovação.
Realizada pela Federação da Indústria Relojoeira Suíça, com apoio da Embaixada da Suíça no Brasil, a mostra tem acesso gratuito e está em cartaz na Praça Central do ParkShopping, entre os dias 3 e 14 de junho. Os visitantes podem se preparar para uma viagem pela obstinação suíça em transformar, com precisão e perfeição, o passar das horas em arte. “Símbolos de um incrível legado e de um life styleúnico, os relógios suíços atravessam gerações e oceanos, levando ao mundo a delicadeza de mecanismos quase sempre invisíveis aos olhos. Watch.Swiss traduz o luxo silencioso da precisão. Brasília está convidada a prestigiar”, aponta Anna Aimée Codeço, gerente de marketing do ParkShopping.
Despertar
Watch.Swiss foi concebida como uma experiência dinâmica e sensorial, reunindo instalações interativas, conteúdos educativos e espaços instagramáveis que aproximam o visitante dos bastidores da alta relojoaria. O percurso é dividido em sete grandes temas — Suíça, Swiss Made, História, Design, Precisão, Manufatura e Complicações — revelando os detalhes que transformaram os relógios suíços em expoentes globais de prestígio e engenharia. “Tenho grande alegria que o público brasiliense poderá conhecer a experiência única da relojoaria suíça. A exposição Watch.Swiss convida cada visitante a descobrir de perto a paixão, o savoir-faire e a dedicação que fazem da relojoaria um verdadeiro símbolo da identidade suíça, de forma acessível, interativa e inspiradora”, detalha Hanspeter Mock, embaixador da Suíça no Brasil.
Entre os destaques da experiência estão um cenário inspirado nas paisagens suíças, ambientes que simulam a bancada de um relojoeiro e ativações que apresentam, de maneira acessível e envolvente, técnicas tradicionais, inovação tecnológica e curiosidades sobre o funcionamento das peças.
Com o apoio da Joalheria Pedrart, a mostra também explora a relação contemporânea entre tempo, design e comportamento. Em uma era marcada pela vida instantânea e consumo acelerado, a relojoaria suíça é símbolo de permanência, herança e sofisticação atemporal. Watch.Swiss contempla ainda detalhes sobre o processo de produção de relógios. Os visitantes poderão aprender como se faz, além de também apreciar modelos expostos das marcas Tudor, Tag Heuer, Mido, TISSOT e Longines.
PROGRAME-SE
WATCH.SWISS — EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE RELOJOARIA SUÍÇA
Onde: Praça Central do ParkShopping
Quando: 3 a 14 de junho de 2026, no horário de funcionamento do ParkShopping
Entrada Gratuita
Classificação etária: Livre (Não serão permitidos menores desacompanhados dos pais ou responsáveis legais)
ParkShopping – Inaugurado em 1983, o ParkShopping é referência na capital do País e conta com um mix diverso e qualificado de marcas, ampla oferta de serviços e excelentes opções de lazer e entretenimento para os brasilienses. Os empreendedores do ParkShopping são Multiplan e Previ, com administração da Multiplan. O PKS foi certificado por dois anos consecutivos no Experience Awards (2023 e 2024), no segmento Shoppings, que recebeu milhares de votos de consumidores. A premiação indica o ranking NPS (Net Promoter Score), uma métrica de lealdade do cliente, e visa reconhecer as empresas com os melhores índices do Brasil em diversos segmentos.
O ParkShopping atende a região que lidera o ranking de PIB per capita nacional. Maior e mais completo shopping de Brasília, o PKS vem contando uma história de sucesso, crescimento e inovação. O shopping representa hoje 3,4% da ABL do Centro-Oeste, segundo a Abrasce, enquanto suas vendas anuais totalizaram 10,4% das vendas totais dos shoppings na mesma região, alcançando R$1,6 bilhão em 2023 e ocupando o quinto lugar no portfólio Multiplan.
Sobre a Multiplan – Fundada em 1974 como empresa full service, a Multiplan é responsável pelo planejamento, desenvolvimento, propriedade e administração de um dos melhores portfólios de empreendimentos do país. Atua estrategicamente no desenvolvimento de shopping centers e imóveis comerciais e residenciais, por meio de projetos multiuso que oferecem conveniência e comodidade aos usuários e geram valor a seus ativos. Desde 2007 na Bolsa de Valores Brasileira, é a maior empresa imobiliária da B3, em valor de mercado.
A Companhia também representa uma das maiores empresas do setor de shopping centers do Brasil. Tem, atualmente, 20 shoppings centers em operação, em 7 estados brasileiros, e gera cerca de 80 mil empregos no país. Hoje, os empreendimentos da Companhia já somam mais de 6 mil lojas, com um variado mix, e recebem aproximadamente 200 milhões de visitas por ano. A Multiplan prioriza em suas propostas o desenvolvimento econômico e social das regiões onde atua e mantém diversos projetos com foco nas comunidades vizinhas às suas construções.
A partir de 1958, retorno ao poder do general de Gaulle, até 1969, data de sua partida após a renúncia do chefe de Estado, derrotado em um referendo, André Malraux foi o primeiro Ministro dos Assuntos Culturais da França.
Graças a um entendimento excepcional com o general, que tinha perfeitamente compreendido como colocar a genialidade do escritor a serviço de sua política, e lhe deixou uma total liberdade, Malraux iniciou uma política cultural muito ambiciosa no país e a serviço de sua posição – então muito prestigiosa – na cena internacional. Ele chegou a desempenhar várias vezes o papel de enviado especial, de um embaixador de luxo. Escritor fascinado pela ação, ao serviço de uma política fascinada pela história e pela literatura. Estes dois últimos bem se encontraram.
Conhecemos as grandes etapas do percurso ministerial de Malraux: o discurso de Brasília, em 25 de agosto de 1959, é um dos primeiros. Ele se especializou em pronunciar discursos marcantes, em circunstâncias excepcionais e em situações de prestígio: como frente à Acrópole de Atenas, também em 1959, iluminada pela primeira vez. Ele também reinventou as “orações fúnebres”, como a pela morte de seu amigo, o pintor Georges Braque, em 1963, ou a panteonização de Jean Moulin, em 1964. Depois dele, o gênero conheceu uma certa posteridade, mas hoje são os próprios Presidentes da República que oficiam e encarnam “aos grandes homens, a Pátria agradecida”.
Desde a sua saída, nenhum outro ministro da Cultura, quaisquer que tenham sido as suas qualidades, conseguiu igualar ou substituir Malraux. Pois, quando ele falava, era toda a história da França que percorria, encarnava e se oferecia ao mundo em partilha, em estilo e com um sopro épico que só um grande escritor podia assumir.
Jean-Claude Perrier
Escritor-jornalista, conselheiro literário, Jean-Claude Perrier realiza numerosas missões culturais em diferentes âmbitos institucionais, principalmente na Índia. É autor de uma obra abundante e diversificada, centrada em torno de temas recorrentes, entre os quais André Malraux. Ele dedicou-lhe várias obras: André Malraux e a tentação da Índia (Embaixada da França na Índia / Gallimard, 2004), e André Malraux e a Rainha de Sabá (Le Cerf, 2016, retomado com a Lexio em 2026). Malraux também faz parte de seu ensaio Como Bárbaros na Índia (Fayard, 2014). Jean-Claude Perrier participa ativamente das atuais comemorações do Cinquentenário do falecimento de André Malraux, ocorrido em 23 de novembro de 1976.
Serviço
Palestra de Jean-Claude Perrier Auditório Roberto Salmeron
Celebração reuniu autoridades, diplomatas, empresários e representantes da comunidade ítalo-brasileira para marcar as oito décadas da República Italiana
O Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, sediou nesta terça-feira, em Brasília, a celebração oficial da Festa da República Italiana, na cornice da belíssima Embaixada italiana, construída pelo grande arquiteto Pier Luigi Nervi e recentemente restaurada após dois anos e meio de obras.
Neste ano, a celebração teve um significado especial, pois marcou os 80 anos da proclamação da República, ocorrida em 2 de junho de 1946, quando os italianos optaram pela adoção da República. A consulta entrou para a história por registrar, pela primeira vez, a participação das mulheres no processo eleitoral nacional.
Cerca de mil pessoas, entre autoridades, integrantes do corpo diplomático, empresários, representantes da comunidade ítalo-brasileira, jornalistas e convidados especiais, estiveram presentes no evento.
Em seu discurso, o Embaixador destacou a relevância histórica da data e a solidez das relações entre Itália e Brasil, ressaltando as iniciativas conjuntas dos últimos anos, fruto de uma cooperação construída ao longo do tempo e baseada em sólidas relações diplomáticas em todos os setores.
O Embaixador destacou também as muitas atividades organizadas pela Embaixada nos últimos doze meses nas áreas comercial, cultural, científica e na promoção da língua italiana. “Vivemos doze meses extremamente ricos em acontecimentos e estou feliz em poder afirmar que as relações entre Itália e Brasil estão hoje ainda mais fortalecidas”,afirmou.
A Festa Nacional evidenciou aspectos da cultura e da identidade italiana, com destaque para a gastronomia, a valorização das tradições e as exposições de marcas renomadas, que projetam a Itália internacionalmente como referência em patrimônio cultural, criatividade, design e qualidade de vida.
Comemorada anualmente na Itália e ao redor do mundo, a Festa da República simboliza os princípios democráticos que orientam a República Italiana e reafirma a presença do país na comunidade internacional. Em Brasília, a celebração consolidou-se, mais uma vez, como um dos principais encontros diplomáticos do calendário oficial da capital federal.
International Brazilian Opera Company apresenta o espetáculo de ópera nova, baseada no clássico de Hemingway no Teatro Nacional, de 20 a 28 de junho
A International Brazilian Opera Company (IBOC), com a colaboração estratégica da Orquestra Filarmônica de Brasília (OFB), realiza a estreia mundial encenada da ópera “Por Quem os Sinos Dobram”, com música do compositor norte-americano Brian Wilbur Grundstrom e libreto de David M. Dorsen, baseado no consagrado romance de Ernest Hemingway.
A produção terá sua primeira temporada apresentada de 20 a 28 de junho de 2026, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro, configurando-se como uma das estreias operísticas internacionais mais relevantes realizadas no Brasil nos últimos anos, e conta com apoio institucional da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec). O projeto foi lançado oficialmente nesta terça (19), em coletiva de imprensa, realizada na Casa Thomas Jefferson, em Brasília,
Ambientada durante a Guerra Civil Espanhola, Por Quem os Sinos Dobram explora temas como amor, sacrifício, convicção política e as complexidades morais da guerra. Esta nova adaptação operística transforma a força narrativa de Hemingway em uma linguagem musical tonal e contemporânea, em diálogo com o público atual.
A direção cênica é assinada pela coreógrafa e diretora brasileira Eliana Carneiro, reconhecida por sua abordagem visualmente marcante e fisicamente expressiva, que imprime à obra uma leitura atual e poética. A ópera inédita traz uma proposta contemporânea para afirmar com lirismo, poesia e ousadia que a democracia importa e nos persegue através dos tempos e das memórias, segundo Eliana.
“A adaptação da obra de Hemingway segue atual e dramática, com conflitos e esperanças que inspiram mentes idealistas e corações corajosos. Contamos, cantamos e dançamos uma história de paixão, dor, luta , sacrifício e amor. Não podemos deixar de acreditar nos seres humanos. As guerras passadas se tornam guerras futuras porque ainda não aprendemos a lição básica da convivência: de que todas as vidas importam – ninguém é uma ilha”, diz, parafraseando John Donne, autor da poesia que inspirou Hemingway.
A produção também conta com dois artistas internacionais: o maestro norte-americano Jeffrey Dokken e o tenor sueco Michael Axelsson. A participação de Axelsson estabelece um elo simbólico com a tradição associada à obra de Hemingway, evocando a presença da atriz sueca Ingrid Bergman na consagrada adaptação cinematográfica americana de 1943, e reforçando o caráter internacional do projeto.
A ópera foi selecionada para desenvolvimento e apresentação pelo diretor artístico da IBOC, o compositor brasiliense João MacDowell, cuja trajetória alcançou reconhecimento internacional. MacDowell é um dos três únicos compositores brasileiros de ópera a ter recebido um recital no Metropolitan Opera, em Nova York, ao lado de Heitor Villa-Lobos e Carlos Gomes.
A produção é realizada em colaboração estratégica com a Associação dos Amigos das Artes de Brasília (AMABRA) e a Orquestra Filarmônica de Brasília, reforçando o compromisso conjunto com o fortalecimento do ecossistema cultural da cidade e a projeção de Brasília como polo de produção operística internacional.
“Trazer Por Quem os Sinos Dobram ao Brasil tem um significado profundo”, afirma MacDowell. “Esta ópera, inspirada por uma obra fundamental da literatura dos Estados Unidos, encontra sua realização na colaboração com artistas brasileiros. Essa estreia visa criar em Brasília um centro de produção e exportação de Ópera Nova. A apresentação inicia um círculo artístico poderoso, onde podemos nos firmar como criadores de cultura erudita internacional, cumprindo a missão da IBOC e afirmando a nova ópera como uma linguagem viva, relevante e atual”, complementa o compositor.
Opera Nova
Para João MacDowell, a colaboração com a Orquestra Filarmônica de Brasília e a AMABRA, como produtores locais, está inserida na visão de realizar a primeira edição do projeto Opera Nova. A IBOC já realiza esse trabalho há 12 anos em Nova York, colocando artistas brasileiros no circuito internacional.
A AMABRA é reconhecida na cidade por sua programação erudita, inovadora e acessível, em conjunto com a Orquestra Filarmônica de Brasília.” A estreia de “Por Quem os Sinos Dobram” é resultado de uma série de ações realizadas em Brasília, incluindo concertos, palestras e masterclasses, que aproximaram o público do processo criativo e prepararam o terreno para a produção.
Apresentada pela International Brazilian Opera Company (IBOC), organização sem fins lucrativos com atuação em Nova York e Brasília, a produção reafirma o compromisso da instituição com o desenvolvimento de novas óperas por meio da colaboração entre artistas brasileiros e internacionais.
Serviço
O quê: Por Quem os Sinos Dobram (estreia mundial da ópera em versão cênica)
Quando: 20 a 28 de junho de 2026, às 20h
Onde: Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro
Idioma: inglês com legendas em português
Ingressos: R$ 100 (primeiro lote) e R$ 200 (segundo lote), à venda na plataforma Sympla
O MAB será palco para um encontro entre a gastronomia de 15 países. Crédito: Divulgação
Por Liana Sabo – Correio Braziliense
Festival com entrada franca leva a gastronomia ao MAB, com pratos de países como Itália, Alemanha, Grécia e Croácia
Você já pensou em degustar um monte de sabores típicos europeus sem sair de Brasília? Do Smorrebrod dinamarquês (pão preto com salmão) à Apfelstrudel alemã; da raclete e pães franceses ao waffle belga; da moussaka grega ao gelato italiano, passando por crepes, filés e boeuf bourguignon. Tudo isso será oferecido neste sábado, 16 de maio, no Museu de Arte de Brasília (MAB) numa maratona gastronômica que envolve, ainda, atividades culturais, como música, dança e até contação de histórias para crianças.
O Festival Cultural Europeu ocorre uma vez por ano durante a Semana da Europa, realizada sempre por volta de 8 de maio, Dia da Vitória. Há 81 anos tropas aliadas venceram a Segunda Grande Guerra Mundial, trazendo paz ao continente europeu. Nada menos do que 15 países — Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Holanda, Polônia, Portugal, Suécia e até a Ucrânia — estarão presentes na feira mostrando um pouco de suas tradições, símbolos, idiomas e aspectos culturais.
Sabor europeu
A entrada é franca para que você tenha acesso a todas as atividades, mas, se puder levar um alimento não perecível, ele será doado a instituições sociais. Em contrapartida, o doador poderá concorrer a cestas com brindes dos países membros da EUNIC, entidade promotora do evento.
Diversas operações gastronômicas foram convidadas a participar com suas iguarias, como o Aquavit do chef dinamarquês Simon Lau, Oui Chef e L´Amour du Pain de gastronomia e panificação francesas, Swiss Gourmet com raclete e outras.
Já o restaurante grego Zante preparou muitos itens deliciosos. “Levaremos saladas frescas, tortas folhadas, como a spanakopita e a de espinafre com queijo feta, moussaka, cesta de pão pita com tzatziki e doces gregos”, promete a proprietária Carolina Klavdianos.
Além de grifes comerciais, entidades filantrópicas se farão presente, como a Casa da Esperança que funciona em Ceilândia Norte com cursos profissionalizantes para população de baixa renda. Mantida pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, a instituição que conta com o apoio da embaixada da Alemanha, vai oferecer torta alemã, cuca e Apfelstrudel confeccionados por voluntários.
Outras atrações
A programação cultural traz várias opções, como aula-show de culinária protagonizada pelo chef da embaixada da Itália, Valério Cuoco, às 11h50. Ele vai comandar demonstração prática de preparo de massa fresca — nos formatos pappardelle, fettuccine, capelli d’angelo e maltagliati — além do preparo de pesto.
Um grupo de dança flamenca fará um show às 14h30 e, em seguida, terá apresentação de música erudita do Courant d´Art, de inspiração francesa. Um dos momentos mais esperados será a transmissão da final do Festival Eurovisão da Canção 2026, que este ano se realiza em Viena, na Áustria, reunindo países da Europa e de outras regiões em um espetáculo marcado pela diversidade cultural. “Para o público brasiliense, a transmissão será uma oportunidade de conhecer de perto uma das tradições culturais mais populares da Europa e acompanhar, em clima coletivo, a energia, a emoção e as surpresas da final”, comenta Clara Campedelli, curadora do Festival Europeu, que segundo ela, espera receber este ano 4.500 pessoas ao longo do dia.
Novo canal da SOFA DGTL apresenta a primeira novela do Youtube, um sucesso mundial agora em versão dublada e gratuita
A novela “Amor de Aluguel” (“Kiralık Aşk”), um dos maiores fenômenos da teledramaturgia turca, já chega ao Noverama TV, no YouTube, com três episódios de uma vez, convidando o público a maratonar. Os capítulos seguintes serão exibidos de segunda a sábado, a partir das 19h.
Com 148 capítulos, a novela inaugura a publicação diária no recém-criado Noverama TV, uma aposta da SOFA DGTL para o formato digital, unindo o hábito de consumo da TV aberta à escala e precisão de dados do streaming. A novela ficará no ar até o fim deoutubro, gratuitamente.
Ambientada em Istambul, a trama acompanha Defne (Elçin Sangu), uma jovem humilde que aceita conquistar o rico designer Ömer (Baris Arduç) para ajudar sua família financeiramente. O acordo, inicialmente pragmático, evolui para uma história envolvente que mistura romance, humor e emoção, sustentada por personagens carismáticos e alta identificação com o público.
Sucesso em dezenas de países, “Amor deAluguel” é considerada um clássico moderno da comédia romântica turca e chega ao Brasil já com uma base de fãs consolidada. A química entre os protagonistas Barış Arduç e Elçin Sangu é um dos principais fatores deengajamento da obra, especialmente entre o público feminino, que lidera o consumo do gênero.
Estreia: 4 de maio de 2026 Exibição: segunda a sábado, às 19h Capítulos: 148 Onde assistir: YouTube (Noverama TV)
Confira a sinopse dos capítulos na primeira semana (De 4 a 9 de maio):
Capítulo 1 – Segunda-feira (4/5)
Hulusi dá seis meses para a família casar Ömer. Demitida depois de um escândalo no restaurante, Defne chega em casa e descobre que Serdar foi levado por agiotas. Sem dinheiro para salvá-lo, ela vê a família entrar numa crise séria.
Capítulo 2 – Segunda-feira (4/5)
Para salvar o irmão das mãos de agiotas, Defne aceita a oferta de Neriman e passa a trabalhar para Ömer. No novo emprego, ela descobre a rotina rígida do chefe e se vê diante do homem que terá de conquistar.
Capítulo 3 – Segunda-feira (4/5)
Durante um ensaio, Defne tenta se adaptar ao novo trabalho, sofre com as provocações deYasemin e é culpada pelo acidente de uma modelo. Com dores no tornozelo, ela acaba sendo carregada no colo por Ömer.
Capítulo 4 – Terça-feira (5/5)
Depois de ser cobrada por erros no escritório, Defne recebe de Ömer uma tarefa para entregar até a manhã seguinte. Sem saber nem por onde começar, ela percebe que não conseguirá ir para casa, mas acaba recebendo a ajuda inesperada de Sinan.
Capítulo 5 – Quarta-feira (6/5)
Confiando em Defne para buscar o sapato exclusivo, Ömer abre uma exceção. Quando ela vai ao banheiro, Yasemin rouba a peça, negocia com uma empresa concorrente e deixa a assistente na mira da armação.
Capítulo 6 – Quinta-feira (7/5)
Ao descobrir que vai com Ömer a uma festa importante, Defne é arrumada às pressas por Neriman para impressionar o empresário. Entre palpites e insegurança, ela entra de vez no jogo armado para se aproximar dele.
Capítulo 7 – Sexta-feira (8/5)
No evento, Defne nota a conversa suspeita deYasemin com um homem e fotografa os dois. No dia seguinte, o sumiço do sapato faz Ömer acusá-la de mentir e demiti-la.
Capítulo 8 – Sábado (9/5)
Depois da demissão, Defne volta à empresa para dizer a Ömer que não roubou o sapato. Enquanto ela tenta limpar o próprio nome, Yasemin acerta a entrega da peça roubada com o concorrente.
Sobre a SOFA DGTL
ASOFA DGTL é uma agregadora deconteúdo premium que tem como missão conectar histórias a pessoas, ajudando o consumidor a encontrar o conteúdo certo para o seu perfil. Por meio do serviço derecomendação, Filmelier.com, com mais 17 milhões de usuários em 2024, a SOFA DGTL obtém amplo conhecimento da audiência e consegue definir a melhor estratégia para aquisição e monetização de filmes. A empresa comercializa o melhor do cinema em mais de30 plataformas na América Latina nas modalidades Transacional – TVOD (aluguel e compra), Assinatura –SVOD e por Publicidade – AVOD, com mais de 400 milhões de horas assistidas nesse segmento em 2024.
A rica herança enogastronômica do Piemonte ganhou um novo e ilustre embaixador na capital federal. No dia 2 de dezembro, a sede da Embaixada da Itáliano Brasil foi o palco do 3º Capitolo da Ordem dos Cavaleiros da Trufa e dos Vinhos de Alba (Ordine dei Cavalieri del Tartufo e dei Vini di Alba) em Brasília, um evento que reforçou os laços culturais ítalo-brasileiros e celebrou a excelência da culinária piemontesa.
O ponto alto da cerimônia foi a ordenação de Francisco Ansiliero, uma das figuras mais icônicas e influentes da gastronomia de Brasília. A honraria foi concedida pelas mãos do Grão-Mestre (Gran Maestro) Tommaso Zanoletti, que viajou com exclusividade de Alba, na região do Piemonte, para presidir o capítulo.
Francisco Ansiliero: Um Arquiteto de Sabores em Brasília
Francisco Ansiliero é mais do que um restaurateur; ele é um marco na história culinária de Brasília. Sua trajetória é sinônimo de dedicação à alta gastronomia, com foco especial na cozinha italiana. À frente do renomado Dom Francisco, um dos restaurantes mais prestigiados da capital, ele se consolidou como uma referência em frutos do mar, carnes nobres e, principalmente, em vinhos de qualidade.
Ao longo de décadas, Ansiliero contribuiu não apenas para elevar o padrão da alimentação brasiliense, mas também para a educação enogastronômica do público, tornando-se um defensor incansável dos ingredientes de excelência. Sua ordenação como “Cavaliere” é o reconhecimento de seu papel fundamental na difusão da cultura do vinho e da boa mesa, valores centrais pregados pela Ordem de Alba.
O Fortalecimento da Delegação de Brasília
A indicação de Francisco Ansiliero partiu da Cavalieri Sueli Maestri, curadora do evento Vini D’Italia, que foi ordenada no 1º Capítulo da Ordine, tornando-se a primeira mulher Cavaliere da Delegação de Brasília, conforme detalhado na fundação da Ordem. O gesto simboliza a expansão da influência e a consolidação da delegação, que já celebra seu terceiro capítulo.
A Ordem dos Cavaleiros da Trufa e dos Vinhos de Alba, fundada em 1967, em Grinzane Cavour, hoje reúne mais de 2.000 membros globalmente e tem como missão preservar, proteger e promover as tradições enogastronômicas de Alba, celebrando produtos de excelência como a lendária trufa branca e o vinho Barolo.
A presença do Grão-Mestre Tommaso Zanoletti neste terceiro capítulo sublinha a importância estratégica da capital brasileira para a Ordem, que continua a expandir sua influência e o número de membros, fortalecendo a conexão cultural entre a Itália e o Brasil através dos seus sabores mais nobres.
Contexto da Ordem em Brasília
A delegação de Brasília da Ordem dos Cavaleiros da Trufa e dos Vinhos de Alba foi inaugurada em um evento memorável, conduzido pelo Maestro do Conselho Regente, Ugo Venturino, e pelo vice-Maestro, Juscelino Pereira. O evento inaugural empossou o Embaixador da Itália, Alessandro Cortese, e a já mencionada Sueli Maestri. A chegada da Ordem é um passo fundamental para disseminar a cultura e os produtos de excelência do Piemonte no país.
A Galeria Karla Osorio apresenta a exposição coletiva “AFINS”, com obras de 34 artistas brasileiros de diversas gerações e de todas as regiões do país, que tem em comum afinidades em torno de um deles o também curador Bené Fonteles. São eles Ailton Krenak, Amelia Toledo, Bené Fonteles, Ciça Fitippaldi, Carolina Bonfanti, Daiara Tukano, Emanoel Saravá, Ernesto Bonato, Ernesto Neto, Fernando Coelho, Fernando França, Hamilton Leitão, João Paulo Marques de Lima, Josafá Neves, José Ivacy, Kboco, Lia do Rio, Luiz Gallina Neto, Luiz Hermano, Marcelo Conrado, Marcelo Reis, Maxim Malhado, Mô Toledo, Orlando Maneschy, Rachel Mascarenhas, Regina Vater, Rodrigo Bueno, Rômulo Andrade, Selma Parreira, Seo Constante, Siron Franco, Ton Bezerra, Xico Chaves e Zuarte.
A curadoria de Bené Fonteles e Karla Osorio, reúne artistas que dialogam com a vida e obra de Fonteles, artista pioneiro e essencial na cena da arte contemporânea brasileira. A variedade de artistas, com suas diferentes origens e percursos, proporciona diálogo único sobre temas recorrentes na carreira de Fonteles – a relação entre arte e ecologia, o poder do sensível e do espiritual -, oferecendo perspectivas poéticas distintas e, ao mesmo tempo, complementares e muito atuais.
Sobre a exposição
AFINS reúne artistas afinados com Bené Fonteles, curador da mostra juntamente com Karla Osorio. As afinidades que unem os artistas selecionados não são apenas artísticas, mas também poéticas e filosóficas, ecológicas e espirituais ao manifestar pelas matérias, formas e sentidos o ser e o estar no mundo sem ser o mundo.
Fonteles passou a ser, desde os anos 1970, inspiração e referência para muitos artistas da arte contemporânea no país, pelo seu pioneirismo nas relações de arte e ecologia, por suas atitudes poéticas e políticas ligadas à espiritualidade brasileira e universal. Nesta mostra, Bené se encontra com seus pares que são bem mais e muitos para celebrar uma vida dedicada à Vida.
Gravitando em torno de Bené artistas, poeta, compositor, curador e escritor, convidamos seus pares artistas e poetas com os quais tem grandes afinidades afetivas e artísticas, para uma conversa nos espaços da galeria. Neste encontro poético firmam-se diálogos entre o visível e invisível por meio do poder amoroso e do que é sensível e sensorial, entre o que é profano e sagrado: ambos, vão dissolvendo a tênue fronteira entre o que se diz erudito e o que se faz popular, chegando ao que Bené chama de “o corpo do transcendente”.
A inauguração se dá em Brasília, na semana de aniversário de 66 anos da cidade, capital que Bené escolheu para ser sua própria por muitos anos de sua vida e onde tem grande parte de sua família. Os artistas da exposição, em sua maioria, estarão presentes no evento. No local, a mostra ocupará as 7 (sete) galerias, espalhadas em 5 pavilhões e o grande jardim, onde ARTE estará em toda PARTE. Depois de Brasília, a mostra seguirá para São Paulo, num formato mais intimista, entre agosto e outubro próximo.
Sobre os artistas
Ailton Krenak (Itabirinha, MG, 1953) – Escritor e ambientalista, Krenak é uma das principais vozes indígenas do país e o primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras. Autor de obras como Ideias para adiar o fim do mundo e Futuro ancestral, articula pensamento indígena, filosofia e ecologia para questionar os modos de vida atuais e apontar caminhos possíveis de relação com a natureza e o coletivo.
Amelia Toledo (São Paulo, 1926 – Cotia, 2017) – Amélia Toledo foi uma influente escultora, pintora, desenhista e gravadora brasileira. Desenvolveu uma prática multifacetada — entre escultura, pintura e gravura — forjada no convívio com figuras centrais da arte moderna brasileira como Anita Malfatti, Hélio Oiticica e Lygia Pape. A partir dos anos 1970, sua produção ultrapassa a gramática construtiva e volta-se para as formas da natureza, com a paisagem e a pesquisa cromática tornando-se eixos fundamentais de sua obra. Participou de mostras individuais em instituições como MuBE, Estação Pinacoteca, Instituto Tomie Ohtake e Centro Cultural Banco do Brasil, e de coletivas como a 29ª Bienal de São Paulo e Radical Women: Latin American Art, 1960–1985, no Hammer Museum e no Brooklyn Museum. Suas obras integram coleções da Fundação Calouste Gulbenkian, MASP, MAM-SP e Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras.
Bené Fonteles (Bragança, PA, 1953) – Vive e trabalha entre Brasília, Caldas (MG) e Salvador (BA) É artista plástico, jornalista, editor, escritor, poeta e compositor. Iniciou sua carreira em 1971, participando do 3º Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará. Desde então, transita entre a arte e o artesanato, baseando seu trabalho na transformação de materiais simples e muitas vezes frágeis, naturais ou pouco trabalhados pelo o homem, como pedras, pedaços de troncos, cordas, tecidos rústicos, arames, entre outros. Por cinco vezes participou da Bienal de São Paulo, com destaque para a 32ª edição, com o projeto Ágora: Oca Tapera Terreiro, sob convite de Julia Rebouças, assim como do Panorama de Arte Atual Brasileira no MAM de SP e mostras experimentais no Museu de Arte Contemporânea da USP.
De suas exposições individuais, podem ser destacadas as mostras, “Sudários” no Espaço Cultural Contemporâneo – ECCO em Brasília, “Audiovisuais” e “Terra”realizadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo, “Bené Fonteles” no Parque Lage no Rio de Janeiro e diversas outras. Também está presente em coleções privadas e em diversos acervos públicos e institucionais em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Belém, Cuiabá, Paris e Nova Iorque. Além do trabalho autoral como artista visual, já organizou e publicou diversos livros e catálogos sobre artistas como Rubem Valentim, Mario Cravo Neto, Athos Bulcão etc. Faz curadorias e projetos de expografia em artes visuais. Foi diretor do Museu de Arte da UFMT e Museu de Arte de Brasília e recebeu do Ministério da Cultura e da Presidência da República a Ordem do Mérito Cultural.
Ciça Fitippaldi (São Paulo, SP, 1952) – Ciça Fittipaldi é paulistana e vive em Goiás. Artista visual, ilustradora e autora de livros para crianças, seu trabalho é fortemente marcado pela pesquisa das culturas, vivências e colaborações com etnias indígenas no Brasil e países latino-americanos, especialmente da Amazônia. Sua produção também é afetada pelo interesse nas literaturas africanas e afro brasileiras. Ativista das questões indígenas desde os anos 1970 e mestra em Arte e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás, foi vencedora do Prêmio APCA e, mais recentemente, ganhou o Selo White Ravens da Biblioteca da Juventude de Munique pela obra “KAALIAWIR”.
Carolina Bonfanti (Rio de Janeiro, RJ, 1987) – Carolina “Loló” Bonfanti inicia sua trajetória expositiva em 2013 e desde então apresenta trabalhos fotográficos e video instalações em instituições como o Centro Cultural Kirchner, Centro Cultural Haroldo Conti, Museu Lucy Mattos e Museu MACsur, além de participar do OFF da Bienal de Dakar, Dak’Art, no Senegal, e de residências como a Floresta Viva na Kaaysá Art Residency, com curadoria de Bené Fonteles. Sua obra investiga o cruzamento entre corpo, natureza e arte, costurando narrativas simbólicas, imaginários míticos e processos de transformação. Atualmente, vive e trabalha em Itacaré, Bahia.
Daiara Tukano (São Paulo, SP, 1982) – Duhigô, do povo indígena Tukano – Yé’pá Mahsã, pertence ao clã Eremiri Hãusiro Parameri do Alto Rio Negro na Amazônia brasileira, nascida em São Paulo e residente em Brasília, DF. É artista, curadora, professora e ativista do povo Tukano. Graduada em Artes Visuais e Mestre em direitos humanos pela Universidade de Brasília – UnB, pesquisa o direito à memória e à verdade dos povos indígenas. sua obra vem ganhando destaque no Brasil e no exterior. Atua na discussão sobre o direito à memória e verdade dos povos indígenas, na promoção das políticas culturais para os povos indígenas e a defesa de seu patrimônio cultural como a repatriação de artefatos ancestrais. Em seu percurso, arte, pesquisa e mobilização caminham juntas — como formas de resistência e afirmação de identidade. Participou da 34a Bienal de São Paulo e foi ganhadora do Prêmio PIPA Online 2021, além de ter sido premiada com o Prince Claus Seed Awards em 2022. Conta com obras nos acervos da Pinacoteca de São Paulo, MASP, Memorial dos Povos Indígenas – DF, Museo delle Civilità (Itália), Mauritshuis Museum (Holanda).
Emanoel Saravá (Salvador, BA) – Emanoel Saravá é artista visual multidisciplinar, nascido em Salvador, Bahia, Brasil, e graduando no Bacharelado Interdisciplinar em Artes pela Universidade Federal da Bahia (IHAC/UFBA). Sua prática investiga o corpo-natureza como campo de inscrição e irradiação subjetiva e transgressiva, em diálogo com a cosmovisão afro-indígena, articulando memórias, territorialidades e vivências como matéria de criação. A partir desses cruzamentos, seu trabalho tensiona e reconfigura a leitura histórica das paisagens urbanas da cidade, especialmente nas zonas de fricção entre natureza, infraestrutura e marginalidade social. Entre vestígios históricos e atravessamentos do contemporâneo, desenvolve fabulações poéticas e políticas por meio da fotografia, da imagem, da instalação e do objeto.
Ernesto Bonato (São Paulo, SP, 1968) – Gravador, fotógrafo, curador e professor. Gradua-se em artes plásticas em 1992 e conclui mestrado em poéticas visuais, sob orientação de Evandro Carlos Jardim (1935), em 2000, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Em 1991, participa do Projeto Nascente da USP. Freqüenta o Atelier Experimental de Gravura Francesc Domingo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) e do Museu Lasar Segall, entre 1991 e 1994. Neste último ano, freqüenta o curso Estratégias de Abordagem da Arte Contemporânea, ministrado por Amélia Arenas. Atua no Serviço Educativo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) desde 1997. Em 1998 e 1999, é professor de xilogravura no Atelier de Gravura do Museu Lasar Segall. Desde 1993 integra o Atelier Piratininga. Concebe e orienta cursos de desenho e gravura em instituições e atua como curador.
Ernesto Neto (Rio de Janeiro, RJ, 1964) – O artista produz esculturas e grandes instalações imersivas, utilizando técnicas artesanais como o crochê para compor estruturas flexíveis e interativas que ativam os nossos cinco sentidos, com a incorporação de elementos botânicos, ervas e especiarias. O artista tece membranas e peles, redes e invólucros que usam a gravidade e o equilíbrio como recursos de composição. Seus trabalhos mantêm sempre uma relação com a natureza, seja por meio de suas fisionomias biomórficas, seja no caráter interligado dos elementos que compõem seus espaços. Os ambientes plurissensoriais de Neto são percorridos e habitados, formando locais de encontro,troca e reflexão. O público não é pressuposto como um grupo de observadores, mas acolhido como um coletivo de presenças e corpos ativos nas instalações.
Fernando Coelho (Salvador, BA, 1939) – Fernando Coelho nasceu em Salvador em 1939. Na década de 50, desenvolveu seu trabalho como publicitário e realizou desenhos técnicos. Foi vencedor de um concurso de cartazes do Estado da Bahia em 1961. Em 1964, ano de sua primeira exposição individual, Fernando se revelou como pintor. Em suas pinturas toma forma um misticismo que se expressa frequentemente em jardins e flores, construindo imagens a partir de um olhar que traz à tona o aspecto fantástico dos elementos que figuram em seus quadros. Em 1997, Coelho é um dos artistas que ilustraram o livro Castro Alves: Edição Comemorativa dos 150 anos de Antônio de Castro Alves, editado pela Fundação Banco do Brasil e pela Odebrecht.
Fernando França (Rio Branco, AC, 1962) – Fernando França é desenhista, pintor e mestre em literatura brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Já participou de várias exposições e mostras coletivas, inclusive, na França e em Portugal. Entre os prêmios conquistados está o 6º Prêmio CDL de Artes Plásticas (Fortaleza-CE) e o 1º Prêmio em Pintura no III e no II Festival Universitário da Cultura, do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (MAUC). Nos tempos de estudante de Letras da UFC, Fernando iniciou-se nas artes visuais, através de participação em mostras de festivais universitários no MAUC, como desenhista de histórias em quadrinhos. Ao tecer comentários sobre a obra pictórica de Fernando França, o renomado artista plástico Descartes Gadelha salienta sua “potencialidade vocacionada para o muralismo”. Fernando França vem construindo sua obra não só na absorção das lições dos grandes mestres, como Rafael, Van Gogh e os cubistas, como, especialmente, no exercício persistente da busca de uma marca própria de expressão.
João Paulo Marques de Lima – O artista combina e concentra as suas obras em diferentes técnicas e práticas artísticas, como a pintura, o desenho, a fotografia e o violão clássico. Participou da residência artística Projeto Maré.01 de Ernesto Bonato com exposições coletivas de gravura. Em 2013 foi contemplado com uma bolsa através da Unicamp-SP para estudar artes em Portugal. Mudou-se para o Porto (Portugal), se formando pela Universidade de Belas Artes do Porto. Desde 2014 realizou vivências artísticas em conjunto com a associação PELE, com a Belas Artes do Porto e trabalhos de pinturas para Polônia e Suécia. Em 2021, realizou uma exposição na Catedral da Sé do Porto com uma série de 14 peças/pinturas em madeira, sobre o caminho de Santiago. Desde 2021 desenvolve um projeto de pintura, fotografia e música sobre as paisagens nordestinas próximas à Serra da Ibiapaba, região do Ceará que faz fronteira com o Piauí. Josafá Neves (Gama, DF, 1971) – Autodidata, sua prática dialoga com estéticas afro-brasileiras, diáspora africana e ancestralidade. Suas obras transitam entre figuração e abstração simbólica. Parte de uma base negra, com telas pintadas de preto antes das cores, criando densidade única. Natureza, mitos afro-atlânticos, espiritualidade e orixás permeiam sua poética. Com mais de 25 anos de trajetória, une tradição e contemporaneidade, articulando o popular e o erudito, o local e o internacional. Já expôs no Brasil, América Latina, Europa, EUA e Angola, recebendo o título de Doutor Honoris Causa. José Ivacy (Morada Nova, MG, 1962) – Desde os anos 80 trabalha intensamente com obras que tem como característica a artesania e a manipulação de diversos materiais, principalmente a madeira e metais. Visível em suas pinturas e objetos, um complexo conjunto de formas geométricas e orgânicas, percorrendo um caminho próprio no campo da inventividade. Participou de diversas mostras coletivas de artistas em Brasília e atualmente dedica-se ao trabalho de atelier em Sobradinho, onde vive e administra a galeria ManOObra. Ivacy cria projeto construtivo ímpar com obras, para fora e para dentro de qualquer espaço proposto, inéditas e trans- cendentes contribuições raras como as de Celso Renato, Emanuel Nassar e Marcone Moreira. Artistas que não sabem o que é medo do ter e do “tempo rei” transformador e transmutador. Tiram partido de sua desconstrução e reinventam-se, reinventam a pintura escapando da armadilha formalista. Ivacy liberta a pinturacomo objeto com extraordinária coragem e ou- sadia fazendo de matéria e tempo uma Unidade na Poesia. Tem obras em várias coleções públicas e privadas, inclusive nos Museus de Arte da República, Museu de Arte de Brasília, Museu de Arte do Rio – MAR. Também participoude feiras nacionais e internacionais.Kboco (Goiânia, Goiás, 1978) constrói uma poética visual centrada na busca por uma identidade brasileira que se expande para além do eixoocidental tradicional. É a partir de sua origem no Cerrado, com sua crueza e biodiversidade, que o artista se conecta ao mundo, estabelecendo
um diálogo entre o local e o universal. Seu trabalho é fruto de um olhar atento a repertórios culturais muitas vezes à margem da história daarte convencional, incorporando elementos de povos nômades e estéticas orientais ao seu vocabulário plástico.
Através de pinturas translúcidas e esculturas totêmicas de madeira, o artista funde arquitetura e abstração, priorizando a sinuosidade e o caráter anímico da matéria. Ao reaproveitar materiais e símbolos de origens diversas, Kboco propõe uma visualidade miscigenada e potente, que valoriza ritos, mitificações e um legado cultural que desafia as certezas da herança eurocêntrica.
Lia do Rio (São Paulo, 1938) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua prática transita entre instalação, apropriação e intervenção, investigando a construção de memória e a natureza do tempo por meio de materiais não convencionais. Expôs no Brasil e em países como EUA, Japão, França, Alemanha, Inglaterra, Áustria, Suécia, Portugal e China. Possui obras em acervos como o Hangzhou Qianjiang International Art Museum, Centro de Arte Hélio Oiticica, FUNARTE, Jardim Botânico e Floresta da Tijuca (obra tombada), entre outros. É autora dos livros Dialeto e Dialeto volume II, além de Lia do Rio: Sobre a Natureza do Tempo (Fase10, 2015), e seu trabalho consta empublicações como revista Art in America e livro The Environmental Imaginary in Brazilian Poetry and Art, de Malcolm McNee. Lia do Rio utiliza materiais não convencionais, usando linguagem limite entre instalação, apropriação e intervenção, em indagação da maneira pela qual construímos no presente atemporal e eterno, as memórias do passado e do futuro.
Luiz Gallina Neto (São Paulo, SP, 1953) vive em Brasília desde 1968. Formado em Comunicação Social (1975), é mestre em Poéticas Contemporâneas pela UnB (2004), onde leciona desde 1994, tendo recebido o título de Notório Saber. Artista visual premiado, participou de salões e coletivas nacionais como o MAM-SP, MAC-GO e Museu Nacional da República. Realizou exposições individuais em espaços como Galeria Karla Osorio, Alfinete Galeria. Referência Galeria, Espaco Piloto UnB e Galeria Pé Palito. Sua obra transita entre a exatidão poética e a imanência da natureza, revelando uma pintura que transcende o visual e celebra a vida com profundidade estética e sensível.
Luiz Hermano (Preaoca, CE, 1954) estudou Filosofia em Fortaleza. Começou, de maneira autodidata, a trabalhar e experimentar com gravura em metal e desenho, depois incorporando a pintura e a escultura à sua produção. O universo popular é uma referência para o artista, que dialoga com o imaginário das gravuras populares e da literatura de cordel. Além disso, em certos trabalhos explora as possibilidades formais relacionadas à produção artesanal de utensílios de seu estado natal, o Ceará, como o trançado.
Marcelo Conrado (Prudentópolis, PR, 1976) é artista visual e professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná. Doutor em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Coordenador da Clínica de Direito e Arte da UFPR, Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e do Instituto dos Advogados Brasileiros. Foi Presidente da Sociedade dos Amigos do Museu de Arte Contemporânea do Paraná e Membro Consultor da Comissão de Arte e Cultura do Conselho Federal da OAB. Autor do livro Arte, originalidade e direitos autorais (Edusp) que em 2023 foi premiado pela Associação Brasileira das Editoras Universitárias. Possui obras no acervo do Museu da República, Museu de Arte de Brasília, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Fundação Cultural de Curitiba e Museu Oscar Niemeyer.
Marcelo Reis (Salvador, BA, 1972) – Artista visual com ênfase em fotografia, curador e gestor cultural, é diretor do Festival Nacional de Fotografia A Gosto da Fotografia e do Instituto Casa da Photographia — uma das principais instituições privadas de fomento à cultura fotográfica na Bahia, que fundou em 1997. Atuou na coordenação de Artes Visuais da FUNCEB, onde foi curador da 64ª edição dos Salões de Artes Visuais da Bahia, idealizou o Memorial dos Salões e coordenou a etapa adjunta do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger. Desenvolve desde os anos 1990 pesquisa fotográfica sobre ritos da cultura popular brasileira, especialmente do Norte e Nordeste. Em 2024 apresentou, com curadoria de Bené Fonteles, a instalação Negreiros, um pensamento Afro-atlântico na Casa de Castro Alves, em Salvador. Expôs nas principais galerias da Bahia, do Brasil e do exterior.
Maxim Malhado (Ibicaraí, BA, 1967) – Artista visual, formado em Educação Física, professor, escritor, tem como lugar de observação no mundo o universo da casa, os objetos, as estruturas, paredes, ferragens, telhados, sustentação e acolhimento, o nível do chão, alturas e alinhamentos dos espaços através do prumo… Além desse lugar, a “casa” outras instâncias fazem rodar, a questão religiosa, afeto, história, amor, memória e a sexualidade, acreditando que não existe nada disso visto separadamente, tudo junto, dejunto, todos… O artista já participou de várias exposições coletivas, Rumos Itaú Cultural edição 2001-2003, em 2004 foi convidado para 26° Bienal Internacional de São Paulo, Trienal de Luanda, Bienal do Mercosul(Porto Alegre-2018) Bienal de Montevideu Uruguai, algumas premiações, incluindo 8° Salão MAM Bahia-2001. Em 2024 teve individual na Paulo Darzé Galeria “…até onde a vista alcança…” e individual na Belizário Galeria de Arte em São Paulo “…lá do lugar onde moramos…” Mô Toledo (São Paulo, SP, 1953) – Pintor, gravador, roteirista e diretor de cinema. É filho da artista plástica Amelia Toledo. Ainda na infância, reside por certo tempo em Londres (Inglaterra), onde inicia sua alfabetização. A partir de 1976, passa a residir no Rio de Janeiro, onde escreve roteiros para cinema e vídeo. Dirige, em 1980, o desenho animado Afundação do Brasil, filme convidado para festivais como os de Leipzig (Alemanha) e Lille (França) e premiado em mostras/competições como o Prêmio Coral de Havana, em Cuba (1981). Em 1992, funda junto com a mãe a empresa Tria, que assina projetos para obras públicas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre as atividades da Tria está o embelezamento da Estação Brás do Metrô de São Paulo e o projeto completo da Estação Cardeal Arcoverde do Metrô do Rio de Janeiro. Em 1999 é, ao lado da mãe e da produtora Ana Lúcia Guimarães, curador da exposição individual retrospectiva que a Galeria de Arte do Sesi, no Centro Cultural Fiesp, realiza em homenagem a Amelia Toledo. Ainda em 1999, é um dos artistas que constam do livro do projeto BRAZILIANartBOOK, publicado pela G&A Editorial, em São Paulo.
Orlando Maneschy (Belém, PA, 1968) é artista, curador e professor pesquisador. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Realizou estágio pós-doutoral na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. É professor na Universidade Federal do Pará. É coordenador do grupo de pesquisa Bordas Diluídas: Questões da Espacialidade e da Visualidade na Arte Contemporânea (UFPA/CNPq). É curador da Coleção Amazoniana de Arte da UFPA. Tem participado de diversos projetos, exposições, e foi contemplado com prêmios e bolsas de instituições como Funarte, CNPq e Capes. Seus projetos curatoriais lançam olhar para a produção brasileira contemporânea, recebendo o prêmio de Melhor Exposição Coletiva pela CELESTE 2024, com Delírio Tropical, apresentada na Pinacoteca do Ceará e foi premiado na mesma categoria em 2025, com Terra Incógnita, notas amazonianas, em exibição na Galeria de Arte da UFPA. Como artista, destacamos, dentre outros projetos: É Uma Festa, Pá! – Bienal de Cerveira, 2024; A 2 Graus do Equador, Chão, São Luiz, 2025; Adiar o Fimdo Mundo, FGV Artes, RJ, 2025/2026.
Rachel Mascarenhas (Salvador, BA) reside e trabalha em Salvador explorando diversas linguagens. Com formação em arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal da Bahia, a artista visual utiliza também a pintura, a gravura, o vídeo, performance, fotografia e intervenções urbanas em trabalhos individuais ou em parcerias.
Regina Vater (Rio de Janeiro, RJ, 1943) é artista intermídia, pintora, fotógrafa e ilustradora cuja trajetória atravessa pintura, instalação, vídeo e arte experimental. Formada no convívio com Iberê Camargo e em colaboração com Hélio Oiticica em Nova York, desenvolveu ao longo das décadas de 1970 e 1980 uma prática pioneira na interseção entre arte conceitual e poesia visual. Em 1979 organizou a primeira exposição de arte experimental brasileira em Nova York, e em 1980 retornou à cidade como bolsista da Fundação Guggenheim para desenvolver pesquisas em instalação. Foi curadora de mostras no Mexic-Arte Museum (Austin) e no Blanton Museum (Austin), e participou de residências na ArtPace Foundation (San Antonio). Vive e trabalha nos Estados Unidos desde 1986.
Rodrigo Bueno (Campinas, SP, 1967) Rodrigo Bueno vive em trabalha em São Paulo. É graduado em Comunicação Social, ingressou em programas de pós-graduação em Artes Plásticas na School of Visual Arts – NY (EUA), e em Arte e Consciência pela Universidade John F.
Kennedy – CA (EUA). É idealizador do ateliê Mata Adentro, nome de uma casa/espaço de trabalho, localizado na Lapa em São Paulo. Mata Adentro é um convite à sensibilização das dinâmicas do espaço natural, um laboratório de produção de suportes de experimentação de linguagens ocultas no subconsciente, nas multidimensões do entorno e na diversidade de vida contida no legado do mundo natural, fonte de cultivo e resiliência. Trata-se de um lugar onde materiais recuperados, principalmente madeira, ferro, terra e plantas coletadas do lixo urbano, são transformados em instalações, esculturas, pinturas e ambientes que fomentam as tecnologias do encontro, espécies de jardins que falam da continuidade da vida, do eixo que sustenta o todo, da cultura em constante movimento. Mata Adentro é um nome escolhido para expandir a autoria de um único artista em ações de processos coletivos, pois somos indivíduos inseridos em ambientes colaborativos. O estúdio tem mostrado seu trabalho no país e no exterior há mais de vinte anos, com obras em sua maioria tridimensionais, vivas e imersivas que se relacionam com o vínculo da natureza e humanos, sobrepondo narrativas ancestrais e energias fluídas, voltadas a cura vibracional e a experimentação educativa. Possui obras em coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Rômulo Andrade (Niterói, RJ) Rômulo nasceu em Niterói e cresceu no bairro da Taquara, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Vem de uma família carioca muito musical. Ainda na infância interessa-se pelo desenho, aquarelas e linguagens expressivas. Depois de alguns anos morando em São Paulo, muda-se pra Brasília em 1975 aos vinte anos. Na capital, ao longo dos anos trabalha como designer gráfico e como professor encara o desafio da Educação popular, convivendo com alunos jovens e adultos de todas as regiões do Brasil. Tem currículo extenso de mostras e publicações desde 1978. Artista visual: desenhista, gravurista, pintor e alquimista, inventor de objetos, muito cedo se engaja ao movimento ambientalista. ‘Cerrado, berço das Águas’ é uma expressão cunhada por ele que se tornou recorrente.
Selma Parreira (Goiânia, GO) – Artista visual, arte educadora e pesquisadora na Faculdade de Artes Visuais / UFG. Trabalha com linguagens contemporâneas e investigações que perpassam pelo homem, seus objetos, espaços e memórias Com formação em Licenciatura em Artes Plásticas, 1980 e Mestra em Artes e Cultura Visual, 2010, Fav/ UFG.
Seo Constante (Santa Maria do Saçui, MG, 1938) Desde a infância começou a vida trabalhando com gado leiteiro. Depois no Espirito Santo, trabalhou em lavouras de cafè até se estabelecer em Campinas onde vive e atuou mais com jardinagem. Autodidata, se descobre artista aos 78 anos produzindo para arte postal, não parou mais. Em 2018 teve sua primeira exposição individual, em suas obras relata seu cotidiano na cidade e sua vivência no campo e tudo que está em torno deste ambiente, como quem conta uma história, e conta! Desde 2016 participa de diversas exposiçôes coletivas, mostras e feiras, no Brasil e no exterior. Siron Franco (Goiás Velho, GO, 1947) é pintor, desenhista e escultor cuja obra se distingue pelo domínio técnico rigoroso — marcado pelo uso de tons escuros e atmosfera dramática — e por um engajamento profundo com as questões sociais e políticas de seu tempo. Após ganhar o prêmio Viagem ao Exterior no Salão de Arte Moderna em 1975, percorreu a Europa e consolidou uma linguagem própria que atravessa pintura, escultura e instalação, com mais de 3.000 obras produzidas. Entre seus projetos mais emblemáticos está a série Césio, criada em resposta ao acidente radioativo de Goiânia em 1987. Participou de mais de uma centena de coletivas ao redor do mundo, incluindo os principais salões e bienais.
Ton Bezerra (Cedral, MA, 1977) é um artista visual maranhense, natural de Cedral e radicado em São Luís, cuja prática se desdobra na intersecção entre territorialidade, corpo e memória. Sua produção investiga as tensões e convivências entre o espaço e o sujeito, utilizando a arte como um dispositivo crítico para denunciar as estruturas coloniais e os processos de apagamento ainda vigentes no Brasil. Iniciando sua trajetória na pintura, Ton expandiu seu repertório para uma investigação multimídia, onde a materialidade serve ao conceito. Seu trabalho transita por instalações, performances e intervenções que buscam não apenas ocupar o espaço, mas transformá-lo em um território propositivo. Através desse engajamento, o artista convoca o espectador a uma postura ativa, instigando o questionamento de paradigmas e o despertar de uma consciência crítica diante da realidade social.
Xico Chaves (Tiros, MG, 1948) – Formado em Artes e Ciência da Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) e Centro Universitário de Brasília (Ceub), Notório Saber em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), Mestre em Curadoria Integrada/ Brasil Arte Origem MNBA pela Faperj, ex-diretor do Centro de Artes Visuais da Funarte/MinC, Idealizador de programas artísticos nacionais e internacionais (dentre eles a Rede Nacional Artes Visuais e Conexão Artes Visuais Minc-Funarte-Petrobrás, Microprojetos + Cultura, Letrista de Música e autor criações sonoras experimentais e trilhas de Vídeo. Artista Visual e poeta contemporâneo com diversas publicações e exposições realizadas no Brasil e exterior, mediador cultural e professor de Artes Visuais. Na UnB cursou paralelamente à formação básica em Artes Visuais: Direção e Arquitetura Teatral, Música Eletroacústica e Experimental, Cinema, Criação de Instrumentos Musicais e Mineralogia. Participou de diversos movimentos poéticos e artísticos contemporâneos com mostras individuais e coletivas.
Zuarte (Morro do Chapéu, Ba, 1961) Graduado em artes plásticas pela Universidade Federal da Bahia e mestre em artes cênicas com ênfase em cenografia, pela mesma universidade. Tem participado de exposições individuais e coletivas, pelo Brasil, como: Bienal Internacional de gravura; Salões de arte do MAM, Ba; O Imaginário do Rei – Em homenagem a Luís Gonzaga, com curadoria de Bené Fonteles, dentre outras.
Integra o projeto RUA – Roteiro Urbano de Arte, da prefeitura de Salvador, com 5 esculturas na Praça da Inglaterra. Atua como cenógrafo e figurinista, tendo atuado junto ao Núcleo de Teatro do Teatro Castro Alves e ao balé BTCA, do mesmo teatro; também com o Bando de Teatro Olodum, dentre vários outros, com prêmios nessa área. Realiza trabalhos de direção de arte para cinema. Tem trabalhos editados em poesia e música.
Serviço: “AFINS”, exposição coletiva
Abertura sexta-feira, dia 24 abril, 17h às 21h
Galeria Karla Osorio (SMDB Conjunto 31 Lote 1B – Lago Sul / Brasília – DF) – todos os pavilhões
Em cartaz até 28 junho 2026, domingo
Visitação: segunda a sexta, 9h – 18h, sábados 9h – 14h
A entrada é gratuita. Recomenda-se agendar por telefone, e-mail, DM no Instagram ou WhatsApp.
Sr Rafig Rustamov, Cônsul do Azerbaijão ao lado da Embaixatriz do Azerbaijão, Sra Farah Aljalova com suas filhas e à direita, a Consulesa, Sra Aytem Rustamova
Brasília recebeu, no dia 24 de abril, uma celebração especial dedicada à cultura do Azerbaijão, reunindo autoridades, convidados e apreciadores da diversidade cultural em um evento marcado por gastronomia, música e intercâmbio internacional.
A iniciativa foi organizada pela jornalista Fabiana Ceyhan, que tem atuado na promoção de pontes culturais entre o Brasil e o país do Cáucaso.
A programação destacou a rica culinária azerbaijana, apresentada em um menu exclusivo preparado pelo chef Halil Ceyhan. Os convidados puderam experimentar pratos típicos que refletem a tradição e os sabores característicos da região, combinando especiarias, carnes e técnicas culinárias ancestrais.
Outro ponto alto da noite foi a apresentação de um dueto azerbaijano radicado em Nova York Rizvan and Roya que trouxe ao público brasiliense um repertório que mescla influências tradicionais e contemporâneas. A performance musical contribuiu para criar uma atmosfera imersiva, aproximando ainda mais os participantes da cultura do Azerbaijão.
O evento contou com o apoio do governo do Azerbaijão, por meio do Comitê da Diáspora, reforçando o interesse em fortalecer laços culturais e institucionais com o Brasil.
A celebração em Brasília evidenciou o papel da diplomacia cultural como instrumento de aproximação entre povos, promovendo o diálogo e a valorização das identidades nacionais em um contexto global.
No marco da celebração dos 190 anos de relações diplomáticas, realizou-se uma atividade comemorativa que reuniu altas autoridades e representantes do corpo diplomático, com o objetivo de destacar a solidez dos vínculos e promover o fortalecimento da cooperação entre os países.
O evento contou com a presença da embaixadora Gisela Maria Figueiredo Padovan, Secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores do Brasil; do embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz, do Departamento DAUC do Itamaraty; da embaixadora Mitzi Gurgel Valente da Costa, Diretora do Instituto Rio Branco; da embaixadora Daniela Benjamin, do Departamento de Integração Regional; e de Paco Brito, da SERINTER do Distrito Federal.
A atividade teve como anfitrião o conselheiro Francisco Mackenney, em representação da Embaixada do Chile, acompanhado pelo corpo diplomático, bem como pelos adidos militares e agrícola.
Durante sua intervenção, Francisco Mackenney destacou os avanços no desenvolvimento do Corredor Bioceânico, bem como o fortalecimento da agenda econômica e comercial entre os países. Ressaltou, ainda, a importância das reuniões e iniciativas projetadas para este ano, com vistas a aprofundar a integração regional e ampliar as oportunidades de cooperação.
No âmbito da cerimônia, foi realizada a plantação de uma árvore da espécie Araucaria angustifolia, como símbolo de amizade e integração. A iniciativa foi replicada na Embaixada do Brasil em Santiago, com a plantação de uma Araucaria araucana, árvore nacional do Chile, reforçando o caráter simbólico e recíproco da celebração.
Adicionalmente, procedeu-se à develação de uma placa comemorativa em cobre, gentilmente doada pela Corporación Nacional del Cobre de Chile (CODELCO), como marco dos 190 anos de relações diplomáticas.
Ao longo do encontro, enfatizou-se o valor do diálogo permanente, da cooperação e da construção de um futuro compartilhado, reafirmando o compromisso conjunto com o fortalecimento das relações bilaterais.
Projeto abre a programação da Semana da Europa 2026 com concertos, ensaio aberto e encontro inédito entre seis músicos europeus e dois brasileiros. Serão três atividades, a primeira um ensaio aberto para os alunos da rede EduSESC, no Teatro SESC Paulo Autran, em Taguatinga, a segunda no icônico Clube do Choro, e a última na Escola de Música de Brasília
Brasília recebe, nos dias 28 e 29 de abril, o EUNIC Jazz Express, projeto que abre a programação da Semana da Europa 2026 reunindo músicos da Áustria, Bélgica, Eslovênia, Portugal e do Brasil, em uma formação inédita, para duas apresentações e um ensaio aberto. Criado especialmente para a capital, a iniciativa celebra o Dia Internacional do Jazz, comemorado mundialmente em 30 de abril.
Ao todo, serão três atividades: a primeira no dia 28 de abril, terça-feira, na parte da manhã, será realizado um ensaio aberto com caráter socioeducativo, voltado a estudantes da rede EduSESC, no Teatro SESC Paulo Autran, em Taguatinga Norte. Ainda terça-feira (28), às 20h, no Clube do Choro de Brasília (Eixo Monumental), será realizada a primeira apresentação oficial do grupo. Os ingressos estão à venda pelo site da Bilheteria Digital, e custam a partir de R$ 30. A programação do EUNIC Jazz Express se encerra na quarta-feira, 29 de abril, no Teatro Levino de Alcântara, na Escola de Música de Brasília, às 20h, em uma apresentação gratuita para todos os brasilienses.
“A iniciativa promove o diálogo intercultural entre músicos do Brasil e da União Europeia por meio do jazz, reforçando o compromisso com a diversidade e a inclusão cultural”, destaca Sophie Mc Guirk, Cônsul da Embaixada da Irlanda no Brasil e representante da Presidência da EUNIC em 2026.
Encontro inédito no palco
O EUNIC Jazz Express é formado por artistas com trajetórias consolidadas em seus países e presença na cena internacional. Em Brasília, eles se encontram pela primeira vez para criar uma experiência musical coletiva, marcada pela improvisação, troca e construção conjunta. Abaixo saiba mais sobre os músicos participantes.
Mateus Saldanha (guitarra – Portugal): Destaque da nova geração do jazz português, Mateus Saldanha construiu uma trajetória sólida entre festivais e competições internacionais. Premiado no Jarek Smietana Jazz Guitar Competition, já se apresentou em importantes eventos como o Funchal Jazz Festival e o EDP Cool Jazz. Atualmente, cursa mestrado em performance na Basileia, na Suíça, onde estuda com nomes relevantes da cena mundial.
Misael Barros (bateria – Brasil): Formado pelo Conservatório Pernambucano de Música, iniciou carreira na orquestra do Maestro Duda. Hoje é um dos bateristas mais requisitados do país, com atuação em jazz, blues e música popular. Já dividiu palco com artistas como Roberto Menescal, Toninho Horta e Nelson Faria.
Neža Okorn (voz – Eslovênia): Cantora da nova cena europeia, Neža Okorn transita entre jazz, soul, blues e funk, incorporando também influências de ritmos brasileiros e africanos. Com presença de palco marcante, vem se destacando por sua versatilidade e abordagem contemporânea dentro do jazz vocal.
Oswaldo Amorim (contrabaixo – Brasil): Contrabaixista, compositor e diretor musical, atua profissionalmente desde 1990. Já tocou ao lado de nomes como Hermeto Pascoal, Branford Marsalis e Buika. Professor da Escola de Música de Brasília desde 2003, possui mestrado em Jazz Performance pela Manhattan School of Music, em Nova York, onde estudou com Jeff Andrews e John Patitucci.
Pepi Kramer (percussão – Áustria): Percussionista austríaco conhecido pela versatilidade, atua tanto no jazz quanto na música popular. Com carreira consolidada na Europa, participou de diversos concertos e gravações, sendo reconhecido pela precisão e musicalidade.
Rudi Berger (violino – Áustria): Violinista e compositor com trajetória internacional, integrou a Vienna Art Orchestra e viveu por mais de uma década em Nova York. Radicado no Brasil desde 2003, mantém forte diálogo com a música brasileira. Em 2025, será homenageado pelo governo austríaco por sua contribuição ao intercâmbio cultural.
Rutger Mathys (gaita – Bélgica): Um dos nomes mais promissores do jazz europeu atual, Rutger Mathys é mestre da gaita cromática. Premiado em importantes competições, já se apresentou em festivais como o North Sea Jazz e dividiu palco com nomes como Kenny Werner. Sua música transita entre a tradição e a experimentação.
Žan Cesar (trompete – Eslovênia): Representante da nova geração do jazz esloveno, Žan Cesar vem se consolidando na cena europeia com atuação em projetos de jazz, soul e música contemporânea. Destaca-se pela sonoridade expressiva e pela forte presença em formações colaborativas.
Sobre a Semana da Europa
Realizada desde 2004, a Semana da Europa chega à sua 22ª edição consolidada como um dos principais eventos culturais internacionais de Brasília. A iniciativa reúne a Delegação da União Europeia no Brasil, embaixadas de 15 países europeus e importantes institutos culturais, promovendo uma ampla programação que celebra a diversidade do continente por meio da música, gastronomia, artes e esporte. Em 2025, mais de 7 mil pessoas participaram das atividades, reforçando a relevância do evento na conexão cultural entre Brasil e Europa.
A programação se estrutura em quatro grandes eventos presenciais, começando pelo EUNIC Jazz Express, nos dias 28 e 29 de abril. Em seguida, será a vez da tradicional Corrida da União Europeia (9 de maio); do Festival Cultural Europeu (16 de maio), que ocupa o Museu de Arte de Brasília com experiências culturais, gastronômicas e artísticas; e a Mostra de Cinema Europeu, que será realizada no segundo semestre, encerrando as celebrações.
Serviço
Semana da Europa 2026 – EUNIC Jazz Express
Quando: 28 e 29 de abril, terça e quarta-feira
Horários:
Terça-feira, 28 de abril, 9h – Ensaio aberto para os alunos da rede EduSESC
Terça-feira, 28 de abril, 20h30 – Apresentação no Clube do Choro de Brasília (Eixo Monumental). Ingressos à venda pelo site da Bilheteria Digital a partir de R$ 30.
Quarta-feira, 29 de abril, 19h30 – Concerto em celebração ao Dia Internacional do Jazz, na Escola de Música de Brasília.
A prova acontece no dia 9 de maio, sábado, na Esplanada dos Ministérios, com percursos de 10km, 5km e 1km para as famílias. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site Central da Corrida, com duas opções de kit a partir de R$ 89
A Corrida da União Europeia retorna em 2026 para celebrar o Dia da Europa, em 9 de maio (sábado), com uma edição especial na Esplanada dos Ministérios. Em formato sunset, com largada no fim da tarde, o evento propõe uma experiência única ao pôr do sol no coração da capital federal. Integrando a programação da Semana da Europa 2026, a iniciativa reúne embaixadores, representantes do corpo diplomático europeu, instituições culturais e a comunidade local em um momento de celebração, integração e bem-estar.
Os participantes poderão escolher entre três modalidades: 10 km, 5 km e 1 km (categoria família), esta última pensada para incluir crianças, iniciantes e até pets.
As inscrições já estão abertas no portal da Central da Corrida, com duas opções de kit: o básico (R$ 89), que inclui número de peito, lanche e medalha, e o ampliado (R$ 109), com camiseta, meia esportiva, número de peito, lanche, medalha e brinde exclusivo.
Para tornar a experiência ainda mais especial, todos os participantes presentes concorrem, ao final do evento, ao sorteio de uma passagem aérea para a Europa, além de outros brindes.
Sobre a Semana da Europa
Realizada desde 2004, a Semana da Europa chega à sua 22ª edição consolidada como um dos principais eventos culturais internacionais de Brasília. A iniciativa reúne a Delegação da União Europeia no Brasil, embaixadas de 15 países europeus e importantes institutos culturais, promovendo uma ampla programação que celebra a diversidade do continente por meio da música, gastronomia, artes e esporte. Em 2025, mais de 7 mil pessoas participaram das atividades, reforçando a relevância do evento na conexão cultural entre Brasil e Europa.
A programação se estrutura em quatro grandes eventos presenciais, começando pelo EUNIC Jazz Express, nos dias 28 e 29 de abril, que abre o calendário com apresentações musicais inéditas. Para a noite do dia 28, no Clube do Choro, às 20h30, os ingressos já estão à venda, com valores a partir de R$ 30 (meia-entrada mediante a doação de 1kg de alimento, que será destinado ao programa Mesa Brasil SESC), podendo ser adquirido no site do próprio Clube do Choro.
Em seguida, será a vez da tradicional Corrida da União Europeia (9 de maio); do Festival Cultural Europeu (16 de maio), que ocupa o Museu de Arte de Brasília com experiências culturais, gastronômicas e artísticas; e a Mostra de Cinema Europeu, que será realizada no segundo semestre, encerrando as celebrações.
Serviço
Semana da Europa 2026: 19ª Corrida da União Europeia
Quando: sábado, 9 de maio, Esplanada dos Ministérios, 17h As inscrições já estão abertas no portal da Central da Corrida, com duas opções de kit: o básico (R$ 89), que inclui número de peito, lanche e medalha, e o ampliado (R$ 109), com camiseta, meia esportiva, número de peito, lanche, medalha e brindes exclusivos.
Para mais informações: Para mais informações: @semanadaeuropa e @uenobrasil
Na tarde da última terça-feira (31), a Embaixada da Itália no Brasil, recebeu, em Brasília, mais uma edição do Italian Design Day, iniciativa anual promovida pelo Ministério da Relações Exteriores e Cooperação Internacional e a rede diplomática italiana com o objetivo de valorizar a excelência do design e da arquitetura do país no cenário internacional. O encontro, realizado na Sala Nervi da Embaixada da Itália em Brasília, reuniu convidados dos setores de arquitetura, design, arte e cultura, para um debate em torno do tema “RE-DESIGN: Materiais, inovação e sustentabilidade do patrimônio arquitetônico italiano”. Organizado em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), o evento integrou a programação global da iniciativa, que, em sua décima edição, propõe uma reflexão sobre a regeneração de espaços, objetos e relações a partir da contribuição da arquitetura e do design para a sustentabilidade e a qualidade dos ambientes contemporâneos.
Participaram do encontro a professora Luciana Saboia (FAU-UnB), pesquisadora nas áreas de paisagem urbana e teoria do projeto e curadora do pavilhão do Brasil na Binela de Veneza 2025, e o arquiteto Carlo Nozza (Università della Svizzera Italiana), especialista em preservação do patrimônio moderno e inovação em arquitetura sustentável. O debate abordou desafios e perspectivas relacionados à valorização do patrimônio arquitetônico, à requalificação urbana e à integração entre tradição e novas tecnologias.
A edição deste ano teve um significado especial ao dialogar com o momento vivido pela própria sede diplomática italiana em Brasília, que recentemente concluiu obras de renovação e restauração de seu patrimônio arquitetônico e artístico.
Por ocasião do evento, o Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, destacou a importância da preservação arquitetônica como instrumento de continuidade histórica e cultural. “ Esta iniciativa é uma oportunidade importante para comunicar o valor da arquitetura, do design e da restauração arquitetônica italiana no mundo, que se baseia em uma longa tradição. As nossas cidades, os nossos edifícios e os nossos espaços são o resultado de uma história construída ao longo do tempo, através de mudanças, adaptações e novas ideias” afirmou o Embaixador Cortese. “Acredito que o significado mais simples, mas também o mais importante do tema deste ano é não necessariamente construir algo novo, mas saber olhar para o que já temos com novos olhos, melhorá-lo e torná-lo mais adequado ao presente, mantendo um olhar atento ao futuro .”
Na tarde da última terça-feira (31), a Embaixada da Itália no Brasil, recebeu, em Brasília, mais uma edição do Italian Design Day, iniciativa anual promovida pelo Ministério da Relações Exteriores e Cooperação Internacional e a rede diplomática italiana com o objetivo de valorizar a excelência do design e da arquitetura do país no cenário internacional.
O encontro, realizado na Sala Nervi da Embaixada da Itália em Brasília, reuniu convidados dos setores de arquitetura, design, arte e cultura, para um debate em torno do tema “RE-DESIGN: Materiais, inovação e sustentabilidade do patrimônio arquitetônico italiano”.
Organizado em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), o evento integrou a programação global da iniciativa, que, em sua décima edição, propõe uma reflexão sobre a regeneração de espaços, objetos e relações a partir da contribuição da arquitetura e do design para a sustentabilidade e a qualidade dos ambientes contemporâneos.
Participaram do encontro a professora Luciana Saboia (FAU-UnB), pesquisadora nas áreas de paisagem urbana e teoria do projeto e curadora do pavilhão do Brasil na Binela de Veneza 2025, e o arquiteto Carlo Nozza (Università della Svizzera Italiana), especialista em preservação do patrimônio moderno e inovação em arquitetura sustentável. O debate abordou desafios e perspectivas relacionados à valorização do patrimônio arquitetônico, à requalificação urbana e à integração entre tradição e novas tecnologias.
A edição deste ano teve um significado especial ao dialogar com o momento vivido pela própria sede diplomática italiana em Brasília, que recentemente concluiu obras de renovação e restauração de seu patrimônio arquitetônico e artístico.
Por ocasião do evento, o Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, destacou a importância da preservação arquitetônica como instrumento de continuidade histórica e cultural. “ Esta iniciativa é uma oportunidade importante para comunicar o valor da arquitetura, do design e da restauração arquitetônica italiana no mundo, que se baseia em uma longa tradição. As nossas cidades, os nossos edifícios e os nossos espaços são o resultado de uma história construída ao longo do tempo, através de mudanças, adaptações e novas ideias” afirmou o Embaixador Cortese. “Acredito que o significado mais simples, mas também o mais importante do tema deste ano é não necessariamente construir algo novo, mas saber olhar para o que já temos com novos olhos, melhorá-lo e torná-lo mais adequado ao presente, mantendo um olhar atento ao futuro .”
Júri do Prêmio Engenho Mulher recebe a Superintendente do Sebrae DF para um Roda de Conversa sobre políticas públicas de gênero em outros países.
O Júri do 4º Prêmio Engenho Mulher irá receber a superintendente do Sebrae DF, Rose Rainha, para uma Roda de Conversa sobre empreendedorismo feminino e políticas pública na Índia.
Rose Rainha participou de uma delegação brasileira, a convite do Brics Women, para conhecer políticas públicas implementadas na Índia.
Tradicionalmente, o Júri do Prêmio Engenho Mulher fomenta debates e discussões com experts em temas ligados à equidade de gênero, para embasar as escolhas das vencedoras da premiação.
A Roda de Conversa será na quinta-feira, 16 de abril, na sala privativa do Dudu Bar.
O Prêmio Engenho Mulher – Reconhecimento a Quem nos Transforma é uma iniciativa criada para distinguir e dar visibilidade ao trabalho de lideranças femininas que impactam a sociedade.
A premiação destaca a equidade de gênero, o empreendedorismo social e o empoderamento feminino, valorizando legado e impacto sociais. As vencedoras são escolhidas por um Júri de Mulheres Jornalistas. Nesta edição, a comissão julgadora é formada pelas jornalistas Basília Rodrigues, Cláudia Meirelles, Márcia Zarur, Neila Medeiros, Paola Lima e Sibele Negromonte.
A cerimônia de premiação irá acontecer no dia 25 de maio, no Museu de Arte de Brasília. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, da Fibra, da Advocacia Alves Correia e terá o menu assinado pelo bufê Chocolat.
O Prêmio Engenho Mulher – Reconhecimento a quem nos Transforma foi criado e é presidido pela jornalista Kátia Cubel. Premia, a cada edição, três lideranças femininas que transformam a Capital do país.
Em abril de 1994, o mundo assistiu a um dos episódios mais brutais da história contemporânea: o genocídio contra os Tutsi em Ruanda. Em apenas cerca de 100 dias, estima-se que mais de 800 mil pessoas foram assassinadas, em sua maioria tutsis, além de hutus moderados que se opunham à violência. O massacre, marcado por extrema crueldade e pela mobilização sistemática de milícias e civis, deixou cicatrizes profundas que ainda ecoam na sociedade ruandesa e na consciência internacional.
O estopim da tragédia foi a queda do avião que transportava o então presidente Juvénal Habyarimana, em 6 de abril de 1994. A partir desse momento, iniciou-se uma campanha organizada de extermínio, impulsionada por discursos de ódio e pela propaganda extremista que incitava a população à violência. O genocídio revelou não apenas a fragilidade das instituições nacionais, mas também a falha da comunidade internacional em agir de forma rápida e eficaz para impedir a escalada dos assassinatos.
Três décadas depois, cerimônias como o Kwibuka — palavra que significa “lembrar” em kinyarwanda — reforçam a importância da memória coletiva e da reflexão. Em discursos oficiais de comemoração, autoridades e representantes diplomáticos destacam a necessidade de honrar as vítimas, apoiar os sobreviventes e reafirmar o compromisso global com a prevenção de genocídios. A lembrança não é apenas um ato simbólico, mas um instrumento essencial para evitar que tragédias semelhantes voltem a ocorrer.
As mensagens apresentadas nesses eventos enfatizam também a importância da reconciliação nacional, processo que transformou Ruanda em um exemplo de reconstrução após o conflito. Por meio de políticas de unidade, justiça restaurativa e desenvolvimento social, o país tem buscado superar as divisões do passado e promover uma identidade nacional baseada na convivência pacífica.
Ainda assim, especialistas alertam que os sinais que antecederam o genocídio — como a desumanização de grupos, a disseminação de desinformação e o enfraquecimento das instituições democráticas — permanecem presentes em diferentes partes do mundo. Por isso, líderes internacionais ressaltam, em seus discursos, a responsabilidade coletiva de identificar e combater essas ameaças desde os primeiros indícios.
O genocídio dos tutsi em Ruanda permanece como um lembrete contundente das consequências do ódio e da indiferença. Ao recordar esse capítulo sombrio da história, a comunidade internacional reafirma um compromisso fundamental: o de que atrocidades dessa magnitude nunca mais sejam permitidas.