Exposição que aproxima a arte da natureza e da tecnologia chega ao CCBB Brasília em 28 de novembro

2006-2014
Alumínio, aço inoxidável polido, seda, luzes de LED e robótica aluminium, polished stainless steel, silk, LEDs and robotics
Foto/Photo: Joost van Brug
Studio Drift – Vida em Coisas reúne obras criadas por artistas holandeses e suas equipes em Amsterdã e Nova York; a proposta é despertar reflexões sobre a relação da humanidade com a natureza, por meio de esculturas e instalações hipnóticas
Usando a luz como um dos pilares de sua arte, Lonneke Gordijn e Ralph Nauta, junto às suas equipes em Amsterdã e Nova York, exploram as relações dos seres humanos com a natureza e a tecnologia de forma simples e ao mesmo tempo profunda. As obras que tocam em aspectos essenciais da vida na Terra estão presentes na mostra Studio Drift – Vida em Coisas, a ser inaugurada pelo Centro Cultural Banco do Brasil Brasília em 28 de novembro.

2006-2014
alumínio, aço inoxidável polido, seda, luzes de LED e robótica
aluminium, polished stainless steel, silk, LEDs and robotics
Foto/Photo: courtesy of DRIFT

2006-2014
alumínio, aço inoxidável polido, seda, luzes de LED e robótica
aluminium, polished stainless steel, silk, LEDs and robotics
Foto/Photo: Ralph Roelse
Lonneke Gordijn e Ralph Nauta, criaram DRIFT em 2007, na Holanda. Atualmente, comandam uma equipe multidisciplinar de 64 pessoas, nos estúdios em Amsterdã e Nova York. Os artistas se tornaram mundialmente conhecidos pela criação de esculturas, instalações e performances que colocam pessoas, ambiente e natureza na mesma frequência. Suas obras sugerem ao público uma reconexão com o planeta. “Estamos muito interessados na interação entre movimentos naturais e seres humanos e usamos a tecnologia para permitir isso. Nossas obras representam processos e movimentos que nós experimentamos na natureza e no próprio corpo.”, observa Lonneke.
Alfons Hug, curador da mostra ao lado de Marcello Dantas, explica que ao escolher a luz como elemento central de suas composições artísticas, DRIFT “nos faz pensar no mundo de hoje, mas também em nossas origens, pois esta luz vem de longe e contém um vislumbre do passado remoto”.

2006-2014
alumínio, aço inoxidável polido, seda, luzes de LED e robótica
aluminium, polished stainless steel, silk, LEDs and robotics
Foto/Photo: Juuke Schoorl

2006-2014
alumínio, aço inoxidável polido, seda, luzes de LED e robótica
aluminium, polished stainless steel, silk, LEDs and robotics
Foto/Photo: Ralph Roelse
POR DENTRO DA EXPOSIÇÃO
Circuitos elétricos tridimensionais, de bronze, ficam conectados a sementes da planta dente-de-leão, que emitem luzes. Trata-se de uma escultura com forma potencialmente infinita, que pode crescer ou encolher, dependendo do espaço que ocupa. Para a construção, a dupla recorreu a sementes que, uma a uma, receberam luzes de LED, num processo artesanal que resiste aos métodos de produção em massa e à cultura do descarte. A instalação estará presente na galeria 1.
O comportamento das flores que, durante a noite, se fecham, numa medida de proteção e de economia de recursos, é apresentada na escultura hipnótica Shylight (algo como “luz tímida”, se traduzido para o português) que será instalada no Pavilhão de Vidro.
Se grande parte dos objetos feitos pelos homens tendem a ter uma forma fixa, o projeto do DRIFT,
neste caso, é recuperar a ideia de que, na natureza, tudo está em constante metamorfose e adaptação. Assim, os objetos animados ganham a força de expressar, caráter e emoção.

2006-2014
alumínio, aço inoxidável polido, seda, luzes de LED e robótica
aluminium, polished stainless steel, silk, LEDs and robotics
Foto/Photo: Henning Rogge

2006-2014
alumínio, aço inoxidável polido, seda, luzes de LED e robótica
aluminium, polished stainless steel, silk, LEDs and robotics
Foto/Photo: Petra & Erik Hesmerg

2005
sementes verdadeiras de dente-de-leão, bronze fosforoso, eletrônicos e luzes de LED
real dandelion seeds, phosphorus bronze, electronics and LEDs
Foto/Photo: Gert Jan van Rooji
A escultura Ego, que teve uma primeira versão criada para compor o cenário da ópera Orfeu, representa a rigidez da produção da humanidade e o quanto é importante que essa produção se torne fluida, para que não colapse.
A obra, que será montada na galeria 2 do CCBB, questiona o quanto nossas esperanças, verdades e emoções são resultado direto da rigidez ou da fluidez de nossa mente. Um bloco de fibra de náilon oscila, graças à ação de oito motores e um algoritmo desenvolvido especialmente para a obra, acompanhada de uma composição especialmente feita pelos artistas.
Na Galeria 1, o papel humano na construção dos significados é abordado na série Materialism, na qual peças em formato de blocos comprimem objetos. Os materiais ganham uma forma condensada, instigando a imaginação sobre o papel humano na transformação da natureza.

2015
latão, vidro borossilicato, robótica e aço inoxidável
brass, borosilicate glass, robotics and stainless steel
Cedida por DRIFT/Courtesy of DRIFT

Foto/Photo: Agência Galo

2015
latão, vidro borossilicato, robótica e aço inoxidável
brass, borosilicate glass, robotics and stainless steel
Foto/Photo: Ronald Smits
Neste projeto contínuo, o público pode conferir as obras: Fusca Volkswagen, Jogo Game Boy, Lápis, Cabo Elétrico, Bicicleta, Pandeiro e Havaianas. As duas últimas foram criadas especialmente para a mostra brasileira, assim como Banquete, parceria de DRIFT com os designers brasileiros do Estúdio Campana, Humberto e Fernando Campana.
Também fazem parte da mostra as peças Amplitude, Franchise Freedom, Coded Nature, Drifters, Dandelight e Making of DRIFT, uma instalação com peças que mostra uma espécie de “making of” do trabalho da dupla.

Ralph Nauta and Lonneke Gordijn
Foto/Photo: Teska Overbeeke

Lonneke Gordijn and Ralph Nauta
Foto/Photo: Teska Overbeeke
RACIONALIDADE
O curador Marcello Dantas explica que existe uma racionalidade por trás das obras do DRIFT, que é a possibilidade da natureza e da tecnologia viverem em harmonia. “Seja pelo mundo biônico, seja pelo conceito de animismo, em que todas as coisas – animais, fenômenos naturais e objetos inanimados – possuem um espírito que os conecta uns aos outros”.
O animismo em DRIFT significa, por exemplo, transformar um robô numa flor, revelando o encontro entre “a projeção que fazemos das coisas e aquilo que elas potencialmente podem ser”, complementa Dantas. “Ao estudar os seres vivos e tentar emular artificialmente seu comportamento, passamos a criar uma escuta e uma linguagem que, em alguma dimensão simbólica, podem ser sincronizadas”.

2005
sementes verdadeiras de dente-de-leão, bronze fosforoso, eletrônicos e luzes de LED
real dandelion seeds, phosphorus bronze, electronics and LEDs
Cedida por DRIFT/Courtesy of DRIFT
Além de Brasília Studio Drift – Vida em Coisas pôde ser conferida nas unidades do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, superando 400 mil visitantes.
A mostra é patrocinada pelo Banco do Brasil e BB Asset Management. Ingressos gratuitos, disponíveis em https://ccbb.com.br/ e na bilheteria física do CCBB Brasília.

2005
sementes verdadeiras de dente-de-leão, bronze fosforoso, eletrônicos e luzes de LED
real dandelion seeds, phosphorus bronze., electronics and LEDs
Foto/Photo: Ronald Smits
Serviço
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes
Especial Sul – Brasília – DF
Studio Drift – Vida em Coisas
Período | 28 de novembro de 2023 a 21 de janeiro de 2024, das 09h às 21h
Local | Galerias 1, 2, 5 e Pavilhão de Vidro
Classificação indicativa: livre
Ingressos | em www.ccbb.com/cultura e na Bilheteria do CCBB Brasília
Entrada Gratuita
Informações
Fone: (61) 3108-7600
E-mail: ccbbdf@bb.com.br
Site/ https://ccbb.com.br/
Instagram/ @ccbbbrasilia
Youtube/ Bancodobrasil