A Galeria Karla Osorio apresenta a exposição PARA ALÉM DO OBJETO


Primeira e individual do artista Gustavo Prata em Brasília apresentando 27 obras, a maioria inéditas, do artista em diversas técnicas como desenho, colagem, instalação, objetos e esculturas em aluminio.

Será inaugurada sábado, dia 18 de maio, com um brunch na galeria e nos jardins da galeria, com curadoria de Allan Yzumizawa.

Sobre a exposição

A exposição reúne quase 30 obras, a maioria inéditas, do artista em diversas técnicas como desenho, colagem, instalação, objetos e esculturas em alumínio, obras que integram pesquisa desenvolvida pelo artista paulista, fruto de investigações e trabalho em
residência na própria galeria em Brasília, entre abril e maio de 2024.

A residência e o processo criativo teve o acompanhamento crítico de Allan Yzumizawa, que assina a curadoria da exposição. Veja a seguir um trecho do texto curatorial exclusivo para a mostra: “O artista visual Gustavo Prata, viveu e cresceu em ambiente paulistano, imerso nos fluxos urbanos que invadem seu cotidiano.

Tais experiências, não refletem diretamente a cidade, mas talvez seu sintoma; isso porque, muitas de suas produções, não buscam
representar a monotonia das linhas retas e geométricas encontradas pelos cantos da paisagem, mas atribuir espíritos aos objetos
do cotidiano, como um contra-argumento às sensações vivenciadas na cidade.

Gustavo Pratas

Prata reconhece a complexidade da indústria do marketing, que constrói desejos tanto materiais quanto simbólicos no imaginário
coletivo. Suas obras refletem essa compreensão, explorando o impacto do consumismo em nossa sociedade.

Em obras como Amálgama, o artista acumula e rasga embalagens de produtos, fragmentando os logos em uma composição abstrata. Este gesto não apenas questiona nossa relação com as marcas, mas também revela como elas se infiltram em nosso subconsciente, mesmo
quando não estamos diretamente engajados no consumo. De certa forma, acaba nos oferecendo uma perspectiva distópica sobre nosso estar no mundo.

Outro elemento recorrente em seu trabalho é a acumulação de jornais, que, apesar de estarem em declínio devido à ascensão das mídias digitais (e das previsões que afirmam o seu desaparecimento daqui a 20 anos), continuam representando uma forma de consumo de informação. O artista os utiliza para explorar as dinâmicas contemporâneas do modo como a sociedade opera as noções de verdade e pós-verdade em uma era de smartphones e redes sociais.

Além disso, suas obras frequentemente seguem uma lógica modular, onde objetos do cotidiano são transformados e serializados, ampliando seu significado e impacto. Essa abordagem faz com que seus trabalhos nunca tenham um fim estabelecido, podendo sempre ganhar dimensão ao acrescentar mais objetos.

A partir do momento que isso ocorre, a escala quase humana (ou sobrehumana) oferece um aspecto anímico ao observador, de modo que os objetos passam a ter vida, alma ou espírito.

Temos como exemplo, as esculturas executadas com arames onde os títulos sempre invocam um nome próprio, ao exemplo de Teofrastos
(2024). As linhas prateadas ganham formas orgânicas, e sua composição abstrata, sempre nos oferece a oportunidade de buscar,
ou até mesmo encontrar, elementos humanos.

Isso também ocorre nas esculturas com intervenções, como na obra sem título 2 (2019) da série Cracas em que observamos uma
mesa tendo suas partes modificadas com polpa de papel.

Essas intervenções nos objetos, geram linhas orgânicas que ao mesmo tempo que apresenta uma deformação, gera uma proximidade com um organismo vivo. Esses aspectos da deformação, na obra do artista, anunciam uma “natureza predatória”, que por sua vez, se apresenta de forma metafórica ao anunciar o modo como a sociedade consumista opera em sua contemporaneidade.

Ao contemplar o conjunto de obras do artista Gustavo Prata, somos imersos em seu cotidiano repleto de objetos, movimentos urbanos e geometria implacável.

Em meio a essa paisagem, Prata encontra uma fonte de escape: a criação de obras que oferecem o que a cidade muitas vezes não pode proporcionar – formas sinuosas e elementos orgânicos.

Sua busca incessante é a de infundir vida nos objetos inanimados que o cercam, concedendo-lhes uma alma, um estado de animação que transcende sua natureza estática.

Foto divulgação

Sobre o artista

É formado em Comunicação Social pela ESPM, pós graduado em Design Gráfico pela Miami Ad School e cursou História da Arte na Enforex em Barcelona. Entre os grupos de acompanhamento dos quais participou destacam-se o Clínica Geral no Ateliê 397 e
o Hermes Artes Visuais. Participou de exposições coletivas no Wesley Duke Lee Art lnstitute, Funarte, Ricardo Camargo Galeria,
Ateliê 397, Galeria Rabieh, Galeria de Pintura Brasileira, Casa Galeria, Edifício Vera, Fonte, Galeria Karla Osório entre outros.

Entre os Salões de Artes dos quais já participou destacam-se os das cidades de Ubatuba, Praia Grande e Guarulhos. Entre 2020 e 2021
participou de três programas de residência artística de cerca de seis meses: na Kaaysá Art Residency na praia de Boiçucanga, no Hermes Artes Visuais e no Edifício Vera, ambos em São Paulo.

Assim, ainda em 2021, apresenta as exposições individuais O Dentro é o Fora no Hermes Artes Visuais, resultado da residência e, como resultado de uma convocatória, A Mancha dos Dias no Salão Angelim em Blumenau (SC).

Já em 2022, esteve na residência São João em São José do Vale do Rio Preto (RJ) e ao final do ano apresentou, também como resultado de um edital, a individual Híbridos: Amálgamas de Ontem no Centro de Cultura Ordovás em Caxias do Sul (SC). Por fim, em 202 teve um trabalho escolhido por Paulo Herkenhoff para integrar o acervo do Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro e, além disso, foi contemplado na exibição coletiva Zonas de Sombra na Pinacoteca de São Bernardo do
Campo como resultado de uma convocatória.

Atualmente divide ateliê com outros 10 artistas no Fonte, espaço de arte independente
localizado na Vila Madalena em São Paulo.

Sobre a galeria
Galeria Karla Osorio
Criada em 2016, a galeria Karla Osorio atua para inserção de artistas contemporâneos no mercado e na cena institucional.
Privilegia a produção mais inovadora em arte, com programa de exposições temporárias que fomenta várias linguagens e técnicas.
Representa artistas brasileiros e estrangeiros. Participa de feiras de arte, sendo a única galeria de Brasília em algumas das melhores feiras do mundo em cidades como Basiléia, Chicago, México, Miami, Nova Déli, Nova York, Punta (Uruguai), além de Rio de Janeiro e São Paulo. Apoia pesquisas e projetos inovadores, tem programa de cursos, palestras, parcerias com outros espaços e instituições, além de intervenções no espaço público. Desenvolve projetos com curadores visitantes e oferece residência artística com atelier, em espaço privilegiado. Atua também no mercado secundário. Além da sede em Brasília, amplo espaço expositivo no Lago Sul, com pavilhões e área externa, possui escritório em São Paulo.

Gustavo Prata série Antíteses

Serviço:
Abertura sábado, dia 18 de maio, BRUNCH entre 11-15h Pavilhões I e II (galerias + jardim, com mesa redonda e música ao vivo.
Em cartaz até 20 de julho de 2024
Visitação: segunda a sexta, 9h- 18h30, sábados 9h-14h30
A entrada é gratuita, mediante agendamento prévio por telefone, email, DM no Instagram ou WhatsApp.
Contato artista e curador
Gustavo Prata +55 11 987778627
Allan Yzumizawa +55 15 981377484
Galeria Karla Osorio

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