
A Casa Albuquerque abre o calendário expositivo de 2023 apresentando Eduardo Sued – A
amplitude da luz, com curadoria de Cinara Barbosa. A mostra celebra a longa e importante
trajetória de Sued, referência incontornável no que diz respeito ao uso da cor na arte brasileira.
Eduardo Sued é um dos grandes mestres da pintura abstrato geométrica brasileira. Embora não
se coloque como associado a um movimento artístico em específico sua produção está
relacionada ao concretismo a partir de uma pesquisa artística com ênfase na construção
cromática.

Aos 97 anos, produz com intensidade e regularmente em seu ateliê no Rio de Janeiro. Rigor,
requinte, experimentalismo da cor, da espacialidade, das formas e do gesto da pincelada sobre a
superfície da tela, são características de sua atuação e trabalho.
A exposição Eduardo Sued – a amplitude da luz apresenta um conjunto de obras do artista que
confirma seu propósito da pintura como uma forma de pensamento deste campo.
A curadoria procura ressaltar essa reflexão chamando a atenção para a luz como princípio e
elemento que, embora sutil, constitui uma questão relevante na arte. “É possível ver no conjunto
de obras apresentadas na Casa Albuquerque Galeria de Arte a produção mais recente de Eduardo
Sued, com obras produzidas sobretudo em 2022 em relação com trabalhos relacionados a
algumas séries significativas de sua trajetória.
A proposta curatorial é destacar a luz como um elemento importante e amplo, ou seja, tanto no trabalho de cor e da composição do Sued nessa sua compreensão do fazer da pintura quanto na montagem da exposição. Esse apontamentocuratorial para luz estimula a pensar a paleta, textura, composição e esses atravessamentos no
espaço”, diz a curadora Cinara Barbosa.

Sobre Eduardo Sued
Eduardo Sued (1925 – Rio de Janeiro) é pintor, ilustrador, gravador, vitralista, desenhista brasileiro
e professor. Cursou a Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro entre 1946 e 1948. No ano
seguinte inicia formação artística em curso livre de pintura e desenho do pintor alemão Henrique
Boese (1897-1982). Trabalha em seguida como desenhista no escritório do arquiteto Oscar
Niemeyer (1907-2012). Viaja para Paris e frequenta as academias La Grande Chaumière e Julian.
Em 1953 e frequenta o ateliê de Iberê Camargo (1914-1994) desenvolvendo estudos de gravura
em metal e passa a ser seu assistente. Na década de 1950 inicia trajetória como professor de
desenho e pintura. Sua pesquisa artística passa da figuração ao desenvolvimento construtivo e
cromático se constituindo de maneira mais destacada a partir dos anos 1980. Realizou diversas
exposições individuais em espaços culturais e museus como: no Museu de Arte Moderna do Rio
de Janeiro (1982), Paço Imperial / RJ (1992), Museu Nacional de Belas Artes / RJ (1994) e no
Centro de Arte Hélio Oiticica / RJ (1998), Museu Nacional da República Honestino Guimarães em
Brasília (1919). Participou de coletivas no Brasil e no exterior, incluindo a Bienal de São Paulo e a
Bienal de Veneza e também em galerias de arte entre elas Celma Albuquerque em Belo Horizonte,
2013.

Serviço
Eduardo Sued – A amplitude da luz
15 de março a 15 de abril
seg-sex: 10 às 19 hs
sab: 10 às 13 hs
Visitas mediadas para grupos de até 10 pessoas:
quintas-feiras, às 17 horas
agendamento prévio para visitas pelo telefone 99885 1030