Pesquisa já avaliou cerca de 300 mulheres atendidas pelo SUS no Distrito Federal e inicia nova etapa para acompanhar a circulação do vírus após a introdução da vacinação
Um projeto de pesquisa desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB) está ampliando o monitoramento da circulação do HPV (papilomavírus humano) entre mulheres jovens atendidas pela rede pública de saúde do Distrito Federal. A iniciativa busca identificar quais tipos do vírus ainda circulam na população após a implementação da vacinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o aprimoramento das estratégias de prevenção e rastreamento do câncer de colo do útero.
Intitulado “Testagem para presença de tipos de HPV (Vírus do Papiloma Humano) em mulheres jovens atendidas pela rede pública de saúde do DF”, o estudo teve início há cerca de quatro anos, sob coordenação da professora Fabiana Pirani Carneiro, da Universidade de Brasília. Atualmente, a pesquisa entra em uma nova etapa, coordenada pela professora Andrea Barretto Motoyama, com apoio da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), responsável pelo suporte administrativo e financeiro desta fase do projeto.
Realizada ao longo dos últimos quatro anos, a pesquisa já contou com a participação de aproximadamente 300 mulheres. O foco é avaliar a presença de diferentes tipos de HPV em uma geração que cresceu durante a implementação da vacinação contra o vírus no Brasil, permitindo analisar o impacto da imunização na circulação dos genótipos associados ao câncer de colo do útero.
“O projeto tem dois objetivos principais: verificar a presença de HPV em mulheres jovens elegíveis à vacinação pelo SUS e identificar se tipos de alto risco ainda circulam entre mulheres vacinadas, analisando quais são eles”, explica a professora Andrea Barretto Motoyama, coordenadora da atual etapa da pesquisa.
Os resultados preliminares observados até o momento são considerados promissores. Segundo a pesquisadora, o HPV16 — um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento do câncer de colo do útero em todo o mundo — não foi identificado entre as participantes avaliadas até agora. “Os resultados preliminares são bons e mostram que o HPV16 não foi encontrado na nossa população. Isso indica que estamos no caminho certo para a erradicação do câncer de colo do útero”, afirma.
Nova etapa amplia acompanhamento
Após a conclusão da primeira fase, coordenada pela professora Fabiana Pirani Carneiro e financiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o projeto inicia agora uma segunda etapa, sob coordenação da professora Andrea Barretto Motoyama. Esta fase é financiada por meio de emenda parlamentar da senadora Leila Barros e conta com apoio administrativo e financeiro da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec).
Nesta etapa, serão incluídas mais 250 participantes. Desse total, até 120 mulheres que apresentaram alguma alteração nos exames realizados anteriormente serão acompanhadas novamente pelos pesquisadores. Outras 130 participantes serão incorporadas ao estudo, ampliando a base de dados e fortalecendo a análise epidemiológica.
A coleta das amostras ocorre na Unidade Básica de Saúde 1 da Cidade Estrutural e no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), que recebe participantes de diferentes regiões administrativas do Distrito Federal. A expectativa é que os resultados parciais sejam divulgados em publicações científicas nos próximos meses, enquanto a conclusão da pesquisa está prevista para ocorrer entre 18 e 24 meses.
Além da produção de conhecimento científico e da formação de graduandos e pós-graduandos, o estudo também prevê ações educativas voltadas à conscientização da população sobre vacinação, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e importância dos exames de rastreamento. “Temos as ferramentas necessárias para erradicar o câncer de colo do útero. A vacinação é segura, protege contra o câncer e, associada ao rastreamento adequado e às práticas sexuais seguras, pode transformar essa realidade. Agora precisamos ampliar o acesso e a adesão a essas estratégias”, conclui Andrea Motoyama.
Projeto itinerante leva parque sonoro, brinquedos musicais inéditos e oficinas para crianças de 0 a 6 anos em Centros de Educação da Primeira Infância do Distrito Federal
Depois de passar pelo CEEDV, no Plano Piloto, e pelos CEPIs de Samambaia e Recanto das Emas, o Diversom ZaS – Zero a Seis chega agora Ceilândia e segue circulação por Brazlândia, Guará, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina e Sobradinho. O projeto itinerante leva experiências sensoriais e musicais inéditas para crianças de 0 a 6 anos, reunindo parque sonoro, oficinas de sensibilização musical e atividades voltadas a educadores e famílias, ampliando o acesso à cultura desde os primeiros anos da infância. A iniciativa é realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Inspirado no universo lúdico e interativo do Diversom, o novo projeto foi pensado especialmente para a primeira infância, faixa etária que ainda encontra poucas estruturas culturais e recreativas adaptadas às suas necessidades. A proposta alia arte, educação e desenvolvimento infantil a partir da criação de brinquedos inéditos, desenvolvidos com foco em segurança, acessibilidade e estímulos sensoriais. Antes da circulação, o projeto passou por uma etapa de pesquisa dedicada ao estudo de materiais, possibilidades acústicas e soluções de engenharia apropriadas para crianças pequenas.
Para Luciano Porto, criador do Diversom ZaS ao lado de Márcio Vieira, a iniciativa nasce de uma escuta atenta sobre a infância e sobre a importância de criar espaços onde as crianças possam experimentar o mundo de forma livre, segura e sensível. “A música, o som e o brincar são ferramentas fundamentais no desenvolvimento cognitivo, emocional e afetivo, especialmente nos primeiros anos de vida. Queremos proporcionar experiências que despertem curiosidade, autonomia, imaginação e vínculos, aproximando também educadores e famílias desse processo de descoberta”,explica.
Entre os brinquedos criados especialmente para o projeto estão a gangorrinha de bolinhas, que mistura movimento e estímulos sonoros; o escorregador sensorial, com diferentes texturas e respostas acústicas; o BalanSOM, que transforma o balanço em experiência rítmica; a Arvorezinha Sonora, que reage aos movimentos das crianças; o Cavalinho Pó-có-tó, que recria o som do galope; além da Canoa Sonora e de instrumentos percussivos melódicos adaptados para a primeira infância.
Segundo Márcio Vieira, cada estrutura foi pensada para estimular diferentes formas de percepção e interação. “A criança brinca, mas ao mesmo tempo experimenta ritmo, escuta, coordenação motora, equilíbrio e criatividade. É uma experiência muito intuitiva, onde o corpo e o som se conectam de forma natural”, observa.
Ao integrar música e brincadeira, o Diversom ZaS atua diretamente no desenvolvimento físico, cognitivo, social e afetivo das crianças. As experiências sonoras compartilhadas estimulam comunicação, interação e aprendizagem coletiva, além de fortalecer vínculos familiares e comunitários. Em cada cidade participante, o projeto também realiza oficinas de sensibilização musical voltadas à comunidade escolar, envolvendo educadores e familiares em práticas que articulam música, escuta e desenvolvimento infantil.
Com expectativa de beneficiar cerca de duas mil crianças, o Diversom ZaS consolida-se como uma importante ação de descentralização cultural e formação de novas plateias, promovendo acesso à arte e à música desde a primeira infância.
SERVIÇO
Diversom ZaS – Zero a Seis Parque sensorial sonoro itinerante para crianças de 0 a 6 anos
Ceilândia CEPI Orquídeas do Cerrado – EQNP 8/12, P Sul Período: 6 a 10 de julho Oficina: 06/07, das 9h às 10h30
Brazlândia CEPI Aroeiras – Quadra 03, Conjunto H, Área Especial, Setor Veredas Período: 27 a 31 de julho Oficina: 27/07, das 9h às 10h30
Guará CEPI Lobo Guará – QE 01, Conjunto E, Lote 02, Área Especial, Lúcio Costa Período: 3 a 7 de agosto Oficina: 03/08, das 9h30 às 11h
Na sequência, o projeto passará ainda por Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina e Sobradinho.
Entre 14 e 24 de julho, o Centro Cultural TCU oferece oficinas educativas de arte para toda a família . As atividades exploram diferentes linguagens artísticas, como criação visual, têxtil, teatral e de escultura .
Confira as atividades por dia:
🗓️ 14 e 22 de julho (criação visual) Desenho maluco e composição visual: venha desenhar por outros traços e sob novas perspectivas. Faixa etária: livre
🗓️ 15 e 23 de julho (criação têxtil) Ornamento de feltro, tear de panamá: dê vida a novas formas com técnicas básicas de costura. Faixa etária: 6+
🗓️ 16 e 24 de julho (criação teatral) Teatro-dança e teatro de papel: outras maneiras de vivenciar o mundo cênico. Faixa etária: 5+
🗓️ 17 e 21 de julho (criação de escultura ) Dobradura e corte-encaixe: esculturas que nascem do vinco e do papel. Faixa etária: 5+
✨Espaço Aberto Além da Programação de Inverno, o Programa Educativo do Centro Cultural TCU promove o ciclo de oficinas educativas e gratuitas do Espaço Aberto aos finais de semana . São atividades desenvolvidas em diálogo com a exposição “Festa de Luz: as festas populares e a arte brasileira” , em cartaz até 12 de setembro.
Serviço Programação de inverno do Centro Cultural TCU Data: 14 a 24 de julho Horário: pela manhã, das 10h às 11h e das 11h20 às 12h20 ; e pela tarde, das 15h às 16h e das 16h20 às 17h20 Local: Centro Cultural TCU (St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 3) Entrada gratuita Informações: (61) 3527-5221 / Instagram: @centroculturaltcu
O ambiente virtual ultrapassou 1,7 milhão de matrículas e o catálogo de cursos inclui lançamentos recentes e trilhas para o fortalecimento de habilidades técnicas e comportamentais
As férias escolares e acadêmicas de julho são o período ideal para quem deseja conciliar o descanso e a capacitação profissional. O momento de pausa nas aulas abre espaço para explorar novas áreas de conhecimento, enriquecer o currículo e portfólio, além de fortalecer competências para se destacar no mercado de trabalho.
Alinhado com esse objetivo, o CIEE Saber Virtual, plataforma de cursos gratuitos do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, já soma mais de 1,7 milhão de matrículas desde 2018, e atualmente conta com mais de 37 mil estudantes cadastrados em 2026, até o momento. A plataforma oferece 53 cursos onlines com certificado de conclusão, destinados às habilidades técnicas e comportamentais, desenvolvimento profissional e ampliação de criatividade e protagonismo.
Entre os lançamentos deste ano no ambiente virtual estão os cursos Além do Like e Orientação Profissional– PUC-SP. Ambas as novidades são estruturadas em quatro módulos com conteúdos integrados que misturam dinâmicas interativas para exercitar o pensamento crítico e escolhas na vida profissional e pessoal.
A busca por qualificação também se reflete nas capacitações que foram mais procuradas nos últimos meses. Ao todo, os cursos já contabilizaram mais de 80 mil matrículas no primeiro semestre do ano. Focadas no aprimoramento de habilidades práticas, estratégias e processos criativos, os cursos mais queridos foram:
● Planilhas no Excel
● Documentos no Word
● Como Falar Bem
● Organize seu tempo
● A Arte da Superação
“O CIEE Saber Virtual oferece aos estudantes, jovens e adolescentes a oportunidade de ampliar o conhecimento e desenvolver competências importantes para o mundo do trabalho por meio de cursos gratuitos e acessíveis. Nosso objetivo é contribuir para a formação desses jovens, incentivando o protagonismo em suas próprias trajetórias e preparando-os para fazer escolhas mais conscientes sobre o futuro, ampliando as possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional”, afirma a superintendente de Ação Social e Filantropia do CIEE, Maria Nilce.
Para acessar o Saber Virtual, o estudante deverá entrar no Portal CIEE e seguir o passo a passo: clicar na aba “Soluções” e, em seguida, em “Quero me preparar”. Depois, selecionar “Cursos Saber Virtual”, que será direcionado para a página de cadastro com login e senha, e conseguirá ter todo o catálogo dos cursos disponíveis. Para acesso simplificado, basta clicar no link: sabervirtual.ciee.org.br
Passo a passo para acessar o Saber Virtual:
O estudante deverá ser cadastrado no Portal CIEE e utilizar o mesmo login, digitando o seu CPF ou login de estudante, juntamente com a sua senha.
Portal CIEE:
Clicar na aba “Soluções” e, em seguida, em “Quero me preparar”. Depois, selecionar “Cursos Saber Virtual”, que será direcionado para a página de cadastro com o CPF ou login de estudante, juntamente com a sua senha, e conseguirá ter todo o catálogo dos cursos disponíveis. Para acesso simplificado, basta clicar no link: sabervirtual.ciee.org.br
Criando o cadastro no Portal CIEE, além de ter acesso aos cursos do CIEE Saber Virtual e se capacitar durante as férias, é possível ainda voltar do descanso escolar ou universitário com trabalho garantido – seja como aprendiz ou estagiário. O mês de julho é um ótimo momento para “preparar o terreno” e deixar seu perfil pronto para conquistar uma vaga assim que o segundo semestre se iniciar. Para acessar o portal basta acessar o link: https://portal.ciee.org.br/.
CIEE 62 anos: Imparável Desde sua fundação, o Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, se dedica à inserção de jovens no mundo do trabalho. Além disso, a instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém cursos online gratuitos para qualificar a juventude e uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.
Quem procura uma programação diferente para as férias escolares já tem destino certo. O Shopping Conjunto Nacional recebe, nos dias 4, 5, 11 e 12 de julho, a Oficina de Robótica para Crianças, iniciativa que combina educação, inovação e entretenimento em atividades desenvolvidas para estimular a criatividade e o raciocínio lógico dos pequenos.
Durante a atividade, os participantes poderão explorar diferentes estações de robótica, escolher projetos de acordo com seus interesses e colocar a mão na massa com o acompanhamento de professores especializados. Os kits e materiais são fornecidos pela organização, proporcionando um ambiente seguro e estimulante para despertar o interesse pela ciência, tecnologia, engenharia e programação desde a infância.
Cada estação apresenta um desafio diferente, permitindo que as crianças desenvolvam habilidades como raciocínio lógico, criatividade, resolução de problemas e trabalho em equipe enquanto constroem e experimentam projetos tecnológicos. As oficinas terão sessões de 30 minutos (R$ 50) e 60 minutos (R$ 90).
Para o gerente de Marketing do Conjunto Nacional, Thiago Araújo, a novidade amplia as opções de lazer durante o período de férias. “Queremos oferecer experiências que vão além da diversão, e a oficina de robótica estimula a criatividade, desperta a curiosidade das crianças e transforma o shopping em um espaço de aprendizado, convivência e inovação para toda a família.”
A iniciativa integra a programação especial de férias do Conjunto Nacional, que neste ano celebra 55 anos de história oferecendo experiências para toda a família. Além de proporcionar entretenimento, o evento reforça o compromisso do shopping em incentivar atividades educativas e aproximar crianças do universo da inovação e da tecnologia.
Serviço Oficina de Robótica para Crianças – Robótica BSB Datas: 4 e 5 de julho | 11 e 12 de julho Local: Shopping Conjunto Nacional Sessões: 30 minutos (R$ 50) ou 60 minutos (R$ 90)
Pesquisa de Marcel Augusto Calassa Alcântara, membro da Associação Mensa Brasil, entidade que reúne pessoas de alto QI, nasceu após observação de um padrão entre os números 13 e 16 e foi selecionada pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) para integrar o evento
Julho de 2026 – Uma observação aparentemente simples durante uma aula de matemática levou o estudante Marcel Augusto Calassa Alcântara, de 10 anos, a desenvolver uma pesquisa que será apresentada na XII Bienal de Matemática da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A investigação começou quando ele identificou um comportamento incomum entre os números 13 e 16 e decidiu descobrir se o mesmo padrão ocorria com outros números. O estudo resultou em uma pesquisa sobre ciclos formados pela soma dos algarismos de potências numéricas, posteriormente aprovada para apresentação em um dos mais importantes eventos de matemática do Brasil.
A descoberta começou quando Marcel, que é membro da Associação Mensa Brasil, principal entidade no País que reúne pessoas com altas capacidades intelectuais no País e representante oficial da Mensa Internacional, maior organização de alto QI do mundo, percebeu um comportamento curioso envolvendo os números 13 e 16. Ao elevar 13 ao quadrado, obteve 169, cuja soma dos algarismos é 16. Em seguida, observou que 16 ao quadrado resulta em 256, e a soma dos algarismos de 256 é novamente 13. Assim, os dois números formavam um ciclo matemático: 13 → 16 → 13.
Intrigado com esse padrão, o garoto superdotado decidiu investigar se o mesmo fenômeno poderia ocorrer com outros números. O que inicialmente era apenas uma curiosidade transformou-se em uma pesquisa que envolveu cálculos, testes, formulação de hipóteses, análise de padrões e aprofundamento teórico.
O trabalho foi posteriormente estruturado em formato de artigo e aprovado para apresentação na XII Bienal de Matemática, evento que reúne pesquisadores, professores, estudantes e divulgadores científicos de diversas regiões do Brasil.
A pesquisa demonstrou que esse tipo de sequência matemática sempre acaba entrando em ciclos e que todos eles podem ser identificados dentro de um conjunto finito de números. A descoberta permitiu classificar diferentes ciclos e comportamentos da função estudada, contribuindo para a compreensão de padrões relacionados à soma dos algarismos de potências numéricas.
Como funciona a descoberta
A pesquisa analisa uma operação simples: elevar um número a uma potência e, em seguida, somar os algarismos do resultado. Por exemplo, 13² = 169 e 1 + 6 + 9 = 16. Repetindo o processo, 16² = 256 e 2 + 5 + 6 = 13. Marcel descobriu que alguns números entram em ciclos como esse e investigou quais ciclos existem e por que eles acontecem.
Para Marcel, a aprovação representa a oportunidade de compartilhar sua descoberta e conhecer pessoas que também gostam de aprender. “Fiquei muito feliz e animado. Eu gosto de matemática e de pesquisar coisas novas, então saber que outras pessoas acharam meu trabalho interessante foi muito legal. Também fiquei curioso para conhecer outros estudantes e aprender com eles”, afirma.
A pesquisa nasceu de uma característica que a família observa desde a infância: a vontade de compreender como as coisas funcionam. “O que mais me impressiona em Marcel é a combinação entre curiosidade, autonomia e persistência. Quando encontra um tema que desperta seu interesse, ele não se contenta com respostas prontas. Faz perguntas, pesquisa, lê livros, conversa com pessoas, cria hipóteses e procura verificar se elas fazem sentido”, afirma a mãe, Glacy Calassa.
Segundo ela, a aprovação na Bienal representa o reconhecimento de um processo construído a partir da curiosidade infantil e da liberdade para explorar perguntas. “A aprovação na Bienal mostra que as crianças não são apenas capazes de aprender conhecimento. Elas também podem produzir conhecimento quando encontram espaço para explorar suas próprias perguntas”, acrescenta.
Aprender e compartilhar
A matemática é apenas uma das áreas que despertam o interesse de Marcel. Ao longo dos últimos anos, ele participou de olimpíadas acadêmicas nacionais e internacionais, eventos de ciência e robótica, conquistou o título de Mestre Nacional de Xadrez e tornou-se integrante vitalício da International Junior Honor Society (IJHS), organização internacional que reconhece estudantes com desempenho acadêmico de destaque.
A conquista da condição de membro vitalício da instituição é resultado de participações consecutivas e desempenho acadêmico consistente ao longo dos anos, reconhecimento alcançado por poucos estudantes em sua faixa etária.
A trajetória do garoto também inclui a publicação de um livro inspirado em uma experiência vivida durante um hackathon ligado à NASA, além da apresentação de um pôster científico em evento promovido pela Mensa Brasil.
Além das atividades acadêmicas e científicas, Marcel participa de iniciativas voltadas ao desenvolvimento de crianças com altas habilidades. Entre elas estão os encontros promovidos pela Mensa Brasil, que reúnem famílias, estudantes e profissionais em atividades de integração, aprendizagem e troca de experiências.
Ao longo dos anos, esses espaços permitiram que Marcel ampliasse seu círculo de amizades, participasse de projetos educacionais e convivesse com outras crianças que compartilham interesses em áreas como matemática, ciência, leitura e xadrez.
“Ao longo dos últimos anos, a Mensa Brasil proporcionou ao Marcel, por meio do Agzinho e dos encontros regionais, oportunidades de conviver com outras crianças curiosas, fazer amizades, participar de eventos inspiradores e perceber que gostar de aprender é algo positivo e que pode ser compartilhado”, afirma Glacy Calassa.
O desejo de aprender e compartilhar conhecimento também ganhou forma em projetos criados pelo estudante. Quando tinha apenas 4 anos, Marcel criou o projeto Xadrez na Praça com o objetivo de reunir outras crianças para jogar, aprender e fazer amizades. O que começou como encontros informais cresceu ao longo dos anos e deu origem ao Clubinho STEAM do Marcel, iniciativa que promove atividades ligadas à leitura, matemática, ciência e xadrez.
Atualmente, o projeto reúne crianças e famílias em encontros, clubes de leitura, desafios matemáticos, atividades científicas e passeios educativos. Entre as ações realizadas estão encontros no Parque da Cidade, em Brasília (DF), para compartilhar conhecimentos, trocar experiências e incentivar a convivência entre crianças com interesses em comum.
“O que eu mais gosto é encontrar meus amigos e outras crianças que gostam das mesmas coisas que eu. Conversamos sobre matemática, jogos, livros e xadrez. É divertido porque cada pessoa sabe algo diferente e sempre aprendo alguma coisa nova”, conta Marcel.
A família acredita que iniciativas como essa ajudam a mostrar que aprender pode ser uma experiência coletiva e prazerosa. “Nossa principal estratégia é valorizar as perguntas. Mais do que oferecer respostas, procuramos mostrar que a curiosidade tem valor. Apesar de ele gostar muito de olimpíadas e ter excelentes resultados, nosso objetivo nunca foi formar um campeão de olimpíadas, mas uma criança feliz, curiosa e apaixonada por aprender”, afirma Glacy.
A escola também acompanha de perto esse processo de desenvolvimento. “Recebemos a aprovação de Marcel na Bienal de Matemática com grande alegria. Sua trajetória demonstra como a curiosidade, o esforço e o apoio adequado do colégio e da família podem transformar o potencial de uma criança em realizações concretas. Para o colégio, é uma honra acompanhar esse desenvolvimento e incentivar o pensamento científico desde os anos iniciais”, afirma Waldemar Nehgme, diretor do Doman School.
Além da participação na Bienal, Marcel foi convidado para integrar um projeto social voltado ao ensino de matemática para crianças, iniciativa que deverá começar no segundo semestre. Para a família, a história não é sobre precocidade ou recordes. É sobre o que pode acontecer quando uma criança encontra espaço para fazer perguntas, investigar suas ideias e compartilhar aquilo que aprende com outras pessoas.
Sobre a Associação Mensa Brasil
Fundada em 2002, a Associação Mensa Brasil é a afiliada brasileira oficial da Mensa Internacional, a maior, mais antiga e mais prestigiada organização de alto quociente de inteligência (QI) do mundo. Ela congrega pessoas com altas capacidades intelectuais, tendo como único requisito de ingresso possuir QI igual ou acima de 98% da população em geral, comprovado por teste padronizado de inteligência. A entidade representa e mobiliza seus associados, com foco em três objetivos principais: (i) identificar e promover a inteligência humana em benefício da humanidade; (ii) estimular pesquisas sobre a natureza, características e usos da inteligência; e (iii) prover um ambiente intelectual e socialmente estimulante para seus associados.
Sobre a Mensa Internacional
Fundada em 1946, no Reino Unido, a Mensa Internacional é a maior, mais antiga e mais prestigiada organização de pessoas com alta inteligência do mundo. Foi criada com o objetivo de promover a inteligência como ferramenta estratégica para o desenvolvimento e a evolução da humanidade. A palavra Mensa significa “mesa”, em Latim, em referência à natureza de mesa-redonda da organização, representando a união de iguais, independentemente de características como etnia, cor, credo, nacionalidade, idade, visão política, histórico educacional ou socioeconômico.
Com Passaporte de Férias, público coleciona carimbos enquanto explora oficinas, espetáculos e experiências para todas as idades em julho
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) transforma julho em mês de descobertas com a programação de férias do Rolê Cultural – CCBB Educativo: oficinas, espetáculos ao ar livre, brincadeiras populares e experiências sensoriais para bebês, tudo gratuito e para todas as idades. E para quem quer levar uma lembrança além das memórias, o Passaporte de Férias transforma o roteiro em missão: a cada atividade concluída, um carimbo. Ingressos disponíveis pelo site ingressos.ccbb.com.br ou presencialmente na bilheteria do CCBB Brasília.
Oficinas
As oficinas são uma oportunidade para o público colocar a mão na massa durante as férias e acontecem terça a domingo em diferentes horários. A Oficina Origami Fantástico (às 17h, a partir de 8 anos) conduz o público por três dobraduras inspiradas na estética oriental. A Oficina Introdução ao Desenho de Mangá (às 19h, a partir de 14 anos) é parte da exposição Yoshitaka Amano – Além da Fantasia para explorar proporções, expressões e a linguagem visual do mangá. Já a Oficina Formas Animadas (terça a sexta, às 14h, a partir de 6 anos) usa objetos do cotidiano como ponto de partida para criar personagens inspirados no teatro de animação. Nos fins de semana, a Oficina Bolhas Gigantes (sábados e domingos, às 14h, a partir de 4 anos) ocupa o jardim do CCBB com varinhas, misturas e muito vento.
Espetáculos e Dias de Rolê
Dois fins de semana de julho ganham edições do Dia de Rolê. Nos dias 12 e 25/07, o Palhágico ChouChou desembarca no CCBB com palhaçaria, ilusionismo e seus parceiros de cena, o boneco Farofa e a galinha Denivalda em espetáculo gratuito ao ar livre. Nos dias 18 e 26/07, a Brincadeira de Circo toma o picadeiro, após assistir ao espetáculo de palhaçaria e perna de pau, o público aprende com os artistas técnicas de equilíbrio e movimentos para andar nas alturas.
Aos sábados e domingos, às 16h, a Visita-Espetáculo convida o público a acompanhar personagens em busca das cartas deixadas por Oscar Niemeyer pelo prédio do CCBB, uma caça às obras com músicas, cantigas e brincadeiras pelo caminho.
Para bebês e primeira infância
A programação para os pequeninos acontece de sexta a domingo. A Oficina Sensorial para Bebês – A Casa (às 10h e 10h30, de 0 a 3 anos) propõe exploração de texturas, sons e cenários encantados a partir da história de cinco bichinhos em busca de um lugar para morar. O História Contada para Bebês – Tem Alguém em Casa? (às 9h30, de 0 a 3 anos), inspirado no livro de Aline Abreu, transforma cada página em uma brincadeira de observar e descobrir. Ambas as sessões têm capacidade para 10 crianças acompanhadas de responsáveis.
Rolê com Libras
Toda sexta-feira de julho, o Rolê com Libras propõe experiências de convivência entre pessoas surdas e ouvintes. A programação alterna jogos de mesa com sinais, vivências nas exposições Amazônicas: Poéticas Femininas e Yoshitaka Amano – Além da Fantasia, e, no dia 31/07, um Jogo da Memória no Espaço Conexão em Libras. As atividades acontecem às 11h (dias 3, 17 e 31/07) e às 16h (dias 10 e 24/07), com capacidade para 25 participantes.
Brincadeiras e jogos populares
O Rolê de Férias – Jogos e Brincadeiras Populares ocupa o espaço externo do CCBB de terça a domingo, das 11h às 18h, com amarelinha, pião, elástico e jogos artísticos conduzidos por educadores. No Espaço Conexão, um grande jogo da memória ao ar livre reúne obras do modernismo brasileiro: Niemeyer, Athos Bulcão, Roberto Burle Marx e Carybé em uma experiência interativa aberta ao público de terça a domingo, das 9h às 19h.
Passaporte de Férias
Para quem quer registrar o percurso, o Passaporte de Férias do Rolê Cultural está disponível na Sala do Rolê Cultural (terça a domingo, das 9h às 20h30) mediante apresentação de um ingresso de atividade do Educativo. A cada atividade concluída, o participante recebe um carimbo do educador. O passaporte inclui um Diário de Bordo com perguntas criativas, e selos especiais premiam quem convida alguém para o Rolê ou compartilha a experiência nas redes marcando @ccbbbrasilia e @mediato.art.
Visitas agendadas
O Educativo oferece visitas mediadas para grupos escolares, colônias de férias, universitários e instituições, mediante agendamento, de terça a sexta-feira. Escolas públicas contam com disponibilidade de transporte gratuito, e os professores recebem previamente material educativo, ampliando a experiência pedagógica. Conduzidas por educadores do Rolê Cultural, as visitas incentivam o diálogo e a troca de saberes, respeitando as especificidades de cada grupo. O agendamento é gratuito e pode ser realizado pela plataforma Mediato Conecta: conecta.mediato.art.br.
Sobre o CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.
Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.
Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.
Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.
Horários da van – De quinta a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.
Programação completa:
Rolê na Exposição Voltada para escolas e grupos, a visita é um convite ao olhar coletivo com escuta, troca e reflexão sobre as obras, os artistas e os conceitos presentes nas exposições. Escolas públicas podem ter transporte gratuito para as visitas. Data: Terça a sexta-feira: às 9h, 11h, 15h, 17h, 18h e 19h. Sábados, às 10h. Duração: 1h30 Capacidade: 44 pessoas Classificação: Livre Ponto de encontro: Sala do Educativo Agendamento: conecta.mediato.art.br
Rolê no Teatro e Rolê no Cinema Escolas e demais instituições podem agendar um passeio cultural ao teatro e ao cinema acompanhadas de mediadores. Data: conforme programação do CCBB. Confira o evento disponível em conecta.mediato.art.br Duração: 1h Capacidade: conforme espaço e evento em cartaz Classificação: conforme a classificação de cada evento em cartaz Ponto de encontro: Sala do Educativo Agendamento e programação: conecta.mediato.art.br
Rolê Espontâneo Aberta ao público e sem necessidade de agendamento, essa atividade acontece de hora em hora e propõe mediações interativas adaptadas às diferentes faixas etárias, promovendo diálogos sensíveis com as exposições em cartaz. Data: Terça-feira a domingo, das 10h às 19h (de hora em hora) Duração: 1h Capacidade: 30 pessoas Classificação: Livre Ponto de encontro: Sala do Educativo
Rolê com LIBRAS Encontros semanais acessíveis que aproximam pessoas surdas e ouvintes por meio da arte e da cultura. A cada edição, uma atividade diferente: visitas, jogos, histórias ou jogos de mesa com intérprete de LIBRAS. 03/07 — Jogo com LIBRAS: sinais e jogabilidade em um jogo 10/07 — Vivência em LIBRAS na exposição Amazônicas: Poéticas Femininas 17/07 — Jogo com LIBRAS: sinais e jogabilidade em um jogo 24/07 — Vivência em LIBRAS na exposição Yoshitaka Amano – Além da Fantasia 31/07 – Jogo da Memória Espaço Conexão em LIBRAS Data: Toda sexta-feira. Dias 03, 17 e 31, às 11h; e 10 e 24, às 16h Duração: 1h Capacidade: 25 pessoas Classificação: Livre Ponto de encontro: Sala do Educativo
Sala do Rolê Cultural O público encontra dois espaços de diversão e conhecimento: Jogos e Leitura. O Espaço Jogos reúne jogos do mundo todo, incluindo o Jogo Coleção de Arte BB e o Jogo das Heroínas Negras, criação do Educativo. No Espaço Leitura, um ambiente acolhedor com livros infantis e almofadas convida as crianças a ler e imaginar. Data: Terça-feira a domingo, das 9h às 20h30 Classificação: Livre Ponto de encontro: Sala do Educativo
Passaporte de Férias O Passaporte de Férias é o guia das férias no Rolê Cultural: a cada atividade, um carimbo. Oficinas, jogos, descobertas sobre patrimônio e propostas de criação compõem o trajeto pelo CCBB Brasília. Data: Terça-feira a domingo, das 9h às 20h30 Classificação: Livre Ponto de encontro: Sala do Educativo
História Contada para Bebês – Tem Alguém em Casa? Inspirada no livro de Aline Abreu, a atividade convida bebês e suas famílias a descobrirem quem mora em cada cantinho de um universo cheio de surpresas. Entre rimas, sons e gestos, cada página vira brincadeira de observar, espiar e encontrar. Data: Sexta a domingo, às 9h30 Duração: 30 minutos Capacidade: 10 crianças + acompanhantes Classificação: De 0 a 3 anos Ponto de encontro: Sala do Educativo
História Contada – A Casa dos Espelhos Voltada para famílias e crianças, a atividade convida o público a mergulhar na cultura oral por meio da contação de histórias, com gestos, sons e imagens que despertam a imaginação. Em A Casa dos Espelhos, há mistério e um segredo: seus espelhos refletem exatamente o que cada visitante traz consigo. Data: Sexta a domingo, às 15h Duração: 40 minutos Capacidade: 150 pessoas Classificação: Livre Ponto de encontro: Próximo ao Casulo
Visita Espetáculo Conduzidos por personagens, os participantes percorrem o CCBB em uma caça às obras que transforma o espaço em cenário de descobertas. Arte, arquitetura e patrimônio se revelam por meio de uma experiência sensível que desperta memórias e afetos. Data: Sábados e domingos, às 16h Duração: 40 minutos Capacidade: 50 pessoas Classificação: Classificação livre Ponto de encontro: Sala do Educativo
Oficina Sensorial para Bebês – A Casa Cinco bichinhos procuram um lugar para morar, e bebês e familiares são convidados a descobrir cada casinha junto com eles. Entre texturas, sons e cores, portinhas se abrem revelando pequenos universos que despertam a curiosidade e o imaginário da primeira infância. Data: Sexta a domingos, às 10h e 10h30 Duração: 30 minutos Capacidade: 10 crianças + acompanhantes Classificação: De 0 a 3 anos Ponto de encontro: Sala do Educativo
Oficina Formas Animadas Inspirada no teatro de animação, a oficina transforma objetos do cotidiano em personagens cheios de expressão. Uma colher, um guarda-chuva, um papel amassado, qualquer coisa pode ganhar voz, movimento e história. Data: Terça a sexta, às 14h Duração: 1h Capacidade: 20 pessoas Classificação: A partir de 6 anos Ponto de encontro: Sala do Educativo
Oficina Bolhas Gigantes No espaço aberto do CCBB, crianças, jovens e adultos aprendem a criar varinhas e a mistura certa para formar bolhas gigantes. Entre fios, argolas e recipientes coloridos, o gesto simples de mergulhar a varinha no líquido vira experiência de arte, brincadeira e ciência. Data: Sábados e domingos, às 14h. Duração: 1h Capacidade: 10 pessoas Classificação: A partir de 4 anos Ponto de encontro: Jardins próximo ao Casulo
Oficina Origami Fantástico Inspirada na tradicional técnica japonesa, a oficina ensina três dobraduras diferentes e convida os participantes a descobrirem a poesia presente em cada dobra. Com papéis especiais, texturas e cores, o origami se revela uma prática de atenção, criação e encantamento. Data: Terça a domingo, às 17h Duração: 1h Capacidade: 20 pessoas Classificação: A partir de 8 anos Ponto de encontro: Sala do Educativo
Oficina Introdução ao Desenho de Mangá Inspirada na obra de Yoshitaka Amano, a oficina ensina a desenhar rostos em perfil com as proporções e expressões marcantes da estética do mangá. Data: Terça a domingo, às 19h Duração: 1h Capacidade: 20 pessoas Classificação: A partir de 14 anos Ponto de encontro: Sala do Educativo
Espaço Conexão O Espaço Conexão Memórias é uma experiência interativa e lúdica que convida visitantes de todas as idades a exercitar a memória e a criatividade em um ambiente ao ar livre. Data: Terça-feira a domingo, das 9h às 19h Classificação: Livre Ponto de encontro: Próximo ao Casulo
Rolê de Férias: Jogos e Brincadeiras Populares Durante as férias, o CCBB vira espaço de convivência para todas as idades. Brincadeiras populares como amarelinha, pião e elástico dividem espaço com o Estande de Jogos ligados à arte que estimulam memória, estratégia e imaginação. Educadores conduzem as atividades e animam a troca entre os participantes. Data: Brincadeiras Populares: Terça a quinta, das 11h às 18h. Estande de Jogos: Sexta a domingo, das 11h às 18h Duração: 7h Classificação: Livre Ponto de encontro: Brincadeiras, próximo ao Casulo; Jogos, Vão Central
Dia de Rolê: Palhaço Chouchou O Palhágico Chouchou chega ao CCBB com malas cheias de mistério, misturando palhaçaria clássica e contemporânea ao ilusionismo. Ao lado do boneco Farofa e da galinha Denivalda, cria um espetáculo interativo de truques e trapalhadas para todas as idades. Data: 12/07 das 16h às 18h; 25/07, às 10h30 Duração: 2h Classificação: Livre Ponto de encontro: Jardins próximo ao Casulo
Dia de Rolê: Brincadeira de Circo O CCBB vira picadeiro com espetáculo de palhaçaria e perna de pau. Depois da apresentação, instrutores ensinam, passo a passo, técnicas de equilíbrio e como andar nas alturas. Diversão ao ar livre para crianças e adultos. Data: 18 e 26/07, das 16h às 18h Duração: 2h Classificação: Livre Ponto de encontro: Jardins próximo ao Casulo
São 542 vagas de estágio e 88 de aprendizagem, com destaque para as áreas administrativa, ensino médio, informática, direito e educação
O Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE está com 630 vagas abertas no Distrito Federal nesta última semana de junho. Desse total, são 542 vagas de estágio e 88 vagas de aprendizagem, destinadas a estudantes e jovens que desejam desenvolver experiência prática, ampliar conhecimentos e fortalecer a inserção no mundo do trabalho.
Estágio
As 542 vagas de estágio estão distribuídas entre empresas privadas, instituições de ensino e órgãos públicos parceiros. A área administrativa concentra o maior número de vagas, com 158 posições, seguida por ensino médio (57), informática (40), campo do direito (33), educação (32), contabilidade (28), construção civil (27) e marketing (26).
Também há vagas em esportes (24), comunicação (21), saúde (12), psicologia (9), administração técnica (8), design (7), licenciatura (7), transportes (6), letras (6), farmácia (4), saúde técnica (4), economia (4), arquitetura e urbanismo (3), segurança técnica (3) e diversas outras áreas técnicas e especializadas.
As vagas contemplam estudantes do ensino médio, cursos técnicos e graduação, permitindo o desenvolvimento de competências profissionais e maior aproximação com o ambiente corporativo.
Aprendizagem
O Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE também disponibiliza 88 vagas de aprendizagem no Distrito Federal. As maiores ofertas estão concentradas no Arco Bancário (43 vagas) e na área Administrativa (36). Também há vagas para auxiliar de produção (8) e assistente administrativo rural (1).
O programa de aprendizagem combina formação teórica e prática profissional, contribuindo para a qualificação dos jovens e ampliando as possibilidades de inserção produtiva no mundo do trabalho.
Em âmbito nacional, o Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE oferta 6,4 mil vagas de estágio nesta semana. As principais áreas contratando são Administração, Educação, Direito e Contabilidade, com maior oferta de vagas nos estados de São Paulo, Distrito Federal, Piauí e Bahia.
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo portal www.ciee.org.br ou presencialmente na sede do CIEE-DF, localizada na EQSW 304/504, no Sudoeste.
CIEE 62 anos: Imparável
Desde sua fundação, o Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, se dedica à inserção de jovens no mundo do trabalho. Além disso, a instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém cursos online gratuitos para qualificar a juventude e uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.
Última etapa da iniciativa oferece formação artística gratuita para mulheres cis, mulheres trans e pessoas não binárias, ampliando o legado da exposição que ocupou diferentes regiões do Distrito Federal
Depois de transformar muros, ruas e plataformas digitais em espaços de reflexão sobre o feminino, o projeto Uma Mulher é Uma Mulher chega à sua etapa final com a realização de três oficinas gratuitas voltadas à formação artística. As atividades acontecem no dia 5 de julho, na Administração Regional do Guará, com turmas pela manhã e à tarde, e têm como proposta compartilhar conhecimentos, incentivar a produção autoral e ampliar o acesso às linguagens da fotografia, do audiovisual e da arte urbana.
A oficina de Fotografia com celularserá ministrada por Waléria Gregório, fotógrafa e diretora criativa do projeto. A atividade propõe um exercício de autoconhecimento por meio da imagem e da representatividade, com foco na produção de retratos e autorretratos. De forma prática, as participantes serão estimuladas a desenvolver um olhar sensível sobre si mesmas e a construir narrativas visuais a partir de suas próprias vivências.
Na oficina de Audiovisual com celular, a cineasta Thaís Holandaapresentará técnicas de captação de imagem e som utilizando o celular, além de orientar as participantes sobre composição, exposição, produção e edição de vídeos. A proposta é demonstrar como os recursos disponíveis nos smartphones podem ser utilizados para criar conteúdos audiovisuais de qualidade.
Já a oficina de Lambe-Lambe será conduzida pela artista urbana Didi Colado, responsável pelas intervenções visuais do projeto. A atividade convida as participantes a experimentar a cidade como suporte artístico por meio da criação e da fixação de cartazes, explorando a arte urbana como ferramenta de expressão, ocupação dos espaços públicos e circulação de narrativas.
As oficinas são gratuitas e exclusivas para mulheres cis, mulheres trans e pessoas não binárias. Podem participar pessoas a partir de 18 anos. Jovens de 16 e 17 anos também poderão se inscrever, desde que acompanhadas por responsável legal.
Sobre o projeto
Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e coproduzido pela Pitanga e Rovit Filmes, Uma Mulher é Uma Mulher teve início com um processo de escuta e criação coletiva que culminou em uma exposição urbana instalada nas regiões administrativas do Guará, Águas Claras, Taguatinga e Vicente Pires. Ao longo do projeto, as histórias de Amanda Nery, Caju, Fernanda Torres, Flor Furacão, Issa Meguer, Joyce, Malinha e Jesus Feitosaganharam as ruas e as plataformas digitais, transformando suas trajetórias em símbolos de diversidade, representatividade e afirmação do feminino. Agora, ao compartilhar os conhecimentos construídos durante essa jornada, o projeto convida novas mulheres a ocuparem também os espaços da criação e da expressão artística.
Guardião dos saberes do Quilombo dos Prazeres conduzirá atividades para adultos e crianças
O arte-educador e mestre em cultura popular pernambucano Lucas dos Prazeres faz uma série de atividades em escolas, institutos e na CAIXA Cultural Brasília para explicitar um método revolucionário de aprendizagem e formação da cidadania através da cultura. O músico apresenta a estudantes, professores e gestores até o 1º de abril o potencial transformador e representativo da metodologia “Reaprender brincando”, uma atualização da “Aprendizagem pela Prática Cultural”, filosofia de formação humanista aplicada em comunidades periféricas de Pernambuco e cuja essência serviu como uma das referências à formulação da Lei 10.639 – medida de introdução da história e cultura afro-brasileiras nos currículos educacionais do Brasil.
A programação é composta por visitas a escolas, dentro do programa educativo CAIXA Gente Arteira, e uma série de atividades na Caixa Cultural Brasília, todas gratuitas: duas turmas do curso de formação “Reaprender brincando”, voltado para professores e arte-educadores, uma oficina de musicalização infantil “Corpo percussivo, alma brincante”, no sábado, às 10h, e a aula-espetáculo “Brincadeira se preserva brincando”, do personagem Zé Tamanquinho, criado por ele, no domingo, às 15h.
A metodologia não é simplesmente uma forma de incluir arte e cultura na sala de aula. Vai além: estrutura o saber ancestral, popular e cultural em instrumento pedagógico para transmissão de conteúdo e aprendizado de várias matrizes do conhecimento. O mecanismo une ensino e identidade sob uma proposta inclusiva, antirracista e representativa sem cair naquela prática habitual de abordar a arte de modo contemplativo durante as atividades escolares – o método inocula a vivência cultural como fonte e ponte para a aprendizagem e o desenvolvimento do senso crítico.
Ciranda, coco de roda, maracatu rural, capoeira, por exemplo, surgem como ferramentas pedagógicas entrelaçadas a reflexões sobre tecnologias ancestrais, valores e princípios quilombolas, governança comunitária e estratégias de transformação social. As atividades perpassam escrita criativa, medicinas tradicionais, manifestações da cultura popular afro-pernambucana para ampliar o repertório metodológico dos educadores através da consciência antirracista, inclusiva, representativa e plural ancorada na cultura popular.
“É uma imersão prática e teórica que propõe refletir sobre a potência das expressões artísticas como caráter formador da cidadania e como estratégia de enfrentamento ao racismo estrutural na educação brasileira”, observa Lucas dos Prazeres, para quem a formação “traz para o centro do debate a preservação do patrimônio imaterial brasileiro”. O conteúdo “Cultura popular nas escolas”, apresentado com música e diálogo para estudantes e professores da rede pública, se propõe a criar uma salvaguarda das brincadeiras e manifestações culturais com foco na perpetuação de princípios e valores civilizatórios passados através das gerações afro-brasileiras. Nas aulas, o arte-educador dá vida ao personagem Zé Tamanquinho, brincante da cultura popular delineado para repassar, de forma lúdica, o acervo de saberes contido nos ritmos, na dança e nas brincadeiras da tradição brasileira.
A metodologia de ensino apresentada por Lucas é uma atualização do processo inventado pela tia Maria Lúcia dos Prazeres e pela mãe, Conceição dos Prazeres, duas mulheres negras, periféricas, protagonistas da luta antirracista em Pernambuco e no Brasil, envolvidas na constituição de frentes ativistas imprescindíveis contra a discriminação. É aplicado há 40 anos no Centro de Educação Maria da Conceição e Ponto de Cultura Negras Raízes – hoje, Quilombo dos Prazeres, espaço de resistência e produção cultural no Morro da Conceição, na periferia do Recife, de onde o percussionista é guardião dos saberes. O sistema virou uma das referências para a criação da Lei 10.639/2003, medida de introdução do ensino obrigatório da História e Cultura Afro-Brasileira nos modelos educacionais (com direito à participação delas na redação da legislação).
GUARDIÃO DO SABER
O músico Lucas dos Prazeres tem 39 anos de trajetória artística e é considerado um dos principais expoentes da percussão brasileira. Cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor, diretor musical, bailarino, curador e arte-educador, é idealizador da Orquestra dos Prazeres, grupo percussivo de ação sociopolítica a partir da sonoridade do universo afro-indígena, integra a cátedra Naná Vasconcelos da Universidade Federal Rural de Pernambuco, dirige a orquestra Tumaraca (encontro de nações de maracatu de baque virado da abertura do carnaval do Recife), comanda o projeto Pernambuco Nação Percussiva, foi percussionista da equipe de Naná Vasconcelos por 12 anos e de Alceu Valença por 7 anos.
A extensa carreira imbricada na preservação e propagação da identidade artística e cultural – sobretudo de origem afro-brasileira – levou o artista a receber o título de Notório Saber da Universidade de Pernambuco, reconhecimento pela contribuição enquanto mestre de cultura popular. “Este título não é apenas meu, é o reconhecimento da força do Quilombo dos Prazeres, da nossa ancestralidade e da cultura popular que resiste e se renova todos os dias”, ele pontua. A solenidade será no dia 16 de abril, em Nazaré da Mata, considerada a capital do maracatu de baque solto em Pernambuco.
O tributo expande a visibilidade no plano acadêmico e institucional de uma trajetória cuja relevância para a percepção da identidade brasileira ocupa a arte desde a infância. Do palco à sala de aula, o músico fez e faz da vida e da voz a defesa permanente da cultura e do povo negro contra feridas do tempo, apagamentos e preconceitos.
AGENDA
23/03: Início das visitas às escolas públicas e institutos culturais do Distrito Federal 25 a 27/03: Primeira turma de formação gratuita para educadores na Caixa Cultural 28/03 (das 10h às 12h): Oficina de musicalização infantil gratuita na Caixa cultural 29/03 (15h): Aula-espetáculo com o personagem infantil “Zé Tamanquinho” na Caixa Cultural 30/3 a 1/4: Segunda turma de formação para educadores na Caixa Cultural
O evento, realizado na última terça-feira (23), reuniu alunos, coordenadores e jurados no laboratório de cozinha do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) para o preparo de pratos autênticos com produtos exclusivos Paganini.
Em clima de descontração, os estudantes selecionados por meio de edital se reuniram para participar do Concurso Gastronômico Italiano Paganini. Ao todo, dez duplas de cozinheiros do 1º ao 4º semestre do curso de Gastronomia se inscreveram. Na dinâmica, eles receberam ingredientes diversos distribuídos aleatoriamente para o preparo de um prato autoral em apenas duas horas, que foi avaliado por uma banca examinadora.
O júri foi composto pela embaixadora da Paganini e professora da instituição, Bárbara (Babi) Frazão; pela professora e assessora do reitor, Ana Paula Castro; pela jornalista gastronômica Lulu Peters; pelo supervisor de vendas da Porto a Porto Vinhos e Gastronomia, Raphael Medeiros; e pelo coordenador do curso, Henrique Marques.
Raphael Medeiros explicou que a ação integrativa já é realizada pela marca há alguns anos pelo país. “No ano passado, fizemos uma atividade semelhante no Centro Gastronômico Europeu, em Curitiba — o ‘Desafio Cozinha Italiana Paganini’ —, porém com a participação de influenciadores e críticos gastronômicos. Também já passamos por Recife e outras localidades. Brasília recebe sua primeira edição, e esperamos realizar outras, inclusive no formato feito em Curitiba”, destacou.
Prova e seleção de pratos
Os alunos foram conduzidos pontualmente às 19h ao laboratório pelo professor Henrique Marques, que deu o tom do desafio logo na entrada: “Apesar de ser um concurso, aqui não é ambiente de competição. A gastronomia não é para segregar, é para unir. Boa sorte!”.
Os insumos foram distribuídos aleatoriamente, garantindo que nenhuma bancada recebesse os mesmos condimentos. Entre itens frescos como carnes, lácteos, folhagens e temperos, destacavam-se os produtos Paganini, como azeites, arrozes, aceto, polenta e cogumelos.
Babi Frazão reforçou a versatilidade do portfólio da marca: “Já são produtos que eu costumo usar, em especial a farinha de funghi, que adoro preparar no cuscuz marroquino. Agora quero ver a criatividade deles, que já foram meus alunos e estão sendo desafiados a sair da zona de conforto para criar algo novo com ingredientes de alta qualidade, o que me deixa entusiasmada!”.
E a criatividade se confirmou nas bancadas. Foram desenvolvidos molhos e acompanhamentos especiais para risotos, conchigliones, rigatonis, polentas e linguines. Durante a degustação, os cozinheiros relataram a dificuldade em combinar certos ingredientes surpresa. No entanto, o que foi encarado inicialmente como fraqueza acabou se revelando o diferencial que destacou os pratos aos olhos dos jurados.
Finalistas
Dentre as dez receitas apresentadas, o Rigatoni ao molho de camarão finalizado no estilo caprese, das alunas Giulia Camili e Analene Gonçalves, foi o grande vencedor. Ambas levaram para casa uma cesta repleta de produtos Paganini, além de elogios dos jurados e professores.
Todos os participantes receberam um kit exclusivo da marca e horas complementares pela atividade. O evento celebrou a técnica e a inventividade de quem estuda e vive a paixão pela gastronomia.
Especialista orienta sobre organização, escolha do certame e construção de uma rotina eficiente de estudos para quem deseja ingressar no serviço público
A expectativa de mais de 150 concursos públicos previstos ou aguardados para o segundo semestre de 2026 tem movimentado o universo dos concurseiros em todo o país. Com oportunidades esperadas em órgãos federais, estaduais e municipais, milhares de brasileiros já iniciam a preparação em busca da estabilidade profissional, dos salários atrativos e das possibilidades de crescimento oferecidas pelo serviço público.
No Distrito Federal, onde a cultura dos concursos faz parte da realidade de muitos estudantes e profissionais, o aumento da oferta de seleções também desperta uma dúvida comum entre quem está começando: por onde iniciar os estudos?
De acordo com o professor e coordenador das Mentorias do IMP Concursos, Thiago Medeiros, a preparação para concursos deve começar muito antes da publicação do edital e exige planejamento, organização e disciplina.
“Quando o edital é publicado, quem começa a estudar do zero normalmente sai em desvantagem. O ideal é iniciar a preparação com antecedência, principalmente porque muitas disciplinas básicas são cobradas em diferentes concursos e podem ser aproveitadas em diversas seleções”, explica.
Segundo o especialista, um dos erros mais frequentes entre os iniciantes é tentar estudar uma grande quantidade de conteúdo em pouco tempo, sem um planejamento estruturado.
“Antes de pensar em quantidade, o candidato precisa ter estratégia. Vejo muitas pessoas começando de forma desorganizada, tentando estudar todas as disciplinas ao mesmo tempo, consumindo materiais em excesso e criando uma rotina impossível de ser mantida no longo prazo. A maioria das pessoas não reprova porque estudou pouco, mas porque estudou de forma desorganizada”, afirma.
Escolher o concurso certo faz diferença
Antes mesmo de montar um cronograma, é importante definir uma direção. Para Thiago Medeiros, a escolha do concurso deve levar em consideração o perfil do candidato, sua formação, seus objetivos profissionais e o tempo disponível para estudo.
“Muitos candidatos começam pelos concursos bancários, administrativos, de tribunais ou conselhos profissionais. A escolha não deve ser baseada apenas na quantidade de vagas ou na concorrência, mas em uma estratégia de médio e longo prazo. O primeiro concurso não precisa ser o concurso dos sonhos. Muitas vezes, ele funciona como uma porta de entrada para a carreira pública”, destaca.
Entre os certames mais aguardados pelos iniciantes está o concurso do Banco do Brasil. Tradicionalmente voltado para candidatos de nível médio, o cargo de Escriturário costuma oferecer remuneração inicial superior a R$4 mil, além de benefícios e um histórico de milhares de vagas por edital.
Outras seleções previstas ou aguardadas para os próximos meses e que costumam atrair candidatos iniciantes incluem concursos da Caixa Econômica Federal; Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF); Polícia Rodoviária Federal na área administrativa e diversos órgãos da administração pública.
Organização vale mais do que quantidade de horas
Outro ponto fundamental para quem está começando é criar uma rotina compatível com a própria realidade. Segundo o especialista, não existe uma quantidade ideal de horas de estudo que funcione para todos os candidatos.
“A melhor rotina não é a mais pesada, mas a que o candidato consegue repetir por meses. Quem trabalha ou estuda não precisa ficar preso à ideia de que deve estudar dez ou 12 horas por dia. O mais importante é a constância”, afirma.
Para quem está iniciando a preparação, algumas orientações podem tornar o processo mais eficiente:
● Definir um concurso ou área de interesse antes de comprar materiais;
● Montar um cronograma realista e compatível com a rotina diária;
● Priorizar disciplinas básicas comuns a vários editais;
● Combinar teoria, revisões periódicas e resolução de questões;
● Acompanhar o desempenho para identificar pontos de melhoria;
● Evitar comparações com outros candidatos e focar na própria evolução.
Constância é o diferencial
A ansiedade e a pressão por resultados rápidos também costumam fazer parte da jornada dos concurseiros. No entanto, Thiago Medeiros reforça que a aprovação é consequência de um processo contínuo de aprendizado.
“Não existe método perfeito. Existe o método que o candidato consegue manter ao longo do tempo. Ter direção, começar o quanto antes e construir uma rotina sustentável faz muito mais diferença do que buscar fórmulas milagrosas. Estudar pouco todos os dias é melhor do que passar semanas sem abrir o material”, conclui.
Mesmo antes da publicação dos editais é recomendado que os candidatos iniciem os estudos focando nas disciplinas mais recorrentes dos concursos pretendidos. Com a expectativa de um segundo semestre aquecido para o setor, quem começa a se preparar agora pode chegar mais competitivo quando as oportunidades forem oficialmente abertas.
O projeto “Primeira Infância em Foco: Contos de Encantamento” encerra sua circulação com uma apresentação aberta ao público no dia 27 de junho
No próximo sábado, 27 de junho, o Teatro de Arena da Orla do Lago de Brazlândia será palco de um encontro mágico entre a arte, a memória e a cultura popular. Às 16h, o projeto Primeira Infância em Foco: Contos de Encantamento realiza uma apresentação de encerramento aberta a toda a comunidade, com entrada franca.
Idealizado pelo Instituto Cultural Paepalanthus, o projeto passou as últimas semanas (de 12 a 26 de junho) circulando por diversas instituições de primeira infância da região administrativa, levando o encanto das narrativas tradicionais para os pequenos. Agora, a iniciativa convida toda a cidade para celebrar o encerramento dessa jornada cultural com uma tarde inesquecível para toda a família.
Inclusão e Cultura para Todos
Com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, a apresentação na Orla do Lago contará com acessibilidades: Interpretação em Libras e audiodescrição, garantindo que todas as crianças e adultos possam desfrutar plenamente das histórias e canções.
“Criar pontes entre memórias da nossa cultura popular e a primeira infância é essencial. Levar esse encerramento para um espaço público e tão simbólico quanto a Orla do Lago, com acessibilidade garantida, reforça o nosso compromisso de que a arte deve ser para todos”, destaca Aldanei Menegaz, coordenadora do projeto.
O espetáculo resgata a tradição oral e os contos de encantamento que atravessam gerações, promovendo o desenvolvimento afetivo, cognitivo e social de crianças por meio da ludicidade.
Apoio e Realização
O projeto Primeira Infância em Foco: Contos de Encantamento é realizado com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, por meio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF). A ação conta ainda com o apoio da Coordenação Regional de Ensino (CRE) e da Administração Regional de Brazlândia.
SERVIÇO
Evento: Encerramento do projeto Primeira Infância em Foco: Contos de Encantamento
Data: 27 de junho de 2026 (Sábado)
Horário: 16h
Local: Teatro de Arena da Orla do Lago de Brazlândia
Entrada: Gratuita e livre para todos os públicos
Acessibilidade: Libras e Audiodescrição disponíveis
Realizado pelo Projeto ABC Musical e Afoxé Ogum Pá, curso para crianças, adolescentes e famílias acontece na Escola Parque 313/314 Sul, entre 27 de junho e 29 de agosto, sempre aos sábados
Com apenas 20 vagas, formação gratuita busca aproximar novos públicos da cultura afro-brasileira e formar uma ala jovem do Afoxé Ogum Pá, um dos principais grupos do Distrito Federal
Terminam nesta sexta-feira, 26 de junho, as inscrições gratuitas para o curso de percussão, canto e dança de afoxé promovido pelo Projeto ABC Musical em parceria com o Afoxé Ogum Pá. Com apenas 20 vagas, a formação tem duração de dois meses e será realizada entre 27 de junho e 29 de agosto de 2026, sempre aos sábados, das 10h às 12h, na Escola Parque 313/314 Sul. As inscrições podem ser feitas por meio de formulário online.
Criado pelo Ilê Axé T’Ojú Labá em 2014, o ABC Musical é um projeto de formação musical dedicado à transmissão dos saberes musicais à comunidade interessada nas tradições afro-brasileiras. Nesta edição, a proposta é aproximar crianças e adolescentes da dança, do canto e dos tambores do afoxé, manifestação que está na raiz das contribuições negras na formação cultural brasileira, em uma experiência coletiva que também convida as famílias a acompanharem esse percurso de aprendizado.
O curso tem como objetivo formar uma ala jovem para o Afoxé Ogum Pá, grupo musical ligado ao Ilê Axé T’Ojú Labá e criado em 2017. O grupo já circulou por diferentes cidades brasileiras e realizou apresentações internacionais, incluindo uma passagem por Cuba, e é um dos principais representantes desta cultura no Distrito Federal. No projeto ABC Musical, dividem-se nas aulas, Mãe Dora de Oyá, diretora do grupo e ialorixá do Ilê Axé T’Ojú Labá, Ingrid Soares, bailarina, Khalil Santarém, cantor, e José Carlos da Costa, percussionista.
Ao longo de dez encontros, os participantes terão contato com diferentes dimensões da prática do afoxé. A formação começa com uma aula inaugural ministrada por Mãe Dora de Oyá em 27 de junho, e segue com encontros semanais até agosto, culminando em um ensaio geral no dia 22 de agosto, e uma apresentação final, no dia 29.
O ABC Musical é uma realização do Ilê Axé T’Ojú Labá e Afoxé Ogum Pá, Fundação Cultural Palmares, Ministério da Cultura e Governo do Brasil. As atividades são gratuitas e será oferecido lanche aos participantes durante os encontros.
Serviço – Inscrições para curso gratuito de percussão, canto e dança de afoxé na Asa Sul com o Projeto ABC MusicalInscrições: Até sexta-feira, 26, por meio deFORMULÁRIO ONLINE Período de realização do curso: de 27 de junho a 29 de agosto de 2026 (aos sábados) Horários: 10h às 12h Local: Escola Parque 313/314 Sul Mais informações: instagram.com/ileaxetojulaba WhatsApp: 61 98109-0251 20 VAGAS
Formação inédita une capacitação técnica, bolsa de até R$ 2 mil e atuação profissional nos bastidores de um dos principais festivais de cultura preta e periférica do Distrito Federal
Jovens e profissionais interessados em atuar nos bastidores da produção cultural já podem se preparar. O Festival Elemento em Movimento 2026 está com inscrições abertas para duas residências técnicas formativas remuneradas: Cenografia e Direção de Palco e Coordenação Técnica (Roadie).
Com apresentação do Ministério da Cultura e da Petrobras, e patrocínio do Mercado Livre, as residências são realizadas por meio das Oficinas Movimente-se e representam uma evolução do modelo de formação do Festival. Em vez de cursos tradicionais, os participantes terão acesso a uma experiência imersiva de aprendizagem, acompanhando processos reais de criação, produção e operação de eventos culturais, além de receberem bolsas de incentivo à formação.
Ao final do processo, os selecionados terão a oportunidade de atuar diretamente na realização do Festival Elemento em Movimento e da Conferência da Cultura, que acontecem em setembro, em Ceilândia, ampliando sua experiência profissional e fortalecendo seus portfólios na economia criativa.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 30 de junho por meio do formulário:
Formação profissional com experiência prática remunerada
O diferencial das residências está na possibilidade de aprender fazendo. Durante semanas de formação intensiva, os participantes irão vivenciar os bastidores da produção cultural, acompanhando processos reais de planejamento, criação, montagem e operação técnica.
A proposta aproxima os participantes das demandas do mercado de trabalho e proporciona experiências práticas que contribuem para a construção de portfólio e para a inserção profissional na economia criativa.
“Mais do que aulas teóricas, a proposta é formar profissionais a partir da prática. Os participantes irão vivenciar os bastidores de grandes produções culturais e desenvolver competências que podem abrir portas para sua inserção no mercado de trabalho”, destaca Antônio de Pádua, coordenador-geral do Festival Elemento em Movimento.
Residência de Cenografia
Com 12 vagas disponíveis e bolsa de R$ 2.000, a Residência Cenotécnica será conduzida pela cenógrafa e designer de produto Poli Salomé, profissional com mais de 20 anos de experiência em design, marcenaria e economia criativa.
Os participantes irão atuar no desenvolvimento, produção, fabricação, montagem e desmontagem da cenografia oficial do Festival Elemento em Movimento.
Entre os conteúdos trabalhados estão:
Leitura de projetos cenográficos;
Fabricação de estruturas;
Técnicas de montagem;
Acabamentos;
Logística de produção;
Montagem e desmontagem de cenários.
Período: 27 de julho a 7 de setembro de 2026 Horário: Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Residência em Direção de Palco e Coordenação Técnica (Roadie)
Com 8 vagas e bolsa de R$ 1.500, a residência será conduzida por Renato Ravengar da BlackType, coordenador técnico de eventos, diretor de palco, produtor cultural e profissional com 25 anos de atuação no setor.
Reconhecido por sua participação em festivais como Elemento em Movimento, Porão do Rock, Festclow e Mostra Cultura Candanga, Ravengar compartilhará conhecimentos sobre gestão técnica, operação de palco e coordenação de bastidores.
A formação abordará:
Planejamento técnico;
Direção de palco;
Coordenação de equipes;
Organização de backstage;
Acompanhamento de artistas;
Controle de equipamentos;
Montagem e desmontagem técnica;
Operação de palco.
Período: 3 de agosto a 7 de setembro de 2026 Horário: Segundas e quartas-feiras, das 14h às 17h
Critérios de seleção
Os participantes serão selecionados com base em:
Experiência prévia;
Portfólio;
Carta de intenção;
Disponibilidade para participação integral nas atividades.
Inspirado pelo conceito do bem viver e pelo tema da edição 2026, “Sem Perder a Ternura”, o Festival Elemento em Movimento constrói e celebra a cultura urbana como espaço de troca, cuidado coletivo e fortalecimento comunitário.
Ao longo de oito edições, o Festival consolidou-se como uma plataforma de cultura, formação e transformação social construída a partir das periferias. Mais do que promover apresentações artísticas, o projeto investe na formação de jovens, na geração de renda, no fortalecimento da identidade cultural e na ampliação do acesso ao mercado da economia criativa.
“Esta é a primeira vez que realizamos uma formação no formato de residência. A proposta é aprofundar a qualificação de jovens que já passaram pelas Oficinas Movimente-se, oferecendo experiência prática e a oportunidade de atuar nos bastidores de um grande festival. Queremos prepará-los para desafios maiores e ampliar suas possibilidades de inserção no mercado cultural”, destaca Rayane Soares, coordenadora do Programa Jovem de Expressão.
O Festival também atua alinhado a pautas de inclusão, acessibilidade, sustentabilidade e empreendedorismo periférico, reafirmando seu compromisso com a formação de jovens, a valorização da cultura preta e periférica e o fortalecimento das periferias como potências criativas, políticas e econômicas por meio da economia criativa.
Patrocínio que movimenta oportunidades
Com mais de 40 anos de história apoiando a cultura como força transformadora da sociedade, o Programa Petrobras Cultural reforça seu compromisso ao incentivar projetos como as Oficinas Movimente-se e o Festival Elemento em Movimento 2026. A iniciativa é viabilizada por meio da Lei Rouanet, um dos principais instrumentos de democratização do acesso à cultura no Brasil e referência internacional por seu modelo de incentivo fiscal, que permite ampliar o alcance de projetos culturais em diferentes territórios e públicos.
Desde a sua primeira edição, o Festival Elemento em Movimento tem sido realizado com apoio de mecanismos de incentivo à cultura, que possibilitam levar formação, circulação artística e oportunidades para jovens das periferias do Distrito Federal. O acesso a esse tipo de política pública tem sido fundamental para fortalecer a cultura preta e periférica, ampliar a participação de artistas e produtores culturais dos territórios populares e garantir que iniciativas construídas a partir da quebrada continuem gerando impacto social, econômico e cultural nas comunidades onde acontecem.
O Festival também conta com o patrocínio do Mercado Livre, que atua na promoção do desenvolvimento socioeconômico, da inclusão digital e da ampliação de oportunidades para juventudes e empreendedores em toda a América Latina. Ao apoiar o Festival Elemento em Movimento, o Mercado Livre reafirma seu compromisso com iniciativas sociais e culturais e soma forças a uma proposta que conecta cultura urbana, formação, sustentabilidade e protagonismo juvenil, contribuindo para a construção de futuros mais inclusivos e criativos nas periferias brasileiras.
Serviço
Residências Técnicas Formativas – Festival Elemento em Movimento 2026
Programa oferece 10 vagas grátis para estudantes e professores da rede pública de ensino em cursos de formação musical com duração de um ano
A Escola Brasileira de Chororo são inscrições, de 17 a 30 de junho de 2026, para a seleção de 10 bolsas de estudo integrais destinadas a students e professores da rede pública de ensino do Distrito Federal. Uma iniciativa do programa de Bolsas de Estudo Gratuitas de Instrumentos Musicais, realizado pelo Instituto Cultural de Educação Musical (ICEM) por da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e do projeto Complexo Cultural do Choro que tem apresentação e patrocínio Master da Shell Brasil.
Como bolsas, quem cobre integralmente o valor do curso, material didático básico e certificação ao final da, contemplam cursos de formação livres de formação musical com duração de 12 meses nas bandolim, canto popular, cavaquinho, pandeiro, percussão, violão e violino. O objetivo é ampliar o acesso à formação artística e contribuir para desenvolvimento de Categoria: Músicas em uma mais tradicionais escolas dedicadas ao ensino do choro no Categoria: País.
Podem estudantes regularmente matriculados na rede público de ensino e professores com ação de instituição em instituição de ensino. Os candidatos ao empreendimento documentação que comprove com a colaboração a rede público de ensino e residência no Distrito Federal. Um dado mínimo para inscrição é de 12 anos e há reserva de vaga para para pessoas com deficiência.
Segundo o diretor musical do ICEM, Henrique Lima Santos Neto, a reforçação o da instituição com uma formação cultural e a valorização da música brasileira. ” Acreditação que um musical de educação transformar vidas e fortalecedores com vínculo a cultura. Ao derodeiros bolsas integrais, buscamos criadores de oportunidades para que que e estudantes e educadores-contêm acesso a uma formação de qualidade e desenvolvimento su potencial “, destaque.
Como in in são gratuitas e ser realizadas em série Úncilo por volume eletrônico entre os dias 17 e 30 de junho. A seleção realizada por meio de sorteio público eletrônico, ao transmissar vivo no dia 01 de julho pelo perfil oficial do Complexo Cultural do Choro no Instagram.
O resultado é divulgado 2 de julho, e as temt aulas para invadir uma semana de 18 de julho.
Serviço
Programa de Bolsas de Estudo Gratuitas de Instrumentos Musicais da Escola Brasileira de Choro
Vagas: 10 bolsas integrais
Público-alvo: estudantes e professores da rede do Distrito Federal
Cursos: bandolim, canto popular, cavaquinho, pandeiro, percussão, violência e violino
Cursos gratuitos nas áreas de gastronomia, beleza e informática ainda possuem vagas para turmas com início a partir de 22 de junho
O Projeto Empreenda Mulher continua oferecendo oportunidades de qualificação profissional gratuita para mulheres de Santa Maria e região. As inscrições permanecem abertas para novas turmas que serão realizadas a partir do dia 22 de junho, contemplando cursos nas áreas de gastronomia, beleza e informática.
A iniciativa, que teve início em maio, tem como objetivo promover autonomia financeira, capacitação profissional e fortalecimento do empreendedorismo feminino, oferecendo formação prática para mulheres que desejam ingressar no mercado de trabalho, ampliar conhecimentos ou iniciar o próprio negócio.
As capacitações são realizadas no Instituto Sociocultural Humanidade Diversificada e Unida (HDUN) e foram planejadas para atender mulheres que desejam aprender uma nova atividade profissional, aperfeiçoar conhecimentos ou iniciar o próprio negócio.
Entre os cursos que ainda possuem vagas estão Panificação e Biscoitos, Pizzaiola e Salgados, Confeiteira e Doces e Marmitaria, todos com turmas previstas para as próximas semanas.
Além da qualificação técnica, o Empreenda Mulher busca fortalecer a autoestima, incentivar o protagonismo feminino e ampliar as oportunidades de inserção das participantes no mercado de trabalho, contribuindo diretamente para o desenvolvimento social e econômico da comunidade.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site oficial do projeto. As vagas são limitadas.
Cronograma das próximas turmas com vagas disponíveis
Entre os dias 22 e 27 de junho, será realizado o curso de Panificação e Biscoitos, das 13h às 17h.
De 29 de junho a 4 de julho, acontece o curso de Pizzaiola e Salgados, também das 13h às 17h.
Na semana de 6 a 11 de julho, será oferecido o curso de Confeiteira e Doces, no período da tarde.
Encerrando o cronograma atual com vagas abertas, o curso de Marmitaria será realizado entre os dias 13 e 18 de julho, das 13h às 17h.
Serviço
Projeto: Empreenda Mulher Local: Instituto HDUN – Santa Maria/DF Realização: Instituto Sociocultural Humanidade Diversificada e Unida (HDUN) Fomento: Ministério das Mulheres Apoio: Administração Regional de Santa Maria Informações: (61) 99336-5003 Site: empreendamulher.com.br
Pesquisa realizada por Fundação Itaú, MinC, MEC e Inep será lançada em seminário em Brasília e reúne evidências sobre os impactos da cultura no desenvolvimento integral de crianças e jovens
Brasília recebe, na próxima terça-feira, 16, o lançamento de uma coletânea inédita de estudos que mostram que a ampliação da arte e da cultura nas escolas públicas brasileiras está associada a resultados positivos na aprendizagem, na permanência escolar e no desenvolvimento integral dos estudantes. A pesquisa foi realizada pela Fundação Itaú, pelo Ministério da Cultura (MinC), pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os resultados serão apresentados no seminário Intersetorialidades: Evidências em arte, cultura e educação, que reunirá gestores públicos, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir como a integração entre cultura e educação pode fortalecer o desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens no Brasil.
Estão previstas as participações da ministra da Cultura, Margareth Menezes e do presidente da Fundação Itaú, Eduardo Saron.
A coletânea Intersetorialidades: Evidências em arte, cultura e educação reúne quatro volumes com estudos sobre o papel da arte e da cultura na trajetória educacional de crianças e jovens. Os trabalhos combinam análises estatísticas de bases de dados de educação e cultura, referências internacionais de países membros da OCDE, mapeamento de experiências brasileiras e estudos de caso desenvolvidos em diferentes territórios do país.
Ao longo do dia, especialistas, gestores públicos e representantes da sociedade civil discutirão evidências, experiências e caminhos para ampliar políticas públicas que articulem cultura e educação em todo o país.
O seminário será transmitido ao vivo pelos canais da Fundação Itaú, do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação no YouTube.
Sobre o Acordo de Cooperação Técnica
Os estudos são resultado do Acordo de Cooperação Técnica firmado em dezembro de 2024 entre o MEC, o MinC, a Fundação Itaú e o Inep. A iniciativa tem como objetivo produzir evidências sobre os impactos da arte e da cultura na trajetória escolar, no desempenho acadêmico e no desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens.
O acordo também prevê a integração de bases de dados, análises comparativas internacionais e o mapeamento de experiências brasileiras, contribuindo para a formulação de modelos e referenciais capazes de orientar políticas públicas de educação integral e fortalecer ações intersetoriais entre cultura e educação.
SERVIÇO:
Seminário Intersetorialidades: Evidências em arte, cultura e educação
Data: 16 de junho, das 9h às 17h Local: Brasília-DF Endereço: Setor de Indústrias Gráficas Sul – Ed. Capital Financial Center – Bloco C, Brasília, DF 70610-440.
Veja a programação:
HORÁRIO e ATIVIDADE
9h – 9h30
Recepção, café e credenciamento
9h30 – 10h
Apresentação do evento / Intervenção Artística
10h – 10h40
Abertura:
Eduardo Saron – Presidente da Fundação Itaú
Margareth Menezes – Ministra da Cultura
Lançamento deIntersetorialidades: Evidências em arte, cultura e educação
11h – 12h
Apresentação dos estudos
Carla Chiamarelli – Gerente do Observatório Fundação Itaú
Ana Maria Cardoso – Analista de Monitoramento, Avaliação e Dados no Observatório Fundação Itaú
Comentários:
Tereza Santos Farias – Diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do MEC
Fabiano Piúba – Secretário de Formação Cultural, Livro e Leitura do MinC
12h – 14h
Almoço
14h – 15h
Painel 1:
Experiências de Escolas e de Instituições Culturais para o Desenvolvimento Integral de crianças, adolescentes e jovens
Apresenta duas experiências inspiradoras: o Grãos de Luz e Griô apresenta como a Pedagogia Griô integra a tradição oral e as múltiplas linguagens artísticas para potencializar o protagonismo juvenil e incidir nas escolas e comunidades, enquanto a Escola Quilombola Severiano Antônio Nunes compartilha sua experiência com o projeto Maculelê na Educação em Tempo Integral, revelando como a inserção estruturada dessa manifestação cultural no currículo fortalece a identidade, pertencimento a aproximação das famílias ao ambiente escolar.
Especialista 1: Representante do Grão de Luz e Griô
Especialista 2: Escola Quilombola (Maculelê) Moderação/Debate: Rafael Maximiano (MinC)
15h – 16h
Painel 2:
Monitoramento e uso de dados para o fortalecimento de uma agenda intersetorial de Políticas de Cultura e Educação
Como produzir e fomentar o uso de dados que orientem políticas públicas intersetoriais entre Cultura e Educação? O painel aborda a necessidade de coleta e uso de informações de forma articulada, apresenta práticas e caminhos para consolidar uma infraestrutura de indicadores e traz evidências que fortalecem a construção de arranjos. O debate também demonstrará como a interdependência desses campos colabora para a garantia do direito à educação, para a construção de vínculos, para o senso de pertencimento e para o desenvolvimento integral e integrado de crianças, adolescentes e jovens no país.
Especialista 1: Juliana Candian – INEP
Especialista 2: Letícia Schwarz – Subsecretaria de Gestão Estratégica do MInC
Projeto envolveu cerca de 400 crianças de 6 a 12 anos, todas alunas de escolas públicas do DF
O Arte Integração, patrocinado pela Claro, apresenta ao público no dia 16 de junho (terça-feira), às 9h, a instalação permanente de 10 bancos de concreto, nos quais foram aplicados de painéis de azulejos, no Parque Nacional de Brasília (Água Mineral). A data marca a conclusão da iniciativa, que promoveu a inserção democrática de crianças às artes, ao pertencimento de espaços públicos e à integração de mobiliários urbanos ao meio ambiente.
Projetados pelo artista plástico Paulo Mac Dowell e ornamentados com azulejos produzidos a partir dos desenhos dos alunos em oficinas criativas, os banco poderão ser utilizados pelos usuários da Água Mineral no Centro de Visitantes e da Ilha na Meditação, integrando arte, natureza e convivência social.
Do traço na sala de aula ao azulejo no cerrado
Entre os dias 3 de março e 6 de abril de 2026, o projeto percorreu 10 escolas públicas do ensino fundamental do DF, em: Planaltina, Vicente Pires, Estrutural, Incra 07, Lago Norte, Guará, Queima Lençol, Granja Torto, Plano Piloto e Basevi. Nas oficinas, com o nome de “Oficinas de Processo Criativo e Criação de Painéis de Azulejos” e ministradas por Paulo Mac Dowell e pela arte-educadora Carolina Melo, as crianças foram incentivadas a se expressarem artisticamente de forma autônoma, a observar a natureza e aplicar o repertório cultural. No processo, as crianças foram estimuladas a se inspirarem na fauna e flora do Cerrado, estimulando a consciência ambiental.
Sob a curadoria da artista especializada em azulejaria Ligia de Medeiros, uma seleção dos desenhos produzidos foi convertida em painéis de azulejos – cada escola representada por uma obra coletiva. A produção, utilizando a técnica de esmaltação cerâmica, foi executada pelo artesão Silas Bento.
Arte como ferramenta de inclusão e transformação
O projeto confronta a realidade social marcada pelo distanciamento da população de baixa renda em relação a equipamentos culturais e práticas artísticas – uma lacuna que restringe o desenvolvimento crítico. Nesse sentido, o Arte Integração posiciona-se como resposta direta a esse quadro, utilizando a arte como mediadora de inclusão, educação e transformação social.
Inspirado na tradição azulejar de Brasília – imortalizada por Athos Bulcão, mas concentrada no Plano Piloto – o projeto democratiza esse legado ao levá-lo para o cotidiano dessas crianças e as torna produtoras ativas de uma arte que dialoga com a identidade visual da capital e que passam a compor um dos espaços públicos mais visitados do Distrito Federal.
“A arte é uma ferramenta poderosa de transformação social e ambiental. Ao trabalhar com o azulejo, resgatamos uma linguagem artística fundamental em Brasília, mas a levamos para onde ela ainda não chegou: à comunidade, ao cotidiano das crianças, ao entorno do parque. Queremos formar não apenas pequenos artistas, mas cidadãos mais críticos, conscientes de seu papel na sociedade e na preservação do meio ambiente. Este projeto semeia cultura, pertencimento e futuro.” — Paulo Mac Dowell, diretor artístico do projeto
“Para a Claro, apoiar o Arte Integração reforça o nosso compromisso em investir em ações que geram um impacto social e ambiental real para a comunidade do Distrito Federal e entorno. Acreditamos que a cultura e a educação são os caminhos fundamentais para a transformação social. Ao aproximar as crianças da tradição artística local e estimular o cuidado com o Cerrado, ajudamos a fortalecer o sentimento de pertencimento e a cidadania, deixando um legado permanente para a região”, afirma Soraia Tupinambá, Diretora Regional da Claro no Centro-Oeste.
O projeto Arte Integração é realizado pelo Instituto Alvorada Brasil e pela Phi Soluções Criativas, com patrocínio da Claro via Lei de Incentivo à Cultura do DF, e apoios da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF, da Secretaria de Educação do DF e do Parque Nacional de Brasília
Serviço – Lançamento da Exposição Permanente
Site oficial: www.arteintegracao.com.br Data: 16 de junho de 2026 (abertura ao público) Horário: a partir das 9h, com coffee break e visita guiada pela equipe do projeto Local: Centro de Visitantes do Parque Nacional de Brasília (próximo à Ilha da Meditação) Endereço: Via Epia (Estrada Parque Indústria e Abastecimento), sentido norte – Brasília/DF
Entrada no parque:
Inteiro: R$ 20,00
Meia-entrada: R$ 10,00 (válido para moradores do DF e entorno)
20 palestrantes de 16 organizações falaram a 500 estudantes em Brasília
O 2º Festival de Jornalismo do Prêmio Engenho reuniu cerca de 500 estudantes para debater o uso da Inteligência Artificial.
Durante duas manhãs, em Brasília, eles ouviram 20 palestrantes de 16 organizações diferentes, em oito horas de programação. Os especialistas que participaram do encontro defendem a supervisão humana para as atividades jornalísticas realizadas pela IA, que é uma ferramenta operacional para dar celeridade ao trabalho feito por profissionais.
As cinco faculdades de Jornalismo da capital do país participaram do Festival. São elas: IESB, Católica, Uniceub, UDF e UnB. Além de Inteligência Artificial.
O Festival abordou como os jornalistas podem combater Fake News, o que esperar de um futuro jornalista, as novas funções da profissão, como participar dos programas de trainee da Folha de S. Paulo, de O Globo e do Poder 360, como empreender e como produzir entrevistas, perfis e biografias.
Além de veículos de comunicação, também participaram da programação do Festival de Jornalismo a Unesco, o Instituto Palavra Aberta, Sesi e Senai, Sebrae e a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
O 2º Festival de Jornalismo do Prêmio Engenho é organizado pela jornalista Kátia Cubel e nesta edição, teve o patrocínio de Sesi e Senai no DF, Sistema Cofeci-Creci, Vox Radar, Caixa e Governo do Brasil. Onde tem patrocínio Caixa, tem Governo do Brasil.
Já abriram as inscrições desde o dia 19 de maio, as inscrições para o curso livre Video Mapping: Projeção, Palco e Artes, oferecido pela Escult – Escola Solano Trindade de Formação e Qualificação Artística, Técnica e Cultural.
A formação é totalmente gratuita, realizada na modalidade de Educação a Distância (EaD) e os interessados podem se inscrever até o dia 19 de setembro de 2026 pelo site escult.cultura.gov.br.
A iniciativa é fruto de uma cooperação entre o Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (Cecult) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Ministério da Cultura (MinC). O curso tem como objetivo qualificar profissionais para atuar com performance visual no mercado cultural, conectando tecnologia e sensibilidade artística.
Com carga horária de 50 horas e perfil autoinstrucional, o programa é estruturado em quatro trilhas de aprendizagem: Introdução ao Vídeo e Som; Softwares e Ferramentas; Criação de Projeto; e Vídeo Mapping Básico. O conteúdo abrange desde a evolução histórica da luz e da narrativa visual até o domínio de software, o uso de projetores e a aplicação de técnicas de distorção de imagem para superfícies tridimensionais.
A artista visual e VJ Ani Haze é quem guia os participantes pelo percurso de aprendizagem. Sua trajetória em artes visuais e experiências imersivas inclui a curadoria do Salvador Mapping Bahia e passagens por festivais como Rock in Rio, Lollapalooza e LPM Festival. Premiada no Women’s Music Awards e eleita Melhor VJ pelo Festival Reconvexo (2022), a profissional traz na bagagem a direção criativa e atuação como VJ para Ivete Sangalo, além do desenvolvimento dos trabalhos visuais e documentais para turnê da cantora Liniker.
A metodologia de ensino utiliza vídeos didáticos, exercícios práticos individuais e avaliações. Ao final do percurso formativo, os participantes estarão aptos a planejar e executar projetos visuais mapeados do zero, aplicando a tecnologia de forma a servir à dramaturgia de espetáculos teatrais, shows, exposições, instalações interativas e eventos artísticos.
A Escult é um espaço estratégico de qualificação para o mundo do trabalho em cultura. A escola tem como missão democratizar o acesso ao conhecimento técnico e criativo, oferecendo percursos formativos que conectam saberes ancestrais às tecnologias contemporâneas. Através de sua plataforma, a instituição busca fortalecer a rede de profissionais da cultura e promover o desenvolvimento da economia criativa em todo o território nacional.
SERVIÇO
O quê: Curso Livre “Video Mapping: Projeção, Palco e Artes”
Quem: Ministrado por Ani Haze
Quando: Inscrições de 19 de maio a 19 de setembro de 2026
Residência artística está em curso com boa participação de mulheres artistas; construção de bonecos híbridos e encontros coletivos seguem acontecendo
Idealizado pela Caixeiras Cia. de Bonecas com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, o projeto vem promovendo um mergulho no Teatro de Animação com foco na criação feminina. O projeto nasceu de um desejo de criar, investigar e dar forma a narrativas onde corpos se atravessam, se misturam e inventam novas presenças em cena.
Agora, a residência, em pleno andamento, vem promovendo encontros virtuais e imersões presenciais acontecendo até junho. A adesão tem sido muito boa, com expressiva participação de mulheres artistas do Distrito Federal, que estão construindo bonecos, compartilhando vivências e se preparando para as próximas etapas. A oficina de construção de bonecos híbridos, por exemplo, já aconteceu e foi um dos momentos mais esperados da formação.
E como tudo isso é vivo, o projeto abre as portas para uma nova experiência gratuita
Oficina de Teatro Lambe-lambe
Teatro Lambe-lambe é das linguagens que encantam pela simplicidade e pela potência. São pequenas encenações, de curta duração, feitas para um único espectador por vez, dentro de caixas-cenário que guardam verdadeiros mundos em miniatura. A proposta é íntima, sensível e profundamente poética.
A oficina será conduzida por Amara Hurtado e Jirlene Pascoal, ambas da Caixeiras Cia. de Bonecas, e vai abordar desde a dramaturgia e a encenação até a construção da estrutura cênica, iluminação e sonorização. Uma oportunidade para jovens, artistas, educadores e qualquer pessoa interessada em processos criativos mergulhar no universo do teatro de animação.
Serviço Oficina Gratuita de Teatro Lambe-lambe – Projeto Mulheres Híbridas Com Amara Hurtado e Jirlene Pascoal
Queda de 87% das instituições nacionais no ranking CWUR 2026 expõe desafios históricos de financiamento, retenção de pesquisadores e competitividade científica
O Brasil registrou um dos piores desempenhos entre os grandes sistemas de ensino superior do mundo no ranking Global 2000 de 2026, divulgado nesta semana pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR). Das 52 universidades brasileiras avaliadas, 45 perderam posições em relação ao ano anterior, o equivalente a 87% das instituições do país presentes na lista. Apenas cinco avançaram e duas permaneceram estáveis.
A deterioração ocorre em um momento de forte competição internacional por pesquisa, inovação e formação de talentos. Enquanto universidades brasileiras recuam, países como a China, a Coreia do Sul e Singapura ampliam investimentos em ciência, tecnologia e desenvolvimento acadêmico, consolidando posições cada vez mais relevantes nos rankings globais.
Para Tiago Zanolla, especialista em educação e carreira e fundador da UFEM Educacional, o maior ecossistema de educação digital da América Latina, a queda das universidades brasileiras no ranking global não representa uma surpresa, mas a consequência de anos de perda de competitividade acadêmica, redução da atratividade da carreira científica e baixo alinhamento entre universidade, pesquisa e desenvolvimento econômico.
“O ranking apenas tornou visível algo que já vinha acontecendo há muito tempo. O Brasil perdeu competitividade científica porque investiu menos, valorizou menos a carreira acadêmica e deixou de tratar a universidade como um ativo estratégico para o desenvolvimento nacional”, afirma.
O levantamento do CWUR analisou mais de 21 mil instituições de ensino superior e selecionou as 2.000 melhores do mundo. Entre os critérios avaliados estão a empregabilidade dos ex-alunos, qualidade do corpo docente, desempenho acadêmico e, principalmente, produção científica. A pesquisa responde sozinha por 40% da nota final, incluindo volume de publicações, relevância dos periódicos e número de citações recebidas pelos estudos desenvolvidos pelas universidades.
Foi justamente nesse quesito que o Brasil apresentou os maiores recuos. A Universidade de São Paulo, principal instituição do país, caiu para a 119ª posição global. A Universidade Federal do Rio de Janeiro perdeu 15 posições, ficando em 346º lugar, enquanto a Universidade Estadual de Campinas recuou dez posições e passou a ocupar a 379ª colocação.
Financiamento e fuga de talentos
A explicação apresentada pelo próprio CWUR aponta para uma combinação de fatores ligados à capacidade de financiamento e retenção de pesquisadores. “O declínio das universidades brasileiras reflete anos de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação como bens públicos”, afirmou Nadim Mahassen, presidente da entidade responsável pelo ranking.
Na avaliação de Zanolla, a carreira acadêmica perdeu atratividade justamente quando a economia global passou a disputar profissionais altamente qualificados. “Hoje existe uma concorrência mundial por cérebros. Universidades e centros de pesquisa de diversos países oferecem infraestrutura, remuneração e condições de trabalho muito superiores. Quando o pesquisador brasileiro encontra mais oportunidades fora do país, o sistema inteiro perde capacidade de produzir conhecimento”, afirma.
O avanço asiático e o contraste com o Brasil
O contraste mais evidente aparece na China. Segundo o CWUR, 98% das universidades chinesas presentes no ranking melhoraram suas posições em 2026. O país já possui 360 instituições entre as 2.000 melhores do mundo, superando inclusive os Estados Unidos em número de universidades representadas. A Universidade Tsinghua alcançou a 36ª posição global.
O avanço não é recente. Nas últimas duas décadas, o governo chinês implementou programas bilionários para transformar universidades em polos de pesquisa aplicada, aproximando a produção científica das demandas da indústria, da tecnologia e da inovação.
Para Zanolla, a diferença está menos na quantidade de instituições e mais na estratégia adotada.
“Enquanto países asiáticos fortaleceram a pesquisa e criaram mecanismos para conectar universidade e setor produtivo, o Brasil ficou preso a debates internos e perdeu velocidade em temas essenciais para a competitividade global.”
A universidade diante das novas exigências do mercado
Outro aspecto apontado pelo educador é a necessidade de reposicionar o papel das universidades em um cenário marcado por inteligência artificial, automação e mudanças aceleradas no mercado de trabalho.
Segundo o relatório Future of Jobs 2025, do World Economic Forum, cerca de 39% das habilidades atualmente exigidas pelos empregadores deverão mudar até 2030. O estudo aponta que a capacidade de adaptação, o pensamento analítico e o domínio tecnológico estão entre as competências mais valorizadas pelas empresas.
Para Zanolla, universidades que conseguirem integrar pesquisa, inovação e empregabilidade terão maior capacidade de recuperar relevância internacional.
“O problema não é apenas a posição em um ranking. O que está em jogo é a capacidade do Brasil de produzir conhecimento, gerar inovação e formar profissionais preparados para competir globalmente. Os países que lideram a economia do conhecimento tratam suas universidades como motores de desenvolvimento. O Brasil precisa voltar a enxergar a educação superior dessa forma.”
Apesar da queda generalizada, o país ainda mantém a liderança acadêmica na América Latina, ocupando as dez primeiras posições regionais do ranking. O resultado, contudo, reforça um alerta que especialistas vêm fazendo há anos: sem investimento consistente em pesquisa, valorização da carreira científica e integração com os setores produtivos, a distância entre o Brasil e os principais polos globais de conhecimento tende a aumentar.
Sobre Tiago Zanolla
Tiago Zanolla é professor especializado em concursos públicos, com mais de 15 anos de experiência, mais de 2.000 aulas produzidas e mais de 2 milhões de alunos impactados ao longo da carreira. É referência nacional no ensino jurídico e administrativo para concursos de Tribunais, Ministério Público, carreiras policiais e órgãos federais, além de professor e coordenador de conteúdo na Estratégia Concursos.
Engenheiro de produção por formação, criou o sistema SER, Seleção do Conteúdo Essencialmente Relevante, metodologia baseada em dados aplicada à preparação para concursos. É autor do livro Ética no Serviço Público uma visão moderna, palestrante em inovação educacional e fundador da UFEM Educacional, edtech com mais de 3000 cursos no portfólio.
A UFEM Educacional é um hub de educação 100% digital que conecta estudantes a instituições de ensino reconhecidas pelo Ministério da Educação. Atua como marketplace educacional, oferecendo graduação acelerada, pós-graduação, cursos técnicos, cursos livres, EJA, mestrado e doutorado na modalidade EAD.
Com mais de 210 mil alunos na rede de ensino, a UFEM organiza o acesso à formação superior por meio de tecnologia, inteligência de dados e parcerias estratégicas com faculdades credenciadas, responsáveis pela emissão de diplomas e certificados registrados e verificáveis. O modelo reduz burocracia, encurta o tempo até o diploma e amplia o acesso ao ensino superior com conformidade regulatória e foco nas demandas do mercado de trabalho.
Atividades foram promovidas gratuitamente ao lado da Administração Regional
Por José Maciel | Clip Clap Comunicação
Reconhecida pela rica diversidade artística, forte identidade cultural e como um importante polo econômico na região oeste do Distrito Federal, Ceilândia foi palco, ao longo desta sexta-feira, 29 de maio, do último dia de atividades da Semana do Microempreendedor Individual (MEI) de 2026. Promovida pelo Sebrae no DF na Praça do Trabalhador, ao lado da Administração Regional, a ação funcionou como um ponto de apoio com o propósito de destravar a vida dos donos de micro e pequenos negócios locais.
Durante todo o dia, o público pôde aproveitar uma série de serviços gratuitos oferecidos pelo Sebrae no DF, como emissão de boletos, certidões negativas de débitos e orientações para a emissão de notas fiscais. A instituição também ofertou apoio à renegociação de dívidas com a União, formalização de novos negócios e emissão de documentos diversos. Além disso, os empreendedores da região ainda foram orientados sobre as consultorias disponibilizadas pela instituição no Distrito Federal, voltadas ao aprimoramento da gestão e à sustentabilidade dos negócios.
O fluxo de atendimento foi planejado para garantir agilidade nos atendimentos. Ao chegar à recepção, o empreendedor passava por uma triagem inicial que identificava sua real necessidade antes do encaminhamento. A ideia era entregar o que cada cliente precisava sem desperdício de tempo. “Nós buscávamos entender qual era a demanda para entregar o que realmente cada empreendedor necessitava. Foi assim que conseguimos conduzir os atendimentos de forma mais eficiente e apoiar os donos de pequenos negócios com eficiência”, observou a coordenadora da Unidade de Atendimento do Sebrae no DF, Natany Lemos.
Além dos serviços do Sebrae, o público pôde ter acesso a serviços de instituições parceiras, como a Subsecretaria de Compras Governamentais da Secretaria de Economia do DF (SEEC), do DF Legal, do Conselho Regional de Contabilidade (CRC/DF), dos Correios, do Na Hora e da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).
Os empreendedores ainda puderam conhecer detalhes sobre o Prospera, programa de microcrédito do Governo do Distrito Federal (GDF) que oferece linhas de crédito para empreendedores de pequeno porte, e o projeto Metalab, iniciativa que oferece capacitação gratuita em marketing digital, tráfego pago, redes sociais e gestão de negócios para jovens e adultos de regiões administrativas do DF.
Os atendimentos realizados na estrutura deram novo ânimo a diversos empreendedores e empreendedoras, como Beatriz Batista. Proprietária de uma loja de aluguel de roupas para festas e casamentos sediada em Brazlândia, ela soube da presença do Sebrae em Ceilândia ao acompanhar o noticiário local e não hesitou em acordar cedo e ir até o local buscar a regularização de seu negócio.
Após a triagem, a pequena empreendedora contou com orientação para resolver os débitos acumulados nos anos de 2024 e 2025. Com o atendimento, conseguiu negociar o parcelamento das dívidas e planejar o pagamento das obrigações de 2026. “É uma sensação de alívio que sinto. Consegui parcelar tudo que estava atrasado e saí orientada a como cumprir as obrigações que tenho para este ano. Agora é continuar trabalhando para manter o negócio em dia”, afirmou Beatriz.
Outra história a ser transformada pelo evento do Sebrae na Praça do Trabalhador foi a de Shirleide Souza Soares, moradora de Taguatinga Norte. Depois de décadas praticando a costura como um hobby, ela decidiu formalizar um negócio próprio no último trimestre do ano passado.
Já como MEI e desempenhando a atividade com regularidade, Shirleide começou a participar de um curso voltado para a confecção de uniformes escolares ofertado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai/DF) e enxergou uma chance de expandir o próprio negócio. Para concretizar essa ideia, ela foi até o local da Semana do MEI em Ceilândia a procura de crédito e orientação. O objetivo é garantir recurso para adquirir maquinário e insumos para ingressar com mais força no mercado.
A empreendedora foi atendida pela equipe do Sebrae e do Prospera e saiu do local com as dúvidas sanadas e um caminho traçado. “Todos foram muito atenciosos e solícitos. Vou para casa com um bom direcionamento e determinada concluir a burocracia necessária para comprar os equipamentos necessários e ampliar a produção”, contou.
Uma das intenções de Shirleide ainda é realizar o credenciamento para atender a demanda do Programa Cartão Uniforme Escolar, uma iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF) que concede um auxílio financeiro anual a estudantes para a compra de peças do vestuário escolar.
A programação na Praça do Trabalhador também contou com uma feira de empreendedoras locais promovida pelo Sebrae no DF e foi encerrada com uma palestra-show do Padre Fábio de Melo, uma das figuras religiosas mais influentes e populares do país.
Pequenos negócios em Ceilândia
Ceilândia tem uma população estimada em 356.781 pessoas e um ecossistema empresarial que reflete a diversidade cultural da região. São, atualmente, 48.307 negócios ativos, segundo dados da Receita Federal, dos quais 27.336 estão enquadrados como Microempreendedores Individuais.
A região registra, em média, 2.761 novos negócios por ano. O setor de serviços domina o cenário, respondendo por 56,9% das empresas ativas, seguido pelo comércio, com 27,7%. Construção e indústria aparecem com participações mais modestas, com 7,7% e 7,6%, respectivamente, enquanto o setor agropecuário tem presença praticamente simbólica, com apenas 0,2% dos negócios.
A cantora e compositora brasiliense Rebecca Pacheco fará a abertura da cerimônia de premiação do 4º Prêmio Engenho Mulher na próxima segunda, dia 25 de maio. “Ela é uma jovem artista muito talentosa, convidada para a ocasião por ter tido sua formação no Instituto Reciclando Sons, projeto lindamente conduzido há mais de 26 anos pela maestrina Rejane Pacheco, lá na Estrutural. Rejane é vencedora do Prêmio Engenho Mulher, edição 2024”, conta Kátia Cubel, que dirige o Prêmio Engenho.
A solenidade trará outras surpresas, protagonizadas por mulheres que lideram iniciativas em suas respectivas áreas, entre elas a estilista Ana Paula Ávila, da Confraria, e a presidente da Abrabe e líder do programa de economia circular Glass is Good, Cristiane Foja.
A cerimônia acontece na segunda, dia 25 de maio, numa solenidade para convidados, no Museu de Arte de Brasília.