Brasília tem de melhor na Cultura, Entretenimentos, Arquitetura, Design e Decoração, Feiras, Cursos, Workshops, Seminários, Gastronomia, Vinhos, Cafés, Moda, Beleza…
Com 30 marcas e cinco dias de desfiles, o Metrópoles Catwalk reúne nomes do DF e grifes nacionais em uma programação imperdível
O Metrópoles Catwalk prepara uma segunda edição histórica no Teatro Nacional Claudio Santoro entre os dias 6 e 10 de abril de 2026, consolidando Brasília como um epicentro da moda brasileira. O evento ocupará novamente o foyer da Sala Villa-Lobos com um line-up que promove o intercâmbio entre o talento local e outras grifes de renome. Durante os cinco dias, 30 marcasdesfilam em uma programação que exalta a moda do DF e traz à capital nomes nacionais.
Programação completa
Na segunda-feira (6/4), a programação começa às 19h com os desfiles da moda autoral da Zinc Complements, além da curadoria sofisticada das multimarcas Amek e Hills. No segundo bloco da noite, às 20h, a passarela recebe Petzold 1981, Hylo Cartis Studio e Confraria Studio.
Na terça-feira (7/4), as apresentações das 19h ficam por conta de Nara Resende, Thais Fread e Vittor Galleno, enquanto o bloco das 20h destaca a Jeans do Bem e a tradicional Biruta.
A quarta-feira (8/4) reserva um espaço especial para a força do trabalho artesanal e das manualidades. Às 19h, desfilam Virgínia Barros, Porão 40 e a Rendá, que celebra 10 anos de trajetória. O encerramento da noite, às 20h, contará com a marca Sal, a Cearensy e a consolidada 2Tempos.
Na quinta-feira (9/4), o Metrópoles Catwalk conta com a presença de grandes colaborações. O primeiro bloco, às 19h, traz o esperado desfile de George Azevedo, por Quadra, revisitando oanimal print com um mix de streetwear, além de Laboissiere e nomes consagrados como Lucila e Letícia Gonzaga.
Às 20h, o destaque volta-se para a curadoria das multimarcas brasilienses que convidam etiquetas nacionais de peso: Marina Bitu por Jeté, Adriana Degreas por Maria e D-Gaia por Magrella.
O encerramento do evento, na sexta-feira (10/4), começa às 19h com Brunna Lettieri, Sacramound e a nacional Carmen Steffens. O bloco final, às 20h, reúne desfiles da Jacobina, Foxton e Louback, grife conhecida por sua alfaiataria atemporal.
Segunda-feira (6/4)
19h Zinc Complements Amek Hills
20h Petzold 1981 Hylo Cartis Studio Confraria Studio
Terça-feira (7/4)
19h Nara Resende Thais Fread Vittor Galleno
20h Jeans do Bem Biruta
Quarta-feira (8/4)
19h Virgínia Barros Porão 40 Rendá
20h Sal Cearensy 2Tempos
Quinta-feira (9/4)
19h George Azevedo, por Quadra Laboissiere Lucila Letícia Gonzaga
20h Marina Bitu, por Jeté Adriana Degreas, por Maria D-Gaia, por Magrella
Sexta-feira (10/4)
19h Brunna Lettieri Carmen Steffens Sacramound
20h Jacobina Louback Foxton
2ª edição do Metrópoles Catwalk
Após atrair para Brasília os olhares do cenário fashion de todo o país com a presença de estilistas prestigiados, modelos de renome e profissionais de primeiro nível, o Metrópoles Catwalk está de volta ao Teatro Nacional Claudio Santoro. A segunda edição do evento intensifica o espaço dado às marcas do DF, reverberando a potência dos artistas da capital. O evento acontecerá de 6 a 10 de abril de 2026 e tem 30 marcas confirmadas para os cinco dias de desfiles.
Carmen Steffens; Cearensy; Foxton; Jacobina; Laboissiere; Rendá e Virgínia Barros. Além disso, multimarcas locais convidam etiquetas de abrangência nacional para desfilar no Metrópoles Catwalk. São eles: George Azevedo, por Quadra; Marina Bitu, por Jeté; Adriana Degreas, por Maria; e D-Gaia, por Magrella.
Realizado com o apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal, o Metrópoles Catwalk reafirma seu papel fundamental na revitalização cultural do Teatro Nacional e no fortalecimento do mercado fashion nacional.
O Metrópoles Catwalk integra a transformação do calendário da moda em Brasília. Outro protagonista nesse cenário é o festival Metrópoles Fashion & Design, que chega à sua 4ª edição entre os dias 10 e 12 de junho de 2026. Idealizado e realizado por Ilca Maria Estevão, o evento evidencia outro ponto histórico de Brasília: o Museu Nacional da República.
Encenação a céu aberto reúne fé, tradição e cultura popular em um dos maiores espetáculos do Distrito Federal
Mais de 10 mil pessoas devem acompanhar a 34ª edição da Via Sacra de São Sebastião, que será realizada na sexta-feira, 3 de abril, no Morro Bela Vista, em frente ao Parque de Exposição Agropecuário. A programação começa às 15h, com a Celebração do Beijo da Cruz, seguida pela encenação da Paixão de Cristo, a partir das 17h30.
Realizada pelo Instituto Cultural Chinelo de Couro, em parceria com a Paróquia de Santo Afonso, a Via Sacra é uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas do Distrito Federal. A proposta reúne, em um mesmo espaço, espiritualidade, arte e participação popular, transformando o território em um grande cenário de expressão coletiva.
“Mais do que uma encenação, a Via Sacra é um momento de encontro. É quando a comunidade se reconhece, compartilha sua fé e reafirma seus vínculos. A cada edição, renovamos não só a tradição, mas também o sentido de pertencimento e de esperança”, destaca Gildivan Rodrigues, diretor geral do espetáculo.
Com mais de 140 pessoas envolvidas, entre elenco e equipe técnica, a montagem é resultado de um trabalho comunitário que mobiliza diferentes talentos locais: de atores e figurantes a costureiras, carpinteiros, maquiadores e técnicos. O cenário, construído em meio à paisagem do Cerrado, ganha ainda mais força com a luz natural do entardecer, criando uma atmosfera única para a narrativa.
A encenação percorre os principais momentos da trajetória de Jesus Cristo, desde o julgamento até a ressurreição, mantendo à fidelidade aos relatos bíblicos e marcada pela intensidade dramática. Entre os personagens principais como Jesus Cristo, Maria e Pôncio Pilatos, os atores Vitor Caitano, Karine Morais, e Fernando da Silva chamam a atenção pela dramaticidade. O espetáculo, dividido em atos, conduz o público por cada estação da Via Crucis, em uma experiência que mistura emoção, contemplação e reflexão.
Com origem em 1992, quando ainda era apresentada de forma simples pela comunidade local, a Via Sacra de São Sebastião cresceu ao longo das décadas e hoje integra o calendário oficial do Distrito Federal. Apesar da origem estar na religiosidade, tornou-se um importante instrumento de formação cultural, inclusão social e valorização de talentos da região.
Ao longo do ano, o projeto também promove oficinas gratuitas voltadas à formação de jovens, estimulando o interesse pelas artes cênicas e contribuindo para o desenvolvimento pessoal e coletivo. A iniciativa reforça o papel da cultura como ferramenta de transformação e fortalecimento dos laços comunitários.
Serviço
Encenação da Paixão de Cristo ao Vivo – Via Sacra de São Sebastião
Local: Morro Bela Vista, em frente ao Parque de Exposição Agropecuário – São Sebastião
Os pequenos conferem a tradicional Parada de Páscoa e embarcam em um roteiro cheio de pistas e doçuras pelo shopping
Algumas datas são mais especiais (e doces!) do que outras. Sem dúvida, a Páscoa é um dos feriados mais aguardados pelas crianças, que contam os dias para brincar, se fantasiar com orelhinhas felpudas e saborear diferentes combinações de chocolate, a grande estrela da temporada. Antecipando a celebração, o BrasíliaShopping promove, neste sábado, 04 de abril, uma programação repleta de diversão e doçuras, das 14h às 17h.
Toda boa festa temática começa com um passo importante: a caracterização. Das 14h às 16h, a Estação de Pintura de Rosto estará montada no P1, próximo à Livraria da Vila, para que os pequenos entrem no clima da comemoração.
Todos devidamente envolvidos na doce atmosfera? Às 15h, acontece a esperada — e encantadora — Parada de Páscoa. Nessa ocasião especial, o Coelhinho da Páscoa assumirá a comitiva e passeará pelos corredores do Brasília Shopping, espalhando alegria ao público que for prestigiá-lo.
E não para por aí! Para fechar a celebração com chave de ouro, a aguardada Caça aos Ovos começa às 17h, com concentração na em frente à Caixa Econômica, no piso 1, a partir das 16h40. Seguindo pistas especiais, as crianças embarcarão em uma divertida jornada guiada por diferentes lojas do mall, que estarão recheadas de surpresas doces para encantar os pequenos.
A participação na atividade é gratuita, mediante disponibilidade de vagas, cadastro e reserva no aplicativo Brasília Shopping, com inscrições disponíveis a partir de sábado, às 12h, e retirada de pulseira no balcão de informações.
“A Páscoa é uma data que convida ao encontro e à celebração em família. Pensamos em uma programação afetiva, que estimule a imaginação das crianças e transforme o passeio pelo shopping em um momento especial para todos. Nosso objetivo é criar experiências que aproximem as pessoas e deixem boas lembranças”, destaca Renata Monnerat, gerente de marketing do Brasília Shopping.
Para acompanhar todas as novidades da Páscoa no Brasília Shopping, siga @brasiliashopping no Instagram e confira o que as lojas têm preparado para a data mais doce do calendário.
Serviço: Páscoa do Brasília Shopping Data: 04 de abril de 2026 Horário: 14h às 17h Local: Brasília Shopping
Programação 14h às 16h – Pintura de rosto 15h – Parada de Páscoa 16h40 – Concentração para a Caça aos Ovos 17h – Caça aos Ovos*
*A Caça aos Ovos é uma atividade gratuita, mediante disponibilidade de vagas, cadastro e reserva no aplicativo Brasília Shopping no dia 04 de abril, a partir das 12h.
Em um mundo onde a inteligência artificial, a realidade virtual e os ambientes 3D deixaram de ser ficção científica para integrar o cotidiano, como os artistas das artes cênicas e da tecnologia podem se apropriar dessas ferramentas para expandir suas linguagens? Essa é a provocação central da 4ª Residência Artística MEULUGAR, que ocupará o SESI Lab de abril a maio de 2026 com uma programação gratuita e imersiva.
Realizado pelo Núcleo de Pesquisa da Cena – ATOL, com apoio do SESI Lab.e patrocínio do Fundo de apoio à Cultura do DF (FAC), o projeto se consolida como um das mais relevantes pontes entre a produção do Centro-Oeste e as tendências de vanguarda no cenário das artes. Após três edições de sucesso – que conectaram profissionais de nove estados brasileiros – a residência dá um salto qualitativo ao oferecer um mergulho profundo em ferramentas como programação criativa, coreocinegrafia, dança 3D, audiovisual expandido, vídeo 360° e afrofuturismo como prática de resistência cultural.
O objetivo é claro: democratizar o acesso à profissionalização, fomentar a inovação na cena local e criar pontes duradouras entre interessados em arte e tecnologia, como T.I., vídeo 360º, realidade virtual, metaverso, I.A. e programação, além de linguagens e territórios. Assinam a direção geral do projeto Juana Rondon e a coordenação de produção Bárbara Campos.
Nesse contexto, a programação se destaca como o coração formativo da residência, oferecendo imersões em temas como coreocinegrafia, dança 3D, programação criativa, dramaturgia imersiva, audiovisual expandido e afrofuturismo.
Com 20 vagas por oficina, a iniciativa busca capacitar uma geração de criadores para atuar na confluência entre palco, tela e algoritmos, promovendo o acesso democrático a ferramentas de ponta e fortalecendo a cena local em diálogo com tendências globais.
As atividades são voltadas para estudantes e pesquisadores dos campos das artes e da tecnologia que desejam experimentar novas possibilidades de criação. As inscrições serão abertas em breve e divulgadas exclusivamente no perfil oficial do projeto no Instagram: @nucleodepesquisadacena.
Além das oficinas, o projeto promoverá encontros criativos fechados para os participantes, voltados ao compartilhamento de saberes e à continuidade dos processos iniciados. Já as sete palestras serão abertas ao público, com limite a 60 interessados por sessão, e os ingressos também serão disponibilizados pelo perfil do ATOL no Instagram.
Programação 100% gratuita
Coreocinegrafia – Jorge Garcia (SP)
De 2 a 4 de abril, das 15h às 18h
Com mais de três décadas de trajetória, Jorge Garcia é um dos nomes mais expressivos da dança contemporânea brasileira. Iniciou sua carreira em Recife (1991), integrou o Balé da Cidade de São Paulo e fundou sua própria companhia em 2005.
Premiado com o APCA 2021 pelo vídeo Janela 43, colaborou com diretores como Hector Babenco (filme Carandiru) e Heitor Dhalia (filme ANNA).
A oficina propõe uma imersão na coreocinegrafia, campo que intersecciona dança, performance e cinema ao vivo. Os participantes investigarão o corpo como operador e objeto da imagem, utilizando captação e transmissão em tempo real para criar novas dramaturgias visuais.
Palestra com Jorge Garcia, dia 4 de abril, a partir das 10h
Introdução à Programação Através da Dança – Iara Izidoro (PE)
De 10 a 15 de abril, das 14h às 17h30
Performer e coreógrafa recifense, Iara Izidoro dedica-se à integração de linguagens artísticas, investigando o diálogo entre matéria e corpo como constituição de presença.
A oficina articula corpo, tecnologia e criação artística. A partir da exploração corporal, as participantes desenvolverão instrumentos digitais de música e dança, integrando eletrônica básica e programação. A proposta é compreender os algoritmos como linguagem criativa.
Palestra com Iara Izidoro, dia 11 de abril, a partir das 10h
Encontro Criativo 1, dia 18 de abril, das 10h às 12h (fechado para participantes das oficinas, voltado ao compartilhamento de saberes e à continuidade dos processos criativos.)
Corpo Digital – Diego Mac (RS)
Dias 1º, 2 e 3 de maio, sexta, das 10h às 12h; sábado, das 10h às 12h e das 14h às 17h; e domingo, das 10h às 12h
Diego Mac é diretor de dança, videoartista e artista 3D, doutorando em Artes Cênicas (UFRGS). Suas obras participaram de mais de 30 eventos internacionais (Canadá,
EUA, Itália, Japão, Alemanha) e integraram festivais como FILE e a Bienal de Arte Digital. Recebeu o Prêmio Açorianos de Dança 2022 como Personalidade do Ano e o
Prêmio Trajetórias Culturais.
A oficina-laboratório compartilha técnicas de dança 3D desenvolvidas por Diego Mac, utilizando o software Blender. Os participantes trabalharão com amostras de motion capture para criar peças digitais de dança 3D, orientadas por uma estética comum e distribuídas em redes de arte digital baseadas em blockchain.
Palestra com Diego Mac, dia 2 de maio, a partir das 10h
Tecnologia ancestral e afrofuturismo: caminhos cosmoperceptivos da diáspora negra sobre (re)existência na contemporaneidade – Ifádámiláre Ọ ̀ jẹ ̀ yímiká (Louise)
Dias 8 e 9 de maio, quarta e quinta, das 14h às 17h Ifádámiláre Ọ ̀ jẹ ̀ yímiká (Louise) é Mestra em Dança pela UFBA, arte-educadora e pesquisadora. Seu trabalho é focado nas cosmologias africanas e danças da diáspora negra, atuando com oficinas, palestras e publicações acadêmicas no Brasil e no exterior.
Palestra com Ifádámiláre Ọ ̀ jẹ ̀ yímiká (Louise) + Encontro Criativo 2, dia 16 de maio, a partir das 10h
Audiovisual Expandido – Jair Molina (SP)
De 19 a 22 de maio, das 14h30 às 17h
Jair Molina é realizador audiovisual, mestre em Meios e Processos Audiovisuais (ECA-USP), diretor da Okra Filmes e idealizador do festival Cine-Cicletada. Professor na UEMG e pesquisador do LabArteMídia, é autor de Cinema ao Vivo e Experiências
Audiovisuais em Tempo Real (2024). Molina colaboração com o dramaturgo Zé Celso Martinez Corrêa e o Teatro Oficina Uzyna como em Cacilda!, Cypriano e Chan-ta-lan.
A oficina propõe um mergulho no audiovisual expandido, explorando suas relações com artes visuais, cinema, teatro e dança. Os participantes desenvolverão maquetes e experimentos de projeção, investigando dimensões narrativas e estéticas que ultrapassam os limites da tela.
Palestra com Jair Molina, dia 23 de maio, a partir das 10h Dramaturgia Imersiva – Juana Rondon (DF)
De 27 a 29 de maio, das 14h às 17h Juana Rondon é mestre em Dança (UFBA), diretora do Núcleo de Pesquisa da Cena – KOH e autora do livro O Olhar na Dança (2020). Dirigiu os espetáculos A Travessia – Uma Realidade Ficcional (com participações internacionais na Grécia e Espanha) e FIM (estreia no CCBB Brasília em 2025). Desde 2023, pesquisa e cria com Realidade Virtual.
A oficina oferece uma introdução prática às dramaturgias para vídeo 360° – Os participantes experimentarão a construção de narrativas em ambientes circulares e imersivos, culminando na gravação coletiva de um experimento audiovisual em 360°
Palestra + Encontro Criativo 3 com Juana Rondon, dia 30 de maio, a partir das 10h
Sobre o ATOL – Núcleo de Pesquisa da Cena Criado em 2017, o ATOL é um espaço de investigação e troca sobre a união do teatro, dança e tecnologia. Entre suas realizações estão o livro O Olhar na Dança (2020), o espetáculo com Realidade Virtual A Travessia (apresentado na Grécia e Espanha) e a recente estreia de FIM no CCBB Brasília (2025). A residência MEU LUGAR, que chega a sua 4ª edição, é a materialização desse compromisso com a pesquisa e a experimentação cênica no Distrito Federal. As edições anteriores da residência foram realizadas em 2021, 2022 e 2024.
Serviço:
4ª Residência Artística MEU LUGAR
Local: SESI Lab
Endereço: Setor Cultural Sul, Bloco A, Asa Sul
De 2 de abril a 30 de maio de 2026
Atividades gratuitas:
Oficinas: 20 vagas cada – inscrições pelo Instagram
Palestras: 60 ingressos por sessão – retirada pelo Instagram
Encontros criativos: exclusivos para participantes
Acessibilidade: Libras nas palestras e oficinas no SESILAB
Com entrada franca mediante doação de um quilo de alimento, evento chega à sua 11a edição trazendo ainda Israel e Rodolffo, Tuca Fernandes, Zezo e muito mais. Salão Tecnológico é uma das novidades
A 11a edição da Feira da Goiaba, de 4 a 12 de abril, que abre a temporada 2026 das festas das frutas do Distrito Federal, anuncia seu cardápio de atrações, novidades e shows musicais. O evento será no Parque de Exposições de Brazlândia, com realização do Instituto Alvorada Brasil e Associação Rural e Cultural Alexandre Gusmão (Arcag), em parceria com a Emater-DF e apoio da Administração Regional de Brazlândia, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Secretaria de Turismo, GDF e Ministério da Agricultura e Pecuária.
As atividades terão início no sábado (4/4), a partir das 10h, com a Cerimônia de Abertura do evento, no Empório da Goiaba, com a presença de autoridades e o corte do grande Bolo de Goiaba. A abertura inclui ainda o 6º Concurso de Receitas com Goiaba, organizado pela Emater-DF.
Uma das novidades deste ano fica por conta do Salão tecnológico, que será inaugurado na abertura e chega com o Museu do Videogame, Robótica, Simuladores de direção, Realidade virtual, Inteligência Artificial e muito mais. Tudo isso sem custos para os visitantes. Outra novidade é a parceria da TV Globo Brasília como emissora oficial do evento.
Durante todo o sábado, o público poderá curtir uma vasta gama de opções para toda a família. O Empório da Goiaba é onde a grande estrela da festa brilha mais forte, em meio a produtos como doces, sorvetes, geleias e muitas outras receitas que têm a goiaba como principal ingrediente. A Feira conta ainda com o Salão do Artesanato; a Florabraz, que oferece plantas e decoração; Salão do Produtor, que é um espaço voltado ao empreendedor; a Fazendinha, querida das crianças; Salão da Gastronomia e Exposições variadas.
O dia ainda reserva espaço para a variada programação de shows musicais. O Palco da Culinária Japonesa abre oportunidade para diversos artistas locais, já a partir da tarde. O Palco Principal também recebe valores locais, como a dupla Heverton e Heverson, o som retrô da banda Old Play e o cantor Thiago Kallasans. Na noite de abertura, o destaque nacional fica por conta do grande show de Israel e Rodolffo. Cheia de animação, a dupla goiana é autora do hit Batom de Cereja, entre outros. O cantor Rodolffo também brilhou no reality show Big Brother, da Rede Globo.
Em seu segundo dia de funcionamento, no domingo (5/4) a Feira terá sucesso em dose dupla. E a Bahia ocupa o palco principal, com show do baiano Tuca Fernandes, ex-líder da banda Jammil e Uma Noites, responsável pelos sucessos Praieiro e Tchau, I Have to Go Now, entre outros. Depois, quem sobe ao palco é o romântico Pablo, com seu cardápio recheado de canções que falam de amor e relacionamentos. Entre os valores locais, nomes como Robson Mota e Stéfanny Lima, no Palco da Culinária Japonesa, e o pop rock da divertida Banda Lúpulo no esquenta do Palco Principal.
Segunda semana Depois de uma pausa, os portões reabrem na quinta-feira, dia 9, a partir das 18h, com shows locais e todas as atrações da Feira voltadas às famílias.
Na sexta (10/4), com abertura também às 18h, o cantor Henry Freitas será a grande atração do Palco Principal, levando sucessos como Tem Café e Me Bloqueia. Antes, a festa terá o samba do Real Samba, além dos cantores Bruno Bittar e Igor Tavares.
No sábado (11/4), os portões voltam a se abrir às 10h, com opções para toda a família. A festa, inclusive, é um local onde grupos se reúnem para passar o dia, almoçar e curtir com as crianças. Às 10h, será realizada a etapa de avaliação e premiação do Concurso de Receitas e Circuito Gastronômico com Goiaba, no espaço institucional da Emater-DF, no Empório da Goiaba.
A noite, por sua vez, será do potiguar Zezo. Com mais de três décadas de carreira, ele destila um estilo calcado no brega romântico, e é responsável por uma das mais marcantes versões da música Diga pra mim. Antes, o Palco Principal se abre para a MPB do cantor Oslayn e para o pop rock de Arhur Câmara, ambos do DF.
Em grande estilo, o encerramento da Feira da Goiaba fica por conta do sertanejo Eduardo Costa, com todo o carisma, voz e habilidade musical que marcam sua trajetória de mais de três décadas. O último dia de grandes shows tem início com os sucessos locais Samba News, DJ Cleiton, Emanuel e Mikael, Marcelo Duques e Ju e Mari.
A entrada é franca, mediante a doação de um quilo de alimento não-perecível. A Feira da Goiaba é uma programação voltada a toda a família, com classificação indicativa livre e atrações para todas as idades. Menores de 16 anos deverão estar acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
A goiaba A importância da goiaba no contexto de Brazlândia e da agricultura do DF pode ser comprovada em números. De acordo com dados da Emater-DF, a goiaba foi a fruta mais produzida no Distrito Federal em 2024, com mais de sete mil toneladas produzidas, com participação de 17,5% na fruticultura do DF no período. A área plantada foi de 433 hectares, dos quais 232 estão concentrados em Brazlândia.
O clima e o terreno da Região Administrativa são alguns dos fatores que contribuem para essa adequação da goiabeira ao local, bem como da sua intensa atividade agrícola ao seu redor.
SERVIÇO 11a Feira da Goiaba
Datas: 4 e 5 de abril e 10 a 12 de abril
Horários: a partir das 10h (sábados e domingos) e a partir das 18h na sexta
Local: Associação Rural Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag), Núcleo Rural Alexandre de Gusmão, Incra 6, Brazlândia-DF.
Programação de Shows
Dia 4/4: Israel & Rodolfto
Dia 5/4: Pablo e Tuca Fernandes
Dia 10/4: Henry Freitas
Dia 11/4: Zezo
Dia 12/4: Eduardo Costa
Entrada franca (com doação de um quilo de alimento não-perecível)
Classificação: Livre. menores de 16 anos deverão estar acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Organização: Associação Cultural Rural Alexandre Gusmão (Arcag) e Instituto Alvorada Brasil
Parceria: Emater-DF
Apoio: Administração Regional de Brazlândia, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Secretaria de Turismo, GDF e Ministério da Agricultura e Pecuária.
Emissora Oficial: TV Globo Brasília
PROGRAMAÇÃO GERAL DIA 04/04 – SÁBADO
10h – Abertura dos portões (Espaços: Empório da Goiaba, Artesanato, Florabraz, Salão do Produtor, Fazendinha e Gastronomia e Exposições, entre outros)
Cerimônia de abertura – Empório da Goiaba
Abertura do Salão Tecnológico
11h – Corte do Bolo de Goiaba
10h às 12hs – Concurso de Receitas com Goiaba SHOWS PALCO CULINÁRIA JAPONESA
17h – Mykaella Soares
Adhemar silva
Felipe Ventura SHOWS PALCO PRINCIPAL
18h – Heverton e Heverson
Dj Alex Menezes (e intervalos)
Tiago Henrique
Gabriel Oliveira
Old Play
Thiago Kallasans
ISRAEL E RODOLFFO
DIA 05/04 – DOMINGO
10h – Abertura dos portões (Espaços: Empório da Goiaba, Artesanato, Florabraz, Salão do Produtor, Fazendinha e Gastronomia e Exposições, Salão Tecnológico, entre outros) SHOWS PALCO CULINÁRIA JAPONESA
15hs – Dsantos e Gmagalhães
Rafhael e Santiago
Danilo Macedo
Robson Mota
Stéfanny Lima SHOWS PALCO PRINCIPAL
17h30 – Dj Fabricio Banana (e intervalos)
Betinho dos Teclados
Banda Lúpulo
TUCA FERNANDES
PABLO
DIA 09/04 – QUINTA-FEIRA
18h – Abertura dos portões (Espaços: Empório da Goiaba, Artesanato, Florabraz, Salão do Produtor, Fazendinha e Gastronomia e Exposições, Salão Tecnológico, entre outros) SHOWS PALCO CULINÁRIA JAPONESA
19h – Cantor Alexandre
Débora Liri
DIA 10/04 – SEXTA-FEIRA
18h – Abertura dos portões (Espaços: Empório da Goiaba, Artesanato, Florabraz, Salão do Produtor, Fazendinha e Gastronomia e Exposições, Salão Tecnológico, entre outros) SHOWS PALCO CULINÁRIA JAPONESA
19h – Cantor Washington
Batma Rocha SHOWS PALCO PRINCIPAL
18h – DJ Ana Ximenes
Sergio Queiroz E Santigo
Real Samba
Bruno Bittar
Igor Tavares
HENRY FREITAS
DIA 11/04 – SÁBADO
10h – Abertura dos portões (Espaços: Empório da Goiaba, Artesanato, Florabraz, Salão do Produtor, Fazendinha e Gastronomia e Exposições, Salão Tecnológico, entre outros)
10h às 12h – 6º Concurso de Receitas e Circuito Gastronômico com Goiaba, etapa de avaliação e premiação, no espaço institucional da Emater-DF, no Empório da Goiaba. SHOWS PALCO CULINÁRIA JAPONESA
15h – Cantora Aline
Igor Mirai
Michel Couto
Bruno Zarate
Juvaci dos teclados
Henrique pereira SHOWS PALCO PRINCIPAL
18h – Leon Correa
DJ Diego Costa
Oslayn
Arthur Câmara
ZEZO
DIA 12/04 – DOMINGO
10h – Abertura dos portões (Espaços: Empório da Goiaba, Artesanato, Florabraz, Salão do Produtor, Fazendinha e Gastronomia e Exposições, Salão Tecnológico, entre outros) SHOWS PALCO CULINÁRIA JAPONESA
Com estreia marcada para 25 de junho, o estúdio apresenta materiais inéditos nesta terça-feira (31)
Um dos filmes mais aguardados do ano,Supergirl acaba de ter seu trailer e pôster oficiais revelado pela Warner Bros. Pictures. Com Milly Alcock (A Casa do Dragão) no papel da protagonista e Jason Momoa (Um Filme Minecraft) dando vida ao anti-herói Lobo, o longa será o segundo da nova fase da DC Studios e chega aos cinemas brasileiros em 25 de junho.
Rebeldia e aventura se encontram sob o olhar do diretor Craig Gillespie, para contar a história de Kara Zor-El/Supergirl (Alcock), uma jovem cuja vida foi devastada pela perda de seu planeta, Krypton. Agora, aos 23 anos, Kara terá que lidar com o seu passado ao mesmo tempo que inicia uma jornada interestelar em busca de justiça e vingança.
O filme se baseia no aclamado quadrinho“Supergirl: Mulher do Amanhã” (Panini), assinado por Tom King e a quadrinista brasileira Bilquis Evely. A HQ foi indicada na categoria de Melhor Série Limitada no Eisner Awards, premiação conhecida como o “Oscar dos quadrinhos”.
Supergirl estreia no Brasil em 25 de junho, também em versões acessíveis e em IMAX.
Sobre o filme
Supergirl, o novo longa-metragem da DC Studios a chegar às telonas com distribuição da Warner Bros. Pictures, vai estar em exibição nos cinemas do mundo todo nas férias de junho e julho de 2026, estrelado por Milly Alcock no duplo papel de Supergirl e Kara Zor-El. Craig Gillespie dirige o filme a partir do roteiro de Ana Nogueira.
Quando um adversário tão inesperado quanto implacável parece muito próximo de ganhar a batalha, Kara Zor-El, também conhecida como Supergirl, não sem muita relutância, faz uma parceria improvável em uma épica jornada interestelar de vingança e justiça.
Coestrelam Supergirl, ao lado de Milly Alcock, Matthias Schoenaerts, Eve Ridley, David Krumholtz, Emily Beecham e Jason Momoa.
Os líderes do DC Studios, Peter Safran e James Gunn, assinam a produção de Supergirl, baseado em personagens da DC criados por Jerry Siegel e Joe Shuster. O filme tem produção executiva de Nigel Gostelow, Chantal Nong Vo e Lars P. Winther. A equipe de produção criativa do cineasta Craig Gillespie atrás das câmeras inclui o diretor de fotografia Rob Hardy; o designer de produção Neil Lamont; a editora Tatiana S. Riegel; a figurinista Anna B. Sheppard; o supervisor de efeitos visuais Geoffrey Baumann; e a trilha sonora foi composta por Ramin Djawadi.
DC Studios apresenta uma produção da Troll Court Entertainment, The Safran Company, um filme de Craig Gillespie, Supergirl estreia nas salas de cinema e IMAX® em todo o mundo a partir de 25 de junho de 2026, com distribuição da Warner Bros. Pictures.
Nesta quinta (2,4), no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, longa de André Luiz Oliveira, que acompanha trajetória do jovem músico diagnosticado com TEA Lorenzo Barreto, é destaque na programação
A nova e premiada produção do cineasta e músico André Luiz Oliveira, Meu Amigo Lorenzo, ainda está em plena circulação pelos cinemas do país, levando o registro de 15 anos da trajetória musical de Lorenzo Barreto, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) desde a infância. Como forma de fortalecer as ações para o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, no dia 2 de abril, o filme ganhará uma exibição especial na programação da TV Senado, às 21h, com transmissão gratuita para todo o País.
Nos cinemas, o filme ainda passará por Cuiabá (MT), Aracaju (SE) e Fortaleza (CE) nos próximos meses dentro do Circuito Inclusivo Petrobras, patrocinadora do projeto aprovado entre 8 mil concorrentes na Seleção Pública Petrobras, e realizado com apoio da Lei do Audiovisual/Ancine, do Governo Federal.
Premiado como Melhor Longa-metragem pelo público no Festival Primavera do Cine, em Vigo, na Galícia (Espanha), Meu Amigo Lorenzo registra 15 anos da trajetória de Lorenzo Barreto, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) desde a infância, e propõe uma reflexão sobre o papel da música e do acolhimento no desenvolvimento de pessoas com autismo.
AS filmagens começaram em 2007, quando a musicoterapeuta Clarisse Prestes convidou seu companheiro de vida, o cineasta André Luiz, para registrar sessões de musicoterapia com Lorenzo, então com quatro anos de idade. As primeiras imagens, feitas em fita MiniDV, abriram caminho para um acompanhamento contínuo durante 15 anos, resultando em um retrato intimista do desenvolvimento artístico e pessoal do jovem.
“Percebi que ele tinha imensas qualidades musicais e enormes impossibilidades psicomotoras. Isso teve um impacto imenso sobre mim. Quando nos conhecemos, Lorenzo tinha 4 anos e não parei de filmá-lo até os 19. Sem nenhuma ideia do que iria fazer, muito menos que resultaria num filme de longa-metragem”, afirma André Luiz. “A música que flui através dele vem de uma região muito profunda do seu ser e é como o ar que respira. Tocar com ele, ouvi-lo e ser ouvido por ele foi e continua sendo extremamente prazeroso, luminoso, desafiador.”
O documentário também questiona a predominância dos tratamentos comportamentais no atendimento a pessoas com autismo. “Nosso trabalho nunca foi impor teorias ou modelos externos. Sempre acreditamos no amor incondicional, no respeito ao outro e no ‘estar junto’ na prática. Afinal, além de um diagnóstico, existe ali um sujeito com sua individualidade e suas preferências”, afirma a musicoterapeuta Clarisse Prestes.
Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, publicados em 2023, uma em cada 36 crianças de oito anos é diagnosticada com TEA. Aplicado à população brasileira estimada pelo IBGE em 2022, esse índice corresponderia a 5,64 milhões de pessoas, número 22% maior que o registrado no levantamento anterior, de 2018.
O diretor e a musicoterapeuta
André Luiz Oliveira é cineasta, músico e roteirista. Dirigiu curtas, médias e longas-metragens, além de shows musicais e trilhas sonoras para filmes. Em 1969, lançou seu primeiro longa, Meteorango Kid – O Herói Intergalático, ícone do “cinema marginal” brasileiro. Assina obras premiadas como A Lenda de Ubirajara (1974), Louco por Cinema (1994), Sagrado Segredo (2009) e documentários premiados como Cozinheiro do Tempo – Bené Fonteles (2009) e O Outro Lado da Memória (2018). Nasceu em Salvador e vive em Brasília desde 1991.
Clarisse Prestes é licenciada em Educação Artística com habilitação em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pós-graduada em Musicoterapia pela FEPECS, em Brasília. Especialista em TEA e outros transtornos do desenvolvimento, participou de congressos no Brasil e no exterior abordando a temática do autismo. É radicada em Brasília desde 1990.
Finalizado com recursos do FAC – Fundo de Cultura do Distrito Federal, via Arranjos Regionais/FSA, Meu Amigo Lorenzo tem roteiro e direção de André Luiz Oliveira, pesquisa e consultoria de Clarisse Prestes, produção executiva de Carina Bini, assistência de produção de Sueli Navarro, direção de fotografia de Adelson Barreto, montagem de André Luiz Oliveira e Madam Produções, trilha sonora de André Luiz Oliveira e som direto de Marcos Manna. Classificação indicativa: livre.
Sobre a Petrobras
A Petrobras é uma das principais empresas do país. Atua de forma integrada e especializada na indústria de óleo, gás natural e energia, tendo como compromisso o desenvolvimento sustentável para uma transição energética justa e inclusiva. A Cultura é também uma energia na qual a companhia investe, patrocinando há mais de 40 anos projetos que contribuem para cultura brasileira e se fazem presentes em todos os Estados brasileiros.
Serviço Meu Amigo Lorenzo – Exibição pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo Dia 2 de abril, às 21h Na TV Senado
Acompanhe a programação da circulação nacional do filme nas salas de cinema do país nas redes sociais do filme: @meuamigolorenzo
Orquestra apresenta trechos da Paixão segundo São Mateus em uma experiência que une música sacra, espiritualidade e arquitetura simbólica em Brasília
A Orquestra Brasileira de Arte, Cultura e História (OBACH) realizará, em Brasília, em 12 de abril, uma apresentação especial de Páscoa com trechos da célebre obra Paixão segundo São Mateus, de Johann Sebastian Bach. O concerto acontecerá no Santuário Dom Bosco, reunindo música, espiritualidade e patrimônio em uma experiência sensível e imersiva. A entrada é franca, com a sugestão de doação de 1kg de alimento não perecível que será destinado a instituições de caridade.
A obra-prima selecionada para o concerto é considerada uma das mais grandiosas e comoventes obras da música sacra ocidental. Composta no século XVIII, a peça retrata, com profundidade dramática e espiritual, os últimos momentos da vida de Cristo a partir do Evangelho de Mateus, combinando coro, solistas e orquestra em uma estrutura complexa e expressiva. Mais do que uma composição religiosa, a obra é um marco da música barroca, capaz de atravessar séculos ao unir rigor técnico, intensidade emocional e uma poderosa narrativa sobre fé, sofrimento e redenção.
À frente da regência estará o maestro Rafael Abreu, que também assina a preparação musical, conduzindo a obra com rigor técnico e sensibilidade artística. O concerto reúne um elenco de solistas convidados que reforçam a força expressiva da montagem como as sopranos Janette Dornellas e Luciana Tavares; a contralto Érika Kallina; o tenor Jean Nardotto; e o barítono Gustavo Freccio.
“Bach, um dos compositores mais prolíficos de seu tempo, morreu sem saber que sua obra alcançaria os píncaros da arte musical. Se soubesse, talvez não desse tanta importância. Suas partituras trazem a inscrição S.D.G. (Soli Deo Gloria — Glória somente a Deus”), refletindo sua devoção e busca pelo divino. Após quase um século de esquecimento, hoje temos a graça de ouvir sua inspiração sagrada traduzida em música”, comemora o maestro.
Formada por músicos que aliam excelência técnica e sensibilidade artística, a OBACH apresenta uma formação que reúne nomes como Kathia Pinheiro (spalla), Liliana Gayoso, Vera Thomé e Tatyana Kowalczuk, nos primeiros violinos; Cássio Chiesa, Paulo Xavier e Ana Faria, nos segundos violinos; Wallace Cristóvão e Victor Bueno, nas violas; Renato Amaral, Cleide Cavalcante e Pamela Vasconcelos, nos violoncelos; além de Alexandre Antunes e Rui Xavier, nos contrabaixos. A orquestra é fruto do encontro de trajetórias que compartilham não apenas excelência técnica, mas também uma profunda conexão com a música como linguagem de sensibilidade e expressão.
A apresentação reafirma o compromisso da OBACH com a formação de público e o acesso à música de concerto, ocupando espaços simbólicos da cidade e promovendo experiências que aproximam tradição e contemporaneidade. O Santuário Dom Bosco, com sua arquitetura singular e atmosfera contemplativa, potencializa essa vivência estética e espiritual.
A realização é da Toccata Produções, com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, do Governo do Distrito Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Histórico
Criada a partir de músicos ligados à Toccata Produções, tradicional empresa musical da capital, a orquestra ganhou destaque entre 2017 e 2018, período em que realizou concertos no Distrito Federal e uma mini turnê internacional em Nova York, levando ao exterior sua proposta de performance historicamente orientada da música erudita. Esse trabalho se caracteriza pela busca por interpretações alinhadas às práticas de cada época, aliando rigor técnico, pesquisa estética, figurino e diálogo com o público contemporâneo.
À frente da direção artística, a maestrina e violinista Kathia Pinheiro conduz a OBACH a partir de uma trajetória consolidada na música brasileira. Integrante da formação original da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro (OSTNCS), onde atuou por 35 anos — sendo 22 como spalla e concertina —, a artista soma mais de cinco décadas de carreira, marcada por uma atuação que transita entre a música de concerto, a produção cultural e o universo de eventos, sempre com rigor técnico e sensibilidade artística.
Para Kathia, a criação da OBACH e a realização de concertos como este estão profundamente ligadas a uma dimensão pessoal e coletiva da arte. “A OBACH nasce como a realização de um sonho que, por muito tempo, habitou o território do impossível. Um sonho de levar adiante a beleza da música barroca e de compartilhar arte de qualidade com aqueles que caminham comigo não apenas na música, mas na vida. A música tem o poder de atravessar o tempo e tocar as pessoas em um lugar muito profundo. Que este concerto seja mais do que uma apresentação — que seja um encontro de almas, onde cada nota ecoe como um gesto de amor, solidariedade e compaixão”, afirma.
Fundada por Kathia Pinheiro e Airan D’souza, a OBACH segue ampliando sua atuação com uma equipe que envolve, além dos músicos, a regência e preparação musical de Rafael Abreu, a produção de ensaios e concertos de Márcio Braga e a equipe técnica formada por João Simões e Felipe Simões, responsáveis pela sonorização, montagem e operação do espetáculo.
SERVIÇO
Concerto de Páscoa — OBACH Trechos da Paixão segundo São Mateus, de Johann Sebastian Bach
Data: 12 de abril Horário: 16h Local: Santuário Dom Bosco — Quadra 702 Sul, Brasília (DF)
Seleção busca números de diferentes linguagens para compor espetáculos coletivos do evento
Celebrado em 27 de março, o Dia do Circo inspira o lançamento da 9ª edição do Festival Mestres e Mestras de Circo, a ser realizado no final de maio em Brasília, reunindo artistas brasileiros e estrangeiros e prestando homenagens a dois veteranos da palhaçaria: Mestre Mandioca Frita e Xamego.
Para dar a partida, o evento abre inscrições para artistas interessados em integrar dois cabarés circenses de variedades — espaços que sintetizam a diversidade, a potência criativa e a permanência histórica dessa linguagem artística. O chamamento público acontece de 5 a 12 de abril e vai selecionar quatro números cênicos para compor a programação, com duas vagas destinadas a artistas com deficiência. A proposta é reunir performances de diferentes estilos e trajetórias, ampliando o acesso e fortalecendo o intercâmbio entre artistas.
Mais do que uma seleção, a convocatória se conecta diretamente ao momento vivido pelo circo no país. “A grande característica do circo hoje é dar oportunidade para os artistas continuarem trabalhando, pois envelhecer no circo é um grande desafio”, afirma o produtor do festival, Xabrau. “O evento traz artistas novos e da velha guarda do Brasil e da América Latina para mostrar a resistência e a resiliência do circo. A ideia dessa convocatória é abrir oportunidade para outros artistas se juntarem a esta grande trupe que estará reunida em Brasília”, garante.
Os cabarés são um dos pontos altos do festival, reunindo números curtos em uma mesma noite e propondo ao público uma experiência dinâmica, marcada pelo encontro entre diferentes linguagens, gerações e formas de expressão. Tradicionalmente, esses espaços funcionam como vitrine e laboratório, acolhendo tanto artistas em início de carreira quanto nomes já consolidados.
Realizado no Distrito Federal, o Festival Mestres e Mestras de Circo chega à sua 9ª edição reafirmando seu papel como uma das principais iniciativas dedicadas à linguagem circense na região. Criado a partir da Mostra Mestre Zezito de Circo, o evento se consolidou como espaço de formação, difusão e valorização de saberes populares, além de fomentar redes de colaboração entre artistas, técnicos e produtores.
Nesta edição, o festival presta homenagem ao Mestre Mandioca Frita, reconhecido como o palhaço de rua mais antigo em atividade no DF, e ao palhaço Xamego, personagem da artista Maria Eliza Alves dos Reis, considerada a primeira palhaça negra do Brasil. A escolha reforça o compromisso do evento com a preservação da memória e o reconhecimento de trajetórias fundamentais para a cultura circense.
O 9º Festival Mestres e Mestras de Circoserá realizado de 29 a 31 de maio, com atividades gratuitas em diferentes regiões do Distrito Federal, reunindo artistas do Brasil e da América Latina. O projeto é produzido com recursos do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Dia do Circo – Criado em homenagem ao palhaço brasileiro Piolin, um dos mais importantes nomes da história do circo no país, o Dia do Circo é celebrado em 27 de março, data de seu nascimento. Mais do que uma efeméride, a data se tornou símbolo da força e da continuidade dessa arte, marcada pela itinerância, pela reinvenção e pela transmissão de saberes entre gerações. Em um contexto de constantes desafios, celebrar o circo é também reconhecer sua capacidade de resistir, se adaptar e seguir encantando públicos, mantendo viva uma tradição que atravessa o tempo sem perder sua potência.
SERVIÇO: Chamamento público – 9º Festival Mestres e Mestras de Circo (Cabarés circenses) Inscrições: de 5 a 12 de abril de 2026 pelo Instagram @circoartetude Seleção: 4 números cênicos (2 vagas destinadas a artistas com deficiência) Quem pode participar: artistas e grupos circenses.
Agenda em Brasília marca cooperação entre os dois países por meio dos Ministérios da Cultura, Biblioteca Nacional e Fundação Palmares
Brasil e Angola assinam nesta terça-feira (31), às 17h30, na Fundação Cultural Palmares (FCP), em Brasília, acordos de cooperação cultural que marcam um novo avanço na agenda bilateral entre os dois países, com foco no fortalecimento dos laços institucionais, na ampliação das articulações entre suas instituições culturais e na promoção de novas oportunidades. A iniciativa integra a Missão Oficial do Ministro da Cultura de Angola, Filipe Silvino de Pina Zau, que iniciou a agenda na capital federal nesta segunda, (30), quando se reuniu com a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Além dos ministros da Cultura do Brasil e de Angola, participam da cerimônia de assinatura dos acordos o diretor-geral do Arquivo Nacional de Angola, Justino Ramos da Glória; o presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Marco Lucchesi, o presidente da FCP, João Jorge Rodrigues, entre outras autoridades.
Serviço: Assinatura de acordos de cooperação cultural entre Brasil e Angola Data: 31 de março de 2026 (terça-feira) Horário: 17h30 Local: Fundação Cultural Palmares (FCP), Brasília. Endereço: SAUS Q. 2 SAUS – Asa Sul, Brasília – DF, 70070-020
“Às vezes o maior ato de rebeldia é simplesmente falar a verdade“ – Alexei Navalny
Até onde você vai defendendo a verdade na qual acredita? Essa é a história de Helmuth Hübener, o mais jovem membro da resistência antinazista executado pelo regime de Hitler aos 17 anos em 1942.
Aos 16 anos, Hübener ouvia rádios estrangeiras, que eram proibidas. Escrevia, imprimia e distribuía panfletos (contando com a ajuda de dois amigos mais próximos) denunciando as mentiras nazistas difundidas por Joseph Goebbels, Ministro do Esclarecimento Popular e Propaganda à época, um dos responsáveis por por enganar toda Alemanha.
A perda de um grande amigo e a destruição de estabelecimentos judeus foram decisivas para que ele se desiludisse e se revoltasse com o nazismo, que antes admirava e em que acreditava. Por princípios morais e religiosos, adotou uma postura de oposição, decidindo revelar a verdade aos alemães.
Helmuth Hübener, com 16 anos, foi levado a julgamento ao lado de amigos (Rudolf Wobbe e Karl-Heinz Schnibbe). O desenrolar dessa história real, impactante e cheia de coragem chegará às telas a partir do próximo 2 de abril.
Título Original: Truth & Treason.
Direção: Matt Whitaker.
Elenco: Ewan Horrocks, Rupert Evans, Ferdinand McKay, Daf Thomas,,Sylvie Varcoe
Distribuição Nacional: Paris Filmes
Duração: 121 minutos
Sinopse:
Durante a Segunda Guerra Mundial, um adolescente alemão confronta uma verdade terrível: ser leal ao país agora significa servir a uma mentira. Quando seu bispo exige obediência ao regime nazista e seu amigo judeu é levado, ele começa a ouvir rádios proibidas e inicia uma resistência secreta. Em uma nação governada pelo medo, ele precisa decidir o que realmente significa ser um bom alemão. Baseado em um história real.
Espetáculo segue em cartaz no estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson com números radicais e superprodução
Após conquistar o público brasiliense, o Real Circo anuncia a prorrogação de sua temporada na capital federal até o final de abril. Instalado no estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson, o espetáculo tem reunido famílias e amantes da arte circense em sessões que combinam tradição, tecnologia e números de alta adrenalina.
Reconhecido como a “Realeza Circense”, o Real Circo apresenta uma experiência que vai além do modelo tradicional. O espetáculo aposta em uma linguagem contemporânea, com forte impacto visual, trilha executada ao vivo e cenografia tecnológica, pensada para envolver públicos de todas as idades.
Entre os momentos mais aguardados está o Globo da Morte, conduzido por um piloto premiado internacionalmente e reconhecido por realizar a manobra histórica de loopingem pé e sem as mãos, feito considerado único no mundo. Ao lado dele, a globista Raquel Brandão reforça a potência técnica do número, imprimindo precisão e protagonismo feminino a um dos atos mais radicais do circo.
A programação inclui ainda apresentações de Freestyle Motocross, com saltos que ultrapassam 20 metros de altura, transformando a arena em um espetáculo aéreo de alta intensidade.
Música ao vivo e tecnologia de última geração
Um dos diferenciais da temporada em Brasília é a presença de banda ao vivo, responsável por conduzir a trilha sonora em tempo real. A música acompanha cada número e intensifica a experiência sensorial do público.
A estrutura impressiona: mais de 900 toneladas de equipamentos, quatro lonas importadas do México e um painel de LED com mais de 120 m² substituindo a tradicional cortina vermelha. O recurso tecnológico permite criar diferentes ambientações ao longo do espetáculo, ampliando a imersão e aproximando o circo de grandes produções teatrais internacionais.
Tradição que atravessa gerações
Fundado pela tradicional Família Brandão, que acumula seis gerações dedicadas à arte circense, o Real Circo percorre o Brasil há mais de 20 anos. A proposta é reinventar o picadeiro sem perder sua essência: humor, emoção, fantasia e conexão afetiva.
Quem conduz a plateia é o Palhaço Reizinho, figura central do espetáculo, responsável por criar a ponte entre público e artistas e reforçar o espírito acolhedor que marca a companhia.
Mais do que uma apresentação, o Real Circo propõe uma experiência completa — do atendimento à estrutura — com o objetivo de transformar cada sessão em uma memória compartilhada entre diferentes gerações.
Serviço:
Real Circo – Temporada Brasília
Dias: Todos os dias, exceto as quartas, às 20h
Sábados, domingos e feriados:16h, 18h30 e 20h30.
Local: Estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson
Valores: a partir de R$ 35,00
Ingressos: Online pelo site www.realcirco.com.br ou na bilheteria física do circo, sem taxas.
Política de nacionalização do investimento une recursos do Governo do Brasil com contrapartidas de estados e municípios
O Ministério da Cultura e a Agência Nacional de Cinema (Ancine), através da Política de Arranjos Regionais, destinaram à produção audiovisual da região Centro-Oeste do país o valor de R$102 milhões. Os Arranjos Regionais são uma política de nacionalização do investimento para o audiovisual, que une recursos do Governo Federal, através do Fundo Setorial do Audiovisual, com contrapartidas de estados e municípios. A parceria visa fortalecer a produção local fora dos grandes centros, financiando cinema, jogos e desenvolvimento regional.
Considerada estratégica para democratizar o acesso a recursos públicos e fomentar a produção cultural brasileira, a iniciativa marca o começo de uma nova fase de cooperação no setor e mobiliza, em todo o Brasil, mais de R$630 milhões em investimentos que vão fortalecer o setor, estimulando a produção em diferentes regiões e, sobretudo, em locais que historicamente não contavam com apoio.
Confira na tabela abaixo os respectivos investimentos por estado e cidade:
Estado
Investimento
Distrito Federal
R$36 milhões
Goiás
R$36 milhões
Mato Grosso
R$18 milhões
Mato Grosso do Sul
R$ 9 milhões
Campo Grande
R$ 3 milhões
Histórico
Realizada pela última vez em 2018, a política foi retomada com ajustes para ampliar seu alcance. Na prática, o modelo combina recursos do Governo Federal com aportes de estados e municípios, ampliando significativamente o volume investido.
Além do volume de investimentos, a ação tem como marca o reposicionamento da política pública para o setor. Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, é fundamental o papel estruturante realizado por esse movimento.
“Não há perda em investimento em cultura de nenhuma forma, o audiovisual ativa a economia, gera emprego e renda, transforma a vida das pessoas, cria oportunidade, combate a violência e abre janelas e portas para as novas gerações”, disse.
Os recursos podem ser utilizados para impulsionar diferentes elos dessa cadeia, como apoio a ações de difusão, pesquisa, formação, memória e preservação audiovisual, atividades cineclubistas, desenvolvimento de projetos ou núcleos criativos, produção de curtas e médias-metragens, produção de animação, produção de conteúdos para a infância e produção de jogos eletrônicos.
Margareth Menezes ressalta que a política representa um resgate estratégico que potencializa o audiovisual em toda a sua dimensão. “É uma experiência que foi muito importante para realizadores de vários estados brasileiros, como por exemplo, o diretor Gabriel Mascaro”.
A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, enfatiza o alcance nacional da iniciativa. “Quando um filme brasileiro entra em cartaz, é o Brasil inteiro que entra em cartaz e é isso que os Arranjos Regionais vão fazer de norte a sul”, concluiu.
Todas as informações sobre os Arranjos Regionais podem ser acessadas: Link
Nos dias 17 e 18 de abril de 2026, o espetáculo “Quando Não Fui Primavera”, nova montagem da Flyer Cia de Dança.
A Flyer Cia de Dança estreia o espetáculo “Quando Não Fui Primavera”, uma obra sensível e poética que convida o público a refletir sobre os ciclos da vida, os períodos de silêncio interior e a beleza que pode emergir mesmo nas fases mais áridas da existência.
Inspirado nas estações da alma, o espetáculo fala sobre os outonos que vivemos — aqueles momentos em que nos sentimos secos, distantes de nós mesmos, como galhos despidos de folhas. Mas também nos lembra que nenhuma estação é eterna. Após a seca, a chuva chega. E, com ela, a promessa de renascimento. De galhos antes estéreis, voltam a nascer folhas. Brota a vida. Volta a florir.
Com uma linguagem cênica contemporânea, que mistura poesia em forma de movimento, “Quando Não Fui Primavera” constrói um ambiente íntimo, onde cada gesto toca memórias e emoções profundas. As cenas valorizam o silêncio, o tempo e a transformação, lembrando ao público que até nas ausências existe beleza.
“Há beleza em cair. Em secar. Em perder. Porque só assim pode-se voltar a florescer. ”Um espetáculo sensível sobre os ciclos interrompidos da vida e o que floresce mesmo fora do tempo esperado. Uma experiência poética que convida o público a reconhecer a beleza também nos invernos pessoais.
Serviços
Espetáculo: Quando Não Fui Primavera
Cia: Flyer Cia. de Dança
Datas: 17 e 18 de abril de 2026
Horários: 16h e 19h
Local: Teatro Nacional de Brasília – Sala Martins Pena
Ingressos:
R$ 40 (inteira)
R$ 20 (meia-entrada por lei)
R$ 20 (meia solidária – mediante doação de 1 kg de alimento)
Mostra de cinema, concertos, feiras, conferências e muito mais…
Março é o Mês da Francofonia! Em todo o mundo, países se unem para celebrar a riqueza da língua francesa e a diversidade das culturas francófonas. No Brasil, uma programação especial oferece atividades culturais variadas, tanto presenciais quanto online, promovendo os valores da democracia, da paz, dos direitos humanos e do diálogo intercultural.
A Francofonia reúne 320 milhões de falantes em todos os continentes O francês é a quinta língua mais falada no mundo e a quarta na internet. No Brasil, 650 000 falam francês e mais de 150 000 o aprendem.
Durante o mês de março, a celebração ganha força com iniciativas que reforçam a solidariedade, o desenvolvimento, a educação e o compartilhamento do conhecimento. No Brasil, as representações diplomáticas dos 54 países membros da Organização Internacional da Francofonia (OIF) unem esforços para trazer uma rica programação ao público brasileiro.
Francofonia 2026 no Brasil: Projeções de filmes, concertos, feiras, conferências, oficinas e exposições serão realizados em diversas cidades do país, promovidos por centros culturais como as Alianças Francesas, liceus franceses, universidades, associações de professores de francês, consulados e embaixadas de países francófonos.
Destaques da programação em Brasília
Em Brasília, diversos eventos marcarão as celebrações da Francofonia.
●13 a 20 de março: A Mostra de Cinema Francófono apresenta uma seleção de filmes que refletem a diversidade cultural e cinematográfica do espaço francófono e acontecerá na Aliança Francesa e na Embaixada da França
Sexta-feira – 13/03
Abertura com coquetel às 18h
19h – Kidnapping Inc. / Sequestro Inc. (Haiti)
Sinopse:
Em um Haiti marcado pela instabilidade e pela insegurança, dois homens acabam envolvidos em um sequestro que toma rumos inesperados. Entre sátira social e thriller, o filme explora os mecanismos de sobrevivência em uma sociedade sob tensão, combinando humor ácido e crítica política.
Sábado – 14/03
14h – Le grand blanc de Lambaréné / O grande branco de Lambarene (Gabão)
Sinopse:
O filme revisita a figura histórica do Dr Schweitzer e questiona o legado colonial na África Central. A partir de um olhar contemporâneo, propõe uma reflexão sobre memória, representação e herança histórica, trazendo perspectivas africanas para o centro do debate.
16h – Procès du Chien / O Julgamento do Cachorro (Suíça)
Sinopse:
Em uma pequena cidade, um julgamento inusitado coloca um cachorro no centro de um processo judicial. Por trás do humor e da situação aparentemente absurda, o filme aborda temas universais como justiça, responsabilidade e o olhar da sociedade sobre o outro
Segunda-feira – 16/03
18h – ZIYARA (Marrocos)
Sinopse:
O documentário acompanha uma jornada íntima pelas comunidades judaicas marroquinas e seus descendentes. Por meio de encontros emocionantes, o filme explora memória, convivência e os laços espirituais que resistem ao tempo e ao exílio.
19h30 – Sous les figues / Debaixo das Figueiras (Tunísia)
Sinopse:
Durante um dia de colheita de figos em um pomar tunisiano, jovens trabalhadores conversam, flertam e compartilham sonhos e inquietações. Um retrato sensível e o luminoso da juventude, entre desejos individuais e pressões sociais.
Terça-feira – 17/03
19h – L’ Art d’être heureux / A Arte de Ser Feliz (Bélgica)
Sinopse:
Um relato sensível que explora os diferentes caminhos em busca da felicidade. A partir de trajetórias cruzadas, o filme convida à reflexão sobre escolhas de vida, expectativas e o verdadeiro sentido da realização pessoal.
Quarta-feira – 18/03
19h – Une affaire d’honneur / Uma questão de honra (França)
Sinopse:
Na França do século XIX, quando o duelo ainda era prática regulamentada, um mestre de armas se vê envolvido em confrontos nos quais honra, lealdade e convenções sociais determinam o destino dos personagens.
Quinta-feira – 19/03
19h – Kanaval (Canadá e Luxemburgo)
Sinopse:
Após fugir da violência no Haiti, um menino se instala no Canadá com sua mãe. Entre lembranças do carnaval e a realidade do exílio, ele busca encontrar seu lugar em um novo país, equilibrando identidade, memória e adaptação.
Sexta-feira – 20/03
19h –KIMPA VITA, La Mère De La Revolution Africaine – Documentaire / KIMPA VITA, a mãe da revolução africana – Documentário (RDC)
Sinopse:
O documentário resgata a trajetória de Kimpa Vita, figura espiritual e símbolo de resistência no Reino do Kongo, no século XVII. A obra lança luz sobre seu papel histórico nos movimentos de resistência africana, conectando passado e presente.
Entrada franca sem bilheteria – Vagas limitadas, sujeito à lotação
●23 de março das 10h às 12h : Palestra do Professor Jacques Leenhardt : Debret em questão, Visões da natureza e cultura, Auditório Jayme Gobulov, FAU-UnB
●26 de março às 17h : Transmissão do jogo amistoso de futebol França-Brasil ao vivo de Boston no auditório da Aliança Francesa.
De 2 de março a 30 de abril : Exposição “Notre-Dame de Paris: a extraordinária aventura da restauração” no Espaço Cultural Aliança Francesa. De segunda a sexta, de 8h30 às 18h e, aos sábados, de 8h30 às 12h.
●28 de março das 12h30 às 18h: Bazar da Francofonia na Aliança Francesa.
Já aguardado no calendário cultural de Brasília, o Bazar da francofonia é um encontro que celebra a diversidade, a convivência e a riqueza cultural dos países francófonos. Aberto a todas as famílias, francófonos, francófilos e ao público interessado em descobrir novas culturas. O público terá a oportunidade de experimentar especialidades gastronômicas de diferentes países, conhecer artesanato típico, participar de atividades culturais, quiz e animações além de cantar e dançar ao som de músicas que atravessam continentes. Mais do que um evento, oBazar é um momento de encontro e partilha, que reúne tradição, criatividade e espírito de comunidade no coração da capital.
A programação completa de Brasília e das outras cidades pode ser consultada em: francofoniabrasil.org
Os eventos da Francofonia em Brasília são organizados pelas embaixadas francófonas presentes na capital, em parceria com a Aliança Francesa, a Associação dos Professores de Francês do DF, a Universidade de Brasília e Wallonie Bruxelles Internacional.
Todos os eventos são gratuitos. Participe e celebre a diversidade da Francofonia
Os teatros do Sesc Ceilândia e do Sesc Gama recebem, entre março e abril de 2026, a ópera Irmã Angélica, do compositor italiano Giacomo Puccini. O espetáculo, que estreou em março de 2024 em Brasília, retorna agora em seis apresentações: nos dias 28 e 29 de março, no Sesc Ceilândia, e de 17 a 19 de abril, no Sesc Gama.
A obra é um dos raros exemplos na história da ópera com elenco inteiramente feminino — característica que se reflete também na equipe técnica desta montagem, formada majoritariamente por mulheres. A direção cênica e a cenografia são assinadas pela artista Hyandra L., que conduz em cena um elenco com 22 mulheres.
No papel-título, a soprano Janette Dornellas se alterna com Érika Kallina e Gabriela Ramos. “É uma ópera que fala da opressão feminina. Minha personagem é vítima de um sistema patriarcal em que a mulher não tinha direito nem sobre o próprio corpo”, afirma Janette.
A encenação se inspira no cotidiano das freiras em clausura, evocando a atmosfera do quadro “Dia de lavar roupas no convento”, do pintor francês Armand Guillaumin. “A proposta é trazer à tona o dia a dia entre irmãs, esse ambiente de rotina e tranquilidade que é interrompido com a chegada de Angélica”, explica Hyandra. A iluminação é assinada por Lidianne Carvalho, e a direção musical e regência ficam a cargo do maestro Deyvison Miranda, que também conduz coro e orquestra.
Ambientada em um convento na Itália do século XVII, a ópera narra a história de Irmã Angélica, forçada pela família a viver em clausura, diferentemente das outras religiosas, que ali estão por vocação. Apesar de sua profunda melancolia, Angélica conquista as demais irmãs com sua doçura. A rotina do convento, porém, é abalada pela visita de sua tia, que traz notícias trágicas.
A montagem propõe ainda uma reflexão contemporânea sobre as escolhas femininas, contrapondo o isolamento do claustro ao excesso de informações da vida atual e destacando as transformações no papel da mulher ao longo do tempo.
A entrada é gratuita, mediante doação de alimentos não perecíveis ou materiais de limpeza. O projeto conta com recursos do FAC- Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF.
Elenco Irmã Angélica: Janette Dornellas (28/03 e 18/04), Érika Kallina (29/03, 19h, e 19/04) e Gabriela Ramos (29/03, 17h, e 17/04) Princesa (tia de Angélica): Carol Araujo Abadessa: Érika Kallina | Janette Dornellas Irmã Monitora: Glaucia Gimenes Mestra das Noviças: Brésia Soares Irmã Genoveva: Teresa Clara Irmã Dulcina: Marianna Brasil Irmã Enfermeira: Gabriela Ramos | Isabella Sacerdote Irmã Osmina: Fernanda Pantoja Irmãs de Caridade: Ana Letícia Guimarães e Ana Leonilia Noviça: Sarah Jadyna Irmãs leigas: Isabella Sacerdote e Paulla Simone
Direção musical e regência: Maestro DeyvisonMiranda Direção cênica e cenografia: Hyandra L. Figurinos: Janette Dornellas, com apoio da Cia de Ópera do Espírito Santo Iluminação: Lidianne Carvalho Concepção cênica: Hyandra L. e Janette Dornellas Direção de produção: Hugo Lemos
Coro e Orquestra Ópera em Brasília
Serviço
Sesc Ceilândia Dias 28 e 29 de março de 2026 Sábado às 19h | Domingo às 17h e 19h Teatro Newton Rossi
Sesc Gama Dias 17, 18 e 19 de abril de 2026 Sexta às 20h | Sábado e domingo às 19h Teatro Paulo Gracindo
Entrada gratuita, mediante doação de alimentos não perecíveis ou materiais de limpeza, destinados ao Carmelo Nossa Senhora do Carmo.
Sessões com Áudio descrição e libras: Dia 29/03 às 17h e dia 19/04 às 19h
Ingressos: hl.art.br/angelica
Ópera em 1 ato, em italiano, com legendas em português Classificação indicativa: 14 anos Duração: aproximadamente 1h
Com distribuição da Diamond Films, novo projeto do cineasta norueguês estreia nacionalmente em 9 de abril, com sessões especiais a partir de 2 de abril 26 de março, com distribuição da Diamond Films
O cineasta norueguês Kristoffer Borgli, que despertou a curiosidade e o interesse de cinéfilos do mundo todo com os irreverentes “Doente de Mim Mesma” e “O Homem dos Sonhos”, está prestes a surpreender o público mais uma vez com seu mais novo projeto. Estrelado por Zendaya (“Rivais”, “Duna”) e Robert Pattinson (“Batman”, “Morra, Amor”), O DRAMA chega aos cinemas de todo opaís em 9 de abril, propondo aos espectadores uma pergunta: o que você faria se descobrisse, às vésperas do seu casamento, a pior coisa que a pessoa com quem você vai se casar já fez?
Na trama, Zendaya e Pattinson são Emma e Charlie, um casal apaixonado prestes a subir ao altar. Todos os preparativos para a cerimônia vão bem até que uma brincadeira entre amigos traz à tona uma revelaçãosobre o passado de um dos pombinhos. De repente, ooutro passa a se questionar sobre o quanto realmente conhece a pessoa com quem vai se casar e, consequentemente, sobre a viabilidade daquela relação.
Zendaya brinca que esta é a interpretação de Borgli sobre o que é uma comédia romântica, mas essa não foi necessariamente a intenção que o motivou a desenvolver o projeto. Na realidade, O DRAMA nasce de uma reflexão sobre as negociações silenciosas sobre relacionamentos, que colocam a todos no limiar entre a lógica e as emoções. Em outras palavras, trata-se do reconhecimento de uma curiosa contradição sobre oamor: como ele pode soar inquestionável e, ainda assim, ser por vezes tão desestabilizante?
Para além desta indagação, Borgli também aproveitou olonga para explorar seu interesse particular em compreender como diferentes culturas reagem ao mesmo cenário. Deste modo, enquanto Charlie, um homem britânico, se mostra mais reservado, matutando sobre sua descoberta chocante de forma solitária e quase envergonhada, a estadunidense Emma está mais disposta a se expor, especialmente se isso significar se conectar ao seu amado.
É nestes contrastes que o cineasta norueguês encontra em O DRAMA as brechas para mergulhar na vulnerabilidade de seus protagonistas e, consequentemente, examinar as verdades difíceis e profundas que eles – e o espectador – hesitam em admitir para si mesmos. Não à toa, Zendaya, fã declarada de “O Homem dos Sonhos”, descreveu o filme como uma experiência original, diferente de tudo o que já lera: na mesma medida que diverte, pode ser profundamente desconfortável.
Além da dupla de protagonistas, o elenco ainda conta com Alana Haim (“Licorice Pizza”), Mamoudou Athie (“Tipos de Gentileza”) e Hailey Gates (“Marty Supreme”).
Com distribuição da Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, O DRAMA terá sessões especiais a partir de 2 de abril. O filme estreia nacionalmente em 9 de abril.
Sobre a Diamond Films A Diamond Films é a maior distribuidora independente da América Latina. Fundada em 2010, se destaca por distribuir os melhores filmes independentes da indústria cinematográfica. Atualmente, a empresa atua em sete países da América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México. No ano de 2016 começou a atuar no mercado europeu, por meio da sua filial na Espanha. No Brasil desde 2013, a Diamond Films distribuiu títulos como “Os Oito Odiados”, “Moonlight – Sob a Luz do Luar”, “Green Book – O Guia”, “Moonfall – Ameaça Lunar”, “No Ritmo do Coração”, “Spencer”, “A Pior Pessoa do Mundo”, “Órfã 2: A Origem”, “One Piece Film Red”, “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, “Fale Comigo”, “Zona de Interesse”, “Anatomia de Uma Queda” e “Guerra Civil”.
No YouTube, territórios por meio da arte “Culturas Urbanas” revela histórias reais de artistas que transformam
Já está disponível no YouTube o documentário “Culturas Urbanas” , uma série que mergulha nas histórias de personagens que constroem, diariamente, a cultura urbana do
Distrito Federal como espaço de pertencimento, resistência e transformação.
Com realização do IBRANOVA e produção de Juno, Nove Zero Um e Carol Cortez, o projeto apresenta diferentes expressões da arte urbana, revelando como essas manifestações vão além do entretenimento e se consolidam como ferramentas de formação, identidade e impacto social.
O primeiro episódio apresenta Fab Girl, dançarina e educadora que encontrou no breaking um caminho de reconexão com sua história e de transformação coletiva. A narrativa evidencia a dança como território de afeto, ancestralidade e construção de novas possibilidades para jovens da periferia.
No segundo episódio, o foco é a Batalha da Escada, na Universidade de Brasília (UnB), onde a rima improvisada se transforma em instrumento de pensamento crítico, expressão política e fortalecimento comunitário. Mais do que uma disputa de MCs, o espaço se consolida como um ecossistema de formação e pertencimento.
No terceiro episódio, a cidade se transforma em tela a partir da trajetória de Pedro Sangeon, artista visual que utiliza o espaço público como território de reflexão e sensibilidade. Suas obras propõem pausas no cotidiano urbano e convidam o público a ressignificar a relação com a cidade, mostrando como a arte de rua pode criar novos territórios simbólicos e ampliar o olhar sobre o mundo.
Já no quarto episódio, a narrativa se volta para a construção de identidade com Wesley Santos, criador de uma marca que nasceu no Conic e se tornou símbolo da cultura urbana brasiliense. A partir da moda, do skate e das ruas, o episódio revela como a Verdurão contribui para afirmar o orgulho de ser de Brasília e traduz, em linguagem estética, uma identidade em constante construção.
Mais do que um registro audiovisual, “Culturas Urbanas” se apresenta como um retrato sensível e potente das periferias e da cidade. Com estética vibrante e narrativa contemporânea, a série convida o público a enxergar a cultura urbana como um espaço legítimo de produção de conhecimento, identidade e transformação social.
Evento amplia experiência cultural, reforça práticas sustentáveis e conecta o fazer artesanal a uma agenda de desenvolvimento, inclusão e responsabilidade
Entre tradição, criatividade e um olhar cada vez mais atento à sustentabilidade, o 21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, revela sua força como uma das principais iniciativas nacionais dedicadas ao setor. Com a participação de 21 estados e do Distrito Federal, o evento reúne exposição e comercialização de peças, oficinas gratuitas de gastronomia e artesanato, praça de alimentação temática e programação cultural com música, cordel, repente, teatro infantil e palhaçaria, contemplando toda a família. O salão acontece de 1º a 5 de abril, no Pavilhão do Parque da Cidade, em Brasília, com entrada franca e conta com o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), do Sebrae — DF, Senac -DF e dos governos de Minas Gerais e Goiás.
“Nosso papel é destacar o artesanato como parte essencial da cultura brasileira e força econômica e social. Por trás de cada peça há artistas que preservam tradições, transformam matérias-primas em expressão cultural e geram renda para suas comunidades. O que hoje o mundo chama de sustentabilidade está na origem do fazer artesanal”, afirma Leda Simone Alves, diretora-executiva da Rome Eventos e produtora do Salão.
Como uma vitrine da diversidade cultural brasileira, o Salão destaca técnicas e saberes ancestrais e criações que dialogam com o design contemporâneo. O público encontra uma gama de tipologias, como cerâmica, madeira, fibras naturais, bordados, rendas e biojoias, apresentadas em uma ambientação que valoriza cada peça e evidencia a identidade de seus criadores.
Curadorias como a do PAB e Sebrae — DF trazem para Brasília a força de mãos que tecem histórias do país a partir de matérias-primas como barro, madeira, sementes, palha, couro e pedras. São cerca de 100 mil peças que carregam memória, território e tradição, revelando um modelo produtivo que combina valor cultural, geração de renda, uso consciente de recursos e exclusividade.
Este princípio está refletido na operação do evento que trabalha com gestão de resíduos, compensação de carbono, acessibilidade e inclusão produtiva. O Salão reforça, assim, seu papel como plataforma que conecta a economia criativa a valores contemporâneos de responsabilidade social e ambiental.
Participam presencialmente mais de 500 artesãos, além de associações e coletivos que ampliam o alcance do evento. Entidades como a Confederação Brasileira de Artesãos (Conart) e a Confederação Nacional dos Artesãos do Brasil (Cnarts) também marcam presença.
“Buscamos proporcionar um evento cada vez mais completo e responsável. O Salão evolui como um espaço que integra cultura, inclusão e desenvolvimento econômico, alinhado a práticas conscientes e incremento à economia criativa. Mais do que uma feira, é um ambiente de convivência, aprendizado e valorização da criatividade brasileira”, revela Rômulo Mendonça, diretor-geral da Rome Eventos.
Além da exposição, o evento conta com brinquedoteca, áreas de descanso, espaços de convivência e praça de alimentação com opções que refletem a diversidade da culinária brasileira. A acessibilidade é prioridade e os ambientes são adaptados para garantir conforto e circulação a todos os públicos.
O artesanato como protagonista
Entre os destaques do evento, a galeria do PAB reúne estandes de 21 estados, além do Distrito Federal. “O Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) reafirma o artesanato como eixo estratégico de política pública, impulsionando a geração de renda, a inclusão produtiva e a valorização da diversidade cultural do país. A realização do 21º Salão do Artesanato consolida o compromisso ao ampliar o acesso dos artesãos aos mercados nacionais e promover desenvolvimento econômico nos territórios”, assegura Elisabete Bacelar, diretora de Artesanato e Economia Criativa do PAB.
No espaço do Sebrae DF serão 16 empreendedores selecionados por meio de edital, sendo 12 artesãos e 4 manualistas. A curadoria seguiu critérios técnicos e evidencia a diversidade estética, técnica e cultural da produção do Distrito Federal.
Além de estar incluído na curadoria do PAB, por meio da Secretaria da Retomada de Goiás, o estado marca presença em estandes exclusivos com peças em cerâmica, fibras naturais, madeira e bordados, refletindo a identidade do artesanato goiano. Da mesma forma, o estado de Minas Gerais — um dos parceiros mais antigos do Salão do Artesanato — ocupa áreas ampliadas e de destaque, apresentando sua tradição reconhecida em trabalhos em madeira, pedra-sabão, tecelagem e bordados, evidenciando a diversidade e a excelência de sua produção artesanal.
O Salão do Artesanato é espaço de valorização tanto do artesanato, ligado à tradição e à ancestralidade, quanto da manualidade, que incorpora processos contemporâneos. Em comum, ambas têm as mãos como instrumento de expressão cultural, identidade e pertencimento.
Esse universo se materializa em uma área superior a 6 mil metros quadrados, reunindo vestuários, acessórios, objetos de decoração, instrumentos musicais e itens utilitários. São peças moldadas, esculpidas, bordadas, talhadas e forjadas pelo mais puro talento, evidenciando a diversidade de técnicas e a potência criativa brasileira.
Bom gosto e bom senso
Uma linguagem sempre muito presente — em quantidade e qualidade —no evento é a moda. “O artesanato está bombando como uma onda sustentável na moda. Cada peça é única, feita com amor e cuidado, usando materiais naturais e técnicas passadas de geração em geração. É moda com consciência”, reforça Leda.
Nesse cenário, o feito à mão ganha protagonismo ao unir estética e responsabilidade, fortalecendo cadeias produtivas locais e apontando caminhos mais sustentáveis para a indústria. No Salão, essa conexão se revela em roupas de fibras naturais, bordados, rendas, crochês, biojoias, acessórios, bolsas e calçados, que traduzem a diversidade de técnicas e territórios do país.
Programação artística e cultural
Ao longo de cinco dias, o evento apresenta um mosaico de expressões artísticas que convergem com a diversidade cultural brasileira, sob a curadoria da GRV Música, Media Ideias e Projetos. Na oralidade ancestral, o cordel ganha destaque com Tupãira Tapuia; nas artes cênicas, o público encontra teatro infantil com a Cia A Excêntrica Família Firula e Marmotagem & Cia, o mamulengo com Mamulengo Lengo Tengo, além de circo e palhaçaria com a Companhia Cosmonautas Mágicos e Oráculo da Palhaça.
Na música, as atrações se desdobram em diferentes estilos, com Jacarandá e Braúna na moda de viola, Claudivan Santiago na raiz sertaneja, Som de Minas na música mineira, Chico de Assis e João Santana no repente, Aperto de Mão no chorinho, Boi Jatobá no boi bumbá, Maísa Arantesna rabeca e pife, além de Rosana Brown e Salomão di Pádua, que transitam entre o jazz, MPB e pop, compondo uma agenda plural e pensada para todas as idades.
Oficinas e vivências
Sucesso entre o público, as oficinas convidam ao universo da criação através da experimentação de técnicas diversas. Nesta edição, o salão amplia essa frente formativa para além do público adulto, com atividades para as crianças e pessoas com deficiência.
O Ateliê Pé d’Água, com nomes como Mestre Anselmo, Geuza Joseph, Fabianca de Barros Igor Bessa, Roberta Lara, André Giga, Gabriel Guirelli, Giovanna Mee, Rafael Pederneiras e Rafael Sardinha, propõe vivências com a cerâmica e a argila. Entre as manualidades, o destaque vai para as oficinas de crochê, crochê em lacre e bonecas abayomi. Para o público infantil, o Projeto Transforme-se, oferece oficinas introdutórias e lúdicas em técnicas como crochê e feltro.
No enfrentamento ao capacitismo, o grupo “Os Eficientes”, com as artesãs Rose Elaine da Silva e Janete Rodrigues, ministra oficinas de fuxico com abordagem acessível e sensorial, promovendo expressão, autonomia e inclusão. O grupo também realiza ao Roda de Conversa: Acessibilidade e Inclusão Social da Pessoa com Deficiência, com Walter Santos, Barbara Barbosa, Cesar Ascar e Charles Jatobá, com mediação de Elma Lucia.
A programação se completa com a experiência sensorial “Cerâmica às Cegas”, que amplia a percepção por meio do tato e estimula a participação de diferentes públicos em um ambiente acolhedor e democrático. Na condução, também está o Ateliê Pé d’Água, com Marta Rufonni, Nathalia Dionisio e Carla Ariene.
A cargo do Senac — DF ficam as oficinas gastronômicas que aproximam o público das tradições culinárias brasileiras. Ministradas por chefs e cozinheiros populares, as atividades percorrem diferentes técnicas e saberes, com temas que vão do preparo de pescados brasileiros e panificação à confeitaria e ao universo do chocolate, incluindo receitas especiais para a Páscoa, como sobremesas clássicas, ovos artesanais e alternativas criativas ao uso do cacau, além de bebidas e preparações práticas para o dia a dia.
Cada oficina contará com cerca de 30 vagas, preenchidas por ordem de inscrição no local.
Praça de Alimentação
A praça de alimentação do Salão do Artesanato reúne sabores que atravessam o país e ampliam a experiência do público dentro do evento. Entre as opções, o visitante encontra desde acarajé e galinha caipira, passando por pamonha e curau, churrasco, até caldos, paella, crepes, pastéis, além do café e dos chocolates da Lugano, que ganham destaque especial no clima de Páscoa, trazendo um toque de celebração e afeto ao percurso gastronômico.
Posicionada estrategicamente próxima ao espaço onde se concentram as principais atrações musicais, artísticas e culturais do Salão, a praça se torna um ponto de encontro natural do público, acompanhando o ritmo do evento entre uma apresentação e outra.
Rome Cidadania
O compromisso social se materializa no Rome Cidadania, iniciativa que há mais de 15 anos abre espaço para projetos sociais em eventos da produtora. No campo social, o Salão reafirma seu compromisso com a inclusão e a transformação de realidades ao subsidiar a participação de instituições de grande relevância no Distrito Federal.
Entre elas estão o Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes, que atua no acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade; a ONG Vida Positiva, voltada ao apoio e à promoção da cidadania; a Associação dos Deficientes Visuais, que trabalha pela autonomia e inclusão de pessoas com deficiência visual; a Aldeia SOS, que acolhe crianças e jovens em situação de risco, oferecendo suporte integral e oportunidades de desenvolvimento; a Abrace, que presta assistência a crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas, oferecendo suporte às suas famílias, e o coletivo Os Eficientes, que, formado por pessoas com deficiências diversas, promove a inclusão por meio da expressão artística, fortalecendo o protagonismo, a visibilidade e a participação social. Juntas, essas iniciativas reforçam o papel do evento como plataforma de impacto social, ampliando o acesso a oportunidades e fortalecendo vínculos com a comunidade.
Em diálogo com iniciativas públicas, como a parceria com a Secretaria da Mulher do Distrito Federal, o Salão contribui para a autonomia econômica de mulheres em situação de vulnerabilidade, valorizando o papel do artesanato como ferramenta de transformação social.
Sobre o Salão do Artesanato Realizado em Brasília desde 2008, o Salão do Artesanato soma 17 edições na capital e 4 em São Paulo. Um dos maiores eventos do segmento no país, a cada ano reúne produções de todas as regiões brasileiras, com apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e do Sebrae. O Salão está alinhado com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) centrais para sua atuação, como o ODS 8 (trabalho decente e crescimento econômico), o ODS 10 (redução das desigualdades), o ODS 11 (cidades e comunidades sustentáveis), o ODS 12 (consumo e produção responsáveis) e o ODS 13 (ação climática), além de contribuir para o ODS 5 (igualdade de gênero) e o ODS 16 (governança, ética e integridade).
PROGRAMAÇÃO CULTURAL
1ª de abril – Quarta-feira 18h30 – Tupãira Tapuia | Cordel / Oralidade ancestral 19h45 – Jacarandá e Braúna | Moda de viola
02 de abril – Quinta-feira 18h30 – Claudivan Santiago | Raiz sertaneja 19h45 – Som de Minas | Música mineira
03 de abril – Sexta-feira 13h45 – Cia A Excêntrica Família Firula | Teatro infantil 15h30 – Mamulengo Lengo Tengo | Mamulengo 18h30 – Maísa Arantes | Rabeca / Pife 19h45 – Aperto de Mão | Chorinho / Samba
04 de abril – Sábado 13h45 – Marmotagem & Cia | Teatro infantil 15h30 – Companhia Cosmonautas Mágicos | Circo / Palhaçaria 18h30 – Chico de Assis e João Santana | Repente / Viola nordestina 19h45 – Rosana Brown | Jazz / MPB / Pop
05 de abril – Domingo 15h30 – Oráculo da Palhaça | Palhaçaria / Circo 17h00 – Boi Jatobá | Boi bumbá / Cultura popular 18h30 – Salomão di Pádua | MPB / Samba
PROGRAMAÇÃO DE OFICINAS CRIATIVAS
1º de abril (quarta-feira) Sala 01 17h às 18h — Artes da Terra: Introdução à cerâmica e ancestralidade | Ateliê Pé d’Água (Mestre Anselmo, Igor Bessa e Roberta Lara) | Livre – infantil e adulto 19h às 20h — Amigurumi | Projeto Transforme-se – Emili Pereira | Livre – infantil
Sala 02 17h às 18h — Crochê em Lacre | Projeto MOVA-DF – Adriana Piau | Livre – infantil e adulto 19h às 20h — Crochê | TecerFios – Eliane Barroso | Livre – infantil e adulto
02 de abril (quinta-feira) Sala 01 17h às 18h — Feltro | Projeto Transforme-se – Juliana Lepletier | Livre – infantil 19h às 20h — Formas e volumes: criação de obras em argila | Ateliê Pé d’Água (André Giga e Gabriel Guirelli) | Livre – infantil e adulto
Sala 02 17h às 18h — Crochê | TecerFios – Eliane Barroso | Livre – infantil e adulto 19h às 20h — Fuxico | Projeto MOVA-DF – Kátia | Livre – infantil e adulto
03 de abril (sexta-feira) Sala 01 13h às 14h — A Arte do Belisco: Técnica Milenar | Ateliê Pé d’Água (Giovanna Mee e Rafael Pederneiras) | Livre – infantil e adulto 15h às 16h — Roda de conversa: acessibilidade e inclusão social da pessoa com deficiência | Walter Santos, Bárbara Barbosa, Cesar Ascare e Charles Jatobá (mediação: Elma Lucia) | Livre – infantil e adulto 17h às 18h — Cerâmica às Cegas: experiência sensorial com olhos vendados | Ateliê Pé d’Água (Marta Rufonni, Nathalia Dionisio e Carla Ariene) | Adulto e pessoas cegas
Sala 02 13h às 14h — Oficina de fuxico | Grupo “Os Eficientes” (Rose Elaine da Silva e Janete Rodrigues) 15h às 16h — Bonecas abayomi | Projeto Transforme-se – Maria Mendes | Crianças a partir de 10 anos 17h às 18h — Crochê | TecerFios – Eliane Barroso | Livre – infantil e adulto 19h às 20h — Crochê | Projeto MOVA-DF – Luzanira Gomes | Livre – infantil e adulto
04 de abril (sábado) Sala 01 13h às 14h — Pintura em tecido: criatividade e personalização | Oficina de Moda 15h às 16h — Máscaras de argila: montagem e colagem com barbotina | Ateliê Pé d’Água (Geuza Joseph e Fabianca de Barros) | Livre – infantil e adulto 16h às 17h — Upcycling criativo: transformação de materiais em acessórios (chaveiros) | Oficina de Moda 19h às 20h — Argila criativa: escultura livre | Ateliê Pé d’Água (Igor Bessa e André Giga) | Livre – infantil e adulto
Sala 02 13h às 14h — Sachês aromáticos | Projeto Transforme-se – Virgínia Canedo | Livre – infantil e adulto 15h às 16h — Oficina de fuxico | Grupo “Os Eficientes” (Rose Elaine da Silva e Janete Rodrigues) 17h às 18h — Pintura em MDF | Projeto MOVA-DF – Conceição | Livre – infantil e adulto 19h às 20h — Crochê | TecerFios – Eliane Barroso | Livre – infantil e adulto
05 de abril (domingo) Sala 01 17h às 18h — Vasos e blocagem: cerâmica para a família | Ateliê Pé d’Água (Nathalia Dionisio e Rafael Sardinha) | Livre – infantil e família
Sala 02 13h às 14h — Costura à mão: pintura em tecido | Projeto MOVA-DF – Ana Cristina | Livre – infantil e adulto 15h às 16h — Oficina de fuxico | Grupo “Os Eficientes” (Rose Elaine da Silva e Janete Rodrigues) 17h às 18h — Crochê | TecerFios – Eliane Barroso | Livre – infantil e adulto 19h às 20h — Laço de pontas | Projeto Transforme-se – Bruna Bessoni | Livre
PROGRAMAÇÃO DE OFICINAS GASTRONÔMICAS
Sala Senac
1º de abril (quarta-feira) 19h30 — Pescados brasileiros à mesa: a versatilidade da Pescada Amarela
02 de abril (quinta-feira) 19h30 — Colomba pascal (dicas de panificação)
03 de abril (sexta-feira – Sexta-feira Santa) 16h30 — Tarte au citron 19h30 — Panacotta com lemon curd
04 de abril (sábado) 16h30 — Ovo de brownie recheado: alternativas ao alto custo do cacau 19h30 — Temperagem de chocolates para ovos de Páscoa
05 de abril (domingo – Domingo de Páscoa) 16h30 — Coquetéis sem álcool (mocktails) para a Páscoa 19h30 — Pizzas simplificadas para o dia a dia
Serviço
21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras Pavilhão do Parque da Cidade – Brasília (DF) De 1º a 5 de abril Horários: Quarta e quinta: das 16h às 22h Sexta, sábado e domingo: 11h às 22h
Espetáculo inspirado na obra infantil de Caio Fernando Abreu fica em cartaz até 29 de março
Após uma estreia com sessões cheias e ótima resposta do público, o espetáculo A Comunidade do Arco-Íris segue em cartaz no CCBB Brasília até 29 de março. Com direção de Suzana Saldanha e supervisão de direção de Gilberto Gawronski, a peça apresenta ao público a única obra infantil de Caio Fernando Abreu, em sessões às sextas, às 16h, e aos sábados e domingos, às 11h e às 16h. A classificação indicativa é livre. Os ingressos custam R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) e estão disponíveis no site www.bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília.
A montagem propõe uma reflexão sensível sobre confiança, respeito, amizade, democracia e convivência coletiva, temas centrais do único texto infantil do autor gaúcho (1948–1996). O projeto conta com patrocínio do Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
No elenco estão Bianca Byington, Raquel Karro, Gab Lara, Lucas Oradovschi, Lucas Popeta, André Celant, Renato Reston, Patricia de Farias, além dos stand-ins Aisha Jambo e Maksin Oliveira. O espetáculo conta ainda com participação especial em vídeo de Malu Mader, exibido na abertura.
A trama acompanha brinquedos e seres mágicos que decidem viver em comunidade em uma floresta, longe do mundo dos humanos, da poluição e do consumo desenfreado. A chegada de três gatos ao local provoca debates sobre convivência, diferenças e democracia. O universo criado lembra uma espécie de rave ou festa hippie, onde personagens como uma sereia cansada da poluição dos mares, uma bruxa de pano, um soldadinho pacifista com vocação para jardinagem, um mágico incompreendido e um roqueiro em busca de tranquilidade convivem em harmonia.
No papel da Bruxa de Pano, Bianca Byington destaca o tom surpreendentemente leve do texto. “É um Caio que não perde o sarcasmo, mas se apresenta de forma delicada. Impressiona como, já em 1971, ele abordava a questão ambiental de maneira simples, sem militância, mas tocando no essencial: a insatisfação com o consumo e o mundo capitalista”, comenta a atriz.
O cenário interativo, criado por Sérgio Marimba, é composto por uma grande estrutura de ferro flexível, que dialoga com a iluminação de Aurélio de Simoni e os figurinos de Danielly Ramos. O espaço convida as crianças a mergulharem em um universo lúdico e colorido, permitindo que os atores se movimentem livremente pelo cenário.
Segundo Gilberto Gawronski, a obra convida o público infantil a refletir sobre coletividade e diversidade. “Não é um texto que trata diretamente de empoderamento feminino, racismo ou gênero, mas abrange tudo isso. O Arco-Íris de Caio é uma ode à diversidade, a um lugar alternativo e utópico, onde a diferença é respeitada”, afirma.
A direção musical é de João Pedro Bonfá, que mescla canções gravadas e música ao vivo. O espetáculo conta ainda com uma composição-tema assinada por Tony Bellotto e seu filho, João Mader, inspirada no hino da Comunidade do Arco-Íris citado no texto original. “Transformamos a música em um rock’n’roll no estilo Titãs, gravado ao vivo em estúdio, o que trouxe uma sonoridade potente e muito interessante para a cena”, explica Bonfá.
Suzana Saldanha e Caio Fernando Abreu
“Apesar de escrita há mais de 40 anos, trata-se de uma peça ecológica e atual. Caio denúncia, naquela época, o mesmo que denuncio hoje, em 2024”, diz Suzana Saldanha, que participou da fundação do inovador Grupo de Teatro Província de Porto Alegre, em 1970, onde trabalhou com Caio Fernando Abreu. “Além de jornalista e escritor, era um belíssimo ator”, lembra. Logo depois, em 1971, Caio escreveu “A Comunidade do Arco-Íris”.
“O texto fala de forma poética sobre esse movimento de pessoas se organizando em comunidades, no auge da ditadura. Para nós, artistas, estava muito ruim. Mas nem todos iam da cidade para o campo. Caio foi para uma comunidade em Londres. Já eu fui morar, em 1973, com colegas de faculdade no Centro de Arte Sensibilização e Aprendizagem, onde também funcionava uma escola de teatro, em Porto Alegre”, recorda.
Quando volta ao Brasil em 1979, Caio entrega A Comunidade do Arco-Íris nas mãos de Suzy Baby, como chamava a amiga Suzana. “Eu fiquei louca com o texto”, lembra a diretora, que, no mesmo ano, estreia o espetáculo sob sua direção. Em 2008, a diretora contribui para a montagem da peça com crianças da Escola Carlitos (SP).
Em 2018, um novo encontro com a obra: Suzana apresenta o texto ao amigo e produtor Flávio Helder, que se apaixona, e decidem remontá-lo. “Eu quero mostrar ao público o lado amoroso e divertido de Caio Fernando, um autor que ficou muito marcado como porta-voz do mundo gay e que não conheceu a fama em vida, mas que hoje é lido por todos, sobretudo o público jovem”, afirma a artista.
Sobre o CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.
Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.
Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.
Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade
A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.
O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.
Horários da van | De quinta a domingo
Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h
Em 2026, a maior feira de negócios das favelas acontece em 25 e 26 de abril, pela primeira vez, em Ceilândia
A Expo Favela Innovation Brasília 2026 já está com inscrições abertas e será realizada nos dias 25 e 26 de abril, no estacionamento do SESC Ceilândia. O tema deste ano é “Oportunidade de negócio na sua quebrada”.
Organizado pela Central Única das Favelas (CUFA DF) e pelo Projeto S.A, o evento chega à sua quarta edição consolidado como a maior feira de negócios do 4º setor no Distrito Federal, conectando empreendedores, investidores, artistas e o público em geral.
Empreendedores interessados em participar podem realizar a inscrição gratuitamente pelo site do evento.
Segundo Bruno Kesseler, presidente da CUFA DF, a Expo Favela 2026 marca um movimento estratégico de descentralização ao chegar, pela primeira vez, à Ceilândia — um dos principais pólos culturais e empreendedores do DF. A escolha do território responde a uma demanda recorrente dos próprios expositores e reforça o compromisso de ampliar o acesso a oportunidades reais de negócios e crescimento profissional.
“Decidimos fazer a 4ª edição em Ceilândia, para aproximar ainda mais o nosso público de oportunidades de negócios e crescimento profissional. Essa é uma demanda que recebemos dos expositores desde a primeira edição. Vamos levar a Expo para um território que pulsa e vive a economia criativa”, afirma Kesseler.
Saiba o que rolou em 2025
Em 2025, da Expo Favela DF consagrou-se como vitrine estratégica para inovação e negócios periféricos. Entre centenas de inscritos, 50 empreendedores foram selecionados para expor e passaram por preparação conduzida pela Escola de Negócios da Favela, com foco no aprimoramento do pitch e na maturidade das propostas. Cinco finalistas garantiram vaga na etapa nacional, em São Paulo, ampliando a presença do Distrito Federal no cenário brasileiro.
Entre os destaques estiveram Ex-Devedor, Cachos Brasil, PIFF e Lela Spa, além da grande vencedora Natália Ofão, com a marca Cuidados do Cerrado, que aposta em cosméticos naturais veganos produzidos a partir de insumos do bioma e embalagens 100% sustentáveis.
“Foi um momento de muita conexão e de muita conquista. Participar dessa experiência foi valioso demais. Consegui também fazer networking e fazer com que outras pessoas, não só do DF, conhecessem os nossos produtos”, celebra Natália Ofão.
A programação também reforçou o papel da Expo como plataforma de debate e formação. Mesas temáticas reuniram especialistas para discutir empreendedorismo, economia criativa, responsabilidade social e, sobretudo, inteligência artificial aplicada a pequenos negócios, música, produção de conteúdo, políticas públicas e TV 3.0.
No palco, a força cultural deu o tom da experiência, com apresentações gratuitas de nomes como Dudu Nobre, RAPadura e Negra Flow, ampliando o alcance do evento e conectando negócios, tecnologia e cultura em um mesmo ecossistema.
Inscrições abertas para 2026
A edição de 2026 promete ser ainda maior e mais diversa. O evento premiará o negócio campeão com R$ 15 mil. Cinco finalistas garantem vaga na grande final nacional da Expo Favela Innovation Brasil, que reunirá representantes de todo o país, em São Paulo.
A programação vai reunir mesas de debates, workshops, exposições e rodadas de negócios, mantendo o formato inclusivo e interativo que já se tornou marca registrada do evento.
De acordo com Kesseler, essa edição promete ser ainda mais abrangente. “A Expo promove negócios que carregam ciência ancestral, conhecimento popular e soluções criativas que nascem nos territórios periféricos e têm enorme potencial de transformação. Isso é inovação! Esse conceito não se limita apenas a startups ou tecnologia tradicional”, finaliza Bruno
Serviço
Evento: Expo Favela Innovation Brasília 2026
Datas: 25 e 26 de abril
Local: Estacionamento, em frente ao Sesc Ceilândia
Em março e abril, iniciativa apoiada pela NeoenergiaBrasília e pelo Instituto Neoenergia, por meio da LIC-DF, leva cultura popular e tecnologia para as escolas de,Brazlândia,Itapoã e Estrutural.
O projeto Filhos da Terra – Circuito de Educação Patrimonial realiza, em março e abril, uma série de ações educativas em escolas públicas de três regiões administrativas do Distrito Federal: Brazlândia (Centro Educacional Vendinha – área rural), Estrutural (CEF 2) e Itapoã (Zilda Arns). A proposta une cultura popular, tecnologia e educação patrimonial em uma experiência imersiva que conecta jovens ao patrimônio imaterial brasileiro. Voltada a estudantes de 11 a 18 anos do ensino fundamental e médio, a iniciativa conta com o apoio da Neoenergia Brasília e do Instituto Neoenergia, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC).
Ao longo da programação, o projeto reforça seu interesse na preparação de professores e educadores na metodologia e nas trilhas de conhecimento que propõem para o trabalho com os alunos, apresentada por meio de um conjunto de 6vídeo aulas com apresentação da metodologia. Além da ação com os professores, em cada escola, será apresentada a coleção Cadernos de Cultura, conjunto editorial que documenta manifestações tradicionais brasileiras. Três exemplares completos da coleção serão doados às unidades escolares para uso pedagógico de professores e estudantes. As atividades incluem, além de apresentações de grupos locais de cultura popular, roda de conversa sobre cultura e identidade, exibição de documentário do projeto e vivência interativa com os jogos digitais educativos desenvolvidos pelo Filhos da Terra, que abordam manifestações como o Maracatu e a Congada.
Para garantir o acesso às atividades digitais, o projeto disponibilizará 40 tablets com acesso à internet no dia do evento em cada escola. Os estudantes também receberão uma ecobag personalizada contendo um pendrive com acesso ao conteúdo educativo completo do projeto, além de materiais que levam aos estudantes informações importantes sobre o uso consciente da energia, permitindo que o aprendizado ultrapasse o espaço escolar e chegue também às famílias.
Como forma de fortalecer as identidades culturais locais, um grupo cultural da própria comunidade será convidado para realizar apresentação presencial em cada região, promovendo o diálogo entre tradição, território e juventude. A expectativa é beneficiar aproximadamente 2.500 estudantes nas três regiões administrativas.
Cadernos de Cultura
Fruto de quase dez anos de pesquisa de campo pelo projeto Filhos da Terra – Diversidade e Cultura, a coleção Cadernos de Cultura consta de 12 unidades inspiradas na obra O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, com registros feitos pelo fotógrafo Eraldo Peres, idealizador do projeto Filhos da Terra.
O rico material está segmentado em quatro volumes principais, inspirados nas matrizes formadoras do país, como: Sertões, sobre vaqueiros, tropeiros e tradições do interior; Costa Atlântica, dedicada às culturas litorâneas e suas conexões com o mar; Mineração, que percorre os caminhos históricos da exploração mineral e suas expressões culturais; e Povos da Mata, focado nos modos de vida e espiritualidade das comunidades da floresta.
Os Cadernos revelam celebrações, rituais e práticas tradicionais que moldam os saberes populares em diferentes regiões do Brasil e se utilizam de elementos como fotografia, etnografia visual e inventário participativo. “Levar nosso Patrimônio Imaterial para os bancos escolares é de suma importância para garantir a informação e a valorização das festas populares do nosso país. E o apoio do Instituto Neoenergia é fundamental para que possamos seguir com esse legado apresentando e valorizando nossa cultura junto os jovens”, afirma Eraldo.
Game On
Na programação, uma das atividades de grande atratividade em ambientes escolares é o Game On, proposta de gamificação que transforma o aprendizado sobre cultura popular em experiência interativa. Os alunos mergulham em jogos digitais sobre o Maracatu Rural e a Congada.
A estratégia, criada por Eraldo Peres para dialogar com o universo jovem, amplia o interesse pelas festas tradicionais brasileiras. Organizados por manifestação cultural, os games convidam a uma viagem pelo Brasil, explorando símbolos, personagens e narrativas dessas celebrações.
Os mesmos módulos que serão apresentados nas escolas estão disponíveis, gratuitamente, na aba Rede Cultura Game, no site do projeto. No ambiente virtual, o jogador percorre cenários inspirados nessas festas, guiado por Beto, âncora de telejornal que atua como mestre de cerimônias e conduz desafios contra os “Inimigos da Cultura”, vilões que tentam impedir os festejos. Ao longo das fases, surgem figuras emblemáticas como o Caboclo de Lança e a Dama do Paço, em um processo educativo fluido, lúdico e contemporâneo.
Sobre Eraldo Peres
Fotojornalista e produtor cultural, Eraldo Peres nasceu no Rio de Janeiro e vive em Brasília desde a infância. Atuouem importantes jornais, revistas e agências nacionais e internacionais e, desde 1996, dedica-se a iniciativas como Festa Brasileira e Filhos da Terra, voltadas à documentação fotográfica e audiovisual do patrimônio imaterial brasileiro.
Seu trabalho foi reconhecido em premiações como o Nikon Photo Contest International, o Humanity PhotoAwards (Unesco) e recebeu menção honrosa no World Press Photo. É diretor do Festival Mês da Fotografia e atua como curador de exposições e livros de fotografia.
Sobre o projeto
Reconhecido nacionalmente, o projeto Filhos da Terra foi finalista do Prêmio Rodrigo Melo Franco, concedido pelo Iphan, e desenvolve, há quase uma década, ações de pesquisa, documentação e difusão das culturas populares brasileiras. Inspirado nos Brasis de Darcy Ribeiro, o projeto constrói uma cartografia visual das manifestações tradicionais do país, reunindo acervo editorial, documentários, jogos digitais e metodologias educativas voltadas à valorização do patrimônio imaterial.
A coleção Cadernos de Cultura, que integra o acervo do projeto, foi realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e é distribuída gratuitamente a instituições públicas de educação e cultura, além de estar disponível para acesso digital no site oficial: www.filhosdaterra.org.
Sobre o Instituto Neoenergia
Sobre o Instituto Neoenergia: Integra o investimento social privado da Neoenergia, com o propósito de fomentar iniciativas que estimulem a transformação das pessoas e do planeta, nas regiões onde a empresa opera seus negócios. O Instituto desenvolve e apoia programas e projetos que colaboram com a redução das desigualdades sociais e a luta contra as mudanças climáticas. Por meio de cinco pilares de atuação – Educação, Formação e Pesquisa, Biodiversidade e Meio Ambiente, Arte e Cultura, Ação Social e Novas Tecnologias – fomenta transformação social a partir da descentralização territorial, onde comunidades vulnerabilizadas e mulheres negras estão no centro das mudanças. Em 2025, beneficiou mais de 3,12 milhões de pessoas.
Filhos da Terra – Circuito de Educação Patrimonial
Brazlândia – Centro Educacional Vendinha (área rural) Data: 25 e 26 de março de 2026
Estrutural – CEF 2 Data: 23 e 24 de abril de 2026
Itapoã – Zilda Arns Data: 9 e 10 de abril de 2026
Público-alvo: estudantes de 11 a 18 anos do ensino fundamental e médio Patrocínio: O projeto tem apoio da Neoenergia Brasília e do Instituto Neoenergia, por meio do Edital Transformando Energia em Cultura, via Lei de Incentivo à Cultura do Governo do Estado do Distrito Federal (LIC-DF).
Montagem do Conosco Coletivo de Criadores traz à cena antiga ópera inglesa, com direção de grandes nomes das artes e uma reflexão política e feminista de mais de 300 anos
Brasília recebe um feito para a música erudita: a circulação da ópera barroca Venus and Adonis, de John Blow (1682), em montagem completamente encenada. O projeto é uma realização do Conosco Coletivo de Criadores e ocupará os palcos do Sesc Taguatinga (Teatro Paulo Autran) e do Sesc Gama (Teatro Paulo Gracindo) entre os dias 21 e 29 de março, com entrada gratuita para todos os espetáculos.
Considerada pelo dicionário Grove de Música como o mais antigo exemplo conhecido de ópera inglesa, Venus and Adonis antecede até mesmo a célebre Dido and Aeneas de Henry Purcell. No entanto, o que torna a obra disruptiva para o seu tempo é seu conteúdo subversivo. Longe de ser uma mera celebração da realeza, a peça funciona como uma crítica política velada ao rei Charles II. Com o subtítulo “A Masque for the Entertainment of a King” (Um interlúdio para entretenimento de um rei), a ópera utiliza a mitologia e a alegoria da “caça” para satirizar os costumes da corte e as aventuras amorosas do monarca.
O aspecto revolucionário da obra se estende ao seu libreto, hoje atribuído à poeta Anne Kingsmill. Em uma época em que a mulher tinha pouca ou nenhuma agência na sociedade e nas artes, Kingsmill entrega uma narrativa onde Vênus, uma figura feminina, é a força motriz de toda a tragédia. A obra subverte o mito original: na versão de Blow, não é o ímpeto masculino de Adônis, mas sim as artimanhas e a complexidade de Vênus que conduzem o destino dos amantes. Trata-se de uma das primeiras vozes do feminismo nos palcos da ópera, retratando a mulher como uma figura poderosa, multifacetada e capaz de conduzir a História.
O formato e a montagem
Venus and Adonis é classificada como um masque, uma forma de “semi-ópera” típica da Inglaterra. Diferente da ópera tradicional, a música não serve apenas para conduzir a narrativa linear, mas surge como interlúdio, criando uma estrutura de descontinuidade que se mostra extremamente moderna para o espectador de hoje. Essa característica permite à direção criar estratégias cênicas inovadoras, que mantêm o interesse do público por meio de imagens e metáforas.
Para esta montagem em Brasília, o Conosco Coletivo de Criadores—formado por Cecília Aprigliano, André Vidal e Mônica Monteiro—reuniu um time de peso. A direção musical é assinada por Cecília Aprigliano e André Vidal, que também atuarão como instrumentistas, enquanto a regência fica a cargo de David Castelo. A concepção moderna da obra, que mescla a música renascentista com o olhar do homem do século XXI, fica por conta da direção artística do premiado artista plástico Gê Orthof, responsável pela concepção plástica e cenário, e da direção cênica da coreógrafa e bailarina Giselle Rodrigues. A concepção do figurino ficou a cargo de Nina Monteiro, quanto Monica Monteiro assume a coordenação geral.
O elenco de solistas é composto por:
Joyce Moreira (soprano) como Vênus
Gustavo Freccia (barítono) como Adônis
Isabel Quintela (soprano) como Cupido
Completam a montagem um corpo estável de 16 músicos especializados em música antiga (com instrumentos como flautas doces, violas da gamba, cravo e teorba), um coro de oito vozes e uma equipe técnica de 17 profissionais, todos com larga experiência em suas áreas, em sua maioria do Distrito Federal.
Programação:
Sesc Taguatinga Norte (Teatro Paulo Autran)
21/3 (sábado): recital, às 20h
22/3 (domingo): recital, às 19h
Endereço CNB 12 Área Especial 2/3 – Taguatinga
Sesc Gama (Teatro Paulo Gracindo)
27/3 (sexta): sessão para Escolas, às 15h30, com audiodescrição
28/3 (sábado): recital, às20h
29/3 (domingo): recital, às19h
Endereço: Setor Leste Industrial, Lotes 620, 640, 660 e 680, Gama
Entrada franca, sem a necessidade de retirada de ingresso
Duração: 60 min
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Acessibilidade: as sessões serão legendadas e a sessão do dia 27/3 contará com audiodescrição
Sobre o Conosco Coletivo de Criadores Idealizado por Cecília Aprigliano, André Vidal e Mônica Monteiro, o coletivo tem como missão fomentar a produção musical e cênica no Distrito Federal, promovendo o encontro entre a música de câmara e outras linguagens artísticas.
Em abril, mês que celebra a conscientização sobre o autismo, a Artesanal Cia. de Teatro apresenta montagem premiada que mistura teatro de animação, música e poesia para falar de forma delicada e sensível sobre a neurodiversidade
A CAIXA Cultural Brasília apresenta, de 16 a 19 de abril, o espetáculo Azul, da Artesanal Cia. de Teatro. A montagem premiada mistura teatro de animação, música e poesia para falar de forma delicada e sensível sobre a neurodiversidade. A peça terá sessões às 10h e 15h (dias 16 e 17), e às 11h e 18h (dias 18 e 19). Os ingressos começam a ser vendidos a partir de sábado, 11 de abril, na bilheteria física da CAIXA Cultural, a partir das 9h, e no site da Bilheteria Cultural, a partir das 13h.
Voltado para crianças a partir de 5 anos, jovens e famílias, o espetáculo convida o público a mergulhar no universo de Violeta, uma menina curiosa que aprende a se comunicar com o irmão Azul, um garoto que enxerga e expressa o mundo de maneira única. A relação entre os dois abre espaço para reflexões sobre acolhimento, diferença e convivência.
A dramaturgia nasce de uma pesquisa cuidadosa da companhia. O processo de encenação contou com a consultoria de Cris Muñoz – atriz, pesquisadora da área de inclusão, autista e mãe de uma criança no espectro. Sua colaboração trouxe um olhar atento à acessibilidade para pessoas neurodivergentes, especialmente em aspectos sensoriais da montagem, como o cuidado com o volume do som e com as transições de luz.
Com bonecos e máscaras criados pelo artista visual Dante e uma trilha sonora original que conecta personagens e emoções, “Azul” transforma o palco em uma experiência sensorial e poética. O tempo, quase como um personagem, lembra que cada pessoa vive no seu próprio ritmo.
Azul também coloca em foco o papel da família como espaço de construção de afeto e pertencimento. A relação entre Violeta e Azul inspira o público a refletir sobre cuidado, tolerância e as muitas formas de comunicação possíveis, sobretudo na infância.
A peça tem texto e dramaturgia de Andrea Batitucci e Gustavo Bicalho, direção artística de Gustavo Bicalho e Henrique Gonçalves, e direção de produção de Marta Paiva. O elenco reúne Alexandre Scaldini, Brenda Villatoro, Carol Gomes, Edeilton Medeiros e Tatá Oliveira, com concepção visual que integra bonecos, máscaras e elementos de cena a uma iluminação sensível assinada por Rodrigo Belay.
Montagem premiada
Reconhecida pela crítica, a montagem foi eleita Espetáculo do Ano no Prêmio APCA 2024 (São Paulo) e venceu o Prêmio APTR de Teatro 2023 (Rio de Janeiro) na categoria Melhor Espetáculo. Agora, chega à CAIXA Cultural Brasília com patrocínio da CAIXA e do Governo do Brasil.
SERVIÇO
Espetáculo Azul
Companhia: Artesanal Cia. de Teatro
Local: Caixa Cultural Brasília
Datas e horários: 16 e 17 de abril, às 10h e 15h, e nos dias 18 e 19 de abril, às 11h e 18h
Classificação livre (recomendado a partir de 5 anos)
Haverá intérpretes de LIBRAS nas sessões dos dias 18 e 19
Duração: 70 minutos
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para clientes CAIXA e demais casos previstos em lei). As vendas têm início no sábado, 11 de abril, na bilheteria física da CAIXA Cultural, a partir das 9h e no site da
Bilheteria Cultural, a partir das 13h. O público receberá tag biodegradável com sementes para plantio.
Protagonizado por Yeo Jin-goo e Cho Yi-hyun, o filme revisita um cult do cinema sul-coreano com sensibilidade contemporânea
Estreia nesta quinta-feira a nova versão de DITTO: CONEXÕES DO AMOR, uma das histórias românticas mais queridas do cinema sul-coreano. O longa ganha uma releitura moderna e delicada, mantendo o espírito nostálgico que conquistou o público na obra original.
Distribuído pela Sato Company, o filme entra em cartaz em: Barreiras (BA), Belo Horizonte (MG), Caxias do Sul (RS), Formosa (GO), Guanambi (BA), João Pessoa (PB), Luis Eduardo Magalhães (BA), Manaus (AM), Salvador (BA), São Luís (MA) e São Paulo (SP).
Estrelado por nomes conhecidos dos k-dramas, como Yeo Jin-goo (“Hotel del Luna” e “Apostando Alto”) e Cho Yi-hyun (“All of Us Are Dead” e “A Fada e o Pastor”), o filme é dirigido e roteirizado por Seo Eun-young, que assina seu terceiro longa-metragem.
Ambientado entre o final dos anos 1990 e os dias atuais, DITTO: CONEXÕES DO AMOR atualiza o clássico lançado em 2000, período marcante para a consolidação do cinema sul-coreano. A nova versão incorpora mudanças tecnológicas e comportamentais, sem abrir mão da essência emocional que transformou o original em um cult.
Na trama, dois estudantes universitários, um vivendo em 1999 e outro em 2022, descobrem que conseguem se comunicar por meio de um rádio amador. A partir dessa conexão improvável, eles passam a compartilhar histórias, sonhos e sentimentos, construindo uma relação que atravessa o tempo e revela afinidades surpreendentes.
Com uma narrativa sensível sobre amor, destino e conexão humana, o longa propõe um encontro entre gerações, reafirmando o poder das relações mesmo diante das barreiras do tempo.
SINOPSE Yong ouve a voz de uma estranha vinda do futuro, criando uma conexão inesperada entre os dois. À medida que passam a conversar por meio de um rádio amador, eles compartilham suas histórias de amor e descobrem que, apesar de viverem em épocas diferentes, seus sentimentos e experiências se refletem de maneira surpreendente.
A DIRETORA Seo Eun-young é diretora e roteirista sul-coreana. Ela estreou no longa-metragem com Overman (2016), drama exibido em festivais internacionais que acompanha um jovem estudante que encontra no teatro uma forma de lidar com as pressões da vida adulta. Em seguida dirigiu Go Back (2021), filme que também escreveu e produziu. Em DITTO: CONEXÕES DO AMOR (2022), seu terceiro longa-metragem como diretora e roteirista, revisita um romance cult do cinema coreano ao atualizar sua premissa para uma nova geração de espectadores. Seo também dirigiu o curta-metragem Rainy Days, reforçando uma filmografia marcada pelo interesse em histórias sobre juventude, identidade e relações afetivas.
ELENCO Yeo Jin-goo | Yong Cho Yi-hyun | Mu-nee Kim Hye-yoon | Han-sol Na In-woo | Young-ji Bae In-hyuk | Eun-sung
FICHA TÉCNICA Direção | Seo Eun-young Roteiro | Seo Eun-young Baseado em | Ditto, de Kim Jung-kwon Produção | Lee Jeong-eun Fotografia | Jeong Gi-wook Montagem | Kim Hyeong-ju Trilha sonora | Kim Hong-jib Título original | Donggam País | Coreia do Sul Ano | 2022 Duração | 114 minutos Distribuição no Brasil | SATO Company
SOBRE A SATO COMPANY Fundada em 1985, a SATO Company é pioneira e referência na distribuição de animes e tokusatsu no Brasil. Seu portfólio inclui títulos icônicos como Akira, Ghost in the Shell, Ultraman, Jaspion e Jiraiya.
A empresa atua nas áreas de produção, distribuição para cinema, televisão e plataformas digitais, além de agregação de conteúdo e licenciamento.
A SATO foi responsável por trazer ao Brasil os vencedores do Oscar Godzilla Minus One e O Menino e a Garça e, em 2025, realizou o Ghibli Fest, celebrando os 40 anos da distribuidora e do Studio Ghibli.