
A atividade integra o ciclo de oficinas do projeto realizado pelo Zenga Baque Angola; o encontro é no domingo (24), às 10h
O som pulsante da caixa de maracatu será o centro da próxima atividade do Ecos Ancestrais, do grupo Zenga Baque Angola. Neste domingo (24), às 10h, a Casa de Cultura do Guará recebe uma oficina gratuita dedicada ao instrumento, conduzida pelo percussionista Leonardo Balbino. As inscrições podem ser realizadas pelo formulário eletrônico.
Presente nas tradições do Maracatu-Nação, a caixa é um dos instrumentos responsáveis por sustentar o ritmo e conduzir a energia dos cortejos. De origem afro-brasileira, ela carrega influências das práticas musicais trazidas pelos povos africanos ao Brasil e ocupa papel essencial na identidade sonora do Maracatu de Baque Virado, como também é conhecido Maracatu-Nação.
No maracatu, cada nação desenvolve formas próprias de tocar a caixa, criando levadas características e modos distintos de diálogo entre os instrumentos da percussão. O toque da caixa se conecta diretamente com alfaias, gonguês e agbês, formando a base rítmica que marca a manifestação cultural. Além da força sonora, o instrumento exige técnica, resistência física e sintonia coletiva entre os batuqueiros.
A oficina proposta por Leonardo Balbino busca apresentar fundamentos do instrumento, técnicas de execução e noções de prática coletiva, aproximando participantes da tradição do Maracatu-Nação. A atividade é aberta tanto para iniciantes quanto para pessoas que já possuem experiência com percussão.
O encontro integra um ciclo de oficinas promovido pelo Zenga Baque Angola ao longo de 2026. O Ecos Ancestrais prevê atividades formativas sobre instrumentos do Maracatu de Baque Virado, além de ações de confecção e manutenção de instrumentos, produção de figurinos e fortalecimento das práticas culturais do grupo. A programação contará ainda com oficinas conduzidas por integrantes da Nação de Maracatu Leão da Campina, referência na tradição pernambucana do maracatu.
Zenga Baque Angola
Fundado em 2017, o Zenga Baque Angola nasceu a partir do encontro entre batuqueiros de Brasília e o mestre Hugo Leonardo, regente da Nação de Maracatu Leão da Campina. Desde então, o coletivo constrói uma trajetória de conexão entre o Distrito Federal e Pernambuco, mantendo vínculos culturais e espirituais com a tradição do maracatu-nação. O grupo é filiado à Nação Leão da Campina e recebe orientação espiritual da Mametu Nadja Baléginam, matriarca do terreiro Kaiangu Kia Ítembu e sacerdotisa do Candomblé Angola Goméia.
Além das oficinas, o projeto também contará com a produção de registros audiovisuais das atividades, que serão divulgados nas redes sociais do grupo como forma de ampliar o alcance das ações e difundir a cultura do maracatu.
O Ecos Ancestrais é realizado pelo Grupo Zenga Baque Angola, com fomento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Programação do Ecos Ancestrais:
24 de maio: Oficina de Caixa, com Leonardo Balbino
28 de junho: Oficina de Gonguê, com Jorge do Pandeiro
16 de agosto: Oficina de Alfaia, com Alessandra Rosa
Serviço – Oficina de Caixa de Maracatu Com Leonardo Balbino
Quando: Domingo, 24 de maio, às 10h
Onde: Casa de Cultura do Guará
Inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScDY-VHKNYoyOhvn66oQEsUB7lxk3_GoJ7ythBAxDqXI7HCsw/viewform