
Com um público de mais de 30 mil pessoas em nove dias de evento, e também premiou Pequenas Tragédias, que arrematou a maioria dos prêmios técnicos;
Júri Popular escolheu como melhores o longa Tudo é Tempo e o curta Lagoa do Abandono, na Mostra Competitiva Nacional
Mostra Brasília premia o longa Onde Moram os Irmãos como melhor filme pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular e os curtas Dora (Júri Oficial) e Hacker Leonilia (Júri Popular)
Realização da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e Instituto Alvorada Brasil, em gestão compartilhada, com recursos de incentivo federal da Petrobras, que apresenta e patrocina o festival, que também conta com patrocínio do BNDES, Sebrae e patrocínio especial do Banco de Brasília (BRB)
Mais tradicional e longeva mostra cinematográfica do país, a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro premiou com o Troféu Candango, na Mostra Competitiva Nacional de melhor longa-metragem pelo júri oficial, Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira (MG). Este é o quarto longa que o diretor mineiro estreou no Festival de Brasília, e segundo premiado como melhor filme (após Temporada, em 2018). Neste ano ainda levou os prêmios de Melhor Roteiro (repetindo a proeza de 2023, quando foi premiado por O Dia Que Te Conheci) e Melhor Figurino.
O júri ainda estendeu uma menção honrosa aos protagonistas, Conceição Evaristo e Norberto Novais, que foi ovacionado ao subir ao palco para receber o prêmio, acompanhado de Thainá Evaristo. Ela colocou Conceição no viva-voz do seu telefone, por onde agradeceu o prêmio e foi igualmente ovacionada pela plateia. O melhor longa também leva o Prêmio Like, de R$ 50 mil em apoio de mídia.
Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco (GO), foi o grande vencedor técnico da noite, arrematando os troféus de Melhor Direção, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora e Melhor Ator, para Guilherme Théo, além do Prêmio Abraccine de Melhor Longa-Metragem.
Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira (DF), levou os prêmios de Melhor Fotografia e Melhor Edição de Som. Já Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner (SP), venceu como Melhor Direção de Arte e teve Martha Nowill eleita Melhor Atriz, além de Olivia Torres dividir o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante com Aivan, de Pequenas Tragédias. Lucas Leto foi eleito Melhor Ator Coadjuvante por Todo o Sentimento, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA).
Já o público preferiu Tudo é Tempo, documentário de Marcos Guttmann (RJ), eleito pelo júri popular como melhor longa-metragem da Competitiva Nacional. O filme também recebeu o Prêmio Especial do Júri e o Troféu Saruê, concedido pela equipe do jornal Correio Braziliense. O filme também recebe um prêmio no valor de R$ 30 mil, concedido pela Petrobras ao melhor longa eleito pelo Júri Popular.
Ana, En Passant, animação de Fernanda Salgado (MG), venceu o Prêmio Zózimo Bulbul de Melhor Filme Longa-Metragem, concedido pela Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (Apan) e pelo Centro Afrocarioca de Cinema.
O Prêmio Marco Antônio Guimarães, do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro, foi concedido a Fernando Coni Campos: Cada Um Vive Como Sonha, de Luis Abramo e Pedro Rossi.
CURTAS-METRAGENS
Dentre os curtas, o grande vencedor pelo júri oficial foi Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP), que também levou os prêmios de Melhor Trilha Sonora, Melhor Ator (Gerin Black), o Prêmio Abraccine de Melhor Curta-Metragem e o Prêmio Canal Brasil.
Fundura, de Catapreta (MG), arrematou os troféus de Melhor Direção, Melhor Edição de Som e Melhor Direção de Arte. Gastronomia do Olho, de Nicolau (DF), venceu como Melhor Fotografia e Melhor Roteiro. Futuro Decadance, de Leviathan (AL), levou Melhor Montagem, Melhor Figurino e Melhor Atriz.
Lagoa do Abandono, de Diego Maia (CE), foi o preferido do público. Mariposa, de Alexandre Américo e Pedro Vitor (RN), recebeu Menção Honrosa e o Prêmio Zózimo Bulbul de Melhor Filme Curta-Metragem. O curta Tiró e a Onça, de Wera Poty, levou o Prêmio de Melhor Filme de Temática Afirmativa, conferido pelo Conselho Distrital de Políticas de Igualdade Racial (Codipir), que também oferece ao filme o valor de R$ 10 mil, em parceria com a Aicon.
MOSTRA BRASÍLIA
A Mostra Brasília – 29º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal, que distribuiu R$ 298 mil em prêmios oferecidos pela CLDF, teve como o grande vencedor Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça, eleito melhor longa-metragem tanto pelo Júri Oficial como pelo Júri Popular. Entre os curtas, Dora, de Murilo Abreu, levou o Troféus CLDF de melhor filme, com Micheli Santini também premiada como Melhor Atriz pela mesma obra. O Júri Popular votou no curta Hacker Leonilia.
Mapas, de Rafael Lobo, venceu Melhor Direção e Melhor Direção de Arte (com Nadine Diel); Ar-Dor, de Mike Peixoto, levou Melhor Edição de Som e Melhor Fotografia; Arthur Gonzaga (A Arte Perdida da Lombada) venceu Melhor Montagem; João Tomé (Nem Todos Sabem) levou Melhor Trilha Sonora; Lupe Leal (Impostor) venceu Melhor Ator; e Talita Carvalho (Madre) foi premiada com Melhor Roteiro.
MOSTRA CALEIDOSCÓPIO
Julgados por um júri internacional, em parceria com a Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci), o Troféu Candango de melhor filme na Mostra Caleidoscópio foi para Os Fantasmas Gentis, de Caetano Gotardo. O Júri Jovem da UnB escolheu como seu favorito, agraciado com o Prêmio Jean-Claude Bernardet, Mulheres do Bando, de Thamires Vieira.
REPRISES
Os longas-metragens vencedores das mostras competitivas (Brasília, Nacional e Caleidoscópio) serão reprisados na programação do Cine Brasília, para criar uma nova oportunidade ao público.
Neste domingo, 21/09, às 18h, será exibido Onde Moram os Irmãos, eleito melhor filme pelo Júri Popular e pelo Júri Oficial da Mostra Brasília. Às 20h, será a vez de Tudo é Tempo, eleito pelo Júri Popular da Mostra Competitiva Nacional.
Na segunda, 22/09, às 18h, o público assisitrá ao filme eleito pelo Júri da Crítica Internacional Fipresci – Federação Internacional de Críticos de Cinema, Os Fantasmas Gentis. Na sessão das 20h, o público poderá rever o melhor filme em longa-metragem pelo Júri Oficial da Mostra Competitiva Nacional, Se Eu Fosse Vivo… Vivia.
A entrada é franca.
BALANÇO DO FESTIVAL
A 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro encerra o ciclo de uma política de continuidade de três anos consecutivos, O evento reuniu um público total de 34.810 pessoas em todas as suas atividades, realizadas no Cine Brasília, Hotel Ramada, no Complexo Cultural de Planaltina, Complexo Cultural de Samambaia, na Universidade Católica de Brasília (Taguatinga), no Jovem de Expressão (Ceilândia) e no Centro Universitário Iesb (Asa Sul). O festival gerou 360 empregos diretos e 800 empregos indiretos. Para o próximo ano, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro já conta com o patrocínio e apresentação da Petrobras, por meio de lei de incentivo federal.
Ao longo da programação, o festival homenageou três nomes essenciais da história do cinema brasileiro: a atriz Julia Lemmertz recebeu o Troféu Candango de Conjunto da Obra na abertura do evento; a cineasta Tata Amaral foi celebrada com o Prêmio Leila Diniz, concedido a mulheres que abriram caminhos no cinema nacional; e a museóloga e conservadora audiovisual Fernanda Coelho recebeu a Medalha Paulo Emílio Sales Gomes, por sua contribuição à preservação da memória e ao ensino do cinema no Brasil.
Em 2026, a programação somou 71 filmes e a série inédita Delegado, de Leonardo Lacca e Marcelo Lordello. A seleção oficial foi realizada a partir de um total de quase 2 mil produções inscritas — recorde na história do festival. As sessões contaram com legendagem descritiva para pessoas surdas e audiodescrição para pessoas cegas no Cine Brasília, além de espaços adaptados para PcD e equipe de atendimento 100% composta por pessoas com deficiência e qualificadas para acolhimento humanizado.
LISTA COMPLETA DE PREMIADOS
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL – TROFÉU CANDANGO
Curta-metragem
Melhor Curta-Metragem – Júri Oficial: Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro
Melhor Curta-Metragem – Júri Popular: Lagoa do Abandono, de Diego Maia
Melhor Direção: Catapreta, por Fundura
Melhor Roteiro: Nicolau, por Gastronomia do Olho
Melhor Atriz: Leviathan, por Futuro Decadance
Melhor Ator: Gerin Black, por Cana
Melhor Fotografia: Gabriel Lucena, por Gastronomia do Olho
Melhor Direção de Arte: Catapreta, por Fundura
Melhor Figurino: Leviathan, por Futuro Decadance
Melhor Trilha Sonora: Daniel Rone Guilherme Xavier, por Cana
Melhor Edição de Som: Daniel Nunes, por Fundura
Melhor Montagem: Leviathan (AL), por Futuro Decadance
Prêmio Abraccine – Melhor Longa-Metragem: Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco
Longa-metragem
Melhor Longa-Metragem – Júri Oficial: Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira (MG)
Melhor Longa-Metragem – Júri Popular: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Melhor Direção: Daniel Nolasco (GO), por Pequenas Tragédias
Melhor Roteiro: André Novais Oliveira (MG), por Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Melhor Atriz: Martha Nowill, por Privadas de Suas Vidas (RS)
Melhor Ator: Guilherme Théo, por Pequenas Tragédias
Melhor Atriz Coadjuvante: Aivan, por Pequenas Tragédias, e Olivia Torres, por Privadas de Suas Vidas
Melhor Ator Coadjuvante: Lucas Leto, por Todo o Sentimento (BA)
Melhor Fotografia: Victor de Melo, por Sabes de Mim, Agora Esqueça (DF)
Melhor Direção de Arte: Juliana Lobo, por Privadas de Suas Vidas (SP)
Melhor Figurino: Diana Moreira, por Se Eu Fosse Vivo… Vivia (MG)
Melhor Trilha Sonora: Daniel Nolasco, por Pequenas Tragédias
Melhor Edição de Som: Lucas Coelho, por Sabes de Mim, Agora Esqueça (DF)
Melhor Montagem: Luciano Carneiro, por Pequenas Tragédias (GO)
Prêmio Abraccine – Melhor Curta-Metragem: Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP)
MOSTRA BRASÍLIA – 29º TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Melhor Longa-Metragem – Júri Oficial: Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
Melhor Curta-Metragem – Júri Oficial: Dora, de Murilo Abreu
Melhor Longa-Metragem- Júri Popular: Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
Melhor Curta-Metragem – Júri Popular: Hacker Leonilia
Melhor Direção: Rafael Lobo, por Mapas
Melhor Roteiro: Talita Carvalho, por Madre
Melhor Atriz: Micheli Santini, por Dora
Melhor Ator: Lupe Leal, por Impostor
Melhor Fotografia: Petrônio Neto e Nicolau, por Ar-Dor
Melhor Direção de Arte: Lucas Gehre e Nadine Diel, por Mapas
Melhor Trilha Sonora: João Tomé, por Nem Todos Sabem
Melhor Edição de Som: Bernardo Paixão, por Ar-Dor
Melhor Montagem: Arthur Gonzaga, por A Arte Perdida da Lombada
MOSTRA CALEIDOSCÓPIO
Prêmio Fipresci – Melhor Filme pela Crítica Internacional: Os Fantasmas Gentis, de Caetano Gotardo
Prêmio Jean-Claude Bernardet (Júri Jovem UnB): Mulheres do Bando, de Thamires Vieira
PRÊMIOS ESPECIAIS
Prêmio Especial do Júri: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Troféu Saruê: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Menção Honrosa – Longa: Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira, por Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Menção Honrosa – Curta: Mariposa
Melhor Filme de Temática Afirmativa (Prêmio Codipir): Tiró e a Onça, de Wera Poty
Prêmio Zózimo Bulbul – Melhor Filme Longa-Metragem: Ana, En Passant, de Fernanda Salgado (MG)
Prêmio Zózimo Bulbul – Melhor Filme Curta-Metragem: Mariposa, de Alexandre Américo e Pedro Vitor (RN)
Prêmio Marco Antônio Guimarães (Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro): Fernando Coni Campos: Cada Um Vive Como Sonha
Prêmio Canal Brasil: Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier
O 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro contou com apoio da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Cine Brasília, Canal Brasil, Canal Like,, Embaixada da Espanha, Instituto Goethe, Projeto Paradiso, Rio2C, Estúdios Aicon, FAC-UnB, Abraccine e Fipresci. Conta com o apoio de mídia do Correio Braziliense e tem a TV Globo como Emissora Oficial, o Metrópoles como Media Partner. É realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e pelo Instituto Alvorada Brasil, em gestão compartilhada que se estende por três anos, culminando em 2026, nesta 59ª edição. Conta com recursos de incentivo federal da Petrobras. Tem patrocínio do BNDES, Sebrae e patrocínio especial do Banco de Brasília (BRB).