Entrevista com Augusto de Pádua, protagonista de O Fantasma da Ôpera

Foto divulgação

Augusto de Pádua é cantor, ator, professor de canto e preparador vocal. Iniciou sua formação em canto aos 15 anos com o maestro Marconi Araújo. É licenciado em Educação Artística pela Universidade de Brasília (UnB) e capacitado no método Educação Artística pela Universidade de Brasília (UnB) e capacitado no método Belting Contemporâneo. Na Alemanha, estudou canto e fonética com o maestro Anthony Kent, no Theater im Hafen, em Hamburgo.

Estudou teatro na UnB e aprofundou sua prática com os diretores Hugo Rodas e Luciana Martuchelli. No teatro musical, trabalhou com Marconi Araújo e a maestrina Michelle Fiuza.

Participou de concertos nacionais e internacionais com a Associação Coro Feminino e Masculino de Brasília, incluindo uma turnê pela Europa, onde se apresentou para o Papa João Paulo II, no Vaticano, a convite da Associazione

Internazionale Amici della Musica Sacra (Associação Internacional de Amigos da Música Sacra).

Atuou em musicais, óperas e peças de teatro, como Jesus Christ Superstar, Rent, O Fantasma da Ópera e Os Miseráveis.

É sócio-fundador do Empório Cultural, onde, além de cantar e atuar, exerce as funções de professor de canto, preparador vocal e designer de som.

1. Sua trajetória profissional reúne atuação, canto, preparação vocal e teatro musical. De que forma essa experiência multidisciplinar contribui para enfrentar as exigências de uma produção complexa como a de Os Miseráveis?

2. O teatro musical é um gênero artístico que engloba atuação, canto e dança. Sendo assim, ao longo da minha trajetória, eu busquei formação nessas três áreas, embora meu foco sempre tenha sido o campo da música. No caso específico de Os Miseráveis, isso vem a calhar, pois o meu personagem, Jean Valjean, não apresenta números de dança nem cenas faladas convencionais (como tantos outros protagonistas de teatro musical), porém ele é muito desafiador do ponto de vista vocal.

O que você precisou entender sobre Jean Valjean para interpretá-lo sem fazer dele apenas um herói? Jean Valjean não é um herói convencional. A história começa quando ele é severamente punido por um crime banal: roubar um pão. Ele cumpre sua pena, sai da prisão e, com a ajuda de um bispo, reconstrói sua vida,

buscando redenção. Ao longo da história, ele realiza diversos feitos nobres, mas sempre de maneira incógnita, e é isso que o diferencia dos heróisromânticos. Ele é um herói que carrega o peso do passado, mas não busca vingança. Ao contrário. Sempre procura fazer o bem, e morre sem glórias.

3. Existe alguma característica de Jean Valjean que você considera especialmente difícil de levar para o palco?

Eu destacaria duas características: a ampla extensão vocal do personagem e o fato de ele envelhecer quase duas décadas ao longo do espetáculo.

4. Esta nova temporada reúne quase 100 artistas, entre músicos da orquestra e atores do Empório Cultural e da Companhia de Teatro Musical de Brasília. Como foi o processo de preparação da montagem e de integração entre os núcleos do espetáculo?

O processo de preparação para esse tipo de trabalho é sempre muito desafiador. Evidentemente, os solistas iniciam a preparação de seus personagens muito antes dos ensaios coletivos. Devido ao grande número de artistas envolvidos, os ensaios precisam acontecer por núcleos: orquestra, solistas e coro. Por conta das agendas, os ensaios gerais só ocorrem bem próximo ao início da temporada.

5. A primeira temporada teve todas as sessões esgotadas. Como a recepção do público influenciou o trabalho da equipe nesta retomada do espetáculo?

O sucesso da apresentação que fizemos em 2025 motivou a realização desta temporada de agora. Ficamos muito felizes com o convite e todo o apoio da

FHE POUPEX, afinal, é muito gratificante se apresentar num teatro tão bonito, acompanhados por uma orquestra profissional, como a Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira (OSFAB), para um público tão caloroso.

São fatores que nos incentivam a seguir trabalhando e buscando oferecer um resultado artístico cada vez melhor.

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