Canetas emagrecedoras falsificadas podem colocar o coração em risco e causar complicações graves

Foto divulgação

Produtos irregulares podem causar arritmias, infarto e complicações graves

As famosas canetas emagrecedoras vêm se popularizando cada vez mais e, com isso, aumentando o tamanho do mercado clandestino que preocupa médicos e autoridades. Comercializados pela internet e redes sociais, medicamentos falsificados e sem procedência representam ameaça à saúde, principalmente ao sistema cardiovascular.

Ao contrário dos medicamentos aprovados pelos órgãos reguladores, as canetas falsificadas podem conter substâncias desconhecidas e com concentrações inadequadas. Com isso,  o organismo pode reagir de forma imprevisível, gerando alterações na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, arritmias e outras condições graves. De acordo com Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a falsificação e venda de medicamentos é crime contra a saúde pública. Em caso de suspeita sobre a autenticidade do produto, a orientação é não utilizá-lo e denunciar a situação para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

“Uma das maiores preocupações é justamente a imprevisibilidade, não existe garantia sobre quais substâncias estão sendo aplicadas. Isso pode sobrecarregar o sistema cardiovascular, favorecendo o aumento da pressão arterial, arritmias, infarto e até complicações fatais”, explica o cardiologista Dr. Thiago Germano.

Outro ponto de atenção é a ausência de acompanhamento médico. O uso dessas medicações podem mascarar doenças preexistentes ou agravar quadros como hipertensão, insuficiência cardíaca e doença arterial. Em pessoas que já se enquadram em fator de risco, as consequências tendem a ser mais graves.

Além disso, medicamentos falsificados não passam pelo controle de qualidade para garantir a biossegurança e eficácia. Isso significa que o paciente não sabe o que está sendo injetado no organismo, ficando exposto à ausência do efeito quanto ao surgimento de reações adversas.

A orientação é que medicamentos destinados ao tratamento da obesidade sejam utilizados apenas com prescrição e acompanhamento médico, além de serem comprados em farmácias e clínicas autorizadas. Medicamentos sem origem, com preços abaixo e em canais informais devem ser evitados. 

O crescimento da venda de canetas irregulares levou a Anvisa a intensificar as fiscalizações. Recentemente, em abril deste ano, a agência proibiu a fabricação, importação, distribuição, comercialização e uso de produtos sem registro no Brasil.

“As medidas tomadas pela Anvisa mostram que não é mais uma problemática pontual. O registro existe para garantir que o medicamento passou por avaliações rigorosas de qualidade e segurança. Quando isso não ocorre, o paciente fica exposto a riscos inesperados, que podem comprometer o funcionamento dos sistemas, principalmente o cardiovascular”, conclui Dr. Thiago Germano.

Como identificar canetas falsificadas

É importante observar sinais de alerta. Antes da compra, o paciente deve verificar se o medicamento possui registro da Anvisa, desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado, evitar compras pelas redes sociais. É necessário também, conferir a embalagem e se apresenta o número de lote.

“Em caso de dúvidas sobre a origem do medicamento ou alterações no aspecto da solução, é recomendável não utilizar o produto e procurar acompanhamento médico”, pontua o cardiologista.

Deixe um comentário