Elza Soares cantou até o fim!

Falta divulgação

O aclamado musical ‘ELZA’ chega a Brasília para apresentações no Teatro da CAIXA Cultural

Visto por mais de 100 mil espectadores, espetáculo, que teve a aprovação irrestrita

da homenageada, chega a Brasília. O musical é vencedor do PRÊMIO BIBI

FERREIRA nas categorias: Melhor Musical Brasileiro, Melhor Atriz em Musicais,

Melhor Direção em Musicais, Melhor Arranjo Original em Musicais e Melhor Roteiro

Original em Musicais. Também é vencedor do PRÊMIO SHELL de Melhor Música. Do

PRÊMIO REVERÊNCIA nas categorias Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor

Autor e Especial – Arranjos. Vencedor do PRÊMIO APCA de Melhor Dramaturgia. E

vencedor do PRÊMIO CESGRANRIO nas categorias Melhor Direção e Categoria

Especial – Elenco.

CAIXA Cultural apresenta o musical: ELZA

A trajetória de Elza Soares é sinônimo de resistência e reinvenção. As

múltiplas facetas apresentadas ao longo de sua majestosa carreira foram o ponto de

partida para o musical “Elza”

, que estreou em julho de 2018 no Rio de Janeiro e

passou por 15 cidades. Agora, após imenso sucesso popular e a aprovação irrestrita

da homenageada, fará apresentações de Brasília no Teatro da CAIXA Cultural. De 27

a 31 de maio, Janamô, Josy.Anne, Júlia Sanchez, Julia Tizumba, Sara Chaves,

Sara Hana e a atriz convidada Naruna Costa sobem ao palco para celebrar a

memória de Elza Soares.

Em cena, as atrizes se dividem ao viver Elza Soares em suas mais diversas

fases e interpretam outros personagens, como os familiares e amigos da cantora, além

de personalidades marcantes, como Ary Barroso (1903-1964), apresentador do

programa onde se apresentou pela primeira vez, e Garrincha (1933-1983), que

protagonizou com ela um notório relacionamento.

Naruna Costa terá sua estreia nessa temporada do projeto e terá papel de

destaque no espetáculo consagrando sua trajetória como atriz, cantora, diretora

artística e diretora musical. Naruna é vencedora do prêmio Shell 2024 na categoria de

Melhor Diretora Musical. Ao longo de sua carreira, já foi indicada e ganhou diversos

prêmios como o de Melhor Diretora no Prêmio APCA e Aplauso Brasil e Melhor Atriz

nos prêmios CPT e APCA e VI FBCI Festival Brasileiro de Cinema Internacional.

Com texto de Vinícius Calderoni e direção de Duda Maia, o espetáculo tem a

direção musical de Larissa Luz. Além disso, o maestro Letieres Leite (in

memoriam), da Orquestra Rumpilezz, foi o responsável pelos novos arranjos para

clássicos do repertório da cantora, tais como Lama, O Meu Guri, A Carne e Se Acaso Você Chegass

Ainda que muitos dos conhecidos episódios da vida da homenageada estejam

no palco, a estrutura de ELZA foge do formato convencional das biografias musicais.

Se os personagens podem ser vividos por várias atrizes ao mesmo tempo, a estrutura

do texto também não é necessariamente cronológica. Da mesma forma que músicas

recentes (A Mulher do Fim do Mundo), e emblemáticas (A Carne e Maria da Vila

Matilde), se embaralham aos sucessos das mais de seis décadas de carreira da

cantora, como Se Acaso Você Chegasse, Lama, Malandro, Lata D’Água e Cadeira

Vazia.

Marcada por uma série de tragédias pessoais – a morte dos filhos e de

Garrincha, a violência doméstica e a intolerância –

, a jornada de Elza é contada com

alegria.

“A Elza me disse: ‘sou muito alegre, viva, debochada. Não vai me fazer um

musical triste, tem que ter alegria’

. Isso foi ótimo, achei importante fazer o espetáculo a

partir deste encontro, pois assim me deu base para saber como Elza se via e como ela

gostaria de ser retratada”

, conta Vinicius Calderoni, que leu e assistiu a infindáveis

entrevistas que a cantora deu ao longo da vida e também pesquisou a obra de

pensadoras negras, como Angela Davis e Conceição Evaristo, cujos fragmentos de

textos aparecem na peça.

O espetáculo foi desenvolvido ao longo de um período em que Elza se

encontra no auge de uma carreira marcada por reviravoltas e renascimentos. Ao

lançar seus últimos dois discos, A Mulher do Fim do Mundo (2015) e Deus é Mulher

(2018), a cantora não somente ampliou ainda mais seu repertório e sua base de fãs,

como conquistou, mais uma vez, a crítica internacional, e se consolidou como uma das

principais vozes da mulher negra brasileira.

Vinícius Calderoni, autor do texto, chama a atenção para a coletividade

presente em todo o processo de criação da montagem. Após ter escrito as primeiras

páginas, ele começou a frequentar os ensaios e estabeleceu um rico intercâmbio com

Duda Maia e as sete atrizes.

‘Hoje poderia dizer que elas são coautoras e

colaboradoras do texto. São sete atrizes negras e múltiplas, como a Elza é. Diante da

responsabilidade enorme, eu estabeleci limites de fala para mim, por exemplo, em

relação a alguns temas. Limitei a minha voz e disse que não escreveria nada, queria

os relatos delas e as opiniões. Pedi a colaboração delas, das experiências vividas por

uma mulher negra. Do mesmo jeito que a Duda propôs muitas coisas, as atrizes

também tiveram este espaço’

, conta o dramaturgo.

Tal processo colaborativo se estendeu para a música, com a participação ativa

das atrizes e das musicistas nos ensaios com os diretores musicais, e o maestro

Letieres Leite, que liderou algumas oficinas com o grupo no período dos ensaios. O

processo gerou ainda duas canções inéditas que estão na peça: Ogum, de Pedro Luís,

e Rap da Vila Vintém, de Larissa Luz.

Sobre a equipe de criação e produção

A estreia de ELZA marca o encontro da dramaturgia de Vinícius Calderoni

com a direção de Duda Maia, dois nomes que se destacaram no recente panorama

teatral brasileiro. Pela direção de Auê (2016), estrelado pela Cia. Barca dos Corações

Partidos, ela conquistou os prêmios Shell, Cesgranrio e Botequim Cultural de Melhor

Direção, além dos prêmios APTR e Cesgranrio de Melhor Espetáculo e o Bibi Ferreira

de Melhor Musical Nacional. Enquanto isso, Vinicius já ganhou o Prêmio Shell de

Melhor Autor por Ãrrã (2015), o APCA por Os Arqueólogos (2016) e coleciona outras

indicações e troféus por espetáculos da companhia Empório de Teatro Sortido, que lidera ao lado de Rafael Gomes

Em paralelo à carreira de escritor, Vinícius é também ator e músico – ele

integra a banda 5 a Seco e tem dois discos lançados. A experiência musical foi

determinante no processo de criação do texto. Já Duda trouxe todo o seu trabalho

corporal para o desenvolvimento da linguagem da encenação.

A sintonia entre Duda e Larissa Luz foi determinada por uma característica

fundamental: a escuta e a participação das intérpretes.

‘Foi um processo de ensaios

muito vivo, em que partimos do princípio de que a voz não é nossa, é das atrizes.

Fizemos este trabalho para elas e a partir de propostas delas também. Precisamos

olhar para o grupo, para a troca’

, conta Duda, ressaltando que tudo só foi possível

graças à parceria com a Sarau.

Nos últimos anos, a Sarau foi responsável por montagens tais como As

Centenárias, Nossa História com Chico Buarque, Azira

´i, A Hora da Estrela ou O

Canto de Macabéa, Jacksons do Pandeiro, Gonzagão – A Lenda, Ópera do Malandro,

Auê e Suassuna – O Auto do Reino do Sol, da Cia. Barca dos Corações Partido, e

Gota D’Água [a seco]. Sempre comprometida com a cultura nacional em seus mais

variados aspectos, a produtora também assina a direção do Festival TOCA que trouxe

a canção brasileira para o centro da discussão, através de shows gratuitos, oficinas e

debates.

Ficha técnica

Direção: Duda Maia | Texto: Vinícius Calderoni | Direção musical e arranjos vocais:

Larissa Luz | Arranjos: Letieres Leite | Idealização e direção de produção: Andréa

Alves | Diretora de projetos: Leila Maria Moreno | Elenco: Janamô, Josy.Anne, Júlia

Sanchez, Julia Tizumba, Sara Chaves, Sara Hana. Atriz convidada: Naruna Costa |

Musicistas: Lorena Martins, Ana MaGa, Marfa Kurakina e Cris Ariel | Diretora

assistente: Ana Carbatti | Produção musical e codireção musical: Danillo Panda |

Design de som: Gabriel D’Angelo | Cenário: André Cortez | Figurinos: Kika Lopes e

Rocio Moure | Iluminação: Renato Machado | Visagismo: Uirandê de Holanda |

Coordenadora de produção: Hannah Jacques | Produtora executiva: Cissa Moreira

Serviço:

De 27 a 31 de maio de 2026

Quarta a sexta as 20h, sábado às 16h e à 20h, e domingo às 19h.

Sessão acessível em Libras no sábado 30/5 às 16h.

Ingresso: R$ 30,00 / R$ 15,00

Site vendas: bilheteriacultural.com.br

Ingressos à venda a partir de 23 de maio: às 9h, na bilheteria do teatro; às 13h, no site

bilheteriacultural.com.br

Bilheteria: terça a sexta e domingo, das 13h às 21h, sábados das 9h às 21h.

CAIXA Cultural Brasília (SBS Q. 4, Lotes 3/4 – Asa Sul)

Informações: (61) 3206-9448 | caixacultural.gov.br | @caixaculturalbrasilia

Estacionamento gratuito aos finais de semana e feriados, e de terça a sexta a partir

das 18h.

Classificação etária: 14 anos.

Duração: 150 minutos.

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