Brasília é cenário para campanha publicitária internacional

Foto Renault

Segundo analistas, usar a arquitetura brasiliense como cenário para sonhos grandiosos é uma forma de conectar o lançamento global do veículo ao Brasil, que será o país de produção, é uma forma de se valer do marketing para celebrar ambições locais e nacionais para alcançar níveis internacionais.

Mais uma vez, Brasília vira cenário para gravação de campanha publicitária cinematográfica de uma empresa internacional. Depois da Nokia (2007) e da perfumaria Kenzo (2015), agora é a vez da montadora Renault escolher o Brasil para revelar globalmente seu novo SUV médio Boreal e para tanto um vídeo futurista que mistura arquitetura, sonhos e proporções surreais, em Brasília. A campanha traz a temática Para sonhar grande (“no one dreams small”), mostrando o carro em ambientes urbanos modernos, como a Ponte JK, o Estádio Mané Garrincha e o Túnel Rei Pelé.

O filme da Publicis Conseil, uma produtora internacional com sede em Paris, também se vale do complexo de viadutos que interliga as vias W.3 Norte e Sul. Ele mostra um arquiteto dirigindo o veículo por um mundo onde prédios ganham dimensões impossíveis, até ele acordar e perceber que só o carro permanece real. Na verdade, a criatividade sem limites de Oscar Niemeyer já demonstrou há décadas a falta de limites e que inexiste limites para o traço arquitetônico.

Confira aqui o comercial da Renault

https://youtu.be/RX2IIQm2L7M?si=Lmxy2e8E50yCnalU

No vídeo, com recursos de computação gráfica, do miolo das tesourinhas da interligação da W.3, surgem edificações futuristas. A proposta pode trazer o traço da arquitetura High-Tech, mas briga com o conceito urbanístico de Lúcio Costa, que projetou grandes espaços verdes na cidade.

Várias das locações são tratadas com recursos de computação gráfica. Assim, das águas do Lago Paranoá e do miolo das tesourinhas da interligação da W.3, surgem edificações futuristas. 

A proposta pode trazer o traço da arquitetura High-Tech, mas briga com o conceito urbanístico de Lúcio Costa, que projetou grandes espaços verdes na cidade. 

A trilha Spitting on the edge of the world (Cuspindo nos limites do mundo), da banda norte-americana Yeah Yeahs, embala a jornada onírica.

Segundo analistas, usar arquitetura brasiliense como cenário para sonhos grandiosos é uma forma de conectar o lançamento global do veículo ao Brasil, que será o país de produção, é uma forma de se valer do marketing para celebrar ambições locais e nacionais para alcançar níveis internacionais.

Futurismo

A linguagem desses vídeos promocionais se vale da arquitetura diferenciada de Brasília. O comercial que Nokia elaborou e veiculou internacionalmente trazia uma pessoa caminhando por espaços de Brasília vestida de astronauta, terminando o trajeto num corredor de bloco residencial da Asa Sul, onde as luzes atravessando os vazios dos cobogós davam um toque especial.

Cidades como Paris, Londres, Atenas e Nova York costumam ser usadas como cenários de comerciais e filmes. Isso ajuda a consolidar uma personalidade para essas localidades, contribuindo para atrair turistas e outros negócios. Inserir localidades de Brasília em comerciais de circulação nacional e mesmo como sets de filmes, como aconteceu agora em o Agente Secreto, é uma estratégia importante para transformar a Capital Federal em um polo receptivo de turistas, nacionais e estrangeiros.

Essa é uma tarefa que tem que envolver muitos setores, No caso da Renault, as filmagens envolveram diversas áreas do GDF, desde Polícia Militar, Detran e DER, até a Brasília Film Commission da secretaria de Cultura. Várias cidades do mundo têm como estratégia de atração de turistas incentivar o uso de seus espaços urbanos para gravação de comerciais e filmes de modo geral. Para isso, criam estruturas especializadas denominadas de films comission.

Por Chico Sant’Anna

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