Mostra de filmes africanos no Cine Brasília
Visões de África exibe retrospectiva de produções cinematográficas africanas, de quinta a domingo, 25 a 28 de janeiro, no Cine Brasília
A mostra é uma iniciativa do CinemaBeento, pop-up cinema de Acra, capital de Gana, e tem curadoria de Hadar Busia-Singleton e Matheus Vinhal
De 25 a 28 de janeiro, a mostra CINEMABEENTO APRESENTA VISÕES DE ÁFRICA exibe no Cine Brasília uma seleção de 5 curtas e 7 longas-metragens produzidos ou co-produzidos por 10 países africanos. Com sessões de quinta a domingo (25 a 28/01), às 16h e às 18h, com uma sessão infantil extra no sábado (27/01) às 10h, com ingressos promocionais no valor único de R$5.
Realizada pelo CinemaBeento, pop-up cinema criado em Acra, capital de Gana, empenhado na divulgação e exibição de filmes relacionados à diáspora africana, a mostra Visões de África tem curadoria de Hadar Busia-Singleton, multiartista, atriz e curadora, e de Matheus Vinhal, pesquisador e produtor cultural do DF.
SOBRE A MOSTRA
De quinta a domingo (25 a 28/01), a Visões de Áfricaapresenta a cada dia uma seleção de filmes inspirada em um eixo temático específico: Identidade, Comunidade, Mito e Resistência. Com duas sessões por dia, às 16h e às 18h, além de uma sessão extra no sábado (27/01), às 10h.
Além dos eixos temáticos de cada dia, há outros temas que perpassam certas sessões, como a direção cinematográfica e a perspectiva narrativa de mulheres africanas, presente nos curtas da diretora ganense Akosua Adoma Owusu, ou na presença em tela arrebatadora da sul-africana Mary Twala em Isto Não é um Enterro, é uma Ressurreição (2019).
Sambizanga (1972), digirido por Sarah Maldoror, apresenta a luta pela independência angolana acompanhando sua protagonista na busca por seu marido desaparecido. Rafiki (2018), da queniana Wanuri Kahiu, traz o dilema de duas amigas que se apaixonam, enquanto Neptune Frost (2022), co-dirigido pela ruandesa Anisia Uzeyman, apresenta uma ode à liberação dos corpos e terras africanas.
A volta da metrópole colonial para África é outro tema que aparece em obras da mostra. Filmes como E Não Havia Mais Neve (1966), Ó, Sol (1970), A Mulher com a Faca (1969) e Kwaku Ananse (2013) tratam de acontecimentos após o retorno de seus protagonistas a seus países de origem, lidando com as tradições africanas muitas vezes em contraste às perspectivas praticadas nas colônias.
CinemaBeento apresenta Visões de África no Cine Brasília de quinta a domingo, 25 a 28 de janeiro, com ingressos promocionais no valor único de R$5. Confira ao fim do texto a programação resumida e sinopses para cada filme. Imagens dos filmes podem ser encontradas neste link.
Abaixo, informações mais detalhadas sobre cada dia da mostra e seus eixos temáticos.
CINEMABEENTO APRESENTA VISÕES DE ÁFRICA
Quinta, 25/01 – IDENTIDADE
Na quinta, 25/01, a mostra CINEMABEENTO APRESENTA VISÕES DE ÁFRICA se inicia com uma seleção inspirada pelo eixo temático da identidade, exibindo dois curtas da diretora Akosua Adoma Owusu, na sessão das 16h. Kwaku Ananse (2013, 25min, 12 anos) combina uma tradicional fábula da África Ocidental sobre uma criatura, parte homem, parte aranha, com a história de uma jovem chamada Nyan Koronhwea que retorna a Gana para o funeral do seu pai distante. Em seguida, Meu Bebê Branco (Me Broni Ba, 2009, 22min, 12 anos), apresenta um retrato lírico dos salões de beleza em Kumasi, Gana. O emaranhado legado do colonialismo europeu na África é evocado através de imagens de mulheres trançando o cabelo de bonecas brancas descartadas pelo Ocidente.
Na sessão das 18h de quinta (25/01), a mostra exibe o longa-metragem Ó, Sol (Soleil O, 1970, 98min, 14 anos) do diretor Med Hondo, da Mauritânia. Vencedor em 1970 do Leopardo de Ouro, prêmio do Festival de Locarno (Suíça), o filme trata da emigração de um jovem da Mauritânia para Paris. Na França, ele se depara com situações que o fazem refletir sobre o que é ser africano.
Sexta, 26/01 – COMUNIDADE
Na sexta, 26/01, Visões de África exibe uma seleção de filmesa partir da perspectiva de comunidade. A sessão das 16h apresenta um curta e um longa-metragem de Djibril Diop Mambéty, importante diretor do Senegal. A Pequena Vendedora de Sol (La Petite vendeuse de soleil, 1998, 45min, Livre) acompanha Sili, jovem de 12 anos que se desloca com muletas pela capital do Senegal, Dakar, e que decide vender jornais, atividade normalmente desempenhada por meninos, para tentar ajudar a avó. Em seguida, a mostra exibe o clássico Touki Bouki – A Viagem da Hiena (Touki Bouki, 1973, 95min, 14 anos), primeiro longa-metragem de Diop Mambéty, parte da seleção oficial do Festival de Cannes de 1973, onde recebeu o prêmio da crítica. O filme acompanha a saga de dois jovens que sonham em emigrar para Paris. Como uma espécie de Bonnie & Clyde do Senegal, a dupla pensa em esquemas para conseguir dinheiro para a viagem e conhecem um homem chamado Charlie, reconhecido como um dos primeiros personagens queer do cinema africano.
Na sessão de 18h de sexta, 26/01, CinemaBeento apresenta no Cine Brasília o longa Rafiki (Rafiki, 2018, 82min, 14 anos), da diretora queniana Wanuri Kahiu. O filme mostra a relação de amizade entre duas garotas, que se transforma em um romance que passa a afetar a rotina da comunidade em que vivem. Elas enfrentam dilemas entre escolher viver este amor ou se distanciar. Antes de Rafiki, será exibido o curta-metragem E Não Havia Mais Neve (Et la Neige N’était Plus, 1966, 22min, 14 anos) do senegalês Ababacar Samb Makharam, que trata do retorno de um estudante a sua cidade natal, Dakar, onde ele questiona sua experiência na França e seu futuro com sinceridade, coragem e humor.
Sábado, 27/01 – MITO
A temática dos filmes selecionados para sábado, 27/01, trata de mitos, fantasia e lendas. Em sessão extra às 10h, a mostra apresenta a animação Kiriku e a Feiticeira (Kirikou et la Sorcière, 1998, 74min, Livre), de Michel Ocelot. O filme, uma aventura livre para todas as idades, retrata, com visuais impressionantes, a lenda africana em que um recém-nascido superdotado se incumbe de salvar a sua aldeia de Karabá, uma feiticeira que deu fim a todos os guerreiros da aldeia, secou a sua fonte d’água e roubou todo o ouro das mulheres.
Na sessão das 16h de sábado, 27/01, Visões de África exibe um curta e um longa-metragem do diretor Timité Bassori, da Costa do Marfim. O curta, chamado Na Duna da Solidão (Sur la Dune de la Solitude, 1964, 32min, 12 anos) é baseado em uma lenda onde Mamy Watta, a deusa da água, seduz os humanos, e mostra o encontro de dois jovens numa noite escura à beira d’água. Ao curta se segue o longa A Mulher com a Faca (La Femme au Couteau, 1969, 80min, 12 anos), filme do mesmo diretor que conta a história de um intelectual que volta à Costa do Marfim após longo período na Europa. Sem conseguir conciliar as perspectivas modernistas com suas tradições africanas, ele é assombrado pelo espectro de uma mulher que ameaça destruir seus potenciais relacionamentos amorosos.
Finalizando a mostra no sábado, 27/01, a sessão de 18h exibe Neptune Frost (2021, 105min, 14 anos), dirigido pela ruandesa Anisia Uzeyman e seu companheiro, Saul Williams. O filme é um híbrido fantástico de musical com ficção científica, ambientado no Burundi, que conta a saga de um coletivo anticolonialista de hackers que buscam assumir o controle político de um regime autoritário que explora os recursos minerais da região.
Domingo, 28/01 – RESISTÊNCIA
No último dia de CinemaBeento apresenta Visões de África, a sessão das 16h exibe Sambizanga (1972, 102min, 16 anos), da diretora Sarah Maldoror. O filme é contado a partir da perspectiva de Maria, esposa de Domingos Xavier, revolucionário angolano, preso pela polícia secreta portuguesa. Domingos é levado para a prisão de Sambizanga, onde acaba sendo submetido a um interrogatório e à tortura para delatar os nomes de outros ativistas que lutavam pela independência angolana.
Finalizando a mostra, a sessão de 18h apresenta Isso Não é um Enterro, é uma Ressurreição (This is not a Burial, It’s a Ressurection, 2019, 120min, 18 anos) de Lemohang Jeremiah Mosese, de Lesoto, pequeno país no sul da África. O filme conta a história de uma viúva de 80 anos chamada Mantoa, que aguarda ansiosamente o retorno do filho às montanhas de Lesoto, quando recebe a notícia de sua morte. Ávida pelo próprio fim após a perda do último membro remanescente da família, ela coloca seus negócios em ordem e toma providências para ser enterrada no cemitério local. Seus minuciosos planos são repentinamente perturbados pela notícia de que as autoridades pretendem inundar toda a região para construir uma barragem e, por consequência, reassentar todos os moradores da aldeia em que vive.
SOBRE O CINEMA BEENTO
ˈbiːntuː, ˈbɪntʊ)
CinemaBeento é um Pop-Up Cinema Club com base em Acra, capital de Gana, comprometido em exibir filmes pouco conhecidos ou esquecidos aos olhos do público, com ênfase em obras que se relacionem com a diáspora africana. O interesse do CinemaBeento é apresentar uma experiência cinematográfica multicultural, instigante e memorável. Como pop-up cinema, as exibições do Beento são realizadas em espaços íntimos e menores, como cafés ou galerias, ou em espaços comunitários de maior alcance. A ausência de salas de cinema como a do Cine Brasília em cidades de Gana, mesmo na capital, levou à criação de um cinema pop-up que pudesse apresentar obras em diferentes espaços.
Beento é um termo coloquial usado em países da África Ocidental, como Gana e Nigéria, e que se refere a alguém que viajou ou viveu no estrangeiro. Significa exposição a culturas estrangeiras, arte, educação ou experiências de diáspora.
O objetivo dos eventos que o CinemaBeento realiza em cidades fora do continente africano é o de unir comunidades internacionais interessadas na arte cinematográfica, promovendo uma compreensão mais profunda das diversas experiências da diáspora africana através de obras criadas para serem experienciadas coletivamente, numa sala de cinema.
PROGRAMAÇÃO POR DIA

CINEMABEENTO APRESENTA VISÕES DE ÁFRICA
25 A 28 de janeiro, Cine Brasília
IDENTIDADE
Quinta, 25/01 – 16h
Kwaku Ananse (2013, 26m, Akosua Adoma Owusu, Gana, 12 anos)
Me Broni Ba (2019, 22m, Akosua Adoma Owusu, Gana, 12 anos)
Quinta, 25/01 – 18h
Ó, Sol (Soleil O, 1970, 103m, Med Hondo, Mauritânia, Livre)
COMUNIDADE
Sexta, 26/01 – 16h
A Pequena Vendedora de Sol (La Petite Vendeuse de Soleil, 1999, 43m, Djibril Diop Mabéty, Senegal, Livre)
Touki Bouki – A Viagem da Hiena (Touki Bouki, 95m, 1973, Djibril Diop Mambéty, Senegal, 14 anos)
Sexta, 26/01 – 18h
E Não Havia Mais Neve… (Et la neige n’était plus…, 1966, 22m, Ababacar Samb-Makharam, Senegal, Livre)
Rafiki (2018, 83m, Wanuri Kahiu, Quênia, 14 anos)
MITO
Sábado, 27/01 – 10h
Kirikou e a Feiticeira (Kirikou et la Sorcière, 1998, 80m, Michel Ocelot, França / Guiné, Livre)
Sábado, 27/01 – 16h
Na Duna da Solidão (Sur la Dune de la Solitude, 1964, 31m, Timité Bassori, Costa do Marfim, 12 anos)
A Mulher com a Faca (La Femme au Couteau, 1969, 71m, Timité Bassori, Costa do Marfim, 12 anos)
Sábado, 27/01 – 18h
Neptune Frost (2021, 110m, Anisia Uzeyman, Saul Williams, Ruanda, 14 anos)
RESISTÊNCIA
Domingo, 28/01 – 16h
Sambizanga (1972, 102m, Sarah Maldoror, Angola, Congo, 16 anos)
Domingo, 28/01 – 18h
Isto Não é um Enterro, é uma Ressurreição (This is not a Burial, It’s a Ressurection, 2019, 120m, Lemohang Jeremiah Mosese, Lesoto, 18 anos)
Programação com sinopses
CINEMABEENTO APRESENTA VISÕES DE ÁFRICA
25 a 28 de janeiro, Cine Brasília

IDENTIDADE
Quinta, 25/01 – 16h
Kwaku Ananse (2013, 26m, Akosua Adoma Owusu, Gana, 12 anos)
A tradicional fábula da África Ocidental de Kwaku Ananse é combinada com a história de uma jovem forasteira chamada Nyan Koronhwea que compareceu ao funeral do seu pai distante. O pai de Nyan levou duas vidas separadas, com duas esposas e duas famílias – uma em Gana e outra nos Estados Unidos. A ambivalência de Nyan em relação à vida dupla do seu pai é um reflexo de uma verdade mais ampla sobre a natureza das nossas relações pessoais.
Me Broni Ba (2019, 22m, Akosua Adoma Owusu, Gana, 12 anos)
Este documentário inovador é um retrato lírico de salões de cabeleireiro em Kumasi, Gana. O emaranhado legado do colonialismo europeu em África é evocado através de imagens de mulheres praticando tranças de cabelo em bonecas brancas descartadas do Ocidente.
Quinta, 25/01 – 18h
Ó, Sol (Soleil O, 1970, 103m, Med Hondo, Mauritânia, Livre)
Um jovem chega a Paris vindo da Mauritânia, onde espera ter uma vida melhor. Sendo extremamente difícil achar um emprego ou um apartamento, embora seja um homem educado, e ao receber cantadas condescendentes de mulheres, ele logo enfrentará discriminação por todos os lados.

COMUNIDADE
Sexta, 26/01 – 16h
A Pequena Vendedora de Sol (La Petite Vendeuse de Soleil, 1999, 43m, Djibril Diop Mabéty, Senegal, Livre)
Sili Laam (Lissa Balera) é uma destemida menina deficiente do Senegal. No local onde vive, a venda de jornais é uma atividade feita exclusivamente por meninos. Mas, em uma certa manhã, Sili decide ignorar esta regra e passa a vender cópias do Soleil, o jornal do governo, irritando os “concorrentes” do sexo oposto.
Touki Bouki – A Viagem da Hiena (Touki Bouki, 95m, 1973, Djibril Diop Mambéty, Senegal, 14 anos)
Mory (Magaye Niang) monta uma motocicleta decorada com um crânio de vaca, e Anta (Mareme Niang), um estudante universitário, se encontram em Dakar, capital do Senegal. Descontentes com o Senegal e a África, desejam ir a Paris e elaboram diferentes esquemas para ganhar dinheiro para comprar uma passagem de navio para a Europa.
Sexta, 26/01 – 18h
E Não Havia Mais Neve… (Et la neige n’était plus…, 1966, 22m, Ababacar Samb-Makharam, Senegal, Livre)
Um jovem bolsista senegalês regressa da França. O que ele aprendeu? O que ele esqueceu? Que caminho ele irá escolher para o contato com as novas realidades africanas? Os problemas que se colocam na juventude africana expostos com franqueza, coragem e humor.
Rafiki (2018, 83m, Wanuri Kahiu, Quênia, 14 anos)
Kena e Ziki vivem vidas muito diferentes em Nairobi, capital do Quênia. Kena trabalha na loja do pai e aguarda o início da escola de enfermagem, enquanto Ziki passa os dias saindo com as amigas e inventando coreografias. Seus caminhos se cruzam quando seus pais competem entre si por assentos na Assembleia do Condado, e elas se sentem atraídas uma pela outra. Logo seu interesse se transforma em afeto e as meninas encontram maneiras de amar umas às outras, apesar do olhar sempre atento da vizinhança.

MITO
Sábado, 27/01 – 10h
Kirikou e a Feiticeira (Kirikou et la Sorcière, 1998, 80m, Michel Ocelot, França / Guiné, Livre)
Baseado em uma lenda da África Ocidental, o filme conta a história de Kiriku, um garoto pequeno, mas muito inteligente e com dons especiais, que nasceu com a missão de salvar sua aldeia. A cruel feiticeira Karaba secou a fonte do lugar onde Kiriku mora com amigos e parentes e, possivelmente, comeu o pai e os tios do menino. Encontrando amigos e seres fantásticos pelo caminho, Kiriku vai resolver a situação.
Sábado, 27/01 – 16h
Na Duna da Solidão (Sur la Dune de la Solitude, 1964, 31m, Timité Bassori, Costa do Marfim, 12 anos)
Baseado na lenda de Mama Watta, deusa da água que seduz os homens para o cativeiro, o filme retrata o encontro simbólico de um homem e uma mulher numa noite à beira d’água. Os dois compartilham sonhos na areia, mas com a luz do dia vem a desorientação e a morte.
A Mulher com a Faca (La Femme au Couteau, 1969, 71m, Timité Bassori, Costa do Marfim, 12 anos)
Um jovem intelectual da Costa do Marfim volta para casa após um longo período na Europa. Sem conseguir conciliar seus novos pontos de vista modernistas com suas tradições africanas, ele é assombrado pelo espectro de uma mulher que ameaça destruir seus potenciais relacionamentos com outras mulheres.
Sábado, 27/01 – 18h
Neptune Frost (2021, 110m, Anisia Uzeyman, Saul Williams, Ruanda, 14 anos)
Em Neptune Frost, acompanhamos o encontro de um hacker africano intersexo, um mineiro de coltan e a maravilha virtual nascida dessa união. Híbrido musical de ficção científica ambientado em Ruanda e no Burundi, o filme se ergue partir da transcendente conexão entre esses dois protagonistas. Se o mundo de hoje é alimentado pela tecnologia, obcecado com o futuro e articulado por uma linguagem que apaga o poder do povo negro, este longa afrofuturista explora uma linguagem vibrante e ampla o suficiente para contar a complexa história dos mineiros africanos garimpando minerais de terras raras que compõem a rede digital da qual dependemos atualmente.
RESISTÊNCIA
Domingo, 28/01 – 16h
Sambizanga (1972, 102m, Sarah Maldoror, Angola, Congo, 16 anos)
Em Sambizanga, acompanhamos a busca de Maria por seu marido Domingos, membro de um movimento de libertação angolano. Após acontecimentos sangrentos, ele é preso pela polícia secreta portuguesa, mas não trai os seus companheiros, mesmo sob tortura na prisão que dá nome ao filme.
Domingo, 28/01 – 18h
Isto Não é um Enterro, é uma Ressurreição (This is not a Burial, It’s a Ressurection, 2019, 120m, Lemohang Jeremiah Mosese, Lesoto, 18 anos)
Nas montanhas do Lesoto, uma viúva de 80 anos chamada Mantoa aguarda ansiosamente o retorno do filho, que trabalha nas minas da África do Sul, quando recebe a notícia de sua morte. Ávida pelo próprio fim após a perda do último membro remanescente da família, ela coloca seus negócios em ordem e toma providências para ser enterrada no cemitério local. Seus minuciosos planos são repentinamente perturbados pela notícia de que as autoridades pretendem inundar toda a região para construir uma barragem para um reservatório e, por consequência, reassentar a aldeia onde ela vive.

SERVIÇO
CinemaBeento apresenta Visões de África
25 a 28 de janeiro de 2024
Cine Brasília
Quinta a domingo, sessões às 16h e às 18h
Sessão extra sábado, 27/01, às 10h
Sessões com Ingressos promocionais no valor único de R$5
Realização: CinemaBeento – https://cinemabeento.com
Curadoria: Hadar Busia-Singleton e Matheus Vinhal