Celebre o Dia Nacional da Biblioteca com obras gratuitas disponíveis na BibliON

As bibliotecas, seja digital ou física, são portas de entrada para o conhecimento e a descoberta de muitas possibilidades na educação

Dia 9 de abril, é celebrado o Dia Nacional da Biblioteca, uma data especial dedicada para incentivar a leitura como ferramenta base para a educação e formação dos indivíduos. A biblioteca viva é um espaço para socialização, aberto para a comunidade, onde possuem acesso à tecnologia e internet, acessibilidade, oficinas e capacitações, além das atividades culturais. A biblioteca é o local onde estão reunidos diferentes tipos de livros, que abrangem os mais variados assuntos. Um espaço essencial para a aquisição de conhecimentos e procurado por pessoas que desejam explorar a leitura, estudar ou mesmo trabalhar.

O universo de uma biblioteca é gigantesco. Com estantes com milhares de livros, histórias, contos ou informações sobre tudo que desejamos. É possível mergulhar num mundo novo, imaginário e viajar sem sair do lugar. Quem nunca ficou maravilhado ao descobrir as várias possibilidades que os livros podem proporcionar?

Várias são as razões para incentivarmos um espaço especial aos livros, seja ele físico ou digital: acesso à informação, preservação da cultura e da história, promoção da educação, desenvolvimento da comunidade, além do fomento à alfabetização e leitura. Então, em comemoração a esta data, que tal ler e se interessar um pouco mais sobre o mundo das bibliotecas? 

Confira os livros selecionados pela BibliON:

Bibliotecas no Mundo Antigo -Lionel Casson

Esta deliciosa obra conta a história das bibliotecas antigas desde suas origens, quando “livros” eram tábuas de cerâmica e a escrita, um fenômeno novo. O renomado estudioso clássico Lionel Casson nos conduz em uma animada viagem, partindo das bibliotecas reais do Antigo Oriente, passando pelas bibliotecas públicas e privadas da Grécia e de Roma, até as primeiras bibliotecas monásticas cristãs. Casson traça o desenvolvimento das construções, os sistemas, acervos e patronos das bibliotecas, considerando questões de uma ampla variedade de tópicos, como: quem contribuiu para o desenvolvimento das bibliotecas públicas, especialmente a grande Biblioteca de Alexandria? O que as bibliotecas antigas incluíam em seu acervo? Como as bibliotecas antigas adquiriam livros? Qual era a natureza das publicações no mundo greco-romano? Como o cristianismo transformou a natureza dos acervos bibliotecários? Assim como uma biblioteca recompensa quem explora com tesouros inesperados, este interessante livro oferece a seus leitores a história surpreendente da ascensão e do desenvolvimento de bibliotecas antigas – uma história fascinante que nunca foi contada antes. “Recomendo esta agradável história a qualquer leitor interessado no mundo clássico. O livro de Casson é a escolha certa para quem quer não apenas aprender sobre bibliotecas antigas, mas também compartilhar as experiências das pessoas que viveram em sociedades tão diferentes (e ainda assim tão próximas) da nossa.” College & Research Libraries “O livro de Casson não se limita a onde e quando bibliotecas importantes existiram, ele oferece uma história social que transcende a ideia de biblioteca como nós conhecemos. Tão interessante para um arqueólogo quanto para um amante de livros.” Publishers Weekly “Mais do que uma narrativa fascinante sobre as contribuições de Aristóteles, da Biblioteca de Alexandria e das grandes bibliotecas públicas e privadas de Roma, este livro considera de um ponto de vista vantajoso a natureza da educação e da cultura.” Virginia Quarterly Review

Deixem que leiam -Geneviève Patte

Este livro não é um manual. Ele apresenta experiências simples e acessíveis a todos aqueles que se interessam pela leitura e por livros na sociedade contemporânea. Em Deixem que leiam, a conferencista e bibliotecária Geneviève Patte, fundadora da revolucionária biblioteca infantil de Clamart, expõe pela primeira vez para o leitor brasileiro sua experiência com a promoção da leitura, os efeitos dela e também os novos caminhos que são exigidos para os profissionais comprometidos com a cultura e educação diante das novas tecnologias. Reconhecida internacionalmente não somente pelo seu trabalho como bibliotecária, mas como uma personalidade intelectual vinculada à pedagogia e educação infantil, Geneviève Patte não discute somente a questão do hábito da leitura. Para ela, ler é resultado da vontade de conhecer, da curiosidade intelectual e do desejo de escutar relatos e brincar com a linguagem. Em Deixem que leiam, o leitor também tem a oportunidade de acompanhar o itinerário da autora como bibliotecária. Ela iniciou sua carreira com uma pequena equipe, em Clamart, cidade da periferia parisiense, ambiente por princípio nada propício social e culturalmente para o estímulo à leitura. Lá, desenvolveu um trabalho modelar, adequando e adaptando a biblioteca à realidade social e cultural da cidade. Um dos diferenciais da iniciativa foi a criação de estímulos que tornassem o ato da leitura uma experiência compartilhada e, acima de tudo, prazerosa. Este é um livro para pais, professores, educadores, psicólogos e para todos que de algum modo se sintam comprometidos com a melhora da qualidade cultural e social dos homens. Com um humanismo tocante, Geneviève Patte convida o leitor para um ininterrupto encontro com os livros e também com todos aqueles que estão comprometidos com o aperfeiçoamento e evolução do ser humano.

A biblioteca escolar: temas para uma prática pedagógica – Bernadete Campello

“A escola não pode mais contentar-se em ser apenas transmissora de conhecimentos que, provavelmente, estarão defasados antes mesmo que o aluno termine sua educação formal; tem de promover oportunidades de aprendizagem que dêem ao estudante condições de aprender a aprender, permitindo-lhe educar-se durante a vida inteira. A biblioteca está presente nesse processo. Trabalhando em conjunto, professores e bibliotecários planejar situações de aprendizado que desafiem e motivem os alunos, acompanhando os seus progressos, orientando-os e guiando-os no desenvolvimento de competências informacionais cada vez mais sofisticadas.”

Coleção, arquivo, biblioteca a literatura de Borges e Calvino – Maria Elisa Rodrigues Moreira

Como pensar as obras de Jorge Luis Borges e de Italo Calvino sob a perspectiva da biblioteca? Ou, numa colocação melhor, como pensar sua literatura, metaforicamente, como uma biblioteca? Essas podem ser consideradas as duas questões norteadoras de Coleção, arquivo, biblioteca: a literatura de Borges e Calvino, livro que apresenta os resultados da extensa pesquisa desenvolvida por Maria Elisa Rodrigues Moreira, em sua tese de doutorado. A metáfora da biblioteca, que atravessa e é atravessada também pelas noções de coleção e arquivo, não apenas conduz a argumentação da pesquisadora como, também, evidencia-se na própria organização de seu texto, no qual transitamos pelas obras tanto do escritor argentino quanto do escritor italiano como se estivéssemos a folhear seus livros em uma ampla e diversificada biblioteca. Esse trânsito nos coloca diante de reflexões sobre a memória, o esquecimento, a política, a ciência, o conhecimento, o acúmulo, a teoria, a ficção. Borges e Calvino aparecem, aqui, mais que como dois escritores fundamentais do século XX: são considerados responsáveis pela construção de uma obra-biblioteca que provoca o pensamento e mobiliza leitores e leitoras diante dos caminhos do mundo contemporâneo.

Uma Biblioteca e seus Leitores Percursos de uma História – Danielly Vieira Inô Espíndula

Entre ausências, lacunas, fontes dispersas, relatos incertos, uma história bem construída. O leitor encontrará neste livro uma história da Biblioteca Municipal de Campina Grande-PB (BPMCG) tecida a partir de duas dimensões que contam uma história de leitura: o espaço a ser habitado e as pessoas que o habitam. Danielly V. Inô Espíndula demonstra, com a habilidade dos grandes pesquisadores, como a BPMCG cambaleia entre a realidade e as circunstâncias de sua fundação, e as dificuldades de sua manutenção, interferindo, inclusive, na sua existência física. As “Vozes da Borborema” são estridentes em 1938, quando de sua fundação, mas silenciam em vários momentos sobre a existência (inclusive, física) desse espaço. As pessoas que habitam esse lugar – às vezes, sem serem notadas ou se fazerem presentes – são os seus diferentes leitores, cujo perfil pode ser encontrado na leitura que Danielly faz das entrevistas com eles realizadas. É certo que habitar um lugar sem estar nele é uma “realidade” possibilitada desde sempre pela leitura, mas Danielly demonstra outra faceta desse movimento, ao descrever e analisar a dança dos leitores da BPMCG: entre presenças e ausências, biblioteca e leitores se movem rumo a um futuro incerto.

Para utilizar o serviço gratuito, basta que os interessados acessem www.biblion.org.br ou baixem o aplicativo BibliON, disponível no Google Play e na Apple Store e realizem um breve cadastro. O usuário pode fazer empréstimos de até duas obras simultâneas, por 15 dias. A BibliON permite, ainda, ações como organizar listas, adicionar favoritos, compartilhar um livro como dica de leitura nas redes sociais, fazer reservas, ver histórico e sugerir novas aquisições. Por meio de princípios de gamificação, os associados conseguem acompanhar as estatísticas do tempo dedicado à leitura e participar de desafios. 

O sistema de busca permite a  utilização de diversos filtros, como tema, autor, categoria ou título. É possível ler em dispositivos móveis, sem a necessidade de usar dados do celular, por meio do download prévio do título ou, ainda, ajustar o tamanho da letra e o contraste da tela; escolher diferentes modos de leitura para dia ou para noite e acionar a leitura em voz sintetizada, para saída em áudio do texto.

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