Menire Be Kayapó Djapej – A Mulher Kayapó e o Seu Trabalho na Galeria Casa + Tachotte&CO

No dia 6 de abril, a partir das 18h, a Galeria Casa + Tachotte&CO inaugura a mostra “Menire Be Kayapó Djapej – A Mulher Kayapó e o Seu Trabalho”, realizada por artistas mulheres kayapós associadas e representadas pelo Instituto Kabu em parceria com a Rede Multiétnica e Aldeia Multiétnica. A exposição reúne pinturas, fotografias e painéis temáticos que abordam as atividades produtivas realizadas pelas mulheres que vivem nas aldeias da etnia kayapós no Pará. A mostra fica em cartaz até o dia 30 de maio. A visitação é de terça a sábado, das 14h às 22h, e domingo, das 12h às 20h, a entrada é gratuita e livre para todos os públicos. A Galeria Casa fica no Casapark, Piso Superior, dentro da Livraria da Travessa. No Instagram @galeria_casa.

A mostra que na Galeria Casa + Tachotte&CO apresenta um recorte da produção artística das mulheres kayapós que vivem e trabalham nas aldeias da etnia no Pará. Essa produção reflete a cultura e as tradições relacionadas em grande parte à vida social e econômica das comunidades kayapós. Na exposição, o público encontrará obras de artistas que vivem nas aldeias Baú, Pukatoti, Kawatum, Kubenkokre, Krimej, Menkragnotire, Pukany e Jabui.

“Quando começamos a falar sobre nós mesmas, costumamos dizer: “menire tyx”, “menire djàpex kume:xi”, “menire mejkumrej”, que traduzido para o português significa mulheres kayapó fortes, trabalhadoras e belas.” Informam as artistas em um texto coletivo que perpassa a expografia na Galeria Casa + Tachotte&CO. “Nós, mulheres kayapó, nos auto-identificamos como “menire”. Esse é o nome usado em nossa língua materna para nos diferenciar das outras mulheres, uma vez que as mulheres não indígenas são chamadas de “kubenira”, informam as artistas

Foto Divulgação

Estruturada por painéis temáticos, a mostra apresenta os projetos de pintura, miçanga, cumaru, castanha-do-brasil, babaçu, farinha de mandioca e todo o repertório da produção artesanal e cultural das mulheres kayapó. “Nossa força está na nossa cultura, pois somos guerreiras, e as principais responsáveis pela manutenção e fortalecimento dos conhecimentos que são repassados aos nossos filhos e netos, todos os dias”, dizem as artistas.

A mostra das artistas mulheres kayapós acontece em um momento em que a terra, a cultura e as tradições dos povos originários brasileiros são foco de atenção e preocupação. A exposição criada no âmbito das atividades de alternativas econômicas dos projetos desenvolvidos pelo Instituto Kabu reúne um rico acervo fotográfico, sobre as principais atividades produtivas das mulheres kayapó e tem por objetivo aproximar a sociedade do universo sociocultural e econômico das mulheres que vivem nas aldeias no Pará.

A pintura corporal

Presente em fotografias e em telas, a mostra traz para o público pinturas corporais, tradicionais. Ôk, na língua kayapó, significa pintura. Todas as mulheres da aldeia sabem pintar, pois aprendem ainda na infância. Elas fazem a pintura para o rosto, para o corpo inteiro, peito, braços e pernas. “Nossas pinturas corporais são diferentes, dependendo da pessoa que é pintada. Existe pintura para mulheres, para os homens, para os velhos, para mulher solteira e para o primeiro filho”, explicam as artistas. As pinturas lembram os bichos, as plantas e tudo aquilo que faz parte do meio-ambiente da região. “Os motivos para fazer a pintura são bastante variados, sendo mais utilizados para festas de iniciação e de nominação, festa das mulheres e rituais diversos como funerais, preparação para guerra, pesca, incursões na floresta ou só para nos embelezar mesmo”, completam as artistas kayapós. 

Sobre o Instituto Kabu

O Instituto Kabu é uma associação comunitária criada e dirigida pelos kayapó do Subgrupo Mekrãgnoti. A associação foi criada em março de 2008, na cidade de Novo Progresso, no estado do Pará, com a finalidade de defender direitos, acessar políticas públicas e assegurar a integridade territorial das Terras Indígenas Baú e Menkragnoti. Além da missão de lutar na defesa dos direitos dos Mekrãgnoti e na proteção do seu território tradicional, vem desenvolvendo diversas atividades de apoio à produção, contribuindo para o fortalecimento de atividades produtivas.


Sobre a Aldeia Multiétnica

A Aldeia Multiétnica é um território na Chapada dos Veadeiros dedicado ao fortalecimento das culturas e lutas políticas dos povos indígenas e quilombolas, com princípios de preservação, promoção e acesso ao patrimônio material e imaterial brasileiros. Está localizada em uma área de preservação ambiental do Cerrado a 20 km de Alto Paraíso de Goiás, no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

@aldeiamultietnica

Sobre a Rede Multiétnica

Rede de comercialização e apoio ao escoamento da produção artesanal, alimentar, artística e extrativista de povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais. Surge do desdobramento da Aldeia Multiétnica e é mais bem definida como um projeto de fortalecimento da economia da sociobiodiversidade, pois valoriza e fortalece a cultura associada à produção, protege ecossistemas ao fortalecer povos que manejam seus territórios, garante a justa remuneração e busca demandas regulares para projetos, associações e comunidades produtoras. @redemultietnica

Foto Divulgação

Serviço:

Menire Be Kayapó Djapej – A Mulher Kayapó e o Seu Trabalho

Mostra coletiva das mulheres artistas das aldeias Kaiapós Baú, Pukatoti, Kawatum, Kubenkokre, Krimej, Menkragnotire, Pukany e Jabui

Pinturas e objetos 

Abertura | 6 de abril

                    A partir das 18h

Onde | Galeria Casa + Tachotte&CO.

              Casapark, Piso Superior, acesso pela Livraria da Travessa

Visitação | até 30/05/2023

                    De terça a sábado, das 14h às 22h

                    Domingo e feriados, das 12h às 20h

Entrada | Gratuita

Classificação Indicativa | Livre para todos os públicos

Instagram | @galeria_casa

Endereço | SGCV Lote 22, Brasília – DF

Contatos | +55 (61) 3403-5300

                    @casapark

Agradecimentos | Instituto Kabu | Rede Multiétnica

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