Brasília tem de melhor na Cultura, Entretenimentos, Arquitetura, Design e Decoração, Feiras, Cursos, Workshops, Seminários, Gastronomia, Vinhos, Cafés, Moda, Beleza…
O festival terá atrações para todas as idades, além de distribuição de picolé e algodão-doce | Foto: Divulgação/Administração do Guará
Praça do Arerê receberá programação gratuita pensada para crianças e famílias
A Praça do Arerê, na QE 40 do Guará, será tomada por cores, música e sorrisos entre os dias 24 e 26 de outubro, das 15h às 22h, quando será realizado o Festival da Alegria. O evento é gratuito, voltado ao público infantil e promete reunir famílias inteiras em torno de atividades lúdicas e educativas.
Durante os três dias de festa, o público poderá aproveitar oficinas criativas, recreação infantil, pintura facial, balão mania, espaço kids e brinquedos infláveis. Além das atividades permanentes, haverá distribuição gratuita de picolé, pipoca e algodão-doce, além de apresentações musicais. Um dos destaques será a presença de grupos infantis consagrados, como a Patrulha Canina e a Turma do Scooby-Doo.
“Eventos como esse movimentam a cidade e são mais do que um simples evento infantil: são uma celebração da cultura, da convivência e da valorização dos espaços públicos do Guará. Essas iniciativas fortalecem o turismo local ao atrair famílias, movimentar a economia criativa e reforçar o sentimento de pertencimento da comunidade. É importante para o turismo das regiões administrativas promover essa participação cultural e regional”, afirma o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.
O administrador do Guará, Artur Nogueira, destaca que o evento é mais uma ação voltada à integração das famílias e ao fortalecimento do vínculo comunitário. “O Festival da Alegria é uma celebração da infância e da convivência. Queremos que as famílias se sintam acolhidas e que as crianças tenham a oportunidade de viver experiências positivas e educativas em um ambiente seguro e divertido”, afirma.
O evento é promovido pela Organização Social Vem Ser, com apoio da Administração Regional do Guará e da Secretaria de Turismo do DF.
*Com informações da Administração Regional do Guará
Na manhã de quarta-feira, 15 de outubro, arquitetos e designers de interiores convidados pelo Casapark Prime visitaram a mostra “Finca-Pé: Estórias da terra“, do artista brasiliense Antônio Obá, exibição no CCBB Brasília.
Os cerca de 45 convidados foram recebidos com um café da manhã e a seguir, por Auber Bettinelli e Isabela Formiga, ambos da equipe do educativo do CCBB, e que contextualizaram brevemente a mostra antes de iniciar o percurso pelas galerias.
Após a primeira etapa da visita, o arquiteto Vinícius Alano, do escritório Três Arquitetura, ressaltou o caráter inovador que a arte traz para sua prática diária. “As visitas realizadas a convite do Casapark Prime me ajudam a pensar nos projetos a partir de uma outra perspectiva e em novas possibilidades de matérias e formas”, comentou o arquiteto que participou da visita ao lado de seus sócios, Diego Kern e Luciano Pena.
Com curadoria de Fabiana Lopes, mais de 50 trabalhos, entre pinturas, desenhos, instalação e filme-performance, a exposição ganha em Brasília uma dimensão particular: o encontro entre a poética de Obá e o território que moldou sua experiência e sensibilidade. A mostra estabelece um diálogo com o Cerrado pelas obras do mineiro Marcos Siqueira, artista convidado, natural da Serra do Cipó. Seus trabalhos, criados a partir da terra como matéria-prima para pigmentos e personagens, expandem o campo poético da exposição e reforçam a ideia de que a matéria e o lirismo podem se entrelaçar na construção de novas imagens e sentidos.
Do carimbó à cumbia, Emília Monteiro fará apresentações gratuitas como parte da programação paralela da exposição Vetores-Vertentes.
Como parte da programação paralela da exposição Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará, que fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) até o dia 2 de novembro, uma programação musical gratuita promete agitar o público. Nos dias 24 e 25 de outubro, às 19h, está programado o show Vertentes – O Som Que Vem do Norte, protagonizado pela cantora paraense Emília Monteiro. A artista apresenta canções do álbum autoral Cheia de Graça e um repertório que passeia por ritmos emblemáticos da cultura amazônica, como carimbó, cumbia, guitarrada e brega, além de homenagens a grandes intérpretes do Pará. A entrada é gratuita e os ingressos estarão disponíveis para retirada um dia antes de cada show, a partir de 12h, no site bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB.
Com presença de palco marcante, Emília interpreta sucessos de nomes como Dona Onete, Fafá de Belém, Joelma, Gaby Amarantos, Lia Sophia e Patrícia Bastos, oferecendo ao público um panorama vibrante da diversidade musical nortista. Acompanhada por Marcus Moraes (guitarra) e George Lacerda (percussão), a cantora promete transformar o teatro do CCBB Brasília em uma grande celebração dançante, reafirmando a potência cultural da região Norte. “Me sinto muito feliz por representar minha ancestralidade amazônica musicalmente durante essa linda e potente exposição de mulheres fotógrafas paraenses, numa Amazônia imersiva incrível e tocante”, comemora a artista.
A exposição é patrocinada pelo Banco do Brasil e Ministério da Cultura via Lei Rouanet, com coordenação e produção do Museu das Mulheres, e possui audiodescrição de obras, audioguia e intérprete de Libras na programação paralela e nos vídeos de divulgação. A entrada para a exposição também é gratuita, de terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada nas galerias até 20h40, no CCBB Brasília, que fica no Setor de Clubes Esportivos Sul. Os ingressos poderão ser retirados no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria.
CURADORA E DIRETORA ARTÍSTICA – Sissa Aneleh é curadora, pesquisadora, historiadora da arte, diretora artística e gestora cultural,doutora em Artes Visuais pela Universidade deBrasília (UnB) e mestra em Artes pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Com mais de quinze anos de atuação na pesquisa de fotografia, artes plásticas e artes visuais, seu trabalho concentra-se na valorização da produção artística da Amazônia e do Brasil, com ênfase na perspectiva feminina e decolonial. Especialista em fotografia paraense, identidade e território, Sissa desenvolve projetos que ampliam as narrativas visuais da região, desafiando representações hegemônicas e promovendo o protagonismo de mulheres artistas amazônicas. Além da curadoria de exposições nacionais e internacionais, é diretora e curadora geral do Museu das Mulheres.
MUSEU DAS MULHERES – O Museu das Mulheres (Museu DAS) é o primeiro museu dedicado às mulheres no Brasil. Constitui-se como uma instituição de arte privada, fundada em 2022. Nasceu da vontade de reconhecer o valor da produção artística, intelectual e prática das mulheres no Brasil e no mundo. Tem por visão e missão institucionais: impulsionar o avanço das mulheres e valorizar o protagonismo feminino em arte, cultura, literatura, educação, música, patrimônios material e imaterial, tecnologia, história, pesquisa e demais áreas de realização das mulheres. Museu híbrido, atua tanto no universo físico quanto no virtual, lança projetos em ambientes espaciais imersivos e interativos – com Realidade Expandida (XR), Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV) – e, por extensão, tem salas expositivas no Metaverso. Possui programação em artes plásticas e visuais, cinema, eventos, além de programa educativo, área de pesquisa, editora e acervo.
Sobre o CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis. Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizadas exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances. Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas. Em 2022, o CCBB Brasília se tornouo terceiro prédio do Banco do Brasil a receber acertificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade
A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta- feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso égratuito, mediante retirada de ingresso no site,na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Codeda van. Lembrando que o ingresso garante olugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.
Horários da van – De quinta a domingo:Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h,17h, 18h, 19h e 20h | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.
Exposição Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará Período: De26 de agosto a 2de novembro de2025 Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Endereço: Setor de Clubes Esportivos Sul Trecho 2, Lote 22 – Brasília – DF Ingressos gratuitos: Disponíveis embb.com.br/cultura e na bilheteria doCCBB Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças Informações: (61) 3108-7600 | ccbbdf@bb.com.br
Com 26 episódios musicais, a animação aproxima as crianças da natureza e das tarefas do dia a dia por meio da fantasia do menino Lírio
Exibida no começo deste mês no festival pernambucano Animage, a obra tem exibições marcadas em festivais de Portugal e da Costa do Marfim em 2026
O Mundo de Lírio marca a estreia da Amanda Fernandes na Animação e conta com equipe majoritariamente candanga
Após pré-estreia gratuita realizada no último sábado, 18, na Vila Planalto, a série de animação O Mundo de Lírio realiza um ciclo de exibições para estudantes de colégios públicos do Distrito Federal. Entre os dias 20 e 24 de outubro, a animação será exibida em cinco escolas públicas, alcançando cerca de 1.500 crianças, com direito a tradução em Libras de todas as atividades, em um ciclo que já passou por duas escolas, no Riacho Fundo II (IEHN II) e em Samambaia (CEPI Mandacaru).
As exibições têm início nesta segunda (20), no CEPI Ipê Roxo de Samambaia e, na terça (21), a série é apresentada no CEPI Onça Pintada, também em Samambaia. No dia 22, a obra chega aos alunos do CEPI Orquídea do Cerrado, em Ceilândia; dia 23 é apresentada no CEPI Quero-Quero, no Recanto das Emas; e no dia 24, o ciclo de apresentações é encerrado no IEHN I, no Riacho Fundo I.
Marcando a estreia em direção da já experiente produtora Amanda Fernandes, a série O Mundo de Lírio é uma coprodução Brasil e Chile, realizada pelos estúdios Akwa Creative Lab e GVG Producciones. O projeto conta ainda com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, Lei de Incentivo à Cultura, Neoenergia Brasília, Instituto Neoenergia e da Secretaria de Estado e Economia Criativa do Distrito Federal.
Dividida em duas temporadas, a primeira com 26 episódios e a segunda com oito, e tendo cada episódio sete minutos, a série celebra o vínculo entre crianças e árvores, unindo arte, ciência e imaginação para despertar, desde cedo, o cuidado com a vida em todas as suas formas.
A narrativa acompanha Lírio, um menino negro de cinco anos, filho de mãe solo, que vive dilemas típicos da infância e, em suas aventuras, se transforma em diferentes árvores para aprender com a natureza novas formas de existir. A cada mudança, o pequeno canta, dança e descobre que crescer é um ciclo, assim como a vida das árvores.
Dentre as espécies homenageadas na série estão algumas nativas do Cerrado, como o Buriti, a Lobeira, o Jenipapo, o Cajuzinho do Cerrado, o Baru, a Paineira, o Jacarandá e a Faveleira. Cada episódio transforma um desafio cotidiano da infância em um aprendizado ecológico e emocional.
Em “Buriti, a hora do banho”, por exemplo, Lírio descobre com a palmeira que a água é fonte de alegria e renovação. Já em “Lobeira, ah que sono”, ele aprende que até as árvores descansam sob o luar. Em “Pai Jenipapo, me acalma”, a saudade se transforma em cor, e em “Paineira, as cores da natureza”, o rosa das flores ensina o orgulho de ser diferente.
Outros episódios, como “Cajuzinho do Cerrado, beijo travoso” e “Baru, hum, que raízes molhadinhas”, falam sobre o prazer de experimentar o novo e a importância de escutar o próprio corpo. Em “Jacarandá, em boa companhia”, Lírio entende que liberdade também pode existir com companhia, e em “Faveleira, parabéns para você”, o tempo e o florescer aparecem como celebração da vida.
Amanda Fernandes é diretora, showrunner e produtora executiva da série, esta última função, assinada junto a Julian Rosenblatt e Cadu Zimmermann. Com direção de arte dos artistas Renato Moll e William Jungmann, e animação do Alopra Studio, a obra tem vozes originais de Débora Valente, Nambir, Aline Marcimiano e Kika de Moraes, roteiro de Jama Wapichana, Juliana Mendes, Caro Moena e Renata Diniz, além de música original de Débora Valente, Leandro Morais, Rafael Maklon e Sascha Kratzer.
DESDOBRAMENTOS DA SÉRIE
O universo de Lírio também se expande para além da série, com desdobramentos que incluem o lançamento de dois álbuns musicais, sendo um de canções de ninar para crianças de 0 a 4 anos, e outro com as músicas da série, voltado ao público de 4 a 7 anos; além da estreia de três novos episódios no YouTube em breve. A obra acabou de ser exibida no festival pernambucano Animage, o maior festival de animação do Brasil atualmente. Em 2026, a produção fará sua estreia internacional, representando o Brasil na 25ª MONSTRA – Festival de Animação de Lisboa, em março, e no 9º Festival de Animação de Abidjan, na Costa do Marfim, em abril.
SOBRE A CRIADORA
A série é dirigida e criada por Amanda Fernandes. Atua há mais de uma década no audiovisual e assinou a produção executiva de obras como Cidade Invisível, Invasão Espacial, Escola sem Sentido, Algoritmo, Manual da Pós-Verdade e Da Porta Pra Fora, exibidas e premiadas na TV Cultura, Amazon Prime, Festival de Brasília e Festival de Gramado. Foi selecionada para programas como Emerging Producers WCSFP, DocCelerator, Campus DocsBarcelona, Prêmio Cardume–Cabíria, Bajo Guion International Writers Residency, SCRIPT+ e WAWA–Lifetime Mentoring Program. Atualmente é sócia do Akwa Creative Lab, estúdio dedicado ao desenvolvimento de narrativas que equilibram cultura, natureza e fantasia.
SERVIÇO – Pré-estreia da série “O Mundo de Lírio” – Ciclo de exibições em escolas públicas do DF Atividades fechadas nas escolas. 16/10 – IEHN II, Riacho Fundo II 17/10 – CEPI Mandacaru, Samambaia 20/10 – CEPI Ipê Roxo, Samambaia 21/10 – CEPI Onça Pintada, Samambaia 22/10 – CEPI Orquídea do Cerrado, Ceilândia 23/10 – CEPI Quero-Quero, Recanto das Emas 24/10 – IEHN I, Riacho Fundo I
Três episódios revelam histórias e sabores que fazem da gastronomia popular um patrimônio da cidade
A gastronomia de rua de Brasília ganha destaque na série documental Sabores de Rua, apresentada pelo chef Gil Guimarães, um dos nomes mais respeitados da cena gastronômica da capital e produzido pela Life Studios. Composta por três episódios de 20 minutos, a produção mergulha na diversidade, nos sabores e nas histórias que fazem da comida de rua um patrimônio cultural vivo do Distrito Federal.
O projeto tem como objetivo valorizar os empreendedores e chefs locais, dar visibilidade à gastronomia popular e mostrar como os sabores que nascem nas calçadas, feiras e mercados refletem a identidade múltipla e acolhedora de Brasília. Em cada episódio, o público é conduzido por uma jornada sensorial que mistura temperos, afetos e memórias, revelando personagens que fazem da comida de rua uma verdadeira expressão cultural.
A importância do projeto é apresentar para Brasília a cultura culinária de rua e mostrar como é a feita a construção social através da comida. “O ápice de toda cultura é o que a gente come e as nossas relações. A comida consegue mostrar qual é a nossa construção, os ingredientes locais e todo o nosso amor por algum preparo e, consequentemente, o amor por uma pessoa“, afirma Breno Araujo Oliveira, diretor-presidente da CEDHuC.
Sabores de Rua convida o espectador a olhar com atenção para as pessoas que transformam ingredientes simples em experiências únicas, mostrando como suas trajetórias se entrelaçam com a própria história da cidade. De barraquinhas tradicionais a novos formatos de negócio, da Ceilândia ao Lago Norte, a série percorre o Distrito Federal de ponta a ponta. A jornada busca revelar as delícias e as histórias que dão o verdadeiro sabor à capital.
Com distribuição gratuita, o documentário promove o acesso democrático à cultura e busca fomentar o reconhecimento da gastronomia de rua como um elemento essencial da identidade brasiliense — um encontro entre tradição, criatividade e resistência.
Sobre a Comissão Especial de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (CEDHuC)
Atua em solo nacional e internacional na proteção dos direitos humanos. A organização se dedica a reduzir a desigualdade e combater todas as formas de discriminação.
Suas atividades incluem a realização de cursos, eventos e projetos para a população menos favorecida de Brasília e outros estados. Além de prestar serviços de utilidade pública a pessoas em vulnerabilidade social, com base na Constituição e em pactos internacionais.
Sobre a Life Studios
Especializada em comunicação e audiovisual, a Life Studios nasceu em 2019 com a proposta de levar conhecimento e entretenimento de ponta ao público. Em um mundo cada vez mais conectado por ideias e valores, a produtora se destaca por criar e produzir histórias autênticas, capazes de gerar identificação e inspirar novas conexões.
O Comitê de Cultura do Distrito Federal realiza, nos dias 21 e 22 de outubro, a série formativa “Lei de Incentivo (Lei Rouanet)”, composta por dois módulos on-line, gratuitos e com certificação. A iniciativa é voltada a produtoras(es), artistas gestoras(es) culturais e organizações da sociedade civil (OSCs) que desejam compreender e dominar as etapas práticas de elaboração e envio de projetos culturais por meio do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (SALIC), do Ministério da Cultura.
A Lei Rouanet é a principal política federal de incentivo à cultura no Brasil. Criada em 1991, permite que empresas e pessoas físicas direcionem parte do imposto de renda devido para financiar projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura.
Por meio dela, é possível apoiar financeiramente atividades como shows, exposições, produções cinematográficas e ações formativas. A lei tem como objetivo estimular a produção, preservação e difusão cultural, além de promover a profissionalização do setor e a formação de público.
Dayse Hansa, coordenadora-geral do Comitê no DF, explica que “essa é uma grande oportunidade para produtoras(es), artistas e gestoras(es) apresentarem propostas dentro da janela de inscrição para análise, cujo objetivo é obter a autorização de captação”. Todos os anos, o Ministério da Cultura (MinC) abre o período de submissão no início do ano e encerra o recebimento de propostas em 31 de outubro. Projetos analisados e com mérito deferido pela CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura) podem receber autorização para captar recursos junto a empresas patrocinadoras ou pessoas físicas. Empresas optantes pelo Lucro
Real podem abater até 4% do IRPJ devido; pessoas físicas que fazem a declaração completa podem abater até 6% do IR devido pela Lei Rouanet.
Ao participar dos dois módulos, é possível entender e percorrer o caminho completo, do rascunho ao envio do projeto com segurança. O link da sala será enviado por e-mail após a confirmação da inscrição.
Módulo 1 — Primeiros passos no SALIC
Data: 21/10 (terça-feira) • 19h às 22h
Facilitadora: Dayse Hansa
Voltado a quem está iniciando no uso da plataforma, o primeiro módulo ensina como estruturar um projeto cultural desde o cadastro no Gov.br e no SALIC até a elaboração de textos técnicos (resumo, justificativa, objetivos e metas), indicadores, plano de execução e orçamento inicial. As(os) participantes saem com um rascunho estruturado e um checklist para envio do projeto até o fim de outubro.
O segundo encontro aprofunda o processo de finalização e validação do projeto no sistema, abordando a formatação do orçamento por rubricas, memórias de cálculo, cronograma físico-financeiro, anexos e uploads no SALIC. O objetivo é que cada participante conclua a oficina com o projeto pronto para envio, validado e ajustado conforme as exigências técnicas.
Dayse Hansa é produtora cultural, roteirista, artista visual e curadora, com mais de
22 anos de atuação e mais de mil eventos realizados entre festivais, projetos formativos e ocupações artísticas. É associada à Associação Artística Mapati e integra a diretoria executiva do Instituto Macondo e foi diretora por dois mandatos da Associação Brasileira de Festivais Independentes, além de ser sócia-fundadora da Sala de Produções desde 2012.
Carol Peres é jornalista, mestre em Gestão Cultural e especialista em Educação e Patrimônio Cultural. Autora do livro Financiamento Cultural – Horizontes Brasileiros, atua no planejamento estratégico e captação de recursos para o setor cultural, com ampla experiência em elaboração e prestação de contas de projetos. Realiza ações formativas e palestras sobre empoderamento feminino no terceiro setor e na cultura
Confira os horários de apresentação das 27 atrações que se revezam entre o palco principal e o palco auxiliar de sexta (24) a domingo (26), no Espaço Cultural Minas Tênis Clube
A contagem regressiva para a terceira e maior edição do VOA Festival já começou. A partir da próxima sexta-feira, 24, Brasília celebra a diversidade da música local, nacional e até internacional no evento que vem crescendo a cada ano. Até domingo, 26, a programação reúne 27 artistas e se distribui entre o Palco VOA, principal espaço do evento, e o Palco Xeque Mate, palco auxiliar que recebe DJs e bandas locais. Os ingressos seguem à venda através do Shotgun.
A sexta começa com abertura dos portões às 19h. No Palco VOA, o festival começa às 21h30 com Experimental Dub convida Renato Matos, seguido pelo som da DJ Jungle Julia às 22h30. Às 23h, quem assume é a banda jamaicana The Wailers, com a turnê que celebra os 30 anos do álbum “Natural Mystic”. No Palco Xeque Mate, a programação começa às 22h15 com Ediá e segue com o Coletivo Jamaicanas, que entra em cena às 00h30.
No sábado, 25, os portões abrem mais cedo, às 18h. No palco principal, o duo Àvuà inicia a programação às 20h15, seguido por Marina Lima, que traz seus clássicos para o palco a partir das 22h. Às 23h20, é a vez de Calango Careta animar o público até 23h50, quando entra Muntchako com sua mistura de ritmos latino-brasileiros e beats eletrônicos e as participações de Felipe Cordeiro e Jessica Caitano. E a madrugada segue com DJ Laine D’Olinda às 00h40 e Academia da Berlinda, às 01h10. Enquanto isso, no Palco Xeque Mate, a noite começa mais cedo, às 18h30, com DJ Cxxju e continua com DJ Laine de Olinda às 20h, Guaja às 21h15, DJ Pezãoàs 22h, Bianor às 23h15 e UMiranda à meia-noite.
Já no domingo, 26, a abertura dos portões ocorre às 17h. A banda Saci Wèrè sobe ao Palco VOA às 18h30, DJ Biba às 19h10 e Zé Ibarra às 19h40. DJ Biba toca novamente às 20h40, seguida Ana Frango Elétrico, que se apresenta às 21h10. Às 22h25 DJ Alira prepara o público para o show de encerramento com Céu, que celebra 20 anos de carreira e sobe ao palco às 23h10. No Palco Xeque Mate, o domingo começa às 19h com Choro no Eixo convida Tereza Lopes, seguido por DJ Paula Torelly às 19h45, Gypsyjazz convida Indiana Momma às 20h30, nova entrada de DJ Paula Torelly às 21h15 e, às 22h25, a noite se encerra no palco alternativo com o Coletivo Superjazz.
Muito além dos palcos
O VOA Festival segue firme em sua proposta de ser uma plataforma multicultural. Além dos shows, o público terá acesso a uma feira de economia criativa, uma vila gastronômica com chefs e produtores locais, e uma programação paralela que valoriza a diversidade cultural e a sustentabilidade.
Mantendo o compromisso com a inclusão, o VOA oferece a possibilidade da meia-entrada social mediante doação de alimentos não perecíveis ou agasalhos, que serão destinados ao projeto Instituto Barba na Rua. O festival conta ainda com cortesias limitadas para estudantes da rede pública de ensino médio e superior.
Conscientização e comunicação ambiental
Como parte de suas ações de sustentabilidade, o VOA Festival lança a campanha Voa Consciente, voltada à educação e comunicação ambiental. A ideia é incentivar o público a adotar práticas sustentáveis, como o descarte correto do lixo, a redução do consumo de materiais descartáveis e o respeito aos espaços coletivos. A campanha será divulgada em painéis informativos e sinalizações durante os três dias de evento, além de redes sociais e no site oficial, reafirmando o compromisso do festival com o meio ambiente.
Saiba mais sobre o Festival
O Voa Festival nasceu em 2023 e já trouxe a Brasília artistas como BaianaSystem, BNegão, Josyara, Mestrinho, Tássia Reis, Attooxxá e Mestre Ambrósio. Idealizado pelo produtor cultural Lucas Formiga, o Voa é realizado pela Formiga Produções e o Instituto IBRANOVA, e correalizado pela Oh! Artes. Apresentado pelo Ministério da Cultura, o projeto tem patrocínio da Empresa Gestora de Ativos – Emgea, através da Lei Rouanet.
Experimental DUB convida Renato Matos – 21h30 DJ Jungle Julia – 22h30 The Wailers – 23h00
Palco Xeque Mate
Ediá – 22h15 Coletivo Jamaicanas – 00h30
SÁBADO (25/10) – Abertura dos portões: 18h
Palco VOA
Avuá – 20h15 Marina Lima – 22h00 Calango Careta – 23h20 Muntchako convida Felipe Cordeiro e Jéssica Caitano – 23h50 DJ Laine D’Olinda – 00h40 Academia da Berlinda – 01h10
Palco Xeque Mate
DJ Cxxju – 18h30 DJ Laine D’Olinda – 20h00 Guaja – 21h1 DJ Pezão – 22h00 Bianor – 23h15 UMiranda – 00h00
DOMINGO (26/10) – Abertura dos portões: 17h
Palco VOA
Saci Wèrè – 18h30 DJ Biba -19h10 Zé Ibarra – 19h40 DJ Biba – 20h40 Ana Frango Elétrico – 21h10 DJ Alira – 22h25 Céu – 23h10
Palco Xque Mate
OChoro no Eixo convida Tereza Lopes – 19h00 DJ Paula Torelly – 19h45 Gypsyjazz convida Indiana Nomma – 20h30 DJ Paula Torelly – 21h15 Coletivo Superjazz – 22h25
Mostra reúne nomes icônicos como Tarsila do Amaral, Portinari, Di Cavalcanti, Lygia Pape, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Rosana Paulino, Adriana Varejão e Beatriz Milhazes
De 21 de outubro de 2025 a 18 de janeiro de 2026, a CAIXACultural Brasília apresenta a exposição “Nossos Brasis – entre o sonho e a realidade”, que revisita 100 anos de produção artística no país. Entre pinturas, esculturas, tapeçarias, fotografias, instalações e objetos, a mostra reúne 79 obras de 50 artistas consagrados, tais como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Candido Portinari, Volpi, Heitor dos Prazeres, Beatriz Milhazes, Arthur Bispo do Rosário, Vik Muniz, Ernesto Neto, Rosana Paulino, O Bastardo e Denilson Baniwa. As visitas podem ser feitas de terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada gratuita e classificação indicativa livre.
A mostra está dividida em três núcleos:
● Vozes dos Trópicos: o núcleo se debruça sobre o imaginário que moldou a ideia de Brasil como paraíso exótico e exuberante, mas atravessado por tensões entre natureza e colonização, beleza e violência, mito e crítica. Obras de Tarsila do Amaral, Burle Marx, Beatriz Milhazes, Lygia Pape, Hélio Oiticica, Glauco Rodrigues, Denilson Baniwa, Ernesto Neto, Adriana Varejão, Rosana Paulino e outros conduzem o visitante a paisagens fabulosas e símbolos ancestrais, compondo um Brasil vibrante, colorido e solar.
● Vozes da Rua: apresenta o Brasil popular em sua força criativa, onde a arte se inspira no compasso da rua, das festas e dos gestos cotidianos. Obras de Di Cavalcanti, Heitor dos Prazeres, Djanira, Volpi, Portinari, Beatriz Milhazes e outros retratam celebrações e rituais, revelando uma estética nascida da coletividade e da cultura que molda nossa identidade visual.
● Vozes do Silêncio: aborda a outra face do Brasil, das questões psicológicas e íntimas, onde memória, espiritualidade e dor se transformam em criatividade. Maria Auxiliadora, Arthur Bispo do Rosário, Ismael Nery, Maria Lídia Magliani, Farnese de Andrade, Flávio Cerqueira, Vik Muniz e Nelson Leirner, entre outros, exploram corpo, fé, luto e exclusão como territórios poéticos, revelando dimensões invisíveis da experiência brasileira.
Mais que um recorte histórico, “Nossos Brasis – entre o sonho e a realidade” constrói um mosaico de linguagens e visões sobre o país. O arco temporal vai dos modernistas da década de 1920 a artistas emergentes da década de 2020, criando diálogos que materializam as muitas ideias de brasilidade. “Dividido em grupos temáticos que não estabelecem dogmas, mas flertam com nosso imaginário, o conjunto de obras traz nomes consagrados, representantes da vastidão de estilos própria de um território igualmente amplo, criando relações transversais que ultrapassam limites imagéticos. São 100 anos de arte nacional representados por 50 artistas, criando um conjunto eclético e abrangente, que não tem a pretensão de esgotar a nossa vigorosa produção artística, mas apontar alguns caminhos trilhados”, explica a curadora Denise Mattar.
Olhares que conduzem a mostra
À frente da curadoria está Denise Mattar, paulista, crítica de arte e uma das mais respeitadas curadoras do país. Atuou em instituições como o Museu da Casa Brasileira (SP), o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Museu de Arte Moderna de São Paulo, além de assinar retrospectivas de Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Portinari e Alfredo Volpi, várias premiadas pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. Recentemente conduziu projetos de destaque como “Armorial 50” (CCBB) e “Di Cavalcanti – 125 anos” (Farol Santander), reafirmando seu papel como referência em exposições que unem rigor histórico e sensibilidade contemporânea.
A direção artística é de Rafael Dragaud, carioca, diretor, roteirista e produtor que marcou a TV Globo e o Globoplay com projetos como Falas Negras, Juliette – Você Nunca Esteve Sozinha e A Vida Depois do Tombo – Karol Conká. Também assinou especiais musicais e documentários premiados, sempre buscando dar voz à diversidade e promover impacto social por meio da arte. Sua trajetória revela um fio condutor: transformar o entretenimento em ferramenta de reflexão e mudança.
Experiência ampliada
No dia 21 de outubro, às 19h, a abertura da exposição proporcionará uma visita guiada especial, conduzida pela curadora Denise Mattar. Durante a temporada na CAIXA Cultural Brasília, estão previstas oficinas profissionalizantes em comunidades, ampliando o alcance da mostra e reforçando seu caráter democrático.
“Nossos Brasis – entre o sonho e a realidade” também contará com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição, tradução em Libras e materiais táteis, garantindo que diferentes públicos possam vivenciar plenamente a experiência.
Todas as obras são provenientes de coleções particulares e das seguintes instituições: Associação Cultural Lygia Clark, CaixaEconômica Federal, Instituto de Estudos Brasileiros da USP, Instituto Rubens Gerchman, Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, Museu Bispo do Rosário, Projeto Hélio Oiticica, Projeto Lygia Pape e Santander Brasil.
Serviço
[Exposição] Nossos Brasis – entre o sonho e a realidade
Período: de 21 de outubro de 2025 a 18 de janeiro de 2026
Abertura: 21 de outubro de 2025, às 19h
Visitação: de terça a domingo, das 9h às 21h
Local: CAIXA Cultural Brasília
Endereço: SBS Quadra 4, Lotes 3/4, Brasília-DF
Classificação Indicativa: livre
Entrada gratuita
Estacionamento gratuito: aos finais de semana e feriados, e de terça a sexta a partir das 18h
Acessibilidade: audiodescrição, Libras, materiais táteis e visitas mediadas
No dia 21 de outubro, às 14h30, Espaço Cultural Athos Bulcão, no foyer do plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebe a abertura da exposição “Marias” e o lançamento do livro homônimo, ambos da jornalista e fotógrafa Ísis Dantas.
A exposição Marias reúne imagens de dez mulheres que conseguiram romper o ciclo da violência doméstica, transformando experiências de dor em narrativas de resistência e reconstrução. O livro homônimo apresenta essas histórias em forma de retratos e depoimentos, revelando trajetórias que vão desde cárcere privado até tentativas de feminicídio. A abertura da exposição e o lançamento do livro serão no dia 21 de outubro, às 14h30, no Espaço Cultural Athos Bulcão, no foyer do plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A mostra permanecerá em cartaz até o dia 14 de novembro.
Desde 2019, a autora do livro e fotógrafa das obras, Ísis Dantas, registra relatos de sobreviventes por meio do projeto Marias da Penha, que já alcançou dezenas de mulheres. Entre os relatos está a história de Rosa Melo, moradora do Areal–DF, que sobreviveu a todos os tipos de violência e conseguiu romper o ciclo após quase ser queimada dentro de casa com os filhos. Hoje, Rosa é acolhida pelo Instituto Umanizzare, instituição fundada por Grace Justa, delegada da Polícia Civil do DF. Outras mulheres retratadas na obra também compartilham vivências que reafirmam a importância de redes de apoio para a superação da violência.
O livro traz ainda um posfácio da autora, baseado nos dados mais recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o Anuário 2025, o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, média de quatro mulheres assassinadas por dia, em sua maioria negras, jovens e mortas dentro de casa. Além disso, quase 20% das medidas protetivas foram descumpridas, evidenciando a fragilidade da rede de proteção. Nesse contexto, o livro e a exposição reforçam a urgência de um enfrentamento coletivo à violência de gênero.
Ísis Dantas, que também sobreviveu a um relacionamento abusivo, destaca o papel da arte na sua própria trajetória e na de outras mulheres. “A fotografia me ajudou a resgatar minha própria vida e, com o projeto Marias da Penha, percebi que poderia ajudar outras mulheres a se reconhecerem como fortes, belas e capazes de recomeçar. O livro e a exposição reforçam que há vida após a violência, mas é preciso dar o primeiro passo.”
Para a autora, falar sobre violência de gênero é uma urgência social. “Vivemos uma epidemia de feminicídios no Brasil. Cada retrato e cada relato presentes em Marias é também um grito coletivo por dignidade, liberdade e vida. Espero que essas histórias inspirem não só mulheres a romperem o silêncio, mas toda a sociedade a se engajar nessa luta.”
A exposição, que conta com 43 quadros e tem curadoria do artista plástico e fotógrafo Rinaldo Morelli, ficará em cartaz até 14 de novembro, com visitação de 9h às 19h, de segunda a sexta-feira.
Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher – A chegada da exposição e do livro Marias à CLDF em outubro ganha ainda mais relevância por estar próxima ao Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, celebrado em 10 de outubro. A data, instituída em memória de todas as vítimas e como forma de fortalecer a mobilização social, chama atenção para a necessidade de uma ação conjunta da sociedade no combate à violência de gênero. Nesse sentido, a obra de Ísis Dantas dialoga diretamente com o propósito do dia, trazendo rostos, histórias e vozes que reforçam a urgência da proteção e da garantia de direitos às mulheres.
O livro e a exposição “Marias” são realizados pela Associação Artise de Arte Cultura e Acessibilidade com o fomento do Ministério da Cultura (MinC).
Serviço
Abertura da exposição e lançamento do livro Marias
Data: 21 de outubro de 2025
Horário: 14h30
Local: Espaço Cultural Athos Bulcão, no foyer do plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal – CLDF
Entrada gratuita
Visitação: De 21 de outubro a 14 de novembro de 2025, de 9h às 19h, de segunda a sexta-feira.
O festival acontece de 24 a 26 de outubro, com entrada franca, mediante a doação de 2kgs de alimentos não perecíveis
O Festival ExpoMix Brasil, já consagrado como um dos maiores eventos do gênero no país, chega à sua sexta edição entre os dias 24 e 26 de outubro, em Sobradinho (DF). O evento, que se tornou referência pela diversidade musical e pela grandiosidade da produção, reunirá artistas de renome nacional em três dias de festa, consolidando a temporada 2025 com chave de ouro. A entrada é gratuita, mediante doação de 2 kgs de alimentos não perecíveis.
Na sexta-feira, 24 de outubro, os portões do estádio abrem às 18h para receber o público na noite de abertura. A programação terá como destaque a dupla Matheus & Kauan, um dos nomes mais consagrados da música sertaneja nacional, além das apresentações de Nego Rainer, Paulo Sergio e Tay Gomes.
A festa continua no sábado, 25 de outubro, com uma noite marcada pelo ritmo contagiante do piseiro e da música sertaneja universitária. A partir das 18h, sobem ao palco artistas como Vitor Fernandes, um dos principais nomes do gênero no Brasil. O cantor Luan Pereira também dá uma pausa na competição da Dança dos Famosos, do Domingão com Huck, para brindar os fãs brasilienses com seus principais hits. Duda Martins e Caio Fonseca completam a programação da noite.
O último dia do festival, domingo, 26 de outubro, terá início mais cedo, às 15h, e será dedicado a um line-up plural e festivo. A programação conta com o talento de Natanzinho Lima, Paulo Pires, Miozin do Goiás, Preazinho, Ju Marques e Guterres, artistas que prometem fechar a edição em clima de celebração popular.
Com uma infraestrutura digna dos maiores festivais do país, o ExpoMix Brasil contará com um megapalco exclusivo, dois camarotes ornamentados, vila gastronômica com ampla variedade de sabores, bar temático e banheiros climatizados.
O espaço ainda terá uma área coberta para o público, parque de diversões, praça iluminada com áreas instagramáveis e uma ambientação que promete transformar Sobradinho em um verdadeiro cenário de espetáculo. Atrações nacionais e locais completam a experiência que une música, conforto e entretenimento.
A animação também ficará por conta dos apresentadores Marcos Alencar Marcão e Edilaine, a Patroa, além do comando das pick-ups com o DJ Calixto. A organização é da produtora Emerson Piw Artistas e Eventos, com idealização de Emerson Primo.
SERVIÇO
6º Festival ExpoMix Brasil
Artistas: Matheus & Kauan, Vitor Fernandes, Luan Pereira, Natanzinho Lima e muito mais
Datas: 24 a 26 de outubro de 2025
Local: Estacionamento do Estádio – Sobradinho/DF
Entrada franca, mediante doação de 2kgs de alimentos não perecíveis
Abertura dos portões: Sexta (24/10) e sábado (25/10) às 18h; domingo (26/10) às 15h
Estrutura: parque de diversões, praça gastronômica, bar, praça iluminada instagramável
Apresentadores: Marcos Alencar Marcão e Edilaine, a Patroa
De setembro a dezembro, em Brazlândia, Ceilândia, Cruzeiro, Estrutural e Taguatinga, os Centros de Convivência vão pulsar cultura, alegria e memória. Serão semanas nas quais a literatura irá se misturar às cantigas populares e a imaginação vai costurar novas formas de estar no mundo. Em cada região, como toda ciranda que se abre em roda, o projeto vai se despedir com espetáculos literários onde os participantes se tornam protagonistas da cena.
Mais que um projeto cultural, Cirandas e Histórias na Terra das Memórias é um manifesto contra o silêncio e o isolamento. No coração da vida, o tempo é um grande bordado. Os fios se entrelaçam em lembranças, cantigas e afetos que moldam quem somos.Quando chegam os anos mais vividos, é comum que alguns desses fios pareçam se soltar — os amigos que se vão, os encontros que rareiam, as memórias que às vezes se dispersam no vento — , mas a vida insiste em florir, e a memória, quando cultivada, renasce em novas cores e sentidos.
Segundo Simone Carneiro, do Grupo Paepalanthus, o projeto Cirandas e Histórias na Terra das Memórias nasce para que pessoas idosas do Distrito Federal transformem lembranças em poesia, bordem seus afetos em narrativas e redescubram a alegria de compartilhar histórias.
“Cirandas e Histórias na Terra das Memórias é a celebração da velhice como etapa plena da vida, digna de respeito, escuta e valorização, é a lembrança de que o tempo não apaga, ele transforma”, diz. “Cada memória, quando compartilhada, se torna raiz e flor, terra fértil para que novas histórias nasçam”, completa Simone.
Ciranda de Vozes – Mais do que oficinas, o projeto é uma ciranda de vozes, na qual cada palavra dita ou ouvida se torna remédio contra o esquecimento, um gesto de afeto, uma centelha de vida.
Estudos já mostraram que a contação de histórias, as rodas de conversa, a leitura e as artes manuais ajudam a manter viva a mente e o coração. Cada encontro do projeto será espaço de partilha e cuidado: narrativas orais, versos criados e recitados, livros artesanais, bordados que contam histórias, costuras que unem gerações.
Fica o convite para que você que chegou ao grupo dos 60+ participe, gire a ciranda que entrelaça gerações, guardando o ontem e iluminando o amanhã.
Ciranda e Histórias na Terra das Memórias é realizado pelo Instituto Cultural Casa de Autores em parceria com o Grupo Paepalanthus e conta com o fomento do Ministério da Cultura (MinC).
CRONOGRAMA:
Brazlândia – 22/09 à 22/10 – segundas e quartas-feiras – matutino e vespertino, no CECON.
Ceilândia – 27/10 à 03/12 – segundas e quartas-feiras – matutino, no CECON SUL.
Cruzeiro – 01/10 à 11/12 – quartas-feiras – vespertino, na Associação Paz e Amor do Cruzeiro velho e quintas-feiras – vespertino, no Grupo Fraternidade, Cruzeiro Novo.
Estrutural – 25/09 à 25/11- terças e quintas-feiras – matutino, no CECON.
Taguatinga – 23/09 à 9/12 – terças-feiras – vespertino, no CECON Mozart Parada.
Projeto integra música, literatura e teatro para encantar estudantes e estimular o gosto pelos livros
Ler é uma experiência insubstituível. É essa a provocação do Canto das Letras, projeto idealizado por Jones Schneider e pelo Instituto Cidade Céu, com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF. Criada em 2008, a iniciativa retorna, em 2025, para ocupar escolas públicas do Distrito Federal com um formato inusitado: no mesmo palco, literatura, música, teatro e rap se encontram para mostrar aos jovens que abrir um livro é tão emocionante quanto correr os dedos pelos posts das redes sociais.
O projeto passa por escolas públicas de seis cidades do DF homenageando grandes nomes da cultura brasileira: Lya Luft e Ângela Ro (CED 04 do Guará, 15.10, às 10h), Fernanda Young e Marina Lima (CEM 414 de Samambaia16.10, às 15h), Carlos Drummond de Andrade e Chico Buarque (CEF 08 de Taguatinga, 21.10, às 08h30); Luis Fernando Veríssimo e Noel Rosa (CEMI 01 do Cruzeiro, 22.10, às 14h), Jorge Amado e Dorival Caymmi (CED São Francisco de São Sebastião, 22.10, às 16h30) e Carolina Maria de Jesus e Dona Ivone Lara (CED 06 de Ceilândia, 05.11, às 15h). Em cada escola, haverá um sorteio de 20 livros, perfazendo um total de 120 livros.
Criado em 2008, o projeto começou com um especial de crônicas no Teatro Goldoni e desde então vem explorando formas criativas de aproximar leitores da palavra escrita. A última edição, em 2019, no CCBB, antecedeu a pausa provocada pela pandemia. Cada sessão é concebida como uma experiência sensorial: um especialista apresenta o universo do autor e do compositor homenageados; músicos interpretam canções marcantes; atores dão vida às palavras em leituras dramatizadas; e, para fechar, um rapper traduz toda essa herança cultural na linguagem contemporânea da juventude.
Nesta edição, participam Jones Schneider (apresentador), Sérgio Maggio (especialista), Gleide Firmino, Márcia Costa, Iclélia Maranhão (atrizes leituras), MC Madin (slammer) e Luísa Toller (musicista). Em todas as sessões, haverá libras para surdos com Alisson Medeiros e ajuda assistiva de audiodescrição para cegos com Astaruth Lira.
“Nosso propósito é mostrar que a leitura é um hábito prazeroso que não precisa estar somente dentro do universo escolar. Ela pode ser prazer, emoção, espetáculo. Quando juntamos música, poesia, dramaturgia e rap, criamos uma ponte entre gerações e linguagens que toca profundamente os jovens”, resume o idealizador Jones Schneider.
Além das apresentações, o projeto promove, desde setembro, oficinas de escrita criativa e laboratórios de crônica, conduzidos pela jornalista Conceição Freitas e pelo poeta Nícolas Behr. O projeto será finalizado em dezembro em sarau aberto a todos que participaram das oficinas a ser realizado no Plano Aberto.
De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o país perdeu 4,6 milhões de leitores entre 2015 e 2019. É contra esse cenário que o Canto das Letras levanta sua bandeira. “Acreditamos que cada jovem pode ser um multiplicador da leitura. Quando alguém se encanta com uma história e a compartilha com os colegas, começa um movimento que vai muito além da sala de aula”, afirma Jones.
O Canto das Letras é um chamado para que a literatura volte a ocupar espaço na vida cotidiana — com afeto, ludicidade e celebração. Um convite para descobrir que, dentro de cada livro, pode existir um show inteiro esperando para ser vivido.
Programação completa
15.10
Lia Luft e Ângela Ro.
Guará – CED 04, às 10h
Fernanda Young e Marina Lima
16.10
Samambaia – CEM 414, às 14h
21.10
Carlos Drummond de Andrade e Chico Buarque
Taguatinga – CEF 08, 8h30
22.10
Luís Fernando Veríssimo e Noel Rosa
Cruzeiro – CEMI, 14h
Jorge Amado e Dorival Caymmi
São Sebastião – CED São Francisco, 16h30
05.11
Maria Carolina de Jesus e Dona Ivone Lara
Ceilândia – CED 06 , às 15h
Canto das Letras
Escolas públicas de Taguatinga, Guará, Cruzeiro, São Sebastião, Ceilândia e Samambaia
Oficinas de Escrita Criativa para mulheres da comunidade escolar (Conceição Freitas)
Laboratórios de Crônicas para estudantes (Nícolas Behr)
Período: setembro a dezembro de 2025
Entrada gratuita | Acessibilidade com Libras e audiodescrição
Com apoio do FAC, o projeto idealizado pelo músico Lucas Ramalho apresenta entrevistas inéditas com percussionistas de Brasília e de diferentes regiões do país.
O universo da percussão volta a ganhar destaque com a estreia da terceira temporada do podcast Pausa de Colcheia, comandado pelo músico e pesquisador Lucas Ramalho. O programa, que já se consolidou como espaço de troca e escuta sobre os caminhos da percussão no Brasil, lança hoje novos episódios, com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).
As conversas do primeiro bloco revelam a riqueza de trajetórias que fazem da percussão um território vivo e diverso. Entre elas está a de Larissa Umaytá, que cresceu em Sobradinho (DF) cercada pelas tradições culturais maranhenses de sua família e hoje coleciona colaborações com nomes como Chico César, Rubel, Liniker e Natiruts, além de experiências em festivais internacionais.
Além dela, participam desta etapa Mariano Toniatti, Léo Barbosa, Dinho Lacerda, Ismael Rattis, Jessica Carvalho, Mateus Timponi, Pedro Das Sortes e DessaFerreira, músicos de diferentes gerações e estilos que compartilham histórias, técnicas e perspectivas sobre a percussão.
Os episódios funcionam como um retrato da diversidade da percussão, conectando tradições populares, pesquisas sonoras e experiências pessoais que circulam entreBrasília e outras regiões do país.
Serviço:
Podcast Pausa de Colcheia – 3ª Temporada
Estreia: 16/10/2025 (primeiro bloco de entrevistas)
Estão abertas as inscrições para a segunda edição da mostra “Desalinhos e Costuras — Arte e Loucura”, que selecionará três obras de artistas, grupos, coletivos ou iniciativas brasileiras para integrarem a exposição no Museu Nacional da República, em Brasília. Cada obra selecionada receberá um prêmio de R$ 4.000,00.
A iniciativa se consolida como uma ação afirmativa para a desconstrução de estigmas e a promoção da inclusão sociocultural, posicionando a arte como ferramenta fundamental no cuidado em saúde mental e no fortalecimento de políticas públicas de base comunitária.
Após realizar sua primeira edição em 2023, a mostra prepara agora sua segunda edição com o objetivo de aproximar arte e saúde mental, divulgar trabalhos artísticos, promover trocas com iniciativas de outros estados e fomentar debates que fortaleçam uma cultura antimanicomial.
Sob curadoria de Tânia Rivera, a exposição dará visibilidade à produção artística originada em contextos de cuidado psicossocial, valorizando trajetórias marcadas pelo sofrimento psíquico. A programação inclui exposição, rodas de conversa, performances, sessões de cineclube e palestras.
A iniciativa é proposta pela artista Yasmin Adorno em parceria com três coletivos do Distrito Federal com larga experiência na interface entre arte e saúde mental: a Cia Atravessa a Porta, o Maluco Voador e o Bloco do Rivotrio.
A primeira edição do projeto, no Espaço Cultural Renato Russo, consolidou uma programação diversa com exposições, performances e oficinas conduzidas por usuários da rede de saúde mental, artistas e ativistas. Em 2026, a mostra amplia sua abrangência, convidando participantes de todo o país.
As inscrições estão abertas até 16 de janeiro de 2026 e podem ser feitas acessando o formulário: https://forms.gle/eP4Tdx1qWmx9eQ8E9. Os resultados serão divulgados em 15 de fevereiro de 2026. A mostra ocorrerá de 14 de maio a 5 de julho de 2026. Mais informações: https://www.instagram.com/desalinhosecosturas/. “Desalinhos e Costuras — Arte e Loucura”é realizado com recursos do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do DF.
A CAIXA Cultural Brasília apresenta o espetáculo Mundo Suassuna no período de 24 a 31 de outubro e 1º e 2 de novembro de 2025, de quinta e sexta, às 15h, sábados, às 18h, e domingos, às 16h. Os ingressos serão vendidos por R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia. As vendas têm início dia 18 de outubro, para primeira semana, e dia 25 de outubro, para a segunda, sempre a partir das 9h, na bilheteria do teatro, e às 13h, no site bilheteriacultural.com.br.
Com direção e dramaturgia de Marcelo Romagnoli, a montagem, inspirada no universo literário de Ariano Suassuna (1927 – 2014), mostra os desatinos de um príncipe durante uma viagem pelo Sertão com o seu cavalo, em busca de um reino e de sua coroa perdida.
Numa travessia feita de reviravoltas, o cavaleiro errante enfrenta enigmas, caveiras e uma onça malhada pelas estradas pedregosas do Império Consagrado do Sertão. Em cena, estão os atores Fabio Espósito, Gúryva e Henrique Stroeter. A ficha técnica traz ainda o filho do escritor, Manuel Dantas Suassuna, responsável pela criação dos painéis e estandartes do cenário, a cantora, compositora e multi-instrumentista Renata Rosa, que compôs a trilha sonora original, Silvana Marcondes, que assina os figurinos, Zé Valdir, a cenografia, e Rodrigo Bella Dona, responsável pela iluminação.
Mundo Suassuna é a primeira montagem voltada ao público infantojuvenil reconhecida pela Família Suassuna. O texto, inédito, reúne motivações e personagens da obra do paraibano, e faz referências a temas fundamentais de sua trajetória, como o Romance da Pedra do Reino, o impacto do circo, a guiança divina, os aspectos armoriais, as influências ibéricas e, principalmente, as inspirações de seu último romance, o monumental Dom Pantero (publicado postumamente, em 2017, pela Editora Nova Fronteira).
Em Mundo Suassuna um caleidoscópio de histórias revive a mítica do sertão nordestino. Com signos e referências do mamulengo, bonecos e demais elementos da cultura popular, a encenação conta também com desenhos e gravuras no cenário e figurino. O texto repercute a literatura de cordel e recorre a elementos do humor, rimas e versos dodecassílabos. A música, executada com rabeca, viola e percussão, faz a ponte entre a cultura ibérico-nordestina e o povo preto e indígena da região.
Montado em seu cavalo Pantero, esse príncipe sem rei (um Suassuna órfão de pai, interpretado por Gúryva), carrega seu caderno e anota nele a vida, buscando reencontrar a cultura popular. Atravessando a Cidade e o Sertão, o Cavaleiro enfrenta a Morte, enquanto decifra enigmas, guiado pela Santa Compadecida. Escrevendo e documentando a aventura, o resultado é um livro, que se torna sua obra, coroada numa celebração conhecida como a “Festa do Meio-dia”.
Ariano Suassuna – Paraibano, nascido na capital que, na época, tinha o nome de Paraíba, autor de obras como Romance d’a Pedra do Reino e Auto da Compadecida, criou e dirigiu o Movimento Armorial. Uma iniciativa com o objetivo de valorizar os aspectos da cultura do Nordeste brasileiro, entre eles a literatura de cordel, a música, a dança, o teatro entre outros.
Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1990, sua obra recebeu várias adaptações para cinema, televisão e teatro, a exemplo de A Pedra do Reino, de Antunes Filho, O Auto da Compadecida, de Guel Arraes, e Uma Mulher Vestida de Sol, de Luiz Fernando Carvalho.
Ficha técnica:
Direção e dramaturgia: Marcelo Romagnoli | Elenco: Fabio Espósito, Gúryva e Henrique Stroeter | Pinturas tecidos: Manuel Dantas Suassuna | Música original e voz em off: Renata Rosa | Músicos convidados para trilha sonora: Vitória do Pife, Hugo Linns | e Mestre Nico | Figurinos: Silvana Marcondes | Costureiras: Celma Souza Aguiar, Dany Day e Roxana Jimenez | Adereços do figurino: Vinícios Debs e Silvana Marcondes | Bonecos: Neide Lopes | Produção cenográfica e objetos de cena: Zé Valdir Albuquerque | Desenho de luz: Rodrigo Bella Dona | Operação de luz e som: Pablo Perosa | Direção de arte: Equipe do Projeto | Ilustrações do kamishibai: André Kitagawa | Fotos: Andressa Costa | Produção local: Sergio Martins | Assistente de produção local: Nina Brito | Assessoria de imprensa local: Território Comunicação | Coordenação de comunicação: Verbena Comunicação | Produção executiva: Madu Arakaki e Gabriela de Sá | Coordenação produção: XEPA Produções Artísticas | Idealização, administração e produção: BEIJO Produções Artísticas
Serviço:
[Teatro]: Mundo Suassuna
Local: CAIXA Cultural Brasília
Endereço: lotes 3/4, SBS Q. 4 – Asa Sul
Dias: 24, 25, 26, 30 e 31 de outubro, e 1º e 2 de novembro de 2025
Horários: de quinta e sexta, às 15h, sábados, às 18h, e domingos, às 16h
Sessão com intérprete de Libras: 25 de outubro
Ingresso: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia para clientes CAIXA e casos previstos em lei). As vendas abrem dia 18 de outubro, sábado, para a primeira semana, e dia 25, também sábado, para a segunda, sempre a partir das 9h, na bilheteria do teatro e, às 13h, no site Bilheteria Cultural.
Lotação: 406 lugares
Classificação: livre (indicado para crianças a partir de 5 anos)
Duração: 55 min
Estacionamento: gratuito aos finais de semana e feriados e de terça a sexta a partir das 18h
Com dramaturgia contemporânea, artes visuais e videoarte, espetáculo teatral explora caminhos do feminino, relações de poder e questões universais da existência, alcançando públicos diversos em cinco cidades do país
Encenada pela primeira vez em 2022, “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol”inicia, em 24 de outubro de 2025, a partir do Distrito Federal, circulação nacional. Com texto, direção e atuação de Cláudia Andrade, o espetáculo cênico imagético é atravessado por elementos como a videoarte, música, dramaturgia contemporânea e as artes visuais. Na construção desse universo, cruzam-se os dilemas do feminino, a maturidade, os jogos de poder, a finitude e os contrastes sociais que moldam e desafiam a existência humana. Sob os holofotes estão os preconceitos arraigados em uma sociedade hipócrita e desigual, bem como o convite à libertação e redenção a partir do reconhecimento do outro em si mesmo. A turnê, com 12 apresentações, integra o projeto “Resistência nos Trilhos – Remontagem & Circulação”, contemplado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (FAC-DF) e passa por Ceilândia (DF) – Teatro Sesc Newton Rossi; Vitória(ES) – Casa da Música Sônia Cabral; Belo Horizonte (MG) – Palácio das Artes; São Paulo (SP) – Teatro Ruth Escobar, e Brasília (DF) – Teatro Nacional Cláudio Santoro. As quatro primeiras apresentações, de 24 a 26 de outubro, na estreia, em Ceilândia, serão gratuitas.
O texto nasceu em 2017, durante a oficina Caminhos, ministrada pelo dramaturgo Maurício Arruda. Após uma avaliação entusiasmada, Arruda incentivou Cláudia a levar a ideia para os palcos. Unindo suas habilidades no audiovisual e nas artes cênicas, ela concebeu uma montagem híbrida e a submeteu à consultoria do professor, diretor e dramaturgo Fernando Villar. “Cláudia Andrade é uma guerreira das artes há décadas, em diferentes continentes e linguagens artísticas. Muita experiência como dançarina, atriz e produtora ímpar de teatro, dança, audiovisual e eventos. Agora, em Trilhas, ela alcança voo maior como artista da cena, escrevendo, coprotagonizando, dirigindo e produzindo uma intermídia cênica que, de forma singular e singela, provoca outras reflexões e percepções sobre ‘mulheridades’ em nossa desumana contemporaneidade”. Já a análise técnica e preparação de elenco coube ao mestre Humberto Pedrancini. A esta construção, soma-se, na montagem atual, a colaboração, na direção, do professor e diretor de teatroJoão Antônio, que traz sua vivência de mais de 60 anos dedicada ao teatro brasileiro.
A exemplo do que aconteceu na estreia, esta nova jornada de “Trilhas” busca a conexão com a plateia. “Risos, pessoas cantando juntas, choros contidos, a procura por abraços e fotos ao final dos espetáculos e os depoimentos mais emocionantes do mundo. Essa reação foi o combustível que deu vontade de pôr o pé na estrada de novo e levar essa experiência para outros públicos. Provocar emoções, questionamentos e transformações é o que move qualquer artista”, afirma Cláudia.
No tablado desta remontagem, Cláudia segue com as companheiras de cena Eloisa Cunha e Genice Barego, atrizestambém 50+ com uma vasta trajetória teatral. Essa continuidade cria um entrosamento raro, fruto de uma evolução conjunta, em que cada atriz foi aprofundando sua personagem e sua relação com as demais. O resultado é um espetáculo mais maduro, com camadas de interpretação que se refinaram ao longo do tempo e que prometem se refletir em ainda mais qualidade artística nas apresentações.
Referências que atravessam tempos e linguagens
Guiada por sua vivência multifacetada, Cláudia reúne referências que vão da sabedoria ancestral às linguagens contemporâneas. Um exemplo disso é a fala inicial projetada no início do espetáculo. Originária da língua Hopi, do povo indígena norte-americano, essa mensagem, que primeiro tocou a diretora ao ser revelada nas telas do filme Koyaanisqatsi, de Godfrey Reggio, agora é reinventada no palco. “Vida maluca, vida em turbilhão, vida fora de equilíbrio, vida que pede uma outra maneira de se viver” norteia o espírito da peça em sua proposta de refletir sobre os caminhos que cada um escolhe percorrer.
A trama discorre a partir do encontro entre duas mulheres com mais de 50 anos: Silvia (Eloisa Cunha) e Gimena (Cláudia Andrade). De origens e vivências distintas, elas se cruzam ao acaso numa parada de ônibus, em alguma estrada erma do interior do Brasil. Iniciam, então, uma jornada marcada por embates, estranhamentos, memórias, afetos, contrastes sociais, revelações e mitos. As personagens são acompanhadas por Gaivota (Genice Barego), figura diáfana, agênera, atemporal e mística que transita pela cena como símbolo de conexão, intuição e mistério. O espetáculo reafirma seu compromisso com a diversidade de olhares, vozes e linguagens ao alcançar novos públicos em sua circulação por diferentes regiões do país.
Além das atrizes, Trilhas conta com o talento de Aníbal Alexandre, que assina a videoarte e o videomapping; Lemar Rezende, responsável pelo design de luz e coordenação técnica; Lipe Duque, que cuida da captação de imagens para a videoarte; e Mateus Ferrari, na composição e produção musical. No elenco de apoio, em cenas apresentadas em projeção de vídeo, estão Carlos Góes, Demetrius Christophidys, Guilherme Angelim e ainda aparticipação especial das atrizes Wol Nunes e Aurea Liz.
Acessibilidade e inclusão como missão
Trilhas é um convite à empatia. Cláudia leva para o palco sua compreensão sobre a vida, defendendo que, independentemente do tamanho da conta bancária, da origem ou do status educacional e profissional, todos compartilham dores, sonhos e desafios comuns. Entre esses desafios, estão, de forma evidente, as lutas e limitações enfrentadas pelas mulheres em uma sociedade ainda marcada pelo patriarcado. “Mais do que uma obra a ser analisada, Trilhas é uma experiência a ser vivida: um espetáculo que quer tocar o público, chegar ao coração, proporcionando um momento de lazer e emoção”, explica Cláudia.
Importante reforçar o compromisso de Trilhas em levar cultura a quem normalmente não tem acesso. Para isso, o projeto investe em ações de acessibilidade, oferecendo sessões com intérpretes de Libras e audiodescrição para pessoas com deficiência visual, em dias específicos da programação, para garantir uma experiência completa para pessoas com deficiência auditiva e visual. Além disso, contempla ações sociais, como transporte e cortesias para turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e grupos de pessoas com deficiência visual, permitindo a esses públicos vivenciar a experiência teatral de forma plena e acolhedora.
O projeto prevê ações formativas que ampliam seu alcance artístico e educacional, como rodas de conversa com o público após as apresentações, criando espaços de troca e diálogo, além de duas oficinas de interpretação– sendo uma delas com audiodescrição– e um debate nacional virtual com o tema “O Desafio da Circulação Teatral Nacional no Brasil”.
Sobre Cláudia Andrade
Cláudia Andrade é uma artista plural, com mais de 40 anos de dedicação às artes cênicas, ao audiovisual e à produção cultural. Jornalista e comunicóloga formada pela Universidade de Brasília (UnB), construiu uma trajetória internacional que transita por diferentes territórios da criação: atriz, bailarina, performer, diretora, dramaturga, produtora executiva, gestora de projetos, repórter, apresentadora, locutora e mestre de cerimônias de grandes eventos.
Poliglota, buscou oportunidades no exterior e usufruiu dessa experiência vivendo em países como Estados Unidos, França, Itália, Alemanha e Suíça, onde teve a oportunidade de colaborar com companhias e diretores de reconhecimento mundial, aprofundando seu olhar artístico e sua capacidade de diálogo entre culturas.
Experiências intensas e diversas a levaram dos palcos e bastidores do teatro brasileiro aos estúdios de cinema internacionais, e vice-versa. Atuou em produções de grandes estúdios como Paramount, Gaumont, Zoetrope (de Francis Ford Coppola) e de astros como Michael Jackson. Sua presença se estende ainda por produções da Cineccità, TV Globo e Conspiração Filmes, além de coberturas jornalísticas para veículos internacionais como ABC, CBS, PBS,Reuters e France 3.
Em sua formação como artista cênica, Cláudia investiu na diversidade de linguagens. Passou pela dança com Yara de Cunto, Rosália Pie, Luiz Mendonça, Russel Clark e Miranda Garrison, dentre outros. Adentrou na palhaçaria, teatro físico e performance com mestres e mestras do Brasil e de outros países, dentre eles John Mowat, Darina Robles, Carla Conká, Rubens Velloso e Violeta Luna.
Despertada pelo interesse de também poder construir suas narrativas, cursou oficinas de roteiro e dramaturgia com o diretor alemão Ansgar Ahles, o dramaturgo argentino Santiago Serrano, e o diretor e dramaturgo Maurício Arruda, mentor de Trilhas. Nos palcos e no cinema, seja como atriz, bailarina ou performer, esteve sob a direção de grandes nomes como Hugo Rodas, Fernando Villar, Irmãos Guimarães, Maura Baiochi, Marcelo Lujan, Susan Scalan, Greydon Clark, Tommy Lee Wallace, Lyndall Hobbs, e mais recentemente com Péterson Paim, contracenando com Letícia Sabatela. Cada experiência contribuiu para a construção de uma visão ampla, inovadora e sensível sobre a cena teatral e suas possibilidades.
Tanta estrada culminou em “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol”, onde colocou à prova toda esta proposta polivalente, chamando para si a responsabilidade como idealizadora, dramaturga, diretora e atriz do espetáculo. Cláudia também se destaca pela criação e gestão de projetos culturais de grande impacto, aprovados em editais e fomentos como o FAC-DF. Sua carreira é marcada pela conexão entre linguagens — teatro, dança, audiovisual e festivais — sempre com a arte no centro como ferramenta de transformação social.
Mais do que uma artista, Cláudia Andrade é uma tecelã de experiências, que costura histórias, culturas e olhares em obras que celebram a beleza, a diversidade e o poder do encontro.
SERVIÇO:
Espetáculo:Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol Data: 24 a 26 de outubro de 2025 Local: Teatro Sesc Newton Rossi – Sesc Ceilândia (QNN 27 Área Especial, Ceilândia Norte, Brasília– DF)
Evento gratuito une música, turismo e convivência, celebrando o samba e a diversidade cultural do Brasil no centro da capital
Neste sábado (18 de outubro), o coração de Brasília vai bater novamente no compasso do samba. Há dez anos ocupando a Torre de TV — um dos pontos turísticos mais emblemáticos da cidade, o projeto Café com Samba celebra uma década de música, cultura e pertencimento, reafirmando seu papel como um dos encontros mais simbólicos da capital.
Realizado pela Organização da Sociedade Civil (OSC) Expressão Cultural Brasiliense, com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), o evento começa às 9h e é gratuito. Com uma programação que reúne samba, dança e convivência, o Café com Samba transforma o cenário da Feira da Torre em um grande palco a céu aberto, celebrando a diversidade cultural do Brasil e o turismo no Distrito Federal.
Uma década de ocupação cultural
O projeto nasceu em 2015 com o propósito de ocupar espaços públicos e pontos turísticos de Brasília com arte e alegria, promovendo o encontro entre moradores, turistas, feirantes e artistas que compõem o mosaico cultural da cidade. A cada edição, o Café com Samba reafirma o poder da música como instrumento de integração e identidade, unindo gerações em torno de um mesmo ritmo: o do samba.
“Realizar o Café com Samba na Torre é celebrar a alma da cidade e o encontro entre culturas. Aqui, Brasília se mostra como o que ela é: o centro geográfico e simbólico do país, um lugar onde o Brasil se encontra”, afirma a Expressão Cultural, responsável pela realização do projeto.
Feira da Torre: o Brasil inteiro no coração da capital
A Feira da Torre é um território de encontros e sabores. Ali, o visitante encontra o artesanato do Nordeste, o couro do Centro-Oeste, os tecidos do Norte, as panelas do Sudeste e os temperos do Sul — uma síntese perfeita da criatividade e da cultura brasileira. É nesse ambiente plural que o Café com Samba acontece, fortalecendo o turismo cultural e a economia criativa, e valorizando quem vive da arte e do fazer manual.
Programação e atrações
A programação começa às 9h, com o DJ Fagner abrindo o dia ao som de brasilidades. Às 10h, o Grupo Café com Samba assume o palco e segue até o encerramento, às 15h, recebendo grandes nomes da cena musical do Distrito Federal.
Entre os convidados estão Fernando Chaves, Dhi Ribeiro, Ana Cardoso, Kris Maciel e Milsinho, vozes que representam a força e a diversidade do samba candango. As dançarinas Leka Bonifácil, Adê Mire e Ana Lídia completam o espetáculo com performances cheias de ritmo e expressão. Nos intervalos, o DJ Fagner volta aos toca-discos com repertório de samba, MPB e ritmos brasileiros, mantendo o clima de festa que se espalha pela feira e pelo Eixo Monumental.
O Café com Samba integra o conjunto de ações da Expressão Cultural voltadas à democratização do acesso à arte e ao fortalecimento da cena cultural do DF. O projeto reforça a importância de unir cultura e turismo, movimentando a cidade, valorizando artistas locais e promovendo encontros genuínos entre o público e o patrimônio cultural do Distrito Federal.
Serviço – Café com Samba na Torre de TV Data: Sábado, 18 de outubro de 2025 Horário: Das 9h às 15h Local: Torre de TV de Brasília – Eixo Monumental
Programação: 9h – Abertura: DJ Fagner 10h – Café com Samba e convidados 12h – Intervalo: DJ Fagner 13h – Café com Samba e convidados 15h – Encerramento
Convidados: Fernando Chaves, Dhi Ribeiro, Ana Cardoso, Kris Maciel e Milsinho Dançarinas: Leka Bonifácil, Adê Mire e Ana Lídia Entrada gratuita | Classificação livre
Além da oportunidade para empreendedores exporem seus negócios, o evento também promoveu amplo debate sobre inteligência artificial e atividades culturais
A Expo Favela Innovation Brasília chegou à sua terceira edição, consolidada como a maior feira de negócios do 4º setor no Distrito Federal. No final de semana dos dias 11 e 12 de outubro, a Biblioteca Nacional foi o cenário para a conexão entre empreendedores, investidores, artistas e o público em geral.
Bruno Kessler, presidente da Central Única das Favelas (CUFA) no DF, que promove o evento, afirma que a edição de 2025 superou todas as expectativas. “Tivemos 50 empreendedores muito bem selecionados pelo time da Escola de Negócios, e nosso corpo de jurados foi muito qualificado. Com certeza, seremos muito bem representados em São Paulo pelos cinco negócios escolhidos”, comemora o presidente.
A Expo Favela Innovation Brasília é realizada por meio da parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), a Projeto S.A. e a CUFA-DF.
Inovação e negócios na feira
Das centenas de inscritos para participar como expositores, 50 foram selecionados para apresentar seus negócios durante os dias do evento.
Cleo Santana, sócia-diretora da Escola de Negócios da Favela — empresa responsável por cuidar do processo de seleção e preparo dos expositores do evento em todo o país — destacou a potência dos expositores do DF. “Para mim, o evento do DF vem, a cada ano, evoluindo. Outra coisa que observei — e não é algo só daqui — é que há empreendedores muito bons, mas que precisam trabalhar o pitch, que é, na verdade, o nosso grande desafio”, assinala Santana.
Os cinco finalistas do DF que vão participar da Expo Favela Brasil, em São Paulo, serão preparados pela Escola de Negócios da Favela, principalmente no pitch — termo que significa uma apresentação concisa e objetiva de um negócio, com o objetivo de vender algo a um público. Essa é uma habilidade fundamental quando o assunto é empreendedorismo. O evento nacional ocorre nos dias 29 e 30 de novembro.
Finalistas
Entre os negócios vencedores da edição do DF em 2025, estão: Ex-Devedor, liderado por Yuri Assim; Cachos Brasil, de Andréia Óliver; PIFF, de Igor Pereira Silva de Pinho; e Lela Spa, comandado por Lela Soares.
A grande vencedora da competição foi Natália Ofão, com o negócio Cuidados do Cerrado, que produz cosméticos naturais veganos, feitos com ingredientes do bioma, como pequi, copaíba, buriti e baru. Entre as diversas opções, há xampus, hidratantes para a pele, pomadas, escalda-pés e séruns.
“Um dos nossos diferenciais são as embalagens 100% sustentáveis, feitas de papel, que demoram apenas quatro meses para se decompor. As de plástico demoram 100 vezes mais”, explica a empresária.
Foi a primeira vez de Natália na Expo Favela e a segunda em que fez um pitch, motivo de nervosismo para a expositora. “Foi um momento de muita conexão e de muita conquista. Saber que a gente chegou aqui é valioso demais. Consegui também fazer networking e fazer com que outras pessoas, não só do DF, conhecessem os nossos produtos”, celebra Ofão.
A experiência de participar da Expo Favela também é enriquecedora para quem não ficou entre os cinco finalistas da competição. Romildo Nascimento, que levou o Rap Fashion pela primeira vez ao evento, destaca: “A experiência é incrível pelos contatos e pela oportunidade de conversar com as pessoas que já conhecem ou não o meu trabalho.”
Além da produção de peças para artistas como Tribo da Periferia, Beladonna e 3UmSó, a iniciativa também promove oficinas de confecção para comunidades de Ceilândia.
Mesas temáticas
Outro destaque do evento foram as mesas temáticas, que promoveram debates sobre empreendedorismo, economia criativa, inovação e responsabilidade social. O tema central deste ano foi a inteligência artificial (IA).
Especialistas deram contribuições valiosas sobre assuntos relacionados ao uso da ferramenta em pequenos negócios, na música, na produção de conteúdo na era digital, em políticas públicas e na TV 3.0.
A programação cultural trouxe apresentações renomadas e gratuitas para o público candango, como Dudu Nobre, RAPadura e Negra Flow.
A cerimônia marcou a estreia da categoria de Melhor Figurino na Première Brasil e a volta do Prêmio do Público
O Festival do Rio 2025 encerrou sua 27ª edição com a tradicional cerimônia de premiação no Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, na noite deste domingo, dia 12. Foram revelados os ganhadores dos Troféus Redentor, da Première Brasil, e do Prêmio Felix, que juntos consagram o melhor do cinema nacional contemporâneo. Nesta edição, 48 filmes, entre longas e curtas-metragens, competiram nas mostras oficiais. O festival apresentou novidades, como a inclusão da categoria Melhor Figurino na competição principal e o retorno do Prêmio do Público, que elegeu os favoritos em Melhor Filme e Melhor Documentário da Première Brasil, além de Melhor Filme na mostra Novos Rumos. A cerimônia foi apresentada pelos atores Cleyton Nascimento e Luisa Arraes.
“Foi um ano muito especial, com salas cheias, encontros importantes de mercado, encontros amorosos de novos projetos” – disse a diretora do Festival Ilda Santiago em seu discurso no palco do Odeon. Depois de agradecer a todos os parceiros, acrescentou: “Quero agradecer aos juris, agradecer a todos que participaram e estiveram conosco ao longo desses onze dias. É uma rede de paixão pelo cinema. E um agradecimento especial ao público.”
A diretora do Festival Walkiria Barbosa complementou dizendo: “O RioMarket este ano foi histórico porque a gente vem de um processo de incluir, pela primeira vez na história do audiovisual brasileiro, do nosso setor dentro do Ministério do Comércio, com o programa da nova indústria do Brasil. E culminou com a presença do Ministério no RioMarket.”
Na edição de 2025, o Festival do Rio recebeu mais de 140 mil pessoas. O Festival do Rio é apresentado pelo Ministério da Cultura, Shell e Prefeitura do Rio. Tem patrocínio master da Shell através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e apoio especial da Prefeitura do Rio – por meio da RioFilme, órgão que integra a Secretaria Municipal de Cultura. Realização: Cinema do Rio e Ministério da Cultura / Governo Federal.
Votação internacional: mostras Expectativas e Première Latina em competição
O Festival do Rio ainda traz para este ano duas novas competições com o voto popular. Pela primeira vez, mostras internacionais são competitivas. A mostra Expectativas, que exibe do primeiro ao terceiro filme de diretores e diretoras, revelando novos talentos e vozes de diferentes partes do mundo, ganhou o Prêmio do Público Expectativas. O prêmio vai anunciar o preferido do público, bem como o segundo e o terceiro colocados. Dentre os três filmes mais bem votados, a TV Globo irá escolher um para aquisição dos direitos de distribuição na televisão aberta.
A parceria com a TV Globo para a aquisição de um filme internacional é inédita e marca mais um movimento do Festival do Rio para fortalecer o alcance e o interesse do cinema internacional independente no Brasil, em sintonia com a atuação da TV Globo ao longo dos seus 60 anos, e os 100 anos do Grupo Globo.
Já na mostra Première Latina, o vencedor da preferência do público ganhará automaticamente um acordo de aquisição dos direitos de TV Paga e VOD, oferecido pelo Telecine, parceiro e patrocinador do Festival do Rio e um dos principais canais de cinema no país.
Os vencedores pelo Voto Popular nas categorias Expectativas e Première Latina serão conhecidos no final desta semana, após o encerramento da votação, que segue durante o período do “Chorinho” – seleção de filmes que continuam sendo exibidos e votados até quarta-feira, dia 15.
Algumas falas dos vencedores
“Esse filme a gente fez num momento muito difícil e delicado da humanidade. Mas, de alguma forma, eu e ela aproveitamos a missão que nos foi dada, que é esse fazer arte, para conseguir comunicar esse momento e para eternizar a nossa mudança. Então esse filme é uma declaração, sim, de amor à minha mãe e ao padrão artístico e à fé que eu tenho na arte como transformação”, Leandra Leal. Leandra e sua mãe, Ângela Leal, são ganhadoras do Prêmio Especial do Juri da mostra Novos Rumos.
“Quero agradecer a todo mundo que trabalha no Festival. Mas principalmente ao pessoal da limpeza, que cuida dos espaços para assistirmos aos filmes com tudo limpinho. E agradecer à minha mãe que fez muita faxina para eu estar aqui.” Ana Flavia Cavalcanti, melhor atriz por Criadas, Première Brasil, mostra Novos Rumos.
“É incrível estar recebendo este prêmio. É um tema tão pouco retratado nas telas, então o Festival abrir espaço para atualizar nosso olhar sobre os ciganos. Espero que ele jogue uma luz sobre a cultura cigana e gere um processo empático.” João Borges, Melhor Direção por Espelho Cigano, Première Brasil mostra Novo Rumos.
“O Juri Popular é o melhor prêmio, porque é tocar o coração da nossa plateia. E quero agradecer à Paolla Oliveira, o filme não seria o mesmo sem ela. Ela entregou tudo e mostrou a grande atriz que é.” Diretora Clarissa Appelt, de Herança de Narcisa, Melhor Longa Metragem pelo Voto Popular, Première Brasil mostra Novos Rumos.
“É meu terceiro Festival do Rio, prazerzaço ser produtor de um filme com o primeiro diretor com deficiência intelectual. E isso é revolucionário.” Daniel Gonçalves, produtor. “Obrigado Festival, minha equipe e júri. É nós!”, Tiago Rubert Atala, diretor de Uma em Mil, Melhor Longa Metragem, Première Brasil, pela mostra Novos Rumos.
“Eu pedi para a minha equipe subir aqui porque este filme traz um sentido de coletividade. Agradecer, claro, à mamãe Madonna. Agradecer ao mestre Coutinho pela inspiração. É um filme muito independente, é incrível estar aqui”, Allan Ribeiro, por Copacabana 4 de Maio, Melhor Documentário, Prêmio Felix.
“Hoje no nosso país as forças conservadoras estão organizadas e nós precisamos resistir a isso. E uma coisa que é muito importante e guia nossos personagens é o espírito de desobediência. Cabe a nós abraçar isso e usar como uma afirmação”, Marcio Reolon diretor de Ato Noturno, Melhor Filme Brasileiro pelo Prêmio Felix e Melhor Roteiro pela Première Brasil.
“Minha mãe sofreu um AVC e está muito limitada. Mas quando fui selecionado para o Festival do Rio, eu contei e ela falou ‘oooo’ e fez assim com a mão. Pode parecer pouco, mas é o mundo. Ela era artista e abdicou da arte para me criar. Os filmes que faço são pornochanchadas, talvez o mais brasileiro e o mais esculhambado de todos os gêneros. Precisamos reconhecer a importância do gênero e recuperar essa história.” Fábio Leal, diretor de O Faz-Tudo, Melhor Curta-Metragem na Première Brasil; ao lado de Sebastiana, do diretor Pedro de Alencar, que disse: “Fiz o filme para o meu pai, que morreu quando eu tinha 7 anos. Eu frequentei o Festival do Rio desde os meus 16 anos. Então a pessoa que monta a programação do Festival é uma professora, queria agradecer muito à Ilda, à Walkiria, à Karen e toda a equipe de curadoria.
“Obrigada por incluir esta categoria, isso é gigante para a gente. Por mais visibilidade nos festivais e nas premiações. Este foi um filme muito desafiador. Foi maravilhoso poder colaborar para os personagens da Karine Telles e da Klara Castanho. Suzana Pires, muito obrigada pela sua generosidade. Quero dedicar este prêmio a todos os meus colegas figurinistas, este prêmio é nosso.” Renata Russo, por #SALVEROSA, Melhor Figurino
“Anos atrás, eu fui conversar com a Ilda (Santiago) e pedi: ‘Pelo amor de deus, Ilda, coloca esse prêmio para a nossa classe’. O Festival formou muita gente. Quando não tinha internet, só tínhamos acesso aos filmes através do festival. Eu amo este filme. A Tainá me chamou para assistir, ela nem me chamou para trabalhar, mas eu assisti e pedi para fazer.” Plínio Profeta, Melhor Trilha Sonora Original por Apolo, Première Brasil.
“Quero agradecer à Anne, que me entregou este roteiro e essas pequenas criaturas que tanto tocaram as pessoas ao longo do festival. É um trabalho conjunto entre profissionais de Brasília, Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul. Obrigada por reconhecer a delicadeza desse filme e a beleza desse filme.” Claudia Andrade, melhor Direção de Arte da Première Brasil, por Pequenas Criaturas.
“Quero agradecer ao nosso diretor pela coragem e a direção tão sensível. E compartilhar tanta coisa da sua vida com a gente e o público. E agradecer a todos os profissionais do sexo que conheci durante a pesquisa, e contaram suas histórias, algumas de abuso e maus tratos, e essas histórias me atravessam até hoje.” Alejandro Claveaux, Melhor Ator Coadjuvante na Première Brasil por Ruas da Glória.
“Eu sou uma travesti preta e não poderia deixar de dedicar este prêmio às minhas ancestrais que não estão aqui mais, porque não tiveram as mesmas oportunidades que eu tive. E que a minha voz e a minha arte me façam percorrer a distância entre o dedo e a ferida. A arte me salvou!” Diva Menner, Melhor Atriz Coadjuvante na Première Brasil, por Ruas da Glória.
“Fazer documentário é uma paixão. Parabéns a todos os documentaristas presentes. Fazer Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui veio do meu desejo de encontrar Dona Onete e falar dessa mulher livre, criativa e profundamente brasileira. Quero agradecer a todos porque filme se constrói junto. E agradecer à Dona Onete por ser essa força da natureza que encanta com a sua música. Viva o Pará, e viva Dona Onete!”. Mini Kerti, diretora de Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho, Melhor Documentário na Première Brasil.
“Quero agradecer à Gi por ter topado dirigir esse filme que trata da vida dela, e das pessoas que estão aqui, e dos seis que ainda estão presos pela Justiça Militar. A gente não quer mais a Garantia de Lei e da Ordem nas favelas. A gente não quer só anistia. A gente exige reparação e Justiça.” Natasha Neri, diretora, por Cheiro de Diesel, Prêmio Especial do Juri e Melhor Longa Documentário pelo Voto Popular da Première Brasil. E Gizele Martin, diretora do mesmo filme: “Eu sou comunicadora da Favela da Maré, e estou muito feliz por levar este prêmio para as minhas vielas, para as ruas que anos atrás estavam com tanques de guerra. Eu fui censurada e hoje estou levando um prêmio para a Maré. Viva a favela! Não queremos tanques de guerra nas ruas e vielas das nossas favelas.”
“Sou uma mulher indígena, sergipana, trans… receber este prêmio é muito significativo, especialmente por eu ter uma família linda. Ter estado num set repleto de pessoas trans foi muito importante. Eu sou atriz, cantora e nós queremos trabalhar. Nos contratem, nós também precisamos contar nossa história.” Isis Broken, diretora.
Klara Castanho, Melhor Atriz da Premiêre Brasil por #Salverosa. Depois de agradecer ao time do filme, a atriz diz: “Já que foi citada aqui Fernanda Torres, quero dizer: ‘A vida presta’.”
“Quero agradecer a essas duas pessoas que acreditam no desejo e me trouxeram aqui. Eu sempre escutei os meus desejos e acho que, pelo visto, vou continuar seguindo os meus desejos.”Gabriel Faryas, Melhor Ator da Première Brasil, por Ato Noturno.
“Coração das Trevas é um filme de animação e é muito importante um filme de animação estar num festival de cinema, para quebrar esse paradigma de que animação é coisa para criança. E para a gente ter um pouco mais de investimentos neste gênero. E eu quero dedicar este prêmio também a todo mundo que subiu neste palco, tanta gente bonita contando histórias lindas neste palco, eu dedico este prêmio a vocês também.” Rogério Nunes, Melhor Direção da Première Brasil, Longa Ficção, por Coração das Trevas.
“É o filme mais importante da noite, a que eu mais queria ganhar. Este filme a gente fez sendo feliz, e sabíamos.” Mara Lobão produtora do longa de ficção #Salverosa, Melhor Longa de Ficção pelo Voto Popular. “Há 15 anos, eu ganhei um premio pelo voto popular aqui no Festival do Rio, por Positivas, e isso mudou minha vida. Então este prêmio tem muita relevância. Fico muito feliz por esse reconhecimento.” Suzanna Lira, diretora do longa ficação #Salverosa, Melhor Longa de Ficção pelo Voto Popular.
“Esse filme é um roteiro meu, dedicado a minha mãe, trabalhado sobre as minhas vivências. Um olhar para a infância e para a maternidade. Quero dedicar esse prêmio às minhas duas filhas, que aturaram a ausência da mãe para eu finalizar esse filme. Muito obrigada”. Anne PinheiroGuimarães, diretora de Pequenas Criaturas, Melhor Longa Ficção da Première Brasil.
Conheça os Vencedores
PREMIÈRE BRASIL
Melhor Longa-Metragem de Ficção
PEQUENAS CRIATURAS, de Anne Pinheiro Guimarães
Empresa Produtora: BANANEIRA FILMES
Melhor Longa-Metragem Documentário
APOLO, de Tainá Müller e Ísis Broken
Empresa Produtora: CAPURI
Melhor Curta-Metragem
SEBASTIANA, de Pedro de Alencar
Empresa Produtora: TERRA BRUTA e CÉU E SANGUE FILMES
e O FAZ-TUDO, de Fábio Leal
Empresa Produtora: CASA LÍQUIDA
Melhor Direção de Ficção
ROGÉRIO NUNES, por Coração das Trevas
Melhor Direção de Documentário
MINI KERTI, por Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui
Melhor Ator
GABRIEL FARYAS, por Ato Noturno
Melhor Atriz
KLARA CASTANHO, por #SalveRosa
Melhor Ator Coadjuvante
ALEJANDRO CLAVEAUX, por Ruas da Glória
Melhor Atriz Coadjuvante
DIVA MENNER, por Ruas da Glória
Melhor Roteiro
FILIPE MATZEMBACHER e MARCIO REOLON, por Ato Noturno
Melhor Montagem
ANDRÉ FINOTTI, por Honestino
Melhor Fotografia
LUCIANA BASEGGIO, por Ato Noturno
Melhor Direção de Arte
CLAUDIA ANDRADE, por Pequenas Criaturas
Melhor Figurino
RENATA RUSSO, por #SalveRosa
Melhor Som
ARIEL HENRIQUE e TALES MANFRINATO, por Love Kills
Melhor Trilha Sonora Original
PLÍNIO PROFETA, por Apolo
Prêmio Especial do Júri
CHEIRO DE DIESEL, de Natasha Neri e Gizele Martins
Empresas Produtoras: AMANA CINE e BARACOA FILMES
PREMIERE BRASIL – NOVOS RUMOS
Melhor Curta-Metragem
PONTO CEGO, de de Luciana Vieira e Marcel Beltrán
Empresa Produtora: CINEMA INFLAMÁVEL
Menção Honrosa para OS ARCOS DOURADOS DE OLINDA, de Douglas Henrique
Melhor Longa-Metragem
UMA EM MIL, de Jonatas Rubert e Tiago Rubert
Empresa Produtora: ATALA
Melhor Direção
JOÃO BORGES, por Espelho Cigano
Melhor ator
MÁRCIO VITO, por Eu Não Te Ouço
Melhor atriz
ANA FLAVIA CAVALCANTE E MAWUSI TULANI, por Criadas
Menção Honrosa de melhor atriz para DOCY MOREIRA, por Espelho Cigano
Prêmio Especial do Júri
ÂNGELA LEAL e LEANDRA LEAL, por Nada a Fazer
FELIX
Melhor Filme Brasileiro
ATO NOTURNO, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
Empresa Produtora: AVANTE FILMES
Melhor Filme Internacional
A SAPATONA GALÁCTICA (Lesbian Space Princess), de Leela Varghese e Emma Hough
Hobb
Empresa Produtora: WE MADE A THING
Distribuidora: SYNAPSE
Melhor Documentário
COPACABANA, 4 DE MAIO, de Allan Ribeiro
Empresa Produtora: ACALANTE FILMES
Prêmio Especial do Júri
ME AME COM TERNURA (Love Me Tender), de Anna Cazenave Cambet
Empresa Produtora: NOVOPROD CINÉMA
Distribuidora: IMOVISION
VOTO POPULAR
Melhor Longa Ficção (pelo Júri Popular): #SalveRosa, de Suzanna Lira.
Melhor Longa Documentário (pelo Júri Popular): Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins.
Melhor Longa da mostra Novos Rumos (pelo Júri Popular): Herança de Narcisa, de Clarissa Appelt e Daniel Dias.
Sobre o júri do Festival do Rio 2025
PREMIÈRE BRASIL
Eric Lagesse – Presidente do Júri: Distribuidor, agente de vendas e produtor francês. Presidente da Pyramide, uma das principais distribuidoras independentes da França. Com foco em “filmes de autor”, lança cerca de 15 títulos por ano e promove produções de jovens diretores internacionais e também consagrados como Mohamad Rasoulof, Céline Sciamma e Andrei Zviaguintsev.
Carolina Kotscho: Autora, diretora e produtora, sócia fundadora da Loma Filmes. Escreveu os roteiros de sucessos como 2 Filhos de Francisco, Flores Raras e Hebe – A Estrela do Brasil. Foi autora titular da Globo por 13 anos, onde escreveu as séries A Teia, Supermax, Hebe e a 2° temporada de Aruanas. Foi eleita presidente da AC e da ABRA em três mandatos.
Claudia Kopke: Figurinista premiada, criou figurinos para os filmes Que Horas Ela Volta?, Tropa de Elite e o internacionalmente reconhecido Ainda Estou Aqui, entre outros. Com trabalhos no cinema, TV, teatro, ópera e dança, é referência nacional e nova membra da Academia do Oscar.
Elena Manrique: Nasceu em Madri em 1965. Teve uma longa carreira como produtora executiva, tendo trabalhado em filmes como O Labirinto do Fauno, O Orfanato e Azul é a Cor Mais Quente. Dirigiu vários curtas-metragens e escreveu o longa Cidade Delírio. Fin de Fiesta marca sua estreia como diretora de longa-metragem.
Javier Garcia Puerto: Curador de cinema e vídeo, organizou exposições, programas e participou como jurado em diversos festivais ao redor do mundo. Desde 2011, é programador do Festival Tallinn Black Nights e consultor para os países de língua espanhola. É também cofundador e diretor artístico do REC | Festival Internacional de Cinema de Tarragona.
Luciana Bezerra: Diretora, roteirista, atriz e sócia do Grupo Nós do Morro. Atuou como pesquisadora de elenco do filme Cidade de Deus. Dirigiu o premiado curta Mina de Fé, o episódio “Acende a luz” no filme 5x Favela, Agora por nós mesmos, os documentários O Porto do Rio e 7 cortes de cabelo no Congo, e o longa de ficção A Festa de Léo.
Paula Astorga: Produtora e consultora de projetos audiovisuais, dirigiu a Cineteca Nacional do México de 2010 a 2014. Pelo trabalho na promoção da cultura audiovisual, recebeu a condecoração da Ordem das Artes e Letras pelo governo francês. É diretora-executiva do Seminário Público e Audiências do Futuro FICUNAM e ensina na Universidade CENTRO no México.
PREMIÈRE BRASIL – COMPETIÇÃO NOVOS RUMOS
Beth Formaggini – Presidenta do Júri: Dirigiu os longas Memória para Uso Diário, melhor filme pelo júri popular do Festival do Rio, Xingu Cariri Caruaru Carioca, melhor filme do In-Edit e Pastor Cláudio, melhor filme no Festival de Vitória, as séries Sopro e Memória da Mídia e o premiado curta Família Ilustre. Colaborou com Eduardo Coutinho e sobre ele realizou o filme Apartamento 608.
Davi Pretto: Escreveu e dirigiu os longas Castanha, que estreou na Berlinale Forum e foi eleito Melhor Filme na mostra Novos Rumos do Festival do Rio; Rifle, também exibido na Berlinale Forum e ganhador do prêmio da crítica no Festival de Brasília; e Continente, exibido na competição do Festival de Sitges, e vencedor de Melhor Direção na mostra Novos Rumos do Festival do Rio.
Lucas H. Rossi: Realizador e produtor, sócio-diretor da Baraúna Filmes. Seus curtas somam mais de 300 seleções em festivais e cerca de 40 prêmios. Seu longa Othelo, O Grande ganhou Melhor Documentário no Festival do Rio e foi premiado em diversos festivais internacionais. Atualmente, atua como diretor de produção dos documentários do Afroreggae.
Rafael Sampaio: Produtor, curador e fundador da produtora Klaxon Cultura Audiovisual onde produziu e coproduziu filmes como Diz a Ela que me Viu Chorar (2019), de Maíra Bühler, Fiebre (2022), de Elisa Eliash, e Zafari (2024), de Mariana Rondón. É criador e diretor do BrLab desde 2011 e também coordena outros espaços de formação e desenvolvimento de projetos.
Thalita Carauta: Atriz carioca, transita brilhantemente da comédia ao drama. Na Globo, deu vida à emblemática Janete no humorístico Zorra Total, e participou de novelas de sucesso como Todas as Flores e Mania de Você e da série Segunda Chamada. No cinema, atuou em filmes como S.O.S. Mulheres ao Mar, Duas de Mim, O Lobo Atrás da Porta, O Silêncio da Chuva e Os Sapos.
PRÊMIO FELIX
Franck Finance-Madureira – Presidente: Jornalista e crítico de cinema francês, administra o FrenchMania, site dedicado ao cinema francófono, e escreve para a Têtu, principal mídia LGBT+ francesa. É presidente e fundador do Queer Palm, criado por ele em 2010 em Cannes, e do Queer Palm Lab.
Carolina Durão: Diretora Geral da série Rensga Hits! do Globoplay. Seu longa Doce Família chegou ao Top 10 Global de língua não-inglesa da Netflix. Dirigiu o especial Feliz Ano Novo… de Novo na Amazon e a série A Vila no Multishow. Vai lançar a comédia Um Pai em Apuros nos cinemas.
Chica Andrade: Diretora, produtora e atriz. Co-dirigiu a série Segura Essa Pose e integra a rede de talentos Firelight Media. Participou do programa Sundance Trans Possibilities. É atualmente consultora de projetos da Warner Bros e dirige o longa documental House of Hilton.
Hedu Carvalho (em drag, Dudakoo): Idealizador do Cine Drag, evento que promove o resgate e a celebração da história do cinema queer. Graduado na UFRJ, estruturou a carreira com foco na diversidade e no ativismo LGBTQIA+ através da cultura, tanto no cinema quanto no mercado editorial.
Sobre o Festival do Rio
O Festival do Rio é apresentado pelo Ministério da Cultura, Shell e Prefeitura do Rio. Tem patrocínio master da Shell através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e apoio especial da Prefeitura do Rio – por meio da RioFilme, órgão que integra a Secretaria Municipal de Cultura. Realização: Cinema do Rio e Ministérioda Cultura / Governo Federal.
Sobre a Shell Brasil
Há 112 anos no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.
Para imagens e trailers:
Em breve, as fotos e os trailers dos filmes estarão no site do festival. Para acessá-los, entre no site do Festival, busque à direita na tela o filme que interessa à você. Na página do filme, você pode fazer o download das fotos clicando com a tecla direita do mouse, ou acessar o trailer hospedado no Youtube na aba trailer. Para fotos de cobertura de eventos, tapete vermelho e outros, acesse este link.
Sempre um Papo recebe Eliana Alves Cruz e Paulo Scott em debate sobre literatura e antirracismo
O projeto Sempre um Papo promove mais um encontro especial no Teatro da CAIXA Cultural Brasília reunindo dois dos mais relevantes escritores da literatura brasileira contemporânea: Eliana Alves Cruz, que lança o romance “Meridiana” (Companhia das Letras), e Paulo Scott, autor de “Marrom e Amarelo”, que apresenta sua nova obra, “Direito Constitucional Antirracista” (Editora Revista dos Tribunais). O jornalista Matheus Leitão fará a mediação do debate.
O encontro acontece no dia 15/10, quarta-feira, às 19h30. A entrada é gratuita, num patrocínio da CAIXA/ Governo Federal e apoio cultural da Emgea, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura. A classificação indicativa é 14 anos, e os ingressos ficam disponíveis uma hora antes do início do evento.
No encontro, a conversa se debruça sobre as urgências do presente a partir da literatura e da crítica social. “Meridiana”, novo livro de Eliana Alves Cruz, entrelaça memória, afetos e ancestralidade para narrar resistências e silenciamentos que moldaram o Brasil. Já “Direito Constitucional Antirracista”, de Paulo Scott, propõe uma reflexão contundente sobre como a prática jurídica pode e deve enfrentar o racismo estrutural, articulando teoria, militância e vivências.
“Meridiana”, de Eliana Alves Cruz
“Meridiana” narra, com prosa ao mesmo tempo leve e precisa, a ascensão social de uma família negra — com o sonho de sair da favela e ingressar na classe média encarnado nos personagens Aurora e Ernesto, que desejam criar filhos “prósperos, exemplares e respeitados pela melhor sociedade” — e o alcançam. A autora apresenta múltiplas perspectivas: cada membro da família (mãe, pai, filhos e filha) relata sua própria trajetória em primeira pessoa, revelando como cada vivência faz parte de uma travessia singular. Ao entrelaçar essas vozes, Eliana Alves Cruz constrói um retrato caleidoscópico e sensível das tensões e conquistas de três gerações de um Brasil negro marcado por desigualdades, mas também pela possibilidade de passagem, reconhecimento e continuidade.
“Direito Constitucional Antirracista”, de Paulo Scott
Nesta obra ensaística, Paulo Scott convida o leitor a olhar o direito constitucional brasileiro sob uma perspectiva racial crítica e transformadora. Utilizando um diálogo transdisciplinar que atravessa Direito, Sociologia, Psicologia e Literatura, o autor defende o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial 2024, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça, como um marco normativo essencial na consolidação de uma tutela de direitos mais inclusiva e equitativa. O livro ilumina as complexidades do racismo sistêmico e traça caminhos inovadores para seu enfrentamento jurídico e social, tornando-se leitura indispensável para profissionais do Direito, acadêmicos e qualquer pessoa interessada na construção de uma justiça social efetiva.
Eliana Alves Cruz nasceu no Rio de Janeiro e se tornou uma das vozes mais potentes da ficção brasileira recente. Autora de “Água de Barrela” (Prêmio Oliveira Silveira da Fundação Palmares), “O Crime do Cais do Valongo”, “Nada Digo de Ti, que em Ti não Veja” e “Solitária”, ela tem sua obra marcada pela investigação histórica e pela valorização da memória afro-brasileira.
Paulo Scott, escritor gaúcho radicado no Rio de Janeiro, é autor de romances, ensaios e poesia. Seu livro Marrom e Amarelo foi finalista do Prêmio Jabuti e venceu o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional, tornando-se referência ao abordar o racismo e as complexidades das identidades no Brasil. Além da literatura, atua como advogado e professor, integrando de forma crítica sua experiência no campo jurídico ao debate público.
Matheus Leitão, o mediador da conversa, Matheus Leitão, é especializado em jornalismo investigativo pela Universidade de Berkeley, na Califórnia. Em 23 anos de carreira como jornalista, trabalhou em diversos veículos de imprensa, como Correio Braziliense, Folha de S.Paulo, Rádio Globo e Portal G1. Atualmente, é colunista da revista Veja. Venceu as mais importantes distinções de jornalismo da América Latina como os prêmios Esso, Embratel, Vladimir Herzog e o SIP, da Sociedade Interamericana de Imprensa. É também autor do livro “Em nome dos pais” (Editora Intrínseca), que deu origem ao documentário homônimo exibido pela HBO.
Sempre um Papo na CAIXA em 2025
Ao longo de 2025, o Sempre um Papo, trouxe ao Teatro da Caixa Brasília alguns dos nomes mais expressivos da literatura e do pensamento contemporâneo, em encontros onde estiveram presentes Itamar Vieira Jr., Ailton Krenak, Bianca Santana, Fabricio Carpinejar, além da mesa especial com Ana Maria Gonçalves e Valter Hugo Mãe, e a participação extraordinária de Jamil Chade. A programação segue com José Miguel Wisnik, em 1º de outubro, e logo depois com Paulo Scott e Eliana Alves Cruz, no dia 15, destacando obras que provocam reflexões profundas sobre racismo e memória. Para encerrar o ano, em 26 de novembro, a aguardada presença de Conceição Evaristo promete coroar a série com sua escrita potente e necessária, reafirmando o compromisso do projeto em promover encontros inesquecíveis entre autores e leitores.
Sempre Um Papo – 39 anos
Criado em 1986, o Sempre Um Papo é um projeto cultural que realiza encontros entre importantes nomes da literatura e personalidades nacionais e internacionais com o público, ao vivo, em auditórios e teatros. Ao longo de sua trajetória, o projeto já aconteceu em 30 cidades e promoveu mais de 8 mil eventos, que reuniram um público superior a 2 milhões de pessoas.
Ocanal no YouTube do Sempre Um Papo contém mais de 1.600 programas de uma hora cada, constituindo-se no maior e mais relevante acervo virtual da literatura brasileira. Além dos debates, seminários e cursos completam o rol de exibições, que hoje registra quase 9 milhões de visualizações.
Serviço Sempre um Papo com Eliana Alves Cruz e Paulo Scott
Dia 15/10, quarta-feira, às 19h30
Teatro da CAIXA Cultural Brasília
Entrada gratuita, com retirada de ingressos 1h antes do evento
Inspirado no best seller ‘Sapiens’, de Yuval Noah Harari, o premiado espetáculo já foi visto por mais de 150 mil espectadores em temporadas no Brasil e em Portugal
Depois de quase três anos de uma premiada trajetória – com temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e em São Paulo e turnês lotadas pelo Brasil e por Portugal –, o espetáculo Ficções, estrelado por Vera Holtz, retorna a Brasília, de 2 a 5 de outubro, no Teatro Royal Tulip, comemorando mais de 350 apresentações e 150 mil espectadores desde a estreia. A peça recebeu 22 indicações e ganhou os prêmios Shell e APTR de melhor atriz para Vera Holtz e APTR de melhor música para Federico Puppi. Idealizado pelo produtor Felipe Heráclito Lima e escrito e encenado por Rodrigo Portella, Ficções teve como ponto de partida o livro Sapiens – uma breve história da humanidade, do professor e filósofo Yuval Noah Harari, que vendeu mais de 23 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.
Publicado em 2014, o livro de Harari afirma que o grande diferencial do homem em relação às outras espécies é sua capacidade de inventar, de criar ficções, de imaginar coisas coletivamente e, com isso, tornar possível a cooperação de milhões de pessoas – o que envolve praticamente tudo ao nosso redor: o conceito de nação, leis, religiões, sistemas políticos, empresas etc. Mas também o fato de que, apesar de sermos mais poderosos que nossos ancestrais, não somos mais felizes que esses. Partindo dessa premissa, o livro indaga: estamos usando nossa característica mais singular para construir ficções que nos proporcionem, coletivamente, uma vida melhor?
“É um livro que permite uma centena de reflexões a partir do momento em que nós pensamos como espécie e que, obviamente, dialoga com todo mundo. Acho que esse é o principal mérito da obra dele.”, analisa FelipeH. Lima, que comprou os direitos para adaptar o livro para o teatro em 2019.
Instigado pelas questões trazidas pelo livro e pela inevitável analogia com as artes cênicas – por sua capacidade de criar mundos e narrativas – o encenador Rodrigo Portellacriou um jogo teatral em que a todo momento o espectador é lembrado sobre a ficção ali encenada: “Um dos principais objetivos é explorar o sentido de ficção em diversas direções, conectando as realidades criadas pela humanidade com o próprio acontecimento teatral”, resume.
Quando foi chamado para escrever e dirigir, Rodrigo imaginou que iria pegar pedaços do livro para transformar em um espetáculo: “Ao começar a ler, entendi que não era isso. Era preciso construir uma dramaturgia original a partir das premissas do Harari que seriam interessantes para a espetáculo. Em nenhum momento, no entanto, a gente quer dar conta do livro na peça. Na verdade, é um diálogo que a gente está estabelecendo com a obra”, enfatiza. A estrutura narrativa foi outro ponto determinante no propósito do espetáculo: “Eu queria fazer uma peça que fosse espatifada, não é aquela montagem que é uma história, que pega na mão do espectador e o leva no caminho da fábula. Quis ir por um caminho onde o espectador é convidado, provocado a construir essa peça com a gente. É uma espécie de jam session. É uma performance em construção, Vera e Federico brincam com tudo, com os cenários, tem uma coisa meio in progress”, descreve.
Para a empreitada, Rodrigo contou com a interlocução dramatúrgica de Bianca Ramoneda, Milla Fernandez e Miwa Yanagizawa: “Mesmo sem colaborar diretamente no texto, elas foram acompanhando, balizando a minha criação, foram conversas que me ajudaram a alinhar a direção, o caminho que daria para o espetáculo”, conta.
Vera Holtz se desdobra em personagens da obra literária e em outras criadas por Rodrigo, canta, improvisa, “conversa” com Harari, brinca e instiga a plateia, interage com o músico Federico Puppi – autor e performer da trilha sonora original, com quem divide o palco. Em outros momentos, encarna a narradora, às vezes é a própria atriz falando. “Eu gosto muito desse recorte que o Rodrigo fez, de poder criar e descriar, de trabalhar com o imaginário da plateia”, destaca Vera. “O desafio é essa ciranda de personagens, que vai provocando, atiçando o espectador. Não se pode cristalizar, tem que estar o tempo todo oxigenada”, completa. Rodrigo concorda: “É um espetáculo íntimo, quem for lá vai se conectar com a Vera, ela está muito próxima, tem uma relação muito direta com o espectador”.
SINOPSE
A partir do best-seller “Sapiens”, do escritor israelense Yuval Harari, Ficções fala da capacidade humana de criar e acreditar em ficções: deuses, dinheiro, nações… O que foi ou não inventado? Mas, apesar dessa habilidade inédita e revolucionária que alçou nossa espécie à condição de “donos” do planeta, seguimos inseguros e sem saber para onde ir. Você está satisfeito?
BIOS
Felipe Heráclito Lima
Especializado na idealização de projetos culturais, diretor da Sevenx Produções Artísticas e da F&F Film Productions, FelipeHeráclito Lima é ator formado pela CAL e publicitário pela PUC-RJ. Felipe também é especializado em captação de recursos e em gestão de recursos incentivados para grandes empresas. Esteve à frente de projetos como “R&J” de Shakespeare (2011), de Joe Calarco, Prêmio APTR “Melhor Produção”; Fonchito&aLua (2014), de Mario Vargas Llosa; Mas Porquê??! A História de Elvis (2015), de Peter Shossow – Prêmio APCA de “Melhor Musical Infantil 2015; Memórias de Adriano (2016), de Marguerite Yourcenar; Lá Dentro Tem Coisa (2016), de Adriana Falcão; Dogville (2018), de Lars Von Trier, e Fim de Caso (2019), de Graham Greene, entre outros.
Rodrigo Portella
Artista cênico nascido no interior do Brasil, diretor teatral, iluminador e dramaturgo com 45 anos de idade e 30 anos de carreira. Escreveu 12 peças teatrais e dirigiu outras 40 obras em teatro e vídeo. Ganhou os mais importantes prêmios de teatro brasileiro da última década como diretor com as peças As Crianças (de Lucy Kirkwood) em 2020 e Tom na Fazenda (de Michel Marc Bouchard) em 2018. Este último ganhou o Prêmio da Crítica de Melhor espetáculo estrangeiro em Montreal (Canadá), no biênio 2018/2019, e os prêmios APCA (São Paulo – 2019) e APTR (Rio de Janeiro – 2018) entre muitos outros. Rodrigo é graduado e mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, com doutorado em andamento. Mestre em cinema pela Nouprodigi/Barcelona, suas obras ocuparam os principais espaços culturais de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo e entraram na programação dos maiores festivais de teatro do país, circulando em mais de 90 cidades no Brasil, Argentina, Equador, Chile, França, Alemanha e Canadá. Atualmente vive em Barcelona, é professor do curso superior do Instituto Cal de Arte e Cultura e trabalha na produção da turnê França – Bélgica – Suíça do seu espetáculo Tom na Fazenda, que será inaugurado no Théâtre Paris-Villette na capital francesa.
Vera Holtz
Vera Holtz nasceu em Tatuí, interior de São Paulo, onde iniciou seus estudos nas artes através da música e artes plásticas. Na década de 70, após um breve período na EAD-USP, foi para o Rio de Janeiro, onde seguiu seus estudos e estreou em 1979 com a peça Rasga coração, de Oduvaldo Vianna Filho, com direção de José Renato – a primeira peça liberada pela censura, durante o regime militar. Vera possui um vasto currículo composto por trabalhos em TV, teatro e cinema. Vinte e oito vezes indicada, em 1985 ganhou o Prêmio Mambembe de Melhor Atriz pela peça infantil Astrofolia. Em 1989, ganhou o Prêmio Shell de Melhor Atriz pela peça Um certo Hamlet. Com a peça Pérola, de Mauro Rasi, que ficou cinco anos em cartaz e foi vista por cerca de 200 mil pessoas, Vera conquistou quatro importantes prêmios nacionais na categoria de melhor atriz: Mambembe, Shell, Sharp e APETESP. Em 2007, ganhou o Prêmio Mambembe de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação na novela Paraíso Tropical, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Estreou como diretora teatral em 2010, com Guilherme Leme, na peça O Estrangeiro, de Albert Camus, monólogo adaptado pelo dramaturgo dinamarquês Morten Kirkskov.
Yuval Noah Harari
Nascido em Israel, em 1976, Harari é historiador, filósofo, PhD em História pela Universidade de Oxford e autor best-seller de Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, 21 Lições para o Século 21 e Sapiens: Uma História Gráfica. Seus livros venderam mais de 40 milhões de cópias em 65 idiomas, e ele é considerado um dos mais influentes intelectuais públicos do mundo hoje. Atualmente é professor do Departamento de História da Universidade Hebraica de Jerusalém. Ele escreve artigos para publicações como The Guardian, The Financial Times, The New York Times, TIME e The Economist. Em 2021, Harari foi agraciado com o Prêmio Honorário da Associação de Correspondentes de Imprensa Estrangeira dos EUA. Em 2020, recebeu o título de Doctor Honoris pela VUB (Universidade Livre de Bruxelas) e recebeu o prêmio CITIC Author of the Year, na China, por Sapiens: Edição em quadrinhos. Em 2019, Sapiens ganhou o “Academic Book of the Year”, no Academic Book Trade Awards, do Reino Unido. Em 2017, Homo Deus recebeu o German Economic Book Award da Handelsblatt como “O livro de economia mais ponderado e influente do ano” e, em 2015, Sapiens foi vencedor do Wenjin Book Award da China.
VERA HOLTZ emFICÇÕES
Inspirada a partir do livro Sapiens – Uma breve história da humanidade, de Yuval Noah Harari
Idealizada por Felipe Heráclito Lima
Escrita e encenada por Rodrigo Portella
Performance e Trilha Sonora Original: Federico Puppi
Interlocução dramatúrgica: Bianca Ramoneda, Milla Fernandez e Miwa Yanagizawa
Assistente de direção: Cláudia Barbot
Cenário: Bia Junqueira
Figurino: João Pimenta
Iluminação: Paulo Medeiros
Preparação corporal: Tony Rodrigues
Preparação vocal: Jorge Maya
Programação Visual: Cadão
Fotos: Ale Catan
Direção de produção: Alessandra Reis
Gestão de projetos e leis de incentivo: Natália Simonete
Produção executiva: Wesley Cardozo
Administração: Cristina Leite
Produção local: DECA Produções
Produtores associados: Alessandra Reis, Felipe Heráclito Lima e Natália Simonete
SERVIÇO
Temporada | de 2 a 5 de outubro de 2025
Horário | quinta a sábado, às 20h, e domingos, às 18h
Festival encerra programação de cinco dias na Arena BRB com show de Jorge Aragão
Apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras por meio da Lei de Incentivo Cultural, o Festival Curicaca encerrou no sábado, 11/10, sua celebração à tecnologia e à inovação iniciada na última terça-feira, 7, na Arena BRB, em Brasília. Durante cinco dias, o evento recebeu um de público mais de 100 mil pessoas em uma programação que reuniu de pesquisadores da Academia a estudantes de ensino técnico em exposições e debates sobre inovação, as tecnologias 4.0 e as que estação por vir.
Entre estas últimas, a tão esperada computação quânticaapresentou seu espectro de mistério e fascinação no debate que abriu o Palco Sebrae neste último dia do Festival. O diretor científico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Olival Freire tratou do tema integrante da 2ª Revolução Quântica e atualmente em estudo e fase de promessas.
A novidade ainda por ser consolidada consiste na manipulação individual – e não mais conjunta, à maneira da 1ª Revolução – de átomos, elétrons e fótons. “A manipulação individual deles nos levou a entender fenômenos quânticos novos”, explicou, sobre a solução que promete elevar às nuvens o volume de informação de aplicações. Segundo o diretor do CNPq, o mundo vivencia uma transição tecnológica que, se confirmada, será disruptiva.
“A computação quântica é, atualmente, o Santo Graal”, disparou, sobre a novidade que todo mundo quer conhecer.
Liderança feminina
A conversa de Freire sobre impulsos elétricos carregados de informação com os professores de Inteligência Artificial na USP e Fundação Vanzolini, Jairo de Oliveira (PhD), e de Criatividade e Inteligência Artificial para Negócios no IDP, Gilson Leal, se desenrolou paralelamente à discussão sobre os desafios enfrentados pela liderança feminina no Palco NIB, no painel “Quando elas lideram: visões transformadoras para uma nova sociedade”.
O tema ficou a cargo da reitora da Universidade de Brasília (UnB), Rozana Naves, da influenciadora Nathalia Arcuri e da atriz Cláudia Campolina.
Apesar de uma aparente igualdade de gênero entre os estudantes, Rozana reforçou que ainda há disparidades no meio acadêmico. “Os dados mostram que as mulheres são maioria na graduação e também na pós-graduação. Na UnB, temos 52% de mulheres no mestrado e 53% no doutorado, mas os números não revelam as diferenças que estão nos contextos”, observou.
“Quando olhamos para os cargos de gestão, das 26 direções de unidades acadêmicas, só nove são chefiadas por mulheres.”
O encontro, no Palco Finep, reuniu a CEO e cofundadora da ImunoTera, Luana Raposo, e a business developer da Biolinker, Luíse Lopes. Em pauta, o protagonismo feminino na biotecnologia e nas empresas baseadas em avanços científicos significativos, as deep techs, além dos desafios de transformar pesquisa acadêmica em produtos inovadores.
Fake News e a indústria
Em meio a tanta informação, o Festival Curicaca não poderia deixar de tratar de um dos grandes males sociais do momento: a desinformação. O fenômeno, afinal, também afeta o setor produtivo.
A editora-chefe da agência Lupa, Luciana Corrêa, alertou que a desinformação ultrapassa as disputas políticas e representa uma ameaça coletiva. “As consequências vão muito além de um debate entre lados. A desinformação afeta toda a sociedade”, afirmou. “As empresas precisam entrar nesse jogo, apoiar iniciativas e entender que o silêncio também tem custo”, alertou.
Na reta final do evento, o Desafio Nacional de Inovação – Festival Curicaca premiou as iniciativas vencedores do concurso promovido pela ABDI voltado ao enfrentamento de desafios produtivos e territoriais do país. Ao todo, R$ 200 mil foram distribuídos entre os projetos vencedores, divididos nas categorias Ideação (ideias em estágio inicial) e Validação (soluções já testadas). Os prêmios variaram entre R$ 5 mil, R$ 10 e R$ 15 mil.
O presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, participou da cerimônia de premiação ressaltando a retomada da política industrial como uma oportunidade para impulsionar a inovação no país. “O Brasil voltou a ter política industrial depois de oito anos, e nosso dever é continuar fomentando iniciativas como essa para fortalecer startups e quem aposta na inovação”, afirmou.
Encerrada a programação, Jorge Aragão animou os milhares de visitantes no Palco Petrobras. O samba ecoou ao longo da noite entre as colunas da Arena BRB concluindo a jornada inovadora de cinco dias que destacou, em Brasília, a importância e o protagonismo da indústria no desenvolvimento nacional.
O Festival Curicaca
A primeira edição do Festival Curicaca — batizado em homenagem à ave símbolo do Cerrado, conhecida por anunciar mudanças no tempo — nasceu com um propósito claro: reposicionar o Distrito Federal como o epicentro da inovação industrial brasileira.
Inspirado no modelo descentralizado do evento norte-americano South by Southwest (SXSW), o festival levou conteúdos e experiências para diversos pontos da capital, promovendo uma verdadeira imersão na criatividade, tecnologia e cultura.
Com expectativa de reunir 100 mil pessoas ao longo de cinco dias, a programação incluiu circuitos de startups, experiências sensoriais, gastronomia, games, exposições e shows.
A curadoria do Festival Curicaca foi organizada em 10 trilhas de conhecimento, alinhadas às 6 missões da Nova Indústria Brasil (NIB). Na Arena BRB, os participantes encontram um ecossistema vibrante de palcos temáticos, com centenas de painéis e especialistas renomados. Cada palco foi cuidadosamente pensado para provocar reflexões estratégicas e atuais sobre os rumos do Brasil. São eles:
Palco NIB Petrobras: O palco principal do evento reuniu keynotes internacionais e debates sobre o futuro do Brasil. Estiveram presentes Mariano Gomide (VTEX) e Verena Paccola (Forbes Under 30). Os temas incluíram a estratégia da Nova Indústria Brasil, descarbonização, robótica e o potencial brasileiro no cinema e no turismo global.
Palco Futuro (Sebrae): Dedicado a explorar o impacto da revolução tecnológica no trabalho e na sociedade, contou com nomes como Samuraí Brito (Itaú) e Maria Paula (atriz e mestra em saúde mental). Inteligência artificial, novos modelos de educação e bem-estar digital estarão em pauta.
Palco Indústria (BNDES): Voltado para tecnologia, capital e narrativas que moldam o futuro industrial, com Mariana Vasconcelos (Agrosmart), Camila Achutti (Mastertech), Daniel Balaban (ONU), Nina Santos (Políticas Digitais) e Billy Nascimento (Forebrain). Fundos de impacto, mobilidade, liderança digital e combate à desinformação serão debatidos.
Palco Inovação (Finep): Espaço para cases de empresas e startups que transformam pesquisa em impacto real. Entre os participantes, Luana Raposo (Biotech) e Juliane Blainski (ManejeBem).
Palco Petrobras Cultural: Voltado à força da cultura brasileira, com shows, espetáculos e experiências que celebraram a diversidade artística e a economia criativa.
Além dos palcos, a estrutura contou com experiências imersivas para toda família, como uma cidade futurística, experimentações científicas, feiras, desafios de inovação com startups e ativações do setor produtivo de todo o Brasil.
O Festival Curicaca teve o patrocínio cultural da Petrobras por meio da Lei Rouanet e do Ministério da Cultura, além de parceiros como BNDES, Embratur, Embrapii, ABIMDE, CNI, Senai, Sebrae, CNI, Finep, Huawei, Embrapa, Universidade Católica de Brasília, IFB, UNB, P&D Brasil, Ministério da Fazenda, MEC e MDIC.
SOBRE A ABDI
A ABDI é vinculada ao MDIC/Governo Federal e atua para fortalecer a indústria nacional, impulsionando a competitividade, inovação e sustentabilidade do setor produtivo.
SERVIÇO
Data: 7 a 11 de outubro de 2025 Local: Arena BRB e outros pontos de Brasília (DF). Acesso imprensa: Portão A. Informações: www.abdi.com.br/curicaca
A cantora é destaque do encerramento do festival, que também traz The Wailers, Marina Lima, Zé Ibarra, Ana Frango Elétrico e outras de 20 atrações entre os dias 24 e 26 de outubro, no novo Espaço Cultural Minas Tênis Clube
Brasília se prepara para uma noite marcante com a cantora Céu comemorando 20 anos de carreira em um show inédito no VOA Festival 2025, que acontece de 24 a 26 de outubro, no novo Espaço Cultural Minas Tênis Clube. A artista é a grande atração da noite de encerramento do evento, que conta ainda com mais de 20 artistas, além de vila gastronômica e feira de produtos. Os ingressos estão à venda através doShotgun .
Em 2005, Céu lançou seu primeiro disco e apresentou ao mundo uma sonoridade autoral, urbana, brasileira e universal ao mesmo tempo. Duas décadas depois, ela revisita esse marco com a turnê “Céu 20 Anos”, em um espetáculo que costura passado, presente e futuro com novos arranjos e releituras que revelam outras camadas de sua arte.
Com direção musical refinada e a presença simbólica do DJ Marco, integrante da formação original da artista, o show reafirma a estética que sempre guiou Céu, unindo tradição e modernidade, orgânico e eletrônico, corpo e tecnologia. No palco, ela será acompanhada por Lucas Martins no baixo, Sthe Araujo na percussão e vocais, Leonardo Mendes na guitarra, Pedro Lacerda na bateria e Zé Ruivo nos teclados.
The Wailers, banda que reuniu Bob Marley e Peter Tosh, abre o festival com muito reggae
O VOA 2025 começa em grande estilo no dia 24, com a lendária banda jamaicana The Wailers, referência mundial do reggae e parte fundamental da história de Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer. A turnê celebra os 30 anos do álbum “Natural Mystic”, com Mitchell Brunings nos vocais e Aston Barrett Jr., filho do icônico “Familyman”, na direção musical.
O reggae brasiliense também marca a noite de abertura com Experimental Dub convidando Renato Matos, um dos pioneiros do gênero no Brasil, além de Ediá, Coletivo Jamaicana e aDJ Jungle Julia.
Marina Lima e muito mais no sábado
O sábado, 25, será marcado pelo encontro entre gerações. Marina Lima, uma das vozes mais icônicas da MPB, retorna à capital após um dos shows mais elogiados do Lollapalooza 2025, trazendo clássicos, como “Fullgás” e “Uma Noite e Meia” em mais um show de sua turnê Rota 69.
Na mesma noite, o duo paulistano Àvuà traz sua sonoridade experimental que mescla Djavan, Lenine, canto lírico e ritmos africanos, enquanto a pernambucana Academia da Berlindapromete transformar o palco em uma grande festa com sua mistura de guitarrada, brega e ritmos afro-pernambucanos.
De Brasília, Muntchako apresenta sua fusão explosiva de ritmos latinos, beats eletrônicos e guitarras psicodélicas, com participações especiais de Felipe Cordeiro e Jéssica Caitano. O sábado ainda traz Passo Largo, os DJsUMiranda, Barata, Pezão, Laine d’Olindae a orquestra carnavalesca Calango Careta.
Domingo de Céu, Zé Ibarra e Ana Frango Elétrico
No encerramento, além de Céu, o público confere ainda o show de Zé Ibarra, integrante do grupo Bala Desejo, que agora segue em carreira solo. Também sobe ao palco Ana Frango Elétrico, reconhecida por sua estética inventiva e pelos shows performáticos que mesclam poesia, humor e experimentação.
A cena local completa a programação com Choro no Eixo convidando Teresa Lopes, Gypsy Jazz com Indiana Nomma, Saci Wèrè, o Coletivo Superjazz e a maranhense Guaja, além das DJs Alira e Biba.
Também é possível comprar ingressos individuais em valor de primeiro lote, a partir de R$50 (valor de meia entrada para estudantes, idosos e jovens de baixa renda).
Muito além dos palcos
O VOA Festival segue firme em sua proposta de ser uma plataforma multicultural. Além dos shows, o público terá acesso a uma feira de economia criativa, uma vila gastronômica com chefs e produtores locais, e uma programação paralela que valoriza a diversidade cultural e a sustentabilidade.
Mantendo o compromisso com a inclusão, o VOA oferece a possibilidade da meia-entrada social mediante doação de alimentos não perecíveis ou agasalhos, que serão destinados ao projeto Instituto Barba na Rua. O festival conta ainda com cortesias limitadas para estudantes da rede pública de ensino médio e superior.
Conscientização e comunicação ambiental
Como parte de suas ações de sustentabilidade, o VOA Festival lança a campanha VoaConsciente, voltada à educação e comunicação ambiental. A ideia é incentivar o público a adotar práticas sustentáveis, como o descarte correto do lixo, a redução do consumo de materiais descartáveis e o respeito aos espaços coletivos. A campanha será divulgada em painéis informativos e sinalizações durante os três dias de evento, além de redes sociais e no site oficial, reafirmando o compromisso do festival com o meio ambiente.
Saiba mais sobre o Festival
O Voa Festival nasceu em 2023 e já trouxe a Brasília artistas como BaianaSystem, BNegão, Josyara, Mestrinho, Tássia Reis, Attooxxá e Mestre Ambrósio. Idealizado pelo produtor cultural Lucas Formiga, o Voa é realizado pela Formiga Produções e o Instituto IBRANOVA, e correalizado pela Oh! Artes. Apresentado pelo Ministério da Cultura, o projeto tem patrocínio da Empresa Gestora de Ativos – Emgea, através da Lei Rouanet.
Programação por dia: – Sexta-feira (24/10) – The Wailers, Experimental Dub convida Renato Matos, Ediá, Coletivo Jamaicana, DJ Jungle Julia – Sábado (25/10) – Marina Lima, Àvuà, Academia da Berlinda, Muntchako convida Felipe Cordeiro e Jéssica Caitano, Passolargo, DJ UMiranda, Calango Careta (intervenção), DJ Barata, DJ Pezão, DJ Laine de Olinda – Domingo (26/10) – Céu 20 Anos, Zé Ibarra, Ana Frango Elétrico, Choro no Eixo convida Teresa Lopes, Gypsy Jazz convida Indiana Nomma, Saci Wèrè, Guaja, Coletivo Super Jazz, DJ Alira, DJ Biba
Conheça os Artistas VOA 2025
The Wailers – Ícones do reggae mundial, The Wailers escreveram seu nome na história ao lado de Bob Marley, levando ao mundo canções que se tornaram hinos de amor, paz e resistência. Hoje, sob o comando de Aston Barrett Jr., filho do lendário “Familyman”, a banda mantém vivo o som que conquistou gerações. Com uma mistura irresistível de clássicos imortais e novas criações, eles seguem lotando palcos e espalhando a vibração contagiante do reggae por todos os cantos.
Marina Lima – Cantora, compositora e voz inconfundível da música brasileira, Marina Lima é um ícone que atravessa gerações com sua mistura única de MPB, pop e rock. Desde o final dos anos 1970, emplacou sucessos que marcaram época, como “Fullgás”, “A Francesa” e “Não Sei Dançar”, entrando no hall das artistas mais tocadas nas rádios nos anos 1980. Parceira frequente do irmão poeta Antônio Cícero, Marina construiu uma obra que alia lirismo, atitude e sofisticação, marcando presença nos palcos e festivais até os dias atuais.
Céu – Nascida em São Paulo, Céu é uma das vozes mais singulares da música brasileira contemporânea. Cantora, compositora e multiartista, ela constrói um universo sonoro que transita com leveza entre a MPB, o samba, o reggae, o jazz e a música eletrônica, criando pontes entre tradição e modernidade. Desde a estreia com seu álbum homônimo em 2005, já conquistou indicações ao Grammy e se apresentou em alguns dos mais prestigiados palcos do mundo. Com sua voz suave e magnética, Céu transforma cada canção em um convite, onde poesia, ritmo e emoção se encontram.
Academia da Berlinda – Formada em 2004 em Olinda, a Academia da Berlinda é um dos nomes mais inventivos da cena musical pernambucana, conhecida por sua mistura irresistível de ritmos latinos como cumbia, guaracha e merengue, com sonoridades brasileiras como carimbó, maracatu, ciranda e coco. Com uma estética vibrante e contagiante, a banda já lançou álbuns marcantes, como o homônimo “Academia da Berlinda”, “Olindance”, “Nada sem ela”, entre outros, e suas músicas também conquistaram o cinema, integrando trilhas de filmes como O Palhaço e Tatuagem.
Ana Frango Elétrico – Diretamente do Rio de Janeiro, Ana Frango Elétrico é uma cantora, compositora, produtora e artista visual que vem redefinindo a nova MPB com sua mistura ousada de pop, rock, jazz e poesia. Desde o álbum de estreia “Mormaço Queima”, em 2018, ela chamou atenção pela inventividade, consolidada no ano seguinte com “Little Electric Chicken Heart”, que foi indicado ao Grammy Latino. Suas músicas transitam entre delicadeza e irreverência, criando um universo autoral único que já conquistou crítica e público no Brasil e fora dele.
Àvuà – Formado por Bruna Black e Jota.pê, o duo paulistano Àvuà nasceu em 2019 com o single “Conte Comigo” e rapidamente se destacou pela mistura de influências que vão de Djavan e Lenine ao canto lírico e ritmos africanos. Com vozes marcantes e composições que exaltam o afeto como potência transformadora, foram indicados ao Grammy Latino em 2021 por sua participação na coletânea “Onze: Canções Inéditas de Adoniran Barbosa”. Em 2022 o duo lançou seu álbum de estreia, “Percorrer em Nós”, e desde então seguem percorrendo cidades do Brasil e da Europa com a turnê do disco.
Zé Ibarra – Zé Ibarra é cantor, compositor, arranjador e multi-instrumentista que transita com maestria entre a MPB, o jazz, o pop e outras experimentações sonoras. Revelado como vocalista e pianista da banda Dônica, com a qual venceu o Prêmio da Música Brasileira, também integra o Bala Desejo, grupo vencedor do Grammy Latino. Em sua trajetória, já dividiu o palco e o estúdio com mestres como Milton Nascimento e Gal Costa. Em 2023 lançou seu primeiro trabalho solo, “Marquês, 256”, que traz oito faixas em voz e violão, e mais recentemente o álbum “AFIM”, revelando uma faceta mais intensa de sua música.
Experimental Dub – A banda, formada por Bruno Portella, Dudulino, Raoni Barros e Raiff Barchini, mergulha nos clássicos da música jamaicana para criar uma versão que mistura uma linguagem moderna e psicodélica. Com linhas de baixo pulsantes, batidas hipnóticas e efeitos ao vivo, o grupo transforma cada show em uma experiência intensa e imersiva, marcada pelo improviso orgânico e pela liberdade criativa.
Renato Matos – Cantor, compositor, multi-instrumentista e artista plástico, Renato Matos nasceu em Salvador e escolheu Brasília como sua casa artística. Foi o primeiro a subir ao palco do lendário Concerto Cabeças, em 1977, marco da cena musical da capital. Considerado o pai do reggae candango, construiu uma trajetória que o levou da França aos Estados Unidos, e deixou sua marca em discos solo, parcerias e gravações de artistas como Cássia Eller, Leo Jaime e Natiruts.
Muntchako – Muntchako é o encontro explosivo formado por Macaxeira Acioli, Samuel Mota e Rodrigo Barata, três mestres da arte dançante que transformam o palco em uma grande pista de celebração. Misturando beats eletrônicos, synths, guitarras e tambores orgânicos, o trio atravessa fronteiras sonoras com influências que vão da América Latina à África, da Jamaica à Amazônia. Com uma identidade que une pesquisa, ancestralidade e experimentação, o grupo lançou recentemente o single “Galinha d’Angola”, reafirmando seu som sem rótulos e sem limites.
Felipe Cordeiro – Felipe é a cara do Pop Tropical, numa mistura irresistível de guitarrada, carimbó, cúmbia, lambada, brega e pop contemporâneo. Nascido e criado em Belém, o cantor, compositor, guitarrista e produtor imprime em sua música a energia e as cores da Amazônia, transformando cada show em uma grande celebração dançante. Com colaborações que vão de Arnaldo Antunes a Dona Onete e Chico César, ele constrói pontes entre tradição e modernidade, mostrando que a música paraense é, ao mesmo tempo, ancestral e pop.
Jéssica Caitano – Cantora, compositora e poeta pernambucana, Jéssica Caitano mistura a força do repente e do coco de roda do Sertão do Pajeú com beats eletrônicos, rap e ritmos afro-brasileiros. Mulher sertaneja e LGBTQIAP+, ela imprime em sua música um flow potente, político e enraizado na tradição, ao mesmo tempo em que dialoga com sonoridades universais. Já levou sua musicalidade a palcos no Brasil e no exterior, como no Festival Maré, na Espanha, em 2021, e em parcerias com nomes como o grupo paulistano Bixiga 70.
Saci Wèrè – Saci Weré é a cara da mistura cultural de Brasília. A banda une afrobeat, salsa, ska, batidas eletrônicas e influências que vão do soul e do funk ao baião e jazz, criando um som quente e dançante, marcado pelo improviso e pela energia coletiva. Formado por Abacate Alan, Amanda Machado, Christofer Barea, Danilson Oliveira, Fernando Mazoni e Gui Campos, o grupo já passou por palcos como o WebFestValda, Cena Contemporânea e Festival da Lagoa, além de conquistar prêmios no Festival de Música da Nacional FM.
Calango Careta – Criado em 2015, o Calango Careta é um bloco de rua de Brasília que transforma as entrequadras da cidade em palco para música, dança e arte circense quase sempre no período de carnaval. Com uma orquestra formada por dezenas de músicos de sopro e percussão, o cortejo traz pernas de pau, fantasias coloridas e composições próprias que fogem do samba tradicional. Inspirado no lagarto do Cerrado, o bloco mantém o espírito livre e espontâneo, com o local de saída sempre revelado na última hora, reunindo milhares de foliões para celebrar a cidade com música e alegria.
Gypsy Jazz Club – Brasiliense por origem e cigano por essência, o Gypsy Jazz Club mergulha no universo do jazz manouche, mesclando a tradição com a alma da música brasileira. Formado pelo quarteto Victor Angeleas, Eduardo Souza, Pedro Vasconcellos e Igor Diniz, o grupo transita entre composições próprias e releituras de nomes como Ary Barroso e Pixinguinha, entre outros. Recentemente, o grupo lançou o álbum “Outros Rolês”, que ousa unir gypsy jazz e música eletrônica, abrindo caminhos para novas sonoridades.
Indiana Nomma – Indiana Nomma é uma voz potente que transita com naturalidade entre o jazz e a música latino-americana, unindo sofisticação e emoção em cada interpretação. Nascida em Honduras, filha de pais brasileiros exilados, cresceu entre México, Portugal, Nicarágua, Alemanha e Brasília, absorvendo influências culturais que moldaram seu estilo singular. Com seis álbuns lançados desde 2015, já se apresentou em palcos prestigiados como o Carnegie Hall e dividiu microfones com nomes como Milton Nascimento, Daniela Mercury e Leny Andrade. Radicada no Rio de Janeiro, leva ao público shows marcantes, seja revisitando Mercedes Sosa ou explorando novos caminhos musicais.
Choro Livre – Filho musical do tradicional Clube do Choro de Brasília, o Choro Livre combina fidelidade à raiz com liberdade criativa, renovando o gênero sem perder sua essência. Fundado nos anos 1980 por Reco do Bandolim, o grupo já dividiu o palco com lendas como Nelson Cavaquinho, Hermeto Pascoal, Dona Ivone Lara e Paulinho da Viola, e levou o som brasileiro a festivais na Europa, Ásia, África e Américas. Formado por Reco do Bandolim, Henrique Neto, George Costa, Marcio Marinho e Valério Xavier, é presença marcante em eventos oficiais e culturais na capital federal.
Teresa Lopes – Teresa Lopes é uma das vozes mais marcantes do samba brasiliense, unindo potência vocal, pesquisa de repertório refinada e raízes afro-brasileiras. Ao longo de 17 anos de carreira, já dividiu o palco com nomes como Almir Guineto, Fundo de Quintal e Fabiana Cozza, e levou seu canto a palcos internacionais em Portugal, Holanda e Noruega, reafirmando o samba como expressão viva da cultura negra.
Ediá – Filha da Amazônia e radicada no DF, Ediá carrega na voz e no corpo as memórias afroindígenas que a moldam. Multiartista, compositora e dançarina, ela tece narrativas que atravessam a música, a produção cultural e a luta por acesso à arte. Suas letras, intensas e cortantes, já ecoaram em festivais como Favela Sounds, Meskla e Sofar Sounds.
Passo Largo – Formado em 2011 por Marcus Moraes, Vavá Afiouni e Thiago Cunha, três nomes de peso da música brasiliense, o Passo Largo faz do rock instrumental seu ponto de partida para uma viagem sonora sem fronteiras. Misturando virtuosismo e criatividade, o trio costura influências que vão do jazz e blues ao country e à música brasileira, com releituras ousadas e composições próprias.
Guaja – Guaja é artista indígena travesti, maranhense da nação Guajajara e uma das vozes mais vibrantes da cena cultural de Brasília. Sua arte une canto, performance e poesia em apresentações que são verdadeiros rituais de força, ancestralidade e liberdade. Filha da mata e das palavras, Guaja transforma o palco em território vivo, onde mistura música autoral, poesia falada e intervenções performáticas. Em cada gesto e verso, ecoam as memórias de seu povo e a urgência do presente, afirmando a artista como uma das expressões mais originais e potentes da nova geração.
Coletivo Superjazz – Fundado em 2004, o Coletivo Superjazz é pioneiro no Brasil como a primeira festa dedicada ao Nujazz, unindo o melhor da discotecagem com a performance ao vivo de músicos convidados. Suas apresentações são verdadeiras celebrações musicais, onde a energia do DJ se mistura com o virtuosismo dos instrumentistas, criando uma fusão vibrante entre os ritmos afro-brasileiros e o jazz eletrônico. Com essa combinação única, o coletivo mantém viva a inovação e a festa em cada show, encantando públicos de diferentes gerações.
DJ Barata – Rodrigo Barata é DJ, baterista, produtor e fundador do Coletivo Criolina, referência cultural desde 2005. Com passagens por bandas como Móveis Coloniais de Acaju e Muntchako, já se apresentou em turnês pela Europa, América Latina e Oceania, se consolidando como um dos nomes mais ativos da cena independente do DF.
DJ UMiranda – UMiranda é um DJ open format com forte ligação à música preta, à qual dedica seus estudos e pesquisa. Já se apresentou em grandes casas e festas pelo Brasil, abrindo shows de nomes como Emicida, BK, Iza, Djonga, Flora Matos e Rael. Seus sets transitam entre afrobeats, hip hop, R&B e brasilidades, sempre marcados por técnica apurada, fluidez sonora e presença de palco.
DJ Pezão – Tiago Pezão, mais conhecido como DJ Pezão atua como DJ, produtor e é um dos idealizadores do projeto Criolina, referência cultural em Brasília há quase duas décadas. Com sets que cruzam brasilidades, latinidades e sonoridades globais, desde as raízes ao eletrônico, conduz pistas diversas com emoção, swingue e versatilidade. Também assina trabalhos autorais em singles e EPs como “Eu Escolho Deus Ritmada”, “Tropa de Jesus” e “Tô Light, Tô Suave”.
DJ Laine D’Olinda – Nascida em Olinda e radicada em Brasília há dez anos, Laine é pesquisadora musical e referência nas pistas com sets que cruzam brasilidades, latinidades e sons globais. Já se apresentou em diversos festivais, além de dividir palco com nomes como Otto, Mariana Aydar e Francisco El Hombre. Produtora dos bailes Brega BsB e Forrobodó Pernambucano, ela é presença marcante na cena cultural do DF.
Prédio do CCBB Brasília com a logo comemorativa dos 25 anos. | Crédito: Divulgação/CCBB Brasília
Outubro chegou cheio de atrações no Centro Cultural Banco do Brasil para celebrar ¼ de século de arte e cultura.
Destaque para o final de semana do dia 12, quando o CCBB completa 25 anos de encontros, experiências e memórias no Distrito Federal.
No dia 12 de outubro de 2025, o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília completa 25 anos de histórias: assim mesmo, no plural, pois cada uma delas carrega marcas de encontros, experiências e memórias, relacionadas a arte, cultura e afeto. Para celebrar esses momentos, foi preparada uma programação especial, que reforça os laços, a serem compartilhados tanto presencialmente, no CCBB, quanto nas redes sociais: site www.bb.com.br/cultura e perfis @ccbbbrasilia (Instagram e Facebook) e @ccbbcultura (TikTok).
Reconhecido como um dos principais centros difusores de arte, cultura e conhecimento do Planalto Central, o CCBBBrasília abraça o público por meio de diferentes atrações,numa representação da diversidade artística do país e do mundo. Na programação, conta com exposições de artistas de renome nacional e internacional, espetáculos de teatro, de dança e performances memoráveis, filmes e mostras de cinema marcantes, shows e festivais que ficaram na memória de quem esteve presente, além das ações educativas, que criam experiências e marcam gerações: de crianças,adolescentes e adultos.
Tudo isso em um prédio projetado por Oscar Niemeyer que, assim, já nasce histórico, como um grande símbolo da arquitetura modernista da capital federal. Rodeado por um jardim projetado pela paisagista Alda Rabelo Cunha, o CCBB Brasília se tornou um espaço de convivência, criação, trocas, memórias e pertencimento, ocupando um lugar especial no coração dos visitantes.
O CCBB Brasília não está só em 12 de outubro, pois sopra velinhas junto com dois grandes parceiros: o próprio Banco do Brasil, que celebra 217 anos, e o CCBB Rio de Janeiro, que há 36 anos também cria memórias.
25 anos de arte e cultura
Os aniversários do CCBB Brasília e do Banco do Brasil, além do Dia das Crianças, serão celebrados com festa no sábado,11, e domingo, 12 de outubro. Confira:
Nesses dias, o MID – Movimento Internacional de Dança e o programa educativo Rolê Cultural apresentam uma programação especial, com oficinas de danças, jogos lúdicos e brincadeiras para toda a família.
Pelo MID, destaque para: Batalha All Style, dia 11, às 16h, e dia 12, às 13h; Palco Aberto, dia 11, às 20h; aulas de dança para crianças, dia 12, das 11h às 16h; e Bebê Groove, dia 12,em duas sessões, primeiro às 16h e, depois, às 17h30.
Já o programa educativo Rolê Cultural traz para o CCBB Brasília, no dia 12, o Dia de Rolê, com destaque para Liga Lúdica: Jogos do Mundo, um espaço com diferentes opções de jogos educativos, de graça e para toda a família, de 11h às 17h. A diversão é garantida.
No grande dia, domingo, 12, a partir das 18h30, no Vão Central do CCBB, presença marcante do Samba da Passarinha. Produzido e protagonizado por mulheres, Samba da Passarinha celebra, com leveza, a música da nossa terra, com uma abordagem que valoriza a liberdade. Integram a banda instrumentistas de referência do Distrito Federal, como Ane Êoketu, Any Lopes, Bruna Tassy, Irene Egler, Ju Rodrigues, Mariana Sardinha e Yara Alvarenga.
Também haverá ponto de doação de brinquedos disponível,para quem quiser contribuir com a campanha solidária, lembrando que quem trouxer ganhará um brinde especial. No Dia das Crianças e do aniversário do CCBB, a doação vai tornar fácil de presentear e, ainda, levar alegria para alguém em uma ação voluntária.
Toda a programação é gratuita. Em breve, mais novidadespara celebrar a data.
Movimento Internacional de Dança
Durante o mês, a programação do CCBB Brasília continua rica, cheia de ações para todo o público. Retire os ingressos, coloque na agenda e venha para o CCBB:
De 2 a 19 de outubro, o CCBB recebe a programação do MID – Movimento Internacional de Dança, que apresenta coreografias que exaltam os corpos periféricos e as matrizes negras e africanas nas artes cênicas. São espetáculos da França, México e Brasil, com montagens do Rio de Janeiro, Ceará e, especialmente, do Distrito Federal, que falam por meio da dança de temas como ancestralidade e fluidez dos corpos em movimento. Destaques para os espetáculos Até Aqui Tudo Bem, Corredeira, aCORdo, Zona Franca e LasRazones de mi Cuerp@. Mais informações no site do CCBB na página: https://ccbb.com.br/brasilia/
Velocidade
No final do mês, 30 de outubro, estreia o espetáculo Velocidade, um manifesto contra a pressa, a urgência da vida cotidiana e a obsessão pelo futuro. A peça questiona o ritmo da contemporaneidade e propõe uma outra relação com o tempo. A proposta, dessa forma, é repensar a efemeridade da vida: a forma breve como as coisas surgem, acontecem e se encerram – e como elas podem ser eternizadas. Idealizado pelo grupo mineiro Quatroloscinco, o espetáculo terá sessões de quinta a domingo, de 30 de outubro a 16 de novembro. Mais informações no site do CCBB na página: https://ccbb.com.br/brasilia/
Mestras do Macabro
No clima do halloween, comemorado mundialmente em 31 de outubro, neste mês as bruxas estão à solta também no CCBB Brasília, com a mostra Mestras do Macabro: As Cineastas do Horror ao Redor do Mundo. Com curadoria de Beatriz Saldanha, a mostra fica em cartaz de 14 de outubro a 2 de novembro. A programação inclui a exibição de filmes como O Cemitério Maldito, Garota Infernal, Grave, O Babadook, Psicopata Americano e outros, além de sessões comentadas, debates e o curso As Cineastas do Horror, ministrado pela curadora da mostra. Destaque também para as sessões com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição e legenda descritiva. Mais informações no site do CCBB na página: https://ccbb.com.br/brasilia/
Exposições
A programação também conta com exposições que integram afetividade, experiência imersiva e atualidade. Em cartaz no CCBB até 2 de novembro, Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará tem entrada gratuita, de terça a domingo, com entrada das 9h às 20h40, nas galerias 3, 5 e Pavilhão de Vidro. Outra exposição em cartaz é Antonio Obá – Finca-Pé: Estórias da terra, até 23 de novembro, também de terça a domingo, das 9h às 20h40, nas galerias 1 e 2. Por fim, destaque para a Coleção de Arte Banco do Brasil, exposição permanente, aberta de terça a domingo, de 9h às 20h40, também na Galeria 5. Mais informações no site do CCBB na página: https://ccbb.com.br/brasilia/programacao/vetores-vertentes-fotografas-do-para/ | https://ccbb.com.br/brasilia/programacao/antonio-oba-finca-pe-estorias-da-terra/
Rolê Cultural
Durante todo o mês, o Rolê Cultural oferece uma programação educativa e sensorial voltada para públicos diversos, com destaque para: Rolê com LIBRAS (aos sábados); História contada para bebês – A Aventura do Boi Bumbá;Oficina sensorial para bebês – Ritmos do Norte; Visita-espetáculo – Uma Coleção de Arte Brasileira; Rolê Espontâneo (terça a domingo); Oficina Costurar o Afeto; Oficina Pintura em Movimento (Stop Motion); Rolê Temático – Territórios e Afetos; História contada – Histórias de Norte a Sul; Oficina de desenho e Espaço Conexão. Mais informações no site do CCBB na página: https://ccbb.com.br/brasilia/programacao/role-cultural-educativo-ccbb/
Promoção Ourocard
No aniversário do CCBB Brasília, o público ganha presente. Por isso, entre os dias 11 e 19 de outubro, a loja Mão Brasileira, espaço com diversos artigos e presentes dentro do Centro Cultural, comemora a data com descontos exclusivos em seu portifólio, com preços a partir de R$ 25,00. Destaque para peças como: Aquarela Botânica, Boneco Candanguinho e Anéis de Jarina. Além do desconto, os pagamentos desses itens que forem realizados com o cartão Ourocard do Banco do Brasil terão 50% de desconto.
Sobre o CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem como objetivo reunir, em um só lugar, arte e criatividade. Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de conivência, galerias, salas de cinema e teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.
Além disso, oferece o Programa Educativo, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo público espontâneo, estudantes de escolas públicas, particulares e universitários, por meio de visitas mediadas e agendadas. Em 2022, se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Sobre o Banco do Brasil
O Banco do Brasil é a primeira empresa do Brasil, criada com o CNPJ de final 001 em 12 de outubro de 1808. De lá até aqui, passou por diferentes tempos e movimentos, até chegar a 2025 como uma empresa sólida, consolidada e, especialmente, próxima de cada pessoa. Tanto é que o propósito do BB, que sintetiza em uma única frase aquilo que mais importa para a instituição, é exatamente este: “Ser próximo e relevante na vida das pessoas em todos os momentos”.
Para isso, a empresa tem critérios que são amplamente difundidos entre todos seus funcionários, fornecedores e demais parceiros, que envolvem os temas proximidade, eficiência, inovação, compromisso com a sociedade, integridade e diversidade. Além disso, investe continuamente em áreas relevantes para o público, com destaque para a cultura, o esporte, a sustentabilidade e a tecnologia – territórios da marca Banco do Brasil.
Acessibilidade
A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.
O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: https://ccbb.com.br/brasilia/servicos/
Horário da van – De quinta-feira a domingo:
Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h.
Festival de cerveja artesanal no Estacionamento 7 do Parque da Cidade celebra a cultura alemã com gastronomia, música e lazer gratuito para toda a família nos dias 18 e 19 de outubro
Brasília vai virar um pedacinho da Alemanha! Após o sucesso em edições anteriores, o Fest Cerva Ao Quadrado retorna ao Estacionamento 7 do Parque da Cidade em grande estilo. Nos dias 18 e 19 de outubro, o Movimento Cerva ao Quadrado – Associação das Cervejarias Artesanais de Brasília – reúne 15 cervejarias artesanais associadas e oferece ao público o que há de melhor na produção cervejeira artesanal do Brasil.
Reunindo mais de 100 rótulos produzidos no DF, o evento conta com extensa programação cultural que inclui competições de chope em metro, concurso de fantasias, gastronomia típica alemã e atrações musicais nos dois dias de festa. “Esta edição do Fest Cerva ao Quadrado é mais do que um festival de cerveja: é um encontro da cultura artesanal com a tradição da Oktoberfest, valorizando a cena cervejeira brasiliense e proporcionando uma experiência única para o público”, destaca Marcelo Naves, diretor de comunicação da Associação.
Reunindo mais de 100 rótulos produzidos no DF, o evento conta com extensa programação cultural que inclui competições de chope em metro, concurso de fantasias, gastronomia típica alemã e atrações musicais nos dois dias de festa. “Esta edição do Fest Cerva ao Quadrado é mais do que um festival de cerveja: é um encontro da cultura artesanal com a tradição da Oktoberfest, valorizando a cena cervejeira brasiliense e proporcionando uma experiência única para o público”, destaca Marcelo Naves, diretor de comunicação da Associação.Cerveja, comida e diversão no melhor estilo Oktoberfest
Trazendo a temática do Oktoberfest, mas reforçando a diversidade e a brasilidade do evento, o público poderá curtir um fim de semana em clima de descontração total ao som do DJ Luciano , Banda Max e Banda Celebration, que garantem a trilha sonora mesclando o que há de melhor entre a música brasileira e a alemã. Para completar a experiência, o espaço gastronômico contará com opções variadas, com foco em sabores alemães como o autêntico eisbein e combinações ideais para quem quer comer bem enquanto degusta uma boa cerveja artesanal.
Além disso, no sábado, os entusiastas da cerveja artesanal também poderão assistir ao vivo a brassagem aberta, onde o alemão radicado em Brasília, Andreas Nagl vai ensinar o público a produzir a sua própria cerveja. A iniciativa é uma parceria com a Candango Brau, empresa de Andreas e parceiro fornecedor de insumos das cervejarias associadas ao movimento Cerva ao Quadrado e também responsável pela formação de cervejeiros caseiros da cidade.
“Nosso objetivo é desmistificar a cerveja artesanal. Somos fornecedores de insumos aqui do DF e fornecemos ingredientes tanto para produtores caseiros como para fábricas da região. A Brassagem Aberta é uma ótima oportunidade para o grande público conhecer um pouco mais sobre o processo e, quem sabe, se animar a produzir a sua própria cerveja”, comenta Andreas Nagl, CEO da Candango Brau.
Espaço para todos
Pensando em acolher diferentes perfis de público, o evento contará novamente com estrutura family e pet friendly, incluindo brinquedoteca para crianças, áreas de convivência, sombra e segurança: tudo para garantir que todos se sintam à vontade, dos cervejeiros mais experientes às famílias em busca de lazer de qualidade.
Um movimento que vai além do copo
O Cerva ao Quadrado Fest é uma iniciativa da Associação Cerva ao Quadrado, que reúne produtores de cerveja artesanal do Distrito Federal com o objetivo de fortalecer o setor, gerar oportunidades econômicas e culturais e consolidar Brasília como um dos polos cervejeiros mais relevantes do Brasil. O festival é parte desse esforço contínuo de valorização da produção local e da ocupação qualificada do espaço urbano, mostrando que a cerveja artesanal também pode ser instrumento de cultura, turismo e cidadania.
SERVIÇO Fest Cerva ao Quadrado – Edição Oktoberfest Local: Estacionamento 7 – Parque da Cidade – Brasília (DF). Data: 18 e 19 de outubro de 2025. Horário: das 12h às 21h. Entrada gratuita Cervejarias artesanais do DF Brinquedoteca, espaço pet friendly