Brasília tem de melhor na Cultura, Entretenimentos, Arquitetura, Design e Decoração, Feiras, Cursos, Workshops, Seminários, Gastronomia, Vinhos, Cafés, Moda, Beleza…
O evento será no Museu Nacional e é aberto ao público
“Olhares Sobre a Arte Contemporânea” será o tema do Seminário realizado pela ACAV/DF (Associação Candanga de Artistas Visuais). O evento acontece no Auditório do Museu Nacional da República no sábado, dia 15/04, das 8 às 19h.
A ideia é estimular a discussão e conhecimento sobre Arte Contemporânea por meio de palestras e rodas de conversa entre artistas, curadores, galeristas e demais público criativo do DF e entorno. Dividido em duas sessões de imersão, conta com a participação de palestrantes como o mestre Charles Watson, especializado em Processo Criativo, com palestras em centros culturais do Brasil e exterior, e em empresas como Coca-Cola, Natura, e Procter&Gamble; Oscar D’Ambrosio, PhD em Arte e História da Cultura, curador e crítico de arte de São Paulo; entre outros nomes ilustres.
Patrícia Yunes
Cida Carvalho, presidente da ACAV, destaca que o Distrito Federal tem potencial para a arte como empreendedorismo. “Nossa associação conta hoje com mais de 250 artistas. E como Brasília é considerada Patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO, uma cidade-arte, então queremos fazer jus a esse título e fomentar as discussões sobre arte e acima de tudo democratizar a arte e o conhecimento sobre o tema”, explicou. De acordo com Cida a ACAV assumiu essa missão, não apenas para formar artistas, mas para “colocar a cultura como um importante canal de desenvolvimento e empreendedorismo artístico”.
O seminário é aberto ao público, com entrada gratuita, no entanto é preciso inscrever-se pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/seminario-de-arte-contemporanea-da-acav/1928553 , já que as vagas são limitadas. O evento conta com o apoio do Sebrae, Estúdio de Mosaico Cida Carvalho, Conselho da Mulher Empresária do DF e Academia Internacional de Cultura. Confira a programação:
Oscar D’Ambrosio
MANHÃ
8h- Credenciamento do público
10h- Abertura – Cerimonial Shirley Pontes
10h30- Palestra – “Quarteto Fantástico em Arte Contemporânea: Conhecimento, Ideias, Programa e Inovação” com Oscar D’Ambrósio de São Paulo (Ph.D, em Arte e História da Cultura, curador e crítico de arte).
11h30- Roda de Conversa – “O Mercado de Arte e a Importância da Galeria para o Artista.” – Moderadora: Nancy Safatle (Galeria Arte em Pauta BSB)- Participantes: Maria Laura (Galeria Pilastra), Lelo (27Ateliê), Ivacy de Souza (Galeria ManoObra), Priscila Salles (Galeria Urban Arts)
TARDE
14h40 – Roda de Conversa – “Arquitetura, Arte e Afetividade na Construção Visual Contemporânea” – Moderadora: Patrícia Yunes (Historiadora e Marchand) – Convidados: Luciana Amorim(arquiteta), Sanagê (artista visual), Lourenço de Bem (Artista Visual), Pamela Wyla (Artista Visual).
16:30h- Palestra- “Dez Equívocos Sobre Criatividade”- Mestre Charles Watson, formado em Arte e Literatura, educador e palestrante, especializado em Processo Criativo.
Haverá interação do Charles com o público durante a palestra
19:00h – Encerramento
Charles Watson
Informações importantes:
– Food Trucks estarão no local com opções de almoço.
– Certificados serão entregues aos participantes das imersões.
Cid Moreira já narrou um poema de Ivonete Rosa em suas redes sociais
Foto Divulgação
Psicóloga, escritora, bombeira militar, mãe, esses são alguns dos papéis dessa mulher que descobriu a graça e o entusiasmo da vida com a chegada dos 40 anos. Com mais de 300 mil seguidores no Instagram, ela compartilha reflexões sobre a vida, o cotidiano, emoções e percepções sobre relacionamento, afetividade, amadurecimento.
Filha de mãe analfabeta e pai semianalfabeto, a goiana, natural de Simolândia-Go, trilhou uma trajetória inspiradora, tendo a resiliência e superação como aliadas. Aos 12 anos de idade, deixou o sítio onde morava com a família, e mudou-se para a capital do País. Sua tia paterna a acolheu para dar continuidade aos estudos. Dentro da sacola, ela trazia algumas peças de roupas surradas, e na alma, um desejo profundo de transformar a própria realidade por meio dos estudos. Aos 20 anos, foi aprovada num concurso para o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Aos 24, tornou-se mãe do Gabriel, seu único filho.
Aos 39, casou-se. Em fevereiro de 2015, aos 40 anos, ingressou na faculdade de Psicologia. Em 2016, vivenciou uma profunda crise existencial, um apanhado de frustrações a nocautearam, levando-a à depressão. O divórcio foi inevitável dois anos após o casamento. E foi esse evento, o divisor de águas na vida dessa mulher.
Na ocasião, o psiquiatra prescreveu um atestado de alguns meses para que ela pudesse cuidar da depressão. Além dos medicamentos, a terapia foi uma forte aliada nessa busca pela cura. As madrugadas de insônia eram um convite para que ela rascunhasse as suas angústias.
Uma de suas reflexões foi publicada por um grande portal de conteúdos de autoconhecimento, e viralizou. A partir de então, muitos outros portais a convidaram para ser colunista. Em dezembro de 2017, ela criou o seu próprio blog, o Portal Resiliência, que conta com mais de 39 mil seguidores no Facebook.
O tempo passou, em 2019, Ivonete se formou como psicóloga, seus textos e reflexões alcançaram milhares de pessoas através da internet e, até o jornalista Cid Moreira já compartilhou um poema de sua autoria sobre o Dia das Mães, em 2021. Também começou a atender online seus pacientes de diversos estados do Brasil e brasileiros que moram no exterior.
“Descobri na escrita um processo terapêutico e um propósito de vida que eu nunca imaginei. Compartilhar meus sentimentos e visão de mundo por meio da escrita e perceber que essas palavras abraçam tantas pessoas, faz a minha vida valer a pena. Eu encontrei a minha missão de vida. A escrita me curou da depressão”, explica Ivonete Rosa.
Foto Divulgação
Assim, em 2022, aos 47 anos, nasceu o seu primeiro livro, “A minha vida começou aos 40 anos”, que é um convite para se reinventar, independentemente da idade.
Também para a cura emocional, em que a autora aborda, por meio de crônicas com linguagem informal, temas como, relacionamentos abusivos, divórcio, autoestima, resiliência, luto,romance, autoperdão e motivação. Com 154 páginas e o selo da Editora Viseu, está disponível com entrega em todo o Brasil no site .https://www.editoraviseu.com.br/ por R$ 45,90
Música, teatro e palestra tomam conta do Teatro dos Ventos este mês em Águas Claras. O espaço multicultural e escola fica localizado na Rua 19 Norte, no Edifício Duo Mall, toda a programação é gratuita e aberta ao público. Os eventos acontecem sempre às 20 horas.
No dia 12 de abril, quem abre a programação é o artista-docente Denis Camargo, com a palestra “Formação clássica em Palhaçaria: Metodologias, Problematizações e, o que fica?”
A palestra parte dos estudos de Mestrado e Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes – PPG/Artes da Universidade de Brasília. Denis propõe uma discussão sobre a formação em palhaçaria. Quem busca esse tipo de formação? Por que formar palhaços na atualidade depois da crise circense? Que tipo de humor se trabalha na palhaçaria? O que é corpo cômico? Rir de mim ou rir comigo?
“São tantas as questões que se pode abordar nesse tipo de proposta que preferimos sempre trabalhar com a inclusão do público, pois este saberá o que dizer e o que deseja saber”, afirma Denis. A palestra conta com 40 minutos e debate ao final. A classificação indicativa é de 12 anos. A programação faz parte do Encontro & Pensamento, que abre espaço para profissionais da arte, filosofia, psicologia e comunicação apresentarem suas pesquisas e trabalhos.
Dia 14 de abril às 20 horas é vez da apresentação musical “Meu Canto e Meu Toque”, do músico Lu Arau. O show é autoral em formato voz e violão e com ambientação intimista, trazendo as composições na forma em que foram feitas, em meio ao silêncio, ouvindo a voz de si e do som, experimentando diferentes sensações e emoções. O show faz parte da programação do Sonora, conta com 45 minutos de duração e a classificação indicativa é livre.
Fanfarra Analu, Rangel foto Humberto Araújo
E pra fechar a programação do mês, no dia 28 de abril, é a vez do artista Marcos Davi. Que conduz o Fanfarra Sarau Multidisciplinar com seu trabalho “Eu…”, realizando apresentações de esquetes de linguagens cênicas que compõem o repertório de um artista independente. Logo após a apresentação, o evento continua com o palco aberto para o público presente que queira participar com sua forma de arte. A classificação indicativa é de 14 anos.
A agenda cultural do Teatro dos Ventos está disponível no Instagram @teatrodosventos
A exposição do artista Christus Nóbrega homenageia a capital federal no mês de seu aniversário
Foto Divulgação
Máquinas que podem conversar, escrever, criar e prever o futuro. Parece enredo de ficção científica, mas temos testemunhado os avanços da Inteligência Artificial e os seus impactos em nossas vidas. Essa tecnologia também entrou em um território considerado genuinamente humano: a arte. Com seu ineditismo característico, o Brasília Shopping traz, exclusivamente, ao público a primeira exposição no Brasil feita totalmente com IA. Idealizada pelo artista Christus Nóbrega, a mostra “Brasília, Enfim” está em exibição de 14 a 30 de abril, na Praça Central, e é gratuita.
Estamos vivenciando um marco na história da humanidade: o avanço da capacidade de uma máquina reproduzir competências semelhantes às humanas. A Inteligência Artificial sempre despertou fascínio e tem levantado uma série de questionamentos. Afinal, como será o futuro da sociedade com o seu crescente desenvolvimento? A sensação é que histórias como a do filme IA – Inteligência Artificial, de Steven Spielberg, não estão muito longe de acontecer.
Perceber, analisar e tomar decisões, habilidades importantes na definição de humano, fazem com que essa tecnologia desafie os conceitos de autoria e ferramenta. Na arte, o artista e máquina trabalham em conjunto para criarem obras inovadoras. Em “Brasília, Enfim”, Christus Nóbrega reconstrói com inteligência artificial imagens de Brasília que sonhava na infância, antes de conhecê-la. Uma cidade imaginária e outra real se contrapõem e conduzem o público a uma experiência original sobre a capital.
Além da mostra, fazem parte do projeto outras duas ações culturais: uma série de intervenções artísticas no Complexo Cultural da Praça dos 3 Poderes e a publicação de um livro bilingue. Com curadoria de Guilherme Wisnik e Charles Cosac, “Brasília, Enfim” tem o objetivo de reconectar a sociedade à praça, símbolo dos poderes da república brasileira.
“Venho trabalhando ao longo de um ano nesse projeto artístico, que é recontar as histórias sobre a Capital Federal contadas por minha mãe para uma Inteligência Artificial recriar a cidade que outrora eu também imaginava, mantendo vivo o legado da cotação de história de geração para geração. Além de homenagear Brasília, que me acolheu tão bem, a exposição também honra duas mulheres inspiradoras e vanguardistas: minha mãe, Iara, que me apresentou à cidade, na década de 80, e minha irmã Germana, que me apresentou às ‘máquinas pensantes’, na década de 90”, conta Christus.
A exposição celebra o aniversário da capital e o do Brasília Shopping. O centro de compras completa 26 anos no mesmo dia que a cidade comemora 63. Os aniversariantes e o projeto compartilham a mesma essência: o ineditismo e a inovação.
“Brasília foi um projeto extremamente vanguardista e ambicioso, apontando para um futuro inventivo. Durante sua construção, ensinou o Brasil a sonhar. Essa exposição tenta resgatar um pouco desse espirito de imaginação por trás da audaciosa tentativa de conceber uma cidade do zero. Minha intenção é que o visitante sinta a vertiginosa sensação de entrar em uma tesourinha pela primeira vez”, comenta o artista.
No dia 24 de abril, Christus receberá o público no Teatro Brasília Shopping para um bate-papo sobre o “Brasília, Enfim”. Mais informações serão divulgadas em breve.
Sobre o Artista
Christus Nóbrega (28/11/1976), nasceu em João Pessoa – PB, mas mora em Brasília desde 2005. É Doutor e Mestre em Arte Contemporânea pela Universidade de Brasília, na qual atua como professor na graduação e pós-graduação em artes. Foi premiado pelo Programa Cultural da Petrobras em 2004 e 2011 1º lugar no prêmio do Museu da Casa Brasileira (2004). Indicado ao Prêmio PIPA em 2017 e 2019, uma das principais premiações de arte contemporânea do Brasil. Vem apresentado seus trabalhos em diversos museus dentro e fora do Brasil, a exemplos da FIESP, Museu Nacional, Museu de Arte do Rio, Paço Imperial, Palácio das Artes, Parque Lage, Farol Santander, Centro Cultural da Caixa e dos Correios, entre outros. Além disso, vem participando regularmente de feiras de arte, como a SP-Arte, Arte Rio, e a Pinta em Miami. Internacionalmente, seus trabalhos já foram exibidos em países como China, Austrália, Estados Unidos, entre outros.
O Chefe do Estado Maior do Comando Geral da Guardia di Finanza italiana, General de corpo de exército, Francesco Greco, e o Diretor Geral da Polícia Federal Brasileira, Andrei Augusto Passos Rodrigues, assinaram hoje em Brasília, na presença do Embaixador Azzarello, seu primeiro acordo de cooperação estratégica, consolidando ainda mais os já fortes laços entre Itália e Brasil no desafio contra o crime organizado e outros.
O acordo fortalecerá ainda mais a ação conjunta na luta contra o contrabando, a lavagem de dinheiro e as violações da moeda e do crime organizado transnacional. Especial atenção é dada ao aprimoramento das atividades de formação e atualização profissional, áreas que já contam com experiências bem sucedidas nos últimos anos.
“Finalmente demos uma estrutura formal indispensável”, disse o Embaixador Azzarello, “a um amplo compromisso operacional bilateral que é particularmente eficaz no território. Agradeço também ao Adido da Embaixada, Coronel Francesco Fallica, por nunca desistir de perseguir este objetivo histórico”.
– O Night Lab será na quinta (6), das 19h às 23h – somente para pessoas com mais de 18 anos, e com entrada paga. É um formato inédito no Brasil para atrair adultos ao mundo da ciência e tecnologia. Os ingressos se esgotaram
– Já a Maratona Star Wars no túnel será de sexta (7) a domingo (9), das 16h às 00h nos três dias – e gratuito!! Nesses mesmos dias, das 10h às 19h, também terão oficinas maker, visitas guiadas e contação de história dentro do museu. Para entrar no museu é preciso retirar ingressos, como feito rotineiramente. Mas para assistir aos filmes é totalmente gratuito, pois o túnel fica localizado na passagem que conecta o SESI Lab com a Praça Zumbi dos Palmares, no Setor Cultural Sul.
Em um mês agitado no universo da cultura, edição propõe reflexão sobre limites entre arte e design nos móveis e objetos vistos em galerias, museus e interiores de casas e apartamentos elaborados por arquitetos e designers
“Design é criação”. A frase de Sergio Rodrigues – pinçada do catálogo da exposição Ser Estar, realizada em 2018 pelo Itaú Cultural em sua homenagem – ressoou à cabeça da equipe de Casa Vogue, mais precisamente de Guilherme Amorozo, diretor de conteúdo da revista. Reflexão que veio enquanto perambulava pelas dezenas de eventos, mostras e lançamentos da DW! Semana de Design de São Paulo, realizada no mês de março em paralelo à feira Expo Revestir, ambas retratadas na edição de abril da revista.
E como não poderia deixar de ser, a publicação – que chega às bancas com o tema Cultura do Design – diz a que veio logo nas primeiras páginas, na seção Casa Vogue Ama, com um retrato dos mais de 220 eventos que durante nove dias eferveceram a capital paulista. Além da mudança na data da semana de design paulistana, as instalações apresentadas durante o festival urbano de 2023 tiveram forte conexão entre a arquitetura, a arte e o design. Para além das mostras, outra novidade foi a reunião de lançamentos assinados por expoentes do design nacional e por novos talentos – com grande foco no centro da cidade.
E por falar em expoente, Luciana Martins chega como personagem do Em casa com. Apaixonada por arte e pelo desenho de móveis e objetos, a designer ergueu em sua própria morada, em São Paulo, um ateliê de pintura, onde colore telas e desenvolve as paletas cromáticas da Ovo, marca de design fundada por ela e pelo sócio, Gerson de Oliveira.
Nas páginas seguintes, em Repertório em Expansão, Casa Vogue mostra as galerias de design moderno e contemporâneo que, de meros espaços comerciais, têm se transformado em verdadeiros centros culturais, unindo visita a conhecimento. Círculo virtuoso que gera descobertas históricas e atrai novos públicos, o movimento presente em exposições recorrentes tem emprestado ao design um papel próximo ao da arte.
Outra matéria de destaque na edição é Guardiã de Tradições, em que a revista traça um perfil de Chrissa Amuah. A designer têxtil utiliza em suas produções a simbologia adinkra, conjunto de ideogramas típico de Gana. Além de enaltecer as origens africanas, Chrissa também é responsável por projetos de divulgação do trabalho de profissionais do continente.
Já a arquiteta Patricia Anastassiadis, uma entusiasta de experimentações com novos materiais, recorre à mística da alquimia para conceituar sua sexta coleção autoral para a Artefacto – marcada por experiências com materiais e pelo design atemporal das peças.
Na seção Universo, as residências idealizadas por designers e arquitetos revelam como desenhar os interiores de um lar assemelha-se a montar um acervo de museu. É necessário conjugar nomes, épocas e origens de maneira harmônica, e deixar que cada peça da coleção execute sua função. É o caso de Nildo José, que cuidou da remodelação de uma casa nos arredores de Paris. Com maestria, o arquiteto baiano conseguiu unir a estética clássica à bossa e à graça do estilo contemporâneo brasileiro.
Já os arquitetos Leandro Garcia e Amanda Dalla-Bona apresentam a reforma que empregaram em um apartamento em Curitiba, construído nos anos de 1970, para transformá-lo no lar do casal. Entre as mudanças, uma paleta cromática clara agora estabelece o ritmo de tranquilidade dos ambientes repletos de itens com design nacional de diferentes épocas e estilos.
Em outro canto do país, em Salvador, com vista para a Baía de Todos-os-Santos, o designer Daniel Jorge reverencia o jeito de morar da região ao preencher os interiores do seu sobrado com móveis de design autoral brasileiro, arte popular e criações próprias. Enquanto o arquiteto baiano David Bastos escolheu um prédio de 1946 para abrigar seu novo pied-à-terre no Rio de Janeiro. Com 250m2, o imóvel tem estética art déco, estilo com o qual o profissional nunca havia trabalhado.
Por fim, em Last Look, o chinês Ai Weiwei. Não surpreende que tenha chegado a uma das mais importantes casas do design do planeta, o Design Museum de Londres, onde inaugura no mês de abril a Ai Weiwei: Making Sense – sua primeira mostra individual com foco em design e arquitetura. A exposição apresenta produções inéditas, além de criações já vistas e trabalhos em grande escala instalados nos interiores e na área externa da instituição.
Casa Vogue de abril está disponível nas bancas e em versão digital.
SERVIÇO
Revista Casa Vogue | Edição de Abril
Disponível em versão digital e nas bancas de todo o país
Solo interpretado pelo ator Vinícius Piedade, e dirigido pelo português Paulo Campos dos Reis, será apresentado em sessão única na Embaixada de Portugal no dia 17 de abril, às 18h30.
O espetáculo, inédito em Brasília, integra a programação da exposição “Mulheres Saramaguianas” que está em cartaz na Embaixada de Portugal / Camões em Brasília
A Embaixada de Portugal e o Instituto Camões em Brasília apresentam dia 17 de abril, às 18h30, o espetáculo solo “Provavelmente Saramago” com o ator paulista Vinicius Piedade. O monólogo, dirigido pelo português Paulo Campos dos Reis, conta a história de um ator que depois de ter sido recusado para um papel em um filme sobre Saramago, resolve criar uma peça de teatro sobre este grande escritor, Nobel de Literatura de Língua Portuguesa.
Em cena, o ator interpela o público e fala da sua experiência profissional e do seu desejo irresistível de compor um espetáculo sobre a figura de José Saramago e de sua obra. A cada nova tentativa de adaptação cênica de um romance de Saramago, o ator/encenador revê-se nas suas ideias e tramas, cruzando ficção e realidade num labiríntico jogo de espelhos. Em tudo, a sua mundividência se identifica com a de Saramago e a todo o instante se apropria de Saramago para falar de si mesmo.
A peça integrou as comemorações oficiais do Centenário do Nascimento de José Saramago, vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1998, promovidas pela Fundação Saramago (@fjsaramago), em Lisboa, e foi apresentada em São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa (Portugal), Mindelo e Praia (Cabo Verde).
Provavelmente Saramago chega agora a Brasília e integra o programa paralelo da exposição “Mulheres Saramaguianas” em cartaz na Embaixada de Portugal /Camões em Brasília.
A EXPOSIÇÃO
MULHERES SARAMAGUIANAS é o resultado do convite a seis prestigiados artistas – José de Guimarães, Graça Morais, Manuel João Vieira, Joana Villaverde, Miguel Januário e Ana Romãozinho – criaram serigrafias e gravuras inéditas que, por sua vez, serviram também de mote aos textos de notáveis escritoras portuguesas – Lídia Jorge, Ana Luísa Amaral, Djamila Pereira de Andrade, Ana Margarida Carvalho, Dulce Maria Cardoso e Adriana Lisboa.
O resultado é um singular conjunto de seis obras de arte e seis textos, todos assinados pelos autores numa tiragem centenária. Cruza distintas gerações e sensibilidades artísticas, propiciando um novo olhar sobre o universo ficcional de Saramago.
A exposição pode ser vista na Galeria Camões, na Embaixada de Portugal em Brasília, até 20 de maio de 2023.
Serviço
Provavelmente Saramago
Auditório Camões – Embaixada de Portugal
17 de abril, às 18h30
Endereço: Embaixada de Portugal em Brasília, Avenida das Nações, SES, lote 2.
Entrada gratuita
Classificação: 12 anos
Ficha artística e técnica – “Provavelmente Saramago”
Texto: Paulo Campos dos Reis e Vinícius Piedade
Direção: Paulo Campos dos Reis
Interpretação: Vinícius Piedade
Paulo Campos dos Reis (1974)
Actor, encenador e dramaturgo. É director artístico do colectivo Musgo Produção Cultural (Portugal). Encenou espectáculos com textos de autores portugueses/de língua portuguesa, em Portugal e em contexto internacional (Cabo Verde, Angola, Macau), Camões (2015-16), Sophia de Mello Breyner Andresen (2017), Herberto Helder (2017), e Jaime Rocha, entre outros. Interpretou as personagensBaltazar Sete Sóis e Bartolomeu Lourenço de Gusmão em “Memorial do Convento” de José Saramago, no Convento de Mafra(entre outros locais), pela Éter Produção Cultural, dirigido por Filomena Oliveira (adaptação da encenadora e de Miguel Real).Escreveu várias peças para teatro e traduziu “A Última Gravação deKrapp”, de Samuel Beckett (com Francisco Luís Parreira).
Vinícius Piedade (1980)
Participou do Projeto Solos do Brasil, aprofundando estudo sobre técnicas de teatro solo. Estudou Direção Teatral com AntônioAbujamra e Gianni Ratto, Mimica com Luís Louis, Dança com Hugo Rodas, Texto Corporal com Eduardo Coutinho, Filosofia eestética com Luis Fuganti, Canto com Caio Ferraz, Teatro Essencial com Denise Stoklos, Teatro Dinamico e Mascara Neutra comRicardo Napoleão, Teatro do Oprimido com Armindo Rodrigues Pinto e Interpretação com Telma Vieira. Participou do projeto”Teatro Jornal” desenvolvendo cenas a partir de noticias de jornal, ramificação do Teatro do Oprimido de Augusto Boal,apresentando em diversos contextos. Escreveu, dirigiu e atua no espetáculo solo “Carta de Um Pirata” que percorre todo paísdes de 2003 (com mais de 500 apresentações). Com seus espetáculos já se apresentou em dezessete países dos cincocontinentes. Lançou seis livros entre dramaturgias e contos.
Cantora Clementina de Jesus, 1977Artista Arthur Bispo do Rosário, 1985Cachoeira, 2000
*Coleção reúne 266 imagens, várias delas emblemáticas, como a do maestro Pixinguinha na cadeira de balanço e a série com o artista Arthur Bispo do Rosário
*Fotografias com as cores vibrantes e tropicais do “mestre da cor” e um recorte de sua obra em preto e branco
*Palestra de Walter Firmo no dia 21 de abril, com participação da curadora Janaína Damaceno, sobre a trajetória do fotógrafo e a importância de sua obra
“O verbo do silêncio é a própria fotografia. Que você se encanta e quer traduzir através do seu sentimento e inteligência. A síntese do grito é o registro”, escreveu o fotógrafo Walter Firmo em 1988. Sua reflexão sobre a arte que o consagrou inspira o título de uma grande retrospectiva de seu trabalho, que o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta de 18 de abril a 25 de junho. “Walter Firmo: no verbo do silêncio a síntese do grito” reúne um panorama dos mais de 70 anos de trajetória do consagrado fotógrafo carioca, um nome fundamental da fotografia brasileira.
Doces baianos, 1976Capoeira em Salvador, 2000Carnaval RJ, 1985
A exposição apresenta 266 fotografias, produzidas desde o início da carreira de Firmo, em 1950, e até 2021. São imagens que retratam e exaltam a população e a cultura negras de diversas regiões do país, em ritos, festas populares e religiosas, além de cenas cotidianas. O conjunto destaca a poética do artista, associada à experimentação e à criação de imagens muitas vezes encenadas e dirigidas.
Grande parte das obras exibidas na exposição provém do acervo de aproximadamente 145 mil fotos do fotógrafo, que, desde 2018, se encontra sob a guarda do Instituto Moreira Salles em regime de comodato. São imagens que comprovam a opção do fotógrafo pela figura humana, especialmente, pela pele negra, que aparece em todos os matizes, tanto nas fotos coloridas quanto nas imagens em preto e branco.
Walter Firmo faz do Brasil o seu estúdio – parafraseando o pesquisador José Afonso Jr. As imagens do fotógrafo que é conhecido como “o mestre da cor” antecipam em mais meio século a representação do negro na sociedade brasileira e não necessariamente dentro de uma estética documental. “Acabei colocando os negros numa atitude de referência no meu trabalho, fotografando os músicos, os operários, as festas folclóricas, enfim, toda a gente. A vertigem é em cima deles. De colocá-los como honrados, totens, como homens que trabalham, que existem. Eles ajudaram a construir esse país para chegar aonde ele chegou”, afirma Walter Firmo, que vai conversar com o público sobre sua trajetória no dia 21 de abril, com participação da curadora Janaína Damaceno.
Festa de Iemanjá, 2021Ensaio sobre Nu Negritude, 2022Família na rodoviária de Petrópolis, 2002
Dividida em núcleos temáticos, a mostra traz retratos memoráveis de grandes nomes da música brasileira, como Cartola, Clementina de Jesus, Dona Yvone Lara e a icônica fotografia de Pixinguinha na cadeira de balanço, além de imagens de brasileiros e brasileiras anônimos(as), pescadores, vendedores ambulantes, mães de santo, brincantes, casais, noivas, crianças e até a própria família do artista. A exposição ressalta ainda a importante trajetória de Firmo como fotojornalista. Um dos destaques é a seção dedicada à fotografia em preto e branco do artista, pouco conhecida e, em grande parte, inédita.
“Walter Firmo incorporou desde cedo em sua prática fotográfica a noção da síntese narrativa de imagem única, elaborada através de imagens construídas, dirigidas e, muitas vezes, até encenadas. Linguagem própria que, tendo como substrato sua consciência de origem – social, cultural e racial –, desenvolve-se amalgamada à percepção da necessidade de se confrontar e se questionar os cânones e limites da fotografia documental e do fotojornalismo. Num sentido mais amplo, questionar a própria fotografia como verossimilhança ou mera mimese do real”, afirma o curador Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS, que assina a curadoria ao lado de Janaina Damaceno Gomes, professora da UERJ e coordenadora do grupo de pesquisa Afrovisualidades: Estéticas e Políticas da Imagem Negra.
A exposição é uma oportunidade para o público conhecer em profundidade a obra de um dos maiores fotógrafos brasileiros, que mantém até hoje seu compromisso com o fazer artístico: “Aí está o meu relato, a história de uma vida dedicada ao fazer fotográfico, dias encantados, anos dourados. Qual a minha melhor imagem? Certamente aquela que em vida ainda poderei fazer. Emoções, demais”, afirma Walter Firmo.
Com patrocínio do Banco do Brasil, depois de Brasília a exposição segue para o Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte.
Maestro Pixinguiha, 1967Gaudêncio da Conceição, 2021Jamelão, 2007
A EXPOSIÇÃO
“Walter Firmo: no verbo do silêncio a síntese do grito” está dividida em sete núcleos temáticos. No primeiro, o público encontra cerca de 20 imagens em cores, de grande formato, produzidas ao longo de toda a sua carreira. Há fotos feitas em Salvador (BA), como o registro de uma jovem noiva na favela de Alagados (2002); em Cachoeira (BA), como o retrato da Mãe Filhinha (1904-2014), que fez parte da Irmandade da Boa Morte durante 70 anos; e em Conceição da Barra (ES), onde o fotógrafo retratou o quilombola Gaudêncio da Conceição (1928-2020), integrante da Comunidade do Angelim e do grupo Ticumbi, dança de raízes africanas; entre outras.
O segundo núcleo apresenta a biografia do artista, abordando os seus primeiros anos de atuação na imprensa, quando registrou temas do noticiário, em imagens em preto e branco. O conjunto inclui uma fotografia do jogador Garrincha, feita em 1957; imagens de figuras proeminentes da política nacional, como Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek; além de registros de ensaios de escolas de samba do Rio de Janeiro. Também há fotografias feitas para a reportagem “100 dias na Amazônia de ninguém”, publicada em 1964 no Jornal do Brasil, pela qual Firmo recebeu o Prêmio Esso de Reportagem.
Nas seções seguintes, a retrospectiva evidencia como, no decorrer de sua carreira, Firmo passou a se distanciar do fotojornalismo documental e direto, tendo como base a ideia da fotografia como encantamento, encenação e teatralidade, em diálogo com a pintura e o cinema. Isso fica evidente no ensaio realizado em 1985 com seus pais (José Baptista e Maria de Lourdes) e seus filhos (Eduardo e Aloísio Firmo), no qual José aparece vestindo seu traje de fuzileiro naval, função que desempenhou ao longo da vida, ao lado de Maria de Lourdes, que usa um vestido longo, florido e elegante. O ensaio faz alusão às pinturas Os noivos (1937) e Família do fuzileiro naval (1935), do artista Alberto da Veiga Guignard (1896-1962).
Boa Vista, 1985Olga do Araketu, 2021Noiva na Favela de Alagados, 2002
Como destaque, a exposição apresenta, ainda, retratos de músicos produzidos por Firmo, principalmente a partir da década de 1970. Nas imagens, que ilustram inúmeras capas de discos, estão nomes como Dona Ivone Lara, Cartola, Clementina de Jesus, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Djavan e Chico Buarque. Nesse conjunto, está, ainda, a famosa série de fotografias de Pixinguinha feita em 1967, quando Firmo acompanhou o jornalista Muniz Sodré em uma pauta na casa do compositor. Após o término da conversa, o fotógrafo pegou uma cadeira de balanço que ficava na sala da residência, colocou no quintal, ao lado de uma mangueira, e propôs que Pixinguinha se sentasse nela com o saxofone no colo. Assim registrou o músico, em uma série de imagens que se tornaram icônicas.
A exposição traz também um ensaio com fotografias do artista Arthur Bispo do Rosário para a revista IstoÉ, em 1985, feitas na antiga Colônia Juliano Moreira, onde Bispo ficou confinado e criou seu acervo ao longo de cerca de 25 anos.
A retrospectiva apresenta diversos registros produzidos durante celebrações tradicionais brasileiras, como a Festa de Bom Jesus da Lapa, a Festa de Iemanjá e o próprio Carnaval do Rio de Janeiro. Há também um núcleo com fotos de personagens da diáspora feitas em outros países, como Cuba, Jamaica e Cabo Verde.
Na mostra, o público poderá assistir, ainda, ao curta-metragem Pequena África (2002), do cineasta Zózimo Bulbul, no qual Firmo trabalhou como diretor de fotografia e que trata da história da região que recebeu milhões de africanos escravizados. Também há um núcleo dedicado à fotografia em preto e branco, ainda pouco conhecida e em grande parte inédita, cujo destaque é a série de imagens feitas na praia de Piatã, em Salvador, entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000.
Santiago de Cuba, 2022Praia da Macumba RJ, 2021Praia de Piatã, 2022
Janaína Damaceno é professora da área de Cultura e História da Arte da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (Febf/ UERJ) é só Programa de Pós-graduação em Cultura e Territorialidades (PPCult/UFF). Coordena o Grupo de Pesquisas Afrovisualidades: estéticas e políticas da imagem negra. É uma das fundadoras do FICINE (Fórum Itinerante de Cinema Negro).
CATÁLOGO – A mostra é acompanhada de um catálogo, com imagens das obras da exposição, além de textos de autoria do próprio Firmo, de João Fernandes, diretor artístico do IMS, e dos curadores Sergio Burgi e Janaina Damaceno. Há também uma entrevista do fotógrafo com os curadores e o jornalista Nabor Jr., editor da revista O Melenick. Segundo Ato, além de uma cronologia do fotógrafo assinada por Andrea Wanderley.
Walter Firmo revelando seus filmes, 1956Vendedor de sonhos, praia de Piatã, 1980
SOBRE O ARTISTA
Nascido em 1937 no bairro do Irajá, no Rio de Janeiro, e criado no subúrbio carioca, filho único de paraenses – seu pai, de família negra e ribeirinha do baixo Amazonas; sua mãe, de família branca portuguesa, nascida em Belém –, Firmo começou a fotografar cedo, após ganhar uma câmera de seu pai. Em 1955, então com 18 anos, passou a integrar a equipe do jornal Última Hora, após estudar na Associação Brasileira de Arte Fotográfica (Abaf), no Rio. Mais tarde, trabalharia no Jornal do Brasil e, em seguida, na revista Realidade, como um dos primeiros fotógrafos da revista. Em 1967, já pela revista Manchete, foi correspondente, durante cerca de seis meses, da Editora Bloch em Nova York.
Neste período no exterior, o artista teve contato com o movimento Black is Beautiful e as discussões em torno dos direitos civis, que marcariam todo seu trabalho posterior. De volta ao Brasil, trabalhou em outros veículos da imprensa e começou a fotografar para a indústria fonográfica. Iniciou ainda sua pesquisa sobre as festas populares, sagradas e profanas, em todo o território brasileiro, em direção a uma produção cada vez mais autoral.
Walter Firmo por Márcio Scavone, 2010
SOBRE O CCBB BRASÍLIA
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília foi inaugurado em 12 outubro de 2000, após uma grande reforma de adaptação do Edifício Tancredo Neves, com o objetivo de reunir em um só lugar todas as formas de demonstração de arte e criatividade possíveis, para levá-las ao público da capital.
O edifício Presidente Tancredo Neves faz parte de um conjunto de obras arquitetônicas assinadas por Oscar Niemeyer. Com o seu imenso projeto paisagístico, idealizado por Alda Rabello Cunha, o prédio conta com amplos espaços de convivência, café, restaurante, galerias, sala de cinema, teatro, salas multiuso, jardins e uma praça central para eventos abertos, onde são realizados shows, espetáculos e performances.
FICHA TÉCNICA
Curadoria: Sergio Burgi e Janaina Damaceno Gomes
Assistência de curadoria: Alessandra Coutinho Campos
Pesquisa biográfica e documental: Andrea Wanderley
Produção: Tisara Arte Produções Ltda.
SERVIÇO
Exposição de WALTER FIRMO: “NO VERBO DO SILÊNCIO A SÍNTESE DO GRITO”
Local: Galerias 1 e 2 do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Espacial Sul – Brasília – DF
Informações: (61) 3108 7600
Visitação: de 18 de abril a 25 de junho de 2023
Horário: de terça a domingo, das 9h às 21h
Acesso: Gratuito, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura
Pesquisa promovida pelo aplicativo Ysos mostra a importância dessa demonstração de carinho e afeto
Foto Divulgação
O beijo é uma das formas mais antigas de demonstração de afeto e paixão em todo o mundo. Prova disso é que no dia 13 de abril é comemorado o Dia do Beijo. Porém, sua importância pode variar tanto de cultura para cultura como a maneira que cada pessoa pode encará-lo em suas relações afetivas e durante o sexo. O Ysos, app que une casais swingers e solteiros para encontros a três ou trocas de casais, promoveu uma pesquisa com seus usuários para descobrir como o beijo é encarado em suas relações.
A primeira descoberta do aplicativo é que a esmagadora maioria, 95,4%, considera o beijo parte muito importante e fundamental durante o sexo. Para 3,1% é um ato indiferente, ou seja, nem acrescenta nem faz falta e apenas 1,5% dos respondentes consideram que o beijo não é nada importante.
O head de marketing do Ysos, Gustavo Ferreira, conta que para alguns usuários do app, o beijo é uma forma de criar uma conexão mais íntima com o parceiro e alguns consideram, inclusive, como preliminar. Durante um ménage à trois, por exemplo, 49,2% dizem que beijam durante o sexo independente da configuração que ele tenha. “A pesquisa mostra que aqueles que não gostam de beijar em relações a três são 3,1%, é a minoria. O restante, 47,7%, não se importam e seguem apenas o que der vontade na hora”, diz.
O casal Júlio* e Raquel* conta que, para eles, o beijo é algo muito íntimo, já o sexo é diversão. “Durante um ménage, só beijamos um ao outro, tem gente que acha ruim, mas a gente já avisa logo no início”, contam.
E beijo é preliminar?
Preliminares são importantes, principalmente quando o assunto é o sexo a três ou a troca de casais. Esses momentos iniciais, que precedem a transa, são fundamentais para que tudo aconteça de maneira leve, sem grandes pressões. Prova disso é que para 64,6% dos entrevistados, o beijo é preliminar e só de começar o fogo acende. Mas 35,4% alegam não se importarem muito com isso e encontram outras coisas para esquentar.
O casal Angela* e Roberto* contam que o beijo foi um elemento fundamental em seu primeiro swing. “Logo nos primeiros beijos a gente já percebeu que a combinação tinha dado certo. Até hoje, quando nos encontramos com este casal, trocamos longos beijos”, conta Roberto.
Existem, também, outras versões de beijo que parecem animar o público e ao mesmo tempo geram polêmica. Uma delas é o beijo na orelha que agrada 60% dos entrevistados, porém para 24,6% é algo superestimado e para 15,4% é algo totalmente indiferente e não fazem questão de praticar.
Charles* é uma das pessoas que consideram que o beijo na orelha é algo superestimado. “Uma vez, uma mulher babou tanto na minha orelha que foi difícil me concentrar, quase não fiquei excitado”, relembra.
Outra versão bastante conhecida, mas cercada de tabus, é o beijo grego, como é conhecido o ato de praticar sexo oral no ânus da outra pessoa. Essa versão aparece como uma das preferências do público que respondeu a pesquisa, já que 48,5% alegaram que adoram a prática. No entanto 37,9% se dizem indiferentes à prática e 13,6% acham que é algo superestimado.
Inácio* é do time dos beijoqueiros e conta que sua maior surpresa foi quando encontrou com uma garota que adorava beijo grego e sexo anal, porém não curtia beijo na boca, muito menos realizar sexo oral. “Eu achei bastante curioso e fiquei muito surpreso porque só descobri isso quando a coisa já estava rolando na piscina”.
Ele também se lembra de outra história envolvendo a prática. “Uns anos atrás, estava com uma garota e fui dar um beijo grego nela e fiquei por lá mesmo, de repente ela virou pra mim e disse que se eu quisesse brincar por lá, ela ia querer brincar comigo também, como eu não curto, parei na hora e seguimos de outros jeitos”, conta.
Sobre o Ysos
O Ysos é um aplicativo que permite os amantes do sexo liberal a encontrar o terceiro elemento para um ménage a trois. Lançado em 2018 pelo Sexlog, maior rede social adulta do país, a plataforma está disponível para Android e iOS e pode ser baixada na Play Store e na App Store.
As bibliotecas, seja digital ou física, são portas de entrada para o conhecimento e a descoberta de muitas possibilidades na educação
Dia 9 de abril, é celebrado o Dia Nacional da Biblioteca, uma data especial dedicada para incentivar a leitura como ferramenta base para a educação e formação dos indivíduos. A biblioteca viva é um espaço para socialização, aberto para a comunidade, onde possuem acesso à tecnologia e internet, acessibilidade, oficinas e capacitações, além das atividades culturais. A biblioteca é o local onde estão reunidos diferentes tipos de livros, que abrangem os mais variados assuntos. Um espaço essencial para a aquisição de conhecimentos e procurado por pessoas que desejam explorar a leitura, estudar ou mesmo trabalhar.
O universo de uma biblioteca é gigantesco. Com estantes com milhares de livros, histórias, contos ou informações sobre tudo que desejamos. É possível mergulhar num mundo novo, imaginário e viajar sem sair do lugar. Quem nunca ficou maravilhado ao descobrir as várias possibilidades que os livros podem proporcionar?
Várias são as razões para incentivarmos um espaço especial aos livros, seja ele físico ou digital: acesso à informação, preservação da cultura e da história, promoção da educação, desenvolvimento da comunidade, além do fomento à alfabetização e leitura. Então, em comemoração a esta data, que tal ler e se interessar um pouco mais sobre o mundo das bibliotecas?
Esta deliciosa obra conta a história das bibliotecas antigas desde suas origens, quando “livros” eram tábuas de cerâmica e a escrita, um fenômeno novo. O renomado estudioso clássico Lionel Casson nos conduz em uma animada viagem, partindo das bibliotecas reais do Antigo Oriente, passando pelas bibliotecas públicas e privadas da Grécia e de Roma, até as primeiras bibliotecas monásticas cristãs. Casson traça o desenvolvimento das construções, os sistemas, acervos e patronos das bibliotecas, considerando questões de uma ampla variedade de tópicos, como: quem contribuiu para o desenvolvimento das bibliotecas públicas, especialmente a grande Biblioteca de Alexandria? O que as bibliotecas antigas incluíam em seu acervo? Como as bibliotecas antigas adquiriam livros? Qual era a natureza das publicações no mundo greco-romano? Como o cristianismo transformou a natureza dos acervos bibliotecários? Assim como uma biblioteca recompensa quem explora com tesouros inesperados, este interessante livro oferece a seus leitores a história surpreendente da ascensão e do desenvolvimento de bibliotecas antigas – uma história fascinante que nunca foi contada antes. “Recomendo esta agradável história a qualquer leitor interessado no mundo clássico. O livro de Casson é a escolha certa para quem quer não apenas aprender sobre bibliotecas antigas, mas também compartilhar as experiências das pessoas que viveram em sociedades tão diferentes (e ainda assim tão próximas) da nossa.” College & Research Libraries “O livro de Casson não se limita a onde e quando bibliotecas importantes existiram, ele oferece uma história social que transcende a ideia de biblioteca como nós conhecemos. Tão interessante para um arqueólogo quanto para um amante de livros.” Publishers Weekly “Mais do que uma narrativa fascinante sobre as contribuições de Aristóteles, da Biblioteca de Alexandria e das grandes bibliotecas públicas e privadas de Roma, este livro considera de um ponto de vista vantajoso a natureza da educação e da cultura.” Virginia Quarterly Review
Este livro não é um manual. Ele apresenta experiências simples e acessíveis a todos aqueles que se interessam pela leitura e por livros na sociedade contemporânea. Em Deixem que leiam, a conferencista e bibliotecária Geneviève Patte, fundadora da revolucionária biblioteca infantil de Clamart, expõe pela primeira vez para o leitor brasileiro sua experiência com a promoção da leitura, os efeitos dela e também os novos caminhos que são exigidos para os profissionais comprometidos com a cultura e educação diante das novas tecnologias. Reconhecida internacionalmente não somente pelo seu trabalho como bibliotecária, mas como uma personalidade intelectual vinculada à pedagogia e educação infantil, Geneviève Patte não discute somente a questão do hábito da leitura. Para ela, ler é resultado da vontade de conhecer, da curiosidade intelectual e do desejo de escutar relatos e brincar com a linguagem. Em Deixem que leiam, o leitor também tem a oportunidade de acompanhar o itinerário da autora como bibliotecária. Ela iniciou sua carreira com uma pequena equipe, em Clamart, cidade da periferia parisiense, ambiente por princípio nada propício social e culturalmente para o estímulo à leitura. Lá, desenvolveu um trabalho modelar, adequando e adaptando a biblioteca à realidade social e cultural da cidade. Um dos diferenciais da iniciativa foi a criação de estímulos que tornassem o ato da leitura uma experiência compartilhada e, acima de tudo, prazerosa. Este é um livro para pais, professores, educadores, psicólogos e para todos que de algum modo se sintam comprometidos com a melhora da qualidade cultural e social dos homens. Com um humanismo tocante, Geneviève Patte convida o leitor para um ininterrupto encontro com os livros e também com todos aqueles que estão comprometidos com o aperfeiçoamento e evolução do ser humano.
“A escola não pode mais contentar-se em ser apenas transmissora de conhecimentos que, provavelmente, estarão defasados antes mesmo que o aluno termine sua educação formal; tem de promover oportunidades de aprendizagem que dêem ao estudante condições de aprender a aprender, permitindo-lhe educar-se durante a vida inteira. A biblioteca está presente nesse processo. Trabalhando em conjunto, professores e bibliotecários planejar situações de aprendizado que desafiem e motivem os alunos, acompanhando os seus progressos, orientando-os e guiando-os no desenvolvimento de competências informacionais cada vez mais sofisticadas.”
Como pensar as obras de Jorge Luis Borges e de Italo Calvino sob a perspectiva da biblioteca? Ou, numa colocação melhor, como pensar sua literatura, metaforicamente, como uma biblioteca? Essas podem ser consideradas as duas questões norteadoras de Coleção, arquivo, biblioteca: a literatura de Borges e Calvino, livro que apresenta os resultados da extensa pesquisa desenvolvida por Maria Elisa Rodrigues Moreira, em sua tese de doutorado. A metáfora da biblioteca, que atravessa e é atravessada também pelas noções de coleção e arquivo, não apenas conduz a argumentação da pesquisadora como, também, evidencia-se na própria organização de seu texto, no qual transitamos pelas obras tanto do escritor argentino quanto do escritor italiano como se estivéssemos a folhear seus livros em uma ampla e diversificada biblioteca. Esse trânsito nos coloca diante de reflexões sobre a memória, o esquecimento, a política, a ciência, o conhecimento, o acúmulo, a teoria, a ficção. Borges e Calvino aparecem, aqui, mais que como dois escritores fundamentais do século XX: são considerados responsáveis pela construção de uma obra-biblioteca que provoca o pensamento e mobiliza leitores e leitoras diante dos caminhos do mundo contemporâneo.
Entre ausências, lacunas, fontes dispersas, relatos incertos, uma história bem construída. O leitor encontrará neste livro uma história da Biblioteca Municipal de Campina Grande-PB (BPMCG) tecida a partir de duas dimensões que contam uma história de leitura: o espaço a ser habitado e as pessoas que o habitam. Danielly V. Inô Espíndula demonstra, com a habilidade dos grandes pesquisadores, como a BPMCG cambaleia entre a realidade e as circunstâncias de sua fundação, e as dificuldades de sua manutenção, interferindo, inclusive, na sua existência física. As “Vozes da Borborema” são estridentes em 1938, quando de sua fundação, mas silenciam em vários momentos sobre a existência (inclusive, física) desse espaço. As pessoas que habitam esse lugar – às vezes, sem serem notadas ou se fazerem presentes – são os seus diferentes leitores, cujo perfil pode ser encontrado na leitura que Danielly faz das entrevistas com eles realizadas. É certo que habitar um lugar sem estar nele é uma “realidade” possibilitada desde sempre pela leitura, mas Danielly demonstra outra faceta desse movimento, ao descrever e analisar a dança dos leitores da BPMCG: entre presenças e ausências, biblioteca e leitores se movem rumo a um futuro incerto.
Para utilizar o serviço gratuito, basta que os interessados acessem www.biblion.org.br ou baixem o aplicativo BibliON, disponível no Google Play e na Apple Store e realizem um breve cadastro. O usuário pode fazer empréstimos de até duas obras simultâneas, por 15 dias. A BibliON permite, ainda, ações como organizar listas, adicionar favoritos, compartilhar um livro como dica de leitura nas redes sociais, fazer reservas, ver histórico e sugerir novas aquisições. Por meio de princípios de gamificação, os associados conseguem acompanhar as estatísticas do tempo dedicado à leitura e participar de desafios.
O sistema de busca permite a utilização de diversos filtros, como tema, autor, categoria ou título. É possível ler em dispositivos móveis, sem a necessidade de usar dados do celular, por meio do download prévio do título ou, ainda, ajustar o tamanho da letra e o contraste da tela; escolher diferentes modos de leitura para dia ou para noite e acionar a leitura em voz sintetizada, para saída em áudio do texto.
Nasce na capital federal o grupo Ponte 61. A iniciativa visa fortalecer o cenário cultural e comprovar que o DF possui subsídios para músicos e artistas se lançarem, sem ter que migrar para o Eixo Rio-SP. O coquetel de inauguração acontece no dia 11 de abril, no Clube Motonáutica, para convidados – imprensa, músicos e personalidades do meio
Foto Divulgação
Brasília é conhecida nacionalmente como a cidade conectada de ponta a ponta pelo Eixão e seus Eixinhos. Em contraponto, ainda se encontra fora do eixo cultural e empresarial do País. Apesar de ser a capital federal, muitos não vêm na cidade potencial empresarial para atender demandas com eficiência e excelência. Não é raro observar empresários contratando empresas do eixo Rio-São Paulo, ao argumentar que Brasília não possui opções capazes e qualificadas, para atender de maneira plena as demandas existentes.
“Grandes franquias, ao chegar em Brasília, optam por trazer funcionários de São Paulo, dizendo que aqui não tem mão de obra qualificada. Paralelo a isso, vemos profissionais de excelência daqui, tendo que sair de Brasília, porque não conseguem emprego ou espaço no mercado local.”, desabafa Márcia Branco, gestora e idealizadora do Cultura em Movimento.
Márcia e um grupo de empresários do DF discordam dessas afirmações de que a capital não tem mão de obra qualificada e mercado de trabalho promissor. E para mostrar, que sim, Brasília possui potencial, força, empresas e profissionais qualificados – antenados com as novidades tecnológicas mundiais – que algumas empresas do DF se unem, no mês de abril, e lançam o Grupo Ponte 61, no mercado.
Grupo Ponte 61
Prego Music, Etcetera Comunicação, Wambier Studio, Estúdio BSB, Cultura em Movimento, ArtWorking, Deu Bom Brasília e WGC encabeçam a iniciativa, com foco inicial na Cultura do DF. Porém, o objetivo da parceria empresarial vai além do fomento cultural: visa fortalecer o mercado e a economia do DF, trazendo um padrão de qualidade aos serviços e facilitando a vida dos contratantes e contratados.
O lançamento do grupo Ponte 61 acontece no dia 11 de abril (terça-feira). Na oportunidade será inaugurado o Estúdio Prego Music, em evento para músicos, produtores, empresários, jornalistas, formadores de opinião e influenciadores digitais – no Clube Motonáutica – sede da empresa.
Prego Music
Rafael Ciampi e Regnaldo são os idealizadores da Prego Music. A iniciativa é um selo e estúdio de gravação e ensaio musicais, que dá todo o suporte de que um artista necessita. Ensaio, gravação mixagem, masterização e acompanhamento dos processos – até a edição e a publicação das músicas.
Para Ciampi, Brasília tem que ser reconhecida como um núcleo de produção profissional – não só musical. “Fomentar a cultura é fundamental para a cidade. A capital tem um polo e profissionais capacitados internacionalmente. Ter esse reconhecimento é essencial. Esse eixo, que ficou limitado ao Rio-São Paulo tem que ser quebrado e Brasília inserida.”
Regnaldo Neto, sócio de Ciampi no Prego Music, atua como músico profissional desde 2005 e já teve diversas bandas. Fundou o “Prego Rock Fest”, em 2009, em 2018 fundou o Estudio BSB Produções e, em 2020, o selo Prego Music. É publicitário, videomaker e jornalista esportivo na TV Band. Ele também é proprietário do Estúdio BSB – empresa que atua em todas as áreas do audiovisual, desde uma captação simples até animações, captações com drone, cobertura de eventos, lives, podcasts e etc – que também integra o Ponte 61.
Segundo Neto, o grupo fortalece o mercado empresarial do DF. “Um grupo formado por empresas dessa qualidade e área de atuação faz com que todos os serviços com artista, o agente cultural e o comunicador estejam interligados em um só lugar”, pontuou.
Empresas parceiras
Wambier Studio, dirigido por Bruno Wambier – A&R, produtor musical, arranjador, multi-instrumentista e engenheiro de áudio – oferece todos os serviços de direção e produção musical, desde composição, arranjos, repertório, arregimentação, pré-produção, até a produção em estúdio, gravação, mixagem e direção de shows. Sócio também da WGC Produções, Bruno Wambier trabalha empresariando e gerenciando carreiras de artistas, oferecendo o suporte e orientação para criação de todo material necessário para apresentar, divulgar e vender seus artistas.
Bruno Wambier, que é também tecladista da Banda Natiruts, explica que o Ponte 61 reúne e integra empresas de diversos segmentos de criação. “Esse grupo é de vital importância para o fomento da cultura em uma região tão rica artisticamente e com tanta diversidade, como o DF, e fortalece tanto a cena, como o mercado local”, enfatiza, Wambier.
A Etcetera Comunicação, empresa com mais de 16 anos de expertise na prestação de serviços de comunicação e marketing 360 graus, integra o grupo Ponte 61. Representada pelas jornalistas e empresárias, Marina Figueiredo e Denise Margis, a agência de Comunicação soma à parceria ao oferecer ao mercado local e nacional serviços de assessoria de imprensa, consultoria em comunicação, marketing de influência, gestão de mídias sociais, marketing digital, criação e desenvolvimentos de websites, criações gráficas e identidade visual, entre outros serviços.
“A união faz a força. Temos certeza de que essa iniciativa fortalecerá o cenário local e as empresas envolvidas. Todos ganham. A nossa cidade merece esse presente no mês em que comemora seus 63 anos”, narra Marina Figueiredo.
Para Denise Margis, sócia-fundadora da Etcetera Comunicação, a formação do grupo Ponte 61 marca um momento importante. “É um momento de união, parcerias e, principalmente, de reconhecimento do know how de cada profissional e marca envolvida. E tudo isso em prol de um bem maior e comum a todos: mostrar o que Brasília tem de melhor”, destacou.
O Deu Bom Brasília acrescenta ao grupo sua tradição e credibilidade como veículo de comunicação do DF. Rodrigo Alves de Carvalho – publicitário e comunicador – é o fundador do portal que fortalece a iniciativa com o portal de divulgação de eventos de Brasília, aliada a criação de conteúdo digital e podcast, além de venda de serviços publicitário. Para Rodrigo, é importante ações que apoiem a cultura de Brasília. “Estamos na capital do país, um celeiro de artistas e bandas, que por vezes, não possuem um espaço de divulgação de seus trabalhos. Agora, com a criação deste grupo, vamos fomentar a cultura brasiliense para todo o país”, comemora Rodrigo.
Obra narra história real de luta pela sobrevivência ambientada na Groenlândia, uma das regiões mais frias do planeta
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Publicado em 1955 e agora lançado de forma inédita em terras brasileiras pela editora Almedina Brasil, o livroContra o Gelo reúne as memórias do explorador Ejnar Mikkelsen sobre uma missão realizada em 1909 ao nordeste da Groenlândia, território autônomo que integra o Reino da Dinamarca. Com o objetivo de recuperar documentos que comprovassem que a região era composta por um único pedaço de terra, e não duas ilhas separadas, a expedição derrubaria de vez a reivindicação dos Estados Unidos sobre o local. Em 2022, a obra foi adaptada pela Netflix para um filme de sucesso com o mesmo nome.
Abandonado pelos companheiros de tripulação, com exceção do mecânico Iver Iversen, Mikkelsen não desistiu de concluir a viagem e enfrentou 28 meses de provações em uma das paisagens mais geladas do planeta. O congelamento de dedos das mãos e dos pés, os efeitos debilitantes do escorbuto e o medo constante de serem atacados por animais selvagens foram algumas das dificuldades encontradas ao longo do caminho. A fome torturante acarretou em um dos episódios mais tristes e viscerais da expedição quando, para sobreviver, eles mataram e comeram os cães que puxavam seus trenós.
De vez em quando, quando algum urso errante se apercebia da nossa toca de inverno e se sentia obrigado a investigar, tínhamos uma caçada. Se isto acontecesse com a fraca luz do dia, ou quando a lua estivesse cheia, normalmente resultava na morte do urso; mas se não houvesse luar, deixávamos o urso em paz e ficávamos dentro da cabana, independentemente do barulho que ele fizesse — mesmo quando chocava contra a cabana com batidas incomodativas. Tais visitas não eram agradáveis, e éramos sempre cuidadosos quando uma tarefa urgente nos obrigava a sair para o frio; um urso paciente podia ter cedido à sua incrível curiosidade e ter deitado na neve à espera de que saíssemos.
(Contra o Gelo, pg. 184)
Elogiada pela crítica, a adaptação da Netflix foi assistida por 30,73 milhões de horas na primeira semana de lançamento e conquistou o segundo lugar no ranking global de atrações da plataforma. A produção conta com Nikolaj Coster-Waldau, o Jaime Lannister de Game of Thrones, no papel do destemido Ejnar Mikkelsen. O ator, que conheceu de perto a impiedade do frio na Groenlândia e sofreu uma concussão durante as gravações, também assina o prefácio da edição mais recente do livro.
Contra o Gelo apresenta para o leitor uma história real de luta pela sobrevivência, que inspira pela obstinação do autor em concluir sua missão mesmo quando tudo parece impossível. Esta aventura sem precedentes revela como o frio impiedoso faz aflorar a fragilidade humana enquanto castiga com o desgaste físico e mental. Ao superar a mera narração de uma expedição polar, as memórias Ejnar Mikkelsen transformam-se em um relato cru e realista sobre o real valor do companheirismo e da cumplicidade.
Ficha técnica
Livro: Contra o Gelo – Uma História de Sobrevivência no Ártico Autor: Ejnar Mikkelsen Editora: Almedina Brasil, selo Edições 70 ISBN: 9786554270359 Páginas: 260 Formato: 16x23x1,3 Preço: R$ 79,00 Onde encontrar: Almedina Brasil | Amazon
Sobre a editora
Fundada em 1955, em Coimbra, a Almedina orgulha-se de publicar obras que contribuem para o pensamento crítico e a reflexão. Líder em edições jurídicas em Portugal, a editora publica títulos de Filosofia, Administração, Economia, Ciências Sociais e Humanas, Educação e Literatura. Em seu compromisso com a difusão do conhecimento, ela expande suas fronteiras além-mar e hoje traz ao público brasileiro livros sobre temas atuais, em sintonia com as necessidades de uma sociedade em constante mutação.
No dia 6 de abril, a partir das 18h, a Galeria Casa + Tachotte&CO inaugura a mostra “Menire Be Kayapó Djapej – A Mulher Kayapó e o Seu Trabalho”, realizada por artistas mulheres kayapós associadas e representadas pelo Instituto Kabu em parceria com a Rede Multiétnica e Aldeia Multiétnica. A exposição reúne pinturas, fotografias e painéis temáticos que abordam as atividades produtivas realizadas pelas mulheres que vivem nas aldeias da etnia kayapós no Pará. A mostra fica em cartaz até o dia 30 de maio. A visitação é de terça a sábado, das 14h às 22h, e domingo, das 12h às 20h, a entrada é gratuita e livre para todos os públicos. A Galeria Casa fica no Casapark, Piso Superior, dentro da Livraria da Travessa. No Instagram @galeria_casa.
A mostra que na Galeria Casa + Tachotte&CO apresenta um recorte da produção artística das mulheres kayapós que vivem e trabalham nas aldeias da etnia no Pará. Essa produção reflete a cultura e as tradições relacionadas em grande parte à vida social e econômica das comunidades kayapós. Na exposição, o público encontrará obras de artistas que vivem nas aldeias Baú, Pukatoti, Kawatum, Kubenkokre, Krimej, Menkragnotire, Pukany e Jabui.
“Quando começamos a falar sobre nós mesmas, costumamos dizer: “menire tyx”, “menire djàpex kume:xi”, “menire mejkumrej”, que traduzido para o português significa mulheres kayapó fortes, trabalhadoras e belas.” Informam as artistas em um texto coletivo que perpassa a expografia na Galeria Casa + Tachotte&CO. “Nós, mulheres kayapó, nos auto-identificamos como “menire”. Esse é o nome usado em nossa língua materna para nos diferenciar das outras mulheres, uma vez que as mulheres não indígenas são chamadas de “kubenira”, informam as artistas
Foto Divulgação
Estruturada por painéis temáticos, a mostra apresenta os projetos de pintura, miçanga, cumaru, castanha-do-brasil, babaçu, farinha de mandioca e todo o repertório da produção artesanal e cultural das mulheres kayapó. “Nossa força está na nossa cultura, pois somos guerreiras, e as principais responsáveis pela manutenção e fortalecimento dos conhecimentos que são repassados aos nossos filhos e netos, todos os dias”, dizem as artistas.
A mostra das artistas mulheres kayapós acontece em um momento em que a terra, a cultura e as tradições dos povos originários brasileiros são foco de atenção e preocupação. A exposição criada no âmbito das atividades de alternativas econômicas dos projetos desenvolvidos pelo Instituto Kabu reúne um rico acervo fotográfico, sobre as principais atividades produtivas das mulheres kayapó e tem por objetivo aproximar a sociedade do universo sociocultural e econômico das mulheres que vivem nas aldeias no Pará.
A pintura corporal
Presente em fotografias e em telas, a mostra traz para o público pinturas corporais, tradicionais. Ôk, na língua kayapó, significa pintura. Todas as mulheres da aldeia sabem pintar, pois aprendem ainda na infância. Elas fazem a pintura para o rosto, para o corpo inteiro, peito, braços e pernas. “Nossas pinturas corporais são diferentes, dependendo da pessoa que é pintada. Existe pintura para mulheres, para os homens, para os velhos, para mulher solteira e para o primeiro filho”, explicam as artistas. As pinturas lembram os bichos, as plantas e tudo aquilo que faz parte do meio-ambiente da região. “Os motivos para fazer a pintura são bastante variados, sendo mais utilizados para festas de iniciação e de nominação, festa das mulheres e rituais diversos como funerais, preparação para guerra, pesca, incursões na floresta ou só para nos embelezar mesmo”, completam as artistas kayapós.
Sobre o Instituto Kabu
O Instituto Kabu é uma associação comunitária criada e dirigida pelos kayapó do Subgrupo Mekrãgnoti. A associação foi criada em março de 2008, na cidade de Novo Progresso, no estado do Pará, com a finalidade de defender direitos, acessar políticas públicas e assegurar a integridade territorial das Terras Indígenas Baú e Menkragnoti. Além da missão de lutar na defesa dos direitos dos Mekrãgnoti e na proteção do seu território tradicional, vem desenvolvendo diversas atividades de apoio à produção, contribuindo para o fortalecimento de atividades produtivas.
Sobre a Aldeia Multiétnica
A Aldeia Multiétnica é um território na Chapada dos Veadeiros dedicado ao fortalecimento das culturas e lutas políticas dos povos indígenas e quilombolas, com princípios de preservação, promoção e acesso ao patrimônio material e imaterial brasileiros. Está localizada em uma área de preservação ambiental do Cerrado a 20 km de Alto Paraíso de Goiás, no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.
@aldeiamultietnica
Sobre a Rede Multiétnica
Rede de comercialização e apoio ao escoamento da produção artesanal, alimentar, artística e extrativista de povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais. Surge do desdobramento da Aldeia Multiétnica e é mais bem definida como um projeto de fortalecimento da economia da sociobiodiversidade, pois valoriza e fortalece a cultura associada à produção, protege ecossistemas ao fortalecer povos que manejam seus territórios, garante a justa remuneração e busca demandas regulares para projetos, associações e comunidades produtoras. @redemultietnica
Foto Divulgação
Serviço:
Menire Be Kayapó Djapej – A Mulher Kayapó e o Seu Trabalho
Mostra coletiva das mulheres artistas das aldeias Kaiapós Baú, Pukatoti, Kawatum, Kubenkokre, Krimej, Menkragnotire, Pukany e Jabui
Pinturas e objetos
Abertura | 6 de abril
A partir das 18h
Onde | Galeria Casa + Tachotte&CO.
Casapark, Piso Superior, acesso pela Livraria da Travessa
Visitação | até 30/05/2023
De terça a sábado, das 14h às 22h
Domingo e feriados, das 12h às 20h
Entrada | Gratuita
Classificação Indicativa | Livre para todos os públicos
Instagram | @galeria_casa
Endereço | SGCV Lote 22, Brasília – DF
Contatos | +55 (61) 3403-5300
@casapark
Agradecimentos | Instituto Kabu | Rede Multiétnica
El Camino – Cinema de Viagem da América do Sul, de 18 de abril a 07 de maio, no Cine CCBB Brasília, reúne filmes de nove países sul-americanos que têm os deslocamentos geográficos no centro da narrativa
Curadoria Carla VerdeCuradoria Leonardo
EL CAMINO – CINEMA DE VIAGEM DA AMÉRICA DO SUL acontece de 18 de abril a 7 de maio, no Cinema do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. A mostra inédita oferece um apanhado histórico de filmes de viagem, realizados desde 1960, em nove países sul-americanos.
Os chamados road movies celebram jornadas geográficas e pessoais. Neles, há um convite para vivenciar percursos, encontrar-se com o outro e consigo mesmo, manter-se em movimento. Mas os “filmes de viagem” realizados na região sul do continente americano são bem mais do que os registros de percursos: refletem paisagens sociais, mostram semelhanças e diferenças, falam de identidades nacionais, territórios, (des)caminhos.
Com curadoria e coordenação de Carla Italiano e Leonardo Amaral, a mostra vai exibir 19 filmes, sendo 15 longas-metragens e quatro curtas, realizados no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru, Bolívia, Chile, Colômbia e Venezuela. Ao todo, serão 18 dias de programação, com 24 sessões e 16 programas.
Além das exibições, a mostra inclui a participação da curadora Carla Italiano – discorrendo sobre o conceito da programação –, uma oficina presencial ministrada pelo pesquisador Ewerton Belico (com inscrições prévias) e um debate presencial com a professora Mariana Souto. Haverá ainda sessão com legendagem descritiva. O evento contará também com um catálogo contendo textos inéditos de autores/as nacionais, revelando a fortuna crítica original sobre o tema.
EL CAMINO – CINEMA DE VIAGEM DA AMÉRICA DO SUL é uma produção da Anacoluto Produções Miúdas e, de Brasília, segue para o CCBB Rio de Janeiro (31 de maio a 19 de junho) e para o CCBB São Paulo (12 de julho a 07 de agosto). Produção Executiva de Marisa Merlo.
A MOSTRA
“EL CAMINO – CINEMA DE VIAGEM DA AMÉRICA DO SUL” reúne filmes nos quais os deslocamentos geográficos estão no centro das histórias, em trajetórias que conectam as transformações das personagens às mudanças na paisagem social. A mostra se guia por um conjunto de questões: que países são esses que estão na tela? De que maneira esses filmes constroem imaginários que reafirmam, ou questionam, símbolos nacionais anteriores? E como apresentam novas formas de filiação entre indivíduos, coletivos e territórios? Cada obra responde a essas questões à sua maneira e o interesse desse conjunto de títulos está em captar tais ressonâncias.
A curadoria foi pensada a partir de cinco linhas que permitem criar agrupamentos de filmes. Ideias de povo e nação filmicamente reúne obras realizadas a partir da década de 1960 e que lidam com as contradições da ideia de nação: Vidas secas, Iracema – uma transa amazônica (Brasil), Los inundados (Argentina), Agarrando pueblo (Colômbia), A dupla Jornada (Brasil). O segundo inventário – Indivíduos em relação a representações de coletivo – traz o drama em suas diversas raízes étnicas e políticas, como em Noites paraguayas (Brasil/Paraguai), La nación clandestina (Bolívia), La tierraprometida (Chile) e Carlos: Cine-retrato de un caminante en Montevideo (Uruguai).
A terceira linha aposta no cinema fantástico para reconfigurar não só as cartografias de territórios como a própria noção de identidade. Em Fantástico e jornadas psicológicas estão agrupados filmes como Brasil Ano 2000, Sueños de hielo (Chile), El viaje (Argentina) e Hijas del fuego (Argentina). Um quarto grupo pensa trajetórias transnacionais de povos originários. Recriações de territórios indígenas perdidos reúne filmes como Serras da desordem, Tava (Brasil), Zama (Argentina). Por fim, o quinto grupo apresenta Processos coloniais da diáspora africana, agrupando curtas de teor auto-representativo que fazem viagens rumo ao continente africano: é o caso de Noirblue e (Outros) fundamentos (Brasil).
Segundo a curadoria, é importante entender o cinema de viagem como devedor da tradição da literatura de viagem, europeia de origem e bastante consolidada, compartilhando com ela uma narrativa sem final definitivo, de estrutura episódica e temporalidade variável, às vezes cronológica e às vezes suspendendo a própria noção de tempo. “Tanto na literatura quanto no cinema, essa narrativa tem o potencial de ser uma ferramenta potente de crítica social”, afirmam Carla Italiano e Leonardo Amaral. E acrescentam: “Da forma que se concretiza nos cinemas sul-americanos pós 1960, esse gênero também evidencia certa crise do que ali é próprio à era moderna e aos ideais específicos de progresso, seja pelos avanços desse modelo de desenvolvimento, seja pelos inúmeros problemas que desencadeia, da pobreza e dos esquecidos na contabilização do todo enquanto estado-nação unificado”.
PROGRAMAÇÃO
Vidas SecasVidas Secas
Terça 18/04
19h – [Abertura] Vidas Secas (115’, Nelson Pereira dos Santos, 1963, Brasil) | 10 anos
Com apresentação da curadoria por Carla Italiano
Outros Fundamentos Noir Blue
Quarta 19/04
19h30 – A dupla jornada (53’, Helena Solberg, 1975, Arg/Bol/Mex//Ven)
19h30 – A dupla jornada (53’, Helena Solberg, 1975, Arg/Bol/Mex//Ven)
Agarrando Pueblo – os vampiros da miséria (29′, Luis Ospina, Carlos Mayolo, 1978, Colômbia) | 14 anos
Brasil Ano 2000
Quarta 26/04
19h – Brasil Ano 2000 (115′, Walter Lima Jr., 1969, Brasil) | 14 anos
Tava a Casa de Pedra
Quinta 27/04
19h30 – Tava, a casa de pedra (78’, Ariel Duarte Ortega, Patrícia Ferreira, Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho, 2012, Brasil) | 10 anos
Pachamama
Sexta 28/04
19h30 – Pachamama (94′, Erik Rocha, 2008, Brasil/Bolívia/Peru) | 10 anos
La Terra Prometida
Sábado 29/04
10h – Oficina com Ewerton Belico – Território, caminhada e fronteira: migrações e memória no cinema sul-americano contemporâneo (inscrições prévias, com projeção de filmes) | Livre
17h – La Tierra Prometida (120′, Miguel Littin, 1973, Chile) | 12 anos
Domingo 30/04
17h30 – Los Inundados (87′, Fernando Birri, 1961, Argentina) | 10 anos
Ewerton Belico é diretor, roteirista, professor e curador. Um dos programadores do forumdoc.bh – festival do filme documentário e etnográfico de Belo Horizonte -, foi programador do FestCurtas BH – Festival Internacional de Curtas-Metragem de Belo Horizonte – e do Fronteira – Festival Internacional de cinema documentário e experimental. Atuou como co-diretor e co-roteirista do longa-metragem Baixo Centro, e dos curtas-metragem Vira a Volta que faz o nó e Memória Sitiada da Noite. É responsável pelo desenvolvimento dos roteiros de obras seriadas A luta que não pode parar e Hip-hop, velho amigo na estrada. Seus filmes foram exibidos em mostras e festivais como Hamburgo, Neighboring Scenes, Filmadrid, Mostra de Tiradentes, Ecrã, dentre outros.
MARIANA SOUTO
Professora da UnB, realizou dois pós-doutorados (bolsas FAPESP e Capes) na ECA-USP, sob supervisão de Ismail Xavier. Doutora em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, com prêmio de Melhor Tese na área de Comunicação e informação (2017), é Mestre pela UFMG, onde atuou como professora substituta. Também lecionou na PUC-MG e da UNA. Foi curadora do Janela Internacional de cinema de Recife, do Festival Internacional de curtas de BH, da mostra Corpo e cinema (Caixa cultural) e do Cineclube Comum. Diretora de arte de Quintal (André Novais, exibido em Cannes e premiado em diversos festivais) entre vários outros filmes. Integrou os grupos de pesquisa História e Audiovisual (coordenado por Eduardo Morettin) e Poéticas da Experiência (coordenado por César Guimarães e André Brasil). Autora do livro “Infiltrados e invasores – uma perspectiva comparada sobre relações de classe no cinema brasileiro” (2019).
FICHA TÉCNICA
Curadoria e coordenação: Carla Italiano e Leonardo Amaral
Produção Executiva: Marisa Merlo
Empresa produtora: Anacoluto Produções Miúdas
SOBRE O CCBB BRASÍLIA
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília foi inaugurado em 12 outubro de 2000, após uma grande reforma de adaptação do Edifício Tancredo Neves, com o objetivo de reunir em um só lugar todas as formas de demonstração de arte e criatividade possíveis, para levá-las ao público da capital.
O edifício Presidente Tancredo Neves faz parte de um conjunto de obras arquitetônicas assinadas por Oscar Niemeyer. Com o seu imenso projeto paisagístico, idealizado por Alda Rabello Cunha, o prédio conta com amplos espaços de convivência, café, restaurante, galerias, sala de cinema, teatro, salas multiuso, jardins e uma praça central para eventos abertos, onde são realizados shows, espetáculos e performances.
SERVIÇO
Local: Cinema do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Espacial Sul – Brasília – DF
Um dia antes da data que marca o golpe militar no Brasil, o Cine Brasília promove sessão especial com debate de um documentário que nos remete a esse momento sombrio de nossa história e procura fazer uma reflexão sobre o período da Ditadura Militar, sob a perspectiva de como ela foi e permanece nos dias de hoje, construída na memória das pessoas. Memória Sufocada, dirigido por Gabriel Di Giacomo, será exibido na quinta-feira, dia 30, à 20h35. Após a sessão, o público poderá debater o tema com o diretor e convidados. O filme permanecerá em cartaz até o dia 05 de abril com sessões diárias.
Destaca-se que o diretor Gabriel Di Giacomo conseguiu o fato inédito de ser a primeira pessoa, junto com sua equipe, a filmar dentro do DOI-CODI de São Paulo. Memória Sufocada procura olhar a história da Ditadura Militar e a tortura no Brasil a partir da perspectiva do presente. Buscas na internet mostram narrativas distintas do passado, mas que iluminam os dias de hoje.
Uma das principais premissas do filme é a de que a informação e a desinformação estão ao alcance de todos. Muitos fatos são construídos nas redes sociais e a realidade é cada vez menos nítida. O filme indaga qual é a verdade histórica e como os fatos podem ganhar novas narrativas com o passar dos anos.
Cine Brasília promove dia 30 de março, com a presença do diretor Gabriel Di Giacomo, sessão com debate do documentário “Memória Sufocada”, que reflete sobre o período da ditadura militar no Brasil.
Estreia a produção francesa “A Garota Radiante”, que marca a estréia na direção da grande atriz Sandrine Kiberlain
Um dia antes da data que marca o golpe militar no Brasil, o Cine Brasília promove sessão especial com debate de um documentário que nos remete a esse momento sombrio de nossa história e procura fazer uma reflexão sobre o período da Ditadura Militar, sob a perspectiva de como ela foi e permanece nos dias de hoje, construída na memória das pessoas. Memória Sufocada, dirigido por Gabriel Di Giacomo, será exibido na quinta-feira, dia 30, à 20h35. Após a sessão, o público poderá debater o tema com o diretor e convidados. O filme permanecerá em cartaz até o dia 05 de abril com sessões diárias.
Destaca-se que o diretor Gabriel Di Giacomo conseguiu o fato inédito de ser a primeira pessoa, junto com sua equipe, a filmar dentro do DOI-CODI de São Paulo. Memória Sufocada procura olhar a história da Ditadura Militar e a tortura no Brasil a partir da perspectiva do presente. Buscas na internet mostram narrativas distintas do passado, mas que iluminam os dias de hoje.
Uma das principais premissas do filme é a de que a informação e a desinformação estão ao alcance de todos. Muitos fatos são construídos nas redes sociais e a realidade é cada vez menos nítida. O filme indaga qual é a verdade histórica e como os fatos podem ganhar novas narrativas com o passar dos anos. Na década de 1960, setores da elite brasileira, com o apoio da mídia, plantaram diversas fake news sobre a situação do país para conseguir levar os militares ao poder. O discurso oficial pregava a urgência em evitar o avanço comunista no Brasil, “proteger a pátria e a família” e acabar com o caos social. O longa conta com um rico material, que foi encontrado hospedado na internet, tornando-se uma regra para a estruturação do filme. Só conteúdos que estavam disponíveis para qualquer internauta estão na edição de Memória Sufocada. A partir disso, descortina os horrores da Ditadura que, muitas vezes, são descritos de forma ideológica e interessada.
A outra novidade da semana, A Garota Radiante, é um filme que trata com notável delicadeza e sutileza de uma realidade atroz. Estreia na direção da grande atriz francesa Sandrine Kiberlain, o filme fez uma exibição de sucesso na Semana da Crítica do Festival de Cannes de 2021. A personagem do título é a jovem judia Irène, magnificamente interpretada por Rebecca Marder. A jovem de 19 anos desperta para o mundo numa circunstância dramática, no verão de 1942, quando a França está ocupada por nazistas. Ela está descobrindo o amor e o prazer de viver e sonha em ser atriz. Kiberlain, em entrevistas, disse que começou o roteiro imaginando a vida das personagens. Queria capturar um momento histórico de uma forma muito pessoal. Há muitos aspectos do filme baseados na vida de sua família judia, especialmente na de seus avós. No processo, muito da sua vida particular e familiar, acabou se tornando uma referência.
Seguem em cartaz, O Rio do Desejo, Raquel 1.1, Belas Promessas, Um Assunto de Mulheres, Fique Comigo e O Grande Mauricinho. O primeiro, O Rio do Desejo é baseado no conto O Adeus do Comandante, de Milton Hatoum e tece uma trama onde a personagem de Dalberto, comandante de um barco, transporta um passageiro misterioso vivido pelo extraordinário ator peruano Coco Chiarella, que faleceu de covid, aos 77 anos, logo após as filmagens, em 2021. O enredo do filme segue uma longa e arriscada viagem pelo rio Negro até Iquitos, no Peru, com o propósito de amealhar recursos extras para realizar o sonho da mulher, Anaíra, com quem acabara de se casar. No elenco, estão também Sophie Charlotte e Daniel Oliveira.
Raquel 1.1 é um interessante filme de suspense/terror que discute religiosidade, cultos evangélicos sob a ótica do radicalismo de nossos tempos. O filme transita pelo cinema de gênero de forma altamente eficaz. O contexto é uma pequena cidade do interior. A diretora Mariana Bastos nos dá uma ótima contextualização da história no momento mesmo em que a protagonista e sua família chegam numa pequena cidade e encontram um grupo de religiosas adolescentes fanáticas.
Belas Promessas, de Thomas Kruithof, Assunto de Mulheres, do mestre Claude Chabrol, e Fique Comigo, de Samuel Benchetrit, fazem parte da homenagem que o Cine Brasília presta a atriz Isabelle Huppert, que neste mês de março completou 70 anos. Os dois últimos integram da mostra Isabelle Huppert – 70 Anos em 7 Filmes. De épocas e temáticas distintas, os três filmes demonstram o incrível talento e versatilidade da atriz.
Dando continuidade ao projeto do Cine Brasília de exibir semanalmente curtas-metragens antes de um longa, o público poderá assistir ao filme Moacyr Barbosa, uma produção do Rio de Janeiro, dirigido por Emílio Domingos.
Por fim, O Grande Mauricinho permanece como a grande atração da nossa sessão infantil da semana.
Programação
Quinta-feira (30/03/2023)
10h – O Grande Mauricinho
14h30 – Belas Promessas
16h30 – Moacyr Barbosa (Curta) + O Rio do Desejo
18h35 – A Garota Radiante
20h35 – Memória Sufocada (sessão com debate)
Sexta-feira (31/03/2023
10h – O Grande Mauricinho
14h30 – Belas Promessas
16h30 – Moacyr Barbosa (Curta) + Raquel 1.1
18h30 – A Garota Radiante
20h30 – Memória Sufocada
Sábado (01/04/2023)
10h – O Grande Mauricinho
14h30 – Um Assunto de Mulheres
16h30 – Moacir Barbosa (Curta) + O Rio do Desejo
18h35 – A Garota Radiante
20h35 – Memória Sufocada
Domingo (02/04/2023)
10h – O Grande Mauricinho
14h30 – Raquel 1.1
16h30 – Moacyr Barbosa (Curta) + Fique Comigo
18h30 – A Garota Radiante
20h30 – Memória Sufocada
Segunda-feira (03/04/2023)
14h30 – Belas Promessas
16h30 – Moacyir Barbosa (Curta) + O Rio do Desejo
18h35 – A Garota Radiante
20h35 – Memória Sufocada
Terça-feira (04/04/2023)
10h – O Grande Mauricinho
14h30 – Belas Promessas
16h30 – Moacyr Barbosa (Curta) + Raquel 1.1
18h30 – A Garota Radiante
20h30 – Memória Sufocada
Quarta-feira (05/04/2023)
10h – O Grande Mauricinho
14h30 – Belas Promessas
16h30 – Moacyr Barbosa (Curta) + O Rio do Desejo
18h35 – A Garota Radiante
20h35 – Memória Sufocada
Estreias
A Garota Radiante
(Drama/França/2023/98min)
De Sandrine Kiberlain
Com: Rebecca Marder, André Marcon, Anthony Bajon, Françoise Widhoff, India Hair
Sinopse: Em Paris, 1942, a jovem Irène (Rebecca Marder) está no auge de sua juventude enquanto sonha em ser atriz e busca novas oportunidades. Aos 19 anos, ela tem várias amizades e acabou de conquistar um novo amor de tirar o fôlego.
A vida de Irène é o clássico retrato da juventude parisiense dos anos dourados, mas ela não sabe que seus sonhos podem estar com os dias contados.
Classificação Indicativa: 14 anos
Memória Sufocada
(Com sessão especial com convidados dia 30/03)
(Doc/Brasil/2021/76min)
De Gabriel Di Giacomo
Sinopse: Coronel Ustra é o único militar condenado como torturador durante a Ditadura. O ex-presidente Jair Bolsonaro o exalta como um herói. Mas qual é a verdade? Através de buscas pela internet, o passado do Brasil vai sendo reconstruído e esbarra no presente. Ao declarar o seu voto no processo de golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, o então deputado federal Jair Bolsonaro homenageou a memória do Coronel, morto em 2015 (aos 83 anos). Para alguns, ele é considerado um torturador, para outros, um herói. O elogio planejado e sádico realizado pelo ex-presidente é sintomático. O documentário se debruça sobre o passado de Carlos Brilhante Ustra, fazendo uma ligação onde o passado do Brasil tropeça no presente.
Classificação indicativa: 14 anos
Em Cartaz
Belas Promessas
(Drama/França/2023/98min)
De Thomas Kruithof
Com: Isabelle Huppert, Reda Kateb, Naidra Ayadi, Soufiane Guerrab
Sinopse: Em Belas Promessas, o ano é 1993 e Clémence (Isabelle Huppert) é prefeita de uma cidade. Com esse cargo ela é corajosa e determinada, sempre se envolvendo com os mais desfavorecidos para salvar a cidade da miséria e do desemprego. Porém, ela trava com Yazid (Reda Kateb), seu chefe de gabinete, uma batalha feroz para salvar o bairro de Bernardins, cidade minada pela insalubridade e pelos “comerciantes adormecidos”. Esta será sua última luta, antes de passar para a próxima eleição. Mas quando Clémence é abordada para se tornar ministra, sua ambição põe em questão todos os seus planos. Clémence pode abandonar sua cidade, seus entes queridos e renunciar as suas promessas?
Classificação indicativa: 14 anos
Um Assunto de Mulheres
(Drama/França/1988/108min)
De Claude Chabrol
Com: Isabelle Huppert, François Cluzet, Marie Trintignant
Sinopse: Sob a ocupação, Marie, modesta mãe de dois filhos e cujo marido está na prisão, vive apertada. Um dia, ajuda sua vizinha Lucie a interromper uma gravidez indesejada por solidariedade. Devido às dificuldades que passa, isso se torna rapidamente o verdadeiro trabalho de Marie. Ela passa a cobrar para fazer abortos, o que gera consequências graves.
Sinopse – Numa periferia da França, em um prédio com o elevador quebrado, três pessoas que vivem sozinhas têm sua rotina alterada: um homem, que devido a uma “overdose” de bicicleta ergométrica, acaba numa cadeira de rodas e conhece uma misteriosa enfermeira do plantão noturno; um adolescente, cujos pais estão sempre ausentes, se envolve com a nova vizinha, uma atriz de cinema com idade para ser sua mãe; e uma imigrante argelina, que aguarda a saída de seu único filho da prisão, acolhe um astronauta americano que cai do espaço e bate à sua porta.
Classificação indicativa: 12 anos
O Rio do Desejo
(Drama/Romance/Brasil/2023/107min
De Sérgio Machado
Com: Daniel de Oliveira, Sophie Charlotte, Gabriel Leone
Sinopse: O Rio do Desejo é um filme brasileiro, baseado no conto “O Adeus do Comandante”, do amazonense Milton Hatoum, a narrativa acompanha Dalberto (Daniel de Oliveira), um comandante de barco que transporta um passageiro em uma longa e arriscada viagem pelo Rio Negro. Durante esse período de ausência, sua parceira Anaíra (Sophie Charlotte) acaba se aproximando dos irmãos de Dalberto, Armando (Gabriel Leone) e Dalmo (Rômulo Braga).
Classificação indicativa: 16 anos
Raquel 1.1
(Drama/Suspense/Brasil/2023/90min)
De Mariana Bastos
Com: Valentina Herszage, Emilio de Mello, Eduarda Samara, Ravel Andrade
Sinopse: Raquel é uma adolescente religiosa que retorna à pacata cidade onde nasceu em busca de uma vida nova junto ao seu pai. Em seus primeiros dias, ela passa por uma experiência misteriosa durante a qual acredita ter recebido um importante e controvérsia missão relacionada à Bíblia. Ao lado de suas novas amigas, um grupo de garotas evangélicas da igreja local, Raquel mergulha na sua espiritualidade e revive traumas profundos do passado. Com o apoio de alguns e condenação de outros, Raquel tenta se balancear em um inquietante espiral de fé, razão e loucura.
Classificação indicativa: 12 anos
O Grande Mauricinho
(Animação/Alemanha/Reino Unido/2022/93min)
De Florian Westermann e Toby Genkel
Sinopse: Mauricinho (Marcelo Adnet) é um gato falante que viaja de cidade em cidade vendendo seu negócio de exterminação de ratos. Mas ele é, também, um malandro, vendendo suas habilidades felinas para enganar as pessoas que o contratam. Ele não faz isso tudo sozinho. Junto com seu parceiro Kinho, um flautista mágico, eles convocam uma horda de ratos e os levam para fora da cidade. Assim que o “trabalho” é feito e o dinheiro da recompensa está em suas patas, ele divide com Kinho e…os ratos. Os ratos, também, não são qualquer espécie de roedores, já que eles falam, se vestem e vivem em uma comunidade paradisíaca com o dinheiro que faturam com Mauricinho e Kinho. Tudo vai bem até que eles decidem golpear a cidade de Bad Blintz, onde conhecem uma garota obcecada por livros, Marina, que os leva em uma aventura para resolver um grande mistério da cidade.
Classificação indicativa: a partir de 6 anos
Curta-metragem
Moacyr Barbosa
(Doc/Brasil/2021/6min)
De Emílio Domingos
Sinopse: Moacyr Barbosa foi um dos maiores goleiros do Brasil. Ele mostra e conta a sua história. Barbosa começou sua carreira no Atlético Ypiranga, de São Paulo. Em 1945 transferiu-se para o Vasco da Gama, onde ficou até 1962, tendo conquistado 6 campeonatos cariocas, o torneio Rio-São Paulo de 1958 e vários outros títulos. Teve ainda breves passagens pelos clubes cariocas Bonsucesso e Campo Grande, e pelo Santa Cruz de Recife. Pela seleção brasileira, conquistou a Copa Roca de 1945, as Copas Rio Branco de 1947 e 1950 e a Copa América de 1949. Fez parte da grande seleção que foi vice-campeão mundial em 1950, e chegou a ser injustamente acusado pela derrota na final, diante do Uruguai, no Maracanã lotado.
Premiado grupo de Brasília, que investiga diferentes possibilidades de composição da cena teatral, propõe nova leitura de um dos autores de maior originalidade e profundidade do teatro mundial.
Projeto leva textos eruditos ao público das regiões administrativas do DF, privilegiando o uso da voz em detrimento de outros recursos teatrais.
“Nunca foi Beckett” é o compartilhamento de resultados de uma residência artística do coletivo com o renomado diretor Marcio Abreu, vencedor do Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia 2023.
Apresentações acontecem nos dias 8 e 9 de abril em Samambaia, e 22 e 23 de abril em Ceilândia, regiões administrativas do Distrito Federal.
Foto Divulgação
Para a comemoração dos seus 20 anos de atividade, o Teatro do Concreto, premiado coletivo de Brasília, propõe um encontro inusitado com a prosa erudita de Samuel Beckett (1906-1989). O grupo, que investiga novas possibilidades de composição da cena teatral, apresenta trechos dos primeiros romances e peças de um dos autores de maior profundidade do teatro mundial. Para o ousado projeto, que privilegia a voz em detrimento da visualidade, o grupo convidou o diretor Marcio Abreu, integrante da Companhia Brasileira (PR) – vencedor este ano do Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia. Com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, “Nunca foi Beckett” prevê oito apresentações gratuitas em espaços públicos de Ceilândia e Samambaia, aos sábados e domingos, em abril. A programação inclui também um debate na UNB, no dia 4 de abril.
As apresentações, definidas pelo coletivo como atos de leitura dos textos de Beckett, ocorrem no Complexo Cultural Samambaia, nos dias 8 e 9 de abril; e, no Teatro SESC Newton Rossi de Ceilândia, nos dias 22 e 23 de abril. O projeto inclui também ações de acessibilidade: uma apresentação traduzida para libras e uma visita tátil de um grupo de deficientes visuais em cada cidade. As atrizes Gleide Firmino e Micheli Santini protagonizam as apresentações.
Criado em 2003, o Teatro do Concreto já estreou nove espetáculos, recebendo diversos prêmios por seu trabalho de investigação da cena no espaço urbano, pela relação com as práticas da performance e pela busca por diferentes modos de engajar o espectador. Os atos de leitura são o resultado de um processo de pesquisa e residência artística com o aclamado diretor Márcio Abreu. “A ideia era buscar um teatro que passasse mais pela palavra do que pelos outros recursos de cena”, explica Glauber Coradesqui, integrante da equipe. Para o desafio, o grupo escolheu Beckett, um dos pais do “teatro do absurdo”, especificamente alguns de seus textos menos conhecidos. “Agora vamos levar essa experiência ao público de duas regiões administrativas do DF. Queremos articular a obra de um autor erudito, impenetrável, com o dia a dia das pessoas”, diz ele.
Segundo Glauber, as apresentações de “Nunca foi Beckett” são mais para ouvir do que para ver. “As atrizes foram instigadas a investigar a radicalidade da palavra como elemento de composição da cena”, diz ele. “Foi um universo de descobertas. Passamos a pensar novas formas de criar e enxergar o fazer de atriz desde um outro ponto de vista”, explica Gleide Firmino. “O teatro ao longo do século XX favoreceu muito a imagem, vivemos um século de um teatro multi-imagético. Essa é uma tentativa de não ceder aos efeitos da encenação. Tentamos desconstruir tudo o que desse a ideia de algo muito encenado, muito montado”, diz ele. “Há ainda o aspecto político da obra de Beckett. A relação com o fracasso, com a tristeza, com a inação, o deserto existencial que a obra dele apresenta faz parte do interesse do grupo”, conclui Glauber.
Para o diretor Márcio Abreu, “o projeto é antes de tudo uma investigação sobre como cada pessoa pode ler o mundo. A ideia não é a de criação de uma peça de teatro ou de um espetáculo, mas sim de realizar um processo contínuo daquilo que nomeamos de “atos de leitura”. Queremos formar um arquivo com um conjunto diverso de performances nas quais a ação de ler textos, paisagens, objetos, acontecimentos e memórias ao longo do tempo vão compondo um arquivo sensível e plural que pode ser compartilhado com o público de diversas formas e em diversos espaços, físicos e virtuais”.
TEATRO DO CONCRETO – Fundado em 2003, é um grupo de Brasília que reúne artistas interessados em dialogar com a cidade e seus significados simbólico e real por meio da criação cênica. Assume, desde sua origem, a diversidade e a pesquisa como princípios de gestão e composição artística, mobilizando criadores de diversas regiões do Distrito Federal e aprofundando a interação com diferentes artistas e áreas do conhecimento. Suas criações se orientam pela perspectiva do processo colaborativo e se caracterizam, principalmente, pela elaboração de uma dramaturgia própria, pela radicalização no uso de depoimentos pessoais, pela investigação da cena no espaço urbano, pela relação com as práticas da performance e pela busca por diferentes modos de engajar o espectador.
Ao longo de sua trajetória, o grupo estreou nove espetáculos e intervenções cênicas, publicou três obras de referência no campo da pesquisa teatral e realizou diversos projetos de interação com a comunidade os quais extrapolam a dimensão dos palcos, consolidando-se como referência para o teatro de grupo na região Centro-Oeste. Ganhou projeção nacional com a circulação dos espetáculos “Diário do Maldito” (2006) – que recebeu o Prêmio SESC do Teatro Candango nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Cenografia – e “Entrepartidas” (2010) – que recebeu o Prêmio SESC do Teatro Candango nas categorias de Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Ator e Melhor Dramaturgia, e integrou a curadoria do SESC Palco Giratório 2018. Em seu repertório atual estão “Festa de Inauguração” (2019) e “Se eu falo é porque você está aí” (2020).
MARCIO ABREU – Dramaturgo, encenador e ator. Criou e integra a Companhia Brasileira de Teatro. Realiza ações de intercâmbio com artistas do Brasil e da França. Entre seus trabalhos recentes estão Vida (2010), pelo qual recebeu os prêmios Troféu Gralha Azul de melhor texto e direção; Oxigênio (2010), de Ivan Viripaev; Isso te interessa? (2011), de Noëlle Renaude, que lhe rendeu, em 2012, os prêmios APCA e Bravo! de melhor espetáculo do ano, e Questão de Crítica de melhor direção; Esta Criança (2012), do francês Joël Pommerat, pelo qual recebeu o prêmio Shell de melhor direção; Nômades (2014); e Krum (2015), de Hanoch Levin, que lhe rendeu os prêmios Shell 2015, Cesgranrio 2015 e Questão de Crítica 2015 de melhor direção. Em 2012, escreveu uma versão de Os três porquinhos para a Comedie Française e foi coautor de A história do rock por Raphaelle Bouchard, com a Compagnie Jakart, com a qual também colaborou em Nus, ferozes e antropófagos. Foi nomeado pela Folha de S.Paulo como personalidade de teatro do ano, em 2012.
FICHA TÉCNICA
Atos de leitura de trechos das obras O Inominável, Textos para nada #13, Fim de Partida, Catástrofe e Respiração, de Samuel Beckett. Atrizes residentes: Gleide Firmino e Micheli Santini Diretor residente: Márcio Abreu Pesquisador associado: Glauber Coradesqui Criação sonora: Felipe Storino Direção técnica: Rodrigo Fischer Pesquisa de movimento: Kênia Dias Programação visual: Gabriel Menezes / Molde Fotografia: Thiago Sabino Vídeo: Joy Assessoria de imprensa: Júnia Azevedo – Escrita Comunicação Assistente de produção: Deni Moreira Produção executiva: Júnior Cecon Patrocínio: Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal
SERVIÇO
Debate na Universidade de Brasília Dia: 4 de abril, terça-feira Horário: 17h Local: Departamento de Artes Cênicas Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro Classificação etária: 16 anos
Apresentações em Samambaia Dias: 8 e 9 de abril, sábado e domingo Horários: 17h e 19h Local: Complexo Cultural Samambaia End.: Quadra 301 Conjunto 05 Lote 01 – Samambaia – DF (próximo à agência dos Correios e à Agência do Trabalhador) Entrada franca Classificação etária: 16 anos
Apresentações em Ceilândia Dias: 22 e 23 de abril, sábado e domingo Horários: 17h e 19h Local: Teatro Sesc Newton Rossi End.: QNN 27 Área Especial Lote B, Ceilândia Norte, Brasília – DF Entrada franca Classificação etária: 16 anos
O evento, que acontece no marco do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, reunirá nomes importantes para discutir ações no combate do racismo
Foto Divulgação
O Instituto Internacional sobre Raça, Igualdade e Direitos Humanos (Raça e Igualdade), em parceria com a ONG Criola, Geledés – Instituto da Mulher Negra, Selo Juristas Negras, Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas, Renafro Saúde e Ilê Omolu e Oxum, Instituto Iepé e Hutukara Associação Yanomami realiza no dia 22 de março de 2023, o evento “Mecanismos sobre Raça no Sistema Universal de Direitos Humanos: Estratégias e Próximos Passos no Brasil“.
O evento contará com a participação de Epsy Campbell, Presidenta do Fórum Permanente de Afrodescendentes da ONU, além de Ministras de Estado, Embaixadores e representantes de organizações da sociedade civil brasileira “Quero conhecer ainda mais a situação da população negra no Brasil, especialmente das mulheres negras”, explica Epsy Campbell, Presidente do Fórum Permanente de Afrodescendentes da ONU.
O encontro será realizado no marco do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial e do Dia Nacional das Tradições Africanas e Nações do Candomblé, uma data importante para a luta contra o racismo e a promoção da igualdade racial e tem como objetivo debater as estratégias e os próximos passos para o fortalecimento dos mecanismos sobre raça no Sistema Universal de Direitos Humanos, entre as recomendações feitas pelo Comitê Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (CERD), e pela Revisão Periódica Universal (RPU).
Um dos pontos que será discutido durante as mesas é a garantia de proteção dos direitos humanos das pessoas negras e indígenas para combater o racismo em todas as suas formas. “Será uma ótima oportunidade para conversar com organizações da sociedade civil e divulgar a importância desta aliança para levarmos suas demandas ao Fórum Permanente dos Afrodescendentes que se reunirá pela 2ª vez em maio deste ano, em Nova Iorque”, destaca Campbell
Mesas de Debates Entre os participantes da mesa: O Papel do Estado Brasileiro no Processo de Implementação de Recomendações Internacionais estão: Carlos Quesada, Diretor Executivo de Raça e Igualdade; Anielle Franco, Ministra da Igualdade Racial; Sônia Guajajara, Ministra dos Povos Indígenas; o Embaixador do Brasil junto ao Quênia, Silvio Albuquerque; Fabrício Prado, Primeiro Secretário do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e Rodnei Jericó da Silva, Coordenador do Programa Brasil de Raça e Igualdade.
A mesa: Participação da Sociedade Civil Perante os Mecanismos Internacionais contará com a participação de: Lúcia Xavier, Coordenadora Geral ONG Criola; Gilmara Cunha, Diretora Executiva do Grupo Conexão G; Nilza Iraci, Coordenadora de Incidência Política do Geledés; Mãe Nilce de Iansã, Coordenadora Nacional da RENAFRO e Iyá Egbe do Ilê Omolu e Oxum; Lívia Sant’Anna Vaz, Coordenadora do Selo Juristas Negras; Maurício Ye Kuana, Diretor da Hatukara Associação Yanomami; e Leilane Reis, Oficial de Raça e Gênero no Brasil de Raça e Igualdade como moderadora.
“É uma honra poder trazer Epsy Campbell para uma escuta atenta da sociedade civil em diálogo direto com o Poder Executivo. Os direitos da população negra e indígena sofreram um grande retrocesso nos últimos anos e com a criação do Fórum Permanente dos Afrodescendentes, os mecanismos internacionais estão mais atentos às violações dos direitos dessas populações no Brasil”, afirma Rodnei Jericó da Silva, Coordenador de Raça e Igualdade no Brasil.
O evento será realizado de forma híbrida (presencial e on-line), no dia 22 de março, das 14h30 às 18h, no Hotel Cullinan HPlus, em Brasília e contará ainda com tradução simultânea em português e espanhol e será transmitido por Facebook Live @raceandequality. Os interessados em participar do evento devem se inscrever gratuitamente pelo link do Zoom https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_Z1Ia3MWYSp-3Tu9QuhtnAw#/registration
Serviço: “Mecanismos sobre Raça no Sistema Universal de Direitos Humanos: Estratégias e Próximos Passos no Brasil“ Data: 22 de março de 2023 Horário: das 14h às 18h Local: Hotel Cullinan Hplus Premium – Brasília
O curta Nada se Perde, da produtora Rodô Audiovisual, será exibido em três sessões na praça Tuiuiú. A produção foi rodada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura
Foto Divulgação
Imagine um programa de governo que recicla e reutiliza almas de cidadãos – que já morreram – em construções e aprimoramentos da paisagem urbana. Essa premissa ousada é o tema de Nada se Perde, curta-metragem da produtora Rodô Audiovisual que será lançado no dia 14 de abril, a partir das 18h, na Praça Tuiuiú, em Águas Claras, região onde o filme foi rodado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec).
O evento de lançamento terá três exibições do filme – às 19h30, 20h30 e 21h30. Nos intervalos, o público poderá interagir ao som de um DJ da cidade e consumir nos food trucks e estabelecimentos que operam próximos da praça.
Curta do gênero falso documentário, Nada se Perde apresenta o Programa de Reaproveitamento Humano, uma solução inovadora que transforma as almas de cidadãos falecidos do DF em materiais úteis para construir uma cidade melhor, como asfalto, lixeiras, muros e tinta branca. Este relatório audiovisual mostra os resultados de sua implementação no bairro de Águas Claras.
O filme se aproveita do absurdo para tratar de temas filosóficos relativos ao trabalho humano, ocupação espacial e a essência do ser, tudo isso parodiando os formatos mais antigos de vídeos institucionais e até mesmo os saudosos cinejornais.
Sobre a Rodô Audiovisual
Dez anos após o evento multimídia Babilônia Norte, que ressignificou o espaço da entrequadra comercial da 205/206 na Asa Norte e estabeleceu seu novo nome no vocabulário brasiliense, a produtora Rodô Audiovisual aposta novamente na proposta de criar um ambiente imersivo para o lançamento de seu novo curta-metragem, Nada se Perde.
Empresa com mais de 10 anos de atuação no mercado, a Rodô Audiovisual tem em seu portfólio longas, médias e curtas-metragens, como os filmes O Menino Leão e a Menina Coruja, Era de Gigantes (disponível no catálogo da Amazon Prime), entre outros, com passagens em importantes festivais nacionais, como o Festival do Rio, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e KINOFORUM – Festival Internacional de Curtas de São Paulo.
Em publicidade, destaca-se na criação de campanhas para clientes como Terraço Shopping e a premiada #achojusto para o restaurante Cantucci Osteria; institucionais para clientes como a Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Animal e REVELO UP; videoclipes de artistas independentes e webséries, entre elas Jogando RPG, que acumula mais de 9 milhões de visualizações no YouTube.
Serviço
Nada se Perde (12′ / ficção / 2023)
Data de lançamento: 14/4
Hora: Evento entre 18h – 22h, com três sessões: 19h30, 20h30, 21h30
Local: Praça Tuiuiú, em Águas Claras – entre as ruas Buriti e 16 Norte Direção: Renan Montenegro
Produtora: Rodô Audiovisual
Sinopse: O Programa de Reaproveitamento Humano é uma solução inovadora, que transforma as almas de cidadãos falecidos do DF em materiais úteis para construir uma cidade melhor, como asfalto, lixeiras, muros e tinta branca. Este relatório audiovisual mostra os resultados de sua implementação no bairro de Águas Claras.
Elisa Zarzur e Mitcho Mezzomo foram convidados pela marca para serem os anfitriões da celebração
@AruanVIola
A nova coleção da Ferragamo, a SS23, acaba de chegar às lojas em conjunto com a apresentação da sua nova identidade. Para celebrar, a influenciadora Elisa Zarzur, ao lado de Mitcho Mezzomo receberam convidados e clientes. Agora, o novo diretor criativo da marca, Maximilian Davis, trará a inspiração no Novo Amanhecer, sugerindo uma nova concepção da antiga Hollywood e tendo um ambiente vermelho como ponto de partida.
@AruanVIola
Acompanhada do influenciador Mitcho, Elisa recebe convidados para prestigiarem o evento exclusivo da marca. Os dois também apresentam um talk falando sobre moda e tendências, em específico sobre a Ferragamo e sua nova coleção.
@AruanVIola
As peças presentes no evento tiveram a sua primeira aparição na semana de moda de Milão, em setembro de 2022, sendo a primeira coleção do designer Maximilian Davis e a sua estreia na marca. Um estilo muito presente nas peças da coleção é a transparência e as suas cores predominantes são o vermelho e o laranja, contendo alguns tons de verde e azul.
@AruanVIola
Serviço:
@ferragamo
Shopping Iguatemi São Paulo – Piso Superior | Tel.: (11) 3815-5057
Shopping JK Iguatemi – Piso Térreo | Tel.: (11) 3152-6066
Shopping Village Mall – Piso L1 | Tel.: (21) 3252-2523
Será realizado nos dias 06 e 07 de maio no TEATRO CAESB ÁGUAS CLARAS o 1º FESTIVAL DE TEATRO INFANTIL com os dois espetáculos de maiores sucesso no ano de 2023.
Às 16:00 horas – A FAMILIA MADRIGAL com ENCANTO “O Poder está Dentro de Você” Uma NOVA versão com caráter educativo onde se destaca que O PODER ESTÁ DENTRO DE VOCÊ) fazendo com que as pessoas repensem seus modos de viver e a necessidade de ajudar o próximo e que a união faz a força.
Um musical que vai fazer todas as crianças cantarem e dançarem em um espetáculo lúdico, divertido e educativo. As 18:00 horas – WANDINHA – “O Mundo Não é Preto no Branco” O grande sucesso do seriado e das telinhas chega agora chega em forma de peça teatral, ressaltando uma das personagens mais marcantes WANDINHA ADDAMS, num espetáculo Educativo e Pedagógico que coloca em xeque as relações entre os adolescentes e seus pais.
SERVIÇO: 1° FESTIVAL DE TEATRO INFANTIL TEATRO CAESB ÁGUAS CLARAS Estacionamento Pró
Em 7 de abril, uma das maiores encenações da Paixão de Cristo do Distrito Federal reunirá mais de 80 atores em espetáculo a céu aberto, com expectativa de público de 10 mil pessoas
Há 31 anos, um grupo de fiéis da Comunidade Católica, da então Agrovila de São Sebastião (a emancipação à Região Administrativa data de 1993), decidiu narrar em forma de jogral a Via Crucis de Jesus Cristo, saindo da comunidade São Geraldo em direção à Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Já em 2004, os fiéis desta Paróquia se uniram aos da Santo Afonso e, através do Caminhando com Jesus na Via Sacra, evolui-se para o formato de encenação teatral. Ganhava força, a partir daí, o que se tornou um dos eventos culturais e religiosos mais tradicionais do Distrito Federal. Realizado no Morro Bela Vista, em frente ao Parque de Exposição Agropecuário, desde 2008, a Encenação da Paixão de Cristo ao Vivo reunirá, em 7 de abril, mais de 80 atores em uma apresentação emocionante aberta ao público. Para o evento financiado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e pela comunidade de São Sebastião, são esperadas cerca de 10 mil pessoas.
“Foi um crescimento gradual, envolvendo cada vez mais gente e movimentando a cidade a partir da geração de empregos com a criação dos cenários, confecção de figurinos e uma série de outros serviços necessários para realizar o evento. Sem falar na parte sentimental, da fé das pessoas e do espírito de fraternidade, sempre muito aflorados nessa época. São muitos ensaios, com a maioria dos atores e figurantes moradores de São Sebastião. Então, acaba que se torna um congraçamento entre os fiéis, atores, cidadãos, enfim, a comunidade. A história é a mesma há 2023 anos, mas, revivê-la e ajudar a contá-la, traz sempre muito emoção e, principalmente, renovação”, afirma Gildivan Rodrigues, diretor cênico da Encenação da Paixão de Cristo ao Vivo, de São Sebastião, e presidente do Instituto Chinelo de Couro, mantenedor do evento desde 2012.
Maria e Jesus, interpretados por Thamires Martins e Vitor Caetano
O espetáculo a céu aberto traz a comovente história da morte de Jesus Cristo em cenário especial. Construída pelas mãos de talentosos artesãos e artistas, a cenografia está instalada em meio a vegetação. Na parte da iluminação, a encenação, que começa às 18 horas, recebe um show de cores proporcionado pelo pôr-do-sol do Cerrado. “Esse espetáculo da natureza, combinado com a história contada, não há dinheiro que pague. É uma daquelas imagens que você guarda no coração”, conta Viviane Xavier, coordenara da Via Sacra de São Sebastião.
A carga dramática é intensa e permeia toda a apresentação. Nos ensaios, não se trabalha apenas a atuação. O controle emocional e a concentração são fundamentais para não ser levado pela comoção do público que reage a todo o momento, acompanhando o flagelo do Cristo. “São quatro meses de preparação física, psicológica e, principalmente, espiritual. Antes do espetáculo eu fico nervoso. Mas no final, podendo ver tantas pessoas emocionadas e receber o carinho daquela multidão, o sentimento é de realização e gratidão pela oportunidade”, compartilha o ator Vitor Caetano, o intérprete de Jesus Cristo, na produção.
No calendário oficial do Distrito Federal desde 2008, o evento ressalta a cultura como direito à cidadania e instrumento de integração social. Ao se promover e valorizar as manifestações culturais, laços comunitários e vínculos familiares e sociais são fortalecidos. A tradição é importante na vida do aposentado Manoel Augusto, pioneiro da Via Sacra: “Eu me lembro da 1ª edição. Quanta coisa se passou de lá para cá. Era somente uma caminhada. Hoje, aos 77 anos, vejo o surgimento de novos talentos, meus familiares envolvidos neste espetáculo de evangelização através do teatro. É muita felicidade. Agradeço a Deus”.
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A “Encenação da Paixão de Cristo de São Sebastião” não se limita aos ensaios e à apresentação. A geração de emprego é fator importante na região administrativa com um dos menores Índices de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, ao mesmo tempo em que se destaca como um celeiro em potencial de artistas. Ao todo, 150 pessoas, entre atores, artesãos, carpinteiros, costureiras, eletricistas, maquiadores, fotógrafos, cinegrafistas e tantos outros colaboradores de áreas diversas, atuam, diretamente, na produção. É o caso, por exemplo, da cozinheira e Eliene Souza, que aproveita para reforçar o orçamento com venda de lanches para os atores e equipe técnica. Cozinheira oficial do evento, ela faz o tradicional almoço de Sexta-Feira Santa. “Mas o que mais me emociona é preparar os pratos da encenação da Santa Ceia, e que não têm nada de cenográficos. É tudo de verdade e feito com o maior amor do mundo”, assegura dona Eliene.
Há, ainda, a realização de oficinas oferecidas à comunidade. Com o apoio de um profissional de Serviço Social, as dinâmicas trabalham a linguagem teatral, criatividade, estímulo à leitura e outras aprendizagens. Como consequência, além de conhecimento e descoberta de talentos promissores, ganha-se em integração, mobilização, noção de cidadania e ética social. A cada ano, as oficinas relacionadas à Via Sacra recebem cerca de 40 jovens que são preparados para atuar na Encenação.
Enredo
A encenação é fiel à Bíblia, com reprodução dos versículos nas falas dos personagens. Com duração de, aproximadamente, três horas, o espetáculo é dividido em atos.
Começa a partir do Sinédrio, tribunal onde Jesus é julgado pelos doutores da lei. Em seguida, Judas se encontra com Zeráh, para discutir sobre a prisão de Jesus e o sinal que daria para que ele fosse identificado. Logo após o último encontro com os apóstolos na Santa Ceia, quando Jesus Cristo institui a Eucaristia como o maior alimento da alma, todos seguem para o Monte das Oliveiras, onde passam a noite em oração. Quando os discípulos dormem, Jesus, angustiado e sabedor da grande provação que se aproximava, reza: “Pai, afasta de mim este cálice”. No entanto, sua confiança e obediência ao Pai são maiores: “…, mas que prevaleça a tua vontade, e não a minha”. Judas Iscariotes, indica quem é Jesus com um beijo em sua face, denuncia-o à guarda romana, que o leva preso.
A partir daí, dá-se a Via Crucis, passando por 15 estações:
Jesus é condenado à morte por Pôncio Pilatos; Jesus carrega a sua cruz; Ele cai pela primeira vez; encontro com Maria, sua mãe; Simão ajuda-o a carregar a sua cruz; Verônica enxuga o rosto de Jesus; Jesus cai pela segunda vez; Jesus consola as mulheres de Jerusalém; Jesus cai pela terceira vez; Jesus é despojado de suas vestes; Jesus é pregado na cruz; Jesus morre na cruz; Jesus é descido da cruz; Jesus é sepultado e ressuscita.
Sobre o Instituto Cultural Chinelo de Couro
Constituído e fundado em São Sebastião em 2002, o Instituto Cultural Chinelo de Couro é uma entidade sociocultural beneficente, sem fins lucrativos. Seu objetivo é incentivar ações culturais, sociais, esportivas e folclóricas, podendo realizar trabalhos em conjunto com outros grupos, entidades e empresas. Além da realização da Encenação da Paixão de Cristo ao Vivo, no local, é mantenedor da quadrilha Junina Chinelo de Couro e da Sociedade Esportiva Cavalo de Aço, através das quais desenvolve programas diversos. O Instituto atende a jovens e adultos, em situação de risco social ou não, buscando trabalhar a cidadania e o resgate da autoestima.
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Serviço:
Encenação da Paixão de Cristo ao Vivo
Local: Morro da Bela Vista, em frente ao Parque de Exposição Agropecuário- São Sebastião
O encontro acontece no Auditório Azul da Faculdade de Administração, Contabilidade, Economia e Gestão Pública (Face)
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O Observatório de Políticas Públicas do DF (ObservaDF), vinculado à Universidade de Brasília (UnB), em celebração ao primeiro ano, realiza o encontro “Desafios e Perspectivas para o Distrito Federal”. O evento acontece nesta sexta-feira, dia 31 de março, às 10h, no Auditório Azul da Faculdade de Administração, Contabilidade, Economia e Gestão Pública (Face), campus Darcy Ribeiro. Além disso, é aberto ao público e não é preciso fazer a inscrição antecipadamente.
Entre os convidados, estão a senadora Leila Barros, a professora e reitora da UnB Márcia Abrahão, o professor André Borges, Bruno Cruz (IPEA), e Márcia Alencar (Senado). Haverá ainda a presença dos pesquisadores à frente do projeto ObservaDF, que são os professores: Lúcio Rennó, Ana Maria Nogales e Andrea Cabello:
Sobre o ObservaDF
Vinculado ao Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília e ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, o ObservaDF investiga e analisa dados sobre 6 eixos principais de políticas públicas em áreas prioritárias, como saúde, educação, desenvolvimento econômico, segurança pública, meio-ambiente, assistência social, mobilidade urbana; política orçamentária; gastos públicos; qualidade do serviço público na percepção da população; mapeamento dos principais problemas das localidades do DF; além do mapeamento das potencialidades econômicas do DF.
Serviço
Data: 31 de março
Hora: 10h
Local Faculdade de Administração, Contabilidade, Economia e Gestão pública (Face), campus Darcy Ribeiro.
No dia 30 de março, a partir das 19h, o Museu Nacional da República em Brasília recebe a exposição “PEDRO | Retrospectiva Pedro Ivo Verçosa”, com obras em pintura, desenho, fotografia, gravura e colagem que dão uma dimensão da vasta, múltipla, prolífica e colaborativa produção do artista visual de Brasília que nos deixou aos 34 anos de idade. Com curadoria de Ralph Gehre, a mostra ocupa a Galeria Principal do Museu e reúne mais 400 obras do artista em tamanhos, suportes e temáticas variadas.
Em exibição até o dia 4 de junho, ao longo do período da mostra serão realizadas gratuitamente visitas mediadas e oficinas de arte. No dia 3 de junho, será lançado o catálogo da exposição, com imagens e textos de curadores e depoimentos de colegas artistas, e anunciado o nome da pessoa que receberá a Bolsa de Pesquisa Pedro Ivo Verçosa. A mostra PEDRO | Retrospectiva Pedro Ivo Verçosa é realizada com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).
Para o curador da mostra, “Pedro deixou como legado de uma vida febril, de uma dedicação muito intensa, uma produção inspirada e comprometida. Isso certamente serve de exemplo muito claro para as novas gerações, e fala sobre a capacidade de construção de um corpo de trabalho”.
Ônibus 2009 – foto Divulgação
Formada por mais de 400 obras, a exposição traz um apanhado do trabalho do artista desde o início de sua carreira. São conjuntos de obras encadeadas em ordem cronológica, que permitem ver uma aceleração de seu processo, de uma identidade própria da pintura, de uma expressividade, de métodos e formas muito pessoais”, afirma Ralph Gehre. As obras, continua o curador, “têm como eixo em comum a figuração, que atravessa toda a exposição”.
A figura, lembra o curador, é a questão central da produção do artista. De forma muito didática, a exposição inclui três pinturas inacabadas que explicitam o processo de produção da pintura do artista. Pedro trabalhou muito o mundo ao seu redor e os espaços que ocupou. As centenas de retratos que ele fez se referem diretamente a amigos e artistas que o acompanharam, gravitando nos espaços que ele gerou ao longo da vida. “O que se apresenta é uma produção profícua que envolve muitas pessoas, em Brasília, Londres e São Paulo, cidades onde Pedro viveu”, diz Ralph Gehre. “Pedro tinha essa característica de acolher e ouvir as pessoas e isso se espelha nesta mostra”, completa o curador.
Distribuída em 12 estações, a exposição foi pensada como retrospectiva. Além dos painéis expositivos do Museu, foram levantadas novas paredes, constituindo um núcleo central da mostra. A partir dele, a exposição se desenvolve apresentando a trajetória do artista. Além das obras, a mostra contém vídeos com depoimentos e trabalhos realizados em parceria com seus amigos e colegas de profissão, formando um amplo painel da produção do artista, mas também espelhando a cena local, incluindo trabalhos realizados em colaboração com mais de 30 outros artistas.
Programação
Ao longo do período da mostra, acontecerá uma extensa programação de atividades gratuitas com artistas que se relacionaram com Pedro ao longo de sua carreira. Entre as atividades, estão programadas as oficinas de colagem, com Julio Lapagesse, de pintura, com Rodrigo Almeida Cruz, e de serigrafia, com Neno. As informações sobre como participar dos eventos serão divulgadas pelo Instagram @museunacionaldarepublica e @tuia.arteproducao.
Pedro Ivo Verçosa
Formado em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, Pedro Ivo Verçosa (1986-2020) foi um dos mais importantes artistas da sua geração – seja na pintura, no desenho, experimentações com fotografia, colagem, intervenções urbanas ou gravura. Pedro era retratista, e sua principal pesquisa foi a sobre a percepção do tempo e seu registro, expressa principalmente em seus trabalhos de pintura e fotografia. A trajetória de Pedro Ivo Verçosa foi marcada pela sua atuação agregadora, como fundador de espaços independentes de criação artística em Brasília (como o Espaço LAJE) e São Paulo (como a Casa10barra12 e o Espaço BREU). Pedro Ivo também atuou como editor de publicações independentes e participou na gestão de projetos de exposições coletivas, atividades formativas no campo das artes e ateliês compartilhados.
Incômodo de uma cômodo 2015 – foto Divulgação
Sobre o curador
Ralph Gehre é artista plástico e curador. Nasceu no Mato Grosso do Sul em 1952, vive e trabalha em Brasília desde 1962, onde realizou sua primeira exposição como artista plástico em 1980, na Galeria A da FCDF. Cursou Arquitetura e Urbanismo e Desenho e Plástica na UnB no período entre 1972 e 1980. Foi indicado ao Prêmio PIPA 2020. Como artista plástico trabalha essencialmente a pintura, além de desenho, fotografia e colagens.
Pesquisa as relações entre corpo da pintura e composição da imagem, o processo de leitura e as relações entre imagem e palavra, em busca de uma natureza da pintura. Suas obras estão em diversas instituições públicas e em coleções privadas. Como curador, realizou diversas curadorias de exposições e projetos de expografia como, por exemplo, a exposição Laranja C.I. 15985, de Gustavo Silvamaral, Ciclo Curare, galeria deCurators, em 2018, Brasília-DF; mostra coletiva COMBOS, Hill House Brasília-DF, 2015; da Comissão de Seleção Nacional do Edital Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 11ª edição, 2014, RJ; coletiva Aldemir Martins e o acervo da CAIXA: um nome no centro da coleção, CAIXA Cultural Brasília, junho, Galeria Acervo CAIXA, Brasília-DF e Fortaleza-CE, 2013. Foi curador assistente para a mostra coletiva Aos ventos que virão: Artes visuais em Brasília 1960-2010, curadoria geral Fernando Cochiaralli, agosto, ECCO, Brasília-DF.
Sobre a Tuîa Arte Produção
Tuîa Arte Produção é uma empresa que conduz seus projetos pensando a arte e a cultura como lugar de existência simbólica e concreta para os afetos, os dissensos e o pertencimento. Tuîa Arte Produção é dirigida por Bruna Neiva e desenvolve projetos em produção cultural voltados para as artes, o pensamento crítico e a arte-educação, tais como exposições de arte contemporânea, ciclos de palestras e oficinas e programas educativos para museus.
Vendo a Grama Crescer 2016 – foto Divulgação
Sobre o Museu Nacional da República
O Museu Nacional da República, localizado em Brasília, foi inaugurado no ano de 2006 e é administrado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. O Museu realiza exposições temporárias de artes visuais e cultura visual de relevância nacional no campo das artes e da cultura visual. Pautado pela liberdade de expressão, o Museu visa ainda, abrigar propostas de experimentação curatorial e produções artísticas contemporâneas diversificadas, com vistas no seu fomento, pesquisa, difusão e facilitação de seu acesso.