André Araújo é um dos intérpretes que protagoniza FIM Foto: Diego Bresani/Divulgação
Após sucesso no CCBB Brasília, dança-teatro segue provocando reflexões sobre o esgotamento do planeta
Depois de atrair grande público e repercussão positiva no CCBB Brasília, o espetáculo FIM inicia uma nova circulação pelo Distrito Federal. A montagem de dança-teatro, dirigida por Juana Rondon, chega agora ao IFB Gama nos dias 26, às 10h30, e 27 de novembro, às 15h30 e 19h30. Todas as sessões são abertas ao público, com entrada franca e seguidas de um bate-papo com a equipe.E depois segue para o Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte (3 e 4 de dezembro), em sessões fechadas para os estudantes. No palco, mantém a proposta de instigar o público a refletir sobre o colapso do planeta, do corpo e das relações humanas.
Inspirado no livro Ideias para Adiar o Fim do Mundo, de Ailton Krenak, FIM combina dança, teatro físico e dramaturgia do movimento para abordar a repetição exaustiva do cotidiano, o acúmulo de lixo, a ansiedade que oprime e o isolamento que distancia. A cada sessão, o espetáculo se transforma: o desfecho muda, criando finais alternativos que expandem a experiência e convidam o público a revisitar suas próprias percepções sobre começo, meio e fim.
“Ao falar sobre fim ou diversos fins de ciclos que temos na vida, não existe uma conclusão ou ponto final. O espetáculo apresenta recortes do mundo, de situações cotidianas. Dessa forma, temos quatro cenas que compõem o trabalho. E após propor uma reflexão sobre a trajetória de cada intérprete, construímos três solos que apresentam seu contexto, sua visão de mundo. Assim, cada apresentação tem um final diferente que leva o público a novos questionamentos”, afirma Juana Rondon.
Além das apresentações, O IFB será palco também de duas oficinas gratuitas. Na quarta-feira (26/11), a partir das 13h30, a oficina Jazz Dance e House Dance – as intersecções culturais e sociais será ministrada por Bárbara Campos e Romulo Santos. Já na quinta-feira (04/12), partir das 17h, é a vez da oficina Introdução à Cultura Ballroom, conduzida por Overall Princess CielOnijá. Ela apresentará fundamentos dessa expressão performática e política. A inscrição para ambas pode ser feira por meio do formulário.
NÚCLEO DE PESQUISA DA CENA – KOH: ARTE, CORPO E TEMPO
O espetáculo FIM é fruto de uma pesquisa desenvolvida pelo Núcleo de Pesquisa da Cena – KOH, fundado em 2017. O grupo atua na intersecção entre dança, teatro e tecnologia, explorando as relações entre corpo, sociedade e temporalidade. Ao longo dos anos, o KOH consolidou-se como um espaço de criação e investigação artística voltado a provocar experiências sensoriais e reflexivas sobre o mundo contemporâneo.
Em FIM, a pesquisa estética e filosófica do núcleo se manifesta em cada gesto: o figurino combina elementos naturais e resíduos têxteis em um exercício de upcycling, e a trilha sonora reúne artistas de diferentes linguagens, para mostrar ambientes e recortes diversos do mundo. Com destaque para a parceria com a artista indígena Raíssa Matos, que engrandeceu nossa primeira cena com seu som.
FICHA TÉCNICA
Idealização: Bárbara Campos e Juana Rondon
Direção e Dramaturgia: Juana Rondon
Elenco: André Araújo, Bárbara Campos, Laura Rondon, Mylena Edna, Romulo Santos
Coordenação de Produção: Kalebe Lizan
Assistente de Produção: Ciellen Selene
Figurino: Letícia Peregrino
Cenografia: Juana Rondon
Iluminação: Tauana Barros
Operador de Som: Vinícius Rocha
Trilha sonora: Raíssa Matos (Cena 1), Quizzik (Cena 2), Vinícius Rocha (Cena 3) e Paulo Lessa (Cena 4 – solo Bárbara Campos)
Fotografia: Diego Bressani
Design Gráfico: Carol Senna
Coordenação Administrativa: Daniel Rondon
Oficineiras: Bárbara Campos, Ciellen Selene, Juana Rondon e Romulo Santos
Programação gratuita acontece de 27 a 30 de novembro, no CCBB Brasília. A Mostra, promovida pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, propõe debates sobre meio ambiente e direitos humanos a partir, sobretudo, dos olhares de povos originários e comunidades tradicionais.
A 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos (MCDH) chega a Brasília entre os dias 27 e 30 de novembro, com programação gratuita no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Com o tema “Direitos humanos e emergência climática: rumo a um futuro sustentável”, o evento apresenta filmes e debates que abordam a crise ambiental, a justiça climática e os modos de vida sustentáveis de povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, grupos que resistem há séculos à exploração predatória do planeta. A programação, gratuita e aberta ao público, dialoga com o tema da COP 30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Belém, no Pará.
Realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), a mostra é uma das principais e mais longevas ações da pasta voltadas à educação e cultura em direitos humanos, reconhecendo o audiovisual como ferramenta de transformação social. A edição 2025 tem parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Curso de Cinema e Audiovisual, sob a coordenação geral de Samantha Capdeville, produtora audiovisual e professora do curso. Em Brasília, a realização da Mostra tem parceria com a Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília e o apoio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
A cineasta Sueli Maxakali, liderança do povo Tikmũ’ũn e referência no cinema indígena brasileiro, é a homenageada da 15ª edição. Seu longa mais recente, “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá” (2025), será exibido na sessão de abertura da Mostra em todas as capitais participantes. O documentário, codirigido com Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna e premiado em festivais como o Festival de Brasília, o CachoeiraDoc e a Mostra Ecofalante, retrata a busca da diretora por seu pai, separado da família durante a ditadura militar. Confira o teaser AQUI.
FILMES E TEMÁTICAS
Com curadoria de Beatriz Furtado, realizadora audiovisual e professora do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará (UFC), e de Janaina de Paula, jornalista, realizadora e pesquisadora em audiovisual, a programação em Brasília reúne produções que refletem a pluralidade cultural e ambiental do país. São obras dirigidas em sua maioria por cineastas indígenas, quilombolas, ribeirinhos e realizadores de diversas regiões do Brasil, que abordam temas como território, ancestralidade, memória, meio ambiente e resistência.
Além de “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá”, entre as produções estão “Ainda Há Moradores Aqui”, de Tiago Rodrigues, sobre o desastre urbano causado pela Braskem em Maceió; “Pau D’Arco”, de Ana Aranha, que acompanha a luta de trabalhadores rurais no Pará; “SUKANDE KASÁKÁ | Terra Doente”, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal, que denuncia os impactos dos agrotóxicos em terras indígenas no Mato Grosso; e “Faísca”, de Barbara Matias Kariri, sobre mulheres que se mobilizam para o retorno das onças a seu território.
Com quatro sessões principais, a Mostra propõe um olhar sobre diferentes dimensões da relação entre a humanidade e a natureza. A sessão infantilapresenta o longa “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa”, de Fernando Fraiha, além de curtas e médias-metragens que exploram o imaginário infantil e a diversidade regional brasileira. Asessão Terra/Nêgo Bispo ressalta o pensamento quilombola e a força dos territórios comunitários. A sessão Água/Antônia Melo faz referência à fundadora do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, em Altamira (PA), reunindo filmes atravessados pela questão hídrica. A sessão Floresta/Raoni homenageia o líder caiapó, internacionalmente reconhecido por sua luta em defesa dos povos indígenas e da Amazônia, tema central dos quatro filmes exibidos.
Todos os títulos contam com Libras e Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE), garantindo acessibilidade e inclusão. Após as sessões, haverá debates sobre os filmes que contarão com acessibilidade em Libras.
OFICINA
Como parte da programação, a Mostra Cinema e Direitos Humanos realizou, nas semanas que antecedem as exibições, uma oficina com o tema “Imagens do comum: cinema, educação e direitos humanos”. A atividade foi voltada para educadores, agentes culturais e comunicadores populares. Em Brasília, a oficina foi conduzida pelo realizador audiovisual e educador Pedro B. Garcia, na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), entre os dias 3 e 5 de novembro.
A oficina tinha como objetivo promover a sensibilização e reflexão crítica sobre a cultura dos direitos humanos por meio da linguagem cinematográfica. A atividade combinava exibição de filmes, exercícios de criação audiovisual e rodas de conversa sobre as imagens produzidas, debatendo como o respeito à dignidade humana também está relacionado às formas de representar diferentes sujeitos e territórios.
Ao longo de encontros que totalizaram nove horas/aula, os participantes foram convidados a se apropriar do cinema como instrumento de afirmação cultural e preservação de saberes e fazeres tradicionais, explorando a relação sensível entre imagem, memória e território. A ação integrou o eixo formativo da Mostra e visava estimular a replicação dessas práticas em espaços educativos e comunitários do Distrito Federal.
HISTÓRICO DA MOSTRA
A Mostra Cinema e Direitos Humanos é uma estratégia do Governo Federal para a consolidação da educação e da cultura em Direitos Humanos, entendendo o audiovisual nacional como forte aliado na construção de uma nova mentalidade coletiva para o exercício da solidariedade e do respeito às diferenças.
Criada em 2006, com a finalidade de celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a mostra amplia e diversifica os espaços de informações e debates sobre direitos humanos, por meio da linguagem cinematográfica, tornando-se instrumento valioso de diálogo e transformação para públicos com pouco ou nenhum conhecimento sobre direitos humanos.
PROGRAMAÇÃO
>> Dia 1 – 27/11, quinta-feira
– 18h – Sessão de abertura
Classificação indicativa: 12 anos
Coffee break
Solenidade
Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (2024, 90′) – MG/MS
Direção: Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna
>> Dia 2 – 28/11, sexta-feira
– 14h – Sessão infantil 1
Classificação indicativa: Livre
Amazônia sem Garimpo (2022, 6’34”) – RJ
Direção: Tiago Carvalho e Julia Bernstein
No início do Mundo (2025, 7’46”) – CE
Direção: Camilla Osório
Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa (2025, 90′) – SP
Direção: Fernando Fraiha
– 18h30 – Sessão Nego Bispo (Terra) + debate
Classificação indicativa: 12 anos
Eu sou Raiz (2022, 7′) – PE
Direção: Cíntia Lima e Lílian de Alcântara
Ainda Há Moradores Aqui (2025, 42’50”) – AL
Direção: Tiago Rodrigues
Pau D’Arco (2025, 89′) – PA
Direção: Ana Aranha
>> Dia 3 – 29/11, sábado
– 14h – Sessão infantil 2 + debate
Classificação indicativa: Livre
Ga vī: a voz do barro (2021, 10’40”) – PR
Direção: Ana Letícia Meira Schweig, Angélica Domingos, Cleber kronun de Almeida, Eduardo Santos Schaan, Geórgia de Macedo Garcia, Gilda Wankyly Kuita, Iracema Gãh Té Nascimento, Kassiane Schwingel, Marcus A. S. Wittmann, Nyg Kuita, Vini Albernaz
Òsányìn: O segredo das folhas (2021, 22′) – AL/BA/RJ
Direção: Pâmela Peregrino
Do Colo da Terra (2025, 75′) – MG/MS/AM
Direção: Renata Meirelles e David Vêluz
– 18h30 – Sessão Antônia Melo (Águas) + debate
Classificação indicativa: 10 anos
Kutala (2025, 5′) – MG
Direção: Fabio Martins e Quilombo Manzo
Rio de Mulheres (2009, 21′) – MG
Direção: Cristina Maure e Joana Oliveira
Cerrado, Coração das Águas: Conexão Caatinga (2025, 16’46”) – GO/TO/DF/MT
Direção: Fellipe Abreu e Luis Felipe Silva
As Lavadeiras do Rio Acaraú transformam a embarcação em nave de condução (2021, 12′) – CE
Direção: Kulumym-Açu
Volta Grande (2020, 27′) – PA
Direção: Fábio Nascimento
Rua do Pescador, Nº 6 (2025, 72′) – RS
Direção: Bárbara Paz
>> Dia 4 – 30/11, domingo
– 15h – Sessão Raoni (Floresta) + debate
Classificação indicativa: 14 anos
SUKANDE KASÁKÁ | Terra Doente (2025, 30′) – MT
Direção: Kamikia Kisedje, Fred Rahal
Faísca (2025, 12′) – CE
Direção: Barbara Matias Kariri
Grão (2020, 16′) – MG
Direção: Adriana Miranda
Curupira e a Máquina do Destino (2021, 25′) – AM
Direção: Janaína Wagner
– 19h – Sessão de encerramento
Classificação indicativa: 12 anos
Sede de Rio (2024, 72′) – BA
Direção: Marcelo Abreu Góis
SERVIÇO
15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos em Brasília
Quando: De 27 a 30 de novembro de 2025
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Brasília) – Asa Sul – Trecho 2 – Asa Sul, Brasília (DF)
Gratuito
Classificação indicativa: confira a programação
Realização: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Atividades formativas, feira, oficinas e, claro, muitos shows lotaram os espaços do festival nesta sexta-feira (21)
No segundo dia do Festival Consciência Negra 2025, cerca de 30 mil pessoas lotaram a área externa do Museu Nacional da Reública, consolidando o evento como um dos maiores encontros de cultura afro-brasileira da capital. Realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) em parceria com o Instituto Janelas da Arte e apoio da Sejus-DF, o festival manteve o ritmo intenso de atividades gratuitas, reunindo formações, apresentações musicais, cortejos e vivências para todas as idades.
Para o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, a força da cultura negra move o festival e transforma o Distrito Federal. “Cada oficina, cada apresentação, cada debate que acontece aqui reafirma um compromisso que é coletivo: construir um território onde a população negra seja respeitada, representada e celebrada todos os dias. O que vemos neste festival é a potência viva de um povo que faz da arte uma ferramenta de liberdade. É por isso que seguimos investindo, trabalhando e ampliando políticas públicas que garantam espaços de criação, memória e futuro para todas e todos”, enfatizou Abrantes.
Durante a tarde, o público circulou pelas oficinas, feira e espaços temáticos do festival, garantindo forte participação em todas as áreas. A oficina de Tambores de Papel, no Espaço Kids, movimentou famílias inteiras, criando um ambiente de experimentação sonora que divertiu e aproximou diferentes gerações.
Já na Tenda Muntu, o painel “Estética Negra – Para Além do Look” foi um dos pontos altos do dia. Especialistas e ativistas discutiram ancestralidade, corpo político e os desafios contemporâneos da representatividade negra. A fala de Ruth Venceremos encerrou o encontro de forma emocionante, convocando o público a uma ação coletiva para que os sonhos da população negra sigam vivos e possíveis — momento que arrancou aplausos longos e emocionados.
Antes do início da programação no Palco Brasilidades, o Cortejo do Grupo Cultural Obará tomou conta da área externa e se transformou em uma das cenas mais marcantes da noite. Com apresentação de capoeira, cânticos, muita percussão e um axé contagiante, o cortejo reuniu um grande público, incluindo dezenas de crianças visivelmente hipnotizadas pelo ritmo e pela energia do grupo. A força simbólica da passagem abriu o caminho para as apresentações musicais e reforçou a conexão entre tradição, comunidade e celebração.
No Palco Brasilidades, dedicado a destacar artistas negros do DF, a dupla Margaridasinaugurou as apresentações com um funk autêntico e cheio de personalidade, revelando a potência das novas gerações da cena local. Em seguida, com a queda da temperatura típica do cerrado, Martinha do Coco aqueceu o público com sua presença carismática e sua musicalidade tradicional. O rapper GOGencerrou a programação com a força de sua trajetória e ainda surpreendeu ao apresentar o jovem Miguel Ângelo, de apenas 10 anos, que demonstrou desenvoltura impressionante no rap e conquistou a plateia com naturalidade e segurança de palco.
Na Arena Lydia Garcia, Israel Paixão e Os Pacificadores animaram o início da noite, preparando o terreno para uma sequência de shows marcados pela energia e pela celebração da negritude. O cantor Uel trouxe carisma, humor e pagode contemporâneo, formando um elo direto com o público. Logo depois, a Timbalada transformou a arena em um verdadeiro carnaval baiano, com pinturas corporais, coreografias coletivas e a batida inconfundível dos tambores. Já entrada a madrugada, o clima esfriou, mas o público permaneceu firme para receber Mumuzinho, que entregou um show repleto de sucessos do samba carioca, encerrando a noite com leveza, emoção e muita música.
A feira criativa e a praça de alimentação mantiveram fluxo intenso durante todo o dia, reunindo empreendedores, artesãos e chefs que fortalecem a economia criativa e a gastronomia de matriz africana no DF.
Último dia do festival – Neste sábado (22), o evento encerra sua programação celebrando a diversidade cultural. A exposição “Retratos” abre das 10h às 22h. No Espaço Kids, haverá a contação “Os Griôs do Amanhã” e uma oficina de instrumentos de percussão. A área gastronômica segue a partir das 12h com o Sabores do Quilombo, e a Feira Afro Carius acontece das 14h às 22h. Na Tenda Muntu, o público acompanha a roda “Ofó Mulher – O poder da palavra feminina”, o painel “História da Consciência Negra e Desafios Contemporâneos” e o Desfile Amarrações, com o estilista Victor Soulivier. Na Arena Dona Lydia, apresentam-se Carol Nogueira, Dhi Ribeiro, Benzadeus, Carlinhos Brown e Psirico. No Palco Brasilidades, sobem Pratanes, Trem das Cores e Thiago Kallazans.Toda a programação detalhada está
Toda a programação detalhada está no @consciencianegradf
Programação movimentou todas as áreas do evento com shows, debates, oficinas, feira e atividades para toda a família
O primeiro dia do Festival da Consciência Negra do Distrito Federal reuniu cerca de 50 mil pessoas na área externa do Museu Nacional, confirmando a força do evento como um dos mais importantes encontros de celebração, formação e afirmação da identidade negra na capital.
Realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) em parceria com o Instituto Janelas da Arte, e com apoio da Sejus-DF, o evento abriu seus três dias de programação com apresentações musicais, cortejos culturais e performances que ocuparam dois palcos.
Para o titular da Secec-DF, Claudio Abrantes, o evento reafirma o papel do Estado na promoção da igualdade racial: “O Consciência Negra 2025 é mais do que um festival, é um movimento de valorização, memória e reconhecimento. Celebramos a potência da cultura afro-brasileira e fortalecemos, juntos, o compromisso de combater o racismo todos os dias”, afirmou Abrantes.
Logo nas primeiras horas, o público tomou conta dos diferentes espaços e mostrou que a programação diversa e gratuita atraiu pessoas de todas as idades. Um dos destaques foi a roda de capoeira do Mestre Cobra, que surpreendeu pela quantidade de participantes e espectadores, firmando-se como um dos momentos mais vibrantes da abertura.
As famílias também marcaram presença no Espaço Kids, que registrou grande adesão ao longo de todo o dia. A contação de histórias e a oficina brincante empolgaram a garotada, criando um ambiente de convivência e ludicidade que reforçou o caráter comunitário do festival. Já na exposição temática, o fluxo de visitantes foi constante, com público renovado a cada hora, demonstrando interesse e curiosidade pelo conteúdo expositivo.
Outra área que viveu grande procura foi o Espaço da Beleza, onde Paola Olívio e equipe ofereceram gratuitamente penteados afro, especialmente tranças, além de uma concorrida oficina de turbantes. Longas filas se formaram desde o início da tarde e permaneceram até o encerramento das atividades, mostrando a relevância da valorização estética e da representatividade negra.
Reflexão – Na Tenda Muntu, o painel Mulheres Negras e a Educação que Libertateve lotação total e tornou-se um dos momentos de maior densidade do dia. Com intensa participação de estudantes e professores da rede pública, o debate trouxe reflexões profundas sobre educação, equidade e vivências cotidianas. Conduzido por Mariana Regis, Profa. Gina Vieira Ponte e Flávia Santos, com mediação de Keilla Vila Flor, o encontro conectou a celebração cultural à urgência das pautas sociais.
Noite de grandes shows – A programação musical atraiu grande público e levou energia às duas arenas. No Palco Brasilidades, espaço dedicado a potencializar artistas negros do DF, a abertura foi marcada pelo ritual do Afoxé Ogum Pá, com a Yalorixá Mãe Dora de Oya realizando a lavagem simbólica e inaugurando o axé do evento. Na sequência, subiram ao palco Daniel Beira Rio, Cida Avelar, uma eletrizante apresentação de Ballroom – expressão artística que engloba performance, voguing, moda e beleza, além de constituir um espaço de acolhimento para Houses da comunidade LGBTQIA+ negra e latina – e Isa Marques, cuja atuação esquentou a plateia.
Na Arena Lydia Garcia, a noite começou com as artistas locais Laady Bi e Ju Moreno, preparando o público para as atrações nacionais. Às 22h30, Ludmilla tomou o palco e transformou o espaço em um grande coro coletivo. Entre seus sucessos cantados em uníssono, apresentou em primeira mão a inédita “Dopamina”, rapidamente aprendida pelo público. Encerrando a noite, Alexandre Pires revisitou hits da carreira e do tempo do Só Pra Contrariar, embalando o público até a madrugada.
Feira e gastronomia – A feira criativa e a praça de alimentação também mantiveram fluxo intenso durante todo o dia, reunindo empreendedores, artesãos e chefs que reforçam a economia criativa e a culinária de matriz africana no DF.
Hoje tem mais – programação desta sexta-feira (21) segue intensa e diversa, com atrações distribuídas ao longo de todo o dia. A exposição “Retratos” fica aberta das 12h às 22h, enquanto o Espaço Kids oferece oficinas de Tambores de Papel e Dança Afro, garantindo atividades para as crianças. A área gastronômica funciona a partir das 12h com o Sabores do Quilombo, e a Feira Afro Carius reúne artesanato e empreendedores na Kitanda, das 14h às 22h. Já na Tenda Muntu, o público acompanha a palestra “Descomplicando o Letramento Racial”, com Eric Marques, e o painel “Estética Negra – Para Além do Look”, reunindo especialistas para discutir identidade, corpo e política, seguido do cortejo do Grupo Cultural Obará.
Nos palcos, a Arena Dona Lydia recebe Israel Paixão, Os Pacificadores, Uel, além das apresentações aguardadas da Timbaladae de Mumuzinho. No Palco Brasilidades, dedicado a valorizar artistas negros locais, sobem ao palco Margaridas, Martinha do Côco e o rapper GOG, encerrando a noite com força e representatividade. O festival segue com programação gratuita até o sábado (22), com detalhes no perfil oficial @consciencianegradf.
Com direção de Elísio Lopes Jr, espetáculo baseado na obra homônima de Itamar Vieira Junior terá quatro apresentações entre os dias 21 e 23 de novembro, com ingressos a R$ 10 (inteira) e R$5 (meia)
Dirigido pelo cineasta e dramaturgo Elísio Lopes Jr, conhecido pelos roteiros de “Medida Provisória” e “Ó Paí, Ó 2”, produção foi indicado em 10 categorias no Prêmio Shell de Teatro
Com 22 artistas em cena, musical é protagonizado pelas atrizes Larissa Luz, Bárbara Sut e Lilian Valeska
Com mais de 60 mil espectadores e aclamado pelo público em sessões esgotadas nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, Torto Arado – O Musical é mais do que umespetáculo, é um ato de resistência e celebração da ancestralidade afro-brasileira. Apresentado pelo Ministério da Cultura e Nubank, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o espetáculo é uma realização da Maré Produções Culturais, Ministério da Cultura e Governo Federal – Do Lado do Povo Brasileiro . A adaptação da obra homônima de Itamar Vieira Junior chega ao Distrito Federal para um intenso fim de semana de apresentações no Sesc Ceilândia. Com ingressos a R$10 (inteira) e R$5 (meia), as sessões acontecem na sexta-feira, 21, às 19h; no sábado, 22, às 15h e às 19h; e no domingo, 23, às 18h. Os ingressos estão sendo vendidos nas bilheterias física e virtual do Sesc Ceilândia.
Publicado em 2019, Torto Arado rapidamente tornou-se um marco nacional na afirmação das vozes negras herdeiras de uma história de luta e silenciamento. Traduzida para 31 idiomas nos cinco continentes, a obra alcançou 1 milhão de exemplares vendidos e trouxe a Vieira Junior os prêmios Jabuti, Oceanos e LeYa. Num processo iniciado em 2021, uma força-tarefa conduzida pelos dramaturgos Aldri Anunciação e Fábio Espírito Santos, e o diretor-geral Elísio Lopes Júnio. adaptou o livro para o teatro, resultando em “Torto Arado – O Musical”.
Com direção geral de Elísio Lopes Júnio, conhecido por trabalhos na Globo e no cinema, como os roteiros dos filmes “Medida Provisória” e “Ó Paí, Ó 2”, a montagem propõe uma imersão na ancestralidade e na resistência do povo do sertão baiano. O musical dá corpo e som à narrativa das irmãs Bibiana e Belonísia, filhas de trabalhadores rurais no sertão da Chapada Diamantina, em condições análogas à escravidão, marcadas desde a infância por umacidente que as une e separa para sempre. Entre o peso da terra e a leveza da fé, as personagens atravessam um Brasil invisibilizado, onde as cicatrizes da escravidão ainda moldam o presente.
Entre músicos e atores, 22 artistas dão vida à montagem, que foi indicada em 10 categorias no 36º Prêmio Shell de Teatro. Nos papéis principais, três grandes intérpretes da cena musical e teatral brasileira conduzem a narrativa. Encarnando Bibiana está a cantora e atriz Larissa Luz, conhecida por suas passagens à frente da banda Araketu, a apresentação do programa Saia Justa e a personificação de Elza Soares no aclamado musical “Elza”. Bárbara Sut, atriz, cantora, compositora e dramaturga, dá voz e corpo à Belonísia, sua irmã. E, fechando o trio principal, Lilian Valeska interpreta Donana, avó das protagonistas, uma personagem nova criada especialmente para dar corpo à adaptação teatral.
A direção musical e arranjos ficou a cargo de Jarbas Bittencourt, diretor musical do Bando de Teatro Olodum desde 1996. Com composições inéditas ligadas ao cancioneiro nordestino interiorano, o espetáculo mergulha nas sonoridades do sertão, com canções criadas para dar voz aos personagens e expressar as profundas contradições do Brasil.
A direção de movimento, por sua vez, é assinada pelo renomado coreógrafo e bailarino baiano Zebrinha, do Bando de Teatro Olodum, do Balé Folclórico da Bahia e jurado da Dança dos Famosos da TV Globo. No musical, o Jarê, religião de matriz africana e indígena que permeia toda a trama, ocupa um papel central na construção estética e simbólica do espetáculo. A partir da direção de movimento de Zebrinha, essa manifestação espiritual, serve como fio condutor numa linguagem cênica contemporânea que entrelaça corpo, som e espiritualidade.
A equipe do musical conta ainda com cenografia de Renata Mota, figurino assinado pela designer Bettine Silveira, além da coordenação geral de Fernanda Bezerra, responsável também pela idealização do projeto.
SERVIÇO – Torto Arado – O Musical no DF Onde: Sesc Ceilândia (DF) Datas e horários: 21 de novembro (sexta) – 19h 22 de novembro (sábado) – 15h e 19h 23 de novembro (domingo) – 18h Ingressos: R$10 (inteira) e R$5 (meia) Vendas: Bilheteria do Sesc Ceilândia e no link sescdf.com.br/web/eventos Classificação indicativa: 15 anos
FICHA TÉCNICA Coordenação Geral e Idealização do Projeto: Fernanda Bezerra Elenco principal: Larissa Luz, Bárbara Sut e Lilian Valeska Direção: Elísio Lopes Júnio Direção musical: Jarbas Bittencourt Direção de movimento: Zebrinha Baseado na obra de Itamar Vieira Junior
Filme Cheryl Dunye será exibido na sexta, 21, com reprise no sábado, 22
Além da exibição, Cine recebe masterclass gratuita sobre imagem, memória e representatividade no audiovisual, no dia 28
CineSemana conta também com sessão de pré-estreia do longa brasiliense “A Natureza das Coisas Invisíveis”, o relançamento do clássico “The Rocky Horror Picture Show” e Sessão Atípica de “Maurício de Sousa – O Filme”
O Cine Brasília dedica parte de sua programação do Novembro Negro, em comemoração ao Dia da Consciência Negra, a uma das obras mais importantes da história do cinema queer negro, The Watermelon Woman, longa de 1996 dirigido por Cheryl Dunye. O filme será exibido na sexta-feira, 21, às 20h, e novamente no sábado, 22, às 18h, integrando a Sessão Clássicos. Considerado um marco por ser o primeiro longa-metragem norte-americano dirigido por uma mulher negra e lésbica, The Watermelon Woman se tornou uma referência política e estética ao revelar, com humor ácido, as camadas de apagamento que marcam a presença de mulheres negras no audiovisual.
O longa acompanha Cheryl, uma jovem cineasta que trabalha em uma locadora e decide investigar a história de uma atriz negra dos anos 1930, identificada apenas como Watermelon Woman, um nome genérico que traduz a invisibilidade imposta a artistas negras na Hollywood clássica. A busca pessoal e artística da protagonista se transforma em um percurso de descoberta sobre@ sexualidade e poder, enquanto expõe as lacunas deixadas pelo racismo estrutural na constituição dos acervos cinematográficos.
Além da exibição, o Cine promove também uma masterclass gratuita que aprofunda o impacto e a atualidade de The Watermelon Woman. Ministrada por Mariana Souza no dia 28, das 10h às 12h, via Google Meets, a atividade mergulha na obra de Cheryl Dunye e discute como fabulação, autoria e memória se tornam ferramentas políticas fundamentais para mulheres negras que atuam no audiovisual. A proposta é refletir sobre a construção da imagem queer negra, sobre disputas de narrativa nocinema e sobre o papel de obras como a de Dunye na reconfiguração dos repertórios críticos e estéticos contemporâneos.
Voltada para estudantes, profissionais e público interessado em compreender a relevância de produções que desafiam convenções e ampliam horizontes de representação, ao final da atividade os participantes receberão certificado. Com 100 vagas, a masterclass conta com vagas reservadas para pessoas negras, indígenas, quilombolas, trans, com deficiência e residentes do DF, além de estudantes da Universidade do Distrito Federal (UnDF).
O Cine recebe na quarta, 26, a pré-estreia do longa brasiliense A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, obra que já vem circulando por importantes festivais nacionais e internacionais ao longo do ano. Com início às 19h e ingressos a R$15 (inteira) e R$7,50 (meia), a exibição antecipa a estreia nacional que acontece no dia 27.
Coprodução entre Brasil e Chile e primeiro longa da diretora candanga Rafaela Camelo, A Natureza das Coisas Invisíveis é um drama que acompanha Glória e Sofia, duas meninas de dez anos que se conhecem durante as férias de verão em um hospital. Unidas pelo desejo de escapar do ambiente que as cerca, as duas constroem uma amizade luminosa, capaz de transformar a percepção que têm sobre vida, morte e despedidas. Quando a mudança se torna inevitável, as meninas e suas mães seguem para um refúgio no interior de Goiás, onde vivem os últimos dias de uma temporada marcada por descobertas afetivas.
Aclamado em festivais nacionais e internacionais, o filme integrou a Seção Generation Kplus do Festival de Berlim em 2025. Além disso, recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no 9º Santander International Film Festival 2025 na categoria Opera Prima, conquistou o prêmio de Melhor Filme do Júri Infantil no 43º Festival Internacional de Cinema do Uruguai, obteve Menção Especial do Júri na Competição Ibero-Americana do 51º Seattle International Film Festival e foi agraciado com o “Outstanding First Feature”, prêmio do júri no Frameline49, Festival Internacional de Cinema LGBTQ+ de São Francisco.
RELANÇAMENTO
Nesta semana o Cine Brasília celebra os 50 anos de The Rocky Horror Picture Show com o relançamento de um fenômeno cultural que marcou gerações. Lançado em 1975, o filme dirigido por Jim Sharman se tornou um clássico da transgressão e liberdade estética, em performances que entraram para a história.
A trama acompanha Brad Majors e Janet Weiss, interpretados por Barry Bostwick e Susan Sarandon, um casal conservador que, ao buscar ajuda após o carro quebrar durante uma tempestade, encontra um castelo habitado por personagens extravagantes e sedutores. Nocentro da casa está o icônico Frank N Furter, vivido por Tim Curry em uma das atuações mais marcantes da história do cinema. Cientista, anfitrião e figura de desejo, Frank se dedica a um único propósito, o prazer em sua forma mais libertadora, e apresenta ao casal um universo que desafia moralidades, gêneros e convenções sociais. A criação de Rocky, seu homem ideal, sintetiza o humor ousado e o erotismo que transformaram o filme em um marco do imaginário queer e da cultura pop.
SESSÃO ATÍPICA
Na quarta, 26, acontece mais uma Sessão Acessível, desta vez com a exibição dupla de Mauricio de Sousa – O Filme, às 10h e às 14h. O longa, dirigido por Pedro Vasconcelos, revisita a trajetória do criador da Turma da Mônica, acompanhando Mauricio de Sousa, interpretado por seu filho, Mauro Sousa, em uma jornada pelas memórias, invenções e desafios que deram origem ao universo que marcou gerações.
Voltada para pessoas autistas e neurodivergentes, durante a Sessão Atípica as luzes permanecem acesas, o som é reduzido, a sala fica em temperatura ambiente e é permitido que o público circule pela sala. Os ingressos custam R$10 (inteira) e R$5 (meia).
SESSÃO ESPECIAL
Integrando a programação oficial da Marcha das Mulheres Negras, o Cine Brasília recebe no dia 24, a exibição gratuita do documentário Afrolatinas: Mulheres Negras em Movimentos. A atividade retoma um marco fundamental da articulação de mulheres negras no continente, apresentando como o encontro realizado em 1992, na República Dominicana, inaugurou o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana, Caribenha e da Diáspora e impulsionou uma rede de incidência política que atravessou fronteiras e imaginários sociais ao longo das últimas décadas.
Com direção de Viviane Ferreira, o filme acompanha trajetórias de mulheres que se tornaram fundamentais para difundir e consolidar o 25 de julho, mostrando como a data se transformou em ferramenta de luta para diferentes gerações. O Festival Latinidades, o primeiro e maior festival de mulheres negras do Brasil, surge como um dos palcos centrais desse processo, ampliando vozes e fortalecendo redes que seguem movendo mundos, apesar do racismo e do machismo estruturais.
Com início às 19h, os ingressos para a sessão estão disponíveis pelo Sympla.
EM CARTAZ
Em O Agente Secreto, Kleber Mendonça Filho revisita o Recife de 1977, durante a ditadura militar, para construir um thriller político sobre vigilância e paranoia. Wagner Moura vive Marcelo, um professor de tecnologia que busca um novo começo, mas acaba confrontando o passado e o clima de tensão que domina a cidade durante o Carnaval.
Considerado um filme de grande impacto dos anos 2000, Incêndios apresenta a história de dois irmãos que, após a morte da mãe, embarcam em uma jornada rumo ao Oriente Médio em busca de respostas sobre o próprio passado. A viagem revela segredos familiares, traumas de guerra e uma herança de dor que atravessa gerações. Baseado na peça do dramaturgo Wajdi Mouawad, o longa foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e é apontado como o trabalho que revelou Denis Villeneuve ao mundo.
MEU PRIMEIRO CINEMA
Segue até o dia 23 a Mostra Meu Primeiro Cinema 2025 no Cine Brasília. Dividida entre sessões escolares e sessões abertas ao público, a programação traz exibições gratuitas para diferentes faixas etárias, incluindo a Sessão Bebê Lume, voltada aos pequenos de até três anos, e exibições para crianças de 6 a 11 anos. Entre os destaques estão o show Canções de Makuru e o lançamento do Portal Bebe Lume, ambas no sábado, 22.
Realizada pelo Instituto Bem Cultural e pela produtora Bebe Lume, com recursos do Ministério da Cultura e do Fundo Nacional de Cultura, através da Lei Rouanet, a mostra propõe um espaço de encontro entre o cinema, o afeto e a criatividade, estimulando o olhar crítico das crianças e de seus familiares. Mais informações em meuprimeirocinema.com.br.
EM BREVE
Nas próximas semanas, a programação contará com a chegada de A Natureza das Coisas Invisíveis e Ulisses. Aguarde para assistir a esses filmes no Cine Brasília.
INGRESSOS E ACESSIBILIDADE Os ingressos para as sessões regulares do Cine Brasília, bem como para a Sessão ao Meio-Dia, Sessão Contraturno, a Sessão Família e a Sessão Clássicos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia), com exceção das segundas-feiras, quando os valores são de R$10 e R$5, bem como os ingressos para a Sessão Atípica. A sessão de A Natureza das Coisas Invisíveis conta com ingressos a R$15 (inteira) e R$7,50 (meia).
Os filmes O Agente Secreto e Maurício de Sousa possuem recursos de acessibilidade de Libras, audiodescrição e legendas através do aplicativo MovieReading.
Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do cinema, às segundas e terças, das 13h e 22h, e de quarta a domingo, das 09h às 21h, ou no SITE.
O Cine Brasília segue com o Programa de Fidelidade – CINELOVER que recompensa espectadores frequentes. A cada sessão assistida, os participantes acumulam carimbos no cartão fidelidade, que podem ser trocados por prêmios como entradas gratuitas, ímãs, baldes de pipoca, ecobags e camisetas exclusivas. O programa é válido para sessões regulares da grade, bem como para as especiais permanentes Sessão Contraturno, Sessão Família e Sessão ao Meio-Dia. Cada ingresso dessas três sessões especiais dá direito a dois carimbos no cartão fidelidade. Mais informações em cinebrasilia.com/fidelidade.
Festival reúne, de 20 a 22 de novembro, grandes nomes da música brasileira, ações formativas, cortejos, moda, gastronomia e celebrações ancestrais na área externa do Museu Nacional da República
De 20 a 22 de novembro, o Museu Nacional da República recebe o Consciência Negra 2025, um dos maiores festivais dedicados à celebração da cultura afro-brasileira no Distrito Federal. Realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, em parceria com o Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade, e com apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania, o evento transforma a Esplanada em um território de memória, reflexão, formação, vivências e grandes encontros artísticos.
Para o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, o Consciência Negra 2025 reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com políticas públicas que reconhecem, valorizam e fortalecem a contribuição histórica da população negra. “Nosso objetivo é ampliar direitos, promover inclusão e assegurar que a cultura seja um instrumento permanente de cidadania, protagonismo e desenvolvimento para todas e todos”, enfatizou Abrantes.
A música segue como eixo central do festival, com apresentações de grandes nomes da cena nacional na Arena Dona Lydia. No dia 20, a noite será comandada por Ludmilla, às 22h30, seguida de Alexandre Pires, às 0h30. No dia 21, se apresentam Uel, às 20h30, Timbalada, às 22h30, e Mumuzinho, às 0h30. No sábado, 22 de novembro, o palco recebe Benzadeus, às 20h30, Carlinhos Brown, às 22h30, e Psirico, que encerra o festival às 0h30. Ao longo da programação, artistas locais também sobem ao palco, compondo uma ponte potente entre talentos do DF e grandes nomes da música negra brasileira. Selecionados pelo edital de chamamento, Laady B, Israel Paixão e Carol Nogueira compõem o line, juntamente com Marcelo Café, Ju Moreno, Os Pacificadores e Dhi Ribeiro. No palco Brasilidades, a curadoria selecionou artistas que representam a cena musical negra do Distrito Federal (veja programação).
Além dos shows, o festival apresenta um conjunto diverso de atividades projetado para valorizar e ampliar o diálogo sobre estética, ancestralidade, identidade, educação, moda, economia criativa e infâncias negras. A Galeria Ancestralidades abriga a exposição “Retratos”, que abre oficialmente no dia 20, às 11h, logo após a solenidade de abertura oficial do evento, às 10h, e do cortejo do tradicional Boi do Seu Teodoro.
As crianças ganham protagonismo no Espaço Kids, com contações de histórias, oficinas brincantes, vivências com instrumentos de percussão, dança afro e atividades que celebram o universo dos griôs e da oralidade. A beleza e a moda negra ocupam a Passarela Afrofuturo e o Espaço de Beleza Negra, que recebem oficinas de amarração de turbantes e tranças, além do desfile “Amarração”, assinado por Victor Soulivier, celebrando a estética como forma de afirmação e identidade.
O empreendedorismo de matriz africana ganha força na Feira Kitanda, que reúne expositores de moda autoral, beleza, arte, acessórios, bem-estar, gastronomia e produtos criativos que expressam inovação, territorialidade e pertencimento. Já no campo gastronômico, o público encontra os Sabores do Quilombo, com pratos tradicionais como acarajé, moqueca e quitutes afro-brasileiros preparados por cozinheiras e cozinheiros que carregam tradições ancestrais.
A programação formativa se concentra na Tenda Muntu, que recebe debates e rodas de conversa com nomes importantes do pensamento negro contemporâneo. Entre os temas abordados estão educação libertadora, letramento racial, estética negra e seus atravessamentos, políticas de identidade, história e desafios contemporâneos da população negra. Participam especialistas como Mariana Regis, Gina Vieira, Flávia Santos, Eric Marques, Victor Hugo Soulivier, Fábio Esteves, Ruth Venceremos, Patrick Jhonnes, Marcus Oliveira, Cristiane Sobral, Nanda Fer Pimenta, Dandara Suburbana, Nelson Inocêncio, Mariléa de Almeida, Carla Akotirene e Ludymilla Santiago, entre outras pessoas convidadas.
Os cortejos também marcam presença nos três dias do evento, reforçando espiritualidade, força e celebração coletiva. Na quinta-feira, quem abre as ruas é o Afoxé Ogum Pá e no sábado o cortejo fica por conta do Grupo Cultural Obará, que prepara o público para as apresentações da noite.
Com o tema “Raízes que Conectam o Futuro”, o Consciência Negra 2025 celebra a ancestralidade, impulsiona novos diálogos e reconhece a centralidade da população negra na formação cultural brasileira. A programação gratuita reúne música, moda, beleza, artes visuais, gastronomia, literatura, formação crítica, infância e empreendedorismo — compondo um festival pensado para celebrar, afirmar e amplificar vozes negras que transformam a cidade e o país.
Quinta-feira (20)
Abertura 10h – Abertura Oficial do Festival 11h – Abertura da exposição “Retratos” 11h – Cortejo com o Boi do Seu Teodoro
Espaço Kids 14h– Contação de histórias 15h– Oficina Brincante
Gastronomia 12h–22h – Sabores do Quilombo
Feira Afro 14h–22h – Feira Kitanda e convidados
Espaço Beleza Negra 15h–16h – Oficina de turbantes e tranças 15h–16h – Desfile “Moda de Axé”
Tenda Muntu 16h – Painel “Mulheres Negras e a Educação que Liberta”
Palestrantes – Mariana Regis – Prof. Gina Vieira Ponte – Flávia Santos Moderadora – Keilla Vila Flor
Arena Dona Lydia 17h30 – Cortejo Afoxé Ogum Pá 18h – Laady B 19h10 – Ju Moreno 20h30 – Marcelo Café 22h30 – Ludmilla 00h30 – Alexandre Pires
Palco Brasilidades – A partir das 18h30 18h40– Daniel Beira Rio 20h10– Cida Avelar 23h30– Ballroom
Sexta-feira (21)
Exposição 12h–22h – Exposição “Retratos”
Espaço Kids 14h–15h – Oficina Tambores de Papel 15h–16h – Oficina de Dança Afro
Gastronomia 12h–22h – Sabores do Quilombo
Feira Afro 14h–22h – Feira Kitanda e convidados
Tenda Muntu
14h30 – Descomplicando o Letramento Racial: O básico sobre raça que toda pessoa precisa saber – palestrante: Eric Marques
16h– Painel “Estética Negra – Para Além do Look” – Palestrantes – Victor Hugo Soulivier – Juiz Fábio Esteves – Ruth Venceremos – Patrick Jhonnes- Marcus Oliveira – Arte Preta / Moderador – Wemmia Anita
Arena Dona Lydia 18h – Israel Paixão 19h10 – Os Pacificadores 20h30 – Uel 22h30 – Timbalada 00h30 – Mumuzinho
Sábado (22)
Exposição 10h–22h – Exposição “Retratos”
Espaço Kids 14h–15h – Contação “Os Griôs do Amanhã” 15h–16h – Oficina de instrumentos de percussão
Gastronomia 12h–22h – Sabores do Quilombo
Feira Afro 14h–22h – Feira Kitanda e convidados
Tenda Muntu
14h30 – Roda “Ofó Mulher – O poder da palavra feminina” – Palestrantes – Cristiane Sobral – Nanda Fer Pimenta – Dandara Suburbana / Moderadora – Andressa Marques
16h – Painel “História da Consciência Negra e Desafios Contemporâneos” -Palestrantes – Prof. Nelson InocêncioPalestrante – Prof. Mariléa de Almeida- Carla Akotirene / Moderadora – Ludymilla Santiago
Arena Dona Lydia
17h30 – Cortejo Grupo Cultural Obará 18h – Carol Nogueira 19h10 – Dhi Ribeiro 20h30 – Benzadeus 22h30 – Carlinhos Brown 00h30 – Psirico
Palco Brasilidades 23h30– Thiago Kallazans
Consciência Negra 2024
De 20 a 22 de novembro
Praça do Museu da Republica
Abertura oficial dia 20 de novembro, às 10h com solenidade, cortejo do Boi de Seu Teodoro, Exposição Retratos e Feira Kitanda
Nos dias 20 e 21 de novembro, o estacionamento da Castelo Forte, em Samambaia (DF), será palco de grandes nomes da música sertaneja no Festival Raízes de Brasília. O evento, promovido pela Organização Social Vem Ser, com fomento da Secretaria de Turismo do
Distrito Federal (Setur-DF), promete agitar o público com dois dias de muita festa, tradição e cultura popular.
Com entrada gratuita mediante ingresso solidário e a doação de 1 kg de alimento não perecível, o festival tem classificação indicativa para maiores de 18 anos e chega para celebrar as raízes da capital com uma programação que valoriza artistas locais e ícones nacionais.
Dupla Gian & Giovani abre a programação
A abertura do festival acontece na quarta-feira, 20 de novembro, a partir das 18h, com shows de Gláucia Souza, Ericsson Raone e Patrick Souza (participação especial).
Encerrando a noite, a consagrada dupla Gian & Giovani sobe ao palco principal com um repertório repleto de clássicos que marcaram gerações.
Belluco e Rick Rangel fecham a festa em grande estilo
Na quinta-feira, 21 de novembro, o cantor Rick Rangel dá início à programação, seguido do grupo Forró Top 10, que promete animar o público com muito ritmo e dança. A noite encerra com o show de Belluco, um dos destaques da nova geração da música sertaneja, que promete levantar a plateia com sucessos e muita energia.
Cultura, segurança e estrutura completa
O Festival Raízes de Brasília contará com uma estrutura completa e segurança reforçada, garantindo conforto e tranquilidade ao público. O evento tem como objetivo valorizar o turismo cultural e destacar o talento dos artistas da região, fortalecendo o calendário de eventos do Distrito Federal.
A retirada do ingresso é antecipada pelo Sympla. É necessário levar 1 kg de alimento não perecível. A doação é parte do ingresso solidário.
Para mais informações ou contato com a produção, acesse o Instagram oficial: @festivalraizesbsb. Lá você encontra novidades, programação e bastidores do evento.
Serviço
Evento: Festival Raízes de Brasília
Datas: 20 e 21 de novembro de 2025
Horário: A partir das 18h
Local: Estacionamento da Castelo Forte – Samambaia (DF)
Evento terá games, realidade virtual, cosplay e muita música, com Léo Santana, Pablo e muito mais. A entrada é franca, com retirada de ingresso na plataforma Sympla e doação de um brinquedo novo ou em perfeito estado
De 26 a 30 de novembro, o Parque da Cidade se transforma no palco de um grandioso evento, que reúne cultura, música, gastronomia, empreendedorismo e, pela primeira vez, traz grande destaque ao universo da tecnologia e dos games. Vem aí o Festival do Parque BSB – Primeiro Salão Tecnológico do Parque da Cidade, na Praça das Fontes, com uma proposta ousada e inovadora, voltada a públicos de todas as idades. A entrada é franca. De sexta a domingo, para assistir aos shows, será necessário fazer a retirada do ingresso gratuitamente na plataforma Sympla e a doação de um brinquedo novo ou em perfeito estado.
O evento é o encontro do entretenimento com o futuro, num ambiente onde famílias, jovens e apaixonados por tecnologia poderão se divertir, competir e aprender juntos. A realização é do Instituto Alvorada Brasil, com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
O Festival do Parque BSB agrupa uma gama de ações de ciência, tecnologia, inovação e cultura digital. Estão entre as novidades o Galpão de Ciência e Tecnologia, Museu do Videogame e dos Computadores, áreas de experimentação tecnológica (Free Player, Robótica e Realidade Virtual).
De 26 a 28 de novembro, o Festival terá programação exclusiva para escolas públicas, com visitas guiadas pela manhã e à tarde. A abertura ao público em geral ocorre no sábado (29) e domingo, a partir das 10h. A partir da sexta-feira (28/11) às 18h, têm início os shows, que incluem o cantor romântico Pablo, o baiano Léo Santana e a dupla Bruno & Marrone.
O evento também terá uma Praça Gastronômica, com apresentações contínuas de artistas locais, promovendo a economia criativa, o turismo gastronômico e a integração cultural.
Tecnologia A parte tecnológica do Festival do Parque BSB chega recheada de atrações, começando pelo Museu do Videogame e dos Computadores. Trata-se de uma exposição cronológica sobre a evolução dos games e da computação, com demonstrações interativas e contextualização histórica. Área Free Player trará ambientes equipados para experimentação tecnológica, incluindo simuladores, fliperamas e consoles modernos. As experiências serão orientadas por uma equipe técnica presente em tempo integral.
A Área de Robótica terá demonstrações e oficinas práticas com montagem de protótipos, introdução à lógica de programação e robôs educacionais. Também haverá mediadores no local. Na Área de Realidade Virtual (RV), serão realizadas experiências imersivas individuais e coletivas, com monitores especializados garantindo instrução e segurança. Por fim, o Galpão de Ciência e Tecnologia, com experimentos científicos, demonstrações técnicas e atividades aplicadas de popularização da ciência.
Competições No sábado e domingo, será realizado o Campeonato de Games, com três categorias competitivas. A premiação é de R$ 1,5 mil para o primeiro lugar e R$ 1 mil para o segundo colocado.
Outra competição que promete agitar e tornar o Festival ainda mais divertido será o Concurso de Cosplay, no domingo. Antes, no sábado, os praticantes dessa arte farão um grande encontro, com palestra de cosplayers de renome, sessão de fotos e bate-papo com o público. As atividades ocorrem a partir das 14h.
Grandes shows Como não podia deixar de ser, a música será outro ponto forte do Festival do Parque BSB. Quem abre o palco são atrações locais, com DJs do cenário da capital. Depois, na sexta, entra em cena a dupla de sucesso Pedro Paulo & Matheus. Na sequência, quem comanda é o cantor romântico Pablo, com o projeto Bodega do Pablo. A noite de sábado terá a dupla Lucas & Bárbara e o tempero baiano do gigante Léo Santana e o grupo Filhos do Brasil, formado por João Lucas (filho do cantor Saulo Fernandes), Migga (filho do artista Carlinhos Brown), Pierrinho (filho do artista Pierre Onassis) e Raysson Lima (filho do cantor Tonho Matéria). Fechando o Festival, o domingo trará o cantor Tuca Fernandes, ex-Jammil, e o som romântico que atravessa gerações dos sertanejos Bruno & Marrone.
Serviço Festival do Parque BSB – Primeiro Salão Tecnológico do Parque da Cidade
Data: de 26 a 30 de novembro de 2025;
Visitas guiadas para escolas: quarta, quinta e sexta (26 a 28), das 8h às 12h e das 14h às 17h30;
Abertura ao público geral sábado e domingo, a partir das 10h;
Shows: a partir das 18h;
Local: Praça das Fontes, Parque da Cidade;
Classificação Indicativa: livre (menores deverão estar acompanhados por um responsável);
Entrada: gratuita. Com retirada de ingressos pela plataforma Sympla e doação de um brinquedo novo ou em perfeito estado;
Realização: Instituto Alvorada Brasil;
Apoio: Secretaria de Esporte e Lazer, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Programação PROGRAMAÇÃO EXCLUSIVA PARA ESCOLAS – VISITAS GUIADAS Dias 26 a 28 de novembro • Manhã: 08h às 12h • Tarde: 14h às 17h30
ABERTURA AO PÚBLICO EM GERAL Dias 29 e 30 de novembro • Salão da Tecnologia: das 10h às 20h
ATRAÇÕES Museu do Videogame e dos Computadores Área Free Player Área de Robótica Área de Realidade Virtual (RV) Galpão de Ciência e Tecnologia
Praça Gastronômica De 28 a 30 de novembro, integrada ao Salão. Horários: • 28 de novembro (sexta): 18h às 02h • 29 de novembro (sábado): 12h às 02h • 30 de novembro (domingo): 12h às 02h Shows na Praça Gastronômica: • Sábado e Domingo: 12h às 20h
Campeonato de Games (evento especial) em três categorias • Sábado – 29/11: Etapas classificatórias (11h às 20h) • Domingo – 30/11: Grandes finais (11h às 20h)
Concurso de Cosplay (evento especial) Sábado – 29/11 Encontro de Cosplayers + Palestra • Presença registrada de personalidade convidada • Sessão de fotos, bate-papo e conversa com o público • Horário: 14h às 20h
Domingo – 30/11 Concurso Oficial de Cosplay • Desfile avaliativo • Júri técnico • Premiação para o melhor cosplay • Horário: 14h às 20h.
Monólogo inspirado na história real de um catador de reciclagem convida o público a olhar com mais cuidado para quem vive às margens da cidade
Um homem que carrega o mundo em sacos plásticos pelas bordas da cidade ganha nome, história e voz em “Hilário”, monólogo poético inspirado em uma história verídica. No dia 24 de novembro, o espetáculo chega ao palco do Teatro SESC Paulo Autran, em Taguatinga, em duas sessões gratuitas (às 15h e às 20h), convidando o público a refletir sobre estigma, escuta e pertencimento nas discussões sobre saúde mental. A entrada é gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento.
Inspirado na trajetória de um catador de objetos descartados, morador de Águas Lindas (GO), que viveu seus últimos dias sob hostilidade e exclusão, “Hilário” dá centralidade a um personagem muitas vezes reduzido ao rótulo de “louco”. A montagem propõe um encontro sensível entre arte e cuidado, aproximando o tema da saúde mental do cotidiano urbano.
O ator Ricardo César dá vida ao personagem, com encenação lírica e foco no papel das artes nas vivências de pessoas em sofrimento psíquico. “Hilário” tensiona fronteiras conceituais que historicamente afastam, e aproxima o tema da saúde mental do cotidiano da cidade. Com direção de Nei Cirqueira e dramaturgia de Bruno Estrela, a obra também dialoga com referências como Arthur Bispo do Rosário, artista que transformou sua experiência de internação em potência poética e questionamento do mundo. A montagem igualmente se aproxima do legado de Nise da Silveira, pioneira da humanização no cuidado em saúde mental no Brasil, cuja prática não violenta e o uso da arte como via de expressão e acolhimento se tornam farol ético para superar o estigma e as lógicas manicomiais.
“Somos educados ao longo da vida que os ditos ‘loucos’ que transitam pelas ruas são motivo de chacota. Quando menino eu também recebi essa tal educação e fiz muito bullying com vários personagens da minha época de adolescente, hoje me senti na obrigação de devolver a sociedade um trabalho que eduque as futuras gerações para um olhar mais sensível a essa população tão vulnerável”, explica o ator Ricardo César.
Em Taguatinga, o percurso simbólico do espetáculo parte da Praça do Relógio, passou pelo palco do Teatro CEMTNORTE e desembarca no SESC Paulo Autran. Entre memórias, afetos e deslocamentos, o personagem se apresenta em falas que ecoam para além da cena: “O tempo não é linha reta é teia de aranha. A gente fica preso entre ontem e amanhã.” O projeto é viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. E conta com apoio de: Fecomércio e SESC/SENAC.
SERVIÇO
“Hilário” Teatro SESC Paulo Autran (Taguatinga) Data: 24 de novembro de 2025 Horários: 15h e 20h (sessão dupla) Entrada: gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento, sujeito à lotação
Banco do Brasil apresenta e patrocina o espetáculo Os Irmãos Timótheo da Costa, que narra a potente trajetória de João e Arthur Timótheo da Costa, dois brilhantes pintores brasileiros do início do século XX
A trajetória dos irmãos João (1879 – 1932) e Arthur (1882 – 1922) Timótheo da Costa será contada e cantada no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília. O espetáculo Os Irmãos Timótheo da Costa, dirigido por Luiz Antonio Pilar, com dramaturgia de Claudia Valli e direção musical de Muato, é mais um resgate de nomes da cultura preta nacional apagados pelo racismo. A peça estreia na capital federal no dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, e segue temporada até 07 de dezembro, de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h30. A classificação indicativa é de 12 anos. Os ingressos custam R$ 15 (meia entrada) e R$ 30 (inteira) e estão disponíveis no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB Brasília na sexta-feira da semana anterior, a partir das 12h. As sessões com audiodescrição e libras acontecem no sábado, 29 de novembro, e 06 de dezembro.
– “Trata-se de uma peça decolonial, um nome bonito para a retomada da narrativa da história de pretos e indígenas, sendo contada por artistas e pensadores pretos e indígenas. É trazer à luz os heróis e artistas melaninados e originários colocando-os no palco, nas pautas e nas conversas”, diz o diretor do espetáculo.
Em cena, Irene, vivida por Jeniffer Dias (indicada ao Prêmio Potências, em 2022, por sua atuação na série do Globoplay Rensga Hits), é uma pesquisadora contemporânea empenhada em escrever uma peça sobre os irmãos Timótheo da Costa, de quem ela ouviu falar uma vez e nunca esqueceu. Para isso, ela precisa pesquisar suas vidas e descobre que, como tantos outros personagens negros, eles foram apagados da história e quase não há material sobre eles, apenas um pesquisador que focou na obra e não na vida dos irmãos. Irene vai desvendando suas histórias e chega à realidade do negro pós-abolição na então capital federal, ao racismo da Belle Époque carioca, à hipocrisia da sociedade racista, à epidemia de doenças mentais de pessoas pretas entre o final do século XIX e o começo do século XX.
Realidade e ficção se misturam, já que não há dados suficientes sobre a vida dos irmãos Timótheo da Costa. Sendo assim, essa história será criada no palco, em uma obra no estilo de quase biografia. O elenco conta também com Lucas da Purificação (que atuou na série Impuros, da Disney Plus), Luciano Quirino (fez participação no elenco da novela Êta, mundo melhor!), Pablo Áscoli (interpretou César Camargo Mariano em Elis, o musical) e Sérgio Kauffmann (atuou na novela Garota do momento, 2024/2025).
Homenagem
Em formato de musical, o espetáculo é uma jornada, um caminho, uma investigação sobre a vida e obra dos irmãos João e Arthur Timótheo da Costa, que figuram entre os nomes mais destacados de pintores da cena artística brasileira, nas duas primeiras décadas do século XX. Eles sofreram o preconceito da sociedade e ambos, com um intervalo de dez anos, morreram internos com a mesma doença, a demência paralítica, no Hospital dos Alienados, no Rio de Janeiro. No mesmo lugar que o grande escritor Lima Barreto foi internado e que era dirigido por Dr. Juliano Moreira, médico preto, pioneiro da psiquiatria e da saúde mental no Brasil e que combatia o racismo científico.
A dramaturga Cláudia Valli, que soma 39 anos de carreira com trabalhos na Rede Globo e Record e nos canais Multishow, Canal Futura, Prime Box Brasil, entre outros, observa que “somos até capazes de superar o ódio, o desprezo, a violência, mas o esquecimento é insuperável, pois ele nos trata como se nunca tivéssemos sido”. Por isso, a importância de trazer à baila uma peça que resgata parte extirpada pelo apagamento desses nomes fundamentais da cultura nacional. “O esquecimento e o apagamento são sentimentos irmãos que cospem na nossa cara a rejeição de toda uma sociedade. De toda uma história. Você não é porque não merece ser. Você não é porque não faz parte de nós”, explica a dramaturga. Tal feito, o de apagar a presença de pessoas da história pelo fato de não obedecerem a padrões impostos pelo eurocentrismo, acaba por esconder a genialidade de indivíduos que contribuíram para a construção do país. “Os dois, precursores do Modernismo Brasileiro, foram esquecidos pela Semana de 22. E, aos poucos, foram apagados da História da Arte Brasileira. Assim como o avô deles, o genial maestro Henrique Alves de Mesquita, que foi de músico de maior destaque nacional e internacional ao mais absoluto esquecimento”, lembra Cláudia.
Para o diretor Luiz Antonio Pilar, já virou uma missão criar espetáculos com a narrativa decolonial. “Recentemente, um crítico me definiu como ‘um mestre em retratar histórias de grandes artistas, como Candeia, Ataulfo Alves, Leci Brandão, entre outros, não só no teatro, mas também na TV e no cinema’. De fato, tenho feito espetáculos sobre diversas personalidades pretas, homens e mulheres, artistas ou não”, diz o diretor, que foi reconhecido na 34ª edição do Prêmio Shell na categoria direção pelo musical Leci Brandão – Na Palma da Mão.
Dessa forma, por meio da história de tantos grandes nomes da arte preta nacional, nota-se que todos passam pelas mesmas situações de constrangimento por conta do racismo e isso une a todos numa mesma trajetória. “Percebi que trazer para o palco a história dessas pessoas que me inspiraram, de certa maneira também compartilho com elas tudo aquilo que eu já passei”, atesta Pilar. Mas, é importante ressaltar que o objetivo não é colocar esses personagens no lugar de coitados. “A história que vamos contar é uma investigação. Vamos descobrir quem foram os irmãos Timótheo da Costa, além do apagamento”, vaticina o diretor.
Maestro
A trilha sonora do espetáculo traz a música do avô dos irmãos Timótheo da Costa, o maestro Henrique Alves de Mesquita. “As músicas deste grande maestro serão executadas ao vivo, e algumas canções receberão letras inéditas e serão cantadas em cena. Outras serão executadas como trilha sonora instrumental pelos músicos que compõem a orquestra do espetáculo”, revela Muato, diretor musical do espetáculo e vencedor do Prêmio Shell 2024, pela direção musical de Pelada – A Hora da Gaymada.
Além de uma bela e instigante dramaturgia, Os Irmãos Timótheo da Costa leva para o público toda a realidade dos pretos no país do final do século XIX e início do século XX, logo após a abolição. Mas também apresenta que essa realidade, de apagamento e racismo, ainda é presente e intensa na sociedade e, muitas vezes, leva à depressão e à loucura. “Por isso, tantos homens pretos (e mulheres também) surtaram ao vislumbrar o ‘não futuro’ pela frente. Eles não tinham a menor chance. A não ser lotar os hospícios ou os presídios da cidade. O sucesso não supera o racismo”, diz a dramaturga Cláudia Valli. Sendo assim, para a população preta do século XXI, resgatar essas histórias é fundamental para autoestima. “Estes artistas, pretas e pretos, são a base da cultura e da sociedade brasileira. E fazem ecoar para sempre um recado: nós temos legado!”, afirma Pilar.
Sobre o CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.
Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizadas exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.
Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.
Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade
A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.
O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.
Horários da van | De quinta a domingo
Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h
Horário: quinta a sábado, às 20h; domingo, às 18h30
Duração: 90 minutos
Local: Teatro I do CCBB Brasília – SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul – Brasília – DF
Ingressos: Ingressos: R$ 15 (meia entrada) e R$ 30 (inteira) disponíveis no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB Brasília. Estudantes, maiores de 65 anos e clientes Ourocard pagam meia entrada.
Classificação indicativa: 12 anos
Acessibilidade: sessões com audiodescrição e libras: sábado, 29/11 e sábado, 06/12
Na sessão do dia 21/11 haverá um bate-papo após a peça.
WORKSHOP | Teatro e Audiovisual
O uso de recursos do audiovisual no espetáculo de teatro
Sinopse
O workshop propõe uma imersão prática e reflexiva sobre as possibilidades criativas que o audiovisual oferece ao teatro contemporâneo. A partir da análise de espetáculos recentes e de exercícios em grupo, os participantes vão explorar o uso de câmeras em cena, projeções e outros elementos visuais integrados à dramaturgia, compreendendo como essas linguagens se complementam e potencializam o discurso artístico.
Temas
• Introdução sobre os recursos utilizados a partir da tecnologia desenvolvida para o audiovisual;
• Apresentação e análise de espetáculos que, recentemente, utilizaram recursos de vídeo;
• Exercícios práticos, no palco, com utilização de câmeras de vídeo na criação de cenas;
• Conclusão com roda de conversa sobre o processo realizado durante o workshop.
Data: 21/11 (sexta-feira)
Horário de início: 14h
Carga horária: 3 horas
Ministrante: Luiz Antonio Pilar
Público-alvo: Atores, diretores, produtores, técnicos e estudantes de teatro e audiovisual interessados em ampliar seu repertório criativo e compreender o diálogo entre as duas linguagens.
Inscrição: bilheteria física do CCBB Brasília, dia 20/11, a partir das 12h.
CCBB Brasília
Funcionamento: De terça a domingo, das 9h às 21h
Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul – Brasília – DF
2º Prêmio Candango de Literatura reuniu autores, leitores e artistas no Teatro Nacional e anunciou nova edição para 2026
A Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Cláudio Santoro, celebrou o Prêmio Candango de Literatura em 31 de outubro, data que, oportunamente, registra o aniversário do poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). A 2ª edição do evento, realizada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) em parceria com o Instituto Cultural Casa de Autores (ICA), revelou os vencedores de sete categorias, exaltando o talento e a diversidade da língua portuguesa: Melhor Romance, Melhor Livro de Contos, Melhor Livro de Poesia, Prêmio Brasília, Melhor Capa, Melhor Projeto Gráfico e Projeto de Incentivo à Leitura. Foram distribuídos R$ 195 mil em prêmios.
No eixo Literário, a escritora carioca Giovanna Ramundo conquistou o título de Melhor Romance com “Sorriso sorvete de cereja” (Editora Cambucá): “Entrar para a história do Prêmio Candango, mais que uma alegria, é uma grande honra”, celebrou a autora. O baiano Luís Pimentel levou Melhor Livro de Contos com “A viagem e outros contos” (Editora Patuá): “A literatura se faz do que se vê, do que se escuta e, principalmente, do que se lembra”, destacou o escritor. O português Ricardo Gil Soeiro foi o vencedor de Melhor Livro de Poesia com “Lições da miragem” (Assírio & Alvim). “Se a poesia é, como diria René Char, ‘a alma em exercício de liberdade’, então esta distinção, que tanto me honra, representa, para mim, o reconhecimento de tal liberdade”, afirmou Soeiro, representado no evento por Daniel Stanchi. amigo. E, no Prêmio Brasília, dedicado a autores do Distrito Federal, a brasiliense Juliana Monteiro venceu com o romance “Nada lá fora e aqui dentro” (Editora Patuá): “Ter recebido o Candango pelo meu primeiro romance é algo que eu nunca vou me esquecer”.
No eixo Editorial, a obra “Cavalos no escuro”, de Rafael Gallo (Editora Record), rendeu ao designer carioca Leonardo Iaccarino o reconhecimento de Melhor Capa: “Receber esse prêmio em Brasília, a capital política do Brasil, tem um significado especial. Viva os livros, viva a cultura!”, afirmou o designer. O goiano Jeferson Barbosaconquistou o prêmio de Melhor Projeto Gráfico com “Verso horizonte” (Editora Mondru): “É uma alegria imensa receber este Prêmio através da obra de Axé Silva e Fábio Teixeira.” Já o eixo Pedagógico premiou o Sarau da Dalva e Estreloteca, idealizado por Sabrina Sanfelice, de Campinas, em São Paulo, na categoria Projeto de Incentivo à Leitura: “Esse prêmio não é só meu, é de toda uma gente que se junta para que a leitura esteja viva nas comunidades”.
O secretário de Cultura Claudio Abrantes destacou o alcance da edição, que recebeu quase três mil obras inscritas, de autores do Brasil e de outros 17 países, o que demonstra a diversidade e a potência criativa da língua portuguesa. “Fernando Pessoa dizia que a literatura, como toda a arte, é a confissão de que a vida não basta. Queremos histórias, queremos sonhos e a possibilidade da eternidade que a palavra nos propicia”, afirmou o secretário, ressaltando o papel de Brasília como polo de convergência cultural. “É uma alegria ver esta sala novamente pulsando com o talento dos nossos escritores e escritoras. O Candango é mais que um prêmio: é um gesto de afirmação da nossa língua, da nossa identidade e da força criadora que une povos e gerações”, completou. Na ocasião, ele ainda compartilhou uma boa notícia: a confirmação da 3ª edição do Prêmio Candango de Literatura, já para o primeiro semestre de 2026 (a distância entre a 1ª e a 2ª edição foi de quase três anos).
O evento reuniu escritores, editores, artistas, gestores, representantes da cena literária e autoridades, reforçando Brasília como um centro pulsante de cultura, arte e criatividade. Participaram da mesa de abertura o secretário de cultura; o embaixador de Portugal, Luís Faro Ramos; a presidente do Instituto Casa de Autores, Iris Borges; o subsecretário de Patrimônio Cultural, Felipe Ramón; o coordenador do prêmio, Maurício Melo Júnior e o curador da edição, João Anzanello Carrascoza.
A efervescência começou já no foyer, com a feira de livros de autores, livreiros e editoras e muitas fotos no cenário temático. A descontração seguiu noite adento, com a condução conferida pela dupla de mestres de cerimônia Adriana Nunes e Adriano Siri. Entre falas de autoridade e premiação, houve espaço para homenagear dois gigantes da literatura brasileira.
Em celebração ao legado de Drummond, o público assistiu à declamação do poema “No meio do caminho tinha uma pedra”, onde Adriana Nunes e Juliana Zancanarodividiram inspiradas estrofes, acompanhadas do violão de Vitor Batista, arrancando suspiros dos presentes. Já para relembrar a verve cômica e irônica de Luiz Fernando Veríssimo, as atrizes encenaram o diálogo entre as personagens Gisela e Martô, do texto “Cuecas”: desta vez, o público respondeu com risos.
No encerramento, o cantor, compositor e violonista Toquinho compartilhou não só sua música, mas passagens de uma trajetória vivida ao lado de tantos poetas. “Eu convivi, amigavelmente, com Fernando Sabino, Rubem Braga, o próprio Drummond, que foi homenageado, e, também, com Vinicius de Morais, com quem tive uma parceria de 10 anos. Imagine o quanto eu fui privilegiado em absorver o aprendizado desse homem, com sua gentileza enorme, uma cultura profunda, mas nunca ostentada. Ele encontrava Ismael Silva, que dizia ‘nós vai’, então o Vinicius falava ‘nós vai’ também. Ele não impunha seu conhecimento, embora tivesse estudado poetas nas línguas originais. Era simples, direto, afetuoso. Um homem de uma delicadeza de alma enorme”, compartilhou o artista.
No repertório escolhido para a noite, o músico trouxe canções como “Aquarela”, “Tarde em Itapoã”, “Regra três”, “O Caderno”. Ao lado da cantora Camilla Faustino, convidada especial de toquinho, o público foi embalado por “Se Todos Fossem Iguais A Você”, “Andança”, “Chega de Saudade”, “Eu sei que vou te amar”, entre outras. Ao fim e ao cabo, um espetáculo.
Sinopses
“Sorriso Sorvete de Cereja” (Editora Cambucá), de Giovanna Ramundo – Melhor Romance
O romance conta a história de Rio, uma menina-mulher submersa em recordações familiares e estranhezas da infância. Na tentativa de reconstruir sua vida, Rio se depara com a descontinuidade da própria memória, o que a faz oscilar entre um eu e vários nós que compõem seu universo particular. Numa língua bravia, franca e inquiridora, a protagonista revela as várias formas de violação que seu corpo sofreu. Em cenas desconcertantes e de forte carga simbólica, enfrenta a tragédia de ser diferente — um mergulho poético e visceral na reconstrução de si mesma.
“A Viagem e Outros Contos” (Editora Patuá), de Luís Pimentel — Melhor Livro de Contos
A temática de Luís Pimentel é aparentemente a mais trivial de todas: o homem simples, o cidadão pacato. O autor é baiano, mas sua Bahia é toda a alma. O homem simples que lhe serve de lastro para uma melhor percepção das chamadas coisas do mundo e sua milpartida realidade, está certamente em toda parte. Sobretudo “dentro” de nós. Privilegiam-se talvez os humilhados e ofendidos: violência, desemprego, solidão, o grotesco, a vida de sonhos, o romantismo bocó. Mas o tratamento dado a esses temas embebe-se sempre de um grande lirismo. E, como na vida comum desses personagens comuns, finais não apoteóticos parecem marcas desse texto. Concluímos a leitura de um conto e temos a sensação que é assim mesmo que deve ser: fim é o que não há. Viver – filosofamos cada um ao nosso modo – é que é preciso. Luís Pimentel não explica. Relata. Denso de vida, leve (quase lépido) de estilo, eis porque é um dos bons escritores de nossos dias”. (Antonio Brasileiro)
“Lições da miragem” (Assírio & Alvim), de Ricardo Gil Soeiro — Melhor Livro de Poesia
Neste seu novo livro de poemas, Ricardo Gil Soeiro propõe-se interpelar o mundo através de vários saberes, da anatomia à semiótica. São versos que se desdobram como pequenos tratados, cartografando o invisível e a promessa que o mundo de miragens deixa adivinhar.
“Nada Lá Fora e Aqui Dentro” (Editora Patuá), de Juliana Monteiro – Prêmio Brasília
A obra acompanha a jornada de Loretta em 2020. No cenário pandêmico, ela enfrenta também a perda repentina de sua mãe, uma renomada escritora. Loretta reflete sobre suas relações familiares e questões como luto, memória e identidade. O livro traz uma reflexão profunda sobre a pandemia e seus efeitos, especialmente na Itália, durante o período de quarentena.
Cavalos no Escuro, de Rafael Gallo (Editora Record), com projeto gráfico de Leonardo Iaccarino — Melhor Capa
O conto que dá título ao livro narra a história de um casal que trabalha em uma fazenda, onde a mulher é abusada pelo patrão. Nascidos e criados nesse ambiente, eles desconhecem outra realidade além daquela em que vivem — um ciclo de violência e aprisionamento. O conceito gráfico da capa foi traduzido por Iaccarino como um “aprisionamento tipográfico”, em que o design transmite a imobilização e a angústia dos personagens diante da violência. A proposta foi única e aprovada de forma unânime, uma síntese visual potente do enredo e de sua atmosfera.
“Verso Horizonte”, de Axé Silva e Fábio Teixeira, com projeto gráfico de Jeferson Barbosa – Melhor Projeto Gráfico
A obra propõe um diálogo entre palavra e imagem, criando uma experiência estética em que o olhar poético de Axé e a fotografia de Fábio se fundem em um mesmo horizonte sensível.
Sarau da Dalva e Estreloteca — Melhor Projeto de Incentivo à Leitura
O Coletivo Cultural Comunitário Encruzilhada Estrela Dalva, idealizador do projeto, atua há 15 anos na periferia da zona leste de Campinas (SP), promovendo ações culturais, pedagógicas e artísticas que fortalecem a identidade e o acesso à cultura em sua comunidade. Composto majoritariamente por mulheres e pessoas negras, o grupo mantém uma biblioteca comunitária, realiza eventos e formações, e foi reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura.
Premiados da 2ª edição do Prêmio Candango de Literatura
Melhor Romance – Giovanna Ramundo, com “Sorriso sorvete de cereja” (Editora Cambucá): R$ 35 mil Melhor Livro de Contos – Luís Pimentel, com “A viagem e outros contos” (Editora Patuá): R$ 35 mil Melhor Livro de Poesia – Ricardo Gil Soeiro, com “Lições da miragem” (Assírio & Alvim): R$ 35 mil
Prêmio Brasília – Juliana Monteiro, com “Nada lá fora e aqui dentro” (Editora Patuá): R$ 35.000 Melhor Capa – Leonardo Iaccarino, para “Cavalos no escuro”, de Rafael Gallo (Editora Record): R$ 20 mil Melhor Projeto Gráfico – Jeferson Barbosa, com “Verso horizonte” (Editora Mondru): R$ 20 mil Projeto de Incentivo à Leitura – Sabrina Sanfelice, com o Sarau da Dalva e Estreloteca: R$15 mil
Dois dos nomes inventivos da música instrumental brasileira, Daniel Santiago e Pedro Martins, lançam o Songbook Simbiose, um projeto editorial inédito que reúne partituras, cifras, diagramas de acordes e textos dos álbuns Simbiose (2017) e Movement (2023). A obra será publicada em versão física, digital acessível e em Braille, com distribuição gratuita de parte dos exemplares a instituições de ensino e acervos públicos.
Com prefácio assinado pelo renomado bandolinista Hamilton de Holanda, o songbook é descrito como “um mapa afetivo de dois universos que se entrelaçam em simbiose”. Hamilton destaca a rara combinação entre “sofisticação e espontaneidade, profundidade e leveza”, presente na música da dupla. “Cada faixa desses discos carrega em si um gesto de liberdade — aquela que nasce do domínio da linguagem, mas também da entrega total ao momento presente”, escreve.
O projeto foi idealizado para atender a um público diverso: músicos, estudantes, educadores, fãs e pessoas com deficiência visual ou auditiva. Todas as versões digitais seguirão as diretrizes de acessibilidade da W3C/WCAG 2.1, e uma edição em Braille será produzida com apoio do IPPCDV.
Em novembro de 2025, três eventos gratuitos e acessíveis marcarão o lançamento no Distrito Federal, com pocket shows realizados na Escola de Música de Brasília (17/11), no Clube do Choro (24/11) e na Universidade de Brasília (25/11). Todas as apresentações contarão com intérprete de Libras, audiodescrição e estrutura física acessível.
Segundo Hamilton de Holanda, a música de Daniel e Pedro “não pede apenas admiração — ela convida ao diálogo, à escuta ativa, à coragem de também compor, experimentar e encontrar, ali no meio do caminho, a sua própria voz”.
O Songbook Simbiose, financiado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC), é um registro técnico e, ao mesmo tempo, um manifesto artístico. Traz influências que vão do Clube da Esquina ao jazz, do choro à música nordestina, sempre com a identidade musical de Brasília em evidência.
Sobre os músicos
Daniel Santiago e Pedro Martins são instrumentistas, compositores e arranjadores nascidos em Brasília, com carreiras sólidas no Brasil e no exterior. Seus trabalhos se destacam pela fusão de linguagens e pela liberdade criativa, conquistando espaço em festivais e entre ouvintes de música instrumental worldwide.
Serviço
Lançamento Songbook Simbiose
17/11 – Escola de Música de Brasília – 16h | Convidado: Rodrigo Bezerra
24/11 – Clube do Choro de Brasília – 19h30 | Convidado: Marcus Moraes
25/11 – Universidade de Brasília – 12h | Campus Darcy Ribeiro
A consciência negra será celebrada em shows, oficinas e bate-papos
Evento gratuito reunirá arte, música, moda, gastronomia e debates sobre igualdade racial
Entre os dias 20 e 22 de novembro, área externa do Museu Nacional da República receberá o evento Consciência Negra 2025, realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) e pelo Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade, com apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). A programação terá grandes nomes da música negra brasileira.
A Arena Lydia Garcia se torna o grande palco do festival, abrindo no dia 20 com Alexandre Pires e Ludmilla; seguindo, no dia 21, com Mumuzinho, Timbalada e Uel; e encerrando, no dia 22, com Benzadeus, Psirico e Carlinhos Brown. Os ingressos, gratuitos, devem ser retirados pela plataforma Sympla: https://www.sympla.com.br/
Sempre a partir das 19h, as apresentações transformam o museu em um espaço pulsante de celebração, pertencimento e afirmação da arte negra brasileira. Atrações regionais e locais ainda estão passando por curadoria, com chamamento aberto para artistas locais se inscreverem para participar do projeto, até as 23h deste sábado (15).
Com o tema “Raízes que Conectam o Futuro”, o Consciência Negra 2025 oferece uma programação diversa que contempla exposições, oficinas, sessões de conversa, atividades infantis, performances estéticas, feira afroempreendedora, gastronomia tradicional e vivências comunitárias. Os espaços Galeria Ancestralidade Viva, Tenda Muntu, Passarela Afrofuturo, Espaço Kitutes, Feira Cauris e Espaço Infantil Raízes estarão ativos diariamente com atividades que dialogam com memória, identidade, estética, inovação e formação.
“O Consciência Negra 2025 será um espaço de encontro e pertencimento, que conecta ancestralidade, inovação e diversidade. Queremos transformar o centro de Brasília em um grande quilombo contemporâneo de arte, diálogo e celebração”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal , Claudio Abrantes.
“O Consciência Negra 2025 será um espaço de encontro e pertencimento, que conecta ancestralidade, inovação e diversidade”Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa
“Celebrar a consciência negra é reafirmar que a igualdade racial é um compromisso permanente do Governo do Distrito Federal. Estar ao lado desta iniciativa tão potente, que valoriza a ancestralidade e promove espaços de diálogo, arte e pertencimento, reforça o papel da Sejus-DF na construção de uma cidade mais justa, plural e comprometida com os direitos de todos”, destaca a secretária de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, Marcela Passamani.
O Consciência Negra 2025 faz parte do calendário oficial do Governo do Distrito Federal (GDF), instituído pelo Decreto nº 46.716, de 2 de janeiro de 2025.
Programação
CONSCIENCIA NEGRA 2025
20 DE NOVEMBRO — QUINTA-FEIRA Abertura 10h – Abertura Oficial do Festival 11h – Abertura da exposição “Retratos” 11h – Cortejo com o Boi do Seu Teodoro Exposição 11h–22h – Exposição “Retratos” – Galeria Ancestralidades Espaço Kids 14h– Contação de histórias 15h– Oficina Brincante Gastronomia 12h–até fina do evento – Sabores do Quilombo Feira Afro Cairus Espaço Beleza Negra 15h–16h – Oficina de turbantes e tranças Tranças e Maquiagem durante o evento. Tenda Muntu 16h – Painel “Mulheres Negras e a Educação que Liberta” Palestrantes – Mariana Regis – Prof. Gina Vieira Ponte – Flávia Santos Moderadora – Keilla Vila Flor Arena Dona Lydia 17h30 – Cortejo Afoxé Ogum Pá 18h – Laady B 19h10 – Júlia Moreno 20h30 – Marcelo Café 22h30 – Ludmilla 00h30 – Alexandre Pires Palco Brasilidades – A partir das 18h30 18h40 — Daniel Beira Rio 20h00 — Cida Avelar 21h40 — Ballroom – Casa de Laffond 23h30 — Isa Marques
21 DE NOVEMBRO — SEXTA-FEIRA Exposição 12h–22h – Exposição “Retratos” Espaço Kids 14h–15h – Oficina Tambores de Papel 15h–16h – Oficina de Dança Afro Gastronomia 12h– até o final do evento – Sabores do Quilombo Feira Afro Carius 14h–22h – Feira Kitanda e convidados Tenda Muntu 14h30 – Descomplicando o Letramento Racial: O básico sobre raça que toda pessoa precisa saber – palestrante: Eric Marques 16h– Painel “Estética Negra – Para Além do Look” – Palestrantes – Victor Hugo Soulivier – Juiz Fábio Esteves – Ruth Venceremos – Patrick Jhonnes- Marcus Oliveira – Arte Preta / Moderador – Wemmia Anita 17h30 – Cortejo Grupo Cultural Obará Arena Dona Lydia 18h – Israel Paixão 19h10 – Os Pacificadores 20h30 – Uel 22h30 – Timbalada 00h30 – Mumuzinho Palco Brasilidades 18h40 – Margaridas 20h – Martinha do Côco 22 – GOG
22 DE NOVEMBRO — SÁBADO Exposição 10h–22h – Exposição “Retratos” Espaço Kids 14h–15h – Contação “Os Griôs do Amanhã” 15h–16h – Oficina de instrumentos de percussão Gastronomia 12h–até final do evento – Sabores do Quilombo Feira Afro Cairus 14h–22h – Feira Kitanda e convidados Tenda Muntu 14h30 – Roda “Ofó Mulher – O poder da palavra feminina” – Palestrantes – Cristiane Sobral – Nanda Fer Pimenta – Dandara Suburbana / Moderadora – Andressa Marques 16h – Painel “História da Consciência Negra e Desafios Contemporâneos” -Palestrantes – Prof. Nelson InocêncioPalestrante – Prof. Mariléa de Almeida- Carla Akotirene / Moderadora – Ludymilla Santiago 17H30 – DESFILE AMARRAÇÕES – Estilista Victor Soulivier Arena Dona Lydia 18h – Carol Nogueira 19h10 – Dhi Ribeiro 20h30 – Benzadeus 22h30 – Carlinhos Brown 00h30 – Psirico Palco Brasilidades 18h40 – Pratanes 20h – Trem das Cores 22h – Thiago Kallazans
Restaurante realiza cerimônia japonesa com ritual de abertura do bluefin seguido por um omakase
O inovador restaurante Noru Sushi promove a 3ª cerimônia Kaitai no dia 26 de novembro, um evento de grande importância na gastronomia japonesa com ritual de abertura de um raro e gigantesco Bluefin (o rei dos atuns), em meio à operação de jantar. Um evento fechado e único na cidade que conta com 70 lugares.
O chef Bruno Kamakura comanda a equipe de operação de abertura do bluefin com aproximadamente 100 quilos. O peixe azul mexicano, o mais caro do mundo, é da empresa Bluefiná, que o cultiva com uma dieta oceânica natural, a base de anchovas e sardinhas, o que resulta em uma carne saborosa e docemente amanteigada, que derrete na boca.
Após a cerimônia, os chefs servem o omakase em 7 etapas + sobremesa, com os 3 principais cortes da variedade mais nobre do atum: o otoro, famoso por ser o mais gorduroso, marmorizado e com cor mais clara; o chutoro, com cerca de 25% de gordura e tom um pouco mais escuro; e o akami, corte mais magro e com tom mais escuro.
O investimento para essa experiência única na cidade, seguido do jantar em etapas que irá despertar o quinto sentido do seu paladar, o chamado Umami, é de R$ 777,81. Para harmonizar, a casa possui um cardápio de drinks exclusivos, cervejas, inclusive japonesa; sakês e muito mais.
Um momento para eternizar. Não perca tempo e faça já a sua reserva no WhatsApp: 61 99554 0336. Os lugares são limitados.
Noru Sushi
WhatsApp: 61 99554 0336
Endereço: CLNW 10/11, Bloco B – Lojas 2 e 3 – Cond. Stylo – Noroeste
Horário de funcionamento da casa: Segunda, das 18h às 23h. De terça a sábado, das 12h às 23h30. Domingo, das 12h às 23h
O Grupo Tripé, em parceria com o Instituto de Artes da Universidade de Brasília (IdA/UnB), lança na próxima quinta-feira, 13 de novembro, das 19h às 21h, na Casa dos Quatro, o livro Mapa da Cena: Práticas e desafios do fazer teatral na capital do Brasil. Escrito por Ana Quintas, Anna Uchôa, Ander Keller, Fabiana Marroni, Gustavo Haeser, Isadora Lima, Jebs Vicente e Likidah Ferreira, e coordenado pela professora Fabiana Marroni, o livro mapeia e analisa a cena teatral do Distrito Federal entre 2022 e 2024. A primeira tiragem terá distribuição gratuita (e limitada) com sessão de autógrafos com as autoras e os autores. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos.
“Mapa da Cena nasce da urgência de registrar e reconhecer a diversidade, a precariedade e a resistência do teatro na capital — não só como catálogo, mas como instrumento político e de memória.” Equipe do Grupo Tripé.
Durante o lançamento, haverá uma roda de conversa com o corpo de autores e participação especial de Lenine Guevara — artista, professora, produtora e gestora, atualmente coordenadora de Articulação e Participação do Gabinete da Presidência da Funarte, mestre e doutora em Artes Cênicas. Em seguida, acontece o pocket show Madre Fera, com Mar Nóbrega e Maria Victória Carballar, artistas trans da cena brasiliense que apresentam canções de resiliência artística.
Realizado pelo Grupo Tripé, com apoio da Universidade de Brasília e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, o projeto foi patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).
Sobre o Mapa da Cena
A publicação apresenta um retrato crítico e inédito do teatro na capital do país, reunindo dados, análises e reflexões sobre espetáculos, projetos, grupos e espaços atuantes no Distrito Federal entre 2022 e 2024. Resultado de pesquisa do Grupo Tripé em diálogo com diferentes artistas-pesquisadores, o livro vai além do registro: transforma números em narrativas, memória viva em denúncias, e evidencia lacunas profundas nas políticas públicas. Entre palcos, ruas, escolas e espaços independentes, a obra traça uma cartografia afetiva e política de uma cena que resiste à dispersão urbana, à precariedade estrutural e ao apagamento histórico. Mapa da Cena é um convite a compreender, sustentar e fortalecer a cena local, reafirmando que o Distrito Federal transborda teatro, arte e cultura.
Serviço:
Lançamento do livro “Mapa da Cena: Práticas e desafios do fazer teatral na capital do Brasil
Com roda de conversa e pocket show
Quando | 13/11, das 19h às 21h
Onde | Espaço Multicultural Casa dos Quatro (707/708 Norte)
Distribuição | Gratuita
Entrada | Gratuita
Classificação indicativa | Livre para todos os públicos
Realização | Grupo Tripé
Apoio | Universidade de Brasília e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do GDF
Patrocínio | Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF)
A 8ª edição do Festival de Cinema de Trancoso acontece entre os dias 06 e 11 de dezembro com exibição de filmes de curta e longa-metragem de 18 estados brasileiros e América Latina.
A programação traz além dos filmes, oficinas de cinema, palestras, debates, lançamento de livros, apresentações indígenas, circuito gastronômico e personalidades homenageadas, entre elas o diretor Jayme Monjardim, as atrizes Mariana Ximenes e Alice Carvalho; Allan Santos, Nelson Freitas, entre outros
“É uma honra e um desafio capitanear a formação de público regional e a consolidação de Trancoso como polo cultural, internacional, destacando o destino não apenas por suas belezas naturais, mas também como referência que proporciona um Festival de Cinema de alto nível artístico”, declara Flávia Barbalho, diretora do festival
Os destaques são os documentários Brasília 65 Anos: do Sonhoao Concreto de Walther Neto onde são homenageados os heróis anônimos, operários e servidores que construíram a capital, e, Ary do diretor André Weller, sobre a vida e obra de Ary Barroso. Um misto de cenas ficcionais dramatizadas, imagens de arquivo e narração em primeira pessoa (realizada pelo ator Lima Duarte). O longa conta a intensa trajetória do compositor mineiro, sua infância e os dias dourados e de glória no Rio de Janeiro. Na trilha sonora clássicos como No Rancho Fundo, No Tabuleiro da Baiana, Aquarela do Brasil e Na Baixa do Sapateiro.
Na programação o divertido Colegas 2 escrito e dirigido por Marcelo Galvão dá continuidade à jornada emocionante e bem-humorada que cativou o público ao redor do mundo no filme original de 2012. O road movie foi filmado no Rio Grande do Sul e no Uruguai e acompanha um grupo de amigos que se esconde em um avião cargueiro, embarcando em uma viagem repleta de aventuras e perigos rumo à Punta del Leste.
Fôlego até depois do fim, documentário dirigido por Candé Salles onde a atriz Maria Carol Rebello conta sua trágica experiência ao perder o tio, o ator e diretor Jorge Fernando, a avó, Hilda Rebello, ambos falecidos em 2019 e o irmão multiartista João Rebello assassinado por engano em 2024. “O laço que nos une é de arte e espiritualidade”, esclarece Maria Carol. Depoimentos marcantes de Xuxa, Ney Matogrosso, Cláudia Raia, Marcelo D2, Tony Ramos, Guel Arraes, Silvio de Abreu, Patrícia Travassos, Mariana Ximenes, entre outros.
O Avental Rosa de Jayme Monjardim conta a história de Alice (Cyria Coentro), uma mulher que dedica sua vida ao voluntariado, abdicando de seu próprio tempo. Em um hospital de luxo, onde ganha seu dinheiro, ela trabalha como acompanhante. Em hospitais com poucas condições, trabalha como voluntária e dedica, sem ganhos, seu amor e compaixão.
Estranhos na Noite de Whalter Neto é uma homenagem à cidade de São Paulo, as conexões humanas nas madrugadas da grande metrópole. São Paulo intensa, pulsate, imprevisível e cheia de histórias que convidam para refletir. São três narrativas paralelas em uma noite de sexta-feira. No elenco Mônica Carvalho, Oscar Magrini, Paulo Vilhena, Ricardo Macchi, Ju Schalch, Oscar Pardini e Jorge Mesquita.
O Homem só dirigido por Cláudia Jouvin mostra a história de Arnaldo (Vladimir Brichta), um homem que está infeliz no casamento e no trabalho. Para tentar resolver seus problemas, ele procura uma clínica que promete copiar as pessoas para livrá-las da vida miserável que levam. Com um clone ocupando seu lugar ele poderia começar uma vida nova, mas na hora do radical procedimento surge a dúvida se é o que ele realmente deseja fazer. Destaque para a personagem Josie interpretada por Mariana Ximenes com visual bem diferente do que estamos acostumados a ver e chama a atenção pela sua atuação.
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL 2025
SELEÇÃO OFICIAL
Gênero Ficção
Amélia – de André Leão Bijupirá – de Eduardo Boccaletti Dependências – de Luisa Arraes E assim aprendi a voar – de Antonio Fargoni Eu não sei se vou ter que falar tudo de novo – de Vitória Fallavena e Thassilo Weber Ferrolho – de Alexandre Derlam Menino do Guarda-chuva Vermelho – de Andyara Miranda Meu Pequeno Sentinela – de Lucas Marques Mundinho – de Lúcio Lima O Céu Não Sabe Meu Nome – de Carol Aó O Colecionador de Cheiro de Nucas Femininas – de Ana Clara Vidal de Negreiros & Natália Damião O Correspondente – de Bruno Barcelos e Thali Bartikoski O fantasma de Deodato – de Maiara Líbano O Leve Bailar das Borboletas – de Leandro Fasoli Os Pedais de Pedro – de Vinícius di Castro Poente – de Felipe Careli Rapsódia em Azul – de Marina Barancelli
Gênero Experimental Re-Éksodos – de Julia Horta Paiva Terreno – de Penelope Corinaldesi
Gênero Documentário AugA – A Origem – de Miguel Nagle Benzô – de Letícia Andra Canto de Acauã – de Jaya Pereira Da aldeia à universidade – de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo Emerenciana – de Larissa Nepomuceno Era uma vez… Em cordel – de Bruno Rafael Fragoso da Silva Kephas é Pedra – de Luiz Alberto Cassol Mercado de História – de Alcinethe Maria Cavalcante Damasceno O apagar das estrelas – Legados de Julio Lobo – de Diego Ruiz de Aquino e Jean Marcel Camargo O Empalhador – de Carlos Neto Penna Prearo: Forasteiro Sonhador – de Laura Barile Raízes de Trancoso – de Carol Kanashiro e Tomás Vianna Silêncio na Boiada – de Luiza Fernandes
Gênero Animação A Vila de Itueta – de Crianças da Escola Municipal de Santo Antônio / Projeto Animação / Instituto Marlin Azul Ária – de Arthur P. Motta Benzedeiras – de Beatriz Lindenberg e Jamilda Bento Hacker Leonilia – de Gustavo Fontele Kigalinha – de Gabriel Justo e Felipe Santana Nova Aurora – de Victor Jiménez O Chapéu do Zezéu – de Alunos da Escola Municipal Monsenhor Walfredo Gurgel / Projeto Animação – Instituto Marlin Azul O Despertar de Aiyra – de Duda Rodrigues e Juliana Rogge O Menino que engoliu o choro – de Joubert Amaral Receita de Vó – de Carlon Hardt
MOSTRA INDÍGENA
Pataxó Txihi Aponãhi – de Aline Valente e João Carlos Quiári – de Thiago Jesus Diálogos Indígenas do Nosso Tempo – de Gustavo Guedes
A Oca – de Sueli Pataxó
Vezes de Pindorama – de Fernando Freire e Daniel Victor Baka Kariri-Xocó – de André Leão Vípuxovuko – Aldeia – de Dannon Lacerda O Sonho de Anu – de Vanessa Kypá
Curas Sagradas Pataxós – de Flávia Barbalho
MOSTRA REGIONAL
Madame Maluca e a Empregada Doidona – de Regina Vasquez e Flávia Barbalho Sankofa – de Deivison Chioke Jegue Elétrico – 33 Anos Depois – de Robson Vieira Iemanjá – de Tomás Vianna e Carol Kanashiro Lagoa Azul: Território Ameaçado – de Karina Cassimiro
Projeto Cultura Itinerante promove encontro de gerações em homenagem ao forró raiz
O ritmo, a poesia e a força da cultura nordestina tomam conta da Casa do Cantador neste sábado (15 de novembro), com mais uma edição do Sabadão do Forró, dentro do projeto Cultura Itinerante 2025. A programação reúne artistas consagrados do Distrito Federal em uma verdadeira celebração do forró pé de serra, fortalecendo tradições, aproximando gerações e valorizando as raízes culturais do Nordeste no coração de Ceilândia.
A partir das 20h, o público é convidado a vivenciar uma noite de encontros, alegria e música ao vivo. Quem abre a festa é o Trio Xodóó, seguido da potência vocal e presença marcante de Hellen Barbosa e A Inovação do Forró. Às 22h, Nilson Freire sobe ao palco com o seu projeto Só Pé de Serrá, trazendo repertório que reverencia mestres como Dominguinhos e Luiz Gonzaga. Encerrando a programação, o Trio Forró Legal recebe Dadá do Acordeon, ícone da sanfona no DF, para fechar o evento no mais alto astral.
O Sabadão do Forró integra a segunda edição do Cultura Itinerante, iniciativa que circula por feiras, praças e equipamentos culturais do Distrito Federal, com ações voltadas ao fortalecimento da cultura popular, dos artistas independentes e da convivência comunitária.
“Nosso objetivo é manter viva a tradição do forró pé de serra, ocupando espaços públicos e aproximando o público dos músicos que carregam essa história. É cultura, identidade e pertencimento”, destaca a Associação dos Forrozeiros do DF (Asforró-DF), organizadora do projeto.
O evento é gratuito, aberto à comunidade e reforça o papel da Casa do Cantador como templo da cultura nordestina em Brasília — um espaço simbólico que há décadas acolhe artistas, sanfoneiros, violeiros e poetas populares.
Programação – Sabadão do Forró
Casa do Cantador – Ceilândia Sábado, 15 de novembro de 2025
20h – Trio Xodóó 21h – Hellen Barbosa e A Inovação do Forró 22h – Nilson Freire – Só Pé de Serrá 23h – Trio Forró Legal & Dadá do Acordeon
Realização e Apoio
Realização: Associação dos Forrozeiros do DF (Asforró-DF) Apoio: Administração Regional de Ceilândia Equipamento: Casa do Cantador Fomento: Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF
Mais de 1.500 curtas de 26 estados e do Distrito Federal foram inscritos, destes 30 filmes foram selecionados para a mostra competitiva nacional de curta-metragem e 21 para a de videoclipes. O festival vai de 11 a 14 de dezembro no Cine Brasília (106 Sul), incluindo experiências em realidade virtual, workshops, e outras atividades gratuitas
De 11 a 14 de dezembro, o Distrito Federal se tornará o polo das produções de curta-metragens brasileiros, com a 13º Curta Brasília – Festival Internacional de Curta-metragem, no Cine Brasília. Realizado anualmente pela Sétima Produções, com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o festival premia os melhores curtas e videoclipes em duas categorias: Mostra nacional de curtas-metragens e Mostra Decibéis de videoclipes.
Foram 1519 filmes inscritos para o festival, oriundos de todas as 27 unidades da federação. Cerca de 120 obras serão exibidas ao longo dos quatro dias do evento. Além das mostras competitivas de curtas-metragens nacionais e a Decibéis — de videoclipes —, esta edição também vai trazer experiências em realidade virtual, debates e mercado de economia criativa. Sessões especiais e internacionais completam a programação, oferecendo uma imersão plural no universo do audiovisual contemporâneo.
“Mais que um evento, o Festival Curta Brasília é um ponto de encontro entre inovação, criatividade e diversidade no audiovisual. Ao longo de sua trajetória, tem se reinventado e fortalecido como um dos maiores palcos do curta-metragem, revelando novos olhares, promovendo experimentações e aproximando arte, tecnologia e sociedade em diálogo constante”, explica Ana Arruda, diretora do festival Curta Brasília.
Premiação
O Festival Curta Brasília, por meio do Júri Oficial e do Júri Popular, concederá aos filmes vencedores o “Troféu CURTA BRASÍLIA”, além do prêmio em dinheiro, nas seguintes categorias:
Prêmio do Júri Oficial para o melhor curta-metragem da Mostra Nacional de Curtas: R$ 6.500,00 (seis mil e quinhentos reais);
Prêmio do Júri Popular para o melhor curta-metragem da Mostra Nacional de Curtas: R$ 6.500,00 (seis mil e quinhentos reais);
Prêmio do Júri Oficial para o melhor videoclipe na Mostra Decibéis de Videoclipes: R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais);
Prêmio do Júri Popular para o melhor videoclipe na Mostra Decibéis de Videoclipes: R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais);
Prêmio do Júri Popular infantil para o melhor curta-metragem da Mostra Calanguinho: R$1.500,00 (mil e quinhentos reais).
O “Troféu CURTA BRASÍLIA” será concedido, sem prêmio em dinheiro, para os filmes premiados nas seguintes categorias:
Melhor Direção;
Melhor Roteiro;
Melhor Fotografia;
Melhor Atuação;
Melhor Montagem;
Melhor Som;
Melhor Direção de Arte.
O Festival Curta Brasília é uma realização da empresa Sétima Cinema. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Mais informações podem ser obtidas nos perfis oficiais nas redes sociais ou no site do Festival: www.curtabrasilia.com.br.
A volta do Gira Curta
A Mostra Itinerante Gira Curta retorna nesta edição, levando arte para diferentes regiões do Distrito Federal. Com o objetivo de difundir o cinema nacional, levará programas de curtas-metragens a escolas, cineclubes e espaços culturais da capital.
A mostra oferece cinco programas distintos, totalizando 23 curtas-metragens e um videoclipe que foram destaques e premiados na última edição do Festival Curta Brasília, em 2024. Cada programa tem uma curadoria temática, com classificação indicativa que varia de Livre a 16 anos, garantindo opções para todos os públicos. Neste ano, a mostra itinerante vai passar por Ceilândia, Taguatinga, Guará e Gama.
Nas edições anteriores, o Gira Curta levou 160 filmes para 16 regiões administrativas do DF, incluindo Plano Piloto, Ceilândia, Samambaia, São Sebastião, Brazlândia e Planaltina. A mostra também ultrapassou as fronteiras do cerrado, exibindo os filmes em cidades da França (Nice e Paris) e nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco.
Confira abaixo a lista dos selecionados:
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTA-METRAGEM
ALÉM DO SONHO
Documentário, 24 min, DF, 2025.
Direção: José Walter Nunes e Sandra Bernardes Ribeiro
ARAME FARPADO
Ficção, 22 min, SP, 2025.
Direção: Gustavo de Carvalho
BIJUPIRÁ
Ficção, 14 min, BA, 2025. Livre
Direção: Eduardo Boccaletti
CABEÇA DE BOI
Documentário, 20 min, MG, 2025. 10 anos
Direção: Lucas Zacarias
CIDADE AFLUENTE
Híbrido, 16 min, DF, 2025. 12 anos
Direção: Josianne Diniz
DE CODÓ A CEILÂNDIA
Documentário, 29 min, DF, 2025. Livre
Direção: Gu da Cei
DEPOIS DO FIM
Ficção, 19 min, SP, 2024. Livre
Direção: Pedro Maciel
FRONTERIZA
Ficção, 20 min, PR, 2025. Livre
Direção: Nay Mendl, Rosa Caldeira
GAZELA
Documentário, 18 min, PR, RJ, 2024. 14 anos
Direção: Evandro Manchini
GIRASSÓIS
Ficção, 20 min, RJ, 2025. 12 anos
Direção: Jessica Linhares e Miguel Chaves
KM 100
Ficção, 20 min, SP, 2024. Livre
Direção: Lucas Ribeiro
LANÇA-FOGUETE
Ficção, 16 min, PE, 2025. 12 anos
Direção: William Oliveira
LINDA DO ROSÁRIO
Ficção, 19 min, RJ, 2024. Livre
Direção: Vladimir Seixas
MOTI
Ficção, 19 min, SP, 2024. 12 anos
Direção: Andre Okuma
O CÉU NÃO SABE MEU NOME
Ficção, 20 min, BA, SP, 2024. Livre
Direção: Carol AÓ
O MAPA EM QUE ESTÃO MEUS PÉS
Documentário, 13 min, AL, 2025. Livre
Direção: Luciano Pedro Jr.
O MEDO TÁ FODA
Animação, 16 min, CE, 2024. 10 anos
Direção: Esaú Pereira
PONTO CEGO
Ficção, 19 min, CE, 2025. 12 anos
Direção: Luciana Vieira e Marcel Beltrán
PONTO E VÍRGULA
Ficção, 17 min, SP, 2024. 16 anos
Direção: Thiago Kistenmacker
PRESÉPIO
Ficção, 18 min, RJ, 2025. 12 anos
Direção: Felipe Bibian
QUANDO SAIR LÁ FORA SEREI ANA
Ficção, 24 min, PB, 2025. 12 anos
Direção: Jamila Facury, Edson Lemos Akatoy
RÉQUIEM PARA MOÏSE
Documentário, 18 min, RJ, 2025. 14 anos
Direção: Caio Barretto Briso e Susanna Lira
SAMBA INFINITO
Ficção, 15 min, RJ, 2025. Livre
Direção: Leonardo Martinelli
SEBASTIANA
Documentário, 16 min, RJ, 2024. 12 anos
Direção: Pedro de Alencar
SECUNDÁRIA
Ficção, 16 min, CE, 2025. 10 anos
Direção: Amanda Pontes e Michelline Helena
TAPANDO BURACOS
Ficção, 20 min, AL, 2025. 12 anos
Direção: Pally e Laura Fragoso
TRÊS
Ficção, 21 min, DF, 2024. 14 anos
Direção: Lila Foster
ÚLTIMA GERAÇÃO
Ficção, 19 min, GO, 2025. Livre
Direção: Matheus Amorim
VEREDAS
Ficção, 18 min, SP, 2025. Livre
Direção: Igor Rossato
VOCÊ LEMBRA
Documentário, 17 min, MG, 2024. 10 anos
Direção: Victória Morais
MOSTRA DECIBÉIS – COMPETITIVA NACIONAL DE VIDEOCLIPES
CITY MALL – SAPPHIRE
3 min, SP, 2025, Livre
Direção: Augusto Medeiros e Henrique Gomes
CRIOLO FT DINO D’SANTIAGO E AMARO FREITAS – ESPERANÇA
5 min, SP, 2024, Livre
Direção: Helder Fruteira
DUO ADUAR – CÓRGO DO MEIO 3 min, MG, 2025, Livre
Direção: Davi Guedes e Duo Aduar
EDUARDO PENNA – ANTIVIRAL 3 min, DF, 2024, Livre
Direção: Pedro Avellar
FEHLIX – ENSINO MÉDIO (FREESTYLE)
4 min, DF, 2024, 10 anos
Direção: Deidade da vila
FRANQUE – ANTIGO CONTIGO (AAA)
3 min, SP, 2024, 10 anos
Direção: Gabriel Riccieri
FRIMES – FILME TRASH
3 min, MA, 2024, 14 anos
Direção: Lucas Sá e Frimes
JEAN TASSY – ACRÔNICO — SHORT FILM
8 min, SP, 2024, Livre
Direção: Blue (Carol AÓ e Helder Fruteira)
JOÃO DONATO E DONATINHO – INTUIR
5 min, AC, 2024, Livre
Direção: Beatriz Nominato e Matheus Vinhas
LIPE FIORE – IMPOSSÍVEL ME ESQUECER
4 min, SP, 2024, Livre
Direção: Nathalia Mendes
LUIZ BARATA – MARINHEIRO
4 min, RJ, 2025, Livre Direção: João MM
MATHEUS PERAZO – SINFONIA DO ADEUS
4 min, RS, 2025, 12 anos
Direção: Jean Amaral e Matheus Perazo
MEMO RAP – O CORRE
3 min, SP, 2024, 12 anos
Direção: Marcelo Pereira & Kayque Lima
O GRILO – PASSO A PASSO
4 min, BA – SP, 2024, Livre
Direção: Nathalia Mendes
PÉLICO E CATTO – TE ESPEREI
3 min, SP, 2025, Livre
Direção: André Peniche
PURO SUCO – MALDITO POEMA CONCRETO
2 min, DF, 2025, Livre
Direção: Luna Colazante, Gabriel Ikeda e Paulo Cavalcante
RACHEL REIS – CASCA
3 min, BA, 2025, Livre
Direção: Aline Lata
SR. COIMBRA – PARACETAMONO
4 min PI, 2025, Livre
Direção: Tássia Araújo
VÍRUS CARINHOSO – SCANK VIVE
3 min, BA, 2024, Livre
Direção: Iury Taillan e Vírus
VIVI – BANQUETE
3 min, SP, 2025, Livre
Direção: Viktor Lopes & Leticia Ribeiro
ZAINA WOZ – BONECA DE PORCELANA
3 min, SP, 2024, 12 anos
Direção: Marilia Curtolo
Serviço 13º Curta Brasília – Festival Internacional de Curta-Metragem
Serviço
13º Curta Brasília – Festival Internacional de Curta-metragem
Quando: 11 a 14 de dezembro de 2025 Onde: Cine Brasília (106/107 Sul) Para mais informações: @festcurtabrasilia e www.curtabrasilia.com.br
Vencedor do prêmio de Melhor Documentário do FESTin 2025, em Lisboa, longa-metragem retrata mulheres que transformam o lixo em vida e resistência
O documentário Catadoras chega ao Distrito Federal para uma sessão inédita e gratuita no Cine Brasília, dia 16 de novembro, dentro da programação do Novembro Negro. Após conquistar o prêmio de Melhor Documentário na 16ª edição do Festival Internacional de Cinema da Língua Portuguesa (FESTin), em Lisboa, a obra retorna ao país de origem, celebrando a força das mulheres que vivem da coleta de materiais recicláveis e transformam a luta diária em símbolo de resistência e sustentabilidade.
Dirigido por Dayse Porto, o filme acompanha as trajetórias de Aline, Francisca, Jeane e Suelen, quatro mulheres catadoras de materiais recicláveis nas cidades de Salvador, Brasília, São Paulo, Banabuiú e Manaus. Unidas pela força e pela consciência ambiental, elas transformam o trabalho muitas vezes invisível da reciclagem em uma poderosa expressão de resistência e esperança. Cada uma carrega uma história marcada por superação, revelando humanidade e complexidade por trás das estatísticas.
O documentário expõe ainda a dimensão social e ambiental do trabalho dessas mulheres, evidenciando como a luta pela sobrevivência se conecta à luta por reconhecimento. São personagens que enfrentam desafios, criam redes de apoio e transformam o lixo em possibilidade de vida. Ao mesmo tempo, o filme questiona o lugar que a sociedade reserva a essas trabalhadoras e propõe uma reflexão sobre o papel feminino na economia circular.
Lançado em 2024, o filme é realizado e produzido por mulheres, com viabilização da Novelis, líder mundial em laminados e reciclagem de alumínio, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A exibição no Cine Brasília integra a programação do Novembro Negro, em celebração ao Dia Nacional de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra.
FICHA TÉCNICA
Catadoras Documentário / Bahia / 2024 / 70 min Dayse Porto Sinopse: Francisca retorna à sua terra natal, no interior do Ceará, após 40 anos vivendo em São Paulo. Jeane sonha ver o filho Arlon vencer o alcoolismo e registrar a pequena Valentina, sua filha de três anos. Suelen rompeu um casamento violento e busca recomeçar, acreditando na possibilidade de um novo amor. Já Aline, que um dia teve sua casa demolida pela polícia, anos depois sobe a rampa do Palácio do Planalto para colocar a faixa no presidente da República. Histórias distintas que se cruzam na luta por dignidade, reconhecimento e pertencimento. Classificação indicativa: Livre
DAYSE PORTO
Dayse Porto é uma diretora e roteirista baiana de ficção e documentário. Nascida em Cachoeira, na Bahia, se formou em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia e estudou roteiro na Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba (EICTV). Morou seis anos em São Paulo, onde trabalhou em televisão e produtoras independentes, dirigindo programas como Espaço Mix, na Mix TV, e escrevendo o argumento de Cine Rooftop, da Paramount Channel. Ela também escreveu o livro “Ó Paí, Ó – Ritmo e Cultura da Bahia na TV”, fruto de seu mestrado na PUC-SP. De volta à Bahia desde 2017, fundou a Movida Produtora de Conteúdo e dirigiu filmes como “Beleza da Noite”, em parceria com a Globo Filmes, exibido na TV Globo.
Uma noite de humor afiado, novos personagens e muitas risadas!
No dia 16 de novembro (domingo), às 18h, o renomado humorista Carioca chega a Brasília com seu novo espetáculo “Botando Pilha”, no Teatro La Salle (906 Sul). Uma apresentação repleta de energia, criatividade e, claro, muito bom humor. Conhecido por seu estilo ácido e por personagens que conquistaram o público em todo o Brasil, Carioca promete uma noite inesquecível com mais de quatro novas criações, além de situações que exploram o cotidiano com sua já consagrada irreverência.
O show “Botando Pilha” marca mais um momento especial na carreira de Márvio Lúcio, o Carioca, que se tornou um dos maiores nomes do humor brasileiro ao longo de mais de duas décadas de sucesso. O artista convida o público a mergulhar em um espetáculo dinâmico e imprevisível — com direito a surpresas e até uma pitada de música, mas sem spoilers!
Os ingressos estão disponíveis na Bilheteria Digital, com valor de R$ 80,00 (meia social) + 1 kg de alimento.
SOBRE CARIOCA
Com talento, espontaneidade e um “timing” preciso para o humor, Carioca — nome artístico de Márvio Lúcio, natural de Niterói (RJ) — conquistou o público com suas imitações afiadas e personagens icônicos. Desde o início no lendário programa Pânico, em 1996, ele deu vida a figuras inesquecíveis como Bóris Casoy no “Jornal do Bóris”, Bispo Didi Maiscedo, Marcelo Sem Dente, entre muitos outros. Na televisão, brilhou também na Rede Globo, com o personagem Cascadura Jr. no Central da Copa e como repórter do Vídeo Show. Em 2020, integrou o time do Domingo Espetacular, na RecordTV, levando suas imitações para o público dominical e participando com humor ácido dos bastidores do reality A Fazenda. Hoje, Carioca é também um fenômeno digital com o Ticaracaticast, podcast criado ao lado de Marcos Chiesa (Bola), que já ultrapassa 200 milhões de plays e soma mais de 2 milhões de seguidores nas plataformas online. Carismático, criativo e sempre atual, Carioca segue colecionando risadas, aplausos e sucesso por onde passa. E, com “Botando Pilha”, promete fazer Brasília cair na gargalhada!
SERVIÇO:
– Show: Botando Pilha – com Carioca
– Data: 16 de novembro (domingo)
– Horário: 18h
– Local: Teatro La Salle – 906 Sul, Brasília
– Ingressos: R$ 80,00 (meia social) + 1kg de alimento
Evento gratuito une música, turismo e convivência, celebrando o samba e a diversidade cultural do Brasil no centro da capital
No próximo sábado, 15 de novembro, o coração de Brasília volta a bater no compasso do samba. Ocupando há uma década a Torre de TV um dos cartões-postais mais emblemáticos do Distrito Federal, o projeto Café com Samba celebra dez anos de música, cultura e pertencimento, reafirmando seu papel como um dos encontros mais simbólicos e afetivos da cidade.
Realizado pela Organização da Sociedade Civil Expressão Cultural Brasiliense, com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), o evento tem início às 9h30, com programação gratuita que reúne música, dança e convivência. A cada edição, o Café com Samba transforma o cenário da Feira da Torre em um grande palco a céu aberto, celebrando a diversidade cultural do Brasil e fortalecendo o turismo no Distrito Federal.
Criado em 2015, o projeto nasceu com o propósito de ocupar espaços públicos e pontos turísticos da capital com arte, alegria e encontro. Desde então, tornou-se referência para moradores, turistas, feirantes e artistas que compõem o mosaico cultural brasiliense. A cada apresentação, o Café com Samba reafirma o poder da música como instrumento de integração, identidade e pertencimento.
“Realizar o Café com Samba na Torre é celebrar a alma da cidade e o encontro entre culturas. Aqui, Brasília se mostra como o que ela é: o centro geográfico e simbólico do país, um lugar onde o Brasil se encontra”, destaca a diretoria da Expressão Cultural, responsável pela realização do projeto.
A Feira da Torre é um território de diversidade, sabores e afetos. Ali convivem o artesanato do Nordeste, o couro do Centro-Oeste, os tecidos do Norte, as panelas do Sudeste e os temperos do Sul, uma síntese perfeita da criatividade brasileira. É nesse ambiente plural que o Café com Samba acontece, fortalecendo o turismo cultural e valorizando artistas, artesãos e trabalhadores da economia criativa. A edição comemorativa terá uma programação especial que reúne grandes nomes do samba do Distrito Federal, celebrando o ritmo que dá identidade ao projeto.
As apresentações contam ainda com performances de dança que celebram o corpo, o ritmo e a expressão popular. Nos intervalos, o DJ Fagner assume os toca-discos com brasilidades, MPB e samba, mantendo o clima de festa que se espalha pela feira e pelo Eixo Monumental.
O Café com Samba integra o conjunto de ações da Expressão Cultural voltadas à democratização da arte e ao fortalecimento da cena cultural do Distrito Federal, unindo cultura e turismo, movimentando a cidade e promovendo encontros genuínos entre o público e o patrimônio cultural do DF. Serviço — Café com Samba na Torre de TV 9h30 — Abertura: DJ Fagner 10h — Café com Samba e grandes nomes do samba 12h — Intervalo: DJ Fagner 12h25 — Café com Samba e grandes nomes do samba 15h30 — Encerramento Data: Sábado, 15 de novembro de 2025
Horário: 9h30 às 15h30 Local: Torre de TV de Brasília – Eixo Monumental Entrada franca
O artista visual e advogado José Maciel apresenta sua nova exposição “RAÍZES — Heranças Visuais”, que será inaugurada no dia 28 de novembro no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, localizado na Praça dos Três Poderes. Esta mostra, com curadoria de Danielle Athayde e Cláudio Pereira e coordenação geral do Instituto Artetude Cultural, reúne cerca de cinquenta obras recentes, incluindo desenhos, pinturas, esculturas em ferro vazado e objetos cenográficos, como totens e seixos rolados pintados.
A exposição propõe uma reflexão simbólica e poética sobre as múltiplas origens que nos formam como indivíduos e como nação. O conceito de “raízes” vai além do biológico ou territorial, convidando o público a uma imersão nas camadas de memória e identidade que nos constituem. Maciel revisita o passado histórico e pessoal por meio de sua arte, trazendo à tona afetos, lembranças e símbolos que se reconfiguram no presente, em um jogo dinâmico de tempos e sentidos.
O Panteão da Pátria e da Liberdade, projetado por Oscar Niemeyer, oferece o cenário perfeito para esse encontro entre memória e identidade. O monumento, concebido como um local de celebração da história e do imaginário nacional amplia a potência simbólica das obras de Maciel propondo um diálogo profundo com os heróis da história brasileira, figuras mitificadas e ícones culturais que dialogam com a multiplicidade e a contradição da identidade nacional.
A partir de uma reflexão sobre o Brasil contemporâneo e suas raízes culturais, a obra de Maciel evoca a tensão entre o Brasil mítico e o Brasil atual, entre o projeto moderno de nação e as contradições de sua formação histórica. Esse confronto ressurge de maneira semelhante ao Brasil antropofágico retratado por Macunaíma, personagem icônico de Mário de Andrade. Na abertura da exposição, será lançado um catálogo de capa dura, com 120 páginas, que reúne as últimas pinturas de Maciel, além de suas esculturas e trabalhos em pedras. O livro, elaborado por Adriana Maciel e publicado pela editora Numa, terá uma tiragem limitada de 700 exemplares, que estarão disponíveis para venda em livrarias de Brasília.
Um Diálogo entre Passado e Presente: A mostra “Raízes — Heranças Visuais” também enfatiza a conexão entre a arte de Maciel e as obras de grandes nomes da arquitetura e das artes visuais, como Oscar Niemeyer, João Câmara Filho, Athos Bulcão, Marianne Peretti e Bruno Giorgi, cujas obras fazem parte do próprio Panteão. Essa convivência de diferentes linguagens artísticas estabelece um campo de tensão poética entre o monumental e o sensível, entre o heroico e o cotidiano, ampliando o diálogo entre as gerações e os tempos. “O Panteão é um monumento aos heróis da Pátria e é um espaço pouco visitado internamente. Achei que seria um lugar especial para a exposição, porque sinto necessário ter coragem para que meu trabalho na pintura seja lembrado na história”, afirma Maciel. “Como advogado, acho que sou o único a ter uma árvore com meu nome plantada no Bosque dos Ministros do Supremo, localizado ao lado do Panteão. Como pintor, acho que meus quadros expostos neste monumento completam minha história, que se integra na arte e no direito”,complementa.
José Maciel: O artista é conhecido por sua obra multifacetada, que transita entre a figuração e o expressionismo, com uma profunda influência de Iberê Camargo. Sua prática artística, profundamente ligada às memórias afetivas e ao subconsciente coletivo, explora formas e figuras que ganham autonomia, sendo um convite à reflexão sobre a relação entre o indivíduo e o coletivo. Maciel é um artista de processo criativo dinâmico, onde vida e obra se fundem, criando um universo pulsante e sensível, habitado por formas que dialogam com a realidade de maneira única.
Sobre o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves: Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1986, o Panteão é um dos marcos arquitetônicos de Brasília. Destacam-se em sua construção obras de artistas como João Câmara Filho (Painel da Inconfidência), AthosBulcão (Mural da Liberdade), Marianne Peretti (Vitral e Pomba) e Bruno Giorgi (Tiradentes), além do Livro de Aço, que homenageia figuras históricas como Tiradentes, Zumbi dos Palmares e Juscelino Kubitschek.
Serviço: Exposição: RAÍZES — Heranças Visuais Artista: José Maciel Curadoria: Danielle Athayde e Claudio Pereira Período: 28 de novembro de 2025 a 1 de fevereiro
Horário: Terça a sexta das 9h às 18h. Sábado, domingo e feriado das 9h às 17h Local: Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, Praça dos Três Poderes, Brasília
Show marca nova fase da carreira do artista e celebra a força da música negra brasileira
Quarta, 19 de novembro, às 21h.
O compositor e guitarrista mineiro Jimi Oliversobe ao palco do Clube do Choro de Brasília no dia 19 de novembro, às 21h, com o show da Tour Aurora, trabalho que consolida seu nome entre os artistas mais potentes da música brasileira contemporânea. A apresentação, que acontece na véspera do Dia da Consciência Negra, ganha contornos simbólicos ao celebrar a representatividade e a ancestralidade negra por meio da música, reunindo convidados especiais e abrindo espaço para diferentes vozes e sonoridades.
Jimi Oliver sobe ao palco acompanhado de um Power Trio de excelência formado por Son Andrade (bateria), Jhoninha Medeiros (baixo acústico) e Lívio Almeida (saxofone), músicos que ampliam a potência do espetáculo com arranjos sofisticados e diálogos musicais vibrantes.
Com uma sonoridade que transita entre a MPB, o soul, o jazz e o afrobeat, Tour Aurora representa um novo amanhecer na trajetória de Jimi Oliver. O trabalho nasce do desejo de reafirmar sua identidade artística e valorizar a riqueza rítmica e poética da diáspora africana. As composições abordam temas como resistência, amor, espiritualidade e pertencimento, criando pontes entre tradição e contemporaneidade.
“Tour Aurora é sobre recomeços. É sobre olhar para a história que nos trouxe até aqui e seguir adiante com orgulho, consciência e alegria. É também sobre celebrar quem somos e o que construímos coletivamente como povo negro”, afirma o artista.
A data do show — véspera do Dia da Consciência Negra — reforça o compromisso de Jimi Oliver com a representatividade e a valorização da arte negra. No palco, o artista compartilha sua trajetória com convidados que representam a diversidade e a força da música afro-brasileira, transformando o espetáculo em um ato de memória, resistência e celebração coletiva.
O repertório passeia por canções autorais de Tour Aurora, além de releituras de clássicos que inspiraram sua trajetória, construindo uma experiência sonora intensa e plural. Cada faixa reafirma a música como ferramenta de afeto, identidade e transformação. No set list, um passeio também pelo repertório de Face to Face, trabalho de estreia de Jimi, e composições de artistas que influenciam o artista como George Benson, Paul Jackson e o conterrâneo Milton Nascimento.
Sobre o artista
Jimi Oliver é guitarrista e compositor com mais de duas décadas de trajetória, reconhecido pela fusão refinada de jazz, bossa nova, fusion e música brasileira. Nascido no Vale do Jequitinhonha (MG), começou a tocar aos nove anos de idade, inspirado pelo pai, e construiu uma carreira marcada por turnês internacionais, gravações e colaborações com importantes nomes da cena instrumental.
Seu trabalho inclui projetos como Brazilian Bossa Jazz — que explora a intersecção entre a música brasileira e o jazz contemporâneo — e Face to Face, álbum de renascimento criado após a pandemia, além de discos e singles autorais que transitam entre o lirismo melódico e a improvisação sofisticada. Ao longo da carreira, Jimi se apresentou em palcos do Brasil e da Europa, levando sua linguagem singular para festivais, teatros e clubes de jazz, sempre com foco em expandir a presença da música instrumental brasileira no mundo
Serviço
Jimi Oliver e Power Trio – Tour Aurora Quarta, 19 de novembro, às 21h Clube do Choro de Brasília – Eixo Monumental, S/N – Setor de Divulgação Cultural Abertura: Marlene Souza Lima Ingressos: R$ 45 (meia) à venda na Bilheteria Digital ou na bilheteria física do Clube do Choro
Evento reúniu colecionadores e admiradores de carros antigos no Shopping Popular, com entrada solidária
Brasília será palco, neste sábado, 8 de novembro de 2025, do 6° Centro-Oeste de Opalas e Caravans, o maior encontro da região dedicado aos clássicos da Chevrolet. O evento acontecerá das 9h às 18h, no estacionamento do Shopping Popular, localizado no Parque Ferroviário de Brasília(DF) ( antiga rodoferroviária). A entrada é 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a instituições de caridade.
O encontro é uma celebração da cultura automobilística e do antigomobilismo, reunindo colecionadores, apaixonados por veículos antigos e famílias de diversas cidades do Centro-Oeste. Durante o dia, os visitantes poderão conhecer modelos raros e personalizados, trocar experiências e relembrar histórias que marcaram gerações.
O evento contará com uma ampla exposição de Opalas e Caravans, de diferentes gerações e estilos, além de uma área especial para caminhões de coleção, demonstrando a diversidade do antigomobilismo brasileiro.
Entre as atrações, o público poderá aproveitar:
Espaço Kids, com atividades recreativas para as crianças;
Praça de Alimentação, com opções variadas;
Música ao vivo com DJ, tocando sucessos dos anos 80 e 90;
Atividades e demonstrações voltadas ao universo automobilístico.
Mais que um evento de carros, uma celebração de histórias:
O objetivo do 6° Centro-Oeste de Opalas e Caravans é fortalecer a união entre colecionadores e admiradores, incentivando o intercâmbio cultural entre os estados da região. Para os organizadores, o encontro vai além da paixão por automóveis — é uma oportunidade de compartilhar memórias, amizades e solidariedade.
Serviço
Evento: 6° Centro-Oeste de Opalas e Caravans
Data: Sábado, 8 de novembro de 2025
Horário: 9h às 18h
Local: Estacionamento do ShoppingPopular – Parque Ferroviário de Brasília, DF