Categoria: Cultura, Entretenimento

Mostra Todd Haynes prossegue no CCBB Brasília com filmes, debates e curso gratuitos até 22 de março

Foto divulgação

Todas as sessões têm entrada gratuita e a extensa programação paralela inclui filmes de outros realizadores, escolhidos por sua relevância histórica, estética e política

Mostra Todd Haynes segue em cartaz no CCBB Brasília até o dia 22 de março, oferecendo ao público a oportunidade de conferir gratuitamente a retrospectiva dedicada a um dos cineastas mais influentes do cinema contemporâneo. A programação reúne 23 filmes — 13 dirigidos por Todd Haynes e 10 obras em diálogo com sua filmografia — incluindo títulos como Carol,Longe do ParaísoVelvet Goldmine e Segredos de um Escândalo, além de clássicos que ajudam a contextualizar suas referências estéticas e políticas. A entrada gratuita, com retirada dos ingressos 1h antes na bilheteria. A classificação indicativa é de acordo com cada filme (ver programação). 

Além das sessões, a mostra promove uma programação complementar com duas mesas de debate, sessões apresentadas e comentadas e um curso de dois encontros, ampliando a reflexão sobre melodrama, cinema queer, representação feminina e linguagem audiovisual. Participam das atividades as pesquisadoras Emília Silberstein e Lila Foster, o cineasta Mike Peixoto, a pesquisadora Marisa Arraes, além das curadoras Carol Almeida e Camila Macedo. O curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de Carol” será ministrado por Alessandra Brandão e Ramayana Lira de Sousa

Para participar das atividades formativas e das sessões, basta retirar o ingresso gratuitamente na bilheteria física do CCBB Brasília, uma hora antes do início de cada evento. As mesas contam com tradução em Libras e há sessão acessível do filme Carol, com audiodescrição, legendagem descritiva e Libras.

A mostra também disponibiliza um catálogo inédito, em versões impressa e digital, com textos de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, incluindo tradução de artigo da teórica feminista Mary Ann Doane e entrevista exclusiva com o diretor.

ATIVIDADES PARALELAS:

Sessões comentadas

07 de março de 2026 (sábado)

Velvet Goldmine, comentada pelo Cinebeijoca

08 de março de 2026 (domingo)

Mal do século, comentada pelo Cinebeijoca

11 de março de 2026 (quarta-feira)

Canção de amor Veneno, comentada por Marcus Azevedo

13 de março de 2026 (sexta-feira)

O suicídioAssassinos: um filme sobre RimbaudPeggy e Fred no inferno: o prólogo, comentada por Carol Almeida

15 de março de 2026 (domingo)

Longe do paraíso, comentada por Letícia Bispo

19 de março de 2026 (quinta-feira)

JolliesDottie leva palmadas e Primavera, comentada por Camila Macedo

Sessões apresentadas

03 de março de 2026 (terça-feira)

Não estou lá, apresentada por Mariana Souto

05 de março de 2026 (quinta-feira)

Carol, apresentada Ana Caroline Brito

Mesas de debate

14 de março de 2026 (sábado)

17h – Debate 1: Donas de casa encarceradas nas estratégias melodramáticas de Todd Haynes

Descrição: A proposta é pensar como o diretor projeta figuras femininas em seus filmes e produz debates de gênero a partir da remodelação dos códigos do melodrama no cinema, tradicionalmente vinculados a um suposto “cinema para mulheres”. A partir de conceitos sobre o espaço do “lar” e dos limites entre o doméstico e o público, vamos debater sobre os gestos políticos nos roteiros e nos modos de filmar que Haynes adota em várias de suas obras.

Duração: 90 minutos

Convidados: Emília Silberstein, Lila Foster, com mediação de Carol Almeida

Acessibilidade: presença de intérprete de Libras

21 de março de 2026 (sábado)

17h – Debate 2: O legado de Todd Haynes para os novíssimos cinemas queer

Descrição: Como um dos mais proeminentes nomes do New Queer Cinema dos anos 1990, o trabalho de Todd Haynes tem inspirado filmografias de jovens cineastas queer ao redor do mundo e, também, no Brasil. Nesta mesa, conversaremos sobre essas influências, com especial atenção aos diálogos entre a obra de Haynes e filmes brasileiros da atualidade.

Duração: 90 minutos

Convidados: Mike Peixoto, Marisa Arraes, com mediação de Camila Macedo

Acessibilidade: presença de intérprete de Libras

Curso

14 e 15 de março de 2026 (sábado e domingo)

10h às 15h (inclui intervalo de 1 hora)

Título: Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de Carol, de Todd Haynes

Descrição: O filme Carol é frequentemente lembrado por sua sofisticação formal, mas este curso/oficina propõe tratá-lo como um dispositivo de investigação: como a espectatorialidade se torna ação (insistência, imaginação e sobrevivência) diante de imagens historicamente marcadas entre apagamento e codificação. Apresentaremos a fabulação como inventário, recuperando imagens como bens afetivos e reorganizando-as em um baú de referências lésbicas e/ou cuir em contínua invenção e reinvenção. Mobilizaremos o velcro como método, curadoria-crítica por fricção que tensiona superfícies e produz sentido na própria montagem. Na dimensão prática, construiremos um dossiê-velcro com seleção comentada de cenas, constelações de imagens e um roteiro de montagem que explicita aderências, descolamentos e tensões, expresso, entre outras possibilidades, na forma de storyboard de vídeo-ensaio, sequência montável ou um atlas anotado de espectatorialidade lésbica e/ou cuir.

Duração: 8 horas, sendo 4 horas em cada dia.

Ministrantes: Alessandra Brandão e Ramayana Lira.

Informações no site e retirada de ingressos na bilheteria do CCBB Brasília.

Sessão com acessibilidade

17 de março de 2026 (terça-feira)

18h30 – Filme: Carol

Descrição: Exibição de um dos mais célebres filmes da carreira de Todd Haynes, que condensa algumas das suas principais marcas autorais (como as escolhas de encenação, os usos dos códigos melodramáticos, o protagonismo feminino, as discussões ao redor da sexualidade e de suas restrições sociais, a reconstituição de época e o diálogo com outras linguagens artísticas), em cópia com audiodescrição, legendagem descritiva e Libras. Voltada a pessoas com deficiência visual, surdas e ensurdecidas, a sessão é seguida de conversa com a curadoria com presença de intérprete de Libras.

Acessibilidade: presença de intérprete de Libras durante a conversa.

FICHA TÉCNICA

Curadoria: Carol Almeida e Camila Macedo

Idealização, coordenação geral e produção executiva: Hans Spelzon

Empresa produtora: Caprisciana Produções

Apoio Institucional: Instituto Goethe

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil e Governo do Brasil

Patrocínio: Banco do Brasil

CONVIDADOS

Mariana Souto

Ana Caroline Brito

Cinebeijoca

Marcus Azevedo

Lila Foster

Emília Silberstein

Ramayana Lira de Sousa

Alessandra Brandão

Letícia Bispo

Mike Peixoto

Marisa Arraes

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Localizado no Edifício Tancredo Neves, o prédio é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico de autoria de Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, é oferecido o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais, aproximando o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolha públicas e particulares, universitários e instruções, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.

O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília

Horário da van – De quinta-feira a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB:  13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

SERVIÇO

Mostra Todd Haynes

Curadoria: Carol Almeida e Camila Macedo

Produção: Caprisciana Produções

Data: Até 22 de março

Local: CCBB Brasília

Endereço: Asa Sul Trecho 2 – Asa Sul, Brasília – DF

Tel: (61) 3108-7600
Website: https://ccbb.com.br/brasilia/

Instagram: @ccbbbrasilia

Ingressos: Entrada gratuita. Retirada dos ingressos 1h antes, presencialmente, na bilheteria do CCBB Brasília.

Classificação: ver programação

Horários: Ver programação.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA POR DIA:

10 de março 2026 (terça-feira)
17h00 – Jeanne Dielman (Jeanne Dielman, 23, quai du commerce, 1080 Bruxelles,Chantal Akerman, 1975, 201 minutos, BEL / FRA, digital) – 16 anos

11 de março 2026 (quarta-feira)
18h30 – Canção de amor (Un chant d’amour, Jean Genet, 1950, 26 minutos, FRA, digital) + Veneno (Poison, Todd Haynes1991, 85 minutos, EUA, digital) + Sessão comentada (Marcus Azevedo) – 18 anos

12 de março 2026 (quinta-feira)
17h30 – Desencanto (Brief encounter, David Lean, 1945, 86 minutos, GBR, digital) – 14 anos
19h15 – Carol (Carol, Todd Haynes2015, 118 minutos, EUA / GBR, digital) – 14 anos

13 de março 2026 (sexta-feira)
19h00 – O suicídio (The suicide, Todd Haynes, 1978, 22 minutos, EUA, digital) + Assassinos: um filme sobre Rimbaud(Assassins: a film concerning Rimbaud, Todd Haynes, 1985, 43 minutos, EUA, digital) + Peggy e Fred no inferno: o prólogo (Peggy and Fred in hell: the prologueLeslie Thornton, 1984, 20 minutos, EUA, digital)  + Sessão comentada (Carol Almeida) – 16 anos

14 de março 2026 (sábado)
10h00 – Curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de ‘Carol’, de Todd Haynes” – 16 anos
17h00 – Debate 1: Donas de casa encarceradas nas estratégias melodramáticas de Todd Haynes, com Emilia Silberstein, Lila Foster e mediação de Carol Almeida (com LIBRAS) – 16 anos
19h00 – Segredos de um escândalo (May December, Todd Haynes, 2023, 117 minutos, EUA, digital) – 16 anos

15 de março 2026 (domingo)
10h00 – Curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de ‘Carol’, de Todd Haynes” – 16 anos
16h00 – O medo devora a alma (Angst essen Seele auf, Rainer Werner Fassbinder, 1974, 93 minutos, ALE, digital) – 16 anos
18h00 – Longe do paraíso (Far from heaven, Todd Haynes, 2002, 107 minutos, EUA / FRA, digital) + Sessão comentada (Letícia Bispo) – 14 anos

17 de março 2026 (terça-feira)
18h30 – Sessão com acessibilidade – Carol(Carol, Todd Haynes2015, 118 minutos, EUA / GBR, digital) + Conversa com a curadoria – 14 anos

18 de março 2026 (quarta-feira)
19h00 – O preço da verdade (Dark waters, Todd Haynes, 2019, 126 minutos, EUA, digital) – 12 anos

19 de março 2026 (quinta-feira)
17h00 – Jollies (Jollies, Sadie Benning, 1991, 11 minutos, EUA, digital) + Dottie leva palmadas (Dottie gets spanked, Todd Haynes, 1993, 30 minutos, EUA, digital) + Primavera (Primavera, Fábio Ramalho, 2017, 24 minutos, BRA, digital) + Sessão comentada (Camila Macedo) – 16 anos
19h15 – Canção de amor (Un chant d’amour, Jean Genet, 1950, 26 minutos, FRA, digital) + Veneno (Poison, Todd Haynes1991, 85 minutos, EUA, digital) – 18 anos

20 de março 2026 (sexta-feira)
17h00 – Vento seco (Vento seco, Daniel Nolasco, 2020, 110 minutos, BRA, digital) – 18 anos
19h00 – Velvet Goldmine (Velvet Goldmine, Todd Haynes, 1998, 123 minutos, GBR / EUA, digital) – 18 anos

21 de março 2026 (sábado)
17h00 – Debate 2: O legado de Todd Haynes para os novíssimos cinemas queer, com Mike Peixoto, Marisa Arraes e mediação de Camila Macedo (com LIBRAS) – 16 anos
19h00 – Mal do século (Safe, Todd Haynes, 1995, 119 minutos, EUA / GBR, digital) – 14 anos

22 de março 2026 (domingo)
16h00 – The Velvet Underground (The Velvet Underground, Todd Haynes, 2021, 121 minutos, EUA, digital) – 16 anos
18h15 – Não estou lá (I’m not there, Todd Haynes, 2007, 135 minutos, EUA / ALE, digital) – 12 anos

FILMES E SINOPSES:

Segredos de um escândalo

May December, Todd Haynes, 2023, 117 minutos, EUA

Sinopse: Inspirado em uma história real, o filme conta a história de Gracie e seu marido Joe, que é 23 anos mais novo que ela. O relacionamento dos dois começou quando Joe ainda tinha 13 anos, causando um escândalo nos jornais. Vinte anos depois desse romance ter chegado às manchetes, o casal vive uma vida tranquila enquanto se prepara para que seus gêmeos comecem o ensino médio. No entanto, suas rotinas serão alteradas quando a atriz Elizabeth Berry começa a estudar Gracie para um papel no cinema. 

The Velvet Underground

The Velvet Underground, Todd Haynes, 2021, 121 minutos, EUA

Sinopse: O legado da icônica banda de rock no primeiro grande documentário a contar sua história. Dirigido com o espírito vanguardista da época, esta história oral caleidoscópica combina entrevistas exclusivas – entre elas conversas com os membros sobreviventes da banda, John Cale e Maureen Tucker – com imagens de arquivo deslumbrantes que acompanham a história da banda desde sua formação até o fim da formação original no início dos anos 1970. 

O preço da verdade

Dark waters, Todd Haynes, 2019, 126 minutos, EUA

Sinopse: Robert Bilott é um advogado de defesa corporativo que ganhou prestígio trabalhando em casos de grandes empresas de químicos. Quando um fazendeiro, que conhece a avó de Billot, chama a atenção do advogado para mortes de gado que podem estar ligadas ao lixo tóxico de uma dessas empresas, ele embarca em uma luta pela verdade, num processo judicial que dura anos e põe em risco sua carreira, sua família e seu futuro. 

Sem fôlego

Wonderstruck, Todd Haynes, 2017, 116 minutos, EUA

Sinopse: Em 1977, ao atender um telefonema, o garoto Ben é atingido pelo reflexo de um raio, situação que faz com que passe a não conseguir mais escutar nenhum som. Em 1927, a jovem surda Rose foge de sua casa em Nova York para encontrar sua mãe, a consagrada atriz Lillian Mayhew. A vida dessas duas crianças está interligada a partir de um livro de curiosidades, que os leva tanto ao Museu de História Natural, quanto a uma história de amor.

Carol

Carol, Todd Haynes2015, 118 minutos, EUA / GBR

Sinopse: Nova York, anos 1950, período natalino. Therese Belivet trabalha numa grande loja de Manhattan e sonha com uma vida mais plena quando, num balcão de atendimento dessa loja, conhece Carol Aird, uma mulher sedutora que, Therese descobre depois, está presa a um casamento infeliz. Após poucos minutos de conversa, a vida das duas será radicalmente alterada porque, claro, Carol esquece sua luva no balcão e Therese precisa reencontrá-la.

Não estou lá

I’m not there, Todd Haynes, 2007, 135 minutos, EUA / ALE

Sinopse: Seis personagens – um menino negro, um poeta, um ator, um fora-da-lei, um cantor em crise com seus fãs e o protagonista de um documentário – remontam livremente a trajetória de Bob Dylan em pequenas passagens que se misturam ao longo do filme, numa contra-biografia menos interessada em fatos, e mais atenta a capturar as narrativas poéticas ao redor do famoso compositor. 

Longe do paraíso

Far from heaven, Todd Haynes, 2002, 107 minutos, EUA / FRA

Sinopse: Nos anos 1950, em Connecticut, Cathy e Frank Whitaker são o ideal da família perfeita no imaginário capitalista do “sonho americano”. Mas por trás das aparências, os dois enfrentam uma crise conjugal e um mundo tensionado por questões raciais num país segregacionista. Quando Cathy toma decisões que, para a preservação de seu status quo, parecem ser ousadas, ela irá despertar a fofoca da vizinhança e transformar várias vidas.

Velvet Goldmine

Velvet Goldmine, Todd Haynes, 1998, 123 minutos, GBR / EUA

Sinopse: Já se passaram 10 anos desde que o astro do glam-rock Brian Slade forjou sua própria morte e desapareceu dos holofotes. Agora, cabe ao repórter investigativo Arthur Stuart, que na sua juventude viveu intensamente o surgimento do glam rock e a emergência de seus grandes ícones, localizar essa lenda viva e descobrir a verdade por trás de seu desaparecimento. Uma releitura poética e não-autorizada que Haynes faz da trajetória de lendas da música como David Bowie, Iggy Pop e Lou Reed.

Mal do século

Safe, Todd Haynes, 1995, 119 minutos, EUA / GBR

Sinopse: Carol White, uma dona de casa de Los Angeles que vive a tranquila vida de esposa-troféu, começa a ter aquilo que, num primeiro momento, parece ser reações alérgicas graves a produtos químicos cotidianos. Isso vai transformar a segurança de sua existência em um terror da vida diária. Após inúmeras consultas de diagnósticos inconclusivos, ela parte para o Novo México para um tratamento “alternativo”, onde Carol, talvez pela primeira vez, precisará reconhecer a si mesma.

Dottie leva palmadas

Dottie gets spanked, Todd Haynes, 1993, 30 minutos, EUA

Sinopse: Um menino de seis anos nos Estados Unidos da era pré-hippie, na década de 1960, sofre bullying de seus colegas de escola e a preocupação de seu pai devido à sua fixação por uma estrela de TV chamada Dottie. O filme, que tem um tom autobiográfico, explora a imaginação dessa criança como um ambiente em que ele consegue assumir outros papéis além daqueles que parecem ser pré-determinados pra ele.

Veneno

Poison, Todd Haynes1991, 85 minutos, EUA

Sinopse: Composto por três segmentos, o primeiro longa de Haynes é herdeiro de várias influências cinéfilas do diretor e considerado um dos marcos do New Queer Cinema. Três histórias entrelaçadas sobre estranhos, sexo e violência: um pseudodocumentário sobre um garoto de sete anos que mata o pai; um cientista maluco que descobre a essência da sexualidade humana; o amor homossexual entre prisioneiros.

Assassinos: um filme sobre Rimbaud

Assassins: a film concerning Rimbaud, Todd Haynes, 1985, 43 minutos, EUA

Sinopse: O primeiro filme de Todd Haynes, aqui numa cópia restaurada, centra sua atenção no amor violento entre os poetas Arthur Rimbaud e Paul Verlaine. Importante notar como algumas assinaturas e interesses na filmografia de Haynes já estão presentes aqui: a presença da música pop, o tom ensaístico, o artificial, a linguagem queer. Um exercício que brinca ao som de Iggy Pop e da banda Throbbing Gristle, enquanto faz cruzar as vidas de Jean Genet e Rainer Werner Fassbinder às de Rimbaud e Verlaine.

O suicídio

The suicide, Todd Haynes, 1978, 22 minutos, EUA

Sinopse: Filmado tanto em 8mm quanto em 16 mm, assim como no filme Dottie leva palmadas, aqui temos um garoto, esse já adolescente, sofrendo bullying na escola e decidindo agir de forma drástica para interromper sua própria vida, em um tom propositalmente “sujo”. Grande parte do filme se passa em um ambiente doméstico tipicamente estadunidense, enquanto a mãe cegamente otimista do garoto tenta explicar que sua nova escola será um lugar acolhedor.

O medo devora a alma

Angst essen Seele auf, Rainer Werner Fassbinder, 1974, 93 minutos, ALE (RFA)

Sinopse: Uma viúva solitária conhece um trabalhador marroquino mais jovem em um bar. Para a surpresa de ambos, e para o choque da família e dos colegas dela, eles se apaixonam.

Uma mulher sob influência

A woman under the influence, John Cassavetes, 1974, 146 minutos, EUA

Sinopse: Mabel é casada com Nick, um construtor civil sobrecarregado pelo trabalho. Emocionalmente frágil, mas em busca da felicidade, seu comportamento instável faz com que Nick a considere um risco para a família. Ele decide então interná-la em um hospital psiquiátrico.

Desencanto

Brief encounter, David Lean, 1945, 86 minutos, GBR

Sinopse: Nessa adaptação da peça Still Life (1936) de Noël Coward, a dona de casa Laura Jesson flerta com a ideia de ter um caso com o médico Alec Harvey, a quem conhece em um café em uma estação ferroviária. Eles continuarão a se encontrar todas as quintas-feiras no pequeno café, embora saibam que seu amor é impossível.

Jeanne Dielman

Jeanne Dielman, 23, quai du commerce, 1080 Bruxelles, Chantal Akerman, 1975, 201 minutos, BEL / FRA

Sinopse: Três dias na vida de uma dona de casa viúva e solitária, que realiza suas tarefas diárias. Aos poucos, sua rotina ritualizada começa a desmoronar. Um filme marcante e único na história do cinema, Jeanne Dielman é a obra-prima de Chantal Akerman. O filme é ao mesmo tempo um exigente estudo de personagem e uma das representações mais hipnóticas e completas do espaço e tempo no cinema. Obra essencial que continua sendo analisada e debatida por diversas gerações de cinéfilos.

Tudo que o céu permite

All that heaven allows, Douglas Sirk, 1955, 89 minutos, EUA

Sinopse: A atraente viúva Cary Scott é consideravelmente mais velha que o belo jardineiro Ron Kirby. Desafiando as convenções sociais e enfrentando o ostracismo, Cary decide viver seu romance com Ron, que é injustamente visto como um caça-fortunas pelos amigos e pela família dela.

Canção de amor

Un chant d’amour, Jean Genet, 1950, 26 minutos, FRA

Sinopse: Dois prisioneiros em isolamento total, separados pelas grossas paredes de tijolos e necessitando desesperadamente de contato humano, inventam um tipo de comunicação bastante incomum.

Peggy e Fred no inferno: o prólogo

Peggy and Fred in hell: the prologueLeslie Thornton, 1984, 20 minutos, EUA

Sinopse: Revelando os abusos da história e da inocência diante da catástrofe, o filme narra a jornada de duas crianças pequenas através de uma paisagem pós-apocalíptica para criar mundos próprios. Rompendo restrições de gênero, Thornton utiliza improvisação, citações inseridas, material de arquivo e temporalidades sem forma para confrontar as ideias preconcebidas do espectador sobre causa e efeito.

Jollies

Jollies, Sadie Benning, 1990, 11 minutos, EUA

Sinopse: Benning apresenta uma cronologia de suas paixões e beijos, traçando o desenvolvimento de sua sexualidade nascente. Dirigindo-se à câmera com um ar de sedução e romance, Benning transmite ao espectador a sensação de sua ansiedade e do deleite especial ao se dar conta de sua identidade lésbica.

Vento seco

Vento seco, Daniel Nolasco, 2020, 110 minutos, BRA

Sinopse: No mês de julho, o vento seco e a baixa umidade do ar ressecam a pele dos moradores de uma pequena cidade no interior de Goiás. Sandro divide seus dias entre o clube da cidade, o trabalho, o futebol com amigos e as festas locais. Ele tem um relacionamento com Ricardo, seu colega de trabalho. Mas a sua rotina começa a mudar com a chegada de Maicon, um rapaz que desperta o seu interesse e do qual todos sabem muito pouco.

Primavera

Primavera, Fábio Ramalho, 2017, 24 minutos, BRA

Sinopse: “Querido, obrigado por cuidar da casa. Tem vinho na geladeira. Se Raja ficar inquieto, é só dar um biscoitinho.”

 

CAIXA Cultural Brasília apresenta “Menino Mandela”: jornada poética pela infância de Nelson Mandela promove letramento racial

Foto divulgação

Espetáculo vencedor do Prêmio CBTIJ utiliza música ao vivo, bonecos e danças africanas para apresentar às novas gerações a origem dos sonhos de liberdade do líder sul-africano

A CAIXA Cultural Brasília recebe, entre os dias 18 e 22 de março de 2026, o musical infantojuvenil “Menino Mandela“. O espetáculo, que já encantou plateias em Fortaleza, Salvador e São Paulo, pela CAIXA Cultural, e também no Rio de Janeiro e em São Luís, chega à capital federal propondo uma experiência que transcende o entretenimento: um mergulho poético e educativo na infância do menino Rolihlahla, que anos mais tarde se tornaria

Nelson Mandela, símbolo maior da luta pela dissolução do apartheid na África do Sul e vencedor do Prêmio Nobel da Paz. Com texto original de Ricardo Gomes e Mariana Jaspe, direção artística e idealização de Arlindo Lopes, e direção musical, canções originais e arranjos de Wladimir Pinheiro, a montagem é vencedora de cinco prêmios do Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude (CBTIJ). No elenco, estão Gustavo Delayte, Caroll Badon, Alexandre Rosa Moreno, Ella Fernandes e a premiada Vanessa Pascale (melhor atriz pelo CBTIJ), acompanhados pelas musicistas Flávia Chagas e Geiza Carvalho Infância, memória e o despertar da consciência

A história tem início quando Zoe, neta de Nelson Mandela, precisa fazer um trabalho escolar sobre o avô. Ao revisitar suas memórias, uma “fenda no espaço-tempo” a transporta para 1926, onde ela encontra o menino Rolihlahla na aldeia sul-africana de Qunu. O público acompanha então suas brincadeiras, o aprendizado com os anciões da tribo, a relação profunda com a natureza e os primeiros contatos com um mundo marcado pela desigualdade racial.

O espetáculo é uma experiência poética e educativa, que aproxima gerações e promove o letramento racial ao valorizar a representatividade negra e reafirmar princípios como empatia, igualdade e respeito. Mais do que narrar a infância de um líder, Menino Mandela leva crianças, jovens e adultos a reconhecerem que os grandes sonhos de liberdade e justiça nascem de gestos simples e humanos que moldam valores, constroem identidades e inspiram novas formas de convivência. É um convite à reflexão e à esperança, que transforma a memória de Mandela em caminho vivo de aprendizado e transformação.

Teatro como ferramenta de transformação social

A concepção artística de Arlindo Lopes fundamenta-se no teatro como ferramenta de formação crítica e afetiva, especialmente no diálogo com públicos infantojuvenis, ao abordar questões raciais de forma sensível, acessível e não estereotipada. Ao revisitar a infância de Mandela, o espetáculo desloca o foco da figura histórica monumental para o menino inserido em uma comunidade negra, evidenciando valores como solidariedade, justiça e pertencimento são construídos desde cedo.

A dramaturgia estrutura-se a partir de um encontro entre gerações, no qual passado, presente e futuro coexistem, inspirada em concepções africanas de tempo circular e ancestral. A presença da neta como mediadora da narrativa reforça a transmissão de saberes e a construção coletiva da consciência histórica e racial.

Uma experiência estética completa

A riqueza da montagem se dá pela integração de diversas linguagens artísticas: as referências estéticas presentes nos figurinos de Tereza Nabuco e no cenário de Mauro Vicente Ferreira dialogam com culturas africanas e afro-diaspóricas. Enquanto os bonecos do artista plástico Dante e os adereços luminescentes de Rafael Turatti ampliam a dimensão simbólica da cena como extensões da memória e da ancestralidade. A música ao vivo ocupa papel central, articulando sonoridades inspiradas em matrizes africanas, e o trabalho corporal e coreográfico de Fernanda Dias e Carlotta Romanelli ativam o corpo como território de memória, identidade e resistência

Serviço:

Espetáculo musical: Menino Mandela

Local: Teatro da CAIXA Cultural Brasília

Endereço: Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4 – Edifício Anexo à Matriz da CAIXA

Temporada: de 18 a 22 de março de 2026

Horários: dias 18 e 19, às 15h; e dias 20, 21 e 22, às 15h e às 19h (sessão dupla)

Acessibilidade: sessão com Tradução em Libras dia 20 às 15h

Acesso para pessoas com deficiência

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia entrada conforme legislação vigente e clientes CAIXA)

Vendas: a partir do dia 14 de março. Às 9h na bilheteria do teatro; às 13h, no site

Bilheteria Cultural – Bilheteria Cultural (https://bilheteriacultural.com.br/eventos/1)

Classificação: Livre

Duração: 75 minutos

Capacidade: 407 lugares

Estacionamento: gratuito aos finais de semana e feriados e de terça a sexta a partir das 18h

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

Mais informações: site da CAIXA Cultural

Realização: Pássaro Azul Produções Culturais

Oficina gratuita

Artista na Criação e Produção, com Arlindo Lopes

Nos dias 21 e 22 de março, às 10h, o diretor Arlindo Lopes ministra oficina gratuita sobre concepção e realização de projetos culturais. Da inspiração à realização, o propósito maior é desmitificar que artistas não devem se envolver com produção para que possam realizar seus sonhos e redirecionar suas trajetórias. Os encontros serão divididos em módulos, onde etapas de criação de projetos culturais serão descritas e destrinchadas. Nos últimos 7 anos,

Arlindo foi contemplado 28 vezes em chamadas públicas de editais culturais para a criação, produção e circulação de 12 produções originais em diversos segmentos como teatro, adulto e infantil, audiovisual e podcast.

Inscrições: Site da CAIXA Cultural a partir de 13 de março.

Vagas: 30

Serviço:

Oficina gratuita: Artista na Criação e Produção, com Arlindo Lopes

Local: Teatro da CAIXA Cultural Brasília

Endereço: Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4 – Edifício Anexo à Matriz da CAIXA

Dias: 21 a 22 de março de 2026

Horários: das 10h às 13h

Duração: 6 horas

Público-alvo: estudantes e profissionais de teatro e artistas no sentido mais amplo — incluindo criadores das artes cênicas, música, artes visuais, audiovisual, literatura, performance e iniciativas culturais independente

Pokémon Day: fãs se reuniram no Conjunto Nacional para trocar cartas e celebrar três décadas da franquia

Foto divulgação

No domingo, 1º de março, o Shopping Conjunto Nacional entrou oficialmente na celebração dos 30 anos de Pokémon, em um encontro especial que também marcou o tão aguardado Pokémon Day. Um momento perfeito para reunir treinadores, colecionadores e apaixonados pelo universo criado pela Nintendo e eternizado em jogos, séries e cartas.

Celebrado mundialmente, o Pokémon Day marca o lançamento dos primeiros jogos da franquia e é uma data simbólica para milhões de fãs ao redor do planeta. Ao longo de três décadas, Pokémon atravessou gerações, conectando pais, filhos e amigos em torno da mesma paixão.

Em Brasília, essa paixão tem endereço certo: o Encontro Pokémon BSB, que completa um ano de atividades reunindo fãs para trocas, batalhas estratégicas e fortalecimento da comunidade local. Ao longo desse período, o grupo se consolidou como um ponto de encontro para treinadores de diferentes idades, promovendo amizades, aprendizado e a valorização do colecionismo. A edição especial no Conjunto Nacional celebra não apenas o Pokémon Day, mas também esse primeiro ano de história marcado por cartas raras, decks bem montados e muitas disputas memoráveis.

Das 15h às 18h, o Jardim Urbano, no 3º piso do Shopping Conjunto Nacional, foi transformado em um verdadeiro ponto de encontro para quem ama o universo Pokémon, com espaço livre para troca de cartas, batalhas entre jogadores, montagem e organização de decks, além da integração entre colecionadores e fãs.

Se você guarda aquela carta rara como um tesouro ou está começando agora sua jornada, o evento é para todos os níveis de treinadores. A participação será mediante cadastro no aplicativo do shopping, e os inscritos concorrerão ao sorteio de packs de cartas Pokémon. Ou seja: além de trocar, batalhar e fazer novas amizades, ainda dá para sair com cartas novas na coleção.

O convite está feito: escolha seu deck, prepare sua melhor estratégia e venha viver essa experiência no Shopping Conjunto Nacional. Afinal, como todo treinador sabe, a jornada é sempre melhor quando compartilhada.

Serviço
Encontro Pokémon BSB
Data: 1 de março
Hora: a partir das 15h
Local: Jardim Urbano (3º piso) – Shopping Conjunto Nacional

Escritora Keyane Dias lança livro ‘Recontações de onde venho’ em Taguatinga

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A obra, escrita em crônicas e em literatura de cordel, reconta memórias vivenciais sobre o Distrito Federal e a influência da migração nordestina na capital

A escritora, poeta e jornalista Keyane Dias lança, no dia 21 de março (sábado), o seu terceiro livro, intitulado Recontações de onde venho. Em prosa e em literatura de cordel, a obra traça narrativas memoriais sobre o Distrito Federal, abordando temas como território, identidade cultural, cerrado, periferia e migração nordestina. O lançamento será realizado na Galeria Olho de Águia, localizada na Praça da CNF de Taguatinga, às 16h. O encontro terá leitura de trechos da obra e roda de prosa com a autora. A entrada é franca. 

Keyane Dias é natural de Taguatinga e descendente de paraibanos e piauienses que migraram para o DF nas décadas de 1970 e 1980. Em Recontações de onde venho, a autora revisita fragmentos da sua história de vida para ressignificar histórias hegemônicassobre a capital. O livro também legitima a identidade cultural das periferias do DF, marcadas pelo encontro entre trabalhadores migrantes de diversos estados e suas descendências. “Uma encruzilhada de biomas, origens, contradições e afetos”, descreve a sinopse do livro. 

“Venho de famílias nordestinas que refizeram a vida em regiões como Taguatinga, Samambaia e Ceilândia. Uma origem comum entre brasilienses da minha geração. Por isso, sempre me incomodou o desconhecimento que o restante do Brasil tem das periferias do DF e da nossa identidade cultural em formação. Esse livro germinou da vontade de falar sobre nós e ressignificar essa Brasília expandida para além das asas e eixos”, comenta a autora. 

O livro é composto de 10 crônicas poéticas, abertas com uma estrofe de cordel. Algumas, trazem referências em notas de rodapé, que transitam entre documentários, pesquisas e livros. O meio da obra traz um cordel com 24 estrofes em setilha, sintetizando os temas abordados nas prosas. O encantamento da poesia popular também fecha a última página do livro, através de uma estrofe escrita na métrica conhecida como martelo agalopado.

Publicado pela Avá Editora, Recontações de onde venho foi desenvolvido através do projeto Crônicas Migrantes, contemplado com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG-DF). A capa foi elaborada com uma xilogravura do artista Gustavo Barros Rocha, que também criou as ilustrações internas do livro com tinta de terra cerratense. A orelha é assinada pela doutora em História (UnB) Cristiane Portela e o prefácio é do ator e mamulengueiro Chico Simões.

A obra também estará disponível gratuitamente na internet na versão audiolivro, como forma de acessibilidade para pessoas com deficiência visual. O lançamento do audiolivro será realizado no dia 18/03 (quarta), às 9h, com encontro aberto com a autora na Biblioteca Braille Dorina Nowill, também localizada em Taguatinga.

Sinopse do livro


O colo cerratense, a presença e descendência da migração nordestina, periferias nascentes sem planejamento modernista, o surgimento de uma imprevisível identidade cultural. Em Recontações de onde venho, Keyane Dias caminha por essa Brasília expandida tão desconhecida pelo Brasil e pela burguesia que não sabe voar além das asas do Plano. Em prosa poética e em literatura de cordel, a autora desaversa fragmentos da sua história de vida para recontar memórias coletivas do quadradinho federal. “Afinal, existimos!” Uma encruzilhada de biomas, origens, contradições e afetos.

Mais sobre a autora
Nascida em 1988, Keyane Dias escreve desde a juventude, com foco na poesia. Graduada em Jornalismo, é cofundadora da agência Pareia Comunicação e Cultura. Em 2015, autopublicou o livreto Desaverso (poesia). Desde então, publicou os livros Atraverso (poesia) e Travessias (prosa e poesia), folhetos de literatura de cordel e outras reinvenções, além de organizar obras e participar de antologias nacionais. É também praticante de capoeira angola e professora de yoga, integrando todos os caminhos percorridos através da escrita. 

SERVIÇO
Lançamento do livro ‘Recontações de onde venho’, de Keyane Dias
Quando: 21 de março (sáb), de 16h às 19h
Onde: Galeria Olho de Águia – Praça da CNF, Taguatinga Norte
Entrada: franca
Classificação indicativa: livre
Onde encontrar o livro: www.avaeditora.com.br
Nas redes: www.instagram.com/keyanedias

Cine Brasília exibe nova adaptação  de “O Morro dos Ventos Uivantes” na Sessão Circuitão de março

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Com direção de Emerald Fennell e estrelada por Margot Robbie e Jacob Elordi, romance baseado na obra de Emily Brontë é o destaque da CineSemana de 5 a 11

A grade conta ainda com a estreia de “Living The Land” e o relançamento de “São Paulo Sociedade Anônima”, de 1965, Sessão Acessível de “Ato Noturno” e penúltima semana da Mostra Oscar 2026 

Figurando entre um dos maiores símbolos do romantismo sombrio do século XIX, O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë, permanece como uma das narrativas mais intensas sobre amor, obsessão e destruição já escritas. Ao longo de décadas, a trajetória turbulenta de Catherine Earnshaw e Heathcliff ganhou inúmeras versões no cinema, e agora, essa narrativa retorna à grande tela sob o olhar de Emerald Fennell. A nova adaptação é o destaque da Sessão Circuitão de março, que exibe o filme na versão dublada no domingo, 8, às 17h, e legendado na segunda-feira, 9, às 18h10. Os ingressos seguem os valores regulares de R$20 (inteira) e R$10 (meia).

Trazendo Margot Robbie e Jacob Elordi, nos papéis de Catherine e Heathcliff, O Morro dos Ventos Uivantes, dirigido e roteirizado por Emerald Fennell, revisita o embate entre as famílias Earnshaw e Linton, focando no vínculo arrebatado e autodestrutivo do casal principal. Unidos desde a infância por um afeto visceral, os dois se veem atravessados por decisões impulsivas, ressentimentos e disputas de poder que transformam o amor em obsessão e vingança.

Nesta nova adaptação, Fennell assume liberdades em relação ao texto original e investe em uma leitura marcada pelo excesso estético e pela dimensão performática dos sentimentos. O resultado é um drama que enfatiza desejo, sensualidade e artificialidade, explorando uma paixão que parece encenada como um jogo entre fantasia e realidade. Figurinos expressivos, direção de arte elaborada e uma atmosfera que transita entre o gótico e o contemporâneo constroem um universo impactante para a tragédia romântica do casal.

ESTREIAS

A semana também é marcada pela estreia do drama Living The Land e pelo retorno ao cinema do clássico São Paulo Sociedade Anônima, de 1965. O primeiro, dirigido e roteirizado por Huo Meng, é ambientado na China de 1991, período em que o país vivia mudanças socioeconômicas aceleradas. Na pequena Vila Bawangtai, acompanhamos Chuang e sua família enquanto o êxodo rural e a modernização redesenham modos de vida consolidados por gerações. À medida que parentes e vizinhos partem para os grandes centros urbanos, o filme constrói um olhar sobre o impacto da tecnologia, das novas dinâmicas de trabalho e da ruptura de tradições no cotidiano de diferentes gerações.

Já São Paulo Sociedade Anônima, de Luís Sérgio Person, desloca o foco para a capital paulista entre o fim dos anos 1950 e o início dos 1960. No centro da narrativa está Carlos, interpretado por Walmor Chagas, jovem de classe média que ascende profissionalmente em meio ao crescimento industrial da cidade. Embora alcance estabilidade financeira e reconhecimento social, ele passa a experimentar um profundo sentimento de inadequação. 

SESSÃO  ACESSÍVEL

Neste sábado, 7, o Cine Brasília retorna com o suspense erótico Ato Noturno, às 14h, na primeira Sessão Acessível do mês. Dirigido por Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, o filme foi selecionado para a mostra Panorama do Festival Internacional de Cinema de Berlim em 2025. Com classificação indicativa de 18 anos, a trama acompanha  Matias, vivido por Gabriel Faryas, um jovem ator em ascensão que, ao se envolver secretamente com um político que mantém sua sexualidade no armário, passa a explorar limites entre ambição, risco e intimidade. 

Gratuita e voltada para Pessoas com Deficiência, a Sessão Acessível conta com recursos de acessibilidade de Libras e legendas descritivas projetadas na tela e audiodescrição no sistema de som da sala.

MOSTRA OSCAR 2026

A Mostra Oscar 2026 entra na reta final, reunindo 14 títulos nesta penúltima semana em cartaz. Como opção para toda a família, a animação Arco, de Ugo Bienvenu, mistura aventura e ficção científica ao acompanhar ummenino que viaja no tempo. No campo dos dramas, a programação traz a aposta nacional O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado pelo talentoso Wagner Moura, além de Valor Sentimental, de Joachim Trier, Kokuho: O Preço da Perfeição, de Lee Sang-il, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, comandado por Chloé Zhao, e A Voz de Hind Hijab, drama político dirigido por Kaouther Ben Hania.

As cinebiografias também marcam presença com Marty Supreme, dirigido por Josh Safdie, e Coração de Lutador: The Smashing Machine, de Benny Safdie, ambos centrados em trajetórias movidas por ambição, disciplina e conflitos pessoais. Já entre os títulos de ação e suspense estão Jurassic World: Recomeço, novo capítulo da franquia comandado por Gareth Edwards, Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, Pecadores, dirigido por Ryan Coogler, e F1 O Filme, de Joseph Kosinski.

Fechando a seleção, Song Sung Blue: UmSonho a Dois, musical dirigido por Craig Brewer, aposta na música como força de reinvenção, enquanto a comédia dramática Se Eu Tivesse Pernas Eu Te Chutaria, assinada por Maria Ribeiro, equilibra humor e conflitos afetivos.

EM BREVE

Nas próximas semanas, a programação contará com a chegada de De Lá Pra Cá: Uma Mostra da Varda e A Pequena Amélie.

INGRESSOS E ACESSIBILIDADE

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do cinema, às segundas e terças, das 13h e 22h, e de quarta a domingo, das 09h às 21h, ou no SITE. As sessões regulares do Cine Brasília, bem como a Sessão Contraturno, Sessão Família, Sessão Clássicos, Monumental e Circuitão custam R$20 (inteira) e R$10 (meia). Às segundas e terças-feiras os valores são R$10 e R$5, bem como os ingressos para a Sessão Atípica. A Sessão Acessível é gratuita. 

O filme São Paulo Sociedade Anônima possui recursos de acessibilidade de Libras, audiodescrição e legendas através do aplicativoPingPlay.

ACESSIBILIDADE MOSTRA OSCAR 2026

Acessibilidade no aplicativo MLoad: Frankenstein, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, Bugonia, A Voz de Hind Rajab, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, Song Sung Blue: UmSonho a Dois, Guerreiras do K-Pop e Jurassic World: Recomeço.

Acessibilidade no aplicativo MovieReading: O Agente Secreto, Pecadores, Uma Batalha Após a Outra, Marty Supreme, Sonhos de Trem, Foi Apenas Um Acidente, Sirat, A Hora do Mal, Zootopia 2, A Pequena Amélie, Arco, Kokuho: O Preço da Perfeição, Coração de Lutador, F1 O Filme e Avatar 3: Fogo e Cinzas. 

Acessibilidade no aplicativo PingPlay: A Meia-Irmã Feia. 

Acessibilidade no aplicativo Conecta Acessibilidade: Valor Sentimental. 

PROGRAMA DE FIDELIDADE

O Cine Brasília segue com o Programa de Fidelidade – CINELOVER que recompensa espectadores frequentes. A cada sessão assistida, os participantes acumulam carimbos no cartão fidelidade, que podem ser trocados por prêmios como entradas gratuitas, ímãs, baldes de pipoca, ecobags e camisetas exclusivas. O programa é válido para sessões regulares da grade, bem como para as especiais permanentes Sessão Contraturno e Sessão Família. Cada ingresso dessas três sessões especiais dá direito a dois carimbos no cartão fidelidade. Mais informações emcinebrasilia.com/fidelidade.

SERVIÇO – CINE BRASÍLIA
Endereço: Asa Sul Entrequadra Sul 106/107 – Brasília, DF, 70345-400.
Informações pelo WhatsApp: 61 99687-8661 (seg a sex – das 14h às 18h) –wa.me/5561996878661 ou contato@cinebrasilia.com 
Ingressos à venda na bilheteria ou pelo link:ingresso.com/cinema/cine-brasilia 
Mais informações: cinebrasilia.com ou@cinebrasiliaoficial

PROGRAMAÇÃO 05 A 11 DE MARÇO

QUINTA-FEIRA, 05/03
10h00 — Mostra Oscar 2026 – Arco
14h35 — Mostra Oscar 2026 – Marty Supreme
17h40 — Mostra Oscar 2026 – Coração de Lutador: The Smashing Machine
20h20 — Mostra Oscar 2026 – Jurassic World: Recomeço

SEXTA-FEIRA, 06/03
10h00 — Mostra Oscar 2026 – O Agente Secreto
15h00 — Mostra Oscar 2026 – Valor Sentimental
17h50 — Mostra Oscar 2026 – A Hora do Mal
20h30 — Mostra Oscar 2026 – Uma Batalha Após a Outra

SÁBADO, 07/03
11h00 — Mostra Oscar 2026 – Arco
14h00 — Sessão Acessível – Ato Noturno
16h20 — Mostra Oscar 2026 – Song Sung Blue: Um Sonho a Dois
19h30 — Mostra Oscar 2026 – Kokuho: O Preço da Perfeição

DOMINGO, 08/03
11h00 — Mostra Oscar 2026 – Arco
14h30 — Mostra Oscar 2026 – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
17h00 — Sessão Circuitão – O Morro dos Ventos Uivantes
20h00 — Mostra Oscar 2026 – O Agente Secreto

SEGUNDA-FEIRA, 09/03
15h30 — Mostra Oscar 2026 – Se Eu Tivesse Pernas Eu Te Chutaria
18h10 — Sessão Circuitão – O Morro dos Ventos Uivantes
20h50 — Mostra Oscar 2026 – Pecadores

TERÇA-FEIRA, 10/03
15h00 — Mostra Oscar 2026 – Arco
17h00 — Mostra Oscar 2026 – F1 O Filme
20h00 — Mostra Oscar 2026 – A Voz de Hind Rajab

QUARTA-FEIRA, 11/03
10h00 — Mostra Oscar 2026 – Arco
15h00 — Living The Land
17h50 — São Paulo Sociedade Anônima
20h00 — Mostra Oscar 2026 – Kokuho: O Preço da Perfeição

13º Curta Brasília – Festival Internacional de Curta Metragem encerrou edição com mais de 4 mil visitantes e 28 premiações

Foto divulgação

No ano passado o festival teve como eixo temático “Amazônia Latina e África”, além de diversas obras em realidade virtual e protagonismo feminino que permeou todo o evento. Ao longo dos quatro dias de Curta Brasília foram mais de 40 horas de atividades totalmente gratuitas, entre elas a exibição de mais de 120 filmes de 10 países

A cerimônia de premiação aconteceu na noite deste domingo (14), no consagrado Cine Brasília, onde reuniu cineastas, artistas, professores, estudantes, entusiastas do cinema, além do público geral, que pôde prestigiar a entrega dos 28 prêmios do festival, entre júri oficial e júri popular nas mostras competitivas Nacional e Decibéis, e os especiais: Troféu Homenagem – Zita Carvalhosa; Prêmio Casa Doc; Troféu Cinememória; Troféu Melhor Cartaz; Prêmio Cinesolar; Prêmio Calanguinho; Prêmio ABCV; Prêmio Aicon; Prêmio Uai Uai; Troféu Curta Brasília – Correio Braziliense; Melhor Filme Surdocine; Troféu Destaque Mostra Sankofa.

Durante os quatro dias de festival, mais de 4.000 pessoas passaram pelo espaço, que teve mais de 40 horas de atividades totalmente gratuitas, entre elas a exibição de mais de 120 filmes de 10 países, em uma das maiores telas de cinema da América Latina. Foram 30 curtas-metragens da Mostra Competitiva Nacional, 21 clipes da Mostra Competitiva Decibéis, 46 curtas das mostras especiais (Calanguinho Infantil; Surdocine; Provocações; Tesourinha; InterAnima Sankofa: Conexão África; Curtame Mucho: Amazônicas; Audiocine);  Mostra CVR; e 24 curtas na mostra itinerante Gira Curta. 

Um dos pontos altos desta 13º edição foi a homenagem que o festival prestou ao cantor brasiliense Hodari (indicado duas vezes ao Grammy Latino), inclusive, seu curta musical 3 Atos de Irmandade, foi o filme de abertura do Curta Brasília. 

Realizado anualmente pela Sétima Produções Culturais, o projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Parceria: Cine Brasília, Box Cultural, Secretaria de Turismo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Vencedores da Mostra Nacional 

Na Mostra Nacional, o grande vencedor da noite foi o documentário Sebastiana (16 min, RJ, 2024), do diretor Pedro de Alencar, com duas premiações: Melhor Filme da Mostra Nacional por Júri Popular (mais premiação em dinheiro no valor de R$ 6.500,00), e Melhor Roteiro. O curta narra a história de Isaltino, um menino de 8 anos que recebe a notícia de que sua mãe havia ateado fogo em si mesma e em seus irmãos. Décadas depois, o filho de Isaltino questiona o que de fato aconteceu com sua avó e seus tios. 

Enquanto na votação do Júri oficial, como Melhor Filme (mais premiação em dinheiro no valor de R$ 6.500,00), o vencedor foi a ficção Ponto Cego (19 min, CE, 2025), dos diretores Luciana Vieira e Marcel Beltrán. O filme narra a vida de Marta, uma engenheira responsável pelas câmeras de segurança do porto de Fortaleza, um ambiente onde mulheres silenciadas convivem com o anonimato e o desprezo. Mas Marta está pronta para romper o silêncio.

Menção Honrosa do Júri para o ator Wilson Rabelo pela atuação nos filmes Girassóis; Ponto e Vírgula; Presépio 

Melhor Som: Veredas (Ficção, 18 min, SP, 2025, de Igor Rossato, som por Ana Paula Bonafé, Giovani Nori e Felipy Andrade)

Melhor Fotografia: Bijupirá (Ficção, 14 min, BA, 2025, de Eduardo Boccaletti, foto por Renan Benedito)

Melhor atuação: Valéria Monã (Linda do Rosário) – Ficção, 19 min, RJ, 2024, de Vladimir Seixas

Melhor Montagem: O mapa que estão meus pés (Documentário, 13 min, AL, de Luciano Pedro Jr, montagem por Matheus Farias)

Melhor Direção de Arte: Moti (Ficção, 19 min, SP, 2024, de André Okuma, arte por Reiko Otake e André Okuma)

Melhor Direção: Arame Farpado (Ficção, 22 min, SP, 2025, de Gustavo de Carvalho) 

Vencedores Mostra Competitiva Decibéis 

Já na Mostra Competitiva Nacional, pelo Júri oficial, o melhor videoclipe (mais premiação em dinheiro no valor de R$ 2.500,00), foi Paracetamono – Sr. Coimbra (4 min PI, 2025, de Tássia Araújo). Em cores vivas e ritmo marcante, ‘Paracetamono’ mostra um amor intenso e pulsante, entre cenários urbanos e afetos – mostrando que há remédio pra ciúme.

Enquanto no Juri Popular, o melhor videoclipe (mais premiação em dinheiro no valor de R$ 2.500,00), foi Fehlix – Ensino Médio (Freestyle, 4 min, DF, 2024, de Deidade da Vila). O clipe relembra a vida de Fehlix durante seu ensino médio. 

Menção Honrosa do Júri: Esperança – Criolo ft Dino D’Santiago e Amaro Freitas (5 min, SP, 2024, de Helder Fruteira)

Menção Honrosa do Júri: Sinfonia do Adeus – Matheus Perazo (4 min, RS, 2025, de Jean Amaral e Matheus Perazo)

Prêmio Uai Uai: Jean Tassy – Acrônico — Short Film (8 min, SP, 2024, de Blue – Carol AÓ e Helder Fruteira)

Vencedores Mostras Especiais 

Troféu Homenagem: Zita Carvalhosa 

Prêmio Casa Doc: Huni Kuï – Povo Verdadeiro (Documentário, 21 min, AC, 2024, de Tatiana Sager e Gabriel Sager Rodrigues)

Prêmio Casa Doc: O Mapa em que estão meus pés (Documentário, 13 min, AL, 2025, de Luciano Pedro Jr)

Troféu Cinememória – Melhor Documentário: Cabeça de Boi (Documentário, 20 min, MG, 2025, de Lucas Zacarias)

Troféu Melhor Cartaz: Lança-Foguete (Ficção, 16 min, PE, 2025, de William Oliveira, por cartaz por AEVI @aevi.br

Prêmio Cinesolar (Mostra Calanguinho): Pipa e as ruínas do tesouro (Ficção, 23 min, RJ, de Pedro Dias Lemos)

Prêmio Calanguinho (Mostra Calanguinho): Uma cidade diferente (Videoclipe, 3 min, DF, 2025, de Rui Rodrigues Neto e Karina Werkhäuser) + premiação em dinheiro de R$ 1.500; 

Prêmio ABCV (Mostra Tesourinha): Ludmilla (Ficção, 15 min, DF, 2025, de Vini Moreira)

Menção Honrosa ABCV (Mostra Tesourinha): No profundo sonho a cidade rosa (Documentário, 19 min, DF, 2025, de Filipe Cardeal)

Prêmio Aicon + R$ 10 mil em locação de equipamentos (Mostra Tesourinha): De Codó a Ceilândia (Documentário, 29 min, DF, 2025, de Gu da Cei)

Troféu Curta Brasília – Correio Braziliense (Mostra Tesourinha): Osmo (Ficção, 23 min, DF, 2025, de Pablo Gonçalo)

Melhor filme Surdocine – Júri Popular: Entre sinais e marés (Ficção, 16 min, PR, 2025, de João Gabriel Ferreira e João Gabriel Kowalski)

Troféu Destaque (Mostra Sankofa): As aventuras de Angosat (Musical, 34 min, Angola, 2025, de Resem Verkron e Marc Serena).

Últimos dias para aproveitar Férias no Cinema, no CCBB Brasília

Foto divulgação

CCBB Brasília promove mostra de cinema infanto-juvenil durante as férias

Com entrada gratuita, filmes, oficinas, contações de histórias e sessões acessíveis, programação tem lugar no Centro Cultural de 27 de janeiro a 8 de fevereiro

De 27 de janeiro a 8 de fevereiro, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasíliarealiza um grande evento dedicado ao público infanto-juvenil, transformando o período de férias escolares em uma verdadeira viagem pelo imaginário, pela aventura e pela diversidade cultural. Com 12 filmes e 24 sessões, a programação do projeto FÉRIAS NO CINEMA reúne clássicos, sucessos contemporâneos e animações premiadas de vários países, além de oficinas criativas, contação de histórias e sessões com acessibilidadeToda a programação é gratuita, com retirada de ingressos 1 hora antes de cada sessão ou atividade.

O brincar está no centro do projeto, que foi pensado como um espaço de descoberta, convivência, formação de público e de brincadeiras, oferecendo não apenas exibições cinematográficas, mas também atividades que estimulam a criatividade e o olhar curioso de crianças e jovens. Um folder, com brincadeiras das cinco regiões do Brasil, será publicado e distribuído gratuitamente para o público. 

A programação de filmes passeia por universos de fantasia, aventura, amizade, diversidade e superação. Entre os destaques, estão o clássico E.T.: O Extraterrestre, de Steven Spielberg; a épica fantasia A História Sem Fim; e sucessos como a animação Lilo e Stitch, famosa versão animada de 2002, Viva – A Vida é uma Festa e o recente e delicado Flow, animação europeia vencedora do Oscar em 2024.

A mostra também valoriza a produção nacional com títulos como Tainá – Uma Aventura na AmazôniaMenino Maluquinho, inspirado na obra do cartunista brasileiro Ziraldo, Turma da Mônica: Lições e Detetives do Prédio Azul 3 – uma aventura no fim do mundo, reforçando o cinema brasileiro como ferramenta de formação cultural desde a infância. E, ainda, os filmes do diretor premiado Alê Abreu, O menino e o mundoPerlimps.

Além das sessões de cinema, a mostra oferece uma programação especial de oficinas e contações de histórias, aprofundando o contato das crianças com o universo do audiovisual, da imaginação e das culturas tradicionais. Entre os destaques, estão a Oficina de Fotografia Pinhole, em que os participantes constroem suas próprias câmeras artesanais e produzem imagens autorais.

As outras oficinas também prometem estimular a vivência e criatividade do público: Teatro de Sombras, que explora luz, movimento e narrativa visual; Brinquedos Ópticos, que apresenta os princípios do cinema por meio de taumatrópios e flipbooks, duas técnicas lúdicas de animação; e Oficina de Stop Motion, criando animações em massinha quadro a quadro. As atividades são conduzidas por artistas e educadores como Ádon Bicalho, Beatriz Teles, Pamella Wyla e Maria Laura.

As rodas de contação de histórias são também um atrativo especial. As apresentações com Maria das Alembranças, Kessia Daline Krahô,Fabíola Resende e Zé Regino reunirão saberes ancestrais, teatro de bonecos, música e narrativas tradicionais, em experiências de escuta, brincadeira e criação coletiva. 

Todas essas atrações são abertas para pessoas de todas as idades, sozinhas, em duplas, famílias, grupos de amigos: vai ser especial para cada um. 

acessibilidade é um dos pilares do evento. Todas as contações de histórias terão acessibilidades em Libras e a programação inclui uma sessão de cinema com Libras, LSE (legendas para surdos e ensurdecidos) e audiodescrição. O filme Perlimps, no dia 30 de janeiro, às 15h, terá Libras, audiodescrição e legendagem descritiva, garantindo uma experiência plenamente inclusiva para públicos com deficiência.

Ao unir grandes histórias da cinematografia mundial, atividades educativas e políticas de inclusão, o CCBB Brasília reafirma seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e com a formação de novas gerações de espectadores.

Programação

PRIMEIRA SEMANA

27/01 | terça-feira

15h Tainá – Uma aventura na Amazônia(2001), de Tânia Lamarca e Sérgio Bloch, 90’ – Livre

17h Turma da Mônica: Lições (2021), de Daniel Rezende, 97’ – Livre

28/01 | quarta-feira

 15h Tito e os pássaros (2018), de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar, André Catoto, 73′ – Livre

17h Detetives do Prédio Azul 3: Uma aventura no fim do mundo (2021), de Mauro Ribeiro de Lima, 120’- Livre 

29/01 | quinta-feira

15h O menino e o mundo (2013), de Alê Abreu, 85′ – Livre

17h Viva: A vida é uma festa (2017), de Lee Unkrich, 105’ – Livre

30/01 | sexta-feira

15h Perlimps (2023), de Alê Abreu, 80’ – Livre*

Sessão acessível com LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), audiodescrição e legendagem descritiva

17h A história sem fim (1984), de Wolfgang Petersen, 94’ – Livre

31/01 | sábado

10h Pinhole (oficina)

14h A História da Onça Alembrada (contação de histórias) **

Atividade com acessibilidade em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)

15h Lilo & Stitch (2002), de Chris Sanders e Dean DeBlois, 85’ – Livre

17h Flow (2024), de Gints Zilbalodis, 85’ – Livre

01/02 | domingo

10h Teatro de Sombras (oficina)

14h A estrela mulher Caxekwyj e seus filhos plantas (contação de histórias)**

Atividade com acessibilidade em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)

15h Menino maluquinho (1994), de Helvecio Ratton, 83’ – 12 anos

17h E.T.: O Extraterrestre (1982), de Steven Spielberg, 115’ – Livre

SEGUNDA SEMANA

03/02 | terça-feira

15h Tito e os pássaros (2018), de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar, André Catoto, 73′ – Livre

17h Detetives do Prédio Azul 3: Uma aventura no fim do mundo (2021), de Mauro Ribeiro de Lima, 120’- Livre 

04/02 | quarta-feira

15h O menino e o mundo (2013), de Alê Abreu, 85′ – Livre

17h Perlimps (2023), de Alê Abreu, 80’ – Livre

05/02 | quinta-feira

15h Lilo & Stitch (2002), de Chris Sanders e Dean DeBlois, 85’ – Livre

17h Menino maluquinho (1994), de Helvecio Ratton, 83’ – 12 anos

06/02 | sexta-feira

15h Flow (2024), de Gints Zilbalodis, 85’ – Livre

17h E.T.: O Extraterrestre (1982), de Steven Spielberg, 115’ – Livre

07/02 | sábado

10h Brinquedos ópticos – Antes do cinema (oficina)

14h Vereda dos Mamulengos (contação de histórias)**

Atividade com acessibilidade em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)

15h Viva: A vida é uma festa (2017), de Lee Unkrich, 105’ – Livre

17h Turma da Mônica: Lições (2021), de Daniel Rezende, 97’ – Livre

08/02 | domingo

10h Stop Motion Animação em Massinha (oficina)

14h Histórias das origens do mundo e das coisas (contação de histórias)**

Atividade com acessibilidade em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)

15h Tainá – Uma aventura na Amazônia(2001), de Tânia Lamarca e Sérgio Bloch, 90’ – Livre

17h A história sem fim (1984), de Wolfgang Petersen, 94’ – Livre

INFOMAÇÕES DOS FILMES

E.T.: O Extraterrestre

Direção: Steven Spielberg
 EUA | 1982 | Aventura/Ficção Científica | 115 min. | Livre

Sinopse
 Um garoto faz amizade com um ser de outro planeta, que ficou sozinho na Terra, protegendo-o de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia. Gradativamente surge entre os dois uma forte amizade.

A história sem fim

Direção: Wolfgang Petersen
 Alemanha/EUA | 1984 | Aventura/Fantasia | 94 min. | Livre

Sinopse
 Quando o jovem Bastian, pegou emprestado um misterioso livro ele jamais sonhou que ao virar uma página seria levado a um mundo de fantasia onde pudesse ver um caracol de corrida, um morcego planador, um dragão da sorte, elfos, uma Imperatriz Menina, o valente guerreiro Atreyu e uma pedra ambulante chamada Come-Pedra.

Menino maluquinho

Direção: Helvecio Ratton
 Brasil | 1994 | Aventura/Comédia | 83 min. | Livre

Sinopse
Maluquinho (Samuel Costa), um menino travesso da classe média, adora brincar e pregar peças nos amigos, mas sofre quando seus pais se separam. Mas aí aparece o Vovô Passarinho (Luiz Carlos Arutin), que o leva para umas férias na fazenda, onde vive agitadas aventuras.

Tainá – Uma Aventura na Amazônia

Direção: Tânia Lamarca e Sérgio Bloch
 Brasil | 2001 | Aventura | 90 min. | Livre

Sinopse
 
Tainá vive na Amazônia com o avô, que lhe ensina as lendas e histórias de seu povo. Aos poucos, ela se torna uma guardiã da floresta e passa a lutar contra o contrabando de animais. Quando começa a ser perseguida por caçadores, precisa se mudar para uma vila, onde conhece Joninho, um menino da cidade grande. Juntos, a dupla aprende a lidar com os valores da cidade e da floresta.

Lilo & Stitch

Direção: Chris Sanders, Dean DeBlois
 EUA | 2002 | Animação/Aventura/Ficção | 85 min. | Livre

Sinopse           
 Lilo (Daveigh Chase) é uma pequena garota havaiana de 5 anos que adora cuidar de animais menos favorecidos e vive com sua irmã Nani (Tia Carrere). Lilo tem o costume de coletar lixo reciclável nas praias para, com o dinheiro recebido, comprar comida para peixes e nadar até o alto-mar para alimentá-los. Até que, num belo dia, ela encontra um cachorro e decide adotá-lo. Entretanto, este cachorro na verdade é Stitch (Chris Sanders), um ser alienígena que é um dos criminosos mais perigosos da galáxia. Stitch foi preso em um planeta distante pela polícia interplanetária, mas ao ser encaminhado para um planeta-prisão consegue escapar, caindo acidentalmente na Terra. Agora, para escapar da polícia que ainda o persegue, Stitch esconde quatro de suas seis pernas e decide se fazer passar por um cachorro comum, desenvolvendo com o tempo um laço de amizade com Lilo.

O menino e o mundo

Direção: Alê Abreu
 Brasil | 2013 | Animação | 85 min. | Livre

Sinopse
 
Sofrendo com a falta do pai, um menino deixa sua aldeia e descobre um mundo fantástico dominado por máquinas-bichos e estranhos seres. Uma inusitada animação com várias técnicas artísticas que retrata as questões do mundo moderno através do olhar de uma criança.

Viva: A vida é uma festa

Direção: Lee Unkrich
 EUA | 2017 | Animação | 105 min. | Livre

Sinopse
 Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas ele precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos.

Tito e os pássaros

Direção: Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar, André Catoto
 Brasil | 2018 | Animação/Aventura | 73 min. | Livre

Sinopse           
 Tito é um menino tímido de 10 anos que vive com sua mãe. De repente, uma estranha epidemia começa a se espalhar, fazendo com que pessoas fiquem doentes quando se assustam. Tito rapidamente descobre que a cura está relacionada à pesquisa feita por seu pai ausente sobre o canto dos pássaros. Ele embarca numa jornada com seus amigos para salvar o mundo da epidemia. A busca de Tito pelo antídoto se torna uma jornada para encontrar seu pai ausente e sua própria identidade.

Detetives do Prédio Azul 3: Uma Aventura no Fim do Mundo

Direção: Mauro Ribeiro de Lima
 Brasil | 2021 | Aventura | 120 min. | Livre

Sinopse
 
Severino encontra um objeto em meio aos escombros de um avião, sem saber que se trata de uma das faces do Medalhão de Uzur. O porteiro do Prédio Azul coloca o objeto no pescoço e acaba se tornando cada vez mais malvado. Com a bruxa Duvíbora e sua filha Dunhoca dispostas a roubá-lo, Pippo, Sol e Bento não têm outra saída a não ser encontrar a metade do bem do medalhão. Para tanto, eles contam com a ajuda da feiticeira Berenice, dos Inspetores de la Casa Naranja e ainda do mago Elergun.

Turma da Mônica: Lições

Direção: Daniel Rezende
 Brasil | 2021 | Aventura | 97 min. | Livre

Sinopse
 
Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão fogem da escola. Agora, terão que encarar as suas consequências, e elas não serão poucas. Nesta nova jornada, a turma descobrirá o real valor e sentido da palavra amizade.

Perlimps

Direção: Alê Abreu
 Brasil | 2023 | Animação/Aventura/Ficção | 80 min. | Livre

Sinopse
 
A jornada de aventura e fantasia de Claé e Bruô, agente-secretos de reinos rivais. Eles precisam superar suas diferenças e unir forças para encontrar os Perlimps, criaturas misteriosas capazes de encontrar um caminho para a paz em tempos de guerra.

Flow

Direção: Gints Zilbalodis
 Letônia/Bélgica/França | 2024 | Animação/Aventura/Fantasia | 85 min. | Livre

Sinopse
 
Gato é um animal solitário, mas quando seu lar é destruído por uma grande inundação, ele encontra refúgio em um barco habitado por diversas espécies, tendo que se juntar a elas apesar das diferenças.

INFORMAÇÕESS DAS OFICINAS & CONTAÇÕES DE HISTÓRIAS

Oficina: Pinhole

Sobre a oficina: Nesta oficina os participantes serão apresentados aos fundamentos primordiais da fotografia através da técnica pinhole. Cada participante constrói uma câmera a partir de uma lata e é convidado a realizar uma foto em papel fotográfico fotossensível preto e branco, que é revelada dentro de uma caixa de revelação, à luz vermelha. Os participantes levam as câmeras para casa e as fotografias realizadas serão digitalizadas e passarão a compor uma galeria de imagem virtual com autoria assinada.

Sobre Ádon Bicalho: é fotógrafo, laboratorista e arte-educador de Brasília. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade de Brasília, possui bacharelado  em  Comunicação  Social  com  habilitação  em  Audiovisual pela mesma universidade (2011) e especialização em Fotografia pela Scuola Romana di Fotografia,  Itália  (2013). Atuou como fotógrafo de instituições e publicações como o Conselho Federal da OAB-DF, Associação Brasileira de Antropologia, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN-DF, Anistia Internacional, Anuário do DF e Revista Nova Escola. Dentre  seus  trabalhos  de  documentação  fotográfica  estão  o  acervo  arqueológico Rohr doado ao IPHAN – DF (2017), o festival de cenas curtas ¼ de  Cena (2017),  os  projetos BSB Plano das Artes (2017) e Residência Móvel (2018)  além de exposições e espetáculos diversos. Foi arte-educador na Fundação Athos  Bulcão  (2011) e coordena desde 2016 o projeto Fotolata, que ensina  fotografia  para  jovens  e  adultos  através  da  técnica  pinhole.  Sócio-fundador  do  oBarco  Estúdio desde 2015, promove cursos e encontros acerca da fotografia analógica e  processos histórico-alternativos para produção de imagens, tendo atuado em espaços culturais como o Centro Cultural Banco do Brasil, Caixa Cultural, SesiLab em Brasília e Instituo Tomie Ohtake em São Paulo.

Apresentação: A História da Onça Alembrada

Maria das Alembranças abre uma roda de encantaria para alembrar uma história ancestral que andava esquecida no meio da mata.  Abrindo caminho para as águas da memória, ela convida o medo e a coragem, para chegar no olho d’água que revela a guardiã do cerrado: Onça Yaya. Um feitio popular de fé e esperança: “o que é necessário, necessariamente retorna”.

“A história da onça alembrada” é uma brincadeira de contar histórias que envolve as pessoas em cantigas e danças tradicionais de fortalecimento da ancestralidade, com música ao vivo, boneco, mágica e improvisação, convidando todo o público a lembrar da valorização do cerrado, das florestas e suas comunidades originárias.

Sobre Maria das Alembranças: é uma avó ancestral, sustentadora das tradições das árvores que alembram o povo, rejuntando raízes de memórias que foram cortadas. Ela também enterra esquecimentos e, nas rodas da vida, toca o seu pandeiro, canta e dança as encruzilhadas da terra e o sangue das mulheres.

Sobre  Luciana Meireles: é nascida e criada na cidade de Ceilândia (DF). É atriz e brincante da figura Maria das Alembranças. É mãe de Inácio e há 16 anos atua como griô aprendiz, escutadora e contadora de histórias e coordenadora de projetos criativos colaborativos. É formada na Pedagogia Griô, cofundadora da coletiva Casa Moringa, criadora da Oficina Mulheres Brincantes e coordenadora da Caravana das Alembranças. Trabalha a serviço da ancestralidade e do empoderamento feminino dentro da cultura popular.

Sobre Luciana Meireles:

Oficina: Teatro de sombras

Nesta oficina, as crianças são convidadas a explorar o universo do cinema a partir da luz, da sombra e da imaginação. Cada participante irá criar seu próprio mini teatro de sombras, utilizando materiais simples como papelão, papel vegetal e papel, construindo personagens, cenários e pequenas histórias. Ao experimentar a projeção das sombras, as crianças descobrem como a luz se transforma em imagem e como o movimento pode criar narrativas visuais, conectando brincadeira, arte e os princípios básicos do cinema. A oficina estimula a criatividade, a expressão corporal e o trabalho manual, valorizando o fazer artístico como jogo e invenção.

Sobre Beatriz Teles e Pamella Wyla: integram a equipe de educadoras do Quintal da Pilastra, programa educativo da Galeria-Escola A Pilastra, atuando na mediação cultural, na criação de experiências pedagógicas e no desenvolvimento de ações voltadas às infâncias, aos territórios e aos processos de aprendizagem sensível por meio da arte.

Pamella Wyla (1996), nascida e criada em Ceilândia/DF, é artista visual, arte-educadora e mediadora. Sua pesquisa se concentra nas relações entre memória, tempo e afetividade, a partir do estudo de fotografias, histórias e documentos preservados por sua família ao longo dos anos. Pamella articula sua prática artística ao trabalho educativo, compreendendo as infâncias como campo de pesquisa ativa. O brincar, a escuta e a imaginação tornam-se ferramentas fundamentais em seus processos de mediação, especialmente nos espaços expositivos, explorando suas múltiplas possibilidades de encontro, criação e aprendizado.

Beatriz Teles é fotógrafa, assistente de arte e arte-educadora. Natural de São Paulo, cresceu em Carapicuíba, onde viveu por 24 anos antes de se mudar para Brasília. Sua trajetória nas artes teve início ainda na adolescência, aos 15 anos, a partir do interesse por processos fotográficos e design gráfico. Em 2021, iniciou o bacharelado em Fotografia no Centro Universitário Senac, aprofundando-se na filosofia da imagem e na experimentação gráfica por meio de fotolivros. Ao longo da graduação, aproximou-se da educação não formal, integrando equipes educativas de exposições em instituições como o SESC São Paulo, o MuBE – Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia, e a Fundação Bienal. Essa experiência formativa a levou à pós-graduação em arte-educação. Atualmente, Beatriz atua como educadora patrimonial no Ministério das Relações Exteriores e integra a residência profissionalizante da Galeria-Escola A Pilastra, onde investiga e fortalece sua atuação na produção cultural no Distrito Federal.

Juntas, Beatriz e Pamella constroem práticas educativas comprometidas com o acesso à arte, a valorização das memórias, a escuta dos territórios e a formação de experiências significativas de aprendizagem no Quintal da Pilastra.

Apresentação: A estrela mulherCaxekwyj é seus filhos plantas

Nesta atividade, realizaremos a contação de uma história tradicional do povo Krahô, uma narrativa milenar que atravessa gerações há mais de 12 mil anos. É a história da Estrela-Mulher, Caxekwyj, e de seus filhos-planta.

Caxekwyj é uma moça que veio do céu trazendo consigo muitos saberes. Através de sua história, aprendemos sobre a origem das plantas, dos cuidados com a terra, das formas de viver em comunidade e de nos relacionarmos com o mundo. Seus ensinamentos estão na base da nossa cultura e da nossa cosmovisão, orientando a maneira como nos organizamos, pensamos e existimos até hoje.

Essa contação de história é um convite à escuta, à memória e ao reconhecimento dos saberes ancestrais como conhecimentos vivos, que continuam ensinando, nutrindo e fazendo crescer o nosso povo.

Sobre Kessia Daline Krahô: mulherindígena tocantinense residente no DF possui formação acadêmica em Serviço Social pela Universidade de Brasília (UnB), e atualmente cursa Pedagogia na Universidade Paulista (UNIP), trabalhou como educadora social indígena em uma escola pública no DF. É artista independente e desde 2018 vem caminhando e realizando trabalhos artísticos em diversas áreas, como: performance, pintura, contação de histórias para crianças, arte-educação, atriz, poetisa, modelo fotográfica, cantora e atua também entre outras linguagens artísticas. Na caminhada, já fez palco desde a rua a lugares como o Memorial dos Povos Indígenas, Unibes Cultural- SP e casas de cultura pelo país. A artista utiliza sua voz para fortalecer também o coletivo e honrar sua caminhada aqui, permitida por seus ancestrais através das artes. É por meio das artes que Kessia Daline Tavares dos Santos, mais conhecida como Kessia Daline Krahô, vem realizando alguns trabalhos, firme que seu corpo e sua arte são protagonismos para a representatividade de histórias plurais e que foge do padrão vigente na sociedade como um todo.

Oficina: Brinquedos ópticos – antes do cinema

Nesta oficina, as crianças são convidadas a conhecer o universo do cinema a partir de seus primórdios, criando brinquedos ópticos que dão a ilusão de movimento. A atividade apresenta, de forma lúdica e prática, objetos como o taumatrópio e o flipbook, explorando como imagens estáticas podem ganhar vida quando vistas em sequência. Com materiais simples e muita imaginação, cada participante poderá criar seus próprios brinquedos, desenhando, recortando, montando e experimentando os efeitos visuais. A oficina estimula a curiosidade, a criatividade e o fazer manual, aproximando as crianças da história do cinema por meio da brincadeira e da descoberta.

Sobre Maria Laura: Laura Teófilo Gonzalez (Maria Laura) é doutoranda em Educação em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), instituição onde também obteve o título de Mestre. É bacharel em Teoria, Crítica e História da Arte pela UnB. Atuou como bolsista CNPq em pesquisas nas áreas de fotografia experimental, processos históricos e alternativos, curadoria, utopia, ficção, identidade e gênero na arte contemporânea. Integra experiências em pesquisa, arte-educação, mediação e práticas curatoriais.

Apresentação: Vereda dos Mamulengos

Apresentação do espetáculo Vereda dos Mamulengos. O mamulengo é uma brincadeira de teatro de bonecos popular do nordeste, reconhecido como patrimônio cultural imaterial pelo IPHAN desde 2015. Possui personagens característicos das culturas populares brasileiras como Benedito,  cobra e Jaraguá.  A brincadeira é acompanhada por trilha sonora ao vivo e é recheada de comunicação e interação com a plateia.

Sobre Fabíola Resende: Fabíola Resende nasceu em São João del Rei (1986) e cresceu em Nazareno, no interior de Minas Gerais. Ainda jovem, mudou-se para Brasília, onde se graduou em Artes Cênicas – Licenciatura pela Universidade de Brasília, em 2010. Durante a graduação, teve seu primeiro contato com a Pedagogia Griô, iniciando uma pesquisa dedicada às relações entre tradição e educação, tema de seu trabalho de conclusão de curso, desenvolvido em diálogo com mestres e mestras da tradição oral.Mamulengueira, arte-educadora e pesquisadora, Fabíola construiu uma trajetória marcada pelas caminhadas Griô, pelas ações de transmissão de saberes e pelo trabalho com narrativas populares. É cofundadora da coletiva Casa Moringa, professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal desde 2013 e pesquisadora das influências do Mamulengo no ensino de artes, área na qual desenvolve seu mestrado na Universidade de Brasília. Seu trabalho articula educação, cultura popular e tradição oral como práticas vivas de formação e encantamento.

Oficina de Stop Motion Animação em Massinha

Nesta oficina, as crianças vão mergulhar no universo da animação e do cinema criando seus próprios personagens em massinha e dando vida a pequenas histórias por meio da técnica de stop motion. A partir da modelagem, do movimento quadro a quadro e da experimentação, cada participante poderá produzir sua própria animação, compreendendo de forma prática como o cinema transforma imagens em movimento.A atividade estimula a criatividade, a paciência e o trabalho manual, ao mesmo tempo em que apresenta noções básicas de narrativa audiovisual de forma divertida e acessível. Ao final, as crianças poderão assistir às animações criadas, celebrando o processo e o resultado coletivo da oficina.

Importante: para participar da oficina, é necessário que cada criança traga um aparelho celular com aplicativo de edição de vídeo instalado ou com memória suficiente para a instalação do aplicativo durante a atividade.

Sobre Beatriz Teles e Pamella Wyla:integram a equipe de educadoras do Quintal da Pilastra, programa educativo da Galeria-Escola A Pilastra, atuando na mediação cultural, na criação de experiências pedagógicas e no desenvolvimento de ações voltadas às infâncias, aos territórios e aos processos de aprendizagem sensível por meio da arte.

Pamella Wyla (1996), nascida e criada em Ceilândia/DF, é artista visual, arte-educadora e mediadora. Sua pesquisa se concentra nas relações entre memória, tempo e afetividade, a partir do estudo de fotografias, histórias e documentos preservados por sua família ao longo dos anos. Pamella articula sua prática artística ao trabalho educativo, compreendendo as infâncias como campo de pesquisa ativa. O brincar, a escuta e a imaginação tornam-se ferramentas fundamentais em seus processos de mediação, especialmente nos espaços expositivos, explorando suas múltiplas possibilidades de encontro, criação e aprendizado.

Beatriz Teles é fotógrafa, assistente de arte e arte-educadora. Natural de São Paulo, cresceu em Carapicuíba, onde viveu por 24 anos antes de se mudar para Brasília. Sua trajetória nas artes teve início ainda na adolescência, aos 15 anos, a partir do interesse por processos fotográficos e design gráfico. Em 2021, iniciou o bacharelado em Fotografia no Centro Universitário Senac, aprofundando-se na filosofia da imagem e na experimentação gráfica por meio de fotolivros. Ao longo da graduação, aproximou-se da educação não formal, integrando equipes educativas de exposições em instituições como o SESC São Paulo, o MuBE – Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia, e a Fundação Bienal. Essa experiência formativa a levou à pós-graduação em arte-educação. Atualmente, Beatriz atua como educadora patrimonial no Ministério das Relações Exteriores e integra a residência profissionalizante da Galeria-Escola A Pilastra, onde investiga e fortalece sua atuação na produção cultural no Distrito Federal.

Juntas, Beatriz e Pamella constroem práticas educativas comprometidas com o acesso à arte, a valorização das memórias, a escuta dos territórios e a formação de experiências significativas de aprendizagem no Quintal da Pilastra.

Apresentação: Histórias das origens do mundo e das coisas

Roda de contação de histórias tradicionais que falam ou se referem à origem do mundo. Essa roda de contação começa com a chega do contador que chega para conduzir a roda. Ele vem de longe brincando com sua rabeca, chamando as pessoas para participarem.

Durante a contação, entre uma história e outra, o condutor provoca a plateia com perguntas e brincadeiras, com o intuito de levar a todos a assumirem uma postura ativa, formando uma roda viva, cheia de provocações, inquietude e dúvidas.

Para fechar a roda, o contador convida a todos presente para participarem de uma grande mágica, uma mágica que ele aprendeu com sua avó, que aprendeu com a vó dela, que por sua vez aprendeu com o seu avô que aprendeu com o avô da sua avó. Uma mágica criada para a adiar o fim do mundo.

Sobre Zé Regino: José Regino ou Zé Regino, é: Palhaço, Diretor de Teatro e Circo, Dramaturgo, Ator, Artista Visual,Cenógrafo, Figurinista, Arte Educador e Contador de Histórias, graduado pela Fundação Brasileira de Teatro e Mestre em Arte pela Universidade de Brasília (UnB) com a dissertação “A Dramaturgia de uma Atuação Cômica: O Desempenho do Ator na Construção do Riso”. Instrutor em Yoga do Riso certificado pela Laughter Yoga International University. Fundou o Grupo de Teatro Celeiro das Antas que tem em seu repertorio atual 4 espetáculos. Foi professor substituto de Direção Teatral na UnB. Participou com seus trabalhos de festivais pelo Brasil, Espanha, EUA, Portugal, Itália, Alemanha e Malta. Trabalhou em Berlim na Alemanha a convite da Companhia Working Party. Pesquisador da linguagem cômica, com foco no humor físico e do Teatro para Bebês. É mineiro de Corinto, apaixonado por Brasília e militante do movimento LGBTQIAPN+

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Localizado no Edifício Tancredo Neves, o prédio é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico de autoria de Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, é oferecido o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais, aproximando o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolha públicas e particulares, universitários e instruções, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

SERVIÇO:

Férias no Cinema
Curadoria: Fábio Savino

Realização: Fumaça Filmes
Data: De 27 de janeiro a 8 de fevereiro

Local: CCBB Brasília
Endereço: Asa Sul Trecho 2 – Asa Sul, Brasília – DF
Tel: (61) 3108-7600
Website: 
https://ccbb.com.br/brasilia/

Instagram: @ccbbbrasilia

Ingressos: Entrada gratuita. Retirada dos ingressos 1h antes na bilheteria do CCBB Brasília.
Classificação: Livre

Horários: Ver programação.

Pesquisadoras lançam publicação e site sobre o fazer artístico na pandemia e o impacto das telas na criação em dança

Foto divulgação

Lançamento online e gratuito conta com performance da convidada Thereza Rocha e debate com artistas-pesquisadoras do Núcleo de Formação ASQ

Em um evento online e gratuito, o Núcleo de Formação ASQ lança no próximo dia 7 de março (sábado), às 16h, o site e a publicação digital “Dança e Telas — uma pesquisa sobre o fazer artístico durante a pandemia de Covid-19”. A iniciativa revisita um dos períodos mais desafiadores para as artes presenciais a partir de investigação sobre a criação em dança para as telas durante o isolamento social imposto pela crise sanitária. O projeto reflete sobre processos de criação e a relação dos artistas com as tecnologias digitais e as questões da imagem.

Desenvolvida ao longo da pandemia, a pesquisa teórico-prática do Núcleo de Formação ASQ partiu de uma questão urgente: como seguir criando quando o corpo é impedido de estar presente? A resposta veio pelas telas. Em meio ao distanciamento físico, as artistas-pesquisadoras mergulharam em experimentações que cruzaram dança, cinema, artes visuais, performance e outras linguagens, moldando novas formas de produção e reflexão sobre o corpo e a virtualidade.

O resultado desse percurso agora é compartilhado com o público em duas frentes: um site de caráter cartográfico e poético, que convida o visitante a navegar por referências, exercícios artísticos e imagens; e uma publicação textual que reúne diários de bordo, anotações e reflexões detalhadas sobre cada etapa da investigação. Juntas, as duas obras oferecem um panorama sensível e aprofundado sobre as especificidades do fazer dança para as telas, uma reflexão como o contexto da pandemia moldou as produções, como as artistas se adaptaram a esse contexto, bem como o impacto da radicalização do uso das tecnologias nas artes.

O evento de lançamento contará com a participação da pesquisadora e professora da Universidade Federal do Ceará, Thereza Rocha, doutora em Artes Cênicas e autora do livro “O que é dança contemporânea?”. Ela apresentará a performance online “Ato de Costas”, criada em plena pandemia, que propõe uma reflexão sobre a frontalidade excessiva imposta pelas telas e o lugar do corpo nas artes vivas durante o isolamento.

Após a performance, as coordenadoras da pesquisa Luciana Lara e Fernanda Muniz, e a coordenadora editorial Mariângela Andrade, conduzem um debate com as dez artistas-pesquisadoras envolvidas no projeto e com o público.

“A arte pandêmica foi ao mesmo tempo sintoma e ação”, afirma Thereza Rocha. Para as coordenadoras da pesquisa, o contexto que prendeu os corpos dentro de casa também abriu caminho para novos formatos e experimentações. “Olhar, estudar e pensar como os recursos tecnológicos mudam nossa maneira de nos relacionar e criar é ainda mais pertinente hoje, especialmente com os desafios colocados pela inteligência artificial e as novas questões sobre subjetividade e autoria”, destacam Luciana Lara e Fernanda Muniz.

A importância da arte diante da crise sanitária também é um dos eixos centrais do projeto. Em um momento em que o contato físico foi interditado, a dança e as artes vivas encontraram nas telas não apenas um suporte, mas um novo campo de experimentação e resistência. O lançamento de “Dança e Telas” relembra e revive um fato marcante da história recente, que deve ser sempre trazido à memória como testemunho da capacidade criativa diante da adversidade.

O evento é gratuito, com tradução em Libras, e será realizado por meio da plataforma Zoom. Para participar, é necessário solicitar o link de acesso pelo e-mail: dancaetela@gmail.com.

Serviço:

Lançamento: Site e publicação digital “Dança e Telas — uma pesquisa sobre o fazer artístico durante a pandemia de Covid-19”

Data: 7 de março de 2026 (sábado)

Horário: 16h

Local: Online, via Zoom (link solicitado por e-mail)

Inscrições: dancaetela@gmail.com

Evento gratuito com tradução em Libras

Realização: Núcleo de Formação ASQ

Coordenação de pesquisa: Luciana Lara e Fernanda Muniz

Coordenação editorial: Mariângela Andrade

Artistas-pesquisadoras: Carolina Hofs, Fernanda Muniz, Jaqueline Silva, Luciana Lara, Marcela Brasil, Mariângela Andrade, Mônica Bernardes, Rebeca Damian, Renata Studart e Tauana Parreiras

Convidada especial: Thereza Rocha (UFC)

Projeto realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

PARKSHOPPING RECEBE CASA WARNER

Foto divulgação

Tickets para a super atração, que estreia em abril, já estão à venda

Contagem regressiva. A Casa Warner está chegando ao ParkShopping. Com edição inédita no Brasil e desenvolvida especialmente para Brasília, a experiência – uma verdadeira imersão no universo das franquias mais amadas da cultura pop mundial – desembarca em abril na área externa do PKS. Mas quem quiser se antecipar, já pode garantir os ingressos. Os tickets já estão à venda pela TicketMaster Brasil e o público pode aproveitar o período de pré-venda com valores promocionais por tempo limitado.

Em um percurso cenográfico de tirar o fôlego, aliando tecnologia, interatividade e ambientações surpreendentes, a Casa Warner faz o público mergulhar em universos que marcaram gerações. Serão mais de 1.500m² de entretenimento e conexão com obras e personagens inesquecíveispara os espectadores apreciarem. A exposição será instalada no imenso espaço ocupado pela árvore iluminada, na temporada de Natal. 

Da magia de Harry Potter aos heróis da DC Comics, passando por séries e clássicos como Friends, The Big Bang Theory, Looney Tunes, Game of Thrones, a atração mexe com todos os sentidos do visitante. A pré-venda começa na quinta-feira, 5 de março. Prepare-se para viver algo simplesmente inesquecível.

Ingressos individuais variam de R$30 (meia) a R$110 (inteira), dependendo do dia e do horário da visita, e também podem ser adquiridos via app Multi. Valores ficam mais vantajosos em combos de 2 a 4 ingressos.

Conecte-se em @parkshoppingbsb para acompanhar as novidades do shopping mais completo da cidade!

‘Depois do Fogo’, drama estrelado por Josh O’Connor, estreia em 5 de março

Divulgação

Lançado no Festival de Sundance de 2025, o filme “Depois do Fogo”, de Max Walker-Silverman (“Uma Noite no Lago”), estreia no Brasil no dia 5 de março, com distribuição da Synapse. Ambientado nas paisagens desérticas do oeste americano, o drama acompanha o caubói solitário Dusty (Josh O’Connor, de “Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out”), que perde seu rancho em um incêndio florestal devastador e é obrigado a recomeçar. O filme ganhou trailer nacional, disponível aqui.

Após perder tudo, incluindo o gado, Dusty passa a viver num acampamento mantido pelo governo e encontra consolo com seus novos vizinhos. A tragédia lhe dá a oportunidade de se reconectar com sua filha pequena, Callie-Rose (Lily LaTorre). O caubói também revê o relacionamento conturbado com sua ex-mulher, Ruby (Meghan Fahy, de “Sereias” e “The White Lotus”), e  sua ex-sogra, Bess (Amy Madigan, de “A Hora do Mal”).

Com seu retrato humanista, “Depois do Fogo”foi reconhecido pela National Board Review (EUA) como um dos dez melhores títulos independentes de 2025. Além de Sundance, o longa participou de diversos festivais internacionais, como o de Deaville, na França; Seattle, nos Estados Unidos e Valladollid, na Espanha. No Brasil, foi exibido no Festival do Rio, na Mostra Expectativas, dedicada a trabalhos de novos cineastas. 

O diretor e roteirista Max Walker-Silverman declarou que teve a ideia para o longa a partir de uma história pessoal. Sua irmã teve que fugir às pressas de um incêndio que devastou a antiga casa que pertencia à sua avó, levando consigo apenas o que coube no carro. Esse trágico episódio o fez refletir sobre um paradoxo: como pode um lugar que ardeu completamente e que está sujeito a novas queimadas, ser também chamado de lar? Segundo ele, o roteiro se desenvolveu na tentativa de conviver com esse paradoxo, sem tentar uma resolução para ele e enxergando o desastre como um momento passageiro da vida.

Sinopse:

Após perder sua fazenda em um incêndio, um cowboy solitário (Josh O’Connor) busca refúgio em um acampamento provisório. Enquanto tenta se reconectar com sua filha e ex-mulher, encontra esperança na comunidade de vizinhos que também tentam reconstruir suas vidas.

Ficha técnica:

Direção e roteiro – Max Walker-Silverman 

Produção – Jesse Hope, Dan Janvey, Paul Mezey

Direção de Fotografia – Alfonso Herrera Salcedo

Direção de Arte – Juliana Barreto Barreto

Edição – Jane Rizzo, A.C.E e Ramzi Bashour

Figurinista – Lizzie Donelan

Trilha Sonora – Jake Xerxes Fussell e James Elkington

Trailer: https://youtu.be/BES-ehQS3pk?si=QGx4XBLmMXzni_HB

Sobre a Synapse Distribution

A Synapse, selo de exibição da SOFA DGTL, licencia uma média de 20 filmes por ano. Em 2025, já lançou nos cinemas ‘Sem Chão – No Other Land’, vencedor do Oscar de melhor documentário, e ‘Vermíglio – A Noiva da Montanha”, vencedor do leão de prata em Veneza. Também já lançou nos cinemas ‘Love Lies Bleeding – O Amor Sangra’, com Kristen Stewart, ‘As Vezes Quero Sumir’, com Daisy Ridley, e o último filme do diretor Ken Loach, ‘O Último Pub’.

Marque nossos perfis nas redes sociais: https://linktr.ee/synapsedistribution.

Sobre a SOFA DGTL

A SOFA DGTL é uma agregadora de conteúdopremium que tem como missão conectar histórias a pessoas, ajudando o consumidor a encontrar o conteúdo certo para o seu perfil. Por meio do serviço de recomendação Filmelier.com, com mais de 17 milhões de usuários em 2024, a SOFA DGTL obtém amplo conhecimento da audiência e consegue definir a melhor estratégia para aquisição e monetização de filmes. A empresa comercializa o melhor do cinema em mais de 30 plataformas na América Latina nas modalidades Transacional – TVOD (aluguel e compra), Assinatura –SVOD e por Publicidade – AVOD, com mais de 400 milhões de horas assistidas nesse segmento em 2024.

Exposição “Uma Mulher é Uma Mulher” ocupa o DF com arte urbana e narrativas femininas

Foto divulgação

Projeto ganha a cidade a partir de 8 de março e transforma muros e redes em território de escuta, diversidade e afirmação

Depois de quase um ano de escuta, encontros, afetos e criação coletiva, Uma Mulher é Uma Mulher inaugura oficialmente sua exposição em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, tendo a cidade como galeria.

Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e coproduzido pela Pitanga e Rovit Filmes, o projeto transformará muros, esquinas e trajetos cotidianos em território de afirmação, diversidade e reflexão sobre o feminino. Quem passar a caminho do trabalho, quem esperar o ônibus, quem atravessar a rua distraído poderá ser impactado por figuras femininas diversas. É uma exposição que não pede silêncio, mas presença. Não exige ingresso, mas disponibilidade para olhar.

A construção do projeto começou em maio de 2025, quando foi lançada uma chamada pública que mobilizou 41 mulheres do Distrito Federal. Após etapas de análise de perfis, escutas individuais e entrevistas aprofundadas, foram escolhidas oito protagonistas que representam diferentes gerações, identidades e experiências de vida. 

Mais do que um processo técnico de produção de fotos, vídeos e murais, a trajetória desses meses foi marcada por encontros. Cada ensaio foi precedido por conversas longas, partilhas de memória, trocas sinceras e construção de confiança entre equipe e participantes. Houve tempo para ouvir, acolher e compreender as camadas de cada história antes de traduzi-las em imagens”, relata Waléria Gregório, idealizadora, diretora criativa e responsável pela fotografia do projeto. 

Ao lado de Thaís Holanda, cineasta que assina o audiovisual; e Didi Colado, artista urbana responsável pelos lambe-lambes e grafites espalhados pelo Distrito Federal, ela consolidou com as participantes uma relação de afeto e entrega mútua. E o que se verá nas ruas e nas plataformas digitais não será apenas resultado estético, mas o desdobramento de vínculos construídos com respeito, sensibilidade e profundidade.

As oito protagonistas são:

Amanda Nery, que transformou experiências de violência e maternidade precoce em e construção afetiva e autonomia.

Caju, cabeleireira que fez do salão um espaço de escuta, identidade e emancipação, rompendo padrões estéticos e sociais.

Fernanda Torres, mãe atípica e sobrevivente do câncer, que ressignificou o cuidado e hoje floresce como símbolo de recomeço.

Flor Furacão, mulher trans, artista e mãe, que ocupa espaços historicamente negados e afirma a existência como ato político.

Issa Meguer, atriz e modelo de 69 anos, que enfrenta o etarismo e reafirma que potência feminina não tem prazo de validade.

Joyce, artista que vive com anemia falciforme e construiu na arte um caminho de autonomia e presença.

Malinha, jovem fotógrafa periférica que transforma vivência em linguagem visual e abre caminhos para outras meninas.

Jesus Feitosa, costureira que atravessou gerações sustentando família e futuro com linha, agulha e resistência.

A cidade como galeria

Ao longo do mês de março, serão instalados 16 painéis de lambe-lambe e 2 grafites nas regiões administrativas Guará, Águas Claras, Taguatinga e Vicente Pires. Cada obra conta com um QR Code que direciona para o Instagram e para o site oficial do projeto, com recursos de acessibilidade, ampliando a experiência da rua para o ambiente digital.

A proposta é simples e potente: provocar o encontro. Quem é essa mulher? O que ela está fazendo aqui? O que a história dela revela sobre nós? A cidade vira galeria. O Instagram torna-se extensão da rua. A imagem se transforma em pergunta.

Paralelamente, a exposição virtual apresentará vídeos, ensaios fotográficos e conteúdos criativos sobre a trajetória de cada mulher, publicados semanalmente. A cada semana, uma protagonista ocupará as redes, convidando o público a aprofundar o olhar. 

Ao final desse processo, as mulheres participantes deixarão de ser apenas personagens, tornando-se referências simbólicas de um movimento que reafirma que as mulheres são múltiplas, legítimas, plurais e estão em permanente construção.

Compartilhamento de saberes

Como parte do compromisso com formação e democratização do acesso à arte, o projeto oferecerá três oficinas gratuitas voltadas exclusivamente para mulheres, conduzidas pelas próprias artistas do projeto: Waléria Gregório, Didi Colado e Thaís Holanda.

As atividades acontecerão em 28 e 29 de março, com inscrições abertas entre 16 e 21 de março, por meio do site oficial. As oficinas ampliam o diálogo do projeto para além da exposição, fortalecendo a presença feminina nos campos da fotografia, do vídeo e da arte urbana.

Ficha técnica

ARTISTAS

Waléria Gregório – Idealizadora, Diretora Criativa e Fotografia
Thaís Holanda – Cineasta (Audiovisual)
Didi Colado – Artista Urbana (lambe-lambe e grafite)

EQUIPE

Vittor Pinheiro – Produtor Executivo
Joyce Carvalho – Diretora de Produção
Pedro Pinheiro – Produtor de Set
Thiago Ramos – Produtor de Frente
Flávia Costa – Design e Gestão de Mídias Sociais
Isaac Joshua – Acessibilidade
Maura – Assessoria de Comunicação
Nelma Fernanda – Produção de Arte Urbana (lambe-lambe e grafite)
Renata Rangel – Designer Gráfica e Assistente de Produção de Arte Urbana (lambe-lambe)

ELENCO

Amanda Nery
Caju (Juliana Marques)
Fernanda Torres
Flor Furacão (Iaguara Costah)
Issa Meguer
Joyce Carvalho
Malinha (Ana Luisa)
Jesus (Jesus Vieira Feitosa)

SERVIÇO

Uma Mulher é Uma Mulher

Lançamento oficial: 08/03 (Dia Internacional da Mulher)

Exposição Urbana

Período de visitação: de 08/03 a 03/05

*Guará 

*Águas Claras 

*Taguatinga 

Vicente Pires 

Cada obra conta com QR Code fixado no local, que dá acesso ao Instagram oficial, ao site do projeto e aos recursos de acessibilidade.

*As localidades serão informadas via redes sociais e site

Exposição Virtual

Período: de 08/03 a 03/05

Carrosel de fotos, vídeo e postagem criativa sobre cada uma das mulheres

@umamulher.pro

Oficinas Gratuitas

*Oficina de Fotografia, com Waléria Gregório
*Oficina de Vídeo, com Thaís Holanda
*Oficina de Lambe-lambe, com Didi Colado

* Data, horário e localidade serão informados via redes sociais e site

Período de inscrições: de 16 a 21/03, pelo site
Site: https://www.umamulherprojeto.com.br/

Instagram: @umamulher.pro

Almir Sater e Gabriel Sater abrem turnê 2026 de “Pai e Filho” em Brasília

Foto divulgação

Primeiro show será no dia 24 de abril, no Ulysses Centro de Convenções

Brasília foi escolhida para dar início à turnê 2026 de “Pai e Filho”, espetáculo que reúne Almir Sater e Gabriel Sater em um emocionante encontro entre gerações. O primeiro show do ano acontece no dia 24 de abril, no Ulysses Centro de Convenções, marcando a abertura oficial da nova temporada, que percorrerá palcos no Brasil e nos Estados Unidos.

Após o sucesso absoluto das apresentações realizadas em 2025, em São Paulo e no Rio de Janeiro, pai e filho retomam a estrada com um projeto que celebra raízes, legado e continuidade. No palco, o público vivencia um diálogo sensível entre tradição e renovação: de um lado, a experiência e a trajetória consagrada de Almir Sater, um dos maiores nomes da música brasileira; de outro, o talento e a personalidade artística de Gabriel Sater, que imprime frescor e identidade própria ao espetáculo.

Ao longo da temporada, a turnê percorrerá as principais cidades brasileiras, além de uma passagem especial pelos Estados Unidos, com apresentações em Boston e Nova York, incluindo o icônico Carnegie Hall.

“Quando a estrada é feita de música, o laço vira legado.” — Almir Sater

Cada apresentação é um momento único em que passado, presente e futuro se encontram nas vozes e nas violas de dois artistas que dividem não apenas o palco, mas o mesmo sangue e a mesma paixão pela música. Mais do que uma turnê, “Pai e Filho” reafirma a força da música sertaneja de raiz e da cultura brasileira, viva e pulsante.

Sigo os passos de quem me ensinou a caminhar… agora, lado a lado no palco” — Gabriel Sater

SOBRE ALMIR SATER

Almir Sater, nascido em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, é um violeiro, cantor, compositor e ator brasileiro. Referência na música sertaneja, Almir apresenta em seu trabalho uma mistura de viola caipira com influências do blues, rock e música regional. Começou a tocar violão aos 12 anos e é considerado um dos responsáveis pela preservação da viola de dez cordas, agregando um toque sofisticado ao instrumento. Com mais de 40 anos na música e mais de 20 discos lançados, Almir recebeu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa por “Ar” (2016), em parceria com Renato Teixeira. O artista também é conhecido por sua atuação em novelas como “Pantanal” e “O Rei do Gado”, sucessos da TV Globo.

SOBRE GABRIEL SATER

Cantor, compositor versátil, instrumentista virtuoso, produtor musical e ator, Gabriel Sater herdou não só o sobrenome, mas o talento musical e carisma do pai. O premiado artista usa como inspiração a convivência desde a infância com a família absolutamente musical e com nomes como Renato Teixeira, Sérgio Reis, Família Espíndola, Paulo Simões, Guilherme Rondon e Dino Rocha. Em 2023, completou 23 anos de carreira, com 06 CDs lançados. Neste mesmo ano, recebeu uma indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Raiz em Língua Portuguesa. Em 2024, Gabriel ganhou o Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Intérprete Canção Popular. Também trazendo no currículo trabalhos na TV brasileira, em 2022, na nova versão da novela “Pantanal”, Gabriel assumiu o papel que foi de seu pai na versão original da novela, dando vida ao violeiro Trindade, enquanto Almir interpretou o chalaneiro Eugênio. Os dois artistas, pai e filho, tiveram cenas juntos na novela, incluindo um famoso duelo de violas.

SOBRE A GROOVE

Especializada em gestão de carreiras artísticas, produção de shows, desenvolvimento de projetos especiais e festivais de música, a Groove se destaca pela inovação, criatividade e excelência na entrega de experiências únicas para o público e para os artistas. Com uma trajetória marcada por grandes conquistas, a empresa já produziu mais de 1000 shows nacionais e internacionais, consolidando-se como referência no mercado do show business. Seu portfólio inclui turnês internacionais bem-sucedidas pela América do Sul, Estados Unidos, Europa e, principalmente, em todo o território brasileiro. Mais do que uma produtora, a Groove é uma plataforma criativa e estratégica, que conecta artistas, marcas e público em experiências inesquecíveis. Com visão global e alma brasileira, seguem movidos pela paixão pela música, pela arte e pela capacidade de transformar momentos em memórias.

Serviço:

Almir Sater e Gabriel Sater – 

Dia: 24 de abril de 2026 (Sexta-feira)

Local: Arena BRB Nilson Nelson (Entrada pelo estacionamento do Mercado Vírgula)

Horário: 21h30 (Abertura dos portões às 19h)

Classificação: 18 anos (Menores de 18 anos, apenas acompanhados dos responsáveis legais)

Ingressos: https://www.ticketmaster.com.br/event/pai-e-filho-almir-sater-e-gabriel-sater-brasilia

*sujeito à alteração por decisão judicial

Bilheteria Oficial – sem taxa de serviço

Funcionamento:

– Terça a sábado: das 10h às 17h

– Não abre: segundas-feiras, feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou outros eventos.

Importante

*Meia-entrada: obrigatório apresentar comprovante na compra e na entrada do evento.

*App Quentro: baixe antes de vir. Facilita a compra e o acesso ao ingresso digital.

Taxa de Serviço: 18%

Limite de ingressos por CPF: 4 ingressos por CPF. Sendo até 4 meia-entrada

Para compras online: Parcelamento 1x sem juros, 2x à 10x com juros e Pix.

Para compras na bilheteria oficial: Cartões de crédito à vista, cartões de débito e dinheiro.

Bianca Rinaldi  e Rodrigo Phavanello realizam única apresentação da comédia “Casa, Comida e Alma Lavada” em Brasília

Divulgação

Destaque pelos palcos em diversas cidades brasileiras, peça de autoria Américo Nouman Jr. e Ricardo Tibau, anuncia retomada de sua turnê com passagem pela cidade de Goiânia, no dia 7 de março

A peça “Casa, Comida e Alma Lavada”, texto de Américo Nouman Jr. e Ricardo Tibau, retoma sua turnê pelo Brasil no próximo mês de março. Com sucesso de público pelos palcos de diversas cidades brasileiras, a  comédia, encenada por Bianca Rinaldi (Tânia Mara). e Rodrigo Phavanello (Luis Alberto), chega a Brasília (DF), para única apresentação no domingo, dia 8 de março, no Teatro Caesb Águas Claras.

“Nada mais compensador para um autor do que ver sua obra crescer. O espetáculo “Casa, Comida e Alma Lavada!”  é, para mim, como um filho primogênito que faz os pais vibrarem na primeira palavra, no primeiro passo, no primeiro banho. “Casa, Comida e Alma Lavada” foi a primeira peça escrita, a primeira montada, a primeira remontada, a primeira a trocar elenco. Agora, nessa nova temporada, está adulta. A sensação é quase a mesma de um pai ao ver seu primogênito se formando na faculdade”, comemora o autor Américo Nouman Jr, que viu seu texto encenado pela primeira vez em setembro de 2003.

Com direção assinada por Rogério Fabiano, a montagem preserva com excelência, a essência do texto, com os atores mantendo interação com a plateia, que acaba contando suas histórias ao se identificarem com essa troca de farpas, pois chegam à conclusão de que na tradicional guerra dos sexos, quando o amor resiste ao tempo lutando contra tudo e contra todos, não existe um vencedor.

“Estar no palco representando, é uma realização uma alegria transbordante e quando sinto que o público participa do começo ao fim, rindo, se vendo em cena, refletindo, se envolvendo junto com gente nessa história, a realização e a alegria que tenho é de que fiz o que gosto, o que sei fazer. Um sentimento de dever cumprido. Vou pra casa com a Alma Lavada”, comenta a atriz Bianca Rinaldi, no elenco desde do início da montagem, em setembro de 2024, no Rio de Janeiro.

“Com muito humor e uma boa dose de realidade, Casa, Comida e Alma Lavada nos faz rir e refletir sobre os altos e baixos da vida a dois. Entre trocas de farpas e momentos de cumplicidade, a peça mostra que, no fim das contas, o amor que resiste ao tempo é aquele que aprende a rir de si mesmo”, pontua o ator Rodrigo Phavanello, que passou a dividir o palco com Bianca, em março de 2025.

O enredo destaca com muito humor e irreverência, a história de Tânia Mara e Luís Alberto, onde após 20 anos de casados, resolvem aderir à DR (Discussão da relação), quando vem à tona toda a trajetória do relacionamento, desde os apaixonados tempos de namoro até os dias atuais, onde, de ambas as partes, são revelados os detalhes e os segredos mais íntimos da relação e também dos que nela estão envolvidos.

SINOPSE

Uma comédia teatral que mergulha no relacionamento do casal Tânia Mara e Luís Alberto.  A peça oferece uma perspectiva única, alternando entre os pontos de vista feminino e masculino sobre situações cotidianas, enquanto satiriza os defeitos e manias de cada um. Dividida em episódios, a história começa nos tempos de namoro, quando Tânia Mara fala romanticamente ao telefone com sua amiga sobre o seu namorado. 

À medida que avança para o casamento, a empolgação diminui e as conversas revelam uma visão menos entusiasmada sobre o marido. Eventualmente, pequenas peculiaridades como o hábito de Luís Alberto de usar meias pretas para dormir se tornam motivo de desdém por parte de Tânia Mara. O clímax da peça é alcançado quando Tânia Mara e Luís Alberto reconhecem os aspectos positivos de sua jornada juntos, revelando a beleza e a importância de compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.

FICHA TÉCNICA

Elenco:
Tania Mara:  Bianca Rinaldi
Luis Alberto: Rodrigo Phavanello
Direção: Rogério Fabiano 
Direção de Movimentos: Ciro Barcelos
Cenário e Figurinos: Márcio Araújo 
Customização: Débora Munhyz 
Designer de luz: Rafael Burgath 
Trilha Sonora: Miguel Briamonte
Produção Executiva: Gherardo Franco 
Produção: Rama Kriya Produções
Assessoria de Imprensa: Davi Brandão

SERVIÇO:

CASA, COMIDA E ALMA LAVADA 

Única Apresentação: 8 de março, às 19 horas
Teatro Caesb Águas Claras–  Avenida Sibipiruna, Lotes 13/21 314 Bloco B  
Ingressos: R$ 75,00 (meia entrada) a R$ 150,00 (inteira) 
Classificação: 14 anos
Duração: 75 minutos
Gênero: Comédia
Informações e compra de ingressos:https://bileto.sympla.com.br/event/115950/d/364370/s/2453761

Meriele celebra os 90 anos de Marinês em show no Clube do Choro com direção musical de Marcos Farias, filho da Rainha do Xaxado

Foto divulgação

Brasília recebe no dia 6 de março de 2026 um espetáculo em homenagem a uma das maiores vozes da música nordestina: Marinês, a Rainha do Xaxado. A cantora e percussionista pernambucana Meriele sobe ao palco do Clube do Choro com o show “Meriele e Sua Gente, 90 Anos de Marinês”, celebrando o legado da matriarca do forró pé de serra.

O grande diferencial da noite fica por conta da direção musical de Marcos Farias, sanfoneiro, maestro e filho de Marinês, que também participa da apresentação ao lado do repentista e músico João Santana. A presença de Marcos garante não apenas a excelência musical, mas também um reencontro afetivo com a memória da rainha, unindo tradição e emoção no palco.

Com um repertório que resgata clássicos como “Estopim da Bomba”, “A Rainha do Xaxado” e “Bate Coração”, Meriele conduz o público por uma viagem pelas paisagens e poesias do sertão. No palco, ela está acompanhada por Sua Gente, formação que reúne músicos de peso: Sidney Rosa (sanfona), Mariana Sardinha (cavaquinho), Leonardo Paes (contrabaixo), Bibi Noel (zabumba) e Aline Marcimiano (triângulo e vocal). A produção é de Suene Karim.

A data também marca uma comemoração antecipada do Dia Internacional da Mulher: todas as mulheres pagam meia entrada.

Serviço:

Meriele e Sua Gente, 90 Anos de Marinês

Local: Clube do Choro

Data: 6 de março de 2026 (sexta-feira)

Horário: 20h30

Ingressos: R$ 80 (inteira) / R$ 40 (meia para mulheres, estudantes e quem levar 1kg de alimento)

Vendas: Bilheteria Digital 

https://checkout2.bilheteriadigital.com/meriele-e-sua-gente-90-anos-de-marines

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

A organização do Festival Onda Coreana informa que, por motivo de força maior, não poderão ser realizadas as seguintes atrações previstas para este fim de semana: a turnê da banda 82 Major, programada para sábado, e a apresentação Guerreiras do K-pop, prevista para domingo.

O festival segue confirmado e acontecerá normalmente nos dias 06, 07 e 08 de março, no Taguatinga Shopping, com programação dedicada à cultura sul-coreana.

Os clientes que adquiriram ingressos para o show da 82 Major pela Ticketmaster receberão restituição integral dos valores, conforme orientações da plataforma. Como o ingresso do show também dava acesso ao festival, o público poderá participar do evento gratuitamente, mediante apresentação do ingresso na entrada.

No caso da atração de domingo, quem optar por não comparecer poderá solicitar reembolso. O evento passa a operar com bilheteria única para os três dias.

As novas atrações serão divulgadas em breve nos canais oficiais do evento.

VIVA RENATO! – Contando e Cantando Renato Russo

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O novo espetáculo do pesquisador, cantor, músico e ator Alex Sanderson estreia sua Turnê 2026 no dia 29 de março (Domingo), as 19h, no Museu Nacional da República de Brasília (Esplanada dos Ministérios), celebrando os 66 anos de nascimento do poeta. Reconhecido nacionalmente como o melhor intérprete de Renato Russo, Sanderson apresenta um espetáculo emocionante, profundo e único, que vai muito além de um tributo convencional.

Os ingressos a R$50 (meia) estão sendo vendidos através do site www.ingressosvirtual.com.br

VIVA RENATO! – Contando e Cantando Renato Russo é um show-homenagem que une música e narrativa para conduzir o público por uma imersão na obra e genialidade do líder da Legião Urbana. Além de interpretar os grandes sucessos, Alex Sanderson compartilha histórias, contextos e curiosidades sobre as canções, revelando como foram compostas, os momentos vividos por Renato Russo à época e os significados por trás de suas letras.

O espetáculo celebra toda a trajetória artística do cantor e compositor, destacando nuances, referências e particularidades de suas composições. O repertório inclui clássicos consagrados, canções “lado B” da Legião Urbana e músicas da carreira solo do artista, além de atender pedidos do público, tornando cada apresentação ainda mais especial. Tudo isso acontece em um formato intimista, cuidadosamente pensado para proporcionar uma experiência imersiva, interativa e surpreendente.

Mais do que “apenas mais um tributo”, VIVA RENATO! é um verdadeiro presente aos fãs da Legião Urbana e admiradores de Renato Russo, conduzido com sensibilidade, respeito e profundidade por quem é amplamente reconhecido como seu melhor intérprete.

Alex Sanderson tornou-se referência artística graças à sua extensa pesquisa, estudo e profundo conhecimento sobre a vida e a obra de Renato Russo, além de sua notável semelhança física e vocal com o artista. Ele interpretou o Renato em produções cinematográficas que retratam a cena do rock brasiliense dos anos 1980, como “Rock Brasília – A Era de Ouro” e “Faroeste Caboclo”, além de atuar também no filme “Somos Tão Jovens”. Acompanhado pela baixista Thays Rossi e convidados, Sanderson surpreende o público com um show acústico emocionante, único e altamente interativo.

Com uma performance ao vivo marcante, que combina energia, talento e versatilidade, Alex Sanderson impressiona ao aliar sua poderosa voz — de timbre extremamente semelhante ao de Renato Russo — ao seu carisma, presença cênica e habilidade como multi-instrumentista, chegando a tocar até quatro instrumentos simultaneamente. O resultado é uma apresentação inesquecível, que remete o público à sensação de estar muito próximo da experiência de assistir a um show de Renato Russo ao vivo.

VIVA RENATO! é uma homenagem mais do que merecida a um dos maiores artistas da música brasileira. Um espetáculo que celebra uma obra atemporal, sensível, intensa e genial, que continua viva e necessária, emocionando gerações e perpetuando a memória do ícone maior da história da Capital do Rock.

Videos:

 

SERVIÇOS:

VIVA RENATO! – Contando e Cantando Renato Russo

Um espetáculo que celebra a obra, a poesia e o legado de Renato Russo, em uma noite especial de música, memória e emoção.

Data: Domingo, 29 de março
Horário: 19h
Local: Museu Nacional da República – Esplanada dos Ministérios, Brasília/DF

Informações: (61) 99959-6162.

INGRESSOS:
Vendas: www.ingressosvirtual.com.br
(1º lote sujeito a alterações)

• Meia-entrada: R$ 50,00
• Solidário: R$ 50,00 + 2 kg de alimentos – Obrigatório
• Inteira: R$ 100,00

Classificação indicativa: 14 anos

Viva Renato. Viva a música. Viva a memória!

Festival Dulcina abre inscrições para quarta edição que premiará espetáculos do DF e entorno

Divulgação

Evento celebra o legado de Dulcina de Moraes e vai premiar produções teatrais com até R$ 10 mil. Inscrições de 2 a 16 de março.

O Festival Dulcina, um dos principais eventos dedicados às artes cênicas no Distrito Federal, abre inscrições para sua quarta edição e convida artistas e grupos teatrais do DF e da RIDE-DF a participarem da seleção oficial de espetáculos. As inscrições são gratuitas e ficam abertas de 2 a 16 de março de 2026, por meio de formulário on-line disponível no site www.festivaldulcina.com.br.

Realizado em Brasília com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF, o Festival Dulcina celebra e homenageia o legado da atriz, diretora e educadora Dulcina de Moraes, figura central na história do teatro brasileiro e na formação cultural da capital. Nesta edição, o evento selecionará oito espetáculos teatrais locais, que irão concorrer a dez categorias de premiação, incluindo melhor atriz, ator, direção, dramaturgia, iluminação, sonoplastia, cenário, figurino, produção e espetáculo.

Além do tradicional Troféu Dulcina, o festival concederá premiação em dinheiro, no valor de R$ 10 mil para o melhor espetáculo e R$ 4 mil para cada uma das demais categorias. Todos os trabalhos selecionados também receberão cachê de participação no valor de R$ 4 mil.

“A quarta edição do Festival Dulcina marca um passo importante na consolidação do evento ao adotar, pela primeira vez, um formato competitivo voltado aos espetáculos locais. Ao reconhecer técnica e artisticamente produções do DF e do Entorno, o prêmio reafirma seu compromisso com a valorização da cena local, já consolidada e merecedora de amplo reconhecimento”, conta Cleber Lopes, diretor geral do festival.

Podem se inscrever espetáculos criados a partir de 2024, ou montagens produzidas anteriormente que comprovem a realização de apresentações nos últimos seis meses. A programação do festival acontece entre os dias 14 e 23 de maio de 2026, no Teatro SESC Paulo Autran, em Taguatinga.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente on-line, com o envio de portfólio do artista ou grupo, release do espetáculo, ficha técnica, rider técnico e registro em vídeo da obra. O resultado da seleção será divulgado no site oficial e nas redes sociais do Festival Dulcina.

Ao longo de suas edições, o Festival Dulcina vem se consolidando como espaço de valorização da produção teatral local, promovendo visibilidade, circulação e reconhecimento artístico, ao mesmo tempo em que mantém viva a memória de uma das maiores referências da cena teatral brasileira.

Serviço

Festival Dulcina – Convocatória DF
Inscrições gratuitas: 2 a 16 de março de 2026 (até 23h59)

Inscrições e resultado pelo site www.festivaldulcina.com.br

Período do festival: 14 a 23 de maio de 2026
Local: Teatro SESC Paulo Autran – Taguatinga

Dúvidas: contato@festivaldulcina.com.br

Tem Festival Palco Livre com programação gratuita no Riacho Fundo I entre os dias 6 e 8 de março

Foto divulgação

Shows começam às 19h30 no estacionamento do Conselho Tutelar e contam com acessibilidade e artistas da capital

O Riacho Fundo I vai receber três noites especiais dedicadas à música e aos talentos do Distrito Federal. Nos dias 6, 7 e 8 de março, o estacionamento do Conselho Tutelar será palco do Festival Palco Livre 2026 – 2ª Edição. A entrada é gratuita.

Os shows começam sempre às 19h30. A estrutura foi pensada para receber bem o público, com espaço acessível e ambiente familiar. A proposta é levar atrações para perto da comunidade, valorizando os artistas locais e fortalecendo a cultura nas regiões administrativas.

Entre as atrações confirmadas estão Andrézin o Príncipe, Junior Ferreira, Miguel Santos, Juninho Brother, Banda Imagem, Nego Rainer, Alisson e Ariel, Roniel e Rafael, Forró do Cerrado, Roni e Ricardo, Talvanes e Thiago e Banda Brizza, além de outros convidados.

A apresentação será de Cacá Silva, que também fará audiodescrição, ampliando a inclusão no evento. A animação entre os shows ficará por conta do DJ Dyda Makflay.

Programação Oficial

Sexta-feira – 6 de março
19h30 – Talvanes e Thiago
21h – Alisson e Ariel
22h30 – Roniel e Rafael
0h – Andrézin o Príncipe

Sábado – 7 de março
19h30 – Roni e Ricardo
21h – Nego Rainer
22h30 – Miguel Santos
0h – Banda Imagem

Domingo – 8 de março
19h30 – Forró do Cerrado
21h – Juninho Brother
22h30 – Banda Brizza
0h – Junior Ferreira

(Programação sujeita a alterações.)

Serviço

Evento: Festival Palco Livre – 2ª Edição
Datas: 6, 7 e 8 de março de 2026
Horário: A partir das 19h30
Local: Estacionamento do Conselho Tutelar – Riacho Fundo I (DF)
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre

Mostra Oscar 2026 chega à quarta semana com 15 filmes em cartaz e estreia de Arco no Cine Brasília

Foto divulgação

De 26 de fevereiro a 4 de março, toda a programação da CineSemana é dedicada à mostra, que reúne títulos de destaque da corrida pela estatueta dourada, incluindo a animação francesa de Ugo Bienvenu

Mostra Oscar 2026 entra em sua quarta semana no Cine Brasília com uma programação integralmente dedicada a filmes que seguem na seleção do prêmio. Entre os dias 26 de fevereiro e 4 de março, serão exibidos 15 títulos da atual temporada do Oscar. E entre os destaques está a estreia da animação francesa Arco.

Dirigido por Ugo Bienvenu, Arco é uma opção para toda a família. Na aventura, um menino de 10 anos chamado Arco vive no ano de 2932 e acidentalmente viaja de volta no tempo para 2075 através de um arco-íris. Lá, ele conhece Iris, que o acolhe e fará de tudo para ajudar Arco a voltar para seu tempo. Nessa realidade na qual arco-íris são portais para o futuro e para o passado, a viagem no tempo não é apenas uma aventura, mas uma forma de desvendar as verdades perdidas sobre nosso planeta. 

Para os amantes de drama, eles ocupam parte importante da programação, com histórias marcadas por conflitos pessoais, políticos e familiares. Entre eles está O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, filme que mantém o cinema brasileiro em evidência para o mundo pelo segundo ano consecutivo. O longa acompanha Wagner Moura dando vida a umhomem envolvido em uma atmosfera de vigilância e tensão política durante a ditadura militar no Brasil.

Também nessa linha está Valor Sentimental, do diretor Joachim Trier, onde um drama familiar explora feridas antigas entre pai, filhas e os limites entre vida pessoal e criação artística. Já em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, Chloé Zhao revisita a história de William Shakespeare a partir da perda do filho, construindo uma narrativa em torno de luto e memória. 

A programação inclui ainda A Voz de Hind Rajab, drama político dirigido por Kaouther Ben Hania e inspirado em acontecimentos reais ocorridos em Gaza, e Foi Apenas Um Acidente, de Jafar Panahi, que acompanha personagens atravessados por encontros inesperados. E, fechando o bloco dos dramas, Sonhos de Trem, de Clint Bentley, conta a história de um madeireiro, no início do século XX, que se afasta de sua esposa e de sua filha para trabalhar, enfrentando a culpa e a saudade.

O suspense e o terror aparecem em filmes que apostam em atmosferas inquietantes e narrativas de tensão, como em A Hora do Mal, do diretor Zach Cregger, que acompanha o misterioso e inexplicável desaparecimento de 17 crianças de uma mesma turma. Enquanto isso, A Meia-Irmã Feia, de Emilie Blichfeldt, transforma o universo dos contos de fadas em uma releitura sombria da história clássica da Cinderela.

Outro clássico revisitado, Frankenstein, de Guillermo del Toro, toma como base a história criada por Mary Shelley para explorar a relação entre criador e criatura, combinando drama, horror e reflexão sobre a humanidade. Já Bugonia, de Yorgos Lanthimos, desloca o olhar para a sátira e a ficção científica ao acompanhar conspiracionistas convencidos de que uma empresária é, na verdade, uma alienígena.

Entre as produções de ação estão Uma Batalha Após a Outra, thriller dirigido por Paul Thomas Anderson em que um ex-revolucionário precisa voltar ao passado para resgatar a filha, e F1 O Filme, de Joseph Kosinski, que leva para a tela o universo das corridas automobilísticas, onde um piloto veterano de Fórmula 1 volta da aposentadoria para ser o mentor de seu jovem colega de equipe.

Fechando a seleção, o musical Song Sung Blue: Um Sonho a Dois acompanha a trajetória de um casal que encontra na música uma chance de reinvenção e reconhecimento, enquanto Marty Supreme apresenta a cinebiografia da ascensão improvável de umjogador de tênis de mesa movido por ambição e desejo de grandeza.

INGRESSOS E ACESSIBILIDADE

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do cinema, às segundas e terças, das 13h e 22h, e de quarta a domingo, das 09h às 21h, ou no SITE. As sessões regulares do Cine Brasília, bem como a Sessão Contraturno, Sessão Família, Sessão Clássicos, Monumental e Circuitão custam R$20 (inteira) e R$10 (meia). Às segundas e terças-feiras os valores são R$10 e R$5, bem como os ingressos para a Sessão Atípica. A Sessão Acessível é gratuita. 

ACESSIBILIDADE MOSTRA OSCAR 2026

Acessibilidade no aplicativo MLoad: Frankenstein, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, Bugonia, A Voz de Hind Rajab, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, Song Sung Blue: UmSonho a Dois, Guerreiras do K-Pop e Jurassic World: Recomeço.

Acessibilidade no aplicativo MovieReading: O Agente Secreto, Pecadores, Uma Batalha Após a Outra, Marty Supreme, Sonhos de Trem, Foi Apenas Um Acidente, Sirat, A Hora do Mal, Zootopia 2, A Pequena Amélie, Arco, Kokuho: O Preço da Perfeição, Coração de Lutador, F1 O Filme e Avatar 3: Fogo e Cinzas. 

Acessibilidade no aplicativo PingPlay: A Meia-Irmã Feia. 

Acessibilidade no aplicativo Conecta Acessibilidade: Valor Sentimental. 

O Cine Brasília segue com o Programa de Fidelidade – CINELOVER que recompensa espectadores frequentes. A cada sessão assistida, os participantes acumulam carimbos no cartão fidelidade, que podem ser trocados por prêmios como entradas gratuitas, ímãs, baldes de pipoca, ecobags e camisetas exclusivas. O programa é válido para sessões regulares da grade, bem como para as especiais permanentes Sessão Contraturno e Sessão Família. Cada ingresso dessas três sessões especiais dá direito a dois carimbos no cartão fidelidade. Mais informações emcinebrasilia.com/fidelidade.

SERVIÇO – CINE BRASÍLIA
Endereço:
 Asa Sul Entrequadra Sul 106/107 – Brasília, DF, 70345-400.
Informações pelo WhatsApp: 61 99687-8661 (seg a sex – das 14h às 18h) –wa.me/5561996878661 ou contato@cinebrasilia.com 
Ingressos à venda na bilheteria ou pelo link: ingresso.com/cinema/cine-brasilia 
Mais informações: cinebrasilia.com ou @cinebrasiliaoficial

PROGRAMAÇÃO 19 A 25 DE FEVEREIRO

QUINTA-FEIRA, 26/02
10h00 — Mostra Oscar 2026 – Arco
14h30 — Mostra Oscar 2026 – A Hora do Mal
17h30 — Mostra Oscar 2026 – Sonhos de Trem
20h00 — Mostra Oscar 2026 – Bugonia

SEXTA-FEIRA, 27/02
10h00 — Mostra Oscar 2026 – Uma Batalha Após a Outra
14h10 — Mostra Oscar 2026 – F1 O Filme
17h20 — Mostra Oscar 2026 – O Agente Secreto
20h30 — Mostra Oscar 2026 – Frankenstein

SÁBADO, 28/02
11h00 — Mostra Oscar 2026 – Arco
14h30 — Mostra Oscar 2026 – A Meia-Irmã Feia
17h20 — Mostra Oscar 2026 – O Agente Secreto
20h30 — Mostra Oscar 2026 – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

DOMINGO, 01/03
11h00 — Mostra Oscar 2026 – Arco
14h00 — Mostra Oscar 2026 – Foi Apenas UmAcidente
17h00 — Mostra Oscar 2026 – Arco
19h30 — Mostra Oscar 2026 – Marty Supreme

SEGUNDA-FEIRA, 02/03
15h30 — Mostra Oscar 2026 – Bugonia
18h00 — Mostra Oscar 2026 – A Voz de Hind Rajab 
20h00 — Mostra Oscar 2026 – Foi Apenas UmAcidente

TERÇA-FEIRA, 03/03
15h00 — Mostra Oscar 2026 – Arco
17h30 — Mostra Oscar 2026 – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
20h00 — Mostra Oscar 2026 – Valor Sentimental

QUARTA-FEIRA, 04/03
10h00 — Mostra Oscar 2026 – Arco
14h30 — Mostra Oscar 2026 – Sonhos de Trem
17h00 — Mostra Oscar 2026 – Frankestein
20h00 — Mostra Oscar 2026 – Song Sung Blue: Um Sonho a Dois

Novo game nacional leva players para o fundo do oceano

Foto: Crit42 Studio/Divulgação

A Tale of Silent Depths transforma o medo do desconhecido em um RPG tático ambientado nas profundezas

Mais de 80% dos oceanos do planeta permanecem inexplorados. Mesmo assim, é nas profundezas que a humanidade projeta alguns de seus maiores medos, mitos e fascínios: o desconhecido, a perda de controle, a ideia de que há algo observando de volta. É desse imaginário — científico, ambiental e emocional — que nasce A Tale of Silent Depths, RPG por turnos da Crit42 Studio ambientado em um futuro onde o mundo afundou e a sobrevivência humana acontece sob toneladas de água e pressão.

O público já pode dar o primeiro mergulho nesse universo: a demo do jogo está disponível gratuitamente na Steam, antecipando a experiência completa que será lançada em maio. “O fundo do mar é um pós-apocalipse que já existe. É um lugar onde o humano entra como intruso”, afirma Eduardo de Azevedo dos Santos, fundador e diretor criativo do projeto. “Diferente do espaço, ele tem um peso emocional mais próximo. É aqui, é da Terra, é o nosso planeta cobrando um preço.”

Um mundo submerso que reage 

Em A Tale of Silent Depths, o jogador assume o papel de capitão de uma Arca — uma gigantesca base submarina móvel que funciona como lar, fortaleza e último refúgio da humanidade. O oceano é gerado proceduralmente, com rotas mutáveis, ruínas esquecidas, destroços, criaturas hostis e facções rivais disputando recursos escassos.

As decisões nunca são neutras. Explorar mais fundo pode render tecnologias raras ou despertar ameaças irreversíveis. Negociar garante sobrevivência no curto prazo, enquanto ataques podem comprometer alianças futuras. Tudo acontece em um ecossistema vivo, sustentado por inteligência artificial que evita padrões previsíveis. “Em vez de scripts fixos, buscamos um ecossistema que pareça orgânico”, explica Eduardo. “Histórias únicas surgem não porque o jogador é um herói, mas porque ele é apenas mais um sobrevivente em um mundo vivo.”

O combate acontece em batalhas táticas por turnos, nas quais posicionamento, alcance, terreno e recursos limitados fazem toda a diferença. Drones personalizáveis funcionam como linha de frente, enquanto o próprio oceano impõe riscos constantes. “Se o jogador encontra uma fórmula e repete, o mundo perde a tensão”, diz o diretor. “A IA reage a padrões porque sobrevivência é adaptação. O oceano não é um tabuleiro estático.”

Escolhas sob pressão

Mais do que um cenário, o oceano atua como presença narrativa. Criaturas parecem aprender com o jogador, encontros mudam conforme as escolhas e a sensação constante é a de estar sendo observado. Essa abordagem transforma o jogo em uma metáfora sobre decisões humanas em cenários de crise — um tema que dialoga diretamente com questões contemporâneas, como colapso ambiental, escassez de recursos e adaptação tecnológica. “Em crise, sempre decidimos entre curto e longo prazo, entre ética e necessidade”, afirma. “E quando o oxigênio está acabando, muitas coisas perdem a importância.” 

Crit42 Studio

Responsável por A Tale of Silent Depths, a Crit42 Studio é um estúdio independente brasileiro com foco em experiências autorais, rejogáveis e narrativas emergentes. O time já lançou títulos como Dreadstone KeepAfterlight Catacombs e Oni Station, sempre explorando sistemas complexos aliados a mundos ricos em atmosfera e identidade.

Caminho até o lançamento

Antes do lançamento completo, A Tale of Silent Depths vem sendo apresentado ao público internacional em festivais digitais. Em março, o jogo participará do Turn-Based Thursday Fest, evento focado em experiências estratégicas. Em abril, marca presença no Earth Appreciation Festival, que celebra obras conectadas a temas ambientais e planetários. O lançamento oficial do jogo completo acontece em maio, durante o Brasília Game Festival, que será realizado entre os dias 15 e 17 de maio, marcando a estreia pública da versão final do título. A realização do jogo A Tale of Silent Depthsfoi possível por meio do edital Start BSB, um programa de incentivo ao empreendedorismo inovador do Distrito Federal. A iniciativa é promovida pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Serviço

Demo na Steam – https://store.steampowered.com/app/2820850/A_Tale_of_Silent_Depths/

Instagram – https://www.instagram.com/crit42studio

Quando o samba vira método de cena: livro investiga como o samba de gafieira pode reinventar o teatro

Foto divulgação

“Processos Criativos Teatrais: Dá Samba?”, de Júlia Gunesch, será lançado na sexta-feira (27 de fevereiro), com baile de samba de gafieira na Cia Lá na Dança (203 norte)

O que acontece quando o abraço, a condução e o improviso do samba de gafieira deixam de ser apenas passos e passam a funcionar como ferramentas de criação cênica? Essa é a pergunta que move o lançamento de “Processos Criativos Teatrais: Dá Samba? O princípio de interação entre os corpos do samba de gafieira para composições cênicas”, novo livro da pesquisadora e artista Júlia Gunesch. O evento acontece nesta sexta-feira (27 de fevereiro), das 19h às 0h, na Cia Lá na Dança, (203 norte, bloco A) e inclui apresentação da autora com uma intervenção dançada ao lado de um parceiro (Vitor Avelar) e uma parceira (Verane Comis) de dança, ao som de DJ Erivaldo Alves.

No livro, Júlia Gunesch acompanha, passo a passo, uma investigação prática: como o samba de gafieira pode contribuir com a linguagem teatral sem perder sua potência popular e coletiva. Partindo de uma perspectiva histórica sobre as hibridações culturais que moldaram as danças de salão no Brasil, a autora mergulha no “princípio de interação entre os corpos” típico do samba de gafieira e testa suas implicações diretamente no palco.

“Eu quis transformar essa pesquisa em livro para furar a bolha acadêmica: traduzir ideias que nasceram na universidade para uma linguagem mais acessível e, ao mesmo tempo, ampliar a circulação de um tema ainda pouco estudado, as danças de salão brasileiras como prática artística e produção de conhecimento”, explica a autora, Júlia Gunesch.

A pesquisa se materializa em três criações analisadas no livro: GANCHOS (2018), Quarta da Carne (2019) e ALAÍDE (2019).Em cada uma delas, o que está em jogo não é “usar dança no teatro”, mas deslocar engrenagens fundamentais do samba como escuta, risco, presença e resposta corporal para dentro da dramaturgia. O resultado aponta para uma cena que pode coreografar o cotidiano, trocar música por palavra (ou silêncio) e ainda assim sustentar um diálogo orgânico entre teatro e dança.

Sustentada pela abordagem Practice as Research (PaR), de Robin Nelson, a obra integra teoria e prática para apresentar nove princípios essenciais das danças de salão brasileiras (como abraço, condução e improviso coordenado) e cinco traços particulares do samba de gafieira (como multidirecionalidade de torso e quadril e a síncope musical). O livro se constrói como manual poético e, ao mesmo tempo, como convite crítico: repensar fronteiras entre gêneros artísticos e reconhecer no samba de gafieira um modo de pensar corpo, relação e criação.

“O samba de gafieira ensina que a interação entre os corpos é dramaturgia: ela muda a qualidade da relação em cena e cria mais organicidade. É uma escola de escuta, força, conexão e negociação”, destaca Júlia.

No lançamento, essa passagem do papel para a experiência acontece ao vivo: além da conversa/apresentação sobre a pesquisa, a autora realiza uma intervenção em dança ao lado de um parceiro e uma parceira com discotecagem do DJ Erivaldo Alves. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), com Editora ANDA, com a Casa Amarela Criativa e apoio institucional da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do Governo do Distrito Federal (GDF).

Júlia Gunesch

Atriz, diretora, coreógrafa, professora e pesquisadora de samba, teatro, danças de salão brasileiras e tribal fusion bellydance. Mestra em Artes Cênicas e Bacharela em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília (UnB). Atua como professora de danças de salão desde 2010, tendo ministrado aulas em escolas e festivais de dança no Brasil e no exterior. Atualmente, desenvolve pesquisa de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (PPGAC/UFBA), investigando sobre performances de gênero no samba de gafieira como potência criativa para as artes cênicas.

Serviço
Lançamento do livro: “Processos Criativos Teatrais: Dá Samba?” Autora: Júlia Gunesch
Data:
 27 de fevereiro
Horário: 19h às 0h
Local: Cia Lá na Dança (203 norte, bloco A)
Classificação indicativa: Livre

Informações do livro 
Título:
 “Processos Criativos Teatrais: Dá Samba? O princípio de interação entre os corpos do samba de gafieira para composições cênicas”
Autora: Júlia Gunesch
Editora: Anda 
Gênero: Dança e teatro
Formato: Livro impresso e audiolivro
Páginas: 236   
Preço: R$ 40 (preço de lançamento)

“Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” encerra circulação nacional em Brasília, na Sala Martins Pena, celebrando o retorno ao território onde o espetáculo nasceu

Foto divulgação

Com dramaturgia, direção e atuação de Cláudia Andrade, a peça, em cartaz em 28 de fevereiro e 1º de março, propõe experiência cênica visual sensível sobre o feminino, a finitude e os pré conceitos arraigados na sociedade

O espetáculo “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” retorna a Brasília para o encerramento oficial de sua turnê, reafirmando a capital federal como território de criação, partida e chegada desta obra que estreou no Distrito Federal, em 2025, e circulou pelo Espírito Santos, Minas Gerais e São Paulo. As duas últimas apresentações acontecerão no Teatro Nacional Cláudio Santoro – Sala Martins Pena, um dos palcos mais simbólicos da cena cultural brasileira, em 28 de fevereiro e 1º de março. Os ingressos estão à venda pelo Sympla

Idealizado por Cláudia Andrade, artista e agente cultural reconhecida por transitar por diferentes movimentos, projetos e linguagens artísticas, o espetáculo se constrói a partir de uma narrativa cênica contemporânea que integra artes visuais, videoarte e recursos audiovisuais. O resultado é uma experiência cênica de forte dimensão imagética, dedicada a investigar os caminhos do feminino, a maturidade, os jogos de poder, a hipocrisia entranhada na sociedade, a finitude e os contrastes sociais da existência humana. “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” marca ainda a estreia de Cláudia Andrade na dramaturgia, ampliando sua trajetória como atriz, diretora e produtora, com a colaboração na direção do professor e diretor João Antônio.

“Trilhar caminhos próprios, fora dos padrões impostos pelo sistema e pela família, não é simples. É desafio, e o que move e alimenta a alma. Chegar aos 63 anos fazendo o que sempre sonhei e construí é o meu Olimpo pessoal. Circular pelo Brasil com esta realização é um gesto de resistência e transgressão. É luta contínua, atravessada por dor e superação, mas também por missão e regozijo. É arte que toca, provoca e transforma. Sem a arte, não vivemos: apenas sobrevivemos. Como diria Nietzsche, ‘Nunca é alto o preço a se pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo’.”, afirma Claudia.

Ao longo da circulação, o espetáculo realizou 11 apresentações. A turnê integra o projeto “Resistência nos Trilhos – Remontagem & Circulação”, contemplado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (FAC-DF), ampliando o acesso ao teatro contemporâneo e promovendo o encontro da obra com públicos diversos em contextos socioculturais distintos.  A circulação passou por Ceilândia (DF), no Teatro Sesc Newton Rossi; Vitória (ES), na Casa da Música Sônia Cabral; Belo Horizonte (MG), no Palácio das Artes – Teatro João Ceschiatti e São Paulo (SP), no Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat.

A cena, o processo e o diálogo com o público

Cláudia Andrade (Gimena) divide a cena com Eloisa Cunha (Silvia) Genice Barego (Gaivota), atrizes também 50+. A remontagem apresentada ao longo da circulação revela um trabalho mais maduro, fruto do aprofundamento das personagens e da escuta atenta do público em cada cidade. A encenação incorpora ainda videoarte e videomapping de Aníbal Alexandre, iluminação de Lemar Rezende e trilha sonora original de Mateus Ferrari, compondo uma obra híbrida que cruza linguagens e amplia as possibilidades da cena contemporânea.

Além das apresentações, a circulação de “Trilhas” também se destaca pelo compromisso com a acessibilidade e a inclusão. O projeto inclui sessões com intérprete de Libras e audiodescrição, além de ações sociais voltadas a estudantes da EJA, pessoas com deficiência visual e integrantes de projetos sociais. Ao final de cada espetáculos, a plateia é convidada para participar de uma bate-papo com as artistas. 

Há, ainda, espaço para ações sociais, a exemplo da que acontece em Brasília com a sugestão da meia entrada solidária, mediante a doação de um pacote/lata de leite em pó em benefício da ONG Vida Positiva.

E a trajetória da peça não se encerra com o fechar das cortinas. Em abril haverá oficinas e debate sobre os desafios da circulação teatral no Brasil. Essas ações reforçam o caráter público e democrático do projeto, que entende o teatro como ferramenta de encontro, reflexão e transformação social.

Origem e trajetória

O texto surgiu em 2017, a partir da oficina Caminhos, com o dramaturgo Maurício Arruda. A montagem foi desenvolvida com consultoria dramatúrgica de Fernando Villar, análise técnica e preparação de elenco de Humberto Pedrancini e, na versão atual, colaboração na direção do professor e diretor João Antônio, com mais de seis décadas de atuação no teatro brasileiro.

A qualidade da produção se revela no próprio percurso artístico do espetáculo. Lançada em 2022, a obra retornou aos palcos em menos de três anos, o que evidencia não apenas o interesse do público, mas a força criativa e a maturidade da autora já em sua primeira peça. Por onde passou, Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol foi elogiada pela potência e delicadeza de seu texto, que constrói uma dramaturgia autoral a partir de uma colagem sensível de fragmentos literários, referências musicais e extratos de textos de diferentes autores e tradições. 

Essa fusão de vozes e linguagens cria uma narrativa profunda e contemporânea, capaz de provocar identificação imediata e forte impacto emocional. Nascido em Brasília e projetado para o Brasil, o espetáculo afirma-se como uma experiência singular, marcada pela escuta atenta do público e pela repercussão calorosa que acompanha cada nova apresentação.

O retorno à cidade onde o espetáculo nasceu, carrega um significado especial. Encerrar a circulação na Sala Martins Pena é mais que um fechamento de ciclo artístico. A ocupação da sala por uma produção local reforça a importância da política pública de cultura, da continuidade dos projetos artísticos e da valorização dos equipamentos culturais históricos.

Sobre Cláudia Andrade

Cláudia Andrade é uma artista plural, com mais de 40 anos de dedicação às artes cênicas, ao audiovisual e à produção cultural. Jornalista e comunicóloga formada pela Universidade de Brasília (UnB), construiu uma trajetória internacional que transita por diferentes territórios da criação: atriz, bailarina, performer, diretora, dramaturga, produtora executiva, gestora de projetos, repórter, apresentadora, locutora e mestre de cerimônias de grandes eventos.

Poliglota, buscou oportunidades no exterior e usufruiu dessa experiência vivendo em países como Estados Unidos, França, Itália, Alemanha e Suíça, onde teve a oportunidade de colaborar com companhias e diretores de reconhecimento mundial, aprofundando seu olhar artístico e sua capacidade de diálogo entre culturas.

Experiências intensas e diversas a levaram dos palcos e bastidores do teatro brasileiro aos estúdios de cinema internacionais, e vice-versa. Atuou em produções de grandes estúdios como Paramount, Gaumont, Zoetrope (de Francis Ford Coppola) e de astros como Michael Jackson. Sua presença se estende ainda por produções da Cineccità, TV Globo e Conspiração Filmes, além de coberturas jornalísticas para veículos internacionais como ABC, CBS, PBS, Reuters e France 3.

Em sua formação como artista cênica, Cláudia investiu na diversidade de linguagens. Passou pela dança com Yara de CuntoRosália PieLuiz MendonçaRussel Clark e Miranda Garrison, dentre outros. Adentrou na palhaçaria, teatro físico e performance com mestres e mestras do Brasil e de outros países, dentre eles John MowatDarina RoblesCarla ConkáRubens Velloso e Violeta Luna. 

Despertada pelo interesse de também poder construir suas narrativas, cursou oficinas de roteiro e dramaturgia com o diretor alemão Ansgar Ahles, o dramaturgo argentino Santiago Serrano, e o diretor e dramaturgo Maurício Arruda, mentor de Trilhas. Nos palcos e no cinema, seja como atriz, bailarina ou performer, esteve sob a direção de grandes nomes como Hugo RodasFernando VillarIrmãos GuimarãesMaura BaiochiMarcelo Lujan, Susan Scalan, Greydon Clark, Tommy Lee Wallace, Lyndall Hobbs, e mais recentemente com Péterson Paim, contracenando com Letícia Sabatela. Cada experiência contribuiu para a construção de uma visão ampla, inovadora e sensível sobre a cena teatral e suas possibilidades.

Tanta estrada culminou em “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol”, onde colocou à prova toda esta proposta polivalente, chamando para si a responsabilidade como idealizadora, dramaturga, diretora e atriz do espetáculo. Cláudia também se destaca pela criação e gestão de projetos culturais de grande impacto, aprovados em editais e fomentos como o FAC-DF. Sua carreira é marcada pela conexão entre linguagens — teatro, dança, audiovisual e festivais — sempre com a arte no centro como ferramenta de transformação social.

Mais do que uma artista, Cláudia Andrade é uma tecelã de experiências, que costura histórias, culturas e olhares em obras que celebram a beleza, a diversidade e o poder do encontro.

SERVIÇO:

Espetáculo: Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol

Sessões:
28/02 – Sábado – 20h – com Audiodescrição e bate-papo com as artistas ao final do espetáculo

01/03 – Domingo – 19h – com Libras

Local: Sala Martins Pena – Teatro Nacional Cláudio Santoro 

Ingressos: Sympla e link na Bio Instagram: @trilhasespetaculo

Inteira: R$20

*Meia: R$10

Linguagens: artes cênicas, artes visuais e audiovisual

Gênero: comédia dramática

Duração: 80 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

*além dos casos garantidos por lei, a meia entrada também valerá mediante a doação de 1 pacote/lata de leite em pó (beneficiária: ONG Vida Positiva)

Onda Coreana invade o Taguatinga Shopping com show internacional da banda 82 Major

Foto divulgação

O 1º Festival de K-dramas do Brasil acontece de 6 a 8 de março com ingressos antecipados a partir de R$ 25; entradas para o show do grupo de K-pop são vendidas separadamente

Brasília se prepara para receber uma experiência imersiva inédita no universo da cultura sul-coreana. Entre os dias 6 e 8 de março, o TGS será a sede do Festival Onda Coreana, o primeiro evento do país totalmente dedicado aos K-dramas. O festival promete transformar o shopping em um pedaço da Coreia do Sul, conectando fãs por meio de música, gastronomia, moda e grandes encontros.

Os ingressos antecipados para o festival custam a partir de R$ 25 (meia-entrada) por dia e garantem acesso a uma programação intensa e interativa. Já o aguardado show internacional da banda de K-pop 82 Major possui bilheteria separada e está sendo vendido pela Ticketmaster. Conhecidos por sua energia contagiante e performances de alto nível, o grupo desembarca em Brasília para um show exclusivo no sábado, dia 7 de março.

Inspirado na Onda Hallyu — que consolidou os K-dramas, o K-pop e o lifestyle coreano no topo das tendências mundiais — o festival propõe transformar o consumo de cultura em uma experiência imersiva. Mais do que assistir, o público é convidado a viver esse universo de forma ativa, explorando atividades interativas, palcos culturais e exposições que aproximam Brasília da Coreia do Sul.

“Receber a Onda Coreana reforça nosso papel como um espaço que celebra a diversidade cultural e aproxima o público de experiências internacionais. O TGS já abriga há anos o tradicional Festival Nipo, um dos eventos mais queridos do calendário cultural brasiliense, e agora amplia esse diálogo ao abrir as portas para a cultura coreana”, afirma a gerente de marketing, Mayce Tranquillini.

Ao abraçar diferentes expressões asiáticas — do Japão à Coreia do Sul — o TGS se consolida como um verdadeiro ponto de convergência cultural na capital, unindo entretenimento, convivência e troca de experiências em um mesmo espaço.

Programação imersiva e convidados VIP

Além do show internacional, o público poderá desfrutar de concursos de K-pop, desfiles de moda inspirados em K-dramas, experiências de K-Beauty, culinária típica e bate-papos com influenciadores. O evento contará com nomes de peso como Pyong Lee, Gabriel Kim, Lúcio Sincero e a querida Dona Su, referência da cultura coreana no Brasil.

Na sexta-feira (6), com apresentação de Gabriel Kim como mestre de cerimônias, o festival abre oficialmente os trabalhos com vídeo sobre a Onda Hallyu, seguido de interação com o público, espaço para autoridades e sorteios. A programação inclui concurso de K-pop, Random Play Dance, desfile de Moda dos Doramas e quiz de K-drama com Gabriel Kim, Lúcio Sincero, Kai e Aline. O dia termina em clima de celebração com show de Kyumin Lee e exibição do aftermovie de encerramento.

No sábado (7), sob comando de Lúcio Sincero, o público poderá acompanhar experiências gastronômicas ao vivo, palestra com o presidente Bruno Kim, Carol Psicodrama e Eliane Kcomigo, além de momentos dedicados à K-Beauty com CeoDaCoreia e Fabio Hiro. O palco também recebe show de Kyumin Lee e encenação temática de K-drama com Songu, acompanhada de quiz interativo. Ao longo da tarde, Kai e Aline participam de momentos especiais de interação e sorteios com o público. O grande destaque do dia é a apresentação internacional do grupo de K-pop 82 Major, que sobe ao palco ao lado de MC Melody, em um dos momentos mais aguardados do festival.

Já no domingo (8), quem assume o palco como mestre de cerimônias é Pyong Lee. A programação inclui bate-papo com Dona Su, preparação de drink ao vivo com Songu, homenagem especial pelo Dia da Mulher em parceria com a Secretaria da Mulher, além de conversa com Roberta Pazulini. O público também poderá assistir ao musical Guerreiras da Onda Coreana , com o grupo Neia e Nando , participar de momento interativo com cena de K-drama e acompanhar bate-papo sobre relacionamento com Morena, Sun e CeoDaCoreia.

A grande atração: 82 Major

Um dos momentos mais aguardados do festival é a apresentação do grupo internacional de K-pop 82 Major, no dia 07 de março, a partir das 18h. Os ingressos para o espetáculo são vendidos separadamente do festival e incluem setores de pista comum e pista premium, além de pacotes especiais VVIP e VVIP+, com experiências diferenciadas para os fãs.
Ingressos para o show: https://www.ticketmaster.com.br/event/turne-82major-brasilia
 
SERVIÇO: Festival Onda Coreana
Quando: Dias 06, 07 e 08 de março de 2026.
Onde: Estacionamento H (Piso 2) – Taguatinga Shopping.
Horários:
Sexta-feira (06/03): 12h às 22h
Sábado (07/03): 12h às 22h
Domingo (08/03): 12h às 20h


Ingressos Festival: Antecipados a partir de R$ 25 (meia-entrada) via Sympla – https://x.gd/5IYYB
Ingressos Show 82 Major: Vendidos separadamente via Ticketmaster – https://www.ticketmaster.com.br/event/turne-82major-brasilia
Meia-entrada social, mediante a doação de 1kg de alimento não perecível. Crianças até 7 anos não pagam.
Informações: @festivalondacoreana e @taguashopping

Programação Completa
Sexta-feira – 06/03
Mestre de Cerimônia: Gabriel Kim
12h – Abertura de palco + vídeo sobre a Onda Hallyu
12h10 – Apresentação Gabriel Kim
12h30 – Espaço para autoridades
13h – Interação e sorteios
13h30 – Concurso de K-pop
17h – Random Play Dance
18h – Desfile Moda dos Doramas
19h – Quiz K-Drama – Gabriel e Lúcio Sincero + Kai e Aline
20h15 – Show – Kyumin Lee
21h30 – Aftermovie + Encerramento
 
Sábado – 07/03
Mestre de Cerimônia: Lúcio Sincero
12h – Abertura de palco + vídeo sobre a Onda Hallyu
12h20 – Fazendo receita no palco
13h – Palestra com presidente Bruno Kim, Carol Psicodrama e Eliane Kcomigo
14h – K-Beauty – CeoDaCoreia e Fabio Hiro
15h30 – Show – Kyumin Lee
17h – Show – 82major e MC Melody + Sorteio e bate-papo Kai e Aline
18h – Show – 82major e MC Melody
20h – Cena de K-Drama – Songu + Quiz de K-Drama
21h30 – Aftermovie + Encerramento
 
Domingo – 08/03
Mestre de Cerimônia: Pyong Lee
12h – Abertura de palco + momento de interação
13h – Bate-papo Dona Su
14h – Preparação de drink com Songu
14h30 – Homenagem do Dia da Mulher – Secretaria da Mulher
15h – Bate-papo Roberta Pazulini
16h – Musical Guerreiras da Onda Coreana – Grupo Neia e Nando
17h – Momento de interação + Cena de K-Drama com Songu
17h30 – Bate-papo Relacionamento – Morena e Sun + @ceodacoreia
18h30 – Pyong Lee + Kai e Aline
19h30 – Aftermovie + Agradecimento + Encerramento

Com duas indicações ao Oscar, ‘Sirât’ estreia hoje (26) em 115 cinemas de todo o Brasil e tem cena inédita divulgada

Foto divulgação

Aclamado longa dirigido por Oliver Laxe, “Sirât” chega nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, a 115 cinemas de 40 cidades em todas as regiões do país. Para celebrar a chegada do filme às telonas, a distribuidora Retrato Filmes acaba de divulgar uma cena inédita da obra, que é um dos grandes destaques da atual temporada de premiações do cinema, com duas indicações ao Oscar: Melhor Filme Internacional e Melhor Som.

O trecho divulgado mergulha na atmosfera imersiva e na jornada central da história. No filme, o público acompanha um pai e um filho que chegam às montanhas do Marrocos em busca de Mar — filha e irmã — que desapareceu meses antes. Vemos os protagonistas na estrada, seguindo um grupo de frequentadores de raves rumo a mais uma festa no deserto que representa uma última esperança para a dupla. A interação contrasta a euforia dos jovens viajantes com a exaustão e preocupação do pai, antecipando o cenário que os obrigará a confrontar os próprios limites.

Produzido pela El Deseo, dos irmãos Pedro e Agustín Almodóvar, o filme tem um histórico impecável de reconhecimento. “Sirât” venceu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes em 2025 e conquistou cinco troféus no European Film Awards, incluindo montagem e design de som. A força da produção se confirmou com 11 indicações ao Prêmio Goya e duas ao Oscar, nas categorias de Melhor Filme Internacional e Som. No Brasil, a obra já havia brilhado como filme de abertura da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, com sessões lotadas e sucesso de crítica.

O amplo circuito de estreia reflete o enorme potencial do filme. Ao todo, são 115 salas recebendo o longa a partir de hoje. Confira as cidades contempladas por região e consulte a programação local para detalhes das sessões:

  • Norte: Belém (PA). 
  • Nordeste: Afogados da Ingazeira e Recife (PE), Aracaju (SE), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Salvador (BA) e Teresina (PI).
  • Centro-Oeste: Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT) e Goiânia (GO).
  • Sudeste: Araraquara,  Bauru, Campinas, Cotia, Jundiaí, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Carlos, São José dos Campos e São Paulo (SP), Belo Horizonte, Juiz de Fora e Poços de Caldas (MG), Niterói, Volta Redonda e Rio de Janeiro (RJ), e Vitória (ES)
  • Sul: Balneário Camboriú e Florianópolis (SC), Canoas, Caxias do Sul e Porto Alegre (RS), e Curitiba, Londrina e Maringá (PR).

Sobre a Retrato Filmes

A Retrato Filmes é uma distribuidora audiovisual independente fundada por Daniel Pech e Felipe Lopes que une em sua curadoria longas de qualidade artística e potencial de público. Lançou títulos como Valor Sentimental, Maré Alta, Prédio Vazio, Salão de Baile e a versão em 4K do clássico Cidade dos Sonhos, de David Lynch. Em breve, trará ao mercado grandes filmes brasileiros como Salomé, vencedor de 8 prêmios no Festival de Brasília, e obras internacionais de prestígio como Sirât (Prêmio do Júri em Cannes) e Surda (Prêmio do Público em Berlim).

Mostra Todd Haynes chega ao CCBB Brasília com retrospectiva completa do influente cineasta estadunidense

Foto divulgação

Todas as sessões têm entrada gratuita e a extensa programação paralela inclui debates, sessões apresentadas, sessões comentadas e um curso

De 3 a 22 de março, o CCBB Brasília recebe a Mostra Todd Haynes, retrospectiva dedicada a um dos cineastas mais badalados e instigantes do cinema contemporâneo. Após passagens de grande sucesso de público pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, a mostra desembarca na capital federal reunindo 23 filmes, sendo 13 desses dirigidos por Haynes e 10 obras de outros realizadores em diálogo direto com sua filmografia, além de mesas de debate, sessões apresentadas,sessões comentadas, curso, ações de acessibilidade e o lançamento de um catálogo inédito. A programação é ampla e completamente gratuita. 

Com curadoria de Carol Almeida e Camila Macedo, e idealização, coordenação geral e produção executiva de Hans Spelzon, a retrospectiva propõe um mergulho abrangente na obra de Todd Haynes, cineasta associado ao New Queer Cinema dos anos 1990 e reconhecido por reinventar o melodrama clássico para discutir identidade, desejo, gênero, sexualidade e as fissuras por trás das fachadas da vida cotidiana.

A programação inclui títulos fundamentais como Longe do paraísoCarolVelvet GoldmineNão estou láMal do séculoSegredos de um escândalo e The Velvet Underground, além de cópias restauradas e obras inéditas no Brasil. A mostra também destaca atuações marcantes de Julianne Moore, Cate Blanchett, Rooney Mara e Natalie Portman, atrizes centrais na construção do universo sensível e político do cineasta.

Ao lado da filmografia de Haynes, a mostra apresenta filmes de outros realizadores, escolhidos por sua relevância histórica, estética e política, revelando diferentes tradições cinematográficas. Entre os títulos estão Jeanne Dielman (1975), de Chantal Akerman; O medo devora a alma (1974), de Rainer Werner Fassbinder; Tudo que o céu permite (1955), de Douglas Sirk; Uma mulher sob influência (1974), de John Cassavetes; Desencanto (1945), de David Lean; Canção de amor (1950), de Jean Genet; além de obras de Leslie Thornton, Sadie Benning, Daniel Nolasco e Fábio Ramalho.

“Ao colocar esses filmes em relação, a mostra propõe pensar o cinema como um campo de atravessamentos, de linguagem, de política e de sensibilidade. Mais do que influências diretas, o que emerge é uma constelação de obras que ajudam a entender como certas formas de ver e sentir o mundo foram se construindo ao longo do tempo”, afirma Camila Macedo.

Outro eixo central da curadoria é a investigação do melodrama — frequentemente associado de forma equivocada a um estatuto artístico menor — como potência crítica e estética. “É interessante pensar que, apesar da popularidade no Brasil, a telenovela e as abordagens melodramáticas ainda carregam certo preconceito. Discutir os usos e reinvenções do melodrama a partir de um cineasta da envergadura de Haynes torce esses enquadramentos e nos permite pensar uma sensibilidade que escapa a dicotomias simplistas entre afeto e pensamento”, destaca Carol Almeida.

A Mostra também chama atenção para a colaboração recorrente entre Todd Haynes e o montador brasileiro Affonso Gonçalves, figura central do cinema independenteestadunidense. Gonçalves assinou a montagem de filmes fundamentais do diretor, como Carol (2015), The Velvet Underground(2021) e Segredos de um escândalo (2023), contribuindo decisivamente para o ritmo, a delicadeza e a construção emocional dessas obras.

Programação formativa e encontros com o público

A proposta da Mostra Todd Haynes se estende para além das sessões de cinema, com uma programação paralela que inclui duas mesas de debate sobre temas relacionados à filmografia do homenageado,seis sessões comentadas ao final, duas sessões apresentadas no início e um curso de dois dias, reunindo, neste conjunto de atividades, diferentes convidados, entre pesquisadores, críticos e realizadores, com o objetivo de  aprofundar reflexões sobre cinema, linguagem, melodrama, representação feminina e cinema queer, em diálogo com o presente.

A mesa “Donas de casa encarceradas nas estratégias melodramáticas de Todd Haynes” acontece no dia 14 de março (sábado), às 17h, e discute a recorrência e as reinvenções das figuras femininas e da domesticidade na obra do cineasta. Participam as pesquisadoras Emília Silberstein e Lila Foster, com mediação de Carol Almeida. A atividade contará com tradução em Libras.

Já a mesa “O legado de Todd Haynes para os novíssimos cinemas queer”, no dia 21 de março (sábado), às 17h, propõe refletir sobre as reverberações de sua obra em uma nova geração de cineastas e práticas contemporâneas, com Mike Peixoto e Marisa Arraes, além da mediação de Camila Macedo, contando também com intérprete de Libras.

“A ideia dessas atividades é criar um espaço de escuta e de troca, em que a obra de Haynes possa ser pensada não como um monumento, mas como um cinema vivo, em diálogo com questões urgentes do presente e com outras formas de fazer e pensar o audiovisual”, afirma Carol Almeida.

As sessões apresentadas e comentadas ampliam esse contato direto com o público, propondo conversas mais intimistas antes e após as exibições, respectivamente. Entre os destaques estão a sessão de abertura, do filme Não estou lá, apresentada por Mariana Souto (3 de março, às 18h30); Carol, apresentada por Ana Caroline Brito (5 de março, às 19h); Velvet Goldmine (7 de março, às 18h15) e Mal do século (8 de março, às 18h), com comentários de integrantes do Cinebeijoca (Cineclube da UnB); além de sessões comentadas por Carol Almeida, Camila Macedo, Marcus Azevedo e Letícia Bispo ao longo da programação.

A proposta formativa inclui ainda o curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de Carol, de Todd Haynes”, ministrado por Alessandra Brandão e Ramayana Lira de Sousa, em dois encontros, nos dias 14 e 15 de março. A partir de um dos filmes mais emblemáticos do cineasta, o curso investiga os códigos do cinema hollywoodiano e os processos de visibilidade e apagamento lésbico na história do cinema narrativo, articulando crítica feminista e cinema contemporâneo. Para participar do curso, basta retirar o ingresso gratuitamente na bilheteria física, uma hora antes do início de cada aula.

Catálogo com textos inéditos

A Mostra Todd Haynes é acompanhada pelo lançamento de um catálogo inédito, disponível em versões impressa e digital (disponível para download no link https://ccbb.com.br/programacao-digital/catalogos/), reunindo textos de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros e estrangeiros dedicados à obra do cineasta. Entre os destaques está a tradução inédita de um texto de Mary Ann Doane, professora emérita da Universidade da California, Berkeley, referência fundamental da teoria feminista do cinema e ex-professora de Todd Haynes, além de uma entrevista exclusiva com o diretor, realizada especialmente para a publicação.

“Todos os textos do catálogo são inéditos. A publicação funciona como uma extensão da mostra e como uma ferramenta de reflexão duradoura sobre a obra de Haynes e suas reverberações”, afirma Camila Macedo. Exemplares impressos serão distribuídos ao público gratuitamente mediante a apresentação de ingressos de sessões.

“Ainda que o cinema de Todd Haynes atravesse preocupações estéticas muito distintas ao longo do tempo, existe algo que percorre toda a sua obra: uma crítica sofisticada às máscaras sociais. São filmes atentos às superfícies e ao que insiste em se revelar por trás delas”, conclui Carol Almeida.

Comprometida com a ampliação do acesso, a Mostra Todd Haynes contará com sessão acessível de Carol, com audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras, exibição que conta com cópia dublada em português. As mesas de debate também terão tradução simultânea em Libras.

FICHA TÉCNICA

Curadoria: Carol Almeida e Camila Macedo

Idealização, coordenação geral e produção executiva: Hans Spelzon

Empresa produtora: Caprisciana Produções

Apoio Institucional: Instituto Goethe

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil e Governo do Brasil

Patrocínio: Banco do Brasil

CONVIDADOS

Mariana Souto

Ana Caroline Brito

Cinebeijoca

Marcus Azevedo

Lila Foster

Emília Silberstein

Ramayana Lira de Sousa

Alessandra Brandão

Letícia Bispo

Mike Peixoto

Marisa Arraes

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Localizado no Edifício Tancredo Neves, o prédio é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico de autoria de Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, é oferecido o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais, aproximando o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolha públicas e particulares, universitários e instruções, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.

O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília

Horário da van – De quinta-feira a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB:  13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

SERVIÇO

Mostra Todd Haynes

Curadoria: Carol Almeida e Camila Macedo

Produção: Caprisciana Produções

Data: De 3 a 22 de março

Local: CCBB Brasília

Endereço: Asa Sul Trecho 2 – Asa Sul, Brasília – DF

Tel: (61) 3108-7600
Website: https://ccbb.com.br/brasilia/

Instagram: @ccbbbrasilia

Ingressos: Entrada gratuita. Retirada dos ingressos 1h antes, presencialmente, na bilheteria do CCBB Brasília.

Classificação: ver programação

Horários: Ver programação.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA POR DIA:

03 de março 2026 (terça-feira)
18h30 – Sessão apresentada (Mariana Souto) + Não estou lá (I’m not there, Todd Haynes, 2007, 135 minutos, EUA / ALE, digital) – 12 anos

04 de março 2026 (quarta-feira)
16h30 – Sem fôlego (Wonderstruck, Todd Haynes, 2017, 116 minutos, EUA, digital)  – 10 anos
19h00 – Segredos de um escândalo (May December, Todd Haynes, 2023, 117 minutos, EUA, digital)  – 16 anos

05 de março 2026 (quinta-feira)
16h30 – O preço da verdade (Dark waters, Todd Haynes, 2019, 126 minutos, EUA, digital) – 12 anos
19h00 – Sessão apresentada (Ana Caroline Brito) + Carol (Carol, Todd Haynes, 2015, 118 minutos, EUA / GBR, digital) – 14 anos

06 de março 2026 (sexta-feira)
17h30 – Tudo que o céu permite (All that heaven allows, Douglas Sirk, 1955, 89 minutos, EUA, digital) – 16 anos
19h15 – Longe do paraíso (Far from heaven, Todd Haynes, 2002, 107 minutos, EUA / FRA, digital) – 14 anos

07 de março 2026 (sábado)
16h00 – The Velvet Underground (The Velvet Underground, Todd Haynes, 2021, 121 minutos, EUA, digital) – 16 anos
18h15 – Velvet Goldmine (Velvet Goldmine, Todd Haynes, 1998, 123 minutos, GBR / EUA, digital) + Sessão comentada (Parceria Cinebeijoca) – 18 anos

08 de março 2026 (domingo)
15h15 – Uma mulher sob influência (A woman under the influence, John Cassavetes, 1974, 146 minutos, EUA, digital) – 16 anos
18h00 – Mal do século (Safe, Todd Haynes, 1995, 119 minutos, EUA / GBR, digital) + Sessão comentada (Parceria Cinebeijoca) – 14 anos

10 de março 2026 (terça-feira)
17h00 – Jeanne Dielman (Jeanne Dielman, 23, quai du commerce, 1080 Bruxelles, Chantal Akerman, 1975, 201 minutos, BEL / FRA, digital) – 16 anos

11 de março 2026 (quarta-feira)
18h30 – Canção de amor (Un chant d’amour, Jean Genet, 1950, 26 minutos, FRA, digital) + Veneno (Poison, Todd Haynes, 1991, 85 minutos, EUA, digital) + Sessão comentada (Marcus Azevedo) – 18 anos

12 de março 2026 (quinta-feira)
17h30 – Desencanto (Brief encounter, David Lean, 1945, 86 minutos, GBR, digital) – 14 anos
19h15 – Carol (Carol, Todd Haynes, 2015, 118 minutos, EUA / GBR, digital) – 14 anos

13 de março 2026 (sexta-feira)
19h00 – O suicídio (The suicide, Todd Haynes, 1978, 22 minutos, EUA, digital) + Assassinos: um filme sobre Rimbaud (Assassins: a film concerning Rimbaud, Todd Haynes, 1985, 43 minutos, EUA, digital) + Peggy e Fred no inferno: o prólogo (Peggy and Fred in hell: the prologue, Leslie Thornton, 1984, 20 minutos, EUA, digital)  + Sessão comentada (Carol Almeida) – 16 anos


14 de março 2026 (sábado)
10h00 – Curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de ‘Carol’, de Todd Haynes” – 16 anos
17h00 – Debate 1: Donas de casa encarceradas nas estratégias melodramáticas de Todd Haynes, com Emilia Silberstein, Lila Foster e mediação de Carol Almeida (com LIBRAS) – 16 anos
19h00 – Segredos de um escândalo (May December, Todd Haynes, 2023, 117 minutos, EUA, digital) – 16 anos

15 de março 2026 (domingo)
10h00 – Curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de ‘Carol’, de Todd Haynes” – 16 anos
16h00 – O medo devora a alma (Angst essen Seele auf, Rainer Werner Fassbinder, 1974, 93 minutos, ALE, digital) – 16 anos
18h00 – Longe do paraíso (Far from heaven, Todd Haynes, 2002, 107 minutos, EUA / FRA, digital) + Sessão comentada (Letícia Bispo) – 14 anos

17 de março 2026 (terça-feira)
18h30 – Sessão com acessibilidade – Carol (Carol, Todd Haynes, 2015, 118 minutos, EUA / GBR, digital) + Conversa com a curadoria – 14 anos

18 de março 2026 (quarta-feira)
19h00 – O preço da verdade (Dark waters, Todd Haynes, 2019, 126 minutos, EUA, digital) – 12 anos

19 de março 2026 (quinta-feira)
17h00 – Jollies (Jollies)