Categoria: Comportamento, Psicologia

Reintegração familiar prioriza o fortalecimento dos vínculos e garante o direito de crianças voltarem ao convívio com suas famílias  

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Especialista explica que o acolhimento é uma medida temporária e que, sempre que houver condições de segurança e proteção, o retorno à família de origem é o principal objetivo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente 

Ao contrário do que muitos imaginam, a adoção não é o primeiro caminho para crianças e adolescentes que passam por serviços de acolhimento. Antes de qualquer encaminhamento para uma família substituta, a legislação brasileira estabelece que sejam esgotadas todas as possibilidades de fortalecimento da família de origem, garantindo o direito à convivência familiar e comunitária. Nesse contexto, a reintegração familiar é considerada uma das principais estratégias de proteção à infância e à adolescência.

Prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a reintegração familiar consiste no retorno seguro da criança ou do adolescente à família de origem após um período de acolhimento, desde que tenham sido superadas as situações que motivaram o afastamento. O processo envolve acompanhamento contínuo de equipes multidisciplinares, além da atuação integrada da assistência social, do Sistema de Justiça e de outros serviços da rede de proteção.

Para Juliana Miranda, coordenadora do Serviço Família Acolhedora do Grupo Aconchego, ainda existe um desconhecimento sobre a finalidade do acolhimento e sobre a prioridade dada à reconstrução dos vínculos familiares. “O acolhimento nunca deve ser visto como uma etapa que leva automaticamente à adoção. Ele é uma medida protetiva, temporária e excepcional. Sempre que houver condições de garantir a segurança e o desenvolvimento da criança, o objetivo é fortalecer a família para que ela possa reassumir seu papel de cuidado”, explica.

O trabalho de reintegração começa logo após o acolhimento. As equipes técnicas elaboram um plano individualizado para cada caso, identificando as vulnerabilidades que levaram ao afastamento e acompanhando a família na busca por soluções. O atendimento pode incluir orientação parental, acompanhamento psicológico, fortalecimento dos vínculos familiares, encaminhamento para serviços públicos e acesso a benefícios socioassistenciais.

Segundo Juliana, o processo exige tempo e o envolvimento de diferentes profissionais para que o retorno aconteça de forma segura e duradoura. “Não se trata apenas de devolver a criança para casa. É um trabalho de reconstrução das relações familiares, de fortalecimento das capacidades da família e de garantia de que aquele ambiente possa oferecer proteção, cuidado e desenvolvimento”, afirma.

Outro aliado nesse processo é o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), espaço destinado ao fortalecimento dos vínculos familiares por meio de atividades, atendimentos e encontros acompanhados por profissionais. O local permite que pais, responsáveis, crianças e adolescentes reconstruam gradualmente a confiança e o convívio, contribuindo para uma reintegração mais segura e humanizada.

Embora seja a prioridade prevista pelas políticas públicas, a reintegração familiar nem sempre é possível. Em situações nas quais permanecem riscos à integridade física ou emocional da criança, ou quando a família não consegue restabelecer as condições necessárias para o cuidado, outras medidas de proteção podem ser adotadas, incluindo a colocação em família substituta por meio da adoção.

Sobre o Grupo Aconchego O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional. 

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

Quando o acolhimento termina: os desafios dos jovens que iniciam a vida adulta sem uma rede de apoio

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Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária reflete a necessidade de fortalecer políticas voltadas aos adolescentes e jovens egressos do acolhimento 

O novo Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária (PNCFC) 2025-2035 trouxe um avanço importante ao dedicar um eixo específico aos adolescentes e jovens egressos dos serviços de acolhimento. O documento reconhece que a proteção integral não termina quando o jovem completa 18 anos e deixa o sistema, mas deve incluir ações que favoreçam sua autonomia, inclusão social e acesso ao trabalho e à educação.

É justamente nesse momento de transição que muitos jovens enfrentam seus maiores desafios. Sem uma rede familiar estruturada, eles precisam construir a vida adulta enquanto buscam uma profissão, renda e independência. O Plano Nacional destaca a importância da articulação entre políticas públicas e da participação da sociedade para ampliar oportunidades e fortalecer esse processo.

No Distrito Federal, o Grupo Aconchego atua para transformar essa diretriz em realidade por meio do projeto Jovem em Movimento, que busca construir parcerias com empresas de diversos segmentos para ampliar as oportunidades de emprego, aprendizagem e capacitação profissional destinadas a jovens que passaram pelo acolhimento.

Para Maria da Penha Oliveira, psicóloga e coordenadora do Grupo Aconchego, a inserção no mercado de trabalho representa muito mais do que uma fonte de renda. “Quando uma empresa abre suas portas para um jovem egresso do acolhimento, ela não está apenas oferecendo uma vaga de emprego. Está contribuindo para a construção da autonomia, da autoestima e de um projeto de vida. O trabalho é um importante instrumento de inclusão social”, afirma.

Segundo ela, o envolvimento do setor privado é essencial para que esses jovens tenham oportunidades semelhantes às de outros adolescentes que contam com o apoio de suas famílias. “Muitos jovens deixam o acolhimento sem uma rede de apoio consolidada. Por isso, a participação das empresas é fundamental para oferecer experiências profissionais, capacitação e a chance de desenvolver uma carreira. É um investimento que transforma trajetórias e fortalece toda a sociedade”, complementa.

Ao incluir os jovens egressos entre as prioridades da próxima década, o Plano Nacional reforça que garantir o direito à convivência familiar e comunitária também significa assegurar condições para que esses adolescentes ingressem na vida adulta com dignidade, autonomia e oportunidades reais de desenvolvimento. 

Nesse cenário, iniciativas como o Jovem em Movimento demonstram que o compromisso com a proteção da infância e da juventude também passa pela criação de pontes entre esses jovens e o mercado de trabalho.

Sobre o Grupo Aconchego O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional. 

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

Cérebros em desenvolvimento: entender como crianças aprendem também exige olhar para o que elas sentem

Divulgação – Heavenly International School

Especialista em Neurociência e PhD em Educação, Mr. Marcello Lasneaux reforça que aprendizagem, emoção, vínculos e ambiente caminham juntos no desenvolvimento infantil e adolescente

Por muito tempo, falar sobre aprendizagem foi quase sinônimo de falar sobre notas, rendimento escolar, memória e concentração. Mas os avanços da neurociência e da psicologia do desenvolvimento vêm ampliando essa visão: crianças e adolescentes não aprendem apenas com o cérebro “racional”. Eles aprendem com o corpo, com as emoções, com os vínculos, com o ambiente e com as experiências que vivem dentro e fora da escola.
 

A infância e a adolescência são fases de intensa transformação cerebral. Nesse período, habilidades como atenção, planejamento, autocontrole, flexibilidade, motivação e tomada de decisão ainda estão em processo de amadurecimento. Por isso, comportamentos que muitas vezes são interpretados apenas como desinteresse, teimosia ou falta de disciplina podem estar relacionados a etapas naturais do neurodesenvolvimento ou a desafios emocionais e ambientais que interferem diretamente na aprendizagem.
 

Para Mr. Marcello Lasneaux, Diretor de Inteligência e Inovação da Heavenly International School, PhD em Educação e especialista em Neurociência, com atuação nas áreas de neurodesenvolvimento, aprendizagem e práticas educacionais, compreender essas fases exige reconhecer que o cérebro infantil e adolescente ainda está em construção. “Estamos diante de um conjunto cada vez mais consistente de evidências sobre o que podemos chamar de neuroinfância e neuroadolescência”, afirma.
 

Segundo ele, conceitos como neuroplasticidade, poda sináptica, amadurecimento das funções executivas e desenvolvimento dos sistemas emocionais ajudam educadores e famílias a compreenderem melhor como crianças e adolescentes aprendem, se relacionam e constroem sua identidade.
 

A ciência tem mostrado que aprender não é um processo isolado da vida emocional. Medo, ansiedade, insegurança, excesso de pressão e ausência de pertencimento podem prejudicar a forma como a criança registra, organiza e recupera informações. Da mesma forma, vínculos seguros, ambientes previsíveis, acolhimento, curiosidade e relações positivas com adultos favorecem a disposição para aprender.
 

Segundo Lasneaux, a antiga separação entre razão e emoção já não se sustenta diante das evidências atuais. “Hoje sabemos que as emoções exercem papel fundamental nos processos de atenção, aprendizagem e memória. A capacidade de manter a atenção em uma experiência, seja uma aula, uma leitura ou mesmo um jantar em família, depende, em grande medida, do significado emocional que essa experiência possui para a pessoa”, explica.
 

Na prática, isso significa que a escola não é apenas um lugar de transmissão de conteúdo. É também um espaço de construção emocional, social e cognitiva. A forma como a criança é acolhida, corrigida, estimulada e desafiada pode interferir diretamente em sua capacidade de aprender e de desenvolver autonomia.
 

O mesmo vale para a família. Em casa, a rotina, o sono, o uso de telas, os limites, o diálogo, o exemplo dos adultos e a forma como os erros são tratados também participam da formação do cérebro em desenvolvimento. A criança que se sente segura para errar tende a experimentar mais, perguntar mais e persistir mais. Já aquela que associa o erro à vergonha ou à punição pode desenvolver bloqueios, ansiedade e resistência diante de novos desafios.
 

Para Marcello, muitos comportamentos típicos da infância e da adolescência ainda são compreendidos de maneira equivocada pelos adultos. “Muitos comportamentos de crianças e adolescentes são interpretados como desinteresse, preguiça, rebeldia ou até mesmo falhas morais, quando, na verdade, podem refletir características próprias do desenvolvimento cognitivo, emocional e social dessas etapas da vida”, observa.
 

Ele destaca que educar exige equilíbrio entre presença, orientação e autonomia, ou seja, é como acompanhar uma travessia. Essa travessia, explica o especialista, exige que os adultos estejam próximos o suficiente para oferecer segurança, apoio e referência, mas também saibam permitir autonomia, descoberta e construção da própria identidade.
 

A discussão também se conecta ao crescente interesse pelas habilidades socioemocionais. Embora o estudo de Boer et al. (2025) tenha investigado especificamente o processamento neural de erros e o controle inibitório, seus resultados reforçam a importância de mecanismos de autorregulação e adaptação comportamental durante a adolescência.
 

Nessa mesma direção, o relatório da OCDE “Nurturing Social and Emotional Learning Across the Globe”, publicado em 2024 e realizado com estudantes de 10 e 15 anos, destaca o papel da escola no desenvolvimento de competências como persistência, empatia, curiosidade, criatividade, responsabilidade e colaboração. Em conjunto, essas evidências sugerem que o fortalecimento de processos de autorregulação cognitiva e socioemocional pode favorecer tanto a aprendizagem quanto o desenvolvimento integral dos estudantes.
 

O ponto central é que desenvolvimento acadêmico e desenvolvimento emocional não competem entre si. Ao contrário: caminham juntos. Um aluno emocionalmente sobrecarregado pode ter dificuldade de atenção. Um adolescente que não se sente pertencente ao ambiente escolar pode perder motivação. Uma criança que vive sob cobrança excessiva pode até apresentar bons resultados por algum tempo, mas com custo emocional elevado.
 

Esse impacto é ainda mais evidente quando há ansiedade, pressão por desempenho e medo de errar. “A ansiedade, a pressão por desempenho e o medo de errar podem comprometer a aprendizagem de maneira muito mais profunda do que normalmente imaginamos”, explica Lasneaux.
 

Segundo ele, quando o erro passa a ser percebido como ameaça, o estudante tende a se proteger em vez de explorar. “Aprender implica explorar, experimentar, revisar estratégias e, inevitavelmente, cometer erros”, ressalta.
 

Nesse contexto, a atuação integrada entre escola e família torna-se parte essencial do processo. A pergunta deixa de ser apenas “como melhorar o desempenho?” e passa a ser também “que condições estamos criando para que essa criança ou esse adolescente consiga aprender, amadurecer e se desenvolver de forma saudável?”.
 

Para Lasneaux, essa parceria é decisiva. “Família e escola são os dois contextos mais influentes no desenvolvimento de crianças e adolescentes. Quando atuam de forma alinhada, criam um ambiente de segurança, coerência e apoio que favorece não apenas a aprendizagem acadêmica, mas também o desenvolvimento emocional, cognitivo e social”, afirma.
 

Compreender o cérebro em desenvolvimento não significa reduzir filhos e alunos a explicações biológicas. Significa, ao contrário, ampliar o olhar: reconhecer que cada fase da vida tem desafios próprios, que maturidade não surge de uma vez, que emoções importam e que a aprendizagem mais consistente nasce da combinação entre afeto, limite, estímulo e sentido.
 

É justamente esse debate que será aprofundado na palestra magna “Cérebros em Desenvolvimento: como seus filhos aprendem, sentem e se transformam”, promovida pela Heavenly. A programação contempla duas unidades: no dia 16 de junho, às 8h30, na unidade Asa Norte, e no dia 17 de junho, às 8h30, na unidade High Lago Sul. Voltada às famílias Heavenly, a palestra propõe um momento de diálogo sobre aprendizagem, emoções, desenvolvimento infantojuvenil e a parceria entre família e escola na construção de experiências mais saudáveis e significativas para crianças e adolescentes.
 

Serviço:

Unidade Kinder Lago Sul
SHIS QI 19 chácara 18, Brasília – DF – 71.655-730

Unidade High Lago Sul
SHIS QI 17/19 S/N – Lote Seminário, Brasília – DF – 71.645-600

Unidade Asa Norte 
SGAN 606 módulo A – Asa Norte, Brasília – DF, 70.830-251

Contato: 
Telefone: (61) 3366-2820

Projeto “Da Minha Avó Para o Seu Neto” leva tradição, afeto e oficinas gratuitas de bordado, cerâmica e pintura ao Cruzeiro

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Iniciativa valoriza heranças afetivas e culturais e fortalece a economia criativa por meio do artesanato

Resgatar técnicas artesanais, preservar memórias afetivas e estimular a criatividade são os principais objetivos do projeto Da Minha Avó Para o Seu Neto, que oferece gratuitamente oficinas de bordado, pintura e cerâmica fria no Sebo & Café Amado Jorge, no Cruzeiro Velho.

A iniciativa foi criada para aproximar diferentes gerações por meio do fazer manual, valorizando conhecimentos tradicionalmente transmitidos entre avós, mães e familiares. Mais do que ensinar técnicas artesanais, o projeto busca transformar esses saberes em ferramentas de expressão, convivência, geração de renda e fortalecimento da cultura popular.

As oficinas são conduzidas de forma prática, acolhedora e acessível, permitindo que pessoas com ou sem experiência desenvolvam novas habilidades enquanto compartilham vivências e histórias. Todo o material utilizado durante as atividades é fornecido gratuitamente aos participantes.

O projeto reúne três linguagens artísticas. Na oficina de bordado, os participantes aprendem diferentes pontos e técnicas para criar peças autorais. A oficina de pintura explora cores, composição e criatividade em trabalhos artesanais. Já a oficina de cerâmica fria apresenta técnicas de modelagem para a produção de objetos decorativos e utilitários.

Mais do que ensinar técnicas artesanais, Da Minha Avó Para o Seu Neto nasceu das memórias afetivas da idealizadora com sua avó e da vontade de manter vivos os saberes transmitidos entre gerações. O projeto resgata a importância dos ensinamentos que passam de avós para netos, transformando o fazer manual em um instrumento de preservação da memória, fortalecimento dos vínculos familiares e valorização da cultura popular.

Entre as participantes, a oficina de bordado recebeu elogios pela metodologia, pelo ambiente acolhedor e pela troca de experiências. A participante Rafaela Martins (25) destaca que a experiência superou as expectativas.

“Eu amei a oficina de bordado. O tempo foi adequado para aprendermos os pontos básicos e finalizarmos nossa peça. A professora foi excelente, muito paciente, e permitiu que cada um desenvolvesse seu trabalho com individualidade. O formato da oficina também possibilitou uma grande interação entre os participantes, com trocas muito valiosas. Foi um projeto incrível e espero ansiosamente por novas edições no próximo ano”, afirma.

A participante Rita da Cunha (35) também destaca a experiência positiva durante a oficina de cerâmica, especialmente pela liberdade criativa e pela metodologia adotada pela professora.

“Foi ótimo conseguir produzir muitas peças durante a oficina. A professora ensinou as técnicas com muita clareza e nos deixou à vontade para criar. Ela também levou inspirações que foram muito importantes para ajudar os participantes a desenvolverem seus próprios trabalhos e reproduzirem as técnicas aprendidas”, relata.

A oficina de pintura também despertou novos olhares entre os participantes. Artesã de costura criativa, Renata Amoras, de 66 anos, conta que sempre teve vontade de aprender a pintar, mas acreditava que não conseguiria desenvolver a técnica.

“Cheguei à oficina achando que não conseguiria fazer nada, mas me surpreendi com o resultado. Estou criando pinturas lindas. A didática dos professores foi fantástica, tornando o aprendizado leve e acessível. Além disso, o professor Fernando Rabuja compartilhou dicas valiosas de como aplicar a pintura em tecido, algo que pretendo utilizar no meu trabalho artesanal”, declara.

Parceiro do projeto, o Sebo & Café Amado Jorge foi escolhido por sua atuação como espaço de incentivo à cultura e à produção artística independente no Cruzeiro. Os proprietários Ivy Góis e Vinicius Campos afirmam que, desde a criação do café, o objetivo sempre foi oferecer um ambiente de encontro entre artistas e público.

“Quando abrimos o Sebo & Café Amado Jorge, nosso propósito era criar um espaço para exposições artísticas e manifestações culturais. Recebemos artistas de diversas regiões administrativas do Distrito Federal e também de outros estados para saraus, lançamentos de livros e apresentações musicais. Temos um compromisso muito forte com a valorização dos autores de Brasília e de escritores que escolhem o café para lançar suas obras. Receber o projeto “Da Minha Avó Para O Seu Neto” reforça essa missão de democratizar o acesso à cultura e incentivar a produção artística em suas diferentes linguagens”, destacam.

Além da formação artística, o projeto teve a acessibilidade como um de seus pilares. Todas as oficinas contaram com acompanhamento de consultora de audiodescrição e uma de interpretação de Libras, garantindo uma experiência mais inclusiva e ampliando as possibilidades de participação de pessoas com deficiência. A iniciativa reafirma o compromisso da Guia Acessibilidade Inclusiva em promover o acesso democrático à cultura e à formação artística. Acompanhe como foi a primeira oficina: https://www.youtube.com/watch?v=gTzXmyf4cFo .

Serviço:

Evento: Da Minha Avó Para o Seu Neto

Realização: Guia Acessibilidade Inclusiva

Quando: junho/julho

Onde: Sebo & Café Amado Jorge – SRES Quadra 02 Bloco X casa 56 – Cruzeiro Velho

Horário: 14h30 às 17h

Entrada: gratuita

Classificação: livre

Foto: Tatiana Reis

Informações: @vopraneto

Mães no limite: 9 em cada 10 brasileiras relatam esgotamento mental na maternidade

Foto Pexels

Psicóloga do CEUB alerta para os impactos da sobrecarga e defende uma maternidade mais real e compartilhada

A imagem da mãe como símbolo de força incondicional volta ao centro do debate. Por trás da chamada “supermãe”, a realidade revela um cenário mais complexo: 9 em cada 10 brasileiras apresentam algum nível de esgotamento mental, segundo levantamento das plataformas B2Mamy e Kiddle Pass. De acordo com a professora de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Ludymila Santana, a pressão social por uma maternidade idealizada está entre os principais gatilhos do adoecimento.

“Existe uma expectativa de que a mãe dê conta de tudo sozinha e com excelência. Esse modelo romantizado não corresponde à realidade e acaba gerando sofrimento psíquico, culpa e uma sensação constante de inadequação”, revela. A especialista explica que o burnout parental se manifesta de diferentes formas, com sintomas físicos como cansaço constante, falta de disposição, dores de cabeça, dores musculares e tensão corporal.

No campo cognitivo, surgem esquecimentos frequentes e dificuldade de concentração. Já os sinais emocionais incluem insônia, irritabilidade, muitas vezes direcionada aos filhos (mesmo sem intenção), sentimento de culpa e a sensação persistente de insuficiência. Em quadros mais intensos, a mãe pode apresentar cansaço extremo e desejo de “sumir por alguns instantes” como forma de aliviar a sobrecarga.

Redes sociais ampliam a sensação de inadequação
A influência do ambiente digital agrava o problema ao reforçar padrões irreais de maternidade, com rotinas organizadas, filhos tranquilos e mães sempre bem-dispostas. “Esse recorte idealizado cria uma comparação constante. Muitas mulheres passam a questionar se estão fazendo o suficiente ou da forma correta, o que intensifica o sentimento de inadequação”, afirma Ludymila. A recomendação, segundo a docente do CEUB, não é abandonar as redes, mas desenvolver um olhar mais crítico. “É importante entender que cada experiência é única e atravessada por diferentes realidades.”

Rede de apoio é decisiva
A campanha Maio Furta-Cor propõe olhar para o bem-estar emocional de quem cuida. A ausência de suporte pode agravar quadros de ansiedade e depressão, sobretudo em situações de maternidade solo ou quando não há divisão equilibrada das tarefas. “Cuidar de quem cuida precisa ser uma prioridade coletiva. A maternidade não deve ser vivida de forma solitária ou sobrecarregada. É preciso compartilhar responsabilidades e reconhecer limites para uma vivência mais saudável”, destaca a professora.

Além do suporte externo, a especialista do CEUB recomenda às mulheres revisar as expectativas, especialmente aquelas que entram na maternidade com ideais rígidos ou sem planejamento. “É fundamental ajustar o que se espera da maternidade ao que é possível viver. A culpa paralisa, enquanto a responsabilidade pode levar à ação e à busca por mudanças”, finaliza Ludymila Santana.

Como aliviar a sobrecarga materna
Confira orientações da docente do CEUB para uma maternidade mais leve:

  • Dividir responsabilidades: compartilhar tarefas domésticas e cuidados com os filhos reduz a sobrecarga.
  • Reconhecer limites: aceitar que não é possível dar conta de tudo o tempo todo diminui a pressão interna.
  • Buscar rede de apoio: familiares, amigos e profissionais podem contribuir para o equilíbrio emocional.
  • Reservar tempo para si: o autocuidado é uma necessidade, não um luxo.
  • Evitar comparações: cada maternidade é única e não deve ser medida por padrões idealizados.

Sobre o CEUB | Seu futuro tem história
Fundado há mais de 50 anos, o Centro Universitário de Brasília (CEUB) é referência em ensino superior no Distrito Federal, unindo tradição, excelência acadêmica e inovação. Oferece cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas, com infraestrutura moderna, programas de iniciação científica, extensão e empreendedorismo. Com mais de 100 mil profissionais formados e presença marcante em projetos sociais e de pesquisa aplicada, o CEUB reafirma sua missão de educar para transformar, construindo histórias que impulsionam o futuro do país.

Mostra Primeira Infância chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Brasília com teatro, cinema e ações formativas

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Programação que o Eranos Círculo de Arte apresenta, tem como alicerce o Protagonismo Infantil por meio de teatro, experiências imersivas, cinema, oficinas para crianças e seminários para os adultos

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta, de 2 de julho a 2 de agosto de 2026, a Mostra Primeira Infância – Ocupação Teatral Eranos, realizada e patrocinada pelo Banco do Brasil, que traz um conjunto de criações da Eranos Círculo de Arte, reconhecida em todo o país por apresentar, em suas obras, uma abordagem sensível e inovadora voltada ao universo da Primeira Infância.

A Mostra Primeira Infância nasce da necessidade de ampliar e fortalecer espaços artísticos voltados às crianças na primeira infância, um público que ainda carece de iniciativas pensadas a partir de suas especificidades, sensibilidades e formas próprias de estar no mundo.

Surge também do desejo de convidar os adultos a olharem para as crianças desde os primeiros meses de vida como sujeitos potentes, capazes de perceber, sentir, criar relações e construir experiências com o mundo e, consequentemente, com a arte.

Como explica a artista e psicóloga Sandra Coelho, que integra a diretoria do Eranos: “Nos colocamos como articuladores e facilitadores de experiências estéticas que favorecem o exercício do Protagonismo Infantil, que é um conjunto de estratégias que, num processo contínuo e interconectado, amplia experiências e avança para diversos lugares”.

O contato com a arte desde os primeiros anos de vida valoriza a infância como uma etapa fundamental no desenvolvimento artístico e cultural e a realização deste projeto reafirma o compromisso do CCBB com a formação de novos públicos, amplia o acesso a experiências de qualidade e oferece oportunidades para que crianças e suas famílias vivenciem a arte de forma envolvente e transformadora.

O que o público vai encontrar

Durante quatro finais de semana, a mostra convida o público a um mergulho no universo da Primeira Infância através de obras que combinam teatro de bonecos, projeções interativas, trilhas sonoras executadas ao vivo, experiências imersivas, performance poética, oficinas práticas para crianças acompanhadas de responsáveis e oficina de teatro para a primeira infância.

A programação favorece e possibilita a relação das crianças com as obras e artistas, podendo interagir com cenários de caixas de papelão, ajudar personagens a criar poemas, acompanhar a jornada de bonecos inspirados no teatro popular e até intervir no final de histórias. “Nossas estruturas midiáticas são produzidas com responsabilidade, através do uso de imagens de baixo estímulo e plenamente integradas com o espaço cênico, de modo a potencializar um espaço de relação sensível e estético para o público de crianças presente.”, afirmaLeandro Maman, artista fundador do Eranos Círculo de Arte.

Espetáculos para diferentes momentos da infância

A programação começa com Caixa Ninho, de 3 a 24 de julho, quintas e sextas-feiras, às 11h, no teatro. Pensado para crianças a partir do 1º ano de idade, na obra, os pequenos entram em um universo de caixas de papelão, onde encontram um ninho e testemunham os primeiros voos de uma “caixa-passarinho”. A peça com direção de Leandro Maman, tem direção de arte de Sandra Coelho e ambientação sonora ao vivo de Hedra Rockenback. Duração: 40 min. (www.youtube.com/watch?v=UW5LkGOu5Yo),

Já aos sábados e domingos, também às 11h, de 4 a 26 de julho, as sessões são de O Barquinho Amarelo. Uma montagem, que propõe criar um elo entre gerações, ao resgatar brincadeiras das infâncias no interior, ao mesmo tempo em que celebra o universo imaginativo comum a todas as crianças. Utilizando um aparato que rastreia o movimento do elenco, projeções são acionadas, e levam os pequenos por uma viagem fantástica com o Barquinho Amarelo para encontrar a Galinha Cocó, o Cavalinho de Madeira e o Sapo Ló. No final, a plateia é convidada a criar seus próprios barquinhos. Duração: 35 min. Recomendação a partir de 1 ano. (vimeo.com/345389333?fl=pl&fe=vl)

A novidade da mostra é a estreia do espetáculo Bebê e o Boi Babau, de temporada entre 2 a 31 de julho de quinta a domingo, às 15h, e dias 1º e 2 de agosto às 11h, no vão central do CCBB. Inspirado no teatro popular de bonecos, a peça traz o Bebê Pistache e seu Boi Estêlo em uma jornada que subverte a ordem do mundo dos adultos e dos seres mágicos. Com direção de Sandra Coelho, Leandro Maman como ator-animador, e trilha sonora ao vivo de Hedra Rockenbach, a peça resgata tradição em integração com recursos digitais. Duração: 40 min. Indicado a partir de 2 anos. (youtube.com/watch?v=p-27Ln_7K-Y&feature=youtu.be)

Completando a programação, a obra intimista e experiência teatral #Mergulho de 3 a 26 de julho (sexta a domingo), sempre às 16h30, no teatro, é voltada especialmente para crianças de 1 a 6 anos. O espetáculo conta a história de duas pessoas, que vivem em universos diferentes – um na terra, outro no mar – e que para se encontrarem precisam da ajuda da plateia. Utilizando projeção digital aplicada ao chão, a montagem cria múltiplas possibilidades de relação entre cena e espectador. A direção é de Max Reinert (in memorian), com elenco e dramaturgia de Sandra Coelho e Leandro Maman. Duração: 30 min. (vimeo.com/193374533?fl=pl&fe=vl)

Performance poética e seminários

A mostra também apresenta a performance Pô!Ema – Criação poética com crianças de 9 a 23 de julho, quintas-feiras, às 16h30. No roteiro, uma escritora em crise percebe que suas inspirações estão “sumindo”, mas na verdade descobre junto com as crianças que uma Ema está se alimentando delas. As crianças são convidadas então, a criar poemas para alimentar a Ema e seus filhotinhos. Com Sandra Coelho em cena, direção e dramaturgia de Leandro Maman e Sandra Coelho, a atividade dura 40 min e é indicada a partir de 3 anos. (vimeo.com/154060339?fl=pl&fe=vl)

Animações lúdicas no cinema

Conduzindo adultos e a criançada para dramaturgia cinematográfica, ainda dentro do universo da Primeira Infância, a Mostra convida o público para as sessões Cine ERANOS, com a exibição de dois curtas-metragens de animação. As sessões, com ambos os filmes, ocorrem do 7 ao 29/7, no Cine CCBB, somente às terças e quartas, às 10h, 11h, 13h e 14h, com sessões-extras dia 2/7, quinta, às 11h e às 13h.

Na abertura de cada sessão, poderá ser assistido o Os Pequenos Mundos: uma Aventura com Caixas, Com o uso de caixas de papel, que se transformam em personagens, esta animação conta a história de uma boneca, que ajuda um pequeno cervo, feito de caixa, em sua jornada para reencontrar seus pais. Na aventura, eles se deparam com diversas criaturas, também feitas de caixas. Ancorada no conceito de brinquedos não estruturados, que estimulam a imaginação, a dramaturgia revela a importância do cuidado e da fantasia. Com direção de Sandra Coelho, direção de arte de Adriano Guimarães, o curta-metragem tem animação de Leandro Maman e trilha assinada por Hedra Rockenbach. (www.youtube.com/watch?v=B0tjR3ktFuY, 9min. 2024).

Logo em seguida, o público vai conferir Cine.EMA, uma série de poemas animados, criados a partir das poesias do livro Pô!Ema, de autoria de Sandra Coelho. Em sintonia com a performance, o livro traz a figura da Ema que se alimenta de poemas. Nesta animação, a proposta é aproximar poética voltada para crianças ao desenho animado. O filme tem direção de Sandra Coelho, desenhos e animação por Leandro Maman e trilha original de Bruno Andrade e Priscila Schaukoski. Indicado para a partir de 1 ano de idade. (eranos.com.br/cineema/, 21min. 2022).

Sensibilização nas formas animadas

Para as famílias, tem ainda a Oficina de Formas Animadas para as Infâncias, de 2 de julho a 2 de agosto, de terça a domingo, às 13h30, na sala multiuso. Voltada para crianças da primeira infância acompanhadas de adultos responsáveis, esta oficina tem como proposta criar um momento de sensibilização para a expressão infantil através das formas animadas com atividades práticas de construção, demonstração de animação com diversos tipos de bonecos e exercícios de animação. Duração: 45 min, com limite de 10 crianças por oficina.

Formação gratuita para adultos

Entre 16 e 19 de julho, sempre às 18h, a sala multiuso recebe a Oficina de Teatro para a Primeira Infância. São quatro encontros de três horas cada, com a Eranos Círculo de Arte e artistas convidados, abordando temas relacionados ao fazer teatral e artes para crianças na Primeira Infância. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail: eranos.arte@gmail.com.

Uma trajetória de 16 anos dedicada à infância

Desde sua fundação, em 2010, o Eranos Círculo de Arte aposta na multidisciplinaridade, com incursões em teatro, literatura, audiovisual e artes visuais. O grupo já desenvolveu mais de 40 criações entre espetáculos, exposições, performances e obras literárias, participou de festivais nacionais e realizou temporadas em importantes centros culturais do Brasil. Suas produções receberam prêmios como CBTIJ, Iberescena, Elisabete Anderle, Myriam Muniz, Arte como Respiro e FUNARTE Respirarte, além de realizarem importantes circulações nacionais como Palco Giratório (Os Pequenos Mundos e Caixa Ninho).

A abordagem do coletivo está ancorada no conceito de Protagonismo Infantil, que coloca a criança no centro dos procedimentos criativos – desde a concepção e criação dramatúrgica até a relação entre elenco e plateia. Os trabalhos são permeados pelo uso de tecnologia digital, com bonecos e mecanismos impressos em 3D e projeções relacionais, sempre pensados com imagens de baixo estímulo e plenamente integradas ao espaço cênico. Essa pesquisa contínua, agora apresentada em Brasília, reafirma o compromisso do grupo com a arte como experiência transformadora para os primeiros anos de vida. Informações adicionais em: www.eranos.com.br.

Acessibilidade CCBB

A ação Vem pro CCBB conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes.

A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.

Horários da van, de quinta a domingo:

Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h

CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30

O CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Serviço:

Mostra Primeira Infância – Ocupação Teatral Eranos
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília – Teatro, Área Externa, Cinema e Sala Multiuso
Endereço: SCES, Trecho 2, Brasília – DF
Data: 2 de julho a 2 de agosto de 2026
Programação gratuita com retirada de ingressos no site www.bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília, a partir das 12h do sábado anterior de cada semana da programação.

Capacidade do teatro: 327 lugares (sendo sete espaços para cadeirante e três assentos para pessoas obesas)

Capacidade do cinema: 70 lugares (com espaço para cadeirante e assentos para pessoas obesas)

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

As sessões no Teatro:

Caixa Ninho: de 3 a 24/7, quintas e sextas, às 11h – a partir de 1 ano

O Barquinho Amarelo: de 4 a 26/7, sábados e domingos, às 11h – a partir de 1 ano

#Mergulho: de 3 a 26/7, sexta a domingo, às 16h30 – a partir de 1 ano

Pô!Ema: de 9 a 23/7, quintas, às 16h30 – a partir de 3 anos

As sessões na Área Externa:

Bebê e o Boi Babau: de 2 a 31 de julho de quinta a domingo, às 15h, e dias 1º e 2 de agosto às 11h – a partir de 2 anos

Acessibilidade:

As sessões dos dias 9, 11, 23 e 25/7 contam com tradução em Libras

As sessões Cine ERANOS no Cinema:

Os Pequenos Mundos e Cine.EMA: de 7 a 29/7, terças e quartas, às 10h, 11h, 13h e 14h, com sessões-extras dia 2/7, quinta, às 11h e às 13h – a partir de 1 ano

Na Sala Multiuso:

Oficina de Formas Animadas: de 2/7 a 2/8, terça a domingo, às 13h30

Ciclo de seminários para adultos: de 16 a 19/7, das 18h às 19h – inscrições gratuitas pelo e-mail eranos.arte@gmail.com

CCBB Brasília: aberto de terça a domingo, das 9h às 21h

Informações: fone: (61) 3108-7600 | e-mail: ccbbdf@bb.com.br | site/ bb.com.br/cultura | Instagram/ @ccbbbrasilia | Tiktok/@ccbbcultura  | YouTube/ Bancodobrasil

Dramaturgia de Likidah Mazindandú chega ao público em pré-venda, antecedendo estreia teatral

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Publicação de Espiraldemí será lançada pela Editora M.inimalismos com campanha especial de pré-venda para ampliar o alcance da obra e formar novos públicos leitores

A dramaturgia Espiraldemí, escrita por Likidah Mazindandú, entra em pré-venda pela Editora M.inimalismos e marca uma nova etapa na trajetória da obra, que estreia nos palcos em agosto como monólogo. Vencedor da Premiação Sesc de Jovens Dramaturgias em 2018 com o texto Calibre 68 – Pra Cura do Corpo, o autor constrói em Espiraldemí uma reflexão sobre a história do Brasil a partir de perspectivas afro-diaspóricas, articulando memória, ancestralidade e resistência como elementos fundamentais para a construção de futuros possíveis.

Antecedendo sua estreia teatral, a obra chega ao público em uma campanha especial de pré-venda, ampliando o acesso à dramaturgia e fortalecendo o diálogo com as reflexões que atravessam o texto. O livro está disponível por R$ 54 (mais frete) e pode ser adquirido pelo link: https://www.editoraminimalismos.com/product-page/espiraldem%C3%AD-de-likidah-mazindand%C3%BA

Entre memórias pessoais e coletivas, Espiraldemí investiga os impactos das políticas de embranquecimento no Brasil, os apagamentos históricos produzidos pelo colonialismo e os caminhos de retorno às ancestralidades negras. A dramaturgia compreende o tempo não como uma linha reta, mas como uma espiral em constante movimento, onde passado, presente e futuro coexistem para revelar histórias de violência, permanência, reinvenção e luta.

“Essa dramaturgia nasceu do desejo de olhar para a história brasileira a partir das marcas que o colonialismo deixou em nossos corpos, territórios e memórias. Mas também da necessidade de imaginar caminhos de retorno, reconexão e futuro. Espiraldemí é um convite para que possamos revisitar essas histórias e compreender a potência das nossas ancestralidades na construção do que ainda está por vir”, afirma Likidah Mazindandú.

O lançamento da publicação antecede a estreia da montagem teatral e reforça a potência da produção dramatúrgica do Distrito Federal no cenário nacional. Ao mesmo tempo, amplia o acesso do público à obra e fortalece a circulação de dramaturgias negras contemporâneas produzidas no país.

Para ampliar o alcance da publicação e incentivar a formação de novos públicos leitores, a Editora M.inimalismos lança uma campanha especial de pré-venda. A iniciativa busca fortalecer a circulação da obra e estimular o compartilhamento da leitura como prática coletiva de construção de memória, afeto e conhecimento.

“Pensamos essa campanha como uma forma de fazer a dramaturgia circular para além dos espaços tradicionais. Existe algo muito potente no gesto de compartilhar um livro. Quando uma pessoa presenteia outra com uma obra, ela também compartilha memória, afeto e possibilidades de reflexão”, destaca o autor.

Articulando teatro, literatura e pensamento afrodiaspórico, Espiraldemí reafirma o papel da arte como ferramenta de elaboração da memória, produção de conhecimento e construção de narrativas capazes de desafiar os silenciamentos históricos e ampliar horizontes de imaginação coletiva.

Sobre o autor

Likidah Ferreira é artista, dramaturgo, escritor e educador nascido e criado no Distrito Federal. Graduado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduado em Cultura e Educação pela FLACSO Brasil, desenvolve pesquisas e criações que articulam ancestralidade, memória, corpo e cosmopercepções afrodiaspóricas. Sua atuação transita entre teatro, performance, literatura e artes visuais. Foi vencedor da Premiação Sesc de Jovem Dramaturgia (2018) e é autor de dramaturgias, performances e publicações que investigam as relações entre identidade, território e imaginação de futuros para corpos historicamente marginalizados.

SERVIÇO: Pré-venda de Espiraldemí
Autor: Likidah Mazindandú
Editora: M.inimalismos
Link para compra: https://www.editoraminimalismos.com/product-page/espiraldem%C3%AD-de-likidah-mazindand%C3%BA
Valor: R$ 54 + frete.

INNER 360 abre nova turma de Master Practitioner em PNL

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Formação avançada em PNL com Eduardo Rocha acontece em Brasília e aprofunda estratégias internas, crenças, valores, metaprogramas e modelagem de pessoas de sucesso

A INNER 360 realiza, de 26 a 28 de junho e de 3 a 5 de julho, em Brasília, mais uma edição da Formação Master Practitioner em PNL, conduzida pelo trainer internacional Eduardo Rocha. Voltado para quem já concluiu o Practitioner, o curso propõe um mergulho mais profundo nos processos avançados da Programação Neurolinguística, com foco na modelagem da excelência humana e no desenvolvimento de estratégias práticas para transformação pessoal e profissional.

De acordo com Eduardo, mais do que ampliar repertório técnico. A proposta da formação Master Practitioner em PNL é capacitar os participantes a reconhecer, modelar e aplicar estratégias internas de excelência em diferentes contextos da vida, da comunicação, da liderança, dos atendimentos terapêuticos e do desenvolvimento humano.

“Quando uma pessoa chega ao Master, ela já não busca apenas técnicas. Ela quer compreender a arquitetura interna dos resultados: como decisões são construídas, como crenças se organizam, como estratégias de excelência podem ser observadas, modeladas e aplicadas com ética, consciência e precisão”, destaca.

Durante a formação, os participantes têm contato com processos avançados de PNL, que segundo Eduardo, é uma etapa decisiva para quem deseja ir além da aplicação pontual de recursos e passar a pensar a PNL de forma mais estratégica. “O Practitioner abre portas importantes. O Master ajuda a pessoa a atravessar essas portas com mais autonomia. Uma formação para quem refinar percepção e repertório e desenvolver a capacidade de criar intervenções, métodos e caminhos próprios com a PNL”.

A formação será realizada no Auditório da INNER 360, localizado na Torre A, Sala 510, do Pátio Brasil Shopping, no Setor Comercial Sul, em Brasília. As aulas acontecem em dois módulos: o primeiro de 26 a 28 de junho e o segundo de 3 a 5 de julho. Às sextas-feiras, os encontros serão das 14h às 20h; aos sábados e domingos, das 10h às 20h.

A formação é indicada para practitioners que desejam aprofundar sua atuação e desenvolver novas possibilidades de aplicação da PNL em suas áreas de vida e trabalho.

Serviço: Formação Master Practitioner em PNL® com Eduardo Rocha
Módulo 1: 26 a 28 de junho, sexta, sábado e domingo
Módulo 2: 3 a 5 de julho, sexta, sábado e domingo
Horários: sextas, das 14h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 20h
Local: Auditório INNER 360, Torre A, Sala 510, Pátio Brasil Shopping
Endereço: Setor Comercial Sul, Quadra 6, Asa Sul, Brasília
Mais informações pelo WhatsApp: 61 9927-6717

Capacitação discute os desafios do cuidado em todas as etapas do acolhimento de crianças e adolescentes 

Divulgação

Formação promovida pelo Grupo Aconchego reúne profissionais para debater desde a chegada até o desligamento dos serviços de acolhimento 

As experiências vividas por crianças e adolescentes em acolhimento são marcadas por transições que exigem preparo, sensibilidade e atuação qualificada das equipes envolvidas. Com o objetivo de fortalecer essas práticas, o Grupo Aconchego realiza, nos dias 26 e 27 de junho, a capacitação “Acolhimento em Foco – Entre Chegadas e Partidas: o cuidado nos ciclos do acolhimento”, voltada para equipes técnicas, cuidadores e profissionais interessados na temática. As vagas são limitadas.

A formação abordará os diferentes momentos da trajetória de crianças e adolescentes nos serviços de acolhimento, desde a chegada, passando pelo período de convivência, até os processos de desligamento, reintegração familiar, adoção ou transição para a vida adulta. A programação também contempla aspectos relacionados à legislação, construção de vínculos, identidade, pertencimento e impactos emocionais das mudanças vivenciadas ao longo desse percurso.

Segundo Maria da Penha Oliveira, psicóloga e coordenadora do Grupo Aconchego, cada etapa do acolhimento exige atenção específica dos profissionais que acompanham essas crianças e adolescentes. “A chegada, a permanência e a saída do acolhimento são momentos carregados de significados e emoções. Quando as equipes estão preparadas para conduzir esses processos de forma humanizada, conseguimos minimizar impactos, fortalecer vínculos e garantir maior proteção para quem está sendo acolhido”, afirma.

A coordenadora destaca que o cuidado não pode se restringir às necessidades imediatas. “É fundamental compreender que cada criança chega ao acolhimento trazendo uma história, vivências e desafios próprios. Da mesma forma, toda saída também precisa ser construída com planejamento, escuta e respeito, para que essa transição aconteça da maneira mais segura possível”, explica.

Além de promover atualização técnica, a capacitação pretende criar um espaço de troca de experiências entre profissionais que atuam diretamente na garantia de direitos de crianças e adolescentes. A proposta é ampliar o olhar sobre o acolhimento como um processo contínuo de cuidado, proteção e construção de oportunidades.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site do evento.

Inscrições:
Acolhimento em Foco – Entre Chegadas e Partidas

SERVIÇO:

Acolhimento em Foco – Entre Chegadas e Partidas: o cuidado nos ciclos do acolhimento
Data: 26 e 27 de junho de 2026

Local: Quadra 4 Conjunto 6 – Lago Norte – Distrito Federal – Brasil

Hora: das 9h às 17h

Público-alvo: Equipes técnicas, cuidadores e profissionais interessados na temática do acolhimento
Vagas: limitadas
Realização: Grupo Aconchego

Inscrições:https://www.even3.com.br/acolhimento-em-foco-entre-chegadas-e-partidas-o-cuidado-nos-ciclos-do-acolhimento-727590/

Sobre o Grupo Aconchego O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional. 

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

Afeto que acolhe: evento no Eixão do Lazer marca o Dia Mundial do Acolhimento Familiar no DF 

Foto divulgação

Piquenique coletivo reúne famílias acolhedoras e crianças em ação de conscientização sobre a importância do acolhimento familiar 

O Dia Mundial do Acolhimento Familiar será celebrado com uma manhã de convivência, afeto e conscientização no Distrito Federal. No próximo dia 31 de maio, o Grupo Aconchego promove um encontro especial no Eixão do Lazer Norte, em Brasília, das 9h30 até 12h, na altura da 205 Norte, reunindo famílias acolhedoras e crianças e adolescentes acolhidos em uma ação voltada à valorização do Serviço de Família Acolhedora (SFA).

A programação contará com um piquenique coletivo e um ensaio fotográfico das famílias participantes, em um momento pensado para fortalecer vínculos, dar visibilidade à causa e ampliar o diálogo com a sociedade sobre a importância do acolhimento familiar.

Diferente da adoção, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), destinada a crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem por decisão judicial. Durante esse período, eles passam a viver provisoriamente com famílias acolhedoras, recebendo cuidado, proteção e convivência familiar até que possam retornar à família de origem ou serem encaminhados para uma família substituta.

Para a assistente social do Grupo Aconchego, Leidiane dos Santos Costa, ações como essa ajudam a aproximar a população da realidade do acolhimento familiar. “Muitas pessoas ainda não conhecem o serviço ou têm dúvidas sobre como ele funciona. Esses momentos de convivência ajudam a mostrar que acolher é oferecer proteção, escuta e afeto para crianças e adolescentes que estão atravessando situações muito delicadas”, afirma.

A coordenadora do Projeto Família Acolhedora, Juliana Miranda, destaca que o evento também busca sensibilizar novas famílias para a causa. “O acolhimento familiar transforma vidas porque permite que crianças e adolescentes vivam em um ambiente familiar, cercados de cuidado e atenção individualizada. Nosso objetivo é ampliar essa rede de proteção e mostrar que qualquer família disposta a acolher com responsabilidade e afeto pode fazer a diferença”, explica.

A participação é gratuita e aberta ao público. A orientação é que cada família leve sua toalha de piquenique e um lanche para compartilhar.

SERVIÇO:

Dia Mundial do Acolhimento Familiar

Data: 31 de maio de 2026

Horário: Das 9:30h até 12h

Local: Eixão do Lazer Norte (Altura da 205 Norte) – Brasília (DF)

Programação: Piquenique coletivo e ensaio fotográfico das famílias acolhedoras

Realização: Grupo Aconchego

Participação: Gratuita e aberta ao público

Orientação: Levar toalha de piquenique e um lanche para compartilhar 

Sobre o Grupo Aconchego – O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional. 

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

 

Mitos e verdades sobre fogos e estalinhos: veterinária do CEUB explica como proteger cães e gatos

Foto Pexels

Especialista esclarece dúvidas dos tutores e dá dicas para reduzir o medo, a ansiedade e o estresse nas comemorações da Copa do Mundo

Fogos de artifício, rojões e estalinhos são tradição nas festas juninas e nos jogos da Copa, mas também estão entre os principais causadores de medo e estresse em cães e gatos. O aumento dos ruídos pode provocar tremores, tentativas de fuga, mudanças de comportamento e até problemas de saúde.

A médica veterinária e professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Rafaela Barbosa, explica o que é mito e o que é verdade quando o assunto é proteger os pets dos impactos provocados pelos estampidos.

  • Algodão no ouvido ajuda?
    PARCIALMENTE VERDADE. Embora o algodão possa reduzir um pouco a intensidade dos sons, ele não elimina o desconforto causado pelos ruídos e pode até incomodar alguns animais. “O algodão pode abafar parcialmente o barulho, mas não resolve o problema sozinho. O mais importante é oferecer um ambiente seguro e protegido, onde o animal se sinta confortável”, explica Barbosa. A recomendação é manter cães e gatos em ambientes fechados, com portas, janelas e cortinas fechadas para reduzir os estímulos externos.
  • Dar calmantes é uma boa alternativa?
    MITO. Medicamentos, inclusive os considerados naturais, podem provocar efeitos adversos quando administrados sem orientação profissional. “Cada animal possui características e necessidades específicas. Qualquer medicação deve ser prescrita por um médico veterinário após avaliação individual”, alerta a especialista do CEUB.
  • Isolar o animal ajuda a reduzir o medo?
    DEPENDE. Um ambiente tranquilo pode ajudar, mas o isolamento nem sempre é a melhor solução. “O ideal é que o animal tenha acesso a um local seguro e familiar, com a possibilidade de se esconder se desejar. A presença de uma pessoa de confiança também pode trazer mais conforto e segurança”.
  • Música e TV ajudam a mascarar os ruídos?
    VERDADE. Música ambiente, televisão ligada ou até ruído branco podem ajudar a reduzir a percepção dos estampidos. “O objetivo é mascarar parte dos sons externos sem aumentar ainda mais os estímulos. O ideal é que o pet já esteja acostumado a esses sons antes das comemorações”, orienta a médica veterinária.
  • Gatos sofrem menos do que cães com os fogos?
    MITO. Os gatos também são bastante sensíveis aos ruídos, mas costumam demonstrar o estresse de forma diferente. “Enquanto os cães geralmente vocalizam, tremem ou procuram os tutores, os gatos tendem a se esconder, reduzir a alimentação e ficar mais retraídos”, explica Rafaela. Em alguns casos, o estresse pode desencadear alterações urinárias e episódios de cistite idiopática felina.
  • Um susto pode deixar traumas duradouros?
    VERDADE. Experiências negativas envolvendo explosões e estampidos podem gerar fobias e aumentar a sensibilidade dos animais a ruídos futuros. “Alguns pets desenvolvem ansiedade antecipatória e passam a reagir de forma intensa mesmo a sons menos fortes. O medo pode se tornar progressivo se não for acompanhado adequadamente”, destaca a veterinária do CEUB.

DICAS | O que fazer para proteger os pets?
A principal orientação é agir de forma preventiva, preparando o ambiente antes do início das festas ou dos jogos.

Entre os cuidados mais importantes estão:

  • Manter cães e gatos em ambientes seguros e fechados;
  • Disponibilizar esconderijos e locais de refúgio;
  • Utilizar sons ambientes para mascarar os ruídos externos;
  • Evitar medicar os animais sem orientação veterinária;
  • Observar mudanças de comportamento e sinais de sofrimento;
  • Buscar ajuda profissional nos casos de medo intenso ou recorrente.

Além dos cuidados adotados pelos tutores, a docente do CEUB destaca a importância da conscientização sobre os impactos dos fogos e estalinhos na saúde animal. “Nem sempre é possível evitar completamente os ruídos, mas podemos minimizar seus efeitos. O mais importante é respeitar os sinais de medo, oferecer acolhimento e buscar orientação profissional quando necessário”, conclui Rafaela Barbosa. Para animais com histórico de ansiedade ou reações intensas a barulhos, a recomendação é procurar acompanhamento veterinário antes do período de festas e comemorações.

Mitos e verdades sobre fogos e estalinhos: veterinária do CEUB explica como proteger cães e gatos

Foto Pexels

Especialista esclarece dúvidas dos tutores e dá dicas para reduzir o medo, a ansiedade e o estresse nas comemorações da Copa do Mundo

Fogos de artifício, rojões e estalinhos são tradição nas festas juninas e nos jogos da Copa, mas também estão entre os principais causadores de medo e estresse em cães e gatos. O aumento dos ruídos pode provocar tremores, tentativas de fuga, mudanças de comportamento e até problemas de saúde.

A médica veterinária e professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Rafaela Barbosa, explica o que é mito e o que é verdade quando o assunto é proteger os pets dos impactos provocados pelos estampidos.

  • Algodão no ouvido ajuda?
    PARCIALMENTE VERDADE. Embora o algodão possa reduzir um pouco a intensidade dos sons, ele não elimina o desconforto causado pelos ruídos e pode até incomodar alguns animais. “O algodão pode abafar parcialmente o barulho, mas não resolve o problema sozinho. O mais importante é oferecer um ambiente seguro e protegido, onde o animal se sinta confortável”, explica Barbosa. A recomendação é manter cães e gatos em ambientes fechados, com portas, janelas e cortinas fechadas para reduzir os estímulos externos.
  • Dar calmantes é uma boa alternativa?
    MITO. Medicamentos, inclusive os considerados naturais, podem provocar efeitos adversos quando administrados sem orientação profissional. “Cada animal possui características e necessidades específicas. Qualquer medicação deve ser prescrita por um médico veterinário após avaliação individual”, alerta a especialista do CEUB.
  • Isolar o animal ajuda a reduzir o medo?
    DEPENDE. Um ambiente tranquilo pode ajudar, mas o isolamento nem sempre é a melhor solução. “O ideal é que o animal tenha acesso a um local seguro e familiar, com a possibilidade de se esconder se desejar. A presença de uma pessoa de confiança também pode trazer mais conforto e segurança”.
  • Música e TV ajudam a mascarar os ruídos?
    VERDADE. Música ambiente, televisão ligada ou até ruído branco podem ajudar a reduzir a percepção dos estampidos. “O objetivo é mascarar parte dos sons externos sem aumentar ainda mais os estímulos. O ideal é que o pet já esteja acostumado a esses sons antes das comemorações”, orienta a médica veterinária.
  • Gatos sofrem menos do que cães com os fogos?
    MITO. Os gatos também são bastante sensíveis aos ruídos, mas costumam demonstrar o estresse de forma diferente. “Enquanto os cães geralmente vocalizam, tremem ou procuram os tutores, os gatos tendem a se esconder, reduzir a alimentação e ficar mais retraídos”, explica Rafaela. Em alguns casos, o estresse pode desencadear alterações urinárias e episódios de cistite idiopática felina.
  • Um susto pode deixar traumas duradouros?
    VERDADE. Experiências negativas envolvendo explosões e estampidos podem gerar fobias e aumentar a sensibilidade dos animais a ruídos futuros. “Alguns pets desenvolvem ansiedade antecipatória e passam a reagir de forma intensa mesmo a sons menos fortes. O medo pode se tornar progressivo se não for acompanhado adequadamente”, destaca a veterinária do CEUB.

DICAS | O que fazer para proteger os pets?
A principal orientação é agir de forma preventiva, preparando o ambiente antes do início das festas ou dos jogos.

Entre os cuidados mais importantes estão:

  • Manter cães e gatos em ambientes seguros e fechados;
  • Disponibilizar esconderijos e locais de refúgio;
  • Utilizar sons ambientes para mascarar os ruídos externos;
  • Evitar medicar os animais sem orientação veterinária;
  • Observar mudanças de comportamento e sinais de sofrimento;
  • Buscar ajuda profissional nos casos de medo intenso ou recorrente.

Além dos cuidados adotados pelos tutores, a docente do CEUB destaca a importância da conscientização sobre os impactos dos fogos e estalinhos na saúde animal. “Nem sempre é possível evitar completamente os ruídos, mas podemos minimizar seus efeitos. O mais importante é respeitar os sinais de medo, oferecer acolhimento e buscar orientação profissional quando necessário”, conclui Rafaela Barbosa. Para animais com histórico de ansiedade ou reações intensas a barulhos, a recomendação é procurar acompanhamento veterinário antes do período de festas e comemorações.

Como as novas formas de viver estão transformando a arquitetura e o mercado imobiliário

Foto divulgação

A busca por qualidade de vida, bem-estar, integração com a natureza e espaços mais flexíveis vem transformando a forma como as pessoas escolhem morar. As mudanças de comportamento observadas nos últimos anos têm provocado reflexões importantes sobre arquitetura, urbanismo e mercado imobiliário, levando profissionais e empresas a repensarem o conceito de habitar nas cidades contemporâneas.

Com o objetivo de promover esse debate, a Mirante Incorporadora realiza, no próximo dia 20 de junho, em Brasília, o encontro “A Arte de Habitar”, que reunirá dois nomes de destaque da arquitetura contemporânea brasileira, Alan Chu e Eduardo Sainz.

A proposta é discutir temas como habitação contemporânea, comportamento, arquitetura, mercado imobiliário e as novas formas de viver e ocupar os espaços urbanos. O encontro pretende ampliar a reflexão sobre como as transformações sociais têm influenciado projetos, empreendimentos e a própria relação das pessoas com suas casas e com a cidade.

Convidado do evento, Alan Chu é arquiteto e urbanista formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie. Entre 2010 e 2022, integrou a equipe do renomado arquiteto Isay Weinfeld, período em que participou de projetos de relevância internacional no Brasil, Estados Unidos e Europa. Atualmente, comanda seu próprio estúdio de arquitetura em Brasília e é reconhecido por uma produção marcada pela diversidade estética, pela precisão técnica e pela atenção às características de cada projeto e de seus usuários.

A mediação da conversa será conduzida por Eduardo Sainz, arquiteto, investidor imobiliário e sócio fundador da Sainz Arquitetura. Mestre em Tecnologia, Administração e Gerência da Construção, Sainz reúne experiência em arquitetura, construção e desenvolvimento imobiliário, atuando em projetos reconhecidos nacional e internacionalmente e contribuindo para discussões sobre inovação e qualidade na arquitetura contemporânea.

Mais do que uma conversa sobre edifícios e projetos, o encontro propõe uma reflexão sobre os desafios de projetar cidades e moradias capazes de responder às demandas de uma sociedade em constante transformação.

A Arte de Habitar

SERVIÇO

Data: 20 de junho de 2026

9h – Café da manhã
10h – Conversa com Alan Chu e Eduardo Sainz

Local: Casa Mirante
Avenida Parque Águas Claras, Lote 1405
Águas Claras – Brasília (DF)

ENTREVISTADOS DISPONÍVEIS

Alan Chu – arquiteto

Eduardo Sainz – arquiteto e investidor imobiliário

Jamil Lessa Lopes – diretor de Novos Negócios da Mirante Incorporadora

Geraldo Araujo lança obra que propõe o serviço ao outro como propósito no Sebinho Livraria, no dia 13 de junho

Foto divulgação

Vivendo em Brasília há mais de duas décadas, autor reúne psicologia junguiana e experiências pessoais em obra que questiona o individualismo contemporâneo

Em um momento em que mudanças de trajetória ganham cada vez mais espaço no debate profissional, o psicoterapeuta junguiano Geraldo Araujo, radicado em Brasília desde 1998, transforma sua própria virada de carreira em ponto de partida para a escrita de “Vir-a-Ser para Ser-Vir-a: Uma Breve Reflexão sobre a Finalidade do Viver”.

Após 34 anos no Banco do Brasil, o autor migrou de um ambiente corporativo para a prática clínica e, em seu livro de estreia, propõe uma reflexão sobre propósito, sentido e o papel de cada indivíduo para além das lógicas tradicionais de sucesso. O autor lança a obra em Brasília no Sebinho Livraria (SCLN 406 Bloco C – Asa Norte ) no dia 13 de junho, a partir das 17h. 

A obra teve origem de forma despretensiosa, como uma anotação em um aplicativo de notas na virada de 2021 para 2022, mas carrega uma reflexão amadurecida ao longo de décadas. Sua base remonta à infância do autor, marcada por um ensinamento de sua mãe, Dona Ilda: “Quem não vive para servir não serve para viver.” A frase,
guardada na memória, tornou-se o eixo conceitual do livro, articulado com fundamentos da psicologia analítica de Carl Gustav Jung e da psicologia arquetípica de James Hillman. “Só quando este texto insistiu em vir, consegui reparar na grandeza e profundidade desse ‘aforismo psicológico’ dito por uma pessoa que guardava em sua alma uma sabedoria empírica invejável”, afirma Araujo.

Estruturado em duas partes, o livro conduz o leitor de um diagnóstico crítico a uma proposição de caminho. Na primeira, o autor discute as “questões que nos afastam das demandas da alma (psique)”, como a adaptação acrítica às convenções sociais, a ilusão do ego heroico e o antropocentrismo — entendido como a tendência de colocar o ser humano como medida de todas as coisas. Na segunda parte, apresenta um contraponto a esse movimento, explorando ideias como a interconexão entre os seres (“In Lak’ech Ala k’in — Eu sou o outro você”), a noção de anima mundi (alma do mundo) e a existência de um telos, uma finalidade que se manifesta no mistério da vida.

Com linguagem acessível, distante do academicismo, Araujo articula teoria e experiência ao recorrer a cenas de cinema, mitologia grega, letras de Raul Seixas episódios pessoais. Entre eles, relata três acidentes graves dos quais saiu ileso,  eventos que interpreta como parte de uma “trama misteriosa” que escapa à razão. Para o autor, reconhecer essa dimensão é fundamental: “O antropocentrismo é um dificultador de enxergarmos além da subjetividade”, afirma, acrescentando que não temos uma alma, mas sim que “estamos na alma”.

A obra também se configura como gesto de reparação afetiva. “Depois que terminei de escrever, dei-me conta que o livro é um tipo de reparação histórica e afetiva em relação à minha mãe. Não tive a oportunidade de ofertá-lo, em termos de agradecimento, a ela enquanto estava viva, mas agora tento fazer essa reparação”, revela. E conclui: “Reconheço que minha mãe é coautora deste texto, e sou grato por isso. Assim como me deu à luz, ela concedeu também esta obra, de certa forma.”

O prefácio, assinado pela professora e especialista em Jung, Lilian Wurzba, reforça essa dimensão sensível ao comparar a leitura à escuta de histórias enquanto se costura uma colcha de retalhos, na qual “memórias, vivências e cinema” são entrelaçados pelo fio da psicologia junguiana.

Da carreira no banco à escuta da alma

A trajetória de Geraldo Araujo dialoga diretamente com as ideias que propõe. Nascido em Uruguaiana (RS) e criado em Alegrete (RS), construiu carreira de 34 anos no Banco do Brasil, onde ingressou aos 14 anos como Menor Auxiliar de Serviços Gerais e se aposentou em 2014, após atuar na Direção Geral da instituição em Brasília. Paralelamente, aprofundou-se na psicologia analítica até realizar uma transição completa de carreira. Desde 2009, dedica-se à psicoterapia, com atendimentos presenciais e on-line. Sobre essa mudança, comenta sua própria surpresa ao sair de um universo predominantemente racional para escrever “sobre a finalidade do viver, sob o guarda-chuva da teoria de uma psicologia complexa”.

Radicado em Brasília desde 1998, Araujo é psicoterapeuta junguiano, educador e autor estreante. Sua formação inclui pós-graduações em Psicologia Junguiana e em Dependências, Abusos e Compulsões.


Ficha técnica
Título: Vir-a-Ser para Ser-Vir-a: Uma Breve Reflexão sobre a Finalidade do Viver
Autor: Geraldo Araujo
Prefácio: Lilian Wurzba
Edição: 1ª ed. Brasília, DF: Ed. do autor, 2026
ISBN: 978-65-01-61999-6
Contato: http://www.temenos.com.br | @temenospiscoterapia

Clube do Livro: Conjunto Nacional promove encontro literário com debate sobre Orgulho e Preconceito

Divulgação

O shopping Conjunto Nacional segue ampliando sua programação cultural e reforçando o compromisso com experiências que vão além das compras. Como parte das comemorações pelos 55 anos do empreendimento, o Clube do Livro – Leitura em Conjunto realiza uma nova edição no próximo domingo (18), a partir das 15h, no Jardim Urbano.

O livro escolhido para o encontro deste mês é Orgulho e Preconceito, clássico romance da escritora britânica Jane Austen, considerado uma das obras mais importantes da literatura mundial. A proposta do clube é reunir leitores de diferentes idades para compartilhar impressões, interpretações e experiências a partir da leitura da obra.

A iniciativa faz parte da agenda cultural do shopping e busca incentivar o hábito da leitura de forma leve, acessível e participativa, além de fortalecer a comunidade literária do Distrito Federal em um ambiente acolhedor e descontraído.

“Queremos criar momentos de conexão por meio da literatura, aproximando pessoas que gostam de ler e também quem deseja começar esse hábito. O Clube do Livro já se tornou um espaço de troca, convivência e experiências culturais dentro do Conjunto Nacional”, destaca a superintendente do shopping, Renata Salino.

Os encontros do Clube do Livro acontecem mensalmente e são abertos ao público. Para participar, é necessário realizar inscrição gratuita pelo aplicativo oficial do shopping Conjunto Nacional.Serviço
Clube do Livro — Leitura em Conjunto
Livro do mês: Orgulho e Preconceito
Data: 18 de maio (domingo)
Horário: 15h
Local: Jardim Urbano – Shopping Conjunto Nacional
Inscrições gratuitas pelo aplicativo do shopping.  

Ansiedade canina: sinais silenciosos afetam 8 em cada 10 cães

Foto Pexels

Médica veterinária do CEUB explica como identificar mudanças de comportamento que podem indicar sofrimento emocional nos pets

Mais de 84% dos cães apresentam sinais de ansiedade ou medo no cotidiano, revela Estudo da Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências Biomédicas da Texas A&M. Os gatilhos podem ser pessoas e cães desconhecidos, ruídos intensos, objetos estranhos ou mudanças de ambiente. A professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Rafaela Barbosa, alerta que a ansiedade em cães merece atenção dos tutores, já que pode comprometer o bem-estar físico e emocional dos animais.

Segundo a especialista, comportamentos muitas vezes interpretados como “birra” ou mau comportamento podem, na realidade, ser sinais de sofrimento emocional. “Excesso de latidos, latir para a parede, andar em círculos, perseguir e tentar morder o próprio rabo e mudanças repentinas de comportamento, como agressividade inesperada, podem indicar que o animal está estressado”. Entre os sintomas frequentes, estão tremores, choramingos, tentativa de se esconder, postura encolhida e comportamento agitado.

A médica veterinária recomenda investigar possíveis causas das alterações: “A chegada de um novo animal, mudanças bruscas na rotina, excesso de barulho e até vizinhos com muitos animais podem desencadear ansiedade e desconforto emocional”. Sem acompanhamento adequado, quadros de ansiedade podem evoluir a comportamentos agressivos ou compulsivos. “Quando o cão evita contato visual, apresenta tremores, destruição de objetos, comportamento de fuga ou agressividade repentina, é importante buscar ajuda e entender o que está provocando esse estresse”, reforça Rafaela.

Raças mais sensíveis e os impactos nos gatos
Embora não exista uma raça específica mais propensa à ansiedade, algumas costumam demonstrar mais sensibilidade emocional. “Shih-tzu e Spitz Alemão podem ter um apego emocional intenso se comparadas a outras”, explica a médica veterinária. Rafaela destaca que os gatos são ainda mais sensíveis às mudanças: “Na medicina felina, a alteração de hábitos pode desencadear problemas urinários, inclusive casos graves, como obstrução uretral. Por isso, mudanças na rotina dos gatos exigem atenção redobrada”.

Como ajudar os pets em situações estressantes
A professora do CEUB indica manter uma rotina equilibrada, com estímulos físicos e mentais. “Passeios regulares, brincadeiras interativas e enriquecimento ambiental ajudam a reduzir o estresse e proporcionam mais qualidade de vida aos animais”, orienta. Alternar os brinquedos oferecidos aos pets também pode contribuir para manter o interesse e estimular o comportamento saudável. “O ideal é fazer um rodízio dos brinquedos, inserindo novidades para manter o animal entretido”, afirma a docente.

Em situações específicas, como períodos festivos com fogos de artifício, estratégias simples podem ajudar a reduzir o desconforto dos animais. “Diminuir a intensidade dos sons com algodão nos ouvidos, enrolar o pet em uma toalha para transmitir sensação de segurança e manter postura calma e acolhedora ajudam bastante nesses momentos”.

A docente do CEUB reforça ainda que, em casos persistentes ou mais intensos, o ideal é procurar orientação veterinária antes de qualquer intervenção. “Quanto mais cedo o tutor identificar os sinais, maiores são as chances de controlar o problema antes que ele comprometa a saúde e a convivência do animal”, finaliza Rafaela Barbosa.


Esgotamento materno e a pressão pela “maternidade perfeita”

Foto Pexels

Às vésperas do Dia das Mães e em meio à campanha Maio Furta-Cor, um dado chama atenção: 9 em cada 10 brasileiras relatam algum nível de esgotamento mental na maternidade. O cenário acende o alerta para os impactos da sobrecarga emocional e da idealização da “supermãe”. O Centro Universitário de Brasília (CEUB) conta com a professora de Psicologia, Ludymila Santana, que pode comentar, entre outros pontos:

  • Principais sinais de esgotamento emocional e burnout materno
  • Como a pressão social e a busca pela maternidade perfeita afetam a saúde mental
  • Impacto das redes sociais na sensação de inadequação e culpa
  • Consequências da sobrecarga para mães solo ou sem rede de apoio
  • Estratégias práticas para reduzir a sobrecarga e promover bem-estar emocional

‘Parthenope’, de Paolo Sorrentino, estreia no Filmelier+

Foto divulgação

Filme que concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes traz a primeira protagonista mulher na filmografia do cineasta italiano

O filme italiano “Parthenope – Os Amores de Nápoles”, com direção e roteiro do premiado Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”), chega com exclusividade ao Filmelier+ nesta quinta-feira, 7 de maio. No longa, que concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2024 e foi exibido no Brasil no Festival do Rio do mesmo ano, o cineasta retoma dois temas que norteiam várias de suas obras: a juventude e a beleza.

O filme apresenta uma ode visual à cidade Nápoles, terra natal do cineasta e da personagem-título Parthenope – vivida pelas atrizes Celeste Dalla Porta, na juventude, e por Stefania Sandrelli, na fase madura. O elenco conta ainda com o premiado ator Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”), que interpreta o escritor norte-americano John Cheever (1912-1982), conhecido por usar a Itália como cenário de suas histórias. 

A trama acompanha os longos verões de uma mulher fascinante em Nápoles, seus romances e as pessoas memoráveis que encontra pelo caminho. Parthenope, a primeira protagonista mulher da filmografia de Paolo Sorrentino, foi batizada com o nome da sereia da mitologia grega, cultuada como divindade pelos napolitanos da Antiguidade.

Trailer: https://youtu.be/tl3vf4C6kjs?si=SRS3N1amTLF98yh_

Sinopse:

Nascida do mar de Nápoles e batizada com o nome do antigo mito da cidade, uma mulher ferozmente independente atravessa décadas entre amores, perdas e a busca por identidade, tornando-se ao mesmo tempo reflexo e enigma da cidade que ama.

Ficha técnica:

Direção: Paolo Sorrentino

Roteiro: Paolo Sorrentino

Produção: Lorenzo Mieli, Anthony Vaccarello, Paolo Sorrentino e Ardavan Safaee

Direção De Arte: Carmine Guarino

Fotografia: Daria D’antonio

Montagem: Cristiano Travaglioli

Elenco:

Celeste Dalla Porta

Gary Oldman

Stefania Sandrelli

Silvio Orlando

Luisa Ranieri

Peppe Lanzetta

Isabella Ferrari

Sobre o Filmelier+

O Filmelier+ é o streaming da SOFA DGTL, disponível por R$ 14,90 ao mês no Prime Video e Roku. Para melhorar a experiência de quem busca assistir filmes online, a curadoria do canal por assinatura tem o objetivo de reunir joias do cinema mundial, obras que são mais do que entretenimento – são experiências, memórias e conexões. O streaming nasce da experiência de quase 10 anos do Filmelier.com, site especializado no universo do cinema com 3 milhões de usuários únicos mensais na América Latina. Além disso, a marca tem quatro canais FAST (Free Ad-Supported Television): Filmelier TV, Filmelier TV Esperança,  Filmelier TV Paixão e o Filmelier TV Vida Real, disponíveis via Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku e Só Play.

Sobre a SOFA DGTL

A SOFA DGTL é uma agregadora de conteúdo premium que tem como missão conectar histórias a pessoas, ajudando o consumidor a encontrar o conteúdo certo para o seu perfil. Por meio do serviço de recomendação Filmelier.com, com mais de 17 milhões de usuários em 2024, a SOFA DGTL obtém amplo conhecimento da audiência e consegue definir a melhor estratégia para aquisição e monetização de filmes. A empresa comercializa o melhor do cinema em mais de 30 plataformas na América Latina nas modalidades Transacional – TVOD (aluguel e compra), Assinatura –SVOD e por Publicidade – AVOD, com mais de 400 milhões de horas assistidas nesse segmento em 2024.

Rolê Cultural do CCBB Brasília celebra maio com percussão afro-brasileira, oficinas, contações e brincadeiras de rua

Foto divulgação

Programação oferece atividades gratuitas para todas as idades com práticas artísticas, visitas, jogos e música.

Maio chega com a programação do Rolê Cultural do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília que percorre diversas linguagens artísticas: da percussão afro-brasileira às brincadeiras de roda, das contações de histórias para bebês às oficinas de autorretrato e encadernação. A proposta é de encontros que celebram a arte como experiência coletiva, sensível e acessível. A entrada é gratuita, para público de todas as idades. Os ingressos podem ser retirados pelo site bb.com.br/cultura ou presencialmente na bilheteria do CCBB Brasília.

O grande destaque do mês é o Dia de Rolê Folha Seca, no dia 3 de maio, às 16h30, próximo ao Casulo. A apresentação marca o encerramento da exposição Ancestral – Afro-Américas e traz ao CCBB o Instituto Folha Seca, coletivo fundado em 2017 por Marcos Valente e dedicado ao ensino, preservação e difusão da percussão. Reunindo instrumentos como surdo, caixa, repique, tamborim, agogô e xequerê, o grupo faz da prática coletiva uma linguagem viva, em arranjos inspirados em ritmos afro-brasileiros que dialogam com a ancestralidade e o presente.

A programação dedicada à primeira infância é outro destaque. Aos sábados, domingos e feriados, as famílias com bebês de 0 a 3 anos podem participar da Oficina Sensorial para Bebês “Tecido Mágico”, às 10h e 10h30, e da História Contada para Bebês “O Lenço”, às 9h30.  Inspiradas no livro de Patrícia Auerbach e em práticas da primeira infância, as atividades convidam os pequenos a explorar cores, texturas, sons e movimentos, fortalecendo o vínculo afetivo com a leitura e com o brincar compartilhado desde os primeiros anos de vida. Ambas têm duração de 30 minutos e capacidade para 10 crianças acompanhadas de seus responsáveis.

Para crianças, jovens e adultos, as oficinas práticas seguem ao longo do mês. A Oficina Criar, Montar e Brincar, inspirada nos brinquedos do artista uruguaio Joaquín Torres-García, acontece aos sábados, domingos e feriados, às 14h, para crianças a partir de 4 anos e 10 vagas por encontro. A Oficina Retratos de Si propõe um espaço de observação e experimentação sobre a diversidade dos tons de pele, com espelhos, lápis de cor e giz de cera; ocorre de quinta a domingo e feriados, às 17h, para participantes a partir de 8 anos, com 20 vagas. Já a Oficina Costura em Cadernosapresenta técnicas manuais de encadernação e acontece de quarta a domingo e feriados, às 19h, indicada a partir de 14 anos e capacidade para 20 pessoas.

A arte de contar histórias também ganha protagonismo. A atividade História Contadareúne famílias e crianças na área externa do CCBB, próximo ao Casulo, aos sábados, domingos e feriados, às 15h. De 2 a 10 demaio, o público conhece “A Flor Branca”, conto sobre travessia interior, perda e renascimento. De 16 a 31 de maio, é a vez de “A Cidade sem Nome”, inspirada na obra de Joaquín Torres-García, um território poético onde imagens, símbolos e narrativas se entrelaçam, reinventando o modo de ver e imaginar a cidade. Para quem busca uma experiência mais imersiva, a Visita-Espetáculo transforma o percurso pelas galerias em uma caça às obras conduzida por personagens, aos sábados, domingos e feriados, às 16h, para 20 pessoas a partir de 8 anos.

Às sextas e sábados, às 18h, o público pode participar do Rolê no Jogo Coleção de Arte BB, que convida à criação de uma coleção própria a partir de obras de artistas como Oscar Niemeyer, Athos Bulcão e Roberto Burle Marx. E, semanalmente, o Rolê com LIBRAS promove encontros de escuta visual e troca entre pessoas surdas e ouvintes, nos dias 1 e 15/05 às 11h e nos dias 8, 22 e 29/05 às 16h.

Para fechar o mês, no dia 24 de maio, das 14h às 18h, o Dia de Rolê: Brincadeiras de Rua celebra o Dia Mundial do Brincar com amarelinha, pular corda, corre-cotia e outras dinâmicas que reúnem gerações em um grande circuito lúdico nos jardins do CCBB.

Visitas escolares

O Educativo oferece visitas mediadas para grupos escolares, universitários e instituições, mediante agendamento, de terça a sexta-feira. Escolas públicas contam com disponibilidade de transporte gratuito, e os professores recebem previamente material educativo, ampliando a experiência pedagógica. Conduzidas por educadores do Rolê Cultural, as visitas incentivam o diálogo e a troca de saberes, respeitando as especificidades de cada grupo. O agendamento é gratuito e pode ser realizado pela plataforma Mediato Conectaconecta.mediato.art.br.

O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade
A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. 

Horários da van – De quinta a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30. 

Programação completa:

Rolê na Exposição     
Voltada para escolas e grupos, a visita é um convite ao olhar coletivo com escuta, troca e reflexão sobre as obras, os artistas e os conceitos presentes nas exposições. Escolas públicas podem ter transporte gratuito para as visitas.      
Data: Terça a sexta-feira: às 9h, 10h, 14h, 15h e 19h. Sábados, às 9h. Os horários de 9h e 15h são duplos, permitindo agendamento de 88 pessoas.     
Duração: 1h30           
Capacidade: 44 pessoas        
Classificação: Livre                
Ponto de encontro: Sala do Educativo         
Agendamento: conecta.mediato.art.br

Rolê no Teatro e Rolê no Cinema     
Escolas e demais instituições podem agendar um passeio cultural ao teatro e ao cinema acompanhadas de mediadores.       
Data: conforme programação do CCBB. Confira o evento disponível em conecta.mediato.art.br
Duração: 1h    
Capacidade: conforme espaço e evento em cartaz 
Classificação: conforme a classificação de cada evento em cartaz 
Ponto de encontro: Sala do Educativo         
Agendamento e programação: conecta.mediato.art.br

Rolê Territórios e Afetos       
Visita mediada agendada que conecta arte e arquitetura, explorando obras no CCBB e o patrimônio cultural de Brasília e entorno. Ao final, o público participa de um “mapa afetivo e poético” do Plano Piloto e arredores.       
Data: Toda sexta-feira, às 10h          
Duração: 1h30           
Capacidade: 44 pessoas        
Classificação: Livre     
Ponto de encontro: Sala do Educativo         
Agendamento: conecta.mediato.art.br

Rolê Espontâneo       
Aberta ao público e sem necessidade de agendamento, essa atividade acontece de hora em hora e propõe mediações interativas adaptadas às diferentes faixas etárias, promovendo diálogos sensíveis com as exposições em cartaz.      
Data: Terça-feira a domingo, das 10h às 19h (de hora em hora)    
Duração: 1h    
Capacidade: 30 pessoas        
Classificação: Livre                
Ponto de encontro: Sala do Educativo

Rolê no Jogo Coleção de Arte BB      
A atividade convida participantes a montar sua própria coleção a partir de obras da Coleção de Arte do Banco do Brasil com pinturas, esculturas e gravuras de nomes como Niemeyer, Athos Bulcão e Burle Marx. Pelo jogo, estimula-se o olhar estético e a conexão ativa com a arte brasileira.          
Data:
 Sextas e sábados, 18h 
Duração: 1h    
Capacidade: 30 pessoas        
Classificação: Livre                
Ponto de encontro: Sala do Educativo

Rolê com LIBRAS        
Encontros semanais acessíveis que aproximam pessoas surdas e ouvintes por meio da arte e da cultura. A cada edição, uma atividade diferente: visitas, jogos, histórias ou jogos de mesa com intérprete de LIBRAS.         
01/05 – 
Vivência em LIBRAS: na exposição Joaquín Torres Garcia – 150 anos;      
08/05 – 
Vivência em LIBRAS: sinais e jogabilidade de um jogo em LIBRAS;           
15/05 – 
Jogo com LIBRAS: sinais e jogabilidade de um jogo em LIBRAS;    
22/05 – 
Vivência em LIBRAS: na exposição Joaquín Torres Garcia – 150 anos;      

29/05 – Vivência em LIBRAS: Sinais para Contação de Histórias.   
Data: Toda sexta-feira. Dias 01 e 15, às 11h e 22 e 29, às 16h        
Duração: 1h    
Capacidade: 25 pessoas        
Classificação: Livre                
Ponto de encontro: Sala do Educativo         

Sala do Rolê Cultural 
O público encontra dois espaços de diversão e conhecimento: Jogos e Leitura. O Espaço Jogos reúne jogos do mundo todo, incluindo o Jogo Coleção de Arte BB e o Jogo das Heroínas Negras, criação do Educativo. No Espaço Leitura, um ambiente acolhedor com livros infantis e almofadas convida as crianças a ler e imaginar.   
Data: Terça-feira a domingo, das 9h às 20h30         
Classificação: Livre                 
Ponto de encontro: Sala do Educativo

História Contada para Bebês – O Lenço       
A atividade convida famílias a uma experiência sensorial e afetiva com a leitura, a partir do livro O Lenço, de Patrícia Auerbach. A mediação é lúdica e interativa com gestos, sons e materiais para que os bebês vivenciem a literatura com o corpo e os sentidos.
Data:
 Sábados, domingos e feriados, às 9h30          
Duração: 30 minutos 
Capacidade: 10 crianças + acompanhantes 
Classificação: De 0 a 3 anos  
Ponto de encontro: Sala do Educativo

História Contada       
Voltada para famílias e crianças, a atividade convida o público a mergulhar na cultura oral por meio da contação de histórias, com gestos, sons e imagens que despertam a imaginação. Em A Flor Branca, um personagem atravessa perdas e silêncios em uma jornada de transformação, onde a dor se converte em aprendizado. Já A Cidade sem Nome, inspirada em Torres-García, mergulha num universo de símbolos e imagens que reinventam a cidade como um mapa aberto à imaginação.           
Data: Sábados, domingos e feriados, às 15h . A Flor Branca, de 01 a 10. E A Cidade sem Nome, de 16 a 31/05. 
Duração: 40 minutos 
Capacidade: 150 pessoas      
Classificação: Livre                            
Ponto de encontro: Próximo ao Casulo

Visita Espetáculo       
Conduzidos por personagens, os participantes percorrem o CCBB em uma caça às obras que transforma o espaço em cenário de descobertas. Arte, arquitetura e patrimônio se revelam por meio de uma experiência sensível que desperta memórias e afetos.
Data: Sábados, domingos e feriados, às 16h            
Duração: 40 minutos 
Capacidade: 20 pessoas        
Classificação: A partir de 8 anos       
Ponto de encontro: Sala do Educativo         

Oficina Sensorial para Bebês – Tecido Mágico       
Bebês e famílias exploram cores, texturas e movimentos de tecidos em uma experiência narrada e musicada. A proposta estimula os sentidos e a imaginação dos pequenos, enquanto cria um momento de presença e vínculo afetivo entre os participantes. 
Data: Sábados, domingos e feriados, às 10h e 10h30          
Duração: 30 minutos 
Capacidade: 10 crianças + acompanhantes 
Classificação: De 0 a 3 anos  
Ponto de encontro: Sala do Educativo

Oficina Criar, Montar e Brincar        
Inspirada nos brinquedos criados pelo artista uruguaio Joaquín Torres-García, a atividade propõe criar brinquedos autorais com peças geométricas de madeira pintando, combinando e montando estruturas únicas entre arte e brincadeira. Ao final, cada participante leva para casa seu próprio objeto criado.  
Data: Sábados, domingos e feriados, às 14h 
Duração: 1h    
Capacidade: 10 pessoas        
Classificação: A partir de 4 anos       
Ponto de encontro: Sala do Educativo

Oficina Retratos de Si            
Com espelhos, lápis de cor e giz de cera, os participantes exploram os próprios traços e tons de pele para criar um autorretrato. A oficina vai além do desenho, é um convite ao reconhecimento de si e à valorização da diversidade.   
Data: Quinta a domingo e feriados, às 17h  
Duração: 1h    
Capacidade: 20 pessoas        
Classificação: A partir de 8 anos       
Ponto de encontro: Sala do Educativo

Oficina Costura em Cadernos           
A oficina ensina técnicas de costura manual e encadernação para criar cadernos autorais. Uma experiência prática e acessível de exploração de materiais, formatos e acabamentos.
Data: Quarta a domingo e feriados, às 19h  
Duração: 1h    
Capacidade: 20 pessoas        
Classificação: A partir de 14 anos     
Ponto de encontro: Sala do Educativo

Espaço Conexão        
O Espaço Conexão Memórias é uma experiência interativa e lúdica que convida visitantes de todas as idades a exercitar a memória e a criatividade em um ambiente ao ar livre.      
Data: Terça-feira a domingo, das 9h às 19h 
Classificação: Livre                
Ponto de encontro: Próximo ao Casulo

Dia de Rolê: Folha Seca         
Em celebração ao encerramento da exposição Ancestral – Afro-Américas, o Instituto Folha Seca fundado por Marcos Valente, ocupa o CCBB com percussão afro-brasileira, surdos, tamborins e xequerês em arranjos que unem ritmos ancestrais e contemporâneos. Mais que show, é uma celebração de memória, identidade e resistência.
Data: 03 de maio, às 16h30   
Duração: 2h    
Classificação: Livre     
Ponto de encontro: Jardins próximo ao Casulo

Dia de Rolê: Brincadeiras de Rua     
Em celebração ao Dia do Brincar (28/05), a atividade resgata jogos tradicionais como amarelinha, pular corda e corre-cotia para todas as idades. Um convite a se desconectar das telas e reconectar com a cultura popular, o movimento e a memória afetiva.
Data:
 24 de maio, das 14h às 18h     
Duração: 4h    
Classificação: Livre     
Ponto de encontro: Jardins próximo ao Casulo

Serviço:

Rolê Cultural – Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil
Centro Cultural Banco do Brasil – Distrito Federal Endereço: SCES Trecho 2 – Brasília/DF  Tel.: 61 3108-7600Programação completa em ccbb.com.br/brasilia/programacao/role-cultural-educativo-ccbb/
Ingressos: ingressos.ccbb.com.br     
Agendamento para grupos e escolas: conecta.mediato.art.br
Acesso: gratuitoClassificação Indicativa: livre

CCBB Brasília
Aberto de terça a domingo, das 9h às 21h.
SCES Trecho 2 – Brasília/DF
Tel: (61) 3108-7600
E-mail: ccbbdf@bb.com.br
Site/ bb.com.br/cultura 
Instagram/ccbbbrasilia
TikTok/@ccbbcultura 
Youtube/ Bancodobrasil

Genocídio em Ruanda: memória, justiça e o dever de não esquecer

Foto JP Rodrigues

Em abril de 1994, o mundo assistiu a um dos episódios mais brutais da história contemporânea: o genocídio contra os Tutsi em Ruanda. Em apenas cerca de 100 dias, estima-se que mais de 800 mil pessoas foram assassinadas, em sua maioria tutsis, além de hutus moderados que se opunham à violência. O massacre, marcado por extrema crueldade e pela mobilização sistemática de milícias e civis, deixou cicatrizes profundas que ainda ecoam na sociedade ruandesa e na consciência internacional.

O estopim da tragédia foi a queda do avião que transportava o então presidente Juvénal Habyarimana, em 6 de abril de 1994. A partir desse momento, iniciou-se uma campanha organizada de extermínio, impulsionada por discursos de ódio e pela propaganda extremista que incitava a população à violência. O genocídio revelou não apenas a fragilidade das instituições nacionais, mas também a falha da comunidade internacional em agir de forma rápida e eficaz para impedir a escalada dos assassinatos.

Três décadas depois, cerimônias como o Kwibuka — palavra que significa “lembrar” em kinyarwanda — reforçam a importância da memória coletiva e da reflexão. Em discursos oficiais de comemoração, autoridades e representantes diplomáticos destacam a necessidade de honrar as vítimas, apoiar os sobreviventes e reafirmar o compromisso global com a prevenção de genocídios. A lembrança não é apenas um ato simbólico, mas um instrumento essencial para evitar que tragédias semelhantes voltem a ocorrer.

As mensagens apresentadas nesses eventos enfatizam também a importância da reconciliação nacional, processo que transformou Ruanda em um exemplo de reconstrução após o conflito. Por meio de políticas de unidade, justiça restaurativa e desenvolvimento social, o país tem buscado superar as divisões do passado e promover uma identidade nacional baseada na convivência pacífica.

Ainda assim, especialistas alertam que os sinais que antecederam o genocídio — como a desumanização de grupos, a disseminação de desinformação e o enfraquecimento das instituições democráticas — permanecem presentes em diferentes partes do mundo. Por isso, líderes internacionais ressaltam, em seus discursos, a responsabilidade coletiva de identificar e combater essas ameaças desde os primeiros indícios.

O genocídio dos tutsi em Ruanda permanece como um lembrete contundente das consequências do ódio e da indiferença. Ao recordar esse capítulo sombrio da história, a comunidade internacional reafirma um compromisso fundamental: o de que atrocidades dessa magnitude nunca mais sejam permitidas.

Bullying e cyberbullying: sinais de alerta e como prevenir casos entre crianças e adolescentes

Foto Pexel

Especialista do CEUB traz orientações práticas para identificar riscos e criar ambientes mais seguros

No dia 7 de abril, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, o alerta se volta para um problema que ainda atinge milhares de estudantes no Brasil. Um em cada quatro alunos já sofreu algum tipo de violência física ou psicológica no ambiente escolar, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), do IBGE. O cenário se agrava com o cyberbullying, que amplia o alcance das agressões e intensifica os impactos na saúde mental de crianças e adolescentes.

A professora de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Ludymila Borges Santana, destaca a importância de identificar sinais precoces com prevenção dentro de casa e no ambiente escolar.

Segundo a especialista clínica infanto juvenil, mudanças de comportamento devem ser observadas: “Mudanças de comportamento, isolamento e queda no rendimento escolar são sinais importantes de que algo pode não estar bem”. A docente do CEUB reforça que o bullying não é um problema isolado. “Esse é um fenômeno coletivo, que envolve todo o ambiente. Quando não há intervenção, tende a se repetir e a agravar impactos na saúde mental”, alerta, chamando atenção para a responsabilidade da escola e dos responsáveis.

De acordo com a especialista, alguns comportamentos podem indicar que a criança ou o adolescente está sofrendo ou envolvido em situações de violência:

  • Isolamento repentino ou afastamento de amigos.
  • Queda no desempenho escolar.
  • Mudanças de humor, tristeza frequente, apatia, ansiedade ou irritabilidade.
  • Resistência em ir à escola, ou sair com amigos, e ainda a usar redes sociais.
  • Alterações no sono ou apetite.
  • Mudanças bruscas de comportamento.
  • Uso de roupas para esconder o corpo, mesmo em dias quentes.
  • Medos que antes não tinham.

Como prevenir: 5 atitudes práticas para famílias e escolas
Confira as dicas da especialista do CEUB para reduzir casos de bullying e cyberbullying:

  1. Mantenha o diálogo aberto
    “O adolescente precisa se sentir seguro para falar. Escute sem julgamentos e com atenção, crie forma de aproximação.”, orienta. Quando há acolhimento, aumentam as chances de o jovem relatar situações de violência, ou angústias presentes que vivencia no seu dia a dia.
  2. Observe o comportamento no dia a dia
    Pequenas mudanças podem indicar sofrimento emocional e devem ser investigadas com cuidado e diálogo. “Falar sobre empatia, respeito e convivência precisa fazer parte da rotina. A prevenção acontece nas pequenas interações do dia a dia, tanto na família quanto na relação com a escola”, destaca a professora do CEUB.
  3. Escola segura faz a diferença
    A escola tem papel central na prevenção ao bullying. “A escola precisa promover uma cultura de respeito, com espaços de escuta e ações contínuas. Não basta agir só quando o problema aparece, devemos trabalhar com prevenção”, afirma a docente do CEUB.
  4. Acompanhe o uso da internet
    “O cyberbullying não tem pausa. Ele pode acontecer a qualquer momento, o que intensifica o impacto emocional”, alerta a especialista. O aumento de denúncias nas redes sociais evidencia como a exposição digital pode ultrapassar limites e gerar sofrimento psíquico, tornando essencial o acompanhamento ativo dos responsáveis, como previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei de Combate ao Bullying.
  5. Estimule valores como respeito e empatia
    A prevenção também passa pela educação emocional. Ensinar respeito, empatia e responsabilidade nas relações ajuda crianças e adolescentes a desenvolver habilidades sociais e lidar melhor com conflitos. “A convivência cotidiana também é um fator de proteção importante. Estar presente, compartilhar atividades e demonstrar interesse genuíno pela rotina dos filhos fortalece o vínculo e facilita a comunicação”.

De acordo com a especialista do CEUB, criar um ambiente seguro, com escuta ativa e sem julgamentos, contribui para a identificação precoce de sinais de sofrimento. “O reconhecimento de esforços, os elogios e o incentivo à autonomia também fortalecem a autoestima, que é essencial para enfrentar situações adversas”.


2º Congresso da Felicidade de Brasília anuncia palestrantes e amplia diálogo entre educação, gestão pública, espiritualidade e mundo corporativo

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Evento reunirá lideranças do Brasil e do Butão para debater felicidade como estratégia de desenvolvimento humano e social

O 2º Congresso da Felicidade de Brasília, que será realizado no dia 20 de março de 2026, no Museu Nacional da República, confirma os nomes dos palestrantes desta edição e consolida o evento como um dos principais fóruns nacionais dedicados ao debate sobre felicidade, bem-estar e desenvolvimento humano. Após o impacto da primeira edição, o Congresso amplia sua proposta e reúne lideranças do Brasil e do Butão para discutir a felicidade como eixo estratégico de políticas públicas, cultura organizacional, formação educacional e transformação social.
 

O evento, realizado pelo IPCB – Instituto de Produção Socioeducativo e Cultural Brasileiro, com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, acontecerá das 9h às 18h, em celebração ao Dia Internacional da Felicidade, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas através do https://felicidade.inscreva.online/.


Entre os nomes confirmados está Cosete Ramos, consultora da felicidade e idealizadora do Movimento Brasília Capital da Felicidade. Com o tema “Educação para Felicidade”, Cosete abordará o papel da escola e da formação humana na construção de uma sociedade emocionalmente mais saudável e consciente. Para ela, a felicidade deve ser compreendida como valor estruturante da educação contemporânea, capaz de orientar práticas pedagógicas, fortalecer vínculos e preparar crianças e jovens para uma vida com propósito e responsabilidade social. “Ver o Congresso chegar à segunda edição com esse nível de engajamento é uma enorme satisfação. Isso mostra que a felicidade deixou de ser um discurso e passou a ser uma construção coletiva, assumida por educadores, gestores e pela sociedade”, afirma.


A dimensão internacional do evento será reforçada pela presença de Lhatu, diretor executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão. Sua palestra, intitulada “A Felicidade Interna Bruta (FIB) é mais importante do que o Produto Interno Bruto (PIB)”, trará a experiência do país que se tornou referência mundial ao adotar a felicidade como indicador oficial de desenvolvimento. O modelo butanês propõe uma abordagem que integra bem-estar psicológico, sustentabilidade ambiental, cultura e boa governança, ampliando a compreensão tradicional baseada exclusivamente em indicadores econômicos.


O Congresso também trará a perspectiva do mundo empresarial com a participação de Lívia Azevedo, primeira diretora de Felicidade do Brasil. Em sua palestra, “Felicidadecorporativa: a jornada que transforma pessoas e negócios”, Lívia compartilhará experiências práticas sobre como o bem-estar organizacional impacta produtividade, engajamento e cultura empresarial. Em um contexto em que saúde mental e clima organizacional ganham centralidade nas estratégias de negócios, sua participação amplia o diálogo entre desenvolvimento humano e performance institucional.


A dimensão técnica e científica da programação será representada por Manoel Clementino Barros Neto, diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). Ele apresentará os resultados da pesquisa inédita “Felicidade no Distrito Federal: fatores associados e implicações para políticas públicas”, estudo que analisa dados objetivos e subjetivos sobre qualidade de vida e percepção de bem-estar da população do DF. A apresentação marca um passo importante na consolidação da felicidade como indicador relevante para formulação de políticas públicas baseadas em evidências.


Completando o quadro de palestrantes, o Bispo JB Carvalho, autor de 22 livros, incluindo o best-seller Metanoia, teólogo e conferencista, levará ao Congresso uma reflexão que conecta espiritualidade, consciência e transformação interior. Reconhecido por sua atuação na formação de lideranças e no estímulo à renovação do pensamento como instrumento de mudança de realidades, o Bispo abordará o tema: Espiritualidade e Felicidade.
 

Para o presidente do IPCB, Jorge Luiz, a consolidação do Congresso demonstra maturidade institucional e reconhecimento público da pauta. “É uma grande satisfação ver o Congresso crescer e reunir vozes tão diversas em torno de um propósito comum. A felicidade hoje é um tema estratégico e necessário, e Brasília assume um papel de protagonismo ao abrir esse espaço qualificado de diálogo”, destaca.
 

Serviço: 

2º Congresso da Felicidade de Brasília
Quando: 20 de março de 2026, das 9h às 18h
Onde: Museu Nacional da República – Brasília
Ingressos: gratuito
Inscrições: Link
Mais informações: @congressodafelicidadebsb

Prefeitura de Pirenópolis promove ação “Feminicídio Zero” e convoca comunidade para o enfrentamento à violência contra a mulher

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Mobilização será realizada no dia 24 de março, às 19h, em frente à Igreja Matriz, com atividades de conscientização para fortalecer a rede de proteção às mulheres

A Prefeitura de Pirenópolis realiza, no dia 24 de março, às 19h, uma mobilização pública de conscientização e enfrentamento ao feminicídio. O encontro será realizado em frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário e reunirá moradores, autoridades e representantes da rede de proteção em um momento de reflexão, informação e compromisso coletivo com a defesa da vida das mulheres.

A ação integra a campanha “Feminicídio Zero – nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”, que busca mobilizar a sociedade para reconhecer, prevenir e denunciar situações de violência.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o debate público sobre o tema, incentivar a denúncia e fortalecer a rede de apoio às mulheres no município.

A mobilização é promovida pela Secretaria de Saúde, Assistência Social, Esporte e Lazer (SISAE) e está alinhada às políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher previstas na Lei Maria da Penha, além das orientações do Ministério da Saúde, que incentivam ações comunitárias de informação, prevenção e fortalecimento da rede de proteção.

A secretária de Economia, Gestão e Planejamento do município de Pirenópolis, Escolástica Menezes, destaca que o enfrentamento ao feminicídio depende do envolvimento de toda a sociedade.

“A violência contra a mulher muitas vezes começa de forma silenciosa e evolui progressivamente. Por isso, é fundamental que familiares, vizinhos e toda a sociedade estejam atentos e dispostos a agir para proteger as vítimas e romper o ciclo da violência”, afirma.

A mobilização convida toda a população a assumir uma postura ativa na defesa das mulheres e na construção de uma cultura baseada no respeito, na igualdade e na proteção à vida.

Em situações de violência contra a mulher, a orientação é buscar ajuda e realizar denúncia por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, canal nacional que funciona 24 horas por dia.

A Prefeitura de Pirenópolis convida moradores e visitantes a participarem da mobilização, reforçando que a proteção das mulheres é um compromisso coletivo de toda a sociedade.

Serviço:

Mobilização Feminicídio Zero
Local: Frente da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário
Data: 24 de março
Horário: 19h

“Ciúme é estratégia de controle”, alerta especialistas sobre violência doméstica contra a mulher

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Doutora em Psicologia do CEUB analisa raízes emocionais e sociais das relações abusivas, diante do recorde de feminicídios no Brasil

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o debate sobre violência de gênero ganha ainda mais urgência. O Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio em 2025, média de quatro mulheres mortas por dia em contexto de violência doméstica ou familiar. Outras 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência no último ano. No cenário global, dados da ONU indicam que, em 2024, 50 mil mulheres e meninas foram mortas por parceiros ou familiares, uma morte a cada 10 minutos.

Para Flávia Timm, doutora em Psicologia e professora do Centro Universitário de Brasília (CEUB), enfrentar a violência contra a mulher exige mais do que indignação pública: não é aceitável que a vida feminina esteja em risco dentro de casa. “Vivemos um genocídio de mulheres. Os mitos do amor romântico e as normas de gênero que objetificam a mulher precisam ser questionados, pois sustentam e naturalizam comportamentos abusivos.

Idealizado como solução para a solidão e promessa de felicidade, o amor romântico muitas vezes perpetua relações abusivas. A violência não é um problema individual, mas político, estruturado no sistema patriarcal e capitalista”, afirma.

Confira a entrevista na íntegra:

A violência costuma começar de forma sutil? Quais são os primeiros sinais de alerta?

FT: A violência não ocorre de forma sutil, mas de forma programada, no que chamamos de microviolências. O autor prepara a vítima para as agressões, produzindo constrangimentos, medo e até receio das alterações de humor do companheiro.

Inicialmente, começa com violência psicológica, um tipo de violência silenciosa, pois se esconde atrás da naturalização: atitudes hostis passam despercebidas. A violência psicológica busca desestabilizar ou ferir a mulher e já se apresenta como uma forma de recusa à alteridade. Esse tipo de violência ocorre quando o homem, ou autor da violência doméstica, nega o outro e o considera objeto de sua satisfação pessoal.

Quando esse tipo de abuso ocorre, é comum o autor justificar suas ações, derrapagens ou excessos com ciúmes, estresse, história de vida pregressa ou traumas familiares. E as mulheres tendem a acreditar que a pessoa não sabe se expressar ou que traumas anteriores afetam sua comunicação e suas relações. Porém, essa naturalização prepara o terreno para a intensificação das agressões. O processo envolve controle, isolamento da vítima, que deixa de se relacionar com família e amigos para evitar críticas, assédio (discussões infindáveis, extorsão de confissões injustificadas e irreais), aviltamento (com o propósito de atingir a autoestima), humilhações e indiferença.

Por que ainda se confunde ciúme com prova de amor e quando ele se torna controle?

FT: O ciúme foi naturalizado como reação frente ao objeto amoroso escolhido, como se revelasse que o amor existe. Essa naturalização foi incorporada aos costumes e práticas sociais. Está estruturada no mito do amor romântico, baseado na crença de que “amor é possessividade e exclusividade”. Dentro dessa lógica, o ciúme é interpretado como sinal do valor do parceiro e do medo de perdê-lo, sendo validado como expressão legítima e até desejável, do afeto. O ciúme não se torna controle; ele é uma estratégia de controle desde o início. A questão é que só é percebido como tal quando a sensação de sufocamento e a perda da liberdade se tornam insuportáveis para a vítima.

A dificuldade masculina de lidar com emoções e frustrações pode contribuir para comportamentos agressivos?

FT: Sim, a dificuldade masculina em lidar com emoções e frustrações é um fator que contribui para comportamentos agressivos. A antropóloga Rita Laura Segato conceitua o “mandato de masculinidade” como uma pressão social e cultural que obriga os homens a demonstrarem virilidade constantemente perante outros homens e a sociedade.

Esse mandato impõe um roteiro de comportamentos que reprime a expressão de sentimentos considerados “femininos”, como vulnerabilidade, medo e tristeza, ao mesmo tempo em que valoriza força, dominação e agressividade como provas de masculinidade.

Os grupos de reeducação de autores de violência trabalham exatamente nessa perspectiva, promovendo responsabilização a partir da desconstrução de estereótipos de gênero, conforme assegura a Lei Maria da Penha.

Por que é tão difícil romper o ciclo da violência?

FT: Romper com a violência doméstica é um processo complexo, pois envolve múltiplos fatores: econômicos, sociais, políticos, religiosos, culturais e individuais. Não existe regra única ou protocolo unificado. As experiências são singulares, e cada vítima vive uma realidade distinta que precisa ser respeitada. Algumas mães mantêm o relacionamento abusivo para não afetar os filhos. Outras acreditam que as condições financeiras influenciam o comportamento do companheiro e que o estresse vai mudar. Tem ainda quem aposte que o amor conseguirá transformar comportamentos hostis.

Não é fácil viver um relacionamento abusivo, nem rompê-lo. São muitas desconstruções necessárias: desde a idealização do amor romântico até a problematização dos modos de vida normalizadores que a sociedade e a cultura capitalista impõem. Romper com padrões repressivos de liberdade exige persistência crítica, disposição para repensar normas, rever preconceitos e estereótipos, ampliar diálogos, enfim, menos repetições que sequestram nossa potência de afirmar uma vida verdadeiramente livre.

Sair do ciclo também demanda decisões judiciais justas, acolhimento policial adequado e uma rede de apoio social que compreenda o caráter político da violência de gênero. A decisão individual sem uma estrutura institucional e social que as proteja e acolha pode se transformar em um perigo para as mulheres e seus filhos.

Quais orientações você daria para quem suspeita estar vivendo relação abusiva?

1. Confie na sua percepção: Se algo parece errado, provavelmente está. Não minimize seus sentimentos nem as atitudes do(a) parceiro(a). O desconforto é o organizá-la e percebê-la com mais clareza, quebrando o segredo que alimenta o primeiro sinal de que seus limites estão sendo violados.

2. Converse com alguém de confiança: Fale com amigos, familiares ou procure um profissional (psicólogo, assistente social). Externalizar a situação ajuda a

3. Informe-se sobre o ciclo da violência: Compreender as fases (aumento da tensão, explosão e “lua de mel”) ajuda a identificar o padrão e desmistificar a ideia de que “foi só um episódio isolado”

4. Busque ajuda especializada: Procure Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CEAM), o programa Direitos Delas (Secretaria de Justiça), delegacias da mulher e organizações não governamentais, como o Instituto Umanizzare e a

Casa IEDA, em Brasília, que oferecem apoio psicológico, social e jurídico. O número 180 (Central de Atendimento à Mulher) é um canal fundamental de escuta e orientação.

5. Planeje sua segurança: Organize um plano de proteção, compartilhe a situação com pessoas da sua rede, acione os órgãos de segurança pública e o Judiciário, solicite medida protetiva com base na Lei Maria da Penha. A maior segurança é não estar sozinha. Busque ajuda e amplie sua rede junto às instituições que acolhem, orientam e fortalecem os direitos das mulheres. Viver sem violência é um direito!

Brasília confirma 2º Congresso da Felicidade para 20 de março com liderança do Butão como principal palestrante

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Evento celebra o Dia Internacional da Felicidade e traz Lhatu, diretor executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão, referência mundial em políticas públicas de bem-estar

Brasília sediará, no dia 20 de março, o 2º Congresso da Felicidade, consolidando a capital federal como um dos principais polos nacionais de debate sobre felicidade, bem-estar e desenvolvimento humano. O evento, realizado pelo IPCB – Instituto de Produção Socioeducativo e Cultural Brasileiro, com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, acontece no Museu Nacional da República, das 9h às 18h, em celebração ao Dia Internacional da Felicidade, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas através do https://felicidade.inscreva.online/.

Após o sucesso do primeiro encontro, este segundo Congresso marca um novo capítulo do movimento “Brasília Capital da Felicidade”, ampliando o diálogo entre ciência, educação, políticas públicas, cultura e sociedade. “O 2º Congresso da Felicidade consolida Brasília como um território de inovação social. Estamos falando de um encontro em torno de uma pauta que hoje é central no mundo: colocar o bem-estar no centro das decisões”, pontua o gestor do IPCB Jorge Luiz.

Para a professora e pioneira Cosete Ramos, incentivadora e consultora da felicidade do Congresso, o projeto nasce da própria essência da capital federal. “Brasília sempre foi chamada de capital da esperança por Juscelino Kubitschek. Hoje, nós dizemos que Brasília é a capital da felicidade. Esse sonho começou lá atrás, no coração de quem estava aqui em 21 de abril de 1960, e hoje envolve toda a sociedade”, afirma.

Um dos grandes destaques desta edição será a apresentação oficial do resultado da pesquisa “Felicidade no Distrito Federal: fatores associados e implicações para políticas públicas”, desenvolvida pelo IPEDF, órgão oficial do Governo do Distrito Federal. 

“A felicidade hoje é a maior pauta do mundo. É uma temática internacional, liderada pela ONU, que todos os anos, no dia 20 de março, divulga o ranking dos países mais felizes do planeta. E nós vamos apresentar esses dados durante o Congresso”, destaca Cosete.

Para embasar o desenvolvimento da pesquisa, Cosete realizou missão de estudos no Butão, referência mundial em políticas de Felicidade Interna Bruta, acompanhada pelos diretores do Movimento, Eduardo Ruy Ramos Jobim e Ângela Martins. A experiência contribuiu diretamente para a construção da metodologia aplicada pelo IPEDF.

Presença de peso no evento

Outro grande destaque desta edição é a presença de Lhatu, diretor executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão (GNH Centre Bhutan), uma das maiores referências internacionais na aplicação prática do conceito de felicidade como política pública.

Com uma trajetória marcada pela atuação no serviço público, em organismos internacionais e no setor privado, Lhatu é um dos principais líderes globais na difusão do modelo de Felicidade Interna Bruta (FIB), filosofia que orienta o desenvolvimento do Butão e inspira governos ao redor do mundo. Ex-parlamentar por dois mandatos, ele liderou políticas nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário.

Ao longo da carreira, também atuou no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e em projetos de agroindústria sustentável, geração de renda e preservação ambiental.

“Atualmente, à frente do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão, Lhatu ajuda a mostrar ao mundo que o desenvolvimento precisa colocar o bem-estar das pessoas no centro das decisões”, reforça Cosete.

Segundo a professora, o movimento em Brasília já ultrapassou os limites de um evento. “Essa não é uma pauta que chega em Brasília, é uma pauta que envolve o mundo inteiro. Ela foi acolhida pela sociedade civil, pelo governo, pelos empresários e pelas escolas. Fizemos inclusive concursos com crianças sobre o que é uma escola da felicidade, sobre o que elas sonham. É um movimento coletivo”, ressalta.

O 2º Congresso da Felicidade de Brasília reunirá especialistas, pesquisadores, educadores, gestores públicos e lideranças institucionais para refletir sobre caminhos inovadores de desenvolvimento humano, reafirmando a felicidade como um eixo estratégico das políticas públicas contemporâneas. Os participantes receberão certificado ao final do encontro.

“Mais do que um evento, o Congresso é um convite à reflexão, ao pertencimento e à construção de uma cidade e de um país onde viver bem seja prioridade”, conclui a consultora do evento Cosete Ramos.

Serviço: 

2º Congresso da Felicidade de Brasília
Quando: 20 de março de 2026, das 9h às 18h
Onde: Museu Nacional da República – Brasília
Ingressos: gratuito
Inscrições: Link
Mais informações: @congressodafelicidadebsb