Categoria: Comportamento, Psicologia

Proativa Comunicação celebra 25 anos de história, credibilidade e compromisso com a comunicação estratégica

Flavio Resende

Agência brasiliense sob o comando do jornalista Flávio Resende consolida-se como uma das empresas de comunicação mais tradicionais da cidade, com larga experiência no atendimento a entidades de classe, além de projetos e negócios sociais

A Proativa Comunicação completa 25 anos de atuação, consolidando uma trajetória dedicada à comunicação estratégica, ao relacionamento com a imprensa e à construção de reputação para empresas, entidades e instituições. Ao longo de sua história, a agência acompanhou as transformações do mercado da comunicação, adaptando estratégias, incorporando novas ferramentas e mantendo o compromisso com a informação de qualidade, a credibilidade e os resultados.

A marca de 25 anos representa não apenas a longevidade de uma empresa, mas também a capacidade de evoluir em um ambiente de constantes mudanças. Em um cenário marcado pela velocidade da informação, pela transformação digital e pela multiplicidade de canais, a comunicação tornou-se cada vez mais estratégica para organizações que desejam fortalecer sua imagem, ampliar sua presença pública e estabelecer conexões consistentes com seus públicos de interesse.

Para o diretor executivo da Proativa Comunicação, Flávio Resende, a comemoração é um momento de reconhecer o caminho percorrido e reafirmar o compromisso com o futuro.“Completar 25 anos é motivo de orgulho e, sobretudo, de gratidão. Construir uma trajetória consistente na comunicação exige credibilidade, responsabilidade, capacidade de adaptação e, principalmente, confiança. Ao longo desses anos, tivemos a oportunidade de contribuir para histórias, projetos e iniciativas de diferentes organizações, sempre acreditando que a comunicação vai muito além de divulgar informações: ela ajuda a construir reputações, aproximar pessoas e dar visibilidade a ideias que fazem a diferença”, afirma Flávio Resende.

Comunicação que acompanha as transformações

A história da Proativa Comunicação se insere em um período de profundas mudanças na forma como empresas, instituições e sociedade se relacionam com a informação. Se, há 25 anos, a assessoria de imprensa tinha nos veículos tradicionais seu principal eixo de atuação, hoje a comunicação demanda uma visão integrada, capaz de articular diferentes plataformas, linguagens e estratégias.

Nesse contexto, o trabalho de comunicação exige planejamento, conhecimento dos públicos, agilidade na apuração e na resposta, além de uma compreensão cada vez mais ampla dos desafios relacionados à imagem e à reputação.

“Os meios mudaram, a tecnologia transformou a maneira de produzir e consumir informação, mas a essência da boa comunicação permanece: credibilidade, clareza, estratégia e relacionamento. O desafio é acompanhar essas transformações sem perder de vista os princípios que sustentam uma comunicação responsável e relevante”, destaca o diretor executivo.

Olhar para o futuro

Ao celebrar seu jubileu de prata, a Proativa Comunicação reafirma a importância de uma atuação pautada pela confiança, pela inovação e pelo compromisso com os resultados de seus clientes e parceiros.

A data também convida à reflexão sobre o papel da comunicação em uma sociedade cada vez mais conectada, na qual a reputação se tornou um ativo fundamental e a qualidade da informação é indispensável para a construção de relações duradouras.

“Esses 25 anos são parte de uma história construída por pessoas, clientes, parceiros e profissionais que acreditaram no nosso trabalho. Celebrar essa trajetória significa reconhecer tudo o que vivemos, valorizar as relações que construímos e seguir adiante com disposição para aprender, inovar e fazer ainda melhor. Temos muito orgulho do caminho percorrido e entusiasmo pelos próximos capítulos”, conclui Flávio Resende.

Com 25 anos de história, a Proativa Comunicação celebra o legado construído e renova seu compromisso com uma comunicação estratégica, consistente e conectada aos desafios do presente e às oportunidades do futuro.

Sobre a Proativa Comunicação – Em 2001, surgiu no mercado a Proativa, agência que tem como principal meta construir e fortalecer a imagem das organizações, posicionando-as de forma diferenciada nos meios, e estabelecer uma relação pedagógica com o cliente a fim de que ele incorpore a Cultura de Comunicação. Todos os seus serviços são realizados por meio de uma equipe qualificada de profissionais, com ampla experiência e plenamente habilitados para tomar decisões, sugerir ações proativas e planejar boas estratégias de comunicação. 

Com 25 anos de atuação, a empresa apresenta-se repaginada, com nova identidade, novos serviços e novos colaboradores, trazendo o lema “25 anos olhando para frente”. Entre os seus serviços estão: Assessoria de Comunicação e Imprensa, Publicidade e Propaganda, Revisão de Textos, Editoração Eletrônica, Media Coaching, Fotografia, Criação e Manutenção de Páginas na Web e Gerenciamento de Crises, RP Digital e Análise de Mídia. 

Aconchego abre 4ª turma de capacitação sobre acolhimento familiar

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Formação começa em outubro e combina palestra online e cinco encontros presenciais de capacitação para preparar interessados em conhecer o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora

O Grupo Aconchego inicia, no dia 19 de outubro, a 4ª turma da capacitação do Família Acolhedora, com uma palestra de abertura online, às 19h, pelo Google Meet. A formação é voltada a pessoas interessadas em conhecer mais sobre o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora e compreender os aspectos envolvidos na proteção de crianças e adolescentes que precisam ser temporariamente afastados de suas famílias de origem.

A programação foi estruturada para combinar conteúdo teórico e momentos de troca e aprofundamento. Além do primeiro encontro on-line, a turma terá cinco encontros presenciais, realizados nos dias 24 de outubro e 4, 7, 14 e 18 de novembro. A proposta da capacitação de famílias acolhedoras é preparar e capacitar famílias interessadas em integrar ao serviço, oferecendo informações essenciais sobre o funcionamento do acolhimento, os desafios cotidianos e as responsabilidades envolvidas no cuidado de crianças e adolescentes acolhidos. 

Para Juliana Miranda, a formação é uma etapa importante para que o interesse pelo acolhimento seja acompanhado de informação e preparo. “O acolhimento familiar envolve muito mais do que a vontade de ajudar. É preciso compreender o funcionamento do serviço, os direitos da criança e do adolescente, o caráter temporário do acolhimento e os desafios que podem surgir ao longo dessa experiência”, explica.

O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora é uma medida de proteção destinada a crianças e adolescentes afastados temporariamente de suas famílias de origem por determinação judicial. Diferentemente da adoção, o acolhimento não estabelece um vínculo familiar permanente. As famílias acolhedoras passam por seleção, preparação e acompanhamento para oferecer cuidado e proteção durante o período em que a criança ou o adolescente permanece afastado de sua família.

A capacitação também busca ampliar o conhecimento sobre o papel das famílias acolhedoras e contribuir para que os participantes compreendam que o cuidado envolve aspectos emocionais, sociais e familiares. Durante o processo, a família acolhedora precisa estar preparada para lidar com diferentes histórias, respeitar a trajetória da criança ou adolescente e compreender que o objetivo do serviço é garantir proteção enquanto são avaliadas as possibilidades de reintegração familiar ou, quando isso não for possível, de encaminhamento para uma família por adoção.

A palestra de abertura será conduzida por Leidiane, assistente social e técnica do SFA e marca o início de uma formação que pretende aproximar novos participantes da realidade do acolhimento familiar. Ao longo dos encontros, a proposta é criar um espaço para informação, reflexão e troca sobre os desafios da proteção de crianças e adolescentes e sobre a importância de uma rede preparada para garantir seus direitos.

Serviço: 

Capacitação Família Acolhedora – Turma 4Palestra de abertura: 19 de outubro, às 19hFormato: on-line, via Google Meethttps://meet.google.com/geu-eawg-cjt?utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio&fbclid=PAcGRvZgJleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA85MzY2MTk3NDMzOTI0NTkAAaeXoe8u1OGdUbp-wbiAb9z-72X4ZmGTNO8higXNWujPKIPIaIWMj3JygCQ1GQ_aem_-UFlaocWRfhak_gPsp8v9A Encontros presenciais: 24/10, 04/11, 07/11, 14/11 e 18/11

Sobre o Grupo Aconchego – O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional. 

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

Adoção não começa no fórum: preparação da família é fundamental para construir novos vínculos

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Informação, preparo emocional e acompanhamento ajudam famílias a compreenderem os desafios da parentalidade adotiva e do acolhimento familiar 

Muitas pessoas imaginam que o processo de adoção começa quando os pretendentes procuram a Justiça para dar entrada na habilitação. Na prática, a preparação para receber uma criança começa muito antes. Refletir sobre as próprias expectativas, compreender a realidade da adoção e estar disposto a construir vínculos respeitando a história e o tempo da criança são etapas fundamentais para quem deseja adotar.

No caso do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, a preparação também é essencial, mas o objetivo é diferente. Trata-se de um serviço da política de assistência social que oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem por medida de proteção. A família acolhedora não assume a função de família adotiva. Durante o período de acolhimento, a rede de proteção trabalha para que a criança possa retornar à família de origem ou extensa, sempre que isso for possível.

Tanto na adoção quanto no acolhimento familiar, informação e preparo são fundamentais para que os adultos compreendam as particularidades de cada processo e estejam preparados para lidar com as diferentes experiências trazidas pelas crianças e adolescentes.

Para Juliana Miranda, coordenadora do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora do Grupo Aconchego, a preparação permite que as famílias compreendam seu papel e reflitam sobre as expectativas que levam para esses processos. “A preparação permite que a família olhe para suas próprias expectativas e compreenda que a criança que chega já tem uma história. No acolhimento, existe ainda a particularidade de saber que essa convivência é temporária e que o objetivo do serviço é garantir proteção enquanto a situação familiar é trabalhada. É preciso estar preparado para acolher, cuidar e também compreender o momento da despedida”, afirma. 

Um dos principais pontos trabalhados durante a preparação é justamente a diferença entre expectativa e realidade. Muitas famílias chegam ao processo imaginando como será a criança, como acontecerá a adaptação e como o vínculo será estabelecido. Quando a realidade não corresponde ao que foi idealizado, podem surgir frustrações e dificuldades na convivência.

Na adoção, compreender os diferentes perfis de crianças e adolescentes disponíveis também faz parte da preparação. Adoção tardia, grupos de irmãos e crianças com necessidades específicas, por exemplo, exigem que os pretendentes reflitam sobre suas possibilidades reais e sobre os desafios que estão dispostos a enfrentar.

Já no acolhimento familiar, um dos principais desafios é compreender que o vínculo construído não significa necessariamente a permanência da criança naquela família. O acolhimento é temporário e pode terminar com a reintegração à família de origem ou extensa ou, quando essa possibilidade é descartada, com outra medida de proteção, como a adoção. “No acolhimento familiar, a família precisa compreender que ela vai exercer uma função de cuidado por um período determinado. Isso não diminui a importância do vínculo construído. Pelo contrário, oferecer uma experiência de cuidado, segurança e pertencimento durante esse período pode ser muito significativo para a trajetória daquela criança”, explica Juliana.

Outro aspecto fundamental é entender que o vínculo não acontece necessariamente de forma imediata. A construção da relação entre adultos e crianças pode levar tempo e envolve diferentes etapas de adaptação. Para crianças que passaram por situações de violência, negligência ou rompimento de vínculos, estabelecer confiança com novos cuidadores pode ser especialmente desafiador.

Nesse processo, os grupos de apoio e o acompanhamento das equipes técnicas funcionam como importantes espaços de orientação. As famílias podem compartilhar dúvidas, compreender comportamentos, elaborar expectativas e buscar estratégias para lidar com situações que surgem durante a convivência.

A preparação também deve envolver a família extensa. Avós, tios, irmãos e outras pessoas próximas precisam compreender o papel que a família está assumindo e respeitar a história da criança, evitando comentários ou comportamentos que possam gerar confusão, preconceito ou sofrimento.

Para Juliana, estar preparado não significa ter todas as respostas, mas estar disposto a aprender e buscar apoio ao longo do processo.”Não existe uma família que esteja completamente pronta para tudo o que vai acontecer. O que existe é a possibilidade de se preparar, buscar informação, reconhecer as próprias inseguranças e entender que será necessário aprender ao longo da convivência. No acolhimento e na adoção, informação e acompanhamento ajudam a transformar expectativas em uma experiência mais consciente e responsável”, conclui. 

Ao colocar a preparação no centro do debate, adoção e acolhimento familiar deixam de ser vistos apenas como decisões individuais ou gestos de solidariedade e passam a ser compreendidos como processos que envolvem responsabilidades, direitos e acompanhamento. Para o Aconchego, preparar as famílias também é uma forma de proteger crianças e adolescentes, garantindo que sejam acolhidos por adultos conscientes de seu papel e capazes de respeitar suas histórias, necessidades e tempos.

Sobre o Grupo Aconchego – O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional. 

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

Por que ainda culpamos apenas as mães? O apagamento da figura paterna na proteção da infância 

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Sobrecarga materna e ausência paterna ainda marcam a realidade de muitas famílias e levantam o debate sobre a co responsabilidade na criação e proteção de crianças e adolescentes

Quando uma criança ou adolescente enfrenta uma situação de negligência, vulnerabilidade ou violação de direitos, é comum que a responsabilidade recaia principalmente sobre a mãe. A cobrança sobre quem deveria estar cuidando, educando e protegendo os filhos frequentemente desconsidera a participação ou a ausência da figura paterna, reforçando uma lógica em que a responsabilidade pelo desenvolvimento das crianças é atribuída quase exclusivamente às mulheres.

Essa realidade também aparece no cotidiano da rede de proteção à infância. Muitas mães chegam aos serviços públicos carregando sozinhas a responsabilidade pelos cuidados, enquanto a participação dos pais é limitada ou inexistente. A situação pode se tornar ainda mais complexa quando a mulher também enfrenta dificuldades financeiras, falta de rede de apoio ou outras situações de vulnerabilidade.

Para Maria da Penha de Oliveira, psicóloga e coordenadora do Grupo Aconchego, é necessário questionar a ideia de que o cuidado com os filhos é uma responsabilidade naturalmente atribuída às mulheres. “Ainda existe uma expectativa social muito forte de que a mãe seja a principal responsável por tudo que acontece com a criança. Quando alguma dificuldade aparece, é comum que ela seja imediatamente questionada sobre o que fez ou deixou de fazer, enquanto a participação do pai muitas vezes sequer entra na discussão. Precisamos compreender que cuidar e proteger uma criança é uma responsabilidade compartilhada”, afirma.

A responsabilização exclusiva das mães também pode dificultar a compreensão das causas que levam uma família a uma situação de vulnerabilidade. Em vez de analisar as condições sociais e familiares de forma ampla, existe o risco de individualizar o problema e transformar a mãe na única responsável pela situação vivenciada pela criança.

Nesse contexto, discutir a corresponsabilidade parental significa reconhecer que pais e mães possuem responsabilidades na criação, proteção e educação dos filhos. A participação paterna não se limita ao sustento financeiro e envolve também presença, cuidado, acompanhamento escolar, atenção às necessidades emocionais e participação nas decisões relacionadas à vida da criança.

“A presença paterna precisa ser entendida para além da questão financeira. Ser pai também significa participar da rotina, acompanhar o desenvolvimento, estabelecer vínculos e estar disponível emocionalmente. Quando essa participação não acontece, toda a estrutura de cuidado pode ficar concentrada sobre uma única pessoa”, explica Maria da Penha.

A questão ganha ainda mais relevância nos casos acompanhados pela rede de proteção. Quando uma criança precisa ser afastada temporariamente de sua família, por exemplo, a avaliação da situação familiar precisa considerar todos os adultos que fazem parte de sua rede de vínculos e proteção, e não apenas a capacidade ou a responsabilidade da mãe.

O fortalecimento da família também passa pela inclusão dos pais nas estratégias de acompanhamento. Isso significa criar condições para que eles sejam chamados a participar, compreender suas responsabilidades e construir vínculos com os filhos, sempre considerando o melhor interesse da criança e as particularidades de cada caso.

“Quando trabalhamos com uma família em situação de vulnerabilidade, precisamos olhar para toda a rede de relações daquela criança. Isso inclui identificar quem pode exercer uma função de cuidado e proteção e também compreender por que determinadas figuras estão ausentes. A responsabilização precisa ser compartilhada e, principalmente, estar voltada para a garantia dos direitos da criança”, destaca.

Outro ponto importante é evitar que o debate sobre a ausência paterna se transforme em uma simples transferência de culpa. Para especialistas, o objetivo é reconhecer responsabilidades e, ao mesmo tempo, compreender as condições que dificultam o exercício da parentalidade. Políticas públicas de apoio às famílias, orientação parental e fortalecimento dos vínculos podem contribuir para ampliar a participação dos pais.

A discussão também passa pela necessidade de superar a ideia de que a maternidade é um papel naturalmente associado à capacidade de cuidar, enquanto a paternidade aparece como uma função complementar. Para a proteção integral de crianças e adolescentes, a presença de referências adultas responsáveis, disponíveis e comprometidas é fundamental.

Nesse sentido, discutir quem é responsabilizado quando os direitos de uma criança são violados também significa questionar os modelos de parentalidade que ainda predominam na sociedade. Ampliar o olhar para a figura paterna não significa retirar a responsabilidade de quem quer que seja, mas reconhecer que a proteção da infância deve ser construída a partir da co-responsabilidade entre família, sociedade e Estado.

Sobre o Grupo Aconchego – O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional. 

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

Café com Deus Pai lança novo volume e amplia projeto para 2027

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Nova edição do livro tem como tema “Porções Diárias de Restauração” e estreia projeto gráfico colorido, série infantil e um novo livro de oração

O escritor Junior Rostirola apresentou, na noite deste sábado (5), em São Paulo, o Café com Deus Pai – Volume 7, diante de cerca de 2,5 mil pessoas. Com o tema “Porções Diárias de Restauração”, a nova edição foi preparada para acompanhar os leitores ao longo de 2027 e reúne 365 novas mensagens.

Realizado no Teatro Celso Furtado, no Distrito Anhembi, o lançamento reuniu leitores, influenciadores, familiares, amigos e convidados em uma noite marcada por experiências e novidades. Entre os momentos especiais, o público acompanhou em primeira mão o teaser da nova série Café com Deus Pai Kids, que será lançada em breve, além de vivenciar o momento mais aguardado da noite: a revelação do Volume 7, de sua nova cor e de seu projeto visual.

O tema “Porções Diárias de Restauração” nasceu de um período de oração, jejum e busca pela direção de Deus vivido por Junior Rostirola durante a preparação da obra. A partir desse tempo de entrega e aprofundamento espiritual, foram desenvolvidas as mensagens inéditas que conduzem o leitor por reflexões sobre fé, recomeços, família, relacionamentos e diferentes processos de restauração.

Ao longo do livro, a restauração é apresentada não apenas como o retorno àquilo que existia antes, mas também como a possibilidade de algo novo nascer justamente em lugares que, em algum momento, pareceram perdidos ou interrompidos.

“Esse livro nasceu de um tempo profundo de oração, jejum e busca pela direção de Deus Pai. Cada mensagem foi escrita com a convicção de que existe uma palavra liberada pelo Pai para este novo tempo. Minha oração é que cada pessoa seja alcançada por porções de restauração em sua vida e em sua família”, afirma Junior Rostirola.

A identidade visual foi construída a partir de referências à natureza, aos ciclos de renovação e ao próprio universo do café. Sementes, folhas, frutos, terra, chuva, plantações, colheita e novos brotos aparecem ao longo das páginas, formando uma narrativa visual conectada às mensagens do devocional.

Um dos principais símbolos da edição é uma árvore que, mesmo depois de cortada, volta a brotar a partir do tronco. A imagem representa a possibilidade de novos começos mesmo depois de períodos de perdas, cortes ou dificuldades e traduz uma das principais mensagens do livro: uma interrupção não precisa representar o fim de uma história.

Café com Deus Pai Kids é apresentado em primeira mão

A noite também antecipou uma das próximas novidades do projeto. Os participantes assistiram em primeira mão ao teaser da nova série Café com Deus Pai Kids, que será lançada em breve.

A produção amplia o universo do Café com Deus Pai para o público infantil, com conteúdos desenvolvidos especialmente para crianças, a partir de uma linguagem, abordagem e narrativas adequadas a essa faixa etária.

Livro de oração aproxima a prática da rotina

Outra novidade deste novo ciclo é um livro de oração inédito, desenvolvido como complemento à experiência do devocional e pensado para aproximar ainda mais a prática da oração da rotina cotidiana.

Em formato compacto, o livro foi criado para acompanhar o leitor aonde ele for. O modelo conta com um chaveiro, que permite prendê-lo à bolsa, mochila ou outros acessórios, mas também pode ser retirado para que o livro seja levado no bolso ou mantido sempre por perto.

O conceito central do Volume 7 também ganha forma por meio de um projeto gráfico totalmente renovado. O verde foi escolhido como a cor principal da edição e, pela primeira vez na série, as ilustrações internas são apresentadas integralmente em cores. Nas edições anteriores, os desenhos utilizavam predominantemente dois tons de impressão.

A proposta é transformar pequenos intervalos do dia em oportunidades de oração, reflexão e conexão com Deus Pai, tornando essa prática mais presente mesmo em meio às atividades da rotina.

O lançamento do Volume 7 marca um novo momento para o Café com Deus Pai, que já soma 10 milhões de exemplares vendidos. O título foi o mais vendido do Brasil em 2023 e 2024 e permaneceu entre os destaques do mercado editorial em 2025 e 2026. O podcast oficial também alcançou o primeiro lugar entre os mais ouvidos do Brasil no Spotify em 2025 e ficou entre os dez mais ouvidos do mundo.

Setembro Amarelo: CEUB oferece atendimento em Psiquiatria a preço social no DF

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Consultas custam R$ 50 e são realizadas no Centro de Atendimento à Comunidade, no Setor Comercial Sul

Em meio às ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a importância dos cuidados com a saúde mental e à prevenção do suicídio, o Centro Universitário de Brasília (CEUB) reforça a oferta de atendimento em Psiquiatria à população do Distrito Federal. O serviço integra a clínica-escola de Medicina da instituição e busca ampliar o acesso da comunidade ao acompanhamento especializado.

As consultas são realizadas no Centro de Atendimento à Comunidade (CAC) por profissionais qualificados, com a participação de estudantes de Medicina acompanhados por docentes. O atendimento em Psiquiatria integra o serviço ambulatorial do CEUB, que também reúne outras especialidades médicas.

SERVIÇO – Atendimento em Psiquiatria do CEUB
Local: Centro de Atendimento à Comunidade (CAC) – Setor Comercial Sul, Quadra 1, Edifício União, Brasília (DF)
Horário: segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
Valor: R$ 50 por consulta
Agendamento e informações: (61) 3966-1660

Dependência de vape: veja os sinais de alerta e como buscar ajuda

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Vontade de usar ao acordar, ansiedade sem o dispositivo e dificuldade para parar podem indicar dependência de nicotina

A vontade de usar o vape logo ao acordar, o incômodo ao permanecer em locais onde o consumo é proibido e a preocupação quando o dispositivo está acabando são sinais de que o uso pode ter deixado de ser ocasional. A dependência de nicotina pode se instalar rapidamente, e não existe um período de experimentação considerado seguro. Segundo a professora Rafaella Carvalho, especialista em Fisioterapia Respiratória do Centro Universitário de Brasília (CEUB), é difícil estabelecer quantas vezes uma pessoa precisará usar o cigarro eletrônico até se tornar dependente.

“Isso varia de organismo para organismo e depende de fatores como frequência de consumo e concentração de nicotina. Por isso, não existe um número de usos que possa ser considerado seguro”, explica.

Quais são os sinais de dependência?
Alguns comportamentos devem acender o alerta:

  • vontade intensa de usar o vape ao acordar;
  • dificuldade de ficar sem o dispositivo por períodos prolongados;
  • irritação, ansiedade ou alterações de humor quando não pode usá-lo;
  • dificuldade de concentração ou de relaxar sem o vape;
  • preocupação quando o aparelho ou o líquido estão acabando;
  • aumento progressivo da frequência de consumo;
  • tentativas frustradas de reduzir ou interromper o uso.

“Esses sinais indicam uma provável dependência química e não devem ser tratados apenas como falta de força de vontade”, afirma Rafaella. A especialista também chama atenção para o uso combinado de diferentes produtos. Depois que a dependência se estabelece, o jovem pode procurar outras fontes de nicotina, como o cigarro convencional, para suprir a necessidade.

Quais sintomas físicos exigem atenção?
Além dos sinais comportamentais, algumas alterações respiratórias podem indicar que o uso do vape já está prejudicando a saúde. É recomendado procurar avaliação profissional diante de sintomas como:

  • falta de ar;
  • tosse persistente;
  • chiado no peito;
  • dor ou desconforto ao respirar profundamente;
  • cansaço desproporcional em atividades leves;
  • sensação constante de fadiga.

Mãos ou lábios arroxeados ou azulados e dificuldade intensa para respirar exigem atendimento imediato, pois podem indicar comprometimento da oxigenação. “Esses sintomas precisam ser avaliados por um profissional de saúde, principalmente quando surgem ou se intensificam após o uso do vape”, orienta a professora.

O que fazer para parar de usar vape?
Quem percebe perda de controle sobre o consumo deve buscar acompanhamento profissional. O tratamento dependerá do nível de dependência, dos sintomas e das condições clínicas de cada pessoa. O acompanhamento psicológico pode ajudar a identificar gatilhos, como ansiedade, estresse e pressão social, além de desenvolver estratégias para lidar com a vontade de usar o dispositivo.

Uma avaliação médica também pode investigar alterações provocadas pelo vape e indicar o tratamento mais adequado. Na presença de comprometimento pulmonar, a fisioterapia respiratória pode integrar o cuidado, com técnicas voltadas à recuperação da função pulmonar, à melhora do padrão respiratório e à desobstrução das vias aéreas. “Buscar ajuda profissional não significa que a pessoa fracassou ao tentar parar. A dependência de nicotina é uma condição que pode exigir acompanhamento e tratamento”, finaliza a docente do CEUB.

5 passos diante da suspeita de dependência

  1. Observe a frequência e os gatilhos: identifique quando e por que surge a vontade de usar o vape.
  2. Não minimize os sinais: irritação, ansiedade e dificuldade de ficar sem o dispositivo podem indicar abstinência.
  3. Converse sem julgamento: broncas podem afastar o jovem e dificultar o pedido de ajuda.
  4. Procure avaliação profissional: sintomas respiratórios persistentes devem ser investigados.
  5. Busque apoio para interromper o consumo: acompanhamento médico e psicológico pode aumentar as chances de sucesso.

Por que amamos tanto nossos cachorros e quando esse vínculo pode fazer mal?

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Especialistas do CEUB explicam como a convivência com os cães influencia o bem-estar e alertam para dependência emocional e humanização excessiva

Companhia nos dias difíceis, festa na chegada do tutor e presença garantida no sofá ou na cama. Para muitas pessoas, os cachorros passaram de animais de estimação e ocupam um lugar importante na vida afetiva da família. Mas o que explica uma ligação tão forte entre cães e humanos? E existe um limite para esse afeto? No Dia do Cachorro, celebrado em 26 de agosto, especialistas do Centro Universitário de Brasília (CEUB) explicam como esse vínculo é construído, quais benefícios a convivência pode trazer e quando a relação começa a provocar prejuízos para o tutor ou para o próprio animal.

Segundo Adriane Rayde, pesquisadora do curso de Psicologia do CEUB, e Michelle Andrade, professora e orientadora da instituição, a conexão não surge de uma hora para outra. Ela se desenvolve na convivência e nas experiências compartilhadas ao longo do tempo. “O vínculo é construído na convivência. O cão está presente na rotina, recebe e oferece interação, participa de momentos bons e acompanha o tutor em períodos difíceis. Com o tempo, essa presença ganha significado emocional. Muitas vezes, o tutor encontra no animal companhia, carinho e relação de confiança”, explicam.

Os cães também passam a fazer parte das memórias e dos hábitos familiares. Participam de mudanças, viagens, comemorações, perdas e diferentes fases da vida. Essa presença constante ajuda a explicar por que tantos tutores os consideram integrantes da família. “Quando uma pessoa diz que seu cão é da família, precisamos compreender o significado afetivo dessa fala. Para aquele tutor, existe uma história compartilhada e um vínculo que merece ser respeitado”, afirma Adriane.

A convivência pode favorecer o bem-estar
Ter um cachorro envolve responsabilidades diárias, como oferecer alimentação, organizar passeios, brincar e acompanhar a saúde do animal. Esses compromissos podem ajudar a estabelecer uma rotina mais organizada e ativa. “Um simples passeio pode estimular a pessoa a sair de casa, caminhar e encontrar outras pessoas. A convivência também proporciona momentos de brincadeira, carinho e companhia. Tudo isso pode favorecer o bem-estar”, observa a psicóloga do CEUB.

Os passeios também podem contribuir para a socialização. Encontros entre cães frequentemente aproximam seus tutores e criam oportunidades para conversas, troca de experiências e novos vínculos. Segundo Adriane Rayde, isso não significa, no entanto, que a companhia do animal substitua cuidados médicos ou psicológicos quando eles são necessários. O cachorro pode fazer parte de uma rede de afeto e apoio, mas não deve ser colocado como única fonte de segurança emocional do tutor.

Quando o apego se torna prejudicial?
Amar muito um cachorro não representa, por si só, um problema. O alerta aparece quando a relação começa a limitar a vida do tutor ou comprometer o bem-estar do animal. De acordo com a psicóloga do CEUB, é importante observar situações em que a pessoa se afasta de familiares e amigos, abandona atividades importantes, sofre excessivamente diante de pequenas separações ou depende do cachorro para se sentir segura e acolhida.

“Precisamos ter cuidado para não considerar todo apego intenso como algo prejudicial. O ponto principal não é a quantidade de amor, mas o impacto que essa relação está tendo na vida de ambos”, explica. Do lado do cão, sofrimento intenso quando fica sozinho, dificuldade para se afastar do responsável e necessidade constante de contato podem indicar dependência excessiva ou ansiedade. Mudanças persistentes de comportamento devem ser avaliadas por um médico-veterinário.

Humanizar não é o mesmo que amar
Outro risco aparece quando o tutor passa a tratar o cachorro como se ele tivesse as mesmas necessidades e emoções que uma pessoa. “Podemos amar profundamente um animal, considerá-lo parte da família e ainda assim respeitar sua natureza. Um vínculo saudável envolve carinho, cuidado e responsabilidade, mas também o reconhecimento de que o cão possui necessidades próprias”, afirma Adriane.

Segundo o médico-veterinário do CEUB Taynã Matos, os cães também estabelecem vínculos afetivos com seus responsáveis. “Isso pode ser percebido quando o animal busca proximidade, acompanha o responsável pela casa, demonstra alegria ao reencontrá-lo e apresenta redução do estresse em sua presença. Muitos demonstram sinais de tristeza ou ansiedade na ausência”, explica. De acordo com o docente do CEUB, esses comportamentos podem indicar que o animal associa o tutor a proteção, previsibilidade e segurança.

Como construir uma relação saudável?
A convivência equilibrada combina afeto, cuidados com a saúde, limites e respeito às características da espécie. Alimentação adequada, vacinação e vermifugação em dia, acompanhamento veterinário, exercícios, brincadeiras, estímulos mentais, socialização e um ambiente seguro são essenciais. O tutor também deve permitir que o cachorro exerça comportamentos naturais, como farejar, explorar ambientes, passear, mastigar objetos apropriados, descansar e interagir.

Esse equilíbrio resume o que o animal precisa para ter qualidade de vida: “Cão feliz é aquele que se sente amado, mas que pode agir como cão”. O especialista alerta que a humanização excessiva pode trazer consequências para a saúde e o comportamento do animal. Ansiedade, insegurança, dependência, falta de limites e obesidade provocada pela oferta de alimentos inadequados estão entre os possíveis problemas. “O cão precisa ser tratado com carinho, mas respeitando sua natureza de animal”, reforça o veterinário.


Peça infantil sobre cyberbullying estreia em Brasília neste final de semana

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Espetáculo “Fake Amigos” propõe debate sobre exposição online, amizade entre crianças e terá apresentações gratuitas no Espaço Cultural Mapati

A Cia Teatral Mapati apresenta, nos dias 29 e 30 de agosto, o espetáculo infantil “Fake Amigos”, montagem que depois ganhou um minidocumentário de mesmo nome lançado pela Associação Artística Mapati. A peça aborda os riscos da exposição na internet e o valor das amizades verdadeiras, com dramaturgia de Claussen Ineu Munhoz e direção de Tereza Padilha. As apresentações acontecem no Espaço Cultural Mapati, na Asa Norte, com entrada gratuita.

A montagem acompanha Miguel e Sofia, dois amigos que viralizam um vídeo divertido na internet. A repercussão traz aplausos, mas também críticas, inseguranças e o contato com um perfil misterioso chamado Moleque Doido. A partir daí, os personagens precisam lidar com os efeitos das redes sociais, dos haters e dos riscos do ambiente virtual, em uma narrativa que combina humor, sensibilidade e poesia.

O espetáculo propõe um debate acessível sobre autoestima, cyberbullying, segurança digital e afeto, temas voltados a crianças, famílias e escolas. A produção integra a atuação do Espaço Cultural Mapati, que completa 35 anos de trajetória na formação artística, cultural e educativa de Brasília.

Serviço:

Espetáculo “Fake Amigos”
Sessões: Dia 29 de agosto (sábado), às 11h e às 16h Dia 30 de agosto (domingo), às 11h
Local: Espaço Cultural Mapati
Endereço: SHCGN 707 Norte, Bloco K, casa 5 – Asa Norte, Brasília/DF
Ingressos: Entrada gratuita
Classificação: Livre

Casapark promove talk sobre sensibilidade e criação em diálogo com exposição do MAC-PR

Foto divulgação

Arquiteta e diretora criativa Juliana Medeiros participa de encontro mediado por Daniel Mangabeira no Espaço Casa

O que acontece antes de uma ideia se transformar em projeto? É a partir dessa pergunta que a arquiteta e diretora criativa Juliana Medeiros conduz o talk “É preciso sentir – Uma poética do viver”, no dia 1º de setembro, às 19h, no Espaço Casa, do Casapark. O encontro, mediado pelo arquiteto Daniel Mangabeira, integra a programação realizada em parceria com a exposição “Poéticas Paranaenses – Mulheres no Acervo do MAC-PR”, em cartaz no Museu de Arte de Brasília (MAB). As inscrições são gratuitas.

Com 16 anos de atuação no universo do morar, Juliana propõe uma conversa sobre sensibilidade, percepção e criação, a partir de sua experiência no desenvolvimento de conceitos, espaços e experiências para marcas e produtos. Para ela, o processo criativo começa antes da forma: nasce da observação, da escuta e da capacidade de perceber pessoas, lugares, matérias, memórias e atmosferas. “Talvez estejamos vivendo um tempo em que precisamos reaprender a sentir. Antes da resposta, existe a percepção; antes da forma, existe a experiência. É esse espaço poético entre sentir e criar que me interessa habitar”, afirma.

A conversa estabelece uma relação direta com “Poéticas Paranaenses”, exposição com curadoria de Monica Spezia Justen que reúne, no MAB, um recorte inédito de obras produzidas por mulheres integrantes do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR). Ao aproximar arte, arquitetura e design, o encontro propõe ampliar a reflexão sobre como o repertório sensível pode influenciar aquilo que criamos e também a maneira como habitamos e percebemos o mundo. “É preciso sentir para fazer sentir”, resume Juliana.

A parceria entre o Casapark e a exposição surgiu a partir de uma proposta de Monica Spezia Justen e Daniel Mangabeira e reforça a vocação do Espaço Casa como lugar de encontro entre diferentes campos da criação. A programação começa com uma apresentação da curadora, seguida da mediação de Daniel e da conversa com Juliana.

Sobre os convidados

Juliana Medeiros é arquiteta e diretora criativa, com atuação dedicada ao universo do morar. Com formação em arquitetura e extensão acadêmica na Itália, desenvolve projetos de direção criativa, espaços comerciais e exposições para marcas nacionais e internacionais. Seu trabalho reúne arquitetura, branding, pesquisa e criação de experiências. Foi três vezes reconhecida pelo iF Design Award, uma das principais premiações internacionais de design.

Daniel Mangabeira é arquiteto pela UnB e sócio-fundador do BLOCO Arquitetos. É curador da Bienal Iberoamericana em Brasília e integra o grupo responsável pela curadoria do Pavilhão do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza. Foi presidente do CAU/DF, conselheiro da Fundação Athos Bulcão e diretor cultural do Instituto de Arquitetos do Brasil – Seção DF. É mestre em Art in Architecture pela Westminster University, em Londres, e recebeu, com o BLOCO Arquitetos, diversos prêmios nacionais e internacionais.

Monica Spezia Justen é advogada e mestre em Direito Público pela UFPR. Atua na intersecção entre o direito e o setor criativo como Diretora da Projus Cultural e membro da Comissão Especial de Cultura e Arte do Conselho Federal da OAB. Pesquisadora em História da Arte e Curadoria, assina a curadoria de mostras de destaque, como a exposição Poéticas Paranaenses: Mulheres do MAC no MAB, realizada em Brasília.

Serviço

Talk “É preciso sentir – Uma poética do viver”
Com Juliana Medeiros
Mediação: Daniel Mangabeira
Data: 1º de setembro (terça-feira)
Horário: 19h
Local: Espaço Casa – Casapark
Participação gratuita

Exposição “Poéticas Paranaenses – Mulheres no Acervo do MAC-PR”
Curadoria: Monica Spezia Justen
Visitação: até 10 de setembro
Local: Museu de Arte de Brasília – MAB
Entrada gratuita: https://www.sympla.com.br/evento/e-preciso-sentir-uma-poetica-do-viver-juliana-medeiros-e-daniel-mangabeira-casapark-prime-talks/3551606

Dia da Raiva acontece neste sábado (29) em Brasília e propõe nova relação com esta emoção 

Divulgação

Imersão direcionada a mulheres convida participantes a transformar a energia da raiva em clareza, força e movimento 

A Brasília recebe, neste sábado (29), a primeira edição do “Dia da Raiva”, uma imersão voltada para mulheres que desejam compreender melhor a própria relação com a raiva e explorar novas formas de lidar com essa energia. O encontro acontece das 9h às 17h e propõe um espaço seguro para refletir sobre um sentimento frequentemente associado à violência e à agressividade. As inscrições seguem abertas até dia 28.

À frente da iniciativa está Priscila Coser, que estuda a raiva há mais de cinco anos e desenvolveu a imersão a partir da perspectiva de que esse sentimento também pode carregar informações importantes sobre limites, desejos, força e autenticidade. A proposta é olhar para a raiva para além da ideia de que ela deve ser simplesmente controlada ou reprimida.

Durante o encontro, as participantes serão convidadas a reconhecer essa energia e a compreender como ela pode ser transformada em direção e movimento. Para Priscila, a raiva pode representar uma oportunidade de acessar a própria voz, força e poder, especialmente diante de padrões que historicamente incentivam as mulheres a silenciar ou diminuir suas próprias necessidades.

SERVIÇO:

Dia da Raiva

Quando: 29 de agosto de 2026 (sábado)

Das 9h às 17h

Onde: Brasília-DF

Quanto: De R$ 380 a R$580 (escala móvel e consciente)

Inscrição: https://forms.gle/FAmNEPSCLy2572fMA

Informações: (61) 99627-7626

Sobre Priscila Coser – Agente de transformação há mais de 12 anos, Priscila Coser tem uma trajetória dedicada a viver e a promover práticas regenerativas em todas as dimensões da vida. Com formação em “Possibility Management”, uma frente de desenvolvimento humano global, que se propõe a ajudar a construir uma cultura de regeneração, Priscila é formada também em Teoria, Crítica e História da Arte pela UnB. Foi sócia fundadora da primeira cervejaria sustentável do Brasil e atualmente dirige o Instituto Aterra de Desenvolvimento. Priscila acredita que a regeneração do mundo acontecerá a partir da regeneração das pessoas e sua atuação é voltada a guiar indivíduos, líderes e organizações em processos de reintegração com a própria essência e com a realidade.

Infância é direito: por que crescer em família transforma o desenvolvimento da criança 

Créditos: Magnific

No Dia da Infância, especialista reforça que afeto, proteção e convivência familiar são fundamentais para o desenvolvimento emocional e cognitivo de crianças e adolescentes 

Brincar, aprender, conviver e construir vínculos seguros fazem parte de uma infância saudável. Mais do que momentos importantes do desenvolvimento, essas experiências estão relacionadas a direitos fundamentais de crianças e adolescentes, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). No Dia da Infância, celebrado em 24 de agosto, o debate sobre a importância de garantir ambientes seguros e relações de afeto ganha destaque, especialmente para crianças que passaram ou passam por situações de acolhimento.

A convivência familiar e comunitária é um dos direitos assegurados pelo ECA e tem papel fundamental no desenvolvimento infantil. É no contato cotidiano com adultos de referência que a criança constrói relações de confiança, desenvolve sua identidade e encontra segurança para explorar o mundo. Por isso, quando o afastamento da família de origem é necessário como medida de proteção, a rede responsável deve trabalhar para preservar vínculos e buscar, sempre que possível, a reintegração familiar.

Para Maria da Penha Oliveira, psicóloga e coordenadora do Grupo Aconchego, o afeto e a estabilidade das relações têm impacto direto na forma como a criança se desenvolve. “A criança precisa de relações nas quais se sinta segura, reconhecida e protegida. É por meio dessas experiências de cuidado e afeto que ela vai construindo sua confiança, sua autonomia e também a percepção de que o mundo pode ser um lugar seguro para ela”, explica Maria da Penha. 

O impacto desses vínculos vai além do aspecto emocional. Relações estáveis e ambientes que oferecem proteção e estímulo também favorecem o desenvolvimento cognitivo, a aprendizagem e a capacidade de estabelecer relações sociais. Ter adultos disponíveis para ouvir, brincar, estabelecer limites e responder às necessidades da criança contribui para que ela desenvolva recursos para lidar com diferentes situações ao longo da vida.

A adoção, por sua vez, pode ser uma alternativa quando não existem condições para o retorno à família de origem ou extensa. Nesse contexto, a construção de uma nova família também deve considerar a história, os vínculos e as experiências anteriores da criança.

Segundo Maria da Penha, garantir o direito à convivência familiar não significa apenas assegurar que a criança tenha um lugar para morar, mas oferecer relações capazes de promover segurança e pertencimento. “Quando falamos em convivência familiar, não estamos falando apenas de estar fisicamente em uma casa. Estamos falando de ter relações de cuidado, de poder construir memórias, ser escutado, brincar, aprender e sentir que existe um adulto que está disponível e comprometido com aquela criança. Isso é essencial para o desenvolvimento”, afirma. 

O desafio, portanto, é garantir que as políticas públicas e a rede de proteção atuem não apenas diante das violações de direitos, mas também na prevenção de situações que possam levar ao rompimento dos vínculos familiares. O fortalecimento das famílias, o acompanhamento especializado e a articulação entre assistência social, saúde, educação e demais serviços são estratégias importantes para assegurar que crianças e adolescentes tenham condições de viver uma infância protegida.

Para o Aconchego, defender esse direito é reconhecer que uma infância protegida não se resume à ausência de violência ou negligência. Ela também envolve a possibilidade de criar vínculos, brincar, descobrir o mundo e construir um sentimento de pertencimento que acompanhe a criança em seu desenvolvimento.

Sobre o Grupo Aconchego – O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional. 

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

Quando o amor não basta: acolhimento e adoção exigem preparo, informação e acompanhamento  

Foto Magnific

Especialistas alertam que a construção dos vínculos familiares acontece de forma gradual e depende de preparo, apoio técnico e respeito ao tempo de cada criança 

A ideia de que “o amor resolve tudo” ainda é uma das percepções mais difundidas quando o assunto é adoção e acolhimento familiar. Embora o afeto seja essencial para a construção de uma nova história, especialistas afirmam que ele, sozinho, não é suficiente para enfrentar os desafios que envolvem a chegada de uma criança ou adolescente à família. Preparação, informação e acompanhamento especializado são fatores decisivos para que esse processo aconteça de forma saudável.

A adoção e o acolhimento familiar representam o exercício da parentalidade. Crianças e adolescentes que passaram por situações de negligência, violência ou rompimento de vínculos familiares carregam experiências que influenciam a forma como se relacionam com novos cuidadores. Por isso, o processo de adaptação exige paciência, disponibilidade e compreensão por parte da família.

Para Maria da Penha de Oliveira, psicóloga e coordenadora do Grupo Aconchego, um dos maiores desafios é desconstruir expectativas idealizadas sobre a chegada da criança. “O afeto é indispensável, mas ele não elimina automaticamente os desafios da adaptação. É preciso compreender que cada criança chega com uma história, experiências e formas próprias de se relacionar. Construir uma família é um processo que exige tempo, preparo e disposição para conhecer e respeitar esse percurso”, afirma Maria da Penha. 

Nos primeiros meses de convivência, é comum que crianças e adolescentes apresentem insegurança, medo, dificuldades para confiar nos adultos ou até comportamentos considerados desafiadores. Essas reações fazem parte do processo de adaptação e não devem ser interpretadas como rejeição à nova família.

Segundo Maria da Penha, a construção do vínculo acontece no cotidiano, por meio de experiências repetidas de cuidado, proteção e presença. “O vínculo não nasce pronto. Ele é construído nas pequenas experiências do dia a dia, quando a criança percebe que aquele adulto permanece ao seu lado, respeita seu tempo, acolhe suas emoções e oferece segurança. É essa constância que fortalece o sentimento de pertencimento.”

Nesse contexto, o acompanhamento psicológico e o apoio oferecido por grupos especializados desempenham um papel importante. Além de auxiliar crianças e adolescentes na elaboração de suas vivências, esses espaços também ajudam pais e responsáveis a compreenderem o processo de adaptação, administrarem expectativas e desenvolverem estratégias para lidar com as dificuldades que surgem ao longo da convivência.

Outro aspecto destacado pelos especialistas é a importância de reconhecer que nem todos os momentos serão fáceis. Frustrações, dúvidas e desafios fazem parte da construção de qualquer relação familiar e, na adoção ou no acolhimento, podem estar associados às experiências anteriores da criança e ao tempo necessário para a formação dos vínculos. “Buscar orientação não significa que a família está falhando. Pelo contrário, demonstra o compromisso de compreender melhor as necessidades da criança e fortalecer a relação construída entre todos. Cuidar da família também é uma forma de cuidar da criança”, ressalta Maria da Penha.

Para o Grupo Aconchego, ampliar o acesso à informação é uma das principais formas de fortalecer famílias e garantir que crianças e adolescentes encontrem ambientes preparados para acolhê-las. Ao compreender que a parentalidade é construída na convivência, e não apenas movida pelo afeto, famílias passam a enxergar o processo de adoção e acolhimento de forma mais consciente e realista.

Mais do que transformar a vida de uma criança, a adoção e o acolhimento também transformam quem acolhe. E essa transformação acontece quando amor, informação e preparo caminham juntos, permitindo que novos vínculos sejam construídos com respeito, segurança e pertencimento.

Sobre o Grupo Aconchego – O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional. 

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

Caso Discord: entenda a responsabilidade das plataformas na proteção de crianças e adolescentes

Foto Pexels

Morte de adolescente levou à suspensão de transmissões ao vivo. Especialista do CEUB explica o que prevê o ECA Digital, a responsabilidade jurídica das plataformas e como as famílias podem agir

A morte de uma adolescente de 13 anos após interações em um grupo no Discord e a suspensão das transmissões ao vivo da plataforma no Brasil reacenderam o debate sobre a segurança de crianças e adolescentes na internet. A medida foi determinada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que identificou indícios de falhas na adoção de mecanismos para prevenir e reduzir riscos relacionados a violência, assédio, automutilação e suicídio. Mas de quem é a responsabilidade por essa proteção?

Para Camila Aniceto, professora de Direito da Criança e do Adolescente do Centro Universitário de Brasília (CEUB), esse é um dever compartilhado entre famílias, sociedade, Estado e empresas de tecnologia. “Crianças e adolescentes são pessoas em condição peculiar de desenvolvimento e, por isso, recebem proteção especial do ordenamento jurídico brasileiro. A proteção no ambiente digital depende de diálogo, educação e acompanhamento familiar, mas também de plataformas mais seguras e de respostas efetivas do poder público. É uma responsabilidade compartilhada”, destaca.

O que a decisão da ANPD revela?

O caso levantou questionamentos sobre a efetividade dos mecanismos de moderação, aferição de idade, supervisão parental e identificação de comportamentos perigosos em comunidades virtuais. Segundo a professora de Direito do CEUB, as plataformas não devem agir somente depois de uma denúncia ou de uma violação. A proteção precisa ser incorporada ao funcionamento dos serviços, especialmente daqueles utilizados ou acessados com frequência por menores de idade.

“Não basta agir depois que a violência ocorre. É preciso oferecer mecanismos efetivos de prevenção, detecção e resposta. Quanto maior a capacidade tecnológica da empresa para mapear interações e identificar comportamentos de risco, maior deve ser seu compromisso em utilizar esses recursos para proteger os usuários”, explica Camila.

Qual é a responsabilidade jurídica das plataformas?

A discussão não se limita à responsabilidade moral ou social das empresas de tecnologia. Existe também uma dimensão jurídica. A Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a legislação de proteção de dados estabelecem que crianças e adolescentes devem receber proteção integral e prioridade absoluta. Com o avanço das tecnologias digitais, esses deveres também alcançam os ambientes virtuais.

Para Camila Aniceto, a plataforma não pode ser considerada automaticamente responsável por todo dano praticado por um terceiro dentro de seu ambiente. Entretanto, quando existe um dever legal de prevenção e segurança e a empresa deixa de adotar medidas razoáveis e adequadas para reduzir riscos previsíveis, pode surgir a discussão sobre sua responsabilidade civil.

“É importante fazer uma distinção: não se trata de afirmar que a plataforma responde por qualquer ato ilícito praticado por um usuário. A questão jurídica é saber se a empresa cumpriu os deveres de segurança, prevenção, cuidado e resposta que o ordenamento jurídico lhe impõe, especialmente quando estão envolvidos crianças e adolescentes”, explica.

Nesse contexto, a análise da responsabilidade deve considerar as características do serviço oferecido, os riscos envolvidos, a possibilidade de previsão e prevenção do dano, as medidas de segurança adotadas e a atuação da plataforma diante de sinais de perigo ou de denúncias.

“O dever de proteção não significa que a plataforma tenha que garantir que nenhum dano jamais ocorrerá. Significa que ela deve estruturar seus serviços de maneira compatível com os riscos que conhece ou que deveria conhecer, adotando medidas proporcionais para preveni-los e responder adequadamente quando identificados”, afirma Camila.

A proteção ganha ainda maior relevância quando a plataforma é acessível ou tem uso previsível por crianças e adolescentes. Nesses casos, a segurança não deve ser tratada como um recurso opcional, mas como elemento integrante do próprio desenho do serviço.

O que o ECA Digital exige das plataformas?

O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital, reforça essa lógica preventiva ao estabelecer regras para produtos e serviços tecnológicos direcionados a crianças e adolescentes ou de acesso provável por esse público.

Entre as medidas previstas estão:

  • adoção de configurações de segurança e privacidade por padrão;
  • mecanismos confiáveis de aferição de idade;
  • ferramentas gratuitas e acessíveis de supervisão parental;
  • canais para denúncias e pedidos de retirada de conteúdo;
  • medidas para prevenir o contato com conteúdos e práticas que possam causar danos físicos ou mentais;
  • proteção contra exploração, abuso, assédio e outras formas de violência.

Segundo Camila Aniceto, a legislação fortalece a possibilidade de analisar juridicamente não apenas o conteúdo ilícito publicado por determinado usuário, mas também a forma como a própria plataforma foi estruturada para prevenir e enfrentar situações de risco.

“Precisamos olhar para a arquitetura da plataforma. A pergunta não é apenas ‘quem praticou a violência?’, mas também ‘quais mecanismos existiam para impedir, identificar e interromper aquela situação?’. Em determinados casos, uma falha estrutural de segurança pode ser juridicamente relevante para a análise da responsabilidade da empresa”, explica.

Para a professora do CEUB, os direitos garantidos às crianças e aos adolescentes também precisam ser respeitados nas plataformas digitais. “Os direitos assegurados fora da internet não deixam de existir quando uma criança entra em uma rede social, aplicativo ou comunidade virtual. A proteção integral precisa acompanhar as transformações tecnológicas e ser efetiva também nesses espaços”, destaca.

A plataforma pode ser responsabilizada pela morte ou pelo dano causado ao adolescente?

A resposta não é automática. A ocorrência de um dano dentro de uma plataforma digital, por si só, não significa que a empresa necessariamente deverá indenizar a vítima ou sua família.

Para que exista responsabilidade civil, é necessário analisar, conforme o caso concreto, a existência de uma conduta ou omissão juridicamente relevante, o dano, o nexo causal e o regime de responsabilidade aplicável. Também devem ser consideradas as normas específicas que disciplinam a atuação das plataformas e a proteção de crianças e adolescentes.

“Em situações extremas, como a que envolve a morte de uma adolescente, a investigação jurídica precisa ser muito cuidadosa. É necessário reconstruir a cadeia de acontecimentos e verificar quais informações estavam disponíveis para a plataforma, quais riscos eram identificáveis, quais mecanismos de prevenção existiam, se houve alertas ou denúncias e como a empresa respondeu a eles. Só então será possível avaliar eventual responsabilidade”, esclarece Camila.

Para a especialista do CEUB, essa análise é fundamental para evitar dois extremos: responsabilizar automaticamente a plataforma por qualquer tragédia ocorrida em seu ambiente ou, ao contrário, considerar que a empresa não possui qualquer responsabilidade sobre a segurança de seus usuários.

“A responsabilidade das plataformas precisa ser analisada a partir dos deveres jurídicos que elas possuem. A liberdade de funcionamento da atividade econômica não elimina o dever de proteção de crianças e adolescentes. Ao mesmo tempo, a responsabilização precisa observar o nexo causal e as circunstâncias concretas de cada caso”, conclui.

Quais comportamentos podem servir de alerta?

A especialista do CEUB explica que comunidades fechadas, conversas privadas e contatos com desconhecidos podem dificultar a percepção de situações abusivas por parte das famílias. Segundo ela, algumas mudanças de comportamento merecem atenção, como isolamento repentino; irritação ou ansiedade excessiva ao ficar sem o celular; medo de perder o acesso à plataforma; contato constante com pessoas que a família não conhece; alterações bruscas no sono, humor ou rotina; e receio de falar sobre as atividades na internet.

Camila Aniceto afirma que esses sinais não comprovam, isoladamente, a existência de uma situação de violência, mas podem indicar a necessidade de maior aproximação e diálogo. “O ambiente digital pode criar uma falsa sensação de segurança e intimidade. Crianças e adolescentes podem estabelecer vínculos com desconhecidos e ser expostos a práticas abusivas sem que os responsáveis percebam imediatamente”, alerta Camila.

Proibir o acesso à tecnologia resolve?

Para a docente do CEUB, a resposta aos riscos digitais não deve se limitar à retirada do celular ou à proibição do uso de plataformas. Educação digital, supervisão compatível com a idade e construção de vínculos de confiança ajudam crianças e adolescentes a reconhecer situações perigosas e buscar ajuda.

“A simples proibição não resolve um problema que faz parte desta geração. É preciso ensinar crianças e adolescentes a utilizar a tecnologia com segurança, reconhecer práticas de violência e saber a quem recorrer quando se sentirem ameaçados, coagidos ou constrangidos”, reforça.

Como pais e responsáveis podem agir?

Camila Aniceto recomenda que o acompanhamento seja feito de maneira progressiva e adequada à idade, sem transformar a supervisão em vigilância permanente. Entre as orientações estão:

  • conhecer as plataformas utilizadas pelos filhos;
  • conversar sobre as pessoas e os grupos com os quais eles interagem;
  • estabelecer regras de uso de forma conjunta;
  • explicar que ameaças, chantagens e pedidos de segredo podem indicar risco;
  • orientar a criança ou o adolescente a não compartilhar dados pessoais, imagens ou localização;
  • manter um ambiente de confiança para que eles possam pedir ajuda sem medo de punição;
  • utilizar ferramentas de supervisão parental quando necessário;
  • denunciar conteúdos, perfis ou interações abusivas às plataformas e às autoridades competentes.

Rocco antecipa vendas do livro ‘Bons Tempos: Yesteryear’, e fenômeno de vendas nos EUA chega oficialmente às livrarias na próxima segunda 17 de agosto

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Livrarias das capitais do Rio de Janeiro e São Paulo terão exemplares disponíveis a partir de amanhã, sábado dia 15 de agosto, e a editora já anuncia uma segunda edição

Livro  de estreia da jornalista Caro Claire Burke satiriza o universo das influenciadoras americanas do movimento “tradwives”, e terá versão cinematográfica com a atriz Anne Hathaway no papel principal

Diante da alta procura, a editora Rocco decidiu antecipar para a próxima segunda-feira, dia 17 de agosto, o início oficial das vendas no Brasil de “‘Bons Tempos: Yesteryear’”. Sucesso nos Estados Unidos — onde  alcançou a impressionante marca de cerca de um 1,4 milhão de cópias vendidas em apenas cinco meses desde o seu lançamento —, o romance de estreia da jornalista americana Caro Claire Burke, promete repetir o feito no mercado brasileiro. A pré-venda no país levou o título a figurar entre os assuntos mais comentados do mercado editorial brasileiro, e uma segunda edição já está à caminho.

Líder absoluto nos principais rankings literários do mundo, como a lista de best-sellers do The New York Times e as paradas do BookTok Charts – ranking oficial do TikTok -, a publicação conquista o público ao oferecer uma narrativa repleta de sátira e crítica bem-humorada sobre a obsessão pela perfeição estética na internet e as contradições por trás do movimento tradwives (esposas tradicionais).

Antes mesmo do livro chegar às prateleiras, a Amazon MGM Studios comprou os direitos de adaptação cinematográfica, após uma disputa acirrada, e tem a atriz Anne Hathaway confirmada para estrelar e produzir o filme.

De Influenciadora Digital a Pioneira de 1855

Escrito com uma tensão envolvente, humor ácido e reviravoltas, Bons Tempos: Yesteryear  conta a história de Natalie, uma influenciadora que construiu um verdadeiro império digital. Milhões de seguidores seguem sua rotina impecável: uma fazenda dos sonhos, uma família perfeita e uma fé inabalável. A fantasia se desfaz abruptamente quando ela acorda no passado, especificamente no ano de 1855. 

Sem eletricidade, sem confortos modernos e sem a equipe de bastidores que sustentava sua imagem nas redes sociais, a personagem se vê obrigada a viver a realidade brutal daquilo que costumava romantizar: trabalho físico extenuante e exaustivo, filhos difíceis e sem filtros, e um marido, antes um figurante bonito e sem graça, que se torna um homem real e rústico.

Ficha Técnica

Bons Tempos: Yesteryear

Autora: Caro Claire Burke

Tradução: Anna Castro

Dimensões: 16 x 2 x 23 cm

Nº de páginas: 368

Preço: R$ 69,90

Data de publicação: 17 de  agosto 2026

Sinopse:

Sua vida perfeita é coisa do passado. Bons tempos: Yesteryear ― o romance mais aguardado e polêmico do ano.

Uma esposa tradicional e mãe norte-americana acorda, de repente, suja, com frio, num lugar que se parece com sua casa e ao lado de pessoas que dizem ser sua família, mas presa à brutal realidade de 1855. Agora, ela precisa desvendar se esse pesadelo é uma farsa elaborada, um bizarro reality show ou algo muito mais sinistro.

Natalie tem tudo: sua fé imovível, uma linda fazenda digna de Hollywood, seis filhos disputando sua atenção e um marido que, pelo menos, fica bem de botas de caubói. Não importa tanto o fato de que ela também tem babás e produtores atuando nos bastidores de sua vida perfeita, de que sua cozinha rústica esconde geladeiras e fornos industriais, nem de que seu marido é um herdeiro sem muitas habilidades. Eles são 100% tementes a Deus – se Ele proveu, ela fez por merecer!

Não é de se admirar, portanto, que seus milhões de seguidores desejem a vida dela. Natalie lhes oferece o que eles mais querem: um mundo ideal. Escândalos são varridos para debaixo do tapete, onde devem ficar. E as “mulheres raivosas”? As elites privilegiadas da costa leste com diplomas da Ivy League que a chamam de iconoclasta antifeminista? Estão, todos eles, morrendo de inveja. Porque Natalie não apenas leva uma vida boa, ela tem a vida perfeita – e, por acaso, está usando isso para construir um império.

Até que um dia ela acorda e se depara com uma realidade que não é a sua, apesar de parecer. A casa, o marido, os filhos – todos estão ali, mas algo está errado. Não há eletricidade, as crianças estão sujas e seu marido, antes um mauricinho inútil, agora é um fazendeiro idôneo. Se no dia anterior Natalie estava posando com potes de geleia caseira para o Instagram, agora precisa carregar lenha e lavar roupa à mão até seus dedos sangrarem.

Teria se transformado, sem saber, na estrela do próprio reality show? Viajado no tempo? Está sendo testada por Deus? Pelo Diabo? E se, de repente, Nat realmente tiver que viver a vida que sempre fingiu ter? Seja qual for o motivo, essa não é a vida perfeita pela qual ela tanto batalhou – e da qual agora precisa escapar.

Uma estreia arrebatadora e eletrizante, um romance tão engraçado quanto assustador, Bons tempos é um olhar perspicaz sobre tradição, fama, fé e a grande performance que é a feminilidade.

Imersão propõe mudança na relação com a raiva

Inscrições para o Dia da Raiva já estão abertas. Evento, direcionado para mulheres, acontece no próximo dia 29 de agosto, em Brasília

A gente cresce ouvindo que a raiva é um sentimento ruim e que acessá-la nos aproxima de conceitos e valores negativos como violência, agressividade e loucura. E o pior: que devemos controlá-la. Mas será que é assim mesmo? Será que dentro desse lugar onde a raiva habita dentro de nós, e que a gente não quer olhar, ou que a névoa esconde, é justamente o espaço que guarda o nosso maior poder, a nossa autoridade, a nossa criação e a nossa voz autêntica? Pensando em desvendar este universo de possibilidades, Brasília recebe, pela primeira vez, a imersão “Dia da Raiva – Um espaço para transformar a energia e informação da raiva em direção e movimento”. O evento acontece no próximo dia 29 de agosto, sábado, das 9h às 17h.


À frente da iniciativa está Priscila Coser, que vem estudando a raiva há mais de cinco anos e que formatou esta imersão direcionada a mulheres que sentem a necessidade de compreender e usar, a seu favor, esta energia muitas vezes represada.
“Como um feitiço, o patriarcado espalha constantemente essa névoa de confusão e autodúvida; e nós, mulheres, acreditamos e, inclusive, nos contaminamos e multiplicamos isso umas para as outras. A boa notícia é que sua raiva não é um erro de design. Ela é clareza, foco, direção, movimento, força, energia e informação”, explica Priscila.


Segundo ela, a raiva é a chave para a saída da prisão. “A prisão que você mesma construiu para se fazer de pequena, para não viver a vida que quer, para criar guerra, para se isolar, para continuar servindo ao patriarcado”, complementa.
“O Dia da Raiva é, portanto, um espaço seguro para juntas darmos passos firmes para fora da prisão. Para olhar para além da névoa. É o lugar para reivindicar sua voz, sua força, seu poder, seus projetos, seus impulsos, sua vida”, afirma.

SERVIÇO:
Dia da Raiva
Quando: 29 de agosto de 2026 (sábado)
Das 9h às 17h
Onde: Brasília-DF
Quanto: De R$ 380 a R$580 (escala móvel e consciente)
Inscrição: https://forms.gle/FAmNEPSCLy2572fMA
Informações: (61) 99627-7626

Sobre Priscila Coser – Agente de transformação há mais de 12 anos, Priscila Coser tem uma trajetória dedicada a viver e a promover práticas regenerativas em todas as dimensões da vida. Com formação em “Possibility Management”, uma frente de desenvolvimento humano global, que se propõe a ajudar a construir uma cultura de regeneração, Priscila é formada também em Teoria, Crítica e História da Arte pela UnB. Foi sócia fundadora da primeira cervejaria sustentável do Brasil e atualmente dirige o Instituto Aterra de Desenvolvimento. Priscila acredita que a regeneração do mundo acontecerá a partir da regeneração das pessoas e sua atuação é voltada a guiar indivíduos, líderes e organizações em processos de reintegração com a própria essência e com a realidade.

Cansados de relações superficiais, homens ricos pagam até R$ 20 mil em festa para buscar novas formas de conexão

Foto: Magnific

Em vez de focar apenas nos aplicativos, público aposta em experiências presenciais e exclusivas para conhecer pessoas com objetivos semelhantes

Depois de anos em que os aplicativos dominaram a forma de conhecer novos parceiros, homens ricos têm buscado alternativas mais exclusivas para encontrar um relacionamento. A mudança se baseia em um novo comportamento entre empresários, executivos e investidores: trocar a quantidade de “matches” por experiências presenciais cuidadosamente planejadas, onde as chances de conhecer alguém com valores e objetivos semelhantes são maiores.

A MP Party, promovida pelo MeuPatrocínio, maior plataforma Sugar Daddy e Sugar Baby da América Latina, é um evento focado justamente para esse público. Na edição realizada em Balneário Camboriú, os ingressos masculinos variam de R$ 2.397 a R$ 19.999, com diferenciais como concierge dedicado, áreas reservadas e benefícios na plataforma. O objetivo é reunir um público previamente selecionado em um ambiente sofisticado, com gastronomia premium, bebidas de alto padrão e foco total na interação entre os convidados.

Segundo Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos da plataforma, o investimento está diretamente ligado ao que o evento entrega. “Os participantes não estão comprando apenas um ingresso para uma festa. Eles estão investindo em uma experiência onde sabem exatamente qual é a proposta, quem estará presente e quais são os valores compartilhados pelas pessoas que participam. Isso é justamente o oposto da sensação de incerteza que muitos relatam viver nos aplicativos tradicionais”, diz.

A seleção dos convidados também faz parte desse processo. Para participar, é necessário ter cadastro ativo na plataforma e passar por uma análise que considera o histórico de comportamento do usuário. Perfis com denúncias, suspensões ou que não atendam aos critérios do evento têm a participação cancelada. A curadoria busca preservar um ambiente de confiança e garantir que todos compartilhem os mesmos padrões de respeito e convivência.

A tecnologia continua sendo importante para aproximar pessoas, mas o presencial vem ganhando espaço entre quem troca conversas superficiais por conexões mais qualificadas. “Durante muito tempo existiu uma expectativa de que os homens precisavam simplesmente aceitar determinadas dinâmicas dos relacionamentos modernos. Hoje eles estão mais seletivos. Não necessariamente porque querem menos compromisso, mas porque querem mais clareza sobre aquilo que estão construindo”, finaliza o especialista.

Reintegração familiar prioriza o fortalecimento dos vínculos e garante o direito de crianças voltarem ao convívio com suas famílias  

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Especialista explica que o acolhimento é uma medida temporária e que, sempre que houver condições de segurança e proteção, o retorno à família de origem é o principal objetivo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente 

Ao contrário do que muitos imaginam, a adoção não é o primeiro caminho para crianças e adolescentes que passam por serviços de acolhimento. Antes de qualquer encaminhamento para uma família substituta, a legislação brasileira estabelece que sejam esgotadas todas as possibilidades de fortalecimento da família de origem, garantindo o direito à convivência familiar e comunitária. Nesse contexto, a reintegração familiar é considerada uma das principais estratégias de proteção à infância e à adolescência.

Prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a reintegração familiar consiste no retorno seguro da criança ou do adolescente à família de origem após um período de acolhimento, desde que tenham sido superadas as situações que motivaram o afastamento. O processo envolve acompanhamento contínuo de equipes multidisciplinares, além da atuação integrada da assistência social, do Sistema de Justiça e de outros serviços da rede de proteção.

Para Juliana Miranda, coordenadora do Serviço Família Acolhedora do Grupo Aconchego, ainda existe um desconhecimento sobre a finalidade do acolhimento e sobre a prioridade dada à reconstrução dos vínculos familiares. “O acolhimento nunca deve ser visto como uma etapa que leva automaticamente à adoção. Ele é uma medida protetiva, temporária e excepcional. Sempre que houver condições de garantir a segurança e o desenvolvimento da criança, o objetivo é fortalecer a família para que ela possa reassumir seu papel de cuidado”, explica.

O trabalho de reintegração começa logo após o acolhimento. As equipes técnicas elaboram um plano individualizado para cada caso, identificando as vulnerabilidades que levaram ao afastamento e acompanhando a família na busca por soluções. O atendimento pode incluir orientação parental, acompanhamento psicológico, fortalecimento dos vínculos familiares, encaminhamento para serviços públicos e acesso a benefícios socioassistenciais.

Segundo Juliana, o processo exige tempo e o envolvimento de diferentes profissionais para que o retorno aconteça de forma segura e duradoura. “Não se trata apenas de devolver a criança para casa. É um trabalho de reconstrução das relações familiares, de fortalecimento das capacidades da família e de garantia de que aquele ambiente possa oferecer proteção, cuidado e desenvolvimento”, afirma.

Outro aliado nesse processo é o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), espaço destinado ao fortalecimento dos vínculos familiares por meio de atividades, atendimentos e encontros acompanhados por profissionais. O local permite que pais, responsáveis, crianças e adolescentes reconstruam gradualmente a confiança e o convívio, contribuindo para uma reintegração mais segura e humanizada.

Embora seja a prioridade prevista pelas políticas públicas, a reintegração familiar nem sempre é possível. Em situações nas quais permanecem riscos à integridade física ou emocional da criança, ou quando a família não consegue restabelecer as condições necessárias para o cuidado, outras medidas de proteção podem ser adotadas, incluindo a colocação em família substituta por meio da adoção.

Sobre o Grupo Aconchego – O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional. 

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

Quando o acolhimento termina: os desafios dos jovens que iniciam a vida adulta sem uma rede de apoio

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Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária reflete a necessidade de fortalecer políticas voltadas aos adolescentes e jovens egressos do acolhimento 

O novo Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária (PNCFC) 2025-2035 trouxe um avanço importante ao dedicar um eixo específico aos adolescentes e jovens egressos dos serviços de acolhimento. O documento reconhece que a proteção integral não termina quando o jovem completa 18 anos e deixa o sistema, mas deve incluir ações que favoreçam sua autonomia, inclusão social e acesso ao trabalho e à educação.

É justamente nesse momento de transição que muitos jovens enfrentam seus maiores desafios. Sem uma rede familiar estruturada, eles precisam construir a vida adulta enquanto buscam uma profissão, renda e independência. O Plano Nacional destaca a importância da articulação entre políticas públicas e da participação da sociedade para ampliar oportunidades e fortalecer esse processo.

No Distrito Federal, o Grupo Aconchego atua para transformar essa diretriz em realidade por meio do projeto Jovem em Movimento, que busca construir parcerias com empresas de diversos segmentos para ampliar as oportunidades de emprego, aprendizagem e capacitação profissional destinadas a jovens que passaram pelo acolhimento.

Para Maria da Penha Oliveira, psicóloga e coordenadora do Grupo Aconchego, a inserção no mercado de trabalho representa muito mais do que uma fonte de renda. “Quando uma empresa abre suas portas para um jovem egresso do acolhimento, ela não está apenas oferecendo uma vaga de emprego. Está contribuindo para a construção da autonomia, da autoestima e de um projeto de vida. O trabalho é um importante instrumento de inclusão social”, afirma.

Segundo ela, o envolvimento do setor privado é essencial para que esses jovens tenham oportunidades semelhantes às de outros adolescentes que contam com o apoio de suas famílias. “Muitos jovens deixam o acolhimento sem uma rede de apoio consolidada. Por isso, a participação das empresas é fundamental para oferecer experiências profissionais, capacitação e a chance de desenvolver uma carreira. É um investimento que transforma trajetórias e fortalece toda a sociedade”, complementa.

Ao incluir os jovens egressos entre as prioridades da próxima década, o Plano Nacional reforça que garantir o direito à convivência familiar e comunitária também significa assegurar condições para que esses adolescentes ingressem na vida adulta com dignidade, autonomia e oportunidades reais de desenvolvimento. 

Nesse cenário, iniciativas como o Jovem em Movimento demonstram que o compromisso com a proteção da infância e da juventude também passa pela criação de pontes entre esses jovens e o mercado de trabalho.

Sobre o Grupo Aconchego – O Aconchego é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional. 

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

Cérebros em desenvolvimento: entender como crianças aprendem também exige olhar para o que elas sentem

Divulgação – Heavenly International School

Especialista em Neurociência e PhD em Educação, Mr. Marcello Lasneaux reforça que aprendizagem, emoção, vínculos e ambiente caminham juntos no desenvolvimento infantil e adolescente

Por muito tempo, falar sobre aprendizagem foi quase sinônimo de falar sobre notas, rendimento escolar, memória e concentração. Mas os avanços da neurociência e da psicologia do desenvolvimento vêm ampliando essa visão: crianças e adolescentes não aprendem apenas com o cérebro “racional”. Eles aprendem com o corpo, com as emoções, com os vínculos, com o ambiente e com as experiências que vivem dentro e fora da escola.
 

A infância e a adolescência são fases de intensa transformação cerebral. Nesse período, habilidades como atenção, planejamento, autocontrole, flexibilidade, motivação e tomada de decisão ainda estão em processo de amadurecimento. Por isso, comportamentos que muitas vezes são interpretados apenas como desinteresse, teimosia ou falta de disciplina podem estar relacionados a etapas naturais do neurodesenvolvimento ou a desafios emocionais e ambientais que interferem diretamente na aprendizagem.
 

Para Mr. Marcello Lasneaux, Diretor de Inteligência e Inovação da Heavenly International School, PhD em Educação e especialista em Neurociência, com atuação nas áreas de neurodesenvolvimento, aprendizagem e práticas educacionais, compreender essas fases exige reconhecer que o cérebro infantil e adolescente ainda está em construção. “Estamos diante de um conjunto cada vez mais consistente de evidências sobre o que podemos chamar de neuroinfância e neuroadolescência”, afirma.
 

Segundo ele, conceitos como neuroplasticidade, poda sináptica, amadurecimento das funções executivas e desenvolvimento dos sistemas emocionais ajudam educadores e famílias a compreenderem melhor como crianças e adolescentes aprendem, se relacionam e constroem sua identidade.
 

A ciência tem mostrado que aprender não é um processo isolado da vida emocional. Medo, ansiedade, insegurança, excesso de pressão e ausência de pertencimento podem prejudicar a forma como a criança registra, organiza e recupera informações. Da mesma forma, vínculos seguros, ambientes previsíveis, acolhimento, curiosidade e relações positivas com adultos favorecem a disposição para aprender.
 

Segundo Lasneaux, a antiga separação entre razão e emoção já não se sustenta diante das evidências atuais. “Hoje sabemos que as emoções exercem papel fundamental nos processos de atenção, aprendizagem e memória. A capacidade de manter a atenção em uma experiência, seja uma aula, uma leitura ou mesmo um jantar em família, depende, em grande medida, do significado emocional que essa experiência possui para a pessoa”, explica.
 

Na prática, isso significa que a escola não é apenas um lugar de transmissão de conteúdo. É também um espaço de construção emocional, social e cognitiva. A forma como a criança é acolhida, corrigida, estimulada e desafiada pode interferir diretamente em sua capacidade de aprender e de desenvolver autonomia.
 

O mesmo vale para a família. Em casa, a rotina, o sono, o uso de telas, os limites, o diálogo, o exemplo dos adultos e a forma como os erros são tratados também participam da formação do cérebro em desenvolvimento. A criança que se sente segura para errar tende a experimentar mais, perguntar mais e persistir mais. Já aquela que associa o erro à vergonha ou à punição pode desenvolver bloqueios, ansiedade e resistência diante de novos desafios.
 

Para Marcello, muitos comportamentos típicos da infância e da adolescência ainda são compreendidos de maneira equivocada pelos adultos. “Muitos comportamentos de crianças e adolescentes são interpretados como desinteresse, preguiça, rebeldia ou até mesmo falhas morais, quando, na verdade, podem refletir características próprias do desenvolvimento cognitivo, emocional e social dessas etapas da vida”, observa.
 

Ele destaca que educar exige equilíbrio entre presença, orientação e autonomia, ou seja, é como acompanhar uma travessia. Essa travessia, explica o especialista, exige que os adultos estejam próximos o suficiente para oferecer segurança, apoio e referência, mas também saibam permitir autonomia, descoberta e construção da própria identidade.
 

A discussão também se conecta ao crescente interesse pelas habilidades socioemocionais. Embora o estudo de Boer et al. (2025) tenha investigado especificamente o processamento neural de erros e o controle inibitório, seus resultados reforçam a importância de mecanismos de autorregulação e adaptação comportamental durante a adolescência.
 

Nessa mesma direção, o relatório da OCDE “Nurturing Social and Emotional Learning Across the Globe”, publicado em 2024 e realizado com estudantes de 10 e 15 anos, destaca o papel da escola no desenvolvimento de competências como persistência, empatia, curiosidade, criatividade, responsabilidade e colaboração. Em conjunto, essas evidências sugerem que o fortalecimento de processos de autorregulação cognitiva e socioemocional pode favorecer tanto a aprendizagem quanto o desenvolvimento integral dos estudantes.
 

O ponto central é que desenvolvimento acadêmico e desenvolvimento emocional não competem entre si. Ao contrário: caminham juntos. Um aluno emocionalmente sobrecarregado pode ter dificuldade de atenção. Um adolescente que não se sente pertencente ao ambiente escolar pode perder motivação. Uma criança que vive sob cobrança excessiva pode até apresentar bons resultados por algum tempo, mas com custo emocional elevado.
 

Esse impacto é ainda mais evidente quando há ansiedade, pressão por desempenho e medo de errar. “A ansiedade, a pressão por desempenho e o medo de errar podem comprometer a aprendizagem de maneira muito mais profunda do que normalmente imaginamos”, explica Lasneaux.
 

Segundo ele, quando o erro passa a ser percebido como ameaça, o estudante tende a se proteger em vez de explorar. “Aprender implica explorar, experimentar, revisar estratégias e, inevitavelmente, cometer erros”, ressalta.
 

Nesse contexto, a atuação integrada entre escola e família torna-se parte essencial do processo. A pergunta deixa de ser apenas “como melhorar o desempenho?” e passa a ser também “que condições estamos criando para que essa criança ou esse adolescente consiga aprender, amadurecer e se desenvolver de forma saudável?”.
 

Para Lasneaux, essa parceria é decisiva. “Família e escola são os dois contextos mais influentes no desenvolvimento de crianças e adolescentes. Quando atuam de forma alinhada, criam um ambiente de segurança, coerência e apoio que favorece não apenas a aprendizagem acadêmica, mas também o desenvolvimento emocional, cognitivo e social”, afirma.
 

Compreender o cérebro em desenvolvimento não significa reduzir filhos e alunos a explicações biológicas. Significa, ao contrário, ampliar o olhar: reconhecer que cada fase da vida tem desafios próprios, que maturidade não surge de uma vez, que emoções importam e que a aprendizagem mais consistente nasce da combinação entre afeto, limite, estímulo e sentido.
 

É justamente esse debate que será aprofundado na palestra magna “Cérebros em Desenvolvimento: como seus filhos aprendem, sentem e se transformam”, promovida pela Heavenly. A programação contempla duas unidades: no dia 16 de junho, às 8h30, na unidade Asa Norte, e no dia 17 de junho, às 8h30, na unidade High Lago Sul. Voltada às famílias Heavenly, a palestra propõe um momento de diálogo sobre aprendizagem, emoções, desenvolvimento infantojuvenil e a parceria entre família e escola na construção de experiências mais saudáveis e significativas para crianças e adolescentes.
 

Serviço:

Unidade Kinder Lago Sul
SHIS QI 19 chácara 18, Brasília – DF – 71.655-730

Unidade High Lago Sul
SHIS QI 17/19 S/N – Lote Seminário, Brasília – DF – 71.645-600

Unidade Asa Norte 
SGAN 606 módulo A – Asa Norte, Brasília – DF, 70.830-251

Contato: 
Telefone: (61) 3366-2820

Projeto “Da Minha Avó Para o Seu Neto” leva tradição, afeto e oficinas gratuitas de bordado, cerâmica e pintura ao Cruzeiro

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Iniciativa valoriza heranças afetivas e culturais e fortalece a economia criativa por meio do artesanato

Resgatar técnicas artesanais, preservar memórias afetivas e estimular a criatividade são os principais objetivos do projeto Da Minha Avó Para o Seu Neto, que oferece gratuitamente oficinas de bordado, pintura e cerâmica fria no Sebo & Café Amado Jorge, no Cruzeiro Velho.

A iniciativa foi criada para aproximar diferentes gerações por meio do fazer manual, valorizando conhecimentos tradicionalmente transmitidos entre avós, mães e familiares. Mais do que ensinar técnicas artesanais, o projeto busca transformar esses saberes em ferramentas de expressão, convivência, geração de renda e fortalecimento da cultura popular.

As oficinas são conduzidas de forma prática, acolhedora e acessível, permitindo que pessoas com ou sem experiência desenvolvam novas habilidades enquanto compartilham vivências e histórias. Todo o material utilizado durante as atividades é fornecido gratuitamente aos participantes.

O projeto reúne três linguagens artísticas. Na oficina de bordado, os participantes aprendem diferentes pontos e técnicas para criar peças autorais. A oficina de pintura explora cores, composição e criatividade em trabalhos artesanais. Já a oficina de cerâmica fria apresenta técnicas de modelagem para a produção de objetos decorativos e utilitários.

Mais do que ensinar técnicas artesanais, Da Minha Avó Para o Seu Neto nasceu das memórias afetivas da idealizadora com sua avó e da vontade de manter vivos os saberes transmitidos entre gerações. O projeto resgata a importância dos ensinamentos que passam de avós para netos, transformando o fazer manual em um instrumento de preservação da memória, fortalecimento dos vínculos familiares e valorização da cultura popular.

Entre as participantes, a oficina de bordado recebeu elogios pela metodologia, pelo ambiente acolhedor e pela troca de experiências. A participante Rafaela Martins (25) destaca que a experiência superou as expectativas.

“Eu amei a oficina de bordado. O tempo foi adequado para aprendermos os pontos básicos e finalizarmos nossa peça. A professora foi excelente, muito paciente, e permitiu que cada um desenvolvesse seu trabalho com individualidade. O formato da oficina também possibilitou uma grande interação entre os participantes, com trocas muito valiosas. Foi um projeto incrível e espero ansiosamente por novas edições no próximo ano”, afirma.

A participante Rita da Cunha (35) também destaca a experiência positiva durante a oficina de cerâmica, especialmente pela liberdade criativa e pela metodologia adotada pela professora.

“Foi ótimo conseguir produzir muitas peças durante a oficina. A professora ensinou as técnicas com muita clareza e nos deixou à vontade para criar. Ela também levou inspirações que foram muito importantes para ajudar os participantes a desenvolverem seus próprios trabalhos e reproduzirem as técnicas aprendidas”, relata.

A oficina de pintura também despertou novos olhares entre os participantes. Artesã de costura criativa, Renata Amoras, de 66 anos, conta que sempre teve vontade de aprender a pintar, mas acreditava que não conseguiria desenvolver a técnica.

“Cheguei à oficina achando que não conseguiria fazer nada, mas me surpreendi com o resultado. Estou criando pinturas lindas. A didática dos professores foi fantástica, tornando o aprendizado leve e acessível. Além disso, o professor Fernando Rabuja compartilhou dicas valiosas de como aplicar a pintura em tecido, algo que pretendo utilizar no meu trabalho artesanal”, declara.

Parceiro do projeto, o Sebo & Café Amado Jorge foi escolhido por sua atuação como espaço de incentivo à cultura e à produção artística independente no Cruzeiro. Os proprietários Ivy Góis e Vinicius Campos afirmam que, desde a criação do café, o objetivo sempre foi oferecer um ambiente de encontro entre artistas e público.

“Quando abrimos o Sebo & Café Amado Jorge, nosso propósito era criar um espaço para exposições artísticas e manifestações culturais. Recebemos artistas de diversas regiões administrativas do Distrito Federal e também de outros estados para saraus, lançamentos de livros e apresentações musicais. Temos um compromisso muito forte com a valorização dos autores de Brasília e de escritores que escolhem o café para lançar suas obras. Receber o projeto “Da Minha Avó Para O Seu Neto” reforça essa missão de democratizar o acesso à cultura e incentivar a produção artística em suas diferentes linguagens”, destacam.

Além da formação artística, o projeto teve a acessibilidade como um de seus pilares. Todas as oficinas contaram com acompanhamento de consultora de audiodescrição e uma de interpretação de Libras, garantindo uma experiência mais inclusiva e ampliando as possibilidades de participação de pessoas com deficiência. A iniciativa reafirma o compromisso da Guia Acessibilidade Inclusiva em promover o acesso democrático à cultura e à formação artística. Acompanhe como foi a primeira oficina: https://www.youtube.com/watch?v=gTzXmyf4cFo .

Serviço:

Evento: Da Minha Avó Para o Seu Neto

Realização: Guia Acessibilidade Inclusiva

Quando: junho/julho

Onde: Sebo & Café Amado Jorge – SRES Quadra 02 Bloco X casa 56 – Cruzeiro Velho

Horário: 14h30 às 17h

Entrada: gratuita

Classificação: livre

Foto: Tatiana Reis

Informações: @vopraneto

Mães no limite: 9 em cada 10 brasileiras relatam esgotamento mental na maternidade

Foto Pexels

Psicóloga do CEUB alerta para os impactos da sobrecarga e defende uma maternidade mais real e compartilhada

A imagem da mãe como símbolo de força incondicional volta ao centro do debate. Por trás da chamada “supermãe”, a realidade revela um cenário mais complexo: 9 em cada 10 brasileiras apresentam algum nível de esgotamento mental, segundo levantamento das plataformas B2Mamy e Kiddle Pass. De acordo com a professora de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Ludymila Santana, a pressão social por uma maternidade idealizada está entre os principais gatilhos do adoecimento.

“Existe uma expectativa de que a mãe dê conta de tudo sozinha e com excelência. Esse modelo romantizado não corresponde à realidade e acaba gerando sofrimento psíquico, culpa e uma sensação constante de inadequação”, revela. A especialista explica que o burnout parental se manifesta de diferentes formas, com sintomas físicos como cansaço constante, falta de disposição, dores de cabeça, dores musculares e tensão corporal.

No campo cognitivo, surgem esquecimentos frequentes e dificuldade de concentração. Já os sinais emocionais incluem insônia, irritabilidade, muitas vezes direcionada aos filhos (mesmo sem intenção), sentimento de culpa e a sensação persistente de insuficiência. Em quadros mais intensos, a mãe pode apresentar cansaço extremo e desejo de “sumir por alguns instantes” como forma de aliviar a sobrecarga.

Redes sociais ampliam a sensação de inadequação
A influência do ambiente digital agrava o problema ao reforçar padrões irreais de maternidade, com rotinas organizadas, filhos tranquilos e mães sempre bem-dispostas. “Esse recorte idealizado cria uma comparação constante. Muitas mulheres passam a questionar se estão fazendo o suficiente ou da forma correta, o que intensifica o sentimento de inadequação”, afirma Ludymila. A recomendação, segundo a docente do CEUB, não é abandonar as redes, mas desenvolver um olhar mais crítico. “É importante entender que cada experiência é única e atravessada por diferentes realidades.”

Rede de apoio é decisiva
A campanha Maio Furta-Cor propõe olhar para o bem-estar emocional de quem cuida. A ausência de suporte pode agravar quadros de ansiedade e depressão, sobretudo em situações de maternidade solo ou quando não há divisão equilibrada das tarefas. “Cuidar de quem cuida precisa ser uma prioridade coletiva. A maternidade não deve ser vivida de forma solitária ou sobrecarregada. É preciso compartilhar responsabilidades e reconhecer limites para uma vivência mais saudável”, destaca a professora.

Além do suporte externo, a especialista do CEUB recomenda às mulheres revisar as expectativas, especialmente aquelas que entram na maternidade com ideais rígidos ou sem planejamento. “É fundamental ajustar o que se espera da maternidade ao que é possível viver. A culpa paralisa, enquanto a responsabilidade pode levar à ação e à busca por mudanças”, finaliza Ludymila Santana.

Como aliviar a sobrecarga materna
Confira orientações da docente do CEUB para uma maternidade mais leve:

  • Dividir responsabilidades: compartilhar tarefas domésticas e cuidados com os filhos reduz a sobrecarga.
  • Reconhecer limites: aceitar que não é possível dar conta de tudo o tempo todo diminui a pressão interna.
  • Buscar rede de apoio: familiares, amigos e profissionais podem contribuir para o equilíbrio emocional.
  • Reservar tempo para si: o autocuidado é uma necessidade, não um luxo.
  • Evitar comparações: cada maternidade é única e não deve ser medida por padrões idealizados.

Sobre o CEUB | Seu futuro tem história
Fundado há mais de 50 anos, o Centro Universitário de Brasília (CEUB) é referência em ensino superior no Distrito Federal, unindo tradição, excelência acadêmica e inovação. Oferece cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas, com infraestrutura moderna, programas de iniciação científica, extensão e empreendedorismo. Com mais de 100 mil profissionais formados e presença marcante em projetos sociais e de pesquisa aplicada, o CEUB reafirma sua missão de educar para transformar, construindo histórias que impulsionam o futuro do país.

Mostra Primeira Infância chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Brasília com teatro, cinema e ações formativas

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Programação que o Eranos Círculo de Arte apresenta, tem como alicerce o Protagonismo Infantil por meio de teatro, experiências imersivas, cinema, oficinas para crianças e seminários para os adultos

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta, de 2 de julho a 2 de agosto de 2026, a Mostra Primeira Infância – Ocupação Teatral Eranos, realizada e patrocinada pelo Banco do Brasil, que traz um conjunto de criações da Eranos Círculo de Arte, reconhecida em todo o país por apresentar, em suas obras, uma abordagem sensível e inovadora voltada ao universo da Primeira Infância.

A Mostra Primeira Infância nasce da necessidade de ampliar e fortalecer espaços artísticos voltados às crianças na primeira infância, um público que ainda carece de iniciativas pensadas a partir de suas especificidades, sensibilidades e formas próprias de estar no mundo.

Surge também do desejo de convidar os adultos a olharem para as crianças desde os primeiros meses de vida como sujeitos potentes, capazes de perceber, sentir, criar relações e construir experiências com o mundo e, consequentemente, com a arte.

Como explica a artista e psicóloga Sandra Coelho, que integra a diretoria do Eranos: “Nos colocamos como articuladores e facilitadores de experiências estéticas que favorecem o exercício do Protagonismo Infantil, que é um conjunto de estratégias que, num processo contínuo e interconectado, amplia experiências e avança para diversos lugares”.

O contato com a arte desde os primeiros anos de vida valoriza a infância como uma etapa fundamental no desenvolvimento artístico e cultural e a realização deste projeto reafirma o compromisso do CCBB com a formação de novos públicos, amplia o acesso a experiências de qualidade e oferece oportunidades para que crianças e suas famílias vivenciem a arte de forma envolvente e transformadora.

O que o público vai encontrar

Durante quatro finais de semana, a mostra convida o público a um mergulho no universo da Primeira Infância através de obras que combinam teatro de bonecos, projeções interativas, trilhas sonoras executadas ao vivo, experiências imersivas, performance poética, oficinas práticas para crianças acompanhadas de responsáveis e oficina de teatro para a primeira infância.

A programação favorece e possibilita a relação das crianças com as obras e artistas, podendo interagir com cenários de caixas de papelão, ajudar personagens a criar poemas, acompanhar a jornada de bonecos inspirados no teatro popular e até intervir no final de histórias. “Nossas estruturas midiáticas são produzidas com responsabilidade, através do uso de imagens de baixo estímulo e plenamente integradas com o espaço cênico, de modo a potencializar um espaço de relação sensível e estético para o público de crianças presente.”, afirmaLeandro Maman, artista fundador do Eranos Círculo de Arte.

Espetáculos para diferentes momentos da infância

A programação começa com Caixa Ninho, de 3 a 24 de julho, quintas e sextas-feiras, às 11h, no teatro. Pensado para crianças a partir do 1º ano de idade, na obra, os pequenos entram em um universo de caixas de papelão, onde encontram um ninho e testemunham os primeiros voos de uma “caixa-passarinho”. A peça com direção de Leandro Maman, tem direção de arte de Sandra Coelho e ambientação sonora ao vivo de Hedra Rockenback. Duração: 40 min. (www.youtube.com/watch?v=UW5LkGOu5Yo),

Já aos sábados e domingos, também às 11h, de 4 a 26 de julho, as sessões são de O Barquinho Amarelo. Uma montagem, que propõe criar um elo entre gerações, ao resgatar brincadeiras das infâncias no interior, ao mesmo tempo em que celebra o universo imaginativo comum a todas as crianças. Utilizando um aparato que rastreia o movimento do elenco, projeções são acionadas, e levam os pequenos por uma viagem fantástica com o Barquinho Amarelo para encontrar a Galinha Cocó, o Cavalinho de Madeira e o Sapo Ló. No final, a plateia é convidada a criar seus próprios barquinhos. Duração: 35 min. Recomendação a partir de 1 ano. (vimeo.com/345389333?fl=pl&fe=vl)

A novidade da mostra é a estreia do espetáculo Bebê e o Boi Babau, de temporada entre 2 a 31 de julho de quinta a domingo, às 15h, e dias 1º e 2 de agosto às 11h, no vão central do CCBB. Inspirado no teatro popular de bonecos, a peça traz o Bebê Pistache e seu Boi Estêlo em uma jornada que subverte a ordem do mundo dos adultos e dos seres mágicos. Com direção de Sandra Coelho, Leandro Maman como ator-animador, e trilha sonora ao vivo de Hedra Rockenbach, a peça resgata tradição em integração com recursos digitais. Duração: 40 min. Indicado a partir de 2 anos. (youtube.com/watch?v=p-27Ln_7K-Y&feature=youtu.be)

Completando a programação, a obra intimista e experiência teatral #Mergulho de 3 a 26 de julho (sexta a domingo), sempre às 16h30, no teatro, é voltada especialmente para crianças de 1 a 6 anos. O espetáculo conta a história de duas pessoas, que vivem em universos diferentes – um na terra, outro no mar – e que para se encontrarem precisam da ajuda da plateia. Utilizando projeção digital aplicada ao chão, a montagem cria múltiplas possibilidades de relação entre cena e espectador. A direção é de Max Reinert (in memorian), com elenco e dramaturgia de Sandra Coelho e Leandro Maman. Duração: 30 min. (vimeo.com/193374533?fl=pl&fe=vl)

Performance poética e seminários

A mostra também apresenta a performance Pô!Ema – Criação poética com crianças de 9 a 23 de julho, quintas-feiras, às 16h30. No roteiro, uma escritora em crise percebe que suas inspirações estão “sumindo”, mas na verdade descobre junto com as crianças que uma Ema está se alimentando delas. As crianças são convidadas então, a criar poemas para alimentar a Ema e seus filhotinhos. Com Sandra Coelho em cena, direção e dramaturgia de Leandro Maman e Sandra Coelho, a atividade dura 40 min e é indicada a partir de 3 anos. (vimeo.com/154060339?fl=pl&fe=vl)

Animações lúdicas no cinema

Conduzindo adultos e a criançada para dramaturgia cinematográfica, ainda dentro do universo da Primeira Infância, a Mostra convida o público para as sessões Cine ERANOS, com a exibição de dois curtas-metragens de animação. As sessões, com ambos os filmes, ocorrem do 7 ao 29/7, no Cine CCBB, somente às terças e quartas, às 10h, 11h, 13h e 14h, com sessões-extras dia 2/7, quinta, às 11h e às 13h.

Na abertura de cada sessão, poderá ser assistido o Os Pequenos Mundos: uma Aventura com Caixas, Com o uso de caixas de papel, que se transformam em personagens, esta animação conta a história de uma boneca, que ajuda um pequeno cervo, feito de caixa, em sua jornada para reencontrar seus pais. Na aventura, eles se deparam com diversas criaturas, também feitas de caixas. Ancorada no conceito de brinquedos não estruturados, que estimulam a imaginação, a dramaturgia revela a importância do cuidado e da fantasia. Com direção de Sandra Coelho, direção de arte de Adriano Guimarães, o curta-metragem tem animação de Leandro Maman e trilha assinada por Hedra Rockenbach. (www.youtube.com/watch?v=B0tjR3ktFuY, 9min. 2024).

Logo em seguida, o público vai conferir Cine.EMA, uma série de poemas animados, criados a partir das poesias do livro Pô!Ema, de autoria de Sandra Coelho. Em sintonia com a performance, o livro traz a figura da Ema que se alimenta de poemas. Nesta animação, a proposta é aproximar poética voltada para crianças ao desenho animado. O filme tem direção de Sandra Coelho, desenhos e animação por Leandro Maman e trilha original de Bruno Andrade e Priscila Schaukoski. Indicado para a partir de 1 ano de idade. (eranos.com.br/cineema/, 21min. 2022).

Sensibilização nas formas animadas

Para as famílias, tem ainda a Oficina de Formas Animadas para as Infâncias, de 2 de julho a 2 de agosto, de terça a domingo, às 13h30, na sala multiuso. Voltada para crianças da primeira infância acompanhadas de adultos responsáveis, esta oficina tem como proposta criar um momento de sensibilização para a expressão infantil através das formas animadas com atividades práticas de construção, demonstração de animação com diversos tipos de bonecos e exercícios de animação. Duração: 45 min, com limite de 10 crianças por oficina.

Formação gratuita para adultos

Entre 16 e 19 de julho, sempre às 18h, a sala multiuso recebe a Oficina de Teatro para a Primeira Infância. São quatro encontros de três horas cada, com a Eranos Círculo de Arte e artistas convidados, abordando temas relacionados ao fazer teatral e artes para crianças na Primeira Infância. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail: eranos.arte@gmail.com.

Uma trajetória de 16 anos dedicada à infância

Desde sua fundação, em 2010, o Eranos Círculo de Arte aposta na multidisciplinaridade, com incursões em teatro, literatura, audiovisual e artes visuais. O grupo já desenvolveu mais de 40 criações entre espetáculos, exposições, performances e obras literárias, participou de festivais nacionais e realizou temporadas em importantes centros culturais do Brasil. Suas produções receberam prêmios como CBTIJ, Iberescena, Elisabete Anderle, Myriam Muniz, Arte como Respiro e FUNARTE Respirarte, além de realizarem importantes circulações nacionais como Palco Giratório (Os Pequenos Mundos e Caixa Ninho).

A abordagem do coletivo está ancorada no conceito de Protagonismo Infantil, que coloca a criança no centro dos procedimentos criativos – desde a concepção e criação dramatúrgica até a relação entre elenco e plateia. Os trabalhos são permeados pelo uso de tecnologia digital, com bonecos e mecanismos impressos em 3D e projeções relacionais, sempre pensados com imagens de baixo estímulo e plenamente integradas ao espaço cênico. Essa pesquisa contínua, agora apresentada em Brasília, reafirma o compromisso do grupo com a arte como experiência transformadora para os primeiros anos de vida. Informações adicionais em: www.eranos.com.br.

Acessibilidade CCBB

A ação Vem pro CCBB conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes.

A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.

Horários da van, de quinta a domingo:

Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h

CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30

O CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Serviço:

Mostra Primeira Infância – Ocupação Teatral Eranos
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília – Teatro, Área Externa, Cinema e Sala Multiuso
Endereço: SCES, Trecho 2, Brasília – DF
Data: 2 de julho a 2 de agosto de 2026
Programação gratuita com retirada de ingressos no site www.bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília, a partir das 12h do sábado anterior de cada semana da programação.

Capacidade do teatro: 327 lugares (sendo sete espaços para cadeirante e três assentos para pessoas obesas)

Capacidade do cinema: 70 lugares (com espaço para cadeirante e assentos para pessoas obesas)

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

As sessões no Teatro:

Caixa Ninho: de 3 a 24/7, quintas e sextas, às 11h – a partir de 1 ano

O Barquinho Amarelo: de 4 a 26/7, sábados e domingos, às 11h – a partir de 1 ano

#Mergulho: de 3 a 26/7, sexta a domingo, às 16h30 – a partir de 1 ano

Pô!Ema: de 9 a 23/7, quintas, às 16h30 – a partir de 3 anos

As sessões na Área Externa:

Bebê e o Boi Babau: de 2 a 31 de julho de quinta a domingo, às 15h, e dias 1º e 2 de agosto às 11h – a partir de 2 anos

Acessibilidade:

As sessões dos dias 9, 11, 23 e 25/7 contam com tradução em Libras

As sessões Cine ERANOS no Cinema:

Os Pequenos Mundos e Cine.EMA: de 7 a 29/7, terças e quartas, às 10h, 11h, 13h e 14h, com sessões-extras dia 2/7, quinta, às 11h e às 13h – a partir de 1 ano

Na Sala Multiuso:

Oficina de Formas Animadas: de 2/7 a 2/8, terça a domingo, às 13h30

Ciclo de seminários para adultos: de 16 a 19/7, das 18h às 19h – inscrições gratuitas pelo e-mail eranos.arte@gmail.com

CCBB Brasília: aberto de terça a domingo, das 9h às 21h

Informações: fone: (61) 3108-7600 | e-mail: ccbbdf@bb.com.br | site/ bb.com.br/cultura | Instagram/ @ccbbbrasilia | Tiktok/@ccbbcultura  | YouTube/ Bancodobrasil

Dramaturgia de Likidah Mazindandú chega ao público em pré-venda, antecedendo estreia teatral

Foto divulgação

Publicação de Espiraldemí será lançada pela Editora M.inimalismos com campanha especial de pré-venda para ampliar o alcance da obra e formar novos públicos leitores

A dramaturgia Espiraldemí, escrita por Likidah Mazindandú, entra em pré-venda pela Editora M.inimalismos e marca uma nova etapa na trajetória da obra, que estreia nos palcos em agosto como monólogo. Vencedor da Premiação Sesc de Jovens Dramaturgias em 2018 com o texto Calibre 68 – Pra Cura do Corpo, o autor constrói em Espiraldemí uma reflexão sobre a história do Brasil a partir de perspectivas afro-diaspóricas, articulando memória, ancestralidade e resistência como elementos fundamentais para a construção de futuros possíveis.

Antecedendo sua estreia teatral, a obra chega ao público em uma campanha especial de pré-venda, ampliando o acesso à dramaturgia e fortalecendo o diálogo com as reflexões que atravessam o texto. O livro está disponível por R$ 54 (mais frete) e pode ser adquirido pelo link: https://www.editoraminimalismos.com/product-page/espiraldem%C3%AD-de-likidah-mazindand%C3%BA. 

Entre memórias pessoais e coletivas, Espiraldemí investiga os impactos das políticas de embranquecimento no Brasil, os apagamentos históricos produzidos pelo colonialismo e os caminhos de retorno às ancestralidades negras. A dramaturgia compreende o tempo não como uma linha reta, mas como uma espiral em constante movimento, onde passado, presente e futuro coexistem para revelar histórias de violência, permanência, reinvenção e luta.

“Essa dramaturgia nasceu do desejo de olhar para a história brasileira a partir das marcas que o colonialismo deixou em nossos corpos, territórios e memórias. Mas também da necessidade de imaginar caminhos de retorno, reconexão e futuro. Espiraldemí é um convite para que possamos revisitar essas histórias e compreender a potência das nossas ancestralidades na construção do que ainda está por vir”, afirma Likidah Mazindandú.

O lançamento da publicação antecede a estreia da montagem teatral e reforça a potência da produção dramatúrgica do Distrito Federal no cenário nacional. Ao mesmo tempo, amplia o acesso do público à obra e fortalece a circulação de dramaturgias negras contemporâneas produzidas no país.

Para ampliar o alcance da publicação e incentivar a formação de novos públicos leitores, a Editora M.inimalismos lança uma campanha especial de pré-venda. A iniciativa busca fortalecer a circulação da obra e estimular o compartilhamento da leitura como prática coletiva de construção de memória, afeto e conhecimento.

“Pensamos essa campanha como uma forma de fazer a dramaturgia circular para além dos espaços tradicionais. Existe algo muito potente no gesto de compartilhar um livro. Quando uma pessoa presenteia outra com uma obra, ela também compartilha memória, afeto e possibilidades de reflexão”, destaca o autor.

Articulando teatro, literatura e pensamento afrodiaspórico, Espiraldemí reafirma o papel da arte como ferramenta de elaboração da memória, produção de conhecimento e construção de narrativas capazes de desafiar os silenciamentos históricos e ampliar horizontes de imaginação coletiva.

Sobre o autor

Likidah Ferreira é artista, dramaturgo, escritor e educador nascido e criado no Distrito Federal. Graduado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduado em Cultura e Educação pela FLACSO Brasil, desenvolve pesquisas e criações que articulam ancestralidade, memória, corpo e cosmopercepções afrodiaspóricas. Sua atuação transita entre teatro, performance, literatura e artes visuais. Foi vencedor da Premiação Sesc de Jovem Dramaturgia (2018) e é autor de dramaturgias, performances e publicações que investigam as relações entre identidade, território e imaginação de futuros para corpos historicamente marginalizados.

SERVIÇO: Pré-venda de Espiraldemí
Autor: Likidah Mazindandú
Editora: M.inimalismos
Link para compra: https://www.editoraminimalismos.com/product-page/espiraldem%C3%AD-de-likidah-mazindand%C3%BA
Valor: R$ 54 + frete.

INNER 360 abre nova turma de Master Practitioner em PNL

Foto divulgação

Formação avançada em PNL com Eduardo Rocha acontece em Brasília e aprofunda estratégias internas, crenças, valores, metaprogramas e modelagem de pessoas de sucesso

A INNER 360 realiza, de 26 a 28 de junho e de 3 a 5 de julho, em Brasília, mais uma edição da Formação Master Practitioner em PNL, conduzida pelo trainer internacional Eduardo Rocha. Voltado para quem já concluiu o Practitioner, o curso propõe um mergulho mais profundo nos processos avançados da Programação Neurolinguística, com foco na modelagem da excelência humana e no desenvolvimento de estratégias práticas para transformação pessoal e profissional.

De acordo com Eduardo, mais do que ampliar repertório técnico. A proposta da formação Master Practitioner em PNL é capacitar os participantes a reconhecer, modelar e aplicar estratégias internas de excelência em diferentes contextos da vida, da comunicação, da liderança, dos atendimentos terapêuticos e do desenvolvimento humano.

“Quando uma pessoa chega ao Master, ela já não busca apenas técnicas. Ela quer compreender a arquitetura interna dos resultados: como decisões são construídas, como crenças se organizam, como estratégias de excelência podem ser observadas, modeladas e aplicadas com ética, consciência e precisão”, destaca.

Durante a formação, os participantes têm contato com processos avançados de PNL, que segundo Eduardo, é uma etapa decisiva para quem deseja ir além da aplicação pontual de recursos e passar a pensar a PNL de forma mais estratégica. “O Practitioner abre portas importantes. O Master ajuda a pessoa a atravessar essas portas com mais autonomia. Uma formação para quem refinar percepção e repertório e desenvolver a capacidade de criar intervenções, métodos e caminhos próprios com a PNL”.

A formação será realizada no Auditório da INNER 360, localizado na Torre A, Sala 510, do Pátio Brasil Shopping, no Setor Comercial Sul, em Brasília. As aulas acontecem em dois módulos: o primeiro de 26 a 28 de junho e o segundo de 3 a 5 de julho. Às sextas-feiras, os encontros serão das 14h às 20h; aos sábados e domingos, das 10h às 20h.

A formação é indicada para practitioners que desejam aprofundar sua atuação e desenvolver novas possibilidades de aplicação da PNL em suas áreas de vida e trabalho.

Serviço: Formação Master Practitioner em PNL® com Eduardo Rocha
Módulo 1: 26 a 28 de junho, sexta, sábado e domingo
Módulo 2: 3 a 5 de julho, sexta, sábado e domingo
Horários: sextas, das 14h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 20h
Local: Auditório INNER 360, Torre A, Sala 510, Pátio Brasil Shopping
Endereço: Setor Comercial Sul, Quadra 6, Asa Sul, Brasília
Mais informações pelo WhatsApp: 61 9927-6717