Brasília tem de melhor na Cultura, Entretenimentos, Arquitetura, Design e Decoração, Feiras, Cursos, Workshops, Seminários, Gastronomia, Vinhos, Cafés, Moda, Beleza…
Em abril de 1994, o mundo assistiu a um dos episódios mais brutais da história contemporânea: o genocídio contra os Tutsi em Ruanda. Em apenas cerca de 100 dias, estima-se que mais de 800 mil pessoas foram assassinadas, em sua maioria tutsis, além de hutus moderados que se opunham à violência. O massacre, marcado por extrema crueldade e pela mobilização sistemática de milícias e civis, deixou cicatrizes profundas que ainda ecoam na sociedade ruandesa e na consciência internacional.
O estopim da tragédia foi a queda do avião que transportava o então presidente Juvénal Habyarimana, em 6 de abril de 1994. A partir desse momento, iniciou-se uma campanha organizada de extermínio, impulsionada por discursos de ódio e pela propaganda extremista que incitava a população à violência. O genocídio revelou não apenas a fragilidade das instituições nacionais, mas também a falha da comunidade internacional em agir de forma rápida e eficaz para impedir a escalada dos assassinatos.
Três décadas depois, cerimônias como o Kwibuka — palavra que significa “lembrar” em kinyarwanda — reforçam a importância da memória coletiva e da reflexão. Em discursos oficiais de comemoração, autoridades e representantes diplomáticos destacam a necessidade de honrar as vítimas, apoiar os sobreviventes e reafirmar o compromisso global com a prevenção de genocídios. A lembrança não é apenas um ato simbólico, mas um instrumento essencial para evitar que tragédias semelhantes voltem a ocorrer.
As mensagens apresentadas nesses eventos enfatizam também a importância da reconciliação nacional, processo que transformou Ruanda em um exemplo de reconstrução após o conflito. Por meio de políticas de unidade, justiça restaurativa e desenvolvimento social, o país tem buscado superar as divisões do passado e promover uma identidade nacional baseada na convivência pacífica.
Ainda assim, especialistas alertam que os sinais que antecederam o genocídio — como a desumanização de grupos, a disseminação de desinformação e o enfraquecimento das instituições democráticas — permanecem presentes em diferentes partes do mundo. Por isso, líderes internacionais ressaltam, em seus discursos, a responsabilidade coletiva de identificar e combater essas ameaças desde os primeiros indícios.
O genocídio dos tutsi em Ruanda permanece como um lembrete contundente das consequências do ódio e da indiferença. Ao recordar esse capítulo sombrio da história, a comunidade internacional reafirma um compromisso fundamental: o de que atrocidades dessa magnitude nunca mais sejam permitidas.
Especialista do CEUB traz orientações práticas para identificar riscos e criar ambientes mais seguros
No dia 7 de abril, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, o alerta se volta para um problema que ainda atinge milhares de estudantes no Brasil. Um em cada quatro alunos já sofreu algum tipo de violência física ou psicológica no ambiente escolar, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), do IBGE. O cenário se agrava com o cyberbullying, que amplia o alcance das agressões e intensifica os impactos na saúde mental de crianças e adolescentes.
A professora de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Ludymila Borges Santana, destaca a importância de identificar sinais precoces com prevenção dentro de casa e no ambiente escolar.
Segundo a especialista clínica infanto juvenil, mudanças de comportamento devem ser observadas: “Mudanças de comportamento, isolamento e queda no rendimento escolar são sinais importantes de que algo pode não estar bem”. A docente do CEUB reforça que o bullying não é um problema isolado. “Esse é um fenômeno coletivo, que envolve todo o ambiente. Quando não há intervenção, tende a se repetir e a agravar impactos na saúde mental”, alerta, chamando atenção para a responsabilidade da escola e dos responsáveis.
De acordo com a especialista, alguns comportamentos podem indicar que a criança ou o adolescente está sofrendo ou envolvido em situações de violência:
Isolamento repentino ou afastamento de amigos.
Queda no desempenho escolar.
Mudanças de humor, tristeza frequente, apatia, ansiedade ou irritabilidade.
Resistência em ir à escola, ou sair com amigos, e ainda a usar redes sociais.
Alterações no sono ou apetite.
Mudanças bruscas de comportamento.
Uso de roupas para esconder o corpo, mesmo em dias quentes.
Medos que antes não tinham.
Como prevenir: 5 atitudes práticas para famílias e escolas Confira as dicas da especialista do CEUB para reduzir casos de bullying e cyberbullying:
Mantenha o diálogo aberto “O adolescente precisa se sentir seguro para falar. Escute sem julgamentos e com atenção, crie forma de aproximação.”, orienta. Quando há acolhimento, aumentam as chances de o jovem relatar situações de violência, ou angústias presentes que vivencia no seu dia a dia.
Observe o comportamento no dia a dia Pequenas mudanças podem indicar sofrimento emocional e devem ser investigadas com cuidado e diálogo. “Falar sobre empatia, respeito e convivência precisa fazer parte da rotina. A prevenção acontece nas pequenas interações do dia a dia, tanto na família quanto na relação com a escola”, destaca a professora do CEUB.
Escola segura faz a diferença A escola tem papel central na prevenção ao bullying. “A escola precisa promover uma cultura de respeito, com espaços de escuta e ações contínuas. Não basta agir só quando o problema aparece, devemos trabalhar com prevenção”, afirma a docente do CEUB.
Acompanhe o uso da internet “O cyberbullying não tem pausa. Ele pode acontecer a qualquer momento, o que intensifica o impacto emocional”, alerta a especialista. O aumento de denúncias nas redes sociais evidencia como a exposição digital pode ultrapassar limites e gerar sofrimento psíquico, tornando essencial o acompanhamento ativo dos responsáveis, como previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei de Combate ao Bullying.
Estimule valores como respeito e empatia A prevenção também passa pela educação emocional. Ensinar respeito, empatia e responsabilidade nas relações ajuda crianças e adolescentes a desenvolver habilidades sociais e lidar melhor com conflitos. “A convivência cotidiana também é um fator de proteção importante. Estar presente, compartilhar atividades e demonstrar interesse genuíno pela rotina dos filhos fortalece o vínculo e facilita a comunicação”.
De acordo com a especialista do CEUB, criar um ambiente seguro, com escuta ativa e sem julgamentos, contribui para a identificação precoce de sinais de sofrimento. “O reconhecimento de esforços, os elogios e o incentivo à autonomia também fortalecem a autoestima, que é essencial para enfrentar situações adversas”.
Evento reunirá lideranças do Brasil e do Butão para debater felicidade como estratégia de desenvolvimento humano e social
O 2º Congresso da Felicidade de Brasília, que será realizado no dia 20 de março de 2026, no Museu Nacional da República, confirma os nomes dos palestrantes desta edição e consolida o evento como um dos principais fóruns nacionais dedicados ao debate sobre felicidade, bem-estar e desenvolvimento humano. Após o impacto da primeira edição, o Congresso amplia sua proposta e reúne lideranças do Brasil e do Butão para discutir a felicidade como eixo estratégico de políticas públicas, cultura organizacional, formação educacional e transformação social.
O evento, realizado pelo IPCB – Instituto de Produção Socioeducativo e Cultural Brasileiro, com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, acontecerá das 9h às 18h, em celebração ao Dia Internacional da Felicidade, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas através do https://felicidade.inscreva.online/.
Entre os nomes confirmados está Cosete Ramos, consultora da felicidade e idealizadora do Movimento Brasília Capital da Felicidade. Com o tema “Educação para Felicidade”, Cosete abordará o papel da escola e da formação humana na construção de uma sociedade emocionalmente mais saudável e consciente. Para ela, a felicidade deve ser compreendida como valor estruturante da educação contemporânea, capaz de orientar práticas pedagógicas, fortalecer vínculos e preparar crianças e jovens para uma vida com propósito e responsabilidade social. “Ver o Congresso chegar à segunda edição com esse nível de engajamento é uma enorme satisfação. Isso mostra que a felicidade deixou de ser um discurso e passou a ser uma construção coletiva, assumida por educadores, gestores e pela sociedade”, afirma.
A dimensão internacional do evento será reforçada pela presença de Lhatu, diretor executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão. Sua palestra, intitulada “A Felicidade Interna Bruta (FIB) é mais importante do que o Produto Interno Bruto (PIB)”, trará a experiência do país que se tornou referência mundial ao adotar a felicidade como indicador oficial de desenvolvimento. O modelo butanês propõe uma abordagem que integra bem-estar psicológico, sustentabilidade ambiental, cultura e boa governança, ampliando a compreensão tradicional baseada exclusivamente em indicadores econômicos.
O Congresso também trará a perspectiva do mundo empresarial com a participação de Lívia Azevedo, primeira diretora de Felicidade do Brasil. Em sua palestra, “Felicidadecorporativa: a jornada que transforma pessoas e negócios”, Lívia compartilhará experiências práticas sobre como o bem-estar organizacional impacta produtividade, engajamento e cultura empresarial. Em um contexto em que saúde mental e clima organizacional ganham centralidade nas estratégias de negócios, sua participação amplia o diálogo entre desenvolvimento humano e performance institucional.
A dimensão técnica e científica da programação será representada por Manoel Clementino Barros Neto, diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). Ele apresentará os resultados da pesquisa inédita “Felicidade no Distrito Federal: fatores associados e implicações para políticas públicas”, estudo que analisa dados objetivos e subjetivos sobre qualidade de vida e percepção de bem-estar da população do DF. A apresentação marca um passo importante na consolidação da felicidade como indicador relevante para formulação de políticas públicas baseadas em evidências.
Completando o quadro de palestrantes, o Bispo JB Carvalho, autor de 22 livros, incluindo o best-seller Metanoia, teólogo e conferencista, levará ao Congresso uma reflexão que conecta espiritualidade, consciência e transformação interior. Reconhecido por sua atuação na formação de lideranças e no estímulo à renovação do pensamento como instrumento de mudança de realidades, o Bispo abordará o tema: Espiritualidade e Felicidade.
Para o presidente do IPCB, Jorge Luiz, a consolidação do Congresso demonstra maturidade institucional e reconhecimento público da pauta. “É uma grande satisfação ver o Congresso crescer e reunir vozes tão diversas em torno de um propósito comum. A felicidade hoje é um tema estratégico e necessário, e Brasília assume um papel de protagonismo ao abrir esse espaço qualificado de diálogo”, destaca.
Serviço:
2º Congresso da Felicidade de Brasília Quando: 20 de março de 2026, das 9h às 18h Onde: Museu Nacional da República – Brasília Ingressos: gratuito Inscrições:Link Mais informações: @congressodafelicidadebsb
Mobilização será realizada no dia 24 de março, às 19h, em frente à Igreja Matriz, com atividades de conscientização para fortalecer a rede de proteção às mulheres
A Prefeitura de Pirenópolis realiza, no dia 24 de março, às 19h, uma mobilização pública de conscientização e enfrentamento ao feminicídio. O encontro será realizado em frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário e reunirá moradores, autoridades e representantes da rede de proteção em um momento de reflexão, informação e compromisso coletivo com a defesa da vida das mulheres.
A ação integra a campanha “Feminicídio Zero – nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”, que busca mobilizar a sociedade para reconhecer, prevenir e denunciar situações de violência.
A iniciativa tem como objetivo ampliar o debate público sobre o tema, incentivar a denúncia e fortalecer a rede de apoio às mulheres no município.
A mobilização é promovida pela Secretaria de Saúde, Assistência Social, Esporte e Lazer (SISAE) e está alinhada às políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher previstas na Lei Maria da Penha, além das orientações do Ministério da Saúde, que incentivam ações comunitárias de informação, prevenção e fortalecimento da rede de proteção.
A secretária de Economia, Gestão e Planejamento do município de Pirenópolis, Escolástica Menezes, destaca que o enfrentamento ao feminicídio depende do envolvimento de toda a sociedade.
“A violência contra a mulher muitas vezes começa de forma silenciosa e evolui progressivamente. Por isso, é fundamental que familiares, vizinhos e toda a sociedade estejam atentos e dispostos a agir para proteger as vítimas e romper o ciclo da violência”, afirma.
A mobilização convida toda a população a assumir uma postura ativa na defesa das mulheres e na construção de uma cultura baseada no respeito, na igualdade e na proteção à vida.
Em situações de violência contra a mulher, a orientação é buscar ajuda e realizar denúncia por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, canal nacional que funciona 24 horas por dia.
A Prefeitura de Pirenópolis convida moradores e visitantes a participarem da mobilização, reforçando que a proteção das mulheres é um compromisso coletivo de toda a sociedade.
Serviço:
Mobilização Feminicídio Zero Local: Frente da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário Data: 24 de março Horário: 19h
Doutora em Psicologia do CEUB analisa raízes emocionais e sociais das relações abusivas, diante do recorde de feminicídios no Brasil
No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o debate sobre violência de gênero ganha ainda mais urgência. O Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio em 2025, média de quatro mulheres mortas por dia em contexto de violência doméstica ou familiar. Outras 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência no último ano. No cenário global, dados da ONU indicam que, em 2024, 50 mil mulheres e meninas foram mortas por parceiros ou familiares, uma morte a cada 10 minutos.
Para Flávia Timm, doutora em Psicologia e professora do Centro Universitário de Brasília (CEUB), enfrentar a violência contra a mulher exige mais do que indignação pública: não é aceitável que a vida feminina esteja em risco dentro de casa. “Vivemos um genocídio de mulheres. Os mitos do amor romântico e as normas de gênero que objetificam a mulher precisam ser questionados, pois sustentam e naturalizam comportamentos abusivos.
Idealizado como solução para a solidão e promessa de felicidade, o amor romântico muitas vezes perpetua relações abusivas. A violência não é um problema individual, mas político, estruturado no sistema patriarcal e capitalista”, afirma.
Confira a entrevista na íntegra:
A violência costuma começar de forma sutil? Quais são os primeiros sinais de alerta?
FT: A violência não ocorre de forma sutil, mas de forma programada, no que chamamos de microviolências. O autor prepara a vítima para as agressões, produzindo constrangimentos, medo e até receio das alterações de humor do companheiro.
Inicialmente, começa com violência psicológica, um tipo de violência silenciosa, pois se esconde atrás da naturalização: atitudes hostis passam despercebidas. A violência psicológica busca desestabilizar ou ferir a mulher e já se apresenta como uma forma de recusa à alteridade. Esse tipo de violência ocorre quando o homem, ou autor da violência doméstica, nega o outro e o considera objeto de sua satisfação pessoal.
Quando esse tipo de abuso ocorre, é comum o autor justificar suas ações, derrapagens ou excessos com ciúmes, estresse, história de vida pregressa ou traumas familiares. E as mulheres tendem a acreditar que a pessoa não sabe se expressar ou que traumas anteriores afetam sua comunicação e suas relações. Porém, essa naturalização prepara o terreno para a intensificação das agressões. O processo envolve controle, isolamento da vítima, que deixa de se relacionar com família e amigos para evitar críticas, assédio (discussões infindáveis, extorsão de confissões injustificadas e irreais), aviltamento (com o propósito de atingir a autoestima), humilhações e indiferença.
Por que ainda se confunde ciúme com prova de amor e quando ele se torna controle?
FT: O ciúme foi naturalizado como reação frente ao objeto amoroso escolhido, como se revelasse que o amor existe. Essa naturalização foi incorporada aos costumes e práticas sociais. Está estruturada no mito do amor romântico, baseado na crença de que “amor é possessividade e exclusividade”. Dentro dessa lógica, o ciúme é interpretado como sinal do valor do parceiro e do medo de perdê-lo, sendo validado como expressão legítima e até desejável, do afeto. O ciúme não se torna controle; ele é uma estratégia de controle desde o início. A questão é que só é percebido como tal quando a sensação de sufocamento e a perda da liberdade se tornam insuportáveis para a vítima.
A dificuldade masculina de lidar com emoções e frustrações pode contribuir para comportamentos agressivos?
FT: Sim, a dificuldade masculina em lidar com emoções e frustrações é um fator que contribui para comportamentos agressivos. A antropóloga Rita Laura Segato conceitua o “mandato de masculinidade” como uma pressão social e cultural que obriga os homens a demonstrarem virilidade constantemente perante outros homens e a sociedade.
Esse mandato impõe um roteiro de comportamentos que reprime a expressão de sentimentos considerados “femininos”, como vulnerabilidade, medo e tristeza, ao mesmo tempo em que valoriza força, dominação e agressividade como provas de masculinidade.
Os grupos de reeducação de autores de violência trabalham exatamente nessa perspectiva, promovendo responsabilização a partir da desconstrução de estereótipos de gênero, conforme assegura a Lei Maria da Penha.
Por que é tão difícil romper o ciclo da violência?
FT: Romper com a violência doméstica é um processo complexo, pois envolve múltiplos fatores: econômicos, sociais, políticos, religiosos, culturais e individuais. Não existe regra única ou protocolo unificado. As experiências são singulares, e cada vítima vive uma realidade distinta que precisa ser respeitada. Algumas mães mantêm o relacionamento abusivo para não afetar os filhos. Outras acreditam que as condições financeiras influenciam o comportamento do companheiro e que o estresse vai mudar. Tem ainda quem aposte que o amor conseguirá transformar comportamentos hostis.
Não é fácil viver um relacionamento abusivo, nem rompê-lo. São muitas desconstruções necessárias: desde a idealização do amor romântico até a problematização dos modos de vida normalizadores que a sociedade e a cultura capitalista impõem. Romper com padrões repressivos de liberdade exige persistência crítica, disposição para repensar normas, rever preconceitos e estereótipos, ampliar diálogos, enfim, menos repetições que sequestram nossa potência de afirmar uma vida verdadeiramente livre.
Sair do ciclo também demanda decisões judiciais justas, acolhimento policial adequado e uma rede de apoio social que compreenda o caráter político da violência de gênero. A decisão individual sem uma estrutura institucional e social que as proteja e acolha pode se transformar em um perigo para as mulheres e seus filhos.
Quais orientações você daria para quem suspeita estar vivendo relação abusiva?
1. Confie na sua percepção: Se algo parece errado, provavelmente está. Não minimize seus sentimentos nem as atitudes do(a) parceiro(a). O desconforto é o organizá-la e percebê-la com mais clareza, quebrando o segredo que alimenta o primeiro sinal de que seus limites estão sendo violados.
2. Converse com alguém de confiança: Fale com amigos, familiares ou procure um profissional (psicólogo, assistente social). Externalizar a situação ajuda a
3. Informe-se sobre o ciclo da violência: Compreender as fases (aumento da tensão, explosão e “lua de mel”) ajuda a identificar o padrão e desmistificar a ideia de que “foi só um episódio isolado”
4. Busque ajuda especializada: Procure Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CEAM), o programa Direitos Delas (Secretaria de Justiça), delegacias da mulher e organizações não governamentais, como o Instituto Umanizzare e a
Casa IEDA, em Brasília, que oferecem apoio psicológico, social e jurídico. O número 180 (Central de Atendimento à Mulher) é um canal fundamental de escuta e orientação.
5. Planeje sua segurança: Organize um plano de proteção, compartilhe a situação com pessoas da sua rede, acione os órgãos de segurança pública e o Judiciário, solicite medida protetiva com base na Lei Maria da Penha. A maior segurança é não estar sozinha. Busque ajuda e amplie sua rede junto às instituições que acolhem, orientam e fortalecem os direitos das mulheres. Viver sem violência é um direito!
Evento celebra o Dia Internacional da Felicidade e traz Lhatu, diretor executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão, referência mundial em políticas públicas de bem-estar
Brasília sediará, no dia 20 de março, o 2º Congresso da Felicidade, consolidando a capital federal como um dos principais polos nacionais de debate sobre felicidade, bem-estar e desenvolvimento humano. O evento, realizado pelo IPCB – Instituto de Produção Socioeducativo e Cultural Brasileiro, com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, acontece no Museu Nacional da República, das 9h às 18h, em celebração ao Dia Internacional da Felicidade, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas através do https://felicidade.inscreva.online/.
Após o sucesso do primeiro encontro, este segundo Congresso marca um novo capítulo do movimento “Brasília Capital da Felicidade”, ampliando o diálogo entre ciência, educação, políticas públicas, cultura e sociedade. “O 2º Congresso da Felicidade consolida Brasília como um território de inovação social. Estamos falando de um encontro em torno de uma pauta que hoje é central no mundo: colocar o bem-estar no centro das decisões”, pontua o gestor do IPCB Jorge Luiz.
Para a professora e pioneira Cosete Ramos, incentivadora e consultora da felicidade do Congresso, o projeto nasce da própria essência da capital federal. “Brasília sempre foi chamada de capital da esperança por Juscelino Kubitschek. Hoje, nós dizemos que Brasília é a capital da felicidade. Esse sonho começou lá atrás, no coração de quem estava aqui em 21 de abril de 1960, e hoje envolve toda a sociedade”, afirma.
Um dos grandes destaques desta edição será a apresentação oficial do resultado da pesquisa “Felicidade no Distrito Federal: fatores associados e implicações para políticas públicas”, desenvolvida pelo IPEDF, órgão oficial do Governo do Distrito Federal.
“A felicidade hoje é a maior pauta do mundo. É uma temática internacional, liderada pela ONU, que todos os anos, no dia 20 de março, divulga o ranking dos países mais felizes do planeta. E nós vamos apresentar esses dados durante o Congresso”, destaca Cosete.
Para embasar o desenvolvimento da pesquisa, Cosete realizou missão de estudos no Butão, referência mundial em políticas de Felicidade Interna Bruta, acompanhada pelos diretores do Movimento, Eduardo Ruy Ramos Jobim e Ângela Martins. A experiência contribuiu diretamente para a construção da metodologia aplicada pelo IPEDF.
Presença de peso no evento
Outro grande destaque desta edição é a presença de Lhatu, diretor executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão (GNH Centre Bhutan), uma das maiores referências internacionais na aplicação prática do conceito de felicidade como política pública.
Com uma trajetória marcada pela atuação no serviço público, em organismos internacionais e no setor privado, Lhatu é um dos principais líderes globais na difusão do modelo de Felicidade Interna Bruta (FIB), filosofia que orienta o desenvolvimento do Butão e inspira governos ao redor do mundo. Ex-parlamentar por dois mandatos, ele liderou políticas nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário.
Ao longo da carreira, também atuou no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e em projetos de agroindústria sustentável, geração de renda e preservação ambiental.
“Atualmente, à frente do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão, Lhatu ajuda a mostrar ao mundo que o desenvolvimento precisa colocar o bem-estar das pessoas no centro das decisões”, reforça Cosete.
Segundo a professora, o movimento em Brasília já ultrapassou os limites de um evento. “Essa não é uma pauta que chega em Brasília, é uma pauta que envolve o mundo inteiro. Ela foi acolhida pela sociedade civil, pelo governo, pelos empresários e pelas escolas. Fizemos inclusive concursos com crianças sobre o que é uma escola da felicidade, sobre o que elas sonham. É um movimento coletivo”, ressalta.
O 2º Congresso da Felicidade de Brasília reunirá especialistas, pesquisadores, educadores, gestores públicos e lideranças institucionais para refletir sobre caminhos inovadores de desenvolvimento humano, reafirmando a felicidade como um eixo estratégico das políticas públicas contemporâneas. Os participantes receberão certificado ao final do encontro.
“Mais do que um evento, o Congresso é um convite à reflexão, ao pertencimento e à construção de uma cidade e de um país onde viver bem seja prioridade”, conclui a consultora do evento Cosete Ramos.
Serviço:
2º Congresso da Felicidade de Brasília Quando: 20 de março de 2026, das 9h às 18h Onde: Museu Nacional da República – Brasília Ingressos: gratuito Inscrições:Link Mais informações: @congressodafelicidadebsb
Psicóloga do CEUB explica por que respeitar limites é essencial para uma festa segura, leve e sem violência
O Carnaval é sinônimo de festa, alegria e liberdade. Mas junto com a descontração, cresce a necessidade de reforçar uma regra básica de convivência: o respeito ao consentimento. Essa máxima, que emerge da campanha “Não é Não”, criada em 2017 por um coletivo de mulheres após sucessivos episódios de assédio, precisa ir além do slogan para garantir uma folia segura, respeitosa e inclusiva. Do ponto de vista da psicologia social crítica e do pós-estruturalismo, compreender essa demanda é reconhecer que o consentimento não é um detalhe, mas um ato político que desafia estruturas históricas de poder.
Flávia Timm, doutora em Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), contextualiza a perspectiva foucaultiana, em que o poder disciplinar opera tornando os corpos “dóceis e úteis” através da normalização. No contexto festivo, segundo ela, a “descontração” funciona como um discurso que normaliza o assédio, tratando o corpo feminino como público e acessível. “O consumo de álcool, a euforia e a sensação de anonimato fazem com que algumas pessoas interpretem sinais de forma equivocada, intensificando comportamentos impulsivos. Por isso, o consentimento precisa ser claro, explícito e contínuo. Se a outra pessoa diz “não”, demonstra desconforto ou não responde de forma afirmativa, esse limite deve ser respeitado”, afirma Flávia.
A especialista ressalta que o consentimento se aplica a qualquer tipo de interação, desde um beijo até toques considerados aparentemente “inofensivos”. “Ignorar um “não” ou insistir caracteriza assédio, independentemente do contexto”, crava. Ela reforça que a ausência de reação não é autorização. “Muitas pessoas entram em estado de paralisia em situações invasivas, o que não pode ser confundido com concordância. A violência de gênero se sustenta na ideia de que certos corpos, sobretudo os femininos, os dissidentes, importam menos. Ao afirmar “não é não”, as mulheres transformam seus corpos em espaço político de reivindicação, performatizando uma recusa que desafia as normas que as tornam vulneráveis”.
Dados reforçam que o assédio não é consequência do “excesso da festa”, mas de um problema estrutural. Levantamento do Instituto Datafolha aponta que mais de 40% das brasileiras já sofreram algum tipo de assédio, sendo festas e eventos públicos contextos recorrentes. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica que o Carnaval está entre os períodos com maior número de registros de importunação sexual em espaços públicos. A Lei nº 13.718/2018, que tipificou o crime de importunação sexual, representa avanço legislativo impulsionado pela visibilidade que a campanha “Não é Não” conferiu ao tema.
De acordo com a docente do CEUB, quando o “não é não” é levado a sério, cria-se uma cultura de cuidado coletivo. “A diversão não diminui; ela se torna mais leve e inclusiva. A orientação é clara: antes de qualquer aproximação, observe, pergunte e respeite. No Carnaval, assim como em qualquer época do ano, a alegria e o respeito devem caminhar juntos”, defende Flávia Timm. A especialista concluiu que, como aponta a micropolítica de gênero que sustenta a campanha, reconhecer a dignidade do outro é reconhecer que seu corpo, sua vontade e sua recusa importam.
5 pontos para refletir durante o Carnaval Silêncio é consentimento? Não. O consentimento exige manifestação clara e explícita. O álcool muda limites? Não. Beber não autoriza invasões nem relativiza o ‘não’. Insistir após a recusa é paquera? Não. Insistência é violência, não flerte. A ausência de reação é concordância? Não. A paralisia é uma resposta comum ao medo. Quem presencia também é responsável? Sim. O silêncio contribui para a manutenção do abuso.
Especialista do Reciclagem Educacional destaca organização, descanso e novas técnicas para aproveitar o recesso sem culpa
Mesmo durante as férias, muitos estudantes buscam maneiras de manter o foco para não perder o ritmo, especialmente quem pretende encarar provas e vestibulares. Para ajudar nessa missão, o professor Rubens Martins, do Reciclagem Educacional, reuniu uma série de orientações que equilibram constância, bem-estar e leveza no período de recesso.
O professor Rubens explica que o ideal é estabelecer uma rotina leve, com horários definidos, mas sem a rigidez do ano letivo. Ele reforça que as férias não devem ser marcadas por autocobrança excessiva. “O estudante não precisa se punir pelo rendimento ao longo do ano. O objetivo agora é aprimorar, não se culpar”, afirma.
Entre os cuidados essenciais, o professor recomenda priorizar o descanso, manter boa alimentação, regular o sono e concentrar os estudos no horário da manhã, quando o rendimento costuma ser mais alto. De acordo com ele, “duas ou três horas bem focadas podem render mais do que longos períodos dispersos”.
O período também é ideal para testar novas estratégias de estudo, como mapas mentais, revisões espaçadas, resumos digitais e organização por temas. Rubens ainda orienta que o estudante registre o que estudou, seja em caderno, planner ou aplicativo, para visualizar seu progresso e identificar o que funciona melhor.
Além das recomendações do professor, outras práticas podem fortalecer o aproveitamento das férias: estudar em ambientes diferentes, alternar matérias leves e pesadas, estabelecer metas semanais realistas, evitar multitarefas, reduzir distrações digitais e criar pequenas recompensas após ciclos de estudo.
Com equilíbrio entre constância e descanso, é possível aproveitar as férias sem abrir mão do aprendizado, e ainda começar o próximo ano letivo com mais estratégia e tranquilidade.
Especialista em cibersegurança, Eduardo Nery, alerta para o aumento de fraudes virtuais durante o período e orienta consumidores sobre como evitar golpes on-line
Com a chegada da Black Friday, que este ano será realizada no dia 29 de novembro, cresce a expectativa por descontos expressivos — e também o número de tentativas de golpes virtuais. O especialista em cibersegurança Eduardo Nery, CEO e sócio-fundador da Every Cybersecurity and GRC Solutions, alerta que o período é um dos mais visados pelos criminosos digitais e que o cuidado deve começar antes mesmo do clique.
“Desconfie sempre. O primeiro passo é verificar se o site é verdadeiro e se o canal de venda é oficial. Golpistas se aproveitam da pressa e da empolgação dos consumidores para aplicar fraudes. Sempre que possível, use cartões virtuais e evite inserir dados pessoais em links recebidos por e-mail ou redes sociais”, explica Nery.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, o número de estelionatos virtuais no país registrou 2,2 milhões casos de estelionato — o que equivale a aproximadamente 4 golpes por minuto. No Distrito Federal, o crescimento foi de 55% no mesmo período. O crescimento desse tipo de crime entre 2018 e 2024 foi de 408% e a taxa média nacional para 2024 foi de 1.019,2 casos de estelionato por cada 100 mil habitantes. “Os crimes deixaram de ser físicos e se tornaram digitais. Hoje, um fraudador pode cometer um golpe em qualquer parte do mundo, de forma anônima e remota. Para eles, a Black Friday é um verdadeiro parque de diversões — se o consumidor não estiver atento, a data pode virar uma Black Fraude”, acrescenta o especialista.
Dicas para uma Black Friday segura
• Desconfie de ofertas boas demais para serem verdade.
• Evite clicar em links desconhecidos.
• Ative o duplo fator de autenticação em todos os aplicativos e plataformas.
• Crie senhas complexas, com pelo menos 14 caracteres, misturando letras, números e símbolos.
• Troque suas senhas periodicamente.
• Não use redes Wi-Fi públicas para fazer compras ou acessar aplicativos bancários.
• Prefira cartões virtuais com validade curta para compras on-line.
• Verifique a legitimidade de sites e lojas antes de fornecer dados pessoais.
Sobre a Every Cybersecurity and GRC Solutions
A Every Cybersecurity and GRC Solutions é referência nacional em segurança da informação, LGPD, governança, risco e compliance. Certificada nas normas ISO 27001 (Gestão de Segurança da Informação) e ISO 27701 (Gestão de Privacidade da Informação), a empresa foi reconhecida com o selo GPTW (Great Place to Work) e atua com foco em inovação, cultura colaborativa e excelência técnica.
Entre seus clientes estão instituições como Serpro, Petrobras, FAB, ANA, CEB, Comitê Olímpico do Brasil, TSE, Eletrobrás, MSC Cruzeiros, Imprensa Nacional e Agro Amazônia.
No dia 30, Tarciana Medeiros recebe Luiza Trajano (Magazine Luiza) e Andreza Alberto (Embraer) para uma conversa sobre empresas que transformam e impulsionam o país com tecnologia made in Brasil
O Banco do Brasil dá início nesta terça-feira, 28, à quarta edição do BB Digital Week (BBDW), um dos maiores encontros de inovação, tecnologia, sustentabilidade e negócios do país, com o tema “Tecnologia made in Brasil: o futuro é agora”, um convite à reflexão sobre o papel do país como criador e exportador de soluções tecnológicas. Realizado até o dia 30 de outubro, no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília, o evento promete reunir cerca de 30 mil pessoas em três dias de debates, experiências e ativações sobre o futuro digital do Brasil.
O destaque do evento será o painel “Grandes empresas que transformam e impulsionam o país com tecnologia made in Brasil”, em que a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, receberá Luiza Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, e Andreza Alberto, vice-presidente de pessoas, ESG e comunicação da Embraer, para um debate sobre como as grandes empresas moldam a economia e constroem o futuro do país com inovação, às 14h de quinta-feira, 30.
Já consolidado como um dos principais eventos sobre tecnologia, inovação, negócios e sustentabilidade do país, o BBDW é gratuito e aberto à participação do público, além de atrativo para mercado, governo e universidades. O BB Digital Week reforça o compromisso do Banco do Brasil com a democratização do conhecimento e com o fortalecimento do ecossistema de inovação nacional.
Serão mais de 280 palestras, painéis e workshops em 16 palcos, com a participação de 500 conteudistas, entre influenciadores e especialistas. A programação é dividida em 13 trilhas de conhecimento – agilidade; agronegócio; ASG; cibersegurança; desenvolvimento; empreendedorismo e negócios; experiência; governança e gestão de TI; IA e analytics; infraestrutura; inovação; marketing e comunicação; e pessoas e transformação.
Painéis e atrações
Nesta terça, um dos destaques da programação será a participação do artista Alok em painel com Marisa Reghini, vice-presidente de negócios digitais e tecnologia do BB, em uma conversa sobre tecnologia, arte e futuro, explorando como a inovação pode inspirar impacto social e ambiental positivo. O bate-papo será às 16h25, no auditório Master.
Mais cedo, às 14h, Marisa Reghini receberá Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil, e Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil, no auditório Master, para discutir como eles enxergam o impacto das tecnologias emergentes, como IA e computação quântica, na carreira e na sociedade, com reflexões sobre cultura e formação de talentos.
Esporte, cultura e entretenimento
O evento também destacará o papel dos patrocínios do Banco do Brasil no esporte, cultura e entretenimento, com uma série de painéis temáticos. Felipe Funari, CEO da W7M, organização de Esports patrocinada pelo BB, abordará o mercado de Esports, que movimenta bilhões com diferentes modelos de negócios, sendo ainda um setor escalável e atrativo para marcas, investidores e comunidades digitais. Às 11h15 desta terça, no auditório Alvorada.
Tatiana Weston-Webb, vice-campeã olímpica e uma das principais surfistas do mundo, divide o palco com Carla Nesi, vice-presidente de negócios de varejo do BB, no painel “Surfando propósitos: esporte, sustentabilidade e a força feminina”. No bate-papo às 11h de quarta, 29, Tati, que está grávida de sua primeira filha, vai falar sobre sua trajetória profissional, impacto ambiental, empoderamento feminino no esporte e propósito.
Nesta terça, o presidente da WSL América Latina, Ivan Martinho, realizará a palestra “De Areia & água a dados & audiência: a reinvenção da WSL”, mostra o antes e depois da transformação da WSL no Brasil, que usou dados, inovação e propósito para reposicionar a liga de surfe e ampliou a audiência e atraiu grandes marcas como o Banco do Brasil, revelando aprendizados que vão além do esporte e podem inspirar qualquer setor em processo de reinvenção.
O skatista multicampeão Bob Burnquist participará de um painel que não abordará o esporte. “Quando o dinheiro vira código: prepare-se para o futuro financeiro”, às 11h30 de quarta, vai discutir sobre como ativos digitais, moedas tokenizadas e o Drex estão redesenhando o sistema financeiro do país.
O Papo João Rock, projeto de extensão cultural ligado ao João Rock, um dos maiores eventos musicais do país, chegará a Brasília para uma edição especial nesta terça, 28, com o painel “Como entretenimento, inovação e digital se conectam para transformar experiências em legados de marca”. Com Vanessa Gamboni Toledo, líder do projeto e de insights do consumidor do festival, Luit Marques, cofundador do Festival João Rock, e Maurício Toledo, executivo de promoção e patrocínio do Banco do Brasil, o painel será realizado às 10h35, no auditório Alvorada, debatendo como eventos culturais podem impulsionar a economia criativa e a sustentabilidade.
Painelistas inspiradores
O BB Digital Week contará com uma extensa lista de nomes inspiradores em seus palcos, como o poeta, jornalista e cronista Fabrício Carpinejar; a empreendedora Monique Evelle, estrategista da nova economia, fundadora da Inventivos e shark no Shark Tank Brasil; e o palestrante e doutor em comunicação, Dado Schneider.
Ativações e experiências
O Banco do Brasil promoverá uma série de ativações para o público presente no BBDW 2025. O maior destaque é a Árvore BB, uma instalação que já virou símbolo do BB em diversos eventos, principalmente os de tecnologia e inovação. Ela utiliza inteligência artificial generativa para interagir com as pessoas, acolhendo sugestões das pessoas com soluções e ideias para um mundo melhor e mais sustentável. G20, Rec’n’Play, South Summit Brazil, Web Summit Rio e Rio Innovation Week são alguns dos eventos que receberam a Árvore BB e toda a sua tecnologia.
Além disso, conectadas à Árvore BB estarão as demais ativações do Banco do Brasil no BBDW, onde o público poderá conhecer e se aprofundar em soluções como a conta jovem BB Cash, a plataforma de educação financeira Rolê que Rende, o gerenciador financeiro pessoal Minhas Finanças, Shopping BB, cartão em braile, Tap on Phone e Cofrinho BB. São soluções inovadoras que reforçam o compromisso do BB com a acessibilidade, a educação financeira e a democratização dos serviços bancários digitais.
Serviço
BB Digital Week 2025 – “Tecnologia made in Brasil: o futuro é agora” Data: 28 a 30 de outubro de 2025 Local: Ulysses Centro de Convenções, Brasília Horário: 9h às 20h Inscrições gratuitas e programação completa: bbdw.com.br
Sempre um Papo recebe Eliana Alves Cruz e Paulo Scott em debate sobre literatura e antirracismo
O projeto Sempre um Papo promove mais um encontro especial no Teatro da CAIXA Cultural Brasília reunindo dois dos mais relevantes escritores da literatura brasileira contemporânea: Eliana Alves Cruz, que lança o romance “Meridiana” (Companhia das Letras), e Paulo Scott, autor de “Marrom e Amarelo”, que apresenta sua nova obra, “Direito Constitucional Antirracista” (Editora Revista dos Tribunais). O jornalista Matheus Leitão fará a mediação do debate.
O encontro acontece no dia 15/10, quarta-feira, às 19h30. A entrada é gratuita, num patrocínio da CAIXA/ Governo Federal e apoio cultural da Emgea, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura. A classificação indicativa é 14 anos, e os ingressos ficam disponíveis uma hora antes do início do evento.
No encontro, a conversa se debruça sobre as urgências do presente a partir da literatura e da crítica social. “Meridiana”, novo livro de Eliana Alves Cruz, entrelaça memória, afetos e ancestralidade para narrar resistências e silenciamentos que moldaram o Brasil. Já “Direito Constitucional Antirracista”, de Paulo Scott, propõe uma reflexão contundente sobre como a prática jurídica pode e deve enfrentar o racismo estrutural, articulando teoria, militância e vivências.
“Meridiana”, de Eliana Alves Cruz
“Meridiana” narra, com prosa ao mesmo tempo leve e precisa, a ascensão social de uma família negra — com o sonho de sair da favela e ingressar na classe média encarnado nos personagens Aurora e Ernesto, que desejam criar filhos “prósperos, exemplares e respeitados pela melhor sociedade” — e o alcançam. A autora apresenta múltiplas perspectivas: cada membro da família (mãe, pai, filhos e filha) relata sua própria trajetória em primeira pessoa, revelando como cada vivência faz parte de uma travessia singular. Ao entrelaçar essas vozes, Eliana Alves Cruz constrói um retrato caleidoscópico e sensível das tensões e conquistas de três gerações de um Brasil negro marcado por desigualdades, mas também pela possibilidade de passagem, reconhecimento e continuidade.
“Direito Constitucional Antirracista”, de Paulo Scott
Nesta obra ensaística, Paulo Scott convida o leitor a olhar o direito constitucional brasileiro sob uma perspectiva racial crítica e transformadora. Utilizando um diálogo transdisciplinar que atravessa Direito, Sociologia, Psicologia e Literatura, o autor defende o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial 2024, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça, como um marco normativo essencial na consolidação de uma tutela de direitos mais inclusiva e equitativa. O livro ilumina as complexidades do racismo sistêmico e traça caminhos inovadores para seu enfrentamento jurídico e social, tornando-se leitura indispensável para profissionais do Direito, acadêmicos e qualquer pessoa interessada na construção de uma justiça social efetiva.
Eliana Alves Cruz nasceu no Rio de Janeiro e se tornou uma das vozes mais potentes da ficção brasileira recente. Autora de “Água de Barrela” (Prêmio Oliveira Silveira da Fundação Palmares), “O Crime do Cais do Valongo”, “Nada Digo de Ti, que em Ti não Veja” e “Solitária”, ela tem sua obra marcada pela investigação histórica e pela valorização da memória afro-brasileira.
Paulo Scott, escritor gaúcho radicado no Rio de Janeiro, é autor de romances, ensaios e poesia. Seu livro Marrom e Amarelo foi finalista do Prêmio Jabuti e venceu o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional, tornando-se referência ao abordar o racismo e as complexidades das identidades no Brasil. Além da literatura, atua como advogado e professor, integrando de forma crítica sua experiência no campo jurídico ao debate público.
Matheus Leitão, o mediador da conversa, Matheus Leitão, é especializado em jornalismo investigativo pela Universidade de Berkeley, na Califórnia. Em 23 anos de carreira como jornalista, trabalhou em diversos veículos de imprensa, como Correio Braziliense, Folha de S.Paulo, Rádio Globo e Portal G1. Atualmente, é colunista da revista Veja. Venceu as mais importantes distinções de jornalismo da América Latina como os prêmios Esso, Embratel, Vladimir Herzog e o SIP, da Sociedade Interamericana de Imprensa. É também autor do livro “Em nome dos pais” (Editora Intrínseca), que deu origem ao documentário homônimo exibido pela HBO.
Sempre um Papo na CAIXA em 2025
Ao longo de 2025, o Sempre um Papo, trouxe ao Teatro da Caixa Brasília alguns dos nomes mais expressivos da literatura e do pensamento contemporâneo, em encontros onde estiveram presentes Itamar Vieira Jr., Ailton Krenak, Bianca Santana, Fabricio Carpinejar, além da mesa especial com Ana Maria Gonçalves e Valter Hugo Mãe, e a participação extraordinária de Jamil Chade. A programação segue com José Miguel Wisnik, em 1º de outubro, e logo depois com Paulo Scott e Eliana Alves Cruz, no dia 15, destacando obras que provocam reflexões profundas sobre racismo e memória. Para encerrar o ano, em 26 de novembro, a aguardada presença de Conceição Evaristo promete coroar a série com sua escrita potente e necessária, reafirmando o compromisso do projeto em promover encontros inesquecíveis entre autores e leitores.
Sempre Um Papo – 39 anos
Criado em 1986, o Sempre Um Papo é um projeto cultural que realiza encontros entre importantes nomes da literatura e personalidades nacionais e internacionais com o público, ao vivo, em auditórios e teatros. Ao longo de sua trajetória, o projeto já aconteceu em 30 cidades e promoveu mais de 8 mil eventos, que reuniram um público superior a 2 milhões de pessoas.
Ocanal no YouTube do Sempre Um Papo contém mais de 1.600 programas de uma hora cada, constituindo-se no maior e mais relevante acervo virtual da literatura brasileira. Além dos debates, seminários e cursos completam o rol de exibições, que hoje registra quase 9 milhões de visualizações.
Serviço Sempre um Papo com Eliana Alves Cruz e Paulo Scott
Dia 15/10, quarta-feira, às 19h30
Teatro da CAIXA Cultural Brasília
Entrada gratuita, com retirada de ingressos 1h antes do evento
Evento acontece neste sábado (11/10), das 15h às 18h, com brinquedos, comidinhas e atividades em família
O clima de infância vai tomar conta do Jardins Genebra neste sábado (11/10). Das 15h às 18h, o condomínio recebe uma programação especial para celebrar o Dia das Crianças, com uma tarde repleta de brincadeiras, comidinhas, atividades em família e momentos para criar boas memórias.
O evento promete resgatar a leveza e a liberdade típicas da infância, com opções de lazer pensadas para todas as idades. Serão montadas estações de brinquedos, espaços de convivência e atividades que estimulam o convívio entre vizinhos e famílias, tudo em um ambiente seguro e acolhedor.
Mais do que uma comemoração, o encontro reforça o estilo de vida acolhedor e familiar que marca o “Jeito Jardins de Viver”, conceito que norteia as ações do empreendimento. A proposta é oferecer experiências que unam conforto, convivência e bem-estar, valorizando o tempo de qualidade em família.
Sobre o Jardins Genebra
Entregue em maio de 2024, o Jardins Genebra fica localizado a 15 minutos da Ponte JK, na região Entre Lagos, em Brasília. O empreendimento já apresenta resultados concretos do modelo de acompanhamento. Em julho deste ano, o condomínio registrava 58 projetos aprovados, 27 obras em andamento, quatro casas prontas e algumas famílias já morando no local. Além da ocupação acelerada, a programação de atividades sociais e técnicas oferecidas pela FGR tem contribuído para transformar o espaço em uma comunidade estruturada.
Serviço Evento: Dia das Crianças no Jardins Genebra Data: Sábado, 11 de outubro Horário: Das 15h às 18h Local: Condomínio Jardins Genebra – Brasília (DF), Entre Lagos. Atividades: Brinquedos, comidinhas, recreação e atividades em família Contato: Quem quiser conhecer o empreendimento e participar da celebração pode entrar em contato pelo número (61) 9966-0267.
Programa intensivo une PNL e inteligência artificial para treinar comunicação de alto impacto. Prática de oratória funciona como laboratório ao vivo
O INNER 360 – Instituto de Neurolinguística Eduardo Rocha – realiza em Brasília, nos dias 4 e 5 de outubro, a imersão “PNL Máxima 360: Oratória & Comunicação Estratégica com IA”. O encontro será no Auditório 360, na sede do instituto, localizado no Shopping Pátio Brasil, com credenciamento às 9h30, início às 10h e término às 20h. Em dois dias, o programa aplica protocolos centrais da Programação Neurolinguística (PNL) à oratória, utilizando ferramentas de inteligência artificial para acelerar preparo, ensaio e análise de discursos. As inscrições estão abertas no link: https://chat.comunica360.pro/inner
Segundo o instituto, a proposta trabalha PNL aplicada à comunicação – definição de objetivos bem formados, alinhamento de crenças e valores, linguagem verbal e não verbal – e um laboratório de oratória com estrutura de fala, storytelling funcional, presença e gestão de ansiedade. Entre os destaques estão padrões de linguagem hipnótica para prender atenção, técnicas para conquistar a audiência em 90 segundos, construção de Gatilho de Oratória Magnética para apresentações e vídeos, as 12 Perguntas Superpoderosas da PNL para persuadir e influenciar, storytelling estratégico para reuniões e aulas e o acesso a um Super Agente de IA capaz de gerar roteiros magnéticos de Reels e palestras em segundos. Ao final, cada participante sai com plano de ação pessoal, métricas de prática e protocolo de evolução pós-curso.
A imersão é conduzida por Eduardo Rocha (fundador), especialista em PNL, Hipnose e comportamento humano, com participação de Paula Freitas (CEO), engenheira com atuação em liderança e inovação. O programa está alinhado à Metodologia 360® do INNER, integrando eixos cognitivo, somático, relacional e existencial, com feedback técnico em tempo real e foco em aplicação imediata em carreira, negócios e ambientes educacionais. De acordo com o instituto, as formações já impactaram milhares de alunos em todo o país.
Serviço: INNER 360
Imersão: PNL Máxima 360 – Oratória & Comunicação Estratégica com IA Data: 04 e 05/10/2025 (sábado e domingo) — Credenciamento 9h30 | Início 10h | Término 20h Onde: Auditório 360 – Shopping Pátio Brasil – Torre A – Sala 510 – Brasília/DF Inscrições: https://chat.comunica360.pro/inner
Com patrocínio do Hospital Santa Lúcia, do Grupo Santa, a exposição chega ao ParkShopping com retratos que inspiram conscientização e esperança.
Em meio ao Outubro Rosa, a fotógrafa Tainá Frota apresenta a exposição Prefácio, um potente encontro entre arte, afeto e conscientização. A mostra, que acontece no ParkShopping com patrocínio do Hospital Santa Lúcia/Grupo Santa, reúne retratos inéditos de 12 mulheres que enfrentaram — ou ainda enfrentam — o câncer de mama e que, por meio da imagem e da palavra, compartilham suas trajetórias de coragem, beleza e esperança.
Com curadoria sensível e olhar apurado, Tainá transforma cada retrato em uma celebração da vida, destacando não apenas a força dessas mulheres, mas também a importância da autoestima no processo de cura. Mais do que uma homenagem, a exposição é um chamado à ação: todas as retratadas receberam diagnóstico precoce graças aos exames de rotina, aumentando significativamente suas chances de cura.
Além dos retratos, a exposição conta com depoimentos em vídeo das próprias pacientes — todas acompanhadas pela Dra. Patrícia Schorn, oncologista chefe do Hospital Santa Lúcia, que integra o Grupo Santa. Nos relatos, cada mulher compartilha sua vivência única, reforçando uma mensagem comum e urgente: prevenir é um gesto de amor e cuidado com a própria vida.
A identidade visual da exposição também carrega simbolismos poderosos. Criada pela agência Radiola Publicidade e Design, as peças foram concebidas a partir de flores reais escaneadas, evocando exames de imagem. O resultado é um conjunto visual que ressignifica o diagnóstico com delicadeza e otimismo, revelando o florescer de vidas que se reinventam. Prefácio é, antes de tudo, um lembrete: quando a prevenção vem a tempo, ainda há tempo. De tratar. De recomeçar. De escrever novas histórias.
Sobre a exposição
Prefácio nasceu do encontro entre celebração e cuidado. Nos últimos anos, Tainá Frota acompanhou de perto o trabalho de profissionais de saúde e pacientes oncológicas, e dessa vivência surgiram reflexões profundas sobre a importância da autoimagem e da autoestima no processo de cura.
“Como fotógrafa, a primeira coisa que percebi foi aimportância do fortalecimento da autoimagem e da autoestima a partir da valorização desse corpo que assume novas formas durante o tratamento. A celebração e a representação imagética desse corpo que luta com força e afinco é algo fundamental no processo de cura”,afirma Tainá.
Mais do que um projeto fotográfico, Prefácio é uma troca genuína — uma doação mútua. A fotógrafa empresta seu olhar generoso, enaltecendo com sensibilidade a beleza e a força dessas mulheres. Em contrapartida, elas compartilham relatos potentes sobre sua jornada, tocando profundamente quem visita à mostra e reforçando, acima de tudo, a importância da prevenção.
“Há tempo de se tratar.
Há tempo de se ter esperança.
Há tempo de se curar.
Há tempo de escrever novas histórias”
Tainá Frota.
Sobre Tainá Frota
Retratista de renome nacional, com trabalhos realizados no Brasil e no exterior, Tainá dedica-se ao registro de pessoas há quase vinte anos. É autora de inovadores projetos como Mulher Presente, Afeto Remoto e Rádio Retrato. Conhecida pelo olhar sensível e elegante, especialmente no registro de mulheres, já palestrou em eventos nacionais como o Congresso Fotografar e realizou workshops sobre o papel da fotografia como instrumento de manutenção da memória afetiva.
Formada em Jornalismo, com especialização em Fotografia no Canadá, Tainá possui vasta experiência como produtora cultural e no mercado publicitário, sendo responsável pela produção de inúmeras exposições de artistas renomados, entre eles Sebastião Salgado, Adriana Varejão e Vik Muniz.
Serviço – Exposição Prefácio
Local: ParkShopping – 1º piso, em frente à Trousseau
Abertura: Quinta-feira, 2 de outubro de 2025 Período de visitação: 3 a 31 de outubro de 2025 Horário: Horário de funcionamento do shopping Entrada gratuita
Especialista em Direito Digital do CEUB analisa impactos da norma e aponta caminhos para fortalecer a proteção de crianças e adolescentes
Conhecida como Lei Felca, a Lei nº 15.211/2025 marca um novo capítulo na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Motivada por denúncia do influenciador paranaense Felipe Bressanin sobre a adultização, a norma se aplica a todo produto ou serviço de tecnologia acessível a menores no Brasil, ainda que desenvolvido fora do país. Entre as medidas previstas, estão supervisão parental e responsabilização direta das plataformas. A professora de Direito Digital do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Carolina Jatobá, detalha o que muda no monitoramento de conteúdos voltados ao público infantil e juvenil.
A jurista contextualiza que a legislação chega em meio ao acirramento do debate sobre a exposição precoce de crianças a conteúdos impróprios e a riscos de exploração online. Segundo Jatobá, este é um avanço importante, embora ainda dependa de regulamentações complementares para ganhar efetividade. “A lei estabelece parâmetros importantes, mas ainda genéricos. O próximo passo será detalhar sua aplicação por meio de decretos e portarias. Mesmo assim, ela já representa um marco para garantir os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, afirma.
O que muda com a Lei Felca:
Supervisão parental: Plataformas digitais devem disponibilizar ferramentas que permitam aos pais acompanhar a rotina online dos filhos, controlando downloads, rastreando a localização e filtrando conteúdos inadequados.
Restrição de acesso: Conteúdos pornográficos, violentos ou ligados a apostas e recompensas aleatórias, como as chamadas loot boxes, ficam proibidos. Esses recursos, que estimulam a coleta de dados em troca de prêmios digitais, são apontados como formas de exploração da vulnerabilidade infantil
Sanção às plataformas: Empresas que descumprirem a lei poderão ser multadas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em até R$ 50 milhões por usuário afetado, além da obrigação de remover imediatamente conteúdos nocivos, sem necessidade de decisão judicia.
Apesar do endurecimento das regras, Jatobá ressalta que a tecnologia sozinha não substitui a atenção dos pais. “Mais do que os mecanismos digitais, é fundamental que os responsáveis estejam próximos, observem mudanças de comportamento e mantenham um diálogo aberto. Essa é a primeira barreira contra crimes cibernéticos”, pontua.
Atenção redobrada Em situações suspeitas, a orientação aos responsáveis é reunir provas, como capturas de tela, buscar apoio psicológico para a criança e acionar a Polícia Civil, que conta com delegacias especializadas em crimes cibernéticos. Segundo Jatobá, a efetividade da Lei Felca dependerá da regulamentação e da atuação conjunta de Estado, famílias e empresas de tecnologia. “É um debate em construção. As big techs terão de criar mecanismos mais eficientes de monitoramento, e caberá às autoridades fiscalizar. O mais importante é manter a proteção das crianças no centro das decisões”, conclui a docente do CEUB.
Para professor de Medicina do CEUB, a prevenção começa em casa, com apoio das famílias e capacitação adequada de profissionais de saúde
Com o tema “Se precisar, peça ajuda”, a campanha Setembro Amarelo de 2025 reforça a urgência de abordar o suicídio como um grave problema de saúde pública. Os números são alarmantes: mais pessoas tiram a própria vida anualmente do que a soma de vítimas de HIV, malária, câncer de mama, guerras e homicídios. Globalmente, a cada 45 segundos, uma vida é perdida; no Brasil, são, em média, 38 óbitos por dia, conforme dados da OMS. Para Lucas Benevides, psiquiatra e professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), a prevenção começa com um olhar atento para diferenciar a tristeza passageira de um sofrimento mental persistente.
Embora as campanhas de conscientização sejam vitais para reduzir o estigma da saúde mental, o reconhecimento dos sinais de alerta é primordial, sinaliza o especialista. Mudanças de humor repentinas, isolamento social, verbalização do desejo de morrer e comportamento impulsivo são indicativos importantes. Em paralelo, Benevides observa um aumento significativo de pessoas que se sentem à vontade para buscar ajuda e compartilhar abertamente suas experiências, o que é um avanço.
“A tristeza geralmente tem um gatilho específico e tende a melhorar com o tempo ou com mudanças nas circunstâncias, enquanto o sofrimento mental pode persistir e afetar a qualidade de vida de maneira mais abrangente”, explica o docente do CEUB. Ele enfatiza que conversas abertas e sem julgamentos são o melhor caminho para auxiliar quem enfrenta desafios emocionais. “O suporte emocional e o encaminhamento para ajuda profissional muitas vezes começam por meio de familiares e amigos”, acrescenta.
O primeiro passo para tratar problemas desordens mentais envolve uma avaliação profissional detalhada para determinar o plano de tratamento mais adequado, que pode incluir psicoterapia, medicação antidepressiva ou estabilizadores de humor. “Terapia e medicação frequentemente funcionam melhor em conjunto, proporcionando estratégias de enfrentamento e correção de desequilíbrios químicos”, considera o especialista.
Já nos casos de autoextermínio, a terapia de luto, grupos de apoio e aconselhamento familiar são recursos indicados para lidar com as complexidades e sensibilidades dessas situações. “Devemos sempre multiplicar essas iniciativas e fornecer ajuda e compreensão a quem precisa. O Estado também precisa aprimorar seu papel, garantindo financiamento adequado para a saúde mental e legislação que apoie o tratamento e a prevenção”, reivindica Benevides.
Peça ajuda O Centro Universitário de Brasília (CEUB) oferece suporte à saúde mental com serviços de psiquiatria e psicologia acessíveis à comunidade. A atendimento é oferecido pelo Centro de Atendimento à Comunidade (CAC), com consultas no valor de R$ 40 que acontecem no Setor Comercial Sul, em Brasília. Já para o atendimento psicológico, a Clínica Escola de Psicologia do CEUB atende crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias, com sessões semanais e mesma taxa por sessão. Os agendamentos podem ser feitos por telefone (61) 3966-1660 ou presencialmente.
SERVIÇO CEUB oferece atendimentos de psiquiatria e psicologia à comunidade Local: Edifício União – SCS Quadra 01- 12º andar Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta das 8h às 18h Informações e marcação de consultas: (61) 3966-1660 Valor da consulta: R$40, com pagamento em dinheiro, cartão de crédito ou débito.
Apresentação acontece neste domingo, dia 17, às 12h
Entre os dias 15 e 17 de agosto, o Parque Estações, no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, recebe a edição mais consciente e transformadora do já tradicional Coffee Brasília. Com entrada gratuita, o Coffee Brasília Wellness une cafés especiais, práticas integrativas, experiências sensoriais e programação cultural, convidando o público a viver momentos de conexão, presença e autocuidado.
Entre os destaques da programação do evento está a palestra da especialista em saúde, postura e movimento, Paty Farago, que, neste domingo (17), às 12h, apresenta o tema “CoffeeWellness: o elo entre postura, respiração e a vida sem dores”. Reconhecida por integrar conhecimento técnico e práticas acessíveis, Paty vai mostrar como pequenos ajustes no corpo e na respiração podem aumentar a disposição, prevenir dores e transformar a rotina.
O evento, realizado em parceria com o Festival Florescer – Inovação para o Bem-Estar, reúne mais de 30 marcas e expositores, entre cafeterias, produtores locais e especialistas em estética natural, gastronomia funcional e práticas de saúde integrativa. Entre esses especialistas está Paty Farago, referência em reabilitação postural, que leva ao público sua visão sobre como alinhar corpo e mente para mais qualidade de vida. Além das atrações culturais e vivências artísticas, a programação conta com painéis sobre sustentabilidade, oficinas e experiências voltadas à regeneração ambiental e ao uso inteligente dos espaços públicos.
Sobre o Instituto Paty Farago – Fundado e conduzido pela renomada especialista Patrícia Farago, o Instituto Paty Farago, localizado em Brasília, é referência na promoção da transformação corporal, reabilitação abdominal, correção postural e restauração da funcionalidade física. Com sólida formação em Educação Física (0780-G/DF) e certificações internacionais como a Técnica Tupler (NYC), Gestação e Pós Parto, Albert Einstein, Women Athletic, Antonie Low (NYC) para o Tratamento da Diástase Abdominal. Paty Farago desenvolveu uma metodologia exclusiva que já beneficiou mais de sete mil mulheres por todo o Brasil.
O instituto se destaca por aliar ciência, experiência e acolhimento em um programa inovador de cuidados personalizados voltados à saúde e ao bem-estar feminino.
De pilotos a produtoras, passando por artistas, empreendedoras e ativistas, valorização feminina é compromisso do festival, que acontece até 02 de agosto
O ronco dos motores ecoa em potentes frequências no Capital Moto Week 2025: vozes femininas e diversas ocupam o asfalto, os palcos, os motoclubes e o empreendedorismo. Até 02 de agosto, o Palco Lady Bikers é uma vitrine de talentos e histórias femininas, dando voz e visibilidade para a arte, os negócios e as lutas delas. Nesta sexta-feira (28), por meio do CB Talks, o maior festival de moto e rock da América Latina levou para o centro do debate o protagonismo feminino no universo do motociclismo e na sociedade.
Moderadora do talk, a jornalista Samanta Sallum do Correio Braziliense, elogiou o trabalho de diversidade e inclusão realizado pelo CMW. “Você é um exemplo feminino que lida com o mundo corporativo, que cuida das pessoas, das finanças e, de forma especial, da responsabilidade social ”, afirmou. Samanta destacou a relevância do festival para além do encontro de motos e do entretenimento: “Com essa vibração e efervescência, o Capital Moto Week atrai muitas marcas e parceiros de longa data”.
A essência do festival falou mais alto: “Nós privilegiamos o público feminino da estrada aos palcos, dos motoclubes ao empreendedorismo e projetos sociais ”, revelou Juliana Jacinto, CEO do festival. Segundo ela, o CMW se propõe a ser plataforma de promoção do respeito e valorização feminina a nível nacional – inclusive com investimento recorde direcionado ao público femino e às temáticas. “Acredito que o empreendedorismo é sobre conseguir olhar um cenário e ver possibilidades dentro dele e o Lady Bikers é um espaço específico para dar esse protagonismo ao empreendedorismo feminino” , destaca.
Quem também integrou o CB Talks foi Celina Martins, a mineira que transformou o sonho de cruzar fronteiras em uma realidade épica. Aos 33 anos, com todos os estados do Brasil desbravados e desafios como a BR-319 e a mítica Ushuaia no currículo, Celina é a personificação da mulher motociclista moderna. Com mais de 500 mil seguidores, ela compartilha suas aventuras e inspira uma nova geração. “Tudo o que eu aprendi foi na estrada, não tive ninguém para me ensinar. Ver cada mulher aqui no festival pilotando, eu sinto que eu faço parte daquilo também”, relata.
Protagonismo femino Entre outras iniciativas, o festival privilegia o público feminino com:
Pelo 6º ano seguido, o espaço temático Lady Bikers Sebrae é voltado para o empreendedorismo feminino com talks e shows de artistas mulheres.
Mais de 1 mil motociclistas mulheres ampliam sua presença no festival com sete motoclubes e motogrupos de mulheres que terão espaço próprio no festival.
Em espaço reservado e seguro, o #CMWPorElas acolhe e orienta mulheres que vivem situação de assédio, violência doméstica ou importunação sexual.
ELAS no Social | Na Vila do Bem, há ações voltadas para mulheres com ações de moda, artesanato e atendimentos de saúde e serviços sociais.
Dentro de casa não poderia ser diferente, as mulheres dominam a equipe da CMW Entretenimento e representam 65% do total de colaboradores.
ELAS nos Motoclubes | Mesmo sendo minoria em um universo dominado por homens, elas não se intimidam! O festival receberá nove motoclubes e motogrupos formados por centenas de mulheres motociclistas. São eles: Dorothys Brasília (DF), Ladies of The Road (DF), Brabas Motojipe (DF e GO), Mulheres de Royal (MG, DF e PR), Divas Sobre Rodas (DF), Ladies Pilotam (DF), Raposas (DF), Irmandade (BA) e Guerreiras MC (PR).
ELAS nos Palcos | O palco temático Lady Bikers Sebrae é dedicado ao empreendedorismo feminino, a apresentações, palestras e talk shows de artistas mulheres. Celebra o espírito das mulheres no motociclismo, proporcionando um ambiente para compartilhar experiências e fazer conexões. O espaço é ocupado por mulheres que lideram negócios, muitas vezes desafiando normas sociais e estruturas tradicionais. Entre os segmentos apresentados em parceria com o Sebrae DF, estão maquiagem, bijuterias rústicas, estúdio de tatuagem, moda e serviços de spa. A programação artística funciona todos os dias do festival, a partir das 12h.
ELAS no Combate à Violência | O #CMWPorElas integra movimento de combate à violência contra a mulher. Em parceria com as Secretarias da Segurança Pública, da Justiça e Cidadania do DF, o CMW promove campanha de acolhimento de mulheres em situação de violência, assédio ou importunação sexual. O atendimento abrange mulheres cis, trans ou outras denominações, sem julgamentos ou discriminação. Esses canais servirão também para orientar como intervir e buscar auxílio em casos de violência – sendo vítima ou testemunha.
Especialista explica por que a inteligência artificial pode reforçar autoengano
Sabe aquele aperto no peito que não espera horário de sessão? Aquela vontade de falar tudo para alguém e despejar as emoções e vulnerabilidades? Pois é, muita gente tem recorrido a inteligências artificiais para aliviar o peso do dia. A prática, que pode parecer inofensiva à primeira vista, desafia profissionais da saúde mental e a sociedade no geral. Izabella Melo, professora de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), alerta que as consultas ao robô criam dualidades entre o alívio imediato e o engano perigoso.
Fazer consultas ao Chat GPT poder parecer cômodo e rápido, gerando um alívio na angústia, mas a certeza é de que o problema continuará lá, conforme alerta a especialista. “Parece até mágica: você escreve, o robô responde e pronto, a dor parece que diminui. Mas isso não é terapia. É só catarse, aquele suspiro de alívio que vem depois do choro, mas não resolve o problema de verdade”, explica Melo.
A docente do CEUB revela que que tem observado dois tipos de comportamento relacionados à nova “tendência”. De um lado, indivíduos tentam transformar o chatbot em um terapeuta de estimação, mesmo com o aviso claro de que ele não é. Do outro, pessoas que já fazem terapia recorrem à IA como quem manda áudio para um amigo às 3 horas da manhã. “Pode ajudar a organizar as ideias e colocar para fora. Mas não substitui a escuta qualificada de um profissional”, reforça.
A voz que consola e concorda com tudo
O problema, segundo Izabella Melo, é que a IA não impõe limites. E isso, em uma relação terapêutica de verdade, é essencial. “O terapeuta vai acolher, mas também vai provocar, cutucar e questionar. É esse desconforto que leva ao crescimento. O robô, por outro lado, foi feito para agradar. Ele aprende com você como te deixar confortável e vai servir isso muito bem”.
As desvantagens existem em muitas camadas. Para além do risco emocional, existe a questão ética presente no exercício da psicologia. “No consultório, o paciente tem garantias de sigilo, acolhimento e proteção. Com a IA, não se sabe para onde vão essas informações. Quem acessa, quem armazena, quem lucra com isso?”, questiona.
A docente do CEUB ainda alerta que as inteligências artificiais são alimentadas com todos os tipos de dados humanos, inclusive os preconceitos. “Imagina uma adolescente se entendendo lésbica, buscando apoio na IA. Se ela perguntar se isso é certo ou errado e o sistema tiver sido treinado com discursos preconceituosos, a resposta pode ser desastrosa. E quem vai se responsabilizar?”.
Entre o oráculo e o divã
Outro fenômeno difundido em trends das redes sociais é o efeito “oráculo”, com a busca, por meio de prompts de IA, de uma resposta mágica, como se ela fosse uma entidade sábia, imparcial, quase divina. “Mas a IA não é neutra. Ela é feita por humanos, alimentada por humanos, treinada por humanos. E, como sabemos, humanos erram e muito.”
Enquanto isso, a terapia caminha por outro trilho, posicionando o terapeuta como um parceiro de reflexão. “Ele ajuda a enxergar com mais clareza, mas sem te dizer o que fazer. E isso exige tempo, vínculo, escuta, tentativa e erro.” Recentemente, o Conselho Federal de Psicologia lançou orientações sobre o uso ético das IAs na prática profissional, relembrando que o psicólogo deve garantir direitos, combater discriminação e agir com responsabilidade – o que também vale quando se fala em tecnologia.
Sobre o futuro dos “gurus e conselheiros robôs”, Izabella é cautelosa e reforça que o início da terapia pode ser como tirar uma mochila pesada das costas, mas depois disso, é preciso entender o que se carrega dentro dela. “A IA pode ser útil para coisas simples, como organizar agenda e escrever textos básicos. Mas ela nunca vai substituir o toque humano, a escuta empática, o olhar que atravessa o silêncio”, finaliza a docente do CEUB.
Pesquisa do CEUB compara a satisfação conjugal entre casais com e sem filhos Estudo aponta que a satisfação no relacionamento depende mais da qualidade da conexão entre os parceiros do que da estrutura familiar
Tem gente que acha que o casamento só é “completo” com filhos correndo pela casa e brinquedos espalhados pelo chão. Mas e se a felicidade conjugal não depender disso? E se, no fundo, o que segura um casal for menos barulho de criança e mais alinhamento de expectativas? Foi com esse olhar que a estudante de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB) Isabella de Sousa, resolveu investigar o que realmente move a satisfação conjugal. Com a pesquisa “Parentalidade e satisfação conjugal: comparação entre casais com e sem filhos”, a autora detalha os reais motivos da insatisfação conjugal em relação a ter ou não filhos.
Os dados apontam que a presença ou ausência de filhos não interfere, por si só, no grau de satisfação conjugal. A pesquisa, que utilizou instrumentos estatísticos e entrevistas como metodologia revela que não importa se há filhos ou não, casais felizes são aqueles que aprenderam a se escutar. De acordo com a estudante, o que realmente pesa é o tom das conversas, o respeito pelo espaço do outro, o jeito de enfrentar as tempestades cotidianas juntos e a sensação de estar, de verdade, na mesma sintonia. “Relacionamento feliz é aquele em que há propósito conjunto, comunicação sincera, apoio mútuo”, conta Isabella.
Na prática, a mostra trouxe relatos mostrando dois lados da moeda. Isabella relata casais com filhos, que falam de cansaço, de agendas em colapso e de rotinas que parecem engolir o romance. Já os sem filhos destacam que celebram a liberdade, a autonomia, mas também encaram olhares tortos e julgamentos constantes. “A sociedade ainda insiste em ver a parentalidade como único destino legítimo do amor adulto. Mas a felicidade não bate ponto em cartório nem carimba certidão de nascimento. “O que faz a diferença não é a estrutura da família, mas o tipo de construção emocional que ela abriga”, resume Isabella.
Onde mora o desgaste Quem nunca ouviu aquela história de que a relação azedou “do nada”? Para a orientadora do estudo e professora de Psicologia do CEUB, Izabella Melo, este estudo revela que a insatisfação conjugal não se instala de modo repentino na vida dos pares. “Ela vai se acumulando em doses homeopáticas, com uma falta de atenção aqui, uma conversa não dita ali, um toque que se perdeu e, quando se vê, o copo emocional transbordou”.
Segundo a docente do CEUB, entre os sinais mais comuns de desgaste estão o afastamento, as discussões repetitivas, o silêncio desconfortável e aquela sensação surda de que algo se perdeu no caminho. “Muitas vezes, um percebe e o outro ainda acha que está tudo bem. Mas é raro que um esteja mal e o outro não sinta os reflexos. A rotina, essa entidade invisível e incansável, costuma ser a grande vilã. Ela entra sem pedir licença e vai empurrando o afeto para os cantos da casa até que sobra pouco espaço para o amor respirar”, diz a professora.
Apesar de cenários de terra arrasada, ainda há saídas, revela a orientadora do estudo, e uma delas é justamente abrir espaço para a escuta. “Quando o diálogo ainda existe, mesmo que difícil, é possível renegociar afetos. Quando o silêncio se instala e os conflitos se repetem em looping, a terapia de casal pode ajudar a quebrar esse ciclo”, explica Izabella. Segundo ela, a terapia não é um “salão de resgate de amores à beira do naufrágio”, mas sim espaço da verdade. Lugar onde, às vezes, a separação pode ser o cuidado mais profundo a oferecer a si mesmo.
“Continuar em um relacionamento que já não abriga segurança, apoio ou crescimento pessoal pode minar a autoestima e adoecer o sujeito. A separação, nesses casos, não é fracasso, é renascimento”, considera. Como lição, a estudante do CEUB considera que sua pesquisa alcançou seu objetivo ao ampliar a compreensão das diferentes formas de vivência da conjugalidade: “A grande conclusão é que a satisfação conjugal não depende da presença ou ausência de filhos, mas da forma como os parceiros constroem essa relação em conjunto”.
Na próxima terça-feira (17), às 19h, o Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF) recebe a professora e agitadora cultural Elisa Carneiro para a palestra “Desafios da Qualidade de Vida dos Idosos no Plano Piloto”. O encontro propõe uma reflexão profunda sobre o envelhecimento da população brasiliense e a necessidade de políticas públicas mais inclusivas para essa faixa etária.
Moradora da Asa Sul desde o nascimento, em 1962, Elisa traz para o debate uma vivência enraizada no cotidiano da cidade. Como conselheira de cultura da região e organizadora de eventos voltados à inclusão dos idosos, ela testemunha diariamente os desafios enfrentados por quem ajudou a construir Brasília — e que agora se vê diante de barreiras físicas, sociais e simbólicas para continuar participando plenamente da vida urbana.
“Nos últimos anos, produzindo eventos de inclusão para idosos nas nossas quadras, me deparei com uma realidade que nos convoca a todos: nossa cidade está envelhecendo, e rápido”, afirma. Elisa defende que a inclusão vai além da acessibilidade física e passa pela valorização intergeracional. “Vejo nossos idosos como bibliotecas vivas, guardiões de memórias preciosas. Precisamos criar pontes entre gerações”, diz.
Durante a palestra, a educadora pretende compartilhar experiências, propostas e, sobretudo, esperanças de que o envelhecimento possa ser encarado como conquista — e não como obstáculo — no Plano Piloto. “Uma cidade boa para os idosos é, na verdade, uma cidade boa para todos nós”, conclui. O evento é aberto ao público e acontece na sede do IHGDF.
Em busca de afeto em tempos de solidão digital, bonecas hiper-realistas expõem feridas emocionais da sociedade moderna e reacendem o debate sobre saúde mental, vínculos artificiais e prioridades no enfrentamento de problemas reais como o abuso infantil online
As bonecas reborn — réplicas hiper-realistas de bebês — vêm ganhando espaço em lares, clínicas e debates públicos. Enquanto para alguns elas funcionam como ferramentas de conforto emocional, para outros, despertam inquietações sobre limites psicológicos, substituições simbólicas e até potenciais riscos de desvio de uso. O crescimento desse fenômeno revela muito mais do que uma tendência estética ou terapêutica: aponta para carências emocionais profundas de uma sociedade cada vez mais desconectada de vínculos reais.
A princípio, essas bonecas têm sido utilizadas por pessoas que enfrentam dores silenciosas como perdas gestacionais, infertilidade ou traumas afetivos. Também há registros de seu uso em contextos geriátricos, especialmente com idosos diagnosticados com demência, como forma de estimular memórias afetivas e promover bem-estar emocional.
Mas especialistas alertam: a linha entre apoio simbólico e dependência emocional pode ser tênue. O uso sem acompanhamento psicológico pode camuflar lutos mal elaborados, frustrações reprimidas e até quadros clínicos mais graves. O risco não está na boneca em si, mas na função emocional que ela assume quando passa a ocupar o lugar de relações humanas reais.
Para o sociólogo e especialista em comportamento digital Marcelo Senise, o fenômeno das reborn é apenas um dos espelhos de uma sociedade marcada por isolamento, hiperconexão digital e fragilidade emocional. “As bonecas reborn não são o problema — são sintoma. Sintoma de uma cultura que tenta anestesiar o sofrimento com o controle. Elas oferecem a ilusão de um afeto sem conflito, de uma presença que nunca abandona. Mas isso revela o quanto estamos tentando substituir o imprevisível das relações humanas por vínculos artificiais”, explica.
Senise observa que o foco nas reborn muitas vezes desvia a atenção de problemas sociais muito mais urgentes. “Enquanto parte da sociedade demoniza o uso dessas bonecas, ignoramos o fato alarmante de que o Brasil está entre os maiores consumidores de pornografia infantil do mundo. E Brasília lidera esse ranking nacional. É um paradoxo cruel: condenamos simbolismos enquanto fechamos os olhos para crimes reais”, denuncia.
Segundo ele, esse deslocamento do debate serve como uma forma de catarse coletiva, onde o desconforto é projetado em objetos — enquanto práticas digitais nocivas continuam a se alastrar sem enfrentamento concreto. A internet hoje oferece fácil acesso a conteúdos ilegais, e operações como a “Turko”, da Polícia Federal, ou ações de grupos como o Anonymous, têm revelado redes subterrâneas ativas e organizadas que ameaçam a segurança de crianças e adolescentes.
Nesse contexto, o culto às bonecas reborn se encaixa em uma lógica maior: a do isolamento digital. Crianças e adolescentes crescem imersos em telas, onde vínculos afetivos são mediadas por avatares, curtidas e chats instantâneos. As interações reais, imprevisíveis e desafiadoras, vão sendo substituídas por experiências controladas — sejam elas digitais ou simbólicas.
“Estamos vivendo uma infantilização afetiva coletiva. Evitamos o confronto, fugimos do incômodo, e buscamos afetos embalados e previsíveis. Seja nas redes sociais ou em objetos como as reborn, o que se procura é controle emocional absoluto. Mas isso é justamente o oposto da experiência humana”, aponta Senise.
As bonecas reborn, por si só, não são vilãs nem salvação. O que importa é a forma como a sociedade lida com os motivos que levam à sua procura. Há uma urgência em criar espaços de escuta, acolhimento e vínculo reais — especialmente num tempo em que a solidão se mascara de conexão e o afeto se esconde em objetos. “Em vez de julgar o que consola, é preciso entender o que dói. E, mais do que nunca, voltar a construir relações que não possam ser desligadas com um botão”, conclui.
Entre os dias 07 e 08 de maio, o Brasília Shopping será palco para conversas sobre a maturidade feminina sob uma perspectiva contemporânea, abordando temas que vão de relacionamentos a finanças
Do cinema à televisão, dos livros às conversas cotidianas, a maturidade sempre foi um fantasma não-tão-silencioso, que surge para assombrar (quase) todas as mulheres. Desde muito jovens, são ensinadas a evitar perguntas como “Qual é a sua idade?”, temendo reações desconfortáveis. Mas o cenário mudou — e, felizmente, também mudou a maneira como as mulheres enxergam a maturidade e o envelhecimento. O avançar do tempo e as marcas que ele traz são inevitáveis, é verdade. Mas o segredo está na maneira como se encara as novas temporadas, que podem ser melhores, mais leves e proveitosas.
Em sua 4ª edição, o Happy Aging — evento já consagrado no calendário do Brasília Shopping — abraça o tema “Mulher Hoje, Mulher Sempre”, abordando assuntos que fazem parte do cotidiano da mulher madura contemporânea. Gratuita e aberta ao público, a programação acontece nos dias 07 e 08 de maio, com talks às 13h e às 18h, reunindo nomes inspiradores de diversas áreas, que representam, com autenticidade, força e liberdade, amplo significado do empoderamento feminino. Não é necessário agendamento prévio para participar.
Quem comanda os encontros deste ano é Fabiana Scaranzi, mulher de múltiplas jornadas. Jornalista com carreira sólida na televisão, ela expandiu sua atuação muito além das câmeras: é colunista da Forbes Brasil, escritora, psicóloga, professora convidada do MBA do IBMEC e conselheira do programa Winning Women, da Ernest Young. É também autora do livro Mulheres Muito Além do Salto Alto e cofundadora do primeiro coworking feminino do Brasil, o Spaces by Fabiana Scaranzi — espaço que fomenta conexões e fortalece o protagonismo feminino.
Aos 46, casou-se pela segunda vez. Aos 48 anos, Fabiana fez uma transição de carreira. Aos 59, concluiu sua quarta graduação, em psicologia. Suas mentorias — como Bora Juntase Protagonize-se — já impactaram centenas de mulheres em busca de realização e autoconfiança. Sua trajetória, marcada por escolhas conscientes e transformadoras, ecoa os valores centrais do Happy Aging: celebrar cada fase da vida com a segurança de saber quem você é.
“O Happy Aging é um evento emblemático para o Brasília Shopping, por ser pioneiro em trazer o tema da maturidade feminina sob uma ótica contemporânea para o centro do debate. Ele conecta a mulher de hoje — ativa, empoderada e em constante reinvenção — a um espaço de troca, reflexão e pertencimento. Isso faz com que o evento vá além do mercado de trabalho e alcance todas as frentes em que essa mulher está inserida”, reflete Renata Monnerat, gerente de marketing do Brasília Shopping.
Programação
Dando início à 4ª edição do Happy Aging, o primeiro talk, às 13h, terá como tema “Mãe na Maturidade: Entre o Ninho e o Cuidado”. Para bater esse papo, o Brasília Shopping convocou um time de peso: Dra. Mônica Mulatinho, médica com formação em hebiatria pelo Adolescentro, além de pós-graduações em psiquiatria, sexologia, terapia familiar e fundadora da Cia do Adolescente e Família e do Instituto do Ser. Com ela, estarão também Patricia Camargo De Divitiis, cofundadora da marca Care Natural Beauty, marca pioneira em beleza limpa no Brasil e única com o selo internacional EWG Verified, e Cris Guerra (hoje assinando como Cris Paz), comunicadora, palestrante e escritora mineira com oito livros publicados. No painel, temas como a escolha pela maternidade tardia, a criação de filhos na maturidade e o papel de cuidador de pais idosos — sendo pais dos pais — serão abordados.
No talk “Da Solidão à Autossuficiência: Encontrando Paz e Equilíbrio na Maturidade”, às 18h, participam a médica Dra. Blenda Oliveira — doutora em psicologia, psicanalista e autora do best-seller Fazendo as pazes com a ansiedade, indicado ao Prêmio Jabuti em 2023 —, a professora brasiliense Sibele Guimarães, que atuou por 26 anos na Secretaria de Educação, e Tamara Vizioli, neurocientista comportamental, palestrante, mãe atípica e esposa de diplomata brasileiro. Criadora incansável, que possui uma trajetória que transcende fronteiras, ela vê no desenvolvimento humano sua missão e, à frente da SOZO Architecture e do Instituto SOZO Miguel Vizioli, traduz em seus projetos uma visão que integra corpo, alma e espírito.
No segundo dia, às 13h, o evento traz para cena um assunto cotidiano, mas que ainda é tratado como tabu: “Dinheiro, Maturidade e Liberdade: Como o Planejamento pode transformar sua Vida”. Trazendo mais clareza sobre o tema, a dupla de especialistas Darla Sierra, CEO da VLG/XP Investimentos, e Fabiane Rossi Brunetti, empresária, administradora e nome à frente do Brunetti Digital Lab., destacam as estratégias necessárias para ter autonomia e segurança em todas as fases da vida — especialmente na maturidade, que exige melhor planejamento financeiro.
A 4ª edição se encerra às 18h, trazendo luz para o tema “Corpo e Sexualidade: Celebrando a Plenitude do Prazer na Maturidade”, com talk comandado pela psicóloga, especialista em terapia sexual e educação em sexualidade Ana Canosa, que soma mais de três décadas de experiência no atendimento clínico e atualmente comanda coluna sobre o assunto no Universa, da UOL, além de apresentar o podcast Sexoterapia. Ao lado dela, a brasiliense Érica Ceolin, do perfil @ericaprateada, jornalista política que assumiu-se grisalha aos 38 anos — e inspira outras mulheres a empoderar-se de suas escolhas. No talk, que promete ser uma grande conversa entre amigas, elas falarão sobre aceitação do corpo, descobertas de prazeres e sexualidade das mulheres 50+.
Data: 07 e 08 de maio de 2025 — quarta e quinta-feira.
Horário: 13h e 18h.
Classificação: Livre.
Entrada gratuita, sem necessidade de agendamento.
PROGRAMAÇÃO
Quarta-feira, 07 de maio 13h — Talk: “Mãe na Maturidade: Entre o Ninho e o Cuidado” Com a Dra. Mônica Mulatinho (médica especializada em hebiatria), Patricia Camargo De Divitiis (cofundadora da Care Natural Beauty) e Cris Guerra (comunicadora e escritora).
18h — Talk: “Da Solidão à Autossuficiência: Encontrando Paz e Equilíbrio na Maturidade”
Com a Dra. Blenda Oliveira (psicóloga, psicanalista e autora indicada ao Prêmio Jabuti), Sibele Guimarães (professora) e Tamara Vizioli (neurocientista comportamental, palestrante, criadora de conteúdo e mãe atípica)
Quinta-feira, 08 de maio 13h — Talk: “Dinheiro, Maturidade e Liberdade: Como o Planejamento pode Transformar sua Vida” Com Darla Sierra (CEO da VLG/XP Investimentos) e Fabiane Rossi Brunetti (empresária e fundadora do Brunetti Digital Lab).
18h — Talk: “Corpo e Sexualidade: Celebrando a Plenitude do Prazer na Maturidade” Com Ana Canosa (psicóloga e sexóloga, colunista do Universa/UOL e apresentadora do podcast Sexoterapia) e Érica Ceolin (jornalista e criadora do perfil @ericaprateada).
A jornada de uma mulher contra a violência que ocorre diante de nossos olhos e ignora barreiras geográficas, econômicas e sociais
Por 35 anos, a terapeuta Marlene Zeni foi desaprendendo a ser. O casamento abusivo e violento fez com que ela perpetuasse um ciclo cruel que acomete mais mulheres do que as estatísticas dão conta. Marlene despertou do pesadelo, sobreviveu a ele, tomou as rédeas da própria vida e tornou-se uma escritora. A autora de O preço de não saber quem você étem resgatado a essência, os sonhos, os desejos e, principalmente, a força pessoal. O livro será lançado no próximo dia 29, em Brasília. Afinal, foi na capital do País, ela viveu boa parte de uma história que quase tem o mesmo fim de muitas mulheres que sucumbem à violência doméstica ou simplesmente morrem vítimas de feminicídio.
Marlene escolheu e teve tempo de sobreviver. Se reergueu com potencial de transformar a própria trajetória, mostrar para outras mulheres ser possível sair com vida. Sua primeira obra, embora seja um livro autobiográfico, é também o que se sabe de muitas mães, irmãs, tias, avós, vizinhas… E assim sendo, é parte de nossa própria história. É nesse lugar da empatia que a leitura do livro busca gerar insights aos leitores que, ao passo que se colocam dentro da experiência de dor, dúvidas, angústias e anseios pelas quais a autora passou e narra durante todo o livro, também passa, o leitor, a refletir sobre si mesmo.
Será que existem sinais? O que levou Marlene chegar aonde chegou antes de despertar? “Eu despertei em uma situação limítrofe. Cheguei bem próximo da morte. A violência era constante e eu não a enxergava, eu normalizava o que não era e nunca será admissível”, revela a autora.
A autopreservação e a busca por enxergar melhor suas feridas e curá-las, fez com que Zeni desse um basta no relacionamento, tomando um novo impulso de vida, reconstruindo por completo a sua forma de pensar, enxergar o mundo e existir nele. O livro veio depois da sobrevivência. Uma obra com o poder de impactar e transformar pessoas.
Marlene Zeni
O PREÇO DE NÃO SABER QUEM VOCÊ É
Autora: Marlene Zeni
Editora: Selo Luzes Editorial, 2025
Lançamento: 29/04/2025
Onde: Loja Maria – QI 3 – Lago Sul, das 15h às 20h.
Psicóloga do CEUB alerta para os impactos sociais e emocionais da exposição precoce ao ambiente digital
Freepic
Com o uso das redes sociais começando cada vez mais cedo, os desafios se tornaram fonte de preocupação para pais, educadores e especialistas. Protagonizando tragédias, as “trends” virtuais se tornam um perigo silencioso, vivido dentro de casa. Izabella Melo, professora de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), aponta que o risco vai além da exposição a conteúdos impróprios, afetando a formação da identidade, da moralidade e da visão de mundo de crianças e adolescentes.
Embora a internet facilite o contato com pessoas da mesma faixa etária ou com interesses semelhantes, também potencializa riscos físicos, psicológicos e morais. “A web reproduz e, muitas vezes, amplifica dinâmicas de opressão que já existem fora dela, como racismo, misoginia, LGBTfobia e intolerância religiosa. Para crianças e adolescentes de grupos marginalizados, os ambientes digitais são ainda mais violentos. É nesse período que se constrói quem somos e o que entendemos como certo ou errado”, explica Melo.
Segundo a docente do CEUB, a busca por aceitação em um grupo social torna esses públicos mais vulneráveis a trends online. Izabella explica que, ao aceitar um desafio, muitas vezes a criança ou adolescente está, na verdade, tentando garantir seu pertencimento social e evitar a exclusão, mecanismo ainda relacionado ao fenômeno do bullying.
“Existe uma necessidade muito forte de ser aceito. Às vezes, aceitar participar de um desafio é visto como ‘prova de lealdade’. Este grupo incentiva ou silencia diante de comportamentos violentos, já que quem está em volta fará de tudo para não ser o próximo alvo, inclusive se submeter a comportamentos arriscados.”
Proteção, legislação e presença familiar
Na avaliação da psicóloga, o enfrentamento dessa questão exige uma abordagem multissetorial. No campo das políticas públicas, ela sugere a regulamentação mais rigorosa das redes sociais, em consonância com as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Crianças e adolescentes ainda não têm as habilidades cognitivas completamente formadas. O cérebro termina seu desenvolvimento por volta dos 24 ou 25 anos. Até lá, o pensamento é mais concreto e menos capaz de avaliar riscos abstratos”.
No âmbito familiar, a docente do CEUB chama atenção para a necessidade de acompanhamento ativo da vida digital dos filhos. Segundo a psicóloga, é comum entre os pais a liberação do uso irrestrito da internet por falta de tempo, fruto de rotinas sobrecarregadas: “Nestes casos melhorar condições de trabalho, transporte público e segurança financeira das famílias também é uma forma indireta de proteger essas crianças”.
Mais do que proibir o uso do celular e das redes sociais entre crianças e adolescentes, a especialista defende a construção de relações baseadas em diálogo, atividades em família e presença ativa. “A melhor proteção é garantir adultos presentes, atentos e dialogando constantemente. Isso diminui não só o tempo de tela, mas a exposição a conteúdos nocivos”, finaliza a especialista do CEUB.