Brasília tem de melhor na Cultura, Entretenimentos, Arquitetura, Design e Decoração, Feiras, Cursos, Workshops, Seminários, Gastronomia, Vinhos, Cafés, Moda, Beleza…
Na fascinante imensidão azul que cobre mais de 70% do nosso planeta, a vida é abundante, biodiversa, colorida, intensa. Essenciais para a existência dos seres que habitam a Terra, os oceanos guardam mistérios, conexões e encantos. Alguns deles são revelados em Oceano Vivo, uma exposição que combina arte, tecnologia e muita sensibilidade. A experiência, inédita em Brasília, lança âncora no ParkShopping, de 9 de janeiro a 22 de fevereiro, deixando as férias ainda mais incríveis com projeções de alta definição, espaços interativos, uma cenografia envolvente e spots instagramáveis. O público será transportado a um mundo subaquático repleto de formas, novos saberes e criaturas fascinantes.
A atração fica em cartaz no 1º Piso, corredor da C&A, próximo à Entrada B, sempre de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 14h às 20h. “Oceano Vivo é um espetáculo subaquático que deslumbra quem se deixa submergir na imensidão que faz a Terra ser um planeta azul. É uma imersão para se embarcar com a família e os amigos porque envolve, ensina e encanta crianças e adultos”, observa Anna Aimée Codeço, gerente de marketing do ParkShopping. A superestrutura de Oceano Vivo conta com 150 m² de área e dez projetores de última geração.
Quem mergulhar em Oceano Vivo será levado pela maré de uma experiência sensorial. Luzes, sons e imagens em movimento conduzem os navegantes a uma jornada inesquecível ao universo marinho. Em Oceano Vivo, o mar se transforma em uma imensa tela viva. Por ela, desfilam baleias, tubarões, águas-vivas, cardumes, corais e algas num verdadeiro balé visual.
O visitante é surpreendido também com backdrops de baleias, pintura hiper realista de tubarão, painéis coloridos com elementos marinhos encantadores e instagramáveis, além de spots com brincadeiras interativas. “É uma oportunidade de aprendizagem e interação com conteúdos educativos. Em Oceano Vivo a questão do lixo jogado no mar entra em cena de forma lúdica, levando conscientização e cidadania à garotada e aos adultos em uma sala especialmente reservada ao tema”, acrescenta Anna Aimée. Ao final da jornada, um espaço reservado à arte para as crianças se divertirem desenhando e colorindo o universo visto e vivido na exposição.
O valor dos ingressos de Oceano Vivo varia de acordo com o dia da semana e com a classificação (meia/inteira). Há combos disponíveis para famílias. O valor da meia-entrada é de R$34,95. O Combo Família inclui quatro ingressos e sai por R$159,90. O Combo Criança + Adulto (2 ingressos) sai por R$ 89,90. Dentro da Hora Especial, dois ingressos para sessões entre 10h e 12h, de segunda a sexta-feira ficam por R$49,90. A entrada é gratuita para crianças de até 2 anos e 11 meses. Os tickets podem ser adquiridos via aplicativo Multi ou presencialmente.
Oceano Vivo chega ao ParkShoppingcom a assinatura da Luzzco, empresa responsável por experiências imersivas que encantaram o público do Nordeste, em João Pessoa, Recife, Fortaleza, Maceió, São Luís, Natal, Aracaju, Teresina e Salvador.
ParkShopping – Inaugurado em 1983, o ParkShopping é referência na capital do País e conta com um mix diverso e qualificado de marcas, ampla oferta de serviços e excelentes opções de lazer e entretenimento para os brasilienses. Os empreendedores do ParkShopping são Multiplan e Previ, com administração da Multiplan. O PKS foi certificado por dois anos consecutivos no Experience Awards (2023 e 2024), no segmento Shoppings, que recebeu milhares de votos de consumidores. A premiação indica o ranking NPS (Net Promoter Score), uma métrica de lealdade do cliente, e visa reconhecer as empresas com os melhores índices do Brasil em diversos segmentos.
O ParkShopping atende a região que lidera o ranking de PIB per capita nacional. Maior e mais completo shopping de Brasília, o PKS vem contando uma história de sucesso, crescimento e inovação. O shoppingrepresenta hoje 3,4% da ABL do Centro-Oeste, segundo a Abrasce, enquanto suas vendas anuais totalizaram 10,4% das vendas totais dos shoppings na mesma região, ocupando o quinto lugar no portfólio Multiplan.
PROGRAME-SE
OCEANO VIVO
Quando: de 9 de JANEIRO a 22 de FEVEREIRO no ParkShopping
De segunda-feira a sábado, das 10h às 22h (última sessão às 21h30);
Domingos e feriados, das 14h às 20h (última sessão às 19h30).
Onde: 1º Piso do PKS, corredor da C&A, próximo à Entrada B.
Ingressos: podem ser adquiridos via App Multi ou presencialmente.
Inteira: R$ 69,90
Meia-entrada: R$ 34,95 (conforme legislação)
Combo Família (4 ingressos): R$ 159,90
Combo Criança + Adulto (2 ingressos): R$ 89,90
Hora Especial (2 ingressos, sessões entre 10h e 12h – Segunda a sexta): R$ 49,90
Promo Seguidor: R$ 34,95 (mediante comprovação nas redes sociais)
Entrada gratuita para crianças de até 2 anos e 11 meses
O Casapark anunciou em dezembro, os seis escritórios convidados para a 1ª Mostra Liquidecora + Casapark Prime 2026, com inauguração em janeiro.
Participam Cecília Herculano, responsável pelo Quarto de Casal; Renata Ciccarini, que assina o Home Office; o Studio Freijó — formado por Natalie Tramontini e Thalita Gonçalves — à frente do Living do Colecionador; e o Studio Vanguarda, representado por Matheus Silva, com a Sala de Estar.
O Loft de Solteiro será assinado pela Traama Arquitetura, de Ana Luiza Veloso e Amanda Saback, e o Espaço Gourmet pela Orla Arquitetura, formada por Isabella Souza e Carla Monza. A mostra abre ao público no dia 16 de janeiro, junto com o início do Liquidecora Casapark 2026, a tradicional liquidação de começo de ano do shopping, referência em mobiliário e complementos para a casa.
“Estamos muito felizes com a participação dos escritórios convidados”, afirma Carol Valença, gerente de marketing do Casapark. Segundo ela, a mostra é um espaço de aprendizado e inspiração, que aproxima o público das tendências e possibilidades do design de interiores. “Ao percorrer os ambientes, o visitante percebe como cores, materiais, iluminação e mobiliário dialogam de forma funcional e estética, facilitando a aplicação dessas ideias em sua própria casa”, completa.
Serviço:
Mostra Liquidecora + Casapark Prime 2026
Onde | Praça Central do Casapark
Visitação | de 16/01/2026 a 22/02/2026
De segunda a sábado, das 10h às 22h
Domingo, das 12h às 20h
Entrada | Gratuita
Classificação indicativa | Livre para todos os públicos
Projeto convida crianças, jovens e adultos a transformar a visita ao museu em experiência de criação, com encontros sequenciais e vagas limitadas.
O Museu de Arte de Brasília (MAB) abre janeiro com uma programação especial de férias do Ateliê do MAB, iniciativa que aproxima diferentes públicos da arte por meio do fazer. A proposta é simples: cada encontro parte de referências do acervo e das mostras em cartaz para ativar práticas coletivas, experimentação de materiais e trocas de saberes — transformando a visita em experiência criativa.
Durante o mês, o Ateliê do MAB realiza minicursos gratuitos com atividades para crianças a partir de 6 anos e para jovens e adultos a partir de 10 anos, em módulos sequenciais que permitem acompanhar um percurso completo de aprendizagem. Todas as ações são gratuitas, com 20 vagas por sessão e indicação etária conforme a oficina (vagas preenchidas por ordem de chegada).
A programação de janeiro se organiza em dois blocos: Mini Curso de Bordado (de 5 a 11/1) e Mini Curso de Pintura (de 12 a 18/1). Nos turnos da manhã, as crianças participam de oficinas lúdicas; à tarde, acontecem os encontros voltados a jovens e adultos, com introdução e aprofundamentos técnicos.
Viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, o Ateliê do MAB reforça o museu como lugar de convivência e criação, com trilhas formativas que vão do lúdico infantil à investigação de técnicas e linguagens contemporâneas.
Programação de férias – Janeiro
Mini Curso de Bordado
5/1 (seg.) – 10h Brincadeiras com Linhas e Cores (crianças, a partir de 6 anos) – parte 1 | 16h Introdução ao Bordado (a partir de 10 anos) 7/1 (qua.) – 10h parte 2 | 16h Ponto invisível e ponto atrás 8/1 (qui.) – 10h parte 3 | 16h Ponto pirulito e ponto corrente 9/1 (sex.) – 10h parte 4 | 16h Palavras e símbolos 10/1 (sáb.) – 10h parte 5 | 14h Fixando botões e outros materiais 11/1 (dom.) – 10h parte 6 | 14h Desenvolvimento de trabalho autoral
Mini Curso de Pintura
12/1 (seg.) – 10h Pintura Lúdica para Crianças (a partir de 6 anos) – parte 1 | 16h Introdução à Pintura (a partir de 10 anos) 14/1 (qua.) – 10h parte 2 | 16h Círculo cromático 15/1 (qui.) – 10h parte 3 | 16h Texturas e diferentes materiais 16/1 (sex.) – 10h parte 4 | 16h Luz, sombra e trabalho com camadas 17/1 (sáb.) – 10h parte 5 | 14h Composição e equilíbrio 18/1 (dom.) – 10h parte 6 | 14h Figurativo e abstrato
Sobre as oficinas (sinopses)
Brincadeiras com Linhas e Cores (crianças, a partir de 6 anos) As crianças experimentam linhas, texturas e cores; aprendem pontos simples; brincam com desenhos na talagarça; participam de atividades coletivas e criam pequenas composições livres, desenvolvendo coordenação, criatividade e expressão.
Mini Curso de Bordado (a partir de 10 anos) Percurso que atravessa pontos básicos e avançados, composição, texturas e cores, chegando ao desenvolvimento de um trabalho autoral. A proposta conecta técnicas tradicionais de bordado a práticas da arte contemporânea, valorizando saberes e memórias culturais.
Pintura Lúdica para Crianças (a partir de 6 anos) Mini curso em módulos que combinam brincadeira, exploração sensorial e criação: misturas de cores, gestos amplos com pincéis, diferentes suportes e ferramentas, pintura guiada por sensações e emoções, experimentos com música e atividades coletivas em grandes superfícies.
Mini Curso de Pintura (a partir de 10 anos) Formação prática para jovens e adultos com experimentação de materiais, estudo de cores (primárias, secundárias e complementares), investigação de técnicas e texturas, recursos de luz e sombra e finalização de uma pintura autoral, estimulando autonomia e linguagem própria.
SERVIÇO
Ateliê do MAB
Museu de Arte de Brasília (Setor de Hotéis e Turismo Norte, trecho 1, Projeto Orla)
Oficinas: não é necessária inscrição (20 vagas por sessão)
Funcionamento: Todos os dias, exceto terça-feira, de 10h às 19h
Mostra em cartaz no foyer do Teatro Nacional reúne cerca de 200 obras e revela a pesquisa do artista sobre matéria, luz e forma
Em cartaz até 6 de março no foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro, a exposição “É Pau, É Pedra…” reúne cerca de 200 obras de Sergio Camargo (1930–1990), um dos escultores mais influentes da arte brasileira. A mostra apresenta, pela primeira vez na capital, um panorama amplo e raro da produção do artista, com esculturas, relevos, maquetes e objetos de ateliê que evidenciam sua investigação poética sobre materiais como madeira, mármore, gesso e pedra. Com entrada gratuita, a exposição integra arte e arquitetura em um espaço recém-revitalizado da cidade.
Realizada pelo Metrópoles e com apoio institucional da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, a mostra tem curadoria de Marcello Dantas – nome que transformou a prática curatorial contemporânea no Brasil, ao unir arte, arquitetura, tecnologia e narrativa histórica em projetos de enorme impacto.
“Camargo é o grande escultor brasileiro”, afirma Dantas. “É o artista que cria uma linguagem imediatamente reconhecível, que transforma a luz em volume e o volume em respiração”, completa o curador.
A seleção de obras permite ao público acompanhar o desenvolvimento do artista desde seus primeiros passos figurativos até a consolidação de seu nome no cenário internacional, passando por processos experimentais e investigações espaciais que raramente foram expostas.
O evento é organizado em núcleos, que apresentam diferentes ideias, conceitos e razões materiais que sustentam a pesquisa e o trabalho do escultor.
Foyer do Teatro Nacional
Fechado há mais de 10 anos, o Teatro Nacional volta à cena ao receber o público brasiliense, que pode revisitar um espaço icônico, integrado ao jardim e à obra de Athos Bulcão.
A mostra foi pensada para que o local e a obra se completassem. Assim, a arquitetura representa não apenas um cenário, mas parte constitutiva da experiência. “Ao fim do percurso, esperamos que o visitante saia com outra medida do olhar — aquela em que a matéria volta a ser origem”, salienta Dantas, que compara o encontro histórico entre a cidade e Sergio Camargo. “A obra dele opera em uma frequência muito semelhante à de Brasília: é feita de ordem, mas não é rígida; é geométrica, mas não é fria; é moderna, mas profundamente humana. Há respiro entre as formas, há silêncio entre os cortes, há luz entre as sombras”, aponta o curador.
Exposição “É pau, é pedra…” | Sérgio Camargo 10 de dez. de 2025 a 6 de mar. de 2026 9h às 22h Foyer da Sala Villa-Lobos | Teatro Nacional Cláudio Santoro (Brasília/DF) Acesso gratuito | Classificação livre
Em sua primeira exposição individual no Brasil, a artista grega Demi Kaia apresenta um conjunto de obras inéditas, criadas em residência artística na galeria durante 40 dias em Brasilia. A artista é eminentemente desenhista, é uma artista-ativista, cujas obras refletem muitas das questões conflituosas e tensas do mundo: guerras, defesa de gênero, violência contra mulher e animais etc.. Na exposição apresenta também diversos desenhos dos últimos 20 anos, inclusive vários de seus famosos “Diários” em capa de couro. Na residência criou objetos e esculturas usando elementos da natureza do cerrado e dos animais que observou no Brasil, dois temas recorrentes em sua produção artística.
Texto depoimento da artista com o crítico italiano Gianluigi Ricuperati Mãos que Traçam Fronteiras
Tudo começou com um gemido, um único e avassalador *porquê*. Em algum momento, você precisa se perguntar o que liga as convulsões do mundo aos valores mais básicos, ao senso comum essencial que pretendemos compartilhar. Foi exatamente isso que eu fiz. Comecei a escrever um diário muito jovem, determinada a registrar tudo. Crescendo durante a recessão grega, aquelas páginas se encheram rapidamente: imagens brutais e pornográficas em tinta, cenas políticas copiadas e recopiadas do mundo lá fora — virando você do avesso, como um Magnificat invertido, sombrio e cromático. Era uma forma de tradução. Violência representada pela violência. E, infelizmente, tais desenhos não envelheceram. Guerras. Genocídios. Ecocídios. Autoritarismos. Colapso ambiental. São as manchetes permanentes da nossa era.
Esta instalação — desenhos antigos e novos, objetos encontrados, esculturas feitas in situ — funciona como uma espécie de salto coletivo da memória, moldado por vidas humanas e não humanas e pelas maneiras como ambas são posicionadas, usadas e descartadas.
Como outros sistemas de dominação, o especismo define as estruturas que habitamos: um sistema de crenças no qual os poderosos traçam fronteiras para justificar a exploração de outras criaturas. Olhe ao redor e diga-me se esta não é a nossa narrativa central. Hoje, somos os protagonistas silenciosos desta parábola — acelerando através das telas que seguramos em nossas mãos, tornando-nos, por sua vez, mártires ou algozes, ou testemunhas silenciosas.
E assim surge a pergunta, inevitável: É moralmente correto sentir felicidade em um mundo tão fragmentado? Albert Camus escreveu que não aumentamos a dor de ninguém ao reconhecermos sua infelicidade; a aceitação pode, na verdade, fortalecer nossa capacidade de lutar por eles.
Eu escolho acreditar nele. A compaixão precisa prevalecer. Em suas palavras, “Ser humano é viver em um estado de tensão permanente: tentar guiar o mundo enquanto tenta não ser subjugado por ele”.Contudo, dentro dessa paisagem fragmentada, algo persiste: uma fé silenciosa, quase obstinada, em nossa capacidade de promover mudanças.
Se a violência ecoa através das gerações, a ternura e a compreensão também podem ecoar. Se a destruição molda a memória, o cuidado também pode. As mesmas mãos que traçam fronteiras podem desmantelá-las; o mesmo olhar que testemunhou o sofrimento em silêncio pode intervir e gritar alto. A esperança se apresenta como responsabilidade, mais do que como salvação.
Ela nos exige que permaneçamos alertas, que permaneçamos permeáveis, que continuemos a sentir mesmo quando percebemos a dor. Ela nos pede para imaginar formas de coexistência — caóticas, frágeis, imperfeitas — entre a vida humana e a não humana. Ela nos pede para praticar a compaixão não como sentimento, mas como resistência.
Talvez seja só isto que importa: cultivar um “princípio da esperança”, como Ernst Bloch o definiu de forma tão brilhante em sua obra-prima homônima, um cântico interior que nasce da atenção, da recusa, do ato repetido da vontade de não se desviar.
A prática da Esperança, mesmo que expressa no hábito diário de desenhar, escrever e imaginar espaços, pode funcionar, mesmo em um cosmos de pesadelo como o nosso, como um portal do tempo – desta forma, poderíamos chegar próximo da Utopia.
Sobre a artista
Demi Kaia nasceu na Grécia, vive e trabalha em Atenas. Ela apresentou seu trabalho em 11 exposições individuais e inúmeras coletivas, principalmente na Grécia, mas também na Suíça e na França. Seus numerosos “Projetos de Diário” serviram de porta de entrada para um grande número de desenhos, registrando a realidade grega em tempos de crise econômica, e seu trabalho recente é uma narrativa moldada por vidas humanas e não humanas e pelas maneiras como ambas são posicionadas, usadas e descartadas. Ela também possui duas performances em seu repertório e seu trabalho escultural atual cria ambientes que exploram a relação entre humanos e não humanos/natureza. Sua última exposição individual aconteceu na Fundação Katakouzenos em Atenas (2023) e foi intitulada “Biblioptaera”, com curadoria de Efie Falida. Suas obras podem ser encontradas em coleções particulares, incluindo a de D. Daskalopoulos (Fundação Neon), e muitas delas publicadas em revistas, jornais e no livro “That Time”, publicado pela editora Futura.
Serviço: “Mãos que Traçam Fronteiras”, exposição individual de Demi Kaia
Abertura terça-feira, dia 12 de dezembro, Galeria Karla Osorio – Pav. III, galeria 6
Em cartaz até 28 de fevereiro de 2026
Visitação: segunda a sexta, 10h – 19h, sábados 10h – 17h
A entrada é gratuita. Recomenda-se agendar por telefone, email, DM no Instagram ou WhatsApp.
Contato artista Demi: +30 694 4533517 demikaia@hotmail.com
Atividades gratuitas inspiradas na exposição “MEME: no Br@sil da memeficação” convidam crianças, adolescentes e famílias a criar seus próprios memes, personagens e emojis no CCBB Brasília.
Nas férias de dezembro, o Rolê Cultural – CCBB Educativo entra no clima da cultura digital e leva os memes para além da tela. Inspiradas na exposição MEME: no Br@sil da memeficação, duas oficinas abertas ao público convidam crianças, adolescentes esuas famílias a experimentar, ao vivo, a linguagem que movimenta timelines econversas nas redes. Na área externa doCentro Cultural Banco do Brasil Brasília(CCBB Brasília), o Espaço Conexão amplia a experiência com um painel interativo em que cada pessoa cria seu próprio emoji. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados pelo site ingressos.ccbb.com.br ou presencialmente na bilheteria do CCBB Brasília.
Na Oficina de Criação de Memes, o ponto departida são papéis coloridos, formas, imagens recortadas e frases inventadas na hora. A partir desses elementos simples, os participantes montam cenas que misturam humor, crítica e criatividade, aproximando a lógica das montagens digitais do gesto manual de colar, combinar e recombinar ideias. Imagem e palavra se encontram em composições que dialogam diretamente com o universo das redes sociais, em uma experiência coletiva e divertida.
Já a Oficina de Memetização de Personagens mergulha na cultura pop para propor releituras bem-humoradas de figuras conhecidas. Inspirada também no histórico Concurso Mundial do Mickey Feio (2001), criado pela dupla Valdisnei – Daniela Brilhante e Lourival Cuquinha –, a atividade convida o público a criar versões estranhas, cômicas e exageradas desses personagens. Entre paródias e exageros, surgem “mickeys feios” e outros anti-heróis que questionam padrões de beleza, comportamento econsumo, sempre com uma boa dose de riso e experimentação.
Do lado de fora da sala, o Espaço Conexãofunciona como um ponto de encontro paraquem quer continuar brincando com imagens. Além dos grandes quebra-cabeças com obras da Coleção de Arte Banco do Brasil, o público encontra um painel dedicado à criação deemojis autorais. Em diálogo com a exposiçãoMEME: no Br@sil da memeficação, os participantes são convidados a pensar: se você pudesse inventar um emoji só seu, como ele seria? A partir de cores, formas eexpressões, cada pessoa traduz emoções eideias em símbolos visuais únicos, aproximando arte, jogo e comunicação digital.
As atividades são gratuitas, a duração é de 1 hora, a capacidade é para até 25 participantes, sempre na sala do Educativo. Oprojeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Sobre o CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 deoutubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica deOscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte ecriatividade possíveis.
Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços deconvivência, galerias de artes, sala decinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes eperformances.
Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes deescolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.
Em 2022, o CCBB Brasília se tornou oterceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para oCCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria doCCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação dousuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido nointerior do veículo.
Horários da van – De quinta a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e21h30.
Programação:
Oficina de Criação de Memes
Inspirada na exposição MEME: no Br@sil da memeficação, esta oficina é um convite paraexplorar o universo dos memes por meio da criação visual. Com papéis coloridos, formas e imagens recortadas, os participantes montam cenas que misturam humor, crítica ecriatividade. Imagem e palavra se encontram em composições que dialogam com a linguagem das redes sociais em uma experiência coletiva e divertida.
Data: Sábados, domingos e feriados, às 14h Duração: 1h Capacidade: 20 pessoas Classificação: A partir de 8 anos Ponto de encontro: Sala do Educativo
Oficina de Memetização de Personagens
A oficina convida o público a explorar ouniverso dos memes a partir da cultura pop. Inspirada na exposição MEME: no Br@sil da memeficação e no icônico Concurso Mundial do Mickey Feio em (2001), criado pela dupla Valdisnei – Daniela Brilhante e Lourival Cuquinha –, a atividade propõe releituras bem-humoradas de personagens conhecidos, transformando-os em versões estranhas, cômicas e inesperadas. Entre risos eexperimentações, o público brinca com a imagem, a paródia e o exagero, criando seus próprios “mickeys feios” e outros anti-heróis da imaginação. Data: Sábados, domingos e feriados, às 17h Duração: 1h Capacidade: 25 pessoas Classificação: A partir de 8 anos Ponto de encontro: Sala do Educativo
Espaço Conexão
Durante as férias escolares, o espaçoConexão segue com suas propostas interativas. Um lugar de encontro e troca, onde aprender é também brincar e criar. Em dezembro, o público é convidado a montar grandes quebra-cabeças com imagens da Coleção de Arte Banco do Brasil. Em outro painel, os participantes podem inventar seus próprios “emojis” em um ambiente que dialoga com a exposição MEME: no Br@sil da memeficação.
Data: Terça-feira a domingo, de 9h às 20h30 Classificação: Livre Ponto de encontro: Área Externa, próximo ao Casulo
Serviço:
Rolê Cultural – Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil
Centro Cultural Banco do Brasil – Distrito Federal
Na última quinta-feira, 18 de dezembro, o Pátio Brasil foi palco da Roda de Conversa e Apresentação Brasília Hub Criativo, evento que integrou a exposição Territórios Criativos – Do Brasil para o Mundo. A iniciativa reafirma o compromisso de Brasília em consolidar seu papel como um polo global de design e economia criativa, uma posição que a capital federal ocupa desde 2017, quando foi reconhecida pela UNESCO.
Com um olhar voltado para o futuro criativo de Brasília, o evento trouxe à tona discussões relevantes sobre o impacto da cidade no cenário global de inovação e as novas oportunidades que surgem para os artistas, empreendedores e profissionais da área criativa. A roda de conversa teve como objetivo explorar as perspectivas de Brasília enquanto centro de criação e inovação, conectando as tendências globais às especificidades locais.
Durante a Roda de Conversa, também foram destacados momentos importantes da agenda criativa da cidade. Brasília foi recentemente anfitriã do IX ECriativo, o Encontro da Rede Brasileira de Cidades Criativas da UNESCO, evento que reuniu representantes de diversas cidades criativas ao redor do mundo. Além disso, a capital sediará o II Fórum de Cidades Criativas do Design em março de 2025, evento que promete fortalecer ainda mais a posição de Brasília no cenário internacional.
A exposição Territórios Criativos seguiu com seu propósito de dar visibilidade à diversidade cultural e à inovação que permeiam o trabalho criativo brasileiro, celebrando a produção artística e o pensamento inovador.
Com um público engajado e várias trocas de ideias, a Roda de Conversa Brasília Hub Criativo contribuiu para reforçar a importância de Brasília como um ambiente fértil para a inovação e a criatividade, com grande potencial para inspirar e impulsionar projetos que conectem o Brasil ao mundo.
Exposição no MAB conta, através de fotos históricas, objetos e obras de arte, a história do início da capital federal
A exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, apresenta um recorte com obras do Museu de Arte de Brasília – MAB e da Coleção Brasília – Acervo Izolete e Domício Pereira (*), reunindo trabalhos de artistas fundadores do imaginário visual da Nova Capital do Brasil. A mostra propõe um percurso sensível e crítico no qual a noção de liberdade se manifesta em múltiplas dimensões — estética, política, poética e histórica — estabelecendo diálogos entre diferentes tempos, linguagens e concepções artísticas.
O eixo curatorial é estabelecido pelo álbum “Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, que reúne registros históricos da construção de Brasília, bem como dos festejos e das cerimônias de sua inauguração, em 21 de abril de 1960. De autoria de Mário Fontenelle, fotógrafo oficial de Juscelino Kubitschek, o conjunto é composto por 24 imagens em preto e branco, realizadas entre 1958 e 1960, que documentam de forma singular o processo de edificação da Nova Capital e o imaginário de modernidade que a constituiu. Nesta perspectiva de contextualizar a presença pioneira das artes visuais na capital, destacam-se obras de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão, Marianne Peretti, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Zeno Zani, Ake Borglund e, em diálogo com produções mais recentes, de Honório Peçanha, Ziraldo, Danilo Barbosa e Carlos Bracher. Cada um, ao seu modo, contribui para a consolidação do imaginário artístico da Nova Capital, articulando arte, arquitetura e paisagem, e reafirmando a liberdade criadora como fundamento de pensamento, expressão e diálogo.
Além desse núcleo de artes visuais, a mostra contempla objetos de época e curiosidades históricas, como a maquete de lançamento da Romi-Isetta, itens do serviço do Palácio da Alvorada e a primeira fotografia de satélite do Plano Piloto. No segmento documental, duas relíquias assumem especial destaque: a carta-depoimento de Juscelino Kubitschek, datada de 1961, ao final de seu governo, e a homenagem da Igreja Católica a Dom Bosco, padroeiro de Brasília, que reúne resquícios de suas vestes.
Neste contexto, registra-se representação do artista mineiro Carlos Bracher, com a obra “Museu Imaginado”, doada ao Museu de Arte de Brasília pelo próprio artista e pelo curador Cláudio Pereira. A obra ocupa lugar de destaque ao tensionar os limites entre instituição, memória e imaginação, ampliando a reflexão sobre o papel do museu, das coleções e da criação artística contemporânea.
Contribuindo para potencializar a percepção do conjunto e os diálogos entre diferentes conteúdos e linguagens, apresenta-se a gravação da carta-depoimento de JK, o minidocumentário dedicado ao álbum Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo, bem como sua versão colorizada por meio de processos de inteligência artificial, ampliando assim, as possibilidades de leitura e fruição.
A proposta curatorial, ao evidenciar territórios de convivência entre diferentes gerações e poéticas, visa tecer associações livres entre formas, cores, gestos e narrativas. Ao estimular leituras cruzadas, o conjunto convida o público a refletir sobre a construção da identidade cultural brasileira e sobre a importância do diálogo como fundamento da produção artística, matrix simbólica para a construção de sociedade livre e democrática.
“Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” reafirma, assim, o compromisso do acervo, formado pelo casal Izolete e Domício Pereira (*), pioneiro da NOVACAP, com a preservação da memória artística e com a promoção de debates contemporâneos, configurando-se como um espaço de escuta e interlocução, no qual a arte se apresenta como instrumento de pensamento, sensibilidade e diálogo permanente com o tempo presente e as futuras gerações.
C.P/ Brasília, 25/12/2025.
(*) – O casal, proveniente da Região Nordeste do Brasil, de família de fazendeiros, políticos, militares e educadores, chega à Nova Capital em 1959, cerca de um ano antes da sua inauguração. Ele, natural de São Luís – MA, foi funcionário da Novacap, assumindo posteriormente o cargo de fiscal de tributos do antigo IAPAS – Instituto de Administração Financeira de Previdência Social. Ela, natural de Recife – PE, foi funcionária do Ministério da Fazenda onde assessorou vários ministros. Paralelamente, como Pedagoga e Arte-Educadora desenvolveu um dos mais importantes projetos sociais da nova Capital, que atendeu a milhares de crianças e suas famílias. Por essa obra, foi destacada como referência pela Unicef.
Entusiastas do projeto da Nova Capital do Brasil, ambos manifestavam, à época, a intenção desse significativo acervo da Coleção permanecesse em Brasília.
SERVIÇO DA EXPOSIÇÃO
Período: 26/12/2025 a 26/02/2026
Horário: Das 10h às 19h, de segunda à domingo, exceto terca-feira
O artista gaúcho radicado em Brasília apresenta um diálogo inédito com as máscaras de Athos Bulcão, a série obras menos conhecidas do artista influenciada pelo cinema de Stanley Kubrick e a psicodelia dos anos 1960 e 1970
No dia 27 de novembro, às 18h, a Fundação Athos Bulcão inaugura a mostra “Tudo se transforma em alvorada”, um diálogo entre a produção do artista gaúcho radicado em Brasília Ismael Monticelli e a série de máscaras de Athos Bulcão. A exposição aprofunda a investigação de Monticelli sobre o legado da arquitetura moderna da capital federal, tomando como ponto de partida as narrativas não oficiais que atravessam a cidade. São diferentes camadas entrelaçadas — históricas, místicas, políticas e estéticas — que escapam ao discurso monumental hegemônico e revelam uma Brasília menos rígida, mais aberta a fabulações, desvios e imaginários paralelos. O artista observa como essas tramas ocultas ou marginalizadas criam outras maneiras de experimentar a capital, aproximando-a de um território onde ficções e sensibilidades retrofuturistas ganham espaço.
Com entrada gratuita e classificação indicativa livre para todos os públicos, “Tudo se transforma em alvorada” fica em cartaz até o dia 10 de janeiro de 2026, com visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h. A Fundação Athos Bulcão fica na 510 Sul, Bloco B, Loja 51, Asa Sul, Brasília. A mostra é realizada com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).
“Tudo se transforma em alvorada” nasce do encontro entre Monticelli e uma das séries menos conhecidas e mais experimentais de Athos Bulcão (1918–2008): as máscaras. Pela primeira vez, a Fundação abre espaço para que um artista desenvolva um diálogo direto e especulativo com sua obra, reunindo 20 máscaras de Athos, apresentadas ao lado — e, em alguns momentos, entrelaçadas — de novas criações de Monticelli que se desdobram em instalação, pintura, vídeo e neon.
Uma arqueologia visual
A série das máscaras de Athos Bulcão revela uma faceta decisiva e pouco visível de sua produção. Longe do repertório amplamente reconhecido de azulejarias modulares, geometrias construtivas e painéis públicos, essas peças expõem um Athos interessado em misturar materiais, reminiscências e camadas heterogêneas de visualidade. Como observa a crítica e curadora Marília Panitz, autora do texto crítico da exposição, trata-se de “um amálgama (inclusive matérico) de experiências diversas com a visualidade. Criam certa arqueologia idiossincrática, onde aparecem fragmentos de sua memória organizados em referências diversas”.
Essa dimensão experimental encontra lastro no próprio processo descrito por Athos. “Em entrevista, Athos comentou a gênese dessa série, afirmando ter se baseado no último momento do filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço, com o ‘feto’. Ele também relaciona essas ideias com o que viu no Musée de l’Homme, em Paris, em 1971”, afirma Ismael. E continua: “Sua intenção, segundo o próprio Athos, era criar objetos que brincassem com a antropologia e com a ideia da origem, produzindo máscaras que parecessem feitas de matérias estranhas.” Partindo desse conjunto de referências — do feto estelar de Kubrick às coleções antropológicas parisienses —, as máscaras emergem como uma reflexão sobre origem e finitude. Condensam simultaneamente a imagem do bebê ou do feto e a presença de ossadas e esqueletos humanos, operando como dispositivos simbólicos que negociam os intervalos entre nascimento, morte e evolução.
Athos e a psicodelia
Monticelli propõe uma leitura que reinsere as máscaras de Athos no imaginário gráfico e cinematográfico que marcou as décadas de 1960 e 1970 — um período em que se intensificou o desejo de traduzir visualmente os processos da mente, de investigar como pensamento, percepção e consciência poderiam ser figurados por meio de imagens.
Essa atmosfera se torna ainda mais evidente quando Monticelli aproxima as máscaras — não apenas da cena final do feto, mas também — da célebre sequência Star Gatede 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968). Ali, Stanley Kubrick comprime narrativa, corpo e racionalidade em um corredor de luzes, cores e distorções que radicaliza a experiência visual. Críticos da época descreveram a passagem como um transe cromático que substitui o pensamento por êxtase visual, reconhecendo nela um dos momentos mais emblemáticos da estética psicodélica e das experimentações visuais que moldariam a sensibilidade da década seguinte.
É nesse mesmo ambiente cultural que surge a chamada “cabeça pictograma”, ícone do design gráfico dos anos 1970: perfis humanos reduzidos ao contorno, nos quais diagramas, cores e linhas buscam representar fluxos internos, raciocínios e estados mentais. Ao revisitar as máscaras de Athos sob essa chave, Monticelli desloca o gesto modernista para outro registro: a convicção de que a subjetividade pode ser atravessada por fluxos visuais e de que “a cabeça” — seja no cinema, no design ou na arte — opera como um campo simbólico onde interioridade e mundo se interpenetram.
Sobre o artista
Ismael Monticelli é artista multimídia cuja prática investiga, em pesquisas de longo prazo, as relações entre arte, história e ficção, explorando utopias, distopias e imaginários de futuro. Doutor em Arte e Cultura Contemporânea pela UERJ (2022), foi vencedor do 7º Prêmio Indústria NacionalMarcantonio Vilaça (2019) e contemplado pelo programa Retomada Artes Visuais da Funarte (2023). Realizou residências na La Becque Résidence d’Artistes (Suíça) e no Institute of Contemporary Arts (Singapura). Participou da 14ª Bienal do Mercosul (2025) e da 10ª Bienal do Mercosul (2015), além de exposições individuais no Brasil e coletivas em instituições do Reino Unido, Estados Unidos, Suíça e Singapura. Seu trabalho já foi destacado por veículos como The Guardian, Apollo Magazine e Ocula Magazine.
SERVIÇO
Tudo se transforma em alvorada
Ismael Monticelli em diálogo com Athos Bulcão Texto crítico: Marília Panitz
Itinerância amplia o recorte apresentado anteriormente na Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, consolidando compromisso do Museu de Arte Moderna e do Centro Cultural Banco do Brasil com a democratização do acesso à arte moderna e contemporânea.
Curadoria reúne obras em diferentes suportes de nomes essenciais da arte brasileira, como Alberto da Veiga Guignard, Amílcar de Castro, Angelo Venosa, Beatriz Milhazes, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Hélio Oiticica, Leonilson, Lucia Laguna, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Sebastião Salgado, Sergio Camargo, Thiago Martins de Melo, Tomie Ohtake e Tunga.
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília apresenta, a partir de 16 de dezembro de 2025, a exposição Uma história da arte brasileira, realizada pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). Depois de sua primeira etapa em Belo Horizonte, a mostra chega ao Distrito Federal em versão ampliada, reunindo cerca de cem obras — o dobro da edição anterior — que traçam um panorama abrangente da produção artística nacional entre os séculos 20 e 21. Ocupando o térreo e o subsolo da Galeria 1 do CCBB, a mostra tem classificação livre e ingressos gratuitos, que podem ser retirados na bilheteria ou pelo site (https://ccbb.com.br/brasilia/).
Com curadoria de Raquel Barreto e Pablo Lafuente, curadora-chefe e diretor artístico do MAM Rio, respectivamente, a exposição apresenta um conjunto de trabalhos essenciais para compreender os caminhos da arte brasileira, articulando continuidades, rupturas, invenções e experimentações que atravessam gerações, geografias e contextos sociais.
Entre os artistas representados — nomes incontornáveis da arte moderna e contemporânea — estão Alberto da Veiga Guignard, Aluísio Carvão, Amílcar de Castro, Angelo Venosa, Arjan Martins, Beatriz Milhazes, Carlos Scliar, Daniel Senise, Franz Weissmann, Hélio Oiticica, Ivan Serpa, Leonilson, Lúcia Laguna, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Manabu Mabe, Maria Leontina, Márcia X, Mario Cravo Neto, Milton Dacosta, Nelson Leirner, Nuno Ramos, Raul Mourão, Sebastião Salgado, Sérgio Camargo, Thiago Martins de Melo, Tomie Ohtake e Tunga.
“Levar essa exposição para Brasília reforça o compromisso do MAM Rio com a democratização do acesso ao seu acervo e com a função social da arte, entendida como instrumento de educação, cidadania e reflexão crítica”, afirma Yole Mendonça, diretora-executiva do museu. “Com mais de 16 mil obras entre coleção própria e acervos em comodato, o MAM Rio é uma instituição central para a história da arte moderna e contemporânea no Brasil. A itinerância nacionalamplia esse acesso e aproxima o público de um patrimônio artístico fundamental.”
“É com muita alegria que inauguramos a exposição em Brasília, com mais obras que nas versões anteriores, com o objetivo de proporcionar um percurso histórico da arte brasileira, procurando oferecer ao público nem sempre familiarizado com o tema uma visão em conjunto da arte do país”, celebra Raquel Barreto.
Da Cúpula do G20 à itinerância nacional
Concebida originalmente para a Cúpula do G20, realizada no MAM Rio em novembro de 2024, a exposição foi visitada por chefes de Estado e delegações internacionais antes de ser aberta ao público. A etapa em Brasília dá continuidade ao percurso iniciado no CCBB Belo Horizonte, ampliando o conjunto de obras e aprofundando a leitura histórica proposta pelo museu.
Cinco eixos curatoriais
Organizada em cinco núcleos cronológicos, a exposição apresenta momentos decisivos da arte brasileira:
Modernismo (1910–1950), quando artistas consolidaram uma linguagem própria marcada pela busca de identidade nacional; Abstracionismo e Concretismo (anos 1950), com a emergência de grupos e manifestos que redefiniram o campo artístico; Nova Figuração e poéticas do conceito (anos 1960–1970), período de forte experimentação em resposta à ditadura militar; Da década de 1980 ao presente, com a força pictórica da Geração 80, a pluralidade dos anos 1990 e as transformações dos anos 2000 — quando artistas negros, indígenas, mulheres e LGBTQIA+ tensionam cânones e reescrevem narrativas; e, por fim, Imagens do Brasil contemporâneo, seleção do comodato Joaquim Paiva, uma das mais importantes coleções de fotografia do país, que aborda cenas sociais, políticas, paisagens e aspectos fundamentais da vida brasileira.
Um retrato plural da arte no Brasil
“A exposição evidencia como a prática artística interpreta o mundo, revela tensões históricas e amplia nossa percepção das múltiplas histórias que compõem a arte brasileira”, afirmam os curadores.
Ao reunir artistas de diferentes épocas e perspectivas, Uma história da arte brasileiraconvida o público a revisitar trajetórias, repensar narrativas e reconhecer a diversidade que forma — e transforma — a produção artística no país.
Sobre o MAM Rio
O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro promove experiências participativas e inclusivas a partir da arte. Fundado em 1948 com a premissa de ser um museu-escola, é referência como plataforma de criação e formação para artistas e públicos, alcançando diferentes gerações e territórios. O MAM Rio é responsável por um extenso acervo de arte moderna e contemporânea, com focos na arte brasileira e em fotografia. Atualmente, abriga três coleções de artes visuais, com um total de cerca de 16 mil obras.
As exposições do MAM Rio propõem relações entre artistas de diferentes gerações, conectando passado e presente em todas as linguagens e manifestações, pautados por temáticas diversas e equitativas do mundo e do fazer artístico.
O prédio do MAM Rio no Parque do Flamengo, desenhado por Affonso Eduardo Reidy e com jardins projetados por Roberto Burle Marx, virou referência para a arquitetura mundial. O museu e seu entorno oferecem um espaço de convivialidade e experimentação que impulsiona processos de troca, circulação, vivências e cultura.
Sobre o CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Localizado no Edifício Tancredo Neves, o prédio é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.
Com projeto paisagístico de autoria de Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e performances.
Além disso, é oferecido o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais, aproximando o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolha públicas e particulares, universitários e instruções, por meio de visitas mediadas agendadas.
Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade
A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.
O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília
Horário da van – De quinta-feira a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h. | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.
SERVIÇO:
Exposição: Uma história da arte brasileira Curadoria: Raquel Barreto e Pablo Lafuente Data de abertura: 16 de dezembro de 2025 Encerramento: 08 de fevereiro de 2026
Curador da mostra inédita de Sergio Camargo ressalta importância da exposição, realizada no Teatro Nacional, para a cena cultural brasileira
O nome de Sergio Camargo ganha novo fôlego na capital com mostra inédita que amplia a percepção sobre sua produção. Promovida pelo Metrópoles, a exposição, com início nesta quarta-feira (10/12), às 19h, transforma o Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, em um percurso imersivo, em que luz, sombra e matéria se desdobram diante do visitante.
Com inauguração aberta aos brasilienses e entrada franca, o público é convidado a atravessar esse território de formas essenciais e ritmos discretos — um espaço em que a precisão poética do artista se revela em cada bloco, corte e superfície.
“Reinaugurar esse espaço maravilhoso, um patrimônio da cidade, em frente ao Conjunto Nacional, no maior quarteirão pedestre do Brasil, ao lado da biblioteca, do Museu Nacional, do Eixo Monumental e do SESI Lab… É realmente o miolo da cidade, um prédio com qualidade arquitetônica extraordinária”, pontua Marcelo Dantas, curador
Para ele, a escolha do Teatro Nacional como “casa” para a obra poética de Sergio foi certeira. “Um dos melhores de Brasília, um dos acertos mais brilhantes de Niemeyer. Trazer esse prédio de volta, após mais de 10 anos fechado, é maravilhoso. Fazer isso com Sérgio Camargo e com essa qualidade de obras é incrível”, destaca.
“No meu trabalho, tenho buscado levar arte a lugares não usuais. Isso muda o contexto da experiência. Se toda experiência artística se restringe à mesma sala branca, você nem lembra onde viu algo. Aqui não. Você não vai se esquecer dessa exposição porque o lugar é singular e especial. Isso faz toda diferença. Não queremos transformar a diversidade arquitetônica e ambiental em algo menor — queremos que seja sempre diferente, maior, provocadora”, assinala.
Serviço
Exposição “É Pau, é Pedra…”, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles Visitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
A Embaixada da Itália em Brasília e a Triennale Milano, em colaboração com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e o Museu Nacional da República de Brasilia, apresentam a exposição Pintura italiana hoje. Uma nova cena, iniciativa promovida pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália, com a curadoria de Damiano Gullì, Curador de Arte Contemporânea e do Public Program da Triennale Milano.
A abertura ocorrerá no dia 10 de dezembro, às 18h30, e contará com a presença da artista ítalo-brasileira Giulia Mangoni, que realizou uma obra mural site specificespecialmente para a exposição de Brasília, na galeria do Museu.
Brasília marca a segunda parada internacional da circulação da exposição. Depois de estrear com grande destaque em Buenos Aires, a mostra chega à capital brasileira antes de seguir viagem para duas outras metrópoles latino-americanas: Rio de Janeiro e Cidade do México.
Pintura italiana hoje. Uma nova cena se desenvolve a partir da exposição coletiva de mesmo nome, apresentada na Triennale Milano em 2023, e propõe um olhar sobre a cena emergente italiana formada por artistas nascidos entre 1990 e os anos 2000, que se expressam por meio da pintura.
A mostra apresenta obras de 27 artistas: Beatrice Alici, Bea Bonafini, Roberto de Pinto, Alice Faloretti, Alessandro Fogo, Andrea Fontanari, Giorgia Garzilli, Genuardi/Ruta (duo formado por Antonella Genuardi e Leonardo Ruta), Emilio Gola, Cecilia Granara, Diego Gualandris, Viola Leddi, Giulia Mangoni, Andrea Martinucci, Pietro Moretti, Ismaele Nones, Jem Perucchini, Edoardo Piermattei, Aronne Pleuteri, Giuliana Rosso, Davide Serpetti, Mario Silva, Sofia Silva, Marta Spagnoli, Maddalena Tesser e Eva Chiara Trevisan.
Pintura italiana hoje. Uma nova cena
Brasília, DF
Museu Nacional da República
11 de dezembro de 2025 – 22 de fevereiro de 2026
A Exposição é idealizada pela Triennale Milano, com curadoria de Damiano Gullì
Promovida pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional.
Realização da mostra: Embaixada da Itália em Brasília, Triennale Milano, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal
Serviço
Evento de abertura: 10 de dezembro, 18h30
Museu Nacional da República Brasília
Setor Cultural Sul, Lote 2 próximo à Rodoviária do Plano Piloto, Brasília – DF, 70070-150
A segunda edição do Projeto Brasília Museu Aberto – Edição Brasilidades encerra o ano em grande estilo, no dia 9 de dezembro, reunindo música, arte e patrimônio cultural em uma experiência única e gratuita no Museu da República. O evento traz o cantor e compositor Paulinho da Viola, com o show “Quando o Samba Chama”, e projeções mapeadas que transformarão a cúpula do museu em uma grande tela da arte brasileira, celebrando tanto a tradição quanto a inovação cultural do país.
Depois do sucesso da primeira edição de 2025, que ocupou o Panteão da Pátria com projeções e o show da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, a nova edição reafirma Brasília como vitrine da cultura nacional e palco de encontros que unem tradição, inovação e identidade brasileira. “Ao transformar a cúpula do Museu da República em uma grande tela para a arte modernista brasileira e um show gratuito com o cantor e compositor Paulinho da Viola, reafirmamos que o patrimônio cultural vive e se renova quando é colocado em diálogo direto com a comunidade”, afirma Claudio Abrantes, Secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Idealizado por Danielle Athayde, o projeto propõe uma nova forma de vivenciar a arte: acessível, imersiva e profundamente conectada ao espaço público e ao patrimônio cultural. “Reinventamos o conceito de espaço público, levando a arte diretamente às pessoas e promovendo um elo entre a cultura e a comunidade”, explica Danielle, idealizadora e curadora da mostra. O projeto Brasília Museu Aberto, com show de Paulinho da Viola conta com apoio do Ministério da Cultura e Secretaria de Cultura e Economia Criatividade do Distrito Federal.
A chama do samba com Paulinho da Viola
No show “Quando o Samba Chama”, Paulinho da Viola celebra a chama perene do samba, que permanece viva após quase seis décadas de carreira. O repertório mistura clássicos eternos — como “Foi um Rio que Passou em Minha Vida”, “Argumento”, “Onde a Dor Não Tem Razão”e “Pecado Capital” — e sambas que o artista não apresenta há algum tempo, garantindo momentos raros e emocionantes.
A poesia de Paulinho da Viola transforma metáforas do mar e da chama em imagens de amor, destino e permanência, convidando o público a se conectar com sua obra de forma profunda: “O poeta ressurge e lança no ar a semente, e reparte feliz a sua luz”. “Quando o Samba Chama” é um convite para celebrar a música que atravessa gerações, iluminando tanto os fãs antigos quanto aqueles que descobrem diariamente a riqueza de sua obra.
Arte que se projeta na cidade
Além do espetáculo musical, a edição 2025 do Brasília Museu Aberto homenageia artistas fundamentais para o imaginário visual brasileiro, como Orlando Brito, Wladimir Carvalho e a Coleção Brasília — acervo de Izolete e Domício Pereira com obras de Francisco Galeno, Paulo Iolovichti e Marlene Godoy. A programação também celebra nomes da cena contemporânea brasiliense, como Antonio Obá, Nicolas Behr, Zuleika de Souza, Clarice Gonçalves, Stuckert, Delei e outros artistas visuais, poetas e fotógrafos de projeção nacional e internacional.
A cúpula do Museu da República será transformada em uma imersão visual única, onde a arte moderna e contemporânea se encontra com o patrimônio histórico, criando uma experiência sensorial que aproxima o público das diferentes linguagens da arte brasileira.
O Brasília Museu Aberto 2025 convida toda a população a celebrar a arte e a música brasileiras em uma experiência única, onde tradição, inovação e identidade cultural se encontram sob a cúpula do Museu da República. O DJ Edy , parceiro do projeto, vai abrir e encerrar a noite com músicas dançantes.
Sobre o Brasília Museu Aberto
Criado em 2020, o projeto Brasília Museu Aberto leva arte ao grande público por meio de projeções mapeadas em monumentos e edifícios simbólicos da capital, reinventando o conceito de espaço público e democratizando a experiência artística. Ao longo de suas edições, reuniu obras de nomes consagrados como Siron Franco, Tarsila do Amaral, Roberto Burle Marx e artistas brasilienses contemporâneos, consolidando-se como uma das mais impactantes ações culturais do Distrito Federal.
Na última quinta-feira, 27 de outubro, o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves foi palco de um coquetel especial que reuniu cerca de 200 convidados para a abertura da aguardada exposição do artista visual e advogado José Maciel, intitulada “RAÍZES — Heranças Visuais“. A mostra ficará aberta ao público até o dia 1º de fevereiro e promete encantar os visitantes com sua profundidade e cores vibrantes.
Com curadoria de Danielle Athayde e Cláudio Pereira, e coordenação geral do Instituto Artetude Cultural, a exposição reúne cerca de cinquenta obras inéditas, que transitam entre desenhos, pinturas, esculturas em ferro vazado e objetos cenográficos, como totens e seixos rolados pintados. A variedade de formas e materiais reflete a riqueza e a multiplicidade das referências que permeiam a arte de Maciel, que mergulha em uma reflexão sobre identidade, memória e pertencimento.
O Panteão, com seu caráter histórico e simbólico, foi o cenário perfeito para o diálogo entre as obras de Maciel e o grandioso painel da Inconfidência Mineira, de João Câmara. A interação entre as obras de arte foi uma verdadeira imersão nas camadas da memória coletiva e pessoal, convidando o público a refletir sobre as múltiplas origens que nos constituem, tanto como indivíduos quanto como nação. O artista, ao revisitar o passado, traz à tona sentimentos e símbolos que ganham nova configuração no presente, criando um elo poético e dinâmico entre tempos e significados.
Além da exposição, os convidados foram brindados com um catálogo de capa dura, com 120 páginas, que compila as últimas obras de José Maciel, incluindo suas pinturas, esculturas e trabalhos em pedras. Organizado por Adriana Maciel e publicado pela editora Numa, o livro tem tiragem limitada de 700 exemplares e estará disponível em livrarias de Brasília.
A noite foi embalada pela música do saxofonista Washington Aguiar, que criou a atmosfera perfeita para o evento e para surpresa dos presentes contou com uma palhinha do músico saxofonista Milton Guedes, amigo de longa data da família Maciel, que encantou os convidados com sua performance.
Um evento memorável, que uniu arte, história e a vibrante cultura de nossa capital, foi celebrando a arte e a memória de nosso país em um dos mais icônicos espaços da cidade.
O Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) recebeu um acervo fotográfico histórico do arquiteto Stellio Rodolpho Bastos Seabra (1932–2023), responsável pelo projeto do Jardim de Infância da SQS 308, superquadra símbolo do urbanismo modernista de Brasília, reconhecida por concentrar todos os equipamentos urbanos idealizados por Lúcio Costa.
As imagens foram doadas por sua viúva, Nina Seabra, e entregues ao ArPDF pelo sociólogo e arquiteto Fernando Campos, amigo da família, na última sexta-feira (28/11). As fotografias, produzidas no período em que Seabra atuou no Banco do Brasil, registram parte das obras sob sua responsabilidade no Plano Piloto, entre os anos de 1963 e 1965. No total, o acervo reúne mais de 100 imagens físicas e digitalizadas.
A trajetória de Stellio Seabra
Nascido no Rio de Janeiro em 1932, Stellio Seabra chegou a Brasília em 1961, um ano após a inauguração da capital. Atuou no Banco do Brasil e integrou a equipe das obras da SQS 308, onde desenvolveu aquele que se tornaria seu projeto mais marcante: o Jardim de Infância da superquadra — edifício visitado pela Rainha Elizabeth II e pelo príncipe Philip em 1968. Além da escola da 308, o arquiteto também foi responsável por projetos residenciais, como o Bloco B da SQS 303, edifício onde morou a família do músico Renato Russo. Ao longo da carreira, Seabra destacou-se por soluções modernistas e funcionais, como a inclusão de banheiros individuais em cada sala e o uso de azulejos hidráulicos nas fachadas do Jardim de Infância. Seabra faleceu em 13 de fevereiro de 2023, aos 90 anos, em Natal (RN), onde morava com a esposa desde 2020.
Importância do acervo para a pesquisa e para o DF
Com a chegada desse rico acervo, o Arquivo Público amplia as fontes disponíveis para estudiosos, jornalistas, arquitetos e interessados na história da construção de Brasília, especialmente no papel desempenhado por profissionais que, muitas vezes, permanecem fora do grande registro historiográfico.
A 2ª Mostra Extraordinária, em cartaz no Espaço Cultural Athos Bulcão da Câmara Legislativa do DF até 26 de dezembro, cumpre um papel que vai além da exibição artística. Ao ocupar um dos principais espaços de poder do Distrito Federal, a exposição leva à sociedade e às autoridades uma mensagem urgente sobre a necessidade de valorizar o trabalho essencial das catadoras de materiais recicláveis e de melhorar a infraestrutura de coleta seletiva.
A exposição revela a sensibilidade e a força criativa de mulheres da Central de Reciclagem do Varjão (CRV), que transformam resíduos em arte. No entanto, também joga luz sobre uma realidade crua: o descaso do poder público com a coleta seletiva. Como relatado pela própria cooperativa, o material chega ao galpão frequentemente prensado e misturado com lixo orgânico, resultado de um serviço de coleta que não prioriza a separação correta. Essa prática degradante dificulta o trabalho de triagem, reduz o valor de venda dos recicláveis e impacta diretamente a renda dessas famílias.
Ao trazer essa discussão para o coração do legislativo local, a Mostra se torna um poderoso instrumento de sensibilização. Ela evidencia a contradição entre um trabalho que é fundamental para a sustentabilidade urbana e a falta de suporte adequado para que ele seja realizado com dignidade e eficiência.
Mais do que apreciar as obras, a visita é um convite à reflexão sobre nossa responsabilidade coletiva e sobre a urgência de políticas públicas eficientes que apoiem de fato quem atua na ponta da cadeia da reciclagem.
A Mostra Extraordinária conta com realização dividida entre o Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC) e a Lei Paulo Gustavo, dois importantes mecanismos de fomento à cultura de igual peso e relevância para a concretização do evento.
Serviço:
Mostra Extraordinária – 2ª Edição
Local: Espaço Cultural Athos Bulcão – Foyer do Plenário – Câmara Legislativa do DF
Visitação: gratuita de 1º a 26 de dezembro de 2025
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 19h
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, e colaboração do @newmemeseum, a mostra investiga os memes como ferramentas políticas, culturais e afetivas. Ocupando as galerias 3 e 5 e o Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília, parte do humor para refletir sobre como o país se refaz por meio de suas imagens mais debochadas. Foto: Edson Kumasaka.
MEME: no Br@sil da memeficação investiga os memes como forma de linguagem, crítica, afeto coletivo e produção estética. A mostra, que estreou em São Paulo e chega a Brasília em dezembro, explora expressões que surgem tanto nas ruas quanto nas redes sociais e que se reinventam no ambiente digital, revelando, de forma criativa, como o Brasil se narra e se transforma coletivamente.
No dia 2 de dezembro, o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília abre ao público a primeira mostra dedicada ao fenômeno sociopolítico e cultural: MEME: no Br@silda memeficação. Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli e colaboração do perfil @newmemeseum, a exposição convida o público a explorar a memeficação como um dos modos mais potentes — e irônicos — de narrar o Brasil contemporâneo.
Depois de estrear em São Paulo, a mostra chega a Brasília reunindo cultura digital, arte contemporânea e crítica social em uma experiência inédita no país. A exposição apresenta cerca de 800 itens produzidos por 200 criadores do universo digital e artistas. Em exibição até 1º de março de 2026, a mostra ocupa as galerias 3 e 5 e o Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília. A visitação acontece de terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada nas galerias até as 20h40. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso na bilheteria ou pelo site do CCBB, e a classificação indicativa é livre.
“Memes não são só piadas. Eles são ferramentas políticas, culturais e afetivas. São a forma como o Brasil elabora, disputa e contorna suas diferenças — sociais, raciais, de gênero e estéticas — em tempo real”, afirma Clarissa Diniz. “A exposição parte do humor para provocar: como estamos refazendo o país através de suas imagens mais debochadas?”.
“É impossível compreender o Brasil de hoje sem entender seus memes”, diz Ismael Monticelli. “Eles não apenas refletem a realidade, mas atuam sobre ela: produzem memória, disputam narrativa, geram pertencimento. Enquanto fazemos memes, os memes refazem o Brasil.”
A proposta curatorial rompe fronteiras entre o que é visto como “alta” ou “baixa” cultura, reunindo nomes consagrados da arte contemporânea brasileira, como Anna Maria Maiolino, Gretta Sarfaty, Nelson Leirner e Claudio Tozzi, ao lado de criadores de conteúdo, como Blogueirinha, Porta dos Fundos, Alessandra Araújo, Melted Vídeos, John Drops e Greengo Dictionary.
Reforçando o compromisso da BB Asset de ir além da gestão de ativos e apoiar iniciativas que conectam cultura, inovação e diversidade, Gustavo Pacheco, CEO da BB Asset destaca: “Acreditamos que compreender o presente é essencial para construir o futuro. Apoiar uma exposição que investiga os memes como linguagem e expressão cultural é reconhecer a força das novas formas de comunicação na sociedade brasileira. Essa mostra revela como criatividade e crítica se encontram no ambiente digital, influenciando comportamentos e narrativas.”
O meme antes do meme
Organizada em cinco núcleos temáticos — Ao pé da letra, A hora dos amadores, Da versão à inversão, O eu proliferado, Combater ficção com ficção— e tendo como prólogo um espaço tátil intitulado Alisa meu pelo e epílogo Memes: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam? —, a mostra conta com cenografia imersiva e uma ampla diversidade de linguagens: vídeos, neons, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas, objetos, backlights, instalações sonoras e experiências interativas.
“A exposição não tem a ambição de ser um inventário do humor nacional, mas de investigar os memes como uma linguagem viva, que transborda a internet e afeta diretamente nossas formas de pensar, sentir e agir”, afirma Ismael Monticelli. “Eles são dispositivos de memória, de disputa e de pertencimento, que operam em altíssima velocidade e atravessam todas as camadas da vida social.”
“Queremos provocar o público a pensar: será que essa vocação memética do Brasil começou mesmo com os memes digitais?”, questiona Clarissa Diniz. “Ou será que ela já se anunciava no carnaval, nos bordões da TV, nas pichações e nos outdoors? O que acontece quando política, publicidade e arte se dobram aos formatos da zoeira?”
Além da ocupação física no CCBB, o projeto se estende ao ambiente digital com uma série de ativações especialmente desenvolvidas para as redes sociais. Em parceria com o perfil de memes @newmemeseum, curadorias de conteúdos exclusivos serão compartilhados on-line, ampliando o alcance da exposição e promovendo engajamento, acesso e debate com públicos diversos — muito além das paredes do museu.
Percurso da mostra
Prólogo – Alisa meu pelo
O meme Alisa meu pelo, surgido em 2017 a partir da onça-pintada da nota de R$ 50 acompanhada da legenda “Alisa meu pelo (onça carente)”, viralizou ao ressignificar a onça não como ícone de virilidade, mas como símbolo afetivo, carente e próximo. Ao se difundir, o meme passou a comentar o próprio Brasil de forma leve e zombeteira, ativando uma produção simbólica popular e participativa. Na exposição, onças em diferentes materiais convidam o público ao toque e à interação, ampliando esse gesto coletivo de humor e reflexão. Participaram da criação das onças os artistas José Francisco Afrânio, Jorge Gomes e Vinicius Vaitsmann.
1. Ao pé da letra
No primeiro núcleo da exposição, o foco recai sobre os jogos semânticos e os descompassos entre texto e imagem que tornam os memes tão eficazes em gerar riso, crítica e estranhamento. Em vez de explicarem um ao outro, palavras e figuras se combinam para formar sentidos inesperados — ou se colam literalmente, desnaturalizando expressões e convenções sociais. Aborda práticas como o uso de emojis, narrações e dublagens cômicas, além de línguas digitais, como o tiopês e o pajubá, e estruturas como o snowclone, revelando como essas invenções linguísticas produzem deslocamentos de sentido e potência crítica.
Alguns criadores presentes no núcleo são: Amanda Magalhães (@amandzmagalhaes), Daniel Santiago, Frimes (@frimes), Greengo Dictionary (@greengodictionary), Guto TV (@gutotvreal), Leandra Espírito Santo, Melted Vídeos (@meltedvideos), Nelson Leirner, Pamella Anderson, Panos Subversivos (@panossubversivos), Rafael Portugal (@rafaelportugal), Raquel Real (@raquelrealoficial), Roxinha e Ruth Lemos.
2. A hora dos amadores
Inspirado pela célebre capa da revista Time de 2006 — que elegeu “você” como a personalidade do ano —, este núcleo aborda a virada provocada pela internet e pelas redes sociais, que deram visibilidade inédita às “pessoas comuns”. Os memes, nesse contexto, aparecem como uma tecnologia social de protagonismo, permitindo que vozes antes apagadas ou silenciadas ocupem o centro da cena cultural. Em países como o Brasil, marcados por fortes desigualdades, os memes se tornaram um território fértil para narrativas insurgentes: do humor que revela a precariedade cotidiana à crítica social feita com poucos recursos e muita sagacidade. Este núcleo celebra essa potência do amadorismo como desvio criativo e força política.
Alguns criadores presentes no núcleo são: Alessandra Araújo (@alessandraraujooficial), Valdisnei (Lourival Cuquinha e Daniela Brilhante), Malfeitona (@malfeitona), O Brasil que deu certo (@obrasilquedeucerto) e Raphael Vicente (@raphaelvicente).
3. Da versão à inversão
Se a imitação é uma das bases da linguagem memética, aqui ela é entendida como gesto crítico e criativo. Este núcleo mostra como memes transformam cópias em versões que subvertem e desmontam o original, produzindo humor, paródia e comentário social. A exposição apresenta desde pequenas alterações — como trocar uma palavra ou fazer um recorte específico de imagem — até inversões radicais: mulheres imitando homens, humanos dublando animais e estéticas que embaralham as fronteiras entre identidade e representação. Como no carnaval, o riso vem da inversão — e, nela, uma crítica se insinua.
Alguns criadores presentes no núcleo são: A vida de Tina (@avidadetina), Alexandre Mury, Festa da Firma (@festadafirma), John Drops (@johndrops), Juvi Chagas (@ajuvichagas), Lara Santana (@larasantana), Malhassaum (@malhassaum), Porta dos Fundos (@portadosfundos), Renata Felinto e Victor Arruda.
4. O eu proliferado
Neste núcleo, a curadoria volta-se à explosão do “eu” nas redes sociais e à forma como a vida privada se tornou espetáculo. A internet deixou de ser apenas um espaço de compartilhamento para se tornar um palco de autoperformance. A construção de si — por meio de selfies, dancinhas, relatos, confissões e personagens — tornou-se prática cotidiana, revelando tanto o desejo de existir publicamente quanto os efeitos dessa hiperexposição.
O núcleo aborda a dramaturgia do “eu” como potência e armadilha. Se, por um lado, possibilita a afirmação de identidades historicamente apagadas, por outro, evidencia o impacto subjetivo da lógica neoliberal que transforma autoestima em mercadoria e precariza o bem-estar mental.
Alguns criadores presentes no núcleo são: Blogueirinha (@blogueirinha), Coach de Fracassos (@coachdefracassos), Frases Pra Você (@frasespravoce), Galinhas Inseguras (@galinhasinseguras), Gretta Sarfaty, Jacira Doce (@jaciradoce), Lenora de Barros, Nathalia Cruz (@nathaliapontocruz), Panmela Castro, Pedro Vinicio (@pedrovinicio80), Regina Vater, Telma Saraiva, Valentina Bandeira (@valentinabandeira) e Valeska Soares.
5. Combater ficção com ficção
A polarização política e a radicalização do discurso público são temas centrais deste núcleo, que examina o papel dos memes na disputa simbólica do presente. Ao mesmo tempo em que são ferramentas de enfrentamento, síntese e resistência, os memes podem também ser veículos de desinformação, exclusão e violência simbólica. A curadoria propõe aqui uma reflexão sobre os usos éticos do riso, compreendendo o humor como forma sofisticada de diplomacia, mas também como instrumento perigoso nas mãos do autoritarismo. Entre memecracia e memecrítica, este núcleo convida a pensar: como rir sem reforçar os estigmas que queremos combater?
Alguns criadores presentes no núcleo são: Augusto de Campos, Claudio Tozzi, Dolangue News (@dolangue.news), História no Paint (@historianopaint), Juju dos Teclados (@jujudosteclados), Marcelo Tas (@marcelotas), Pasquim, Paulo Gustavo, Porta dos Fundos (@portadosfundos), Regina Silveira, Saquinho de Lixo (@saquinhodelixo) e Sensacionalista (@sensacionalista).
Epílogo – Memes: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam?
Encerrando o percurso, o epílogo da exposição abraça a impossibilidade de definir os memes de maneira definitiva. Ao invés de uma resposta fixa, a curadoria propõe uma provocação coletiva: como cada pessoa compreende o que é um meme? O que eles significam hoje? O epílogo contou com a colaboração da equipe do #MUSEUdeMEMES, da Universidade Federal Fluminense, coordenada por Viktor Chagas, maior estudioso de memes no Brasil, e apresenta 10 entrevistas com criadores brasileiros, como Gregório Duvivier e Malfeitona, que respondem, em vídeo, essa indagação existencial com liberdade e afeto. Aqui, o meme é entendido como forma fluida, mutante e bastarda — que habita os interstícios da linguagem, circula entre mídias e revela, no improviso, a imaginação crítica do nosso tempo.
Sobre os curadores
Clarissa Diniz é curadora, escritora e professora em arte com 20 anos de carreira. Professora da Escola de Belas Artes da UFRJ, foi uma das primeiras curadoras brasileiras a incluir memes em exposições. Realizou curadorias em importantes instituições, como o Museu de Arte do Rio, a Pinacoteca de São Paulo e o Museu de Artes de São Paulo – Masp. Ao longo de sua carreira, já realizou curadorias de exposições como: Contrapensamento selvagem (cocuradoria com Cayo Honorato, Orlando Maneschy e Paulo Herkenhoff. Instituto Itaú Cultural, São Paulo); O abrigo e o terreno (cocuradoria com Paulo Herkenhoff. Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2013); Ambiguações (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 2013); Todo mundo é, exceto quem não é – 13ª Bienal Naifs do Brasil (SESC Piracicaba, 2016, e Sesc Belenzinho, 2017); Dja Guata Porã – Rio de Janeiro Indígena (cocuradoria com Sandra Benites, Pablo Lafuente e José Ribamar Bessa, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2017); Rio do samba: resistência e reinvenção (cocuradoria com Evandro Salles, Marcelo Campos e Nei Lopes, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2018) e À Nordeste (cocuradoria com Bitu Cassundé e Marcelo Campos, Sesc 24 de Maio, São Paulo, 2019). Raio-que-o-parta: ficções do moderno no Brasil (cocuradoria com Raphael Fonseca, Fernanda Pitta, Aldrin Figueiredo, Marcelo Campos, Divino Sobral e Paula Ramos, Sesc 24 de Maio, 2022) e Histórias Brasileiras (cocuradoria com Adriano Pedrosa, Lilia Schwarcz, Sandra Benites, Isabella Rjeille, Amanda Carneiro, André Mesquita, Guilherme Guifrida, Glacea Britto, entre outros, Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, 2022). Entre 2006 e 2015, foi editora da revista Tatuí, principal revista de crítica de arte brasileira, de viés experimental. Publicou inúmeros catálogos e livros.
Ismael Monticelli é artista multimídia. Sua pesquisa de doutorado, concluída em 2022, enfocou a relação entre arte, internet e redes sociais. Foi contemplado pelo programa Retomada Artes Visuais (2023), da Fundação Nacional de Artes – Funarte. Recebeu o 7º Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça (2019), o mais importante prêmio para artistas em atuação no Brasil. Também foi um dos três artistas selecionados para a Bolsa ProHelvetia de Residência para Artistas Sul-Americanos, realizada na La Becque Résidence d’Artistes, La Tour-de-Peilz, Suíça (2019). Realizou residência no Institute of Contemporary Arts de Singapura, desenvolvendo um trabalho com parte da coleção da instituição. Participou da 14ª e da 10ª Bienal do Mercosul (2025 e 2015). Entre 2022 e 2023, seu trabalho foi destacado pelo The Guardian, pela Apollo Magazine e pela Ocula Magazine, durante sua participação na exposição Horror in the Modernist Block (curadoria de Melanie Pocock, Ikon Gallery, Birmingham, Reino Unido). Realizou diversas exposições individuais, como O teatro do terror (Casa França-Brasil, Rio de Janeiro, 2025; Museu Nacional da República, Brasília, 2024); O que sobrenada, sobrenada no caos (curadoria de Clarissa Diniz, Portas Vilaseca Galeria, Rio de Janeiro, 2022). Participou de diversas exposições coletivas no Brasil e em países como Reino Unido, Estados Unidos, Suíça e Singapura. Tem doutorado em Arte e Cultura Contemporânea – Arte, Imagem e Escrita (UERJ, 2022), mestrado em Artes Visuais – Processos de Criação e Poéticas do Cotidiano (UFPel, 2014) e bacharelado em Artes Visuais (UFRGS, 2010).
Colaboração | Perfil de Instagram New Memeseum
O @newmemeseum foi criado no final de julho de 2020 e conta com quase meio milhão de seguidores. Uma das principais motivações de sua criação foi o desejo de refletir, com humor e ironia, sobre os mecanismos adotados para sobreviver no/ao mundo da arte e, também, sobre os mecanismos que o mundo da arte nos impinge. O perfil realizou a ocupação virtual Combater ficção com ficção,no projeto ofício:web,do Sesc Pompeia, São Paulo, que ficou em cartaz de julho a agosto de 2021. Participou da terceira edição do programa Pivô Satélite, São Paulo, intitulada Sexo, mentiras e videotape, com curadoria de Raphael Fonseca e com a proposta Panorama Botijão da Arte Brasileira. Além disso, o trabalho do perfil já foi destacado pelos jornais Folha de São Paulo e O Globo.
Sobre o CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.
Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins onde são realizadas exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.
Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.
Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Sobre a BB Asset
A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,7* trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 17,5% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento.
A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural.
*Dados do ranking da ANBIMA de setembro de 2025
Acessibilidade
A ação Vem pro CCBB conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. O ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.
Horário da van – De quinta-feira a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h. | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.
MEME: no Br@sil da memeficação é uma produção da Patuá Produções, com patrocínio do Banco do Brasil e BB Asset. Depois da temporada de Brasília, a exposição será apresentada em Belo Horizonte (março a junho de 2026) e Rio de Janeiro (agosto a novembro de 2026).
Serviço:
Exposição |MEME: no Br@sil da memeficação
Curadoria|Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, com a colaboração do @newmemeseum
Visitação | De 2 de dezembro de 2025 a 1º de março de 2026
Terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada na galeria até as 20h40
Acesso | Gratuito, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília
Classificação Indicativa | Livre
CCBB Brasília
Funcionamento: aberto de terça a domingo, das 9h às 21h
Endereço: SCES Trecho 2, Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Esportivos Sul – Brasília – DF
Em 1995, a Referência Galeria de Arte abriu suas portas num gesto ousado, iniciando na capital da República um trabalho complexo e dependente de inúmeras circunstâncias para prosperar. Apesar das dificuldades e incertezas daquele primeiro ano, a galeria chegou a 1996, quando passou a receber diversas propostas de trabalho e de exposições, mesmo em meio ao clima de inexperiência e aprendizado que ainda a acompanhava. Entre essas propostas, destacou-se o projeto Um Olhar Sobre o Outro, com obras de Luiz Aquila e Mônica Barki, duas individuais com curadoria de Lauro Cavalcanti — três nomes já consolidados no cenário artístico, especialmente no Rio de Janeiro —, marco que contribuiu para a consolidação da Referência no mercado de arte nacional. A partir desse momento, Luiz Aquila passou a integrar o grupo de artistas da galeria, participando de coletivas, feiras de arte em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de reencontros em exposições suas realizadas em outras cidades. “Era natural o desejo de que Luiz Aquila estivesse presente nessa celebração, como sempre esteve nos muitos momentos da trajetória da galeria”, afirma a galerista Onice Moraes.
Em novembro, em comemoração aos 30 anos da Referência Galeria de Arte, Luiz Aquila retorna a Brasília para a sua primeira individual na cidade em 16 anos. O pintor carioca ocupará as duas salas de exposição da Referência com a mostra inédita “Boogie Woogie”, uma série de pinturas, gravuras e serigrafias inéditas. Com curadoria de Renata Azambuja, a exposição abre no dia 25 de novembro, das 18h às 20h. Em exibição até 17 de janeiro de 2026, a mostra pode ser vista de segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado das 10h às 15h. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos. A Referência Galeria de Arte fica na CLN 202 Bloco B Loja 11 Subsolo, Asa Norte, Brasília – DF. Telefone: +55 (61) 3963-3501; WhatsApp: +55 (61) 981-623-111. No Instagram, @referenciagaleria.
Luiz Aquila criou uma linguagem cromática própria, desenvolvida a partir dos anos 1960. A curadora Renata Azambuja afirma que o artista caminha há seis décadas em paralelo à produção contemporânea. “Sua pintura pode dar a impressão de estar na contramão do que trata a arte contemporânea de hoje, que busca uma narrativa, uma crítica ou uma ironia. Mas é justamente o contrário”, afirma a curadora. A obra de Aquila nos faz pensar sobre o tempo, o espaço, o caos, a liberdade, o corpo, a presença e a ausência do sensório. Aquila se mantém nessa espécie de insistência do pintar dessa maneira. Muito vibrátil, alegre, ousada e, de certa maneira, despudorada.
“As obras de Aquila aproximam-se mais do espírito agitado e improvisado do gênero, embora também recorram à repetição, na medida em que cada peça se comunica com as demais pelas vibrações das cores e linhas que, no espaço, se organizam como conjunto.”
Renata Azambuja, curadora
A colaboração entre artista e curadora nasce de uma afinidade conceitual e afetiva, sustentada pela convicção de Aquila de que a cor desencadeia respostas sensíveis imediatas. É a partir desse entendimento e do “modo-desenho” — procedimento que o artista reconhece como pensamento em ato — que se estrutura a seleção das obras apresentadas. O reencontro entre artista e curadora por ocasião da realização da mostra “História(s) da arte brasileira | multiplicidade da coleção Moraes e Oliveira” (CAIXA Cultural Brasília, 2025), ativou memórias da permanência de Aquila em Brasília e da convivência com nomes fundamentais da Universidade de Brasília. Nesse processo, veio à tona o núcleo poético de sua trajetória: uma linguagem cromática própria, desenvolvida desde os anos 1960, que sustenta seis décadas de produção em paralelo às tendências contemporâneas. Sua pintura, vibrátil, ousada e alegre, convida a refletir sobre tempo, espaço, caos, liberdade, corpo e presença sensorial, insistindo numa maneira de pintar que resiste a narrativas e modismos, afirmando-se por sua autonomia e força interna.
Uma pintura de 1978 foi escolhida como ponto de partida para o percurso expositivo, evocando as viagens do artista pelo interior de Goiás e a paleta “diluída a cal” observada nas arquiteturas e nas paisagens humanas da região. A partir dela, desdobra-se uma compreensão ampliada de sua prática, na qual a pintura se apresenta como campo de tensão e ressonância, articulando formas, linhas e massas de cor que operam sem subordinação a regras prévias. Para Áquila, o trabalho se constitui como processo contínuo, que retorna a si mesmo em diferentes momentos, como se vê em A pintura e o pintor no espaço (2000–2025) e nas séries A pintura bem na fita e A pintura antes da fita(2025). Segundo o artista, cada retomada transforma a pintura, revelando novas conexões e emergências do inconsciente. Assim, mesmo diante da sucessão de fases e movimentos da arte brasileira, Aquila mantém o compromisso de evolucionar dentro de seu próprio percurso, nutrindo uma poética marcada pelo desejo profundo de liberdade, perceptível nas sinuosidades, nas geometrias intuitivas e nas massas cromáticas que caracterizam sua obra.
Essa lógica de transformação constante encontra novo fôlego na série Boogie-Woogie, criada especialmente para a mostra, em que o artista dialoga com o espírito improvisado do blues. São pequenas pinturas sobre papel que se comunicam pela vibração cromática e pela estrutura rítmica, formando um conjunto instalativo sem perder a autonomia de cada peça. A expansão da pintura para materiais e suportes alternativos — como o Macião(2015), sobre tecido, e os Bacalhaus (2003), sobre bambu e papel — reafirma sua relação direta com o mundo, incorporando o acaso e o imprevisto como elementos estruturadores. Assim, Aquila confirma sua condição de artista em permanente processo, um verdadeiro work in progress, cuja obra se renova continuamente e afirma sua singularidade dentro do panorama da arte contemporânea.
Luiz Aquila no IdA da UnB
No dia 24 de novembro, às 16h, Luiz Aquila retorna ao Instituto de Arte da Universidade de Brasília (IdA-UnB) para uma conversa no Auditório do IdA. Com entrada gratuita e livre para todos os públicos, o encontro com a comunidade acadêmica e o público interessado em conhecer sobre o pensamento do artista em pintura será precedido da apresentação do documentário “Tela sobre tinta – Luiz Áquila”, de Malu de Martino (2021). O evento é coordenado por Cinara Barbosa, professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília.
Sobre o artista
Luiz Aquila é um dos mais ativos artistas brasileiros. Foi professor em Évora, Portugal; Universidade de Brasília; Centro de Criatividade da Unesco-DF e EAV Parque Lage-RJ, da qual foi diretor. Participou de mais de cem de exposições individuais e coletivas, como Bienal de Veneza; 17ª e 18ª Bienais SP e Brasil Século XX, 1994; retrospectivas no MAM-RJ, 1992; MASP-SP, 1993; Paço Imperial 2012 além de mostras individuais em importantes museus e galerias de 1963 a 2019.
Luiz Aquila foi professor e diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde exerceu grande influência sobre a Nova Pintura Brasileira, Geração 80. Nasceu em 27 de fevereiro de 1943, no Rio de Janeiro, e iniciou-se nas artes através de seu pai, o artista plástico e arquiteto Alcides da Rocha Miranda. Foi aluno de Aluísio Carvão, pintura, no MAM-RJ e de xilogravura de Oswaldo Goeldi na Escola Nacional de Belas Artes. Frequentou cursos livres na Universidade de Brasília (UnB), foi bolsista do Governo Francês em Paris, do British Council em Londres, e da Fundação Gubekian em Lisboa e Évora. Ao longo da carreira, participou de mais de 200 exposições (individuais e coletivas) no Brasil e no exterior, e foi chamado pelo crítico Frederico Morais de “herói de sua própria pintura”. Participou da 17ª, 18ª e 20ª Bienal Internacional de São Paulo em 1983, 1985 e 1989, respectivamente, e da Bienal de Veneza. Em 1988, transferiu-se para Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Em 1992, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) e, em 1993, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) realizaram mostras retrospectivas de seu trabalho. Em 2003, exposição individual no Museu de Arte Contemporânea (MAC-Niterói). Em 2013, o artista comemorou cinco décadas de trajetória com uma grande retrospectiva no Paço Imperial. E em 2019 realizou no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) a individual “Luiz Aquila III Milênio – criação em aberto.”
Sobre a curadora
Renata Azambuja é historiadora da arte, curadora e arte-educadora. Licenciada em Artes Plásticas pela UnB, Mestre em Teoria e História da Arte Moderna e Contemporânea pelo City College/City University of New York e doutora em Teoria e História da Arte pela UnB, realizando uma pesquisa em torno dos modos de produção de conhecimento da curadoria, tendo a residência como foco. Recentemente criou os sites https://www.escritosdecuradoria.com/ e https://www.xn--artessrio-51a.com.br/ onde publica artigos, textos curatoriais e outros escritos de arte de sua autoria e de pesquisadores e curadores convidados.
Referência 30 anos
No dia 25 de novembro de 1995, Onice Moraes e José Rosildete de Oliveira inauguraram a Referência Galeria de Arte. Em sua primeira mostra, a galeria abriu ao público com uma exposição icônica que trouxe para Brasília uma exposição inédita de Amilcar de Castro. A essa, seguiram-se várias exposições importantes como individuais de Athos Bulcão, Carlos Vergara, Claudio Tozzi, e de jovens artistas que hoje são destaque na cena das artes. Em 2004, junta-se à sociedade Paulo Moraes de Oliveira, filho do casal, que passa a administrar e tomar parte nas decisões estratégicas da empresa. Com 30 anos de atuação no mercado de arte, a Referência traz para o ambiente da galeria e para espaços institucionais artistas com trajetórias consolidadas, em meio de carreira e iniciantes, em especial de Brasília e do Centro-Oeste.
A galerista Onice Moraes ressalta a importância de apresentar e dar visibilidade aos artistas visuais e curadores da região central do Brasil e de outras regiões fora dos eixos hegemônicos do sistema da arte brasileiro como forma de oferecer ao artista a oportunidade de ter seus trabalhos adquiridos pelo público e pelas instituições.
“As coleções de arte, sejam de colecionadores iniciados ou de iniciantes, precisam incluir os artistas de sua região e de seu tempo. Arte é investimento, é decoração e, acima de tudo, é um registro da história e da reflexão sobre um momento específico dessa construção histórica”, diz Onice Moraes. “Um dos papéis do galerista é orientar a mirada dos colecionadores para esses artistas que produzem em sua vizinhança. Todos podem se beneficiar com a inclusão de artistas da região nas coleções privadas: as coleções ganham importância, ficam mais representativas e diversas”, afirma a galerista.
Serviço:
“Boogie Woogie”
Pinturas, gravuras e serigrafias
De | Luiz Aquila
Curadoria | Renata Azambuja
Sala Principal e Sala Acervo
Abertura | 25/11/2025, das 18h às 20h
Visitação | Até 17/01/2026
De segunda a sexta, das 10h às 19h
Sábado, das 10h às 15h
Entradas | Gratuita
Classificação indicativa | Livre para todos os públicos
Antônio Júnior e a arquiteta Érica Lobo, apresentam a instalação em que uma cama que parece levitar, envolta por tons de verde e lilás que reinterpretam o imaginário natalino com elegância e fantasia. Uma celebração da leveza, da imaginação e do descanso como arte, crédito: Nova Agência
Simmons Park Sul apresenta sua primeira vitrine assinada, uma criação de Érica Lobo que transforma o Natal em uma experiência sensorial de encantamento e flutuação.
A Simmons Park Sul lançou, no dia 27 de novembro, sua primeira vitrine assinada, criada pela designer Érica Lobo. Batizada de “Natal dos Sonhos Flutuantes”, a instalação apresenta uma cama suspensa e paleta em verde e lilás, reinterpretando o Natal com leveza e sofisticação. O coquetel de estreia reuniu convidados e parceiros da marca, inaugurando a temporada com uma experiência poética e sensorial.
No universo do luxo, onde a estética encontra o bem-estar e o design assume a forma de manifesto, a Simmons Park Sul inaugura sua primeira vitrine assinada com uma celebração que ultrapassa o território das tradições natalinas. “Natal dos Sonhos Flutuantes”, criação da designer de interiores Érica Lobo, é mais do que um cenário — é uma experiência imersiva que traduz a filosofia de descanso elevado da Simmons em poesia visual. A marca, referência centenária em conforto e excelência artesanal, apresenta sua leitura do Natal como um instante de suspensão, leveza e magia.
A concepção da vitrine parte da busca por reinterpretar o imaginário natalino a partir de um olhar contemporâneo. Em lugar da literalidade, Érica Lobo propõe uma metáfora: o descanso como estado de flutuação, onde corpo e mente encontram equilíbrio.
A cama suspensa — centro do projeto — é o símbolo dessa narrativa, evocando a sensação de repouso absoluto que define o legado Simmons. “A ideia era transformar a cama em um elemento etéreo, como se estivesse entre o sonho e a realidade”, explica a designer, que mescla tradição, sensibilidade e inovação em uma composição que transcende o décor festivo e se aproxima da instalação artística.
A paleta em verde profundo e lilás luminoso traduz a intersecção entre renovação e fantasia. O verde abandona o lugar-comum do Natal e assume o papel de cor que revigora, acalma e conecta à natureza — um convite ao respiro, ao pause. O lilás, improvável e delicado, imprime contemporaneidade e onirismo, representando espiritualidade, sensibilidade e o universo simbólico dos sonhos.
As cortinas volumosas, o lustre dourado e a iluminação cênica criam um ambiente teatral, onde cada camada de luz constrói profundidade e emoção. No centro, o Papai Noel repousa, quase em meditação, reforçando a narrativa de que até a figura mais emblemática do Natal precisa encontrar, no descanso, sua fonte de renovação.
O conjunto se torna uma obra que celebra o luxo silencioso — aquele que não grita, mas envolve.
Ao contemplar a vitrine, o visitante é convidado a experimentar o Natal como um ritual de desaceleração. A cama flutuante não é apenas um elemento estético: ela materializa a filosofia Simmons de que o descanso é uma arte e um território íntimo de cura, inspiração e equilíbrio.
O cenário se transforma em metáfora de estilo de vida, onde o conforto assume o papel de protagonista e o quarto se converte em cápsula de introspecção e beleza. É uma jornada sensorial que envolve o olhar e desperta a imaginação — uma experiência que permanece mesmo após deixar a vitrine.
Com sua primeira vitrine assinada, a Simmons Park Sul reafirma seu compromisso com a excelência, o design de impacto e a capacidade de transformar o cotidiano em experiência sensorial. “Natal dos Sonhos Flutuantes” inaugura uma nova fase da marca, em que arte, conforto e narrativa caminham juntos para criar memórias afetivas.
Para Antônio Vicente Júnior, empresário e franqueado responsável pela inauguração da primeira loja conceito da marca Simmons no Brasil, o “Palácio do Sono”, no Park Sul, em Brasília: “Inaugurar nossa primeira vitrine de Natal é, para nós, reafirmar que qualidade de sono é qualidade de vida. A cenografia criada pela Érica Lobo mostra que descansar bem não é apenas uma necessidade, é o ponto de partida para uma rotina mais equilibrada. O Natal dos ‘Sonhos Flutuantes’ celebra justamente isso: quando o corpo repousa com conforto, a mente encontra espaço para sonhar.”
A vitrine pode ser visitada na loja Simmons Park Sul, onde a marca apresenta sua coleção de luxo e convida o público a vivenciar, de perto, a leveza que inspira esta temporada de celebração.
Sobre a Simmons Park Sul:
Fundada nos EUA em 1870, a Simmons é referência global em colchões premium e pioneira nas molas ensacadas individuais. Presente em mais de 100 países, alia tradição e inovação para proporcionar conforto e bem-estar. Em 2025, inaugurou sua primeira loja conceito no Brasil, no Park Sul, Brasília, em parceria com Antônio Júnior, especialista do setor. O espaço oferece atendimento personalizado e produtos de alto padrão.
Com o tema “Territórios Criativos do Brasil para o Mundo”, evento vai contar com especialistas nacionais e internacionais
De 25 a 28 de novembro, Brasília sediará o IX Encontro da Rede Brasileira de Cidades Criativas da UNESCO (IX ECRIATIVA), com o tema “Territórios Criativos do Brasil para o Mundo”. O evento, organizado pelo Instituto ACDF – Associação Comercial do Distrito Federal, com apoio da Secretaria de Turismo do DF por meio de um termo de colaboração, reunirá representantes das 15 cidades brasileiras da Rede da UNESCO e convidados internacionais para debater como a criatividade pode ser um motor para o desenvolvimento urbano, econômico e social.
Reconhecida pela UNESCO como Cidade Criativa do Design desde 2017, Brasília fortalecerá sua posição como um centro estratégico de inovação, turismo e economia criativa. O evento proporcionará uma oportunidade única para troca de experiências, promoção de boas práticas e articulação de políticas públicas que integrem cultura, design, sustentabilidade, inovação e turismo. Para o Secretário de Turismo Cristiano Araújo, Brasília vive um momento de expansão turística, fortalecendo-se nos segmentos de negócios, cívico, cultural e criativo. “A realização do IX Encontro de Cidades Criativas da Unesco (ECriativa) reforça esse posicionamento e amplia o diálogo sobre inovação, cultura e economia criativa no Brasil. Nossa capital, moderna por essência e criativa por vocação, abre suas portas para a troca de experiências e o estímulo a novas perspectivas”, afirma o secretário.
As 15 cidades brasileiras que compõem a Rede de Cidades Criativas da UNESCO são:
Essas cidades, com suas respectivas especialidades, têm em comum o uso da criatividade para impulsionar o desenvolvimento cultural, sustentável e econômico local. O IX ECRIATIVA será uma plataforma para discutir como expandir o impacto da economia criativa e fortalecer as redes colaborativas, tanto no Brasil quanto no exterior.
O evento também contará com a presença de Denise Bax, Secretária da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO (UCCN), e outras autoridades e especialistas, que compartilharão suas visões sobre o futuro das cidades criativas e as melhores práticas para conectar cultura, sustentabilidade, inovação e turismo.
Dados sobre o Turismo em Brasília
O turismo em Brasília tem apresentado crescimento contínuo, com destaque para o aumento do fluxo de turistas internacionais. Segundo dados da Secretaria de Turismo do DF, a capital recebeu mais de 64,4 mil turistas internacionais em 2024, um crescimento de 19,4% em relação a 2023. Nos primeiros cinco meses de 2025, o fluxo internacional já alcançou 44.279 visitantes, representando um aumento de 78,3% em comparação ao mesmo período de 2024.
Além disso, o turismo na capital federal gerou R$ 28,34 milhões para a economia local nos quatro primeiros meses de 2025, um crescimento de 50,88% em relação ao ano anterior. Esses números reforçam a importância do IX ECRIATIVA como um evento estratégico para impulsionar ainda mais o turismo criativo, atrair visitantes e gerar impacto positivo para a economia da cidade.
Com a participação de gestores públicos, empreendedores, artistas e pesquisadores, o encontro visa promover o turismo e fortalecer a economia criativa de Brasília, além de gerar soluções sustentáveis para os desafios urbanos das cidades. O evento será uma plataforma para gerar novos negócios, parcerias e visibilidade internacional para Brasília como destino turístico criativo.
PROGRAMAÇÃO IX ECRIATIVA
TERÇA – 25/11/2025
Brasília de Braços Abertos
8h Boas-vindas com os representantes das cidades
9h Recepção Secretaria de Turismo (SETUR)
10h30 City tour “Viva Brasília”
15h Cerimônia oficial de abertura com autoridades na ACDF
15h30 Lançamento do Livro da história da RBCC
16h Apresentação Brasília Cidade Criativa do Design e ODS
17h Painel Brasília HUB Estratégico e Criativo
20h Lançamento oficial da Exposição Interativa “Territórios Criativos Brasileiros do Brasil para o Mundo”
Lançamento do Game Creative Mind da UCCN
Nova Identidade visual da RBCC
QUARTA – 26/11/2025
Territórios Criativos do Brasil para o Mundo
8h30 Receptivo e Credenciamento
9h Painel Governo Federal MTUR/MINC/MRE
9h30 Palestras Ministério da Cultura (MinC)
Ministério do Turismo (MTur)
UNESCO/UCCN
UNESCO/BRASIL
11h Painel RBCC Cidades e Territórios Criativos do Brasil
12:30 Experiência Gastronômica
14h30 Painel RBCC Continuação da apresentação das cidades criativas
16h30 Mesa Redonda Sustentabilidade- Municípios Criativos e Sustentáveis
17h30 Entrega do Manifesto da Rede de Cidades Criativas ao Governo Federal
20h Lançamento oficial da Exposição digital “Territórios Criativos do Brasil para o Mundo”, no shopping Pátio Brasil.
QUINTA – 27/11/2025
Internacional
8h30 Receptivo e credenciamento
9h Apresentação e falas autoridades presentes
9h30 Painel Comissão Parlamentar Mista de Economia Criativa do Brasil
10h30 UNESCO/UCCN
UNESCO BRASIL
11h30 Lançamento da Embaixada Digital de Cidades Criativas da UNESCO em Brasília e Enghien-le-bains
12h30 Experiência Gastronômica
14h30 Ação Colaborativa: Feira de Negócios de Economia Criativa
20h Experiência cultural/Jantar temático
SEXTA – 28/11/2025
Plenárias Cidades Criativas
8h30 Receptivo e credenciamento
9h Assembleia RBCC Apresentação da Plataforma Digital RBCC e Jogo educativo sobre a UCCN
11h30 Apresentação Florianópolis. Encerramento do IX ECRIATIVA
Sob a liderança de Jean Oliveira o time de vendas da HOME Brasília oferece transparência, método e um networking forte, construído ao longo de anos de atuação no alto padrão do mercado imobiliário, crédito divulgação
Em uma manhã curada pela HOME Brasília, o Fazenda da Matta será apresentado a convidados em um encontro que promete traduzir a essência do novo luxo: relacionar, sentir e viver experiências.
Na manhã de 15 de novembro, a HOME Brasília irá abrir as portas de sua sede no Edifício Mandarim, no Noroeste, para um brunch que será mais do que uma apresentação de empreendimento. Uma celebração da estética, do propósito e do estilo de vida que moldam o novo imobiliário de alto padrão no Centro-Oeste.
O evento reunirá clientes, parceiros e formadores de opinião em torno de uma experiência sensorial que combina arquitetura, hospitalidade e curadoria — pilares que definem tanto a HOME quanto o Fazenda da Matta, condomínio residencial de luxo em Pirenópolis.
A maquete oficial do empreendimento, exposta no espaço, servirá como ponto central da ambientação: um convite visual para explorar a harmonia entre design contemporâneo, natureza e bem-estar que estrutura o conceito do Fazenda da Matta.
A convergência de propósitos: HOME e Fazenda da Matta
O brunch marcará o início de uma colaboração que representa mais do que uma parceria comercial — trata-se da união de duas visões complementares sobre o viver bem.
Segundo Jean Oliveira, sócio da HOME e profissional com mais de 22 anos de trajetória no mercado imobiliário de alto padrão, “o Fazenda da Matta traduz o que entendemos por curadoria: um projeto concebido para quem busca mais do que um endereço — busca um estilo de vida que reflita valores, ritmo e pertencimento.”
Para Mariana Hilário, diretora de Marketing e Comunicação da HOME, “essa sinergia nasce do desejo comum de humanizar o mercado imobiliário. O brunch é uma metáfora dessa conexão — um momento leve, de encontro e descoberta, onde cada detalhe foi pensado para gerar vínculo e encantamento.”
A estética como narrativa: arquitetura, natureza e afeto
Com atmosfera intimista, o evento foi pensado como uma extensão do próprio conceito do Fazenda da Matta. O décor em tons terrosos, o menu de café da manhã elaborado e a iluminação natural criarão uma experiência envolvente, refletindo o espírito do empreendimento — um refúgio contemporâneo que une design autoral, paisagismo orgânico e bem-estar integrado.
No centro da proposta, a ideia de que o luxo do futuro é silencioso, natural e afetivo: nasce da atenção aos detalhes, do respeito ao tempo e da curadoria de experiências que resgatam a relação entre o homem e o ambiente.
Mais que uma vitrine, uma experiência
Durante o encontro, os convidados poderão explorar a maquete e conhecer os diferenciais do projeto, que vai muito além da estética arquitetônica. O Fazenda da Matta aposta em uma nova perspectiva de vida — onde o lazer, a natureza e a convivência se fundem em um único espaço, pensado para gerar pertencimento e qualidade de vida.
A HOME, por sua vez, reforça sua posição como referência em curadoria imobiliária com propósito, combinando inteligência de mercado e sensibilidade estética para traduzir o luxo contemporâneo em experiências tangíveis.
O futuro do viver bem
O brunch na HOME Brasília não será um evento isolado, mas o reflexo de um novo momento do mercado imobiliário: mais humano, relacional e sensorial. Como sintetiza o manifesto da marca:
“Mais que imóveis, criamos experiências. Mais que negociações, geramos vínculos. Mais que um time, somos uma assinatura.”
O Fazenda da Matta e a HOME Brasília compartilham esse mesmo princípio — o de transformar o ato de morar em uma experiência estética e emocional, na qual cada detalhe é pensado para inspirar, acolher e conectar.
Sobre o Fazenda da Matta O Fazenda da Matta é um condomínio de alto padrão localizado a 10 minutos do centro de Pirenópolis (GO), com projeto que valoriza o contato com a natureza, a sofisticação estética e a convivência entre vizinhos. O empreendimento conta com haras assinado por Doda Miranda, arquitetura de Denise Zuba Arquitetos, paisagismo do escritório Depieri e uma parceria com a Vinícola Assunção para a produção de vinho com rótulo próprio.Contará com um museu a céu aberto, integrado às trilhas e jardins do condomínio com obras exclusivas assinadas por nomes da arte contemporânea como Samuel Caixeta. O projeto ainda inclui a presença do Bistrô de Fogo e ações sociais com parceiros locais.
Informações sobre disponibilidade de lotes e experiências estão disponíveis discretamente em: 🌐www.fazendadamatta.com.br . @fazendadamatta_ 📍 Visitas mediante agendamento com atendimento curado.
A artista visual Isadora Maia recebeu dezenas de convidados na abertura de sua exposição, Travessias, na terça-feira, dia 11, na Hill House.
A mostra reúne quadros e tecidos autorais inspirados na Ilha da Madeira. A artista fez uma imersão em Portugal, em fevereiro, onde inaugurou o programa Brasil Cultural by SiimGroup, no Chiado, em Lisboa, e foi recebida pela InvestMadeira, no Funchal. Nessa etapa, Isadora fez uma imersão nas rendas, artesanato, vinhos e paisagens da Ilha da Madeira.
A exposição estará em cartaz até o dia 21 de novembro, com visitação gratuita das 10h às 20h, na Hill House, Casapark. A artista Valéria Pena-Costa é a curadora da mostra. A seguir, confira alguns convidados que foram prestigiar o evento.
Vanessa Giacomo apresenta a linha Natal de Sorrisos da Dom Casero – Crédito: Divulgação
Disponíveis a partir de 30 de outubro, os 68 produtos exclusivos da marca chegam em todas as unidades exclusivos da marca chegam em todas as unidades
O Natal da Dom Casero começou a ser projetado ainda no primeiro trimestre de 2025. A marca, que tem como objetivo triplicar as vendas em relação ao ano anterior não poupou esforços na coleção natalina que chega às lojas ainda em outubro e ganhou temática de “Um Natal de Sorrisos” com embalagens para lá de encantadoras.
Um dos maiores players do segmento de presentes, a marca pioneira em biscoitos finos artesanais e chocolates, que nasceu em Brasília e expandiu para o Rio de Janeiro e São Paulo, promete cravar o melhor faturamento da sua história. Começando pela linha que mais vende e costuma esgotar das prateleiras antes da primeira semana de dezembro, a coleção de biscoitos que acompanham Porcelanas temáticas, como a Bota do Suíço (R$ 139,90). São 29tesouros aguardando para serem apreciados e passados de geração em geração. Cada delicada peça acompanha o clássico biscoito suíço coberto de chocolate, unindo beleza e sabor em um gesto que celebra memórias e tradições.
Premiadíssimos nos anos anteriores, a linha de panetones surpreende não só o júri especializado Brasil afora, mas também os apaixonados pelo clássico de Natal. O Panettone Trufado Especial (R$ 174,90 – 1kg), feito com massa de fermentação natural com gotas de chocolate, combina doce de leite e nozes em um recheio cremoso e sofisticado. Já o Panettone Trufado (R$ 129,90 – 700g), versão mais simples, é generosamente recheado com o doce de leite artesanal da marca. Por fim, a linha conta com Panettone Speculoos (R$ 129,90 – 700g), com recheio sabor caramelo e especiarias, e o Choco Dom Pane (R$ 74,90 – 160g), pedaços de panetone macios, recheados com gotas de chocolate e cobertos por uma generosa camada de chocolate ao leite que derrete na boca.
Entre os itens presenteáveis, um dos destaques é a Árvore Três Sorrisos (R$ 249,90 – 340g), que reúne, em uma embalagem de três andares, um trio de produtos irresistíveis: mini panettone recheado de doce de leite e cobertos com chocolate, biscoitos amanteigados decoradose alfajor de doce de leite. Outros best-sellers da marca ganham versões natalinas, como a Galleta de Doce de Leite (R$ 69,90 – 280g), feita com massa de amêndoas e recheio de puro doce de leite artesanal que derrete na boca. Já adorado pelo sabor, o produto aparece em embalagens temáticas perfeitas para presentear.
Na mesma linha, os clientes encontram a Lata Carrossel (R$ 129,90 – 290g), que, ao ser aberta, revela um trio de delícias com gostinho de Natal: Choco Dom Pane, Dragêsde Chocolate e Biscoitos Gingerbread. Outra opção que impressiona à primeira vista é a Lata 3 Surpresas (R$ 169,90 – 295g), composta por Dragês Crocantes de Chocolate, Biscoitos Gingerbread em formato de bonequinho e Biscoitos Suíços cobertos com chocolate ao leite.
Completa a coleção o Box Sorriso de Natal (R$ 399,90 – 905g), um verdadeiro banquete de sabores com quatro latas especiais: a Lata Sorrisos, com Galettas de Doce de Leite; a Lata Carrossel; a Lata de Mini Alfajores, recheada de doce de leite; e a Lata de Mini Panettone, também com recheio de doce de leite e cobertura de chocolate.
Por fim, a Dom Casero dedicou parte da coleção às crianças, criando experiências divertidas e deliciosas. O Kit Pequeno Construtor (R$ 109,90 – 300g) é feito inteiramente de biscoitos Gingerbread e acompanha glacês coloridos e confetes para enfeitar uma linda casinha de montar. Já os Kit Pequeno Artista (R$ 69,90 – 130g), acompanhados da mesma cobertura, são ideais para crianças de todas as idades, permitindo que elas soltem a imaginação e criem suas próprias obras de arte comestíveis.
No período natalino, a produção da Dom Casero cresce mais de 140%, passando de 65 mil para mais de 100 mil itens e mobilizando uma equipe de cerca de 400 pessoas. Mesmo diante desse aumento, o cuidado artesanal permanece o mesmo: todos os doces são preparados com atenção aos detalhes, para que, ao receber um presente da marca, cada pessoa se sinta abraçada. Disponíveis a partir de 30 de outubro, a coleção pode ser encontrada em todas as unidades da Dom Casero — em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro e pelo site oficial.
SOBRE A DOM CASERO:
O que começou na cozinha de uma família pernambucana tornou-se uma das principais referências em biscoitos artesanais do país. Fundada em 2006 por Tatiane Freitas e Denis Carvalho, a Dom Casero nasceu do desejo de compartilhar receitas caseiras e transformar o sabor da infância em um negócio de sucesso. De vendas em feiras livres de Brasília ao primeiro quiosque em shopping – um conceito pioneiro inaugurado em 2010 –, a marca cresceu mantendo o cuidado artesanal e o toque afetivo que a tornaram única.
Hoje são 21 unidades em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, além de outras cinco em processo de abertura e aloja online. Entre os destaques estão as Galletas e a linha Surreal, produzidas artesanalmente na fábrica de Brasília, que chega a ultrapassar 160 mil itens em datas especiais. Desde 2024, a atriz Vanessa Giacomo passou a integrar o time de sócios.
DOM CASERO SÃO PAULO – MORUMBI SHOPPING
End.: Morumbi Shopping – Av. Roque Petroni Júnior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo – SP
O artista visual e advogado José Maciel apresenta sua nova exposição “RAÍZES — Heranças Visuais”, que será inaugurada no dia 28 de novembro no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, localizado na Praça dos Três Poderes. Esta mostra, com curadoria de Danielle Athayde e Cláudio Pereira e coordenação geral do Instituto Artetude Cultural, reúne cerca de cinquenta obras recentes, incluindo desenhos, pinturas, esculturas em ferro vazado e objetos cenográficos, como totens e seixos rolados pintados.
A exposição propõe uma reflexão simbólica e poética sobre as múltiplas origens que nos formam como indivíduos e como nação. O conceito de “raízes” vai além do biológico ou territorial, convidando o público a uma imersão nas camadas de memória e identidade que nos constituem. Maciel revisita o passado histórico e pessoal por meio de sua arte, trazendo à tona afetos, lembranças e símbolos que se reconfiguram no presente, em um jogo dinâmico de tempos e sentidos.
O Panteão da Pátria e da Liberdade, projetado por Oscar Niemeyer, oferece o cenário perfeito para esse encontro entre memória e identidade. O monumento, concebido como um local de celebração da história e do imaginário nacional amplia a potência simbólica das obras de Maciel propondo um diálogo profundo com os heróis da história brasileira, figuras mitificadas e ícones culturais que dialogam com a multiplicidade e a contradição da identidade nacional.
A partir de uma reflexão sobre o Brasil contemporâneo e suas raízes culturais, a obra de Maciel evoca a tensão entre o Brasil mítico e o Brasil atual, entre o projeto moderno de nação e as contradições de sua formação histórica. Esse confronto ressurge de maneira semelhante ao Brasil antropofágico retratado por Macunaíma, personagem icônico de Mário de Andrade. Na abertura da exposição, será lançado um catálogo de capa dura, com 120 páginas, que reúne as últimas pinturas de Maciel, além de suas esculturas e trabalhos em pedras. O livro, elaborado por Adriana Maciel e publicado pela editora Numa, terá uma tiragem limitada de 700 exemplares, que estarão disponíveis para venda em livrarias de Brasília.
Um Diálogo entre Passado e Presente: A mostra “Raízes — Heranças Visuais” também enfatiza a conexão entre a arte de Maciel e as obras de grandes nomes da arquitetura e das artes visuais, como Oscar Niemeyer, João Câmara Filho, Athos Bulcão, Marianne Peretti e Bruno Giorgi, cujas obras fazem parte do próprio Panteão. Essa convivência de diferentes linguagens artísticas estabelece um campo de tensão poética entre o monumental e o sensível, entre o heroico e o cotidiano, ampliando o diálogo entre as gerações e os tempos. “O Panteão é um monumento aos heróis da Pátria e é um espaço pouco visitado internamente. Achei que seria um lugar especial para a exposição, porque sinto necessário ter coragem para que meu trabalho na pintura seja lembrado na história”, afirma Maciel. “Como advogado, acho que sou o único a ter uma árvore com meu nome plantada no Bosque dos Ministros do Supremo, localizado ao lado do Panteão. Como pintor, acho que meus quadros expostos neste monumento completam minha história, que se integra na arte e no direito”,complementa.
José Maciel: O artista é conhecido por sua obra multifacetada, que transita entre a figuração e o expressionismo, com uma profunda influência de Iberê Camargo. Sua prática artística, profundamente ligada às memórias afetivas e ao subconsciente coletivo, explora formas e figuras que ganham autonomia, sendo um convite à reflexão sobre a relação entre o indivíduo e o coletivo. Maciel é um artista de processo criativo dinâmico, onde vida e obra se fundem, criando um universo pulsante e sensível, habitado por formas que dialogam com a realidade de maneira única.
Sobre o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves: Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1986, o Panteão é um dos marcos arquitetônicos de Brasília. Destacam-se em sua construção obras de artistas como João Câmara Filho (Painel da Inconfidência), AthosBulcão (Mural da Liberdade), Marianne Peretti (Vitral e Pomba) e Bruno Giorgi (Tiradentes), além do Livro de Aço, que homenageia figuras históricas como Tiradentes, Zumbi dos Palmares e Juscelino Kubitschek.
Serviço: Exposição: RAÍZES — Heranças Visuais Artista: José Maciel Curadoria: Danielle Athayde e Claudio Pereira Período: 28 de novembro de 2025 a 1 de fevereiro
Horário: Terça a sexta das 9h às 18h. Sábado, domingo e feriado das 9h às 17h Local: Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, Praça dos Três Poderes, Brasília
Grupo Tropical leva Aldeia do Vale para a cidade, unindo natureza, exclusividade e o charme histórico de Pirenópolis em um projeto de slow living
Com 298 anos recém-completados, Pirenópolis é referência no Planalto Central de uma cidade que respira cultura com seus casarões e ruas históricas, refúgios naturais e alta gastronomia. Próxima a cidades com dinamismo econômico – Brasília, Goiânia e Anápolis – se tornou ponto de encontro turístico, mas também de quem deseja desacelerar e se reconectar com a natureza.
Nesse contexto e aos pés do Morro do Frota, nasce o Aldeia do Vale Pirenópolis como uma nova referência de moradia e lazer. Desenvolvido pela Raiz Urbana, uma empresa do Grupo Tropical, o empreendimento traz o conceito do residencial em Goiânia que se tornou uma referência nacional de sofisticação e vida integrada à natureza. A proposta, que nasceu há 30 anos e continua atual, valoriza o conceito de “slow living”, que, em tradução livre do inglês, significa “vida lenta” – estimulando uma desaceleração do cotidiano.
O projeto será oficialmente apresentado ao mercado imobiliário no dia 7 de novembro, em Pirenópolis, às 8h30, para cerca de 400 corretores de imóveis que farão uma imersão pela área. Entre os presentes, estará Carlos Ferreirinha, referência em gestão de luxo de renome internacional, tendo no currículo passagem por grandes como a diretoria de marketing da Louis Vuitton Caribe e América Latina. Durante o evento, ele vai falar sobre o conceito de ‘novo luxo’, pautado pela busca de um estilo de vida associado à desaceleração e sinergia com a natureza.
Projeto
Localizado a 130 km de Goiânia, 120 km de Brasília e apenas 60 km de Anápolis, o Aldeia do Vale Pirenópolis é cercado por nascentes e córregos – inclusive tendo o Rio das Almas atravessando o terreno. Com apenas 152 terrenos, variando de 1.200 m² a 2.500 m², o condomínio foi desenhado para oferecer privacidade, exclusividade e muita conexão com a natureza. Com área destinada à preservação ambiental, formada por bosques, corredores ecológicos, que se integram ao bioma do Cerrado com espécies nativas e árvores frutíferas.
O paisagismo é assinado por Yara Hasegawa. Luci Costa, Andrea Accioly e Woo Arquitetura formam o trio que rubrica o projeto – adotando traços orgânicos que respeitam o terreno e a paisagem, priorizando harmonia e fluidez, tendo o sistema de swales para garantir a permeabilidade do solo de forma natural.
O Aldeia do Vale Pirenópolis reúne a vivência com a natureza com o conforto de um resort de luxo, com uma área de lazer que inclui piscina de borda infinita, quadra de tênis de saibro, wellness club com spa e academia equipada, além de espaços gastronômicos, áreas de convivência e arte integrada à paisagem.