Deep Plane Facelift reposiciona tecidos e reforça busca por rejuvenescimento facial natural

Personalidades como Kris Jenner, Brad Pitt, Lindsay Lohan e Demi Moore exemplificam a busca pelo Deep Plane Facelift (também chamado de facelift, lifting facial ou ritidoplastia). A técnica atua abaixo da camada do camada anatômica profunda de sustentação da face para reposicionar os tecidos e ligamentos profundos, garantindo definição mandibular e harmonia sem o estigma de pele repuxada — procedimento dominado e realizado pelo otorrinolaringologista e cirurgião cérvico-facial Dr. Vitor Abraão, foto divulgaçaõ

Técnica atua em planos profundos da face e busca restaurar proporções e identidade, em vez de apenas tracionar a pele

O Deep Plane Facelift ganhou espaço nas discussões sobre rejuvenescimento facial ao propor uma abordagem baseada na anatomia profunda do rosto. O procedimento, que voltou ao centro do debate público com a repercussão de cirurgias de celebridades como Kris Jenner, atua abaixo da superfície da pele, trabalhando diretamente em planos profundos — como músculos e ligamentos — para permitir o reposicionamento dos tecidos de forma harmônica. Para o otorrinolaringologista, cirurgião cérvico-facial e mestre pela USP, Dr. Vitor Abraão, o objetivo não é criar um novo rosto, mas restaurar estruturas que sofreram alterações ao longo dos anos.

Por que o Deep Plane Facelift é diferente do lifting facial tradicional?

Segundo o Dr. Vitor Abraão, a grande mudança está na compreensão de que o envelhecimento facial não acontece apenas na superfície da pele. Técnicas mais antigas eram focadas predominantemente na retirada do excesso de pele e na tração superficial. A evolução cirúrgica levou à atuação sobre as camadas de sustentação mais profundas do rosto.

No Deep Plane Facelift, o cirurgião atua diretamente nessas camadas profundas, liberando pontos de fixação e ligamentos para devolver os tecidos que cederam à sua posição original.

“O objetivo não é esticar o rosto para trás, mas devolver os tecidos para uma posição mais próxima daquela que ocupavam antes do envelhecimento”, explica o especialista.

A abordagem é indicada para tratar alterações como a queda das bochechas, o aprofundamento do “bigode chinês”, a perda do contorno mandibular (formação do “bulldog”) e a flacidez na região do pescoço.

O especialista ressalta, porém, que o termo Deep Plane ganhou forte apelo nas redes sociais, mas não deve ser visto como a única solução para todos os casos. Existem diferentes técnicas de sustentação profunda capazes de entregar resultados muito naturais, cabendo ao cirurgião avaliar a anatomia e a necessidade de cada paciente.

Envelhecimento facial é um processo tridimensional

A visão médica contemporânea entende que o rosto envelhece em múltiplas camadas. Com o passar do tempo, ocorre a perda de sustentação óssea, alterações no volume e na posição dos compartimentos de gordura, além do afrouxamento de músculos e ligamentos profundos. Na superfície, a pele apenas acompanha essas mudanças ao perder colágeno e elasticidade.

“Nós envelhecemos da profundidade para a superfície”, afirma o Dr. Vitor Abraão.

Essa combinação de fatores altera a harmonia facial tridimensional. Por isso, tentar corrigir a flacidez apenas repuxando a pele não resolve a causa do problema. A lógica do Deep Plane reside justamente em reorganizar as estruturas musculares e ligamentares na raiz da alteração.

Existe uma idade ideal para fazer um facelift?

Para o Dr. Vitor Abraão, a cirurgia não deve ser orientada pela idade cronológica.

“Nós não operamos idade; operamos anatomia”, resume.

A indicação depende do grau de flacidez estrutural, perda da linha da mandíbula e alterações do pescoço, fatores que variam amplamente conforme a genética, exposição solar, variações de peso e estilo de vida. Além disso, o médico destaca que o facelift trata a posição dos tecidos; queixas superficiais como manchas, poros e rugas finas demandam outros cuidados complementares.

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