Categoria: Cultura, Entretenimento

Complexo Cultural do Choro abre a programação de 2024 com música, dança e cultura para todas as idades

O projeto Complexo Cultural do Choro convida a todos para um domingo repleto de cultura, música e dança. Destacando o compromisso com a acessibilidade, todas as atividades são gratuitas e abertas para todas as idades.

No próximo domingo, 7, às 16h, o Piquenique Chorão contará com a oficina de dança “Ritmos Brasileiros”, liderada pela talentosa Bella Rocha e pela multiartista Mayara Paiva. A oficina, dedicada a crianças e adolescentes, acolhe com alegria os papais, as mamães e todos que desejarem se juntar à roda.

A oficina tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a cultura brasileira através da dança, explorando a construção dos movimentos pelos ritmos, sua importância e contribuição para a identidade e sociedade. Passos envolventes da Ciranda, do Frevo e do Samba serão apresentados, aquecendo a todos para o aguardado “Choro Livre Convida”, que terá início às 18h com as presenças do violinista João Dias que tem se dedicado integralmente à música popular e o flautista Sergio Morais.

E encerrando o dia, o Domingo no Clube promete manter todos no mesmo ritmo com muita música e alegria. Às 18h45, as “Sambadeiras de Roda” tomarão o palco. Esse coletivo de estudos do Samba de Roda, formado por mulheres negras do Distrito Federal e idealizado por Regina Salgado & Camila Ferreira, trará as vibrantes cantigas do Samba de Roda Rural, tocando, cantando e dançando em uma apresentação única e empolgante.

O Complexo Cultural do Choro é apresentado pelo Ministério da Cultura, Shell e Instituto Cultural de Educação Musical de Brasília (ICEM).

“A Shell entende ser fundamental o fomento à cultura como ponte para o desenvolvimento e a cidadania. O Complexo Cultural do Choro traduz esses valores ao desenvolver atividades que englobam diversas áreas culturais e diferentes públicos, contribuindo para o empreendedorismo e o desenvolvimento da cidadania”, ressalta Glauco Paiva, gerente executivo de Comunicação e Responsabilidade Social da Shell Brasil.

Sobre a Shell Brasil:

Há 110 anos no país, a Shell é uma empresa de energia integrada com participação em Upstream, no Novo Mercado de Gás Natural, Trading, Pesquisa & Desenvolvimento e no Desenvolvimento de Energias Renováveis, com um negócio de comercialização no mercado livre e produtos ambientais, a Shell Energy Brasil. Aqui, a distribuição de combustíveis é gerenciada pela joint-venture Raízen, que recentemente adquiriu também o negócio de lubrificantes da Shell Brasil. A companhia trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

Confira a programação:

07 de janeiro, domingo

16h – Piquenique Chorão com oficina de dança e “Ritmos Brasileiros”

17h – Choro Livre convida: João Dias e Sergio Morais

18h45 – Domingo no Clube com as Sambadeiras de Roda

Sambadeiras

Serviço

Complexo Cultural do Choro de Brasília

Dias: 06 e 07 de janeiro (sábado e domingo)

Endereço: Espaço Cultural do Choro – Setor de Divulgação Cultural – Eixo Monumental.

Telefone: (61) 3226-3969

Acesso livre e gratuito

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Primeira cine semana do ano tem estreias de drama francês e animação ucraniana no Cine Brasília

Foto divulgação

Mostra Radar Oscar 2024 segue exibindo O Maestro, A Sociedade da Neve, Oppenheimer, Barbie e outros títulos

Drama francês DogMan de Luc Besson estreia no Cine Brasília, em sessões com que abrem com o curta da semana, Estrela da Tarde 

Animação ucraniana Mavka: aventura na floresta. de Oleh Malamuzh e Oleksandra Ruban, estreia na sessão das 10h

Propriedade, thriller de Daniel Bandeira, segue em cartaz na Cine Semana

A primeira cine semana de janeiro reserva duas estreias de grandes expectativas: o drama francês DogMan, de Luc Besson, e a animação ucraniana Mavka: Aventura na Floresta, de Oleh Malamuzh e Oleksandra Ruban. 

Filmado em Nova Jersey, Estados Unidos, DogMan tem Landry Jones no papel de Douglas Munrow, um homem que tem nos cachorros que cria um refúgio para lidar com traumas de abusos sofridos na infância. Ao contrário do que se espera numa relação entre homens e cães, estes “melhores amigos” de Douglas são por ele treinados para matar, auxiliando-o a cometer uma série de crimes contra seus inimigos. 

Selecionado para o Festival do Rio e o Festival de Veneza no ano passado, DogMan é precedido no Cine Brasília pelo curta-metragem da semana, o documentário experimental Estrela da Tarde, dirigido e roteirizado por Francisco Rio, apresentado e laureado com menção honrosa do júri na Mostra Brasília do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Em Mavka: Aventura na Floresta o público mergulhará nos mistérios e segredos das florestas ucranianas. Mavka é uma alma da floresta e guardiã de seu reino que se apaixona por um jovem mortal, de nome Lucas, com quem inicia uma saga para salvar o coração – fonte da vida – de suas matas. As sessões de estreia têm ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). 

MOSTRA RADAR OSCAR 2024

A mostra Radar Oscar 2024 segue exibindo as apostas da equipe de curadoria do Cine Brasília para a grande premiação estadunidense este ano. Nesta semana o público pode assistir à ficção sobre um acidente aéreo nos Andes de 1972, A Sociedade da Neve, do cineasta espanhol Juan Antonio Bayona; o musical dirigido e protagonizado por Bradley Cooper, O Maestro; a nova produção de Martin Scorsese com Leonardo DiCaprio sobre misteriosos assassinatos na tribo indígena de Osage, nos anos 1920 em Oklahoma, Assassinos da Lua das Flores; ou o suspense neo-noir de David Fincher com Sophie Charlotte no elenco, O Assassino

O público ainda pode assistir o drama histórico de Christopher Nolan sobre o criador da Bomba Atômica, Oppenheimer; a comentada comédia em live-action de Greta Gerwig sobre a boneca mais famosa do mundo, Barbie; a comédia dramática espanhola de Rodrigo Moreno Os Delinquentes, sobre dois homens em busca de uma quantia de dinheiro que os livre do trabalho; e o aclamado documentário pernambucano Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho, que acompanha a mudança da paisagem urbana do Recife a partir das transformações de um cinema de rua ao longo do século. Todas as sessões do Radar do Oscar tem ingressos no valor promocional e único de R$ 5, e a sessão de Retratos Fantasmas dispõe de recursos de acessibilidade através do aplicativo Mobi Load.

REPRISE

Em cartaz desde a semana passada, Propriedade é um longa de Daniel Bandeira inspirado no contexto político brasileiro de 2018. A trama acompanha Teresa e Roberto, um casal de classe média alta, ao visitarem sua fazenda no interior e se depararem com trabalhadores rurais em desespero por se encontrarem à beira do despejo. O confronto entre os donos da terra e quem realmente cuida dela desencadeia uma série de eventos aterrorizantes, revelando as complexidades da dualidade entre os dois lados, em cenas que se valem do ambiente claustrofóbico de um carro como cenário principal, amplificando as tensões da trama. Os ingressos para Propriedade custam R$ 15 (inteira) e 7 (meia-entrada). 

SERVIÇO – CINE BRASÍLIA

Endereço: Asa Sul Entrequadra Sul 106/107 – Brasília, DF, 70345-400.

Informações pelo WhatSApp: 61 99878-2198 ou contato.cinebrasilia@gmail.com

Ingressos à venda na bilheteria do Cine Brasília ou pelo link: ingresso.com/cinebrasilia 

PROGRAMAÇÃO 04 A 10 DE JANEIRO

QUINTA-FEIRA, 04/01/2024

10h00 — Mavka: Aventura na Floresta

14h00 — Radar Oscar 2024 – O Maestro

17h20 — Propriedade

19h20 — Estrela da Tarde (curta da semana) + DogMan

SEXTA-FEIRA, 05/01/2024

10h00 — Mavka: Aventura na Floresta

14h00 — Radar Oscar 2024 – A Sociedade da Neve

17h20 — Propriedade

19h20 — Estrela da Tarde (curta da semana) + DogMan

SÁBADO, 06/01

10h00 — Mavka: Aventura na Floresta

14h00 — Radar Oscar 2024 – Oppenheimer

17h20 — Propriedade

19h20 — Estrela da Tarde (curta da semana) + DogMan

DOMINGO, 07/01/2024

10h00 — Mavka: Aventura na Floresta

14h00 — Propriedade 

16h25 — Radar Oscar 2024 – Barbie

18h40 — Radar Oscar 2024 – Retratos Fantasmas 

20h30 — Estrela da Tarde (curta da semana) + DogMan

SEGUNDA-FEIRA, 08/01/2024

10h00 — Mavka: Aventura na Floresta

14h00 — Radar Oscar 2024 – Os Delinquentes

17h00 — Propriedade

19h30 — Estrela da Tarde (curta da semana) + DogMan

TERÇA-FEIRA, 09/01/2024

10h00 — Mavka: Aventura na Floresta

14h00 — Radar Oscar 2024 – O Assassino

17h00 — Propriedade

19h20 — Estrela da Tarde (curta da semana) + DogMan

QUARTA-FEIRA, 10/01/2024

10h00 — Mavka: Aventura na Floresta

14h00 — Radar Oscar 2024 – Assassinos da Lua das Flores

17h50 — Propriedade

20h20 — Estrela da Tarde (curta da semana) + DogMan

ESTREIAS

Foto divulgação

DogMan
(Ficção/Drama/Suspense/França/2023/114min)
De Luc Besson

Elenco: Caleb Landry Jones, Jojo T. Gibbs, Christopher Denham

Sinopse: Dogman é um drama francês dirigido por Luc Besson (O Quinto Elemento, Leon – O Profissional) e estrelado por Caleb Landry Jones. Situada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, a produção conta a história de Douglas Munrow (Landry Jones), um homem que foi abusado por seu pai e encontrou no companheirismo dos cachorros um refúgio para lidar com os traumas dolorosos de seu passado. Mas Doug e seus cães estão bem longe de uma mera história de “melhor amigo do homem”: ele treinou os animais para que o ajudem a cometer uma série de crimes e defendê-lo contra seus piores inimigos.

Classificação indicativa: 16 anos

Trailer: Dog Man

Mavka: Aventura na Floresta 

(Animação/Ucrânia/2023/99min)

De Oleh Malamuzh e Oleksandra Ruban

Sinopse: Desde os primórdios, as vastas florestas ucranianas abrigam inúmeros segredos e mistérios insondáveis. Eles são o lar de criaturas míticas maravilhosas que habitam entre árvores antigas, guardando fielmente seu reino sagrado. Mavka é uma Alma da Floresta e foi escolhida como a nova Guardiã do reino, sendo sua principal missão é proteger a Floresta e seu sacrossanto Coração – a própria Fonte da Vida – contra qualquer agressão ou intrusão, inclusive por parte dos humanos. Quando Mavka se apaixona pelo jovem mortal Lucas, a avarenta Kylina vê a chance que precisava para assumir o controle da floresta e roubar o Coração. Mavka e Lucas conseguirão viver este grande amor e ainda assim evitar que o mal vença?

Classificação indicativa: Livre

Trailer: Mavka: Aventura na Floresta

SELEÇÃO DE CURTAS


Estrela da Tarde

(Documentário/Distrito Federal/2023/23 min.)

De Francisco Rio

Sinopse: Essa é uma autobiografia que não começa em mim. Talvez em quem pariu quem me pariu, e mais. Quem pariu las putas madres? Estrela que aparece ao céu antes do sol ir embora. Mães do mundo. Fábula que não busca desvendar identidades, se permitindo melar a cara para inventar suas próprias ficções. É ladainha que percorre uma linha de tempo embolada e firme, como quem borda uma brincadeira numa história, e vice-e-versa. Onde não dá mais pra distinguir os fios dos dedos.

Classificação indicativa: 12 anos.

Trailer: Estrela da Tarde

REPRISE

Propriedade

(Drama/Suspense/2023/102min)

De Daniel Bandeira

Elenco: Malu Gall, Zuleika Ferreira, Tavinho Teixeira, Samuel Santos, Ane Oliva

Sinopse: Teresa e seu marido viajam para a fazenda da família para se refugiar da violência urbana. Mas lá se deparam com uma revolta dos trabalhadores locais, alarmados pela perda iminente de suas casas. Teresa se tranca em seu carro blindado, incapaz de dar a partida, enquanto os trabalhadores tentam comunicar-se com ela – ou tirá-la à força. A camada de blindagem entre separa esses dois universos pode não ser suficiente para conter o medo e a violência que cresce a cada minuto.

Classificação indicativa: 16 anos.

Trailer: Propriedade

RADAR OSCAR 2024


O Maestro

(Biografia/Drama/EUA/2023/129min)

De Bradley Cooper

Elenco:  Bradley Cooper, Carey Mulligan, Brian Klugman, Gideon Glick

Sinopse: Um retrato do carisma e da paixão singular pela música de Leonard Bernstein, que alcançou a fama como o primeiro maestro nato dos Estados Unidos, renomado mundialmente, sempre seguindo sua ambição de compor obras sinfônicas e populares da Broadway.

Classificação indicativa: 16 anos.

Trailer: O Maestro

A Sociedade da Neve

(Drama/Espanha/2023/144min)

De Juan Antonio Bayona

Elenco: Enzo Vogrincic, Agustín Pardella, Matías Recalt

Sinopse: Após o voo que levava um time de rugby cair em uma geleira nos Andes, os poucos sobreviventes se veem isolados em um dos ambientes mais difíceis do mundo para sobreviver.

Classificação indicativa: 14 anos.

Trailer: A Sociedade da neve

Oppenheimer

(Drama/EUA/UK/2023/180min)

De  Christopher Nolan

Elenco: Casey Affleck, Cillian Murphy, Emily Blunt, Florence Pugh, Josh Hartnett 

Sinopse: A história do cientista americano J. Robert Oppenheimer e o seu papel no desenvolvimento da bomba atômica.

Classificação indicativa: 16 anos.

Trailer: Oppenhimer

Barbie

(Comédia/Fantasia/EUA/2023/114min)

De Greta Gerwing

Elenco: Margot Robbie, Ryan Gosling, Adam Fogarty, Alexandra Shipp, America Ferrera

Sinopse: Na Barbielândia – o mundo mágico das Barbies – todas as versões da boneca vivem em completa harmonia e suas únicas preocupações são encontrar as melhores roupas para passear com as amigas e curtir intermináveis festas. Porém, a Barbie Estereotipada (Margot Robbie) começa a perceber que talvez sua vida não seja tão perfeita assim, questionando-se sobre o sentido de sua existência e alarmando suas companheiras. Logo, sua vida no mundo cor-de-rosa começa a mudar e, eventualmente, ela vai parar no mundo real. Forçada a viver ali, Barbie precisa lutar com as dificuldades de não ser mais apenas uma boneca. Pelo menos, a moça está acompanhada de seu fiel e amado Ken (Ryan Gosling), que, ao contrário dela, parece cada vez mais fascinado pela vida no novo mundo.

Classificação indicativa: 12 anos.

Trailer: Barbie

Retratos Fantasmas

(Documentário/Brasil/2023/91min)

De Kleber Mendonça Filho

Sinopse: No centro do Recife, no século 20, conheça a história do centro da cidade contada a partir das salas de cinema que movimentavam a população e ditavam comportamentos.

Classificação indicativa: Livre

Trailer: Retratos Fantasmas

Os Delinquentes

(Drama/Comédia/Argentina/2023/190min)

De Rodrigo Moreno

Elenco: Daniel Elias, Esteban Bigliardi, Margarita Molfino, Cecilia Rainero

Sinopse: Os bancários Morán e Román questionam a tediosa rotina que levam no centro de Buenos Aires. Um deles encontra uma solução e comete um crime em busca de uma vida melhor. Esta decisão leva a uma mudança radical na vida dos dois colegas e compromete para sempre o destino de ambos. 

Classificação indicativa: 14 anos.

Trailer: Os Delinquentes

O Assassino

(Ação/Suspense/EUA/2023/118min)

De David Fincher 

Elenco: Michael Fassbender, Tilda Swinton, Sophie Charlotte

Sinopse: Na trama, acompanhamos um assassino solitário, calculista e impiedoso (Michael Fassbender) que é forçado a lidar com as consequências de um erro catastrófico cometido por ele durante um de seus serviços. Ele sempre conseguiu se manter livre de arrependimentos e com uma postura totalmente fria e metódica, mas agora que o incidente o colocou exatamente no centro de uma caçada internacional por sua cabeça, o assassino começa a desconfiar de todos aqueles que estão ao seu redor – incluindo até mesmo os que o procuram para contratá-lo.

Classificação indicativa: 16 anos.

Trailer: O Assassino

Assassinos da Lua das Flores

(Drama/Crime/EUA/2023/206min)

De Martin Scorsese

Elenco: Leonardo DiCaprio, Robert De Niro, Lily Gladstone, Jesse Plemons

Sinopse: Na virada do século XX, o petróleo tornou a nação Osage a mais rica do mundo do dia para a noite. Tanta riqueza atraiu intrusos brancos, que manipularam, extorquiram e roubaram o dinheiro do povo Osage antes de assassinar a população. 

Classificação indicativa: 14 anos.

Trailer: Assassinos da lua das flores

Programação de fim de ano no Cine Brasília traz estreia de longa pernambucano Propriedade 

Mostra Radar Oscar 2024 continua em exibição na mais tradicional sala de cinema do DF

Mussum – O Filmis também estreia no Cine e será exibido na última sessão acessível do ano  

Mussum – o filmis, foto divulgação

A programação de fim de ano no Cine Brasília já está fechadíssima e traz a estreia de um longa-metragem direto de Pernambuco, o thriller eletrizante Propriedade, do cineasta Daniel Bandeira. O filme foi o grande vencedor do principal prêmio do Fantastic Fest 2023, renomado festival de cinema dedicado a obras de terror, ficção científica e suspense, sediado em Austin, nos Estados Unidos. 

Propriedade mergulha na dinâmica de diálogo entre dois pólos opostos, inspirado no contexto político brasileiro de 2018. A trama segue Teresa e Roberto, um casal de classe média alta, ao visitarem sua fazenda no interior se depararem com trabalhadores rurais em desespero. Esses trabalhadores, à beira do despejo, recorrem à brutalidade como meio de expressão após serem ignorados por Roberto, cuja atitude arrogante e desinteressada intensifica o conflito. O confronto desencadeia uma série de eventos aterrorizantes, revelando as complexidades da dualidade entre os dois lados. Dirigido e roteirizado por Daniel Bandeira, o filme utiliza o ambiente claustrofóbico do carro como cenário principal, gerando tensão tanto dentro quanto fora da fazenda. 

O longa começa a ser exibido a partir do dia 28 com sessões às 17h. E seguindo com a iniciativa de exibir curtas-metragens antes de longas em cartaz, o filme Egum, do diretor carioca Yuri Costa, abre as sessões de Propriedade nesta semana. A produção foi escolhida na Chamada Pública de Curtas do Cine Brasília. O filme ganhou o troféu Barroco de Melhor Curta da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Egum é um curta de terror que aborda a experiência negra no Brasil, explorando a violência e genocídio contra a população negra. Produzido por alunos da UFRJ, o filme questiona a estrutura do sistema que impacta negativamente negros e moradores de favelas. Inspirado na religião iorubá, onde Eguns são espíritos dos antepassados, a trama segue um jornalista renomado que retorna à sua casa na favela para cuidar de sua mãe doente. Confrontado por estranhos com negócios desconhecidos com seu pai, o protagonista teme uma tragédia iminente, suspeitando de eventos sobrenaturais ligados à sua mãe.

CACILDIS!

Um dos maiores destaques do cinema nacional em 2023, a obra biográfica de Antônio Carlos Bernardes Gomes, nosso eterno Mussum também estreia na tela do Cine. Destaque na 51ª edição do Festival de Cinema de Gramado, o longa Mussum – O Filmis, dirigido por Silvio Guindane, levou seis Troféus Kikitos para casa: melhor filme, melhor ator para Ailton Graça, melhor atriz coadjuvante para Neusa Borges, melhor ator coadjuvante para Yuri Marçal, melhor trilha musical, e melhor filme pelo júri popular. O longa estreia na grade também a partir do dia 28 de dezembro.. 

A trama traz Ailton Graça em seu primeiro trabalho como protagonista no cinema, interpretando o sambista que ficou conhecido no Brasil por dar vida ao Trapalhão Mussum. O filme narra desde sua infância como filho de uma empregada doméstica analfabeta, sua experiência militar, paixão pelo samba e a fundação do grupo “Os Originais do Samba”, até se tornar um dos maiores humoristas do país ao integrar o famoso quarteto “Os Trapalhões”, composto por ele, Renato Aragão, Dedé Santana e Zacarias. 

O filme é baseado no livro “Mussum – uma história de Humor e Samba”, de Juliano Barreto. O elenco inclui Gero Camilo, Felipe Rocha e Gustavo Nader nos papéis de Didi, Dedé e Zacarias, respectivamente, além de  Thawan Lucas Bandeira, Yuri Marçal, Cacau Protásio, Neusa Borges, Jennifer Dias e Cinnara Leal.

SESSÃO ACESSÍVEL

Mensalmente, no último sábado de cada mês, o Cine Brasília promove a Sessão Acessível, uma iniciativa inclusiva que oferece a exibição gratuita de um filme. Durante essa sessão, a tela é equipada com recursos de acessibilidade de legenda descritiva, libras, além de audiodescrição, enquanto a iluminação suave e a redução do volume de áudio são estrategicamente ajustados para atender às necessidades específicas das pessoas com espectro autista. Para fechar 2023 com chave de ouro, o filme escolhido para a sessão do dia 30 é o longa Mussum – O Filmis. A exibição inicia às 14h e é totalmente gratuita.

ESTREIA 

Outra estreia da semana, ainda no âmbito do cinema nacional, o Cine Brasília traz para a sua tela um longa-metragem eletrizante do cineasta pernambucano Daniel Bandeira, o thriller Propriedade.

RADAR OSCAR 2024

Dando continuidade à mostra Radar Oscar 2024, com exibições de longas que estão entre as principais apostas da curadoria do Cine Brasília para a premiação do próximo ano. Esta semana a programação conta com sessões dos filmes A Sociedade da Neve, do cineasta espanhol Juan Antonio Bayona; o filme musical O Maestro, de Bradley Cooper, que dirige e protagoniza; o longa português Mal Viver, de João Canijo; Assassinos da Lua das Flores, nova produção de Martin Scorsese; e o drama dinamarquês Terra da Deus, de Hlynur Pálmason. Todas as sessões da mostra contam com ingressos no valor promocional e único de R$ 5. 

SESSÃO INFANTIL


Uma Carta para Papai Noel, dirigido por Gustavo Spolidoro, segue em cartaz. A história gira em torno de Jonas e as crianças de um lar de acolhimento sem presentes no Natal. Ao escrever uma carta emocionante para Papai Noel, Jonas desencadeia uma jornada liderada por Papai Noel, disfarçado como Leon, o Conserta-Tudo, junto com Maria Noel e Tata. Descobrem não apenas a razão da falta de presentes, mas também o verdadeiro significado do Natal, enfatizando generosidade e união.

Os ingressos para as sessões regulares no Cine Brasília custam R$ 20 (inteira) e R$ 10

(meia). Com exceção das segundas-feiras, que têm entrada no valor único de R$5, e a Sessão Acessível, que é gratuita. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do cinema ou no site

SERVIÇO – CINE BRASÍLIA

Endereço: Asa Sul Entrequadra Sul 106/107 – Brasília, DF, 70345-400.

Informações pelo WhatSApp: 61 99878-2198 ou contato.cinebrasilia@gmail.com

Ingressos à venda na bilheteria ou pelo link: www.ingresso.com/cinema/cine-brasilia 

PROGRAMAÇÃO 28 DE DEZEMBRO A 3 DE JANEIRO

QUINTA-FEIRA, 28/12

10h00 — Uma Cartaz Para Papai Noel

14h00 — Mussum – O Filmis

17h00 — Egum (23 min) + Propriedade

19h20 — Radar Oscar 2024 – A Sociedade da Neve

SEXTA-FEIRA, 29/12

10h00 — Uma Cartaz Para Papai Noel

14h00 — Mussum – O Filmis

17h00 — Egum (23 min) + Propriedade

19h20 — Radar Oscar 2024 – O Maestro

SÁBADO, 30/12

10h00 — Uma Cartaz Para Papai Noel

14h00 — Mussum – O Filmis

17h00 — Egum (23 min) + Propriedade

20h00 — Radar Oscar 2024 – Mal Viver

DOMINGO, 31/12

Fechado para recesso de fim de ano

SEGUNDA-FEIRA, 01/01

Fechado para recesso de fim de ano

TERÇA-FEIRA, 02/01

10h00 — Uma Cartaz Para Papai Noel

14h00 — Mussum – O Filmis

17h00 — Egum (23 min) + Propriedade 

19h15 — Radar Oscar 2024 – Assassinos da Lua das Flores

QUARTA-FEIRA, 03/01

10h00 — Uma Cartaz Para Papai Noel

14h00 — Mussum – O Filmis

17h00 — Egum (23 min) + Propriedade 

19h20 — Radar Oscar 2024  – Terra de Deus

ESTREIAS

Propriedade

(Drama/Suspense/2023/102min)

De Daniel Bandeira

Elenco: Malu Gall, Zuleika Ferreira, Tavinho Teixeira, Samuel Santos, Ane Oliva

Sinopse: Teresa e seu marido viajam para a fazenda da família para se refugiar da violência urbana. Mas lá se deparam com uma revolta dos trabalhadores locais, alarmados pela perda iminente de suas casas. Teresa se tranca em seu carro blindado, incapaz de dar a partida, enquanto os trabalhadores tentam comunicar-se com ela – ou tirá-la à força. A camada de blindagem entre separa esses dois universos pode não ser suficiente para conter o medo e a violência que cresce a cada minuto.

Classificação indicativa: 16 anos.

Trailer: Propriedade

Propriedade, foto divulgação

Mussum – O Filmis

(Drama/Biografia/Brasil/2023/123min)

De Silvio Guindane

Elenco: Ailton Graça, Thawan Lucas Bandeira, Yuri Marçal, Cacau Protásio

Sinopse: O filme narra a trajetória de vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes, indo muito além do Mussum que o grande público conhece: a infância pobre, a carreira militar, a relação com a Mangueira, o sucesso com os Originais do Samba, além de bastidores d’Os Trapalhões. 

Classificação indicativa: 12 anos.

Trailer: Mussum – o filmis

Mussum, o filmis, Foto divulgação

SELEÇÃO DE CURTAS

Egum

(Gênero/ País/Ano/Duração)

De Yuri Costa

Elenco: Paulo Guidelly, Valéria Monã, Bruna Rodrigues, Diomar Nascimento

Sinopse: Após anos afastado devido à violenta morte do irmão, um renomado jornalista retorna para a casa de sua família para cuidar de sua mãe, que sofre uma grave e desconhecida doença. numa noite, o jornalista recebe a visita de dois estranhos, que têm negócios desconhecidos com seu pai. esse encontro, juntamente com acontecimentos que o levam a desconfiar que algo sobrenatural se abateu sobre sua mãe, fazem-no temer uma nova tragédia.

Classificação indicativa: 14 anos.

Trailer: Egum

RADAR OSCAR 2024

A Sociedade da Neve

(Drma/Espanha/2023/144min

De Juan Antonio Bayona

Elenco: Enzo Vogrincic, Agustín Pardella, Matías Recalt

Sinopse: Após o voo que levava um time de rugby cair em uma geleira nos Andes, os poucos sobreviventes se veem isolados em um dos ambientes mais difíceis do mundo para sobreviver.

Classificação indicativa: 14 anos.

Trailer: A sociedade da neve

O Maestro

(BiografiaDrama/EUA/2023/129min)

De Bradley Cooper

Elenco:  Bradley Cooper, Carey Mulligan, Brian Klugman, Gideon Glick

Sinopse: Um retrato do carisma e da paixão singular pela música de Leonard Bernstein, que alcançou a fama como o primeiro maestro nato dos Estados Unidos, renomado mundialmente, sempre seguindo sua ambição de compor obras sinfônicas e populares da Broadway.

Classificação indicativa: 16 anos.

Trailer: O maestro

O maestro, foto divulgação

Mal Viver

(Drama/Portugal/França/2023/127min

De João Canijo

Elenco: Anabela Moreira, Rita Blanco,  Madalena Almeida, Cleia Almeida

Sinopse: Um grupo de mulheres de diferentes gerações da mesma família gere um hotel na costa norte portuguesa. O relacionamento entre elas azedou e estão tentando sobreviver no hotel em declínio. Então, a chegada inesperada de uma neta provoca problemas, à medida que o ódio latente e os ressentimentos acumulados vêm à tona.

Classificação indicativa: 14 anos.

Trailer: Mal viver

Mal viver, foto divulgação

Assassinos da Lua das Flores

(Drama/Crime/EUA/2023/206min)

De Martin Scorsese

Elenco: Leonardo DiCaprio, Robert De Niro, Lily Gladstone, Jesse Plemons

Sinopse: Na virada do século XX, o petróleo tornou a nação Osage a mais rica do mundo do dia para a noite. Tanta riqueza atraiu intrusos brancos, que manipularam, extorquiram e roubaram o dinheiro do povo Osage antes de assassinar a população. 

Classificação indicativa: 14 anos.

Trailer: Assassinos da lua das flores

Assassinos da rua das flores, foto divulgação

Terra de Deus

(Drama/Dinamarca/Finlândia/França/Suécia/2022/143min)

De Hlynur Pálmason

Elenco: Elenco: Elliott Crosset, Hove Vic, Carmen Sonne, Ingvar E. Sigurðsson

Sinopse: No final do século 19, um jovem padre dinamarquês viaja para uma parte remota da Islândia para construir uma igreja e fotografar seu povo. Mas quanto mais fundo ele entra na paisagem implacável, mais ele se desvia de seu propósito.

Classificação indicativa: 16 anos.

Trailer: Terra de Deus

SESSÃO INFANTIL

Uma carta para Papai Noel

(Infantil/Brasil/2023/100min)

De Gustavo Spolidoro

Elenco: José Rubens Chachá, Caetano Rostro Gomes 

Sinopse: Papai Noel está em crise: esqueceu sua infância e sente-se abandonado pelas crianças, que não se interessam por ele, apenas pelos presentes. Ao receber a carta de Johan, Noel forma um vínculo especial com o menino órfão e os dois partem em uma jornada em busca do seu passado e do motivo de Johan nunca ganhar presentes no Natal.

Classificação indicativa: Livre.

Trailer: Uma caerta para Papai Noel

Tributo ao Forró: Forrozeiros do DF celebram o patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira

Feiras de São Sebastião e Ceilândia recebem forró raiz, nas vésperas de Natal e Ano Novo

Foto Samuel Andrade

O Distrito Federal se prepara para receber um evento que promete agitar a cidade e trazer à tona a cultura nordestina. O Tributo ao Forró chega com uma programação especial que vai fazer todo mundo dançar. O evento é uma oportunidade de celebrar a música brasileira e conhecer as raízes do forró. Organizado pela Associação dos Forrozeiros do Distrito Federal, Asforró, o Tributo ao Forró promete trazer muita animação e música boa para as feiras do Distrito Federal. O evento conta com recursos do Ministério da Cultura e reunirá grandes nomes do forró.

De acordo com Marques Célio, presidente da ASFORRÓDF (Associação dos Forrozeiros do Distrito Federal), a ideia é homenagear um ritmo que faz parte da identidade brasileira e de Brasília. “O forró é um patrimônio cultural brasileiro e merece ser celebrado. Esse evento é uma forma de mostrar a riqueza desse ritmo e proporcionar momentos de alegria e descontração para todos os presentes”, disse ele.

A Feira Permanente de São Sebastião será palco de um verdadeiro espetáculo musical no próximo dia 24, véspera de Natal, com um elenco de renomados artistas do forró. Iniciando às 10h, Jamelo & Trio os Cobras do Baião aquecerão o público seguidos por Abílio & Trio Arte do Nordeste. O ritmo continua com o Trio Fulôres, seguido por Luizão do Forró e encerrando a primeira parte do evento, Carlos Silva & Trio Forrojada.

Foto Samuel Andrade

Para dar boas-vindas ao novo ano, o último dia do ano promete trazer atrações imperdíveis. Na Feira Permanente do Setor O, no dia 31, o Trio Kariri inicia o ciclo de homenagens ao forró, dia às 09h, seguido por Duba Pinheiro e Trio Forró Maneiro. A festa continua com Luzivan & Trio Espacial, seguidos por Trio Asa Norte e encerrando a festividade, Trio Pernambuco às 12h. Um encontro de mestres do forró para celebrar a tradição e encantar os amantes da música nordestina.

O Tributo ao Forró é uma oportunidade imperdível para quem gosta de música e quer conhecer um pouco mais da cultura nordestina. A entrada é gratuita e a festa está garantida. Não perca essa chance de dançar e se divertir ao som do forró.

Foto Samuel Andrade

*Serviço: Tributo ao Forró: Forrozeiros do DF celebram o patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira*

Data, Local e Programação:

Horário: 9h às 13h

24 de dezembro, domingo: Feira Permanente de São Sebastião

31 de dezembro, domingo: Feira Permanente do Setor O

Entrada franca

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Informações: https://www.instagram.com/asforrodf/

Depois da cidade | Mostra coletiva | Centro Cultural TCU

República dos Sonhos

Mostra coletiva com obras de oito artistas visuais de Brasília discute a cidade e de como a presença humana se organiza a partir do aterro sanitário da Estrutural

Aterro China

Pensar a memória, a paisagem, o cotidiano e o futuro a partir de uma reflexão sobre um mundo em colapso devido a uma pandemia que se transforma em uma reflexão sobre a resistência e a esperança são as questões que circundam e permeiam a mostra “Depois da cidade”, que será inaugurada no dia 21 de setembro, quinta-feira, a partir das 19h, o Centro Cultural TCU em Brasília. Com obras de Abadia Teixeira, César Becker, China, Lara Ovídio, Luciana Paiva, Ludmilla Alves, Maria Eugênia Matricardi, Thales Noor e convidados com curadoria de Atila Regiani e Gisele Lima, a exposição apresenta ao público obras produzidas individual e coletivamente em escultura, instalação, fotografia, vídeo e vídeo-projeção tendo como pano de fundo e personagem central a Cidade Estrutural, uma comunidade do Distrito Federal construída ao longo de décadas ao redor de um aterro sanitário localizado a 15km do Palácio do Planalto e  desativado em 2018. A mostra fica em cartaz na Galeria Marcantonio Vilaça do Centro Cultural TCU até o dia 3 de fevereiro de 2024. Com entrada gratuita e livre para todos os públicos, a visitação é de segunda a sexta, das 9h às 18h. O Centro Cultural TCU fica no Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 3, Brasília – DF. Telefone (61) 3316-5327.

“O projeto desta mostra começa a partir da angústia imposta pela pandemia de COVID-19, mas também pelo vislumbre das imagens do aterro do SLU: Uma paisagem devastada, árida e inóspita, onde nada parecia florescer”, afirmam os curadores Atila Regiani e Gisele Lima. Assim, se congregam duas ideias de fim, uma experimentada de forma urgente, como trauma coletivo; outra, em uma percepção mais complacente, como cegueira social. A pandemia conduziu o imaginário do grupo de artistas e curadores a uma imagem de futuro aterrorizante e distópico. Esse cenário imaginário, no entanto, contrasta com a realidade da Cidade Estrutural, que surgiu no entorno do lixão, um dia considerado o maior da América Latina. Alí, pessoas construíram suas casas, formaram suas famílias e seus negócios. “fomos apresentados a pessoas que erigiram lugares de afeto, cultivo, resistência e esperança. De certo, tratam-se de sensações antagônicas, mas que não se excluem”, afirmam os curadores.

Ao logo do período de produção, o projeto sofreu diversas transformações em função da dilatação de seu tempo, em função das restrições impostas pela pandemia e todas as mudanças consequentes deste momento. Mas, especialmente, porque sua realização transformou a relação que os artistas e a equipe tinham com o tema, com o lugar e com as pessoas. Desde as primeiras visitas ao aterro, quando ainda era possível visitá-lo, até o contato com a população da cidade estrutural. Durante a pesquisa para a produção das obras, a moradora da Cidade Estrutural Abadia Teixeira se juntou ao grupo na condição de artista e anfitriã. Apresentando tanto a cidade e suas histórias, como outras pessoas que tornavam esta trama mais complexa e intrigante. Foram realizados diversos debates, encontros entre os artistas e com a comunidade, em processos de construção e escuta. Houve momentos mais intensos de imersão, com uma estadia prolongada no local, mas também diversas visitas esporádicas. São convidados da mostra: Cidinha, Deuslene Xavier, Djalma Silva, Duda da Estrutural, Francisca das Chagas, Ismael de Oliveira Caitano, Luzia de Jesus, Maria Laura, Mariza Lene e Salomé.

Todas as obras que compõem a mostra foram realizadas a partir desse processo, são fruto do debate, da permanência no espaço e da convivência com as pessoas. Processos colaborativos, humanos, de escuta e de partilha. Durante este processo alguns papéis também se transformaram, o curador sugeriu obras, atuando como artista, e a produtora, Gisele Lima, também passou a atuar como curadora.

A ideia de cidade ainda se apresenta como um conceito palpável, mesmo que fundado em relações dinâmicas, em conflitos e contradições. Entretanto, pensar “depois da cidade” já parece sinalizar uma localização nebulosa. Tanto por sugerir uma imprecisão territorial – algo que está fora dos limites da urbe –, como uma ambiguidade temporal – um momento que supera a compreensão da história de determinado local –, ou social – um ponto de ruptura que transforma a compreensão de determinada comunidade –.  

O aterro sanitário que antes recebia toda sorte de lixo doméstico e empresarial, hoje recebe apenas os detritos da construção civil. O antigo lixão se apresenta como o ponto final dos processos de consumo e produção urbano ao mesmo tempo que seu estado atual remete ao próprio desmoronamento da cidade.  O lixo outrora depositado naquele terreno é encoberto pelas sobras do processo de construção, destruição e reconstrução da cidade.

“Depois da cidade” é resultado dessa imersão e experimentação artística, social e humana. A mostra está dividida em quatro núcleos fundamentais: memória, paisagem, cotidiano e futuro. As margens entre os núcleos não são precisas, elas se confundem da mesma maneira que se confundem no mundo.

Memória

Este núcleo apresenta obras que tratam da memória coletiva e dos monumentos. Tanto tenta tecer uma história da cidade, como reordenar a relação entre os relatos dos agentes de transformação social, das testemunhas, como o registro midiático e a criação de marcos simbólicos.

Paisagem

Trata do contraste da paisagem, assumindo os espaços externos da cidade, suas ruas, sua topografia e as marcas de sua história no território.

Obras:

Cotidiano

Este núcleo trata dos espaços internos da cidade, os objetos de uso pessoal, a relação entre as pessoas e suas casas, mesmo as relações políticas referentes à distribuição dos alimentos.

Futuro

Este núcleo é constituído por apenas uma obra, o vídeo ‘Calor’. Uma ficção científica distópica, que narra a jornada de um viajante no tempo.

Ações educativas

Ao longo da mostra, serão realizadas ações educativas dentro do espaço expositivo da mostra e na Cidade Estrutural. A programação inclui pré-estreias de filmes realizados para a exposição, oficinas com moradores da região da Estrutural e apresentação de uma instalação que será montada durante o período da exposição. A programação será disponibilizada pelo Instagram @centroculturaltcu.

Sobre os artistas

A dura vida de Maria Abadia Teixeira de Jesus no lixão da Cidade Estrutural levou-a para o inevitável encontro com a cultura. As atividades culturais funcionaram inicialmente como instrumento que auxiliava nas mobilizações da luta da comunidade e, num segundo momento, como sua principal atividade. Abadia ou “Abadia Catadora”, como é conhecida, vem construindo sua história na área de literatura, produção cultural e agente de preservação da memória da sua cidade. Num contínuo processo de fazer-aprender-fazer, fundou, com ajuda de membros da comunidade, a Casa dos Movimentos, que realiza exposições, saraus, festas temáticas e oficinas (artesanato, capoeira, projetos culturais, etc.). A intensa atividade da “Casa” levou à reflexão sobre a necessidade de registrar não só as atividades realizadas no espaço, como a maneira com que essas atividades se articulam com o cotidiano da sua cidade.

César Becker é formado em Artes Visuais pela Universidade de Brasília e mestre em Poéticas Contemporâneas. Atualmente é professor de escultura do departamento de Artes da UnB, e doutorando na linha de Deslocamentos e Especialidades pelo programa de Pós-Graduação da mesma instituição. Integrante do grupo Vagamundo: Poéticas Nômades, têm desenvolvido sua pesquisa em relação às ciências da terra (geografia e a geologia) com sua pertinência no campo das artes visuais, principalmente na área de escultura.

China mora e trabalha em Brasília/DF, é graduado em Engenharia Civil e mestre em Geotecnia, com enfoque dado à contaminação ambiental por disposição inadequada de resíduos sólidos e os riscos decorrentes de tais práticas à saúde humana. Atuou no período 2017-2019, em pesquisas no antigo “Lixão da Estrutural” – onde opera atualmente a Unidade de Recebimento de Entulhos (URE) – tanto voltadas para contaminação e avaliação de risco à saúde humana quanto para a caracterização do potencial energético da área, em termos do biogás produzido pela decomposição dos resíduos ali contidos. Atuou profissionalmente na URE, pelo Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU) no período 2019-2020. Atualmente, trabalha como consultor técnico do Ministério da Saúde, na Coordenação Geral de Vigilância Ambiental (CGVAM), desenvolvendo ações voltadas para a vigilância em saúde ambiental de populações expostas ou potencialmente expostas a substâncias químicas.

Lara Ovídio utiliza vídeo, fotografia, instalação, texto e performance para criar visualidades e narrativas catastrofistas. Está cursando o doutorado em Artes Visuais na USP e integra o grupo de pesquisa “Depois do Fim da Arte” na mesma universidade. É mestra em Artes pela UFRJ e bacharela em Comunicação Social – Audiovisual pela UnB. Atua como professora de fotografia no IFRJ, onde também edita a Revista VAN.

Luciana Paiva é artista, participa de exposições regulares desde 2004 atuando também como professora e na organização e curadoria de eventos em arte. Bacharel em Artes Visuais, mestre em Poéticas Contemporâneas e doutora em Métodos e Processos em Arte pela Universidade de Brasília (PPGAV/UnB). Desde 2017 integra o grupo de artistas vinculados ao Pé Vermelho Espaço Contemporâneo em Planaltina – DF. Em 2011 cursou o Programa Aprofundamento da Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro e participou do Rumos de Artes Visuais 2011-2013. Foi uma das artistas selecionadas para o 29º Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo apresentando a exposição individual Cidade Partida (2019). Em 2022 realizou a exposição individual Ar-reverso no Espaço Cultural Renato Russo em Brasília. Seu trabalho artístico lida com a visualidade e materialidade do texto, o uso de materiais impressos e elementos da escrita como matéria e procedimentos construtivos e desconstrutivos tanto de elementos visuais da paisagem urbana, quanto da organização dos códigos da escrita.

Ludmilla Alves é artista, pesquisadora e professora. Doutora em Deslocamentos e Espacialidades e mestre em Poéticas Contemporâneas pela Universidade de Brasília (PPGAV/UnB), com a tese Rotas, Raízes e Devorações – re-voltar a pintura e outras histórias selvagens (2021), e a dissertação Noite Oblíqua (2016). Bacharel em Comunicação Social (FAC/UnB). No ensino, atua nas áreas de teoria, história da arte, métodos e processos de criação em arte contemporânea. Sua pesquisa prática transita por investigações com o Cerrado, transformações da matéria, da paisagem, ficções, experiências com o tempo. Escreve e trabalha com o campo da pintura, em diálogo com proposições, colagens, intervenções, instalações, entre outras linguagens. Expõe e publica regularmente desde 2013.

Maria Eugênia Matricardi é doutore em Arte Contemporânea pela UnB-Universidade de Brasília. É mestra em Arte Contemporânea pela UnB, fez licenciatura e bacharelado em Artes Visuais (UnB). Atua como artista visual, educadore, curadore, produtore de projetos culturais e educacionais. Sua pesquisa em arte tem como foco a performance, epistemologias do sul e o tensionamento simbólico entre corpo e política.  

Thales Noor, 30 anos, vive e trabalha em Brasília. Diplomado em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília, atualmente cursa Arquitetura e Urbanismo pela mesma instituição, e ocupa o cargo de professor de ensino fundamental e médio, na Secretaria de Educação do Distrito Federal. Segue sendo um entusiasta do estudo da Geografia e suas possibilidades de subversão poéticas. No momento intercala suas atividades entre a produção poética das artes plásticas, e tarefas pragmáticas voltadas ao fazer arquitetônico, desenvolvendo projetos de construção coletiva, e ocupações industriais em ambiente rural, projetos de habitações individuais de baixo custo e habitações de célula mínima.

Sobre os curadores

Atila Regiani é curador independente e professor no curso de Teoria Crítica e História da Arte na UnB. Tem doutorado em História e Teoria das Artes Visuais (2017) na mesma universidade. Dentre suas curadorias mais significativas destaca ‘Práticas de Notação do Tempo’ (DeCurators, Brasília, 2018), ‘Manual de Sobrevivência das Breves Utopias’ (Galeria CAL, Brasília, 2017), ‘ENTRE’ (Galeria CAL, Brasília, 2017), ‘Geografia do Athopos’ (Galeria Alfinete, Brasília, 2016), ‘Made Up Memories Corp’ (Galeria Espaço Piloto, Brasília, 2013), ‘Lembranças Inventadas’ (Galeria SESC, Crato, 2012),‘Obra Inventário’ (Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, Brasília, 2010); ‘1277 Minutos de Arte Efêmera’ (CONIC, Brasília, 2010);‘Play-Replay’ (Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, Brasília, 2008).

Bacharela em Teoria, crítica e história da arte pela Universidade de Brasília, Gisele Lima desenvolve pesquisas que investigam processos de criação, do fazer, do trabalho artístico, da produção cultural e da curadoria desde 2013. Se mantém plural e versátil na missão de fazer acontecer eventos de arte apesar dos pesares. Em 2019 se tornou gestora do ecossistema de arte e galeria-escola A Pilastra que tem como foco a democratização da arte e seus acessos, a formação e fomento de artistas e agentes culturais dissidentes.  Foi Co-curadora da mostra Triangular – Arte deste século (2019/2020), realizada na Casa Niemeyer – UnB, melhor exposição coletiva institucional pela revista Select (2019); Curadora convidada da 14a Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba com a mostra Contraforte (2019) e Ganhadora do primeiro edital de curadoria da Galeria OMA (2018), São Bernardo do Campo – SP, com a mostra Métrica realizada no mesmo ano.

Sobre o Centro Cultural TCU

As ações promovidas pelo Centro Cultural TCU oferecem a estudantes e ao grande público importantes oportunidades de acesso à história, à arte e a outras formas de manifestação cultural. As exposições são atendidas pelo Programa Educativo do CCTCU, que promove a interação de alunos, professores e demais visitantes com o conteúdo expositivo para compartilharem suas experiências e pontos de vista. As atividades culturais do CCTCU também têm a aptidão e o propósito de explicar a importância do papel do Tribunal de Contas da União e de aproximá-lo dos cidadãos, a quem já se dedica em sua missão institucional de aperfeiçoamento da administração pública em benefício da sociedade.

Serviço:

Depois da cidade

Mostra coletiva

Obras de| Abadia Teixeira, César Becker, China, Lara Ovídio, Luciana Paiva, Ludmilla Alves, Maria Eugênia Matricardi e Thales Noor

Escultura, instalação, fotografia, vídeo e vídeo-projeção

Curadoria | Atila Regiani e Gisele Lima

Abertura | 21/09., às 19h

Local | Galeria Marcantonio Vilaça

              Centro Cultural TCU – Brasília

Visitação | Até 03/02/2024

                    Segunda a sexta, das 9h às 18h

Visitação para escolas | De segunda a quarta, mediante agendamento

Endereço | Setor de Clubes Esportivos Sul Trecho 3, Brasília – DF

Telefone | (61) 3316-5327

Entrada | Gratuita

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Instagram | @centroculturaltcu

Link para vídeo | https://drive.google.com/file/d/1Qm2RlyHelOP1_2v-0GJr4i1ATKpnLlMs/view

Mamonas Assassinas retorna a Brasília, agora em longa-metragem

O último show dos Mamonas Assassinas foi em 2 de março de 1996, no Ginásio Mané Garrincha, em Brasília. No volta para casa, Guarulhos, um desastre aéreo leva um dos maiores fenômenos musicais brasileiros de todos os tempos.

E seu retorno à Capital Federal será em formato de longa-metragem no dia 28 de dezembro de 2023. Uma cinebiografia da icônica banda que leva ao público uma verdadeira experiência musical. Já que o filme tem tratamento de áudio e imagem que traz a sensação de estar dentro de um espetáculo do grupo. Assista ao trailer aqui.

https://youtu.be/–l0YXLEZqY?si=nJHNibp40hKQS4sc

O longa, de 95 minutos, produzido por Marcos Didonet, Vilma Lustosa e Walkiria Barbosa, da Total Entertainment, tem direção de Edson Spinello. O filme foi gravado em Guarulhos, entre fevereiro e março de 2023, mixado em novembro de 2023 e será distribuído pela Imagem Filmes. No elenco, estão: Ruy Brissac, interpretando Dinho; Rhener Freitas, como Sérgio Reoli; Adriano Tunes, Samuel Reoli; Robson Lima, Júlio Rasec; e Beto Hinoto, faz Bento.

Foto divulgação

Uma história de transformação

Em 1990, Dinho (voz), Sérgio (bateria), Samuel (baixo elétrico), Julio (teclados) e Bento (violão), jovens com pouca grana que moravam em Guarulhos (SP), nem imaginavam que em um curto espaço de tempo explodiriam como o maior fenômeno musical brasileiro da década, os Mamonas Assassinas.

Eles eram típicos garotos de classe média baixa de Guarulhos. Viviam próximos, na área que compreende o conjunto habitacional conhecido como CECAP, no miolo da cidade de Guarulhos e bem embaixo da rota dos aviões do aeroporto internacional.

Sérgio e Samuel, irmãos, primeiro criaram o Ponte Aérea, um banda cover que tocava em Churrascarias. Com a chedada de Bento e de um tecladista, montaram o Utopia, que não ganhou destaque na mídia, mas formou um público fiel no circuito alternativo da cidade.

Num determinado show, aceitaram cantar o que o público pedia, mas ao chegarem numa música em inglês perguntaram se alguém da plateia sabia a letra. Um rapaz magro e animado gritou se levantando: “- Eu, eu!”, era Dinho. Seu carisma ficou evidente, o público adorou.

Demorou para Sérgio ser convencido a aceitar Dinho no conjunto, mas finalmente admitiu que ele seria um bom acréscimo. Começaram a fazer shows no interior de São Paulo, ampliando o raio de ação, o que era um problema para manterem seus empregos. Resolveram juntar dinheiro para gravar um disco independente. Conheceram o produtor musical Enrico Costa, Rico, que gostou dos rapazes e da música, mas tinha alguns conselhos que não foram bem recebidos, de começo.

O disco saiu e foi um fracasso. Os rapazes pensaram em focar em outra coisa e deram ouvidos ao Rico. Ele apontou que as músicas autorais, que usavam para aquecer, eram mais interessantes que as do disco. Que o humor, o deboche inteligente e moderno eram o melhor que eles tinham e deviam focar nesse caminho. A partir daí, nascia o Mamonas Assassinas.

Um diretor de uma grande gravadora, amigo de Rico, concordou em assistir a um show montado especialmente para ele e, aparentemente, começava ali um conto de fadas. O disco estourou e pegou o Brasil de surpresa. Crianças e jovens adoravam o conjunto desbocado, divertido e crítico de tudo.

A transformação de office boys em estrelas da mídia teve seus momentos difíceis, com choques entre os integrantes do grupo. Mas sobreviveu ao sucesso e não rachou como muitos esperavam. Foi um caminho às vezes doloroso, mas tudo estava resolvido quando foram para Brasília, encerrar a turnê. E no voo que os levaria de volta pra casa, o avião se chocou contra um dos morros que circundam o aeroporto de Guarulhos. Na semana seguinte, iriam dar início à carreira internacional com uma turnê. Os rapazes faleceram e nasceu o mito.

Foto divulgação

Serviço:

Mamonas Assassinas O Filme

Pré-estreia para convidados: 21 de dezembro 2023

Cinema: Cine Cultura Liberty Mall (Liberty Mall – SCN Quadra 2, loja 200)

Ficha técnica

Direção: Edson Spinello

1º Assistente de direção: Leonardo Dias

2º Assistente de direção: Carolina Lacerda

3º Assistente de direção: Layla Brizola

Diretor de fotografia: Pedro Iorio

Figurino: Heitor Taddeo Ramaglio

Maquiagem: Lucas Martins

Produção de elenco: Solange Jovino e Tate Costa

Som direto: Zezé D’Alice

Roteiro original: Carlos Lombardi

Colaboradores de roteiro: Carlos Amorim e Jessica Leite

Line producer: Marcelo Torres

Produção executiva: Marcos Didonet, Vilma Lustosa e Walkiria Barbosa

Produtores: Marcos Didonet, Vilma Lustosa e Walkiria Barbosa

Coprodução: Mamonas Assassinas Produções

Produção: Total Entertainment

Distribuição: Imagem Filmes

Elenco

Ruy Brissac: Dinho

Rhener Freitas: Sérgio Reoli

Adriano Tunes: Samuel Reoli

Robson Lima: Júlio Rasec

Beto Hinoto: Bento

Fefe Schneider: Adriana

Jessica Córes:Claudia

Jarbas Homem de Mello: Hildebrando

Guta Ruiz: Célia

Joãozinho: Marcos

Isa Prezoto: Grace Kelly

Ton Prado: Enrico Costa

Nadine Gerloff: Fânia

Patrick Amstalden: Zaca

Comitiva da 15ª Fenavindima divulgou o evento na capital federal

Objetivo das visitas a Brasília foi convidar para a abertura da Festa, em fevereiro

Margareth Menezes, Ministra da Cultura, recebe Comitiva da Fenavindima – Crédito: Victor Vec

Entre as ações de divulgação para a 15ª Festa Nacional da Vindima – Fenavindima, de Flores da Cunha (RS), esteve uma visita de representantes do evento a Brasília (DF). Entre os dias 13 e 15 de dezembro, a comitiva formada pelo presidente da Festa e vice-prefeito de Flores da Cunha, Marcio Rech, pela rainha Paula Bebber e pelas princesas Bruna Marini e Caroline Foss Lovison visitou gabinetes de deputados federais, senadores e ministérios convidando para a abertura da Fenavindima, no dia 22 de fevereiro.

Entre as autoridades, a comitiva foi recebida por Milton Zuanazzi, Secretário Nacional de Planejamento do Ministério do Turismo, e por Margareth Menezes, Ministra da Cultura. Ainda, diversos representantes do Rio Grande do Sul em Brasília foram visitados, como os deputados federais Denise Pessôa, Giovani Cherini, Marcel van Hattem, Afonso Hamm e Maurício Marcon, como também os senadores Paulo Paim, Luis Carlos Heinze e Hamilton Mourão.

Além disso, o deputado federal Darci Pompeo de Mattos acompanhou os representantes da Fenavindima ao Plenário, onde fez a abertura da sessão e citou a presença da comitiva, falando com carinho da Festa e do município de Flores da Cunha.

De acordo com o presidente da Fenavindima, a experiência foi produtiva, onde todos os deputados e senadores foram muito receptivos, assim como suas equipes. “Agradecemos a cordialidade de todos. Das diversas conversas que tivemos durante nossa visita, destaco a fala da Ministra Margaret Menezes, que citou o mercado cultural diversificado do Brasil e como é importante a valorização desse grande potencial do país para o desenvolvimento econômico, por meio da geração do emprego. Investimentos em eventos culturais são essenciais e o nosso, com certeza, é muito forte, bonito e merecedor desse apoio”, afirma Rech.

Entre outros encontros, o presidente aponta que foram abordados assuntos como o asfalto em Mato Perso com o Senador Paim e o projeto relacionado à Lei de Incentivo à Cultura junto à deputada federal Denise Pessôa, além do agradecimento ao deputado federal Mauricio Marcon, que colocou o gabinete e sua assessoria à disposição da comitiva para circulação no Plenário.

Para finalizar a visita à capital federal, a comitiva estará presente nesta sexta-feira, no Salão Nacional do Turismo, realizado no Arena BRB Mané Garrincha entre os dias 15 e 17 de dezembro. Com expectativa de público de aproximadamente 30 mil visitantes, o evento trará apresentações culturais, gastronomia regional e um núcleo de conhecimento dedicado a palestras informativas sobre o setor. O Salão conta com um estande de Flores da Cunha, apresentando o município como destino turístico.

Com a corte da Festa da Nacional da Uva CREDITOS TATIANE TASSO

A 15ª Festa Nacional da Vindima será realizada de 22 de fevereiro a 10 de março de 2024, em Flores da Cunha. Neste ano, a cidade completará 100 anos de emancipação, o que é refletido no tema escolhido para a edição: O Centenário da Colheita.

Maior feira de arte indígena já realizada no Brasil movimenta R$ 250 mil

Iniciativa do Festival Brasil É Terra Indígena reuniu 80 expositores em dois dias de exposição 

Parte integrante do Festival Brasil é Terra Indígena, a Feira de Arte Indígena, encerrou sua temporada de dois dias no Anexo do Museu Nacional da República com 80 expositores e a estimativa de R$ 250 mil em vendas realizadas. Mais do que um farol para a produção artesanal indígena, a maior feira do segmento já realizada no Brasil, significou também uma grande oportunidade de negócios para dezenas de artistas e microempreendedores originários dos seis biomas brasileiros.

Mais do que promover a circulação da economia de empreendedores indígenas, a Feira de Arte Indígena, “representa uma intensa troca de saberes a partir do encontro dos parentes indígenas, que passaram dois dias convivendo”, avalia o curador Marcelo Rosenbaum. 

Ele destaca que o empreendedorismo indígena é diferente do não-indígena por ser feito por coletivos e não de indivíduos. Além do lado econômico temos um valoroso diálogo cultural que tem muito valor. Que esta feira seja a primeira de muitas”, diz o curador.

Feira de Arte Indígena movimentou R$ 250 mil em vendas no Festival Brasil É Terra Indígena – Foto de Regis Guajajara

Integração
No segundo dia da feira, os artesãos indígenas participaram de uma ação promovida pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp) para cadastrar empreendedores indígenas no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab), sistema do Governo Federal que reúne informações necessárias à implantação de políticas públicas e ao planejamento de ações de fomento para o setor artesanal. Em seguida, estes artesãos podem ser formalmente cadastrados no Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) em seus respectivos estados de origem.

Feira de Arte Indígena movimentou R$ 250 mil em vendas no Festival Brasil É Terra Indígena – Foto de Regis Guajajara

Valorização
A Feira de Arte dos Povos Indígenas foi criada para valorizar formas de expressão de artistas indígenas, como uma plataforma para a inclusão social. Participaram produtores integrantes dos povos como Yanomami, Macuxi, Terena, Baré, Ashaninka, Kadiwéu, Guarani, Guajajara, Tremembé, Wauja, Huni Kuin e Mehinaku.  A iniciativa teve o do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

Natal do Brasília Shopping tem Compre e Ganhe com Panettone Ofner e sorteio de automóvel elétrico BYD Dolphin 0Km

Compras acima de R$500 dão direito a brinde e número da sorte para concorrer ao prêmio

Brasília Shopping sorteia automóvel elétrico BYD Dolphin 0Km

Mais do que uma celebração, o Natal é um sentimento. A chegada dele é marcada por uma deliciosa antecipação: a decoração temática em todos os lugares, a montagem da árvore ao lado da família, as receitas planejadas para a ceia, as canções que embalam os momentos.

Neste ano, o Brasília Shopping traz a tradição natalina para o centro da narrativa e estampa a mágica simbologia que a data evoca. A temporada exalta a beleza existente nos detalhes. Nos encontros, o privilégio de criar novas memórias ao lado dos seus. Nas declarações, a oportunidade de expressar as emoções mais genuínas. No presentear, a possibilidade de surpreender por meio de gestos.

Como não poderia ser diferente, o centro de compras preparou uma campanha especial para a data. No Compre e Concorra, o prêmio eleito foi o automóvel BYD Dolphin 0Km. Nota máxima em segurança pela Euro NCAP, o veículo 100% elétrico se destaca pelo design moderno, tamanho compacto e alto desempenho.

Para participar é fácil: a cada R$500 em compras, as notas fiscais poderão ser trocadas no aplicativo WYNK por um número da sorte. Aos finais de semana e feriados, os cupons rendem em dobro. A promoção é válida até 02/01/2024 e o sorteio será realizado no dia 03/01/2024.

Notas das compras acima de R$500 podem ser trocadas por um panetone Ofner

Natal é sinônimo de união, de festas e, claro, de panetone. Por isso, na modalidade Compre e Ganhe, os clientes que realizarem compras a partir de R$500 poderão trocar as suas notas fiscais no aplicativo WYNK por um delicioso Panettone Ofner — válido um brinde por CPF. A retirada deverá ser feita na loja promocional do shopping até 02/01/2024, ou enquanto durarem os estoques.

Vendas no Natal

Nesta temporada festiva, o Brasília Shopping tem esperado aumento de 10% nas vendas e fluxo de clientes em comparação ao  mesmo período do ano passado. De acordo com levantamento feito pela Fecomércio-DF, os itens mais procurados pelos consumidores neste ano são brinquedos (38,9%), vestuário e acessórios (18,3%), calçados e acessórios (13,8%), tortas/doces/bombons (13,4%) e souvenirs (7,7%).

As operações do centro de compras se prepararam ao longo de todo o ano para atender as demandas do público na época natalina e, em alguns casos, houve o reforço do quadro de funcionários com contratações temporárias. 

A mesma preocupação segue para as promoções internas, que oferecem desde cashback em loja e descontos em peças, até brindes e sorteios de produtos para incentivar o consumo. 

“Todos os lojistas e colaboradores estão focados em realizar mais um Natal de sucesso, tanto em vendas quanto em pronto atendimento das demandas sinalizadas pelo nosso público. Essa é uma data muito importante e, portanto, muito aguardada, e temos buscado superar os nossos resultados de 2022”, afirma Gilberto Azevedo, superintendente do Brasília Shopping. 

Na contagem regressiva para a grande festa, o shopping irá operar na próxima semana em horário especial de atendimento. Entre os dias 18/12 a 23/12 (segunda a sábado), as lojas abrirão as portas às 9h e encerrarão as atividades às 22h; a praça de alimentação funcionará das 9h às 23h. No dia 24/12 (domingo), tanto as lojas quanto a praça de alimentação funcionarão das 9h às 17h; no dia seguinte, 25/12 (segunda-feira), somente as operações gastronômicas estarão abertas, das 12h às 22h. No dia 31/12 (domingo), o funcionamento de lojas e praça de alimentação será das 10h às 15h; e no dia 1º/01 (segunda-feira), as lojas estarão fechadas e a praça de alimentação funcionará das 12h às 22h.

Nesta temporada que nos incentiva a celebração dos momentos, o Brasília Shopping te convida a mergulhar nessa atmosfera de alegria, partilha e celebração do que mais importa: as pessoas que tornam os dias ainda mais especiais.

Brasília Shopping sorteia automóvel elétrico BYD Dolphin 0Km

Serviço

Natal Brasília Shopping 

Compre e Concorra

Prêmio: A cada R$ 500 (quinhentos reais) em compras, o cliente poderá adquirir um cupom para concorrer ao automóvel BYD Dolphin 0Km. 

Troca de notas: Os cupons eletrônicos serão gerados pelo App WYNK. Ao fazer o cadastro inserindo dados pessoais e informações das notas, o cliente já estará participando. Para compras realizadas aos fins de semana e feriados, os clientes receberão cupons em dobro. Troca de notas disponível até 02/01/2024. 

Sorteio: Dia 03/01/2024, pela Extração da Loteria Federal.

Período da Promoção: até  02/01/2024. 

Compre e Ganhe

Brinde: Em compras acima de R$ 500 (quinhentos reais), o cliente poderá adquirir um panettone Ofner (500g). Limitado a uma unidade por CPF. 

Retirada: O cadastro das notas fiscais será feito via aplicativo WYNK e o brinde poderá ser retirado na loja promocional enquanto durar o estoque no local.

Período da promoção: até 02/01/2024, ou enquanto durarem os estoques.

Para maiores informações, acesse o regulamento no site do Brasília Shopping: https://brasiliashopping.com.br/

56º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO

Foto Bené França

“Mais um Dia, Zona Norte” é o grande vencedor da Mostra Competitiva Nacional

Longa-metragem carioca arrematou sete prêmios, incluindo de melhor longa-metragem pelo Júri Oficial

Com os Candangos de melhor edição de som e direção de arte, o brasiliense “Cartório das Almas” foi consagrado como Melhor Longa pelo Júri Popular

“O Dia que Te Conheci” ficou com os Candangos de roteiro, ator (Renato Novaes) e atriz (Grace Passô), além do prêmio Zózimo Bulbul

Mostra Brasília premia “Rodas de Gigante”, sobre o ator e diretor Hugo Rodas, com o Troféu CLDF de melhor longa, direção e montagem. “Não Existe Almoço Grátis” leva o júri popular

“Pastrana” ganhou melhor curta do Júri e “Vão das Almas” foi o melhor curta pelo público

A 56ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro consagarou “Mais um Dia, Zona Norte”, de Allan Ribeiro, com o Troféu Candango de melhor longa-metragem pelo Júri Oficial da Mostra Competitiva Nacional, na noite de premiação, realizada neste sábado (16), no Cine Brasília. A cerimônia teve apresentação do ator Rocco Pitanga e da atriz Ana Luiza Bellacosta.

“Mais um Dia, Zona Norte” também foi quem mais arrematou troféus na noite, sendo agraciado com os prêmios de melhor ator e atriz coadjuvante (para Victor Veiga e Valéria Silva), melhor trilha sonora (para Allan e o músico Tibor Fittel) e ainda com as honrarias especiais do júri (para Silvio Fernandes); da crítica, entregue pelo Júri Abraccine; e do Prêmio Like, que concede R$ 50 mil em mídia para difusão do filme no Canal Like. 

Esta foi a segunda vez que o diretor carioca tem sua obra premiada em Brasília, após pouco mais de dez anos, quando levou os Candangos de melhor direção de arte e de melhor edição na edição de 2012, com o filme “Esse Amor que nos Consome”.

O brasiliense “Cartório das Almas”, de Leo Bello, caiu nas graças do público na Competitiva Nacional, com o troféu de melhor longa-metragem pelo Júri Popular. A produção levou também os Candangos de melhor edição de som (Olivia Hernandez) e de melhor direção de arte (Maíra Carvalho).

Quem também arrematou uma série de troféus Candangos nesta edição do Festival de Brasília foi o mineiro “O Dia Que Te Conheci”, de André Novais. Além de receber o Prêmio Zózimo Bulbul, a produção foi lembrada em outras três categorias: melhor roteiro, para o diretor André Novais; melhor ator, para Renato Novais; e melhor atriz, para Grace Passô, que aumenta sua coleção de Candangos. Ela foi premiada em 2018 como melhor atriz pelo filme anterior de Novais, “Temporada”, e ainda ganhou como melhor curta, por seu trabalho como diretora em “República”, na edição de 2020.

Entre os longas da Mostra Nacional, quase todos os filmes foram premiados em alguma categoria. “A Transformação de Canuto” ficou com o Candango de fotografia (Camila Freitas) e direção (Ariel Kuaray e Ernesto de Carvalho), enquanto o documentário “No Céu da Pátria Nesse Instante” levou melhor montagem (Renata Baldi e Sandra Kogut) e o Prêmio Especial do Júri.

Dentre os curtas-metragens, o maior destaque da premiação ficou com o documentário poético e semi-autobiográfico “Pastrana”, de Gabriel Motta e Melissa Brogni, Troféu Candango de melhor curta-metragem segundo o Júri Popular, Prêmio Canal Brasil de Curtas, além de melhor montagem (para Bruno Carboni). 

No Júri Popular, o documentário “Vão das Almas”, de Edileuza Penha e Santiago Dellape, foi o preferido do público como melhor curta-metragem da Competitiva Nacional.

O prêmio de melhor direção foi para a cineasta GG Fákọ̀làdé, por “Remendo”, que também levou o Prêmio Abraccine, outorgado pelo júri da crítica. O filme ainda arrebatou o troféu de melhor ator pelo trabalho de Elídio Netto.

Jhonnã Bao foi premiada melhor atriz e roteirista (em temática afirmativa) por seu curta “Erguida”, realizado por um equipe formada em grande parte por artistas travestis e mulheres trans, além de receber o reconhecimento do Prêmio Zózimo Bulbul. 

O melhor roteiro do Júri Oficial ficou com Catapreta, que assina a animação “Dona Beatriz Ñsîmba Vita”. Demais prêmios técnicos foram conferidos a “Helena de Guaratiba” (fotografia e trilha sonora), “Cáustico” (direção de arte), “Axé Meu Amor” (edição de som) e “Cidade by Motoboy” (menção honrosa).

Na Mostra Brasília, o júri do 25º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal consagrou o documentário sobre o teatrólogo uruguaio-brasiliense Hugo Rodas. “Rodas de Gigante” foi premiado como melhor longa pelo Júri Oficial, além de melhor direção (Catarina Accioly) e melhor montagem (Sérgio Azevedo). O filme também leva o Troféu Saruê, da equipe do jornal Correio Braziliense, reconhecimento por proporcionar o melhor momento do festival.

Dentre os curtas, “Instante” foi o grande vencedor, com o prêmio de melhor curta pelo Júri Oficial, além dos troféus de melhor atriz e de melhor roteiro para a diretora Roberta Rangel. “Não Existe Almoço Grátis”, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, e “Nada se Perde”, de Renan Montenegro,  foram eleitos, respectivamente, melhor longa e melhor curta segundo o Júri Popular e ainda receberam menção honrosa do Júri Oficial. 

Outros destaques da Mostra Brasília ficaram com “Ecos do Silêncio” (melhor fotografia e ator) e “O Sonho de Clarice”, que arrebanhou a maioria dos prêmios técnicos (direção de arte, trilha sonora e edição de som). 

A Mostra Competitiva do 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro contabilizou 2.818 ingressos vendidos e a Mostra de Brasília teve 2.232 ingressos entregues. Estes são números apenas dos ingressos, sem contar com os diretores, produtores e convidados. Ao todo, contando público, que encheu a sala e frequentadores da praça de alimentação, passaram 12 mil pessoas pelo Festival de Brasília em 2023.

O 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi realizado pela Associação Amigos do Futuro e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, e contou com o apoio do Canal Brasil, Canal Like, Apex Brasil e Cine Brasília. 

LISTA DE PRÊMIOS DO 56º FESTIVAL DE BRASÍLIA

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | Troféu Candango

Longas-metragens

Melhor LONGA-METRAGEM Júri Oficial

MAIS UM DIA, ZONA NORTE, de Allan Ribeiro

Melhor LONGA-METRAGEM Júri Popular

CARTÓRIO DAS ALMAS, de Leo Bello

Melhor DIREÇÃO

ARIEL KUARAY ORTEGA E ERNESTO DE CARVALHO, por A Transformação de Canuto 

Melhor ATOR 

RENATO NOVAIS, por O Dia Que Te Conheci

Melhor ATRIZ

GRACE PASSÔ, por O Dia Que Te Conheci

Melhor ATOR COADJUVANTE 

VICTOR VEIGA, por Mais Um Dia, Zona Norte

Melhor ATRIZ COADJUVANTE 

VALERIA SILVA, por Mais Um Dia, Zona Norte

Melhor ROTEIRO 

ANDRÉ NOVAIS OLIVEIRA, por O Dia Que Te Conheci

Melhor FOTOGRAFIA

CAMILA FREITAS, por A Transformação de Canuto

Melhor DIREÇÃO DE ARTE

MAÍRA CARVALHO, por Cartório das Almas

Melhor TRILHA SONORA 

ALLAN RIBEIRO E TIBOR FITTEL, por Mais Um Dia, Zona Norte

Melhor EDIÇÃO DE SOM

OLIVIA HERNANDEZ, por Cartório das Almas

Melhor MONTAGEM

RENATA BALDI E SANDRA KOGUT, por No Céu da Pátria Nesse Instante

Melhor ROTEIRO DE TEMÁTICA AFIRMATIVA

ARIEL KUARAY E ERNESTO DE CARVALHO, por A Transformação de Canuto 

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI

NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE, de Sandra Kogut

MENÇÃO HONROSA

SILVIO FERNANDES Mais Um Dia, Zona Norte

Curtas-metragens

Melhor CURTA-METRAGEM Júri Oficial

PASTRANA, de Gabriel Motta e Melissa Brogni

Melhor CURTA-METRAGEM Júri Popular

VÃO DE ALMAS, de Edileusa Penha e Santiago Dellape

Melhor DIREÇÃO

GG FÁKÒLÀDÉ, por Remendo

Melhor ATOR

ELÍDIO NETTO, por Remendo

Melhor ATRIZ

JHONNÃ BAO, por Erguida

Melhor ROTEIRO

CATAPRETA, por Dona Beatriz Ñsîmba Vita

Melhor FOTOGRAFIA

PEDRO RODRIGUES, por Helena de Guaratiba

Melhor DIREÇÃO DE ARTE

CARMEN SAN THIAGO, por Cáustico

Melhor TRILHA SONORA

DJ MACHINTAL, por Helena de Guaratiba

Melhor EDIÇÃO DE SOM

DAVID NEVES, por Axé Meu Amor

Melhor MONTAGEM

BRUNO CARBONI, por Pastrana

Melhor ROTEIRO DE TEMÁTICA AFIRMATIVA

JHONNÃ BAO, por Erguida

MENÇÃO HONROSA

CIDADE BY MOTOBOY, de Mariana Vita

VÃO DAS ALMAS, de Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape

MOSTRA BRASÍLIA | 25º Troféu Câmara Legislativa

Melhor LONGA-METRAGEM Júri Oficial 

RODAS DE GIGANTE, de Catarina Accioly

Melhor CURTA-METRAGEM Júri Oficial

INSTANTE, de Paola Veiga

Melhor LONGA-METRAGEM Júri Popular

NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel

Melhor CURTA-METRAGEM Júri Popular 

NADA SE PERDE, de Renan Montenegro

Melhor DIREÇÃO

CATARINA ACCIOLY, por Rodas de Gigante

Melhor ATOR

THALLES CABRAL, por Ecos do Silêncio

Melhor ATRIZ

ROBERTA RANGEL, por Instante

Melhor ROTEIRO

ROBERTA RANGEL, PAOLA VEIGA e EMANUEL LAVOR, por Instante

Melhor FOTOGRAFIA 

KRISHNA SCHMIDT E ANDRÉ CARVALHEIRA, por Ecos do Silêncio

Melhor DIREÇÃO DE ARTE

JOÃO CAPOULADE, JULIET JONES E SARAH GUEDES, por O Sonho de Clarice

Melhor TRILHA SONORA

Foto Bené França

CESAR LIGNELLI, por O Sonho de Clarice

Melhor EDIÇÃO DE SOM

FERNANDO VIEIRA E FRANCISCO VASCONCELOS, por O Sonho de Clarice

Melhor MONTAGEM

SÉRGIO AZEVEDO, por Rodas de Gigante

Menção Honrosa do Júri

ESTRELA DA TARDE, de Francisco Rio

NADA SE PERDE, de Renan Montenegro

NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel

PRÊMIOS ESPECIAIS

Foto Bené França

Prêmio Zózimo Bulbul

entregue pela Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (Apan) e pelo Centro Afrocarioca de Cinema para os filmes que têm o corpo negro na frente e por trás das câmaras e pela inovação estética e narrativa na abordagem de subjetividades negras

Melhor curta-metragem: ERGUIDA, de Jhonnã Bao

Melhor longa-metragem: O DIA QUE TE CONHECI,de André Novais

Menção Honrosa: A CHUVA DO CAJU, de Alan Scharvsberg

Prêmio Abraccine 

Entregue pelo Júri da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine)

Melhor longa-metragem: MAIS UM DIA, ZONA NORTE, de Allan Ribeiro

Melhor curta-metragem: REMENDO, de GG Fákọ̀làdé

Troféu Saruê 

Entregue pela equipe do Correio Braziliense para o melhor momento, filme ou personalidade no Festival de Brasília

RODAS DE GIGANTE, de Catarina Accioly

Prêmio Canal Brasil

Prêmio em dinheiro entregue pela emissora para o melhor curta-metragem, que passará a integrar a grade de programação do canal

PASTRANA, de Gabriel Motta e Melissa Brogni

Foto Bené França

Prêmio Like

Prêmio em dinheiro, com apoio de mídia e publicidade em veiculação entregue pela emissora ao filme reconhecido como melhor longa-metragem pelo Júri Oficial 

MAIS UM DIA, ZONA NORTE, de Allan Ribeiro

56º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO

Foto Bené França

Mostra Brasília abre a programação noturna do Cine Brasília na segunda (11)

Mais longevo festival de cinema do país, o FBCB ocorre até 16 de dezembro de 2023, com exibições da Mostra Competitiva Nacional, Mostra Brasília e três mostras paralelas no Cine Brasília

Filmes do primeiro dia da Mostra Competitiva Nacional foram ovacionados pelo público

Começam hoje Mostra Coproduções, oficinas online e palestras no Espaço Cultural Renato Russo

Após uma projeção vibrante da sessão beneficente dofilme Utopia Tropical, de João Amorim, às 18h, o público do Cine Brasília compareceu em peso para prestigiar, às 21h, o primeiro dia da Mostra Competitiva Nacional do 56º Festival de Brasília do CinemaBrasileiro. 

Todos os três filmes exibidos na mostra foram ovacionados pelo público. A noite reuniu os curtas “Cidade By Motoboy”, de Mariana Vita, uma história de afeto produzida em três cidades do interior de São Paulo só com equipe local; e “Pastrana”, documentário poético e semiautobiográfico da diretora Melissa Brogni, que rememora a perda de seu amigo de skate downhill, o premiado atleta que dá nome ao filme.

Ápice da noite, o longa-metragem “Céu da Pátria Nesse Instante”, arrancou muita emoção do público do Cine Brasília. O filme de Sandra Kogut documentou a complexa corrida eleitoral de 2022, pela ótica de militantes, até o trágico desdobramento da escalada de violência da campanha bolsonarista que levou à invasão dos Três Poderes no dia 8 de janeiro.

Na programação de hoje, a 56ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro apresenta o primeiro dia de competição da Mostra Brasília, que vai até quinta-feira, sempre às 18h, no Cine Brasília, com entrada franca. Hoje serão exibidos os curtas “Malu e a Máquina”, de Ana Luíza Meneses, e “A Menina Corina em: Quantos Mundos Cabem em um Mundo Só?”, de Luciellen Castro, além do longa “O Sonho de Clarice”, de Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho.

Além da Mostra Brasília, o Cine Brasília também recebe, gratuitamente, às 14h, a primeira sessão da Mostra Coproduções, que reúne títulos brasileiros realizados em parceria com outros países. Hoje, a sessão será do longa-metragem “O Livro dos Prazeres”, de Marcela Lordy, uma coprodução Brasil e Argentina.

Organizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, em parceria com a organização da sociedade civil Amigos do Futuro, o 56º Festival de Brasília inaugura hoje também as mesas de palestras no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul) e as oficinas on-line, no canal do festival no YouTube. Confira a programação abaixo.

SERVIÇO – 56º FESTIVAL DE BRASÍLIADO CINEMA BRASILEIRO

Data: 9 a 16 de dezembro de 2023

Locais: Cine Brasília (106/107 Sul), Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), Complexo Cultural de Planaltina, Complexo Cultural Samambaia, Hotel Hplus Vision e Auditório II do Museu Nacional da República.

Ingressos da Cerimônia de Abertura: Gratuito com retirada na bilheteria do Cine Brasília a partir de duas horas antes da programação.

Ingressos da Mostra Competitiva Nacional a R$ 20,00 e R$ 10,00, à venda na bilheteria do Cine Brasília a partir de duas horas antes de cada sessão. 

Ingressos da Mostra Competitiva Nacional no Complexo Cultural Samambaia tem entrada gratuita e retirada de ingresso uma hora antes da sessão.

Ingressos Mostra Brasília no Cine Brasília tem entrada gratuita e retirada de ingressos duas horas antes da sessão.

Demais exibições com entrada franca.

Programação completa: https://festcinebrasilia.com.br/

PROGRAMAÇÃO DE FILMES E MOSTRAS

FILME DE ABERTURA – HORS CONCOURS

9 de dezembro às 20h, no Cine Brasília

Ninguém Sai Vivo Daqui

Direção: André Ristum 

SESSÃO ESPECIAL HORS CONCOURS – ENCERRAMENTO 

16 de dezembro às 16h, no Cine Brasília

Raoni – Uma Amizade Improvável

Direção: Jean-Pierre Dutilleux 

SESSÃO BENEFICENTE

Doação de 1kg de alimento não-perecível

10 de dezembro às 18h, no Cine Brasília

Utopia Tropical

Direção: João Amorim

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL 

LONGAS-METRAGENS

Exibições no Cine Brasília (21h) com ingressos a R$ 20 e R$ 10 (meia), e no Complexo Cultural Samambaia (20h) com entrada franca

10 de dezembro 

No Céu da Pátria Nesse Instante

Direção: Sandra Kogut

*exibido também no Complexo Cultural de Planaltina, às 20h

11 de dezembro

Mais um Dia, Zona Norte

Direção: Allan Ribeiro

12 de dezembro

Nós Somos o Amanhã

Direção: Lufe Steffen

13 de dezembro

O Dia Que Te Conheci

Direção: André Novais Oliveira 

14 de dezembro 

Cartório das Almas

Direção: Leo Bello

15 de dezembro

A Transformação de Canuto

Direção: Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL 

CURTAS-METRAGENS

Exibições no Cine Brasília (21h) com ingressos a R$ 20 e R$ 10 (meia), e no Complexo Cultural Samambaia (20h) com entrada franca

10 de dezembro

Cidade By Motoboy

Direção: Mariana Vita

Pastrana

Direção: Gabriel Motta e Melissa Brogni

*exibidos também no Complexo Cultural de Planaltina, às 20h

11 de dezembro

Axé Meu Amor

Direção: Thiago Costa 

Erguida

Direção: Jhonnã Bao

12 de dezembro

Helena de Guaratiba

Direção: Karen Black

Remendo

Direção: Roger Ghil (GG Fákọ̀làdé)

13 de dezembro

Dona Beatriz Ñsîmba Vita

Direção: Catapreta

Queima Minha Pele

Direção: Leonardo Amorim

*exibidos também no Complexo Cultural de Planaltina, às 20h

14 de dezembro 

Cáustico

Direção: Wesley Gondim

O Nada

Direção: André Ladeia

15 de dezembro

A Fumaça e o Diamante

Direção: Bruno Villela, Fábio Bardella e Juliana Almeida

Vão das Almas

Direção: Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape

MOSTRA BRASÍLIA

LONGAS-METRAGENS

Exibições no Cine Brasília (18h) com entrada franca

11 de dezembro

O Sonho de Clarice

Direção: Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho

12 de dezembro

Ecos do Silêncio

Direção: André Luiz Oliveira

13 de dezembro

Não Existe Almoço Grátis

Direção: Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel

*exibido também no Complexo Cultural de Planaltina, às 20h

14 de dezembro 

Rodas de Gigante

Direção: Catarina Accioly

MOSTRA BRASÍLIA

CURTAS-METRAGENS

Exibições no Cine Brasília (18h) com entrada franca

11 de dezembro

Malu e a Máquina

Direção: Ana Luíza Meneses 

A Menina Corina em: Quantos Mundos Cabem em um Mundo Só?

Direção: Luciellen Castro

12 de dezembro

Glitter Carnavalesco: a História do Bloco das Montadas

Direção: Marla Galdino

Instante

Direção: Paola Veiga

13 de dezembro

Nada se Perde

Direção: Renan Montenegro

Só Quem Tem Raiz

Direção: Josianne Diniz

*exibidos também no Complexo Cultural de Planaltina, às 20h

14 de dezembro 

A Chuva do Caju

Direção: Alan Schvarsberg

Estrela da Tarde

Direção: Francisco Rio

MOSTRA PARALELA 

OUTROS OLHARES

Exibições no Cine Brasília com entrada franca

10 de dezembro, às 14h

Uma Carta Para Papai Noel

Direção: Gustavo Spolidoro

13 de dezembro, das 14h às 17h40

Sekhdese

Direção: Graciela Guarani e Alice Gouveia

+ A Batalha da Rua Maria Antônia

Direção: Vera Egito

14 de dezembro, às 14h 

Crônicas de Uma Jovem Família Preta!

Direção: Davidson D. Candanda

MOSTRA PARALELA 

FESTIVALZINHO

Exibições no Cine Brasília, dias 10 e 16 de dezembro (10h), com entrada franca, e no Complexo Cultural de Planaltina, dias 13 de dezembro (09h) e 14 de dezembro (14h)

A Baleia Mágica

Direção: Douglas Alves Ferreira

Agosto dos Ventos

Direção: Paulo Antunes

Anacleto, o Balão

Direção: Carol Sakura e Walkir Fernandes

Brincando de Imaginar

Direção: Otavio Zucon e Nélio Spréa

Contos Mirabolantes – O Olho do Mapinguari

Direção: Andrei Miralha

Cora e os Corais

Direção: Levi Luz e Bia Hetzel

Os Pelúcias

Direção: Vivian Altman e Sergio Pizza

Palavras Mágicas

Direção: Carlon Hardt

Tom Tamborim

Direção: Maria Carolina e Igor Souza

Vovô Joel

Direção: Douglas Gomes

MOSTRA PARALELA

MOSTRA COPRODUÇÕES 

Sessões nos dias 11, 12 e 15 de dezembro, no Cine Brasília, com entrada franca 

11 de dezembro, às 14h

O Livro dos Prazeres

Direção: Marcela Lordy

12 de dezembro, às 14h

Puan

Direção: María Alché e Benjamín Naishat

15 de dezembro, às 14h

Levante

Direção: Lillah Halla

15 de dezembro, às 18h

Sem Coração

Direção: Tião e Nara Normande

PROGRAMAÇÃO DOAMBIENTE DE MERCADO

CLÍNICAS DE PROJETOS E PITCHINGS ABERTOS

12, 13 e 14 de dezembro, das 10h30 às 12h30, e das 14h às 18h

15 de dezembro, das 10h30 às 12h30, e das 14h às 16h

Infinu – Comunidade Criativa

Clínica de Projetos com Marton Olympo – inscrições encerradas

15 de dezembro, das 16h30 às 18h30

Sala Oscar Niemeyer – Hotel Hplus Vision

Pitchings abertos dos projetos participantes das Clínicas de Projetos para o Canal Brasil, Paramount+, Box Brazil e a sales agent Júnia Matsuura.

ENCONTROS COM PLAYERS 

11 de dezembro, das 14h às 18h

Sala Lucio Costa – Hotel Hplus Vision 

Encontros com os players convidados pela ApexBrasil para as rodadas de negócios do festival. Evento fechado.

11 de dezembro, das 18h às 20h

Sala Lucio Costa – Hotel Hplus Vision 

Coquetel ApexBrasil com os convidados nacionais e internacionais. Evento fechado.

14 de dezembro, das 14h às 18h

Sala Lucio Costa – Hotel Hplus Vision

Encontros com alguns dos players convidados pelo Festival de Brasília para a presente edição do Ambiente de Mercado: Globo Filmes, Box Prime, Canal Brasil, Boutique Filmes, Glaz, Cine Group, Paramount e EBC. 

RODADAS DE NEGÓCIOS

12 de dezembro, das 16h30 às 18h30

13 de dezembro, das 14h às 16h 

14 e 15 de dezembro, das 11h às 13h

Sala Oscar Niemeyer – Hotel Hplus Vision 

Rodadas de negócios com os players convidados pelo Festival de Brasília para a presente edição do Ambiente de Mercado: Globo Filmes, Cardume, Descoloniza Filmes, Olhar FIlmes, Vitrine-Manequim, Boutique, Todes Play, Cinegroup, Canal Brasil, Glaz, Box Brazil, Paramount, EBC e a sales agent Júnia Matsuura.

ENCONTROS SETORIAIS

12 de dezembro, das 14h às 16h

Sala Lucio Costa – Hotel Hplus Vision

Encontro da Conexão Audiovisual Centro-Oeste, Norte, Nordeste (Conne)

Com Cibele Amaral (Conne), Patrick D’Jhong (Aprocine), Núbia Santana (Aprocine), Péterson Paim (ABCV), Tiago de Aragão (Convergências) e representantes da Apan e da Sapi. Mediação: Clemilson Farias

13 de dezembro, das 9h às 12h

Sala Oscar Niemeyer – Hotel Hplus Vision

Internacionalização do Cinema Brasileiro com a Apex, com representantes da Ancine, Bravi, MinC e ApexBrasil.

13 de dezembro, das 16h30 às 18h30

Sala Lucio Costa – Hotel Hplus Vision

Cine Brasília retoma programação de dezembro com três estreias a partir do dia 19

Após uma pausa para sediar o Festival de Brasília, o cinema mais tradicional do DF volta com as estreias de “Uma carta para Papai Noel”, “Três Tigres Tristes” e “Pedágio”

Ao longo de 13 dias, o Cine Brasília foi palco para a produção e para o evento da 56ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Mas a partir do dia 19 de dezembro,  a sala de cinema mais querida do Distrito Federal retoma sua programação habitual, apresentando três estreias, uma sessão especial com debate e uma sessão de curtas-metragens.

Um dos destaques desta semana é a estreia do longa-metragem Uma carta para Papai Noel.  Sob a direção de Gustavo Spolidoro, a história gira em torno de Jonas e as crianças de um lar de acolhimento que não recebem presentes no Natal. Preocupado, Jonas escreve uma carta para Papai Noel, comovendo-o profundamente. Papai Noel, disfarçado como Leon, o Conserta-Tudo, junto com Maria Noel e Tata, embarca em uma jornada para descobrir o motivo. Ao longo da história, eles não apenas revelam o porquê da ausência de presentes, mas também descobrem o verdadeiro significado do Natal, destacando a generosidade e união.

Outro longa que entra em cartaz no Cine é o filme Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre. O drama acompanha a vida de três jovens em uma kitnet na Liberdade, São Paulo: um aspirante a artista plástico, uma mulher trans e um performer soropositivo. Enfrentando a ameaça de despejo devido ao atraso no aluguel, cada um busca soluções individuais. O filme explora as relações entre eles, revelando histórias que os uniram e tragédias que os separaram de suas famílias. Uma narrativa sensível sobre amizade, superação e os desafios daqueles à margem da sociedade.

O drama Pedágio, da diretora Carolina Markowicz, que estreou no Festival de Toronto e foi participação destacada no Festival de San Sebastián chega a tela do Cine Brasília. O filme consagrou quatro prêmios no Festival de Cinema do Rio, em outubro deste ano. A história traz a atriz Maeve Jinkings como a protagonista Suellen. Diante da insatisfação com a orientação sexual de seu filho, ela se envolve em atividades ilícitas na busca por financiamento para uma suposta cura. Pedágio explora as opressões e violências enfrentadas pela comunidade LGBTQIA+, destacando as incoerências e atrocidades perpetradas por setores específicos da sociedade, tornando-se ainda mais evidentes nos últimos anos.

SESSÃO ESPECIAL 

No dia 19, o Cine Brasília recebe uma sessão especial do filme O Céu Perdeu a Cor, de Gustavo Serrate, a partir das 19h. A trama aborda a intrincada teia de histórias entrelaçadas na paisagem urbana do DF. Com uma narrativa fragmentada e personagens enfrentando desafios pessoais, o enredo mergulha na busca pela redenção de quatro indivíduos: um músico idoso enfrentando a falta de vontade de viver; outro lidando com o desespero após ser abandonado por um amor; uma mulher tentando equilibrar a vida com a epilepsia que impacta sua carreira como dançarina; e uma pessoa literalmente perdida, sem rumo definido. O filme explora como essas vidas despedaçadas buscam acertar as contas com suas próprias trajetórias em meio à complexidade da vida urbana.

Após a exibição, o diretor Gustavo Serrate participa como mediador de um debate com o tema “Cinema independente e o direito à cidade”, ao lado de Suellen Batista e Larô Gonzaga, ambos do projeto Jovem de Expressão, Zeca Sena, do Coletivo Supernova, e Ramona Jucá, da ocupação cultural Mercado Sul Vive. Tanto a sessão quanto o debate são gratuitos.

SESSÃO DE CURTAS DO DF 

Na quarta-feira, 20, a tela do Cine exibe uma sessão gratuita com três curtas de realizadores do DF: As Inesquecíveis, de Rafaelly (La Conga Rosa), As Miçangas, de Rafaela Camelo e Emanuel Lavor, e Paisagem em Chamas, de Silvio Mendonça. Antes de cada exibição, os diretores farão falas. 

A sessão inicia às 20h com o curta As Inesquecíveis, que celebra a vida e a conexão entre as experiências diárias e as comunidades políticas de pessoas trans no Brasil ao longo do tempo. As Miçangas, por sua vez, busca promover reflexões sobre o aborto por meio de uma abordagem sutil que mescla crueza e alegoria. A intenção é não apenas explorar o aspecto cotidiano dessa prática, mas também abordar as complexidades envolvidas, incluindo sentimentos de culpa e a importância da fraternidade. E Paisagem em Chamas propõe abrir um diálogo público sobre a relevância, e ao mesmo tempo os obstáculos, de assistir a filmes de maneira coletiva no Distrito Federal. 

Os ingressos para as sessões regulares no Cine Brasília custam R$ 20 (inteira) e R$ 10

(meia) e podem ser adquiridos na bilheteria do cinema ou no Site

SERVIÇO – CINE BRASÍLIA

Endereço: Asa Sul Entrequadra Sul 106/107 – Brasília, DF, 70345-400.

Informações pelo WhatSApp: 61 99878-2198 ou contato.cinebrasilia@gmail.com

Ingressos à venda na bilheteria ou pelo link: https://www.ingresso.com/cinema/cine-brasilia?city=brasilia#!%23data=20221216

PROGRAMAÇÃO 14 A 20 DE DEZEMBRO

QUINTA-FEIRA, 14/12

56ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

SEXTA-FEIRA, 15/12

56ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

SÁBADO, 16/12

56ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

DOMINGO, 17/18

Fechado para pós-produção do FBCB

SEGUNDA-FEIRA, 18/12

Fechado para pós-produção do FBCB

TERÇA-FEIRA, 19/12

10h00 — Uma carta para Papai Noel

14h00 — Três Tigres Tristes

16h00 — Pedágio

19h00 — Exibição do filme O Céu Perdeu a Cor + debate após a sessão 

QUARTA-FEIRA, 20/12

10h00 — Uma carta para Papai Noel

14h00 — Três Tigres Tristes

16h00 — Pedágio

18h00 — Três Tigres Tristes

20h00 — Sessão de Curtas DF – As Inesquecíveis, Miçangas e Paisagem em Chamas

ESTREIAS

Uma carta para Papai Noel

(Infantil/Brasil/2023/100min)

De Gustavo Spolidoro

Elenco: José Rubens Chachá, Caetano Rostro Gomes 

Sinopse: Papai Noel está em crise: esqueceu sua infância e sente-se abandonado pelas crianças, que não se interessam por ele, apenas pelos presentes. Ao receber a carta de Johan, Noel forma um vínculo especial com o menino órfão e os dois partem em uma jornada em busca do seu passado e do motivo de Johan nunca ganhar presentes no Natal.

Classificação indicativa: Livre.

Trailer: Uma carta para Papai Noel

Três Tigres Tristes

(Drama/Comédia/Brasil/2022/86min)

De Gustavo Vinagre

Elenco: Isabella Pereira, Jonata Vieira, Pedro Ribeiro, Gilda Nomacce, Carlos Esher 

Sinopse: São Paulo, em um futuro distópico não muito distante do presente. Três jovens queer que andam à deriva por uma cidade sangrando pela pandemia e pelo capitalismo desenfreado, lembrando-se dos últimos amantes um do outro, compartilhando suas experiências com o HIV, recebendo dicas de maquiagem para rostos mascarados e finalmente se juntando a outros esquecidos pela sociedade.

Classificação indicativa: 16 anos.

Trailer: Três Tigres Tristes

Pedágio

(Drama/Brasil/2023/102min)

De Carolina Markowicz

Elenco: Maeve Jinkings, Kauan Alvarenga, Thomás Aquino, Aline Marta Maia

Sinopse: Suellen, cobradora de pedágio, percebe que pode usar seu trabalho para fazer uma renda extra ilegalmente. Mas tudo por uma causa nobre: financiar a ida de seu filho à caríssima cura gay ministrada por um famoso pastor estrangeiro.

Classificação indicativa: 16 anos.

Trailer: Pedágio

SESSÃO ESPECIAL
O Céu Perdeu a Cor

(Ficção/Brasil/2020/72min)

De Gustavo Serrate

Elenco: Pablo Peixoto, Duda Herbst, Mayara Vilhena, Lino Ribeiro, Lívia Bennet

Sinopse: Em uma narrativa fragmentada por lapsos de tempo,  histórias se atravessam na colcha de retalhos da paisagem urbana do DF. Quatro pessoas despedaçadas em seu íntimo tateiam no escuro por uma maneira de acertar as contas com a vida. Um músico idoso, não tem mais forças para viver; outro, abandonado por um amor, está tomado pelo desespero; outra tenta conciliar a vida cotidiana com a epilepsia latente que atrapalha seu desempenho na profissão de dançarina e a outra, literalmente perdida, sem uma clara noção de para onde ir, perambula sem destino definido.

Classificação indicativa: Livre.

Trailer: O Céu Perdeu a Cor

SESSÃO DE CURTAS DF
As Inesquecíveis

(Curta/Brasil/7min)

De Rafaelly (La Conga Rosa)

Elenco: Elvira Retriever, Santana Louis, Mari Ferreira, Romulo Barros, Pietra Souza

Sinopse: A onça pintada é o maior felino das Américas. A onça pintada também é o animal conhecido por sua beleza e, uma vez achado no meio da floresta, se torna impossível desviar os olhos do esplendor de sua pele. As pessoas onças pintadas são, tal como o felino em questão, pura força de vida. Nesse filme de celebração das várias possibilidades dos corpos trans, a forma de contar sobre essas vidas deve se aliar ao passo da onça no meio do mato: selvagem, livre e opulenta. (C.A.)

Classificação indicativa: Livre.

As Miçangas

(Drama/Brasil/2023/19min)

De Rafaela Camelo e Emanuel Lavor

Elenco: Tícia Ferraz, Pâmela Germano e participação especial de Karine Teles

Sinopse: Em uma casa isolada no coração do cerrado, duas irmãs preparam um aborto sem se darem conta de que há uma serpente ali dentro.

Classificação indicativa: 16 anos.

Paisagem em Chamas

(Documentário/Brasil/2023/7min)

De Silvio Mendonça

Sinopse: Brasília pegou fogo e não sobrou muita coisa. Um filme sobre ruínas cinematográficas.

Classificação indicativa: Livre.

Origem cultural do Natal: quando, onde surgiu e como é comemorada a festa no mundo

Contexto histórico, social e religioso explica a evolução da simbologia do período festivo, afirma especialista do CEUB

Independente dos costumes ou crenças, o Natal simboliza um momento fraterno e festivo, marcado pelas luzes, adornos, presentes e reuniões familiares. Mas você já se perguntou de onde surgiu a tradição de comemorar o dia 25 de dezembro? Scarlett Dantas, professora de História do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica a origem da tradição cultural natalina, seus significados e símbolos de uma das festas mais populares do mundo. Conheça as diferentes datas em que se celebra o Natal pelo mundo, além das diversas histórias por trás da figura do Papai Noel.

A historiadora esclarece que a celebração do Natal, com esse nome, teve início no século IV, quando a Igreja de Roma escolheu o dia 25 de dezembro como a data do nascimento de Cristo. No hemisfério norte, o dia 25 de dezembro se tornou uma data simbólica, uma vez que é o dia do solstício de inverno e indicava o renascimento de Mitra (associada ao sol), como chamavam os romanos “Natalis Solis Invicti”. Naquela época, foi criado o primeiro canto natalino, ‘Veni Redemptor Gentium’. “No início da Idade Média, o Natal não era considerado uma festa associada a diversão, mas sim a um momento de orações. No século XIII, temos notícia de que Francisco de Assis teria montado uma peça de teatro representando o nascimento de Cristo, com pessoas reais em trajes antigos”.

De acordo com a docente do CEUB, em 1223, as pessoas foram substituídas por estátuas e esculturas, com figurinos elaborados, montados na estrutura do presépio e com os personagens bíblicos assistindo ao nascimento de Jesus. No final da Idade Média, por volta do século XV, o Natal já era comemorado com danças, comidas, brincadeiras e jogos que duravam um ciclo de festividades, que, em geral, iam de 24 de dezembro até 6 de janeiro.

Em virtude da diferença entre os calendários vitoriano e gregoriano e da importância dada à “Epifania”, a especialista revela que no oriente os cristãos comemoram o Natal nos dias 6 e 7 de janeiro. Em outros lugares, onde o cristianismo não se desenvolveu de forma notável, como nos países de tradição islâmica, judaica e budista, não há grandes comemorações pelo nascimento de Cristo.

As 1.000 faces do Papai Noel

Segundo Scarlett Dantas, o Papai Noel é uma mistura de tradições. Uma delas é a de São Nicolau, um cristão grego, que viveu no Império Romano entre 270 e 343 e se tornou bispo de Mira. Em virtude dos relatos de milagres associados a ele, São Nicolau foi canonizado e é reverenciado como santo na Igreja Católica e Ortodoxa. “Muitos de seus milagres estão vinculados à prática da caridade, às doações e à ressuscitação de crianças. Em decorrência disso, 6 de dezembro foi consagrado à troca de presentes e às crianças. ‘São Nicolau’, ‘Saint Nicolas’ e ‘Sinterklaas’ significam o mesmo nome em diferentes origens”, destaca.

A historiadora também cita o “Father Christmas”, tradição britânica que remonta ao século XV. Essa figura é associada a um velhinho bem-humorado e gorducho, que usava roupas com peles vermelhas ou verdes e que gostava de bebida, comida e música. Em virtude dos conflitos religiosos do século XVII, os puritanos teriam tentado eliminar todas as tradições e heranças culturais consideradas católicas. “O Natal foi proibido pelo parlamento britânico em 1644, sendo restaurado 16 anos depois. Como o Father Christmas não tinha vinculação direta com um santo, sua figura se popularizou, entre puritanos e católicos. No Brasil, o nome ‘Papai Noel’ está vinculado ao ‘Papai Natal’, como é chamado em Portugal.

Já no ocidente, a figura do Papai Noel foi disseminada nos Estados Unidos, declara Scarlett. Devido à presença de imigrantes, essas heranças folclóricas e de diferentes tradições se misturaram e transformaram na primeira metade do século XIX, a figura de Santa Klaus. A professora menciona o poema “A visit from Saint Nicholas”, mais conhecido como “The Night Before Christmas”, do estadunidense Clement Clarke Moore, que apareceu pela primeira vez em 1823 e se tornou popular na época. “Ele foi o responsável por conceber a figura do Papai Noel, inclusive a ideia de que ele se transporta em um trenó puxado por renas voadoras”, explica.

Tradições de presentear 

Nas festividades da Saturnália havia o oferecimento de presentes entre os convivas e, segundo o Evangelho de Mateus, os Três Reis Magos trazem ouro, incenso e mirra para o menino Jesus. Contudo, a associação do Natal com a troca de presentes foi relativamente tardia, remontando à literatura do final do século XIX. Acredita-se que, de forma acidental, o protestantismo teve um papel importante na vinculação da troca de presentes no dia 25: “As festividades de dias de santos católicos foram por eles desencorajadas e, por isso, a oferta de presentes para crianças católicas realizada no dia 6 de janeiro teria migrado para 25 de dezembro”.

Decoração Natalina

Dantas afirma que povos germânicos anteriores ao cristianismo já cultuavam árvores em sua mitologia. No que se refere à tradição natalina e cristã, as árvores se difundiram com a Reforma Protestante, sobretudo nas regiões da atual Alemanha. A primeira referência é da região da Alsácia e data de 1521, sendo sua popularidade das árvores vinculada aos invernos rigorosos da região. Porém, a disseminação do costume foi gradual: “A primeira árvore de Natal no Vaticano, por exemplo, só foi montada em 1982 pelo fato de o papa João Paulo II ser polonês. Desde o século XIX, tornou-se comum adornar o topo da árvore ou com uma estrela – representando Belém – ou um anjo – representando o anjo Gabriel”.

Uso das guirlandas

Scarlett relata que a guirlanda é uma adaptação de práticas antigas de adornar residências com ramos ou galhos de plantas perenes que mantinham sua cor e vitalidade mesmo durante o inverno. Esse costume simbolizava a exaltação da exuberância da natureza e a fertilidade. Segundo a especialista, estes elementos representam o nascimento de Cristo e geralmente contam com as figuras de Jesus, Maria, José, os três reis magos, o anjo Gabriel, um burro (representa a humildade) e uma vaca (representa a paciência ou os sacrifícios de animais descritos no Antigo Testamento). Os sinos entram na celebração como instrumentos musicais e luzes decoram portas, janelas e as próprias árvores. 

Nascimento de Jesus

Sobre a narrativa do nascimento de Jesus e a mistura com as tradições e símbolos pagãos na celebração do Natal, Scarlett explica que as festividades de dezembro têm raízes antigas, relacionadas à observação astronômica e à influência dos fenômenos naturais nas estações e colheitas. O dia 25 de dezembro era significativo para os romanos como o solstício de inverno, marcando o renascimento de Mitra, associado ao sol, celebrado como “Natalis Solis Invicti”. As festas, como a “Saturnália”, honravam Saturno e incluíam tradições como inversão de papéis sociais, decoração com ramos, velas, comida e bebida.

De acordo com a docente do CEUB, as tradições natalinas têm origens antigas ligadas a interpretações astronômicas pagãs. O solstício de inverno e fenômenos celestes influenciaram a visão do renascimento do sol, especialmente perto do dia 25 de dezembro. Já elementos cristãos, como os Três Reis Magos, São Nicolau e a Virgem Maria, foram integrados à data após a definição do nascimento de Cristo pela Igreja Católica. “A Igreja do Ocidente, a partir do século IV, escolheu intencionalmente o dia 25 de dezembro como o nascimento de Cristo, visando facilitar a aceitação do cristianismo pelos pagãos. Assim, o Natal passou a ser associado a essa data, adotando tradições pagãs adaptadas e integrando-as à narrativa do nascimento de Jesus”.

TÔ NO CINEMINHA

CAIXA CULTURAL BRASÍLIA, DIAS 12, 13 E 14 DE DEZEMBRO DE 2023

Evento inédito no Brasil apresenta cineconcertos para crianças e bebês a partir de 18 meses de idade

*Iniciativa tem curadoria do Tout-Petits Cinéma, célebre festival francês voltado para a primeira infância

*5 apresentações ao vivo de cineconcertos reunindo 13 curtas-metragens internacionais

*Elenco com 5 músicos franceses e uma cantora convidada do DF

*Oficina para crianças

* Masterclass para profissionais e estudantes da música e do cinema

*Entrada franca

O cinema é um potente instrumento de arte-educação. Ele desperta o olhar, apura as percepções, instiga a criatividade, a memória, o desenvolvimento linguístico e promove a integração. Um projeto inédito na América Latina se propõe a acompanhar bebês e crianças nas suas primeiras emoções com a sétima arte. Em dezembro, o projeto TÔ NO CINEMINHA faz sua estreia nacional na Caixa Cultural Brasília. A iniciativa, especialmente voltada para a primeira infância, reúne música e cinema com foco no público de 18 meses a 5 anos de idade. O programa inclui três cineconcertos internacionais em cinco apresentações, oficina para crianças e masterclass voltada para profissionais da música e do cinema, além de um espaço ambientado para brincadeiras e jogos lúdicos. 

TÔ NO CINEMINHA é uma produção da Casa da Gente Produções, e conta com a parceria do Forum des Images, que organiza o Tout-Petits Cinéma, festival que já está na 16ª edição, em Paris, e que assina a curadoria dos espetáculosNa programação estão curtas de animação de diferentes nacionalidades, como República Tcheca, Alemanha, Letônia, França, Rússia, Suíça, Estados Unidos, Reino Unido e Países Baixos, que são exibidos com trilha sonora executada ao vivo no palco. A iniciativa de realizar o evento no Brasil partiu das duas produtoras que dirigem a mostra, Luana Dias (diretora geral) e Cristiana Giustino (produtora executiva).

Ao longo dos dias 12, 13 e 14 de dezembro, o público poderá conferir três diferentes cineconcertos – com sessões pela manhã e de tarde – num total de cinco apresentações, todas com entrada gratuita. A cantora e compositora brasiliense Ana Reis fará uma participação especial durante as sessões do espetáculo “1001 Cores”. 

Logo após cada apresentação, as famílias são convidadas a brincar e interagir, no hall do teatro da Caixa Cultural Brasília, com atividades lúdicas e surpresas especialmente pensadas para os pequenos. 

A programação inclui ainda a oficina “A Descoberta dos Sons”, com experimentação de instrumentos, especialmente dirigida a crianças entre 3 a 5 anos de idade. E para profissionais e estudantes de cinema, música e infância, será ministrada uma masterclass sobre o processo de criação de trilhas sonoras e cineconcertos para o público da primeira infância.

Para acolher o TÔ NO CINEMINHA, a Caixa Cultural Brasília terá seus espaços adaptados ao público mirim para atividades, brincadeiras e surpresas. Monitores irão conduzir as famílias à sala de cinema e a sessão acontece à meia-luz, permitindo ao público – especialmente às crianças – acompanhar a performance dos músicos no palco. As exibições são sempre acompanhadas por uma trilha sonora original executada ao vivo por estes músicos, em volume adaptado para os ouvidos mais sensíveis.

TÔ NO CINEMINHA é um projeto da Casa da Gente Produções e tem o patrocínio da CAIXA e do Governo Federal, parceria com o Forum des Images, coprodução com Miseno Produções e Eventos, apoio da Embaixada da França no Brasil, e apoio cultural da Aliança Francesa Brasília e Sinal Music.

Eespetculo 1001 cores foto forum de images

PROGRAMAÇÃO

Dia 12 dez. 3a feira

9h30 – Cineconcerto 1001 Cores (1001 Couleurs)

Sessão com acessibilidade: LIBRAS

15h30 – Cineconcerto O Clarão da Lua (Clair de Lune)

17h – Masterclass Composição de Trilhas Sonoras e Cineconcertos para Primeira Infância

Lunette

Dia 13 dez. 4a feira

9h30 – O Clarão da Lua (Clair de Lune)

15h30 – Máquina dos Sonhos (Machines à Rêves)

Dia 14 dez. 5a feira

14h – Oficina A Descoberta dos Sons

15h30 – 1001 Cores (1001 Couleurs)

SINOPSES

CINECONCERTOS

1001 CORES (1001 COULEURS) – A PARTIR DE 18 MESES (35 min.)

Cineconcerto com acompanhamento ao vivo dos músicos franceses Sarah Jeanne Ziegler e Renaud Ollivier, e participação especial da cantora brasiliense Ana Reis.

Sinopse: Seja desenhada, pintada ou feita de lã, a amizade e a alegria espalham-se pela vida de uma pequena toupeira artista, de um pequeno homem-lápis e pelas paredes de uma casa triste, para uma verdadeira explosão de cores!

Curtas do espetáculo: 

Pequena Toupeira Pintora (O krtkovi)

Zdeněk Miler | República Checa, 1972, 10 min.

Perseguida por uma raposa, a toupeira cai em um pote de tinta e sai toda vermelha. Diante dessa criatura assustadora, a raposa se assusta. Para expulsá-la definitivamente da floresta, a pequena toupeira convida todos os seus amigos a se enfeitarem também com cores cintilantes: vermelho, verde, amarelo…

O Pequeno Lápis Vermelho (Sartulis)

Dace Riduze | Letônia, 2013, 9 min.

Um lápis vermelho cai da sala de pintura para o mundo exterior e precisa enfrentar algumas dificuldades por causa da mosca do mal.

Looks, o Pequeno Lince Cinzento (Looks)

Susann Hoffmann | Alemanha, 2015, 4 min.

Um pequeno lince cinza é excluído pelos outros animais porque não é tão colorido quanto eles.

Tricotando (Mailles)

Vaiana Gauthier | França, 2012, 4 min.

Numa casa, uma senhora se recorda do seu passado. O tricô vai ajudá-la a dizer adeus …

Músicos do espetáculo:

Autora, compositora, cantora e guitarrista, Sarah Jeanne Ziegler mistura um pop-folk sensível com sua voz doce. O percussionista Renaud Ollivier, formado nas diferentes músicas tradicionais do mundo, atua na Filarmônica de Paris como responsável por oficinas dirigidas ao público infantil. A dupla explora uma paleta de sons e instrumentos para encenar a bela mistura de cores apresentada por quatro animações em curta-metragem que abordam os múltiplos universos das cores. O espetáculo conta com a participação especial da cantora e compositora brasiliense Ana Reis, que completa 18 anos de estrada, tendo lançado dois discos, se apresentado em alguns dos principais eventos musicais do DF e vencido a etapa Brasília do concurso Sua Banda no NIVEA Viva. 

Foto divulgação

MÁQUINA DOS SONHOS (MACHINE À RÊVES) – A PARTIR DOS 4 ANOS (35 min.)

Cineconcerto com acompanhamento ao vivo dos músicos franceses Nicolas Stoica, Vincent Lochet e Pierre Cohen.

Sinopse: E se a gente pudesse voar como um pássaro ou viver debaixo d’água como um peixe? Para os personagens destes quatro curtas-metragens, inventar o impossível é muito mais do que uma missão, é uma aventura sem fim! A bordo de máquinas incríveis, eles nos levam numa viagem em direção aos seus sonhos mais loucos.

Curtas do espetáculo

Galileu (Galileo)

Ghislain Avrillon | França, 2009, 5 min.

O jovem Galileu vive sozinho em sua ilha flutuante e sonha em voar. Ele decide construir uma máquina para voar cada vez mais alto, mas as coisas não saem como planejado…

Dois Balões (Two Balloons)

Mark C. Smith | EUA, 2019, 9 min.

Dois macaquinhos aventureiros navegam em seus dirigíveis por meio mundo até um lugar onde o acaso e o destino ameaçam atrapalhar seu reencontro.

O Pequeno Cousteau (Maly Cousteau)

Jakub Kouřil | República Tcheca, 2014, 8 min.

Este curta-metragem de animação sobre um menino que anseia por aventuras no fundo do mar em uma cidade coberta de neve é uma homenagem a Jacques Cousteau.

Jonas e o Mar (Marlies)

Van Der Wel | Países Baixos, 2016, 11 min.

Jonas deseja fazer parte do mundo subaquático, como um peixe na água. E se o seu desejo se tornasse realidade?

O CLARÃO DA LUA (CLAIR DE LUNE) – A PARTIR DE 18 MESES (30 min.)

Cineconcerto com acompanhamento ao vivo dos músicos franceses Nicolas Stoica, Vincent Lochet e Pierre Cohen.

Sinopse: Sob o clarão da lua e das estrelas, a noite vira um parque de diversões para um esquilo pendurado numa árvore, um homenzinho curioso ou mesmo para lobos travessos. Aventuras divertidas em cinco filmes cheios de poesia e com garantia de olhinhos brilhando como as estrelas!

Curtas do espetáculo: 

Alcançar a Lua (Monsspaziergang)

Jutta Schünemann | Alemanha, 2004, 5 min.

Um homem pequenino sobe uma escada para chegar à lua. Mas a lua acaba caindo do céu e se torna muito travessa.

Uma Estrelinha (Zviozdochka)

Svetlana Andrianova | Rússia, 2015, 6 min.

É véspera de Natal. Uma família de estrelas brinca nas nuvens. Mas uma das estrelinhas cai do céu! Como ela conseguirá subir de volta?

Cedo ou Tarde (Tôt ou tard)

Jadwiga Kowalska | Suíça, 2008, 5 min.

Dois mundos colidem. Um esquilo encontra um morcego solitário. Juntos, tentam restaurar a ordem nos trabalhos subterrâneos que orquestram a dança do dia, da noite e muito mais.

Lunette (Lunette)

Phoebe Warries | Reino Unido, 2016, 3 min.

Um lobo percorre a terra carregando a lua. Durante uma longa jornada em meio à natureza, um lobo faz a lua rolar. Onde ele vai parar?

O Pequeno Lobo (Little Wolf)

An Vrombaut | Reino Unido, 1992, 5 min.

Quatro lobos grandes e um lobo pequeno estão caçando ovelhas à noite. De repente, o pequeno lobo para, cativado pela lua…

Músicos dos espetáculos O Clarão da Lua e Máquina dos Sonhos:

Compositor e instrumentista atuante em diversos universos musicais, Nicolas Stoica é acompanhado pelos multi-instrumentistas Vincent Lochet e Pierre Cohen para criar o ambiente dos cineconcertos “O Clarão da Lua” e “Máquina dos Sonhos”.

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ATIVIDADES FORMATIVAS GRATUITAS

Oficina A Descoberta dos Sons (40 min)

A oficina convida as crianças de 3 a 5 anos a descobrirem e brincarem com instrumentos e objetos que produzem sons divertidos, interessantes e inusitados. Ministrada pelos músicos Sarah Jeanne Ziegler e Renaud Ollivier, com o auxílio de monitores e de um tradutor de francês. 

Serão 20 vagas mediante inscrição prévia através do formulário:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfLbKFoXxErvDr2aTzFzxlm6wGNTd_OhaES3tc0b9HBIn5gCw/viewform (a partir de 01/12)

Masterclass Composição para Primeira Infância (1h e 30 min)

Os músicos Nicolas Stoica e Pierre Cohen apresentam e detalham seus processos de criação de trilhas e de intervenção sonora em filmes dirigidos à primeira infância. A atividade é voltada para adultos, em especial profissionais e estudantes da música e do cinema.

Inscrições através do formulário:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSceIqBEWuWcSByLrNfw4QJp7piPrhX_bxSWJXwriw9u5jooZg/viewform  (a partir de 01/12)

CASA DA GENTE

Com 10 anos de atividade, a Casa da Gente Produções é uma empresa baseada em Niterói (RJ). Dentre seus trabalhos mais recentes estão a direção geral da Mostra Cinema Sem Diferenças (2022 e 2019), da mostra FESTin ON Niterói (2021), pesquisa, curadoria e produção de exposição de fotos para o lançamento do livro Associação Médica Fluminense – mais de 100 anos de Amor à Medicina (2019), pesquisa e co-roteiro do longa Entre a Porta e a Rua (2018), pesquisa videográfica da exposição Etnos – Faces da Diversidade (2018), coprodução de episódio do programa Deuxième Chance no Brasil (2018).

FICHA TÉCNICA

Músicos Sarah Ziegler, Renaud Ollivier, Nicolas Stoica, Vincent Lochet, Pierre Cohen e Ana Reis (participação especial) | Direção Geral Luana Dias | Produção Executiva Cristiana Giustino | Curadoria Forum des Images | Produção Local Julia Tolentino e Liana Farias | Produção Técnica Marcus Lyra | Assessoria de Imprensa Objeto Sim | Design, Site e Spot Andrei Aguiar | Supervisão de Mídia Rodrigo Sani | Foto e Vídeo Filipe Duque | Edição de Vídeo Enzo Moura | Projeção Laércio Fernando | Técnico de Som André Lyra | Monitoria Márcia Ramos e Marina Falcão | Libras Tatiana Elizabeth | Tradutora Intérprete Dyhorrani Beira

1001 cores foto divulgao

SERVIÇO

Data: dias 12, 13 e 14 de dezembro de 2023

Local: CAIXA Cultural Brasília (SBS, Quadra 4, Lotes 3/4 – Brasília, DF)

Horários: consulte a programação em @caixaculturalbrasilia

Informações: (61) 3206-9448 e (61) 3206-9449

Bilheteria: (61) 3206-6456

MAIS INFORMAÇÕES:

https://www.instagram.com/tonocineminha/ @tonocineminha

https://www.facebook.com/tonocineminha

https://tonocineminha.com.br/

Festival de Arte Inclusiva 2023 celebra a diversidade com o Espetáculo de dança cigana “Povoada”

Grupo de dança inclusiva do DF se apresenta em espetáculo gratuito, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães

No coração de Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, o palco se prepara para receber o espetáculo de dança cigana “Povoada”, uma expressão de arte inclusiva que promete encantar e inspirar o público. Organizado pela Associação Cultural Namastê, com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) e da Secretaria da Pessoa com Deficiência, a apresentação é parte do Festival de Arte Inclusiva, que acontecerá no próximo dia 15 de dezembro, a partir das 19 horas, com entrada franca e espaço com acessibilidade.

Com amplo currículo de apresentações nacionais e internacionais, o espetáculo “Povoada” incorpora a dança Cigana Inclusiva, um estilo que envolve 30 participantes no palco, com idades variando entre 5 e 70 anos. Esses artistas vêm de diversas Regiões Administrativas do Distrito Federal, como Núcleo Bandeirante, Guará, Ceilândia e outras, representando a ampla diversidade presente na comunidade.

Entre os participantes, encontram-se pessoas com diferentes tipos de deficiência, destacando-se a presença de indivíduos com deficiência intelectual e Síndrome de Down.  À frente da Associação Namastê, Luciana Vítor, o espetáculo é uma manifestação artística que quebra barreiras, demonstrando que a arte é para todos, independente de suas habilidades físicas ou cognitivas.

“Povoada” é fruto de uma trajetória de mais de 15 anos da Associação Cultural Namastê. Ao longo desse tempo, o espetáculo tem percorrido uma extensa lista de lugares, incluindo teatros do DF e apresentações em cidades como São Paulo, Manaus, Florianópolis, Joinville, Salvador e até mesmo Porto, em Portugal.

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Com o intuito de valorizar as diferenças e promover o desenvolvimento pessoal, social e cultural, a dança inclusiva reúne pessoas com e sem deficiência, buscando celebrar as singularidades de cada indivíduo. A Associação Cultural Namastê é reconhecida por seu trabalho na promoção da inclusão através da dança, recebendo suporte do Ministério Público por meio de recursos de medidas alternativas.

Por trás do palco, há uma equipe de 15 pessoas envolvidas na produção do espetáculo, dedicadas à maquiagem, figurino, coreografia e cenografia. “A Namastê não é apenas uma organização de dança; é uma entidade comprometida com múltiplos eixos de atuação, incluindo arte, cultura, saúde mental e educação Enquanto o espetáculo “Povoada” encanta o público, nos lembra também da importância de celebrar as diferenças, promovendo um mundo mais inclusivo e acolhedor para todos.”, reforça Luciana.

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A Dança Cigana Artística e a transformação pessoal

A dança cigana artística, concebida pela professora Luciana há 15 anos, é muito mais do que movimentos coreografados. Ela é uma metodologia de vida, uma forma de promover a diversidade, o respeito e o autoconhecimento por meio do corpo e da música. Para os envolvidos, a dança é um refúgio, uma fonte de felicidade e transformação. Familiares testemunham as mudanças positivas que a dança traz para a vida de cada participante, como uma terapia que extravasa alegrias e acolhe as angústias.

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Serviço: Festival de Arte Inclusiva apresenta espetáculo “Povoada”

Data: 15 de dezembro
Horário: 19h
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Eixo Monumental
Entrada Franca e Classificação Livre
Informações: https://www.instagram.com/festarteinclusiva/

Começou a Mostra Competitiva Nacional após emocionante noite de homenagens

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Mais longevo festival de cinema do país, o FBCB ocorre de 9 a 16 de dezembro de 2023, com exibições da Mostra Competitiva Nacional, Mostra Brasília e três mostras paralelas no Cine Brasília

Uma Carta Para Papai Noel, de Gustavo Spolidoro, abre também a mostra paralela Outros Olhares

Festivalzinho exibe filmes para o público infanto-juvenil 

Noite de abertura do festival teve show do Batalá, homenagens a personalidades do audiovisual e filme inédito no Brasil 

Mais uma noite memorável no palco e na tela do Cine Brasília durante a cerimônia de abertura do 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Referência nacional, o mais longevo festival de cinema do país continua neste domingo (10), com a primeira sessão da Mostra Competitiva Nacional, que exibe os curtas-metragens Cidade By Motoboy, de Mariana Vita; e Pastrana, de Gabriel Motta e Melissa Brogni; seguidos pelo longa-metragem “No Céu da Pátria Nesse Instante”, de Sandra Kogut. A sessão terá projeção às 20h, nos Complexos Culturais Samambaia e de Planaltina, e às 21h, no Cine Brasília.

Além da sessão principal, haverá debate com a equipe do filme de abertura, “Ninguém Sai Vivo Daqui”, às 9h30, no Hotel Vision Hplus, o início das mostras paralelas Outros Olhares e Festivalzinho no Cine Brasília, e a masterclass “Cinemas Fora do Eixo Representando o Brasil no Mundo”, com o premiado diretor mineiro Gabriel Martins, autor de “Marte Um”, no Museu da República. 

Organizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, em parceria com a organização da sociedade civil Amigos do Futuro, o 56º Festival de Brasília abriu sua edição de 2023 com um show do grupo percussivo exclusivamente feminino, Batalá. Com coreografias e ao som de tambores potentes, arrancou vigorosos aplausos da plateia.

Logo em seguida, o público do festival conheceu os apresentadores da noite: o ator Rocco Pitanga e a atriz Gabriela Corrêa. Além de introduzir o resumo da programação dos próximos dias, Rocco e Gabriela anunciaram as homenagens in memorian ao ex-projecionista do Cine Brasília, Elmar Umberto “Beto” Techmeier, e ao premiado cineasta e fotógrafo André Luís da Cunha.

Para homenagear com o Prêmio ABCV a professora, artista plástica, documentarista e pioneira de Brasília Maria Coeli, foram convidados ao palco Rafael Andrade e Denise Moraes, representantes da Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo (ABCV), outorgadora da distinção. 

Agraciada com a Medalha Paulo Emílio Salles Gomes de 2023 por sua atuação na pesquisa, no ensino e na preservação da memória do cinema brasileiro, a cineasta e professora aposentada da Universidade de Brasília (UnB) Dácia Ibiapina discursou sobre o pioneirismo de Paulo Emílio e fez um apelo por um local adequado para o acervo de Vladimir Carvalho. 

Mais tarde, a secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga; e o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, fizeram coro a Dácia e a Anna, reforçando o compromisso tanto em acolher o acervo de Vladimir Carvalho como com os avanços das políticas do audiovisual. 

“Os festivais são importantes para nós”, disse Joelma. “Vamos lançar um programa para eles no próximo quadrimestre”, anunciou. Abrantes foi além e assegurou a força especialmente do Festival de Brasília: “Este festival não tombou nem para a ditadura. Não vai tombar para nada. Foi uma questão de honra nossa fazer com que esta edição acontecesse”.

O discurso mais emocionante da noite, contudo, foi o do grande homenageado do 56º Festival de Brasília, premiado com o Troféu Candango pelo Conjunto da Obra. Gabriela Corrêa anunciou a extensa biografia do ex-alfaiate, cuja trajetória se confunde com a história do audiovisual desde o Cinema Novo, enquanto Rocco recebeu no palco seu pai, Antonio Pitanga. “Sou um homem de cinema. E essa cidadania conquistada através do cinema me faz agradecer aos profissionais do cinema de todas as áreas, que foram e que são minha família”, agradeceu. Como dizia Nelson Sargento, se há de se fazer homenagem a mim, que se faça em vida. E vocês o fizeram”, discursou Pitanga com seu notório vigor. 

Surpresa da noite, a atriz e escritora Elisa Lucinda subiu ao palco para completar o tributo, ao ler versos de uma poesia que escreveu para Antonio Pitanga. O público, fervoroso, ovacionou mais uma vez o homenageado. Com a exibição inédita no Brasil de “Ninguém Sai Vivo Daqui”, representado no palco por André Ristum e parte da equipe do filme, o 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro declarou aberta a edição.

SERVIÇO – 56º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO

Data: 9 a 16 de dezembro de 2023

Locais: Cine Brasília (106/107 Sul), Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), Complexo Cultural de Planaltina, Complexo Cultural Samambaia, Hotel Hplus Vision e Auditório II do Museu Nacional da República.

Ingressos da Cerimônia de Abertura: Gratuito com retirada na bilheteria do Cine Brasília a partir de duas horas antes da programação.

Ingressos da Mostra Competitiva Nacional a R$ 20,00 e R$ 10,00, à venda na bilheteria do Cine Brasília a partir de duas horas antes de cada sessão. 

Ingressos da Mostra Competitiva Nacional no Complexo Cultural Samambaia tem entrada gratuita e retirada de ingresso uma hora antes da sessão.

Ingressos Mostra Brasília no Cine Brasília tem entrada gratuita e retirada de ingressos duas horas antes da sessão. 

Demais exibições com entrada franca.

Programação completa: .https://festcinebrasilia.com.br/

PROGRAMAÇÃO DE FILMES E MOSTRAS

FILME DE ABERTURA – HORS CONCOURS

9 de dezembro às 20h, no Cine Brasília

Ninguém Sai Vivo Daqui

Direção: André Ristum 

SESSÃO ESPECIAL HORS CONCOURS – ENCERRAMENTO 

16 de dezembro às 16h, no Cine Brasília

Raoni – Uma Amizade Improvável

Direção: Jean-Pierre Dutilleux 

SESSÃO BENEFICENTE

Doação de 1kg de alimento não-perecível

10 de dezembro às 18h, no Cine Brasília

Utopia Tropical

Direção: João Amorim

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL 

LONGAS-METRAGENS

Exibições no Cine Brasília (21h) com ingressos a R$ 20 e R$ 10 (meia), e no Complexo Cultural Samambaia (20h) com entrada franca

10 de dezembro 

No Céu da Pátria Nesse Instante

Direção: Sandra Kogut

*exibido também no Complexo Cultural de Planaltina, às 20h

11 de dezembro

Mais um Dia, Zona Norte

Direção: Allan Ribeiro

12 de dezembro

Nós Somos o Amanhã

Direção: Lufe Steffen

13 de dezembro

O Dia Que Te Conheci

Direção: André Novais Oliveira 

14 de dezembro 

Cartório das Almas

Direção: Leo Bello

15 de dezembro

A Transformação de Canuto

Direção: Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL 

CURTAS-METRAGENS

Exibições no Cine Brasília (21h) com ingressos a R$ 20 e R$ 10 (meia), e no Complexo Cultural Samambaia (20h) com entrada franca

10 de dezembro

Cidade By Motoboy

Direção: Mariana Vita

Pastrana

Direção: Gabriel Motta e Melissa Brogni

*exibidos também no Complexo Cultural de Planaltina, às 20h

11 de dezembro

Axé Meu Amor

Direção: Thiago Costa 

Erguida

Direção: Jhonnã Bao

12 de dezembro

Helena de Guaratiba

Direção: Karen Black

Remendo

Direção: Roger Ghil (GG Fákọ̀làdé)

13 de dezembro

Dona Beatriz Ñsîmba Vita

Direção: Catapreta

Queima Minha Pele

Direção: Leonardo Amorim

*exibidos também no Complexo Cultural de Planaltina, às 20h

14 de dezembro 

Cáustico

Direção: Wesley Gondim

O Nada

Direção: André Ladeia

15 de dezembro

A Fumaça e o Diamante

Direção: Bruno Villela, Fábio Bardella e Juliana Almeida

Vão das Almas

Direção: Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape

MOSTRA BRASÍLIA

LONGAS-METRAGENS

Exibições no Cine Brasília (18h) com entrada franca

11 de dezembro

O Sonho de Clarice

Direção: Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho

12 de dezembro

Ecos do Silêncio

Direção: André Luiz Oliveira

13 de dezembro

Não Existe Almoço Grátis

Direção: Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel

*exibido também no Complexo Cultural de Planaltina, às 20h

14 de dezembro 

Rodas de Gigante

Direção: Catarina Accioly

MOSTRA BRASÍLIA

CURTAS-METRAGENS

Exibições no Cine Brasília (18h) com entrada franca

11 de dezembro

Malu e a Máquina

Direção: Ana Luíza Meneses 

A Menina Corina em: Quantos Mundos Cabem em um Mundo Só?

Direção: Luciellen Castro

12 de dezembro

Glitter Carnavalesco: a História do Bloco das Montadas

Direção: Marla Galdino

Instante

Direção: Paola Veiga

13 de dezembro

Nada se Perde

Direção: Renan Montenegro

Só Quem Tem Raiz

Direção: Josianne Diniz

*exibidos também no Complexo Cultural de Planaltina, às 20h

14 de dezembro 

A Chuva do Caju

Direção: Alan Schvarsberg

Estrela da Tarde

Direção: Francisco Rio

MOSTRA PARALELA 

OUTROS OLHARES

Exibições no Cine Brasília com entrada franca

10 de dezembro, às 14h

Uma Carta Para Papai Noel

Direção: Gustavo Spolidoro

13 de dezembro, das 14h às 17h40

Sekhdese

Direção: Graciela Guarani e Alice Gouveia

+ A Batalha da Rua Maria Antônia

Direção: Vera Egito

14 de dezembro, às 14h 

Crônicas de Uma Jovem Família Preta!

Direção: Davidson D. Candanda

MOSTRA PARALELA 

FESTIVALZINHO

Exibições no Cine Brasília, dias 10 e 16 de dezembro (10h), com entrada franca, e no Complexo Cultural de Planaltina, dias 13 de dezembro (09h) e 14 de dezembro (14h)

A Baleia Mágica

Direção: Douglas Alves Ferreira

Agosto dos Ventos

Direção: Paulo Antunes

Anacleto, o Balão

Direção: Carol Sakura e Walkir Fernandes

Brincando de Imaginar

Direção: Otavio Zucon e Nélio Spréa

Contos Mirabolantes – O Olho do Mapinguari

Direção: Andrei Miralha

Cora e os Corais

Direção: Levi Luz e Bia Hetzel

Os Pelúcias

Direção: Vivian Altman e Sergio Pizza

Palavras Mágicas

Direção: Carlon Hardt

Tom Tamborim

Direção: Maria Carolina e Igor Souza

Vovô Joel

Direção: Douglas Gomes

MOSTRA PARALELA 

MOSTRA COPRODUÇÕES 

Sessões nos dias 11, 12 e 15 de dezembro, no Cine Brasília, com entrada franca 

11 de dezembro, às 14h

O Livro dos Prazeres

Direção: Marcela Lordy

12 de dezembro, às 14h

Puan

Direção: María Alché e Benjamín Naishat

15 de dezembro, às 14h

Levante

Direção: Lillah Halla

15 de dezembro, às 18h

Sem Coração

Direção: Tião e Nara Normande

PROGRAMAÇÃO DO AMBIENTE DE MERCADO

CLÍNICAS DE PROJETOS E PITCHINGS ABERTOS

12, 13 e 14 de dezembro, das 10h30 às 12h30, e das 14h às 18h

15 de dezembro, das 10h30 às 12h30, e das 14h às 16h

Infinu – Comunidade Criativa

Clínica de Projetos com Marton Olympo – inscrições encerradas

15 de dezembro, das 16h30 às 18h30

Sala Oscar Niemeyer – Hotel Hplus Vision

Pitchings abertos dos projetos participantes das Clínicas de Projetos para o Canal Brasil, Paramount+, Box Brazil e a sales agent Júnia Matsuura.

ENCONTROS COM PLAYERS 

11 de dezembro, das 14h às 18h

Sala Lucio Costa – Hotel Hplus Vision 

Encontros com os players convidados pela ApexBrasil para as rodadas de negócios do festival. Evento fechado.

11 de dezembro, das 18h às 20h

Sala Lucio Costa – Hotel Hplus Vision 

Coquetel ApexBrasil com os convidados nacionais e internacionais. Evento fechado.

14 de dezembro, das 14h às 18h

Sala Lucio Costa – Hotel Hplus Vision

Encontros com alguns dos players convidados pelo Festival de Brasília para a presente edição do Ambiente de Mercado: Globo Filmes, Box Prime, Canal Brasil, Boutique Filmes, Glaz, Cine Group, Paramount e EBC. 

RODADAS DE NEGÓCIOS

12 de dezembro, das 16h30 às 18h30

13 de dezembro, das 14h às 16h 

14 e 15 de dezembro, das 11h às 13h

Sala Oscar Niemeyer – Hotel Hplus Vision 

4ª edição do Brasília Trends Fashion Week é aberta com presença da ex-modelo Luíza Brunet no Sesc Guará

Foto divulgação

A tão aguardada noite da abertura da 4ª edição do Brasília Trends Fashion Week aconteceu nesta quinta-feira, dia 07, no Sesc Guará, em uma cerimônia de abertura realizada pelo CODESE-DF, organizada pelo Grupo Cirandinha, e com o apoio da SETUR-DF. Além da presença ilustre da madrinha do projeto, a empresária, ex-modelo, atriz e ativista Luiza Brunet, autoridades, imprensa e convidados, puderam conhecer em primeira mão as nuances por trás da história do projeto, bem como a programação dos três dias de evento que acontece até o dia 10 de dezembro. 

Bernardeth Martins e Antônio Carlos Canabrava Abdala

Entre as autoridades presentes no evento estiveram: a Chefe de Gabinete do Ministério do Trabalho e Emprego, Lene Gonçalves, o administrador do Guará, Artur Nogueira; o presidente do Sindivarejista-DF e primeiro vice-presidente da Fecomércio-DF, Sebastião Abritta; o Diretor Regional do SESC-DF; Valcides Araújo, o presidente do CODESE-DF, Leonardo Ávila; e o Embaixador da Tanzânia, Adelardus Lubango Kilangi. 

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Durante a cerimônia, Luíza Brunet conheceu e foi presenteada com os belos trabalhos artesanais de mulheres da Associação Nova Cidadania de Santa Maria que fazem parte dos cursos de capacitação do Grupo Cirandinha, IMECRIA Verde, Escola de Moda Fashion Campus e da Malharia Ipanema. Além de ser homenageada com o selo oficial de madrinha do evento.

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“Para mim, é uma honra vir para Brasília e poder participar de um evento tão especial que fomenta oportunidades de capacitação para mulheres em estado de vulnerabilidade. Sabemos bem como é difícil ter os nossos direitos violados, e como é gratificante encontrar pessoas que corroboram para que outras pessoas que passaram por essas situações tenham de volta sua dignidade”, conta Luíza. 

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Na noite de descontração, os convidados puderam conferir em primeira mão o desfile inaugural comandado pelo produtor artístico, Pedro Adbala. Na passarela, com a temática ‘Festa no Terraço’, os modelos mostraram alguns dos looks que estarão presentes nos três dias de evento com toda reverência, com as cores quentes que foram predominantes nos figurinos, como o laranja e aos tons terrosos. 

Durante os dois dias de desfiles, estarão presentes marcas como: Malharia Ipanema; Organização das Nações Unidas para as Migrações; Projeto Luz no Horizonte; CRD Reserva; Óticas Grand Estyle; L’Avière Joias; A Moda da Bru e Chlos (marcas que desfilaram no Mato Grosso do Sul Fashion Week); Embaixadas do Quêria, Camarões e Zâmbia; América Rocha; Chose; Itamar Terra, Vento Radical; Vento Radical; Picnik; Ateliê Karina Petzold; Calce Perfeito e Flor do Rock / Dark Sabbath; Escola Fashion Campus; Amitié; e Cirandinha.

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Nesta edição, nós queremos quebrar esses paradigmas com relação peso, altura, tipo físico, idade e poder aquisitivo para fazer parte da moda. Neste ano, o  BTFW vai muito além, nós trouxemos a oportunidade única dentro do evento de dar visibilidade para iniciativas de capacitação de mulheres em estado de vulnerabilidade, além de debater sobre temas de relevância que atingem inúmeras vítimas dentro da cadeia da moda, como o tráfico de pessoas, trabalho escravo e trabalho infantil”, conta a CEO do Grupo Cirandinha e do Brasília Trends Fashion Week.

Intitulado “Moda Inclusiva e Plural”, a quarta edição do Brasília Trends Fashion Week é realizada nos dias de 8, 9 a 10 de dezembro, no Sesc Guará (QE 04 Área Especial, Guará I). Realizado pelo CODESE-DF, organizado pelo Grupo Cirandinha, e com o apoio da SETUR-DF, o BTFW apresenta um conceito em moda que compreende o mercado em sua integralidade, transbordando o espaço das passarelas para estar presente também na arte, na música, na tecnologia e na vida das pessoas, fomentando o turismo para o Distrito Federal. A entrada nos três dias de evento será por meio de doação de um quilo de alimento não perecível que será entregue para o programa Mesa Brasil do SESC-DF.divul

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Brasília Trends 2023

Local: QE 04 Área Especial, Guará I

Dias: 8, 9 e 10 de dezembro de 2023

Horário: A partir das 10h

Entrada: um quilo de alimento não perecível, que será doado para o programa Mesa Brasil do SESC-DF

Site Oficial: https://www.btfw.com.br/

Metaverso: https://www.spatial.io/download

Instagram: @brasiliatrends_oficia

Apoio: GDF, SETUR/DF, Fecomércio-DF, SESC-DF, SENAC-DF, SEBRAE/DF, Sindivarejista-DF, OIM, Embaixada da Tanzânia, IME-CRIA, SRT/DF, BPW Brasília-DF, Sindhobar, Malharia Ipanema, Estudio M,  Perboni Brasil, Calce Perfeito, Dubba Live Shop, CANUP, Lig Midia, Brasília Grill Fest, Instituto Dana Salomão, Escola de Moda Fashion Campus, Centro de Excelência em Negociação, Mediação e Arbitragem, Wós Design e Consultoria, Flávia Soares Consultoria RH/Treinamentos Superandosi Desenvolvimento Humano, WA Music Entertainment e Ana Decora Eventos.

Feira e talk shows reúnem pensamento e arte indígena em festival nacional

Edição de estreia do Festival Brasil é Terra Indígena terá Feira de Arte dos Povos Indígenas com curadoria de Marcelo Rosenbaum e uma série de debates contemporâneos

O Festival Brasil é Terra Indígena acontece em Brasília nos dias 13 e 14 de dezembro e vai retratar uma síntese da diversidade de pensamentos e estéticas dos mais de 300 povos indígenas do Brasil com uma ampla feira de arte e uma série de debates de temas urgentes e contemporâneos no país. A Feira de Arte dos Povos Indígenas reúne no edifício anexo do Museu Nacional da República trabalhos de mais de 80 artistas dos seis biomas do território brasileiro, em uma curadoria desenvolvida pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum. Já a série de talk shows do Espaço Tecnologia e Ancestralidade, instalado no Auditório II do museu, com capacidade para 80 pessoas, aborda temas que vão da moda à crise climática. 

A Feira de Arte dos Povos Indígenas apresenta e valoriza formas de expressão de artistas indígenas, como uma plataforma para a inclusão social. A feira, aberta nos dois dias de festival das 9h às 20h, tem curadoria do arquiteto Marcelo Rosenbaum e destaca a importância da bioeconomia como ferramenta para a permanência nos territórios ancestrais e a salvaguarda do meio ambiente. Estão convidados para expor seus trabalhos 80 artistas, vindos de todos os seis biomas brasileiros e integrantes dos povos como Yanomami, Macuxi, Terena, Baré, Ashaninka, Kadiwéu, Guarani, Guajajara, Tremembé, Wauja e Mehinaku. “Há muitos anos me relaciono com vários grupos indígenas de todo o Brasil, então a ideia é retratar a diversidade de belezas da arte ligada à ancestralidade, e apresentar a riqueza dos saberes de convivência e proteção desses biomas, porque a relação da arte indígena está muito conectada ao bioma, na relação que se estabelece ao viver completamente integrado na sabedoria da relação com a natureza”, explica Rosenbaum.

Cestarias de Marlene Baniwá

O arquiteto curador acredita que a compreensão do que é a arte indígena passa por entender que tanto objetos decorativos quanto aqueles que podem ser usados no dia a dia “reverenciam os animais, a natureza como um todo, mas também serem encantados, seres que estão além do material. Além da beleza, também está o respeito e reconhecimento dos valores que vêm dos saberes e do imaginário dos artistas originários, porque essa é a arte originária do que hoje a gente chama de Brasil. Aí temos mais uma função da feira, que é preservar, honrar e valorizar esses povos e sua arte”, ressalta.

A expectativa de Rosenbaum é de que a feira seja “um espaço de troca para reunir artistas de todos os biomas e que eles se encontrem, se reconheçam, troquem experiências sobre o mercado, oportunidades. E para o público não-indígena se conectar com os artistas, ver a beleza e a pluralidade desses trabalhos. Acho que nunca tivemos uma apresentação da arte e do artesanato indígena representada pelos próprios povos, sem intermediários. E tudo isso vai ocupar um monumento arquitetônico muito simbólico, o que dá muita força e dignidade a esses artistas”, comenta.

Peças em palha de Marlene Baniwá

O festival é criado e promovido pelo coletivo Mídia Indígena com o apoio institucional do Ministério dos Povos Indígenas e tem como patrocinador oficial o Instituto Cultural Vale, articulação do Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM) e também com o apoio do Ministério da Cultura. A feira e os talk shows têm patrocínio do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

Debates contemporâneos

Para promover o intercâmbio social e cultural com os povos indígenas, o Espaço Tecnologia e Ancestralidade foi criado para abrigar debates e rodas de conversa. A série de talk shows Comunicação Indígena e Suas Narrativas vai abrigar uma ampla diversidade de temas e pensamentos. Participam deste amplo debate entidades e associações como Mídia Indígena, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Coordenação de Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Grande Assembleia dos Povos Guarani e Kaiowá (ATy Guasu), Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpinsul), Articulação dos Povos Indígenas da Região Sudeste (Arpinsudeste), Comissão Guarani Yvyrupa e o Conselho do Povo Terena.

Peças de Marlene Baniwá – Divulgação

Japupromti Parkatêjê, do povo Gavião do Pará e membro do Mídia Indígena, explica que “o objetivo é dar visibilidade ao protagonismo dos povos indígenas em diversos temas e a conexão dessa diversidade com a riqueza cultural que existe no Brasil, além de entender as questões específicas de cada povo e buscar soluções coletivas para uma luta que é de todos”. “Pensamos em reunir temas que possam fortalecer a luta coletiva dos povos indígenas de todos os biomas, e vamos discutir desde a moda até questões climáticas”, complementa.

Ele conclui ressaltando que, juntos, os debates vão dar uma panorama em que é possível ver que “ainda podemos garantir um planeta verde, com nossos modos de viver cultural e tradicional, e vamos debater a sociobiodiversidade para mostrar os trabalhos feitos por vários grupos que produzem desde artesanato a alimentação saudável dentro de seus territórios”.

Música

Destaques indígenas na música brasileira contemporânea integram o line-up do festival: Djuena Tikuna, Kaê Guajajara, Siba Puri, DJ Rapha Anacé, Tainara Takua, Gean Pankararu, Heloisa Araújo Tukue, Brisa Flow, DJ Eric Terena, MC Anarandá, Katú Mirim, Òwerá, Edvan Fulni-ô, Suraras do Tapajós, Brô MC’s, DJ Scott Hill, DJ Italo Tremembé, e Grandão Vaqueiro. A proposta curatorial da programação propõe participações e misturas musicais de artistas não-indígenas que ainda serão anunciados pela produção. Integram a programação artistas convidados pelos nomes indígenas, como Gaby Amarantos, Xamã, Lenine, Mariene Castro e  Felipe Cordeiro.

A seleção do line-up do festival prestigiou artistas vindos dos seis biomas brasileiros. Entre os indígenas, integram a lista tanto nomes que já têm uma trajetória na música, quanto revelações. “Queremos dar espaço a quem já tem estrada e a quem está começando. Para promover um grande intercâmbio e fortalecer o teor político do festival, convidamos artistas não-indígenas consagrados na indústria musical que sejam aliados da nossa causa”, explica Priscila Tapajowara, coordenadora do Brasil É Terra Indígena.

Confira a programação completa dos talk shows:

13 de dezembro

11h – Talk Show: Comunicação Indígena e suas Narrativas

Mediação: Erisvan Guajajara – Mídia Indígena

Convidados:

– Samela Sateré Mawé – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib)

– Mitã Xipaya – Coordenação de Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira

(Coiab)

– Sally Nhandewa – Grande Assembleia dos povos Guarani e Kaiowá (Aty Guasu)

– Ziel Karapotó – Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste,

Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme)

– Gabriel Karai – Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpinsul)

– Jovino Guarani – Comissão Guarani Yvyrupa (CGY)

– Cicero Terena – Conselho do Povo Terena

– Vanessa Kaingang – Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (ArpinSul)

14h – Talk Show: Economia ancestral e a Sociobiodiversidade

Mediadora: Tipuici Manoki – Comunicadora e artesã indígena

Convidados:

– Lu Tariano – Coordenadora do Departamento de Negócios Socioambientais da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN)

– Adriana Ramos – Secretária Executiva do Instituto Socioambiental e coordenadora do Observatório do Clima

– Lucia Alberta – Diretora de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)

– Juliano Salgado – Cineasta e Presidente do Instituto Terra

– Marcelo Rosenbaum – Fundador do Instituto A Gente Transforma, arquiteto e designer

16h – Talk Show: Diálogo sobre a ocupação indígena na moda

Mediação: Samela Sateré Mawé – comunicadora e influenciadora digital

Convidados:

– Patricia Naiara Kamayura – Estilista indígena Xingu

– Rodrigo Tremembé – Estilista e design de moda

– Weena Tikuna – Artista indígena e produtora de moda

– Sioduhi Lima – Estilista do povo Piratapuya

17h30 – Talk Show: Música Indígena no Topo

Mediadora: Djuena Tikuna

Convidados:

– Brô MCs

– Heloisa Araújo Tukue

– Erick Terena

– Gean Pankararu

– Edvan Fulni-ô 

– Owerá

– Katú Mirim

14 de dezembro

10h – Talk Show: Questões climáticas, o que é isso?

Mediadora: Jozileia Kaingang

Convidados:

– Marina Silva – Ministra do MInistério do Meio Ambiente

– Max Maciel – Deputado distrital

– Conceição Amorim – Assistente social e professora do estado do Maranhão

– Beka Munduruku – Comunicadora da Mídia Indígena e do Coletivo Daje Kapap Eypi

– Suliete Baré – Coordenadora geral de Enfrentamento à Crise Climática do Ministério dos Povos Indígenas (MPI)

Cerâmica Tukano – Divulgação

SERVIÇO
Festival Brasil É Terra Indígena
Feira de Arte dos Povos Indígenas: 13 e 14 de dezembro, das 9 às 20h
Espaço Tecnologia e Ancestralidade: talk shows dias 13 e 14 de dezembro, a partir das 10h
Atrações musicais: 13 dezembro, a partir das 19h, e 14 de dezembro, a partir das 18h
No Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul, Lote 2)
Entrada Gratuita
Classificação etária: livre
Instagram: https://www.instagram.com/festivalindigena/

9ª Edição da Feira Cultural de Ceilândia: Casa do Cantador recebe Odair José, cultura popular e economia criativa ceilandense

Festival celebra a descentralização da cultura em evento gratuito com música, teatro e diversidade

Neste sábado, 9 de dezembro, as dependências da Casa do Cantador serão palco da 9ª Edição da Feira Cultural de Ceilândia, projeto que se consolidou como um dos principais eventos culturais da agenda do Distrito Federal. Com fomento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), a celebração envolve artistas da cultura popular da cidade, exposições de produtores locais da economia criativa e conta com a presença do cantor e compositor Odair José como atração nacional.

A Feira Cultural de Ceilândia nasceu com o propósito de destacar o valor da cultura no contrafluxo, oferecendo shows de alta qualidade de forma gratuita. Com 51 anos de história, Ceilândia é referência na cultura nordestina no DF, e o evento busca unir os ceilandenses em toda a sua diversidade musical, com ritmos que vão desde MPB, HIP-HOP, Samba, Forró até Teatro de Mamulengo.

Com expositores de diversos segmentos como moda, arte, gastronomia e artesanato, a programação cultural promete entreter o público a partir das 15h com um line-up diversificado, para todos os gostos e idades. Entre os destaques estão apresentações de Rota 40, Rego Junior, Mamulengo Fuzuê, Lília Diniz, Diogo Logo, Amor Maior, Nanci Araújo, Caco de Cuia e encerrando com chave de ouro, Odair José às 21h40.

Foto divulgação

À frente da ação, a produtora cultural Rosângela Dantas celebra a continuidade do projeto: “Estamos muito entusiasmados em realizar a 9ª edição da Feira Cultural de Ceilândia. Esta iniciativa é uma celebração da diversidade cultural presente em nossa cidade, e a cada edição buscamos superar as expectativas, proporcionando experiências únicas para todos os participantes. Acreditamos que a cultura é um pilar fundamental para o desenvolvimento de uma comunidade, e a Feira Cultural é uma maneira de destacar e fortalecer a identidade plural de Ceilândia.”

Além de celebrar a riqueza da música brasileira que norteia as raízes culturais de Ceilândia, a feira também se destaca por ter um olhar cuidadoso em relação a questões significativas. O evento se preocupa com a acessibilidade, contando com intérpretes de libras, estrutura para pessoas com deficiência, além de áudio descrição ao vivo para atender a diversidade de públicos. A 9ª edição da Feira Cultural é idealizada pela Artecei Produções Artísticas e Culturais, comprometida em promover a cultura e as artes no Distrito Federal.

Foto divulgação

Odair José, romântico no Palácio da Poesia

A 9ª edição promete superar as expectativas, trazendo uma programação renovada com o valor de artistas e produtores locais de Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol. Além disso, o evento contará com um show de encerramento de uma atração de renome nacional: Odair José.

Reconhecido como “O Terror das Empregadas e Bob Dylan do Central do Brasil” por suas letras românticas, o artista é um ícone da música popular brasileira, abordando temas profundos e cotidianos em suas canções. Com um repertório que atravessa gerações, Odair José enumera mais de 80 milhões de discos vendidos, entre álbuns originais, ao vivo, coletâneas e versões em espanhol. Entre os sucessos mais populares estão: “Pare de Tomar a Pílula” e “Vou tirar você deste lugar”.

Foto divulgação

Serviço: Feira Cultural de Ceilândia – 9ª Edição

Evento Gratuito
Data: 09 de dezembro
Hora: 15:00
Local: Casa do Cantador – Ceilândia
Programação:
Rota 40 às 15h
Rego Junior às 15h50
Mamulengo Fuzuê às 16h40
Lília Diniz às 17h30
Diogo Logo às 18h20
Amor Maior às 19h10
Nanci Araújo às 20h
Caco de Cuia às 20h50
Odair José às 21h40

Instagram: @arteceiproducoes

Tráfico de pessoas, Debate sobre o sistema, a legislação e os demais desafios culturais

A Justiça Humanitária Social tem o prazer de lhe convidar para o lançamento do livro: “TRÁFICO DE PESSOAS: debate sobre o sistema, a legislação e os demais desafios atuais”, organizado pelo nosso Comitê de Estudos Jurídicos.

O evento acontecerá no dia 04/12/23, das 18:30 às 21:00, no Espaço Cultural Golden Tulip Hotel (SHTN Trecho 1 Brasília/DF), com a presença do Ministro aposentado do STF, Marco Aurélio de Mello.

Será uma oportunidade para nos reunir, conversar sobre o livro e comemorar essa conquista.

Por Marilane Lopes Ribeiro

PAULINO AVERSA E NICOLAS BEHR LANÇAM LIVRO SOBRE A NOSSA RODÔ NA ESTAÇÃO RODOVIÁRIA

RODÔ – Poesia passageira, poemas sem destino é o título do novo livro da dupla: o artista plástico Paulino Aversa e o poeta Nicolas Behr, a ser distribuído gratuitamente na Estação Rodoviária.

Com 80 páginas, design de Gabriel Menezes, apoio do SESC DF e do movimento Viva Brasília Viva, o livro é ricamente ilustrado por Paulino Aversa, que nasceu em Brasília no ano da fundação da cidade, testemunha ocular da história. Nicolas Behr nos traz poemas inéditos sobre a Rodô, essa verdadeira “personagem” da nossa cidade.

“O que caracteriza a arte do Paulino Aversa é que ele insere o cotidiano de Brasília na sua obra. E neste livro temos um recorte muito realista do seu olhar sobre a Rodô” , declara Nicolas Behr sobre o trabalho do seu parceiro.

“Com este livro realizo um sonho antigo que é o de fazer um livro com o Nicolas Behr. Ele com suas palavras e eu com minhas imagens”, diz o artista plástico Paulino Aversa.

Além do SESC DF o livro RODÔ – poesia passageira, poemas sem destino,– tem o apoio do movimento Viva Brasília Viva, uma corrente de valorização à arte que floresce no Distrito Federal.

“Para mim, que sempre tive na leitura uma porta de entrada para o mundo, é uma realização indescritível. Tenho certeza de que todas as pessoas alcançadas por esse projeto também se sentirão dessa maneira”, finaliza o diretor regional do SESC, Valcides de Araújo.

O livro será distribuído gratuitamente aos usuários do transporte publico do DF, numa busca de interação entre o público frequentador da Estação Rodoviária e os autores, valorizando cada vez mais aquele espaço urbano e a cultura da cidade.

Serviço:

Lançamento:

ESTAÇÃO RODOVIÁRIA DO PLANO PILOTO 

Dia  7 de dezembro ( quinta-feira ) 

a partir das 16 horas, na parte inferior da 

Plataforma, mais próximo à entrada do Metro. 

O livro terá distribuição gratuita.

Contato com os autores:

Paulino Aversa  – 98244 8914 

Instagram  @paulinoaversaoficial 

Nicolas Behr – 99982 0418 

Instagram @nicolasbehr

SESC CEILÂNDIA RECEBE MOSTRA DE VIDEOCLIPES E DOCUMENTÁRIOS EM 02 E 03/12

Evento faz parte da 2º etapa do Prêmio Profissionais da Música e exibirá 29 produções de todas as regiões do país 

Em 02 e 03 de dezembro, o Sesc Ceilândia receberá a Mostra de Videoclipes e documentários musicais dentro da 2ª etapa do Prêmio Profissionais da Música. Aberto ao público, o evento exibirá 29 produções de todas as regiões do país, destacando o trabalho dos finalistas que concorreram à premiação realizada em junho, no Museu da República. Brasília, claro, está bem representada com Todos Sonhos Desse Mundo”, de Japão Viela17; “Presente de um Beija-Flor”, de Izabella Rocha; “Desilusão”, de Sellva e “Saudade”, de Mayara Dourado. Estes artistas também estarão no local para participar do painel: “Vídeoclipe: investimento x resultado. Vale à pena?”, em 03 de dezembro.

A programação é rica, com linguagens diversas utilizadas para levar ainda mais longe a qualidade do trabalho dos artistas e profissionais envolvidos. Os videoclipes são um recurso audiovisual de extrema importância para a difusão musical e o que é melhor: com tantas ferramentas tecnológicas acessíveis, não são mais exclusividade de quem pode dispor de grandes orçamentos. O que não muda é a colaboração de profissionais competentes e criativos e a vontade de fazer acontecer”, afirma Gustavo Vasconcellos, idealizador do PPM e mediador do painel.

A lista de obras apresentadas se completa com “Água Doce”, de Aíla; “Dançando com Oxum”, de Timbres E Temperos; “Falcão e o Coração de Mosquito”, de Allex Ribeiro; “Kananciuê”, de Lucilene Castro; “Rio Abaixo do Rio”, Luli Braga; “A Dança do Caos”, de Sargaço Nightclub; “Deixa”, Fabiana Santiago; “Identidade”, de Melaninaemsi; “Sinais”, de Ana Paula Albuquerque, e “Ynaê”, de Gama Junior; “Chorar”, de Karola Nunes; “Desenho dos Sonhos”, de Fernanda Cabral; “Escolhas”, de Versa; “O Quarto e Ela”, de Serginho Feijó; “Passagem de Ida”, de Clarissa Bruns; “Ser Criança”, de Laura Dalmás; Zoiuda, de Raissa Fayet; “A Banda de Um Homem Só”, de Rodrigo Torrero; “Audax – Between Us”, de Felipe Krust; “Mand´ela”, de Afrodizia; “Medo”, de  Taïs Reganelli feat. Pedro Luís; “Miragem”, de Emílio Victtor; “Tela a Pele”, de Yasmin Umbelino. Na parte reservada aos documentários serão duas produções: Chico Mário – a melodia da liberdade”, de Silvio Tendler e “Prêmio Profissionais da Música 7ª edição | Temos um país para reconstruir. Viva a cultura popular”, de Fábio Alexandre.

O Sesc Ceilândia também abrigará outros três painéis: “Como aprovei o Meu Primeiro FAC”, com o professor de música e instrumentista João Rochael; “Criar, Conectar, Respeitar”, com o cantor Salomão di Pádua e “Como exportar a música de Brasília a partir de feiras internacionais”, com a jornalista Charlotte Vilela e o cinegrafista Fábio Alexandre.

Sobre o PPM

Em sua 7ª edição, em 2023, o PPM foi dividido em duas etapas. A 1ª, realizada em junho, alcançou abrangência nacional com a premiação de profissionais de todo o país distribuídos em 176 categorias. Já a 2ª, confirmada para dezembro, será predominantemente voltada para o Distrito Federal. Na programação, realizada em unidades do SESC DF, haverá exibição de conteúdos audiovisuais e shows. O evento é feito por e para os profissionais da música de todo o país, com o propósito da valorização de toda a cadeia criativa e produtiva da música, desde os bastidores, passando pela obra em si, até sua distribuição. É um evento inclusivo que conta com intérpretes de LIBRAS, instalações acessíveis a pessoas com deficiências e outros recursos de acessibilidade. O PPM foi/é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

Links videoclipes do DF:

Desilusão, de Sellva:

Presente de um Beija-Flor, de Izabella Rocha: https://www.youtube.com/watch?v=BttmGiIn5RE

Todos Sonhos Desse Mundo, de Viela17: https://www.youtube.com/watch?v=23WFSItR7os

Desilusão, de Sellva:

Saudade, de Mayara Dourado:

Serviço:

Mostra de videoclipes e documentários musicais

Programação

De 02 a 03/12, das 19 às 22h

03/12: “Vídeoclipe: investimento x resultado. Vale à pena?”

Teatro SESC Ceilândia- QNN 27 Área Especial S/N, Ceilândia Norte

Indicação: Livre

Entrada: Franca

Painéis PPM

Programação

03/12, das 17h às 19h

Teatro SESC Ceilândia- QNN 27 Área Especial S/N, Ceilândia Norte

Indicação: Livre

Entrada: Franca

Informações completas: http://www.ppm.art.br/

Projeto de teatro independente “Duo Essencial – tela em branco” traz performances solo em Brasília neste fim de semana

Luca Lima – crédito Thaísa Pasqua

O público de Brasília terá uma oportunidade única neste fim de semana com o espetáculo teatral “Duo Essencial – tela em branco”, apresentado por dois talentosos artistas independentes: Luca Lima (Brasília) e Wallace Dutra (São Paulo), integrantes do Centro de Estudos do Teatro Essencial (CETE), de Denise Stoklos.

Na noite de sábado (02/12) e do domingo (03/12), os jovens atores farão apresentações solo envolventes que exploram temas como amor, liberdade, vida, arte e loucura, na Casa da Cultura Brasília. As performances, intituladas “Demos” e “PSI”, convidam o público a uma experiência íntima, livre de excessos cênicos e diretamente conectada à essência humana.

Luca Lima, com o solo “Demos”, apresentará uma dramaturgia autoral que trabalha desde 2018, enquanto Wallace Dutra, com uma performance inspirada em Sarah Kane, intitulada “PSI”, oferecerá uma versão renovada após estreias em Irati (PR) e São Paulo (SP).

Ambas apresentações destacam a presença humana, proporcionando uma reflexão profunda sobre uma sociedade moldada pela velocidade das redes sociais e dos meios de comunicação modernos. Em um mundo onde, como expressa o poeta, “nos deram espelhos/e vimos o mundo doente”, essas performances buscam estimular diálogos significativos sobre a condição humana.

Wallace Dutra – crédito Wallace Dutra

Serviço:
“Duo Essencial – tela em branco”, com Luca Lima (Demos) e Wallace Dutra (PSI)
Local: 
Casa da Cultura Brasília (SHCGN 703, bloco H, casa 12)
Data: sábado e domingo, 2 e 3 de dezembro de 2023, a partir das 19h30
Ingressos: via Sympla
Preços: R$ 40,00 (inteira) / R$ 20,00 (meia-entrada com doação de produto de limpeza)

A vida de Dom Pedro I ganha uma nova abordagem em livro inédito sobre a trajetória musical do Imperador, autor do Hino da Independência  

Escrita pela cravista Rosana Lanzelotte e patrocinada pela farmacêutica EMS, a obra é fruto de quatro anos de pesquisas em bibliotecas pelo mundo; as composições citadas estão disponíveis gratuitamente no portal Musica Brasilis e nas plataformas digitais

O lançamento acontece na Livraria da Travessa, em Ipanema, no dia 10 de novembro, 19hs, e na Festa Literária Internacional de Paraty, no dia 25 de novembro

A musicista e pesquisadora Rosana Lanzelotte lança o livro “Já raiou a Liberdade – D. Pedro I compositor e a música de seu tempo”, pela editora Capivara. A publicação, disponível em formato impresso e em e-book, focaliza a trajetória musical de D. Pedro I, autor do Hino da Independência.

Praticante de diversos instrumentos musicais, esta faceta de compositor é desconhecida por muitos. O lançamento acontecerá na Livraria da Travessa, em Brasília, no dia 6 de dezembro, a partir das 19h. Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul já sediaram sessões de autógrafos, sempre bem recebidos pelo público.

O livro é fruto de quatro anos de pesquisas sobre a trajetória e as obras de D. Pedro I, em bibliotecas do Brasil, França, Portugal e Áustria. Foram publicadas todas as obras musicais conhecidas de D. Pedro, gratuitamente disponíveis através do portal Musica Brasilis (https://musicabrasilis.org.br/), criado por Rosana em 2009. As obras foram editadas no âmbito do projeto Acervo Digital de Partituras Brasileiras, cujo objetivo é dar acesso livre e aberto a edições de 5 mil partituras de compositores brasileiros em domínio público através da web. “Um convite para conhecermos a trajetória do “rei-orquestra”, que dominava vários instrumentos e que compôs obras publicadas em Lisboa, Porto, Paris e Londres” explica Maurício Vicente Ferreira Júnior, historiador, Diretor do Museu Imperial. 

O livro é um encontro entre a contemporaneidade e o passado. Se por um lado, o leitor pode ter acesso aos bastidores da história do país, por outro, ele se transforma em um leitor-ouvinte, uma vez que todas as obras musicais mencionadas podem ser ouvidas através de QR Codes que levam aos áudios e/ ou vídeos das composições. Dessa forma, a experiência da leitura ganha novos contornos. “Trata-se de um livro sobre música e História. Por isso, nada mais adequado do que sugerir que o leitor ouça os repertórios.”, conta a autora. “Escrito com graça, leveza e objetividade, o livro de Rosana Lanzelotte é uma biografia de D. Pedro I que foca em um dos aspectos que a historiografia tem tratado de forma secundária: sua produção musical”, diz Isabel Lustosa, historiadora e cientista política. 

“Já raiou a Liberdade” coloca, a partir de estudos inéditos e aprofundados, a correta posição de D. Pedro I em nossa história, não apenas como um príncipe libertário, mas como um músico de elevado talento e pleno domínio do artesanato composicional. Também nos revela a densidade e qualidade técnica deste estudo-biografia, praticado por uma das maiores instrumentistas e conhecedora da realidade histórica e musical brasileira, Rosana Lanzelotte. Leitura obrigatória de todo interessado ou profissional da música deste país”, declara o maestro e arranjador Júlio Medaglia

O livro também é celebrado por musicólogos portugueses: “Rosana Lanzelotte tanto tem feito, como intérprete, pesquisadora e gestora cultural pela causa da redescoberta e da divulgação da música no Brasil, e aqui, mais uma vez, nos demonstra como o rigor e a profundidade da investigação podem conviver com o talento de uma excelente contadora de histórias”, comenta Rui Vieira Nery, da Universidade Nova de Lisboa.

Este projeto é viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com o patrocínio da farmacêutica EMS, apoio financeiro da Sirius e Pleni, e realização do Instituto Musica Brasilis, Ministério da Cultura e Governo Federal, União e Reconstrução.

“Para a EMS, uma empresa 100% nacional, que investe e aposta no Brasil há 59 anos, é um orgulho patrocinar uma obra desse porte e conteúdo, que mostra a faceta do compositor de D. Pedro I, obras por ele compostas e seus tantos significados. Nossa proposta é colaborar para tornar pública tamanha riqueza e para ampliar o acesso ao conhecimento de fatos do país, valorizando a nossa história e enriquecendo as reflexões sobre como e por que chegamos a ser quem somos e quem ainda podemos chegar a ser como nação”, explica Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS. A empresa é também uma das patrocinadoras das obras de revitalização e ampliação do Museu do Ipiranga, o maior símbolo da Independência do Brasil, reaberto ao público em setembro de 2022.

A autora autografou alguns livros para os primeiros que adquirirem na livraria

Foto divulgação

Serviço:

Sessão de autógrafos

RIO DE JANEIRO/RJ

sexta, 10/11, às 19 horas

Livraria da Travessa

R. Visconde de Pirajá, 572

Ipanema

segunda, 04/12, às 19 horas

Livraria Janela

Shopping da Gávea – R. Marquês de São Vicente, 52

Gávea

PARATY/RJ

sábado, 25/11, 19 horas

Pousada Literária

Centro Histórico

PORTO ALEGRE/RS

quinta, 30/11, às 15 horas

Livraria Banca do Livro – MARGS

Praça da Alfândega, s/n

Centro Histórico

BELO HORIZONTE/MG

sábado, 2/12, às 11 horas

Livraria da Rua

R. Antônio de Albuquerque, 913

Funcionários

BRASÍLIA/DF

quarta, 6/12, às 19 horas

Livraria da Travessa

CASAPARK – SGCV/Sul Lote 22 – 4A

Preço:

Livro – R$60,00 | Ebook – R$ 30,00

Detalhes do Livro:

Editora: Capivara; 1ª edição (15 agosto 2023)

Idioma: Português

224 páginas (capa dura) | 140 ilustrações

Dimensões:‎ 21 x 25 cm

Mais informações:

https://musicabrasilis.org.br/noticias/ja-raiou-liberdade-d-pedro-i-compositor-e-musica-de-seu-tempo

https://www.linkedin.com/company/musicabrasilis/

https://www.instagram.com/musicabrasilis/

Estreia do Programa “Sucesso na Quebrada” na Ativa FM nesta sexta (1º)

A partir desta sexta-feira, 1º de dezembro, a Ativa FM traz uma nova e vibrante experiência radiofônica para a comunidade do Distrito Federal e Entorno. O aguardado programa “Sucesso na Quebrada” chega para celebrar e promover a rica cena musical autoral da região. 

O programa comandado por Lucas Martins vai ao ar de segunda a sábado das 13h às 14h30 e é dedicado exclusivamente a apresentar as melhores músicas autorais produzidas por talentosos artistas do Distrito Federal e áreas vizinhas. O projeto conta com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec).  

Com uma playlist diversificada, “Sucesso na Quebrada” busca proporcionar aos ouvintes uma jornada musical única, destacando a autenticidade e a diversidade artística da região. A Ativa FM se orgulha de ser uma plataforma que valoriza e apoia a criatividade local, dando voz aos artistas emergentes da comunidade.

Se você é artista ou banda autoral e quer sua música tocada na rádio Ativa Fm envie sua música para sucessonaquebrada@gmail.com

Sucesso na quebrada

Sintonize em Ativa FM 98,1

De segunda a sábado 

Das 13h às 14h30