Categoria: Cultura, Entretenimento

Conheça os premiados do 18º Festival Taguá de Cinema 

Foto divulgação

O festival — pioneiro em levar cinema para a quebrada  do DF — exibiu quase 60 filmes ao longo dos quatro dias de evento  

A 18ª edição do Festival Taguá de Cinema chegou ao fim com o sentimento de missão cumprida: dar espaço a histórias que desafiam o senso comum, provando que o cinema é um instrumento poderosíssimo de luta e transformação. 

Foram quase 60 obras exibidas ao longo dos quatro dias de evento, no CEMTN, em Taguatinga Norte. Produções de destaque das mostras DF e Competitiva foram premiadas pelo público e pelo júri técnico do festival. Oitavo Anjo, de Igor Nascimento de Souza, foi um dos filmes reconhecidos entre os competidores do Distrito Federal. O curta foi totalmente produzido por alunos do curso de audiovisual do Instituto Federal de Brasília (IFB). 

“É muito satisfatório participar dessa mostra, porque é um sonho que a gente tem. É o meu primeiro curta e primeira vez que escrevo. O Festival Taguá é o maior festival da quebrada de Brasília. Nosso filme é feito na quebrada, produzido por uma galera de quebrada e ser exibido na quebrada e ser reconhecido é muito importante”, comemora Bruno Gustavo, que foi responsável pelo roteiro e pela fotografia do filme. 

Encantos para Omo e Iyá, de Antonio Balbino,  foi o filme escolhido pelo público da Mostra DF. A menção honrosa foi para o documentário No Profundo do Sonho, de Filipe de Almeida Cardeal.

Mostra Competitiva 

O curta Ludmilla (DF), de Vinicius Moreira, foi o escolhido pelo júri popular na Mostra Competitiva, que exibiu 26 filmes, vindos de todas as regiões do país. O cineasta ressalta a importância de existir um festival, como o Taguá, fora do Plano Piloto. “O primeiro desafio foi fazer o filme aqui e trazer todos os profissionais para cá, algo que não é tão comum. A importância desse festival é a gente poder contar as nossas histórias, as nossas vivências”, assinala Vinicius. 

Presépio (RJ), de Felipe Bibian, Talvez Meu Pai Seja Negro (BA), de Flávia Santana, e Como Nasce um Rio (BA), de Luma Flôres, foram os escolhidos pelo júri técnico. A Nave que Nunca Pousa (PB), de Ellen Morais, e Descamar (DF), de Nicolau, receberam a Menção Honrosa do festival.

A curadora Adriana Gomes destaca o festival como o primeiro de periferia e referência no DF. “Estou na curadoria há algumas edições e sempre é muito satisfatório ver o cinema nacional, olhar para o que está acontecendo, para o que estão pensando. É um recorte que chega do Brasil inteiro. As pessoas têm o interesse de mandar o seu filme para o Festival Taguá”, observa a curadora. 

Além da Mostra Competitiva, o idealizador do Taguá, Willian Alves, destaca a Mostra Rebeldia e Resistência, que teve os filmes Anderson, do diretor Rodrigo Meirelles, e Canto meu Alvará, de Marcelo Lins. “São dois filmes cujos os personagens centrais são interpretados por pessoas com deficiência. A sessão, que teve cerca de 20 cegos entre os espectadores, teve audiodescrição. Após as exibições, tivemos um debate muito poderoso com os atores”, conta Alves. O festival contou ainda com as mostras Azul, Infantil, Taguá VR e Aiab.  

Além do cinema 

Além das mostras, o festival também ofereceu shows musicais e oficinas. A programação musical ficou por conta das Sambadeiras, As Margaridas, Quebrada em Versos e Batalha da Fonte, grupo de Taguatinga que usa as rimas e as batidas do rap para conscientização política da cena. “A primeira edição foi em 2016. A gente fundamentou uma batalha focada em debater coisas importantes para a nossa quebrada e para o nosso movimento, como racismo e violência policial”, conta o rapper. 

Serviço – 18º Festival Taguá de Cinema
Instagram: https://www.instagram.com/festivaltagua/
Site: https://festivaltaguatinga.com.br/

Projeto “Repente na Feira” leva cultura popular e competição de poesia improvisada para a Feira da Guariroba, em Ceilândia

Foto divulgação

Com apoio do Ministério da Cultura, evento gratuito promove três domingos de apresentações, rodas de conversa e valoriza uma das mais tradicionais expressões artísticas do Brasil

A riqueza da poesia improvisada e a sonoridade das violas vão tomar conta da Feira da Guariroba, em Ceilândia, com o projeto “Repente na Feira”. Realizado pela Associação dos Cantadores Repentistas e Escritores Populares do DF e Entorno (Acrespo) e viabilizado por meio do Termo de Fomento nº 977379/2025 do Ministério da Cultura, o evento acontecerá durante três domingos consecutivos (7, 14 e 21 de dezembro), oferecendo ao público acesso gratuito a uma das mais autênticas manifestações da cultura popular brasileira.

A Feira da Guariroba, um dos maiores e mais tradicionais centros de comércio e encontro do Distrito Federal, com mais de 30 anos de história e cerca de 726 boxes, será o palco perfeito para esta iniciativa. O local, já consagrado como espaço de diversidade de produtos, artesanato e gastronomia, reforça seu papel como polo difusor de cultura, levando arte de qualidade para a população, especialmente para famílias que não têm acesso a eventos pagos.

repente, arte secular com raízes no Nordeste, envolve poesia improvisada, métrica e rima rigorosas, e é uma herança cultural trazida pelos candangos durante a construção de Brasília. O projeto visa não apenas preservar essa tradição como patrimônio cultural imaterial, mas também revitalizá-la, mostrando sua grandeza e complexidade artística para novas gerações.

Um dos pilares do “Repente na Feira” é o caráter competitivo, um estímulo histórico que exige dos artistas dedicação, agilidade mental e domínio da língua portuguesa. A competição serve como um motor para a excelência artística, premiando o talento e o compromisso com a arte. A etapa classificatória será realizada por meio de lives no YouTube da Acrespo nos dias 2 e 3 de dezembro, onde 22 repentistas concorrerão a vagas para as finais presenciais na feira.

Programação aos domingos

Aos domingos, a programação na Feira da Guariroba será intensa e gratuita, seguindo a seguinte estrutura:

  • 8h – Roda de Prosa: Atividade formativa conduzida pelo renomado repentista João Santana, abordando temas como “O Repente e suas particularidades”, “A Literatura de Cordel e a Poesia Matuta” e “Rima, Métrica e Oração Poética”.
  • 8h30 – Apresentações Competitivas:Duplas de repentistas concorrentes se enfrentam em desafios de poesia improvisada.
  • 9h30 – Apresentação Especial:Encerramento com a consagrada dupla Chico de Assis e João Santana, campeões com diversas vitórias consecutivas, que se apresentam sem competir, presenteando o público com seu talento.

 “Levar o repente para o coração de uma feira popular como a da Guariroba é celebrar a essência da cultura do povo. É na simplicidade e no calor do contato direto que essa arte secular se renova e se fortalece”, destaca a organização do projeto.

“Repente na Feira” é um convite para vivenciar a emoção da poesia feita na hora, a tradição da viola e a força de uma cultura que resiste e se reinventa, encontrando na feira livre seu palco ideal.

Serviço:

Evento: Projeto “Repente na Feira”

Local: Feira da Guariroba – Ceilândia, DF

Datas: 7, 14 e 21 de dezembro (domingos)

Horário: A partir das 8h

Entrada: gratuita

Realização: Acrespo

Apoio: Ministério da Cultura (Termo de Fomento nº 977379/2025)

Sobre a Acrespo:

A Associação dos Cantadores Repentistas e Escritores Populares do DF e Entorno (Acrespo) tem um histórico de décadas na promoção e preservação do repente na região. É responsável pela realização de diversos festivais competitivos que consolidaram a arte dos cantadores no Distrito Federal.

CLARICE(A)NAS: O ENCONTRO ENTRE MÚSICA E TECNOLOGIA EM HOMENAGEM A CLARICE LISPECTOR

Divulgado

Espetáculo multimídia para piano solo traz a genialidade da escritora brasileira através de composições inéditas e performance audiovisual inédita no DF

Em uma ousada fusão entre a música erudita e as artes multimídia, o espetáculo Clarice(a)nas, do compositor Marcus Mota, faz uma homenagem única à escritora Clarice Lispector, celebrando seus cem anos de nascimento, de maneira inovadora e sensorial. O evento será realizado em Brasília nos dias 06, 07 e 09 de dezembro, no Teatro Mifásol-Lá, com entrada franca.

Composta por uma suíte inédita para piano solo, Clarice(a)nas transcende o formato tradicional de recital. Ao lado da pianista Gisele Pires, a obra será acompanhada por projeções de vídeos criados por Alexandre Rangel,que mostram os textos base de cada peça e as partituras animadas. O espetáculo também conta com a participação da atriz Camila Guerra, que interpreta em duas línguas – português e Libras – as palavras de Clarice Lispector, enriquecendo a experiência com uma perspectiva visual e inclusiva. Além disso, o compositor Marcus Mota compartilhará, ao vivo, as motivações e as técnicas que deram origem à obra, numa interação entre palestra e performance, desafiando a forma convencional de se fazer música erudita.

“A proposta de Clarice(a)nas é criar um espaço onde diferentes linguagens artísticas se encontram. A música, o texto, o movimento e a tecnologia se entrelaçam para formar um espetáculo inovador, capaz de sensibilizar todos os sentidos”, afirma Mota, que em sua fala sobre o processo criativo revela que a ideia surgiu durante o período da pandemia, quando a sociedade foi tomada por um silêncio mundial. “Foi nesse contexto de distanciamento social que mergulhei na obra de Lispector, criando uma obra que, ao mesmo tempo, homenageia e questiona a vida e a escrita da autora, refletindo sobre o contraste entre a vida e a morte”, finaliza Marcus.

O espetáculo tem ainda uma programação especial no dia 09 de dezembro, com acessibilidade, incluindo interpretação em Libras e áudio descrição, proporcionando uma experiência inclusiva para todas as pessoas. O evento, realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, tem a proposta de aproximar a música erudita contemporânea do grande público, utilizando recursos tecnológicos para potencializar o impacto da obra.

SERVIÇO
Espetáculo: Clarice(a)nas: Espetáculo para Piano em Espetáculo Multimídia
Compositor: Marcus Mota
Elenco: Gisele Pires (pianista) e Camila Guerra (atriz)
Datas: 06, 07 e 09 de dezembro
Horário: 19h
Local: Teatro Mifásol-Lá
Endereço: CRS 503, Bloco C, Loja 49 – Entrada W2 Sul
Entrada: Gratuita
Duração: Aproximadamente 40 minutos
Acessibilidade (dia 09): interpretação em Libras e áudio descrição.

Marisa Monte chega a Brasília com a turnê Phonica

Foto divulgação

Acompanhada pela sua banda e por uma orquestra sinfônica com 55 músicos, artista se apresenta no próximo sábado, 29 de novembro, no Gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano

Depois de encantar plateias em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, Marisa Monte desembarca em Brasília no próximo sábado, dia 29, com o espetáculo Phonica, um dos projetos mais aguardados do ano. Acompanhada pela sua banda e por uma orquestra sinfônica formada por 55 músicos, sob regência do maestro André Bachur, a apresentação será realizada no Gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano. 

Nas cidades por onde passou, Phonica tem emocionado o público com o repertório da turnê. No setlist, hits importantes da trajetória da cantora, como VilarejoAmor I Love YouBeija Eu, DiariamenteFeliz Alegre e Forte Não Vá Embora. Sucessos dos Tribalistas – parceria da artista com Carlinhos BrownArnaldo Antunes – também embalam os fãs, entre eles Carnavália e Velha Infância. A artista ainda interpreta sua nova composição, Sua Onda, lançada no início do mês de outubro especialmente para trazer algo inédito para a turnê.

No palco, Marisa está acompanhada por sua banda base, formada por Dadi Carvalho no violão e guitarra, Pupillo na bateria, Alberto Continentino no baixo e Pedrinho da Serrinha no cavaquinho e percussão. Entre os 55 instrumentistas que formam a orquestra selecionada especialmente para a turnê, estão 32 músicos de cordas, 18 de sopros, além de um trio de percussão, uma harpista e um pianista.

A turnê Phonica – Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo é apresentada pelo Banco do Brasil, tem cartões BB Visa como meio de pagamento preferencial, patrocínio da Renner e Gol, apoio da Shell, a Billboard Brasil como parceira de conteúdo e a Imobie a Eletromidia como parceiras de mídia. 

Serviço

29/11 – Brasília – Gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano

Ingressos em www.ticketsforfun.com.br

Mais informações

www.marisamonte.com.br

www.youtube.com/marisamonte

www.instagram.com/marisamonte

www.facebook.com/marisamonteoficial

www.tiktok.com/@marisamonte

Banda Marisa Monte

Dadi Carvalho – violão e guitarra 

Pupillo – bateria 

Alberto Continentino – baixo 

Pedrinho da Serrinha – cavaquinho e percussão 

Orquestra Sinfônica

Priscila Rato – Violino 

Willian Gizzi – Violino 

Paloma Pitaya – Violino 

Beatriz Rodrigues – Violino 

Alice Bevilacqua – Violino 

Marina Xavier – Violino 

Camila Picasso – Violino 

Rafaela Pires – Violino 

Thiago Brisolla – Violino 

Daiane Namen – Violino 

Marina Dias – Violino 

Matheus Pereira – Violino 

Ana Laura – Violino 

Gabriel Curalov – Violino 

Veronica Lopes – Violino 

Gabriel Meca – Violino 

Pedro Visockas – Viola 

Kinda – Viola 

Leticia Camargo – Viola 

Isabella Marques – Viola 

Giovanni Melo – Viola 

Gui Bomfim – Viola         

Raul Andueza – Violoncelo 

Giovanna Lelis Airoldi – Violoncelo 

Nathalia Sudário – Violoncelo 

Peppi Araújo – Violoncelo 

Leonardo De Salles – Violoncelo 

Mayara Alencar – Violoncelo 

Gustavo D’Ippolito – Contrabaixo 

Leticia Felicia – Contrabaixo 

João Pedro Reis – Contrabaixo 

Robson Monteiro – Contrabaixo 

Leandro Tigrão – Flauta 1 

Letícia Maia – Flauta 2 

André Massuia – Oboé 

Gerson Abreu – Oboé     

Lucas Ferreira Dos Santos – Clarineta 1 

Kesia Pessoa – Clarinete 2          

Sandra Ribeiro – Fagote 1 

Samyr Imad – Fagote 2 

Tamires Kamisaka – Trompa 1 

Glenda Katrina – Trompa 2 

Rafael Xavier – Trompa 3 

Valquiria Braz – Trompa 4 

Raphael Sampaio – Trompete 1 

Bruno Zambonini – Trompete 2 

Jaziel Gomes – Trombone 

Tales Thomaz – Trombone 

Yohanna Tamarozzi – Trombone baixo 

João Marcos Oliveira – Tuba 

Daniel Grajew – Piano/Acordeon 

Carlos dos Santos – Percussão 

Guilherme Florentino – Percussão 

Ana Luz – Percussão
Talita Martins – Harpa 

O premiado espetáculo “Manual Antirracista” realiza apresentações gratuitas no DF

Foto de Osvaldo Lima

Nascido da energia pulsante da Escola Parque Anísio Teixeira, em Ceilândia, o espetáculo “Manual Antirracista” cresceu, ganhou o mundo e hoje se firma como uma experiência cênica potente produzidas no Distrito Federal. Criado em 2022 a partir de uma oficina de teatro escolar, o trabalho atravessou festivais, escolas públicas e ações pedagógicas, conquistando reconhecimento artístico e relevância social.

Agora, em temporada no Distrito Federal —, iniciada na Faculdade UnB Planaltina (FUP) em 24/11— o “Manual Antirracista” apresenta sessões gratuitas (via Sympla) em novembro e dezembro, circulando pelo Plano Piloto (Museu Nacional, dias 02 e 03/12) e Ceilândia (Céu das Artes, dia 08 e 09/12),oferecendo ações pedagógicas e celebrando o Mês da Consciência Negra.

O espetáculo surgiu quando professores e estudantes se debruçaram sobre temas como africanidades, empoderamento negro e luta antirracista. Cada turma criou cenas a partir de suas próprias vivências — sementes que, reunidas, deram origem à dramaturgia assinada por Alana de Azevedo, também diretora do grupo Epateatro.
Segundo ela, “o Manual nasceu da voz dos alunos — dos desejos, inquietações e perguntas que eles queriam ver no palco”.

A criação se fortaleceu com estudo, pesquisa e vivência. O grupo leu “Pequeno Manual Antirracista”, de Djamila Ribeiro, explorou técnicas do Teatro do Oprimido e mergulhou em narrativas afro-brasileiras. O resultado é um espetáculo em quadros que aborda desde contos africanos e representatividade até violência racial, passando por memória, afeto e resistência.

Em cena, o público encontra uma mãe que ressignifica a autoestima da filha negra por meio das histórias dos orixás; relatos reais de racismo e violência atualizados a cada temporada; uma releitura afiada de Cinderela, em que a princesa é negra e enfrenta as sutilezas do racismo cotidiano; e uma síntese histórica das leis que feriram e das que fortaleceram o povo negro no Brasil. “O  teatro virou nossa ferramenta de estudo, cura e denúncia — mas também de beleza, humor e futuro”, resume Alana.

Desde sua estreia, “Manual Antirracista” vem acumulando conquistas. Em 2023, levou os prêmios de Melhor Dramaturgia Original e Melhor Espetáculo no Festival de Teatro Estudantil Amador (FESTA). Em 2024, foi remontado com apoio do Edital Realize, alcançando 12 escolas públicas de Ceilândia. Em 2025, o projeto foi selecionado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (FAC/DF) para circular por três Regiões Administrativas. No mesmo ano, recebeu Menção Honrosa e o Troféu Destaque da Noite no 3º Prêmio Paulo Freire de Educação.

Agora, durante novembro e dezembro — mês da Consciência Negra — o espetáculo realiza seis apresentações gratuitas e ações pedagógicas em escolas públicas de todo o DF. Os ingressos serão disponibilizados no Sympla a partir de 20 de novembro.

SERVIÇO:

Manual Antirracista

Apresentações gratuitas – Novembro e Dezembro de 2025
Realização: Coletivo Epateatro
Projeto selecionado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC/DF) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal

Datas e locais:
• 02 e 03/12 – Escola Parque da 308 Sul (Plano Piloto) – sempre às 19h
• 08 e 09/12 – CEU das Artes de Ceilândia – às 14h

Ingressos: gratuitos via Sympla
Ações pedagógicas: realizadas ao longo do Mês da Consciência Negra em escolas públicas do DF
Mais informações: Instagram oficial do grupo – @coletivoepateatro

Festival Mapati de Arte e Cultura 2025 celebra o talento de crianças, jovens e artistas da casa em dezembro

Foto divulgação

O Mapati abre suas portas em dezembro para mais uma edição do Festival Mapati de Arte e Cultura, tradicional mostra de encerramento do ano que reúne teatro, circo, música e processos formativos desenvolvidos ao longo dos últimos seis meses. Em clima de celebração, o festival apresenta uma série de espetáculos e demonstrações artísticas criadas por estudantes e artistas da casa, reafirmando a vocação do Mapati como espaço de experimentação, educação sensível e convivência cultural.

Com montagens inéditas e recriações de clássicos, a programação destaca o olhar singular do grupo para a formação artística de crianças e adolescentes — marca registrada do trabalho pedagógico da instituição —, além de revisitar temas populares e religiosos com liberdade poética e linguagem contemporânea. 

O público poderá conferir desde o carismático musical “Os Saltimbancos”, passando pela festa acrobática do Festival de Circo Mapati, até o poético “Auto do Divino Nascimento”, obra que reinventa o mito cristão do nascimento de Jesus com humor, lirismo e aproximação entre o sagrado e o cotidiano.

Na versão de “Os Saltimbancos”, na segunda-feira, dia 1/12,, adaptada por Tereza Padilha, a história ganha novas cores, ritmos e referências culturais. “Incluímos samba, xaxado e até hip hop para aproximar a narrativa do universo musical brasileiro e deixá-la ainda mais atual”, explica a diretora. A montagem, que já percorre o país há três décadas, coleciona passagens por estados como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pará, Espírito Santo e Sergipe, além de ter sido apresentada internacionalmente em Luanda, Angola.

Já no” Auto do Divino Nascimento”, que será apresentado na quarta-feira (3/12),  o sagrado é deslocado para o terreno do humano. A obra reinterpreta o mito cristão do nascimento de Jesus com frescor e irreverência, aproximando personagens bíblicos do cotidiano. A Maria criada pelo dramaturgo é uma adolescente cheia de energia, curiosa e questionadora. “Com humor e delicadeza, o texto desfaz a fronteira rígida entre sagrado e profano, trazendo os mitos para perto da gente comum”, explica a diretora Tereza Padilha. 

O Festival Mapati é também o momento em que os estudantes dos cursos de musicalização sobem ao palco para compartilhar os resultados de seus percursos de criação, fortalecendo o compromisso da instituição com a formação continuada, o protagonismo artístico e a construção coletiva.

PROGRAMAÇÃO

SEGUNDA-FEIRA – 01/12/2025

OS SALTIMBANCOS
Espetáculo de Teatro – Turma Matutina
🕒 19h
Baseado no conto “Os Músicos de Bremen”, o espetáculo narra a jornada de um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata, todos fugitivos de maus-tratos. O quarteto decide unir forças para seguir rumo à cidade em busca de um sonho comum: formar um grupo musical. Ao longo do caminho, descobrem que só a cooperação e a amizade são capazes de enfrentar os obstáculos — inclusive o reencontro inesperado com seus antigos donos — e mudar seus destinos.

Finalização do Curso de Musicalização
🕒 20h

FESTIVAL DE CIRCO MAPATI
Espetáculo de Circo – Turma Matutina
🕒 21h

QUARTA-FEIRA – 03/12/2025

AUTO DO DIVINO NASCIMENTO
Espetáculo de Teatro – Turma Vespertina

SERVIÇO:

Festival Mapati de Arte e Cultura 2025
Local: Teatro Mapati (Brasília – DF)
Endereço: SHCGN 707, Bloco K, nº 05 – Asa Norte
Tel: (61) 3347-3920

De 1 a 3 de dezembro de 2025
Ingressos: R$ 50,00
🔗 Retirada de ingressos: informações disponibilizadas pelo Mapati em suas redes oficiais
Informações: ciamapati@gmail.com | www.mapati.com.br
Redes sociais:
Twitter: @ciamapati
Facebook: cia mapati
Instagram: @teatromapati

Vislumbre o futuro no TEDxBrasília

Divulgação

Nesta quinta-feira, dia 27, no Teatro dos Bancários, evento reúne lideranças da Inovação, da IA e da Economia Digital para mostrar como a Tecnologia pode reinventar o Brasil a partir de Brasília

TED nasceu da necessidade de compartilhar boas ideias com o mundo. Em palcos espalhados por mais de 130 países, especialistas de diversas áreas apresentam descobertas, experiências e caminhos que apontam para onde a humanidade está caminhando.

Em Brasília, essa conversa ganha um recorte especial: como a tecnologia, a inovação e o empreendedorismo podem reinventar o Brasil a partir da capital. É esta pergunta que move o TEDxBrasília, que neste ano traz para o palco algumas das principais lideranças da inovação no país e oferece um verdadeiro vislumbre do futuro.

Ao longo de uma noite, o público poderá conhecer iniciativas que conectam tendências globais – como inteligência artificial, construção 4.0, economia descentralizada, cidades inteligentes e governo digital – com soluções que já estão sendo testadas aqui, no Distrito Federal.

Entre os destaques do palco está Cristiane Pereira, uma das principais vozes da inovação em Brasília. Gestora de inovação, diretora-presidente do Instituto MultipliCIDADES, presidente da ASSESPRO-DF e liderança em diversas iniciativas de cidades inteligentes e fomento a startups — como o Hackacity Guará, o AgroHack e o programa START BSB —, ela mostra no TEDxBrasília como a capital pode se consolidar como referência em tecnologia e inovação voltadas à qualidade de vida nas cidades.

Outra presença de peso é a engenheira Juliana Martinelli, fundadora e CEO da InovaHouse3D, primeira empresa latino-americana a desenvolver uma impressora 3D para a construção civil. Reconhecida pela lista Forbes Under 30, ela apresenta como a impressão 3D pode reduzir custos, acelerar obras e transformar programas de habitação social, abrindo novas possibilidades para políticas públicas de moradia.

O evento também recebe o analista de sistemas Leonardo Ladeira, CEO do Portal de Compras Públicas. Especializado em aplicações web para gestão pública, ele mostra como plataformas digitais podem simplificar e tornar mais transparentes as licitações, democratizando o acesso de micro e pequenas empresas ao dinheiro público e fortalecendo economias locais.

Na fronteira da inteligência artificial, o pesquisador Lucas O. Souza traz a experiência acumulada em projetos no Vale do Silício e no setor público brasileiro. Ex-pesquisador sênior da Numenta e fundador da Derivada, iniciativa voltada ao fomento da IA no Brasil, ele debate como a inteligência artificial pode apoiar políticas públicas, educação e inovação, sem deixar pessoas e territórios para trás.

Completando o grupo de destaque em inovação e economia, o brasiliense Jorge Adriano, gerente de Estratégia e Políticas Públicas, defende que Empreendedorismo e Educação são chaves para uma economia urbana mais inclusiva. Com sólida formação em Administração, Gestão de Projetos e Marketing, ele apresenta como modelos de economia descentralizada podem fortalecer negócios locais, gerar novas oportunidades e tornar as cidades mais sustentáveis.

Além desse time, o TEDxBrasília conta ainda com as participações de Daniel Toys, Flávio Resende, Gisele Lima, GOG, Lai Santiago, Marlene Souza Lima, Nanda Fer Pimenta, Nicolas Behr, Nyedja Gennari, Pedro Helou e Simão de Miranda, que levam ao palco a força da arte urbana, da literatura, da música, da curadoria, da educação financeira, da comunicação e da palavra falada, compondo um mosaico diverso da criatividade candanga.

Um palco para ideias que inspiram

Previsto para o dia 27 de novembro, o TEDxBrasília será realizado no Teatro dos Bancários e deve reunir 500 participantes presenciais, além de alcançar milhões de pessoas no mundo todo por meio da publicação das palestras nas plataformas oficiais TED e TEDx no YouTube, que hoje somam mais de 42 milhões de assinantes.

Serão 16 palestras curtas e inspiradoras voltadas para valorizar a identidade candanga e projetar Brasília como polo de criatividade, diversidade e inovação.

O TEDxBrasília retorna à capital após sete anos. Segundo o organizador e curador Rafael Souza, jornalista com licença oficial do TED, o momento é oportuno para novas ideias ganharem espaço: “Vivemos um tempo em que o mundo precisa, mais do que nunca, de boas ideias – e também de soluções tecnológicas que tenham impacto real na vida das pessoas. Foi com esse propósito que nasceu o TED, organização global sem fins lucrativos dedicada a espalhar ‘ideas worth spreading’ — ideias que merecem ser compartilhadas”, afirma Rafael.

Com o tema Brasília — a reinvenção do Brasil, o evento parte da ideia de que a fundação da capital representou uma mudança profunda na identidade do país. Mistura de sotaques, saberes e culturas, Brasília é símbolo de futuro e criatividade — valores que estarão representados nas falas e nas performances do TEDxBrasília.

“Ter um TEDx em Brasília reforça o papel da capital como laboratório vivo de criatividade, diversidade cultural, inovação e espírito empreendedor. É uma oportunidade singular para refletir sobre o futuro da cidade e projetar iniciativas com impacto real: conectar talentos, ativar redes e apresentar ideias que inspiram ação”, comenta o organizador.

Sobre o TED e o TEDx – O TED é uma organização sem fins lucrativos dedicada a espalhar ideias que merecem ser espalhadas. O TEDx é o programa de eventos independentes, organizados localmente sob licença do TED, que compartilham a mesma missão com curadoria própria e foco em ideias. O TEDxBrasília é organizado de forma independente, seguindo as diretrizes oficiais do programa.

SERVIÇO:

TEDxBrasília – Tema: Brasília, a reinvenção do Brasil
Data: 27 de novembro (quarta-feira)
Horário: 19h30 (credenciamento a partir das 18h30)
Local: Teatro dos Bancários – Entrequadra 514/515 Sul, Brasília-DF
Público estimado: 500 pessoas
Classificação indicativa: 14 anos
Ingressos: Sympla – http://sympla.com.br/evento/tedxbrasilia-2025/3184175

O TEDxBrasília é um evento independente realizado sob licença oficial do TED, com curadoria do jornalista Rafael Souza. Todas as palestras serão publicadas posteriormente no canal TEDx no YouTube.

EXPO ARTESÃO BSB acontece neste fim de semana com programação gratuita

Divulgação

Evento reúne feira de artesanato, shows musicais e ações de incentivo à economia criativa no Quadradão Cultural de Santa Maria

A cidade de Santa Maria será palco, nos dias 28 e 29 de novembro, da EXPO ARTESÃO BSB, evento que pretende movimentar a economia criativa, fortalecer o turismo local e valorizar a produção artesanal do Distrito Federal. A iniciativa é organizada pelo Instituto Bem Viver DF e conta com apoio institucional da Secretaria de Turismo do Distrito Federal, reforçando ações de promoção do Destino Brasília e ampliando oportunidades para artistas e empreendedores da região.

A feira será realizada no Quadradão Cultural de Santa Maria (QC 1, Conjunto H, Setor Central) e terá estandes padronizados, área para circulação do público, exposição de artesanato e um palco com atrações musicais gratuitas.

Fomento à renda e ao comércio local
Criado para incentivar o trabalho dos artesãos e empreendedores da cidade, o evento garante condições acessíveis a todos os participantes. Não haverá cobrança de taxas e 100% do valor das vendas ficará com os expositores, estimulando diretamente o comércio local e a geração de renda.

Atrações culturais
A programação musical traz artistas de diferentes estilos, representando a diversidade cultural do Distrito Federal. As apresentações acontecem ao longo dos dois dias do evento.

Programação completa

Sexta-feira – 28 de novembro
08h00 às 17h00 – Exposição e atrações
08h00 — Abertura oficial com Cacá Silva
09h30 – 10h10 — Alisson e Ariel
10h30 – 11h10 — Jhonny e Rahonny
13h40 – 14h20 — Roniel e Rafael
14h50 – 15h30 — Boka de Sergipe
16h00 – 16h40 — Banda Imagem
18h00 — Encerramento

Sábado – 29 de novembro
17h00 às 00h00 – Exposição e atrações
17h00 — Abertura
18h00 – 18h40 — Talvanes e Thiago
19h10 – 19h50 — Nego Rainner
20h20 – 21h00 — Balbino
21h30 – 22h10 — Rafael Silva
22h40 – 23h20 — Trem das Cores

Santa Maria em destaque
Apesar do forte potencial cultural e da grande população, Santa Maria ainda possui poucas iniciativas de grande porte no calendário oficial do Distrito Federal. A EXPO ARTESÃO BSB surge com a proposta de mudar essa realidade, valorizando a identidade local e atraindo visitantes, o que deve movimentar o comércio, os serviços e o turismo da região.

Para os organizadores, a parceria entre o Instituto Bem Viver DF e a Secretaria de Turismo do DF reforça a importância de integrar comunidade, gestão pública e ações voltadas ao fortalecimento do turismo cultural e da economia criativa.

Serviço — EXPO ARTESÃO BSB 2025
Local: Quadradão Cultural de Santa Maria (QC 1, Conjunto H, Setor Central)
Data: 28 de novembro (das 8h às 17h) e 29 de novembro (das 17h às 00h)
Entrada: gratuita
Participação dos expositores: gratuita
Realização: Instituto Bem Viver DF
Apoio: Administração Regional de Santa Maria
Fomento: Secretaria de Turismo do Distrito Federal (SETUR-DF)

Embaixada da Itália e Orquestra Sinfônica de Brasília promovem concerto em homenagem a Ennio Morricone na capital federal

Divulgação

Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional apresenta seleção de trilhas clássicas em tributo a um dos maiores nomes da música para cinema

A Sala Martins Pena, no Teatro Nacional “Claudio Santoro”, será palco, na quinta-feira (27), às 20h, de uma noite dedicada a um dos nomes mais influentes da música para cinema: o italiano Ennio Morricone (1928–2020). Considerado um dos maiores compositores do século 20, autor de trilhas de filmes consagrados, como Os Intocáveis’ (1987) e A Lenda do Pianista do Mar (1998), Morricone será homenageado em um concerto especial realizado pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e Embaixada da Itália.
 

Com entrada gratuita mediante retirada prévia pelo Sympla, o concerto será regido pelo maestro italiano Damiano Tognetti, convidado especialmente para a ocasião e que chega ao Brasil diretamente da Itália. A apresentação integra a agenda de iniciativas que reforçam o intercâmbio artístico entre Brasil e Itália, uma relação histórica que o público brasiliense tem acompanhado com interesse crescente.

O repertório reunirá algumas das trilhas mais emblemáticas compostas por Morricone ao longo de seis décadas de carreira, incluindo obras imortalizadas no cinema por diretores como Sergio Leone e Giuseppe Tornatore. Segundo organizadores, a proposta é revisitar o legado musical do compositor não como simples homenagem nostálgica, mas como afirmação de sua relevância estética e influência permanente.
 

Para o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, o evento simboliza mais do que uma homenagem musical. “Ennio Morricone representa a alma criativa da Itália e parte fundamental da memória afetiva de milhões de pessoas ao redor do mundo. Trazer esse concerto a Brasília é uma forma de compartilhar esse legado e fortalecer os laços culturais entre nossos países”, afirma.
 

A retirada dos ingressos será feita pela plataforma Sympla, com disponibilidade a partir das 18h do dia 26/11 e das 12h do dia 27/11. O link para inscrição está no site da plataforma, e mais informações podem ser encontradas no perfil da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional no Instagram: @orquestrasinfonicatncs.

O concerto promete emocionar admiradores de Morricone e reafirmar o papel de Brasília como espaço vibrante para iniciativas culturais de alcance internacional.

Serviço

Concerto em homenagem a Ennio Morricone
Data: 27 de novembro
Horário: 20h
Local: Sala Martins Pena – Teatro Nacional “Claudio Santoro”, Brasília
Entrada: Gratuita (mediante retirada de ingresso pelo Sympla)
Retirada de ingressos:
– A partir das 18h do dia 26/11
– A partir das 12h do dia 27/11
Link: disponível no Sympla
Mais informações: Instagram @orquestrasinfonicatncs

Espetáculo FIM retorna com apresentações gratuitas no Gama e em Taguatinga


André Araújo é um dos intérpretes que protagoniza FIM
Foto: Diego Bresani/Divulgação

Após sucesso no CCBB Brasília, dança-teatro segue provocando reflexões sobre o esgotamento do planeta

Depois de atrair grande público e repercussão positiva no CCBB Brasília, o espetáculo FIM inicia uma nova circulação pelo Distrito Federal. A montagem de dança-teatro, dirigida por Juana Rondon, chega agora ao IFB Gama nos dias 26, às 10h30, e 27 de novembro, às 15h30 e 19h30.  Todas as sessões são abertas ao público, com entrada franca e seguidas de um bate-papo com a equipe.E depois segue para o Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte (3 e 4 de dezembro), em sessões fechadas para os estudantes. No palco, mantém a proposta de instigar o público a refletir sobre o colapso do planeta, do corpo e das relações humanas. 

Inspirado no livro Ideias para Adiar o Fim do Mundo, de Ailton Krenak, FIM combina dança, teatro físico e dramaturgia do movimento para abordar a repetição exaustiva do cotidiano, o acúmulo de lixo, a ansiedade que oprime e o isolamento que distancia. A cada sessão, o espetáculo se transforma: o desfecho muda, criando finais alternativos que expandem a experiência e convidam o público a revisitar suas próprias percepções sobre começo, meio e fim.

“Ao falar sobre fim ou diversos fins de ciclos que temos na vida, não existe uma conclusão ou ponto final. O espetáculo apresenta recortes do mundo, de situações cotidianas. Dessa forma, temos quatro cenas que compõem o trabalho. E após propor uma reflexão sobre a trajetória de cada intérprete, construímos três solos que apresentam seu contexto, sua visão de mundo. Assim, cada apresentação tem um final diferente que leva o público a novos questionamentos”, afirma Juana Rondon.

Além das apresentações, O IFB será palco também de duas oficinas gratuitas. Na quarta-feira (26/11), a partir das 13h30, a oficina Jazz Dance e House Dance – as intersecções culturais e sociais será ministrada por Bárbara Campos e Romulo Santos. Já na quinta-feira (04/12), partir das 17h, é a vez da oficina Introdução à Cultura Ballroom, conduzida por Overall Princess CielOnijá. Ela apresentará fundamentos dessa expressão performática e política. A inscrição para ambas pode ser feira por meio do formulário.

NÚCLEO DE PESQUISA DA CENA – KOH: ARTE, CORPO E TEMPO

O espetáculo FIM é fruto de uma pesquisa desenvolvida pelo Núcleo de Pesquisa da Cena – KOH, fundado em 2017. O grupo atua na intersecção entre dança, teatro e tecnologia, explorando as relações entre corpo, sociedade e temporalidade. Ao longo dos anos, o KOH consolidou-se como um espaço de criação e investigação artística voltado a provocar experiências sensoriais e reflexivas sobre o mundo contemporâneo.

Em FIM, a pesquisa estética e filosófica do núcleo se manifesta em cada gesto: o figurino combina elementos naturais e resíduos têxteis em um exercício de upcycling, e a trilha sonora reúne artistas de diferentes linguagens, para mostrar ambientes e recortes diversos do mundo. Com destaque para a parceria com a artista indígena Raíssa Matos, que engrandeceu nossa primeira cena com seu som.

FICHA TÉCNICA

Idealização: Bárbara Campos e Juana Rondon

Direção e Dramaturgia: Juana Rondon

Elenco: André Araújo, Bárbara Campos, Laura Rondon, Mylena Edna, Romulo Santos

Coordenação de Produção: Kalebe Lizan

Assistente de Produção: Ciellen Selene

Figurino: Letícia Peregrino

Cenografia: Juana Rondon

Iluminação: Tauana Barros

Operador de Som: Vinícius Rocha

Trilha sonora: Raíssa Matos (Cena 1), Quizzik (Cena 2), Vinícius Rocha (Cena 3) e Paulo Lessa (Cena 4 – solo Bárbara Campos)

Fotografia: Diego Bressani

Design Gráfico: Carol Senna

Coordenação Administrativa: Daniel Rondon

Oficineiras: Bárbara Campos, Ciellen Selene, Juana Rondon e Romulo Santos

Intérprete de Libras: Maleta Cultural

SERVIÇO 

FIM

IFB Gama

Rodovia DF 480 Lote 1 – Ponte Alta Norte

Dias: 26 e 27 de novembro

Horários: Quarta, 26, 10h30. Quinta, 27, 15h30 e 19h30
Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/espetaculo-fim—temporada-gama/3221421

Entrada franca

Classificação indicativa livre

Informações: @nucleodepesquisadacena

Oficinas no IFB (26/11 e 4/12):

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScgMlYU8rm8IG7mrJirG114op_QQ68np0SANiyPzGCsJRfTVw/viewform?usp=header

Em Brasília, 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos amplia discussões abertas na COP30 

Foto divulgação

Programação gratuita acontece de 27 a 30 de novembro, no CCBB Brasília. A Mostra, promovida pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, propõe debates sobre meio ambiente e direitos humanos a partir, sobretudo, dos olhares de povos originários e comunidades tradicionais.

15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos (MCDH) chega a Brasília entre os dias 27 e 30 de novembro, com programação gratuita no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Com o tema “Direitos humanos e emergência climática: rumo a um futuro sustentável”, o evento apresenta filmes e debates que abordam a crise ambiental, a justiça climática e os modos de vida sustentáveis de povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, grupos que resistem há séculos à exploração predatória do planeta. A programação, gratuita e aberta ao público, dialoga com o tema da COP 30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Belém, no Pará.

Realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), a mostra é uma das principais e mais longevas ações da pasta voltadas à educação e cultura em direitos humanos, reconhecendo o audiovisual como ferramenta de transformação social. A edição 2025 tem parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Curso de Cinema e Audiovisual, sob a coordenação geral de Samantha Capdeville, produtora audiovisual e professora do curso. Em Brasília, a realização da Mostra tem parceria com a Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília e o apoio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). 

A cineasta Sueli Maxakali, liderança do povo Tikmũ’ũn e referência no cinema indígena brasileiro, é a homenageada da 15ª edição. Seu longa mais recente, “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá” (2025), será exibido na sessão de abertura da Mostra em todas as capitais participantes. O documentário, codirigido com Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna e premiado em festivais como o Festival de Brasília, o CachoeiraDoc e a Mostra Ecofalante, retrata a busca da diretora por seu pai, separado da família durante a ditadura militar. Confira o teaser AQUI

FILMES E TEMÁTICAS

Com curadoria de Beatriz Furtado, realizadora audiovisual e professora do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará (UFC), e de Janaina de Paula, jornalista, realizadora e pesquisadora em audiovisual, a programação em Brasília reúne produções que refletem a pluralidade cultural e ambiental do país. São obras dirigidas em sua maioria por cineastas indígenas, quilombolas, ribeirinhos e realizadores de diversas regiões do Brasil, que abordam temas como território, ancestralidade, memória, meio ambiente e resistência.

Além de “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá”, entre as produções estão “Ainda Há Moradores Aqui”, de Tiago Rodrigues, sobre o desastre urbano causado pela Braskem em Maceió; “Pau D’Arco”, de Ana Aranha, que acompanha a luta de trabalhadores rurais no Pará; “SUKANDE KASÁKÁ | Terra Doente”, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal, que denuncia os impactos dos agrotóxicos em terras indígenas no Mato Grosso; e “Faísca”, de Barbara Matias Kariri, sobre mulheres que se mobilizam para o retorno das onças a seu território.

Com quatro sessões principais, a Mostra propõe um olhar sobre diferentes dimensões da relação entre a humanidade e a natureza. A sessão infantilapresenta o longa “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa”, de Fernando Fraiha, além de curtas e médias-metragens que exploram o imaginário infantil e a diversidade regional brasileira. Asessão Terra/Nêgo Bispo ressalta o pensamento quilombola e a força dos territórios comunitários. A sessão Água/Antônia Melo faz referência à fundadora do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, em Altamira (PA), reunindo filmes atravessados pela questão hídrica. A sessão Floresta/Raoni homenageia o líder caiapó, internacionalmente reconhecido por sua luta em defesa dos povos indígenas e da Amazônia, tema central dos quatro filmes exibidos.

Todos os títulos contam com Libras e Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE), garantindo acessibilidade e inclusão. Após as sessões, haverá debates sobre os filmes que contarão com acessibilidade em Libras.

OFICINA

Como parte da programação, a Mostra Cinema e Direitos Humanos realizou, nas semanas que antecedem as exibições, uma oficina com o tema “Imagens do comum: cinema, educação e direitos humanos”. A atividade foi voltada para educadores, agentes culturais e comunicadores populares. Em Brasília, a oficina foi conduzida pelo realizador audiovisual e educador Pedro B. Garcia, na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), entre os dias 3 e 5 de novembro.

A oficina tinha como objetivo promover a sensibilização e reflexão crítica sobre a cultura dos direitos humanos por meio da linguagem cinematográfica. A atividade combinava exibição de filmes, exercícios de criação audiovisual e rodas de conversa sobre as imagens produzidas, debatendo como o respeito à dignidade humana também está relacionado às formas de representar diferentes sujeitos e territórios.

Ao longo de encontros que totalizaram nove horas/aula, os participantes foram convidados a se apropriar do cinema como instrumento de afirmação cultural e preservação de saberes e fazeres tradicionais, explorando a relação sensível entre imagem, memória e território. A ação integrou o eixo formativo da Mostra e visava estimular a replicação dessas práticas em espaços educativos e comunitários do Distrito Federal. 

HISTÓRICO DA MOSTRA

A Mostra Cinema e Direitos Humanos é uma estratégia do Governo Federal para a consolidação da educação e da cultura em Direitos Humanos, entendendo o audiovisual nacional como forte aliado na construção de uma nova mentalidade coletiva para o exercício da solidariedade e do respeito às diferenças.

Criada em 2006, com a finalidade de celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos  Humanos, a mostra amplia e diversifica os espaços de informações e debates sobre direitos  humanos, por meio da linguagem cinematográfica, tornando-se instrumento valioso de diálogo  e transformação para públicos com pouco ou nenhum conhecimento sobre direitos humanos. 

PROGRAMAÇÃO

>> Dia 1 – 27/11, quinta-feira 

– 18h – Sessão de abertura 

Classificação indicativa: 12 anos 

Coffee break

Solenidade 

Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (2024, 90′)  – MG/MS

Direção: Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna

>> Dia 2 – 28/11, sexta-feira 

– 14h – Sessão infantil 1

Classificação indicativa: Livre 

Amazônia sem Garimpo (2022, 6’34”) – RJ

Direção: Tiago Carvalho e Julia Bernstein

No início do Mundo (2025, 7’46”) – CE

Direção: Camilla Osório

Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa (2025, 90′) – SP

Direção: Fernando Fraiha

– 18h30 – Sessão Nego Bispo (Terra) + debate 

Classificação indicativa: 12 anos

Eu sou Raiz (2022, 7′) – PE

Direção: Cíntia Lima e Lílian de Alcântara

Ainda Há Moradores Aqui (2025, 42’50”) – AL

Direção: Tiago Rodrigues 

Pau D’Arco (2025, 89′) – PA

Direção: Ana Aranha

>> Dia 3 – 29/11, sábado 

– 14h – Sessão infantil 2 + debate  

Classificação indicativa: Livre 

Ga vī: a voz do barro (2021, 10’40”) – PR

Direção: Ana Letícia Meira Schweig, Angélica Domingos, Cleber kronun de Almeida, Eduardo Santos Schaan, Geórgia de Macedo Garcia, Gilda Wankyly Kuita, Iracema Gãh Té Nascimento, Kassiane Schwingel, Marcus A. S. Wittmann, Nyg Kuita, Vini Albernaz

Òsányìn: O segredo das folhas (2021, 22′) – AL/BA/RJ 

Direção:  Pâmela Peregrino

Do Colo da Terra (2025, 75′) – MG/MS/AM

Direção: Renata Meirelles e David Vêluz

– 18h30 – Sessão Antônia Melo (Águas) + debate 

Classificação indicativa: 10 anos

Kutala (2025, 5′) – MG

Direção: Fabio Martins e Quilombo Manzo

Rio de Mulheres (2009, 21′) – MG 

Direção: Cristina Maure e Joana Oliveira

Cerrado, Coração das Águas: Conexão Caatinga (2025, 16’46”) – GO/TO/DF/MT

Direção: Fellipe Abreu e Luis Felipe Silva

As Lavadeiras do Rio Acaraú transformam a embarcação em nave de condução (2021, 12′) – CE

Direção: Kulumym-Açu

Volta Grande (2020, 27′) – PA

Direção: Fábio Nascimento 

Rua do Pescador, Nº 6 (2025, 72′) – RS

Direção: Bárbara Paz 

>> Dia 4 – 30/11, domingo

– 15h – Sessão Raoni (Floresta) + debate 

Classificação indicativa: 14 anos 

SUKANDE KASÁKÁ | Terra Doente (2025, 30′) – MT

Direção: Kamikia Kisedje, Fred Rahal

Faísca (2025, 12′) – CE

Direção: Barbara Matias Kariri

Grão (2020, 16′) – MG

Direção: Adriana Miranda

Curupira e a Máquina do Destino (2021, 25′) – AM

Direção: Janaína Wagner 

– 19h – Sessão de encerramento 

Classificação indicativa: 12 anos

Sede de Rio (2024, 72′) – BA

Direção: Marcelo Abreu Góis

SERVIÇO 

15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos em Brasília 

Quando: De 27 a 30 de novembro de 2025

Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Brasília) – Asa Sul – Trecho 2 – Asa Sul, Brasília (DF)

Gratuito 

Classificação indicativa: confira a programação

Realização: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará (UFC)

Mais informações: https://www.instagram.com/mcdh.oficial/ 

Presskit com mais informações AQUI

Consciência Negra segue com grande público no segundo dia e reforça debates sobre estética e representatividade negra

Foto divulgação

Atividades formativas, feira, oficinas e, claro, muitos shows lotaram os espaços do festival nesta sexta-feira (21)

No segundo dia do Festival Consciência Negra 2025, cerca de 30 mil pessoas lotaram a área externa do Museu Nacional da Reública, consolidando o evento como um dos maiores encontros de cultura afro-brasileira da capital. Realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) em parceria com o Instituto Janelas da Arte e apoio da Sejus-DF, o festival manteve o ritmo intenso de atividades gratuitas, reunindo formações, apresentações musicais, cortejos e vivências para todas as idades.

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, a força da cultura negra move o festival e transforma o Distrito Federal. “Cada oficina, cada apresentação, cada debate que acontece aqui reafirma um compromisso que é coletivo: construir um território onde a população negra seja respeitada, representada e celebrada todos os dias. O que vemos neste festival é a potência viva de um povo que faz da arte uma ferramenta de liberdade. É por isso que seguimos investindo, trabalhando e ampliando políticas públicas que garantam espaços de criação, memória e futuro para todas e todos”, enfatizou Abrantes.

Durante a tarde, o público circulou pelas oficinas, feira e espaços temáticos do festival, garantindo forte participação em todas as áreas. A oficina de Tambores de Papel, no Espaço Kids, movimentou famílias inteiras, criando um ambiente de experimentação sonora que divertiu e aproximou diferentes gerações. 

Já na Tenda Muntu, o painel “Estética Negra – Para Além do Look” foi um dos pontos altos do dia. Especialistas e ativistas discutiram ancestralidade, corpo político e os desafios contemporâneos da representatividade negra. A fala de Ruth Venceremos encerrou o encontro de forma emocionante, convocando o público a uma ação coletiva para que os sonhos da população negra sigam vivos e possíveis — momento que arrancou aplausos longos e emocionados.

Antes do início da programação no Palco Brasilidades, o Cortejo do Grupo Cultural Obará tomou conta da área externa e se transformou em uma das cenas mais marcantes da noite. Com apresentação de capoeira, cânticos, muita percussão e um axé contagiante, o cortejo reuniu um grande público, incluindo dezenas de crianças visivelmente hipnotizadas pelo ritmo e pela energia do grupo. A força simbólica da passagem abriu o caminho para as apresentações musicais e reforçou a conexão entre tradição, comunidade e celebração.

No Palco Brasilidades, dedicado a destacar artistas negros do DF, a dupla Margaridasinaugurou as apresentações com um funk autêntico e cheio de personalidade, revelando a potência das novas gerações da cena local. Em seguida, com a queda da temperatura típica do cerrado, Martinha do Coco aqueceu o público com sua presença carismática e sua musicalidade tradicional. O rapper GOGencerrou a programação com a força de sua trajetória e ainda surpreendeu ao apresentar o jovem Miguel Ângelo, de apenas 10 anos, que demonstrou desenvoltura impressionante no rap e conquistou a plateia com naturalidade e segurança de palco.

Na Arena Lydia Garcia, Israel Paixão e Os Pacificadores animaram o início da noite, preparando o terreno para uma sequência de shows marcados pela energia e pela celebração da negritude. O cantor Uel trouxe carisma, humor e pagode contemporâneo, formando um elo direto com o público. Logo depois, a Timbalada transformou a arena em um verdadeiro carnaval baiano, com pinturas corporais, coreografias coletivas e a batida inconfundível dos tambores. Já entrada a madrugada, o clima esfriou, mas o público permaneceu firme para receber Mumuzinho, que entregou um show repleto de sucessos do samba carioca, encerrando a noite com leveza, emoção e muita música.

A feira criativa e a praça de alimentação mantiveram fluxo intenso durante todo o dia, reunindo empreendedores, artesãos e chefs que fortalecem a economia criativa e a gastronomia de matriz africana no DF.

Último dia do festival – Neste sábado (22), o evento encerra sua programação celebrando a diversidade cultural. A exposição “Retratos” abre das 10h às 22h. No Espaço Kids, haverá a contação “Os Griôs do Amanhã” e uma oficina de instrumentos de percussão. A área gastronômica segue a partir das 12h com o Sabores do Quilombo, e a Feira Afro Carius acontece das 14h às 22h. Na Tenda Muntu, o público acompanha a roda “Ofó Mulher – O poder da palavra feminina”, o painel “História da Consciência Negra e Desafios Contemporâneos” e o Desfile Amarrações, com o estilista Victor Soulivier. Na Arena Dona Lydia, apresentam-se Carol Nogueira, Dhi Ribeiro, Benzadeus, Carlinhos Brown e Psirico. No Palco Brasilidades, sobem Pratanes, Trem das Cores e Thiago Kallazans.Toda a programação detalhada está 

Toda a programação detalhada está no @consciencianegradf

Consciência Negra reúne 50 mil pessoas no primeiro dia e celebra a potência da cultura afro-brasileira no DF

Foto divulgação

Programação movimentou todas as áreas do evento com shows, debates, oficinas, feira e atividades para toda a família

O primeiro dia do Festival da Consciência Negra do Distrito Federal reuniu cerca de 50 mil pessoas na área externa do Museu Nacional, confirmando a força do evento como um dos mais importantes encontros de celebração, formação e afirmação da identidade negra na capital.

Realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) em parceria com o Instituto Janelas da Arte, e com apoio da Sejus-DF, o evento abriu seus três dias de programação com apresentações musicais, cortejos culturais e performances que ocuparam dois palcos.

Para o titular da Secec-DF, Claudio Abrantes, o evento reafirma o papel do Estado na promoção da igualdade racial: “O Consciência Negra 2025 é mais do que um festival, é um movimento de valorização, memória e reconhecimento. Celebramos a potência da cultura afro-brasileira e fortalecemos, juntos, o compromisso de combater o racismo todos os dias”, afirmou Abrantes.

Logo nas primeiras horas, o público tomou conta dos diferentes espaços e mostrou que a programação diversa e gratuita atraiu pessoas de todas as idades. Um dos destaques foi a roda de capoeira do Mestre Cobra, que surpreendeu pela quantidade de participantes e espectadores, firmando-se como um dos momentos mais vibrantes da abertura.

As famílias também marcaram presença no Espaço Kids, que registrou grande adesão ao longo de todo o dia. A contação de histórias e a oficina brincante empolgaram a garotada, criando um ambiente de convivência e ludicidade que reforçou o caráter comunitário do festival. Já na exposição temática, o fluxo de visitantes foi constante, com público renovado a cada hora, demonstrando interesse e curiosidade pelo conteúdo expositivo.

Outra área que viveu grande procura foi o Espaço da Beleza, onde Paola Olívio e equipe ofereceram gratuitamente penteados afro, especialmente tranças, além de uma concorrida oficina de turbantes. Longas filas se formaram desde o início da tarde e permaneceram até o encerramento das atividades, mostrando a relevância da valorização estética e da representatividade negra.

Reflexão – Na Tenda Muntu, o painel Mulheres Negras e a Educação que Libertateve lotação total e tornou-se um dos momentos de maior densidade do dia. Com intensa participação de estudantes e professores da rede pública, o debate trouxe reflexões profundas sobre educação, equidade e vivências cotidianas. Conduzido por Mariana Regis, Profa. Gina Vieira Ponte e Flávia Santos, com mediação de Keilla Vila Flor, o encontro conectou a celebração cultural à urgência das pautas sociais.

Noite de grandes shows – A programação musical atraiu grande público e levou energia às duas arenas. No Palco Brasilidades, espaço dedicado a potencializar artistas negros do DF, a abertura foi marcada pelo ritual do Afoxé Ogum Pá, com a Yalorixá Mãe Dora de Oya realizando a lavagem simbólica e inaugurando o axé do evento. Na sequência, subiram ao palco Daniel Beira Rio, Cida Avelar, uma eletrizante apresentação de Ballroom – expressão artística que engloba performance, voguing, moda e beleza, além de constituir um espaço de acolhimento para Houses da comunidade LGBTQIA+ negra e latina – e Isa Marques, cuja atuação esquentou a plateia.

Na Arena Lydia Garcia, a noite começou com as artistas locais Laady Bi e Ju Moreno, preparando o público para as atrações nacionais. Às 22h30, Ludmilla tomou o palco e transformou o espaço em um grande coro coletivo. Entre seus sucessos cantados em uníssono, apresentou em primeira mão a inédita “Dopamina”, rapidamente aprendida pelo público. Encerrando a noite, Alexandre Pires revisitou hits da carreira e do tempo do Só Pra Contrariar, embalando o público até a madrugada.

Feira e gastronomia – A feira criativa e a praça de alimentação também mantiveram fluxo intenso durante todo o dia, reunindo empreendedores, artesãos e chefs que reforçam a economia criativa e a culinária de matriz africana no DF.

Hoje tem mais –  programação desta sexta-feira (21) segue intensa e diversa, com atrações distribuídas ao longo de todo o dia. A exposição “Retratos” fica aberta das 12h às 22h, enquanto o Espaço Kids oferece oficinas de Tambores de Papel e Dança Afro, garantindo atividades para as crianças. A área gastronômica funciona a partir das 12h com o Sabores do Quilombo, e a Feira Afro Carius reúne artesanato e empreendedores na Kitanda, das 14h às 22h. Já na Tenda Muntu, o público acompanha a palestra “Descomplicando o Letramento Racial”, com Eric Marques, e o painel “Estética Negra – Para Além do Look”, reunindo especialistas para discutir identidade, corpo e política, seguido do cortejo do Grupo Cultural Obará.

Nos palcos, a Arena Dona Lydia recebe Israel Paixão, Os Pacificadores, Uel, além das apresentações aguardadas da Timbaladae de Mumuzinho. No Palco Brasilidades, dedicado a valorizar artistas negros locais, sobem ao palco Margaridas, Martinha do Côco e o rapper GOG, encerrando a noite com força e representatividade. O festival segue com programação gratuita até o sábado (22), com detalhes no perfil oficial @consciencianegradf.

Sucesso de público em todo o país, “Torto Arado – O Musical” chega a Brasília para curta temporada no SESC Ceilândia

Foto Divulgação

Com direção de Elísio Lopes Jr, espetáculo baseado na obra homônima de Itamar Vieira Junior terá quatro apresentações entre os dias 21 e 23 de novembro, com ingressos a R$ 10 (inteira) e R$5 (meia)

Dirigido pelo cineasta e dramaturgo Elísio Lopes Jr, conhecido pelos roteiros de “Medida Provisória” e “Ó Paí, Ó 2”, produção foi indicado em 10 categorias no Prêmio Shell de Teatro

Com 22 artistas em cena, musical é protagonizado pelas atrizes Larissa Luz, Bárbara Sut e Lilian Valeska

Com mais de 60 mil espectadores e aclamado pelo público em sessões esgotadas nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, Torto Arado – O Musical é mais do que umespetáculo, é um ato de resistência e celebração da ancestralidade afro-brasileira. Apresentado pelo Ministério da Cultura e Nubank, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o espetáculo é uma realização da Maré Produções Culturais, Ministério da Cultura e Governo Federal – Do Lado do Povo Brasileiro . A adaptação da obra homônima de Itamar Vieira Junior chega ao Distrito Federal para um intenso fim de semana de apresentações no Sesc Ceilândia. Com ingressos a R$10 (inteira) e R$5 (meia), as sessões acontecem na sexta-feira, 21, às 19h; no sábado, 22, às 15h e às 19h; e no domingo, 23, às 18h. Os ingressos estão sendo vendidos nas bilheterias física e virtual do Sesc Ceilândia.

Publicado em 2019, Torto Arado rapidamente tornou-se um marco nacional na afirmação das vozes negras herdeiras de uma história de luta e silenciamento. Traduzida para 31 idiomas nos cinco continentes, a obra alcançou 1 milhão de exemplares vendidos e trouxe a Vieira Junior os prêmios Jabuti, Oceanos e LeYa. Num processo iniciado em 2021, uma força-tarefa conduzida pelos dramaturgos Aldri Anunciação e Fábio Espírito Santos, e o diretor-geral Elísio Lopes Júnio. adaptou o livro para o teatro, resultando em “Torto Arado – O Musical”.

Com direção geral de Elísio Lopes Júnio, conhecido por trabalhos na Globo e no cinema, como os roteiros dos filmes “Medida Provisória” e “Ó Paí, Ó 2”, a montagem propõe uma imersão na ancestralidade e na resistência do povo do sertão baiano. O musical dá corpo e som à narrativa das irmãs Bibiana e Belonísia, filhas de trabalhadores rurais no sertão da Chapada Diamantina, em condições análogas à escravidão, marcadas desde a infância por umacidente que as une e separa para sempre. Entre o peso da terra e a leveza da fé, as personagens atravessam um Brasil invisibilizado, onde as cicatrizes da escravidão ainda moldam o presente.

Entre músicos e atores, 22 artistas dão vida à montagem, que foi indicada em 10 categorias no 36º Prêmio Shell de Teatro. Nos papéis principais, três grandes intérpretes da cena musical e teatral brasileira conduzem a narrativa. Encarnando Bibiana está a cantora e atriz Larissa Luz, conhecida por suas passagens à frente da banda Araketu, a apresentação do programa Saia Justa e a personificação de Elza Soares no aclamado musical “Elza”. Bárbara Sut, atriz, cantora, compositora e dramaturga, dá voz e corpo à Belonísia, sua irmã. E, fechando o trio principal, Lilian Valeska interpreta Donana, avó das protagonistas, uma personagem nova criada especialmente para dar corpo à adaptação teatral. 

A direção musical e arranjos ficou a cargo de Jarbas Bittencourt, diretor musical do Bando de Teatro Olodum desde 1996. Com composições inéditas ligadas ao cancioneiro nordestino interiorano, o espetáculo mergulha nas sonoridades do sertão, com canções criadas para dar voz aos personagens e expressar as profundas contradições do Brasil. 

A direção de movimento, por sua vez, é assinada pelo renomado coreógrafo e bailarino baiano Zebrinha, do Bando de Teatro Olodum, do Balé Folclórico da Bahia e jurado da Dança dos Famosos da TV Globo. No musical, o Jarê, religião de matriz africana e indígena que permeia toda a trama, ocupa um papel central na construção estética e simbólica do espetáculo. A partir da direção de movimento de Zebrinha, essa manifestação espiritual, serve como fio condutor numa linguagem cênica contemporânea que entrelaça corpo, som e espiritualidade.

A equipe do musical conta ainda com cenografia de Renata Mota, figurino assinado pela designer Bettine Silveira, além da coordenação geral de Fernanda Bezerra, responsável também pela idealização do projeto. 

SERVIÇO – Torto Arado – O Musical no DF
Onde: Sesc Ceilândia (DF)
Datas e horários:
21 de novembro (sexta) – 19h
22 de novembro (sábado) – 15h e 19h
23 de novembro (domingo) – 18h
Ingressos: R$10 (inteira) e R$5 (meia)
Vendas: Bilheteria do Sesc Ceilândia e no link  sescdf.com.br/web/eventos
Classificação indicativa: 15 anos

FICHA TÉCNICA
Coordenação Geral e Idealização do Projeto: 
Fernanda Bezerra
Elenco principal: 
Larissa Luz, Bárbara Sut e Lilian Valeska
Direção: Elísio Lopes Júnio
Direção musical: Jarbas Bittencourt
Direção de movimento: Zebrinha
Baseado na obra de Itamar Vieira Junior 

Marco do cinema queer negro, “The Watermelon Woman” ganha duas sessões na Sessão Clássicos de novembro do Cine Brasília

Foto divulgação

Filme Cheryl Dunye será exibido na sexta, 21, com reprise no sábado, 22

Além da exibição, Cine recebe masterclass gratuita sobre imagem, memória e representatividade no audiovisual, no dia 28

CineSemana conta também com sessão de pré-estreia do longa brasiliense “A Natureza das Coisas Invisíveis”, o relançamento do clássico “The Rocky Horror Picture Show” e Sessão Atípica de “Maurício de Sousa – O Filme”

O Cine Brasília dedica parte de sua programação do Novembro Negro, em comemoração ao Dia da Consciência Negra, a uma das obras mais importantes da história do cinema queer negro, The Watermelon Woman, longa de 1996 dirigido por Cheryl Dunye. O filme será exibido na sexta-feira, 21, às 20h, e novamente no sábado, 22, às 18h, integrando a Sessão Clássicos. Considerado um marco por ser o primeiro longa-metragem norte-americano dirigido por uma mulher negra e lésbica, The Watermelon Woman se tornou uma referência política e estética ao revelar, com humor ácido, as camadas de apagamento que marcam a presença de mulheres negras no audiovisual.

O longa acompanha Cheryl, uma jovem cineasta que trabalha em uma locadora e decide investigar a história de uma atriz negra dos anos 1930, identificada apenas como Watermelon Woman, um nome genérico que traduz a invisibilidade imposta a artistas negras na Hollywood clássica. A busca pessoal e artística da protagonista se transforma em um percurso de descoberta sobre@ sexualidade e poder, enquanto expõe as lacunas deixadas pelo racismo estrutural na constituição dos acervos cinematográficos.

Além da exibição, o Cine promove também uma masterclass gratuita que aprofunda o impacto e a atualidade de The Watermelon Woman. Ministrada por Mariana Souza no dia 28, das 10h às 12h, via Google Meets, a atividade mergulha na obra de Cheryl Dunye e discute como fabulação, autoria e memória se tornam ferramentas políticas fundamentais para mulheres negras que atuam no audiovisual. A proposta é refletir sobre a construção da imagem queer negra, sobre disputas de narrativa nocinema e sobre o papel de obras como a de Dunye na reconfiguração dos repertórios críticos e estéticos contemporâneos. 

Voltada para estudantes, profissionais e público interessado em compreender a relevância de produções que desafiam convenções e ampliam horizontes de representação, ao final da atividade os participantes receberão certificado. Com 100 vagas, a masterclass conta com vagas reservadas para pessoas negras, indígenas, quilombolas, trans, com deficiência e residentes do DF, além de estudantes da Universidade do Distrito Federal (UnDF).

As inscrições podem ser feitas através doFormulário Online. 

PRÉ-ESTREIA

O Cine recebe na quarta, 26, a pré-estreia do longa brasiliense A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, obra que já vem circulando por importantes festivais nacionais e internacionais ao longo do ano. Com início às 19h e ingressos a R$15 (inteira) e R$7,50 (meia), a exibição antecipa a estreia nacional que acontece no dia 27.

Coprodução entre Brasil e Chile e primeiro longa da diretora candanga Rafaela Camelo, A Natureza das Coisas Invisíveis é um drama que acompanha Glória e Sofia, duas meninas de dez anos que se conhecem durante as férias de verão em um hospital. Unidas pelo desejo de escapar do ambiente que as cerca, as duas constroem uma amizade luminosa, capaz de transformar a percepção que têm sobre vida, morte e despedidas. Quando a mudança se torna inevitável, as meninas e suas mães seguem para um refúgio no interior de Goiás, onde vivem os últimos dias de uma temporada marcada por descobertas afetivas.

Aclamado em festivais nacionais e internacionais, o filme integrou a Seção Generation Kplus do Festival de Berlim em 2025. Além disso, recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no 9º Santander International Film Festival 2025 na categoria Opera Prima, conquistou o prêmio de Melhor Filme do Júri Infantil no 43º Festival Internacional de Cinema do Uruguai, obteve Menção Especial do Júri na Competição Ibero-Americana do 51º Seattle International Film Festival e foi agraciado com o “Outstanding First Feature”, prêmio do júri no Frameline49, Festival Internacional de Cinema LGBTQ+ de São Francisco.

RELANÇAMENTO

Nesta semana o Cine Brasília celebra os 50 anos de The Rocky Horror Picture Show com o relançamento de um fenômeno cultural que marcou gerações. Lançado em 1975, o filme dirigido por Jim Sharman se tornou um clássico da transgressão e liberdade estética, em performances que entraram para a história.

A trama acompanha Brad Majors e Janet Weiss, interpretados por Barry Bostwick e Susan Sarandon, um casal conservador que, ao buscar ajuda após o carro quebrar durante uma tempestade, encontra um castelo habitado por personagens extravagantes e sedutores. Nocentro da casa está o icônico Frank N Furter, vivido por Tim Curry em uma das atuações mais marcantes da história do cinema. Cientista, anfitrião e figura de desejo, Frank se dedica a um único propósito, o prazer em sua forma mais libertadora, e apresenta ao casal um universo que desafia moralidades, gêneros e convenções sociais. A criação de Rocky, seu homem ideal, sintetiza o humor ousado e o erotismo que transformaram o filme em um marco do imaginário queer e da cultura pop.

SESSÃO ATÍPICA

Na quarta, 26, acontece mais uma Sessão Acessível, desta vez com a exibição dupla de Mauricio de Sousa – O Filme, às 10h e às 14h. O longa, dirigido por Pedro Vasconcelos, revisita a trajetória do criador da Turma da Mônica, acompanhando Mauricio de Sousa, interpretado por seu filho, Mauro Sousa, em uma jornada pelas memórias, invenções e desafios que deram origem ao universo que marcou gerações. 

Voltada para pessoas autistas e neurodivergentes, durante a Sessão Atípica as luzes permanecem acesas, o som é reduzido, a sala fica em temperatura ambiente e é permitido que o público circule pela sala. Os ingressos custam R$10 (inteira) e R$5 (meia).

SESSÃO ESPECIAL

Integrando a programação oficial da Marcha das Mulheres Negras, o Cine Brasília recebe no dia 24, a exibição gratuita do documentário Afrolatinas: Mulheres Negras em Movimentos. A atividade retoma um marco fundamental da articulação de mulheres negras no continente, apresentando como o encontro realizado em 1992, na República Dominicana, inaugurou o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana, Caribenha e da Diáspora e impulsionou uma rede de incidência política que atravessou fronteiras e imaginários sociais ao longo das últimas décadas.

Com direção de Viviane Ferreira, o filme acompanha trajetórias de mulheres que se tornaram fundamentais para difundir e consolidar o 25 de julho, mostrando como a data se transformou em ferramenta de luta para diferentes gerações. O Festival Latinidades, o primeiro e maior festival de mulheres negras do Brasil, surge como um dos palcos centrais desse processo, ampliando vozes e fortalecendo redes que seguem movendo mundos, apesar do racismo e do machismo estruturais.

Com início às 19h, os ingressos para a sessão estão disponíveis pelo Sympla.

EM CARTAZ

Em O Agente Secreto, Kleber Mendonça Filho revisita o Recife de 1977, durante a ditadura militar, para construir um thriller político sobre vigilância e paranoia. Wagner Moura vive Marcelo, um professor de tecnologia que busca um novo começo, mas acaba confrontando o passado e o clima de tensão que domina a cidade durante o Carnaval. 

Considerado um filme de grande impacto dos anos 2000, Incêndios apresenta a história de dois irmãos que, após a morte da mãe, embarcam em uma jornada rumo ao Oriente Médio em busca de respostas sobre o próprio passado. A viagem revela segredos familiares, traumas de guerra e uma herança de dor que atravessa gerações. Baseado na peça do dramaturgo Wajdi Mouawad, o longa foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e é apontado como o trabalho que revelou Denis Villeneuve ao mundo. 

MEU PRIMEIRO CINEMA

Segue até o dia 23 a Mostra Meu Primeiro Cinema 2025 no Cine Brasília. Dividida entre sessões escolares e sessões abertas ao público, a programação traz exibições gratuitas para diferentes faixas etárias, incluindo a Sessão Bebê Lume, voltada aos pequenos de até três anos, e exibições para crianças de 6 a 11 anos. Entre os destaques estão o show Canções de Makuru e o lançamento do Portal Bebe Lume, ambas no sábado, 22.

Realizada pelo Instituto Bem Cultural e pela produtora Bebe Lume, com recursos do Ministério da Cultura e do Fundo Nacional de Cultura, através da Lei Rouanet, a mostra propõe um espaço de encontro entre o cinema, o afeto e a criatividade, estimulando o olhar crítico das crianças e de seus familiares. Mais informações em meuprimeirocinema.com.br.

EM BREVE

Nas próximas semanas, a programação contará com a chegada de A Natureza das Coisas Invisíveis e Ulisses. Aguarde para assistir a esses filmes no Cine Brasília. 

INGRESSOS E ACESSIBILIDADE

Os ingressos para as sessões regulares do Cine Brasília, bem como para a Sessão ao Meio-Dia, Sessão Contraturno, a Sessão Família e a Sessão Clássicos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia), com exceção das segundas-feiras, quando os valores são de R$10 e R$5, bem como os ingressos para a Sessão Atípica. A sessão de A Natureza das Coisas Invisíveis conta com ingressos a R$15 (inteira) e R$7,50 (meia). 

Os filmes O Agente Secreto e Maurício de Sousa possuem recursos de acessibilidade de Libras, audiodescrição e legendas através do aplicativo MovieReading

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do cinema, às segundas e terças, das 13h e 22h, e de quarta a domingo, das 09h às 21h, ou no SITE.

O Cine Brasília segue com o Programa de Fidelidade – CINELOVER que recompensa espectadores frequentes. A cada sessão assistida, os participantes acumulam carimbos no cartão fidelidade, que podem ser trocados por prêmios como entradas gratuitas, ímãs, baldes de pipoca, ecobags e camisetas exclusivas. O programa é válido para sessões regulares da grade, bem como para as especiais permanentes Sessão Contraturno, Sessão Família e Sessão ao Meio-Dia. Cada ingresso dessas três sessões especiais dá direito a dois carimbos no cartão fidelidade. Mais informações em cinebrasilia.com/fidelidade.

SERVIÇO – CINE BRASÍLIA
Endereço: Asa Sul Entrequadra Sul 106/107 – Brasília, DF, 70345-400.
Informações pelo WhatsApp: 61 99687-8661 (seg a sex – das 14h às 18h) –wa.me/5561996878661 ou contato@cinebrasilia.com 
Ingressos à venda na bilheteria ou pelo link:ingresso.com/cinema/cine-brasilia 
Mais informações: cinebrasilia.com ou@cinebrasiliaoficial

PROGRAMAÇÃO 20 A 26 DE NOVEMBRO

QUINTA-FEIRA, 20/11

10h30 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão 8 a 11 anos

11h00 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão Bebê Lume

16h00 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão 6 e 7 anos

16h30 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão Bebê Lume

19h30 — O Agente Secreto

SEXTA-FEIRA, 21/11

10h00 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Escolar – Sessão Bebê Lume

10h30 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão 8 a 11 anos

15h00 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Escolar – Sessão Bebê Lume

16h00 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão 6 e 7 anos

18h00 — The Rocky Horror Picture Show

20h00 — Sessão Clássicos – The Watermelon Woman

SÁBADO, 22/11

10h30 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão 8 a 11 anos

11h00 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão Bebê Lume

16h00 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão 6 e 7 anos

16h30 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão Bebê Lume

17h00 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Lançamento Portal Bebê Lume + Show Canções de Makuru

18h00 — Sessão Clássicos – The Watermelon Woman

20h00 — O Agente Secreto

DOMINGO, 23/11

10h30 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão 8 a 11 anos

11h00 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão Bebê Lume

16h00 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão 6 e 7 anos

16h30 — Mostra Meu Primeiro Cinema – Público Familiar – Sessão Bebê Lume

18h30 — O Agente Secreto

SEGUNDA-FEIRA, 24/11

19h00 — Afrolatinas – Mulheres Negras em Movimentos + debate

22h30 — O Agente Secreto

TERÇA-FEIRA, 25/11

14h00 — O Agente Secreto

18h20 — Incêndios 

20h40 — The Rocky Horror Picture Show 

QUARTA-FEIRA, 26/11

10h00 — Sessão Atípica – Maurício de Sousa – O Filme

14h00 — Sessão Atípica – Maurício de Sousa – O Filme

16h00 — O Agente Secreto

19h00 — Pré-estreia – A Natureza das Coisas Invisíveis

Ludmilla, Alexandre Pires, Timbalada, Mumuzinho, Benzadeus, Carlinhos Brown, Psirico e Uel são os destaques musicais do Consciência Negra 2025

Foto divulgação

Festival reúne, de 20 a 22 de novembro, grandes nomes da música brasileira, ações formativas, cortejos, moda, gastronomia e celebrações ancestrais na área externa do Museu Nacional da República

De 20 a 22 de novembro, o Museu Nacional da República recebe o Consciência Negra 2025, um dos maiores festivais dedicados à celebração da cultura afro-brasileira no Distrito Federal. Realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, em parceria com o Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade, e com apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania, o evento transforma a Esplanada em um território de memória, reflexão, formação, vivências e grandes encontros artísticos.

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, o Consciência Negra 2025 reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com políticas públicas que reconhecem, valorizam e fortalecem a contribuição histórica da população negra. “Nosso objetivo é ampliar direitos, promover inclusão e assegurar que a cultura seja um instrumento permanente de cidadania, protagonismo e desenvolvimento para todas e todos”, enfatizou Abrantes.

A música segue como eixo central do festival, com apresentações de grandes nomes da cena nacional na Arena Dona Lydia. No dia 20, a noite será comandada por Ludmilla, às 22h30, seguida de Alexandre Pires, às 0h30. No dia 21, se apresentam Uel, às 20h30, Timbalada, às 22h30, e Mumuzinho, às 0h30. No sábado, 22 de novembro, o palco recebe Benzadeus, às 20h30, Carlinhos Brown, às 22h30, e Psirico, que encerra o festival às 0h30. Ao longo da programação, artistas locais também sobem ao palco, compondo uma ponte potente entre talentos do DF e grandes nomes da música negra brasileira. Selecionados pelo edital de chamamento, Laady B, Israel Paixão e Carol Nogueira compõem o line, juntamente com Marcelo Café, Ju Moreno, Os Pacificadores e Dhi Ribeiro.  No palco Brasilidades, a curadoria selecionou artistas que representam a cena musical negra do Distrito Federal (veja programação).

Além dos shows, o festival apresenta um conjunto diverso de atividades projetado para valorizar e ampliar o diálogo sobre estética, ancestralidade, identidade, educação, moda, economia criativa e infâncias negras. A Galeria Ancestralidades abriga a exposição “Retratos”, que abre oficialmente no dia 20, às 11h, logo após a solenidade de abertura oficial do evento, às 10h, e do cortejo do tradicional Boi do Seu Teodoro. 

As crianças ganham protagonismo no Espaço Kids, com contações de histórias, oficinas brincantes, vivências com instrumentos de percussão, dança afro e atividades que celebram o universo dos griôs e da oralidade. A beleza e a moda negra ocupam a Passarela Afrofuturo e o Espaço de Beleza Negra, que recebem oficinas de amarração de turbantes e tranças, além do desfile “Amarração”, assinado por Victor Soulivier, celebrando a estética como forma de afirmação e identidade.

O empreendedorismo de matriz africana ganha força na Feira Kitanda, que reúne expositores de moda autoral, beleza, arte, acessórios, bem-estar, gastronomia e produtos criativos que expressam inovação, territorialidade e pertencimento. Já no campo gastronômico, o público encontra os Sabores do Quilombo, com pratos tradicionais como acarajé, moqueca e quitutes afro-brasileiros preparados por cozinheiras e cozinheiros que carregam tradições ancestrais.

A programação formativa se concentra na Tenda Muntu, que recebe debates e rodas de conversa com nomes importantes do pensamento negro contemporâneo. Entre os temas abordados estão educação libertadora, letramento racial, estética negra e seus atravessamentos, políticas de identidade, história e desafios contemporâneos da população negra. Participam especialistas como Mariana Regis, Gina Vieira, Flávia Santos, Eric Marques, Victor Hugo Soulivier, Fábio Esteves, Ruth Venceremos, Patrick Jhonnes, Marcus Oliveira, Cristiane Sobral, Nanda Fer Pimenta, Dandara Suburbana, Nelson Inocêncio, Mariléa de Almeida, Carla Akotirene e Ludymilla Santiago, entre outras pessoas convidadas.

Os cortejos também marcam presença nos três dias do evento, reforçando espiritualidade, força e celebração coletiva. Na quinta-feira, quem abre as ruas é o Afoxé Ogum Pá e no sábado o cortejo fica por conta do Grupo Cultural Obará, que prepara o público para as apresentações da noite.

Com o tema Raízes que Conectam o Futuro, o Consciência Negra 2025 celebra a ancestralidade, impulsiona novos diálogos e reconhece a centralidade da população negra na formação cultural brasileira. A programação gratuita reúne música, moda, beleza, artes visuais, gastronomia, literatura, formação crítica, infância e empreendedorismo — compondo um festival pensado para celebrar, afirmar e amplificar vozes negras que transformam a cidade e o país.

Quinta-feira (20)

Abertura
10h – Abertura Oficial do Festival
11h – Abertura da exposição “Retratos”
11h – Cortejo com o Boi do Seu Teodoro

Exposição
11h–22h – Exposição “Retratos” – Galeria Ancestralidades

Espaço Kids
14h– Contação de histórias
15h– Oficina Brincante

Gastronomia
12h–22h – Sabores do Quilombo

Feira Afro
14h–22h – Feira Kitanda e convidados

Espaço Beleza Negra
15h–16h – Oficina de turbantes e tranças
15h–16h – Desfile “Moda de Axé” 

Tenda Muntu
16h – Painel “Mulheres Negras e a Educação que Liberta”

Palestrantes – Mariana Regis – Prof. Gina Vieira Ponte – Flávia Santos Moderadora – Keilla Vila Flor

Arena Dona Lydia
17h30 – Cortejo Afoxé Ogum Pá
18h – Laady B
19h10 – Ju Moreno
20h30 – Marcelo Café
22h30 – Ludmilla
00h30 – Alexandre Pires

Palco Brasilidades – A partir das 18h30
18h40– Daniel Beira Rio
20h10– Cida Avelar
23h30– Ballroom

Sexta-feira (21)

Exposição
12h–22h – Exposição “Retratos”

Espaço Kids
14h–15h – Oficina Tambores de Papel
15h–16h – Oficina de Dança Afro

Gastronomia
12h–22h – Sabores do Quilombo

Feira Afro
14h–22h – Feira Kitanda e convidados

Tenda Muntu

14h30 – Descomplicando o Letramento Racial: O básico sobre raça que toda pessoa precisa saber – palestrante: Eric Marques

16h– Painel “Estética Negra – Para Além do Look” – Palestrantes – Victor Hugo Soulivier – Juiz Fábio Esteves – Ruth Venceremos – Patrick Jhonnes- Marcus Oliveira – Arte Preta / Moderador – Wemmia Anita

Arena Dona Lydia
18h – Israel Paixão
19h10 – Os Pacificadores
20h30 – Uel
22h30 – Timbalada
00h30 – Mumuzinho

Sábado (22)

Exposição
10h–22h – Exposição “Retratos”

Espaço Kids
14h–15h – Contação “Os Griôs do Amanhã”
15h–16h – Oficina de instrumentos de percussão

Gastronomia
12h–22h – Sabores do Quilombo

Feira Afro
14h–22h – Feira Kitanda e convidados

Tenda Muntu

14h30 – Roda “Ofó Mulher – O poder da palavra feminina” – Palestrantes – Cristiane Sobral – Nanda Fer Pimenta – Dandara Suburbana / Moderadora – Andressa Marques

16h – Painel “História da Consciência Negra e Desafios Contemporâneos” -Palestrantes – Prof. Nelson InocêncioPalestrante – Prof. Mariléa de Almeida- Carla Akotirene / Moderadora – Ludymilla Santiago

Arena Dona Lydia

17h30 – Cortejo Grupo Cultural Obará
18h – Carol Nogueira
19h10 – Dhi Ribeiro
20h30 – Benzadeus
22h30 – Carlinhos Brown
00h30 – Psirico

Palco Brasilidades
23h30– Thiago Kallazans

Consciência Negra 2024

De 20 a 22 de novembro

Praça do Museu da Republica

Abertura oficial dia 20 de novembro, às 10h com solenidade, cortejo do Boi de Seu Teodoro, Exposição Retratos e Feira Kitanda

Arena acesso livre até às 17h

A partir das 17h, ingressos pelo sympla.

Programação completa em @consciencianegradf

Festival Raízes de Brasília traz Gian & Giovani, Belluco e Rick Rangel em Samambaia

Divulgação

Nos dias 20 e 21 de novembro, o estacionamento da Castelo Forte, em Samambaia (DF), será palco de grandes nomes da música sertaneja no Festival Raízes de Brasília. O evento, promovido pela Organização Social Vem Ser, com fomento da Secretaria de Turismo do

Distrito Federal (Setur-DF), promete agitar o público com dois dias de muita festa, tradição e cultura popular.

Com entrada gratuita mediante ingresso solidário e a doação de 1 kg de alimento não perecível, o festival tem classificação indicativa para maiores de 18 anos e chega para celebrar as raízes da capital com uma programação que valoriza artistas locais e ícones nacionais.

Dupla Gian & Giovani abre a programação

A abertura do festival acontece na quarta-feira, 20 de novembro, a partir das 18h, com shows de Gláucia Souza, Ericsson Raone e Patrick Souza (participação especial).

Encerrando a noite, a consagrada dupla Gian & Giovani sobe ao palco principal com um repertório repleto de clássicos que marcaram gerações.

Belluco e Rick Rangel fecham a festa em grande estilo

Na quinta-feira, 21 de novembro, o cantor Rick Rangel dá início à programação, seguido do grupo Forró Top 10, que promete animar o público com muito ritmo e dança. A noite encerra com o show de Belluco, um dos destaques da nova geração da música sertaneja, que promete levantar a plateia com sucessos e muita energia.

Cultura, segurança e estrutura completa

O Festival Raízes de Brasília contará com uma estrutura completa e segurança reforçada, garantindo conforto e tranquilidade ao público. O evento tem como objetivo valorizar o turismo cultural e destacar o talento dos artistas da região, fortalecendo o calendário de eventos do Distrito Federal.

A retirada do ingresso é antecipada pelo Sympla. É necessário levar 1 kg de alimento não perecível. A doação é parte do ingresso solidário.

Para mais informações ou contato com a produção, acesse o Instagram oficial: @festivalraizesbsb. Lá você encontra novidades, programação e bastidores do evento.

Serviço

Evento: Festival Raízes de Brasília

Datas: 20 e 21 de novembro de 2025

Horário: A partir das 18h

Local: Estacionamento da Castelo Forte – Samambaia (DF)

Entrada: Gratuita

Realização: Organização Social Vem Ser

Fomento: SETUR – DF

De graça: Festival do Parque BSB reúne tecnologia, Bruno e Marrone e muito mais

Foto divulgação

Evento terá games, realidade virtual, cosplay e muita música, com Léo Santana, Pablo e muito mais. A entrada é franca, com retirada de ingresso na plataforma Sympla e doação de um brinquedo novo ou em perfeito estado

De 26 a 30 de novembro, o Parque da Cidade se transforma no palco de um grandioso evento, que reúne cultura, música, gastronomia, empreendedorismo e, pela primeira vez, traz grande destaque ao universo da tecnologia e dos games. Vem aí o Festival do Parque BSB – Primeiro Salão Tecnológico do Parque da Cidade, na Praça das Fontes, com uma proposta ousada e inovadora, voltada a públicos de todas as idades. A entrada é franca. De sexta a domingo, para assistir aos shows, será necessário fazer a retirada do ingresso gratuitamente na plataforma Sympla e a doação de um brinquedo novo ou em perfeito estado.

O evento é o encontro do entretenimento com o futuro, num ambiente onde famílias, jovens e apaixonados por tecnologia poderão se divertir, competir e aprender juntos. A realização é do Instituto Alvorada Brasil, com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

O Festival do Parque BSB agrupa uma gama de ações de ciência, tecnologia, inovação e cultura digital. Estão entre as novidades o Galpão de Ciência e Tecnologia, Museu do Videogame e dos Computadores, áreas de experimentação tecnológica (Free Player, Robótica e Realidade Virtual).

De 26 a 28 de novembro, o Festival terá programação exclusiva para escolas públicas, com visitas guiadas pela manhã e à tarde. A abertura ao público em geral ocorre no sábado (29) e domingo, a partir das 10h. A partir da sexta-feira (28/11) às 18h, têm início os shows, que incluem o cantor romântico Pablo, o baiano Léo Santana e a dupla Bruno & Marrone.

O evento também terá uma Praça Gastronômica, com apresentações contínuas de artistas locais, promovendo a economia criativa, o turismo gastronômico e a integração cultural.

Tecnologia
A parte tecnológica do Festival do Parque BSB chega recheada de atrações, começando pelo Museu do Videogame e dos Computadores. Trata-se de uma exposição cronológica sobre a evolução dos games e da computação, com demonstrações interativas e contextualização histórica. Área Free Player trará ambientes equipados para experimentação tecnológica, incluindo simuladores, fliperamas e consoles modernos. As experiências serão orientadas por uma equipe técnica presente em tempo integral.

A Área de Robótica terá demonstrações e oficinas práticas com montagem de protótipos, introdução à lógica de programação e robôs educacionais. Também haverá mediadores no local. Na Área de Realidade Virtual (RV), serão realizadas experiências imersivas individuais e coletivas, com monitores especializados garantindo instrução e segurança. Por fim, o Galpão de Ciência e Tecnologia, com experimentos científicos, demonstrações técnicas e atividades aplicadas de popularização da ciência.

Competições
No sábado e domingo, será realizado o Campeonato de Games, com três categorias competitivas. A premiação é de R$ 1,5 mil para o primeiro lugar e R$ 1 mil para o segundo colocado.

Outra competição que promete agitar e tornar o Festival ainda mais divertido será o Concurso de Cosplay, no domingo. Antes, no sábado, os praticantes dessa arte farão um grande encontro, com palestra de cosplayers de renome, sessão de fotos e bate-papo com o público. As atividades ocorrem a partir das 14h.

Grandes shows
Como não podia deixar de ser, a música será outro ponto forte do Festival do Parque BSB. Quem abre o palco são atrações locais, com DJs do cenário da capital. Depois, na sexta, entra em cena a dupla de sucesso Pedro Paulo & Matheus. Na sequência, quem comanda é o cantor romântico Pablo, com o projeto Bodega do Pablo. A noite de sábado terá a dupla Lucas & Bárbara e o tempero baiano do gigante Léo Santana e o grupo Filhos do Brasil, formado por João Lucas (filho do cantor Saulo Fernandes), Migga (filho do artista Carlinhos Brown), Pierrinho (filho do artista Pierre Onassis) e Raysson Lima (filho do cantor Tonho Matéria). Fechando o Festival, o domingo trará o cantor Tuca Fernandes, ex-Jammil, e o som romântico que atravessa gerações dos sertanejos Bruno & Marrone.

Serviço
Festival do Parque BSB – Primeiro Salão Tecnológico do Parque da Cidade

  • Data: de 26 a 30 de novembro de 2025;
  • Visitas guiadas para escolas: quarta, quinta e sexta (26 a 28), das 8h às 12h e das 14h às 17h30;
  • Abertura ao público geral sábado e domingo, a partir das 10h;
  • Shows: a partir das 18h;
  • Local: Praça das Fontes, Parque da Cidade;
  • Classificação Indicativa: livre (menores deverão estar acompanhados por um responsável);
  • Entrada: gratuita. Com retirada de ingressos pela plataforma Sympla e doação de um brinquedo novo ou em perfeito estado;
  • Realização: Instituto Alvorada Brasil;
  • Apoio: Secretaria de Esporte e Lazer, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Programação
PROGRAMAÇÃO EXCLUSIVA PARA ESCOLAS – VISITAS GUIADAS
Dias 26 a 28 de novembro
• Manhã: 08h às 12h
• Tarde: 14h às 17h30

ABERTURA AO PÚBLICO EM GERAL
Dias 29 e 30 de novembro
• Salão da Tecnologia: das 10h às 20h

ATRAÇÕES
Museu do Videogame e dos Computadores
Área Free Player
Área de Robótica
Área de Realidade Virtual (RV)
Galpão de Ciência e Tecnologia

Praça Gastronômica
De 28 a 30 de novembro, integrada ao Salão.
Horários:
• 28 de novembro (sexta): 18h às 02h
• 29 de novembro (sábado): 12h às 02h
• 30 de novembro (domingo): 12h às 02h
Shows na Praça Gastronômica:
• Sábado e Domingo: 12h às 20h

Campeonato de Games (evento especial) em três categorias
• Sábado – 29/11: Etapas classificatórias (11h às 20h)
• Domingo – 30/11: Grandes finais (11h às 20h)

Concurso de Cosplay (evento especial)
Sábado – 29/11
Encontro de Cosplayers + Palestra
• Presença registrada de personalidade convidada
• Sessão de fotos, bate-papo e conversa com o público
• Horário: 14h às 20h

Domingo – 30/11
Concurso Oficial de Cosplay
• Desfile avaliativo
• Júri técnico
• Premiação para o melhor cosplay
• Horário: 14h às 20h.

“Hilário” leva debate sobre saúde mental a Taguatinga em sessão dupla gratuita no SESC Paulo Autran

Foto divulgação

Monólogo inspirado na história real de um catador de reciclagem convida o público a olhar com mais cuidado para quem vive às margens da cidade

Um homem que carrega o mundo em sacos plásticos pelas bordas da cidade ganha nome, história e voz em “Hilário”, monólogo poético inspirado em uma história verídica. No dia 24 de novembro, o espetáculo chega ao palco do Teatro SESC Paulo Autran, em Taguatinga, em duas sessões gratuitas (às 15h e às 20h), convidando o público a refletir sobre estigma, escuta e pertencimento nas discussões sobre saúde mental. A entrada é gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento. 

Inspirado na trajetória de um catador de objetos descartados, morador de Águas Lindas (GO), que viveu seus últimos dias sob hostilidade e exclusão, “Hilário” dá centralidade a um personagem muitas vezes reduzido ao rótulo de “louco”. A montagem propõe um encontro sensível entre arte e cuidado, aproximando o tema da saúde mental do cotidiano urbano.

O ator Ricardo César dá vida ao personagem, com encenação lírica e foco no papel das artes nas vivências de pessoas em sofrimento psíquico. “Hilário” tensiona fronteiras conceituais que historicamente afastam, e aproxima o tema da saúde mental do cotidiano da cidade. Com direção de Nei Cirqueira e dramaturgia de Bruno Estrela, a obra também dialoga com referências como Arthur Bispo do Rosário, artista que transformou sua experiência de internação em potência poética e questionamento do mundo. A montagem igualmente se aproxima do legado de Nise da Silveira, pioneira da humanização no cuidado em saúde mental no Brasil, cuja prática não violenta e o uso da arte como via de expressão e acolhimento se tornam farol ético para superar o estigma e as lógicas manicomiais.

“Somos educados ao longo da vida que os ditos ‘loucos’ que transitam pelas ruas são motivo de chacota. Quando menino eu também recebi essa tal educação e fiz muito bullying com vários personagens da minha época de adolescente, hoje me senti na obrigação de devolver a sociedade um trabalho que eduque as futuras gerações para um olhar mais sensível a essa população tão vulnerável”, explica o ator Ricardo César.

Em Taguatinga, o percurso simbólico do espetáculo parte da Praça do Relógio, passou pelo palco do Teatro CEMTNORTE e desembarca no SESC Paulo Autran. Entre memórias, afetos e deslocamentos, o personagem se apresenta em falas que ecoam para além da cena: “O tempo não é linha reta é teia de aranha. A gente fica preso entre ontem e amanhã.” O projeto é viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. E conta com apoio de: Fecomércio e SESC/SENAC.

SERVIÇO

“Hilário”
Teatro SESC Paulo Autran (Taguatinga)      
Data:
 24 de novembro de 2025        
Horários: 15h e 20h (sessão dupla)   
Entrada: gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento, sujeito à lotação          

Classificação livre     

Espetáculo Os Irmãos Timótheo da Costa faz temporada no CCBB Brasília  

Foto divulgação

Banco do Brasil apresenta e patrocina o espetáculo Os Irmãos Timótheo da Costa, que narra a potente trajetória de João e Arthur Timótheo da Costa, dois brilhantes pintores brasileiros do início do século XX

A trajetória dos irmãos João (1879 – 1932) e Arthur (1882 – 1922) Timótheo da Costa será contada e cantada no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília. O espetáculo Os Irmãos Timótheo da Costa, dirigido por Luiz Antonio Pilar, com dramaturgia de Claudia Valli e direção musical de Muato, é mais um resgate de nomes da cultura preta nacional apagados pelo racismo. A peça estreia na capital federal no dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, e segue temporada até 07 de dezembro, de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h30. A classificação indicativa é de 12 anos. Os ingressos custam R$ 15 (meia entrada) e R$ 30 (inteira) e estão disponíveis no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB Brasília na sexta-feira da semana anterior, a partir das 12h. As sessões com audiodescrição e libras acontecem no sábado, 29 de novembro, e 06 de dezembro.

– “Trata-se de uma peça decolonial, um nome bonito para a retomada da narrativa da história de pretos e indígenas, sendo contada por artistas e pensadores pretos e indígenas. É trazer à luz os heróis e artistas melaninados e originários colocando-os no palco, nas pautas e nas conversas”, diz o diretor do espetáculo.

Em cena, Irene, vivida por Jeniffer Dias (indicada ao Prêmio Potências, em 2022, por sua atuação na série do Globoplay Rensga Hits), é uma pesquisadora contemporânea empenhada em escrever uma peça sobre os irmãos Timótheo da Costa, de quem ela ouviu falar uma vez e nunca esqueceu. Para isso, ela precisa pesquisar suas vidas e descobre que, como tantos outros personagens negros, eles foram apagados da história e quase não há material sobre eles, apenas um pesquisador que focou na obra e não na vida dos irmãos. Irene vai desvendando suas histórias e chega à realidade do negro pós-abolição na então capital federal, ao racismo da Belle Époque carioca, à hipocrisia da sociedade racista, à epidemia de doenças mentais de pessoas pretas entre o final do século XIX e o começo do século XX. 

Realidade e ficção se misturam, já que não há dados suficientes sobre a vida dos irmãos Timótheo da Costa. Sendo assim, essa história será criada no palco, em uma obra no estilo de quase biografia. O elenco conta também com Lucas da Purificação (que atuou na série Impuros, da Disney Plus), Luciano Quirino (fez participação no elenco da novela Êta, mundo melhor!), Pablo Áscoli (interpretou César Camargo Mariano em Elis, o musical) e Sérgio Kauffmann (atuou na novela Garota do momento, 2024/2025). 

Homenagem

Em formato de musical, o espetáculo é uma jornada, um caminho, uma investigação sobre a vida e obra dos irmãos João e Arthur Timótheo da Costa, que figuram entre os nomes mais destacados de pintores da cena artística brasileira, nas duas primeiras décadas do século XX. Eles sofreram o preconceito da sociedade e ambos, com um intervalo de dez anos, morreram internos com a mesma doença, a demência paralítica, no Hospital dos Alienados, no Rio de Janeiro. No mesmo lugar que o grande escritor Lima Barreto foi internado e que era dirigido por Dr. Juliano Moreira, médico preto, pioneiro da psiquiatria e da saúde mental no Brasil e que combatia o racismo científico. 

A dramaturga Cláudia Valli, que soma 39 anos de carreira com trabalhos na Rede Globo e Record e nos canais Multishow, Canal Futura, Prime Box Brasil, entre outros, observa que “somos até capazes de superar o ódio, o desprezo, a violência, mas o esquecimento é insuperável, pois ele nos trata como se nunca tivéssemos sido”. Por isso, a importância de trazer à baila uma peça que resgata parte extirpada pelo apagamento desses nomes fundamentais da cultura nacional. “O esquecimento e o apagamento são sentimentos irmãos que cospem na nossa cara a rejeição de toda uma sociedade. De toda uma história. Você não é porque não merece ser. Você não é porque não faz parte de nós”, explica a dramaturga. Tal feito, o de apagar a presença de pessoas da história pelo fato de não obedecerem a padrões impostos pelo eurocentrismo, acaba por esconder a genialidade de indivíduos que contribuíram para a construção do país. “Os dois, precursores do Modernismo Brasileiro, foram esquecidos pela Semana de 22. E, aos poucos, foram apagados da História da Arte Brasileira. Assim como o avô deles, o genial maestro Henrique Alves de Mesquita, que foi de músico de maior destaque nacional e internacional ao mais absoluto esquecimento”, lembra Cláudia. 

Para o diretor Luiz Antonio Pilar, já virou uma missão criar espetáculos com a narrativa decolonial. “Recentemente, um crítico me definiu como ‘um mestre em retratar histórias de grandes artistas, como Candeia, Ataulfo Alves, Leci Brandão, entre outros, não só no teatro, mas também na TV e no cinema’. De fato, tenho feito espetáculos sobre diversas personalidades pretas, homens e mulheres, artistas ou não”, diz o diretor, que foi reconhecido na 34ª edição do Prêmio Shell na categoria direção pelo musical Leci Brandão – Na Palma da Mão. 

Dessa forma, por meio da história de tantos grandes nomes da arte preta nacional, nota-se que todos passam pelas mesmas situações de constrangimento por conta do racismo e isso une a todos numa mesma trajetória. “Percebi que trazer para o palco a história dessas pessoas que me inspiraram, de certa maneira também compartilho com elas tudo aquilo que eu já passei”, atesta Pilar. Mas, é importante ressaltar que o objetivo não é colocar esses personagens no lugar de coitados. “A história que vamos contar é uma investigação. Vamos descobrir quem foram os irmãos Timótheo da Costa, além do apagamento”, vaticina o diretor. 

Maestro

A trilha sonora do espetáculo traz a música do avô dos irmãos Timótheo da Costa, o maestro Henrique Alves de Mesquita. “As músicas deste grande maestro serão executadas ao vivo, e algumas canções receberão letras inéditas e serão cantadas em cena. Outras serão executadas como trilha sonora instrumental pelos músicos que compõem a orquestra do espetáculo”, revela Muato, diretor musical do espetáculo e vencedor do Prêmio Shell 2024, pela direção musical de Pelada – A Hora da Gaymada.

Além de uma bela e instigante dramaturgia, Os Irmãos Timótheo da Costa leva para o público toda a realidade dos pretos no país do final do século XIX e início do século XX, logo após a abolição. Mas também apresenta que essa realidade, de apagamento e racismo, ainda é presente e intensa na sociedade e, muitas vezes, leva à depressão e à loucura. “Por isso, tantos homens pretos (e mulheres também) surtaram ao vislumbrar o ‘não futuro’ pela frente. Eles não tinham a menor chance. A não ser lotar os hospícios ou os presídios da cidade. O sucesso não supera o racismo”, diz a dramaturga Cláudia Valli. Sendo assim, para a população preta do século XXI, resgatar essas histórias é fundamental para autoestima. “Estes artistas, pretas e pretos, são a base da cultura e da sociedade brasileira. E fazem ecoar para sempre um recado: nós temos legado!”, afirma Pilar. 

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizadas exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. 

O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. 

Horários da van | De quinta a domingo

Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h 

CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30 

SERVIÇO:

Os Irmãos Timótheo da Costa

Data: de 20/11 a 07/12, de quinta a domingo 

Horário: quinta a sábado, às 20h; domingo, às 18h30

Duração: 90 minutos 

Local: Teatro I do CCBB Brasília – SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul – Brasília – DF

Ingressos: Ingressos: R$ 15 (meia entrada) e R$ 30 (inteira) disponíveis no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB Brasília. Estudantes, maiores de 65 anos e clientes Ourocard pagam meia entrada.

Classificação indicativa: 12 anos 

Acessibilidade: sessões com audiodescrição e libras: sábado, 29/11 e sábado, 06/12

Na sessão do dia 21/11 haverá um bate-papo após a peça.

WORKSHOP | Teatro e Audiovisual

O uso de recursos do audiovisual no espetáculo de teatro

Sinopse

O workshop propõe uma imersão prática e reflexiva sobre as possibilidades criativas que o audiovisual oferece ao teatro contemporâneo. A partir da análise de espetáculos recentes e de exercícios em grupo, os participantes vão explorar o uso de câmeras em cena, projeções e outros elementos visuais integrados à dramaturgia, compreendendo como essas linguagens se complementam e potencializam o discurso artístico.

Temas

• Introdução sobre os recursos utilizados a partir da tecnologia desenvolvida para o audiovisual;

• Apresentação e análise de espetáculos que, recentemente, utilizaram recursos de vídeo;

• Exercícios práticos, no palco, com utilização de câmeras de vídeo na criação de cenas;

• Conclusão com roda de conversa sobre o processo realizado durante o workshop.

Data: 21/11 (sexta-feira)

Horário de início: 14h

Carga horária: 3 horas

Ministrante: Luiz Antonio Pilar

Público-alvo: Atores, diretores, produtores, técnicos e estudantes de teatro e audiovisual interessados em ampliar seu repertório criativo e compreender o diálogo entre as duas linguagens.

Inscrição: bilheteria física do CCBB Brasília, dia 20/11, a partir das 12h.

CCBB Brasília

Funcionamento: De terça a domingo, das 9h às 21h

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul – Brasília – DF

Fone: (61) 3108-7600

E-mail: ccbbdf@bb.com.br

bb.com.br/cultura

instagram.com/ccbbdf | facebook.com/ccbbdf |tiktok.com/@ccbbcultura

Brasília reafirma sua força literária e premia autores do Brasil e de Portugal

Foto SECEDF

2º Prêmio Candango de Literatura reuniu autores, leitores e artistas no Teatro Nacional e anunciou nova edição para 2026

A Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Cláudio Santoro, celebrou o Prêmio Candango de Literatura em 31 de outubro, data que, oportunamente, registra o aniversário do poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). A 2ª edição do evento, realizada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) em parceria com o Instituto Cultural Casa de Autores (ICA), revelou os vencedores de sete categorias, exaltando o talento e a diversidade da língua portuguesa: Melhor Romance, Melhor Livro de Contos, Melhor Livro de Poesia, Prêmio Brasília, Melhor Capa, Melhor Projeto Gráfico e Projeto de Incentivo à Leitura. Foram distribuídos R$ 195 mil em prêmios.

No eixo Literário, a escritora carioca Giovanna Ramundo conquistou o título de Melhor Romance com “Sorriso sorvete de cereja” (Editora Cambucá): “Entrar para a história do Prêmio Candango, mais que uma alegria, é uma grande honra”, celebrou a autora. O baiano Luís Pimentel levou Melhor Livro de Contos com “A viagem e outros contos” (Editora Patuá): “A literatura se faz do que se vê, do que se escuta e, principalmente, do que se lembra”, destacou o escritor. O português Ricardo Gil Soeiro foi o vencedor de Melhor Livro de Poesia com “Lições da miragem” (Assírio & Alvim). “Se a poesia é, como diria René Char, ‘a alma em exercício de liberdade’, então esta distinção, que tanto me honra, representa, para mim, o reconhecimento de tal liberdade”, afirmou Soeiro, representado no evento por Daniel Stanchi. amigo.  E, no Prêmio Brasília, dedicado a autores do Distrito Federal, a brasiliense Juliana Monteiro venceu com o romance “Nada lá fora e aqui dentro” (Editora Patuá): “Ter recebido o Candango pelo meu primeiro romance é algo que eu nunca vou me esquecer”.

No eixo Editorial, a obra “Cavalos no escuro”, de Rafael Gallo (Editora Record), rendeu ao designer carioca Leonardo Iaccarino o reconhecimento de Melhor Capa: “Receber esse prêmio em Brasília, a capital política do Brasil, tem um significado especial. Viva os livros, viva a cultura!”, afirmou o designer. O goiano Jeferson Barbosaconquistou o prêmio de Melhor Projeto Gráfico com “Verso horizonte” (Editora Mondru): “É uma alegria imensa receber este Prêmio através da obra de Axé Silva e Fábio Teixeira.” Já o eixo Pedagógico premiou o Sarau da Dalva e Estreloteca, idealizado por Sabrina Sanfelice, de Campinas, em São Paulo, na categoria Projeto de Incentivo à Leitura: “Esse prêmio não é só meu, é de toda uma gente que se junta para que a leitura esteja viva nas comunidades”.

O secretário de Cultura Claudio Abrantes destacou o alcance da edição, que recebeu quase três mil obras inscritas, de autores do Brasil e de outros 17 países, o que demonstra a diversidade e a potência criativa da língua portuguesa. “Fernando Pessoa dizia que a literatura, como toda a arte, é a confissão de que a vida não basta. Queremos histórias, queremos sonhos e a possibilidade da eternidade que a palavra nos propicia”, afirmou o secretário, ressaltando o papel de Brasília como polo de convergência cultural. “É uma alegria ver esta sala novamente pulsando com o talento dos nossos escritores e escritoras. O Candango é mais que um prêmio: é um gesto de afirmação da nossa língua, da nossa identidade e da força criadora que une povos e gerações”, completou. Na ocasião, ele ainda compartilhou uma boa notícia: a confirmação da 3ª edição do Prêmio Candango de Literatura, já para o primeiro semestre de 2026 (a distância entre a 1ª e a 2ª edição foi de quase três anos).

O evento reuniu escritores, editores, artistas, gestores, representantes da cena literária e autoridades, reforçando Brasília como um centro pulsante de cultura, arte e criatividade. Participaram da mesa de abertura o secretário de cultura; o embaixador de Portugal, Luís Faro Ramos; a presidente do Instituto Casa de Autores, Iris Borges; o subsecretário de Patrimônio Cultural, Felipe Ramón; o coordenador do prêmio, Maurício Melo Júnior e o curador da edição, João Anzanello Carrascoza

Falas como a do escritor, jornalista e membro do ICA, Maurício Melo Junior, coordenador da premiação, ressaltaram o espírito coletivo que move a premiação e a vitalidade da língua portuguesa. “Duas coisas chamam a atenção no Prêmio Candango de Literatura: a comunhão das pessoas que o fazem e a intensidade da nossa língua, essa língua que Olavo Bilac chamou de ‘inculta e bela’ e que hoje reconhecemos como profundamente bela e profundamente culta”.

Arte, emoção e descontração

A efervescência começou já no foyer, com a feira de livros de autores, livreiros e editoras e muitas fotos no cenário temático. A descontração seguiu noite adento, com a condução conferida pela dupla de mestres de cerimônia Adriana Nunes e Adriano Siri. Entre falas de autoridade e premiação, houve espaço para homenagear dois gigantes da literatura brasileira. 

Em celebração ao legado de Drummond, o público assistiu à declamação do poema “No meio do caminho tinha uma pedra”, onde Adriana Nunes e Juliana Zancanarodividiram inspiradas estrofes, acompanhadas do violão de Vitor Batista, arrancando suspiros dos presentes. Já para relembrar a verve cômica e irônica de Luiz Fernando Veríssimo, as atrizes encenaram o diálogo entre as personagens Gisela e Martô, do texto “Cuecas”:  desta vez, o público respondeu com risos.

No encerramento, o cantor, compositor e violonista Toquinho compartilhou não só sua música, mas passagens de uma trajetória vivida ao lado de tantos poetas. “Eu convivi, amigavelmente, com Fernando SabinoRubem Braga, o próprio Drummond, que foi homenageado, e, também, com Vinicius de Morais, com quem tive uma parceria de 10 anos. Imagine o quanto eu fui privilegiado em absorver o aprendizado desse homem, com sua gentileza enorme, uma cultura profunda, mas nunca ostentada. Ele encontrava Ismael Silva, que dizia ‘nós vai’, então o Vinicius falava ‘nós vai’ também. Ele não impunha seu conhecimento, embora tivesse estudado poetas nas línguas originais. Era simples, direto, afetuoso. Um homem de uma delicadeza de alma enorme”, compartilhou o artista.

No repertório escolhido para a noite, o músico trouxe canções como “Aquarela”, “Tarde em Itapoã”, “Regra três”, “O Caderno”. Ao lado da cantora Camilla Faustino, convidada especial de toquinho, o público foi embalado por “Se Todos Fossem Iguais A Você”, “Andança”, “Chega de Saudade”, “Eu sei que vou te amar”, entre outras. Ao fim e ao cabo, um espetáculo. 

Sinopses

“Sorriso Sorvete de Cereja” (Editora Cambucá), de Giovanna Ramundo – Melhor Romance

O romance conta a história de Rio, uma menina-mulher submersa em recordações familiares e estranhezas da infância. Na tentativa de reconstruir sua vida, Rio se depara com a descontinuidade da própria memória, o que a faz oscilar entre um eu e vários nós que compõem seu universo particular. Numa língua bravia, franca e inquiridora, a protagonista revela as várias formas de violação que seu corpo sofreu. Em cenas desconcertantes e de forte carga simbólica, enfrenta a tragédia de ser diferente — um mergulho poético e visceral na reconstrução de si mesma.

A Viagem e Outros Contos” (Editora Patuá), de Luís Pimentel  — Melhor Livro de Contos 

A temática de Luís Pimentel é aparentemente a mais trivial de todas: o homem simples, o cidadão pacato. O autor é baiano, mas sua Bahia é toda a alma. O homem simples que lhe serve de lastro para uma melhor percepção das chamadas coisas do mundo e sua milpartida realidade, está certamente em toda parte. Sobretudo “dentro” de nós. Privilegiam-se talvez os humilhados e ofendidos: violência, desemprego, solidão, o grotesco, a vida de sonhos, o romantismo bocó. Mas o tratamento dado a esses temas embebe-se sempre de um grande lirismo. E, como na vida comum desses personagens comuns, finais não apoteóticos parecem marcas desse texto. Concluímos a leitura de um conto e temos a sensação que é assim mesmo que deve ser: fim é o que não há. Viver – filosofamos cada um ao nosso modo – é que é preciso. Luís Pimentel não explica. Relata. Denso de vida, leve (quase lépido) de estilo, eis porque é um dos bons escritores de nossos dias”. (Antonio Brasileiro)

“Lições da miragem” (Assírio & Alvim), de Ricardo Gil Soeiro  — Melhor Livro de Poesia  

Neste seu novo livro de poemas, Ricardo Gil Soeiro propõe-se interpelar o mundo através de vários saberes, da anatomia à semiótica. São versos que se desdobram como pequenos tratados, cartografando o invisível e a promessa que o mundo de miragens deixa adivinhar.

“Nada Lá Fora e Aqui Dentro” (Editora Patuá), de Juliana Monteiro – Prêmio Brasília

A obra acompanha a jornada de Loretta em 2020. No cenário pandêmico, ela enfrenta também a perda repentina de sua mãe, uma renomada escritora. Loretta reflete sobre suas relações familiares e questões como luto, memória e identidade. O livro traz uma reflexão profunda sobre a pandemia e seus efeitos, especialmente na Itália, durante o período de quarentena.

Cavalos no Escuro, de Rafael Gallo (Editora Record), com projeto gráfico de Leonardo Iaccarino — Melhor Capa

O conto que dá título ao livro narra a história de um casal que trabalha em uma fazenda, onde a mulher é abusada pelo patrão. Nascidos e criados nesse ambiente, eles desconhecem outra realidade além daquela em que vivem — um ciclo de violência e aprisionamento. O conceito gráfico da capa foi traduzido por Iaccarino como um “aprisionamento tipográfico”, em que o design transmite a imobilização e a angústia dos personagens diante da violência. A proposta foi única e aprovada de forma unânime, uma síntese visual potente do enredo e de sua atmosfera.

“Verso Horizonte”, de Axé Silva e Fábio Teixeira, com projeto gráfico de Jeferson Barbosa – Melhor Projeto Gráfico

A obra propõe um diálogo entre palavra e imagem, criando uma experiência estética em que o olhar poético de Axé e a fotografia de Fábio se fundem em um mesmo horizonte sensível.

Sarau da Dalva e Estreloteca  — Melhor Projeto de Incentivo à Leitura

O Coletivo Cultural Comunitário Encruzilhada Estrela Dalva, idealizador do projeto, atua há 15 anos na periferia da zona leste de Campinas (SP), promovendo ações culturais, pedagógicas e artísticas que fortalecem a identidade e o acesso à cultura em sua comunidade. Composto majoritariamente por mulheres e pessoas negras, o grupo mantém uma biblioteca comunitária, realiza eventos e formações, e foi reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura. 

Premiados da 2ª edição do Prêmio Candango de Literatura

Melhor Romance – Giovanna Ramundo, com “Sorriso sorvete de cereja” (Editora Cambucá):  R$ 35 mil
Melhor Livro de Contos – Luís Pimentel, com “A viagem e outros contos” (Editora Patuá): R$ 35 mil Melhor Livro de Poesia – Ricardo Gil Soeiro, com “Lições da miragem” (Assírio & Alvim): R$ 35 mil 

Prêmio Brasília – Juliana Monteiro, com “Nada lá fora e aqui dentro” (Editora Patuá): R$ 35.000
Melhor Capa – Leonardo Iaccarino, para “Cavalos no escuro”, de Rafael Gallo (Editora Record): R$ 20 mil
Melhor Projeto Gráfico – Jeferson Barbosa, com “Verso horizonte” (Editora Mondru): R$ 20 mil
Projeto de Incentivo à Leitura – Sabrina Sanfelice, com o Sarau da Dalva e Estreloteca: R$15 mil 

 

Songbook Simbiose traz partituras e acessibilidade para a música instrumental de Daniel Santiago e Pedro Martins

Foto divulgação

Dois dos nomes inventivos da música instrumental brasileira, Daniel Santiago e Pedro Martins, lançam o Songbook Simbiose, um projeto editorial inédito que reúne partituras, cifras, diagramas de acordes e textos dos álbuns Simbiose (2017) e Movement (2023). A obra será publicada em versão física, digital acessível e em Braille, com distribuição gratuita de parte dos exemplares a instituições de ensino e acervos públicos.

Com prefácio assinado pelo renomado bandolinista Hamilton de Holanda, o songbook é descrito como “um mapa afetivo de dois universos que se entrelaçam em simbiose”. Hamilton destaca a rara combinação entre “sofisticação e espontaneidade, profundidade e leveza”, presente na música da dupla. “Cada faixa desses discos carrega em si um gesto de liberdade — aquela que nasce do domínio da linguagem, mas também da entrega total ao momento presente”, escreve.

O projeto foi idealizado para atender a um público diverso: músicos, estudantes, educadores, fãs e pessoas com deficiência visual ou auditiva. Todas as versões digitais seguirão as diretrizes de acessibilidade da W3C/WCAG 2.1, e uma edição em Braille será produzida com apoio do IPPCDV.

Em novembro de 2025, três eventos gratuitos e acessíveis marcarão o lançamento no Distrito Federal, com pocket shows realizados na Escola de Música de Brasília (17/11), no Clube do Choro (24/11) e na Universidade de Brasília (25/11). Todas as apresentações contarão com intérprete de Libras, audiodescrição e estrutura física acessível.

Segundo Hamilton de Holanda, a música de Daniel e Pedro “não pede apenas admiração — ela convida ao diálogo, à escuta ativa, à coragem de também compor, experimentar e encontrar, ali no meio do caminho, a sua própria voz”.

O Songbook Simbiose, financiado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC), é um registro técnico e, ao mesmo tempo, um manifesto artístico. Traz influências que vão do Clube da Esquina ao jazz, do choro à música nordestina, sempre com a identidade musical de Brasília em evidência.

Sobre os músicos

Daniel Santiago e Pedro Martins são instrumentistas, compositores e arranjadores nascidos em Brasília, com carreiras sólidas no Brasil e no exterior. Seus trabalhos se destacam pela fusão de linguagens e pela liberdade criativa, conquistando espaço em festivais e entre ouvintes de música instrumental worldwide.

Serviço

Lançamento Songbook Simbiose

17/11 – Escola de Música de Brasília – 16h | Convidado: Rodrigo Bezerra

24/11 – Clube do Choro de Brasília – 19h30 | Convidado: Marcus Moraes

25/11 – Universidade de Brasília – 12h | Campus Darcy Ribeiro

‘Consciência Negra 2025’: Museu da República celebra a identidade afro-brasileira


 A consciência negra será celebrada em shows, oficinas e bate-papos

Evento gratuito reunirá arte, música, moda, gastronomia e debates sobre igualdade racial

Entre os dias 20 e 22 de novembro, área externa do Museu Nacional da República receberá o evento Consciência Negra 2025, realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) e pelo Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade, com apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). A programação terá grandes nomes da música negra brasileira. 

A Arena Lydia Garcia se torna o grande palco do festival, abrindo no dia 20 com Alexandre Pires e Ludmilla; seguindo, no dia 21, com Mumuzinho, Timbalada e Uel; e encerrando, no dia 22, com Benzadeus, Psirico e Carlinhos Brown. Os ingressos, gratuitos, devem ser retirados pela plataforma Sympla: https://www.sympla.com.br/

Sempre a partir das 19h, as apresentações transformam o museu em um espaço pulsante de celebração, pertencimento e afirmação da arte negra brasileira. Atrações regionais e locais ainda estão passando por curadoria, com chamamento aberto para artistas locais se inscreverem para participar do projeto, até as 23h deste sábado (15).

Com o tema “Raízes que Conectam o Futuro”, o Consciência Negra 2025 oferece uma programação diversa que contempla exposições, oficinas, sessões de conversa, atividades infantis, performances estéticas, feira afroempreendedora, gastronomia tradicional e vivências comunitárias. Os espaços Galeria Ancestralidade Viva, Tenda Muntu, Passarela Afrofuturo, Espaço Kitutes, Feira Cauris e Espaço Infantil Raízes estarão ativos diariamente com atividades que dialogam com memória, identidade, estética, inovação e formação.

“O Consciência Negra 2025 será um espaço de encontro e pertencimento, que conecta ancestralidade, inovação e diversidade. Queremos transformar o centro de Brasília em um grande quilombo contemporâneo de arte, diálogo e celebração”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal , Claudio Abrantes.

“O Consciência Negra 2025 será um espaço de encontro e pertencimento, que conecta ancestralidade, inovação e diversidade”Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa

“Celebrar a consciência negra é reafirmar que a igualdade racial é um compromisso permanente do Governo do Distrito Federal. Estar ao lado desta iniciativa tão potente, que valoriza a ancestralidade e promove espaços de diálogo, arte e pertencimento, reforça o papel da Sejus-DF na construção de uma cidade mais justa, plural e comprometida com os direitos de todos”, destaca a secretária de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, Marcela Passamani.

O Consciência Negra 2025 faz parte do calendário oficial do Governo do Distrito Federal (GDF), instituído pelo Decreto nº 46.716, de 2 de janeiro de 2025.

Programação

CONSCIENCIA NEGRA 2025


20 DE NOVEMBRO — QUINTA-FEIRA
Abertura
10h – Abertura Oficial do Festival
11h – Abertura da exposição “Retratos”
11h – Cortejo com o Boi do Seu Teodoro
Exposição
11h–22h – Exposição “Retratos” – Galeria Ancestralidades
Espaço Kids
14h– Contação de histórias
15h– Oficina Brincante
Gastronomia
12h–até fina do evento – Sabores do Quilombo
Feira Afro Cairus
Espaço Beleza Negra
15h–16h – Oficina de turbantes e tranças
Tranças e Maquiagem durante o evento.
Tenda Muntu
16h – Painel “Mulheres Negras e a Educação que Liberta”
Palestrantes – Mariana Regis – Prof. Gina Vieira Ponte – Flávia Santos Moderadora – Keilla Vila Flor
Arena Dona Lydia
17h30 – Cortejo Afoxé Ogum Pá
18h – Laady B
19h10 – Júlia Moreno
20h30 – Marcelo Café
22h30 – Ludmilla
00h30 – Alexandre Pires
Palco Brasilidades – A partir das 18h30
18h40 — Daniel Beira Rio
20h00 — Cida Avelar
21h40 — Ballroom – Casa de Laffond
23h30 — Isa Marques


21 DE NOVEMBRO — SEXTA-FEIRA
Exposição

12h–22h – Exposição “Retratos”
Espaço Kids
14h–15h – Oficina Tambores de Papel
15h–16h – Oficina de Dança Afro
Gastronomia
12h– até o final do evento – Sabores do Quilombo
Feira Afro Carius
14h–22h – Feira Kitanda e convidados
Tenda Muntu
14h30 – Descomplicando o Letramento Racial: O básico sobre raça que toda pessoa precisa saber – palestrante: Eric Marques
16h– Painel “Estética Negra – Para Além do Look” – Palestrantes – Victor Hugo Soulivier – Juiz Fábio Esteves – Ruth Venceremos – Patrick Jhonnes- Marcus Oliveira – Arte Preta / Moderador – Wemmia Anita
17h30 – Cortejo Grupo Cultural Obará
Arena Dona Lydia
18h – Israel Paixão
19h10 – Os Pacificadores
20h30 – Uel
22h30 – Timbalada
00h30 – Mumuzinho
Palco Brasilidades
18h40 – Margaridas
20h – Martinha do Côco
22 – GOG


22 DE NOVEMBRO — SÁBADO
Exposição
10h–22h – Exposição “Retratos”
Espaço Kids
14h–15h – Contação “Os Griôs do Amanhã”
15h–16h – Oficina de instrumentos de percussão
Gastronomia
12h–até final do evento – Sabores do Quilombo
Feira Afro Cairus
14h–22h – Feira Kitanda e convidados
Tenda Muntu
14h30 – Roda “Ofó Mulher – O poder da palavra feminina” – Palestrantes – Cristiane Sobral – Nanda Fer Pimenta – Dandara Suburbana / Moderadora – Andressa Marques
16h – Painel “História da Consciência Negra e Desafios Contemporâneos” -Palestrantes – Prof. Nelson InocêncioPalestrante – Prof. Mariléa de Almeida- Carla Akotirene / Moderadora – Ludymilla Santiago
17H30 – DESFILE AMARRAÇÕES – Estilista Victor Soulivier
Arena Dona Lydia
18h – Carol Nogueira
19h10 – Dhi Ribeiro
20h30 – Benzadeus
22h30 – Carlinhos Brown
00h30 – Psirico
Palco Brasilidades
18h40 – Pratanes
20h – Trem das Cores
22h – Thiago Kallazans

Mais uma Cerimônia Kaitai no Noru Sushi

Foto Rodrigo Abreu

Restaurante realiza cerimônia japonesa com ritual de abertura do bluefin seguido por um omakase

O inovador restaurante Noru Sushi promove a 3ª cerimônia Kaitai no dia 26 de novembro, um evento de grande importância na gastronomia japonesa com ritual de abertura de um raro e gigantesco Bluefin (o rei dos atuns), em meio à operação de jantar. Um evento fechado e único na cidade que conta com 70 lugares.

O chef Bruno Kamakura comanda a equipe de operação de abertura do bluefin com aproximadamente 100 quilos. O peixe azul mexicano, o mais caro do mundo, é da empresa Bluefiná, que o cultiva com uma dieta oceânica natural, a base de anchovas e sardinhas, o que resulta em uma carne saborosa e docemente amanteigada, que derrete na boca.

Após a cerimônia, os chefs servem o omakase em 7 etapas + sobremesa, com os 3 principais cortes da variedade mais nobre do atum: o otoro, famoso por ser o mais gorduroso, marmorizado e com cor mais clara; o chutoro, com cerca de 25% de gordura e tom um pouco mais escuro; e o akami, corte mais magro e com tom mais escuro.

O investimento para essa experiência única na cidade, seguido do jantar em etapas que irá despertar o quinto sentido do seu paladar, o chamado Umami, é de R$ 777,81. Para harmonizar, a casa possui um cardápio de drinks exclusivos, cervejas, inclusive japonesa; sakês e muito mais.

Um momento para eternizar. Não perca tempo e faça já a sua reserva no WhatsApp: 61 99554 0336. Os lugares são limitados.

Noru Sushi

WhatsApp: 61 99554 0336

Endereço: CLNW 10/11, Bloco B – Lojas 2 e 3 – Cond. Stylo – Noroeste

Horário de funcionamento da casa: Segunda, das 18h às 23h. De terça a sábado, das 12h às 23h30. Domingo, das 12h às 23h

Instagram: www.instagram.com/norusushi

Grupo Tripé lança o livro Mapa da Cena na Casa dos Quatro

Divulgação

O Grupo Tripé, em parceria com o Instituto de Artes da Universidade de Brasília (IdA/UnB), lança na próxima quinta-feira, 13 de novembro, das 19h às 21h, na Casa dos Quatro, o livro Mapa da Cena: Práticas e desafios do fazer teatral na capital do Brasil. Escrito por Ana Quintas, Anna Uchôa, Ander Keller, Fabiana Marroni, Gustavo Haeser, Isadora Lima, Jebs Vicente e Likidah Ferreira, e coordenado pela professora Fabiana Marroni, o livro mapeia e analisa a cena teatral do Distrito Federal entre 2022 e 2024. A primeira tiragem terá distribuição gratuita (e limitada) com sessão de autógrafos com as autoras e os autores. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos. 

 “Mapa da Cena nasce da urgência de registrar e reconhecer a diversidade, a precariedade e a resistência do teatro na capital — não só como catálogo, mas como instrumento político e de memória.” Equipe do Grupo Tripé.

Durante o lançamento, haverá uma roda de conversa com o corpo de autores e participação especial de Lenine Guevara — artista, professora, produtora e gestora, atualmente coordenadora de Articulação e Participação do Gabinete da Presidência da Funarte, mestre e doutora em Artes Cênicas. Em seguida, acontece o pocket show Madre Fera, com Mar Nóbrega e Maria Victória Carballar, artistas trans da cena brasiliense que apresentam canções de resiliência artística.

Realizado pelo Grupo Tripé, com apoio da Universidade de Brasília e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, o projeto foi patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

Sobre o Mapa da Cena

A publicação apresenta um retrato crítico e inédito do teatro na capital do país, reunindo dados, análises e reflexões sobre espetáculos, projetos, grupos e espaços atuantes no Distrito Federal entre 2022 e 2024. Resultado de pesquisa do Grupo Tripé em diálogo com diferentes artistas-pesquisadores, o livro vai além do registro: transforma números em narrativas, memória viva em denúncias, e evidencia lacunas profundas nas políticas públicas. Entre palcos, ruas, escolas e espaços independentes, a obra traça uma cartografia afetiva e política de uma cena que resiste à dispersão urbana, à precariedade estrutural e ao apagamento histórico. Mapa da Cena é um convite a compreender, sustentar e fortalecer a cena local, reafirmando que o Distrito Federal transborda teatro, arte e cultura.

Serviço:

Lançamento do livro “Mapa da Cena: Práticas e desafios do fazer teatral na capital do Brasil

Com roda de conversa e pocket show 

Quando | 13/11, das 19h às 21h

Onde | Espaço Multicultural Casa dos Quatro (707/708 Norte)

Distribuição | Gratuita

Entrada | Gratuita

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos 

Realização | Grupo Tripé

Apoio | Universidade de Brasília e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do GDF

Patrocínio | Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF)

Instagram | @grupotripe

Informações | www.grupotripe.com/mapadacena

Contato | emaildotripe@gmail.com