Emagrecer com canetas sem orientação pode gerar efeito rebote, alerta nutricionista

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Especialista do CEUB revela que falta de mudança no estilo de vida é principal fator de reganho de peso

O uso de canetas injetáveis para emagrecimento sem acompanhamento profissional aumenta significativamente o risco de efeito rebote, caracterizado pelo reganho de peso após a interrupção do medicamento. O alerta é da nutricionista funcional Pollyanna Ayub, mestre em Gerontologia e professora do curso de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB)

De acordo com a especialista, essas medicações atuam na regulação hormonal da fome e da saciedade, facilitando a perda de peso inicial, mas não substituem a adoção de hábitos alimentares saudáveis e mudanças no estilo de vida. “Quando o paciente utiliza a caneta sem orientação e não constrói novos padrões alimentares, o risco de recuperar o peso perdido é alto”, afirma.

A nutricionista destaca que a obesidade é uma condição crônica e multifatorial e que o tratamento farmacológico deve ser indicado apenas em casos específicos, como para pacientes com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30, ou a partir de 27 quando há comorbidades metabólicas, como diabetes, hipertensão ou alterações no colesterol.

Alimentação e acompanhamento são decisivos
Segundo Pollyanna, a redução acentuada do apetite, efeito comum dessas medicações, pode levar à ingestão insuficiente de nutrientes quando não há acompanhamento nutricional. “A ausência de fome não significa que o organismo não precise de energia e nutrientes. Sem um plano alimentar adequado, podem surgir deficiências nutricionais, perda de massa muscular, fadiga e queda da imunidade”, explica.

Ela ressalta que a alimentação orientada é essencial para preservar a massa muscular durante o processo de emagrecimento. “Garantir a ingestão adequada de proteínas, associada ao consumo de carboidratos de qualidade e à prática de exercícios de força, é fundamental para evitar que o corpo perca músculo em vez de gordura.”

Reganho de peso está ligado à falta de mudança de hábitos
Para a especialista do CEUB, o principal fator relacionado ao efeito rebote é a interrupção do acompanhamento após o uso da medicação. “Sem mudança no estilo de vida, o medicamento passa a ser visto como solução definitiva, o que não é. O objetivo é usar a caneta como ferramenta temporária para facilitar a adesão às mudanças necessárias”, afirma.

Pollyanna também alerta para a percepção equivocada de que a caneta seria uma solução definitiva. “O nutricionista atua justamente para promover autonomia alimentar, ajudar o paciente a reconhecer sinais de fome e saciedade e fazer escolhas conscientes em diferentes contextos.”

Suplementação deve ser avaliada caso a caso
A nutricionista esclarece ainda que o uso das canetas não implica, obrigatoriamente, suplementação vitamínica. “A prioridade é sempre alcançar os nutrientes por meio da alimentação. A suplementação só é indicada quando há necessidade comprovada, de forma individualizada”, diz.

Para a docente do CEUB, emagrecer com segurança exige acompanhamento contínuo. “O sucesso do tratamento não está apenas na perda de peso, mas na capacidade de manter os resultados ao longo do tempo. E isso só acontece com mudança de hábitos e orientação profissional”, conclui.

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