Ministério da Cultura e Brasal apresentam, pelo Circuito de Teatro Brasileiro, Milhem Cortaz em seu primeiro espetáculo-solo inédito em Brasília: Diário de um louco

Foto divulgação

Diário de um Louco, com direção de Bruce Gomlevsky. Indicações: Prêmio Shell de Melhor Ator, Prêmio APTR de Melhor Ator e Prêmio APTR de Melhor Iluminação. Vencedor: Prêmio FITA Melhor Cenário; e Prêmio FITA Melhor Música

Em formato de um diário, a peça conta a história de um funcionário público e a súbita paixão pela filha do seu chefe, que desencadeia uma série de conflitos com omundo ao redor, culminando na desestruturação total do seu pensamento. Através do tema da loucura, o conto do escritor russo Nikolai Gogol (1809-1852) lança um olhar sobre as pessoas à margem da sociedade.

O ator Milhem Cortaz, que recentemente brilhou na série “Os Outros”, do Globoplay, apresenta, em Brasília, seu primeiro monólogo, “Diário de Um Louco”, dirigido por Bruce Gomlevsky, dias 7 e 8 de junho no Teatro UNIP. O projeto foi idealizado pelo produtor Carlos Grun, que retoma a parceria com o ator e o diretor iniciada há doze anos na montagem de “A Volta ao Lar”, de Harold Pinter.

PRIO, em conjunto com o Ministério da Cultura, apresenta essa adaptação do conto literário do escritor russo Nikolai Gogol (1809-1852) publicado em 1835, que acompanha a trajetória de um trabalhador de classe média baixa, um funcionário público, que gradualmente vai perdendo sua sanidade mental. Através dos relatos em seu suposto diário, fica clara a progressiva desconexão desse ‘homem comum’ com a realidade.

A montagem

A encenação se concentra na fisicalidade do trabalho de Milhem Cortaz – seus recursos vocais e corporais desenham a desintegração mental do personagem. Há tons de surrealismo na subversão do uso dos objetos de cena, que têm suas funções trocadas. “Diário de Um Louco é um clássico de grande atualidade e pertinência nos dias de hoje. Num momento em que o consumo de medicamentos psiquiátricos se banalizou, é de suma importância discutir a questão da saúde mental. O clássico de Gogol retrata o processo dramático e gradativo de ‘enlouquecimento’ de Akcenti Ivanovitch, um emblemático funcionário público da classe trabalhadora fadado a ser explorado por toda uma vida. E dirigir Milhem Cortaz é muito gratificante. Um ator de extrema potência, completamente disponível e em sintonia com a minha forma de trabalhar a cena.”, festeja o diretor.

A crítica

“Bruce Gomlevsky, com seu padrão de um encenador criativo, inteligente e ousado, transforma Milhem Cortaz, em seu primeiro solo, em um homem que sucumbe ao deus da burocracia e ao da desigualdade.” (Claudia Chaves, Jornal Correio da Manhã)

“Quando ri, Milhem gargalha o humor louco de um império que rui. (…) Nessa operação o que vemos é um dos maiores trabalhos de interpretação do teatro brasileiro em 2023.”

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