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Folia com pets: como curtir o Carnaval sem estresse com os animais de estimação

Veterinária do CEUB sugere evitar aglomerações e pintura do pelo dos animais, além de jamais oferecer bebidas alcoólicas

Foto divulgação

Quem pretende incluir os pets nas festividades de Carnaval deve ficar atento às medidas de precaução para garantir o bem-estar e a segurança dos bichos no período. Fabiana Volkweis professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), recomenda evitar levar os pets para áreas de aglomeração, onde o excesso de barulho e a multidão podem causar estresse ou até traumas nos animais. “Lesões auditivas, dificuldades de locomoção e o risco de serem pisoteados são preocupações que não podem ser ignoradas”, alerta.

Confira as dicas da especialista:

Atenção à alimentação | “Mudanças alimentares bruscas podem gerar distúrbios digestivos e trazer desconforto para o tutor e o animal durante as festividades. O ideal é planejar com antecedência, separar os petiscos e rações que o animal já está habituado a ingerir”, recomenda a veterinária. Outro ponto de atenção são os alimentos típicos da folia, que podem ser perigosos para cães e gatos: “Evite oferecer restos de carnes gordurosas, que podem causar pancreatite, além de linguiça temperada, que pode provocar diarreias e vômitos”.

Hidratação | “Água fresca sempre disponível é fundamental, mas vale oferecer água de coco e picolés específicos para cães, que ajudam a refrescar”, sugere. Além disso, atenção para sinais de que o pet pode estar sofrendo com o calor excessivo: “Ofegância, mucosas muito vermelhas, aumento da frequência cardíaca, desorientação, convulsões, vômitos e diarreia são sinais de alerta. Se esses sintomas persistirem, leve imediatamente o animal ao veterinário”.

Calor intenso | Cães braquicefálicos, como Pug, Buldogue Francês e Buldogue Inglês, exigem atenção especial, pois são os que mais sofrem com o calor devido ao focinho curto, que dificulta a regulação térmica. “Esses cães têm mais dificuldade em dissipar o calor, por isso, devem ser mantidos em locais frescos e bem hidratados, evitando passeios nos horários mais quentes do dia”, aconselha a veterinária.

Atenção ao ambiente | A docente do CEUB adverte que blocos e festas de rua não são locais adequados para os animais. “O excesso de pessoas, som alto, calor intenso e pisos quentes podem causar estresse e até lesões nos animais. O melhor é evitar expô-los a esses riscos”, alerta. No entanto, se o tutor optar por levar o pet a eventos ao ar livre, deve escolher locais adequados, evitar horários de muito calor e garantir que o animal esteja sempre na guia, com acesso à sombra e hidratação constante.

Cautela com a vestimenta | As fantasias para animais estão em alta no Carnaval, mas podem representar riscos à saúde. “O ideal é optar por acessórios leves e evitar roupas que aumentem a temperatura corporal do pet. Além disso, adereços como óculos e laços devem ser usados com cautela para evitar incômodos ou desconfortos”, explica Fabiana.

Hospedando o pet | Para aqueles foliões que vão viajar e precisam deixar o pet em um hotel, entre os cuidados essenciais estão manter a vacinação em dia e utilizar preventivos contra pulgas e carrapatos. “Também é recomendável levar a ração que o animal já está habituado a consumir para evitar mudanças alimentares bruscas e possíveis problemas digestivos”, finaliza Fabiana Volkweis.