
Iate Clube de Brasília abre as comemorações pelo aniversário da Capital Federal com exposição que une fotógrafos e artistas plásticos da cidade com olhares ecléticos sobre a Brasília da atualidade
A “Mostra Eclética: 65 Anos de Brasília e do Iate Clube” abre as comemorações pelo aniversário da Capital Federal, neste dia 2 de abril, com um coquetel aberto ao público, na sede do clube, com a presença de autoridades do Iate e do Distrito Federal, além de l associados, galeristas e colecionadores.
A exposição homenageia as duas datas e o Iate Clube de Brasília, que teve como patrono o grande idealizador Brasília, Juscelino Kubitschek, que incentivou a construção do clube, dizendo que “seria ali a sala de visitas da nova metrópole”
Com curadoria da artista plástica Cida Carvalho, presidente da Associação Candanga de Artistas Visuais e fundadora da Brasil Mosaico Arte, a mostra apresentará obras de seis fotógrafos e de oito artistas plásticos que, por meio da arte, falarão da forma eclética como Brasília se apresenta hoje. A curadora procura na mostra evidenciar a Brasília real, esta ‘jovem senhora’ que cumpre seu papel político, cultural, econômico e religioso com maestria.
“Brasília é verdadeiramente um museu a céu aberto, com uma cena cultural latente e crescente. Além disso, a capital está cada vez mais social, com um crescimento exponencial de ações do terceiro setor” , explica Cida Carvalho.
• A exposição acontecerá entre os dias 3 e 13 de abril, no Iate TV do Iate Clube Brasília (Setor de Clubes Norte, Trecho 2, SMI). Visitação: Dias úteis, das 8h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 8h às 19h. Entrada Franca.
• A mostra tem o apoio da Brasil Mosaico Arte e da Casa das Molduras.
FOTÓGRAFOS:
Andreia Salles
Para esta exposição, Andreia Salles traz seu olhar sobre o trabalho voluntário do qual participa, no Setor Comercial Sul (SCS). O projeto “Se essa rua fosse minha” é fruto da iniciativa de um grupo de amigos que busca construir vínculos com a população em situação de rua do SCS. Com ações fraternas continuadas, o projeto dá oportunidade de acolhimento e tratamento para a dependência química, de forma gratuita, para aqueles que manifestam o desejo de fazê-lo, por meio de parcerias.
Ademir Rodrigues
Trabalha como fotógrafo profissional em Brasília desde 1970. Prestou serviços de fotografia para a Funai por 30 anos, viajando por todo o território brasileiro e países da América do Sul como Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Venezuela, com a finalidade de fotografar povos indígenas para documentários e exposições. Trabalhou também na Fundação Palmares e na Radiobrás, contratado pelo Ministério do Interior. Fotografou para órgãos como Codevasf, Projeto Rondon, Sudene, Sudeco, Ibama. Trabalhou como repórter fotográfico do PAC Mobilidade Urbana e Estádios, obras precedentes à Copa do Mundo de 2018, pelo Ministério dos Esportes, entre 2014 a 2018. Desde então, trabalha como fotógrafo de arquitetura, obras de artes e cobertura de práticas esportivas, shows e eventos.
Jonas Pimentel
Nascido em Brasília no ano de 2002, desde a infância Jonas se interessou pelas artes visuais. Foi aluno da Escola de Altas Habilidades e Excelência de Taguatinga e, por consequência, direcionou seu talento para fotografia, participando até o momento de onze exposições. Mais tarde, iniciou seus estudos na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, onde atualmente cursa o nono semestre. Apesar de o principal foco ter sido fotografia, Jonas é versátil e possui facilidades para o aprendizado de outras técnicas artísticas.
Elianne Loin
Brasiliense começou na fotografia em 1990, fotografando eventos sociais e políticos. Apaixonada pelos cliques, considera Brasília um museu a céu aberto. Suas outras paixões são retrato feminino e retrato de família.
Vini Carvalho
Com paixão por transformar ideias em narrativas visuais impactantes, é fotógrafo publicitário e produtor de conteúdo especializado em elevar marcas. Tem uma abordagem que une arte e estratégia, criando imagens que não apenas encantam, mas geram resultados. Cada projeto é uma jornada única. Com experiência em marketing e sensibilidade artística, desenvolve materiais que amplificam a essência da sua marca, sempre com excelência técnica e propósito. Fotografar é sua forma de conectar mundos: registro histórias com autenticidade, seja para campanhas publicitárias ou conteúdos cativantes. Seu diferencial? Transformar sensações em imagens que inspiram e vendem.
Rui Faquini
Fotógrafo há 45 anos, seu acervo, localizado no Setor Hoteleiro Sul, conta com mais de 300 temas trabalhados. O artista viu Brasília nascer e participou de sua construção. Visitou diversos países a fim de ampliar seus conhecimentos e aprimorar suas técnicas, além de aprender sobre diferentes culturas e expandir o seu olhar. Desenvolve, até hoje, um ensaio intitulado Sobre o Voo, iniciado no Japão, em 1969. Em 1992, fez um trabalho sobre povos quilombolas e kalungas, especialmente em Cavalcante (GO). Outro de seus trabalhos – Meu Cerrado Zen – é mais atado ao Cerrado. No entanto, ressalta: “A ideia é passar a mensagem de que há em meu arquivo os temas mais variados, e com coerência”. Hoje em dia, Faquini continua registrando o interior do Brasil, especialmente o Cerrado, o Pantanal e a Amazônia.
ARTISTAS VISUAIS:
Ana Pimentel
Sempre gostou de arte. Na juventude, quando morava em Roma com minha família, visitou vários museus e galerias da Europa, onde admirava as obras dos grandes mestres. De volta ao Brasil, teve a oportunidade de aprender um pouco com o artista Siron Franco, quando ele pintou os retratos da sua família.
Donizetti
Artista plástico, arquiteto, professor, participa ativamente das artes da cidade, tendo integrado centenas de exposições no país e no exterior.
Dulce do Amaral
A arte ganhou nova dimensão em sua trajetória quando aprofundou os estudos em Semiótica e Cultura Visual no Instituto de Arte, na Universidade Federal do Pará. O contato com artistas de diversas áreas ampliou sua visão e impulsionou a ressignificação dos seus trabalhos. Hoje, sua principal técnica é a aquarela, explorando sua fluidez e expressividade. Além disso, desenvolve obras com arte digital utilizando a técnica de colagem de imagens. Sua produção reflete um compromisso com a resistência.
Hugo de Sousa
Descobriu sua paixão pela pintura aos 13 anos, ao ingressar em um programa para crianças com altas habilidades. Reencontrou na vida adulta o desejo de se expressar artisticamente, dedicando-se ao óleo sobre tela. A pintura tornou-se para Hugo um meio inesperado de comunicação, onde tela e pincel se transformam em ferramentas para transmitir emoções e percepções sobre o mundo. Suas obras unem técnicas clássicas e contemporâneas para explorar temas de intensa carga emocional e reflexões sobre as relações humanas.
Teresa Pessoa
Artista brasileira com mais de duas décadas de carreira, tem o trabalho marcado por sua habilidade com a resina epóxi. Graduada em Artes Plásticas pela FAAP/SP, Teresa encontrou na academia o ambiente ideal para explorar novos materiais e técnicas, consolidando seu contato com diversas formas de arte e com grandes artistas. Além de seu talento artístico, ela foi uma educadora influente, impactando a formação de muitas pessoas. Trabalha também com madeiras descartadas e de fontes sustentáveis incrustadas na resina epóxi, respeitando suas características originais ao criar peças exclusivas. Para ela, criar é uma forma de autodescoberta e expressão da essência criativa. Participou de diversos salões de arte no país e ministrou aulas de escultura e modelagem em argila e pedra sabão, além de atuar como coordenadora do Programa de Renda Alternativa, por meio de artesanato e artes visuais, no SESI de Ribeirão Preto, durante mais de uma década.