Categoria: Turismo

Espaço Cultural Renato Russo celebra os 63 anos de Brasília com semana comemorativa

Projeto Cabeças, Homenagem a TT Catalão, Concerto Sinfônico, atividades infantis, feira cultural, exposições e Baile de aniversário estão entre os destaques da programação

De 16 a 23 de abril. Entrada franca.

A partir deste domingo (16), o Espaço Cultural Renato Russo entra em festa para comemorar os 63 anos de Brasília com uma ampla programação cultural que inclui shows, lançamentos de filme, Homenagem à TT Catalão, Concerto Sinfônico, atividades infantis, feira cultural, exposições e Baile de aniversário.

O programa tem início com lançamento do documentário Concerto Cabeças – Memória Afetiva da Cultura Brasiliense, que inclui um Sarau Poético Musical na Praça Central do Espaço Cultural, a partir das 14h, do dia 16/4.

Foto Divulgação

O projeto resgata a memória e registra a expressão de toda uma geração de artistas gráficos, pintores, músicos, letristas, atores, diretores e grupos teatrais, dançarinos, poetas, fotógrafos, cineastas, produtores culturais etc, surgida entre o final dos anos 70 e o começo dos anos 80, reunidas em torno da Galeria Cabeças e do conhecido Concerto Cabeças, um verdadeiro patrimônio da cidade, que este ano completa 45 anos.

No dia 21, as atividades começam pela manhã com a realização da Feira Cultural Katendê e a programação do Dia Mundial da Criatividade. À tarde, destaque para as ações culturais na Gibiteca em homenagem à TT Catalão, que dá nome ao espaço desde 2021, por sua relevância à cidade como incentivador das artes.  Na Sala Multiuso, o espetáculo infantil Zezinho conhece Brasília conduz a criançada à uma visita aos monumentos e histórias da Capital. Para brindar o público ao final do dia, Concerto com Grupo de Cordas da Filarmônica de Brasília, com regência do maestro Thiago Francis, e abertura do Coral Intermezzo.

As ações culturais seguem no dia 22 com destaque para o segundo dia da Feira Cultural Katendê, as atividades do Dia Mundial da Criatividade e, à noite Baile de Aniversário à Brasília aberto ao público, na Praça Central, com participação do professor de dança de salão, Ricardo Lira.

Encerrando a programação, no domingo (23) Sarau Poético e lançamento do documentários Poemas de Opinião.  

E durante todo o período, o público ainda poderá visitar a exposição “Inventando vôos”, com curadoria de Marília Panitz e Carlos Silva, na Galeria Parangolé, parte do projeto “Desalinhos e Costuras:arte e loucura”. E a obra DE VER CIDADE, Brasília Numa Caixa de Brincar, na Galeria Ruben Valentim, criada pelo coletivo de artistas ENTREVAZIOS e consiste em uma série de 20 blocos interativos que remetem a uma maquete da cidade e recria, de forma lúdica, as escalas do Plano Urbanístico da cidade-patrimônio Brasília, são elas: monumental, gregária, residencial e bucólica.

As atividades comemorativas são gratuitas e promovidas pelo Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade, por meio do Programa Pedagógico-Formativo e participação na composição da programação do Espaço Cultural Renato Russo, com fomento da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

Confira a programação completa:

Foto Divulgação

De 16 a 23 de abril

16 de abril

Projeto Concerto Cabeças

Lançamento do documentário e da página web do projeto Concerto Cabeças – memória afetiva da cultura brasiliense.

Sarau poético-musical
Horário: 14h- Praça Central ECRR

Documentário Concerto Cabeças – Memória afetiva da cultura brasiliense
Horário: 16h – Auditório Marco Antônio Guimarães
Confraternização
Horário: 17h às 18h – Praça Central ECRR

*A programação conta com tradutor em libras

O documentário resgata a memória e registar a expressão de toda uma geração de artistas brasilienses surgida entre o final dos anos 70 e o começo dos anos 80. O documentário retrata o importante momento histórico em que o movimento Cabeças surge, de resistência política e cultural, a peculiaridade de sua arte essencialmente brasiliense, contando sua trajetória, estética e contexto transgressor, apresentando os grupos e artistas que influenciaram a movimentação artística em Brasília desde o final da década de 1970, além de mostrar a importância destes elementos como pilares formadores da nossa cultura.

Foto Divulgação

21 de abril

Dia Mundial da Criatividade
Horário: 10h às 18h

Local: Teatro Galpão Hugo Rodas, Teatro de Bolso e Sala de atividades

Programação completa: https://worldcreativityday.com/brazil/brasilia/activities

A data tornou-se parte do calendário oficial da ONU em abril de 2017. O movimento é organizado pela World Creativity Organization e conta com inúmeras experiências, painéis, palestras, workshops e performances para profissionais, empreendedores e empresas de todos os setores que compõem a economia criativa. O objetivo é unir o ecossistema de criatividade e inovação de diversas cidades, focando o desenvolvimento sustentável com base em pilares como aprendizagem, diversidade, empreendedorismo e transformação.

Contação de história para crianças

Horário: 15h e 16h

Local: Sala Multiuso

História: Zezinho descobre Brasília

Com muita música, bonecos e objetos lúdicos, a história de Zezinho e seu cachorrinho Hulk é apresentada às crianças. Os dois companheiros vêm visitar a tia em Brasília e, juntos, se encantam e descobrem os diferentes e divertidos monumentos da cidade, que mais parecem um grande parque infantil. Sempre brincando com a imaginação e os monumentos da capital, as crianças interagem com os personagens e as músicas que os conduzem por esse incrível passeio pela Capital Federal.

Foto Divulgação

Feira Katendê
Horário: 13h às 22h
Praça Central

O Projeto Katendê foi criado em 2021, para apoiar empreendedores da Comunidade de Povos Tradicionais de Matriz Africana, Manzo Kalla Muisu, situada em Sobradinho dos Melos. Hoje reúne cerca de 45 participantes que expõem produções de que vão desde jóias artesanais a livros, roupas, instrumentos musicais, jardinagem e decoração com matérias primas como a piaçava.

Homenagem TT Catalão

Exibição do Vídeo de Bento Viana “Agora sessenta. E contempla.”, com texto de TT Catalão
Exibição do Vídeo de Bento Viana “Agora sessenta. E contempla.”, com texto de TT Catalão e CulturaCONTradição de TT Catalão  
Horário: 16h – Sala Marco Antônio

Abertura da cerimônia com Carmem Moretson 
Mesa: Rosana Gonçalves da Silva, Bené Fonteles e Tico Magalhães
Entrega dos Livros para a Família Catalão e Gibiteca/Biblioteca
Horário: 17h – Galpão das Artes 

Oficina de quadrinhos: Luigi Pedone  

Encerramento com Nanan Catalão e o músico Félix Júnior
Grupo Seu Estrelo e o Fuá do terreiro e a Orquestra trovão da Mata

Horário: 18h
Galpão das Artes 

Coral Intermezzo

Praça Central
Horário: 19h

Concerto com Grupo de Cordas da Orquestra Filarmônica de Brasília

Regência do Maestro Thiago Francis

Praça Central

Horário: 19h30

Para este concerto de aniversário, o Grupo Cordas da Filarmônica estará participando com a seguinte formação: Primeiro Violinos – Cássio Silva e Sara Dantas Cruz, Fred Peagle e Doner Cavalcante – Segundos Violinos, Violas – Caio Mey e Ana Clara, Violoncelos – Leila Oliak e Nícolas Madalena, Contrabaixo – Douglas Lima e, na regência o maestro Thiago Francis. A Orquestra Filarmônica de Brasília destaca-se no cenário musical da capital federal, pesquisando repertórios erudito e popular, executando e divulgando obras inéditas.

Dia 22 de abril

Dia Mundial da Criatividade
Horário: 10h às 18h

Espaço: Teatro Galpão Hugo Rodas, Teatro de Bolso e Sala de atividades

Programação completa: https://worldcreativityday.com/brazil/brasilia/activities

Oficina interativa: Turismo Fora do Avião – Pontos turísticos de Brasília
Horário: 15h

Gibiteca

Feira Katendê
Horário: 10h às 22h

Desfile Legbara: 18h15 às 18:45 – Desfile Legbara com peças criadas no Paranoá-DF

Praça Central

Baile de aniversário de Brasília, conduzido por Ricardo Lira

Horário: 19h às 22h

Praça Central 

Ricardo Lira é professor, coreógrafo, dançarino, ator, arte-educador e produtor cultural. Atua no circuito cultural, no Rio de Janeiro e em Brasília há 31 anos. É especialista em danças de salão e danças populares de raízes africanas, com destaque para o samba e suas vertentes.

Laboratório aberto de desenho livre
Horário: 9h às 12h

Galpão das Artes

Dança Negra Contemporânea
Horário: 10h às 12h

Sala Multiuso

Foto Divulgação

Dia 23 de abril

Poemas de Opinião
Sarau e lançamento dos livros “Vozes de Opinião”, de Sylvia Toledo e “72 Poemas”, de Guilherme Machado de Oliveira
Lançamento do Mini Documentário “Opinião (1964): Poéticas da Voz, Poéticas que dão Voz”, de Sylvia Toledo
Horário: 19h

Praça Central

ABBA THE SHOW já está no Brasil!

Com 11 apresentações marcadas nas cidades de Belém, Recife, Poços de Caldas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Araquari, Florianópolis e Goiânia.

O fenômeno mundial se apresentará com músicos da Orquestra Sinfônica Nacional de Londres tocando os grandes sucessos que marcaram gerações 

Foto Divulgação

Nesta quinta-feira, 13 de abril de 2023 que um dos maiores fenômenos da música pop mundial, ABBA THE SHOW, desembarcou no Brasil para sequência espetáculos no país. A banda que ganhou projeção mundial e vem lotando lugares em mais de 40 (quarenta) países, ABBA THE SHOW, fará uma mega turnê com 11 shows em diferentes cidades, com músicos da Orquestra Sinfônica Nacional de Londres, regida pelo maestro Matthew Freeman.

O primeiro show será em Belém (14/04/23). No dia seguinte, estarão em Recife (15/04/23). O próximo final de semana é a vez da região sudoeste: Poços de Caldas (20/04/23), Rio de Janeiro (21/04/23), Belo Horizonte (22/04/23) e São Paulo (23/04/23). Após, o grupo parte para Porto Alegre (26/04/23)Araquari (28/04/23)Florianópolis (29/04/23), Brasília (30/04/23), encerrando em Goiânia (01/05/23).

Há quase meio século nascia na Suécia o ABBA. O quarteto formado por Benny, Bjorn, Agnetha e Frida, bateu todos os recordes, transcendeu horizontes e atravessou o tempo como um dos mais genuínos e  bem sucedidos grupos musicais de todos os tempos. 

Separados há mais de quatro décadas, nunca anunciaram um fim mas uma nova reunião sempre foi aguardada por diferentes gerações de fãs.

Seus inúmeros hits ganharam força com a criação do musical “Mama Mia” que virou filme tornando-se uma das maiores bilheterias do cinema e do teatro musical.

O aguardado retorno em estúdio ocorreu em 2021 para acompanhar o projeto “ABBA Voyager”, um espetáculo tecnológico que recriou em computador o quarteto pop que nunca mais voltou aos palcos. 

Para felicidade dos seus fãs, um projeto musical moldado com excelência  feito para  que a banda pudesse fazer mais shows  e viajar pelo mundo apresentando-se para mais de dois milhões de pessoas com a mesma  maestria sonora e visual da formação original. 

Há duas décadas ABBA THE SHOW, criado por Camila Dahlin, Katja Nord, Matthew Freeman e Uffe Anderson, músico que acompanhou o quarteto, ganhou projeção mundial e vem lotando apresentações em mais de 40 países.

ABBA THE SHOW” é um fenômeno em todo o mundo, tendo realizado cinco vezes mais shows que a primeira formação nos anos 60. Foram 130 vs 777, para mais de 2 milhões de pessoas em mais de 40 países pelo mundo. 

Entre as apresentações mais marcantes estão 3 noites com ingressos esgotados no Hollywood Bowl (2004, 2009 e 2010). E a memorável apresentação brasileira em 2011, quando o projeto se apresentou para mais de 70 mil pessoas no vale do Anhangabaú na cidade de São Paulo.

ABBA THE SHOW é formado por Camila Dahlin, Katja Nord Mats Ronander, Janne Schaffer, Lasse Jonsson, Finn Sjobërg, Lasse Wellandere e Roger Palm, além de membros da Orquestra Sinfônica Nacional de Londres regida pelo Maestro Matthew Freeman.

O show propõe uma viagem no tempo numa mágica jornada através da história do ABBA, quando Bjorn, Benny, Agnetha Frida se apresentavam juntos. Uma extravagância musical repleta de hits em 2 horas de show com as clássicas “Waterloo”, “SOS”, “Mamma Mia”, “Dancing Queen”, “Money Money Money”, “Knowing Me Knowing You” e muito mais.

“ABBA THE SHOW” é um fenômeno, um ícone musical que se mantém em alta mesmo depois de todos esses anos.

Foto Divulgação

Datas: 

14/04/2023 – sexta-feira – Belém/PA – Centro de Convenções & Feiras da Amazônia
Local: Av. Dr. Freitas, s/n – Marco, Belém – PA
Mais Informações: (91) 3344-0153
Site de vendas: https://www.bilheteriadigital.com/hot-classics-abba-the-show-14-de-abril

15/04;2023 – Sábado – Recife/PE – Classic Hall
Local: Av. Agamenon Magalhães, s/n – Olinda
Mais informações: http://classichall.com.br/

20/04/2023 – quinta-feira – Poços de Caldas/MG – Ginásio Arthur de Mendonça Chaves
Local: Vila Olímpica S/N (ao lado do Shopping) – Poços de Caldas MG
Mais informações: 35 9 9220 2510

21/04/2023 sexta-feira – Rio de Janeiro/RJ – Espaço Hall
Endereço: Av. Ayrton Senna 5850 – Rio de Janeiro – Barra da Tijuca
Mais informações: https://espacohall.com.br/novosite/

22/04/2023 sábado – Belo Horizonte/MG – Arena Hall
Local: Av. Nossa Sra. do Carmo, 230 – Savassi, Belo Horizonte / MG
Mais informações: (31) 97222.2424

23/04/2023 – Domingo – São Paulo – Espaço Unimed – São Paulo/SPLocal: Espaço Unimed (Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo – SP)
Informações: http://www.espacounimed.com.br/

26/04/2023 – Quarta-feira -Porto Alegre/RS – Auditório Araújo Viana
Local: Avenida Osvaldo Aranha, 685
Informações: https://site.bileto.sympla.com.br/araujovianna/

28/02023 sexta-feira – Araquari/SC – Farm Hill
Local: BR 280, km 33
Informações: https://www.farmhill.com.br/

29/04/2023 – sábado – Florianópolis/SC – P12 Parador Internacional
Local: Servidão José Cardoso de Oliveira, S/N, lote 03 / Jurerê Internacional
Ingressos: https://www.sympla.com.br/
Informações e reservas: camarotesp12@parador12.com.br / (48) 3284-8156 (Fixo e WhatsApp).

30/04/2023 – Domingo – Brasília/DF – Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Local: SDC – Ulysses Guimarães, Brasília- DF
Informações: https://ulysses.tur.br/

01/05/2023 Segunda-feira (feriado) Goiânia/GO
Local: Centro de Convenções da PUC-GO (Campus II: Av. Engler, 507, Jardim Mariliza)
Ingressos: https://bilheteriadigital.com/abba-the-show-goiania-01-de-maio e Flamboyant Shopping

Comida Di Buteco: Não deixe de votar!

O concurso Comida Di Buteco já começou, vai até o dia 30 de abril e precisa da sua avaliação para eleger um vencedor

Foto Divulgação

Nada representa tanto o espírito democrático como um boteco. Plenos de igualitarismo e de liberdade de expressão, os pontos boêmios necessitam do voto físico do público, já que este tem o peso de 50% do total.

Funciona assim:a cédula de votação é entregue pelo garçom do estabelecimento. Cada boteco recebe uma urna, visível para todos no espaço, na qual a mesma deve ser diretamente depositada pelos clientes. Serão avaliados os seguintes seguintes critérios: atendimento, temperatura da bebida, higiene e petisco.  

De acordo com o diretor de operações do Comida di Buteco, Filipe Tosta, a participação do público no evento é o que torna o concurso único. “De acordo com levantamento que a gente já fez não existe no mundo algo parecido. O público é o cerne do movimento, depois dos botecos é o principal elo da nossa corrente”, afirmou.

Para fazer jus ao nome do concurso, o petisco leva 70% do peso da nota e as demais categorias 10% cada uma. O voto do público vale 50% do peso total e dos jurados 50%. Em maio serão anunciados os vencedores locais e em julho,  será anunciado o Campeão Nacional, o Melhor Boteco do Brasil.

Foto Divulgação

Comida Di Buteco Nacional em números

Em 2022, o Comida di Buteco atingiu marcas históricas em sua performance:
    +9 milhões de pessoas impactadas diretamente nos butecos;
    900 mil votos;
    730 mil fãs e 82 milhões de impressões nas redes sociais do concurso;
    10 milhões de alcance nas redes sociais;
    9 milhões de pageviews no site;
    Mais de R$ 300 milhões de impacto na cadeia de valor do nosso ecossistema;
    100 mil turistas presentes nos circuitos;

Precisamos aumentar essas marcas! Como pode ver a responsabilidade é grande, hein! Não deixe de votar!

Um Teatro chamado rua

Foto Divulgação

A Orquestra Alada Trovão da Mata começará sua circulação

pelo Distrito Federal em abril, levando para as ruas o seu mais novo espetáculo.

Brasília mostra sua moderna tradição em seu aniversário

Foto Divulgação

O espetáculo AS FEITICEIRAS DO CERRADO E A ONÇA PINTADA DE SOL foi desenvolvido dentro do projeto de Manutenção da Orquestra Alada que tem o apoio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do DF. Um projeto que, além da criação e circulação do inédito espetáculo, trouxe mestres e mestras populares e artistas das diversas artes das ruas para palestras e oficinas abertas aos brincantes de Brasília. “Um Teatro chamado Rua” é o nome do projeto da Orquestra Alada, que agora parte para circular pelo DF, começando seus cortejos em Ceilândia, no espaço cultural: Jovem de Expressão. Em abril serão feitas três das oitos procissões culturais que a Orquestra Alada irá realizar percorrendo o Distrito Federal.

Foto Divulgação

AS FEITICEIRAS DO CERRADO E A ONÇA PINTADA DE SOL é um cortejo, uma procissão misteriosa e aventurosa, que carrega e une várias linguagens espetaculares (dança, teatro, música, circo e sei-lá-mais-o-quê). Um espetáculo andante, concebido pela Orquestra Alada Trovão da Mata, que percorre as estradas do mundo e do DF, conduzindo os fantásticos personagens do Mito do Calango Voador, criado por Tico Magalhães e brincado também pelo grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro. Um espetáculo de nascimento e morte. Conduzido pelas Três Marias, as princesas, as feiticeiras do Cerrado. Tudo se principia com o canto das Marias e o nascimento do filho delas: o Avesso. Um cortejo invertido que remonta a velha tradição dos espetáculos de beira-de-estrada. Uma viagem através do universo mítico brasileiro por meio do mais moderno mito popular do cerrado e do Brasil.

Espetáculo: AS FEITICEIRAS DO CERRADO E A ONÇA PINTADA DE SOL

Foto Divulgação

Duração: 40 minutos

Apresentações de ABRIL:

15/04 às 17H – Jovem de Expressão na Ceilândia

15/04 às 18H – Mercado Sul em Taguatinga

16/04 às 17H – Praça do Museu em Planaltina

Entrada Gratuita

Espetáculo acessível com intérprete de Libras

Projeto Chefs do Brasis celebra o melhor da gastronomia contemporânea

Localizada no Lago Oeste, casa receberá renomados chefs a partir desta sexta-feira (14/04). A cada fim de semana, um convidado assumirá à cozinha ao lado da Chefe Di Oliveira

De 14 de abril a 13 de maio, o Brasis Ateliê Gastronômico receberá grandes nomes da culinária para o projeto Chefs do Brasis. A cada fim de semana, um convidado se juntará à Di Oliveira, que assina o cardápio da casa, para uma experiência com o melhor da cozinha contemporânea.

O Brasis Ateliê Gastronômico abriu suas portas em abril de 2019 e oito meses após sua inauguração sofreu os impactos da pandemia da COVID-19. Apesar das dificuldades, a casa resistiu e tem se destacado e movimentado a cena gastronômica contemporânea do Distrito Federal.

 Chef Di Oliveira
Crédito: Divulgação/Brasis

Para comemorar, a Chef Di Oliveira reunirá convidados com histórias de superação e, também, amantes da gastronomia brasileira, em uma programação pensada para despertar as sensações mais intensas com o projeto “Chefs do Brasis”.

Confira a programação:


• Dias 14 e 15 de abril de 2023
Convidado: Chef Paulo Rocha
• Dias 21 e 22 de abril de 2023
Convidado: Chef Rodrigo Massoni
• Dias 28 e 29 de abril de 2023
Convidado: Chef Irina Cordeiro
• Dias 12 e 13 de maio de 2023
Convidado: Chef Kalymaracaya

Chef Di Oliveira
Crédito: Divulgação/Brasis

Chef Di Oliveira, anfitriã

Brasis Ateliê Gastrônomico

Mineira de nascimento, carioca de criação, paraibana de coração e brasiliense por paixão, a Chef Di Oliveira
é acima de tudo fascinada pelo Brasil, por suas tradições, seu povo, sua natureza, cultura e sua
gastronomia.
A cozinha sempre foi uma paixão e seu foco é explorar todas as possibilidades gastronômicas dos
ingredientes nacionais, aliando as bases e técnicas contemporâneas.
Cozinheira autodidata, após participar do Masterchef Brasil 2019 se sentiu segura para abrir seu próprio
restaurante, o Brasis, o qual prefere chamar de Ateliê Gastronômico. “Cozinhar é uma arte e a cozinha é
meu espaço de criação. Portanto, meu Ateliê”, diz a cozinheira e também produtora cultural.

Chef Paulo Rocha, foto divulgação

Chef Paulo Rocha, convidado

Dias 14 e 15 de abril de 2023

Paulo Rocha, mineiro criado em SP, hoje comanda a confeitaria do restaurante Président, do Chef Erick
Jacquin. Participou como chef desafiante no reality show Iron Chef (Netflix) e é o apresentador do
programa Esse Doce Tem História, no canal GNT.
Mas foram muitos desafios até chegar aqui e o chef confeiteiro, vivendo o seu melhor momento, celebra
poder ter se tornado uma referência de coragem e resiliência para outros jovens negros que sonham com
uma carreira no mundo da gastronomia.

Chef Rodrigo Massoni, foto divulgação

Chef Rodrigo Massoni, convidado

Dias 21 e 22 de abril de 2023

Rodrigo Massoni conquistou o paladar dos jurados e se consagrou como o grande campeão do MasterChef
Brasil 2019. Foi o competidor com mais destaque no programa: esteve seis vezes entre os melhores
participantes ao longo da edição e venceu nove provas individuais.
Antes do Masterchef, esse paulista de Osasco viajou por 1 ano pelo Brasil e pela América do Sul e trouxe
muitas inspirações gastronômicas na bagagem.
Rodrigo é apaixonado por panificação e quer ter seu próprio negócio na área.

Chef Irina Caordeiro, foto divulgação

Chef Irina Cordeiro, convidada

Dias 28 e 29 de abril de 2023

Nascida e crescida em Natal (RN), Irina Cordeiro fez cursos de vinho na Itália e trabalhou como sommelier
antes de ingressar na cozinha. Teve ainda participação destacada no Masterchef Profissionais em 2017.
Considerada uma chef criativa com pegada funcional, gosta de preparar pratos coloridos e tem sempre a
preocupação com seu valor nutricional. Produz uma cozinha orgânica, natural e de emponderamento, pois
acredita no poder da gastronomia como agente social.
Irina se considera uma nordestina arretada, adora praia e tem preferência em cozinhar frutos do mar.

Chef João Diamante, foto divulgação

Chef João Diamante, convidado

Dias 05 e 06 de maio de 2023

Nascido na Bahia e criado no Complexo do Andaraí, no Rio de Janeiro, João Diamante é protagonista de
uma bela história de superação.
De cozinheiro da Marinha a estudante de gastronomia, passando por um estágio no restaurante Le Jules
Verne, localizado na Torre Eiffel, em Paris, eleito pelo site Infood como revelação em 2017 e um dos jurados
do novo reality de culinária da Globo, Minha Mãe Cozinha Melhor Que a Sua, João Augusto Santos Batista,
o Chef João Diamante, construiu sua carreira na cozinha através de pratos feitos com ingredientes simples,
mas muito conhecimento e hoje incentiva futuros cozinheiros em seus projetos sociais.
“Quando você tem conhecimento, você faz qualquer ingrediente ser brilhante”, diz João com muita

Chef Kalymaracaya, foto divulgação

Chef Kalymaracaya, convidada

Dias 12 e 13 de maio de 2023

Letícia Nogueira, oriunda da tribo Terena e mais conhecida como Kalymaracaya, nasceu na aldeia Bananal e se
mudou com a família para Campo Grande, em busca de oportunidades, onde surgiu o desejo pela gastronomia.
Além de Chef de cozinha renomada, tem uma atuação intensa em prol da comunidade indígena.
Única chef indígena no Brasil, Kaly cresceu sabendo que a gastronomia indígena é muito rica e bonita e que
precisa ser mostrada. Combinando referências contemporâneas com os ingredientes brasileiros naturais da
terra, muitos cultivados em aldeias, faz brilhar a chamada gastronomia ancestral, preservando nas receitas a
sua essência.

Foto Divulgação

Sobre o Lago Oeste

O Núcleo Rural Lago Oeste é a região mais ecológica, com natureza preservada e com as mais belas paisagens naturais do Distrito Federal. Localizado cerca de 25km do centro de Brasília, nas áreas de preservação ambiental do Planalto Central (ICMBio) e do Cafuringa (IBRAM-DF), abrigando a Reserva Biológica da Contagem e parte do Parque Nacional de Brasília. Os caminhos, ruas e travessas do Lago Oeste são de terra, com muita vegetação nativa de Cerrado. As chácaras, com suas cercas vivas e plantações diversas, garantem a rusticidade e o clima de
vida no campo, em uma integração harmoniosa com a natureza.
Além da produção agrícola e de laticínios especiais, o Lago Oeste possui inúmeras opções de entretenimento, lazer, gastronomia e hospedagem. No ano em que o Brasis Ateliê Gastronômico nasceu, alguns empreendimentos da região se uniram e criaram o roteiro de turismo rural Viva Lago Oeste, acolhendo visitantes de todo o
Distrito Federal e estados vizinhos para viverem uma experiência única. O Lago Oeste é mais que uma região. É um estilo de vida que preza por saúde, bem-estar, lazer, amizade e uma rica diversidade de experiências!
E o Brasis faz parte dessa história!

Serviço:

Festival CHEFS DO BRASIS
Local: Brasis Ateliê Gastronômico
Datas: 14, 15, 21, 22, 28 e 29 de abril e
05, 06, 12 e 13 de maio de 2023
Reservas
brasisatelie.com.br/chefs-do-brasis/
R$ 295,00 (por pessoa / dia)
Realização
Brasis Ateliê Gastronômico
(61) 99446-2540
contato@brasisatelie.com.br
instagram.com/brasisateliegastronomico
Idealização
Chef Di Oliveira
(61) 97400-1160
oliveira.edilane@gmail.com

Figueira La Parrilla faz parte da história de Brasília

Tradicional restaurante uruguaio marca história de Brasília, com seus 63 anos

Foto Divulgação

Há mais de 15 anos, o restaurante Figueira La Parrilla é ponto de encontro dos brasilienses e turistas que passam pela Capital Federal para aproveitar o melhor da gastronomia. Especializada em cortes nobres e preparo dos pratos na Parrilla, o estabelecimento se consolida como o melhor restaurante uruguaio de Brasília. É notável pela satisfação e fidelização com os clientes que visitam frequentemente a casa.

A decoração do ambiente é bastante peculiar com os estabelecimentos uruguaios, com luz mais intimista, móveis de madeira de demolição, estilo rústico, e o charme do local é uma grande figueira, que tem mais de 50 anos de existência, sendo preservada e cuidada como uma protagonista merece. O chef da Casa, Lucas Matheus, explica que é uma raridade a árvore e precisa ser tratada com todo cuidado. “Eventualmente contratamos uma empresa especializada para realizar a poda e manter a sua beleza para a casa”, acrescenta.

Foto Divulgação

O preparo da proteína na Parrilla é uma atração à parte! A peça de carne não é atravessada por um espeto, ela é colocada sobre um gradil de metal e ao invés do tradicional carvão, o fogo é alimentado por lenha e brasas. “Temos mais uma peculiaridade no preparo: o gradil em que colocamos as peças de carne é inclinado, de forma que a gordura liberada pelo cozimento das carnes escorre por canaletas, separada por 15 centímetros da brasa, sem pingar no fogo e assim, diminui a fumaça e o sabor também fica bem característico”, destaca o especialista, treinado por grandes nomes parrileiro, entre eles Miguel Riephoff.

Venha conhecer as novidades que o Figueira La Parrilla tem para oferecer.

Foto Divulgação

Serviço: Figueira La Parrilla

Horário de Funcionamento: Domingo a domingo, 11h às 00h

Endereço: Rua Emul Press, Lote 2, Acampamento DFL, Vila Planalto; telefone 3081-0541).

Opções de serviço:Refeição no local · Retirada na porta · Entrega

Siga as redes sociais: Figueira La Parrila

ACAV/DF realiza Seminário de Arte Contemporânea 

 O evento será no Museu Nacional e é aberto ao público

 “Olhares Sobre a Arte Contemporânea” será o tema do Seminário realizado pela ACAV/DF (Associação Candanga de Artistas Visuais). O evento acontece no Auditório do Museu Nacional da República no sábado, dia 15/04, das 8 às 19h.  

 A ideia é estimular a discussão e conhecimento sobre Arte Contemporânea por meio de palestras e rodas de conversa entre artistas, curadores, galeristas e demais público criativo do DF e entorno. Dividido em duas sessões de imersão, conta com a participação de palestrantes como o mestre Charles Watson, especializado em Processo Criativo, com palestras em centros culturais do Brasil e exterior, e em empresas como Coca-Cola, Natura, e Procter&Gamble; Oscar D’Ambrosio, PhD em Arte e História da Cultura, curador e crítico de arte de São Paulo; entre outros nomes ilustres.

Patrícia Yunes

Cida Carvalho, presidente da ACAV, destaca que o Distrito Federal tem potencial para a arte como empreendedorismo. “Nossa associação conta hoje com mais de 250 artistas. E como Brasília é considerada Patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO, uma cidade-arte, então queremos fazer jus a esse título e fomentar as discussões sobre arte e acima de tudo democratizar a arte e o conhecimento sobre o tema”, explicou. De acordo com Cida a ACAV assumiu essa missão, não apenas para formar artistas, mas para “colocar a cultura como um importante canal de desenvolvimento e empreendedorismo artístico”. 

 O seminário é aberto ao público, com entrada gratuita, no entanto é preciso inscrever-se pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/seminario-de-arte-contemporanea-da-acav/1928553 , já que as vagas são limitadas. O evento conta com o apoio do Sebrae, Estúdio de Mosaico Cida Carvalho, Conselho da Mulher Empresária do DF e Academia Internacional de Cultura. Confira a programação:

Oscar D’Ambrosio

MANHà

8h- Credenciamento do público 

10h- Abertura – Cerimonial Shirley Pontes 

10h30- Palestra – “Quarteto Fantástico em Arte Contemporânea: Conhecimento, Ideias, Programa e Inovação” com Oscar D’Ambrósio de São Paulo (Ph.D, em Arte e História da Cultura, curador e crítico de arte). 

11h30- Roda de Conversa – “O Mercado de Arte e a Importância da Galeria para o Artista.” – Moderadora: Nancy Safatle (Galeria Arte em Pauta BSB)- Participantes: Maria Laura (Galeria Pilastra), Lelo (27Ateliê), Ivacy de Souza (Galeria ManoObra), Priscila Salles (Galeria Urban Arts) 

TARDE 

14h40 – Roda de Conversa – “Arquitetura, Arte e Afetividade na Construção Visual Contemporânea” – Moderadora: Patrícia Yunes (Historiadora e Marchand) – Convidados: Luciana Amorim(arquiteta), Sanagê (artista visual), Lourenço de Bem (Artista Visual), Pamela Wyla (Artista Visual). 

16:30h- Palestra- “Dez Equívocos Sobre Criatividade”- Mestre Charles Watson, formado em Arte e Literatura, educador e palestrante, especializado em Processo Criativo. 

Haverá interação do Charles com o público durante a palestra 

19:00h  – Encerramento 

Charles Watson

Informações importantes: 

– Food Trucks estarão no local com opções de almoço. 

– Certificados serão entregues aos participantes das imersões.  

– Haverá também sorteio de brindes. 

Serviço: Seminário de Arte Contemporânea 
Data: 15 de abril 
Hora: 08h às 19h 
Entradas Gratuitas pelo site: https://www.sympla.com.br/evento/seminario-de-arte-contemporanea-da-acav/1928553

Obras de arte feitas com Inteligência Artificial conduzem a uma Brasília imaginária

A exposição do artista Christus Nóbrega homenageia a capital federal no mês de seu aniversário

Foto Divulgação

Máquinas que podem conversar, escrever, criar e prever o futuro. Parece enredo de ficção científica, mas temos testemunhado os avanços da Inteligência Artificial e os seus impactos em nossas vidas. Essa tecnologia também entrou em um território considerado genuinamente humano: a arte. Com seu ineditismo característico, o Brasília Shopping traz, exclusivamente, ao público a primeira exposição no Brasil feita totalmente com IA. Idealizada pelo artista Christus Nóbrega, a mostra “Brasília, Enfim” está em exibição de 14 a 30 de abril, na Praça Central, e é gratuita.   

Estamos vivenciando um marco na história da humanidade: o avanço da capacidade de uma máquina reproduzir competências semelhantes às humanas. A Inteligência Artificial sempre despertou fascínio e tem levantado uma série de questionamentos. Afinal, como será o futuro da sociedade com o seu crescente desenvolvimento? A sensação é que histórias como a do filme IA – Inteligência Artificial, de Steven Spielberg, não estão muito longe de acontecer. 

Perceber, analisar e tomar decisões, habilidades importantes na definição de humano, fazem com que essa tecnologia desafie os conceitos de autoria e ferramenta. Na arte, o artista e máquina trabalham em conjunto para criarem obras inovadoras. Em “Brasília, Enfim”, Christus Nóbrega reconstrói com inteligência artificial imagens de Brasília que sonhava na infância, antes de conhecê-la. Uma cidade imaginária e outra real se contrapõem e conduzem o público a uma experiência original sobre a capital.

Além da mostra, fazem parte do projeto outras duas ações culturais: uma série de intervenções artísticas no Complexo Cultural da Praça dos 3 Poderes e a publicação de um livro bilingue. Com curadoria de Guilherme Wisnik e Charles Cosac, “Brasília, Enfim” tem o objetivo de reconectar a sociedade à praça, símbolo dos poderes da república brasileira.

“Venho trabalhando ao longo de um ano nesse projeto artístico, que é recontar as histórias sobre a Capital Federal contadas por minha mãe para uma Inteligência Artificial recriar a cidade que outrora eu também imaginava, mantendo vivo o legado da cotação de história de geração para geração. Além de homenagear Brasília, que me acolheu tão bem, a exposição também honra duas mulheres inspiradoras e vanguardistas: minha mãe, Iara, que me apresentou à cidade, na década de 80, e minha irmã Germana, que me apresentou às ‘máquinas pensantes’, na década de 90”, conta Christus.

A exposição celebra o aniversário da capital e o do Brasília Shopping. O centro de compras completa 26 anos no mesmo dia que a cidade comemora 63. Os aniversariantes e o projeto compartilham a mesma essência: o ineditismo e a inovação. 

“Brasília foi um projeto extremamente vanguardista e ambicioso, apontando para um futuro inventivo. Durante sua construção, ensinou o Brasil a sonhar. Essa exposição tenta resgatar um pouco desse espirito de imaginação por trás da audaciosa tentativa de conceber uma cidade do zero. Minha intenção é que o visitante sinta a vertiginosa sensação de entrar em uma tesourinha pela primeira vez”, comenta o artista.

No dia 24 de abril, Christus receberá o público no Teatro Brasília Shopping para um bate-papo sobre o “Brasília, Enfim”. Mais informações serão divulgadas em breve.

Sobre o Artista

Christus Nóbrega (28/11/1976), nasceu em João Pessoa – PB, mas mora em Brasília desde 2005. É Doutor e Mestre em Arte Contemporânea pela Universidade de Brasília, na qual atua como professor na graduação e pós-graduação em artes. Foi premiado pelo Programa Cultural da Petrobras em 2004 e 2011 1º lugar no prêmio do Museu da Casa Brasileira (2004). Indicado ao Prêmio PIPA em 2017 e 2019, uma das principais premiações de arte contemporânea do Brasil. Vem apresentado seus trabalhos em diversos museus dentro e fora do Brasil, a exemplos da FIESP, Museu Nacional, Museu de Arte do Rio, Paço Imperial, Palácio das Artes, Parque Lage, Farol Santander, Centro Cultural da Caixa e dos Correios, entre outros. Além disso, vem participando regularmente de feiras de arte, como a SP-Arte, Arte Rio, e a Pinta em Miami. Internacionalmente, seus trabalhos já foram exibidos em países como China, Austrália, Estados Unidos, entre outros.

SERVIÇO

Exposição Brasília, Enfim

Data: de 14 a 30 de abril

Horário: das 10h às 22h

Ingressos: Gratuito

Local: Praça Central do Brasília Shopping

Sesc + Rock: Raimundos e Sepultura vão agitar o Gama

O estacionamento do estádio Bezerrão será palco de um encontro gratuito de shows de rock’n’roll no dia 22 de abril

Brasília se prepara para receber um dos encontros mais aguardados do mês de abril: a primeira edição do Sesc + Rock! O evento, que será realizado no dia 22 de abril no estacionamento do Estádio Bezerrão, no Gama, com entrada gratuita, promete agitar a capital federal com muita música boa e diversão para toda a família.

Com uma programação repleta de atrações, o Sesc + Rock contará com shows de bandas renomadas do cenário rock nacional, como Sepultura e Raimundos, além dos shows das bandas locais “As Verdades de Anabela” e “Galinha Preta” com a participação de Gilmar Batista, vocalista da banda ARD.

O festival, que é uma realização do Serviço Social do Comércio (Sesc-DF),  contará com diversas atividades para o público, como praça de alimentação, espaço rock e muito mais. “O Sesc + Rock é mais uma oportunidade de diversão para toda população do DF e fortalece o setor cultural no nosso quadradinho”, explica Valcides de Araújo, diretor regional do Sesc.

Os ingressos já estão disponíveis e podem ser retirados mediante a doação de 1 kg de alimento, em uma das unidades do SESC – Gama, Taguatinga Norte e Setor Comercial Sul – até o dia 15 de abril (não abrirá no dia 07 de abril), das 12h às 20h, de segunda a sábado. Os alimentos arrecadados serão doados para o projeto Mesa Brasil.

A classificação indicativa é 16 anos, menores só poderão acessar o festival com a presença dos pais ou responsáveis. A abertura dos portões está marcada para às 14h. Não perca a chance de participar desse grande evento! Venha curtir o melhor do rock nacional em Brasília!

SESC + Rock
Data: 22 de abril (sábado)
Abertura dos portões: 14h
Local: Estacionamento Estádio Bezerrão (Gama)
Ingressos: Gratuito com doação de 1 kg de alimento
* Não receberemos alimentos no dia do Festival.
Retirada: Unidades SESC – Gama, Taguatinga Norte e Setor Comercial Sul
Classificação Indicativa: 16 anos

Primeiro acordo Guardia di Finanza italiana – Polícia Federal brasileira assinado em Brasília

Foto Divulgação

O Chefe do Estado Maior do Comando Geral da Guardia di Finanza italiana, General de corpo de exército, Francesco Greco, e o Diretor Geral da Polícia Federal Brasileira, Andrei Augusto Passos Rodrigues, assinaram hoje em Brasília, na presença do Embaixador Azzarello, seu primeiro acordo de cooperação estratégica, consolidando ainda mais os já fortes laços entre Itália e Brasil no desafio contra o crime organizado e outros.

O acordo fortalecerá ainda mais a ação conjunta na luta contra o contrabando, a lavagem de dinheiro e as violações da moeda e do crime organizado transnacional.  Especial atenção é dada ao aprimoramento das atividades de formação e atualização profissional, áreas que já contam com experiências bem sucedidas nos últimos anos.

“Finalmente demos uma estrutura formal indispensável”, disse o Embaixador Azzarello, “a um amplo compromisso operacional bilateral que é particularmente eficaz no território. Agradeço também ao Adido da Embaixada, Coronel Francesco Fallica, por nunca desistir de perseguir este objetivo histórico”.

Data: 6 de abril de 2023Horário: 11h00

Com o feriado prolongado que se aproxima, o SESI Lab preparou programação especial de quinta (6) a domingo (9), com atrações para todas as idades, entre gratuitas e pagas. 

– O Night Lab será na quinta (6), das 19h às 23h – somente para pessoas com mais de 18 anos, e com entrada paga. É um formato inédito no Brasil para atrair adultos ao mundo da ciência e tecnologia. Os ingressos se esgotaram

– Já a Maratona Star Wars no túnel será de sexta (7) a domingo (9), das 16h às 00h nos três dias – e gratuito!! Nesses mesmos dias, das 10h às 19h, também terão oficinas maker, visitas guiadas e contação de história dentro do museu. Para entrar no museu é preciso retirar ingressos, como feito rotineiramente. Mas para assistir aos filmes é totalmente gratuito, pois o túnel fica localizado na passagem que conecta o SESI Lab com a Praça Zumbi dos Palmares, no Setor Cultural Sul.

“Provavelmente Saramago”

Solo interpretado pelo ator Vinícius Piedade, e dirigido pelo português Paulo Campos dos Reis, será apresentado em sessão única na Embaixada de Portugal no dia 17 de abril, às 18h30.

O espetáculo, inédito em Brasília, integra a programação da exposição “Mulheres Saramaguianas” que está em cartaz na Embaixada de Portugal / Camões em Brasília

  A Embaixada de Portugal e o Instituto Camões em Brasília apresentam dia 17 de abril, às 18h30, o espetáculo solo “Provavelmente Saramago” com o ator paulista Vinicius Piedade.  O monólogo, dirigido pelo português Paulo Campos dos Reis, conta a história de um ator que depois de ter sido recusado para um papel em um filme sobre Saramago, resolve criar uma peça de teatro sobre este grande escritor, Nobel de Literatura de Língua Portuguesa.

            Em cena, o ator interpela o público e fala da sua experiência profissional e do seu desejo irresistível de compor um espetáculo sobre a figura de José Saramago e de sua obra. A cada nova tentativa de adaptação cênica de um romance de Saramago, o ator/encenador revê-se nas suas ideias e tramas, cruzando ficção e realidade num labiríntico jogo de espelhos. Em tudo, a sua mundividência se identifica com a de Saramago e a todo o instante se apropria de Saramago para falar de si mesmo.

            A peça integrou as comemorações oficiais do Centenário do Nascimento de José Saramago, vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1998, promovidas pela Fundação Saramago (@fjsaramago), em Lisboa, e foi apresentada em São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa (Portugal), Mindelo e Praia (Cabo Verde).

            Provavelmente Saramago chega agora a Brasília e integra o programa paralelo da exposição “Mulheres Saramaguianas”  em cartaz na Embaixada de Portugal /Camões em Brasília.

A EXPOSIÇÃO

     MULHERES SARAMAGUIANAS  é o resultado do convite a seis prestigiados artistas – José de Guimarães, Graça Morais, Manuel João Vieira, Joana Villaverde, Miguel Januário e Ana Romãozinho – criaram serigrafias e gravuras inéditas que, por sua vez, serviram também de mote aos textos de notáveis escritoras portuguesas – Lídia Jorge, Ana Luísa Amaral, Djamila Pereira de Andrade, Ana Margarida Carvalho, Dulce Maria Cardoso e Adriana Lisboa.

            O resultado é um singular conjunto de seis obras de arte e seis textos, todos assinados pelos autores numa tiragem centenária. Cruza distintas gerações e sensibilidades artísticas, propiciando um novo olhar sobre o universo ficcional de Saramago.

            A exposição pode ser vista na Galeria Camões, na Embaixada de Portugal em Brasília, até 20 de maio de 2023.

Serviço

Provavelmente Saramago

Auditório Camões – Embaixada de Portugal

17 de abril, às 18h30

Endereço: Embaixada de Portugal em Brasília, Avenida das Nações, SES, lote 2.

Entrada  gratuita

Classificação: 12 anos

Ficha artística e técnica – “Provavelmente Saramago”

Texto: Paulo Campos dos Reis e Vinícius Piedade

Direção: Paulo Campos dos Reis

Interpretação: Vinícius Piedade

Paulo Campos dos Reis (1974)

Actor, encenador e dramaturgo. É director artístico do colectivo Musgo Produção Cultural (Portugal). Encenou espectáculos com textos de autores portugueses/de língua portuguesa, em Portugal e em contexto internacional (Cabo Verde, Angola, Macau), Camões (2015-16), Sophia de Mello Breyner Andresen (2017), Herberto Helder (2017), e Jaime Rocha, entre outros. Interpretou as personagensBaltazar Sete Sóis e Bartolomeu Lourenço de Gusmão em “Memorial do Convento” de José Saramago, no Convento de Mafra(entre outros locais), pela Éter Produção Cultural, dirigido por Filomena Oliveira (adaptação da encenadora e de Miguel Real).Escreveu várias peças para teatro e traduziu “A Última Gravação deKrapp”, de Samuel Beckett (com Francisco Luís Parreira).

Vinícius Piedade (1980)

Participou do Projeto Solos do Brasil, aprofundando estudo sobre técnicas de teatro solo. Estudou Direção Teatral com AntônioAbujamra e Gianni Ratto, Mimica com Luís Louis, Dança com Hugo Rodas, Texto Corporal com Eduardo Coutinho, Filosofia eestética com Luis Fuganti, Canto com Caio Ferraz, Teatro Essencial com Denise Stoklos, Teatro Dinamico e Mascara Neutra comRicardo Napoleão, Teatro do Oprimido com Armindo Rodrigues Pinto e Interpretação com Telma Vieira. Participou do projeto”Teatro Jornal” desenvolvendo cenas a partir de noticias de jornal, ramificação do Teatro do Oprimido de Augusto Boal,apresentando em diversos contextos. Escreveu, dirigiu e atua no espetáculo solo “Carta de Um Pirata” que percorre todo paísdes de 2003 (com mais de 500 apresentações). Com seus espetáculos já se apresentou em dezessete países dos cincocontinentes. Lançou seis livros entre dramaturgias e contos.

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL BRASÍLIA recebe exposição de WALTER FIRMO: “NO VERBO DO SILÊNCIO A SÍNTESE DO GRITO”, com mais de 260 fotografias que retratam e exaltam a população e a cultura negras de diversas regiões do país

*Coleção reúne 266 imagens, várias delas emblemáticas, como a do maestro Pixinguinha na cadeira de balanço e a série com o artista Arthur Bispo do Rosário

*Fotografias com as cores vibrantes e tropicais do “mestre da cor” e um recorte de sua obra em preto e branco

*Palestra de Walter Firmo no dia 21 de abril, com participação da curadora Janaína Damaceno, sobre a trajetória do fotógrafo e a importância de sua obra

“O verbo do silêncio é a própria fotografia. Que você se encanta e quer traduzir através do seu sentimento e inteligência. A síntese do grito é o registro”, escreveu o fotógrafo Walter Firmo em 1988. Sua reflexão sobre a arte que o consagrou inspira o título de uma grande retrospectiva de seu trabalho, que o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta de 18 de abril a 25 de junho. “Walter Firmo: no verbo do silêncio a síntese do grito” reúne um panorama dos mais de 70 anos de trajetória do consagrado fotógrafo carioca, um nome fundamental da fotografia brasileira.

A exposição apresenta 266 fotografias, produzidas desde o início da carreira de Firmo, em 1950, e até 2021. São imagens que retratam e exaltam a população e a cultura negras de diversas regiões do país, em ritos, festas populares e religiosas, além de cenas cotidianas. O conjunto destaca a poética do artista, associada à experimentação e à criação de imagens muitas vezes encenadas e dirigidas.

Grande parte das obras exibidas na exposição provém do acervo de aproximadamente 145 mil fotos do fotógrafo, que, desde 2018, se encontra sob a guarda do Instituto Moreira Salles em regime de comodato. São imagens que comprovam a opção do fotógrafo pela figura humana, especialmente, pela pele negra, que aparece em todos os matizes, tanto nas fotos coloridas quanto nas imagens em preto e branco.

Walter Firmo faz do Brasil o seu estúdio – parafraseando o pesquisador José Afonso Jr. As imagens do fotógrafo que é conhecido como “o mestre da cor” antecipam em mais meio século a representação do negro na sociedade brasileira e não necessariamente dentro de uma estética documental. “Acabei colocando os negros numa atitude de referência no meu trabalho, fotografando os músicos, os operários, as festas folclóricas, enfim, toda a gente. A vertigem é em cima deles. De colocá-los como honrados, totens, como homens que trabalham, que existem. Eles ajudaram a construir esse país para chegar aonde ele chegou”, afirma Walter Firmo, que vai conversar com o público sobre sua trajetória no dia 21 de abril, com participação da curadora Janaína Damaceno.

Dividida em núcleos temáticos, a mostra traz retratos memoráveis de grandes nomes da música brasileira, como Cartola, Clementina de Jesus, Dona Yvone Lara e a icônica fotografia de Pixinguinha na cadeira de balanço, além de imagens de brasileiros e brasileiras anônimos(as), pescadores, vendedores ambulantes, mães de santo, brincantes, casais, noivas, crianças e até a própria família do artista. A exposição ressalta ainda a importante trajetória de Firmo como fotojornalista. Um dos destaques é a seção dedicada à fotografia em preto e branco do artista, pouco conhecida e, em grande parte, inédita.

“Walter Firmo incorporou desde cedo em sua prática fotográfica a noção da síntese narrativa de imagem única, elaborada através de imagens construídas, dirigidas e, muitas vezes, até encenadas. Linguagem própria que, tendo como substrato sua consciência de origem – social, cultural e racial –, desenvolve-se amalgamada à percepção da necessidade de se confrontar e se questionar os cânones e limites da fotografia documental e do fotojornalismo. Num sentido mais amplo, questionar a própria fotografia como verossimilhança ou mera mimese do real”, afirma o curador Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS, que assina a curadoria ao lado de Janaina Damaceno Gomes, professora da UERJ e coordenadora do grupo de pesquisa Afrovisualidades: Estéticas e Políticas da Imagem Negra.

A exposição é uma oportunidade para o público conhecer em profundidade a obra de um dos maiores fotógrafos brasileiros, que mantém até hoje seu compromisso com o fazer artístico: “Aí está o meu relato, a história de uma vida dedicada ao fazer fotográfico, dias encantados, anos dourados. Qual a minha melhor imagem? Certamente aquela que em vida ainda poderei fazer. Emoções, demais”, afirma Walter Firmo.

Com patrocínio do Banco do Brasil, depois de Brasília a exposição segue para o Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte.

A EXPOSIÇÃO

Walter Firmo: no verbo do silêncio a síntese do grito” está dividida em sete núcleos temáticos. No primeiro, o público encontra cerca de 20 imagens em cores, de grande formato, produzidas ao longo de toda a sua carreira. Há fotos feitas em Salvador (BA), como o registro de uma jovem noiva na favela de Alagados (2002); em Cachoeira (BA), como o retrato da Mãe Filhinha (1904-2014), que fez parte da Irmandade da Boa Morte durante 70 anos; e em Conceição da Barra (ES), onde o fotógrafo retratou o quilombola Gaudêncio da Conceição (1928-2020), integrante da Comunidade do Angelim e do grupo Ticumbi, dança de raízes africanas; entre outras.

O segundo núcleo apresenta a biografia do artista, abordando os seus primeiros anos de atuação na imprensa, quando registrou temas do noticiário, em imagens em preto e branco. O conjunto inclui uma fotografia do jogador Garrincha, feita em 1957; imagens de figuras proeminentes da política nacional, como Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek; além de registros de ensaios de escolas de samba do Rio de Janeiro. Também há fotografias feitas para a reportagem “100 dias na Amazônia de ninguém”, publicada em 1964 no Jornal do Brasil, pela qual Firmo recebeu o Prêmio Esso de Reportagem.

Nas seções seguintes, a retrospectiva evidencia como, no decorrer de sua carreira, Firmo passou a se distanciar do fotojornalismo documental e direto, tendo como base a ideia da fotografia como encantamento, encenação e teatralidade, em diálogo com a pintura e o cinema. Isso fica evidente no ensaio realizado em 1985 com seus pais (José Baptista e Maria de Lourdes) e seus filhos (Eduardo e Aloísio Firmo), no qual José aparece vestindo seu traje de fuzileiro naval, função que desempenhou ao longo da vida, ao lado de Maria de Lourdes, que usa um vestido longo, florido e elegante. O ensaio faz alusão às pinturas Os noivos (1937) e Família do fuzileiro naval (1935), do artista Alberto da Veiga Guignard (1896-1962).

Como destaque, a exposição apresenta, ainda, retratos de músicos produzidos por Firmo, principalmente a partir da década de 1970. Nas imagens, que ilustram inúmeras capas de discos, estão nomes como Dona Ivone Lara, Cartola, Clementina de Jesus, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Djavan e Chico Buarque. Nesse conjunto, está, ainda, a famosa série de fotografias de Pixinguinha feita em 1967, quando Firmo acompanhou o jornalista Muniz Sodré em uma pauta na casa do compositor. Após o término da conversa, o fotógrafo pegou uma cadeira de balanço que ficava na sala da residência, colocou no quintal, ao lado de uma mangueira, e propôs que Pixinguinha se sentasse nela com o saxofone no colo. Assim registrou o músico, em uma série de imagens que se tornaram icônicas.

A exposição traz também um ensaio com fotografias do artista Arthur Bispo do Rosário para a revista IstoÉ, em 1985, feitas na antiga Colônia Juliano Moreira, onde Bispo ficou confinado e criou seu acervo ao longo de cerca de 25 anos.

A retrospectiva apresenta diversos registros produzidos durante celebrações tradicionais brasileiras, como a Festa de Bom Jesus da Lapa, a Festa de Iemanjá e o próprio Carnaval do Rio de Janeiro. Há também um núcleo com fotos de personagens da diáspora feitas em outros países, como Cuba, Jamaica e Cabo Verde.

Na mostra, o público poderá assistir, ainda, ao curta-metragem Pequena África (2002), do cineasta Zózimo Bulbul, no qual Firmo trabalhou como diretor de fotografia e que trata da história da região que recebeu milhões de africanos escravizados. Também há um núcleo dedicado à fotografia em preto e branco, ainda pouco conhecida e em grande parte inédita, cujo destaque é a série de imagens feitas na praia de Piatã, em Salvador, entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000.

PALESTRA – Como parte das comemorações pelo aniversário de Brasília, no CCBB Brasília, Walter Firmo receberá o público para uma palestra, com entrada gratuita, às 16h do dia 21 de abril. A conversa irá destacar a trajetória do fotógrafo, a importância para a fotografia brasileira e ainda contará com a participação da curadora Janaina Damaceno.  

Janaína Damaceno é professora da área de Cultura e História da Arte da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (Febf/ UERJ) é só Programa de Pós-graduação em Cultura e Territorialidades (PPCult/UFF). Coordena o Grupo de Pesquisas Afrovisualidades: estéticas e políticas da imagem negra. É uma das fundadoras do FICINE (Fórum Itinerante de Cinema Negro).

CATÁLOGO – A mostra é acompanhada de um catálogo, com imagens das obras da exposição, além de textos de autoria do próprio Firmo, de João Fernandes, diretor artístico do IMS, e dos curadores Sergio Burgi e Janaina Damaceno. Há também uma entrevista do fotógrafo com os curadores e o jornalista Nabor Jr., editor da revista O MelenickSegundo Ato, além de uma cronologia do fotógrafo assinada por Andrea Wanderley.

SOBRE O ARTISTA

Nascido em 1937 no bairro do Irajá, no Rio de Janeiro, e criado no subúrbio carioca, filho único de paraenses – seu pai, de família negra e ribeirinha do baixo Amazonas; sua mãe, de família branca portuguesa, nascida em Belém –, Firmo começou a fotografar cedo, após ganhar uma câmera de seu pai. Em 1955, então com 18 anos, passou a integrar a equipe do jornal Última Hora, após estudar na Associação Brasileira de Arte Fotográfica (Abaf), no Rio. Mais tarde, trabalharia no Jornal do Brasil e, em seguida, na revista Realidade, como um dos primeiros fotógrafos da revista. Em 1967, já pela revista Manchete, foi correspondente, durante cerca de seis meses, da Editora Bloch em Nova York.

Neste período no exterior, o artista teve contato com o movimento Black is Beautiful e as discussões em torno dos direitos civis, que marcariam todo seu trabalho posterior. De volta ao Brasil, trabalhou em outros veículos da imprensa e começou a fotografar para a indústria fonográfica. Iniciou ainda sua pesquisa sobre as festas populares, sagradas e profanas, em todo o território brasileiro, em direção a uma produção cada vez mais autoral.

Walter Firmo por Márcio Scavone, 2010

SOBRE O CCBB BRASÍLIA

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília foi inaugurado em 12 outubro de 2000, após uma grande reforma de adaptação do Edifício Tancredo Neves, com o objetivo de reunir em um só lugar todas as formas de demonstração de arte e criatividade possíveis, para levá-las ao público da capital.

O edifício Presidente Tancredo Neves faz parte de um conjunto de obras arquitetônicas assinadas por Oscar Niemeyer. Com o seu imenso projeto paisagístico, idealizado por Alda Rabello Cunha, o prédio conta com amplos espaços de convivência, café, restaurante, galerias, sala de cinema, teatro, salas multiuso, jardins e uma praça central para eventos abertos, onde são realizados shows, espetáculos e performances.

FICHA TÉCNICA

Curadoria: Sergio Burgi e Janaina Damaceno Gomes

Assistência de curadoria: Alessandra Coutinho Campos

Pesquisa biográfica e documental: Andrea Wanderley

Produção: Tisara Arte Produções Ltda.

SERVIÇO

Exposição de WALTER FIRMO: “NO VERBO DO SILÊNCIO A SÍNTESE DO GRITO”

Local: Galerias 1 e 2 do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Espacial Sul – Brasília – DF

Informações: (61) 3108 7600

Visitação: de 18 de abril a 25 de junho de 2023

Horário: de terça a domingo, das 9h às 21h

Acesso: Gratuito, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura

Classificação Indicativa: Livre (com espaço +14anos)

SERVIÇO

Palestra com Walter Firmo com a participação da curadora Janaina Damaceno

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Espacial Sul – Brasília – DF

Informações: (61) 3108 7600

Data: 21 de abril

Horário: 16h

Acesso: Gratuito, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura

Classificação Indicativa: Livre

CCBB Brasília

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Espacial Sul – Brasília – DF – Tel: (61) 3108 7600

Informações

E-mail: ccbbdf@bb.com.br

Site/ bb.com.br/cultura

Facebook/ccbb.brasilia

Twitter/ @ccbb_df

Instagram/ccbbbrasilia

Youtube/ Bancodobrasil

Liberty Mall homenageia Brasília com feira especial

De 13 a 15 de abril, a Feira Arteira realiza no shopping a edição “Viver Brasília”, em comemoração ao aniversário da capital federal, com oficina de colagem e muitos artigos temáticos relacionados à cidade

Foto Divulgação

No mês de comemoração ao aniversário de Brasília, o Liberty Mall apresenta a feira “Viver Brasília”, para apresentar um mix de produtos feitos por artistas da cidade, que vão desde a joalheria autoral a produtos mais inusitados, todos do quadradinho. O artista Toninho Euzébio, que criou desenho exclusivo para essa feira, também estará presente com suas peças e seu olhar criativo, que brinca com a cidade modernista. A Feira Arteira, evento itinerante de produtos autorais, ocorre no shopping de 13 a 15 de abril, das 9 às 19h

Foto Divulgação

Além de apresentar vários expositores com produtos e artigos decorativos relacionados com a capital dos brasileiros, essa edição da feira traz também a Oficina de Colagem “Recortes de Brasília”, que tem como instrutora a colagista brasiliense, Flaviana Medeiros.

Foto Divulgação

“Para cada arte colagem é feita uma curadoria especial, neste caso nossa capital Brasília, com diversos materiais, com imagens que compõem a criação. São texturas, papéis, cores e é isso que deixa cada resultado único e com uma identidade especial”, conta Beta Leonez, curadora da Feira Arteira.

Foto Divulgação

Serviço: Feira Arteira “Viver Brasília”

Data: de 13 a 15 de abril, das 9 às 19h

Oficina: 15 de abril (sábado), às 14h

Local: Shopping Liberty Mall – SCN Q 2 Bloco D – Asa Norte, Brasília – DF

Entrada gratuita

Contra o Gelo: livro que deu origem ao filme da Netflix é lançado no Brasil

Obra narra história real de luta pela sobrevivência ambientada na Groenlândia, uma das regiões mais frias do planeta

Divulgação

Publicado em 1955 e agora lançado de forma inédita em terras brasileiras pela editora Almedina Brasil, o livro Contra o Gelo reúne as memórias do explorador Ejnar Mikkelsen sobre uma missão realizada em 1909 ao nordeste da Groenlândia, território autônomo que integra o Reino da Dinamarca. Com o objetivo de recuperar documentos que comprovassem que a região era composta por um único pedaço de terra, e não duas ilhas separadas, a expedição derrubaria de vez a reivindicação dos Estados Unidos sobre o local. Em 2022, a obra foi adaptada pela Netflix para um filme de sucesso com o mesmo nome.

Abandonado pelos companheiros de tripulação, com exceção do mecânico Iver Iversen, Mikkelsen não desistiu de concluir a viagem e enfrentou 28 meses de provações em uma das paisagens mais geladas do planeta. O congelamento de dedos das mãos e dos pés, os efeitos debilitantes do escorbuto e o medo constante de serem atacados por animais selvagens foram algumas das dificuldades encontradas ao longo do caminho. A fome torturante acarretou em um dos episódios mais tristes e viscerais da expedição quando, para sobreviver, eles mataram e comeram os cães que puxavam seus trenós.

De vez em quando, quando algum urso errante se apercebia da nossa
toca de inverno e se sentia obrigado a investigar, tínhamos uma caçada.
Se isto acontecesse com a fraca luz do dia, ou quando a lua estivesse
cheia, normalmente resultava na morte do urso; mas se não houvesse luar,
deixávamos o urso em paz e ficávamos dentro da cabana, independentemente
do barulho que ele fizesse — mesmo quando chocava contra a cabana com
batidas incomodativas. Tais visitas não eram agradáveis, e éramos sempre
cuidadosos quando uma tarefa urgente nos obrigava a sair para o frio;
um urso paciente podia ter cedido à sua incrível curiosidade e
ter deitado na neve à espera de que saíssemos.

(Contra o Gelo, pg. 184)

Elogiada pela crítica, a adaptação da Netflix foi assistida por 30,73 milhões de horas na primeira semana de lançamento e conquistou o segundo lugar no ranking global de atrações da plataforma. A produção conta com Nikolaj Coster-Waldau, o Jaime Lannister de Game of Thrones, no papel do destemido Ejnar Mikkelsen. O ator, que conheceu de perto a impiedade do frio na Groenlândia e sofreu uma concussão durante as gravações, também assina o prefácio da edição mais recente do livro.

Contra o Gelo apresenta para o leitor uma história real de luta pela sobrevivência, que inspira pela obstinação do autor em concluir sua missão mesmo quando tudo parece impossível. Esta aventura sem precedentes revela como o frio impiedoso faz aflorar a fragilidade humana enquanto castiga com o desgaste físico e mental. Ao superar a mera narração de uma expedição polar, as memórias Ejnar Mikkelsen transformam-se em um relato cru e realista sobre o real valor do companheirismo e da cumplicidade.

Ficha técnica

Livro: Contra o Gelo – Uma História de Sobrevivência no Ártico
Autor: Ejnar Mikkelsen
Editora: Almedina Brasil, selo Edições 70
ISBN: 9786554270359
Páginas: 260
Formato: 16x23x1,3
Preço: R$ 79,00
Onde encontrar: Almedina Brasil | Amazon

Sobre a editora

Fundada em 1955, em Coimbra, a Almedina orgulha-se de publicar obras que contribuem para o pensamento crítico e a reflexão. Líder em edições jurídicas em Portugal, a editora publica títulos de Filosofia, Administração, Economia, Ciências Sociais e Humanas, Educação e Literatura. Em seu compromisso com a difusão do conhecimento, ela expande suas fronteiras além-mar e hoje traz ao público brasileiro livros sobre temas atuais, em sintonia com as necessidades de uma sociedade em constante mutação.

Menire Be Kayapó Djapej – A Mulher Kayapó e o Seu Trabalho na Galeria Casa + Tachotte&CO

No dia 6 de abril, a partir das 18h, a Galeria Casa + Tachotte&CO inaugura a mostra “Menire Be Kayapó Djapej – A Mulher Kayapó e o Seu Trabalho”, realizada por artistas mulheres kayapós associadas e representadas pelo Instituto Kabu em parceria com a Rede Multiétnica e Aldeia Multiétnica. A exposição reúne pinturas, fotografias e painéis temáticos que abordam as atividades produtivas realizadas pelas mulheres que vivem nas aldeias da etnia kayapós no Pará. A mostra fica em cartaz até o dia 30 de maio. A visitação é de terça a sábado, das 14h às 22h, e domingo, das 12h às 20h, a entrada é gratuita e livre para todos os públicos. A Galeria Casa fica no Casapark, Piso Superior, dentro da Livraria da Travessa. No Instagram @galeria_casa.

A mostra que na Galeria Casa + Tachotte&CO apresenta um recorte da produção artística das mulheres kayapós que vivem e trabalham nas aldeias da etnia no Pará. Essa produção reflete a cultura e as tradições relacionadas em grande parte à vida social e econômica das comunidades kayapós. Na exposição, o público encontrará obras de artistas que vivem nas aldeias Baú, Pukatoti, Kawatum, Kubenkokre, Krimej, Menkragnotire, Pukany e Jabui.

“Quando começamos a falar sobre nós mesmas, costumamos dizer: “menire tyx”, “menire djàpex kume:xi”, “menire mejkumrej”, que traduzido para o português significa mulheres kayapó fortes, trabalhadoras e belas.” Informam as artistas em um texto coletivo que perpassa a expografia na Galeria Casa + Tachotte&CO. “Nós, mulheres kayapó, nos auto-identificamos como “menire”. Esse é o nome usado em nossa língua materna para nos diferenciar das outras mulheres, uma vez que as mulheres não indígenas são chamadas de “kubenira”, informam as artistas

Foto Divulgação

Estruturada por painéis temáticos, a mostra apresenta os projetos de pintura, miçanga, cumaru, castanha-do-brasil, babaçu, farinha de mandioca e todo o repertório da produção artesanal e cultural das mulheres kayapó. “Nossa força está na nossa cultura, pois somos guerreiras, e as principais responsáveis pela manutenção e fortalecimento dos conhecimentos que são repassados aos nossos filhos e netos, todos os dias”, dizem as artistas.

A mostra das artistas mulheres kayapós acontece em um momento em que a terra, a cultura e as tradições dos povos originários brasileiros são foco de atenção e preocupação. A exposição criada no âmbito das atividades de alternativas econômicas dos projetos desenvolvidos pelo Instituto Kabu reúne um rico acervo fotográfico, sobre as principais atividades produtivas das mulheres kayapó e tem por objetivo aproximar a sociedade do universo sociocultural e econômico das mulheres que vivem nas aldeias no Pará.

A pintura corporal

Presente em fotografias e em telas, a mostra traz para o público pinturas corporais, tradicionais. Ôk, na língua kayapó, significa pintura. Todas as mulheres da aldeia sabem pintar, pois aprendem ainda na infância. Elas fazem a pintura para o rosto, para o corpo inteiro, peito, braços e pernas. “Nossas pinturas corporais são diferentes, dependendo da pessoa que é pintada. Existe pintura para mulheres, para os homens, para os velhos, para mulher solteira e para o primeiro filho”, explicam as artistas. As pinturas lembram os bichos, as plantas e tudo aquilo que faz parte do meio-ambiente da região. “Os motivos para fazer a pintura são bastante variados, sendo mais utilizados para festas de iniciação e de nominação, festa das mulheres e rituais diversos como funerais, preparação para guerra, pesca, incursões na floresta ou só para nos embelezar mesmo”, completam as artistas kayapós. 

Sobre o Instituto Kabu

O Instituto Kabu é uma associação comunitária criada e dirigida pelos kayapó do Subgrupo Mekrãgnoti. A associação foi criada em março de 2008, na cidade de Novo Progresso, no estado do Pará, com a finalidade de defender direitos, acessar políticas públicas e assegurar a integridade territorial das Terras Indígenas Baú e Menkragnoti. Além da missão de lutar na defesa dos direitos dos Mekrãgnoti e na proteção do seu território tradicional, vem desenvolvendo diversas atividades de apoio à produção, contribuindo para o fortalecimento de atividades produtivas.


Sobre a Aldeia Multiétnica

A Aldeia Multiétnica é um território na Chapada dos Veadeiros dedicado ao fortalecimento das culturas e lutas políticas dos povos indígenas e quilombolas, com princípios de preservação, promoção e acesso ao patrimônio material e imaterial brasileiros. Está localizada em uma área de preservação ambiental do Cerrado a 20 km de Alto Paraíso de Goiás, no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

@aldeiamultietnica

Sobre a Rede Multiétnica

Rede de comercialização e apoio ao escoamento da produção artesanal, alimentar, artística e extrativista de povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais. Surge do desdobramento da Aldeia Multiétnica e é mais bem definida como um projeto de fortalecimento da economia da sociobiodiversidade, pois valoriza e fortalece a cultura associada à produção, protege ecossistemas ao fortalecer povos que manejam seus territórios, garante a justa remuneração e busca demandas regulares para projetos, associações e comunidades produtoras. @redemultietnica

Foto Divulgação

Serviço:

Menire Be Kayapó Djapej – A Mulher Kayapó e o Seu Trabalho

Mostra coletiva das mulheres artistas das aldeias Kaiapós Baú, Pukatoti, Kawatum, Kubenkokre, Krimej, Menkragnotire, Pukany e Jabui

Pinturas e objetos 

Abertura | 6 de abril

                    A partir das 18h

Onde | Galeria Casa + Tachotte&CO.

              Casapark, Piso Superior, acesso pela Livraria da Travessa

Visitação | até 30/05/2023

                    De terça a sábado, das 14h às 22h

                    Domingo e feriados, das 12h às 20h

Entrada | Gratuita

Classificação Indicativa | Livre para todos os públicos

Instagram | @galeria_casa

Endereço | SGCV Lote 22, Brasília – DF

Contatos | +55 (61) 3403-5300

                    @casapark

Agradecimentos | Instituto Kabu | Rede Multiétnica

Brasília recebe o Circo dos Sonhos com o espetáculo “Alakazan – a Fábrica Mágica”

O espetáculo do Circo dos Sonhos traz à cena uma aventura fantástica e conta com performances e números circenses de tirar o fôlego.

As apresentações acontecem no Parque da Cidade a partir de 20 de abril, com preços a partir de R$ 30,00.

Respeitável público, o espetáculo vai recomeçar! Como em um passe de mágica, o picadeiro mais famoso de Brasília está de volta. A partir de 20 de abril, o Parque da Cidade Sarah Kubitschek recebe em grande estilo o Circo dos Sonhos, comandado pelo ator Marcos Frota.

Localizado na Asa Sul (Srps), o circo terá apresentações de terça a sexta-feira, às 20h, e também aos sábados, domingos e feriados, em três sessões, às 15h, 17h30 e 20h. Os ingressos custam a partir de R$ 30 (meia-entrada). 

O show que chega à cidade é “Alakazan – A Fábrica Mágica”. Dirigido por Rosana Jardim, o espetáculo de 90 minutos tem performances e números circenses de báscula, contorção, malabares, monociclo, equilíbrio no arame e tecido aéreo, entre outros, além de muita palhaçada.

História

“Alakazan – A Fábrica Mágica” traz à cena o duelo entre os personagens Alan e Kazani, que disputam a atenção da pequena Ly, a já conhecida menininha do Circo dos Sonhos. Ly é uma criança curiosa, que toca e fotografa tudo ao seu redor. Em uma visita à biblioteca, ela é surpreendida por Alan, que surge como num passe de mágica e lhe entrega um livro especial, retirando o tablet de suas mãos. 

Encantada pelo livro, Ly pede que Alan leia a história, mas ao começar, ele é interrompido por um som de sinos. Quando os dois procuram de onde vem o som, surge Kazani, que transporta todos para a Fábrica Mágica, um universo fantástico onde tudo é possível. A cada badalar do sino e movimento das engrenagens, Ly é transportada para outro universo com novas atrações, sempre acompanhada pelo seu amigo Alan.

Kazani não gosta da interação entre Alan e Ly e compete por sua atenção. Essa disputa seguirá e irá se fortalecer até o último ato, no qual ocorre o confronto final, quando Ly conseguirá transmitir aos dois o poder da amizade e união, mostrando que é possível compartilharem suas habilidades, assim como os livros e os tablets, que compartilham seus conhecimentos com seus leitores.

Sobre o Circo dos Sonhos

Circo dos Sonhos pertence à família Jardim, que tem mais de 30 anos de tradição circense e já apresentou seus espetáculos para mais de 4 milhões de pessoas. Suas estruturas já visitaram diversos estados brasileiros, encantando com os elogiados espetáculos “Circo dos Sonhos – O Sonho Vai Começar”, “Circo dos Sonhos no mundo da Fantasia” e “Quyrey, Uma Aventura na Selva”. Tendo como embaixador o artista Marcos Frota, o Circo dos Sonhos possui atualmente duas lonas que circulam pelo país, e conta com uma equipe de mais de 150 profissionais, entre eles costureiras, designers, artistas plásticos, produtores, diretores, marceneiros, serralheiros, figurinistas, cenógrafos, bailarinos, coreógrafos, acrobatas, malabaristas, palhaços, trapezistas, contorcionistas e produtores. 

Sobre o ator Marcos Frota

Marcos Frota é ator exclusivo da Rede Globo de Televisão desde 1983, com mais de 30 papéis e destaque para as novelas “Cambalacho”, “América”, “O Clone”, “A Próxima Vítima“ e “Mulheres de Areia”. Além de atuar, Frota é Presidente Voluntário da Universidade Livre do Circo, projeto social instalado na Quinta da Boa Vista com atendimento psicossocial e aulas de circo para 350 jovens de comunidades.

Foto Divulgação

SERVIÇO Circo dos Sonhos apresenta “Alakazan – A Fábrica Mágica”

Onde: Parque da Cidade Sarah Kubitschek – Srps, Asa Sul

Quando: Estreia dia 20 de abril às 20h – até 21 de maio

Temporada de terça a sexta-feira, sempre às 20h

Sábados, domingos e feriados às 15h, 17h30 e 20h

Quanto: Ingressos a partir de R$ 30,00 (*)

*Meia entrada para crianças de 02 a 12 anos, estudantes e pessoas com mais de 60 anos.

*Promoções na compra pelo site do circo.

Os ingressos poderão ser adquiridos exclusivamente através do site

https://www.circodossonhos.com/

Centro Cultural Banco do Brasil Brasília recebe mostra inédita com 19 filmes, curso on-line, debate, apresentação da curadoria e acessibilidade

El Camino – Cinema de Viagem da América do Sul, de 18 de abril a 07 de maio, no Cine CCBB Brasília, reúne filmes de nove países sul-americanos que têm os deslocamentos geográficos no centro da narrativa

EL CAMINO – CINEMA DE VIAGEM DA AMÉRICA DO SUL acontece de 18 de abril a 7 de maio, no Cinema do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. A mostra inédita oferece um apanhado histórico de filmes de viagem, realizados desde 1960, em nove países sul-americanos.

Os chamados road movies celebram jornadas geográficas e pessoais. Neles, há um convite para vivenciar percursos, encontrar-se com o outro e consigo mesmo, manter-se em movimento. Mas os “filmes de viagem” realizados na região sul do continente americano são bem mais do que os registros de percursos: refletem paisagens sociais, mostram semelhanças e diferenças, falam de identidades nacionais, territórios, (des)caminhos.

Com curadoria e coordenação de Carla Italiano e Leonardo Amaral, a mostra vai exibir 19 filmes, sendo 15 longas-metragens e quatro curtas, realizados no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru, Bolívia, Chile, Colômbia e Venezuela. Ao todo, serão 18 dias de programação, com 24 sessões e 16 programas.

Além das exibições, a mostra inclui a participação da curadora Carla Italiano – discorrendo sobre o conceito da programação –, uma oficina presencial ministrada pelo pesquisador Ewerton Belico (com inscrições prévias) e um debate presencial com a professora Mariana Souto. Haverá ainda sessão com legendagem descritiva. O evento contará também com um catálogo contendo textos inéditos de autores/as nacionais, revelando a fortuna crítica original sobre o tema.

EL CAMINO – CINEMA DE VIAGEM DA AMÉRICA DO SUL é uma produção da Anacoluto Produções Miúdas e, de Brasília, segue para o CCBB Rio de Janeiro (31 de maio a 19 de junho) e para o CCBB São Paulo (12 de julho a 07 de agosto). Produção Executiva de Marisa Merlo.

A MOSTRA

“EL CAMINO – CINEMA DE VIAGEM DA AMÉRICA DO SUL” reúne filmes nos quais os deslocamentos geográficos estão no centro das histórias, em trajetórias que conectam as transformações das personagens às mudanças na paisagem social. A mostra se guia por um conjunto de questões: que países são esses que estão na tela? De que maneira esses filmes constroem imaginários que reafirmam, ou questionam, símbolos nacionais anteriores? E como apresentam novas formas de filiação entre indivíduos, coletivos e territórios? Cada obra responde a essas questões à sua maneira e o interesse desse conjunto de títulos está em captar tais ressonâncias.

A curadoria foi pensada a partir de cinco linhas que permitem criar agrupamentos de filmes. Ideias de povo e nação filmicamente reúne obras realizadas a partir da década de 1960 e que lidam com as contradições da ideia de nação: Vidas secas, Iracema – uma transa amazônica (Brasil), Los inundados (Argentina), Agarrando pueblo (Colômbia), A dupla Jornada (Brasil). O segundo inventário – Indivíduos em relação a representações de coletivo – traz o drama em suas diversas raízes étnicas e políticas, como em Noites paraguayas (Brasil/Paraguai), La nación clandestina (Bolívia), La tierra prometida (Chile) e Carlos: Cine-retrato de un caminante en Montevideo (Uruguai).

A terceira linha aposta no cinema fantástico para reconfigurar não só as cartografias de territórios como a própria noção de identidade. Em Fantástico e jornadas psicológicas estão agrupados filmes como Brasil Ano 2000Sueños de hielo (Chile), El viaje (Argentina) e Hijas del fuego (Argentina). Um quarto grupo pensa trajetórias transnacionais de povos originários. Recriações de territórios indígenas perdidos reúne filmes como Serras da desordemTava (Brasil), Zama (Argentina). Por fim, o quinto grupo apresenta Processos coloniais da diáspora africana, agrupando curtas de teor auto-representativo que fazem viagens rumo ao continente africano: é o caso de Noirblue e (Outros) fundamentos (Brasil).

Segundo a curadoria, é importante entender o cinema de viagem como devedor da tradição da literatura de viagem, europeia de origem e bastante consolidada, compartilhando com ela uma narrativa sem final definitivo, de estrutura episódica e temporalidade variável, às vezes cronológica e às vezes suspendendo a própria noção de tempo. “Tanto na literatura quanto no cinema, essa narrativa tem o potencial de ser uma ferramenta potente de crítica social”, afirmam Carla Italiano e Leonardo Amaral. E acrescentam: “Da forma que se concretiza nos cinemas sul-americanos pós 1960, esse gênero também evidencia certa crise do que ali é próprio à era moderna e aos ideais específicos de progresso, seja pelos avanços desse modelo de desenvolvimento, seja pelos inúmeros problemas que desencadeia, da pobreza e dos esquecidos na contabilização do todo enquanto estado-nação unificado”.

PROGRAMAÇÃO

Terça 18/04

19h – [Abertura] Vidas Secas (115’, Nelson Pereira dos Santos, 1963, Brasil) | 10 anos

Com apresentação da curadoria por Carla Italiano

Quarta 19/04

19h30 – A dupla jornada (53’, Helena Solberg, 1975, Arg/Bol/Mex//Ven)

(Outros) Fundamentos (16’, Aline Motta, 2019, Brasil)

NoirBlue – Deslocamentos de uma dança (27’, Ana Pi, 2018, Brasil) | 12 anos

Noites Paraguaias

Quinta 20/04

19h30 – Noites Paraguayas (90′, Aloysio Raulino, 1982, Brasil/Paraguai) | 14 anos

Sexta 21/04

15h30 – Serras da Desordem (135’, Andrea Tonacci, 2006, Brasil) | 14 anosS

projeção em 35 mm

19h – Iracema, uma Transa Amazônica (91’, Jorge Bodanzky, Orlando Senna, 1975, Brasil) | 16 anos. Seguido de debate com prof. Mariana Souto

Sábado 22/04

19h – El Viaje (130′, Fernando Solanas, 1992, Argentina) | 12 anos

Domingo 23/04

16h30 – La Nación Clandestina (128′, Jorge Sanjinés, 1989, Bolívia) | 12 anos

19h30 – Zama (115′, Lucrecia Martel, 2017, Argentina) | 14 anos

Segunda 24/04 – Não há sessão

Terça 25/04

19h30 – A dupla jornada (53’, Helena Solberg, 1975, Arg/Bol/Mex//Ven)

Agarrando Pueblo – os vampiros da miséria (29′, Luis Ospina, Carlos Mayolo, 1978, Colômbia) | 14 anos

Brasil Ano 2000

Quarta 26/04

19h – Brasil Ano 2000 (115′, Walter Lima Jr., 1969, Brasil) | 14 anos

Tava a Casa de Pedra

Quinta 27/04

19h30 – Tava, a casa de pedra (78’, Ariel Duarte Ortega, Patrícia Ferreira, Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho, 2012, Brasil) | 10 anos

Pachamama

Sexta 28/04

19h30 – Pachamama (94′, Erik Rocha, 2008, Brasil/Bolívia/Peru) | 10 anos

La Terra Prometida

Sábado 29/04

10h – Oficina com Ewerton Belico – Território, caminhada e fronteira: migrações e memória no cinema sul-americano contemporâneo (inscrições prévias, com projeção de filmes) | Livre

17h – La Tierra Prometida (120′, Miguel Littin, 1973, Chile) | 12 anos

Domingo 30/04

17h30 – Los Inundados (87′, Fernando Birri, 1961, Argentina) | 10 anos

20h – Noites Paraguayas (90′, Aloysio Raulino, 1982, Brasil/Paraguai) | 14 anos

Segunda 1/05 – Não há sessão

Terça 2/05

19h30 – Tava, a casa de pedra (78’, Ariel Duarte Ortega, Patrícia Ferreira, Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho, 2012, Brasil) | 10 anos

Quarta 3/05

19h30 Iracema, uma Transa Amazônica (91’, Jorge Bodanzky, Orlando Senna, 1975, Brasil) | 16 anos

El Viaje

Quinta 4/05

19h00 – El Viaje (130’, Fernando Solanas, 1992, Argentina) |12anos

Sexta 5/05

16h30 – La Nación Clandestina (128’, Jorge Sanjinés, 1989, Bolívia) – El Viaje (130′, Fernando Solanas, 1992, Argentina) | 12 anos

19h30 – As Filhas do Fogo (115’, Albertina Carri, 2019, Argentina) |18 anos

Sábado 6/05

17h – Brasil Ano 2000 (115′, Walter Lima Jr., 1969, Brasil) | 14 anos

20h – Agarrando Pueblo – os vampiros da miséria (29′, Luis Ospina, Carlos Mayolo, 1978, Colômbia)

Sonhos de gelo (58′, Ignacio Agüero, 1993, Chile) | 14 anos

Domingo 7/05

16h30 – Vidas Secas (115’, Nelson Pereira dos Santos, 1963, Brasil) | 10 anos

19h30 – Carlos: cine-retrato de um caminhante (31′, Mario Handler, 1967, Uruguai)

(Outros) Fundamentos (16’, Aline Motta, 2019, Brasil)

NoirBlue – Deslocamentos de uma dança (27’, Ana Pi, 2018, Brasil) | 12 anos

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

Terça, 18 de abril

19h – Apresentação da mostra com curador Carla Italiano – seguida do filme de abertura Vidas Secas

Sexta, 21 de abril

19h00 – Debate sobre filme Iracema

Ministrante: prof. Mariana Souto (UnB)

Gratuita. Acessibilidade – LIBRAS

Sábado, 29 de abril

Oficina – Território, caminhada e fronteira: migrações e memória no cinema sul-americano contemporâneo    

Horários: 10h-12h; 13h – 15h (4 horas)

Ministrante: Ewerton Belico – Pesquisador e curador

Com projeção de trechos de filmes. Entrada gratuita, mediante inscrição

Inscrições gratuitas até 21 de abril em https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc46dqes8erW7I1NQz2KhFBSvdTHg3DNv2ibDIUDdUVRGnA9g/viewform

CONVIDADOS

EWERTON BELICO

Ewerton Belico é diretor, roteirista, professor e curador. Um dos programadores do forumdoc.bh – festival do filme documentário e etnográfico de Belo Horizonte -, foi programador do FestCurtas BH – Festival Internacional de Curtas-Metragem de Belo Horizonte – e do Fronteira – Festival Internacional de cinema documentário e experimental. Atuou como co-diretor e co-roteirista do longa-metragem Baixo Centro, e dos curtas-metragem Vira a Volta que faz o nó e Memória Sitiada da Noite. É responsável pelo desenvolvimento dos roteiros de obras seriadas A luta que não pode parar e Hip-hop, velho amigo na estrada. Seus filmes foram exibidos em mostras e festivais como Hamburgo, Neighboring Scenes, Filmadrid, Mostra de Tiradentes, Ecrã, dentre outros.

MARIANA SOUTO

Professora da UnB, realizou dois pós-doutorados (bolsas FAPESP e Capes) na ECA-USP, sob supervisão de Ismail Xavier. Doutora em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, com prêmio de Melhor Tese na área de Comunicação e informação (2017), é Mestre pela UFMG, onde atuou como professora substituta. Também lecionou na PUC-MG e da UNA. Foi curadora do Janela Internacional de cinema de Recife, do Festival Internacional de curtas de BH, da mostra Corpo e cinema (Caixa cultural) e do Cineclube Comum. Diretora de arte de Quintal (André Novais, exibido em Cannes e premiado em diversos festivais) entre vários outros filmes. Integrou os grupos de pesquisa História e Audiovisual (coordenado por Eduardo Morettin) e Poéticas da Experiência (coordenado por César Guimarães e André Brasil). Autora do livro “Infiltrados e invasores – uma perspectiva comparada sobre relações de classe no cinema brasileiro” (2019).

FICHA TÉCNICA

Curadoria e coordenação: Carla Italiano e Leonardo Amaral

Produção Executiva: Marisa Merlo

Empresa produtora: Anacoluto Produções Miúdas

SOBRE O CCBB BRASÍLIA

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília foi inaugurado em 12 outubro de 2000, após uma grande reforma de adaptação do Edifício Tancredo Neves, com o objetivo de reunir em um só lugar todas as formas de demonstração de arte e criatividade possíveis, para levá-las ao público da capital.

O edifício Presidente Tancredo Neves faz parte de um conjunto de obras arquitetônicas assinadas por Oscar Niemeyer. Com o seu imenso projeto paisagístico, idealizado por Alda Rabello Cunha, o prédio conta com amplos espaços de convivência, café, restaurante, galerias, sala de cinema, teatro, salas multiuso, jardins e uma praça central para eventos abertos, onde são realizados shows, espetáculos e performances.

SERVIÇO

Local: Cinema do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Espacial Sul – Brasília – DF

Data: 18 de abril a 7 de maio de 2023

Cinema (70 lugares)

Entrada gratuita

Ingressos: Disponíveis na bilheteria física ou em https://ccbb.com.br/

Horários: ver programação

Email: mostraelcamino@gmail.com

Site: https://www.anacoluto.art/

Informações: 613108 7600

Acessibilidade

Sessão com medidas de acessibilidade [legendagem descritiva]

Classificação indicativa: de livre a 18 anos. Consultar programação.

Ingressos gratuitos, disponíveis na bilheteria física ou em https://ccbb.com.br/

______________________________________________________________________

CCBB Brasília

Aberto de terça a domingo, das 9h às 21h

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Espacial Sul – Brasília – DF

Tel.: (61) 3108-7600

E-mail: .

Informações

https://ccbb.com.br/

Facebook/ccbb.brasilia

Twitter/ @ccbb_df

Instagram/ccbbbrasilia

Youtube/Bancodobrasil

Programação Cine Brasília

De 30 de março a 05 de abril de 2023

Programador responsável: Sérgio Moriconi

Cine Brasília promove dia 30 de março, com a presença do diretor Gabriel Di Giacomo, sessão com debate do documentário “Memória Sufocada”, que reflete sobre o período da ditadura militar no Brasil.

Estreia a produção francesa “A Garota Radiante”, que marca a estréia na direção da grande atriz Sandrine Kiberlain

Um dia antes da data que marca o golpe militar no Brasil, o Cine Brasília promove sessão especial com debate de um documentário que nos remete a esse momento sombrio de nossa história e procura fazer uma reflexão sobre o período da Ditadura Militar, sob a perspectiva de como ela foi e permanece nos dias de hoje, construída na memória das pessoas. Memória Sufocada, dirigido por Gabriel Di Giacomo, será exibido na quinta-feira, dia 30, à 20h35. Após a sessão, o público poderá debater o tema com o diretor e convidados. O filme permanecerá em cartaz até o dia 05 de abril com sessões diárias.

            Destaca-se que o diretor Gabriel Di Giacomo conseguiu o fato inédito de ser a primeira pessoa, junto com sua equipe, a filmar dentro do DOI-CODI de São Paulo. Memória Sufocada procura olhar a história da Ditadura Militar e a tortura no Brasil a partir da perspectiva do presente. Buscas na internet mostram narrativas distintas do passado, mas que iluminam os dias de hoje.

            Uma das principais premissas do filme é a de que a informação e a desinformação estão ao alcance de todos. Muitos fatos são construídos nas redes sociais e a realidade é cada vez menos nítida. O filme indaga qual é a verdade histórica e como os fatos podem ganhar novas narrativas com o passar dos anos. Na década de 1960, setores da elite brasileira, com o apoio da mídia, plantaram diversas fake news sobre a situação do país para conseguir levar os militares ao poder. O discurso oficial pregava a urgência em evitar o avanço comunista no Brasil, “proteger a pátria e a família” e acabar com o caos social. O longa conta com um rico material, que foi encontrado hospedado na internet, tornando-se uma regra para a estruturação do filme. Só conteúdos que estavam disponíveis para qualquer internauta estão na edição de Memória Sufocada. A partir disso, descortina os horrores da Ditadura que, muitas vezes, são descritos de forma ideológica e interessada.

            A outra novidade da semana, A Garota Radiante, é um filme que trata com notável delicadeza e sutileza de uma realidade atroz. Estreia na direção da grande atriz francesa Sandrine Kiberlain, o filme fez uma exibição de sucesso na Semana da Crítica do Festival de Cannes de 2021. A personagem do título é a jovem judia Irène, magnificamente interpretada por Rebecca Marder. A jovem de 19 anos desperta para o mundo numa circunstância dramática, no verão de 1942, quando a França está ocupada por nazistas. Ela está descobrindo o amor e o prazer de viver e sonha em ser atriz. Kiberlain, em entrevistas, disse que começou o roteiro imaginando a vida das personagens. Queria capturar um momento histórico de uma forma muito pessoal. Há muitos aspectos do filme baseados na vida de sua família judia, especialmente na de seus avós. No processo, muito da sua vida particular e familiar, acabou se tornando uma referência.

            Seguem em cartaz, O Rio do Desejo, Raquel 1.1, Belas Promessas, Um Assunto de Mulheres, Fique Comigo e O Grande Mauricinho. O primeiro, O Rio do Desejo é baseado no conto O Adeus do Comandante, de Milton Hatoum e tece uma trama onde a personagem de Dalberto, comandante de um barco, transporta um passageiro misterioso vivido pelo extraordinário ator peruano Coco Chiarella, que faleceu de covid, aos 77 anos, logo após as filmagens, em 2021. O enredo do filme segue uma longa e arriscada viagem pelo rio Negro até Iquitos, no Peru, com o propósito de amealhar recursos extras para realizar o sonho da mulher, Anaíra, com quem acabara de se casar. No elenco, estão também Sophie Charlotte e Daniel Oliveira.

Raquel 1.1 é um interessante filme de suspense/terror que discute religiosidade, cultos evangélicos sob a ótica do radicalismo de nossos tempos. O filme transita pelo cinema de gênero de forma altamente eficaz. O contexto é uma pequena cidade do interior. A diretora Mariana Bastos nos dá uma ótima contextualização da história no momento mesmo em que a protagonista e sua família chegam numa pequena cidade e encontram um grupo de religiosas adolescentes fanáticas.

            Belas Promessas, de Thomas Kruithof, Assunto de Mulheres, do mestre Claude Chabrol, e Fique Comigo, de Samuel Benchetrit, fazem parte da homenagem  que o Cine Brasília presta a atriz Isabelle Huppert, que neste mês de março completou 70 anos. Os dois últimos integram da mostra Isabelle Huppert – 70 Anos em 7 Filmes. De épocas e temáticas distintas, os três filmes demonstram o incrível talento e versatilidade da atriz.

Dando continuidade ao projeto do Cine Brasília de exibir semanalmente curtas-metragens antes de um longa, o público poderá assistir ao filme Moacyr Barbosa, uma produção do Rio de Janeiro, dirigido por Emílio Domingos.

            Por fim, O Grande Mauricinho permanece como a grande atração da nossa sessão infantil da semana.

Programação

Quinta-feira (30/03/2023)

10h – O Grande Mauricinho

14h30 – Belas Promessas

16h30 – Moacyr Barbosa (Curta) + O Rio do Desejo

18h35 – A Garota Radiante

20h35 – Memória Sufocada (sessão com debate)

Sexta-feira (31/03/2023

10h – O Grande Mauricinho

14h30 – Belas Promessas

16h30 – Moacyr Barbosa (Curta) + Raquel 1.1

18h30 – A Garota Radiante

20h30 – Memória Sufocada

Sábado (01/04/2023)

10h – O Grande Mauricinho

14h30 – Um Assunto de Mulheres

16h30 – Moacir Barbosa (Curta) + O Rio do Desejo

18h35 – A Garota Radiante

20h35 – Memória Sufocada

Domingo (02/04/2023)

10h – O Grande Mauricinho

14h30 – Raquel 1.1

16h30 – Moacyr Barbosa (Curta) + Fique Comigo

18h30 – A Garota Radiante

20h30 – Memória Sufocada

Segunda-feira (03/04/2023)

14h30 – Belas Promessas

16h30 – Moacyir Barbosa (Curta) + O Rio do Desejo

18h35 – A Garota Radiante

20h35 – Memória Sufocada

Terça-feira (04/04/2023)

10h – O Grande Mauricinho

14h30 – Belas Promessas

16h30 – Moacyr Barbosa (Curta) + Raquel 1.1

18h30 – A Garota Radiante

20h30 – Memória Sufocada

Quarta-feira (05/04/2023)

10h – O Grande Mauricinho

14h30 – Belas Promessas

16h30 – Moacyr Barbosa (Curta) + O Rio do Desejo

18h35 – A Garota Radiante

20h35 – Memória Sufocada

Estreias

A Garota Radiante

(Drama/França/2023/98min)

De Sandrine Kiberlain

Com: Rebecca Marder, André Marcon, Anthony Bajon, Françoise Widhoff, India Hair

Sinopse: Em Paris, 1942, a jovem Irène (Rebecca Marder) está no auge de sua juventude enquanto sonha em ser atriz e busca novas oportunidades. Aos 19 anos, ela tem várias amizades e acabou de conquistar um novo amor de tirar o fôlego.

A vida de Irène é o clássico retrato da juventude parisiense dos anos dourados, mas ela não sabe que seus sonhos podem estar com os dias contados.

Classificação Indicativa: 14 anos

Memória Sufocada

(Com sessão especial com convidados dia 30/03)

(Doc/Brasil/2021/76min)

De Gabriel Di Giacomo

Sinopse: Coronel Ustra é o único militar condenado como torturador durante a Ditadura. O ex-presidente Jair Bolsonaro o exalta como um herói. Mas qual é a verdade? Através de buscas pela internet, o passado do Brasil vai sendo reconstruído e esbarra no presente. Ao declarar o seu voto no processo de golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, o então deputado federal Jair Bolsonaro homenageou a memória do Coronel, morto em 2015 (aos 83 anos). Para alguns, ele é considerado um torturador, para outros, um herói. O elogio planejado e sádico realizado pelo ex-presidente é sintomático. O documentário se debruça sobre o passado de Carlos Brilhante Ustra, fazendo uma ligação onde o passado do Brasil tropeça no presente.

Classificação indicativa: 14 anos

Em Cartaz

Belas Promessas

(Drama/França/2023/98min)

De Thomas Kruithof

Com: Isabelle Huppert, Reda Kateb, Naidra Ayadi, Soufiane Guerrab

Sinopse: Em Belas Promessas, o ano é 1993 e Clémence (Isabelle Huppert) é prefeita de uma cidade. Com esse cargo ela é corajosa e determinada, sempre se envolvendo com os mais desfavorecidos para salvar a cidade da miséria e do desemprego. Porém, ela trava com Yazid (Reda Kateb), seu chefe de gabinete, uma batalha feroz para salvar o bairro de Bernardins, cidade minada pela insalubridade e pelos “comerciantes adormecidos”. Esta será sua última luta, antes de passar para a próxima eleição. Mas quando Clémence é abordada para se tornar ministra, sua ambição põe em questão todos os seus planos. Clémence pode abandonar sua cidade, seus entes queridos e renunciar as suas promessas?

Classificação indicativa: 14 anos

Um Assunto de Mulheres

(Drama/França/1988/108min)

De Claude Chabrol

Com: Isabelle Huppert, François Cluzet, Marie Trintignant

Sinopse: Sob a ocupação, Marie, modesta mãe de dois filhos e cujo marido está na prisão, vive apertada. Um dia, ajuda sua vizinha Lucie a interromper uma gravidez indesejada por solidariedade.  Devido às dificuldades que passa, isso se torna rapidamente o verdadeiro trabalho de Marie. Ela passa a cobrar para fazer abortos, o que gera consequências graves.

Classificação indicativa: 14 anos

Fique Comigo

(Drama/Comédia/França/2015/100min)

De Samuel Benchetrit

Elenco – Isabelle Huppert, Gustave Kervern, Valeria Bruni Tedeschi,

Sinopse – Numa periferia da França, em um prédio com o elevador quebrado, três pessoas que vivem sozinhas têm sua rotina alterada: um homem, que devido a uma “overdose” de bicicleta ergométrica, acaba numa cadeira de rodas e conhece uma misteriosa enfermeira do plantão noturno; um adolescente, cujos pais estão sempre ausentes, se envolve com a nova vizinha, uma atriz de cinema com idade para ser sua mãe; e uma imigrante argelina, que aguarda a saída de seu único filho da prisão, acolhe um astronauta americano que cai do espaço e bate à sua porta.

Classificação indicativa: 12 anos

O Rio do Desejo

(Drama/Romance/Brasil/2023/107min

De Sérgio Machado

Com: Daniel de Oliveira, Sophie Charlotte, Gabriel Leone

Sinopse: O Rio do Desejo é um filme brasileiro, baseado no conto “O Adeus do Comandante”, do amazonense Milton Hatoum, a narrativa acompanha Dalberto (Daniel de Oliveira), um comandante de barco que transporta um passageiro em uma longa e arriscada viagem pelo Rio Negro. Durante esse período de ausência, sua parceira Anaíra (Sophie Charlotte) acaba se aproximando dos irmãos de Dalberto, Armando (Gabriel Leone) e Dalmo (Rômulo Braga).

Classificação indicativa: 16 anos

Raquel 1.1

(Drama/Suspense/Brasil/2023/90min)

De Mariana Bastos

Com: Valentina Herszage, Emilio de Mello, Eduarda Samara, Ravel Andrade

Sinopse: Raquel é uma adolescente religiosa que retorna à pacata cidade onde nasceu em busca de uma vida nova junto ao seu pai. Em seus primeiros dias, ela passa por uma experiência misteriosa durante a qual acredita ter recebido um importante e controvérsia missão relacionada à Bíblia. Ao lado de suas novas amigas, um grupo de garotas evangélicas da igreja local, Raquel mergulha na sua espiritualidade e revive traumas profundos do passado. Com o apoio de alguns e condenação de outros, Raquel tenta se balancear em um inquietante espiral de fé, razão e loucura.

Classificação indicativa: 12 anos

O Grande Mauricinho

(Animação/Alemanha/Reino Unido/2022/93min)

De Florian Westermann e Toby Genkel

Sinopse: Mauricinho (Marcelo Adnet) é um gato falante que viaja de cidade em cidade vendendo seu negócio de exterminação de ratos. Mas ele é, também, um malandro, vendendo suas habilidades felinas para enganar as pessoas que o contratam. Ele não faz isso tudo sozinho. Junto com seu parceiro Kinho, um flautista mágico, eles convocam uma horda de ratos e os levam para fora da cidade. Assim que o “trabalho” é feito e o dinheiro da recompensa está em suas patas, ele divide com Kinho e…os ratos. Os ratos, também, não são qualquer espécie de roedores, já que eles falam, se vestem e vivem em uma comunidade paradisíaca com o dinheiro que faturam com Mauricinho e Kinho. Tudo vai bem até que eles decidem golpear a cidade de Bad Blintz, onde conhecem uma garota obcecada por livros, Marina, que os leva em uma aventura para resolver um grande mistério da cidade.

Classificação indicativa: a partir de 6 anos

Curta-metragem

Moacyr Barbosa

(Doc/Brasil/2021/6min)

De Emílio Domingos

Sinopse: Moacyr Barbosa foi um dos maiores goleiros do Brasil. Ele mostra e conta a sua história. Barbosa começou sua carreira no Atlético Ypiranga, de São Paulo. Em 1945 transferiu-se para o Vasco da Gama, onde ficou até 1962, tendo conquistado 6 campeonatos cariocas, o torneio Rio-São Paulo de 1958 e vários outros títulos. Teve ainda breves passagens pelos clubes cariocas Bonsucesso e Campo Grande, e pelo Santa Cruz de Recife. Pela seleção brasileira, conquistou a Copa Roca de 1945, as Copas Rio Branco de 1947 e 1950 e a Copa América de 1949. Fez parte da grande seleção que foi vice-campeão mundial em 1950, e chegou a ser injustamente acusado pela derrota na final, diante do Uruguai, no Maracanã lotado.

Classificação indicativa: 12 anos

CINE BRASÍLIA

Endereço: SHCS EQS 106/107, s/nº – Asa Sul

Telefone(61) 3244-1660

Capacidade: 606 assentos

TEATRO DO CONCRETO COMEMORA 20 ANOS E LEVA TEXTOS DE SAMUEL BECKETT PARA APRESENTAÇÕES GRATUITAS NO DF

Premiado grupo de Brasília, que investiga diferentes possibilidades de composição da cena teatral,
propõe nova leitura de um dos autores de maior originalidade e profundidade do teatro mundial.

Projeto leva textos eruditos ao público das regiões administrativas do DF, privilegiando o uso da voz em detrimento de outros recursos teatrais.

“Nunca foi Beckett” é o compartilhamento de resultados de uma residência artística do coletivo com o
renomado diretor
 Marcio Abreu, vencedor do Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia 2023.

Apresentações acontecem nos dias 8 e 9 de abril em Samambaia, e 22 e 23 de abril em Ceilândia,
regiões administrativas do Distrito Federal.

Foto Divulgação

Para a comemoração dos seus 20 anos de atividade, o Teatro do Concreto, premiado coletivo de Brasília, propõe um encontro inusitado com a prosa erudita de Samuel Beckett (1906-1989). O grupo, que investiga novas possibilidades de composição da cena teatral, apresenta trechos dos primeiros romances e peças de um dos autores de maior profundidade do teatro mundial. Para o ousado projeto, que privilegia a voz em detrimento da visualidade, o grupo convidou o diretor Marcio Abreu, integrante da Companhia Brasileira (PR) – vencedor este ano do Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia. Com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, “Nunca foi Beckett” prevê oito apresentações gratuitas em espaços públicos de Ceilândia e Samambaia, aos sábados e domingos, em abril. A programação inclui também um debate na UNB, no dia 4 de abril.

As apresentações, definidas pelo coletivo como atos de leitura dos textos de Beckett, ocorrem no Complexo Cultural Samambaia, nos dias 8 e 9 de abril; e, no Teatro SESC Newton Rossi de Ceilândia, nos dias 22 e 23 de abril. O projeto inclui também ações de acessibilidade: uma apresentação traduzida para libras e uma visita tátil de um grupo de deficientes visuais em cada cidade. As atrizes Gleide Firmino e Micheli Santini protagonizam as apresentações.

Criado em 2003, o Teatro do Concreto já estreou nove espetáculos, recebendo diversos prêmios por seu trabalho de investigação da cena no espaço urbano, pela relação com as práticas da performance e pela busca por diferentes modos de engajar o espectador. Os atos de leitura são o resultado de um processo de pesquisa e residência artística com o aclamado diretor Márcio Abreu. “A ideia era buscar um teatro que passasse mais pela palavra do que pelos outros recursos de cena”, explica Glauber Coradesqui, integrante da equipe. Para o desafio, o grupo escolheu Beckett, um dos pais do “teatro do absurdo”, especificamente alguns de seus textos menos conhecidos. “Agora vamos levar essa experiência ao público de duas regiões administrativas do DF. Queremos articular a obra de um autor erudito, impenetrável, com o dia a dia das pessoas”, diz ele.

Segundo Glauber, as apresentações de “Nunca foi Beckett” são mais para ouvir do que para ver. “As atrizes foram instigadas a investigar a radicalidade da palavra como elemento de composição da cena”, diz ele. “Foi um universo de descobertas. Passamos a pensar novas formas de criar e enxergar o fazer de atriz desde um outro ponto de vista”, explica Gleide Firmino. “O teatro ao longo do século XX favoreceu muito a imagem, vivemos um século de um teatro multi-imagético. Essa é uma tentativa de não ceder aos efeitos da encenação. Tentamos desconstruir tudo o que desse a ideia de algo muito encenado, muito montado”, diz ele. “Há ainda o aspecto político da obra de Beckett. A relação com o fracasso, com a tristeza, com a inação, o deserto existencial que a obra dele apresenta faz parte do interesse do grupo”, conclui Glauber.

Para o diretor Márcio Abreu, “o projeto é antes de tudo uma investigação sobre como cada pessoa pode ler o mundo. A ideia não é a de criação de uma peça de teatro ou de um espetáculo, mas sim de realizar um processo contínuo daquilo que nomeamos de “atos de leitura”. Queremos formar um arquivo com um conjunto diverso de performances nas quais a ação de ler textos, paisagens, objetos, acontecimentos e memórias ao longo do tempo vão compondo um arquivo sensível e plural que pode ser compartilhado com o público de diversas formas e em diversos espaços, físicos e virtuais”.

TEATRO DO CONCRETO – Fundado em 2003, é um grupo de Brasília que reúne artistas interessados em dialogar com a cidade e seus significados simbólico e real por meio da criação cênica. Assume, desde sua origem, a diversidade e a pesquisa como princípios de gestão e composição artística, mobilizando criadores de diversas regiões do Distrito Federal e aprofundando a interação com diferentes artistas e áreas do conhecimento. Suas criações se orientam pela perspectiva do processo colaborativo e se caracterizam, principalmente, pela elaboração de uma dramaturgia própria, pela radicalização no uso de depoimentos pessoais, pela investigação da cena no espaço urbano, pela relação com as práticas da performance e pela busca por diferentes modos de engajar o espectador.

Ao longo de sua trajetória, o grupo estreou nove espetáculos e intervenções cênicas, publicou três obras de referência no campo da pesquisa teatral e realizou diversos projetos de interação com a comunidade os quais extrapolam a dimensão dos palcos, consolidando-se como referência para o teatro de grupo na região Centro-Oeste. Ganhou projeção nacional com a circulação dos espetáculos “Diário do Maldito” (2006) – que recebeu o Prêmio SESC do Teatro Candango nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Cenografia – e “Entrepartidas” (2010) – que recebeu o Prêmio SESC do Teatro Candango nas categorias de Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Ator e Melhor Dramaturgia, e integrou a curadoria do SESC Palco Giratório 2018. Em seu repertório atual estão “Festa de Inauguração” (2019) e “Se eu falo é porque você está aí” (2020).

Site: https://www.teatrodoconcreto.com.br/

MARCIO ABREU – Dramaturgo, encenador e ator. Criou e integra a Companhia Brasileira de Teatro. Realiza ações de intercâmbio com artistas do Brasil e da França. Entre seus trabalhos recentes estão Vida (2010), pelo qual recebeu os prêmios Troféu Gralha Azul de melhor texto e direção; Oxigênio (2010), de Ivan Viripaev; Isso te interessa? (2011), de Noëlle Renaude, que lhe rendeu, em 2012, os prêmios APCA e Bravo! de melhor espetáculo do ano, e Questão de Crítica de melhor direção; Esta Criança (2012), do francês Joël Pommerat, pelo qual recebeu o prêmio Shell de melhor direção; Nômades (2014); e Krum (2015), de Hanoch Levin, que lhe rendeu os prêmios Shell 2015, Cesgranrio 2015 e Questão de Crítica 2015 de melhor direção. Em 2012, escreveu uma versão de Os três porquinhos para a Comedie Française e foi coautor de A história do rock por Raphaelle Bouchard, com a Compagnie Jakart, com a qual também colaborou em Nus, ferozes e antropófagos. Foi nomeado pela Folha de S.Paulo como personalidade de teatro do ano, em 2012.

FICHA TÉCNICA

Atos de leitura de trechos das obras O InominávelTextos para nada #13Fim de PartidaCatástrofe e Respiração, de Samuel Beckett.
Atrizes residentes: Gleide Firmino e Micheli Santini
Diretor residente: Márcio Abreu
Pesquisador associado: Glauber Coradesqui
Criação sonora: Felipe Storino
Direção técnica: Rodrigo Fischer
Pesquisa de movimento: Kênia Dias
Programação visual: Gabriel Menezes / Molde
Fotografia: Thiago Sabino
Vídeo: Joy
Assessoria de imprensa: Júnia Azevedo – Escrita Comunicação
Assistente de produção: Deni Moreira
Produção executiva: Júnior Cecon
Patrocínio: Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal

SERVIÇO

Debate na Universidade de Brasília
Dia: 4 de abril, terça-feira
Horário: 17h
Local: Departamento de Artes Cênicas
Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro
Classificação etária: 16 anos

Apresentações em Samambaia
Dias: 8 e 9 de abril, sábado e domingo
Horários: 17h e 19h
Local: Complexo Cultural Samambaia
End.: Quadra 301 Conjunto 05 Lote 01 – Samambaia – DF (próximo à agência dos Correios e à Agência do Trabalhador)
Entrada franca
Classificação etária: 16 anos

Apresentações em Ceilândia
Dias: 22 e 23 de abril, sábado e domingo
Horários: 17h e 19h
Local: Teatro Sesc Newton Rossi
End.: QNN 27 Área Especial Lote B, Ceilândia Norte, Brasília – DF
Entrada franca
Classificação etária: 16 anos

Site: https://www.teatrodoconcreto.com.br/
Insta: @teatrodoconcreto

Brasília recebe evento sobre raça com organizações negras e indígenas

O evento, que acontece no marco do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, reunirá nomes importantes para discutir ações no combate do racismo

Foto Divulgação

O Instituto Internacional sobre Raça, Igualdade e Direitos Humanos (Raça e Igualdade), em parceria com a ONG Criola, Geledés – Instituto da Mulher Negra, Selo Juristas Negras, Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas, Renafro Saúde e Ilê Omolu e Oxum, Instituto Iepé e Hutukara Associação Yanomami realiza no dia 22 de março de 2023, o evento “Mecanismos sobre Raça no Sistema Universal de Direitos Humanos: Estratégias e Próximos Passos no Brasil“.

O evento contará com a participação de Epsy Campbell, Presidenta do Fórum Permanente de Afrodescendentes da ONU, além de Ministras de Estado, Embaixadores e representantes de organizações da sociedade civil brasileira “Quero conhecer ainda mais a situação da população negra no Brasil, especialmente das mulheres negras”, explica Epsy Campbell, Presidente do Fórum Permanente de Afrodescendentes da ONU.

O encontro será realizado no marco do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial e do Dia Nacional das Tradições Africanas e Nações do Candomblé, uma data importante para a luta contra o racismo e a promoção da igualdade racial e tem como objetivo debater as estratégias e os próximos passos para o fortalecimento dos mecanismos sobre raça no Sistema Universal de Direitos Humanos, entre as recomendações feitas pelo Comitê Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (CERD), e pela Revisão Periódica Universal (RPU).

Um dos pontos que será discutido durante as mesas é a garantia de proteção dos direitos humanos das pessoas negras e indígenas para combater o racismo em todas as suas formas. “Será uma ótima oportunidade para conversar com organizações da sociedade civil e divulgar a importância desta aliança para levarmos suas demandas ao Fórum Permanente dos Afrodescendentes que se reunirá pela 2ª vez em maio deste ano, em Nova Iorque”, destaca Campbell

Mesas de Debates
Entre os participantes da mesa: O Papel do Estado Brasileiro no Processo de Implementação de Recomendações Internacionais estão: Carlos Quesada, Diretor Executivo de Raça e Igualdade; Anielle Franco, Ministra da Igualdade Racial; Sônia Guajajara, Ministra dos Povos Indígenas; o Embaixador do Brasil junto ao Quênia, Silvio Albuquerque; Fabrício Prado, Primeiro Secretário do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e Rodnei Jericó da Silva, Coordenador do Programa Brasil de Raça e Igualdade.

A mesa: Participação da Sociedade Civil Perante os Mecanismos Internacionais contará com a participação de: Lúcia Xavier, Coordenadora Geral ONG Criola; Gilmara Cunha, Diretora Executiva do Grupo Conexão G;  Nilza Iraci, Coordenadora de Incidência Política do Geledés; Mãe Nilce de Iansã, Coordenadora Nacional da RENAFRO e Iyá Egbe do Ilê Omolu e Oxum; Lívia Sant’Anna Vaz, Coordenadora do Selo Juristas Negras; Maurício Ye Kuana, Diretor da Hatukara Associação Yanomami; e Leilane Reis, Oficial de Raça e Gênero no Brasil de Raça e Igualdade como moderadora. 

“É uma honra poder trazer Epsy Campbell para uma escuta atenta da sociedade civil em diálogo direto com o Poder Executivo. Os direitos da população negra e indígena sofreram um grande retrocesso nos últimos anos e com a criação do Fórum Permanente dos Afrodescendentes, os mecanismos internacionais estão mais atentos às violações dos direitos dessas populações no Brasil”, afirma Rodnei Jericó da Silva, Coordenador de Raça e Igualdade no Brasil.

O evento será realizado de forma híbrida (presencial e on-line), no dia 22 de março, das 14h30 às 18h, no Hotel Cullinan HPlus, em Brasília e contará ainda com tradução simultânea em português e espanhol e será transmitido por Facebook Live @raceandequality. Os interessados em participar do evento devem se inscrever gratuitamente pelo link do Zoom https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_Z1Ia3MWYSp-3Tu9QuhtnAw#/registration

Serviço: “Mecanismos sobre Raça no Sistema Universal de Direitos Humanos: Estratégias e Próximos Passos no Brasil
Data: 22 de março de 2023
Horário: das 14h às 18h
Local: Hotel Cullinan Hplus Premium – Brasília 

Inscrição virtual pelo https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_Z1Ia3MWYSp-3Tu9QuhtnAw#/registration

Brasília recebe 1ª edição Festival Rock Popular Brasileiro 

Projeto inédito, que será realizado no dia 8 de abril, cria um universo imersivo para os amantes do rock em complexo de entretenimento para toda a família

Foto Divulgação

Brasília será palco da 1ª edição do Festival Rock Popular Brasileiro (RPB), que será realizado no dia 8 de abril, no estacionamento da Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília. Serão mais de 10 horas de evento com sete atrações do pop-rock que fizeram e fazem história: Biquini Cavadão, Charlie Brown Junior, Frejat, Humberto Gessinger, Marcelo Falcão, Pitty e para encerrar a noite, um show especial da banda brasiliense, Rock Beats. 

O ambiente imersivo criado para o RPB remete a grandes festivais internacionais: uma arena com tirolesa, bungee jump e área retrô com exposição de carros antigos e coleções de clássicos dos anos 80, 90 e 2000. O Festival, idealizado pelos organizadores do Porão do Rock, Capital Moto Week, Flap e AC Eventos, enaltece o rock brasileiro oferecendo uma experiência musical de máxima qualidade em um complexo de entretenimento de 30 mil m², no coração da capital federal. 

“Privilegiamos no line-up um mix de vertentes do pop-rock, buscando atender diferentes gostos musicais. Também vamos importar a expertise do Porão do Rock e do Moto Week, criando um espaço amigável para toda a família, com atividades e ativações, além dos shows e da diversidade gastronômica. Queremos que o público saia de lá com a expectativa de voltar em 2024”, comenta Gustavo Sá, sócio-criador do RPB. 

Todo o complexo foi planejado para proporcionar uma atmosfera familiar, de fácil acesso e circulação, além de atividades para diversas faixas etárias, incluindo o Espaço Kids com brinquedos infláveis, monitoria e iniciação musical. Na Praça de Alimentação estarão seis marcas conhecidas do público, ícones da gastronomia brasiliense

Conforto

O Camarote RPB é um espaço multi-experiência criado para o Festival, com localização e vista privilegiada dos shows e do complexo de entretenimento. Com área na frente do palco, banheiros e praça de alimentação exclusivos, receberá ações de parceiros e patrocinadores do evento e terá a presença de personalidades do rock nacional. 

A previsão dos organizadores é reunir 15 mil pessoas nesta edição e incluir o Festival no calendário oficial de eventos da capital. Os ingressos, que se dividem em ‘Frente Palco’ e ‘Camarote’, podem ser adquiridos no site Furando a Fila ou nas lojas físicas das Óticas Diniz e Lig Celular. 

Sustentabilidade

A sustentabilidade será mais uma linha para conectar os apaixonados por rock às experiências do Festival. Para neutralizar as emissões de carbono – entre outras iniciativas – o consumo acontecerá por meio de copos ecológicos e embalagens recicláveis. Também será feita a coleta, triagem e gestão de resíduos para evitar seu descarte em aterros sanitários. “Essa jornada abre caminho para o Festival se posicionar como um evento Lixo Zero nos próximos anos”, explica Pedro Affonso Franco, também sócio-criador do RPB e organizador do Moto Week. 

Serviço

Festival Rock Popular Brasileiro 

Quando: 08/04/2023

Onde: Arena BRB Mané Garrincha

Ingressos: https://www.furandoafila.com.br/evento/3456/FESTIVAL_DE_R0CK_P0PULAR_BRASILEIR0

Festival Rock Popular Brasileiro enaltece cena nacional em complexo de entretenimento para toda a família

Projeto inédito cria um universo imersivo para os amantes do rock em Brasília. 1º lote de ingressos está disponível por tempo limitado

O título de “capital do rock” será reforçado pela 1ª edição do Festival Rock Popular Brasileiro (RPB), que acontecerá em 8 de abril, em Brasília. Serão mais de 10 horas de evento com seis atrações do pop-rock que fizeram história: BiquiniCavadão, Charlie Brown Junior, Frejat, Humberto Gessinger, Marcelo Falcão e Pitty. O Festival, idealizado pelos organizadores do Porão do Rock, Capital Moto Week, Flap e AC Eventos, enaltece o rock brasileiro oferecendo uma experiência musical de máxima qualidade em um complexo de entretenimento no coração da capital federal. 

O ambiente imersivo criado para o RPB remete a grandesfestivais internacionais: uma arena com tirolesa, bungee jumpe área retrô com exposição de carros antigos e coleções de clássicos dos anos 80, 90 e 2000. Na Praça de Alimentação estarão seis marcas conhecidas do público, ícones da gastronomia brasiliense. Todo o complexo foi planejado para proporcionar uma atmosfera familiar, de fácil acesso e circulação, além de atividades para diversas faixas etárias, incluindo o Espaço Kids com brinquedos infláveis, monitoria e iniciação musical. 

“Privilegiamos no line-up um mix de vertentes do pop-rock, buscando atender diferentes gostos musicais. Vamos importar a expertise do Porão do Rock e do Moto Week, criando um espaço amigável para toda a família, com atividades e ativações, além dos shows e da boa gastronomia. Queremos que o público saia de lá com a expectativa de voltar em 2024”, comenta Gustavo Sá, sócio-criador do RPB. A previsão dos organizadores é reunir 15 mil pessoas nesta edição e incluir o Festival no calendário oficial de eventos de Brasília.  

Os ingressos, que se dividem em ‘Frente Palco’ e ‘Camarote’, podem ser adquiridos no site https://www.furandoafila.com.br/evento/3456/FESTIVAL_DE_R0CK_P0PULAR_BRASILEIR ou nas lojas físicas das Óticas Diniz e Lig Celular. O Camarote RPB é um espaço multi-experiência criado para o Festival, com localização e vista privilegiada dos shows e do complexo de entretenimento. Com área na frente do palco, banheiros e praça de alimentação exclusivos, receberá ações de parceiros e patrocinadores do evento e terá a presença de personalidades do rock nacional. 

A sustentabilidade será outra linha para conectar os apaixonados por rock às experiências do Festival. Para neutralizar as emissões de carbono – entre outras iniciativas – o consumo acontecerá por meio de copos ecológicos e embalagens recicláveis. Também será feita a coleta, triagem e gestão de resíduos para evitar seu descarte em aterros sanitários. “Essa jornada abre caminho para o Festival se posicionar como evento Lixo Zero nos próximos anos”, explica Pedro Affonso Franco, sócio-criador do RPB e organizador o Moto Week. 

Serviço

Festival Rock Popular Brasileiro 

Quando: 08/04/2023 | Onde: Arena BRB Mané Garrincha | Ingressos: .https://www.furandoafila.com.br/evento/3456/FESTIVAL_DE_R0CK_P0PULAR_BRASILEIR0

Via Sacra de São Sebastião chega à 31ª edição

Em 7 de abril, uma das maiores encenações da Paixão de Cristo do Distrito Federal reunirá mais de 80 atores em espetáculo a céu aberto, com expectativa de público de 10 mil pessoas

Há 31 anos, um grupo de fiéis da Comunidade Católica, da então Agrovila de São Sebastião (a emancipação à Região Administrativa data de 1993), decidiu narrar em forma de jogral a Via Crucis de Jesus Cristo, saindo da comunidade São Geraldo em direção à Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Já em 2004, os fiéis desta Paróquia se uniram aos da Santo Afonso e, através do Caminhando com Jesus na Via Sacra, evolui-se para o formato de encenação teatral. Ganhava força, a partir daí, o que se tornou um dos eventos culturais e religiosos mais tradicionais do Distrito Federal. Realizado no Morro Bela Vista, em frente ao Parque de Exposição Agropecuário, desde 2008, a Encenação da Paixão de Cristo ao Vivo reunirá, em 7 de abril, mais de 80 atores em uma apresentação emocionante aberta ao público. Para o evento financiado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e pela comunidade de São Sebastião, são esperadas cerca de 10 mil pessoas.

Foi um crescimento gradual, envolvendo cada vez mais gente e movimentando a cidade a partir da geração de empregos com a criação dos cenários, confecção de figurinos e uma série de outros serviços necessários para realizar o evento. Sem falar na parte sentimental, da fé das pessoas e do espírito de fraternidade, sempre muito aflorados nessa época. São muitos ensaios, com a maioria dos atores e figurantes moradores de São Sebastião. Então, acaba que se torna um congraçamento entre os fiéis, atores, cidadãos, enfim, a comunidade. A história é a mesma há 2023 anos, mas, revivê-la e ajudar a contá-la, traz sempre muito emoção e, principalmente, renovação”, afirma Gildivan Rodrigues, diretor cênico da Encenação da Paixão de Cristo ao Vivo, de São Sebastião, e presidente do Instituto Chinelo de Couro, mantenedor do evento desde 2012.

O espetáculo a céu aberto traz a comovente história da morte de Jesus Cristo em cenário especial. Construída pelas mãos de talentosos artesãos e artistas, a cenografia está instalada em meio a vegetação. Na parte da iluminação, a encenação, que começa às 18 horas, recebe um show de cores proporcionado pelo pôr-do-sol do Cerrado. “Esse espetáculo da natureza, combinado com a história contada, não há dinheiro que pague. É uma daquelas imagens que você guarda no coração”, conta Viviane Xavier, coordenara da Via Sacra de São Sebastião.

A carga dramática é intensa e permeia toda a apresentação. Nos ensaios, não se trabalha apenas a atuação. O controle emocional e a concentração são fundamentais para não ser levado pela comoção do público que reage a todo o momento, acompanhando o flagelo do Cristo. “São quatro meses de preparação física, psicológica e, principalmente, espiritual. Antes do espetáculo eu fico nervoso. Mas no final, podendo ver tantas pessoas emocionadas e receber o carinho daquela multidão, o sentimento é de realização e gratidão pela oportunidade”, compartilha o ator Vitor Caetano, o intérprete de Jesus Cristo, na produção.

No calendário oficial do Distrito Federal desde 2008, o evento ressalta a cultura como direito à cidadania e instrumento de integração social. Ao se promover e valorizar as manifestações culturais, laços comunitários e vínculos familiares e sociais são fortalecidos. A tradição é importante na vida do aposentado Manoel Augusto, pioneiro da Via Sacra: “Eu me lembro da 1ª edição. Quanta coisa se passou de lá para cá. Era somente uma caminhada. Hoje, aos 77 anos, vejo o surgimento de novos talentos, meus familiares envolvidos neste espetáculo de evangelização através do teatro. É muita felicidade. Agradeço a Deus”.

A “Encenação da Paixão de Cristo de São Sebastião” não se limita aos ensaios e à apresentação. A geração de emprego é fator importante na região administrativa com um dos menores Índices de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, ao mesmo tempo em que se destaca como um celeiro em potencial de artistas. Ao todo, 150 pessoas, entre atores, artesãos, carpinteiros, costureiras, eletricistas, maquiadores, fotógrafos, cinegrafistas e tantos outros colaboradores de áreas diversas, atuam, diretamente, na produção. É o caso, por exemplo, da cozinheira e Eliene Souza, que aproveita para reforçar o orçamento com venda de lanches para os atores e equipe técnica. Cozinheira oficial do evento, ela faz o tradicional almoço de Sexta-Feira Santa. “Mas o que mais me emociona é preparar os pratos da encenação da Santa Ceia, e que não têm nada de cenográficos. É tudo de verdade e feito com o maior amor do mundo”, assegura dona Eliene.

Há, ainda, a realização de oficinas oferecidas à comunidade. Com o apoio de um profissional de Serviço Social, as dinâmicas trabalham a linguagem teatral, criatividade, estímulo à leitura e outras aprendizagens. Como consequência, além de conhecimento e descoberta de talentos promissores, ganha-se em integração, mobilização, noção de cidadania e ética social. A cada ano, as oficinas relacionadas à Via Sacra recebem cerca de 40 jovens que são preparados para atuar na Encenação.  

Enredo

A encenação é fiel à Bíblia, com reprodução dos versículos nas falas dos personagens. Com duração de, aproximadamente, três horas, o espetáculo é dividido em atos.

Começa a partir do Sinédrio, tribunal onde Jesus é julgado pelos doutores da lei. Em seguida, Judas se encontra com Zeráh, para discutir sobre a prisão de Jesus e o sinal que daria para que ele fosse identificado. Logo após o último encontro com os apóstolos na Santa Ceia, quando Jesus Cristo institui a Eucaristia como o maior alimento da alma, todos seguem para o Monte das Oliveiras, onde passam a noite em oração. Quando os discípulos dormem, Jesus, angustiado e sabedor da grande provação que se aproximava, reza: “Pai, afasta de mim este cálice”. No entanto, sua confiança e obediência ao Pai são maiores: “…, mas que prevaleça a tua vontade, e não a minha”. Judas Iscariotes, indica quem é Jesus com um beijo em sua face, denuncia-o à guarda romana, que o leva preso.

A partir daí, dá-se a Via Crucis, passando por 15 estações:

Jesus é condenado à morte por Pôncio Pilatos; Jesus carrega a sua cruz; Ele cai pela primeira vez; encontro com Maria, sua mãe; Simão ajuda-o a carregar a sua cruz; Verônica enxuga o rosto de Jesus; Jesus cai pela segunda vez; Jesus consola as mulheres de Jerusalém; Jesus cai pela terceira vez; Jesus é despojado de suas vestes; Jesus é pregado na cruz; Jesus morre na cruz; Jesus é descido da cruz; Jesus é sepultado e ressuscita.

Sobre o Instituto Cultural Chinelo de Couro

Constituído e fundado em São Sebastião em 2002, o Instituto Cultural Chinelo de Couro é uma entidade sociocultural beneficente, sem fins lucrativos. Seu objetivo é incentivar ações culturais, sociais, esportivas e folclóricas, podendo realizar trabalhos em conjunto com outros grupos, entidades e empresas. Além da realização da Encenação da Paixão de Cristo ao Vivo, no local, é mantenedor da quadrilha Junina Chinelo de Couro e da Sociedade Esportiva Cavalo de Aço, através das quais desenvolve programas diversos. O Instituto atende a jovens e adultos, em situação de risco social ou não, buscando trabalhar a cidadania e o resgate da autoestima.

Serviço:

Encenação da Paixão de Cristo ao Vivo

Local: Morro da Bela Vista, em frente ao Parque de Exposição Agropecuário- São Sebastião

Horário: das 18h às 21h

Entrada: gratuita

Indicação: livre

Duo de acordeon e bandolim é a atração de quarta feira (5) no CTJ Hall

Neste espetáculo, com entrada gratuita, Junior Ferreira e Victor Angeleas interpretam as canções do álbum Sem Fronteiras na Casa Thomas Jefferson da 706/906 Sul

Foto Divulgação

A combinação inovadora do acordeon e do bandolim vai dar o tom da próxima edição do projeto Sextas Musicais, que será apresentada excepcionalmente na quarta-feira, dia 5 de abril – em decorrência do feriado da Sexta-Feira da Paixão. Com arranjos originais, improvisos e interpretação apurada, o duo Junior Ferreira e Victor Angeleas interpreta as canções de seu álbum Sem Fronteiras, às 20h, no CTJ Hall, na Casa Thomas Jefferson da SEP Sul 706/906. A entrada é gratuita.

O espetáculo também terá transmissão ao vivo pelo YouTube da Casa Thomas Jefferson, que conta com o apoio da Embaixada dos Estados Unidos na realização de seus eventos culturais. Dessa forma, esse patrimônio de belas apresentações musicais permanecerá disponível online. 

Tradição e modernidade caminham juntas na sonoridade do duo, que traz influências de mestres como Jacob do Bandolim, Radamés Gnattali, Pixinguinha e Astor Piazzolla, dentre outros. A mescla do acordeom de Ferreira e do bandolim de Angeleas proporciona uma sonoridade inusitada e reflete a originalidade da cultura brasileira. 

A ideia é contribuir para a popularização de uma proposta de música instrumental que apresente a melhor amálgama entre o erudito e o popular, o local, o regional e o nacional, com porções de música mundial.

Ferreira e Angeleas se conheceram na Universidade de Brasília (UnB), onde começaram a tocar juntos, construindo arranjos e composições a partir de sua afinidade musical. O duo não economiza talento e originalidade. Sobre o álbum Sem Fronteiras, disse um dos maiores representantes da música instrumental brasileira, Hamilton de Holanda: “Que beleza de disco: é bem tocado e com o repertório cheio de pérolas. Gosto muito do estilo que nasceu da união dos timbres dos instrumentos com a personalidade de cada músico, tem a sua originalidade, e a brasilidade cheia de cores. Belas participações, e além disso Victor e Juninho estão compondo ‘pacas’. Vida longa ao duo! ” 

Sobre Junior Ferreira e Victor Angeleas

O acordeonista Junior Ferreira começou a tocar aos 10 anos de idade. Baiano de nascimento, foi atraído para Brasília, cidade que considera o celeiro da música instrumental brasileira. Desde então, vem atuando no cenário musical da cidade, tanto se apresentando em diferentes casas noturnas quanto acompanhando grandes nomes da música brasiliense e nacional. 

Com seu acordeon, já passou por países da África, Europa e América do Sul. Seu trabalho é hoje respeitado por colegas e parceiros musicais brasilienses e de outras regiões do país. Visto com apreço no meio musical, é considerado um grande representante de seu instrumento, por contribuir para a valorização da música brasileira.

Victor Angeleas, bandolinista de dez cordas, iniciou seus estudos musicais aos 7 anos de idade. Fez teclado, piano, guitarra e formou-se em violão popular. Elegeu o bandolim como seu instrumento principal. Foi finalista do Prêmio Nabor Pires Camargo. Recebeu, em 2005, o prêmio Jovem Talento da Música de Brasília 2004/2005.

Sobre o bandolinista e o grupo de que participava, aos 15 anos, Reco do Bandolim,  presidente do Clube do Choro de Brasília, declarou: “E o Pé na Tábua, esse grupo que vem se destacando, despontando, com o rapaz do bandolim, eles vêm apresentando de uma maneira nova, desembaraçada. Eles têm uma petulância para tocar, rapaz, tocam choros difíceis com uma naturalidade, como se não estivessem fazendo nada. Choros assim que a gente, eu tiro por mim que toco bandolim, eu penei para tirar determinados choros que os garotos tocam, assim, como se estivessem tomando sorvete, sabe, rapaz, jogando bola. É emocionante e bonito também”.

Sobre as Sextas Musicais

As Sextas Musicais são um tradicional evento de Brasília. Desde 1987, a Casa Thomas Jefferson realiza esses concertos gratuitos e com classificação indicativa livre, mantendo-se fiel à missão de conectar e transformar vidas através de gerações por meio de experiências singulares.

Desde 2020, com a pandemia do novo coronavírus, a Casa Thomas Jefferson adaptou as apresentações também para o formato on live streaming. Com produção requintada, qualidade de captação e transmissão de som e imagem, as Sextas Musicais demonstram o compromisso e o respeito do centro binacional com os artistas profissionais da música que dedicam suas vidas ao estudo e à performance musical e ao público.

Casa Thomas Jefferson 60 anos

Ao longo de 2023, a Casa Thomas Jefferson festeja 60 anos de ininterruptas atividades. Idealizado desde a inauguração da cidade por um grupo formado por brasileiros e norte-americanos, o centro binacional iniciou suas atividades em 1963, modestamente, em salas comerciais na Quadra 510 da W3 Sul. Desde então, se mantém fiel ao seu Estatuto e ao compromisso com a sociedade na promoção, produção e apresentação de eventos culturais de alta qualidade gratuitamente para a comunidade de Brasília.

A série Sextas Musicais destaca-se no cenário de Brasília e do Brasil e pode ser considerada um patrimônio imaterial da capital por sua contribuição à sociedade, às instituições e à comunidade artística. A excelência em todas as áreas em que a Casa Thomas Jefferson adquiriu ao longo de seis décadas e que agora é expandida para outras cidades no Brasil deve ser considerada, com legitimidade, típica e oriunda de Brasília para o país.

Serviço

Evento: Sextas Musicais com público presencial e transmissão ao vivo

Duo Junior Ferreira e Victor Angeleas

Data: 5 de abril, 20h

Local: CTJ HALL – Casa Thomas Jefferson – SEP-Sul 706/906

Entrada gratuita