Categoria: Arquitetura, decoração, urbanismo

Exposição “Corpo-coisa-planta-bicho” instaura diálogo sensível entre cerâmica e arte contemporânea em Brasília

Foto divulgação

A mostra, com curadoria de Gisele Lima e Camila Netto, reúne obras dos artistas Isabel Se Oh e Rodrigo Machado na galeria A Pilastra, questionando fronteiras entre corpo, objeto, natureza e cultura.

Em um cenário onde a cerâmica contemporânea ainda é rara no circuito artístico de Brasília, a exposição “Corpo-coisa-planta-bicho” se apresenta como um marco reflexivo e sensível. Com obras de Isabel Se Oh e Rodrigo Machado, a mostra utiliza o barro não como fim, mas como ponto de partida para um debate sobre as delimitações porosas entre o humano, o animal, o vegetal e o objeto. A curadoria propõe um exercício de escuta e percepção, convidando o público a reconhecer as várias naturezas que coexistem dentro e fora de si.

Corpo-coisa-planta-bicho será aberta à visitação dia 29 de janeiro, às 19h, com a presença das curadoras e dos artistas para um brinde. A mostra fica em cartaz até 28 de fevereiro, sempre de quarta a sábado das 14h às 19h, com entrada franca e livre para todos os públicos. Nesses dias e horários, visitantes contam com a presença de monitoras para apresentar a exposição.

A escolha dos artistas não é casual. Isabel Se Oh, nascida em Uruguaiana (RS) e filha de imigrantes coreanos, hoje radicada em Brasília, desenvolve uma pesquisa artística que explora narrativas de tempo e espaço internos, trabalhando sobretudo com a porcelana e a cerâmica. Seu trabalho orbita temas como espera, convalescença, resiliência e luto, resgatando memórias pessoais e coletivas de forma sensível e autobiográfica.

Rodrigo Machado, natural de Sobradinho (DF), traz para a cerâmica uma trajetória singular que conjuga sua atuação de quase 25 anos como assessor de imprensa cultural com uma prática artística intuitiva e investigativa. Suas formas orgânicas e exuberantes emergem de um diálogo sensível com o barro, recusando-se a limites técnicos e convidando a múltiplas interpretações a partir de uma poética do estranhamento. Juntos, eles elevam o barro à condição de pensamento e transformam a exposição em uma experiência que vai além da contemplação, propondo um campo de reflexão sobre existência e sensibilidade.

Descentralização como gesto político

Realizada na galeria A Pilastra, localizada em área periférica da cidade, a exposição assume claramente uma postura política de descentralização do acesso à arte. A curadoria defende que a produção contemporânea de qualidade deve ocupar diversos territórios, rompendo com a lógica de que a “arte de elite” pertence apenas a espaços tradicionais. A iniciativa reforça o compromisso de democratizar a fruição artística, entendendo-a como ferramenta de educação, crítica e ampliação do repertório simbólico para todos.

A cerâmica como linguagem conceitual

Questionando historicamente a separação entre artesanato e arte, “Corpo-coisa-planta-bicho” apresenta a cerâmica como suporte de discurso crítico e investigação poética. As obras expostas são esculturas que flertam com a instalação, nas quais o barro deixa de ser utilitário para se tornar linguagem. A materialidade – e seu processo lento, manual e imprevisível – é aqui entendida como um contraponto ao ritmo acelerado e digital da contemporaneidade, reconectando o espectador a noções de tempo, ancestralidade e presença.

Cenário futuro e impacto cultural

A exposição surge em um momento de crescente interesse pela cerâmica artística em Brasília, refletindo um movimento global de retomada de práticas manuais e processos reflexivos. Para a curadoria, a mostra não apenas legitima o barro como meio expressivo relevante no circuito contemporâneo, mas também fortalece a ideia de uma cena cultural mais plural e descentralizada. Espera-se que o visitante saia atravessado por perguntas sobre as animalidades e naturezas internas muitas vezes silenciadas no cotidiano.

O título “Corpo-coisa-planta-bicho” funciona como uma sequência aberta e não hierarquizada, espelhando a própria proposta das obras: borrar categorias e convidar a uma leitura sensorial e afetiva. A exposição permanece em cartaz na A Pilastra, reafirmando o poder da arte como espaço de encontro, questionamento e transformação do olhar.

Sobre a curadoria:

Gisele Lima é curadora, pesquisadora e diretora da galeria-escola A Pilastra. Formada em Teoria, Crítica e História da Arte pela Universidade de Brasília, investiga desde 2015 processos de criação e curadoria a partir de perspectivas dissidentes, com atenção às narrativas plurais, pedagogias experimentais e à arte como prática crítica e coletiva. À frente da Pilastra desde 2019, coordena programas de formação e residências artísticas, articulando exposições e experiências educativas em diálogo com territórios periféricos e saberes decoloniais. Foi idealizadora do projeto Sinestesia (2021–2024) e co-curadora de mostras como “Triangular – Arte deste Século” na Casa Niemeyer – UnB, eleita a melhor exposição coletiva institucional pela revista Select em 2019.

Camila Netto é curadora cuja prática se dedica a investigar as camadas sensíveis que emergem entre a intimidade, a morada e os territórios de pertencimento e êxodo. Sua atuação parte da compreensão da exposição como linguagem que revela tensões profundas entre rigidez e sutileza, brutalidade e delicadeza, força e fragilidade. Interessa-lhe a exposição enquanto gesto de acolhimento capaz de revelar silêncios, gestos íntimos e as marcas de quem transita entre lugares. Sua prática curatorial opera na intersecção entre o político e o sensível, pensando a poética do habitar e as formas pelas quais a arte pode tensionar, reconfigurar e ampliar percepções.

Sobre os artistas:

Isabel Se Oh nasceu em Uruguaiana (RS) e é filha de imigrantes coreanos, residindo atualmente em Brasília. Sua investigação artística dedica-se às narrativas de um tempo e espaço internos, operando sobretudo na materialidade da porcelana e da cerâmica. Seu trabalho circunda as temáticas da espera, da convalescença e da resiliência em processos de luto e ressignificação, tangenciando também tensões reprimidas e desejos não realizados. Como descendente de imigrantes sul-coreanos, seus tópicos de interesse perpassam a herança cultural multifacetada, a memória, a transferência e questões acerca do afeto, da sobrevivência, do cuidado e da tradição.

Rodrigo Machado, natural de Sobradinho (DF), constrói uma trajetória singular que entrelaça profissionalismo e expressão artística. Com quase 25 anos de atuação como assessor de imprensa especializado em cultura, desenvolveu um olhar aguçado e uma profunda conexão com o universo das artes. Foi na cerâmica, no entanto, que descobriu sua própria voz criativa. Sua produção emerge de maneira intuitiva, a partir do diálogo sensível com o material, recusando a limitação a uma única técnica e apresentando-se como um campo de experimentação plural. Sua inspiração alinha-se a uma poética do estranhamento, onde se encontram fascínio, desejo e um certo incômodo.

Serviço:

Corpo-coisa-planta-bicho

Local: A Pilastra

Endereço: Guará II – QE 40 Rua 09 Lote 8

Abertura: 29 de janeiro, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 28 de fevereiro, sempre de quarta a sábado, das 14h às 19h

Entrada franca e livre para todos os públicos

Mais informações: https://www.instagram.com/a.pilastra/

Entrevista com Gisele Lima

Diante da raridade de mostras de cerâmica contemporânea em Brasília, qual a tese central ou o questionamento que esta exposição propõe ao público e ao circuito de arte da cidade?

A materialidade é o ponto de partida da exposição, mas não seu destino. Corpo-coisa-planta-bicho propõe uma reflexão sensível sobre as fronteiras — porosas e instáveis — entre corpo e objeto, entre o reino animal e o vegetal, entre aquilo que é natureza e aquilo que se torna cultura pelas mãos humanas.

A partir do barro, matéria ancestral e carregada de memória, a exposição convida o público a pensar as naturezas em que existimos: as que habitamos, as que criamos e aquelas que habitam dentro de nós. Em um circuito pouco habituado à cerâmica como linguagem da arte contemporânea, a mostra afirma o barro como pensamento, gesto e discurso crítico.

Por que escolher Isabel Se Oh e RodrigoMachado? O que no trabalho de cada um cria um diálogo potente para esta exposição coletiva?

A escolha de Isabel Se Oh e Rodrigo Machado parte de uma aproximação estética e conceitual que se revela de maneira sutil, porém consistente para além da afinidade formal. O diálogo entre os dois artistas se estabelece no modo como cada um se relaciona com a matéria. Em suas pesquisas, o barro deixa de ser apenas suporte e se torna pensamento. Isabel opera a partir de uma poética do gesto, acessando camadas sensíveis ligadas ao corpo, à memória e ao inconsciente. Rodrigo, por sua vez, constrói formas orgânicas e exuberantes que tensionam a ideia de corpo e de natureza, sugerindo estados de transformação contínua.

O encontro desses dois percursos permite que a exposição seja pensada não apenas como um conjunto de obras, mas como uma experiência para o visitante — onde a materialidade da cerâmica sustenta um campo de reflexão sobre criação, existência e sensibilidade contemporânea.

Realizar uma exposição de arte contemporânea em um espaço periférico é também um ato político. De que forma a curadoria pretende descentralizar o acesso e desafiar a ideia de onde a “arte de elite” deve acontecer?

Democratizar o acesso à arte é um valor central da A Pilastra e, consequentemente, da curadoria assinada por mim e por Camila. Levar uma exposição de arte contemporânea para um espaço periférico é um posicionamento político claro: afirmar que a arte não pertence a um território exclusivo, nem a um público restrito.

Acreditamos que a arte é educação, provocação ao pensamento crítico, lazer e fruição sensível. Proporcionar exposições de qualidade fora dos espaços tradicionalmente elitizados contribui para a construção de repertório cultural, amplia horizontes simbólicos e reafirma o direito de todas as pessoas ao acesso à produção artística contemporânea.

A cerâmica tradicionalmente carrega heranças do artesanato e do utilitário. Como Isabel Se Oh e Rodrigo Machado subvertem essas tradições em suas obras, afirmando-a como uma linguagem da arte contemporânea?

Existe uma discussão histórica — e ainda muito presente — sobre a separação entre artesanato e arte com “A” maiúsculo, assim como entre arte popular, naïf e arte contemporânea. Partindo desse debate, é importante afirmar que, nesta exposição, não estamos diante de objetos utilitários e sim de esculturas, e que também se aproximam das ideias de instalação e do pensamento espacial.

No entanto, mais do que superar uma classificação formal, o que legitima essas obras como arte contemporânea é o pensamento poético e conceitual depositado no fazer. Isabel Se Oh e Rodrigo Machado materializam reflexão, pesquisa e discurso crítico por meio da cerâmica. Aqui, o barro não é suporte funcional, mas linguagem — pensamento que se torna forma.

Poderia detalhar um aspecto técnico ou conceitual específico no trabalho de cada artista que você, como curadora, considera fundamental para que o público compreenda a profundidade da proposta?

A escolha cromática de ambos os artistas é um elemento central da exposição. Os tons esbranquiçados, desaturados e por vezes opacos criam uma atmosfera comum, quase suspensa, que desloca a cerâmica de uma leitura tradicional e imediata.

No trabalho de Rodrigo Machado, destaco a técnica e a construção formal marcada por uma organicidade exuberante, que intriga o olhar e sugere corpos em transformação, volumes que parecem pulsar ou crescer. Já em Isabel Se Oh, a poética do gesto é fundamental: suas peças acessam camadas profundas do inconsciente, do identitário e do âmago da existência, evocando afetos, memórias e estados sensíveis difíceis de nomear, mas fáceis de sentir.

Esta exposição é um marco por seu recorte. Que caminhos ou possibilidades você vislumbra para o cenário da cerâmica artística em Brasília tendo esta mostra como reflexo?

A cerâmica artística tem ganhado espaço na cena contemporânea mundial e, localmente, já é possível perceber o surgimento de ateliês, coletivos e iniciativas dedicadas a essa linguagem. Entendo esse movimento como uma resposta direta aos tempos acelerados em que vivemos, marcados pela tecnologia, pela inteligência artificial e pela lógica da produtividade imediata.

A cerâmica exige tempo, escuta e presença. Ela não responde a comandos rápidos: depende da manualidade, do acaso, do fogo, da matéria e de uma complexa equação de fatores até se concluir. Nesse sentido, a cerâmica artística opera como um gesto contracorrente, um respiro diante de um modelo social que nos adoece. Ela reconecta o presente à terra, à natureza, ao passado e à ancestralidade que esse fazer carrega.

Qual é a principal impressão ou reflexão que você espera que o visitante leve para casa após percorrer esta exposição?

Espero que o visitante saia da exposição atravessado por uma pergunta: quais animalidades, naturezas e universos internos temos deixado de acessar dentro de nós mesmos?

Mais do que respostas, a exposição propõe um estado de escuta e de reconhecimento dessas camadas sensíveis que muitas vezes silenciamos no cotidiano.

Qual você acredita que seja o significado ou a importância desta mostra para a cena cultural brasiliense?

Corpo-coisa-planta-bicho afirma a cerâmica como linguagem legítima da arte contemporânea em Brasília, ampliando o repertório do circuito local e tensionando hierarquias ainda presentes na cena cultural.

Além disso, a exposição fortalece a ideia de que produções conceituais, experimentais e potentes podem — e devem — ocupar espaços diversos da cidade, contribuindo para uma cena mais plural, descentralizada e conectada com as urgências do nosso tempo.

Que diálogo se estabelece entre o título da exposição e as obras, e como ele convida o público a construir suas reflexões ao longo desse percurso?

O título Corpo-coisa-planta-bicho funciona como uma sequência aberta, sem hierarquia, que sugere estados de existência em constante trânsito. Ele reflete diretamente o universo das obras, que borram fronteiras entre o humano, o objeto, o vegetal e o animal.

Ao percorrer a exposição, o público é convidado a construir suas próprias conexões entre essas categorias, percebendo como elas se atravessam, se contaminam e coexistem. O título não oferece uma chave de leitura fechada, mas um convite à experiência — sensorial, afetiva e reflexiva.

Simmons Colchões expande atuação no DF e anuncia mega showroom na Asa Norte

Glauter Suassuna, foto divulgação

Nova loja terá projeto sensorial assinado pelo arquiteto Glauter Suassuna e promete transformar a experiência de compra em uma imersão no “sono perfeito”.

A Simmons Colchões vai ampliar sua presença no Distrito Federal com a inauguração de um novo e moderno showroom na Asa Norte, em Brasília. Localizada na Quadra 708 Norte, a loja terá cerca de 200 metros quadrados e aposta em um conceito inovador que vai além da exposição tradicional de colchões.

O projeto de design é assinado por Glauter Suassuna, profissional com atuação em diversas regiões do Brasil, conhecido por criar ambientes que estimulam sensações e experiências. A proposta da nova unidade é transportar para dentro da loja o conforto e o acolhimento que os clientes buscam em casa.

A ideia é que o espaço funcione como uma imersão no universo do sono e do bem-estar. O showroom contará com ambientes temáticos inspirados em cenários como praia, casa de campo, regiões frias e quartos infantis, recriando situações do cotidiano e momentos de lazer. Tudo para ajudar o consumidor a se imaginar usando os produtos no dia a dia.

Um dos destaques do projeto é o espaço dedicado ao colchão Black, principal produto da marca. No subsolo, será criada uma “sala do sono perfeito”, pensada para simular a fase REM do sono. A experiência será personalizada: ao chegar à loja, o cliente poderá informar suas preferências musicais, que serão automaticamente reproduzidas no ambiente durante a visita, junto a cenários controlados por tecnologia e automação.

Mesmo com um pavimento térreo mais compacto, o colchão Black também ficará exposto na parte superior da loja, em um ambiente cenográfico que remete a um quarto de realeza. A proposta é reforçar a mensagem de conforto, exclusividade e valorização do cliente.

Segundo Antônio Vicente, à frente da marca Simmons, o objetivo é criar um espaço acolhedor e sensorial, capaz de transformar a compra em uma experiência marcante. A expectativa é que o novo showroom fortaleça a conexão emocional com o público e impulsione as vendas no mercado brasiliense.

Sobre a Kasa dos Colchões
Fundada em Brasília, a Kasa dos Colchões é referência no segmento de descanso e bem-estar no Distrito Federal. Liderada pelo empresário Antônio Júnior, a empresa construiu sua trajetória ao longo de mais de duas décadas, unindo resiliência, conhecimento técnico e atendimento consultivo. Com um portfólio que reúne marcas premium como Simmons, Epeda e Flex, a Kasa oferece soluções completas em colchões, camas, travesseiros e acessórios, sempre com foco na qualidade do sono e na saúde. Atualmente, conta com mais de 70 colaboradores e unidades estrategicamente localizadas na capital.

https://kasadoscolchoes.com/

Sobre a Simmons Park Sul
Com mais de 150 anos de história, a Simmons é uma das marcas mais respeitadas do mercado global de colchões premium, reconhecida por ser pioneira na tecnologia de molas ensacadas individuais. Presente em mais de 100 países, a marca combina tradição e inovação para oferecer produtos de alto desempenho. Em 2025, inaugurou em Brasília, no Park Sul, a primeira loja conceito da Simmons no Brasil, em parceria com o especialista Antônio Júnior, proporcionando uma experiência de compra personalizada e focada em conforto, saúde e bem-estar.

https://simmonsbrasilia.com.br/

Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília | MAB

Foto Gilberto Evangelista

Na última terça-feira, 28, o Museu de Arte de Brasília (MAB) realizou uma visita guiada exclusiva para convidados à exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, com mediação do curador Cláudio Pereira. A atividade proporcionou um percurso aprofundado pela mostra, que reúne obras do acervo do MAB e da Coleção Brasília – Acervo Izolete e Domício Pereira, articulando arte, memória e história na construção do imaginário da capital federal.

Durante a visita, os convidados puderam conhecer os principais eixos curatoriais da exposição, que propõe uma reflexão sensível e crítica sobre a noção de liberdade em suas dimensões estética, política, poética e histórica. O percurso parte do álbum “Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de Mário Fontenelle, e estabelece diálogos com obras de artistas fundamentais para a consolidação visual da Nova Capital, como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Athos Bulcão, Marianne Peretti, entre outros, além de produções contemporâneas.

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Cláudio Abrantes, a visita guiada reforça o papel do museu como espaço de preservação e difusão da memória da cidade. “O MAB é um espaço de celebração da arte contemporânea que conta a história da capital federal. Uma visita como essa, guiada pelo curador Cláudio Pereira, é um privilégio. Com conhecimento e sabedoria, ele nos apresenta a trajetória dessa cidade modernista, tombada como patrimônio histórico mundial”, afirmou.

Já o subsecretário de Patrimônio Cultural, Felipe Ramón, destacou o momento de renovação institucional vivido pelo museu. “Essa visita marca a renovação pela qual o Museu de Arte de Brasília está passando, por meio de obras que representam a relação de Brasília com as artes visuais e o design”, ressaltou.

Para o curador Cláudio Pereira, a visita representa um marco em sua trajetória no museu. “Esse momento é muito importante para o MAB, especialmente com as duas exposições que tive o privilégio de curar: ‘Diálogos da Modernidade’ e agora ‘Diálogos da Liberdade’. Contamos ainda com a doação da obra ‘Museu Imaginado’, do artista Carlos Bracher, que retrata a fachada do Museu de Arte de Brasília”, destacou.

A exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” permanece em cartaz até o dia 26 de fevereiro, reafirmando o compromisso do MAB com a preservação da memória artística, o estímulo ao pensamento crítico e a promoção de diálogos entre diferentes gerações e linguagens artísticas

EXPOSIÇÃO “NOSSOS BRASIS: ENTRE O SONHO E A REALIDADE” É PRORROGADA ATÉ 1º DE FEVEREIRO NA CAIXA CULTURAL BRASÍLIA 

‘O Mamoeiro’ (1925), Tarsila do Amaral | Pintura, óleo sobre tela, 65 x 70 cm

Mostra reúne 100 anos da história da arte brasileira em um encontro inédito de acervos

A exposição “Nossos Brasis: entre o sonho e a realidade”, em cartaz na CAIXA Cultural Brasília, foi prorrogada até 1º de fevereiro. Antes prevista para terminar em 18 de janeiro, a exposição permanece aberta ao público e apresenta um panorama de 100 anos da arte brasileira (1920–2020). Reúne 79 obras de 50 artistas em um encontro inédito de acervos provenientes do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Pela primeira vez, peças de instituições e coleções particulares são exibidas lado a lado, formando uma nova narrativa visual sobre o país. Pinturas, esculturas, tapeçarias, fotografias, instalações e objetos guiam o visitante por um século de produção artística, revelando um Brasil diverso, complexo e inventivo, entre utopias e realidades.

Diálogos entre tempos, linguagens e territórios 

O diferencial da mostra está tanto na reunião inédita dos acervos quanto nas conexões criadas entre períodos e linguagens. O percurso estabelece conversas entre o modernismo dos anos 1920 e a força da arte urbana contemporânea, cruzando elementos clássicos e populares, do ateliê à rua. Obras consagradas convivem com produções atuais, ampliando a compreensão sobre a identidade visual brasileira.

Três núcleos que se interconectam 

A curadoria de Denise Mattar, idealizada a partir do conceito artístico de Rafael Dragaud, organiza a exposição em três eixos que se interconectam:

Vozes dos Trópicos

Explora o imaginário que construiu a visão de um Brasil exuberante, atravessado por tensões entre natureza e colonização, beleza e violência, mito e crítica. Reúne obras de Tarsila do Amaral, Burle Marx, Beatriz Milhazes, Lygia Pape, Hélio Oiticica, Glauco Rodrigues, Denilson Baniwa, Ernesto Neto, Adriana Varejão, Rosana Paulino e outros.

Vozes da Rua

Retrata o Brasil popular e suas expressões coletivas: festas, rituais, cotidiano e cultura urbana. Obras de Di Cavalcanti, Heitor dos Prazeres, Djanira, Volpi, Portinari, Beatriz Milhazes, Eduardo Kobra e outros revelam a potência criativa que emerge do convívio social.

Vozes do Silêncio

Aborda temas íntimos e psicológicos, memória, espiritualidade, dor e exclusão, transformados em poesia visual. Estão presentes artistas como Maria Auxiliadora, Arthur Bispo do Rosário, Ismael Nery, Maria Lídia Magliani, Farnese de Andrade, Flávio Cerqueira, Vik Muniz e Nelson Leirner.

Experiência ampliada e acessível

A exposição também se destaca por sua proposta educativa e inclusiva, com recursos como audiodescrição, Libras, materiais táteis e visitas mediadas, além de oficinas profissionalizantes em comunidades.

Em seus últimos dias, “Nossos Brasis: entre o sonho e a realidade” reafirma sua relevância ao convidar o público a revisitar, ou descobrir, um século de arte brasileira sob novas perspectivas, em uma experiência plural que faz o Brasil pulsar em cores, formas e histórias.

A mostra é uma realização da CAIXA Cultural Brasília e da Agência Pira, com patrocínio da CAIXA e do Governo do Brasil.

Serviço:

Exposição: Nossos Brasis: entre o sonho e a realidade 

Local: CAIXA Cultural Brasília – SBS Q. 4 Lotes 3/4 – Asa Sul, Brasília – DF, 70092-900 

Galerias: Galeria Principal, Galeria Piccola I e Galeria Piccola II 

Período: 21 de outubro de 2025 a 01 de fevereiro de 2026 

Horários: terça a domingo, das 9h às 21h (segunda-feira fechado) 

Entrada: gratuita | Classificação indicativa: livre 

Acessibilidade: audiodescrição, Libras, materiais táteis e visitas mediadas

Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil 

Mais informações sobre toda a programação no perfil do Instagram ou no site da CAIXA Cultural Brasília.

MeMefolia: Humor, cultura e conversa no CCBB Brasília


Marcelo Tas (foto) é um dos convidados da MeMefolia, que traz ao CCBB Brasília uma programação com conversas e atividades práticas abertas ao público, abordando humor e cultura digital e integrando diferentes linguagens e perspectivas, foto Renato Nascimento.

Em fevereiro, a mostra Meme: no Br@sil da memeficação promove bate-papos e oficinas gratuitos com Malfeitona, Marcelo Tas, Pamella Anderson, Raquel Real e Viktor Chagas, ampliando o diálogo com o público a partir do humor e dos memes.

Vai começar a MeMefolia, o programa de bate-papos, entrevistas e oficinas que integra a mostra Meme: no Br@sil da memeficação, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. A partir de 31 de janeiro, o CCBB Brasília recebe Marcelo Tas, Malfeitona,Raquel Real, Clarissa Diniz, Ismael Monticelli, Viktor Chagas e Pamella Anderson, em uma programação gratuita voltada a crianças, jovens e adultos. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria ou no  site do CCBB. A visitação à exposição e a participação nas atividades são gratuitas. A classificação indicativa da mostra é livre; já as oficinas e os bate-papos possuem classificação variável, conforme a programação. Essas informações podem ser consultadas no site e na bilheteria do CCBB Brasília.

Entre reflexões sobre temas urgentes, como os limites do humor e a cultura digital, e práticas que acionam memórias coletivas, como tatuagens de chiclete e fantasias de carnaval, a programação convida o público a explorar o humor como ferramenta de criação, pensamento e convivência. Ao articular reflexão crítica e experiência prática, a MeMefolia transforma a visita à exposição em um espaço vivo de troca, experimentação e aprendizado.

A programação reúne nomes que ocupam posições centrais na reflexão e na prática do humor, da cultura digital e da comunicação no Brasil, ao mesmo tempo em que propõe atividades especialmente pensadas para o público infantil e familiar. Marcelo Tas, referência histórica do humor crítico e experimentação de linguagem na televisão e na educação; Malfeitona, artista que ganhou popularidade na internet ao transformar o traço precário e o “malfeito” em gesto criativo e linguagem visual para o corpo e para as redes; e Viktor Chagas, pesquisador pioneiro nos estudos sobre memes, democracia e cultura digital. Em paralelo, oficinas abertas a crianças, jovens e adultos convidam à criação de memesemojis e imagens improvisadas, reforçando o caráter lúdico, educativo e intergeracional e ampliando o acesso à linguagem do humor como forma de expressão.

Realizada durante o período de férias e às vésperas do carnaval, a iniciativa reforça o papel do CCBB como espaço educativo e de convivência cultural, em sintonia com a irreverência, a criatividade e o caráter coletivo dos memes e da cultura popular brasileira. Veja a seguir a programação do MeMefolia no CCBB Brasília.

Bate-papos e oficinas 

Tatuagem de chiclete

Oficina ministrada por | Malfeitona

Quando | 31/01, às 15h

Classificação indicativa | 14 anos +

Duração | 2 horas

Onde | Galeria 4

Vagas | 20 participantes

Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

Inspirada nas tatuagens de chiclete que marcaram a infância e a adolescência de muita gente, esta oficina propõe uma volta divertida a esse universo. Os participantes vão criar desenhos simples, coloridos e bem-humorados para transformar em tatuagens temporárias. A ideia é brincar com o corpo como suporte, resgatar a memória afetiva dos adesivos de chiclete e explorar, de forma leve e criativa, como a arte pode nascer do improviso e da imaginação cotidiana.

Vocês não estão prontos para essa conversa

Bate-papo com | Malfeitona, Pamella Anderson e Viktor Chagas

Quando | 31/01, às 17h30 

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Duração | 1h30

Onde | Galeria 4

Vagas | 90 participantes 

Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

Em um bate-papo sobre a linguagem e a estética dos memes, Viktor Chagas, coordenador do #MUSEUdeMEMES, se reúne com as artistas plásticas Helen Fernandes (Malfeitona) e Pamella Anderson, cujas obras integram o acervo da exposição MEME: no Br@sil da memeficação. A conversa, em tom descontraído, pretende recuperar um pouco das trajetórias das convidadas e refletir sobre seu processo criativo, explorando as articulações entre o humor, a crítica social, e a experimentação artística e visual tão presentes em suas obras. O tensionamento entre as fronteiras da arte e do cotidiano é central na expressão artística de Fernandes e Anderson, e herda da cultura digital o estilo provocativo, ambivalente e exagerado.

Monte o seu meme

Oficina ministrada por | Pamella Anderson

Quando | 01/02, às 15h

Classificação indicativa | Livre – menores de 12 anos acompanhados de responsável

Duração | 1 hora e 30 minutos

Onde | Galeria 4

Vagas | 20 participantes

Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

Nesta oficina, o público é convidado a criar memes com papel, lápis de cera, canetinhas e colagens, etc. Crianças, jovens e adultos experimentam processos rápidos de criação, nos quais a ideia nasce do acaso e da resposta imediata ao que está à mão. Ao transportar a lógica dos memes do ambiente digital para o espaço físico, a atividade explora o humor e a potência expressiva do improviso, aproximando a prática artística da dinâmica espontânea e coletiva das redes sociais.

Humor na era do coach

Bate-papo com | Raquel Real, Clarissa Diniz e Ismael Monticelli

Quando | 07/02, às 16h

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Duração | 1 hora e 30 minutos

Onde | Galeria 4

Vagas | 90 participantes

Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

O encontro discute como memes e conteúdos humorísticos expõem as contradições do discurso da produtividade, da autoajuda e da meritocracia que circulam nas redes sociais. Entre risadas e ironias, a conversa mostra como o humor pode questionar modelos de sucesso impostos pelo neoliberalismo, criando brechas de crítica e alívio coletivo diante da pressão do “faça mais, seja mais”.

Humor e política

Bate-papo com | Marcelo Tas, Clarissa Diniz e Ismael Monticelli 

Quando | 07/02, às 18h

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Duração | 1 hora e 30 minutos

Onde | Galeria 4

Vagas | 90 participantes

Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

A partir da trajetória de Marcelo Tas entre o humor, a televisão, o jornalismo e a ficção, o encontro debate as relações históricas entre humor e política no Brasil. A conversa aborda o papel do riso na comunicação pública, a tensão entre ficção e documentário e o humor como ferramenta de crítica, mediação e disputa de narrativas em diferentes contextos.

Fábrica de emojis

Oficina ministrada por | Clarissa Diniz

Quando | 08/02, às 15h

Classificação indicativa | Livre | menores de 12 anos acompanhados de responsável

Duração | 1 hora e 30 minutos

Onde | Galeria 4

Vagas | 20 participantes

Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

O público é convidado a inventar e personalizar seus próprios emojis, usando materiais variados como papel, tecidos, tintas e colagens. A proposta é transformar símbolos digitais em objetos palpáveis, estimulando a imaginação e o humor. Crianças, jovens e adultos poderão experimentar novas formas de expressão, dando corpo e textura aos ícones que usamos todos os dias nas telas.

SOBRE OS MINISTRANTES 

Marcelo Tas é comunicador e educador. A ênfase do trabalho dele está em explorar as fronteiras da linguagem nas várias mídias onde atua. Entre suas obras destacam-se: o repórter ficcional Ernesto Varela; as séries Rá-Tim-Bum (TV Cultura); CQC (Band) e o reality Batalha Makers (Discovery). Na área da educação, Tas coordenou a criação do Telecurso (Fundação Roberto Marinho/ TV Globo) e games interativos para o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo; e para o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Na Internet, tem cerca de 10 milhões de seguidores. Em 2023, teve um dos seus trabalhos incluídos na Signals, uma retrospectiva histórica entre artistas que contribuíram para expandir a linguagem da tecnologia do vídeo no MoMA – Museu de Arte Moderna, em Nova York. Atualmente, Marcelo Tas é apresentador do programa Provoca e comentarista do Jornal da Culturaambos da TV Cultura; é Associado Notável da I2AI (International Association of Artificial Inteligence) e Membro do Conselho Consultivo na Fundação Osesp – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Malfeitona é uma artista soteropolitana, graduada em Engenharia Mecânica e mestre em Comunicação e tecnologia. Malfeitona encontrou nas artes visuais sua verdadeira voz ao subverter os padrões estéticos do mercado com o conceito de “Tatuagem Peba”. Ao abraçar o traço cru, simplista e visceral — que remete a rabiscos de caderno e ao humor ácido —, ela transformou o “malfeito” em um manifesto contra a perfeição técnica, provando que a arte reside na conexão e na sinceridade da expressão. Como artista multiplataforma, também atua nas áreas de ilustração, design e música, além de uma forte presença no conteúdo digital, onde utiliza sua inteligência para discutir política e cultura de forma leve e crítica. Malfeitona também ministra aulas, cursos e palestras em suas áreas de atuação, consolidando-se como uma das figuras mais disruptivas da cena contemporânea brasileira.

Raquel Real é comediante, repórter e roteirista. Apresentou o Jornal do Meme e o Vox para o canal TNT, foi roteirista do programa A Culpa é do Cabral do Comedy Central, além de ser também a repórter e primeira “cara” do digital do canal. Foi chefe de roteiro da segunda e terceira temporada do LOL Brasil da Amazon Prime. Nos palcos, Raquel já rodou com seus personagens mais conhecidos na internet como A Coach, e A Diaba. Suas redes sociais somam mais de milhões de views com seus vídeos de humor e notoriedade com suas publicidades criativas.

Viktor Chagas é professor associado do Departamento de Estudos Culturais e Mídia e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF). É bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É membro do comitê gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD). Doutor em História, Política e Bens Culturais pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (Cpdoc-FGV), com estágio pós-doutoral em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tem experiência em investigações na área da Comunicação Política, em especial na interface entre cultura política e cultura digital, métodos digitais, desinformação e discurso de ódio, violência política em plataformas digitais, ativismo digital, operações de influência, participação online, humor e democracia, entre outros temas. É líder do Laboratório de Pesquisa em Comunicação, Culturas Políticas e Economia da Colaboração (coLAB/UFF), e coordenador do projeto de extensão universitária #MUSEUdeMEMES. Autor e editor das coletâneas A Cultura dos Memes (2020) e A Cultura dos Memes no Brasil (2024), ambas publicadas pela Edufba.

Pamella Anderson é artista e tem, na pintura, seu principal interesse de pesquisa. Aspectos da contemporaneidade são retratados através de fragmentos do cotidiano, geralmente associados a cultura de massa e da internet e seus impactos sociais e políticos. Por meio de uma linguagem pop, Pamella capta os meandros do comportamento e humor brasileiros nas redes, apropriando-se de memes e peculiaridades típicas da linguagem digital, seja para “chorar de rir ou “rir para não chorar”.

SOBRE A MOSTRA MEME: NO BR@SIL DA MEMEFICAÇÃO

Em exibição até 1º de março de 2026, a mostra ocupa as galerias 3 e 5 e o Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília, Meme: no Br@sil da memeficação reúne mais de 800 obras de 200 artistas e produtores de conteúdo digital. A exposição investiga os memes como linguagem, crítica, expressão de afetos coletivos e forma de produção estética. Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli e colaboração do perfil @newmemeseum, a exposição percorre manifestações que emergem tanto das ruas quanto das redes sociais, acompanhando como elas se reinventam no ambiente digital e revelam, de modo inventivo, as maneiras pelas quais o Brasil se narra e se transforma coletivamente

Organizada em cinco núcleos temáticos — Ao pé da letraA hora dos amadoresDa versão à inversãoO eu proliferado e Combater ficção com ficção —, e tendo como prólogo o espaço tátil Alisa meu pelo e como epílogo Memes: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam?, a mostra apresenta cenografia imersiva e uma ampla diversidade de linguagens: vídeos, neons, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas, objetos, backlights, instalações sonoras e experiências interativas.

A exposição MEME: no Br@sil da memeficação oferece aos visitantes a oportunidade de explorar um tema que merece atenção: a cultura dos memes. A mostra se destaca por abordar a memificação, o humor e a comédia — aspectos que permeiam nossa comunicação e sociedade, mas que ainda carecem de estudos e debates aprofundados. Apesar da ampla utilização dessa linguagem, poucas instituições se dedicam à pesquisa sobre o tema, como o Museu de Memes da Universidade Federal Fluminense, no âmbito acadêmico. Diante disso, a exposição se propõe a ser um espaço de reflexão sobre essa linguagem contemporânea, incentivando discussões críticas e políticas sobre sua importância, bem como suas implicações éticas.

•O objetivo é que os visitantes encontrem na exposição uma análise abrangente da memificação, que reflita o humor e a forma como o Brasil lida com sua realidade, seu cotidiano e seu país. A mostra aborda questões políticas, críticas e éticas relacionadas aos memes, ao mesmo tempo em que busca uma estética que dialogue com o universo das redes sociais e do espetáculo, incorporando elementos visuais e sensoriais atrativos”, afirma o curador.

A visitação ocorre de terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada nas galerias até as 20h40. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso na bilheteria ou pelo site do CCBB,, e a classificação indicativa é livre. 

SOBRE OS CURADORES

Clarissa Diniz é curadora, escritora e professora em arte com 20 anos de carreira. Professora da Escola de Belas Artes da UFRJ, foi uma das primeiras curadoras brasileiras a incluir memes em exposições. Realizou curadorias em importantes instituições, como o Museu de Arte do Rio, a Pinacoteca de São Paulo e o Museu de Artes de São Paulo – Masp. Ao longo de sua carreira, já realizou curadorias de exposições como: Contrapensamento selvagem (cocuradoria com Cayo Honorato, Orlando Maneschy e Paulo Herkenhoff. Instituto Itaú Cultural, São Paulo); O abrigo e o terreno (cocuradoria com Paulo Herkenhoff. Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2013); Ambiguações (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 2013); Todo mundo é, exceto quem não é – 13ª Bienal Naifs do Brasil (SESC Piracicaba, 2016, e Sesc Belenzinho, 2017); Dja Guata Porã – Rio de Janeiro Indígena (cocuradoria com Sandra Benites, Pablo Lafuente e José Ribamar Bessa, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2017); Rio do samba: resistência e reinvenção (cocuradoria com Evandro Salles, Marcelo Campos e Nei Lopes, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2018) e À Nordeste (cocuradoria com Bitu Cassundé e Marcelo Campos, Sesc 24 de Maio, São Paulo, 2019). Raio-que-o-parta: ficções do moderno no Brasil (cocuradoria com Raphael Fonseca, Fernanda Pitta, Aldrin Figueiredo, Marcelo Campos, Divino Sobral e Paula Ramos, Sesc 24 de maio, 2022) e Histórias Brasileiras (cocuradoria com Adriano Pedrosa, Lilia Schwarcz, Sandra Benites, Isabella Rjeille, Amanda Carneiro, André Mesquita, Guilherme Guifrida, Glacea Britto, entre outros, Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, 2022). Entre 2006 e 2015, foi editora da revista Tatuí, principal revista de crítica de arte brasileira, de viés experimental. Publicou inúmeros catálogos e livros.

Ismael Monticelli é artista multimídia. Sua pesquisa de doutorado, concluída em 2022, enfocou a relação entre arte, internet e redes sociais. Foi contemplado pelo programa Retomada Artes Visuais (2023), da Fundação Nacional de Artes – Funarte. Recebeu o 7º Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça (2019), o mais importante prêmio para artistas em atuação no Brasil. Também foi um dos três artistas selecionados para a Bolsa ProHelvetia de Residência para Artistas Sul-Americanos, realizada na La Becque Résidence d’Artistes, La Tour-de-Peilz, Suíça (2019). Realizou residência no Institute of Contemporary Arts de Singapura, desenvolvendo um trabalho com parte da coleção da instituição. Participou da 14ª e da 10ª Bienal do Mercosul (2025 e 2015). Entre 2022 e 2023, seu trabalho foi destacado pelo The Guardian, pela Apollo Magazine e pela Ocula Magazine, durante sua participação na exposição Horror in the Modernist Block(curadoria de Melanie Pocock, Ikon Gallery, Birmingham, Reino Unido). Realizou diversas exposições individuais, como O teatro do terror (Casa França-Brasil, Rio de Janeiro, 2025; Museu Nacional da República, Brasília, 2024); O que sobrenada, sobrenada no caos(curadoria de Clarissa Diniz, Portas Vilaseca Galeria, Rio de Janeiro, 2022). Participou de diversas exposições coletivas no Brasil e em países como Reino Unido, Estados Unidos, Suíça e Singapura. Tem doutorado em Arte e Cultura Contemporânea – Arte, Imagem e Escrita (UERJ, 2022), mestrado em Artes Visuais – Processos de Criação e Poéticas do Cotidiano (UFPel, 2014) e bacharelado em Artes Visuais (UFRGS, 2010).

Colaboração | Perfil de Instagram New Memeseum

O @newmemeseum foi criado no final de julho de 2020 e conta com quase meio milhão de seguidores. Uma das principais motivações de sua criação foi o desejo de refletir, com humor e ironia, sobre os mecanismos adotados para sobreviver no/ao mundo da arte e, também, sobre os mecanismos que o mundo da arte nos impinge. O perfil realizou a ocupação virtual Combater ficção com ficção, no projeto ofício:web, do Sesc Pompeia, São Paulo, que ficou em cartaz de julho a agosto de 2021. Participou da terceira edição do programa Pivô Satélite, São Paulo, intitulada Sexo, mentiras e videotape, com curadoria de Raphael Fonseca e com a proposta Panorama Botijão da Arte Brasileira. Além disso, o trabalho do perfil já foi destacado pelos jornais Folha de São Paulo e O Globo

SOBRE O CCBB BRASÍLIA 

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins onde são realizadas exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

SOBRE A BB ASSET

A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,7* trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 17,5% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento.

A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural.

*Dados do ranking da ANBIMA de setembro de 2025

MEME: no Br@sil da memeficação é uma produção da Patuá Produções, com patrocínio do Banco do Brasil e BB Asset. Depois da temporada de Brasília, a exposição será apresentada em Belo Horizonte (março a junho de 2026) e Rio de Janeiro (agosto a novembro de 2026).

Serviço:

MeMefolia

Programação da mostra MEME: no Br@sil da memeficação

Bate-papos e oficinas 

Com Marcelo Tas, Malfeitona, Raquel Real, Viktor Chagas e Pamella Anderson, além dos curadores Clarissa Diniz e Ismael Monticelli

Quando | 31/01, 01/02, 07/02 e 08/02

Acesso | Gratuito, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

Classificação Indicativa | disponível no site bb.com.br/cultura

Exposição |MEME: no Br@sil da memeficação

Curadoria| Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, com a colaboração do @newmemeseum

Visitação | De 2 de dezembro de 2025 a 1º de março de 2026  

                    Terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada na galeria até as 20h40

Acesso | Gratuito, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

Classificação Indicativa | Livre

CCBB Brasília

Funcionamento: aberto de terça a domingo, das 9h às 21h

Endereço: SCES Trecho 2, Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Esportivos Sul – Brasília – DF

Fone: (61) 3108-7600

E-mail: ccbbdf@bb.com.br

Site: bb.com.br/cultura

Facebook/Instagram: @ccbbbrasilia

YouTube: bancodobrasil

TikTok: @ccbbcultura

Sussurros | Coletiva de acervo + convidados | Curadoria de Emerson Dionisio de Oliveria

Foto divulgação

Mostra reúne mais de cem obras em pequeno formato e convida o público a uma experiência de escuta sensível, em que os sentidos emergem dos diálogos sutis entre trabalhos do acervo e artistas convidados

No dia 24 de janeiro, das 16h às 20h, a Referência Galeria de Arte abre ao público a mostra “Sussurros”, projeto curatorial de Emerson Dionísio de Oliveira que reúne obras em pequeno formato de artistas integrantes do acervo da galeria e de convidados. A exposição convida o público a uma experiência de escuta sensível e imaginativa, na qual as obras dialogam de forma sutil e não monumental, e o sentido emerge da atenção às relações e percepções entre elas, mais do que de significados explícitos ou revelações objetivas.

 

Em exibição até 14 de março, a mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 14h. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos. A Referência Galeria de Arte está localizada na CLN 202, Bloco B, Loja 11, Subsolo, Asa Norte, Brasília (DF). Telefone: +55 (61) 3963-3501; WhatsApp: +55 (61) 98162-3111. Instagram: @referenciagaleria.

 

A reflexão proposta pela mostra parte do livro Uma Noite no Museu, de Milan Trenc, e de sua adaptação cinematográfica, evocando a ideia de que esculturas, pinturas e outros objetos museológicos ganham vida quando não são observados. Essa narrativa é associada à metáfora da “vida social das coisas”, formulada pelo antropólogo Arjun Appadurai, aplicada ao universo da arte. A partir dessa referência, o projeto convida o público a imaginar não apenas a vida noturna das obras, mas também seu comportamento durante o dia, diante do olhar do visitante. Nesse contexto, as obras são pensadas como entidades que se relacionam entre si, estabelecendo aproximações e distanciamentos, “sussurrando” umas às outras e construindo sentidos coletivos que ganham vida na imaginação do observador.

 

“O que as obras sussurram umas para as outras? O sussurro é da ordem da intimidade, do afeto. Não raro, da malícia. Boas e más notícias podem ser sussurradas para construir laços decisivos ou alianças provisórias.”
Emerson Dionísio de Oliveira, curador

 

“Sussurros” se fundamenta na noção de “(des)coleção”, segundo a qual, na contemporaneidade, cada obra precisa estar apta a circular entre coleções, acervos e curadorias, conectando-se e se desvinculando continuamente de outras peças. Esse movimento revela tanto sua versatilidade quanto os aspectos de sua trajetória e história singulares. Para esta pesquisa curatorial, Emerson Dionísio reuniu mais de cem obras — em sua maioria pertencentes ao acervo da Referência — produzidas por mais de trinta artistas, compondo um mosaico de “murmúrios”.

 

O curador propõe uma exposição em que as obras constroem alianças provisórias por afinidade, adaptando-se a outros trabalhos e espaços para além das intenções originais de seus criadores. Seja na calada da noite ou durante o período expositivo, as obras se conhecem, partilham segredos e sussurram pelas bordas, frestas e ruídos. Trata-se de um jogo poético que busca instigar o público a também sussurrar para as obras.

 

A exposição se estrutura como um work in progress, permitindo a substituição de obras ao longo do período expositivo. “Sussurros” foi montada com a participação dos alunos do curso “Montagem: a condição expositiva”, realizado durante o processo de produção da mostra. A iniciativa propõe um percurso dialógico que privilegia menos a individualidade de cada obra e mais a força do conjunto apresentado.

 

Participam da exposição artistas do acervo da Referência: Adriana Rocha, Alessandra França, Alex Červený, André Santangelo, Arthur Piza, Camila Soato, Carlos Vergara, Clarice Gonçalves, Courinos, David Almeida, Diô Viana, Fernando Leite, Galeno, Gui da Cei, João Angelini, José Roberto Bassul, Julio Lapagesse, Karina Dias, Léo Tavares, Luciana Paiva, Luiz Aquila, Luiz Mauro, Marcelo Câmara, Márcio Borsoi, Osvaldo Gaia, Pitágoras, Rafael Vicente, Raquel Nava, Rodrigo Godá, Rodrigo Zeferino, Rogério Ghomes, Samatha Canovas e Veridiana Leite. Participam ainda, como convidadas especiais, Anace Lima Luisa Günther.

 

Sobre o curador

Emerson Dionísio de Oliveira é historiador da arte, doutor em História pela Universidade de Brasília (UnB) e professor do Departamento de Artes Visuais da mesma instituição. Foi diretor do Museu de Arte Contemporânea de Campinas (SP) e editor das revistas Em Tempo de HistóriasMuseologia e Interdisciplinaridade e VIS. Atualmente, é editor da revista MODOS. História da Arte.

 

É autor de Museus de Fora (2010) e organizador de publicações como Instituições da Arte (2012), Histórias da Arte em Exposições (2015), Histórias da Arte em Coleções (2016), Histórias da Arte em Museus (2020), Musealização da Arte (2023) e Políticas da Diferença: colaborações, cooperações e alteridades na arte (2024).

 

Sobre a Referência Galeria de Arte

Fundada em 25 de novembro de 1995 por Onice Moraes e José Rosildete de Oliveira, a Referência Galeria de Arte iniciou sua trajetória com uma exposição inédita de Amilcar de Castro em Brasília. Ao longo de seus 30 anos de atuação, realizou mostras de artistas consagrados, como Athos Bulcão, Carlos Vergara e Claudio Tozzi, além de apresentar jovens artistas que hoje ocupam lugar de destaque na cena contemporânea.

 

Desde 2004, Paulo Moraes de Oliveira integra a sociedade, participando da administração e das decisões estratégicas da galeria. A Referência atua na promoção de artistas em diferentes estágios de carreira, com especial atenção à produção de Brasília e do Centro-Oeste, reafirmando seu compromisso com a diversidade, a representatividade e o fortalecimento do sistema da arte fora dos eixos hegemônicos.

 

Em 2026, a galeria dá continuidade aos projetos iniciados em 2025, como os cursos livres e as mostras de acervo, e aprofunda o diálogo com instituições de arte para a realização de exposições de artistas representados. A programação expositiva do ano já está definida, com exposições de maior duração, visando ampliar e qualificar a experiência de visitação. Além das atividades em sua sede, a Referência desenvolve projetos externos em importantes instituições culturais do país, reafirmando sua atuação para além do espaço físico e seu compromisso com a circulação da arte contemporânea.

 

Serviço:

“Sussurros”

Mais de 100 obras de 30 artistas visuais em pequenos formatos

Curadoria | Emerson Dionísio de Oliveira

Montem com assistência dos alunos do curso livre da Referência “Montagem: a condição expositiva”

Sala Principal e Sala Acervo

Abertura | 24/01/2026, das 16h às 20h

Visitação | Até 14/03/2026

                    De segunda a sexta, das 10h às 19h

                    Sábado, das 10h às 14h

Entradas | Gratuita

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Onde | Referência Galeria de Arte

Endereço | CLN 202 Bloco B Loja 11 Subsolo

                     Asa Norte – Brasília – DF

Telefone | +55 (61) 3963-3501

WhatsApp | +55 (61) 981623-111

E-mail| referenciagaleria@gmail.com

Facebook | @referenciagaleria

Instagram | @referenciagaleria

Site www.referenciagaleria.com.br

Menos reformas, mais conforto: tendência muda a forma de comprar imóveis no Brasil

Foto divulgação

Tendência cresce no mercado da construção civil ao oferecer praticidade, personalização e alto valor agregado; Brasal Incorporações já adota o modelo em empreendimentos como o Reserva Mykonos

O mercado da construção civil vive uma transformação impulsionada pelo comportamento do consumidor: a busca por imóveis que ofereçam praticidade, conforto imediato e zero dor de cabeça após a entrega. Esse movimento deu força ao conceito easy home, onde o  “pronto para morar”  vem ganhando espaço entre construtoras e incorporadoras em todo o país. 

A tendência se baseia em entregar apartamentos totalmente preparados para morar, com itens que vão além do padrão tradicional. Ar-condicionado instalado, cortinas, luminárias, móveis planejados, boxe espelhos nos banheiros,  além de detalhes práticos e decorativos, compõem os chamados kitsfacilitadores de mudança. O objetivo é permitir que o cliente receba as chaves e possa se mudar praticamente no mesmo dia, sem enfrentar reformas, instalações elétricas, ajustes ou contratações adicionais.

O crescimento desse novo comportamento está diretamente ligado à mudança no estilo de vida dos compradores, que priorizam experiências rápidas e eficientes, especialmente em cidades grandes. A tendência também vem sendo impulsionada por um público mais jovem, investidores e famílias que preferem soluções completas e de alto padrão, sem demandar tempo extra com acabamentos.

Atenta às novas demandas, a Brasal Incorporaçõesjá incorpora o modelo em seu portfólio. No empreendimento Reserva Mykonos, residencial de alto padrão localizado no Setor Noroeste, por exemplo, já conta com uma unidade com armários instalados nos quartos, banheiros, cozinha e área de serviço, ar-condicionado em todos os pontos, cortinas na sala e nos quartos, além de kits de banheiro e box em blindex.  

“A iniciativa atende a uma demanda crescente de clientes que desejam se mudar rapidamente e que, caso dependessem da instalação de fornecedores, especialmente de armários planejados, teriam um prazo adicional de pelo menos 60 dias. Ter a oportunidade de oferecer um empreendimento pronto para morar é um super diferencial. A proposta reforça o nosso compromisso em unir qualidade construtiva e inovação gerando sempre a melhor experiência”, afirma Marcos Thadeu, gerente comercial da Brasal Incorporações.

Com a consolidação desse novo produto, o setor da construção civil avança para um modelo que valoriza a entrega inteligente, a personalização controlada e a satisfação imediata do cliente, tendências que devem se fortalecer ainda mais nos próximos anos.

CAIXA CULTURAL BRASÍLIA RECEBE A EXPOSIÇÃO “O REINADO DO RISO”

Boneca Nordestina, de Sílvio Botelho.

Mostra explora o humor presente nas manifestações das culturas populares

De 19 de janeiro a 29 de março de 2026, a exposição “O Reinado do Riso” apresenta, na CAIXA Cultural Brasília, diversas obras que revelam a presença do riso e da comicidade nas festas e brincadeiras populares brasileiras. Com entrada gratuita, a mostra é resultado do Acordo de Cooperação Técnica entre a CAIXA e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para viabilizar exposições, palestras, eventos educativos e ações inclusivas.

A exposição reúne textos, uma incrível coleção de fantasias, mamulengos, fantoches, esculturas em madeira, pinturas e fotografias para mostrar como o riso e a brincadeira ajudam a manter vivas múltiplas tradições populares, como Carnaval, Folia de Reis, Bumba meu Boi, circo, teatro de bonecos, literatura de cordel, entre outras. Além disso, a mostra evidencia como a comicidade pode ser uma forma de denúncia, resistência e crítica.

O Reinado do Riso tem curadoria do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), unidade especial do Iphan, e foi realizada em 2012, no Museu de Folclore Edison Carneiro do CNFCP, no Rio de Janeiro. Nesta remontagem com nova expografia, após passar por Brasília, a mostra seguirá itinerante até fevereiro de 2028, passando pelas unidades da CAIXA Cultural de Recife, Fortaleza, Salvador, Belém, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.

A abertura da exposição e o lançamento do Acordo de Cooperação Técnica com o Iphan serão realizados no dia 19 de janeiro, às 19h, na CAIXA Cultural Brasília, com entrada gratuita. O evento contará com a presença de representantes de ambas as instituições.

Serviço:

[Exposição] O Reinado do Riso

Local: CAIXA Cultural Brasília – Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4 – Brasília (DF).

Abertura: 19 de janeiro de 2026, às 19h.

Visitação: de 20 de janeiro a 29 de março de 2026.

Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 21h.

Entrada gratuita

Estacionamento: disponível gratuitamente de terça a sexta, a partir das 18h, e aos finais de semana e feriados, durante todo o dia.

Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos

Revisão e Direção Curatorial: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan).

Planejamento e viabilização: CAIXA

Direção executiva e supervisão técnica: CAIXA Cultural Brasília.

Produção e expografia: A Pilastra.

Transporte especializado: ArtBrasil Cargo.

Mais informações sobre toda a programação no perfil do Instagram ou no site da CAIXACultural Brasília.

EXPOSIÇÃO “CÉU TOMBADO” PROPÕE NOVO OLHAR SOBRE BRASÍLIA PELAS LENTES DE BRUNO STUCKERT

A exposição Céu Tombado, do fotógrafo brasiliense Bruno Stuckert, convida o público a observar Brasília de uma perspectiva pouco usual: de baixo para cima. Em cartaz até fevereiro no mezanino da Livraria Travessa, no Casapark, a mostra apresenta uma série fotográfica que evidencia o horizonte aberto e a luz intensa como elementos que compõem a arquitetura invisível da capital federal, crédito: GêmeosFotografia

Mostra fica em cartaz no mezanino da Livraria Travessa, no Casapark, até fevereiro

O título da exposição faz referência ao tombamento do Plano Piloto e amplia o conceito de patrimônio ao incluir o céu como parte essencial do projeto urbanístico idealizado por Lúcio Costa. Presente de forma marcante na paisagem da cidade, o céu de Brasília surge como protagonista nas imagens de Stuckert, revelando relações sutis entre espaço, arquitetura e percepção.

Artista visual com trajetória iniciada no fotojornalismo, transita hoje pela fotografia contemporânea, desenvolvendo projetos autorais que exploram narrativas não literais. Em suas séries mais recentes, o artista trabalha a construção de realidades por meio de interferências na paisagem e na própria fotografia, criando experiências de contemplação, imersão e diálogo com o espectador.

Com estética minimalista e composições equilibradas, Stuckert investiga as relações entre o indivíduo e o ambiente urbano, especialmente em Brasília, sua cidade natal. Céu Tombado reafirma esse olhar sensível e autoral, propondo uma reflexão poética sobre a cidade, o espaço e aquilo que, muitas vezes, passa despercebido no cotidiano.

Sobre Alvor

Parceira no projeto, Alvor é um studio de marketing brasileiro comprometido em entregar soluções que equilibram direção criativa e performance. Contribui com marcas e empresas que precisam de uma atenção personalizada para atender suas necessidades de marketing e comunicação.

Serviço:

Exposição Céu Tombado – Bruno Stuckert

Local: Mezanino Livraria Travessa, Casa Park 

Dia: Até 17 de fevereiro 

Horário: das 10h às 22h

Entrada: gratuita

Liquidecora Casapark + Mostra de Decoração | Onde arte e design constroem identidade

Foto divulgação

De 16 de janeiro a 22 de fevereiro, o Casapark realiza a primeira edição do Liquidecora Casapark 2026, reunindo descontos de até 50% em móveis, objetos e acessórios de decoração. Com o conceito “Liquidecora: Sua casa, sua cara com até 50% off”, a campanha convida o público a transformar os ambientes do lar aproveitando vantagens como frete grátis, pronta-entrega e condições especiais de pagamento. É a oportunidade ideal para renovar a casa com estilo, economia e produtos de qualidade.

Paralelamente à campanha promocional, acontece, na Praça Central, a Mostra Liquidecora + Casapark Prime 2026, com ambientes assinados por seis escritórios de arquitetura e design de interiores convidados pelo programa de relacionamento do shopping, referência em mobiliário e complementos para a casa.

Participam da mostra Cecília Herculano, responsável pelo Quarto de Casal; Renata Ciccarini, que assina o Home Office; o Studio Freijó — formado por Natalie Tramontini e Thalita Gonçalves — à frente do Living do Colecionador; e o Studio Vanguarda, representado por Matheus Silva, com a Sala de Estar. O Loft de Solteiro é assinado pela Traama Arquitetura, com Ana Luiza Veloso e Amanda Saback, enquanto o Espaço Gourmet fica sob responsabilidade da Orla Arquitetura, formada por Isabella Souza e Carla Monza.

Um dos destaques da edição é o Living do Colecionador, que apresenta soluções alinhadas a uma das tendências mais relevantes da arquitetura de interiores contemporânea. “A Mostra Liquidecora + Casapark Prime é dinâmica e nos permite inovar, incorporando espaços que refletem as novas formas de morar dos brasileiros”, afirma Carol Valença, gerente de marketing do Casapark. “Nesta edição, incluímos o Living do Colecionador, uma tendência mundial que cresce com velocidade surpreendente no Brasil.”

A arte como conceito e forma de expressão atravessa todos os ambientes da mostra, seja por meio de obras, seja na concepção dos espaços. Integrada aos projetos de interiores, ela amplia o significado dos ambientes e cria diálogos entre forma, função, materiais e luz. Essa presença fortalece a identidade dos projetos e promove experiências mais sensíveis, acolhedoras e conectadas ao modo de viver contemporâneo.

 Serviço:

Mostra Liquidecora + Casapark Prime 2026

Onde | Praça Central do Casapark

Visitação | de 16/01/2026 a 22/02/2026 

                    De segunda a sábado, das 10h às 22h

                    Domingo, das 12h às 20h

Entrada | Gratuita

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Redes sociais | @casapark

Endereço | SGCV Lote 22, Park Sul – Brasília

Telefone | (61) 3403-5300

Uma história da arte brasileira: exposição é programa imperdível para férias no CCBB Brasília

Obra de CARLOS SCLIAR, foto Vicente de Mello

Com cerca de cem obras do acervo do MAM Rio, mostra é um convite para toda a família percorrer momentos decisivos da arte moderna e contemporânea brasileira

Em cartaz até 8 de fevereiro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília, em parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), a exposição Uma história da arte brasileira se consolida como uma excelente opção cultural para o período de férias. Com classificação livre e acesso gratuito, a mostra oferece ao público de todas as idades um amplo e instigante panorama da arte brasileira dos séculos 20 e 21, reunindo cerca de cem obras de um dos acervos mais importantes do país.

Instalada no térreo e no subsolo da Galeria 1 do CCBB Brasília, a exposição propõe um percurso acessível e envolvente pela história da arte moderna e contemporânea no Brasil, apresentando obras que dialogam com diferentes gerações, linguagens e contextos históricos. Pinturas, esculturas, fotografias, gravuras e trabalhos conceituais permitem uma experiência rica tanto para quem já tem familiaridade com artes visuais quanto para visitantes que aproveitam as férias para um primeiro contato com esse universo.

Ao propor um panorama amplo e sensível da produção artística brasileira, a exposição se estrutura como um convite à descoberta, ao diálogo entre gerações e à formação do olhar, especialmente em um período de férias em que o público busca experiências culturais compartilhadas. 

Para Pablo Lafuente, diretor artístico do MAM Rio e um dos curadores da mostra, o recorte apresentado vai além de uma leitura cronológica e se afirma como uma experiência de aproximação com a arte e com o país. “A exposição oferece um percurso completo pela história da arte moderna e contemporânea brasileira, reunindo obras fundamentais de artistas que, ao longo dos últimos 100 anos, redefiniram o que a arte pode expressar, provocar e nos fazer sentir”sugere. “As criações dos artistas, com linguagens tão diversas quanto acessíveis, nos contam histórias, estimulam nossa imaginação e promovem novas maneiras de perceber o mundo ao nosso redor”, garante.

O conjunto apresentado reúne nomes essenciais da arte brasileira, como Alberto da Veiga Guignard, Amílcar de Castro, Angelo Venosa, Beatriz Milhazes, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Hélio Oiticica, Leonilson, Lúcia Laguna, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Sebastião Salgado, Sérgio Camargo, Thiago Martins de Melo, Tomie Ohtake, Tunga, entre outros. As obras estão organizadas em cinco núcleos cronológicos que atravessam o Modernismo, o Abstracionismo e o Concretismo, as experimentações das décadas de 1960 e 1970, a pluralidade da produção a partir dos anos 1980 e, por fim, um recorte potente da fotografia brasileira contemporânea.

Além da visita à exposição, o público de férias também pode participar das ações do programa educativo do CCBB, que amplia a experiência cultural com atividades inclusivas e interativas. No dia 30 de janeiro, será realizada a Vivência em Libras na exposição, encontro que integra pessoas surdas e ouvintes, por meio da arte e da cultura. Realizada de segunda a domingo, Educativo CCBB propõe experiências dinâmicas, como visitas mediadas às exposições, jogos teatrais, narração de histórias e jogos de mesa, incluindo a presença de um intérprete de LIBRAS em encontros semanais, reforçando o compromisso do CCBB com a acessibilidade e a diversidade de públicos.

Ao unir relevância histórica, diversidade de linguagens, ações educativas e entrada gratuita, Uma história da arte brasileiraconvida crianças, jovens e adultos a descobrir, juntos, como a arte ajuda a imaginar, compreender e sentir o Brasil.

Sobre o MAM Rio

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro promove experiências participativas e inclusivas a partir da arte. Fundado em 1948 com a premissa de ser um museu-escola, é referência como plataforma de criação e formação para artistas e públicos, alcançando diferentes gerações e territórios. O MAM Rio é responsável por um extenso acervo de arte moderna e contemporânea, com focos na arte brasileira e em fotografia. Atualmente, abriga três coleções de artes visuais, com um total de cerca de 16 mil obras.

As exposições do MAM Rio propõem relações entre artistas de diferentes gerações, conectando passado e presente em todas as linguagens e manifestações, pautados por temáticas diversas e equitativas do mundo e do fazer artístico. 

O prédio do MAM Rio no Parque do Flamengo, desenhado por Affonso Eduardo Reidy e com jardins projetados por Roberto Burle Marx, virou referência para a arquitetura mundial. O museu e seu entorno oferecem um espaço de convivialidade e experimentação que impulsiona processos de troca, circulação, vivências e cultura.

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Localizado no Edifício Tancredo Neves, o prédio é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico de autoria de Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, é oferecido o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais, aproximando o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolha públicas e particulares, universitários e instruções, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

SERVIÇO:

Exposição: Uma história da arte brasileira
Curadoria: Raquel Barreto e Pablo Lafuente
Data:
 até 08 de fevereiro de 2026
Local: CCBB Brasília
Endereço: Asa Sul Trecho 2 – Asa Sul, Brasília – DF
Tel: (61) 3108-7600
Website: 
https://ccbb.com.br/brasilia/

Instagram: @ccbbbrasilia

Ingressos: podem ser retirados gratuitamente na bilheteria do CCBB ou no site,

Classificação: livre

Horários de visitação: terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada nas galerias até 20h40

Arte, olhar e percepção nas conversas sobre a mostra “Na cidade mora um rio”, de Lino Valente

Foto divulgação

Como parte da programação da mostra Na cidade mora um rio, de Lino Valente, serão realizadas, em janeiro, duas conversas abertas ao público. Os encontros abordarão temas relacionados à paisagem e à arte, com foco na ampliação da percepção do sutil e do olhar nas artes visuais. No dia 9 de janeiro, às 16h, a historiadora da arte e curadora Renata Azambujaconduzirá a conversa “A meditação em movimento”, que trata do aspecto meditativo na obra de Lino Valente. Já no dia 23 de janeiro, também às 16h, a artista Helena Lopesapresenta a fala “Efemeridade da passagem, deslocamento do olhar”. As conversas acontecem na Galeria 3 do Museu Nacional da República, com entrada gratuita e livre para todos os públicos.

Em sua primeira individual institucional, Lino Valente parte da questão ambiental para desenvolver uma série de fotografias criadas a partir de frames de filmes. Imagens indefinidas, de cores saturadas, desdobram-se em impressões sobre chapa de metal, videoprojeções, videoinstalações e backlights. A exposição, concebida como um conjunto coerente e interligado, incorpora essa perspectiva ao articular afetos e memórias que não se fixam na materialidade das coisas, mas habitam o espaço fluido entre o visível e o invisível. Seu olhar transgressor desestabiliza percepções e conduz o público a outras formas de sentir, convidando-o a atravessar limites sutis entre presença e ausência.

Essa pesquisa se desdobra na compreensão da paisagem como algo em constante transformação. O artista aborda a passagem do tempo e a natureza transitória dos espaços urbanos, ampliando a noção de paisagem ao revelar camadas de vozes, memórias e imaginários que compõem as cidades. Ao borrar territórios e fronteiras, explora zonas liminares entre real e lembrança, pertencimento e deslocamento.

Segundo o curador Bené Fonteles, Lino registra vestígios dos rios a partir da janela de um carro em movimento, percorrendo ruas e avenidas que poderiam pertencer a Brasília ou a qualquer cidade do mundo. Mais do que acompanhar o deslocamento dos veículos, o artista realiza uma verdadeira arqueologia sensível, trazendo à tona tanto as águas ocultas das cidades quanto memórias abafadas pelo ritmo urbano.

Realizada com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), a mostra permanece em cartaz até 15 de fevereiro de 2026, com visitação de terça a domingo, das 9h às 18h30. A exposição conta com interpretação em LIBRAS nas rodas de conversaaudiodescrição das obras por QR Code,legendas em português nos vídeos e folder em Braille. O Museu Nacional da República está localizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).
Instagram: @museunacionaldarepublica e @linovalente_

Sobre as palestrantes

Helena Lopes é pintora, gravadora e professora, especialista em gravura. Graduada em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília (UnB), participou da fundação do Ateliê de Gravura da UnB, posteriormente denominado Núcleo de Gravura do Instituto de Artes. Realizou o projeto Fonte Geradora de Imagens em Gravura em Metal (1980) e participou de inúmeras exposições nacionais e internacionais ao longo de mais de 40 anos de carreira. Atualmente, explora as possibilidades da arte digital e desenvolve cursos de formação artística em seu ateliê, em Brasília.

Renata Azambuja é historiadora da arte, curadora e arte-educadora. Licenciada em Artes Plásticas pela UnB, é mestre em Teoria e História da Arte Moderna e Contemporânea pelo City College of New York (CUNY) e doutora em Teoria e História da Arte pela UnB, com pesquisa voltada aos modos de produção de conhecimento em curadoria, tendo a residência artística como foco.

Sobre o artista

Artista visual e cineasta autodidata, Lino Valentedesenvolve uma poética que funde fotografia e vídeo como linguagens híbridas e expandidas. Sua pesquisa nasce do desejo de dissolver fronteiras entre o real e o imaginário, a memória e a invenção. O Cerrado, território afetivo que o atravessa, é o solo simbólico de onde brotam suas narrativas sensoriais, enquanto a cidade surge como espelho de ausências e deslocamentos.

Seu trabalho transita entre cinema, fotografia e instalação, propondo modos sensíveis de ver, habitar e reinventar territórios e o tempo. Participou de exposições no Museu Nacional da República e em galerias de sua cidade. Suas obras integram acervos e coleções brasileiras. Em 2025, foi indicado ao Prêmio PIPA, e seu filme Eternidade Agora integrou a Bienal de Havana e passou a compor o acervo do MAM São Paulo. Vive em Brasília e trabalha entre São Paulo e Belo Horizonte.

Sobre o curador

Bené Fonteles nasceu em 1953, em Bragança (PA), e vive e trabalha em Salvador (BA). Artista plástico, jornalista, editor, escritor, poeta e compositor, iniciou sua carreira em 1971, no 3º Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará. Seu trabalho transita entre arte e artesanato, explorando a transformação de materiais simples, naturais ou pouco industrializados.

Participou cinco vezes da Bienal de São Paulo, com destaque para a 32ª edição, com o projeto Ágora: OcaTaperaTerreiro, além do Panorama da Arte Brasileira no MAM-SP e de exposições no MAC-USP. Foi diretor do Museu de Arte da UFMT e do Museu de Arte de Brasília, e recebeu a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura e da Presidência da República.

Serviço

Conversas sobre “Na cidade mora um rio”

Com Renata Azambuja + Lino Valente
A meditação em movimento

09/01, às 16h
Galeria 3 – Museu Nacional da República
Entrada gratuita
Interpretação em LIBRAS

Com Helena Lopes + Lino Valente
Efemeridade da passagem, deslocamento do olhar
23/01, às 16h
Galeria 3 – Museu Nacional da República
Entrada gratuita
 Interpretação em LIBRAS

Na cidade mora um rio
Artista | Lino Valente
Curadoria | Bené Fonteles
Local | Galeria 3 – Museu Nacional da República
Visitação | até 15/02/2026
Horário | terça a domingo, das 9h às 18h30
Entrada | gratuita
Classificação | livre
Expografia | Studio Tavares
Produção | Incentivem Soluções Culturais
Acessibilidade | LIBRAS, audiodescrição por QR Code, legendas e folder em Braile
Patrocínio | Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF)

ParkShopping com incrível jornada pela imensidão azul em imersão virtual que revela as cores, as belezas e os encantos do universo marinho

Foto divulgação

Na fascinante imensidão azul que cobre mais de 70% do nosso planeta, a vida é abundante, biodiversa, colorida, intensa. Essenciais para a existência dos seres que habitam a Terra, os oceanos guardam mistérios, conexões e encantos. Alguns deles são revelados em Oceano Vivo, uma exposição que combina arte, tecnologia e muita sensibilidade. A experiência, inédita em Brasília, lança âncora no ParkShopping, de 9 de janeiro a 22 de fevereiro, deixando as férias ainda mais incríveis com projeções de alta definição, espaços interativos, uma cenografia envolvente e spots instagramáveis. O público será transportado a um mundo subaquático repleto de formas, novos saberes e criaturas fascinantes.

A atração fica em cartaz no 1º Piso, corredor da C&A, próximo à Entrada B, sempre de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 14h às 20h. “Oceano Vivo é um espetáculo subaquático que deslumbra quem se deixa submergir na imensidão que faz a Terra ser um planeta azul. É uma imersão para se embarcar com a família e os amigos porque envolve, ensina e encanta crianças e adultos”, observa Anna Aimée Codeço, gerente de marketing do ParkShopping. A superestrutura de Oceano Vivo conta com 150 m² de área e dez projetores de última geração. 

Quem mergulhar em Oceano Vivo será levado pela maré de uma experiência sensorial. Luzes, sons e imagens em movimento conduzem os navegantes a uma jornada inesquecível ao universo marinho. Em Oceano Vivo, o mar se transforma em uma imensa tela viva. Por ela, desfilam baleias, tubarões, águas-vivas, cardumes, corais e algas num verdadeiro balé visual. 

O visitante é surpreendido também com backdrops de baleias, pintura hiper realista de tubarão, painéis coloridos com elementos marinhos encantadores e instagramáveis, além de spots com brincadeiras interativas. “É uma oportunidade de aprendizagem e interação com conteúdos educativos. Em Oceano Vivo a questão do lixo jogado no mar entra em cena de forma lúdica, levando conscientização e cidadania à garotada e aos adultos em uma sala especialmente reservada ao tema”, acrescenta Anna Aimée. Ao final da jornada, um espaço reservado à arte para as crianças se divertirem desenhando e colorindo o universo visto e vivido na exposição.

O valor dos ingressos de Oceano Vivo varia de acordo com o dia da semana e com a classificação (meia/inteira). Há combos disponíveis para famílias. O valor da meia-entrada é de R$34,95.  O Combo Família inclui quatro ingressos e sai por R$159,90. O Combo Criança + Adulto (2 ingressos) sai por R$ 89,90. Dentro da Hora Especial, dois ingressos para sessões entre 10h e 12h, de segunda a sexta-feira ficam por R$49,90. A entrada é gratuita para crianças de até 2 anos e 11 meses. Os tickets podem ser adquiridos via aplicativo Multi ou presencialmente.

Oceano Vivo chega ao ParkShoppingcom a assinatura da Luzzco, empresa responsável por experiências imersivas que encantaram o público do Nordeste, em João Pessoa, Recife, Fortaleza, Maceió, São Luís, Natal, Aracaju, Teresina e Salvador. 

ParkShopping – Inaugurado em 1983, o ParkShopping é referência na capital do País e conta com um mix diverso e qualificado de marcas, ampla oferta de serviços e excelentes opções de lazer e entretenimento para os brasilienses. Os empreendedores do ParkShopping são Multiplan e Previ, com administração da Multiplan. O PKS foi certificado por dois anos consecutivos no Experience Awards (2023 e 2024), no segmento Shoppings, que recebeu milhares de votos de consumidores. A premiação indica o ranking NPS (Net Promoter Score), uma métrica de lealdade do cliente, e visa reconhecer as empresas com os melhores índices do Brasil em diversos segmentos.

O ParkShopping atende a região que lidera o ranking de PIB per capita nacional. Maior e mais completo shopping de Brasília, o PKS vem contando uma história de sucesso, crescimento e inovação. O shoppingrepresenta hoje 3,4% da ABL do Centro-Oeste, segundo a Abrasce, enquanto suas vendas anuais totalizaram 10,4% das vendas totais dos shoppings na mesma região, ocupando o quinto lugar no portfólio Multiplan.

PROGRAME-SE

OCEANO VIVO

Quando: de 9 de JANEIRO a 22 de FEVEREIRO no ParkShopping

De segunda-feira a sábado, das 10h às 22h (última sessão às 21h30);

Domingos e feriados, das 14h às 20h (última sessão às 19h30). 

Onde: 1º Piso do PKS, corredor da C&A, próximo à Entrada B.

Ingressos: podem ser adquiridos via App Multi ou presencialmente.

 

  • Inteira: R$ 69,90
  • Meia-entrada: R$ 34,95 (conforme legislação)
  • Combo Família (4 ingressos): R$ 159,90
  • Combo Criança + Adulto (2 ingressos): R$ 89,90
  • Hora Especial (2 ingressos, sessões entre 10h e 12h – Segunda a sexta): R$ 49,90
  • Promo Seguidor: R$ 34,95 (mediante comprovação nas redes sociais)
  • Entrada gratuita para crianças de até 2 anos e 11 meses

 Mais informações em www.parkshopping.com.br

Conecte-se em @parkshoppingbsb para acompanhar as novidades do shopping mais completo da cidade

Casapark anunciou os escritórios convidados da 1ª Mostra Liquidecora + Casapark Prime 2026

Foto divulgação

O Casapark anunciou em dezembro, os seis escritórios convidados para a 1ª Mostra Liquidecora + Casapark Prime 2026, com inauguração em janeiro.

Participam Cecília Herculano, responsável pelo Quarto de Casal; Renata Ciccarini, que assina o Home Office; o Studio Freijó — formado por Natalie Tramontini e Thalita Gonçalves — à frente do Living do Colecionador; e o Studio Vanguarda, representado por Matheus Silva, com a Sala de Estar.

O Loft de Solteiro será assinado pela Traama Arquitetura, de Ana Luiza Veloso e Amanda Saback, e o Espaço Gourmet pela Orla Arquitetura, formada por Isabella Souza e Carla Monza. A mostra abre ao público no dia 16 de janeiro, junto com o início do Liquidecora Casapark 2026, a tradicional liquidação de começo de ano do shopping, referência em mobiliário e complementos para a casa.

“Estamos muito felizes com a participação dos escritórios convidados”, afirma Carol Valença, gerente de marketing do Casapark. Segundo ela, a mostra é um espaço de aprendizado e inspiração, que aproxima o público das tendências e possibilidades do design de interiores. “Ao percorrer os ambientes, o visitante percebe como cores, materiais, iluminação e mobiliário dialogam de forma funcional e estética, facilitando a aplicação dessas ideias em sua própria casa”, completa.

Serviço:

Mostra Liquidecora + Casapark Prime 2026

Onde | Praça Central do Casapark

Visitação | de 16/01/2026 a 22/02/2026 

                    De segunda a sábado, das 10h às 22h

                    Domingo, das 12h às 20h

Entrada | Gratuita

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Redes sociais | @casapark

Endereço | SGCV Lote 22, Park Sul – Brasília

Telefone | (61) 3403-5300

Ateliê do MAB amplia programação nas férias e oferece minicursos gratuitos de bordado e pintura em janeiro

Foto indicação

Projeto convida crianças, jovens e adultos a transformar a visita ao museu em experiência de criação, com encontros sequenciais e vagas limitadas.

O Museu de Arte de Brasília (MAB) abre janeiro com uma programação especial de férias do Ateliê do MAB, iniciativa que aproxima diferentes públicos da arte por meio do fazer. A proposta é simples: cada encontro parte de referências do acervo e das mostras em cartaz para ativar práticas coletivas, experimentação de materiais e trocas de saberes — transformando a visita em experiência criativa.

Durante o mês, o Ateliê do MAB realiza minicursos gratuitos com atividades para crianças a partir de 6 anos e para jovens e adultos a partir de 10 anos, em módulos sequenciais que permitem acompanhar um percurso completo de aprendizagem. Todas as ações são gratuitas, com 20 vagas por sessão e indicação etária conforme a oficina (vagas preenchidas por ordem de chegada).

A programação de janeiro se organiza em dois blocos: Mini Curso de Bordado (de 5 a 11/1) e Mini Curso de Pintura (de 12 a 18/1). Nos turnos da manhã, as crianças participam de oficinas lúdicas; à tarde, acontecem os encontros voltados a jovens e adultos, com introdução e aprofundamentos técnicos.

Viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, o Ateliê do MAB reforça o museu como lugar de convivência e criação, com trilhas formativas que vão do lúdico infantil à investigação de técnicas e linguagens contemporâneas.

Programação de férias – Janeiro

Mini Curso de Bordado

5/1 (seg.) – 10h Brincadeiras com Linhas e Cores (crianças, a partir de 6 anos) – parte 1 | 16h Introdução ao Bordado (a partir de 10 anos)
7/1 (qua.) – 10h parte 2 | 16h Ponto invisível e ponto atrás
8/1 (qui.) – 10h parte 3 | 16h Ponto pirulito e ponto corrente
9/1 (sex.) – 10h parte 4 | 16h Palavras e símbolos
10/1 (sáb.) – 10h parte 5 | 14h Fixando botões e outros materiais
11/1 (dom.) – 10h parte 6 | 14h Desenvolvimento de trabalho autoral

Mini Curso de Pintura

12/1 (seg.) – 10h Pintura Lúdica para Crianças (a partir de 6 anos) – parte 1 | 16h Introdução à Pintura (a partir de 10 anos)
14/1 (qua.) – 10h parte 2 | 16h Círculo cromático
15/1 (qui.) – 10h parte 3 | 16h Texturas e diferentes materiais
16/1 (sex.) – 10h parte 4 | 16h Luz, sombra e trabalho com camadas
17/1 (sáb.) – 10h parte 5 | 14h Composição e equilíbrio
18/1 (dom.) – 10h parte 6 | 14h Figurativo e abstrato

Sobre as oficinas (sinopses)

Brincadeiras com Linhas e Cores (crianças, a partir de 6 anos)
As crianças experimentam linhas, texturas e cores; aprendem pontos simples; brincam com desenhos na talagarça; participam de atividades coletivas e criam pequenas composições livres, desenvolvendo coordenação, criatividade e expressão.

Mini Curso de Bordado (a partir de 10 anos)
Percurso que atravessa pontos básicos e avançados, composição, texturas e cores, chegando ao desenvolvimento de um trabalho autoral. A proposta conecta técnicas tradicionais de bordado a práticas da arte contemporânea, valorizando saberes e memórias culturais.

Pintura Lúdica para Crianças (a partir de 6 anos)
Mini curso em módulos que combinam brincadeira, exploração sensorial e criação: misturas de cores, gestos amplos com pincéis, diferentes suportes e ferramentas, pintura guiada por sensações e emoções, experimentos com música e atividades coletivas em grandes superfícies.

Mini Curso de Pintura (a partir de 10 anos)
Formação prática para jovens e adultos com experimentação de materiais, estudo de cores (primárias, secundárias e complementares), investigação de técnicas e texturas, recursos de luz e sombra e finalização de uma pintura autoral, estimulando autonomia e linguagem própria.

SERVIÇO

Ateliê do MAB

Museu de Arte de Brasília (Setor de Hotéis e Turismo Norte, trecho 1, Projeto Orla) 

Oficinas: não é necessária inscrição (20 vagas por sessão)

Funcionamento: Todos os dias, exceto terça-feira, de 10h às 19h 

Informações: @mediato.art 

Acesso: gratuito 

Exposição “É Pau, É Pedra…” apresenta panorama inédito da obra de Sergio Camargo

Foto divulgação

Mostra em cartaz no foyer do Teatro Nacional reúne cerca de 200 obras e revela a pesquisa do artista sobre matéria, luz e forma

Em cartaz até 6 de março no foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro, a exposição “É Pau, É Pedra…” reúne cerca de 200 obras de Sergio Camargo (1930–1990), um dos escultores mais influentes da arte brasileira. A mostra apresenta, pela primeira vez na capital, um panorama amplo e raro da produção do artista, com esculturas, relevos, maquetes e objetos de ateliê que evidenciam sua investigação poética sobre materiais como madeira, mármore, gesso e pedra. Com entrada gratuita, a exposição integra arte e arquitetura em um espaço recém-revitalizado da cidade.

Realizada pelo Metrópoles e com apoio institucional da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, a mostra tem curadoria de Marcello Dantas – nome que transformou a prática curatorial contemporânea no Brasil, ao unir arte, arquitetura, tecnologia e narrativa histórica em projetos de enorme impacto.

 “Camargo é o grande escultor brasileiro”, afirma Dantas. “É o artista que cria uma linguagem imediatamente reconhecível, que transforma a luz em volume e o volume em respiração”, completa o curador.

A seleção de obras permite ao público acompanhar o desenvolvimento do artista desde seus primeiros passos figurativos até a consolidação de seu nome no cenário internacional, passando por processos experimentais e investigações espaciais que raramente foram expostas.

O evento é organizado em núcleos, que apresentam diferentes ideias, conceitos e razões materiais que sustentam a pesquisa e o trabalho do escultor.

Foyer do Teatro Nacional

Fechado há mais de 10 anos, o Teatro Nacional volta à cena ao receber o público brasiliense, que pode revisitar um espaço icônico, integrado ao jardim e à obra de Athos Bulcão.

A mostra foi pensada para que o local e a obra se completassem. Assim, a arquitetura representa não apenas um cenário, mas parte constitutiva da experiência. “Ao fim do percurso, esperamos que o visitante saia com outra medida do olhar — aquela em que a matéria volta a ser origem”, salienta Dantas, que compara o encontro histórico entre a cidade e Sergio Camargo. “A obra dele opera em uma frequência muito semelhante à de Brasília: é feita de ordem, mas não é rígida; é geométrica, mas não é fria; é moderna, mas profundamente humana. Há respiro entre as formas, há silêncio entre os cortes, há luz entre as sombras”, aponta o curador.

Exposição “É pau, é pedra…” | Sérgio Camargo
10 de dez. de 2025 a 6 de mar. de 2026
9h às 22h
Foyer da Sala Villa-Lobos | Teatro Nacional Cláudio Santoro (Brasília/DF)
Acesso gratuito | Classificação livre

“Mãos que Traçam Fronteiras”, exposição individual de Demi Kaia

Foto divulgação

Em sua primeira exposição individual no Brasil, a artista grega Demi Kaia apresenta um conjunto de obras inéditas, criadas em residência artística na galeria durante 40 dias em Brasilia. A artista é eminentemente desenhista, é uma artista-ativista, cujas obras refletem muitas das questões conflituosas e tensas do mundo: guerras, defesa de gênero, violência contra mulher e animais etc.. Na exposição apresenta também diversos desenhos dos últimos 20 anos, inclusive vários de seus famosos “Diários” em capa de couro. Na residência criou objetos e esculturas usando elementos da natureza do cerrado e dos animais que observou no Brasil, dois temas recorrentes em sua produção artística.

Texto depoimento da artista com o crítico italiano Gianluigi Ricuperati Mãos que Traçam Fronteiras

Tudo começou com um gemido, um único e avassalador *porquê*. Em algum momento, você precisa se perguntar o que liga as convulsões do mundo aos valores mais básicos, ao senso comum essencial que pretendemos compartilhar. Foi exatamente isso que eu fiz. Comecei a escrever um diário muito jovem, determinada a registrar tudo. Crescendo durante a recessão grega, aquelas páginas se encheram rapidamente: imagens brutais e pornográficas em tinta, cenas políticas copiadas e recopiadas do mundo lá fora — virando você do avesso, como um Magnificat invertido, sombrio e cromático. Era uma forma de tradução. Violência representada pela violência. E, infelizmente, tais desenhos não envelheceram. Guerras. Genocídios. Ecocídios. Autoritarismos. Colapso ambiental. São as manchetes permanentes da nossa era.

Esta instalação — desenhos antigos e novos, objetos encontrados, esculturas feitas in situ — funciona como uma espécie de salto coletivo da memória, moldado por vidas humanas e não humanas e pelas maneiras como ambas são posicionadas, usadas e descartadas.

Como outros sistemas de dominação, o especismo define as estruturas que habitamos: um sistema de crenças no qual os poderosos traçam fronteiras para justificar a exploração de outras criaturas. Olhe ao redor e diga-me se esta não é a nossa narrativa central. Hoje, somos os protagonistas silenciosos desta parábola — acelerando através das telas que seguramos em nossas mãos, tornando-nos, por sua vez, mártires ou algozes, ou testemunhas silenciosas.

E assim surge a pergunta, inevitável: É moralmente correto sentir felicidade em um mundo tão fragmentado? Albert Camus escreveu que não aumentamos a dor de ninguém ao reconhecermos sua infelicidade; a aceitação pode, na verdade, fortalecer nossa capacidade de lutar por eles.

Eu escolho acreditar nele. A compaixão precisa prevalecer. Em suas palavras, “Ser humano é viver em um estado de tensão permanente: tentar guiar o mundo enquanto tenta não ser subjugado por ele”.Contudo, dentro dessa paisagem fragmentada, algo persiste: uma fé silenciosa, quase obstinada, em nossa capacidade de promover mudanças.

Se a violência ecoa através das gerações, a ternura e a compreensão também podem ecoar. Se a destruição molda a memória, o cuidado também pode. As mesmas mãos que traçam fronteiras podem desmantelá-las; o mesmo olhar que testemunhou o sofrimento em silêncio pode intervir e gritar alto. A esperança se apresenta como responsabilidade, mais do que como salvação.

Ela nos exige que permaneçamos alertas, que permaneçamos permeáveis, que continuemos a sentir mesmo quando percebemos a dor. Ela nos pede para imaginar formas de coexistência — caóticas, frágeis, imperfeitas — entre a vida humana e a não humana. Ela nos pede para praticar a compaixão não como sentimento, mas como resistência.

Talvez seja só isto que importa: cultivar um “princípio da esperança”, como Ernst Bloch o definiu de forma tão brilhante em sua obra-prima homônima, um cântico interior que nasce da atenção, da recusa, do ato repetido da vontade de não se desviar.

A prática da Esperança, mesmo que expressa no hábito diário de desenhar, escrever e imaginar espaços, pode funcionar, mesmo em um cosmos de pesadelo como o nosso, como um portal do tempo – desta forma, poderíamos chegar próximo da Utopia.

Sobre a artista

Demi Kaia nasceu na Grécia, vive e trabalha em Atenas. Ela apresentou seu trabalho em 11 exposições individuais e inúmeras coletivas, principalmente na Grécia, mas também na Suíça e na França. Seus numerosos “Projetos de Diário” serviram de porta de entrada para um grande número de desenhos, registrando a realidade grega em tempos de crise econômica, e seu trabalho recente é uma narrativa moldada por vidas humanas e não humanas e pelas maneiras como ambas são posicionadas, usadas e descartadas. Ela também possui duas performances em seu repertório e seu trabalho escultural atual cria ambientes que exploram a relação entre humanos e não humanos/natureza. Sua última exposição individual aconteceu na Fundação Katakouzenos em Atenas (2023) e foi intitulada “Biblioptaera”, com curadoria de Efie Falida. Suas obras podem ser encontradas em coleções particulares, incluindo a de D. Daskalopoulos (Fundação Neon), e muitas delas publicadas em revistas, jornais e no livro “That Time”, publicado pela editora Futura.

Serviço: “Mãos que Traçam Fronteiras”, exposição individual de Demi Kaia

Abertura terça-feira, dia 12 de dezembro, Galeria Karla Osorio – Pav. III, galeria 6

Em cartaz até 28 de fevereiro de 2026

Visitação: segunda a sexta, 10h – 19h, sábados 10h – 17h

A entrada é gratuita. Recomenda-se agendar por telefone, email, DM no Instagram ou WhatsApp.

Contato artista Demi: +30 694 4533517 demikaia@hotmail.com

Do feed para o CCBB: oficinas de memes e painel de emojis animam férias no Rolê Cultural

Foto divulgação

Atividades gratuitas inspiradas na exposição “MEME: no Br@sil da memeficação” convidam crianças, adolescentes e famílias a criar seus próprios memes, personagens e emojis no CCBB Brasília.

Nas férias de dezembro, o Rolê Cultural – CCBB Educativo entra no clima da cultura digital e leva os memes para além da tela. Inspiradas na exposição MEME: no Br@sil da memeficação, duas oficinas abertas ao público convidam crianças, adolescentes esuas famílias a experimentar, ao vivo, a linguagem que movimenta timelines econversas nas redes. Na área externa doCentro Cultural Banco do Brasil Brasília(CCBB Brasília), o Espaço Conexão amplia a experiência com um painel interativo em que cada pessoa cria seu próprio emoji. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados pelo site ingressos.ccbb.com.br ou presencialmente na bilheteria do CCBB Brasília. 

Na Oficina de Criação de Memes, o ponto departida são papéis coloridos, formas, imagens recortadas e frases inventadas na hora. A partir desses elementos simples, os participantes montam cenas que misturam humor, crítica e criatividade, aproximando a lógica das montagens digitais do gesto manual de colar, combinar e recombinar ideias. Imagem e palavra se encontram em composições que dialogam diretamente com o universo das redes sociais, em uma experiência coletiva e divertida.

a Oficina de Memetização de Personagens mergulha na cultura pop para propor releituras bem-humoradas de figuras conhecidas. Inspirada também no histórico Concurso Mundial do Mickey Feio (2001), criado pela dupla Valdisnei – Daniela Brilhante e Lourival Cuquinha –, a atividade convida o público a criar versões estranhas, cômicas e exageradas desses personagens. Entre paródias e exageros, surgem “mickeys feios” e outros anti-heróis que questionam padrões de beleza, comportamento econsumo, sempre com uma boa dose de riso e experimentação.

Do lado de fora da sala, o Espaço Conexãofunciona como um ponto de encontro paraquem quer continuar brincando com imagens. Além dos grandes quebra-cabeças com obras da Coleção de Arte Banco do Brasil, o público encontra um painel dedicado à criação deemojis autorais. Em diálogo com a exposiçãoMEME: no Br@sil da memeficação, os participantes são convidados a pensar: se você pudesse inventar um emoji só seu, como ele seria? A partir de cores, formas eexpressões, cada pessoa traduz emoções eideias em símbolos visuais únicos, aproximando arte, jogo e comunicação digital.

As atividades são gratuitas, a duração é de 1 hora, a capacidade é para até 25 participantes, sempre na sala do Educativo. Oprojeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 deoutubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica deOscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte ecriatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços deconvivência, galerias de artes, sala decinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes eperformances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes deescolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou oterceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade
A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para oCCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria doCCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação dousuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido nointerior do veículo. 

Horários da van – De quinta a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e21h30.

Programação:

Oficina de Criação de Memes

Inspirada na exposição MEME: no Br@sil da memeficação, esta oficina é um convite paraexplorar o universo dos memes por meio da criação visual. Com papéis coloridos, formas e imagens recortadas, os participantes montam cenas que misturam humor, crítica ecriatividade. Imagem e palavra se encontram em composições que dialogam com a linguagem das redes sociais em uma experiência coletiva e divertida.

Data: Sábados, domingos e feriados, às 14h 
Duração: 1h    
Capacidade: 20 pessoas        
Classificação: A partir de 8 anos       
Ponto de encontro: Sala do Educativo

Oficina de Memetização de Personagens

A oficina convida o público a explorar ouniverso dos memes a partir da cultura pop. Inspirada na exposição MEME: no Br@sil da memeficação e no icônico Concurso Mundial do Mickey Feio em (2001), criado pela dupla Valdisnei – Daniela Brilhante e Lourival Cuquinha –, a atividade propõe releituras bem-humoradas de personagens conhecidos, transformando-os em versões estranhas, cômicas e inesperadas. Entre risos eexperimentações, o público brinca com a imagem, a paródia e o exagero, criando seus próprios “mickeys feios” e outros anti-heróis da imaginação.            
Data: Sábados, domingos e feriados, às 17h 
Duração: 1h    
Capacidade: 25 pessoas        
Classificação: A partir de 8 anos       
Ponto de encontro: Sala do Educativo

Espaço Conexão

Durante as férias escolares, o espaçoConexão segue com suas propostas interativas. Um lugar de encontro e troca, onde aprender é também brincar e criar. Em dezembro, o público é convidado a montar grandes quebra-cabeças com imagens da Coleção de Arte Banco do Brasil. Em outro painel, os participantes podem inventar seus próprios “emojis” em um ambiente que dialoga com a exposição MEME: no Br@sil da memeficação.

Data: Terça-feira a domingo, de 9h às 20h30          
Classificação: Livre                 
Ponto de encontro: Área Externa, próximo ao Casulo

Serviço:

Rolê Cultural – Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil

Centro Cultural Banco do Brasil – Distrito Federal 

Endereço: SCES Trecho 2 – Brasília/DF  Tel.: 61 3108-7600

Programação completa emccbb.com.br/brasilia/programacao/ccbb-educativo  

Ingressos: ingressos.ccbb.com.br      
Agendamento para grupos e escolas: conecta.mediato.art.br

Acesso: gratuito

Classificação Indicativa: livre

CCBB Brasília

Aberto de terça a domingo, das 9h às 21h.

SCES Trecho 2 – Brasília/DF

Tel: (61) 3108-7600

E-mail: ccbbdf@bb.com.br

Site/ bb.com.br/cultura 

Instagram/ccbbbrasilia

Tiktok/@ccbbcultura 

Youtube/ Bancodobrasil

Roda de Conversa com o tema: Brasília Hub Criativomovimenta último dia da exposição no Pátio Brasil

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Na última quinta-feira, 18 de dezembro, o Pátio Brasil foi palco da Roda de Conversa e Apresentação Brasília Hub Criativo, evento que integrou a exposição Territórios Criativos – Do Brasil para o Mundo. A iniciativa reafirma o compromisso de Brasília em consolidar seu papel como um polo global de design e economia criativa, uma posição que a capital federal ocupa desde 2017, quando foi reconhecida pela UNESCO.

Com um olhar voltado para o futuro criativo de Brasília, o evento trouxe à tona discussões relevantes sobre o impacto da cidade no cenário global de inovação e as novas oportunidades que surgem para os artistas, empreendedores e profissionais da área criativa. A roda de conversa teve como objetivo explorar as perspectivas de Brasília enquanto centro de criação e inovação, conectando as tendências globais às especificidades locais.

Durante a Roda de Conversa, também foram destacados momentos importantes da agenda criativa da cidade. Brasília foi recentemente anfitriã do IX ECriativo, o Encontro da Rede Brasileira de Cidades Criativas da UNESCO, evento que reuniu representantes de diversas cidades criativas ao redor do mundo. Além disso, a capital sediará o II Fórum de Cidades Criativas do Design em março de 2025, evento que promete fortalecer ainda mais a posição de Brasília no cenário internacional.

A exposição Territórios Criativos seguiu com seu propósito de dar visibilidade à diversidade cultural e à inovação que permeiam o trabalho criativo brasileiro, celebrando a produção artística e o pensamento inovador. 

Com um público engajado e várias trocas de ideias, a Roda de Conversa Brasília Hub Criativo contribuiu para reforçar a importância de Brasília como um ambiente fértil para a inovação e a criatividade, com grande potencial para inspirar e impulsionar projetos que conectem o Brasil ao mundo.

 

DIÁLOGOS DA LIBERDADE NA COLEÇÃO BRASÍLIA

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Exposição no MAB conta, através de fotos históricas, objetos e obras de arte, a história do início da capital federal

A exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, apresenta um recorte com obras do Museu de Arte de Brasília – MAB e da Coleção Brasília – Acervo Izolete e Domício Pereira (*), reunindo trabalhos de artistas fundadores do imaginário visual da Nova Capital do Brasil. A mostra propõe um percurso sensível e crítico no qual a noção de liberdade se manifesta em múltiplas dimensões — estética, política, poética e histórica — estabelecendo diálogos entre diferentes tempos, linguagens e concepções artísticas.

O eixo curatorial é estabelecido pelo álbum “Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, que reúne registros históricos da construção de Brasília, bem como dos festejos e das cerimônias de sua inauguração, em 21 de abril de 1960. De autoria de Mário Fontenelle, fotógrafo oficial de Juscelino Kubitschek, o conjunto é composto por 24 imagens em preto e branco, realizadas entre 1958 e 1960, que documentam de forma singular o processo de edificação da Nova Capital e o imaginário de modernidade que a constituiu. Nesta perspectiva de contextualizar a presença pioneira das artes visuais na capital, destacam-se obras de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão,  Marianne Peretti, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Zeno Zani, Ake Borglund e, em diálogo com produções mais recentes, de Honório Peçanha, Ziraldo, Danilo Barbosa e Carlos Bracher. Cada um, ao seu modo, contribui para a consolidação do imaginário artístico da Nova Capital, articulando arte, arquitetura e paisagem, e reafirmando a liberdade criadora como fundamento de pensamento, expressão e diálogo.

Além desse núcleo de artes visuais, a mostra contempla objetos de época e curiosidades históricas, como a maquete de lançamento da Romi-Isetta, itens do serviço do Palácio da Alvorada e a primeira fotografia de satélite do Plano Piloto. No segmento documental, duas relíquias assumem especial destaque: a carta-depoimento de Juscelino Kubitschek, datada de 1961, ao final de seu governo, e a homenagem da Igreja Católica a Dom Bosco, padroeiro de Brasília, que reúne resquícios de suas vestes.

Neste contexto, registra-se  representação do artista mineiro Carlos Bracher, com a obra “Museu Imaginado”, doada ao Museu de Arte de Brasília pelo próprio artista e pelo curador Cláudio Pereira. A obra ocupa lugar de destaque ao tensionar os limites entre instituição, memória e imaginação, ampliando a reflexão sobre o papel do museu, das coleções e da criação artística contemporânea. 

Contribuindo para potencializar a percepção do conjunto e os diálogos entre diferentes conteúdos e linguagens, apresenta-se a gravação da carta-depoimento de JK, o minidocumentário dedicado ao álbum Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo, bem como sua versão colorizada por meio de processos de inteligência artificial, ampliando assim, as possibilidades de leitura e fruição. 

A proposta curatorial, ao evidenciar territórios de convivência entre diferentes gerações e poéticas, visa tecer associações livres entre formas, cores, gestos e narrativas. Ao estimular leituras cruzadas, o conjunto convida o público a refletir sobre a construção da identidade cultural brasileira e sobre a importância do diálogo como fundamento da produção artística, matrix simbólica para a construção de sociedade livre e democrática. 

“Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” reafirma, assim, o compromisso do acervo, formado pelo casal Izolete e Domício Pereira (*), pioneiro da NOVACAP,  com a preservação da memória artística e com a promoção de debates contemporâneos, configurando-se como um espaço de escuta e interlocução, no qual a arte se apresenta como instrumento de pensamento, sensibilidade e diálogo permanente com o tempo presente e as futuras gerações. 

C.P/ Brasília,  25/12/2025.

(*) – O casal, proveniente da Região Nordeste do Brasil, de família de fazendeiros, políticos, militares e educadores, chega à Nova Capital em 1959, cerca de um ano antes da sua inauguração. Ele, natural de São Luís – MA, foi funcionário da Novacap, assumindo posteriormente o cargo de fiscal de tributos do antigo IAPAS – Instituto de Administração Financeira de Previdência Social. Ela, natural de Recife – PE, foi funcionária do Ministério da Fazenda onde assessorou vários ministros. Paralelamente, como Pedagoga e Arte-Educadora desenvolveu um dos mais importantes projetos sociais da nova Capital, que atendeu a milhares de crianças e suas famílias. Por essa obra, foi destacada como referência pela Unicef. 

Entusiastas do projeto da Nova Capital do Brasil, ambos manifestavam, à época, a intenção desse significativo acervo da Coleção permanecesse em Brasília.

SERVIÇO DA EXPOSIÇÃO 

Período: 26/12/2025 a 26/02/2026 

Horário: Das 10h às 19h, de segunda à domingo, exceto terca-feira

Instagram :  @museudeartedebrasilia

Contato MAB: 61. 33061375

Tudo se transforma em alvorada | De Ismael Monticelli

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O artista gaúcho radicado em Brasília apresenta um diálogo inédito com as máscaras de Athos Bulcão, a série obras menos conhecidas do artista influenciada pelo cinema de Stanley Kubrick e a psicodelia dos anos 1960 e 1970 

No dia 27 de novembro, às 18h, a Fundação Athos Bulcão inaugura a mostra “Tudo se transforma em alvorada”, um diálogo entre a produção do artista gaúcho radicado em Brasília Ismael Monticelli e a série de máscaras de Athos Bulcão. A exposição aprofunda a investigação de Monticelli sobre o legado da arquitetura moderna da capital federal, tomando como ponto de partida as narrativas não oficiais que atravessam a cidade. São diferentes camadas entrelaçadas — históricas, místicas, políticas e estéticas — que escapam ao discurso monumental hegemônico e revelam uma Brasília menos rígida, mais aberta a fabulações, desvios e imaginários paralelos. O artista observa como essas tramas ocultas ou marginalizadas criam outras maneiras de experimentar a capital, aproximando-a de um território onde ficções e sensibilidades retrofuturistas ganham espaço.

Com entrada gratuita e classificação indicativa livre para todos os públicos, “Tudo se transforma em alvorada” fica em cartaz até o dia 10 de janeiro de 2026, com visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h. A Fundação Athos Bulcão fica na 510 Sul, Bloco B, Loja 51, Asa Sul, Brasília. A mostra é realizada com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

“Tudo se transforma em alvorada” nasce do encontro entre Monticelli e uma das séries menos conhecidas e mais experimentais de Athos Bulcão (1918–2008): as máscaras. Pela primeira vez, a Fundação abre espaço para que um artista desenvolva um diálogo direto e especulativo com sua obra, reunindo 20 máscaras de Athos, apresentadas ao lado — e, em alguns momentos, entrelaçadas — de novas criações de Monticelli que se desdobram em instalação, pintura, vídeo e neon.

Uma arqueologia visual

A série das máscaras de Athos Bulcão revela uma faceta decisiva e pouco visível de sua produção. Longe do repertório amplamente reconhecido de azulejarias modulares, geometrias construtivas e painéis públicos, essas peças expõem um Athos interessado em misturar materiais, reminiscências e camadas heterogêneas de visualidade. Como observa a crítica e curadora Marília Panitz, autora do texto crítico da exposição, trata-se de “um amálgama (inclusive matérico) de experiências diversas com a visualidade. Criam certa arqueologia idiossincrática, onde aparecem fragmentos de sua memória organizados em referências diversas”.

Essa dimensão experimental encontra lastro no próprio processo descrito por Athos. “Em entrevista, Athos comentou a gênese dessa série, afirmando ter se baseado no último momento do filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço, com o ‘feto’. Ele também relaciona essas ideias com o que viu no Musée de l’Homme, em Paris, em 1971”, afirma Ismael. E continua: “Sua intenção, segundo o próprio Athos, era criar objetos que brincassem com a antropologia e com a ideia da origem, produzindo máscaras que parecessem feitas de matérias estranhas.” Partindo desse conjunto de referências — do feto estelar de Kubrick às coleções antropológicas parisienses —, as máscaras emergem como uma reflexão sobre origem e finitude. Condensam simultaneamente a imagem do bebê ou do feto e a presença de ossadas e esqueletos humanos, operando como dispositivos simbólicos que negociam os intervalos entre nascimento, morte e evolução.

Athos e a psicodelia

Monticelli propõe uma leitura que reinsere as máscaras de Athos no imaginário gráfico e cinematográfico que marcou as décadas de 1960 e 1970 — um período em que se intensificou o desejo de traduzir visualmente os processos da mente, de investigar como pensamento, percepção e consciência poderiam ser figurados por meio de imagens.

Essa atmosfera se torna ainda mais evidente quando Monticelli aproxima as máscaras — não apenas da cena final do feto, mas também — da célebre sequência Star Gatede 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968). Ali, Stanley Kubrick comprime narrativa, corpo e racionalidade em um corredor de luzes, cores e distorções que radicaliza a experiência visual. Críticos da época descreveram a passagem como um transe cromático que substitui o pensamento por êxtase visual, reconhecendo nela um dos momentos mais emblemáticos da estética psicodélica e das experimentações visuais que moldariam a sensibilidade da década seguinte.

É nesse mesmo ambiente cultural que surge a chamada “cabeça pictograma”, ícone do design gráfico dos anos 1970: perfis humanos reduzidos ao contorno, nos quais diagramas, cores e linhas buscam representar fluxos internos, raciocínios e estados mentais. Ao revisitar as máscaras de Athos sob essa chave, Monticelli desloca o gesto modernista para outro registro: a convicção de que a subjetividade pode ser atravessada por fluxos visuais e de que “a cabeça” — seja no cinema, no design ou na arte — opera como um campo simbólico onde interioridade e mundo se interpenetram.

Sobre o artista

Ismael Monticelli é artista multimídia cuja prática investiga, em pesquisas de longo prazo, as relações entre arte, história e ficção, explorando utopias, distopias e imaginários de futuro. Doutor em Arte e Cultura Contemporânea pela UERJ (2022), foi vencedor do 7º Prêmio Indústria NacionalMarcantonio Vilaça (2019) e contemplado pelo programa Retomada Artes Visuais da Funarte (2023). Realizou residências na La Becque Résidence d’Artistes (Suíça) e no Institute of Contemporary Arts (Singapura). Participou da 14ª Bienal do Mercosul (2025) e da 10ª Bienal do Mercosul (2015), além de exposições individuais no Brasil e coletivas em instituições do Reino Unido, Estados Unidos, Suíça e Singapura. Seu trabalho já foi destacado por veículos como The GuardianApollo Magazine e Ocula Magazine.

SERVIÇO

Tudo se transforma em alvorada

Ismael Monticelli em diálogo com Athos Bulcão
Texto crítico: Marília Panitz

Abertura: 27 de novembro de 2025, às 18h 

Visitação: 28/12/2025 a 10/01/2026

                  De segunda a sexta, das 9h às 18h

                  Sábado, das 9h às 13h

Local: Fundação Athos Bulcão – Galeria AB
Endereço: W3 Sul, CRS 510, Bloco B, Loja 51 – Asa Sul, Brasília, DF

Telefone: (61) 3322-7801

E-mail: fundathos@fundathos.org.br

Entrada: Gratuita

Classificação indicativa: Livre para todos os públicos

Este projeto tem o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF)

CCBB Brasília apresenta a exposição Uma história da arte brasileira com cerca de cem obras do acervo do MAM Rio

Foto divulgação

Itinerância amplia o recorte apresentado anteriormente na Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, consolidando compromisso do Museu de Arte Moderna e do Centro Cultural Banco do Brasil com a democratização do acesso à arte moderna e contemporânea.

Curadoria reúne obras em diferentes suportes de nomes essenciais da arte brasileira, como Alberto da Veiga Guignard, Amílcar de Castro, Angelo Venosa, Beatriz Milhazes, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Hélio Oiticica, Leonilson, Lucia Laguna, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Sebastião Salgado, Sergio Camargo, Thiago Martins de Melo, Tomie Ohtake e Tunga.

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília apresenta, a partir de 16 de dezembro de 2025, a exposição Uma história da arte brasileira, realizada pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). Depois de sua primeira etapa em Belo Horizonte, a mostra chega ao Distrito Federal em versão ampliada, reunindo cerca de cem obras — o dobro da edição anterior — que traçam um panorama abrangente da produção artística nacional entre os séculos 20 e 21. Ocupando o térreo e o subsolo da Galeria 1 do CCBB, a mostra tem classificação livre e ingressos gratuitos, que podem ser retirados na bilheteria ou pelo site (https://ccbb.com.br/brasilia/).

Com curadoria de Raquel Barreto e Pablo Lafuente, curadora-chefe e diretor artístico do MAM Rio, respectivamente, a exposição apresenta um conjunto de trabalhos essenciais para compreender os caminhos da arte brasileira, articulando continuidades, rupturas, invenções e experimentações que atravessam gerações, geografias e contextos sociais. 

Entre os artistas representados — nomes incontornáveis da arte moderna e contemporânea — estão Alberto da Veiga Guignard, Aluísio Carvão, Amílcar de Castro, Angelo Venosa, Arjan Martins, Beatriz Milhazes, Carlos Scliar, Daniel Senise, Franz Weissmann, Hélio Oiticica, Ivan Serpa, Leonilson, Lúcia Laguna, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Manabu Mabe, Maria Leontina, Márcia X, Mario Cravo Neto, Milton Dacosta, Nelson Leirner, Nuno Ramos, Raul Mourão, Sebastião Salgado, Sérgio Camargo, Thiago Martins de Melo, Tomie Ohtake e Tunga.

“Levar essa exposição para Brasília reforça o compromisso do MAM Rio com a democratização do acesso ao seu acervo e com a função social da arte, entendida como instrumento de educação, cidadania e reflexão crítica”, afirma Yole Mendonça, diretora-executiva do museu. “Com mais de 16 mil obras entre coleção própria e acervos em comodato, o MAM Rio é uma instituição central para a história da arte moderna e contemporânea no Brasil. A itinerância nacionalamplia esse acesso e aproxima o público de um patrimônio artístico fundamental.”

“É com muita alegria que inauguramos a exposição em Brasília, com mais obras que nas versões anteriores, com o objetivo de proporcionar um percurso histórico da arte brasileira, procurando oferecer ao público nem sempre familiarizado com o tema uma visão em conjunto da arte do país”, celebra Raquel Barreto.

Da Cúpula do G20 à itinerância nacional

Concebida originalmente para a Cúpula do G20, realizada no MAM Rio em novembro de 2024, a exposição foi visitada por chefes de Estado e delegações internacionais antes de ser aberta ao público. A etapa em Brasília dá continuidade ao percurso iniciado no CCBB Belo Horizonte, ampliando o conjunto de obras e aprofundando a leitura histórica proposta pelo museu.

Cinco eixos curatoriais

Organizada em cinco núcleos cronológicos, a exposição apresenta momentos decisivos da arte brasileira: 

Modernismo (1910–1950), quando artistas consolidaram uma linguagem própria marcada pela busca de identidade nacional; Abstracionismo e Concretismo (anos 1950), com a emergência de grupos e manifestos que redefiniram o campo artístico; Nova Figuração e poéticas do conceito (anos 1960–1970), período de forte experimentação em resposta à ditadura militar; Da década de 1980 ao presente, com a força pictórica da Geração 80, a pluralidade dos anos 1990 e as transformações dos anos 2000 — quando artistas negros, indígenas, mulheres e LGBTQIA+ tensionam cânones e reescrevem narrativas; e, por fim, Imagens do Brasil contemporâneo, seleção do comodato Joaquim Paiva, uma das mais importantes coleções de fotografia do país, que aborda cenas sociais, políticas, paisagens e aspectos fundamentais da vida brasileira.

Um retrato plural da arte no Brasil

“A exposição evidencia como a prática artística interpreta o mundo, revela tensões históricas e amplia nossa percepção das múltiplas histórias que compõem a arte brasileira”, afirmam os curadores.

Ao reunir artistas de diferentes épocas e perspectivas, Uma história da arte brasileiraconvida o público a revisitar trajetórias, repensar narrativas e reconhecer a diversidade que forma — e transforma — a produção artística no país.

Sobre o MAM Rio

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro promove experiências participativas e inclusivas a partir da arte. Fundado em 1948 com a premissa de ser um museu-escola, é referência como plataforma de criação e formação para artistas e públicos, alcançando diferentes gerações e territórios. O MAM Rio é responsável por um extenso acervo de arte moderna e contemporânea, com focos na arte brasileira e em fotografia. Atualmente, abriga três coleções de artes visuais, com um total de cerca de 16 mil obras.

As exposições do MAM Rio propõem relações entre artistas de diferentes gerações, conectando passado e presente em todas as linguagens e manifestações, pautados por temáticas diversas e equitativas do mundo e do fazer artístico. 

O prédio do MAM Rio no Parque do Flamengo, desenhado por Affonso Eduardo Reidy e com jardins projetados por Roberto Burle Marx, virou referência para a arquitetura mundial. O museu e seu entorno oferecem um espaço de convivialidade e experimentação que impulsiona processos de troca, circulação, vivências e cultura.

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Localizado no Edifício Tancredo Neves, o prédio é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico de autoria de Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, é oferecido o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais, aproximando o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolha públicas e particulares, universitários e instruções, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.

O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília

Horário da van – De quinta-feira a domingo: 
Biblioteca Nacional – CCBB:
  13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h. | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

SERVIÇO:

Exposição: Uma história da arte brasileira
Curadoria: Raquel Barreto e Pablo Lafuente 
Data de abertura:
 16 de dezembro de 2025
Encerramento: 08 de fevereiro de 2026

Local: CCBB Brasília
Endereço: Asa Sul Trecho 2 – Asa Sul, Brasília – DF
Tel: (61) 3108-7600
Website: 
https://ccbb.com.br/brasilia/

Instagram: @ccbbbrasilia

Ingressos: podem ser retirados gratuitamente na bilheteria do CCBB ou no site,

Classificação: livre

Horários de visitação: terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada nas galerias até 20h40

Mostra com arte escultural de Sergio Camargo faz de Brasília o mais importante polo de arte no Brasil

Foto divulgação

Curador da mostra inédita de Sergio Camargo ressalta importância da exposição, realizada no Teatro Nacional, para a cena cultural brasileira

nome de Sergio Camargo ganha novo fôlego na capital com mostra inédita que amplia a percepção sobre sua produção. Promovida pelo Metrópoles, a exposição, com início nesta quarta-feira (10/12), às 19h, transforma o Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, em um percurso imersivo, em que luz, sombra e matéria se desdobram diante do visitante.

Com inauguração aberta aos brasilienses e entrada franca, o público é convidado a atravessar esse território de formas essenciais e ritmos discretos — um espaço em que a precisão poética do artista se revela em cada bloco, corte e superfície.

“Reinaugurar esse espaço maravilhoso, um patrimônio da cidade, em frente ao Conjunto Nacional, no maior quarteirão pedestre do Brasil, ao lado da biblioteca, do Museu Nacional, do Eixo Monumental e do SESI Lab… É realmente o miolo da cidade, um prédio com qualidade arquitetônica extraordinária”, pontua Marcelo Dantas, curador

Para ele, a escolha do Teatro Nacional como “casa” para a obra poética de Sergio foi certeira. “Um dos melhores de Brasília, um dos acertos mais brilhantes de Niemeyer. Trazer esse prédio de volta, após mais de 10 anos fechado, é maravilhoso. Fazer isso com Sérgio Camargo e com essa qualidade de obras é incrível”, destaca.

Marcello ainda ressalta que Brasília é um lugar especial para uma exposição tão única sobre o artista. “Eu amo Brasília. Vivi aqui, estudei aqui, conheço esses cantos todos. Esse espaço — o restaurante que havia ali em cima, a cascata — tudo é mágico, com luz, vista, charme. Estar de portas fechadas não era justo. É especial.”

Na visão do curador, o Teatro Nacional e o Foyer da Sala Villa Lobos mudam e marcam a experiência artística de contemplar as obras:

“No meu trabalho, tenho buscado levar arte a lugares não usuais. Isso muda o contexto da experiência. Se toda experiência artística se restringe à mesma sala branca, você nem lembra onde viu algo. Aqui não. Você não vai se esquecer dessa exposição porque o lugar é singular e especial. Isso faz toda diferença. Não queremos transformar a diversidade arquitetônica e ambiental em algo menor — queremos que seja sempre diferente, maior, provocadora”, assinala.

Serviço

Exposição “É Pau, é Pedra…”, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Por Helena Mandarino, Metropoles

Abertura PINTURA ITALIANA HOJE. Uma Nova Cena – Triennale Milano – Museu da República

Divulgação

Embaixada da Itália em Brasília e a Triennale Milano, em colaboração com a  Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e o Museu Nacional da República de Brasilia, apresentam a exposição Pintura italiana hoje. Uma nova cena, iniciativa promovida pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália, com a curadoria de Damiano Gullì, Curador de Arte Contemporânea e do Public Program da Triennale Milano.

abertura ocorrerá no dia 10 de dezembro, às 18h30, e contará com a presença da artista ítalo-brasileira Giulia Mangoni, que realizou uma obra mural site specific especialmente para a exposição de Brasília, na galeria do Museu.

Brasília marca a segunda parada internacional da circulação da exposição. Depois de estrear com grande destaque em Buenos Aires, a mostra chega à capital brasileira antes de seguir viagem para duas outras metrópoles latino-americanas: Rio de Janeiro e Cidade do México.

Pintura italiana hoje. Uma nova cena se desenvolve a partir da exposição coletiva de mesmo nome, apresentada na Triennale Milano em 2023, e propõe um olhar sobre a cena emergente italiana formada por artistas nascidos entre 1990 e os anos 2000, que se expressam por meio da pintura. 

A mostra apresenta obras de 27 artistas: Beatrice Alici, Bea Bonafini, Roberto de Pinto, Alice Faloretti, Alessandro Fogo, Andrea Fontanari, Giorgia Garzilli, Genuardi/Ruta (duo formado por Antonella Genuardi e Leonardo Ruta), Emilio Gola, Cecilia Granara, Diego Gualandris, Viola Leddi, Giulia Mangoni, Andrea Martinucci, Pietro Moretti, Ismaele Nones, Jem Perucchini, Edoardo Piermattei, Aronne Pleuteri, Giuliana Rosso, Davide Serpetti, Mario Silva, Sofia Silva, Marta Spagnoli, Maddalena Tesser e Eva Chiara Trevisan.

Pintura italiana hoje. Uma nova cena

Brasília, DF

Museu Nacional da República

11 de dezembro de 2025 – 22 de fevereiro de 2026

A Exposição é idealizada pela Triennale Milano, com curadoria de Damiano Gullì

Promovida pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional.

Realização da mostra: Embaixada da Itália em Brasília, Triennale Milano, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal

Serviço

Evento de abertura: 10 de dezembro, 18h30

Museu Nacional da República Brasília 

Setor Cultural Sul, Lote 2 próximo à Rodoviária do Plano Piloto, Brasília – DF, 70070-150

ENTRADA LIVRE

MUSEU ABERTO FINALIZA 2025 EM GRANDE ESTILO COM SHOW, GRATUITO, DE PAULINHO DA VIOLA E PROJEÇÕES MAPEADAS NA CÚPULA DO MUSEU DA REPÚBLICA, NO DIA 9 DE DEZEMBRO

A segunda edição do Projeto Brasília Museu Aberto – Edição Brasilidades encerra o ano em grande estilo, no dia 9 de dezembro, reunindo música, arte e patrimônio cultural em uma experiência única e gratuita no Museu da República. O evento traz o cantor e compositor Paulinho da Viola, com o show “Quando o Samba Chama”, e projeções mapeadas que transformarão a cúpula do museu em uma grande tela da arte brasileira, celebrando tanto a tradição quanto a inovação cultural do país.

Depois do sucesso da primeira edição de 2025, que ocupou o Panteão da Pátria com projeções e o show da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, a nova edição reafirma Brasília como vitrine da cultura nacional e palco de encontros que unem tradição, inovação e identidade brasileira. “Ao transformar a cúpula do Museu da República em uma grande tela para a arte modernista brasileira e um show gratuito com o cantor e compositor Paulinho da Viola, reafirmamos que o patrimônio cultural vive e se renova quando é colocado em diálogo direto com a comunidade”, afirma Claudio Abrantes, Secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Idealizado por Danielle Athayde, o projeto propõe uma nova forma de vivenciar a arte: acessível, imersiva e profundamente conectada ao espaço público e ao patrimônio cultural. “Reinventamos o conceito de espaço público, levando a arte diretamente às pessoas e promovendo um elo entre a cultura e a comunidade”, explica Danielle, idealizadora e curadora da mostra. O projeto Brasília Museu Aberto, com show de Paulinho da Viola conta com apoio do Ministério da Cultura e Secretaria de Cultura e Economia Criatividade do Distrito Federal.

A chama do samba com Paulinho da Viola

No show “Quando o Samba Chama”, Paulinho da Viola celebra a chama perene do samba, que permanece viva após quase seis décadas de carreira. O repertório mistura clássicos eternos — como “Foi um Rio que Passou em Minha Vida”, “Argumento”, “Onde a Dor Não Tem Razão”e “Pecado Capital” — e sambas que o artista não apresenta há algum tempo, garantindo momentos raros e emocionantes.

A poesia de Paulinho da Viola transforma metáforas do mar e da chama em imagens de amor, destino e permanência, convidando o público a se conectar com sua obra de forma profunda: “O poeta ressurge e lança no ar a semente, e reparte feliz a sua luz”. “Quando o Samba Chama” é um convite para celebrar a música que atravessa gerações, iluminando tanto os fãs antigos quanto aqueles que descobrem diariamente a riqueza de sua obra.

Arte que se projeta na cidade

Além do espetáculo musical, a edição 2025 do Brasília Museu Aberto homenageia artistas fundamentais para o imaginário visual brasileiro, como Orlando Brito, Wladimir Carvalho e a Coleção Brasília — acervo de Izolete e Domício Pereira com obras de Francisco Galeno, Paulo Iolovichti e Marlene Godoy. A programação também celebra nomes da cena contemporânea brasiliense, como Antonio Obá, Nicolas Behr, Zuleika de Souza, Clarice Gonçalves, Stuckert, Delei e outros artistas visuais, poetas e fotógrafos de projeção nacional e internacional.

A cúpula do Museu da República será transformada em uma imersão visual única, onde a arte moderna e contemporânea se encontra com o patrimônio histórico, criando uma experiência sensorial que aproxima o público das diferentes linguagens da arte brasileira. 

O Brasília Museu Aberto 2025 convida toda a população a celebrar a arte e a música brasileiras em uma experiência única, onde tradição, inovação e identidade cultural se encontram sob a cúpula do Museu da República. O DJ Edy , parceiro do projeto, vai abrir e encerrar a noite com músicas dançantes.

Sobre o Brasília Museu Aberto

Criado em 2020, o projeto Brasília Museu Aberto leva arte ao grande público por meio de projeções mapeadas em monumentos e edifícios simbólicos da capital, reinventando o conceito de espaço público e democratizando a experiência artística. Ao longo de suas edições, reuniu obras de nomes consagrados como Siron Franco, Tarsila do Amaral, Roberto Burle Marx e artistas brasilienses contemporâneos, consolidando-se como uma das mais impactantes ações culturais do Distrito Federal.

Serviço

Evento: Quando o Samba Chama – Show de Paulinho da Viola + Projeção de obras de artistas brasileiros
Data: 9 de dezembro de 2025, às 19:30h
Local: Museu da República, Brasília
Entrada: Gratuita com cadastro pelo: https://www.sympla.com.br/evento/brasilia-museu-aberto—edicao-brasilidades-recebe-paulinho-da-viola-e-o-show-quando-o-samba-chega/3236572