Categoria: Arquitetura, Decoração, Urbanismo, Paisagismo

II FÓRUM DAS CIDADES CRIATIVAS DO DESIGN ABORDA O TEMA “O PODER TRANSFORMADOR DO DESIGN”

Foto divulgação

Com convidados de peso no cenário nacional o encontro vai movimentar a capital federal entre 10 e 13 de março

Nomes de expressão nacional do design e da economia criativa brasileira desembarcam em Brasília entre os dias 10 e 13 de março, para o II Fórum Cidades Criativas Design. A abertura, na manhã do primeiro na Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF) será um convite para uma imersão no mundo do design durante os quatro dias do evento. 

A ideia do encontro é promover a colaboração, o intercâmbio, debates, parcerias, trocas e contribuições mediados pelo design, visando o desenvolvimento urbano sustentável das cidades, com palestras, painéis e workshops. É importante ressaltar que o conteúdo apresentado pela II Fórum Cidades Criativas Design vai além da teoria, incentivando a participação da comunidade no processo prático de vivências na cidade e nos modelos de uso sustentável dos recursos renováveis de forma circular e regenerativa.

A programação do Fórum vai abordar diferentes temas e posicionamentos como “Cidades do Design”. No primeiro dia com painéis de representantes das três Cidades Criativas do Design chanceladas pela UNESCO: Brasília, Curitiba e Fortaleza. 

Ainda no dia da abertura, os convidados participam de um soft opening da Rota do Designde Brasília, com um passeio que percorrerá pontos icônicos de Brasília, como a Praça dos Cristais, Memorial JK, Parque da Cidade, superquadras e sistema de sinalização, Fundação Athos Bulcão, infraestrutura urbana, as famosas tesourinhas, Catedral e a Praça dos Três Poderes. Essa rota permitirá aos participantes vivenciar a cidade sob a perspectiva do design, conectando arquitetura, arte e urbanismo de forma única.

No segundo e terceiro dia o tema será “O Design Brasileiro” e “Design Sem Fronteiras” com palestrantes como o designer, professor e consultor Bruno Porto, que atualmente mora no Canadá e vem à Brasília, especialmente, para participar do Fórum. Quem também está presente no lineup do evento é a ex-ministra Dorothea Werneck que tem no currículo os ministérios do Trabalho e Indústria, Comércio e Turismo, entre outros palestrantes como Ricardo Sastre, mestre em design, doutor em engenharia de produção e pós doutor em Design sustentável, com 30 anos de experiência no mercado de embalagens.

O II Fórum Cidades Criativas Design é realizado pelo Instituto ACDF – Associação Comercial do Distrito Federal, com apoio do GDF através de uma parceria da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) e o, conforme termo de colaboração nº 3/2025. “Brasília tem no design uma de suas maiores expressões de identidade, desde a arquitetura, que nos projetou para o mundo, até a criatividade que movimenta nossa economia todos os dias. Sediar o II Fórum das Cidades Criativas do Design reforça nosso compromisso com a inovação, com a valorização dos talentos locais e com o fortalecimento da economia criativa como vetor de desenvolvimento e geração de oportunidades. O poder transformador do design está, justamente, na capacidade de conectar pessoas impulsionar negócios e promover o crescimento sustentável para nossa cidade”, destaca o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.

Para Marcos Moreira, Presidente do Conselho do Design do Instituto da Associação Comercial do Distrito Federal, o Fórum é uma oportunidade de geração de negócios entre os participantes. “A capital de todos os brasileiros tem muita coisa ainda a ser mostrada tanto para a população local quanto para turistas nacionais e internacionais, principalmente no campo do design,  com experiências extraordinárias. Será um momento importante para a cidade”, comemora Marcos.

Entre os palestrantes confirmados também estão nomes Alice Voga, diretora de Programa da Presidência da COP30, Maria Eugênia Brasil, consultora, palestrante e gestora de projetos em sustentabilidade, ESC e Agenda 2030, Pedro Marcante, mestre em Políticas Sociais pela Universidade de Lisboa e graduado em Gestão Pública pela UnB, Gisele Raulik, designer, doutora em políticas públicas de design pela Universidade do País de Gales e mestra em estratégias de design e inovação pela Brunel University (Inglaterra), Dedê Oliveira, designer, produtora audiovisual e sócia da Cardume Estúdio Criativo (CE), Pamela Marques, Doutora em design na ESDI/UERJ com intercâmbio na Universidad de Chile e Mestra em design pela UnB/DF, Aldine Lima, designer e arquiteta, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFC (Universidade Federal do Ceará) com formação em design pelo Centro de Design do Ceará do Instituto Dragão do Mar, Welligton Mello, mestre em desenvolvimento , cultura e território pelo PPGDSCI CEAM – Unb, Eneida Figueiredo, designer e pesquisada, graduada em Artes Visuais pela UnB e Design de Interiores pelo IESB, Rodrigo Costa, designer, arquiteto e urbanista e gestor cultural baseado em Fortaleza (CE), Daniela Garrossini, Doutora em Comunicação, mestre em Engenharia Elétrica e graduada em Desenho Industrial pela UnB, Beatriz Ramos, mestra em Inovação em Comunicação e Economia Criativa pela Universidade Católica de Brasília e graduada em Comunicação Social com habilitação em cinema e mídias Digitais pelo IESB, Cindy Renate, designer, doutora em Engenharia de Produção e professora nos cursos de bacharelado em Design e Tecnologia em Design Gráfico da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Leandro Bessa, Doutor e Mestre em Comunicação e Sociedade pela UnB com estágio Doutoral na Université Lettres Sorbonne (FRA), Bia Simon, Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP com pós-doutorado no PPGDI-UEFS, Eduardo Barroso, formado em Design Industrial pela UEMG com mestrado em Design Urbano em Lausanne, na Suíça e especialização em Gestão de Design em Milão, na Itália, Ruth Klotzel, com graduação e mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela USP, atua em design visual pelos setores público, privado e terceiro setor, Rosangela Araújo, estrategista de Design para Sustentabilidade e ESG com 21 anos de experiência internacional na América Latina e Europa, Marcelo Barros, músico, engenheiro, arquiteto, artesão e poeta com 35 anos de experiência em gestão de projetos de P&D&I e de extenção, Renata Gamelo. Designer, produtora cultural e articuladora de setores criativos é fundadora da La Ursa Tours e da RECRIA – Rede Nacional de Experiências e Turismo Criativo. Claudia Ferrari, bacharela em Composição de Interior pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV, trabalha com design social na Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária da Prefeitura de Niterói-RJ.

O Fórum, que é uma realização do Instituto da ACDF- Associação Comercial do Distrito Federal por meio de seu Conselho do Design e Economia Criativa, reúne profissionais de peso em sua equipe: a designer e educadora Andrea Castello Branco, o designer estratégico Marcelo Júdice, a jornalista Liana Alagemovits, a consultora em projetos sociais Jardelene Nogueira, a artista visual e designerEneida Figueiredo, o presidente da ACDF Fernando Brites, a designer e empresária Alessandra Pinheiro e o designer gráfico e curador do fórum Wagner Alves.

As Cidades Criativas

Três capitais brasileiras são reconhecidas pela Unesco como Cidades Criativas do Design: Brasília(DF), Fortaleza (CE) e Curitiba (PR). O termo define locais que cultivam o ambiente criativo, áreas verdes, o usufruto cultural e o respeito às diferenças. Tudo isso é feito de maneira sustentável e com foco no estabelecimento de conexões múltiplas e em políticas de turismo, meio ambiente, planejamento urbano sustentável, patrimônio cultural, educação criativa e fomento cultural. Nesse contexto, Curitiba, Brasília e Fortaleza tem condições de atingir os ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável- através do design e sua transversalidade, pensando políticas culturais e projetos para economia criativa, onde a inovação e inclusão social, mobilidade e desenvolvimento urbano sustentável, cultura e turismo são a essência desse processo de transformação.

As cidades funcionam como um grande laboratório de ideias inovadoras que contribuem para o cumprimento dos objetivos do desenvolvimento sustentável da Agenda 2030, estabelecidos na Assembleia Geral da ONU. No II Fórum Cidades Criativas Design, o design será visto como ferramenta de transformação social e inovação.

Brasília entra nesse contexto especialmente por refletir a diversidade expressa na identidade, na cultura e na criatividade. A partir da combinação entre a racionalidade arquitetônica e a monumentalidade da escala, a capital federal promove o design colaborativo e a criatividade como fatores de desenvolvimento urbano e cultural de forma inclusiva. Brasília é reconhecida como um território criativo que proporciona experiências sensoriais e culturais, revitaliza espaços públicos e recria memórias afetivas.

A Unesco reconheceu Brasília em 2017 como uma cidade capaz de inspirar a criatividade e a inovação em segmentos, como cultura, moda, artesanato e design gráfico. A escolha de Brasília como Cidade Criativa do Design contribuiu para o fomento de oportunidades para empreendedores criativos, resultando numa cena cultural vibrante e atrativa.

Criada em 2004, a Rede de Cidades Criativas da Unesco promove a cooperação ativa entre as cidades-membro e leva a criatividade para os planos de desenvolvimento local. Cada cidade-membro integra uma das sete categorias: artesanato e artes folclóricas; artes midiáticas; cinema; design; gastronomia; literatura; e música. 

Para saber mais sobre a programação acompanhe pelo instagram @brasiliacidadecriativa e site: http://www.brasiliacidadecriativa.com.br.

 PROGRAMAÇÃO

Inscrições: https://linktr.ee/brasiliacidadecriativa

DIA 10/03/2026 – CIDADES DO DESIGN

8h00 – Recepção e credenciamento
9h00 – Abertura II Fórum Cidades Criativas Design
9h30 – Painel Brasília: Ponto Focal e Projeto “Brasília HUB Criativo”
10h30 – Design Acontece | Ações de design em Brasília
10h45 – Design Acontece: Mesa Redonda com Associações Profissionais
11h15 – Painel Curitiba
12h00 – Painel Fortaleza
14h30 – City Tour Brasília Cidade Criativa & Lançamento da Rota do Design do Distrito Federal
20h00 – Coquetel de abertura no Manhattan Shopping – Águas Claras/DF

• Lançamento da 2ª Edição da Exposição COD POSTER – BRASIL

• Apresentação da marca Brasília Cidade Criativa do Design

• Entrega da Rota do Design

• Premiação do Concurso Transforme seu Quadrado

DIA 11/03/2026 – O DESIGN BRASILEIRO

8h00 – Recepção e credenciamento
8h45 – Palestra: O Poder Transformador do Design
10h00 – Palestra: Territórios Criativos
11h00 – Palestra com Bruno Porto: “Ecossistemas Criativos: Conexões Possíveis – Toronto/Brasília”
14h00 – Momento Articulação Nacional – Design Brasileiro
17h00 – Fechamento e Manifesto do Design Brasileiro

DIA 12/03/2026 – DESIGN TRANSFORMADOR

8h00 – Recepção e credenciamento
8h45 – Palestra com Dorothea Werneck
9h45 – Agenda paralela:

• Agenda A: Painel Pesquisas em Design para Inovação Social

• Agenda B: Workshop – Convergências Criativas: Design Empreendedor (trabalho colaborativo entre equipes de Brasília, Curitiba e Fortaleza)
12h30 – Almoço | Experiência gastronômica
14h30 – Continuação do Workshop – Convergências Criativas: Design Empreendedor

DIA 13/03/2026 – DESIGN SEM FRONTEIRAS

8h00 – Recepção e credenciamento
9h00 – Palestra: “A Criatividade como um Ativo para as Cidades”
10h00 – Painel on-line com Cidades Criativas do Design Internacionais
15h00 – Painel on-line com Cidades Criativas do Design Internacionais – continuação
16h00 – Mesa Redonda: “Estratégias para o Design Brasileiro”
17h00 – Encerramento do Fórum

Acompanhe a programação pelo instagram@brasiliacidadecriativa e pelo site: www.brasiliacidadecriativa.com.br.

 

Exposição individual de Ricardo Homem “Da cor, fez-se o silêncio” chega a Galeria Karla Osorio em Brasília

Foto Galeria Karla Osorio

A Galeria Karla Osorio tem o orgulho de apresentar a exposição individual de Ricardo Homem, intitulada Da cor, fez-se o silêncio, com curadoria de Carollina Lauriano.

A mostra reúne seleção de obras inéditas criadas nos 2 últimos anos, que evidenciam a força e a coerência de sua trajetória artística. O trabalho de Ricardo Luiz Homen dialoga com vertentes da arte contemporânea brasileira, combinando referências figurativas e abstratas.

Em muitas obras, percebe-se uma busca por transmitir sensações e reflexões mais do que representar fielmente a realidade. Esse diálogo entre o figurativo e o abstrato cria uma tensão: as imagens sugerem formas reconhecíveis — corpos, paisagens, símbolos — mas elas não se fecham em uma narrativa literal. Ao contrário, parecem se dissolver em camadas de cor, gestos e texturas, convidando o observador a completar os sentidos.

Sobre a exposição – Texto curatorial abreviado

As obras de Ricardo Homen são reconhecidas por sistematizar um pensamento que traz a materialidade da pintura como centro da sua pesquisa. No entanto, as cores têm um papel fundamental em sua criação artística. Uma característica significativa da obra de Ricardo Homem é a maneira como ele combina duas ou três pinturas e objetos e os apresenta como uma única obra coesa. Com planos de cores que variam entre os tons mais vivos e expressivos e uma cartela de tons pastel. O artista cria pinturas e objetos instalativos de maneira minimalista, porém ricamente expressivos, reunindo uma série de trabalhos de diversos períodos de sua carreira.

Nessa exposição, todas as obras escolhidas são apresentadas de forma que ressoem umas com as outras, mantendo uma certa conexão por meio do requintado senso de diálogo entre elas.

Em Da cor, fez-se o silêncio, as obras estão orquestradas de modo a estabelecer um senso de harmonia, permitindo assim que os espectadores experimentem o mundo da obra de Ricardo Homem como um espaço contemplativo. Aqui, o conjunto de trabalhos escolhidos para a exposição podem ser comparados a constelações, partituras musicais ou movimentos de dança. E essa sensação não é à toa.

Embora cada trabalho tenha sua própria presença única, eles parecem diferentes dependendo da posição em que estão instalados, bem como, do ângulo no qual são vistos. Nesse aspecto, há um elemento de alegria em descobrir características distintas e diferenças de cor, forma e tamanho entre as respectivas obras.

É exatamente esse movimento que torna a obra de Ricardo Homem um lugar extremamente interessante, como se o artista deslocasse nosso olhar para um ponto completamente distante daquilo que a primeira captura nos oferece. Onde achamos que a vibração da cor vai nos causar uma dissonância, porém há um acolhimento completamente meditativo. Tudo porque, na obra de Ricardo, as cores podem ser percebidas de forma muito diferente quando justapostas. As cores surgem de maneira livre e animada, juntamente com o lugar, o movimento e o tempo.

De uma pequena distância, de perto ou olhando de lado – os visitantes são convidados a explorar novas maneiras de ver suas obras enquanto fazem descobertas emocionantes, envolvendo-se com elas de uma variedade de ângulos e perspectivas.

E aqui, o silêncio se configura como um poderoso aliado. É nesse gesto que os trabalhos de Ricardo Homem parecem não só acontecer, mas tomar uma proporção subjetiva muito grande. Enquanto o mundo externo nos oferece uma polifonia de vozes e ideias, o espaço expositivo nos proporciona um lugar de respiro, de presença, de observação. Um lugar onde a vibração da cor dá espaço para o sentir. E não há momento mais valioso do que esse no contemporâneo.

Dessa forma, essa exposição vem como um convite para dedicarmos um pouco de tempo para observar o silêncio que Ricardo Homem imprime em suas obras.

Sobre o artista

Ricardo Luiz Homen (Belo Horizonte, 1961) Pintor, desenhista e artista plástico contemporâneo, com formação em artes plásticas (1984).

Homen desenvolve uma obra marcada pela expressividade, pelo gesto e pela intensidade cromática. Sua produção transita entre o figurativo e o abstrato, articulando formas, cores e texturas de maneira a criar atmosferas carregadas de emoção e reflexão. Em suas pinturas e desenhos, a matéria ganha protagonismo: camadas de tinta, sobreposições e transparências que revelam o processo criativo e conferem profundidade e ritmo às composições.

Mais do que representar a realidade, suas obras convidam o espectador a vivenciar sensações, explorar significados e completar os sentidos sugeridos pelas formas.

Serviço: “Da cor, fez-se o silêncio” exposição individual de Ricardo Homen

Abertura sábado, dia 07 de março, 11h-15h Galeria Karla Osorio – Pav. I e II, galerias 1 a 5

Visitação: segunda a sexta, 9h – 18h, sábados 9h – 14h

Em cartaz até: 18 de abril de 2026

A entrada é gratuita. Recomenda-se agendar por telefone, email, DM no Instagram ou WhatsApp.

Contatos:

Artista: Ricardo Homen: +5531988054415

Diretora: Karla Osorio +55 61 981142100

Curadora: Carollina Lauriano + 11982828552

Crédito das imagens: Galeria Karla Osorio

Exposição “Uma Mulher é Uma Mulher” ocupa o DF com arte urbana e narrativas femininas

Foto divulgação

Projeto ganha a cidade a partir de 8 de março e transforma muros e redes em território de escuta, diversidade e afirmação

Depois de quase um ano de escuta, encontros, afetos e criação coletiva, Uma Mulher é Uma Mulher inaugura oficialmente sua exposição em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, tendo a cidade como galeria.

Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e coproduzido pela Pitanga e Rovit Filmes, o projeto transformará muros, esquinas e trajetos cotidianos em território de afirmação, diversidade e reflexão sobre o feminino. Quem passar a caminho do trabalho, quem esperar o ônibus, quem atravessar a rua distraído poderá ser impactado por figuras femininas diversas. É uma exposição que não pede silêncio, mas presença. Não exige ingresso, mas disponibilidade para olhar.

A construção do projeto começou em maio de 2025, quando foi lançada uma chamada pública que mobilizou 41 mulheres do Distrito Federal. Após etapas de análise de perfis, escutas individuais e entrevistas aprofundadas, foram escolhidas oito protagonistas que representam diferentes gerações, identidades e experiências de vida. 

Mais do que um processo técnico de produção de fotos, vídeos e murais, a trajetória desses meses foi marcada por encontros. Cada ensaio foi precedido por conversas longas, partilhas de memória, trocas sinceras e construção de confiança entre equipe e participantes. Houve tempo para ouvir, acolher e compreender as camadas de cada história antes de traduzi-las em imagens”, relata Waléria Gregório, idealizadora, diretora criativa e responsável pela fotografia do projeto. 

Ao lado de Thaís Holanda, cineasta que assina o audiovisual; e Didi Colado, artista urbana responsável pelos lambe-lambes e grafites espalhados pelo Distrito Federal, ela consolidou com as participantes uma relação de afeto e entrega mútua. E o que se verá nas ruas e nas plataformas digitais não será apenas resultado estético, mas o desdobramento de vínculos construídos com respeito, sensibilidade e profundidade.

As oito protagonistas são:

Amanda Nery, que transformou experiências de violência e maternidade precoce em e construção afetiva e autonomia.

Caju, cabeleireira que fez do salão um espaço de escuta, identidade e emancipação, rompendo padrões estéticos e sociais.

Fernanda Torres, mãe atípica e sobrevivente do câncer, que ressignificou o cuidado e hoje floresce como símbolo de recomeço.

Flor Furacão, mulher trans, artista e mãe, que ocupa espaços historicamente negados e afirma a existência como ato político.

Issa Meguer, atriz e modelo de 69 anos, que enfrenta o etarismo e reafirma que potência feminina não tem prazo de validade.

Joyce, artista que vive com anemia falciforme e construiu na arte um caminho de autonomia e presença.

Malinha, jovem fotógrafa periférica que transforma vivência em linguagem visual e abre caminhos para outras meninas.

Jesus Feitosa, costureira que atravessou gerações sustentando família e futuro com linha, agulha e resistência.

A cidade como galeria

Ao longo do mês de março, serão instalados 16 painéis de lambe-lambe e 2 grafites nas regiões administrativas Guará, Águas Claras, Taguatinga e Vicente Pires. Cada obra conta com um QR Code que direciona para o Instagram e para o site oficial do projeto, com recursos de acessibilidade, ampliando a experiência da rua para o ambiente digital.

A proposta é simples e potente: provocar o encontro. Quem é essa mulher? O que ela está fazendo aqui? O que a história dela revela sobre nós? A cidade vira galeria. O Instagram torna-se extensão da rua. A imagem se transforma em pergunta.

Paralelamente, a exposição virtual apresentará vídeos, ensaios fotográficos e conteúdos criativos sobre a trajetória de cada mulher, publicados semanalmente. A cada semana, uma protagonista ocupará as redes, convidando o público a aprofundar o olhar. 

Ao final desse processo, as mulheres participantes deixarão de ser apenas personagens, tornando-se referências simbólicas de um movimento que reafirma que as mulheres são múltiplas, legítimas, plurais e estão em permanente construção.

Compartilhamento de saberes

Como parte do compromisso com formação e democratização do acesso à arte, o projeto oferecerá três oficinas gratuitas voltadas exclusivamente para mulheres, conduzidas pelas próprias artistas do projeto: Waléria Gregório, Didi Colado e Thaís Holanda.

As atividades acontecerão em 28 e 29 de março, com inscrições abertas entre 16 e 21 de março, por meio do site oficial. As oficinas ampliam o diálogo do projeto para além da exposição, fortalecendo a presença feminina nos campos da fotografia, do vídeo e da arte urbana.

Ficha técnica

ARTISTAS

Waléria Gregório – Idealizadora, Diretora Criativa e Fotografia
Thaís Holanda – Cineasta (Audiovisual)
Didi Colado – Artista Urbana (lambe-lambe e grafite)

EQUIPE

Vittor Pinheiro – Produtor Executivo
Joyce Carvalho – Diretora de Produção
Pedro Pinheiro – Produtor de Set
Thiago Ramos – Produtor de Frente
Flávia Costa – Design e Gestão de Mídias Sociais
Isaac Joshua – Acessibilidade
Maura – Assessoria de Comunicação
Nelma Fernanda – Produção de Arte Urbana (lambe-lambe e grafite)
Renata Rangel – Designer Gráfica e Assistente de Produção de Arte Urbana (lambe-lambe)

ELENCO

Amanda Nery
Caju (Juliana Marques)
Fernanda Torres
Flor Furacão (Iaguara Costah)
Issa Meguer
Joyce Carvalho
Malinha (Ana Luisa)
Jesus (Jesus Vieira Feitosa)

SERVIÇO

Uma Mulher é Uma Mulher

Lançamento oficial: 08/03 (Dia Internacional da Mulher)

Exposição Urbana

Período de visitação: de 08/03 a 03/05

*Guará 

*Águas Claras 

*Taguatinga 

Vicente Pires 

Cada obra conta com QR Code fixado no local, que dá acesso ao Instagram oficial, ao site do projeto e aos recursos de acessibilidade.

*As localidades serão informadas via redes sociais e site

Exposição Virtual

Período: de 08/03 a 03/05

Carrosel de fotos, vídeo e postagem criativa sobre cada uma das mulheres

@umamulher.pro

Oficinas Gratuitas

*Oficina de Fotografia, com Waléria Gregório
*Oficina de Vídeo, com Thaís Holanda
*Oficina de Lambe-lambe, com Didi Colado

* Data, horário e localidade serão informados via redes sociais e site

Período de inscrições: de 16 a 21/03, pelo site
Site: https://www.umamulherprojeto.com.br/

Instagram: @umamulher.pro

Exposição fotográfica “Marias” é aberta no TRT-10 e convida à reflexão sobre o enfrentamento à violência contra a mulher

Foto divulgação

Foi aberta oficialmente nesta terça-feira (4/3), no Edifício-Sede do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), em Brasília, a exposição fotográfica “Marias“, da jornalista e fotógrafa Ísis Dantas. A mostra, que integra as ações institucionais do Mês da Mulher, permanece aberta até 19 de março, no Saguão do Pleno, com visitação pública de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h.

Realizada em sua versão integral, a exposição reúne 43 quadros que retratam mulheres que conseguiram romper o ciclo da violência doméstica. As histórias apresentadas transformam experiências de dor em narrativas de resistência, reconstrução e esperança, destacando a importância das redes de apoio no processo de superação e fortalecimento das vítimas.

A exposição tem como objetivo sensibilizar o público para a violência contra a mulher, reconhecida como um grave problema de direitos humanos e de proteção social no Brasil. Por meio de imagens e relatos marcantes, a mostra propõe um diálogo que ultrapassa o campo jurídico e alcança a dimensão cultural e educativa, estimulando a reflexão e o engajamento coletivo no enfrentamento à violência de gênero.

Violência contra a mulher

De acordo com o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, o maior número desde a tipificação do crime, em 2015. A maioria das vítimas foi morta em contexto doméstico, por parceiros ou ex-parceiros, evidenciando a persistência e a gravidade da violência no cotidiano das mulheres brasileiras e reforçando a urgência de iniciativas de conscientização e prevenção.

A mostra “Marias” conta com o apoio do Sindicato dos Bancários e da Associação dos Servidores do TRT-10, sob curadoria do artista plástico e fotógrafo Rinaldo Morelli, e dialoga diretamente com outras ações promovidas pelo Tribunal no Mês da Mulher, como o evento “Ampliando a compreensão sobre a violência doméstica e seus impactos”, que busca dar voz a histórias femininas e aprofundar o debate sobre o enfrentamento à violência de gênero.

As imagens e depoimentos que compõem a exposição também deram origem ao livro “Marias”, que estará disponível para consulta na Biblioteca do TRT-10, localizada no Foro Trabalhista de Brasília.

CCBB traz para Brasília a exposição “Ancestral: Afro-Américas”, com mais de 130 obras de artistas negros do Brasil e dos Estados Unidos

Foto divulgação

Mostra reúne nomes como Abdias Nascimento, Simone Leigh, Kara Walker, Bispo do Rosário, Julie Mehretu e Sonia Gomes, entre outros.

De 3 de março a 3 de maio, no Centro Cultural Banco do Brasil – Brasília (CCBB Brasília), o público poderá visitar, gratuitamente, a exposição “Ancestral: Afro-Américas”, quecelebra as raízes africanas que conectam Brasil e Estados Unidos por meio da arte. A mostra reúne cerca de 130 obras de artistas negros dos dois países e propõe um mergulho na força estética, política e simbólica da ancestralidade afro-diaspórica nas Américas. O patrocínio do projeto é da BB Asset, por meio da Lei Rouanet.

Os CCBBs Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador já sediaram a exposição que chega à capital federal reafirmando a potência de um diálogo transatlântico que atravessa séculos. Entre os artistas participantes estão Abdias Nascimento, Simone Leigh, Sonia Gomes, Leonard Drew, Mestre Didi, Melvin Edwards, Lorna Simpson, Kara Walker, Bispo do Rosário, Carrie Mae Weems, Mônica Ventura e Julie Mehretu, nomes de destaque da arte contemporânea e moderna.

Com direção artística de Marcello Dantas, curadoria de Ana Beatriz Almeida e Renato Araújo da Silva, “Ancestral: Afro-Américas” está organizada em três núcleos temáticos — Corpo, Sonho e Espaço — que conduzem o público por reflexões sobre identidade, pertencimento, memória e reconstrução histórica.

No núcleo “Corpo”, as obras exploram os limites da representação e evidenciam os desafios históricos e simbólicos de retratar pessoas negras na arte, reafirmando o corpo como território de resistência e afirmação.

Em “Sonho”, marcado por questões de identidade e herança, os trabalhos expandem os limites da abstração e convidam à contemplação, promovendo um espaço de reflexão sobre memória, espiritualidade e continuidade.

Já em “Espaço”, as obras examinam propostas de construção de mundo e criação de lugares, mesclando o natural e o urbano ao tratar de temas como imigração, história e comunidade, desafiando percepções convencionais de território e pertencimento.

“Ao apoiar a exposição ‘Ancestral: Afro-Américas’, reforçamos o compromisso da BB Asset com a cultura e o seu papel fundamental na sociedade. Acreditamos que projetos como esse são uma oportunidade de conectar histórias e promover diálogos que enriquecem nossa compreensão do mundo. Para nós, investir em cultura é investir no que nos transforma e inspira,” afirma Gustavo Pacheco, Presidente da BB Asset.

Evento de Abertura

No dia 3 de março, para comemorar a abertura, os visitantes estão convidados para o pocket show com os artistas Alberto Salgado e Virgínia Rodrigues, que acontece às 19h, no teatro do CCBB Brasília. 

A apresentação musical dialoga diretamente com o conceito da mostra ao celebrar, por meio da música, a força das matrizes afro-brasileiras e afro-diaspóricas, ampliando a experiência sensorial e simbólica proposta pela exposição. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingresso, e sujeita à lotação do espaço.

Minibio dos artistas

Alberto Salgado é cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro e construiu uma trajetória marcada pela fusão entre ritmos afro-brasileiros, a percussão da capoeira e o violão clássico. Sua música dialoga com a MPB, o samba, a bossa nova e experimentações sonoras, resultando em uma identidade autoral reconhecida pela crítica. Vencedor de prêmios e com parcerias importantes na música brasileira, destaca-se por obras que unem lirismo, consciência social e forte ligação com a cultura popular. 

Virgínia Rodrigues é uma das vozes mais expressivas da música brasileira contemporânea. Cantora baiana, foi descoberta por Caetano Veloso nos anos 1990 e consolidou carreira com interpretações que transitam entre o erudito e o popular, incorporando influências do samba, do jazz e das matrizes africanas. Dona de grande extensão vocal e intensidade interpretativa, teve reconhecimento internacional desde o álbum de estreia, Sol Negro, sendo celebrada pela crítica estrangeira e por importantes veículos culturais.

Ancestralidade, metáfora e intercâmbio artístico

Para a curadora Ana Beatriz Almeida, a exposição reafirma a reconstrução de uma ancestralidade profundamente impactada pelos processos de colonização. “Nós nos deixamos guiar pelos grupos e comunidades da diáspora africana que reimaginaram o conceito de servidão nessas nações coloniais para as quais foram trazidas, contribuindo de maneira significativa para a construção da identidade nacional desses lugares. No processo de criação da humanidade em meio à brutalidade racional que forjou a modernidade, artistas afrodiaspóricos redefiniram a ética e a estética, frequentemente convergindo – apesar de estarem em territórios diferentes. Isso nos leva de volta ao conceito de ‘pessoa’ encontrado na África Ocidental: o sujeito enquanto resultado de sua genealogia ancestral”, afirma.

A narrativa curatorial também parte de uma potente metáfora proposta pelo diretor artístico Marcello Dantas: a história de dois primos exilados da mesma comunidade na costa oeste africana, no século XVIII, separados entre Salvador, no Brasil, e Charleston, nos Estados Unidos.

“Apenas porque um barco rumou ao norte e outro ao sul e 200 anos se passaram, não foi possível apagar a força de uma chama ancestral que corre no sangue daqueles que vivenciaram a riqueza matricial da África das Américas”, destaca Dantas. “A palavra “ancestral” é comum tanto em inglês quanto em português. É essa origem compartilhada que buscamos evidenciar na arte contemporânea, algo que ultrapassa as barreiras geográficas, linguísticas e culturais”, complementa Dantas.

Neste contexto, serão apresentados trabalhos inéditos das brasileiras Gabriella Marinho e Gê Viana e da norte-americana Simone Leigh, primeira mulher afro-americana a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza. O também norte-americano Nari Ward traz para a mostra um trabalho criado em solo brasileiro exclusivamente para a exposição, no qual incorpora objetos do cotidiano, enriquecendo o intercâmbio artístico entre as nações. O artista Abdias Nascimento, ícone do ativismo cultural no Brasil, com reconhecimento por suas contribuições à valorização da cultura afro-brasileira e detentor do Prêmio Zumbi dos Palmares também faz parte da mostra, que conta ainda a participação da artista norte-americano Kara Walker com sua arte provocativa, que lhe rendeu o prestigiado Prêmio MacArthur.

Outra presença significativa, reconhecida por suas complexas pinturas é Julie Mehretu, artista norte-americana, que acumula uma série de prêmios com suas pinturas que estabelecem um diálogo com a geopolítica atual. Complementando esse panorama, a artista brasileira Rosana Paulino traz um olhar crítico sobre raça e identidade.

Núcleo de Arte Africana

A exposição conta ainda com uma seção especial dedicada à Arte Africana Tradicional, com curadoria de Renato Araújo da Silva, que apresenta a ancestralidade como ponto de partida da criatividade artística. A proposta é aproximar a herança africana das manifestações contemporâneas desenvolvidas a partir dessa matriz cultural no Brasil e nos Estados Unidos.

“Essas obras representam continuidades e transformações ao longo do tempo, revelando tanto a força de tradições transmitidas por gerações quanto às inovações decorrentes do contato com novas culturas e contextos”, afirma o curador.

Sobre os Curadores

Ana Beatriz Almeida

Ana Beatriz Almeida é artista visual, curadora e historiadora da arte, com foco em manifestações africanas e na diáspora africana. Nascida em Niterói (Rio de Janeiro), em 1987, é mestre em História da Arte e Estética pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (USP) e doutoranda em Estudos de Museus na University of Leicester, no Reino Unido. Almeida é também cofundadora e curadora da plataforma de arte 01.01, consultora curatorial do MAC-Niterói e foi curadora convidada do Glasgow International 2020/2021. Participou de residências curatoriais em Gana, Togo, Benim e Nigéria, durante as quais pôde se reconectar com parte de sua família que retornou ao Benim durante o período da escravidão. Como artista, desenvolveu ritos em homenagem àqueles que não conseguiram sobreviver à travessia do Atlântico durante o tráfico de escravizados. Sua técnica N’Gomku foi desenvolvida ao longo de cinco anos de pesquisa para a Unesco sobre as tradições das comunidades afro-brasileiras do Baba Egum e da Irmandade da Boa Morte. Apresentou performances no Centro Cultural São Paulo, Itaú Cultural, SESC Ipiranga e Casa de Cultura da Brasilândia, em São Paulo; e na Bienal do Recôncavo, na Bahia. Ministrou um curso de verão sobre sua técnica de performance na Goldsmiths University, em Londres (Inglaterra), e participou da residência artística Serrat, em Barcelona, Espanha. O trabalho de Almeida integra a coleção permanente do Instituto Inhotim, em Brumadinho.

Renato Araújo da Silva

Renato Araújo da Silva graduou-se em Filosofia em 2002 pela Universidade de São Paulo (USP). Pesquisador e curador, atua como consultor em arte africana das Coleções Ivani e Jorge Yunes desde 2018, Cerqueira Leite e Tomás Alvim, desde 2021. Assina exposições como curador de arte africana e asiática. Foi curador da exposição trilogia África, Mãe de Todos Nos (MON-Curitiba 2019) e da exposição “A Outra África trabalho e religiosidade” (Museu de Arte Sacra de São Paulo 2020), Crenças da Ásia – Museu de Arte Sacra e Diversidade Religiosa de Olímpia (2024). Além de ser autor de dezenas de catálogos de exposições, foi coautor do livro África em Artes (Museu Afro Brasil, 2015), é autor dos livros Arte Africana Máscaras e Esculturas 2 vols. (Beï 2024-225), Legados Arte Africana da Col. Cerqueira Leite (Unicamp-PUC-Campinas 2023), 5 mil anos de Arte Chinesa. (Instituto Confúcio 2024) e coautor de Sol Nascente a Col. de arte Japonesa Cerqueira Leite (PUC-Campinas 2024) e dos e-books Arte Afro-Brasileira altos e baixos de um conceito (Ferreavox 2016), “Temas de Arte Africana” (Ferreavox 2018), entre outros.

Marcello Dantas

Marcello Dantas é um premiado curador interdisciplinar com ampla atividade no Brasil e no exterior. Trabalha na fronteira entre a arte e a tecnologia, produzindo exposições, museus e múltiplos projetos que buscam proporcionar experiências de imersão por meio dos sentidos e da percepção. Nos últimos anos esteve por trás da concepção de diversos museus, como o Museu da Língua Portuguesa e a Japan House, em São Paulo; Museu da Natureza, na Serra da Capivara, Piauí; Museu da Cidade de Manaus; Museu da Gente Sergipana, em Aracaju; Museu do Caribe e o Museu do Carnaval, em Barranquilla, Colômbia. Realizou exposições individuais de alguns dos mais importantes e influentes nomes da arte contemporânea como Ai Weiwei, Anish Kapoor, Bill Viola, Christian Boltanski, Jenny Holzer, Laurie Anderson, Michelangelo Pistoletto, Studio Drift, Rebecca Horn e Tunga. Foi também diretor artístico do Pavilhão do Brasil na Expo Shanghai 2010, do Pavilhão do Brasil na Rio+20, da Estação Pelé, em Berlim, na Copa do Mundo de 2006. Foi curador da Bienal do Mercosul, realizada em 2022, em Porto Alegre, e é atualmente curador do SFER IK Museo em Tulum, no México. Formado pela New York University, Marcello Dantas é membro do conselho de várias instituições internacionais e mentor de artes visuais do Art Institute of Chicago.

Sobre a BB Asset

A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,8* trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 17,15% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento.

A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural.

*Dados do ranking da ANBIMA de janeiro de 2026

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas. Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Acessibilidade CCBB

A ação Vem pro CCBB conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes.

A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.

Horários da van, de quinta a domingo:

Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h
CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30

SERVIÇO

Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul – Brasília – DF

Exposição: “Ancestral: Afro-Américas”
Período: de 3 de março a 3 de maio, das 09h às 21h (entrada na galeria até às 20h40)
Galerias: 1 e 2
Classificação indicativa: Livre
Ingressos em: www.bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB Brasília
Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso

Informações: 

Fone: (61) 3108-7600
E-mail: ccbbdf@bb.com.br
Site: bb.com.br/cultura
Instagram: @ccbbbrasilia
Youtube: Bancodobrasil

MÊS DE FEVEREIRO TERMINANDO, DIA 6 DE MARÇO SE APROXIMANDO

Divulgação

Contagem regressiva para abertura da exposição “Elas & Elas na Arte”

As artistas integrantes do grupo ELAS & ELAS NA ARTE, e a CASA THOMAS JEFFERSON, têm o prazer de convidá-los para a abertura da TEMPORADA 2026 DO CTJ HALL.

Dez mulheres homenageando o DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
Além de celebrar a criação feminina, a exposição integra as comemorações do ANIVERSÁRIO DE BRASÍLIA.
Os presentes serão brindados com um belo concerto de música clássica no auditório da Casa Thomas Jefferson.

Coquetel de abertura: dia 06 de março, das 18 às 21h.
Visitação: de 07 de março a 09 de maio.
De 2ª a 6ª feira, das 08 às 19h. Sábados, das 08 às 12h.
A galeria não abre aos domingos e feriados.
Local: Galeria de Arte da Casa Thomas Jefferson.
SEPS 706/906, Asa Sul, Brasília -DF.

Artistas:
. Ana Lucia Laudares
. Ana Pimentel
. Eunice Dias
. Eusanete Sant Anna
. Fernanda Curado
. Malu Perlingeiro
. Perpe Brasil
. Roselena Campos
. Salma Siade Manzano
. Socorro Mota

Brasal lança novo decorado do Reserva Celebrare com brunch no Noroeste

Foto divulgação

No dia 28 de fevereiro, arquitetura, design e experiência se unem em um encontro pensado para encantar. A Brasal Incorporações promove um brunch especial e degustação da Momma Doces e Gelatos, a partir das 10h, no Espaço Brasal Noroeste (CLNW 2/3, Lote E – Noroeste), marcando a abertura da nova unidade decorada do Reserva Celebrare.

O encontro apresenta ao público o conceito do empreendimento em um ambiente acolhedor, permitindo conhecer de perto os espaços, as soluções arquitetônicas e o estilo de vida proposto pelo projeto. A ocasião marca a inauguração do novo apartamento decorado no empreendimento, que traduz a sua proposta contemporânea e sofisticada.

Além de condições especiais de negociação, o evento conta com transfer exclusivo até o empreendimento para visita ao novo decorado. A unidade decorada, de 110,29 m² propõe uma reflexão sobre a forma contemporânea de habitar. Com três dormitórios, sendo uma suíte e lavabo, o projeto parte da integração entre estar e cozinha. O espaço concebido para valorizar amplitude e fluidez, se torna convidativo e pensado para receber, sendo organizado em torno do convívio, onde cozinhar, receber e permanecer deixam de ser funções isoladas para se tornar experiência contínua.

Assinado por Yasodhara Chaibub e Ricardo Secunho, do escritório Rysc Arquitetura, o projeto equilibra integração e privacidade. A área social se estrutura em planos fluidos, com continuidade visual e funcional, enquanto a área íntima é discretamente protegida por soluções de marcenaria que desenham limites sem impor barreiras.

A marcenaria assume papel arquitetônico. Painéis ripados, nichos iluminados e soluções sob medida organizam os ambientes e reforçam a unidade estética. A materialidade natural, madeira, pedra, tecidos texturizados e pontos de vegetação, afasta excessos e aposta no acolhimento. A iluminação indireta reforça essa leitura, revelando profundidade e enfatizando o desenho dos planos. A paleta aposta em tons neutros e pastéis, como bege, areia, off-white e nuances suaves de cinza, ampliando a sensação de continuidade. As cores suaves e texturas naturais reforçam a proposta de refúgio urbano.

O mobiliário de desenho orgânico, da Líder Interiores, suaviza a arquitetura e tensiona as linhas retas predominantes. Sofá e mesa de contornos suaves e generosos, assim como cadeiras de traços limpos, estabelecem diálogo entre gesto e função. Os espelhos ampliam perspectivas, enquanto a adega climatizada integrada à marcenaria e o painel curvo na suíte evidenciam escolhas autorais

Em sintonia com discussões atuais da arquitetura e do design para 2026, o projeto reafirma a integração como experiência sensorial, valoriza a materialidade natural e utiliza a iluminação como ferramenta de construção espacial. As amplas esquadrias, ao favorecer luz natural e ventilação cruzada, reforçam um entendimento de conforto que vai além da estética.

Sobre o Reserva Celebrare

Com arquitetura e interiores assinados pela Dávilla, o Reserva Celebrare foi concebido a partir de uma leitura contemporânea do morar, unindo sofisticação, funcionalidade e soluções sustentáveis. As plantas vazadas privilegiam iluminação natural e ventilação generosa, enquanto a integração entre sala de estar, jantar, varanda e cozinha reforça a área social como núcleo da vida familiar. A área de serviço permanece separada na maioria das unidades, garantindo organização.

O empreendimento conta com 60 unidades privativas, com apartamentos de três quartos, de uma a três suítes, entre 98 m² e 128 m², além de coberturas duplex. As plantas oferecem opções flexíveis que permitem personalizações em fases específicas da obra, possibilitando integração ou ampliação de ambientes conforme o estilo de vida do morador.

A fachada atemporal combina grandes planos de vidro com granito branco e cinza, marcando a horizontalidade da edificação. Nos espaços de lazer, distribuídos no pilotis e nas coberturas sociais, o projeto reúne academia, piscinas adulto e infantil, sauna, espaço gourmet, churrasqueira, salão de festas, brinquedoteca, área pet e vagas para carregamento de veículos elétricos.

O paisagismo, assinado por Mariana Pimentel, valoriza a presença do verde como elemento de acolhimento e contemplação. Inspirado no paisagismo tropical, o projeto combina espécies perenes, curvas suaves e variações de texturas, integrando natureza e arquitetura de forma harmoniosa.

Sobre a Brasal Incorporações

Com mais de 60 anos de história, a Brasal é um grupo multissegmentado que atua nos mercados de incorporação e construção imobiliária; produção e distribuição de bebidas; concessionária de veículos, comercialização de combustíveis e geração de energia limpa e renovável.
Em 2003, a Brasal Incorporações iniciou sua operação no mercado de Brasília. Carregando atributos que valorizam o lazer, a segurança, a tecnologia e a boa localização, com projetos que proporcionam tempo de qualidade para quem compra, vivencia ou investe em um Brasa, chegou ao mercado de Goiânia em 2011. Em 2015, também lançou seu primeiro empreendimento em Uberlândia.

Nos seus 22 anos de operação com foco em empreendimentos residenciais, comerciais e loteamentos, conta com mais de 10.000 unidades entregues, em obra e lançadas, cerca de 1,6 milhão de m² construídos e aproximadamente R$8 bilhões em VGV (volume geral de vendas) lançados.

Atualmente, totaliza mais de 1.600 colaboradores diretos e é reconhecida como uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Centro-Oeste (Great Place to Work). Além disso, seu Sistema de Gestão foi aprovado em uma das mais importantes e respeitadas certificações de excelência: Bureau Veritas, para norma PBQP-H/SIAC nível A e ISO 9001, com auditorias anuais de conformidade.

Cada lançamento de produto traz consigo a característica de oferecer projetos inspiradores, com tecnologia, atemporalidade e o cliente no centro do negócio. Todos eles feitos sob os mais exigentes critérios de inteligência e excelência construtiva, que visam processos sustentáveis no âmbito social e ambiental.

A Brasal Incorporações trabalha para que a satisfação seja o elo entre sua marca e seus clientes, internos e externos. Pois confiança gera resultado.

Serviço – inauguração novo decorado Reserva Celebrare

Horário: a partir das 10h

Local: Espaço Brasal Noroeste – CLNW 2/3 Lote E – Setor Noroeste

Mais informações https://www.brasal.com.br/incorporacoes/empreendimentos/brasilia/reserva-celebrare

Primeira edição do Prêmio de Fotografia Onça Pintada está com inscrições abertas

Divulgação

Iniciativa vai distribuir R$ 17,5 mil e destacar a biodiversidade dos parques do DF por meio da fotografia

Estão abertas as inscrições para a primeira edição do Prêmio de Fotografia Onça Pintada, que vai distribuir R$ 17.500,00 em premiações com fomento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC). O projeto convida fotógrafos, amadores e profissionais, a retratarem a biodiversidade dos parques ecológicos do DF, por meio de obras no formato quadríptico – isto é, composições formadas por quatro imagens que se unem em uma narrativa visual única.

Dentre as obras recebidas, serão selecionadas 20, as quais integrarão uma exposição coletiva – presencial e virtual – e um catálogo impresso e digital. Entre essas, três serão premiadas por votação popular nas redes sociais, recebendo R$ 3.500,00 (1º lugar), R$ 2.500,00 (2º) e R$ 1.500,00 (3º). Já todos os demais selecionados receberão um prêmio de participação de R$ 500,00, garantindo reconhecimento a cada artista incluído na mostra.

Para participar, é preciso ser maior de 18 anos e residir no DF ou na RIDE-DF, podendo cada autor inscrever até duas obras. As inscrições, gratuitas, seguem abertas até 10 de março de 2026 e exclusivamente por meio do formulário online disponível na bio do perfil oficial do Prêmio no Instagram. A seleção das 20 obras, por sua vez, será feita por uma comissão avaliadora com base em critérios como adequação ao tema, qualidade técnica, criatividade e potencial de reflexão sobre a preservação ambiental.

Após a seleção, as obras concorrerão aos três primeiros lugares por meio de uma votação pública, entre 1º e 30 de abril diretamente nas redes sociais do projeto. Por fim, a exposição com todas as obras selecionadas seguirá em cartaz até 14 de maio, no hall do Edifício Ana Maria Primavesi no Campus da Faculdade UnB Planaltina (FUP), data em que também serão anunciados os vencedores e lançado o catálogo digital.

Para acessar o edital completo, obter o link de inscrição e acompanhar todas as atualizações, os interessados podem visitar o perfil oficial: @premio_onca_pintada.

Serviço:

Prêmio de Fotografia Onça Pintada

Inscrições: até 10 de março de 2025

Votação pública: entre 1º e 30 de abril

Exposição: de 1º de abril a 14 de maio no hall do Edifício Ana Maria Primavesi no Campus da Faculdade UnB Planaltina (FUP)

Anúncio dos vencedores: 14 de maio de 2025

Mais informações, edital e formulário de inscrição: https://www.instagram.com/premio_onca_pintada/

Patrocínio: FAC-DF

Referência Galeria de Arte apresenta A expografia como método curatorial para coleções | Conversa com Emerson Dionísio de Oliveira

Foto divulgação

A expografia como método curatorial para coleções | Conversa com Emerson Dionísio de Oliveira

No dia 25 de fevereiro, das 17h às 19h, a Referência Galeria de Arte realiza a conversa “A expografia como método curatorial para coleções”, com o curador Emerson Dionísio de Oliveira. Durante o encontro, serão abordadas questões sobre projetos expográficos que costumam ser negligenciadas na curadoria de coleções e acervos. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos.

Em Sussurros, a curadoria propõe uma mostra em que as obras constroem alianças provisórias por afinidade, adaptando-se a outras obras e aos espaços para além das intenções de seus criadores. A proposta parte da ideia de que as obras se conhecem, partilham segredos e sussurram pelas bordas, frestas e ruídos. Trata-se de um jogo poético que busca instigar o público a “sussurrar” para as obras.

A exposição foi construída por meio de um processo dialógico, que prioriza a força do conjunto em vez da interpretação isolada de cada obra. “Neste encontro, detalharemos como o desenho da exposição Sussurros construiu o processo de seleção das obras de forma colaborativa e ativa. Buscamos explicitar os jogos e as decisões espaciais e sua relação com novas compreensões sobre as obras expostas”, informa o curador.

Em exibição até 14 de março, a mostra convida o público a uma experiência de escuta sensível e imaginativa, na qual as obras dialogam de forma sutil e não monumental. O sentido emerge da atenção às relações e percepções entre elas, mais do que de significados explícitos ou revelações objetivas. A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 14h, com entrada gratuita. A Referência Galeria de Arte está localizada na CLN 202, Bloco B, Loja 11, Subsolo, Asa Norte, Brasília (DF). Telefone: +55 (61) 3963-3501; WhatsApp: +55 (61) 98162-3111. Instagram: @referenciagaleria.

Sobre o curador

Emerson Dionísio de Oliveira é historiador da arte, doutor em História pela Universidade de Brasília (UnB) e professor do Departamento de Artes Visuais da mesma instituição. Foi diretor do Museu de Arte Contemporânea de Campinas (SP) e editor das revistas Em Tempo de HistóriasMuseologia e Interdisciplinaridade e VIS. Atualmente, é editor da revista MODOS. História da Arte.

É autor de Museus de Fora (2010) e organizador de publicações como Instituições da Arte (2012), Histórias da Arte em Exposições (2015), Histórias da Arte em Coleções (2016), Histórias da Arte em Museus (2020), Musealização da Arte (2023) e Políticas da Diferença: colaborações, cooperações e alteridades na arte (2024).

Sobre a Referência Galeria de Arte

Fundada em 25 de novembro de 1995 por Onice Moraes e José Rosildete de Oliveira, a Referência Galeria de Arte iniciou sua trajetória com uma exposição inédita de Amilcar de Castro em Brasília. Ao longo de seus 30 anos de atuação, realizou mostras de artistas consagrados, como Athos Bulcão, Carlos Vergara e Claudio Tozzi, além de apresentar jovens artistas que hoje ocupam lugar de destaque na cena contemporânea.

Desde 2004, Paulo Moraes de Oliveira integra a sociedade, participando da administração e das decisões estratégicas da galeria. A Referência atua na promoção de artistas em diferentes estágios de carreira, com especial atenção à produção de Brasília e do Centro-Oeste, reafirmando seu compromisso com a diversidade, a representatividade e o fortalecimento do sistema da arte fora dos eixos hegemônicos.

Em 2026, a galeria dá continuidade aos projetos iniciados em 2025, como os cursos livres e as mostras de acervo, e aprofunda o diálogo com instituições de arte para a realização de exposições de artistas representados. A programação expositiva do ano já está definida, com exposições de maior duração, visando ampliar e qualificar a experiência de visitação. Além das atividades em sua sede, a Referência desenvolve projetos externos em importantes instituições culturais do país, reafirmando sua atuação para além do espaço físico e seu compromisso com a circulação da arte contemporânea.

Serviço:

A expografia como método curatorial para coleções 

Conversa com o curador Emerson Dionísio de Oliveira

Quando | 25/02, das 17h às 19h

Onde | Referência Galeria de Arte

Entrada | Gratuita

“Sussurros”

Mais de 100 obras de 30 artistas visuais em pequenos formatos

Curadoria | Emerson Dionísio de Oliveira

Montagem com assistência dos alunos do curso livre da Referência “Montagem: a condição expositiva”

Sala Principal e Sala Acervo

Visitação | Até 14/03/2026

                    De segunda a sexta, das 10h às 19h

                    Sábado, das 10h às 14h

Entradas | GratuitaClassificação indicativa | Livre para todos os públicos

Onde | Referência Galeria de Arte

Endereço | CLN 202 Bloco B Loja 11 Subsolo

                     Asa Norte – Brasília – DF

Telefone | +55 (61) 3963-3501

WhatsApp | +55 (61) 981623-111

E-mail| referenciagaleria@gmail.com

Facebook | @referenciagaleria

Instagram | @referenciagaleria

Site www.referenciagaleria.com.br

Concurso “Transforme Seu Quadrado” abre inscrições para requalificar o Setor Comercial Sul e premiará melhor projeto com R$ 20 mil

Foto divulgação

Estão abertas até 5 de março de 2026 as inscrições para o concurso “Transforme Seu Quadrado”, iniciativa do Instituto da Associação Comercial do Distrito Federal (Instituto ACDF), que vai selecionar propostas inovadoras de requalificação urbana no Setor Comercial Sul (SCS), região estratégica e simbólica do centro de Brasília.

O concurso integra as ações do projeto Brasília Hub Criativo e tem como foco a promoção de impacto social positivo, sustentabilidade, acessibilidade e valorização da identidade cultural local. A iniciativa também contribui para o fortalecimento da chancela UNESCO Cidade Criativa do Design, título concedido a Brasília em 2017.

Projeto de impacto social

O Transforme Seu Quadrado é um projeto de impacto social que aplica, na prática, o papel do design como ferramenta de transformação urbana e fortalecimento comunitário. Em sua primeira edição no SCS, a proposta é transformar espaços subutilizados em locais agradáveis, habitáveis e funcionais, a partir da escuta ativa, da cocriação e do uso real do território pela comunidade local.

O projeto conecta mentores, estudantes universitários, organizações da sociedade civil e moradores em processos colaborativos de diagnóstico, ideação e prototipagem de soluções urbanas. O conhecimento técnico do design se soma ao saber local para gerar intervenções contextualizadas, acessíveis e sustentáveis.

Mais do que qualificar espaços físicos, a iniciativa promove pertencimento, protagonismo comunitário e educação prática, estimulando o cuidado coletivo, a valorização cultural e a construção de cidades mais humanas e inclusivas.

Quem pode participar

O edital é voltado a Organizações da Sociedade Civil (OSCs) sediadas no Distrito Federal. Cada equipe deverá ser composta obrigatoriamente por:

• Diretores da OSC

• Estudantes universitários regularmente matriculados

• Representantes da comunidade local

A proposta deve apresentar soluções criativas e viáveis para a regeneração de espaços públicos, considerando o espaço urbano como lugar de encontro, convivência e pertencimento.

Processo de seleção

Serão pré-selecionados até cinco projetos finalistas por uma equipe de curadores formada por representantes da academia, mercado, associações profissionais e SETUR/DF.

Os finalistas passarão por etapas de:

• Diagnóstico participativo

• Cocriação e prototipagem

• Implementação

• Ativação cultural

Entre os cinco projetos, um será escolhido como vencedor e receberá R$ 20 mil para implementação inicial ou total da proposta, mediante comprovação financeira e acompanhamento dos curadores do Instituto ACDF.

Além da premiação, os participantes terão acesso a mentorias técnicas com especialistas em design, urbanismo e sustentabilidade, certificação e divulgação dos resultados em catálogo digital e mostra pública.

Conexão com os ODS

O concurso está alinhado à Agenda 2030 da ONU e contempla os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável:

• ODS 4 – Educação de Qualidade

• ODS 10 – Redução das Desigualdades

• ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis

• ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes

• ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação

Brasília Cidade Criativa do Design

A chancela “Brasília Cidade Criativa do Design” reconhece internacionalmente cidades que utilizam o design como ferramenta estruturante de desenvolvimento urbano, social, cultural e econômico. Brasília integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO, que reúne mais de 350 cidades no mundo, sendo 53 no campo do Design.

O reconhecimento posiciona a capital como hub de design, inovação e políticas criativas, reforçando o uso do design como instrumento estratégico de transformação social.

Mostra pública e fórum internacional

O resultado do concurso será divulgado no dia 10 de março, durante o coquetel de abertura do II Fórum Cidades Criativas Design – Internacional, que ocorrerá presencialmente com participação de Brasília, Curitiba e Fortaleza, e online com cidades como Buenos Aires (Argentina), Querétaro (México), Torino (Itália), Asahikawa (Japão) e Covilhã (Portugal).

Como se inscrever

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 5 de março por meio do link disponível na bio do Instagram @brasiliacidadecriativa ou pelo formulário eletrônico:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe-gbi4YW4VH8lb7vQOBf2D9eyRGewxNvTqo6MY0JE-l4yb7Q/viewform

Concurso “Transforme Seu Quadrado”
Inscrições até 5 de março de 2026

Modernismo revisitado na Cerrado Galeria Brasília

Foto Diego Bresani

Mostra reúne obras de dezoito artistas ligados à formação do pensamento artístico brasiliense

Dando início ao programa expositivo da Cerrado Galeria em 2026, a exposição Modernismos: uma e muitas Brasílias, com curadoria de Carlos Lin, é inaugurada no dia 25 de fevereiro 2026, propondo um recorte da produção artística vinculada à formação de Brasília, com foco nas obras realizadas na cidade entre as décadas de 1960 e 1970. A mostra tem visitação gratuita, nos horários de funcionamento do espaço, e reúne trabalhos de dezoito artistas que contribuíram para a constituição do pensamento artístico modernista brasiliense e para a diversidade de linguagens e procedimentos do período: Ailema Bianchetti, Alfredo Volpi, Athos Bulcão, Betty Bettiol, Bruno Giorgi, Douglas Marques de Sá, Félix Barrenechea, Glênio Bianchetti, Lêda Watson, Maciej Babinski, Marília Rodrigues, Milton Ribeiro, Minnie Sardinha, Paulo Iolovich, Roberto Burle Marx, Rubem Valentim, Solange Escosteguy e Stella Maris.

Com obras em desenho, gravura, pintura, objeto, escultura e tecelagem, a exposição  evidencia o alto grau de experimentalismo do período e a coexistência de múltiplos modernismos no Distrito Federal. Mais do que um panorama fechado, a mostra propõe um recorte possível dentro de um campo artístico amplo e complexo.

Modernismos: uma e muitas Brasílias integra o ciclo “Raízes modernistas”, realizado simultaneamente em Brasília e Goiânia. Em Goiânia, o diretor artístico da galeria, Divino Sobral, assina a curadoria da exposição intitulada Um modernismo no Oeste, a ser inaugurada no dia 14 de março. O projeto parte dos processos de formação dos circuitos artísticos locais, vinculados à modernização do interior do país.

“Brasília é herdeira do princípio da ruptura que, de certo modo, define o Moderno”, destaca o curador Carlos Lin. Muito antes de sua inauguração oficial, Brasília já existia como projeto político, urbano e simbólico, afirmando-se como um dos principais experimentos do modernismo no Brasil. O Plano Piloto de Lúcio Costa, os edifícios de Oscar Niemeyer, os cálculos de Joaquim Cardozo, o paisagismo de Roberto Burle Marx e os painéis de Athos Bulcão integraram arte, arquitetura e cidade.

O Modernismo no Planalto Central resultou do trabalho coletivo de agentes de diversas regiões do país e do mundo, que contribuíram para a transformação contínua do território. Por outro lado, a formação artística local teve papel central nesse processo com a Universidade de Brasília consolidando-se, ao longo dos anos, como polo de ensino e difusão cultural, enquanto ateliês e espaços independentes, como os de Félix Alejandro Barrenechea e o Centro de Criatividade da 508 Sul, ampliaram os circuitos de produção e debate estético e político.

Dessa forma, a Cerrado Galeria assume a imagem das raízes do cerrado para reafirmar seu compromisso com a valorização da história da arte no Centro-Oeste e com a construção da memória cultural da região.

Sobre o curador Carlos Lin

Carlos Lin (1963) vive e trabalha em Brasília. Graduado em História pela UnB, com especialização em Educação e Linguagens Artísticas e mestrado em Artes, é artista visual, curador independente, teórico e crítico de arte.Atuou como professor no Departamento de Artes Visuais da UnB, dirigiu a Galeria A Capitu e a Galeria Casa e integrou o Conselho de Cultura do Distrito Federal. Participa do circuito das artes visuais no Distrito Federal e no país, desenvolvendo pesquisa e curadorias no cruzamento entre arte e educação.

Sobre a Cerrado

Com sedes em Brasília e Goiânia, a Cerrado Galeria consolidou-se como um dos principais espaços de difusão da arte contemporânea no Centro-Oeste. A galeria promove a circulação de artistas jovens e consagrados, investe na formação de público e fomenta novas coleções. Sua programação reúne exposições, debates e ações educativas.

Serviço:

Modernismos: uma e muitas Brasílias –Curadoria de Carlos Lin

Onde: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília/DF

Quando: 25 de fevereiro a 18 de março – segunda a sexta:10h às 19h; sábado: 10h às 13h

Entrada gratuita / Indicação livre / Siga: @cerrado.galeria

 

Design em Rede finaliza quarta edição com websérie, podcast e livro digital, fortalecendo a cena criativa do DF

Foto divulgação

Projeto transmídia consolida-se como ferramenta essencial de formação, networking e registro da cadeia produtiva do design brasiliense, com participação de em torno de 50 profissionais em todas as suas temporadas.

O Design em Rede, iniciativa que transforma diálogos entre criadores em conteúdo multiplataforma, disponibiliza os produtos de sua quarta edição. O projeto, que desde 2021 pesquisa a economia criativa local, encerra mais um ciclo com a publicação de uma nova temporada da websérie, uma série de episódios do podcast e mais um volume do livro digital. Todo o material está disponível gratuitamente nas plataformas do projeto.

Com o objetivo de conhecer, conectar e difundir a cadeia produtiva do design no Distrito Federal, o Design em Rede promove encontros entre designers, artífices, técnicos e empreendedores. A iniciativa, realizada pela Etcetera Produções e Raruti Comunicação e Design com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, já realizou, ao longo de suas quatro edições, 28 bate-papos e 4 Design Talks, reunindo nomes expressivos da cena local.

Conteúdo Multinicho: Conheça os Produtos da 4ª Edição

A força do projeto está na sua capacidade de destrinchar um mesmo encontro em diferentes formatos, atendendo a públicos variados e valorizando a profundidade dos debates.

  • Websérie Design em Rede – 4ª Temporada: Uma imersão visual nos ateliês e processos criativos. Com seis episódios, a série captura a materialidade e a poética por trás do ofício. Os episódios são: “Conexões de Fibra” (com Juão de Fibra e Lucas Caramés); “Viver de Barro” (Felipe Laraia e Débora Amorim); “A Poética do Vidro” (Patrícia Bagniewski); “Design e Associativismo” (Alessandra Pinheiro e Marcos Moreira da Adegraf); “Ecossistema Criativo” (Arielle Martins e Bárbara Gomes da Alô Artista); e “Do Microscópio ao Produto” (Carolina Nogueira e Cândida Oliveira do SESI Lab).
  • Podcast Design em Rede: Os diálogos aprofundados ganham forma sonora, ideal para quem busca reflexões sobre mercado, processos criativos e os desafios da profissão. Os episódios trazem debates sobre antropologia do consumo, sustentabilidade, upcycling, cenografia, design gráfico, mobiliário, joia, vidro, cerâmica, arte, cidade e patrimônio cultural, etc.
  • Livro Digital: A publicação reúne e amplia o conhecimento trocado nos encontros, servindo como um registro textual e visual durável do ecossistema criativo do DF. É uma ferramenta de consulta e inspiração que documenta cases, pesquisas, técnicas, processos e trajetórias.

Artífices e Designers: A Riqueza da Cocriação

O Design em Rede vem destacando a importância da colaboração horizontal entre criadores. Em edições anteriores, ao lado de designers consagrados como Dimitri Lociks (Choque Design), Danilo Vale, Gabriela Tenorio (urb), Carol Nemoto (Miwa), Aníbal Diniz (Matriz Visuais), Liz Sandoval (Cinema Urbana), Jana Ferreira, Ana Catharina Marques (Espaço D), Nina Coimbra, Simone Souza (Dedim), Claudia El-moor (Eye Design), Letícia Brasileiro, Alessandra Mourão (Moou), Flávia Amadeu, Raquel Chaves, Edson Coutinho (Tok&Stok), Fred Hudson, Hugo Gripa, Eduardo Borém, e os professores/pesquisadores Evandro Perotto, Marco Aurélio Lobo Junior e Fernanda Torres, participaram artífices fundamentais que contribuíram na reflexão sobre o fazer design. Dentre eles, a cenógrafa e marceneira Poli Salomé (Galpão Salomé), a empreendedora Daniela Queiroz (Natteca), além de ourives, costureiras, marceneiros, serralheiros e restauradores que trouxeram para o debate o domínio de técnicas, o manuseio de maquinário e a pesquisa material, evidenciando a extensão e a interdependência da cadeia.

Design no DF: A Importância de Tecer Redes

O setor do design no Distrito Federal vive um momento de efervescência e reconhecimento. Iniciativas como o Design em Rede são importantes para estruturar esse mercado, pois atuam na formação de redes e na promoção da colaboração entre os diversos agentes, dos criadores aos executores. Ao documentar e disseminar esses saberes, o projeto fortalece os profissionais individualmente e consolida a identidade do design brasiliense, fomentando reflexões, parcerias e novas oportunidades de negócio na economia criativa.

Além disso, parcerias estratégicas se firmam ao longo dos anos com instituições de ensino e fomento e associações, como o Instituto Federal de Brasília (IFB) – Campus Samambaia, a Universidade de Brasília (UnB), o IESB, a Adegraf e a Adepro, além de iniciativas e eventos como Mapa Design Brasília, Brasília Design Week e Fórum Cidades Criativas – Design.

Para acessar o conteúdo completo:

Sobre o Design em Rede:
Projeto transmídia que utiliza o design como eixo para conectar profissionais, estimular trocas e produzir conteúdo educativo e de difusão gratuita (websérie, podcast e livro digital). Realizado pela Etcetera Produções e Raruti Comunicação e Design, é viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

Exposição inédita de Tarsila do Amaral chega a Brasília no Centro Cultural TCU

“Transbordar o mundo” reúne mais de 60 obras e ambiente imersivo, convidando público a revisitar a trajetória de uma das principais artistas da arte brasileira

Pela primeira vez em Brasília, o Centro Cultural TCU apresenta a exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”, mostra inédita que convida o público a revisitar a trajetória deuma das figuras centrais do modernismo brasileiro. A exposição será aberta para visitação em 11 de fevereiro e permanecerá em cartaz até 10 de maio de 2026, com entrada gratuita

A mostra reúne mais de 60 obras e apresenta um panorama amplo e crítico da produção artística e intelectual de Tarsila do Amaral. Entre os destaques está Operários, uma das obras mais emblemáticas da artista e da história da arte brasileira, referência incontornável da chamada fase social, em que Tarsila aborda de forma direta o mundo do trabalho e o processo de industrialização no país. 

Além das obras originais, a exposição conta com uma sala imersiva concebida como um núcleo de experimentação sensorial e diálogo contemporâneo com a obra de Tarsila. Com projeções de pinturas icônicas como AbaporuA Cuca e Antropofagia, o ambiente — inspirado nos chamados “jardins tarsilianos”, paisagens exuberantes e imaginárias recorrentes em seu universo visual — amplia as formas de fruição dopúblico.  

Detalhes da exposição

Organizada em quatro núcleos curatoriais, a mostra acompanha os deslocamentos do olhar de Tarsila ao longo de sua trajetória: dos primeiros anos da produção como pintora até chegar à fase social, marcada por uma abordagem mais direta das desigualdades e transformações estruturais do país.  

Além disso, outros dois núcleos abordam a fase de descoberta do espaço ao seu redor, conciliando a velocidade das metrópoles ao tempo dilatado da vida nointerior, e do mundo da imaginação, com cores e formas fantásticas. 

O público também poderá conferir obras como São PauloEstrada de ferro Central do BrasilAutorretrato IPalmeirasFloresta e o retrato de Mário de Andrade, entre outras. 

Curadoria da exposição e da sala imersiva

Com curadoria de Karina Santiago, Rachel Vallego e Renata Rocco, a exposição apresenta Tarsila como um “corpo-em-obra”, cuja produção artística e intelectual se constrói em permanente elaboração, atravessando as principais inquietações estéticas, sociais e políticas do século XX. 

Licenciado pela Tarsila do Amaral licenciamento e Empreendimentos S.A. e desenvolvido pela empresa Live Idea, o espaço imersivo tem curadoria de Paola Montenegro, sobrinha-bisneta de Tarsila do Amaral e diretora da Tarsila S.A., em parceria com Juliana Miraldi. A atuação das profissionais articula novas linguagens artísticas, pesquisa, tecnologia e mediação contemporânea da obra da artista. 

Parcerias institucionais

O conjunto apresentado resulta de uma ampla articulação institucional do Tribunal de Contas da União (TCU) com importantes acervos públicos e privados, entre eles oAcervo Artístico-Cultural dos Palácios doEstado de São Paulo; a Associação Paulista de Medicina; o Museu de Valores do Banco Central (Bacen); Casa Guilherme de Almeida; a Fábrica de Arte Marcos Amaro (FAMA); o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP); o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP); oMuseu de Arte Brasileira (MAB-FAAP); aPinacoteca de São Paulo; a Galeria Almeida e Dale, além de coleções particulares como a Coleção Ivani e Jorge Yunes; a Coleção Orandi Momesso; a Coleção Paulo Vieira; aColeção Rose e Alfredo Setúbal; e aColeção Salvador Lembo

A exposição conta com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) — onde tem patrocínio BNDES, tem Governo do Brasil — e do Banco de Brasília (BRB), e apoio do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis). 

Arte-educação

Além da mostra, o Centro Cultura lTCU oferecerá programação educativa complementar, com visitas mediadas e ações voltadas a estudantes, professores e público em geral. Também serão realizadas oficinas de arte-educação aos finais de semana, em diálogo com a temática da exposição. 

Serviço

Transbordar o mundo: os olhares de Tarsilado Amaral
Data: 11 de fevereiro a 10 de maio de 2026. Entrada gratuita

Local: Centro Cultural TCU – Brasília/DF Setor de Clubes Sul, Trecho 3 

Exposição “Corpo-coisa-planta-bicho” instaura diálogo sensível entre cerâmica e arte contemporânea em Brasília

Foto divulgação

A mostra, com curadoria de Gisele Lima e Camila Netto, reúne obras dos artistas Isabel Se Oh e Rodrigo Machado na galeria A Pilastra, questionando fronteiras entre corpo, objeto, natureza e cultura.

Em um cenário onde a cerâmica contemporânea ainda é rara no circuito artístico de Brasília, a exposição “Corpo-coisa-planta-bicho” se apresenta como um marco reflexivo e sensível. Com obras de Isabel Se Oh e Rodrigo Machado, a mostra utiliza o barro não como fim, mas como ponto de partida para um debate sobre as delimitações porosas entre o humano, o animal, o vegetal e o objeto. A curadoria propõe um exercício de escuta e percepção, convidando o público a reconhecer as várias naturezas que coexistem dentro e fora de si.

Corpo-coisa-planta-bicho será aberta à visitação dia 29 de janeiro, às 19h, com a presença das curadoras e dos artistas para um brinde. A mostra fica em cartaz até 28 de fevereiro, sempre de quarta a sábado das 14h às 19h, com entrada franca e livre para todos os públicos. Nesses dias e horários, visitantes contam com a presença de monitoras para apresentar a exposição.

A escolha dos artistas não é casual. Isabel Se Oh, nascida em Uruguaiana (RS) e filha de imigrantes coreanos, hoje radicada em Brasília, desenvolve uma pesquisa artística que explora narrativas de tempo e espaço internos, trabalhando sobretudo com a porcelana e a cerâmica. Seu trabalho orbita temas como espera, convalescença, resiliência e luto, resgatando memórias pessoais e coletivas de forma sensível e autobiográfica.

Rodrigo Machado, natural de Sobradinho (DF), traz para a cerâmica uma trajetória singular que conjuga sua atuação de quase 25 anos como assessor de imprensa cultural com uma prática artística intuitiva e investigativa. Suas formas orgânicas e exuberantes emergem de um diálogo sensível com o barro, recusando-se a limites técnicos e convidando a múltiplas interpretações a partir de uma poética do estranhamento. Juntos, eles elevam o barro à condição de pensamento e transformam a exposição em uma experiência que vai além da contemplação, propondo um campo de reflexão sobre existência e sensibilidade.

Descentralização como gesto político

Realizada na galeria A Pilastra, localizada em área periférica da cidade, a exposição assume claramente uma postura política de descentralização do acesso à arte. A curadoria defende que a produção contemporânea de qualidade deve ocupar diversos territórios, rompendo com a lógica de que a “arte de elite” pertence apenas a espaços tradicionais. A iniciativa reforça o compromisso de democratizar a fruição artística, entendendo-a como ferramenta de educação, crítica e ampliação do repertório simbólico para todos.

A cerâmica como linguagem conceitual

Questionando historicamente a separação entre artesanato e arte, “Corpo-coisa-planta-bicho” apresenta a cerâmica como suporte de discurso crítico e investigação poética. As obras expostas são esculturas que flertam com a instalação, nas quais o barro deixa de ser utilitário para se tornar linguagem. A materialidade – e seu processo lento, manual e imprevisível – é aqui entendida como um contraponto ao ritmo acelerado e digital da contemporaneidade, reconectando o espectador a noções de tempo, ancestralidade e presença.

Cenário futuro e impacto cultural

A exposição surge em um momento de crescente interesse pela cerâmica artística em Brasília, refletindo um movimento global de retomada de práticas manuais e processos reflexivos. Para a curadoria, a mostra não apenas legitima o barro como meio expressivo relevante no circuito contemporâneo, mas também fortalece a ideia de uma cena cultural mais plural e descentralizada. Espera-se que o visitante saia atravessado por perguntas sobre as animalidades e naturezas internas muitas vezes silenciadas no cotidiano.

O título “Corpo-coisa-planta-bicho” funciona como uma sequência aberta e não hierarquizada, espelhando a própria proposta das obras: borrar categorias e convidar a uma leitura sensorial e afetiva. A exposição permanece em cartaz na A Pilastra, reafirmando o poder da arte como espaço de encontro, questionamento e transformação do olhar.

Sobre a curadoria:

Gisele Lima é curadora, pesquisadora e diretora da galeria-escola A Pilastra. Formada em Teoria, Crítica e História da Arte pela Universidade de Brasília, investiga desde 2015 processos de criação e curadoria a partir de perspectivas dissidentes, com atenção às narrativas plurais, pedagogias experimentais e à arte como prática crítica e coletiva. À frente da Pilastra desde 2019, coordena programas de formação e residências artísticas, articulando exposições e experiências educativas em diálogo com territórios periféricos e saberes decoloniais. Foi idealizadora do projeto Sinestesia (2021–2024) e co-curadora de mostras como “Triangular – Arte deste Século” na Casa Niemeyer – UnB, eleita a melhor exposição coletiva institucional pela revista Select em 2019.

Camila Netto é curadora cuja prática se dedica a investigar as camadas sensíveis que emergem entre a intimidade, a morada e os territórios de pertencimento e êxodo. Sua atuação parte da compreensão da exposição como linguagem que revela tensões profundas entre rigidez e sutileza, brutalidade e delicadeza, força e fragilidade. Interessa-lhe a exposição enquanto gesto de acolhimento capaz de revelar silêncios, gestos íntimos e as marcas de quem transita entre lugares. Sua prática curatorial opera na intersecção entre o político e o sensível, pensando a poética do habitar e as formas pelas quais a arte pode tensionar, reconfigurar e ampliar percepções.

Sobre os artistas:

Isabel Se Oh nasceu em Uruguaiana (RS) e é filha de imigrantes coreanos, residindo atualmente em Brasília. Sua investigação artística dedica-se às narrativas de um tempo e espaço internos, operando sobretudo na materialidade da porcelana e da cerâmica. Seu trabalho circunda as temáticas da espera, da convalescença e da resiliência em processos de luto e ressignificação, tangenciando também tensões reprimidas e desejos não realizados. Como descendente de imigrantes sul-coreanos, seus tópicos de interesse perpassam a herança cultural multifacetada, a memória, a transferência e questões acerca do afeto, da sobrevivência, do cuidado e da tradição.

Rodrigo Machado, natural de Sobradinho (DF), constrói uma trajetória singular que entrelaça profissionalismo e expressão artística. Com quase 25 anos de atuação como assessor de imprensa especializado em cultura, desenvolveu um olhar aguçado e uma profunda conexão com o universo das artes. Foi na cerâmica, no entanto, que descobriu sua própria voz criativa. Sua produção emerge de maneira intuitiva, a partir do diálogo sensível com o material, recusando a limitação a uma única técnica e apresentando-se como um campo de experimentação plural. Sua inspiração alinha-se a uma poética do estranhamento, onde se encontram fascínio, desejo e um certo incômodo.

Serviço:

Corpo-coisa-planta-bicho

Local: A Pilastra

Endereço: Guará II – QE 40 Rua 09 Lote 8

Abertura: 29 de janeiro, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 28 de fevereiro, sempre de quarta a sábado, das 14h às 19h

Entrada franca e livre para todos os públicos

Mais informações: https://www.instagram.com/a.pilastra/

Entrevista com Gisele Lima

Diante da raridade de mostras de cerâmica contemporânea em Brasília, qual a tese central ou o questionamento que esta exposição propõe ao público e ao circuito de arte da cidade?

A materialidade é o ponto de partida da exposição, mas não seu destino. Corpo-coisa-planta-bicho propõe uma reflexão sensível sobre as fronteiras — porosas e instáveis — entre corpo e objeto, entre o reino animal e o vegetal, entre aquilo que é natureza e aquilo que se torna cultura pelas mãos humanas.

A partir do barro, matéria ancestral e carregada de memória, a exposição convida o público a pensar as naturezas em que existimos: as que habitamos, as que criamos e aquelas que habitam dentro de nós. Em um circuito pouco habituado à cerâmica como linguagem da arte contemporânea, a mostra afirma o barro como pensamento, gesto e discurso crítico.

Por que escolher Isabel Se Oh e RodrigoMachado? O que no trabalho de cada um cria um diálogo potente para esta exposição coletiva?

A escolha de Isabel Se Oh e Rodrigo Machado parte de uma aproximação estética e conceitual que se revela de maneira sutil, porém consistente para além da afinidade formal. O diálogo entre os dois artistas se estabelece no modo como cada um se relaciona com a matéria. Em suas pesquisas, o barro deixa de ser apenas suporte e se torna pensamento. Isabel opera a partir de uma poética do gesto, acessando camadas sensíveis ligadas ao corpo, à memória e ao inconsciente. Rodrigo, por sua vez, constrói formas orgânicas e exuberantes que tensionam a ideia de corpo e de natureza, sugerindo estados de transformação contínua.

O encontro desses dois percursos permite que a exposição seja pensada não apenas como um conjunto de obras, mas como uma experiência para o visitante — onde a materialidade da cerâmica sustenta um campo de reflexão sobre criação, existência e sensibilidade contemporânea.

Realizar uma exposição de arte contemporânea em um espaço periférico é também um ato político. De que forma a curadoria pretende descentralizar o acesso e desafiar a ideia de onde a “arte de elite” deve acontecer?

Democratizar o acesso à arte é um valor central da A Pilastra e, consequentemente, da curadoria assinada por mim e por Camila. Levar uma exposição de arte contemporânea para um espaço periférico é um posicionamento político claro: afirmar que a arte não pertence a um território exclusivo, nem a um público restrito.

Acreditamos que a arte é educação, provocação ao pensamento crítico, lazer e fruição sensível. Proporcionar exposições de qualidade fora dos espaços tradicionalmente elitizados contribui para a construção de repertório cultural, amplia horizontes simbólicos e reafirma o direito de todas as pessoas ao acesso à produção artística contemporânea.

A cerâmica tradicionalmente carrega heranças do artesanato e do utilitário. Como Isabel Se Oh e Rodrigo Machado subvertem essas tradições em suas obras, afirmando-a como uma linguagem da arte contemporânea?

Existe uma discussão histórica — e ainda muito presente — sobre a separação entre artesanato e arte com “A” maiúsculo, assim como entre arte popular, naïf e arte contemporânea. Partindo desse debate, é importante afirmar que, nesta exposição, não estamos diante de objetos utilitários e sim de esculturas, e que também se aproximam das ideias de instalação e do pensamento espacial.

No entanto, mais do que superar uma classificação formal, o que legitima essas obras como arte contemporânea é o pensamento poético e conceitual depositado no fazer. Isabel Se Oh e Rodrigo Machado materializam reflexão, pesquisa e discurso crítico por meio da cerâmica. Aqui, o barro não é suporte funcional, mas linguagem — pensamento que se torna forma.

Poderia detalhar um aspecto técnico ou conceitual específico no trabalho de cada artista que você, como curadora, considera fundamental para que o público compreenda a profundidade da proposta?

A escolha cromática de ambos os artistas é um elemento central da exposição. Os tons esbranquiçados, desaturados e por vezes opacos criam uma atmosfera comum, quase suspensa, que desloca a cerâmica de uma leitura tradicional e imediata.

No trabalho de Rodrigo Machado, destaco a técnica e a construção formal marcada por uma organicidade exuberante, que intriga o olhar e sugere corpos em transformação, volumes que parecem pulsar ou crescer. Já em Isabel Se Oh, a poética do gesto é fundamental: suas peças acessam camadas profundas do inconsciente, do identitário e do âmago da existência, evocando afetos, memórias e estados sensíveis difíceis de nomear, mas fáceis de sentir.

Esta exposição é um marco por seu recorte. Que caminhos ou possibilidades você vislumbra para o cenário da cerâmica artística em Brasília tendo esta mostra como reflexo?

A cerâmica artística tem ganhado espaço na cena contemporânea mundial e, localmente, já é possível perceber o surgimento de ateliês, coletivos e iniciativas dedicadas a essa linguagem. Entendo esse movimento como uma resposta direta aos tempos acelerados em que vivemos, marcados pela tecnologia, pela inteligência artificial e pela lógica da produtividade imediata.

A cerâmica exige tempo, escuta e presença. Ela não responde a comandos rápidos: depende da manualidade, do acaso, do fogo, da matéria e de uma complexa equação de fatores até se concluir. Nesse sentido, a cerâmica artística opera como um gesto contracorrente, um respiro diante de um modelo social que nos adoece. Ela reconecta o presente à terra, à natureza, ao passado e à ancestralidade que esse fazer carrega.

Qual é a principal impressão ou reflexão que você espera que o visitante leve para casa após percorrer esta exposição?

Espero que o visitante saia da exposição atravessado por uma pergunta: quais animalidades, naturezas e universos internos temos deixado de acessar dentro de nós mesmos?

Mais do que respostas, a exposição propõe um estado de escuta e de reconhecimento dessas camadas sensíveis que muitas vezes silenciamos no cotidiano.

Qual você acredita que seja o significado ou a importância desta mostra para a cena cultural brasiliense?

Corpo-coisa-planta-bicho afirma a cerâmica como linguagem legítima da arte contemporânea em Brasília, ampliando o repertório do circuito local e tensionando hierarquias ainda presentes na cena cultural.

Além disso, a exposição fortalece a ideia de que produções conceituais, experimentais e potentes podem — e devem — ocupar espaços diversos da cidade, contribuindo para uma cena mais plural, descentralizada e conectada com as urgências do nosso tempo.

Que diálogo se estabelece entre o título da exposição e as obras, e como ele convida o público a construir suas reflexões ao longo desse percurso?

O título Corpo-coisa-planta-bicho funciona como uma sequência aberta, sem hierarquia, que sugere estados de existência em constante trânsito. Ele reflete diretamente o universo das obras, que borram fronteiras entre o humano, o objeto, o vegetal e o animal.

Ao percorrer a exposição, o público é convidado a construir suas próprias conexões entre essas categorias, percebendo como elas se atravessam, se contaminam e coexistem. O título não oferece uma chave de leitura fechada, mas um convite à experiência — sensorial, afetiva e reflexiva.

Simmons Colchões expande atuação no DF e anuncia mega showroom na Asa Norte

Glauter Suassuna, foto divulgação

Nova loja terá projeto sensorial assinado pelo arquiteto Glauter Suassuna e promete transformar a experiência de compra em uma imersão no “sono perfeito”.

A Simmons Colchões vai ampliar sua presença no Distrito Federal com a inauguração de um novo e moderno showroom na Asa Norte, em Brasília. Localizada na Quadra 708 Norte, a loja terá cerca de 200 metros quadrados e aposta em um conceito inovador que vai além da exposição tradicional de colchões.

O projeto de design é assinado por Glauter Suassuna, profissional com atuação em diversas regiões do Brasil, conhecido por criar ambientes que estimulam sensações e experiências. A proposta da nova unidade é transportar para dentro da loja o conforto e o acolhimento que os clientes buscam em casa.

A ideia é que o espaço funcione como uma imersão no universo do sono e do bem-estar. O showroom contará com ambientes temáticos inspirados em cenários como praia, casa de campo, regiões frias e quartos infantis, recriando situações do cotidiano e momentos de lazer. Tudo para ajudar o consumidor a se imaginar usando os produtos no dia a dia.

Um dos destaques do projeto é o espaço dedicado ao colchão Black, principal produto da marca. No subsolo, será criada uma “sala do sono perfeito”, pensada para simular a fase REM do sono. A experiência será personalizada: ao chegar à loja, o cliente poderá informar suas preferências musicais, que serão automaticamente reproduzidas no ambiente durante a visita, junto a cenários controlados por tecnologia e automação.

Mesmo com um pavimento térreo mais compacto, o colchão Black também ficará exposto na parte superior da loja, em um ambiente cenográfico que remete a um quarto de realeza. A proposta é reforçar a mensagem de conforto, exclusividade e valorização do cliente.

Segundo Antônio Vicente, à frente da marca Simmons, o objetivo é criar um espaço acolhedor e sensorial, capaz de transformar a compra em uma experiência marcante. A expectativa é que o novo showroom fortaleça a conexão emocional com o público e impulsione as vendas no mercado brasiliense.

Sobre a Kasa dos Colchões
Fundada em Brasília, a Kasa dos Colchões é referência no segmento de descanso e bem-estar no Distrito Federal. Liderada pelo empresário Antônio Júnior, a empresa construiu sua trajetória ao longo de mais de duas décadas, unindo resiliência, conhecimento técnico e atendimento consultivo. Com um portfólio que reúne marcas premium como Simmons, Epeda e Flex, a Kasa oferece soluções completas em colchões, camas, travesseiros e acessórios, sempre com foco na qualidade do sono e na saúde. Atualmente, conta com mais de 70 colaboradores e unidades estrategicamente localizadas na capital.

https://kasadoscolchoes.com/

Sobre a Simmons Park Sul
Com mais de 150 anos de história, a Simmons é uma das marcas mais respeitadas do mercado global de colchões premium, reconhecida por ser pioneira na tecnologia de molas ensacadas individuais. Presente em mais de 100 países, a marca combina tradição e inovação para oferecer produtos de alto desempenho. Em 2025, inaugurou em Brasília, no Park Sul, a primeira loja conceito da Simmons no Brasil, em parceria com o especialista Antônio Júnior, proporcionando uma experiência de compra personalizada e focada em conforto, saúde e bem-estar.

https://simmonsbrasilia.com.br/

Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília | MAB

Foto Gilberto Evangelista

Na última terça-feira, 28, o Museu de Arte de Brasília (MAB) realizou uma visita guiada exclusiva para convidados à exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, com mediação do curador Cláudio Pereira. A atividade proporcionou um percurso aprofundado pela mostra, que reúne obras do acervo do MAB e da Coleção Brasília – Acervo Izolete e Domício Pereira, articulando arte, memória e história na construção do imaginário da capital federal.

Durante a visita, os convidados puderam conhecer os principais eixos curatoriais da exposição, que propõe uma reflexão sensível e crítica sobre a noção de liberdade em suas dimensões estética, política, poética e histórica. O percurso parte do álbum “Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de Mário Fontenelle, e estabelece diálogos com obras de artistas fundamentais para a consolidação visual da Nova Capital, como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Athos Bulcão, Marianne Peretti, entre outros, além de produções contemporâneas.

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Cláudio Abrantes, a visita guiada reforça o papel do museu como espaço de preservação e difusão da memória da cidade. “O MAB é um espaço de celebração da arte contemporânea que conta a história da capital federal. Uma visita como essa, guiada pelo curador Cláudio Pereira, é um privilégio. Com conhecimento e sabedoria, ele nos apresenta a trajetória dessa cidade modernista, tombada como patrimônio histórico mundial”, afirmou.

Já o subsecretário de Patrimônio Cultural, Felipe Ramón, destacou o momento de renovação institucional vivido pelo museu. “Essa visita marca a renovação pela qual o Museu de Arte de Brasília está passando, por meio de obras que representam a relação de Brasília com as artes visuais e o design”, ressaltou.

Para o curador Cláudio Pereira, a visita representa um marco em sua trajetória no museu. “Esse momento é muito importante para o MAB, especialmente com as duas exposições que tive o privilégio de curar: ‘Diálogos da Modernidade’ e agora ‘Diálogos da Liberdade’. Contamos ainda com a doação da obra ‘Museu Imaginado’, do artista Carlos Bracher, que retrata a fachada do Museu de Arte de Brasília”, destacou.

A exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” permanece em cartaz até o dia 26 de fevereiro, reafirmando o compromisso do MAB com a preservação da memória artística, o estímulo ao pensamento crítico e a promoção de diálogos entre diferentes gerações e linguagens artísticas

EXPOSIÇÃO “NOSSOS BRASIS: ENTRE O SONHO E A REALIDADE” É PRORROGADA ATÉ 1º DE FEVEREIRO NA CAIXA CULTURAL BRASÍLIA 

‘O Mamoeiro’ (1925), Tarsila do Amaral | Pintura, óleo sobre tela, 65 x 70 cm

Mostra reúne 100 anos da história da arte brasileira em um encontro inédito de acervos

A exposição “Nossos Brasis: entre o sonho e a realidade”, em cartaz na CAIXA Cultural Brasília, foi prorrogada até 1º de fevereiro. Antes prevista para terminar em 18 de janeiro, a exposição permanece aberta ao público e apresenta um panorama de 100 anos da arte brasileira (1920–2020). Reúne 79 obras de 50 artistas em um encontro inédito de acervos provenientes do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Pela primeira vez, peças de instituições e coleções particulares são exibidas lado a lado, formando uma nova narrativa visual sobre o país. Pinturas, esculturas, tapeçarias, fotografias, instalações e objetos guiam o visitante por um século de produção artística, revelando um Brasil diverso, complexo e inventivo, entre utopias e realidades.

Diálogos entre tempos, linguagens e territórios 

O diferencial da mostra está tanto na reunião inédita dos acervos quanto nas conexões criadas entre períodos e linguagens. O percurso estabelece conversas entre o modernismo dos anos 1920 e a força da arte urbana contemporânea, cruzando elementos clássicos e populares, do ateliê à rua. Obras consagradas convivem com produções atuais, ampliando a compreensão sobre a identidade visual brasileira.

Três núcleos que se interconectam 

A curadoria de Denise Mattar, idealizada a partir do conceito artístico de Rafael Dragaud, organiza a exposição em três eixos que se interconectam:

Vozes dos Trópicos

Explora o imaginário que construiu a visão de um Brasil exuberante, atravessado por tensões entre natureza e colonização, beleza e violência, mito e crítica. Reúne obras de Tarsila do Amaral, Burle Marx, Beatriz Milhazes, Lygia Pape, Hélio Oiticica, Glauco Rodrigues, Denilson Baniwa, Ernesto Neto, Adriana Varejão, Rosana Paulino e outros.

Vozes da Rua

Retrata o Brasil popular e suas expressões coletivas: festas, rituais, cotidiano e cultura urbana. Obras de Di Cavalcanti, Heitor dos Prazeres, Djanira, Volpi, Portinari, Beatriz Milhazes, Eduardo Kobra e outros revelam a potência criativa que emerge do convívio social.

Vozes do Silêncio

Aborda temas íntimos e psicológicos, memória, espiritualidade, dor e exclusão, transformados em poesia visual. Estão presentes artistas como Maria Auxiliadora, Arthur Bispo do Rosário, Ismael Nery, Maria Lídia Magliani, Farnese de Andrade, Flávio Cerqueira, Vik Muniz e Nelson Leirner.

Experiência ampliada e acessível

A exposição também se destaca por sua proposta educativa e inclusiva, com recursos como audiodescrição, Libras, materiais táteis e visitas mediadas, além de oficinas profissionalizantes em comunidades.

Em seus últimos dias, “Nossos Brasis: entre o sonho e a realidade” reafirma sua relevância ao convidar o público a revisitar, ou descobrir, um século de arte brasileira sob novas perspectivas, em uma experiência plural que faz o Brasil pulsar em cores, formas e histórias.

A mostra é uma realização da CAIXA Cultural Brasília e da Agência Pira, com patrocínio da CAIXA e do Governo do Brasil.

Serviço:

Exposição: Nossos Brasis: entre o sonho e a realidade 

Local: CAIXA Cultural Brasília – SBS Q. 4 Lotes 3/4 – Asa Sul, Brasília – DF, 70092-900 

Galerias: Galeria Principal, Galeria Piccola I e Galeria Piccola II 

Período: 21 de outubro de 2025 a 01 de fevereiro de 2026 

Horários: terça a domingo, das 9h às 21h (segunda-feira fechado) 

Entrada: gratuita | Classificação indicativa: livre 

Acessibilidade: audiodescrição, Libras, materiais táteis e visitas mediadas

Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil 

Mais informações sobre toda a programação no perfil do Instagram ou no site da CAIXA Cultural Brasília.

MeMefolia: Humor, cultura e conversa no CCBB Brasília


Marcelo Tas (foto) é um dos convidados da MeMefolia, que traz ao CCBB Brasília uma programação com conversas e atividades práticas abertas ao público, abordando humor e cultura digital e integrando diferentes linguagens e perspectivas, foto Renato Nascimento.

Em fevereiro, a mostra Meme: no Br@sil da memeficação promove bate-papos e oficinas gratuitos com Malfeitona, Marcelo Tas, Pamella Anderson, Raquel Real e Viktor Chagas, ampliando o diálogo com o público a partir do humor e dos memes.

Vai começar a MeMefolia, o programa de bate-papos, entrevistas e oficinas que integra a mostra Meme: no Br@sil da memeficação, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. A partir de 31 de janeiro, o CCBB Brasília recebe Marcelo Tas, Malfeitona,Raquel Real, Clarissa Diniz, Ismael Monticelli, Viktor Chagas e Pamella Anderson, em uma programação gratuita voltada a crianças, jovens e adultos. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria ou no  site do CCBB. A visitação à exposição e a participação nas atividades são gratuitas. A classificação indicativa da mostra é livre; já as oficinas e os bate-papos possuem classificação variável, conforme a programação. Essas informações podem ser consultadas no site e na bilheteria do CCBB Brasília.

Entre reflexões sobre temas urgentes, como os limites do humor e a cultura digital, e práticas que acionam memórias coletivas, como tatuagens de chiclete e fantasias de carnaval, a programação convida o público a explorar o humor como ferramenta de criação, pensamento e convivência. Ao articular reflexão crítica e experiência prática, a MeMefolia transforma a visita à exposição em um espaço vivo de troca, experimentação e aprendizado.

A programação reúne nomes que ocupam posições centrais na reflexão e na prática do humor, da cultura digital e da comunicação no Brasil, ao mesmo tempo em que propõe atividades especialmente pensadas para o público infantil e familiar. Marcelo Tas, referência histórica do humor crítico e experimentação de linguagem na televisão e na educação; Malfeitona, artista que ganhou popularidade na internet ao transformar o traço precário e o “malfeito” em gesto criativo e linguagem visual para o corpo e para as redes; e Viktor Chagas, pesquisador pioneiro nos estudos sobre memes, democracia e cultura digital. Em paralelo, oficinas abertas a crianças, jovens e adultos convidam à criação de memesemojis e imagens improvisadas, reforçando o caráter lúdico, educativo e intergeracional e ampliando o acesso à linguagem do humor como forma de expressão.

Realizada durante o período de férias e às vésperas do carnaval, a iniciativa reforça o papel do CCBB como espaço educativo e de convivência cultural, em sintonia com a irreverência, a criatividade e o caráter coletivo dos memes e da cultura popular brasileira. Veja a seguir a programação do MeMefolia no CCBB Brasília.

Bate-papos e oficinas 

Tatuagem de chiclete

Oficina ministrada por | Malfeitona

Quando | 31/01, às 15h

Classificação indicativa | 14 anos +

Duração | 2 horas

Onde | Galeria 4

Vagas | 20 participantes

Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

Inspirada nas tatuagens de chiclete que marcaram a infância e a adolescência de muita gente, esta oficina propõe uma volta divertida a esse universo. Os participantes vão criar desenhos simples, coloridos e bem-humorados para transformar em tatuagens temporárias. A ideia é brincar com o corpo como suporte, resgatar a memória afetiva dos adesivos de chiclete e explorar, de forma leve e criativa, como a arte pode nascer do improviso e da imaginação cotidiana.

Vocês não estão prontos para essa conversa

Bate-papo com | Malfeitona, Pamella Anderson e Viktor Chagas

Quando | 31/01, às 17h30 

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Duração | 1h30

Onde | Galeria 4

Vagas | 90 participantes 

Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

Em um bate-papo sobre a linguagem e a estética dos memes, Viktor Chagas, coordenador do #MUSEUdeMEMES, se reúne com as artistas plásticas Helen Fernandes (Malfeitona) e Pamella Anderson, cujas obras integram o acervo da exposição MEME: no Br@sil da memeficação. A conversa, em tom descontraído, pretende recuperar um pouco das trajetórias das convidadas e refletir sobre seu processo criativo, explorando as articulações entre o humor, a crítica social, e a experimentação artística e visual tão presentes em suas obras. O tensionamento entre as fronteiras da arte e do cotidiano é central na expressão artística de Fernandes e Anderson, e herda da cultura digital o estilo provocativo, ambivalente e exagerado.

Monte o seu meme

Oficina ministrada por | Pamella Anderson

Quando | 01/02, às 15h

Classificação indicativa | Livre – menores de 12 anos acompanhados de responsável

Duração | 1 hora e 30 minutos

Onde | Galeria 4

Vagas | 20 participantes

Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

Nesta oficina, o público é convidado a criar memes com papel, lápis de cera, canetinhas e colagens, etc. Crianças, jovens e adultos experimentam processos rápidos de criação, nos quais a ideia nasce do acaso e da resposta imediata ao que está à mão. Ao transportar a lógica dos memes do ambiente digital para o espaço físico, a atividade explora o humor e a potência expressiva do improviso, aproximando a prática artística da dinâmica espontânea e coletiva das redes sociais.

Humor na era do coach

Bate-papo com | Raquel Real, Clarissa Diniz e Ismael Monticelli

Quando | 07/02, às 16h

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Duração | 1 hora e 30 minutos

Onde | Galeria 4

Vagas | 90 participantes

Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

O encontro discute como memes e conteúdos humorísticos expõem as contradições do discurso da produtividade, da autoajuda e da meritocracia que circulam nas redes sociais. Entre risadas e ironias, a conversa mostra como o humor pode questionar modelos de sucesso impostos pelo neoliberalismo, criando brechas de crítica e alívio coletivo diante da pressão do “faça mais, seja mais”.

Humor e política

Bate-papo com | Marcelo Tas, Clarissa Diniz e Ismael Monticelli 

Quando | 07/02, às 18h

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Duração | 1 hora e 30 minutos

Onde | Galeria 4

Vagas | 90 participantes

Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

A partir da trajetória de Marcelo Tas entre o humor, a televisão, o jornalismo e a ficção, o encontro debate as relações históricas entre humor e política no Brasil. A conversa aborda o papel do riso na comunicação pública, a tensão entre ficção e documentário e o humor como ferramenta de crítica, mediação e disputa de narrativas em diferentes contextos.

Fábrica de emojis

Oficina ministrada por | Clarissa Diniz

Quando | 08/02, às 15h

Classificação indicativa | Livre | menores de 12 anos acompanhados de responsável

Duração | 1 hora e 30 minutos

Onde | Galeria 4

Vagas | 20 participantes

Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

O público é convidado a inventar e personalizar seus próprios emojis, usando materiais variados como papel, tecidos, tintas e colagens. A proposta é transformar símbolos digitais em objetos palpáveis, estimulando a imaginação e o humor. Crianças, jovens e adultos poderão experimentar novas formas de expressão, dando corpo e textura aos ícones que usamos todos os dias nas telas.

SOBRE OS MINISTRANTES 

Marcelo Tas é comunicador e educador. A ênfase do trabalho dele está em explorar as fronteiras da linguagem nas várias mídias onde atua. Entre suas obras destacam-se: o repórter ficcional Ernesto Varela; as séries Rá-Tim-Bum (TV Cultura); CQC (Band) e o reality Batalha Makers (Discovery). Na área da educação, Tas coordenou a criação do Telecurso (Fundação Roberto Marinho/ TV Globo) e games interativos para o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo; e para o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Na Internet, tem cerca de 10 milhões de seguidores. Em 2023, teve um dos seus trabalhos incluídos na Signals, uma retrospectiva histórica entre artistas que contribuíram para expandir a linguagem da tecnologia do vídeo no MoMA – Museu de Arte Moderna, em Nova York. Atualmente, Marcelo Tas é apresentador do programa Provoca e comentarista do Jornal da Culturaambos da TV Cultura; é Associado Notável da I2AI (International Association of Artificial Inteligence) e Membro do Conselho Consultivo na Fundação Osesp – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Malfeitona é uma artista soteropolitana, graduada em Engenharia Mecânica e mestre em Comunicação e tecnologia. Malfeitona encontrou nas artes visuais sua verdadeira voz ao subverter os padrões estéticos do mercado com o conceito de “Tatuagem Peba”. Ao abraçar o traço cru, simplista e visceral — que remete a rabiscos de caderno e ao humor ácido —, ela transformou o “malfeito” em um manifesto contra a perfeição técnica, provando que a arte reside na conexão e na sinceridade da expressão. Como artista multiplataforma, também atua nas áreas de ilustração, design e música, além de uma forte presença no conteúdo digital, onde utiliza sua inteligência para discutir política e cultura de forma leve e crítica. Malfeitona também ministra aulas, cursos e palestras em suas áreas de atuação, consolidando-se como uma das figuras mais disruptivas da cena contemporânea brasileira.

Raquel Real é comediante, repórter e roteirista. Apresentou o Jornal do Meme e o Vox para o canal TNT, foi roteirista do programa A Culpa é do Cabral do Comedy Central, além de ser também a repórter e primeira “cara” do digital do canal. Foi chefe de roteiro da segunda e terceira temporada do LOL Brasil da Amazon Prime. Nos palcos, Raquel já rodou com seus personagens mais conhecidos na internet como A Coach, e A Diaba. Suas redes sociais somam mais de milhões de views com seus vídeos de humor e notoriedade com suas publicidades criativas.

Viktor Chagas é professor associado do Departamento de Estudos Culturais e Mídia e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF). É bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É membro do comitê gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD). Doutor em História, Política e Bens Culturais pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (Cpdoc-FGV), com estágio pós-doutoral em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tem experiência em investigações na área da Comunicação Política, em especial na interface entre cultura política e cultura digital, métodos digitais, desinformação e discurso de ódio, violência política em plataformas digitais, ativismo digital, operações de influência, participação online, humor e democracia, entre outros temas. É líder do Laboratório de Pesquisa em Comunicação, Culturas Políticas e Economia da Colaboração (coLAB/UFF), e coordenador do projeto de extensão universitária #MUSEUdeMEMES. Autor e editor das coletâneas A Cultura dos Memes (2020) e A Cultura dos Memes no Brasil (2024), ambas publicadas pela Edufba.

Pamella Anderson é artista e tem, na pintura, seu principal interesse de pesquisa. Aspectos da contemporaneidade são retratados através de fragmentos do cotidiano, geralmente associados a cultura de massa e da internet e seus impactos sociais e políticos. Por meio de uma linguagem pop, Pamella capta os meandros do comportamento e humor brasileiros nas redes, apropriando-se de memes e peculiaridades típicas da linguagem digital, seja para “chorar de rir ou “rir para não chorar”.

SOBRE A MOSTRA MEME: NO BR@SIL DA MEMEFICAÇÃO

Em exibição até 1º de março de 2026, a mostra ocupa as galerias 3 e 5 e o Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília, Meme: no Br@sil da memeficação reúne mais de 800 obras de 200 artistas e produtores de conteúdo digital. A exposição investiga os memes como linguagem, crítica, expressão de afetos coletivos e forma de produção estética. Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli e colaboração do perfil @newmemeseum, a exposição percorre manifestações que emergem tanto das ruas quanto das redes sociais, acompanhando como elas se reinventam no ambiente digital e revelam, de modo inventivo, as maneiras pelas quais o Brasil se narra e se transforma coletivamente

Organizada em cinco núcleos temáticos — Ao pé da letraA hora dos amadoresDa versão à inversãoO eu proliferado e Combater ficção com ficção —, e tendo como prólogo o espaço tátil Alisa meu pelo e como epílogo Memes: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam?, a mostra apresenta cenografia imersiva e uma ampla diversidade de linguagens: vídeos, neons, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas, objetos, backlights, instalações sonoras e experiências interativas.

A exposição MEME: no Br@sil da memeficação oferece aos visitantes a oportunidade de explorar um tema que merece atenção: a cultura dos memes. A mostra se destaca por abordar a memificação, o humor e a comédia — aspectos que permeiam nossa comunicação e sociedade, mas que ainda carecem de estudos e debates aprofundados. Apesar da ampla utilização dessa linguagem, poucas instituições se dedicam à pesquisa sobre o tema, como o Museu de Memes da Universidade Federal Fluminense, no âmbito acadêmico. Diante disso, a exposição se propõe a ser um espaço de reflexão sobre essa linguagem contemporânea, incentivando discussões críticas e políticas sobre sua importância, bem como suas implicações éticas.

•O objetivo é que os visitantes encontrem na exposição uma análise abrangente da memificação, que reflita o humor e a forma como o Brasil lida com sua realidade, seu cotidiano e seu país. A mostra aborda questões políticas, críticas e éticas relacionadas aos memes, ao mesmo tempo em que busca uma estética que dialogue com o universo das redes sociais e do espetáculo, incorporando elementos visuais e sensoriais atrativos”, afirma o curador.

A visitação ocorre de terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada nas galerias até as 20h40. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso na bilheteria ou pelo site do CCBB,, e a classificação indicativa é livre. 

SOBRE OS CURADORES

Clarissa Diniz é curadora, escritora e professora em arte com 20 anos de carreira. Professora da Escola de Belas Artes da UFRJ, foi uma das primeiras curadoras brasileiras a incluir memes em exposições. Realizou curadorias em importantes instituições, como o Museu de Arte do Rio, a Pinacoteca de São Paulo e o Museu de Artes de São Paulo – Masp. Ao longo de sua carreira, já realizou curadorias de exposições como: Contrapensamento selvagem (cocuradoria com Cayo Honorato, Orlando Maneschy e Paulo Herkenhoff. Instituto Itaú Cultural, São Paulo); O abrigo e o terreno (cocuradoria com Paulo Herkenhoff. Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2013); Ambiguações (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 2013); Todo mundo é, exceto quem não é – 13ª Bienal Naifs do Brasil (SESC Piracicaba, 2016, e Sesc Belenzinho, 2017); Dja Guata Porã – Rio de Janeiro Indígena (cocuradoria com Sandra Benites, Pablo Lafuente e José Ribamar Bessa, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2017); Rio do samba: resistência e reinvenção (cocuradoria com Evandro Salles, Marcelo Campos e Nei Lopes, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2018) e À Nordeste (cocuradoria com Bitu Cassundé e Marcelo Campos, Sesc 24 de Maio, São Paulo, 2019). Raio-que-o-parta: ficções do moderno no Brasil (cocuradoria com Raphael Fonseca, Fernanda Pitta, Aldrin Figueiredo, Marcelo Campos, Divino Sobral e Paula Ramos, Sesc 24 de maio, 2022) e Histórias Brasileiras (cocuradoria com Adriano Pedrosa, Lilia Schwarcz, Sandra Benites, Isabella Rjeille, Amanda Carneiro, André Mesquita, Guilherme Guifrida, Glacea Britto, entre outros, Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, 2022). Entre 2006 e 2015, foi editora da revista Tatuí, principal revista de crítica de arte brasileira, de viés experimental. Publicou inúmeros catálogos e livros.

Ismael Monticelli é artista multimídia. Sua pesquisa de doutorado, concluída em 2022, enfocou a relação entre arte, internet e redes sociais. Foi contemplado pelo programa Retomada Artes Visuais (2023), da Fundação Nacional de Artes – Funarte. Recebeu o 7º Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça (2019), o mais importante prêmio para artistas em atuação no Brasil. Também foi um dos três artistas selecionados para a Bolsa ProHelvetia de Residência para Artistas Sul-Americanos, realizada na La Becque Résidence d’Artistes, La Tour-de-Peilz, Suíça (2019). Realizou residência no Institute of Contemporary Arts de Singapura, desenvolvendo um trabalho com parte da coleção da instituição. Participou da 14ª e da 10ª Bienal do Mercosul (2025 e 2015). Entre 2022 e 2023, seu trabalho foi destacado pelo The Guardian, pela Apollo Magazine e pela Ocula Magazine, durante sua participação na exposição Horror in the Modernist Block(curadoria de Melanie Pocock, Ikon Gallery, Birmingham, Reino Unido). Realizou diversas exposições individuais, como O teatro do terror (Casa França-Brasil, Rio de Janeiro, 2025; Museu Nacional da República, Brasília, 2024); O que sobrenada, sobrenada no caos(curadoria de Clarissa Diniz, Portas Vilaseca Galeria, Rio de Janeiro, 2022). Participou de diversas exposições coletivas no Brasil e em países como Reino Unido, Estados Unidos, Suíça e Singapura. Tem doutorado em Arte e Cultura Contemporânea – Arte, Imagem e Escrita (UERJ, 2022), mestrado em Artes Visuais – Processos de Criação e Poéticas do Cotidiano (UFPel, 2014) e bacharelado em Artes Visuais (UFRGS, 2010).

Colaboração | Perfil de Instagram New Memeseum

O @newmemeseum foi criado no final de julho de 2020 e conta com quase meio milhão de seguidores. Uma das principais motivações de sua criação foi o desejo de refletir, com humor e ironia, sobre os mecanismos adotados para sobreviver no/ao mundo da arte e, também, sobre os mecanismos que o mundo da arte nos impinge. O perfil realizou a ocupação virtual Combater ficção com ficção, no projeto ofício:web, do Sesc Pompeia, São Paulo, que ficou em cartaz de julho a agosto de 2021. Participou da terceira edição do programa Pivô Satélite, São Paulo, intitulada Sexo, mentiras e videotape, com curadoria de Raphael Fonseca e com a proposta Panorama Botijão da Arte Brasileira. Além disso, o trabalho do perfil já foi destacado pelos jornais Folha de São Paulo e O Globo

SOBRE O CCBB BRASÍLIA 

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins onde são realizadas exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

SOBRE A BB ASSET

A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,7* trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 17,5% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento.

A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural.

*Dados do ranking da ANBIMA de setembro de 2025

MEME: no Br@sil da memeficação é uma produção da Patuá Produções, com patrocínio do Banco do Brasil e BB Asset. Depois da temporada de Brasília, a exposição será apresentada em Belo Horizonte (março a junho de 2026) e Rio de Janeiro (agosto a novembro de 2026).

Serviço:

MeMefolia

Programação da mostra MEME: no Br@sil da memeficação

Bate-papos e oficinas 

Com Marcelo Tas, Malfeitona, Raquel Real, Viktor Chagas e Pamella Anderson, além dos curadores Clarissa Diniz e Ismael Monticelli

Quando | 31/01, 01/02, 07/02 e 08/02

Acesso | Gratuito, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

Classificação Indicativa | disponível no site bb.com.br/cultura

Exposição |MEME: no Br@sil da memeficação

Curadoria| Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, com a colaboração do @newmemeseum

Visitação | De 2 de dezembro de 2025 a 1º de março de 2026  

                    Terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada na galeria até as 20h40

Acesso | Gratuito, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília

Classificação Indicativa | Livre

CCBB Brasília

Funcionamento: aberto de terça a domingo, das 9h às 21h

Endereço: SCES Trecho 2, Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Esportivos Sul – Brasília – DF

Fone: (61) 3108-7600

E-mail: ccbbdf@bb.com.br

Site: bb.com.br/cultura

Facebook/Instagram: @ccbbbrasilia

YouTube: bancodobrasil

TikTok: @ccbbcultura

Sussurros | Coletiva de acervo + convidados | Curadoria de Emerson Dionisio de Oliveria

Foto divulgação

Mostra reúne mais de cem obras em pequeno formato e convida o público a uma experiência de escuta sensível, em que os sentidos emergem dos diálogos sutis entre trabalhos do acervo e artistas convidados

No dia 24 de janeiro, das 16h às 20h, a Referência Galeria de Arte abre ao público a mostra “Sussurros”, projeto curatorial de Emerson Dionísio de Oliveira que reúne obras em pequeno formato de artistas integrantes do acervo da galeria e de convidados. A exposição convida o público a uma experiência de escuta sensível e imaginativa, na qual as obras dialogam de forma sutil e não monumental, e o sentido emerge da atenção às relações e percepções entre elas, mais do que de significados explícitos ou revelações objetivas.

 

Em exibição até 14 de março, a mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 14h. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos. A Referência Galeria de Arte está localizada na CLN 202, Bloco B, Loja 11, Subsolo, Asa Norte, Brasília (DF). Telefone: +55 (61) 3963-3501; WhatsApp: +55 (61) 98162-3111. Instagram: @referenciagaleria.

 

A reflexão proposta pela mostra parte do livro Uma Noite no Museu, de Milan Trenc, e de sua adaptação cinematográfica, evocando a ideia de que esculturas, pinturas e outros objetos museológicos ganham vida quando não são observados. Essa narrativa é associada à metáfora da “vida social das coisas”, formulada pelo antropólogo Arjun Appadurai, aplicada ao universo da arte. A partir dessa referência, o projeto convida o público a imaginar não apenas a vida noturna das obras, mas também seu comportamento durante o dia, diante do olhar do visitante. Nesse contexto, as obras são pensadas como entidades que se relacionam entre si, estabelecendo aproximações e distanciamentos, “sussurrando” umas às outras e construindo sentidos coletivos que ganham vida na imaginação do observador.

 

“O que as obras sussurram umas para as outras? O sussurro é da ordem da intimidade, do afeto. Não raro, da malícia. Boas e más notícias podem ser sussurradas para construir laços decisivos ou alianças provisórias.”
Emerson Dionísio de Oliveira, curador

 

“Sussurros” se fundamenta na noção de “(des)coleção”, segundo a qual, na contemporaneidade, cada obra precisa estar apta a circular entre coleções, acervos e curadorias, conectando-se e se desvinculando continuamente de outras peças. Esse movimento revela tanto sua versatilidade quanto os aspectos de sua trajetória e história singulares. Para esta pesquisa curatorial, Emerson Dionísio reuniu mais de cem obras — em sua maioria pertencentes ao acervo da Referência — produzidas por mais de trinta artistas, compondo um mosaico de “murmúrios”.

 

O curador propõe uma exposição em que as obras constroem alianças provisórias por afinidade, adaptando-se a outros trabalhos e espaços para além das intenções originais de seus criadores. Seja na calada da noite ou durante o período expositivo, as obras se conhecem, partilham segredos e sussurram pelas bordas, frestas e ruídos. Trata-se de um jogo poético que busca instigar o público a também sussurrar para as obras.

 

A exposição se estrutura como um work in progress, permitindo a substituição de obras ao longo do período expositivo. “Sussurros” foi montada com a participação dos alunos do curso “Montagem: a condição expositiva”, realizado durante o processo de produção da mostra. A iniciativa propõe um percurso dialógico que privilegia menos a individualidade de cada obra e mais a força do conjunto apresentado.

 

Participam da exposição artistas do acervo da Referência: Adriana Rocha, Alessandra França, Alex Červený, André Santangelo, Arthur Piza, Camila Soato, Carlos Vergara, Clarice Gonçalves, Courinos, David Almeida, Diô Viana, Fernando Leite, Galeno, Gui da Cei, João Angelini, José Roberto Bassul, Julio Lapagesse, Karina Dias, Léo Tavares, Luciana Paiva, Luiz Aquila, Luiz Mauro, Marcelo Câmara, Márcio Borsoi, Osvaldo Gaia, Pitágoras, Rafael Vicente, Raquel Nava, Rodrigo Godá, Rodrigo Zeferino, Rogério Ghomes, Samatha Canovas e Veridiana Leite. Participam ainda, como convidadas especiais, Anace Lima Luisa Günther.

 

Sobre o curador

Emerson Dionísio de Oliveira é historiador da arte, doutor em História pela Universidade de Brasília (UnB) e professor do Departamento de Artes Visuais da mesma instituição. Foi diretor do Museu de Arte Contemporânea de Campinas (SP) e editor das revistas Em Tempo de HistóriasMuseologia e Interdisciplinaridade e VIS. Atualmente, é editor da revista MODOS. História da Arte.

 

É autor de Museus de Fora (2010) e organizador de publicações como Instituições da Arte (2012), Histórias da Arte em Exposições (2015), Histórias da Arte em Coleções (2016), Histórias da Arte em Museus (2020), Musealização da Arte (2023) e Políticas da Diferença: colaborações, cooperações e alteridades na arte (2024).

 

Sobre a Referência Galeria de Arte

Fundada em 25 de novembro de 1995 por Onice Moraes e José Rosildete de Oliveira, a Referência Galeria de Arte iniciou sua trajetória com uma exposição inédita de Amilcar de Castro em Brasília. Ao longo de seus 30 anos de atuação, realizou mostras de artistas consagrados, como Athos Bulcão, Carlos Vergara e Claudio Tozzi, além de apresentar jovens artistas que hoje ocupam lugar de destaque na cena contemporânea.

 

Desde 2004, Paulo Moraes de Oliveira integra a sociedade, participando da administração e das decisões estratégicas da galeria. A Referência atua na promoção de artistas em diferentes estágios de carreira, com especial atenção à produção de Brasília e do Centro-Oeste, reafirmando seu compromisso com a diversidade, a representatividade e o fortalecimento do sistema da arte fora dos eixos hegemônicos.

 

Em 2026, a galeria dá continuidade aos projetos iniciados em 2025, como os cursos livres e as mostras de acervo, e aprofunda o diálogo com instituições de arte para a realização de exposições de artistas representados. A programação expositiva do ano já está definida, com exposições de maior duração, visando ampliar e qualificar a experiência de visitação. Além das atividades em sua sede, a Referência desenvolve projetos externos em importantes instituições culturais do país, reafirmando sua atuação para além do espaço físico e seu compromisso com a circulação da arte contemporânea.

 

Serviço:

“Sussurros”

Mais de 100 obras de 30 artistas visuais em pequenos formatos

Curadoria | Emerson Dionísio de Oliveira

Montem com assistência dos alunos do curso livre da Referência “Montagem: a condição expositiva”

Sala Principal e Sala Acervo

Abertura | 24/01/2026, das 16h às 20h

Visitação | Até 14/03/2026

                    De segunda a sexta, das 10h às 19h

                    Sábado, das 10h às 14h

Entradas | Gratuita

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Onde | Referência Galeria de Arte

Endereço | CLN 202 Bloco B Loja 11 Subsolo

                     Asa Norte – Brasília – DF

Telefone | +55 (61) 3963-3501

WhatsApp | +55 (61) 981623-111

E-mail| referenciagaleria@gmail.com

Facebook | @referenciagaleria

Instagram | @referenciagaleria

Site www.referenciagaleria.com.br

Menos reformas, mais conforto: tendência muda a forma de comprar imóveis no Brasil

Foto divulgação

Tendência cresce no mercado da construção civil ao oferecer praticidade, personalização e alto valor agregado; Brasal Incorporações já adota o modelo em empreendimentos como o Reserva Mykonos

O mercado da construção civil vive uma transformação impulsionada pelo comportamento do consumidor: a busca por imóveis que ofereçam praticidade, conforto imediato e zero dor de cabeça após a entrega. Esse movimento deu força ao conceito easy home, onde o  “pronto para morar”  vem ganhando espaço entre construtoras e incorporadoras em todo o país. 

A tendência se baseia em entregar apartamentos totalmente preparados para morar, com itens que vão além do padrão tradicional. Ar-condicionado instalado, cortinas, luminárias, móveis planejados, boxe espelhos nos banheiros,  além de detalhes práticos e decorativos, compõem os chamados kitsfacilitadores de mudança. O objetivo é permitir que o cliente receba as chaves e possa se mudar praticamente no mesmo dia, sem enfrentar reformas, instalações elétricas, ajustes ou contratações adicionais.

O crescimento desse novo comportamento está diretamente ligado à mudança no estilo de vida dos compradores, que priorizam experiências rápidas e eficientes, especialmente em cidades grandes. A tendência também vem sendo impulsionada por um público mais jovem, investidores e famílias que preferem soluções completas e de alto padrão, sem demandar tempo extra com acabamentos.

Atenta às novas demandas, a Brasal Incorporaçõesjá incorpora o modelo em seu portfólio. No empreendimento Reserva Mykonos, residencial de alto padrão localizado no Setor Noroeste, por exemplo, já conta com uma unidade com armários instalados nos quartos, banheiros, cozinha e área de serviço, ar-condicionado em todos os pontos, cortinas na sala e nos quartos, além de kits de banheiro e box em blindex.  

“A iniciativa atende a uma demanda crescente de clientes que desejam se mudar rapidamente e que, caso dependessem da instalação de fornecedores, especialmente de armários planejados, teriam um prazo adicional de pelo menos 60 dias. Ter a oportunidade de oferecer um empreendimento pronto para morar é um super diferencial. A proposta reforça o nosso compromisso em unir qualidade construtiva e inovação gerando sempre a melhor experiência”, afirma Marcos Thadeu, gerente comercial da Brasal Incorporações.

Com a consolidação desse novo produto, o setor da construção civil avança para um modelo que valoriza a entrega inteligente, a personalização controlada e a satisfação imediata do cliente, tendências que devem se fortalecer ainda mais nos próximos anos.

CAIXA CULTURAL BRASÍLIA RECEBE A EXPOSIÇÃO “O REINADO DO RISO”

Boneca Nordestina, de Sílvio Botelho.

Mostra explora o humor presente nas manifestações das culturas populares

De 19 de janeiro a 29 de março de 2026, a exposição “O Reinado do Riso” apresenta, na CAIXA Cultural Brasília, diversas obras que revelam a presença do riso e da comicidade nas festas e brincadeiras populares brasileiras. Com entrada gratuita, a mostra é resultado do Acordo de Cooperação Técnica entre a CAIXA e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para viabilizar exposições, palestras, eventos educativos e ações inclusivas.

A exposição reúne textos, uma incrível coleção de fantasias, mamulengos, fantoches, esculturas em madeira, pinturas e fotografias para mostrar como o riso e a brincadeira ajudam a manter vivas múltiplas tradições populares, como Carnaval, Folia de Reis, Bumba meu Boi, circo, teatro de bonecos, literatura de cordel, entre outras. Além disso, a mostra evidencia como a comicidade pode ser uma forma de denúncia, resistência e crítica.

O Reinado do Riso tem curadoria do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), unidade especial do Iphan, e foi realizada em 2012, no Museu de Folclore Edison Carneiro do CNFCP, no Rio de Janeiro. Nesta remontagem com nova expografia, após passar por Brasília, a mostra seguirá itinerante até fevereiro de 2028, passando pelas unidades da CAIXA Cultural de Recife, Fortaleza, Salvador, Belém, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.

A abertura da exposição e o lançamento do Acordo de Cooperação Técnica com o Iphan serão realizados no dia 19 de janeiro, às 19h, na CAIXA Cultural Brasília, com entrada gratuita. O evento contará com a presença de representantes de ambas as instituições.

Serviço:

[Exposição] O Reinado do Riso

Local: CAIXA Cultural Brasília – Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4 – Brasília (DF).

Abertura: 19 de janeiro de 2026, às 19h.

Visitação: de 20 de janeiro a 29 de março de 2026.

Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 21h.

Entrada gratuita

Estacionamento: disponível gratuitamente de terça a sexta, a partir das 18h, e aos finais de semana e feriados, durante todo o dia.

Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos

Revisão e Direção Curatorial: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan).

Planejamento e viabilização: CAIXA

Direção executiva e supervisão técnica: CAIXA Cultural Brasília.

Produção e expografia: A Pilastra.

Transporte especializado: ArtBrasil Cargo.

Mais informações sobre toda a programação no perfil do Instagram ou no site da CAIXACultural Brasília.

EXPOSIÇÃO “CÉU TOMBADO” PROPÕE NOVO OLHAR SOBRE BRASÍLIA PELAS LENTES DE BRUNO STUCKERT

A exposição Céu Tombado, do fotógrafo brasiliense Bruno Stuckert, convida o público a observar Brasília de uma perspectiva pouco usual: de baixo para cima. Em cartaz até fevereiro no mezanino da Livraria Travessa, no Casapark, a mostra apresenta uma série fotográfica que evidencia o horizonte aberto e a luz intensa como elementos que compõem a arquitetura invisível da capital federal, crédito: GêmeosFotografia

Mostra fica em cartaz no mezanino da Livraria Travessa, no Casapark, até fevereiro

O título da exposição faz referência ao tombamento do Plano Piloto e amplia o conceito de patrimônio ao incluir o céu como parte essencial do projeto urbanístico idealizado por Lúcio Costa. Presente de forma marcante na paisagem da cidade, o céu de Brasília surge como protagonista nas imagens de Stuckert, revelando relações sutis entre espaço, arquitetura e percepção.

Artista visual com trajetória iniciada no fotojornalismo, transita hoje pela fotografia contemporânea, desenvolvendo projetos autorais que exploram narrativas não literais. Em suas séries mais recentes, o artista trabalha a construção de realidades por meio de interferências na paisagem e na própria fotografia, criando experiências de contemplação, imersão e diálogo com o espectador.

Com estética minimalista e composições equilibradas, Stuckert investiga as relações entre o indivíduo e o ambiente urbano, especialmente em Brasília, sua cidade natal. Céu Tombado reafirma esse olhar sensível e autoral, propondo uma reflexão poética sobre a cidade, o espaço e aquilo que, muitas vezes, passa despercebido no cotidiano.

Sobre Alvor

Parceira no projeto, Alvor é um studio de marketing brasileiro comprometido em entregar soluções que equilibram direção criativa e performance. Contribui com marcas e empresas que precisam de uma atenção personalizada para atender suas necessidades de marketing e comunicação.

Serviço:

Exposição Céu Tombado – Bruno Stuckert

Local: Mezanino Livraria Travessa, Casa Park 

Dia: Até 17 de fevereiro 

Horário: das 10h às 22h

Entrada: gratuita

Liquidecora Casapark + Mostra de Decoração | Onde arte e design constroem identidade

Foto divulgação

De 16 de janeiro a 22 de fevereiro, o Casapark realiza a primeira edição do Liquidecora Casapark 2026, reunindo descontos de até 50% em móveis, objetos e acessórios de decoração. Com o conceito “Liquidecora: Sua casa, sua cara com até 50% off”, a campanha convida o público a transformar os ambientes do lar aproveitando vantagens como frete grátis, pronta-entrega e condições especiais de pagamento. É a oportunidade ideal para renovar a casa com estilo, economia e produtos de qualidade.

Paralelamente à campanha promocional, acontece, na Praça Central, a Mostra Liquidecora + Casapark Prime 2026, com ambientes assinados por seis escritórios de arquitetura e design de interiores convidados pelo programa de relacionamento do shopping, referência em mobiliário e complementos para a casa.

Participam da mostra Cecília Herculano, responsável pelo Quarto de Casal; Renata Ciccarini, que assina o Home Office; o Studio Freijó — formado por Natalie Tramontini e Thalita Gonçalves — à frente do Living do Colecionador; e o Studio Vanguarda, representado por Matheus Silva, com a Sala de Estar. O Loft de Solteiro é assinado pela Traama Arquitetura, com Ana Luiza Veloso e Amanda Saback, enquanto o Espaço Gourmet fica sob responsabilidade da Orla Arquitetura, formada por Isabella Souza e Carla Monza.

Um dos destaques da edição é o Living do Colecionador, que apresenta soluções alinhadas a uma das tendências mais relevantes da arquitetura de interiores contemporânea. “A Mostra Liquidecora + Casapark Prime é dinâmica e nos permite inovar, incorporando espaços que refletem as novas formas de morar dos brasileiros”, afirma Carol Valença, gerente de marketing do Casapark. “Nesta edição, incluímos o Living do Colecionador, uma tendência mundial que cresce com velocidade surpreendente no Brasil.”

A arte como conceito e forma de expressão atravessa todos os ambientes da mostra, seja por meio de obras, seja na concepção dos espaços. Integrada aos projetos de interiores, ela amplia o significado dos ambientes e cria diálogos entre forma, função, materiais e luz. Essa presença fortalece a identidade dos projetos e promove experiências mais sensíveis, acolhedoras e conectadas ao modo de viver contemporâneo.

 Serviço:

Mostra Liquidecora + Casapark Prime 2026

Onde | Praça Central do Casapark

Visitação | de 16/01/2026 a 22/02/2026 

                    De segunda a sábado, das 10h às 22h

                    Domingo, das 12h às 20h

Entrada | Gratuita

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Redes sociais | @casapark

Endereço | SGCV Lote 22, Park Sul – Brasília

Telefone | (61) 3403-5300

Uma história da arte brasileira: exposição é programa imperdível para férias no CCBB Brasília

Obra de CARLOS SCLIAR, foto Vicente de Mello

Com cerca de cem obras do acervo do MAM Rio, mostra é um convite para toda a família percorrer momentos decisivos da arte moderna e contemporânea brasileira

Em cartaz até 8 de fevereiro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília, em parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), a exposição Uma história da arte brasileira se consolida como uma excelente opção cultural para o período de férias. Com classificação livre e acesso gratuito, a mostra oferece ao público de todas as idades um amplo e instigante panorama da arte brasileira dos séculos 20 e 21, reunindo cerca de cem obras de um dos acervos mais importantes do país.

Instalada no térreo e no subsolo da Galeria 1 do CCBB Brasília, a exposição propõe um percurso acessível e envolvente pela história da arte moderna e contemporânea no Brasil, apresentando obras que dialogam com diferentes gerações, linguagens e contextos históricos. Pinturas, esculturas, fotografias, gravuras e trabalhos conceituais permitem uma experiência rica tanto para quem já tem familiaridade com artes visuais quanto para visitantes que aproveitam as férias para um primeiro contato com esse universo.

Ao propor um panorama amplo e sensível da produção artística brasileira, a exposição se estrutura como um convite à descoberta, ao diálogo entre gerações e à formação do olhar, especialmente em um período de férias em que o público busca experiências culturais compartilhadas. 

Para Pablo Lafuente, diretor artístico do MAM Rio e um dos curadores da mostra, o recorte apresentado vai além de uma leitura cronológica e se afirma como uma experiência de aproximação com a arte e com o país. “A exposição oferece um percurso completo pela história da arte moderna e contemporânea brasileira, reunindo obras fundamentais de artistas que, ao longo dos últimos 100 anos, redefiniram o que a arte pode expressar, provocar e nos fazer sentir”sugere. “As criações dos artistas, com linguagens tão diversas quanto acessíveis, nos contam histórias, estimulam nossa imaginação e promovem novas maneiras de perceber o mundo ao nosso redor”, garante.

O conjunto apresentado reúne nomes essenciais da arte brasileira, como Alberto da Veiga Guignard, Amílcar de Castro, Angelo Venosa, Beatriz Milhazes, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Hélio Oiticica, Leonilson, Lúcia Laguna, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Sebastião Salgado, Sérgio Camargo, Thiago Martins de Melo, Tomie Ohtake, Tunga, entre outros. As obras estão organizadas em cinco núcleos cronológicos que atravessam o Modernismo, o Abstracionismo e o Concretismo, as experimentações das décadas de 1960 e 1970, a pluralidade da produção a partir dos anos 1980 e, por fim, um recorte potente da fotografia brasileira contemporânea.

Além da visita à exposição, o público de férias também pode participar das ações do programa educativo do CCBB, que amplia a experiência cultural com atividades inclusivas e interativas. No dia 30 de janeiro, será realizada a Vivência em Libras na exposição, encontro que integra pessoas surdas e ouvintes, por meio da arte e da cultura. Realizada de segunda a domingo, Educativo CCBB propõe experiências dinâmicas, como visitas mediadas às exposições, jogos teatrais, narração de histórias e jogos de mesa, incluindo a presença de um intérprete de LIBRAS em encontros semanais, reforçando o compromisso do CCBB com a acessibilidade e a diversidade de públicos.

Ao unir relevância histórica, diversidade de linguagens, ações educativas e entrada gratuita, Uma história da arte brasileiraconvida crianças, jovens e adultos a descobrir, juntos, como a arte ajuda a imaginar, compreender e sentir o Brasil.

Sobre o MAM Rio

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro promove experiências participativas e inclusivas a partir da arte. Fundado em 1948 com a premissa de ser um museu-escola, é referência como plataforma de criação e formação para artistas e públicos, alcançando diferentes gerações e territórios. O MAM Rio é responsável por um extenso acervo de arte moderna e contemporânea, com focos na arte brasileira e em fotografia. Atualmente, abriga três coleções de artes visuais, com um total de cerca de 16 mil obras.

As exposições do MAM Rio propõem relações entre artistas de diferentes gerações, conectando passado e presente em todas as linguagens e manifestações, pautados por temáticas diversas e equitativas do mundo e do fazer artístico. 

O prédio do MAM Rio no Parque do Flamengo, desenhado por Affonso Eduardo Reidy e com jardins projetados por Roberto Burle Marx, virou referência para a arquitetura mundial. O museu e seu entorno oferecem um espaço de convivialidade e experimentação que impulsiona processos de troca, circulação, vivências e cultura.

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Localizado no Edifício Tancredo Neves, o prédio é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico de autoria de Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, é oferecido o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais, aproximando o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolha públicas e particulares, universitários e instruções, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

SERVIÇO:

Exposição: Uma história da arte brasileira
Curadoria: Raquel Barreto e Pablo Lafuente
Data:
 até 08 de fevereiro de 2026
Local: CCBB Brasília
Endereço: Asa Sul Trecho 2 – Asa Sul, Brasília – DF
Tel: (61) 3108-7600
Website: 
https://ccbb.com.br/brasilia/

Instagram: @ccbbbrasilia

Ingressos: podem ser retirados gratuitamente na bilheteria do CCBB ou no site,

Classificação: livre

Horários de visitação: terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada nas galerias até 20h40

Arte, olhar e percepção nas conversas sobre a mostra “Na cidade mora um rio”, de Lino Valente

Foto divulgação

Como parte da programação da mostra Na cidade mora um rio, de Lino Valente, serão realizadas, em janeiro, duas conversas abertas ao público. Os encontros abordarão temas relacionados à paisagem e à arte, com foco na ampliação da percepção do sutil e do olhar nas artes visuais. No dia 9 de janeiro, às 16h, a historiadora da arte e curadora Renata Azambujaconduzirá a conversa “A meditação em movimento”, que trata do aspecto meditativo na obra de Lino Valente. Já no dia 23 de janeiro, também às 16h, a artista Helena Lopesapresenta a fala “Efemeridade da passagem, deslocamento do olhar”. As conversas acontecem na Galeria 3 do Museu Nacional da República, com entrada gratuita e livre para todos os públicos.

Em sua primeira individual institucional, Lino Valente parte da questão ambiental para desenvolver uma série de fotografias criadas a partir de frames de filmes. Imagens indefinidas, de cores saturadas, desdobram-se em impressões sobre chapa de metal, videoprojeções, videoinstalações e backlights. A exposição, concebida como um conjunto coerente e interligado, incorpora essa perspectiva ao articular afetos e memórias que não se fixam na materialidade das coisas, mas habitam o espaço fluido entre o visível e o invisível. Seu olhar transgressor desestabiliza percepções e conduz o público a outras formas de sentir, convidando-o a atravessar limites sutis entre presença e ausência.

Essa pesquisa se desdobra na compreensão da paisagem como algo em constante transformação. O artista aborda a passagem do tempo e a natureza transitória dos espaços urbanos, ampliando a noção de paisagem ao revelar camadas de vozes, memórias e imaginários que compõem as cidades. Ao borrar territórios e fronteiras, explora zonas liminares entre real e lembrança, pertencimento e deslocamento.

Segundo o curador Bené Fonteles, Lino registra vestígios dos rios a partir da janela de um carro em movimento, percorrendo ruas e avenidas que poderiam pertencer a Brasília ou a qualquer cidade do mundo. Mais do que acompanhar o deslocamento dos veículos, o artista realiza uma verdadeira arqueologia sensível, trazendo à tona tanto as águas ocultas das cidades quanto memórias abafadas pelo ritmo urbano.

Realizada com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), a mostra permanece em cartaz até 15 de fevereiro de 2026, com visitação de terça a domingo, das 9h às 18h30. A exposição conta com interpretação em LIBRAS nas rodas de conversaaudiodescrição das obras por QR Code,legendas em português nos vídeos e folder em Braille. O Museu Nacional da República está localizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).
Instagram: @museunacionaldarepublica e @linovalente_

Sobre as palestrantes

Helena Lopes é pintora, gravadora e professora, especialista em gravura. Graduada em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília (UnB), participou da fundação do Ateliê de Gravura da UnB, posteriormente denominado Núcleo de Gravura do Instituto de Artes. Realizou o projeto Fonte Geradora de Imagens em Gravura em Metal (1980) e participou de inúmeras exposições nacionais e internacionais ao longo de mais de 40 anos de carreira. Atualmente, explora as possibilidades da arte digital e desenvolve cursos de formação artística em seu ateliê, em Brasília.

Renata Azambuja é historiadora da arte, curadora e arte-educadora. Licenciada em Artes Plásticas pela UnB, é mestre em Teoria e História da Arte Moderna e Contemporânea pelo City College of New York (CUNY) e doutora em Teoria e História da Arte pela UnB, com pesquisa voltada aos modos de produção de conhecimento em curadoria, tendo a residência artística como foco.

Sobre o artista

Artista visual e cineasta autodidata, Lino Valentedesenvolve uma poética que funde fotografia e vídeo como linguagens híbridas e expandidas. Sua pesquisa nasce do desejo de dissolver fronteiras entre o real e o imaginário, a memória e a invenção. O Cerrado, território afetivo que o atravessa, é o solo simbólico de onde brotam suas narrativas sensoriais, enquanto a cidade surge como espelho de ausências e deslocamentos.

Seu trabalho transita entre cinema, fotografia e instalação, propondo modos sensíveis de ver, habitar e reinventar territórios e o tempo. Participou de exposições no Museu Nacional da República e em galerias de sua cidade. Suas obras integram acervos e coleções brasileiras. Em 2025, foi indicado ao Prêmio PIPA, e seu filme Eternidade Agora integrou a Bienal de Havana e passou a compor o acervo do MAM São Paulo. Vive em Brasília e trabalha entre São Paulo e Belo Horizonte.

Sobre o curador

Bené Fonteles nasceu em 1953, em Bragança (PA), e vive e trabalha em Salvador (BA). Artista plástico, jornalista, editor, escritor, poeta e compositor, iniciou sua carreira em 1971, no 3º Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará. Seu trabalho transita entre arte e artesanato, explorando a transformação de materiais simples, naturais ou pouco industrializados.

Participou cinco vezes da Bienal de São Paulo, com destaque para a 32ª edição, com o projeto Ágora: OcaTaperaTerreiro, além do Panorama da Arte Brasileira no MAM-SP e de exposições no MAC-USP. Foi diretor do Museu de Arte da UFMT e do Museu de Arte de Brasília, e recebeu a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura e da Presidência da República.

Serviço

Conversas sobre “Na cidade mora um rio”

Com Renata Azambuja + Lino Valente
A meditação em movimento

09/01, às 16h
Galeria 3 – Museu Nacional da República
Entrada gratuita
Interpretação em LIBRAS

Com Helena Lopes + Lino Valente
Efemeridade da passagem, deslocamento do olhar
23/01, às 16h
Galeria 3 – Museu Nacional da República
Entrada gratuita
 Interpretação em LIBRAS

Na cidade mora um rio
Artista | Lino Valente
Curadoria | Bené Fonteles
Local | Galeria 3 – Museu Nacional da República
Visitação | até 15/02/2026
Horário | terça a domingo, das 9h às 18h30
Entrada | gratuita
Classificação | livre
Expografia | Studio Tavares
Produção | Incentivem Soluções Culturais
Acessibilidade | LIBRAS, audiodescrição por QR Code, legendas e folder em Braile
Patrocínio | Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF)